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Um homem de 39 anos foi preso na noite de domingo (5), no Pelourinho, em Salvador, após ser flagrado com uma pistola Glock calibre .380 durante uma abordagem da Polícia Militar. Segundo as informações, Antônio Jorge Santos Souza tentou escapar da fiscalização ao conduzir um Renault Duster na contramão.
O veículo também estava com a placa parcialmente coberta, o que chamou a atenção dos policiais. Após ser alcançado por equipes da Companhia de Emprego Tático Operacional (Ceto) do 18º Batalhão da Polícia Militar (BPM), o suspeito foi revistado e os agentes encontraram a arma de fogo.
Em nota enviada ao Bahia Notícias, a Polícia Civil informou que a Central de Flagrantes (Cenflag/Salvador) registrou a prisão em flagrante do homem pelo crime de porte ilegal de arma de fogo. Conforme a corporação, policiais militares apresentaram na unidade uma arma de fogo e munições apreendidas durante a ocorrência. Ainda segundo a Polícia Civil, guias para realização de perícia foram expedidas, e o suspeito permanece à disposição do Poder Judiciário.
ASSISTA:
??Homem é preso com pistola após tentar fugir de abordagem no Pelourinho
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) July 6, 2026
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A coordenação do projeto Canteiro Modelo de Conservação de Salvador informou ao Bahia Notícias que o aditivo de R$ 436 mil ao contrato de R$ 6,5 milhões entre a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Fundação Escola Politécnica da Bahia (Fep-BA) será destinado a ações na Gamboa, à manutenção de imóveis históricos no Pelourinho e à divulgação científica.
Em nota enviada, o coordenador da iniciativa, o professor Daniel Marostegan, detalhou o andamento das atividades. Segundo a equipe do projeto, a prorrogação do prazo de execução até novembro de 2027 foi necessária devido ao tempo de tramitação das licitações e da execução das obras previstas.
ENTENDA O CASO
O projeto, iniciado em 2024, faz parte do "Programa Conviver", uma ação implementada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em cooperação com a Faculdade de Arquitetura da UFBA (FAUFBA), viabilizada por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED nº 009/2023).
De acordo com a coordenação, a premissa central do Canteiro Modelo é reconhecer a moradia popular do Centro Histórico como um bem de valor cultural, atuando diretamente para preservar os modos de vida, a memória e as práticas que mantêm o território vivo.
Toda a gestão do projeto é compartilhada e participativa, sob a coordenação dos professores Daniel Marostegan e Juliana Nery (FAUFBA).
DESTINAÇÃO DE RECURSO
Questionada pelo Bahia Notícias sobre o destino específico do aporte extra de R$ 436 mil oficializado recentemente, a coordenação explicou que a verba será dividida em três frentes principais de atuação:
- Forte São Paulo da Gamboa: Realização de projetos complementares para habitação na comunidade local;
- 7ª Etapa do Pelourinho: Complementação de recursos para a manutenção de imóveis históricos utilizados como moradia popular;
- Divulgação Científica: Viabilização de viagens de membros da equipe para a apresentação dos resultados do projeto em eventos acadêmicos e técnicos da área.
O adiamento do encerramento das atividades para 30 de novembro de 2027 foi motivado por questões logísticas e burocráticas. Segundo a nota, o cronograma precisou ser estendido devido ao tempo necessário para a tramitação de licitações voltadas à contratação de empresas especializadas em manutenção de imóveis históricos, somado ao período de execução das obras.
Já o acréscimo de recursos financeiros decorre de custos de projetos complementares na Gamboa que se mostraram mais elevados do que o planejado inicialmente, além da necessidade de reforço orçamentário para as reformas no Pelourinho e para as ações de difusão dos resultados obtidos.
Atualmente, o Canteiro Modelo encontra-se em plena fase de implementação. Entre as entregas já realizadas estão levantamentos cadastrais, relatórios parciais, cadernos técnicos, projetos e boletins comunitários.
Para a próxima fase, os esforços estarão concentrados nas oficinas construtivas e nas intervenções de manutenção de imóveis na Gamboa e na 7ª Etapa do Pelourinho, além do início das aulas da primeira turma da Escola de Ofícios, voltada à formação profissional em restauro e conservação.
A história da Independência da Bahia será contada em linguagem de histórias em quadrinhos na nova publicação da Editora Olodum. A cartilha "2 de Julho – O Dia em que o Povo Venceu!" será lançada nesta quinta-feira (3), às 18h, na Casa do Olodum, no Pelourinho, e apresenta a participação popular na luta que consolidou a Independência do Brasil na Bahia, em 2 de julho de 1823.
Primeiro volume da Coleção Olodum Griô II, a obra destaca o protagonismo de mulheres e homens negros, indígenas, caboclos, soldados, marisqueiras, quituteiras e trabalhadores que participaram dos confrontos contra as tropas portuguesas. A narrativa é conduzida por jovens formados na Escola Olodum e busca aproximar a memória histórica das novas gerações por meio de uma linguagem acessível.
Produzida pela Escola Olodum, em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (PROEXC/UFRB) e a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI/MEC), a cartilha tem roteiro de V. B. Felipe, coordenação geral e editorial de Mara Felipe, revisão histórica de Marcelo Gentil e ilustrações de Adelson Sena. A publicação tem coedição da BFK Books.
Além da história em quadrinhos, a cartilha reúne QR Codes com conteúdos complementares, sugestões de atividades pedagógicas e músicas em ritmo de samba-reggae.
A programação de lançamento contará com apresentação da Escola Olodum, que interpretará canções sobre a Independência da Bahia, incluindo uma versão inédita do Hino do 2 de Julho em ritmo de samba-reggae. Ao final do evento, exemplares da cartilha serão distribuídos gratuitamente ao público, em quantidade limitada.
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O clima de Copa tomou conta do Pelourinho na tarde desta segunda-feira (29). Centenas de torcedores se reuniram no Centro Histórico de Salvador para acompanhar a vitória da Seleção Brasileira por 2 a 1 sobre o Japão, resultado que garantiu a classificação da equipe para a próxima fase do Mundial de 2026 e terminou em uma grande festa comandada pelo Olodum.
Em campo, o Brasil venceu com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli, garantindo a vaga na sequência da competição. A cada lance decisivo, o público reagia em coro, transformando o Centro Histórico em uma grande arquibancada a céu aberto.
Vestidos de verde e amarelo, moradores e turistas ocuparam o Pelourinho para acompanhar o confronto e celebrar mais uma vitória da Seleção. Bandeiras, camisas oficiais e muita animação marcaram o encontro, que reuniu torcedores de diferentes idades.
A programação especial foi promovida pelo Olodum, que comandou apresentações musicais nos intervalos da partida e também após o apito final, prolongando a comemoração com muito samba-reggae e clima de Copa.
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No São João do Pelourinho, em Salvador, nesta quarta-feira (24), o cantor e compositor Alceu Valença destacou a importância de respeitar as tradições que marcam o período junino. Questionado sobre se, nesta fase da carreira, ainda busca novas referências musicais ou se prefere preservar os elementos tradicionais de sua obra, o artista afirmou que adapta seu repertório de acordo com cada momento festivo.
“Quando eu tô no Carnaval, eu faço Carnaval. Quando é um período normal, eu faço músicas que não têm nada a ver com o Carnaval nem com o São João. Quando chega o São João, eu respeito a tradição e faço um show de São João”, disse.
Alceu ressaltou que o espetáculo apresentado durante os festejos juninos é construído a partir de referências consagradas da música nordestina. No repertório, estão canções de nomes como Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga, além de sucessos autorais ligados ao forró e ao xaxado. “Nesse show que está aqui, eu canto música de Jackson do Pandeiro, canto música de Gonzagão e faço meu show de xaxado e baião”, afirmou.
O vocalista do Olodum, Lazinho, destacou que teme a perda da identidade cultural das festas populares da Bahia. Em entrevista nesta quarta-feira (24), o cantor que representa o Olodum à décadas, compara a situação do São João e do forró com o movimento que ocorreu com o Carnaval de Salvador e as bandas de percussão.
“Quando você abre mão da sua cultura, você deixa de ser cidadão. É a história que diz isso”, garante o cantor. Segundo ele, é possível incluir outros gêneros nas festas desde que a adaptação respeite os ritmos e artistas locais.

Foto: Reynaldo Félix / Ag. Fred Pontes / Sufotur
“Agora, quando você se adapta e faz bem feito, eu acho que dá pra fazer”, afirma. “Mas tem as pessoas que lutam o ano todo, ficam sem dar de comer a família, comprar uma roupa para os filhos, uma moradia”, destaca.
Segundo o artista, “tem ritmos que ninguém invade, é o nosso porque que tem que invadir?”, questiona. “Aconteceu isso com o Carnaval, estamos perdendo o Carnaval e podemos perder o São João. Eu acho que é cada um na sua praia”, conclui Lazinho.
Nesta quarta-feira (24), o Olodum é a banda que representa a Torcida Brasil em Salvador, com transmissão da emissora SBT no Largo do Pelourinho.
Veja vídeo:
Os vocalistas do Olodum destacaram, em entrevista nesta quarta-feira (24), a relação com o narrador Galvão Bueno e o histórico de boa sorte em jogos da Seleção Brasileira. A banda que representa a Torcida Brasil em Salvador nesta copa, com transmissão da emissora SBT, destaca que a relação com Galvão é histórica.
“Galvão Bueno é nosso parceiro desde 2002 e inclusive acabou de entrar no Guinness Book, com [narração de] 148 jogos de Copa do Mundo. Parabéns, Galvão, no parceirão. Ele foi pra outra emissora, levou a gente e aonde ele for, a gente vai”, diz Digo de Deus, cantor da Escola Olodum.
Lucas Di Fiori, vocalista da banda Olodum, destaca que a relação entre a Seleção Brasileira e a banda é antiga.
“Essa relação da gente com a Copa vem desde os anos 90, a gente fazia ensaios aqui, os integrantes e a diretoria vinham assistir o jogo aqui. Em 94, o Olodum foi contratado por uma cervejaria para tocar nos estádios, lá nos Estados Unidos, e em 2002z Então, todos os anos estamos tanto com a Seleção Brasileira quanto com a nossa torcida aqui”, explica.
O cantor diz ainda que Galvão Bueno chegou a nomeá-los como uma espécie de amuleto da sorte depois da conquista do penta-campeonato em 2022: “Galvão chama a gente de pé-de-coelho, ele que não é nada supersticioso. Então a gente fica feliz em participar e em ser lembrado”, conclui.
Veja:
Em clima de São João, baianos e turistas encheram as ruas do Pelourinho nesta quarta-feira (24) para as transmissões do jogo entre Brasil e Escócia pela fase de grupos da Copa do Mundo.
Com as ladeiras lotadas, o Bahia Notícias veio até o Pelourinho para saber a expectativa da torcida baiana - tipicamente atrelada aos times Bahia e Vitória - para o jogo desta noite.

Foto: Sandro Honorato/ Ag.Fred Pontes.
O Brasil entra em campo às 19h (horário de brasília) em um jogo que deve definir o destino da Seleção nos jogos do mata-mata.
Veja palpites:
O Bahia Notícias acompanhou de perto a programação do São João no Pelourinho e registrou os principais momentos da festa que reuniu grandes atrações e milhares de pessoas no Centro Histórico de Salvador ao longo dos dias de celebração.
Entre shows, apresentações culturais e a animação do público, nossa equipe captou os melhores cliques da festa. Confira a galeria de fotos e relembre os destaques de mais uma edição do arraial da Bahia.
As comemorações seguem nesta quarta-feira (24), último dia de festa. Além das grandes atrações como Limão com Mel, Dan Valente e Alceu Valença, o Pelourinho também contará com telões transmitindo a partida entre Brasil e Escocia, pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo da Fifa.
CONFIRA TODAS AS ATRAÇÕES DESTA QUARTA:
Largo do Pelourinho
Limão com Mel
Jogo do Brasil / Torcida Olodum
Alceu Valença
Lairton e Seus Teclados
Ávine Vinny
Michele Andrade
Largo Tereza Batista
Viola de 12
Julio e Jhonatan
Bel Lima
Banda Zefa
Forró Calango Aceso
Amor Q Fica
Luiz Bento
Largo Quincas Berro d'Água
Dan Miranda
Dan Valente
Filipe Vier
Raio da Silibrina
Rala Fivela
Julia Viana
Gabriel Rabelo
Praça das Artes
Ana Mameto
Jeanne Lima
Arthur & Allancid
Forró do Zé
Vulcão Aceso
Pedro Libe
Lhego Valentim
Tieta
Filhos do Brasil
Claudio Ney & Juliana
Dan Ventura
Benza Deus
Oswaldinho Dr. da Safona
Banda 100 Parea
Sarah Reis
Tieta – Quadrilhas
Forró Tremendão
Império do Forró
Asa Branca
Renovação Tia Dulce
Guerreiros do Cangaço
Nação Forrozeira
Carmo
Jô Miranda
Renno Poeta
Página Virada
Olivan Monteiro
Kelly Fonteli
Coreto – Terreiro de Jesus
Forró Xote de Anjo
Neném do Acordeon
Os Bambas do Nordeste
Tire Xote
Luana Ingry
Abel e Alê
Bruno Lima
Sala de Reboco
Frutos Nordestinos
Eduardo Pires
Gilda Mel
Matheus Dantas
Deja Ribeiro
Elaine Fernandes
Deivy Ferreira
Espaço Infantil
Musiclauns
Samba Junino – Ruas do Pelourinho
Só Samba de Roda Urbano
Jogo do Brasil
MMP – Movimento Maciel Pelourinho
Trios e Quartetos Nordestinos
Dois Tons e Meio
Sulêra
Trio Neto Procópio
Furgão Elétrico – Itinerantes
Forró Xote de Anjo
Grupo Samba Lute
Davi Dias
Renyvia
Rennan Pinheiro
Palco Móvel – Itinerantes
A2 no Xote
Igor Rodrigues
Lucas Araújo
Igor & Jean
Rebeca Tárique
Zueira Elétrica – Itinerantes
Jessi Reis
Julia Viana
Liziane Príncipe
João Paulo Expresso
Lucas Tibério
Joelzinho Sanfoneiro
Didio Sanfoneiro
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Reynaldo Félix / Ag. Fred Pontes / Sufotur

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Kleber lobo/ Ag Fred Pontes

Kleber lobo/ Ag Fred Pontes
O São João do Pelourinho segue a todo vapor, mas, na véspera do feriado junino, para a festa ser completa, existem algumas tradições que são sagradas.
O Bahia Notícias foi dar um giro pelos largos do Pelô para descobrir o que não pode faltar de jeito nenhum no São João dos baianos e dos turistas. Tem o clássico licor, o milho assado na brasa e, claro, aquele arrasta-pé de respeito.
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@daviribeiro.raw / AG FPontes
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@daviribeiro.raw / AG FPontes
CONFIRA:
O cantor e sanfoneiro Fábio Carneirinho afirmou que a montagem do repertório de seus shows vai além da escolha das músicas e é construída de acordo com a resposta do público. Em entrevista ao Bahia Notícias, nesta terça-feira (23), após apresentação no Pelourinho, em Salvador, o artista explicou que adapta a ordem das canções durante a apresentação, conforme a reação da plateia.
Segundo Carneirinho, seus shows são estruturados em três pilares: clássicos do forró, músicas autorais e releituras de outros estilos musicais adaptadas ao gênero. Para ele, essa combinação permite valorizar as raízes do ritmo sem deixar de dialogar com diferentes públicos.
"São três pilares: as músicas baluartes, de Gonzaga e Dominguinhos, que fizeram o São João chegar até aqui; as músicas autorais, para mostrar quem a gente é; e também a fusão de outros estilos junto do forró. A gente gosta de outros ritmos, só não quer que eles sejam o ator principal no São João", afirmou.
O artista ressaltou ainda que, durante a apresentação, o repertório pode sofrer alterações de acordo com a energia do público. "A gente vai sentindo ali a galera e vai mudando. Vou falando com a banda e trocando o repertório sempre que precisa", completou.
ASSISTA:
?? Clássicos, autorais e releituras: Fábio Carneirinho revela critérios para montar repertório
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) June 24, 2026
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O cantor e sanfoneiro Fábio Carneirinho afirmou que a paixão pelo forró é o que o mantém no gênero, mesmo com a presença cada vez maior de ritmos como arrocha e piseiro nas festas juninas. A declaração foi dada ao Bahia Notícias nesta terça-feira (23), após apresentação no Pelourinho, em Salvador.
Segundo o artista, o vínculo com o forró nasceu ainda na infância e se consolidou ao longo da carreira. Há 25 anos vivendo exclusivamente da música, ele disse que nunca cogitou seguir outro caminho profissional.
"Quando você é apaixonado por uma coisa, não consegue sair dela de jeito nenhum. Cresci apaixonado pelo autêntico forró e já há 25 anos ganho a vida tocando puramente forró. Não me vejo fazendo outra coisa. Sou apaixonado pelo forró", afirmou.
ASSISTA:
?? Fábio Carneirinho diz que paixão pelo forró sustenta trajetória no gênero: "Não me vejo fazendo outra coisa"
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) June 24, 2026
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O cantor Del Feliz afirmou que considera uma responsabilidade defender o forró como patrimônio cultural, embora evite se definir como um "protetor" do gênero. A declaração foi dada nesta terça-feira (23), após apresentação no Pelourinho, em Salvador, durante a programação do São João da Bahia.
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André Carvalho / BN
Segundo o artista, a cultura está em constante transformação, mas precisa ser preservada quando passa a representar a identidade de um povo. Del destacou que sua atuação em defesa do forró acontece de forma espontânea e é resultado da ligação construída ao longo da carreira com as tradições nordestinas.
"A cultura não é estática, ela vai se moldando, se reorganizando. Mas é importante pensar que quando vira identidade, precisa ser protegida. [...] Me honra muito ser um dos defensores dessa riqueza que é o forró", afirmou.
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André Carvalho / BN
Del Feliz lembrou que foi padrinho da campanha que resultou no reconhecimento do forró como Patrimônio Cultural do Brasil e disse que agora acompanha a mobilização para que o gênero também seja declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.
O cantor também ressaltou que recebeu, em 2024, uma homenagem da Unesco pelo trabalho em defesa da cultura popular e foi nomeado embaixador da cultura nordestina e do forró no Japão. Para ele, os reconhecimentos ampliam a responsabilidade de seguir promovendo o gênero dentro e fora do país.
ASSISTA:
?? Del Feliz destaca papel na valorização do forró e sonha com reconhecimento mundial do gênero
— Bahia NotÃcias (@BahiaNoticias) June 24, 2026
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Um dos principais nomes do forró, Dorgival Dantas afirmou que o sucesso de suas músicas está ligado à simplicidade das letras e à forma como retratam situações do cotidiano. A declaração foi dada ao Bahia Notícias nesta terça-feira (23), após apresentação no Pelourinho, em Salvador, durante a programação do São João da Bahia.
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André Carvalho / BN
Segundo o cantor e compositor, nunca houve uma preocupação em criar canções com potencial comercial ou que atravessassem gerações. Ele contou que escrevia as músicas em um caderno, inspirado por histórias e sentimentos presentes na vida das pessoas. "Eu procurei escrever uma canção minha como se fosse uma conversa. Você pensa em coisas que acontecem no seu dia a dia, no meu, no de todo mundo. Não tinha a pretensão de fazer a canção que fosse dar certo", afirmou.
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André Carvalho / BN
Dorgival também destacou que sempre preferiu usar uma linguagem simples nas composições. Para ele, não há necessidade de "inventar muito" para criar músicas que se conectem com o público, citando sucessos como Você Não Vale Nada, Mas Eu Gosto de Você e outras canções marcadas por temas como amor, saudade e superação.
O artista ainda reforçou o carinho pelo forró e disse torcer para continuar contribuindo com o gênero que marcou sua trajetória na música brasileira.
ASSISTA:
??Dorgival Dantas atribui sucesso de suas músicas à simplicidade e ao cotidiano
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) June 23, 2026
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O cantor Del Feliz concedeu entrevista nesta terça-feira (23) antes de seu show no Pelourinho, em Salvador, e falou sobre sua trajetória e o papel que sente de defender o forró como expressão cultural. Padrinho da campanha que registrou o forró como Patrimônio Cultural do Brasil e embaixador da cultura nordestina e do forró no Japão, o artista disse que a missão é grande, mas o prazer é maior.

"Eu não me sinto capaz de ser um protetor, não sei se seria essa palavra, mas me honra muito ser um dos defensores dessa riqueza que é o forró, enquanto uma manifestação cultural, enquanto um aglomerado de ritmos tão forte e marcante em todo canto do mundo. É uma responsabilidade bacana", afirmou.
Del Feliz também contou um pouco de sua trajetória, que o levou de uma infância humilde em Belo Horizonte ao reconhecimento internacional. "Eu saí do Barreiro, catando lata, vendendo geladinho, cheguei à Unesco em 2024, justamente pelo meu trabalho dedicado a essa cultura", disse.

O cantor ainda destacou o processo de expansão global do forró e defendeu que a cultura, quando vira identidade, precisa ser protegida. "A cultura não é estática, ela vai se moldando, se reorganizando, mas é importante a gente pensar que quando ela vira identidade, ela precisa ser protegida", afirmou. Atualmente, ele acompanha e torce pelo reconhecimento do forró como Patrimônio da Humanidade pela Unesco.
Após abrir a programação de shows no Pelourinho, em Salvador, nesta terça-feira (23), o cantor Chambinho do Acordeon defendeu que o forró continue ocupando o papel central nas celebrações de São João. Em entrevista coletiva, o artista afirmou que o público presente demonstrou o carinho pelo gênero.
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André Carvalho / BN
Apesar de reconhecer a dificuldade de ser a primeira atração da noite, Chambinho disse que encontrou uma plateia animada e preparada para a festa. Segundo ele, quem escolheu acompanhar a programação no Pelourinho foi motivado pela paixão pelo forró.
"Quem veio pro Pelourinho hoje é porque ama de paixão o forró. É muito importante manter o protagonismo do forró no São João. Não estou dizendo que não pode ter outros segmentos. Eu também gosto de ouvir outros ritmos, mas o protagonista tem que ser o forró", afirmou.
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André Carvalho / BN
O cantor ressaltou que não é contrário à diversidade musical nas festas juninas, mas defendeu que a identidade do São João seja preservada por meio da valorização do ritmo tradicional nordestino.
ASSISTA:
??Chambinho defende protagonismo do forró na programação do São João
— Bahia NotÃcias (@BahiaNoticias) June 23, 2026
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O cantor Chambinho do Acordeon concedeu entrevista nesta terça-feira (23) após seu show no Pelourinho, em Salvador, e revelou detalhes do novo audiovisual gravado na Bahia, que conta com 15 participações especiais, entre elas Dorgival Dantas, Solange Almeida e Mario Coelho.
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O projeto foi lançado na semana passada em todas as plataformas digitais, com a música "Deus Me Livre da Maldade Alheia" como primeiro lançamento.
A escolha da Bahia para as gravações foi uma decisão de princípios, segundo o cantor. Natural do Piauí e morador de Fortaleza, no Ceará, Chambinho optou por gravar em Cachoeiras do Paraguaçu, cidade do Recôncavo Baiano conhecida por ser a terra natal do poeta Castro Alves.
"Minhas raízes estão no Piauí e eu moro em Fortaleza, seria mais fácil por logística gravar lá. Como já tenho relação com a Bahia, falei no escritório para gravarmos aqui. Falei com Dorgival, aceitou. Solange Almeida aceitou, Mario Coelho aceitou", contou.
O artista também falou sobre a importância da música na educação das crianças, especialmente no Nordeste.
"Tenho certeza de que o lugar da música é na escola. O poeta diz que quem não sabe de onde veio não sabe para onde vai. Por isso é importante começar cedo em contato com a música", afirmou.
Confira fotos do show que ocorreu antes da entrevista:


O cantor Chambinho do Acordeon, nome artístico de Nivaldo Expedito de Carvalho, abriu nesta terça-feira (23), véspera do São João, a noite de shows do Pelourinho, em Salvador, animando o público da capital baiana.

Entre as músicas tocadas pelo artista, estava "Frevo Mulher", composição de Zé Ramalho interpretada na versão forró, ritmo típico do São João.
Confira trecho do show:
??Chambinho do Acordeon abre noite de shows no Pelourinho na véspera do São João
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) June 23, 2026
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Após Chambinho, a noite no Pelourinho segue com Del Feliz, Dorgival Dantas, Waldonys e Fabio Carneirinho.
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O quinto dia de festa do São João da Bahia no Pelourinho promete fortes emoções para o público. Após a segunda noite seguida de lotação máxima no Largo do Pelourinho, principal palco da festa, a terça-feira (23) contará com grandes atrações e a dica é chegar cedo para garantir um lugar próximo ao palco.
Promovido pelo Governo do Estado, o São João da Bahia em 2026 tem o Pelourinho como palco principal da festa. Os shows tem início a partir das 17h30, de acordo com a Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur), nos espaços Largo do Pelourinho, Praça Quincas Berro D'Água, Largo Tereza Batista, Praça Terreiro de Jesus, no espaço Sala de Reboco, na Praça Tieta e na Praça das Artes, e no Santo Antônio Além do Carmo.
Entre as atrações que agitam o público nesta terça estão Dorgival Dantas, Fabio Carneirinho, Cuscuz com Leite, André e Mauro, Del Feliz, TK o Rei do Bar, atrações de samba junino pelas ruas do Pelô e mais. Confira:
LARGO DO PELOURINHO
- Chambinho do Acodeon
- Del Feliz
- Dorgival Dantas
- Waldonys
- Fabio Carneirinho
LARGO TEREZA BATISTA
- Flor Serena
- João Almeida
- Lucas Queiroz
- Liziane Principe
- Enzo Bruxo
- Beth Dias
- Bete Nascimento
LARGO QUINCAS BERRO D'ÁGUA
- Darlison Rodrigues
- Aline Ataide
- Flaviana Fernandes
- Tio Mané
- Cuscuz com Leite
- Gisele Café
- André e Mauro
PRAÇA DAS ARTES
- Arreio de Ouro
- Karollzinha Sanfoneira
- Rafinha Asas
- Jéssica Montez
- Bailinho de Quinta
- Edu Casanova
- Peu do Acordeon
LARGO DA TIETA
- Thiago Carvalho
- TK o Rei do Bar
- Melaço de Cana
- Leo Balbinotti
- Lucas Melo
- Eline Martins
- Reina
LARGO DA TIETA - QUADRILHAS
- Capelinha do Forró
- Forró Mandacaru
- Dançart
- Fogueira Santa
- Pinga Ne Mim
CARMO
- Giannini Alencar
- Forró Saracura
- Fabio Carneirinho
- Breno Saborear
- Fogo Latino
CORETO - TERREIRO DE JESUS
- Kiko Xonado
- Juan e Ravena Franco
- Gilson Prates
- Alcemar Gomes
- Zé Araújo
- Cid Rocha
- Caroline Melo
SALA DE REBOCO
- Ricardo Buruá
- Samuel Cesino
- Titto Freitas
- Maria Nicoly
- Forró Sobepoeira
- Aluizio Gomes e Balanço Quente
- Banda Release
ESPAÇO INFANTIL
- Grupo Uni Duni Tê (UDT)
SAMBA JUNINO - RUAS DO PELOURINHO
- Leva Eu
- Só Samba de Roda
- Jovem Junino Sampelô
- Samba Fogueirão
- Arrastão Viola Paraguaçu
- Curuzu City
TRIOS E QUARTETOS NORDESTINOS
- Os Fi de Painho
- Trio Três do Mesmo
- Alê do Amparo
- Soteroxote
- Divino Forró
- Tenilson Gonzaga
- Luciano Sanfoneiro
- Forró Trio Licuri
- Zé 21 e Forró do Manda
FURGÃO ELÉTRICO - ITINERANTES
- Banda Serra Norte
- Jota Zô
- Zeu Lobo e Alcatéia B
- David Baião
- Chavequeiros do Forró
PALCO MÓVEL - ITINERANTES
- Oxeturá
- Arame Liso
- Forró Bom Todo
- Boa Viagem
- Forró Mangueados
ZUEIRA ELÉTRICA - ITINERANTES
- Lhego Valentim
- Matheus Chamma
- Gilda Mel
- Simpa
- Rafa Lemos
A banda Mastruz com Leite foi uma das atrações que movimentaram o São João da Bahia no Pelourinho nesta segunda-feira (22) e embalou a noite com uma apresentação marcada por repertório tradicional e forte presença de público no Largo do Pelourinho, em Salvador.
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A banda subiu ao palco como uma das principais atrações da programação do dia, que contou com nomes como Falamansa e outros artistas distribuídos em diferentes espaços do Centro Histórico. Com 36 anos de carreira, o grupo apresentou canções consagradas que seguem presentes na memória do público e reforçam a identidade da banda dentro do forró nordestino.
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Mais cedo, em entrevista ao Bahia Notícias, o vocalista Gilly Araújo destacou a responsabilidade de manter a essência do grupo e preservar os arranjos originais das músicas que consagraram a banda. Ele também ressaltou a ligação histórica do Mastruz com Leite com Salvador e afirmou que o objetivo da formação atual é seguir honrando o legado construído ao longo dos anos.

Arianne Ribeiro / Bahia Notícias
A banda Forró Rasta Pé reforçou a importância de manter viva a cultura nordestina por meio da música e destacou o compromisso de apresentar um repertório que dialogue com diferentes gerações. As declarações foram dadas ao Bahia Notícias nesta segunda-feira (22), antes do show no Pelourinho, durante os festejos juninos de Salvador.
A vocalista Daniela Penna afirmou que um dos objetivos do grupo é valorizar as tradições do Nordeste e incentivar que crianças e jovens tenham contato com o repertório do forró. "A gente quer reforçar a beleza da nossa cultura nordestina. Não podemos abrir mão disso. Fazemos essa busca com muito cuidado para que o público mais novo e as crianças continuem acessando esse repertório da nossa cultura, que é tão bonita e fala da nossa realidade", disse.
Já o vocalista Lucas Argolo destacou a relação da banda com o Centro Histórico de Salvador e afirmou que o grupo se sente em casa ao voltar a se apresentar no Largo do Pelourinho durante o São João. "A gente toca aqui há muito tempo. Costumamos dizer que o Forró Rasta Pé é uma banda do Centro Histórico. Estamos muito felizes de voltar e fazer parte dessa festa", afirmou.
O vocalista do Mastruz com Leite, Gilly Araújo, afirmou que assumir os vocais de uma das bandas mais tradicionais do forró exige o compromisso de preservar a identidade construída ao longo de mais de três décadas. A declaração foi dada ao Bahia Notícias nesta segunda-feira (22), antes da apresentação do grupo no Pelourinho, durante os festejos juninos de Salvador.

Eduarda Pinto / Bahia Notícias
Segundo o cantor, a principal missão da formação atual é manter a essência que consagrou o Mastruz com Leite, respeitando os arranjos e interpretações que marcaram gerações de fãs. "É uma responsabilidade muito grande. A gente sempre procura manter a essência da banda, a mesma pegada e as músicas do jeito que foram gravadas. É isso que incentiva e alegra o fã", contou ao Bahia Notícias.
Durante a coletiva, Gilly também destacou a relação histórica do grupo com Salvador, e acumula 36 anos de carreira, mais de 40 CDs lançados e um repertório de sucessos que, segundo ele, continua presente na memória e nas festas do público.
ASSISTA:
O vocalista do Falamansa, Tato, defendeu o fortalecimento do forró ao longo de todo o ano e afirmou que a preservação da cultura junina depende de investimentos permanentes, e não apenas durante o período de São João. A declaração foi dada nesta segunda-feira (22), em coletiva de imprensa antes do show da banda no Pelourinho, em Salvador.
André Carvalho / BN
Segundo o cantor, a presença de artistas de diferentes estilos nas festas juninas é natural, mas isso não deve reduzir o espaço dedicado ao forró. Para ele, o caminho é incentivar o gênero de forma contínua, garantindo que a tradição permaneça viva. "O movimento junino cresce cada vez mais e é importante que as cidades tenham atrações de outros estilos, mas a gente não pode deixar essa cultura morrer. Como faz isso? Fomentando o forró o ano inteiro, não só no mês de junho", afirmou.
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André Carvalho / BN
Tato destacou que o Falamansa mantém sua identidade desde o início da carreira e que nunca buscou seguir tendências musicais. O artista disse que a banda está satisfeita com sua trajetória e que o mais importante é continuar levando a música nordestina ao público, independentemente do tamanho dos palcos.
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André Carvalho / BN
O cantor também defendeu a convivência entre diferentes ritmos nas festas populares e comparou o debate ao Carnaval. "Nós temos um país plural e uma diversidade cultural que tem que coexistir. Ninguém imagina dizer que no Carnaval não pode tocar forró, então o importante é valorizar todos os estilos", declarou.
Ao citar iniciativas recentes, Tato elogiou o projeto "Dominguinho", de João Gomes, Jota.pê e Mestrinho, afirmando que ações como essa ajudam a ampliar o alcance do forró e a aproximar o gênero das novas gerações.
ASSISTA:
?? "Fomentar o ano inteiro": Falamansa defende espaço do forró para além do São João
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O Largo do Pelourinho voltou a atingir a lotação máxima na noite desta segunda-feira (22), durante a apresentação da banda Falamansa. Esta é a segunda noite consecutiva em que o principal palco do São João da Bahia alcança sua capacidade máxima de público.

André Carvalho / BN
A Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (Sufotur) informou ao Bahia Notícias que os acessos ao Pelourinho precisaram ser fechados ainda na primeira metade da programação devido à grande concentração de pessoas no Centro Histórico.
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???????André Carvalho / BN
Segundo o órgão, milhares de visitantes ocuparam as praças, largos e ruas da região, desde o Terreiro de Jesus até o Carmo. A programação da noite contou com atrações simultâneas em sete espaços, além de apresentações itinerantes. Além do show da Falamansa, a programação desta segunda-feira incluiu nomes como Mastruz com Leite.
CONFIRA:
?? Pelourinho atinge lotação máxima pela segunda noite seguida durante show da Falamansa
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O vocalista da banda Falamansa, Tato, afirmou que o grupo seguirá apostando em um repertório voltado para mensagens de alegria, amor e fé, mesmo diante da popularidade das músicas de sofrência. A declaração foi feita nesta segunda-feira (22), em resposta ao Bahia Notícias, durante coletiva de imprensa antes da apresentação da banda no Pelourinho, em Salvador.
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André Carvalho / BN
Segundo o cantor, a proposta da banda permanece a mesma desde o início da carreira, há 27 anos. Ele destacou que os integrantes compartilham do mesmo propósito e atribuiu a longevidade do projeto ao apoio do público. "Mesmo que a música caminhe para outros lados, é sempre importante ter o contraponto. Talvez, quanto mais a música caminhe para o outro lado, mais necessário seja falar de coisas boas e ser um amparo na hora das dificuldades das pessoas", disse.
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André Carvalho / BN
Tato também ressaltou que a combinação entre as mensagens positivas e o ritmo marcado por zabumba, triângulo e sanfona ajudou a consolidar a identidade do Falamansa ao longo dos anos. Para o artista, esse estilo continua encontrando espaço tanto para celebrar momentos de alegria quanto para oferecer conforto ao público.
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André Carvalho / BN
ASSISTA:
?? Tato defende mensagem positiva do Falamansa em meio à popularidade da sofrência
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O São João da Bahia no Centro Histórico chega à sua quarta noite nesta segunda-feira (22) e com os largos do Centro Histórico lotados por baianos e turistas, o Bahia Notícias ouviu a avaliação do público sobre a edição deste ano.

André Carvalho / Bahia Notícias
Em pauta, os principais pontos observados pelos frequentadores é a falta de uma festa no Parque de Exposições, a acessibilidade e o fluxo de pessoas nas ruas históricas, além da aprovação da grade de atrações musicais.

André Carvalho / Bahia Notícias
CONFIRA:
A banda Canários do Reino falou sobre o forró contemporâneo nesta segunda-feira (22), em coletiva antes do show no Pelourinho, durante as festas juninas de Salvador. Para a cantora da dupla, a mistura de ritmos é parte do trabalho, mas sem abrir mão das raízes.
"A gente mistura os ritmos. A gente não faz só o arrasto a pé e a vaquejada. A gente também toca o forró atual, um piseiro que a galera gosta. A gente procura manter a mistura dos ritmos sem perder a cultura", afirmou.
Ela também destacou o perfil do parceiro Cacará na dupla.
"O Cacará já estourou muitas músicas de vaquejada, é o vaqueiro nato, é o defensor da vaquejada. Tem uma voz de vaqueiro potente. Gosta de correr boi", disse.
Confira vídeo:
??Canários do Reino defendem mistura de ritmos no forró e destacam raízes da vaquejada
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?????Arianne Marins/ Bahia Notícias
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O São João segue acontecendo na capital baiana, ainda que a data do santo seja apenas no dia 24. Até a quarta-feira, o público poderá aproveitar diversas atrações no São João da Bahia, promovido pelo Governo do Estado, que em 2026 tem o Pelourinho como palco principal da festa.
Os shows tem início a partir das 17h30, de acordo com a Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur), nos espaços Largo do Pelourinho, Praça Quincas Berro D'Água, Largo Tereza Batista, Praça Terreiro de Jesus, no espaço Sala de Reboco, na Praça Tieta e na Praça das Artes, e no Santo Antônio Além do Carmo.
Entre as atrações que agitam o público nesta segunda estão Falamansa, Mastruz com Leite, Pirilampo, Japinha Conde, Del Feliz, Arriba Saia, Lary, Saulo Braga, Trio Flor do Ipê e mais. Confira:
LARGO DO PELOURINHO
- Canários do Reino
- Kátia e Aduíllio
- Falamansa
- Mastruz com Leite
LARGO TEREZA BATISTA
- Diego Henrique
- Roby E Roger
- Pirilampo
- Maciel Valente
- João Vaqueiro
- Luciano Calazans
LARGO QUINCAS BERRO D'ÁGUA
- Forró Dos Plays
- Darlison Rodrigues
- Aline Ataide
- Flaviana Fernandes
- Tio Mané
- Cuscuz Com Leite
- Gisele Café
PRAÇA DAS ARTES
- André E Mauro
- Júlio César
- Japinha Conde
- Chupando Halles
- Forró Zanzibar
- Eletricaz
- Pedro Gabriel
TIETA
- Fabricio Santos
- Orquestra Sanfônica Da Bahia
- Lys
- Mara Magalhaes
- Jm Puxado
- Junior Marques
- Lary
- Junior Silva
TIETA - QUADRILHAS
- Forró Do Luar
- Quadrilha Mirim Germe Da Era
- Forró Mandacaru
- Dona Fé
CARMO
- Arriba Saia
- Del Feliz
- Rafael Argolo
- Ciel Rodrigues
- Pirilampo
CORETO - TERREIRO DE JESUS
- Arnaldinho Neto
- Forró Casa Nova
- Gui De Paula
- Elvis Salgado
- Saulo Braga
- Gutto Cabaré
- Tiago Simas
SALA DE REBOCO
- Johnny Xamego
- Arnaldo Farias
- Allane Lopes
- Di Calli
- Banda Tia Justina
- Cheiro De Milho
- Odilani E Vitoria
ESPAÇO INFANTIL
- Tio Paulinho
SAMBA JUNINO - RUAS DO PELOURINHO
- Samba Lá
- Samba Duro
- Meu Samba
ITINERANTES - TERREIRO DE JESUS
- Ednaldo Forrozeiro
- Adson
- Jerimum Com Mel
- Michele Mattos
- Victor Lopez E Forró Cassuntinga
TRIOS E QUARTETOS NORDESTINOS
- Rony Rodrigues
- Kelly Regina
- Trio Flor do Ipê
O segundo dia de São João da Bahia em Salvador terá mais de 50 atrações agitando os nove palcos montados no Pelourinho, no Centro Histórico da capital baiana. O bairro, que se tornou o principal palco dos festejos em 2026, contará com shows a partir das 18h e grandes nomes do forró para embalar o público.
A festa acontece no Largo do Pelourinho, Praça Quincas Berro D'Água, Largo Tereza Batista, Praça Terreiro de Jesus, no espaço Sala de Reboco, na Praça Tieta e na Praça das Artes, e no Santo Antônio Além do Carmo. Confira as atrações que agitam a festa neste sábado (20):
LARGO DO PELOURINHO
- Forró Anjo Azul
- Filomena Bagaceira
- Virgilio
- Patrick Levi
- Orquestra Sanfônica do Recôncavo
LARGO QUINCAS BERRO D'ÁGUA
- Nonato Lima
- Márcia Castro
- Pea Casar
- Banda Colher de Pau
- Forró Seu Wilson
- Muller Magno
PRAÇA TEREZA BATISTA
- Banda Cactus
- Cícero Dantas
- Berguinho
- Reynaldo Barbosa
- Caciques do Nordeste
- Banda Keridões do Forró
- TK O Rei do Bar
LARGO DA TIETA
- Caviar com Rapadura
- Cangaia de Jegue
- Meu Canarios
- Gilmeândia
- Breno Casagrande
- As Donas do Bar
- Pedro Libe
TERREIRO DE JESUS
- Zelito Bezerra
- Os Romeros
- Ivan Rocha
- Jorge do Forró
- Priscila Miller
- Zai
- Kaline Rabelo
PRAÇA DAS ARTES
- Banda Flor de Maracujá
- Sarah Reis
- Jorge Zarath
- Melaço de Cana
- Rogerinho
- Forró 90 Graus
- Banda Forrozão das Antigas
SAMBA JUNINO
- Os Negões
- Arrastão do Jura
- Samba Tororó
- Arrastão do Toti Gira
SALA DE REBOCO
- Trio Anarriê
- Paroano Sai Milhó
- Trio Forrozão
- Luisinho Vaqueiro
- Forró Sandália de Couro
- Átila Forreggae
- Aline Araújo
CARMO
- Banda Lua Cheia
- Caciques do Nordeste
- Lutte
- Pra Forrguear
- Voa Dois
- Marcia Castro
O Centro Histórico de Salvador já vive o clima dos festejos juninos com uma extensa programação gratuita que movimenta ruas, largos e praças da região até o próximo dia 23 de junho. Entre a Rua Chile e o Largo Terreiro de Jesus, moradores e turistas encontram música, gastronomia típica e diversas manifestações culturais que celebram as tradições nordestinas.
Com bandeirolas, cenários temáticos e espaços decorados, a região central da cidade foi transformada em um grande arraial a céu aberto. A agenda reúne quadrilhas juninas, aulas de forró, apresentações artísticas e atividades voltadas para públicos de diferentes idades.
Um dos destaques da programação é a Rua Chile, que recebe cortejos juninos com mais de 150 artistas. As apresentações levam música, dança e elementos da cultura popular para um dos principais cartões-postais da capital baiana.
Para garantir o acesso do público aos festejos, a Prefeitura de Salvador montou uma operação especial de mobilidade, com reforço no transporte público durante o período junino.
As atividades seguem até a véspera de São João, com atrações distribuídas por diferentes pontos do Centro Histórico. A expectativa é de grande circulação de visitantes nos próximos dias, fortalecendo o turismo e impulsionando a economia local durante uma das épocas mais tradicionais do calendário cultural baiano.
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A banda Acarajé com Camarão é uma das atrações do São João do Pelourinho nesta sexta-feira (19). Com formação familiar e quase três décadas de estrada, o grupo promete animar o público baiano em clima de festa junina e Copa do Mundo.
Com repertório voltado para o forró dançante, a banda sobe ao palco após o jogo da Seleção Brasileira contra o Haiti, pela Copa do Mundo de 2026, com a proposta de colocar o público para dançar no Largo do Pelô.
"Nossa banda é uma banda familiar, temos irmãos, sobrinho, irmã de coração... Já temos uns 27 anos com um repertório bem dançante. Esse ano, Acarajé com Camarão veio com uma música nova, resgatando um dos primeiros forrós que a gente fez", declarou.
Para a apresentação, o grupo aposta na música “Enfeitado de Amor”, faixa que marca esse retorno às origens do repertório da banda. A ideia é fazer o público dançar agarradinho durante os festejos juninos no Centro Histórico de Salvador.
"O forró está entranhando nas nossas veias e pulsando no nosso coração. Para nós, fazer o fomento ao forró é uma satisfação", afirmou.
Os festejos de São João no Largo do Pelourinho ganharam o incremento do confronto entre Seleção Brasileira e Haiti, na noite desta sexta-feira (19), em partida válida pela 2ª rodada do Grupo C. No confronto, o time brasileiro está ganhando pelo placar de 3 a 0, com gols de Matheus Cunha e Vini Jr.
Durante o intervalo, a banda Olodum comandou o show, agitando o público baiano mesmo debaixo de chuva. Confira fotos do momento abaixo:



Foto: Waltemy Brandão / Bahia Notícias
Em entrevista ao Bahia Notícias durante os festejos de São João no Pelourinho, o cantor Léo Estakazero falou sobre a valorização do forró nas festas juninas e defendeu maior atenção à preservação da essência cultural do período.
?? Léo Estakazero defende valorização do forró no São João: “Temos que ter muito cuidado”
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O artista, que vive seu 30º São João na carreira, afirmou que o crescimento dos festejos trouxe impactos positivos para o turismo e para a economia, mas também exige cuidado para que a festa não perca sua identidade.
"Sem dúvida alguma, o forró tem que prevalecer. Deveria prevalecer mais, né? Nós temos hoje um São João gigantesco, hiper dimensionado. Os palcos, as estruturas, elas são preparadas para artistas do sertanejo, do samba, do pagode... enfim. Esse é o meu 30º São João, e a festa cresceu muito... Eu pude acompanhar ao longo desses 30 anos esse crescimento, a explosão verdadeira dos festejos juninos e tudo que cresce demais, perde um pouco da essência, então é notório que a gente tem cidades com grades que parece mais um festival de música do que um São João. Então, temos que ter muito cuidado, porque isso prejudica o futuro, as novas gerações, que talvez não entendam o que significa o forró e o São João, que é uma festa da cultura nordestina", afirmou.
Léo também comentou a ausência de Flávio José nas festas juninas da Bahia neste ano. O cantor classificou a situação como triste e afirmou que a decisão do artista funciona como um protesto diante de um debate antigo sobre espaço para o forró nas grades de programação.
"Esse ano tivemos essa coisa muito triste, onde Flávio José não faz parte. É um protesto, um grito, há muitos anos ele já vinha insatisfeito com essa questão e esse ano ele resolveu tomar essa atitude drástica e abrir mão da Bahia. Tem que haver, para os próximos anos, um debate entre prefeitos e secretários de cultura para que a gente possa encontrar um lugar comum para que exista uma festa grande, que atraia o turismo, movimente a economia, sem prejudicar a cultura e a essência do São João, valorizando mais o forró", finalizou.
O cantor Léo Estakazero revelou nesta sexta-feira (19), antes de seu show de São João no Pelourinho, um projeto que pretende colocar em prática ainda este ano: gravações com cantores do reggae baiano, como Edson Gomes e Adão Negro.
"Eu tenho um projeto de muitos anos de fazer gravações do reggae da Bahia, Edson Gomes, Adão Negro, e esse ano vou colocar em prática. Os feats são maravilhosos", revelou o artista, antes de subir ao palco principal do Pelourinho.
Em entrevista, Léo também elogiou o movimento de parcerias entre artistas de diferentes ritmos durante o São João, unindo forró, samba, piseiro e MPB.
"Os feats renovaram. Um dia legal pra música. Um artista do piseiro gravando com um do MPB, do samba gravando com um do forró, acho isso legal", disse.
Já é São João em Salvador, e a capital baiana entrará no clima do interior com o início da programação do São João da Bahia, promovido pelo Governo do Estado, em nove pontos da cidade.
Para esta sexta-feira (19), a festa coincide com o segundo jogo da Seleção Brasileira pela Copa do Mundo, então, além do arrasta-pé, o público poderá acompanhar a transmissão do confronto contra o Haiti com telões no Pelourinho e em Paripe.
No principal palco da festa em 2026, o Pelourinho, ao todo, serão oito palcos e mais de 20 atrações agitando o São João da Bahia. No Largo do Pelourinho, a festa começa a partir das 18h30 e a grade conta com shows de:
- Mestrinho
- Ruan Vaqueirinho
- Léo Estakazero
- Acarajé com Camarão
- *Transmissão do jogo do Brasil com Torcida Olodum
A festa segue na Praça Quincas Berro D'água a partir das 17h30 com shows de: França, Seu Maxixe, Sebasthian Monteiro, Forró da Ilha, Forrozão Knário do Brasil, Menina Faceira e Ruan Ralf.
No palco montado no Largo Tereza Batista, também a partir das 17h30, a festa será comandada por: Patrick Levi, Duguinho do Acordeon, Herico Oliver, Ú Tal do Xote, Arriba Saia, Zé Paulo e Léo Fera Forrozão.
O quarto palco do Pelourinho será na Praça Terreiro de Jesus. A partir das 17h30, o público poderá conferir shows de: Filé de Camarão, Tais Nader, Flor de Milho, Giba, Nadja Meireles, Banda Zuerões do Forró, Haylian dos Teclados.
A festa continua no palco Sala do Reboco com shows de: Zelito Bezerra, Geroba, Jefinho Dias, Wil Carvalho, Dheya Lessa, Tio Barnabé e Bela Sampaio. Já na Praça das Artes, quem agita o público é: Jô Miranda, Asas do Brasil, Cacau com Leite, Trio Nordestino, Guilherme Vaqueiro, João Paulo Expresso e Nonô Curvêllo.
Na Praça Tieta, quem agita a festa é Berguinho, Filomena Bagaceira, Karolzinha Sanfoneira, Larissa Marques, Caninana, Asas do Brasil e Tayná Agazzi. O último palco do Pelourinho, no Carmo, terá o início dos shows a partir das 18h, com apresentações de Rafa Lemos, Tome Xote, Nonato Lima, Duguinho e Herico Oliver.
Quem quiser curtir o São João fora do Centro Histórico, poderá aproveitar a festa em Paripe, com shows de Saul Jones, Forró Didaendoiro, Adelmário Coelho, Filomena Bagaceira, Forró 100 Nome. No espaço contará também com a transmissão do jogo do Brasil.
O segundo palco é no Mercado de Paripe a partir das 12h, com shows de Brilho de Ouro, Forró Pé de Barro, Genny Dantas, Otavio Mateus, Raffa Lima e Thomas Vianna.
Em Itapuã a festa tem início a partir das 18h, com shows de Marcos Nery, Chaveirinho do Arrocha, Os Federais, Willian Sean e Bruninho.
O famoso totem do cantor Michael Jackson na varanda onde ele gravou cenas de "They Don't Care About Us" no Pelourinho em 1996 ganhou um substituto.
Essa renovação foi proposta pelo influenciador digital Binho Gomes da Silva, que, depois de perceber o desgaste causado pelo tempo, decidiu agir. A antiga estrutura estava danificada em decorrência da constante exposição ao sol e à chuva. A substituição é feita de acrílico com a intenção de oferecer mais resistência e possui 1,80 de altura, sendo desenvolvida a partir de uma restauração da imagem original, sendo instalada no último dia 9 de junho.
"Meu muito obrigado a todos que apoiaram, incentivaram e demonstraram carinho por essa iniciativa. Ver esse espaço renovado é uma forma de preservar a memória, a cultura, o turismo e a história que fazem parte de Salvador", afirmou Binho. O influenciador ressaltou a importância de não deixar para amanhã aquilo que pode fazer hoje, afirmando que foi exatamente isso que ele fez.
A iniciativa busca também preservar um dos símbolos mais emblemáticos ligados à passagem de Michael Jackson por Salvador, além de fortalecer a experiência dos turistas, considerando que é um ponto bastante procurado por quem visita a cidade.
Michael Jackson veio a Salvador em fevereiro de 1996 para a gravação do videoclipe de "They Don't Care About Us", dirigido por Spike Lee. Desde então, a varanda onde o artista apareceu se tornou um dos lugares mais procurados pelos fãs que passam pelo Centro Histórico.
A exposição coletiva "Oratórios - A fé que reza” será aberta ao público nesta quarta-feira (10), no Pelourinho, em Salvador. A mostra reúne obras inspiradas na devoção popular aos santos juninos e poderá ser visitada gratuitamente até o dia 4 de julho no Espaço Uno.
Com curadoria de Mário Edson, a exposição propõe uma reflexão sobre a espiritualidade popular brasileira a partir das figuras de Santo Antônio, São João e São Pedro, presentes nas tradições e celebrações do período junino.
Segundo o curador, a proposta é transformar o oratório em um espaço de criação artística e devoção, reunindo trabalhos que dialogam com símbolos, rituais e manifestações ligadas à fé popular, como promessas, simpatias, cantorias e festejos tradicionais.
A mostra reúne obras em diferentes linguagens, incluindo pintura, aquarela, fotografia, desenho, miniaturas, assemblage e intervenções em imagens sacras. Os trabalhos abordam temas associados aos santos homenageados, como os pedidos amorosos dirigidos a Santo Antônio, as celebrações ligadas a São João e a proteção atribuída a São Pedro.
Participam da exposição os artistas Ana Kruschewsky, Cláudio das Virgens, Daniel Luz, Dorge Stuart, Jacy Gordinho, Jana Dourado, Juli Gomes, Leo Furtado, Mário Edson, Neko, Pablo Araújo, Patrícia Dieder Dalmas, Rejane Alice, Silvana Lima, Suy Andrade, Valdeli Costa, Wagner Lacerda e Yara Guedes.
A exposição integra a programação do Arraiá da Prefs e é realizada pela Associação Centro Histórico Empreendedor (Ache) e Sole Produções, com apoio da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult) e da Saltur.
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O São João da Bahia em Salvador terá grandes nomes da cena junina em shows gratuitos para a população. O Governo do Estado anunciou na segunda-feira (1), que a festa contará com apresentações de Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Dorgival Dantas, Mestrinho, Falamansa, Limão com Mel, Del Feliz e Mastruz com Leite.
Outros grandes nomes serão anunciados pelo Estado ao longo da semana. Para este ano, sem festa no Parque de Exposições, a celebração será dividida entre os palcos do Pelourinho, Largo do Carmo, Santo Antônio Além do Carmo, Paripe, Periperi, Liberdade, Nordeste de Amaralina e Itapuã.
'De acordo com o Governo, a ideia é levar grandes atrações para mais perto do público e fazer com que os baianos possam participar da festa perto de casa, reduzindo deslocamentos e ampliando a circulação de renda nos próprios territórios.
Em 2026, a festa chegará a mais de 280 municípios, nos 27 Territórios de Identidade durante as celebrações de Santo Antônio, São João e São Pedro. A ampliação dos pólos de festa fortalece as tradições populares e impulsiona a economia local, fomentando diversos setores como turismo, comércio, alimentação, hospedagem.
De acordo com o superintendente da Sufotur, Gustavo Stelitano, o objetivo é preservar a essência popular do São João e ampliar seus benefícios econômicos. “Estamos fortalecendo os festejos comunitários, levando a festa para mais perto das pessoas e estimulando a circulação de renda nas localidades. Isso beneficia diretamente ambulantes, pequenos comerciantes, bares, restaurantes e prestadores de serviço”, destacou.
Uma ação integrada entre a Polícia Civil da Bahia e o Departamento de Polícia Técnica (DPT) prendeu, na quarta-feira (27), um homem investigado pela prática do crime de extorsão contra turistas no Centro Histórico de Salvador. O suspeito, de 32 anos, foi localizado no Pelourinho.
A ação policial foi realizada por equipes da Delegacia de Proteção ao Turista (DELTUR), unidade vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), e da Coordenação de Inteligência do DPT. A prisão ocorreu no âmbito de investigações que apuram a atuação do suspeito na abordagem coercitiva de turistas, mediante imposição de supostas práticas religiosas e posterior exigência de pagamentos sob ameaça e intimidação.
De acordo com os elementos colhidos durante a apuração, uma das vítimas relatou ter sido agarrada à força enquanto transitava pela região do Pelourinho. Ainda segundo o depoimento, mesmo após recusar a abordagem, a vítima teria sido cercada e constrangida pelos investigados, sendo compelida a realizar dois pagamentos por meio de transferência via Pix.
Ainda neste ano, em 1º de abril de 2026, já havia sido cumprido mandado de prisão preventiva em desfavor da companheira do investigado, apontada como participante das abordagens, utilizando vestimentas características de liderança religiosa durante a execução das supostas práticas.
O suspeito foi encaminhado para uma unidade policial, onde o mandado de prisão preventiva foi cumprido. Ele segue custodiado à disposição do Poder Judiciário. A Polícia Civil, por meio da DELTUR, tem intensificado ações de repressão a práticas ilícitas que exponham turistas a situações de risco e comprometam a imagem turística da capital baiana.
A Prefeitura de Salvador anunciou nesta quinta-feira (14), mais uma edição do ‘Arraiá da Prefs’, projeto iniciado em 2025, que em 2026 contará com mais de 10 dias de festa.
Para este ano, o Centro Histórico de Salvador repete a dose como palco principal da festa, que acontecerá do dia 4 ao dia 23 de junho. A ideia é reforçar a cultura interiorana na capital, dando ao público soteropolitano a oportunidade de viver o São João tradicional.
Desta forma, entre os dias 4 e 23 de junho, a Rua Chile e a Praça Municipal serão transformadas em um cenário vibrante que une a tradição do São João ao toque contemporâneo, com cortejos temáticos, palcos, trios de forró, quadrilhas e outras atrações.
A festa desse ano também seguirá o modelo de patrocínio de marcas, assim como em outros eventos na capital. Na celebração junina, a Prefeitura anunciou o apoio da Brahma, Skol Beats, Esportes da Sorte, 99 Pop e O Boticário. Durante o evento de lançamento, o prefeito Bruno Reis destacou que a escolha de estender a festa, que ocorreu no ano passado como um evento de pré-São João, ocorreu pois "a capital não poderia ficar de fora" dos festejos juninos.

Foto: Bianca Andrade / Bahia Notícias
"Quem é do interior, como eu, sabe a expectativa que todo mundo fica com a chegada do São João. Sabe a importância do São João para a nossa tradição, para a nossa cultura, para a valorização do povo nordestino. E a capital não poderia ficar de fora disso, até porque o Brasil, a Bahia nasceu aqui em Salvador. E é daqui que a gente radia para os quatro cantos do nosso Estado e do nosso país.b Todos os principais movimentos culturais que aconteceram", afirma o prefeito.
Com 12 dias de programação gratuita, o evento oferece uma experiência multidisciplinar completa. Entre as atrações que agitam a festa estão Pedro Pondé, Forro da Gota e mais. Segundo gestor muncipal, "nós não estamos falando aqui de festa, nós estamos falando de uma programação cultural".
"É uma programação que a gente já se preocupou, no mínimo, dos detalhes, com tudo. Mas, principalmente, em valorizar ainda mais esta área da cidade e atrair mais visitantes para o centro histórico. É um São João voltado para as famílias", completa.
ATRAÇÕES CONFIRMADAS:
- Lívia Mattos
- Menina Faceira
- Forreguear
- Igor Serravale
- Forro Do Peu (Pedro Ponde)
- Forró Da Gota
- Michel Firmo
- Fua
- Flor De Imbuia
- Oficina De Sons
- Eline Martins
- Bruna Caram
Com uma nova proposta para 2026, o São João da Bahia terá como foco, além das raízes dos festejos juninos, a prioridade nos artistas da terra.
Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1, o secretário do Turismo do Estado da Bahia, Maurício Bacelar, afirmou que o foco para este ano é de valorizar estrelas da casa, dando espaço para quem faz forró de verdade.
"Nós estamos observando é a valorização dos aritstas baianos, dos que tocam forró. O forró pé-de-serra, a zambumba, o triângulo e a sanfona. Que é a orientação do governador".
Segundo o gestor da pasta, a festa, que acontecerá no Pelourinho e nos bairros, com uma programação de 6 dias, conta com mais de 200 atrações contratadas.
"São 250 contratações para seis dias de festa. São mais de 60 atrações por dia, é um volume muito grande, então, o festejo se arrasta por um longo período. Nossa grade tem que casar com a agenda do artista".
Bacelar ainda reforça a importância do investimento público no São João, indicando como a festa consegue converter o valor em movimentação econômica para o estado, levando turistas para mais de 300 municípios da Bahia.
"Os festejos juninos significam injeção de recursos na economia da Bahia. No ano passado nós recebemos aqui na Bahia mais de 1.800.000 turistas, a nossa expectativa esse ano é de que muito mais turistas venham para a Bahia viver essa experiência única que nós baianos sabemos proporcionar no São João."
O São João da Bahia, promovido pelo Governo do Estado, mudou o rumo em 2026. Diferente dos anos anteriores, quando a festa acontecia em dois grandes polos da capital baiana, para este ano, a decisão da gestão estadual foi de fazer a festa apenas no Pelourinho, excluindo o Parque de Exposições, e espalhando os festejos pelos bairros.
A informação começou a ser apurada pelo Bahia Notícias no início da semana e foi confirmada nesta quinta (7).
Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1, o secretário do Turismo do Estado da Bahia, Maurício Bacelar, falou sobre a proposta do Governo para o São João e não citou o Parque como uma possibilidade.
De acordo com o gestor da pasta, a ideia para este ano é reforçar a tradição do São João, com uma festa voltada mais para a família. O São João da Bahia terá 6 dias de duração, com shows espalhados pelos bairros, além do palco pricipal no Pelourinho.
Entre os bairros que irão receber a festa estão: Paripe, Periperi, Itapuã, Liberdade, Mussurunga, Cajazeiras, Nordeste e Boca do Rio.
"Este ano vamos reforçar os festejos do Pelourinho, onde se faz um festejo mais tradicional, ligado à raiz, onde as famílias vão para poder viverem a experiência do São João. Vamos fazer durante 6 dias no Pelourinho, festejos bastante fortes, e vamos distribuir a festa, levar para mais próximo da população, nos bairros. Vamos fazer festejos em Paripe, em Periperi, Itapuã, na Liberdade, Cajazeiras, Nordeste de Amaralina, vamos estar mais próximo da população."
Outro plano do Governo para 2026 é reforçar o Samba Junino. Considerado como patrimônio cultural de Salvador desde 2018, o Samba Junino é tema de pesquisas acadêmicas na Universidade Federal da Bahia (Ufba), e em 2025, ganhou a primeira escola voltada para a arte.
"Salvador tem uma especificidade chamada o Samba Junino. O Governo do Estado também vai apoiar para que a gente esteja mais próximo da população", afirmou Bacelar.
A capital baiana recebe, entre os dias 4 e 7 de maio, uma mobilização pública pedindo a aprovação de uma legislação federal para proibir definitivamente o abate de jumentos no país, prevista no Projeto de Lei (PL) 2387/2022. O ator prevê a exibição de um jumento inflável de 3 metros de altura será instalado em dois pontos da cidade: no Pelourinho, nos entre os dias 4 e 5 de maio, e na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), nos dias 6 e 7.
No Pelourinho, o inflável ficará exposto das 11h às 14h com objetivo de chamar a atenção de moradores e turistas sobre o risco de extinção dos jumentos na região nordeste. Haverá apresentação de repentistas, cantando esse tema, e distribuição de um material educativo para os interessados.
A reta final da mobilização ainda conta com o IV Workshop Internacional: Jumentos do Brasil, que deve reunir especialistas, representantes do poder público e organizações da sociedade civil na AL-BA para discutir o futuro da espécie no país.
LEIA TAMBÉM:
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- Abates de Jumentos no interior Bahia são verdadeiros campos de concentração, alertam pesquisadores.
PROTEÇÃO ANIMAL
Dados divulgados por pesquisadores em 2025, com base em informações da FAO, IBGE e Agrostat, indicam que o Brasil perdeu 94% de sua população de jumentos entre 1996 e 2024. Isso significa que, de cada 100 animais existentes na década de 90, restam apenas 6 hoje – cenário associado, principalmente, ao abate do animal para a retirada da sua pele que será exportada para a China.
Na cultura chinesa, o colágeno dos jumentosé utilizado para fabricar uma substância chamada ejiao,considerado um elixir anti-envelhecimento, cuja eficácia nunca foi comprovada cientificamente. Segundo a organização não governamental The Donkey Sanctuary, só nesse país, a demanda anual por peles de jumentos é de cerca de 5,9 milhões de unidades, podendo chegar a 6,8 milhões até 2027.
O tema ganha urgência diante de alertas de cientistas brasileiros que, no último workshop internacional, em maio de 2025, decretaram o estado de emergência da espécie, com risco de extinção até 2030, frente à redução acelerada de sua população.
Segundo a Carta Aberta assinada por 12 especialistas em medicina veterinária e agroeconomia, o descarte inadequado de jumentos mortos, especialmente em áreas com alta prevalência de de uma doença chamada “mormo” (como no Nordeste brasileiro), representa um risco grave à saúde animal e pública, já que se trata de uma zoonose letal. A bactéria Burkholderia mallei pode sobreviver na carcaça e disseminar o mormo contaminando o ambiente, a água e os alimentos de humanos.
PROJETO DE LEI
No dia 13 de abril, a Justiça Federal determinou a suspensão do abate. A decisão, no entanto, cabe recurso em segunda instância e não garante a proteção da espécie. Desde então, ONGs de proteção ao direito animal vêm lutando contra o abate, com ações Justiça e pressão no Congresso Nacional, para votar o PL 2387/2022, atualmente parado
na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados.
O projeto em questão em tramitação na Câmara desde 2022, mas nunca foi levado à pauta para a votação do fim definitivo do abate de jumentos em todo o território nacional.
O Olodum realizou um show neste domingo (26), no bairro do Pelourinho, em Salvador, em comemoração aos 47 anos de história do grupo. A apresentação começou às 15h e lotou o Largo do Pelourinho.
No Instagram, a banda publicou uma mensagem de agradecimento aos fãs: “Que aniversário foi esse?! Muita música, energia lá em cima e um público que fez tudo ser ainda mais especial. O aniversário do Olodum foi pura vibração, encontro e axé do início ao fim”.
“Nosso muito obrigado a cada pessoa que esteve presente, que cantou, dançou, se emocionou e viveu esse momento com a gente”, acrescentou.
O cantor Narcizinho Santos aproveitou a ocasião para se despedir dos vocais do Olodum pela segunda vez. Decidido a investir na carreira solo, o artista, responsável por um dos principais sucessos recentes do grupo, o hit “Várias Queixas”, compartilhou um texto com os fãs explicando a decisão.
Segundo Narcizinho, o momento agora é de foco total no projeto “NZ Narcizinho”. O cantor não deu detalhes sobre a estreia, mas afirmou que pretende apresentar um trabalho com identidade própria e propósito.
O Olodum, fundado em 25 de abril de 1979, no Pelourinho, é um dos mais importantes blocos afro do Brasil e criador do ritmo samba-reggae. Surgiu como alternativa de lazer para moradores locais e se consolidou como uma organização de resistência cultural e combate ao racismo, chegando aos 47 anos, em 2026, com reconhecimento internacional.
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O Olodum anunciou neste domingo (26), um dia após o aniversário de 47 anos da banda, a saída de Narcizinho Santos dos vocais do grupo.
A notícia pegou o público de surpresa. De acordo com o comunicado oficial divulgado pela banda, a decisão foi estabelecida em comum acordo entre a diretoria da instituição e o mesmo, respeitando a decisão do artista.
Segundo o Olodum, Narcizinho tenta, mais uma vez, se dedicar aos projetos pessoais, como aconteceu na última vez que o cantor deixou a banda.
"Expressamos nosso profundo agradecimento pelo talento e pela dedicação de Narcizinho durante o tempo em que compartilhamos os palcos e desejamos muito sucesso em seus novos caminhos."
O músico, responsável por um dos maiores sucessos da banda nos últimos 15 anos, 'Várias Queixas', se despede dos vocais do Olodum neste domingo, no show gratuito promovido pela banda no Pelourinho para celebrar os 47 anos de história.
Narcizinho, que tinha retornado ao grupo em 2024 após um período fora para se dedicar a carreira gospel, se declarou ao grupo em janeiro deste ano durante uma entrevista ao Bahia Notícias.
Na ocasião, o artsita relembrou a trajetória com o Olodum e afirmou que o grupo foi responsável por o tornar quem ele é: "O Olodum é uma escola. Não é só cantar, não é só tocar, mas ensina a pessoa a ser cidadão, respeitar as pessoas, respeitar as mulheres. É esse o Olodum que nós gostamos, esse é o Olodum que traz para o cidadão, para nós, a verdade, para o mundo".
Trinta anos se passaram e os olhos da tenente-coronel Claudia Mara ainda marejam ao falar sobre o dia 9 de fevereiro de 1996, data em que Michael Jackson fez do Pelourinho um dos cenários do clipe de "They Don't Care About Us", considerado um dos maiores sucessos da carreira do Rei do Pop. Ao menos, para quem vive no Brasil e viu o país se transformar diante da produção de Spike Lee.
"Emociona muito fazer parte da história, estar aqui no momento em que Michael Jackson estava fazendo a filmagem", relembra a tenente-coronel com lágrimas nos olhos.
Ao Bahia Notícias, Claudia contou que foi acionada para fazer o policiamento da operação junto à sua turma de aspirantes. A baiana foi uma das poucas que tiveram os olhares de Michael voltados para ela, em um momento que até hoje é lembrado pelo público.
"Na ocasião, foi solicitado policiamento e quem veio fazer o patrulhamento de toda a área foi a minha turma, aspirantes de 96. Nós fizemos e, para a gente, foi muito emocionante estar diante de um astro — um astro que a gente só podia admirar, viver e curtir; só podia mexer os olhos. Então, assim, é inexplicável, sabe? Inexplicável. Emocionante. E ficam na nossa memória esses momentos vividos, essas ocasiões, porque marcaram a gente até hoje. Mesmo se passando 30 anos, até hoje parece que foi ontem que a gente viveu tudo aquilo."
Com a regra explícita de não interagir com o astro, Claudia e seus colegas ficaram imóveis, mas nada preparou a turma para a interação do artista com a equipe.
"Ele interagiu, ele tirou o cassetete de um dos colegas nossos, ele chegava, tocava no ombro de outro, mas a gente não podia fazer nada, só admirar. Naquele dia, a gente viu Michael Jackson se divertindo; naquele dia, Michael Jackson tocou na gente; naquele dia, a gente olhou para Michael Jackson e viu: 'gente, como ele é ao vivo e a cores'."

Para Bira, que se tornou Bira Jackson após a participação na produção, o clipe mudou a sua vida. O artista, que teve a vida transformada pela música através do Olodum, conta que, até hoje, os segundos ao lado de Michael em 1996 rendem bons frutos. Com o lançamento da cinebiografia "Michael", o músico se tornou estrela mais uma vez.
“É muito gratificante. Depois de trinta anos, e agora que veio o filme, fortaleceu mais ainda o nome Bira Jackson. O reconhecimento das pessoas na rua, falando, chamando... Agora eu estou tirando mais fotos, ficando um pouco mais famoso, mas é isso. O fruto é de levar amor através desse videoclipe. Isso me trouxe muita segurança, me trouxe muita paz, fez com que eu crescesse um pouco mais — não só financeiramente, mas fisicamente e mentalmente. Isso me ajudou bastante. Eu sou muito feliz e muito grato por tudo que está acontecendo até o dia de hoje na minha vida.”
Bira, que chegou ao Olodum ainda criança, encantado pelos batuques do tambor, afirmou que os 4 minutos e 42 segundos de clipe conseguiram impactar pessoas em Salvador e fora dela, que buscaram o Olodum para aprender a percussão e a história que movimentou MJ.

"Os jovens se interessaram bastante [no Olodum] depois desse clipe, de me ver levantando o tambor, pulando, saltitando, dançando com um sorriso. Então isso influencia. Influenciou muito jovem a vir procurar o Olodum, fez pais trazerem jovens para a Escola Criativa Olodum, para ingressarem na escola e poderem tocar. Isso é muito importante, foi muito importante e está sendo importante até hoje. Então é gratidão eterna. Que esse jovem que se inspira em mim guarde isso com muito amor e possa levar adiante, como estou fazendo, levando a batida do Olodum adiante."
Em entrevista à jornalista Carol Prado, colunista do Estadão, Jorginho Rodrigues, atual presidente do Olodum, revelou que o grupo chegou a Michael através de um desejo da banda. Segundo Jorge, após a participação do grupo na apresentação icônica de Paul Simon no Central Park, em 1991, o destino da banda foi determinado através dos dirigentes, que bateram o pé, firmes de que deveriam conhecer Spike Lee em uma tentativa de plantar uma semente.
Pois é, semeou. A força única do Olodum fez com que Lee se lembrasse do grupo para protagonizar, ao lado do maior nome do pop, o clipe de "They Don't Care About Us", faixa que leva para o público um debate importante sobre pautas raciais e desigualdade, assunto sempre tratado pelo Olodum em suas canções.
De acordo com João Jorge, presidente da Fundação Cultural Palmares e ex-presidente do Olodum, o impacto da banda no clipe foi tanto que o Olodum é lembrado por pessoas de fora do Brasil durante a exibição da cinebiografia de Michael ao redor do mundo. Uma forma de homenagear a estrela norte-americana é justamente lembrando da banda baiana.
"Neste momento, há o renascimento da imagem de Michael Jackson [com o filme]. E, para surpresa nossa, em todos os lugares em que o filme está passando, alguém vai com a camisa do Olodum para assistir. Na Suíça, no Benin...", afirma João Jorge.
O ex-presidente do Olodum relembrou o momento em que tentou convencer Spike Lee a conhecer Salvador antes da ideia do clipe de Michael. Para João Jorge, a ideia de apresentar a cidade como um lugar diferenciado, que exala cultura, é a melhor forma de convencer alguém a mergulhar na primeira capital do Brasil.
"Michael Jackson veio aqui não porque conhecesse qualquer um de nós. Nós que conhecemos Spike Lee. Até chamá-lo, ele dizia: 'Eu não vou à Bahia não, fazer o que na Bahia? Por que eu vou à Bahia? Aqui no Brooklyn tem negro para caramba, no Harlem', mas eu disse: 'Rapaz, nós temos uma história diferenciada, nós temos tambores, temos a capoeira, temos as mulheres mais elegantes do país. Temos Lazinho...'", relembrou em coletiva.
Jorginho, que, como lembrado pelo pai, também esteve no clipe com um tênis vermelho e uma bermuda maior que ele, guarda com carinho a lembrança do dia 9 de fevereiro. Para o atual presidente executivo do Olodum, o mais especial da gravação foi a forma como Michael Jackson não esteve ali apenas como uma estrela e seus "figurantes", mas como o artista fez questão de se tornar o 201º integrante do Olodum naquela data.

“Eu participei junto com outros 200 percussionistas. Todos nós fomos muito agraciados com esse momento, porque todo mundo era fã, é fã de Michael Jackson, e o filme traz isso de volta. Trinta anos depois, essa imagem dele no Brasil com o Olodum, na Bahia, no Pelourinho, o universo de percussionistas... e também no Rio de Janeiro. Mas marcou muito a forma como ele veio e se tornou um de nós, com camisetas do Olodum, tomando o sol da Bahia em pleno mês de fevereiro e muito à vontade com isso que eu acabei de falar: a força da percussão que entranha no corpo, que te consome e leva para um lugar mágico. O samba-reggae de Neguinho do Samba, criado e muito bem executado em uma das versões mais incríveis da música mundial."
"MICHAEL, MICHAEL... ELES NÃO LIGAM PRA GENTE"
Em "They Don't Care About Us", não é apenas o batuque do Olodum que conecta Michael ao grupo baiano. O artista, que é compositor da faixa, se aproxima de um discurso apresentado pela banda desde o seu surgimento: contar e cantar a história.
A voz de Angélica Vieira, produtora do Manhattan Connection, no início da versão brasileira de "They Don't Care About Us", quase em forma de protesto, consegue conversar com "Protesto Olodum", por exemplo, canção composta por Tatau, vencedora do Femadum em 1988 na categoria poesia, que através da música denunciava o abandono do Pelourinho.
Para Jorginho, é neste momento que Michael consegue se fazer parte da história do Olodum, ao se aproximar de um discurso que a banda leva até hoje para as ruas, aos 47 anos de existência.
"'They Don't Care About Us' é um reflexo da história do Olodum contada do Pelourinho para o mundo, com um grande nome da música e dessa transformação. A gente fica muito feliz de, 30 anos depois, estar revivendo essa história de novo, porque é muito emocionante e gratificante tudo isso.”

Trinta anos depois, as trajetórias do Olodum e de Michael Jackson voltam a se cruzar. Mas, desta vez, para lembrar que o Olodum não parou ali. Além de encantar o astro pop, a banda baiana deixou sua marca no mundo e segue como referência para artistas internacionais pela sua forma única de fazer e apresentar música.
“A nossa música é contagiante, inspiradora e também desperta pesquisa e curiosidade nas pessoas. Então, temos a facilidade de ser um grupo de samba-reggae; muitos nomes do reggae e da música pop internacional se conectam ao Olodum por conta dessa batida, que cabe em qualquer estilo. Somos muitas vezes procurados por esse interesse em saber que batida é essa, como essa gente consegue tocar esse estilo musical tão maravilhoso. Isso, além de criar ritmos, também tem uma mensagem social muito forte."
O Pelourinho, no Centro Histórico de Salvador, foi escolhido como cenário para a gravação do volume 2 do projeto musical Dominguinho. A nova etapa da produção reúne mas uma vez os artistas João Gomes, Mestrinho e Jota.pê, que desembarcaram em Salvador na última quarta-feira (11) para iniciar os registros audiovisuais.
Em uma das cenas compartilhadas pelos artistas, é possível ver o trio em frente à Igreja e Convento de São Francisco, indicando parte do cenário que estará no material final.
Ao BN Hall, o diretor Chico Kertész (@chicok), que esteve à frente do primeiro volume do projeto lançado em 2025, confirmou a informação. A gravação, realizada pela produtora Macaco Gordo (@macacogordo), ainda não tem data de lançamento.
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A poetisa Myriam Fraga (1937-2016) será a homenageada da 10ª edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), que será realizada de 5 a 9 de agosto de 2026, no Pelourinho, em Salvador. As artes visuais do evento terão como referência ilustrações de Calasans Neto, utilizadas em obras da escritora desde o livro “Marinhas”, publicado em 1964.
Myriam idealizou a festa literária e dirigiu a Fundação Casa de Jorge Amado entre 1986 e 2016. Segundo a presidente da fundação, Angela Fraga, a proposta surgiu após a participação da escritora na Festa Literária Internacional de Paraty, em 2006, quando Jorge Amado foi o autor homenageado.
“Ao participar da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), em 2006, ano em que Jorge Amado foi homenageado, ela voltou com uma ideia na cabeça: transformar o Pelourinho em palco de uma grande festa literária”, explica Angela Fraga, presidente da Fundação Casa de Jorge Amado. “Aos poucos, essa ideia foi se concretizando e, assim, em 2017, conseguimos realizar a primeira edição da Flipelô. Infelizmente, Myriam Fraga não conseguiu ver a concretização de sua ideia. Agora, na 10ª edição, achamos mais do que justo homenageá-la”, completou.
Myriam publicou 25 livros, sendo 13 de poesia, cinco de prosa e sete voltados ao público infantojuvenil. Seus poemas foram traduzidos para o inglês, espanhol, francês e alemão. A produção aborda questões sociais do Nordeste e referências à Bahia, além de temas ligados à representação do feminino e à mitologia.
A escritora foi eleita membro efetivo da Academia de Letras da Bahia e tomou posse em 30 de julho de 1985, na cadeira nº 13, cujo patrono é Francisco Moniz Barreto. Em 2015, assumiu a vice-presidência da instituição. Ela também integrou a Associação Baiana de Imprensa.
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O bairro do Pelourinho será agitado pelo projeto 'Festival Pelourinho Cultural' a partir de março com uma grade de shows que valoriza a música baiana.
A abertura do projeto será realizada no Largo Quincas Berro d'Água, com quatro shows gratuitos de grandes nomes da música baiana, divididos entre os dias 6 (sexta-feira) e 7 (sábado), a partir das 19h.
No primeiro dia de festival, o axé toma conta da festa com os clássicos de Chiclete com Banana e Ara Ketu.
Já no sábado (07), um encontro de gerações une o samba-reggae histórico da Banda Reflexu's ao pagodão do ATTOOXXA.
O projeto, que conta com o patrocínio da Petrobras, vai além dos shows: até o fim do ano, o público poderá participar de oficinas de dança e percussão.
O Festival Pelourinho Cultural é realizado por meio da Lei Nacional de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com patrocínio da Petrobras e realização da Tapis Rouge Produções, Ministério da Cultura e Governo Federal.
A organização do Carnaval de Salvador, por meio da Empresa Salvador Turismo (Saltur), se posicionou para esclarecer as declarações feitas pela cantora Mariene de Castro após ter o show interrompido no Palco Multicultural, no Pelourinho. Em nota enviada nesta sexta-feira (20), a Saltur alegou que houve um atraso para o início da apresentação da artista e que, apesar de terem dado uma tolerância, ela teria tido uma “extrapolação do tempo”.
Em nota, a organizadora afirmou que toda a equipe técnica do palco estava em atividade desde as 11h da manhã, cumprindo o planejamento operacional estabelecido para o evento. A organização ressaltou que o horário de encerramento das atividades não se restringe ao cronograma artístico, mas também envolve o respeito aos profissionais que atuam nos bastidores, como técnicos de som e iluminação, produtores, carregadores e seguranças, além das atividades realizadas após o término das apresentações.
A nota destaca ainda que houve atraso no início do show da artista, que teria subido ao palco após o horário combinado. Mesmo assim, foi concedido tempo adicional para continuidade da apresentação, mas, segundo a organização, houve extrapolação do período inicialmente planejado e acordado.
Diante disso, a coordenação informou que foi necessário cumprir o horário limite previamente estabelecido, em conformidade com o cronograma geral do evento e com as normas técnicas e operacionais vigentes. O comunicado acrescenta que o cumprimento dos horários integra um planejamento mais amplo, que envolve protocolos de segurança pública, logística urbana, mobilidade e ordenamento da cidade, definidos com antecedência pelos órgãos competentes.
Veja a nota na íntegra:
A organização do Carnaval de Salvador vem a público esclarecer as declarações feitas pela cantora Mariene de Castro acerca do ocorrido no Palco Multicultural.
É importante destacar que toda a equipe técnica do palco estava em atividade desde as 11h da manhã, cumprindo rigorosamente o planejamento operacional estabelecido para o evento. O prazo para encerramento das atividades do Palco Multicultural não se trata apenas de uma questão de cronograma artístico, mas também de respeito aos profissionais que atuam nos bastidores — técnicos de som, iluminação, produtores, carregadores, seguranças e demais trabalhadores que garantem a realização dos shows e as atividades que existem após o fim de todos os shows.
Ressalta-se ainda que houve atraso no início da apresentação da artista. Que subiu ao palco após o horário combinado. Mesmo diante dessa situação, foi concedida a possibilidade de continuidade do show por mais um período, porém houve a extrapolação do tempo inicialmente planejado e previamente acordado.
Sendo assim, tornou-se necessário cumprir o horário limite estabelecido, em observância ao cronograma geral do evento e às normas técnicas e operacionais vigentes.
O cumprimento dos horários integra um planejamento maior, que envolve protocolos de segurança pública, logística urbana, mobilidade e ordenamento da cidade, definidos com antecedência pelos órgãos competentes.
Reafirmamos que todas as decisões adotadas tiveram como prioridade o respeito ao planejamento oficial do Carnaval e à integridade do público e dos profissionais envolvidos.
A organização do Carnaval de Salvador mantém seu compromisso com a valorização da cultura, dos artistas e dos trabalhadores que constroem diariamente a grandeza da festa.
O CASO
Após a apresentação na terça-feira (17), Mariene de Castro fez um desabafo nas redes sociais e anunciou que não pretende mais se apresentar em Salvador enquanto não se sentir respeitada pela gestão municipal e estadual. No Instagram, a cantora criticou o tratamento dado aos artistas locais durante a folia.
“Vocês arrumam a casa para as visitas e servem a pior comida para quem é de casa [...] Obrigada por todo DESRESPEITO que vocês me trataram nesse carnaval. Desde o primeiro dia até o último. Mas nada calará minha voz. A voz do povo é a minha voz. Eu sou EXÚ!”, escreveu.
No palco, após o som ter sido desligado e ela continuar cantando à capela, a artista declarou: “Um desrespeito comigo e eu não aceito mais. Não se desliga o som com um artista no palco cantando”.
Em entrevista ao Aratu On, Mariene reforçou o posicionamento: “Está decidido, enquanto a cidade e o estado não me respeitarem, eu não volto a cantar aqui”.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Carlos
"!Então, já temos quatro mandatos e com uma nominata robusta, com capacidade de fazer cinco federais, com fé em Deus. Estaduais, também estamos na mesma meta".
Disse o vereador de Salvador, Luiz Carlos, que assumiu a coordenação de campanha do Republicanos após deixar a secretaria de Infraestrutura da capital baiana (Seinfra).