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Artigos

Nelson Cadena
A medicina e o marketing eleitoral pararam no tempo?
Foto: Acervo pessoal

A medicina e o marketing eleitoral pararam no tempo?

A tecnologia, ao contrário do que se propaga por aí, em nada — ou quase nada — contribuiu para melhorar o nosso cotidiano no sentido prático de oferecer respostas às nossas necessidades e ampliar o conhecimento. Ao contrário: em muitas áreas, estacionou. Em algumas profissões, mais do que em outras. A medicina ambulatorial e o marketing eleitoral para o parlamento, são exemplos dessa evidente estagnação.

Multimídia

ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”

ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”
Em sabatina realizada nesta segunda-feira (21) com os editores do portal Bahia Notícias (BN), dentro do projeto Vota BN no Projeto Prisma, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto comentou o fenômeno conhecido como “Lula-Neto”, que se refere ao voto dividido de eleitores entre a disputa pelo governo estadual e a Presidência da República. Durante a transmissão do podcast, o político foi enfático e respondeu que “ninguém é dono do voto de ninguém”.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

flavio bolsonaro

Pablo Marçal anuncia apoio a Flávio Bolsonaro e passa a colaborar com campanha
Foto: Vittor Sales / Campanha Flávio Bolsonaro

O empresário Pablo Marçal (PRTB) anunciou, nesta terça-feira (29), apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República e informou que passará a integrar a equipe de campanha do senador. O anúncio ocorreu durante um encontro em uma academia de jiu-jitsu, em São Paulo.

 

Segundo Flávio Bolsonaro, Marçal deverá colaborar na elaboração de propostas relacionadas ao empreendedorismo e à mobilidade social. O candidato afirmou que o empresário poderá contribuir para incentivar uma cultura de empreendedorismo e autonomia financeira entre as famílias.

 

“Pablo Marçal está vindo para nos ajudar nessa parte de empreendedorismo e de mobilidade social. É alguém que é um grande empreendedor, e está unindo forças nessa grande coalizão”, afirmou Flávio.

 

Marçal declarou que aceitou o convite para participar da campanha e manifestou apoio à candidatura de Flávio. Durante o anúncio, afirmou que seu objetivo é “aposentar Lula” e disse que outro candidato à Presidência deverá declarar apoio a Flávio ainda nesta semana.

 

“Eu cheguei a convite do Flávio e reafirmo a vocês que todos estão contra o PT agora, e é hora de salvar esse país”, declarou.

 

Apesar do apoio a Flávio, Marçal não disputa mais a Presidência da República. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferiu, em 11 de setembro, o registro da chapa formada por Marçal e Leonardo Avalanche, do PRTB. Segundo o tribunal, a candidatura foi negada por falta de comprovação de filiação de Marçal ao partido dentro do prazo legal.

 

Com o indeferimento da chapa, o PRTB passou a ter Leonardo Avalanche como candidato à Presidência. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.

Mendonça vota a favor do apagamento dos posts sobre polêmica de Nossa Senhora Aparecida
Foto: Rosinei Coutinho / STF

O ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou a favor da manutenção da proibição dos posts que traziam informações falsas sobre a retirada de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil em caso de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro. A votação acontece nessa quarta-feira (30) por meio do plenário virtual. Os ministros têm até 23h59 para inserir seus votos.

 

Em seu voto, Mendonça afirmou que a suspensão dos posts não caracteriza censura prévia. "As decisões não instituíram controle estatal antecedente sobre o que pode ou não ser publicado, nem submeteram manifestações futuras a prévia autorização judicial", declarou. 

 

O ministro alega que não houve suspensão de perfis, contas ou canais de usuários, que nenhum perfil foi impedido de continuar publicando conteúdos, críticas, opiniões, sátiras, manifestações religiosas ou manifestações políticas. 

 

"As determinações recaíram exclusivamente sobre publicações que reproduzissem o núcleo factual especificamente delimitado nas decisões, preservando-se integralmente a possibilidade de continuidade da atuação dos usuários nas plataformas", completa.

 

 

TSE irá julgar decisão que barrou postagens sobre Nossa Senhora
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasi

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, marcou para esta quarta-feira (30) o julgamento virtual da decisão da Corte que derrubou postagens nas redes sociais relacionadas à retirada de Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira do Brasil. 

 

A sessão virtual está prevista para começar às 10h.

 

Na semana passada, o ministro André Mendonça, do TSE, acolheu pedido do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) e mandou retirar uma postagem do humorista Antonio Tabet e de conteúdos semelhantes. Flávio Bolsonaro alegou que o texto foi inserido no contexto de mensagens falsas que atribuem a ele a apresentação de um projeto de lei para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, fato que ele nega.  As informações são da Agência Brasil.

 

ENTENDA O CASO

 

O caso envolvendo as postagens sobre Nossa Senhora começou no último final de semana. 

 

Na quinta-feira (24), o humorista Antonio Tabet publicou na rede social X: “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”

 

A pedido de Flávio Bolsonaro, André Mendonça ordenou a retirada da postagem e de conteúdos semelhantes, sob a justificativa de que a publicação teria disseminado notícia falsa a respeito do candidato. 

 

Apesar de não ter sido citado na postagem, o candidato alegou que o texto foi inserido no contexto de mensagens falsas que atribuem a ele a apresentação de um projeto de lei para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, fato que ele nega. 

 

No domingo (27), o ministro Flávio Dino atendeu ao recurso do humorista e derrubou a decisão do ministro André Mendonça, que havia determinado a retirada da postagem. Em seguida, o candidato recorreu ao ministro Luiz Fux, que derrubou a decisão de Dino. 

 

Mais cedo, o presidente do STF decidiu não pautar para a sessão desta quarta-feira (30) o julgamento sobre as duas decisões.

 

A decisão permitiu ao TSE marcar a sessão que será realizada nesta quarta-feira. 

Pesquisa Meio/Ideia: Lula tem 48,5% e Flávio Bolsonaro 48% em simulação de disputa em segundo turno
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) em um cenário de disputa segundo turno, mas com vantagem de apenas 0,5%, o que configura uma situação de empate técnico. Foi o que mostrou a mais nova pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (30). 

 

Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, a pesquisa mostra uma situação de total imprevisibilidade sobre quem pode se eleger presidente nestas eleições de 2026. Do total de eleitores, 2,1% disseram votar em branco ou nulo, enquanto 1,5% afirmaram não saber.

 

A pesquisa Meio/Ideia fez simulações de disputa em segundo turno entre Lula e os outros candidatos. Confira abaixo os resultados:

 

Lula (PT) 48,5% x 48% Flávio Bolsonaro (PL)

Lula (PT) 48% x 44% Augusto Cury (Avante)

Lula (PT) 48,5% x 44,6% Ronaldo Caiado (PSD)

Lula (PT) 48% x 41,3% Renan Santos (Missão)

Lula (PT) 48,5% x 44% Romeu Zema (Novo)

 

Para o cenário de primeiro, a pesquisa Meio/Ideia também apurou um resultado de empate técnico, com o presidente Lula liderando a disputa com apenas um ponto percentual de vantagem sobre Flávio Bolsonaro. Veja abaixo:

 

Lula (PT) - 39,4%
Flávio Bolsonaro (PL) - 38,4%
Augusto Cury (Avante) - 6,7%
Renan Santos (Missão) - 4,5%
Ronaldo Caiado (PSD) - 4,4%
Romeu Zema (Novo) - 3,5%
Samara Martins (UP) - 0,4%
Clariana Barão (DC) - 0,3%
Hertz Dias (PSTU) - 0,3%
Wilson Grassi (Democrata) - 0,1%
Leonardo Avalanche (PSTU) - 0,1%
Rui Costa Pimenta (PCO) - 0,1%
Edmilson Costa (PCB) - 0,1%
Ninguém/branco/nulo - 0,7%
Não sabe - 1,5%

 

Em relação à rejeição, os dois principais adversários seguem sendo também os que mais são repudiados pelos eleitores. O presidente Lula apareceu na pesquisa com a maior rejeição, marcando 47,1%, enquanto Flávio Bolsonaro registrou 46,1%.

 

A pesquisa Meio/Ideia entrevistou 2.000 eleitores, entre os dias 25 e 28 de setembro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Canal Meio e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08706/2026.
 

Candidato bolsonarista ultrapassa ex-prefeita petista e Aécio Neves e assume liderança para o Senado em Minas
Foto: Montagem com fotos Agência Senado e Câmara e reprodução de redes sociais

A mais recente pesquisa Quaest no estado de Minas Gerais, divulgada na noite desta terça-feira (29), mostra um cenário indefinido para as duas vagas ao Senado, mas com uma tendência de avanço dos candidatos ligados à direita nos últimos dias. O levantamento mostrou uma reviravolta recente, com o deputado federal Domingos Sávio (PL) assumindo a liderança na disputa, embora em situação de empate técnico com outros três candidatos.

 

Domingos Sávio, que vinha aparecendo em terceiro ou no quarto lugar em pesquisas anteriores, foi quem mais cresceu da semana passada para cá e alcançou 14%. O deputado, apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), ultrapassou a ex-prefeita Marília Campos, do PT, que vinha liderando as pesquisas para o Senado desde o início da campanha eleitoral e que está com 13%.

 

Sávio e Marília Campos são seguidos de perto pelo deputado federal Aécio Neves (PSDB) e pelo senador Carlos Viana (PSD), ambos com 12%. Considerada a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou menos, os quatro estão tecnicamente empatados.

 

Confira abaixo como está a disputa para o Senado em Minas Gerais:

 

Domingos Sávio (PL) - 14%
Marília Campos (PT) - 13%
Aécio Neves (PSDB) - 12%
Carlos Viana (PSD) - 12%
Marcelo Aro (PP) - 6%
Áurea Carolina (Psol) - 4%
Marco Antonio Superman (Novo) - 4%
Indecisos - 18%
Branco/nulo/não sabe - 17%
Os outros candidatos marcaram 0%

 

O levantamento da Quaest foi encomendado pela Globo e ouviu 1.506 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 25 e 28 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-02019/2026.
 

Flávio Bolsonaro volta a crescer na Polymarket e abre 17% de vantagem sobre Lula nas previsões de sua vitória
Foto: Reprodução Redes Sociais

Após uma ligeira queda nos últimos dias, o candidato Flávio Bolsonaro voltou a crescer na plataforma digital de previsões Polymarket e chegou a 58% das apostas em sua vitória nas eleições de 2026. Flávio abriu uma distância de 17 pontos percentuais para o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que estacionou em 41% de chances de vitória.

 

A Polymarket é uma plataforma internacional do mercado de previsões, em que apostadores negociam suposições com dinheiro real sobre a probabilidade de eventos futuros ocorrerem. As estimativas não seguem critérios metodológicos e o mercado preditivo é proibido no Brasil.

 

Após ter ultrapassado Lula em meados de setembro, o senador Flávio Bolsonaro teve um forte crescimento nas previsões e chegou a marcar 61% de expectativas de vitória. Quando atingiu este patamar, o candidato do PL abiu 22% de distância para Lula, que havia caído para apenas 39% de apostas em sua vitória. 

 

Apesar de ser o favorito no mercado de previsões internacional, apenas 25% das pessoas que já marcaram sua opinião preveem uma vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, que ocorre no próximo domingo. Para vencer no primeiro turno, 75% apostam que será Lula que sairá na frente no resultado das urnas. 

Para evitar uma nova "sessão do fim do mundo", Fachin não deve pautar no plenário caso sobre Nossa Senhora
Foto: Gustavo Moreno/STF

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) teriam sido informados pelo presidente Edson Fachin que ele não deve colocar na pauta da sessão plenária desta quarta-feira (30) o tema das postagens sobre o tema de Nossa Senhora Aparecida. A informação foi dada pela colunista Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo. 

 

De acordo com a jornalista, o presidente do STF teria dito aos ministros que pretende dialogar com magistrados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que o assunto seja decidido primeiro pela Corte Eleitoral. Com isso, estaria afastada, no momento, a possibilidade de uma nova sessão tensa e imprevisível no plenário do STF. 

 

Magistrados ouvidos por Monica Bergamo avaliavam que a reunião do plenário para discutir o caso sobre Nossa Senhora Aparecida seria uma nova “sessão-bomba”, capaz de recolocar o caso Master nos holofotes e reeditar as brigas públicas entre integrantes do tribunal.

 

Até a noite desta terça (29), não foi incluído na pauta do plenário o processo sobre a proibição de mensagens que associam o candidato Flávio Bolsonaro (PL) a uma tentativa de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Mas, em tese, o ministro Edson Fachin pode fazer isso até o momento da sessão. 

 

O presidente do STF ouviu de colegas, ainda, que há o risco de ministros do tribunal aproveitarem a discussão sobre Nossa Senhora para voltarem a tratar em público dos indícios de que integrantes do Supremo mantinham relação estreita com Daniel Vorcaro. Nesse cenário, a briga entre os ministros ganharia um novo capítulo, às vésperas das eleições.
 

Até a véspera das eleições, dezenas de pesquisas serão divulgadas pelos institutos; Saiba quantas sairão na Bahia
Foto: Reprodução Redes Sociais

Terminou ao final da noite desta segunda-feira (28) o prazo para que os institutos de pesquisa registrassem novos levantamentos a serem divulgados até o dia do primeiro turno das eleições, no próximo domingo (4). A data-fatal para a realização das pesquisas está inserida no calendário eleitoral determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

 

Dezenas de pesquisas devem sair em todo o país entre esta terça (29) e o próximo domingo (4). O Datafolha, por exemplo, programou pesquisas presenciais para serem divulgadas na quinta (1º) e no sábado (3). 

 

O Datafolha também vai divulgar, nos últimos dias de campanha, pesquisas para os governos estaduais e ao Senado em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Distrito Federal, em Minas Gerais e Pernambuco.

 

A Quaest também programou uma pesquisa nacional, para presidente, que será divulgada no sábado (3), um dia antes das eleições. O instituto também registrou pesquisas para todos os estados do país, que serão divulgadas no sábado. 

 

Já o último levantamento do Instituto Paraná Pesquisas sobre a corrida presidencial sairá mais cedo, na sexta (2). O Paraná Pesquisas também deve divulgar levantamentos sobre a disputa para governos e ao Senado em dez estados ao longo da semana, inclusive para a Bahia.

 

O sábado também será movimentado por pesquisas do instituto AtlasIntel em praticamente todos os estados do país. Na véspera do primeiro turno a AtlasIntel divulgará ainda seu último levantamento a respeito da corrida presidencial.

 

Em relação às pesquisas que analisam a disputa pelo governo e ao Senado na Bahia, desta quarta (30) até a véspera das eleições, serão nove os levantamentos a serem divulgados. Institutos como AtlasIntel, 100% Cidades, Veritá, Quaest, Paraná Pesquisas, entre outros apresentarão os seus números a respeito das intenções de voto da população baiana para governo, Senado e presidência da República.  
 

Gilmar Mendes nega recurso de ex-assessora de Flávio Bolsonaro e mantém quebra de sigilo na Alerj
Foto: Antônio Augusto / STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um recurso apresentado por Danielle da Nóbrega, ex-assessora do senador Flávio Bolsonaro (PL), e manteve a autorização para a quebra de seus sigilos bancário e fiscal no âmbito das investigações sobre o suposto esquema de "rachadinha" na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A decisão foi proferida nesta terça-feira (29).

 

Danielle é ex-esposa de Adriano da Nóbrega, ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope-RJ) e apontado como chefe de milícia, morto em operação policial na Bahia em fevereiro de 2020. A defesa da ex-servidora recorreu ao STF contra o entendimento da Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) que liberou o acesso a seus dados financeiros do período em que ela esteve lotada na Alerj.

 

Ao fundamentar a rejeição do recurso, o decano do STF apontou que a defesa não esgotou as vias recursais nas instâncias inferiores. Além disso, Gilmar Mendes ressaltou que a medida de quebra de sigilo encontra respaldo em elementos probatórios independentes dos relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), como dados funcionais e financeiros fornecidos pela própria Assembleia Legislativa e mensagens obtidas no âmbito da Operação Intocáveis.

 

Em sua decisão, o ministro ponderou que “houve a restrição adequada, necessária e proporcional do direito à privacidade, à intimidade e ao sigilo dos dados bancários e fiscais da reclamante, em período compatível com os fatos suspeitos ora investigados”.

 

Gilmar Mendes também afastou as teses da defesa de que a apuração se sustentaria em provas ilícitas ou configuraria uma "pescaria de provas" (investigação exploratória). Segundo o magistrado, o Relatório de Inteligência Financeira (RIF) utilizado no procedimento foi encaminhado de forma espontânea pelo Coaf, não fazendo parte dos documentos declarados nulos em julgamentos anteriores da Corte.

Flávio Bolsonaro busca apoio de Romeu Zema para fortalecer candidatura no primeiro turno
Foto: Cristiano Machado / Imprensa

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) busca o apoio de Romeu Zema (Novo) para fortalecer sua candidatura ainda no primeiro turno das eleições. Na segunda-feira (28), os dois conversaram por telefone sobre o cenário eleitoral e a possibilidade de o governador mineiro deixar a disputa para apoiar o parlamentar.

 

Segundo informações da CNN Brasil, o diálogo foi considerado “muito amistoso” e “frutífero”. Flávio agora aguarda uma posição de Zema sobre uma eventual desistência da candidatura. A articulação ocorre após Ricardo Salles (Novo) abandonar a disputa pelo Senado em São Paulo e declarar apoio a Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).

 

O movimento contou com a participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que passou a defender publicamente o apoio a Flávio ainda no primeiro turno. Não há, por outro lado, expectativa semelhante em relação a Ronaldo Caiado (PSD), que também disputa a Presidência e, segundo aliados de Flávio, não deve deixar a corrida eleitoral antes do primeiro turno.

Flávio Bolsonaro é citado em relatos sobre orgias, negócios, presentes e interlocução com ministro do STF
Foto: Ton Molina / Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, manteve, durante o período em que Jair Bolsonaro ocupou a Presidência, relações com pessoas interessadas em tratar de demandas junto a órgãos do governo federal e tribunais. Segundo apuração do PlatôBR, parte dessas relações é mencionada em mensagens, áudios, documentos e fotografias que foram reunidos por Alexandre Ferreira Dias Santini, ex-sócio e amigo de Flávio.

 

De acordo com o portal, os registros foram entregues por Santini a pessoas em Brasília durante um período de conflito com o senador. O material inclui relatos sobre festas com garotas de programa, presentes de alto valor recebidos de pessoas que atuavam como lobistas junto ao governo federal e uma tentativa de levar a um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) uma demanda relacionada a um cliente.

 

A apuração também aborda a relação entre Flávio e Santini, que foram sócios de uma franquia da Kopenhagen em um shopping da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A empresa, registrada como Bolsotini Chocolates e Café Ltda., foi relacionada às investigações sobre o esquema de “rachadinha” no gabinete de Flávio quando ele era deputado estadual no Rio.

 

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) investigou a utilização da loja no contexto das apurações sobre a suposta apropriação de parte dos salários de funcionários do gabinete. Posteriormente, as investigações foram arquivadas por decisão judicial. A loja foi fechada, mas a relação entre Flávio e Santini continuou até o rompimento entre os dois.

 

CONFLITO ENTRE EX-SÓCIOS

Segundo o PlatôBR, o rompimento ocorreu há pouco mais de três anos, quando Santini passou a cobrar de Flávio um pagamento que, segundo ele, seria devido. A partir disso, o ex-sócio passou a reunir e divulgar informações sobre o período em que manteve relação pessoal e empresarial com o senador.

 

Parte desse material já havia sido apresentada anteriormente. A apuração publicada pelo PlatôBR acrescenta outros documentos e relatos, entre eles referências a festas com garotas de programa, uma declaração atribuída a Flávio sobre a participação nesses encontros, presentes de alto valor pagos por pessoas que mantinham relações de lobby com o governo federal e uma tentativa de intermediação de interesses junto ao gabinete do ministro Kassio Nunes Marques, do STF.

 

Segundo a reportagem, esses registros foram utilizados por Santini durante o conflito com o ex-sócio e teriam sido apresentados a pessoas ligadas à política em Brasília.

 

RELATOS À MULHER DE FLÁVIO

A relação entre Flávio Bolsonaro e Alexandre Santini teria se deteriorado durante a campanha eleitoral de 2022, quando Jair Bolsonaro disputou a reeleição. Segundo o PlatôBR, a divergência entre os dois envolvia questões financeiras.

 

Durante o conflito, Santini procurou Fernanda Bolsonaro, mulher de Flávio, e relatou episódios envolvendo a vida pessoal do senador. De acordo com a reportagem, ele também apresentou a ela registros que indicariam a participação de Flávio em encontros privados com garotas de programa.

 

O próprio Santini teria organizado parte desses encontros. Ainda segundo o PlatôBR, os gastos teriam sido pagos com recursos que circulavam entre os dois durante o período em que mantiveram a sociedade na loja de chocolates.

 

A reportagem relaciona esses recursos às investigações sobre as chamadas “rachadinhas” no gabinete de Flávio quando ele era deputado estadual. As apurações do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) foram posteriormente arquivadas por decisão judicial.

Disputa cabeça a cabeça: Atlas/Bloomberg coloca Flávio com 47,7% e Lula com 47,6% em cenário de 2º turno
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

Com uma variação muito pequena em relação ao último levantamento, a nova pesquisa AtlasIntel, divulgada nesta terça-feira (29), mostra que a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) segue sendo totalmente imprevisível. Na simulação de segundo turno, a AtlasIntel/Bloomberg obteve um resultado de 47,7% para o candidato do PL contra 47,6% de Lula. 

 

Na pesquisa anterior, divulgada há alguns dias, Lula tinha 47,7% e Flávio Bolsonaro, 47,4%. Essa situação, de ambos praticamente empatados nas intenções de voto, vem se repetindo nos levantamentos da Atlas/Bloomberg desde o início de setembro. 

 

O levantamento da Atlas/Bloomberg  também testou o desempenho do  presidente Lula contra outros quatro potenciais candidatos no segundo turno. Em todas essas simulações, o candidato do PT aparece à frente com vantagem acima da margem de erro.

 

No confronto contra o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), o petista vence por 45,9% contra 43,4% do adversário, com 10,8% de brancos e nulos.

 

Já contra o também ex-governador Romeu Zema (Novo), Lula anota 47,4% ante 41,2% do político mineiro, além de 11,4% de indecisos e brancos.

 

Diante do escritor Augusto Cury (Avante), a vantagem de Lula é de 46,2% contra 36,1%. No início de setembro, a distância entre ambos era de apenas 2,7%, e agora aumentou para 10,1%.

 

Por fim, enfrentando Renan Santos (Missão), o presidente marca 46,4% contra 28,9% do oponente, cenário que registra o maior índice de brancos e nulos (24,7%).

 

A pesquisa Atlas/Bloomberg entrevistou 5.005 eleitores, entre os dias 23 e 28 de setembro, por meio de recrutamento digital. A margem de erro do levantamento é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Bloomberg e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04391/2026.

Em Belém, Lula diz que enquanto ele for presidente, "ninguém vai avacalhar com Nossa Senhora Aparecida"
Foto: Reprodução Youtube

Durante caminhada e ato de campanha na cidade de Belém, na noite desta segunda-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que “ninguém vai avacalhar com Nossa Senhora Aparecida”. Lula falou sobre o assunto e ergueu no palanque uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré, a padroeira do estado do Pará.

 

"Enquanto eu for presidente da República, ninguém vai avacalhar com Nossa Senhora Aparecida. Ninguém”, disse Lula no comício final.

 

O presidente Lula já havia abordado o assunto em entrevista à Band, no último domingo (27). Lula afirmou que mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável. “Eu não sei se foi fake news, o dado concreto é que isso está na rede social, muito forte”, disse.

 

As declarações ocorreram após postagens que passaram a circular nas redes sociais desde o final da semana passada, que procuravam envolver o candidato Flávio Bolsonaro (PL) em uma narrativa de que iria retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil para agradar aos evangélicos. A polêmica reavivou um projeto de 2007 (e que foi arquivado em 2008) sobre a retirada do título, misturada com uma declaração de Flávio, há um mês, de que um dos seus primeiros atos caso eleito será “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”.

 

O volume de postagens sobre o caso levou a controvérsia a ser a terceira maior na área política em 2026, com cerca de 1 milhão de publicações nas redes sociais. Segundo levantamento do instituto Democracia em Xeque, o episódio alcançou o terceiro maior volume de menções deste ano, atrás da guerra entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e da revelação das conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro em torno do dinheiro dado para o filme “Dark Horse”.

 

No comício desta segunda, o presidente Lula também voltou a criticar a igreja da Lagoinha, envolvida em suspeitas relacionadas ao escândalo do Banco Master. “A única igreja mentirosa é aquela da Lagoinha, daquele pastor chamado Valadão, que era sócio do Vorcaro. Mas bem, vocês estão acompanhando”, disse.
 

Ronaldo Caiado prega pacificação do país e pede que eleitores votem com bom senso e sem ódio
Foto: Reprodução Youtube

Que os eleitores compareçam às urnas no próximo domingo (4) e façam sua escolha com bom senso, equilíbrio e sem sentimento de revanche ou ódio. Essa defesa foi feita nesta segunda-feira (28) pelo candidato a presidente Ronaldo Caiado (PSD), durante entrevista após evento de campanha em Goiânia (GO). 

 

Caiado disse à imprensa esperar que a reta final da campanha, nesta semana, seja “um momento de reflexão” entre os eleitores. O candidato também pediu que a população não embarquem em um “jogo de revanche” entre os dois principais adversários, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). 

 

“Eu espero bom senso. Eu espero equilíbrio. Eu espero que seja um momento de reflexão. Eu espero que as pessoas reflitam que isso aqui não é um jogo de futebol, não é um jogo de revanche, isso aqui não é um momento de ódio. É um momento onde as pessoas estarão escolhendo o seu próximo presidente nos próximos quatro anos. É isso que eu enxergo”, afirmou Caiado. 

 

O ex-governador de Goiás salientou números favoráveis sobre sua gestão no estado, e pediu aos eleitores que reflitam sobre quem está mais preparado para os desafios de comandar o país nos próximos quatro anos.

 

“Eu acredito que as pessoas realmente precisam refletir sobre isso. É escolher quem vai governar o país nos próximos quatro anos”, disse.

 

Ronaldo Caiado também defendeu, na entrevista, a necessidade de um movimento político pela pacificação do país. O candidato do PSD disse que é preciso “resgatar a democracia” e não governar com ódio.

 

“É com paz, é construindo a paz que se governa, aí sim você resgata a democracia. Do contrário, se você achar que se governa com ódio, você coloca a democracia em risco, dando espaço a atitudes que realmente venham colocá-la numa situação em cheque”, explicou o candidato.
 

'Tentativa de homicídio', diz Flávio sobre ovos atirados contra carreata
Foto: Charles Vieira / Campanha de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro (PL) classificou como "tentativa de homicídio" o fato de objetos terem sido arremessados ontem contra uma carreta de sua campanha em Goiânia.

 

Segundo reportagem do Metrópoles, os objetos arremessados foram ovos, e ninguém foi atingido.

 

Moradores arremessaram ovos da varanda de um prédio na Rua 15, no Jardim Goiás, contra o grupo que acompanhava o candidato. "Se alguém souber qual o apartamento desse meliante, passa para polícia. Ele tá colocando a vida de pessoas em risco aqui, se isso pega na cabeça de alguém, isso mata, isso é tentativa de homicídio", disse Flávio.

 

Pedido de boletim de ocorrência. "Vamos registrar ocorrência quem se machucou com esse artefato", pediu o presidenciável do PL

 

A concentração para a carreata começou às 14h30, perto do Estádio Serra Dourada. O candidato ao governo de Goiás pelo PL, Wilder Morais, acompanhou Flávio no evento, encerrado nos arredores do Parque Flamboyant.

Dino solicita sessão plenária para julgar publicações sobre Nossa Senhora Aparecida
Foto: Flávio Dino/ Rosinei Coutinho

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou uma sessão do plenário para que seus colegas decidam se confirmam ou não sua decisão que permitiu publicações sobre a lei que designou Nossa Senhora Aparecida como "padroeira do Brasil".

 

A solicitação acontece após a disseminação da notícia falsa de que Flávio Bolsonaro (PL), se eleito presidente, removeria da santa o título de padroeira do Brasil. Ainda na sexta-feira (25), o ministro André Mendonça ordenou a remoção de publicações sobre o assunto, mas a decisão foi revertida por Dino no domingo (28).

 

Na decisão, Mendonça determinou que as plataformas sociais "atuem de forma preventiva contra a propagação dos conteúdos" relacionados ao assunto, que ele classificou como "evidentemente falso". Ele também afirmou que os provedores devem remover imediatamente as postagens que reproduzam essa informação enganosa, mesmo sem uma nova ordem judicial específica.

 

Por sua vez, Dino atendeu ao pedido do humorista Antonio Tabet, cuja publicação foi excluída. O post dizia que "a família miliciana tem tanto ódio de mulheres negras que decidiu atacar Nossa Senhora Aparecida", sem fazer menção direta ao nome de Flávio.

Pesquisa Quaest: com 42%, Lula e Flávio Bolsonaro voltam a empatar numericamente no segundo turno
Fotos: Ricardo Struckert / Lula Oficial e Charles Vieira / Flávio Bolsonaro

A nova pesquisa Quaest sobre a eleição presidencial, contratada pelo GLOBO e a TV Globo, reforça o cenário acirrado na simulação de segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Ambos têm 42%.

 

Em relação ao levantamento da semana passada, trata-se de oscilação favorável ao petista, já que pontuava 41% e o adversário marcava os mesmos 42% de agora. No entanto, como a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, a variação se dá dentro dela.

 

Além dos 42% de cada lado, 13% afirmam que vão votar em branco ou nulo, e 3% ainda estão indecisos. No primeiro turno, Lula lidera com 39%, e Flávio registra 34%. Os demais postulantes aparecem em patamar muito inferior e não passam de 4%.

 

Simulações de segundo turno antes do primeiro apontam como seria no momento o embate direto entre os candidatos. Analistas, contudo, ponderam que a eleição muda depois da primeira rodada, já que novos fatores entram em campo. Um deles é o apoio dos demais presidenciáveis a um ou outro candidato. Também há distribuição pela metade do tempo de propaganda eleitoral na TV e no rádio.

 

A pesquisa divulgada nesta segunda-feira é a primeira depois que Lula decidiu, via medida provisória, proibir o funcionamento das bets no país. Como a Quaest foi a campo entre quinta-feira e domingo, e a proibição foi anunciada na sexta, as entrevistas se deram parte antes e parte depois da iniciativa.

 

OUTROS CENÁRIOS

Embora seja improvável um embate no segundo turno entre outros candidatos, o instituto testou Lula contra os demais presidenciáveis. Ronaldo Caiado (PSD) teria uma derrota por 43% a 40%; Renan Santos (Missão) também perderia, mas por 42% a 39%. Diante de Augusto Cury (Avante), a vantagem petista é maior, 42% a 33%. E Romeu Zema (Novo) tem o pior desempenho, com 46% a 30% para o presidente.

 

A Quaest ouviu 2004 eleitores entre os dias 24 e 27 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Na Justiça Eleitoral, a pesquisa está registrada com o protocolo BR-06520/2026.

Semana tem reta final de campanhas, últimas pesquisas, debate na Globo e confusão no STF sobre Nossa Senhora
Foto: Fellipe Sampaio/STF

A última semana antes do primeiro turno das eleições, no próximo domingo (4), será voltada principalmente para os atos finais de campanha dos candidatos, e também para a divulgação das últimas pesquisas antes da votação. A semana também tem como destaque o debate que será realizado na próxima quinta-feira (1º) pela TV Globo.

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não confirmou sua participação no debate. Já Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado e Augusto Cury (Avante) disseram que estão presentes na emissora, na noite de quinta.

 

A semana também começa com nova polêmica no Judiciário, após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), cancelar uma decisão dada pelo vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça. Dino desautorizou Mendonça e permitiu que fossem feitas publicações a respeito da polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida, e o presidente do TSE, Kassio Nunes, prepara uma reação para impedir o que considera uma interferência no processo eleitoral. 

 

Confira abaixo a agenda da semana em Brasília.

 

PODER EXECUTIVO

 

O presidente Lula inicia a semana de compromissos de campanha em Belém, capital do Pará. A jornada do presidente na capital paraense começa no fim da tarde com uma visita ao complexo hospitalar da Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará, ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

 

No início da noite, o presidente Lula comanda um ato político com apoiadores e lideranças locais na Praça da República, na capital paraense. 

 

Na terça (29), Lula seguirá para atos de campanha em Fortaleza, onde deve se unir ao governador cearense Elmano de Freitas (PT). À tarde, o presidente Lula seguirá para Salvador, onde participará de eventos de campanha ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT). 

 

A agenda de Lula ainda prevê eventos de campanha em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, ambos na próxima sexta (2). Apesar de ainda não ter decidido se comparece ao debate que será promovido pela Rede Globo na próxima quinta (1º), o presidente Lula não programou eventos para esse dia, e a expectativa é que ele passe o dia se preparando para o evento que já confirmou as presenças de Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). 

 

Na agenda do governo, o destaque é a reunião que será realizada nesta terça (29), com representantes de clubes de futebol, para discutir os impactos da proibição das bets no país. O encontro foi confirmado pelo Ministério do Esporte e ocorre após a reação negativa dos clubes à medida provisória que determinou o fim das plataformas de apostas de quota fixa.

 

A reunião está sendo articulada pelo ministro do Esporte, Paulo Henrique Perna Cordeiro. Segundo a pasta, a intenção é ouvir as demandas dos clubes e avaliar de que forma o governo pode contribuir para evitar possíveis prejuízos provocados pelo fim dos contratos com empresas de apostas.

 

No calendário da economia, um dos destaques é a apresentação, nesta terça (29), da Pnad Contínua que mostra a situação do emprego no país. O IBGE vai apresentar os números da ocupação no Brasil no trimestre encerrado em agosto.

 

Para a próxima sexta (2), o anúncio do IBGE será sobre a situação da indústria brasileira. A Pesquisa Industrial Mensal vai apresentar os números do setor no mês de agosto deste ano. 

 

PODER LEGISLATIVO

 

A última semana antes do primeiro turno das eleições tem mais uma vez o Congresso Nacional completamente paralisado. Não há previsão de qualquer discussão em comissões ou plenário nos próximos dias, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal. 

 

Até mesmo para a semana que vem ainda não há previsão de sessões. Nos sistemas da Câmara e do Senado, não constam sessões agendadas em plenários e comissões, e eventuais votações serão decididas somente após a realização do primeiro turno das eleições, no próximo domingo (4).

 

PODER JUDICIÁRIO

 

A semana começa no Judiciário com a possibilidade de desdobramentos da decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que liberou publicações nas redes sociais sobre a polêmica de Nossa Senhora Aparecida. A decisão de Dino desautorizou ordem dada pelo vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro André Mendonça, de proibir postagens que associassem o candidato Flávio Bolsonaro a uma eventual tentativa de tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

 

Nesta segunda (28), o presidente do STF, Edson Fachin, deve se reunir com o presidente do TSE, Kassio Nunes, para discutir eventuais interferências nas decisões que impactam as eleições. Kassio Nunes também vai cobrar de Fachin medidas institucionais contra a manipulação do sistema de escolha de relatores na corte.

 

Em relação aos julgamentos, a semana começa no STF com o plenário virtual debatendo e julgando processo que envolve o pagamento de precatórios a usinas sucroalcooleiras. O Plenário vai discutir se o tema é aplicável a todos os casos em que a União foi condenada a indenizar usinas sucroalcooleiras com base em estudo genérico, e não individualizado. 

 

A jurisprudência do STF estabelece ser imprescindível a comprovação do dano por meio de perícia técnica. Apesar disso, o ministro Gilmar Mendes apontou que a Corte tem adotado decisões conflitantes em casos concretos: ora reconhece a jurisprudência, ora rejeita sua aplicação em razão da existência de coisa julgada.

 

Ao pedir a votação no plenário virtual, o ministro Gilmar Mendes ressaltou o impacto econômico do processo. De acordo com o Anexo de Riscos Fiscais da Lei de Diretrizes Orçamentárias, a União classifica os valores devidos ao setor sucroalcooleiro como risco provável de derrota, no valor de R$ 103,4 bilhões. 

 

O montante corresponde a um quinto de todas as demandas judiciais classificadas como de risco provável. Segundo o relator, a demora na resolução da questão poderá impactar ainda mais no valor da dívida, especialmente em razão de correção monetária e da incidência de juros dos débitos da Fazenda Pública.

 

Para a última semana de setembro no plenário físico do STF, o presidente Edson Fachin programou o julgamento de temas como a doação de sangue por testemunhas de Jeová. O STF terá sessões na quarta (30) e na quinta (1º). 

 

Para a sessão de quarta, o destaque é o julgamento da ADPF 618, com pedido de medida cautelar, no qual visa assegurar às Testemunhas de Jeová maiores de idade e capazes o direito de não se submeterem a transfusões de sangue por motivo de convicção pessoal.

 

Ao justificar o ajuizamento da APDF, a então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que diversos atos normativos geram insegurança jurídica ao estabelecerem como dever do médico a realização da transfusão mesmo que haja recusa do paciente ou de seus responsáveis. Essas normas, segundo a ex-procuradora-geral, partem das premissas de que a medicina deve cuidar da saúde do homem sem preocupação de ordem religiosa e de que a recusa pode ser encarada como suicídio.

 

A ação afirma que Testemunhas de Jeová são reconhecidas, entre outras características marcantes, pela recusa em aceitar transfusões de sangue. Aceitar esse tipo de tratamento, segundo a religião, torna o seguidor impuro e indigno do reino de Deus. 

 

A recusa, segundo Raquel Dodge, não significa desejo de morte ou desprezo pela saúde e pela vida, pois as pessoas que integram essa comunidade religiosa aceitam se submeter a métodos alternativos à transfusão de sangue. Mas, na sua impossibilidade, preferem se resignar à possibilidade de morte a violar suas convicções religiosas.

 

A ADPF pede que seja concedida medida cautelar para afastar qualquer entendimento que obrigue médicos a realizarem transfusão quando houver expressa recusa dos pacientes maiores de idade e capazes, mantendo-se a obrigatoriedade apenas quando o paciente for menor, nos casos em que o tratamento for indispensável para salvar a vida da criança, independentemente de oposição dos responsáveis. 
 

Flávio acusa PT e CNBB de disseminarem “fake news” sobre Nossa Senhora e entidade responde: “Mentira não se combate com outra mentira”
Foto: Reprodução / X / Metrópoles

O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), acusou o Partido dos Trabalhadores e “gente de dentro da CNBB [Conferência Nacional dos Bispos do Brasil]” de disseminar informações falsas sobre Nossa Senhora Aparecida. A declaração foi dada pelo filho de Jair Bolsonaro durante ato de campanha em Aracaju, em Sergipe, neste domingo (27). 

 

 

A informação a que Flávio se refere é a de que Bolsonaro e políticos da direita teriam intenção de tirar o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. Os rumores circularam nas redes sociais no final da última semana e foram negados por Flávio ainda na sexta-feira (28). 

 

"A maior fake news dessa campanha foi essa sobre Nossa Senhora Aparecida, algo que nunca, não existia esse movimento pra tirar ela de ser padroeira do Brasil, jamais existia, não tem projeto, não tem nada. O PT já estava há alguns dias tentando levantar essa fake news, conseguiu com ajuda de gente dentro da CNBB, infelizmente, essa é a realidade", afirmou.

 

Ainda segundo o herdeiro de Jair, que é abertamente evangélico, “o que aconteceu ali foi, quase que automaticamente, uma disseminação dessa fake news”. “A verdade está do nosso lado. E o que o Flávio Dino fez hoje é o seguinte, ele autorizou, liberou a liga da mentira do PT para atuar livremente, mas, para o desespero deles, já identificamos toda a rede e vamos pedir que as pessoas sejam responsabilizadas”, completa o candidato do PL. 

 

Em resposta à fala do presidenciável, a CNBB emitiu uma nota afirmando que a acusação é injusta e que não teve qualquer envolvimento com o caso. "A CNBB não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral. [...] Mentira não se combate com outra mentira", afirmou a entidade.

 

BTG/Nexus: Lula se recupera e abre vantagem de dois pontos sobre Flávio, chegando a 46% x 44% no 2º turno
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil, Agência Senado e redes sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu um ponto e o senador Flávio Bolsonaro (PL) caiu um ponto em relação à semana passada na simulação de disputa em segundo turno, e o cenário agora é de vitória do líder petista por 46% a 44%. Foi o que revelou a mais nova rodada da pesquisa presidencial BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (28). 

 

Apesar da vantagem, a disputa em segundo turno ainda está dentro do cenário de empate técnico, dentro da margem de erro. A mesma situação se dá em uma simulação de Lula contra Ronaldo Caiado (PSD), que ficou em 46% a 42% para o petista. Já contra o escritor Augusto Cury (Avante), Lula marca 46% contra 41%. 

 

Lula também lidera nas duas outras simulações de segundo turno. Contra Romeu Zema, Lula marca 48% x 39%, e em uma eventual disputa contra Renan Santos (Missão), a vitória é de 48% x 37%.

 

Já no cenário de disputa em primeiro turno, o presidente Lula ampliou sua vantagem sobre Flávio Bolsonaro em relação à pesquisa BTG/Nexus da semana passada. Lula subiu dois pontos percentuais, alcançando 42%, enquanto o senador do PL se manteve em 37%.

 

Confira abaixo o cenário de primeiro turno:

 

Lula (PT) - 42%
Flávio Bolsonaro (PL) - 37%
Augusto Cury (Avante) - 5%
Ronaldo Caiado (PSD) - 5%
Renan Santos (Missão) - 4%
Romeu Zema (Novo) - 1%
Samara Martins (UP) - 1%
Rui Costa Pimenta (PCO) - 0%
Hertz Dias (PSTU) - 0%
Edmilson Costa (PCB) - 0%
Wilson Grassi (Democrata) - 0%
Clariana Barão (DC) - 0%
Leonardo Avalanche (PRTB) - 0%
Nenhum/branco/nulo - 3%
Não sabe/não respondeu - 2%

 

A pesquisa mostra ainda que o senador Flávio Bolsonaro se mantém na liderança no potencial de rejeição verificado atualmente entre os candidatos à Presidência da República. O senador do PL é rejeitado por 51% dos eleitores e o presidente Lula, por 48%. 

 

Entre os entrevistados, 30% afirmam que Flávio é o único em quem votariam e 17% dizem que poderiam votar nele, mas também em outro nome. No caso de Lula, 37% ressaltam que ele é o único em quem votariam, enquanto 13% dizem que poderiam votar nele, mas também em outro.

 

O levantamento foi encomendado pelo BTG Pactual e realizado pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, da FSB Holding. Foram ouvidos dois mil eleitores, por telefone, entre os dias 25 de setembro e 27 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa BTG/Nexus está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07557/2026.
 

VÍDEO: Confusão entre apoiadores de Renan Santos e influenciador bolsonarista termina com prisão em Salvador
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Uma confusão durante um ato político do candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, terminou com a prisão de um apoiador do presidenciável neste domingo (27), em Salvador. O episódio ocorreu em frente à Reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA), no bairro do Canela.

 

Durante a manifestação, um influenciador bolsonarista foi ao local para realizar uma gravação. A situação evoluiu para um confronto físico, registrado em imagens que circulam nas redes sociais.

 

Segundo informações preliminares, o influenciador teria sido agredido por um apoiador de Renan Santos com socos e pontapés. O suspeito foi preso pela Polícia Militar da Bahia (PM-BA).

 

O caso está sendo apurado, e as circunstâncias que antecederam a confusão ainda não foram esclarecidas.

 

Confira imagens do conflito:

Flávio Bolsonaro diz que vai ao debate da Globo e espera enfrentar Lula
Foto: Charles Vieira / Campanha Flávio Bolsonaro

O candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) confirmou que participará do debate na Globo, que acontece na próxima quinta-feira (1°). A declaração foi dada após uma carreata neste domingo (27), em Goiânia.

 

Flávio afirmou que pretende ir ao debate para "desmascarar" o atual presidente e também candidato, Lula (PT).


"Eu não tenho adversário aqui em Goiás. Meu único adversário nessa campanha é o Lula. É com ele que eu quero debater na Globo. Eu vou pra esse debate só pra desmascarar esse mentiroso, esse assassino da esperança do Brasil", declarou.


Flávio citou pontos que pretende questionar o atual presidente, como a crise no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele também mencionou o plano de dar anistia aos envolvidos nos atos golpistas do 8 de janeiro.

Debate sobre Nossa Senhora Aparecida teve terceira maior repercussão nas redes em 2026, mostra levantamento
Fotos: Reprodução/redes sociais e Charles Vieira/Campanha PL

A controvérsia envolvendo um projeto antigo, de 2007, para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, e a tentativa de vincular o tema ao candidato Flávio Bolsonaro (PL), alcançou 977,6 mil publicações e 8,5 milhões de interações nas redes sociais entre os dias 24 e 26 de setembro de 2026. Foi o que mostrou um levantamento realizado pelo Instituto Democracia em Xeque, divulgado na noite deste sábado (26). 

 

De acordo com o relatório, foram registradas 669,9 mil menções nas primeiras 24 horas desde o surgimento das primeiras postagens sobre o tema. Em aproximadamente 55 horas, o volume chegou a 977,6 mil publicações, com pico de 38,3 mil menções em uma única hora. 

 

O instituto Democracia em Xeque afirma que o episódio alcançou o terceiro maior volume de menções entre os principais eventos políticos monitorados em 2026. 

 

A controvérsia sobre a padroeira só não teve mais repercussão nas primeiras 24 horas desde que ganhou as redes, de acordo com o IDX, do que as publicações sobre o embate entre os ministro André Mendonça e Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal (STF), em 1º. de setembro, e sobre os áudios trocados por Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro tratando do financiamento do filme “Dark Horse”, em 13 de maio.

 

O debate teve início após uma apuração da GloboNews sobre a reação de setores da Igreja Católica a uma articulação envolvendo grupos evangélicos. A discussão ganhou associação com o senador Flávio Bolsonaro após uma declaração na qual afirmou que, se eleito presidente, declararia o Brasil como pertencente a Jesus Cristo.

 

O levantamento identifica duas principais ondas de repercussão. A primeira foi impulsionada pela discussão sobre o projeto apresentado em 2007 pelo então deputado Victório Galli, aliado da família Bolsonaro. O projeto foi arquivado em 2008 após ser rejeitado pela Comissão de Educação da Câmara. 

 

Essa primeira onda cresceu com reações de católicos, por uma informação dada pela jornalista Maria Cristina Tavares na Globonews, pela negativa do senador Flávio Bolsonaro e posteriormente, pela correção feita pela própria GloboNews. 

 

A segunda onda relativa ao tema ganhou força depois de uma decisão do ministro André Mendonça, do STF, determinando, em apenas 65 minutos após queixa apresentada pela campanha de Flávio, a remoção de mais de mil publicações. A partir daí, parte significativa do debate passou a tratar de censura, retirada de conteúdo e liberdade de expressão.

 

Perfis mais ligados à esquerda ou ao candidato Lula concentrou maior volume de publicações. Entre 345 posts de perfis políticos analisados pelo Instituto DX, 66% das publicações e 70% das interações foram atribuídas à esquerda. 

 

Perfis classificados pelo instituto como extrema-direita responderam por 33% das publicações e 30% das interações. A imprensa representou 1% das publicações monitoradas.

 

O principal eixo de mobilização identificado foi o cluster denominado “TIRAR O TÍTULO DE APARECIDA”, que concentrou 53% das publicações e 47% das interações. Segundo o relatório, 80% da produção desse grupo teve origem em perfis classificados como de esquerda.

 

Outro tema de destaque nas redes foi “MOBILIZAÇÃO EVANGÉLICA E O PL DE 2007”. O assunto representou 17% das publicações, mas alcançou 33% das interações. A discussão recuperou o Projeto de Lei 2.623/2007, do deputado Victório Galli, e sua posterior associação ao governo Jair Bolsonaro.

 

Já o cluster “FLÁVIO NEGA E ATACA A GLOBO” concentrou 20% das publicações, das quais 96% foram produzidas por perfis classificados pelo instituto como de extrema-direita. Nesse segmento, a correção feita pela GloboNews tanto na quinta (24) quanto na sexta (25) passou a ser utilizada como argumento para contestar a denúncia original.

 

A memória de episódios envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida em 2022 teve participação menor na mobilização. O tema correspondeu a 11% das publicações e apenas 4% das interações.
 

Revista inglesa compara Bolsonaros à série "Sucession" e fala dos escândalos do clã e da cobiça pelo poder
Foto: Reprodução Redes Sociais

“Escândalo e sucessão”. Em uma comparação com a famosa série "Sucession", o semanário inglês Financial Times colocou em sua capa, na edição deste fim de semana, uma reportagem sobre a tumultuada sucessão no clã Bolsonaro. A capa da revista traz ainda, junto ao título, uma imagem, em desenho, reproduzindo a família Bolsonaro, com Flávio ao meio, Jair Bolsonaro e Michelle ao lado e os irmãos Carlos e Eduardo um pouco atrás. 

 

A imagem da capa do Financial Times é uma referência direta à série de streaming “Sucession”, que mostra uma disputa entre os filhos de um empresário dono de um conglomerado de comunicação e entretenimento. A reportagem dentro da revista, que saiu neste sábado (26), aborda as eleições brasileiras e a sucessão política do ex-presidente Jair Bolsonaro, além do crescimento do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas.  

 

A matéria, que tem o título “Escândalo e sucessão na família Bolsonaro”, diz que os membros do clã oscilam entre o “conservadorismo e o caos. O Financial Times também chama a família Bolsonaro de “clã radical e disfuncional”. 

 

“Casa de Bolsonaro será consolidada como uma dinastia política, em vez de uma anomalia isolada”, afirma o semanário inglês. 

 

A reportagem classifica o patriarca do clã, Jair Bolsonaro, como “porta-estandarte de um movimento populista conservador com tons religiosos que leva o seu nome: o bolsonarismo”. 

 

Além de descrever a trajetória do ex-presidente, a reportagem do Financial Times cota o candidato Flávio Bolsonaro como um “político profissional” desde os 21 anos, mesmo sem nunca ter ocupado um cargo executivo. 

 

“Eles praticam um estilo paranoico de política. Assim como a família Trump, personificam o espírito político dos anos 2020: o superficial e o sinistro, a fusão de celebridade, redes sociais e a busca pelo poder”, descreve a publicação. 

 

O Financial Times também fala sobre prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, e depois traça um perfil do seu filho candidato, Flávio Bolsonaro, assim como questiona: “Será que a primeira família do radicalismo de direita no Brasil está à beira de um retorno?” 

 

Em outro momento, a reportagem detalha um episódio do mês de junho, pouco antes de um jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo. Em um vídeo no Instagram, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acusou o enteado Flávio de humilhá-la em uma disputa interna do partido, e chamou a atitude dele de “uma facada nas costas”.

 

Para o FT, os detalhes da briga, sobre alianças e candidaturas regionais, importavam pouco. O que chamou atenção da publicação ingesa foi a hostilidade aberta, que expôs uma fissura no centro da principal família da direita brasileira justamente quando ela planejava voltar ao poder.

 

Segundo um assessor da campanha ouvido pelo jornal, naquele momento a equipe de Flávio chegou a achar que estava tudo acabado.

 

Madrasta e enteado só fizeram as pazes publicamente em meados de agosto, depois de semanas de mediação de aliados. O jornal registra que a reconciliação, com orações e abraços, não convenceu todo mundo.

 

O pastor Silas Malafaia, aliado próximo da família e que celebrou o casamento de Jair e Michelle, disse ao FT que a disputa é sobre herança política. “A briga é sobre quem vai carregar o nome”, afirmou o pastor.

 

Já Flávio Bolsonaro é apresentado como o "moderado autodeclarado" da família, alguém que se definiu como um "Bolsonaro vacinado". Pessoas próximas o descrevem ao jornal como o filho "mais normal", tranquilo e que não guarda rancor.

 

Em entrevista ao FT no início do ano, ele admitiu não chegar aos pés do pai: "Como comparar o filho do Pelé com o próprio Pelé?".

 

O jornal conta que, na convenção do PL em julho, Jair apareceu no telão na forma de um avatar criado por inteligência artificial para apresentar Flávio como seu sucessor, e que o filho enxugou uma lágrima no palco.

 

O semanário fala também de Carlos Bolsonaro, é descrito como o estrategista das redes sociais creditado pela vitória de 2018, chamado pelo próprio pai e pelo irmão de "pit bull da família". Já Eduardo, 42, é o que mais se parece com Jair no estilo, segundo o FT.

 

Morando no Texas desde 2025, ele teve o mandato de deputado cassado e foi condenado à revelia em junho por pressionar autoridades americanas a interferir no julgamento do pai.

 

O FT dedica ainda boa parte da reportagem à ascensão de Michelle, que o jornal aponta como possível "arma secreta" dos Bolsonaro nesta eleição. Evangélica, 27 anos mais jovem que o marido e um ano mais nova que Flávio, ela deixou de ser uma primeira-dama discreta para se tornar, segundo uma pesquisa citada pelo jornal, a mulher mais poderosa do país.

 

A reportagem lembra que pesquisas do ano passado chegaram a mostrar Michelle com mais chances de derrotar Lula do que Flávio ou Eduardo, o que alimentou a rivalidade com os enteados. Hoje ela é candidata ao Senado pelo Distrito Federal, a pedido do marido.

 

Mendonça vinculou termo "família miliciana" a Flávio e mandou Tabet apagar post; Humorista ironiza decisão
Foto: Montagem com reprodução de redes sociais e Assessoria de Comunicação STF

O humorista Antonio Tabet ironizou, nesta sexta-feira (25), decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar que ele apagasse postagem sobre Nossa Senhora Aparecida e a polêmica a respeito de projeto para retirar dela o título de Padroeira do Brasil. Tabet postou um pedido de desculpas irônico em sua conta na rede X.

 

“Venho a público pedir desculpas à família miliciana. Em nenhum momento, afirmei que a família miliciana era a família miliciana. Quando citei a família miliciana, referia-me à família miliciana e não à família miliciana. Portanto, mais uma vez, perdão, família miliciana”, disse o humorista.

 

Antonio Tabet, na postagem irônica, fez referência ao post que foi proibido por André Mendonça. Na postagem, o humorista escreveu: ‘A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”. 

 

Apesar de não citar diretamente o nome do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL), o ministro André Mendonça, como vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que a postagem fosse apagada, após representação movida pela campanha do senador do PL. O ministro disse que a narrativa é “notoriamente inverídica” e determinou a cientificação da X Brasil, Facebook Serviços Online do Brasil (Facebook e Instagram), ByteDance Brasil (TikTok) e Google Brasil (YouTube) para que inclusive atuem preventivamente contra a disseminação do conteúdo.

 

Segundo dados apresentados pela defesa de Flávio Bolsonaro, um levantamento técnico identificou 2.086 publicações que o associam a um projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira. Essas publicações foram provenientes de 1.674 contas distintas, com mais de 21 milhões de visualizações, aproximadamente 1,49 milhão de curtidas e 312 mil compartilhamentos. 

 

Além da postagem que ironiza Mendonça, a defesa do humorista Antonio Tabet divulgou nota contestando a decisão do ministro. A defesa classifica a decisão de André Mendonça como “censura” e critica a multa de R$ 30 mil fixada em caso de descumprimento. 

 

A equipe jurídica do humorista informou que apresentará todos os recursos cabíveis para reverter a liminar. Para a equipe, a ordem judicial apresenta ‘fragilidade jurídica” ao atribuir um destinatário específico a uma postagem que não cita nominalmente Flávio Bolsonaro nem qualquer integrante de sua família.

Flávio Bolsonaro critica Lula e chama presidente de 'pai do tigrinho'
Foto: Beto Barata/Agência

Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato à presidência da República, declarou, nesta sexta-feira (25), que é a favor da proibição do cassino online, mas deixou em aberto o funcionamento de sites de apostas esportivas, chamados de bets.

 

Em declaração, ele criticou Lula por decidir proibir as apostas eletrônicas às vésperas da eleição. O candidato do PL classificou a decisão como "populista, hipócrita e eleitoreira."

 

"Sempre fui contra o jogo. Tem que fazer essa distinção muito clara. Uma coisa é você permitir, como é permitido há décadas, que brasileiros possam apostar nos jogos que são reais. Um jogo de futebol... E mesmo assim tem questionamentos. Eu sou contra, mas é o que sempre esteve em vigor. O que o governo Lula permitiu foi a legalização do jogo do tigrinho", disse ele.

 

Ele chamou Lula de "pai do tigrinho" em razão da regulamentação feita pelo atual governo para o funcionamento das apostas eletrônicas.

 

"O presidente Lula está desesperado. Não fez em quatro anos e, na véspera da eleição, ele quer tentar fingir que não foi ele quem aprovou e regulamentou o cassino online na mão dos brasileiros. O Lula é o pai do tigrinho. O Lula tem dois filhos que fizeram muito mal ao Brasil: o Lulinha e o tigrinho", declarou Flávio, após a cerimônia de formatura de policiais militares no Rio de Janeiro.

Flávio Bolsonaro aciona o TSE contra fake news envolvendo Nossa Senhora Aparecida
Foto: Charles Vieira / Campanha Flávio Bolsonaro

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acionou a Justiça Eleitoral para pedir a apuração de uma informação falsa segundo a qual ele pretende retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil caso seja eleito. A informação passou a circular nas redes sociais nos últimos dias.

 

Segundo o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, a equipe de Flávio já apresentou um pedido de providências ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o caso. Flávio negou a intenção e afirmou que não existe projeto com esse objetivo. “Isso é uma grande mentira. Não tem pé nem cabeça. Não existe esse projeto. Então vamos lá, até o final, o PT só sabe fazer isso: mentir”, declarou.

 

A repercussão teve origem em conteúdos que associaram o candidato a uma suposta proposta de alteração do título de Nossa Senhora Aparecida. O episódio também foi relacionado a um projeto apresentado em 2007 pelo então deputado Professor Victório Galli, que pretendia modificar a denominação prevista na legislação. A proposta acabou arquivada em 2008.

Janja pede a palavra em comício, chama senador de "Flávio Vorcaro" e diz que ele não explicou dinheiro para "Dark Horse"
Foto: Reprodução Youtube

Em um evento de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Maceió, na noite desta quinta-feira (24), a primeira-dama Janja, ao pedir a palavra, chamou o candidato Flávio Bolsonaro de “Flávio Vorcaro”. Janja fez diversas associações do senador do PL ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

 

Além de Lula, o evento na capital de Alagoas reuniu o ex-ministro Renan Filho (MDB), candidato ao governo, o senador Renan Calheiros (MDB), que concorre à reeleição, e o também candidato ao Senado Dr. Wanderley (MDB).

 

Ao falar no evento, Janja disse que Flávio ainda não explicou os recursos negociados para o filme “Dark Horse”, e afirmou também que no senador seria votar em Vorcaro. 

 

“Nós estamos vivendo um momento muito decisivo na nossa história. Daqui a poucos dias, milhões de brasileiros e brasileiras como vocês estarão diantes das urnas decidindo o futuro de todos nós. Diante das urnas, vamos escolher entre Flávio Vorcaro… opa, peraí. Flávio… desculpa aí, errei. Flávio… é, então, entre aquele lá e Luiz Inácio Lula da Silva“, disse Janja”.

 

A primeira-dama também acusou o candidato do PL de usar os recursos repassados por Daniel Vorcaro para sustentar familiares no exterior e mencionou suspeita de lavagem de dinheiro. 

 

“Em breve, vamos escolher entre quem até agora não explicou nada sobre os R$ 139 milhões que recebeu do Vorcaro. Roubado dos aposentados do Rio, do Amapá e de Brasília. Nós vamos escolher entre essa pessoa e quem reconstruiu o Brasil, que estava destruído pela familícia, pela familícia Bolsonar”, disse.

 

“E eu quero falar uma coisa: esse dinheiro não é privado não, seu Flávio Bolsonaro. Esse dinheiro é lavagem de dinheiro para sustentar a sua família e o seu irmãozinho lá nos Estados Unidos”, completou a primeira-dama.
 

Fake news sobre tirar de Nossa Senhora o título de Padroeira inunda as redes e associa autor da ideia a Flávio
Foto: Reprodução Redes Sociais

Desde esta quinta-feira (24), houve um forte crescimento de publicações em redes sociais que buscam vincular o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) a uma iniciativa de tentar retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Na rede X, o assunto está entre os dez mais comentados nesta manhã de sexta (25). 

 

Já no Google Trends, o termo de pesquisa Nossa Senhora Aparecida chegou ao maior patamar nos últimos três meses. Em outras redes há postagens inclusive de religiosos exaltando o fato de Nossa Senhora Aparecida ser a padroeira do Brasil. 

 

Diante da grande repercussão sobre o assunto e da multiplicação de postagens vinculando Flávio Bolsonaro a um projeto que busca retirar o título da padroeira, o próprio candidato gravou um vídeo para se defender das acusações. 

 

“A máfia do PT inventou uma mentira de que eu iria acabar com a Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. Isso é uma grande mentira, não existe esse projeto. Respeito todas as religiões e também quem não tem religião, diferente do Lula que quer se meter até nas regras da Igreja Católica”, se defendeu o senador. 

 

A controvérsia surgiu quando postagens nas redes citaram um projeto apresentado na Câmara dos Deputados em 2007, que buscava retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O projeto foi apresentado pelo deputado Victório Galli, e acabou sendo vinculado à campanha do PL pelo fato de o político ter sido do partido de Jair Bolsonaro, o PSL, e ter tirado diversas fotos com o senador.

 

Galli perdeu a eleição em 2018, e chegou a ser nomeado em 2019 para atuar como assessor especial da Presidência da República no governo de Jair Bolsonaro. Atualmente, Victório Galli concorre a deputado federal pelo Mato Grosso, mas pertence ao PP. 

 

Publicações sobre este mesmo projeto já haviam surgido em 2018, afirmando que o PL 2623/2007 estaria prestes a ser votado. A proposta substituía a expressão “padroeira do Brasil” por “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. O projeto, entretanto, foi rejeitado na Comissão de Educação da Câmara e levado ao arquivo em 2008. 

 

Um dos posts de maior alcance nas redes sociais foi publicado pelo perfil Muka. Ele mostrou imagens do Projeto de Lei 2.623/2007 e afirmou: “Aqui está o projeto que tira de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil”. A publicação também dizia que Flávio estaria comprometido com a medida e acumulava cerca de 259 mil visualizações na manhã desta sexta.

 

Outras publicações apresentam Flávio Bolsonaro em fotos junto com o ex-deputado Victório Galli, e afirmam que um “aliado do candidato tenta retirar título de Padroeira do Brasil, além de tentar vaga no Congresso”. As postagens, entretanto, não dizem que o projeto já foi arquivado.

 

Até mesmo a ex-ministra dos Direitos Humanos, Anielle Franco (PT-RJ), que é candidata a deputada, entrou no debate. Ela afirmou que Nossa Senhora Aparecida é “símbolo de fé, resistência e da própria identidade do povo brasileiro” e disse que ‘a fé não é moeda de troca eleitoral”.

 

Já a GloboNews teve que se retratar após um comentário da jornalista Maria Cristina Fernandes sobre o assunto, durante o programa “GloboNews em pauta”, nesta quinta. A jornalista disse que haveria um movimento na Igreja Católica em suposta reação a uma parcela de evangélicos que estaria mobilizando um projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

 

Na manhã desta sexta, a GloboNews se retratou, explicou que o referido projeto já foi arquivado e pediu desculpas pelo erro cometida por Maria Cristina Fernandes.

Datafolha: Lula e Flávio Bolsonaro registram empate técnico com 45% de rejeição
Foto: Ricardo Stuckert e Charles Vieira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem empatados com 45% de rejeição na pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24). O índice corresponde à parcela dos entrevistados que afirma não votar em cada um dos dois candidatos de jeito nenhum. Na pesquisa anterior, divulgada em 17 de setembro, os dois também estavam empatados, mas com 47% de rejeição. 

 

Os demais candidatos aparecem com índices inferiores. Renan Santos (Missão) tem 15%, seguido por Romeu Zema (Novo), com 14%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 13%. Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP) registram 9% cada. Augusto Cury (Avante) e Edmilson Costa (PCB) têm 8% cada.

 

Hertz Dias (PSTU), Leonardo Avalanche (PRTB) e Clariana Barão (DC) aparecem com 7% de rejeição, enquanto Wilson Grassi (Democrata) soma 5%. O Datafolha ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 22 e 23 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Lula tem 47% e Flávio Bolsonaro, 45%, em empate técnico no 2º turno, aponta Datafolha
Foto: Reprodução / Agência Brasil

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24) indica um cenário de empate técnico em um eventual segundo turno das eleições presidenciais entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que soma 47% das intenções de voto, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 45%.

 

No levantamento anterior, realizado há uma semana, Lula registrava 46% contra 44% de Flávio Bolsonaro. A margem de erro do estudo é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

 

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 22 e 23 de setembro. O levantamento tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00304/2026.

Pesquisa Datafolha aponta Lula com 40% e Flávio com 36% no primeiro turno
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

Uma nova pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 40% das intenções de voto na disputa de primeiro turno, enquanto Flávio registra 36%. Considerando a margem de erro do levantamento, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois candidatos encontram-se em situação de empate técnico no limite da margem.

 

Na sequência das intenções de voto aparecem Augusto Curty, com 5%; Caiado, com 4%; Renan Santos, com 2%; e Zema, com 1%. Juntos, esses candidatos somam 13% da preferência do eleitorado, registrando uma ligeira queda decorrente da desidratação da chamada terceira via. Os indecisos seguem com 18% do eleitorado.

 

Em um eventual cenário de segundo turno, o levantamento aponta 47% das intenções de voto para Lula e 46% para Flávio Bolsonaro. O resultado reflete uma oscilação de 1 ponto percentual na mesma pesquisa, indicando estabilidade com um leve avanço de Lula faltando 10 dias para a eleição.

 

De acordo com os dados apresentados, Flávio vem apresentando uma trajetória de crescimento mais acentuada do que a de Lula. No mesmo levantamento, Lula registrou uma subida de 1 ponto percentual. A pesquisa foi contratada pela TV Globo e ouviu 2002 pessoas entre os s dias 22 e 23 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-00304/2026.

Flávio tentou insistentemente falar com Vorcaro nos quatro dias antes da prisão do banqueiro, revela site
Foto: Montagem com foto Agência Senado e divulgação Banco Master

Novos registros extraídos pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro revelam que o candidato a presidente Flávio Bolsonaro, nos quatro dias que antecederam a primeira prisão do dono do Banco Master, ocorrida em 17 de novembro de 2025, tentou entrar em contato com o dono do Master. As mensagens foram divulgadas nesta quinta-feira (24) pelo site do jornal Estado de S.Paulo. 

 

Segundo o jornal, que publicou os prints das conversas, em 13 de novembro o senador Flávio Bolsonaro escreveu a seguinte mensagem para Daniel Vorcaro, às 9h13: “Fala mermao! Bom dia! Pode atender?”. O banqueiro respondeu que retornaria em meia hora, entretanto, não há registro de uma ligação na conversa.

 

Já em 14 de novembro, Flávio Bolsonaro fez uma chamada de voz que não foi atendida pelo banqueiro. No dia seguinte, em 15 de novembro, Vorcaro justificou a ausência e disse que estava em trânsito. Flávio voltou a perguntar se poderia falar com ele.

 

A última tentativa ocorreu em 16 de novembro, um dia antes da prisão do dono do Banco Master. Após outra chamada não atendida, Vorcaro afirmou que estava na igreja e que ligaria quando terminasse. Pouco depois, Flávio enviou uma mensagem ao banqueiro.

 

“Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs’, escreveu o então senador, como revelou o Estadão. As quatro tentativas de contato com o banqueiro ocorreram uma a cada dia anterior à prisão dele.

 

No fim da tarde do dia seguinte, 17 de novembro, Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Ele tentava embarcar em um voo para o exterior. 

 

A prisão havia sido determinada pela Justiça Federal de Brasília em uma investigação sobre irregularidades envolvendo o Banco Master. O mandado de prisão foi expedido no início da tarde pela 10.ª Vara Federal de Brasília e seria cumprido apenas no dia 18, mas foi antecipado sob suspeita de tentativa de fuga.

 

Na reta final das investigações contra o banqueiro, em novembro de 2025, quando o senador intensificou as tentativas de contato com Vorcaro, já era público que a Polícia Federal investigava crimes envolvendo a gestão do Banco Master e havia pressão pública para que o Banco Central liquidasse a instituição de Vorcaro.

 

Anotações encontradas no celular do banqueiro indicam que ele teve conhecimento antecipado de que seria alvo de alguma medida da PF e buscava traçar um plano de fuga do País. Algumas dessas mensagens foram enviadas, segundo a Polícia Federal, ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, pedindo sua ajuda para tentar frear essas investigações. 

 

No dia 15 de novembro, por exemplo, mesmo dia em que Flávio tentou falar com banqueiro e não conseguiu, Vorcaro questionou Moraes: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”. Essas mensagens foram reveladas no início de setembro.

 

A Polícia Federal extraiu do celular do banqueiro Daniel Vorcaro um período de aproximadamente três meses de conversas com o senador Flávio Bolsonaro, no qual há menções a seis encontros entre eles. O histórico das conversas mais antigas estava apagado.

 

A extração do diálogo mostra que o contato de Daniel Vorcaro com Flávio Bolsonaro teve início no dia 16 de dezembro de 2024, quando o banqueiro adicionou o telefone do senador à sua lista de contatos. Naquele mesmo dia, o diálogo mostra uma ligação de WhatsApp perdida.

 

Duas semanas antes do início desse diálogo, Daniel Vorcaro esteve no Palácio do Planalto para um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também participou da reunião o à época indicado à presidência do Banco Central, Gabriel Galípolo. (que viria assumir o cargo no início de janeiro). 
 

Globo fará debate apenas com Lula, Flávio, Caiado e Cury; Renan Santos anuncia protesto na porta da emissora
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil, Agência Senado e reprodução de redes

A TV Globo confirmou que promoverá o seu debate dos candidatos a presidente da República no próximo dia 1º de outubro, e convidou apenas os quatro postulantes que, de acordo com a legislação eleitoral, têm direito a serem chamados: Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). É obrigatório o convite somente a presidenciáveis de partidos e federações com cinco ou mais parlamentares eleitos em 2022.

 

A emissora comunicou às assessorias dos candidatos nesta quarta-feira (23) que, se algum dos convidados faltar, eles podem vir a chamar algum substituto. O presidente Lula ainda não confirmou sua presença no debate, assim como Flávio Bolsonaro, que aguarda a decisão do líder petista para saber se comparece ou não. 

 

As faltas de Lula e de Flávio levaram a Record a cancelar o debate marcado para o próximo domingo (27). Os dois melhores colocados nas pesquisas também não foram ao debate da Band, em 23 de agosto, mesmo com a rede de TV remarcando o evento numa tentativa de acomodar a agenda de Lula. 

 

Já Renan Santos, que foi ao debate da Band junto com Caiado e Cury, afirmou em suas redes sociais que fará uma manifestação em frente à sede da TV Globo, no Rio de Janeiro. Em vídeo, o candidato do partido Missão classificou o episódio como um “desconvite” e disse que transformará em protesto o ato que já planejava realizar na cidade.

 

“A minha resposta para a Rede Globo é: nosso ato que acontecer no Rio será uma manifestação em frente à Rede Globo. Vamos nos manifestar, vamos fazer barulho porque nossa voz precisa ser ouvida”, afirmou Renan Santos.
 

Pesquisas de dois institutos mostram cenários parecidos, com ligeira vantagem de Flávio sobre Lula no 2º turno
Foto: Montagem com fotos Agência Senado e Ricardo Stuckert

Levantamentos de dois institutos de pesquisas divulgados na manhã desta quinta-feira (24) mostram o mesmo cenário de empate técnico em simulações de disputa de segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). As duas pesquisas revelam uma ligeira vantagem do candidato do PL sobre o líder petista.

 

Uma das pesquisas, da Real Time Big Data, mostra o senador Flávio Bolsonaro com 45% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno. Já o presidente Lula aparece com 44%.

 

No final do mês de agosto, a pesquisa Big Data mostrava uma situação de empate, com os dois candidatos marcando 44% das intenções de voto. 

 

O outro levantamento, do PoderData/Aya, também mostra o presidente Lula numericamente atrás do candidato Flávio Bolsonaro em eventual embate de 2º turno entre eles. O senador tem 46% das intenções dos votos totais, ante 45% do líder petista.

 

Os dados da pesquisa PoderData/Aya mostram que a distância entre os dois candidatos voltou a diminuir. No espaço de uma semana, a taxa de intenção de voto no petista oscilou um ponto percentual para cima, enquanto a de Flávio permaneceu estável. 

 

O relatório do levantamento conclui que a diferença voltou ao patamar registrado no fim de agosto, quando Flávio e Lula estavam separados por um ponto percentual.

 

Em relação à simulação de disputa em primeiro turno, a pesquisa PoderData/Aya mostra o presidente Lula com 41% das intenções dos votos totais, contra 39% de Flávio Bolsonaro. Como a margem de erro é de 1,8 ponto porcentual, eles também estão tecnicamente empatados neste cenário.

 

Já o levantamento da Real Time Big Data mostrou um resultado diferente, apesar de também registrar empate técnico. No cenário de primeiro turno, Lula aparece com os mesmo 41% do PoderData, mas Flávio Bolsonaro teria 37% das intenções de voto, contra 39% da outra pesquisa. 

 

Considerada a margem de erro de dois pontos percentuais da pesquisa Real Time Big Data, os dois adversários estão tecnicamente empatados.

 

A proximidade entre os dois principais candidatos se repete na rejeição. Segundo o Real Time Big Data, 50% afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum, enquanto Flávio é rejeitado por 49%.

 

Por outro lado, a pesquisa PoderData/Aya mostra que 46% dos eleitores acreditam que Lula venceria um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro. Outros 45% indicam o senador como provável vencedor, enquanto 9% não sabem responder.

 

A pesquisa Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores, entre os dias 19 e 23 de setembro de 2026, por meio de entrevista por telefone e recrutamento digital. A margem de erro do levantamento é de 2dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04202/2026.

 

Já a pesquisa Poderata/Aya teve seus dados foram coletados de 20 a 23 de setembro de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 3.000 entrevistas em 723 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. O intervalo de confiança é de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-01739/2026.
 

Flávio Bolsonaro ingressa no STF e acusa Lula de corrupção por suposto uísque enviado a ele por Vorcaro
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

A equipe jurídica do candidato Flávio Bolsonaro (PL) ingressou com uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (23), com a acusação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria cometido “corrupção passiva e advocacia administrativa”, após a divulgação de mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o advogado Walfrido Warde. A petição foi encaminhada ao ministro André Mendonça. 

 

O documento da campanha de Flávio Bolsonaro menciona mensagens extraídas pela Polícia Feeral do celular do dono do Banco Master, em que o advogado cita supostos presentes de Vorcaro ao presidente Lula. Para os advogados do senador, os diálogos, divulgados pelo jornal O Globo, mostram que o governo teria atuado no sentido de atender a interesses particulares do banqueiro.

 

“Querido, estive com o PR [Presidente da República] hoje. Ele me perguntou se você estava bem e mais tranquilo. Eu lhe disse que sim. Ele agradeceu mais uma vez o whisky e mandou um abraço. Outros detalhes eu conto pessoalmente”, escreveu o advogado Warde a Vorcaro em 22 de janeiro do ano passado. O ex-banqueiro respondeu com um emoji de coração.

 

No documento, a defesa do presidenciável do PL solicita que o caso seja encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e que seja instaurado um inquérito para apurar condutas que, segundo a peça, podem configurar, em tese, os crimes de corrupção passiva e advocacia administrativa.

 

“Vieram a público, em 22.09.26, por intermédio de reportagens veiculadas pelo jornal O Globo, diálogos extraídos pela Polícia Federal do aparelho celular de Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, nos quais o advogado Dr. Walfrido Warde, à época defensor de Vorcaro, relata ao seu cliente sucessivas ações destinadas a aproximá-lo do Presidente Lula e de autoridades do Governo Federal, bem como destinadas a obter tratamento favorável aos interesses do Banco Master junto ao Governo Federal”, diz a notícia-crime, endereçada ao ministro André Mendonça.

 

Em nota enviada divulgada ainda nesta quarta, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República afirmou que o presidente Lula não recebeu presente de Vorcaro, desconhece a suposta articulação de Walfrido Warde e não teve outros contatos com o ex-banqueiro além de um encontro em dezembro de 2024.

 

Segundo o governo, na ocasião, o presidente orientou que eventuais denúncias fossem analisadas tecnicamente pelo Banco Central.

 

“O presidente não tem conhecimento da suposta articulação, não recebeu presente e tampouco enviou recado ou comentou festas promovidas pelo banqueiro. Cabe lembrar ainda que foi durante o atual governo que o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master e Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no âmbito das investigações sobre a instituição”, diz a nota da Secom.

 

Na petição, os advogados de Flávio Bolsonaro sustentam que o suposto recebimento do presente pode configurar vantagem indevida e pedem que se apure se houve contrapartida por parte de Lula. Também apontam suspeita de que o presidente tenha usado o cargo para favorecer interesses privados de Vorcaro e do Banco Master junto ao governo federal.
 

Cleitinho segue liderando para o governo mineiro, mas distância para candidato petista cai de 11% para 8,3%
Foto: Montagem com fotos Agência Câmara e Agência Senado

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) segue liderando a disputa pelo governo de Minas Gerais, mas viu sua distância para o segundo colocado, o deputado federal Patrus Ananias (PT), cair de 11% para 8,3% nas últimas duas semanas. Foi o que mostrou a mais nova rodada da pesquisa Atlas/Estadão, divulgada nesta quarta-feira (23). 

 

Na pesquisa Atlas/Estadão de 9 de setembro, Cleitinho estava com 41%, enquanto Patrus Ananias marcava 30% das intenções de voto. Neste novo levantamento, o senador mineiro aparece com 39,3%, enquanto o deputado petista subiu para 31%. 

 

A disputa pela terceira posição, segundo o levantamento, é acirrada, com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) marcando 8,3%, contra 7,3% do empresário e ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) Flávio Roscoe (PL). Já o governador Mateus Simões (PSD) registra 5,6%. 

 

Confira abaixo o cenário completo de primeiro turno:

 

Cleitinho Azevedo (Republicanos) - 39,3%
Patrus Ananias (PT) - 31%
Alexandre Kalil (PDT) - 8,3%
Flávio Roscoe (PL) - 7,3%
Mateus Simões (PSD) - 5,6%
Gabriel (MDB) - 2,7%
Ben Mendes (Missão) - 1,4%
Outros - 0,5%
Voto branco/nulo - 2,3%
Não sei - 1,5%

 

O levantamento Atlas/Estadão também simulou diversos cenários de segundo turno. Na disputa entre Cleitinho Azevedo e o deputado Patrus Ananias, o senador leva vantagem sobre o petista, com 12 pontos de frente: 53,1% a 41,1%. Contra Alexandre Kalil, Cleitinho teria 51,2% contra 36,8%. 

 

Já contra Gabriel Azevedo, o candidato do Republicanos somaria 51,4% contra 23,3% do emedebista. Outros dois cenários foram testados, sem a presença de Cleitinho. No primeiro, Patrus Ananias venceria Mateus Simões por 43,8% a 31,9%. No segundo, Patrus somaria 42,7% contra 33,9% de Flávio Roscoe.

 

Outro recorte da pesquisa avaliou a opinião da população mineira sobre a corrida presidencial. No primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) somaria hoje 48,8% dos votos em Minas Gerais, contra 43,4% de Flávio Bolsonaro (PL). 

 

Na sequência apareceriam: Renan Santos (Missão), com 3,6%; Augusto Cury (Avante), com 1,6%; Romeu Zema (Novo), com 0,8%; e Ronaldo Caiado (PSD), com 0,5%. 

 

A pesquisa Atlas/Estadão ouviu 1.799 eleitores de Minas Gerais entre os dias 15 e 20 de setembro por meio de recrutamento digital aleatório (pela internet). A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado sob os protocolos MG-03290/2026 e BR-06996/2026.
 

Meta recua e restaura conta do projeto Revelando no Instagram após repercussão negativa
Fotos: Redes Sociais via @fabioporchat / Ilustração de I.A - Gemini

A Meta reativou, na manhã desta quarta-feira (23), a conta do projeto Revelando Brasil no Instagram, poucas horas após o perfil ter sido tirado do ar. A plataforma informou que a restauração ocorreu após uma "revisão interna" e pediu desculpas pelo ocorrido.

 

O Revelando é uma iniciativa especial do podcast 'Calma Urgente' voltada para a produção de reportagens em vídeo. Na última terça-feira (22), o canal publicou um material sobre o Banco Master que aborda conexões entre o empresário Daniel Vorcaro, a Igreja Batista da Lagoinha e figuras políticas, incluindo o candidato Flávio Bolsonaro (PL).

 

Em apenas 24 horas, o vídeo de 30 minutos atingiu a marca de 2 mi de visualizações no YouTube, plataforma onde o conteúdo permaneceu acessível sem interrupções. A remoção afetou exclusivamente a página do projeto no Instagram, que conta com mais de 100 mil seguidores. Na rede social, a publicação sobre o Caso Master já acumulava 447 mil curtidas e ultrapassava 100 mil compartilhamentos.

 

A suspensão do perfil ocorreu sem explicações prévias, segundo a equipe do Calma Urgente. Em nota oficial enviada à imprensa após a repercussão, a Meta declarou: "Após uma revisão interna, restauramos a conta mencionada pela reportagem. Pedimos desculpas pela inconveniência".

 

A notícia sobre a queda do perfil foi veiculada inicialmente pela Folha de S. Paulo na manhã desta quarta-feira (23), gerou intensa mobilização nas redes sociais. Apoiadores do projeto e seguidores do humorista Fábio Porchat, responsável pela narração do vídeo, cobraram posicionamentos da empresa e acusaram a plataforma de "perseguição política".

Flávio Bolsonaro quer proibir Lula de usar na campanha eleitoral imagens do discurso feito na ONU
Foto: Ricardo Stuckert

Na madrugada desta quarta-feira (23), os advogados da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL) ingressaram com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja proibido de utilizar, na sua propaganda eleitoral, imagens do discurso feito na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). 

 

A representação da campanha de Flávio Bolsonaro, assinada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri e sua equipe, acusa Lula de ter utilizado o pronunciamento na ONU como “palanque político para promoção pessoal e finalidade eleitoreira”. Os advogados afirmam que Lula não se portou como chefe de estado, mas sim como candidato a presidente.

 

“A fala de Lula era de um candidato. Não de um chefe de Estado. A ONU, no entanto, não é palanque”, afirma a representação apresentada no TSE.

 

Os advogados de Flávio Bolsonaro citaram um precedente de 2022 que justificaria pedir a proibição de uso de imagens e trechos da fala na ONU pela campanha de Lula. De acordo com o texto da representação, o TSE, durante a campanha de 2022, impediu o então presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, de utilizar imagens de seu discurso na Assembleia Geral da ONU em sua propaganda eleitoral.

 

A campanha de Flávio cita ainda que Lula teria utilizado a estrutura e a visibilidade de um evento oficial para promover sua candidatura. No documento, a equipe jurídica argumenta que Lula inseriu em sua fala temas explorados em seus atos e peças eleitorais, como o fim da escala 6x1, as bets, o Pix, a soberania nacional, as terras raras e o risco de interferência estrangeira nas eleições brasileiras.

 

Os advogados destacam também que Lula fez referência direta às eleições de 4 de outubro. Um dos trechos citados na representação ocorreu no encerramento do discurso, quando o presidente Lula afirmou que os brasileiros escolherão entre “democracia e negacionismo” e entre avançar para um futuro com mais oportunidades ou regressar a um “passado de exclusão”.

 

A ação da campanha de Flávio Bolsonaro no TSE requer multa de R$ 50 mil por peça ou postagem de Lula em caso de descumprimento.
 

Lula e Flávio Bolsonaro aparecem em empate técnico no primeiro e no segundo turno, mostra AtlasIntel
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil, Agência Senado e reprodução de redes

Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira (23) confirma cenário revelado por outros institutos de uma disputa acirrada e imprevisível para a cadeira presidencial. A 11 dias da eleição, os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aparecem empatados tanto nas simulações de primeiro turno quanto no segundo turno.

 

Na AtlasIntel, Lula aparece com 45,8% das intenções de voto no primeiro turno da disputa presidencial, seguido por Flávio Bolsonaro, com 43,4%. Na última pesquisa do instituto, em 17 de setembro, Lula tinha 44,1% das intenções de voto, oscilando agora pouco de mais um ponto percentual para cima, e Flávio havia marcado 41,7%, crescendo dois pontos percentuais.

 

Veja os números da simulação de 1º turno:

 

Lula (PT): 45,8% (em 17 de setembro, eram 44,1%) 
Flávio Bolsonaro (PL): 43,4% (em 17 de setembro, eram 41,7%)
Renan Santos (Missão): 4,5% (em 17 de setembro, eram 5,1%) 
Escritor Augusto Cury (Avante): 2,1% (em 17 de setembro, eram 3,5%) 
Ronaldo Caiado (PSD): 1,3% (em 17 de setembro, era 1,7%) 
Romeu Zema (Novo): 0,9% (em 17 de setembro, era 1,1%)
Clariana Barão (DC): 0,4%
Samara (UP): 0,4% 
Edmilson Costa (PCB): não pontuou
Rui Costa Pimenta (PCO): não pontuou
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): não pontuou
Voto branco/nulo: 0,7% (em 17 de setembro, era 1,6%) 
Não sei: 0,5% (em 17 de setembro, era 0,5%)

 

A pesquisa também simulou eventuais disputas de segundo turno, todas tendo Lula como adversário. Flávio está numericamente à frente do petista, mas empatado na margem de erro. 

 

Veja os números da simulação de 2º turno:

 

Lula 47,7% x 47,4% Flávio Bolsonaro

Lula 46,6% x 44% Ronaldo Caiado

Lula 46,5% x 31,2% Renan Santos

Lula 47,6% x  42,2% Romeu Zema

Lula 46,2% x 39,4% Augusto Cury

 

A pesquisa ouviu 5.015 eleitores com 16 anos ou mais, por recrutamento digital aleatório, em todo o território nacional. O intervalo de confiança é de 95%. O levantamento, registrado no TSE sob o protocolo BR-04739/2026, foi realizado entre os dias 17 e 22 de setembro.
 

Aumenta quantidade de pessoas que dizem que o escândalo do Master afeta mais a família Bolsonaro, revela Quaest
Fotos: Montagem com foto da Agência Senado e divulgação Master

Um recorte da pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21) revela que aumentou a quantidade de eleitores que passou a associar o escândalo do Banco Master à família Bolsonaro. O levantamento mostra que passou de 15% da pesquisa anterior para 21% nesta mais recente o percentual de pessoas que dizem que o escândalo afeta mais os políticos do grupo do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL).

 

A parcela dos entrevistados que acredita que o escândalo do Master prejudica a “todos”, por outro lado, caiu nove pontos percentuais em uma semana. Na rodada anterior, 46% dos entrevistados respondiam que o caso Master afetava “todos”, percentual que caiu para 37%.

 

Outros 16% dos entrevistados pela Quaest dizem que as descobertas do Banco Master afetam o Supremo Tribunal Federal (STF). Já o governo Lula é visto como o mais afetado pelo escândalo por 11% dos eleitores.

 

A mudança ganha peso eleitoral porque Flávio Bolsonaro é o candidato da família Bolsonaro à Presidência da República e disputa diretamente com Lula a liderança da corrida eleitoral.

 

A leitura sobre quem é mais afetado pelo escândalo varia de acordo com a preferência política dos entrevistados. Entre os eleitores de Lula, 46% apontam a família Bolsonaro como a mais atingida. Entre os bolsonaristas, por outro lado, 37% citam o governo Lula, enquanto 22% apontam o STF.

 

A Quaest também mediu a influência da crise institucional e das tensões no STF sobre a decisão dos eleitores na disputa presidencial. Para 62% dos entrevistados, a turbulência na Corte não influencia o voto para presidente. 

 

Outros 26% afirmam que os acontecimentos reforçam a escolha que já haviam feito, enquanto 7% dizem que podem mudar de candidato por causa da crise. Segundo a Quaest, 74% dos entrevistados afirmaram ter tomado conhecimento do episódio da crise no STF. 

 

A Quaest ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-06004/2026.
 

Flávio Bolsonaro e Lula lideram rejeição em nova pesquisa Quaest; fatia de indecisos cai no 1º turno
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

A nova pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21) mostra que a proporção de eleitores indecisos para o primeiro turno da eleição presidencial caiu de 10% para 8%. O movimento acompanha um cenário de alta rejeição aos principais nomes da disputa, liderada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), com 56%, e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 55%.

 

O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo. A Quaest consultou os entrevistados sobre quais pré-candidatos conhecem e não votariam de forma alguma. A taxa de rejeição registrada pelos concorrentes foi de:

  • Flávio Bolsonaro (PL): 56% (eram 55% no levantamento anterior)

  • Lula (PT): 55% (eram 55%)

  • Romeu Zema (Novo): 43% (eram 40%)

  • Ronaldo Caiado (PSD): 40% (eram 42%)

  • Renan Santos (Missão): 35% (eram 30%)

  • Escritor Augusto Cury (Avante): 28% (eram 26%)

  • Rui Costa Pimenta (PCO): 25% (eram 24%)

  • Samara Martins (UP): 13% (eram 13%)

  • Edmilson Costa (PCB): 13% (eram 12%)

  • Hertz Dias (PSTU): 11% (eram 11%)

  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 10% (eram 11%)

  • Clariana Barão (DC): 9% (eram 11%)

  • Leonardo Avalanche (PRTB): 7% (não constava no levantamento anterior)

 

Também ocorreu uma redução dos eleitores indecisos no primeiro turno, algo que reflete uma maior consolidação das escolhas do eleitorado a poucas semanas do pleito:

  • Indecisos no 1º turno: 8% (eram 10% na pesquisa anterior)

  • Branco / Nulo / Não vai votar: 7% (eram 7%)

 

Entre os eleitores que declararam opção por algum candidato no primeiro turno, o nível de convicção é elevado:

  • Decisão definitiva: 79%

  • Ainda pode mudar de voto: 21%

 

Essa tendência de queda no total de indecisos também se repetiu no principal cenário testado para o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, no qual o percentual de indecisos recuou de 5% para 3%. A Quaest ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de setembro.

 

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06004/2026.

Lula tem 37%, Flávio Bolsonaro com 33% e Cury registra 6% no primeiro turno, aponta pesquisa Quaest
Fotos: Agencia Brasil / Liz Barreto / Ronne Oliveira / Bahia Notícias

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 37% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que soma 33%. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo.

 

Na pesquisa divulgada há uma semana, Lula registrava 36%, enquanto Flávio Bolsonaro marcava 31%. Na modalidade estimulada, na qual os nomes dos pré-candidatos são apresentados aos entrevistados, os resultados foram:

  • Lula (PT): 37% (eram 36%)

  • Flávio Bolsonaro (PL): 33% (eram 31%)

  • Escritor Augusto Cury (Avante): 6% (eram 7%)

  • Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 4%)

  • Renan Santos (Missão): 3% (eram 4%)

  • Romeu Zema (Novo): 1% (era 1%)

  • Samara Martins (UP): 1% (era 0%)

  • Clariana Barão (DC): 0% (era 0%)

  • Edmilson Costa (PCB): 0% (era 0%)

  • Hertz Dias (PSTU): 0% (era 0%)

  • Rui Costa Pimenta (PCO): 0% (era 0%)

  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0% (era 0%)

  • Leonardo Avalanche (PRTB): 0% (não constava na pesquisa anterior*)*

  • Indecisos: 8% (eram 10%)

  • Branco / Nulo / Não vai votar: 7% (eram 7%)

 

Entre os eleitores que declararam preferência por algum candidato:

  • Decisão definitiva: 79%

  • Ainda pode mudar de voto: 21%

 

A Quaest entrevistou 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de setembro. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)sob o número BR-06004/2026.

PF aponta que assessora de Flávio Bolsonaro negociou emenda com miliciano do caso Marielle
Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado

Uma investigação da Polícia Federal (PF) identificou que uma assessora do senador Flávio Bolsonaro (PL), atual candidato à Presidência da República, negociou em 2023 o repasse de emendas parlamentares com Robson Calixto, conhecido como “Peixe”. Calixto foi condenado este ano por organização criminosa no processo que apura o assassinato da vereadora Marielle Franco.

 

Segundo a apuração policial, revelada pelo jornal Estado de S. Paulo, a assessora parlamentar Maria de Fátima Bezerra Castro enviou um convite para que o miliciano participasse de um evento com o senador, ocasião em que ele poderia cobrar presencialmente a liberação das verbas.

 

As informações integram um inquérito da PF deflagrado em julho deste ano (Operação Emendatio), autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, para apurar supostos desvios de emendas enviadas a entidades do Rio de Janeiro vinculadas ao ex-deputado Chiquinho Brazão e ao ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão.

 

Até o momento, não era público que uma das suspeitas da operação envolvia o repasse de R$ 199 mil feito por meio de emenda parlamentar de Flávio Bolsonaro. O senador não foi alvo de mandados na ação.

 

SUSPEITA INDEVIDA
Essas conversas foram apreendidas pela PF no celular de Calixto em março de 2024, durante busca e apreensão — aparelho no qual a assessora constava como “Fafá Flávio Bolsonaro”

 

As mensagens mostram cobranças do investigado por verbas entre outubro e novembro de 2023. O Portal da Transparência confirma o repasse de R$ 199 mil da emenda do senador ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop) em 29 de novembro de 2023. Calixto solicitou novos repasses no ano seguinte, mas não há registro de outras transferências efetuadas.

 

A apuração indica que Maria de Fátima aconselhou o interlocutor a encontrar Flávio Bolsonaro pessoalmente e solicitou, como vantagem indevida, 4 ingressos para um camarote no Sambódromo no desfile das campeãs do Carnaval do Rio de Janeiro. Calixto solicitou os bilhetes a um empresário local, que forneceu as entradas para atender ao pedido da assessora.

 

A PF aprofundou dados colhidos na investigação do caso Marielle após suspeitas sobre os repasses virem à tona inicialmente em reportagem do jornal O Globo, em março deste ano. Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) anexada ao inquérito detectou que parte das verbas destinadas ao Ifop foi utilizada para pagar um escritório de advocacia pertencente aos próprios proprietários do instituto, sinalizando indício de desvio de recursos públicos.

 

Esta é a segunda investigação recente da PF em que o nome do parlamentar é citado. O senador também aparece em inquérito sobre solicitação de recursos feita pelo banqueiro Daniel Vorcaro a um fundo nos Estados Unidos, sob a justificativa de patrocínio ao filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

Procurado por meio de sua assessoria de comunicação, o senador Flávio Bolsonaro declarou em nota que a destinação do montante seguiu a legislação e os critérios técnicos exigidos:

 

“A emenda foi destinada dentro da legislação vigente e dos critérios técnicos do Ministério do Esporte. A entidade executora apresentou notas fiscais dos materiais adquiridos e devolveu os valores não utilizados. A responsabilidade pela execução dos recursos é da entidade beneficiária, não do parlamentar. Eventuais irregularidades devem ser apuradas pelos órgãos de controle, como determina a lei”, alega.

 

O parlamentar não manifestou posicionamento sobre as conversas registradas entre sua assessora e Robson Calixto. A assessora Maria de Fátima Bezerra Castro não retornou aos contatos da reportagem, e a defesa de Calixto não respondeu aos questionamentos.

 

A defesa de Domingos Brazão informou que não atuou no caso citado, enquanto a defesa de Chiquinho Brazão declarou não ter conhecimento da investigação.

Flávio Bolsonaro dispara na plataforma Polymarket, chega a 60% de chance de vitória e Elon Musk reage: "Uau"!
Foto: Montagem com reprodução de redes sociais e Agência Senado

Em uma disparada nos últimos 11 dias, o senador Flávio Bolsonaro (PL) atingiu na manhã desta segunda-feira (21) o seu mais alto patamar como favorito a vencer a disputa pelo Palácio do Planalto nas eleições de outubro, conforme mostram estimativas do Polymarket, plataforma digital do chamado mercado de previsão. 

 

Após ter ultrapassado Lula nas previsões do Polymarket no dia 10 de setembro, Flávio cresceu cerca de oito pontos percentuais e inicia a semana nesta segunda com 60% de apostas na sua vitória. Já o presidente Lula caiu para 40% de previsões em sua vitória nas eleições de outubro. 

 

O crescimento de Flávio Bolsonaro no Polymarket foi citado pelo bilionário Elon Musk neste domingo (20). Musk reagiu com a expressão “Wow” (“Uau”) a uma publicação na rede X que destacava os números atribuídos a Flávio Bolsonaro (PL) e Lula no mercado de previsões.

 

A publicação compartilhada por Musk no domingo apresentava Flávio com 58% e Lula com 42% nas estimativas da plataforma para a eleição presidencial brasileira. De lá pra cá, Flávio subiu mais dois pontos percentuais, chegando a 60%.

 

A expectativa de vitória de Lula na plataforma Polymarket foi caindo desde o início de agosto, quando o presidente marcou sua maior diferença para Flávio Bolsonaro. Em 1º de agosto, Lula tinha 67% de chances de vitória, contra apenas 25% de Flávio, uma diferença de mais de 40 pontos percentuais. Essa vantagem foi caindo progressivamente até o dia 10 de setembro, quando Flávio passou Lula e passou a liderar as previsões de vitória na eleição brasileira. 

 

A Polymarket é uma plataforma internacional do mercado de previsões, em que apostadores negociam suposições com dinheiro real — geralmente em criptomoedas — sobre a probabilidade de eventos futuros ocorrerem. As estimativas não seguem critérios metodológicos e o mercado preditivo é proibido no Brasil.

 

No mês de abril, o Conselho Monetário Nacional aprovou uma resolução que proíbe a oferta e a negociação de apostas atreladas a temas políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento no Brasil praticadas por plataformas que atuam em mercados preditivos. Na prática, a resolução impede as plataformas de oferecerem apostas sobre eleições, jogos, reality shows e outros acontecimentos que não sejam econômicos, a critério da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

BTG/Nexus: Lula empata com Flávio Bolsonaro, Caiado e Augusto Cury nas simulações de segundo turno
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil, Senado e reprodução de redes sociais

A mais nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (21), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um cenário de empate técnico com outros três candidatos nas simulações de disputa em um eventual segundo turno. Lula empata com o senador Flávio Bolsonaro, com o ex-governador Ronaldo Caiado e com o escritor Augusto Cury nesses cenários, segundo a pesquisa.

 

Em eventual disputa contra Flávio Bolsonaro, Lula aparece numericamente à frente, com 46%, enquanto o senador tem 45%. Do total de entrevistados, 7% dizem que votariam branco, nulo ou em nenhum dos nomes, enquanto 1% não sabem ou não responderam.

 

Na simulação entre Lula e Ronaldo Caiado, pelo primeira vez o candidato do PSD marcou o mesmo percentual de 45% verificado por Lula. Na rodada passada, o petista tinha 47% e o ex-governador, 41%.

 

Já na disputa contra o escritor Augusto Cury, Lula também aparece com um ponto à frente, a menor distância já verificada entre ambos. Nesta simulação, o atual presidente registra 44%, enquanto Augusto Cury aparece tecnicamente empatado, com 43%.

 

No cenário contra o candidato do Missão, Renan Santos, o líder petista mantém vantagem além da margem de erro. Em um eventual segundo turno contra Renan, o presidente tem 47% contra 39%.

 

A vantagem de Lula é um pouco menor em uma simulação contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Nese cenário, Lula tem 47% contra 41% de Zema. 

 

Na pesquisa espontânea, em que o entrevistado não tem acesso a uma lista de nomes, o presidente Lula lidera no número de menções, com 40%. Confira abaixo o resultado da simulação espontânea.

 

Lula (PT) - 40%
Flávio Bolsonaro (PL) - 34%
Augusto Cury (Avante) - 4%
Renan Santos (Missão) - 3%
Ronaldo Caiado (PSD) - 3%
Zema (Novo) - 1%
Outros - 2%
Nenhum/branco/nulo - 6%
Não sabe/não respondeu - 8%

 

Em relação à disputa em primeiro turno, o presidente Lula segue na liderança, com a mesma quantidade de intenções de voto do cenário espontâneo, 40%. Flávio Bolsonaro mantém os 37% que ele atingiu no levantamento passado. 

 

Veja abaixo o cenário de primeiro turno, de acordo com a pesquisa BTG/Nexus:

 

Lula (PT) - 40%
Flávio Bolsonaro (PL) - 37%
Augusto Cury (Avante) - 6%
Ronaldo Caiado (PSD) - 5%
Renan Santos (Missão) - 3%
Zema (Novo) - 1%
Samara Martins (UP) - 1%
Nenhum/branco/nulo - 4%
Não sabe/não respondeu - 2%

Os demais candidatos ficam com 0% das intenções de voto.

 

A pesquisa Nexus entrevistou 2.006 eleitores, entre os dias 18 e 20 de setembro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Banco BTG Pactual e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00485/2026.
 

Lula é citado por 38% e Flávio Bolsonaro por 31% em pesquisa sobre crise no STF, aponta pesquisa Datafolha
Fotos: Ronne Oliveira / Mauricio Leiro / Bahia Notícias | ACSPA

Pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (18), indica a percepção do eleitorado sobre os reflexos da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) nas campanhas políticas. Segundo o levantamento, 38% dos entrevistados avaliam que o atual momento da Suprema Corte prejudica o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 31% apontam prejuízo ao senador Flávio Bolsonaro (PL).

 

A opção de que a crise não prejudica nenhum dos candidatos foi citada por 25% dos eleitores, e 5% consideram que todos são afetados. Não souberam responder 14% dos ouvintes. Da mesma pesquisa, a esquerda é mais citada do que a direita em questão de espectro ideológico. O presidente Lula tem se descolar do caso, mesmo elogiando Moraes. 

 

Entre os demais pré-candidatos citados na pesquisa, Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) registraram 2% cada. O escritor Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) pontuaram 1% cada. Os pré-candidatos Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO), Edmilson Costa (PCB), Clariana Barão (DC) e Hertz Dias (PSTU) não atingiram 1% das citações.

 

A crise no STF intensificou-se nas últimas semanas em decorrência dos desdobramentos do Caso Master e do levantamento de sigilo, ordenado pelo ministro André Mendonça, de um relatório da Polícia Federal que inclui mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes.

 

Ainda na última terça-feira (15), a sessão da Suprema Corte sobre o tema foi encerrada sem decisão, após pedido de vista do ministro Flávio Dino, que dispõe de prazo de até 90 dias para devolver o processo. O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.

 

O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 15 e 16 de setembro. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04029/2026.

34% dos eleitores veem mais envolvimento da esquerda e 27% citam a direita no caso Master, aponta Datafolha
Fotos: Agência Brasil | Rebeca Menezes / Mauricio Leio / Bahia Notícias

Pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (18), indica a percepção do eleitorado sobre a presença de políticos de diferentes correntes ideológicas no escândalo envolvendo o Banco Master, investigado por suspeitas de fraudes e rede criminosa atribuídas ao ex-banqueiro e dono da instituição, Daniel Vorcaro.

 

Ao serem questionados sobre qual espectro político reúne a maioria dos envolvidos no caso, 34% dos entrevistados responderam ser a esquerda, enquanto 27% apontaram a direita. A opção de centro foi citada por 10% dos eleitores, e 13% avaliaram que políticos de todas as posições estão envolvidos. Não souberam responder 16% dos ouvidos, e a opção "nenhum" registrou 0%.

 

A Polícia Federal apura repasses e direcionamento de emendas efetuados por parlamentares ligados a Daniel Vorcaro. Os senadores Ciro Nogueira, Jaques Wagner e Flávio Bolsonaro negam a prática de irregularidades.

 

Em desdobramento recente do caso, o Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou, na última terça-feira (15), a sessão que analisava mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes sem alcançar uma decisão, após o ministro Flávio Dino formular pedido de vista, com prazo de suspensão de até 90 dias.

 

O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo. O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 15 e 16 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-04029/2026.

Flávio Bolsonaro afirma que manterá reajuste do Bolsa Família se vencer eleição
Foto: Reprodução / Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou que pretende manter o reajuste de 15,04% no programa Bolsa Família caso vença a eleição presidencial. Isso vem após o presidente Lula da Silva (PT) realizar um aumento no programa elevando o valor para R$ 600. O assunto é tema de disputa nas campanhas em período eleitoral. 

 

A afirmação foi concedida à Revista Oeste. Isso ocorreu logo após o parlamentar ter criticado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo aumento anunciado a poucos dias do primeiro turno das eleições, momento em que chegou a definir a quantia do reajuste como "merreca".

Eleitores de Lula e de Flávio tem visões radicalmente opostas sobre atuação de Mendonça e de Alexandre de Moraes
Foto: Alejandro Zambrana/STF

Um recorte da pesquisa PoderData/Aya divulgado nesta sexta-feira (18) revela como a orientação política dos eleitores determina a opinião a respeito da atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mais propriamente de Alexandre de Moraes e André Mendonça, que desde o começo de setembro se acusam mutuamente e tentam abrir investigações um contra o outro. 

 

A pesquisa questionou seus entrevistados sobre a aprovação ao trabalho de Alexandre de Moraes e de André Mendonça. Moraes teve aprovação de 33% e desaprovação de 57%, enquanto Mendonça teve sua atuação aprovada por 50% e desaprovada por 36% dos eleitores brasileiros. 

 

O PoderData/Aya cruzou as respostas dos eleitores sobre a avaliação dos ministros e a declaração de voto em um eventual segundo turno da eleição presidencial entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os que declaram voto em Flávio, 75% aprovam a atuação de André Mendonça no Supremo, enquanto outros 16% o desaprovam e 9% não sabem responder.

 

O cenário se inverte quando a avaliação de Mendonça é feita entre os eleitores de Lula. Nesse caso, apenas 21% aprovam Mendonça, enquanto 60% desaprovam sua atuação e outros 19% não sabem.

 

Já na avaliação do ministro Alexandre de Moraes, 91% dos eleitores do candidato do PL desaprovam o trabalho dele, enquanto apenas 4% aprovam e 5% não sabem responder. Os percentuais se invertem quando a avaliação de Moraes é feita por quem declara voto em Lula: 67% aprova atuação do ministro, contra 18% que desaprovam e 15% que não souberam responder. 

 

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, com recursos próprios. O levantamento teve parceria de divulgação com o Aya Bancah. Os dados foram coletados de 13 a 16 de setembro de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos.  

 

Foram 3.000 entrevistas em 623 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. O intervalo de confiança é de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-00360/2026.
 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Eu já vi muito motivo pra atrasar obra, mas tartaruga é a primeira vez. Mas tem coisas que eu preferia não ver mesmo, como o Menudo Envelhecido soltando a voz. E enquanto Roto atua para embelezar o Judiciário, o Legislativo se pergunta quem teria enviado a infame mensagem pra Vorcaro. No meio disso tudo, o Molusco fez as bets provarem do próprio veneno, e Cunha segue encontrando mais um responsável pelo seu sofrimento. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Luiz Inácio Lula da Silva

Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: Reprodução / X

"Ele não gosta de toque, sabe? As mulheres aprendem a tomar toque desde quando é pequena. O homem não, ele é cheio de trejeitos, ele não sabe que quando tiver câncer de próstata, vão dar muito toque nele". 


Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao afirmar que “homem não gosta de toque”, ao falar sobre a evolução do sistema de saúde brasileiro e a resistência de homens ao exame de próstata. 

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) nesta segunda

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Executivo estadual e ao Senado nas eleições de 2026. O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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