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Artigos

Bruna Santana
Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Este texto nasce de uma inquietação — e também de um dever moral e cívico de falar sobre um tema urgente: a violência política de gênero, antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral de 2026.

Multimídia

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"
O parlamentar Duda Sanches apontou o desgaste decorrente das duas décadas de administração do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado e lamentou a queda nos indicadores de qualidade de vida da população. Em entrevista concedida ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (18), ele direcionou críticas à gestão do governo estadual nas áreas de segurança pública e saúde.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

daniel vorcaro

Aporte aprovado pelo Atlético Mineiro dilui ações de Daniel Vorcaro, preso pela PF, na SAF do clube
Foto: Divulgação / Banco Master

O Atlético Mineiro aprovou nesta segunda-feira (24) um aporte de R$ 530 milhões na SAF alvinegra, movimento que reduz significativamente a participação acionária de Daniel Vorcaro, empresário ligado ao Banco Master e atualmente preso pela Polícia Federal.

 

A decisão foi tomada pelo Conselho Deliberativo do clube em reunião realizada presencialmente na Arena MRV, na última segunda-feira (25). Apenas um conselheiro votou contra a operação. Além do aporte, também foram aprovadas as contas da associação referentes ao último exercício.

 

Com a nova injeção financeira, a composição societária da SAF atleticana sofreu alterações importantes. O grupo liderado por Rubens Menin e Rafael Menin ampliou sua participação de 41,8% para 83,5%, enquanto a fatia vinculada ao Galo Forte FIP — fundo ligado a Daniel Vorcaro — caiu de 20,2% para 6,5%.

 

A associação do clube também teve redução percentual, passando de 25% para 10%.

 

Segundo o CEO do Atlético, Pedro Daniel, cerca de 90% do valor aprovado será destinado ao pagamento de dívidas bancárias do clube.

 

"Um dia bem importante. A aprovação do aporte de R$ 530 milhões é basicamente para pagar dívidas bancárias. Quase 90% do valor. Uma pequena parte para os investimentos que já fizemos, seja nas últimas janelas, mas principalmente para o ecossistema do futebol", afirmou o dirigente.

 

Parte do investimento — aproximadamente R$ 94 milhões — foi realizada por meio do FIGA (Fundo de Investimentos do Galo), mecanismo criado para participação de investidores minoritários ligados ao clube.

 

O cenário ocorre em meio à repercussão envolvendo Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, investigado pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero. O empresário teve prisão preventiva decretada novamente pelo STF após investigações apontarem supostas fraudes bilionárias, manipulação de balanços, lavagem de dinheiro e criação de um grupo de intimidação conhecido como “A Turma”.

 

Vorcaro já estava afastado do conselho de administração da SAF atleticana antes da votação desta segunda-feira.

 

Datafolha mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro após caso “Dark Horse”
Ricardo Stuckert / PR e Geraldo Magela/Agência Senado

O levantamento do instituto Datafolha divulgado nesta sexta-feira (22) mostrou uma superioridade de 9% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas simulações para a eleição presidencial de 2026.

 

No principal cenário de primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 31%. Na rodada anterior da pesquisa, os dois estavam mais próximos, com 38% para o petista e 35% para o senador. Já no cenário de segundo turno, Lula soma 47% contra 43% de Flávio. Na pesquisa passada, ambos apareciam empatados com 45%.

 

A nova rodada da pesquisa foi realizada após a divulgação das denúncias envolvendo o financiamento do documentário “Dark Horse”, produção ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o levantamento, 64% dos entrevistados disseram conhecer o caso e o mesmo percentual avaliou negativamente a atuação de Flávio no episódio.

 

Apesar da queda nos números, o senador segue como principal nome da oposição ao governo federal nas simulações apresentadas pelo instituto. No primeiro turno, nomes como Ronaldo Caiado (PSD-GO, 4%) e Romeu Zema (Novo-MG, 3%) aparecem atrás dos dois líderes. 

 

Empatados, Renan Santos (Missão) e Samara Martins (UP), surgem também com 3%. O Datafolha também simulou um cenário com Michelle Bolsonaro (PL) na disputa. Nesse caso, Lula teria 48% em um eventual segundo turno, contra 43% da ex-primeira-dama.

Polícia Federal rejeita proposta de delação premiada de Vorcaro
Foto: Reprodução / Redes sociais

A Polícia Federal rejeitou, nesta quarta-feira (20), a proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão foi comunicada aos advogados do banqueiro e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master.

 

Segundo o g1, o acordo estava sendo negociado pela defesa de Vorcaro junto a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) conjuntamente. Após a rejeição na Polícia Federal, a proposta ainda pode ser analisada individualmente pela Procuradoria. 

 

Segundo investigadores, o material apresentado pela defesa acrescentava pouco em relação ao que já foi levantado pela PF e que a impressão é que Vorcaro agia para proteger pessoas próximas.

 

A Polícia Federal apreendeu, no âmbito da Operação Compliance Zero, mais de oito celulares de Daniel Vorcaro e, até o momento, a perícia de parte deles já revelou desdobramentos importantes de um esquema de fraudes financeiras, envolvendo corrupção, organização criminosa e uso de uma milícia privada para atacar adversários e acessar dados sigilosos.

 

VORCARO NA PF 
Após pedido da Polícia Federal, Daniel Vorcaro foi transferido, nesta terça-feira (19), para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Até então, ele estava em uma sala com estilo de "sala de Estado-maior", mesmo espaço usado para prender o ex-presidente Jair Bolsonaro, entre novembro de 2025 e janeiro deste ano.

 

Em uma cela comum, o acusado ficará submetido às regras internas da PF para, por exemplo, receber visitas dos advogados.

Caiado critica políticos ligados a Vorcaro e eleva tom em disputa pela direita
Secretaria de Comunicação / Governo de Goiás

O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), endureceu o discurso sobre os desdobramentos do caso envolvendo o empresário Daniel Vorcaro durante participação na Marcha dos Prefeitos, em Brasília, nesta quarta-feira (20). Sem citar diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL), Caiado afirmou que “político contaminado por Vorcaro não pode ser presidente do Brasil”.

 

A declaração acontece após a divulgação de áudios que mostram o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro cobrando recursos do dono do Banco Master para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-chefe do Executivo.

 

Durante a fala, Caiado afirmou que o empresário teria influência sobre diferentes setores do poder público e criticou o cenário político nacional. “Você não sabe em quem acredita”, declarou o governador, ao mencionar instituições como Congresso, Supremo Tribunal Federal e Presidência da República.

 

Apesar da repercussão, o pré-candidato do PSD negou que a declaração tenha sido direcionada especificamente a Flávio Bolsonaro. Segundo ele, não costuma fazer “indiretas” e defendeu que é necessário ter responsabilidade para disputar o comando do país.

 

ASSISTA:

Dark Horse: PGR analisa pedido de bloqueio de bilheteria do filme de Bolsonaro bancado por Vorcaro
Foto: Divulgação

O filme 'Dark Horse', que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, está sendo alvo de uma representação enviada à Procuradoria-Geral da República, que pede a abertura de investigação sobre os recursos usados na produção do longa, financiado por parte da fortuna desviada por Daniel Vorcaro.

 

As informações são da coluna de Lauro Jardim, do jornal 'O Globo'.

 

A PGR confirmou o recebimento da representação, que pede para que o órgão adote medidas cautelares para bloquear eventuais receitas de bilheteria do longa no Brasil, e informou que o caso foi encaminhado à Assessoria de Controle Extrajudicial para análise preliminar.

 

A justificativa para o pedido é que o investimento feito no longa pode ter sido de recursos hoje investigados pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal, já que o Banco Master está sendo acusado de cometer uma fraude bilionária.

 

De acordo com a publicação, o argumento central da representação é o de que o aporte feito por Vorcaro no projeto, de R$ 61 milhões, poderia configurar tentativa de ocultação ou circulação de patrimônio em meio às investigações sobre o rombo do banco.

 

No documento, são mencionados ainda as apurações que miram a recuperação de cerca de R$ 50 bilhões atribuídos ao colapso do negócio de Vorcaro, incluindo recursos ligados ao Fundo Garantidor de Créditos e a fundos previdenciários estaduais.

 

Na última terça-feira (19), o longa foi alvo de denúncias de más condições de trabalho durante as gravações realizadas em São Paulo. Ao menos 15 profissionais procuraram o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado de São Paulo (Sated-SP) relatando agressões físicas, assédio moral, atrasos salariais e revistas pessoais consideradas constrangedoras nos bastidores da produção.

 

Já no início da semana, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a abertura de uma investigação sobre o financiamento do longa 'Dark Horse', que conta a história de Jair Bolsonaro, para impedir o lançamento da produção antes das Eleições 2026.

Advogado deixa defesa de ex-presidente do BRB em meio a negociação de delação no caso Banco Master
BRB / Divulgação

O advogado Eugênio Aragão anunciou nesta terça-feira (19) que não integra mais a defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), investigado no caso envolvendo o Banco Master. A saída acontece enquanto Costa negocia um possível acordo de delação premiada com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR). O ex-dirigente do banco está preso no Complexo da Papuda, em Brasília.

 

Em nota divulgada à imprensa, Aragão afirmou que atua apenas em “iniciativas jurídicas pautadas pela absoluta seriedade, confiança profissional e responsabilidade”. O advogado, no entanto, não detalhou o motivo concreto do rompimento com o cliente.

 

No comunicado, ele também declarou que uma eventual colaboração premiada só deveria ocorrer diante da existência de “provas consistentes e inequívocas”, além de respeito à legalidade e às instituições.

 

Paulo Henrique Costa foi preso em 16 de abril, durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura supostas fraudes relacionadas ao Banco Master e a tentativa de aquisição da instituição pelo BRB, banco público vinculado ao Governo do Distrito Federal.

 

Segundo os investigadores, Costa teria acertado com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de R$ 146,5 milhões em propina, valor que seria repassado por meio de imóveis. A defesa do ex-presidente do BRB nega as acusações.

Deputado baiano confirma ida aos EUA para encontro com Eduardo Bolsonaro após repercussão do caso “Dark Horse”
Divulgação

O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) confirmou que viajará aos Estados Unidos para participar de reuniões com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), em meio à repercussão envolvendo o filme “Dark Horse” e os áudios atribuídos ao senador Flávio Bolsonaro. Em entrevista ao Bahia Notícias, o parlamentar afirmou que o encontro, previsto para ocorrer em Dallas, no Texas, terá foco nas eleições de 2026 e não será bancada pelos cofres públicos.

 

“Alguns temas específicos que dizem respeito, por exemplo, às eleições agora de 2026, os desdobramentos dos próximos meses, as nossas estratégias de expansão, de campanha e de busca do resultado que nós esperamos ter no Brasil como um todo. [...] Só para deixar claro: os recursos que pagam essa minha viagem aos Estados Unidos são recursos próprios”, declarou.

 

Leandro também destacou que Eduardo Bolsonaro acompanha de perto a política baiana e apoia sua pré-candidatura a deputado federal. “No caso da Bahia, especialmente o Eduardo, ele é um apoiador direto em relação à minha caminhada”, disse. O deputado ainda citou o ex-prefeito de Salvador ACM Neto ao comentar o cenário eleitoral no estado. Segundo ele, Eduardo considera Neto “o único nome de oposição capaz de vencer o PT na Bahia”.

 

Durante a entrevista, Leandro de Jesus também saiu em defesa do filme “Dark Horse”, projeto inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o parlamentar, as críticas envolvendo o longa e as recentes revelações sobre negociações financeiras seriam motivadas pelo crescimento político do grupo bolsonarista.

 

“Toda essa 'desinformação' está sendo criada exatamente porque estávamos num cenário em que o Flávio vinha despontando para derrotar o Lula. O filme retrata uma história real do Jair Bolsonaro e reacende essa chama sobre aquilo que nós queremos para o Brasil”, afirmou.

 

As reuniões organizadas por Eduardo Bolsonaro devem reunir deputados federais, estaduais e pré-candidatos ligados ao PL. Os encontros também são vistos como uma demonstração de apoio ao filho do ex-presidente após a divulgação de reportagens sobre o financiamento do filme e movimentações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Foragido da 6ª fase da Operação Compliance Zero é preso em Dubai e será deportado ao Brasil
Foto: Reprodução / TV Globo

O suspeito Victor Lima Sedlmaier, um dos alvos da 6ª fase da Operação Compliance Zero, foi preso neste sábado (16) em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, conforme informou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues.

 

De acordo com o G1, Sedlmaier estava foragido desde quinta-feira (14), quando a mais recente etapa da operação foi deflagrada. Ele é investigado por supostamente integrar o grupo “Os Meninos”, descrito pela PF como especializado em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento digital ilegal, atuando em benefício de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.

 

Segundo a corporação, a prisão foi possível graças a uma cooperação policial via Interpol com as autoridades de Dubai, onde o suspeito foi localizado no aeroporto da cidade. Não foi divulgado se ele chegava ou saía do local. Sedlmaier deve desembarcar ainda neste sábado no Aeroporto de Guarulhos, sendo deportado para o Brasil.

 

O mandado de prisão preventiva foi decretado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master. Na mesma decisão, o ministro apontou que Sedlmaier teria “limpado” o apartamento de David Henrique Alves, apontado como líder do grupo de hackers e que permanece foragido desde quinta, um dia após a deflagração da 3ª fase da operação, quando Vorcaro foi preso.

 

Mendonça escreveu que a conduta “revela atuação imediatamente posterior à fuga ou evasão de David, em contexto objetivamente compatível com a desmobilização do imóvel, retirada de objetos de interesse investigativo e possível supressão de elementos probatórios”.

 

Em depoimento anterior à PF, Sedlmaier afirmou que trabalhava para David Alves desde julho de 2024, realizando serviços como “conserto de computadores, deslocamento de veículo para oficina, colocação de créditos em celular, além do desenvolvimento de software de inteligência artificial”.

 

Outra suspeita levantada pela investigação é o uso de documento falso. No dia 4 de março, durante a 3ª fase da Compliance Zero, a Polícia Rodoviária Federal abordou um carro dirigido por David Alves, que pertencia a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” de Vorcaro e que cometeu suicídio na prisão. No veículo, foi encontrado um documento de identidade em nome de “Marcelo Souza Gonçalves” cuja foto, segundo a PF, era a de Victor Sedlmaier.

 

Ao pedir a prisão, a Polícia Federal afirmou que “esse elemento agrava consideravelmente a imputação em relação a Victor, pois o vincula não apenas ao núcleo hacker, mas também a possível uso de documentação ideologicamente falsa em contexto de fuga, ocultação e suporte à atividade criminosa”.

Eduardo Bolsonaro nega que é financiado por Vorcaro e diz que investiu dinheiro próprio em filme
Reprodução/EDUARDO BOLSONARO via Youtube

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) negou ter recebido recursos do banqueiro Daniel Vorcaro para custear sua estadia nos Estados Unidos ou atuar como produtor do filme “Dark Horse”, baseado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em vídeo publicado em seu canal no YouTube, Eduardo afirmou que investiu cerca de US$ 50 mil do próprio bolso para garantir a contratação de um diretor de Hollywood responsável pelo roteiro da produção.

 

"Recebi de volta o dinheiro investido, referente ao contrato com a produtora, mas essa transação não passou pelo fundo de investimento. A afirmação de que Eduardo Bolsonaro é financiado por Daniel Vorcaro é falsa. Investi US$ 50 mil nos Estados Unidos. O objetivo era garantir um contrato com um diretor de Hollywood, para que ele pudesse elaborar o roteiro e dar início ao projeto. Esse contrato permitiu manter o diretor por dois anos, assumindo eu, pessoalmente, todos os riscos," declarou.

 

Segundo o ex-parlamentar, o valor foi enviado aos Estados Unidos para manter o diretor ligado ao projeto por dois anos, até a chegada de investidores interessados em financiar o longa. Ele também afirmou que chegou a constar como diretor-executivo do filme em um contrato antigo, mas disse que deixou a função após a criação de uma estrutura de investimento fora do Brasil.

 

A declaração ocorre após reportagens apontarem que o banqueiro Daniel Vorcaro teria destinado recursos para a produção do filme, alvo de apurações sobre a origem e destinação do dinheiro.

 

CONFIRA:

Flávio Bolsonaro admite novos vazamentos e nega irregularidades em filme sobre Jair
Geraldo Magela/Agência Senado

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (15) que podem surgir novos vazamentos envolvendo conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mas garantiu que toda a relação entre os dois foi ligada apenas ao filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro (PL).

 

“É legitimo que pensem dessa forma [sobre novos vazamentos], mas não tem nada diferente do filme. Pode vazar um 'videozinho' mostrando o estúdio que eu possa ter enviado pra ele, algum encontro que eu possa ter tido com ele, foi tudo para tratar sobre o filme, não vai ter surpresinha”, disse à CNN Brasil.

 

Flávio também afirmou estar disposto a divulgar os contratos ligados ao financiamento do longa, mas alegou que os documentos pertencem a um fundo privado nos Estados Unidos e seguem regras de compliance. O senador ainda pediu desculpas por ter negado inicialmente contato com Vorcaro após a divulgação de mensagens pelo The Intercept Brasil.

 

“Se alguém não entende a razão da minha obrigação de me comportar daquele jeito, eu peço desculpas. Eu sabia que isso ia acontecer, essa perseguição, sabia que iam jogar sujo”, declarou.

 

Ao comentar a participação do irmão, Eduardo Bolsonaro (PL), Flávio afirmou confiar “100%” nele e no deputado federal Mário Frias (PL). De acordo com o senador, Eduardo chegou a investir recursos próprios no projeto para manter o roteirista ligado à produção.

“Não tenho que justificar nada para ninguém”, diz Flávio sobre relação com Vorcaro
Foto: Reprodução / TV Globo

O senador Flávio Bolsonaro (PL) comentou sobre a sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso no caso do Banco Master. Em coletiva realizada em frente ao Quartel-General da Polícia Militar do Rio, onde acompanhou a entrega de armamentos e viaturas, o parlamentar afirmou que não precisava avisar a aliados sobre sua relação com Vorcaro.

 

"Não tem absolutamente nada de errado. Não tenho que justificar nada para ninguém. Foi uma época lá atrás que eu busquei investidor, quando o Vorcaro era uma pessoa que circulava por todas as rodas, patrocinava eventos de várias emissoras de televisão, circulava perto de autoridades. Uma pessoa que era cortejada em todo o Brasil. Foi nessa época que ele topou fazer um investimento privado em um filme privado. Não tem nada além disso", afirmou. 

 

As negociações entre Vorcaro e Flávio foram reveladas na última quarta-feira (13), pelo site The Intercept Brasil. Segundo a apuração, o banqueiro se comprometeu a repassar um total de 24 milhões de dólares (cerca de R$ 134 milhões na cotação da época) para financiar a cinebiografia “Dark Horse”, que retrata de modo narrativo a trajetória de Jair Bolsonaro. 

 

Na coletiva, Flávio também comentou a fala do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que afirmou que a relação do senador com Vorcaro era algo “imperdoável”

 

"Eu acho que ele se precipitou. Ele me conhece, sabe que não tem nada de errado. Ele foi induzido a erro, acho que no afã de querer ser o primeiro a falar alguma coisa. Normalmente, o mineiro é uma pessoa que tem calma na hora de falar, não tem essa velocidade do Zema. Geralmente, é uma pessoa que pensa mais, raciocina e depois se posiciona. Ele tem um perfil prudente, que acho importante na política. Espero que os esclarecimentos que eu trouxe tenham feito ele refletir sobre isso", disse.

Mário Frias recua e admite dinheiro de Vorcaro em filme sobre Bolsonaro
Foto: Roberto Castro/Mtur

O deputado federal Mário Frias (PL-SP) mudou sua versão dos fatos sobre o susposto investimento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no filme "Dark Horse" cinebiografia inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em declaração dada nesta quinta-feira (14), o parlamentar e ex-ministro de Jair Bolsonaro confirmou que o longa-metragem recebeu recursos do ex-banqueiro.

 

Em nota enviada à imprensa, Frias afirma que não há contradição entre os posicionamentos públicos sobre o financiamento do projeto, mas "uma diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento". As informações são da CNN Brasil. 

 

"Quando afirmei anteriormente que não há 'um centavo do Master' no filme, referia-me ao fato de que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico, assim como o Banco Master nunca figurou como empresa investidora. O nosso relacionamento jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta", escreveu. 

 

Ainda na quarta-feira (13), a empresa produtora do filme, GOUP Entertainment, afirmou "categoricamente que, dentre os mais de uma dezena de investidores que compõem o quadro de financiadores do longa-metragem Dark Horse, não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário". No mesmo dia, o deputado Mário Frias, que é produtor executivo do longa, afirmou o mesmo.

Conversa entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro movimenta as redes e causa forte desgaste ao presidenciável do PL
Foto: Reprodução Redes Sociais

O terremoto que abalou a política brasileira nesta semana, a partir da revelação de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, provocou forte debate nas redes sociais e causou intenso desgaste ao pré-candidato e principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

 

Esse cenário foi revelado em análises da movimentação nas redes feitas por plataformas de monitoramento da atividade dos internautas. Um desses estudos, da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, por exemplo, mostra que desde a última quarta-feira (13), quando veio a público o pedido de dinheiro feito por Flávio Bolsonaro a Vorcaro, esse assunto dominou as redes sociais, somando mais de 14 milhões de interações, entre curtidas, compartilhamentos e comentários nas principais plataformas. 

 

Na rede X, segundo o estudo da Nexus, o pico de menções ao assunto foi registrado no começo da noite da última quarta. Entre as expressões em destaque na nuvem de termos da rede figuram “Lei Rouanet”, “filme sobre Jair Bolsonaro”, “CPI do Banco Master”, “estarei contigo” e “dinheiro público”.

 

Nas redes sociais da Meta, Facebook e Instagram, foram feitas 29 mil menções em português ao tema, com mais de 10,7 milhões de interações. Na nuvem de termos destas plataformas, a expressão “134 milhões” ganha destaque.

 

Em todas as plataformas, o debate se dividiu entre a ironia dos críticos a respeito da origem dos recursos para o filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e a apreensão de apoiadores com o desgaste da imagem do pré-candidato e da própria família Bolsonaro, já que o irmão, Eduardo, também apareceu na história.

 

Outro estudo, realizado pelo sistema Hórus, plataforma de monitoramento em tempo real da AP Exata, revela que o caso do pedido de R$ 134 milhões para o filme “Dark Horse” causou forte desgaste para o senador Flávio Bolsonaro nas redes sociais. Os números da empresa mostram que 64,3% das menções ao senador foram negativas nas redes, o pior índice entre os nomes monitorados e o mais alto desde o início de sua pré-campanha a presidente.

 

O levantamento da AP Exata também aponta queda no índice de confiança associado ao presidenciável do PL, que recuou para 13,7%, uma baixa de 2,8 pontos percentuais em relação ao período anterior ao escândalo. Trata-se do menor patamar entre os pré-candidatos monitorados.

 

Apesar do desgaste, Flávio Bolsonaro liderou novamente o volume de menções nas redes nesta quinta-feira, com 24,7% do total monitorado pela AP Exata.

 

Em seguida aparecem o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 24,3%, e o presidente Lula, com 18%. Renan Santos (Missão) teve 12,6%, enquanto o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), chegou a 9,8%.

 

O crescimento de Zema ocorreu principalmente após críticas públicas feitas por ele ao senador. Antes da crise, o ex-governador mineiro respondia por cerca de 10% das menções. Agora, ampliou sua participação em aproximadamente 14 pontos percentuais ao longo do dia.

 

A maior visibilidade de Zema, entretanto, também trouxe custo reputacional. As menções negativas ao ex-governador subiram 4,1 pontos percentuais após suas declarações sobre Flávio, impulsionadas principalmente por críticas de perfis bolsonaristas.

 

Os dados da AP Exata indicam ainda estabilidade para o presidente Lula. O líder petista manteve os principais indicadores praticamente inalterados, com leve alta de 0,4 ponto percentual em menções positivas e variação semelhante no índice de confiança, sem impacto direto relevante da crise.

 

A análise mostra que o caso envolvendo Flávio Bolsonaro e o dono do Banco Master ainda não se converteu em ganho expressivo para Lula, embora possa abrir espaço futuro para o presidente entre eleitores moderados e indecisos.
 

Na GloboNews, Flávio diz que Vorcaro deu R$ 160 milhões para Luciano Huck e pergunta: "era dinheiro sujo?"
Foto: Reprodução GloboNews

Em entrevista na GloboNews nesta quinta-feira (14), o senador  Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou que haja qualquer irregularidade em sua relação com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Durante a entrevista, o pré-candidato a presidente comparou a repercussão das conversas dele com o dono do Banco Master a investimentos feitos por Vorcaro em outros projetos, além de questionar o tratamento dado ao episódio.

 

"Quando o Daniel Vorcaro, o banco dele, colocou R$ 160 milhões na Globo entre 2025 e 2026, era dinheiro sujo? É dinheiro sujo?”, questionou o senador aos jornalistas da GloboNews que o entrevistavam.

 

Flávio Bolsonaro disse que o dinheiro investido pelo Master na Globo teria sido destinado ao programa do Luciano Huck. O senador perguntou se os jornalistas sabiam da origem do dinheiro do Banco Master.

 

“Vocês sabiam da origem desse dinheiro? Eu acho que não, que vocês agiram de boa-fé, como eu agi de boa-fé”, argumentou o candidato do PL.

 

Segundo o senador, o empresário teria investido esperando retorno financeiro e não em razão de qualquer benefício político.

 

“Ele não estava fazendo favor. Eu era senador de oposição. Eu não tinha absolutamente nada para oferecer em troca”, disse.

 

A entrevista ocorreu um dia após o site The Intercept Brasil divulgar mensagens e áudios em que Flávio Bolsonaro aparece cobrando Daniel Vorcaro por pagamentos em atraso relacionados ao financiamento do filme.
 

Eduardo Bolsonaro nega uso de recursos de Vorcaro para custear estadia nos EUA
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) negou, nesta quinta-feira (14), ter recebido recursos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro para manter sua permanência nos Estados Unidos. A declaração ocorreu após a Polícia Federal (PF) iniciar apurações sobre possíveis repasses vinculados ao empresário para financiar despesas do ex-parlamentar no exterior.

 

Investigadores tentam esclarecer se os valores destinados ao filme “Dark Horse”, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, tiveram outra finalidade. Nas redes sociais, Eduardo afirmou que seu processo migratório nos EUA impediria qualquer irregularidade financeira.

 

“Meu status migratório não permitiria, se isso tivesse acontecido o próprio governo americano me puniria. No meu processo migratório expliquei as autoridades americanas toda a origem dos meus recursos e não tive qualquer problema, porque aqui não vigora um regime de exceção. Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem”, escreveu.

 

Ele também declarou que informou às autoridades americanas a origem dos recursos utilizados durante o processo migratório e negou qualquer problema com a documentação apresentada.

 

As investigações analisam se o dinheiro enviado ao fundo responsável pelo filme foi realmente aplicado na produção audiovisual ou se parte dos recursos teria sido usada para bancar despesas pessoais nos Estados Unidos.

 

Em entrevista à GloboNews, o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que os recursos pagos por Vorcaro foram destinados exclusivamente ao fundo do filme e administrados por um advogado ligado a Eduardo.

"Eu menti", diz Flávio Bolsonaro sobre conversas com Vorcaro; Senador alega que tinha contrato de confidencialidade
Foto: Reprodução GloboNews

Uma cláusula de confidencialidade em um contrato com financiadores do filme “Dark Horse”, que fala sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, teria sido o motivo para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) escondesse sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. O pré-candidato a presidente, em entrevista à Globonews nesta quinta-feira (14), admitiu que mentiu sobre suas conversas com Vorcaro para não quebrar o contrato. 

 

“Eu não falei que era mentira. Tenho contrato de confidencialidade. Estou falando disso agora porque veio à tona, não tem mais como negar”, disse Flávio aos jornalistas da GloboNews. “Eu menti. Eu podia descumprir uma cláusula contratual? Isso gera multa, isso gera exposição dos investidores”, completou o pré-candidato.

 

Segundo o senador, o contato com o banqueiro Daniel Vorcaro era “exclusivamente” para tratar do projeto audiovisual e negou irregularidade na relação.

 

“Se eu falo assim, ‘eu conheço o Vorcaro’, a pergunta seguinte qual ia ser? ‘Qual a sua relação com ele?’ Eu ia ter que falar do filme. Foi só por isso que eu me eximi”, alegou o filho do ex-presidente Bolsonaro.

 

Na entrevista, o pré-candidato não explicou os termos do contrato de confidencialidade e nem com quem foi firmado o acordo. Flávio afirmou que a decisão de mostrar o documento depende dos investidores e do gestor do fundo envolvido.

 

“Tem que falar com o investidor, com o gestor do fundo, para saber se é possível que isso aconteça, até porque é uma relação jurídica nos Estados Unidos”, declarou Flávio Bolsonaro, que disse ainda que os contratos envolviam outros investidores, que também exigiram sigilo.
 

Site diz que Vorcaro topou receber Jair Bolsonaro em sua mansão em Brasília; Flávio afirma que encontro não aconteceu
Foto: Reprodução X

Informação divulgada pelo site Intercept Brasil nesta quinta-feira (14) revela que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, aceitou receber o ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília, em março de 2025, para juntos assistirem a um documentário. Uma troca de conversas extraída do celular do dono do Master mostra o convite. 

 

Segundo o site, o encontro foi organizado um dia após o ex-presidente Jair Bolsonaro ter virado réu por seu envolvimento na tentativa de golpe de estado em 2022. Mensagens indicam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) sabiam do encontro.

 

Em entrevista à GloboNews, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro confirmou o convite feito para que seu pai fosse assistir a um documentário na casa de Daniel Vorcaro. Flávio, entretanto, disse que o encontro não aconteceu.

 

A reunião era parte do plano para contar com o apoio de Vorcaro para financiar a produção de “Dark Horse”, filme que conta a história de Jair Bolsonaro. Mensagens obtidas pelo Intercept Brasil indicam que Mario Frias pediu para Thiago Miranda, fundador e sócio do Portal Leo Dias, fazer a ponte com Vorcaro. 

 

Segundo os registros, Miranda sugeriu o encontro a Vorcaro por WhatsApp no dia 27 de março do ano passado. Os diálogos não informam o nome do filme, mas, na época, Frias já atuava como produtor de “A Colisão dos Destinos”, um documentário de cerca de 70 minutos sobre a trajetória do ex-presidente, que estreia nos cinemas nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026.

 

A troca de mensagens entre Miranda e Vorcaro ocorreu um dia depois de a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, o STF, ter decidido por unanimidade tornar réus o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados por tentativa de golpe de estado em 2022. Jair foi condenado seis meses depois, em 11 de setembro de 2025, a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado.

 

No registro obtido pelo Intercept, Miranda compartilhou com Vorcaro uma captura de tela de uma conversa com Frias. Nesse print, o deputado federal, que foi secretário de Cultura na gestão de Bolsonaro, afirma que o encontro “vai fazer mta diferença pro PR” – PR é uma sigla que bolsonaristas costumam usar para se referir ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
 

Caso “Dark Horse”: Flávio nega desvio de recursos para Eduardo Bolsonaro
Ton Molina/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (14) que os recursos obtidos junto ao banqueiro Daniel Vorcaro foram utilizados exclusivamente na produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O parlamentar negou que o dinheiro tenha sido usado para custear despesas do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos.

 

“Todos os recursos que foram aportados nesse fundo, que é específico para esse filme, são integralmente utilizados para fazer o filme”, declarou em entrevista à GloboNews.

 

As declarações ocorreram após reportagens do The Intercept Brasil divulgarem mensagens e áudios em que Flávio aparece cobrando recursos de Vorcaro para financiar o longa. Segundo as publicações, cerca de R$ 61 milhões teriam sido destinados ao projeto.

 

O senador afirmou que sua participação se limitou à busca de investidores para viabilizar a produção audiovisual. Ele também disse que eventuais pagamentos a advogados estariam ligados à administração do fundo responsável pelo financiamento do filme. “Não tem por que querer empurrar uma intimidade que não tenho”, afirmou.

 

O caso também é alvo de apuração da Polícia Federal, que investiga se parte dos recursos pode ter sido utilizada para bancar despesas e articulações políticas de Eduardo nos Estados Unidos. A polêmica envolvendo o financiamento do filme ocorre em meio às investigações relacionadas ao Banco Master e à atuação de Daniel Vorcaro no mercado financeiro.

 

ASSISTA:

Flávio nega que tenha enviado dinheiro para seu irmão e diz que chamar Vorcaro de "mermão" não significa intimidade
Foto: Reprodução Youtube

Em entrevista à GloboNews nesta quinta-feira (14), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou que valores captados junto ao banqueiro Daniel Vorcaro tivessem sido utilizados para custear despesas do seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos. 

 

O pré-candidato repetiu explicação dada nas redes sociais no dia anterior sobre suas conversas com o dono do Banco Master, reveladas pelo site The Intercept. Flávio colocou que ele apenas estava buscando recursos para financiar a produção do filme “Dark Horse”, baseado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

“Minha participação foi buscar investidores para colocar de pé um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, meu pai, uma pessoa que está passando por uma grande perseguição e foi vítima de uma farsa por meio de uma corte, e é meu sonho fazer com que a história de vida dele, que é emocionante, seja uma homenagem em forma de filme”, disse o senador, reforçando que todos os recursos foram destinados exclusivamente ao filme.

 

A Polícia Federal iniciou uma nova linha de investigação para apurar se o dinheiro solicitado pelo senador Flávio Bolsonaro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro serviu para bancar despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA. A PF quer identificar se o montante negociado com Vorcaro de fato foi destinado para o filme ou se a produção serviu para camuflar o repasse das verbas.

 

Isso porque cerca de US$ 2 milhões teriam sido transferidos para um fundo sediado no Texas denominado Havengate Development Fund LP, que tem como um dos responsáveis legais Paulo Calixto, advogado de Eduardo.

 

Na entrevista, Flávio Bolsonaro explicou que o fundo criado para financiar o filme teve utilização específica. Segundo ele, todos os recursos captados e enviados ao fundo foram utilizados “integralmente” para fazer o filme. 

 

O pré-candidato ainda justificou a aproximação com investidores privados para o projeto cinematográfico. “Fui buscar investimento privado para um filme em homenagem ao meu próprio pai”, declarou.

 

Questionado sobre sua relação com Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro negou ter relação próxima com o banqueiro, além das tratativas relacionadas ao filme. “Eu não tenho nenhum contato com Daniel Vorcaro, a não ser para tratar de filme. As conversas mostram isso”, afirmou.

 

Outro questionamento foi feito pela emissora sobre o tom informal das mensagens trocadas com Vorcaro, o senador do PL do Rio de Janeiro disse que expressões como “irmão” e “mermão” fazem parte do vocabulário popular carioca e não indicam proximidade pessoal.

 

“Irmão, mermão, é uma expressão que a gente usa para cumprimentar, até para pedir um coco na praia. É igual guri no Rio Grande do Sul, piá no Paraná, mano em São Paulo. Não tem por que querer empurrar goela abaixo uma intimidade que não tenho”, concluiu o senador.
 

Oliver Stone nega ligação de filme sobre Lula com ex-dono do Banco Master
Reprodução/Instagram @officialoliverstone

O diretor norte-americano Oliver Stone negou que o documentário “Lula”, lançado em 2024, tenha recebido qualquer tipo de financiamento do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A manifestação ocorreu após a divulgação de mensagens e áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e Vorcaro sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Em nota à Folha de São Paulo, os produtores do documentário afirmaram que não houve “quaisquer recebimentos de recursos, investimentos, patrocínios ou contribuições” ligados a Vorcaro, ao Banco Master ou empresas associadas ao empresário. A equipe também informou que poderá adotar medidas judiciais contra informações consideradas falsas.

 

O filme dirigido por Stone e Rob Wilson retrata a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com foco no período entre a prisão do petista, em 2018, e a volta ao Palácio do Planalto em 2022.
 

VÍDEO: Lula evita comentar mensagens entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro: "Eu não vou comentar um caso de polícia"
Foto: Wallison Breno/PR

O presidente Lula (PT) esteve no Polo Petroquímico de Camaçari, onde visitou a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), nesta quinta-feira (14). Durante o discurso, Lula foi questionado sobre o vazamento de mensagens entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso no caso do Banco Master. O presidente se negou a falar sobre o tema.

 

 

“Eu não vou comentar um caso de polícia. Não sou policial, não sou procurador-geral. O caso dele é de polícia. Tem algum delegado aqui? Não tem. Vá na 1ª Delegacia da Polícia Federal e pergunte como vai ser tratado o caso dele. O meu caso é tratar do povo brasileiro, é tratar da Petrobras e tratar do emprego”, disse.

 

Relembre o caso

 

A fala se refere a uma reportagem publicada pelo site The Intercept Brasil, que revelou a existência de negociações entre Vorcaro e Flávio. Segundo a apuração, o banqueiro se comprometeu a repassar um total de 24 milhões de dólares (cerca de R$ 134 milhões na cotação da época) para financiar a cinebiografia “Dark Horse”, que retrata de modo narrativo a trajetória de Jair Bolsonaro.

 

O banqueiro teria repassado R$ 61 milhões a Flávio, em seis operações realizadas entre os meses de fevereiro e maio de 2025. Em um dos áudios revelados, Flávio cobra parte do pagamento ao banqueiro, alegando temer não conseguir arcar com os custos da produção.

 

“Se você puder me dar um toque, uma posição, porque a gente precisa saber o que faz, porque eu já tenho muita conta pra pagar esse mês e no mês seguinte. Agora que é a reta final, a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos, porque senão a gente perde tudo em contrato, perde ator, perde diretor, perde equipe, perde tudo. Podendo nos dar um toque aí irmão”, completou Flávio.

 

Os registros obtidos incluem um cronograma de desembolso, um comprovante bancário e cobranças relacionadas às parcelas previstas para a produção. A negociação teve como intermediários o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e o deputado federal Mário Frias (PL).

 

Flávio Bolsonaro confirmou o contato e disse que a conversa mostra “um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai”. O senador ainda afirmou que conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, antes das acusações sobre o caso do Banco Master.

 

“O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, disse.

Antes de dizer que conversa com Vorcaro era mentira, Flávio afirmou que Mendonça não iria "sacanear" Ciro Nogueira
Foto: Reprodução Youtube

Na manhã desta quarta-feira (13), em conversa com jornalistas na porta do prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu em defesa do presidente do PP, Ciro Nogueira (PP-PI), e disse ter certeza de que o ministro André Mendonça não iria “sacanear” o seu colega de Senado. A fala de Flávio se deu antes dele ser questionado pelo repórter do site Intercept sobre os pagamentos que ele negociou com Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

“O Ciro é presidente de um partido importante, sofreu acusações que são graves e ele inclusive já começou a explicar. O que eu falo é o seguinte: pelo menos ele tem um relator no Supremo, que é o ministro André Mendonça, que não vai sacaneá-lo, que vai dar a oportunidade da defesa trabalhar, vai dar a oportunidade do Ciro se explicar, provar que é inocente”, afirmou Flávio.

 

A conversa com a imprensa aconteceu logo depois de o senador ter um encontro com o presidente do STF, Edson Fachin. Flávio Bolsonaro fez ainda uma comparação da condução do processo por Mendonça com a do ministro Alexandre de Moraes durante a relatoria do caso da trama golpista de 8 de Janeiro.

 

“O que não aconteceu com o presidente Bolsonaro, por exemplo, que provou que era inocente e, mesmo assim, foi condenado pelo seu perseguidor, que é o ministro Alexandre de Moraes, um relator muito ruim, uma pessoa que acaba trazendo um descrédito para a própria instituição Supremo Tribunal Federal por conta de uma atuação completamente parcial”, completou o filho do ex-chefe do Executivo.

 

Já ao final dessa entrevista, Flávio Bolsonaro foi questionado pelo repórter Thalys Alcântara, do Intercept, sobre conversas mantidas com Vorcaro para a produção do filme a respeito da vida de Jair Bolsonaro. O acordo envolveu o repasse de US$ 24 milhões de dólares – cerca de R$ 134 milhões.

 

Ao ouvir a pergunta do repórter, Flávio Bolsonaro gargalhou e foi categórico em sua negativa. “De onde você tirou essa informação? É mentira”, afirmou o senador, antes de dar as costas à imprensa e dizer que a entrevista estava finalizada. Em tom de deboche, o senador ainda tentou desqualificar o trabalho do repórter, chamando-o de “militante”.

 

Poucas horas depois, o site Intercept divulgou a reportagem que caiu como uma bomba em Brasília, com áudios e prints de conversas que mostram que o pré-candidato a presidente negociou diretamente com o banqueiro Daniel Vorcaro o financiamento do filme “Dark Horse”. Documentos, mensagens e comprovantes analisados pelo Intercept indicam que ao menos US$ 10,6 milhões já haviam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações ligadas ao projeto.
 

Nikolas Ferreira faz defesa apenas protocolar de Flávio Bolsonaro sobre o caso do pedido de dinheiro a Vorcaro
Foto: Beto Barata/PL

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), um dos principais expoentes do campo ideológico e político da direita, só foi comentar as conversas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro no final da noite desta quarta-feira (13). Nikolas, que há meses vem sendo criticado pela família Bolsonaro e seus seguidores de pouco se engajar na campanha presidencial do senador do PL, em postagem nas redes, fez uma defesa apenas protocolar do presidenciável do seu partido. 

 

“Não acredito em condenações precipitadas, assim como também acredito que transparência é sempre o melhor caminho. Flávio deu sua versão dos fatos e afirmou não haver qualquer ilegalidade em sua conduta”, disse Nikolas.

 

Após citar que Flávio Bolsonaro havia apresentado sua defesa a respeito do pedido de dinheiro ao dono do Banco Master para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, Nikolas Ferreira passou a relembrar outros escândalos, inclusive envolvendo o governo Lula.

 

“São muitos os escândalos que nosso país vem sofrendo. São notícias diárias de proporções gigantescas, como o escândalo do INSS ou dos contratos milionários envolvendo o Banco Master e ministros, além de pessoas ligadas ao Governo Lula”, afirmou o deputado.

 

Na parte final de sua postagem, o deputado do PL de Minas Gerais segue a mesma linha de defesa feita por diversos outros parlamentares e influenciadores de direita, comparando o dinheiro pedido por Flávio a outros filmes que teriam sido financiados pelo banco, sobre as vidas do presidente Lula e do ex-presidente Michel Temer. Nikolas Ferreira também segue na mesma linha adotada por Flávio Bolsonaro, de exigir a instalação da CPI do Banco Master.

 

“A pergunta que fica é: por que nenhuma tem a repercussão e indignação do que aconteceu hoje? Ou melhor: porque não há a mesma intenção de criminalizar o financiamento dos filmes de Lula e Temer feitos por Vorcaro? São essas e outras milhares de perguntas que precisam ser esclarecidas. Só há uma forma de elucidar todos os fatos envolvendo o Banco Master e as ações do Vorcaro: a instalação da CPMI. Quem agora silenciar, estará acusando o seu medo e, consequentemente, sua culpa”, concluiu o deputado. 

 

Nesse trecho da sua postagem, o deputado Nikolas Ferreira faz referência a uma informação divulgada nesta quarta pelo jornalista Lauro Jardim, do site de O Globo, de que Daniel Vorcaro teria injetado recursos nos filmes “963 dias — A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos”, sobre a gestão de Michel Temer, e “Lula”, um documentário dirigido em 2024 por Oliver Stone.

 

Após a divulgação da nota, o jornalista Lauro Jardim informou que recebeu resposta do produtor do documentário sobre Temer, negando ter pedido dinheiro a Vorcaro. Jardim também reproduziu nota da Secretaria de Comunicação da Presidência da República afirmando que não houve qualquer pedido, nem do presidente Lula e nem do governo federal, para o financiamento do documentário do cineasta Oliver Stone.

PF cumpre mandados contra hackers suspeitos de atuarem na “Turma” de Vorcaro
Foto: Divulgação / Polícia Federal

Os três hackers foram alvos de mandado de prisão durante a sexta fase da operação Compliance Zero, nesta quinta-feira (14). Os hackers fariam parte do grupo A Turma, investigado por fazer ameaças sob determinação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo investigação, eles atuavam para derrubar conteúdos negativos contra o banqueiro na internet ou tentar inflar publicações positivas sobre ele.

 

A sexta fase da Compliance Zero apura se o pai de Vorcaro, preso nesta manhã, e outras pessoas cometeram atos de intimidação, de coerção, de obtenção de informações sigilosas e de invasões a dispositivos informáticos. Essas pessoas estariam relacionadas a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, que era acusado de atuar para o ex-banqueiro em uma milícia privada. Luiz Mourão cometeu suícidio ao ser preso, em março deste ano. 

 

Na mesma operação, uma delegada da PF de Minas Gerais também foi alvo de busca e apreensão e afastada do cargo, e um agente da ativa foi preso. Um delegado aposentado foi alvo de busca.

 

No total, a polícia cumpre sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão, expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). São investigadas suspeitas dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.

Flávio Bolsonaro alega que segue recebendo apoio de Jair: “Ele me disse para ficar firme”
Foto: Beto Barata/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ter recebido apoio do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, logo após a divulgação de mensagens trocadas entre o filho “01” e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em declaração enviada à CCN Brasil, ele afirma que Bolsonaro o mandou “ficar firme”. 

 

O pré-candidato esteve na casa do pai, na tarde desta quarta-feira (13), para antecipar as repercussões envolvendo as mensagens sobre o financiamento do filme. “Estive com meu pai à tarde nesta quarta. Antecipei à ele que iriam explorar, de forma pejorativa e mentirosa, a questão do filme sobre a vida dele. Ele me disse pra ficar firme, pois não havia absolutamente nada de errado com o filme e que nada melhor do que a verdade para esclarecer os fatos”, disse em declaração a reportagem. 

 

O senador ainda completou dizendo que, nas palavras do pai, “não existe possibilidade” da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ser cotada para a disputa presidencial. “Errado seria usar dinheiro público para isso, como faz o PT em prol de seu projeto de poder. Disse ainda que não existe nenhuma possibilidade de Michellle ser candidata à Presidência, como alguns veículos de comunicação começaram a ventilar”, relatou.

 

O ex-presidente está em prisão domiciliar, cumprindo pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

FLÁVIO E VORCARO? 
Nesta quarta-feira (13), o The Intercept Brasil revelou que o banqueiro Daniel Vorcaro repassou cerca de R$ 61 milhões ao senador Flávio Bolsonaro para a produção do filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. A apuração revela que Vorcaro se comprometeu a repassar um total de 24 milhões de dólares (cerca de R$ 134 milhões na cotação da época) para financiar a cinebiografia.

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou o contato e disse que a conversa mostra “um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai”. O senador ainda afirmou que conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, antes das acusações sobre o caso do Banco Master.

 

“O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, disse.

Delegada e agente da PF são afastados após nova fase da Compliance Zero envolvendo o Master
Foto: Divulgação

Uma delegada e um agente da Polícia Federal foram afastados de suas funções durante a nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada, nesta quinta-feira (14). Informações do jornal Metrópoles apontam que a dupla era suspeita de repassar informações da corporação para Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. 

 

Vorcaro está preso na carceragem da Superintendência da PF, em Brasília. A nova fase da força-tarefa também prendeu o pai do banqueiro, Henrique Vorcaro, na manhã desta quinta.  Ele é controlador do banco.

 

Segundo a PF, a sexta fase da Compliance Zero investiga grupos liderados por Daniel Vorcaro que atuavam de forma articulada para acessar dados protegidos e pressionar pessoas de interesse do Master. Segundo as investigações, Henrique Vorcaro aparecia desde o início do caso, como peça ligada às movimentações financeiras suspeitas do grupo investigado.

 

A PF aponta os crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.

 

A operação desta quinta foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e incluiu sete mandados de prisão e 17 de busca e apreensão em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

PF prende pai de Daniel Vorcaro em nova operação
Foto: Reprodução/Facebook

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (14), Henrique Vorcaro, o pai do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo informações da CNN Brasil, a prisão foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal.

 

A operação faz parte da investigação sobre as irregularidades no Banco Master, como nova fase da Compliance Zero. A ação foi realizada pela Diretoria de Combate ao Crime Organizado (Dicor) da PF. 

 

Henrique era apontado pela investigação como um dos beneficiários do filho, que chegou a depositar recursos na conta bancária do pai.

Em coletiva para falar da explosão em São Paulo, Tarcísio se recusa a comentar a "bomba" do dia, que liga Flávio a Vorcaro
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Durante uma entrevista coletiva sobre a explosão em obra da Sabesp na Zona Oeste de São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) se recusou a fazer comentários a respeito da revelação do pedido de dinheiro do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro.

 

"Isso não é pauta", disse Tarcísio, em resposta a um questionamento feito por uma repórter do jornal O Globo. 

 

O governador reforçou que o assunto da entrevista era a recente explosão ocorrida na comunidade de Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo. A explosão deixou um morto, três feridos e dezenas de desalojados. 

 

"Estamos falando deste assunto aqui no dia de hoje", colocou Tarcísio, cortando de forma abrupta a repórter.

VÍDEO: Flávio Bolsonaro encerra coletiva após ser questionado sobre áudios com banqueiro
Foto: Reprodução / SBT News
O senador Flávio Bolsonaro abandonou uma entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (13) após ser questionado por jornalistas sobre o conteúdo de áudios divulgados pelo site The Intercept Brasil. O incidente ocorreu nas dependências do Supremo Tribunal Federal (STF), logo após um encontro institucional do parlamentar com o presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

 

A interrupção aconteceu no momento em que os repórteres indagaram o senador sobre a denúncia de que ele teria negociado R$ 134 milhões com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para o financiamento do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Confira em vídeo o momento:

 

REPERCUSSÃO POLÍTICA
Apesar de ter se retirado por conta das perguntas de uma repórter do site que revelou o caso, exclamando e gesticulando com a frase “Dinheiro privado! Dinheiro privado!”.  Em nota, o pré-candidato confirmou a veracidade do áudio e não respondeu à jornalista, classificando-a de "militante".  

 

Como resposta, lideranças políticas brasileiras, como o Partido Novo, Missão e Partido Social Democrático (PSD), já criticaram o pré-candidato de olho nas eleições de 2026.

 

Já membros de partidos aliados ao atual governo, por sua vez, dentro da Câmara, acionaram o setor jurídico partidário e a Procuradoria-Geral da República (PGR). É o caso da deputada federal Erika Hilton (Psol) e de Pedro Uczai (PT). Outros nomes também se manifestaram sobre o caso.

 

Como nomes baianos aliados do governo federal, Lídice da Mata (PT): "Eu não estou nem um pouco surpresa", conta. Confira: 

Erika Hilton pede investigação sobre relação entre Flávio Bolsonaro e banqueiro do Banco Master
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A deputada federal Erika Hilton (PSol) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para pedir a apuração de uma possível ligação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O pedido foi apresentado após reportagem do The Intercept Brasil divulgar mensagens e um áudio atribuídos ao pré-candidato à Presidência da República cobrando de Vorcaro recursos para o filme biográfico Dark Horse, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

Segundo a publicação, o empresário teria destinado cerca de R$ 61 milhões ao projeto entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações financeiras. O valor total negociado poderia chegar a R$ 134 milhões.

 

Em nota, Erika Hilton afirmou considerar “suspeita” a relação entre o senador e o banqueiro. “É inaceitável que um senador da República mantenha uma relação como essa”, declarou a parlamentar ao comentar o conteúdo divulgado.

 

Daniel Vorcaro foi preso preventivamente em novembro do ano passado durante a Operação Compliance Zero, que investigou supostas irregularidades financeiras relacionadas ao Banco Master. Dois dias depois, a instituição entrou em processo de liquidação.

 

 

Flávio Bolsonaro teria se encontrado com Vorcaro e negociado R$ 134 mi para bancar o filme “Dark Horse”
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Agência Brasil

Registros obtidos pelo site The Intercept Brasil detalham a existência de encontros presenciais em São Paulo e negociações diretas entre o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e integrantes do clã Bolsonaro. A apuração revela que Vorcaro se comprometeu a repassar um total de 24 milhões de dólares (cerca de R$ 134 milhões na cotação da época) para financiar a cinebiografia “Dark Horse”, que retrata de modo narrativo a trajetória de Jair Bolsonaro.

 

A revelação dessas negociações e encontros presenciais contrasta diretamente com as declarações públicas de Flávio Bolsonaro. O senador vinha negando veementemente qualquer conexão de sua família ou da direita brasileira com o Banco Master, chegando a classificar as suspeitas como uma "narrativa falsa" do governo atual.

 

Apoiador ferrenho de uma CPMI no Congresso Nacional para apurar o "Caso Master", as mensagens expõem uma situação duvidosa entre Flávio e o banqueiro. Em várias ocasiões, tanto em suas redes sociais quanto em discursos, o pré-candidato à presidência do Brasil tem acusado seu adversário, o atual presidente Lula, de "ser o master". Veja em vídeo:

 


VALORES ALTOS
De acordo com os documentos, pelo menos 10,6 milhões de dólares (aproximadamente R$ 61 milhões) foram efetivamente pagos em seis operações realizadas entre fevereiro e maio de 2025. O material inclui um cronograma de desembolso e comprovantes bancários que confirmam as transferências para o projeto cinematográfico ligado à família do ex-presidente.

 

As mensagens indicam que as negociações não se restringiram ao campo virtual. Registros de conversas sugerem encontros e uma articulação próxima em São Paulo, onde o Banco Master possui forte atuação.

 

O envolvimento de Daniel Vorcaro foi negociado diretamente pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), mas contou com a participação ativa de outros intermediários do núcleo político: o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL) e o deputado federal Mario Frias (PL), ex-secretário de Cultura no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Os diálogos e documentos de Vorcaro revelam laços financeiros profundos, expondo uma relação de proximidade com o banqueiro que, atualmente, é considerado uma figura central em investigações federais. Uma das conversas mais críticas ocorreu em 15 de novembro de 2025, na véspera da primeira prisão de Vorcaro na Operação Compliance Zero.

 


Em março deste ano, ao comentar a doação de R$ 3 milhões feita pelo pastor Fabiano Zettel (cunhado de Vorcaro) à campanha de Jair Bolsonaro, Flávio afirmou à CNN que o repasse ocorreu “sem nenhuma vinculação, sem nenhuma contrapartida, sem nenhum contato pessoal”.

 

Na mesma época, o senador assegurou que a conta do Banco Master estava "longe de chegar perto da direita", declaração agora confrontada pelos registros de cobranças e parcelas da produção do filme.


Ainda em menos de horas da revelação do portal The Intercept Brasil, o deputado e antiga liderança na Câmara dos Deputados Lindbergh Farias (PT) confirma que vai pedir a prisão do então senador Flávio Bolsonaro pelo caso. 

Caso Master: Flávio negociou custeio de filme sobre Bolsonaro com Vorcaro, aponta Intercept
Foto: Pedro Kirilos/Estadão

Preso no caso do Banco Master, o banqueiro Daniel Vorcaro repassou cerca de R$ 61 milhões ao senador Flávio Bolsonaro para a produção do filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os repasses foram feitos em seis operações realizadas entre os meses de fevereiro e maio de 2025. A informação foi revelada pelo site The Intercept Brasil.

 

 

Segundo áudios e documentos obtidos pelo The Intercept, a negociação previa um repasse total de 24 milhões de dólares (na época equivalentes a cerca de R$ 134 milhões) para o projeto. Em um dos áudios revelados, Flávio cobra parte do pagamento ao banqueiro, alegando temer não conseguir arcar com os custos da produção.

 

“Apesar de você ter dado liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando. Mas é porque está em um momento muito decisivo do filme. E como tem muita parcela pra trás, está todo mundo tenso. Eu fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou pro filme. Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, no Cyrus, os caras animadíssimos lá no cinema americano mundial. Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com esse filme pode ser elevado a -1”, falou o senador. 

 

“Se você puder me dar um toque, uma posição, porque a gente precisa saber o que faz, porque eu já tenho muita conta pra pagar esse mês e no mês seguinte. Agora que é a reta final, a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos, porque senão a gente perde tudo em contrato, perde ator, perde diretor, perde equipe, perde tudo. Podendo nos dar um toque aí irmão”, completou Flávio.

 

Os registros obtidos incluem um cronograma de desembolso, um comprovante bancário e cobranças relacionadas às parcelas previstas para a produção. A negociação teve como intermediários o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e o deputado federal Mário Frias (PL).

PP mantém apoio a Ciro Nogueira e agenda reunião para discutir desdobramentos de investigação
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

O presidente nacional do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira, do estado do Piauí, recebeu manifestações de apoio de parlamentares e dirigentes da sigla após ser alvo de operação da Polícia Federal. A investigação apura conexões com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. 

 

Para outras lideranças do partido ouvidas pela CNN Brasil, não existe, no momento, movimentação para o afastamento do senador do comando da legenda. Apesar do respaldo interno, o tema será debatido na reunião da executiva nacional do Progressistas, marcada para a próxima quarta-feira (20).

 

O encontro, que já estava agendado para discutir questões administrativas e articulação política, servirá de palco para conversas reservadas sobre os impactos do caso. Caciques do PP indicam que a tendência majoritária é a manutenção do apoio político a Nogueira, sob a justificativa de que, até o momento, os elementos apresentados não demandam pressão interna por mudanças na liderança.

 

A avaliação na cúpula é de que um eventual afastamento deveria partir de uma iniciativa do próprio senador. A operação também gerou repercussões na federação composta por PP e União Brasil. Dirigentes do Progressistas admitem que houve questionamentos e críticas por parte de integrantes do União, mas afirmam que o desgaste inicial foi mitigado após diálogos entre as presidências das duas siglas.

 


Em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (12), Ciro Nogueira classificou as acusações como "absurdas" e negou o recebimento de qualquer valor ilícito. O parlamentar defendeu a lisura de suas ações e pediu isenção nas investigações e no julgamento em sua tentativa de reeleiçãoVeja sua declaração abaixo:

PF identifica viagens de luxo de Ciro Nogueira custeadas por banqueiro, diz investigação
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) afirma ter identificado pelo menos três viagens internacionais do senador Ciro Nogueira (PP) que teriam sido custeadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A investigação detalha gastos que incluem hospedagens em hotéis de luxo, jantares em restaurantes sofisticados e até a compra de vestuário de inverno para o parlamentar.

 

Entre os destinos citados no inquérito está Courchevel, uma luxuosa estação de esqui nos Alpes Franceses. Imagens e registros analisados pela PF indicam a presença do senador e do banqueiro em eventos sociais e viagens de lazer, o que fundamenta a linha investigativa sobre possíveis vantagens indevidas.

 

Além das passagens e estadias, os investigadores citam que Vorcaro teria arcado com despesas pessoais de Ciro Nogueira durante os períodos no exterior. A investigação busca agora esclarecer se há contrapartidas políticas ou favorecimentos em troca do custeio dessas despesas de alto valor.

 

Em nota, a defesa do senador Ciro Nogueira negou veementemente a existência de qualquer irregularidade. Os advogados sustentam que não houve recebimento de vantagens ilícitas e que as relações citadas não possuem vínculo com a atividade pública do parlamentar.

 

Daniel Vorcaro, por meio de sua assessoria, também reitera que suas movimentações financeiras e relações sociais seguem a legalidade. As informações foram reveladas pela PF ao portal Poder 360.

Alcolumbre, que pediu ajuda a Lula para se livrar da PF, deve ser o próximo grande alvo da investigação, diz revista
Foto: Reprodução CNN

Depois da operação de busca e apreensão da Polícia Federal que envolveu o senador Ciro Nogueira (PP-PI), por suspeita de envolvimento em ações de corrupção relacionadas ao Banco Master, o próximo grande alvo que estaria na mira dos investigadores seria o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Foi o que afirmou a coluna Radar da revista Veja, que chegou às bancas nesta sexta-feira (8). 

 

Segundo a coluna, as apurações da Polícia Federal estariam desvendando as relações de Alcolumbre com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A revista Veja afirma que, cientes dessa investigação, dois ministros do governo Lula já teriam procurado o presidente do Senado para dizer que o líder petista não tem responsabilidade sobre o que virá pela frente nos desdobramentos da investigação. 

 

O próprio Alcolumbre, segundo apuração da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, teria falado recentemente com o presidente Lula sobre a investigação da PF a respeito dele. A jornalista afirma que duas semanas antes da votação no Senado que rejeitou Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), Alcolumbre teria se queixado a Lula de estar sendo perseguido pela Polícia Federal, e pediu ao presidente que o ajudasse a se blindar do que chamou de “injustiças”. 

 

Malu Gaspar afirma que, na conversa, que ocorreu nos bastidores da posse do novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, Alcolumbre disse a Lula que a delação de Vorcaro viria com “muitas mentiras e injustiças” sobre ele e apelou ao presidente para que o ajudasse a ficar de fora. De acordo com o relato que fez a aliados, Lula respondeu que não tem como segurar delegado da PF, o Ministério Público Federal (MPF) e muito menos o Supremo. 

 

Alcolumbre, de sua parte, teria certeza de que será alvo de retaliação do PT, após manobrar pela derrota na indicação de Jorge Messias, tanto que, como diz a coluna Radar da Veja, até teria desabafado com um ministro do STF. “Todo dia vem alguém me avisar de alguma delação”, teria dito o senador amapaense. 
 

Mendonça afirma que não teve acesso à delação de Vorcaro e cobra colaboração “séria e efetiva”
Carlos Moura/SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, afirmou nesta quinta-feira (7) que não teve acesso à proposta de delação premiada apresentada pela defesa do banqueiro Daniel Vorcaro à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República.

 

A declaração foi divulgada após reportagens apontarem que o magistrado teria sinalizado resistência em homologar os atuais termos da colaboração. Em nota, Mendonça destacou que qualquer acordo de colaboração precisa apresentar resultados concretos para produzir efeitos jurídicos.

 

“A colaboração premiada é um ato de defesa, um direito assegurado ao investigado. Para que produza efeitos, a colaboração deve ser séria e efetiva”, afirmou.

 

O ministro também ressaltou que as investigações relacionadas ao Banco Master continuarão independentemente de eventuais delações. “Cabe esclarecer, ainda, que o ministro até o presente momento, não teve acesso ao teor do material entregue pela defesa à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República”, acrescentou.

 

O banqueiro está preso na superintendência da Polícia Federal em Brasília. Em março, ele voltou a ser alvo da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e a tentativa de compra da instituição pelo BRB.

Polícia Federal pede a André Mendonça que autorize envio de Daniel Vorcaro de volta a presídio da Papuda
Foto: Reprodução SBT News

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu um pedido da Polícia Federal para que o banqueiro Daniel Vorcaro seja enviado de volta à penitenciária federal de Brasília, no Complexo da Papuda. O pedido havia sido feito antes de Vorcaro, dono do Banco Master, ter finalizado e enviado sua proposta de delação premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à própria Polícia Federal.

 

Vorcaro está desde o dia 19 de março em uma sala na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele foi autorizado a deixar a penitenciária após negociar um acordo d delação premiada com a PGR e a PF. 

 

Segundo o SBT News, o pedido da PF a Mendonça foi feito por razões administrativas. Na superintendência, funciona uma carceragem usada apenas para presos de passagem, antes de serem enviados ao sistema penitenciário. Vorcaro foi alocado em uma sala de Estado-Maior reformada inicialmente para receber o ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

A presença do banqueiro no local alterou a rotina da administração, já que seus advogados o visitavam diariamente para trabalhar na confecção dos anexos de sua delação premiada e costumavam apresentar diversos pleitos à administração. Ele também recebe semanalmente a visita de seus familiares.

 

Como a proposta de delação já foi entregue, na última terça (5), a PF argumentou ao ministro do STF que não tem condições de manter Vorcaro indefinidamente alocado na superintendência e que o tempo já havia sido suficiente para que ele finalizasse a confecção da sua proposta. O argumento da corporação é de que não é mais necessária a presença do banqueiro na sede da Superintendência.
 

PF aponta suposta "mesada" de Vorcaro a Ciro Nogueira: "Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k?"
Foto: Reprodução / YouTube

A Polícia Federal identificou, em investigação da Operação Compliance Zero, indícios de pagamentos mensais recorrentes do banqueiro Daniel Vorcaro ao senador Ciro Nogueira (PP). Segundo a apuração, os repasses estariam ligados à atuação parlamentar em favor de interesses do Banco Master.

 

As informações constam em decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou medidas cautelares no âmbito da 5ª fase da Operação Compliance Zero. A nova etapa da investigação tem como alvos Ciro Nogueira e Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro.

 

De acordo com a PF, as suspeitas surgiram após a interceptação de diálogos entre Daniel Vorcaro e Felipe Vorcaro, apontado como operador financeiro do grupo. As mensagens tratam de uma parceria envolvendo a empresa BRGD S.A., ligada à família Vorcaro, e a CNLF Empreendimentos, empresa patrimonial atribuída ao senador.

 

Em uma das conversas, registrada em janeiro de 2025, Felipe Vorcaro menciona dificuldades para manter os pagamentos em razão do “aumento dos pagamentos” ao “parceiro brgd”.

 

Já em junho de 2025, segundo a investigação, Daniel Vorcaro questionou o atraso de dois meses nos repasses destinados a “ciro”. Em resposta, Felipe escreveu: “Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k?”, trecho que, segundo a PF, indicaria a existência de pagamentos mensais periódicos.

 

 

As investigações também relacionam os supostos repasses à apresentação da emenda nº 11 à PEC nº 65/2023, protocolada por Ciro Nogueira em agosto de 2024. A proposta previa elevar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite de garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) por depositante.

 

Segundo a PF, o texto da emenda teria sido elaborado pela assessoria do próprio Banco Master e entregue ao senador em um envelope. A investigação aponta ainda que, após a apresentação da proposta, Daniel Vorcaro teria afirmado que o texto “saiu exatamente como mandei”.

 

Ainda conforme os autos, interlocutores ligados ao banco avaliavam que a medida poderia “sextuplicar” os negócios da instituição financeira.

Daniel Vorcaro planeja devolver recursos para destravar acordo de delação no caso Banco Master
Foto: Divulgação

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, definiu uma estratégia para tentar destravar as negociações de um acordo de delação premiada junto à Polícia Federal (PF), à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Segundo aliados de Vorcaro, o plano prevê sinalizar aos investigadores a intenção de devolver parte dos recursos relacionados ao esquema investigado. De acordo com pessoas próximas ao banqueiro, ele tem ressaltado que a prioridade será “pagar tudo”.

 

A avaliação da defesa de Vorcaro é de que a devolução de valores pode contribuir para reduzir a tensão nas tratativas do núcleo penal da delação, facilitando a aceitação do acordo pela PF e pela PGR, além da posterior homologação pelo ministro André Mendonça, relator do caso envolvendo o Banco Master no STF.

 

Conforme o relato de aliados, André Mendonça considera essencial que Vorcaro indique o destino dos recursos desviados no esquema investigado e apresente mecanismos para devolução dos valores à União. O tema, inclusive, foi objeto de estudo do ministro durante o doutorado.

 

As informações são do Metrópoles.

Após escândalo do Master, crise de reputação do STF bateu recorde histórico, revela pesquisa Quaest
Foto: Edu Mota / Brasília

A crise reputacional do Supremo Tribunal Federal (STF) avança em ritmo acelerado, e pesquisas recentes mostram que mais da metade da população desconfia da atuação dos ministros da Corte, patamar inédito verificado pelos institutos. É o que revela a Coluna do Estadão, na edição do jornal paulista deste domingo (19). 

 

De acordo com a coluna, em meio ao escândalo do Banco Master e das revelações de envolvimento de magistrados com o banqueiro Daniel Vorcaro, um recorte da última pesquisa Genial/Quaest, feita com entrevistas de 10 a 13 de abril, mostra que pela primeira vez em uma série histórica iniciada em 2022, mais da metade da população desconfia do Supremo. 

 

O índice de brasileiros que afirmam não confiar nos ministros do STF é recorde e chegou a 53% em abril deste ano. A parcela que confia na Corte é de 41%. O restante não soube ou não respondeu. 

 

Para se ter ideia de como a credibilidade do Judiciário vem derretendo, segundo dados obtidos pela Coluna do Estadão, na primeira vez que o levantamento foi feito pela Quaest, 56% dos entrevistados tinham avaliação positiva do STF.

 

O cruzamento das linhas positiva e negativa e a tendência de queda mais acentuada da credibilidade do STF ocorreram entre agosto de 2025 e março de 2026, ou seja, justamente quando o escândalo do Master estourou. Em agosto do ano passado, a maioria (50%) confiava na atuação dos ministros e 47% não. 

 

A linha positiva começou a cair a partir de então e, em março, a descrença superou a avaliação positiva, chegando agora a 53% de desconfiança.

 

Os dados estratificados mostram que a percepção sobre os ministros do STF varia significativamente conforme a região e a renda do entrevistado. A maior taxa de rejeição à Corte está no Sul, com 62%, e no Sudeste, 59%. Há também a análise de que, quanto maior é a renda familiar do entrevistado, maior é a falta de confiança no Supremo. 

 

Entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, 60% não acreditam no STF. Entre os que recebem até dois salários mínimos, o cenário é de empate técnico – 47% desconfiam e 45% não, aponta o recorte da Quaest divulgado pela Coluna do Estadão.
 

Documentos da Receita Federal mostram pagamentos do Banco Master a empresa de filho de Otto Alencar
Fotos: Divulgação | Reprodução / Câmara dos Deputados

Um levantamento obtido pelo O Globo junto à Receita Federal aprofunda as conexões entre o Banco Master, instituição financeira de Daniel Vorcaro, e figuras influentes da política baiana. Entre os nomes que surgem nos registros de pagamento está o de Otto Alencar Filho, filho do senador Otto Alencar (PSD-BA), um dos principais aliados do PT no estado.

 

Segundo os documentos, a empresa Mollitiam Financeira, da qual Otto Filho é sócio por meio da M&A Participação, recebeu R$ 12 milhões do Banco Master entre 2022 e 2025.

 

Ex-deputado federal e atualmente conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), Otto Alencar Filho afirmou, em nota, que a M&A Participação detém ações em diversas empresas de diferentes setores e que todos os serviços foram devidamente faturados, contabilizados e tiveram os impostos pagos, respeitando a legislação e as boas práticas de mercado. Ele ressaltou ainda que sua empresa não exerce função de administradora de nenhuma das companhias nas quais possui participação acionária.

 

Os documentos da Receita Federal também revelam pagamentos a outros políticos e assessores ligados a diferentes espectros partidários na Bahia, evidenciando uma capilaridade do banco que atravessa governo, Centrão e oposição. Entre os beneficiários está o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), pré-candidato ao governo do estado, cuja empresa de consultoria recebeu R$ 5,4 milhões entre 2023 e 2025.

 

Em nota, ACM Neto disse não poder validar os valores por não ter tido acesso direto aos dados, mas afirmou que a relação com o Master foi firmada em momento em que nenhum dos sócios de sua empresa ocupava cargo público. Ele disse que prestava análise da agenda político-econômica nacional e se colocou à disposição do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria-Geral da República para esclarecimentos, ao mesmo tempo em que pediu apuração sobre o vazamento de dados fiscais sigilosos.

 

Outro vínculo expressivo identificado na documentação envolve a BN Financeira, empresa cuja sócia Bonnie Toaldo Bonilha é casada com um enteado do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. A empresa recebeu R$ 14 milhões do Banco Master entre 2022 e 2025, sendo R$ 7 milhões apenas no último ano. O contrato foi firmado em 2021.

 

Procurada, a BN Financeira negou qualquer ligação com o senador, afirmou que foi fundada em 2021 e que prestou serviços de prospecção e indicação de operações e convênios de crédito público e privado ao Master entre 2022 e 2025. A empresa destacou que todos os recursos foram recebidos de forma oficial, contabilizados, com emissão de notas fiscais e declaração à Receita Federal, e que não há qualquer investigação ou apuração policial sobre o tema.

 

Os registros incluem ainda pagamentos à Meta Consultoria, empresa do ex-ministro da Cidadania Ronaldo Bento, que atuou no governo Jair Bolsonaro como principal auxiliar do então ministro João Roma — este último pré-candidato ao Senado. Segundo os documentos, a empresa recebeu R$ 6,2 milhões do Banco Master somente em 2025. Bento chegou a ter convocação aprovada pela CPI do Crime Organizado por sua atuação como diretor no Banco Pleno, instituição ligada a Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro no Master.

 

A origem da relação do Banco Master com a Bahia remonta à entrada de Augusto Ferreira Lima no quadro societário da instituição. Empresário preso durante a Operação Compliance Zero, em novembro do ano passado, Lima viu seus negócios dispararem após a privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), durante o governo de Rui Costa, atual ministro da Casa Civil de Lula.

 

Na ocasião, Lima adquiriu o Credcesta, um cartão de benefícios inicialmente voltado para servidores públicos da Bahia, cuja operação se expandiu nacionalmente em parceria com o Banco Master. Lima também circula com desenvoltura em Brasília: em janeiro do ano passado, casou-se com Flávia Peres, ex-ministra do governo Bolsonaro, ex-deputada federal e ex-esposa do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda.

 

Diante da exposição, interlocutores políticos de ambos os campos na Bahia avaliaram que explorar o caso Master na campanha eleitoral poderia render desgastes tanto a ACM Neto quanto ao grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT), apoiado por Jaques Wagner. A avaliação levou os dois grupos adversários a costurar um acordo nos bastidores para que o assunto não seja utilizado como arma política nas eleições.

 

Procurado para comentar o negócio envolvendo a Ebal, o ministro Rui Costa defendeu, em fevereiro, a decisão tomada à época em que era governador, argumentando que a operação de cartão de crédito consignado foi o que viabilizou o negócio.

Gilmar Mendes também voou em aviões de Vorcaro; lista de viajantes inclui Moraes, Toffoli e Nunes Marques
Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro Gilmar Mendes, de acordo com reportagem divulgada pelo jornal Estado de S.Paulo nesta quinta-feira (9), aumentou a lista de magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF) que voaram em aviões pertencentes ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Segundo o Estadão, Gilmar voou de Diamantino (MT) até Brasília em um avião da Prime You, empresa da qual Vorcaro, era sócio. 

 

Além de Gilmar, revelações de veículos de imprensa nas últimas semanas mostraram que também utilizaram aviões ligados a empresas de Daniel Vorcaro os ministros do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques. Moraes e sua esposa, Viviane Barci, foram um dos mais assíduos a utilizar os jatinhos, com oito viagens para os aeroportos de Congonhas e Catarina, em São Paulo. 

 

Sobre Gilmar Mendes, o Estadão revela que no dia 1º de janeiro do ano passado, o magistrado embarcou em voo de Diamantino (MT), onde seu irmão, Chico Mendes, tomou posse como prefeito. Gilmar teria ido da cidade até Brasília em um dos modelos operados pela empresa.

 

Ao Estadão, a companhia confirmou a viagem, por meio de sua assessoria. A empresa informou ainda que Marcos Molina, presidente do Conselho de Administração da MBRF, tem uma cota da aeronave operada pela Prime, mas negou relação pessoal ou comercial do executivo com Vorcaro.

 

Registros de movimentação no Aeroporto de Brasília obtidos pela reportagem do Estadão indicam que o avião identificado pelo código PT-PVH saiu de Diamantino às 16h38 do dia 1º de janeiro de 2025 com destino a Brasília. O modelo, um Phenom 300 da Embraer, pertence à PT-PVH Administração de Bem Próprio, presidida por Marcus Vinícius da Mata, sócio da Prime You, que opera a aeronave.

 

Procurado pelo jornal Estado de S.Paulo, Gilmar negou ter conhecimento sobre a relação da aeronave com a companhia de Vorcaro. O ministro disse ter aceitado uma carona oferecida pelo empresário Marcos Molina, presidente do Conselho de Administração da MBRF, grupo que resultou da fusão entre dois dos maiores frigoríficos do País, a BRF e a Marfrig.
 

Revista diz que Vorcaro não deve comprometer Lula nem Flávio e quer que delação "seja positiva para o país"
Foto: Reprodução Redes Sociais

Informações obtidas pela coluna Radar, publicada na edição desta sexta-feira (3) da revista Veja, afirma que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, até o momento, não indicou que na sua delação premiada irá apresentar provas contra os dois principais candidatos a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. 

 

Vorcaro, que está preso desde o dia 4 de março na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, está separando sua delação em blocos, e segundo a coluna Radar, o que teria aparecido até agora indica que nem Lula nem Flávio Bolsonaro devem ser incriminados. Já no capítulo sobre o Congresso Nacional, a delação do dono do Banco Master deve apresentar revelações sobre conexões dele com uma bancada multipartidária.

 

A revista Veja teria recebido informações de que o dono do Master vem concentrando as informações sobre pagamentos de propinas e negociatas com políticos num único capítulo da sua delação. Há também um bloco específico sendo preparado por Vorcaro para citações que envolvem empresários e outro para o mercado financeiro.

 

Vorcaro também está separando informações sobre o que pretende contar a respeito de suas relações com o Banco Central. Em mais esse anexo exclusivo, de acordo com a Veja, além de detalhar os fatos já conhecidos, Daniel Vorcaro deve revelar o envolvimento de novos personagens na rede de lobby do Banco Master.

 

Em relação às relações com ministros do STF e seus familiares, paira um grande mistério sobre que fatos serão revelados por Vorcaro na sua delação. A coluna afirma que se surgir alguma acusação consistente, será o plenário do Supremo que decidirá sobre a abertura de investigação contra integrantes da Corte.

 

Já em um outro anexo que está sendo montado pelo ex-banqueiro, serão apresentadas informações contundentes a respeito da trama que envolveu a tentativa de compra do Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB). A coluna Radar diz que as revelações de Vorcaro comprometerão o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, candidato ao Senado. 

 

Interlocutores do dono do Master afirmam que ele deseja, com a sua delação, “fazer uma coisa positiva para o Brasil”. O prazo estimado por esses interlocutores de Vorcaro é de que a totalidade da delação será apresentada ao ministro André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal (STF) em até 45 dias. 
 

Juíza proíbe dupla Zé Neto e Cristiano de divulgar vídeo com prints de conversas íntimas de banqueiro e influenciadora
Foto: Divulgação

A Justiça de São Paulo proibiu a dupla sertaneja Zé Neto e Cristiano de divulgar trechos de um vídeo utilizado para ilustrar uma música que, segundo a ação, teria sido inspirada em conversas íntimas do banqueiro Daniel Vorcaro com sua ex-namorada Martha Graeff e outras mulheres. A decisão liminar foi assinada pela juíza Daniela Dejuste de Paula, da 29ª Vara Cível da capital paulista, na última quarta-feira (1º).

 

O processo foi movido pela influenciadora Karolina Trainotti, amiga de Vorcaro, que aparece em prints utilizados no vídeo. As informações são do jornal Estadão. O conteúdo, que já foi retirado do ar, serviu para ilustrar uma canção cujos versos fazem alusão a relacionamentos simultâneos. A música não cita o nome de Vorcaro, mas o vídeo publicado no perfil oficial da dupla exibia imagens dele, da ex-namorada e de outras mulheres mencionadas nas conversas.

 

Na decisão, a magistrada determinou que a dupla não use nem divulgue imagens ou qualquer conteúdo que permita identificar Karolina no contexto da música. Os versos iniciais da canção dizem: “Eu falava bom dia pra uma/escrevia bom dia pra outra/eu ouvia eu te amo de uma/e eu lia eu te amo da outra”.

 

A defesa de Karolina pede indenização por danos morais. Em trecho da ação, os advogados afirmam que ela passou por uma situação vexatória com a divulgação do conteúdo. “A gravidade se intensifica quando se observa que o conteúdo veiculado expõe a autora em contexto nitidamente vexatório, ao reproduzir e explorar aspectos de sua vida íntima de forma descontextualizada, sensacionalista e voltada à captação de atenção do público”, diz a defesa.

 

Ouça a música:

 

 

Ex-noiva de Vorcaro se pronuncia pela 1ª vez, nega conhecimento sobre esquema e relata “linchamento” após vazamentos
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A influenciadora e modelo Martha Graeff, ex-noiva do banqueiro Daniel Vorcaro, fez sua primeira manifestação pública sobre as investigações envolvendo o Banco Master. Em carta divulgada nesta sexta-feira (27), ela afirmou estar vivendo as “piores semanas” de sua vida e negou qualquer conhecimento prévio sobre os supostos esquemas.

 

“Não, eu não sabia. Soube exatamente como a maioria dos brasileiros: pela imprensa”, escreveu.

 

Na manifestação, Martha rebateu suspeitas de que teria participado ou se beneficiado de eventuais irregularidades. Segundo ela, se autoridades, órgãos reguladores e parceiros de negócio não desconfiavam das atividades de Vorcaro, não haveria motivo para que ela questionasse o então companheiro.

 

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A influenciadora também negou ter recebido bens ou participado de ocultação de patrimônio investigada pela Polícia Federal. De acordo com o relato, seu patrimônio é resultado de uma carreira internacional iniciada ainda na adolescência.

 

“Não faço parte de nenhum trust, nem recebi imóveis, carros ou barco, como estão dizendo irresponsavelmente”, afirmou.

 

Ela destacou ainda que o relacionamento com Vorcaro, que durou cerca de um ano e oito meses, ocorreu majoritariamente à distância, com ela residindo nos Estados Unidos e o banqueiro no Brasil, o que limitava seu contato com a rotina e os negócios do ex-companheiro.

 

Martha também criticou o vazamento de mensagens pessoais anexadas ao processo, classificando a exposição como uma tentativa de “vulgarização”. Segundo ela, os efeitos da repercussão atingiram diretamente sua família, incluindo a filha de 6 anos.

 

“Fui linchada, cancelada e vulgarizada. A quem interessa tudo isso?”, questionou.

 

Enquanto a influenciadora tenta se desvincular do caso, Vorcaro, que está preso, negocia os termos de uma possível delação premiada no âmbito das investigações, que podem alcançar outros núcleos do sistema financeiro.

 

Em entrevista recente, o advogado da modelo, Lúcio de Constantino, afirmou que a cliente enfrenta um “estado de choque e profunda decepção” após a prisão do banqueiro.

 

Leia a íntegra da carta de Martha Graeff:

“Aos meus familiares, amigos, parceiros de trabalho e voluntariado, às pessoas que me acompanham no dia a dia e a todos os cidadãos de bem interessados em entender o que está acontecendo em nosso país e não apenas em julgar e punir injustamente - esclareço informações inverídicas e caluniosas que circulam a meu respeito.

Em primeiro lugar, sobre tudo que veio à tona nas últimas semanas: Não, EU NÃO SABIA. Soube exatamente como a maioria dos brasileiros: pela imprensa. E, não, eu não desconfiava, assim como também não sabiam e não desconfiavam os órgãos reguladores e autoridades, parceiros de negócio, clientes e tantos outros. Não havia contra ele qualquer investigação conhecida, sequer acusações. Além disso, ele atuava em uma área fiscalizada, regulada, eu simplesmente não tinha qualquer razão para não acreditar.

As últimas semanas têm sido as piores da minha vida e não atinge só a mim, mas também à minha filha, uma menina de 6 anos, e a meus familiares. Minha vida privada foi invadida, conversas íntimas, que nada têm a ver com as investigações em curso, vazaram e foram expostas de maneira criminosa - e conveniente. Fui linchada, cancelada e vulgarizada. A quem interessa tudo isso?

Eu me apaixonei por um homem que era especial não apenas comigo, mas também com a minha família e com os meus amigos. Um pai e um empresário bem-sucedido, respeitado por pessoas respeitáveis, não apenas no Brasil, mas no exterior. Nosso relacionamento de cerca de 1 ano e oito meses sempre foi à distância, eu morando nos Estados Unidos, ele no Brasil. Por isso, falávamos muito por mensagens.

Sobre as acusações de ter sido beneficiada pela transferência de bens para o meu nome, também não são verdadeiras. Nunca me envolvi em negócios do meu ex-namorado, nem sabia de detalhes de sua atuação. Não faço parte de nenhum trust, nem recebi imóveis, carros ou barco, como estão dizendo irresponsavelmente. Trabalho desde os meus 14 anos, portanto, há 26 anos, dos quais, moro fora do Brasil há mais de 20 anos. Todo meu patrimônio foi construído por mim e está devidamente declarado.

Me sinto quebrada por dentro e por fora, mas não escrevo essa manifestação como vítima. Estou aqui como mulher, como mãe e como profissional, tentando superar essa imensa dor. E com o mesmo esforço, foco e determinação que sempre tive até aqui, pretendo passar por esse momento de cabeça erguida.

Martha Graeff, em 27 de março de 2026”

Semana tem análise do STF sobre penduricalhos, Congresso em ritmo lento e CPMI do INSS em momento decisivo
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A semana começa em Brasília com a perspectiva de avanços da delação premiada que deve ser feita pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. As tratativas para a delação começaram a ser feitas na semana passada, junto à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal. 

 

Outro fator de preocupação para o meio político nesta semana diz respeito ao aumento de combustíveis e ameaças de greve dos caminhoneiros por conta dos reflexos da guerra no Oriente Médio. O governo federal monitora a situação da alta de preços nos postos e vem aplicando multas a distribuidoras de combustíveis que promoveram aumentos abusivos nos últimos dias.

 

No Congresso, a semana pode vir a ser esvaziada por conta da reta final da janela partidária, período em que os parlamentares podem mudar de sigla em risco de serem processados. Câmara e Senado terão sessões semi-presidenciais, e o destaque da semana é a possível conclusão dos trabalhos da CPMI do INSS.

 

No Judiciário, o Supremo Tribunal Federal retoma julgamentos sobre os “penduricalhos” pagos a magistrados, benefícios que inflam os salários acima do teto constitucional. Os ministros receberão nota técnica da comissão especial dos Três Poderes para criar uma regra nacional e unificada que sirva de transição para um novo modelo de remuneração. 

 

Confira a agenda da semana nos três poderes:

 

PODER EXECUTIVO

 

O presidente Lula, que no fim de semana esteve na cidade de Campo Grande (MS) para participar da abertura da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias da ONU, tem uma agenda praticamente sem compromissos nesta segunda (23). 

 

O único evento com participação confirmada de Lula para hoje é a premiação da 2ª edição do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização. O evento, que acontece no início da tarde no Ministério da Educação, busca premiar os esforços e as iniciativas bem-sucedidas de gestão das secretarias de educação dos estados e dos municípios na formulação e implementação de políticas, programas e estratégias de alfabetização.

 

Para o restante da semana, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República ainda não divulgou demais compromissos oficiais de Lula. O presidente deve nos próximos dias negociar substituições nos ministérios que terão a saída do titular para participar das eleições de outubro.

 

No calendário da divulgação de indicadores econômicos, o destaque da semana é a ata da reunião do Banco Central que tratou dos juros. O documento, que sairá nesta terça (24), apresentará sinais de como devem se comportar os diretores nas reuniões futuras, como na próxima, que será em 28 e 29 de abril.

 

Outro destaque é o IPCA-15, que registra a prévia da inflação oficial. Na próxima quinta (26) o IBGE divulga os dados da prévia do mês de março. 

 

PODER LEGISLATIVO

 

Na Câmara, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) ainda não fechou a agenda para o plenário. A Casa trabalhará durante a semana no modelo semipresencial, em que os parlamentares não precisam registrar presença. 

 

A alegação de Motta é que os deputados estão voltados às negociações referentes a possíveis mudanças de partido por conta da janela partidária, que se encerra no dia 4 de abril. O presidente da Câmara pretende reunir os líderes até esta terça (24) para fechar as votações da semana no plenário.

 

Nas comissões, há na pauta da semana alguns projetos importantes pautados para serem analisados e votados. A Comissão de Saúde, por exemplo, tem sessão marcada para esta terça (24) e o destaque é o projeto que define a cirurgia plástica como atividade privativa de médicos. 

 

O debate sobre a matéria envolve a qualificação profissional, segurança dos pacientes e aumento de casos de complicações em procedimentos estéticos. A intenção do projeto é aprimorar a regulação e reduzir riscos.

 

Já a Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família analisará, em reunião na próxima quarta (25), proposta voltada a mães de pessoas com deficiência. O foco é debelar dificuldades no mercado de trabalho e garantir mais suporte social e econômico, com objetivo de ampliar direitos e oferecer melhores condições de vida.

 

No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) já divulgou a pauta de votações para a semana. A agenda do plenário conta com itens como o combate à violência contra a mulher, regramento para criação de novos municípios e a definição de novos direitos para as vítimas em processos penais. 

 

Entre os itens da pauta está o projeto de lei 896/2023, da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA), que altera a Lei do Racismo para incluir crimes motivados por misoginia entre aqueles punidos por discriminação ou preconceito, incluindo casos de injúria ou incitação a crimes contra mulheres. A proposta, prevista para votação na terça (24), visa punir de forma incisiva manifestações de ódio contra mulheres e ampliar o combate à violência motivada por misoginia no país.

 

Outro destaque da pauta do plenário é o projeto de lei 3.777/2023, do deputado Josenildo (PDT-AP), que modifica o Código de Processo Penal para estabelecer critérios sobre a fixação de valor mínimo de indenização à vítima. O objetivo da proposta é o de reparar danos causados por infrações penais, buscando com isso dispensar a necessidade de abertura de um novo processo civil para que vítimas de crimes possam ser compensadas pelo dano moral provocado com o crime.

 

Confira abaixo a pauta de votações no Senado:

 

Terça (24):

 

  • projeto de lei 896/2023: Altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, para incluir os crimes praticados em razão de misoginia.
  • projeto de lei 3.777/2023: estabelece regras referentes à fixação de valor mínimo de indenização em favor do ofendido, a fim de reparar os danos causados pela infração.
  • projeto de lei 1.476/2022: estabelece a inscrição de programas de treinamento no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente como requisito para caracterização de organização esportiva formadora de atletas.
  • projeto de decreto legislativo 380/2021: Aprova o texto do Acordo entre a República Federativa do Brasil e a República Tunisiana de Cooperação em Ciência, Tecnologia e Inovação, assinado em Brasília, em 27 de abril de 2017.

 

Quarta (24):

 

  • projeto de lei 1.707/2025: fixa medidas excepcionais destinadas ao enfrentamento de impactos decorrentes de estado de calamidade pública aplicáveis às parcerias entre a administração pública e as organizações da sociedade civil.
  • projeto de lei complementar 6/2024: estabelece novas normas gerais aplicáveis ao desmembramento de municípios.
  • projeto de lei 4/2024: Cria cargos efetivos, cargos em comissão e funções comissionadas no quadro de pessoal do Tribunal Superior Eleitoral e dos Tribunais Regionais Eleitorais.

 

Ainda nesta semana, a CPMI do INSS entra em fase decisiva. Caso o ministro André Mendonça, do STF, não atenda mandado de segurança para prorrogar os trabalhos da comissão, a data de encerramento do colegiado segue sendo o dia 28, no próximo sábado. 

 

Nesta semana, ainda há depoimentos marcados para a comissão, como o de Martha Graeff, ex-noiva de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O depoimento está marcado para esta segunda (23), mas os membros da comissão ainda não conseguiram, até esta manhã, localizar a empresária, que mora nos Estados Unidos. 

 

Caso a data de término seja mantida, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), estipulou a apresentação do relatório final na quarta (25), e a votação para a sessão da quinta (26). A bancada governista promete apresentar um relatório paralelo ao oficial, que será entregue pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL). 

 

PODER JUDICIÁRIO

 

No Supremo Tribunal Federal, o destaque da semana é a retomada da discussão sobre os chamados “penduricalhos” pagos a magistrados. O caso trata da possibilidade de equiparar benefícios de juízes aos do Ministério Público, o que, na prática, tem permitido salários acima do teto constitucional.

 

Serão analisadas liminares concedidas na Reclamação (Rcl) 88319, relatada pelo ministro Flávio Dino, e na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6606, pelo ministro Gilmar Mendes, que suspenderam o pagamento de verbas indenizatórias — os chamados “penduricalhos” — sem previsão legal a membros de Poderes. 

 

Na mesma temática, serão analisados os REs 968646 e 1059466, ambos com repercussão geral e de relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que tratam, respectivamente, da equiparação de diárias entre magistrados e membros do Ministério Público e da isonomia quanto ao direito à licença-prêmio ou à indenização por sua não utilização. 

 

O ministro Alexandre de Moraes já havia cobrado explicações de tribunais de todo o país sobre esses pagamentos. Agora, o julgamento pode definir se esse modelo continua de pé ou se haverá um freio mais duro nesse tipo de remuneração.

 

Também no dia 25, o Plenário deve julgar em conjunto as ADIs 6198 e 6164, propostas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), contra leis estaduais que preveem pagamento de honorários a procuradores de Mato Grosso e do Rio de Janeiro, além da ADI 7258, que questiona indenizações pagas por Santa Catarina a procuradores e auditores pelo uso de veículo próprio. 

 

Já no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), será retomado, na terça (24), o julgamento que pode levar à cassação do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Os trabalhos foram suspensos na semana passada, com dois votos a favor da cassação, após pedido de vistas de um magistrado. 

 

Claudio Castro, no entanto, anunciou que vai renunciar ao seu mandato nesta segunda (23), às vésperas da decisão do TSE.
 

Um dia antes da prisão, Daniel Vorcaro pesquisou quem era juiz responsável por investigação
Foto: Divulgação / Banco Master

Um dia antes de ser preso, em novembro do ano passado, o empresário Daniel Vorcaro realizou uma pesquisa na internet sobre o juiz responsável pelo inquérito que resultou em sua detenção. A informação consta em material extraído do celular do investigado, apreendido pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

 

De acordo com os registros, Vorcaro buscou no Google quem era o titular da 10ª Vara Federal de Brasília, onde tramitava, à época, o inquérito sigiloso. O print da pesquisa integra o conjunto de dados compartilhado pela Polícia Federal com parlamentares da CPI do INSS.

 

Segundo apuração, a consulta foi realizada em 16 de novembro de 2025. No dia seguinte, por volta das 22h, Vorcaro foi preso ao tentar embarcar em um jatinho com destino a Dubai, com escala em Malta, sob suspeita de tentativa de fuga do país. As informações foram publicadas pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

 

Ainda conforme a investigação, o material reforçou, entre investigadores, a suspeita de possível vazamento de informações relacionadas à apuração. As autoridades apontam que o ex-banqueiro e outros envolvidos teriam acessado sistemas do Ministério Público e da Polícia Federal, obtendo dados de procedimentos sigilosos.

 

No mesmo dia da pesquisa, Vorcaro também registrou, em um bloco de notas no celular, a anotação: “Vocês são próximos? Ricardo Soares Leite, 10 vara criminal federal”. Conforme revelado pelo jornal Estadão, o conteúdo teria sido enviado a um destinatário não identificado por meio de mensagem de visualização única, estratégia que, segundo as investigações, era utilizada para evitar o rastreamento das comunicações.

Maioria dos brasileiros defende que Dias Toffoli sofra impeachment por suas relações com o Banco Master
Foto: Arquivo STF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), deveria sofrer impeachment pelo Senado por conta das suspeitas de envolvimento com negócios escusos do Banco Master. Essa é a opinião de 49,3% dos entrevistados de uma pesquisa AtlasIntel/Estadão, divulgada nesta sexta-feira (20). 

 

De acordo com a pesquisa, outros 33,7% disseram acreditar que Toffoli só deveria ser afastado se houvesse comprovação de seu envolvimento no caso. Já 12,8% disseram que o ministro não deveria sofrer impeachment, e 4,1% não souberam responder.

 

A pesquisa ouviu 2.090 pessoas entre os dias 16 e 19 de março, por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

 

As suspeitas de relações diretas entre o ministro do STF e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foram levantadas pelas investigações da Polícia Federal. Foi revelado que Toffoli recebeu um pagamento, junto com seus irmãos, pela venda do resort Tayayá o Fundo Arleen, cujo único cotista era o fundo Leal. Este, por sua vez, tinha como único cotista Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

 

O resort também esteve envolvido em operação financeira milionária da empresa Maridt S.A., pertencente a Toffoli e sua família, conforme admitido em nota oficial. Além disso, em novembro de 2025, o ministro viajou em jatinho particular de Vorcaro para assistir à final da Libertadores da América.

 

O relatório da Polícia Federal aponta ainda telefonemas entre eles, um convite para uma festa de aniversário e conversas sobre pagamentos relacionados ao resort Tayayá, da família do magistrado. A PF descobriu ainda um convite de Toffoli a Vorcaro para um aniversário, que aponta para uma possível relação de intimidade entre os dois.
 

Em palestra na OAB-RJ, André Mendonça diz que não é "salvador" e que "papel de um bom juiz não é ser estrela"
Foto: Reprodução Youtube

“Não tenho a pretensão de ser o salvador de nada”. A afirmação foi feita na manhã desta sexta-feira (20) pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante uma palestra na Ordem dos Advogados do Rio de Janeiro. O ministro é atualmente o relator dos casos mais polêmicos atualmente no Corte, como o escândalo do Banco Master e as fraudes no INSS. 

 

Antes de sua palestra, André Mendonça foi saudado pela presidente da OAB do Rio de Janeiro, Ana Basílio, como alguém que Deus havia enviado para que valores como ética e honra voltassem a prevalecer no país. O ministro abriu sua fala enfatizando que não tinha a pretensão de ser uma “esperança” de salvar a pátria.

 

“Não tenho a pretensão de ser uma esperança ou alguém diferente em algum sentido com algum dom ‌especial, não. Tenho só a expectativa de tentar fazer o certo pelos motivos certos”, disse Mendonça.

 

O ministro concentrou seu discurso nos ideais que deveriam direcionar a carreira de um profissional do Direito, especialmente um advogado. “Que cada um de nós assuma a sua responsabilidade no dia a dia”, afirmou.

 

André Mendonça narrou a sua trajetória na vida pública e os valores com os quais buscou atuar, tanto na Advocacia-Geral da União (AGU) quanto no comando do Ministério da Justiça, durante o governo Jair Bolsonaro. Para o magistrado, a escolha pela advocacia deve resultar do desejo de pôr em prática os princípios reconhecidos pela Constituição Federal. 

 

“Que ganhar dinheiro não seja o objetivo. Que você ganhe muito dinheiro, mas como consequência de bons princípios postos em prática”, disse o ministro aos advogados presentes no encontro.

 

Em relação à carreira como juiz, Mendonça declarou que o papel de um bom juiz é simplesmente julgar de forma correta.

 

“Acho que este é o ‌papel de um bom juiz, o papel de um bom juiz não é ser estrela”, emendou ele, sob aplausos.

 

Na sua palestra, Mendonça não fez qualquer menção ao caso Master. O ministro agora está à frente da negociação para a delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

 

O banqueiro foi transferido nesta quinta (19) de uma penitenciária federal para a ‌Superintendência da Polícia Federal ‌em Brasília em meio às discussões sobre uma delação. A defesa do banqueiro, a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal assinaram um acordo de confidencialidade, pontapé inicial para tentar se firmar uma colaboração premiada.

Anitta confirma encontro com Vorcaro e esclarece envolvimento com banqueiro: "Contratação não seguiu"
Foto: Divulgação

A cantora Anitta se pronunciou nesta sexta-feira (19) após ter o nome citado em mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, preso pela Polícia Federal.

 

Em mensagens compartilhadas por Vorcaro com a então namorada, Martha Graeff, o banqueiro mencionou um encontro com a artista e representantes de um suposto negócio ligado a apostas.

 

"A Anitta vai vir agora com o irmão dela. Vamos fazer uma reunião bem rápida, de no máximo uma hora. São quatro amigos meus, sócios de um negócio de bet, a Anitta e o irmão dela", disse.

 

A mensagem foi enviada no dia 9 de setembro de 2024, e dois dias depois, a funkeira estava em um evento nos Estados Unidos.

 

Segundo a equipe de Anitta, o encontro com o banqueiro realmente aconteceu, no entanto, as negociações não avançaram.

 

"Como empresária da sua própria carreira, sempre fez questão de participar diretamente e efetivamente das reuniões de negociação com representantes de marcas interessados em tê-la como garota propaganda. Com o Will Bank, após o encontro, a contratação não seguiu adiante", pontuou a artista.

 

Atualmente, a artista é embaixadora do Mercado Pago no Brasil. Desde abril de 2025, a cantora estrelou campanhas que destacam a conta digital e recebeu o patrocínio da empresa nos "Ensaios da Anitta".

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O bicho tá solto na política baiana. E tem até tigre pronto pra virar papagaio. Por via das dúvidas, Cunha vestiu logo suas asas. Mas quem tá de ovo virado é o Potro. Ainda mais depois que tentaram passar por cima do rebento do Cavalo. Enquanto isso, tem gente apelando pros santos pra ver se as coisas na campanha vão pra frente. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Luiz Inácio Lula da Silva

Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: CanalGovBr

"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".

 

Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF).  O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.

Podcast

Deputado Robinson Almeida é o entrevistado do Projeto Prisma desta semana

Deputado Robinson Almeida é o entrevistado do Projeto Prisma desta semana
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (25). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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