
VITÓRIA 4X0 GOIÁS
Por Éder Ferrari
Se no Campeonato Baiano o Vitória tem, quase sempre, deixado a desejar, na Copa do Brasil, no Barradão, o rubro-negro não perdoa. Mais uma goleada e vaga nas quartas de final praticamente garantida. Já havia atropelado Corinthians de Alagoas e Náutico. O temor durante o dia se haveria ou não novo adiamento do jogo por causa das fortes chuvas, que causaram caos em Salvador nos últimos dias, parece ter afetado o time goiano. Apesar de ter deixado os atacantes titulares, Fernandão e Felipe, em Goiânia, o alviverde poderia ter endurecido mais a partida, mas, covarde e com os setores longe de estarem compactos, tem que agradecer os 4x0. Já Ricardo Silva, demonstrou uma ousadia pouca vista nessa temporada.
Ao colocar o atacante Neto Berola no lugar do estreante volante Fernando, desarmou de vez o sistema defensivo do rival, lavou a alma e deu uma resposta aos críticos. Porém, para não fugir do óbvio, o capitão Ramon Menezes foi decisivo e comandou o time. Resta ao rubro-negro buscar mais efetividade pra cima, ao invés de manter a regularidade inversa. Quando joga no limite, o Vitória consegue mostrar qualidade, porém, depender do máximo, é complicado. Vale ressaltar o bom público que compareceu o Barradão, cerca de 10 mil, apesar de todos os problemas causados pela chuva. Agora, é esperar o vencedor do confronto entre Vasco e Corinthians do Paraná. Os cariocas sairam na frente fora de casa ao vencer por 1x0.
VITÓRIA
Viafara – Quando exigido, fechou. (6,5)
Nino – Desta vez, não foi decisivo. (6,5)
Wallace – Fechou atrás e chegou a se arriscar no ataque. (7)
Reniê – Atuação muito segura. (7)
Egídio – Destoou. (5)
Vanderson – Teve trabalho com Mateus Garcia. (6)
Fernando – Enquanto teve pernas, mostrou toda sua categoria. (7)
Bida – Diferente dos últimos jogos, esteve aceso e marcou um golaço. (7)
Ramon – O dono do time e do jogo. (8,5)
Elkeson – A cada dia se firma mais. Um dos melhores em campo. (8)
Júnior – Mesmo sem atuar bem, deixou o seu. (6,5)
(Neto Coruja) – Entrou no fim. (Sem nota)
(Neto Berola) – Sua entrada mudou o quadro do jogo, mas precisa ser objetivo. (6)
(Schwenck) – Quando partiu para mais uma atuação ruim, marcou um belo gol nos acréscimos. (6)
Ricardo Silva – Acertou ao colocar Fernando e depois Berola. (8)
GOIÁS
Harlei – Se não fosse ele... (6)
Ernando – Não se achou. (4)
Rafael Tolói – Mal acompanhado. (5,5)
Marcão – Não viu a cor da bola. (3)
Fábio Bahia – Improvisado, fez o que pôde. (5)
Túlio – Tenta levar no grito. Na bola... (4)
Rithely – Razoável no primeiro tempo, apagado no segundo. (4)
Mateus Garcia – Muita vontade e categoria, mas cansou cedo. (6)
Wellington Saci – Sentiu a falta da outra perna. (4,5)
Everton Santos – Quando apareceu, perdeu o duelo com Viafara. (4,5)
Rafael Moura – Perigoso, poderia ter mudado a história do jogo, mas vacilou. (5)
(João Paulo) – Entrou sem ter o que fazer. (Sem nota)
(Romerito) – Não manteve o nível de Mateus. (4)
Jorginho – Errou ao poupar os atacantes e ainda colocou o time todo na retranca. (3)