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mari menezes
A influenciadora digital Mari Menezes surpreendeu os internautas ao anunciar o sorteio de um item desejado, porém, inusitado para se ver em concursos virtuais: próteses de silicone.
Dona de um perfil com mais de R$ 3.4 milhões de seguidores no Instagram, a blogueira chamou a atenção até de quem não a acompanha na web após anunciar o "presentão de Natal para quem tem o sonho de ficar siliconada".
Nas regras, Mari ainda explica que o sorteio se restringe apenas a colocação da prótese de silicone, sem direito a mastopexia com prótese, ou seja, se a paciente tiver flacidez de pele ela não poderá fazer o implante.
A blogueira cita os profissionais envolvidos na promoção e a clínica responsável pelo procedimento, o Centro Brasileiro de Hidrolipo, localizado em São Paulo. Após a repercussão negativa, a postagem foi deletada do perfil da influenciadora
Foto: Instagram
O desejo pelas cirurgias plásticas é comprovado cientificamente. Segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS, na sigla em inglês), em dados divulgados em 2022, o Brasil voltou a ser o segundo maior país em realização de cirurgias plásticas no mundo.
No entanto, a promoção, tendo como prêmio a prótese de silicone fere o código de ética e pode gerar prejuízos para o portador da CRM.
O Código de Ética Médica, divulgado pelo Conselho Federal de Medicina, informa no Art. 112 que é vedado ao médico: "Divulgar informação sobre assunto médico de forma sensacionalista, promocional ou de conteúdo inverídico".
Ainda é proibido que médicos participem de anúncios de empresas comerciais qualquer que seja sua natureza, valendo-se de sua profissão.
De acordo com o CFM, os médicos que cometerem faltas graves previstas no Código "poderão ter o exercício profissional suspenso mediante procedimento administrativo específico".
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Alexandre de Moraes
"Somado à escolha seletiva do levantamento somente de parte dos procedimentos e o direcionamento subjetivo de um dos interessados de quais documentos".
Disse o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao encaminhar um ofício ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, no qual cita uma "escolha seletiva" na retirada do sigilo, por André Mendonça, dos inquéritos e procedimentos ligados ao Banco Master.