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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”

ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”
Em sabatina realizada nesta segunda-feira (21) com os editores do portal Bahia Notícias (BN), dentro do projeto Vota BN no Projeto Prisma, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto comentou o fenômeno conhecido como “Lula-Neto”, que se refere ao voto dividido de eleitores entre a disputa pelo governo estadual e a Presidência da República. Durante a transmissão do podcast, o político foi enfático e respondeu que “ninguém é dono do voto de ninguém”.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

jaques wagner

"Jaques Wagner foi o São Pedro que abriu as portas", homenageia Jerônimo em discurso da vitória
Foto: Daniel Araújo / Bahia Notícias

Em discurso da vitória realizado em frente ao Palácio de Ondina, o governador reeleito, Jerônimo Rodrigues (PT), fez seu pronunciamento oficial com quase 13 minutos de duração. O grande destaque de sua fala foi a homenagem ao senador Jaques Wagner (PT), a quem comparou figurativamente a "São Pedro" pelo papel na intermediação e articulação política, além das menções ao presidente Lula da Silva (PT), a movimentos sociais, deputados da base aliada, integrantes da chapa majoritária e à imprensa.



Confira em vídeo: 

 

"Além da história de Otto, todo mundo conhece o perfil e a história dos dois novos senadores da República, Rui Costa e Wagner. Faço uma homenagem especial a Jaques Wagner, que é o nosso interlocutor; foi na história São Pedro que abriu as portas e intermediou todo o processo", afirmou o governador reeleito.

 

Ao comentar o resultado estadual positivo obtido pela Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) na Assembleia Legislativa, Jerônimo ressaltou a relevância do feito. "O resultado não nos surpreendeu. É a gratidão do povo da Bahia. Reconheço o esforço desse time político, time de Lula e Jerônimo. Fazemos valer cada coisa nossa", acrescentou.

 

Além disso, o governador relembrou o poder histórico da Bahia na política nacional, reconheceu a atual divisão do Brasil e criticou a intervenção dos Estados Unidos no país. 

Éden Valadares celebra vitória da “chapa dos governadores” na Bahia e projeta 2º turno com “humildade e diálogo” para Lula 
Foto: Luiza Barbosa / Bahia Notícias

 

O secreta?rio Nacional de Comunicac?a?o do Partido dos Trabalhadores (PT), Éden Valadares, avaliou, na noite deste domingo (4), o resultado da votação do 1º turno das Eleições Gerais de 2026. Em coletiva concedida a jornalistas no Palácio de Ondina, em Salvador, o ex-presidente do PT na Bahia celebrou a vitória da “chapa dos governadores”, composta por Jerônimo Rodrigues, Jaques Wagner e Rui Costa, e projetou a estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o 2º turno. 

 

“Hoje foi uma vitória muito importante para o nosso grupo político, uma vitória inédita na Bahia, de um mesmo partido, um mesmo grupo político há tanto tempo, tendo o carinho e o reconhecimento do povo baiano. Queria começar celebrando isso, dando os parabéns a eles e à militância do PT e dos partidos aliados, que sem a militância a gente não conseguiria”, afirma Valadares. 

 

A celebração não é atoa. Com a reeleição de Jerônimo Rodrigues, a Bahia deve atingir oficialmente a marca dos 20 anos sob liderança petista no estado e, até 2030, chegar a 23 anos. No entanto, ao olhar para o cenário nacional, o presidente Lula, candidato à reeleição somou 44,93% dos votos válidos e vai ao 2º turno com Flávio Bolsonaro, que chegou a 47,22% dos votos dos brasileiros. Na Bahia, Lula venceu com 65,80%. 

 

“Sobre o projeto nacional, eu penso que se confirmou o que as últimas pesquisas dos últimos dias apontavam: uma leve vantagem para o candidato da oposição, para Flávio Bolsonaro. Mas as eleições estão em aberto, nós já começaremos a trabalhar imediatamente. Estou saindo daqui mais cedo inclusive por isso, temos mais um mês de campanha com humildade, com muito diálogo com o povo brasileiro sobre o sentimento que é esse expressado nas urnas”, destacou o secretário nacional. 

 

Sobre o resultado das urnas e a queda da margem esperada para Lula no primeiro turno, Éden diz que não é tudo responsabilidade dos marqueteiros. “Cara, eu não sou daqueles que acham que quando ganha é tudo responsabilidade do marqueteiro ou da comunicação”, afirma. “A gente vai fazer um balanço amanhã onde a gente acertou, onde a gente errou para corrigir o rumo e seguir dialogando com o povo, eu penso que nós vamos ter que decidir entre alguém com a trajetória do presidente Lula, o Brasil agora vai ter que decidir e enfrentar”, completa.

Rui Costa e Jaques Wagner estão eleitos senadores pela Bahia com 94% das urnas apuradas
Foto: Ulisses Dumas / Campanha Jaques Wagner

Os candidatos Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT), conquistaram as duas vagas da Bahia no Senado Federal. Com 94,28% das seções eleitorais apuradas no estado, de acordo com o boletim oficial divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) às 21h02 deste domingo (4º), os ex-governadores baianos receberam 4.041.989 votos (29,79% dos válidos) e 3.710.694 votos (27,35% dos válidos), respectivamente.

 

Ambos assumirão os mandatos em fevereiro de 2027 e permanecerão no Senado até 2035. Em todo o país, 54 das 81 cadeiras da Casa estão sendo renovadas neste pleito. Wagner vai para o segundo mandato na Câmara Alta.

 

SOBRE OS CANDIDATOS
Com o resultado, Jaques Wagner chega ao seu segundo mandato na Casa Alta do Congresso, após a primeira eleição em 2018; enquanto Rui Costa, que atuou como ministro da Casa Civil no terceiro mandato do presidente Lula, entre 2022 e 2026, conquista uma vaga no Senado pela primeira vez.

 

Vinculados à chapa majoritária de Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia, os candidatos “puro-sangue” do PT são parte importante do legado de 20 anos da sigla no comando do Palácio de Ondina. Tudo começou com a eleição de Jaques Wagner, então deputado federal pela Bahia, em 2005, derrotando Paulo Souto (PFL), apoiado pelo então senador Antonio Carlos Magalhães, a maior força política do estado, até então. 

 

Rui Costa atuou como secretário de Relações Institucionais (Serin) do governo até 2010, quando foi eleito deputado federal pela Bahia. Jaques Wagner foi reeleito no mesmo ano. Em 2014, Rui foi escolhido como sucessor político do grupo, sendo eleito e posteriormente reeleito em 2018. 

 

Wagner assumiu cargos nos ministérios de Defesa e Casa Civil no governo de Dilma Rousseff e, após o impeachment da então presidente, foi nomeado gestor da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia. 

 

Esse histórico colocou os baianos na lista de prioridades do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no cenário nacional. Antecessor de Jerônimo, após eleição, Rui Costa retorna ao cenário político com cargo eletivo e “estabilidade” em Brasília por oito anos. 

 

No caso de Jaques Wagner, ex-líder do governo petista no Senado, a vitória na urna chega após uma campanha eleitoral marcada por momentos de tensão. 

 

Ainda em junho deste ano, o senador foi alvo de busca e apreensão no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de irregularidades do Banco Master no sistema financeiro nacional. O vínculo entre o PT da Bahia, em especial Jaques Wagner, com o empresário Augusto Lima se tornou alvo de escrutínio na pré-campanha e durante as mobilizações eleitorais. 

 

Juntos, Jaques e Rui superaram outros 8 candidatos ao Senado Federal pela Bahia, incluindo nomes como Angelo Coronel (Republicanos), atual senador e candidato à reeleição, e João Roma (PL), ex-ministro da Cidadania no governo de Jair Bolsonaro. 

 

Confira como ficará o Senado Federal em 2027:

 

[Atualização em tempo real]

Rui Costa está eleito senador pela Bahia; Jaques Wagner mantém vantagem pela segunda vaga com 87% das urnas
Fotos: Reprodução / Assessoria do PT / Agência Senado

Com 87,12% das seções eleitorais apuradas no estado, o candidato Rui Costa (PT) assegurou a vitória matemática para o Senado Federal na Bahia. De acordo com o boletim oficial divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) às 20h54 deste domingo (4), o ex-governador contabiliza 3.699.173 votos (29,67% dos votos válidos) e já está eleito. A segunda vaga segue liderada por Jaques Wagner (PT), que soma 3.393.979 votos (27,22%).

 

Na disputa pelo terceiro lugar, Angelo Coronel (REPUBLICANOS) contabiliza 2.545.912 votos (20,42%), seguido de perto por João Roma (PL), com 2.536.003 votos (20,34%).

 

CADEIRAS FICARAM COM:

  • Rui Costa (PT) - ELEITO: 29,65% (3.552.989 votos)

  • Jaques Wagner (PT): 27,20% (3.259.677 votos)

 

NÃO OBTÉM VAGA:

  • Angelo Coronel (REPUBLICANOS): 20,42% (2.447.346 votos)

  • João Roma (PL): 20,36% (2.439.636 votos)

  • Professora Delliana (PSOL): 1,62% (194.206 votos)

  • Marcelo Carvalho (REDE): 0,38% (45.636 votos)

  • Carlos Sodré (MOBILIZA): 0,15% (18.249 votos)

  • Marcelo Santtana (DC): 0,10% (11.405 votos)

  • Gregorio Gould (UP): 0,09% (11.291 votos)

  • Marcelo Millet (PCO): 0,04% (4.429 votos)

Rui Costa lidera a disputa pelo Senado na Bahia, com 3,33 milhões de votos, seguido por Jaques Wagner, com 3,05 milhões.
Foto: Reprodução / Assessoria do PT

Com 80,49% das seções eleitorais totalizadas na Bahia, Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT, lideram a disputa pelas duas vagas ao Senado Federal. Rui soma 3,38 milhões de votos, enquanto Wagner contabiliza 3,10 milhões. Angelo Coronel (Republicanos) aparece na terceira colocação, com 2,34 milhões, seguido por João Roma (PL), com 2,33 milhões.

 

CADEIRAS FICARAM COM:

  • Rui Costa (PT): 29,56% (3.382.665 votos)

  • Jaques Wagner (PT): 27,10% (3.101.224 votos)

 

NÃO OBTÉM VAGA:

  • Angelo Coronel (REPUBLICANOS): 20,49% (2.344.885 votos)

  • João Roma (PL): 20,43% (2.337.572 votos)

  • Professora Delliana (PSOL): 1,65% (188.477 votos)

  • Marcelo Carvalho (REDE): 0,38% (44.047 votos)

  • Carlos Sodré (MOBILIZA): 0,15% (17.571 votos)

  • Marcelo Santtana (DC): 0,10% (10.922 votos)

  • Gregorio Gould (UP): 0,10% (10.902 votos)

  • Marcelo Millet (PCO): 0,04% (4.320 votos)

 

Confira abaixo como está o Senado Federal do Brasil: 

 Com mais de 70% das urnas apuradas na Bahia, Rui Costa e Jaques Wagner mantêm liderança ao Senado
Foto: Reprodução / Assessoria do PT

Com 70,78% das seções eleitorais apuradas no estado, a contagem de votos para o Senado Federal na Bahia ultrapassou a marca de 70%. De acordo com o boletim oficial divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) às 20h08 deste domingo (4º), a chapa governista petista consolida a liderança: Rui Costa (PT) contabiliza mais de 2,92 milhões de votos, enquanto Jaques Wagner (PT) soma mais de 2,67 milhões e segue na frente pela segunda vaga.

 

Na disputa pelas posições seguintes, Angelo Coronel (REPUBLICANOS) permanece na terceira colocação com 20,72% dos votos válidos, ligeiramente à frente de João Roma (PL), que registra 20,67%.

 

CADEIRAS FICARAM COM:

  • Rui Costa (PT) - ELEITO: 29,28% (2.924.446 votos)

  • Jaques Wagner (PT): 26,80% (2.676.623 votos)

 

NÃO OBTÉM VAGA:

  • Angelo Coronel (REPUBLICANOS): 20,72% (2.069.298 votos)

  • João Roma (PL): 20,67% (2.064.766 votos)

  • Professora Delliana (PSOL): 1,73% (173.120 votos)

  • Marcelo Carvalho (REDE): 0,40% (40.385 votos)

  • Carlos Sodré (MOBILIZA): 0,16% (15.520 votos)

  • Gregorio Gould (UP): 0,10% (9.945 votos)

  • Marcelo Santtana (DC): 0,10% (9.857 votos)

  • Marcelo Millet (PCO): 0,04% (3.956 votos)

 

DADOS GERAIS

  • Eleitorado Apto Total: 11.304.314

  • Eleitorado Apto das Seções Totalizadas: 7.822.645

  • Comparecimento: 6.267.388 (80,12%)

  • Abstenção: 1.555.257 (19,88%)

  • Votos em Branco: 1.673.817 (13,35%)

 Com mais de metade das urnas apuradas na Bahia, Rui Costa e Jaques Wagner seguem na liderança para o Senado
Foto: Reprodução / Assessoria do PT

Com 51,63% das urnas totalizadas no estado, os candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT) mantêm a liderança na disputa pelas duas vagas da Bahia no Senado Federal. Segundo o boletim das 19h14 do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), divulgado neste domingo de eleições ordinárias de 2026, a apuração ultrapassou a metade das seções nos 417 municípios baianos. Rui Costa contabiliza mais de 2,07 milhões de votos, enquanto Jaques Wagner soma mais de 1,90 milhão.

 

CADEIRAS FICARAM COM:

  • Rui Costa (PT): 29,12% (2.077.134 votos)

  • Jaques Wagner (PT): 26,67% (1.902.424 votos)

NÃO OBTÉM VAGA:

  • João Roma (PL): 20,78% (1.481.989 votos)

  • Angelo Coronel (REPUBLICANOS): 20,73% (1.478.516 votos)

  • Professora Delliana (PSOL): 1,86% (132.500 votos)

  • Marcelo Carvalho (REDE): 0,43% (30.937 votos)

  • Carlos Sodré (MOBILIZA): 0,16% (11.214 votos)

  • Gregorio Gould (UP): 0,10% (7.402 votos)

  • Marcelo Santtana (DC): 0,10% (7.281 votos)

  • Marcelo Millet (PCO): 0,04% (2.986 votos)

 

DADOS GERAIS:

  • Eleitorado Apto Total: 11.304.314

  • Eleitorado Apto das Seções Totalizadas: 5.576.191

  • Comparecimento: 4.473.694 (80,23%)

  • Abstenção: 1.102.497 (19,77%)

Com mais de 46% das seções apuradas na Bahia, Rui Costa e Jaques Wagner seguem na liderança para o Senado
Foto: Reprodução / Assessoria do PT

Com quase metade das urnas apuradas, os candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT) seguem na frente na disputa pelas duas vagas baianas no Senado Federal. Rui Costa ultrapassou a marca de 1,8 milhão de votos, enquanto Jaques Wagner soma mais de 1,6 milhão. A apuração dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) alcançou 46,48% das seções totalizadas nos 417 municípios baianos no boletim das 19h09 deste domingo de eleições ordinárias de 2026.

 

CADEIRAS FICARAM COM:

  • Rui Costa (PT): 28,99% (1.853.093 votos)

  • Jaques Wagner (PT): 26,52% (1.695.573 votos)

 

NÃO OBTÉM VAGA:

  • João Roma (PL): 20,89% (1.335.386 votos)

  • Angelo Coronel (REPUBLICANOS): 20,82% (1.330.858 votos)

  • Professora Delliana (PSOL): 1,92% (122.670 votos)

  • Marcelo Carvalho (REDE): 0,45% (28.574 votos)

  • Carlos Sodré (MOBILIZA): 0,16% (10.060 votos)

  • Gregorio Gould (UP): 0,11% (6.846 votos)

  • Marcelo Santtana (DC): 0,11% (6.731 votos)

  • Marcelo Millet (PCO): 0,04% (2.771 votos)

DADOS GERAIS

  • Eleitorado Apto Total: 11.304.314

  • Eleitorado Apto das Seções Totalizadas: 4.994.719

  • Comparecimento: 4.006.334 (80,21%)

  • Abstenção: 988.385 (19,79%)

 

Com mais de 30% das urnas apuradas, Rui Costa e Jaques Wagner lideram disputa ao Senado com mais de 1 mi de votos
Foto: Reprodução / Assessoria do PT

A apuração dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) ultrapassou a marca de 30% das seções totalizadas nos 417 municípios do estado neste domingo de eleições ordinárias de 2026. Com 31,47% das urnas apuradas, os candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT) continuam na dianteira da disputa pelas duas vagas baianas no Senado Federal. Por hora, os petistas são os únicos que já alcançaram 1 milhão de votos dos baianos. 

 

CADEIRAS FICARAM COM:

  • Rui Costa (PT): 28,88% (1.239.059 votos)

  • Jaques Wagner (PT): 26,37% (1.131.428 votos)

 

NÃO OBTÉM VAGA:

  • João Roma (PL): 20,91% (897.123 votos)

  • Angelo Coronel (REPUBLICANOS): 20,88% (895.603 votos)

  • Professora Delliana (PSOL): 2,05% (87.830 votos)

  • Marcelo Carvalho (REDE): 0,48% (20.452 votos)

  • Carlos Sodré (MOBILIZA): 0,16% (7.006 votos)

  • Gregorio Gould (UP): 0,11% (4.899 votos)

 

DADOS GERAIS

  • Eleitorado Apto Total: 11.304.314

  • Eleitorado Apto das Seções Totalizadas: 3.341.449

  • Comparecimento: 2.684.147 (80,33%)

  • Abstenção: 657.302 (19,67%)

     

Com 10,3% das urnas baianas apuradas, Rui Costa e Jaques Wagner lideram a disputa para o Senado Federal
Foto Montagem: Reprodução / Bahia Notícias

As urnas das 417 cidades baianas estão sendo contadas pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) neste domingo (4º) de eleições ordinárias de 2026. A Bahia conta com um eleitorado de 11,3 milhões de pessoas. Com a apuração de 10% das seções totalizadas até o momento, os candidatos Rui Costa (PT) e XXXX (X) estão à frente da disputa, com 28,65% e 26,11% dos votos, respectivamente.

 

Embora ainda falte contabilizar a maior parte dos votos, os primeiros resultados mostram a consolidação das posições iniciais. Os votos registrados para os candidatos que disputam as vagas no Senado apresentam a seguinte configuração parcial:

 

CADEIRAS FICARAM COM:

  • Rui Costa (PT – 133): 28,65% (391.501 votos)

  • Jaques Wagner (PT – 130): 26,11% (356.898 votos)
     

NÃO OBTÉM VAGA: 

  • Angelo Coronel (REPUBLICANOS – 100): 20,95% (286.346 votos)

  • João Roma (PL – 222): 20,95% (286.281 votos)

  • Professora Delliana (PSOL – 500): 2,35% (32.085 votos)

  • Marcelo Carvalho (REDE – 180): 0,53% (7.244 votos)

  • Carlos Sodré (MOBILIZA – 333): 0,17% (2.317 votos)

  • Gregorio Gould (UP – 800): 0,13% (1.733 votos)

  • Marcelo Santtana (DC – 277): 0,11% (1.540 votos)

  • Marcelo Millet (PCO – 290): 0,05% (716 votos)

 

DADOS GERAIS

  • Eleitorado Apto Total: 11.304.314

  • Eleitorado Apto das Seções Totalizadas: 96.782

  • Comparecimento: 77.252 (79,82%)

  • Abstenção: 19.530 (20,18%)

  • Votos em Branco: 19.630 (12,71%)

  • Anulados Sub Judice: 10.539 (6,82%)

  • Nulos: 0

 

É possível acompanhar a evolução dos votos e os comentários ao vivo com os editores do Bahia Notícias (BN) logo abaixo. Confira logo abaixo:

Jaques Wagner vota em Salvador, crava vitória de Jerônimo no 1º turno, mas mantém cautela com Lula
Foto: Divulgação

Candidato à reeleição, o senador Jaques Wagner (PT-BA), votou na manhã deste domingo (4), no prédio da Superintendência Federal de Agricultura, no Largo dos Aflitos, em Salvador. Antes de se dirigir a sua zona eleitoral, o parlamentar acompanhou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) durante a votação no Colégio Luiz Viana, no bairro de Brotas, em Salvador. 


Em conversa com a imprensa, Wagner se mostrou confiante em relação a um resultado positivo para chapa majoritária do governo, cravando uma vitória de Jerônimo já no primeiro turno, além da conquista das cadeiras dele e do ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) para a Casa ALta. 


"Eu creio que nós vamos terminar a eleição nesse primeiro turno e com a vitória de Jerônimo, com a vitória de Rui e a minha também." Apesar da confiança inicial, o candidato pregou cautela em relação à disputa presidencial, protagonizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PR) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).


"A nível nacional, eu prefiro esperar um pouquinho, porque eu acho que tá muito cabeça a cabeça. Vamos ver se a gente consegue encerrar no primeiro turno com a vitória de Lula, senão vamos trabalhar aí mais três semanas para garantir a vitória dele também, completou.


Avaliando o período de campanha, Wagner citou o aumento da presença das redes sociais durante o período. Apesar disso, o senador afirmou que não faltou "calor humano" durante as caminhadas pelo interior do estado.


"Foi uma campanha que predominou muito a comunicação pela via das redes. Então, ela mudou um pouco, né, em tanto movimento de rua, apesar de que a gente rodou muito e sempre que encontramos muita gente e muito calor humano", analisou.

Jerônimo Rodrigues vota em Brotas e projeta eleição no primeiro turno: "Cenário favorável"
Foto: Hugo Araújo / Bahia Notícias

Candidato à reeleição ao Governo da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) registrou seu voto na manhã deste domingo (4), no Colégio Estadual de Tempo Integral Luiz Viana, no bairro de Brotas, em Salvador. 

 

Após votar, Jerônimo afirmou estar otimista com o resultado das urnas e declarou ter expectativa de definir a disputa estadual ainda no primeiro turno. O petista também manifestou torcida para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, encerre a disputa presidencial neste domingo.

 

“Eu chego com uma energia positiva, com cenário favorável. Respeitando meus adversários e o papel de cada um, quero dizer que eu tenho a expectativa de ser eleito no primeiro turno. Apelo e também torço para que o presidente Lula se eleja no primeiro turno”, afirmou.

 

Jerônimo também comentou a disputa pelas duas vagas da Bahia no Senado e citou os candidatos Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT), que integram sua chapa. Durante a campanha, os dois participaram de agendas ao lado do governador.

 

“Quero agradecer à Bahia. Torço e acredito que vou também entregar a Lula dois senadores (Rui Costa e Jacques Wagner), para se juntarem ao Otto Alencar, para a Bahia ter três senadores de verdade”, declarou.

 

O governador afirmou ainda que, caso a eleição estadual seja definida no primeiro turno, pretende retomar a agenda administrativa pelo interior da Bahia, incluindo entregas de escolas e obras rodoviárias que ficaram suspensas durante o período eleitoral.

 

“Seguirei o processo normal de trabalho, fazendo as entregas que não pude fazer por conta do tempo eleitoral”, finalizou.

Quaest: Rui Costa aparece com 26%, Jaques Wagner com 24% e Angelo Coronel pontua 14% na corrida pelo Senado
Foto: Divulgação

O candidato ao Senado Rui Costa (PT) aparece na frente na última pesquisa eleitoral da Quaest, divulgada neste sábado (3) pela TV Bahia, às vésperas das eleições.

 

Rui Costa (PT), que disputa uma das vagas na Casa Alta, aparece com 26% das intenções de voto, seguido de Jaques Wagner (PT), que recebe 24% dos eleitores. Na sequência, Angelo Coronel (REPUBLICANOS) registra 14%, enquanto João Roma (PL) registra 13%. 

 

As intenções de voto nulos ou em branco somam 13%, enquanto 8% ainda se dizem indecisos quanto à disputa pelas duas vagas no Senado Federal.

 

Considerando o cenário apenas com os votos válidos, quando brancos, nulos e indecisos são excluídos, Rui Costa (PT) tem 33% da preferência dos baianos, seguido de Jaques Wagner com 30%. Já Angelo Coronel (REPUBLICANOS) aparece com 18% e João Roma (PL) com 17%.

 

A margem de erro é de 2% para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre sexta-feira (2) e sábado (3).

AtlasIntel: Wagner e Rui seguem na liderança pelo Senado na Bahia; Coronel aparece na terceira colocação
Foto: Divulgação

A pesquisa AtlasIntel, divulgada pelo A Tarde na manhã deste sábado (03), aponta que os candidatos Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) lideram a corrida ao Senado Federal da Bahia. De acordo com o levantamento, o ex-ministro da Casa Civil registra 27,3% de preferência dos eleitores, enquanto Wagner alcança 24,6%.

 

Na sequência, aparece o candidato à reeleição Angelo Coronel (Republicanos) com 21,9% das intenções de voto, João Roma (PL) com 21,2% e Professora Delliana (PSOL) com 4,1% dos votos válidos. 

 

Comparado à última pesquisa, divulgada na quarta-feira (30), Rui Costa teve uma oscilação negativa de 0,9%, enquanto Wagner avançou 0,2%. Do outro lado, Coronel apresentou uma oscilação positiva de 1% e Roma de 0,2%.

 

A pesquisa AtlasIntel entrevistou 2.000 eleitores baianos, via recrutamento digital aleatório (Atlas RDR), entre os dias 24 e 28 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

 

O levantamento representa os votos válidos e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob os números BA-02425/2026 e BR-00633/2026.

 

Jaques Wagner responde a acusações de pagamentos de Vorcaro e chama delação de “falsa e oportunista” 
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O senador e candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT), respondeu a acusações de que teria recebido pagamentos mensais do Banco Master por supostas vantagens indevidas relacionadas à operação do cartão de crédito consignado Credcesta, na Bahia. Em um vídeo publicado nesta sexta-feira (25), o parlamentar chama as declarações, divulgadas por meio de uma reportagem do Uol, de “falsas e oportunistas”. 

 

 

A pouco mais de uma semana do pelito eleitoral, marcado para o dia 4 de outubro, a reportagem do Uol narra que o acordo entre o ex-líder do governo Lula no Senado e o Master teria sido revelado nos anexos de uma proposta de delação de Daniel Vorcaro. 

 

Sobre isso, Wagner afirma que “mais uma vez estão tentando envolver o meu nome com o escândalo do Banco Master”. “São declarações completamente falsas e oportunistas, criadas para interferir nas eleições. Na eleição de 2018, também inventaram mentiras. Eu me elegi e minha inocência ficou provada. Agora, vai acontecer o mesmo. Dessa vez inventaram sociedades e contratos falsos. São mentiras deslavadas. Eu nunca tive relação com o senhor Daniel Vorcaro”, reafirma o senador. 

 

Ao falar da eleição de 2018, o ex-governador da Bahia cita uma investigação da Polícia Federal, nomeada “Cartão Vermelho”, em que ele foi investigado por suposta participação em um esquema de fraudes em licitações, superfaturamento e desvio de verbas públicas nas obras de reconstrução da Arena Fonte Nova, em Salvador.

 

O candidato a reeleição reitera que “nunca tive relação com o senhor Daniel Vorcaro” e cita ainda que, em sua postura pública na Casa Alta do Congresso, nunca agiu em favor do banqueiro. “No Senado, assinei a criação da CPI do Máster e propus limitar juros para proteger os consumidores, justamente o contrário dos interesses do banco. Eu nunca atuei a favor do banco. Eu votei contra o aumento do limite do Fundo Garantidor de Crédito. A Bahia, trabalhadores e empresários me conhecem”, garante. 

 

Ainda em seu posicionamento oficial, Jaques defende que “a verdade” irá vencer e destaca a importância do momento para a reta final das eleições. “A verdade sempre vence. Estamos chegando à reta final da campanha, percorrendo o nosso estado, sentindo o calor e o carinho das ruas, mostrando tudo que já fizemos e o que ainda vamos fazer pela Bahia e pelo Brasil”, ressalta. 

 

“Humildade, muito trabalho e fé em Deus, tenho segurança que Lula, Jerônimo, Rui e eu seremos eleitos e seguiremos trabalhando para que o Brasil e a Bahia continuem avançando. Muito obrigado”, completa o candidato.

Vorcaro diz em delação que grupo de Jaques Wagner na Bahia recebia R$ 3 milhões por mês
Foto: Reprodução. Carlos Moura/Agência Senado

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou, em uma proposta de delação premiada que o grupo político ligado ao senador Jaques Wagner (PT-BA) recebia cerca de R$ 3 milhões por mês em supostas vantagens indevidas relacionadas à operação do cartão de crédito consignado Credcesta, na Bahia.

 

O relato consta em um dos anexos da proposta de delação. Segundo o UOL, Vorcaro afirmou que não presenciou diretamente o suposto acordo, mas que tomou conhecimento dele por meio de seu então sócio Augusto Lima. No entanto, a proposta de delação foi recusada pela PF e pela PGR por falta de elementos de corroboração suficientes. De acordo com a publicação, Vorcaro afirmou que os supostos pagamentos eram realizados de diferentes maneiras. 

 

Uma parcela de aproximadamente R$ 2 milhões mensais seria repassada pelo Banco Master à PKL One, empresa ligada à operação do Credcesta, por meio de contratos que o ex-banqueiro afirma serem fictícios. Outros R$ 1 milhão seriam pagos mensalmente em espécie.

 

Ainda de acordo com o relato, haveria outras formas de repasse, como distribuição de lucros e dividendos da PKL One e contratos de prestação de serviços. Vorcaro afirmou que pessoas ligadas ao grupo político de Wagner teriam participação oculta na estrutura societária da empresa.

 

As acusações, porém, não foram acompanhadas de elementos considerados suficientes para que o acordo de colaboração fosse firmado. Em junho, a PGR rejeitou a proposta depois de a PF também ter recusado a delação pela segunda vez. Segundo a Procuradoria, os relatos apresentados continham informações sem elementos novos ou comprovação suficiente.

 

As defesas de Jaques Wagner e Augusto Lima negaram as acusações e destacaram a ausência de provas que sustentem o relato. A defesa de Vorcaro, por sua vez, afirmou repudiar a divulgação dos anexos e disse não reconhecer a autenticidade e a integridade do material.

 

CREDCESTA E PKL
No centro do relato apresentado por Vorcaro está a PKL One, empresa que detém os direitos de exploração do Credcesta. O cartão de crédito consignado era destinado a servidores públicos e se tornou um dos principais negócios relacionados ao grupo Master.

 

Segundo o ex-banqueiro, o acordo envolvendo o Credcesta teria sido estabelecido em 2018, quando o Banco Master adquiriu participação na empresa responsável pela operação do cartão. Na versão apresentada por Vorcaro, Augusto Lima teria afirmado que precisou recorrer a políticos baianos para viabilizar a aquisição da operação do Credcesta e, por isso, teria cedido participação societária na PKL.

 

O relato também relaciona a operação à privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), estatal que controlava o Credcesta. Segundo Vorcaro, Lima teria se unido a políticos baianos para direcionar o processo de venda da empresa e manter o controle sobre a operação do cartão.

 

A Ebal foi arrematada pela NGV Empreendimentos por R$ 15 milhões. De acordo com o relato de Vorcaro, Augusto Lima seria o proprietário de fato da empresa, embora ela estivesse formalmente registrada em nome do investidor espanhol Ignácio Morales, apontado no documento como uma pessoa interposta.

 

Na época do leilão, Jaques Wagner era secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, durante o segundo mandato do então governador Rui Costa (PT). Rui Costa é citado no relato de Vorcaro, mas o documento não atribui diretamente a ele nenhum dos supostos pagamentos mensais descritos pelo ex-banqueiro.

 

Dezesseis dias após o leilão, dois decretos assinados por Rui Costa alteraram as regras de exploração do Credcesta e seu enquadramento no sistema de consignações. Posteriormente, a NGV transferiu os direitos de exploração do cartão para a PKL One Participações.

 

PARTICIPAÇÃO DE GUILHERME SODRÉ 
Vorcaro aponta o empresário Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como Guiga, como um suposto operador ligado a Jaques Wagner. Segundo o documento, ele teria participado das articulações relacionadas à privatização da Ebal.

 

A estrutura societária da PKL One era formada por uma cadeia de fundos de investimento. Conforme a proposta de delação, entre os beneficiários finais estariam Augusto Lima, Guiga e representantes ligados a outros grupos políticos. Documentos obtidos pela CPI do Crime Organizado indicam que Guilherme Sodré detinha 22,45% do fundo Gardênia até dezembro de 2018. O fundo possuía participação indireta na PKL One.

 

A partir de maio de 2019, a participação passou a aparecer em um fundo ligado à Entre Investimentos, empresa de Antônio Carlos Freixo Júnior, apontado nas investigações como operador financeiro de Vorcaro. Os documentos confirmam a presença de Sodré na estrutura societária, mas não comprovam que ele detivesse a participação em nome de Jaques Wagner.

 

PAGAMENTO DE R$ 2 MILHÕES
Segundo Vorcaro, o contrato firmado entre a PKL One e o Banco Master previa o pagamento mensal de aproximadamente R$ 2 milhões, classificados como “despesas operacionais”. O ex-banqueiro afirma que os recursos eram utilizados para realizar os supostos pagamentos indevidos a políticos. Segundo ele, o dinheiro chegava aos destinatários por meio de contratos fictícios de consultoria, firmados com pessoas que seriam usadas como intermediárias, e por empresas que disponibilizavam recursos em espécie.

 

Vorcaro afirmou ainda que, com a expansão do Credcesta para outros estados, ele e Augusto Lima teriam decidido alterar a composição societária da operação. A permanência de Guiga na estrutura, segundo o relato, passou a ser considerada um risco. 

 

A participação teria sido então transferida para a Entre Investimentos, de Antônio Carlos Freixo Júnior. Vorcaro classificou o contrato de compra da participação como fictício e afirmou que, a partir desse momento, teria sido acertado um pagamento mensal de R$ 1 milhão em dinheiro vivo a Guiga. Segundo o ex-banqueiro, os pagamentos teriam continuado até a liquidação do Banco Master.

 

DINHEIRO EM ESPÉCIES 
Para obter os valores em espécie, Vorcaro relatou a existência de contratos com sobrepreço firmados com correspondentes bancários ligados a Augusto Lima. Entre as empresas citadas está a Blue Pay, que, segundo o relato, devolveria parte dos valores pagos.

 

O documento também menciona a The Pay, que teria vendido R$ 80 milhões em notas comerciais a fundos da Reag, gestora ligada ao Master. Vorcaro afirma que parte desses recursos teria sido convertida em dinheiro vivo. Ainda segundo o relato, os valores em espécie eram entregues ao motorista de Vorcaro, que, conforme o documento, não saberia a finalidade do dinheiro, mas faria a entrega dos pacotes ao ex-banqueiro ou a Augusto Lima.

 

Além dos supostos pagamentos mensais, a proposta de delação menciona distribuição de lucros e dividendos da PKL One e contratos que Vorcaro afirma terem beneficiado pessoas indicadas por Wagner. Entre os contratos citados está um acordo envolvendo uma filha do senador e uma empresa no exterior ligada a João Carlos Falbo Mansur, empresário relacionado à Reag.

Pesquisa Quaest para o Senado na Bahia aponta Rui Costa com 23%, Wagner com 17% e João Roma com 11%
Fotos: Reprodução / Agencia Brasil / Bahia Notícias

Uma nova pesquisa Quaest para o Senado Federal na Bahia, encomendada pela TV Bahia e divulgada nesta quinta-feira (24), aponta Rui Costa na liderança das intenções de voto com 23%, seguido por Wagner, que registra 17%, e João Roma, com 11%.

 

De acordo com o levantamento, os resultados apurados foram os seguintes:

  • Rui Costa (PT): 23%

  • Jaques Wagner (PT): 17%

  • João Roma (PL): 11%

  • Coronel (Republicanos): 9%

  • Professora Delliana (PSOL): 2%

  • Marcelo Carvalho (Rede): 1%

  • Marcelo Santana (DC): 1%

  • Carlos Sodré (Mobiliza): 1%

  • Marcelo Millet (PCO): não pontuou (0%).

 

O levantamento ouviu 900 entrevistados entre os dias 20 e 23 de setembro de 2026. A pesquisa foi encomendada pela TV Bahia e divulgada nesta quinta-feira (24). A pesquisa está registrada no TSE (BA-01850/2026).

Paraná Pesquisas/ Bahia Notícias: Rui Costa e Jaques Wagner mantêm liderança em disputa pelo Senado Federal
Foto: Divulgação

Os candidatos Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do Partido dos Trabalhadores, lideram a corrida eleitoral pelas duas vagas no Senado Federal pela Bahia. Conforme os dados da nova rodada da Paraná Pesquisas, contratada pelo Bahia Notícias e divulgada nesta quinta-feira (24), o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa, sai na frente na disputa com 46,4% das intenções de voto, cerca de 12 pontos à frente do correligionário.

 

Vale destacar que a pesquisa estimulada, quando são apresentados os nomes dos candidatos, permite que os eleitores respondam até dois nomes. Este ano, os eleitores devem votar em dois candidatos para preencher as vagas da Bahia ao Senado. Nesse cenário, o atual senador e candidato à reeleição, Jaques Wagner, surge em segundo lugar com 34,0%. 

 


Foto: Paraná Pesquisas 

 

Na chapa de oposição, o ex-ministro da Cidadania no governo de Jair Bolsonaro, João Roma (PL), aparece em terceiro lugar com 27,3%. O atual senador e candidato à reeleição, Angelo Coronel obteve com 25,1%, empatado tecnicamente com o colega de chapa. 

 

Já a candidata Professora Delliana (PSOL), a única mulher na disputa, aparece com 3,8%; Marcelo Carvalho (Rede), obteve 2,2% das intenções de voto; e Carlos Sodré (PMN) surge com 1,1%. 

 

Os demais candidatos, Marcelo Santtana (DC), Gregorio Gould (UP), Marcelo Millet (PCO) pontuaram 0,9%, 0,6% e 0,4%, respectivamente. 

 

O Instituto Paraná Pesquisas ouviu 1.400 eleitores entre os dias 21 e 23 de setembro, espalhados por 60 municípios. Possui margem de erro de 2,7% para mais ou para menos e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob n? BA-00759/2026.

Wagner critica volume de R$ 55 bi em emendas e defende revisão do modelo após eleições
Foto: Reprodução / Youtube via TV Aratu

O candidato à reeleição ao Senado pela Bahia, Jaques Wagner (PT), classificou como uma “distorção” o atual volume de recursos destinados por meio de emendas parlamentares e defendeu uma revisão do modelo após as eleições. A declaração ocorreu nesta segunda-feira (21), durante sabatina na TV Aratu.

 

Questionado pelo editor de política do Bahia Notícias, Mauricio Leiro, sobre o acirramento entre Câmara e Senado em torno da distribuição das emendas e sobre a possibilidade de mudança no Congresso após a eleição, Wagner afirmou esperar uma repactuação do sistema. “Eu espero, eu mesmo já lutei muito nesse sentido, você se lembra que tinha um orçamento secreto que acabou virando caso lá no Supremo Tribunal Federal”, afirmou o senador.

 

Segundo Wagner, o montante destinado atualmente às emendas chega a R$ 55 bilhões. Ele disse não ser contrário ao mecanismo, mas criticou o volume de recursos direcionado aos parlamentares. “Eu não sou contra emenda parlamentar, eu fui deputado federal, tinha emenda parlamentar, mas não nessa volumetria”, declarou.

 

Para o candidato, a concentração desses recursos altera a relação entre Executivo e Legislativo. Ele defendeu que cabe ao Executivo executar o orçamento, enquanto o Legislativo deve fiscalizar o governo e aprovar leis e emendas constitucionais.

 

Wagner também criticou o modelo de distribuição das emendas e citou situações em que parlamentares destinariam recursos para estados diferentes daqueles onde possuem atuação política. “É uma distorção do sistema e da democracia brasileira”, afirmou.

 

O senador atribuiu a ampliação do mecanismo durante o governo Jair Bolsonaro ao que classificou como ausência do exercício da política e disse esperar que um novo mandato permita rever a estrutura atual.

VÍDEO: Wagner nega irregularidades no caso Master e defende permanência de Eduardo Sodré na Sema
Foto: Reprodução / Youtube via TV Aratu

Candidato à reeleição ao Senado pela Bahia, Jaques Wagner (PT) negou irregularidades apontadas contra ele no âmbito da Operação Compliance Zero e defendeu a permanência de seu enteado, Eduardo Sodré, no comando da Secretaria de Meio Ambiente (Sema). As declarações foram dadas nesta segunda-feira (21), durante sabatina na TV Aratu, em resposta a questionamentos do editor de política do Bahia Notícias, Mauricio Leiro.

 

Wagner afirmou que as citações feitas pela Polícia Federal ainda não comprovariam qualquer irregularidade. “Primeiro que a citação é uma ilação da Polícia Federal, que foi incorporada pelo ministro André Mendonça, mas até agora não tem absolutamente nada provado”, declarou.

 

A investigação da PF identificou 74 ligações entre Wagner e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, em um período de 18 meses. Segundo o material da apuração, foram cerca de cinco horas e meia de conversas, além de trocas de mensagens.

 

A PF também investiga uma possível atuação do senador em pautas de interesse do banco no Congresso e suspeitas de recebimento de vantagens. Entre os elementos citados estão um apartamento em Salvador avaliado em mais de R$ 2 milhões, caronas em aeronaves particulares, vinhos e ingressos para shows. Wagner contestou a forma como as informações das investigações vêm sendo divulgadas e afirmou haver seletividade na abertura de sigilos. 

 

Sobre Eduardo Sodré, Wagner afirmou que o secretário não teria relação com os fatos investigados e que as suspeitas não envolvem as atribuições da Sema. O petista também defendeu a decisão do governador Jerônimo Rodrigues de manter o secretário no cargo. “Na questão do secretário do Meio Ambiente, ele não tem absolutamente nada a ver, nem sócio da tal empresa ele era”, afirmou.

 

Segundo Wagner, seria diferente caso houvesse uma investigação relacionada à concessão de uma licença ambiental pelo secretário em troca de algum favorecimento. O ex-governador da Bahia também justificou sua saída da liderança do governo no Senado. Segundo o petista, a decisão ocorreu porque a permanência no posto faria com que as suspeitas relacionadas ao caso Master fossem constantemente associadas à liderança governista.

 

CONFIRA:

ACM Neto diferencia seu caso do de Wagner ao comentar investigação sobre o Banco Master
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou que não cabe a ele julgar o senador Jaques Wagner (PT) ao comentar as investigações relacionadas ao Banco Master. Durante entrevista à série especial "Vota BN", do Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (21), o ex-prefeito de Salvador também destacou diferenças entre a situação do petista e as relações comerciais mantidas por ele com empresas ligadas ao banco.

 

Segundo Neto, Wagner ocupava um cargo público quando teria mantido relações com o Banco Master, enquanto ele não exercia função pública quando realizou negócios privados. “Eu não ocupava nenhuma função pública, eu era um cidadão privado, tinha liberdade para fazer meus negócios privados, desde que eles fossem legais”, afirmou.

 

A Polícia Federal investiga Wagner no âmbito da Operação Compliance Zero por suspeitas relacionadas a vantagens indevidas e possível atuação parlamentar em pautas de interesse do Banco Master. O senador nega as acusações e afirma que provará sua inocência.

 

No caso de Neto, dados do COAF apontaram repasses de R$ 3,6 milhões, em 2023 e 2024, para uma empresa de consultoria ligada a ele e à esposa. O candidato confirmou os valores e afirmou que os pagamentos foram feitos por serviços legais de consultoria e gestão empresarial, com contratos, emissão de notas fiscais e pagamento de impostos.

 

Ao falar sobre os possíveis efeitos do caso Master na disputa eleitoral, Neto afirmou que espera que a estrutura do poder público não seja utilizada para influenciar a escolha dos eleitores. “O que eu espero é que a máquina pública, principalmente policial, não tente interferir na vontade do eleitor”, declarou.

 

O candidato também defendeu que as instituições respeitem a Constituição e os limites de atuação de cada Poder.

 

ASSISTA O PROGRAMA COMPLETO:

34% dos eleitores veem mais envolvimento da esquerda e 27% citam a direita no caso Master, aponta Datafolha
Fotos: Agência Brasil | Rebeca Menezes / Mauricio Leio / Bahia Notícias

Pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (18), indica a percepção do eleitorado sobre a presença de políticos de diferentes correntes ideológicas no escândalo envolvendo o Banco Master, investigado por suspeitas de fraudes e rede criminosa atribuídas ao ex-banqueiro e dono da instituição, Daniel Vorcaro.

 

Ao serem questionados sobre qual espectro político reúne a maioria dos envolvidos no caso, 34% dos entrevistados responderam ser a esquerda, enquanto 27% apontaram a direita. A opção de centro foi citada por 10% dos eleitores, e 13% avaliaram que políticos de todas as posições estão envolvidos. Não souberam responder 16% dos ouvidos, e a opção "nenhum" registrou 0%.

 

A Polícia Federal apura repasses e direcionamento de emendas efetuados por parlamentares ligados a Daniel Vorcaro. Os senadores Ciro Nogueira, Jaques Wagner e Flávio Bolsonaro negam a prática de irregularidades.

 

Em desdobramento recente do caso, o Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou, na última terça-feira (15), a sessão que analisava mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes sem alcançar uma decisão, após o ministro Flávio Dino formular pedido de vista, com prazo de suspensão de até 90 dias.

 

O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo. O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 15 e 16 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-04029/2026.

Eleições 2026: Quem são os candidatos ao Senado pela Bahia?
Fotos: Divulgação

Nas eleições de 2026, os eleitores baianos irão escolher dois senadores para representar o estado no Senado Federal. A disputa reúne candidatos de diferentes partidos e trajetórias políticas e profissionais.

 

A seguir, o Bahia Notícias apresenta quem são os candidatos ao Senado pela Bahia em 2026, com informações sobre idade, cidade de nascimento, profissão, trajetória política e participação em eleições anteriores.

 

Angelo Coronel (Republicanos)

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

 

O senador Angelo Coronel (Republicanos) é candidato à reeleição ao Senado Federal pela Bahia nas eleições de 2026. Engenheiro civil e empresário de 68 anos, iniciou sua trajetória na vida pública em 1989 como prefeito de sua cidade natal, Coração de Maria (BA). Coronel construiu uma longa carreira no Legislativo baiano, onde atuou como deputado estadual por mais de duas décadas e chegou a presidir a Assembleia Legislativa (2017-2019). Eleito para o Senado pela primeira vez em 2018 pelo PSD, ele busca agora um novo mandato, desta vez filiado ao partido Republicanos, e diferente de 2018, concorre em oposição ao PT.

 

Carlos Sodré (MOBILIZA) 

Foto: Divulgação

 

Carlos Eduardo Sodré (Mobiliza) é advogado e procurador federal aposentado, o candidato de 80 anos é natural de Itapé, no sul do estado, cidade onde concorreu ao cargo de prefeito nas eleições de 2012 mas não conseguiu se eleger. Com uma trajetória ligada ao meio jurídico e institucional, Sodré também já atuou como cônsul da Costa do Marfim na Bahia.

 

Gregório Gould (Unidade Popular)

Foto: Divulgação / Unidade Popular

 

Gregório Gould (UP) tem 40 anos e é natural do Rio de Janeiro, ele iniciou sua militância política no movimento estudantil, período em que presidiu a Associação Estadual dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro (AERJ) e foi vice-presidente nacional da UBES. Um dos fundadores do partido Unidade Popular, Gould construiu sua trajetória atrelada diretamente a movimentos sociais: na Bahia, coordenou as ocupações urbanas Luisa Mahin e Carlos Marighella pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), na região da Praça Castro Alves, em Salvador, e atualmente concentra sua atuação no movimento sindical, trabalhando junto aos operários do Polo Petroquímico de Camaçari por meio do Movimento Luta de Classes (MLC).

 

Jaques Wagner (PT)

Foto: Ton Molina/Agência Senado

 

Jaques Wagner (PT) é uma figura histórica da política baiana e nacional. Carioca radicado na Bahia iniciou sua trajetória na vida pública nos anos 1980 como técnico de manutenção no Polo Petroquímico de Camaçari, onde destacou-se como líder sindical (pelo Sindiquímica) e participou ativamente da fundação do PT e da CUT na Bahia. Foi deputado federal, ministro de Estado (Trabalho, Defesa e Casa Civil) e governou a Bahia por dois mandatos (2007-2014), período que marcou o início da hegemonia do PT no governo estadual. Eleito senador em 2018, Wagner ocupou a liderança do governo no Senado até junho de 2026, quando se afastou do cargo para se dedicar à sua defesa após ser alvo da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, no escândalo envolvendo o Banco Master.

 

João Roma (PL)

Foto: Reprodução

 

João Inácio Ribeiro Roma Neto (PL) é candidato ao Senado Federal pela Bahia nas eleições de 2026. Nascido no Recife e radicado na Bahia, construiu sua trajetória política inicialmente na Câmara dos Deputados, sendo eleito em 2018, mas ganhou maior projeção nacional ao assumir o Ministério da Cidadania durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022). Como presidente do diretório estadual do Partido Liberal, consolidou-se como a principal liderança da direita conservadora no estado. Após disputar o governo baiano em 2022 e não ser eleito, o também produtor agropecuário foca agora em retornar ao Legislativo, apresentando-se como o nome do bolsonarismo na disputa por uma das duas vagas ao Senado.

 

Marcelo Carvalho (REDE)

Foto: Divulgação

 

Marcelo Carvalho Lavigne (Rede) tem 45 anos, é professor de Filosofia, nascido em João Pinheiro (MG) e radicado no estado, construiu sua base política no movimento sindical. Ele preside, atualmente licenciado, a União Geral dos Trabalhadores (UGT) na Bahia, além de atuar como dirigente estadual da Rede Sustentabilidade. Com trajetória em eleições proporcionais na capital, disputou a Câmara Municipal de Salvador em 2020, quando não foi eleito, e em 2024, ano em que obteve a suplência —, ele concorre pela primeira vez a um cargo majoritário pela Federação PSOL-Rede, apresentando uma candidatura focada nos movimentos sociais e no fortalecimento de um polo progressista alternativo na política baiana.

 

Marcelo Millet (PCO)

Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

Natural de Salvador, Marcelo Millet tem 40 anos, ele atua como motorista de aplicativo e acumula experiência em disputas majoritárias recentes pelo Partido da Causa Operária: em 2020, foi candidato a vice-prefeito da capital baiana na chapa de Rodrigo Pereira, e em 2022, concorreu ao governo do estado, não sendo eleito em ambas as tentativas. Possui um histórico de militância ligado às bases operárias e participação em mobilizações de rua como as campanhas contra a prisão do presidente Lula e o movimento "Fora Bolsonaro".

 

Marcelo Santana (DC)

Foto: Divulgação

 

Marcelino José Guimarães Santana, que adota o nome de urna Marcelo Santana (DC), é advogado e natural de Salvador, ele possui um extenso histórico de participações em disputas proporcionais ao longo das últimas duas décadas. No âmbito municipal, concentrou suas campanhas na cidade de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, onde concorreu ao cargo de vereador em 2004 (não eleito), alcançando a suplência nos pleitos de 2008, 2012 e 2016, além de retornar à disputa local em 2020 e 2024. Já em nível nacional, tentou uma vaga de deputado federal em 2006 (média), em 2018 (pelo próprio DC) e em 2022 (à época filiado ao PTB). Após essas sucessivas candidaturas legislativas, ele retorna ao Democracia Cristã neste ano para tentar pela primeira vez um cargo majoritário.

 

Professora Delliana (PSOL)

Foto: Bruno Hierro 

 

Delliana Ricelli Ribeiro da Silva, que adota o nome de urna Professora Delliana (PSOL), é Natural de Ubaitaba, no sul do estado, e radicada há cerca de duas décadas em Itabuna, a candidata de 43 anos é professora de ensino médio e construiu sua trajetória na militância ligada à educação e às pautas sociais. Representando a Federação PSOL-Rede na corrida majoritária, ela é a única mulher a disputar uma das duas vagas baianas ao Senado neste pleito. Com uma campanha focada na defesa dos serviços públicos, das minorias e dos direitos da classe trabalhadora.

 

Rui Costa (PT)

Foto: Reprodução

 

Rui Costa (PT) é economista de 63 anos e natural de Salvador, iniciou sua trajetória na vida pública nos anos 1980 como liderança no movimento sindical do Polo Petroquímico de Camaçari — atuando na direção do Sindiquímica — e como um dos fundadores do PT no estado. No Legislativo, foi vereador da capital baiana (2005-2007) e deputado federal eleito em 2010, conciliando a atuação parlamentar com o comando de secretarias estaduais de Governo e das Relações Institucionais nas gestões Jaques Wagner. Sua projeção política consolidou-se ao governar a Bahia por dois mandatos consecutivos (2015-2022). Em 2023, assumiu o Ministério da Casa Civil no governo do presidente Lula e retorna agora às urnas locais como um dos candidatos da coligação governista na disputa por uma das vagas ao Senado.

 

QUANDO SERÁ A ELEIÇÃO AO SENADO
O primeiro turno das eleições de 2026 será realizado no dia 4 de outubro. Na Bahia, os eleitores irão escolher dois representantes para o Senado Federal, além dos candidatos aos demais cargos em disputa.

Justiça mantém decisão que proíbe saída de Eduardo Sodré do Brasil
Foto: Divulgação / GOV-BA

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou a manutenção da medida que proíbe a saída e viagens internacionais do secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Sodré, para o exterior. A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, também atinge Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como Guiga Sodré, empresário baiano e pai de Eduardo. 

 

Ambos foram alvos da Operação Compliance Zero, que apura desvios e fraudes no Banco Master. O secretário estadual é apontado pela Polícia Federal como enteado do senador Jaques Wagner e investigado pelo suposto recebimento de vantagens indevidas em contrapartida por articulação legislativa favorável ao Grupo Master (que era gerido por Daniel Vorcaro e Augusto Ferreira Lima), além de exercer papel ativo na articulação financeira do esquema. Os crimes apurados incluem corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos financeiros conexos. 

 

Segundo documento obtido pelo Bahia Notícias, na manhã desta segunda-feira (14), Eduardo tentou revogar a apreensão de seu passaporte para participar de eventos internacionais na França e na COP17. Ele tentou participar do "Programme d'Invitation des Personnalités d'Avenir", evento para o qual alegou ter sido selecionado pelo Ministério de Assuntos Internacionais da República da França. A viagem ocorreria de 14 a 31 de agosto de 2026. 

 

Uma segunda viagem seria para a COP17/UNCCD (10 a 17 de outubro de 2026) para participar da 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação. Ambos os pedidos foram indeferidos pelo ministro relator André Mendonça, que manteve integralmente as restrições de saída do território nacional. Na ocasião, Mendonça rejeitou os pedidos de liberação temporária do passaporte e de autorização de viagem baseado em:

  • Estágio embrionário da investigação: Por estar a investigação em fase inicial, a livre circulação internacional dos investigados representaria um risco acrescido à colheita de provas e à efetividade da persecução penal, sendo a restrição indispensável para assegurar a aplicação da lei penal;

  • Indícios de crimes graves: O ministro salientou a permanência de sólidos indícios da prática de infrações graves, como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos financeiros conexos;

  • Elevada capacidade financeira: Foi destacado que a capacidade financeira dos requerentes constitui elemento concreto que facilita eventual deslocamento e permanência prolongada no exterior;

  • Prevalência do interesse público sobre o privado: A necessidade de resguardo do processo penal sobrepõe-se a eventuais compromissos profissionais ou conveniências de ordem particular alegadas;

  • Inexistência de fatos novos: Ficou consignado que permanecem válidos todos os motivos que fundamentaram a decretação inicial das medidas cautelares, sem que tenham sido apresentados elementos novos capazes de alterar o quadro fático-probatório.

 

Já Guilherme Henrique Sodré Martins, também investigado na Compliance Zero, foi classificado pela Polícia Federal como operador e articulador entre o núcleo empresarial do Banco Master e pessoa de confiança do parlamentar investigado (senador Jaques Wagner). Contra ele apura-se a suposta prática dos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos financeiros conexos.

 

Guilherme solicitou autorização para viajar à Itália (Veneza, Florença e Roma) entre 3 e 13 de setembro de 2026. A justificativa era participar como expositor na 61ª Bienal de Veneza, integrando uma instalação artística com uma obra de sua coleção pessoal. Ele sustentou que as passagens e hospedagens foram adquiridas antes da operação policial, que possui residência e patrimônio lícito no País, além de mencionar que sua esposa exerce o cargo de desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

 

O ministro André Mendonça indeferiu o pedido, mantendo a suspensão do passaporte no SINPA, o registro de impedimento de saída no STI, a proibição de emissão de novo passaporte e a proibição de contato com os demais investigados.

 

O fundamento para negar a viagem seguiu os mesmos critérios aplicados a Eduardo: o estágio embrionário da investigação, o risco à colheita de provas, a elevada capacidade financeira do investigado e a prevalência da persecução penal sobre conveniências de ordem particular.

Jaques Wagner se recusa a fornecer senhas de celulares à PF
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O senador Jaques Wagner (PT-BA) se recusou a fornecer à Polícia Federal as senhas de dois celulares apreendidos em sua casa, em Salvador, durante a nona fase da Operação Compliance Zero. 

 

A informação consta de relatório da PF tornado público após a retirada de sigilo determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os aparelhos foram recolhidos durante a busca, realizada em 18 de junho. 

 

“O investigado negou o fornecimento de senhas dos aparelhos”, registraram os agentes.

 

Durante a busca, os policiais também encontraram R$ 16,5 mil, US$ 16.795 e € 39.675 em espécie, além de relógios de alto valor. Parte do dinheiro estava em uma mala atribuída ao senador; outra, em um cofre no closet de sua mulher.

 

Wagner disse aos agentes que o dinheiro era usado em viagens e que havia comprado os relógios ao longo dos anos. Segundo a PF, porém, ele não apresentou notas fiscais dos bens.

 

A investigação apura a relação de Wagner com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, e suspeitas de que o senador tenha recebido vantagens de empresários ligados ao Banco Master.

 

“Chamou ainda a atenção a grande quantidade de relógios de alto valor na residência do investigado. Questionado sobre as suas aquisições, informou que adquiriu ao longo dos anos, contudo, não apresentou nota fiscal de qualquer bem. Assim, foram arrecadados e posteriormente apreendidos os bens referidos no presente Relatório, cujo valor econômico somente poderá ser aferido com precisão após a realização das perícias cabíveis”, escreveu a PF.

 

A PF identificou ainda ao menos 74 ligações entre Jaques Wagner e Augusto entre novembro de 2023 e maio de 2025. As conversas duraram mais de cinco horas e meia no total. Os investigadores destacaram a preferência dos dois por ligações telefônicas.

 

A relação entre os dois também aparece nas tratativas para a compra de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador para a filha de Wagner, em novembro de 2024, o senador encaminhou a Augusto o contato de um gerente da construtora responsável pelo empreendimento.

 

Em dezembro de 2025, Daniel Monteiro, advogado do Banco Master, escreveu a Guilherme Sodré, homem de confiança de Wagner, que “a altura do vão é 2,45m”. 

 

Para a PF, a mensagem sugere o uso de linguagem cifrada para dificultar a compreensão do conteúdo. O senador admitiu em junho que tratou da compra do imóvel com Augusto. 

 

“Eu tinha interesse em dar, de ajudar a minha filha a comprar um apartamento desses. Como Guga, o Augusto Lima, é um investidor, eu disse a ele: ‘Você pode comprar? Depois eu vou recomprar’ Porque o apartamento está em construção. E eu teria que vender o apartamento de minha filha para poder complementar o apartamento ou ela financiar”, disse na ocasião.

Caso Master: STF autorizou interceptação telefônica do senador Jaques Wagner
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a interceptação telefônica do senador Jaques Wagner (PT-BA) no âmbito das investigações relativas ao caso Master. Os dados constam em relatório da Polícia Federal tornado público após o presidente do STF, o ministro Edson Fachin, determinar a retirada do sigilo dos autos do caso Master, nesta sexta-feira (11). 

 

Segundo informações da CNN, a decisão sobre o monitoramento foi proferida em 17 de junho de 2026. A Polícia Federal aponta uma proximidade entre o parlamentar e Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, indicando a existência de uma relação de confiança que favoreceria tratativas de interesse da instituição financeira.

 

As investigações citam a suspeita de recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo senador, de forma direta ou indireta. Entre os pontos apurados pela Polícia Federal estão a aquisição de um apartamento em Salvador em favor do parlamentar, repasses financeiros e indícios de atuação legislativa em pautas correlatas aos interesses do banco.

 

A determinação judicial alcançou também Augusto Ferreira Lima e outros investigados no processo. A medida ficou restrita ao acesso a metadados e registros técnicos — como estações rádio base (ERBs), números de identificação de aparelhos (IMEI), histórico de chamadas e dados de conexão —, sem incluir a interceptação do conteúdo das conversas ou mensagens.

Jerônimo reúne multidão em caminhada com Rui Costa e Jaques Wagner em Jequié
Foto: Thassio Ramos

Mais de 20 mil pessoas participaram, nesta sexta-feira (11), de uma caminhada política liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), em Jequié. O ato também contou com a presença do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do senador Jaques Wagner.

 

A mobilização ocupou as ruas do município, no Médio Rio de Contas, com bandeiras e camisas vermelhas. O evento foi utilizado pela campanha para demonstrar apoio à candidatura de Jerônimo à reeleição e à aliança política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Durante o percurso, os participantes defenderam a continuidade do grupo político que governou a Bahia com Jaques Wagner e Rui Costa e que atualmente tem Jerônimo à frente do Executivo estadual.

STF levanta sigilo e revela detalhes de bloqueio milionário contra Jaques Wagner e grupo ligado à Reag
Foto: Ulisses Dumas

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta sexta-feira (11) o sigilo da Petição 16.230, no âmbito da Operação Compliance Zero. A decisão detalha uma ordem de bloqueio patrimonial que atinge o senador Jaques Wagner (PT) e outros 26 investigados, incluindo familiares e operadores financeiros.

 

 

O valor total da constrição para o grupo principal é de R$ 5.955.250,00. Segundo o documento, esse montante não é exclusivo do senador, mas um limite global que alcança 16 alvos que teriam atuado nos dois eixos da investigação, incluindo seu enteado Eduardo Mendonça Sodré Martins e o articulador Guilherme "Guiga" Sodré.

 

 

No primeiro eixo, a Polícia Federal investiga a compra oculta de um apartamento no edifício Poème Horto, em Salvador, por R$ 2,45 milhões. A investigação conecta Wagner ao chamado "escândalo da Reag", apontando que os recursos para o imóvel transitaram pelo Hockenheim Fundo de Investimento, administrado pela REAG Administradora de Recursos, antes de chegar à empresa interposta Epítome S.A.

 

 

O segundo eixo foca em repasses de R$ 3,5 milhões da PKL One Participações para a BN Financeira Ltda., empresa ligada à família do senador. Por este núcleo, o ministro determinou o bloqueio específico de R$ 3,5 milhões de Bonnie Toaldo Bonilha, esposa de Eduardo Sodré e sócia da empresa, além de outros dois investigados.

 

 

A PF sustenta que as vantagens incluíam o uso de jatinhos particulares e ingressos de luxo para shows, como o de uma cantora internacional em Los Angeles, pagos pela REAG Investimentos. Em contrapartida, Wagner teria atuado em favor do Banco Master em temas como crédito consignado e na fiscalização da compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB).

 

 

A derrubada do sigilo atendeu a um pedido da PGR e também tornou públicos inquéritos envolvendo os senadores Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira, além do governador Cláudio Castro. Jaques Wagner nega qualquer irregularidade e afirma que sua relação com os investigados não envolveu a concessão de benefícios ilícitos.

André Mendonça atende à PGR e retira sigilo de investigações envolvendo Flávio Bolsonaro e Jaques Wagner; saiba mais
Foto: Reprodução / STF / Agência Brasil / Roque de Sá / Agência Senado

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu no início da noite desta sexta-feira (11) derrubar o sigilo de investigações de grande repercussão política derivadas do caso do Banco Master. A decisão atendeu a um pedido formal encaminhado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e tornou públicos inquéritos que envolvem o senador Flávio Bolsonaro (PL), o senador Ciro Nogueira (PP), o senador baiano Jaques Wagner (PT) e o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL).

 

A manifestação que motivou a decisão foi assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho. A PGR havia sustentado que diversos procedimentos vinculados à apuração mais ampla da Operação Compliance Zero não constavam na lista inicial de processos cujo sigilo havia sido suspenso pelo relator na quinta-feira.

 

Essa quebra dos sigilos de outros processos foi revelada pelo Jornal O Globo. Com a retirada do segredo de Justiça, Mendonça atende ao pedido de Fachin (presidente da corte) e deixa os processos públicos com os detalhes das apurações específicas sobre a conduta das autoridades citadas:

  • Flávio Bolsonaro (PL): O inquérito investiga o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Conforme os relatórios de investigação, o senador teria atuado como "interlocutor direto" com o empresário Daniel Vorcaro na captação de recursos, que seriam geridos nos Estados Unidos pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Flávio e Eduardo Bolsonaro negam qualquer irregularidade;
     
  • Ciro Nogueira (PP): A apuração examina a suposta atuação do parlamentar no Congresso Nacional em favor do Banco Master e de Daniel Vorcaro. A Polícia Federal aponta suspeita de pagamento de vantagens financeiras ao senador além da evidente proximidade dos dois;
     
  • Cláudio Castro (PL): A investigação apura possíveis irregularidades no repasse de R$ 3,6 bilhões do Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores do estado do Rio de Janeiro, para papéis do Banco Master. Os investigadores sustentam que houve manobra na gestão do fundo para viabilizar operações classificadas como de alto risco. Castro nega ter cometido atos ilícitos;
     
  • Jaques Wagner (PT): O procedimento apura a relação do senador com o ex-sócio da instituição financeira Augusto Lima. A investigação aponta suspeitas de repasses a uma empresa ligada a familiares do parlamentar e à compra de um apartamento de luxo em Salvador. Wagner, por sua vez, nega a concessão de benefícios ao banco ou a prática de ilícitos e segue sendo defendido pelo presidente Lula.
Jerônimo reúne apoiadores em Pau da Lima e inicia contagem regressiva para eleição
Foto: Lucas Santa Bárbara

O governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) reuniu apoiadores e moradores em uma caminhada, nesta sexta-feira (4), no bairro de Pau da Lima, em Salvador. O ato marcou o início da contagem regressiva de 30 dias para as eleições. Ao lado dos candidatos ao Senado Rui Costa e Jaques Wagner, além do vice-governador Geraldo Júnior, Jerônimo percorreu as ruas acompanhado por militantes.

 

“Pau da Lima está recebendo hoje a festa da vitória de Lula, Jero, Wagner e Rui. Tá muito lindo aqui! Iniciando a contagem regressiva para, daqui a um mês, 4 de outubro, chegarmos com toda força às urnas”, afirmou o governador.

 

Após a agenda na capital baiana, o grupo seguiu uma programação pelo interior do estado. A comitiva passou por Uruçuca, com uma carreata, e depois participa de uma caminhada em Itabuna. A agenda desta sexta-feira será encerrada em Itapetinga, onde o grupo realiza um comício às 18h.

Pesquisa Atlasintel: Rui Costa e Wagner lideram corrida ao Senado na Bahia
Foto: Reprodução / Redes sociais

Os candidatos ao Senado Federal pela Bahia, Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) lideram as intenções de votos nas eleições de 2026. Uma pesquisa divulgada pelo instituto AtlasIntel nesta quinta-feira (3) mostrou que o ex-ministro da Casa Civil tem 31,6% de preferência dos eleitores, enquanto Wagner tem 26,5%. 

 

Atrás deles aparece o ex-ministro da Cidadania, João Roma (PL), com 20,4% e Ângelo Coronel (Republicanos), que registrou 17,9% dos votos válidos. Delliana Ricelli e Marcelo Carvalho, da Federação Rede-Sustentabilidade, registraram 2,6% e 0,6% respectivamente. 

 

No cenário onde foram contabilizados os votos brancos e nulos, Rui Costa ficou com 28,2% e Jaques Wagner 23,7%. Já o candidato do PL obteve 18,3% e Coronel caiu para 16%. Já 8% dos entrevistados apontaram que votarão branco ou nulo e 2,9% não souberam responder.

 

A pesquisa entrevistou 1.804 pessoas, através de recrutamento digital, entre os dias 28 de agosto de 2026 e 2 de setembro de 2026. De acordo com o levantamento, a margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BA-08891/2026.

Lula defende Jaques Wagner e diz ter 'consciência' de sua honestidade em caso Banco Master
Foto: Paula Fróes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (27), durante entrevista à TV Globo, que tem “consciência” de que o senador Jaques Wagner (PT-BA) é honesto. A declaração ocorreu em meio às suspeitas que envolvem o petista no caso Banco Master. Lula disse que não pretende romper politicamente com Wagner com base nas acusações e defendeu que qualquer eventual responsabilidade seja definida a partir das investigações da Polícia Federal e da Justiça. 

 

“Ele é um homem que tem relação comigo. Não posso colocar em dúvida o comportamento comigo. Tenho consciência de que o Wagner é honesto. Se ele cometeu um crime, vai pagar. Não sou uma pessoa que mudo de calçada se um amigo for acusado.”

 

O presidente também afirmou que não considera uma investigação suficiente para atribuir culpa e criticou avaliações baseadas em suposições. “Não posso fazer política vivendo de ilações todo santo dia. O Banco Master causou um prejuízo a esse país de 60 bilhões de reais. Não foram 60 dólares. Há muita gente nesse país envolvido. Jaques tem relação com Augusto [Lima], que não era do Master. Não posso fazer política com base em ilações. As pessoas são inocentes até que se prove o contrário”, afirmou o presidente.

 

Wagner é alvo de uma investigação da Polícia Federal sobre um esquema envolvendo o Banco Master. O senador nega ter recebido vantagens ou atuado em benefício da instituição.

Paraná Pesquisas: Rui Costa e Jaques Wagner lideram disputa ao Senado; ex-ministro abre margem de 10%
Foto: Divulgação

O ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) e o atual senador Jaques Wagner (PT) lideram as pesquisas de intenção de voto ao Senado Federal na Bahia. Isso é o que aponta o levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, em parceria com o Bahia Notícias, divulgado nesta quinta-feira (27).

 

Em um cenário estimulado, no qual os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, a pesquisa registra uma margem de cerca de 11 pontos percentuais entre os candidatos petistas. O levantamento permite que cada entrevistado cite dois nomes, considerando que haverá duas vagas ao Senado este ano.

 


Foto: Paraná Pesquisas

 

Nesse sentido, enquanto Rui Costa foi citado por 43,5% dos entrevistados, Jaques Wagner registrou 32,2% das intenções de voto. Na sequência, aparecem os candidatos da oposição: o presidente do PL na Bahia, João Roma, figura com 26,6% das intenções de voto, e o atual senador Angelo Coronel (PSD) registrou 25,1% das respostas.

 

A candidata do PSOL, Professora Delliana, foi citada por 3,4% dos eleitores questionados, enquanto Marcelo Carvalho, candidato do partido Rede Sustentabilidade, surgiu com 2,0% dos votos. Marcelo Santtana (DC) registrou 1,0% das intenções de voto e Gregório Gould (UP) foi citado por 0,6% dos entrevistados. Carlos Sodré (Mobiliza) apareceu com 1,4% e Marcelo Millet (PCO) foi lembrado por 0,4% dos participantes.

 

Outros 12,5% dos eleitores disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, e 6,5% não souberam responder.

 

O levantamento ouviu 1.400 pessoas presencialmente em 62 municípios entre os dias 23 e 25 de agosto e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob nº BA-07628/2026. A pesquisa possui um grau de confiança de 95,0% e uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,7 pontos percentuais. (Atualizada às 7h40 para adicionar os dados da pesquisa)

Proposta de delação de ex-dono da Reag cita Jaques Wagner e ACM Neto; foco principal é Vorcaro
Fotos: União Brasil/ Divulgação

A proposta de acordo de delação premiada entregue à PGR (Procuradoria-Geral da República) pelo ex-dono da Reag Investimentos, João Carlos Mansur, traz em seus anexos citações a pelo menos dois políticos de peso: o senador Jaques Wagner (PT-BA) e ACM Neto (União-BA), candidato a governador e ex-prefeito de Salvador. O documento, que possui 17 anexos detalhando suspeitas de crimes financeiros, está na fase de ajustes finais antes da assinatura.

 

No anexo que envolve o senador petista, Mansur relata que Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, pediu que ele comprasse ingressos — avaliados em R$ 63,3 mil — para o show da cantora Taylor Swift no Allianz Parque (hoje Nubank Parque) em 2023. Os bilhetes foram usados para presentear Jaques Wagner.

 

Procurado pelo UOL, Wagner disse que a compra foi "um pedido pessoal do senador a um amigo para que o ajudasse a conseguir os ingressos". Disse ainda que "não conhece João Carlos Mansur e nunca teve relação com a empresa Reag."

 

Já em relação a ACM Neto, a delação aponta que ele é dono exclusivo de um fundo de investimento, o Seattle 95, que era gerido pela Reag até 2025. Através dele, fez uma aplicação no fundo Structure, de empréstimos consignados originados pelo Banco Master. O Seattle 95 aplicou cerca de R$ 4,8 milhões no Structure, em quatro compras entre novembro de 2021 e julho do ano passado. Em fevereiro de 2023, o fundo chegou a ter 98,6% de todo o seu patrimônio nessa única aplicação.

 

ACM Neto aportou R$ 7,92 milhões no Seattle 95 em dez depósitos. O patrimônio chegou a R$ 11,94 milhões em outubro do ano passado, um ganho de R$ 4,01 milhões, rendendo em média 17% ao ano.

 

Também procurado, Neto disse que é cotista do fundo de investimentos Seattle, "criado no final de 2021 por meio do aporte de recursos próprios de origem declarada e lícita". Ele acrescentou: "Para cumprimento das regras da CVM, o fundo contratou a Reag Investimentos como administradora desses recursos. O fundo, portanto, era cliente da Reag, à época uma das principais administradoras de fundos do país. A rentabilidade obtida pelo fundo foi completamente compatível com a realidade de mercado e todos os impostos foram devidamente recolhidos. Tudo transcorreu com total transparência, com dados públicos e regulados pela CVM, na mais absoluta legalidade."

 

A Reag DTVM administrava também o Astralo 95, o Haena 808 — que pertence a Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master — e o Whynot, de Valério Marega Júnior, gestor investigado no caso Jaques Wagner.

 

FOCO EM VORCARO E BANCO MASTER
Apesar das citações aos políticos, o alvo central da delação de Mansur é Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Pelo acordo, o executivo da Reag deve pagar R$ 40 milhões em multas, o equivalente ao que recebeu da empresa enquanto ela estava operando.

 

Mansur tentou, sem sucesso, fazer uma delação conjunta com Vorcaro quando os dois eram clientes do criminalista José Luís de Oliveira. As informações prestadas por Vorcaro foram consideradas insuficientes pela PGR e pela Polícia Federal. Depois de Oliveira deixar o caso, o criminalista Aloísio Medeiros assumiu a defesa de Mansur.

 

Em sua delação, Mansur diz que a Reag atuava prestando serviços para o Master e Vorcaro desde 2019, quando Vorcaro assumiu o controle do banco, estruturando operações com fundos de investimento. Segundo o executivo, fundos da Reag foram usados para desviar dinheiro do banco, com laranjas como beneficiários e uso de estruturas offshore. Mansur entregou à PGR extensa documentação sobre essas transações e detalhou negociações feitas diretamente com Vorcaro, afirmando que ficou claro que ele sabia dos desvios e estava por trás deles.

 

FALTA ASSINATURA
O acordo de Mansur ainda não foi formalmente assinado para ser enviado ao gabinete do ministro do STF André Mendonça, responsável pelo caso. O magistrado é quem irá analisar a eventual homologação da delação, se ela atender aos requisitos legais.

 

Para a PGR, o foco da delação de Mansur é confirmar os caminhos para recuperar os desvios bilionários do Banco Master. O executivo conseguiu apontar novos nomes de entidades empresariais e fundos usados no esquema.

 

O acordo de Mansur ainda não foi formalmente assinado para ser enviado ao gabinete do ministro do STF André Mendonça, responsável pelo caso. O magistrado é quem irá analisar a eventual homologação da delação, se ela atender aos requisitos legais.

 

Para a PGR, o foco da delação de Mansur é confirmar os caminhos para recuperar os desvios bilionários do Banco Master. O executivo conseguiu apontar novos nomes de entidades empresariais e fundos usados no esquema.

 

EXECUTIVO INVESTIGADO
No ano passado, Mansur foi alvo da Operação Carbono Oculto, em que a Reag, gestora e administradora de fundos depois liquidada pelo Banco Central, apareceu como suspeita de funcionar para lavagem de dinheiro do crime organizado. Os fatos relatados na delação de Mansur incluem o objeto desta operação: fundos da Reag usados por Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva, o Primo e Beto Louco, empresários do setor de combustíveis.

 

Depois, Mansur foi investigado pela relação com o Banco Master na Operação Compliance Zero, relatada no STF por André Mendonça. O executivo também está negociando com o MP-SP (Ministério Público de São Paulo), responsável pela investigação da Carbono Oculto.

 

USO DE FUNDOS
No anexo em que trata de Vorcaro, o ex-dono da Reag identificou laranjas que operavam como cotistas de fundos para o banqueiro. Um dos casos é do Jaguar Multimarket Fund Ltd, fundo registrado nas Ilhas Cayman para onde o Master mandou R$ 494 milhões. No papel, o beneficiário do Jaguar é Benjamim Botelho — parceiro de negócios do Master e ex-dono da Sefer, gestora investigada também na Compliance Zero —, mas Mansur afirma que o verdadeiro dono é Vorcaro.

 

COMO O DINHEIRO CIRCULAVA

Investigações do Banco Central e da PF apontam que o esquema funcionava da seguinte forma:

  • O Master emprestava dinheiro a empresas recém-criadas, sem operação real;

  • Essas empresas aplicavam os recursos em fundos administrados pela Reag;

  • Em poucos minutos, o dinheiro passava por fundos ligados aos mesmos intermediários e era usado para comprar ativos de pouco ou nenhum valor de mercado;

  • Esses ativos eram registrados nos balanços dos fundos por valores muito acima do real — inflando artificialmente o patrimônio informado aos cotistas e ao mercado.

 

Um exemplo concreto: o fundo High Tower "comprou" R$ 850 milhões em carteiras de crédito podres do extinto Besc (Banco do Estado de Santa Catarina) — papéis sem valor prático — e os registrou como se valessem R$ 10 bilhões.

 

Assim, o banco conseguia tirar as dívidas podres do próprio balanço e transferi-las ao mercado de capitais, onde reapareciam "limpas" e supervalorizadas dentro de fundos de investimento.

 

Ao todo, seis fundos da Reag somavam R$ 102,4 bilhões em patrimônio informado — valor que reflete o tamanho da estrutura sob suspeita, não necessariamente o montante efetivamente desviado do Master. Segundo os investigadores, a triangulação teria começado entre 2023 e 2024, quando o banco enfrentava problemas de caixa.

VÍDEO: Jaques Wagner detalha uso de emendas: "Não vou fazer um pingadinho para um e não vou fazer para outro"
Foto: Reprodução

O senador e pré-candidato à reeleição Jaques Wagner (PT) negou, durante reunião com prefeitos da base aliada e lideranças políticas do grupo, a possibilidade de distribuir emendas parlamentares igualmente entre todos os municípios baianos em que é votado. Segundo ele, não é possível fazer um "pingadinho", como chama esse tipo de distribuição, para os 417 municípios nos quais recebe votos.

 

Wagner explicou como tem usado as emendas nesse período. Ele afirmou que, em vez de pulverizar os recursos, optou por concentrar parte do dinheiro em aliados estratégicos, caso do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

 

"Eu sou votado em 417 municípios. Eu não vou fazer um pingadinho para um e não vou fazer para outro. E o dinheiro que tem não dá para 417. Eu optei por outro caminho. Disse a Jerônimo: a minha emenda eu boto toda para você, e toda coisa que ele faz tem um pedaço do dinheiro que seu amigo botou", disse o senador em encontro com prefeitos.

 

Confira momento obtido pelo Bahia Notícias:

 

TRE-BA multa Jaques Wagner em R$ 10 mil por propaganda eleitoral antecipada
Foto: Divulgação

O senador Jaques Wagner (PT) foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) ao pagamento de multa de R$ 10 mil por propaganda eleitoral antecipada. A ação teve origem em uma denúncia apresentada pelo deputado estadual Leandro de Jesus (PL-BA). O caso envolve uma plenária do Programa de Governo Participativo (PGP), realizada em 16 de julho, em Itabuna, no sul da Bahia.

 

Durante o evento, Wagner declarou que o grupo político precisava “eleger Rui Costa senador” e afirmou que também precisava de “um votinho” para conseguir a eleição. O senador ainda pediu apoio aos candidatos a deputado estadual ligados ao grupo. Na decisão, o juiz auxiliar Mhércio Cerqueira Monteiro entendeu que as declarações ultrapassaram os limites permitidos pela legislação durante a pré-campanha.

 

Segundo o magistrado, a fala “papai aqui também precisa de um votinho para poder se eleger” configurou um pedido direto de votos para o próprio Wagner. A Procuradoria Regional Eleitoral havia apresentado representação contra Wagner, Rui Costa e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) após a provocação feita pelo parlamentar.

 

Além da penalidade financeira, o TRE-BA ordenou que o vídeo do evento seja removido definitivamente do canal de Jerônimo Rodrigues no YouTube. A gravação não poderá ser republicada ou redistribuída. A plataforma terá 24 horas para cumprir a determinação. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 1 mil.

 

CONFIRA A FALA DE JAQUES WAGNER:

VÍDEO: Em mea culpa, Wagner admite erro ao preterir Lídice da Mata na disputa ao Senado em 2018
Foto: Divulgação / Lídice da Mata

O senador Jaques Wagner (PT) utilizou a inauguração do comitê eleitoral da deputada federal e candidata à reeleição Lídice da Mata (PSB), nesta quarta-feira (20), para fazer um reconhecimento histórico e um afago público à aliada. Em seu discurso, Wagner classificou como um "erro de condução" a decisão do grupo governista baiano de rifar Lídice da chapa majoritária nas eleições de 2018, quando a vaga ao Senado que ela ocupava foi repassada a Angelo Coronel à época no PSD.

 

Na época, a articulação liderada pela cúpula governista na Bahia precisou acomodar o PSD do senador Otto Alencar e entregou a segunda vaga ao Senado na chapa de Rui Costa (PT) para Angelo Coronel, então presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Lídice, que buscava a reeleição para o Senado, acabou tendo que disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

 

Em sua fala, Wagner não apenas admitiu o equívoco, como também alfinetou a postura política de quem acabou ocupando o espaço na chapa. "Foi nossa senadora, aliás, a primeira e única até agora senadora. Na minha opinião, e ela sabe disso, por um erro de condução, o grupo não a manteve como senadora, o que deveria ter mantido. E não sei se Deus ou as linhas da política acabaram nos esfregando na cara que o equívoco de 2018 trouxe um processo pra cá: alguém que traiu o grupo e foi para o lado de lá", declarou Wagner, referindo-se a Coronel, que em 2026 aderiu ao grupo de oposição.

 

 

EXALTAÇÃO À HISTÓRIA DE LÍDICE

Além da retratação sobre 2018, o senador petista fez questão de exaltar a trajetória de Lídice da Mata, relembrando o período em que ela foi prefeita de Salvador (1993-1996) e a forte oposição que enfrentou do grupo carlista, que à época detinha a hegemonia política no estado.

 

Wagner lembrou que Lídice chegou ao cargo "por decisão da maioria do povo de Salvador", e não por decreto, e destacou a "crueldade" dos adversários da época, que tentaram asfixiar sua gestão. "A intolerância, o preconceito, o ódio plantado dos que governavam a Bahia, com um chicote numa mão e dinheiro na outra, tentaram interditar o exercício do mandato (...) Mas não adiantou, as marcas de Lídice ficaram no coração e na mente de muitos soteropolitanos", afirmou.

 

Para coroar a demonstração de prestígio da candidata do PSB, Wagner revelou que a inauguração do espaço de Lídice foi o primeiro comitê de campanha a contar com sua presença física nesta eleição. "Quero confessar pra você, Lídice (...) que esse aqui é o primeiro comitê de lançamento de candidatura que eu participo pessoalmente. Agora a fila vai crescer e eu vou ter que me virar", brincou o senador, reafirmando o peso da deputada dentro da base aliada.

PDT prepara carta com propostas para Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner
Foto: Júnior Lopes / Divulgação

O diretório estadual do PDT realizou, na noite desta segunda-feira (17), um encontro entre candidatos da legenda a deputado estadual e federal e os postulantes ao Senado da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT). A reunião ocorreu no Classic Bahia Hotel, no bairro da Pituba, em Salvador.

 

Segundo o partido, cerca de 90 integrantes participaram do encontro, que teve como objetivo promover a aproximação entre os candidatos pedetistas e a chapa majoritária. Durante a reunião, Wagner e Rui falaram sobre a trajetória política e os desafios da campanha eleitoral, além de defenderem a unidade entre os partidos aliados.

 

O evento foi conduzido pelo presidente estadual do PDT e candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados, Félix Mendonça Júnior, e pelo presidente do partido em Salvador e candidato a deputado estadual, Luciano Pinheiro.

 

Também participaram os prefeitos de Euclides da Cunha, Heldinho Macedo (PDT), e de Pedrão, Marcílio Menezes (MDB), o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Edson Porto, além de dirigentes partidários e representantes de movimentos ligados à legenda.

 

Durante o encontro, Félix Mendonça Júnior anunciou que o PDT pretende realizar uma nova reunião nos próximos dias para elaborar uma carta com propostas e prioridades da sigla. O documento deverá ser entregue ao governador Jerônimo Rodrigues e aos candidatos ao Senado apoiados pelo partido.

 

Segundo Félix, a iniciativa busca ampliar a integração entre os candidatos proporcionais do PDT e a chapa majoritária. “Agora vamos construir, de forma coletiva, uma carta com propostas e prioridades do PDT para entregar ao governador e aos nossos candidatos ao Senado”, afirmou.

 

Idealizador da reunião, Luciano Pinheiro defendeu a unificação do discurso entre os candidatos do partido e os integrantes da chapa apoiada pela legenda. Ele afirmou que a estratégia é reforçar, durante a campanha, a vinculação do PDT ao grupo político liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Jaques Wagner, por sua vez, destacou o desempenho eleitoral de Lula na Bahia e afirmou que o grupo pretende ampliar a votação do presidente no estado. Rui Costa avaliou que o PDT tem possibilidade de ampliar sua representação na Assembleia Legislativa da Bahia e citou ações realizadas pelos governos petistas no estado, especialmente nas áreas de infraestrutura, educação e saúde.

 

Na parte final do encontro, candidatos do partido também fizeram uso da palavra e defenderam uma atuação conjunta entre os postulantes aos cargos proporcionais e os integrantes da chapa majoritária. A direção do PDT informou que um novo encontro deverá ser realizado para consolidar as propostas que farão parte do documento.

Adolpho Loyola assume campanha de Jerônimo após divergência entre aliados
Foto: Adriel Francisco/ Divulgação

O secretário de Relações Institucionais da Bahia (Serin), Adolpho Loyola, deixou o cargo, nesta terça-feira (18). Loyola foi exonerado da pasta para assumir a coordenação geral da campanha à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT). 

 

O anúncio da exoneração do petista foi publicado na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça. O órgão será liderado pelo chefe de gabinete, Jonival Lucas. A mudança chega após o Bahia Notícias divulgar sobre uma divergência na escolha do coordenador de campanha da reeleição de Jerônimo em 2026. 

 

Isso porque, o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa é apontado como uma figura que estaria em divergência da "unanimidade" em torno de Adolpho Loyola na coordenação da campanha. 


De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, com integrantes do grupo, presentes e que acompanharam o pós-reunião, entre os "votantes", Rui foi o único que não endossou o nome de Adolpho. 

 

Apesar de não ter espaço para "contrapor" a decisão pelo nome de Loyola, Rui fez questão de sinalizar que seu "voto" não seria no "quase" ex-secretário (a exoneração de Loyola ainda não formalizada). O ato desencadeou uma série de suspeitas entre os presentes e para todo o grupo aliado. 


De forma até "tímida", Rui indicou que preferia que a coordenação da campanha ficasse a cargo de seu primeiro suplente, o presidente estadual do Avante Ronaldo Carletto, que também estava no encontro. O voto "contrário" criou algumas avaliações internas, das mais variadas. Entre elas, mais um round da disputa entre Rui Costa e o senador Jaques Wagner. 

 

Na avaliação de algumas lideranças, Rui teria, de forma indireta, transferido "a responsabilidade" da organização da campanha de Jerônimo. "Rui agora passa para o grupo de Wagner a responsabilidade. Se der certo, Wagner cresce ainda mais, porém, se tiver algum problema...", apontou um aliado próximo buscado pela reportagem. Do lado do senador Jaques Wagner, apesar de não ter uma resposta direta para o "voto contrário", a promessa é de um eventual segundo governo Jerônimo repaginado. 

 

Em 2022, a chegada de Loyola à equipe de coordenação da campanha de Jerônimo foi considerado um dos marcos do processo eleitoral que alavancou o então candidato nos últimos dois meses que antecederam o pleito. Além dele, nomes como Diogo Medrado e Éden Valadares, então presidente do PT-BA, também foram destacados como corresponsáveis pela ascensão de Jerônimo nas pesquisas.

 Rui diverge da "unanimidade" por Adolpho Loyola na coordenação da campanha e escancara acirramento no grupo; entenda
Foto: Divulgação

A definição do novo coordenador-geral da campanha à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, não passou despercebida para algumas lideranças políticas do governo. Em reunião do conselho político na última semana, Adolpho foi chancelado para o posto, porém a definição não foi unânime. 

 

De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, com integrantes do grupo, presentes e que acompanharam o pós reunião, entre os "votantes", Rui foi o único que não endossou o nome de Adolpho. Apesar de não ter espaço para "contrapor" a decisão pelo nome de Loyola, o ex-ministro fez questão de sinalizar que seu "voto" não seria no "quase" ex-secretário (a exoneração de Loyola ainda não formalizada). O ato desencadeou uma série de suspeitas entre os presentes e para todo o grupo aliado. 

 

De forma até "tímida", Rui indicou que preferia que a coordenação da campanha ficasse a cargo de seu primeiro suplente, o presidente estadual do Avante Ronaldo Carletto, que também estava no encontro. O voto "contrário" criou algumas avaliações internas, das mais variadas. Entre elas, mais um round da disputa entre Rui Costa e o senador Jaques Wagner. 

 

Na avaliação de algumas lideranças, Rui teria, de forma indireta, transferido "a responsabilidade" da organização da campanha de Jerônimo. "Rui agora passa para o grupo de Wagner a responsabilidade. Se der certo, Wagner cresce ainda mais, porém, se tiver algum problema...", apontou um aliado próximo buscado pela reportagem. Do lado do senador Jaques Wagner, apesar de não ter uma resposta direta para o "voto contrário", a promessa é de um eventual segundo governo Jerônimo repaginado. 

 

Em 2022, a chegada de Loyola à equipe de coordenação da campanha de Jerônimo foi considerado um dos marcos do processo eleitoral que alavancou o então candidato nos últimos dois meses que anteceram o pleito. Além dele, nomes como Diogo Medrado e Éden Valadares, então presidente do PT-BA, também foram destacados como corresponsáveis pela ascensão de Jerônimo nas pesquisas.

 

Além disso, os desdobramentos desse cabo de guerra ainda podem repercutir para além do espaço no novo governo, mas sim na sucessão do grupo. Tudo isso passa pelas definições nas eleições municipais de 2028, com foco também na capital baiana, já que até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez cobranças públicas para que o grupo gerisse o município. Em 2024, o nome de Geraldo Jr. (MDB), atual vice-governador teve a bênção do senador Jaques Wagner, porém sem sucesso eleitoral. O processo desembocaria em 2030, com o nome para manter o grupo na disputa, onde, naturalmente, caso Jerônimo se reeleja, tem em Adolpho Loyola como possível candidato. 

 

Com Loyola devendo ser exonerado da Serin na próxima semana para se dedicar à disputa, a pasta ficará sob comando do ex-secretário e atual chefe de gabinete, Jonival Lucas. Agora, a batuta da campanha está com Loyola. 

Advogado de Jaques Wagner tem participação no consignado do Master, diz jornal 
Foto: Reprodução - Uol / Agência Senado - Carlos Moura

 

O advogado Ângelo Rezende, que trabalha para o senador Jaques Wagner (PT), é sócio da da empresa responsável por administrar o programa de cartão de crédito consignado do Banco Master. A informação foi divulgada pelo jornal Uol nesta quarta-feira (5). 

 

Segundo a reportagem, o jurista tem participação na empresa por meio de uma cadeia de fundos. A empresa em questão é a PKL One, dona dos direitos de exploração do cartão consignado Credcesta, programa do Master em que há suspeitas de fraudes com aposentados do INSS e servidores de diversos estados. 

 

Quem se apresenta como responsável pela empresa é Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master e apontado pela Polícia Federal como sendo um contato próximo ao senador Jaques Wagner. O advogado Ângelo Rezende não aparece como acionista da PKL One, cujas ações pertencem a um fundo chamado Diamond (antigo Reag34).

 

Dois fundos controlam cerca de metade do Diamond cada um. Um se chama Gardênia; e outro, Fortress. O Gardênia, é detido por diversos fundos. Entre eles está o MMPG, que, no papel, pertence exclusivamente a Ângelo Rezende, advogado de Wagner.

 

O Fortress, por sua vez, é controlado por uma empresa nas Bahamas, a WNT Master Fortress. WNT é o nome da gestora de Valério Marega, apontado pela PF como um dos operadores financeiros do Master.

 

Outro fundo que detém cotas do Gardênia é o Athos, que pertence ao Grupo Entre, de Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, que, supostamente, era um parceiro recorrente de negócios do Banco Master.

"Os números falam por si": João Roma destaca avanço de sua candidatura no interior e critica oposição
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

Começa nesta segunda-feira (3) a sabatina dos candidatos ao Senado e ao governo da Bahia em 2026, como programação especial do podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias. O primeiro convidado e candidato ao Senado pelo PL, ex-ministro João Roma, externou seu otimismo no atual momento da campanha e concluiu que os cidadãos baianos estão decepcionados com a oposição. 

 

Ao ser questionado sobre o rompimento das barreiras provocadas na perpetuação de nomes vinculados ao PL no interior do estado, Roma não demonstra preocupação e argumenta que está “muito animado”. Segundo ele, isso se dá graças à “decepção das pessoas” em relação ao atual governo.

 

“Você vê pessoas com muita esperança no coração de ter realmente uma Bahia restaurada. Os números estão falando por si, não só confirmando aí uma larga vantagem de ACM Neto para o governo do estado da Bahia, como também mostrando o crescimento muito grande, tanto do meu nome como do de Ângelo Coronel”, pontua. 

 

Roma acredita que, embora seus oponentes tenham maior reconhecimento de nome por cargos ocupados anteriormente, esse "recall" não é suficiente para superar a insatisfação da população. O candidato ainda citou Jaques Wagner (PT), que disputa a reeleição ao Senado.

 

“No caso de Jacques Wagner, que nunca teve nenhum protagonismo, você o vê literalmente perdido, só aparecendo no noticiário com notícias que desapontam a nossa população (...) Nesse período em que ele estava no Senado da República, não trouxe alegria para o povo baiano. Pelo contrário, só notícias negativas, notícias que envergonham a Bahia”, conclui.

 

VEJA NO PRISMA:

João Roma diz que erro alterou valor de patrimônio no TSE e cobra abertura de sigilo fiscal de Wagner e Rui Costa
Foto: Max Haack

O presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado, João Roma, afirmou nesta segunda-feira (3) que um erro na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral fez seu patrimônio aparecer com valor superior ao real. Segundo ele, dois itens do Imposto de Renda foram lançados em duplicidade e algumas dívidas também acabaram contabilizadas como patrimônio.

 

“Até eu me surpreendi no dia que vi que saiu uma notícia lá que o patrimônio tinha aumentado 300% em quatro anos, o que não é verdade. Houve um erro, foram lançados em duplicidade dois itens do meu Imposto de Renda”, declarou durante entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias.

 

Roma afirmou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já corrigiu as informações e emitiu uma certidão sobre a alteração. Ele explicou ainda que bens financiados não devem ser considerados integralmente como patrimônio. “Ele computou também, como meu patrimônio, algumas dívidas. Por exemplo, se você compra um carro e aquele carro é financiado, óbvio que aquele item 100% não está no seu patrimônio”, disse.

 

Após a correção, o político calcula que seu patrimônio tenha crescido cerca de 20% ao ano nos últimos quatro anos. Roma também afirmou que os bens apresentados na declaração podem ser identificados e estão relacionados às atividades que exerce. 

 

“No meu imposto de renda você não vai encontrar coisas miraculosas, coisas feitas com varinha de condão. As minhas coisas estão declaradas, você vai lá, você me encontra”, afirmou.

 

Roma também questionou a declaração de bens do ex-governador Rui Costa (PT). Sem apresentar novos documentos durante a entrevista, ele alegou que propriedades atribuídas ao petista não estariam registradas em sua declaração de Imposto de Renda. “Você vê ali a ocultação de bens, porque todos sabem, é só chegar na localidade e dizer: quem habita aqui, quem está vivendo nessa propriedade? As pessoas sabem que aquilo ali é do seu Rui Costa, e não consta no imposto”, afirmou.

 

Ao final, o pré-candidato defendeu que os concorrentes apresentem suas informações patrimoniais de forma transparente e disse estar disposto a abrir mão do sigilo fiscal, caso Jaques Wagner (PT) e Rui Costa façam o mesmo.

 

CONFIRA O PROGRAMA COMPLETO:

Jaques Wagner multiplica patrimônio em mais de 7 vezes durante mandato no Senado; veja declaração de bens de 2026
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Lula Marques / Agência Brasil

O senador Jaques Wagner (PT) registrou um crescimento patrimonial expressivo ao longo de seu mandato no Senado Federal. De acordo com os dados apresentados à Justiça Eleitoral para as eleições de 2026 nesta segunda-feira (3), o patrimônio declarado pelo parlamentar atingiu R$ 24,5 milhões. O montante representa um salto significativo em relação à eleição de 2018, ocasião em que informou possuir R$ 3,3 milhões em bens.

 

Natural do Rio de Janeiro (RJ) e radicado na Bahia, Jaques Wagner tem 75 anos, atuou como técnico em manutenção e é um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no estado.

 

O político exerceu três mandatos de deputado federal, governou a Bahia por dois mandatos consecutivos (2007-2014) e ocupou os cargos de ministro do Trabalho, das Relações Institucionais, da Defesa e da Casa Civil. Eleito senador em 2018, exerce atualmente o papel de líder do governo no Senado Federal.

 


O item de maior valor na declaração do senador foi um crédito no montante de R$ 13.834.129,00, decorrente da venda de um imóvel para o Esporte Clube Bahia e para a empresa Lagoons Empreendimentos SPE Ltda.

 

IMÓVEIS E VEÍCULOS 
Na categoria de bens imóveis, consta ainda um apartamento localizado em Salvador (BA), avaliado em R$ 1.601.769,43 e a posse de 50% de um sítio no município de Andaraí, na Chapada Diamantina, avaliada em R$ 204.440,00.

 

Grande parte do patrimônio do parlamentar está alocada em aplicações financeiras, investimentos de renda fixa, fundos e títulos corporativos. O senador também mantém R$ 500.000,00 no CDI - BB, R$ 499.986,16 no BB LFT e R$ 250.000,00 aplicados em LCA do Banco do Brasil com vencimento em junho de 2027.

 

Além disso, a carteira contempla outros títulos corporativos e fundos, como o CRA Marfrig 04/45 BB (R$ 205.492,53), Debêntures Hidrovias 10/28 - BB (R$ 200.246,41), BB MM Global (R$ 186.523,71), BB COE (R$ 150.000,00) e o Fundo RF LP High - BB (R$ 120.843,33).

 

Em relação aos bens móveis e à frota de veículos declarada à Justiça Eleitoral, além de viagens alvo de ação da PF, ao todo Jaques Wagner possui:

  • BYD Song Plus (ano 2023), avaliado em R$ 135.000,00;
  • Audi (ano 2018), de R$ 130.000,00;
  • Mercedes-Benz (ano 2023), no valor de R$ 125.000,00;
  • Volkswagen Amarok (ano 2021), cotada em R$ 100.000,00;
  • Chrysler (ano 2010), de R$ 80.000,00;
  • Ford (modelo 1929), registrado por R$ 5.000,00

 

O parlamentar incluiu também um consórcio do Banco do Brasil, de 100 parcelas e ainda não contemplado, no valor de R$ 16.617,49.

 

Por fim, as informações detalham participações acionárias em companhias abertas e empresas públicas. O senador mantém R$ 12.342,73 em ações da Cemig, R$ 7.058,00 distribuídos na Telebras (sendo R$ 7.053,00 no lote principal e R$ 5,00 em um lote secundário), R$ 2.150,52 na Caixa Seguridade e R$ 888,00 na ATER.

 

Vale lembrar que o cartório travou o registro após uma ordem de indisponibilidade de bens expedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), medida que também paralisou a venda de um apartamento de luxo no Corredor da Vitória, em Salvador, negociado por R$ 10 milhões com a empresa MSMG Patrimonial Ltda., do prefeito de Conceição do Coité, Marcelo Araújo (União).

 

Somadas, as transações chegam a R$ 25,8 milhões, dos quais o senador recebeu ao menos R$ 12 milhões. Em pronunciamento público, o prefeito de Conceição do Coité, na região sisaleira, alega terceiro de boa-fé e informou ter acionado o STF para comprovar que o contrato do apartamento foi assinado em dezembro de 2025 e quitado via depósitos bancários até abril de 2026, etapas ocorridas antes da deflagração da operação da PF.

 

NOMES DOS SUPLENTES
Para a disputa ao Senado, a definição dos suplentes que assumem o cargo caso o titular precise se afastar durante o mandato segue a estrutura oficial da chapa:

Caso Master: PF adia depoimento de Augusto Lima após pedido da defesa
Foto: Agência AL-BA

A Polícia Federal (PF) adiou o depoimento do banqueiro Augusto Lima, que estava marcado para esta segunda-feira (3). O empresário era controlador do Banco Pleno desde julho de 2025 e ex-sócio de Daniel Vorcaro. O adiamento ocorreu após pedido da defesa, e a oitiva ainda não foi remarcada até o momento.

 

Augusto Lima têm um histórico associado às fraudes envolvendo as instituições financeiras. Em junho, ele foi um dos alvos de mandados de busca e apreensão na 9ª fase da Operação Compliance Zero. A ação da PF também mirou o senador Jaques Wagner (PT-BA), então líder do governo no Senado.

 

O Banco Pleno teve a liquidação extrajudicial decretada em fevereiro deste ano pelo Banco Central e Lima já havia sido preso preventivamente pela PF em novembro do ano passado em outra fase da mesma operação. 

 

De acordo com as investigações da PF nos celulares de Vorcaro, Lima também atuou para que o Banco de Brasília (BRB) comprasse as carteiras do Banco Master.

 

RELAÇÃO COM WAGNER
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça tornou públicos na última quinta-feira (30) os detalhes da investigação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo no Senado que, segundo a PF, teria ganhado propina para beneficiar o Banco Master.

 

Os novos documentos revelam detalhes da relação entre Jaques Wagner e o empresário, a quem ele chama em conversas de “Guga”. Entre outros pontos, investigadores identificaram 74 ligações telefônicas entre o senador e Augusto Lima.

Paraná Pesquisas/ Bahia Notícias: Rui Costa e Jaques Wagner lideram disputa ao Senado na Bahia
Foto: Reprodução / Redes sociais

O ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e o atual senador Jaques Wagner (PT) lideram as pesquisas de intenção de votos ao Senado Federal na Bahia. Isso é o que aponta o levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, em parceria com o Bahia Notícias, divulgado nesta segunda-feira (3).

 

Em um cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, a pesquisa registra uma margem de quase 10% entre os candidatos petistas. O levantamento permite que cada entrevistado possa citar dois nomes, considerando que são dois votos ao Senado este ano.

 

Nesse sentido, enquanto Rui Costa foi citado em 44,6% das respostas, Jaques Wagner registrou 35,1% das intenções de voto. Na sequência, aparecem os candidatos da oposição. O presidente do PL na Bahia, João Roma, aparece com 24,1% das intenções de voto, e o atual senador Angelo Coronel (Republicanos) registrou 21,9% das respostas.

 

A candidata do PSOL, Professora Delliana, foi citada por 6,4% dos eleitores questionados, e o candidato Marcelo Santtana (DC) registrou 2,1% das intenções de voto. Marcelo Carvalho, candidato do partido Rede Sustentabilidade, surgiu com 1,8% dos votos e Gregório Gould (UP) foi citado por 1,6% dos eleitores entrevistados.

 

Outros 13,4% dos eleitores disseram que votariam em branco, nulo ou não votariam em nenhum candidato, e 6,9% não souberam responder.

 

O Instituto Paraná Pesquisas ouviu presencialmente 1.400 eleitores entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, em 60 municípios. O levantamento possui intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 2,7%, sob registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nº BA-03043/2026.

Ataque cibernético atinge perfis de Jerônimo, Jaques Wagner e Rui Costa no dia da convenção do PT
Foto: Reprodução / PT

Os perfis oficiais no Instagram do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), do senador Jaques Wagner (PT) e do ex-ministro Rui Costa (PT) foram alvos de um ataque cibernético coordenado na madrugada deste sábado (1º). A ação envolveu o disparo massivo de mais de 70 mil seguidores falsos de origem asiática em um intervalo de cerca de cinco horas, iniciado por volta de 1h30.

 

O ataque ocorreu poucas horas antes da convenção oficial da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), programada para este sábado, data em que as candidaturas das lideranças petistas serão oficializadas. Representantes da coligação apontam que a coincidência de datas sinaliza intenção política.

 

Segundo a coordenação de comunicação da federação, a ofensiva busca criar a falsa narrativa de compra de seguidores e forçar o bloqueio ou suspensão dos perfis pela Meta, detentora do Instagram, por violação das diretrizes da plataforma. Para interromper o fluxo anormal de contas, as equipes de gerenciamento alteraram a privacidade dos perfis de públicos para privados.

 

A Federação Brasil da Esperança registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) da Polícia Civil da Bahia, solicitando a abertura imediata de inquérito para apurar a autoria do disparo massivo. Em nota, a coligação repudiou o episódio e classificou a ação como "sabotagem cibernética e jogo sujo eleitoral".
 

PF aponta novos indícios da relação entre enteado de Jaques Wagner e Caso Master
Foto: Reprodução / GOV-BA

A Polícia Federal (PF) revelou uma troca de mensagens entre Eduardo Sodré Martins, secretário de Meio Ambiente da Bahia e enteado de Jaques Wagner, e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.

 

Divulgada nesta sexta-feira (31/7) pelo jornal O Estado de S. Paulo, a conversa reforça as suspeitas da PF sobre o envolvimento do senador, que é alvo de investigação por supostamente ter recebido um imóvel de R$ 2,5 milhões como pagamento de propina, com o banco.

 

No dia 1º de setembro de 2025, o diálogo aponta que o enteado de Wagner questiona o empresário sobre a previsão dos pagamentos pendentes, voltando a repetir a cobrança três dias depois. Como resposta, Augusto Lima afirma estar “em cima”, explicando que “a situação está crítica”.

 

A suspeita da Polícia Federal é que Wagner recebeu o imóvel e outros pagamentos de propina por meio da empresa ligada ao seu enteado.


Leia a conversa na íntegra:
 

1º de setembro de 2025


[Dudu Sodré]: Irmão, bom dia! Tudo bem? Se puder ter alguma previsão, você me fala?
[Augusto Lima]: Beleza, irmão. Em cima aqui.
[Augusto Lima]: Abração.
[Dudu Sodré]: Tamo junto.
[Dudu Sodré]: Abraço.

 

4 de setembro de 2025
 

[Dudu Sodré]: Amigo, tudo bem? Preciso da sua ajuda. Amanhã vencem os boletos e são altos. Não tem como cancelar e não irei ficar devendo, concorda?
[CHAMADA DE VOZ PERDIDA]
[Augusto Lima]: Acredite que estou tentando e, se tem alguém que vai resolver, sou eu. Infelizmente, como lhe disse, a situação está crítica. Abraço.
[Augusto Lima]: Deve ter visto o que aconteceu, né?
[Augusto Lima]: Estou firme querendo resolver. Se for o caso, cancele a nota e depois você emite outra, assim que tiver disponibilidade.
 

As investigações da PF que embasaram a deflagração da 9ª fase da Operação Compliance Zero indicam que o senador baiano Jaques Wagner teria atuado no Congresso Nacional em favor de pautas relacionadas aos interesses do Banco Master.
 

MPE aciona Wagner, Rui e Jerônimo por suposta propaganda eleitoral antecipada na Bahia
Foto: Flickr / Jerônimo Rodrigues

O Ministério Público Eleitoral (MPE) ajuizou uma representação no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) contra o senador Jaques Wagner (PT), o ex-governador Rui Costa (PT) e o governador Jerônimo Rodrigues (PT), na quinta-feira (30), por suposta propaganda eleitoral antecipada durante um evento político realizado em Itabuna, no sul da Bahia.

 

A ação, obtida pelo Bahia Notícias, tem como base uma notícia de fato apresentada pelo deputado estadual Leandro de Jesus (PL) após o Programa de Governo Participativo (PGP), realizado em 16 de julho. O caso tramita sob o número 0600752-65.2026.6.05.0000. Segundo a Procuradoria Regional Eleitoral, Wagner teria feito pedidos explícitos de votos para sua própria pré-candidatura ao Senado, para Rui Costa, também postulante ao Senado, e para Jerônimo Rodrigues, que busca a reeleição ao governo estadual.

 

O trecho analisado pelo MPE foi registrado em vídeo e publicado no canal oficial de Jerônimo Rodrigues no YouTube. Na gravação, Wagner afirma: “nós precisamos eleger Rui Costa, senador” e, em seguida, diz que “papai aqui também precisa de um votinho para poder ser eleger”. Depois, pede que os presentes escolham um candidato ou uma candidata a deputado estadual.

 

A Procuradoria também considera que Rui Costa teria endossado as declarações por meio de gestos, apontando para si enquanto Wagner fazia as manifestações. Já Jerônimo é citado por ter publicado o vídeo em seu canal na plataforma. Para o Ministério Público Eleitoral, as falas ultrapassaram os limites permitidos para o período de pré-campanha porque não se limitaram à apresentação de ideias, projetos ou posicionamentos políticos.

 

O MPE também destacou que o conteúdo foi produzido durante um evento voltado à articulação política para as eleições de 2026 e posteriormente disponibilizado na internet, o que, segundo a representação, ampliou o caráter eleitoral das manifestações. Em caráter liminar, a Procuradoria Regional Eleitoral pediu que o vídeo seja removido do canal de Jerônimo Rodrigues no YouTube em até 24 horas.

 

O órgão também solicitou multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento e a retirada de eventuais cópias do conteúdo identificadas durante o processo. A representação considera que as manifestações podem configurar violação aos artigos 36 e 36-A da Lei nº 9.504/1997, que tratam dos limites da propaganda eleitoral antes do período permitido. 

Mendonça autorizou PF a monitorar localização e chamadas de Jaques Wagner por risco de vazamento
Foto: SCO / STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a Polícia Federal a monitorar a localização em tempo real e os registros de chamadas do senador Jaques Wagner (PT). A medida foi tomada após os investigadores apontarem "risco agudo de vazamento" de uma operação que apura fraudes ligadas ao Banco Master.

 

A decisão de Mendonça, assinada em 23 de junho e desprovida de sigilo nesta quinta-feira (30), veda expressamente o acesso ao conteúdo das conversas telefônicas ou mensagens do parlamentar. A autorização se restringiu a dados técnicos e metadados por um período de dez dias.

 

A suspeita de vazamento ganhou força quando alvos da investigação procuraram o gabinete do relator no próprio Supremo. Segundo interlocutores das apurações, o próprio Jaques Wagner esteve no STF para se reunir com o ministro no dia 17 de junho, um dia antes de a PF ir às ruas. Além disso, no dia 09 do mesmo mês, quando as representações da PF chegaram ao STF, um investigado já havia solicitado audiência com o relator.

 

INVESTIGAÇÃO
Além de Jaques Wagner, a decisão alcançou o empresário Augusto Lima (ex-sócio de Daniel Vorcaro), o enteado do senador, Eduardo Mendonça Sodré Martins, o pai deste, Guilherme Henrique Sodré Martins ("Tio Guiga"), David Lopes Monteiro e a diretora Andréa Lima Novaes.

 

A PF investiga se o senador baiano recebeu vantagens indevidas do Banco Master por meio da empresa de sua nora, além de transações envolvendo um apartamento avaliado em R$2,5 milhões em Salvador.

 

A reportagem buscou contato com o senador Jaques Wagner na noite desta quinta-feira, mas não obteve retorno. Em declarações anteriores, o parlamentar negou veementemente qualquer irregularidade ou envolvimento com as fraudes investigadas no banco.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Eu já vi muito motivo pra atrasar obra, mas tartaruga é a primeira vez. Mas tem coisas que eu preferia não ver mesmo, como o Menudo Envelhecido soltando a voz. E enquanto Roto atua para embelezar o Judiciário, o Legislativo se pergunta quem teria enviado a infame mensagem pra Vorcaro. No meio disso tudo, o Molusco fez as bets provarem do próprio veneno, e Cunha segue encontrando mais um responsável pelo seu sofrimento. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Carlos Viana

Carlos Viana
Foto: Reprodução / Redes Sociais

"Agora, imagina se fosse alguém da direita. Uma cantora fazendo lá o 22 no palco. Seriam pelo menos 24 horas para se explicar, depois multa, prisão, condenação e Deus sabe o que mais de perseguição". 

 

Disse o senador e candidato à reeleição por Minas Gerais, Carlos Viana (PSD) ao afirmar que vai denunciar a cantora baiana Ivete Sangalo por suposta promoção de “showmício” ao declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de um gesto com as mãos. O parlamentar confirmou a denúncia em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (29). 

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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