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Mesmo sem provas concretas de crime, homem deve ser executado nos EUA

Mesmo sem provas concretas de crime, homem deve ser executado nos EUA
Um caso pode colocar em questão toda a credibilidade do sistema judiciário norte-americano. Um homem está prestes a ser executado nos EUA, apesar das dúvidas acerca de sua culpa no crime serem bastante fortes. Das nove testemunhas que ajudaram a condenar Troy Davis pela morte de um policial em 1989, sete se retrataram. Dez pessoas, que nunca foram ouvidas, informaram que um outro homem admitiu ter atirado no agente.

Nesta terça-feira (20), o Conselho de Perdão e Liberdade Condicional da Geórgia (EUA) negou todos os pedidos feitos em favor de Davis. A execução do afro-americano foi marcada para esta quarta (21), às 20h (horário de Brasília). Pedidos de clemência foram feitos por João Paulo II, quando Papa, e por Desmond Tutu, ganhador do prêmio Nobel da paz.

A família do policial Mark MacPhail, que foi morto com um tiro ao tentar ajudar um sem-teto que estava sendo atacado, se declarou feliz com a decisão do conselho. "Finalmente, será feita justiça", disse ao USA Today o filho do policial morto Mark MacPhail Jr.

O advogado do prisioneiro, Brian Kammer, declarou que esse é um caso óbvio de identificação falsa, uma vez que dez pessoas apontaram os dedos para Sylvester Coles, que estava na cena do crime, como o autor dos disparos, conforme noticiou o The Guardian.

Segundo o jornal, "nenhuma evidência forense ou de DNA foi encontrada, até agora, para ligar Davis aos tiros, bem como nunca foi achada a arma do crime". As sete pessoas que voltaram atrás em seus testemunhos, disseram que foram "persuadidas" pela polícia a testemunhar contra Davis. Os advogados da defesa ainda vão tentar alguns “remédios legais” para o caso, mas admitem que a situação é muito difícil e que deve prevalecer a decisão do Tribunal da Geórgia.