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Companhia brasileira de teatro chega a Salvador com residência artística, seminário e apresentações abertas ao público

Companhia brasileira de teatro chega a Salvador com residência artística, seminário e apresentações abertas ao público
Foto: Romulo Juracy
Ao todo, serão 80 horas de atividades de criação e troca intensa que abordam as questo?es tema?ticas e de linguagem que envolvem a pesquisa para a criac?a?o desse trabalho da companhia

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Oh Polêmico comenta sobre valorização do pagodão e luta contra racismo: “Respeito não é um favor”
Foto: Alana Dias / Bahia Notícias

Em 11 anos muita coisa pode acontecer em uma carreira. Em um meio tão oscilante quanto o campo artístico, onde novos nomes vem e vão em uma velocidade surpreendente, alcançar essa marca já é uma conquista que Oh Polêmico pode chamar de sua. 

 

Nessa década vivida em cima dos palcos e com suas músicas nos paredões, muitas mudanças ocorreram. O artista, que costumava fazer jus ao codinome artístico com brigas públicas e frases problemáticas, vem se tornando uma voz ativa na luta contra o racismo e a valorização da favela.

 

 

 

É com isso em mente, que o dono de hits como “Pitbull Enraivado”, “Samba do Polly” e “Deixa eu botar meu boneco” chega para mais um Carnaval de Salvador. 

 

Com um trio pipoca no circuito Barra/Ondina, na quinta-feira (12), o cantor levará em suas roupas e no repertório o foco para a periferia, local de origem do pagodão baiano. “Favela no topo, favela no mundo” será o tema de seu Carnaval em 2026.

 

“A gente que veio da comunidade sabe nossas lutas. Muita gente que critica, que quer desfazer, às vezes quer até humilhar… Então quanto mais a gente se unir, mais a gente fica mais forte. Nosso pagodão é resistência. Respeito não é um favor, respeito é um direito”, explicou Polly, em entrevista ao Bahia Notícias. 

 

Um dos motivos de se tornar uma voz mais ativa contra o preconceito foi uma situação vivida pelo cantor, em janeiro, quando presenciou um caso de racismo em um salão de beleza em Salvador. 

 

“Fiz até uma música, que pretendo lançar agora depois do Carnaval, que é uma música referente a isso. Vai ter clipe também. E eu tenho certeza que a galera vai se identificar bastante. Vai ser nosso momento de fala”, revelou ao BN. 

 

Além da mudança de atitude, os onze anos de trajetória são acompanhados por mudanças em suas músicas que saíram do pagode de paredão para o “pagode limpo”, ou seja, aquele sem censura e mais leve. 

 

“Quando a gente quer furar a bolha, quer alcançar outras prateleiras, a gente tem que se moldar um pouquinho, começar a trabalhar as mudanças de letras… eu já venho fazendo isso aí há muito tempo, já tem uns quatro anos eu fazendo esse tipo de repertório”, explicou.

 

 

 

Polly explicou que a estratégia atual é focar em um repertório mais dançante e alegre, que possa ser utilizado de forma tranquila nas redes sociais, como foi o caso de canções como “Na ondinha” e “Fritadeira”. 

 

“O pagodão proibidão é o pagodão que me colocou no meio da música. Todo artista que está começando, o repertório sempre é o pagodão proibidão, porque a gente fala da realidade, do que acontece, é o que a galera da comunidade, da favela, abraça”, completou Polly. 

 

Apesar da mudança, o cantor mantém suas músicas desse estilo em seu repertório, adequando com base no espaço onde a apresentação é realizada. “Tem lugares e lugares”, declarou. O motivo, no entanto, para não abandonar o estilo é o respeito. “Foi a música que me colocou… eu digo que faz parte da minha história”, adiciona. 

 

O artista vem passando por grandes fases na carreira com lançamento de audiovisual, estreia de seu primeiro ensaio de verão e até música tocando no reality show “Big Brother Brasil” e promete “fazer história nesse Carnaval”. 

 

“Eu tenho muitas metas para poder concluir esse ano. Quero fazer uma turnê fora também, levar o nosso pagodão para tudo… colocar na prateleira que nunca deveria ter saído”, defende. 

 

 

 

VÍDEO: César Tralli surpreende fiscal de aeroporto com conteúdo de mala de mão
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O jornalista César Tralli, âncora do Jornal Nacional, da TV Globo, compartilhou um episódio inusitado vivido em um aeroporto de São Paulo. O apresentador surpreendeu o fiscal do raio-x com o conteúdo de sua mala. 

 

Em um vídeo compartilhado em suas redes sociais, o jornalista contou que levou potes de marmita em sua mala de mão para passar a semana de trabalho com comida pronta, já que divide sua vida entre São Paulo e Rio de Janeiro. 

 

“Estou passando no raio-x do aeroporto de Congonhas com a mala de mão, a mala passa no aparelho e o operador do equipamento vira para mim e fala: ‘Está cheio de marmita aí, hein, Tralli?’”, contou, bem-humorado. 

 

 

 

“Eu aproveito o fim de semana e já vou pegando o que tem, já pego comida, separo e tal, e vou trazendo para cá. A salada, claro, eu compro por aqui e faço uma salada fresquinha para acompanhar a proteína”, completa.

Atriz Lidi Lisboa reage a assalto e é ferida no Rio de Janeiro

Por Redação

Atriz Lidi Lisboa reage a assalto e é ferida no Rio de Janeiro
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A atriz e ex-A Fazenda Lidi Lisboa foi assaltada na zona oeste do Rio de Janeiro, na última terça-feira (3). Durante a abordagem, a atriz teve o celular, avaliado em R$ 10 mil, levado. 

 

A atriz teria reagido ao assalto e decidiu correr atrás dos criminosos. Um dos suspeitos teria, então, atingido a atriz na testa com o celular antes de conseguir escapar. Um boletim de ocorrência foi registrado na última quarta (4).

 

 

 

Em suas redes sociais, Lidi compartilhou um vídeo de sua mãe em que fala sobre o ocorrido. “O que você acha de devolver o telefone da minha filha? Faça diferente, mude essa vida”, pediu.
 

TJ-SP condena pré-candidato do MBL à Presidência a indenizar Djamila Ribeiro por ofensas e associação ao crime organizado

A 6ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou o pré-candidato à Presidência da República Renan dos Santos, um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), a indenizar em R$ 30 mil a escritora, filósofa e ativista Djamila Ribeiro, após ofensas feitas contra ela na rede social X, antigo Twitter.

 

Por decisão unânime, os desembargadores reformaram a sentença de primeira instância e reconheceram que as mensagens extrapolaram os limites da liberdade de expressão, configurando violação à honra e à imagem da autora. A defesa de Djamila foi feita pelo advogado Fábio Leme.

 

“As pessoas não podem sair por aí falando o que querem sobre as outras pessoas. Eu lutei muito para chegar aos lugares a que cheguei. Se as pessoas não gostam do debate que eu trago, rebatam no campo das ideias”, afirmou Djamila, em vídeo publicado em seu Instagram.

 

Renan dos Santos havia publicado que um texto de Djamila seria “uma das coisas mais burras já escritas em língua portuguesa”, chamando-a de “jeca” e afirmando que “sua agenda é a mesma do crime organizado”.

 

A relatora do caso, desembargadora Lucília Alcione Prata, destacou que a liberdade de expressão não é um direito absoluto e encontra limites nos direitos da personalidade e na dignidade da pessoa humana.

 

O acórdão também determinou que o caso fosse analisado sob a perspectiva de gênero e racial, conforme protocolos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ressaltando que o uso do termo “jeca” carrega carga simbólica pejorativa e, quando dirigido a uma mulher negra e intelectual, reforça estigmas históricos de inferiorização.

José de Abreu divulga pré-candidatura a deputado federal pelo PT

Por Redação

José de Abreu divulga pré-candidatura a deputado federal pelo PT

O ator José de Abreu anunciou sua pré-candidatura a deputado federal pelo PT do Rio de Janeiro. A notícia foi inicialmente divulgada pelo jornalista Ricardo Bruno. 

 

A novidade ocorre um dia após o ator compartilhar uma foto de quando foi preso pela ditadura militar, em 1968. “Meu passado me condena, rsrs! Vem novidade por aí”, escreveu o artista na legenda. 

 

O último trabalho televisivo do ator foi em 2025, quando viveu o Coronel Elói Bandeira na novela ‘Guerreiros do Sol’, da Globoplay. O ator participou de grandes sucessos da TV Globo como “Bebê a Bordo” (1988), “Renascer” (1993), “Avenida Brasil” (2012) e “A Regra do Jogo” (2015). 
 

Alanis Guillen abre álbum de fotos de passagem por Salvador

Por Redação

Alanis Guillen abre álbum de fotos de passagem por Salvador

A atriz Alanis Guillen escolheu Salvador para alguns dias de descanso e aproveitou o verão soteropolitano. No ar atualmente como Lorena Ferretti na novela “Três Graças”, da TV Globo, a artista compartilhou, nesta quinta-feira (5), registros da passagem pela capital baiana.

 

 

Na legenda de uma das publicações, Alanis comentou o clima da viagem. “Salvador foi tão bom, que tô presa aqui ainda!”, escreveu. A postagem recebeu comentários de fãs e de colegas de profissão. “Muita coisa”, disse Mell Muzzillo. “Eita Salvador!”, comentou Alinne Moraes. Já Mariana Ximenes escreveu: “Deslumbrante”.

 

Nas imagens, a atriz aparece usando um vestido vermelho, com o mar como cenário. Durante a estadia na cidade, Alanis também marcou presença no Festival de Verão, realizado no fim de janeiro.

 

Na novela “Três Graças”, escrita por Aguinaldo Silva em parceria com Virgílio Silva e Zé Dassilva, Alanis interpreta a personagem Lorena Ferretti, filha de Santiago Ferretti, vivido por Murilo Benício, e de Zenilda, interpretada por Andréia Horta, além de irmã de Leonardo, personagem de Pedro Novaes.

 

Antes do papel atual, a atriz ganhou destaque ao interpretar Juma Marruá no remake de “Pantanal” (2022) e Michele em “Mania de Você”, também produções da TV Globo.

 

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Justiça Federal determina suspensão de passarela de camarote no Morro Ipiranga após ação do Conselho de Arquitetura
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A 13ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária da Bahia concedeu uma liminar e determinou a suspensão imediata da passarela que dá acesso ao camarote Glamour, localizado no circuito Dodô (Barra-Ondina). A decisão foi publicada nesta quinta-feira (5), após uma ação civil pública movida pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Bahia (CAU-BA) alegando que a área do Morro Ipiranga, onde é realizada a construção da passarela, seria legalmente protegida, devendo respeitar aspectos arquitetônicos e urbanísticos.

 

O procurador jurídico do CAU-BA, Fernando Valadares, ao comentar sobre a suspensão, relembrou o caso de suspensão do leilão dos terrenos nas intermediações do Morro do Gato. Em entrevista ao Jornal da Cidade, da Rádio Metrópole, ele afirmou que, mesmo a passarela “sendo segura”, ela teria que seguir os preceitos arquitetônicos do local, pois ele seria uma área de Proteção Cultural e Paisagístico (PCP).

 

Segundo Valadares, ofícios foram enviados alertando sobre a suposta ilegalidade na construção, contudo, após “dificuldades na interlocução”, não teriam restado alternativas que não fossem levar o caso à Justiça.

 

“A passarela não pode estar aí, porque aquela área é protegida e as imagens são muito claras. Com base em preceitos técnicos, ainda que, do ponto de vista técnico, ela fosse uma passarela segura, ela ainda não é deve estar ali por aspectos arquitetônicos e urbanístico. Ali é uma área legalmente protegida, inclusive, é um dos motivos para o Conselho ter movido a ação civil pública que suspendeu o leilão de áreas situada naquela mesma encosta. Então não faria sentido o Conselho se deparar com essa situação e fingir que não tinha nada acontecendo”, justificou Valadares.

 

“Foram enviados ofícios em caráter de urgência, porque a situação era urgente, tanto para pessoas jurídicas quanto para o próprio município. Mas a gente tem dificuldade em relação a essa interlocução. (...) Não restou alternativa que não fosse judicializar a demanda. (...). Aquela é uma área ela foi doada ao município há muito tempo para que fosse utilizada para uso e gozo do povo. Ela é uma área protegida pela própria legislação da municipalidade, pois é uma área de Proteção Cultural e Paisagístico (PCP)”, completou.

 

Segundo o procurador do CAU, a ação foi movida inicialmente contra os representantes dos camarotes, mas, a prefeitura teria solicitado “amicus curiae”, pedindo para ser uma das partes que fazem parte do processo.

 

“Quero compartilhar algo que me deparei recentemente e fiquei estarrecido. A ação foi demandada à pessoa jurídica responsável pelo camarote e eu acabo de me deparar com uma petição do município na qualidade de terceiro interessado. A municipalidade devia fazer prevalecer o que é de interesse público. O município nem foi demandado no processo”, disse Valadares.

 

Em coletiva de imprensa nesta quarta (4), o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), defendeu a instalação da passarela no circuito Barra-Ondina. A instalação, inclusive, já havia sido alvo de críticas em 2025, quando chegou a ser apelidada de “passarela do apartheid”.

 

“Não há nada que proíba. Se está permitido pela legislação, eu não posso proibir. Então apoio a iniciativa. Ano passado tiveram os questionamentos, a justiça decidiu, inclusive favorável, e esse ano foi liberado mais uma vez”, defendeu Bruno Reis.

Carla Perez confirma Xanddy na despedida da ‘Pipoca Doce’: “Mais do que especial”
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A despedida da Pipoca Doce de Carla Perez, trio pipoca para o público infantil, oriundo do bloco Algodão Doce, terá a presença do cantor Xanddy Harmonia. A pipoca desfila no sábado e domingo de Carnaval. 

 

“Meu sorriso já entrega a felicidade! Ter meu amor, Xanddy, comigo no Trio Pipoca Doce é mais do que especial: é encontro de alegria, energia boa, cumplicidade e muito amor no Carnaval”, escreveu a cantora na legenda da publicação. 

 

A pipoca sairá nos dias 14 e 15 de fevereiro, no circuito Campo Grande. A concentração da pipoca ocorre às 10h30, com desfile marcado para ter início às 11h. Com o tema “Sonho de Criança”, o desfile também terá a presença do DJ Raffa Maciel, Cia Brincar de Quê? e a dupla de palhaços Patati Patatá. 
 

Condcomunica: Primeiros condomínios de Salvador surgiram com a verticalização e a ocupação dos circuitos do Carnaval
Foto: Google Street View

A relação entre Carnaval e moradia em Salvador é mais antiga do que parece. Antes mesmo da consolidação dos grandes circuitos da festa, o processo de verticalização já transformava a paisagem urbana e a forma como os moradores vivenciavam o período carnavalesco. Foi nesse contexto, entre as décadas de 1940 e 1950, que surgiram os primeiros condomínios da capital baiana, segundo o historiador Rafael Dantas, que participou do podcast CondComunica, exibido nesta quarta-feira (28).

 

Até o início dos anos 1950, Salvador era predominantemente formada por casas e sobrados, com poucos edifícios de maior porte. “Era uma cidade com casas, pouquíssimos prédios. Dá para fazer quase uma linha cronológica dos primeiros edifícios mais altos de Salvador”, relatou Rafael no programa. De acordo com ele, os primeiros prédios comerciais tinham, no máximo, oito ou dez andares e eram exceções em meio a uma paisagem ainda horizontal.

 

Um marco desse processo foi a inauguração do Hotel da Bahia, em 1952. “Ele surge como a única construção alta de todo o entorno. Só depois começam a aparecer os prédios da Vitória, e isso ainda leva um tempo”, explicou o historiador. Antes disso, algumas experiências isoladas já apontavam para a mudança, como o Edifício Oceania, na Barra, construído nos anos 1940 em estilo art déco.

 

O Oceania tornou-se símbolo da ruptura com a paisagem anterior. “Quando foi terminado, as pessoas achavam que ele não era estável o suficiente, que ia cair em direção ao Farol da Barra”, contou. Durante anos, o edifício foi a construção mais alta da região, destacando-se em uma Barra que ainda concentrava casas, espaços de lazer e antigas boates que fervilhavam durante o Carnaval, como a Maria Fumaça, que acabou destruída por um incêndio.

 

Do ponto de vista histórico, porém, o primeiro condomínio de Salvador, no formato mais próximo ao atual, surgiu na Graça. Trata-se do Edifício Dourado, localizado na Rua da Cunha, um prédio baixo, de três ou quatro andares. “Historicamente, é o primeiro condomínio de Salvador. O primeiro, de fato, nesse formato que a gente conhece hoje”, destacou o pesquisador.

 

PRIMEIROS CAMAROTES

A partir dos anos 1950, observou-se uma mudança significativa na paisagem urbana, com a derrubada de casas para dar lugar a edifícios. Regiões como o Campo Grande, a Rua Carlos Gomes e outros circuitos tradicionais do Carnaval passaram a ser ocupadas também como espaços privados de observação da festa. É nesse período que surgem os primeiros “camarotes” residenciais, onde famílias e amigos se reuniam para acompanhar os desfiles.

 

Embora o aluguel de apartamentos durante o Carnaval ainda não fosse uma prática tão difundida quanto nos dias atuais, registros de jornais das décadas de 1960 e 1970 indicam o início da oferta desses imóveis para a temporada festiva. Este foi, portanto, um divisor de águas na história urbana de Salvador, marcando a valorização de determinados bairros para vivenciar o Carnaval.

 

Apresentado pela advogada Jamile Vieira e pela jornalista Monique Melo, o CondComunica oferece informações práticas para síndicos, moradores e administradores. O podcast tem patrocínio da Acco Caixas e apoio da Avatim, Casa Tua, Muse: Curadoria de Moda, Zama Brasileiro, Jamile Vieira Advogados Associados e Texto & Cia.

VÍDEO: Edson Gomes insinua que “comunismo tem roubado nossos filhos” e provoca reação de Olívia Santana: “Reacionário”
Foto: André Carvalho / Igor Barreto / Bahia Notícias

Um dos maiores nomes do reggae brasileiro, o cantor Edson Gomes se envolveu em mais uma polêmica após ele insinuar que o comunismo estaria “roubando” as crianças, fazendo um alerta para que as futuras gerações não se tornem “uma presa”. A publicação, feita há duas semanas pela página “Positividade Reggae” viralizou nas redes sociais e gerou uma reação da deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) nesta quinta-feira (5), que chamou o artista de “reacionário” e afirmou que grande parte do público de Edson Gomes “é comunista”.

 

No discurso durante o show, o reggaeman diz que o comunismo caçaria as futuras gerações para que “elas não fossem nada”. O cantor também orientou os pais a reagirem para que os filhos não fiquem “à mercê da tirania”.

 

"Queria agradecer as mães que trazem suas crianças para ouvir esse reggae. É muito bom, vão sair daqui com algo positivo na mente. Sem maconha, sem droga, sem nada. Só música, só a mensagem positiva para que quando crescerem, saberem tomar decisão melhor que os pais. Nossos filhos são caçados pelos comunistas para que eles possam ser nada, para que se tornem uma presa, e nós precisamos reagir, dar direcionamento a nossos filhos, para que não sejam no futuro uma presa, não estejam à mercê da tirania, dos opressores, daqueles que enganam. Jah!", disse Edson Gomes.

 

Confira a gravação:

 

Crítica ao posicionamento do cantor, Olívia Santana rebateu as falas e declarou que irá “combater os discursos reacionários”. No texto, segundo a deputada, Edson Gomes também seria um compositor que escreve como comunista, mas que age como “qualquer pessoa de direita” fora da vida artística.

 

“Edson Gomes compõe como um comunista, mas fora da vida artística age como qualquer pessoa de direita. Contraditoriamente suas canções são críticas duras ao capitalismo e suas mazelas. ‘Esse sistema é um vampiro’, ‘Vamos amigo, lute, senão a gente acaba perdendo o que já conquistou’ viraram hinos nas manifestações da classe trabalhadora. Mas Gomes nem deve se dar conta de que grande parte do seu público são pessoas de esquerda, os comunistas que ele tanto abomina”, diz o texto.

 

“É triste ver sua radicalização à direita nesta fase da sua vida. O bolsonarismo racista, colonial, que quer manter nosso povo submisso, vibrou com seu discurso. E nós, os comunistas, democráticos, combateremos seu discurso reacionário e seguiremos dançando seu reggae como um entretenimento, mas levando muito a sério a necessidade de lutarmos para não acabarmos perdendo o já conquistamos”, completa a deputada.

Curtas e venenosas

Ilustração de uma cobra cor mostarda com listras amarelas, boca aberta exibindo a língua
Fato: o Festival de Verão perdeu totalmente aquela graça que tinha nas edições anteriores. A equipe até tenta se reinventar, trazendo para cá a fórmula de festas do eixo Rio-SP. Porém, falta uma conexão verdadeira com o povo da terra. E nem estou falando das atrações. É algo de DNA e identificação mesmo que não temos mais com a festa. Essa época do ano é muito especial porque Mainha realmente vira arroz de festa. Melhor forma de ser vista, sem gastar nada. Enquanto os outros vendem a alma para fazer seus ensaios, ela vai lá, dá o gás dela e depois parte para reforma de sua "casinha" em Juazeiro. Curioso como o Menino Pizane não aproveita só uma pauta, ele aproveita de todas. Um dia após o Dia da Visibilidade Trans, ele já está em busca de números ao lançar música com Majur. E assim, zero problema com essa parceria, se ele não tivesse rido de comentário transfóbico nas redes sociais. Já se explicou? Aliado de lacre ninguém precisa. Leia mais

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