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Artigos

Marcelo Lyra Filho
A matemática do segundo turno
Foto: Divulgação

A matemática do segundo turno

O que os dados dizem sobre a probabilidade de vitória de Lula e Flávio no segundo turno.

Multimídia

"Lula vai ganhar essa eleição porque virou na rede social e ocupou as ruas", afirma Luiz Caetano

"Lula vai ganhar essa eleição porque virou na rede social e ocupou as ruas", afirma Luiz Caetano
O prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), atribuiu à mobilização popular e à atuação nas redes sociais o desempenho da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela reeleição. Durante entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (19), o gestor afirmou que a combinação entre o ambiente digital e os atos presenciais será determinante para o resultado das eleições.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

banco master

Mensagens apontam presente de uísque avaliado em R$ 500 mil de Daniel Vorcaro a Lula, diz revista Veja
Foto montagem: Reprodução / Revista Veja

Mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro revelam que ele teria determinado, em outubro de 2024, a compra de uma garrafa rara de uísque Macallan 1945, avaliada em aproximadamente R$ 500 mil, para presentear o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As conversas foram encontradas no celular de Vorcaro, apreendido pela Polícia Federal (PF), segundo reportagem publicada pela revista Veja nesta quinta-feira (22).

 

De acordo com a reportagem, Vorcaro orientou um de seus assistentes a procurar a bebida em Londres. Nas mensagens, o banqueiro teria escrito: “Preciso dar pro Lula”, escreve. Após localizar uma garrafa por mais de 80 mil euros, o funcionário enviou uma fotografia do produto e informou que buscava outras opções com o rótulo em melhores condições. Vorcaro aprovou a compra, e a encomenda seria transportada de Dubai para o Brasil.

 

A escolha da bebida teria relação com o ano de nascimento de Lula, 1945. A garrafa, considerada rara e de alto valor, foi adquirida em um período no qual Vorcaro buscava ampliar suas relações com integrantes do governo federal e viabilizar interesses ligados ao Banco Master.

 

O texto também descreve conversas entre Vorcaro e seu advogado à época, Walfrido Warde, que teria atuado na articulação de contatos com o presidente e ministros do governo. Em setembro de 2024, Warde informou ao banqueiro que havia conversado longamente com Lula e afirmou que o encontro seria importante para os interesses de seu cliente.

 

Posteriormente, em 4 de dezembro de 2024, Vorcaro foi recebido pelo presidente em uma reunião fora da agenda oficial, articulada com a participação de Marco Aurélio Santana, conhecido como Marcola, então chefe de gabinete da Presidência. Segundo a publicação, as mensagens indicam que o advogado orientou o banqueiro sobre os assuntos que deveria abordar no encontro.

 

Vorcaro teria relatado posteriormente a interlocutores que Lula se comprometeu a ajudar o Banco Master. O presidente, por sua vez, afirmou em entrevistas que apenas garantiu que o caso seria tratado tecnicamente.

 

Confira as mensagens: 

Capturas de tela das conversas | Fotos: Reprodução / Revista Veja

Mensagens de Vorcaro apontam negociação de contrato de R$ 1,8 mi com CEO da Quaest
Foto: Reprodução / Instagram @professorfelipenunes

Mensagens extraídas pela Polícia Federal (PF) do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, apontam negociações para contratar Felipe Nunes, CEO da Quaest, para prestar serviços de consultoria estratégica à instituição financeira. O acordo discutido previa pagamentos mensais de R$ 150 mil durante um ano, totalizando R$ 1,8 milhão.

 

Os diálogos, divulgados pelo Metrópoles, ocorreram em setembro de 2024 e envolvem Vorcaro e Ana Matos, integrante da equipe de marketing do banco. Em uma mensagem enviada no dia 9 daquele mês, ela perguntou se estava alinhada a contratação de Nunes, por meio da empresa Quaest, pelo valor previsto.

 

Vorcaro respondeu que acreditava que Augusto havia fechado o acordo e orientou Ana a alinhar os detalhes com ele. Na sequência, ela confirmou que daria continuidade ao processo. 

 

Até o momento, não há informação sobre quantas parcelas do contrato teriam sido efetivamente pagas. Felipe Nunes negou ter relação pessoal com o ex-banqueiro e afirmou que o contato com o Banco Master ocorreu de forma “estritamente técnica”.

 

OUTRO LADO
Por meio de nota, a Quaest se manifestou, assegurando ter prestado serviços de inteligência de mercado para o Banco Master, como o fez com outras 53 instituições do mercado financeiro. Veja abaixo o posicionamento completo:

 

Em 2024, a Quaest prestou serviços de inteligência de mercado para 53 instituições do mercado financeiro (bancos, corretoras, plataformas e tesourarias), entre elas o Banco Master. 

A consultoria ao Master teve início antes de qualquer questionamento público à instituição e foi encerrada por iniciativa da própria Quaest, antes da liquidação pelo Banco Central.

O fundador da Quaest jamais teve qualquer tipo de interação, reunião ou contato com Daniel Vorcaro. O próprio conteúdo das mensagens veiculadas pela imprensa evidencia ausência de proximidade ou canal direto entre as partes.

Mensagens de Vorcaro mostram comparação entre banqueiro e Jeffrey Epstein: "Jeff tá amador demais"
Fotos: Reprodução / Departamento de Justiça dos EUA / Revista Piauí

Mensagens de WhatsApp extraídas pela Polícia Federal do celular do banqueiro Daniel Vorcaro e obtidas pela BBC News Brasil registram uma conversa na qual o investidor e um contato identificado como o empresário Flávio Carneiro fazem comparações com o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein.

 

O diálogo ocorreu em 19 de dezembro de 2023, durante comentários sobre publicações do investidor Vladimir Timerman, gestor da Esh Capital e autor de denúncias contra operações do Banco Master. Um relatório da Polícia Federal reproduz uma captura de tela de uma postagem de Timerman em rede social, datada do dia anterior, que afirmava: "No meio das minhas investigações tenho convicção de que encontrei o Jeffrey Epstein brasileiro...". A publicação original não mencionava nomes.

 

Na troca de mensagens, Vorcaro escreveu "Jeff epstein" e "Carapuça caiu kkkk". Sequencialmente, o banqueiro afirmou ter percebido que a publicação se referia a outra pessoa. Carneiro respondeu: "Essa aí não tem sua cara pq o jeff tá amador demais", ao passo que Vorcaro rebateu com risos.

 

Procurado pela BBC News Brasil, Flávio Carneiro afirmou ser amigo de Vorcaro, ressaltando que nunca trabalhou para o banqueiro e que não tinha conhecimento de todas as suas atividades. Ele declarou não se recordar com exatidão do assunto da conversa, mas lembrou que o contexto envolvia a disputa entre Vorcaro e Timerman. "Acredito se tratar de um comentário sobre algum trecho de matéria publicada a respeito do tema entre eles", afirmou.

 

Vorcaro encontra-se preso preventivamente desde 4 de março de 2026, no âmbito de investigações sobre supostas fraudes no Banco Master.puração sobre suspeitas de exploração sexual. Além da apuração relativa a crimes financeiros, a Polícia Federal abriu uma investigação preliminar sobre suspeitas de exploração sexual de mulheres envolvendo o banqueiro.

 

Em diálogo datado de 18 de agosto de 2025, Vorcaro associou a realização de eventos sociais aos seus negócios ao responder à então namorada, Martha Graeff, que o questionava sobre a razão de seguir determinadas mulheres em redes sociais. "Fazia parte do meu business. Nunca te escondi o que fiz e pq fiz", escreveu. "Fiz festa com 300 desse tipo. Não quer dizer que fiquei."

 

Outros registros obtidos pelas autoridades indicam supostos pagamentos pela presença de mulheres em eventos e repasses adicionais caso houvesse envolvimento com convidados, além de propostas de investimento em agências de modelos e conversas sobre contratações e vistos.

 

Práticas semelhantes constam no histórico de Jeffrey Epstein, que financiou modelos no Brasil e avaliou propostas de investimento em agências brasileiras citadas no material examinado — negociações que não avançaram. Os documentos analisados não estabelecem qualquer ligação direta entre Epstein e Vorcaro.

 

Epstein foi condenado em 2008 nos Estados Unidos por crimes de prostituição envolvendo menor de idade. Preso novamente em 2019 sob acusação de tráfico sexual de menores, morreu na prisão antes do julgamento. Vorcaro não responde por esses crimes e não há qualquer suspeita de envolvimento de menores de idade no caso do brasileiro.

 

Em nota divulgada no dia 13 de outubro, a defesa de Vorcaro negou integralmente as acusações: "Nego veementemente que tenha, em algum momento, explorado ou desrespeitado mulheres. Isso não é da minha índole. Na verdade, a falsa narrativa criada é exatamente o oposto do que sou, o que pode ser confirmado por qualquer mulher que me conheceu ou com quem me relacionei."

 

As mensagens detalham discussões sobre valores cobrados por presença em eventos. Em outubro de 2024, Vorcaro encaminhou a mensagem: "Presença 2 mil Se ficar com alguem 10 mil". Em fevereiro de 2025, uma interlocutora confirmou o recebimento de valores após alinhamento sobre um encontro.

 

Em setembro, o portal Metrópoles divulgou conversa de 7 de março de 2025 na qual uma mulher cobrava Vorcaro em nome de uma amiga, mencionando: "Ela disse que ficou com o kassio!". Vorcaro solicitou dados e valores para pagamento. O portal associou o nome ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou ao veículo ter encontrado a pessoa citada.

 

A assessoria de imprensa do ministro informou à BBC News Brasil que Nunes Marques jamais trocou mensagens com Vorcaro, não solicitou favores ao banqueiro e votou pela manutenção de sua prisão, acrescentando que o magistrado nunca autorizou terceiros a falarem em seu nome.

 

Diálogos entre Vorcaro e o empresário Tiago Polo indicam tratativas para investimentos no setor de modelos. Polo afirmou à reportagem que manteve relação estritamente profissional com o banqueiro, atuando em relações públicas e produção de eventos. "Nunca recrutei mulheres para encontros de natureza sexual, nem para Daniel Vorcaro nem para qualquer outra pessoa", declarou.

 

Polo explicou ter sido procurado em 2023 para sondar investimentos na área, com a recomendação de que o nome de Vorcaro permanecesse em sigilo nas tratativas iniciais. Em 19 de outubro de 2023, Polo sugeriu reunião com um diretor da Ford Models. Ao ser questionado por Vorcaro se a empresa estava à venda, Polo mencionou também a agência Allure e retransmitiu uma mensagem de outro interlocutor sobre a finalidade do negócio: "A ideia da agência seria uma forma de ajustar as meninas indiretamente". Vorcaro optou por avançar nas tratativas com a Ford Models.

 

A respeito da expressão "ajustar as meninas", Polo declarou que apenas repassou a declaração de terceiros e que suas conversas tratavam exclusivamente do mercado de moda. A Ford Models Brasil informou à BBC News Brasil que jamais manteve contato com Vorcaro ou Polo, não recebeu propostas comerciais, não está à venda e atua no segmento da moda sem prestar serviços de acompanhantes para eventos.

 

Em 30 de novembro de 2023, as conversas voltaram-se para a Allure. Polo sugeriu a aquisição integral ou parcial da agência. Vorcaro consentiu, afirmando que realizaria a operação por meio de um fundo de investimento. Em dezembro, Polo enviou arquivos relativas a minutas de contratos de compra e venda de quotas, mas os registros não confirmam a conclusão da compra.

 

A Allure Management informou que seu responsável, Felipe Nisti, conversou com Polo em 2023 sobre proposta de investimento voltada exclusivamente ao mercado publicitário e de moda. A empresa negou qualquer vínculo, contrato ou contato direto entre Nisti e Vorcaro. Polo confirmou que as tratativas não foram concluídas e não geraram remuneração.

 

As mensagens trazem ainda registros sobre vistos e contratações. Em 16 de fevereiro de 2024, Vorcaro escreveu a um interlocutor: "Vamos tirar visto famiglia", "Contratar todas allure" e "E marca entrevista", obtendo como resposta "Deixa comigo". As mensagens não identificam as mulheres citadas, o destino dos vistos nem comprovam a efetivação das solicitações.

 

A caracterização da exploração sexual exige análise sobre o formato do recrutamento, promessas feitas e o nível de autonomia das mulheres para recusar encontros e gerir seus ganhos, segundo Carlos H. Borlido Haddad, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e coordenador da Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas.

 

Lívia Miraglia, também professora da UFMG e coordenadora da mesma estrutura jurídica na Faculdade de Direito, destaca a necessidade de investigar o controle sobre finanças, deslocamentos, retenção de documentos e imposição de dívidas. "A avaliação é sempre concreta: a vulnerabilidade por si só não configura o crime, é preciso demonstrar que o agente se aproveitou dela", explica.

 

Quanto ao custeio de deslocamentos, Haddad esclarece que a transferência de recursos para viagens não constitui crime por si só, sendo indispensável comprovar o conhecimento da finalidade de exploração por meio de documentos, mensagens e depoimentos.

 

O auditor fiscal do trabalho Maurício Krepsky pontua que o recrutamento de mulheres em situação migratória instável pode configurar tráfico de pessoas para exploração sexual ou trabalho análogo à escravidão. Ele enfatiza, contudo, que a prestação voluntária de serviços sexuais por adultos é atividade lícita e resguardada pelas normas trabalhistas e de segurança do trabalho.

Vorcaro lamentou que Lula não morreu após queda no banheiro: "Na traaaveeeee" disse o banqueiro a Augusto Lima
Foto: Reprodução Redes Sociais

Uma semana após ter sido recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, em reunião que aconteceu no dia 4 de dezembro de 2024, o banqueiro Daniel Vorcaro fez um comentário em que pareceu ter desejado a morte do líder petista. 

 

Segundo o colunista Lauro Jardim, em nota neste domingo (18) no seu blog no site jornal O Globo, mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular do dono do Banco Master indicam que Vorcaro pode não ter saído satisfeito do encontro com Lula. Relatos sobre a reunião no Palácio do Planalto indicam que Lula teria dito ao banqueiro que os problemas dele seriam resolvidos pelo Banco Central e pela Justiça, barrando qualquer tentativa de ajuda.

 

Lauro Jardim, na sua coluna, afirma que Daniel Vorcaro enviou uma mensagem ao seu sócio, Augusto Lima, com o link de uma notícia sobre cirurgia de emergência que o presidente Lula se submeteu. A cirurgia aconteceu no Hospital Sírio e Libanês, em 10 de dezembro, após o presidente sofrer uma queda no banheiro. 

 

Ao comentar a notícia sobre a cirurgia que estancou uma hemorragia intracraniana em Lula, Vorcaro mandou a seguinte mensagem a Augusto Lima: “Na traaaveeeee”.
 

Mensagens indicam que Banco Master tentou combinar perguntas de entrevista na CNN Brasil
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

Conversas atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do já extinto Banco Master, e à então responsável pelo marketing da instituição, Ana Matos, indicam que os dois discutiram a combinação prévia de perguntas para uma entrevista na CNN Brasil, em abril do ano passado.

 

Segundo reportagem do ICL Notícias, os diálogos também mencionam contratos publicitários de R$ 10 milhões por ano e negociações envolvendo o canal CNN Money e eventos da emissora.

 

Em 3 de abril de 2025, Vorcaro cogitou conceder uma entrevista para falar sobre o balanço do banco e a negociação de venda ao Banco de Brasília (BRB). Nas mensagens, Ana Matos defendeu que as perguntas do jornalista Fernando Nakagawa fossem discutidas previamente. Depois, Vorcaro decidiu enviar o economista-chefe do Master, Paulo Gala, em seu lugar.

 

Foto: Reprodução / ICL Notícias

 

A entrevista foi exibida ao vivo no CNN Money. Procurado pelo ICL Notícias, Nakagawa afirmou que conduziu a conversa normalmente e negou se lembrar de interferências na pauta. Segundo ele, foram abordados temas sensíveis ao banco, como a sustentabilidade da oferta de CDBs com remuneração de 140% do CDI e as críticas ao uso do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

 

Foto: Reprodução / ICL Notícias

 

As mensagens também tratam das negociações para o lançamento do CNN Money, em 2024. Ana Matos mencionou uma proposta de R$ 12 milhões por 12 meses para uma cota de sócio fundador e sugeriu direcionar para o novo canal os R$ 10 milhões anuais que, segundo ela, já eram destinados à publicidade na CNN News.

 

Em uma das conversas, afirmou que gostaria de indicar alguém para acompanhar o conteúdo editorial do canal e avaliar os interesses do banco. Outro assunto foi o patrocínio do evento CNN Talks. Inicialmente, a emissora teria solicitado R$ 4 milhões, mas Ana informou a Vorcaro que negociou o valor para R$ 1 milhão. As mensagens também registram discussões sobre pedidos adicionais de recursos por executivos da CNN.

 

Foto: Reprodução / ICL Notícias

 

CNN

Em nota, a CNN Brasil afirmou que Vorcaro nunca foi sócio da emissora ou do CNN Money e que o único controlador é Rubens Menin. A empresa confirmou que o Banco Master foi anunciante, mas declarou que os contratos comerciais são protegidos por cláusulas de confidencialidade.

 

Também declarou que mantém separação entre as áreas comercial e editorial e que anunciantes não interferem nas decisões jornalísticas. A emissora acrescentou que os executivos responsáveis pela CNN Brasil e pela área comercial durante o período deixaram a empresa em agosto de 2025.

 

Ainda segundo a nota, os eventos patrocinados são identificados como conteúdo comercial, e a redação participa apenas da cobertura jornalística. O Banco Central rejeitou, em setembro de 2025, a compra do Master pelo BRB.

 

Em novembro daquele ano, decretou a liquidação extrajudicial da instituição financeira. A reportagem do ICL Notícias informou que procurou João Camargo, então presidente do conselho da CNN Brasil, mas não obteve resposta.

Mensagens revelam que dono do Banco Master orientava vídeos e textos de Gabriela Prioli
Fotos: Reprodução / PF / Redes Sociais via @gabrielaprioli

Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, revelam que a influenciadora e advogada Gabriela Prioli gravava vídeos em defesa da instituição, seguindo orientações e roteiros validados pelo banqueiro e sua equipe. Os diálogos, mantidos com a ex-superintendente de Comunicação do banco, Ana Matos, indicam a existência de um contrato de 12 meses para a produção de conteúdo com aparência de opinião isenta.

 

Segundo os registros revelados pelo jornal Estado de S. Paulo, Prioli enviava materiais prévios para avaliação e acatava pedidos de alteração feitos por Vorcaro para rebater críticas da imprensa e defender os investimentos da instituição, investigada por fraudes.

 

Registros das mensagens | Fotos: Reprodução / Estado de S. Paulo

 

Em sua defesa, Gabriela Prioli nega veementemente qualquer vínculo comercial com o Banco Master. A apresentadora declarou que jamais assinou contrato, realizou reuniões ou recebeu pagamentos da instituição, desafiando a apresentação de comprovantes e afirmando ser vítima de ilações sem provas.

Mensagens de Daniel Vorcaro sugerem atuação de Rueda e ACM Neto em captação de recursos, diz jornal
Foto: Reprodução

Mensagens encontradas no celular do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, revelaram os bastidores das relações do presidente e vice-presidente da União Brasil, Antônio Rueda, e ACM Neto, com o banqueiro. Segundo informações reportadas pelo jornalista Fabio Serapião no UOL, o material integrava uma proposta de delação premiada de Vorcaro, rejeitada pela PF e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). (Reportagem atualizada às 08h01 para adicionar o posicionamento de ACM Neto.)

 

Conforme o material apresentado na delação em posse da Polícia Federal, os políticos estariam supostamente envolvidos na captação de recursos de institutos de previdência estaduais para a instituição financeira. Na negociação, o ex-banqueiro afirmava que os dois políticos atuavam para direcionar aplicações de fundos de aposentadoria de servidores públicos em troca de uma comissão de 10% sobre os valores captados. 

 

Os registros das conversas mostram que as tratativas com Antônio Rueda se intensificaram em novembro de 2023, envolvendo viagens em jatinhos particulares do ex-banqueiro para articular captações junto a regimes próprios de previdência nos estados de Rondônia, Amazonas e Amapá.  No dia 12, Fernando Mascarenhas, diretor comercial do Master, avisou o banqueiro de um contato do político: "Rueda me ligou aqui, vai tá no banco amanhã? Good news"
 

 

Vorcaro marcou um encontro com Rueda para o dia seguinte. Em uma das trocas de mensagens durante as negociações com o instituto do Amapá, Mascarenhas, comemorou o avanço da operação: "Amapá, confirmado 400". Vorcaro respondeu: "Quero ver nosso amigo apertar o enter".

 

Na data de aprovação da operação, em 12 de julho de 2024, a divulgação de uma reportagem sobre a Caixa Asset gerou apreensão nos executivos. O tesoureiro do banco, Alberto Felix, informou que Rueda pretendia “segurar as operações”. 

 


Foto: Reprodução / Uol

 

Pouco depois, Rueda enviou um recado para Vorcaro: "Apaga essas mensagens". Uma hora mais tarde, Mascarenhas confirmou a liberação dos recursos: "Aprovado 200 M agora no Amapá. Nesse minuto".

 

Foto: Reprodução / Uol

 

O fluxo de mensagens aponta que a comissão pela operação no Amapá envolveu repasses milionários e pagamentos de vantagens indevidas, como a disponibilização de aeronaves executivas para uso pessoal da família de Rueda, hospedagens em hotéis de luxo e a abertura de portas com a presidência do Banco de Brasília (BRB). 

 


Foto: Reprodução / Uol

 

Questionado pela reportagem do Uol, Antônio Rueda afirmou em nota que sua relação com o Banco Master era "eminentemente profissional" e lamentou "o uso político de trechos isolados de informações que deveriam estar sob sigilo, mas que foram retirados de contexto com o propósito de criar suspeitas infundadas e atingir sua reputação".

 

ACM Neto aparece nos diálogos mantendo encontros presenciais ao lado de Rueda e do deputado Elmar Nascimento com o ex-banqueiro, inclusive na residência de Vorcaro em Trancoso (BA) e em uma charutaria em São Paulo. Em outubro de 2024, após uma reunião mantida no DF, ACM Neto escreveu a Vorcaro: "As coisas em Brasília estão consolidadas e, felizmente, saiu tudo como desejávamos na política". 

 


Foto: Reprodução / Uol

 

Dias depois, o operador financeiro do banco, Fabiano Zettel, consultou o banqueiro sobre contatos do empresário Marcos Moura: "Marcos Moura (ACM) me chamando. O que eu faço?". Vorcaro instruiu: "Pega com Gustavo / E Minas". Conforme os dados revelados pelo portal, Vorcaro sustentava na proposta de delação que o vice-presidente do partido recebia valores em espécie viabilizados por repasses intermédios.

 


Foto: Reprodução / Uol

 

Em nota oficial sobre o caso, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto afirmou ser alvo de um “vazamento seletivo”. O vice-presidente do União Brasil argumentou "jamais atuou para que institutos de previdência aplicassem recursos no Banco Master, entre os quais o Amapá Previdência" e que todos os valores recebidos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro foram pagamentos por serviços de consultoria devidamente registrados em contrato.

 

Confira a nota na íntegra: 

"Nota à imprensa

Em nota, ACM Neto classificou os constantes vazamentos como seletivos, manipulados e fora de contexto, fruto da tentativa do governo federal de trazer desgaste político em consequência das suas claras posições de enfrentamento e combate ao PT. Neto destacou que este é mais um ataque contra ele que acontece na véspera do evento com o candidato a presidente Flávio Bolsonaro, movimento já registrado também na reta final do primeiro turno na Bahia e que se intensificou após o apoio do ex-prefeito de Salvador ao senador do PL. 

O ex-prefeito de Salvador afirmou que nunca teve qualquer tipo de participação no governo federal, o que afasta a possibilidade de interferência em decisões administrativas do Ministério da Previdência e da inclusão do Banco Master na lista exaustiva de instituições elegíveis para receber recursos de RPPS.

Ele afirmou também que jamais atuou para que institutos de previdência aplicassem recursos no Banco Master, entre os quais o Amapá Previdência.

O ex-prefeito de Salvador disse ainda que não conhece Fabiano Zettel e que, portanto, é absurda e criminosa qualquer tentativa de ilação envolvendo seu nome em supostos diálogos dos quais não participou. 

ACM Neto voltou a afirmar que todos os valores recebidos do Banco Master decorreram de serviços de consultoria efetivamente prestados, por meio de contrato mensal iniciado em janeiro de 2023, com a devida emissão de notas fiscais e recolhimento de impostos. Por fim, Neto ressaltou que desde março de 2026 se colocou à disposição das autoridades para prestar todas as informações necessárias sobre o caso Master."

Mensagens revelam diálogos entre executivo da Globo e Daniel Vorcaro sobre linha editorial
Foto: Divulgação - Rede Globo / Reprodução

Mensagens interceptadas pela Polícia Federal na investigação sobre o celular do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, revelaram diálogos com Frederic Kachar, CEO da Editora Globo, Infoglobo e Globo Condé Nast. O material apreendido contém conversas entre o executivo e o ex-banqueiro sobre a linha editorial e o trabalho de jornalistas do conglomerado.

 

Segundo informações da TV Pop e O Antagonista, as trocas de mensagens mostram reclamações de Vorcaro em relação a uma reportagem publicada pela colunista Malu Gaspar em abril de 2025. Diante do descontentamento do ex-banqueiro, Kachar respondeu: “Oi Tava tentando falar com a Malu, mas antes saíram duas colunas Ela entrou na CBN”. O executivo complementou: “Eu te entendo, mas é uma questão subjetiva. Esse eh o estilo dela com todo mundo, não somente com vc.” e “Eu acho cansativo e desnecessário”.

 

Na sequência da conversa, Vorcaro desabafou: “Ficamos impotentes com essa chuva de ataques assim”, ao que o diretor-geral respondeu: “Vou falar com ela”. O ex-dono do Banco Master prosseguiu: “Entendo que bater gera mais cliques mas podia intercalar. Até hoje ela so me atacou. Fica ate feio pra ela” e acrescentou: “Me pinta como se eu fosse um membro do pcc ou de alguma organização criminosa e esquece toda e qualquer coisa que fizemos de bom”.

 


Foto: Reprodução / Redes sociais 

 

Além de discussões editoriais, as mensagens mostram proximidade entre o executivo e Vorcaro, envolvendo convites para festas privadas, organização do Baile da Vogue e comentários sobre celebridades e funcionárias da empresa.

 

O material também registra interações no início de 2024 sobre eventos particulares organizados pelo ex-banqueiro. Procurados pelos veículos de imprensa, nem o conglomerado Globo nem o executivo Frederic Kachar se manifestaram até a publicação dos dados.

Mensagens revelam suposto quarto para Nunes Marques e cinco mulheres em festa de banqueiro
Foto: Andressa Anholete/STF

O mais recente vazamento das mensagens apreendidas no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, revela que um funcionário relatou ter cedido um quarto para um ministro e cinco meninas durante uma festa no triplex do banqueiro em fevereiro de 2025. Alguns dias depois, uma mulher, identificada como a responsável por levar as convidadas ao evento, cobrou R$ 10 mil e afirmou que uma delas havia ficado com "Kassio".

 

Segundo informações de Daniela Lima, colunista do UOL, os investigadores da Polícia Federal (PF) e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) interpretaram o diálogo como uma referência a Kassio Nunes Marques, apesar de não ter menção direta ao magistrado na festa. 

 

As mensagens também falam sobre a organização do evento, que incluiu a contratação de um chef de cozinha, a convocação de mulheres e instruções para recolher os celulares das convidadas. De acordo com a coluna, Vorcaro não estava presente e acompanhou a festa à distância por meio da troca de mensagens com os funcionários. 

 

"Emprestei quarto do lado para ministro com 5 meninas. Liguei para pedir autorização, mas o senhor não viu", afirmou o funcionário, identificado como Michael, às 20h56.

 

Cerca de duas horas depois, o magistrado voltou a ser citado na conversa: "Ministro tá sem pressa nenhuma de ir embora, acabou de fala que está renovando para começar tudo novamente", finalizou

 


 

PF deve investigar se áudio de Vorcaro sobre Lula é falso e AGU pede direito de resposta à revista Veja
Foto: Reprodução Redes Sociais (montagem feita com IA)

Após ser acionada, na manhã desta sexta-feira (9), pelos advogados da campanha do presidente Lula, a Polícia Federal avalia abrir um inquérito para investigar a autenticidade do áudio em que o banqueiro Daniel Vorcaro faz acusações ao líder petista. O áudio foi divulgado pela revista Veja na noite desta quinta (8). 

 

Os advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida, que defendem o presidente Lula, pediram que a PF realizasse uma perícia urgente nos áudios. Os advogados também pediram fosse investigada uma possível articulação entre Vorcaro e pessoas ligadas à campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL). 

 

Segundo reportagem da revista Veja que foi às bancas nesta sexta, Daniel Vorcaro afirma em um áudio, a uma pessoa não identificada, que teria liberado dinheiro para um documentário sobre o presidente Lula. O valor teria sido de R$ 30 milhões, e o banqueiro compara a forma como deu esse valor ao documentário sobre Lula com o que chamou de “patrocínio” ao filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Caso atenda à campanha do PT, a Polícia Federal, com a instauração do inquérito, poderá realizar uma perícia para verificar a autenticidade das gravações e identificar possíveis cortes, montagens ou manipulações por inteligência artificial. A origem e a integridade do material ainda não foram esclarecidas.

 

Em nota oficial divulgada nesta sexta, a Polícia Federal confirmou o recebimento de uma notícia-crime com pedido de providências urgentes relacionada à reportagem da Veja. Segundo a corporação, o expediente foi encaminhado à área técnica para adoção das providências de polícia judiciária.

 

Além do pedido da campanha de Lula, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu direito de resposta contra reportagem da revista Veja que cita a fala de Daniel Vorcaro. Em nota, o órgão afirmou que solicita espaço para rebater informações divulgadas.

 

A medida da AGU surgiu em resposta a uma requisição de providências feita pela Secretaria de Assuntos Jurídicos da Presidência da República e pelo Ministério da Saúde. Em ofício, a Secretaria Especial de Assuntos Jurídicos fala em possível crime de calúnia em períodos de campanha eleitoral.

 

Segundo o secretário especial da Presidência, Marcelo Weick Pogliese, a Procuradoria-Geral da República já havia se manifestado para arquivar delações do fundador do Banco Master por falta de provas. O documento afirma que a reportagem da Veja, mesmo sabendo do arquivamento, decidiu veicular as informações atribuídas a Vorcaro.

 

“Há fortes indícios de manipulação, falseamento e desinformação, com dano à imagem institucional da Presidência da República, à credibilidade de políticas públicas da União e à integridade do processo eleitoral”, declarou o secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência da República.
 

Anitta declara voto em Lula após cobrança de fãs nas redes sociais: "É importante reconhecer e descer do salto"
Foto: Instagram

Anitta usou as redes sociais nesta sexta-feira (9) para declarar voto no atual presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno das eleições.

 

O pronunciamento da artista vem após pressão dos fãs nas redes sociais. A funkeira, que havia se pronunciado de forma indireta, decidiu citar o nome do candidato do PT e reforçou o entendimento dela a respeito de posicionamento político, afirmando que faz questão de estar ativa sem precisar do período eleitoral.

 

 

"No dia 25, eu vou votar no Lula, como vocês já sabem. Os motivos já foram ditos por mim ao longo de todos esses anos. Em campanhas, entrevistas, posicionamento direto, posicionamento sobre pautas no congresso [...] "Posicionamento também é fazer o que eu venho fazendo há anos, sem medo, perdendo milhões de seguidores. Só no ano de 2026, não só apoiei as causas que eu sempre apoio, a favor das mulheres, dos indígenas, do meio ambiente, intolerância e racismo religioso, como também iniciei campanha para o fim das bets e apoiei o fim da escala 6x1", contou.

 

A artista relata no vídeo que chegou a acreditar que Lula conseguiria se reeleger no primeiro turno por entender que os eleitores não aceitariam a falta de propostas de governo de Flávio Bolsonaro (PL), além da experiência com o governo de Jair Bolsonaro.

 

"Confesso que esse ano eu fui bem ingênua. Eu tava convencida de que o Lula ia ganhar no primeiro turno, por uma arrogância minha mesmo. De achar impossível em 2026 a maioria do país ainda dar credibilidade ao bolsonarismo, mas eu tava errada, né? É importante a gente reconhecer e descer do salto. Ninguém acusava fraude das urnas sem prova, ninguém incitava quebra e golpe de estado caso perdesse. O candidato aceitava as regras do jogo. E o mais importante: ninguém promovia o discurso de ódio."

 

Nesta sexta, a artista teve o nome envolvido na grande polêmica de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em mensagens exclusivas obtidas pela revista Veja, Vorcaro conversa com uma amiga, em julho de 2024, e relata um encontro com Anitta: “Ontem fui parar na festa da Anitta. Ela quase me estuprou. Saí correndo.”

 

A artista não se pronunciou sobre a declaração do banqueiro.

"Ela quase me estuprou", disse Vorcaro sobre Anitta; Revista revela negócios do dono do Master com celebridades
Foto: Reprodução / Instagram

Mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro  pela Polícia Federal (PF), obtidas pela coluna “Radar” da revista Veja, revelam que o dono do Master teve contratos, negócios e amizade com diversas celebridades, entre elas a cantora Anitta. A edição da revista que chega às bancas nesta sexta-feira (9) traz informações de que o banqueiro teria tido uma relação “bastante afetiva” com a cantora. 

 

A coluna “Radar” expõe o conteúdo de uma conversa de Daniel Vorcaro com uma amiga, em julho de 2024, na qual o dono do Master relata um encontro com Anitta: “Ontem fui parar na festa da Anitta. Ela quase me estuprou. Saí correndo”.

 

Além da amizade, Vorcaro, segundo dados obtidos pela PF, tinha contratos de publicidade para o Master e outros negócios do grupo em tratativas não só com a cantora Anitta, mas também com o sertanejo Gusttavo Lima, com Vini Jr, Luciano Huck e até a influenciadora Virgínia. O contato com Anitta, por exemplo, teria envolvido shows e uma possível publicidade em algumas das marcas de Vorcaro, em uma negociação de cerca de R$ 20 milhões.

 

Já com Gusttavo Lima, de acordo com o que relata a revista Veja, as negociações começaram com uma pedida do cantor de R$ 100 milhões ao banqueiro para a realização de uma série de festivais de música patrocinados pelo banco. O cantor chegou a ir ao Master para tratar do tema, e a coluna “Radar” afirma que posteriormente, o contrato foi assinado com valor bem menor.

 

A Polícia também identificou mensagens de Vorcaro em que são feitos comentários sobre o jogador de futebol Vini Jr, que virou embaixador do Will Bank, que foi adquirido pelo Master. As mensagens mostram que o jogador teria faturado entre R$ 9 milhões e R$ 11 milhões pelo serviço. 

 

A coluna “Radar” diz ainda que Daniel Vorcaro teve relação próxima com Vini Jr, chegando a curtirem festas em parceria com Anitta fora do país. O jogador teria inclusive dado uma camisa autografada a Vorcaro, que acabou sendo presenteada a um familiar do bilionário.
 

Jaques Wagner nega intermediação de obras de arte e rebate acusações de ex-dono do Banco Master
Fotos: Reprodução / Piatã FM / PF

Em entrevista concedida ao programa Piatã Notícias, da rádio Piatã FM, nesta sexta-feira (9), o senador Jaques Wagner (PT) negou ter intermediado qualquer negociação para a compra de obras de arte de alto valor por meio de Guilherme Sodré, o "Guiga", e rebateu relatos decorrentes de áudios e documentos do ex-proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, divulgados pela revista VEJA.

 

Wagner afirmou que sua relação com Guiga é pessoal e profissional, sem qualquer vínculo com negócios. "Eu não intermediei, não comprei nenhuma obra de arte pela mão de Guiga. É meu amigo há séculos, desde o meu tempo de sindicalista, quando ele era médico do trabalho. Eu ia discutir com ele as questões do Polo Petroquímico na área de saúde, isso em 1984 e 1985; ele me ajudou na minha campanha de 1986. Amizade não passa por negócios, passa por amizade mesmo", diz o parlamentar.

 

Ao ser questionado sobre as declarações de Vorcaro de que teria financiado uma produção cinematográfica sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para obter vantagens comerciais junto ao governo federal, Wagner rechaçou a cronologia dos fatos apresentados.

 

"O filme de Lula que eu conheço foi lá atrás, antes do surgimento do caso Master. O filme do Lula é de 2010; o Banco Master é de 2019. Esse é outro problema: saem vazando o que querem e não investigam a fundo. Deixa provar, né? Quem tomou dinheiro que se explique", relembra.

 

DEFESA DE OTTO 
O senador também saiu em defesa de seu colega de bancada no Senado, Otto Alencar (PSD), citado em reportagens sobre investimentos do Banco Master na empresa de sua filha. Wagner declarou que não leu a reportagem na íntegra, mas prestou apoio ao aliado político.

 

"A gente que é político é exposto, com a boca fala o que quiser. Agora é preciso provar. Eu considero que o Otto não tem nada a ver com essa história", disse. Wagner lembrou ainda de episódios anteriores em que foi alvo de rumores: "Naquela época o pessoal disse que visitei a ilha de Augusto Lima. Eu nunca visitei ilha nenhuma".

 

Segundo as informações apresentadas por Daniel Vorcaro em tratativas de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-banqueiro afirma ter realizado repasses para garantir o credenciamento do Banco Master e o acesso a aportes de fundos de pensão federais.

 

Vorcaro sustenta que as tratativas teriam sido articuladas com a participação do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e do ministro Alexandre Padilha, e alegou que a aproximação com os dirigentes petistas teria contado com a intermediação de Jaques Wagner, à época líder do governo no Senado , e de seu ex-sócio Augusto Lima.

Advogados de Lula acusam campanha de Flávio de armação com Vorcaro e pedem investigação da PF
Foto: Reprodução site revista Veja

As revelações feitas pela revista Veja na noite desta quinta-feira (8), de que o banqueiro Daniel Vorcaro teria liberado dinheiro para um documentário sobre o presidente Lula, levou os advogados da campanha do PT a apresentarem um pedido de investigação urgente da Polícia Federal. 

 

Os advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida querem que a PF investigue uma possível articulação entre Vorcaro e pessoas ligadas à campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL). Os advogados dizem ter recebido informações de que Vorcaro teria sido estimulado a prestar um depoimento envolvendo o financiamento de um documentário sobre Lula, dirigido pelo cineasta Oliver Stone.

 

De acordo com o site ICl Notícias, o pedido de investigação seria para apurar uma tentativa de interferência no segundo turno da campanha presidencial. Os advogados da campanha do PT relatam à Polícia Federal que um HD contendo depoimento atribuído a Vorcaro teria sido entregue a terceiros com acusações contra adversários políticos de Flávio Bolsonaro, integrantes do governo Lula e ministros de Estado. 

 

A representação da campanha petista, à qual o site ICL Notícias teve acesso, afirma que as acusações não teriam respaldo em provas e fazem parte de uma estratégia para desviar o foco das investigações do Banco Master. Os próprios autores esclarecem, porém, que não tiveram acesso à gravação divulgada pela revista Veja e pedem à PF que confirme sua existência, conteúdo e origem. 

 

A suspeita ganhou relevância após a divulgação de que Vorcaro, preso preventivamente desde março, estaria negociando uma entrevista exclusiva com emissoras de televisão. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, intermediários do banqueiro procuraram a Globo, enquanto a Record também demonstrou interesse. 

 

A preferência seria pela emissora que oferecesse maior tempo de exibição. Qualquer gravação dentro da unidade prisional dependeria de autorização judicial.

 

Em declaração à Folha de S.Paulo, Marco Aurélio, coordenador do Prerrogativas e integrante da coordenação da campanha de Lula, afirmou ter recebido informações de que as negociações entre Vorcaro e a campanha de Flávio Bolsonaro envolvem o relaxamento da sua prisão e a de seu pai, Henrique Vorcaro.

 

Marco Aurélio também negou que a produção tenha recebido recursos de Vorcaro e afirmou que a suposta acusação buscaria estabelecer uma comparação com os repasses destinados ao filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. De acordo com a revista Veja, Vorcaro alega que deu dinheiro de forma “errada” para o documentário produzido pelo cineasta Oliver Stone, em 2024. 

 

“E aí tem o negócio do filme também. O cara pede para colocar dinheiro no filme do Lula. Tudo no… (inaudível). O filme do Lula eu coloquei acho que até mais, eu acho que dá até mais. Só o que o do Lula foi por fora, foi errado. O do Flávio não foi, porque foi patrocínio, foi patrocínio normal”, afirma Vorcaro na gravação apresentada pelo site da revista Veja.
 

PF aponta que Vorcaro financiou startup de filha de Otto Alencar e negociou arte com aliado de Wagner
Fotos: Reprodução / PF / Agencia Brasil

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, financiou uma startup pertencente a Isadora Alencar, filha do senador Otto Alencar (PSD). Além das operações financeiras, informações apuradas indicam que o empresário também negociou obras de arte com um aliado do senador baiano Jaques Wagner (PT).

 

Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, as interações financeiras e comerciais constam em apurações recentes sobre a rede de contatos e negócios mantida pelo ex-controlador do Banco Master no meio político e empresarial.

 

A apuração indica que a B3 (Bolsa de Valores do Brasil) alertou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) em três oportunidades sobre incompatibilidades nos valores custodiados pela empresa de Isadora junto ao Banco Master.

 

Entre outubro e novembro de 2024, os relatórios apontaram mais de R$ 9 milhões em ativos custodiados no Master sob titularidade da startup, montante considerado incompatível com o porte e o patrimônio estimado da pessoa jurídica. Em setembro de 2025, período posterior ao veto do Banco Central à compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB), um novo alerta registrou R$ 2,8 milhões sob custódia da instituição.

 

Registros de mensagens mostram que o primeiro contato de Isadora ocorreu em setembro de 2024, intermediado por um advogado próximo à família. Nas conversas, a empresária celebra a abertura de conta, a assinatura de contratos e os repasses do banco, enquanto Vorcaro sugere a aplicação do recurso em títulos CDB com liquidez para facilitar movimentações futuras.

 

Em outra frente de mensagens, a Polícia Federal identificou diálogos entre Vorcaro e Guilherme Sodré, conhecido como "Guiga". Apontado pela PF como homem de confiança e articulador de Jaques Wagner, Guiga é pai do secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Sodré, enteado do parlamentar petista.

 

As conversas mostram Guiga negociando com o ex-banqueiro a aquisição de quadros de pintores renomados, como "Ouro Preto", de Alberto da Veiga Guignard, e "Casamento na Roça", de Cândido Portinari. Além das ofertas de obras de arte e convites para visitação de galerias, Guiga repassou a Vorcaro o número de telefone de Jaques Wagner em agosto de 2024.

 

O senador Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado em junho de 2024 após desdobramentos da operação e foi reeleito ao cargo parlamentar no início de outubro de 2026.

 

OUTRO LADO
Em nota, Isadora Alencar declarou que as movimentações financeiras citadas referem-se a um empréstimo regular obtido dentro das normas legais e operacionais do mercado. Afirmou ainda que as conversas tinham teor estritamente profissional e que a Ecoari atua com transparência, integridade e governança.

 

A defesa de Jaques Wagner, representada pelo advogado Pablo Domingues, reiterou que o senador não tem relação com Daniel Vorcaro e jamais atuou em benefício do Banco Master. A defesa destacou que não houve conversa direta na ocasião do envio do contato e que o parlamentar não pode responder por diálogos mantidos entre terceiros.

 

O senador Otto Alencar declarou anteriormente não ter mantido encontros com Vorcaro. Procurados novamente pela reportagem, nem Otto nem Guiga Sodré enviaram novos posicionamentos.

Preso, cunhado de Vorcaro afirma ter informações reveladoras sobre autoridades
Foto: Reprodução / YouTube / PrimoCast

Preso há sete meses e sem ver os filhos, Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, afirmou a interlocutores que o visitam na prisão que já não quer mais ficar calado.

 

Ele declara que tem sido vítima de notícias e pretende revelar informações importantes sobre autoridades.

 

Zettel foi preso na Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao banco de Vorcaro. Ele administrava a Igreja da Lagoinha, que entrou na mira dos investigadores por movimentar recursos acima de seu faturamento.

 

Ele tentou fazer delação premiada em abril, para corroborar o que Vorcaro também delataria, mas a tentativa de ambos foi rechaçada pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

 

Na época, o então advogado dele, Celso Villardi, chegou a se reunir com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, na tentativa de fazer a colaboração deslanchar. Sem sucesso.

Hacker de Vorcaro pede soltura ao STF e acena com proposta de delação à PF
Foto: Reprodução

A defesa de Victor Lima Sedlmaier, investigado por suspeita de integrar um grupo de hackers vinculado ao empresário Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação de sua prisão preventiva. A petição encaminhada ao relator do processo, ministro André Mendonça, formalizou o interesse do investigado em prestar um novo depoimento à Polícia Federal para prestar esclarecimentos e colaborar com as apurações em andamento.

 

Segundo informações da CNN Brasil, o investigado é apontado pelas autoridades como integrante de um grupo denominado "Os Meninos", que atuaria na execução de ataques cibernéticos, invasões de dispositivos eletrônicos, derrubada de perfis digitais e monitoramento ilegal de alvos. Victor foi detido em 16 de maio após desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), decorrente de deportação dos Emirados Árabes Unidos, onde era procurado no âmbito da 6ª fase da Operação Compliance Zero.

 

Na manifestação submetida à Corte Suprema, os advogados sustentam que o cliente está à disposição da Polícia Federal e do Ministério Público Federal para detalhar os fatos. Embora ressaltem que a iniciativa não se trata formalmente de um acordo de delação premiada ou confissão, a defesa sinalizou abertura para tratativas reservadas caso as autoridades policiais ou o órgão ministerial manifestem interesse em negociar termos de cooperação.

 

Entre os fundamentos jurídicos apresentados para a concessão da liberdade, a defesa argumentou a necessidade de reavaliação periódica do decreto prisional, cujo prazo legal de 90 dias já transcorreu. Os defensores alegaram ainda a mitigação de riscos à instrução criminal, uma vez que dispositivos eletrônicos, mídias de armazenamento e documentos do investigado já foram apreendidos e submetidos à perícia oficial.

 

Subsidiariamente, caso o pedido de soltura plena não seja acolhido pelo relator, a defesa solicitou a substituição da custódia cautelar por medidas alternativas, tais como o uso de tornozeleira eletrônica, a entrega do passaporte com proibição de ausentar-se do país e o comparecimento periódico em juízo.

Vorcaro queria montar uma superbet com Huck, Anitta e Gusttavo Lima, e teve caso com Yasmin Brunet, diz Veja
Foto: Reprodução Redes Sociais

A Polícia Federal tem em seu poder mensagens extraidas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro que mostram que ele planejava se tornar dono da “maior de todas as bets” no país. Segundo a coluna “Radar” da revista Veja, que chega às bancas nesta sexta-feira (2), Vorcaro listou nas mensagens quem seriam seus supostos parceiros para essa superbet: “Fechei já Anitta, Gusttavo Lima, Luciano Huck e Globo”, diz a revista. 

 

As conversas mostram também que Daniel Vorcaro falava com interlocutores sobre um projeto para montar um cassino em São Paulo, em parceria com o Hard Rock Café, na área do Jockey Club. A ideia era lucrar 1 bilhão de dólares ao ano: “Compramos os terrenos ali todos. Meio da cidade. Casa de shows e cassino físico. Turma do Hard Rock louca já “, disse o banqueiro a um amigo.

 

Outra conversa de Vorcaro que foi revelada pela revista Veja tem como interlocutor o próprio Luciano Huck, que teria oferecido ao banqueiro a possibilidade de fazer negócios no Familhão, um clube de benefícios por assinatura mensal associado ao apresentador. O sócio de Huck procurou Vorcaro, mas não há sinal de desfecho do negócio. 

 

Além do apresentador da Globo, nas conversas do celular de Vorcaro analisadas pela Polícia Federal há mensagens trocadas entre o banqueiro e o cunhado Fabiano Zettel, discutindo um pagamento de R$ 3,3 milhões a João Silva, chamado por eles de “faustinho” no chat. João é filho de Fausto Silva e apresenta um programa no SBT. 

 

A coluna Radar ainda expõe mensagens obtidas pela PF que mostram que a atriz e modelo Yasmin Brunet teve uma “discreta amizade” com Daniel Vorcaro. A revista Veja afirma que Vorcaro bancava apartamentos, voos privados, festas e toda sorte de pedidos da modelo. 

 

“Em um determinado momento, a beldade começa a reclamar da falta de retorno às mensagens dela”, diz a nota de Radar, sobre o fim da relação entre os dois. A revista diz ainda que Vorcaro explicou o assunto a um amigo: “Tô fugindo dela igual diabo foge da cruz”. 

Mensagens revelam conversas de Vorcaro com Ronaldo Fenômeno e empréstimo ao Cruzeiro
Foto: Divulgação

Mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, revelam conversas com o ex-jogador Ronaldo Fenômeno, envolvendo um pedido de ajuda financeira para o Cruzeiro em 2024, período em que o penta ainda controlava a SAF do clube mineiro. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (2) pela revista Veja.


De acordo com as mensagens, Ronaldo procurou Vorcaro em março daquele ano após a eliminação do Cruzeiro na Copa do Brasil. O ex-jogador explicou que o resultado havia retirado do planejamento uma receita esperada pelo clube e provocado uma necessidade de caixa.


"Irmão, tudo bem? [...] Preciso de uma ajuda tua. Como fomos eliminados da Copa do Brasil, deixamos de ter um dinheiro que contávamos e estamos apertados para fluxo de caixa. Gabriel Lima, CEO do Cruzeiro, está indo para Londres. Ele pode te encontrar e explicar melhor essa operação", escreveu Ronaldo. 


Vorcaro respondeu que trataria do assunto com o dirigente. Dias depois, Ronaldo voltou a procurar o banqueiro para agradecer pela operação.


"Amigo, o empréstimo saiu lá para o Cruzeiro! Muito obrigado, irmão!”, escreveu o ex-jogador. 


RELAÇÃO ENTRE RONALDO E VORCARO
As mensagens também indicam uma relação pessoal entre os dois. Ronaldo e Vorcaro se tratavam como “irmão” e “amigo” e mantinham conversas sobre viagens, festas e eventos sociais dentro e fora do Brasil. 


Em outro momento, Vorcaro convidou Ronaldo para uma viagem a Londres. O ex-jogador afirmou que não poderia participar porque estaria em Miami a trabalho, mas demonstrou interesse em outros encontros futuros.


Segundo a Veja, Ronaldo também teria ajudado Vorcaro em situações pessoais, como na obtenção de acessos VIP para uma partida do Inter Miami, através de contatos com David Beckham, além de facilitar conexões em Ibiza. 

VÍDEO: Janja daria “tanta porrada” se me chamassem para orgias de Vorcaro, diz Lula
Foto: Reprodução / TV Lide / Flow Podcast

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou as suspeitas de fraude financeira envolvendo Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, durante entrevista concedida ao apresentador Igor 3K, do Flow Podcast. A gravação ocorreu no Palácio da Alvorada, em Brasília, e foi transmitida na quinta-feira (1º).

 

Veja o momento: 

 

Na ocasião, Lula declarou que a primeira-dama Janja daria “porrada” se o chamassem para festas associadas a Vorcaro. Durante a conversa, o chefe do Executivo também associou o senador Flávio Bolsonaro (PL) ao desdobramento do caso do Banco Master.

Roberto Justus cobrou Daniel Vorcaro por impasse de R$ 143 milhões e cogitou recuperação judicial da SteelCorp
Fotos: Reprodução / Agencia Brasil

Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, revelam que o empresário Roberto Justus fez sucessivas cobranças por aportes financeiros e pela regularização de investimentos na SteelCorp, empresa da qual é sócio. Nas conversas, Justus chegou a mencionar a possibilidade de pedir a recuperação judicial da companhia para proteger a operação diante dos impasses no caixa.

 

Em 21 de dezembro de 2024, Justus externou sua frustração com a falta de retorno do ex-banqueiro: “Em 40 anos como empresário, nunca tive tanta dificuldade em falar ou ter retorno como tenho com você”. As cobranças continuaram nos meses seguintes, com alertas sobre obrigações de curto prazo e a queixa de que os aportes ainda figuravam como dívida no balanço, em vez de serem convertidos em participação societária.

 

Em setembro de 2025, o empresário pressionava o então controlador do Banco Master para converter os recursos aplicados na companhia em participação acionária. O impasse envolvia R$ 143 milhões em notas comerciais. Justus afirmou que, se o montante continuasse registrado como dívida, não restaria alternativa a não ser recorrer à recuperação judicial.

 

As mensagens também expuseram a delicada situação financeira da SteelCorp naquele momento. Justus afirmou que a empresa estava incapaz de honrar compromissos financeiros anteriores ou obter novos financiamentos, apontando um passivo elevado e patrimônio líquido negativo. Contudo, as conversas não demonstram que a companhia tenha efetivamente feito o pedido de recuperação judicial.

 

Diante do cenário, Justus propôs converter as notas comerciais em uma participação de 30% na SteelCorp, prevendo a futura recompra dessa fatia societária por R$ 130 milhões ao longo de cinco anos, com correção pelo IPCA. Registros das mensagens não indicam que essa recompra tenha sido concluída.

 

Mais tarde, em janeiro de 2026, Justus afirmou à Folha de S.Paulo ter realizado um aporte de R$ 300 milhões na SteelCorp, assumindo 90% do controle da companhia.

 

Segundo o empresário, a capitalização permitiu solucionar os passivos que deveriam ter sido liquidados originalmente com os recursos relacionados à operação com Vorcaro. Em nota oficial enviada anteriormente, a assessoria de Roberto Justus informou que o objetivo das tratativas era encerrar a relação empresarial e preservar a SteelCorp, o que de fato ocorreu. 

 

A nota ressaltou ainda que Justus se sentiu desconfortável com o processo e resolveu o tema antes da liquidação do Banco Master e da posterior prisão de Vorcaro. As informações foram confirmadas pelo portal Poder 360.

Eduardo diz que ‘corrupção ou as orgias do Vorcaro’ são ‘o de menos’ comparadas ao 8 de Janeiro
Foto: Reprodução / Youtube via EDUARDO BOLSONARO

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro minimizou, em vídeo publicado em seu canal oficial no YouTube na quarta-feira (30), a gravidade das acusações envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master. Na declaração, ele comparou o caso às penas aplicadas a envolvidos nos ataques de 8 de Janeiro de 2023.

 

Ao comentar a saída de uma mulher que cumpriu pena por envolvimento nos atos, Eduardo afirmou que, diante das condenações relacionadas ao 8 de Janeiro, as acusações envolvendo Vorcaro seriam de menor gravidade. “Eu acho que, comparado a isso, até a corrupção ou as orgias do Vorcaro, isso é o de menos, gente, R$ 200 milhões é o de menos”, afirmou.

 

Eduardo também criticou as prisões de envolvidos nos ataques de 8 de Janeiro e afirmou que, na avaliação dele, essas pessoas não deveriam ter sido detidas. O ex-deputado ainda citou integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) ao afirmar que movimentos de esquerda teriam cometido crimes mais graves.

 

O irmão de Eduardo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso envolvendo o antigo Banco Master. As apurações envolvem suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas. Uma das propostas de Flávio é conceder anistia aos condenados pelo STF pelos ataques de 8 de Janeiro.

 

CONFIRA O VÍDEO:

Em oitiva à PF, Daniel Vorcaro nega comando de grupo de intimidação e rejeita acusações
Foto: Reprodução / PF

Em interrogatório prestado à Polícia Federal no âmbito da apuração sobre o grupo conhecido como "A Turma", o empresário e dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, refutou qualquer ordem para a prática de atos agressivos. Durante a oitiva, o executivo afirmou que as conversas gravadas contendo termos como "ir para cima" de opositores representavam apenas "desabafos", assegurando que nenhuma pessoa sofreu violência por suas determinações.

 

Por meio de nota oficial, os advogados Sergio Leonardo, Daniel Bialski e Engels Muniz, responsáveis pela defesa do banqueiro, reiteraram a posição de seu cliente. "O investigado jamais praticou, determinou ou se envolveu em qualquer ato de violência, intimidação, perseguição ou ameaça contra quem quer que seja, fato que é reconhecido nos autos pelos próprios investigadores e pelas testemunhas já ouvidas", assinala o comunicado.

 

A equipe jurídica complementou que "após 8 meses de investigações, não há nenhuma vítima dos supostos fatos citados na portaria inaugural do Inquérito Policial". A sessão de depoimentos desta quarta-feira também contou com a oitiva do pai do banqueiro, o empresário Henrique Vorcaro.

 

Ambos se encontram sob prisão preventiva e prestaram esclarecimentos à corporação por meio de transmissão remota: Daniel falou a partir do 19º Batalhão da Polícia Militar (PM-SP) (conhecido como "Papudinha"), no Distrito Federal, enquanto Henrique depôs do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, localizado em Contagem (MG).

 

ENTENDA ‘A TURMA’

De acordo com as investigações policiais, obtidas pelo jornal O Globo, "A Turma" operava mediante pagamento mensal aproximado de R$ 400 mil para executar vigilância, levantamento de informações privadas e abordagens intimidadoras contra indivíduos contrários aos negócios do Banco Master.

 

Os relatórios da Polícia Federal detalham a atuação do grupo com base no material colhido dos aparelhos celulares do executivo.

 

Entre os episódios citados, um diálogo de agosto de 2024 mostra um interlocutor identificado como Mourão prevendo reunião com "A Turma" para definir "medidas mais drásticas" em relação a Vladimir Joelsas Timerman, fundador do fundo Esh Capital e crítico público do banqueiro. Na ocasião, Vorcaro orientou: "E contra o advogado tb".

 

Em mensagem posterior, ao ser indagado sobre os ajustes para a operação, o banqueiro indicou que seria necessário enviar "A Turma" até a capital paulista para "matar esses negócios". Os documentos policiais não chegam a confirmar se tais ações saíram do papel.

 

Em outro momento, Vorcaro reagiu ao tomar conhecimento de um mandado judicial de busca e apreensão que atingia sua instituição financeira. "Esse depravado do Vladimir pede busca e apreensão e a Justiça deu ouvidos", reclamou. Mourão respondeu informando que o grupo já estava a postos, aguardando apenas a validação do banqueiro.

 

A apuração indica ainda reações a postagens sobre um pedido de falência do banco. Mourão identificou a titularidade da linha telefônica como pertencente a Daniel Marinelli Meira e questionou se a orientação era para que o grupo "fosse pra cima" do indivíduo, obtendo a concordância de Vorcaro. Em seguida, Mourão perguntou se deviam aplicar "apenas um susto ou outra ação".

 

As conversas registram também ordens ligadas à publicação de matérias jornalísticas. Em outubro de 2024, ao encaminhar uma reportagem, Vorcaro ordenou: "Esse tem que derrubar". Logo depois, completou: "E mandar turma PF atrás". Como resposta, Mourão relatou ter acionado hackers vinculados ao grupo "Os Meninos" e informado que se deslocava para encontrar "A Turma".

 

Outro caso envolve a abordagem a ex-colaboradores na cidade de Angra dos Reis (RJ), em que o executivo e Mourão avaliaram se o envio de policiais ou de "bicheiros" surtiria maior efeito. "Polícia às vezes não vai intimidar tanto", ponderou Vorcaro. Diante da oferta de mobilizar agentes do Rio de Janeiro, o banqueiro sugeriu dar um "sacode" prévio em Leandro Garcia como forma de amedrontar Luis Felipe Woyceichoski. Um dos policiais do grupo respondeu: "Sabe que com a gente não tem moleza".

 

Ademais da atuação contra opositores, os relatórios da Polícia Federal apontam que "A Turma" era acionada para obter dados sigilosos sobre investigações em andamento na própria PF, no Ministério Público Federal e na Polícia Civil do Estado de São Paulo que envolvessem o banqueiro, seus parentes ou suas empresas.

Mensagens revelam que Hugo Motta utilizava casa de Daniel Vorcaro em Brasília
Foto: Lula Marques - Agência Brasil / Divulgação

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), teria um acordo com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para utilizar a casa do banqueiro em Brasília. Mensagens divulgadas pela coluna da jornalista Natália Portinari, no Uol, nesta terça-feira (29), narram que Motta costumava utilizar o imóvel quando o banqueiro não estava na capital.

 

As mensagens foram extraídas pela Polícia Federal (PF) do celular do ex-dono do Banco Master. Conforme os dados, a última visita registrada estava marcada justamente para a data em que Vorcaro foi preso no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, 17 de novembro de 2025. "À noite irei receber Hugo na casa", escreveu o funcionário que administrava o imóvel em mensagem para o banqueiro, à tarde. 

 

Vorcaro respondeu: "Ok. Me avise sempre antes." O funcionário se desculpou: "na correria aqui acabei não avisando o Sr." Segundo o Uol, a casa fica no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, e era usada por Vorcaro para receber políticos e autoridades.

 

No histórico de mensagens, é possível mapear que o acordo teria sido discutido entre Motta e Vorcaro em maio de 2025, meses após o deputado assumir a presidência da Câmara. Na conversa, enviou ao deputado o contato do funcionário que cuidava do imóvel e escreveu: “Só avisa ele se prefere uma pessoa pra servir ou se não quer ninguém na casa na hora”. 

 

Motta responde apenas: “Muito obrigado” e, segundo os registros, pede para usar o imóvel cerca de duas semanas depois. “Será que posso dar uma passada na casa hj pela hora do almoço? Mas só se vc não tiver compromisso lá”, diz o parlamentar. 

 

Vorcaro respondeu que tinha um almoço e depois iria para o aeroporto e o presidente da Câmara disse que combinaria a chegada com o funcionário, para ser avisado quando o banqueiro saísse. 

 

Depois desse acordo, as mensagens entre o dono do Master e o funcionário registram o histórico de ocasiões em que o empregado teria sido acionado para “receber Hugo” na casa. Há registros em 24 de junho, 28 de agosto, 5, 18 e 25 de setembro e 17 de novembro de 2025, dia da prisão.

 

Depois, não houve explicações sobre o que foi feito na casa. As mensagens não registram o motivo das visitas nem quem mais estava presente. 

 

Ao Uol, o presidente da Câmara disse que não iria se manifestar.

Mensagens revelam elo de Hugo Motta com Daniel Vorcaro em negócio de R$ 45 mi
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Mensagens trocadas entre o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, registram a participação do parlamentar nas tratativas para a compra de uma área de mais de 400 hectares em João Pessoa. Os diálogos, que começam em março de 2024, foram extraídos pela Polícia Federal (PF) do celular do empresário.

 

Em uma das conversas divulgadas pelo site Fatos Online, Motta afirma que a empresa responsável pelo negócio havia sido transferida para sua cunhada e menciona um “formato de sociedade” que, segundo ele, já havia sido combinado com Vorcaro. O parlamentar também pede orientação sobre os próximos passos da negociação.

 

A operação envolveu um empréstimo de pelo menos R$ 22 milhões contratado pela cunhada de Motta junto ao Banco Master. A área, onde funcionava uma fábrica de cimento, foi adquirida por R$ 45 milhões e seria utilizada para a implantação de um novo bairro na capital paraibana.

 

Os diálogos mostram ainda uma relação próxima entre Motta e Vorcaro. Na época, após informar que havia conseguido concluir as assinaturas necessárias para o negócio, o deputado agradeceu ao empresário pela “confiança e parceria”. Vorcaro respondeu dizendo que aquele seria o “início de uma parceria de vida”.

 

As mensagens também registram outros pedidos e contatos entre os dois. Em novembro, Vorcaro procurou Motta para tratar de um projeto de lei sobre carbono, enquanto o parlamentar também solicitou ao banqueiro um estudo relacionado ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

 

Em outro episódio, Motta perguntou a Vorcaro de onde sairia o avião que o levaria de Guarulhos para Brasília. O empresário respondeu que a aeronave já estaria esperando por ele.

 

Defesa
Procurado, Hugo Motta afirmou que os diálogos não indicam qualquer ilícito e negou ter mantido relação de interesse ou favorecimento com Vorcaro. O presidente da Câmara disse que mantém contato com representantes do empresariado em razão de sua atuação parlamentar.

 

Motta também afirmou que o empréstimo realizado pela empresa privada junto ao Banco Master ocorreu antes de ele ter conhecimento das investigações posteriormente divulgadas sobre o banco e seu proprietário. Ele declarou confiar nos órgãos responsáveis pela apuração.

Em entrevista, Lula disse que não sabe se recebeu uísque de Vorcaro, mas que, "se ele me deu, eu já bebi"
Foto: Reprodução Youtube

Perfis de direita e candidatos às eleições principalmente do PL estão viralizando um recorte da entrevista concedida beste domingo (27) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao programa Canal Livre, da Band, em que ele fala sobre o uísque que supostamente teria sido enviado a ele pelo banqueiro Daniel Vorcaro. 

 

O entrevistador do Canal Livre pergunta a Lula sobre uma conversa extraída do celular do dono do Banco Master, em que o advogado Walfrido Warde, em janeiro de 2025, diz ter estado com o presidente, e que ele teria pedido para agradecer pelo envio de um uísque.

 

“Você nunca foi lobista? O lobista fala ´bom dia´ para você e ele já fala que dormiu com você” – disse Lula.

 

Ao ser questionado especificamente sobre ter recebido ou não um uísque do advogado Walfrido Warde a pedido de Daniel Vorcaro, o presidente não confirmou, nem tampouco negou.

 

“Se me deu uísque, já bebi também. Eu não fico contando quem me dá uísque. Eu ganho muita coisa, lembrança. Não sei se deu. Mas, se deu, já bebi. Pode ficar certo”, disse Lula.

 

Nas conversas do celular de Daniel Vorcaro extraídas pela Polícia Federal, o advogado Walfrido Warde, em 22 de janeiro de 2025, afirmou que o presidente havia agradecido novamente por um uísque e mandado um abraço ao banqueiro.

 

“Querido, estive com o PR [presidente da República] hoje. Ele me perguntou se você estava bem e mais tranquilo. Eu lhe disse que sim. Ele agradeceu mais uma vez o uísque e mandou um abraço. Outros detalhes eu conto pessoalmente”, escreveu Warde. Vorcaro respondeu à mensagem com um emoji de coração. 

 

A Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência, porém, negou que Lula tenha recebido qualquer presente de Vorcaro. O órgão também afirmou que o presidente não enviou recado ao ex-dono do Master. Warde atuava na defesa de Vorcaro e do Banco Master em processos na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e no Tribunal de Contas da União (TCU).

Vorcaro tinha grande coleção de ensaios de prostitutas e organizou festa com famoso deputado baiano, diz revista
Foto: Reprodução Redes Sociais

Mensagens e informações extraídas pela Polícia Federal do celular do banqueiro Daniel Vorcaro revelam que ele possuía uma vasta coleção de ensaios de garotas de programa e “produtoras de conteúdo adulto”. A informação foi dada pela coluna Radar, da revista Veja, que chegou às bancas nesta sexta-feira (25). 

 

Segundo o colunista Robson Bonin, o conteúdo do celular mostra que Vorcaro gastava altas somas de dinheiro com garotas de programa. O banqueiro também promovia numerosas festas que contavam com a presença de autoridades dos três poderes em Brasília.

 

Diz a coluna Radar que um “famoso deputado baiano” pediu a Daniel Vorcaro que organizasse uma suruba em São Paulo, no início de 2024. “Organiza a confusão que eu já soube que você é o melhor”, teria dito o deputado baiano ao banqueiro. 

 

Vorcaro se fez de humilde diante do reconhecimento do parlamentar: “Sou aprendiz, mas fazemos algo legal”, disse ao deputado, que prometeu levar um colega alagoano com ele. “Vou chamar. Ele adora!”, teria dito o dpeutado baiano, conforme afirma a revista.

 

Outra revelação extraída das mensagens do celular do banqueiro é a de que o ex-deputado petista José Dirceu usava mensagens temporárias para conversar com Vorcaro. Essas conversas não deixaram rastro, portanto.  

Por placar 5 a 4, MPF indefere pedido de investigação contra Paulo Gonet no caso Banco Master
Fotos: Reprodução / Agência Brasil / PF

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CS-MPF) decidiu nesta sexta-feira (25), por 5 votos a 4, indeferir e arquivar o pedido de apuração preliminar contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sobre suas ligações e sua atuação nos processos do Banco Master que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Com esse resultado, o colegiado negou o prosseguimento das investigações preliminares decorrentes de representações formuladas a partir de desdobramentos da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras e conexões políticas ligadas à instituição bancária.

 

A rejeição da abertura de inquérito ocorre em consonância com a deliberação na qual o CSMPF formou unanimidade de 9 a 0 contra o afastamento de Paulo Gonet da condução dos processos do Banco Master. Paralelamente, a PGR dispõe do prazo de cinco dias para apresentar manifestação sobre os requerimentos pendentes das investigações do Banco Master e do INSS.

 

Para a deliberação, o conselho avaliou materiais reunidos em procedimentos da Polícia Federal. Entre as provas anexadas ao procedimento figuram uma imagem em que o procurador-geral aparece à mesma mesa que o banqueiro Daniel Vorcaro, além de trocas de mensagens em que Gonet declara sentir "saudades" e chama o empresário de "máquina".

 

O resultado final de 5 a 4 pela não abertura do procedimento refletiu divergências internas do conselho. Entre os conselheiros que votaram de forma favorável à apuração preliminar esteve o subprocurador José Adonis Callou de Araújo Sá.

MPF forma maioria contra afastamento de Paulo Gonet em processos do Banco Master
Fotos: Reprodução / Agência Brasil / Agência Senado

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) alcançou maioria de 5 a 0, nesta sexta-feira (25), contra o afastamento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, dos processos atrelados ao Banco Master que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

O resultado garante a manutenção da função exercida por Gonet frente aos casos. Votaram de forma contrária ao afastamento do procurador-geral os subprocuradores-gerais Francisco Sanseverino, Celso de Albuquerque Silva, Janice Agostinho Barreto Ascari, Samantha Chantal Dobrowolski e Alexandre Camanho.

 

Em relação à análise de uma notícia de fato que contesta a atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) na condução das ações relacionadas à instituição financeira no STF, o colegiado registra um empate de 3 a 3 sobre a abertura de procedimento investigatório. As informações foram confirmadas pelo G1. 

 

O relator, Francisco Sanseverino, e os conselheiros Celso de Albuquerque Silva e Alexandre Camanho de Assis votaram pelo arquivamento do pedido de investigação. Janice Ascari e Samantha Chantal Dobrowolski divergiram e defenderam a designação de um subprocurador-geral da República para aprofundar a análise.

 

Fachin determina que PGR analise pedidos pendentes em investigações do Banco Master e do INSS

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (25) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre os pedidos pendentes no âmbito das investigações relativas ao Banco Master e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

 

A decisão estabelece o prazo de 5 dias para que o órgão analise a pertinência, a necessidade e a adequação das medidas solicitadas pelas partes, além de avaliar o eventual impacto dessas providências sobre o andamento dos inquéritos em curso. Após o envio do parecer da PGR, os processos retornarão ao gabinete da presidência do STF.

 

O despacho de Fachin ocorre em meio a indefinições procedimentais sobre a condução dos casos, como a dúvida sobre se o presidente da Corte deliberaria de forma direta sobre os requerimentos ou se devolveria os processos ao ministro André Mendonça. Com a medida, o ministro decidiu submeter previamente as solicitações ao posicionamento do Ministério Público Federal (MPF) antes da tomada de novas deliberações.

 

Segundo informações confirmadas pelo portal G1, ainda não há definição sobre os desdobramentos do caso após a manifestação da PGR ou sobre a atribuição definitiva da relatoria dos processos.

 

A determinação abrange pedidos de revogação de prisão preventiva formalizados por defesas de investigados no caso do Banco Master, além de requerimentos da Polícia Federal para a prorrogação de prazos de inquéritos. Entre os investigados que solicitaram a revogação de prisão estão:

  • Daniel Vorcaro;

  • Henrique Vorcaro;

  • Felipe Vorcaro;

  • Rodrigo Franco;

  • Marilson Roseno da Silva;

  • Fabiano Zettel;

  • Daniel Monteiro;

  • Sebastião Monteiro Junior.

 

A Polícia Federal também requereu a extensão dos prazos para dar continuidade às diligências das apurações.

Janja pede a palavra em comício, chama senador de "Flávio Vorcaro" e diz que ele não explicou dinheiro para "Dark Horse"
Foto: Reprodução Youtube

Em um evento de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Maceió, na noite desta quinta-feira (24), a primeira-dama Janja, ao pedir a palavra, chamou o candidato Flávio Bolsonaro de “Flávio Vorcaro”. Janja fez diversas associações do senador do PL ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

 

Além de Lula, o evento na capital de Alagoas reuniu o ex-ministro Renan Filho (MDB), candidato ao governo, o senador Renan Calheiros (MDB), que concorre à reeleição, e o também candidato ao Senado Dr. Wanderley (MDB).

 

Ao falar no evento, Janja disse que Flávio ainda não explicou os recursos negociados para o filme “Dark Horse”, e afirmou também que no senador seria votar em Vorcaro. 

 

“Nós estamos vivendo um momento muito decisivo na nossa história. Daqui a poucos dias, milhões de brasileiros e brasileiras como vocês estarão diantes das urnas decidindo o futuro de todos nós. Diante das urnas, vamos escolher entre Flávio Vorcaro… opa, peraí. Flávio… desculpa aí, errei. Flávio… é, então, entre aquele lá e Luiz Inácio Lula da Silva“, disse Janja”.

 

A primeira-dama também acusou o candidato do PL de usar os recursos repassados por Daniel Vorcaro para sustentar familiares no exterior e mencionou suspeita de lavagem de dinheiro. 

 

“Em breve, vamos escolher entre quem até agora não explicou nada sobre os R$ 139 milhões que recebeu do Vorcaro. Roubado dos aposentados do Rio, do Amapá e de Brasília. Nós vamos escolher entre essa pessoa e quem reconstruiu o Brasil, que estava destruído pela familícia, pela familícia Bolsonar”, disse.

 

“E eu quero falar uma coisa: esse dinheiro não é privado não, seu Flávio Bolsonaro. Esse dinheiro é lavagem de dinheiro para sustentar a sua família e o seu irmãozinho lá nos Estados Unidos”, completou a primeira-dama.
 

Relator vota contra investigação sobre atuação de Gonet no caso Master
Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado

O subprocurador-geral da República, Francisco Sanseverino, votou nesta sexta-feira (25) contra a abertura de uma investigação sobre a conduta do procurador-geral, Paulo Gonet, em relação a Daniel Vorcaro.

 

Sanseverino, relator do processo no Conselho Superior do Ministério Público Federal, também se opôs a declarar Gonet impedido ou suspeito no caso. Ele destacou a ausência de indícios que justifiquem a investigação e que não foram encontradas conversas diretas entre Vorcaro e Gonet, além de o ex-banqueiro não ter o contato do PGR.

 

"Desde logo, eu voto pelo indeferimento do pedido de designação de subprocurador-geral da República para conhecer a documentação antes mencionada. É necessário existir elementos mínimos de materialidade de autoria dos fatos", afirmou.

 

O relator observou que qualquer pedido de impedimento de Gonet nos processos do STF deve ser feito diretamente à corte. A análise do caso começou às 10h, sem a presença de Gonet. 

 

 

Jaques Wagner responde a acusações de pagamentos de Vorcaro e chama delação de “falsa e oportunista” 
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O senador e candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT), respondeu a acusações de que teria recebido pagamentos mensais do Banco Master por supostas vantagens indevidas relacionadas à operação do cartão de crédito consignado Credcesta, na Bahia. Em um vídeo publicado nesta sexta-feira (25), o parlamentar chama as declarações, divulgadas por meio de uma reportagem do Uol, de “falsas e oportunistas”. 

 

 

A pouco mais de uma semana do pelito eleitoral, marcado para o dia 4 de outubro, a reportagem do Uol narra que o acordo entre o ex-líder do governo Lula no Senado e o Master teria sido revelado nos anexos de uma proposta de delação de Daniel Vorcaro. 

 

Sobre isso, Wagner afirma que “mais uma vez estão tentando envolver o meu nome com o escândalo do Banco Master”. “São declarações completamente falsas e oportunistas, criadas para interferir nas eleições. Na eleição de 2018, também inventaram mentiras. Eu me elegi e minha inocência ficou provada. Agora, vai acontecer o mesmo. Dessa vez inventaram sociedades e contratos falsos. São mentiras deslavadas. Eu nunca tive relação com o senhor Daniel Vorcaro”, reafirma o senador. 

 

Ao falar da eleição de 2018, o ex-governador da Bahia cita uma investigação da Polícia Federal, nomeada “Cartão Vermelho”, em que ele foi investigado por suposta participação em um esquema de fraudes em licitações, superfaturamento e desvio de verbas públicas nas obras de reconstrução da Arena Fonte Nova, em Salvador.

 

O candidato a reeleição reitera que “nunca tive relação com o senhor Daniel Vorcaro” e cita ainda que, em sua postura pública na Casa Alta do Congresso, nunca agiu em favor do banqueiro. “No Senado, assinei a criação da CPI do Máster e propus limitar juros para proteger os consumidores, justamente o contrário dos interesses do banco. Eu nunca atuei a favor do banco. Eu votei contra o aumento do limite do Fundo Garantidor de Crédito. A Bahia, trabalhadores e empresários me conhecem”, garante. 

 

Ainda em seu posicionamento oficial, Jaques defende que “a verdade” irá vencer e destaca a importância do momento para a reta final das eleições. “A verdade sempre vence. Estamos chegando à reta final da campanha, percorrendo o nosso estado, sentindo o calor e o carinho das ruas, mostrando tudo que já fizemos e o que ainda vamos fazer pela Bahia e pelo Brasil”, ressalta. 

 

“Humildade, muito trabalho e fé em Deus, tenho segurança que Lula, Jerônimo, Rui e eu seremos eleitos e seguiremos trabalhando para que o Brasil e a Bahia continuem avançando. Muito obrigado”, completa o candidato.

Dino determina que PF investigue interferências do Ministério da Fazenda no caso Master em 2022
Foto: Divulgação / ANESP

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que a Polícia Federal (PF) inicie uma investigação sobre possíveis crimes e interferências inadequadas na atuação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), vinculada ao Ministério da Fazenda, no caso do Banco Master.  A decisão se baseia em um relatório que revelou fragilidades estruturais na autarquia e falhas na investigação de denúncias sobre possíveis irregularidades associadas ao banco.

 

O relatório foi elaborado por um grupo de trabalho da CVM e apresentado nos autos da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7791, na qual o ministro Flávio Dino, relator, homologou um plano emergencial de reestruturação da autarquia proposto pela União.

 

Em fevereiro de 2022, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) denunciou à CVM possíveis irregularidades no Grupo Master, incluindo problemas financeiros, inconsistências contábeis, manipulação das cotações de fundos abertos e aplicação de recursos em ativos de baixa liquidez. Essa denúncia foi classificada como anônima, sem elementos suficientes para prosseguir, e acabou arquivada.

 

No relatório resultante de uma auditoria, o grupo de trabalho da CVM identificou falhas na divulgação de informações em 73% dos 314 processos relacionados ao grupo econômico, deficiências de compliance em 32%, além de ocorrências de possíveis fraudes contra investidores, uso indevido de informação privilegiada e manipulação de mercado. O documento indica que as condutas consideradas graves receberam tratamento restrito à emissão de ofícios de alerta, sem a abertura de um processo administrativo sancionador, e que o sigilo aplicado ao caso dificultou o compartilhamento de dados entre as áreas de fiscalização.

 

Fundo funerário

O relatório também menciona que um processo administrativo apurou indícios de manipulação de preços das cotas de um “fundo funerário” pelo Banco Máxima S.A., que posteriormente passou a ser chamado de Banco Master. O procedimento foi encerrado na esfera administrativa com a celebração de um termo de compromisso aprovado pelo colegiado da CVM, no valor de R$ 2,9 milhões.

 

Em 2021, a Superintendência de Relações com o Mercado e Intermediários (SMI) enviou ao Ministério Público Federal e ao Banco Central comunicações formais sobre os fatos apurados até então. Segundo Dino, esses fatos estão conectados a elementos examinados na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1196, sob sua relatoria. No processo, que aborda a privatização de cemitérios em São Paulo (SP), foram identificados indícios de uso do fundo para a supervalorização artificial de ativos e a alocação de recursos em concessões de serviços públicos, especialmente nos setores funerário e cemiterial.

 

Possíveis irregularidades

Para o ministro, os elementos apresentados vão além da esfera de possíveis irregularidades meramente administrativas ou regulatórias. “Há indícios que configuram o dever legal de apuração de eventuais ilícitos relacionados à atuação funcional de agentes públicos vinculados à Comissão de Valores Mobiliários, assim como de autoridades de alto escalão que teriam influenciado processos decisórios na autarquia”, afirmou.

 

Determinações

A Polícia Federal deverá apresentar ao ministro, em um prazo de 60 dias, um relatório sobre as diligências realizadas, mantendo o sigilo das medidas investigativas em andamento.

 

Dino também determinou que a CVM forneça, em 72 horas, uma cópia do processo sobre as irregularidades do Master, além de informações sobre as unidades e instâncias que tiveram acesso ao expediente, os agentes responsáveis pela análise, as decisões e o arquivamento, o regime de sigilo aplicado, o compartilhamento de informações e as providências adotadas após o arquivamento.

 

 

Alcolumbre diz que mensagens que mostram intimidade entre ele e Vorcaro são "sensacionalismo barato"
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em nota enviada à imprensa por sua assessoria na noite desta quinta-feira (24), criticou a publicação feita pela revista Veja, que revela, a partir de mensagens obtidas pela Polícia Federal, uma relação de profunda amizade e intimidade entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro. Para Alcolumbre, a matéria de capa da revista é um “injusto ataque”, um exemplo de “sensacionalismo barato” que seria movido por “interesses ilegítimos”.

 

“A Revista Veja promove mais um injusto ataque ao Presidente do Congresso Nacional, dessa vez lançando mão de supostas mensagens de teor pessoal, inclusive de terceiros, que não indicam ilegalidade alguma. Esse sensacionalismo barato, movido por interesses ilegítimos, veio acompanhado da mais absoluta falta de ética da revista, que não cumpriu a regra básica de checar a informação e ouvir a parte atingida”, disse Alcolumbre na nota. 

 

A matéria da revista Veja, que chega às bancadas nesta sexta (25), revela uma série de conversas entre o presidente do Senado e o dono do Banco Master, conteúdo extraído pela Polícia Federal do telefone de Daniel Vorcaro. Uma das conversas que se tornaram públicas aconteceu na data em que Alcolumbre foi eleito para o comando da Casa, em 1º de fevereiro de 2025. 

 

Na ocasião, Daniel Vorcaro parabenizou Alcolumbre, chamando-o de amigo, desejando os “melhores anos” e sucesso na “empreitada”, de acordo com a publicação. O senador, então, respondeu: “Fala meu amor! Muito obrigado por tudo, em especial pelo seu carinho e amizade fraterna! Gratidão!”.

 

“Sou seu irmão!!! Pra vida toda!!”, completou o presidente do Senado em diálogos no fim de março do mesmo ano. Vorcaro retornou com corações e correspondeu às declarações de amizade: “E eu seu [irmão]. A qualquer tempo pra qualquer coisa. Nunca vou esquecer”. O ex-banqueiro enviou também uma sequência com cinco emojis de coração.

 

Na nota enviada à imprensa, o presidente do Senado afirma que o material mostra “supostas mensagens de teor pessoal, inclusive de terceiros, que não indicam ilegalidade alguma”. O texto diz que “o presidente do Senado não se intimidará diante de ataques, pressões ou tentativas de atingir sua honra e sua trajetória pública” e que “irá até as últimas consequências, dentro da lei, para que a verdade seja integralmente esclarecida e para que sejam identificados e responsabilizados aqueles que estiverem por trás desse ataque baixo”.

 

Confira abaixo a íntegra da nota de Alcolumbre:

 

“A Revista Veja promove mais um injusto ataque ao Presidente do Congresso Nacional, dessa vez lançando mão de supostas mensagens de teor pessoal, inclusive de terceiros, que não indicam ilegalidade alguma.

 

Esse sensacionalismo barato, movido por interesses ilegítimos, veio acompanhado da mais absoluta falta de ética da revista, que não cumpriu a regra básica de checar a informação e ouvir a parte atingida. Se fazem isso com um chefe de Poder, é de se imaginar o que estão a fazer com outros indivíduos e instituições.

 

No entanto, não conseguirá intimidar a Presidência do Congresso Nacional com esse expediente.

 

O presidente do Senado sabe de onde partiram essas falsas acusações e e quais interesses estão por trás dessa ofensiva. Não se intimidará diante de ataques, pressões ou tentativas de atingir sua honra e sua trajetória pública. Irá até as últimas consequências, dentro da lei, para que a verdade seja integralmente esclarecida e para que sejam identificados e responsabilizados aqueles que estiverem por trás desse ataque baixo.

 

Medidas judiciais serão tomadas, não só para reparação dos danos causados, mas para a reposição da verdade.

 

Assessoria de Imprensa

 

Presidência do Senado”
 

"Fala meu amor", "Sou seu irmão pra vida toda"; Mensagens mostram profunda intimidade entre Alcolumbre e Vorcaro
Foto: Reprodução Rede X

Reportagem de capa da revista Veja que chega às bancas nesta sexta-feira (25) revela um conjunto de mensagens trocadas entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o banqueiro Daniel Vorcaro. 

 

Em 1º de fevereiro de 2025, após a reeleição de Alcolumbre à presidência do Senado, Daniel Vorcaro o parabenizou. “Fala meu amor”, respondeu o senador. “Sou seu irmão. Pra vida toda”, continuou o presidente do Senado. O banqueiro respondeu: “E eu seu. A qualquer tempo pra qualquer coisa. Nunca vou esquecer”. 

 

As mensagens, segundo a reportagem da revista Veja, foram extraídas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, e revelam uma relação de longa data e de grande intimidade do senador com o banqueiro. Segundo lembra a revista, Alcolumbre ignorou pedidos de abertura de CPI sobre o caso Master, recusou questionamentos sobre visitas de Vorcaro ao Senado e evitou comentar a proximidade com o banqueiro. 

 

O acervo extraído pela Polícia Federal, de acordo com a Veja, também reúne mensagens sobre festas privadas com autoridades e mostra a proximidade entre Alcolumbre e o dono do Banco Master.

 

“Mensagens encontradas pela PF no celular de Vorcaro revelam que Alcolumbre é um amigo fraterno, um irmão, um parceiro fiel com quem o dono do Master podia contar a qualquer tempo, a qualquer hora, para qualquer coisa. Entre os dois, a intimidade ultrapassava de longe o limite da camaradagem. O senador recorria ao banqueiro até para resolver questões prosaicas, como tentar identificar a fonte de um jornalista. O banqueiro recorria ao senador quando precisava abrir certas portas. Festas e encontros privados fortaleceram essa conexão”, diz a matéria da revista.

 

No acervo em mãos da Polícia Federal há dezenas de mensagens em que são combinadas festas com a participação de renomadas autoridades. Uma delas foi organizada para atender o presidente do Congresso. Vorcaro acerta os detalhes com Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações de Jair Bolsonaro. 

 

“Aquela de 3 metros estará la, Fabio”, escreveu o banqueiro, num grupo de WhatsApp batizado de Macallan, a famosa marca de uísque escocês.  

 

“A dupla né. Foda que o Davi aprendeu a falar pelo Google tradutor e pode assustar a menina”, ironizou Faria.  

 

“Kkkkkk. Bonde do tigrão”, completou Vorcaro. 

 

O dono do Master costumava importar mulheres de outros países, especialmente da Europa, para animar as festas. Em um chat com Alcolumbre, o banqueiro repassa o endereço do evento e dá instruções ao senador: “Me avisem a hora que chegam. Vao cedo. Traje todo preto pra festa”.  

 

O comportamento do senador do Amapá era ridicularizado pelos próprios convivas. “Davi Alcolumbre de mochila bile (sic) com canudo com vodka”, comentou um deles. “Davi falou q esta com dança nova”, divertiu-se Vorcaro.
 

Flávio tentou insistentemente falar com Vorcaro nos quatro dias antes da prisão do banqueiro, revela site
Foto: Montagem com foto Agência Senado e divulgação Banco Master

Novos registros extraídos pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro revelam que o candidato a presidente Flávio Bolsonaro, nos quatro dias que antecederam a primeira prisão do dono do Banco Master, ocorrida em 17 de novembro de 2025, tentou entrar em contato com o dono do Master. As mensagens foram divulgadas nesta quinta-feira (24) pelo site do jornal Estado de S.Paulo. 

 

Segundo o jornal, que publicou os prints das conversas, em 13 de novembro o senador Flávio Bolsonaro escreveu a seguinte mensagem para Daniel Vorcaro, às 9h13: “Fala mermao! Bom dia! Pode atender?”. O banqueiro respondeu que retornaria em meia hora, entretanto, não há registro de uma ligação na conversa.

 

Já em 14 de novembro, Flávio Bolsonaro fez uma chamada de voz que não foi atendida pelo banqueiro. No dia seguinte, em 15 de novembro, Vorcaro justificou a ausência e disse que estava em trânsito. Flávio voltou a perguntar se poderia falar com ele.

 

A última tentativa ocorreu em 16 de novembro, um dia antes da prisão do dono do Banco Master. Após outra chamada não atendida, Vorcaro afirmou que estava na igreja e que ligaria quando terminasse. Pouco depois, Flávio enviou uma mensagem ao banqueiro.

 

“Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs’, escreveu o então senador, como revelou o Estadão. As quatro tentativas de contato com o banqueiro ocorreram uma a cada dia anterior à prisão dele.

 

No fim da tarde do dia seguinte, 17 de novembro, Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Ele tentava embarcar em um voo para o exterior. 

 

A prisão havia sido determinada pela Justiça Federal de Brasília em uma investigação sobre irregularidades envolvendo o Banco Master. O mandado de prisão foi expedido no início da tarde pela 10.ª Vara Federal de Brasília e seria cumprido apenas no dia 18, mas foi antecipado sob suspeita de tentativa de fuga.

 

Na reta final das investigações contra o banqueiro, em novembro de 2025, quando o senador intensificou as tentativas de contato com Vorcaro, já era público que a Polícia Federal investigava crimes envolvendo a gestão do Banco Master e havia pressão pública para que o Banco Central liquidasse a instituição de Vorcaro.

 

Anotações encontradas no celular do banqueiro indicam que ele teve conhecimento antecipado de que seria alvo de alguma medida da PF e buscava traçar um plano de fuga do País. Algumas dessas mensagens foram enviadas, segundo a Polícia Federal, ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, pedindo sua ajuda para tentar frear essas investigações. 

 

No dia 15 de novembro, por exemplo, mesmo dia em que Flávio tentou falar com banqueiro e não conseguiu, Vorcaro questionou Moraes: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”. Essas mensagens foram reveladas no início de setembro.

 

A Polícia Federal extraiu do celular do banqueiro Daniel Vorcaro um período de aproximadamente três meses de conversas com o senador Flávio Bolsonaro, no qual há menções a seis encontros entre eles. O histórico das conversas mais antigas estava apagado.

 

A extração do diálogo mostra que o contato de Daniel Vorcaro com Flávio Bolsonaro teve início no dia 16 de dezembro de 2024, quando o banqueiro adicionou o telefone do senador à sua lista de contatos. Naquele mesmo dia, o diálogo mostra uma ligação de WhatsApp perdida.

 

Duas semanas antes do início desse diálogo, Daniel Vorcaro esteve no Palácio do Planalto para um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também participou da reunião o à época indicado à presidência do Banco Central, Gabriel Galípolo. (que viria assumir o cargo no início de janeiro). 
 

Empresa que financiou filme sobre Bolsonaro recebeu verba do crime organizado, diz ministro
Foto: Reprodução / Agência Brasil

 O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (24) que a empresa "Entre Investimentos", apontada pelas investigações da Polícia Federal (PF) como intermediária de repasses para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, recebia valores originados do crime organizado.

 

"Nós estamos falando de uma administradora, de um grupo empresarial, que é o Grupo Entre, que recebia dinheiro tanto do Master quanto do crime organizado e dentro de um mesmo bolso. E esse recurso foi utilizado para ocultar patrimônio, para lavar dinheiro, para corromper", diz Durigan.

 

A manifestação do ministro ocorreu após o desdobramento da 3ª fase da Operação Carbono Oculto, promovida pela PF em conjunto com a Receita Federal, que investiga a ligação entre a máfia dos combustíveis e o esquema de precatórios do Banco Master. As informações foram confirmadas pelo G1. 

Flávio Bolsonaro ingressa no STF e acusa Lula de corrupção por suposto uísque enviado a ele por Vorcaro
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

A equipe jurídica do candidato Flávio Bolsonaro (PL) ingressou com uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (23), com a acusação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria cometido “corrupção passiva e advocacia administrativa”, após a divulgação de mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o advogado Walfrido Warde. A petição foi encaminhada ao ministro André Mendonça. 

 

O documento da campanha de Flávio Bolsonaro menciona mensagens extraídas pela Polícia Feeral do celular do dono do Banco Master, em que o advogado cita supostos presentes de Vorcaro ao presidente Lula. Para os advogados do senador, os diálogos, divulgados pelo jornal O Globo, mostram que o governo teria atuado no sentido de atender a interesses particulares do banqueiro.

 

“Querido, estive com o PR [Presidente da República] hoje. Ele me perguntou se você estava bem e mais tranquilo. Eu lhe disse que sim. Ele agradeceu mais uma vez o whisky e mandou um abraço. Outros detalhes eu conto pessoalmente”, escreveu o advogado Warde a Vorcaro em 22 de janeiro do ano passado. O ex-banqueiro respondeu com um emoji de coração.

 

No documento, a defesa do presidenciável do PL solicita que o caso seja encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e que seja instaurado um inquérito para apurar condutas que, segundo a peça, podem configurar, em tese, os crimes de corrupção passiva e advocacia administrativa.

 

“Vieram a público, em 22.09.26, por intermédio de reportagens veiculadas pelo jornal O Globo, diálogos extraídos pela Polícia Federal do aparelho celular de Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, nos quais o advogado Dr. Walfrido Warde, à época defensor de Vorcaro, relata ao seu cliente sucessivas ações destinadas a aproximá-lo do Presidente Lula e de autoridades do Governo Federal, bem como destinadas a obter tratamento favorável aos interesses do Banco Master junto ao Governo Federal”, diz a notícia-crime, endereçada ao ministro André Mendonça.

 

Em nota enviada divulgada ainda nesta quarta, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República afirmou que o presidente Lula não recebeu presente de Vorcaro, desconhece a suposta articulação de Walfrido Warde e não teve outros contatos com o ex-banqueiro além de um encontro em dezembro de 2024.

 

Segundo o governo, na ocasião, o presidente orientou que eventuais denúncias fossem analisadas tecnicamente pelo Banco Central.

 

“O presidente não tem conhecimento da suposta articulação, não recebeu presente e tampouco enviou recado ou comentou festas promovidas pelo banqueiro. Cabe lembrar ainda que foi durante o atual governo que o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master e Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no âmbito das investigações sobre a instituição”, diz a nota da Secom.

 

Na petição, os advogados de Flávio Bolsonaro sustentam que o suposto recebimento do presente pode configurar vantagem indevida e pedem que se apure se houve contrapartida por parte de Lula. Também apontam suspeita de que o presidente tenha usado o cargo para favorecer interesses privados de Vorcaro e do Banco Master junto ao governo federal.
 

CNJ cancela R$ 4,7 bilhões em precatórios ligados ao Banco Master
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

A Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou o cancelamento de 16 precatórios do setor sucroalcooleiro que totalizam R$ 4,7 bilhões. A decisão do ministro Benedito Gonçalves também estabelece a devolução dos valores, com rendimentos, aos cofres públicos. A medida atende a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e envolve precatórios de usinas açucareiras que haviam vendido parte dos créditos ao Banco Master.  

 

Os recursos estavam depositados em contas judiciais desde dezembro de 2023. Segundo a decisão, o tribunal responsável terá cinco dias para cancelar os precatórios e devolver os valores ao Tesouro Nacional. Até que a restituição seja concluída, ficam proibidos levantamentos, transferências, expedição de alvarás e pagamentos de honorários relacionados aos casos.

 

A AGU questionou a expedição dos precatórios antes da conclusão definitiva da ação em que as usinas buscavam executar os valores. No dia 10, a Justiça Federal já havia determinado o cancelamento, seguindo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). A presidência do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), porém, manteve os recursos bloqueados.

 

Diante disso, a AGU recorreu ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que o cancelamento fosse efetivado e os valores retornassem ao Tesouro. A decisão não alcança precatórios que o Banco Master transferiu à Entre Investimentos um mês antes de sua liquidação. A empresa integra a estrutura empresarial ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro e é controlada pelo delator Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”.

 

O Banco Master havia contratado escritórios de advocacia para atuar em disputas judiciais envolvendo precatórios. Um deles é o escritório de Camilla Ramos, citado em mensagens analisadas pela Polícia Federal como integrante da chamada “turma do KN”. Ao portal O Globo, o ministro do STF, Kassio Nunes Marques, negou ter qualquer relação com o Banco Master ou com Vorcaro. Ele afirmou que nunca trocou mensagens com o banqueiro, pediu algo a ele ou autorizou terceiros a falar em seu nome.

 

O escritório de Camilla Ramos também afirmou que mantém contrato com o Master há quase três anos, limitado às ações previstas no acordo, e que não recebeu honorários do banco. A banca negou ainda que os processos sob sua responsabilidade tramitem no STF ou tenham vínculo com ministros da Corte. A defesa de Daniel Vorcaro não se manifestou sobre o caso.

Meta recua e restaura conta do projeto Revelando no Instagram após repercussão negativa
Fotos: Redes Sociais via @fabioporchat / Ilustração de I.A - Gemini

A Meta reativou, na manhã desta quarta-feira (23), a conta do projeto Revelando Brasil no Instagram, poucas horas após o perfil ter sido tirado do ar. A plataforma informou que a restauração ocorreu após uma "revisão interna" e pediu desculpas pelo ocorrido.

 

O Revelando é uma iniciativa especial do podcast 'Calma Urgente' voltada para a produção de reportagens em vídeo. Na última terça-feira (22), o canal publicou um material sobre o Banco Master que aborda conexões entre o empresário Daniel Vorcaro, a Igreja Batista da Lagoinha e figuras políticas, incluindo o candidato Flávio Bolsonaro (PL).

 

Em apenas 24 horas, o vídeo de 30 minutos atingiu a marca de 2 mi de visualizações no YouTube, plataforma onde o conteúdo permaneceu acessível sem interrupções. A remoção afetou exclusivamente a página do projeto no Instagram, que conta com mais de 100 mil seguidores. Na rede social, a publicação sobre o Caso Master já acumulava 447 mil curtidas e ultrapassava 100 mil compartilhamentos.

 

A suspensão do perfil ocorreu sem explicações prévias, segundo a equipe do Calma Urgente. Em nota oficial enviada à imprensa após a repercussão, a Meta declarou: "Após uma revisão interna, restauramos a conta mencionada pela reportagem. Pedimos desculpas pela inconveniência".

 

A notícia sobre a queda do perfil foi veiculada inicialmente pela Folha de S. Paulo na manhã desta quarta-feira (23), gerou intensa mobilização nas redes sociais. Apoiadores do projeto e seguidores do humorista Fábio Porchat, responsável pela narração do vídeo, cobraram posicionamentos da empresa e acusaram a plataforma de "perseguição política".

Meta derruba perfil de série com Porchat sobre Banco Master e Igreja Batista da Lagoinha
Foto: Reprodução/Instagram

 

A Meta derrubou o perfil oficial do Instagram da série de reportagens "Revelando", que publicou um episódio apresentado pelo humorista Fabio Porchat sobre as relações entre o Banco Master, a Igreja Batista da Lagoinha e personagens da política. A postagem foi feita esta segunda-feira (21), com um teaser do episódio "Grandes Igrejas, Master Negócios." 

 

À Folha de S.Paulo, o coletivo responsável pela produção alegou que a plataforma informou que o conteúdo "não segue os padrões" do Instagram, sem especificar qual regra teria sido descumprida. O grupo diz aguardar uma resposta mais detalhada da empresa. Procurada, a Meta não respondeu.

 

A produção afirma que o teaser publicado no Instagram havia acumulado 6 milhões de visualizações antes da retirada do perfil. O vídeo completo continua disponível no YouTube, onde, em menos de 24 horas o vídeo teria chegado ao primeiro lugar do ranking Hype.

 

O episódio em questão possui pouco mais de 30 minutos e reconstrói as relações entre a família Vorcaro, a igreja e personagens políticos. Apresentado por Fabio Porchat, o roteiro parte do casamento de Natália Vorcaro, irmã de Daniel Vorcaro, com Fabiano Zettel. A cerimônia foi celebrada pelo pastor André Valadão, uma das principais lideranças da Igreja Batista da Lagoinha.

 

Entre outros nomes citados estão o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

O episódio também aborda doações à igreja, operações financeiras e relações empresariais que aparecem nas investigações sobre o Master. As suspeitas apresentadas pela produção ainda são objeto de apuração, e Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel foram presos preventivamente, sem condenação pelos fatos investigados, segundo informações divulgadas sobre o episódio.

 

A ação da Meta afetou também publicações feitas em colaboração com os parceiros da série, segundo o grupo responsável. Além do teaser com Porchat, saíram do ar conteúdos relacionados ao primeiro episódio de "Revelando", apresentado por Samara Felippo e dedicado à história da eugenia e de políticas de esterilização no Brasil.

 

"Revelando" é uma iniciativa do podcast "Calma Urgente", em parceria com ICL, Mídia Ninja e 342 Artes. O projeto foi lançado em setembro com a proposta de produzir reportagens especiais sobre temas históricos e atuais.

Aumenta quantidade de pessoas que dizem que o escândalo do Master afeta mais a família Bolsonaro, revela Quaest
Fotos: Montagem com foto da Agência Senado e divulgação Master

Um recorte da pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21) revela que aumentou a quantidade de eleitores que passou a associar o escândalo do Banco Master à família Bolsonaro. O levantamento mostra que passou de 15% da pesquisa anterior para 21% nesta mais recente o percentual de pessoas que dizem que o escândalo afeta mais os políticos do grupo do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL).

 

A parcela dos entrevistados que acredita que o escândalo do Master prejudica a “todos”, por outro lado, caiu nove pontos percentuais em uma semana. Na rodada anterior, 46% dos entrevistados respondiam que o caso Master afetava “todos”, percentual que caiu para 37%.

 

Outros 16% dos entrevistados pela Quaest dizem que as descobertas do Banco Master afetam o Supremo Tribunal Federal (STF). Já o governo Lula é visto como o mais afetado pelo escândalo por 11% dos eleitores.

 

A mudança ganha peso eleitoral porque Flávio Bolsonaro é o candidato da família Bolsonaro à Presidência da República e disputa diretamente com Lula a liderança da corrida eleitoral.

 

A leitura sobre quem é mais afetado pelo escândalo varia de acordo com a preferência política dos entrevistados. Entre os eleitores de Lula, 46% apontam a família Bolsonaro como a mais atingida. Entre os bolsonaristas, por outro lado, 37% citam o governo Lula, enquanto 22% apontam o STF.

 

A Quaest também mediu a influência da crise institucional e das tensões no STF sobre a decisão dos eleitores na disputa presidencial. Para 62% dos entrevistados, a turbulência na Corte não influencia o voto para presidente. 

 

Outros 26% afirmam que os acontecimentos reforçam a escolha que já haviam feito, enquanto 7% dizem que podem mudar de candidato por causa da crise. Segundo a Quaest, 74% dos entrevistados afirmaram ter tomado conhecimento do episódio da crise no STF. 

 

A Quaest ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-06004/2026.
 

Neymar diz que é "fake news" informação dada por revista de que seu pai pediu dinheiro a Daniel Vorcaro
Foto: Reprodução/Instagram

Neymar usou as suas redes sociais para chamar de “fake news” uma reportagem divulgada nesta segunda-feira (21) pelo site da revista Carta Capital, de que o empresário Neymar da Silva Santos, pai do jogador do Santos, teria pressionado o banqueiro Daniel Vorcaro para que fizesse repasses financeiros.

 

Segundo a revista, a informação surgiu em um registro extraído dos celulares do dono do Banco Master. O registro sobre o pai do jogador Neymar aparece em uma conversa de 11 de fevereiro de 2025, na qual o lobista e publicitário Thiago Miranda, que fazia a interlocução com o banqueiro, relata a Vorcaro que estava sendo cobrado pelos dois.

 

O objetivo das investidas seria garantir um contrato de patrocínio de peso para estampar o Banco Master no uniforme do Santos. De acordo com informações da Polícia Federal, toda a ponte entre o dono do banco e os interessados no patrocínio funcionava por meio do publicitário e lobista Thiago Miranda.

 

“Mais uma vez, temos de vir a público para desmentir uma notícia. Desta vez, divulgaram informações que não correspondem aos fatos. Lamentamos a publicação de informações falsas”, disse Neymar em postagem nas redes sociais.

 

A reportagem de Carta Capital afirma que em 11 de fevereiro de 2025, Thiago Miranda teria perdido a paciência com o atraso dos pagamentos e cobrado uma resposta urgente do banqueiro. A cobrança do pai de Neymar seria por R$ 15 milhões anuais que haviam sido propostos para colocar a logomarca da instituição financeira no uniforme do Peixe. 

 

O inquérito da PF diz que o acordo reservaria R$ 8 milhões na lateral da camisa do Santos, R$ 5 milhões na bermuda e mais R$ 2 milhões no meião da equipe.

 

As tratativas também teriam envolvido possibilidades de encontros presenciais na residência particular de Vorcaro para discutir os detalhes do contrato. O intermediário Thiago Miranda teria avisado que até mesmo Neymar poderia participar da reunião assim que deixasse o centro de treinamento do Santos.

 

De acordo com as investigações, o operador preferia tratar dos acertos cara a cara por considerar que os valores eram altos demais para conversas por aplicativo.  Ele teria insistido para que Vorcaro recebesse o pai do craque em um jantar reservado.

 

Apesar das cobranças registradas no telefone do operador, a investigação não encontrou provas de que o encontro presencial tenha acontecido. Da mesma forma, as autoridades policiais destacaram que não existem recibos que comprovem a assinatura do contrato de publicidade nem o depósito de dinheiro nas contas do clube.
 

ACM Neto diferencia seu caso do de Wagner ao comentar investigação sobre o Banco Master
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou que não cabe a ele julgar o senador Jaques Wagner (PT) ao comentar as investigações relacionadas ao Banco Master. Durante entrevista à série especial "Vota BN", do Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (21), o ex-prefeito de Salvador também destacou diferenças entre a situação do petista e as relações comerciais mantidas por ele com empresas ligadas ao banco.

 

Segundo Neto, Wagner ocupava um cargo público quando teria mantido relações com o Banco Master, enquanto ele não exercia função pública quando realizou negócios privados. “Eu não ocupava nenhuma função pública, eu era um cidadão privado, tinha liberdade para fazer meus negócios privados, desde que eles fossem legais”, afirmou.

 

A Polícia Federal investiga Wagner no âmbito da Operação Compliance Zero por suspeitas relacionadas a vantagens indevidas e possível atuação parlamentar em pautas de interesse do Banco Master. O senador nega as acusações e afirma que provará sua inocência.

 

No caso de Neto, dados do COAF apontaram repasses de R$ 3,6 milhões, em 2023 e 2024, para uma empresa de consultoria ligada a ele e à esposa. O candidato confirmou os valores e afirmou que os pagamentos foram feitos por serviços legais de consultoria e gestão empresarial, com contratos, emissão de notas fiscais e pagamento de impostos.

 

Ao falar sobre os possíveis efeitos do caso Master na disputa eleitoral, Neto afirmou que espera que a estrutura do poder público não seja utilizada para influenciar a escolha dos eleitores. “O que eu espero é que a máquina pública, principalmente policial, não tente interferir na vontade do eleitor”, declarou.

 

O candidato também defendeu que as instituições respeitem a Constituição e os limites de atuação de cada Poder.

 

ASSISTA O PROGRAMA COMPLETO:

"Turma do KN", ligada a Kassio Nunes, pretendia ganhar mais de R$ 400 milhões em contrato com Banco Master
Foto: Rosinei Coutinho/STF

Documentos encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela Polícia Federal indicam a celebração de um contrato para ganhos de R$ 427 milhões firmado pela chamada “Turma do KN” com o Banco Master, com objetivo de destravar R$ 8,5 bilhões em precatórios de interesse do banqueiro Daniel Vorcaro. A “Turma do KN”, de acordo com a PF, seria uma alusão ao ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

A informação sobre os documentos que foram produzidos pela Polícia Federal a partir de dados extraídos do celular do dono do Banco Master foi divulgada nesta segunda-feira (21) pelo site Metrópoles. Segundo a PF, o contrato foi firmado entre o Banco Master e o escritório Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos Advocacia, representado pela advogada Camilla Ramos.

 

O acordo entre o banco e o escritório previa o pagamento de honorários equivalentes a 5% do valor obtido caso as ações judiciais tivessem êxito nos tribunais superiores, percentual que resultaria nos R$ 427 milhões. A advogada Camilla Ramos é casada com o desembargador Newton Ramos, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região).

 

De acordo com a reportagem do site Metrópoles, os diálogos extraídos do celular de Vorcaro mencionam pedidos relacionados a hospedagens, camarotes de Carnaval, eventos e viagens envolvendo pessoas ligadas a Kassio Nunes Marques e ao desembargador Newton Ramos. Em uma das mensagens, Camilla Ramos comemora o voto de Kassio nunes em um julgamento. 

 

“É um excelente voto do Min. Nunes Marques fazendo a distinção dos casos em que o título judicial trouxe os critérios da indenização”, escreveu.

 

Em outra ocasião, a advogada marca uma reunião do marido (Newton) com Vorcaro para falar sobre o assunto. Newton usa mensagens de visualização única para tratar do tema dos precatórios com o ex-banqueiro.

 

Além do contrato milionário, o ex-banqueiro também pagava eventos e hospedagens em hotéis de luxo a Kassio Nunes. Hospedagens no Fasano, acesso a eventos no Rosewood, entradas para a Fórmula 1, viagens de avião e camarote na Sapucaí estão entre os eventos custeados por Vorcaro ao ministro, segundo indicam conversas de Vorcaro com seus assessores. 

 

Em uma dessas mensagens, Leo Serrano Giunchetti, auxiliar de Vorcaro, informa que o desembargador Newton havia solicitado reserva para o ministro do STF: “Fasano Itaim essa sexta a sábado para KN”.

 

Também há outra conversa em que uma assessora encaminha a Vorcaro um pedido do desembargador Newton. 

 

“Ministro Kassio me pediu para ver se vocês conseguem para ele uma tarifa promocional no Fasano. Só uma diária. Entrando sexta e saindo sábado. Recebi essa mensagem do Newton. OK para você?”. “Pode botar na minha conta”, respondeu Vorcaro.

 

A “Turma do KN” aparece nas mensagens em que assessores de Vorcaro buscam seu aval para demandas de Newton e de sua esposa. “Dani, turma do KN (Newton) me mandou aqui 6 nomes para colocar na lista do Camarote… posso encaminhar isso lá pra lista do Camarote, né?”.

 

Em resposta ao Metrópoles, o ministro Kassio Nunes Marques afirmou que se declarou impedido de participar de uma das ações por ter atuado anteriormente no TRF-1. Posteriormente, reconsiderou a decisão ao entender que o julgamento tratava de uma tese jurídica ampla e não de um caso específico.

 

O ministro também negou ter favorecido o Banco Master em decisões judiciais e afirmou não existir relação financeira entre seu filho e Daniel Vorcaro. 
 

Vorcaro disse que era "amigo irmão" e "number one" de Hugo Motta, segundo mensagem extraída de seu celular
Foto: Reprodução Redes Sociais

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), era considerado “amigo irmão” pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Foi o que mostrou uma conversa do banqueiro com o diretor jurídico do Master, Luiz Rennó, revelada pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo. 

 

A conversa, extraída pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, aconteceu em 2 de fevereiro de 2025, um dia depois da eleição de Hugo Motta como presidente da Câmara e de Davi Alcolumbre como presidente do Senado. No diálogo com Rennó, Daniel Vorcaro diz que estava em Brasília “com Davi e Hugo”, e quando é questionado se “transita bem” com ambos, deu a seguinte resposta: 

 

“Transito bem? Kkkk. Sou ‘number 1’. Amigo irmão”, escreveu Vorcaro, conforme revelou o jornal O Globo.

 

Em junho deste ano, a Polícia Federal apontou que o banqueiro Daniel Vorcaro custeou estadias para Hugo Motta durante uma viagem para Lisboa, em 2024. À época, o presidente da Câmara afirmou “não ver problemas” no pagamento das diárias, já que se tratava de um evento “corporativo e jurídico”.

 

De acordo com a investigação da PF, Vorcaro bancou suítes em um hotel de Lisboa para Motta e para o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Em 14 de maio de 2024, Motta também foi um das autoridades que estiveram presentes em uma degustação exclusiva de uísque e charuto promovida por Vorcaro em Nova York. 

 

Como lembra Malu Gaspar, o encontro ocorreu no Carnegie Club, luxuoso lounge de Manhattan, e a conta total no estabelecimento foi de US$ 1.023.646 — R$ 5.257.036 na conversão feita pela PF.

 

Dois meses antes, em março de 2024, a cunhada de Motta, Bianca Medeiros, fez um empréstimo de pelo menos R$ 22 milhões com o Master, conforme divulgado pelo jornal “Folha de S. Paulo”. O crédito serviu para comprar um terreno em João Pessoa, capital do estado da Paraíba.

 

Mensagens divulgadas anteriormente também mostram que Motta era recebido por Vorcaro em casa. Em março de 2025, em conversa com a então namorada Martha Graeff, o dono do Master é questionado se estava com alguém, e responde que “Hugo e Ciro” chegaram em sua casa para “falar com Alexandre”, uma deferência ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Hugo Motta não respondeu aos pedidos de esclarecimentos feitos por O Globo sobre o conteúdo das conversas extraídas do celular de Daniel Vorcaro. 
 

Polícia Federal encontra nudes e sexo explícito entre mais de cinco mil arquivos nos celulares de Vorcaro
Foto: Reprodução Redes Sociais

Cerca de cinco mil itens extraídos dos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro foram classificados pela Polícia Federal como “Score nudez”. Os arquivos armazenados por Vorcaro possuem muitas imagens de nudes, fotos íntimas e cenas de sexo explícito. 

 

A informação foi divulgada neste domingo (20) pelo jornalista Lauro Jardim, no site de “O Globo”. Segundo o colunista, o material faz parte dos dados extraídos pela PF dos aparelhos do dono do Banco Master apreendidos durante a Operação Compliance Zero.

 

No último dia 11 deste mês, a defesa de Daniel Vorcaro havia pedido que o Supremo Tribunal Federal (STF) fizesse uma filtragem no material extraído dos aparelhos, antes da retirada do sigilo das investigações do caso Master. Segundo os advogados, seria preciso garantir a preservação de material pessoal do banqueiro, como imagens de familiares e outras protegidas por sigilo legal. A defesa de Vorcaro não chegou a citar o conteúdo sexual presente na memória dos aparelhos do dono do Master. 

 

Os dados obtidos nos celulares foram encaminhados a ministros do STF, que solicitaram acesso ao conteúdo. Entre os ministros que já receberam cópias estão André Mendonça, Luiz Fux, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.

 

O material extraído tem cerca de 500 gigabytes (GB). De acordo com a coluna de Lauro Jardim, a PF informou que mantém sob custódia o material original extraído dos aparelhos e que as cópias encaminhadas aos gabinetes dos ministros são idênticas à extração original.

 

Até o momento, não foram divulgadas informações de quem aparece nos arquivos classificados como “Score nudez”, nem a origem desse conteúdo. Também não foi indicada relação entre os registros de nudez e sexo explícito e as investigações que envolvem Vorcaro e o Caso Banco Master.
 

Dino dá 90 dias para Ministério da Fazenda aprimorar CVM após falhas no caso Banco Master
Fotos ilustrativas: Agência Brasil / B3

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo (20) que a União, sob a coordenação do Ministério da Fazenda, apresente, no prazo de 90 dias, uma avaliação técnica sobre o arcabouço da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), acompanhada de propostas para o aprimoramento e reestruturação do órgão.

 

A determinação ocorre em meio a acusações de leniência e falhas na supervisão da autarquia sobre o Banco Master. A instituição financeira manteve ritmo de expansão acelerado, a despeito de alertas enviados ao órgão regulador.

 

A CVM é a autarquia responsável por fiscalizar o mercado de capitais no Brasil e monitorar fundos de investimento — estruturas que teriam sido utilizadas pelo Banco Master para fraudar balanços e manipular cotações com a finalidade de preencher critérios de prudência bancária exigidos pelo Banco Central.

 

Na fundamentação de sua decisão, Dino citou o relatório do Grupo de Trabalho Master, instituído na própria CVM, além de apontamentos da Transparência Internacional que indicam "a existência de fragilidades relevantes nos mecanismos de controle interno" da comissão.

 

O magistrado destacou que denúncias foram encerradas sem a realização de verificações preliminares. Como exemplo, citou um relato encaminhado à autarquia em 2022 que antecipava minuciosamente as irregularidades confirmadas posteriormente no Banco Master, mas que acabou sumariamente arquivado pela área técnica sob a justificativa de "inverossimilhança".

 

Diante dos fatos, o ministro ordenou que a União faça a reapreciação fundamentada do arcabouço normativo infralegal e submeta as conclusões, medidas operacionais e justificativas técnicas no prazo estipulado. As informações são do jornal Estadão.

 

A atuação do órgão regulador também é objeto de contestação jurídica no STF. Em março deste ano, o Partido Novo ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) questionando a limitação orçamentária da CVM. A legenda argumenta que o Tesouro Nacional retém sistematicamente parcelas expressivas da Taxa de Fiscalização dos Mercados, comprometendo a capacidade da autarquia de exercer suas funções de monitoramento.

 

O governo federal já havia submetido anteriormente um plano de reestruturação do órgão, também acompanhado por solicitações de adequação feitas pelo ministro Flávio Dino.

Vídeo desmente Alexandre de Moraes e mostra ministro e esposa desembarcando de jatinho de Vorcaro
Foto: Reprodução Redes Sociais

Um vídeo divulgado pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, que mostra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), saindo de um jatinho de propriedade do banqueiro Daniel Vorcaro, viralizou nas redes sociais na manhã deste domingo (20).

 

O vídeo revela que o ministro não falou a verdade quando, no mês de abril, emitiu um comunicado oficial para explicar suas relações com Vorcaro, e disse que “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro”. Segundo Lauro Jardim, foram vários voos de Moraes em aviões de propriedade do dono do Banco Master, e um deles estaria registrado nesse vídeo ao qual o colunista teve acesso.

 

 

O vídeo mostra o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci, desembarcando de um jatinho no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, em 22 de agosto do ano passado. O casal foi recebido e cumprimentado ao descer do avião. 

 

A coluna afirma que o jatinho usado por Moraes é o Legacy 650, prefixo PP-NLR, que pertencia oficialmente a uma empresa de Vorcaro. Três meses antes desse voo, em 12 de maio, o escritório comandado por Viviane Barci fechou um contrato de R$ 50 milhões para “prestação de serviços e honorários advocatícios” com uma empresa do banqueiro (isso tudo além do contrato mais polpudo, de R$ 131 milhões, com o Master).

 

Parte desse total seria pago com cotas de um jato e de um helicóptero, de acordo com as investigações feitas pela Polícia Federal. O jato incluído no negócio era justamente o Legacy 650, em que o casal viajou para o Rio de Janeiro.

 

Numa troca de mensagens de WhatsApp capturadas do celular de Daniel Vorcaro pela PF, o então banqueiro perguntou a Marcos Matta em 16 de julho de 2025: "Eles não estão usando?". Referia-se a Moraes e Viviane.

 

Matta, dono da PrimeYou, empresa que geria o uso do jatinho e do helicóptero, respondeu: "Liberado desde quando você me pediu, já a usar sim. Já usaram aviões e helicópteros. O variável não cobrei ainda, devido mudança de contrato de Barci para a outra empresa deles Lux".

 

Vorcaro então respondeu: “Fica em contato com eles pra eles poderem usar”.

 

Procurado na última sexta (18) pela equipe do colunista de O Globo, o ministro Moraes repetiu o que dissera no comunicado oficial de abril, ou seja, que nunca viajou em aeronaves de Daniel Vorcaro.
 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Janja decidiu ajustar o slogan da campanha do Molusco nessa reta final. Aliás, acho que da família inteira do Molusco, ela talvez fosse quem ia gerar mais crise se liberasse o sigilo do Zap. E nem seria por corrupção. Só deixo uma dica pra oposição: não subestimem o Sinônimo. Enquanto isso, já tem gente de olho nas próximas eleições, tem gente doida que endoideceu mais ainda, e tem quem esteja tentando correr atrás do prejuízo depois de passar a disputa inteira comendo. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Gilberto Gil

Gilberto Gil
Foto: TV Cultura

"É preciso batalhar".

 

Disse o cantor e compositor Gilberto Gil ao compartilhar registro nas redes sociais onde faz uma reflexão sobre a liberdade de expressão e a democracia às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais.
 

Podcast

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
O vereador de Salvador, Cezar Leite (PL), é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (26). O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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