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Artigos

Gustavo Falcón
O Paraguaçu sob ataque
Foto: Acervo pessoal

Multimídia

Alex Santana revela convite de ACM Neto para assumir secretaria

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Em entrevista ao Projeto Prisma, com Fernando Duarte, o secretário de Relações Institucionais de Salvador e deputado federal licenciado, Alex Santana (Republicanos), afirmou que a decisão de não disputar a reeleição em 2026 foi motivada exclusivamente por razões pessoais.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

jaques wagner

Alcolumbre cancela sessão do Congresso e sai em defesa de Wagner, chamando-o de "colega respeitado por todos"
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (18), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manifestou solidariedade ao líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), alvo de operação da Polícia Federal devido às relações dele com o banco Master. Alcolumbre condenou a polarização política que leva políticos a serem condenados antes até mesmo de serem julgados.

 

“Meu apoio, minha solidariedade integral a um colega senador da República. [...] Tenho a convicção que, no decorrer do processo, as verdades do senador Jaques Wagner virão à tona e elas serão comprovadas. Um dia elas serão julgadas, é lá nesse dia que a pessoa pode ser condenada ou inocentada”, disse o presidente do Senado.

 

“Ninguém nesse país pode ser condenado antes do trânsito em julgado. E todos nesse país podem ser investigados. Isso é normal no Estado democrático de Direito, mas todos também têm que ter a presunção da inocência”, completou Alcolumbre.

 

As investigações da PF indicam que Jaques Wagner teria atuado no Congresso Nacional em favor de pautas relacionadas aos interesses do Banco Master. O Bahia Notícias teve acesso à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que oficializou a liberação dos mandados de busca e apreensão na residência do parlamentar nesta quinta (18). 

 

No documento oficial, a Polícia Federal aponta que os indícios da relação entre Wagner e o banco de Vorcaro foram divididos em três eixos, que vão desde o favorecimento financeiro por meio de propinas e presentes até a atuação parlamentar como líder do governo no Senado.

 

Davi Alcolumbre, na entrevista, disse respeitar o papel das instituições, mencionando a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça, “mas a gente precisa ter a compreensão de que esse mantra de que todo mundo é culpado até que se prove que é inocente está errado”.

 

O presidente do Senado disse ainda que o senador Jaques Wagner “é um colega, respeitado por todos, cuja trajetória política é admirada e que teve a legitimidade do voto popular”.

 

Na última terça (16), no plenário do Senado, após Alcolumbre se defender de acusações sobre envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro e negar que recebeu US$ 30 milhões em uma conta no exterior, Jaques Wagner manifestou sua solidariedade ao senador. Wagner disse que a revista Veja mentia e que se tratava de uma 'guerra de narrativas'.

 

“Eu já desafiei vários a me mostrarem qual foi a investigação da Federal que encontrou algo sobre V. Exa., na medida em que foi citado agora, ou sobre o meu comportamento e o comportamento do ex-governador Rui Costa”, afirmou o senador Jaques Wagner no plenário.

 

Antes de divulgar a nota de solidariedade, Davi Alcolumbre havia cancelado a realização de uma sessão do Congresso Nacional, marcada para a manhã desta quinta (18). Segundo Alcolumbre, a sessão foi cancelada por falta de acordo entre as lideranças e uma nova sessão deve ser agendada para no máximo 15 dias, antes do início do recesso parlamentar.

 

A sessão desta quinta havia sido agendada para analisar dezenas de vetos presidenciais pendentes de apreciação, além de projetos de lei nos quais o Executivo pede ao Congresso autorização para destinar créditos adicionais a órgãos públicos dentro do Orçamento de 2026.
 

PF aponta Eduardo Sodré como interlocutor de pagamentos entre Wagner e Augusto Lima
Foto: Vaner Casaes / AL-BA

 

A Polícia Federal definiu a atuação de Eduardo Sodré como interlocutor de pagamentos entre o senador Jaques Wagner, seu padrasto, e Augusto Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro. Ao Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18), a PF resume que Eduardo "teria exercido papel ativo nas cobranças" dos valores repassados ao senador em forma de vantagens financeiras.

 

O Bahia Notícias teve acesso à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que oficializou a liberação dos mandados de busca e apreensão contra Jaques Wagner e Augusto Lima. Nos registros destacados na peça jurídica, a Polícia Federal diz que, em conversas com Augusto Lima, o secretário estadual do Meio Ambiente da Bahia teria mencionado boletos, notas fiscais, documentos a serem assinados e providências necessárias à formalização de pagamentos.

 

LEIA MAIS: 

 

Uma das transferências da PKL One Participações S.A. — empresa do grupo de Augusto Lima — à BN Financeira, empresa de Bonnie Bonilha — esposa de Eduardo Sodré e, consequentemente, nora de Jaques Wagner —, no valor de R$ 3,5 milhões, teria sido precedida por diálogos nos quais ele cobrava os pagamentos das pendências financeiras, em outubro de 2025.

 

A autoridade policial aponta ainda que, em uma planilha no celular de Daniel Lopes Monteiro, operador vinculado ao núcleo empresarial e jurídico-financeiro de Augusto Lima e do Banco Master, constam pagamentos a “Dudu”, que, segundo a investigação, corresponderia a Eduardo Sodré, com valores superiores a R$ 2,34 milhões.

 

Segundo o documento do STF, esses apontamentos da investigação foram suficientes para justificar a busca em seus endereços residenciais e profissionais. Conforme a peça, a busca e apreensão relacionada a Eduardo Sodré na Operação Compliance Zero prevê a apreensão de documentos, contratos, notas fiscais, registros bancários, comunicações e dispositivos eletrônicos relativos à BN Financeira e empresas correlatas.

Além de apartamentos, propinas do Master a Wagner teriam incluído camarote em show nos EUA
Foto: Elza Fiuza/ Agência Brasil

Alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, o senador Jaques Wagner (PT) teve os gastos discriminados pela Polícia Federal na investigação que apura o suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros que envolve, ainda, os gestores do Banco Master.

 

O Bahia Notícias teve acesso à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que oficializou a liberação dos mandados de busca e apreensão na residência do parlamentar nesta quinta-feira (18). No documento oficial, a Polícia Federal aponta que Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, pagou ao líder do governo no Senado as despesas de um “show de cantora internacional” na Califórnia, nos Estados Unidos, a um custo de R$ 63,3 mil.

 

No documento, consta que, em junho de 2023, foi orientada a compra dos ingressos para familiares do senador. "A aquisição dos bilhetes, que também foi objeto de diálogo envolvendo JOÃO CARLOS MANSUR, teria sido realizada pela empresa REAG Investimentos S.A, pelo valor total de R$ 63.339,00".

 

Em novembro de 2023, uma nova troca de mensagens traz o assunto dos ingressos. Na ocasião, o senador questiona sobre os "ingressos de sábado", referente a um show no dia 25 de novembro de 2023, e, logo em seguida, foram enviados arquivos de ingressos para um camarote.

 

SOBRE A OPERAÇÃO COMPLIANCE ZERO
Além de Jaques Wagner, o secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Sodré, também foi um dos alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero na Bahia. 

 

A operação, que investiga um esquema de irregularidades do Banco Master no sistema financeiro nacional, realizou cumpriu 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal.

 

Na Bahia, a ação foi cumprida inicialmente na residência do senador e líder do Partido dos Trabalhadores (PT) no Congresso Jaques Wagner, no Corredor da Vitória, em Salvador. 

 

Entre as formas de pagamento estariam os valores pagos durante anos pela empresa da enteada, viagens em jatinhos particulares de Daniel Vorcaro e ainda um apartamento avaliado em R$2,5 milhões de reais no Horto Florestal, bairro de luxo em Salvador.

Na última terça, Wagner rechaçou notícias sobre sua ligação com caso Master e disse: "A verdade sempre vencerá"
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Na sessão plenária do Senado na última terça-feira (16), o líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), disse que processaria a revista Veja por fazer ilações a respeito de ligações dele e do PT da Bahia com o dono do Master, Daniel Vorcaro. O senador disse também que procuraria o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para saber se havia alguma acusação contra ele ou declaração de alguém que o envolvesse em atividades suspeitas. 

 

A fala do líder do governo se deu em uma manifestação de solidariedade ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Naquela mesma sessão, Alcolumbre negou informações divulgadas pela Veja de que teria recebido cerca de US$ 30 milhões de Vorcaro em uma conta no exterior. Jaques Wagner disse que a revista mentia e que se tratava de uma 'guerra de narrativas'.

 

“Do meu ponto de vista, meu advogado já está preparando a peça para processar, e eu quero saber a mesma verdade. Eu vou perguntar ao chefe da Polícia Federal, Dr. Andrei, se essa coisa pode chegar a alguém para me acusar, eu quero saber também para poder me defender”, afirmou o senador baiano. 

 

No seu discurso na última terça, Jaques Wagner reiterou que não possuía qualquer vínculo com Daniel Vorcaro ou o Banco Master, e classificou as informações da revista como infundadas.

 

“Eu estou muito à vontade porque não tenho, como V. Exa. afirmou, nenhuma relação com ... Conheci esse senhor duas vezes, uma vez em Salvador e uma vez em São Paulo. Não tenho nenhuma relação com ele, não tenho nenhum negócio. Aliás, eu não tenho nem CNPJ, eu só tenho CPF - eu não tenho CNPJ. Então, eu quero me solidarizar com V. Exa. e antecipar que meu advogado já está preparando a peça para processar a revista”, reforçou o senador.

 

Jaques Wagner aproveitou ainda para criticar a forma como a delação premiada vem sendo utilizada dentro de um contexto de guerra política e voltada à difamação da classe política. Para o senador, há uma distorção no uso da delação, que, para ele, tem servido de instrumento para coerção e obtenção de elementos de acusação que posteriormente não se sustentam.

 

“Nós, acho, cometemos um erro, o Congresso Nacional. A lei de delação premiada, que foi aprovada ainda no tempo da presidenta Dilma, admitiu a delação premiada com as pessoas sob coação, com as pessoas presas. Na verdade, foi com essa delação, sob coação psicológica, ou real, que se arrancou um número infindável de acusações que levaram [...] Lula à cadeia. Talvez, naquele momento, a gente não tenha se dado conta da violência”, explicou o senador Jaques Wagner.

 

Além do discurso, o líder do governo publicou um vídeo em suas redes sociais afirmando que a informação da revista Veja sobre ele seria mentirosa e que foi proveniente de uma delação que não se concretizou. 

 

“A capa da Veja trata de uma delação inexistente, já negada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. A verdade sempre vencerá”, afirmou o senador do PT da Bahia, alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta (18) por relações suspeitas com o dono do Banco Master. 
 

André Mendonça nega busca e apreensão contra Bonnie e Patrich Toaldo Bonilha na Operação Compliance Zero
Foto: Divulgação

A 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18), resultou no cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito das investigações sobre supostas irregularidades envolvendo o Banco Master no sistema financeiro nacional.

 

As ações, que abrangeram diferentes localidades, incluíram a casa do senador Jaques Wagner (PT), em Salvador. No entanto, em decisão judicial, o ministro André Mendonça indeferiu o pedido de medida de busca e apreensão em relação a Bonnie Toaldo Bonilha, esposa de Eduardo Sodré e vinculada à estrutura societária da BN Financeira, e Patrich Toaldo Bonilha, irmão de Bonnie.

 

A decisão, registrada nos autos, determina: “Indefiro a medida de busca e apreensão em relação a Bonnie Toaldo Bonilha e a Patrich Toaldo Bonilha".

PF aponta pagamentos a enteada e imóvel de R$ 2,5 mi no Horto Florestal como propina à Jaques Wagner
Foto: Reprodução/mouradubeux

A Polícia Federal realiza uma ação de busca e apreensão na residência do senador Jaques Wagner, na manhã desta quinta-feira (18), no Corredor da Vitória, em Salvador. Segundo informações da jornalista Malu Gaspar, do O Globo, as buscas visam aprofundar a investigação sobre indícios de que o líder do PT no Senado tenha recebido pagamentos do Banco Master. 

 

Entre as formas de pagamento estariam os valores pagos durante anos pela empresa da enteada, viagens em jatinhos particulares de Daniel Vorcaro e ainda um apartamento avaliado em R$2,5 milhões de reais no Horto Florestal, bairro de luxo em Salvador.

 

Entre esses indícios desses pagamentos estão mensagens trocadas por Wagner e o sócio de Vorcaro, Augusto Lima, além de documentos que mostram os pagamentos feitos à enteada do senador, Bonnie Bonilha, que recebeu cerca de R$11 milhões do Master por meio de um contrato de consultoria. 

 

O marido de Bonnie Bonilha, Eduardo Sodré, que é secretário estadual do Meio Ambiente da Bahia, também foi um dos alvos da operação. A operação de hoje também coloca no centro das investigações o ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima, que segundo as apurações era quem manejava boa parte das relações com políticos, em especial com o Congresso Nacional.

 

A suspeita da PF ainda inclui informações de que o senador petista teria feito lobby no governo pela aprovação da compra do Master pelo BRB e no Senado pela aprovação da “emenda Master”, que foi apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PI-PP). A emenda em questão propunha aumentar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito para investimentos em CDBs.

 

A emenda interessava diretamente ao Master porque seus negócios eram largamente lastreados em CDBs que rendiam acima das taxas médias do mercado.

Compliance Zero: Nova operação da PF tem Jaques Wagner como alvo e realiza ação na casa do senador
Foto: Agência Brasil

A 9ª fase da Operação Compliance Zero cumpriu, nesta quinta-feira (18), 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no âmbito do esquema de irregularidades do Banco Master no sistema financeiro nacional. Segundo o Estadão, a ação cumprida na Bahia foi realizada na casa do senador Jaques Wagner (PT), em Salvador. 

 


Foto: Reprodução

 

Os mandados foram cumpridos nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Também estão sendo cumpridas medidas cautelares diversas da prisão, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaporte.

 

Esta fase da operação apura a eventual participação de um agente público no esquema. (Reportagem atualizada às 7h21)

Senado aprova projeto e após sanção presidencial, Salvador será a sede do governo federal no dia 2 de julho
Fotos: André Carvalho / Bahia Notícias

Em votação simbólica, foi aprovado no plenário do Senado, na sessão desta terça-feira (16), o PL 5672/2025, que transfere simbolicamente a sede do governo federal para a cidade de Salvador, no dia 2 de julho de cada ano. Com a aprovação, o projeto seguirá para sanção presidencial.

 

A aprovação deve permitir que já neste ano de 2026, a cidade de Salvador seja a sede oficial do governo federal no próximo dia 2 de julho. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve participar, pelo quarto ano seguido, das comemorações do 2 de Julho em Salvador, data que celebra a Independência da Bahia. A expectativa é que o presidente acompanhe o tradicional cortejo pelas ruas da capital baiana. 

 

No Senado, o projeto, de autoria do deputado Leo Prates (Republicanos-PB), foi relatado pelo líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA). O deputado Leo Prates acompanhou a votação e ao final, foi parabenizado pelo projeto pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). 

 

Segundo a proposta do deputado Léo Prates, a transferência da capital federal ocorrerá sem prejuízo das atividades essenciais em Brasília, limitando-se aos atos oficiais e simbólicos que se fizerem necessários durante o 2 de julho em Salvador. Pelo texto, caberá ao Poder Executivo, em coordenação com os demais poderes e as autoridades do Estado da Bahia e do município de Salvador, dispor sobre a logística, segurança e infraestrutura necessárias para a realização dos atos oficiais no dia 2 de julho.

 

“A transferência simbólica da capital federal para Salvador nesta data visa não apenas homenagear esses feitos, mas também resgatar a memória histórica do país, garantindo que o protagonismo baiano seja devidamente reconhecido em nível nacional”, disse Léo Prates na justificativa do projeto.
 

Em seu discurso, o baiano agradeceu aos apoiadores do projeto e afirmou que se trata de um "marco" pela importância do estado para o Brasil. “Agradeço aos presidentes Hugo Motta e David Alcolumbre por levarem a pauta aos plenários e ao deputado Gabriel Nunes pela relatoria. Estendo o agradecimento aos senadores baianos Otto Alencar e Jaques Wagner pela defesa contundente da causa. É um marco pela importância histórica da Bahia pela soberania nacional”, declarou Prates.
 

Senado votará projeto de Leo Prates que transfere a sede do governo federal para Salvador no dia 2 de julho
Foto: Reprodução Redes Sociais

O Senado deve votar, na sessão plenária desta terça-feira (16), o PL 5672/2025, que transfere simbolicamente a sede do governo federal para a cidade de Salvador, no dia 2 de julho de cada ano. O projeto, de autoria do deputado Leo Prates (Republicanos-PB), já foi aprovado pela Câmara no mês de março.

 

No Senado, o PL 5.672/2025 é relatado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA), que em seu parecer manteve o texto da Câmara. O projeto determina que a mudança simbólica inclua atividades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União durante as celebrações da Independência da Bahia, considerada o marco da consolidação da Independência do Brasil. 

 

Segundo a proposta apresentada pelo deputado Léo Prates, a transferência da capital ocorrerá sem prejuízo das atividades essenciais em Brasília, limitando-se aos atos oficiais e simbólicos que se fizerem necessários durante o 2 de julho em Salvador. Pelo texto, caberá ao Poder Executivo, em coordenação com os demais poderes e as autoridades do Estado da Bahia e do município de Salvador, dispor sobre a logística, segurança e infraestrutura necessárias para a realização dos atos oficiais no dia 2 de julho.

 

O deputado Léo Prates justificou a medida como forma de reconhecer e valorizar a importância histórica da Bahia e do seu povo na luta pela independência e formação do estado-nação brasileiro. 

 

“A transferência simbólica da capital federal para Salvador nesta data visa não apenas homenagear esses feitos, mas também resgatar a memória histórica do país, garantindo que o protagonismo baiano seja devidamente reconhecido em nível nacional”, disse Léo Prates. 

 

No seu parecer, o senador Jaques Wagner destaca que essa não é a primeira vez que a sede do governo federal é transferida temporariamente ou que Salvador recebe essa estrutura. A medida já foi adotada pela Lei 8.675, de 1993, que transferiu a sede para a capital baiana em julho de 1993, durante as reuniões da 3ª Conferência Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo. 

 

Outro exemplo citado pelo senador baiano é a Lei 15.251, de 2025, que transferiu a sede federal para Belém, no Pará, em novembro do ano passado, durante a 30ª Conferência das Partes sobre Mudança do Clima (COP-30).

 

Ao defender a aprovação da proposta, Wagner destacou que a escolha da data homenageia a Independência da Bahia, que consolidou a soberania nacional ao expulsar as forças portuguesas. 

 

"Salvador, que foi a primeira capital e berço histórico da formação política do Brasil, simboliza o lugar em que nosso país deixou de ser apenas uma declaração formal às margens do Ipiranga para se tornar, de fato, uma nação livre", disse Wagner.
 

Suplência de Wagner não altera planos do PSB, diz Vitor Bonfim ao comentar cenário de Lídice da Mata
Maurício Leiro / Bahia Notícias

O deputado estadual Vitor Bonfim (PSB) afirmou que o Partido Socialista Brasileiro está concentrado no fortalecimento de sua chapa para a Câmara dos Deputados e que uma eventual indicação da deputada federal Lídice da Mata (PSB) para a suplência do senador Jaques Wagner (PT) não altera os planos eleitorais da legenda para 2026. Em entrevista ao Bahia Notícias durante a Bahia Farm Show, ele destacou que a direção nacional do partido orientou os diretórios estaduais a priorizarem a formação de chapas competitivas para deputado federal, diante da necessidade de superar a cláusula de barreira.

 

Segundo o parlamentar, o PSB construiu uma nominata considerada robusta, reunindo candidatos com histórico eleitoral consolidado e potencial para ampliar a bancada baiana em Brasília. “O PSB optou por centrar forças na chapa de federal. Construímos uma chapa robusta, com nomes fortes e já testados nas urnas. Nossa perspectiva é eleger três deputados federais agora em 2026”, afirmou.

 

A declaração ocorre em meio às discussões sobre a primeira suplência da candidatura de Wagner ao Senado. Nos bastidores da base governista, Lídice aparece entre os nomes mais cotados para ocupar a vaga, enquanto o PSD tem defendido a indicação do ex-prefeito de Salvador Edvaldo Brito (PSD).

 

Antes, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) havia afirmado ao BN que o grupo trata a definição das suplências com tranquilidade e dentro do prazo eleitoral. “Estamos tranquilos porque estamos no prazo. Temos o governador, o vice e os dois senadores. O PT está dialogando isso com os partidos, mas o que é importante é que já temos a chapa completa”, declarou.

 

Questionado sobre a possibilidade de Lídice abrir mão da tentativa de reeleição para assumir a suplência, Bonfim afirmou que o partido está preparado para qualquer cenário e acredita que os votos ligados à liderança da deputada permanecerão dentro da legenda.

 

“Independentemente do caminho político que a deputada Lídice da Mata resolver seguir, nossa intenção continua sendo eleger três deputados federais. Se ela receber um convite ou optar por outro projeto político, esses votos vão permanecer dentro do partido”, disse.

 

A eventual escolha de Lídice para a suplência tem sido acompanhada com atenção dentro do PSB. A deputada é uma das principais lideranças da legenda no estado e uma eventual saída da disputa pela reeleição à Câmara Federal poderia impactar a distribuição de votos da chapa proporcional.

 

A definição das suplências integra as últimas pendências da composição da chapa governista para 2026. A primeira suplência da candidatura do ex-governador Rui Costa (PT) ao Senado já foi anunciada e ficará com o ex-deputado federal Ronaldo Carletto (PP).

Jerônimo afirma que definição de suplência de Wagner segue em aberto
Maurício Leiro / Bahia Notícias

A definição da primeira suplência da candidatura à reeleição do senador Jaques Wagner (PT) continua sem anúncio oficial. Durante entrevista ao Bahia Notícias, nesta segunda-feira (8), o governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou que a base governista trata o assunto com tranquilidade e dentro do calendário eleitoral.

 

O gestor ressaltou que as principais posições da chapa já estão definidas e que as conversas sobre as vagas restantes continuam em andamento. “Estamos tranquilos porque estamos no prazo. [...] Temos o governador, o vice e os dois senadores. O PT está dialogando isso com os partidos, mas o que é importante é que já temos a chapa completa”, declarou.

 

A disputa pela primeira suplência de Wagner envolve atualmente dois nomes que vêm sendo citados nos bastidores políticos: a deputada federal Lídice da Mata, presidente estadual do PSB, e o ex-prefeito de Salvador Edvaldo Brito, ligado ao PSD. Na última semana, a bancada do PSD na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) divulgou apoio público à indicação de Edvaldo para a vaga.

 

Já Lídice aparece entre os nomes cotados para compor a chapa de Wagner. Informações de bastidores apontam que a deputada avalia a possibilidade de abrir mão da disputa por mais um mandato na Câmara Federal para assumir a suplência ao Senado.

Anúncio de Carletto como suplente de Rui foi "surpresa" para aliados; restante da chapa deve ser definida em julho
Foto: Divulgação PT-BA

A composição da chapa majoritária do grupo governista na Bahia segue sem definição e com ruídos internos. Um integrante da base aliada afirmou, em reserva, que o anúncio do ex-deputado federal Ronaldo Carletto (Avante) como primeiro suplente de Rui Costa (PT) foi feito sem consulta prévia aos demais aliados. O mesmo interlocutor apontou, inclusive, que a primeira suplência do senador Jaques Wagner (PT) também não está definida e que a chapa completa só deve ser fechada perto das convenções partidárias, marcadas entre 20 de julho e 5 de agosto.

 

O nome de Carletto foi confirmado na última quinta-feira (28) durante evento em Ilhéus com prefeitos das regiões Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia. O anúncio, feito sem alinhamento prévio com os demais grupos políticos da base governista, teria sido uma surpresa aos aliados. 

 

Do lado de Wagner, a disputa pela primeira suplência envolve ao menos três nomes. A bancada do PSD na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) divulgou nota pública nesta terça-feira (2) em apoio ao ex-prefeito de Salvador Edvaldo Brito, destacando sua trajetória política e acadêmica. O ex-prefeito de Belo Campo, Quinho Tigre (PSD), também chegou a externalizar articulação para a vaga. 

 

Já o PCdoB, que integra a Federação Brasil da Esperança ao lado do PV e do PT, formalizou a indicação da vereadora Aladilce Souza para compor a chapa majoritária.

 

O Bahia Notícias havia divulgado na última quarta-feira (27) que o nome da deputada federal Lídice da Mata (PSB), presidente estadual do partido, já teria sido definido para a suplência de Wagner, após ela aceitar convite feito pelo próprio senador.

 

"A suplência de Wagner só não será de Lídice se ela renunciar ao aceite. Porque aceitar, já aceitou", revelou, em reserva, um aliado próximo ao senador petista.

 

Mesmo com esse aceite divulgado, a fonte ouvida agora pelo Bahia Notícias contradiz a informação e reforça que nada está fechado, e que o ritmo das negociações indica que a definição só virá perto do prazo das convenções.

 

A novela da chapa já acumulou outros capítulos. A manutenção de Geraldo Jr. (MDB) na vice-governadoria foi anunciada após desgaste interno, assim como a formação da dobradinha Jaques Wagner e Rui Costa no Senado, decisão que deixou o senador Angelo Coronel (Republicanos) fora da composição.

 

PRESSÃO SOBRE LÍDICE
A deputada federal Lídice da Mata enfrenta um dos cenários mais delicados de sua trajetória política na disputa de 2026. Ao aceitar a suplência de Wagner, ela abriria mão da reeleição à Câmara Federal num momento em que o PSB filiou nomes de peso para a corrida federal, criando concorrência direta dentro do próprio partido.

 

Na reta final da janela partidária, o PSB incorporou Mário Negromonte Jr., Vitor Bonfim e Elisângela, todos com potencial eleitoral consolidado. Os números de 2022 ajudam a entender o tamanho do problema: Negromonte Jr. somou 147.711 votos, superando Lídice, que obteve 112.385. Vitor Bonfim, então candidato a deputado estadual, teve 68.043 votos, e Elisângela alcançou 73.138. Com a migração desses nomes para a disputa federal, a tendência é de pulverização dos votos dentro do próprio partido.

 

O convite de Wagner a Lídice teria dupla motivação. A primeira seria a gratidão do senador petista à deputada: em 2018, ela foi preterida na chapa majoritária pelo nome de Angelo Coronel, que depois migrou para a oposição. A segunda razão teria relação com Salvador. Pesquisas internas da base governista apontam que Lídice teria vantagem entre os postulantes à Câmara Federal quando considerados os votos da capital, de acordo com fontes ligadas ao governo. Em 2022, dos 112.385 votos obtidos pela deputada, 51.105 vieram de Salvador.

 

A saída de Lídice da disputa proporcional, portanto, representaria uma conta extra para viabilizar a eleição dos recém-chegados Mario Jr. e Vitor Bonfim pelo PSB.

Ex-secretário de Jaques Wagner é condenado a prisão pelo TJ-BA por calúnia e difamação contra empresário
Foto: Reprodução / Gov.BA

Em uma ação movida pelo advogado Roberto Podval, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) condenou o ex-secretário estadual do governo do agora senador Jaques Wagner (PT), James Silva Santos Correia, pelos crimes de calúnia e difamação contra o empresário Carlos Suarez. A decisão foi proferida pela Segunda Câmara Criminal da Corte em maio de 2026 e reformou uma sentença de primeira instância que havia absolvido o ex-gestor por entender não haver dolo específico para a prática dos crimes.

 

Com a nova decisão, James Correia foi condenado a quatro anos, nove meses e 14 dias de detenção, em regime aberto, além do pagamento de 126 dias-multa. A pena privativa de liberdade foi substituída por duas penas restritivas de direitos.

 

O processo teve origem no envio de um e-mail contendo uma minuta de proposta de delação a um terceiro. No documento, o ex-secretário atribuía a Carlos Suarez o envolvimento em supostos esquemas de corrupção ativa, lavagem de dinheiro, caixa dois eleitoral e organização criminosa.

 

Ao julgar o caso, os desembargadores concluíram que as acusações foram feitas sem qualquer base probatória ou suporte factual mínimo. O acórdão destaca que James Correia associou o empresário a investigações de grande repercussão nacional, como a Operação Lava Jato e a Operação Faroeste, sem apresentar elementos que sustentassem as alegações.

 

Para os magistrados, ficou caracterizado o crime de calúnia, uma vez que o ex-secretário imputou falsamente a prática de crimes graves ao empresário.

 

Além disso, a Corte entendeu que houve difamação em razão da forma como Suarez foi retratado no documento. Segundo a decisão, a minuta utilizava expressões destinadas a desqualificar a reputação do empresário, fazendo referências à chamada "elite", aos "asseclas da mídia" e chegando a comparar o grupo empresarial ao do gângster norte-americano Al Capone.

 

Os desembargadores ressaltaram que a escolha das palavras e a estrutura do texto demonstravam a intenção de atingir o prestígio pessoal e profissional do empresário.

 

“O Apelado, ao redigir a minuta, conhecia a falsidade das acusações ou, no mínimo, agia com grave desprezo à verdade, porquanto não apresenta evidência ou fundamento, ainda que mínimo, para as ilações formuladas. A escolha deliberada de imputar crimes graves, sem qualquer base factual, evidencia o conhecimento da falsidade”, diz decisão obtida pelo Bahia Notícias. 

 

ENVIO A TERCEIRO
Durante o processo, a defesa de James Correia sustentou que o documento se tratava apenas de uma minuta preliminar encaminhada em caráter privado a um amigo e sócio, sem intenção de divulgação pública.

 

O argumento, porém, foi rejeitado pela Segunda Câmara Criminal. Para os magistrados, o simples envio do conteúdo a um terceiro já configura divulgação para fins penais. A decisão destaca ainda que a caracterização dos crimes contra a honra não depende da quantidade de destinatários, mas da vontade consciente de ofender e macular a reputação da vítima.

 

Outro ponto destacado no acórdão foi o fato de James Correia ter mantido uma relação profissional próxima com Suarez durante quase duas décadas. Segundo os desembargadores, essa circunstância reforça o entendimento de que o ex-secretário tinha pleno conhecimento da ausência de provas para sustentar as acusações formuladas.

 

A decisão afirma que ele agiu com "grave desprezo pela verdade" ao imputar condutas criminosas sem apresentar qualquer elemento concreto que as respaldasse.

 

PENA AGRAVADA
Na dosimetria da pena, o TJ-BA considerou que a utilização do correio eletrônico facilitou a propagação das acusações e ampliou o potencial lesivo das ofensas.

 

Os magistrados também levaram em conta a relevância da atividade empresarial exercida por Suarez e os possíveis impactos das acusações sobre sua imagem e reputação em âmbito nacional.

 

Outro fator considerado foi a idade da vítima. Como Carlos Suarez possuía mais de 60 anos à época dos fatos, foi aplicada a causa de aumento de pena prevista na legislação penal para crimes contra a honra praticados contra pessoa idosa.

 

HISTÓRICO
Esta é a segunda condenação criminal de James Correia em processos movidos por Carlos Suarez. Em janeiro de 2024, o ex-secretário já havia sido condenado pelos crimes de injúria e difamação após a divulgação de áudios em aplicativos de mensagens contendo ofensas dirigidas ao empresário. Na ocasião, a Justiça concluiu que as manifestações tinham o objetivo de atingir sua honra e dignidade.

 

Antes do rompimento que deu origem às disputas judiciais, James Correia tinha uma relação de proximidade com o empresário. Em setembro de 2011, a revista Veja publicou que James Correia e Carlos Suarez estariam na Espanha durante um evento promovido pela família do empresário.

 

OUTROS PROCESSOS
Além das ações envolvendo o empresário, James Correia também responde a uma denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) em fevereiro de 2025.

 

No processo, ele é acusado de violência psicológica contra sua ex-companheira, Magali de Oliveira Viana. Segundo a denúncia, o ex-secretário teria praticado atos intimidatórios e abusivos após o término do relacionamento, incluindo o compartilhamento não autorizado de imagens íntimas da vítima.

STF arquiva denúncia de corrupção contra senador Jaques Wagner por falta de provas
Foto: Reprodução / Alessandro Dantas

O Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão assinada pela ministra Cármen Lúcia, determinou o arquivamento de uma notícia-crime apresentada contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) e outras pessoas, sob a alegação de supostos crimes de associação criminosa, prevaricação, falsidade ideológica, corrupção e obstrução de justiça.

 

A decisão, proferida em novembro de 2022 e arquivada na sexta-feira (29), acolheu o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que opinou pela negativa de seguimento da petição, e concluiu pela inépcia da inicial e pela ausência de indícios mínimos de tipicidade penal.

 

O autor da notícia relatou à Corte que teria sido alvo de reiteradas perseguições por parte do Estado da Bahia, incluindo afastamentos indevidos de sua folha de pagamento como servidor público estadual concursado, sem a realização de processo administrativo disciplinar.

 

Segundo ele, os episódios ocorreram em quatro ocasiões entre 2002 e 2012, sendo o último afastamento motivado por denúncias que teria feito contra o então governador da Bahia, Jaques Wagner, e contra o presidente do Tribunal de Justiça do estado, que teria aposentado de forma irregular uma convivente do senador. O autor ainda alegou que o Estado da Bahia teria obstruído a Justiça ao dificultar o acesso a documentos por cerca de dez anos, só apresentados em uma ação cautelar em 2021.

 

Na análise do caso, a ministra Cármen Lúcia destacou que, embora o cidadão tenha o direito constitucional de petição, a peça apresentada era confusa, incongruente e não demonstrava, minimamente, indícios de autoria e materialidade delitiva.

 

Quanto ao senador Jaques Wagner, a decisão apontou que não havia qualquer elemento concreto que vinculasse sua conduta a tipos penais, sendo inviável a abertura de investigação.

 

A ministra acolheu a manifestação da PGR, que já havia sustentado a ilegitimidade do autor para postular diretamente medidas investigativas perante o STF, lembrando que, em se tratando de ação penal pública, a titularidade da ação cabe ao Ministério Público. O parecer da PGR também já indicava a inépcia da inicial e a ausência de justa causa para a deflagração de investigação criminal.

 

A ministra negou seguimento à petição e determinou o arquivamento dos autos.

PT libera pressão por CPMI do Banco Master após aval de Jaques Wagner
Edilson Rodrigues/Agência Senado

Parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) ganharam o aval do senador Jaques Wagner (PT), líder do governo Lula no Senado, para defender a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master no Congresso Nacional. A informação foi divulgada pelo deputado federal Pedro Uczai, líder do PT na Câmara, durante sessão nesta quinta-feira (21).

 

Segundo ele, a autorização foi discutida diretamente com Wagner após o avanço das pressões políticas pela instalação do colegiado. “O PT da Bahia avisou que pode tocar, não tem problema. Pode tocar. Eles nos liberaram. Vamos para cima. Eu conversei com Jaques Wagner sobre isso”, afirmou Uczai.

 

Mais cedo, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União), evitou fazer a leitura do requerimento que pede a criação da comissão. Segundo ele, a decisão sobre o momento da leitura é uma prerrogativa da presidência da Mesa do Congresso.

BN/Paraná Pesquisas: Rui Costa lidera e é citado por quase metade do eleitorado em embate ao Senado; confira
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O levantamento realizado pela Paraná Pesquisas, em parceria com o Bahia Noticias, também analisou o cenário de disputa pelas duas cadeiras baianas ao Senado Federal. A pesquisa revela certa vantagem ao ex-governador Rui Costa (PT).

 

No cenário estimulado, quando os candidatos são apresentados aos eleitores, podendo citar até dois nomes, Rui Costa surge com 48,8% dos votos, seguido do atual senador Jaques Wagner (PT) com 40,6%. Na sequência aparece João Roma (PL) com 24,8% e o atual senador Ângelo Coronel (Republicanos) com 23,2%. Delliana Ribeiro (PSOL) soma 5,3%. Nenhum, branco ou nulo são 14,1% e não sabem ou não opinaram formam 7,7%. 

 


Registro da pesquisa eleitoral BN/Paraná Pesquisas / Cenário estimulado

 

Já no cenário espontâneo, sem citar os candidatos, Rui Costa também lidera com 4,7%, seguido de Jaques Wagner com 3,6%, João Roma surge com 2,7%, seguido de Ângelo Coronel com 1,7%. Na sequência aparece o atual senador Otto Alencar (PSD) com 0,5%. Outros nomes são 0,7%, brancos, ninguém  e nulos surgem com 5,8%. Não sabem ou não responderam são 80,4%. 

 


Registro da pesquisa eleitoral BN/Paraná Pesquisas / Cenário espontâneo

 

O levantamento está de acordo com a Resolução-TSE n.º 23.600/2019, essa pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n. BA-03619/2026. Com coleta de dados realizada através de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais, entre os dias 10 e 12 de maio de 2026.

 

Para a realização desta pesquisa foi utilizada uma amostra de 1510 eleitores em 65 municípios. Tal amostra representativa do Estado da Bahia atinge um grau de confiança de 95,0% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,6 pontos percentuais para os resultados gerais.

Jaques Wagner fala em “traição” após Senado barrar Jorge Messias no STF
Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado, afirmou nesta segunda-feira (11) que houve “traição” na votação que rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. A declaração foi dada após o plenário barrar o nome escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Messias recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários, resultado que surpreendeu integrantes da base governista. Em entrevista à GloboNews, Wagner afirmou que suas contas apontavam apoio suficiente para aprovar a indicação e classificou o desfecho como uma “decepção”.

 

Sem citar diretamente parlamentares, Wagner afirmou que parte dos senadores demonstrou insatisfação porque o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco não foi escolhido para a vaga. 

 

"Voto secreto é um convite à traição, como sempre se diz na política. Infelizmente, nós fomos traídos, ou eu fui traído. Davi [Alcolumbre] virou-se e me disse: vocês vão perder por 8. Então ele tinha uma contabilidade bastante precisa, porque nós perdemos por sete", afirmou.

 

Ainda de acordo com o líder governista, a oposição teria aproveitado o cenário para impor uma derrota política ao Palácio do Planalto e antecipar disputas ligadas ao processo eleitoral de 2026. 

Nome para a suplência de Wagner segue indefinido, mas prioridade seria indicação de Otto Alencar
Foto: Divulgação / Agência Senado

 

Há pouco mais de três meses para o prazo de formalização das chapas para as eleições nacionais, as vagas para suplência de Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT) na disputa ao Senado Federal seguem indefinidas. Nos bastidores, aponta-se que os caciques do Partido dos Trabalhadores aguardam a indicação de um dos maiores aliados do grupo, Otto Alencar (PSD). 

 

O fato é que, em março deste ano, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), integrante da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), formalizou a indicação da vereadora Aladilce Souza para compor a chapa majoritária, como suplente de um dos dois candidatos majoritários, na frente liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues.

 

Na época, a vereadora e ex-líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador destacou que “é realmente uma alegria muito grande ter meu nome indicado pelo partido para essa suplência”. O partido não indicou para qual suplência a vereadora seria indicada, o cenário que se forma, no entanto, é que a principal vaga em aberto é a suplencia do senador Jaques Wagner. 

 

Ainda nesta quarta-feira (06), o senador petista Jaques Wagner indicou que as chapas estariam “quase formadas”. “Não definimos ainda a primeira e segunda suplência, nem minha nem de Rui. Tem vários nomes citados, vários partidos que têm interesse em participar; a gente vai ter que amadurecer isso. Tem muito nome bom que quer entrar”, afirmou. 

 

Por outro lado, fontes nos bastidores do grupo governista apontam que a indicação do Partido Comunista à suplência estaria “de molho” até que novos nomes também fossem apresentados. A indicativa é que a chapa petista deve priorizar as indicações do presidente estadual do Partido Social Democrata (PSD), Otto Alencar, que não se manifestou, até o momento. 

 

Já para as vagas relacionadas a candidatura do ex-ministro Rui Costa, um desses nomes seria o presidente estadual do Avante na Bahia, Ronaldo Carletto. Atualmente, o Avante é um dos partidos com maior expressividade no interior do estado, com cerca de 60 prefeituras eleitas em 2024. Nesse sentido, as podem ganhar destaques nos bastidores da negociação.

 

INDEFINIÇÃO NO PSD
Ao final de janeiro, o PSD perdeu um de seus principais “soldados”. O senador Angelo Coronel e sua família romperam com o partido de Otto Alencar após meses de negociações para a composição da chapa majoritária do grupo governista. Com a confirmação da “chapa puro-sangue” do PT, com Jerônimo, Wagner e Rui, o senador teria sido “deixado de lado” em sua tentativa de reeleição. 

 

Hoje, vinculado ao Republicanos, o senador declarou apoio ao pré-candidato ao Palácio de Ondina, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto e passou a compôr a chapa "Unidos para Mudar a Bahia", que tem como segundo candidato à "Câmara Alta", o ex-deputado federal e presidente do PL na Bahia, João Roma. 

Projeto que torna Salvador capital do Brasil no 2 de julho terá relatoria de Jaques Wagner no Senado; Leo Prates é autor
Fotos: Reprodução / PT / Bahia Notícias

O projeto de lei que visa transformar Salvador na capital federal do Brasil, de forma simbólica, todo ano no dia 2 de julho, foi designado ao senador Jaques Wagner (PT). A data marca a Independência do Brasil por meio da luta na Bahia. A proposta original é de autoria do deputado federal Leo Prates (PDT). A escolha do relator no Senado foi feita pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (UNIÃO) ainda nesta terça-feira (5).


A matéria (PL 5672) será submetida à análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sob a relatoria de Wagner. O projeto chega ao Senado após uma tramitação bem-sucedida na Câmara dos Deputados, onde o parecer favorável foi relatado pelo deputado federal Gabriel Nunes (PSD).


O projeto busca reconhecer a importância estratégica e histórica da Bahia na consolidação da soberania nacional durante as lutas de 1823. Caso receba o aval do Senado e a subsequente sanção presidencial, a transferência simbólica da sede do governo federal para a capital baiana durante as celebrações do "Dois de Julho" passará a ser oficial.


Até esta quarta-feira (6), o texto permanece com a relatoria para a elaboração do parecer, aguardando a conclusão desta etapa para seguir para votação em plenário.

Wagner afirma que rejeição de Messias ao STF teve articulação "por debaixo do pano" para dar "cacetada" em Lula
Foto: Rebeca Menezes / Bahia Notícias

O senador Jaques Wagner (PT) comentou, em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, a rejeição do nome do Advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Após a derrota no Senado, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a atribuir a Wagner um suposto erro de cálculo na contagem de votos favoráveis à indicação.

 

 

Em agenda internacional na China, o senador afirmou que o momento ainda é recente e classificou como injusta a forma como Messias foi tratado durante o processo de sabatina.

 

“Dizem que você só consegue enxergar melhor o momento, quando ele fica um pouco mais distante. Ainda estamos muito no calor do meu sofrimento, do presidente Lula, e principalmente do Jorge Messias, que é um ser humano maravilhoso, é uma pessoa super qualificada e que seguramente não merecia sofrer o ódio de quem está fazendo de uma sabatina um julgamento do presidente da República recaindo nele”, disse ao BN.

 

O senador afirmou que, antes da votação, trabalhava com um número de votos com expectativa de aprovação do nome indicado pelo presidente. Segundo ele, o cenário mudou devido a movimentações que ocorreram nos bastidores do Senado.

 

“Eu sempre digo que voto secreto é um voto complicado para ter a conta. Eu nunca tinha feito nenhuma conta menor do que 41-42 votos, ou seja, com aprovação dele. E infelizmente muita gente sorrateiramente trabalhou por debaixo do pano, a gente não se deu conta, não percebeu, e na minha opinião as pessoas fizeram uma triste tarde daquela quarta-feira”, declarou.

 

“E quando estiver mais distante eles vão perceber, porque o texto constitucional, depois da prerrogativa do presidente é exercida escolhendo nome, cabe ao Senado saber se a pessoa tem [notório] saber e reputação ilibada. A sabatina é para isso”, acrescentou.

 

Durante a entrevista, o líder do governo negou ter atuado contra a indicação de Messias e atribuiu as críticas recebidas a uma disputa em torno do nome do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco.

 

“Infelizmente as pessoas não estavam a fim de saber se ele estava preparado ou não, estavam a fim de dar uma cacetada no presidente. Tentaram jogar em cima de mim, trabalhei o tempo todo, Messias trabalhou comigo por quatro anos. Por isso que muitos ficaram com raiva de mim, havia uma torcida por Rodrigo Pacheco, e as pessoas acham que eu mando na cabeça do presidente Lula. Ele escolheu o Messias e eu fui trabalhar pela sua aprovação. Na minha opinião foi uma coisa mesquinha daqueles que usaram uma sabatina para fazer uma disputa política indevida”, indicou.

 

Por fim, o senador revelou que sua relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), saiu desgastada no processo.

 

“Minha função como líder do governo é conversar com todo mundo, converso com o presidente do Senado, com Flávio Bolsonaro… Se eu não conversar com todo mundo eu não consigo aprovar as matérias porque nós não temos maioria. Infelizmente minha relação ficou muito estremecida com o presidente do Senado, porque ele queria o Pacheco, e por ser líder do governo ele acha que eu deveria arrancar isso do presidente, mas repito: não mando na cabeça do presidente”, declarou.

Jaques Wagner diz que grupo ainda discute suplências ao Senado e defende nome com “cabeça alinhada”
Foto: Rebeca Menezes / Bahia Notícias

O senador Jaques Wagner (PT) afirmou que a definição dos nomes para a primeira e segunda suplência para sua disputa pela reeleição ao Senado ainda está em fase de discussão dentro do grupo político aliado ao governador da Bahia Jerônimo Rodrigues (PT).

 

Cumprindo agenda internacional na China, ele concedeu entrevista exclusiva ao Bahia Notícias e declarou que mesmo com a composição principal da chapa governista encaminhada, as suplências ainda dependem de articulações entre partidos e lideranças interessadas em participar da formação.

 

 

“A chapa está praticamente montada: Jerônimo [Rodrigues], Geraldo [Júnior], eu e Rui [Costa]. Não definimos ainda a primeira e segunda suplência nem minha e nem de Rui. Tem vários nomes citados, vários partidos que tem interesse em participar, a gente vai ter que amadurecer isso. Tem muito nome bom que quer entrar. Pra mim é importante que tenha muito nome bom, ninguém sabe o futuro, então é bom ter um primeiro suplente que tenha uma cabeça arrumada e alinhada, vamos aguardar mais um pouco. Já foi tanto sofrimento para dizer quando a chapa tava definida, agora o suplente já já vai saber quem é”, afirmou o senador.

 

A convite da BYD Brasil, o Bahia Notícias acompanha direto de Shenzhen a turnê da Orquestra Neojiba na China.

Otto revela choro de Jaques Wagner após recusa a Jorge Messias
Edilson Rodrigues/Agência Senado

O senador Otto Alencar (PSD), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), saiu em defesa do líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), após a rejeição da indicação de Jorge Messias. Segundo ele, os dois retornaram juntos a Salvador no mesmo voo e o petista demonstrou forte abatimento.

 

“A gente voltou no mesmo voo porque o governador Jerônimo Rodrigues cumpria agenda em Brasília.. Wagner não disse uma palavra e, quando o assunto surgiu, dava para ver lágrima no olho dele pela não aprovação”, afirmou em entrevista à colunista Milena Teixeira, do portal Metrópoles.

 

 

Mesmo após o revés na sabatina, o senador defendeu a manutenção do diálogo entre o governo federal e o comando do Senado. Para Otto, a relação institucional com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), é fundamental para o andamento das pautas no Congresso.

Jorge Messias foi rejeitado pelo Senado na última quarta-feira (29) por 42 votos a 34. O resultado marcou a primeira vez desde 1894 que a Casa rejeitou um nome indicado pelo presidente para a Suprema Corte.

Com acusações de “traição” e “falta de articulação” em indicação de Messias, petistas baianos sonham com Wagner focado na Bahia
Foto: Lula Marques / Agência Brasil

Os recentes petardos recebidos pelo senador baiano Jaques Wagner (PT) - líder do governo Lula no Congresso, por conta da derrota sofrida no Senado com a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) ainda repercute, inclusive na Bahia. Dividido entre a gestão das pautas governistas e na movimentação eleitoral no estado, Wagner tem sido instado a deixar o espaço e estar presente de forma mais incisiva na disputa que também contará com seu nome na urna. 

 

Em contato com o Bahia Notícias, lideranças petistas e aliados próximos ao governo Lula sinalizaram que o senador tem recebido com certa “tranquilidade” as críticas. Apesar disso, o sentimento seria de “injustiça” perante o histórico de Wagner e a relação construída, especialmente com o presidente Lula. O entendimento mais vigente no grupo é que “culpar quem foi traído” não caberia neste momento, já que nomes que teriam indicado voto favorável a Messias horas antes a votação voltaram em seu posicionamento, sacramentando uma “derrota conjunta” - não tão somente de Wagner. 

 

Apesar disso, aliados também apontam erros e certo “sobressalto” na articulação do senador, principalmente com relação ao presidente do Senado Davi Alcolumbre (União). Um dos exemplos citados por um dos interlocutores foi o do “cochicho” entre Davi e Wagner, momentos antes da divulgação do resultado da votação. “Wagner não falava com Davi a alguns meses. Chegou naquele momento e questionou sobre o resultado. Davi tem o Senado na mão, ainda mais com o governo deixando ‘correr solto’ como tem feito”, indicou outro deputado próximo a Alcolumbre. 

 

”O trabalho do líder é estar próximo, necessita tempo e acompanhamento de tudo que acontece, talvez isso não esteja ocorrendo na totalidade”, sustentou outro parlamentar governista sobre a atuação de Wagner. 

 

Com isso, o desgaste nacional também pode desaguar na Bahia, já que o senador estaria recebendo sugestões para deixar a liderança e “focar nas eleições”. O fato já teria sido aventado por Wagner algumas vezes, tendo sido contornado por aliados próximos que sustentaram que ele precisava atuar para “aparar arestas” em um Congresso ainda muito arredio ao governo. Agora, no entanto, o cenário seria outro.

 

“Não ter ele dividindo o tempo que se dedica em Brasília a essa tarefa, e ter ele mais aqui na campanha seria ótimo”, indicou um aliado próximo ao senador, sob condição de anonimato, ao revelar o desejo aberto de contar com ele de forma exclusiva na Bahia.

VÍDEO: Leitura labial revela conversa entre Jaques Wagner e Flávio Bolsonaro antes de votação de Messias no Senado
Foto: Reprodução / X

Conhecido nas redes sociais por postagens em que realiza leitura labial, o especialista Velloso revelou parte do conteúdo da conversa entre o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo Lula no Senado, e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Os dois conversaram de forma amistosa antes da votação que rejeitou a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

 

"Flávio, tu não acha que é uma atitude mais correta até porque, desculpa falar essas coisas, mas foi filha da p*t* sendo que o cara... o filho dele, um homem que eu nunca ouvi falar, é advogado... Claro, agora como é que você tá aqui... Mas aí não passa, com certeza, rapaz... não tem condição... eu só acho muito difícil ele não fazer nada. É perigoso... mas ele me conhece aqui, eu encontrei ele", disse Jaques Wagner em momentos da conversa com Flávio Bolsonaro.

 

Apesar da leitura de partes do bate-papo, não fica claro sobre quem os parlamentares se referiam. Além disso, só foi possível pegar trechos da fala de Wagner, já que nas imagens divulgadas Flávio aparece de costas.

 

De acordo com o especialista, a leitura labial é técnica e interpretativa, baseada nas imagens disponíveis. Ele aponta que há margem de erro e trechos sem boca visível ou sem leitura segura podem ser omitidos.

Antes de derrota de Messias para o STF, Alcolumbre sussurrou para Jaques Wagner: "Acho que vai perder por oito"
Foto: Reprodução / CNN Brasil

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), protagonizou um momento inusitado durante a sessão que rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundos antes da divulgação oficial do resultado no plenário, o microfone de Alcolumbre permaneceu aberto e registrou uma previsão sobre o desfecho da votação.

 

Ao encerrar o processo, o senador se voltou ao líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT), e afirmou, em voz baixa, mas audível: "Acho que ele vai perder por oito”. A declaração ocorreu instantes antes de a Secretaria-Geral da Mesa exibir o placar no painel do plenário.

 

Na sequência, o resultado confirmou a previsão: a indicação foi rejeitada por 42 votos contrários e 34 favoráveis — diferença de oito votos.

 

A análise do nome de Messias ocorreu após cerca de cinco meses de impasse em torno da indicação feita pelo Palácio do Planalto. Mesmo tendo avançado nas etapas anteriores, o candidato não obteve os votos necessários no plenário.

 

Procurada, a assessoria da Presidência do Senado informou, em nota:

 

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi questionado pelo líder do governo, senador Jaques Wagner, sobre o placar da votação e, como outros parlamentares que, ao longo dos últimos dias, vinham fazendo avaliações, deu sua opinião. Isso só reafirma e demonstra a experiência do presidente da Casa em votações.

Após rejeição de Messias, Lula se reúne com líder do governo no Senado
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O senador baiano Jaques Wagner (PT) foi convocado para uma reunião com o  presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)), na noite desta quarta-feira (29), logo após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Wagner é o líder do  governo no Senado Federal e afirmou, ao final da votação, que foi pego de “surpresa”. 

 

Segundo informações da CNN, Wagner chegou ao Palácio da Alvorada para se reunir com o presidente cerca de 20 minutos após resultado anunciado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União). Nas vésperas da votação, o grupo governista esperava entre 44 e 45 votos favoráveis à aprovação da indicação.

 

Em um cenário em que eram necessários ao menos 41 votos, o Senado rejeitou, por 42 votos a 34, a indicação de Messias a Suprema Corte. A votação é secreta e ocorreu no plenário da Casa Alta depois de oito horas de sabatina do candidato na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Na comissão, o placar foi de 16 votos a 11.

Alcolumbre atuou por Odair Cunha e garantiu aprovação do nome do petista para o TCU também no Senado
Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

Menos de 24 horas depois da votação realizada pela Câmara, o Senado ratificou a eleição do deputado Odair Cunha (PT-MG) para assumir a vaga aberta no Tribunal de Contas da União (TCU) após a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz. Cunha teve seu nome aprovado na sessão plenária desta quarta-feira (15) com 50 votos favoráveis e oito contrários. 

 

Durante a votação, a indicação de Odair Cunha recebeu manifestações de apoio de diversos senadores em Plenário. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ressaltou a “legitimidade da aprovação”, pela votação obtida na Câmara.

 

“Teve o apoio expressivo de 303 votos de deputadas e deputados, em uma votação que contava com cinco candidaturas”, disse Alcolumbre. 

 

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse que a votação de Odair Cunha representou um “dia de nobreza” para o parlamento, principalmente pelo cumprimento de um acordo feito na eleição do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

 

“Essa Casa vive de debates, discussões, compromissos e acordos cumpridos, e havia um acordo que foi feito. Por isso eu parabenizo o presidente Hugo Motta, assim como o indicado Odair Cunha, porque houve em determinado momento um acordo feito, e bato palmas, pois sei do esforço que Hugo Motta para que fosse respeitado o acordo feito”, disse Wagner. 

 

Além de Hugo Motta, o indicado pelo PT contou também com a atuação direta de Davi Alcolumbre para garantir a eleição de ao Tribunal de Contas da União. Segundo a Folha de S.Paulo, Alcolumbre chegou a ligar para deputados de seu próprio partido pedindo votos ao petista, mesmo com a candidatura de Elmar Nascimento (União-BA), nome da própria legenda. 

 

O deputado baiano ainda contou com apoio de parte do PL nos dias que antecederam a votação, mas fechou a votação com apenas 96 votos.

 

De acordo com a Folha, a movimentação de Alcolumbre para aprovar o nome de Odair Cunha ocorreu em meio a uma reaproximação entre o presidente do Senado e o governo Lula. A relação, antes desgastada, passou a dar sinais de distensão.

 

Na Câmara, o deputado Odair Cunha obteve um total de 303 votos após acordo com Hugo Motta e partidos do Centrão, com apoio de siglas como União Brasil e PSD. Ele é o primeiro petista a vencer uma eleição para ministro do TCU desde a redemocratização.

 

Odair Cunha é advogado e está em seu sexto mandato consecutivo como deputado federal. É autor de 18 projetos que viraram lei, entre eles o que originou a lei que retomou e reformulou incentivos do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), criado em 2021 para ajudar empresas que tiveram de paralisar as atividades durante a pandemia de Covid-19. Foi relator de 230 proposições transformadas em lei.
 

Senado aprova projeto que regulamenta percentual de cacau em chocolates e texto vai à sanção presidencial
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Em votação simbólica, foi aprovado no Senado, na noite desta quarta-feira (15), o PL 1769/19, que regulamenta a quantidade mínima de cacau e seus compostos em produtos como chocolate e cacau em pó. O projeto, que foi relatado pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA), segue agora para a sanção presidencial. 

 

O projeto não estava na pauta do plenário para a sessão desta quarta. Entretanto, devido a um pedido feito por Coronel e o líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), o presidnente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), colocou a matéria para ser votada em regime extrapauta, segundo ele, por conta da relevância e importância da regulação do mercado de chocolate e para a indústria cacaueira. 

 

O texto aprovado nesta quarta foi o substitutivo apresentado na Câmara pelo deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) ao projeto do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA). Daniel Almeida fez diversas alterações na proposta original, que foram mantidas também por Angelo Coronel. 

 

De acordo com o projeto, a informação sobre o percentual de cacau deverá constar na embalagem frontal do produto, em tamanho não inferior a 15% da área em caracteres legíveis para fácil visualização. O substitutivo traz conceitos para definir os subprodutos da amêndoa do cacau usados na fabricação dos derivados de cacau.

 

Pelo texto aprovado nas duas casas do Congresso, a massa, pasta ou liquor de cacau é considerado produto obtido com a moagem das amêndoas de cacau torradas, enquanto a manteiga de cacau é a fração de gordura extraída dessa massa. Já os sólidos totais de cacau são resultantes da soma da manteiga de cacau e dos sólidos secos desengordurados (massa de cacau e cacau em pó).

 

No substitutivo, Daniel Almeida retirou do texto do Senado a terminologia “amargo ou meio amargo” no trecho que exige um mínimo de 35% de sólidos totais (massa mais manteiga de cacau). O relator manteve, porém, a exigência de que um mínimo de 18 pontos percentuais sejam de manteiga de cacau e 14 pontos percentuais sejam isentos de gordura. Ele incluiu um limite de 5% para outras gorduras vegetais autorizadas.

 

No caso do chocolate ao leite, o projeto determina que serão 25% no mínimo de sólidos totais de cacau e um mínimo de 14% de sólidos totais de leite ou seus derivados. A norma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) define o chocolate com esse mínimo de 25%. Portanto, o projeto diferencia esse tipo, caracterizado como chocolate ao leite, de outros que não têm leite.

 

Já o cacau em pó é definido como o produto obtido pela pulverização da massa de cacau com um mínimo de 10% de manteiga de cacau em relação à matéria seca e um máximo 9% de umidade.

 

Em relação ao chocolate doce, o projeto cria uma nova categoria, denominada chocolate doce, para definir produto composto por sólidos de cacau e outros ingredientes com um mínimo de 25% de sólidos totais de cacau, dos quais pelo menos 18 pontos percentuais de manteiga de cacau e pelo menos 12 pontos percentuais devem ser isentos de gordura.

 

Sobre punições, a proposta prevê que a empresa que descumprir a norma estará sujeita às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor e na legislação sanitária, sem prejuízo das sanções de natureza civil ou penal cabíveis. As regras entram em vigor 360 dias depois da publicação.

Atendendo a pedido de Jaques Wagner e do relator, Otto Alencar adianta a sabatina de Messias para o dia 28
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA), anunciou nesta quarta-feira (15), durante reunião do colegiado, que a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), foi adiantada do dia 29 para o dia 28 deste mês. 

 

A mudança de data foi feita por Otto Alencar em atendimento a um pedido do senador Weverton (PDT-MA), relator da indicação de Messias. Weverton alegou que o feriado dia 1º de maio poderia esvaziar o quórum na comissão e no plenário. 

 

“Nós estamos falando de uma semana do feriado, do dia 1º, logo em seguida. Então, seria só para avaliar se isso não prejudicaria o calendário do dia 29 por conta da questão do quórum, já que a sessão do Congresso é remota”, disse o senador, quando apresentou a Otto Alencar o pedido para mudança de data.

 

O líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA), disse logo em seguida que também tinha sido procurado por colegas com a mesma preocupação de um eventual esvaziamento do Senado por conta do feriado do Dia do Trabalhador. “Como sexta-feira é um feriado e a sessão do Congresso é híbrida, é virtual, a gente poderia puxar para terça, porque o pessoal vai querer se liberar para trabalhar”, disse Wagner. 

 

Diante das ponderações, Otto Alencar então fixou a data da sabatina no dia 28 na CCJ, uma terça-feira, com possibilidade de a indicação ser votada também no plenário do Senado no mesmo dia.

 

Ainda na reunião desta quarta, o senador Weverton leu o seu relatório favorável à indicação de Jorge Messias para o STF, na vaga aberta após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Após a leitura do relatório, o senador Otto Alencar concedeu vista coletiva.

 

O senador Weverton destacou que o papel do relatório se limitava à tarefa de fornecer ampla informação sobre a indicação e, especialmente, sobre o indicado, Jorge Messias.

 

“Como Advogado-Geral da União, a atuação de Jorge Messias se destaca pelo perfil conciliador e de diálogo com os diferentes setores. Sob sua liderança, a AGU posicionou a conciliação como uma política de Estado, priorizando a segurança jurídica por meio da realização de acordos judiciais e extrajudiciais”, disse o senador.
 

Rui, Wagner e Sidônio usaram jatinho de filhos de empresário citado em investigação por grilagem na Bahia
Foto: Bahia Notícias

O senador Jaques Wagner (PT), o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) e o ministro Sidônio Palmeira utilizaram um jatinho pertencente a uma empresa controlada por filhos do empresário Nestor Hermes, citado em investigação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) sobre suposto esquema de grilagem de terras.

 

A informação foi publicada no último sábado (4), pelo site Uol. De acordo com registros de movimentação de aeronaves da Inframérica, na noite de 18 de junho de 2025, os três embarcaram em um voo particular com destino a Salvador, acompanhados de dois auxiliares.

 

A aeronave pertence à DH Agropecuária Ltda, empresa controlada por Ana Paula Dupuy Hermes e Diego Dupuy Hermes, filhos de Nestor Hermes. Nenhum dos dois, nem o empresário, estava a bordo.

 

Também participaram do voo o assessor da Casa Civil Marcelo Emerenciano, ex-prefeito de Cocos, na Bahia, e Tiago Cesar dos Santos, secretário-executivo da Secretaria de Comunicação Social.

 

Procurado pelo UOL, Sidônio Palmeira afirmou não saber a quem pertencia o avião. "Eu vou geralmente pelo voo da Latam e tinha perdido o voo, descobri que tinha um voo mais tarde e me ofereceram carona. Perguntei se o Tiago podia ir".

 

Já Jaques Wagner “confirma que já pegou carona no avião citado, mas desconhece qualquer fato que desabone a conduta do senhor Nestor Hermes”.

 

O ministro Rui Costa foi procurado desde quinta-feira, por meio de sua assessoria, mas não respondeu.

 

Segundo relatório do MP-BA, como já divulgado anteriormente, Nestor Hermes é apontado como suposto líder de uma organização criminosa especializada em grilagem de terras na região de Cocos, no oeste da Bahia, próximo à divisa com Goiás.

 

A investigação indica que sua filha, Ana Paula Dupuy Hermes, teria atuado como intermediária em transações financeiras envolvendo um ex-sargento da Polícia Militar acusado de participação em ações violentas relacionadas à disputa por terras.

 

Em ações judiciais, fazendeiros também acusam Hermes de atuar com funcionários armados. Nos processos de reintegração de posse, há relatos de invasões e ameaças.

 

A defesa do empresário, representada pelo advogado Pablo Domingues, afirmou que “nem ele nem seus filhos são denunciados, réus, e nem respondem a qualquer processo criminal e nem são investigados por suposta organização criminosa ou grilagem de terras. O MP-BA já teve conhecimento dessas notícias falsas e não ofereceu denúncia contra ele.” Segundo o advogado, as viagens “ocorreram de maneira absolutamente regular”.

 

Ainda de acordo com a defesa, Hermes é alvo de uma “campanha difamatória reconhecida judicialmente”. “Vem sendo alvo de campanha difamatória reconhecida judicialmente, aonde houve confissão, pelos acusados, de contratação de empresa para divulgação de notícias falsas contra sua pessoa”.

Mais da metade dos senadores eleitos em 2018 deve tentar reeleição em 2026
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A cada oito anos, os brasileiros elegem dois representantes por estado para o Senado. Dos 54 senadores eleitos em 2018, pelo menos 32 devem disputar a reeleição nas eleições de 2026, o que representa mais da metade da atual composição com mandato em curso.

 

Entre os nomes que devem tentar permanecer na Casa estão figuras de destaque como Jaques Wagner, Angelo Coronel Ciro Nogueira e Renan Calheiros.

 

Além dos que buscarão um novo mandato, outros sete senadores já manifestaram intenção de disputar cargos diferentes, incluindo o senador Flávio Bolsonaro, que deve concorrer à Presidência da República.

 

Por outro lado, sete parlamentares afirmaram que não pretendem disputar as eleições deste ano, sendo que alguns devem se aposentar da vida pública, como Paulo Paim e Jader Barbalho.

 

Há ainda um caso indefinido, o do senador Flávio Arns, que não confirmou se participará do pleito.

 

Outro dado relevante é que sete dos senadores eleitos em 2018 já não ocupam mais seus cargos. Entre eles estão Major Olímpio e Arolde de Oliveira, que morreram vítimas da Covid-19, além de políticos que deixaram o cargo para assumir outras funções ou por decisões judiciais.

VÍDEO: Em meio a impasse político, Rui acena para Wagner e diz que “soma das diferenças nos faz mais fortes”
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

Em um período de impasses na construção da chapa governista na Bahia, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, teceu elogios ao senador Jaques Wagner (PT) durante visita às obras do VLT nesta quinta-feira (2). O evento faz parte da agenda do presidente Lula (PT) na Bahia e deve ser o último compromisso de Rui como ministro.
 


“Esse cara começou a caminhada. Cada um tem seu estilo, tem sua forma, é da natureza humana. Um time se faz de pessoas diferentes. Nem todo mundo é igual, mas é a soma das diferenças que nos faz mais fortes”, afirmou o ministro.

 

A declaração acontece após movimentações na noite desta quarta-feira (1°), quando houve mais uma reunião com lideranças da base na tentativa de definidir o nome a ocupar a vice-governadoria na chapa. Dessa vez, o presidente Lula esteve presente. Também foi convidado o presidente de honra do MDB na Bahia, Geddel Vieira Lima, além do governador e o senador Jaques Wagner.


Nos bastidores, após a especulação de que o atual vice-governador, Geraldo Jr (MDB), se mantivesse no posto, a informação é de que Rui estaria irredutível sobre o veto do atual vice na chapa que disputa a reeleição.


Rui ainda aproveitou a oportunidade para elogiar o atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT). “Ele andou em quatro anos, mais do que eu e Wagner corremos juntos. Ele é foguete”, disparou.

Rui Costa “bate o pé” e trava Geraldo Jr. como vice de Jerônimo; impasse com chapa segue durante visita de Lula
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Nem a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Bahia, nesta quinta-feira (2), para cumprir agenda na capital parece ter resolvido o impasse do nome para compor a cadeira de vice na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Com o atual ocupante, Geraldo Jr. (MDB), sem ser confirmado, a indefinição persiste, podendo transformar o cenário atual. 

 

O Bahia Notícias apurou com interlocutores da cúpula petista no estado que, antes da chegada de Lula à Bahia, um encontro foi realizado na última terça-feira (31), para tentar fechar o espaço da vice. Na segunda (30), algumas garantias teriam sido dadas, inclusive ao presidente de honra do MDB, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, de que o nome de Geraldo Jr. seria confirmado no atual espaço. Entretanto, após o encontro para sacramentar a arrumação, uma ligação teria suspendido o entendimento. 

 

Do outro lado da linha estava o ministro da Casa Civil Rui Costa (PT), que estaria irredutível, indicando o veto ao nome de Geraldo Jr. para a vice, elevando a a incerteza sobre como seria arrumada a chapa. Jerônimo preferiu não falar com a imprensa, postergando o anúncio, cogitado para esta quarta (1º). No fim do dia, a visita de Lula prometia "desembaralhar" o cenário, apontando que um nome seria definido. Em mais um encontro, agora contando com a presença de Lula, no Palácio de Ondina, nada foi definido, mantendo a incerteza. 

 

Além disso, aliados próximos aos caciques petistas no estado também têm indicado que o panorama pode sofrer uma mudança ainda mais drástica. Ainda em 2024, em meio a confirmação da candidatura de Rui ao Senado, o Bahia Notícias já indicava o desejo confesso do ex-governador da Bahia em retornar para o estado e disputar o governo. Aos mais próximos, Rui apontava a vontade, porém o movimento também teria se intensificado mais recentemente. "Mais próximo de Lula", Rui também tem apontado para pesquisas como forma de demonstrar a viabilidade de seu retorno, podendo manter o grupo petista no comando e "encaminhar" a eleição de Lula no plano nacional. 

 

A indefinição da vice também pode escancarar o acirramento nesse flanco. Aliados próximos revelaram ao Bahia Notícias que, para além de vetar Geraldo Jr. na vice, Rui também articularia o "retorno ao governo" como forma de reverter um cenário eleitoral indigesto no estado, diante de mais um embate interno, desta vez com o senador Jaques Wagner. O senador tem engrossado o coro pelo nome de Geraldo Jr. na vice, estabelecendo mais um capítulo de desententimento com o ainda ministro da Casa Civil. 

 

Com a Bahia sendo fundamental para o pleito nacional, o presidente Lula pode deixar o estado sem conseguir fazer com que os locais se entendam e fechem questão sobre esse tema. 

 

EMBATE RUI X WAGNER

Os episódios são muitos entre a disputa de Wagner e Rui. Outro deles foi o pelo comando do PT da Bahia, ainda em 2025, deixando o governador Jerônimo Rodrigues no meio do fogo cruzado. Com vetos de ambos os lados, a sucessão da presidência estadual do partido teve alguns retornor à “estaca zero”, durante o Processo de Eleição Direta (PED).

Em meio a debate para Elmar indicar vice de Jerônimo, Wagner defende manutenção de chapa eleita em 2022
Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias

Diante de novas articulações para eventual aliança do deputado federal Elmar Nascimento com o governo da Bahia e possível indicação para o vice de Jerônimo Rodrigues (PT), o senador Jaques Wagner (PT) reforçou sua posição nesta segunda-feira (30), ao comentar que caminharia com a manutenção da chapa vitoriosa em 2022, com Geraldo Júnior (MDB) como vice mais uma vez na chapa.

 

Em conversa com jornalistas, o senador - que vai concorrer a reeleição - foi questionado sobre as recentes declarações do ex-ministro Geddel Vieira Lima, um dos articuladores do MDB na Bahia, pressionando Jerônimo a tomar uma decisão. Segundo Wagner, o movimento faz parte do processo de "estica e puxa" dos partidos.

 

"Minha posição já é pública do que eu acho. O tripé está montado com governador e dois senadores, a chapa conforme ela foi vitoriosa em 2022. Essa é a minha opinião. Agora é evidente que perto do final da janela partidária, chegando perto da eleição, fica o puxa e estica", disse.

 

"Eu acho que eles defendem o direito de manter o vice-governador, que foi importante quando veio. Mas já já isso aí termina, porque o governador vai bater o martelo. Ele é o comandante do processo junto do conselho político. O grupo não trabalha com veto", emendou.

 

O Bahia Notícias revelou neste domingo (30) que Elmar Nascimento esteve reunido no Palácio de Ondina para negociar uma possível composição com o grupo petista. Uma das possibilidades ventiladas foi a indicação de um nome da escolha de Elmar para assumir a vice na disputa de outubro. O nome do deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD) seria uma das principais opções, por conta da relação com ambos os grupos e seria um “ponto médio”.

 

Como resposta, Geddel reagiu afirmando que o MDB não será barriga de aluguel. Nas redes sociais, ele destacou que a legenda está aberta a novos quadros, mas impõe limites quanto à forma de ingresso. “O MDB estará sempre aberto a receber tantos quantos queiram participar como militantes, galgando seus espaços [...] mas sempre hermeticamente fechado aos que imaginam que o partido possa se prestar ao papel de barriga de aluguel”, escreveu.

Wagner admite mal-estar com Eures Ribeiro após prefeito de Bom Jesus da Lapa negar apoio ao Senado para ele
Fotos: UPB / Senado Federal

O senador Jaques Wagner (PT) reagiu, nesta quinta-feira (19), à postura do prefeito de Bom Jesus da Lapa, no oeste baiano, Eures Ribeiro (PSD), que sinalizou uma divisão em seu apoio para o Senado nas eleições de 2026. Em entrevista ao programa da TV Band, Wagner admite a existência de um distanciamento político com o gestor e afirmou que pretende trabalhar para reverter o cenário.

 

A reação de Wagner ocorre após Eures Ribeiro declarar, na última segunda-feira (16), que, embora tenha compromisso fechado com o ministro Rui Costa (PT), a segunda vaga de sua chapa para o Senado segue indefinida. Na ocasião, o prefeito mencionou que o senador Angelo Coronel (PSD) tem destinado emendas ao município, fator que pesaria em sua decisão final.

 

Ao ser questionado sobre a resistência do prefeito, Wagner contextualizou que o embate tem origem na eleição municipal de 2024.

 

“Olha, sinceramente, eu entendo a postura do prefeito, ele teve uma relação mais próxima com Rui. Na última eleição de prefeitura, eu entendi que era o direito de quem estava sentado ir para a reeleição e de uma certa forma se estabeleceu talvez ali um mal-estar entre eu e Eures”, explica o senador, referindo-se ao seu apoio ao então prefeito Fábio Lima, hoje desafeto de Ribeiro.

 

Apesar do impasse, Wagner demonstrou otimismo na manutenção da unidade do grupo governista. “Se está em aberto, eu vou disputar o voto dele, eu acho que Otto [Alencar] vai disputar o voto dele e o grupo como um todo vai disputar o voto dele”, alegou o petista.

 

O senador reforçou ainda a tese de que o eleitorado baiano historicamente vota em chapas completas. “Todas as vezes que o grupo elegeu o governador, elegeu também um senador ou os dois senadores. Na minha opinião, deve se repetir porque as pessoas acabam votando no grupo político”, concluiu Wagner, sinalizando que a articulação política em Bom Jesus da Lapa deve se intensificar nos próximos meses.

Jaques Wagner fala sobre envolvimento de nora com o banco Master e nega irregularidades
Foto: Lula Marques / Agência Brasil

Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado, negou  a existência de irregularidades no contrato firmado entre a empresa de sua nora e o Banco Master, liquidado em novembro do ano passado. Em entrevista ao jornal Bahia no Ar nesta quinta-feira (19), o senador ainda defendeu cautela no tratamento desse tema e afirmou não ter relação com os acordos comerciais de familiares.

 

“O assunto está todo explicado. É uma empresa de dois sócios: um rapaz e a moça, que é casada com filho de Fátima [Mendonça], e portanto, eles chamam de minha nora. Não tenho nada a explicar, porque, na verdade, não tem nada a ver com isso. Mas eles já explicaram tudo”, afirmou.

 

Bonnie de Bonilha, uma das sócias do empreendimento, é casada com Eduardo Sodré, enteado de Wagner e secretário de Meio Ambiente da Bahia. A empresa BK Financeira firmou contratos com a instituição comandada por Daniel Vorcaro em 2021 e foi contratada para prospectar operações de crédito consignado para o Master.

 

Segundo Wagner, a defesa da empresa já protocolou uma petição junto ao ministro André Mendonça, oferecendo sigilo fiscal e sigilo bancário, caso necessário para as investigações.

 

O parlamentar reforçou a necessidade de cuidado com as alegações e associações feitas durante a apuração do esquema de fraude, que envolve diversas figuras conhecidas.

 

 “Ano de eleição também é ano de especulação. Essa questão do Master virou um grande escândalo nacional, só que a gente precisa separar o joio do trigo. Tem muita trambicagem feita”, ponderou o senador.

 

Wagner ainda afirmou que os envolvidos no esquema de fraude envolvendo a instituição financeira devem ser responsabilizados. “Eu sou do tipo que família é família, política é política e negócio é negócio. Então eu estou muito tranquilo pra dizer que apure-se tudo. Quem tiver culpa no cartório, que pague”, completou o senador.

Empresa de nora de Jaques Wagner é encontrada em folha de pagamentos do Master, diz coluna
Foto: Reprodução / Redes Sociais | Divulgação

Uma empresa ligada à nora do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), aparece na folha de pagamento do Banco Master, em meio às investigações e controvérsias envolvendo a instituição financeira. As informações são da coluna Milena Teixeira, do Metrópoles.

 

A estudante de psicologia e formada em direito Bhonnie de Bonilha foi contratada, por meio de empresa própria, para atuar na prospecção de operações de crédito consignado para o banco, que tem como um de seus principais nomes o empresário Daniel Vorcaro.

 

Bonilha é casada com Eduardo Sodré, secretário de Meio Ambiente da Bahia e enteado de Jaques Wagner. O contrato com o banco foi firmado por meio da BK Financeira, empresa fundada em 2021, na qual ela é sócia do advogado Moisés Dantas.

 

Em declaração, o sócio confirmou a relação comercial e afirmou que o serviço prestado não se trata de consultoria, mas de prospecção e indicação exclusiva de operações e convênios de crédito consignado. Segundo ele, todos os valores recebidos foram formalizados por meio de notas fiscais e estão disponíveis para eventual apuração por autoridades.

 

Procurada, Bhonnie de Bonilha informou que o sócio responderia pelos esclarecimentos. Já o senador Jaques Wagner declarou que jamais participou de qualquer intermediação ou negociação em favor da empresa e que cabe exclusivamente à companhia explicar suas atividades e contratos.

 

Além da BK Financeira, a nora do senador também é proprietária da empresa BN Representações, registrada com atuação em desenvolvimento e licenciamento de softwares não customizáveis. Documentos da Receita Federal indicam que, até janeiro deste ano, a empresa possuía outra razão social — “Vamos Florir Comércio de Flores Ltda” — e atuava no comércio varejista de plantas e flores.

 

No mesmo período, houve mudança no quadro societário, com a saída de Patrich Toaldo Bonilha, irmão de Bonnie, que deixou a sociedade, passando ela a assumir o controle individual da empresa.

Prefeito Eures Ribeiro afirma apoio a Rui Costa, mas adia decisão sobre segundo voto para Senado
Foto: Divulgação

O prefeito de Bom Jesus da Lapa, no Oeste baiano, Eures Ribeiro (PSD), afirmou que apoiará o ministro Rui Costa (PT) na disputa pelo Senado Federal nas eleições de 2026. O gestor municipal, no entanto, declarou que ainda não definiu o segundo voto para o cargo.

 

 

Segundo o Notícias da Lapa, parceiro do Bahia Notícias, a declaração ocorreu durante entrevista a uma rádio local no último sábado (14). Eures Ribeiro integra o PSD, uma das principais legendas da base de apoio do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e que é presidida no estado pelo senador Otto Alencar (PSD).

 

Ribeiro declarou que a definição por Rui Costa se trata de um compromisso político com o atual ministro da Casa Civil. “Eu fui secretário de Rui Costa. Seria uma covardia da minha parte não ter compromisso com ele. Ele me deu a honra de ser secretário de Estado, algo que poucos conseguem, e aqui em Bom Jesus da Lapa acredito que fui o único da história a ocupar esse cargo”, afirmou Eures.

 

Sobre a segunda vaga ao Senado, Eures disse que ainda não decidiu se apoiará o senador Jaques Wagner (PT). De acordo com ele, a definição será tomada após diálogo com seu grupo político. “Eu ainda vou sentar com meu grupo para decidir. O segundo voto para senador ainda não está definido. Vamos analisar com maturidade e construir essa decisão em conjunto”, completou.


O prefeito também relatou que conversou recentemente com Otto Alencar para informar sobre sua posição atual. Segundo ele, a orientação do PSD é apoiar os dois nomes que devem compor a chapa governista ao Senado nas eleições de 2026.

 

Apesar disso, Eures afirmou que pretende discutir o tema com aliados políticos antes de tomar uma decisão final. Ainda durante a entrevista, o gestor mencionou ainda o senador Angelo Coronel, que saiu do PSD. Ele disse que o parlamentar tem destinado emendas ao município, fator que também será considerado na definição do segundo apoio ao Senado.

 

“Coronel tem ajudado a cidade, colocou emendas aqui e colaborou com o município. Então isso também precisa ser analisado. Vamos discutir com o grupo político e decidir com responsabilidade”, concluiu.

Séculus/ Bahia Notícias: Rui Costa e Jaques Wagner lideram corrida por vagas no Senado da Bahia em 2026
Foto: Divulgação

Com duas vagas para o Senado Federal em 2026, os ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT, lideram a corrida pelas cadeiras. É o que aponta o levantamento da Séculus Análise e Pesquisa, contratado pelo Bahia Notícias. O senador Jaques Wagner é candidato à reeleição, porém aparece com 19,23% das intenções de voto, atrás do ministro da Casa Civil, Rui Costa, que lidera com 23,38%. É o caso de um empate técnico, porém, por serem duas vagas, ambos estariam garantidos pelas urnas.

 

A pesquisa testou ainda os nomes de João Roma (PL) e Angelo Coronel (sem partido). O ex-ministro da Cidadania do governo de Jair Bolsonaro foi citado por 12,43%, enquanto o senador, que deve ser candidato à reeleição, foi opção para 10,5% dos entrevistados. Dalliane Ribeiro também foi testada e foi opção para 3,69% dos eleitores.

 

Não souberam ou não opinaram 12,93% dos entrevistados, enquanto 17,84% responderam que não votariam em nenhum deles ou votariam nulo ou em branco. 

 

 

A pesquisa ouviu 1.535 entrevistados em 72 municípios baianos e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob nº BA-09740/2026. O levantamento possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%.

Jaques Wagner diz que votação sobre sigilo de Lulinha foi manipulada
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou nesta quinta-feira (26) que a votação que aprovou a quebra de sigilo de Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na CPMI do Instituto Nacional do Seguro Social foi “manipulada”.

 

“Houve uma manipulação, prefiro não adjetivar e, portanto, não sei exatamente como esse imbróglio vai terminar”, disse o senador à CNN Brasil.

 

A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) foi suspensa após bate-boca e empurrões entre parlamentares. Durante a entrevista, Wagner classificou o episódio como “absurdo”, mas afirmou que não poderia “se calar”.

 

“Um absurdo. Realmente foi-se às vias de fato porque as pessoas ficaram indignadas com a proclamação do presidente Carlos Viana sobre o resultado. Não há como negar que o número nosso era 14 e não 7, e quem ganha é a maioria”, declarou.

 

“Na minha opinião, um horror, porque eu acho que o tratamento dentro do Congresso deveria se dar de outra forma, mas não há como se calar”, completou.

 

A ministra de relações institucionais, Gleisi Hoffman (PT), protestou contra a aprovação da quebra de sigilo de Lulinha pela CPMI do INSS. A ministra disse ao SBT News que o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), deu um "golpe". 

 

Gleisi disse que o governo tinha votos suficientes para barrar a medida, mas Viana colocou o requerimento para ser votado de forma simbólica, sem atender pedidos para apuração nominal dos votos. 

 

"Foi golpe do presidente da CPMI. Temos maioria. Tínhamos ganhado a votação anterior. Ele não contou os votos. Fez votação simbólica, e tratorou ao anunciar o resultado.. Vamos recorrer disso”, declarou Gleisi.

 

Segundo a ministra, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) vai recorrer ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para reverter a votação do requerimento que promoveu a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.

 

O presidente da CPMI, Carlos Viana, disse que na hora da votação, o governo só contava com sete votos entre os presentes. O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), entretanto, divulgou imagem em suas redes sociais do momento da votação do requerimento, e apontou 14 parlamentares presentes a favor do governo e contra a quebra de sigilo.

Wagner recua após “cravar” chapa e afirma que anúncio oficial cabe a Jerônimo: “Quem bate o martelo é o governador”
Foto: Geraldo Magela / Agência Senado

O senador Jaques Wagner (PT) recuou do discurso após ter cravado a chapa governista para as eleições deste ano. Em entrevista nesta segunda-feira (23), durante agenda em Feira de Santana, o congressista adotou um tom mais cauteloso e afirmou que a palavra final para a formação é do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que está em viagem na Ásia.

 

Na sexta-feira (20), Wagner fez um anúncio de que a chapa das eleições estaduais estava definida, com Jerônimo à reeleição, as candidaturas dele e do ministro Rui Costa ao Senado, além da permanência de Geraldo Jr. (MDB) na vice. Até então, havia uma indefinição em relação à continuidade do emedebista.

 

Segundo o senador, a declaração de semana passada se tratou apenas de uma “emissão de ideia”. Wagner avaliou que, com a saída de Angelo Coronel (PSD) da base governista, não haveria mais entraves para a chapa do governo ao Senado.

 

“Olha, quem bate o martelo é o governador Jerônimo e o conselho político. Deu essa fofocaria toda porque semana passada eu emiti a minha ideia. Como infelizmente o coronel se afastou do grupo, resolveu fazer uma carreira no outro grupo político, então, eu diria que na área do Senado, nós não temos mais nenhum obstáculo, nenhuma dificuldade. (...) Quem comanda o espetáculo é Jerônimo e o Conselho Político”, disse Wagner ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias.

 

Wagner reafirmou que defende a repetição da composição que venceu em 2022, mas ressaltou que a decisão oficial ainda será anunciada pelo governador e pelas instâncias partidárias.

 

“São duas candidaturas, a minha e a do ministro Rui Costa, são dois ex-governadores na chapa. Jerônimo vai para a reeleição e eu disse o que eu penso. O time que está ganhando não se mexe, portanto eu repetiria a chapa na cabeça, governador e vice. Mas, para não tomar o lugar dos outros, quem comanda o espetáculo é Jerônimo e o Conselho Político”, contou o senador.

VÍDEO: Com Jerônimo na Índia, Jaques Wagner anuncia chapa completa e confirma nome de vice
Foto: Reprodução / Flickr / Jerônimo Rodrigues

O senador Jaques Wagner (PT) anunciou a chapa majoritária completa da base governista para a disputa das eleições deste ano. Em entrevista nesta sexta-feira (20), durante viagem do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o congressista confirmou que o vice-governador Geraldo Júnior (MDB) será candidato à reeleição na composição.

 

Durante a conversa com a Rádio Caraíba, em agenda na cidade de Irecê, Wagner também reforçou a chapa para o Senado, com sua candidatura à reeleição, e a chegada do ministro da Casa Civil, Rui Costa.

 

“Rui Costa é candidato a senador, eu sou candidato a senador, nosso Jerônimo é candidato a governador, e Geraldo Júnior é candidato a vice (...) É a chapa puro G. É o governador Jerônimo, o ex-governador Rui Costa, o ex-governador Jaques Wagner e o vice-governador, que para a nossa sorte é Geraldo com G. É a chapa 4G”, declarou Wagner.

 

Confira:

 

Em entrevista ao Bahia Notícias na terça-feira (17), o senador tinha indicado a permanência do MDB na vice de Jerônimo. Na ocasião, no entanto, ele tinha declarado que o anúncio seria feito pelo governador no mês de março, conforme estipulado pelo gestor anteriormente.

 

Até então, a manutenção do vice-governador na chapa ainda era incerta. Nos bastidores, foi ventilado que a cadeira poderia ficar com outros partidos da base aliada, como o PSD, que perdeu o senador Angelo Coronel, ou o Avante, o qual obteve um forte desempenho eleitoral em 2024.

 

Vale lembrar que o governador Jerônimo Rodrigues está na Índia desde quinta (19), onde cumpre missão internacional com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Wagner prega que “time que está ganhando não se mexe” sobre vice, apesar de “remoção” de Coronel
Foto: Leonardo Almeida / Bahia Notícias

O senador Jaques Wagner (PT) pregou, nesta terça-feira (17), que “time que tá ganhando não se mexe”. A fala foi num contexto sobre a vaga de vice-governador, atualmente ocupada por Geraldo Jr. (MDB), que ainda segue sem uma definição pública sobre a permanência ou não. No entanto, apesar de defender a manutenção do grupo, Wagner evitou falar novamente sobre a “expulsão” de Angelo Coronel da chapa majoritária, para dar lugar ao também ex-governador Rui Costa.

 

Ausente no último sábado (14), quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do Carnaval de Salvador, e do próprio domingo (15), dia tradicional para a presença de políticos no Circuito Osmar, no Campo Grande, Wagner apareceu nesta terça para acompanhar a Folia de Momo.

 

Questionado pelo Bahia Notícias sobre prazos para a definição da chapa, o senador sugeriu que a estimativa dada pelo governador Jerônimo Rodrigues para março deve ser mantida. “Nós vamos conversar, o governador está no interior hoje, volta hoje mais tarde. O prazo se for o prazo legal é julho. Então, na verdade, o governador falou de março. Então acredito que a gente pode fechar até março sem problema”, explicou.

 

Apesar da fala, Wagner disse que preferia não tratar de política durante o Carnaval. “Vou continuar pregando o que eu sempre faço: fazer política com humildade, sem xingamentos, sem ofensa, apresentando o trabalho de cada um. Aqui é o Carnaval e depois é a festa da democracia com a eleição em outubro”, completou o senador.

Jaques Wagner e Rui Costa lideram quantidade de encontros com Lula desde 2023; Jerônimo fica em 5º entre gestores
Foto: Divulgação / PR

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT) e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, foram os políticos que mais se encontraram com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desde o início de seu atual mandato, em 2023. Conforme dados da “Agenda Transparente”, da Agência Fiquem Sabendo, Wagner lidera a estatística no Congresso Nacional, com 52 compromissos com Lula, enquanto Rui ocupa o topo do ranking geral, tendo 343 agendas com o presidente.

 

Dentre o ministério de Lula, Alexandre Padilha (Saúde) e Fernando Haddad (Fazenda) ocupam o segundo e terceiro lugar, com, respectivamente, 215 e 203 encontros. Sobre os ministros baianos, Sidônio Palmeira (Comunicações) realizou 93 compromissos, Márcio Macêdo (Secretaria Geral) teve 85 e Margareth Menezes (Cultura) finaliza com 16.

 

No legislativo, atrás de Wagner, o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), aparece em segundo lugar com 38 encontros com Lula. Em seguida, ficou o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), o qual realizou 35 compromissos com o chefe do Executivo nacional.

 

Um destaque também fica para o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que se reuniu 17 vezes, assim como o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Ambos comandaram as respectivas casas legislativas por um período durante a gestão de Lula.

 

Segundo a Fiquem Sabendo, o senador Otto Alencar (PSD) teve 5 encontros e os deputados federais Lídice da Mata (PSB) e Otto Alencar Filho, que atualmente é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), registraram uma agenda com Lula desde 2023. 

 

Já em relação aos governadores e prefeitos, Jerônimo Rodrigues (PT) ocupou a sexta posição, com 5 compromissos, empatando com o governadores do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD). Em sua frente ficaram:

 

  • Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD): 12
  • Governador do Ceará, Elmano Freitas (PT): 10
  • Governador do Pará, Helder Barbalho (MDB): 9
  • Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD): 7
  • Prefeito de Recife e presidente nacional do PSB, João Campos: 7
Cláudio Cajado se aproxima do PSD em articulação com Wagner e pode sair do PP; entenda movimento
Foto: Divulgação

O deputado federal Cláudio Cajado (PP) pode estar de malas prontas do Progressistas. O destino deve ser o PSD, partido comandado pelo senador Otto Alencar, passando por uma articulação feita com o senador petista Jaques Wagner. 

 

De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias com interlocutores que participaram do debate, Cajado chegaria para ocupar o "espaço deixado por Diego Coronel". Com o PP em uma situação "repartida" na Bahia, Cajado resolveria o destino, também sendo contemplado com um espaço na gestão comandada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) de forma imediata. 

 

Inicialmente o acordo passaria pela filiação também do deputado federal e presidente do Progressistas na Bahia, Mário Negromonte Jr., porém isso não deve ocorrer. Ainda sem "bater o martelo", o aceno teria mirado mais precisamente Cajado. Alguns intermediários da gestão "reforçaram" a busca pelo deputado mais diretamente, podendo também garantir o apoio do deputado a reeleição do grupo petista no estado. 

 

A mudança de legenda também passaria pela alteração no comando da Agerba. A troca faria com que o parlamentar fosse contemplado, indicando Bruno Almeida, atual diretor administrativo e financeiro do Detran para o posto, atendendo o pleito de Cajado. A troca ainda estaria em avaliação, porém o endosso do senador Wagner teria feito o "processo caminhar", facilitando a migração e atendimento ao desejo do deputado. 

Presidente estadual do PT exalta "transformação da Bahia" e desenha chapa com Wagner e Rui Costa para 2026
Foto: Maurício Leiro/ Bahia Notícias

O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia, Tassio Brito, celebrou a presença do presidente Lula e da militância nacional em solo baiano, em evento realizado neste sábado (7), no Trapiche Barnabé, em Salvador, para celebrar os 46 anos da sigla.

 

Classificando o evento como um reconhecimento ao modelo de gestão petista que, segundo ele, "mudou a cara da Bahia", o dirigente destacou a unidade do conselho político e o impacto do estado nessa transformação.

 

"A gente lidera aqui junto com os partidos aliados e as transformações que a gente realizou nesse estado. Nós mudamos a cara da Bahia completamente nesse sentido de governo nosso. Em todas as áreas que você for olhar, em todos os temas, nós conseguimos avançar na Bahia. E o PT Nacional reconhece isso, o presidente Lula reconhece isso. É por isso que esse evento é aqui hoje. Para nós é uma alegria receber o presidente Lula, receber os ministros, receber o nosso governo e os dirigentes e militantes do Brasil inteiro, do PT, que estão aqui."

 

Durante a entrevista, Tássio ainda falou sobre o comando do PT baiano, e afirmou que a estratégia eleitoral já possui nomes de peso. 

 

De acordo com o presidente, o partido fez uma opção clara por indicar o ministro Rui Costa para compor a chapa ao lado do governador Jerônimo Rodrigues e do senador Jaques Wagner.

 

"O conselho se reuniu para debater um pouco o ambiente político, para fazer uma leitura do cenário, fazer uma leitura da presença do nosso governo nos diversos territórios da Bahia, na região metropolitana, para a gente também conversar um pouco sobre tática eleitoral. Nós estamos no início da construção da nossa tática eleitoral e tem muita unidade entre todos os partidos, muita unidade sob a liderança do governador Jerônimo. Então, foi uma reunião para a gente dar um pontapé inicial. Vamos nos reunir de novo depois do Carnaval para a gente ir encaminhando os rumos da nossa estratégia eleitoral."

 

Questionado sobre a situação do senador Angelo Coronel (PSD), o presidente estadual do PT foi diplomático, mas direto. Tássio pontuou que o senador tomou atitudes que geraram ruídos internos em sua própria legenda, o PSD, mas ressaltou que o debate sobre a chapa ainda estava em construção.

 

"O senador Angelo Coronel tomou algumas atitudes que precipitou um problema interno no partido dele, mas o debate sobre a chapa ainda estava em construção. Então hoje o que eu sinto é que tem um amplo sentimento positivo na construção da chapa com o governador Jerônimo, o senador Jacques Wagner, o ministro Rui Costa."

Em evento com Lula, Otto Alencar confirma apoio a Wagner e Rui Costa ao Senado e cita “conspirações”
Foto: Reprodução

O senador Otto Alencar (PSD) confirmou, nesta sexta-feira (6), que vai apoiar as candidaturas do senador Jaques Wagner à reeleição e do ministro da Casa Civil, Rui Costa, à segunda vaga da chapa majoritária ao Senado nas eleições deste ano. A declaração foi feita durante um evento de entrega de equipamentos e ambulâncias do SAMU, em Salvador, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

“Nessa cooperação que avança há muitos anos e que vai estar ainda mais sólida agora, nas eleições de 2026, com a reeleição de Jerônimo e com a eleição dos meus candidatos ao Senado Federal, Rui Costa e Jaques Wagner. Nós vamos trabalhar intensamente para que possamos ter uma representação ainda mais forte do que temos tido neste período”, afirmou Otto.

 

O senador também comentou estar acostumado a enfrentar conspirações e relembrou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). A declaração ocorre após a circulação de informações de que o senador Angelo Coronel, ex-PSD, teria tentado retirar o comando estadual do partido das mãos de Otto Alencar.

 

“Chegamos lá em 2015 com a presidente Dilma Rousseff, que, de maneira incorreta, sofreu um impeachment fruto de uma conspiração que eu não acompanhei. Eu já sou acostumado a enfrentar conspiração e vou enfrentar qualquer conspiração que se promova contra o nosso grupo e o nosso projeto”, completou.

Defesa desmente jornalista da Folha de S.Paulo que disse que Daniel Vorcaro estaria "irritado" com Lula
Foto: Divulgação Banco Master

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro negou, nesta terça-feira (3), que ele tenha se irritado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que estivesse dando recados políticos de possível delação premiada. A nota da defesa de Vorcaro procurou negar comentário da jornalista Monica Bergamo, publicado em sua coluna na Folha de S.Paulo.

 

Segundo a colunista da Folha, o banqueiro teria manifestado irritação cada vez maior com o presidente Lula, pelas declarações contrárias a ele. No dia 23 de janeiro, por exemplo, durante um evento em Maceió, Lula disse que o pobre no Brasil é sacrificado “enquanto que um cidadão do Banco Master deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões”. 

 

Monica Bergamo afirma que Vorcaro, em conversas com interlocutores, teria afirmando que declarações desse tipo do presidente Lula ajudariam a piorar a sua situação jurídica. O banqueiro também teria feito chegar ao Palácio que ele tem conexões com políticos próximos a Lula, como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner (PT-BA), além de ter contratado Guido Mantega e Ricardo Lewandowski a pedido desses políticos.

 

Interlocutores de Vorcaro disseram ainda à colunista da Folha que ele teria condições de “dragar o PT” para o centro do escândalo se viesse a se decidir por tornar públicas informações e fatos constrangedores para o governo federal. 

 

A nota da defesa de Daniel Vorcaro nega essas conversas e diz que ele não fez qualquer manifestação nesse sentido. Leia abaixo a nota na íntegra:

 

“É falsa a alegação de que Daniel Vorcaro teria se irritado com o presidente da República ou feito qualquer tipo de manifestação nesse sentido. Também são falsas as ilações sobre vazamentos ou recados políticos atribuídos a ele. 

 

Daniel Vorcaro é, inclusive, um dos maiores prejudicados por vazamentos seletivos e pela divulgação de versões distorcidas dos fatos. Atribuir a ele comportamentos ou intenções sem que tenha sido sequer consultado configura narrativa indevida”.

Jaques Wagner confirma indicação de Lewandowski ao Banco Master, mas nega responsabilidade por Guido Mantega
Foto: Geraldo Magela / Agência Senado

O líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner (PT), confirmou que indicou o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski para atuar como consultor jurídico do Banco Master. Segundo as informações, um escritório da família do jurista recebeu mais de R$ 5 milhões em um contrato que previa o pagamento de R$ 250 mil por mês

 

As transações continuaram por quase dois anos após a ida de Ricardo Lewandowski para o Ministério da Justiça no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Em nota à coluna Andreza Matais, do Metrópoles, Jaques Wagner disse que foi procurado por uma pessoa da direção do Banco Master “um bom jurista e lembrou de Ricardo Lewandowski”.

 

Na mesma nota, Wagner reiterou que não teria sido o responsável pela indicação do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para o Master. No caso de Mantega, o contrato seria ainda maior: cerca de R$ 1 milhão por mês. O objetivo seria ajudar a viabilizar a venda do Master para o BRB.

 

“Apesar da barrigada da matéria sobre a contratação de Guido Mantega pelo banco, da qual jamais participou, neste caso o senador Jaques Wagner foi consultado sobre um bom jurista e lembrou de Ricardo Lewandowski, que havia acabado de deixar o Supremo Tribunal Federal. Seguramente, o banco achou a sugestão adequada e o contratou”, diz a nota enviada pela assessoria.

Colunista revela que Lula e Galípolo tiveram reunião com Vorcaro no Palácio do Planalto, fora da agenda oficial
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A jornalista Andreza Matais revelou nesta segunda-feira (26), em sua coluna no site Metrópóles, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve um encontro no Palácio do Planalto com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e a conversa durou cerca de uma hora e meia. O encontro teria acontecido em dezembro de 2024, e contou também com a participação do então indicado por Lula para presidir o Banco Central, Gabriel Galípolo (ele só viria a tomar posse no dia 1º de janeiro de 2025). 

 

Segundo Andreza Matais, a reunião com Vorcaro no Palácio do Planalto não foi incluída na agenda oficial do presidente Lula. Além do presidente e de Galípolo, também estiveram presentes os ministros da Casa Civil, Rui Costa, da Casa Civil, e das Minas e Energia, Alexandre Silveira. 

 

Ainda conforme Andreza Matais, o então CEO do Banco Master, Augusto Lima, também esteve presente na reunião e tratou sobre uma suposta articulação dos grandes bancos para prejudicar o Master e concentrar o poder do mercado. O ex-ministro Guido Mantega é apontado como o responsável por conseguir a reunião de Vorcaro com Lula. 

 

Uma nota publicada na coluna do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, antecipou essa informação sobre Mantega. Segundo o colunista, Guido Mantega não só conseguiu um encontro de Vorcaro com Lula, mas ainda teria feito lobby no Banco Central para a aprovação da operação de venda do Master ao BRB e também pela não intervenção no banco de Vorcaro. 

 

O Banco Master contratou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para atuar como assessor, por indicação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A remuneração acertada teria sido de R$ 1 milhão por mês.

 

Entre julho e novembro de 2025, em sua atuação como consultor do Master, Mantega recebeu cerca de R$ 16 milhões em honorários. O ex-ministro da Fazenda nos dois primeiros mandatos de Lula só chegou ao Master após a intervenção direta de Jaques Wagner. Antes disso, o governo havia recuado da indicação do ex-ministro para o Conselho de Administração da Vale, após questionamentos do mercado. 

 

A coluna da jornalista Andreza Matais expôs ainda que o presidente Lula teria pedido a Gabriel Galípolo para tratar a situação do Master com isenção depois que ele assumisse a presidência do BC. Foi na gestão de Galípolo que o Banco Central vetou a negociação entre o Master e o BRB e decretou a liquidação da instituição financeira de Daniel Vorcaro com a alegação de uma fraude de R$ 12 bilhões.
 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Na era da IA, será Gargamel o último que mostra a verdade nas redes? Tudo bem que não é lá uma verdade muito bonita, mas... Enquanto isso, o Soberano devia parar de focar no cozido de Card e ficar de olho nas chapas que estão montando pra ele por aí. E teve prefeito brilhando também essa semana. É anúncio emocionado de São João, é #tápago com post sobre buraco na rua... Mas o amor mesmo está no Detalhes! Saiba mais!

Pérolas do Dia

Luiz Inácio Lula da Silva

Luiz Inácio Lula da Silva
Fotos: Reprodução / CanalGovBr / The White House

"Não se meta nas eleições do Brasil". 


Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao defender o sistema eleitoral brasileiro e mandar um recado direto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula cobrou a cooperação jurídica internacional para a extradição de cidadãos brasileiros investigados que se encontram em território norte-americano.

Podcast

Deputado Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda

Deputado Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (15). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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