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oh kannalha
Qual a cara da Bahia? Essa é uma daquelas perguntas que possuem múltiplas respostas corretas. Dentre elas, está o pagodão baiano. E, neste verão de 2026, o que mais representa o gênero do que o sucesso “O baiano tem o molho”, de Oh Kannalha?
Este não é o primeiro sucesso do artista, que tem em seu repertório as faixas “Nego Doce”, “Penetra”, “Fraquinha” e “Traficante de Desejo”, mas é o primeiro a ultrapassar fronteiras terrestres e chegar a tapetes vermelhos e premiações norte-americanas.
A música se tornou a canção oficial do ator Wagner Moura durante a campanha de divulgação e premiações do filme “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho. O cantor inclusive participou da pré-estreia do longa em Salvador, no Cine Glauber Rocha, junto a parte do elenco.
“Na pré-estreia, eu fui convidado pela equipe do ‘O Agente Secreto’, a gente foi recebido super bem. Foi o dia que teve o real encontro com o Wagner Moura. A gente pode trocar uma ideia, contei a ele a história do Kannalha”, relembrou junto ao Bahia Notícias.
A música foi lançada durante a primeira edição do ensaio “O Molho - Ensaio do Maridão”, há quase um ano, e só foi trabalhada oficialmente pelo cantor após o Carnaval com vídeos de dança em pontos turísticos de Salvador e Camaçari.
O objetivo do Kannalha era simples: fazer o baiano ser o protagonista e relacionar a canção com elementos que representam a Bahia, como pontos turísticos e até comidas, a exemplo do acarajé.
“A partir do momento do vídeo da feira a galera entendeu: ‘Não, entendi, entendi o que vocês querem fazer aí’ e a gente foi se mantendo nessa linha, fazendo nada forçado”, explicou o cantor.
Acostumado a trabalhar suas músicas com calma, o pagodeiro explicou que a “senha” para manter o público interessado em suas canções sem se tornar cansativo é “ter confiança” em seu trabalho.
“Tem uma história ali na música, eu interpreto um personagem da música. Como eu tava ali cantando ‘o baiano tem o molho’ eu só precisei ser eu mesmo, então foi muito fácil. Mas eu já precisei ser Oh Kannalha que tem a senha que deixa fraquinha, eu já precisei ser a fase do ‘nego doce’”, explicou.
Para o cantor, o importante é fazer as coisas conectadas ao seu público. “As músicas vêm inspiradas através dos comentários, dos memes, inspiradas das coisas que eu ouço diretamente do público, então, a ideia do ‘Molho’ começou assim”, revelou.
“É uma conexão direta, por isso que a gente fala que a gente não fica caçando hit. A gente faz algo que a gente sabe que vai se conectar com nosso público e dali as coisas dão certo e tomam proporções gigantescas e sai até do controle da gente”, completou.
Oh Kannalha conta ainda que essa independência em escolher o tempo que escolhe para trabalhar sua música também se deve a sua liberdade criativa. “As pessoas entendem minha liberdade artística, não me pressionam, sabe? Tem um ano que eu lancei esse EP, O Molho do Maridão, e assim… qual artista fica todo esse tempo sem lançar música?”, reforçou.
Os frutos do sucesso do pagodeiro Danrlei, ou melhor, Oh Kannalha, são incontestáveis. A música “O baiano tem o molho” se tornou a canção oficial de promoção do ator baiano Wagner Moura durante a campanha do filme “O Agente Secreto” e já chegou a tapetes vermelhos, pré-estreias e até nas redes sociais do presidente do Brasil.
O que talvez não seja de conhecimento geral, é que a música de tanto sucesso fará um ano de lançamento. A canção foi a aposta do pagodeiro durante a primeira edição de seu ensaio de verão “O Molho - Ensaio do Maridão” e, com a chegada de uma nova edição nesta quinta-feira (15), a música permanece sendo o foco do artista.
Ao Bahia Notícias, o cantor explicou que apesar de ter lançado a música nos ensaios de verão, a ideia sempre foi trabalhar “O baiano tem o molho” após o Carnaval. O primeiro contato digital do público com a música foi após um vídeo de dança com o amigo, Gutto Cabral, do Afrocidade, em uma feira de rua de Camaçari.
Para 2026, o objetivo do cantor é manter o foco na música que já está em alta, deixando para apresentar novas músicas mais tarde. A primeira edição do ano de seu ensaio acontecerá nesta quinta-feira (15), mesmo dia da tradicional Lavagem do Bonfim, no entanto, o artista vem sendo presença garantida há algumas semanas em festas na capital.
No último fim de semana, Oh Kannalha participou do ensaio do Leo Santana, o famoso ‘Baile da Santinha’, e a edição 2026 do ‘Canto da Sereiona’, da cantora Rachel Reis. “A gente se fortalece, a nossa música agradece. Hoje encontrei três pessoas que disseram que pôde me ver pela primeira vez no Canto da Sereiona, faz a diferença”, explica.
Essa onda de colaborações permanece em seu ensaio de verão, que terá participações de Léo Santana, Daniela Mercury e EdCity Fantasmão. “Eu posso dizer que dá um calor, dá uma força para o momento que a gente vive, agora no verão. A gente poder estar juntos, cantando juntos, eu acho que o público ganha muito”, declarou.
“Até o Carnaval a gente vai curtir esse momento. O lançamento foi no ‘Molho’ passado e os frutos estão sendo colhidos nesse ‘molho’. Poder ver a cidade toda coma ideia do ‘molho’, tomando pra si”, comemorou.
CARNAVAL DE SALVADOR
Durante o bate-papo com o BN, Oh Kannalha aproveitou para confirmar sua presença no Carnaval de Salvador. O pagodeiro estará no circuito Barra/Ondina, na quinta-feira (12), no comando de sua pipoca que ainda não tem um nome escolhido.
“Pode chamar do que quiser: ‘Pipoca do Kannalha’, ‘Pipoca do maridão’”, brincou. O cantor explicou ainda que o momento na avenida será uma “coroação de gratidão” por tudo o que viveu e já concretizou desde o seu sucesso.
Em uma edição especial, comemorando nove anos de Afrobaile, a Afrocidade, banda anfitriã da festa, convida grandes nomes da música da Bahia para um encontro histórico e potente no dia 8 de novembro (sexta-feira), às 21h. Juntos, Afrocidade, Jau, O Kanalha, Sued Nunes, Yan Cloud, além dos DJs Zamba e Black Daria, farão uma justa homenagem ao dono da casa, o Ilê Aiyê.
O Afrobaile começou como um movimento de valorização da cultura e da música diaspórica encabeçado pela Afrocidade, em 2015, em Camaçari. De lá pra cá, se consolidou, tornando-se o maior evento independente na cena local, atraindo público de toda a região metropolitana.
Já foram realizadas 25 edições em Camaçari e também em Salvador para um público estimado de 50 mil pessoas. O palco do Afrobaile já recebeu em edições anteriores artistas como Liniker, Pablo Vittar, Russo Passapusso, Majur, Luedji Luna, Xênia França, Cronista do Morro, entre outros.
"Quando a banda surgiu, percebemos que não havia na cena de camaçariense um espaço que acolhesse a proposta musical que trazíamos. E o Afrobaile surge como um palco para acolher o nosso trabalho e também o trabalho de artistas que bebem dessa mesma fonte, de diáspora, de cultura preta, de afro-baianidade. É uma festa que, desde o começo, se destaca por ser um espaço mais livre de experimentação, aberto para novos artistas, de música, de dança, e que atrai o público pela identificação, pela originalidade e pela atmosfera que se tem ali", explica Eric Mazzone, vocalista e diretor musical da Afrocidade.
Oriki
A edição marcará também o lançamento de "Oriki", novo single da Afrocidade que chega em novembro nas plataformas digitais. Reverberando influências da "África atual e outras Áfricas possíveis", a banda constroi seu trabalho sonoro de forma coletiva e tem no encontro ao vivo com o público a sua potência maior.
Saudando os tambores de África, a banda reafirma em suas letras a força, importância e influência direta dos valores étnicos baianos e brasileiros. Além de Mazzone, a Afrocidade tem Fernanda Maia (vocal e percussão), Rafael Lima e Douglas Santos (Percussão) , Marley Lima (baixo), Sulivan Nunes (teclado) e Deivite Marcel e Guto Sobral (bailarinos).
SERVIÇO:
Afrobaile - Afrocidade convida Jau, O Kanalha, Sued Nunes, Yan Cloud, DJ Zamba e DJ Black Daria
Data: 8 de novembro (sexta-feira)
Horário: 21h
Local: Senzala do Barro Preto (R. Direta do Curuzu, 228 - Curuzu)
Ingressos: R$ 60 (inteira - primeiro lote) e R$ 40 (meia - segundo lote)
Vendas: Sympla
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Damares Alves
"Vai colocar muita gente na cadeia".
Disse a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) ao revelar que a CPMI do INSS possui documentos que envolvem “grandes igrejas” e “grandes pastores” nos desvios de dinheiro obtido por meio de descontos ilegais nos benefícios dos aposentados.