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Quando o amor vira controle? Psicóloga Ingrid Ribeiro fala sobre os sinais de uma relação abusiva no Vida em Equilíbrio

Quando o amor vira controle? Psicóloga Ingrid Ribeiro fala sobre os sinais de uma relação abusiva no Vida em Equilíbrio
Foto: Divulgação
No mês de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, o podcast Vida em Equilíbrio traz uma conversa sobre os sinais que podem aparecer antes que uma relação chegue à violência.

Sustentabilidade começa em nós: Leana Mattei fala sobre consumo consciente e bem-estar no Vida em Equilíbrio

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Foto: Bahia Notícias
Sustentabilidade vai muito além da preservação do meio ambiente. Ela está presente nas escolhas que fazemos todos os dias e tem impacto direto na nossa saúde, na qualidade de vida e no futuro das próximas gerações. Esse é o tema do novo episódio do Vida em Equilíbrio, apresentado por Andrea Cunha, que recebe Leana Mattei, especialista em sustentabilidade, ESG e impacto social.

Podcast Bengalas recebe idealizadoras do projeto “Vó, vai fazer o que hoje?” para debater longevidade, pertencimento e redes de apoio

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Foto: Bahia Notícias
As idealizadoras da comunidade Amigas do Itaigara & Redondezas, Lara Kertész e Safira Luna, participam da mais recente edição do Podcast Bengalas, que vai ao ar nesta quinta-feira (18), às 15h, sob o comando da psicóloga Marta Luzbel.

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Anvisa aprova genéricos de canetas emagrecedoras da EMS

Por Folhapress

Anvisa aprova genéricos de canetas emagrecedoras da EMS
Foto: Reprodução / Magnific

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta terça-feira (8) a incorporação de dois genéricos de liraglutida no mercado brasileiro. Os remédios são produzidos pela farmacêutica EMS e serão vendidos para tratamento de obesidade e diabetes tipo 2.
 

Os genéricos têm como matriz outros dois remédios da própria farmacêutica, Olire e Linux, que começaram a chegar nas farmácias no fim do ano passado. O primeiro é usado para tratar obesidade, enquanto o segundo para diabetes. A comercialização com a dosagem de 6 mg é feita em canetas.
 

Ambos os medicamentos são anunciados a partir de R$ 84 em grandes redes de farmácias na internet. Por lei, genéricos devem custar no mínimo 35% a menos que os medicamentos de referência, mas o valor das novas opções ainda não foi divulgado.
 

Similar à semaglutida e à tirzepartida, a liraglutida é um medicamento da classe dos agonistas do receptor de GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo organismo que participa do controle da glicose e da saciedade.
 

A substância estimula a liberação de insulina quando os níveis de açúcar no sangue estão elevados, reduz a produção de glicose pelo fígado e retarda o esvaziamento do estômago, aumentando a sensação de saciedade.
 

A autorização aumenta o leque de opções desses remédios, conhecidos como canetas emagrecedoras, no mercado brasileiro. Consequentemente, reduz os preços. Os genéricos, contudo, não podem ser vendidos sob nome comercial, isto é, são comercializados apenas pelo nome da fórmula.
 

Embora apresente efeitos parecidos aos de seus concorrentes, a liraglutida geralmente exige aplicação diária, enquanto semaglutida e tirzepatida são administradas, em geral, uma vez por semana. Em estudos clínicos, a tirzepatida tende a produzir maior redução de peso do que os agonistas de GLP-1 isolados, embora os resultados dependam da dose, do medicamento e do perfil de cada paciente.

Taxa média de recusa de doação de órgãos pelos familiares é 45%
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O momento da perda de um ente querido é uma das situações mais dolorosas para uma família, que se vê diante da difícil decisão de autorizar ou não a doação de órgãos após a constatação de morte cerebral para salvar vidas de pessoas desconhecidas na fila de espera. No Brasil, a taxa média de recusa familiar para a doação de órgãos gira em torno de 45%, índice que varia entre estados e até mesmo entre hospitais de uma mesma cidade, evidenciando que a recusa não depende apenas da população, mas também de fatores institucionais.

 

Segundo o presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), Cristiano Franke, muitos pacientes deixam seus familiares orientados sobre sua vontade de doar órgãos e muitas famílias também gostariam de fazer isso, atendendo a esse desejo. Entretanto, ele reforça, que, em muitos casos, a falha no acolhimento aos familiares e na comunicação dentro dos hospitais — tanto públicos quanto privados — é um dos principais obstáculos para a efetivação das doações.

 

“Muitas vezes as famílias não recebem todas as informações adequadamente, no momento e com um protocolo adequados para tomarem a melhor decisão. E muitas vezes também, as equipes médicas não estão preparadas para lidar com conversas difíceis, utilizando termos excessivamente técnicos e inacessíveis, ou realizando abordagens consideradas frias e comerciais em locais inadequados”, disse Franke.

 

Por conta disso, a AMIB, em parceria com o Ministério da Saúde, capacitou, entre setembro de 2025 e agosto de 2026, 2.534 profissionais de saúde para atuar no processo de doação e transplantes de órgãos. Até o momento, o resultado, que já superou em 25% a meta inicial desse projeto de 2 mil participantes capacitados.

 

O objetivo dos cursos elaborados e oferecidos pela AMBI é o ampliar o número de profissionais preparados para conduzir esse processo, incluindo a melhoria na comunicação para reduzir a resistência das famílias em autorizarem a retirada de órgãos de parentes com diagnóstico de morte encefálica.

 

De acordo com Franke, a formação também busca qualificar as diferentes etapas que antecedem uma doação, abrangendo a identificação de potenciais doadores, a determinação da morte encefálica e a manutenção clínica do potencial doador, tornando o processo mais seguro.

 

“Atingir mais de 2,5 mil profissionais capacitados mostra que estamos conseguindo levar conhecimento técnico para quem está na linha de frente de um processo que exige muita responsabilidade. Um diagnóstico de morte encefálica precisa seguir critérios rigorosos, assim como a manutenção do potencial doador e o diálogo com a família”, afirmou.

 

Entre as dificuldades para os familiares aceitarem autorizar os transplantes estão a compreensão ou aceitação do diagnóstico de morte encefálica, crenças religiosas, receio de alteração da integridade do corpo, desconfiança em relação ao processo e desconhecimento sobre a vontade manifestada em vida pelo familiar, ou até mesmo a percepção de que os profissionais estavam mais interessados nos órgãos do que no paciente ou em seus familiares.

 

“As famílias têm receio de deformação do corpo e nós explicamos adequadamente como é feito o procedimento e a reconstituição do corpo, que não deixarão deformidades visíveis nos ritos funerais como o velório. Elas trazem isso com muita clareza e nós precisamos explicar isso com tempo e clareza”, explicou.

 

De acordo com a AMIB, entre os participantes capacitados até agosto, estão 933 médicos, dos quais 473 receberam treinamento voltado à determinação de morte encefálica. O restante dos participantes, que são médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas,  administradores, farmacêuticos, odontólogos, biólogos, e um nutricionista e um pedagogo, tiveram instruções sobre o Gerenciamento no processo de Doação e Transplante (GPDT) e uso da Comunicação em Situações Críticas (CSC).

 

Até agosto, já haviam sido realizados 73 cursos, distribuídos em 23 módulos e com atividades em 25 estados brasileiros. Ainda estão previstos mais oito treinamentos até o encerramento do projeto. Neste mês, eles ocorrerão em Fortaleza (CE) e Florianópolis (SC).

 

TRANSPLANTES NO BRASIL

De acordo com dados do Registro Brasileiro de Transplantes, da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), em 2025, foram registrados 15.940 potenciais doadores no país. Desse total, 4.335 tornaram-se doadores efetivos. Entre as famílias entrevistadas, 4.200 não autorizaram a doação, o equivalente a 45% das entrevistas realizadas. No mesmo ano

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Foto: Divulgação

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Pacientes em reabilitação sobem ao palco em espetáculo promovido pela Fundação José Silveira
Foto: Divulgação

A Fundação José Silveira, por meio do Grupo Terapêutico de Teatro do Instituto Bahiano de Reabilitação (IBR), apresenta a montagem “Madagascar: Um Espetáculo Animal!”, nos dias 22 e 24 de setembro, no Teatro Faresi, em Salvador.

 

Formado por terapeutas e pacientes em processo de reabilitação, o grupo utiliza o teatro como ferramenta terapêutica, contribuindo para o desenvolvimento da autonomia, autoestima, expressão, socialização e bem-estar dos participantes.

 

Resultado de um trabalho desenvolvido ao longo de todo o ano, a montagem envolve os pacientes não apenas nos ensaios, mas também na construção de cenários e figurinos.

 

Mais do que uma apresentação, o espetáculo evidencia a arte como aliada no processo de reabilitação, favorecendo o desenvolvimento de novas habilidades e valorizando as potencialidades de cada participante

Anvisa aprova importação de remédio experimental para piloto Lito
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação e o uso de uma medicação experimental para o tratamento do piloto e youtuber Lito Sousa, diagnosticado com Doença de Creutzfeldt-Jakob. A informação foi confirmada pela família via redes sociais.

 

Segundo a esposa de Lito, Mila Seidl, a expectativa é que a medicação chegue ao Brasil entre sete e nove dias a contar da última sexta-feira (4). “O impossível está virando realidade! Estamos prontos para receber o tratamento”, comemorou Mila no post, destacando que não houve regalias no processo.

 

“Vi algumas pessoas dizendo que a Anvisa abriu uma exceção rara. Não foi. Isso é um regulamento, está previsto em lei. Alguns países adotam o uso compassivo de medicação e aí você tem um trâmite legal que precisa ser cumprido. Não é algo que foi feito excepcionalmente para o Lito”, explicou a esposa do youtuber.

 

Mila lembrou que qualquer pessoa em situação similar pode pleitear o mesmo tipo de autorização. “Cabe à Anvisa analisar, deferir ou indeferir. A gente apresentou bastante documentação. [O processo] estava bem robusto”, completou, a citar documentos enviados pela farmacêutica e exames diversos.

 

“Uma das nossas missões é mostrar o caminho que famílias que passam por isso – por doenças raras, não necessariamente a nossa, mas outras – podem seguir para conseguir o uso experimental de medicamentos, a importação, a entrada em estudos”, destacou a esposa de Lito.

 

Ainda segundo Mila, houve um entendimento, por parte do governo brasileiro, incluindo o Ministério da Saúde e a própria Anvisa, bem como da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, sobre a urgência e a celeridade da causa de Lito.

 

“Mesmo assim, sendo muito sincera, foi muito angustiante porque esse fluxo mais rápido levou cerca de uma semana e, em uma semana, a gente perdeu algumas coisas”, disse, ao se referir ao quadro do marido. “Mas eu entendo. Eles têm que estar calçados de que estão fazendo a coisa certa. Não podem canetar, precisam apreciar.”

 

A DOENÇA

A comunidade científica tem, até o momento, mais perguntas e hipóteses do que certezas absolutas a respeito da Doença de Creutzfeldt-Jakob. A condição é rara, com menos de 100 casos suspeitos registrados por ano no Brasil.

 

A doença se instala quando formas anormais de uma proteína produzida dentro das células cerebrais, os príons, passam a se acumular, comprometendo o funcionamento do órgão. O quadro progride rapidamente com desfecho fatal.

Salvador e mais 5 cidades da Bahia ganham 18 mil exames e cirurgias no SUS
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

Pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia terão acesso a mais de 18,2 mil consultas, exames e cirurgias na rede privada e filantrópica. O investimento de R$ 49,9 milhões faz parte do programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, que abate tributos federais de instituições de saúde em troca de atendimentos gratuitos para reduzir as filas de espera do SUS.

 

Na Bahia, a iniciativa contempla unidades de saúde localizadas em Salvador, Feira de Santana, Alagoinhas, Irecê, Itaberaba e Itabuna. A capital baiana concentrará 3.384 atendimentos, divididos entre a Real Sociedade Portuguesa de Beneficência 16 de Setembro (648 procedimentos) e o Hospital Santo Antônio - Obras Sociais Irmã Dulce (2.736 cirurgias).

 

O modelo adota as Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs), método que reúne consultas, exames e diagnósticos de uma mesma especialidade em um único pacote de atendimento. A medida visa zerar a peregrinação dos pacientes entre diferentes postos e clínicas, acelerando o diagnóstico e o tratamento em áreas de alta demanda como oftalmologia, cardiologia, ortopedia e oncologia.

 

Além dos procedimentos eletivos, o programa engloba o financiamento de hemodiálise por meio da Terapia Renal Substitutiva (TRS), garantindo tratamento contínuo na rede parceira. No estado, estabelecimentos como o Hospital das Clínicas de Alagoinhas já iniciaram as atividades e realizaram mais de 280 procedimentos com a validação do governo federal.

O que se sabe sobre o potencial anti-inflamatório das canetas emagrecedoras

Por Vitor Hugo Batista | Folhapress

O que se sabe sobre o potencial anti-inflamatório das canetas emagrecedoras
Foto: Reprodução / Freepik

Medicamentos de semaglutida e tirzepatida ficaram conhecidos pela capacidade de controlar a glicemia e promover perda de peso, mas estudos clínicos mostram que as canetas emagrecedoras também podem reduzir marcadores de inflamação sistêmica em humanos.
 

O que a ciência ainda não conseguiu determinar com precisão é quanto dessa redução decorre do emagrecimento e das melhorias metabólicas e quanto pode ser resultado de uma ação direta dos medicamentos sobre os mecanismos inflamatórios.
 

O efeito direto desses medicamentos agonistas de GLP-1 sobre o sistema imune ainda é uma hipótese. O que as pesquisas têm observado é uma correlação, ou seja, pacientes usam as canetas e apresentam redução da inflamação. Não há comprovação de causalidade.
 

"A ciência hoje não permite dizer, com precisão, quantos por cento do efeito é decorrente de uma ação direta do medicamento e quantos por cento são explicados pelo emagrecimento", afirma o endocrinologista Clayton Macedo, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e diretor de comunicação da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia).
 

A inflamação é uma resposta do organismo a agressões, como infecções e lesões. Ela faz parte do sistema de defesa e é importante para a recuperação dos tecidos.
 

"Inflamação é sobretudo um processo regenerativo. O corpo que não inflama não se regenera. É algo super importante. A questão é o desbalanço, quando o corpo fica com inflamação demais", explica o endocrinologista Julio Batatinha, doutorando no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
 

O problema aparece quando a resposta inflamatória permanece ativada por períodos prolongados. É o que pode ocorrer, por exemplo, em casos de obesidade, doenças autoimunes e em algumas doenças metabólicas. Nesses casos, uma inflamação crônica de baixo grau pode contribuir para alterações em diferentes órgãos e aumentar o risco de doenças.
 

Segundo Batatinha, marcadores como proteína C-reativa (PCR), interleucina 6 e TNF-alfa podem ajudar a avaliar processos inflamatórios, mas não existe um exame que permita, individualmente, determinar que uma pessoa está "inflamada".
 

O QUE OS ESTUDOS JÁ MOSTRAM
 

Entre os marcadores estudados, a proteína C-reativa ultrassensível (PCRus), associada a um maior risco cardiovascular, foi reduzida com o uso de semaglutida.
 

No estudo SELECT de fase 3, que avaliou 17,6 mil pessoas com sobrepeso ou obesidade, doença cardiovascular estabelecida e sem diabetes, a semaglutida reduziu a PCRus em cerca de 38% em relação ao grupo placebo, após 104 semanas. Os dados foram apresentados pela farmacêutica Novo Nordisk, que conduziu a pesquisa.
 

A redução do marcador apareceu já nas primeiras semanas, quando a perda de peso ainda era relativamente pequena. Esse ponto chamou a atenção dos pesquisadores porque sugere que o emagrecimento pode não ser a única explicação para a melhora da inflamação. A perda de peso explica apenas parte do efeito.
 

A obesidade, principalmente quando há maior acúmulo de gordura visceral, está associada a um estado de inflamação crônica de baixo grau. O tecido adiposo disfuncional libera substâncias inflamatórias e está relacionado à resistência à insulina.
 

Quando o paciente perde peso, reduz a gordura visceral e melhora o metabolismo, portanto, há uma razão biológica para esperar uma redução da inflamação.
 

O efeito anti-inflamatório também já foi observado no fígado. Na MASH (esteato-hepatite associada à disfunção metabólica), doença caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado associado a inflamação e lesão das células hepáticas, pesquisas com semaglutida apontam melhora do quadro.
 

O estudo ESSENCE de fase 3, também da Novo Nordisk, avaliou pacientes com MASH e fibrose hepática e encontrou resolução da esteato-hepatite em uma parcela dos participantes tratados com semaglutida. Dados apresentados pela farmacêutica apontam que a resolução da inflamação no fígado ocorreu em 63% dos pacientes.
 

Em 2025, foi aprovada no Brasil a indicação de semaglutida biológica 2,4 mg (Wegovy) para o tratamento de gordura no fígado e esteatose hepática com inflamação, independentemente de o paciente ter sobrepeso ou obesidade.
 

"Contudo, pensando em mecanismo exclusivamente anti-inflamatório, ainda são necessários estudos clínicos robustos e específicos que demonstrem eficácia, segurança e benefício clínico em outras populações e doenças", afirma Débora Coutinho Serruya, gerente médica sênior da área cardiometabólica da Novo Nordisk.
 

Há aplicações também na dermatologia. A psoríase (PsO) e a artrite psoriásica (PsA) são doenças autoimunes conectadas a condições metabólicas, e a maioria dos pacientes com essas condições também convivem com obesidade ou sobrepeso e comorbidades.
 

Dados dos estudos TOGETHER-PsO e TOGETHER-PsA de fase 3b, que combinaram tirzepatida (Mounjaro) e ixequizumabe (Taltz) em pacientes com PsO, PSA e excesso de peso, mostraram melhora nas manifestações da doença e no controle do peso. A pesquisa foi conduzida pela farmacêutica Eli Lilly.
 

André Carvalho, chefe do serviço de dermatologia e responsável pelo ambulatório de psoríase do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, que já atuou em pesquisas clínicas em parceria com a Lilly, afirma que o estudo não foi desenhado para avaliar a tirzepatida como tratamento isolado para psoríase.
 

"O objetivo foi mostrar que, tratando o paciente com as duas medicações em conjunto, é possível obter um benefício maior do que com uma medicação isolada. Não podemos dizer que isso vale para todas as medicações", diz Carvalho.
 

Possíveis efeitos dos agonistas de GLP-1 contra doenças inflamatórias intestinais e processos inflamatórios no cérebro também são estudados.
 

Ainda há muitas perguntas sem resposta. Existe uma ação direta e clinicamente relevante das canetas emagrecedoras sobre as células do sistema imunológico? Quais vias inflamatórias são efetivamente modificadas e quais órgãos contribuem mais para a redução da PCRus?
 

Também falta saber se os benefícios observados em pessoas com obesidade ou diabetes podem ser reproduzidos em pacientes que não apresentam essas condições.

Proibidos no Brasil, vapes impulsionam alta nas apreensões de contrabando

Por Leonardo Fuhrmann | Folhapress

Proibidos no Brasil, vapes impulsionam alta nas apreensões de contrabando
Foto: Reprodução / Unsplash

O valor dos vapes ou cigarros eletrônicos apreendidos pela Receita Federal cresceu exponencialmente nos últimos anos, embora esses produtos sejam proibidos no Brasil desde 2009 por decisão da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
 

Em 2024, o valor das apreensões chegou perto de R$ 200 milhões. Nos cinco anos desde o início dos registros, o total superou R$ 440 milhões.
 

"Pelo ritmo de aceleração, dá para estimar que 2025 tenha fechado perto da casa do bilhão", afirma Luciano Stremel Barros, presidente do Idesf (Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras).
 

O instituto lançou em maio o Mapa do Contrabando, que atualiza uma versão anterior do levantamento, feita em 2016. O cigarro convencional segue como o líder de apreensões, mas alguns produtos chamam a atenção pelo crescimento, como no caso dos vapes, agrotóxicos e medicamentos.
 

No caso da última categoria, o aumento é puxado pela comercialização de algumas marcas e tipos de canetas emagrecedoras não autorizados em território brasileiro.
 

Para Stremel, o contrabando geralmente é atraente pela ampla diferença do preço dos produtos entre um país e outro devido à tributação ou a legislações que restringem o acesso.
 

Nos três casos em ascensão, a proibição no Brasil é, segundo ele, o principal ponto de incentivo ao mercado ilegal, já que as mesmas restrições não existem no Paraguai. Assim como os vapes e as canetas emagrecedoras, os principais agrotóxicos contrabandeados não têm a comercialização permitida no Brasil.
 

O Idesf sustenta que, com a maior participação de facções criminosas no contrabando, o custo logístico da operação das rotas é em média 22% para qualquer produto. O lucro alto, o menor risco penal, uma maior tolerância ao contrabando do que ao tráfico de drogas e a própria exploração de rotas já criadas estão entre os fatores que levaram o crime organizado ao contrabando.
 

Segundo o Idesf, considerando o custo logístico, a margem de lucro do contrabando de cigarros eletrônicos chega a 259%, contra 507% dos cigarros convencionais, categoria mais lucrativa. O mercado ilegal movimenta bilhões de reais à margem da economia formal, sem recolhimento de tributos, e, em setores regulamentados, gera concorrência desleal com empresas que atuam legalmente.
 

No caso dos cigarros eletrônicos, o aumento do consumo de produtos contrabandeados se tornou um argumento das indústrias de tabaco para defender que a Anvisa afrouxasse a proibição da venda desses produtos, que havia sido originalmente decidida em 2009.
 

Embora proibido, o produto pode ser encontrado em estabelecimentos de varejo e marketplaces, segundo o Idesf.
 

Uma pesquisa feita pelo Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica) mostrou que o número de fumantes de cigarros eletrônicos saltou de 500 mil em 2018 para 2,9 milhões em 2023.
 

Segundo levantamento divulgado pela Esem (Escola de Segurança Multidimensional) da USP (Universidade de São Paulo) no ano passado, o mercado ilegal de dispositivos de fumar movimenta cerca de R$ 7,81 bilhões por ano sem recolhimento de tributos e com recursos que alimentam atividades criminosas.
 

O estudo estima que, com a regulamentação, o setor poderia gerar R$ 13,7 bilhões ao ano em impostos estaduais e federais, sendo a maior parte desse montante destinada aos estados, que concentram a maior carga tributária sobre esses itens.
 

A Anvisa, no entanto, manteve as restrições após uma consulta pública aberta em 2023. Nos dois momentos, a agência destacou os danos causados pelo produto ao consumidor. Na ocasião, o então presidente da agência, Antônio Barra Torres, negou que houvesse descontrole no consumo, em especial entre crianças e adolescentes.
 

Naquele mesmo ano, o projeto de lei 5.008, da senadora Soraya Thronicke (hoje no PSB-MS), buscava regulamentar a fabricação, importação e venda dos vapes no Brasil. A proposta obriga o registro de todas as empresas do setor na Anvisa.
 

No ano seguinte, o projeto teve um relatório favorável do senador Eduardo Gomes (PL-TO) na Comissão de Assuntos Econômicos. A tramitação está parada desde os últimos meses de 2023.
 

Neste ano, a Anvisa também determinou a proibição de venda e a apreensão de uma série de marcas e princípios ativos de canetas emagrecedoras por falta de registro no Brasil.
 

Entre os agrotóxicos, um dos destaques entre as apreensões é o herbicida paraquat, cuja produção e comercialização são proibidas pela Anvisa por conta de pesquisas que apontam a relação direta entre o uso do produto e a incidência de doenças como o mal de Parkinson, fibrose pulmonar, danos genéticos e câncer.
 

A substância, usada em lavouras de grãos, é proibida em mais de 30 países, mas segue permitida no Paraguai.
 

Apesar de reconhecer que a proibição é um fator que incentiva o contrabando, Stremel é contra medidas como o projeto de lei que reduz a autonomia da Anvisa.
 

"Temos uma agência que é referência internacional e não podemos abrir mão da saúde em nome de evitar o contrabando", afirma.
 

Para ele, a solução passa por uma maior integração legal entre o Brasil e seus vizinhos, especialmente aqueles que fazem parte do Mercosul, para garantir que todos adotem uma legislação comum para a restrição de produtos danosos à saúde e ao meio ambiente.
 

 

Paciente vive 271 dias com rim de porco sem diálise em recorde de pesquisa brasileiro em Harvard
Foto: Kate Flock/Massachusetts General Hospital

Um paciente em estágio terminal de doença renal sobreviveu mais de 271 dias com um rim de porco sem precisar de diálise, um tempo recorde que aproxima a medicina de tornar viável o transplante de órgãos de animais para humanos. O caso é resultado da pesquisa do brasileiro Leonardo Riella, professor da Harvard Medical School, nos Estados Unidos.

 

Antes do procedimento, o paciente dependia de sessões frequentes de diálise, andava de cadeira de rodas e enfrentava diversas restrições no dia a dia. Com o novo rim, ele voltou a ter uma vida considerada normal por nove meses, segundo a equipe de Riella.

 

Para especialistas, o resultado marca um dos passos mais revolucionários já dados na tentativa de viabilizar o transplante de órgãos de animais para humanos, técnica estudada há décadas como possível solução para a escassez de doadores. O avanço se deve, em grande parte, à edição genética do porco doador: as modificações eliminam os principais alvos de rejeição do corpo humano e reduzem drasticamente a chance de o organismo atacar o órgão transplantado.
 

A escassez de doadores é considerada um dos maiores desafios da medicina e deixa milhares de pessoas à espera de um órgão, submetidas a uma rotina que compromete a qualidade de vida. O transplante renal é um dos mais realizados no Brasil: um único doador falecido pode atender a dois pacientes, além da possibilidade de doação entre pessoas vivas. Ainda assim, o país tem hoje 45 mil pessoas na fila por um rim, segundo dados do Ministério da Saúde.

Anvisa autoriza importação de remédio experimental para tratar doença rara de Lito Sousa
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

O influenciador Lito Sousa, que recebeu diagnóstico recente da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurodegenerativa rara e sem cura, terá acesso exclusivo à utilização de um medicamento experimental para o tratamento, graças à autorização da Anvisa, nesta sexta-feira (4). 

 

A substância autorizada, chamada ALN-6457 (siRNA conjugado a C16 dirigido à proteína priônica),foi desenvolvida pela farmacêutica Regeneron Pharmaceuticals. O composto ainda está em estágio prévio ao desenvolvimento clínico, sem estudos formalmente iniciados em seres humanos para DCJ. 

 

O pedido foi feito pelo Hospital Israelita Albert Einstein, responsável pelo tratamento do influenciador, que será a primeira pessoa a receber o medicamento. A unidade solicitou a autorização excepcional para uso individual, por meio de importação por pessoa física, já que Lito foi aceito em um programa de uso compassivo mantido pela farmacêutica no exterior.

 

Segundo a Anvisa, esse tipo de autorização costuma ser usado em casos de produtos sem registro ou estudo no Brasil.

 

"A avaliação considerou que se trata de uma enfermidade neurodegenerativa com evolução rápida, letal e irreversível. Além disso, a autorização em caráter excepcional foi adotada diante da ausência de patrocinador ou representante responsável no Brasil", diz a Anvisa, em nota.

 

Com a liberação, a importação do medicamento ficará a cargo da equipe médica que acompanha o paciente. Não foram divulgados detalhes sobre como o tratamento será conduzido.

 

A esposa de Lito, a empresária Mila Seidl, em publicação nas redes sociais após a confirmação do aval da Anvisa, disse que a expectativa é que o medicamento chegue ao Brasil entre sete e nove dias.

 

ENTENDA  A CONDIÇÃO

A DCJ é causada pelo acúmulo anormal de proteínas príon no cérebro, destruindo neurônios. Não existe, até hoje, tratamento capaz de reverter ou interromper sua evolução, e o protocolo médico usual recomenda o encaminhamento do paciente aos cuidados paliativos logo após a confirmação do diagnóstico.

 

Em vídeo divulgado nesta sexta-feira, Lito falou sobre a chance de escapar da doença. Confira:

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Entrevistas

Amamentação exige informação, apoio e assistência qualificada, diz especialista

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo
Para tratar sobre a importância de amamentar, o Bahia Notícias conversou com a coordenadora do banco de leite da Maternidade de Referência Prof.