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Podcast Bengalas debate Medicina do Estilo de Vida com endocrinologista Olivia Bomfim

Podcast Bengalas debate Medicina do Estilo de Vida com endocrinologista Olivia Bomfim
Foto: Bahia Notícias
O Podcast Bengalas recebe hoje a médica endocrinologista e metabologista Olivia Bomfim para uma conversa sobre Medicina do Estilo de Vida (MEV), abordagem que vem ganhando destaque mundial por integrar hábitos cotidianos à prevenção e ao tratamento de doenças crônicas.

Podcast Bengalas aborda saúde auditiva e seus impactos na longevidade em novo episódio

Podcast Bengalas aborda saúde auditiva e seus impactos na longevidade em novo episódio
Fotos: Bahia Notícias
O Podcast Bengalas apresenta, hoje, às 16h, mais um episódio voltado ao cuidado com o envelhecimento e à qualidade de vida na maturidade. Desta vez, o tema central será a saúde auditiva e suas implicações silenciosas, mas impactantes na vida de pessoas idosas.

Podcast Vida em Equilíbrio debate sobre como envelhecer com saúde

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Foto: Bahia Notícias
Envelhecer bem vai além da passagem do tempo: é cuidar do corpo, da mente e das emoções para viver com saúde, autonomia e qualidade de vida.

Últimas notícias

Psicoterapeuta investigado por crimes sexuais induziu transferência de R$ 345 mil de paciente, diz investigação
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O psicoterapeuta Jordan Van Der Zeijden Campos, investigado por estelionato, crimes sexuais e assédio, em Salvador, teria induzido uma paciente a transferir R$ 345 mil para suas contas. A informação foi apontada nas investigações do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que cumpriu mandados de busca e apreensão com Jordan, em sua residência e escritório, nesta terça-feira (26). 

 

De acordo com a apuração, a transferência influenciada por ele, teria ocorrido ao descobrir a boa condição financeira da mulher. Segundo o G1, a mulher induzida a movimentar o dinheiro teria sido contatada depois de compartilhar os detalhes de sua vida bancária e financeira ao profissional durante sessões de terapia.

 

A apuração do MP apontou ainda que ele teria induzido que a quantia fosse transferida para o consultório dele. A vítima chegou a se mudar para Salvador e foi trabalhar no escritório de Jordan após a transferência, mas foi retirada da dinâmica do local e teve acessos à gestão bloqueados. Ele ainda teria se recusado a devolver a quantia.

 

Em nota enviada à imprensa, Campos negou a existência desses casos e que iria colaborar com a Justiça. 

 

“Está é uma acusação que inclusive foi feita há 4 anos pelas mesmas pessoas atuais; fui investigado por 6 meses pelo Ministério Público do Trabalho; finalizando no arquivamento sob forte conclusão de que não houve nenhuma prova destas acusações de assédio, a diferença é que não tivemos esta repercussão midiática extrema”, diz um trecho da manifestação enviada ao Bahia Notícias, nesta quarta-feira (27). 

 

RELEMBRE O CASO 
Conhecido como Jordan Campos, o profissional acumula mais de 400 mil seguidores nas redes sociais e atua há mais de 10 anos na área de psicoterapia. Segundo as investigações, as vítimas seriam pacientes atendidas em consultório e também alunas de cursos de formação oferecidos pelo suspeito. Até o momento, as quatro mulheres foram identificadas.

 

Batizada de “Operação Catarse”, a ação cumpriu mandados de busca e apreensão na residência e no consultório do investigado, localizados nos bairros da Pituba e Caminho das Árvores, áreas nobres da capital baiana. 

 

Também foi determinado pela Justiça o bloqueio de bens no valor de mais de R$ 960 mil, além da quebra de sigilos informático e telemático. O investigado ainda teve suspenso o exercício de atividades profissionais ligadas à psicoterapia, consultas clínicas, cursos, palestras, mentorias e eventos similares.

 

Veja a nota completa: 

"A PACIENTES, ALUNOS, SEGUIDORES E MÍDIA

Desde ontem meu nome passou a circular de forma muito intensa na mídia e nas redes sociais em razão de uma investigação que se tornou pública após o cumprimento de medidas judiciais.

Sou o Jordan Campos, terapeuta, professor, escritor, casado há 14 anos e pai de 4 filhos.

Preciso já iniciar dizendo com clareza que sou totalmente inocente das acusações que vêm sendo feitas. Nunca pratiquei assédio, abuso ou qualquer forma de exploração contra quem quer que seja. Na verdade eu luto contra exatamente isso.

Está é uma acusação que inclusive foi feita há 4 anos pelas mesmas pessoas atuais; fui investigado por 6 meses pelo Ministério Público do Trabalho; finalizando no arquivamento sob forte conclusão de que não houve nenhuma prova destas acusações de assédio, a diferença é que não tivemos esta repercussão midiática extrema.

Agora, este mesma queixa que já foi arquivada vem diretamente do MP, acrescida da acusação de estelionato que se deve a um contrato firmado em que a pessoa discordou; deu queixa em delegacia e igualmente ao outro; a queixa e acusação foram arquivadas e concluso que não existe nenhum indício de estelionato e que tudo correu normalmente como pactuado em contrato. Conclusão está da investigação policial.

O papel do Ministério Público é investigar, o papel da autoridade policial é cumprir e estamos ainda apenas na investigação. Não existe nenhuma condenação.

Eu cuido de pessoas há 20 anos, fiz um caminho de muita dedicação em cada consulta, aula, evento. Repito que jamais, jamais realizei tais atos, o que já foi provado em outras instâncias como falei.

Minha trajetória sempre foi pública, aberta, conhecida e construída diante de milhares de pessoas ao longo dessas duas décadas.

Estou neste momento com problemas de acesso à minha conta oficial do Instagram devido a terem levado celular e notebook e eu não conseguir fazer a dupla autenticação. Mas estou resolvendo.

Neste momento, por respeito ao processo e às orientações jurídicas, não entrarei em detalhes sobre os fatos atuais que correm em sigilo. Tudo será enfrentado tecnicamente, no local adequado, que é a Justiça. Estou dando uma satisfação pública extremamente necessária.

Agradeço profundamente às milhares de pessoas que me conhecem há anos, que acompanham meu trabalho e têm enviado muitas mensagens de apoio, carinho e confiança.

Seguirei colaborando totalmente com a Justiça, exercendo meu direito de defesa e tendo absoluta certeza de que a verdade será plenamente esclarecida, como já foi.

E pode confiar que ao final disso tudo será plenamente esclarecido e provado."

Daniel Cady revela conversa com Marcelo Sangalo sobre anabolizantes: "Conselho do pai é mais importante do que você imagina"
Foto: Instagram

O nutricionista Daniel Cady usou as redes sociais para fazer um alerta aos pais. Após conversa com o filho, Marcelo Sangalo Cady, o ex-marido de Ivete revelou a decisão de lançar um guia prático para pais conseguirem lidar com alguns assuntos com os filhos, a exemplo da questão de anabolizantes.

 

O tema se tornou recorrente nas redes sociais e no último final de semana, após a morte do jovem influenciador Gabriel Ganley, de 22 anos, o assunto virou um dos mais buscados na internet.

 

De acordo com Cady, a decisão de lançar o guia veio após perceber como Marcelo se sentia a vontade para falar sobre assuntos como esse com ele. “Esses dias, meu filho me abordou para falar sobre um assunto extremamente importante, que é o uso de anabolizantes. Na maioria dos casos, os nossos filhos não vão falar para vocês, papai e mamãe, sobre esse assunto”, contou.

 

O nutricionista reforçou que o assunto, talvez possa não aparecer para os pais, e, por isso, é necessário que eles deem o primeiro passo para evitar o uso de anabolizantes de forma desregulada e sem acompanhamento.

 

"Seu filho talvez nunca toque nesse assunto com você. E é justamente por isso que essa conversa precisa começar em casa, e a iniciativa tem que ser sua. Eu criei um guia prático, dando algumas sugestões de como a gente tem essa conversa difícil com os nossos filhos.”

 

O caso de Ganley, que era uma figura conhecida entre os jovens e adolescentes, foi citado por Cady com um alerta: "O conselho do pai e da mãe é mais importante do que você imagina".

 

Adepto aos exercícios físicos e a alimentação saudável, Cady faz questão de passar o bom exemplo para Marcelo, que se tornou parceiro de esportes do pai. Na web, o nutricionista contou que o primogênito acabou se inscrevendo no jiu-jistu com ele.

 

"Há pouco mais de um mês, eu e meu filho começamos juntos no jiu-jítsu. No tatame, a gente aprende que a verdadeira força não está na agressividade, mas no equilíbrio, no respeito e na capacidade de se levantar depois de cada aperto ou queda. A chamada arte suave ensina muito sobre a vida. Gratidão por poder viver esse caminho ao lado do meu filho e por aprender com o mestre Ricardo Gordilho. Oss", escreveu na época.

Apaixonado por esportes, Cady também pratica o surf ao lado do filho, corrida e boxe, além da pesca.

MP-BA debate riscos sanitários e venda ilegal de canetas emagrecedoras em reunião com conselhos de saúde

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) promoveu, na tarde desta terça-feira (26), uma reunião com representantes de conselhos de classe da área de saúde para discutir os riscos associados à comercialização irregular de medicamentos à base de GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

 

O encontro abordou os perigos da venda clandestina, a ausência de controle sanitário e o uso indiscriminado desses produtos, além da necessidade de uma atuação integrada entre instituições para prevenir danos à saúde da população.

 

Durante a reunião, as promotoras de Justiça Thelma Leal, coordenadora do Centro de Apoio Operacional do Consumidor (Ceacon), e Rocio Matos, coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Saúde (Cesau), destacaram problemas como publicidade enganosa, promessas de emagrecimento rápido sem respaldo científico, comercialização por redes sociais e aplicativos sem autorização sanitária, além da circulação de produtos falsificados ou importados irregularmente.

 

“O cenário preocupa órgãos de fiscalização em razão da ampla circulação de substâncias sem controle adequado. Há um grande risco sanitário decorrente da disseminação desses produtos sem garantia mínima de qualidade, segurança e eficácia”, afirmou Thelma Leal. Ela acrescentou que muitas pessoas “desconhecem a origem e a composição das substâncias aplicadas no próprio corpo”.

 

A promotora Rocio Matos explicou que o objetivo do MP-BA é fortalecer o diálogo institucional e construir estratégias conjuntas de prevenção e fiscalização antes que as demandas relacionadas ao tema se agravem.

 

“O Ministério Público busca atuar em parceria com os conselhos profissionais e órgãos técnicos para impedir o crescimento das irregularidades e assegurar o uso correto dos medicamentos registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária”, disse. Ela relatou que as preocupações envolvem toda a cadeia de comercialização, desde a origem e o fracionamento das substâncias até os locais de aplicação e a habilitação dos profissionais envolvidos.

 

Participaram ainda do encontro o promotor de Justiça Adalto Araújo, coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal (Caocrim); as médicas do Cesau Ana Paula Mattos e Poliana Barbosa; e representantes do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), do Conselho Regional de Odontologia (CRO), do Conselho Regional de Biomedicina, do Conselho Regional de Farmácia da Bahia (CRF-BA), do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 7ª Região (Crefito-7), e do Conselho Regional de Nutrição, além de integrantes de grupos técnicos e assessorias jurídicas das instituições.

Na Antena 1, especialista explica mudanças com atualização da NR-1 e impacto na saúde mental no trabalho
Foto: Reprodução Antena 1 Salvador

Entra em vigor nesta terça-feira (26), a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). A regulamentação amplia a responsabilidade das empresas sobre os riscos à saúde mental dos trabalhadores. Anunciada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 2024, a medida formaliza e reforça a fiscalização e aplicação de multas, em caso de não cumprimento das normas. 

 

Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta terça-feira (26), a psicóloga clínica e consultora empresarial, Marta Luzbel explicou que a NR-1 foi criada em 1978, em um contexto de alta industrialização e crescimento de acidentes trabalhistas.  

 

“A Norma Regulamentadora de Saúde e Segurança no Trabalho é a mãe de todas as normas regulamentadoras. Ela não é nova está passando por uma mudança. A norma é de 1978 e surge na época que o Brasil estava passando por um aumento de industrialização forte. Naquela época tínhamos um índice de acidente, de mortalidade trabalhista muito grande. Foi quando o Ministério do Trabalho plantou a NR-1 e dela uma série de desdobramentos”, disse no programa Bahia Notícias no Ar. 

 

“Ela é a norma regulamentadora guarda-chuva, que tem a visão mais ampla e a partir dela saíram outras normas de saúde e segurança específicas para determinados setores. Essas trataram, por exemplo, de riscos biológicos para a área de saúde. Da indústria química, riscos físicos para a indústria da construção civil. Então ela tem uma série de outras normas que cobrem a saúde e a segurança”, explanou aos apresentadores Maurício Leiro e Rebeca Menezes. 

 

A especialista observou que outros índices relacionados a problemas de saúde mental em trabalhos foram registrados depois da pandemia, influenciando a atualização da norma. 

 

“No pós-pandemia a gente começa a ter esse mundo da saúde mental, que saiu de uma coisa que as pessoas tinham vergonha de falar e passa a ser mais falado. Os diagnósticos começam a aparecer e a gente tem uma taxa muito alta. Só em 2025, meio milhão de trabalhadores foram afastados por problemas de saúde mental. É isso que faz com que a NR-1 sofra uma alteração e passe somente dos riscos físicos, biológicos, para também abarcar os fatores psicossociais”, afirmou. 

 

Marta comentou ainda algumas das mudanças na legislação sobre saúde mental no trabalho após o vigor desta norma. 

 

“A gente começa com o diagnóstico, que tem que ser o diagnóstico setorial, porque, por exemplo, em uma grande empresa, você pode ter um setor super saudável e um outro abusivo. Então, você tem um diagnóstico setorial, a partir dele se cria um programa de gerenciamento de riscos e depois a implantação disso, porque não adianta ficar só no papel. Isso vai ser fiscalizado, auditado e, eventualmente, se não for cumprido, vai receber multas, autuações e até intervenções pelo Ministério do Trabalho", apontou. 

 

“Agora, quando a gente fala de um diagnóstico, de um plano, precisamos ficar atento porque muitas empresas estão fazendo diagnóstico só no papel, não fazem de forma real. O diagnóstico real robusto requer o investimento de uma consultoria, um aprofundamento, testes psicológicos muitas vezes e também ações que são superficiais”, observou. 

 

A psicóloga apontou ainda a necessidade ações e iniciativas mais concretas para combater enfermidades de saúde mental relacionadas a atividades trabalhistas. 

 

“Sem desmerecer algumas ações, a exemplo de palestra do setembro amarelo, sala de descompressão, que são coisas válidas, são bacanas, até porque as questões de saúde mental, falam também com atividade física, com alimentação. No entanto, tem que ter ações mais profundas e isso passa por mitigar esses fatores de riscos psicossociais, sendo bem direto”, elencou Marta. 

 

A consultora contou ainda que as empresas devem ter também responsabilidade sobre a saúde mental dos funcionários, incluindo os contratados em regime Pessoa Jurúidica, conforme a nova NR1. 

 

Ela relatou que mesmo se a fiscalização não alcance todas as empresas, a visibilidade e as denúncias em mídias sociais garantem que empresas de todos os tamanhos sejam responsabilizadas por assédio e outros problemas de saúde mental no trabalho

 

“As metas precisam ser claras, os líderes não podem ter um comportamento assediador e abusivo. Eles precisam ser preparados, acompanhados. As jornadas de trabalho não podem ser excessivas, então a gente mexe em uma coisa muito mais estrutural para assegurar essa saúde mental”, alegou. 

 

“As empresas maiores, que têm uma atuação em áreas de mais riscos, ou organizações que têm mais visibilidade acabam sendo as mais visadas por uma fiscalização. Por que, infelizmente, o ministério e suas instâncias não têm braço para fiscalizar todo mundo. Por outro lado, hoje a gente vive esse mundo de mídias sociais, os espaços de compliance, de denúncia, então mesmo as pequenas [instituições], podem ser contempladas. Então, se você é funcionário de uma pequena empresa e tem um líder assediador, você pode estar bem informado, denunciar para ele será fiscalizado”, completou. 

 

ATUALIZAÇÃO DA NR1

A mudança principal com a chegada da nova NR?1 é que os riscos psicossociais, relacionados como o trabalho é organizado fazem parte agora do gerenciamento de riscos ocupacionais das empresas, ao lado de riscos físicos, químicos, biológicos e de acidentes.

 

Atualmente, serão fiscalizadas, situações como metas abusivas, jornadas exaustivas, assédio moral ou sexual, pressão excessiva, conflitos interpessoais, falta de autonomia e falhas de gestão. 

 

Uma pesquisa mostra que 14,75% dos trabalhadores de grandes empresas brasileiras relataram ideação suicida. O estudo revelou que alguns fatores estruturais, como longos deslocamentos e vulnerabilidade social, aliados  à pressão do ambiente corporativo, influenciam em um cenário de risco que exige intervenção imediata.

 

Além disso, um levantamento da The School of Life Brasil, mostrou que 1 em cada 7 trabalhadores foram afastados por problemas de saúde mental, entre eles: ansiedade, depressão, burnout e uso de substâncias 

Primeira caneta de semaglutida sintética análoga ao Ozempic é aprovada para tratar diabetes
Foto: Shutterstock / Reprodução Anvisa

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta terça-feira (26) o registro do medicamento Ozivy. O produto é a primeira caneta de semaglutida sintética análoga ao produto biológico liberado para comercialização no Brasil. O produto é considerado uma versão sintética de um medicamento originalmente biológico registrado na Anvisa.

 

Segundo o órgão, o novo medicamento usa o mesmo princípio ativo do Ozempic, que teve sua patente expirada no dia 20 de março. A aprovação chegou após pedido de registro do medicamento com semaglutida sintética em 2023. Depois da solicitação, o medicamento foi submetido ao processo técnico de comprovação de eficácia, segurança e qualidade feita por meio do registro na Anvisa.

 

De acordo com a agência, o pedido de registro foi feito pelo laboratório EMS/SA e seguiu a ordem cronológica e de prioridade para medicamentos do tipo GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. As prioridades, que incluem a semaglutida, foram definidas nos termos do Edital de Chamamento 12/2025. Atualmente, outros cinco medicamentos de origem sintética e um de origem biológica da semaglutida seguem em análise na Agência, além de outros processos que estão na fila.

 

Com a indicação aprovada, a Ozivy poderá ser usada para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado, como adjuvante à dieta e exercício, em ocasiões especiais, sendo: em monoterapia, quando a metformina é considerada inapropriada devido a intolerância ou contraindicações. Além disso, será possível utilizar em adição a outros medicamentos para o tratamento do diabetes.

 

O produto deve ser apresentado como solução injetável, em caneta preenchida para administração semanal. A forma de conservação do novo produto é diferente do medicamento originador (Ozempic). Ele deve ficar armazenado em geladeira (em temperaturas de 2 °C a 8 °C) antes e depois de iniciado o tratamento.

Após projeto na Câmara, Zé Ronaldo diz que “não tem condições de bancar” Mounjaro no SUS em Feira de Santana
Foto: Reprodução / Altos Papos | Caroline Morais / Ministério da Saúde

O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União), afirmou que “não tem condições financeiras de bancar” a distribuição gratuita da tirzepatida, comercializada como Mounjaro, na rede municipal de saúde. A declaração, dada ao portal Altos Papos nesta segunda-feira (25), é uma resposta à aprovação de um projeto na Câmara Municipal de Feira de Santana, em abril deste ano, que autoriza a distribuição do medicamento para tratar obesidade e diabetes tipo 2 em crianças. 

 

“A iniciativa do nobre presidente é louvável em termo de pensar no próximo, tudo isso é muito bonito, é bacana, mas o município não tem condições financeiras de bancar um projeto grandioso como esse”, descartou Ronaldo. 

 

O projeto de autoria do vereador Marcos Lima (União Brasil), presidente da Casa, permite que a Prefeitura estabeleça diretrizes para disponibilizar e aplicar o medicamento nas Unidades de Saúde da Família (USFs), sempre mediante prescrição médica. O foco seria o atendimento de crianças e adolescentes de 10 a 17 anos, conforme as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). 

 

Mesmo se for aprovada em definitivo, a implementação dependerá da disponibilidade orçamentária do município. Sobre isso, o prefeito de Feira de Santana ainda completa: “A gente sabe que é um investimento muito alto para poder realizar isso, então nós não temos condições de implantar isso no momento”. 

 

DETALHES DO PROJETO
O projeto prevê que o uso da medicação seja indicado apenas como estratégia complementar no tratamento da obesidade e de condições associadas, como o diabetes tipo 2. A aplicação deverá ser feita por profissionais capacitados da rede pública.

 

Segundo a proposta, os pacientes deverão ter indicação clínica comprovada e acompanhamento multiprofissional, incluindo suporte médico, nutricional e psicológico, além de incentivo à prática de atividades físicas.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ficará responsável por definir os critérios de acesso, com base em evidências científicas, nas diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e na realidade local.

 

Em justificativa, o autor do projeto destacou que a obesidade é uma doença crônica associada a diversas comorbidades, como hipertensão e diabetes. “Em outros estados já existem iniciativas semelhantes. A gente tem percebido que o medicamento tem contribuído para a melhora da saúde das pessoas”, afirmou.

Anvisa interdita produção irregular de canetas emagrecedoras por empresa de manipulação
Foto ilustrativa: Caroline Morais / Ministério da Saúde

Uma ação coordenada da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) com agências estaduais de vigilância sanitária interditou a unidade do Tocantins da empresa de manipulação Nutromni pela produção irregular de unidades de tirzepatida, princípio ativo das canetas emagrecedoras da marca Mounjaro.
 

Em nota, a Nutromni Pharma Solutions afirma que tem mais de 10 anos de atuação no segmento, que suas operações são legais, seguras e de qualidade e que tem compromisso com a transparência.
 

Segundo a Anvisa, a operação, realizada na sexta-feira (22), encontrou ordens de manipulação para produção de aproximadamente 6.000 unidades de preparações com a substância. A empresa, contudo, não teria autorização para manipular substâncias agonistas do receptor de GLP-1.
 

Os estoques físicos dos medicamentos correspondentes às receitas não foram localizados nos locais vistoriados. A unidade da empresa no Distrito Federal também foi inspecionada.
 

A empresa atua exclusivamente na manipulação de produtos de nutrição parenteral, administrados em forma de solução líquida diretamente na corrente sanguínea.
 

Ainda de acordo com a agência nacional, durante a inspeção, não foi apresentada comprovação da realização de todos os testes clínicos necessários para garantir a qualidade dos produtos.
 

"Sem esses ensaios, não é possível, por exemplo, descartar a possibilidade de contaminação biológica, ou seja, por microrganismos como bactérias e fungos, o que expõe os consumidores a reações graves", afirma a Anvisa, em comunicado.
 

"Diante dos achados da fiscalização, foi determinada a interdição da manipulação de produtos com tirzepatida pela empresa."
 

A agência reguladora afirma que a documentação coletada seguirá sob análise técnica, "o que pode resultar na adoção de outras medidas sanitárias".
 

Na nota enviada à Folha a Nutromni destaca que "está capacitada a manipular produtos de alta complexidade técnica, muito além do que substâncias como a tirzepatida demandam".
 

"A empresa realiza todos os ensaios exigidos pela legislação e mantém registros documentais permanentemente disponíveis às autoridades sanitárias", acrescenta.
 

A operação ocorre poucas semanas depois da Anvisa adiar uma votação sobre regras para a manipulação de emagrecedores baseados em substâncias agonistas do receptor de GLP-1. O debate mira um mercado paralelo ao dos medicamentos registrados pela agência, entre eles marcas como Mounjaro e Ozempic (semaglutida).
 

O relator do processo, Daniel Meirelles, sugere, entre outros pontos, que o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, vinculado à Fiocruz, passe a avaliar a matéria-prima que é importada pelas farmácias, análise hoje feita por laboratórios privados. Também propõe prazo de 180 dias para adequações às novas regras.
 

Porém, a proposta foi criticada tanto por representantes da indústria e de associações médicas, que pedem proibição total da venda dos produtos manipulados, como pelas farmácias de manipulação, que dizem que as medidas sugeridas podem favorecer a importação de medicamentos falsificados.
 

Os movimentos da Anvisa ocorrem após a explosão do consumo das substâncias no país, que se soma a investigações da Polícia Federal sobre farmácias que fabricam canetas emagrecedoras em larga escala e sem controle de qualidade adequado.

Consórcio vai construir Centro de Diagnóstico da Mulher em Salvador com contrato superior a R$ 6,8 milhões
Fotos: Betto Jr./ Secom PMS

A Prefeitura de Salvador, através da Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), anunciou a empresa que vai construir o Centro Diagnóstico Municipal da Mulher, no bairro da Federação. O anúncio chega após a gestão municipal assinar a ordem de serviço para a construção do equipamento, na última quarta-feira (20). 

 

De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, o Consórcio CDMM-AGC Brasil-Casa do Ar será o responsável pela execução, por um valor total de R$ 6.850.923,28. Conforme apuração da reportagem, o novo equipamento de saúde da capital baiana terá um prazo de oito meses para conclusão após a assinatura do começo da obra. 

 

A Superintendência de Obras Públicas (Sucop) foi a responsável pela contratação e ficará à frente do projeto. Além de executar a construção do equipamento, o consórcio deverá ainda fornecer mão de obra, materiais e equipamentos necessários para a realização dos trabalhos. 

 

O espaço ficará localizado em frente à Maternidade e Hospital da Criança (MHC) Deputado Alan Sanches. 

 

 

A ESTRUTURA

Como divulgado pela administração municipal na última quarta-feira (20), o Centro de Diagnóstico Municipal contará com sete pavimentos (térreo, um pavimento superior e cinco subsolos), além de elevadores modernos, ambientes climatizados e equipamentos de última geração. A área útil prevista é de aproximadamente 1.535 metros quadrados.

 

A estrutura terá 15 consultórios destinados a atendimentos em especialidades como ginecologia, cardiologia, endocrinologia, hematologia, infectologia, anestesiologia, cirurgia geral e vascular, entre outras. A unidade também oferecerá serviços de enfermagem, nutrição, psicologia e assistência social, integrando a rede municipal de atenção à saúde.

 

Além dos consultórios, o novo centro contará com dez salas de ultrassonografia e espaços específicos para realização de exames de MAPA/Holter e eletroencefalograma, com e sem sedação.

 

Segundo o secretário municipal da Saúde (SMS), Rodrigo Alves, o projeto do centro municipal foi ampliado em relação à proposta inicial, a fim de atender toda a rede de saúde da capital baiana.

 

“Essa unidade foi pensada como um centro de diagnóstico para dar apoio à maternidade de Salvador. Depois, conseguimos expandir esse projeto para praticamente o dobro da área originalmente proposta, virando um verdadeiro centro de diagnóstico de referência para toda a cidade. Haverá consultórios com médicos especialistas e todo tipo de equipamento para os exames mais sofisticados”, afirmou.

 

O secretário destacou ainda o impacto esperado na redução da fila da regulação.

 

“A capacidade instalada será de aproximadamente 20 mil consultas especializadas por mês e quase 68 mil exames mensais, ajudando a desafogar a fila da regulação e permitindo que os pacientes tenham um diagnóstico mais completo para facilitar o tratamento”, acrescentou.

 

A futura unidade funcionará de segunda a sábado, das 7h às 19h, com acesso mediante agendamento pela Central Municipal de Regulação. Cerca de 60 profissionais devem atuar na assistência e gestão do equipamento

Governo do Estado publica licitação para ampliação de leitos de UTI e salas cirúrgicas do Hospital da Mulher
Foto: Antonio Queirós / GOVBA

Foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), nesta sexta-feira (22), o aviso de licitação para a execução de reforma e ampliação do Hospital da Mulher, unidade da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), localizada em Salvador. 

 

Com investimento estimado de R$ 29,8 milhões e concorrência realizada na modalidade de contratação integrada, as obras contemplam a implantação de 10 novos leitos de UTI adulto, cinco salas cirúrgicas, ampliação da Central de Material e Esterilização (CME), além da modernização dos sistemas de climatização e proteção contra incêndio do hospital. 

 

Referência estadual em saúde da mulher, o Hospital da Mulher atua como hospital geral de grande porte, oferecendo atendimento de urgência e emergência para mulheres em situação de violência sexual, internações clínicas e cirúrgicas, leitos de UTI, consultas especializadas, cirurgias ambulatoriais, além de exames e terapias como hemoterapia, quimioterapia e radioterapia.

 

A unidade está estruturada para ofertar assistência de média e alta complexidade pelo SUS e também é habilitada pelo Ministério da Saúde como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon).

Médicos acusam problemas estruturais em hospital na Bahia; unidade rebate críticas e afirma manter serviços
Foto: Reprodução / Radar News

O corpo clínico do hospital regional de Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, acusa a administradora da unidade, Instituto Setes, de diversas irregularidades. 

 

Entre os pontos levantados constam a suposta falta de funcionamento do aparelho de tomografia, deficiência no abastecimento de materiais e medicamentos, problemas no enxoval hospitalar e atrasos no pagamento de honorários médicos.

 

Segundo os médicos, o local estaria há mais de seis meses sem aparelho de tomografia computadorizada em operação, sem alternativa externa para realização dos exames, apesar de atender pacientes de alta complexidade e contar com serviço de neurocirurgia.

 

Os profissionais também apontaram dificuldades relacionadas ao fornecimento de materiais médico-hospitalares, Opme, medicamentos e insumos considerados essenciais para a manutenção dos atendimentos e realização de cirurgias.

 

Outro problema citado na nota envolve a rouparia hospitalar, com relatos de falta frequente de roupas privativas, lençóis, cobertores e itens de enxoval. O Corpo Clínico informou ainda que a Vigilância Sanitária teria identificado a presença de microrganismos nocivos na água utilizada na unidade hospitalar, o que, segundo os profissionais, amplia a preocupação em relação às condições sanitárias e à segurança assistencial.

 

A nota também menciona preocupações quanto à realização de cirurgias oncológicas vinculadas à Unacom (Unidade de Alta Complexidade em Oncologia). De acordo com os médicos, os procedimentos estariam sendo realizados sem comunicação prévia adequada entre setores como UTI e enfermarias, além de ausência de definição antecipada de leitos e equipes responsáveis pelo acompanhamento pós-operatório.

 

Além das questões assistenciais, os profissionais denunciaram atrasos recorrentes no pagamento de honorários médicos. Conforme o documento, houve casos de repasses efetuados com cerca de 60 dias de atraso. O corpo clínico também criticou uma proposta apresentada pela gestão para ampliação do prazo contratual de pagamento para até 45 dias após a prestação dos serviços.

 

OUTRO LADO
Em resposta, o Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães divulgou nota em que nega informações apresentadas pelo Corpo Clínico e afirma que os serviços da unidade seguem funcionando de forma regular.

 

Segundo a direção do hospital, o aparelho de tomografia está em pleno funcionamento e recebe manutenção contínua realizada por técnicos especializados.

 

A unidade também informou que o abastecimento de materiais médico-hospitalares, medicamentos e insumos ocorre conforme a demanda assistencial, com o objetivo de garantir a continuidade dos atendimentos.

 

Em relação ao enxoval hospitalar, a administração afirmou que mantém abastecimento regular de roupas, lençóis e cobertores, destacando que a unidade possui um centro de costura próprio para manutenção e reposição dos itens.

 

Sobre a qualidade da água utilizada no hospital, a direção declarou que a Vigilância Sanitária já foi comunicada e que providências foram adotadas para regularização da situação, conforme orientações dos órgãos competentes.

 

Quanto às cirurgias oncológicas vinculadas ao Unacom, o hospital informou que os procedimentos são programados previamente e realizados com planejamento entre equipes assistenciais, setores de internação, UTI e demais serviços envolvidos no pré e pós-operatório.

 

A respeito dos honorários médicos, a unidade afirmou que os pagamentos são realizados de forma regular pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) e negou a existência de repasses efetuados fora do prazo de vencimento.

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Presidente da BahiaFarma, Ceuci Nunes aposta em crescimento de laboratório baiano no Brasil

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Fotos: Tito Ferreira / Bahia Notícias
Segundo ela, a entidade agora vai produzir novos medicamentos e terá algumas novidades para o ano de 2026.