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Marca Bahia Notícias

Notícia

Universitárias fazem apitaço contra insegurança em pontos de ônibus da Ufba

Por Patrícia Conceição

Universitárias fazem apitaço contra insegurança em pontos de ônibus da Ufba
Universitárias e professoras da Universidade Federal da Bahia (Ufba) promovem, a partir das 18h desta quinta-feira (22), um apitaço nos pontos de ônibus localizados em frente ao campus da instituição no bairro de Ondina, em Salvador. O protesto é uma reação contra a insegurança nas imediações da Ufba, que gerou episódios de violência contra as mulheres nos últimos dias, principalmente no período noturno. Na última terça-feira (13), por volta das 22h, a professora Alinne Bonetti e mais sete alunas esperavam o ônibus na Avenida Adhemar de Barros quando foram abordadas por um homem descrito como “de estatura média, cabelos curtos, olhos claros, moreno, vestindo camiseta, calça jeans e chinelos”. “Na medida em que o ponto foi esvaziando, ele foi se aproximando da gente. Ele aproveitou a saída do último homem para chegar perto de nós e se masturbar. Foi uma conjunção de fatores – não tinha policiamento na rua, o ônibus atrasou”, narra a docente. Dois dias depois, na quinta (15), o suspeito reapareceu, intimidou as mulheres e avisou que “da próxima vez seria mais mal educado”, ameaça que tem causado tensão na ala feminina da universidade. “Esse não é um fato pontual, trata-se de uma falta de segurança que atinge todas as mulheres da universidade”, diz Alinne. A professora relatou ainda as dificuldades para conseguir registrar o boletim de ocorrência sobre o episódio na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). “A princípio, eles se recusaram a fazer o BO porque o caso não se enquadrava na Lei Maria da Penha. Somente depois de quatro horas consegui registrar a queixa”, conta. Segundo as normas técnicas da Secretaria de Políticas para as Mulheres, as delegacias especializadas têm a atribuição de investigar os vários crimes cometidos contra as mulheres “pelo simples fato de serem mulheres”.