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Artigos

Bruna Santana
Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Este texto nasce de uma inquietação — e também de um dever moral e cívico de falar sobre um tema urgente: a violência política de gênero, antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral de 2026.

Multimídia

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"
O parlamentar Duda Sanches apontou o desgaste decorrente das duas décadas de administração do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado e lamentou a queda nos indicadores de qualidade de vida da população. Em entrevista concedida ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (18), ele direcionou críticas à gestão do governo estadual nas áreas de segurança pública e saúde.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

banco master

Jerônimo retira contratação de empréstimo de banco envolvido no caso do Banco Master
Foto: Amanda Ercilia/GovBa

O governador da Bahia Jerônimo Rodrigues (PT) sancionou a lei que retira o Banco Master do empréstimo que seria concedido ao estado. O ato foi publicado e assinado pelo gestor, no Diário Oficial do Estado (DOE), nesta quinta-feira (28). 

 

De acordo com a publicação, o empréstimo que tem garantia da União, está estimado em um valor de até R$200.000.000,00. Com a medida, a contratação do empréstimo é retirada do Banco de Brasília (BRB) para ser contratada pelo Banco do Brasil. 

 

A lei que estabeleceu o empréstimo do Governo do Estado com o BRB foi assinada no ano de 2021, na gestão do ex-governador Rui Costa (PT).

 

O BRB 

O Banco de Brasília (BRB) adquiriu R$ 30,4 bilhões em carteiras do Banco Master desde 1º de julho de 2024, segundo planilhas de prestação de contas obtidas via Lei de Acesso à Informação (LAI).

 

Além desse montante, outros R$ 10,8 bilhões foram incorporados por meio de operações classificadas como “substituições”. Nesse modelo, o BRB devolvia ao Master carteiras consideradas problemáticas do Credcesta e recebia novos ativos em troca.

 

As aquisições começaram em julho de 2024 e envolveram diferentes tipos de ativos, incluindo crédito de varejo, atacado, CDI, CRI e fundos. Em março de 2025, o BRB identificou que parte das carteiras adquiridas apresentava indícios de fraude.

 

Apesar disso, as negociações não foram interrompidas. Após a identificação das irregularidades, o banco realizou novas compras que somaram R$ 20,7 bilhões em produtos do Master.

Aporte aprovado pelo Atlético Mineiro dilui ações de Daniel Vorcaro, preso pela PF, na SAF do clube
Foto: Divulgação / Banco Master

O Atlético Mineiro aprovou nesta segunda-feira (24) um aporte de R$ 530 milhões na SAF alvinegra, movimento que reduz significativamente a participação acionária de Daniel Vorcaro, empresário ligado ao Banco Master e atualmente preso pela Polícia Federal.

 

A decisão foi tomada pelo Conselho Deliberativo do clube em reunião realizada presencialmente na Arena MRV, na última segunda-feira (25). Apenas um conselheiro votou contra a operação. Além do aporte, também foram aprovadas as contas da associação referentes ao último exercício.

 

Com a nova injeção financeira, a composição societária da SAF atleticana sofreu alterações importantes. O grupo liderado por Rubens Menin e Rafael Menin ampliou sua participação de 41,8% para 83,5%, enquanto a fatia vinculada ao Galo Forte FIP — fundo ligado a Daniel Vorcaro — caiu de 20,2% para 6,5%.

 

A associação do clube também teve redução percentual, passando de 25% para 10%.

 

Segundo o CEO do Atlético, Pedro Daniel, cerca de 90% do valor aprovado será destinado ao pagamento de dívidas bancárias do clube.

 

"Um dia bem importante. A aprovação do aporte de R$ 530 milhões é basicamente para pagar dívidas bancárias. Quase 90% do valor. Uma pequena parte para os investimentos que já fizemos, seja nas últimas janelas, mas principalmente para o ecossistema do futebol", afirmou o dirigente.

 

Parte do investimento — aproximadamente R$ 94 milhões — foi realizada por meio do FIGA (Fundo de Investimentos do Galo), mecanismo criado para participação de investidores minoritários ligados ao clube.

 

O cenário ocorre em meio à repercussão envolvendo Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, investigado pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero. O empresário teve prisão preventiva decretada novamente pelo STF após investigações apontarem supostas fraudes bilionárias, manipulação de balanços, lavagem de dinheiro e criação de um grupo de intimidação conhecido como “A Turma”.

 

Vorcaro já estava afastado do conselho de administração da SAF atleticana antes da votação desta segunda-feira.

 

Lula cita Flávio Bolsonaro e diz que “ainda vai aparecer muito mais coisa” sobre Banco Master
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (21), que “ainda vai aparecer muito mais coisa” ao comentar o caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso pela Polícia Federal (PF).

 

Durante discurso em evento de anúncio de ações culturais em Aracruz, no Espírito Santo, Lula também fez referência ao senador Flávio Bolsonaro e ao financiamento do filme Dark Horse, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

“A verdade tarda, mas não falha. Vocês, que são da área cultural desse país, sabem quantas ofensas artistas receberam porque iam buscar um dinheirinho na Lei Rouanet”, afirmou o presidente.

 

Em seguida, Lula ironizou o caso ao citar o nome do banqueiro.

 

“Nós nunca fomos atrás da Lei Daniel Vorcaro para financiar nenhum artista brasileiro. E ainda vai aparecer muito mais coisa porque nós estamos convencidos de que o período da mentira, das ofensas, da violência e da incivilidade precisa acabar no nosso país”, declarou.

 

Na sequência, o presidente mencionou Flávio Bolsonaro, sem citar diretamente o nome do senador.

 

“Quem imaginava que aquele menino, que parecia ser a pessoa mais santa da família Bolsonaro, estivesse pegando milhões de dólares para fazer um filme do pai? Ninguém imaginava. E isso é apenas o que a gente sabe agora”, disse Lula.

Polícia Federal rejeita proposta de delação premiada de Vorcaro
Foto: Reprodução / Redes sociais

A Polícia Federal rejeitou, nesta quarta-feira (20), a proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão foi comunicada aos advogados do banqueiro e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master.

 

Segundo o g1, o acordo estava sendo negociado pela defesa de Vorcaro junto a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) conjuntamente. Após a rejeição na Polícia Federal, a proposta ainda pode ser analisada individualmente pela Procuradoria. 

 

Segundo investigadores, o material apresentado pela defesa acrescentava pouco em relação ao que já foi levantado pela PF e que a impressão é que Vorcaro agia para proteger pessoas próximas.

 

A Polícia Federal apreendeu, no âmbito da Operação Compliance Zero, mais de oito celulares de Daniel Vorcaro e, até o momento, a perícia de parte deles já revelou desdobramentos importantes de um esquema de fraudes financeiras, envolvendo corrupção, organização criminosa e uso de uma milícia privada para atacar adversários e acessar dados sigilosos.

 

VORCARO NA PF 
Após pedido da Polícia Federal, Daniel Vorcaro foi transferido, nesta terça-feira (19), para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Até então, ele estava em uma sala com estilo de "sala de Estado-maior", mesmo espaço usado para prender o ex-presidente Jair Bolsonaro, entre novembro de 2025 e janeiro deste ano.

 

Em uma cela comum, o acusado ficará submetido às regras internas da PF para, por exemplo, receber visitas dos advogados.

Advogado deixa defesa de ex-presidente do BRB em meio a negociação de delação no caso Banco Master
BRB / Divulgação

O advogado Eugênio Aragão anunciou nesta terça-feira (19) que não integra mais a defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), investigado no caso envolvendo o Banco Master. A saída acontece enquanto Costa negocia um possível acordo de delação premiada com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR). O ex-dirigente do banco está preso no Complexo da Papuda, em Brasília.

 

Em nota divulgada à imprensa, Aragão afirmou que atua apenas em “iniciativas jurídicas pautadas pela absoluta seriedade, confiança profissional e responsabilidade”. O advogado, no entanto, não detalhou o motivo concreto do rompimento com o cliente.

 

No comunicado, ele também declarou que uma eventual colaboração premiada só deveria ocorrer diante da existência de “provas consistentes e inequívocas”, além de respeito à legalidade e às instituições.

 

Paulo Henrique Costa foi preso em 16 de abril, durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura supostas fraudes relacionadas ao Banco Master e a tentativa de aquisição da instituição pelo BRB, banco público vinculado ao Governo do Distrito Federal.

 

Segundo os investigadores, Costa teria acertado com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de R$ 146,5 milhões em propina, valor que seria repassado por meio de imóveis. A defesa do ex-presidente do BRB nega as acusações.

Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro é transferido para cela comum pela Polícia Federal
Foto: Reprodução

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido nesta segunda-feira (18) para uma cela comum pela Polícia Federal. Antes, ele estava custodiado em uma “sala de Estado-maior”, o mesmo tipo de espaço onde o ex-presidente Jair Bolsonaro ficou preso entre novembro de 2025 e janeiro de 2026.

 

A mudança de regime foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Com a decisão, Vorcaro passa a cumprir as regras internas de custódia da Polícia Federal.

 

O banqueiro segue detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde já estava desde 19 de março.

PF aponta que grupo de hackers ligado a Daniel Vorcaro tentou invadir celular do colunista Lauro Jardim
Foto: Divulgação

A investigação da Polícia Federal que culminou na sexta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na última quinta-feira (14), apontou que um grupo de hackers ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro tentou acessar o celular do colunista do jornal O Globo, Lauro Jardim.

 

Segundo as investigações, o pedido para invadir o aparelho do jornalista teria partido do próprio dono do Banco Master, preso em março sob suspeita de integrar um esquema criminoso e de ter ordenado um assalto forjado para “prejudicar violentamente” o jornalista.

 

A tentativa de invasão ocorreu em julho do ano passado, conforme mensagens obtidas pela PF. O grupo que atuava em favor de Vorcaro seria comandado por Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, apontado pelos investigadores como operador financeiro da organização criminosa conhecida como “Turma”, considerada o braço armado do esquema. Henrique foi preso durante esta fase da operação.

 

Nas conversas interceptadas, Vorcaro afirma a Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, que precisava hackear o jornalista. Mourão responde que acionaria “os meninos”, apelido dado ao núcleo responsável pelos ataques cibernéticos do grupo.

 

Em outro trecho, Mourão afirma que chegou a enviar mensagem para o telefone de Lauro Jardim. A estratégia, segundo a investigação, seria marcar uma falsa reunião e encaminhar um link fraudulento para permitir o acesso aos dados do jornalista.

 

Confira parte do diálogo revelado pela investigação:

VORCARO: “Preciso hackear esse Lauro.”
MOURÃO: “Vou mandar fazer isto.”
MOURÃO: “Já pedi aos meninos para fazer isto, mandar no e-mail.”
MOURÃO: “Quer que tome o cel dele?”
MOURÃO: “Chamei o Lauro no zap.”

 

“OS MENINOS”
Um dos integrantes do grupo de hackers, Victor Lima Sedlmaier, foi preso neste sábado (16) em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Ele estava foragido desde quinta-feira, quando teve a prisão preventiva decretada pelo ministro do STF André Mendonça no âmbito da operação.

 

De acordo com a Polícia Federal, Victor integrava o grupo apelidado de “Os Meninos”, descrito pelos investigadores como especializado em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento digital ilegal.

 

Ainda segundo a apuração, os hackers recebiam cerca de R$ 75 mil por mês para executar os serviços clandestinos.

“Não tenho que justificar nada para ninguém”, diz Flávio sobre relação com Vorcaro
Foto: Reprodução / TV Globo

O senador Flávio Bolsonaro (PL) comentou sobre a sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso no caso do Banco Master. Em coletiva realizada em frente ao Quartel-General da Polícia Militar do Rio, onde acompanhou a entrega de armamentos e viaturas, o parlamentar afirmou que não precisava avisar a aliados sobre sua relação com Vorcaro.

 

"Não tem absolutamente nada de errado. Não tenho que justificar nada para ninguém. Foi uma época lá atrás que eu busquei investidor, quando o Vorcaro era uma pessoa que circulava por todas as rodas, patrocinava eventos de várias emissoras de televisão, circulava perto de autoridades. Uma pessoa que era cortejada em todo o Brasil. Foi nessa época que ele topou fazer um investimento privado em um filme privado. Não tem nada além disso", afirmou. 

 

As negociações entre Vorcaro e Flávio foram reveladas na última quarta-feira (13), pelo site The Intercept Brasil. Segundo a apuração, o banqueiro se comprometeu a repassar um total de 24 milhões de dólares (cerca de R$ 134 milhões na cotação da época) para financiar a cinebiografia “Dark Horse”, que retrata de modo narrativo a trajetória de Jair Bolsonaro. 

 

Na coletiva, Flávio também comentou a fala do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que afirmou que a relação do senador com Vorcaro era algo “imperdoável”

 

"Eu acho que ele se precipitou. Ele me conhece, sabe que não tem nada de errado. Ele foi induzido a erro, acho que no afã de querer ser o primeiro a falar alguma coisa. Normalmente, o mineiro é uma pessoa que tem calma na hora de falar, não tem essa velocidade do Zema. Geralmente, é uma pessoa que pensa mais, raciocina e depois se posiciona. Ele tem um perfil prudente, que acho importante na política. Espero que os esclarecimentos que eu trouxe tenham feito ele refletir sobre isso", disse.

Mário Frias recua e admite dinheiro de Vorcaro em filme sobre Bolsonaro
Foto: Roberto Castro/Mtur

O deputado federal Mário Frias (PL-SP) mudou sua versão dos fatos sobre o susposto investimento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no filme "Dark Horse" cinebiografia inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em declaração dada nesta quinta-feira (14), o parlamentar e ex-ministro de Jair Bolsonaro confirmou que o longa-metragem recebeu recursos do ex-banqueiro.

 

Em nota enviada à imprensa, Frias afirma que não há contradição entre os posicionamentos públicos sobre o financiamento do projeto, mas "uma diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento". As informações são da CNN Brasil. 

 

"Quando afirmei anteriormente que não há 'um centavo do Master' no filme, referia-me ao fato de que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico, assim como o Banco Master nunca figurou como empresa investidora. O nosso relacionamento jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta", escreveu. 

 

Ainda na quarta-feira (13), a empresa produtora do filme, GOUP Entertainment, afirmou "categoricamente que, dentre os mais de uma dezena de investidores que compõem o quadro de financiadores do longa-metragem Dark Horse, não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário". No mesmo dia, o deputado Mário Frias, que é produtor executivo do longa, afirmou o mesmo.

Conversa entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro movimenta as redes e causa forte desgaste ao presidenciável do PL
Foto: Reprodução Redes Sociais

O terremoto que abalou a política brasileira nesta semana, a partir da revelação de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, provocou forte debate nas redes sociais e causou intenso desgaste ao pré-candidato e principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

 

Esse cenário foi revelado em análises da movimentação nas redes feitas por plataformas de monitoramento da atividade dos internautas. Um desses estudos, da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, por exemplo, mostra que desde a última quarta-feira (13), quando veio a público o pedido de dinheiro feito por Flávio Bolsonaro a Vorcaro, esse assunto dominou as redes sociais, somando mais de 14 milhões de interações, entre curtidas, compartilhamentos e comentários nas principais plataformas. 

 

Na rede X, segundo o estudo da Nexus, o pico de menções ao assunto foi registrado no começo da noite da última quarta. Entre as expressões em destaque na nuvem de termos da rede figuram “Lei Rouanet”, “filme sobre Jair Bolsonaro”, “CPI do Banco Master”, “estarei contigo” e “dinheiro público”.

 

Nas redes sociais da Meta, Facebook e Instagram, foram feitas 29 mil menções em português ao tema, com mais de 10,7 milhões de interações. Na nuvem de termos destas plataformas, a expressão “134 milhões” ganha destaque.

 

Em todas as plataformas, o debate se dividiu entre a ironia dos críticos a respeito da origem dos recursos para o filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e a apreensão de apoiadores com o desgaste da imagem do pré-candidato e da própria família Bolsonaro, já que o irmão, Eduardo, também apareceu na história.

 

Outro estudo, realizado pelo sistema Hórus, plataforma de monitoramento em tempo real da AP Exata, revela que o caso do pedido de R$ 134 milhões para o filme “Dark Horse” causou forte desgaste para o senador Flávio Bolsonaro nas redes sociais. Os números da empresa mostram que 64,3% das menções ao senador foram negativas nas redes, o pior índice entre os nomes monitorados e o mais alto desde o início de sua pré-campanha a presidente.

 

O levantamento da AP Exata também aponta queda no índice de confiança associado ao presidenciável do PL, que recuou para 13,7%, uma baixa de 2,8 pontos percentuais em relação ao período anterior ao escândalo. Trata-se do menor patamar entre os pré-candidatos monitorados.

 

Apesar do desgaste, Flávio Bolsonaro liderou novamente o volume de menções nas redes nesta quinta-feira, com 24,7% do total monitorado pela AP Exata.

 

Em seguida aparecem o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 24,3%, e o presidente Lula, com 18%. Renan Santos (Missão) teve 12,6%, enquanto o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), chegou a 9,8%.

 

O crescimento de Zema ocorreu principalmente após críticas públicas feitas por ele ao senador. Antes da crise, o ex-governador mineiro respondia por cerca de 10% das menções. Agora, ampliou sua participação em aproximadamente 14 pontos percentuais ao longo do dia.

 

A maior visibilidade de Zema, entretanto, também trouxe custo reputacional. As menções negativas ao ex-governador subiram 4,1 pontos percentuais após suas declarações sobre Flávio, impulsionadas principalmente por críticas de perfis bolsonaristas.

 

Os dados da AP Exata indicam ainda estabilidade para o presidente Lula. O líder petista manteve os principais indicadores praticamente inalterados, com leve alta de 0,4 ponto percentual em menções positivas e variação semelhante no índice de confiança, sem impacto direto relevante da crise.

 

A análise mostra que o caso envolvendo Flávio Bolsonaro e o dono do Banco Master ainda não se converteu em ganho expressivo para Lula, embora possa abrir espaço futuro para o presidente entre eleitores moderados e indecisos.
 

"Eu menti", diz Flávio Bolsonaro sobre conversas com Vorcaro; Senador alega que tinha contrato de confidencialidade
Foto: Reprodução GloboNews

Uma cláusula de confidencialidade em um contrato com financiadores do filme “Dark Horse”, que fala sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, teria sido o motivo para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) escondesse sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. O pré-candidato a presidente, em entrevista à Globonews nesta quinta-feira (14), admitiu que mentiu sobre suas conversas com Vorcaro para não quebrar o contrato. 

 

“Eu não falei que era mentira. Tenho contrato de confidencialidade. Estou falando disso agora porque veio à tona, não tem mais como negar”, disse Flávio aos jornalistas da GloboNews. “Eu menti. Eu podia descumprir uma cláusula contratual? Isso gera multa, isso gera exposição dos investidores”, completou o pré-candidato.

 

Segundo o senador, o contato com o banqueiro Daniel Vorcaro era “exclusivamente” para tratar do projeto audiovisual e negou irregularidade na relação.

 

“Se eu falo assim, ‘eu conheço o Vorcaro’, a pergunta seguinte qual ia ser? ‘Qual a sua relação com ele?’ Eu ia ter que falar do filme. Foi só por isso que eu me eximi”, alegou o filho do ex-presidente Bolsonaro.

 

Na entrevista, o pré-candidato não explicou os termos do contrato de confidencialidade e nem com quem foi firmado o acordo. Flávio afirmou que a decisão de mostrar o documento depende dos investidores e do gestor do fundo envolvido.

 

“Tem que falar com o investidor, com o gestor do fundo, para saber se é possível que isso aconteça, até porque é uma relação jurídica nos Estados Unidos”, declarou Flávio Bolsonaro, que disse ainda que os contratos envolviam outros investidores, que também exigiram sigilo.
 

Site diz que Vorcaro topou receber Jair Bolsonaro em sua mansão em Brasília; Flávio afirma que encontro não aconteceu
Foto: Reprodução X

Informação divulgada pelo site Intercept Brasil nesta quinta-feira (14) revela que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, aceitou receber o ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília, em março de 2025, para juntos assistirem a um documentário. Uma troca de conversas extraída do celular do dono do Master mostra o convite. 

 

Segundo o site, o encontro foi organizado um dia após o ex-presidente Jair Bolsonaro ter virado réu por seu envolvimento na tentativa de golpe de estado em 2022. Mensagens indicam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) sabiam do encontro.

 

Em entrevista à GloboNews, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro confirmou o convite feito para que seu pai fosse assistir a um documentário na casa de Daniel Vorcaro. Flávio, entretanto, disse que o encontro não aconteceu.

 

A reunião era parte do plano para contar com o apoio de Vorcaro para financiar a produção de “Dark Horse”, filme que conta a história de Jair Bolsonaro. Mensagens obtidas pelo Intercept Brasil indicam que Mario Frias pediu para Thiago Miranda, fundador e sócio do Portal Leo Dias, fazer a ponte com Vorcaro. 

 

Segundo os registros, Miranda sugeriu o encontro a Vorcaro por WhatsApp no dia 27 de março do ano passado. Os diálogos não informam o nome do filme, mas, na época, Frias já atuava como produtor de “A Colisão dos Destinos”, um documentário de cerca de 70 minutos sobre a trajetória do ex-presidente, que estreia nos cinemas nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026.

 

A troca de mensagens entre Miranda e Vorcaro ocorreu um dia depois de a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, o STF, ter decidido por unanimidade tornar réus o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados por tentativa de golpe de estado em 2022. Jair foi condenado seis meses depois, em 11 de setembro de 2025, a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado.

 

No registro obtido pelo Intercept, Miranda compartilhou com Vorcaro uma captura de tela de uma conversa com Frias. Nesse print, o deputado federal, que foi secretário de Cultura na gestão de Bolsonaro, afirma que o encontro “vai fazer mta diferença pro PR” – PR é uma sigla que bolsonaristas costumam usar para se referir ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
 

Antes de dizer que conversa com Vorcaro era mentira, Flávio afirmou que Mendonça não iria "sacanear" Ciro Nogueira
Foto: Reprodução Youtube

Na manhã desta quarta-feira (13), em conversa com jornalistas na porta do prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu em defesa do presidente do PP, Ciro Nogueira (PP-PI), e disse ter certeza de que o ministro André Mendonça não iria “sacanear” o seu colega de Senado. A fala de Flávio se deu antes dele ser questionado pelo repórter do site Intercept sobre os pagamentos que ele negociou com Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

“O Ciro é presidente de um partido importante, sofreu acusações que são graves e ele inclusive já começou a explicar. O que eu falo é o seguinte: pelo menos ele tem um relator no Supremo, que é o ministro André Mendonça, que não vai sacaneá-lo, que vai dar a oportunidade da defesa trabalhar, vai dar a oportunidade do Ciro se explicar, provar que é inocente”, afirmou Flávio.

 

A conversa com a imprensa aconteceu logo depois de o senador ter um encontro com o presidente do STF, Edson Fachin. Flávio Bolsonaro fez ainda uma comparação da condução do processo por Mendonça com a do ministro Alexandre de Moraes durante a relatoria do caso da trama golpista de 8 de Janeiro.

 

“O que não aconteceu com o presidente Bolsonaro, por exemplo, que provou que era inocente e, mesmo assim, foi condenado pelo seu perseguidor, que é o ministro Alexandre de Moraes, um relator muito ruim, uma pessoa que acaba trazendo um descrédito para a própria instituição Supremo Tribunal Federal por conta de uma atuação completamente parcial”, completou o filho do ex-chefe do Executivo.

 

Já ao final dessa entrevista, Flávio Bolsonaro foi questionado pelo repórter Thalys Alcântara, do Intercept, sobre conversas mantidas com Vorcaro para a produção do filme a respeito da vida de Jair Bolsonaro. O acordo envolveu o repasse de US$ 24 milhões de dólares – cerca de R$ 134 milhões.

 

Ao ouvir a pergunta do repórter, Flávio Bolsonaro gargalhou e foi categórico em sua negativa. “De onde você tirou essa informação? É mentira”, afirmou o senador, antes de dar as costas à imprensa e dizer que a entrevista estava finalizada. Em tom de deboche, o senador ainda tentou desqualificar o trabalho do repórter, chamando-o de “militante”.

 

Poucas horas depois, o site Intercept divulgou a reportagem que caiu como uma bomba em Brasília, com áudios e prints de conversas que mostram que o pré-candidato a presidente negociou diretamente com o banqueiro Daniel Vorcaro o financiamento do filme “Dark Horse”. Documentos, mensagens e comprovantes analisados pelo Intercept indicam que ao menos US$ 10,6 milhões já haviam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações ligadas ao projeto.
 

Nikolas Ferreira faz defesa apenas protocolar de Flávio Bolsonaro sobre o caso do pedido de dinheiro a Vorcaro
Foto: Beto Barata/PL

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), um dos principais expoentes do campo ideológico e político da direita, só foi comentar as conversas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro no final da noite desta quarta-feira (13). Nikolas, que há meses vem sendo criticado pela família Bolsonaro e seus seguidores de pouco se engajar na campanha presidencial do senador do PL, em postagem nas redes, fez uma defesa apenas protocolar do presidenciável do seu partido. 

 

“Não acredito em condenações precipitadas, assim como também acredito que transparência é sempre o melhor caminho. Flávio deu sua versão dos fatos e afirmou não haver qualquer ilegalidade em sua conduta”, disse Nikolas.

 

Após citar que Flávio Bolsonaro havia apresentado sua defesa a respeito do pedido de dinheiro ao dono do Banco Master para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, Nikolas Ferreira passou a relembrar outros escândalos, inclusive envolvendo o governo Lula.

 

“São muitos os escândalos que nosso país vem sofrendo. São notícias diárias de proporções gigantescas, como o escândalo do INSS ou dos contratos milionários envolvendo o Banco Master e ministros, além de pessoas ligadas ao Governo Lula”, afirmou o deputado.

 

Na parte final de sua postagem, o deputado do PL de Minas Gerais segue a mesma linha de defesa feita por diversos outros parlamentares e influenciadores de direita, comparando o dinheiro pedido por Flávio a outros filmes que teriam sido financiados pelo banco, sobre as vidas do presidente Lula e do ex-presidente Michel Temer. Nikolas Ferreira também segue na mesma linha adotada por Flávio Bolsonaro, de exigir a instalação da CPI do Banco Master.

 

“A pergunta que fica é: por que nenhuma tem a repercussão e indignação do que aconteceu hoje? Ou melhor: porque não há a mesma intenção de criminalizar o financiamento dos filmes de Lula e Temer feitos por Vorcaro? São essas e outras milhares de perguntas que precisam ser esclarecidas. Só há uma forma de elucidar todos os fatos envolvendo o Banco Master e as ações do Vorcaro: a instalação da CPMI. Quem agora silenciar, estará acusando o seu medo e, consequentemente, sua culpa”, concluiu o deputado. 

 

Nesse trecho da sua postagem, o deputado Nikolas Ferreira faz referência a uma informação divulgada nesta quarta pelo jornalista Lauro Jardim, do site de O Globo, de que Daniel Vorcaro teria injetado recursos nos filmes “963 dias — A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos”, sobre a gestão de Michel Temer, e “Lula”, um documentário dirigido em 2024 por Oliver Stone.

 

Após a divulgação da nota, o jornalista Lauro Jardim informou que recebeu resposta do produtor do documentário sobre Temer, negando ter pedido dinheiro a Vorcaro. Jardim também reproduziu nota da Secretaria de Comunicação da Presidência da República afirmando que não houve qualquer pedido, nem do presidente Lula e nem do governo federal, para o financiamento do documentário do cineasta Oliver Stone.

PF prende pai de Daniel Vorcaro em nova operação
Foto: Reprodução/Facebook

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (14), Henrique Vorcaro, o pai do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo informações da CNN Brasil, a prisão foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal.

 

A operação faz parte da investigação sobre as irregularidades no Banco Master, como nova fase da Compliance Zero. A ação foi realizada pela Diretoria de Combate ao Crime Organizado (Dicor) da PF. 

 

Henrique era apontado pela investigação como um dos beneficiários do filho, que chegou a depositar recursos na conta bancária do pai.

Erika Hilton pede investigação sobre relação entre Flávio Bolsonaro e banqueiro do Banco Master
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A deputada federal Erika Hilton (PSol) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para pedir a apuração de uma possível ligação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O pedido foi apresentado após reportagem do The Intercept Brasil divulgar mensagens e um áudio atribuídos ao pré-candidato à Presidência da República cobrando de Vorcaro recursos para o filme biográfico Dark Horse, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

Segundo a publicação, o empresário teria destinado cerca de R$ 61 milhões ao projeto entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações financeiras. O valor total negociado poderia chegar a R$ 134 milhões.

 

Em nota, Erika Hilton afirmou considerar “suspeita” a relação entre o senador e o banqueiro. “É inaceitável que um senador da República mantenha uma relação como essa”, declarou a parlamentar ao comentar o conteúdo divulgado.

 

Daniel Vorcaro foi preso preventivamente em novembro do ano passado durante a Operação Compliance Zero, que investigou supostas irregularidades financeiras relacionadas ao Banco Master. Dois dias depois, a instituição entrou em processo de liquidação.

 

 

PF investiga aplicação irregular de R$ 107 milhões da previdência no interior de SP; caso tem envolvimento com o Master
Foto: Polícia Federal/Divulgação

A Polícia Federal de Campinas (SP) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (13), uma operação para investigar a suspeita de gestão temerária na aplicação de R$107 milhões do instituto de previdência dos servidores públicos de Cajamar, município no interior paulista.

 

A apuração mira possíveis irregularidades em investimentos de alto risco no Banco Master, sem análise técnica adequada, com falhas de governança, ausência de estudos de risco e possível favorecimento a emissores específicos.

 

Agentes federais cumpriram seis mandados de busca e apreensão, emitidos pela 9ª Vara Criminal Federal, nas cidades de Cajamar, Boituva (SP) e São Paulo (SP). Os alvos são gestores do fundo de previdência de Cajamar que participaram do processo decisório.

 

O pedido judicial também determinou o afastamento de servidores das funções públicas e bloqueio de bens dos investigados. 

 

Segundo a PF, a investigação começou a partir de informações sobre irregularidades na aplicação de aproximadamente R$107 milhões em quatro Letras Financeiras emitidas por dois bancos privados. As informações são do g1. 

Após saída de Kakay, Ciro Nogueira contrata novo advogado para defesa no caso Banco Master
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) escolheu o advogado Conrado Gontijo para assumir sua defesa na investigação sobre o caso do Banco Master, após romper com o escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados, do criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay.

 

A troca ocorre quatro dias após Ciro ser alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal na nova fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Apesar da saída formal da banca de Kakay, a nova defesa permanece ligada ao mesmo círculo jurídico. Conrado Gontijo é afilhado de Kakay e mantém relação próxima com o agora ex-defensor do senador.

 

A saída do escritório foi comunicada nesta segunda-feira (11), por meio de nota assinada pelos integrantes da banca.

 

“O escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados vem comunicar que, em comum acordo com o senador Ciro Nogueira, não seguirá atuando para o parlamentar neste caso”, afirma o comunicado.

 

Embora a nota sustente que a decisão foi tomada “em comum acordo”, aliados de Ciro afirmam reservadamente que a mudança partiu do próprio senador e integra uma reorganização da estratégia jurídica e política após o avanço das investigações.

Alcolumbre, que pediu ajuda a Lula para se livrar da PF, deve ser o próximo grande alvo da investigação, diz revista
Foto: Reprodução CNN

Depois da operação de busca e apreensão da Polícia Federal que envolveu o senador Ciro Nogueira (PP-PI), por suspeita de envolvimento em ações de corrupção relacionadas ao Banco Master, o próximo grande alvo que estaria na mira dos investigadores seria o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Foi o que afirmou a coluna Radar da revista Veja, que chegou às bancas nesta sexta-feira (8). 

 

Segundo a coluna, as apurações da Polícia Federal estariam desvendando as relações de Alcolumbre com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A revista Veja afirma que, cientes dessa investigação, dois ministros do governo Lula já teriam procurado o presidente do Senado para dizer que o líder petista não tem responsabilidade sobre o que virá pela frente nos desdobramentos da investigação. 

 

O próprio Alcolumbre, segundo apuração da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, teria falado recentemente com o presidente Lula sobre a investigação da PF a respeito dele. A jornalista afirma que duas semanas antes da votação no Senado que rejeitou Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), Alcolumbre teria se queixado a Lula de estar sendo perseguido pela Polícia Federal, e pediu ao presidente que o ajudasse a se blindar do que chamou de “injustiças”. 

 

Malu Gaspar afirma que, na conversa, que ocorreu nos bastidores da posse do novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, Alcolumbre disse a Lula que a delação de Vorcaro viria com “muitas mentiras e injustiças” sobre ele e apelou ao presidente para que o ajudasse a ficar de fora. De acordo com o relato que fez a aliados, Lula respondeu que não tem como segurar delegado da PF, o Ministério Público Federal (MPF) e muito menos o Supremo. 

 

Alcolumbre, de sua parte, teria certeza de que será alvo de retaliação do PT, após manobrar pela derrota na indicação de Jorge Messias, tanto que, como diz a coluna Radar da Veja, até teria desabafado com um ministro do STF. “Todo dia vem alguém me avisar de alguma delação”, teria dito o senador amapaense. 
 

Mendonça afirma que não teve acesso à delação de Vorcaro e cobra colaboração “séria e efetiva”
Carlos Moura/SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, afirmou nesta quinta-feira (7) que não teve acesso à proposta de delação premiada apresentada pela defesa do banqueiro Daniel Vorcaro à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República.

 

A declaração foi divulgada após reportagens apontarem que o magistrado teria sinalizado resistência em homologar os atuais termos da colaboração. Em nota, Mendonça destacou que qualquer acordo de colaboração precisa apresentar resultados concretos para produzir efeitos jurídicos.

 

“A colaboração premiada é um ato de defesa, um direito assegurado ao investigado. Para que produza efeitos, a colaboração deve ser séria e efetiva”, afirmou.

 

O ministro também ressaltou que as investigações relacionadas ao Banco Master continuarão independentemente de eventuais delações. “Cabe esclarecer, ainda, que o ministro até o presente momento, não teve acesso ao teor do material entregue pela defesa à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República”, acrescentou.

 

O banqueiro está preso na superintendência da Polícia Federal em Brasília. Em março, ele voltou a ser alvo da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e a tentativa de compra da instituição pelo BRB.

Polícia Federal pede a André Mendonça que autorize envio de Daniel Vorcaro de volta a presídio da Papuda
Foto: Reprodução SBT News

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu um pedido da Polícia Federal para que o banqueiro Daniel Vorcaro seja enviado de volta à penitenciária federal de Brasília, no Complexo da Papuda. O pedido havia sido feito antes de Vorcaro, dono do Banco Master, ter finalizado e enviado sua proposta de delação premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à própria Polícia Federal.

 

Vorcaro está desde o dia 19 de março em uma sala na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele foi autorizado a deixar a penitenciária após negociar um acordo d delação premiada com a PGR e a PF. 

 

Segundo o SBT News, o pedido da PF a Mendonça foi feito por razões administrativas. Na superintendência, funciona uma carceragem usada apenas para presos de passagem, antes de serem enviados ao sistema penitenciário. Vorcaro foi alocado em uma sala de Estado-Maior reformada inicialmente para receber o ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

A presença do banqueiro no local alterou a rotina da administração, já que seus advogados o visitavam diariamente para trabalhar na confecção dos anexos de sua delação premiada e costumavam apresentar diversos pleitos à administração. Ele também recebe semanalmente a visita de seus familiares.

 

Como a proposta de delação já foi entregue, na última terça (5), a PF argumentou ao ministro do STF que não tem condições de manter Vorcaro indefinidamente alocado na superintendência e que o tempo já havia sido suficiente para que ele finalizasse a confecção da sua proposta. O argumento da corporação é de que não é mais necessária a presença do banqueiro na sede da Superintendência.
 

PF aponta suposta "mesada" de Vorcaro a Ciro Nogueira: "Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k?"
Foto: Reprodução / YouTube

A Polícia Federal identificou, em investigação da Operação Compliance Zero, indícios de pagamentos mensais recorrentes do banqueiro Daniel Vorcaro ao senador Ciro Nogueira (PP). Segundo a apuração, os repasses estariam ligados à atuação parlamentar em favor de interesses do Banco Master.

 

As informações constam em decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou medidas cautelares no âmbito da 5ª fase da Operação Compliance Zero. A nova etapa da investigação tem como alvos Ciro Nogueira e Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro.

 

De acordo com a PF, as suspeitas surgiram após a interceptação de diálogos entre Daniel Vorcaro e Felipe Vorcaro, apontado como operador financeiro do grupo. As mensagens tratam de uma parceria envolvendo a empresa BRGD S.A., ligada à família Vorcaro, e a CNLF Empreendimentos, empresa patrimonial atribuída ao senador.

 

Em uma das conversas, registrada em janeiro de 2025, Felipe Vorcaro menciona dificuldades para manter os pagamentos em razão do “aumento dos pagamentos” ao “parceiro brgd”.

 

Já em junho de 2025, segundo a investigação, Daniel Vorcaro questionou o atraso de dois meses nos repasses destinados a “ciro”. Em resposta, Felipe escreveu: “Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k?”, trecho que, segundo a PF, indicaria a existência de pagamentos mensais periódicos.

 

 

As investigações também relacionam os supostos repasses à apresentação da emenda nº 11 à PEC nº 65/2023, protocolada por Ciro Nogueira em agosto de 2024. A proposta previa elevar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite de garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) por depositante.

 

Segundo a PF, o texto da emenda teria sido elaborado pela assessoria do próprio Banco Master e entregue ao senador em um envelope. A investigação aponta ainda que, após a apresentação da proposta, Daniel Vorcaro teria afirmado que o texto “saiu exatamente como mandei”.

 

Ainda conforme os autos, interlocutores ligados ao banco avaliavam que a medida poderia “sextuplicar” os negócios da instituição financeira.

Caso Banco Master: PF deflagra nova fase da Operação Compliance Zero e mira Ciro Nogueira
Foto: Divulgação / Ascom / Ciro Nogueira

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (7), uma nova fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.

 

Entre os alvos da operação está o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas. Segundo informações divulgadas pela TV Globo, agentes da PF cumprem mandado de busca e apreensão em um endereço ligado ao parlamentar, em Brasília.

 

De acordo com a corporação, estão sendo cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal.

 

As medidas ocorrem nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.

 

A decisão judicial também determinou o bloqueio de bens, direitos e valores que somam R$ 18,85 milhões.

Daniel Vorcaro planeja devolver recursos para destravar acordo de delação no caso Banco Master
Foto: Divulgação

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, definiu uma estratégia para tentar destravar as negociações de um acordo de delação premiada junto à Polícia Federal (PF), à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Segundo aliados de Vorcaro, o plano prevê sinalizar aos investigadores a intenção de devolver parte dos recursos relacionados ao esquema investigado. De acordo com pessoas próximas ao banqueiro, ele tem ressaltado que a prioridade será “pagar tudo”.

 

A avaliação da defesa de Vorcaro é de que a devolução de valores pode contribuir para reduzir a tensão nas tratativas do núcleo penal da delação, facilitando a aceitação do acordo pela PF e pela PGR, além da posterior homologação pelo ministro André Mendonça, relator do caso envolvendo o Banco Master no STF.

 

Conforme o relato de aliados, André Mendonça considera essencial que Vorcaro indique o destino dos recursos desviados no esquema investigado e apresente mecanismos para devolução dos valores à União. O tema, inclusive, foi objeto de estudo do ministro durante o doutorado.

 

As informações são do Metrópoles.

Banco Master: Empresário baiano processa Vorcaro e Augusto Lima após perder R$ 485 mil em CDBs
Foto: Reprodução

O empresário baiano Francisco Leal Salles Neto, conhecido como Chico Salles entrou na Justiça contra executivos ligados ao Banco Master após registrar prejuízo financeiro decorrente de investimentos em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) da instituição. A ação busca responsabilizar diretamente Daniel Vorcaro, o também baiano Augusto Lima e Maurício Quadrado.

 

De acordo com as informações do processo, o empresário investiu R$ 710,4 mil em CDBs do banco entre janeiro de 2022 e abril de 2024, com rentabilidade de até 128% do CDI. Com a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, parte significativa do valor aplicado não foi recuperada, resultando em perda de R$ 485,4 mil.

 

Chico Salles foi ressarcido em R$ 250 mil por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre aplicações financeiras dentro do limite estabelecido. O valor restante é objeto da ação judicial.

 

O processo tramita na 3ª Vara de Relações de Consumo de Salvador e tem como objetivo alcançar o patrimônio pessoal dos executivos citados, com a finalidade de responsabilizá-los diretamente pelo prejuízo alegado.

 

Procurado, o advogado Ermiro Neto, responsável pela defesa do empresário, informou que não comenta ações em andamento. Francisco Leal Salles Neto é fundador da Faculdade Baiana de Direito e da Editora JusPodivm. Em perfil profissional, também se apresenta como empreendedor e investidor anjo.

 

Todas as informações são do Metrópoles.

Esposa e filhos de Alexandre de Moraes processam Alessandro Vieira por associar escritório da família ao PCC
Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

A advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ingressou com ação na justiça contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), com acusação de injúria e difamação, além de pedido de indenização de R$ 60 mil. Os filhos do casal, Giuliana e Alexandre, também participam da ação. 

 

A família Moraes acusa o senador do MDB de ter feito uma associação falsa de ligação deles com o Primeiro Comando da Capital (PCC), grupo criminoso de São Paulo. Viviane e seus filhos dizem também que Vieira sugeriu que eles teriam recebido dinheiro da facção criminosa.

 

A ação cita entrevista de Alessandro Vieira a um programa jornalístico do SBT News. Segundo a família Moraes, o senador, que foi relator da CPI do Crime Organizada, teria mencionado a existência de “chegada de recursos do PCC” e afirmou haver “circulação de recursos entre esse grupo criminoso e familiares” de ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes.

 

Viviane Barci e seus filhos alegam que o senador Alessandro Vieira teria extrapolado os limites da liberdade de expressão, e afirmam que a declaração criou uma associação direta e indevida entre o escritório da família e o crime organizado. Eles classificam a fala como falsa, difamatória e sem qualquer respaldo em investigações, afirmando que não há apuração contra os familiares nem contra o escritório de advocacia.

 

Em suas redes sociais, o senador Alessandro Vieira disse ter recebido a intimação do Tribunal de Justiça de São Paulo, e sustenta que a alegação da família Moraes seria falsa, e que ele jamais teria feito a associação entre o PCC e o escritório liderado por Viviane e os filhos. 

 

"Eu afirmei, e é fato notório e confessado, que eles receberam dinheiro do Master, que é um grupo criminoso. Essas tentativas de intimidação se somam às ameaças e ofensas dos ministros Toffoli e Gilmar e são sintomas de um quadro grave, onde uma elite se julga intocável", disse Vieira. 

 

"Vou seguir trabalhando com tranquilidade e firmeza para que o Brasil seja um dia um país onde a lei é igual para todos", completou o senador. 

 

Uma ação parecida já teve ganho de causa para a família Moraes. Em setembro de 2021, o TJ/SP condenou o então presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, a indenizar em R$ 50 mil o ministro Alexandre de Moraes. Posteriormente, a 1ª Câmara de Direito Privado negou recurso interposto pela defesa de Jefferson e aumentou o valor fixado em R$ 10 mil na primeira instância por danos morais.

 

O político foi condenado porque, em entrevistas à CNN Brasil e à Rádio Jovem Pan, disse que Moraes havia advogado para uma facção criminosa. “O maior grupo de narcotraficantes do Brasil, assassinos de policiais, de policiais militares, de policiais penitenciários, de policiais civis. E o advogado deles era o Alexandre de Moraes. E hoje, desgraçadamente, veste uma toga de ministro do STF”, afirmou o ex-deputado na ocasião.
 

Rui Costa rebate críticas sobre relação com Banco Master: “Na época nem Banco Master existia”
Foto: Reprodução / Antena 1

O ex-governador do Estado da Bahia, Rui Costa (PT), comentou sobre as correlaçãos apontadas por opositores entre a sua gestão, entre 2015 e 2023, com o escândalo do Banco Master. Em entrevista ao programa Linha de Frente, da Antena 1 (100.1), nesta terça-feira (28), o ex-ministro da Casa Civil afirmou que as acusações, em torno da venda do CredCesta, cartão de crédito vinculado a Cesta do Povo, não se sustentam. 

 

"Isso é coisa artificial. Quem acusava isso apareceu depois com contrato com consultoria para o Banco. Na época que nós vendemos a cesta do povo, com o cartão [Credcesta], nem Banco Master existia", afirmou o ex-ministro. 

 

Na entrevista, o ex-governador refez a linha do tempo da venda do CredCesta: "Nós não vendemos ao Banco, a cesta do povo não foi vendida ao Banco, ela foi vendida a um fundo de investimento espanhol. Nós tentamos vender uma vez, a segunda vez, e na terceira vez, depois de oferecer a Caixa Econômica, ao Banco do Brasil, a um monte de gente e banco público. E todos eram enfaticos dizendo: a única coisa de valor que tem nesse negócio ai que vocês estão vendendo é esse cartão de crédito da Cesta do Povo, isso vale algum dinheiro”, narra. 

 

O pré-candidato ao Senado destaca ainda que “vendemos a Cesta do Povo com a obrigação de que quem comprasse mantivesse, na época, no mínimo 50 lojas abertas, funcionando,por um prazo mínimo de 5 anos para manter aqueles empregos”. 


 

Para Rui, o problema real teria sido a própria Cesta do Povo, que, segundo ele foi uma “furada” criada pelo ex-governador Antonio Carlos Magalhães (ACM). “A Cesta do Povo foi criada por Antônio Carlos Magalhães, uma ideia que se mostrou, ao longo do tempo, furada, que deu um prejuizo bilionário ao Governo do Estado e ao povo baiano”, disse. 

 

“Era um supermercado que só dava prejuízo, não tem como um supermercado público estatal concorrer com um supermercado privado, não tem como”, conclui. 

PF faz operação para apurar gestão temerária de recursos públicos e aplicações no Banco Master
Foto: Reprodução / CNN Brasil

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (23), uma operação no âmbito de investigação que apura possível prática de gestão temerária de recursos de Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) no município de Santo Antônio de Posse, no interior de São Paulo.

 

Segundo a corporação, o foco do inquérito são aplicações financeiras em Letras Financeiras (LFs) que somam R$ 13 milhões, emitidas pelo Banco Master.

 

Durante a ação, policiais federais cumprem seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Santo Antônio de Posse e Mogi Mirim. Também foram determinadas medidas cautelares de afastamento de função pública e indisponibilidade de bens, expedidas pela 9ª Vara Federal de Campinas.

 

De acordo com a Polícia Federal, são alvos da operação um ex-diretor de instituto de previdência, uma supervisora de gestão e três servidores que integravam o comitê de investimentos à época dos fatos e que permanecem nas funções.

 

As informações são da CNN Brasil.

Ex-presidente do BRB contratou ex-ministro de Dilma para sua defesa com objetivo de fazer delação, diz colunista
Foto: Divulgação Banco Master e Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

Seguindo o mesmo caminho do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, decidiu trocar a sua equipe de defesa com objetivo de iniciar negociações para fechar um acordo de delação premiada. Costa será defendido pelo advogado Eugênio Aragão, que foi ministro da Justiça no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. 

 

A informação sobre a mudança de advogado foi dada pela colunista Malu Gaspar, do site de O Globo. Fontes da jornalista afirmaram que o ex-presidente do BRB, que está preso, precisa “passar à frente” de Vorcaro porque sabe que, se o dono do Master fechar o seu acordo antes, será ainda mais difícil para ele oferecer informações relevantes o suficiente para obter um acordo de delação premiada com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República.

 

Paulo Henrique Costa é acusado pela Polícia Federal de corrupção passiva e lavagem de dinheiro de propinas recebidas do Master para aprovar as compras de carteiras fraudulentas durante o processo em que o BRB tentava autorização para compra do banco de Daniel Vorcaro. Os investigadores identificaram seis imóveis que teriam sido recebidos como propina, quatro em São Paulo e dois em Brasília, avaliados em R$ 146 milhões no total.

 

De acordo com a PF, R$ 74,6 milhões foram efetivamente pagos – o pagamento total não teria sido efetuado porque Vorcaro teria tido conhecimento da investigação sigilosa aberta pelo Ministério Público Federal (MPF) para apurar as transações.

 

Nesta quarta-feira (22), o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou julgamento virtual na Segunda Turma para confirmar ou não a manutenção da prisão de Paulo Henrique Costa. Os ministros André Mendonça e Luiz Fux votaram para manter a prisão do ex-presidente do BRB.  

 

Em sessão virtual, Mendonça, relator do caso, reforçou os argumentos citados na ordem de prisão de Costa, expedida na semana passada. Fux acompanhou o colega sem apresentar um voto escrito. O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para se manifestar sobre a prisão.
 

Daniel Vorcaro passa mal na sede da Polícia Federal em Brasília e recebe atendimento médico
Foto: Reprodução / SAP

O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, passou mal enquanto estava detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e precisou de atendimento médico.

 

O episódio ocorreu na última segunda-feira (20). O médico responsável realizou exames e, após avaliação, liberou o banqueiro para permanecer na unidade da PF.

 

De acordo com aliados de Vorcaro, há previsão de realização de novos exames nos próximos dias em ambiente hospitalar. Para isso, será necessária autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.

 

Conforme já noticiado, o empresário permaneceu cinco dias sem contato com seus advogados. O período teve início na sexta-feira (17), em razão de uma dedetização nas dependências da PF, e se estendeu até a terça-feira (21), feriado de Tiradentes.

Governadora do DF critica má vontade da gestão Lula e diz ter impressão de que querem que o "BRB quebre"
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Em entrevista à CNN nesta segunda-feira (20), a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, disse enxergar pouca boa vontade do governo Lula de ajudar na recuperação do Banco de Brasília (BRB), envolvido em operações ilegais junto ao Banco Master. A impressão da governadora é de que o Palácio do Planalto e o Ministério da Fazenda desejam que o “BRB quebre”. 

 

“Todos os bancos privados têm sentado, têm negociado com o BRB. Os únicos bancos que não têm negociado com o BRB são a Caixa Econômica e o Banco do Brasil. A impressão que se passa por parte do governo federal é de que a vontade dele é que o banco do Distrito Federal quebre mesmo, independentemente de responsabilidade de quem quer que seja”, disse Celina à CNN.

 

Para a governadora do DF, uma ajuda do governo federal para evitar uma eventual liquidação do BRB “não seria nenhum favor”. Celina Leão esteve no início do mês com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em busca de soluções para o equilíbrio financeiro do BRB. 

 

À CNN, Celina Leão negou que haveria disposição para discutir contrapartidas do Distrito Federal — como uma mudança do cálculo do fundo constitucional do DF — em um eventual socorro da União ao banco.

 

“O governo do PT tentou por duas vezes retirar isso [o fundo constitucional do DF] de nós. Nós enfrentamos com muita firmeza, e não vai ser agora, diante de uma dificuldade, que eles vão colocar isso na mesa e nós vamos acatar. Não há a mínima possibilidade de recuo para esse tipo de diálogo”, destacou.

 

Em tom crítico ao governo Lula, Celina disse que a postura do governo, de impor dificuldades para salvar o BRB da falência, não seria “republicana”. Apesar das críticas, ela aproveitou e fez um apelo para que o Poder Executivo pense “nos trabalhadores”, e mencionou os cerca de seis mil servidores cotistas do BRB e que dependem exclusivamente do banco.

 

“Quando você deixa um banco quebrar, você traz um cenário muito instável para o mercado financeiro. Então, acho que a responsabilidade não era de colocar uma negociação na mesa, a responsabilidade era institucional, pensando nos trabalhadores”, explicou a governadora do DF.
 

Ilha paradisíaca na Bahia ligada ao Banco Master já recebeu Daniela Mercury, Gianecchini e Brown
Foto: Divulgação

Um destino paradisíaco localizado ao norte de Candeias, Região Metropolitana de Salvador (BA), passou a receber todos os holofotes nos últimos dias após a ligação com o Banco Master.

 

A Ilha da Paixão, rebatizada com esse nome em meados de 2023, teve seu direito de ocupação vendido por R$ 1,3 milhão, em julho de 2023, à empresa RC Participações, Assessoria e Consultoria Empresarial S.A., segundo documento do cartório de Candeias obtido pela coluna de Milena Teixeira, do Metrópoles.

 

O local já recebeu diversas estrelas brasileiras para eventos voltados para a elite de Salvador, com ingressos que chegavam a ultrapassar R$ 500.

 

De acordo com a colunista, artistas como Daniela Mercury, Carlinhos Brown, Reynaldo Gianecchini e Jau, chegaram a cantar no local, que recebeu a festa SIM, organizada pela produtora Diva Entretenimento.

 

A RC, atual proprietária da ilha, é uma sociedade anônima com capital de R$ 45,5 milhões que foi adquirida pelo Falcon Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, por meio de contrato celebrado em 18 de janeiro de 2023.

 

A publicação ouviu dez pessoas, que afirmaram que a ilha foi adquirida por Augusto Lima do empresário Eduardo Valente. Um documento da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostra que Valente repassou à RC o direito sobre o heliponto da ilha em julho daquele ano.

 

Ainda de acordo com as fontes da coluna, o ex-sócio de Vorcaro promoveu ampla reforma após a aquisição do local.

 

Augusto Lima foi procurado para falar sobre o caso, no entanto, a defesa do empresário informou que ele não irá se manifestar. 

Após escândalo do Master, crise de reputação do STF bateu recorde histórico, revela pesquisa Quaest
Foto: Edu Mota / Brasília

A crise reputacional do Supremo Tribunal Federal (STF) avança em ritmo acelerado, e pesquisas recentes mostram que mais da metade da população desconfia da atuação dos ministros da Corte, patamar inédito verificado pelos institutos. É o que revela a Coluna do Estadão, na edição do jornal paulista deste domingo (19). 

 

De acordo com a coluna, em meio ao escândalo do Banco Master e das revelações de envolvimento de magistrados com o banqueiro Daniel Vorcaro, um recorte da última pesquisa Genial/Quaest, feita com entrevistas de 10 a 13 de abril, mostra que pela primeira vez em uma série histórica iniciada em 2022, mais da metade da população desconfia do Supremo. 

 

O índice de brasileiros que afirmam não confiar nos ministros do STF é recorde e chegou a 53% em abril deste ano. A parcela que confia na Corte é de 41%. O restante não soube ou não respondeu. 

 

Para se ter ideia de como a credibilidade do Judiciário vem derretendo, segundo dados obtidos pela Coluna do Estadão, na primeira vez que o levantamento foi feito pela Quaest, 56% dos entrevistados tinham avaliação positiva do STF.

 

O cruzamento das linhas positiva e negativa e a tendência de queda mais acentuada da credibilidade do STF ocorreram entre agosto de 2025 e março de 2026, ou seja, justamente quando o escândalo do Master estourou. Em agosto do ano passado, a maioria (50%) confiava na atuação dos ministros e 47% não. 

 

A linha positiva começou a cair a partir de então e, em março, a descrença superou a avaliação positiva, chegando agora a 53% de desconfiança.

 

Os dados estratificados mostram que a percepção sobre os ministros do STF varia significativamente conforme a região e a renda do entrevistado. A maior taxa de rejeição à Corte está no Sul, com 62%, e no Sudeste, 59%. Há também a análise de que, quanto maior é a renda familiar do entrevistado, maior é a falta de confiança no Supremo. 

 

Entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, 60% não acreditam no STF. Entre os que recebem até dois salários mínimos, o cenário é de empate técnico – 47% desconfiam e 45% não, aponta o recorte da Quaest divulgado pela Coluna do Estadão.
 

Escritório de advogados da Bahia entra na mira da PF sobre caso Banco Master
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

Um escritório de advocacia com sede em Salvador passou a ser alvo de atenção da Polícia Federal (PF) no âmbito das investigações relacionadas ao caso Banco Master.

 

De acordo com a Folha de S. Paulo, entre os 91 escritórios de advocacia que receberam, ao todo, R$ 543 milhões do banco ao longo de quatro anos, um deles deve ter tratamento prioritário nas apurações.

 

Trata-se do escritório Gabino Kruschewsky Advogados, apontado como o quarto que mais recebeu recursos do banco comandado por Daniel Vorcaro, com repasses que somam R$ 54 milhões entre os anos de 2022 e 2025. O escritório tem como um dos sócios Eugênio Kruschewsky, procurador do Estado da Bahia, e está sediado em Salvador, cidade que também é origem de um dos principais produtos do Banco Master, o Credcesta.

 

Em nota enviada à reportagem, o escritório informou ter atuado em 45 mil processos em favor do Banco Master, com mais de 30 mil ainda em andamento. No entanto, conforme certidão de distribuição do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), existem quase sete mil processos registrados em nome do banco.

 

Entre as ações judiciais movidas contra o Banco Master, se destacam duas ações coletivas propostas pela Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia. À época, a entidade era presidida por Carlos Kauark Kruschewsky. As ações teriam sido ajuizadas para questionar supostas irregularidades em empréstimos consignados do Credcesta, que pertenceu à Empresa Baiana de Alimentos [Ebal], cuja gerente jurídica era Luiá Kruschewsky.

 

Ainda segundo informações, a defesa do Banco Master nessas ações foi conduzida por Eugênio Kruschewsky, procurador do Estado da Bahia e primo de André Kruschewsky, então diretor jurídico da instituição financeira, responsável pela contratação do advogado.

 

Ao Bahia Notícias, o escritório encaminhou posicionamento para esclarecer alguns pontos relevantes. "O escritório não atua apenas no Estado da Bahia. Sua operação é nacional, com presença em 19 unidades da federação: AC, AP, AM, CE, PE, PI, TO, AL, RN, SE, RJ, PR, BA, PA, PB, ES, MA, RR e RO", diz a nota.

 

"Por essa razão, o volume de processos sob sua condução é significativamente superior aos cerca de 7 mil mencionados, número que se refere apenas ao estado de origem da banca", finalizou o escritório. 

Governo da Bahia nega transferência de recursos a associação vinculada ao Banco Master; entenda
Foto: Divulgação

O governo estadual da Bahia negou a realização de transferência de recursos à associação vinculada a Augusto Lima, ex-diretor do Banco Master. Em nota enviada à imprensa neste sábado (11), o governo de Jerônimo Rodrigues (PT) alegou que os valores repassados à Associação dos Servidores da Saúde do Estado (Asseba) são referentes a descontos realizados na folha de pagamento dos funcionários associados, mediante autorização. 

 

O caso veio a público nesta sexta-feira (10), por meio de uma reportagem do Estadão. Segundo as informações obtidas pela reportagem, o governo da Bahia teria realizado uma transação financeira de R$ 140,1 milhões à associação de servidores controlada pelo ex-diretor do Banco Master, Augusto Lima. A partir desse pagamento, a entidade de Lima teria repassado o valor a empresas dele mesmo e ao próprio Banco Master.

 

Em nota, o governo destaca que “não é uma operação financeira, não é empréstimo consignado, não decorre do Credcesta, que não foi criado em 2018 como diz a matéria, mas, em 1996, pelo então governador Paulo Souto”, diz. 

 

A gestão estadual ainda aponta que “o desconto em folha de taxa associativa está permitido em lei e decorre obrigatoriamente da autorização do servidor”, e que, portanto, o pagamento seria um repasse e não um investimento. 

 

Considerando este formato de operação, o governo baiano destaca que os contratos entre os servidores e a instituição financeira mencionada são privados. “O Estado da Bahia não controla ou gerencia nenhuma associação de servidores, não podendo ser envolvido como responsável no destino dado por qualquer associação aos valores pagos por seus associados.” 

 

Confira o texto na íntegra: 

“Não é verdade que o governo “injetou” 140 milhões em uma associação de servidores controlada por Augusto Lima, que teria repassado recursos ao banco de Daniel Vorcaro. O governo da Bahia nunca investiu um centavo nas associações citadas pela matéria.

Os valores em questão se referem a descontos em folha de pagamento da taxa de associação autorizado pelos servidores associados. Näo é uma operação financeira, não é empréstimo consignado, não decorre do Credcesta, que por sinal não foi criado em 2018 como diz a matéria, mas, em 1996 pelo então governador Paulo Souto.

O desconto em folha de taxa associativa está permitido em lei e decorre obrigatoriamente da autorização do servidor. Trata-se de repasse. O Estado da Bahia não controla ou gerencia nenhuma associação de servidores, não podendo ser envolvido como responsável no destino dado por qualquer associação aos valores pagos por seus associados. 

Cabe esclarecer ainda que, esta situação sequer se coloca no mesmo enquadramento jurídico do crédito consignado, apesar de o estado, também neste caso, ser mero repassador de descontos autorizados por servidores para diversos bancos credenciados. O contrato neste caso também é entre privados, o servidor e a instituição financeira”

 

Governo da Bahia pagou R$ 140 mi a associação que repassou R$ 101 mi ao Master, diz relatório do Coaf
Foto: AL-BA

O governo da Bahia realizou um pagamento de R$ 140,1 milhões à associação de servidores controlada pelo ex-diretor do Banco Master, Augusto Lima. A partir desse pagamento, a entidade de Lima teria repassado o valor a empresas dele mesmo e ao próprio Banco Master. É o que aponta um dos relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que foi entregue à CPI do Crime Organizado. 

 

As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (11) pelo Estadão e o relatório expõe transações no período entre maio de 2024 e novembro de 2025, no governo de Jerônimo Rodrigues (PT). A associação vinculada a Augusto Lima é a  Associação dos Servidores da Saúde do Estado (Asseba).

 

O documento do Coaf diz que R$ 65 milhões foram transferidos diretamente pela secretaria estadual da Fazenda, e outros dois fundos de pensão de servidores públicos estaduais, geridos pelo governo da Bahia, realizaram o pagamento dos outros R$ 74,1 milhões, antes que os valores fossem repassados ao Master. 

 

A entidade, conforme destacou o Coaf, é gerida pelo Instituto Terra Firme, fundado por Augusto Lima e atualmente comandado pela sua mulher, Flávia Peres, ex-ministra da Secretaria de Governo de Jair Bolsonaro (PL). O governo estadual e a equipe de Augusto Lima não se manifestaram sobre o assunto.

Gilmar Mendes também voou em aviões de Vorcaro; lista de viajantes inclui Moraes, Toffoli e Nunes Marques
Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro Gilmar Mendes, de acordo com reportagem divulgada pelo jornal Estado de S.Paulo nesta quinta-feira (9), aumentou a lista de magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF) que voaram em aviões pertencentes ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Segundo o Estadão, Gilmar voou de Diamantino (MT) até Brasília em um avião da Prime You, empresa da qual Vorcaro, era sócio. 

 

Além de Gilmar, revelações de veículos de imprensa nas últimas semanas mostraram que também utilizaram aviões ligados a empresas de Daniel Vorcaro os ministros do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques. Moraes e sua esposa, Viviane Barci, foram um dos mais assíduos a utilizar os jatinhos, com oito viagens para os aeroportos de Congonhas e Catarina, em São Paulo. 

 

Sobre Gilmar Mendes, o Estadão revela que no dia 1º de janeiro do ano passado, o magistrado embarcou em voo de Diamantino (MT), onde seu irmão, Chico Mendes, tomou posse como prefeito. Gilmar teria ido da cidade até Brasília em um dos modelos operados pela empresa.

 

Ao Estadão, a companhia confirmou a viagem, por meio de sua assessoria. A empresa informou ainda que Marcos Molina, presidente do Conselho de Administração da MBRF, tem uma cota da aeronave operada pela Prime, mas negou relação pessoal ou comercial do executivo com Vorcaro.

 

Registros de movimentação no Aeroporto de Brasília obtidos pela reportagem do Estadão indicam que o avião identificado pelo código PT-PVH saiu de Diamantino às 16h38 do dia 1º de janeiro de 2025 com destino a Brasília. O modelo, um Phenom 300 da Embraer, pertence à PT-PVH Administração de Bem Próprio, presidida por Marcus Vinícius da Mata, sócio da Prime You, que opera a aeronave.

 

Procurado pelo jornal Estado de S.Paulo, Gilmar negou ter conhecimento sobre a relação da aeronave com a companhia de Vorcaro. O ministro disse ter aceitado uma carona oferecida pelo empresário Marcos Molina, presidente do Conselho de Administração da MBRF, grupo que resultou da fusão entre dois dos maiores frigoríficos do País, a BRF e a Marfrig.
 

Empresa de Leo Dias recebeu R$ 9,9 milhões do Master e outros R$ 2 milhões de firma ligada ao banco, diz Coaf
Foto: Reprodução / SBT

Uma empresa do jornalista Leo Dias recebeu ao menos R$ 9,9 milhões diretamente do Banco Master, conforme relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A informação é do Estadão.

 

Segundo o documento, a instituição financeira ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro realizou seis pagamentos à Leo Dias Comunicação e Jornalismo entre fevereiro de 2024 e maio de 2025. Além disso, o jornalista recebeu outros R$ 2 milhões de uma empresa que teve aportes do Master como principal fonte de receita, conforme outro informe do Coaf.

 

Em nota, Leo Dias afirmou que os valores estão relacionados a um contrato de publicidade firmado com o Will Bank, que integrava o conglomerado do Banco Master e posteriormente foi liquidado pelo Banco Central.

 

“O Grupo Master, por meio da marca Will Bank, manteve contrato publicitário com empresas do Grupo Leo Dias Comunicação no período de outubro de 2024 a outubro de 2025”, declarou.

 

De acordo com o relatório, R$ 34,9 milhões foram movimentados nas contas da empresa do jornalista ao longo dos 15 meses analisados pelo órgão. Os repasses do Banco Master correspondem a cerca de 28% do faturamento da Leo Dias Comunicação no período.

Coaf aponta repasse de R$ 27 milhões do Banco Master ao Metrópoles e movimentações para empresas ligadas a Luiz Estevão
Foto: Reprodução / SBT

O Banco Master repassou R$ 27,2 milhões ao site de notícias Metrópoles entre 2024 e 2025, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O veículo é comandado pelo ex-senador Luiz Estevão. As informações foram reveladas pelo jornal Estadão.

 

De acordo com o documento, os pagamentos foram classificados como suspeitos. O relatório aponta que o Metrópoles realizou “débito imediato” de valores recebidos do banco para outras empresas da família de Luiz Estevão, o que, segundo o Coaf, “pode configurar possível movimentação de recursos em benefício de terceiros”.

 

O órgão também classificou os aportes como “inusitados” e destacou que a movimentação financeira do veículo seria “incompatível com o faturamento médio mensal”.

 

Procurado, Luiz Estevão afirmou que os repasses se referem ao patrocínio do Will Bank — que pertencia ao Banco Master — à transmissão da Série D do Campeonato Brasileiro de 2025, realizada pelo Metrópoles, além da venda dos naming rights da competição. Sobre as transferências para empresas da família, o ex-senador declarou que pode dar a destinação que considerar adequada aos valores recebidos.

 

Ao todo, o Banco Master transferiu R$ 27.283.800 à empresa Metrópoles Marketing e Propaganda LTDA. No segundo semestre de 2024, foram realizados dois pagamentos que somaram R$ 838,8 mil. O restante dos valores foi repassado entre janeiro e outubro de 2025.

BRB comprou R$ 30,4 bilhões em ativos do Banco Master e manteve aquisições após identificar fraudes, apontam documentos
Foto: Agência Brasil

O Banco de Brasília (BRB) adquiriu R$ 30,4 bilhões em carteiras do Banco Master desde 1º de julho de 2024, segundo planilhas de prestação de contas obtidas via Lei de Acesso à Informação (LAI).

 

Além desse montante, outros R$ 10,8 bilhões foram incorporados por meio de operações classificadas como “substituições”. Nesse modelo, o BRB devolvia ao Master carteiras consideradas problemáticas do Credcesta e recebia novos ativos em troca.

 

As aquisições começaram em julho de 2024 e envolveram diferentes tipos de ativos, incluindo crédito de varejo, atacado, CDI, CRI e fundos. Em março de 2025, o BRB identificou que parte das carteiras adquiridas apresentava indícios de fraude.

 

Apesar disso, as negociações não foram interrompidas. Após a identificação das irregularidades, o banco realizou novas compras que somaram R$ 20,7 bilhões em produtos do Master.

 

Outro ponto mencionado nos documentos é a negativa do Banco Central do Brasil à tentativa de aquisição do próprio Banco Master pelo BRB, em setembro de 2025. Mesmo após a rejeição, o BRB repassou mais R$ 1,9 bilhão à instituição financeira.

 

Todas as informações são do Metrópoles.

Revista diz que Vorcaro não deve comprometer Lula nem Flávio e quer que delação "seja positiva para o país"
Foto: Reprodução Redes Sociais

Informações obtidas pela coluna Radar, publicada na edição desta sexta-feira (3) da revista Veja, afirma que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, até o momento, não indicou que na sua delação premiada irá apresentar provas contra os dois principais candidatos a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. 

 

Vorcaro, que está preso desde o dia 4 de março na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, está separando sua delação em blocos, e segundo a coluna Radar, o que teria aparecido até agora indica que nem Lula nem Flávio Bolsonaro devem ser incriminados. Já no capítulo sobre o Congresso Nacional, a delação do dono do Banco Master deve apresentar revelações sobre conexões dele com uma bancada multipartidária.

 

A revista Veja teria recebido informações de que o dono do Master vem concentrando as informações sobre pagamentos de propinas e negociatas com políticos num único capítulo da sua delação. Há também um bloco específico sendo preparado por Vorcaro para citações que envolvem empresários e outro para o mercado financeiro.

 

Vorcaro também está separando informações sobre o que pretende contar a respeito de suas relações com o Banco Central. Em mais esse anexo exclusivo, de acordo com a Veja, além de detalhar os fatos já conhecidos, Daniel Vorcaro deve revelar o envolvimento de novos personagens na rede de lobby do Banco Master.

 

Em relação às relações com ministros do STF e seus familiares, paira um grande mistério sobre que fatos serão revelados por Vorcaro na sua delação. A coluna afirma que se surgir alguma acusação consistente, será o plenário do Supremo que decidirá sobre a abertura de investigação contra integrantes da Corte.

 

Já em um outro anexo que está sendo montado pelo ex-banqueiro, serão apresentadas informações contundentes a respeito da trama que envolveu a tentativa de compra do Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB). A coluna Radar diz que as revelações de Vorcaro comprometerão o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, candidato ao Senado. 

 

Interlocutores do dono do Master afirmam que ele deseja, com a sua delação, “fazer uma coisa positiva para o Brasil”. O prazo estimado por esses interlocutores de Vorcaro é de que a totalidade da delação será apresentada ao ministro André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal (STF) em até 45 dias. 
 

Jerônimo envia à AL-BA projeto para modificar empréstimo de R$ 200 milhões firmado em 2021 por Rui Costa com o BRB
Foto: Wuiga Rubini / GovBA

O cenário de instabilidade no Banco de Brasília (BRB) levou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) a enviar um projeto de lei que altera a instituição financeira responsável por um empréstimo de R$ 200 milhões contratado em 2021, durante a gestão de Rui Costa. A proposta foi recebida nesta segunda-feira (1º) pela Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), sob solicitação de tramitação em regime de urgência.

 

O PL proposto por Jerônimo altera um artigo da lei aprovada na AL-BA em 2021 para realizar a modificação do BRB pelo Banco do Brasil. Na justificativa, o governador não cita as suspeitas de envolvimento do banco da capital federal nos escândalos do Banco Master e informa que as motivações para a contratação da operação de crédito foram mantidas.

 

“A presente proposição visa promover ajustes na Lei nº 14.391, de 14 de dezembro de 2021, que autorizou o Poder Executivo a contratar operação de crédito interno, aperfeiçoando sua redação para explicitar a contratação da operação junto ao Banco do Brasil S.A [...] permanecendo inalteradas as finalidades da operação de crédito autorizada”, escreveu o governador.

 

O pedido de alteração ocorre durante investigações contra o BRB, as quais apontam um envolvimento com o operações fraudulentas do Banco Master. A estatal é citada na aquisição de ativos irregulares.

 

No mercado financeiro, o BRB anunciou na noite de terça (31) que iria cumprir o prazo definido em lei para divulgar o balanço consolidado de 2025.

 

A legislação brasileira prevê que todas as instituições financeiras no país têm até o fim de março para divulgar suas demonstrações financeiras do ano anterior.  O BRB não informou uma data prevista para a divulgação dos dados.

Perícia encontra mais de 8 mil vídeos em celulares de dono do Banco Master
Foto: Divulgação/SEAP-SP

Peritos que analisam os celulares apreendidos com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, identificaram mais de 8 mil vídeos. O material foi extraído de nove aparelhos ligados ao banqueiro, obtidos em diferentes fases da investigação. Além dos vídeos, há grande volume de outros arquivos digitais sob análise.

 

Entre os registros, há conteúdos pessoais e profissionais, com arquivos antigos e recentes. Os peritos têm separado interações corriqueiras do material que pode ter relevância para a investigação. Diante da quantidade de dados, a análise exige tempo e cautela para evitar conclusões precipitadas, segundo pessoas com acesso ao caso.

 

Imagens de Vorcaro ao lado de políticos e autoridades também estão sendo analisadas. A avaliação, porém, é que registros de presença em eventos ou encontros sociais, por si só, não configuram indícios de irregularidades.

 

Por isso, o material tem sido tratado com cautela, sendo necessário cruzamento com outras provas para verificar eventual relevância.

 

Segundo o jornal O Globo, a avaliação de peritos é que, à medida que os arquivos forem examinados, novas frentes de investigação podem ser abertas, inclusive com base em elementos ainda não identificados.

 

Vorcaro está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde 19 de março, onde negocia um possível acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal.

Ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima aportou R$ 75 milhões em fundo em um único dia, indicam documentos
Foto: Paulo Mocofaya / Agência AL-BA

Documentos financeiros apontam que o empresário Augusto Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master, realizou um aporte de R$ 75,3 milhões em um único dia em um fundo de investimento estruturado.

 

Segundo os registros, publicados pelo Metrópoles neste sábado (28), a movimentação ocorreu em 17 de setembro de 2019, por meio do fundo 918 FI MM CP, classificado como veículo de investimento restrito e gerido pela WNT Gestora. O período coincide com a fase de expansão do Banco Master no mercado de crédito consignado.

 

De acordo com extrato de movimentação de cotistas, o valor integral foi aplicado na mesma data. A WNT Gestora, responsável pela administração do fundo, também é mencionada em investigações por sua proximidade com o grupo ligado a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

 

Atualmente, Augusto Lima figura entre os alvos da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF), que apura um suposto esquema de fraudes bilionárias e pagamento de propinas.

 

A defesa do empresário afirma que todas as movimentações financeiras realizadas por ele são lícitas e devidamente declaradas aos órgãos competentes.

Ex-noiva de Vorcaro se pronuncia pela 1ª vez, nega conhecimento sobre esquema e relata “linchamento” após vazamentos
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A influenciadora e modelo Martha Graeff, ex-noiva do banqueiro Daniel Vorcaro, fez sua primeira manifestação pública sobre as investigações envolvendo o Banco Master. Em carta divulgada nesta sexta-feira (27), ela afirmou estar vivendo as “piores semanas” de sua vida e negou qualquer conhecimento prévio sobre os supostos esquemas.

 

“Não, eu não sabia. Soube exatamente como a maioria dos brasileiros: pela imprensa”, escreveu.

 

Na manifestação, Martha rebateu suspeitas de que teria participado ou se beneficiado de eventuais irregularidades. Segundo ela, se autoridades, órgãos reguladores e parceiros de negócio não desconfiavam das atividades de Vorcaro, não haveria motivo para que ela questionasse o então companheiro.

 

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A influenciadora também negou ter recebido bens ou participado de ocultação de patrimônio investigada pela Polícia Federal. De acordo com o relato, seu patrimônio é resultado de uma carreira internacional iniciada ainda na adolescência.

 

“Não faço parte de nenhum trust, nem recebi imóveis, carros ou barco, como estão dizendo irresponsavelmente”, afirmou.

 

Ela destacou ainda que o relacionamento com Vorcaro, que durou cerca de um ano e oito meses, ocorreu majoritariamente à distância, com ela residindo nos Estados Unidos e o banqueiro no Brasil, o que limitava seu contato com a rotina e os negócios do ex-companheiro.

 

Martha também criticou o vazamento de mensagens pessoais anexadas ao processo, classificando a exposição como uma tentativa de “vulgarização”. Segundo ela, os efeitos da repercussão atingiram diretamente sua família, incluindo a filha de 6 anos.

 

“Fui linchada, cancelada e vulgarizada. A quem interessa tudo isso?”, questionou.

 

Enquanto a influenciadora tenta se desvincular do caso, Vorcaro, que está preso, negocia os termos de uma possível delação premiada no âmbito das investigações, que podem alcançar outros núcleos do sistema financeiro.

 

Em entrevista recente, o advogado da modelo, Lúcio de Constantino, afirmou que a cliente enfrenta um “estado de choque e profunda decepção” após a prisão do banqueiro.

 

Leia a íntegra da carta de Martha Graeff:

“Aos meus familiares, amigos, parceiros de trabalho e voluntariado, às pessoas que me acompanham no dia a dia e a todos os cidadãos de bem interessados em entender o que está acontecendo em nosso país e não apenas em julgar e punir injustamente - esclareço informações inverídicas e caluniosas que circulam a meu respeito.

Em primeiro lugar, sobre tudo que veio à tona nas últimas semanas: Não, EU NÃO SABIA. Soube exatamente como a maioria dos brasileiros: pela imprensa. E, não, eu não desconfiava, assim como também não sabiam e não desconfiavam os órgãos reguladores e autoridades, parceiros de negócio, clientes e tantos outros. Não havia contra ele qualquer investigação conhecida, sequer acusações. Além disso, ele atuava em uma área fiscalizada, regulada, eu simplesmente não tinha qualquer razão para não acreditar.

As últimas semanas têm sido as piores da minha vida e não atinge só a mim, mas também à minha filha, uma menina de 6 anos, e a meus familiares. Minha vida privada foi invadida, conversas íntimas, que nada têm a ver com as investigações em curso, vazaram e foram expostas de maneira criminosa - e conveniente. Fui linchada, cancelada e vulgarizada. A quem interessa tudo isso?

Eu me apaixonei por um homem que era especial não apenas comigo, mas também com a minha família e com os meus amigos. Um pai e um empresário bem-sucedido, respeitado por pessoas respeitáveis, não apenas no Brasil, mas no exterior. Nosso relacionamento de cerca de 1 ano e oito meses sempre foi à distância, eu morando nos Estados Unidos, ele no Brasil. Por isso, falávamos muito por mensagens.

Sobre as acusações de ter sido beneficiada pela transferência de bens para o meu nome, também não são verdadeiras. Nunca me envolvi em negócios do meu ex-namorado, nem sabia de detalhes de sua atuação. Não faço parte de nenhum trust, nem recebi imóveis, carros ou barco, como estão dizendo irresponsavelmente. Trabalho desde os meus 14 anos, portanto, há 26 anos, dos quais, moro fora do Brasil há mais de 20 anos. Todo meu patrimônio foi construído por mim e está devidamente declarado.

Me sinto quebrada por dentro e por fora, mas não escrevo essa manifestação como vítima. Estou aqui como mulher, como mãe e como profissional, tentando superar essa imensa dor. E com o mesmo esforço, foco e determinação que sempre tive até aqui, pretendo passar por esse momento de cabeça erguida.

Martha Graeff, em 27 de março de 2026”

CEO do Grupo Fictor, Rafael Góis é alvo da PF em operação que mira fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal
Foto: Reprodução/Linkedin

Rafael Góis, CEO e sócio do grupo Fictor, e o ex-sócio da instituição financeira Luiz Rubini estão entre os alvos de uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Polícia Militar (PM), deflagrada na manhã desta quarta-feira (25), que apura a atuação de uma organização suspeita de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal.

 

Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal em São Paulo e são cumpridos em municípios paulistas - Rio Claro, Americana e Limeira - além de cidades no Rio de Janeiro e na Bahia. A decisão judicial também determinou o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões. Segundo as investigações, o volume das fraudes pode ultrapassar R$ 500 milhões.

 

Também foram autorizadas medidas cautelares para rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de dezenas de pessoas físicas e jurídicas investigadas.

 

De acordo com a PF, a investigação que resultou na Operação Fallax teve início em 2024, após a identificação de indícios de um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas. As apurações apontam que o grupo atuava por meio da cooptação de funcionários de instituições financeiras e da utilização de empresas para movimentação e ocultação de valores.

 

Ainda conforme a investigação, a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos ilícitos. Funcionários inseriam dados falsos em sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Em seguida, os valores eram convertidos em bens de alto valor e criptoativos, com o objetivo de dificultar o rastreamento.

 

Os investigados poderão responder por organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva, além de crimes contra o sistema financeiro nacional. Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

 

GRUPO FICTOR
A holding administrada por Rafael Góis enfrenta processo de recuperação judicial com compromissos estimados em cerca de R$ 4 bilhões. A empresa é conhecida no mercado financeiro, entre outros fatores, pela ligação com o Banco Master, após uma tentativa de aquisição da instituição em novembro de 2025.

 

Fundada em 2007 com a proposta de atuar como empresa de soluções tecnológicas, a Fictor passou a expandir suas operações ao longo dos anos. Em 2012, realizou a primeira operação em private equity, movimento que impulsionou o crescimento do grupo. A partir de 2016, ampliou o portfólio de atuação e, em 2018, passou a operar também nos setores de commodities e agronegócio.

 

O pedido de recuperação judicial marca o momento mais recente da empresa. Segundo informações apresentadas no processo, a medida foi motivada por uma crise de liquidez associada à tentativa de aquisição do Banco Master, ocorrida em novembro de 2025.

 

Ainda conforme os dados informados pela companhia, até 17 de novembro daquele ano foram realizados aportes de aproximadamente R$ 3 bilhões por sócios. Um dia depois, com a liquidação do Banco Master, houve aumento nos pedidos de resgate. Até 31 de janeiro de 2026, esses pedidos alcançaram cerca de 71,38% do total inicialmente investido.

Oposição quer aproveitar prorrogação de CPMI do INSS para instalar a do Master, mas STF pode reverter decisão
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Animados com a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de exigir do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), que atenda o pedido de prorrogação da CPMI do INSS, um grupo de parlamentares quer agora garantir o mesmo benefício tanto para a instalação da CPI do Banco Master no Senado, quanto para a criação da CPMI do Master com deputados e senadores.

 

No Senado, há um requerimento para criação da CPI do banco Master que conta com 51 assinaturas. O documento foi protocolado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), no final do ano passado, e a instalação da comissão é cobrada insistentemente nas sessões plenárias por diversos parlamentares.

 

Um dos senadores que deve assinar o mandado de segurança a ser apresentado no STF é o atual relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira (MDB-SE). Segundo Vieira, o pedido será para que seja instalada a CPI apenas no Senado, já que para uma comissão mista é necessária a convocação de sessão do Congresso.

 

Parlamentares que defendem a instalação da comissão mista sobre o Banco Master também aguardam com expectativa se a decisão sobre a prorrogação da CPMI do INSS a será ratificada pelos demais ministros do STF. O presidente do Supremo, Edson Fachin, marcou para esta quinta-feira (26) o julgamento da decisão de Mendonça a respeito da CPMI.

 

Segundo o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), a mesma “omissão” de Davi Alcolumbre apontada pelo ministro André Mendonça para justificar a prorrogação valeria para a criação da outra comissão referente ao Master. Isso porque tanto a prorrogação da investigação sobre o INSS quanto a instalação da CPMI sobre o banco de Daniel Vorcaro dependem da realização de uma sessão do Congresso Nacional, que ainda não foi convocada neste ano por Alcolumbre.

 

Em reação à determinação do ministro André Mendonça sobre a CPMI do INSS, o presidente do Congresso Nacional pediu um parecer jurídico da Advocacia do Senado para saber se teria que cumprir a medida. Alcolumbre também deve aguardar o resultado do julgamento desta quinta no STF para decidir se procede à leitura do requerimento de prorrogação.

 

Apesar do entusiasmo da oposição com a possibilidade de prorrogação da CPMI do INSS e talvez instalação de CPI do Master no Senado ou conjunta, nos bastidores, já haveria um movimento para derrubar a decisão do ministro André Mendonça. Segundo o site do jornal Estado de S.Paulo, integrantes do STF avaliam que existe uma jurisprudência para garantir que as minorias tenham seus direitos contemplados na abertura de CPIs, entretanto, essa prerrogativa não teria valor para a prorrogação do prazo dos trabalhos de uma comissão parlamentar.

 

Segundo a avaliação de ministros do tribunal feita ao Estadão, a prorrogação seria um ato discricionário do presidente da Casa, ou seja, cabe a ele decidir se toma essa atitude ou não a partir de uma avaliação política das investigações. Caberia ao Supremo atuar apenas em caso de omissão do presidente da Casa na tomada de decisão.

Um dia antes da prisão, Daniel Vorcaro pesquisou quem era juiz responsável por investigação
Foto: Divulgação / Banco Master

Um dia antes de ser preso, em novembro do ano passado, o empresário Daniel Vorcaro realizou uma pesquisa na internet sobre o juiz responsável pelo inquérito que resultou em sua detenção. A informação consta em material extraído do celular do investigado, apreendido pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

 

De acordo com os registros, Vorcaro buscou no Google quem era o titular da 10ª Vara Federal de Brasília, onde tramitava, à época, o inquérito sigiloso. O print da pesquisa integra o conjunto de dados compartilhado pela Polícia Federal com parlamentares da CPI do INSS.

 

Segundo apuração, a consulta foi realizada em 16 de novembro de 2025. No dia seguinte, por volta das 22h, Vorcaro foi preso ao tentar embarcar em um jatinho com destino a Dubai, com escala em Malta, sob suspeita de tentativa de fuga do país. As informações foram publicadas pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

 

Ainda conforme a investigação, o material reforçou, entre investigadores, a suspeita de possível vazamento de informações relacionadas à apuração. As autoridades apontam que o ex-banqueiro e outros envolvidos teriam acessado sistemas do Ministério Público e da Polícia Federal, obtendo dados de procedimentos sigilosos.

 

No mesmo dia da pesquisa, Vorcaro também registrou, em um bloco de notas no celular, a anotação: “Vocês são próximos? Ricardo Soares Leite, 10 vara criminal federal”. Conforme revelado pelo jornal Estadão, o conteúdo teria sido enviado a um destinatário não identificado por meio de mensagem de visualização única, estratégia que, segundo as investigações, era utilizada para evitar o rastreamento das comunicações.

Maioria dos brasileiros defende que Dias Toffoli sofra impeachment por suas relações com o Banco Master
Foto: Arquivo STF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), deveria sofrer impeachment pelo Senado por conta das suspeitas de envolvimento com negócios escusos do Banco Master. Essa é a opinião de 49,3% dos entrevistados de uma pesquisa AtlasIntel/Estadão, divulgada nesta sexta-feira (20). 

 

De acordo com a pesquisa, outros 33,7% disseram acreditar que Toffoli só deveria ser afastado se houvesse comprovação de seu envolvimento no caso. Já 12,8% disseram que o ministro não deveria sofrer impeachment, e 4,1% não souberam responder.

 

A pesquisa ouviu 2.090 pessoas entre os dias 16 e 19 de março, por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

 

As suspeitas de relações diretas entre o ministro do STF e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foram levantadas pelas investigações da Polícia Federal. Foi revelado que Toffoli recebeu um pagamento, junto com seus irmãos, pela venda do resort Tayayá o Fundo Arleen, cujo único cotista era o fundo Leal. Este, por sua vez, tinha como único cotista Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

 

O resort também esteve envolvido em operação financeira milionária da empresa Maridt S.A., pertencente a Toffoli e sua família, conforme admitido em nota oficial. Além disso, em novembro de 2025, o ministro viajou em jatinho particular de Vorcaro para assistir à final da Libertadores da América.

 

O relatório da Polícia Federal aponta ainda telefonemas entre eles, um convite para uma festa de aniversário e conversas sobre pagamentos relacionados ao resort Tayayá, da família do magistrado. A PF descobriu ainda um convite de Toffoli a Vorcaro para um aniversário, que aponta para uma possível relação de intimidade entre os dois.
 

Ex-noiva de Vorcaro é convocada para depor na CPI do Crime Organizado na próxima semana
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A ex-noiva do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi convocada para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado Federal na próxima quarta-feira (25). A modelo Martha Graeff teve sua convocação aprovada para que os senadores possam questioná-la sobre as supostas conversas do banqueiro com o ministro  Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

 

De acordo com o Estadão, o requerimento apresentado pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES) justifica que foram revelados “diálogos mantidos entre o Sr. Daniel Vorcaro e a Sra. Martha Graeff, nos quais teriam sido mencionadas tratativas e comentários envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes”.

 

Nesse contexto, o senador afirma que “a oitiva da Sra. Martha Graeff mostra-se necessária para esclarecer o teor desses diálogos, o contexto em que ocorreram e eventuais fatos de seu conhecimento que possam contribuir para o avanço das investigações conduzidas por esta Comissão”.

 

A CPI entende que Graeff é “interlocutora frequente e destinatária de relatos feitos por Daniel Vorcaro ao longo de período relevante das apurações” de irregularidades cometidas pela instituição financeira.

 

Além da CPI do Crime Organizado, Graeff está convocada para comparecer no Congresso em oitiva na CPMI do INSS, na próxima segunda-feira, 23. O depoimento também deve tratar dos contatos de Vorcaro com Alexandre de Moraes e outras figuras do “alto escalão do Poder Judiciário”, segundo o requerimento.

 

“Na condição de pessoa de extrema confiança de Daniel Vorcaro, a Sra. Martha Graeff pode fornecer detalhes essenciais sobre a rotina, os contatos e a rede de influência que o Banco Master mantinha em Brasília, o que é crucial para entender se houve facilitação de negócios ou blindagem jurídica em relação às fraudes investigadas no sistema previdenciário”, diz o documento assinado pelo deputado federal Kim Kataguiri (União-SP).

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O bicho tá solto na política baiana. E tem até tigre pronto pra virar papagaio. Por via das dúvidas, Cunha vestiu logo suas asas. Mas quem tá de ovo virado é o Potro. Ainda mais depois que tentaram passar por cima do rebento do Cavalo. Enquanto isso, tem gente apelando pros santos pra ver se as coisas na campanha vão pra frente. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Luiz Inácio Lula da Silva

Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: CanalGovBr

"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".

 

Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF).  O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.

Podcast

Deputado Robinson Almeida é o entrevistado do Projeto Prisma desta semana

Deputado Robinson Almeida é o entrevistado do Projeto Prisma desta semana
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (25). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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