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Artigos

Nelson Cadena
O Ruidoso Silêncio no Centenário de Ariovaldo Matos
Foto: Acervo pessoal

O Ruidoso Silêncio no Centenário de Ariovaldo Matos

Transcorre, segunda feira (24/08) em silêncio — um ruidoso silêncio, um barulhento silêncio, um estrepitoso silêncio — o centenário de nascimento do jornalista, escritor, dramaturgo, publicitário__ foi redator da Publivendas__ e militante político Ariovaldo Matos.

Multimídia

Delliana Ricelli chama aprovação automática nas escolas da Bahia de “uma das coisas mais odiosas”

Delliana Ricelli chama aprovação automática nas escolas da Bahia de “uma das coisas mais odiosas”
A candidata ao Senado Federal pela Bahia, Professora Delliana Ricelli (PSOL), classificou a medida como uma das práticas mais “odiosas” no ambiente escolar. A educadora defendeu uma reformulação no ensino da Bahia.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

jaques wagner

VÍDEO: Jaques Wagner detalha uso de emendas: "Não vou fazer um pingadinho para um e não vou fazer para outro"
Foto: Reprodução

O senador e pré-candidato à reeleição Jaques Wagner (PT) negou, durante reunião com prefeitos da base aliada e lideranças políticas do grupo, a possibilidade de distribuir emendas parlamentares igualmente entre todos os municípios baianos em que é votado. Segundo ele, não é possível fazer um "pingadinho", como chama esse tipo de distribuição, para os 417 municípios nos quais recebe votos.

 

Wagner explicou como tem usado as emendas nesse período. Ele afirmou que, em vez de pulverizar os recursos, optou por concentrar parte do dinheiro em aliados estratégicos, caso do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

 

"Eu sou votado em 417 municípios. Eu não vou fazer um pingadinho para um e não vou fazer para outro. E o dinheiro que tem não dá para 417. Eu optei por outro caminho. Disse a Jerônimo: a minha emenda eu boto toda para você, e toda coisa que ele faz tem um pedaço do dinheiro que seu amigo botou", disse o senador em encontro com prefeitos.

 

Confira momento obtido pelo Bahia Notícias:

 

TRE-BA multa Jaques Wagner em R$ 10 mil por propaganda eleitoral antecipada
Foto: Divulgação

O senador Jaques Wagner (PT) foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) ao pagamento de multa de R$ 10 mil por propaganda eleitoral antecipada. A ação teve origem em uma denúncia apresentada pelo deputado estadual Leandro de Jesus (PL-BA). O caso envolve uma plenária do Programa de Governo Participativo (PGP), realizada em 16 de julho, em Itabuna, no sul da Bahia.

 

Durante o evento, Wagner declarou que o grupo político precisava “eleger Rui Costa senador” e afirmou que também precisava de “um votinho” para conseguir a eleição. O senador ainda pediu apoio aos candidatos a deputado estadual ligados ao grupo. Na decisão, o juiz auxiliar Mhércio Cerqueira Monteiro entendeu que as declarações ultrapassaram os limites permitidos pela legislação durante a pré-campanha.

 

Segundo o magistrado, a fala “papai aqui também precisa de um votinho para poder se eleger” configurou um pedido direto de votos para o próprio Wagner. A Procuradoria Regional Eleitoral havia apresentado representação contra Wagner, Rui Costa e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) após a provocação feita pelo parlamentar.

 

Além da penalidade financeira, o TRE-BA ordenou que o vídeo do evento seja removido definitivamente do canal de Jerônimo Rodrigues no YouTube. A gravação não poderá ser republicada ou redistribuída. A plataforma terá 24 horas para cumprir a determinação. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 1 mil.

 

CONFIRA A FALA DE JAQUES WAGNER:

VÍDEO: Em mea culpa, Wagner admite erro ao preterir Lídice da Mata na disputa ao Senado em 2018
Foto: Divulgação / Lídice da Mata

O senador Jaques Wagner (PT) utilizou a inauguração do comitê eleitoral da deputada federal e candidata à reeleição Lídice da Mata (PSB), nesta quarta-feira (20), para fazer um reconhecimento histórico e um afago público à aliada. Em seu discurso, Wagner classificou como um "erro de condução" a decisão do grupo governista baiano de rifar Lídice da chapa majoritária nas eleições de 2018, quando a vaga ao Senado que ela ocupava foi repassada a Angelo Coronel à época no PSD.

 

Na época, a articulação liderada pela cúpula governista na Bahia precisou acomodar o PSD do senador Otto Alencar e entregou a segunda vaga ao Senado na chapa de Rui Costa (PT) para Angelo Coronel, então presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Lídice, que buscava a reeleição para o Senado, acabou tendo que disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

 

Em sua fala, Wagner não apenas admitiu o equívoco, como também alfinetou a postura política de quem acabou ocupando o espaço na chapa. "Foi nossa senadora, aliás, a primeira e única até agora senadora. Na minha opinião, e ela sabe disso, por um erro de condução, o grupo não a manteve como senadora, o que deveria ter mantido. E não sei se Deus ou as linhas da política acabaram nos esfregando na cara que o equívoco de 2018 trouxe um processo pra cá: alguém que traiu o grupo e foi para o lado de lá", declarou Wagner, referindo-se a Coronel, que em 2026 aderiu ao grupo de oposição.

 

 

EXALTAÇÃO À HISTÓRIA DE LÍDICE

Além da retratação sobre 2018, o senador petista fez questão de exaltar a trajetória de Lídice da Mata, relembrando o período em que ela foi prefeita de Salvador (1993-1996) e a forte oposição que enfrentou do grupo carlista, que à época detinha a hegemonia política no estado.

 

Wagner lembrou que Lídice chegou ao cargo "por decisão da maioria do povo de Salvador", e não por decreto, e destacou a "crueldade" dos adversários da época, que tentaram asfixiar sua gestão. "A intolerância, o preconceito, o ódio plantado dos que governavam a Bahia, com um chicote numa mão e dinheiro na outra, tentaram interditar o exercício do mandato (...) Mas não adiantou, as marcas de Lídice ficaram no coração e na mente de muitos soteropolitanos", afirmou.

 

Para coroar a demonstração de prestígio da candidata do PSB, Wagner revelou que a inauguração do espaço de Lídice foi o primeiro comitê de campanha a contar com sua presença física nesta eleição. "Quero confessar pra você, Lídice (...) que esse aqui é o primeiro comitê de lançamento de candidatura que eu participo pessoalmente. Agora a fila vai crescer e eu vou ter que me virar", brincou o senador, reafirmando o peso da deputada dentro da base aliada.

PDT prepara carta com propostas para Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner
Foto: Júnior Lopes / Divulgação

O diretório estadual do PDT realizou, na noite desta segunda-feira (17), um encontro entre candidatos da legenda a deputado estadual e federal e os postulantes ao Senado da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT). A reunião ocorreu no Classic Bahia Hotel, no bairro da Pituba, em Salvador.

 

Segundo o partido, cerca de 90 integrantes participaram do encontro, que teve como objetivo promover a aproximação entre os candidatos pedetistas e a chapa majoritária. Durante a reunião, Wagner e Rui falaram sobre a trajetória política e os desafios da campanha eleitoral, além de defenderem a unidade entre os partidos aliados.

 

O evento foi conduzido pelo presidente estadual do PDT e candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados, Félix Mendonça Júnior, e pelo presidente do partido em Salvador e candidato a deputado estadual, Luciano Pinheiro.

 

Também participaram os prefeitos de Euclides da Cunha, Heldinho Macedo (PDT), e de Pedrão, Marcílio Menezes (MDB), o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Edson Porto, além de dirigentes partidários e representantes de movimentos ligados à legenda.

 

Durante o encontro, Félix Mendonça Júnior anunciou que o PDT pretende realizar uma nova reunião nos próximos dias para elaborar uma carta com propostas e prioridades da sigla. O documento deverá ser entregue ao governador Jerônimo Rodrigues e aos candidatos ao Senado apoiados pelo partido.

 

Segundo Félix, a iniciativa busca ampliar a integração entre os candidatos proporcionais do PDT e a chapa majoritária. “Agora vamos construir, de forma coletiva, uma carta com propostas e prioridades do PDT para entregar ao governador e aos nossos candidatos ao Senado”, afirmou.

 

Idealizador da reunião, Luciano Pinheiro defendeu a unificação do discurso entre os candidatos do partido e os integrantes da chapa apoiada pela legenda. Ele afirmou que a estratégia é reforçar, durante a campanha, a vinculação do PDT ao grupo político liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Jaques Wagner, por sua vez, destacou o desempenho eleitoral de Lula na Bahia e afirmou que o grupo pretende ampliar a votação do presidente no estado. Rui Costa avaliou que o PDT tem possibilidade de ampliar sua representação na Assembleia Legislativa da Bahia e citou ações realizadas pelos governos petistas no estado, especialmente nas áreas de infraestrutura, educação e saúde.

 

Na parte final do encontro, candidatos do partido também fizeram uso da palavra e defenderam uma atuação conjunta entre os postulantes aos cargos proporcionais e os integrantes da chapa majoritária. A direção do PDT informou que um novo encontro deverá ser realizado para consolidar as propostas que farão parte do documento.

Adolpho Loyola assume campanha de Jerônimo após divergência entre aliados
Foto: Adriel Francisco/ Divulgação

O secretário de Relações Institucionais da Bahia (Serin), Adolpho Loyola, deixou o cargo, nesta terça-feira (18). Loyola foi exonerado da pasta para assumir a coordenação geral da campanha à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT). 

 

O anúncio da exoneração do petista foi publicado na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça. O órgão será liderado pelo chefe de gabinete, Jonival Lucas. A mudança chega após o Bahia Notícias divulgar sobre uma divergência na escolha do coordenador de campanha da reeleição de Jerônimo em 2026. 

 

Isso porque, o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa é apontado como uma figura que estaria em divergência da "unanimidade" em torno de Adolpho Loyola na coordenação da campanha. 


De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, com integrantes do grupo, presentes e que acompanharam o pós-reunião, entre os "votantes", Rui foi o único que não endossou o nome de Adolpho

 

Apesar de não ter espaço para "contrapor" a decisão pelo nome de Loyola, Rui fez questão de sinalizar que seu "voto" não seria no "quase" ex-secretário (a exoneração de Loyola ainda não formalizada). O ato desencadeou uma série de suspeitas entre os presentes e para todo o grupo aliado. 


De forma até "tímida", Rui indicou que preferia que a coordenação da campanha ficasse a cargo de seu primeiro suplente, o presidente estadual do Avante Ronaldo Carletto, que também estava no encontro. O voto "contrário" criou algumas avaliações internas, das mais variadas. Entre elas, mais um round da disputa entre Rui Costa e o senador Jaques Wagner. 

 

Na avaliação de algumas lideranças, Rui teria, de forma indireta, transferido "a responsabilidade" da organização da campanha de Jerônimo. "Rui agora passa para o grupo de Wagner a responsabilidade. Se der certo, Wagner cresce ainda mais, porém, se tiver algum problema...", apontou um aliado próximo buscado pela reportagem. Do lado do senador Jaques Wagner, apesar de não ter uma resposta direta para o "voto contrário", a promessa é de um eventual segundo governo Jerônimo repaginado. 

 

Em 2022, a chegada de Loyola à equipe de coordenação da campanha de Jerônimo foi considerado um dos marcos do processo eleitoral que alavancou o então candidato nos últimos dois meses que antecederam o pleito. Além dele, nomes como Diogo Medrado e Éden Valadares, então presidente do PT-BA, também foram destacados como corresponsáveis pela ascensão de Jerônimo nas pesquisas.

 Rui diverge da "unanimidade" por Adolpho Loyola na coordenação da campanha e escancara acirramento no grupo; entenda
Foto: Divulgação

A definição do novo coordenador-geral da campanha à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, não passou despercebida para algumas lideranças políticas do governo. Em reunião do conselho político na última semana, Adolpho foi chancelado para o posto, porém a definição não foi unânime. 

 

De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, com integrantes do grupo, presentes e que acompanharam o pós reunião, entre os "votantes", Rui foi o único que não endossou o nome de Adolpho. Apesar de não ter espaço para "contrapor" a decisão pelo nome de Loyola, o ex-ministro fez questão de sinalizar que seu "voto" não seria no "quase" ex-secretário (a exoneração de Loyola ainda não formalizada). O ato desencadeou uma série de suspeitas entre os presentes e para todo o grupo aliado. 

 

De forma até "tímida", Rui indicou que preferia que a coordenação da campanha ficasse a cargo de seu primeiro suplente, o presidente estadual do Avante Ronaldo Carletto, que também estava no encontro. O voto "contrário" criou algumas avaliações internas, das mais variadas. Entre elas, mais um round da disputa entre Rui Costa e o senador Jaques Wagner. 

 

Na avaliação de algumas lideranças, Rui teria, de forma indireta, transferido "a responsabilidade" da organização da campanha de Jerônimo. "Rui agora passa para o grupo de Wagner a responsabilidade. Se der certo, Wagner cresce ainda mais, porém, se tiver algum problema...", apontou um aliado próximo buscado pela reportagem. Do lado do senador Jaques Wagner, apesar de não ter uma resposta direta para o "voto contrário", a promessa é de um eventual segundo governo Jerônimo repaginado. 

 

Em 2022, a chegada de Loyola à equipe de coordenação da campanha de Jerônimo foi considerado um dos marcos do processo eleitoral que alavancou o então candidato nos últimos dois meses que anteceram o pleito. Além dele, nomes como Diogo Medrado e Éden Valadares, então presidente do PT-BA, também foram destacados como corresponsáveis pela ascensão de Jerônimo nas pesquisas.

 

Além disso, os desdobramentos desse cabo de guerra ainda podem repercutir para além do espaço no novo governo, mas sim na sucessão do grupo. Tudo isso passa pelas definições nas eleições municipais de 2028, com foco também na capital baiana, já que até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez cobranças públicas para que o grupo gerisse o município. Em 2024, o nome de Geraldo Jr. (MDB), atual vice-governador teve a bênção do senador Jaques Wagner, porém sem sucesso eleitoral. O processo desembocaria em 2030, com o nome para manter o grupo na disputa, onde, naturalmente, caso Jerônimo se reeleja, tem em Adolpho Loyola como possível candidato. 

 

Com Loyola devendo ser exonerado da Serin na próxima semana para se dedicar à disputa, a pasta ficará sob comando do ex-secretário e atual chefe de gabinete, Jonival Lucas. Agora, a batuta da campanha está com Loyola. 

Advogado de Jaques Wagner tem participação no consignado do Master, diz jornal 
Foto: Reprodução - Uol / Agência Senado - Carlos Moura

 

O advogado Ângelo Rezende, que trabalha para o senador Jaques Wagner (PT), é sócio da da empresa responsável por administrar o programa de cartão de crédito consignado do Banco Master. A informação foi divulgada pelo jornal Uol nesta quarta-feira (5). 

 

Segundo a reportagem, o jurista tem participação na empresa por meio de uma cadeia de fundos. A empresa em questão é a PKL One, dona dos direitos de exploração do cartão consignado Credcesta, programa do Master em que há suspeitas de fraudes com aposentados do INSS e servidores de diversos estados. 

 

Quem se apresenta como responsável pela empresa é Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master e apontado pela Polícia Federal como sendo um contato próximo ao senador Jaques Wagner. O advogado Ângelo Rezende não aparece como acionista da PKL One, cujas ações pertencem a um fundo chamado Diamond (antigo Reag34).

 

Dois fundos controlam cerca de metade do Diamond cada um. Um se chama Gardênia; e outro, Fortress. O Gardênia, é detido por diversos fundos. Entre eles está o MMPG, que, no papel, pertence exclusivamente a Ângelo Rezende, advogado de Wagner.

 

O Fortress, por sua vez, é controlado por uma empresa nas Bahamas, a WNT Master Fortress. WNT é o nome da gestora de Valério Marega, apontado pela PF como um dos operadores financeiros do Master.

 

Outro fundo que detém cotas do Gardênia é o Athos, que pertence ao Grupo Entre, de Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, que, supostamente, era um parceiro recorrente de negócios do Banco Master.

"Os números falam por si": João Roma destaca avanço de sua candidatura no interior e critica oposição
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

Começa nesta segunda-feira (3) a sabatina dos candidatos ao Senado e ao governo da Bahia em 2026, como programação especial do podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias. O primeiro convidado e candidato ao Senado pelo PL, ex-ministro João Roma, externou seu otimismo no atual momento da campanha e concluiu que os cidadãos baianos estão decepcionados com a oposição. 

 

Ao ser questionado sobre o rompimento das barreiras provocadas na perpetuação de nomes vinculados ao PL no interior do estado, Roma não demonstra preocupação e argumenta que está “muito animado”. Segundo ele, isso se dá graças à “decepção das pessoas” em relação ao atual governo.

 

“Você vê pessoas com muita esperança no coração de ter realmente uma Bahia restaurada. Os números estão falando por si, não só confirmando aí uma larga vantagem de ACM Neto para o governo do estado da Bahia, como também mostrando o crescimento muito grande, tanto do meu nome como do de Ângelo Coronel”, pontua. 

 

Roma acredita que, embora seus oponentes tenham maior reconhecimento de nome por cargos ocupados anteriormente, esse "recall" não é suficiente para superar a insatisfação da população. O candidato ainda citou Jaques Wagner (PT), que disputa a reeleição ao Senado.

 

“No caso de Jacques Wagner, que nunca teve nenhum protagonismo, você o vê literalmente perdido, só aparecendo no noticiário com notícias que desapontam a nossa população (...) Nesse período em que ele estava no Senado da República, não trouxe alegria para o povo baiano. Pelo contrário, só notícias negativas, notícias que envergonham a Bahia”, conclui.

 

VEJA NO PRISMA:

João Roma diz que erro alterou valor de patrimônio no TSE e cobra abertura de sigilo fiscal de Wagner e Rui Costa
Foto: Max Haack

O presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado, João Roma, afirmou nesta segunda-feira (3) que um erro na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral fez seu patrimônio aparecer com valor superior ao real. Segundo ele, dois itens do Imposto de Renda foram lançados em duplicidade e algumas dívidas também acabaram contabilizadas como patrimônio.

 

“Até eu me surpreendi no dia que vi que saiu uma notícia lá que o patrimônio tinha aumentado 300% em quatro anos, o que não é verdade. Houve um erro, foram lançados em duplicidade dois itens do meu Imposto de Renda”, declarou durante entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias.

 

Roma afirmou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já corrigiu as informações e emitiu uma certidão sobre a alteração. Ele explicou ainda que bens financiados não devem ser considerados integralmente como patrimônio. “Ele computou também, como meu patrimônio, algumas dívidas. Por exemplo, se você compra um carro e aquele carro é financiado, óbvio que aquele item 100% não está no seu patrimônio”, disse.

 

Após a correção, o político calcula que seu patrimônio tenha crescido cerca de 20% ao ano nos últimos quatro anos. Roma também afirmou que os bens apresentados na declaração podem ser identificados e estão relacionados às atividades que exerce. 

 

“No meu imposto de renda você não vai encontrar coisas miraculosas, coisas feitas com varinha de condão. As minhas coisas estão declaradas, você vai lá, você me encontra”, afirmou.

 

Roma também questionou a declaração de bens do ex-governador Rui Costa (PT). Sem apresentar novos documentos durante a entrevista, ele alegou que propriedades atribuídas ao petista não estariam registradas em sua declaração de Imposto de Renda. “Você vê ali a ocultação de bens, porque todos sabem, é só chegar na localidade e dizer: quem habita aqui, quem está vivendo nessa propriedade? As pessoas sabem que aquilo ali é do seu Rui Costa, e não consta no imposto”, afirmou.

 

Ao final, o pré-candidato defendeu que os concorrentes apresentem suas informações patrimoniais de forma transparente e disse estar disposto a abrir mão do sigilo fiscal, caso Jaques Wagner (PT) e Rui Costa façam o mesmo.

 

CONFIRA O PROGRAMA COMPLETO:

Jaques Wagner multiplica patrimônio em mais de 7 vezes durante mandato no Senado; veja declaração de bens de 2026
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Lula Marques / Agência Brasil

O senador Jaques Wagner (PT) registrou um crescimento patrimonial expressivo ao longo de seu mandato no Senado Federal. De acordo com os dados apresentados à Justiça Eleitoral para as eleições de 2026 nesta segunda-feira (3), o patrimônio declarado pelo parlamentar atingiu R$ 24,5 milhões. O montante representa um salto significativo em relação à eleição de 2018, ocasião em que informou possuir R$ 3,3 milhões em bens.

 

Natural do Rio de Janeiro (RJ) e radicado na Bahia, Jaques Wagner tem 75 anos, atuou como técnico em manutenção e é um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no estado.

 

O político exerceu três mandatos de deputado federal, governou a Bahia por dois mandatos consecutivos (2007-2014) e ocupou os cargos de ministro do Trabalho, das Relações Institucionais, da Defesa e da Casa Civil. Eleito senador em 2018, exerce atualmente o papel de líder do governo no Senado Federal.

 


O item de maior valor na declaração do senador foi um crédito no montante de R$ 13.834.129,00, decorrente da venda de um imóvel para o Esporte Clube Bahia e para a empresa Lagoons Empreendimentos SPE Ltda.

 

IMÓVEIS E VEÍCULOS 
Na categoria de bens imóveis, consta ainda um apartamento localizado em Salvador (BA), avaliado em R$ 1.601.769,43 e a posse de 50% de um sítio no município de Andaraí, na Chapada Diamantina, avaliada em R$ 204.440,00.

 

Grande parte do patrimônio do parlamentar está alocada em aplicações financeiras, investimentos de renda fixa, fundos e títulos corporativos. O senador também mantém R$ 500.000,00 no CDI - BB, R$ 499.986,16 no BB LFT e R$ 250.000,00 aplicados em LCA do Banco do Brasil com vencimento em junho de 2027.

 

Além disso, a carteira contempla outros títulos corporativos e fundos, como o CRA Marfrig 04/45 BB (R$ 205.492,53), Debêntures Hidrovias 10/28 - BB (R$ 200.246,41), BB MM Global (R$ 186.523,71), BB COE (R$ 150.000,00) e o Fundo RF LP High - BB (R$ 120.843,33).

 

Em relação aos bens móveis e à frota de veículos declarada à Justiça Eleitoral, além de viagens alvo de ação da PF, ao todo Jaques Wagner possui:

  • BYD Song Plus (ano 2023), avaliado em R$ 135.000,00;
  • Audi (ano 2018), de R$ 130.000,00;
  • Mercedes-Benz (ano 2023), no valor de R$ 125.000,00;
  • Volkswagen Amarok (ano 2021), cotada em R$ 100.000,00;
  • Chrysler (ano 2010), de R$ 80.000,00;
  • Ford (modelo 1929), registrado por R$ 5.000,00

 

O parlamentar incluiu também um consórcio do Banco do Brasil, de 100 parcelas e ainda não contemplado, no valor de R$ 16.617,49.

 

Por fim, as informações detalham participações acionárias em companhias abertas e empresas públicas. O senador mantém R$ 12.342,73 em ações da Cemig, R$ 7.058,00 distribuídos na Telebras (sendo R$ 7.053,00 no lote principal e R$ 5,00 em um lote secundário), R$ 2.150,52 na Caixa Seguridade e R$ 888,00 na ATER.

 

Vale lembrar que o cartório travou o registro após uma ordem de indisponibilidade de bens expedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), medida que também paralisou a venda de um apartamento de luxo no Corredor da Vitória, em Salvador, negociado por R$ 10 milhões com a empresa MSMG Patrimonial Ltda., do prefeito de Conceição do Coité, Marcelo Araújo (União).

 

Somadas, as transações chegam a R$ 25,8 milhões, dos quais o senador recebeu ao menos R$ 12 milhões. Em pronunciamento público, o prefeito de Conceição do Coité, na região sisaleira, alega terceiro de boa-fé e informou ter acionado o STF para comprovar que o contrato do apartamento foi assinado em dezembro de 2025 e quitado via depósitos bancários até abril de 2026, etapas ocorridas antes da deflagração da operação da PF.

 

NOMES DOS SUPLENTES
Para a disputa ao Senado, a definição dos suplentes que assumem o cargo caso o titular precise se afastar durante o mandato segue a estrutura oficial da chapa:

Caso Master: PF adia depoimento de Augusto Lima após pedido da defesa
Foto: Agência AL-BA

A Polícia Federal (PF) adiou o depoimento do banqueiro Augusto Lima, que estava marcado para esta segunda-feira (3). O empresário era controlador do Banco Pleno desde julho de 2025 e ex-sócio de Daniel Vorcaro. O adiamento ocorreu após pedido da defesa, e a oitiva ainda não foi remarcada até o momento.

 

Augusto Lima têm um histórico associado às fraudes envolvendo as instituições financeiras. Em junho, ele foi um dos alvos de mandados de busca e apreensão na 9ª fase da Operação Compliance Zero. A ação da PF também mirou o senador Jaques Wagner (PT-BA), então líder do governo no Senado.

 

O Banco Pleno teve a liquidação extrajudicial decretada em fevereiro deste ano pelo Banco Central e Lima já havia sido preso preventivamente pela PF em novembro do ano passado em outra fase da mesma operação. 

 

De acordo com as investigações da PF nos celulares de Vorcaro, Lima também atuou para que o Banco de Brasília (BRB) comprasse as carteiras do Banco Master.

 

RELAÇÃO COM WAGNER
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça tornou públicos na última quinta-feira (30) os detalhes da investigação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo no Senado que, segundo a PF, teria ganhado propina para beneficiar o Banco Master.

 

Os novos documentos revelam detalhes da relação entre Jaques Wagner e o empresário, a quem ele chama em conversas de “Guga”. Entre outros pontos, investigadores identificaram 74 ligações telefônicas entre o senador e Augusto Lima.

Paraná Pesquisas/ Bahia Notícias: Rui Costa e Jaques Wagner lideram disputa ao Senado na Bahia
Foto: Reprodução / Redes sociais

O ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e o atual senador Jaques Wagner (PT) lideram as pesquisas de intenção de votos ao Senado Federal na Bahia. Isso é o que aponta o levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, em parceria com o Bahia Notícias, divulgado nesta segunda-feira (3).

 

Em um cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, a pesquisa registra uma margem de quase 10% entre os candidatos petistas. O levantamento permite que cada entrevistado possa citar dois nomes, considerando que são dois votos ao Senado este ano.

 

Nesse sentido, enquanto Rui Costa foi citado em 44,6% das respostas, Jaques Wagner registrou 35,1% das intenções de voto. Na sequência, aparecem os candidatos da oposição. O presidente do PL na Bahia, João Roma, aparece com 24,1% das intenções de voto, e o atual senador Angelo Coronel (Republicanos) registrou 21,9% das respostas.

 

A candidata do PSOL, Professora Delliana, foi citada por 6,4% dos eleitores questionados, e o candidato Marcelo Santtana (DC) registrou 2,1% das intenções de voto. Marcelo Carvalho, candidato do partido Rede Sustentabilidade, surgiu com 1,8% dos votos e Gregório Gould (UP) foi citado por 1,6% dos eleitores entrevistados.

 

Outros 13,4% dos eleitores disseram que votariam em branco, nulo ou não votariam em nenhum candidato, e 6,9% não souberam responder.

 

O Instituto Paraná Pesquisas ouviu presencialmente 1.400 eleitores entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, em 60 municípios. O levantamento possui intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 2,7%, sob registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nº BA-03043/2026.

Ataque cibernético atinge perfis de Jerônimo, Jaques Wagner e Rui Costa no dia da convenção do PT
Foto: Reprodução / PT

Os perfis oficiais no Instagram do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), do senador Jaques Wagner (PT) e do ex-ministro Rui Costa (PT) foram alvos de um ataque cibernético coordenado na madrugada deste sábado (1º). A ação envolveu o disparo massivo de mais de 70 mil seguidores falsos de origem asiática em um intervalo de cerca de cinco horas, iniciado por volta de 1h30.

 

O ataque ocorreu poucas horas antes da convenção oficial da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), programada para este sábado, data em que as candidaturas das lideranças petistas serão oficializadas. Representantes da coligação apontam que a coincidência de datas sinaliza intenção política.

 

Segundo a coordenação de comunicação da federação, a ofensiva busca criar a falsa narrativa de compra de seguidores e forçar o bloqueio ou suspensão dos perfis pela Meta, detentora do Instagram, por violação das diretrizes da plataforma. Para interromper o fluxo anormal de contas, as equipes de gerenciamento alteraram a privacidade dos perfis de públicos para privados.

 

A Federação Brasil da Esperança registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) da Polícia Civil da Bahia, solicitando a abertura imediata de inquérito para apurar a autoria do disparo massivo. Em nota, a coligação repudiou o episódio e classificou a ação como "sabotagem cibernética e jogo sujo eleitoral".
 

PF aponta novos indícios da relação entre enteado de Jaques Wagner e Caso Master
Foto: Reprodução / GOV-BA

A Polícia Federal (PF) revelou uma troca de mensagens entre Eduardo Sodré Martins, secretário de Meio Ambiente da Bahia e enteado de Jaques Wagner, e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.

 

Divulgada nesta sexta-feira (31/7) pelo jornal O Estado de S. Paulo, a conversa reforça as suspeitas da PF sobre o envolvimento do senador, que é alvo de investigação por supostamente ter recebido um imóvel de R$ 2,5 milhões como pagamento de propina, com o banco.

 

No dia 1º de setembro de 2025, o diálogo aponta que o enteado de Wagner questiona o empresário sobre a previsão dos pagamentos pendentes, voltando a repetir a cobrança três dias depois. Como resposta, Augusto Lima afirma estar “em cima”, explicando que “a situação está crítica”.

 

A suspeita da Polícia Federal é que Wagner recebeu o imóvel e outros pagamentos de propina por meio da empresa ligada ao seu enteado.


Leia a conversa na íntegra:
 

1º de setembro de 2025


[Dudu Sodré]: Irmão, bom dia! Tudo bem? Se puder ter alguma previsão, você me fala?
[Augusto Lima]: Beleza, irmão. Em cima aqui.
[Augusto Lima]: Abração.
[Dudu Sodré]: Tamo junto.
[Dudu Sodré]: Abraço.

 

4 de setembro de 2025
 

[Dudu Sodré]: Amigo, tudo bem? Preciso da sua ajuda. Amanhã vencem os boletos e são altos. Não tem como cancelar e não irei ficar devendo, concorda?
[CHAMADA DE VOZ PERDIDA]
[Augusto Lima]: Acredite que estou tentando e, se tem alguém que vai resolver, sou eu. Infelizmente, como lhe disse, a situação está crítica. Abraço.
[Augusto Lima]: Deve ter visto o que aconteceu, né?
[Augusto Lima]: Estou firme querendo resolver. Se for o caso, cancele a nota e depois você emite outra, assim que tiver disponibilidade.
 

As investigações da PF que embasaram a deflagração da 9ª fase da Operação Compliance Zero indicam que o senador baiano Jaques Wagner teria atuado no Congresso Nacional em favor de pautas relacionadas aos interesses do Banco Master.
 

MPE aciona Wagner, Rui e Jerônimo por suposta propaganda eleitoral antecipada na Bahia
Foto: Flickr / Jerônimo Rodrigues

O Ministério Público Eleitoral (MPE) ajuizou uma representação no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) contra o senador Jaques Wagner (PT), o ex-governador Rui Costa (PT) e o governador Jerônimo Rodrigues (PT), na quinta-feira (30), por suposta propaganda eleitoral antecipada durante um evento político realizado em Itabuna, no sul da Bahia.

 

A ação, obtida pelo Bahia Notícias, tem como base uma notícia de fato apresentada pelo deputado estadual Leandro de Jesus (PL) após o Programa de Governo Participativo (PGP), realizado em 16 de julho. O caso tramita sob o número 0600752-65.2026.6.05.0000. Segundo a Procuradoria Regional Eleitoral, Wagner teria feito pedidos explícitos de votos para sua própria pré-candidatura ao Senado, para Rui Costa, também postulante ao Senado, e para Jerônimo Rodrigues, que busca a reeleição ao governo estadual.

 

O trecho analisado pelo MPE foi registrado em vídeo e publicado no canal oficial de Jerônimo Rodrigues no YouTube. Na gravação, Wagner afirma: “nós precisamos eleger Rui Costa, senador” e, em seguida, diz que “papai aqui também precisa de um votinho para poder ser eleger”. Depois, pede que os presentes escolham um candidato ou uma candidata a deputado estadual.

 

A Procuradoria também considera que Rui Costa teria endossado as declarações por meio de gestos, apontando para si enquanto Wagner fazia as manifestações. Já Jerônimo é citado por ter publicado o vídeo em seu canal na plataforma. Para o Ministério Público Eleitoral, as falas ultrapassaram os limites permitidos para o período de pré-campanha porque não se limitaram à apresentação de ideias, projetos ou posicionamentos políticos.

 

O MPE também destacou que o conteúdo foi produzido durante um evento voltado à articulação política para as eleições de 2026 e posteriormente disponibilizado na internet, o que, segundo a representação, ampliou o caráter eleitoral das manifestações. Em caráter liminar, a Procuradoria Regional Eleitoral pediu que o vídeo seja removido do canal de Jerônimo Rodrigues no YouTube em até 24 horas.

 

O órgão também solicitou multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento e a retirada de eventuais cópias do conteúdo identificadas durante o processo. A representação considera que as manifestações podem configurar violação aos artigos 36 e 36-A da Lei nº 9.504/1997, que tratam dos limites da propaganda eleitoral antes do período permitido. 

Mendonça autorizou PF a monitorar localização e chamadas de Jaques Wagner por risco de vazamento
Foto: SCO / STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a Polícia Federal a monitorar a localização em tempo real e os registros de chamadas do senador Jaques Wagner (PT). A medida foi tomada após os investigadores apontarem "risco agudo de vazamento" de uma operação que apura fraudes ligadas ao Banco Master.

 

A decisão de Mendonça, assinada em 23 de junho e desprovida de sigilo nesta quinta-feira (30), veda expressamente o acesso ao conteúdo das conversas telefônicas ou mensagens do parlamentar. A autorização se restringiu a dados técnicos e metadados por um período de dez dias.

 

A suspeita de vazamento ganhou força quando alvos da investigação procuraram o gabinete do relator no próprio Supremo. Segundo interlocutores das apurações, o próprio Jaques Wagner esteve no STF para se reunir com o ministro no dia 17 de junho, um dia antes de a PF ir às ruas. Além disso, no dia 09 do mesmo mês, quando as representações da PF chegaram ao STF, um investigado já havia solicitado audiência com o relator.

 

INVESTIGAÇÃO
Além de Jaques Wagner, a decisão alcançou o empresário Augusto Lima (ex-sócio de Daniel Vorcaro), o enteado do senador, Eduardo Mendonça Sodré Martins, o pai deste, Guilherme Henrique Sodré Martins ("Tio Guiga"), David Lopes Monteiro e a diretora Andréa Lima Novaes.

 

A PF investiga se o senador baiano recebeu vantagens indevidas do Banco Master por meio da empresa de sua nora, além de transações envolvendo um apartamento avaliado em R$2,5 milhões em Salvador.

 

A reportagem buscou contato com o senador Jaques Wagner na noite desta quinta-feira, mas não obteve retorno. Em declarações anteriores, o parlamentar negou veementemente qualquer irregularidade ou envolvimento com as fraudes investigadas no banco.

Relatório da PF cita Wagner, Jerônimo, Rui Costa e ACM Neto em "lista de vinhos" de empresário
Foto: Vaner Casaes / AL-BA

Mensagens interceptadas pela Polícia Federal mostram que Augusto Lima, ex-sócio do empresário Daniel Vorcaro, organizou no final de 2024 uma lista de presentes de luxo voltada à cúpula política da Bahia. O material faz parte do inquérito que investiga o senador Jaques Wagner (PT).

 

A informação foi revelada pelo jornal Metrópoles. Em diálogo com sua secretária registrado em 23 de dezembro, Lima aprova a compra de vinhos com preços variando entre R$ 2,5 mil e R$ 5,3 mil. A lista, batizada de "Lembranças de Final do Ano", reunia nomes de diferentes espectros políticos:

 

  • Governo e PT: Jerônimo Rodrigues (governador), Rui Costa (ministro da Casa Civil) e Jaques Wagner (senador);
  • Oposição e União Brasil: Bruno Reis (prefeito de Salvador), ACM Neto e Antonio Rueda (presidente do partido).

 

Para os investigadores, a dinâmica reflete uma busca por influência junto a agentes públicos. Em trecho do relatório, a PF pondera que, mesmo com valores individuais inferiores aos das fraudes apuradas na operação, o ato "pode caracterizar a concessão de vantagens em razão da função pública".

 

Até o momento, a perícia não confirma a entrega das garrafas à maioria dos citados. A única evidência de envio anexada ao relatório traz fotos de embalagens direcionadas a "Jaques" e a Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como "Tio Guiga", amigo do parlamentar.

PF aponta viagens em aeronaves ligadas ao Master como vantagens a Jaques Wagner
Foto: Carlos Moura / Agência Senado

A Polícia Federal identificou viagens de Jaques Wagner (PT-BA) e de pessoas próximas ao senador em aeronaves ligadas a empresários do Banco Master. Os episódios, registrados em 2023 e 2024, foram incluídos pelos investigadores como parte de uma relação de proximidade entre o parlamentar e os empresários Augusto Ferreira Lima e Daniel Vorcaro.

 

Segundo informações do Globo, um dos casos ocorreu em outubro de 2023, quando Maria de Fátima Carneiro de Mendonça, mulher de Wagner, foi levada de helicóptero à chamada Ilha da Paixão, propriedade de Augusto Ferreira Lima no litoral de Candeias, na Bahia. O passeio foi combinado após o próprio senador confirmar a participação da esposa.

 

Em mensagem enviada a Lima, Wagner afirmou que Fátima provavelmente participaria da viagem. O empresário, então, disponibilizou um helicóptero e encaminhou o prefixo da aeronave. Após chegar ao destino, Fátima enviou mensagens de agradecimento ao empresário. Entre os registros encontrados no celular de Lima estão as frases “Chegamos”, “Tudo lindo !!!” e “A gente ama vcs”, conforme o relatório.

 

O Metrópoles também revelou que a PF encontrou mensagens de setembro de 2024 que indicam preocupação de Daniel Vorcaro com a discrição de outro voo envolvendo Wagner. Nas conversas, o banqueiro questionou o atraso da aeronave e recebeu a informação de que o senador já havia decolado com destino à Bahia.

 

Depois de saber que os passageiros haviam desembarcado, Vorcaro orientou que o avião fosse levado para um hangar reservado e retirado rapidamente do estado. Segundo as mensagens, o empresário recomendou que a aeronave fosse colocada em um espaço “que ninguém conheça”. A propriedade formal da aeronave não foi identificada pela PF, mas os investigadores apontam que Vorcaro exercia controle sobre o equipamento. As mensagens também indicam que quatro pessoas estavam a bordo durante o deslocamento, entre elas Wagner.

 

Para a Polícia Federal, os episódios fazem parte de um padrão em que o senador teria utilizado aeronaves privadas controladas por empresários ligados ao Banco Master sem registro de pagamento pelos deslocamentos. O relatório sustenta ainda que os benefícios estariam relacionados a uma suposta atuação política de Wagner em pautas legislativas e regulatórias de interesse da instituição financeira.

 

A investigação apura se os voos e outras vantagens integrariam um esquema de “contrapartidas recíprocas”. Os documentos vieram a público após o ministro André Mendonça, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo da investigação.

Ivoneide destaca mobilização em Camaçari e reforça apoio à chapa de Jerônimo na RMS
Foto: Divulgação

A deputada federal Ivoneide Caetano (PT) destacou a mobilização realizada em Camaçari para fortalecer a pré-campanha do governador Jerônimo Rodrigues à reeleição e dos pré-candidatos ao Senado Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT). Segundo a parlamentar, a articulação contribuiu para a grande participação popular no Programa de Governo Participativo (PGP), promovido nesta sexta-feira (24), no município.

 

Apontada por sua assessoria como a deputada mais votada de Camaçari, Ivoneide afirmou que realizou encontros e articulações com lideranças locais, associações e moradores para incentivar a população a participar da construção das propostas para os próximos quatro anos de gestão estadual.

 

De acordo com a petista, o PGP representa um espaço para ouvir as demandas da sociedade e elaborar políticas públicas a partir das necessidades apresentadas pela população. "O PGP é um instrumento de construção coletiva e é com a população que podemos projetar e desenvolver o território de acordo com quem vive e mais conhece sua realidade", afirmou.

 

A deputada também agradeceu o apoio recebido durante o evento e disse que continuará atuando em defesa da Região Metropolitana de Salvador. "Fico imensamente grata com as manifestações de apoio da população e das lideranças políticas por acreditar no meu trabalho. Me comprometo a trabalhar cada vez mais por essa terra e por nosso povo", declarou.

Indicação da segunda suplência de Jaques Wagner tem acordo "90% fechado" para PCdoB; entenda cenário
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

Sacramentado o nome de Edvaldo Brito para a primeira suplência do senador Jaques Wagner (PT) na chapa à reeleição, o petista agora se volta para definir o segundo posto. De acordo com informações apuradas pelo Bahia Notícias, o acordo estaria "90% fechado" para que o PCdoB realize a indicação do posto. 

 

Durante o evento que oficializou o nome do ex-vereador, Wagner chegou a comentar sobre a indicação da segunda suplência. O senador ressaltou que ainda estaria em processo de debate. “A segunda suplência ainda não está decidida, não está batido o martelo”, disse Wagner. 

 

Com o avançar da negociação, o nome da vereadora Aladilce Souza "encabeça" a lista, já que o PCdoB deverá realizar a escolha. Em março, inclusive, a legenda oficializou apoio aos nomes de Jaques Wagner e Rui Costa para a disputa ao senado na eleição deste ano, e apresentou o nome da vereadora Aladilce Souza para compor como suplente de um dos dois candidatos majoritários, na frente liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues. 

 

A vereadora Aladilce Souza chegou a comemorar a indicação pelo Partido Comunista do Brasil na Bahia para a suplência ao Senado. Segundo ela, a escolha representa “uma alegria muito grande”.“É realmente uma alegria muito grande ter meu nome indicado pelo partido para essa suplência”, afirmou.

 

A ideia seria também "ampliar a representação" da chapa. Aladilce seria, até então, a única mulher na chapa, que conta, além de Jerônimo, com Geraldo Jr. (MDB), Rui Costa e Jaques Wagner na disputa ao Senado. Na suplência Rui já confirmou Ronaldo Carletto (Avante), não confirmando o nome da segunda suplência ainda. 

"Ela própria escolheu disputar a Câmara", afirma Jaques Wagner sobre Lídice da Mata
Fotos: Maurício Leiro / Bahia Notícias

Em declarações à imprensa durante a convenção partidária do Partido Social Democrático (PSD) no Edifício Mundo Plaza, em Salvador, o senador Jaques Wagner (PT) abordou as definições da chapa governista na Bahia, defendendo a escolha de Edvaldo Britto (PSD) para a sua primeira suplência no Senado e a manutenção da pré-candidatura de Lídice da Mata à Câmara dos Deputados.


Sobre a definição da primeira suplência, Wagner confirmou que a indicação cabia ao PSD e elogiou a escolha de Edvaldo Britto, classificando-o como uma referência nos âmbitos municipal, estadual e nacional. "Na verdade, meu primeiro suplente hoje já é do PSD; só sai Bebeto e entra Edvaldo Brito".

 

O senador ressaltou que a chapa mantém o alinhamento entre Partido dos Trabalhadores (PT) e PSD, mencionando a boa relação do senador Otto Alencar com o governo e com o presidente Lula. Em relação à segunda suplência, o parlamentar informou que a definição ainda não foi concluída. Os segundos suplentes ainda não entraram no debate político local.

 

Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias 


Tratando da situação de Lídice da Mata (PSB), antes cotada como suplente, o senador explicou que houve debates internos, mas que a própria parlamentar escolheu: “Ela vai ser candidata a deputada federal, como já é. Ela própria disse que preferia ficar na candidatura para deputada federal”, alega. 


Ao responder sobre a intimação para prestar depoimento à Polícia Federal, Wagner declarou que, por orientação jurídica, não se manifestará sobre o tema. O senador declarou “estar tranquilo” e pontuou que, a exemplo de 2018, sua inocência será provada.

 

SEM CONFIRMAÇÃO
Por fim, o parlamentar detalhou a articulação para a vinda do presidente Lula à convenção baiana, marcada para o dia 1º de agosto. Segundo Wagner, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e a equipe presidencial trabalham para conciliar os horários da agenda.


“Hoje mesmo falei com o governador Jerônimo antes de vir para cá e esse trabalho de ajuste está sendo feito. Eu diria que a chance é muito grande de ele vir. Não vou bater martelo, que a agenda do presidente realmente é uma agenda complexa, muita demanda, mas ele já demonstrou a vontade de estar aqui”, relata.

VÍDEO: Jaques Wagner comenta intimação da PF durante convenção do PSD: "A inocência será provada"
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

Nesta terça-feira (21), durante a convenção estadual do Partido Social Democrático (PSD) na Bahia, o senador Jaques Wagner (PT-BA) manifestou-se sobre a recente intimação da Polícia Federal (PF) para depor na Operação Compliance Zero.

 

Veja em forma de vídeo:

 

Questionado sobre como recebeu a notificação da autoridade policial, o parlamentar adotou um tom de cautela jurídica, mas demonstrou confiança quanto ao desfecho das investigações. "Eu, por orientação do meu advogado, eu não falo sobre o tema, eu estou falando só sobre campanha e ele responde sobre isso aí, mas eu estou tranquilo. Acho que, assim como em 2018, a inocência será provada, independente dessa agitação que está agora."



A declaração ocorreu em meio ao evento político na sede do partido, onde Wagner anunciou o nome de Edvaldo Brito como primeiro suplente na corrida pela reeleição ao Senado Federal.

 

CONTEXTO:

O senador está intimado a prestar depoimento presencial no dia 7 de agosto, na sede da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A oitiva faz parte das investigações que apuram um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras com ramificações no Banco Master.

 

De acordo com o inquérito da Polícia Federal, as suspeitas contra o parlamentar envolvem os seguintes pontos:

  • Agente Beneficiário: A PF aponta o senador como o "suposto beneficiário central" de vantagens econômicas. Segundo os investigadores, pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais teriam sido estruturados em seu favor.

  • Contrapartidas no Congresso: A investigação apura se Wagner recebeu tais benefícios em troca de apoio político para aprovar medidas legislativas favoráveis ao Banco Master, como a chamada "Emenda Master".

  • Movimentações Financeiras e Bens: Estão sob escrutínio a compra de um apartamento de luxo em Salvador e repasses financeiros que totalizam R$ 3,5 milhões em nome de familiares do senador.

  • Conexões no Mercado Financeiro: O inquérito destaca a proximidade do parlamentar com o banqueiro Augusto Lima, proprietário do Banco Pleno (liquidado pelo Banco Central) e ex-sócio de Daniel Vorcaro.

 

DESDOBRAMENTOS POLÍTICOS

Jaques Wagner foi alvo da 9ª fase da operação Compliance Zero em 18 de junho deste ano, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), sofrendo buscas e apreensões em endereços ligados a ele em Salvador e Brasília. O senador nega o cometimento de qualquer irregularidade.

 

A pressão da investigação levou a mudanças na articulação política do Planalto. Dias após as buscas, Wagner reuniu-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e abdicou do cargo de líder do governo no Senado. À época, o parlamentar afirmou que sua "prioridade absoluta" seria provar sua inocência e dedicar-se às campanhas eleitorais de seus aliados e à própria reeleição.

PF marca nova data para depoimento de Jaques Wagner em investigação do caso Master 
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A Polícia Federal marcou um novo depoimento do senador Jaques Wagner (PT), no âmbito da investigação da Operação Compliance Zero, no inquérito que apura supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. A informação foi divulgada nesta terça-feira (21), pelo jornal Metrópoles. 

 

Segundo apurou a coluna da jornalista Milena Teixeira, o parlamentar será ouvido no dia 7 de agosto e a orientação da defesa é que Wagner exerça o direito ao silêncio durante o depoimento.

 

O senador foi alvo de uma operação da Polícia Federal em 18 de junho. A investigação da PF apontou inicialmente que Jaques Wagner teria recebido favorecimento indevido do empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Entre os benefícios, teria um pedido para que Lima comprasse um apartamento de R$2,5 milhões, em Salvador.

 

Wagner afirma que procurou o empresário para adquirir o imóvel temporariamente, com o compromisso de recomprá-lo posteriormente para sua filha. Além disso, a empresa da esposa do enteado de Jaques Wagner, o secretário de Meio Ambiente da Bahia (SEMA), Eduardo Sodré, também firmou um contrato de R$12 milhões com uma instituição financeira controlada por Daniel Vorcaro.

Prefeito de Coité afirma que compra de apartamento de Wagner ocorreu antes de operação
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O prefeito de Conceição do Coité, na região sisaleira, Marcelo Araújo (União), divulgou um vídeo neste domingo (19) para se defender de que a compra de um apartamento pertencente ao senador Jaques Wagner (PT) foi feita dentro da legalidade.

 

A negociação ganhou repercussão nacional após a transferência do imóvel ter sido impedida por uma decisão judicial, a mesma que suspendeu a venda de uma área para a construção de um centro de treinamento para o Esporte Clube Bahia.

 

 

No caso do imóvel do prefeito de Conceição do Coité, o apartamento foi adquirido pela MSMG Patrimonial Ltda., uma das empresas do gestor. No vídeo, Araújo afirma que a aquisição do imóvel ocorreu antes da deflagração da Operação Overclean e dentro da legalidade.

 

De acordo com Marcelo Araújo, a negociação foi iniciada e concluída por intermédio de um corretor de imóveis em dezembro do ano passado. Segundo ele, após a definição do valor e das condições de pagamento, a empresa solicitou a documentação e as certidões do vendedor para a elaboração do contrato de compra e venda.

 

O prefeito afirmou que somente nessa etapa tomou conhecimento de que o proprietário do imóvel era o senador Jaques Wagner. Ainda conforme o relato, todas as certidões apresentadas indicavam que o apartamento não tinha restrição judicial, o que permitiu a formalização da negociação.

 

Ainda segundo Marcelo Araújo, o contrato foi assinado em dezembro do ano passado e previa a quitação do pagamento até 30 de abril deste ano. Diante da situação, Marcelo Araújo informou que a MSMG Patrimonial Ltda. apresentou petição ao Supremo Tribunal Federal (STF), com documentos que, segundo ele, comprovam que as etapas da negociação [assinatura do contrato, pagamentos, lavratura da escritura e protocolo para registro] ocorreram antes da deflagração da Operação Overclean.

 

No pronunciamento, o prefeito afirmou estar "absolutamente tranquilo" em relação ao caso e declarou que a empresa agiu de boa-fé, possuindo documentação que comprovaria a regularidade da operação. O caso foi repercutido pelo Calila Notícias, parceiro do Bahia Notícias.

Deputado do PL pede tornozeleira para Jaques Wagner após reportagem sobre terreno de R$ 15 milhões
Foto: Flickr / Jerônimo Rodrigues

O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) afirmou neste domingo (19) que solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a adoção de medidas cautelares contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. O pedido foi anunciado após reportagem do Estadão informar sobre a tentativa de venda de um terreno pertencente ao parlamentar petista, avaliado em cerca de R$ 15 milhões.

 

Segundo Leandro, a medida seria necessária para evitar eventual risco de fuga enquanto avançam as investigações relacionadas ao chamado caso Master, no qual Wagner tem sido citado durante as apurações. “Diante da gravidade dos fatos que vêm sendo apurados e das novas informações divulgadas, solicitei ao ministro André Mendonça que determine o uso de tornozeleira eletrônica por Jaques Wagner”, declarou o deputado.

 

O parlamentar também afirmou que a negociação do imóvel reforça, em sua avaliação, a necessidade de acompanhamento rigoroso por parte das autoridades e questionou se o senador estaria tentando se desfazer de provas.

Terreno em Camaçari ao Grupo City e apartamento a prefeito: Wagner tentou vender imóveis de R$ 25 mi em meio à operação da PF
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Um dia após ser alvo de busca e apreensão da Polícia Federal por suspeita de recebimento de propina do Banco Master, o senador Jaques Wagner (PT) tentou efetivar a venda de um terreno de 51 mil m² na Região Metropolitana de Salvador por R$ 15,8 milhões. Segundo reportagem do Estadão, a transferência da propriedade, no entanto, foi barrada às pressas pelo cartório de Camaçari (BA), que cumpriu uma ordem de bloqueio de bens emitida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Outra transação barrada por decisão do ministro André Mendonça envolve o prefeito baiano Marcelo Passos (União), de Conceição do Coité, que comprou o apartamento de luxo do senador em Salvador, no Corredor da Vitória, por R$ 10 milhões. Essa segunda transação havia sido protocolada uma semana antes da operação da PF.

 

Somadas, as vendas chegam a R$ 25,8 milhões, dos quais Wagner já conseguiu receber ao menos R$ 12 milhões, mesmo com as escrituras travadas pela Justiça. O prefeito assegura que os pagamentos do apartamento foram em depósitos bancários, no valor referente ao apartamento. 

 

A cronologia dos fatos investigados aponta para uma possível tentativa de repasse patrimonial em meio à crise jurídica. Em 18 de junho de 2026, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra Jaques Wagner na 9.ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga propinas do Banco Master. No dia seguinte, a defesa do senador vai até o 1.º Ofício de Registro de Imóveis de Camaçari para protocolar a escritura e transferir o terreno de R$ 15,8 milhões. O registro, porém, foi travado após a chegada da ordem de indisponibilidade de bens assinada pelo ministro André Mendonça. Com isso, Wagner não pôde passar a propriedade adiante.

 

O terreno em questão havia sido comprado por Wagner no ano 2000 por apenas R$ 28 mil. Corretores da região estimam que o valor de mercado atual da área seja de no máximo R$ 12 milhões, bem abaixo dos R$ 15,8 milhões acordados na venda. A área seria repassada a um empreendimento imobiliário associado ao Grupo City (dono da SAF do Esporte Clube Bahia).

 

Marcelo Passos de Araújo confirmou a transação do apartamento e se declarou "terceiro de boa-fé". Ele enviou uma petição ao STF e aos cartórios pedindo a liberação dos imóveis, argumentando que os negócios foram firmados no final de 2025 e quitados em abril de 2026, antes da operação da PF vir a público. “Tenho um nome a zelar. Essa transação foi feita dentro da mais absoluta legalidade. Os pagamentos foram feitos diretamente na conta de Jaques Wagner”, afirmou o prefeito.

 

O advogado do senador, Pablo Domingues, negou qualquer irregularidade, mas evitou explicar os detalhes e os motivos da urgência na venda do terreno logo após a chegada da PF. “A defesa esclarece que ele não se manifestará sobre condutas que não sejam sobre sua campanha eleitoral. Não há mínima irregularidade e nem nada a esconder”, disse.

 

O desgaste das investigações e o bloqueio dos bens forçaram a saída de Jaques Wagner do posto de líder do governo Lula no Senado por pressão do Palácio do Planalto. O petista, contudo, mantém sua pré-candidatura à reeleição em 2026.

 

Ao BN, o senador encaminhou nota apontando que "a venda do imóvel é resultado de uma negociação iniciada em 2024 e formalizada em 2025 pelo City Football Group, conforme demonstram os documentos". "O acordo previa a permuta do imóvel por lotes do empreendimento e o pagamento antecipado de R$ 2 milhões, valor devidamente declarado, com o recolhimento do imposto sobre o ganho de capital (DARF pago em 30/06/2025). A escritura pública foi lavrada em maio de 2026, preservando a natureza da operação como uma permuta", complementa a nota.(Atualizado às 10h25)

Deputado do PL aciona MP Eleitoral contra Jaques Wagner por suposto pedido antecipado de votos
Foto: Divulgação

O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) protocolou, nesta sexta-feira (17), uma notícia de fato na Procuradoria Regional Eleitoral da Bahia contra o senador Jaques Wagner (PT) por suposta propaganda eleitoral antecipada durante o evento Programa de Governo Participativo (PGP), realizado em Itabuna.

 

Na representação, o parlamentar afirma que Wagner teria feito pedidos explícitos de voto antes do início oficial da campanha eleitoral. Segundo o documento, o senador declarou que era necessário eleger o ex-governador Rui Costa (PT) para o Senado, afirmou que também precisava de "um votinho" para sua candidatura e incentivou o público a escolher candidatos a deputado estadual, além de mencionar a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

 

Conforme a representação, a legislação autoriza atos de pré-campanha, como a apresentação de propostas e pré-candidaturas, mas veda pedidos explícitos de voto antes do período oficial de propaganda. Além de Jaques Wagner, o deputado solicita que o Ministério Público Eleitoral apure eventual responsabilidade de Rui e Jerônimo, apontados como possíveis beneficiários das manifestações feitas durante o evento.

 

Entre os pedidos encaminhados à Procuradoria Regional Eleitoral estão a abertura de procedimento investigatório, a apuração de possível violação aos artigos 36 e 36-A da Lei nº 9.504/1997 e a adoção de medidas judiciais para retirar das plataformas digitais o vídeo com o discurso, caso a Justiça Eleitoral reconheça a existência de propaganda antecipada.

 

A Procuradoria Regional Eleitoral da Bahia irá analisar a notícia de fato e decidir se instaura investigação e quais providências serão adotadas. O Bahia Notícias entrou em contato com a assessoria do senador Jaques Wagner para solicitar posicionamento sobre a representação, mas a equipe informou que o petista não irá se manisfestar.

 

CONFIRA A FALA DE JAQUES WAGNER:

Flávio diz que critica Wagner e Rui e cobra CPI para investigar Banco Master
Foto: Reprodução / Youtube via Flow News e Flickr / Jerônimo Rodrigues

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta quarta-feira (15), que faz críticas frequentes ao senador Jaques Wagner (PT-BA) e ao ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), ao comentar as investigações sobre supostas relações entre integrantes do PT e o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. A declaração foi dada durante entrevista ao Flow News.

 

Ao responder a questionamentos sobre o tema, Flávio negou que evite abordar o caso e afirmou que costuma relacionar Wagner e Rui Costa às apurações envolvendo a instituição financeira. "Eu esculhambei ele. Eu falei da Bahia, eu falo de Rui Costa, eu falo de Jaques Wagner a todo momento. Ele subiu na tribuna para falar mal de mim, para responder. Não tem dificuldade, não", declarou.

 

Durante a entrevista, o senador voltou a defender a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master. Segundo ele, a comissão deveria ouvir Daniel Vorcaro e o empresário baiano Augusto Lima, apontado por Flávio como ligado a Wagner e Rui.

 

"Eu quero a CPI do Banco Master, sim. Quero o Augusto Lima e o Vorcaro sentados nessa CPI. O núcleo do PT inteiro está envolvido nessa sacanagem começando na Bahia, com esse Augusto Lima", afirmou.

 

Flávio também rebateu comparações entre o investimento do Banco Master na cinebiografia de Jair Bolsonaro e as suspeitas envolvendo integrantes do governo federal. Segundo ele, o aporte para o filme foi uma relação privada, enquanto classificou como "crime" uma suposta promessa de favorecimento ao banco atribuída ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao senador Jaques Wagner e ao ministro Rui Costa.

 

ASSISTA:

Maioria dos brasileiros acredita que Jaques Wagner agiu de forma errada no caso Master, diz Quaest
Foto: Alessandro Dantas / Divulgação PT

A maior parte dos brasileiros não sabia sobre as investigações envolvendo o senador baiano Jaques Wagner (PT) no âmbito da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, mas acredita que o petista agiu de forma errada. Isso é o que apontam os dados da pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15). 

 

A pesquisa questiona inicialmente aos entrevistados sobre o domínio deles sobre o assunto. Na ocasião, 31% disseram que sabiam da investigação envolvendo o ex-governador e estavam bem informados, outros 15% responderam que sabiam mas não estavam bem informados sobre o tema. Por outro lado, a maioria dos entrevistados, 54%, disseram que não sabiam sobre o ocorrido. 

 

A 9ª fase da Operação Compliance Zero, ocorreu no dia 18 de junho, no cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no âmbito do esquema de irregularidades do Banco Master no sistema financeiro nacional. Entre os alvos estavam o senador Jaques Wagner e o empresário Augusto Lima, no Congresso Nacional.

 

Quando questionados sobre a avaliação das ações de Jaques Wagner, a maioria dos brasileiros, cerca de 61%, disseram acreditar que Jaques Wagner agiu de forma errada na relação com o Master. Apenas 11% acreditam que ele não agiu de forma errada e outros 28% disseram não saber ou não responderam. 

 

A pesquisa Quaest falou com 2.004 pessoas por meio de entrevistas face a face, possui uma margem de erro de dois pontos percentuais e uma confiança de 95%. A coleta ocorreu entre os dias 10 a 13 de julho. O público alvo foram brasileiros em idade eleitoral, ou seja, com 16 anos ou mais. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-071181/2026.

Leandro de Jesus reage a Wagner após polêmica da BA-649 e dispara: "A prisão te espera"
Foto: Divulgação

O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) voltou a subir o tom no embate com o senador Jaques Wagner (PT) após as críticas recebidas por retirar a placa de inauguração da BA-649, no sul da Bahia. Em nota divulgada nesta sexta-feira (10), o parlamentar afirmou considerar uma "honra" ser alvo de ataques do petista e direcionou novas acusações ao adversário.

 

A troca de declarações ocorre após Wagner afirmar que Leandro "não tem nada na cabeça" ao comentar o episódio envolvendo a Rodovia Gabriela. Em resposta, o deputado disse que prefere ser criticado por alguém que, segundo ele, está sendo investigado pela Polícia Federal. "Eu jamais gostaria de receber elogios de alguém que hoje é investigado pela Polícia Federal. Se ele me critica, significa que estou no caminho certo", declarou.

 

Leandro também afirmou que o senador deveria priorizar explicações sobre o caso envolvendo o Banco Master, em vez de criticar sua atuação. "Os baianos esperam respostas sobre os problemas do estado, enquanto o senador prefere atacar quem denuncia obras inauguradas sem estarem plenamente concluídas", disse.

 

No trecho mais duro da manifestação, o parlamentar voltou a atacar Wagner e afirmou: "O que Wagner deveria se preocupar era com explicações sobre o caso Master e não com uma placa retirada por um deputado que refletiu o que o povo está achando deste partido que vem destruindo a Bahia há 20 anos. A prisão te espera, Wagner, com fé em Deus".

 

A polêmica teve início após Leandro de Jesus retirar a placa de inauguração da primeira etapa da BA-649, alegando que a obra havia sido entregue sem estar totalmente concluída. Em seguida, a Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra) registrou boletim de ocorrência contra o deputado por furto da placa e informou que a rodovia foi inaugurada por etapas, com parte das intervenções ainda em execução.

 

Além disso, o líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Rosemberg Pinto (PT), acionou o Conselho de Ética da Casa e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) contra o parlamentar por suposto dano ao patrimônio público.

Silogismo no PSD aponta Edvaldo Brito como suplente de Jaques Wagner ao Senado
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Para os desavisados, o silogismo é a estrutura básica do raciocínio dedutivo na lógica aristotélica. Por base, ela consiste em um argumento formado por três proposições, de forma interligada: duas premissas - uma geral e uma específica - que conduzem a uma conclusão. Essa tem sido a aposta do PSD para emplacar o ex-vereador de Salvador Edvaldo Brito na suplência do senador Jaques Wagner (PT). 

 

O espaço, que ainda segue sendo alvo de forte disputa, principalmente entre o PSD e o PSB. A disputa pela primeira suplência de Wagner envolve atualmente dois nomes que vêm sendo citados nos bastidores políticos: a deputada federal Lídice da Mata, presidente estadual do PSB, e o ex-prefeito de Salvador Edvaldo Brito, ligado ao PSD. Lídice aposta no diálogo direto com Wagner. O movimento teria também relação com uma "volta" da deputada ao Senado como forma de gratidão, além da atuação da parlamentar em Salvador

 

Edvaldo tem como âncora o próprio partido. Em ato mais recente, a bancada do PSD na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) divulgou apoio público à indicação de Edvaldo para a vaga.

 

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou, durante a caminhada do 2 de Julho, que a primeira suplência do senador Jaques Wagner (PT) está acordada para o PSD, mas deixa claro que não tem nada fechado até o momento. "Existe um acordo feito com o PSD para que a suplência seja do PSD. Estamos dialogando com Otto [Alencar, presidente do PSD na Bahia] e Wagner está mediando. Estamos no prazo e vamos construir isso com muita naturalidade", disse Jerônimo.

 

Por isso, a cúpula do partido tem analisado a situação pela lente de Aristóteles: "Se Jerônimo Rodrigues sinalizou ao PSD. O PSD definiu Edvaldo, logo… é Edvaldo". O apontamento tem encontrado ressonância dentro do partido. Veremos se a conclusão será acompanhada de um martelo batido. 

Após operações da PF, Jaques Wagner consegue derrubada de publicações de opositores nas redes sociais 
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O senador Jaques Wagner (PT-BA), conseguiu vitórias recentes na Justiça Eleitoral após ter sido alvo de uma investigação da Polícia Federal, no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga a fraude financeira vinculada ao Banco Master. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) determinou, nos últimos dias, a remoção de publicações que relacionavam Wagner a esquemas de corrupção e ao tráfico de drogas.

 

As decisões, que são liminares, atenderam a pedidos da Federação Brasil da Esperança, que inclui o PT. Segundo informações da revista Veja, uma das postagens excluídas era do vereador Jamessom (PL), de Camaçari, que publicou um vídeo gerado por inteligência artificial que mostrava Jaques ao lado do governador Jerônimo Rodrigues e do ex-ministro Rui Costa, todos do PT, com dinheiro vivo. 

 

Conforme a reportagem, a desembargadora Patricia Didier escreveu que “a publicação alcançou 35 mil visualizações em dezesseis horas, em perfil com 30,9 mil seguidores, com potencial exponencial de replicação, característico do formato reels”. O entendimento da Justiça foi que “cada hora de permanência amplia dano de difícil reversão à imagem dos pré-candidatos e à higidez do debate eleitoral”. 

 

Já o deputado estadual Capitão Assumção (PL-ES) escreveu que o “bandido achou que a PF era do Lula” e disse que o senador teria ido “choramingar” com o “chefão da máfia” sobre a atuação da Polícia Federal na operação que o atingiu. 

 

“A conduta examinada não se limita à disseminação de uma crítica, mas sim à veiculação de manifestações claramente ofensivas à honra e à imagem, em afronta à legislação eleitoral que veda a propaganda”, diz a decisão. 

 

Uma outra postagem chamou o PT de “Partidos dos Traficantes”. 

Sete em cada dez brasileiros acreditam que Jaques Wagner recebeu vantagens indevidas do Banco Master
Fotos: Rovena Rosa / Elza Fiúza / Agência Brasil

Novo levantamento realizado pelo instituto AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgado nesta quinta-feira (2), aponta que 74,34% dos brasileiros acreditam que o senador Jaques Wagner (PT) recebeu vantagens econômicas indevidas do Banco Master.

 

Segundo informações da CNN, a inclusão do nome do parlamentar no questionário ocorreu após a Polícia Federal (PF) instaurar investigação sobre possíveis vínculos financeiros entre o entorno familiar de Wagner, suas empresas e outras figuras ligadas ao liquidado Banco Master.

 

Segundo as investigações da corporação, foram identificados indícios que apontam para o recebimento de vantagens econômicas de forma direta ou indireta pelo parlamentar, utilizando-se de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas à instituição financeira.

 

Os dados do levantamento mostram ainda que 9,4% dos entrevistados não acreditam no envolvimento de Jaques Wagner com o banco, enquanto 16,4% declararam-se indecisos sobre o tema.

LIDERANÇA E DEFESA
Após a deflagração da operação da Polícia Federal, o senador deixou o posto de líder do governo no Senado a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em nota oficial enviada ao CNN, o senador baiano ressaltou suas prioridades para o período: "Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado".

 

A defesa técnica de Jaques Wagner contesta veementemente as acusações. Em nota, os advogados do parlamentar argumentaram a existência de "erros graves" na operação policial e asseguraram que o senador "jamais atuou no Congresso Nacional para favorecer o Banco Master".


A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg também mensurou o impacto político do episódio sobre a imagem do Palácio do Planalto. Para 37,8% dos entrevistados, o caso constitui um problema de natureza exclusivamente pessoal do senador. Por outro lado, 35,6% avaliam que o episódio afeta diretamente o presidente Lula, enquanto 23,5% acreditam que o caso afeta parcialmente o mandatário. O percentual de indecisos nessa questão somou 3%.

 

Apesar do afastamento estratégico de Wagner da liderança governamental, o presidente Lula cumpriu agenda oficial ao lado do senador na última quarta-feira (1º), na Bahia. Na ocasião, o presidente defendeu publicamente o aliado, a quem se referiu como um "irmão". Em resposta, Jaques Wagner reafirmou que segue "firme" na sustentação e defesa do nome de Lula para o pleito eleitoral deste ano.


A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg ouviu 4.999 eleitores entre os dias 26 e 30 de junho. A margem de erro estimada é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, sob um intervalo de confiança de 95%. O estudo foi financiado com recursos próprios do instituto de pesquisa e encontra-se devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04582/2026.

 

Confira a pesquisa completa:

Wagner e Jerônimo anunciam pacote de R$ 6 bilhões para 165 municípios e entregam 29 escavadeiras via emenda parlamentar
Foto: Divulgação

O senador Jaques Wagner (PT-BA) e o governador Jerônimo Rodrigues anunciaram nesta sexta-feira (3), em Salvador, um pacote de investimentos nas áreas de educação, saúde, infraestrutura, desenvolvimento urbano e segurança hídrica para 165 municípios da Bahia. Entre os destaques está a entrega de 29 escavadeiras hidráulicas, viabilizadas por emenda parlamentar de Wagner no valor de R$ 15 milhões.

 

"O volume de recursos impressiona até a mim. Hoje, ao todo, são mais de R$ 6 bilhões em investimentos assinados. O governo Jerônimo é uma locomotiva da mudança", destacou o senador.

 

As escavadeiras serão destinadas à Federação dos Consórcios Públicos da Bahia, com uma máquina para cada um dos 29 consórcios intermunicipais do estado, entre eles Chapada Forte, Portal do Sertão, Consisal, Ciapra e Velho Chico. 

 

A ação é coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional e tem como objetivo dar suporte aos municípios para obras de infraestrutura, manutenção de estradas vicinais, segurança hídrica e apoio à agricultura familiar.

 

"É isso que o povo espera e é isso que a gente vem fazendo ao longo dos últimos 20 anos: a mudança contínua no dia a dia, a mudança para melhor", finalizou Wagner.

Após saída de Wagner, Camilo Santana deve assumir liderança do PT no Senado e coordenar campanha no Ceará
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O senador e ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT-CE) deve assumir, na próxima terça-feira (7), a liderança da bancada do PT no Senado. A definição ocorre após o parlamentar ter sido cotado para comandar a liderança do governo na Casa, cargo que acabou ficando com a senadora Teresa Leitão (PT-PE).

 

Com a nova função, Camilo deverá acumular a articulação da bancada petista no Senado com a coordenação da campanha do PT no Ceará, um dos principais redutos eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No estado, a disputa ocorre em meio ao cenário de enfrentamento político com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB).

 

Nos bastidores do Palácio do Planalto, Camilo chegou a ser apontado como um dos favoritos para substituir o senador Jaques Wagner (PT-BA) na liderança do governo no Senado. O nome do parlamentar ganhou força em razão da boa relação com integrantes da base aliada e da proximidade com o presidente Lula, mas a escolha recaiu sobre Teresa Leitão.

 

Interlocutores do PT afirmam que, à frente da bancada no Senado, Camilo terá papel estratégico na articulação das pautas do governo, especialmente às vésperas do período eleitoral.

 

No Ceará, o senador seguirá como principal coordenador das campanhas de reeleição do presidente Lula e do governador Elmano Freitas. Aliados avaliam que a combinação das duas funções amplia o protagonismo de Camilo na estrutura nacional do PT.

 

Com mandato no Senado até 2030, Camilo Santana não disputará cargo eletivo neste ano, o que, segundo aliados, lhe permitirá dedicar-se tanto à articulação política no Congresso quanto à coordenação da campanha no estado.

Jaques Wagner minimiza ter sido vaiado no 2 de Julho e rebate críticas sobre atraso na ponte Salvador-Itaparica: "É desespero"
Fotos: Redes Sociais / André Carvalho / Bahia Notícias

Em entrevista concedida à imprensa nesta sexta-feira (3) no bairro da Calçada, em Salvador, Jaques Wagner (PT) minimizou os episódios de hostilidades e manifestações políticas ocorridos durante as comemorações do 2 de Julho e classificou as manifestações como "guerra de torcidas" típica de anos eleitorais. 

 

Para o pré-candidato e nome ligado ao caso Master por meio do banqueiro Augusto Lima, a data festiva é maior do que as disputas partidárias, destacando a recente sanção presidencial que tornou Salvador a capital simbólica do país durante a efeméride.

 

"Uma vaia daqui, um aplauso dali, eu acho que é normal. O 2 de julho pra mim é maior do que isso tudo, ainda mais esse ano que ele virou uma referência nacional com a sanção pelo presidente Lula da transferência da capital do Brasil para Salvador no 2 de julho. Agora a guerra política é guerra política. Pra mim, é o normal do que acontece todo ano eleitoral", alega o senador.

 

Ao ser questionado sobre o vídeo publicado pelo ex-ministro João Roma (PL), no qual este acusa o ex-governador Rui Costa de xenofobia por questionar sua identidade baiana, Wagner adotou um tom moderado. O senador, que é natural do Rio de Janeiro, minimizou a polêmica, atribuindo as falas ao "calor da disputa eleitoral". 

 

Reveja o vídeo:

 

"É o calor, até para o que eu diga, é o calor do 2 de julho, todo mundo com a cabeça quente. Eu vivo aqui há 52 anos, não sei quanto tempo Roma está aqui. Mas, na medida em que o cara está legalizado, eleitoralmente ele pode ser candidato. Eu acho que não é por aí, é o calor da disputa eleitoral", responde Wagner.

 

O senador também rebateu com firmeza as críticas da oposição, ligada à prefeitura de Salvador, sobre o cronograma de construção da ponte Salvador-Itaparica. Para Wagner, as queixas refletem o descontentamento dos adversários com a viabilização do projeto.

 

"Eu acho que eles estão nervosos de ver que a ponte virou uma realidade, como o metrô virou uma realidade, o VLT virou uma realidade. Por que eles estão nervosos que o pilar está sendo construído, colocado? Por mais dois, três meses, você vai ver a ponte avançando e aí vai calar a boca de quem não acreditou na realidade importante que vai ser a ponte Salvador-Itaparica. É, para mim, desespero", conclui o senador.

 

O parlamentar, antiga liderança do governo no Senado Federal, prevê que o avanço dos pilares da ponte de Salvador a Itaparica vai "calar a boca de quem duvidou" nos próximos meses, o que, segundo ele, encerrará as contestações técnicas e políticas sobre a viabilidade da obra.

Valmir Assunção prevê vitória do PT no primeiro turno e sai em defesa de Wagner no Caso Master: "Patrimônio da Bahia"
Foto: Victor Hernandes / Bahia Notícias

Vitória petista nas urnas no âmbito estadual e federal, isso ainda no primeiro turno. Foi assim que o deputado federal Valmir Assunção (PT) projetou o resultado da eleição geral agendada para outubro de 2026. Em entrevista ao Bahia Notícias, o deputado do PT ainda defendeu o senador Jaques Wagner (PT), investigado pela PF na 9ª fase da Operação Compliance Zero.

 

Presente nos festejos de 2 de Julho, o deputado federal comentou sobre as recentes entregas na Bahia, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparecendo ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na entrega do Teatro Castro Alves e no evento de início das construções da Ponte Salvador-Itaparica, além da inauguração de uma maternidade na cidade de Alagoinhas, gerida por Gustavo Carmo (PSD).

 

Para o político, estes projetos devem ser decisivos para uma vitória rápida da gestão governista na Bahia e no Brasil. "Por toda essa entrega, devemos ganhar ainda no primeiro turno", afirmou Valmir. 

 

Perguntado sobre o peso do Caso Master para a chapa governista, Valmir Assunção acusou o centrão de criar narrativas que situam Jaques Wagner no caso e que a PF deveria redirecionar suas investigações para políticos do centrão. "Fizeram de tudo para colocar Wagner no centro disso, mas quem o conhece sabe que ele jamais faria isso", afirmou o deputado. "Jaques Wagner é patrimônio da Bahia e devemos zelar por ele", completou Assunção.

 

Também citado em relatório da PF durante fases anteriores, ACM Neto (União) foi mencionado por Valmir como um dos políticos que deveria estar na mira das investigações. Segundo Assunção, o ex-prefeito da capital baiana estaria tão envolvido quanto a família Bolsonaro na fraude bilionária do Banco Master.

 

O deputado ainda argumentou que Wagner não se opôs à CPI proposta para investigar a fundo o escândalo do Master. "Ele não tinha problema algum, muito menos envolvimento com o caso", sugeriu Valmir.

VÍDEO: Wagner é recebido com vaias na caminhada do 2 de Julho em Salvador
Foto: Ronne Oliveira / Bahia Notícias

O senador Jaques Wagner (PT) foi recebido com vaias ao ser reconhecido pela população durante a caminhada do 2 de Julho, realizada nesta quinta-feira do Largo da Lapinha até o Campo Grande, em Salvador.

 

A reação do público ocorre semanas após a deflagração da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que teve Wagner entre os alvos, gerou desgaste em sua imagem e o levou a deixar a liderança do governo Lula (PT) no Senado. 

 

Veja o vídeo:

 

Entre os cartazes vistos no percurso, estavam frases relacionando o senador ao ex-banqueiro do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Gastos previstos com juros da dívida aumentam na gestão Jerônimo e chegam a R$ 1,9 bilhão, maior patamar da história
Foto: Reprodução / Gov.br

A previsão de gastos do Governo da Bahia com juros da dívida mais que dobrou durante a gestão Jerônimo Rodrigues (PT) e chegou ao maior patamar da série histórica disponível nos documentos orçamentários do Estado, iniciada em 2007.

 

Segundo levantamento feito com base nas Leis Orçamentárias Anuais (LOAs), o valor reservado para juros e encargos da dívida saiu de R$ 864 milhões em 2023 para R$ 1,9 bilhão na proposta orçamentária de 2026. A alta é de 116% em quatro anos.

 

Na prática, isso significa que o governo prevê gastar muito mais dinheiro apenas com o custo da dívida. Não se trata do pagamento do valor principal que o Estado deve, mas dos juros cobrados sobre essa dívida — como acontece quando uma pessoa, empresa ou governo toma dinheiro emprestado e precisa pagar encargos ao longo do tempo.

 

Em valores absolutos, a previsão de gastos com juros aumentou mais de R$ 1 bilhão entre 2023 e 2026. O avanço no governo Jerônimo supera os períodos anteriores analisados.

 

Juros da dívida por governo:

  • Jaques Wagner: R$ 671,8 mi → R$ 546,5 mi | queda de 18,66%
  • Rui Costa: R$ 608 mi → R$ 769,1 mi | alta de 26,51%
  • Jerônimo Rodrigues: R$ 864,9 mi → R$ 1,868 bi | alta de 116,03%

 

O aumento ocorre porque o custo da dívida tende a crescer quando o Estado contrata novos empréstimos, quando o volume total da dívida aumenta ou quando contratos antigos ficam mais caros por causa de juros, inflação ou variação cambial. Em resumo: quanto maior ou mais cara fica a dívida, mais dinheiro o governo precisa separar para pagar seus encargos.

 

No caso da Bahia, os próprios documentos orçamentários mostram que o Estado segue recorrendo a operações de crédito, que são empréstimos tomados pelo governo para financiar investimentos e despesas previstas no orçamento. A LOA de 2023 previa R$ 1,395 bilhão em operações de crédito. Na proposta de 2026, esse valor sobe para R$ 1,910 bilhão.

 

Além disso, desde o início do mandato, Jerônimo Rodrigues intensificou os pedidos de autorização para novos empréstimos junto à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Com novo pedido de R$ 5,5 bilhões encaminhado em 2026, o governo chegou ao 24º pedido de empréstimo, somando cerca de R$ 32,2 bilhões em solicitações.

 

Parte dessas operações ainda depende de contratação efetiva e nem todo o valor representa dívida direta já assumida pelo Estado. Em alguns casos, como no empréstimo de até R$ 5,49 bilhões para a Embasa, o governo atua como garantidor da operação. Ainda assim, o volume de pedidos ajuda a explicar a preocupação com o avanço dos gastos futuros ligados ao endividamento.

 

Esse tipo de empréstimo pode viabilizar obras e programas, mas também cria compromissos para os anos seguintes. Depois que o dinheiro é contratado, o Estado precisa pagar não apenas o valor tomado, mas também juros e outros encargos. A alta também aparece no comparativo mais recente. De 2025 para 2026, a previsão para juros e encargos da dívida passou de R$ 1,358 bilhão para R$ 1,868 bilhão, crescimento de 37,55% em apenas um ano.

 

Embora a LOA de 2023 tenha sido aprovada ainda no fim de 2022, antes da posse de Jerônimo Rodrigues, ela corresponde ao primeiro orçamento executado pela atual gestão. Já a proposta de 2026 é a última prevista antes do encerramento do mandato. Com isso, os gastos previstos com juros da dívida no governo Jerônimo não apenas superam os governos anteriores, como atingem o maior valor já registrado na série histórica das LOAs analisadas.

Wagner sinaliza que irá participar do desfile ao 2 de Julho: “Para mim é parada obrigatória”
Foto: Waltemy Brandão / Bahia Notícias

O senador Jaques Wagner confirmou que deve participar do tradicional desfile da Independência do Brasil na Bahia, em Salvador, que ocorre nesta quinta-feira (2). Em entrevista ao Bahia Notícias nesta segunda-feira (29), o parlamentar destacou que “o 2 de julho é uma parada obrigatória”. 

 

Wagner tem estado no centro das discussões políticas na Bahia e em Brasília após ter sido alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de irregularidades do Banco Master no sistema financeiro nacional. Na última semana, o petista chegou a ser afastado da liderança do governo petista no Senado após a revelação de sua relação com o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. 

 

Sobre o desfile de 02 de julho, que, tradicionalmente, é referido como marco político das pré-campanhas eleitorais, Wagner destaca que “olha, o 2 de julho é uma tradição nossa, evidentemente no ano eleitoral sempre esquenta um pouquinho as torcidas organizadas, mas para mim o 2 de julho é a festa maior dos baianos”. 

 

Segundo ele, a tradição histórica é mais importante. “É um direito de cada um fazer sua torcida, mas o mais importante é a gente reverenciar os heróis da independência do Brasil aqui na Bahia”, sustenta. “Então, para mim, o 2 de julho é uma parada obrigatória”, conclui.

VÍDEO: Jerônimo Rodrigues nega afastamento de Eduardo Sodré após citação em caso Master: “Não está no script”
Foto: Victor Hernandes / Bahia Notícias

O governador Jerônimo Rodrigues negou a possibilidade de afastamento do secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Sodré, após citação nas investigações da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura um esquema de irregularidades do Banco Master no sistema financeiro nacional. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (29), o petista disse ao Bahia Notícias que nenhum afastamento vai ocorrer “sem motivação concreta”. 

 

 

A resposta vem após o senador Jaques Wagner, que também foi alvo das operações da PF, ser afastado da liderança do governo petista no Senado após a revelação de sua relação com o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. 

 

Sobre a situação do gestor da Sema, Jerônimo afirma que “de forma nenhuma, de forma nenhuma nós vamos fazer afastamento sem qualquer tipo de motivação concreta, de provas”. “Eduardo é advogado, está defendendo, a ele e a família minha solidariedade, mas não está no script qualquer afastamento de nenhum secretário, por motivo do que está acontecendo, de denúncias ou qualquer tipo de julgamento”, respondeu.

 

Eduardo Sodré é enteado do senador. O Bahia Notícias teve acesso à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que oficializou a liberação dos mandados de busca e apreensão contra ambos e o empresário Augusto Lima. 

 

Nos registros destacados na peça jurídica, a Polícia Federal diz que, em conversas com Augusto Lima, o secretário estadual do Meio Ambiente da Bahia teria mencionado boletos, notas fiscais, documentos a serem assinados e providências necessárias à formalização de pagamentos.

 

Ainda em declaração nesta segunda, Jerônimo destaca: “Não há julgamento para que a gente possa definir ou determinar a saída de qualquer secretário”, conclui. 
 

VÍDEO: Sob aplausos e choro, Jerônimo reforça que “erro de Wagner foi cuidar de pobre” em evento com senador
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

Em um evento ocorrido em Barreiras, no Oeste da Bahia, nesta sexta-feira (26), o governador baiano, Jerônimo Rodrigues (PT), defendeu com veemência o senador e pré-candidato Jaques Wagner (PT), associando que o aliado teria cometido o “erro de cuidar de pobre”. Este foi o primeiro ato público conjunto dos partidários após as revelações da Polícia Federal, que mostram a relação de Wagner com um banqueiro, ex-sócio do Banco Master. 


Em seu discurso, sob aplausos do público presente, o governador elogiou a trajetória de Wagner e destacou a recente interlocução do parlamentar com o Palácio do Planalto para pacificar sua situação política. Emocionados, ambos se abraçam. Confira o momento em vídeo:

 

 

"É o primeiro ato público com Wagner depois do que quiseram fazer com ele. Ele esteve lá anteontem, conversou com o amigo dele, amigo nosso, o Lula, e se acertou. Porque, para além de um cargo de liderança, estão o Brasil e a Bahia. E nós vamos mostrar, nós vamos provar que, se você tem um erro na vida, para eles o erro é cuidar de pobre e dedicar a sua vida [a isso]. E nós confiamos em você. A Bahia te ama", alega o governador.

 

A manifestação de apoio de Jerônimo Rodrigues ocorre em um momento delicado para o senador. Jaques Wagner é alvo de investigação da Polícia Federal por suposto recebimento de vantagens indevidas da parte de Augusto Lima, banqueiro do banco Pleno, ex-sócio do banco Master.

 

O objetivo da suposta ação seria beneficiar o Banco Master em tramitações e discussões no Senado Federal. Em resposta, Wagner chamou a investigação de "patacoada"Em decorrência das investigações e do desgaste político, o parlamentar foi recentemente afastado da liderança do governo no Senado pelo presidente Lula, a ação segue na Operação Compliance Zero. 

Jaques Wagner chama atuação da PF de “patacoada” e diz que investigação tenta criar narrativa
Foto: Lula Marques / Agência Brasil

Alvo da operação Compliance Zero, senador Jaques Wagner (PT) criticou a condução da investigação da Polícia Federal (PF) e a apreensão em seu apartamento localizado em Brasília. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o parlamentar afirmou que houve “espetacularização” durante a operação.

 

O senador criticou a exposição da investigação e questionou a divulgação de imagens da operação. Wagner chamou de “patacoada” a fotografia de valores apreendidos sobre uma cama com o símbolo da Polícia Federal.


“Para que aquela patacoada de dinheiro em cima da cama com o escudo da PF? Esse processo era comum na Lava Jato”, afirmou.

 

Segundo o parlamentar, a crítica não é contra a investigação, mas contra a forma como o caso foi divulgado. “Eu não estou pedindo que não me investiguem, só estou dizendo para não fazer a patacoada que fazem. Aquela foto foi para tudo que é capa de jornal. Eu acho que isso é condenação a priori”, disse.

 

Em referência à investigação da empresa de sua nora, que recebeu 3,5 milhões do Banco Master, o senador disse que a Polícia Federal estaria construindo uma tese contra ele. “Acham que a empresa foi construída para me servir e vão correr atrás de provar essa tese. Não vão provar”, declarou.

 

Wagner também rebateu a ideia de que o caso teria origem na Bahia e citou o Banco Central ao falar sobre o Banco Master. “Nada começou na Bahia. Quem visualizou o Banco Master foi Roberto Campos Neto e seu Banco Central”, afirmou.

João Roma critica Wagner e disse que ele "pediu apartamento para a filha como se fosse um picolé na praia"
Foto: Maurício Leiro/Bahia Noticias / Agência Senado

Apesar de ter ficado em segundo plano nesta semana por conta da briga pública entre Michelle e Flávio Bolsonaro, a saída do senador Jaques Wagner (PT-BA) da Liderança do Governo deve seguir sendo explorada pela oposição e por seus adversários. Segundo a coluna Radar da revista Veja que chegou às bancas nesta sexta-feira (26), interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teriam afirmado que a demora na demissão do senador baiano seguirá sendo um “prato cheio” que pode vir a impactar o desempenho do líder petista nas pesquisas.

 

Uma das principais críticas dos adversários do senador baiano foi direcionada para a entrevista dada por ele à Band News no mesmo dia em que foi deflagrada a operação da Polícia Federal em suas residências. Ouvido pela coluna Radar, o presidente do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado, João Roma, disse à Veja que a performance de Jaques Wagner na entrevista foi pior do que a própria operação.

 

“É um escárnio. Uma coisa é ter relação com Vorcaro, outra é ver as coisas materializadas. É uma vergonha ele achar normal um banqueiro comprar um apartamento para a filha dele como se fosse um picolé na praia, uma cervejinha”, disse Roma.

 

Apesar da crítica, integrantes do PT da Bahia ouvidos pela coluna minimizaram o impacto da operação contra Jaques Wagner em relação ao desempenho do senador nas eleições, assim como do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A aposta desses interlocutores é que bastaria o presidente Lula dedicar algumas agendas no estado da Bahia para consagrar junto aos eleitores quem estiver ao seu lado.

 

A coluna Radar da Veja afirma ainda que na comemoração da independência da Bahia, no próximo dia 2 de julho, o presidente Lula deve evitar fotos ao lado de Jaques Wagner. Fontes ouvidas pela coluna dizem que a orientação a Lula seria a de manter uma “distância protocolar” do senador petista e candidato à reeleição.

Após saída de Jaques Wagner, Lula anuncia Teresa Leitão como líder do governo no Senado
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta quinta-feira (25), que a senadora Teresa Leitão (PT-PE) é a nova líder do governo no Senado, após a saída de Jaques Wagner (PT-BA), que deixou a função nesta quarta (24).

 

 

Em publicação no X, antigo Twitter, o presidente escreveu: "Designei a senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado com a missão de articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população brasileira que estão em tramitação, como o fim da escala 6 por 1 e a PEC da Segurança, entre outros", afirmou.

 

O senador baiano Jaques Wagner deixou o cargo de líder do governo no Senado, dias após ser incluído na lista de alvos da 9ª fase da Compliance Zero, operação que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

Jerônimo Rodrigues exalta trajetória de Jaques Wagner após senador deixar liderança do governo no Senado
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), publicou nesta quarta-feira (24) uma manifestação em sua conta na rede social X em apoio ao senador Jaques Wagner (PT-BA), após o parlamentar anunciar seu afastamento da liderança do Governo no Senado Federal.

 

Na publicação, Jerônimo afirma que a Bahia e o Brasil reconhecem o importante trabalho realizado por Wagner na função, destacando sua experiência, senso democrático e dom conciliador como fundamentais para a reconstrução da democracia e da soberania brasileira.

 

O governador reiterou ainda ter confiança total no senador, expressando certeza de que ele irá se defender de todas as injustiças e que seguirá se dedicando ao estado e ao país como senador e figura fundamental na caminhada de transformações e avanços na Bahia e no Brasil.

 

 

 

O afastamento de Jaques Wagner da liderança do governo foi anunciado pelo próprio senador em publicação nas redes sociais também nesta quarta-feira (24). Segundo o parlamentar, a decisão foi tomada em “comum acordo” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após uma reunião que classificou como “uma conversa entre amigos”.

 

A medida ocorre dias depois de o senador ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal, que cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao petista em Brasília e Salvador. Desde a operação, realizada na última quinta-feira (18), aliados do governo no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto vinham defendendo a saída de Wagner da função, com a avaliação de que a permanência do senador na liderança havia se tornado um fator de desgaste para o governo diante da repercussão da investigação.

 

Em seu anúncio, Wagner também indicou que, a partir de agora, sua prioridade absoluta será concentrar esforços em sua defesa diante das investigações e na articulação política para as eleições de 2026. "Minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado", afirmou o senador.

Wagner indica foco em “provar inocência” e nas eleições de Lula e na Bahia como motivo para deixar liderança do governo
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Em uma publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (24), o senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou seu afastamento da liderança do Governo no Senado Federal. A decisão, segundo o próprio parlamentar, foi tomada em “comum acordo” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após uma reunião que classificou como “uma conversa entre amigos”.

 

A decisão ocorre dias depois de o parlamentar ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao petista em Brasília e Salvador.

 

O senador também indicou que a prioridade, neste momento, será concentrar esforços em sua defesa diante das investigações e na articulação política para as eleições de 2026. “Minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado”, afirmou.

 

Desde a operação da Polícia Federal realizada na última quinta-feira (18), aliados do governo no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto vinham defendendo a saída de Wagner da função. Integrantes da base governista avaliavam que a permanência do senador na liderança havia se tornado um fator de desgaste para o governo, diante da repercussão da investigação.

 

A operação incluiu buscas em endereços ligados ao parlamentar e resultou na apreensão de valores em espécie. Segundo informações da investigação, foram encontrados US$ 49 mil em um imóvel relacionado a Wagner em Brasília. Somando também dólares e euros apreendidos em um endereço em Salvador, o montante recolhido pela Polícia Federal equivale a cerca de R$ 482 mil, conforme a cotação atual.

 

Segundo o O Globo, os bastidores do governo, interlocutores de Lula avaliavam que a situação tornava “praticamente insustentável” a permanência de Wagner no cargo de confiança. Apesar disso, a expectativa era de que o afastamento ocorresse sem rompimento político, considerando a longa trajetória de proximidade entre o senador e o presidente.

Jaques Wagner se reúne com Lula e deixa liderança do governo no Senado

O senador Jaques Wagner (PT-BA) deixou o Palácio da Alvorada na tarde desta quarta-feira (24), após uma reunião de cerca de duas horas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro terminou por volta das 16h40 e teve como um dos temas o futuro de Wagner na liderança do Governo no Senado.

 

O senador Jaques Wagner (PT-BA) deixou o cargo de líder do governo no Senado após a reunião.

 

A mudança ocorre após quase uma semana de crise e pressão pela saída, em meio à investigação da Polícia Federal sobre a suposta atuação do parlamentar em favor do Banco Master em troca de "vantagens indevidas". A decisão representa a tentativa de estancar o impacto na campanha à reeleição do presidente.

 

Em publicação nas redes sociais, o senador afirmou que a saída foi de "comum acordo" e chamou o encontro com Lula de "conversa entre amigos". Nos últimos dias, Wagner foi aconselhado por aliados próximos, especialmente do PT da Bahia, a deixar o posto para focar em sua defesa e preservar o presidente de desgaste político maior às vésperas da eleição. 

 

 

PF investiga suspeita de propina em articulação de ex-sócios do Banco Master com senadores
Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) está investigando as tratativas dos ex-sócios do Banco Master, Daniel Vorcaro e Augusto Lima, com os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner (PT-BA). A suspeita é de que houve pagamento de propina em troca de uma atuação parlamentar que favorecesse os interesses dos empresários em projetos de lei no Congresso Nacional.

 

As investigações apontam que o grupo buscava alterações legislativas em temas ligados aos seus negócios, como energias renováveis, crédito consignado e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Entre as medidas de maior interesse estava a chamada “emenda Master”, que pretendia aumentar a cobertura do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante. Segundo a PF, essa mudança poderia "sextuplicar" os negócios do banco, mas o texto acabou sendo rejeitado após oposição do governo e de grandes instituições financeiras.

 

Além disso, a PF identificou movimentações relacionadas a projetos de transição energética e ao mercado de crédito de carbono. Um relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) detalha como Vorcaro teria articulado para que seu motorista buscasse documentos em um endereço de Ciro Nogueira e os entregasse no Senado aos cuidados de um assessor do parlamentar. Para evitar a identificação, o ex-banqueiro teria orientado o motorista a apagar nomes de contatos no celular e a utilizar envelopes sem a logomarca do Banco Master.

 

No caso do senador Jaques Wagner, a investigação foca em uma medida provisória de 2022 que permitia operações de crédito consignado para beneficiários do BPC e do Auxílio Brasil. A PF alega que Augusto Lima teria procurado o senador para tratar do projeto. No entanto, a decisão judicial sobre o caso é considerada vaga quanto à atuação efetiva de Wagner, uma vez que a proposta foi aprovada rapidamente no Senado sem participação aparente do parlamentar, que na época era da oposição.

 

Jaques Wagner afirmou que a investigação cometeu um "erro grave" ao confundir uma emenda apresentada por ele com a ementa da medida provisória do governo anterior. Ele alega que sua atuação teve objetivo "estritamente social" e pediu a anulação das medidas de busca e apreensão. Além disso, Augusto Lima declarou que atua dentro da lei.

 

O Banco Master, que está no centro das investigações, é acusado de uma fraude bilionária ao sistema financeiro, tendo causado um prejuízo superior a R$ 57 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos após sua quebra.

Haddad defende Wagner e diz ser testemunha de que senador atuou contra o Banco Master
Foto: Reprodução

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP), fez nesta terça-feira (23) a defesa mais enfática de um líder petista em favor do senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo da Operação Compliance Zero da Polícia Federal na semana passada.

 

"Sou testemunha de que ele atuou contra o Banco Master e ajudou o governo a bloquear os interesses da instituição", afirmou Haddad à Folha de S. Paulo. O ministro acrescentou que poderia "depor onde ele quiser" em favor do senador.

 

A declaração representa uma mudança de tom em relação à semana passada, quando, logo após a operação, Haddad havia afirmado apenas torcer para que "a justiça seja feita" e dito que lamentaria "se uma pessoa próxima a mim errou".

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Começou a festa da democracia! Mas parece que tem gente que tá economizando até no cento de salgados. Mas entre quem chora pitanga e quem ostenta nas redes, podemos esperar de tudo até outubro. Só confesso que não esperava Cunha procurando sarna pra se coçar. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Jerônimo Rodrigues

Jerônimo Rodrigues
Foto: Leitor BN

"Dizer que somos povo de Deus". 


Disse o governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues ao rebater críticas de cunho religioso de opositores e pediu ajuda de aliados para atrair lideranças políticas e o eleitorado evangélico para a campanha petista. A fala, registrada em uma reunião com os caciques e os prefeitos da base aliada, na última quarta-feira (19) em Salvador, cita a prefeita reeleita de Cachoeira, no Recôncavo baiano, Eliana Gonzaga.

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