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Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, ameaçou acabar com o Tribunal Penal Internacional (TPI) caso a instituição não ceda às exigências dos EUA. A declaração foi feita nesta sexta-feira (9).
O governo de Donald Trump impôs sanções ao tribunal horas depois de Navi Pillay, uma de suas ex-juízas, ganhar o Prêmio Nobel da Paz. Em resposta, a vice-promotora do TPI, Nazhat Shameem Khan, condenou as sanções e afirmou que elas não interromperiam o trabalho do tribunal.
"O presidente Trump jamais permitirá que o Tribunal Penal Internacional processe americanos", afirmou Marco Rubio em um vídeo publicado na rede social X (antigo Twitter).
"É por isso que, hoje, os Estados Unidos estão impondo sanções ao Tribunal Penal Internacional. Proibiremos transações com esse tribunal desonesto, cortando seus recursos e paralisando sua capacidade de operar", completou.
Entre as críticas dos EUA direcionadas ao TPI estão os mandados de prisão emitidos contra autoridades israelenses, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e a uma investigação anterior sobre ações de soldados dos EUA no Afeganistão, apuração que a Corte acabou encerrando.
O QUE É O TPI
O TPI é uma corte internacional permanente criada em 2002 para julgar indivíduos acusados dos crimes mais graves contra a humanidade. O tribunal conta com 125 países-membros, incluindo todos os países da União Europeia e quase todos os integrantes da Otan, a aliança militar ocidental, com exceção dos Estados Unidos e da Turquia.
Ele já recebeu forte apoio público de países-membros, incluindo importantes aliados dos EUA, e está sediado na Holanda, país que integra a União Europeia e a Otan.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar nesta quarta-feira (7) que merece receber o Prêmio Nobel da Paz. A declaração ocorre dois dias antes do anúncio do vencedor da edição de 2026, marcado para sexta-feira (9), em Oslo, na Noruega.
Trump citou ações de seu governo em conflitos internacionais e afirmou ter evitado uma possível “destruição total do mundo”. Segundo o presidente, ele também teria encerrado oito guerras, mas não especificou quais seriam os conflitos.
O republicano ainda mencionou a atuação dos Estados Unidos nas negociações envolvendo Israel e o Hamas. Ele afirmou ter conseguido trazer de volta todos os reféns israelenses sequestrados pelo grupo. “Fiz coisas que ninguém mais jamais fez. Não estou me gabando, estou apenas relatando os fatos”, declarou Trump.
Trump defende publicamente sua candidatura ao Nobel há pelo menos um ano. Em 2020, ele já havia sido indicado ao prêmio por seu papel nas negociações que resultaram nos Acordos de Abraão, entre Israel e Emirados Árabes Unidos. O Comitê Norueguês do Nobel, responsável pela escolha, mantém em sigilo os nomes dos indicados por 50 anos. O vencedor de 2026 será anunciado na sexta-feira (9).
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que vai incluir o Brasil no Escudo das Américas, iniciativa de cooperação de segurança liderada por Donald Trump com aliados na América Latina.
A declaração foi feita em uma entrevista com o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella. A conversa entre os dois foi publicada nesta quarta-feira (7) pelo perfil do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, três dias após Flávio ir ao segundo turno à frente de Lula (PT).
Em dado momento, o senador fala que "se Deus quiser, teremos maioria no Congresso brasileiro", o que sugere que a reunião foi realizada antes do pleito.
"Eu vou com muita vontade e muita honra querer fazer parte também do Escudo das Américas, para fazer uma cooperação com a Colômbia e com outros os demais países que queiram se unir para combater essas facções narcoterroristas", afirmou o senador.
"[Traficantes] estão muito preocupados com a minha eleição e têm que ficar mesmo, porque vou implementar um regime muito duro aqui no Brasil e vou precisar muito conversar com o senhor para termos esse intercâmbio de informações: quando um criminoso da Colômbia estiver no Brasil será um grande prazer para mim como Presidente da República prendê-lo e entregá-lo ao senhor, assim como eu quero que o senhor entregue os bandidos brasileiros", disse.
A proposta já é tratada como definida por aliados próximos de Flávio, como seu irmão Eduardo, próximo do governo Trump. Procurado, o Departamento de Estado afirma apenas que essa é uma decisão do governo brasileiro. A campanha do senador tem se referido à possibilidade apenas como desejo e afirmado que Eduardo e outros aliados não falam por Flávio.
Em setembro, na Assembleia Geral da ONU, o grupo de países do continente que fazem parte do Escudo das Américas realizou uma reunião com Trump em Nova York para assinar uma nota conjunta a fim de classificar grupos criminosos (incluindo os brasileiros PCC e CV) como terroristas.
Os países que assinaram a declaração foram Argentina, Bolívia, Colômbia, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.
A Federação Norueguesa de Futebol (NFF) apresentou duas ações formais à FIFA envolvendo o presidente da entidade, Gianni Infantino. Os documentos foram encaminhados ao Comitê de Ética e ao Comitê de Governança, Auditoria e Compliance (GACC) e pedem apurações sobre três episódios ocorridos nos últimos meses.
As iniciativas tratam da criação e entrega do Prêmio da Paz da FIFA ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, da condução do processo disciplinar envolvendo o atacante norte-americano Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026 e do projeto FIFA Forward Enterprise (FFE).
A decisão de apresentar as duas manifestações foi aprovada por unanimidade pelo conselho da federação norueguesa em 7 de agosto. Os documentos foram enviados nesta segunda-feira (5), e a NFF tornou o conteúdo público nesta terça (6).
Apesar de serem tratadas como uma dupla denúncia, as medidas possuem objetivos diferentes. Ao Comitê de Ética, a Noruega pede uma investigação independente para determinar se Infantino ou outros dirigentes violaram o Código de Ética da FIFA. Já ao GACC, o pedido é para que sejam analisados os processos de decisão, fiscalização e controle interno da entidade.
PRÊMIO DA PAZ A DONALD TRUMP
O primeiro ponto envolve o Prêmio da Paz da FIFA, criado em 2025 e entregue a Donald Trump no fim daquele ano.
A federação norueguesa quer esclarecimentos sobre como a premiação foi criada, quem autorizou a iniciativa e se o Conselho da FIFA deveria ter participado da decisão. A NFF também questiona se a criação e a entrega do prêmio respeitaram as regras de neutralidade política previstas pela entidade.
CASO BALOGUN NA COPA DO MUNDO
Outro episódio citado é o caso de Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026. O atacante dos Estados Unidos recebeu um cartão vermelho e, inicialmente, estaria suspenso para o compromisso seguinte.
A controvérsia surgiu após relatos de que Donald Trump teria entrado em contato com Infantino e pedido uma revisão do caso. Posteriormente, a suspensão de Balogun foi retirada, permitindo que o atacante enfrentasse a Bélgica.
A NFF quer que a FIFA esclareça quem participou das conversas, se houve interferência externa na decisão disciplinar e se a independência do processo foi preservada.
FIFA FORWARD ENTERPRISE
O terceiro ponto envolve o FIFA Forward Enterprise, projeto que previa a criação de uma estrutura comercial responsável por parte dos direitos das principais competições da FIFA, com participação de investidores privados.
A proposta previa a venda de uma participação de até 20% da nova empresa. O projeto recebeu forte resistência de entidades do futebol e acabou retirado pela FIFA no fim de julho.
A Noruega questiona como a proposta avançou sem conhecimento ou participação prévia do Conselho da FIFA e também pede que sejam analisados os contatos entre dirigentes da entidade e potenciais investidores.
Entre os investidores relacionados ao projeto estava a Thrive Capital, fundada por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Donald Trump. A ligação também aparece entre os pontos de atenção levantados nas discussões sobre o projeto.
INVESTIGAÇÃO INDEPENDENTE
Presidente da Federação Norueguesa, Lise Klaveness afirmou que o objetivo não é antecipar uma conclusão sobre a conduta de Infantino, mas fazer com que os órgãos independentes da FIFA estabeleçam os fatos.
“Cada um desses casos deve ser avaliado com base em seus próprios fatos”, afirmou a dirigente.
A NFF também solicitou que documentos e comunicações relacionados aos três episódios sejam disponibilizados às federações filiadas.
Até o momento, as manifestações representam pedidos de investigação e não significam que Infantino tenha sido considerado culpado de qualquer violação. A abertura de procedimentos formais e eventuais punições dependerão da análise dos órgãos da FIFA.
Em manifestação anterior sobre críticas à sua gestão, a FIFA afirmou que Infantino foi eleito democraticamente pelas federações filiadas e classificou acusações contra o presidente como parte de uma tentativa de enfraquecer a entidade e sua liderança.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou nesta segunda-feira (5) como uma "grande vitória" o desempenho do candidato Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno da eleição presidencial brasileira. Com 100% das seções apuradas, o parlamentar encerrou a primeira etapa do pleito com 47% dos votos válidos, contra 45% do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Bem, é uma grande vitória. Apertada, mas uma vitória muito grande. Incrível, na verdade", declarou Trump a jornalistas na saída da Casa Branca. Apesar da comemoração, o líder americano projetou que a disputa do segundo turno, agendada para o dia 25 de outubro, será "muito acirrada".
As informações foram confirmadas pelo jornal O Globo. Interrogado na última sexta-feira se declararia apoio formal a Flávio Bolsonaro, Trump evitou posicionamento direto, mas destacou o interesse de Washington no processo: "Estamos de olho na coisa toda e acompanhamos essa eleição de muito perto," disse, acrescentando em outra ocasião que o Brasil é um "ótimo país" com "povo fantástico".
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confundiu o Brasil com a Índia ao citar a eleição presidencial brasileira nas redes sociais nesta segunda-feira (5). Na publicação feita na rede social Truth Social, o líder norte-americano elogia a rapidez da apuração das eleições brasileiras.
Sem mencionar Flávio Bolsonaro, ele fez uma comparação entre os modelos de votação e apuração brasileiras e americanas e criticou as eleições internas nos EUA a semanas das midterms, que devem renovar o parlamento.
“125 milhões de pessoas votaram hoje no primeiro turno da eleição presidencial do Brasil. Os resultados saíram pouco depois do encerramento da votação, NO MESMO DIA! Em Detroit, Filadélfia, Califórnia e várias outras cidades e estados dos EUA, os resultados, com números muito menores, muitas vezes levam semanas para serem fraudados — quer dizer, calculados. A votação nos Estados Unidos é CORRUPTA!!!”, afirmou Trump.
Foto: Reprodução / Redes sociais
A fala de Trump sobre o cenário interno dos EUA foca em criticar especialmente as cidades estritamente governadas pelos democratas. A ação pode ser parte de sua campanha de pressão rumo aos midterms. Nas eleições de meio de mandato no país norte-americano, os eleitores votam para renovar os 435 membros da Câmara dos Representantes e cerca de um terço (35 cadeiras) dos 100 membros do Senado dos EUA.
Donald Trump busca manter o controle do Congresso por meio do Partido Republicano.
O governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, planeja destinar US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,2 milhões) a iniciativas no Brasil contrárias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi divulgada pelo jornal britânico The Guardian.
Segundo a reportagem, o recurso faz parte de um pacote de US$ 176,9 milhões (aproximadamente R$ 916,4 milhões) do Fundo de Direitos Humanos dos Estados Unidos. A verba seria distribuída entre 43 projetos em diferentes países.
No documento obtido pelo jornal, a iniciativa brasileira é descrita como "combate ao uso abusivo do sistema de Justiça e à censura no Brasil". A legislação que autoriza o fundo determina que os recursos sejam destinados até 30 de setembro. Segundo The Guardian, o governo Trump pressionou para que os repasses fossem realizados poucas horas antes do fim do prazo.
Entre os projetos previstos estão ainda US$ 2 milhões (R$ 10,4 milhões) para uma iniciativa apresentada como de proteção a cristãos na Nigéria e outros US$ 2 milhões para ações contra o que o governo americano classifica como "ideologia de gênero" em países da Europa.
Também estão previstos recursos para iniciativas relacionadas à imigração, ao combate a um suposto racismo contra brancos na África do Sul e a projetos que contestam a credibilidade de veículos de imprensa.
O Departamento de Estado não informou ao jornal se os bloqueios foram efetivamente ignorados. Em nota, afirmou que os programas ainda estavam em "deliberação ativa" e que os beneficiários passariam por um processo de verificação.
A divulgação ocorre poucos dias antes do primeiro turno das eleições brasileiras, marcado para domingo (4). O período também é marcado por discussões sobre uma possível interferência estrangeira no processo eleitoral.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou a possibilidade de interferência estrangeira durante discurso na Assembleia-Geral da ONU. Sem mencionar os Estados Unidos, o presidente afirmou que o Brasil voltou a presenciar "ingerência externa em processos eleitorais".
Um juiz federal determinou, nesta quinta-feira (24), que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, restabeleça o acesso à Casa Branca para jornalistas da CNN, da MS NOW e do Politico. Segundo informações da Agência Reuters, a decisão ocorre mais uma semana após a proibição formalizada por Trump, proibindo os repórteres dos veículos de entrar na Casa Branca.
Conforme o entendimento do juiz distrital dos EUA, Tim Kelly, a proibição imposta aos três veículos de comunicação provavelmente é inconstitucional. A decisão responde a uma ação movida pelos veículos de comunicação contra a proibição anunciada pelo presidente republicano em 18 de setembro.
Em sua determinação, Kelly ordenou que o governo Trump devolva imediatamente as credenciais de imprensa dos três veículos e proibiu as autoridades de aplicar a restrição por 14 dias. O juiz rejeitou a alegação do governo de que a proibição teria sido motivada por preocupações com a segurança nacional.
"O processo não apresenta suporte factual para a alegação dos réus de que a revogação das credenciais permanentes dos autores efetivamente protegerá a segurança nacional ou de que ela será colocada em risco caso o tribunal determine o restabelecimento das credenciais enquanto o litígio estiver em andamento", afirmou.
Ele acrescentou que o próprio Trump declarou que a proibição ocorreu devido à "suposta falta de veracidade e negatividade" das reportagens publicadas pelos veículos. A declaração exata do presidente americano foi que os três veículos "não deveriam ter permissão para escrever ou divulgar constantemente FICÇÃO e MENTIRAS".
O processo movido pela CNN, MS NOW e Politico contra Trump e outros integrantes de seu governo, na Justiça federal, em Washington, argumenta que a proibição viola as garantias da Primeira Emenda da Constituição dos EUA sobre liberdade de expressão e de imprensa, além de seus direitos ao devido processo legal.
Em audiência realizada na quarta-feira, Kelly afirmou que dois precedentes da Corte de Apelações dos EUA deixam claro que jornalistas têm direito ao devido processo legal antes que suas credenciais para a Casa Branca sejam revogadas. O juiz acrescentou que a Casa Branca aparentemente não ofereceu aos veículos afetados uma oportunidade significativa de contestar a perda de acesso.
Em documento apresentado à Justiça, o Departamento de Justiça sustentou que o acesso à Casa Branca é um privilégio, e não um direito, e que o presidente tem autoridade para suspender o acesso de organizações de notícias.
Em uma tentativa de reduzir os preços do diesel, a Casa Branca está preparando um plano para suspender por 90 dias as exportações do combustível,segundo cinco fontes ouvidas pelo site americano Politico.
Ainda que a medida tenha apoio do presidente Donald Trump, não é consenso no governo e recebe críticas por parte da indústria petrolífera. Caso a proibição seja concretizada, pode afetar o Brasil que importa cerca de 30% do combustível de consumo.
De acordo com o Político, o processo legal para vetar as vendas de diesel ao mercado externo ainda está sendo definido. Ontem, Trump disse que apoiaria a medida, que busca atender os anseios político-eleitoreiros. Senadores que vão disputar as eleições de meio de mandato, em novembro, estão pressionando pelo veto sob a alegação de que isso levaria à queda no preço do diesel.
Segundo o Politico, qualquer interrupção das exportações seria a primeira restrição desde que o governo Obama suspendeu, em 2015, uma proibição de décadas à exportação de petróleo.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou que mudará o nome da Inteligência Artificial (IA) para "Super Inteligência", na Assembleia Geral da ONU, que ocorreu nesta terça-feira (22). A declaração acontece poucos dias depois de postagens nas redes sociais com sugestões de novos nomes.
O presidente é um defensor ferrenho de que a IA siga avançando com velocidade, Trump afirmou que os EUA adotarão oficialmente o novo nome, "que soa muito melhor".
"De agora em diante, todos os documentos dos Estados Unidos e, espero, todo o mundo, vão utilizar o nome Super Inteligência", afirmou. "O nome Inteligência Artificial faz soar com que ela seja falsa, e ela não é. É extraordinária".
Trump não explicou como a alteração seria feita.
No fim de semana, o norte-americano já havia defendido uma mudança de nome que, segundo ele, refletisse melhor a tecnologia. Ele chegou a lançar enquetes, em postagens na rede social X (antigo Twitter). Entre as opções, constavam: "Super Inteligência", "Inteligência Superior" e "Inteligência Extrema".
CONFIRA:
VOTE!
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) September 19, 2026
O anúncio ocorre em meio a apelos de CEOs e pesquisadores de empresas de IA, como a Anthropic e a OpenAI, em defesa de um freio no desenvolvimento da tecnologia. Pesquisadores da Anthropic alertaram para o risco, em um futuro não muito distante, que as IAs levem à extinção da humanidade.
Rejeitando os alertas e firme no avanço das ferramentas, o norte-americano mira a China, que vem desenvolvendo a tecnologia também de forma veloz. Segundo o presidente, uma redução no ritmo beneficiaria o país, principal rival geopolítico dos EUA e concorrente direto na corrida pela tecnologia.
Diferente do que aconteceu no ano passado, desta vez, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, realizada nesta terça-feira (22) em Nova York, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump não tiveram um encontro nos bastidores. Trump inclusive demorou mais tempo para se dirigir ao púlpito da Assembleia do que no ano passado.
Em 2025, Lula e Trump tiveram o seu primeiro encontro pessoal justo nos bastidores da sala de audiência da ONU. Naquela ocasião, o presidente norte-americano relatou que teve uma “boa química” com Lula, e a partir dali outros encontros e reuniões foram marcados, com direito inclusive a conversas telefônicas entre ambos.
No discurso que fez ano passado, em determinado momento Donald Trump saiu do texto escrito para citar o encontro com Lula, fazendo elogios ao brasileiro. Neste ano, além de parecer ter evitado um aperto de mãos com Lula, Trump sequer citou o Brasil no seu pronunciamento de quase 40 minutos.
O distanciamento entre as delegações do Brasil e dos Estados Unidos também ficou evidente durante os discursos dos dois presidentes. Ao final do pronunciamento de Lula, a delegação norte-americana se recusou a aplaudir o presidente brasileiro. Logo depois, os papéis se inverteram e ao final da fala de Trump, foi a delegação brasileira que não aplaudiu o líder norte-americano.
Outro momento tenso entre as delegações dos dois países aconteceu ao final do discurso de Donald Trump, quando a delegação brasileira passava pelo corredor para se retirar da Assembleia. Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos e chefe da diplomacia do país, se aproximou do presidente Lula e pareceu apontar para o líder petista.
Lula seguiu andando, com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, logo atrás. O presidente brasileiro chega a olhar na direção de Marco Rubio, mas continua andando e cumprimenta uma pessoa um pouco mais adiante. Aparentemente, Rubio colocou a mão no ombro de Mauro Vieira, mas a delegação brasileira não parou para cumprimentá-lo.
O Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro da China, He Lifeng, deram início a uma nova rodada de negociações na sede do JPMorgan Chase & Co., em Midtown Manhattan, Nova York. Ao chegar ao local, pouco depois das 10h30, Bessent afirmou à imprensa que espera um diálogo construtivo entre as duas nações.
Segundo informações do jornal O Globo, as conversas preparam o terreno para o encontro de alto nível marcado para esta quinta-feira, quando o presidente norte-americano Donald Trump receberá o líder chinês Xi Jinping na Casa Branca, na primeira visita de Estado de um presidente chinês a Washington em mais de uma década.
O último encontro presencial entre Bessent e He havia ocorrido há cerca de quatro meses, nos arredores de Seul, às vésperas da viagem de Trump a Pequim realizada em maio. No topo da pauta está a extensão da trégua comercial, que levou as duas potências a reduzirem tarifas e restrições de exportação, cujo prazo de validade expira em novembro.
Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, o governo norte-americano adiou o anúncio de novas tarifas decorrentes de acusações de excesso de capacidade de produção chinesa para depois da reunião entre os chefes de Estado.
Um relatório reservado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) avaliou que as "ameaças ao processo eleitoral de 2026" está em "nível de criticidade". Segundo informações da jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, divulgadas neste sábado (19), o documento foi enviado à Presidência da República, ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ao Ministério da Justiça no fim de agosto.
O texto vê uma "tendência de escalada de pressão sobre o Brasil" e alerta que "observa-se intensificação seletiva e reconfiguração da pressão exercida pelos EUA" sobre o país, "sem ruptura de um padrão estrutural de influência já existente".
Citando documentos estratégicos do governo norte-americano divulgados entre novembro de 2025 e maio de 2026, a Abin afirma que os objetivos de Trump são a "redução da influência de potências rivais dos EUA na América Latina e de negação do acesso dessas potências a ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestruturas na região, em favor de seu controle, direto ou indireto, pelo governo dos EUA ou pelo capital privado estadunidense".
O relatório diz que o Brasil tem hoje um "governo com maior disposição política e meios para defender sua autonomia estratégica, ante as pressões estadunidenses por concessões e realinhamento geopolítico", e, por isso, teria virado alvo de pressões e retaliações norte-americanas em diversas frentes.
A agência brasileira destaca que as sanções práticas já realizadas pelos EUA contra o Brasil exemplificam o aumento da interferência americana. O documento cita o anúncio, em julho, de sanções contra dois brasileiros e três empresas sediadas no Brasil e uma em Portugal por supostos vínculos com redes de lavagem de dinheiro associadas ao PCC.
"Com isso, a ação de interferência externa dos EUA passa a incidir diretamente sobre relações financeiras, reputação empresarial, acesso ao dólar, operações internacionais e exposição de terceiros a riscos de sanções secundárias", segue o relatório.
Os EUA, com isso, "ampliam o potencial de efeitos extraterritoriais sobre bancos, fintechs, empresas, prestadores de serviços e cadeias produtivas brasileiras". O Secretário de Estado e assessor de Segurança Nacional, Marco Rubio também foi mencionado no relatório.
Nele, a Abin afirma que Rubio "atribuiu ao presidente brasileiro [Lula] a responsabilidade pela imposição de tarifas" contra produtos brasileiros, "sob o argumento de que o Brasil não teria 'negociado de boa fé'".
Para a agência, "a declaração insere caráter personalista à ação política estadunidense e tem potencial de impactar o debate púbico sobre o tema no Brasil, uma vez que a narrativa passou a ser reproduzida e amplificada por veículos de comunicação, agentes econômicos, analistas e atores políticos nacionais".
A revelação em torno do relatório da Abin ocorre dias após o jornal O Estado de São Paulo revelar que o governo de Donald Trump exigiu, em um documento enviado ao Itamaraty, que o Brasil permitisse que "dissidentes políticos" concorressem às eleições de 2026.
As fontes não disseram se Washington especificou quais seriam os "dissidentes políticos" em questão — no ano passado, no entanto, Donald Trump acusou o Brasil de "caça às bruxas" e mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em carta enviada a Lula.
STF rejeita recurso por unanimidade e mantém condenação de Eduardo Bolsonaro a quatro anos de prisão
Em julgamento iniciado na semana passada e finalizado nesta sexta-feira (18), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o recurso apresentado pela Defensoria Pública da União (DPU) contra a decisão de condenar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação.
O recurso da DPU foi rejeitado por unanimidade na Primeira Turma. Os votos contrários foram proferidos pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, além do relator, Alexandre de Moraes.
Em junho deste ano, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos desde março do ano passado, foi condenado pelo crime de coação no curso do processo. Os ministros da Primeira Turma concordaram com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo o relator, Alexandre de Moraes, havia provas de que o ex-deputado articulou a imposição do tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras. A ação de Eduardo Bolsonaro tinha como objetivo pressionar o STF para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.
Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento dos ministros da Primeira Turma do STF.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, nesta sexta-feira (17), que está proibindo os veículos de comunicação MSNBC, CNN e Politico de acessar a Casa Branca, alegando que a cobertura deles sobre seu governo é "desonesta" e "tendenciosa."
"Veículos de comunicação não deveriam poder escrever ou divulgar continuamente ficção e mentiras quando estão cobrindo o presidente dos Estados Unidos, o governo Trump ou os Estados Unidos da América", escreveu o presidente na Truth Social.
Trump também prometeu que "outros veículos de Fake News virão em seguida", mas sem detalhar quais.
O governo já havia avançado contra outros veículos de comunicação no mandato do presidente. Em fevereiro de 2025, a Casa Branca proibiu jornalistas da Associated Press de acessar espaços como o Salão Oval e o Air Force One.
A presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), Debbie Hewitt, aumentou a pressão sobre o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e solicitou nesta semana a divulgação de todos os documentos relacionados ao projeto abandonado de permitir a entrada de investidores privados nos negócios comerciais das principais competições da entidade.
A dirigente também pediu informações sobre a decisão disciplinar envolvendo o atacante norte-americano Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026.
Hewitt, que também ocupa uma das vice-presidências da Fifa e integra o Conselho da entidade, enviou uma carta a Infantino e ao secretário-geral Mattias Grafström. A intenção é que os documentos sejam disponibilizados antes da próxima reunião do Conselho da Fifa, marcada para 15 de outubro.
O principal foco do pedido é o projeto conhecido como Fifa Forward Enterprise (FFE). A proposta previa a transferência de direitos comerciais relacionados a competições como as Copas do Mundo masculina e feminina e o Mundial de Clubes para uma nova empresa, com participação de investidores privados.
O modelo estudado previa a comercialização de uma participação de aproximadamente 20% na nova estrutura. A iniciativa encontrou forte resistência de confederações e federações nacionais e acabou retirada pela Fifa.
Em agosto, Infantino pediu desculpas pela forma como a proposta foi conduzida. A Fifa posteriormente informou que realizará uma análise do processo e apresentará suas conclusões ao Conselho da entidade, mas ainda há cobranças para que a investigação tenha caráter independente e para que seja esclarecido quem ficará responsável pela revisão.
UEFA TAMBÉM PRESSIONA FIFA
A cobrança da Federação Inglesa rema nas mesmas águas da crise política entre a Fifa e algumas das principais entidades do futebol internacional. A Uefa é uma delas.
A Uefa solicitou a uma corte federal dos Estados Unidos acesso a documentos e depoimentos relacionados à criação e estruturação do Fifa Forward Enterprise. A entidade europeia avalia utilizar o material em uma eventual ação criminal na Suíça contra Infantino e outros envolvidos no projeto.
Nos documentos apresentados à Justiça norte-americana, a Uefa questiona a forma como a proposta foi desenvolvida e alega que o Conselho da Fifa, as confederações e as associações nacionais não teriam sido consultados adequadamente. As alegações ainda não foram julgadas.
A entidade europeia também declarou ter perdido a confiança na gestão de Infantino e trabalha na busca por um nome para disputar a próxima eleição presidencial da Fifa. Nesta semana, a vice-presidente da Uefa Laura McAllister afirmou que a entidade procura um candidato capaz de apresentar uma plataforma voltada a reformas de governança e transparência.
CASO BALOGUN
Balogun havia recebido uma suspensão de uma partida após ser expulso contra a Bósnia e Herzegovina. A punição colocaria o atacante fora das oitavas de final contra a Bélgica, mas a pena acabou suspensa por um ano, permitindo que o jogador estivesse disponível para o confronto.
A decisão ganhou repercussão porque ocorreu após um telefonema do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para Infantino. O próprio Trump afirmou ter acompanhado o lance e pedido ao presidente da Fifa que o caso fosse revisto.
Infantino confirmou a conversa, mas negou qualquer interferência política na decisão. Segundo o dirigente, os órgãos judiciais da Fifa atuaram de forma independente e aplicaram o regulamento disciplinar sem participação da presidência da entidade.
É justamente a documentação sobre esse procedimento que Hewitt também quer disponibilizada aos integrantes do Conselho da Fifa.
NOVO MANDATO
Infantino, que dirige a entidade desde 2016, confirmou que será candidato a um novo mandato no Congresso marcado para 18 de março de 2027, em Rabat, no Marrocos.
Até o momento, nenhum adversário formalizou candidatura contra o dirigente. O prazo para apresentação dos nomes termina em novembro, enquanto a Uefa afirmou estar trabalhando para encontrar um concorrente para a eleição.
O governo dos Estados Unidos (EUA) declarou, nesta quarta-feira (16), que o Brasil falhou em "confrontar as organizações terroristas estrangeiras" identificadas como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). Em determinação oficial ao Congresso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que tais grupos tornaram o país sul-americano um "centro de distribuição global de cocaína."
Assinado pelo presidente dos EUA, o documento cita "mudanças políticas drásticas" na América do Sul, que, segundo o chefe da Casa Branca, "criaram oportunidades históricas para a cooperação dos Estados Unidos com o governo." Como exemplo, citou a Venezuela, após a prisão e a destituição, "pelo meu governo, do ex-ditador ilegítimo e narcotraficante Nicolás Maduro." O presidente dos EUA determinou a retirada de Caracas do rol de países que falharam em combater o narcotráfico.
Ainda no trecho sobre a América do Sul, Trump coloca o Brasil na contramão de "muitos governos" no Hemisfério Ocidental que "tomam medidas corajosas para reduzir o fluxo de drogas e erradicar os cartéis." Em vez disso, ressalta o presidente, a administração brasileira "falhou em confrontar as organizações estrangeiras designadas como terroristas."
"Essas organizações terroristas brasileiras representam uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo, e o governo brasileiro precisa urgentemente tomar medidas enérgicas para confrontá-las e derrotá-las antes que se espalhem e cresçam", ressalta o texto.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta terça-feira (15) a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de barrar os esforços de seu governo para alterar as regras de votação pelo correio. Ele também fez duras críticas aos três ministros da corte que indicou durante seu primeiro mandato.
"Essas não são as pessoas que entrevistei para servir na Suprema Corte dos EUA", escreveu Trump nas redes sociais, referindo-se aos ministros Amy Coney Barrett, Brett M. Kavanaugh e Neil M. Gorsuch. "Eles são apenas uma sombra do que eram originalmente, um tribunal que está custando aos EUA trilhões de dólares com decisões chocantemente ruins, de uma magnitude tal que não será fácil para nosso país se recuperar ou se curar."
Na segunda-feira, a Suprema Corte rejeitou uma ordem executiva de Trump que teria mudado drasticamente a forma como os americanos votam pelo correio antes das eleições de meio de mandato. Trump há muito tempo critica a votação por correspondência e afirma que ela é marcada por fraudes, embora já tenha votado pelo correio em eleições recentes.
Em sua publicação na Truth Social, Trump classificou a decisão como "horrível e altamente política."
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerrou nesta quinta-feira (10) a convenção do Partido Republicano realizada no American Airlines Center, em Dallas, no Texas. O evento de dois dias reuniu lideranças conservadoras com o objetivo de mobilizar a base eleitoral para as eleições de meio de mandato (midterms), agendadas para o dia 3 de novembro.
Durante a apresentação final, que durou cerca de 25 minutos, o chefe de Estado norte-americano fez apelos diretos para que seus apoiadores compareçam às urnas. Em uma de suas declarações no palco, Trump afirmou aos presentes que aqueles que deixarem de votar nas eleições intercalares "irão para o inferno", e pediu ao público que levantasse a mão direita para realizar um ato simbólico de compromisso com o voto no partido.
As informações foram obtidas pela revista Veja. Trump reiterou a promessa de conceder um benefício de US$ 5 mil (cerca de € 4,3 mil) a cada cidadão caso os republicanos preservem o controle da Câmara dos Representantes e do Senado. A proposta não detalhou a origem do custeio e foi recebida com ceticismo por adversários políticos.
O pleito renovará a totalidade dos assentos da Câmara dos Representantes e um terço das vagas do Senado. O resultado definirá a governabilidade da administração republicana nos dois anos restantes do mandato, podendo conceder à oposição a capacidade de bloquear pautas do governo ou abrir investigações no Congresso caso os democratas conquistem a maioria.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu pagar US$ 5 mil, o equivalente a cerca de R$ 25,5 mil, a cada adulto do país caso o Partido Republicano mantenha a maioria de representantes na Câmara dos Deputados e no Senado nas eleições de novembro.
A declaração foi dada nesta quarta-feira (9) durante uma convenção dos republicanos em Dallas, no Texas, a primeira da história realizada para os "midterms", as eleições de meio de mandato.
Trump: So if the Republicans win, you get $5000. pic.twitter.com/4ZC0DPFztp
— Acyn (@Acyn) September 10, 2026
Segundo informações do g1, em seu discurso, Trump chamou o benefício de "dividendo." "Se os republicanos vencerem a Câmara dos Representantes e o Senado dos Estados Unidos, ambos... por causa da nossa enorme força e sucesso econômico, vou conceder um dividendo de US$ 5 mil a cada cidadão adulto dos Estados Unidos da América", declarou.
Em novembro, os cidadãos dos EUA vão às urnas para as chamadas eleições de meio de mandato, que renovam todos os 435 assentos da Câmara dos Representantes e parte das vagas do Senado.
Como os EUA têm cerca de 270 milhões de cidadãos adultos atualmente, o montante que Trump prometeu custaria aos cofres do país cerca de US$ 1,3 trilhões (R$ 6,6 trilhões). O presidente norte-americano não detalhou como a proposta seria financiada nem quem teria direito ao pagamento.
Também não informou quando o benefício seria implementado, caso os republicanos vençam as eleições. Trump, no entanto, acrescentou que o dinheiro teria uma condição: precisaria ser gasto dentro dos Estados Unidos.
"A única condição é que o dividendo que estamos concedendo seja gasto nos Estados Unidos da América", disse.
A Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta sexta-feira (4) uma resolução que rejeita a tradicional projeção de Mercator e apoia a adoção de um modelo cartográfico que distorce menos as massas continentais. A iniciativa foi aprovada por 164 países, incluindo o Brasil. Apenas os Estados Unidos votaram contra a proposta, enquanto seis nações se abstiveram (Estônia, Geórgia, Lituânia, Moldova, Sérvia e Ucrânia) e 22 não participaram da votação.
O modelo recomendado pela ONU é a projeção Equal Earth, criada em 2018 pelo cartógrafo Tom Patterson em parceria com o engenheiro Bojan Savric e o professor Bernhard Jenny. Uma das principais diferenças do novo mapa é a representação proporcional dos continentes, especialmente da África.
Na projeção de Mercator, criada em 1569 pelo geógrafo Gerardus Mercator para navegação náutica, as áreas mais próximas aos polos são ampliadas, fazendo com que o continente africano pareça do mesmo tamanho da Groenlândia, embora seja 14 vezes maior.
Segundo Patterson, a Equal Earth foi desenvolvida para manter uma forma familiar do planeta, mas com rigor proporcional em todas as áreas representadas. A promoção do texto na ONU foi liderada pelo Togo, após campanha promovida pela União Africana.
Projeções em comparação | Fotos: Reprodução / equal-earth.com / G1
Para o ministro das Relações Exteriores do Togo, Robert Dussey, "um mundo justo começa com um mapa justo" e associou a medida aos esforços do continente para enfrentar legados coloniais, ressaltando que a proposta não representa um ataque a outras civilizações nem invalida o uso da projeção de Mercator para a navegação marítima e aérea.
Ao fundamentar o voto contrário, o governo dos Estados Unidos alegou que a resolução promove uma "agenda ideológica" e desvia o foco de questões relativas à paz, prosperidade e boas relações internacionais. As informações são da Folha de S. Paulo.
Contudo, a gestão do presidente Donald Trump tem feito uso da cartografia e de nomenclaturas geográficas em disputas políticas. Recentemente, o governo norte-americano renomeou o Golfo do México para "Golfo da América" — alteração que foi adotada por empresas de tecnologia como Google e Apple e usada como justificativa para vetar jornalistas da Associated Press em entrevistas na Casa Branca.
Em outras frentes, Trump também renomeou o Lago Ontário para "Lago América" e propôs alterar o nome do Estreito de Hormuz para "Estreito de Trump". Além disso, em julho, o Departamento de Estado assumiu responsabilidade por erros em mapas apresentados durante uma conferência sobre Aids realizada no Rio de Janeiro.
A juíza federal Rita Lin, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos, decidiu nessa quinta-feira (27) que o governo Donald Trump agiu de forma ilegal ao classificar a Anthropic como um “risco à segurança” e impedir a startup de inteligência artificial de trabalhar com órgãos federais.
Segundo informações da Folha de S. Paulo, o entendimento da juíza foi de que a retaliação do governo contra a Anthropic "por atividades de expressão protegidas pela Constituição" foi ilegal. "A invocação vazia da segurança nacional não é um cheque em branco para punir e retaliar contra críticos do governo", escreveu ela em uma decisão de 59 páginas.
A decisão encerra a primeira de duas ações judiciais apresentadas pela Anthropic em 9 de março, em resposta à medida do governo Trump. A segunda ação, ajuizada no Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o Circuito do Distrito de Columbia, continua em andamento. O governo Trump poderá recorrer da decisão de Lin ou aguardar uma decisão na segunda ação antes de tomar providências
O caso teve início em março, quando o Pentágono classificou a startup de IA como um risco à segurança nacional e impediu o uso de seus modelos pelos órgãos governamentais. Os dois lados entraram em confronto no início do ano por causa de um contrato de US$ 200 milhões para fornecer ao Pentágono tecnologia de IA destinada a sistemas sigilosos.
A Anthropic insistiu que sua tecnologia não fosse usada na vigilância em massa de norte-americanos nem em armas letais autônomas. O Pentágono afirmou que uma empresa privada não poderia definir políticas para o governo dos Estados Unidos.
As partes não conseguiram chegar a um acordo e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, anunciou então que a Anthropic representava um "risco à cadeia de suprimentos", uma classificação formal que antes havia sido usada contra empresas estrangeiras consideradas pelo governo uma ameaça à segurança nacional.
A classificação significava que nenhum prestador de serviços ou fornecedor que trabalhasse com as Forças Armadas poderia fazer negócios com a Anthropic.
Nas ações judiciais, a Anthropic argumentou que as disposições legais para classificá-la como risco à cadeia de suprimentos tinham alcance restrito e não se aplicavam a empresas norte-americanas. A companhia também afirmou que a classificação tinha motivação ideológica e visava puni-la, além de violar seus direitos garantidos pela Primeira Emenda.
Em sua decisão final nesta quinta-feira, Lin afirmou que o governo Trump havia recuado de muitas de suas principais alegações de que a Anthropic poderia sabotar a própria tecnologia. Ela escreveu que a decisão do governo de impedir a empresa de atuar no setor federal se resumiu ao "desejo de fazer da Anthropic um exemplo público por sua ‘arrogância’ ao criticar o governo".
Ela acrescentou que as negociações em andamento entre o governo Trump e a Anthropic sobre seu novo modelo de IA, Mythos, demonstravam que a empresa não era uma ameaça nacional.
Em junho, o governo Trump ordenou que a Anthropic restringisse o acesso de seus clientes ao Mythos, citando preocupações de segurança nacional. Após duas semanas de negociações, o governo permitiu que a Anthropic restabelecesse o acesso para a maioria dos clientes depois de acrescentar algumas salvaguardas.
O presidente das Ligas Europeias, Claudius Schaefer, afirmou nesta quarta-feira (26) que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, "não tem futuro" à frente da entidade. Ele questionou sua capacidade de permanecer no cargo e defendeu uma reforma profunda na forma como a entidade é comandada. As declarações foram dadas em entrevista ao The Athletic.
Schaefer representa uma organização que reúne 53 ligas profissionais do futebol masculino e feminino e afirmou que existe preocupação crescente com a concentração de poder nas mãos do presidente da Fifa.
“Nós questionamos a capacidade dele de continuar como presidente. Aqui na Suíça, tivemos uma visão próxima da Fifa e parece que a influência do presidente cresceu ano após ano. Decisões importantes são tomadas sem uma consulta significativa aos grupos que serão afetados”, afirmou.
As declarações acontecem em meio ao aumento da tensão entre diferentes organismos do futebol mundial. Infantino vem sofrendo pressão de UEFA, AFC e Concacaf, e há discussões sobre a possibilidade de um voto de desconfiança contra o dirigente.
Schaefer também criticou episódios recentes que, na visão dele, colocam em dúvida a integridade da entidade.
Entre os casos citados estão a criação de um prêmio da paz da Fifa, entregue ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em dezembro, e a retirada de uma suspensão do atacante norte-americano Folarin Balogun durante a Copa do Mundo após uma ligação de Trump.
“A Fifa é uma associação regida pela legislação suíça e, nessa associação, existem regras. O presidente e os membros do conselho precisam cumprir seus deveres com cuidado. É uma questão jurídica”, declarou.
Na avaliação do presidente das Ligas Europeias, decisões desse tipo não deveriam ser tomadas sem consulta aos demais integrantes da estrutura de governança da entidade.
“Se você toma uma decisão como a do prêmio da paz sem sequer informar o conselho, na minha visão, isso é uma violação da lei. E, durante a Copa do Mundo, todos sabemos sobre a questão do cartão vermelho.”
Schaefer foi ainda mais duro ao abordar o episódio relacionado ao caso Balogun.
“Foi um verdadeiro escândalo. Não consigo me lembrar de uma intervenção política desse tipo relacionada a uma questão esportiva. Atos assim colocam em dúvida a integridade do jogo. É por isso que não há futuro na Fifa para Infantino. Não pode haver”, afirmou.
Infantino pretende disputar um novo mandato à frente da Fifa no próximo ano e deve encontrar resistência maior do que em eleições anteriores.
Para Schaefer, porém, a discussão não deveria se limitar a encontrar um nome capaz de substituir o atual presidente. O dirigente defende uma reformulação mais ampla, que reduza a concentração de poder e redefina as atribuições da presidência.
“Para nós, conseguir essas reformas é a tarefa mais importante, e elas só podem acontecer com outro presidente”, concluiu.
A Fifa não havia se pronunciado sobre as declarações até a publicação da entrevista.
Tags: Gianni Infantino, Fifa, Claudius Schaefer, Ligas Europeias, UEFA, AFC, Concacaf, futebol internacional, Donald Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (16) uma redução substancial na participação das forças americanas nos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul. A declaração foi feita por meio de uma publicação na rede social Truth Social, na qual o líder norte-americano expressou insatisfação com a realização das manobras e orientou o secretário de Defesa, Pete Hegseth, a diminuir o alcance do treinamento agendado para começar nesta segunda-feira (17).
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, Trump destacou o histórico de contato com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e questionou os custos e o impacto diplomático do treinamento. "Com base no meu excelente relacionamento com Kim Jong Un, da Coreia do Norte, não estou feliz com o fato de que os Estados Unidos tenham concordado, há muito tempo, em participar de Exercícios Militares Conjuntos com a Coreia do Sul", afirma o presidente.
Ele acrescentou que as atividades, além de dispendiosas para os cofres americanos, transmitem um sinal inadequado e hostil a Pyongyang. O exercício em questão, denominado Ulchi Freedom Shield, tem duração prevista de 11 dias e ocorre anualmente no período do verão.
A atividade é realizada de forma conjunta pelas Forças Armadas sul-coreanas e pelo contingente americano no país, com a finalidade de reforçar a preparação defensiva contra a Coreia do Norte.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saiu em defesa de Gianni Infantino em meio à crise política que atinge a Fifa. Na última segunda-feira (10), o norte-americano afirmou que a entidade cometeria um 'erro terrível' caso cogitasse substituir o dirigente suíço-italiano.
A manifestação foi publicada por Trump na plataforma Truth Social. O presidente dos Estados Unidos classificou Infantino como 'formidável' e reforçou apoio ao mandatário da Fifa, pressionado após o fracasso do plano que abriria parte dos ativos comerciais da entidade a investidores privados.

Foto: Divulgação / Truth Social
"A Fifa cometeria um erro terrível se, por qualquer motivo, contemplasse, ainda que fosse por um instante, substituir seu presidente, Gianni Infantino", escreveu Trump.
A fala ocorre em um momento de forte desgaste para Infantino. A crise ganhou novo capítulo também nesta segunda, quando Uefa, Concacaf e Confederação Asiática de Futebol (AFC) divulgaram uma carta conjunta com críticas duras à condução da Fifa.
O documento foi assinado pelos presidentes Aleksander Ceferin, da Uefa, Víctor Montagliani, da Concacaf, e Salman bin Ibrahim Al Khalifa, da AFC, além dos secretários-gerais das três confederações.
Na carta, as entidades afirmaram que a tentativa de vender uma participação comercial na Copa do Mundo representou uma 'profunda falha de julgamento' e uma quebra de confiança com as instituições do futebol.
O plano, já retirado pela Fifa, previa a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária que ficaria responsável pela gestão comercial de competições da entidade, incluindo a Copa do Mundo. A proposta abria espaço para investimento privado em parte dessa operação.
A iniciativa provocou forte reação de dirigentes e confederações, especialmente pela falta de consulta prévia. Para Uefa, Concacaf e AFC, o problema não foi apenas de comunicação, mas de governança e confiança.
"Futebol não pertence a nenhum indivíduo e nenhuma instituição. Pertence aos jogadores, torcedores, clubes, associações-membro e a cada instituição encarregada de proteger seu futuro", diz trecho da carta.
As confederações também criticaram a ideia de tratar a liderança no futebol como uma forma de posse pessoal.
"A liderança no futebol não é uma posse. Não se trata de deter — ou exigir — o poder para si próprio", afirmaram as entidades.
No sábado (8), a Fifa já havia reagido às pressões e afirmou haver um 'esforço orquestrado e contínuo' de alguns setores para minar a entidade e Infantino. O discurso, porém, não conteve a ampliação da crise.
Os Estados Unidos foram uma das sedes da Copa do Mundo de 2026 e seguem como peça importante na estratégia comercial da Fifa, especialmente pela força do mercado norte-americano.
Infantino mantém relação próxima com Trump e passou a buscar apoios de peso em meio à pressão por sua permanência no cargo. A eleição presidencial da Fifa está marcada para março de 2027, em Rabat, no Marrocos.
Uma imagem gerada por inteligência artificial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como se fosse o ditador deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, foi publicada na conta do X do deputado dos Estados Unidos Carlos Gimenez, do Partido Republicano.
Com a legenda “o que o espera”, a foto ainda conta com um elemento adicionado após edição por IA: Lula aparece segurando uma garrafa de 51, uma das marcas de cachaça mais famosas e vendidas do Brasil e do mundo.
Gimenez é um parlamentar da Flórida e conhecido apoiador de Trump nos EUA. A publicação foi repostada nas redes pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e pelo influenciador Paulo Figueiredo.
Brasileiros apoiadores de Lula, em resposta, alteraram a mesma imagem de Nicolás Maduro, mas substituindo-o por Donald Trump e adicionando outros elementos. Em uma das montagens, o presidente dos EUA aparece segurando a foto do criminoso sexual Jeffrey Epstein, em alusão à relação de ambos. Em outra, Trump segura um pacote de Cheetos, um salgadinho de milho famoso.
Veja a publicação original:
????O que o espera… #Brasil???????? pic.twitter.com/lPOgoZeTvq
— Rep. Carlos A. Gimenez (@RepCarlos) August 9, 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, neste sábado (8), que vai entrar em contato com o presidente americano, Donald Trump, para enviar dados oficiais sobre o desmatamento da Amazônia. Ao chamar o americano de “meu amigo”, ele diz que vai contestar as razões da aplicação da tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
A prática de crimes ambientais foi uma das justificativas apresentadas por Washington para aplicar a sanção comercial. Para Lula, contudo, Trump tomou a decisão com base em relatórios incorretos.
“Um dos motivos era que a gente não cuidava do desmatamento. Eu quero preparar os números e mandar para o meu amigo Trump, para ele saber que quem informou ele não informou sobre a verdade”, declarou o presidente.
A fala ocorreu durante evento comemorativo dos 30 anos do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Durante o discurso, Lula dirigiu-se à ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, também presente ao encontro, para destacar os índices recentes de preservação.
“Marina, você pode ficar orgulhosa, porque nós anunciamos o menor desmatamento da história desde 2016. Foi uma coisa fantástica. E eu fiz questão de tirar uma fotografia dos números”, afirmou.
Os dados citados pelo presidente pertencem ao Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Entre agosto de 2025 e julho de 2026, os alertas de desmatamento na Amazônia somaram 2.874,38 km², representando uma uma redução de 36% em relação ao período anterior e o menor patamar da série histórica iniciada em 2016.
Apesar dos indicadores, o governo dos Estados Unidos aplicou em julho uma sobretaxa de 25% sobre parcela das exportações brasileiras após o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), alegar falhas históricas do Brasil na fiscalização ambiental, além de divergências em comércio digital, propriedade intelectual e acesso ao mercado de etanol.
Desde então, o governo brasileiro rejeitou as alegações e classificou as tarifas como injustificadas.
Uma atitude “irresponsável e impensada”. Foi dessa forma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a decisão tomada nesta terça-feira (4) pelo governo dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.
A afirmação de Lula foi feita na entrevista que concedeu nesta quarta (5) aos podcasts Meteoro Brasil e Os 3 Elementos.
“Ele [Donald Trump] tirou o visto da nossa embaixadora. Eu achei uma atitude irresponsável, impensada para os dois países, que têm uma relação diplomática há 200 anos”, disse Lula na entrevista ao canal do YouTube.
A decisão tomada pelo governo Trump teria sido justificada, segundo o Departamento de Estado, por uma suposta demora do Brasil em autorizar o nome do congressista Daniel Perez, indicado pela Casa Branca para chefiar a embaixada dos EUA em Brasília, Daniel Perez. No rito diplomático, essa autorização passa pela concessão de um agrément.
Lula rebateu esse argumento de reciprocidade dos americanos, ao dizer que eles não se importaram com a embaixada em Brasília desde que o presidente americano, Donald Trump, assumiu o poder.
“Os Estados Unidos não deram importância para a embaixada no Brasil, porque faz um ano e meio que ele está no poder e não mandou para cá. Agora, tentam mandar e acham que a gente tem a obrigação de fazer na data que eles querem? Não é correto e não é possível, nós queremos ser tratados com respeito”, disse Lula.
Ainda durante a entrevista, o presidente Lula afirmou que o Brasil está “preparado” para enfrentar tentativas de interferência estrangeira na eleição presidencial.
“O Brasil não só está preparado como vai enfrentar qualquer pessoa, de fora, que queira interferir no nosso processo eleitoral”, afirmou Lula.
O Palácio do Planalto divulgou nota oficial na noite desta terça-feira (4), assinada pela Secretaria de Comunicação da Presidência, em que rebate com veemência a decisão do governo dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Em um texto com tom duro, o governo Lula vai além e afirma que são “falsas” as alegações da administração Trump para revogar o visto.
Mais cedo, o Departamento de Estado norte-americano justificou a medida como uma resposta à demora das autoridades brasileiras em conceder a autorização diplomática para que Daniel Perez assuma o comando da embaixada dos EUA em Brasília. Apesar da anulação do documento, o órgão governamental dos Estados Unidos informou que a decisão não implica a expulsão automática da diplomata do país.
Na nota em que rebate o governo dos EUA, o Palácio do Planalto e afirmou que a medida faz parte de uma “escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil”, motivada por razões ideológicas. No comunicado, o governo brasileiro também acusou os norte-americanos de tentar interferir no processo político nacional e na eleição presidencial brasileira, além de reafirmar que o pedido de agrément para o novo embaixador americano ainda está em análise e segue rigorosamente as normas da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas.
Confira a íntegra da nota a seguir:
“Nota em reação à decisão dos EUA de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington.
O Governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo Departamento de Estado dos EUA de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington. As duas justificativas apresentadas são falsas.
O processo de concessão de agrément é confidencial e o nome designado só deveria vir a público depois de concedida a anuência, conforme estipula o artigo 4 da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas. O governo dos Estados Unidos anunciou publicamente o nome de seu candidato antes de apresentar o pedido formal de agrément ao governo brasileiro.
O Brasil segue estritamente o direito internacional. Não há regra na Convenção de Viena estipulando prazo para a concessão do agrément. O pedido norte-americano ainda se encontra em análise. Os dois funcionários do governo norte-americano que tiveram seus vistos de entrada no Brasil negados planejavam visitar o país para colocar em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro, em tentativa inaceitável de interferir no processo político nacional.
Vale recordar que seguem em vigor sanções individuais sobre autoridades brasileiras, notadamente o cancelamento de vistos para os EUA, com base na alegação infundada de perseguição política ao ex-presidente Bolsonaro. Entre essas autoridades estão ministros da Suprema Corte e funcionários de primeiro escalão do Poder Executivo.
O governo brasileiro não poupou esforços para resolver essas diferenças. O próprio presidente Lula, em sua visita a Washington em maio último, entre outros assuntos, solicitou ao presidente Trump o levantamento das sanções individuais. A decisão de hoje não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo. Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente.
Em linha com sua tradição diplomática, o governo brasileiro se opõe à lógica de confrontação e reitera a defesa do diálogo e da negociação em todas as suas relações internacionais.
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.”
A crise em torno de Gianni Infantino ganhou um novo componente político nesta segunda-feira (3). Segundo o jornal norte-americano New York Post, o presidente da Fifa buscou apoio do governo Donald Trump em meio à pressão crescente por sua saída após o fracasso do plano de abrir parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados.
De acordo com a publicação, Infantino teria marcado uma conversa privada com Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos. A justificativa oficial, segundo uma fonte ouvida pelo jornal, seria discutir o futebol como ferramenta de “soft power” para o país. Nos bastidores, porém, pessoas próximas ao caso afirmaram ao Post que o movimento estaria ligado à tentativa do dirigente de preservar força política no cargo.
A informação foi publicada em meio a uma escalada de desgaste dentro da própria Fifa. Infantino, segundo o jornal, se sente isolado após a repercussão negativa do projeto FIFA Forward Enterprise, proposta que previa a criação de uma nova subsidiária para administrar ativos comerciais da entidade, como direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e bilheteria.
O plano previa a entrada da Thrive Capital, empresa de private equity comandada por Josh Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Donald Trump. A companhia compraria uma fatia de 20% da nova operação por pouco mais de US$ 4 bilhões.
A proposta foi abandonada na última sexta-feira (31), após forte reação de confederações e federações nacionais. O projeto foi criticado por transformar competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, em ativos de interesse privado.
Ainda segundo o New York Post, Infantino tentou falar diretamente com Donald Trump por telefone mais de uma vez desde o colapso do plano, mas não conseguiu contato com o presidente norte-americano.
A versão sobre uma conversa marcada com Marco Rubio, no entanto, foi contestada pelo governo dos Estados Unidos. De acordo com a Reuters, a secretaria adjunta de Estado para Assuntos Públicos afirmou em publicação no X que não havia planos para uma ligação entre Rubio e Infantino na manhã desta segunda-feira.
A crise também provocou fissuras internas na Fifa. Kevin Lamour, diretor de operações da entidade, afirmou à Associated Press que se sentiu “enganado” pelas ações de Infantino, por não ter conhecimento das tratativas conduzidas nos bastidores.
O desgaste se ampliou depois que a Uefa reagiu de forma dura à proposta. A entidade europeia aprovou, de maneira unânime, uma posição de boicote a competições organizadas pela Fifa caso o plano avançasse. A medida incluiria torneios de seleções e poderia atingir até mesmo a Copa do Mundo masculina de 2030, marcada para Espanha, Portugal e Marrocos.
A possibilidade de boicote aumentou a pressão sobre Infantino, especialmente porque dois países europeus serão sedes do Mundial de 2030. Em caso de ruptura, seleções e estrelas do continente ficariam fora de torneios da Fifa, cenário considerado sem precedentes na história recente do futebol.
Nos bastidores, a liderança do presidente da Fifa passou a ser questionada de forma mais aberta. O New York Post afirma que dirigentes contrários a Infantino passaram a articular um movimento interno apelidado de "Project Kill The Monster", com o objetivo de enfraquecer ou retirar o dirigente do comando da entidade.
O episódio também ocorre em momento decisivo para o futuro político de Infantino. O dirigente suíço-italiano, de 56 anos, mira a permanência no cargo em um novo ciclo, mas o fracasso do FIFA Forward Enterprise abalou parte do apoio que sustentava sua liderança.
A Fifa ainda não comentou oficialmente a reportagem. A Casa Branca também não respondeu de imediato aos pedidos de manifestação citados pela Reuters.
Em discurso durante evento no Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, que levasse um recado a Donald Trump. Lula fez referência ao corte de verbas promovido pelo presidente dos Estados Unidos para a OMS.
“Quando você puder conversar com o presidente Trump, que anunciou que ia cortar verba da Organização Mundial da Saúde, diga para ele como um país que não é rico como os Estados Unidos consegue garantir a cada cidadão brasileiro o mesmo tratamento de saúde que terá o presidente da República”, disse Lula.
Além do diretor-geral da OMS, o evento no Rio de Janeiro contou com a presença do governador interino do estado, o desembargador Ricardo Couto, e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Na fala voltada a Tedros Adhanom, o presidente Lula citou o próprio tratamento contra um câncer de próstata para defender a igualdade no acesso à tecnologia de saúde.
“Qualquer pessoa mais humilde que precisar fazer radioterapia vai fazer numa máquina que o Trump fará, que o Xi Jinping fará, que o Putin fará e que o Lula fará. Tratamento de saúde não é para rico, é para quem está doente”, afirmou.
O discurso de Lula incluiu ainda uma defesa enfática do Sistema Único de Saúde (SUS), que, segundo ele, passa por uma “revolução”. O líder petista pediu que a Organização Mundial da Sapude divulgue internacionalmente o modelo brasileiro de atendimento público.
“O que a gente quer provar ao mundo é que é possível as pessoas mais pobres do mundo terem um tratamento de saúde qualificado. Ninguém precisa morrer por falta de atendimento porque é pobre”, colocou Lula.
O presidente afirmou que o SUS ainda enfrenta desafios, mas disse que as ações do governo representam uma transformação no sistema. “Ainda falta muita coisa para ser feita, mas o que nós estamos fazendo nesse período é uma revolução na saúde brasileira”.
Durante o seu discurso, Lula lembrou que Tedros recebeu atendimento pelo SUS quando esteve no Rio de Janeiro para a reunião do G20, após passar mal. “Ele ficou doente, foi internado e foi tratado pelo SUS. Está com vida aqui”, finalizou.
Antes do seu pronunciamento, o presidente Lula conheceu, junto com o diretor-geral da OMS, equipamentos do SAMU que são utilizados pela equipe do Hospital do Andaraí.
Cerca de 52% dos eleitores brasileiros acreditam que o tarifaço imposto pelo governo americano do presidente Donald Trump aos produtos brasileiros tem como objetivo ajudar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Isso é o que dizem os dados divulgados pela pesquisa Datafolha desta segunda-feira (27).
Ainda sobre o tema, outros 37% afirmam que a medida não busca favorecer o senador, enquanto 11% dizem não saber responder. A pesquisa também mostra que 63% dos entrevistados afirmam conhecer o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil. Desse total, 25% dizem estar bem informados sobre o assunto e 34% se declaram razoavelmente informados.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com mais de 16 anos nos dias 22 e 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa Datafolha está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01166/2026.
Em julho, os Estados Unidos anunciaram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após uma investigação comercial. Dias depois, acrescentaram uma sobretaxa de 12,5% relacionada a alegações de abusos trabalhistas. A pesquisa questionou aos eleitores quem está correto ao atribuir a responsabilidade pela crise comercial.
Para 34%, Lula tem razão ao afirmar que a responsabilidade é de Flávio Bolsonaro. Já 26% concordam com o senador quando ele atribui a culpa ao governo brasileiro.Outros 24% consideram que nenhum dos dois está certo, enquanto 11% dizem que ambos têm razão. Mais 6% não souberam responder.
Ao serem questionados sobre quem é o principal responsável pela punição comercial imposta pelos Estados Unidos, 35% apontaram Lula. Outros 28% atribuíram a responsabilidade a Trump. Os irmãos Bolsonaro somaram 23% das respostas, sendo 13% para Flávio e 10% para Eduardo. Já 10% não souberam responder.
Segundo o levantamento, 74% dos brasileiros defendem que o país negocie uma solução para a crise comercial com os Estados Unidos. Outros 17% consideram que o governo brasileiro deveria retaliar os americanos na mesma proporção. Apenas 2% afirmam que o Brasil deveria aceitar as tarifas impostas por Washington.
A pesquisa também avaliou a atuação do governo Lula nas negociações. Para 51% dos entrevistados, o presidente fez menos do que poderia para tentar evitar o tarifaço. Já 29% avaliam que ele agiu corretamente e 12% dizem que Lula fez mais do que deveria. As informações são do G1.
O governo dos Estados Unidos planeja enviar dois altos funcionários do Departamento de Estado a Brasília com a missão de questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro. A operação foi revelada pelo jornal The Washington Post nesta sexta-feira (24), com base em relatos de autoridades americanas que falaram sob condição de anonimato.
Conforme apurado pelo The Washington Post e repercutido pelo G1, a viagem está prevista para ocorrer poucas semanas antes das eleições presidenciais brasileiras, marcadas para 4 de outubro. A delegação será composta por Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente do Departamento de Estado.
Samson é conhecido por percorrer países promovendo a pauta conservadora e cultivando laços com grupos de direita. A declaração ocorre dias após o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), ter feito ataques à integridade técnica das urnas eletrônicas durante um evento na presença de diplomatas.
Na ocasião, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic e que um relatório da CIA mostra que a empresa estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012.
A correlação estabelecida por Flávio foi desmentida em diversas notas técnicas do Tribunal Superior Eleitoral.
TENSÕES DIPLOMÁTICAS
O envio dos emissários representa um agravamento nas relações entre os dois países. The Washington Post aponta que o clima de atrito já envolve divergências em ao menos três frentes: o processo criminal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado; tarifas comerciais impostas pelos EUA a produtos brasileiros; e desentendimentos sobre os limites da liberdade de expressão.
A iniciativa também evidencia uma mudança no comportamento da diplomacia norte-americana. A postura contrasta com o papel exercido pelos EUA nas eleições brasileiras de 2022. Naquele período, o governo americano atuou para reforçar a estabilidade democrática e frear discursos golpistas, respaldando relatórios de inteligência que atestavam a ausência de fraudes no sistema de votação.
Em uma terça-feira (21) de compromissos com sua equipe no Palácio do Planalto e sem agendas públicas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceu nas redes sociais apenas com uma postagem na qual volta a defender a soberania nacional. O comentário de Lula foi postado na véspera da entrada em vigor das novas tarifas de 25% aplicadas pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros.
“Este país foi criado e construído por brasileiro. Aqui ninguém diz o que vamos fazer”, diz o presidente Lula em um card publicado no Instagram, em uma mensagem indireta ao governo Donald Trump.
Lula diz ainda na sua postagem que nada é mais sagrado do que a defesa da soberania nacional.
“Precisamos fazer com que o povo brasileiro sinta orgulho. Aqui nós erramos por nós. Acertamos por nós. E aqui ninguém diz o que vamos fazer. O Brasil não se entrega”, completou o presidente Lula na legenda da sua postagem.
O novo tarifaço de 25% imposto sobre produtos brasileiros que são vendidos aos EUA foram resultado de uma investigação sob a Seção 301 da Lei de Comércio. Mesmo com a imposição das tarifas, cerca de dois mil itens essenciais foram deixados de fora.
Em meio às críticas do presidente Lula à medida aplicada pelos Estados Unidos, o governo federal iniciou nesta terça (21) uma série de reuniões com representantes dos setores que potencialmente sofrerão os impactos pela tarifa de 25%. O objetivo dos encontros é identificar as principais demandas de cada segmento e definir medidas de apoio.
A coordenação dos encontros ficará a cargo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, devem participar das reuniões.
Escrivão da Polícia Federal concursado desde 2010, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro deve ser demitido por abandono de cargo. Foi o que decidiu a Polícia Federal após concluir um Processo Administrativo Disciplinar aberto em fevereiro contra o ex-parlamentar por abandono de cargo.
Com a conclusão do processo, caberá agora ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, assinar o ato de expulsão de Eduardo Bolsonaro da Polícia Federal. O posto de escrivão da corporação, que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ocupava, tem remuneração inicial de cerca de R$ 14 mil mensais.
Eduardo Bolsonaro se auto-exilou nos Estados Unidos desde o mês de fevereiro do ano passado. Como ainda era deputado federal, estava licenciado de suas funções na PF.
No final de 2025, entretanto, Eduardo teve decretada a perda de seu mandato pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por excesso de faltas. Desde então, Eduardo Bolsonaro recebeu diversas advertências da Polícia Federal para que se apresentasse à unidade onde é lotado, no Rio de Janeiro. A PF alertou que a ausência injustificada poderia resultar em providências administrativas e disciplinares.
Como o ex-parlamentar não se reapresentou ao serviço, um PAD foi aberto para analisar o caso. Na instrução do processo, a Corregedoria da PF no Rio de Janeiro determinou que ele entregasse a sua carteira funcional e arma de fogo.
A perda do cargo na Polícia Federal representa mais um revés para Eduardo Bolsonaro. Além da perda de mandato como deputado federal, o irmão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão por coação, acusado de atuar nos Estados Unidos para impedir a análise de ações por tentativa de golpe de Estado.
Quando o seu julgamento transitar em julgado no STF, Eduardo Bolsonaro ficará inelegível por 12 anos, de acordo com a Lei da Ficha Limpa.
Apesar da condenação pelo STF, o ex-deputado não tem intenção de retornar ao Brasil. Inclusive porque nesta terça (21) o governo dos Estados Unidos concedeu a ele o visto de residência permanente (green card).
O documento assegura ao cidadão estrangeiro o direito de viver, trabalhar e estudar nos Estados Unidos por tempo indeterminado, sem a necessidade de autorizações adicionais.
Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (20) a aplicação de tarifas de 50% sobre uma ampla lista de produtos importados do Canadá, em uma decisão que aumenta a tensão comercial entre os dois países e pode reabrir uma disputa que havia perdido força nos últimos meses.
Segundo integrantes do governo do presidente Donald Trump, a medida foi adotada em resposta ao que Washington classifica como práticas comerciais desleais por parte do Canadá. Entre as acusações estão a suspensão da compra de bebidas alcoólicas americanas por províncias canadenses, tarifas sobre automóveis produzidos nos EUA e suposta discriminação contra queijos norte-americanos.
As novas taxas devem entrar em vigor em 30 dias. A lista divulgada pelo governo inclui leite e derivados, bebidas alcoólicas, peças de vestuário, móveis e outros bens de consumo. Por outro lado, alguns setores ficarão de fora da medida, como energia, potássio, minerais críticos, pescados, aço e alumínio, que já estão sujeitos a tarifas específicas ligadas à segurança nacional.
Um dos pontos que mais chamou atenção foi a decisão de não manter a isenção para produtos enquadrados no Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), firmado em 2020 durante o primeiro mandato de Trump. Com isso, diversos itens canadenses que atualmente entram nos EUA sem cobrança de tarifas poderão passar a enfrentar tributação elevada.
O pentacampeão mundial brasileiro, Ronaldo Nazário, chamou a atenção neste domingo (19), durante o confronto entre Espanha e Argentina no Estádio Nova York/Nova Jersey em busca do título da Copa do Mundo. No camarote oficial da Federação Internacional de Futebol (FIFA), o craque levou a taça para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que a tocou logo no início da partida.
????VEJA: Ronaldo Fenômeno levou a taça da Copa do Mundo ao camarote presidencial antes da final entre Argentina e Espanha e a mostrou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump pic.twitter.com/FcBnXhkHBL
— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) July 19, 2026
JUST IN: President Trump gives the FIFA World Cup trophy a pat as he arrives for the World Cup Final between Spain and Argentina in New Jersey.
— Overton (@overton_news) July 19, 2026
Trump was joined by First Lady Melania Trump, Secretary of State Marco Rubio, and FIFA President Gianni Infantino.
FOX: “As you see… pic.twitter.com/COwwCOtfhC
Na ocasião, Trump estava ao lado do presidente da FIFA, Gianni Infantino. O presidente americano participou ainda da cerimônia de entrega da taça e das medalhas à equipe vencedora do torneio após a partida.
Trump just refusing to leave when they’re lifting the trophy.
— Out of Context Football Manager (@nocontextfm1) July 19, 2026
Infantino desperately trying to get him to move.
Circus. pic.twitter.com/JABUGKUWXm
Segundo as regras da FIFA, apenas campeões mundiais e estadistas e o presidente da Fifa podem tocar o troféu sem utilizar luvas.
No palco da seleção espanhola, Trump ainda tentou participar do levantamento do troféu e se recusou a deixar o palco no momento em que a taça era erguida. A cena, conforme lembraram internautas, é parecida com a da Copa do Mundo de Clubes, em 2025, onde Trump também viralizou por querer participar da vitória do Chelsea.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) criticou neste sábado (18) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o anúncio de uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, e acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de atuar politicamente para estimular a medida. Segundo o petista, a taxação tem motivação política e coloca em risco empregos e setores estratégicos da economia nacional.
Durante declaração pública, Jerônimo afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu que a taxação não fosse aplicada, argumentando que o comércio entre os dois países também beneficia exportadores norte-americanos. O governador disse ainda que Lula só deverá se pronunciar oficialmente após a manifestação de Trump.
“O Brasil não vai baixar a cabeça”, afirmou Jerônimo, ao acusar integrantes da família Bolsonaro de incentivarem a medida nos Estados Unidos. “É muito grave ver um político brasileiro torcer contra o próprio país. A família de Flávio Bolsonaro e do ex-presidente Jair Bolsonaro está pedindo aos Estados Unidos para nos punir”, declarou.
O governador avaliou que a sobretaxa é desproporcional e pode afetar setores como frutas, pescados e mineração, com impacto direto na geração de empregos. Ele também disse acreditar que o governo federal buscará alternativas em conjunto com representantes da indústria, da agricultura e dos trabalhadores para enfrentar os efeitos da medida.
O presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, afirmou nesta sexta-feira (17) que a Copa do Mundo de 2026 "não teria sido um sucesso tão incrível" sem o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi feita durante uma recepção realizada na Trump Tower, em Nova York.
Durante o evento, Infantino elogiou o mandatário norte-americano e atribuiu a ele parte do êxito do torneio disputado nos Estados Unidos, Canadá e México. "Você não precisa de pessoas para bajulá-lo, mas esta Copa do Mundo não teria sido um sucesso tão incrível sem você", declarou o dirigente.
A reunião não constava na agenda oficial da Fifa e só se tornou pública após a divulgação de imagens de Infantino ao lado de Trump na Trump Tower. O edifício abriga, desde o ano passado, um escritório da entidade em Nova York, inaugurado em meio à aproximação entre o presidente da Fifa e o chefe da Casa Branca.
Na quinta-feira (16), a Casa Branca confirmou que Donald Trump acompanhará a final da Copa do Mundo entre Argentina e Espanha, marcada para domingo (19), no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey.
O presidente da Argentina, Javier Milei, não irá aos Estados Unidos acompanhar in loco a final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina, no próximo domingo (19). A informação foi confirmada pelo próprio mandatário ao jornal La Derecha Diario. Segundo Milei, uma superstição o impede de viajar, já que assistiu a todas as partidas desta Copa do Mundo no mesmo local.
“Não viajarei aos Estados Unidos neste domingo, de jeito nenhum. Assistirei à partida em Olivos, assim como no primeiro dia”, explicou Milei.
O presidente detalhou que assistirá ao jogo no cinema da residência presidencial com sua irmã, assim como tem feito desde a estreia da Argentina nesta Copa do Mundo.
Além do local da partida, Milei afirmou que uma jaqueta também tem sido uma companheira nos jogos.
"Como estava frio e eu não ligo o aquecimento, estou usando uma jaqueta da companhia de petróleo", comentou. Ele acrescentou, porém, que "no dia em que jogamos contra a Suíça estava muito quente, mas quando tirei a jaqueta eles fizeram um gol, então a vesti de novo".
Com a decisão tomada, o argentino segue o padrão dos seus antecessores. Em 2014, quando a seleção perdeu para a Alemanha, Cristina Fernández não viajou ao Brasil para assistir à final. Alberto Fernández, seu sucessor, também esteve ausente da final do Catar, em 2022, contra a França.
Do outro lado, Pedro Sánchez, acompanhado da Família Real Espanhola, estará presente na final.
Levantamentos divulgados nesta quinta-feira (16) revelam que, nas redes sociais, o senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sofreu o maior desgaste com a decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar um tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros. E o engajamento negativo para o senador do PL não saiu apenas das tarifas, mas também da foto divulgada nesta quarta (15) em que ele aparece ao lado do “Sicário” de Daniel Vorcaro.
Segundo o site da revista Veja, desde que foram anunciadas as novas tarifas para os produtos brasileiros, mais de 21 milhões de menções e interações digitais foram feitas nas principais redes sociais. O tema do tarifaço imposto por Donald Trump ultrapassou o campo econômico e se transformou em uma disputa política sobre quem deveria ser responsabilizado pela crise.
Realizado pela Ativaweb DataLab para a revista Veja, o levantamento mostrou que o senador Flávio Bolsonaro concentrou o maior desgaste, impulsionado pela disseminação da expressão “TariFlávio”, utilizada nas redes sociais para atribuir à família Bolsonaro a responsabilidade pela aplicação de tarifas ao Brasil.
Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de acordo com o levantamento, levou vantagem em relação ao seu adversário ao ser associado à defesa da soberania nacional, do Pix e da reação brasileira às medidas adotadas pelo governo Trump.
A revista Veja destaca ainda que um outro ponto destacado pelo levantamento foi a transformação do Pix em um símbolo da soberania brasileira. A ferramenta de pagamentos passou a ser retratada nas redes como um patrimônio nacional e exemplo da capacidade brasileira de desenvolver infraestrutura pública própria.
Outro estudo, desta vez realizado pela empresa Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, mostrou que desde a última terça (14) o senador Flávio Bolsonaro vem sofrendo desgaste nas redes sociais, por conta da foto em que aparece ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, mais conhecido como “Sicário”. A imagem foi divulgada pelo site ICL Notícias no início da tarde de terça.
Segundo o levantamento da nexus, as publicações sobre a imagem de Flávio ao lado do chefe da milícia privada de Daniel Vorcaro registraram 1.247.615 interações nas três redes entre 9h da terça (15) e 9h da quarta (16). O volume total representa um engajamento 22% superior ao das publicações sobre as novas tarifas norte-americanas, que somaram 1.020.184 interações no mesmo período em redes como X, Facebook e Instagram.
O presidente dos Estados Unidos, principal país-sede da Copa do Mundo de 2026, Donald Trump, confirmou presença na final do torneio, marcada para o domingo (19), às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (16) pela Casa Branca.
O mandatário passará primeiro pela cidade de Nova York na sexta-feira (17) para participar de uma recepção da Federação Internacional de Futebol (Fifa) na Trump Tower, antes da partida.
"Na sexta-feira, o presidente viajará para Nova York para participar de uma recepção da Fifa na Trump Tower, seguida de sua presença, no domingo, na final da Copa do Mundo da Fifa entre Espanha e Argentina", disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt. "Sua presença coroará aquela que foi a Copa do Mundo mais assistida, mais segura e mais bem-sucedida da história americana", finalizou.
Esta edição do Mundial é a primeira a ocorrer em mais de um país, sendo sediada em conjunto com o México e o Canadá. Até o momento, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, não confirmou presença na final do Mundial.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, também não confirmou presença, mas já declarou anteriormente que não comparecerá a nenhuma partida do torneio. Em solidariedade à população mexicana, ela abriu mão de seus ingressos.
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, declarou que o tarifaço de 25% imposto nesta quarta-feira (15) aos produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos amplia um cenário que pressiona as exportações e amplia a insegurança para as empresas brasileiras. A taxação entra em vigor na próxima quarta, 22 de julho.
Para Ricardo Alban, o cenário de disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos tende a piorar, corroendo a competitividade da indústria brasileira.
“Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 estados reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro semestre. Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar. Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que Brasil e Estados Unidos construíram”, afirmou o presidente da CNI.
Segundo a entidade, as vendas de produtos brasileiros aos Estados Unidos caíram 13% no primeiro semestre deste ano, o equivalente a US$ 2,6 bilhões (R$ 13 bilhões). Para Alban, a nova sobretaxa agrava um cenário que já vinha pressionando as exportações brasileiras.
O governo dos Estados Unidos oficializou nesta quarta a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre uma série de produtos brasileiros. A medida foi anunciada após recomendação do USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) e faz parte de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana.
O órgão afirma que a apuração identificou práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais dos Estados Unidos, levando Trump a autorizar uma ação responsiva.
Apesar da nova rodada de sobretaxas, produtos como café e carne bovina não serão atingidos pela medida. Além disso, o documento do USTR prevê dezenas de exceções para produtos considerados essenciais à economia americana ou sem fornecedores alternativos suficientes, incluindo determinados produtos farmacêuticos, pescados, couros, ferro-gusa, mel orgânico, hidróxido de alumínio e componentes da indústria aeronáutica.
Com uma Copa do Mundo marcada por polêmicas, a relação entre Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos – principal país-sede da competição, chamou a atenção do Comitê Olímpico Internacional (COI) após uma denúncia da ONG de direitos humanos Fair Square à Comissão de Ética da entidade contra Infantino.
A ONG alega que o dirigente teria violado regras de neutralidade política previstas na Carta Olímpica. Ainda segundo a organização, o mandatário da Fifa, que é membro do COI desde 2020, teria demonstrado apoio político ao presidente dos Estados Unidos em diferentes ocasiões, contrariando o compromisso assumido de atuar de forma independente de interesses políticos e comerciais.
"A Fair Square apresentou hoje uma queixa contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino, ao Comitê Olímpico Internacional. A queixa alega que Infantino violou repetidamente as regras do COI sobre neutralidade política ao oferecer seu apoio político ao presidente dos EUA, Donald Trump", afirmou o comunicado.
Na denúncia, a Fair Square cita episódios de proximidade entre os dois líderes. Entre eles, é citada a participação de Infantino no chamado 'Conselho da Paz', evento promovido por Trump em fevereiro. Na ocasião, o presidente da Fifa apareceu usando um boné com as inscrições 'USA' e '45-47', uma referência aos dois mandatos presidenciais de Trump.
Por fim, a ONG pediu que o COI investigue uma suposta interferência política de Trump em decisões disciplinares da Fifa durante a Copa do Mundo de 2026, citando o caso envolvendo o jogador Folarin Balogun – que, segundo Trump, teve a suspensão por cartão vermelho revertida após o mandatário norte-americano interceder junto a Infantino. O presidente da Fifa alega que a decisão foi tomada de forma autônoma pela Comissão de Arbitragem, negando qualquer interferência externa.
Infantino foi eleito para o COI em janeiro de 2020 e, ao assumir o cargo, se comprometeu a respeitar a Carta Olímpica e seguir o Código de Ética da organização. A denúncia agora será analisada pela estrutura ética do comitê.
Um dos representantes da arbitragem brasileira na Copa do Mundo de 2026, Raphael Claus agradeceu as mensagens de apoio após as polêmicas do caso Balogun. Por meio das redes sociais, nesta terça-feira (14), o juiz enfatizou que atuar no torneio é a concretização de um sonho e ressaltou a honra em representar as instituições, agradecendo "pela confiança e apoio".
"Sou muito grato a Deus por me permitir viver, mais uma vez, esse sonho. Minha gratidão às instituições que tenho a honra de representar pela confiança e pelo apoio. À minha família, que é meu alicerce, minha força e meu porto seguro. Obrigado a todos que dedicaram um tempo para me enviar uma mensagem tanto nos momentos de alegria quanto nos desafios. Meu muito obrigado!", escreveu o árbitro.
ENTENDA O CASO
Durante a fase eliminatória do Mundial, Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina se enfrentaram nos 16 avos de final. Na partida, o atacante americano Balogun foi expulso pelo árbitro brasileiro depois de pisar no calcanhar do adversário Tarik Muharemovi?.
Com a suspensão automática prevista no regulamento, o jogador não deveria ter entrado em campo contra a Bélgica nas oitavas de final, mas a decisão foi revertida pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), o que gerou protestos e falas acaloradas de Trump a favor da revogação da punição.
“Ele é o nosso melhor jogador, ou um dos nossos melhores. É um atleta muito importante. Quando deram o cartão vermelho, eu nem sabia exatamente o que aquilo significava. Depois me explicaram que ele ficaria fora do próximo jogo. Pensei: 'Isso é muito grave.' Se acontecesse com qualquer jogador já seria injusto, mas quando tiram o seu principal jogador de uma partida decisiva, isso é ainda pior. Uma coisa é puni-lo durante aquele jogo. Outra é castigá-lo por uma partida que ainda nem aconteceu. Isso é muito injusto. Não se pode fazer isso”, afirmou Trump.
O que mais atiçou a torcida brasileira foi o presidente norte-americano afirmar que Claus seria um árbitro “um pouco suspeito”.
“Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado”, declarou.
Trump ainda chegou a afirmar que havia feito o pedido de revisão diretamente ao presidente da Fifa, Gianni Infantino.
“Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA”, disse.
Em comunicado, Infantino confirmou a conversa com Trump, mas tentou desvincular a decisão do comitê da influência do presidente americano. A Fifa também divulgou um posicionamento oficial em defesa do árbitro brasileiro. Em nota, a entidade reconheceu Claus como "um dos principais árbitros profissionais do mundo" e disse manter "total confiança" em seu trabalho.
A venda da Warner Bros. Discovery para a Paramount Skydance virou alvo de uma ação movida por 12 dos 50 estados norte-americanos. O processo foi protocolado em Oakland, na Califórnia, nesta segunda-feira (13). O argumento principal sustenta que a aquisição reduziria a concorrência, aumentaria preços e ampliaria o poder de um único grupo sobre o cinema e a televisão no país, criando quase que um monopólio. Esta ação representa uma nova frente contra um negócio que já foi aprovado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, mas que ainda aguarda outras avaliações regulatórias. Também questiona judicialmente as suspeitas de que a estreita ligação da família Ellison, controladora da Paramount, com o presidente Donald Trump teria influenciado o governo federal a não contestar a operação.
A transação chega a US$ 110 bilhões se somadas as dívidas assumidas. A coalizão pede uma liminar para congelar o negócio, o que pode gerar atrasos custosos, estimados em US$ 650 milhões por trimestre em pagamentos a acionistas.
A nova empresa controlaria cerca de 27% da distribuição de filmes nos EUA e 30% dos grandes lançamentos. O receio é de que a concentração eleve os preços das assinaturas e reduza a diversidade de conteúdo. Menos estúdios significam menos poder de negociação para atores, roteiristas e técnicos, além do risco de demissões em massa para reduzir custos, já que a Paramount prevê um corte de US$ 6 bilhões. Além disso, a união colocaria sob a mesma direção gigantes do jornalismo como CNN e CBS News, aumentando temores de interferência política.
Larry Ellison, cofundador da Oracle e pai de David Ellison (CEO da Paramount Skydance), é um aliado próximo de Donald Trump. Por isso, os estados questionam se essa relação influenciou a decisão do governo federal de não contestar a operação inicialmente.
Já a Paramount argumenta que a fusão é necessária para ganhar escala e competir com gigantes de tecnologia como Netflix e Amazon. A empresa afirma que a união irá reforçar o setor, com a intenção de lançar cerca de 30 filmes anuais após a fusão.
A polêmica envolvendo Folarin Balogun não terminou com a eliminação dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026. Dias após a derrota por 4 a 1 para a Bélgica, o atacante reconheceu que a decisão da Fifa de suspender sua punição às vésperas das oitavas de final afetou o ambiente da seleção norte-americana.
Em entrevista ao programa CBS Mornings concedida nesta semana, Balogun comentou pela primeira vez a repercussão do caso. O jogador admitiu que recebeu com alívio a notícia de que poderia enfrentar os belgas, mas percebeu rapidamente que a liberação viria acompanhada de pressão.
"Minha reação inicial foi de felicidade por voltar à equipe. Mas, quando comecei a pensar melhor, percebi que isso geraria muita controvérsia", afirmou.
Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina, na fase anterior. O cartão vermelho renderia suspensão automática para o jogo seguinte, mas a Fifa decidiu transformar a punição em uma sanção suspensa, permitindo que o atacante entrasse em campo contra a Bélgica.
A decisão ocorreu depois de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, confirmar que conversou com Gianni Infantino, presidente da Fifa, para tratar da expulsão. O episódio provocou críticas no futebol internacional e levantou questionamentos sobre uma possível interferência política em um processo disciplinar da entidade.
Para Balogun, a repercussão saiu dos bastidores e chegou ao grupo.
"Era possível perceber um certo nervosismo entre os jogadores, porque era uma situação muito incomum. Conforme o jogo se aproximava, tentei manter o foco, mas foi difícil. Havia muito barulho do lado de fora, e é complicado ignorar isso", disse.
Os Estados Unidos acabaram derrotados pela Bélgica por 4 a 1 e se despediram da Copa nas oitavas de final. Balogun foi titular na partida, mas não conseguiu evitar a eliminação da seleção anfitriã.
A liberação do atacante já havia provocado reação antes mesmo de a bola rolar. A federação belga contestou a elegibilidade do jogador, enquanto a Uefa criticou publicamente a decisão da Fifa e afirmou que a entidade havia cruzado uma “linha vermelha”.
O caso também foi comentado por Andrew Giuliani, diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca criada para acompanhar a Copa do Mundo. Ele admitiu que a controvérsia pode ter pesado no contexto da partida, embora tenha evitado apontar uma relação direta com o desempenho dos jogadores.
"Não sou psicólogo esportivo, então não posso dizer até que ponto isso afetou os jogadores. Mas continuo orgulhoso da maneira como esse grupo demonstrou caráter, mesmo nos momentos mais difíceis", afirmou.
A Fifa sustenta que o processo foi conduzido de forma independente.
A liberação de Folarin Balogun para defender os Estados Unidos nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 segue provocando desgaste nos bastidores da Fifa. Dias depois da eliminação norte-americana para a Bélgica, novos detalhes sobre o julgamento disciplinar ganharam repercussão nesta semana.
Segundo a rádio inglesa talkSPORT, a decisão que suspendeu a punição automática do atacante foi tomada apenas por Mohammad Al-Kamali, presidente da Comissão Disciplinar da Fifa. Embora o regulamento permita decisões individuais em alguns processos, casos de maior repercussão costumam ser analisados por um painel formado por três membros.
Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina, pela fase anterior. O cartão vermelho foi aplicado após revisão do VAR, depois de o atacante atingir Tarik Muharemovic com a sola da chuteira em uma disputa de bola.
Pela regra disciplinar, a expulsão resultaria em suspensão automática para o jogo seguinte. A Fifa, no entanto, transformou a punição em uma sanção suspensa, o que permitiu que Balogun enfrentasse a Bélgica nas oitavas de final. Os Estados Unidos acabaram eliminados com derrota por 4 a 1.
O caso ganhou dimensão política depois que Donald Trump confirmou ter procurado Gianni Infantino, presidente da Fifa, para pedir uma revisão da expulsão. A entidade sustenta que a análise foi conduzida de forma independente, mas a sequência dos acontecimentos aumentou a pressão sobre a transparência do processo.
A situação de Balogun também passou a ser comparada com a de outros jogadores expulsos no Mundial. Ainda segundo a talkSPORT, ele foi o único entre 14 atletas que receberam cartão vermelho na competição a não cumprir suspensão imediata.
O contraste mais citado envolve Jarell Quansah, da Inglaterra. Expulso contra o México, o zagueiro recebeu dois jogos de suspensão e desfalcou a seleção inglesa nas quartas de final contra a Noruega. Ele também ficará fora da semifinal diante da Argentina.
A Federação Inglesa não teve margem para reverter a punição da mesma forma, apesar de considerar que a análise do lance também se apoiou em imagens em câmera lenta e quadros congelados, elementos semelhantes aos usados na defesa apresentada pelos Estados Unidos no caso Balogun.
Antes da vitória da Inglaterra sobre a Noruega, o auxiliar técnico Anthony Barry lamentou a ausência de Quansah, mas evitou transformar o episódio em crítica direta à Fifa.
"É decepcionante, não pela decisão em si, mas porque perdemos um bom jogador. Ele vinha treinando muito bem e havia uma oportunidade para atuar. A decisão foi tomada e não vamos gastar mais energia com isso", afirmou.
A Fifa defende que o julgamento foi feito por um órgão disciplinar independente e dentro das regras previstas no seu código. Ainda assim, a falta de explicações públicas mais detalhadas e a diferença de tratamento em relação aos demais expulsos mantêm o caso no centro das discussões sobre arbitragem, disciplina e influência política na Copa.
A Uefa e a Federação Belga já haviam criticado a decisão, classificando a liberação como um precedente perigoso.
Capitão da Inglaterra, Harry Kane confirmou já ter jogado golfe com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (10), às vésperas de uma decisão contra a Noruega, o atacante afirmou que o encontro aconteceu em Palm Beach, na Flórida, há cerca de um ano e meio e descreveu a experiência como “surreal”.
"Foi uma experiência bastante surreal apenas conhecê-lo e, obviamente, jogar golfe com ele. Para ser sincero, ele joga muito bem. Espero conseguir jogar tão bem quanto ele quando tiver a idade dele. Foi uma experiência única e fiquei muito grato pelo convite", afirmou Kane aos jornalistas em Miami, onde ocorrerá a decisão pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026.
No início desta semana, Trump havia contado a jornalistas que disputou uma partida de golfe com o camisa 9. “Acho que Kane é um grande jogador. Joguei golfe com ele e gosto muito dele. É um bom golfista. É realmente excelente", declarou.
Um dia antes da revelação, a Inglaterra havia vencido o México por 3 a 2, pelas oitavas de final da competição. Logo após a partida, o presidente elogiou Kane na rede Truth Social: “Harry Kane, da Inglaterra, é um GRANDE jogador!!!", escreveu.
Inglaterra e Noruega entram em campo para disputar uma vaga na semifinal neste sábado (11), às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami (EUA). A partida tem transmissão exclusiva da CazéTV, pelo YouTube.
Manifestantes iranianos queimaram um boneco gigante de blocos de montar (estilo Lego) com a fisionomia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o funeral público do ex-líder supremo do país, Ali Khamenei. O ato ocorreu na quinta-feira (9) em Mashhad, cidade sagrada onde o corpo foi sepultado, encerrando quase uma semana de cerimônias fúnebres.
Confira o vídeo:
Toda a ação foi divulgada pela emissora estatal iraniana PressTV. Imagens mostram a figura erguida por um guindaste enquanto a multidão ateava fogo em sua base. O fogo se alastrou rapidamente pela estrutura, que acabou desmoronando.
Ali Khamenei morreu no dia 28 de fevereiro de 2026, vítima de bombardeios conjuntos realizados por forças dos Estados Unidos e de Israel no início do conflito na região. Para a realização das homenagens e do funeral público, o governo iraniano preservou o corpo do líder supremo e os de familiares que faleceram no mesmo ataque por cerca de quatro meses antes do sepultamento.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.