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jaques wagner
O senador Jaques Wagner (PT-BA) se recusou a fornecer à Polícia Federal as senhas de dois celulares apreendidos em sua casa, em Salvador, durante a nona fase da Operação Compliance Zero.
A informação consta de relatório da PF tornado público após a retirada de sigilo determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os aparelhos foram recolhidos durante a busca, realizada em 18 de junho.
“O investigado negou o fornecimento de senhas dos aparelhos”, registraram os agentes.
Durante a busca, os policiais também encontraram R$ 16,5 mil, US$ 16.795 e € 39.675 em espécie, além de relógios de alto valor. Parte do dinheiro estava em uma mala atribuída ao senador; outra, em um cofre no closet de sua mulher.
Wagner disse aos agentes que o dinheiro era usado em viagens e que havia comprado os relógios ao longo dos anos. Segundo a PF, porém, ele não apresentou notas fiscais dos bens.
A investigação apura a relação de Wagner com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, e suspeitas de que o senador tenha recebido vantagens de empresários ligados ao Banco Master.
“Chamou ainda a atenção a grande quantidade de relógios de alto valor na residência do investigado. Questionado sobre as suas aquisições, informou que adquiriu ao longo dos anos, contudo, não apresentou nota fiscal de qualquer bem. Assim, foram arrecadados e posteriormente apreendidos os bens referidos no presente Relatório, cujo valor econômico somente poderá ser aferido com precisão após a realização das perícias cabíveis”, escreveu a PF.
A PF identificou ainda ao menos 74 ligações entre Jaques Wagner e Augusto entre novembro de 2023 e maio de 2025. As conversas duraram mais de cinco horas e meia no total. Os investigadores destacaram a preferência dos dois por ligações telefônicas.
A relação entre os dois também aparece nas tratativas para a compra de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador para a filha de Wagner, em novembro de 2024, o senador encaminhou a Augusto o contato de um gerente da construtora responsável pelo empreendimento.
Em dezembro de 2025, Daniel Monteiro, advogado do Banco Master, escreveu a Guilherme Sodré, homem de confiança de Wagner, que “a altura do vão é 2,45m”.
Para a PF, a mensagem sugere o uso de linguagem cifrada para dificultar a compreensão do conteúdo. O senador admitiu em junho que tratou da compra do imóvel com Augusto.
“Eu tinha interesse em dar, de ajudar a minha filha a comprar um apartamento desses. Como Guga, o Augusto Lima, é um investidor, eu disse a ele: ‘Você pode comprar? Depois eu vou recomprar’ Porque o apartamento está em construção. E eu teria que vender o apartamento de minha filha para poder complementar o apartamento ou ela financiar”, disse na ocasião.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a interceptação telefônica do senador Jaques Wagner (PT-BA) no âmbito das investigações relativas ao caso Master. Os dados constam em relatório da Polícia Federal tornado público após o presidente do STF, o ministro Edson Fachin, determinar a retirada do sigilo dos autos do caso Master, nesta sexta-feira (11).
Segundo informações da CNN, a decisão sobre o monitoramento foi proferida em 17 de junho de 2026. A Polícia Federal aponta uma proximidade entre o parlamentar e Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, indicando a existência de uma relação de confiança que favoreceria tratativas de interesse da instituição financeira.
As investigações citam a suspeita de recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo senador, de forma direta ou indireta. Entre os pontos apurados pela Polícia Federal estão a aquisição de um apartamento em Salvador em favor do parlamentar, repasses financeiros e indícios de atuação legislativa em pautas correlatas aos interesses do banco.
A determinação judicial alcançou também Augusto Ferreira Lima e outros investigados no processo. A medida ficou restrita ao acesso a metadados e registros técnicos — como estações rádio base (ERBs), números de identificação de aparelhos (IMEI), histórico de chamadas e dados de conexão —, sem incluir a interceptação do conteúdo das conversas ou mensagens.
Mais de 20 mil pessoas participaram, nesta sexta-feira (11), de uma caminhada política liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), em Jequié. O ato também contou com a presença do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do senador Jaques Wagner.
A mobilização ocupou as ruas do município, no Médio Rio de Contas, com bandeiras e camisas vermelhas. O evento foi utilizado pela campanha para demonstrar apoio à candidatura de Jerônimo à reeleição e à aliança política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante o percurso, os participantes defenderam a continuidade do grupo político que governou a Bahia com Jaques Wagner e Rui Costa e que atualmente tem Jerônimo à frente do Executivo estadual.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta sexta-feira (11) o sigilo da Petição 16.230, no âmbito da Operação Compliance Zero. A decisão detalha uma ordem de bloqueio patrimonial que atinge o senador Jaques Wagner (PT) e outros 26 investigados, incluindo familiares e operadores financeiros.
O valor total da constrição para o grupo principal é de R$ 5.955.250,00. Segundo o documento, esse montante não é exclusivo do senador, mas um limite global que alcança 16 alvos que teriam atuado nos dois eixos da investigação, incluindo seu enteado Eduardo Mendonça Sodré Martins e o articulador Guilherme "Guiga" Sodré.
No primeiro eixo, a Polícia Federal investiga a compra oculta de um apartamento no edifício Poème Horto, em Salvador, por R$ 2,45 milhões. A investigação conecta Wagner ao chamado "escândalo da Reag", apontando que os recursos para o imóvel transitaram pelo Hockenheim Fundo de Investimento, administrado pela REAG Administradora de Recursos, antes de chegar à empresa interposta Epítome S.A.
O segundo eixo foca em repasses de R$ 3,5 milhões da PKL One Participações para a BN Financeira Ltda., empresa ligada à família do senador. Por este núcleo, o ministro determinou o bloqueio específico de R$ 3,5 milhões de Bonnie Toaldo Bonilha, esposa de Eduardo Sodré e sócia da empresa, além de outros dois investigados.
A PF sustenta que as vantagens incluíam o uso de jatinhos particulares e ingressos de luxo para shows, como o de uma cantora internacional em Los Angeles, pagos pela REAG Investimentos. Em contrapartida, Wagner teria atuado em favor do Banco Master em temas como crédito consignado e na fiscalização da compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB).
A derrubada do sigilo atendeu a um pedido da PGR e também tornou públicos inquéritos envolvendo os senadores Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira, além do governador Cláudio Castro. Jaques Wagner nega qualquer irregularidade e afirma que sua relação com os investigados não envolveu a concessão de benefícios ilícitos.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu no início da noite desta sexta-feira (11) derrubar o sigilo de investigações de grande repercussão política derivadas do caso do Banco Master. A decisão atendeu a um pedido formal encaminhado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e tornou públicos inquéritos que envolvem o senador Flávio Bolsonaro (PL), o senador Ciro Nogueira (PP), o senador baiano Jaques Wagner (PT) e o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL).
A manifestação que motivou a decisão foi assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho. A PGR havia sustentado que diversos procedimentos vinculados à apuração mais ampla da Operação Compliance Zero não constavam na lista inicial de processos cujo sigilo havia sido suspenso pelo relator na quinta-feira.
Essa quebra dos sigilos de outros processos foi revelada pelo Jornal O Globo. Com a retirada do segredo de Justiça, Mendonça atende ao pedido de Fachin (presidente da corte) e deixa os processos públicos com os detalhes das apurações específicas sobre a conduta das autoridades citadas:
- Flávio Bolsonaro (PL): O inquérito investiga o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Conforme os relatórios de investigação, o senador teria atuado como "interlocutor direto" com o empresário Daniel Vorcaro na captação de recursos, que seriam geridos nos Estados Unidos pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Flávio e Eduardo Bolsonaro negam qualquer irregularidade;
- Ciro Nogueira (PP): A apuração examina a suposta atuação do parlamentar no Congresso Nacional em favor do Banco Master e de Daniel Vorcaro. A Polícia Federal aponta suspeita de pagamento de vantagens financeiras ao senador além da evidente proximidade dos dois;
- Cláudio Castro (PL): A investigação apura possíveis irregularidades no repasse de R$ 3,6 bilhões do Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores do estado do Rio de Janeiro, para papéis do Banco Master. Os investigadores sustentam que houve manobra na gestão do fundo para viabilizar operações classificadas como de alto risco. Castro nega ter cometido atos ilícitos;
- Jaques Wagner (PT): O procedimento apura a relação do senador com o ex-sócio da instituição financeira Augusto Lima. A investigação aponta suspeitas de repasses a uma empresa ligada a familiares do parlamentar e à compra de um apartamento de luxo em Salvador. Wagner, por sua vez, nega a concessão de benefícios ao banco ou a prática de ilícitos e segue sendo defendido pelo presidente Lula.
O governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) reuniu apoiadores e moradores em uma caminhada, nesta sexta-feira (4), no bairro de Pau da Lima, em Salvador. O ato marcou o início da contagem regressiva de 30 dias para as eleições. Ao lado dos candidatos ao Senado Rui Costa e Jaques Wagner, além do vice-governador Geraldo Júnior, Jerônimo percorreu as ruas acompanhado por militantes.
“Pau da Lima está recebendo hoje a festa da vitória de Lula, Jero, Wagner e Rui. Tá muito lindo aqui! Iniciando a contagem regressiva para, daqui a um mês, 4 de outubro, chegarmos com toda força às urnas”, afirmou o governador.
Após a agenda na capital baiana, o grupo seguiu uma programação pelo interior do estado. A comitiva passou por Uruçuca, com uma carreata, e depois participa de uma caminhada em Itabuna. A agenda desta sexta-feira será encerrada em Itapetinga, onde o grupo realiza um comício às 18h.
Os candidatos ao Senado Federal pela Bahia, Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) lideram as intenções de votos nas eleições de 2026. Uma pesquisa divulgada pelo instituto AtlasIntel nesta quinta-feira (3) mostrou que o ex-ministro da Casa Civil tem 31,6% de preferência dos eleitores, enquanto Wagner tem 26,5%.
Atrás deles aparece o ex-ministro da Cidadania, João Roma (PL), com 20,4% e Ângelo Coronel (Republicanos), que registrou 17,9% dos votos válidos. Delliana Ricelli e Marcelo Carvalho, da Federação Rede-Sustentabilidade, registraram 2,6% e 0,6% respectivamente.
No cenário onde foram contabilizados os votos brancos e nulos, Rui Costa ficou com 28,2% e Jaques Wagner 23,7%. Já o candidato do PL obteve 18,3% e Coronel caiu para 16%. Já 8% dos entrevistados apontaram que votarão branco ou nulo e 2,9% não souberam responder.
A pesquisa entrevistou 1.804 pessoas, através de recrutamento digital, entre os dias 28 de agosto de 2026 e 2 de setembro de 2026. De acordo com o levantamento, a margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BA-08891/2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (27), durante entrevista à TV Globo, que tem “consciência” de que o senador Jaques Wagner (PT-BA) é honesto. A declaração ocorreu em meio às suspeitas que envolvem o petista no caso Banco Master. Lula disse que não pretende romper politicamente com Wagner com base nas acusações e defendeu que qualquer eventual responsabilidade seja definida a partir das investigações da Polícia Federal e da Justiça.
“Ele é um homem que tem relação comigo. Não posso colocar em dúvida o comportamento comigo. Tenho consciência de que o Wagner é honesto. Se ele cometeu um crime, vai pagar. Não sou uma pessoa que mudo de calçada se um amigo for acusado.”
O presidente também afirmou que não considera uma investigação suficiente para atribuir culpa e criticou avaliações baseadas em suposições. “Não posso fazer política vivendo de ilações todo santo dia. O Banco Master causou um prejuízo a esse país de 60 bilhões de reais. Não foram 60 dólares. Há muita gente nesse país envolvido. Jaques tem relação com Augusto [Lima], que não era do Master. Não posso fazer política com base em ilações. As pessoas são inocentes até que se prove o contrário”, afirmou o presidente.
Wagner é alvo de uma investigação da Polícia Federal sobre um esquema envolvendo o Banco Master. O senador nega ter recebido vantagens ou atuado em benefício da instituição.
O ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) e o atual senador Jaques Wagner (PT) lideram as pesquisas de intenção de voto ao Senado Federal na Bahia. Isso é o que aponta o levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, em parceria com o Bahia Notícias, divulgado nesta quinta-feira (27).
Em um cenário estimulado, no qual os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, a pesquisa registra uma margem de cerca de 11 pontos percentuais entre os candidatos petistas. O levantamento permite que cada entrevistado cite dois nomes, considerando que haverá duas vagas ao Senado este ano.
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Foto: Paraná Pesquisas
Nesse sentido, enquanto Rui Costa foi citado por 43,5% dos entrevistados, Jaques Wagner registrou 32,2% das intenções de voto. Na sequência, aparecem os candidatos da oposição: o presidente do PL na Bahia, João Roma, figura com 26,6% das intenções de voto, e o atual senador Angelo Coronel (PSD) registrou 25,1% das respostas.
A candidata do PSOL, Professora Delliana, foi citada por 3,4% dos eleitores questionados, enquanto Marcelo Carvalho, candidato do partido Rede Sustentabilidade, surgiu com 2,0% dos votos. Marcelo Santtana (DC) registrou 1,0% das intenções de voto e Gregório Gould (UP) foi citado por 0,6% dos entrevistados. Carlos Sodré (Mobiliza) apareceu com 1,4% e Marcelo Millet (PCO) foi lembrado por 0,4% dos participantes.
Outros 12,5% dos eleitores disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, e 6,5% não souberam responder.
O levantamento ouviu 1.400 pessoas presencialmente em 62 municípios entre os dias 23 e 25 de agosto e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob nº BA-07628/2026. A pesquisa possui um grau de confiança de 95,0% e uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,7 pontos percentuais. (Atualizada às 7h40 para adicionar os dados da pesquisa)
A proposta de acordo de delação premiada entregue à PGR (Procuradoria-Geral da República) pelo ex-dono da Reag Investimentos, João Carlos Mansur, traz em seus anexos citações a pelo menos dois políticos de peso: o senador Jaques Wagner (PT-BA) e ACM Neto (União-BA), candidato a governador e ex-prefeito de Salvador. O documento, que possui 17 anexos detalhando suspeitas de crimes financeiros, está na fase de ajustes finais antes da assinatura.
No anexo que envolve o senador petista, Mansur relata que Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, pediu que ele comprasse ingressos — avaliados em R$ 63,3 mil — para o show da cantora Taylor Swift no Allianz Parque (hoje Nubank Parque) em 2023. Os bilhetes foram usados para presentear Jaques Wagner.
Procurado pelo UOL, Wagner disse que a compra foi "um pedido pessoal do senador a um amigo para que o ajudasse a conseguir os ingressos". Disse ainda que "não conhece João Carlos Mansur e nunca teve relação com a empresa Reag."
Já em relação a ACM Neto, a delação aponta que ele é dono exclusivo de um fundo de investimento, o Seattle 95, que era gerido pela Reag até 2025. Através dele, fez uma aplicação no fundo Structure, de empréstimos consignados originados pelo Banco Master. O Seattle 95 aplicou cerca de R$ 4,8 milhões no Structure, em quatro compras entre novembro de 2021 e julho do ano passado. Em fevereiro de 2023, o fundo chegou a ter 98,6% de todo o seu patrimônio nessa única aplicação.
ACM Neto aportou R$ 7,92 milhões no Seattle 95 em dez depósitos. O patrimônio chegou a R$ 11,94 milhões em outubro do ano passado, um ganho de R$ 4,01 milhões, rendendo em média 17% ao ano.
Também procurado, Neto disse que é cotista do fundo de investimentos Seattle, "criado no final de 2021 por meio do aporte de recursos próprios de origem declarada e lícita". Ele acrescentou: "Para cumprimento das regras da CVM, o fundo contratou a Reag Investimentos como administradora desses recursos. O fundo, portanto, era cliente da Reag, à época uma das principais administradoras de fundos do país. A rentabilidade obtida pelo fundo foi completamente compatível com a realidade de mercado e todos os impostos foram devidamente recolhidos. Tudo transcorreu com total transparência, com dados públicos e regulados pela CVM, na mais absoluta legalidade."
A Reag DTVM administrava também o Astralo 95, o Haena 808 — que pertence a Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master — e o Whynot, de Valério Marega Júnior, gestor investigado no caso Jaques Wagner.
FOCO EM VORCARO E BANCO MASTER
Apesar das citações aos políticos, o alvo central da delação de Mansur é Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Pelo acordo, o executivo da Reag deve pagar R$ 40 milhões em multas, o equivalente ao que recebeu da empresa enquanto ela estava operando.
Mansur tentou, sem sucesso, fazer uma delação conjunta com Vorcaro quando os dois eram clientes do criminalista José Luís de Oliveira. As informações prestadas por Vorcaro foram consideradas insuficientes pela PGR e pela Polícia Federal. Depois de Oliveira deixar o caso, o criminalista Aloísio Medeiros assumiu a defesa de Mansur.
Em sua delação, Mansur diz que a Reag atuava prestando serviços para o Master e Vorcaro desde 2019, quando Vorcaro assumiu o controle do banco, estruturando operações com fundos de investimento. Segundo o executivo, fundos da Reag foram usados para desviar dinheiro do banco, com laranjas como beneficiários e uso de estruturas offshore. Mansur entregou à PGR extensa documentação sobre essas transações e detalhou negociações feitas diretamente com Vorcaro, afirmando que ficou claro que ele sabia dos desvios e estava por trás deles.
FALTA ASSINATURA
O acordo de Mansur ainda não foi formalmente assinado para ser enviado ao gabinete do ministro do STF André Mendonça, responsável pelo caso. O magistrado é quem irá analisar a eventual homologação da delação, se ela atender aos requisitos legais.
Para a PGR, o foco da delação de Mansur é confirmar os caminhos para recuperar os desvios bilionários do Banco Master. O executivo conseguiu apontar novos nomes de entidades empresariais e fundos usados no esquema.
O acordo de Mansur ainda não foi formalmente assinado para ser enviado ao gabinete do ministro do STF André Mendonça, responsável pelo caso. O magistrado é quem irá analisar a eventual homologação da delação, se ela atender aos requisitos legais.
Para a PGR, o foco da delação de Mansur é confirmar os caminhos para recuperar os desvios bilionários do Banco Master. O executivo conseguiu apontar novos nomes de entidades empresariais e fundos usados no esquema.
EXECUTIVO INVESTIGADO
No ano passado, Mansur foi alvo da Operação Carbono Oculto, em que a Reag, gestora e administradora de fundos depois liquidada pelo Banco Central, apareceu como suspeita de funcionar para lavagem de dinheiro do crime organizado. Os fatos relatados na delação de Mansur incluem o objeto desta operação: fundos da Reag usados por Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva, o Primo e Beto Louco, empresários do setor de combustíveis.
Depois, Mansur foi investigado pela relação com o Banco Master na Operação Compliance Zero, relatada no STF por André Mendonça. O executivo também está negociando com o MP-SP (Ministério Público de São Paulo), responsável pela investigação da Carbono Oculto.
USO DE FUNDOS
No anexo em que trata de Vorcaro, o ex-dono da Reag identificou laranjas que operavam como cotistas de fundos para o banqueiro. Um dos casos é do Jaguar Multimarket Fund Ltd, fundo registrado nas Ilhas Cayman para onde o Master mandou R$ 494 milhões. No papel, o beneficiário do Jaguar é Benjamim Botelho — parceiro de negócios do Master e ex-dono da Sefer, gestora investigada também na Compliance Zero —, mas Mansur afirma que o verdadeiro dono é Vorcaro.
COMO O DINHEIRO CIRCULAVA
Investigações do Banco Central e da PF apontam que o esquema funcionava da seguinte forma:
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O Master emprestava dinheiro a empresas recém-criadas, sem operação real;
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Essas empresas aplicavam os recursos em fundos administrados pela Reag;
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Em poucos minutos, o dinheiro passava por fundos ligados aos mesmos intermediários e era usado para comprar ativos de pouco ou nenhum valor de mercado;
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Esses ativos eram registrados nos balanços dos fundos por valores muito acima do real — inflando artificialmente o patrimônio informado aos cotistas e ao mercado.
Um exemplo concreto: o fundo High Tower "comprou" R$ 850 milhões em carteiras de crédito podres do extinto Besc (Banco do Estado de Santa Catarina) — papéis sem valor prático — e os registrou como se valessem R$ 10 bilhões.
Assim, o banco conseguia tirar as dívidas podres do próprio balanço e transferi-las ao mercado de capitais, onde reapareciam "limpas" e supervalorizadas dentro de fundos de investimento.
Ao todo, seis fundos da Reag somavam R$ 102,4 bilhões em patrimônio informado — valor que reflete o tamanho da estrutura sob suspeita, não necessariamente o montante efetivamente desviado do Master. Segundo os investigadores, a triangulação teria começado entre 2023 e 2024, quando o banco enfrentava problemas de caixa.
O senador e pré-candidato à reeleição Jaques Wagner (PT) negou, durante reunião com prefeitos da base aliada e lideranças políticas do grupo, a possibilidade de distribuir emendas parlamentares igualmente entre todos os municípios baianos em que é votado. Segundo ele, não é possível fazer um "pingadinho", como chama esse tipo de distribuição, para os 417 municípios nos quais recebe votos.
Wagner explicou como tem usado as emendas nesse período. Ele afirmou que, em vez de pulverizar os recursos, optou por concentrar parte do dinheiro em aliados estratégicos, caso do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
"Eu sou votado em 417 municípios. Eu não vou fazer um pingadinho para um e não vou fazer para outro. E o dinheiro que tem não dá para 417. Eu optei por outro caminho. Disse a Jerônimo: a minha emenda eu boto toda para você, e toda coisa que ele faz tem um pedaço do dinheiro que seu amigo botou", disse o senador em encontro com prefeitos.
Confira momento obtido pelo Bahia Notícias:
?? Wagner detalha uso de emendas: "Não vou fazer um pingadinho para um e não vou fazer para outro"
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) August 21, 2026
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O senador Jaques Wagner (PT) foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) ao pagamento de multa de R$ 10 mil por propaganda eleitoral antecipada. A ação teve origem em uma denúncia apresentada pelo deputado estadual Leandro de Jesus (PL-BA). O caso envolve uma plenária do Programa de Governo Participativo (PGP), realizada em 16 de julho, em Itabuna, no sul da Bahia.
Durante o evento, Wagner declarou que o grupo político precisava “eleger Rui Costa senador” e afirmou que também precisava de “um votinho” para conseguir a eleição. O senador ainda pediu apoio aos candidatos a deputado estadual ligados ao grupo. Na decisão, o juiz auxiliar Mhércio Cerqueira Monteiro entendeu que as declarações ultrapassaram os limites permitidos pela legislação durante a pré-campanha.
Segundo o magistrado, a fala “papai aqui também precisa de um votinho para poder se eleger” configurou um pedido direto de votos para o próprio Wagner. A Procuradoria Regional Eleitoral havia apresentado representação contra Wagner, Rui Costa e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) após a provocação feita pelo parlamentar.
Além da penalidade financeira, o TRE-BA ordenou que o vídeo do evento seja removido definitivamente do canal de Jerônimo Rodrigues no YouTube. A gravação não poderá ser republicada ou redistribuída. A plataforma terá 24 horas para cumprir a determinação. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 1 mil.
CONFIRA A FALA DE JAQUES WAGNER:
O senador Jaques Wagner (PT) utilizou a inauguração do comitê eleitoral da deputada federal e candidata à reeleição Lídice da Mata (PSB), nesta quarta-feira (20), para fazer um reconhecimento histórico e um afago público à aliada. Em seu discurso, Wagner classificou como um "erro de condução" a decisão do grupo governista baiano de rifar Lídice da chapa majoritária nas eleições de 2018, quando a vaga ao Senado que ela ocupava foi repassada a Angelo Coronel à época no PSD.
Na época, a articulação liderada pela cúpula governista na Bahia precisou acomodar o PSD do senador Otto Alencar e entregou a segunda vaga ao Senado na chapa de Rui Costa (PT) para Angelo Coronel, então presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Lídice, que buscava a reeleição para o Senado, acabou tendo que disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Em sua fala, Wagner não apenas admitiu o equívoco, como também alfinetou a postura política de quem acabou ocupando o espaço na chapa. "Foi nossa senadora, aliás, a primeira e única até agora senadora. Na minha opinião, e ela sabe disso, por um erro de condução, o grupo não a manteve como senadora, o que deveria ter mantido. E não sei se Deus ou as linhas da política acabaram nos esfregando na cara que o equívoco de 2018 trouxe um processo pra cá: alguém que traiu o grupo e foi para o lado de lá", declarou Wagner, referindo-se a Coronel, que em 2026 aderiu ao grupo de oposição.
?? Em mea culpa, Wagner admite erro do grupo ao preterir Lídice da Mata na disputa ao Senado em 2018
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) August 20, 2026
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EXALTAÇÃO À HISTÓRIA DE LÍDICE
Além da retratação sobre 2018, o senador petista fez questão de exaltar a trajetória de Lídice da Mata, relembrando o período em que ela foi prefeita de Salvador (1993-1996) e a forte oposição que enfrentou do grupo carlista, que à época detinha a hegemonia política no estado.
Wagner lembrou que Lídice chegou ao cargo "por decisão da maioria do povo de Salvador", e não por decreto, e destacou a "crueldade" dos adversários da época, que tentaram asfixiar sua gestão. "A intolerância, o preconceito, o ódio plantado dos que governavam a Bahia, com um chicote numa mão e dinheiro na outra, tentaram interditar o exercício do mandato (...) Mas não adiantou, as marcas de Lídice ficaram no coração e na mente de muitos soteropolitanos", afirmou.
Para coroar a demonstração de prestígio da candidata do PSB, Wagner revelou que a inauguração do espaço de Lídice foi o primeiro comitê de campanha a contar com sua presença física nesta eleição. "Quero confessar pra você, Lídice (...) que esse aqui é o primeiro comitê de lançamento de candidatura que eu participo pessoalmente. Agora a fila vai crescer e eu vou ter que me virar", brincou o senador, reafirmando o peso da deputada dentro da base aliada.
O diretório estadual do PDT realizou, na noite desta segunda-feira (17), um encontro entre candidatos da legenda a deputado estadual e federal e os postulantes ao Senado da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT). A reunião ocorreu no Classic Bahia Hotel, no bairro da Pituba, em Salvador.
Segundo o partido, cerca de 90 integrantes participaram do encontro, que teve como objetivo promover a aproximação entre os candidatos pedetistas e a chapa majoritária. Durante a reunião, Wagner e Rui falaram sobre a trajetória política e os desafios da campanha eleitoral, além de defenderem a unidade entre os partidos aliados.
O evento foi conduzido pelo presidente estadual do PDT e candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados, Félix Mendonça Júnior, e pelo presidente do partido em Salvador e candidato a deputado estadual, Luciano Pinheiro.
Também participaram os prefeitos de Euclides da Cunha, Heldinho Macedo (PDT), e de Pedrão, Marcílio Menezes (MDB), o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Edson Porto, além de dirigentes partidários e representantes de movimentos ligados à legenda.
Durante o encontro, Félix Mendonça Júnior anunciou que o PDT pretende realizar uma nova reunião nos próximos dias para elaborar uma carta com propostas e prioridades da sigla. O documento deverá ser entregue ao governador Jerônimo Rodrigues e aos candidatos ao Senado apoiados pelo partido.
Segundo Félix, a iniciativa busca ampliar a integração entre os candidatos proporcionais do PDT e a chapa majoritária. “Agora vamos construir, de forma coletiva, uma carta com propostas e prioridades do PDT para entregar ao governador e aos nossos candidatos ao Senado”, afirmou.
Idealizador da reunião, Luciano Pinheiro defendeu a unificação do discurso entre os candidatos do partido e os integrantes da chapa apoiada pela legenda. Ele afirmou que a estratégia é reforçar, durante a campanha, a vinculação do PDT ao grupo político liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Jaques Wagner, por sua vez, destacou o desempenho eleitoral de Lula na Bahia e afirmou que o grupo pretende ampliar a votação do presidente no estado. Rui Costa avaliou que o PDT tem possibilidade de ampliar sua representação na Assembleia Legislativa da Bahia e citou ações realizadas pelos governos petistas no estado, especialmente nas áreas de infraestrutura, educação e saúde.
Na parte final do encontro, candidatos do partido também fizeram uso da palavra e defenderam uma atuação conjunta entre os postulantes aos cargos proporcionais e os integrantes da chapa majoritária. A direção do PDT informou que um novo encontro deverá ser realizado para consolidar as propostas que farão parte do documento.
O secretário de Relações Institucionais da Bahia (Serin), Adolpho Loyola, deixou o cargo, nesta terça-feira (18). Loyola foi exonerado da pasta para assumir a coordenação geral da campanha à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
O anúncio da exoneração do petista foi publicado na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça. O órgão será liderado pelo chefe de gabinete, Jonival Lucas. A mudança chega após o Bahia Notícias divulgar sobre uma divergência na escolha do coordenador de campanha da reeleição de Jerônimo em 2026.
Isso porque, o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa é apontado como uma figura que estaria em divergência da "unanimidade" em torno de Adolpho Loyola na coordenação da campanha.
De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, com integrantes do grupo, presentes e que acompanharam o pós-reunião, entre os "votantes", Rui foi o único que não endossou o nome de Adolpho.
Apesar de não ter espaço para "contrapor" a decisão pelo nome de Loyola, Rui fez questão de sinalizar que seu "voto" não seria no "quase" ex-secretário (a exoneração de Loyola ainda não formalizada). O ato desencadeou uma série de suspeitas entre os presentes e para todo o grupo aliado.
De forma até "tímida", Rui indicou que preferia que a coordenação da campanha ficasse a cargo de seu primeiro suplente, o presidente estadual do Avante Ronaldo Carletto, que também estava no encontro. O voto "contrário" criou algumas avaliações internas, das mais variadas. Entre elas, mais um round da disputa entre Rui Costa e o senador Jaques Wagner.
Na avaliação de algumas lideranças, Rui teria, de forma indireta, transferido "a responsabilidade" da organização da campanha de Jerônimo. "Rui agora passa para o grupo de Wagner a responsabilidade. Se der certo, Wagner cresce ainda mais, porém, se tiver algum problema...", apontou um aliado próximo buscado pela reportagem. Do lado do senador Jaques Wagner, apesar de não ter uma resposta direta para o "voto contrário", a promessa é de um eventual segundo governo Jerônimo repaginado.
Em 2022, a chegada de Loyola à equipe de coordenação da campanha de Jerônimo foi considerado um dos marcos do processo eleitoral que alavancou o então candidato nos últimos dois meses que antecederam o pleito. Além dele, nomes como Diogo Medrado e Éden Valadares, então presidente do PT-BA, também foram destacados como corresponsáveis pela ascensão de Jerônimo nas pesquisas.
A definição do novo coordenador-geral da campanha à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, não passou despercebida para algumas lideranças políticas do governo. Em reunião do conselho político na última semana, Adolpho foi chancelado para o posto, porém a definição não foi unânime.
De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, com integrantes do grupo, presentes e que acompanharam o pós reunião, entre os "votantes", Rui foi o único que não endossou o nome de Adolpho. Apesar de não ter espaço para "contrapor" a decisão pelo nome de Loyola, o ex-ministro fez questão de sinalizar que seu "voto" não seria no "quase" ex-secretário (a exoneração de Loyola ainda não formalizada). O ato desencadeou uma série de suspeitas entre os presentes e para todo o grupo aliado.
De forma até "tímida", Rui indicou que preferia que a coordenação da campanha ficasse a cargo de seu primeiro suplente, o presidente estadual do Avante Ronaldo Carletto, que também estava no encontro. O voto "contrário" criou algumas avaliações internas, das mais variadas. Entre elas, mais um round da disputa entre Rui Costa e o senador Jaques Wagner.
Na avaliação de algumas lideranças, Rui teria, de forma indireta, transferido "a responsabilidade" da organização da campanha de Jerônimo. "Rui agora passa para o grupo de Wagner a responsabilidade. Se der certo, Wagner cresce ainda mais, porém, se tiver algum problema...", apontou um aliado próximo buscado pela reportagem. Do lado do senador Jaques Wagner, apesar de não ter uma resposta direta para o "voto contrário", a promessa é de um eventual segundo governo Jerônimo repaginado.
Em 2022, a chegada de Loyola à equipe de coordenação da campanha de Jerônimo foi considerado um dos marcos do processo eleitoral que alavancou o então candidato nos últimos dois meses que anteceram o pleito. Além dele, nomes como Diogo Medrado e Éden Valadares, então presidente do PT-BA, também foram destacados como corresponsáveis pela ascensão de Jerônimo nas pesquisas.
Além disso, os desdobramentos desse cabo de guerra ainda podem repercutir para além do espaço no novo governo, mas sim na sucessão do grupo. Tudo isso passa pelas definições nas eleições municipais de 2028, com foco também na capital baiana, já que até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez cobranças públicas para que o grupo gerisse o município. Em 2024, o nome de Geraldo Jr. (MDB), atual vice-governador teve a bênção do senador Jaques Wagner, porém sem sucesso eleitoral. O processo desembocaria em 2030, com o nome para manter o grupo na disputa, onde, naturalmente, caso Jerônimo se reeleja, tem em Adolpho Loyola como possível candidato.
Com Loyola devendo ser exonerado da Serin na próxima semana para se dedicar à disputa, a pasta ficará sob comando do ex-secretário e atual chefe de gabinete, Jonival Lucas. Agora, a batuta da campanha está com Loyola.
O advogado Ângelo Rezende, que trabalha para o senador Jaques Wagner (PT), é sócio da da empresa responsável por administrar o programa de cartão de crédito consignado do Banco Master. A informação foi divulgada pelo jornal Uol nesta quarta-feira (5).
Segundo a reportagem, o jurista tem participação na empresa por meio de uma cadeia de fundos. A empresa em questão é a PKL One, dona dos direitos de exploração do cartão consignado Credcesta, programa do Master em que há suspeitas de fraudes com aposentados do INSS e servidores de diversos estados.
Quem se apresenta como responsável pela empresa é Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master e apontado pela Polícia Federal como sendo um contato próximo ao senador Jaques Wagner. O advogado Ângelo Rezende não aparece como acionista da PKL One, cujas ações pertencem a um fundo chamado Diamond (antigo Reag34).
Dois fundos controlam cerca de metade do Diamond cada um. Um se chama Gardênia; e outro, Fortress. O Gardênia, é detido por diversos fundos. Entre eles está o MMPG, que, no papel, pertence exclusivamente a Ângelo Rezende, advogado de Wagner.
O Fortress, por sua vez, é controlado por uma empresa nas Bahamas, a WNT Master Fortress. WNT é o nome da gestora de Valério Marega, apontado pela PF como um dos operadores financeiros do Master.
Outro fundo que detém cotas do Gardênia é o Athos, que pertence ao Grupo Entre, de Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, que, supostamente, era um parceiro recorrente de negócios do Banco Master.
Começa nesta segunda-feira (3) a sabatina dos candidatos ao Senado e ao governo da Bahia em 2026, como programação especial do podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias. O primeiro convidado e candidato ao Senado pelo PL, ex-ministro João Roma, externou seu otimismo no atual momento da campanha e concluiu que os cidadãos baianos estão decepcionados com a oposição.
Ao ser questionado sobre o rompimento das barreiras provocadas na perpetuação de nomes vinculados ao PL no interior do estado, Roma não demonstra preocupação e argumenta que está “muito animado”. Segundo ele, isso se dá graças à “decepção das pessoas” em relação ao atual governo.
“Você vê pessoas com muita esperança no coração de ter realmente uma Bahia restaurada. Os números estão falando por si, não só confirmando aí uma larga vantagem de ACM Neto para o governo do estado da Bahia, como também mostrando o crescimento muito grande, tanto do meu nome como do de Ângelo Coronel”, pontua.
Roma acredita que, embora seus oponentes tenham maior reconhecimento de nome por cargos ocupados anteriormente, esse "recall" não é suficiente para superar a insatisfação da população. O candidato ainda citou Jaques Wagner (PT), que disputa a reeleição ao Senado.
“No caso de Jacques Wagner, que nunca teve nenhum protagonismo, você o vê literalmente perdido, só aparecendo no noticiário com notícias que desapontam a nossa população (...) Nesse período em que ele estava no Senado da República, não trouxe alegria para o povo baiano. Pelo contrário, só notícias negativas, notícias que envergonham a Bahia”, conclui.
VEJA NO PRISMA:
O presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado, João Roma, afirmou nesta segunda-feira (3) que um erro na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral fez seu patrimônio aparecer com valor superior ao real. Segundo ele, dois itens do Imposto de Renda foram lançados em duplicidade e algumas dívidas também acabaram contabilizadas como patrimônio.
“Até eu me surpreendi no dia que vi que saiu uma notícia lá que o patrimônio tinha aumentado 300% em quatro anos, o que não é verdade. Houve um erro, foram lançados em duplicidade dois itens do meu Imposto de Renda”, declarou durante entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias.
Roma afirmou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já corrigiu as informações e emitiu uma certidão sobre a alteração. Ele explicou ainda que bens financiados não devem ser considerados integralmente como patrimônio. “Ele computou também, como meu patrimônio, algumas dívidas. Por exemplo, se você compra um carro e aquele carro é financiado, óbvio que aquele item 100% não está no seu patrimônio”, disse.
Após a correção, o político calcula que seu patrimônio tenha crescido cerca de 20% ao ano nos últimos quatro anos. Roma também afirmou que os bens apresentados na declaração podem ser identificados e estão relacionados às atividades que exerce.
“No meu imposto de renda você não vai encontrar coisas miraculosas, coisas feitas com varinha de condão. As minhas coisas estão declaradas, você vai lá, você me encontra”, afirmou.
Roma também questionou a declaração de bens do ex-governador Rui Costa (PT). Sem apresentar novos documentos durante a entrevista, ele alegou que propriedades atribuídas ao petista não estariam registradas em sua declaração de Imposto de Renda. “Você vê ali a ocultação de bens, porque todos sabem, é só chegar na localidade e dizer: quem habita aqui, quem está vivendo nessa propriedade? As pessoas sabem que aquilo ali é do seu Rui Costa, e não consta no imposto”, afirmou.
Ao final, o pré-candidato defendeu que os concorrentes apresentem suas informações patrimoniais de forma transparente e disse estar disposto a abrir mão do sigilo fiscal, caso Jaques Wagner (PT) e Rui Costa façam o mesmo.
CONFIRA O PROGRAMA COMPLETO:
O senador Jaques Wagner (PT) registrou um crescimento patrimonial expressivo ao longo de seu mandato no Senado Federal. De acordo com os dados apresentados à Justiça Eleitoral para as eleições de 2026 nesta segunda-feira (3), o patrimônio declarado pelo parlamentar atingiu R$ 24,5 milhões. O montante representa um salto significativo em relação à eleição de 2018, ocasião em que informou possuir R$ 3,3 milhões em bens.
Natural do Rio de Janeiro (RJ) e radicado na Bahia, Jaques Wagner tem 75 anos, atuou como técnico em manutenção e é um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no estado.
O político exerceu três mandatos de deputado federal, governou a Bahia por dois mandatos consecutivos (2007-2014) e ocupou os cargos de ministro do Trabalho, das Relações Institucionais, da Defesa e da Casa Civil. Eleito senador em 2018, exerce atualmente o papel de líder do governo no Senado Federal.
O item de maior valor na declaração do senador foi um crédito no montante de R$ 13.834.129,00, decorrente da venda de um imóvel para o Esporte Clube Bahia e para a empresa Lagoons Empreendimentos SPE Ltda.
IMÓVEIS E VEÍCULOS
Na categoria de bens imóveis, consta ainda um apartamento localizado em Salvador (BA), avaliado em R$ 1.601.769,43 e a posse de 50% de um sítio no município de Andaraí, na Chapada Diamantina, avaliada em R$ 204.440,00.
Grande parte do patrimônio do parlamentar está alocada em aplicações financeiras, investimentos de renda fixa, fundos e títulos corporativos. O senador também mantém R$ 500.000,00 no CDI - BB, R$ 499.986,16 no BB LFT e R$ 250.000,00 aplicados em LCA do Banco do Brasil com vencimento em junho de 2027.
Além disso, a carteira contempla outros títulos corporativos e fundos, como o CRA Marfrig 04/45 BB (R$ 205.492,53), Debêntures Hidrovias 10/28 - BB (R$ 200.246,41), BB MM Global (R$ 186.523,71), BB COE (R$ 150.000,00) e o Fundo RF LP High - BB (R$ 120.843,33).
Em relação aos bens móveis e à frota de veículos declarada à Justiça Eleitoral, além de viagens alvo de ação da PF, ao todo Jaques Wagner possui:
- BYD Song Plus (ano 2023), avaliado em R$ 135.000,00;
- Audi (ano 2018), de R$ 130.000,00;
- Mercedes-Benz (ano 2023), no valor de R$ 125.000,00;
- Volkswagen Amarok (ano 2021), cotada em R$ 100.000,00;
- Chrysler (ano 2010), de R$ 80.000,00;
- Ford (modelo 1929), registrado por R$ 5.000,00
O parlamentar incluiu também um consórcio do Banco do Brasil, de 100 parcelas e ainda não contemplado, no valor de R$ 16.617,49.
Por fim, as informações detalham participações acionárias em companhias abertas e empresas públicas. O senador mantém R$ 12.342,73 em ações da Cemig, R$ 7.058,00 distribuídos na Telebras (sendo R$ 7.053,00 no lote principal e R$ 5,00 em um lote secundário), R$ 2.150,52 na Caixa Seguridade e R$ 888,00 na ATER.
Vale lembrar que o cartório travou o registro após uma ordem de indisponibilidade de bens expedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), medida que também paralisou a venda de um apartamento de luxo no Corredor da Vitória, em Salvador, negociado por R$ 10 milhões com a empresa MSMG Patrimonial Ltda., do prefeito de Conceição do Coité, Marcelo Araújo (União).
Somadas, as transações chegam a R$ 25,8 milhões, dos quais o senador recebeu ao menos R$ 12 milhões. Em pronunciamento público, o prefeito de Conceição do Coité, na região sisaleira, alega terceiro de boa-fé e informou ter acionado o STF para comprovar que o contrato do apartamento foi assinado em dezembro de 2025 e quitado via depósitos bancários até abril de 2026, etapas ocorridas antes da deflagração da operação da PF.
NOMES DOS SUPLENTES
Para a disputa ao Senado, a definição dos suplentes que assumem o cargo caso o titular precise se afastar durante o mandato segue a estrutura oficial da chapa:
-
1.º Suplente: Edvaldo Brito (PSD) — Partido Social Democrático - ex-prefeito da capital baiana.
-
2.º Suplente: Aladilce (PCdoB) — Partido Comunista do Brasil - vereadora de Salvador.
A Polícia Federal (PF) adiou o depoimento do banqueiro Augusto Lima, que estava marcado para esta segunda-feira (3). O empresário era controlador do Banco Pleno desde julho de 2025 e ex-sócio de Daniel Vorcaro. O adiamento ocorreu após pedido da defesa, e a oitiva ainda não foi remarcada até o momento.
Augusto Lima têm um histórico associado às fraudes envolvendo as instituições financeiras. Em junho, ele foi um dos alvos de mandados de busca e apreensão na 9ª fase da Operação Compliance Zero. A ação da PF também mirou o senador Jaques Wagner (PT-BA), então líder do governo no Senado.
O Banco Pleno teve a liquidação extrajudicial decretada em fevereiro deste ano pelo Banco Central e Lima já havia sido preso preventivamente pela PF em novembro do ano passado em outra fase da mesma operação.
De acordo com as investigações da PF nos celulares de Vorcaro, Lima também atuou para que o Banco de Brasília (BRB) comprasse as carteiras do Banco Master.
RELAÇÃO COM WAGNER
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça tornou públicos na última quinta-feira (30) os detalhes da investigação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo no Senado que, segundo a PF, teria ganhado propina para beneficiar o Banco Master.
Os novos documentos revelam detalhes da relação entre Jaques Wagner e o empresário, a quem ele chama em conversas de “Guga”. Entre outros pontos, investigadores identificaram 74 ligações telefônicas entre o senador e Augusto Lima.
O ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e o atual senador Jaques Wagner (PT) lideram as pesquisas de intenção de votos ao Senado Federal na Bahia. Isso é o que aponta o levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, em parceria com o Bahia Notícias, divulgado nesta segunda-feira (3).
Em um cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, a pesquisa registra uma margem de quase 10% entre os candidatos petistas. O levantamento permite que cada entrevistado possa citar dois nomes, considerando que são dois votos ao Senado este ano.
Nesse sentido, enquanto Rui Costa foi citado em 44,6% das respostas, Jaques Wagner registrou 35,1% das intenções de voto. Na sequência, aparecem os candidatos da oposição. O presidente do PL na Bahia, João Roma, aparece com 24,1% das intenções de voto, e o atual senador Angelo Coronel (Republicanos) registrou 21,9% das respostas.
A candidata do PSOL, Professora Delliana, foi citada por 6,4% dos eleitores questionados, e o candidato Marcelo Santtana (DC) registrou 2,1% das intenções de voto. Marcelo Carvalho, candidato do partido Rede Sustentabilidade, surgiu com 1,8% dos votos e Gregório Gould (UP) foi citado por 1,6% dos eleitores entrevistados.
Outros 13,4% dos eleitores disseram que votariam em branco, nulo ou não votariam em nenhum candidato, e 6,9% não souberam responder.
O Instituto Paraná Pesquisas ouviu presencialmente 1.400 eleitores entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, em 60 municípios. O levantamento possui intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 2,7%, sob registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nº BA-03043/2026.
Os perfis oficiais no Instagram do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), do senador Jaques Wagner (PT) e do ex-ministro Rui Costa (PT) foram alvos de um ataque cibernético coordenado na madrugada deste sábado (1º). A ação envolveu o disparo massivo de mais de 70 mil seguidores falsos de origem asiática em um intervalo de cerca de cinco horas, iniciado por volta de 1h30.
O ataque ocorreu poucas horas antes da convenção oficial da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), programada para este sábado, data em que as candidaturas das lideranças petistas serão oficializadas. Representantes da coligação apontam que a coincidência de datas sinaliza intenção política.
Segundo a coordenação de comunicação da federação, a ofensiva busca criar a falsa narrativa de compra de seguidores e forçar o bloqueio ou suspensão dos perfis pela Meta, detentora do Instagram, por violação das diretrizes da plataforma. Para interromper o fluxo anormal de contas, as equipes de gerenciamento alteraram a privacidade dos perfis de públicos para privados.
A Federação Brasil da Esperança registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) da Polícia Civil da Bahia, solicitando a abertura imediata de inquérito para apurar a autoria do disparo massivo. Em nota, a coligação repudiou o episódio e classificou a ação como "sabotagem cibernética e jogo sujo eleitoral".
A Polícia Federal (PF) revelou uma troca de mensagens entre Eduardo Sodré Martins, secretário de Meio Ambiente da Bahia e enteado de Jaques Wagner, e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.
Divulgada nesta sexta-feira (31/7) pelo jornal O Estado de S. Paulo, a conversa reforça as suspeitas da PF sobre o envolvimento do senador, que é alvo de investigação por supostamente ter recebido um imóvel de R$ 2,5 milhões como pagamento de propina, com o banco.
No dia 1º de setembro de 2025, o diálogo aponta que o enteado de Wagner questiona o empresário sobre a previsão dos pagamentos pendentes, voltando a repetir a cobrança três dias depois. Como resposta, Augusto Lima afirma estar “em cima”, explicando que “a situação está crítica”.
A suspeita da Polícia Federal é que Wagner recebeu o imóvel e outros pagamentos de propina por meio da empresa ligada ao seu enteado.
Leia a conversa na íntegra:
1º de setembro de 2025
[Dudu Sodré]: Irmão, bom dia! Tudo bem? Se puder ter alguma previsão, você me fala?
[Augusto Lima]: Beleza, irmão. Em cima aqui.
[Augusto Lima]: Abração.
[Dudu Sodré]: Tamo junto.
[Dudu Sodré]: Abraço.
4 de setembro de 2025
[Dudu Sodré]: Amigo, tudo bem? Preciso da sua ajuda. Amanhã vencem os boletos e são altos. Não tem como cancelar e não irei ficar devendo, concorda?
[CHAMADA DE VOZ PERDIDA]
[Augusto Lima]: Acredite que estou tentando e, se tem alguém que vai resolver, sou eu. Infelizmente, como lhe disse, a situação está crítica. Abraço.
[Augusto Lima]: Deve ter visto o que aconteceu, né?
[Augusto Lima]: Estou firme querendo resolver. Se for o caso, cancele a nota e depois você emite outra, assim que tiver disponibilidade.
As investigações da PF que embasaram a deflagração da 9ª fase da Operação Compliance Zero indicam que o senador baiano Jaques Wagner teria atuado no Congresso Nacional em favor de pautas relacionadas aos interesses do Banco Master.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) ajuizou uma representação no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) contra o senador Jaques Wagner (PT), o ex-governador Rui Costa (PT) e o governador Jerônimo Rodrigues (PT), na quinta-feira (30), por suposta propaganda eleitoral antecipada durante um evento político realizado em Itabuna, no sul da Bahia.
A ação, obtida pelo Bahia Notícias, tem como base uma notícia de fato apresentada pelo deputado estadual Leandro de Jesus (PL) após o Programa de Governo Participativo (PGP), realizado em 16 de julho. O caso tramita sob o número 0600752-65.2026.6.05.0000. Segundo a Procuradoria Regional Eleitoral, Wagner teria feito pedidos explícitos de votos para sua própria pré-candidatura ao Senado, para Rui Costa, também postulante ao Senado, e para Jerônimo Rodrigues, que busca a reeleição ao governo estadual.
O trecho analisado pelo MPE foi registrado em vídeo e publicado no canal oficial de Jerônimo Rodrigues no YouTube. Na gravação, Wagner afirma: “nós precisamos eleger Rui Costa, senador” e, em seguida, diz que “papai aqui também precisa de um votinho para poder ser eleger”. Depois, pede que os presentes escolham um candidato ou uma candidata a deputado estadual.
A Procuradoria também considera que Rui Costa teria endossado as declarações por meio de gestos, apontando para si enquanto Wagner fazia as manifestações. Já Jerônimo é citado por ter publicado o vídeo em seu canal na plataforma. Para o Ministério Público Eleitoral, as falas ultrapassaram os limites permitidos para o período de pré-campanha porque não se limitaram à apresentação de ideias, projetos ou posicionamentos políticos.
O MPE também destacou que o conteúdo foi produzido durante um evento voltado à articulação política para as eleições de 2026 e posteriormente disponibilizado na internet, o que, segundo a representação, ampliou o caráter eleitoral das manifestações. Em caráter liminar, a Procuradoria Regional Eleitoral pediu que o vídeo seja removido do canal de Jerônimo Rodrigues no YouTube em até 24 horas.
O órgão também solicitou multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento e a retirada de eventuais cópias do conteúdo identificadas durante o processo. A representação considera que as manifestações podem configurar violação aos artigos 36 e 36-A da Lei nº 9.504/1997, que tratam dos limites da propaganda eleitoral antes do período permitido.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a Polícia Federal a monitorar a localização em tempo real e os registros de chamadas do senador Jaques Wagner (PT). A medida foi tomada após os investigadores apontarem "risco agudo de vazamento" de uma operação que apura fraudes ligadas ao Banco Master.
A decisão de Mendonça, assinada em 23 de junho e desprovida de sigilo nesta quinta-feira (30), veda expressamente o acesso ao conteúdo das conversas telefônicas ou mensagens do parlamentar. A autorização se restringiu a dados técnicos e metadados por um período de dez dias.
A suspeita de vazamento ganhou força quando alvos da investigação procuraram o gabinete do relator no próprio Supremo. Segundo interlocutores das apurações, o próprio Jaques Wagner esteve no STF para se reunir com o ministro no dia 17 de junho, um dia antes de a PF ir às ruas. Além disso, no dia 09 do mesmo mês, quando as representações da PF chegaram ao STF, um investigado já havia solicitado audiência com o relator.
INVESTIGAÇÃO
Além de Jaques Wagner, a decisão alcançou o empresário Augusto Lima (ex-sócio de Daniel Vorcaro), o enteado do senador, Eduardo Mendonça Sodré Martins, o pai deste, Guilherme Henrique Sodré Martins ("Tio Guiga"), David Lopes Monteiro e a diretora Andréa Lima Novaes.
A PF investiga se o senador baiano recebeu vantagens indevidas do Banco Master por meio da empresa de sua nora, além de transações envolvendo um apartamento avaliado em R$2,5 milhões em Salvador.
A reportagem buscou contato com o senador Jaques Wagner na noite desta quinta-feira, mas não obteve retorno. Em declarações anteriores, o parlamentar negou veementemente qualquer irregularidade ou envolvimento com as fraudes investigadas no banco.
Mensagens interceptadas pela Polícia Federal mostram que Augusto Lima, ex-sócio do empresário Daniel Vorcaro, organizou no final de 2024 uma lista de presentes de luxo voltada à cúpula política da Bahia. O material faz parte do inquérito que investiga o senador Jaques Wagner (PT).
A informação foi revelada pelo jornal Metrópoles. Em diálogo com sua secretária registrado em 23 de dezembro, Lima aprova a compra de vinhos com preços variando entre R$ 2,5 mil e R$ 5,3 mil. A lista, batizada de "Lembranças de Final do Ano", reunia nomes de diferentes espectros políticos:
- Governo e PT: Jerônimo Rodrigues (governador), Rui Costa (ministro da Casa Civil) e Jaques Wagner (senador);
- Oposição e União Brasil: Bruno Reis (prefeito de Salvador), ACM Neto e Antonio Rueda (presidente do partido).
Para os investigadores, a dinâmica reflete uma busca por influência junto a agentes públicos. Em trecho do relatório, a PF pondera que, mesmo com valores individuais inferiores aos das fraudes apuradas na operação, o ato "pode caracterizar a concessão de vantagens em razão da função pública".
Até o momento, a perícia não confirma a entrega das garrafas à maioria dos citados. A única evidência de envio anexada ao relatório traz fotos de embalagens direcionadas a "Jaques" e a Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como "Tio Guiga", amigo do parlamentar.
A Polícia Federal identificou viagens de Jaques Wagner (PT-BA) e de pessoas próximas ao senador em aeronaves ligadas a empresários do Banco Master. Os episódios, registrados em 2023 e 2024, foram incluídos pelos investigadores como parte de uma relação de proximidade entre o parlamentar e os empresários Augusto Ferreira Lima e Daniel Vorcaro.
Segundo informações do Globo, um dos casos ocorreu em outubro de 2023, quando Maria de Fátima Carneiro de Mendonça, mulher de Wagner, foi levada de helicóptero à chamada Ilha da Paixão, propriedade de Augusto Ferreira Lima no litoral de Candeias, na Bahia. O passeio foi combinado após o próprio senador confirmar a participação da esposa.
Em mensagem enviada a Lima, Wagner afirmou que Fátima provavelmente participaria da viagem. O empresário, então, disponibilizou um helicóptero e encaminhou o prefixo da aeronave. Após chegar ao destino, Fátima enviou mensagens de agradecimento ao empresário. Entre os registros encontrados no celular de Lima estão as frases “Chegamos”, “Tudo lindo !!!” e “A gente ama vcs”, conforme o relatório.
O Metrópoles também revelou que a PF encontrou mensagens de setembro de 2024 que indicam preocupação de Daniel Vorcaro com a discrição de outro voo envolvendo Wagner. Nas conversas, o banqueiro questionou o atraso da aeronave e recebeu a informação de que o senador já havia decolado com destino à Bahia.
Depois de saber que os passageiros haviam desembarcado, Vorcaro orientou que o avião fosse levado para um hangar reservado e retirado rapidamente do estado. Segundo as mensagens, o empresário recomendou que a aeronave fosse colocada em um espaço “que ninguém conheça”. A propriedade formal da aeronave não foi identificada pela PF, mas os investigadores apontam que Vorcaro exercia controle sobre o equipamento. As mensagens também indicam que quatro pessoas estavam a bordo durante o deslocamento, entre elas Wagner.
Para a Polícia Federal, os episódios fazem parte de um padrão em que o senador teria utilizado aeronaves privadas controladas por empresários ligados ao Banco Master sem registro de pagamento pelos deslocamentos. O relatório sustenta ainda que os benefícios estariam relacionados a uma suposta atuação política de Wagner em pautas legislativas e regulatórias de interesse da instituição financeira.
A investigação apura se os voos e outras vantagens integrariam um esquema de “contrapartidas recíprocas”. Os documentos vieram a público após o ministro André Mendonça, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo da investigação.
A deputada federal Ivoneide Caetano (PT) destacou a mobilização realizada em Camaçari para fortalecer a pré-campanha do governador Jerônimo Rodrigues à reeleição e dos pré-candidatos ao Senado Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT). Segundo a parlamentar, a articulação contribuiu para a grande participação popular no Programa de Governo Participativo (PGP), promovido nesta sexta-feira (24), no município.
Apontada por sua assessoria como a deputada mais votada de Camaçari, Ivoneide afirmou que realizou encontros e articulações com lideranças locais, associações e moradores para incentivar a população a participar da construção das propostas para os próximos quatro anos de gestão estadual.
De acordo com a petista, o PGP representa um espaço para ouvir as demandas da sociedade e elaborar políticas públicas a partir das necessidades apresentadas pela população. "O PGP é um instrumento de construção coletiva e é com a população que podemos projetar e desenvolver o território de acordo com quem vive e mais conhece sua realidade", afirmou.
A deputada também agradeceu o apoio recebido durante o evento e disse que continuará atuando em defesa da Região Metropolitana de Salvador. "Fico imensamente grata com as manifestações de apoio da população e das lideranças políticas por acreditar no meu trabalho. Me comprometo a trabalhar cada vez mais por essa terra e por nosso povo", declarou.
Indicação da segunda suplência de Jaques Wagner tem acordo "90% fechado" para PCdoB; entenda cenário
Sacramentado o nome de Edvaldo Brito para a primeira suplência do senador Jaques Wagner (PT) na chapa à reeleição, o petista agora se volta para definir o segundo posto. De acordo com informações apuradas pelo Bahia Notícias, o acordo estaria "90% fechado" para que o PCdoB realize a indicação do posto.
Durante o evento que oficializou o nome do ex-vereador, Wagner chegou a comentar sobre a indicação da segunda suplência. O senador ressaltou que ainda estaria em processo de debate. “A segunda suplência ainda não está decidida, não está batido o martelo”, disse Wagner.
Com o avançar da negociação, o nome da vereadora Aladilce Souza "encabeça" a lista, já que o PCdoB deverá realizar a escolha. Em março, inclusive, a legenda oficializou apoio aos nomes de Jaques Wagner e Rui Costa para a disputa ao senado na eleição deste ano, e apresentou o nome da vereadora Aladilce Souza para compor como suplente de um dos dois candidatos majoritários, na frente liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues.
A vereadora Aladilce Souza chegou a comemorar a indicação pelo Partido Comunista do Brasil na Bahia para a suplência ao Senado. Segundo ela, a escolha representa “uma alegria muito grande”.“É realmente uma alegria muito grande ter meu nome indicado pelo partido para essa suplência”, afirmou.
A ideia seria também "ampliar a representação" da chapa. Aladilce seria, até então, a única mulher na chapa, que conta, além de Jerônimo, com Geraldo Jr. (MDB), Rui Costa e Jaques Wagner na disputa ao Senado. Na suplência Rui já confirmou Ronaldo Carletto (Avante), não confirmando o nome da segunda suplência ainda.
Em declarações à imprensa durante a convenção partidária do Partido Social Democrático (PSD) no Edifício Mundo Plaza, em Salvador, o senador Jaques Wagner (PT) abordou as definições da chapa governista na Bahia, defendendo a escolha de Edvaldo Britto (PSD) para a sua primeira suplência no Senado e a manutenção da pré-candidatura de Lídice da Mata à Câmara dos Deputados.
Sobre a definição da primeira suplência, Wagner confirmou que a indicação cabia ao PSD e elogiou a escolha de Edvaldo Britto, classificando-o como uma referência nos âmbitos municipal, estadual e nacional. "Na verdade, meu primeiro suplente hoje já é do PSD; só sai Bebeto e entra Edvaldo Brito".
O senador ressaltou que a chapa mantém o alinhamento entre Partido dos Trabalhadores (PT) e PSD, mencionando a boa relação do senador Otto Alencar com o governo e com o presidente Lula. Em relação à segunda suplência, o parlamentar informou que a definição ainda não foi concluída. Os segundos suplentes ainda não entraram no debate político local.
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias
Tratando da situação de Lídice da Mata (PSB), antes cotada como suplente, o senador explicou que houve debates internos, mas que a própria parlamentar escolheu: “Ela vai ser candidata a deputada federal, como já é. Ela própria disse que preferia ficar na candidatura para deputada federal”, alega.
Ao responder sobre a intimação para prestar depoimento à Polícia Federal, Wagner declarou que, por orientação jurídica, não se manifestará sobre o tema. O senador declarou “estar tranquilo” e pontuou que, a exemplo de 2018, sua inocência será provada.
SEM CONFIRMAÇÃO
Por fim, o parlamentar detalhou a articulação para a vinda do presidente Lula à convenção baiana, marcada para o dia 1º de agosto. Segundo Wagner, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e a equipe presidencial trabalham para conciliar os horários da agenda.
“Hoje mesmo falei com o governador Jerônimo antes de vir para cá e esse trabalho de ajuste está sendo feito. Eu diria que a chance é muito grande de ele vir. Não vou bater martelo, que a agenda do presidente realmente é uma agenda complexa, muita demanda, mas ele já demonstrou a vontade de estar aqui”, relata.
Nesta terça-feira (21), durante a convenção estadual do Partido Social Democrático (PSD) na Bahia, o senador Jaques Wagner (PT-BA) manifestou-se sobre a recente intimação da Polícia Federal (PF) para depor na Operação Compliance Zero.
Veja em forma de vídeo:
Questionado sobre como recebeu a notificação da autoridade policial, o parlamentar adotou um tom de cautela jurídica, mas demonstrou confiança quanto ao desfecho das investigações. "Eu, por orientação do meu advogado, eu não falo sobre o tema, eu estou falando só sobre campanha e ele responde sobre isso aí, mas eu estou tranquilo. Acho que, assim como em 2018, a inocência será provada, independente dessa agitação que está agora."
A declaração ocorreu em meio ao evento político na sede do partido, onde Wagner anunciou o nome de Edvaldo Brito como primeiro suplente na corrida pela reeleição ao Senado Federal.
CONTEXTO:
O senador está intimado a prestar depoimento presencial no dia 7 de agosto, na sede da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A oitiva faz parte das investigações que apuram um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras com ramificações no Banco Master.
De acordo com o inquérito da Polícia Federal, as suspeitas contra o parlamentar envolvem os seguintes pontos:
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Agente Beneficiário: A PF aponta o senador como o "suposto beneficiário central" de vantagens econômicas. Segundo os investigadores, pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais teriam sido estruturados em seu favor.
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Contrapartidas no Congresso: A investigação apura se Wagner recebeu tais benefícios em troca de apoio político para aprovar medidas legislativas favoráveis ao Banco Master, como a chamada "Emenda Master".
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Movimentações Financeiras e Bens: Estão sob escrutínio a compra de um apartamento de luxo em Salvador e repasses financeiros que totalizam R$ 3,5 milhões em nome de familiares do senador.
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Conexões no Mercado Financeiro: O inquérito destaca a proximidade do parlamentar com o banqueiro Augusto Lima, proprietário do Banco Pleno (liquidado pelo Banco Central) e ex-sócio de Daniel Vorcaro.
DESDOBRAMENTOS POLÍTICOS
Jaques Wagner foi alvo da 9ª fase da operação Compliance Zero em 18 de junho deste ano, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), sofrendo buscas e apreensões em endereços ligados a ele em Salvador e Brasília. O senador nega o cometimento de qualquer irregularidade.
A pressão da investigação levou a mudanças na articulação política do Planalto. Dias após as buscas, Wagner reuniu-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e abdicou do cargo de líder do governo no Senado. À época, o parlamentar afirmou que sua "prioridade absoluta" seria provar sua inocência e dedicar-se às campanhas eleitorais de seus aliados e à própria reeleição.
A Polícia Federal marcou um novo depoimento do senador Jaques Wagner (PT), no âmbito da investigação da Operação Compliance Zero, no inquérito que apura supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. A informação foi divulgada nesta terça-feira (21), pelo jornal Metrópoles.
Segundo apurou a coluna da jornalista Milena Teixeira, o parlamentar será ouvido no dia 7 de agosto e a orientação da defesa é que Wagner exerça o direito ao silêncio durante o depoimento.
O senador foi alvo de uma operação da Polícia Federal em 18 de junho. A investigação da PF apontou inicialmente que Jaques Wagner teria recebido favorecimento indevido do empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Entre os benefícios, teria um pedido para que Lima comprasse um apartamento de R$2,5 milhões, em Salvador.
Wagner afirma que procurou o empresário para adquirir o imóvel temporariamente, com o compromisso de recomprá-lo posteriormente para sua filha. Além disso, a empresa da esposa do enteado de Jaques Wagner, o secretário de Meio Ambiente da Bahia (SEMA), Eduardo Sodré, também firmou um contrato de R$12 milhões com uma instituição financeira controlada por Daniel Vorcaro.
O prefeito de Conceição do Coité, na região sisaleira, Marcelo Araújo (União), divulgou um vídeo neste domingo (19) para se defender de que a compra de um apartamento pertencente ao senador Jaques Wagner (PT) foi feita dentro da legalidade.
A negociação ganhou repercussão nacional após a transferência do imóvel ter sido impedida por uma decisão judicial, a mesma que suspendeu a venda de uma área para a construção de um centro de treinamento para o Esporte Clube Bahia.
??Prefeito de Coité afirma que compra de apartamento de Wagner ocorreu antes de operação
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) July 20, 2026
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No caso do imóvel do prefeito de Conceição do Coité, o apartamento foi adquirido pela MSMG Patrimonial Ltda., uma das empresas do gestor. No vídeo, Araújo afirma que a aquisição do imóvel ocorreu antes da deflagração da Operação Overclean e dentro da legalidade.
De acordo com Marcelo Araújo, a negociação foi iniciada e concluída por intermédio de um corretor de imóveis em dezembro do ano passado. Segundo ele, após a definição do valor e das condições de pagamento, a empresa solicitou a documentação e as certidões do vendedor para a elaboração do contrato de compra e venda.
O prefeito afirmou que somente nessa etapa tomou conhecimento de que o proprietário do imóvel era o senador Jaques Wagner. Ainda conforme o relato, todas as certidões apresentadas indicavam que o apartamento não tinha restrição judicial, o que permitiu a formalização da negociação.
Ainda segundo Marcelo Araújo, o contrato foi assinado em dezembro do ano passado e previa a quitação do pagamento até 30 de abril deste ano. Diante da situação, Marcelo Araújo informou que a MSMG Patrimonial Ltda. apresentou petição ao Supremo Tribunal Federal (STF), com documentos que, segundo ele, comprovam que as etapas da negociação [assinatura do contrato, pagamentos, lavratura da escritura e protocolo para registro] ocorreram antes da deflagração da Operação Overclean.
No pronunciamento, o prefeito afirmou estar "absolutamente tranquilo" em relação ao caso e declarou que a empresa agiu de boa-fé, possuindo documentação que comprovaria a regularidade da operação. O caso foi repercutido pelo Calila Notícias, parceiro do Bahia Notícias.
O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) afirmou neste domingo (19) que solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a adoção de medidas cautelares contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. O pedido foi anunciado após reportagem do Estadão informar sobre a tentativa de venda de um terreno pertencente ao parlamentar petista, avaliado em cerca de R$ 15 milhões.
Segundo Leandro, a medida seria necessária para evitar eventual risco de fuga enquanto avançam as investigações relacionadas ao chamado caso Master, no qual Wagner tem sido citado durante as apurações. “Diante da gravidade dos fatos que vêm sendo apurados e das novas informações divulgadas, solicitei ao ministro André Mendonça que determine o uso de tornozeleira eletrônica por Jaques Wagner”, declarou o deputado.
O parlamentar também afirmou que a negociação do imóvel reforça, em sua avaliação, a necessidade de acompanhamento rigoroso por parte das autoridades e questionou se o senador estaria tentando se desfazer de provas.
Um dia após ser alvo de busca e apreensão da Polícia Federal por suspeita de recebimento de propina do Banco Master, o senador Jaques Wagner (PT) tentou efetivar a venda de um terreno de 51 mil m² na Região Metropolitana de Salvador por R$ 15,8 milhões. Segundo reportagem do Estadão, a transferência da propriedade, no entanto, foi barrada às pressas pelo cartório de Camaçari (BA), que cumpriu uma ordem de bloqueio de bens emitida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Outra transação barrada por decisão do ministro André Mendonça envolve o prefeito baiano Marcelo Passos (União), de Conceição do Coité, que comprou o apartamento de luxo do senador em Salvador, no Corredor da Vitória, por R$ 10 milhões. Essa segunda transação havia sido protocolada uma semana antes da operação da PF.
Somadas, as vendas chegam a R$ 25,8 milhões, dos quais Wagner já conseguiu receber ao menos R$ 12 milhões, mesmo com as escrituras travadas pela Justiça. O prefeito assegura que os pagamentos do apartamento foram em depósitos bancários, no valor referente ao apartamento.
A cronologia dos fatos investigados aponta para uma possível tentativa de repasse patrimonial em meio à crise jurídica. Em 18 de junho de 2026, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra Jaques Wagner na 9.ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga propinas do Banco Master. No dia seguinte, a defesa do senador vai até o 1.º Ofício de Registro de Imóveis de Camaçari para protocolar a escritura e transferir o terreno de R$ 15,8 milhões. O registro, porém, foi travado após a chegada da ordem de indisponibilidade de bens assinada pelo ministro André Mendonça. Com isso, Wagner não pôde passar a propriedade adiante.
O terreno em questão havia sido comprado por Wagner no ano 2000 por apenas R$ 28 mil. Corretores da região estimam que o valor de mercado atual da área seja de no máximo R$ 12 milhões, bem abaixo dos R$ 15,8 milhões acordados na venda. A área seria repassada a um empreendimento imobiliário associado ao Grupo City (dono da SAF do Esporte Clube Bahia).
Marcelo Passos de Araújo confirmou a transação do apartamento e se declarou "terceiro de boa-fé". Ele enviou uma petição ao STF e aos cartórios pedindo a liberação dos imóveis, argumentando que os negócios foram firmados no final de 2025 e quitados em abril de 2026, antes da operação da PF vir a público. “Tenho um nome a zelar. Essa transação foi feita dentro da mais absoluta legalidade. Os pagamentos foram feitos diretamente na conta de Jaques Wagner”, afirmou o prefeito.
O advogado do senador, Pablo Domingues, negou qualquer irregularidade, mas evitou explicar os detalhes e os motivos da urgência na venda do terreno logo após a chegada da PF. “A defesa esclarece que ele não se manifestará sobre condutas que não sejam sobre sua campanha eleitoral. Não há mínima irregularidade e nem nada a esconder”, disse.
O desgaste das investigações e o bloqueio dos bens forçaram a saída de Jaques Wagner do posto de líder do governo Lula no Senado por pressão do Palácio do Planalto. O petista, contudo, mantém sua pré-candidatura à reeleição em 2026.
Ao BN, o senador encaminhou nota apontando que "a venda do imóvel é resultado de uma negociação iniciada em 2024 e formalizada em 2025 pelo City Football Group, conforme demonstram os documentos". "O acordo previa a permuta do imóvel por lotes do empreendimento e o pagamento antecipado de R$ 2 milhões, valor devidamente declarado, com o recolhimento do imposto sobre o ganho de capital (DARF pago em 30/06/2025). A escritura pública foi lavrada em maio de 2026, preservando a natureza da operação como uma permuta", complementa a nota.(Atualizado às 10h25)
O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) protocolou, nesta sexta-feira (17), uma notícia de fato na Procuradoria Regional Eleitoral da Bahia contra o senador Jaques Wagner (PT) por suposta propaganda eleitoral antecipada durante o evento Programa de Governo Participativo (PGP), realizado em Itabuna.
Na representação, o parlamentar afirma que Wagner teria feito pedidos explícitos de voto antes do início oficial da campanha eleitoral. Segundo o documento, o senador declarou que era necessário eleger o ex-governador Rui Costa (PT) para o Senado, afirmou que também precisava de "um votinho" para sua candidatura e incentivou o público a escolher candidatos a deputado estadual, além de mencionar a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Conforme a representação, a legislação autoriza atos de pré-campanha, como a apresentação de propostas e pré-candidaturas, mas veda pedidos explícitos de voto antes do período oficial de propaganda. Além de Jaques Wagner, o deputado solicita que o Ministério Público Eleitoral apure eventual responsabilidade de Rui e Jerônimo, apontados como possíveis beneficiários das manifestações feitas durante o evento.
Entre os pedidos encaminhados à Procuradoria Regional Eleitoral estão a abertura de procedimento investigatório, a apuração de possível violação aos artigos 36 e 36-A da Lei nº 9.504/1997 e a adoção de medidas judiciais para retirar das plataformas digitais o vídeo com o discurso, caso a Justiça Eleitoral reconheça a existência de propaganda antecipada.
A Procuradoria Regional Eleitoral da Bahia irá analisar a notícia de fato e decidir se instaura investigação e quais providências serão adotadas. O Bahia Notícias entrou em contato com a assessoria do senador Jaques Wagner para solicitar posicionamento sobre a representação, mas a equipe informou que o petista não irá se manisfestar.
CONFIRA A FALA DE JAQUES WAGNER:
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta quarta-feira (15), que faz críticas frequentes ao senador Jaques Wagner (PT-BA) e ao ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), ao comentar as investigações sobre supostas relações entre integrantes do PT e o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. A declaração foi dada durante entrevista ao Flow News.
Ao responder a questionamentos sobre o tema, Flávio negou que evite abordar o caso e afirmou que costuma relacionar Wagner e Rui Costa às apurações envolvendo a instituição financeira. "Eu esculhambei ele. Eu falei da Bahia, eu falo de Rui Costa, eu falo de Jaques Wagner a todo momento. Ele subiu na tribuna para falar mal de mim, para responder. Não tem dificuldade, não", declarou.
Durante a entrevista, o senador voltou a defender a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master. Segundo ele, a comissão deveria ouvir Daniel Vorcaro e o empresário baiano Augusto Lima, apontado por Flávio como ligado a Wagner e Rui.
"Eu quero a CPI do Banco Master, sim. Quero o Augusto Lima e o Vorcaro sentados nessa CPI. O núcleo do PT inteiro está envolvido nessa sacanagem começando na Bahia, com esse Augusto Lima", afirmou.
Flávio também rebateu comparações entre o investimento do Banco Master na cinebiografia de Jair Bolsonaro e as suspeitas envolvendo integrantes do governo federal. Segundo ele, o aporte para o filme foi uma relação privada, enquanto classificou como "crime" uma suposta promessa de favorecimento ao banco atribuída ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao senador Jaques Wagner e ao ministro Rui Costa.
ASSISTA:
A maior parte dos brasileiros não sabia sobre as investigações envolvendo o senador baiano Jaques Wagner (PT) no âmbito da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, mas acredita que o petista agiu de forma errada. Isso é o que apontam os dados da pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15).
A pesquisa questiona inicialmente aos entrevistados sobre o domínio deles sobre o assunto. Na ocasião, 31% disseram que sabiam da investigação envolvendo o ex-governador e estavam bem informados, outros 15% responderam que sabiam mas não estavam bem informados sobre o tema. Por outro lado, a maioria dos entrevistados, 54%, disseram que não sabiam sobre o ocorrido.
A 9ª fase da Operação Compliance Zero, ocorreu no dia 18 de junho, no cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no âmbito do esquema de irregularidades do Banco Master no sistema financeiro nacional. Entre os alvos estavam o senador Jaques Wagner e o empresário Augusto Lima, no Congresso Nacional.
Quando questionados sobre a avaliação das ações de Jaques Wagner, a maioria dos brasileiros, cerca de 61%, disseram acreditar que Jaques Wagner agiu de forma errada na relação com o Master. Apenas 11% acreditam que ele não agiu de forma errada e outros 28% disseram não saber ou não responderam.
A pesquisa Quaest falou com 2.004 pessoas por meio de entrevistas face a face, possui uma margem de erro de dois pontos percentuais e uma confiança de 95%. A coleta ocorreu entre os dias 10 a 13 de julho. O público alvo foram brasileiros em idade eleitoral, ou seja, com 16 anos ou mais. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-071181/2026.
O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) voltou a subir o tom no embate com o senador Jaques Wagner (PT) após as críticas recebidas por retirar a placa de inauguração da BA-649, no sul da Bahia. Em nota divulgada nesta sexta-feira (10), o parlamentar afirmou considerar uma "honra" ser alvo de ataques do petista e direcionou novas acusações ao adversário.
A troca de declarações ocorre após Wagner afirmar que Leandro "não tem nada na cabeça" ao comentar o episódio envolvendo a Rodovia Gabriela. Em resposta, o deputado disse que prefere ser criticado por alguém que, segundo ele, está sendo investigado pela Polícia Federal. "Eu jamais gostaria de receber elogios de alguém que hoje é investigado pela Polícia Federal. Se ele me critica, significa que estou no caminho certo", declarou.
Leandro também afirmou que o senador deveria priorizar explicações sobre o caso envolvendo o Banco Master, em vez de criticar sua atuação. "Os baianos esperam respostas sobre os problemas do estado, enquanto o senador prefere atacar quem denuncia obras inauguradas sem estarem plenamente concluídas", disse.
No trecho mais duro da manifestação, o parlamentar voltou a atacar Wagner e afirmou: "O que Wagner deveria se preocupar era com explicações sobre o caso Master e não com uma placa retirada por um deputado que refletiu o que o povo está achando deste partido que vem destruindo a Bahia há 20 anos. A prisão te espera, Wagner, com fé em Deus".
A polêmica teve início após Leandro de Jesus retirar a placa de inauguração da primeira etapa da BA-649, alegando que a obra havia sido entregue sem estar totalmente concluída. Em seguida, a Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra) registrou boletim de ocorrência contra o deputado por furto da placa e informou que a rodovia foi inaugurada por etapas, com parte das intervenções ainda em execução.
Além disso, o líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Rosemberg Pinto (PT), acionou o Conselho de Ética da Casa e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) contra o parlamentar por suposto dano ao patrimônio público.
Para os desavisados, o silogismo é a estrutura básica do raciocínio dedutivo na lógica aristotélica. Por base, ela consiste em um argumento formado por três proposições, de forma interligada: duas premissas - uma geral e uma específica - que conduzem a uma conclusão. Essa tem sido a aposta do PSD para emplacar o ex-vereador de Salvador Edvaldo Brito na suplência do senador Jaques Wagner (PT).
O espaço, que ainda segue sendo alvo de forte disputa, principalmente entre o PSD e o PSB. A disputa pela primeira suplência de Wagner envolve atualmente dois nomes que vêm sendo citados nos bastidores políticos: a deputada federal Lídice da Mata, presidente estadual do PSB, e o ex-prefeito de Salvador Edvaldo Brito, ligado ao PSD. Lídice aposta no diálogo direto com Wagner. O movimento teria também relação com uma "volta" da deputada ao Senado como forma de gratidão, além da atuação da parlamentar em Salvador.
Edvaldo tem como âncora o próprio partido. Em ato mais recente, a bancada do PSD na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) divulgou apoio público à indicação de Edvaldo para a vaga.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou, durante a caminhada do 2 de Julho, que a primeira suplência do senador Jaques Wagner (PT) está acordada para o PSD, mas deixa claro que não tem nada fechado até o momento. "Existe um acordo feito com o PSD para que a suplência seja do PSD. Estamos dialogando com Otto [Alencar, presidente do PSD na Bahia] e Wagner está mediando. Estamos no prazo e vamos construir isso com muita naturalidade", disse Jerônimo.
Por isso, a cúpula do partido tem analisado a situação pela lente de Aristóteles: "Se Jerônimo Rodrigues sinalizou ao PSD. O PSD definiu Edvaldo, logo… é Edvaldo". O apontamento tem encontrado ressonância dentro do partido. Veremos se a conclusão será acompanhada de um martelo batido.
O senador Jaques Wagner (PT-BA), conseguiu vitórias recentes na Justiça Eleitoral após ter sido alvo de uma investigação da Polícia Federal, no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga a fraude financeira vinculada ao Banco Master. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) determinou, nos últimos dias, a remoção de publicações que relacionavam Wagner a esquemas de corrupção e ao tráfico de drogas.
As decisões, que são liminares, atenderam a pedidos da Federação Brasil da Esperança, que inclui o PT. Segundo informações da revista Veja, uma das postagens excluídas era do vereador Jamessom (PL), de Camaçari, que publicou um vídeo gerado por inteligência artificial que mostrava Jaques ao lado do governador Jerônimo Rodrigues e do ex-ministro Rui Costa, todos do PT, com dinheiro vivo.
Conforme a reportagem, a desembargadora Patricia Didier escreveu que “a publicação alcançou 35 mil visualizações em dezesseis horas, em perfil com 30,9 mil seguidores, com potencial exponencial de replicação, característico do formato reels”. O entendimento da Justiça foi que “cada hora de permanência amplia dano de difícil reversão à imagem dos pré-candidatos e à higidez do debate eleitoral”.
Já o deputado estadual Capitão Assumção (PL-ES) escreveu que o “bandido achou que a PF era do Lula” e disse que o senador teria ido “choramingar” com o “chefão da máfia” sobre a atuação da Polícia Federal na operação que o atingiu.
“A conduta examinada não se limita à disseminação de uma crítica, mas sim à veiculação de manifestações claramente ofensivas à honra e à imagem, em afronta à legislação eleitoral que veda a propaganda”, diz a decisão.
Uma outra postagem chamou o PT de “Partidos dos Traficantes”.
Sete em cada dez brasileiros acreditam que Jaques Wagner recebeu vantagens indevidas do Banco Master
Novo levantamento realizado pelo instituto AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgado nesta quinta-feira (2), aponta que 74,34% dos brasileiros acreditam que o senador Jaques Wagner (PT) recebeu vantagens econômicas indevidas do Banco Master.
Segundo informações da CNN, a inclusão do nome do parlamentar no questionário ocorreu após a Polícia Federal (PF) instaurar investigação sobre possíveis vínculos financeiros entre o entorno familiar de Wagner, suas empresas e outras figuras ligadas ao liquidado Banco Master.
Segundo as investigações da corporação, foram identificados indícios que apontam para o recebimento de vantagens econômicas de forma direta ou indireta pelo parlamentar, utilizando-se de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas à instituição financeira.
Os dados do levantamento mostram ainda que 9,4% dos entrevistados não acreditam no envolvimento de Jaques Wagner com o banco, enquanto 16,4% declararam-se indecisos sobre o tema.
LIDERANÇA E DEFESA
Após a deflagração da operação da Polícia Federal, o senador deixou o posto de líder do governo no Senado a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em nota oficial enviada ao CNN, o senador baiano ressaltou suas prioridades para o período: "Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado".
A defesa técnica de Jaques Wagner contesta veementemente as acusações. Em nota, os advogados do parlamentar argumentaram a existência de "erros graves" na operação policial e asseguraram que o senador "jamais atuou no Congresso Nacional para favorecer o Banco Master".
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg também mensurou o impacto político do episódio sobre a imagem do Palácio do Planalto. Para 37,8% dos entrevistados, o caso constitui um problema de natureza exclusivamente pessoal do senador. Por outro lado, 35,6% avaliam que o episódio afeta diretamente o presidente Lula, enquanto 23,5% acreditam que o caso afeta parcialmente o mandatário. O percentual de indecisos nessa questão somou 3%.
Apesar do afastamento estratégico de Wagner da liderança governamental, o presidente Lula cumpriu agenda oficial ao lado do senador na última quarta-feira (1º), na Bahia. Na ocasião, o presidente defendeu publicamente o aliado, a quem se referiu como um "irmão". Em resposta, Jaques Wagner reafirmou que segue "firme" na sustentação e defesa do nome de Lula para o pleito eleitoral deste ano.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg ouviu 4.999 eleitores entre os dias 26 e 30 de junho. A margem de erro estimada é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, sob um intervalo de confiança de 95%. O estudo foi financiado com recursos próprios do instituto de pesquisa e encontra-se devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04582/2026.
Confira a pesquisa completa:
O senador Jaques Wagner (PT-BA) e o governador Jerônimo Rodrigues anunciaram nesta sexta-feira (3), em Salvador, um pacote de investimentos nas áreas de educação, saúde, infraestrutura, desenvolvimento urbano e segurança hídrica para 165 municípios da Bahia. Entre os destaques está a entrega de 29 escavadeiras hidráulicas, viabilizadas por emenda parlamentar de Wagner no valor de R$ 15 milhões.
"O volume de recursos impressiona até a mim. Hoje, ao todo, são mais de R$ 6 bilhões em investimentos assinados. O governo Jerônimo é uma locomotiva da mudança", destacou o senador.
As escavadeiras serão destinadas à Federação dos Consórcios Públicos da Bahia, com uma máquina para cada um dos 29 consórcios intermunicipais do estado, entre eles Chapada Forte, Portal do Sertão, Consisal, Ciapra e Velho Chico.
A ação é coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional e tem como objetivo dar suporte aos municípios para obras de infraestrutura, manutenção de estradas vicinais, segurança hídrica e apoio à agricultura familiar.
"É isso que o povo espera e é isso que a gente vem fazendo ao longo dos últimos 20 anos: a mudança contínua no dia a dia, a mudança para melhor", finalizou Wagner.
O senador e ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT-CE) deve assumir, na próxima terça-feira (7), a liderança da bancada do PT no Senado. A definição ocorre após o parlamentar ter sido cotado para comandar a liderança do governo na Casa, cargo que acabou ficando com a senadora Teresa Leitão (PT-PE).
Com a nova função, Camilo deverá acumular a articulação da bancada petista no Senado com a coordenação da campanha do PT no Ceará, um dos principais redutos eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No estado, a disputa ocorre em meio ao cenário de enfrentamento político com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB).
Nos bastidores do Palácio do Planalto, Camilo chegou a ser apontado como um dos favoritos para substituir o senador Jaques Wagner (PT-BA) na liderança do governo no Senado. O nome do parlamentar ganhou força em razão da boa relação com integrantes da base aliada e da proximidade com o presidente Lula, mas a escolha recaiu sobre Teresa Leitão.
Interlocutores do PT afirmam que, à frente da bancada no Senado, Camilo terá papel estratégico na articulação das pautas do governo, especialmente às vésperas do período eleitoral.
No Ceará, o senador seguirá como principal coordenador das campanhas de reeleição do presidente Lula e do governador Elmano Freitas. Aliados avaliam que a combinação das duas funções amplia o protagonismo de Camilo na estrutura nacional do PT.
Com mandato no Senado até 2030, Camilo Santana não disputará cargo eletivo neste ano, o que, segundo aliados, lhe permitirá dedicar-se tanto à articulação política no Congresso quanto à coordenação da campanha no estado.
Em entrevista concedida à imprensa nesta sexta-feira (3) no bairro da Calçada, em Salvador, Jaques Wagner (PT) minimizou os episódios de hostilidades e manifestações políticas ocorridos durante as comemorações do 2 de Julho e classificou as manifestações como "guerra de torcidas" típica de anos eleitorais.
Para o pré-candidato e nome ligado ao caso Master por meio do banqueiro Augusto Lima, a data festiva é maior do que as disputas partidárias, destacando a recente sanção presidencial que tornou Salvador a capital simbólica do país durante a efeméride.
"Uma vaia daqui, um aplauso dali, eu acho que é normal. O 2 de julho pra mim é maior do que isso tudo, ainda mais esse ano que ele virou uma referência nacional com a sanção pelo presidente Lula da transferência da capital do Brasil para Salvador no 2 de julho. Agora a guerra política é guerra política. Pra mim, é o normal do que acontece todo ano eleitoral", alega o senador.
Ao ser questionado sobre o vídeo publicado pelo ex-ministro João Roma (PL), no qual este acusa o ex-governador Rui Costa de xenofobia por questionar sua identidade baiana, Wagner adotou um tom moderado. O senador, que é natural do Rio de Janeiro, minimizou a polêmica, atribuindo as falas ao "calor da disputa eleitoral".
Reveja o vídeo:
??João Roma acusou Rui Costa de xenofobia por falar que ele não é daqui.
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) July 3, 2026
Confira ?? pic.twitter.com/EURzkj2Apw
"É o calor, até para o que eu diga, é o calor do 2 de julho, todo mundo com a cabeça quente. Eu vivo aqui há 52 anos, não sei quanto tempo Roma está aqui. Mas, na medida em que o cara está legalizado, eleitoralmente ele pode ser candidato. Eu acho que não é por aí, é o calor da disputa eleitoral", responde Wagner.
O senador também rebateu com firmeza as críticas da oposição, ligada à prefeitura de Salvador, sobre o cronograma de construção da ponte Salvador-Itaparica. Para Wagner, as queixas refletem o descontentamento dos adversários com a viabilização do projeto.
"Eu acho que eles estão nervosos de ver que a ponte virou uma realidade, como o metrô virou uma realidade, o VLT virou uma realidade. Por que eles estão nervosos que o pilar está sendo construído, colocado? Por mais dois, três meses, você vai ver a ponte avançando e aí vai calar a boca de quem não acreditou na realidade importante que vai ser a ponte Salvador-Itaparica. É, para mim, desespero", conclui o senador.
O parlamentar, antiga liderança do governo no Senado Federal, prevê que o avanço dos pilares da ponte de Salvador a Itaparica vai "calar a boca de quem duvidou" nos próximos meses, o que, segundo ele, encerrará as contestações técnicas e políticas sobre a viabilidade da obra.
Vitória petista nas urnas no âmbito estadual e federal, isso ainda no primeiro turno. Foi assim que o deputado federal Valmir Assunção (PT) projetou o resultado da eleição geral agendada para outubro de 2026. Em entrevista ao Bahia Notícias, o deputado do PT ainda defendeu o senador Jaques Wagner (PT), investigado pela PF na 9ª fase da Operação Compliance Zero.
Presente nos festejos de 2 de Julho, o deputado federal comentou sobre as recentes entregas na Bahia, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparecendo ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na entrega do Teatro Castro Alves e no evento de início das construções da Ponte Salvador-Itaparica, além da inauguração de uma maternidade na cidade de Alagoinhas, gerida por Gustavo Carmo (PSD).
Para o político, estes projetos devem ser decisivos para uma vitória rápida da gestão governista na Bahia e no Brasil. "Por toda essa entrega, devemos ganhar ainda no primeiro turno", afirmou Valmir.
Perguntado sobre o peso do Caso Master para a chapa governista, Valmir Assunção acusou o centrão de criar narrativas que situam Jaques Wagner no caso e que a PF deveria redirecionar suas investigações para políticos do centrão. "Fizeram de tudo para colocar Wagner no centro disso, mas quem o conhece sabe que ele jamais faria isso", afirmou o deputado. "Jaques Wagner é patrimônio da Bahia e devemos zelar por ele", completou Assunção.
Também citado em relatório da PF durante fases anteriores, ACM Neto (União) foi mencionado por Valmir como um dos políticos que deveria estar na mira das investigações. Segundo Assunção, o ex-prefeito da capital baiana estaria tão envolvido quanto a família Bolsonaro na fraude bilionária do Banco Master.
O deputado ainda argumentou que Wagner não se opôs à CPI proposta para investigar a fundo o escândalo do Master. "Ele não tinha problema algum, muito menos envolvimento com o caso", sugeriu Valmir.
O senador Jaques Wagner (PT) foi recebido com vaias ao ser reconhecido pela população durante a caminhada do 2 de Julho, realizada nesta quinta-feira do Largo da Lapinha até o Campo Grande, em Salvador.
A reação do público ocorre semanas após a deflagração da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que teve Wagner entre os alvos, gerou desgaste em sua imagem e o levou a deixar a liderança do governo Lula (PT) no Senado.
Veja o vídeo:
?? Wagner é recebido com vaias na caminhada do 2 de Julho em Salvador pic.twitter.com/KJ5mmWjsTU
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) July 2, 2026
Entre os cartazes vistos no percurso, estavam frases relacionando o senador ao ex-banqueiro do Banco Master, Daniel Vorcaro.
A previsão de gastos do Governo da Bahia com juros da dívida mais que dobrou durante a gestão Jerônimo Rodrigues (PT) e chegou ao maior patamar da série histórica disponível nos documentos orçamentários do Estado, iniciada em 2007.
Segundo levantamento feito com base nas Leis Orçamentárias Anuais (LOAs), o valor reservado para juros e encargos da dívida saiu de R$ 864 milhões em 2023 para R$ 1,9 bilhão na proposta orçamentária de 2026. A alta é de 116% em quatro anos.
Na prática, isso significa que o governo prevê gastar muito mais dinheiro apenas com o custo da dívida. Não se trata do pagamento do valor principal que o Estado deve, mas dos juros cobrados sobre essa dívida — como acontece quando uma pessoa, empresa ou governo toma dinheiro emprestado e precisa pagar encargos ao longo do tempo.
Em valores absolutos, a previsão de gastos com juros aumentou mais de R$ 1 bilhão entre 2023 e 2026. O avanço no governo Jerônimo supera os períodos anteriores analisados.
Juros da dívida por governo:
- Jaques Wagner: R$ 671,8 mi → R$ 546,5 mi | queda de 18,66%
- Rui Costa: R$ 608 mi → R$ 769,1 mi | alta de 26,51%
- Jerônimo Rodrigues: R$ 864,9 mi → R$ 1,868 bi | alta de 116,03%
O aumento ocorre porque o custo da dívida tende a crescer quando o Estado contrata novos empréstimos, quando o volume total da dívida aumenta ou quando contratos antigos ficam mais caros por causa de juros, inflação ou variação cambial. Em resumo: quanto maior ou mais cara fica a dívida, mais dinheiro o governo precisa separar para pagar seus encargos.
No caso da Bahia, os próprios documentos orçamentários mostram que o Estado segue recorrendo a operações de crédito, que são empréstimos tomados pelo governo para financiar investimentos e despesas previstas no orçamento. A LOA de 2023 previa R$ 1,395 bilhão em operações de crédito. Na proposta de 2026, esse valor sobe para R$ 1,910 bilhão.
Além disso, desde o início do mandato, Jerônimo Rodrigues intensificou os pedidos de autorização para novos empréstimos junto à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Com novo pedido de R$ 5,5 bilhões encaminhado em 2026, o governo chegou ao 24º pedido de empréstimo, somando cerca de R$ 32,2 bilhões em solicitações.
Parte dessas operações ainda depende de contratação efetiva e nem todo o valor representa dívida direta já assumida pelo Estado. Em alguns casos, como no empréstimo de até R$ 5,49 bilhões para a Embasa, o governo atua como garantidor da operação. Ainda assim, o volume de pedidos ajuda a explicar a preocupação com o avanço dos gastos futuros ligados ao endividamento.
Esse tipo de empréstimo pode viabilizar obras e programas, mas também cria compromissos para os anos seguintes. Depois que o dinheiro é contratado, o Estado precisa pagar não apenas o valor tomado, mas também juros e outros encargos. A alta também aparece no comparativo mais recente. De 2025 para 2026, a previsão para juros e encargos da dívida passou de R$ 1,358 bilhão para R$ 1,868 bilhão, crescimento de 37,55% em apenas um ano.
Embora a LOA de 2023 tenha sido aprovada ainda no fim de 2022, antes da posse de Jerônimo Rodrigues, ela corresponde ao primeiro orçamento executado pela atual gestão. Já a proposta de 2026 é a última prevista antes do encerramento do mandato. Com isso, os gastos previstos com juros da dívida no governo Jerônimo não apenas superam os governos anteriores, como atingem o maior valor já registrado na série histórica das LOAs analisadas.
O senador Jaques Wagner confirmou que deve participar do tradicional desfile da Independência do Brasil na Bahia, em Salvador, que ocorre nesta quinta-feira (2). Em entrevista ao Bahia Notícias nesta segunda-feira (29), o parlamentar destacou que “o 2 de julho é uma parada obrigatória”.
Wagner tem estado no centro das discussões políticas na Bahia e em Brasília após ter sido alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de irregularidades do Banco Master no sistema financeiro nacional. Na última semana, o petista chegou a ser afastado da liderança do governo petista no Senado após a revelação de sua relação com o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.
Sobre o desfile de 02 de julho, que, tradicionalmente, é referido como marco político das pré-campanhas eleitorais, Wagner destaca que “olha, o 2 de julho é uma tradição nossa, evidentemente no ano eleitoral sempre esquenta um pouquinho as torcidas organizadas, mas para mim o 2 de julho é a festa maior dos baianos”.
Segundo ele, a tradição histórica é mais importante. “É um direito de cada um fazer sua torcida, mas o mais importante é a gente reverenciar os heróis da independência do Brasil aqui na Bahia”, sustenta. “Então, para mim, o 2 de julho é uma parada obrigatória”, conclui.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Alexandre de Moraes
"Somado à escolha seletiva do levantamento somente de parte dos procedimentos e o direcionamento subjetivo de um dos interessados de quais documentos".
Disse o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao encaminhar um ofício ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, no qual cita uma "escolha seletiva" na retirada do sigilo, por André Mendonça, dos inquéritos e procedimentos ligados ao Banco Master.