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Artigos

Luciana Santos
Pesquisa, diagnóstico e dignidade: o compromisso do MCTI com a saúde da mulher
Foto: Rodrigo Cabral / MCTI

Pesquisa, diagnóstico e dignidade: o compromisso do MCTI com a saúde da mulher

Governar com sensibilidade é transformar o conhecimento científico em dignidade e qualidade de vida para as pessoas. Por muito tempo, as dores e os desafios da saúde menstrual e da endometriose foram tratados sob o manto da invisibilidade, relegados a um silêncio que penaliza milhões de mulheres, trabalhadoras e estudantes brasileiras. Neste mês de junho, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em um esforço conjunto com o Instituto Alana, deu um passo histórico para mudar essa realidade.

Multimídia

Alex Santana revela convite de ACM Neto para assumir secretaria

 Alex Santana revela convite de ACM Neto para assumir secretaria
Em entrevista ao Projeto Prisma, com Fernando Duarte, o secretário de Relações Institucionais de Salvador e deputado federal licenciado, Alex Santana (Republicanos), afirmou que a decisão de não disputar a reeleição em 2026 foi motivada exclusivamente por razões pessoais.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

bahia

Justiça autoriza Bahia a manter R$ 2 bilhões no Banco do Brasil e afasta exclusividade do BRB
Joédson Alves / Agência Brasil

A Justiça da Bahia autorizou o governo estadual a manter no Banco do Brasil os recursos de uma operação de crédito de R$ 2 bilhões destinada ao pagamento de precatórios, afastando, de forma temporária, a cláusula de exclusividade que previa a movimentação dos valores pelo Banco de Brasília (BRB).

 

A decisão foi proferida pela juíza Juliana de Castro Madeira, da 6ª Vara da Fazenda Pública de Salvador. A magistrada considerou que há elementos que indicam uma mudança relevante no perfil de risco do BRB, especialmente após os desdobramentos da Operação Compliance Zero.

 

Na ação, o governo baiano argumentou que o cenário envolvendo a instituição financeira recomenda cautela na destinação dos recursos públicos. Segundo o Estado, a situação do banco poderia comprometer a segurança da operação voltada ao pagamento de precatórios.

 

Ao fundamentar a decisão, a juíza destacou que o próprio BRB adiou a divulgação de suas demonstrações financeiras de 2025 para realização de uma auditoria forense relacionada a operações envolvendo o Banco Master, atualmente em processo de liquidação.

 

A magistrada também observou que o contrato de exclusividade entre o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e o BRB está próximo do vencimento, previsto para agosto, e avaliou que obrigar o Estado a direcionar os recursos à instituição poderia representar riscos operacionais e financeiros ao erário e aos credores dos precatórios.

Após rescindir com o Bahia, Gilberto desembarca em Curitiba par assinar com o Athletico-PR
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Após ter o contrato rescindido de forma antecipada com o Bahia, o lateral Gilberto desembarcou na manhã desta segunda-feira (22), no Aeroporto Afonso Pena, em Curitiba, para fazer exames e assinar com o Athletico Paranaense. 

 

Na chegada, o jogador de 33 anos falou com a imprensa e expressou gratidão ao técnico do Furacão Odair Hellmann. “O Odair me ajudou muito na minha carreira, tenho uma gratidão imensa por ele. Ansioso para encontrar ele e todo o grupo, poder ajudar”.

 

Além disso, o atleta destacou o bom momento vivido pelo Athletico, que ocupa 4ª colocação na tabela do Campeonato Brasileiro. “Ah, feliz é incrível. Vou para o clube agora, vamos conversar e ver se der tudo vai dar certo. O time está muito bem e e espero poder contribuir se tudo der certo. O clube já fez muito nesses primeiros três meses e agora é só agregar para a gente continuar crescendo”, afirmou

 

Em 2026, pelo Bahia, Gilberto atuou em 10 jogos e deu três assistências. No Athletico, ele vai disputar posição com Benavídez e Gilberto, de 21 anos.

 

O Esquadrão continua com 30% dos direitos do atleta.

Gerador falha, mas Jó Miranda transforma imprevisto em festa no meio do público
Foto: Divulgação

Jó Miranda, um dos cantores e compositores mais renomados da atualidade, esteve em Mucugê nesse último fim de semana e passou por uma situação inusitada. Na ocasião, o gerador que era responsável por fornecer energia para os equipamentos do palco passou por problemas técnicos e desligou, mas esse imprevisto não impediu o sanfoneiro de continuar o arrasta-pé.

 

 

O artista, que já possui mais de 18 anos de carreira, desceu do palco e continuou a festa no meio do público; a cena foi compartilhada nas redes sociais do cantor. "O gerador resolveu tirar um arrasta-pé também e apagou tudo! Mas o sanfoneiro desceu do palco, a galera soltou a voz e o show continuou no modo raiz", escreveu o sanfoneiro na legenda da publicação.

 

No vídeo, o artista aparece cantando e tocando sua sanfona em meio ao público que segue o sanfoneiro e canta junto cada palavra. Jó Miranda é um dos principais expoentes do forró pé-de-serra na Bahia e é idealizador do Forró do Talco, um projeto tradicional que movimenta a cena cultural em Salvador. "Mucugê, vocês são energia pura", finalizou o artista nas redes sociais.

 

VÍDEO: Romeu Zema nega ligação com caso do Banco Master e alega ter “zero corrupção” na sua gestão
Fotos: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

Em evento realizado nesta segunda-feira (22) no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, o pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), discursou para uma plateia de mais de mil representantes do setor industrial. Na sua fala, o ex-governador de Minas Gerais abordou temas de governabilidade, segurança e ética, além de questionamentos sobre sua relação com o Caso Master.

 

Veja declaração em vídeo:

 

Zema aproveitou a oportunidade para se distanciar publicamente de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. "Sou da mesma cidade do banqueiro criminoso. Nunca me encontrei com ele", alega o governador. 

 

A fala faz alusão ao financiamento de sua campanha de reeleição em 2022. Conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Henrique Vorcaro, pai de Daniel, realizou uma doação de R$ 1 milhão ao diretório estadual do Partido Novo em Minas Gerais durante o pleito daquele ano.

 

Em outra oportunidade, Zema ainda afirmou à imprensa que ninguém do partido Novo sabia da relação de "irmão" que Flávio Bolsonaro (PL) tinha com Daniel Vorcaro. Mesmo assim, o candidato do Novo tem sido um dos nomes mais críticos sobre o caso Master, chegando a criticar Jaques Wagner (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), ambos com ligações suspeitas e investigadas pela Polícia Federal.

 

Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

 

PROMESSAS POLÍTICAS
Ao defender sua administração à frente do Executivo mineiro, que já soma sete anos e meio, Zema fez coro à ausência de escândalos em sua gestão e ironizou o noticiário político da capital federal.

 

"Nunca no meu governo, nos sete anos e meio, tivemos esquemas, corrupção, escândalos. O meu governo não foi um governo bom em gerar notícias como Brasília, que gera com tanta frequência. Ainda bem que tem Brasília para os jornais de Minas buscarem notícias, porque lá [em Minas] não teve nada de escândalo. Zero corrupção. Porque essa foi a marca", argumenta.

 

O pré-candidato reforçou a promessa de integridade pública: "E eu falei para todos os poderes de Minas, para o Ministério Público, Tribunal de Contas, Defensoria.. […] Eu estou aqui para fazer o certo. Não contem comigo nem com a minha equipe para fazer nada errado."

 

Traçando um paralelo com sua experiência no setor privado, Zema relembrou sua trajetória comercial pela Bahia e outros estados. "Conheço muito [o país], abri muitas lojas lá no sul da Bahia também", pontua, descrevendo Minas Gerais como um estado "totalmente heterogêneo".

 

O que para ele seria "diferente de outros estados que não têm tanta mistura assim, e quebrado", em relação à sua atuação na Bahia. Vale contextualizar que o pré-candidato do Novo será um dos confirmados, junto com o presidente Lula da Silva (PT), a participar do 2 de Julho em Salvador. 

 

Zema resumiu os objetivos dele para o estado em três pilares, que chamou de "choques". Estariam esses gestos em suas falas os seguintes:

  • Choque de moral, de credibilidade e de ética: "Esse é o primeiro ponto. Concordam que o Brasil precisa disso? Cheguei aqui ontem à noite e até que não senti cheiro de esgoto não, mas o que tem de esgoto aqui dá para inundar o restante do Brasil. Então, esse choque de credibilidade, esse choque ético é fundamental", asseverou.
  • Choque contra a gastança: O governador direcionou críticas diretas à atual gestão federal, propondo um "choque contra a gastança do Lula e do PT", cujos detalhes prometeu apresentar em breve.
  • Choque contra a criminalidade: Por fim, Zema defendeu um "choque contra a bandidagem, contra os criminosos".

 

Para Zema, seu desempenho em solo mineiro valida sua plataforma para o plano nacional, distanciando-se de Flávio Bolsonaro, nome mais firme da oposição nas pesquisas eleitorais. "Ser bem avaliado num estado com as contas em dia é uma coisa; num estado falido é outra história", projeta.

Sete foragidos são localizados por meio do reconhecimento facial neste fim de semana
Foto: Divulgação / SSP

O Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública da Bahia localizou mais sete foragidos da Justiça na madrugada desta segunda-feira (22). No balanço parcial da Operação São João 2026, as forças estaduais alcançaram 27 procurados nos festejos juninos.

 

Entre os últimos capturados aparecem foragidos por lesão corporal, porte ilegal de arma de fogo e dívida de alimentos. Também foram localizados homicida e procurado por prática de roubo.

 

As prisões foram efetivadas nos municípios de Jequié, Vitória da Conquista, Laje, Senhor do Bonfim, Santo Estêvão, e Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. A Secretaria da Segurança Pública emprega o sistema em pontos fixos e em Plataformas de Observação Elevada (POE), implementadas em áreas estratégicas.

Turismo internacional na Bahia cresce 11,8% e reforça estado entre principais destinos do país
Foto: Jefferson Peixoto / Secom

A Bahia recebeu 102.471 turistas internacionais entre janeiro e maio de 2026, registrando crescimento de 11,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado coloca o estado entre os principais destinos brasileiros para visitantes estrangeiros e supera a média nacional no período.

 

Os números foram divulgados pela Embratur, em parceria com o Ministério do Turismo e a Polícia Federal. Em todo o país, maio foi o melhor da história para a chegada de turistas internacionais. Somente no quinto mês do ano, o Brasil recebeu 486.262 visitantes estrangeiros, avanço de 5,4% na comparação com maio de 2025.

 

No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o país contabilizou 4,8 milhões de chegadas internacionais, alcançando o segundo melhor resultado da série histórica para o período, apenas 1,4% abaixo do recorde registrado no ano passado. O transporte aéreo foi o principal responsável pelo desempenho, com 3,17 milhões de turistas estrangeiros desembarcando no Brasil, alta de 14,9%.

 

Entre os estados brasileiros, São Paulo liderou o ranking de entrada de visitantes internacionais, seguido pelo Rio de Janeiro. A Bahia aparece entre os destaques nacionais ao ultrapassar a marca de 102 mil turistas estrangeiros e registrar crescimento de dois dígitos. Apenas Rio Grande do Norte e Pernambuco apresentaram expansões percentuais superiores, com altas de 151% e 103,6%, respectivamente.

 

A Argentina segue como principal mercado emissor de turistas para o Brasil, com 1,9 milhão de visitantes entre janeiro e maio. Na sequência aparecem os Estados Unidos, Paraguai, França e Alemanha. Mercados como Chile, Canadá, Austrália, China e Colômbia também apresentaram crescimento expressivo no envio de turistas ao país.

 

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Pé de servidor que amputou o próprio membro para tentar receber R$ 1,5 milhão foi encontrado dentro da mochila dele
Foto: Reprodução

O pé do servidor público que tentou fraudar seguradoras após amputar o próprio membro para tentar receber uma indenização de R$ 1,5 milhão foi encontrado dentro da mochila dele, a cerca de 350 metros do local onde ele foi socorrido, na zona rural de São Gonçalo dos Campos.

 

RELEMBRE O CASO
Lotado na cidade de Amélia Rodrigues, no Recôncavo baiano, ele foi sentenciado a cumprir 720 horas de prestação de serviços à comunidade e ao pagamento de prestação pecuniária no valor de R$ 7.590, após ser acudado de simular o crime para receber indenização de R$ 1,5 milhão. O episódio que motivou as apurações ocorreu em julho de 2019, na zona rural de São Gonçalo dos Campos.

 

Na ocasião, o servidor deu entrada em uma unidade de saúde com fortes dores e afirmou ter sido vítima de um assalto seguido de sequestro. Segundo o relato prestado à Polícia Civil e à Justiça, ele teria sido abordado por dois homens em um carro preto, armados, que o forçaram a entrar no veículo, o vendaram e o amarraram. Vanderley contou que foi agredido com socos, teve R$ 2 mil em espécie, o relógio e o celular roubados e, em seguida, foi levado a uma estrada de terra, onde os criminosos imobilizaram e amputaram seu pé esquerdo. Ele disse ainda que desmaiou devido à dor e, ao acordar, estava sozinho no povoado de Mercês.

 

No entanto, a versão apresentada pelo servidor foi contestada pelos investigadores ainda nos primeiros levantamentos. O pé amputado foi localizado dentro da própria mochila de Vanderley, a cerca de 350 metros do local onde ele foi socorrido. Além do membro, a bolsa continha todos os pertences que ele afirmava terem sido levados pelos assaltantes, como celular e relógio. A descoberta contrariou frontalmente a narrativa do crime, uma vez que, segundo o servidor, os objetos haviam sido roubados.

 

Antes do suposto assalto, Vanderley relatou que havia ido a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Cruz das Almas, à noite, para tomar um medicamento devido a fortes dores, mas não foi atendido por falta de receita médica. Ele afirmou que, ao sair da unidade, foi abordado pelos criminosos. As evidências encontradas pelos policiais, contudo, apontaram para a tentativa de simular o crime com o objetivo de acionar o seguro e receber a indenização de R$ 1,5 milhão.

 

O caso teve desfecho na esfera judicial com a condenação do servidor, que agora deverá cumprir as penas alternativas determinadas pela Justiça. As investigações não encontraram indícios da participação de terceiros ou da existência dos supostos assaltantes, reforçando a conclusão de que a amputação foi autoinfligida e a narrativa do crime, forjada.

Investigado por roubo e associação criminosa é preso durante festejos juninos em Cruz das Almas
Foto: PC-BA

A Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Territorial (DT/Cruz das Almas), cumpriu, na madrugada deste sábado (20), um mandado de prisão temporária contra um homem de 37 anos investigado pelos crimes de roubo majorado e associação criminosa. 

 

O suspeito foi localizado no Circuito Murilo Sena, onde participava dos festejos juninos do município. A medida cautelar é resultado de investigação que apura um roubo ocorrido no dia 28 de julho de 2025. 

 

Na ocasião, indivíduos armados, utilizando distintivos e se passando por policiais civis, ingressaram na residência da vítima sob o falso pretexto de cumprir um mandado de busca e apreensão. Durante a ação, foram levadas bebidas alcoólicas nacionais e importadas, cigarros eletrônicos, dinheiro em espécie e outros bens, causando um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 50 mil.

 

De acordo com as investigações, o homem mantinha contato prévio com a vítima e possuía conhecimento sobre as mercadorias armazenadas no imóvel e sobre a atividade comercial desenvolvida no local. Também foram identificados indícios de envolvimento na comercialização de parte dos produtos roubados, especialmente cigarros eletrônicos, além de relatos de intimidação de testemunhas durante o curso da investigação que ajudaram a localizar o suspeito.

Moradores de Salvador são surpreendidos por ‘alerta extremo’ da Defesa Civil com palavra ‘Misantropia’

Moradores de Salvador foram surpreendidos na madrugada deste sábado (20) por um alerta sonoro incomum enviado pela Defesa Civil. A notificação chegou aos celulares por volta das 1h24 e assustou a população ao tocar durante a madrugada.

 

A notificação aparecia como “Alerta Extremo” e continha a palavra “Misantropia”. Em alguns aparelhos, o termo foi exibido como “Misantropi4”.

 

O termo é usada para descrever sentimentos de aversão, desconfiança ou descrença em relação à humanidade. Em Curitiba, moradores também afirmaram ter recebido o alerta.

 

Até o momento, a Defesa Civil de Salvador não divulgou esclarecimentos sobre o envio da mensagem.

Safra, sabor e sanfona: Relação entre Forró e São João vive entre a resistência e o resgate da tradição desde os anos 50
Foto: Joá Souza / GOV-BA

Triângulo, zabumba e sanfona. Os três elementos são identitários de um ritmo. Ritmo este que dita o som do São João. Mas quando começou a história do Forró com a maior festa cultural do Nordeste?

 

Para o São João de 2026, o Bahia Notícias preparou a série de reportagens “Safra, sabor e sanfona”, que exibe de forma especial as nuances que tornam o festejo junino uma das maiores manifestações culturais da Bahia, com destaque para as mudanças na dinâmica da agricultura, na comida que chega à mesa e nas celebrações embaladas pela música tradicional (ou não) da temporada.


Em entrevista ao Bahia Notícias, a educadora Sálua Chequer, que é mestra em Arte, Educação e Gestão Cultural pela Universidade Internacional Menéndez Pelayo (Espanha), destaca que, para além da agricultura e das contribuições dos povos que constituem a nação brasileira – como demonstramos na última reportagem –, a religiosidade dos festejos é a raiz de diversos simbolismos.

 

São João, o santo católico que dá nome à festa, é João Batista, o último profeta do Antigo Testamento. Na história, as comemorações pagãs da Europa celebravam a colheita anual com fogueiras e rituais. Já a Igreja Católica adaptou as festas e associou a fogueira à história de nascimento do santo.

 

“Dentro da religiosidade, João tem uma importância muito grande”, diz a pesquisadora, que também se identifica como católica. “A tradição da fogueira remete à história de que Isabel (mãe de João) usou o fogo para anunciar a Maria que o filho havia nascido, e é ele que pronuncia o nascimento de Jesus. Então, João é importantíssimo, é o padroeiro da família”, conta Sálua.

 

É sabido que, no Brasil, a festividade foi trazida pelos jesuítas e colonos portugueses como a "Festa Joanina", que se misturou aos costumes indígenas e africanos. E uma das contribuições culturais que nascem nas regiões Norte e Nordeste é a dança e a musicalidade. Para Sálua Chequer, “além de manter viva a tradição, o que funciona na festa também é a música”.

 


Foto: Agência Brasil 

 

Ela explica que o “forró é tão importante que, em muitos lugares, recebe o nome do evento". "as pessoas falam: ‘Onde é que vai ser o forró?’, ‘vai ter o forró de tal lugar’, ‘quando é o forró da escola?’. Existe o forró como evento, mas também como gênero musical”.

 

Para a pesquisadora, que já se debruçou a estudar sobre produção cultural, “a música tem um papel muito grande, tem um papel social de, nas próprias letras, cantar, representar-se dentro da poesia, da composição, a história do milho, da reza, da devoção, da vida”. “Então, as letras da música também passam essa mensagem que representa, de uma forma grandiosa, o significado da festa para a gente”, ressalta.

 

Ao BN, Sálua narra que é justamente neste aspecto simbólico que as mudanças hoje observadas na festa causam maior impacto. Segundo ela, a festa, a partir do formato de mega-shows, perdeu parte do apelo à coletividade.

 

“Hoje [a festividade] tem um outro caráter. Eu acho bacana, inclusive, que Salvador, como uma capital nordestina tão importante, faça esse movimento de se ter essa festa no Pelourinho, porque tem tudo a ver, até pela arquitetura, a história; lembra e remete às cidades do interior. O que me incomoda é a invasão de um repertório que não pertence e o caráter de mega-show”, explica.

 

Sálua destaca ainda que não é só a musicalidade que sai perdendo, mas outras manifestações culturais também vão sendo retiradas dos grandes eventos. “O que mantém vivas, por exemplo, as quadrilhas em Salvador é a periferia. Eu fui jurada por muito tempo do Arraiá da Capital, e era um show à parte, das roupas, da pesquisa, dos temas. Hoje está praticamente desaparecendo. Então, eu acho que precisa ter um zelo, um cuidado por tudo isso, é uma tradição”, defende.

 

Ela sustenta que um dos principais vetores para essa mudança é, justamente, o interesse do mercado de turismo, que supera a preservação cultural. “O interesse, a coisa do turismo vem e, assim, se você estivesse mostrando ao turista que aqui chega alguma coisa de verdadeira, bacana, bonita, mas não é. Não me bote uma banda de pagode, de axé ou de sertanejo tocando e diga que isso é São João, porque não é”, afirma a mestra em Arte, Educação e Cultura.

 

E é a partir desta crítica que artistas, produtores e gestores culturais se mobilizam para promover o ativismo em torno da valorização dos ritmos internacionais na festa junina. Entre as entidades que trabalham ativamente neste tema está o Fórum do Forró Raiz.

 


Foto: Fernado Vivas / GOV-BA

 

APELO À SANFONA
Não há aquele que não pense em dançar um "dois para lá, dois para cá" quando junho bate à porta. Por anos, o forró tem sido associado ao São João como o estilo que dá o tom da festa, ainda que tentem descaracterizar o festejo com a inserção de novos estilos. Mas a história do forró — gênero candidato ao título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco — com o São João é antiga: coloque na conta mais de meio século de duração.

 

“Essa relação do forró como elemento identificador do São João começa na década de 50. Porque começam a surgir os grandes sucessos de Luiz Gonzaga ali no final dos anos 50. Há a identificação do forró como uma força muito grande no Brasil, especialmente no Nordeste, e começam a acontecer festas em palhoças [com paredes de pau a pique e cobertura de sapê], em arraiais…”, conta o cantor Del Feliz.

 

O cantor, um dos principais nomes do gênero na Bahia e embaixador da campanha para que o Forró de Raiz seja reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, conversou com o Bahia Notícias sobre a ligação do gênero com a festa.

 

 

Segundo Del, a cidade de Entre Rios, a aproximadamente 140 km de Salvador, teve um papel fundamental na intensificação dos festejos juninos no formato que o público conhece atualmente.

 

“Aqui na Bahia tem um marco muito importante em Entre Rios, num evento que era realizado por seu Manoelito Argolo para o povão naquela época. Era uma festa feita para o povo, de graça, onde você tinha ali Luiz Gonzaga, Marinês, Trio Nordestino, que eram considerados grandes símbolos da música nos anos 60. Dali originou, inclusive, a ideia das festas de prefeituras, porque isso não começou, obviamente, com as grandes festas de prefeituras; foi um caminho primeiro percorrendo essa via da festa particular.”

 

A associação do forró com o São João na Bahia, de acordo com Del, ainda teve a pressão do consumo do público. “A música escolhida, com a qual as pessoas se identificavam, era essa música feita por Trio Nordestino, Luiz Gonzaga, Marinês. Aí você vai ter aqui na Bahia uma pressão muito forte também do Negrão dos Oito Baixos e tantos outros fazedores do forró. O de duplo sentido ganhou uma força num determinado momento, como Genival Lacerda, Zé Nilton, Sandro Becker. É toda uma história que já está beirando aí bem mais de meio século”.

 

TRANSFORMAÇÃO DO FORRÓ
Desde o surgimento do gênero, o forró passou por diversas transformações. Para se ter uma ideia, em 2021, as Matrizes Tradicionais do Forró receberam o título de Patrimônio Cultural do Brasil pelo Iphan, e o plano de salvaguarda inclui expressões como o baião, o xote, o xaxado, o chamego, o miudinho, a quadrilha e o arrasta-pé.

 

O surgimento de novos estilos não necessariamente implicou a descaracterização do gênero; no entanto, o interesse mercadológico no forró fez com que o estilo se afastasse de suas raízes, tirando o espaço de estrelas da música.

 

Ao BN, Del reforça: “A cultura não é estática; assim sendo, ela foi sendo moldada e se transformando, recebendo elementos”. Porém, o distanciamento de sua essência dificultou o caminho para que as matrizes tradicionais do forró prosperassem na festa na qual, até então, elas eram tidas como rainhas.

 

“Óbvio que o próprio forró de Luiz Gonzaga começou de uma outra forma. Ali no início tinha muita coisa de violão, de viola de sete cordas, de pandeiro, cavaquinho... A própria zabumba veio depois e o triângulo também, mas só que, com o passar do tempo, esses elementos se transformaram em símbolos. O próprio Gonzaga já tinha uma banda que o acompanhava, Alcymar Monteiro colocou logo um trio de metais, muita coisa agregando. O que eu acho que é natural, que essas coisas venham agregando, venham se amplificando, se moldando, mas sem retirar essa essência.”

 

Foto: Governo da Bahia

 

Para o músico e estudioso da área, é importante entender o contexto, analisar as mudanças e o impacto delas, e não demonizar a transformação. Del afirma que, mesmo com as transformações, o forró conseguiu prosperar e dar bons frutos em meio às novidades.

 

“A evolução traz para a gente uma série de outras coisas a partir dos anos 90. Você tem Mastruz com Leite, que já trazia uma batida bem diferente, Magníficos e dezenas e dezenas de outras bandas, a Calcinha Preta, Aviões do Forró, com batidas totalmente diferentes. Agora, se você me perguntar se esses novos artistas que fizeram outros estilos contribuíram [para o forró], eu acho que boa parte deles contribuiu muito. No meio dessas modinhas que foram surgindo, nós tivemos bandas, por exemplo, que fizeram sucesso nacional tocando a música essencialmente tradicional.”

 

Uma das bandas citadas pelo cantor foi o grupo paulistano Falamansa, que estourou nos anos 2000 fazendo o forró tradicional do Nordeste: “O forró que o Falamansa fazia nos anos 2000, que estourou nacionalmente, é o mesmo forró do Luiz Gonzaga. Eles contribuíram muito porque trouxeram, inclusive, uma linguagem da praia, da modernidade, de outros ambientes para a música, mas sempre com muito respeito, com muita poesia, com muita qualidade.”

 

FORRÓ DA RESISTÊNCIA
Para além da evolução do gênero musical, uma cadeia de produtores e gestores culturais busca avanços e garantias para o crescimento desse movimento enquanto manifestação cultural. O Fórum do Forró de Raiz é um movimento nacional que reúne músicos, pesquisadores e representantes do setor para debater políticas públicas e preservar a tradição. O movimento nacional, que nasceu em 2011, é focado em promover o reconhecimento e a valorização das matrizes rítmicas do forró.

 

Foi esse grupo que deu entrada no processo de reconhecimento das Matrizes Tradicionais do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil.

 

O Bahia Notícias conversou com Fábio Barros, representante do movimento na Bahia. Ao destacar que o Fórum já possui adesão em mais de 17 estados do país, Barros conta que a conquista do registro de patrimônio imaterial ocorreu após anos de luta e, “ele fortalece os nossos argumentos, inclusive junto aos gestores públicos, e amplia a compreensão de que o forró não é apenas um entretenimento, é mais um patrimônio que precisa ser protegido e transmitido às futuras gerações”, diz Fábio.

 

Na definição da manifestação cultural que foi inscrita no Livro de Registro das Formas de Expressão, o Iphan também elegeu o forró como um supergênero musical, por reunir ritmos nordestinos, entre eles o xote, o xaxado, o baião, o chamego, a quadrilha, o arrasta-pé e o pé-de-serra.

 

Segundo o produtor cultural, que liderar o Fórum na região de Salvador e região metropolitana, após esse reconhecimento nacional, “a nossa principal bandeira hoje é garantir que o forró seja reconhecido não apenas como um ritmo musical, não apenas como um patrimônio cultural imaterial — que já é, na verdade —, mas como uma expressão cultural fundamental da identidade nordestina e brasileira”.

 

Foto: Andréa Rêgo Barros/Prefeitura de Recife 

 

Ele conta que o Fórum, na Bahia, tem expressividade em diversas regiões e municípios, mas vem buscando uma institucionalização que garanta uma cadeia de diálogo nos 27 territórios de identidade.  Ao BN, ele descreveu que o Fórum realiza mobilizações em diversos campos, mas principalmente no diálogo com a cadeia produtiva e no monitoramento das políticas públicas voltadas ao forró e suas manifestações “afiliadas”, como é o caso das quadrilhas juninas.

 

Para Fábio Barros, uma das principais bandeiras do grupo é pelo reconhecimento do forró como narrador oral da identidade nordestina. “O forró, na verdade, conta a história do nosso povo por meio das canções de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Marinês e tantos outros mestres e mestras que registraram e registram as memórias do sertão, das migrações, das secas, das festas, dos amores, da fé e da resistência do nosso povo nordestino”, explica.

 

“O forró, então, acaba sendo uma ferramenta poderosa de educação, memória e pertencimento cultural”, destaca.

 


Foto: Acervo / Luiz Lua Gonzaga 

 

“O Fórum defende [o protagonismo do forró] porque os festejos juninos, logicamente aqueles financiados com recursos públicos, têm um compromisso com a preservação da identidade cultural de São João”, descreve. Esse compromisso com a tradição, no entanto, não significa a rejeição total à diversidade rítmica e cultural do próprio Nordeste.

 

“Quero deixar claro, em nome de todo o Fórum, que nós não somos contrários à diversidade musical, mas nós entendemos que ele deve ocupar uma posição central nas programações juninas. Ele precisa ser o protagonista na programação junina, o que não ocorre e não ocorreu, inclusive, nos últimos anos aqui no estado da Bahia", exemplifica Barros.

 

Para além do número de atrações musicais divididas por gênero, artistas de outros ritmos também acabam sendo privilegiados nos pagamentos de cachês juninos. Como divulgado anteriormente pelo próprio Bahia Notícias, o pagode, por exemplo, também chega com forte apelo no São João. Segundo o produtor, uma das formas de garantir mecanismos para chegar a um equilíbrio é a legislação.

 

Ele cita a tramitação, no Congresso Nacional, do PL Luiz Gonzaga (PL 3083/2023), que regulamenta um percentual mínimo de 80% para destinação de recursos públicos para artistas de forró em todas as festividades de São João no território nacional; a importância da retomada do Edital do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI), com foco na linha temática Sustentabilidade e Apoio e Fomento a Bens Registrados; e a Lei da Zabumba (Lei Estadual nº 13.368/2015), que determina que as contratações públicas devem obedecer a um percentual mínimo de 60% de profissionais que expressam e valorizam a cultura baiana.

 

Ele explica que a legislação precisa ser revisitada e aperfeiçoada, pois o atual Art. 1º estabelece que: “Fica determinado que a contratação de artistas e conjuntos musicais, para eventos culturais, shows e festejos realizados pelos entes públicos, com verbas oriundas do Estado da Bahia, deve obedecer a percentual mínimo de 60% de profissionais que expressam e valorizam a cultura baiana.”

 

Segundo Fábio, para garantir uma aplicação mais objetiva da lei, fortalecer a produção cultural local e evitar a subjetividade da expressão “profissionais que expressam e valorizam a cultura baiana”, a redação poderia ser aperfeiçoada para incluir a contratação de artistas, grupos, bandas e coletivos culturais com sede, residência ou atuação comprovada no Estado da Bahia. 

 

"Dessa forma, a Lei não fica concentrada em número de contratações dos profissionais e, corretamente, pelo percentual dos recursos públicos destinados à cadeia produtiva cultural", destaca o produtor cultural.

 

Outra Lei no Estado da Bahia que foi decretada e sancionada, mas que está inoperante é a Lei Nº 8.899 de 18 de dezembro de 2003, que institui o registro das Mestras e Mestres dos Saberes e Fazeres do Estado da Bahia e dá outras providências, dentre elas, a do Capítulo IV - Dos Direitos Decorrentes do Registro dos Mestres dos Saberes e Fazeres, Art. 11, Inciso II. No texto, fica definida a "percepção de auxílio financeiro a ser pago mensalmente, pelo Estado da Bahia, no valor correspondente a 01 (um) salário-mínimo".

 

"Esse cuidado e respeito ao nosso Tesouro e Patrimônio Vivo, precisa ser retomado e revisitado pela gestão pública. A última vez que o Fórum Forró de Raiz procurou informações do IPAC fomos informados que na execução deparou-se com travamentos legais e de execução no que tange a previdência social", diz Barros.
 

Nessa luta pelo protagonismo dessas manifestações, o produtor cultural admite que os ritmos tradicionais saem perdendo frente aos demais ritmos que são incorporados no São João da Bahia. "O nosso entendimento é que a política pública deva equilibrar esse entretenimento, o desenvolvimento econômico e a preservação cultural do Brasil. Preservar o protagonismo, como eu falei, do forró, significa preservar a própria essência dessa festa”, ressalta Fábio.

 


Foto: Fernando Vivas / GOV-BA

 

DEPOIS QUE PASSA O SÃO JOÃO O VOLUME ABAIXA?
O tratamento dado ao forró por quem não consome o gênero é o de que o estilo é algo sazonal, ou seja, acabou junho, o forró pode sair de cena. Para Del Feliz, a história é outra e a cena prova que o forró resiste ao longo dos 11 meses do ano, ainda que junho tenha passado.

 

“Há uma discussão muito grande sobre sazonalidade porque, no São João, é o momento em que esses fazedores do forró teriam, em tese, a oportunidade de se apresentar nos palcos maiores, já que a festa foi espetacularizada e saiu dessas palhoças e ganhou os grandes palcos. Mas o forró dá para se fazer em qualquer momento, porque o forró é a música símbolo do Nordeste. O projeto Dominguinho agora é a prova do que a gente sempre defende: o povo ama o forró. De vez em quando tem uma desculpa diferente, como foi com o Falamansa, que naquela época batizaram de forró universitário porque as pessoas tinham vergonha de dizer que gostavam de forró, de música de nordestino. Mas as músicas que eles, Rastapé, Bicho de Pé e todas as bandas que eram do Sudeste faziam eram as mesmas que tocavam aqui.”

 

O cantor ainda fez questão de frisar o tamanho do forró para além do São João, com a propagação do estilo musical em todo o mundo fora de junho.

 

“O forró é perene, é um símbolo do Nordeste e da brasilidade também. Quando se decidiu que o samba, por exemplo, há décadas representaria a música brasileira, havia uma disputa muito dividida entre o samba e o baião de Luiz Gonzaga, que era o maior sucesso nacional. O forró nos representa o tempo inteiro, não é só o Nordeste, o forró representa a música brasileira. Eu vi, viajando pelo mundo, japoneses, chineses, portugueses, noruegueses dando aula de forró, tocando a nossa música. É realmente algo muito exuberante.”

 

E O FUTURO DO FORRÓ NO SÃO JOÃO?
Em 2026, uma grande polêmica tomou conta do debate sobre o estilo predominante no São João. O cantor e sanfoneiro Flávio José cancelou todas as apresentações que faria na Bahia após a sugestão de redução do cachê cobrado por ele para tocar nas cidades baianas.

 

Na ocasião, Flávio José fez um forte desabafo falando sobre o desrespeito à tradição e a descaracterização do São João pelo baixo investimento em atrações tradicionalmente juninas.

 

 

Ao ser questionado sobre a situação, Del afirmou entender o trabalho feito pelo Ministério Público de pontuar o alto gasto das prefeituras nos shows durante os festejos juninos, mas alertou para uma situação: a necessidade do resgate da tradição.

 

“Ninguém sai de outro país nem de outro estado para vir para cá curtir um festival de qualquer coisa. A festa precisa ser recuperada do ponto de vista de sua identidade, da sua originalidade, para continuar sendo viável economicamente, porque os cachês dos forrozeiros estão longe de ser o problema. Está comprovado que a festa autêntica dá lucro, atrai turista, e atrai aquele turista que interessa: que vai lá, gasta e consome.”

Sem show na Bahia no período de São João, Xand Avião tem queda de cachê para show em julho
Foto: Instagram

Pela primeira vez em 24 anos de carreira, a Bahia não está incluída na agenda de shows de Xand Avião para o São João. A exclusão do estado ocorre em meio a uma grande polêmica: o gasto excessivo nas contratações de artistas para os festejos juninos.

 

Em maio deste ano, Xand já havia antecipado a "triste" notícia para os fãs; no entanto, não especificou os motivos que o fizeram cortar a Bahia da rota em 2026.

 

"É a primeira vez em 24 anos que eu não faço um show na Bahia no São João. Eu sempre falo que quem me apresentou o São João da Bahia foi a Sol [Solange Almeida]. Eu não sabia que era tão grandioso [...] É o primeiro ano que eu não vou fazer nenhum [show] na Bahia, infelizmente, mas já já estou voltando", disse.

 

A volta realmente acontece de forma breve. Apesar de não ter anunciou nenhum show em junho, o cantor será atração em julho na Bahia, com uma curiosidade: a queda do cachê.

 

Em 2025, Xand cobrou R$ 700 mil por cada show feito no estado no período de junho. Ao todo, o ex-Aviões do Forró se apresentou em seis cidades, recebendo R$ 4.200.000,00 no total.

 

Para este ano, o cachê de Xand Avião, de acordo com o Painel de Transparência dos Festejos Juninos feito pelo Ministério Público da Bahia, apontou uma variação percentual negativa em relação a 2025, apresentando uma queda de 7,1% no valor. O contrato feito para a apresentação de Xand na Bahia em 2026 foi de R$ 650 mil para um show na cidade de Casa Nova, no dia 12 de julho.

 

 

O município baiano tem uma população estimada em 76.131 pessoas, de acordo com o último censo do IBGE, e um PIB per capita de R$ 15.748,91.

 

Segundo a plataforma, nos últimos 4 anos, o maior aumento que Xand teve foi de 36,6%, ao sair de R$ 512.500,00 em 2024 para R$ 700.000,00 em 2025. O registro de menor cachê do artista foi o de 2022, ano pós-pandemia, quando o artista cobrava R$ 350 mil pelo show.

 

Vale lembrar que o valor pago para o artista é o mais alto de todas as atrações escaladas para se apresentar na cidade. A banda Toque Dez, que chega a cobrar R$ 500 mil por apresentações no São João, fará o show em Casa Nova por R$ 402 mil.

 

Já Amado Batista, que recebe R$ 600 mil por um show na Bahia durante o São João, cobrou R$ 485 mil pela apresentação em Casa Nova.

 

Em uma comparação com shows fora do período junino, o cantor Léo Santana, por exemplo, que teve um aumento de 11,9% na variação percentual do cachê em comparação ao ano passado, não cobra valores diferentes pelo fato de a apresentação acontecer fora do período de São João.

 

 

Com 12 shows na lista disponibilizada pelo MP-BA, sendo apresentações desde maio, o artista não teve variação no valor do cachê, cobrando R$ 650 mil para uma apresentação no dia 2 de maio, por exemplo, e exatamente o mesmo valor para um show no dia 23 de junho e outro no dia 4 de julho.

 

NOVAS RECOMENDAÇÕES DO MP-BA PARA O SÃO JOÃO
Para 2026, o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) indicou uma série de questões que fez com que o órgão ligasse um alerta para os gastos excessivos no período junino. De acordo com o MP-BA, nas últimas quatro edições do São João, observou-se uma significativa escalada nos valores das contratações artísticas, com a média dos contratos passando de aproximadamente R$ 200 mil para cerca de R$ 700 mil.

 

Desta forma, em parceria com o Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) e o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA), foi produzido um material com diretrizes para a contratação de artistas durante os festejos juninos de 2026.

 

De acordo com o MP, o documento é orientativo, ou seja, serve para sugerir que o Município utilize os critérios como referência para as contratações deste ano, como uma forma de evitar o crescimento expressivo das despesas de um ano para o outro sem justificativa técnica ou financeira.

 

As recomendações, no entanto, foram responsáveis por uma crise no cenário do forró após a queixa do sanfoneiro Flávio José sobre a sugestão para a redução do cachê. O veterano decidiu cancelar todas as apresentações que faria na Bahia após descobrir que foi recomendada uma redução em seu cachê, que teria aumentado de R$ 250 mil para R$ 350 mil em 2026.

 

A orientação do MP-BA é para que os municípios utilizem como parâmetro os valores pagos aos artistas no São João de 2025 no mesmo estado. Caso não haja registros para serem utilizados como referência, a recomendação é ampliar a pesquisa para os últimos 12 meses.

 

No caso de o artista ter se tornado famoso apenas em 2026, o MP-BA justifica, em sua cartilha, que é possível explicar o valor maior com documentos que comprovem a mudança de mercado.

 

O órgão também destacou que seus critérios consideram a notoriedade e a projeção dos artistas, reconhecendo que atrações de maior relevância no mercado podem justificar valores contratuais superiores aos parâmetros médios, desde que haja fundamentação técnica para os valores contratados.

Barracas na Praça da Catedral: MP-BA recomenda remoção e pede reordenamento do comércio no centro histórico de Caetité
Imagem ilustrativa. Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio da Promotoria de Justiça de Guanambi, expediu uma recomendação (04/2026) determinando ao município de Caetité, na região sudoeste da Bahia, a remoção de todas as barracas, toldos, estruturas comerciais e equipamentos instalados indevidamente na Praça da Catedral, localizada no centro histórico da cidade.

 

A medida, assinada pelo promotor de Justiça Jailson Trindade Neves, tem como fundamento a proteção do patrimônio cultural estadual, uma vez que a praça integra a Poligonal de Tombamento definida pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), órgão estadual responsável pela salvaguarda de bens culturais no estado.

 

A recomendação, publicada nesta sexta-feira (19), foi emitida no âmbito de um Procedimento já existente e estabelece um prazo de cinco dias úteis para que a prefeitura promova a desocupação da área. 

 

De acordo com o documento, há ressalvas para as barracas de acarajé, que deverão ser tratadas de forma específica em articulação com o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) e as representantes locais da atividade, reconhecida como patrimônio cultural imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). 

 

O MP-BA destacou que a ocupação irregular do logradouro público, além de comprometer o ordenamento urbano, a acessibilidade e a segurança dos transeuntes, produz poluição visual e descaracteriza a ambiência tombada, gerando riscos ao patrimônio material e imaterial associado ao núcleo histórico de Caetité.

 

De acordo com a recomendação, o município deverá realizar, no prazo de 48 horas, uma vistoria administrativa minuciosa na praça e em seu entorno imediato, com registro fotográfico e georreferenciado, identificando todas as estruturas existentes, seus responsáveis, eventuais autorizações emitidas e a existência ou não de anuência do IPAC. 

 

Além disso, o MP-BA orientou ainda que os responsáveis sejam notificados para a remoção voluntária, mas autoriza a retirada administrativa imediata em casos de risco concreto à segurança pública ou dano atual ou potencial ao patrimônio cultural. 

 

O documento também veda a concessão, renovação ou tolerância de qualquer ato administrativo que possibilite a instalação ou manutenção de estruturas na área tombada sem a prévia autorização expressa do Ipac, determinando a suspensão ou revisão imediata de eventuais autorizações municipais já expedidas que não observem essa exigência.

 

A recomendação vai além da remoção das estruturas e estabelece um conjunto de providências preventivas e regulatórias para o ordenamento do centro histórico de Caetité. Veja:

  • O MP-BA exige que o município elabore, em até 60 dias, um ato normativo específico disciplinando a realização de festas tradicionais, celebrações religiosas, eventos culturais e manifestações de grande circulação de público em áreas inseridas na Poligonal de Tombamento, com critérios para ocupação de logradouros, limites para instalação de estruturas temporárias e normas de acessibilidade, segurança, limpeza urbana e preservação da paisagem cultural;
  • Especial atenção é dada à utilização de equipamentos de reprodução sonora de alta potência, popularmente conhecidos como "paredões", cuja circulação, permanência e funcionamento em áreas tombadas deverão ser restritos ou vedados conforme critérios técnicos de proteção patrimonial e controle da poluição sonora;
  • O documento também estabelece a obrigatoriedade de consulta prévia ao Ipac antes da realização de eventos ou intervenções urbanísticas na Praça da Catedral ou em toda a Poligonal de Tombamento, com o encaminhamento de croquis, plantas e memoriais descritivos para análise técnica;
  • O MP-BA recomenda ainda que o município oficie ao Ipac solicitando orientação técnica sobre os parâmetros admissíveis para o uso temporário da praça, incluindo a possibilidade, limites e condicionantes de atividades comerciais, culturais e festivas; 
  • A prefeitura deverá adotar um plano emergencial de fiscalização e reordenamento do comércio ambulante no centro histórico, com definição de áreas alternativas fora da zona de maior sensibilidade cultural, vedação de fixação de estruturas em bens protegidos e fiscalização durante dias úteis, finais de semana, feriados e eventos públicos.

 

A Prefeitura de Caetité, a Procuradoria do município, as secretarias municipais competentes, o Ipac, o Núcleo de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, o Conselho Municipal de Cultura e a Câmara Municipal de Caetité foram oficiados para conhecimento e adoção das providências cabíveis. 

 

O município tem o prazo de 10 dias úteis para comunicar à Promotoria de Justiça o acatamento ou não da recomendação, encaminhando relatório circunstanciado, cópias das notificações, autos de vistoria, registros fotográficos antes e depois da remoção, identificação dos responsáveis pelas estruturas e o planejamento de fiscalização permanente. 

MP-BA recomenda anulação de eleição da Mesa Diretora da Câmara de Santa Maria da Vitória por antecipação
Foto: Reprodução / Matutar

O Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio da Promotoria de Justiça de Santa Maria da Vitória, instaurou na quarta-feira (17) um Procedimento Administrativo para apurar possível irregularidade na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal daquele município para o biênio 2027-2028.

 

Na mesma portaria, o órgão ministerial expediu uma recomendação ao presidente da Casa, vereador Firmino da Silva Tomaz Neto, para que anule o pleito realizado em 19 de janeiro deste ano, sob o argumento de que a votação ocorreu de forma excessivamente antecipada, em desacordo com a jurisprudência mais recente do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

O caso teve origem em uma notícia de fato encaminhada à Promotoria, sob sigilo, que questionava a convocação e a realização da eleição por meio do Edital de Convocação nº 01/2026, publicado no Diário Oficial do Legislativo em 12 de janeiro. A eleição, realizada uma semana depois, destinou-se a escolher os ocupantes da Mesa Diretora para o segundo biênio da atual legislatura (2025-2028), cujo mandato, no entanto, só terá início em 1º de janeiro de 2027, ou seja, quase um ano após a votação.

 

Em sua defesa, o presidente da Câmara argumentou que o procedimento seguiu estritamente o que determinam o art. 6º do Regimento Interno da Casa, com redação dada pela Resolução nº 162/2022, e o art. 53 da Lei Orgânica Municipal. Ele ressaltou ainda que a prática é recorrente em legislaturas anteriores e que o processo contou com ampla publicidade e aprovação unânime dos vereadores.

 

O promotor de Justiça Jürgen W. Fleischer Jr., responsável pela portaria, reconheceu que o rito observou as formalidades previstas na legislação local. No entanto, destacou que a conformidade formal não elide a necessidade de compatibilidade material com a Constituição Federal, especialmente à luz dos princípios democrático e republicano.

 

O representante do MP-BA mencionou o entendimento do STF que afirma que antecipação excessiva enfraquece a possibilidade de grupos minoritários disputarem o poder, dificulta a alternância nos cargos de direção e reduz a representatividade das instituições em relação às mudanças políticas e sociais que ocorrem ao longo do tempo.

 

A Corte entendeu que cada mandato deve ser legitimado por um processo eleitoral próprio e contemporâneo ao período de sua vigência, sob pena de descolamento da realidade política do momento em que o mandato será efetivamente exercido.

 

Ao aplicar esse entendimento ao caso de Santa Maria da Vitória, o promotor considerou que a diferença de quase doze meses entre a eleição (janeiro de 2026) e o início do mandato (janeiro de 2027) configura uma "antecipação significativa", apta a gerar "dúvida fundada" quanto à sua constitucionalidade. Com base nesse juízo perfunctório, a autoridade ministerial optou por uma atuação preventiva, expedindo uma recomendação administrativa em vez de ingressar imediatamente com uma ação judicial.

 

A Recomendação Ministerial, que tramita em conjunto com o Procedimento Administrativo, determina ao presidente da Câmara que promova a anulação da eleição realizada em 19 de janeiro de 2026 e que se abstenha de realizar nova votação para o biênio 2027-2028 em momento excessivamente antecipado, sugerindo que o novo pleito ocorra, preferencialmente, no segundo semestre de 2026, de modo a guardar "proximidade razoável" com o início do mandato.

 

O MP recomenda ainda que a Casa promova as adequações necessárias em seu Regimento Interno e, se for o caso, proponha a revisão da Lei Orgânica Municipal para alinhar a norma local à jurisprudência do STF.

 

O presidente da Câmara foi notificado para que, no prazo de dez dias, apresente informações sobre o acatamento ou não da recomendação. 

Xanddy rebate críticas após receber título de cidadão santo-amarense: "Não sabe absolutamente nada da minha história"
Foto: Instagram

O título de cidadão santo-amarense dado ao cantor Xanddy Harmonia no último final de semana gerou críticas nas redes sociais. O pagodeiro, que foi reconhecido pela Câmara de Santo Amaro com a honraria, se apresentou de forma gratuita para os moradores da cidade como forma de agradecimento ao título, porém, internautas não gostaram da entrega.

 

Em uma publicação da página Celebs de Santo Amaro, no Instagram, um internauta questionou o motivo para que o artista fosse reconhecido com a honraria: "Eu vou perguntar ao santo-amarense, Xanddy visita vocês aí? Já foi na feira tomar uma aí? Conversa com a galera de Santo Amaro? Vai aí para fazer show de graça de vez em quando, ajuda alguma instituição aí? E como é que vai receber essa honraria?".

 

A crítica se estendeu com xingamentos para o artista. O internauta afirmou que a relação de Xanddy com a cidade era inexistente. "P**ra, olha velho, o culpado dessa p**rra aí sabe quem é? Tem muitas pessoas lá que deveriam estar recebendo honrarias e não recebe, aí algum vereador amalucado, junto com os outros amalucados vai e dá essa honraria pra Xanddy do Harmonia. O que foi que Xanddy já fez por Santo Amaro? Nem música de santo-amarense ele canta. Pra mim isso aí é um tapa na cara da sociedade".

 

Em um longo texto, o artista rebateu a crítica revelando a história dele com a cidade do Recôncavo Baiano.

 

"Geralmente eu não comento esses posts, mas esse senhor, não sabe absolutamente nada sobre a minha história com St Amaro. Não sabe das minhas raízes santo-amarenses, através da minha Avó, que Deus a tenha. Não sabe que vivi infância e adolescência em St Amaro", escreveu o cantor.

 

Xanddy ainda fez questão de afirmar que mesmo depois de ter saído da cidade, continuou levando Santo Amaro com ele, em sua música e em seus projetos. "Não sabe que tenho meus familiares ainda na terra. Com certeza não escuta os projetos que gravo, principalmente o ultimo de samba de roda, onde canto desde musicas minhas que citam St Amaro, até canções e nomes representam St Amaro, como o mestre Roberto Mendes, Jorge Portugal, Homenagem a dona Edite do Prato, entre tantos outros maravilhosos".

 

 

Para o artista, o título não era passível de crítica, já que foi aprovado por unanimidade na Câmara. Xanddy ainda desejou menos amargura para o internauta. 

 

"Ou seja, com todo respeito: Esse Sr, não sabe abrir de nada! Ele é o único, que resolveu ser contra. Eu amo St Amaro. E ao Sr, meu conterrâneo, eu desejo menos amargura, desejo paz, desejo amor. Deus abençoe", finalizou.

Safra, Sabor e Sanfona: Tradição da mesa junina se une a ciência para garantir soberania alimentar na Bahia
Foto: Mariana Ribeiro / Bahia Notícias

O equinócio de outono representa, ao redor do mundo, a época em que o dia e a noite têm exatamente a mesma duração. Esse “equilíbrio perfeito” e a transição entre o verão e o inverno tornam essa estação o período perfeito para a colheita da plantação. O São João, como uma adaptação histórica da “festa da colheita”, celebra – além dos santos juninos – a fartura na mesa dos nordestinos logo no início do período de maior estiagem dos sertões. O braço culinário da festa é uma de suas principais marcas e dialoga com a identidade cultural, os modos de trabalho da agricultura e com a soberania alimentar das famílias. 

 

O Bahia Notícias apresenta a série de reportagens “Safra, sabor e sanfona”. O especial exibe as nuances que tornam o festejo junino uma das maiores manifestações culturais da Bahia, com destaque para as mudanças na dinâmica da agricultura, na comida que chega à mesa e nas celebrações embaladas pela música tradicional (ou não). 

 

Na reportagem desta sexta-feira (19), a segunda desta série, destacamos como a comida na mesa é resultado de um trabalho pecuário e agrícola no interior baiano, que passa por mudanças importantes, e, em meio ao avanço da indústria alimentícia, vem sendo ameaçada pelos ultraprocessados. 

 

Para conversar sobre a dimensão festiva desse período e as representações da fartura, o Bahia Notícias conversou com Sálua Chequer, educadora e mestra em Arte, Educação e Cultura; e Ricardo Elesbão Alves, agrônomo e chefe-geral da Embrapa Alimentos e Territórios. 

 


Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

 

COMIDA, CULTURA E SOBERANIA
Para a pesquisadora Sálua Chequer, que é mestra em Arte, Educação e Gestão Cultural pela Universidade Internacional Menéndez Pelayo (Espanha), a dimensão culinária é uma das mais importantes e evidentes das festas juninas brasileiras, especialmente no Norte e Nordeste. Em um cenário onde a agricultura – seja em agronegócio, familiar ou horta produtiva –, é parte da vida cotidiana do interior baiano, a correlação desse temas com a festa começa antes de junho. 

 

“É uma festa voltada quase que totalmente para a agricultura. A gente celebra lá no interior, começamos a celebrar no dia 19 de março, quando a gente canta andando pelas roças, com a imagem de São José numa caixa, pedindo chuva para plantar o milho. Então, ela [a festa junina] tem vários símbolos e as tradições que tem por trás de tudo isso [tem muita relação com a agricultura]”, explica a professora, que é natural de Ibirataia, no sul da Bahia. 

 

Sálua narra que “se canta isso [em homenagem a São João] em 19 de março, vai se estendendo, o milho colhe, você pode ver que em Salvador e nas cidades do interior, a partir de maio já tem o milho porque é o elemento básico”, destaca. 

 

Em entrevista ao BN, a educadora, com mais de 40 anos de carreira, conta que o São João é resultado da colaboração cultural dos povos indígenas, de influências portuguesas e de adaptações propostas por africanos escravizados e seus descendentes. “E aí vem a contribuição indígena do [cultivo do] aipim [mandioca], do milho, que a partir disso é feito o munguzá, pamonha, as bebidas de infusão, os licores. A gente tem uma contribuição africana do coco, que, ralado, transforma todas as comidas e Portugal entra com açúcar, com os bolos, com arroz doce, tudo isso”, ressalta. 

 

Segundo ela, “os indígenas já celebravam, não caráter religioso, mas a fartura do Brasil da colheita do universo agrícola”. E no interior, a celebração da fartura, ainda que banhada pelas devoções católicas, segue mantendo tradições de partilha. “O São João era assim, era um coletivo, é uma festa do coletivo, de se levar um prato na casa do vizinho, não se devolve vazio, esperava fazer alguma comidinha para devolver com a comida típica da época”, destaca. 

 

Acontece que, em um cenário no qual os ultraprocessados vem dominando as mesas brasileiras e a agricultura passa por um momento de adaptação iminente frente às mudanças climáticas, a luta de muitos é para manter a soberania alimentar no sertão baiano, não só no São João. 

 

Um estudo publicado na revista Lancet em novembro de 2025, liderado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), mostra que a participação de ultraprocessados na alimentação dos brasileiros mais que dobrou desde os anos 80, passando de 10% para 23%, ou seja, quase um quarto do total. 

 

Já no que tange à adaptação climática, é sabido - conforme publicado na primeira reportagem desta série – que as transformações climáticas e desastres naturais já afetam boa parte do território e da população baiana há alguns anos. 

 


Foto: Agência Brasil

 

Para o chefe da Embrapa Alimentos e Territórios, Ricardo Elesbão Alves, os impactos da expansão de ultraprocessados no mercado e uma possível redução ou aumento de preço de alimentos naturais devem ser sentidos na mesa e na saúde. “A troca do milho in natura, o milho fresco, por produtos ultraprocessados, acaba reduzindo o que a gente chama de densidade nutricional das refeições”, sustenta. 

 

Segundo ele, “à medida que você deixa de acessar um produto fresco e acessa a um produto ultraprocessado, você acaba impactando sobre a ingestão de açúcares de forma excessiva, sódio, aditivos, que acaba impactando, por exemplo, na síndrome metabólica e tudo que venha a vir do diabetes, de doenças do coração, colesterol e acaba empobrecendo a saúde alimentar que a gente tem, naturalmente”. 

 

Para o agrônomo, que é paraibano e vivencia o São João com esse olhar, o impacto na mesa não repercute apenas na culinária. “Do ponto de vista cultural, acaba empobrecendo também as tradições, as receitas, os saberes, o preparo, e rituais que ligam essas famílias e territórios que acabam perdendo o sentido na medida que o ingrediente central deixa de ser o milho, por exemplo”, relata. 

 

Por isso, no que diz respeito à adaptação climática na agricultura, o especialista destaca que o uso da tecnologia é uma forma de garantir a segurança e a soberania alimentar da região. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) atua diretamente nesse setor. A entidade é uma empresa pública vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), criada em 1973. Desde então, a Embrapa é a principal responsável por adaptar e criar tecnologias para a agricultura e pecuária no ambiente tropical. Entre suas principais frentes de atuação estão o melhoramento genético, sustentabilidade, agricultura digital e bioeconomia. 

 

Na Embrapa Alimentos e Territórios, o foco é, especialmente, integrar a inovação agropecuária à alimentação e incentivar a promoção de políticas públicas com foco na segurança alimentar e nutricional.

 

Segundo Elesbão Alves, a luta para que a tecnologia promova melhorias na agricultura brasileira não vai de encontro à tradição. “Fortalecer a tecnologia e inovação, não é substituir o saber tradicional, né? É dar a um pequeno agricultor ferramentas para que ele possa conservar [o produto], ganhar valor e competir, por exemplo, garantindo que o milho que está lá na roça, chegue limpo, seguro e com preço justo”, afirma. 

 

Ele explica que essa evolução no plantio valoriza especialmente as variedades locais “que já são adaptadas à própria área semiárida”. “Elas naturalmente demandam menos insumos e preservam essa riqueza que a gente tem de diversidade. Resgatar e multiplicar essas sementes acaba fortalecendo a autonomia desses agricultores, reduzindo inclusive risco climático os criando produto com identidade e que fortalece essa cultura de ingredientes para pratos típicos que só existem naquele território”, elucida o gestor da Embrapa. 

 

Para garantir que os impactos cheguem a quem realmente precisa, Ricardo Elesbão ressalta que é necessário democratizar o acesso a esse conhecimento e às novas tecnologias. “Ciências e políticas públicas devem caminhar juntas. A garantia, resiliência climática, preços justos para esses agricultores e infraestrutura de pós-colheita, pode transformar o São João em uma fonte contínua de alimento, cultura e renda”, completa. 

 

O gestor garante que “isso é uma coisa que é possível”. “Se aproveitando do conhecimento gerado na Embrapa e em universidades, com políticas públicas dos governos federais, estaduais ou municipais. É muito possível”, finaliza.

Grife baiana Dendezeiro anuncia desfile na Itália no dia 2 de julho
Foto: Reprodução Instagram/ @dendezeiro

Criada pelos estilistas Hisan Silva e Pedro Batalha, a marca baiana Dendezeiro fará sua estreia na Itália em uma data muito especial para os baianos: 2 de julho. A grife apresentará o segundo capítulo da coleção "House of Dendezeiro", intitulada L'Héritage.

 

 

"A Dendezeiro nasce do desejo de contar histórias que nos ensinaram a enxergar beleza no impossível. Da Bahia para os principais cenários da moda brasileira, nosso desembarque na Itália é fruto de uma garra incessante, materializada na continuidade de um legado construído por muitas mãos e histórias que nos trouxeram até aqui", escreveu a marca na legenda da publicação de divulgação.

 

Fundada em 2019, com a nova coleção, a marca propõe uma reflexão sobre seu legado e permanência, além das referências que a grife traz. Em solo italiano, a marca exibirá os 20 looks exibidos no Rio Fashion Week com novas roupagens, com um styling inédito, mas ainda trazendo a cultura ballroom, influência clara que a marca traz em sua construção. A apresentação também contará com algumas criações inéditas, introduzindo o projeto "Dendezeiro Core", que celebra a brasilidade e a ancestralidade cultural.

 

“Quando eu comecei a Dendezeiro, eu não tinha panela em casa e dormia no chão. Dia 2 de julho, no dia da independência da Bahia, a gente simplesmente [vai] desfilar na Itália. Vocês têm noção disso? Quando eu era pequeno, eu nem sabia se chegaria à fase adulta! A moda me salvou", disse Hisan Silva, criador da marca, celebrando a nova conquista.

 

Duplamente/Bahia Notícias: “camisas tailandesas” lideram preferência de torcedores soteropolitanos
Foto: Maurícia da Matta/Bahia Notícias

Levantamento realizado pela Duplamente Inteligência em parceria com o Bahia Notícias indica que a maior parte dos torcedores de Salvador pretende acompanhar o jogo do Brasil contra o Haiti na Copa do Mundo de 2026 utilizando camisas alternativas ou réplicas da Seleção Brasileira, em vez da versão oficial comercializada pela fornecedora esportiva.

 

Segundo os dados, 51% dos entrevistados afirmaram que devem usar camisas réplicas, conhecidas popularmente como "tailandesas", ou modelos informais relacionados à equipe nacional. O percentual corresponde a 204 pessoas entre os participantes da pesquisa.

 

Outros 40% (160 entrevistados) disseram que pretendem reutilizar camisas de edições anteriores da Copa do Mundo ou acompanhar a partida sem qualquer vestuário temático ligado à Seleção. Já apenas 9% (36 pessoas) declararam que utilizarão a camisa oficial original.

 

Os números sugerem uma predominância de alternativas de menor custo ou do reaproveitamento de materiais já adquiridos em anos anteriores, enquanto o uso da camisa oficial aparece como uma opção minoritária entre os entrevistados.

 

Outra pesquisa revelou que as camisas da Seleção Brasileira para a Copa de 2026, fornecidas pela Nike, marca utilizada pela Canarinho, tem um dos padrões mais caros da atual edição do Mundial. Confira os valores abaixo:

 

Uzbequistão - R$ 172,52

Irã - R$ 213,50

Equador - R$ 406,03

Panamá - R$ 414,76

Jordânia - R$ 431,00

Cabo Verde - R$ 492,88

Iraque - R$ 505,65 

Tunísia - R$ 508,82

Bósnia - R$ 562,65 

Haiti - R$ 622,64 

RD Congo - R$ 674,00

Austrália, Brasil, Canadá, Coréia do Sul, Croácia, Estados Unidos, França, Holanda, Inglaterra, Noruega, Turquia e Uruguai - R$ 749,99

África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argélia, Bélgica, Catar, Colômbia, Curaçau, Escócia, Espanha, Japão, México, Suécia - R$ 799,99

Operação Móbile 360° registra mais de 10 mil celulares em dois anos na Bahia
Foto: Divulgação / Ascom PC-BA

 A oitava edição da Operação Móbile 360°, deflagrada pela Polícia Civil neste ano, resultou na apreensão de 5.937 aparelhos celulares, dos quais 4.575 já foram restituídos aos proprietários nos últimos seis meses. Nesta quinta-feira (18), Dia D desta edição, 1.362 dispositivos recuperados estão aptos para devolução, sendo 900 na capital baiana.

 

Segundo a organização, desde a primeira edição, em maio de 2024, a operação já recuperou 10.066 celulares, com 8.704 aparelhos devolvidos aos proprietários. As devoluções do Dia D serão realizadas na tarde de hoje, no Centro de Operações e Inteligência (COI), localizado no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. 

 

Após esse período, os proprietários deverão aguardar a notificação da Polícia Civil para realizar a retirada dos aparelhos. A instituição encaminhará as informações necessárias sobre local, data e demais orientações para a entrega dos celulares. 

 

No interior, 462 aparelhos estão aptos para serem entregues. Os proprietários notificados já iniciaram a retirada dos dispositivos, enquanto os demais devem aguardar a mensagem da Polícia Civil com as orientações necessárias para o recebimento dos aparelhos.

 

HISTÓRICO DA MÓBILE
De abrangência estadual, a operação reforça o enfrentamento aos crimes de furto, roubo e receptação de celulares, além de combater a adulteração e o comércio irregular de eletrônicos. No período de 25 de maio a 10 de junho, foram realizados 2.962 disparos em massa via aplicativo de mensagens para pessoas identificadas na posse de aparelhos celulares com registro de roubo ou furto.

 

Desse total, 1.026 notificações resultaram na entrega voluntária dos dispositivos. Durante esse período, foram recuperados 1.562 celulares, lavrados 140 procedimentos policiais, cumpridos 81 mandados de busca e apreensão e efetuadas 33 prisões em flagrante. Além disso, 137 lojas, estabelecimentos comerciais e pontos informais foram fiscalizados, em conjunto com a Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (SEFAZ-BA), a Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON-BA), a Diretoria de Ações de Proteção e Defesa do Consumidor (CODECON) e a Receita Federal.

 

O trabalho segue de forma permanente, com ações simultâneas na capital, na Região Metropolitana de Salvador (RMS) e no interior do estado. É importante que os cidadãos aguardem o contato oficial antes de se dirigirem às unidades policiais para a retirada dos celulares.

 

A Polícia Civil reafirma que não envia links e não solicita dados pessoais por mensagens, notificações ou qualquer outro tipo de contato. As pessoas devem ficar atentas a qualquer mensagem suspeita. Em caso de dúvida, procurar a delegacia mais próxima.

MP-BA recomenda que Santo Antônio de Jesus realize licitação para uso de espaços públicos em eventos futuros; entenda
Foto: Divulgação / Pref. de Santo Antônio de Jesus

O Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio da 6ª Promotoria de Justiça de Santo Antônio de Jesus, emitiu, na quarta-feira (17), uma recomendação administrativa ao município de Santo Antônio de Jesus com o objetivo de regularizar a utilização de bens públicos durante os festejos populares, em especial os camarotes e estruturas similares com fins lucrativos instalados em áreas públicas.

 

A medida, formalizada na Recomendação 04/2026, é fruto de um procedimento administrativo instaurado no dia 16 de junho para acompanhar, fiscalizar e recomendar providências quanto ao uso desses espaços durante os Festejos Juninos de 2026. O documento, assinado pelo promotor de Justiça em substituição Marco Antônio Chaves da Silva Filho, tem caráter preventivo e orientador, mas alerta que o descumprimento poderá implicar na adoção de medidas judiciais e extrajudiciais, incluindo o ajuizamento de ação civil pública por improbidade administrativa.

 

De acordo com a recomendação, a Promotoria considera que a administração municipal deve se abster, em eventos futuros, de autorizar, permitir ou tolerar o uso de espaços públicos para instalação de camarotes ou estruturas similares por particulares com intuito lucrativo sem a devida instauração de procedimento administrativo prévio, regular, impessoal e público, como licitação, chamamento público ou outro instrumento legalmente previsto.

 

A medida visa assegurar a ampla publicidade, a igualdade de condições entre os interessados, a adoção de critérios objetivos de seleção, a demonstração do interesse público e da vantajosidade econômica para a administração, além da formalização de instrumento contratual com todas as obrigações e responsabilidades.

 

O Ministério Público destaca a necessidade de que a outorga onerosa seja precedida de estudos técnicos preliminares que justifiquem a escolha do modelo adotado, a precificação do espaço e os ganhos econômicos estimados, bem como a previsão de contrapartida financeira compatível com a exploração lucrativa autorizada. A recomendação também exige a preservação do livre acesso da população às áreas públicas não abrangidas pela utilização privativa e a observância de todas as normas de segurança, acessibilidade e defesa do consumidor.

 

De acordo com o documento, a orientação é para o futuro, pois o promotor de Justiça ponderou as consequências práticas de uma eventual intervenção imediata sobre os festejos deste ano. Segundo ele, considerando o princípio da segurança jurídica e o estágio avançado da organização do evento, com estruturas em implantação e relações jurídicas já constituídas, o MP optou por ressalvar as autorizações e contratos já formalizados para os Festejos Juninos de 2026, sem prejuízo da continuidade da análise ministerial sobre a legalidade desses atos no âmbito do procedimento administrativo.

 

A Recomendação também determina que a Prefeitura, por meio do prefeito Genival Deolino Souza (PSDB) e da Secretaria Municipal de Administração, bem como todas as demais secretarias envolvidas na organização dos festejos, informe, no prazo de cinco dias úteis, as providências adotadas para o cumprimento da medida, além de encaminhar eventuais documentos e atos normativos relacionados à organização de eventos festivos municipais.

Governo do Estado antecipa salários de servidores estaduais para os festejos juninos
Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

Os servidores públicos estaduais da Bahia terão 40% do salário antecipado para o dia 20 de junho, devido ao período de festejos do São João. A informação foi divulgada, nesta quinta-feira (18), pelo governador Jerônimo Rodrigues.

 

Em publicação nas redes sociais, o chefe do Executivo baiano publicou a decisão: “Nossos servidores poderão aproveitar o recesso com mais tranquilidade”, afirmou. Os servidores que possuem conta no Banco do Brasil receberão os rendimentos no próximo dia 20, enquanto os vinculados a outras instituições financeiras poderão acessar o pagamento no dia 22.

 

Na última terça, Wagner rechaçou notícias sobre sua ligação com caso Master e disse: "A verdade sempre vencerá"
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Na sessão plenária do Senado na última terça-feira (16), o líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), disse que processaria a revista Veja por fazer ilações a respeito de ligações dele e do PT da Bahia com o dono do Master, Daniel Vorcaro. O senador disse também que procuraria o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para saber se havia alguma acusação contra ele ou declaração de alguém que o envolvesse em atividades suspeitas. 

 

A fala do líder do governo se deu em uma manifestação de solidariedade ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Naquela mesma sessão, Alcolumbre negou informações divulgadas pela Veja de que teria recebido cerca de US$ 30 milhões de Vorcaro em uma conta no exterior. Jaques Wagner disse que a revista mentia e que se tratava de uma 'guerra de narrativas'.

 

“Do meu ponto de vista, meu advogado já está preparando a peça para processar, e eu quero saber a mesma verdade. Eu vou perguntar ao chefe da Polícia Federal, Dr. Andrei, se essa coisa pode chegar a alguém para me acusar, eu quero saber também para poder me defender”, afirmou o senador baiano. 

 

No seu discurso na última terça, Jaques Wagner reiterou que não possuía qualquer vínculo com Daniel Vorcaro ou o Banco Master, e classificou as informações da revista como infundadas.

 

“Eu estou muito à vontade porque não tenho, como V. Exa. afirmou, nenhuma relação com ... Conheci esse senhor duas vezes, uma vez em Salvador e uma vez em São Paulo. Não tenho nenhuma relação com ele, não tenho nenhum negócio. Aliás, eu não tenho nem CNPJ, eu só tenho CPF - eu não tenho CNPJ. Então, eu quero me solidarizar com V. Exa. e antecipar que meu advogado já está preparando a peça para processar a revista”, reforçou o senador.

 

Jaques Wagner aproveitou ainda para criticar a forma como a delação premiada vem sendo utilizada dentro de um contexto de guerra política e voltada à difamação da classe política. Para o senador, há uma distorção no uso da delação, que, para ele, tem servido de instrumento para coerção e obtenção de elementos de acusação que posteriormente não se sustentam.

 

“Nós, acho, cometemos um erro, o Congresso Nacional. A lei de delação premiada, que foi aprovada ainda no tempo da presidenta Dilma, admitiu a delação premiada com as pessoas sob coação, com as pessoas presas. Na verdade, foi com essa delação, sob coação psicológica, ou real, que se arrancou um número infindável de acusações que levaram [...] Lula à cadeia. Talvez, naquele momento, a gente não tenha se dado conta da violência”, explicou o senador Jaques Wagner.

 

Além do discurso, o líder do governo publicou um vídeo em suas redes sociais afirmando que a informação da revista Veja sobre ele seria mentirosa e que foi proveniente de uma delação que não se concretizou. 

 

“A capa da Veja trata de uma delação inexistente, já negada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. A verdade sempre vencerá”, afirmou o senador do PT da Bahia, alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta (18) por relações suspeitas com o dono do Banco Master. 
 

Enteado de Wagner e secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Sodré também é alvo da PF
Foto: Vaner Casaes / AL-BA

O secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Sodré, também foi um dos alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero na Bahia. A operação, que investiga um esquema de irregularidades do Banco Master no sistema financeiro nacional, realizou cumpriu 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal.

 

Na Bahia, a ação foi cumprida inicialmente na residência do senador e líder do Partido dos Trabalhadores (PT) no Congresso Jaques Wagner, no Corredor da Vitória, em Salvador. Eduardo Sodré é enteado do senador, segundo informações do Uol, também foi alvo de busca e apreensão ao lado do pai, Guilherme Sodré. 

 

O secretário estadual também é casado com Bonnie Bonilha, sócia da BN financeira junto com o advogado Moisés Dantas. Em março deste ano, a empresa de Bonnie manteve contrato com o Banco Master durante três anos e recebeu mais de R$ 11 milhões em pagamentos da instituição comandada por Daniel Vorcaro entre 2022 e 2025.

 

A BN Financeira foi citada na folha de pagamentos do Master. A empresa foi fundada em 2021. Em nota, a BN Financeira informou que os contratos com o banco de Vorcaro tinham como objetivo a prospecção e indicação de operações e convênios de crédito público e privado.

 

A empresa negou que estivesse na “folha de pagamentos” e afirma que os serviços foram prestados regularmente, por meio de contrato, e todos os valores recebidos foram por meio de emissão de nota fiscal, declarados à Receita.

Operação Compliance Zero cumpre mandados de busca e apreensão na Bahia; ação apura participação de agente público em esquema
Foto: Divulgação / Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (18), a 9ª fase da Operação Compliance Zero,  para apurar a eventual participação de um agente público no esquema de irregularidades do Banco Master no sistema financeiro nacional.

 

Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Também estão sendo cumpridas medidas cautelares diversas da prisão, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaporte.

 

Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Operação mira em grupo que extorquia vítimas em apps de namoro em Salvador
Foto: Polícia Civil da Bahia

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), uma operação para coibir um grupo investigado por atrair vítimas por meio de aplicativos de encontros para posterior extorsão em Salvador. As apurações apontam que os suspeitos mantinham as vítimas sob grave ameaça para exigir transferências bancárias.

 

As investigações, conduzidas por equipes da 9ª e da 10ª Delegacias Territoriais, na Boca do Rio e Pau da Lima,  tiveram início após o registro de ocorrência feito por uma vítima que relatou ter sido atraída por meio de anúncios em sites e aplicativos de relacionamento. 

 

Após marcar um encontro em um imóvel localizado no bairro da Boca do Rio, em Salvador, o homem foi surpreendido por um homem que se apresentou como companheiro da mulher e exigiu bens e valores em troca de sua liberdade.

 

Foram identificados quatro integrantes atuando de forma coordenada, com divisão de funções entre os participantes. Enquanto duas mulheres trans realizavam os contatos e atraíam as vítimas por meio de anúncios em sites e aplicativos de relacionamento, outros dois integrantes eram responsáveis pela abordagem, pelas ameaças e pela cobrança dos valores exigidos.

 

Conforme as apurações, outras vítimas foram surpreendidas da mesma forma durante os encontros, quando eram ameaçadas, mantidas sob restrição da liberdade e obrigadas a realizar transferências bancárias para obter a própria liberação. As investigações também apontaram a utilização de filmagens íntimas como forma de intimidação e pressão psicológica contra as vítimas, ampliando o constrangimento empregado para obtenção das vantagens indevidas.

 

As diligências apontaram que o grupo utilizava uma estratégia previamente planejada, tendo como principal foco homens e turistas. Para realizar os encontros e aplicar os golpes, os investigados alugavam temporariamente casas e apartamentos por meio de plataformas digitais, inclusive em nome de terceiros, dificultando a identificação dos envolvidos e o rastreamento dos locais utilizados para a prática criminosa.

 

As diligências cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão nos bairros da Liberdade e de São Cristóvão, em Salvador. A ação segue em andamento.

Safra, sabor e sanfona: mudanças climáticas acendem alerta para a segurança alimentar na Bahia
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Quando o outono chega ao Nordeste, alguns elementos dão o tom da festa mais popular da região. No entanto, antes da comemoração que culmina no dia 24 de junho – e dura pelo mês inteiro –, as festas juninas são marcadas pela colheita dos principais itens da festividade, entre eles o milho, o amendoim e a mandioca. Na Bahia e em quase todo o país, a maior parte da “fartura” na mesa é fruto da agricultura e da pecuária familiar, que são as primeiras a sentir os efeitos das mudanças climáticas.

 

O Bahia Notícias apresenta, a partir desta quinta-feira (18), a série de reportagens “Safra, sabor e sanfona”. O especial exibe as nuances que tornam o festejo junino uma das maiores manifestações culturais da Bahia, com destaque para as mudanças na dinâmica da agricultura, na comida que chega à mesa e nas celebrações embaladas pela música tradicional (ou não).

 

Nesta primeira reportagem, damos destaque à agricultura e à habitação no sertão baiano, que deve passar por adaptações importantes para a garantia da preservação da vida no semiárido. Esses impactos podem ser vistos em dados e imagens disponibilizados pelo Sistema de Informações e Análises sobre Impactos das Mudanças Climáticas, o AdaptaBrasil. Na aba de segurança alimentar, alimentada com dados de 2017, é possível obter os índices de impactos dos 417 municípios da Bahia.

 

Ao analisar a segurança alimentar, o painel do MCTI se divide nos subsetores de “Disponibilidade de Alimentos” e “Acesso e Consumo de Alimentos”. A dimensão “Estabilidade” foi incorporada como mediadora dos dois subsetores, sendo utilizada para analisar a constância dos indicadores.

 

Conforme o entendimento da própria cartilha, a Disponibilidade de Alimentos é a dimensão que demonstra maior impacto direto das mudanças climáticas, já que os fenômenos naturais influenciam de maneira quase imediata a produção de alimentos. É neste subsetor que iremos nos aprofundar.

 

No mapa de Índice de risco de impacto, onde são avaliados os riscos das mudanças climáticas (como a seca) nos sistemas socioecológicos, a maior parte dos municípios, até então, apresentava resultados otimistas: 212 municípios apresentaram risco considerado muito baixo; 113 demonstraram baixo risco; 66 cidades foram destacadas com risco médio; 22 foram registradas com risco alto e quatro com risco muito alto. Os municípios com risco muito alto foram: Matina, Malhada e Sítio do Mato, na região do Velho Chico; e Abaré, na região norte do estado.

 


Mapa com dados sobre o riscos das mudanças climáticas na Bahia. Fonte: AdaptaBrasil

 

Já no Índice de vulnerabilidade, que mede o grau de suscetibilidade de um sistema socioecológico aos efeitos da seca que pode comprometer a disponibilidade de alimentos, o cenário se complexifica e a maior parte dos municípios entra em nível médio ou alto de risco. Conforme os dados do AdaptaBrasil, seriam 27 municípios com baixo risco de vulnerabilidade; 325 – a maioria absoluta – com índice médio, e outros 64 municípios com índice alto de vulnerabilidade. Apenas um município, Rodelas, no território de Itaparica, no norte do estado, registrou índice muito alto de suscetibilidade à falta de alimentos.

 


Mapa com dados sobre a vulnerabilidade frente a disponibilidade de alimentos na Bahia. Fonte: AdaptaBrasil

 

Considerando a fragilidade dos dados, que apontam para uma realidade de quase dez anos atrás – desconsiderando mudanças cruciais de ação antrópica, urbanização dos municípios, evoluções das ocorrências de desastres e as políticas públicas voltadas para o tema –, o Bahia Notícias conversou com alguém que acompanha essa realidade de perto no tempo presente.

 

GESTÃO E POLÍTICA PÚBLICA
Débora Rodrigues, presidente do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado da Bahia (Consea-BA), é uma das representantes da sociedade civil que acompanha as políticas estaduais de promoção da segurança alimentar. Ela elucida que “temos hoje, no território do semiárido, já pesquisas caminhando para apontar questões de que nós podemos ter, sim, impacto na produção de alimentos”. “O Brasil saiu do mapa da fome, mas a fome ainda não saiu do mapa do Brasil”, porém essa projeção não é uma sentença.

 


Foto: Jonas Santos/Ascom Seades

 

“A gente consegue, a partir da experimentação, mostrar que esse território não é inabitável e improdutivo. É preciso, na verdade, aprender a conviver com esse território”, ressalta.

 

Em entrevista ao BN, a ativista explana que um primeiro fator importante para a compreensão do processo de adaptação climática é compreender que os desafios ambientais e climáticos não são novidade no semiárido baiano e nordestino.

 

Segundo ela, considerando que a maior parte dos municípios baianos está dentro do Semiárido Brasileiro – 287 deles objetivamente (68,8% do total) –, é importante deixar de lado o entendimento prévio de “combate à seca”.

 

“Nós temos um território grande da Bahia, que vai para além do Centro-Oeste e do Norte, que é considerado esse território do semiárido, certo? Por isso a gente muda o paradigma: de um paradigma de desenvolvimento de combate à seca e passa para um paradigma de desenvolvimento de convivência com o semiárido. Quando você trata do processo de convivência, você muda a perspectiva da produção de alimentos”, explica Débora.

 

Ela, que é mestra em Desenvolvimento Social pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), destaca que as medidas de adaptação são importantes justamente porque o semiárido já é uma região amplamente produtiva na Bahia e que, para além da dimensão econômica, é o lar de milhões de baianos.

 

“O El Niño e a seca são fenômenos naturais, mas o agravamento deles é aumentado pela nossa contribuição, pela ação humana, da forma como a gente lida com a exploração das terras, das matas e do ambiente do território”, afirma.

 

Mas é justamente neste ponto que surge o primeiro desafio: “Nós temos um desafio grande, que é: esse território é também objeto de um modelo de desenvolvimento predatório. Aí você tem as mineradoras e as eólicas”, cita.

 

O desafio apresentado pela presidente do Consea já é conhecido. A Bahia foi o terceiro estado com maior índice de desmatamento no ano de 2025. Ao todo, foram 110.616 hectares desmatados em todo o estado, com predominância na região oeste, onde o território integra uma fronteira de expansão agrícola ao lado do Maranhão, Tocantins e Piauí: o Matopiba. O desmatamento impulsionado pelo desenvolvimento energético também foi registrado.

 

Nesse viés, Débora Rodrigues explica que o Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado da Bahia é um órgão colegiado de fiscalização de políticas públicas, vinculado à Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social da Bahia (Seades). Atualmente, o grupo é composto por representantes de 24 entidades da sociedade civil organizada e ONGs.

 

“O conselho tem a função de monitoramento, de fazer o controle social das políticas públicas. A legislação diz que nós temos a responsabilidade de elaborar, propor políticas e legislações, e fazer o monitoramento e o acompanhamento das políticas de segurança alimentar, aquelas que são construídas dentro do Sistema Nacional de Segurança Alimentar”, explica a presidente.

 

O Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, o Sisan, é um sistema público brasileiro criado pela Lei nº 11.346, em 2006. Conforme dados de 2024 registrados no sistema, cerca de 37,4% da população baiana viveria em algum nível de insegurança alimentar (IA), sendo que em nível de IA leve seriam 23,6%; moderada seriam 8,4% e outros 5,4% viveriam em insegurança alimentar grave.

 

Segundo o Consea, mais de 200 municípios já teriam aderido ao Sisan no estado. No entanto, a plataforma federal não disponibilizou o acesso aos dados. Especialmente sobre a realidade estadual, Débora destaca que “a Bahia é um estado onde as pesquisas, quando a gente olha, vai ver que a insegurança alimentar moderada e grave é maior na cidade do que no campo”. Ela diz que, “nos outros estados, isso é o inverso".

 

“Os estudiosos apontam que o semiárido é capaz de produzir alimento em quantidade suficiente, inclusive para contribuir com o resto da nação, desde que mantenha a caatinga em pé”, sustenta a ativista.

 

“Na Bahia, a partir dessa luta política da sociedade, em um diálogo aberto com o governo no conselho, principalmente, nós temos avançado para ter no estado da Bahia uma legislação de convivência com o semiárido”, alega. Essa legislação é baseada no Plano Estadual de Convivência com o Semiárido.

 

Com mais de 168 ações que se articulam com o padrão nacional para garantir um direcionamento à gestão, Débora explica que o plano inclui não apenas medidas de caráter ambiental ou ações emergenciais, mas busca uma ação transversal.

 

“A política de segurança alimentar é uma política intersetorial. O programa de cisterna, por exemplo, é uma ação que começa experimentada com a sociedade civil e depois passa, a partir de 2003, a virar política pública. Há também a política de saúde, tratando as consequências da má alimentação e a obesidade, que são também problemas graves que a gente tem hoje no mundo”, exemplifica.

 


Foto: Fernando Frazão / Arquivo / Agência Brasil

 

Sobre as políticas públicas efetivamente executadas, a presidente do Consea sustenta que as ações vêm de diversas frentes, desde propostas nacionais direcionadas pelo Conselho Nacional e pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), assim como em âmbito estadual e federal.

 

Para Débora, “as políticas existem, são experimentadas e mostram que dá certo. Qual é o desafio disso? Como é que a gente fortalece isso? A gente tem que ampliar o orçamento para que essas políticas possam chegar a mais famílias, a mais territórios”.

 

É nesse sentido que, ao som de Asa Branca, de Luiz Gonzaga – música que narra a complexidade da vida no campo e o sentimento de pertencimento –, ela finaliza: “não existe segurança alimentar sem água, sem terra e sem território”.

 

Romeu Zema participará do desfile do 2 de Julho em Salvador, confirma Alexandre Aleluia
Fotos: Paulo Dourado / Bahia Notícias / Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), participará do tradicional cortejo cívico do 2 de Julho, em Salvador. A informação foi confirmada pelo vereador Alexandre Aleluia (Novo) nesta quarta-feira (17), em entrevista ao Bahia Notícias concedida nos corredores da Câmara Municipal de Salvador.

 

Segundo o parlamentar, a vinda do chefe do Executivo mineiro à capital baiana representará um momento importante para que ele estabeleça contato direto com o eleitorado local: "O 2 de Julho é uma data essencial. Acredito que ele será um dos poucos presidenciáveis presentes lá", avalia o vereador.

 

Aleluia informou que acompanhará pessoalmente a agenda do governador de Minas Gerais durante o desfile pelas ruas do Centro Histórico de Salvador. A comitiva também deverá contar com a presença de pré-candidatos a deputado federal do partido Novo na Bahia.

 

O desfile do 2 de Julho celebra a Independência do Brasil na Bahia, consolidada em 1823 após a expulsão das tropas portuguesas da província. Historicamente, o evento transcende o caráter cívico e serve como um dos principais termômetros políticos do Nordeste, atraindo anualmente lideranças políticas de destaque nacional.

Relembre como foi a reabertura do Cine Rio Branco em Nazaré 26 anos após obra bancada por ensaio nu de Vampeta
Foto: Reprodução / Redes Sociais / Clériston Santana/TV Bahia

O Cinema Rio Branco, localizado em Nazaré, no sul da Bahia, completou nesta terça-feira (16) 26 anos de sua reabertura, viabilizada pelo ex-jogador Vampeta com R$ 80 mil do cachê que recebeu para posar nu na extinta revista G Magazine. A reinauguração, em 2000, contou com a presença do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL), do jogador Ronaldo Fenômeno e do governador César Borges (PFL).

 

A história começa em 1998, quando Vampeta foi procurado pelo restaurador Uriel, responsável pelo imóvel, que pedia ajuda para consertar o telhado em risco de colapso. Na conversa, o jogador descobriu que a Igreja Universal do Reino de Deus pretendia comprar o espaço para abrir uma nova unidade. Decidido a preservar o patrimônio cultural, Vampeta comprou o local.

 

"Quando surgiu a proposta de sair na revista, e era uma proposta muito boa, o dinheiro foi para a restauração do cinema. Eu gosto de cinema para caramba mesmo. Na época foi uma chance de recuperar um patrimônio histórico, mas também de construir um patrimônio, porque o cinema me pertence também", disse o ex-jogador.

 

O ensaio foi publicado em janeiro de 1999, logo após o título do Corinthians no Campeonato Brasileiro, e rendeu R$ 100 mil ao atleta, equivalente a quatro salários seus na época. Com R$ 80 mil do valor, ele adquiriu o imóvel. No total, Vampeta investiu quase R$ 500 mil na revitalização, complementando com seu próprio salário como jogador ao longo de três anos de obras.

 

Na festa de reinauguração, em cima de um pequeno palanque na entrada do cinema, ACM elogiou publicamente a atitude do jogador e aproveitou para fazer um pedido político ao governador César Borges.

 

"Os ricos deste país devem seguir o exemplo de Vampeta e investir mais em projetos comunitários", declarou o senador, que também pediu a colocação de um busto do jogador em frente ao prédio. Vampeta, por sua vez, explicou o motivo do convite ao político baiano.

 

"Fiz questão de convidar o senador Antônio Carlos Magalhães porque sei que ele ama a Bahia, assim como eu amo Nazaré", disse.

 

Após o descerramento da placa comemorativa, Vampeta, Ronaldo Fenômeno, ACM e o governador César Borges assistiram juntos ao curta-metragem "Rádio Gogó", de 20 minutos, com enredo baseado no futebol.

 

Após a reabertura, o ex-atleta passou a administração do cinema para suas tias, Beta Alves e Edna, que tocam os projetos até hoje.

 

"Durante três anos eu fiquei na luta, depois entreguei para minhas tias administrarem, porque eu não tinha como ficar lá. Elas sempre tocaram os projetos do cinema e eu agradeço muito", explicou Vampeta.

 

"O cinema está como no dia de sua inauguração", disse o aposentado Nelson Santiago, 94 anos, que trabalhou na construção do Rio Branco e compareceu à festa de reinauguração.

 

Fundado em 1927 e pertencente à família Ribeiro Soares, o Rio Branco é uma das casas de espetáculo em estilo art nouveau do Nordeste, com dois pavimentos e capacidade para 670 pessoas. O espaço ficou desativado em diversos momentos entre 1970 e 1990 por falta de investimentos e riscos estruturais. A última reforma ocorreu em 2007 e hoje o local recebe exclusivamente alunos de escolas públicas.

Leo Prates deve deixar relatoria do fim da escala 6x1 após governo retirar urgência do projeto
Foto: Reprodução / Republicanos

A retirada do regime de urgência do projeto que põe fim à escala 6x1 deve resultar na saída do deputado baiano Leo Prates (Republicanos-BA) da relatoria da proposta na Câmara dos Deputados. Embora ainda não haja definição formal, a avaliação nos bastidores é que o parlamentar tem poucas chances de permanecer à frente do texto. O próprio Prates já indicou a interlocutores que não acredita que permanecerá na função.

 

A escolha de Prates para a relatoria havia ocorreu em meio às negociações para que o projeto fosse analisado diretamente pelo plenário, já que estava trancando a pauta da Casa. O acordo previa que o parlamentar elaborasse um parecer em linha com o texto da PEC que trata da redução da jornada de trabalho, aprovada pelos deputados no final de maio e da qual ele também foi relator. 

 

A escolha foi interpretada como um gesto do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao deputado baiano, que se filiou ao Republicanos na janela partidária.

 

Com a sinalização de retirada da urgência pelo governo, o cenário mudou. Na avaliação do próprio Prates a aliados, com a matéria retornando ao rito convencional, é natural que Hugo Motta abra espaço para outro deputado assumir a tarefa. Pessoas próximas às conversas relatam que Prates considera essa possibilidade "justa" diante da nova fase da tramitação. 

 

Nos bastidores, a missão sempre foi vista mais como uma necessidade política da Casa do que como uma atribuição desejada por ele, embora o cargo tenha lhe rendido maior visibilidade.

 

Ainda não há nomes oficialmente colocados na mesa para a substituição. Entre interlocutores, Prates tem mencionado o deputado Luiz Gastão (PSD-CE) como uma alternativa natural para assumir a função.

Senado aprova projeto e após sanção presidencial, Salvador será a sede do governo federal no dia 2 de julho
Fotos: André Carvalho / Bahia Notícias

Em votação simbólica, foi aprovado no plenário do Senado, na sessão desta terça-feira (16), o PL 5672/2025, que transfere simbolicamente a sede do governo federal para a cidade de Salvador, no dia 2 de julho de cada ano. Com a aprovação, o projeto seguirá para sanção presidencial.

 

A aprovação deve permitir que já neste ano de 2026, a cidade de Salvador seja a sede oficial do governo federal no próximo dia 2 de julho. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve participar, pelo quarto ano seguido, das comemorações do 2 de Julho em Salvador, data que celebra a Independência da Bahia. A expectativa é que o presidente acompanhe o tradicional cortejo pelas ruas da capital baiana. 

 

No Senado, o projeto, de autoria do deputado Leo Prates (Republicanos-PB), foi relatado pelo líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA). O deputado Leo Prates acompanhou a votação e ao final, foi parabenizado pelo projeto pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). 

 

Segundo a proposta do deputado Léo Prates, a transferência da capital federal ocorrerá sem prejuízo das atividades essenciais em Brasília, limitando-se aos atos oficiais e simbólicos que se fizerem necessários durante o 2 de julho em Salvador. Pelo texto, caberá ao Poder Executivo, em coordenação com os demais poderes e as autoridades do Estado da Bahia e do município de Salvador, dispor sobre a logística, segurança e infraestrutura necessárias para a realização dos atos oficiais no dia 2 de julho.

 

“A transferência simbólica da capital federal para Salvador nesta data visa não apenas homenagear esses feitos, mas também resgatar a memória histórica do país, garantindo que o protagonismo baiano seja devidamente reconhecido em nível nacional”, disse Léo Prates na justificativa do projeto.
 

Em seu discurso, o baiano agradeceu aos apoiadores do projeto e afirmou que se trata de um "marco" pela importância do estado para o Brasil. “Agradeço aos presidentes Hugo Motta e David Alcolumbre por levarem a pauta aos plenários e ao deputado Gabriel Nunes pela relatoria. Estendo o agradecimento aos senadores baianos Otto Alencar e Jaques Wagner pela defesa contundente da causa. É um marco pela importância histórica da Bahia pela soberania nacional”, declarou Prates.
 

Polícia Civil registra 22 presos e três mortos em ação de combate a organização acusada de homicídios e tráfico
Foto: Divulgação / Polícia Civil da Bahia

A Operação Gênesis, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia nesta terça-feira (16), prendeu 22 suspeitosidentificados como integrantes de uma organização criminosa responsável por pelo menos 15 homicídios registrados entre 2025 e 2026, em Salvador. Dos 22 alvos alcançados, 21 eram objeto de mandados de prisão preventiva e um foi autuado em flagrante por tráfico de drogas. 

 

Entre os investigados com ordens judiciais, dois resistiram às abordagens policiais e morreram em confronto. As equipes policiais efetuaram prisões em Salvador, Lauro de Freitas, na Região Metropolitana; em Macaé, no estado do Rio de Janeiro, e nos municípios de Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina. 

 

Em Santa Catarina, sete integrantes da organização criminosa foram alcançados pela operação. Desses, cinco tiveram mandados de prisão cumpridos, um foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e outro morreu após confronto com as equipes policiais durante o cumprimento da ordem judicial.

 

Cinco mandados foram cumpridos contra investigados que já se encontravam custodiados no sistema prisional, sendo três na Bahia e dois em Santa Catarina. A ação é resultado de dois anos de trabalho conduzido pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), por meio da Coordenação de Operações e Inteligência (COI).

 

Durante a operação, foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão. As equipes apreenderam armas de fogo, porções de entorpecentes, documentos, aparelhos celulares e equipamentos eletrônicos que serão submetidos à análise pericial e incorporados às apurações em andamento.

 


Foto: Polícia Civil da Bahia

 

INVESTIGAÇÃO EM CURSO
As apurações apontam que a organização criminosa possuía atuação estruturada e elevado grau de violência, utilizando barricadas, sistemas de videomonitoramento, câmeras e drones para monitorar a movimentação das forças de segurança e intimidar moradores das comunidades sob sua influência.

 

As investigações apontam que a organização criminosa atuava na região de Águas Claras e posteriormente expandiu suas atividades para o estado de Santa Catarina, onde mantinha um núcleo operacional voltado ao tráfico de drogas e à prática de homicídios.

 

O grupo tinha como principal liderança em liberdade Rogério de Andrade Gonçalves, de 33 anos. Durante o cumprimento de mandado de prisão preventiva no município de Retirolândia, o investigado reagiu à abordagem policial e efetuou disparos contra as equipes. Houve confronto, e ele foi atingido. Rogério chegou a ser socorrido para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.

 

De acordo com as apurações, ele exercia papel central na estrutura criminosa, sendo responsável por determinar ações relacionadas ao tráfico de drogas, homicídios e demais atividades ilícitas praticadas pelo grupo na região de Águas Claras.

 

As apurações prosseguem com a análise do material apreendido e o aprofundamento da responsabilização criminal dos integrantes da organização criminosa.

6 suspeitos foram presos em operação da PF que mira organização criminosa em Senhor do Bonfim
Foto: Reprodução

A Polícia Federal, com o apoio da Polícia Militar da Bahia e da Polícia Militar de Pernambuco, deflagrou nesta terça-feira (16/6), a Operação Farol da Caatinga, visando o tráfico ilícito de drogas, na cidade de Senhor do Bonfim/BA e região. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão (sendo quatro em Senhor do Bonfim/BA, um em Juazeiro/BA e um em Belém do São Francisco/PE), além do cumprimento de cinco mandados de prisão, dos quais quatro foram efetivamente cumpridos.

 

A operação teve início com a erradicação de plantio de maconha, em 2025, às margens da BR 407, localizada entre os municípios de Ponto Novo/BA e Filadélfia/BA, quando 90 mil pés de maconha foram erradicados e apreendidos aparelhos celulares, anotações e drogas, sendo um traficante preso em flagrante.  

 

Com a análise do material, foram identificados outros coautores e partícipes, inclusive financiadores e gerentes de plantios ilícitos na região, cujas prisões preventivas foram deferidas pela Justiça Estadual da Bahia.  Durante as buscas, foram apreendidos armas, drogas, valores e veículos, além da lavratura de dois autos de prisão em flagrante delito por posse ilegal de arma de fogo.

 

O nome da operação, “Farol da Caatinga”, faz referência ao local da erradicação do cultivo ilícito de maconha, às margens da BR 407, e a grande quantidade de comprimidos de “arrebites” apreendidos (mais de 8 mil comprimidos), usados por caminhoneiros, principalmente, e aos faróis dos caminhões, que iluminam a rodovia e a caatinga, trazendo a luz da Justiça para a região. 

Senado votará projeto de Leo Prates que transfere a sede do governo federal para Salvador no dia 2 de julho
Foto: Reprodução Redes Sociais

O Senado deve votar, na sessão plenária desta terça-feira (16), o PL 5672/2025, que transfere simbolicamente a sede do governo federal para a cidade de Salvador, no dia 2 de julho de cada ano. O projeto, de autoria do deputado Leo Prates (Republicanos-PB), já foi aprovado pela Câmara no mês de março.

 

No Senado, o PL 5.672/2025 é relatado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA), que em seu parecer manteve o texto da Câmara. O projeto determina que a mudança simbólica inclua atividades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União durante as celebrações da Independência da Bahia, considerada o marco da consolidação da Independência do Brasil. 

 

Segundo a proposta apresentada pelo deputado Léo Prates, a transferência da capital ocorrerá sem prejuízo das atividades essenciais em Brasília, limitando-se aos atos oficiais e simbólicos que se fizerem necessários durante o 2 de julho em Salvador. Pelo texto, caberá ao Poder Executivo, em coordenação com os demais poderes e as autoridades do Estado da Bahia e do município de Salvador, dispor sobre a logística, segurança e infraestrutura necessárias para a realização dos atos oficiais no dia 2 de julho.

 

O deputado Léo Prates justificou a medida como forma de reconhecer e valorizar a importância histórica da Bahia e do seu povo na luta pela independência e formação do estado-nação brasileiro. 

 

“A transferência simbólica da capital federal para Salvador nesta data visa não apenas homenagear esses feitos, mas também resgatar a memória histórica do país, garantindo que o protagonismo baiano seja devidamente reconhecido em nível nacional”, disse Léo Prates. 

 

No seu parecer, o senador Jaques Wagner destaca que essa não é a primeira vez que a sede do governo federal é transferida temporariamente ou que Salvador recebe essa estrutura. A medida já foi adotada pela Lei 8.675, de 1993, que transferiu a sede para a capital baiana em julho de 1993, durante as reuniões da 3ª Conferência Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo. 

 

Outro exemplo citado pelo senador baiano é a Lei 15.251, de 2025, que transferiu a sede federal para Belém, no Pará, em novembro do ano passado, durante a 30ª Conferência das Partes sobre Mudança do Clima (COP-30).

 

Ao defender a aprovação da proposta, Wagner destacou que a escolha da data homenageia a Independência da Bahia, que consolidou a soberania nacional ao expulsar as forças portuguesas. 

 

"Salvador, que foi a primeira capital e berço histórico da formação política do Brasil, simboliza o lugar em que nosso país deixou de ser apenas uma declaração formal às margens do Ipiranga para se tornar, de fato, uma nação livre", disse Wagner.
 

Secretário de turismo destaca ida a Brasília para negociar investimentos no São João
Foto: Aline Gama / Bahia Notícias

Maurício Bacelar, titular da Secretaria de Turismo da Bahia, esteve em Brasília nesta segunda-feira (15) para tratar dos investimentos destinados ao São João no estado. Acompanhado da deputada federal Lídice da Mata (PSB), o secretário se reuniu com nomes do Ministério do Planejamento e Ministério do Turismo.

 

“O governador Jerônimo Rodrigues determinou a minha ida à Brasília ontem ao lado da deputada federal Lídice da Mata. Lá nós fomos no Ministério do Planejamento, no Ministério do Turismo, e prontamente por uma ação do governador Jerônimo Rodrigues e do presidente Lula, os recursos da Bahia foram liberados. A festa está garantida em todas as treze zonas turísticas da Bahia”, afirmou Bacelar.

 

A visita acontece após uma série de polêmicas envolvendo o pagamento de cachês por parte das prefeituras para os festejos de 2026, que estão sendo monitorados pelo Ministério Público. O órgão e artistas de alcance nacional e regional firmaram acordos para redução dos gastos públicos, o que representou uma economia de R$8,8 milhões.

 

Apesar das negociações, alguns artistas expressaram incômodo com as reduções sugeridas, a exemplo de Flávio José, que teve o aumento embargado e não marcou apresentações para a Bahia.

 

Em nota, O MP-BA destacou que seus critérios consideram a notoriedade e a projeção dos artistas, reconhecendo que atrações de maior relevância no mercado podem justificar valores contratuais superiores aos parâmetros médios, desde que haja fundamentação técnica para os valores contratados.

Seleção do "Lá ele": Veja lista com os jogadores mais perigosos da Copa do Mundo para os baianos
Fotos: Divulgação | Instagram / @maamar.ali

Poucas expressões conseguiram atravessar fronteiras estaduais e ganhar o Brasil com tanta força quanto o tradicional "lá ele". Nascida na Bahia e usada como resposta imediata para frases de duplo sentido, a expressão se transformou em um fenômeno nacional nos últimos anos, aparecendo em programas de televisão, redes sociais e até em campanhas publicitárias.

 

Mas quem pensa que o "lá ele" é um patrimônio exclusivamente baiano talvez precise olhar com mais atenção para a Copa do Mundo de 2026.

 

Alguns jogadores espalhados pelos gramados dos Estados Unidos, México e Canadá, carregam nomes que, ao menos para os ouvidos brasileiros — especialmente os baianos — podem despertar reações automáticas e arrancar algumas risadas. 

 

Pensando nesse contexto, o Bahia Notícias reuniu alguns dos principais candidatos ao prêmio informal de nome mais perigoso da Copa e montou a "Seleção do Lá Ele" pra você se divertir. Confira alguns dos nomes famosos abaixo: 

 

Sugawara (Japão)
Conhecido pela intensidade e pela capacidade de apoiar o ataque, o lateral-direito da seleção japonesa atua atualmente pelo Southampton FC, da Inglaterra. Aos 25 anos, é um dos principais nomes da renovação do Japão e ganhou espaço após se destacar pelo AZ Alkmaar, dos Países Baixos.

 


Foto:
Divulgação / Southampton


Jeremy Doku (Bélgica)
Velocidade, habilidade e capacidade de quebrar linhas fazem dele uma peça importante da seleção comandada por Domenico Tedesco. Doku é um dos principais dribladores do futebol europeu, atuando com a camisa do Manchester City. Revelado pelo Anderlecht, ele chega à Copa como uma das armas ofensivas da Bélgica.

 


Foto: Divulgação / Manchester City

 

Khuliso Mudau (África do Sul)
O lateral-direito sul-africano defende o Mamelodi Sundowns, equipe que domina o futebol de seu país há várias temporadas e deu seu cartão postal disputando a Copa do Mundo de Clubes, em 2025. Experiente, Khuliso é presença constante na seleção e um dos líderes do elenco. 

 


Apesar do duplo sentido, Khuliso Mudau utiliza apenas o segundo nome atrás do seu uniforme | Foto: Reprodução / Globo

 

Bilal El Khannouss (Marrocos)
Uma das maiores promessas do futebol marroquino, Bilal El Khannouss atua pelo Stuttgart, da Alemanha. Aos 21 anos, já disputou Copa do Mundo, Copa Africana de Nações e se consolidou como um dos principais articuladores da seleção marroquina. 

 


Bilal utiliza apenas o segundo nome, El Khannouss, atrás do seu uniforme | Foto: Divulgação

 

Sherel Floranus (Curaçao)
O defensor de Curaçao joga atualmente no PEC Zwolle e é um dos atletas mais experientes da seleção caribenha. Floranus carrega passagens por clubes da Holanda e da Rússia.

 


Foto: Divulgação

 

Ali Maamar (Marrocos)
Companheiro de seleção de Bilal El Khannouss, Ali Maamar atua no futebol belga, pelo Anderlecht, e integra a nova geração marroquina. Jovem, versátil e com projeção para os próximos ciclos da seleção africana.

 


Foto: Instagram / @maamar.ali

 

Polícia Civil deflagra Operação Gênesis contra organização criminosa envolvida em homicídios na capital baiana
Foto: Divulgação / Polícia Civil da Bahia

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta terça-feira (16), a Operação Gênesis, para cumprimento de mandados contra uma organização criminosa investigada por envolvimento em pelo menos 15 homicídios registrados entre os anos de 2025 e 2026. Os crimes estão relacionados a disputas territoriais e ao controle do tráfico de drogas, com atuação predominante nos bairros de Águas Claras e Cajazeiras 5, em Salvador.

 

As investigações conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), por meio da Coordenação de Operações e Inteligência (COI), apontam que a organização possui atuação estruturada e elevado grau de violência. As apurações indicam que os homicídios investigados não se tratam de fatos isolados, mas integram uma estratégia criminosa voltada à disputa pelo controle do tráfico de drogas na região.

 

A ofensiva tem como foco a desarticulação de lideranças, gerentes financeiros e executores da organização criminosa, buscando interromper o ciclo de violência armada que afeta comunidades baianas e consolidar elementos de autoria relacionados às execuções atribuídas ao grupo.

 


Foto: Divulgação / Polícia Civil da Bahia

 

As medidas judiciais são cumpridas nos bairros de Águas Claras, Sussuarana e Nova Sussuarana, na capital baiana, além dos municípios de Lauro de Freitas e Retirolândia. A operação também alcança os estados do Rio de Janeiro, nas cidades de Nova Iguaçu e Macaé, e de Santa Catarina, nos municípios de Camboriú e Itapema.

 

Segundo os elementos reunidos ao longo das investigações, o grupo utilizava armamento de alto poder ofensivo, monitoramento permanente das forças de segurança e execuções sistemáticas de integrantes de grupos rivais e de pessoas apontadas como opositoras aos interesses da organização.

 

DESDOBRAMENTO DE OPERAÇÃO
A Operação Gênesis é resultado direto das investigações iniciadas a partir da Operação Saigon, deflagrada em setembro de 2023 contra o mesmo grupo criminoso. A atual fase incorpora elementos probatórios compartilhados judicialmente, além de novas provas produzidas ao longo de cerca de dois anos de investigações conduzidas pela Polícia Civil da Bahia.

 

Para garantir o cumprimento simultâneo das medidas judiciais, a operação mobiliza 80 equipes e mais de 300 policiais, configurando uma das maiores ações integradas de enfrentamento ao crime organizado realizadas pelo DHPP nos últimos anos.

 

A ação também conta com o apoio da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP/BA), por meio da Superintendência de Inteligência (SI), além das Polícias Civis dos estados do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Mais informações serão divulgadas após a consolidação dos resultados da operação.

Alden diz ser inadmissível morte da jovem Maria Eduarda e apresenta PL para impor regras rígidas de segurança
Foto: Edu Mota / Brasília

Para tentar impedir a ocorrência de novos casos como o da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que faleceu após ser lançada de uma altura de 40 metros sem o equipamento de segurança durante um salto de “rope jump”, o deputado Capitão Alden (PL-BA) apresentou um projeto na Câmara para inserir na Lei Geral do Esporte normas nacionais rígidas de segurança para a prática de esportes radicais.

 

Capitão Alden disse ter ficado chocado com a negligência dos instrutores que deixaram de conectar a jovem à corda de segurança do equipamento. Imagens que circulam desde o fim de semana mostram Maria Eduarda sendo conduzida até a plataforma, na chamada Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), por integrantes da equipe responsável pela atividade. 

 

Logo após a jovem ser lançada ao ar por três instrutores, é possível ouvir pessoas gritando “gente, a corda”, ao perceberem que o equipamento de segurança não havia sido conectado. Para o deputado baiano, é inadmissível que empresas que oferecem atividades de alto risco demonstrem tamanha negligência com a parte da segurança.

 

“A ausência de regras nacionais ficou evidenciada diante de acidentes graves registrados no Brasil, demonstrando a necessidade de medidas preventivas voltadas à proteção da vida e da integridade física dos participantes”, afirmou Capitão Alden.

 

O Projeto de Lei 3099/2026, apresentado pelo deputado do PL da Bahia, busca evitar que outras pessoas paguem com a vida por negligência ou omissão dos responsáveis. Capitão Alden chamou a sua proposta de “Lei Maria Eduarda Rodrigues de Freitas”. 

 

“O projeto apresentado tem a finalidade de aperfeiçoar a Lei Geral do Esporte, instituindo normas nacionais de segurança para a realização de esportes radicais e atividades recreativas de alto risco. Nos últimos anos, atividades como ‘rope jumping’, ‘bungee jumping’, ‘rapel’, ‘escalada’ e modalidades semelhantes passaram a atrair crescente número de praticantes em todo o país. Apesar de sua expansão, inexiste legislação federal específica que estabeleça requisitos mínimos de segurança, qualificação dos operadores, manutenção dos equipamentos, protocolos de emergência e fiscalização dessas atividades”, disse o deputado baiano.
 

Estudantes soteropolitanos criam carrinho de lego que faz limpeza de praias
Foto: Divulgação / SECTI

Alunos do Centro Estadual de Educação, Inovação e Formação da Bahia Mãe Stella, localizado no bairro do Cabula, em Salvador, aproveitam as aulas de robótica para desenvolver projetos que causem impacto na gestão ambiental e cuidado com o ecossistema marinho. Juntos, os estudantes Guilherme Oliveira, Laís Barreto, Vitória Barreto e Yasmym Andrade, criaram um carrinho autônomo, de peças de lego, que recolhe o lixo acumulado nas areias das praias.

 

Orientados pelos professores Alex Fonseca e Sâmara Azevedo, o grupo faz parte do clube de ciências da escola. Eles aproveitam as aulas de robótica para desenvolver projetos que causem impacto positivo à comunidade. Vitória e Yasmym contam como surgiu a ideia de criar o carrinho. 

 


Foto: Divulgação / SECTI

 

“Fizemos uma pesquisa sobre como os lixos jogados nas praias podem ficar décadas boiando”, dizem. “Como nossa escola já possuí o laboratório completo de robótica, pensamos em, com o conhecimento que tínhamos, usar o material Lego Technic para a confecção do protótipo”, complementam.

 

A montagem mobilizou os jovens cientistas, unindo curiosidade e inovação. “Fizemos desenhos de como poderia ser o protótipo e usamos nossa criatividade e conhecimento para montar os motores e as bases dele em lego. Também adaptamos as rodas do carro com esteira para facilidade de locomoção em solo arenoso”, afirma Vitória.

 

Com foco na sustentabilidade, já que não precisa de combustíveis fósseis para seu funcionamento, o carrinho está em fase de desenvolvimento. “Nós já concluímos o mecanismo do protótipo, mas o próximo passo é criar um casco para ele, utilizando a impressora 3D fornecida pelo colégio no laboratório maker”, destaca Guilherme Oliveira.

365 dias de paz: Ibiassucê alcança marca histórica de um ano sem homicídios
Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O município de Ibiassucê atingiu uma marca histórica que se tornou motivo de orgulho para a região e um modelo de sucesso para a segurança pública na Bahia: a cidade completou 365 dias sem registrar um único homicídio, segundo informações do portal Achei Sudoeste.

 

O índice zerado não é um fato isolado, mas sim o resultado de um planejamento estratégico e do fortalecimento das forças policiais na região.

 

O feito expressivo é reflexo direto do empenho diário dos policiais militares da 94ª CIPM, que intensificaram as rondas constantes tanto no centro urbano quanto nas comunidades rurais. Além do trabalho de investigação e inteligência conduzido pelos policiais civis da 22ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin).

 

Além da forte presença policial, o engajamento dos moradores foi importante. Uma parceria baseada na confiança mútua e na utilização de canais de denúncia ajudou a criar um cinturão de prevenção contra o crime organizado e a violência urbana.

 

O cenário pacificado em Ibiassucê reforça que a integração entre as polícias Militar e Civil, somada à colaboração ativa do cidadão, é a fórmula mais eficaz para isolar a criminalidade e garantir a ordem pública.

Confusão por atendimento médico mobiliza a PM em Hospital de Pindaí
Foto: Reprodução / Achei Sudoeste

Uma cobrança por mais agilidade no atendimento médico terminou em confusão e intervenção policial na noite da última sexta-feira (12), no Hospital Municipal de Pindaí. Revoltada com uma suposta demora, a mãe de uma criança causou desordem na unidade, ofendeu a equipe de plantão e fugiu antes que a polícia chegasse. De acordo com informações do portal Achei Sudoeste, o episódio ocorreu por volta das 23h45 e foi registrado como desacato e desordem.

 

Segundo o relato do médico plantonista aos militares do 17º Batalhão de Polícia Militar (BPM), a mulher deu entrada no hospital em busca de assistência para o filho. Impaciente com a espera, ela passou a exigir prioridade absoluta.

 

Quando os funcionários tentaram explicar os protocolos de triagem e atendimento da unidade, a suspeita perdeu o controle. A partir daí, iniciou-se uma série de ofensas e xingamentos de baixo calão contra os profissionais de saúde.

 

Após a discussão, a mulher deixou o local de forma agressiva, batendo as portas do hospital, e desapareceu. O Centro Integrado de Comunicações (Cicom) acionou a Polícia Militar, que enviou uma viatura imediatamente para o local.

 

Os policiais realizaram rondas e buscas por toda a região periférica do hospital, porém, a autora das ofensas não foi localizada.

 

A equipe médica e os funcionários foram orientados pelos policiais a comparecerem à Delegacia Territorial (DT) para registrar formalmente o boletim de ocorrência. O caso agora segue sob a responsabilidade da Polícia Civil, que investigará o crime de desacato.

Pesquisa aponta diferenças de consumo e hábitos dos soteropolitanos durante a Copa do Mundo
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Uma pesquisa realizada pela Duplamente Inteligência de Mercado, com 400 entrevistas em Salvador nos dias 11 e 12 de junho de 2026, identificou diferenças nos hábitos de consumo e na forma como os moradores da capital baiana pretendem acompanhar a Copa do Mundo.

 

Segundo o levantamento, o local escolhido para assistir aos jogos varia de acordo com a região da cidade e a faixa de renda dos entrevistados. Nos bairros de Cajazeiras, Paripe e Periperi, por exemplo, predomina a preferência por acompanhar as partidas em casa, geralmente ao lado de familiares e amigos. Já em áreas como Corredor da Vitória, Graça, Itaigara e Caminho das Árvores, há maior presença de público em bares, eventos temáticos e plataformas de streaming.

 

A pesquisa também aponta diferenças nos meios de transmissão utilizados. A TV Globo aparece como principal opção entre moradores das áreas populares da cidade, enquanto o consumo de conteúdo esportivo nos bairros de maior poder aquisitivo é mais distribuído entre televisão, streaming e estabelecimentos comerciais.

 

Outro número destacado pelo estudo está relacionado ao consumo de produtos ligados ao torneio. Mais da metade dos entrevistados afirmou que pretende utilizar ou adquirir camisas réplicas da Seleção Brasileira durante a competição. Em contrapartida, apenas uma parcela reduzida dos entrevistados de maior renda declarou intenção de comprar o uniforme oficial.

 

Os adereços tradicionalmente associados à Copa do Mundo, como perucas, vuvuzelas e pinturas faciais, também apresentam comportamentos distintos entre os grupos pesquisados. De acordo com o levantamento, esses itens registram maior adesão entre entrevistados das classes C e D, enquanto o interesse é menor entre moradores de áreas de renda mais elevada.

Fachin indica a jurista baiana Manuellita Hermes para grupo que vai propor a modernização do Judiciário
Foto: Assessoria de Comunicação/STF

A jurista baiana Manuellita Hermes Rosa Oliveira Filha, procuradora federal da Advocacia Geral da União (AGU), foi indicada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para compor o Grupo de Estudos sobre Modernização do Sistema de Justiça, criado nesta semana. 

 

O Grupo de Estudos, criado pelo presidente do STF e que atuará no âmbito do Centro de Estudos Constitucionais (CESTF) da Corte, é formado por 19 integrantes. Além da procuradora, professora e pesquisadora Manuella Hermes, fazem parte do Grupo outros 18 integrantes, entre ministros de tribunais superiores, magistrados, professores de Direito e juristas de diferentes órgãos do sistema de Justiça.

 

“Fiquei muito honrada por ter sido chamada a compor este grupo. Expresso aqui toda minha gratidão ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, pelo convite e pela confiança. No Grupo, estarei acompanhada de brilhantes professores e professoras, juristas e magistrados”, disse Manuellita Hermes ao Bahia Notícias. 

 

Procuradora federal da AGU, professora do IDP, doutora em direito e pesquisadora em áreas do direito constitucional, comparado, tecnologia e políticas políticas, a baiana Manuellita Hermes esteve cotada para ser indicada às vagas de ministro do STF abertas recentemente com as aposentadorias de Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Grupos de juristas e coletivos de mulheres advogadas defenderam a oportunidade histórica de uma mulher negra assumir o mais alto posto do sistema judicial brasileiro.

 

Nascida em Salvador, Manuellita Hermes ostenta um notável histórico em sua carreira jurídica, atuando como Docente colaboradora da FD-Unb, Doutora summa cum laude em Direito e Tutela: experiência contemporânea, comparação, sistema jurídico romanístico pela Università degli Studi di Roma Tor Vergata, na Itália, e em Direito, Estado e Constituição pela Universidade de Brasília (cotutela), com estudos como pesquisadora visitante no Max Planck Institute for Comparative Public Law and International Law, em Heidelberg, Alemanha, e no Institut de recherche en droit international et européen de la Sorbonne (IREDIES), em Paris, França. 

 

Mestra em Sistemas Jurídicos Contemporâneos pela Tor Vergata, na Itália, Manuellita tem o título de Mestra em Direito reconhecido no Brasil pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É também Especialista em Justiça Constitucional e Tutela Jurisdicional dos Direitos Fundamentais pela Università di Pisa, na Itália, e em Direito do Estado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), tendo sido graduada pela UFBA.  

 

Em sua participação no Grupo de Estudos sobre Modernização do Sistema de Justiça, a baiana Manuellita Hermes atuará para identificar e sistematizar boas práticas nacionais e internacionais e contribuir para a reflexão e a formulação de propostas voltadas ao fortalecimento das instituições responsáveis pela prestação jurisdicional e pelas funções essenciais à justiça. O grupo criado por Fachin funcionará como instância de escuta qualificada e sistematização de experiências, favorecendo a reflexão técnica e a formulação de propostas de aprimoramento. 

 

A iniciativa, segundo a portaria de criação do Grupo, visa trazer para análise temas como governança judicial, inovação institucional, transformação digital, eficiência jurisdicional, racionalização processual, cooperação entre instituições, acesso à justiça e fortalecimento da confiança pública nas instituições republicanas. 

 

O grupo será presidido pelo diretor do Centro de Estudos Constitucionais (CESTF), Fernando Facury Scaff, e tem como relator o desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) Ney de Barros Bello Filho.

Operação São João 2026 terá reforço de 27 mil agentes e reconhecimento facial no Centro Histórico de Salvador
Foto: Vitor Barreto | Ascom SSP

A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) divulgou o esquema especial de segurança para o Centro Histórico de Salvador durante a Operação São João 2026.

 

Segundo a SSP-BA, até o dia 25 de junho, as regiões do Pelourinho e do Santo Antônio Além do Carmo contarão com reforço no policiamento ostensivo, ampliação das ações de inteligência e uso de tecnologias como portais de abordagem e sistema de reconhecimento facial. A operação mobiliza efetivos da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Departamento de Polícia Técnica (DPT), com o objetivo de atender o aumento da circulação de moradores e turistas durante os festejos juninos.

 

Na área da Polícia Militar, o patrulhamento será intensificado por equipes do 18º Batalhão (Centro Histórico), do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur) e de unidades subordinadas ao Comando de Policiamento Regional da Capital Baía de Todos os Santos (CPRC-BTS).

 

O reforço inclui policiais em patrulhas a pé, motocicletas, viaturas de quatro rodas, além do emprego de helicópteros, drones e agentes bilíngues para atendimento aos visitantes. A Polícia Civil ampliará sua atuação com foco em inteligência e atendimento especializado por meio da Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur). O Corpo de Bombeiros atuará em resgate e salvamento com efetivos do 1º Batalhão de Bombeiros Militar (BBM/Barroquinha), enquanto o DPT manterá equipes de pronta resposta a partir de sua sede na Avenida Centenário.

 

O reforço na segurança também alcança o bairro de Periperi, no Subúrbio Ferroviário, onde ocorre o Festival de Quadrilhas na Praça da Revolução. Até o próximo domingo (14), o evento contará com efetivos da 18ª Companhia Independente da Polícia Militar, equipes do Corpo de Bombeiros, além de postos de atendimento da Polícia Civil e do DPT para suporte às principais ocorrências.

 

Equipamentos de tecnologia e inteligência, monitoramento em tempo real e 27 mil policiais, peritos e bombeiros, maior efetivo da história para os eventos, serão empregados pela Secretaria da Segurança Pública a partir do próximo final de semana, no início da Operação São João 2026.

 

INVESTIMENTO NA BAHIA
Cerca de R$ 45 milhões serão investidos pelo Governo do Estado para proteção de baianos e turistas. Mais de 2,8 mil câmeras de reconhecimento facial, PTZ, LPR e CCO serão utilizadas, além de 13 Plataformas de Observação Elevada e um Centro Integrado de Comando e Controle Móvel. As equipes atuam ainda com detectores de metais móveis, 104 drones, três helicópteros, 1.755 viaturas, estruturas móveis e postos especializados. O trabalho ocorre em 283 cidades da Bahia, sendo 12 da Região Metropolitana e 271 do interior, até 12 de julho.

 

A Polícia Militar atua com equipes ordinárias e especializadas no policiamento ostensivo e preventivo. A Polícia Civil opera com emprego estratégico de efetivo ordinário e extraordinário, instalação de estruturas temporárias de atendimento e ações de inteligência. O Corpo de Bombeiros realiza postos e rondas com serviços de prevenção a acidentes, orientação à população e atendimento a emergências. O Departamento de Polícia Técnica contará com equipes extraordinárias, unidades móveis e postos modulares.

 


Foto: Jeferson Silva/ Ascom SSP

 

“Com total apoio do governador Jerônimo Rodrigues, empregaremos o maior efetivo da história para os festejos juninos. Além dos R$ 45 milhões investidos no reforço policial e das atividades de bombeiros, recebemos também novas viaturas, entre elas Plataformas de Observação Elevada (POEs), que permitirão ampliação do monitoramento de câmeras”, destacou o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner.

Painel de Transparência dos Festejos Juninos registra mais de R$ 615 milhões em gastos com atrações artísticas na Bahia
Foto: Reprodução / Globo

O Painel de Transparência dos Festejos Juninos contabilizou mais de R$ 615 milhões em gastos públicos destinados à contratação de atrações artísticas para eventos realizados na Bahia em 2026.

 

De acordo com os dados do Transparêntometro, 410 municípios baianos e o Governo do Estado prestaram informações dentro do prazo da primeira etapa de coleta, encerrada na sexta-feira (12), após prorrogação concedida na quarta-feira (10). Os registros apontam a contratação de 2.115 artistas para 4.393 apresentações, financiadas com recursos públicos.

 

Segundo o levantamento, apenas sete municípios não cadastraram informações no Painel: Dário Meira, Firmino Alves, João Dourado, Potiraguá, Rodelas, Santa Teresinha e Sítio do Mato. Essas administrações municipais terão 24 horas para encaminhar ao Centro de Apoio Operacional do Patrimônio Público (Caopam), do MP-BA, pedido de reconsideração em caso de incompatibilidade entre o envio das informações e o cadastro no sistema.

 

Dos municípios participantes, 382 informaram que realizarão festejos com contratação de atrações artísticas, enquanto outros 28 comunicaram que não promoverão eventos juninos neste período. Apesar do encerramento da primeira etapa de coleta, o sistema permanecerá aberto até 31 de julho para o envio de informações relativas a contratações ainda pendentes de conclusão.

 

Gerente do projeto, o promotor de Justiça Frank Ferrari destacou o alcance da iniciativa e sua evolução ao longo dos últimos anos. “Foi um resultado excelente e esperamos que até o final da etapa complementar de coleta de dados tenhamos cadastros de todos os municípios baianos, repetindo o sucesso do ano passado. A cada ano, o Painel veio se consolidando como um fomentador importante de transparência e controle social, um banco de dados que disponibiliza também uma série histórica dos gastos públicos e que funciona ainda como uma ferramenta de fomento ao turismo, pois fornece dados sobre grade e programação das atrações artísticas”, afirmou.

 

O Painel de Transparência reúne informações sobre artistas contratados, valores dos cachês, fontes de recursos e programação das apresentações realizadas em eventos festivos entre 1º de maio e 31 de julho de cada ano. Nesta edição, a plataforma passou a contar com uma aba dedicada aos cachês, permitindo a consulta ao valor médio pago por artista desde 2023 e ao percentual de aumento em relação aos anos anteriores. O sistema também disponibiliza o Transparentômetro, que apresenta um mapa com a situação dos municípios quanto ao envio das informações.

 

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A iniciativa é coordenada pelo Ministério Público da Bahia em parceria com o Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), com apoio do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA), dos Ministérios Públicos de Contas junto aos dois tribunais, da União dos Municípios da Bahia (UPB), da União das Controladorias Internas do Estado da Bahia (Ucib) e de outras instituições. Segundo os organizadores, o objetivo é ampliar a publicidade das contratações realizadas com recursos públicos, permitindo o acompanhamento das informações por cidadãos, órgãos de controle e gestores públicos.

 

Os gestores que participaram da iniciativa receberão o Selo de Transparência em cerimônia pública marcada para a próxima terça-feira (16), às 9h, no auditório da sede do Ministério Público da Bahia (MP-BA), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.

MP pede ao TCM suspensão de pagamentos por shows em Serra do Ramalho e cita contrato de R$ 784 mil por Maiara e Maraísa
Foto: Divulgação

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) acionou o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) para solicitar a suspensão de contratações artísticas realizadas pela Prefeitura de Serra do Ramalho para os festejos juninos de 2026.

 

A representação, assinada pelo promotor de Justiça Alex Bacelar, aponta irregularidades nos processos de contratação e descumprimento de normas legais e de notas técnicas de órgãos de controle.

 

Segundo o MP-BA, o município anunciou 16 atrações para o evento, sendo dez artistas consagrados, com gastos estimados em mais de R$ 3 milhões. O levantamento baseou-se em informações do Painel de Transparência dos Festejos Juninos do MPBA, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), além de diários oficiais, portais públicos e redes sociais institucionais.

 

A representação destaca que diversos contratos apresentam valores superiores aos parâmetros da Nota Técnica Conjunta nº 001/2026, elaborada pelo MP-BA, TCM, TCE e Ministérios Públicos de Contas. O documento recomenda que os municípios adotem como referência a média dos contratos firmados pelos artistas em 2025, corrigida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), para avaliar a razoabilidade dos cachês.

 

Diante disso, o MP-BA requer medida cautelar para que Serra do Ramalho não realize pagamentos acima dos valores médios praticados em 2025 corrigidos pela inflação, até que a administração municipal apresente justificativas. Também foi solicitada a notificação do município e das empresas contratadas para esclarecimentos.

 

Outro ponto citado é a contratação da dupla Maiara e Maraísa por R$ 784 mil. O promotor observou que o contrato foi firmado na mesma data em que o município decretou situação de emergência por causa de fortes chuvas na região. A representação aponta ainda que os contratos das atrações não foram localizados no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), embora os artistas já tenham sido divulgados oficialmente há mais de dois meses.

 

“A ausência dessas informações compromete a transparência e dificulta o acompanhamento dos gastos públicos pelos órgãos de fiscalização e pela sociedade”, afirmou o promotor de Justiça Alex Bacelar.

Após recomendação do MP-BA, São Desidério renegocia contratos de atrações dos festejos juninos
Fotos: Divulgação

Dias após recomendar a suspensão de contratos de atrações dos festejos juninos de 2026 por suspeita de incompatibilidade com parâmetros de economicidade, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) informou que o município de São Desidério revisou e renegociou parte das contratações artísticas questionadas pelo órgão.

 

Segundo o promotor de Justiça Demétrius Ferraz e Silva, responsável pela recomendação expedida anteriormente, os contratos da Companhia do Calypso, Léo Magalhães, Thiago Jhonathan e Caninana tiveram seus valores reduzidos ou devidamente justificados pela administração municipal após as tratativas realizadas.

 

Conforme as informações apresentadas ao órgão ministerial, na maior parte dos casos os reajustes permaneceram próximos da atualização inflacionária medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com percentuais inferiores a 15%.

 

De acordo com o promotor de Justiça, apenas a contratação da cantora Yasmin Sensação continua sendo discutida. “A única exceção, até o momento, é a contratação da cantora Yasmin Sensação. O contrato, que havia sido apontado por apresentar valor significativamente superior aos parâmetros de referência, permanece em discussão entre as partes”, afirmou Demétrius Ferraz e Silva.

 

O Ministério Público destacou que a recomendação foi expedida diante de indícios de incompatibilidade entre os valores contratados pelo município e os critérios estabelecidos na Nota Técnica Conjunta nº 01/2026, elaborada pelo MP-BA, pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). O documento orienta que os gestores públicos demonstrem a compatibilidade dos cachês com os preços praticados no mercado, utilizando como referência as contratações realizadas no ano anterior, atualizadas pelo IPCA.

 

Além da revisão dos contratos, o MP-BA havia requisitado o envio dos processos de inexigibilidade de licitação relacionados às contratações artísticas, bem como a apresentação de justificativas para eventual descumprimento dos critérios previstos na nota técnica conjunta. A recomendação também orientou a publicação de todos os contratos no Painel Nacional de Contratações Públicas (PNCP).

 

Segundo o Ministério Público, as medidas fazem parte das ações de acompanhamento dos gastos públicos com os festejos juninos, com foco na transparência, na economicidade e na adequada aplicação dos recursos destinados à contratação de atrações artísticas.

Projeto na AL-BA prevê preferência para compra de materiais sustentáveis pelo Estado
Reprodução / Magnific

A administração pública da Bahia poderá passar a dar preferência à aquisição de materiais sustentáveis em processos licitatórios. Um projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) propõe a criação de uma margem de preferência para a compra de copos descartáveis e papéis recicláveis, reciclados ou biodegradáveis por órgãos estaduais.

 

A iniciativa prevê que esses produtos possam ser contratados mesmo quando apresentarem valor até 10% superior ao de itens convencionais que não atendam aos critérios ambientais estabelecidos na proposta. Segundo o texto, os editais deverão priorizar materiais que possuam certificações emitidas por órgãos competentes, comprovando características como reciclagem, reutilização ou biodegradabilidade, em conformidade com normas técnicas e ambientais.

 

Autor da matéria, o deputado estadual Hassan (PP) argumenta que o projeto utiliza o poder de compra do Estado para estimular práticas sustentáveis e fortalecer setores ligados à reciclagem e à produção de materiais de menor impacto ambiental. A proposta também prevê que uma futura regulamentação defina critérios técnicos para comprovação das características sustentáveis dos produtos, além de mecanismos de fiscalização e monitoramento para garantir a correta aplicação da norma.

 

O projeto ainda relaciona a medida aos desafios ambientais e climáticos atuais, defendendo que o incentivo à reciclagem e ao uso de materiais biodegradáveis pode contribuir para a redução da geração de resíduos sólidos e dos custos futuros com gestão ambiental e saúde pública.

Duplamente/Bahia Notícias: Torcedores do Vitória demonstram mais confiança no hexa do Brasil; tricolores apostam em queda nas quartas
Foto: Bahia Notícias

 

Às vésperas da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, os torcedores do Esporte Clube Vitória aparecem mais otimistas com a conquista do hexacampeonato do que os do Esporte Clube Bahia. É o que aponta a pesquisa "O Soteropolitano e a Copa do Mundo", realizada pelo Instituto Duplamente em parceria com o Bahia Notícias, divulgada nesta sexta-feira (12).

 

De acordo com o levantamento, 43% dos entrevistados acreditam que o Brasil conquistará a sexta estrela no Mundial. O estudo mostra que esse otimismo é mais presente entre torcedores rubro-negros, especialmente jovens das classes populares. 

 

Em contrapartida, 35% apostam em uma eliminação nas quartas de final, cenário predominante entre tricolores das classes A e B. Outros 22% acreditam que a Seleção chegará à semifinal ou terminará como vice-campeã.

 

Quando o cenário considera o Brasil fora da jogada, a França aparece como principal favorita ao título para 48% dos soteropolitanos. A Espanha foi citada por 22% dos entrevistados, enquanto a Argentina recebeu 11% das menções.

 

A pesquisa também investigou os hábitos de consumo dos torcedores durante o Mundial. Quase metade dos entrevistados, 48%, pretende acompanhar os jogos em casa, enquanto 28% preferem assistir em bares e 24% devem optar por arenas privadas e grandes festas temáticas.

 

Na disputa pela audiência, a TV Globo lidera com ampla vantagem e será a escolha de 62% dos entrevistados. A CazéTV aparece na sequência, com 28% da preferência, enquanto o SporTV foi citado por 10% dos participantes.

 

O levantamento ainda traçou o mapa das torcidas na capital baiana. Segundo os dados, 51% dos entrevistados se declararam torcedores do Bahia. Já o Vitória reúne 42% da preferência. Outros 7% afirmaram torcer para outros clubes ou não possuem time.

 

A pesquisa "O Soteropolitano e a Copa do Mundo" ouviu 400 moradores de Salvador entre os dias 11 e 12 de junho. A margem de erro é de cinco pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.


BRASIL NA COPA
O Brasil estrea na Copa do Mundo 2026 contra o Marrocos, neste sábado (13), às 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Durante o toneio, a canarinho enfrentará o Haiti, no dia 19, e a
Escócia, no dia 24. Todas as seleções integram o Gupo C da competição.

J. Eskine e Kevin O Chris unem Bahia e Rio de Janeiro em novo single
Foto: Divulgação

"Baile no Rio", nova parceria de J. Eskine e Kevin O Chris, chegou às plataformas digitais de streaming na noite de quinta-feira (11), apostando em uma fusão rítmica entre o arrocha baiano e o funk carioca. A parceria surgiu a partir de um convite do carioca, de quem Eskine admite que já era fã de longa data.

 

O processo criativo foi colaborativo entre os dois artistas; Kevin enviou o projeto inicial para que Eskine escolhesse as partes que mais faziam sentido com sua identidade. Kevin destaca que a parceria acontece em um momento especial, elogiando o trabalho que Eskine vem desenvolvendo e o espaço que tem conquistado.

 

Para Eskine, a música traduz uma afinidade natural: "Salvador e Rio são muito parecidos no clima, na energia e na forma como as pessoas vivem". Essa semelhança faz com que ambos os artistas se sintam "em casa" ao visitarem a cidade um do outro, sentimento que foi transportado para a sonoridade da faixa.

 

Antes da estreia oficial, o universo de “Baile no Rio” foi apresentado ao público durante o “Baile do Gangster”, nova label de eventos de J. Eskine, realizada em 3 de junho. A festa uniu a estética dos bailes funk cariocas à identidade “Peaky Blinders” de Eskine e contou com participações de Oh Polêmico, Spark, Davizinho e do próprio Kevin O Chris.

Programa Imóvel da Gente beneficia mais de 33 mil famílias na Bahia com regularização fundiária
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Mais de 33,3 mil famílias de Salvador e do município de Buerarema serão beneficiadas pelo programa Imóvel da Gente, do governo federal. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (11) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia no Palácio do Planalto. 

 

Na capital baiana, as famílias estão nos bairros de Alagados e Paripe. Em Buerarema, no bairro Nossa Senhora Aparecida. Do total, mais de 10,5 mil famílias estão qualificadas para financiamento via PAC.

 

O evento marcou a destinação de 32 núcleos urbanos para regularização fundiária em 15 municípios de dez estados, medida que pode beneficiar mais de 62 mil famílias em todo o país, das quais cerca de 32 mil já estão qualificadas para financiamento do novo PAC. 

 

Além da Bahia, foram contemplados Amapá, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Pará, Paraíba, Paraná, Sergipe e São Paulo.

 

"Muito significativo o que estamos fazendo. Eu queria que a gente pegasse todos os imóveis que temos e os transformasse em coisas de utilidade pública. Estou feliz porque conseguimos fazer uma coisa que muita gente não conseguiu fazer", celebrou Lula.

Arena Fonte Nova terá iluminação lilás em campanha de conscientização sobre o Teste do Pezinho
Foto: Divulgação / Arena Fonte Nova

A Arena Fonte Nova e a APAE de Salvador se unem, mais uma vez, em apoio à campanha Junho Lilás, voltada à conscientização sobre a importância do Teste do Pezinho. Neste sábado (13), a partir das 18h, o equipamento esportivo terá a iluminação cênica na cor lilás.

 

A ação é resultado de uma parceria com a APAE de Salvador, que há 25 anos atua como o único Serviço de Referência em Triagem Neonatal (SRTN) da Bahia credenciado pelo Ministério da Saúde.

 

A iniciativa tem como objetivo ampliar a visibilidade da campanha e reforçar a importância do exame, que deve ser realizado preferencialmente entre o 3º e o 5º dia de vida do recém-nascido. O Teste do Pezinho é essencial para identificar doenças genéticas, endocrinológicas e metabólicas, possibilitando diagnóstico precoce e tratamento adequado.

 

Na Bahia, a APAE de Salvador é responsável pela realização do Teste do Pezinho em 417 municípios. A instituição também oferece acompanhamento ambulatorial integral aos pacientes com diagnósticos identificados por meio da triagem neonatal, além de apoio às famílias.

 

Outras instituições também participam da campanha Junho Lilás e contarão com iluminação especial durante a mobilização.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Na era da IA, será Gargamel o último que mostra a verdade nas redes? Tudo bem que não é lá uma verdade muito bonita, mas... Enquanto isso, o Soberano devia parar de focar no cozido de Card e ficar de olho nas chapas que estão montando pra ele por aí. E teve prefeito brilhando também essa semana. É anúncio emocionado de São João, é #tápago com post sobre buraco na rua... Mas o amor mesmo está no Detalhes! Saiba mais!

Pérolas do Dia

João Roma

João Roma

"A lei não pode ter lado político".

 

Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.

Podcast

Deputado Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda

Deputado Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (15). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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