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Tabelionatos de Protestos alertam população sobre fraudes

Por Cláudia Cardozo

Tabelionatos de Protestos alertam população sobre fraudes
Documento forjado de cobrança de protestos
Inúmeras pessoas podem ser vítimas de quadrilhas que fazem uso dos nomes de Tabelionatos de Protestos para extorqui-las. O método, na maioria das vezes, é informar às vítimas que elas possuem dívidas protestadas em cartórios, através de e-mails ou contato telefônico. O alerta foi dado pelos Tabelionatos dos 1°, 2°, 3° e 4° Ofícios diante de um crescente número de denúncias de fraudes e cobranças de valores relativos aos supostos protestos que tem chegado aos Tabelionatos de Protestos.  De acordo com a tabeliã substituta Maria de Fátima Bulhões, do Tabelionato de Protesto de Títulos 2° Ofício, situado na Rua Pará, na Pituba, as fraudes já acontecem há muito tempo, mas que se intensificou após a privatização dos cartórios. “Parece que depois da privatização, com a publicação do edital, o número de fraudes, envolvendo os cartórios de protestos, cresceu. Eles utilizam o nosso endereço e o nome de um tabelião que não existe para aplicar o golpe”, deduz.
 
A tabeliã substituta afirma que os golpistas ligam para as pessoas em nome do cartório ou enviam um documento forjado por e-mail, com o nome de uma central que não existe, e pedem que a quantia seja depositada na conta de uma pessoa física, “que pode até ser um laranja”. Bulhões ressalta que os cartórios não fazem cobrança de protestos por telefone ou e-mail. “A cobrança é feita por meio de intimação dos cartórios. Através da intimação, o devedor se apresenta no cartório e pega um boleto ou Documento de Arrecadação Judiciária (Daje), emitido nos próprios cartórios, através do site do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, e paga em uma agência bancaria do Bradesco”, explica. Maria de Fátima orienta que, em nenhum momento, quem receber as ligações de cobrança ou e-mail, não deposite a quantia cobrada em nenhuma conta bancaria fornecida.