'É um psicopata', diz Glória Perez sobre o assassino da filha
Por Marcela Gelinski
A diretora Glória Perez tem tentado ser discreta com relação à morte de sua filha Daniella, em crime ocorrido há exatos 20 anos. No entanto, para desabafar um pouco sobre o assassinato, ela utilizou sua página no Facebook para agradecer o apoio das pessoas que a ajudaram a enfrentar o caso na justiça. Confira o texto na íntegra:
"Hoje é um dia muito triste pra mim: 20 anos sem minha filha. Quero agradecer a todos que estiveram perto de mim durante esses anos todos, trazendo solidariedade e conforto. Aos brasileiros que fizeram comigo aquele abaixo-assinado que se tornou a primeira emenda popular da história do Brasil, transformando homicídio qualificado em crime hediondo; in memorian, ao advogado Hugo da Silveira, a quem devo a prisão dos assassinos! Num país onde a maioria foge de ser testemunha, ele nunca se esquivou de comparecer à Justiça e dizer o que viu: anotou a placa adulterada do carro do assassino e identificou Paula T.
"Hoje é um dia muito triste pra mim: 20 anos sem minha filha. Quero agradecer a todos que estiveram perto de mim durante esses anos todos, trazendo solidariedade e conforto. Aos brasileiros que fizeram comigo aquele abaixo-assinado que se tornou a primeira emenda popular da história do Brasil, transformando homicídio qualificado em crime hediondo; in memorian, ao advogado Hugo da Silveira, a quem devo a prisão dos assassinos! Num país onde a maioria foge de ser testemunha, ele nunca se esquivou de comparecer à Justiça e dizer o que viu: anotou a placa adulterada do carro do assassino e identificou Paula T.
Também quero agradecer aos frentistas do posto Alvorada, que suportaram todo o tipo de pressão e tentativas de humilhações, mas mantiveram a firmeza no Tribunal do Júri e testemunharam a emboscada e o soco sofrido por Daniella; ao evangélico Antonio Clarete, que lavou o sangue do carro do assassino; ao pastor Manoel Ferreira, à então senadora Benedita da Silva; às vítimas da Chacina de Acari, Vigário Geral e às mães do Rio, que foram irmãs e companheiras na longa luta para conseguir alguma justiça; a Marcela, que me mandou a última foto, de grande importância para o processo. Pra sempre é muito tempo. Guilherme de Pádua é um psicopata".
