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flavio jose
O cantor Flávio José voltou a falar sobre a polêmica da redução de cachês para as apresentações no São João da Bahia em 2026. Após cancelar mais de 10 apresentações que faria no estado, o artista desabafou em uma postagem do Bahia Notícias sobre a situação.
O veterano, que em seu primeiro pronunciamento citou o Ministério Público, afirmando que tinha descoberto pelo órgão a redução no cachê, disse que não fez críticas ao MP ao falar sobre a situação.
"Misericórdia, meu DEUS eu nunca levei a população nenhuma informação quanto mais inverídica. Nunca citei o MP em nada. Eu apenas me reservei o direito de não concordar com o corte feito no valor que solicitei, pois tenho certeza de que o valor que solicitei foi um valor justo", escreveu.

A mensagem de Flávio José foi em resposta a uma declaração do procurador-geral de Justiça do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Pedro Maia, que, na ocasião, disse que o MP-BA nunca impediu o artista de se apresentar, apenas solicitou que o aumento pedido pelo veterano fosse justificado.
"Como cidadão, eu não posso aceitar que um gestor público aumente mais de 40% o gasto na contratação de um artista sem nenhum fator que justifique essa mudança de um ano para o outro. [...] Quando o maior representante do forró fala, ele se manifesta, e eu tenho certeza de que as portas estão abertas para ele."
Dados do painel junino do MP-BA apontam que em 2025 o cachê de Flávio José para shows na Bahia foi de R$ 250 mil. O artista pedia R$ 350 mil para as apresentações no estado em 2026, o que representaria um aumento de cerca de 40% no valor cobrado.
Ao divulgar a agenda para o mês de junho, o cantor confirmou apenas 17 apresentações, todas elas fora da Bahia, cancelando mais de 15 shows no estado. O cantor e sanfoneiro Mestrinho foi anunciado como o substituto de José em Vitória da Conquista, enquanto Santanna, O Cantador, irá substituir o artista em Feira de Santana.
O procurador-geral de Justiça do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Pedro Maia, responde de forma incisiva às declarações do cantor Flávio José e negou que o órgão estadual tenha vetado as apresentações do forrozeiro no estado em 2026. Durante a cerimônia de entrega dos Selos de Transparência do MP-BA, nesta terça-feira (16), o chefe da instituição acusa o artista de disseminar informações inverídicas sobre o Ministério Público.
Veja a declaração:
"Flávio José levou para a população e intensificou uma informação inverídica. O MP-BA não proibiu Flávio José de tocar em qualquer município. Nós queremos vê-lo tocar na Bahia, ele é um gênio de nossa raça que expressa sua genialidade na composição de músicas que estão no imaginário de todos nós", diz o procurador-geral.
O REAJUSTE DE 40%
De acordo com Pedro Maia, a atuação do Ministério Público no controle e na fiscalização dos gastos municipais com o São João é puramente técnica e visa a preservação do erário. Ele explicou que a proposta de contratação de Flávio José para este ano alcançou o valor de R$ 350 mil, representando um aumento superior a 40% em relação ao ano anterior.
"Como cidadão, eu não posso aceitar que um gestor público aumente mais de 40% o gasto na contratação de um artista sem nenhum fator que justifique essa mudança de um ano para o outro. [...] Quando o maior representante do forró fala, ele se manifesta, e eu tenho certeza de que as portas estão abertas para ele", complementa.
Maia ponderou que o órgão não estipula um teto arbitrário, mas exige coerência com os anos anteriores. "O Ministério Público questionou diversas atrações quando não houve esse parâmetro de valor de base. E, em alguns casos com valor mais alto, a contratação foi mantida justamente porque o parâmetro respeitou o valor histórico das contratações dos anos anteriores."
Demonstrando respeito à trajetória de Flávio José como um ícone do forró tradicional, Pedro Maia fez questão de separar a admiração artística do rigor com as finanças municipais. O procurador argumentou que a liberdade de preços praticada no mercado privado não pode ser transferida diretamente para as contratações com recursos públicos.
"Não há limite para meios privados de contratação. Olhando o parâmetro dos marcos legais, todo esse arcabouço, todo o entendimento... Eu sou do forró pé de serra, sou do sertão. O São João é o Natal do nordestino", disse.
"Se me perguntarem se, neste período ou em qualquer outro, eu prefiro ouvir o forró tradicional, eu digo que prefiro muito mais Flávio José. E acho que, para a iniciativa privada, ele pode cobrar três, cinco, dez vezes a mais do que o valor que cobrou em 2025 com a correção inflacionária. Eu vou ficar muito feliz de participar de uma festa dessas, se for convidado. Mas, com o dinheiro do povo, não dá. O dinheiro do povo tem que ser cuidado".
ABUSOS EM UM ANO
O procurador-geral esclareceu que a fiscalização se aplica a todos os artistas e que o instrumento de dispensa ou inexigibilidade de licitação não isenta os prefeitos de respeitarem as normas constitucionais. Segundo ele, as medidas preventivas adotadas pelo MP-BA foram aceleradas após o órgão detectar abusos sistemáticos nas propostas de contratação para o período entre 2025 e 2026.
Maia explicou que o modelo de controle baiano, desenvolvido em conjunto com os Tribunais de Contas e baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), representa o início de uma mudança cultural na gestão pública.
"Esta dispensa e inexigibilidade para a contratação pública na Bahia, construída sobre parâmetros constitucionais e normativos, tem exatamente no nosso estado o início de uma mudança para esse país que tanto sonhamos. Um país que zele pelo gasto público e compreenda, através da transparência ativa, a possibilidade do controle social e do debate maduro sobre o gasto público por parte de prefeitos e prefeitas com absoluta responsabilidade", conclui.
O procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia, avaliou os desafios enfrentados pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) durante a fiscalização dos pagamentos dos festejos juninos em 2026. Em entrevista nesta terça-feira (16), durante a cerimônia de entrega dos Selos de Transparência do MP-BA, o PGJ comentou específicamente sobre as repercussões acerca da limitação do cachê do forrozeiro Flávio José, após aumento no pagamento solicitado.
“Bom, eu acho que toda mudança de cultura sempre impõe alguns desafios. Flávio José é uma referência, é um dos, senão, aquele mais celebrado cantor, compositor de forró e o estado da Bahia tá de braços abertos pra Flávio José”, afirmou Pedro Maia.
O procurador de Justiça afirmou que “o Ministério Público quer muito que Flávio José volte a tocar em nossa terra e a gente entende a incompreensão em relação ao tema, mas certamente o povo baiano sabe as razões que motivaram o Ministério Público, não só em relação a Flávio José, mas em relação a todos os artistas, cobrar um parâmetro no pagamento das contratações públicas”, diz.
Este ano, os parâmetros utilizados pelo Ministério Público da Bahia foram estabelecidos pela instituição e pelos Tribunais de Contas. A intenção das recomendações seria evitar aumentos excessivos nos cachês a cada ano, permitindo apenas aumentos atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O órgão utilizou ainda critérios que consideram a notoriedade e a projeção dos artistas, reconhecendo que atrações de maior relevância no mercado podem justificar valores contratuais superiores aos parâmetros médios, desde que haja fundamentação técnica para os valores contratados.
“A gente tá falando de recurso público, de dinheiro público e a gente tem que ter um parâmetro de fixação, porque a gente não colocar valor no cachê do artista, mas sim nos limites pra contratar o artista pelo poder público e é justamente aí que trabalhamos com o parâmetro utilizado no último ano, especialmente no ano de 2025”, reitera Maia.
Ele lembra que “em relação ao cachê cobrado por Flávio José, houve um incremento de 40%, ele cobrou no passado 250 mil reais pra trocar e em 2026 o valor que foi trazido foi 350 mil e recomendamos aos municípios que não contratassem com valores que ficassem além daquilo que entendemos que é o correto, que é o cachê do último ano, com a correção em relação aos índices de inflação que são aqueles praticados usualmente”
O procurador-geral de Justiça da Bahia, aproveitou a fala, no entanto, para destacar que a recomendação não impede o retorno do artista ao Estado da Bahia. Acontece que, após tornar pública a queixa pela redução do cachê para se apresentar na Bahia durante o São João, o veterano deixou o estado de fora da sua agenda do período junino para 2026.
Ao divulgar a agenda para o mês de junho, o cantor confirmou apenas 17 apresentações, todas elas fora da Bahia.
Em coletiva, Pedro Maia convida o artista a retornar: “Então, [quero] desejar que Flávio José volte pra Bahia. A Bahia ama Flávio José e queremos cada vez mais os festejos juninos que valorizem nossa cultura, que valorizem o forró, o pé de serra, o triângulo, a zabumba e a sanfona. Então, é um São João de muita alegria, um São João de muito compromisso com a sociedade e principalmente um São João de transparência e controle com a sociedade”, ressalta.
Ao fim, o chefe do Ministério Público da Bahia (MP-BA) resumiu que, apesar das adversidades, o resultado do Painel da Transparência dos Festejos Juninos foi positivo.
“O painel chega à sua quarta edição, com 410 municípios da Bahia dos 417. [Foram] 410 que prestaram essas informações um trabalho de sensibilização e mudança de cultura que a Bahia apresenta para o Brasil como um trabalho de mudança dessa sociedade em relação aos gastos com o recurso público”, destacou o procurador-geral.
“Então, é o momento de se celebrar hoje no Ministério Público, se celebra esse momento com essa festa bonita e que certamente anunciou um 2027 ainda mais promissor em relação ao tema e com certeza com Flávio José, Adelmário Coelho e todos aqueles que fazem do São João essa festa tradicional do Brasil”, finaliza.
O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Andaraí, na Chapada Diamantina, Wilson Cardoso (UPB), lamentou que o caso Flávio José não tivesse um desfecho melhor. O cantor não vai se apresentar nos festejos juninos na Bahia deste ano após declinar da redução de cachês após recomendação do Ministério Público do Estado (MP-BA) para as prefeituras baianas.
Cardoso, que se diz fã do artista, disse que chegou a conversar com o empresário do cantor, mas a iniciativa acabou em vão.
"Eu sou fã dele. Quem é que não gosta de Flávio José na Bahia? Mas infelizmente ele cobrou ano passado aqui 250 mil reais. E esse ano teve um aumento de cerca de 40%, 350 mil. E não tinha nada que justificasse. Por exemplo, não teve uma música nova, não deu nada que justificasse 40% do aumento. Eu como presidente da UPB, liguei para o empresário dele, pedi que ele reduzisse 20 mil, 30 mil, alguma redução para poder mostrar que além de ele ser um bom artista, ele também entende esse momento que passam os municípios", revelou o presidente da UPB.
Em entrevista à Rádio Antena 1, a promotora do MP-BA Rita Tourinho também disse que o órgão tentou negociar para manter a agenda do artista no estado, mas as tentativas também não evoluiíram.
O cantor e sanfoneiro Mestrinho foi anunciado como o substituto de Flávio José no São João de Vitória da Conquista após o cancelamento de todos os shows que o forrozeiro faria na Bahia em virtude da redução de cachê.
O sanfoneiro foi anunciado pela organização do evento como a grande atração do dia 24 de junho. "Após o cancelamento da agenda de shows de Flávio José na Bahia, Mestrinho passa a integrar a grade do dia 24 de junho. Com sua sanfona e toda a força do forró tradicional, ele chega para reforçar uma das maiores riquezas do nosso São João: a cultura nordestina", informou a equipe.
Já em Feira de Santana, outro endereço onde Flávio estava confirmado para se apersentar, o artista foi substituido por Santanna, o Cantador. A apresentação do artista acontecerá no dia 27 de junho.
"Como todos sabem, Flávio José decidiu não realizar apresentações na Bahia este ano. Mas o São João de Bonfim de Feira continua garantido com muito forró de qualidade. E é com alegria que anuncio a grande atração que vai animar a nossa festa: Santanna, o Cantador!", afirmou o prefeito Zé Ronaldo (União Brasil).
CASO FLÁVIO JOSÉ
O veterano surpreendeu o público na última semana ao anunciar o cancelamento das apresentações na Bahia durante o São João após a redução em no valor do contrato para os shows nos municípios baianos. Dados do painel junino do MP-BA apontaram que em 2025 o cachê de Flávio José para shows na Bahia foi de R$ 250 mil - o que representaria, em 2026, um aumento de cerca de 40% no valor cobrado.
Em resposta enviada ao Bahia Notícias, a assessoria do MP-BA afirmou que "nas últimas quatro edições dos festejos juninos na Bahia, observou-se uma significativa escalada nos valores das contratações artísticas, com a média dos contratos passando de aproximadamente R$ 200 mil para cerca de R$ 700 mil".
Por isso, o órgão informou ter encaminhado recomendações aos municípios para que adequem as contratações de atrações artísticas aos parâmetros estabelecidos pela instituição e pelos Tribunais de Contas e atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O objetivo, segundo o MP, é evitar aumentos excessivos de cachês custeados com recursos público, e o cachê de Flávio José teria entrado nessa lista.
O MP-BA também destacou que seus critérios consideram a notoriedade e a projeção dos artistas, reconhecendo que atrações de maior relevância no mercado podem justificar valores contratuais superiores aos parâmetros médios, desde que haja fundamentação técnica para os valores contratados.
O martelo foi batido por Flávio José. Após tornar pública uma queixa pela redução do cachê para se apresentar na Bahia durante o São João, o veterano deixou o estado de fora da sua agenda do período junino para 2026.
Ao divulgar a agenda para o mês de junho, o cantor confirmou apenas 17 apresentações, todas elas fora da Bahia. Flávio José já havia sido anunciado em municípios como Senhor do Bonfim e Dias D'Ávila. Segundo o artista, a decisão afeta cerca de 15 cidades do estado.
A decisão de Flávio José foi motivada após o artista descobrir uma recomendação do Ministério Público da Bahia para reduzir o cachê do forrozeiro, que em 2026 solicitou R$ 350 mil por apresentação, R$ 100 mil a mais em relação ao ano passado.

"Às vésperas da maior festa de manifestação cultural do Nordeste, eu recebo a notícia que o MP da Bahia resolveu diminuir o meu cachê! Enquanto outros artistas que nada têm a ver com forró ganham rios de dinheiro. É de um desrespeito sem tamanho."
Em 2025, de acordo com dados do painel junino do MP-BA, o artista paraibano fez 13 shows no estado, passando pelas cidades de Salvador, Conceição do Jacuípe, Maracás, Jequié, Amargosa, Camaçari, Alagoinhas, Santo Antônio de Jesus, Mata de São João, Capim Grosso, Presidente Tancredo Neves, Amelia Rodrigues e Paripiranga.
A promotora Rita Tourinho revelou em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1, que chegou a se reunir com representantes do artista, que foi irredutível a qualquer tipo de acordo para que os shows fossem mantidos.
"Tentamos de todo jeito fazer algum tipo de diálogo, traçar algum tipo de conversação com ele, o próprio representante dele trazia sugestões para a mesa, nós acatávamos. Ele não acatou absolutamente nada, disse que não faz acordo absolutamente algum. Essa foi uma decisão dele."
Tourinho reforçou que a situação relatada por Flávio José aconteceu com diversos outros artistas que tiveram seus cachês revisados seguindo um critério técnico, não sendo uma exclusividade do forrozeiro.
De acordo com o levantamento feito pelo Bahia Notícias, artistas de outros gêneros que não o forró, estilo que deveria predominar na festa junina, irão faturar mais do que atrações do forró, a exemplo da dupla sertaneja Zé Neto e Cristiano, por exemplo, irá faturar um total de R$ 2.715.000,00 por três shows no estado.
O cachê de R$ 905 mil por show chega a ser cerca de 3 vezes maior do que o cobrado por Flávio José por show, R$ 350 mil.
Segundo o MP-BA, além dos parâmetros estabelecidos pela Instituição e Tribunais de Contas (TCM e TCE) e a média dos valores pagos aos artistas em 2025, atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), as recomendações foram feitas com base na relevância e projeção dos artistas.
"Vale destacar que o MPBA e os Tribunais de Contas também estabeleceram critérios técnicos que consideram a notoriedade e a projeção dos artistas, reconhecendo que atrações de maior relevância no mercado podem justificar valores contratuais superiores aos parâmetros médios."
A cantora Lara Amélia, filha de Flávio José, usou as redes sociais para defender o artista e lamentar a ausência dele nas principais programações do São João da Bahia em 2026. Em meio ao impasse envolvendo o cachê do forrozeiro e o Ministério Público da Bahia (MP-BA), ela afirmou que o pai representa a essência da cultura nordestina. “Meu pai é a cultura nordestina encarnada em pele e osso”, escreveu Lara.
Em comentário publicado após uma postagem do jornalista Gabriel Carvalho, ela também criticou o que considera um processo contínuo de descaracterização das festas juninas. Segundo a artista, o fenômeno não é recente e tem se intensificado nos últimos anos, reduzindo o espaço de nomes ligados ao forró tradicional nas grades de atrações dos festejos.
A manifestação ocorre em meio à polêmica envolvendo o cancelamento das apresentações de Flávio José na Bahia neste ano. O impasse começou após o MP-BA recomendar a revisão do cachê de R$ 350 mil previsto para shows do artista durante os festejos juninos, valor que representava aumento de 40% em relação ao ano anterior.
De acordo com a promotora Rita Tourinho, o órgão tentou construir um acordo com representantes do cantor, mas as propostas não foram aceitas. O Ministério Público sustenta que a análise dos cachês segue critérios técnicos baseados na variação dos valores contratados em 2025 e na aplicação do IPCA.
Do outro lado, a equipe de Flávio José considera que a medida desvaloriza artistas ligados à tradição junina. Em entrevistas recentes, o cantor já havia criticado a redução do espaço destinado ao forró nas festas de São João e afirmado que muitas programações passaram a priorizar atrações sem ligação histórica com a cultura nordestina.
CONFIRA O DESBAFO DE LARA:

O cantor Flávio José não aceitou acordos propostos em reunião com o Ministério Público da Bahia após a polêmica envolvendo o valor do contrato para os shows do forrozeiro durante o período junino em 2026 no estado.
Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1, a promotora Rita Tourinho, nesta terça-feira (9), revelou uma reunião com representantes do artista e pontuou que o veterano foi firme na decisão de não se apresentar na Bahia após a correção do cachê.
"Fizemos questão de nos reunirmos ontem com representantes dele, tentamos de todo jeito fazer algum tipo de diálogo, traçar algum tipo de conversação com ele, o próprio representante dele trazia sugestões para a mesa, nós acatávamos. Ele não acatou absolutamente nada, disse que não faz acordo absolutamente algum. Essa foi uma decisão dele."
De acordo com a representante do MP-BA, a situação com Flávio José aconteceu com diversos outros artistas que tiveram seus cachês revisados seguindo um critério técnico.
"A variação do contrato dele passou de R$ 250 mil para R$ 350 mil. E aí as pessoas perguntam 'E o cantor que está cobrando R$ 800 mil'. Nós partimos no P zero, que foi em 2025, nós não podemos dizer que o valor cobrado em 2025 por um artista A ou B é um valor equivocado, nós não estamos fazendo valoração de quanto vale o cantor. Estamos fazendo uma valoração do percentual de aumento que se precisa de justificativa. Nós não podíamos fazer de outra forma."
Rita Tourinho ainda explicou a decisão de tornar públicos os valores das contratações, serviço que se tornou referência em todo o Brasil.
"Antes da pandemia a contratação de artistas ficava muito mais a cargo da iniciativa privada, principalmente pelos festejos juninos. O que percebemos, que a partir de 2022, 80% dessas contratações passam para o poder público, com utilização de recursos públicos. [...] Nós temos que lembrar que são contratações feitas com recursos públicos."
A promotora ainda assumiu que o critério utilizado para 2026 não foi o melhor, mas foi a única forma encontrada para conseguir regularizar a situação e evitar cachês caros para municípios que não têm condições de arcar com as contratações.
"Quando nós percebemos isso, chegamos em 2026 e falamos 'Vamos botar o valor de 2025 e vamos fazer a atualização pelo IPCA', como se fosse um reajuste. Esse foi o melhor critério? Talvez não, mas foi o melhor recurso que a gente tinha naquele momento. Falamos também da contratação de alta materialidade, essas contratações acima de R$ 700 mil (que representam 1,8% no número de contratações) têm que seguir esse parâmetro de majoração da média de 2025 pelo IPCA, porém, nós temos que ter uma atenção especial para a saúde financeira do município."
O cantor e compositor Flávio José, um dos maiores expoentes do forró tradicional baiano, fez um desabafo sobre a perda de espaço do gênero nas festividades regionais. Em entrevista divulgada nesta sexta-feira (05), o artista lamentou a descaracterização das programações de eventos juninos e expressou sua preocupação com o futuro da música que representa a identidade cultural e a tradição do Nordeste.
Confira em vídeo:
?? Flávio José desabafa sobre descaracterização do São João e critica contratações “para dar satisfação”
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) June 5, 2026
Confira ?? pic.twitter.com/zJDPfF4Vla
Durante sua manifestação na página de Instagram São João na Bahia, Flávio José relembra o desejo de que as gestões municipais repensassem os critérios de contratação e se atentassem para a valorização da herança cultural local. “Eu gostaria que as cidades se espelhassem em outras que estão começando a entender que a nossa música é da nossa cultura e tradição, mas eu ainda acho que isso está muito distante”, pondera o forrozeiro.
O cantor apontou que, atualmente, é comum encontrar programações festivas inteiras que ignoram os artistas do gênero. Entretanto, criticou o fato de que, em muitas ocasiões, sua própria contratação parece servir apenas como uma justificativa simbólica.
“Eu vejo aí que não têm mais ninguém de forró. E vejo algumas nas quais eu fui colocado, talvez, muito mais para dar uma satisfação, para dizer: ‘Não, tinha forró, tinha Flávio José’. Mas eu acho que ainda é muito cedo para a gente ser otimista nesse sentido”, desabafa.
A declaração do cantor reforça uma discussão recorrente entre artistas nordestinos sobre a substituição do forró pé-de-serra por outros gêneros de apelo comercial de massa durante o mês de junho.
UM IMPASSE BAIANO
O impasse teve início quando o Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou a adequação do cachê de Flávio José para as festividades de São João de 2026. O órgão questionou o valor de R$ 350 mil estipulado para esta edição, que representava um reajuste de 40% (ou R$ 100 mil a mais) em relação ao ano anterior.
Diante da orientação fiscalizadora direcionada aos municípios contratantes, a equipe do cantor decidiu cancelar todas as suas apresentações no estado, alegando desrespeito à trajetória do artista.
Pelo lado de Flávio José, o descontentamento reflete um debate histórico sobre a desvalorização do forró tradicional e a perda de espaço do gênero para ritmos comerciais de massa, como o sertanejo, durante o mês de junho.
O cantor argumenta que o controle rígido sobre o cachê de ícones da cultura nordestina é contraditório e injusto, especialmente quando comparado aos pagamentos de cifras milionárias realizados a atrações de outros estilos musicais sem ligação histórica com os festejos juninos.
Por outro lado, o Ministério Público alega que a atuação do órgão baseia-se em critérios estritamente técnicos e impessoais para assegurar a responsabilidade fiscal das prefeituras. Diante de uma escalada de gastos públicos nos municípios baianos.
O MP-BA passou a recomendar reajustes atrelados ao IPCA, acordados previamente com a União dos Municípios da Bahia (UPB), reiterando que permanece aberto ao diálogo consensual com os representantes de Flávio José.
A promotora de Justiça Rita Tourinho manifestou surpresa, ainda em relação à terça-feira (03), ao posicionamento do cantor Flávio José e esclareceu que o Ministério Público da Bahia (MP-BA) nunca direcionou suas ações de fiscalização a ele ou a qualquer outro artista específico. De acordo com a promotora, houve uma falta de diálogo com o empresário do cantor antes do anúncio de cancelamento de suas apresentações no estado.
Confira trecho:
A promotora detalhou que as medidas do órgão de controle seguem critérios. “Eu, particularmente, tomei com surpresa. Ele é um artista renomado, tipicamente de São João. Ele é uma pessoa que todos conhecem, a atuação do MP-BA não foi direcionada a ele. Foi um critério objetivo, não houve referência a ele”, esclarece.
DEFESA DO FORRÓ
Apesar do rigor técnico do MP-BA na fiscalização dos gastos públicos, Rita Tourinho demonstrou sensibilidade artística ao defender a necessidade de valorização do forró tradicional sobre outros gêneros, como o sertanejo, muito embora as contratações de maior valor nesta edição do São João reflitam outra realidade de mercado.
“Eu fiquei sentida, ele é um artista com projeção regional e nacional. O forró deveria ser o ritmo que predomina, mas não ocorre. O MP-BA não tem gerência em relação a isso, isso é do gosto popular. O que o prefeito contrata é o que a população pede, não influenciamos as prefeituras. A gente entende a lamentação dele, não foi nada direcionado ao MP-BA”, argumentou a promotora em entrevista ao Blog do Valente, parceiro do Bahia Notícias.
Rita Tourinho ressaltou que as adequações contratuais têm sido construídas de forma consensual e conjunta por meio do diálogo permanente com prefeitos, empresários e produtoras de eventos, citando grandes empresas do setor, como Crown Produções, MP Produções e Imagine Produções.
"Todas as vezes que somos procurados, ou quando os próprios municípios pedem a participação das empresas nas reuniões, nós estamos abertos. Estamos o tempo inteiro conversando com prefeitos e empresários, tentando construir esse entendimento", declarou.
Embora o Ministério Público busque a assinatura de termos de ajustamento para garantir o equilíbrio fiscal dos municípios durante as festividades juninas, a promotora reforçou que as conciliações ocorrem de forma voluntária.
"Alguns empresários estão bem abertos, outros nem tanto, mas temos visto de todos uma disposição para conversar. Muitos mantêm esse diálogo, mas entendem que não podem firmar um acordo, e obviamente nós respeitamos isso", explicou.
Rita Tourinho concluiu, reforçando que a assinatura de novos termos depende exclusivamente do convencimento mútuo de todos os envolvidos na organização dos eventos. "Isso seria um ajuste e precisa haver essa questão do próprio convencimento. O importante é que o diálogo está acontecendo", finaliza .
O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) se manifestou nesta quarta-feira (3) sobre a recente polêmica envolvendo o cancelamento das apresentações de Flávio José nos festejos de São João 2026 por diferentes partes do estado.
Em resposta enviada ao Bahia Notícias, a assessoria do MP-BA responde que: "nas últimas quatro edições dos festejos juninos na Bahia, observou-se uma significativa escalada nos valores das contratações artísticas, com a média dos contratos passando de aproximadamente R$ 200 mil para cerca de R$ 700 mil", diz.
Por isso, o órgão informou ter encaminhado recomendações aos municípios para que adequem as contratações de atrações artísticas aos parâmetros estabelecidos pela instituição e pelos Tribunais de Contas e atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O objetivo, segundo o MP, é evitar aumentos excessivos de cachês custeados com recursos públicos. "Até o momento, foram enviadas recomendações a mais de 100 municípios, incluindo aqueles que anunciaram contratações do artista Flávio José pelo valor de R$ 350 mil, um aumento de R$ 100 mil em relação ao ano passado".
"As recomendações buscam a adequação do contrato às orientações técnicas dos órgãos de controle, construídas a pedido dos próprios gestores municipais, via União dos Municípios da Bahia (UPB)", informou a assessoria, em nota.
O MP-BA também destacou que seus critérios consideram a notoriedade e a projeção dos artistas, reconhecendo que atrações de maior relevância no mercado podem justificar valores contratuais superiores aos parâmetros médios, desde que haja fundamentação técnica para os valores contratados.
Flávio José surpreendeu o público ao anunciar, em suas redes sociais, o cancelamento de apresentações na Bahia durante o São João. Em uma mensagem publicada em resposta ao perfil "São João na Bahia", no Instagram, o cantor criticou a atuação do órgão.
"Este ano a Bahia ficará sem minha presença. Às vésperas da maior festa de manifestação cultural do Nordeste, eu recebo a notícia de que o MP da Bahia resolveu diminuir o meu cachê! Enquanto outros artistas que nada têm a ver com forró ganham rios de dinheiro", declarou o artista.

Captura de tela do comentário do cantor | Foto: Reprodução / Redes Sociais
Leia a nota completa na íntegra:
"O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) informa que tem encaminhado recomendações aos Municípios para que eles adequem as contratações de atrações artísticas aos parâmetros estabelecidos pela Instituição e Tribunais de Contas (TCM e TCE) e tomem como referência a média dos valores pagos aos artistas em 2025, atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O objetivo é evitar aumentos excessivos de cachês custeados com recursos públicos.
Nas últimas quatro edições dos festejos juninos na Bahia, observou-se uma significativa escalada nos valores das contratações artísticas, com a média dos contratos passando de aproximadamente R$ 200 mil para cerca de R$ 700 mil.
Até o momento, foram enviadas recomendações a mais de 100 municípios, incluindo aqueles que anunciaram contratações do artista Flávio José, pelo valor de R$ 350 mil, um aumento de R$ 100 mil em relação ao ano passado. As recomendações buscam a adequação do contrato às orientações técnicas dos órgãos de controle, construídas a pedido dos próprios gestores municipais, via União dos Municípios da Bahia (UPB).
Vale destacar que o MPBA e os Tribunais de Contas também estabeleceram critérios técnicos que consideram a notoriedade e a projeção dos artistas, reconhecendo que atrações de maior relevância no mercado podem justificar valores contratuais superiores aos parâmetros médios.
Esses critérios fundamentam compromissos de redução de valores que estão sendo firmados com os representantes dos artistas que buscam voluntariamente o MPBA.
Até o momento, em apenas uma semana, foram realizados acordos que geraram economia de R$ 8,8 milhões aos cofres públicos. A Instituição está à disposição para dialogar com os empresários de Flávio José e demais artistas interessados", conclui a nota.
O cantor Flávio José surpreendeu o público nas redes sociais ao anunciar o cancelamento de apresentações na Bahia durante o São João. Em uma mensagem feita em resposta ao perfil São João na Bahia, no Instagram, o forrozeiro se mostrou decepcionado com a redução em seu contrato.
De acordo com o veterano, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) teria reduzido o valor cobrado por ele para apresentações no estado, desta forma, a equipe teria optado por cancelar o show.
"Este ano a Bahia ficará sem minha presença, às vésperas da maior festa de manifestação cultural do Nordeste, eu recebo a notícia que o MP da Bahia resolveu diminuir o meu cachê! Enquanto outros artistas que nada têm a ver com forró ganham rios de dinheiro.", disse o artista.

Dados do painel junino do MP-BA apontam que em 2025 o cachê de Flávio José para shows na Bahia foi de R$ 250 mil - o que representaria, em 2026, um aumento de cerca de 40% no valor cobrado. Ao todo, a plataforma aponta a realização de 13 apresentações no ano passado, nas cidades de Salvador, Conceição do Jacuípe, Maracás, Jequié, Amargosa, Camaçari, Alagoinhas, Santo Antônio de Jesus, Mata de São João, Capim Grosso, Presidente Tancredo Neves, Amelia Rodrigues e Paripiranga.
De acordo com o levantamento feito pelo Bahia Notícias, artistas de outros gêneros que não o forró, estilo que deveria predominar na festa junina, irão faturar mais do que atrações do forró, a exemplo da dupla sertaneja Zé Neto e Cristiano, por exemplo, irá faturar um total de R$ 2.715.000,00 por três shows no estado.
O cachê de R$ 905 mil por show chega a ser cerca de 3 vezes maior do que o cobrado por Flávio José por show, R$ 350 mil. "É de um desrespeito sem tamanho. Por esse motivo, não irei à Bahia este ano. Lamentável, deixei de vender minhas datas para estados que realmente me valorizam. Priorizei a Bahia durante toda a minha carreira e hoje recebo essa informação como gratidão que o estado me devolve".
Segundo o cantor, a decisão afeta a apresentação da cidade de Senhor do Bonfim e outras 15 cidades na Bahia. O Bahia Notícias entrou em contato com a equipe do cantor para mais informações, no entanto, até a publicação desta matéria, não houve retorno.
Três grandes nomes do forró se uniram em um grande projeto para exaltar as raizes da música. Os cantores Flávio José, Targino Gondim e Santanna O Cantador lançaram o projeto musical “Três Nordestinos – Um por Todos e Todos por Um!”, gravado na Ilha do Rodeadouro, às margens do Rio São Francisco.
Com 13 faixas, o audiovisual aposta em um formato intimista, e traz para o público um repertório recheado de sucessos, entre eles 'Só Xote', 'Petrolina, Juazeiro' e 'Eu Só Quero Um Xodó', além de composições marcantes de nomes como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Jorge de Altinho.
Gravado em meio à paisagem natural da região de Juazeiro, o projeto busca aproximar música e território, destacando elementos culturais do sertão nordestino.
Com presença de muitas famílias, o Pelourinho ficou lotado durante a apresentação junina da cantora Lara Amélia, na noite deste sábado (21). Em entrevista ao Bahia Notícias, a artista comentou sobre a falta de representatividade de mulheres na cultura nordestina e como se inspira em canções artísticas anteriores, especialmente nas festas de São João.
“É uma coisa bem difícil, né? Eu fico triste, inclusive, quando olho as grades de programação, porque não vejo mulheres. Se vocês começarem a observar, passem a olhar a partir de hoje todas as grades de festas, tanto particulares quanto públicas… são repletas de homens. Dificilmente tem uma mulher. Então, me sinto lisonjeada de estar aqui, nessa grade, no meio de tantos homens, levantando a cultura nordestina e a bandeira do forró sendo mulher”, critica a cantora.
Além de falar sobre representatividade, Lara também comentou sobre o peso de carregar o legado do pai, o cantor Flávio José, considerado um dos grandes nomes do forró.
“As costas têm que estar bem largas para aguentar o peso de ser filha do Flávio José. É uma responsabilidade muito grande pensar no que vou preparar para os shows. Tudo o que eu faço sempre passa por ele. Sempre tem o aval dele: ‘Gostei disso’, ‘Não gostei daquilo’, ‘Vamos mudar esse tom’, ‘Vamos alterar esse arranjo da música’. Estou sempre passando por ele. Se estou aqui hoje, é graças a ele, e estou imensamente feliz por isso”, complementa a cantora.
Confira imagens do show da cantora:


Fotos: Waltemy Brandão / Bahia Notícias
Um dos maiores nomes do forró, o cantor Flávio José lotou o Largo do Pelourinho durante a sua apresentação em Salvador na noite desta quinta-feira (19). A multidão foi tanta que foi preciso limitar a entrada de pessoas em uns dos principais palcos do forró no Centro Histórico da capital baiana, fechando, temporariamente, os portões que dão acesso ao largo.
Confira imagens:



Fotos: Waltemy Brandão / Bahia Notícias
O cantor Flávio José trouxe uma multidão de pessoas para o Largo de Pelourinho, em Salvador, durante sua apresentaçãona noite desta quinta-feira (19). Com uma trajetória marcada pela preservação do forró tradicional, o artista trouxe um repertório com suas músicas clássicas e celebrou o reencontro com o público baiano em um espaço que valoriza a cultura nordestina.
“Realmente são muitos shows, né? A gente está bastante cheio. E estou feliz de estar aqui no Pelourinho porque aqui mora a cultura. Às vezes a gente canta por aí em ambientes que as pessoas muitas vezes não olham, porque estão esperando outra atração. Mas aqui é o reencontro da cultura com a gente, com o que a gente faz”, afirmou.
Sobre o repertório, o artista ressaltou que não tem como escolher uma única música favorita: “Música é como filho, não dá pra ter predileção. Mas o povo escolhe. Muita gente gosta de Tareco e Mariola, Espumas ao Vento, Pedras que Cantam, Me Diz Amor, Mentiras, A Natureza das Coisas, que o povo chama de Se Avexe Não... são muitas músicas que as pessoas esperam que a gente cante.”
Flávio José traz clássicos do forró e diz que cantar no Pelourinho é "reencontro com a cultura" pic.twitter.com/c83cSY77Im
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) June 19, 2025



Fotos: Waltemy Brandão / Bahia Notícias
O evento Arraiá do Luiz, festa do cantor Luiz Caldas, que será realizado em Salvador neste final de semana, mudou de local. A festa, que aconteceria na Chácara Baluarte, no dia 18 de maio, foi transferida para o espaço da Pupileira, em Nazaré.
De acordo com a organização do evento, a mudança tem como objetivo preservar o conforto, a segurança e a qualidade da experiência para o público, mantendo a estrutura temática e a programação artística sem alterações.
Além de Luiz Caldas, a festa contará com show completo do forrozeiro Flávio José. Quem for curtir o show no novo espaço poderá aproveitar o clima de São João, que será dado além da música, com comidas e bebidas típicas, decoração junina e toda a atmosfera característica da festa mais tradicional do Nordeste.
Os ingressos já adquiridos continuam válidos para o novo local, e as vendas continuam nas plataformas Ingresse, Sympla, Ticket Maker e Bilheteira Digital, com valores a partir de R$ 120,00 + Taxa (meia-entrada – 1º lote).
O cantor Flávio José sofreu uma grande perda na família na quinta-feira (22). O filho do artista, também cantor, Jonh Mike Azevedo Remígio, de 40 anos, morreu em decorrência de uma parada cardiorrespiratória após sofrer um acidente de carro na região de Monteiro, no Cariri da Paraíba.
De acordo com a Polícia Militar, Maike José, como era conhecido publicamente, dirigia um carro de luxo em alta velocidade quando bateu na traseira de outro veículo.
Segundo testemunhas, o filho de Flávio José dirigia de forma imprudente e chegou a passar por um quebra-molas sem reduzir a velocidade.
A Polícia informou que no carro atingido por Maike, ninguém ficou ferido. Já o filho de Flávio foi socorrido e levado para o Hospital Santa Filomena, em Monteiro, onde chegou consciente, porém desorientado devido a lesões no crânio.
Maike deu entrada na unidade por volta das 9h da manhã e, de acordo com o hospital, apresentava sinais de embriaguez, apesar de negar o uso de bebidas alcoólicas. O quadro do cantor chegou a evoluir e o artista foi acompanhado pela família durante toda internação, até a transferência para o Hospital de Trauma de Campina Grande para avaliação da cirurgia geral.
Segundo o Santa Filomena, Maike voltou a ser levado para a ala vermelha após uma piora no quadro e morreu em decorrência de uma parada cardiorrespiratória.
Nas redes sociais, Flávio José Junior, irmão de Maike, fez um desabafo após a confirmação da morte do artista. No texto, o herdeiro do forrozeiro falou sobre o alcoolismo e afirmou que a doença tirou a vida do irmão.
"O alcoolismo destrói vidas. Meu irmão, que triste notícia. Sinto muito não poder ter te ajudado. Que esse seja um exemplo para os jovens, vão em busca dos seus sonhos, larguem mão da bebida. A bebida é uma porta que você abre para o mal atuar em suas vidas! Quantas vidas terão que acabar para vocês descobrirem isso?."
Um dos nomes mais aclamados do forró nos dias de hoje, Dorgival Dantas não esconde a admiração por outros dois grandes ícones do gênero musical e que também se tornaram parceiros de palco.
Em coletiva de imprensa na madrugada desta terça-feira (25), o forrozeiro, que é uma das atrações do palco principal do São João no Parque de Exposições, se colocou disponível para a continuidade da turnê “Triangulo do Forró”, que celebra a parceria dele com Adelmário Coelho e Flávio José.

“O Adelmário, a gente sabe da grandiosidade, toda a história dele é fantástica. Contribuiu demais, a gente só tem que agradecer a Deus. O Flávio eu falo um pouquinho mais ainda porque tem uma história bem bacana, é tipo filho e pai ou irmão. Começou como fã e depois viramos amigos, é um negócio bem bacana. Eu vou ser aquele que estou ali pra fazer qualquer coisinha, eu só quero estar perto deles, que estão sempre provocando boas ideias. Então é só chamar”, comentou.
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Wesley Safadão foi uma das principais atrações do São João de Santo Antônio de Jesus, neste domingo (23), na véspera de São João. O evento atraiu mais de 100 mil pessoas, que curtiram também as apresentações de Joyce França, Selo de Amor, Verena Santana, Jaldo Rodrigues, Flávio José, Lucas Queiroz e Tony Azevedo.
Um dos momentos marcantes da noite foi a apresentação de Flávio José, que trouxe seus clássicos do forró. “Sempre muito bom voltar aqui para Santo Antônio de Jesus. A expectativa é muito boa e nós viemos com muita vontade de fazer esse show e deixar todo mundo feliz”, afirmou.

O vencedor da Batalha de Sanfoneiros 2024, realizada pelo Jornal da Manhã, da TV Bahia, Valtinho do Acordeon se apresentou ao lado de Flávio José no São João de SAJ. Natural de Salvador, Bahia, ele começou a vida musical, aos 14 anos, como corneteiro da fanfarra da escola. “Eu sonhava com esse momento. Graças a Deus aconteceu e só tenho que agradecer a toda a Bahia que votou em mim e por essa conquista desse primeiro lugar”, comemorou Valtinho.

O músico Santanna, o Cantador homenageou o amigo Flávio José durante o show que fez nesta quinta-feira (29) no palco principal do Parque do Povo, no São João 2023 de Campina Grande. Durante a apresentação, o cearense se juntou aos que debatem a valorização do forró nas festividades juninas e também apoiou o pleito.
Flávio José se apresentou no mesmo evento no dia 2 de junho, e, na ocasião, teve seu show reduzido em pelo menos 30 minutos após determinação dos organizadores. Ao subir ao palco, o forrozeiro afirmou que não sabia se iria cantar todas as músicas do repertório por causa do "corte".
Como reportou o G1, Santana iniciou seu show cantando a música "Paraíba Joia Rara", com a bandeira do estado da Paraíba no telão do palco, e, além de se emocionar na ocasião, deixou o público também comovido no Parque do Povo, e ele defendeu o enaltecimento das raízes sertanejas.
“Sabe o que é isso? É o sentimento de nação! Eu posso ir embora da minha terra, mas minha terra não vai embora de mim. Eu me sinto muito honrado de ser nordestino”, ressaltou.
Baianos e turistas se despediram do São João do Pelourinho no domingo (25) com muito forró. O Centro Histórico de Salvador contou com seis palcos, por onde passaram cerca de 60 atrações desde o último dia 22 de junho.
Quem abriu os trabalhos da última noite de festa no palco principal, no Terreiro de Jesus, foi a Fulô de Mandacaru. No repertório dor trio, clássicos da música nordestina, como Frevo Mulher, de Alceu Valença, que se apresentou no primeiro dia.
Logo em seguida, quem subiu ao palco foi Flávio José, para aquecer os corações do público. Uma das atrações mais esperadas da programação, o cantor paraibano tem como referências o Rei Luiz Gonzaga e Dominguinhos.
CIRCUITOS
O Pelourinho é um dos três circuitos oficiais do São João da Bahia em Salvador, promovido pelo Governo do Estado. Além do Centro Histórico, onde o público assistiu a shows gratuitos no Parque de Exposições e em Paripe, onde aconteceram apresentações até o sábado (24).
Na próxima sexta (30), a programação do Parque de Exposições será retomada.
Em seu quarto dia consecutivo de festejos juninos, a cidade de São Sebastião do Passé (BA) foi contagiada por muito forró e arrocha. O palco principal da praça pública da cidade contou com shows de Flávio José, da banda Forró Feijoada, os cantores Cláudio Nunes e João Oxente, além do repertório romântico e regado de hits de Unha Pintada.
Foto: Valter Jr.
Segunda atração da noite, a banda Unha Pintada, embalou o público presente ao som de um repertório recheado de hits que estão na boca da galera, a exemplo das músicas ‘Some ou Assume’, ‘Alô Polícia’ e ‘Novas Publicações’. Além desses sucessos consagrados, a banda também apresentou canções inéditas que compõem o novo projeto ‘São João do Veinho’, garantindo momentos de pura emoção e diversão no palco principal.
“É um prazer apresentar para o público esse projeto que vem guinando. É mais um CD novo, um trabalho novo, com repertório novo, então eu só tenho que agradecer. Eu, que venho de um tempo parado, mas agora reiniciando de novo, graças a Deus e a galera está aceitando bem o repertório, as músicas e o meu jeito de trabalhar que é se reinventando o tempo todo e sempre com muito romantismo”_, disse o cantor Aldiran Santana, vocalista da banda Unha Pintada.
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Foto: Valter Jr.
Com altas expectativas para o tradicional forró pé de serra, a população sebastianense e os visitantes contavam os minutos para o show de Flávio José, ícone do forró. Por volta das 3h, o forrozeiro assumiu o comando do palco, arrancando gritos histéricos da plateia que cantou em coro muitos sucessos consagrados da carreira do artista, como as músicas ‘Caboclo Sonhador’, ‘Tareco e Mariola’, ‘Um Passarinho’ e ‘Filho do Dono’.
“O forró para mim é o momento para levarmos a alegria da nossa música nordestina, essa que é a verdadeira música do São João. A gente sabe que tem que fazer esse trabalho pensando em mostrar para as crianças e adolescentes como é a verdadeira festa junina. É também sobre bater no peito e dizer que temos orgulho em sermos nordestinos”, contou Flávio José.
Reconhecido como o melhor São João da região, a grade de atrações deste sábado (24) em Bastião, contou ainda com as apresentações da banda Forró Feijoada e dos cantores Cláudio Nunes e João Oxente. Durante o dia, pelas ruas da cidade, circularam blocos privados, levando muita diversão e entretenimento.
Neste domingo (25), São Sebastião do Passé concretiza o último dia do São João e, no palco principal da praça pública ainda há atrações fazendo a alegria da galera com shows gratuitos. A banda Toque Dez e os cantores Jairo e Beto e Adalto Morais comandarão a diversão da noite e prometem encerrar a temporada festiva, sem economizar em diversão. A festa está programada para iniciar às 20h.

Foto: Valter Jr.
O cantor Wesley Safadão comentou, na noite desta quinta-feira (22), sobre a situação em que o cantor renomado de forró, Flávio José, precisou diminuir o seu tempo de show para dar espaço ao sertanejo Gusttavo Lima. (Veja aqui).
“Eu sou a favor de quem está chegando, mas principalmente priorizar os grandes artistas e os grandes nomes, principalmente, nesse período junino. Eu acho que as grandes festas de São João não, só no nordeste, mais no Brasil, não poderiam deixar de homenagear os grandes artistas e acho que nos dias principais eles teriam que ter algum nome”, defendeu Safadão, durante coletiva de imprensa no São João da Bahia, no Parque de Exposições.
O artista ratificou que não é contra misturar ritmos nas festas juninas, no entanto “ se for para fazer escolhas, eu prefiro que o tradicional reine nesse momento, por que a festa junina é isso, é o momento da gente recordar”.
“Eu queria muito ter a oportunidade de estar sempre me encontrando nessas grandes festas com esses grandes nomes que construíram e continuam construindo essas histórias maravilhosas. Eu não posso dizer que sou contra outros segmentos, eu acho que tem que dar uma misturada mesmo, as coisas estão se modernizando e, essa é minha opinião, mas se for para fazer escolhas eu prefiro que o tradicional”, concluiu.
A cantora de forró e filha de Flávio José, Lara Amélia, revelou nesta quinta-feira (22) que não existe nenhum problema entre seu pai e o sertanejo Gusttavo Lima. A declaração da forrozeira chega após a apresentação de Flávio José ser reduzida para que o show de Gusttavo Lima começasse no São João da cidade de Campina Grande, na Paraíba. Ela falou sobre o assunto nesta noite, antes de subir ao palco no São João do Pelourinho.
O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais, após o forrozeiro não conseguir se apresentar na cidade. Em entrevista ao Bahia Notícias, Lara defendeu o pai e disse que o posicionamento do cantor é em defesa da cultura nordestina.
“A verdade é que o problema não é entre Flávio José e Gustavo Lima, mas sim entre a defesa da cultura nordestina e a invasão de outros ritmos que não estavam sendo vistos até então. Eu acredito que meu pai foi muito feliz em fazer essa observação porque isso já vem acontecendo há muitos anos, inclusive ele deixou de tocar lá no São João de Petrolina por conta de uma observação que ele fez por terem também diminuindo o show dele lá, há uns seis anos atrás. Então agora em Campina Grande ele foi feliz em fazer isso novamente e as pessoas tomarem noção do que realmente estava acontecendo, onde o São João estava perdendo espaço em uma festa que é só sua”, apontou Amélia.
A forrozeira destacou ainda a importância do forró em festejos culturais que acontecem nas cidades nordestinas.
“O São João só existe por conta do forró. Luiz Gonzaga deu sentido a essa festa e fez com que tudo se transformasse em um sentido de um festejo nordestino e eu acho que a gente tem que preservar isso para que não morra o sentido do São João.
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A artista comentou também sobre o show que fará nesta noite no São João do Pelourinho, centro histórico de Salvador.
“Eu estou muito feliz em tá aqui no Pelourinho, a gente tocava nas ilhas e viemos tocar agora no palco principal, é uma honra pra mim tá aqui hoje e eu tô muito grata em mais um ano, né? E agora no palco principal, estou feliz demais”, disse.

O vídeo de Santanna, o Cantador chorando ao ver Flávio José interpretando o clássico “Tareco & Mariola” no São João de Caruaru emocionou os nordestinos e fãs de forró por todo Brasil nesta terça-feira (13).
Em seu perfil oficial no Instagram, Flávio José publicou o momento da emoção do amigo e legendou com um trecho da canção “A Poeira é a Estrada”. “Por isso amigo, Não se entregue agora, Talvez um dia o mundo lhe peça perdão, Por isso não se perca não, Os amores vão e a gente fica”, escreveu Flávio.
Nos comentários, Santanna se declarou para o amigo. “Meu amigo irmão, quanta admiração por você, palavras não descrevem”, escreveu o artista.
“Mestres”, escreveu Tato, vocalista da Falamansa. “Gigantes da cultura nordestina”, comentou um internauta. “Espero que vocês tenham ainda em vida todas as homenagens que merecem”, avaliou outro.
A Arte Produções, empresa responsável pelo Maior São João do Mundo, em Campina Grande, na Paraíba, se desculpou com Flávio José e negou que a redução do show do artista no evento tenha relação com Gusttavo Lima.
“Sobre o ocorrido na apresentação do cantor Flávio José, na última sexta-feira (02), no São João de Campina Grande, gostaríamos de nos desculpar, em nome da gestão do evento e enfatizar nossa total estima e respeito por esse artista que é um ícone da nossa música”, inicia a nota da Arte Produções enviada ao Splash, do UOL.
“Devido um erro em nosso cronograma técnico, o show que deveria ter sido antecipado, a fim de cumprir com pontualidade o horário de encerramento geral do evento, acabou sendo suprimido em alguns minutos, não tendo relação nenhuma com a apresentação do artista Gusttavo Lima, que aconteceu em seguida”, finaliza.
Na última sexta-feira (2), Flávio José desabafou durante seu show no Maior São João do Mundo de que precisou diminuir o seu repertório no evento.
“Se ficar alguma música do repertório que vocês estão pensando em ouvir e não vão ouvir, não é culpa minha. Eu não tenho um show pra sair daqui correndo pra fazer (...) Infelizmente, são essas coisas que os artistas da música nordestina sofrem. Precisa cantar uma hora e meia não, uma hora tá bom…”, completou.
Em nota, a Arte Produções, afirmou que o show de Gusttavo Lima, que começaria por volta de 1h, foi antecipado para 0h30 e teria fim às 2h30.
“A Arte Produções informa que o cantor Gusttavo Lima irá antecipar a apresentação no Parque do Povo, começando as 0h30. A antecipação aconteceu a pedido do próprio cantor, o show do artista n’O Maior São João do Mundo será estendido e vai durar cerca de 2h30.”
Parece que os baianos poderão curtir o forró de Flávio José sem se preocupar com a falta de alguma música no repertório do artista. Isso porque, após a polêmica do cantor com Gusttavo Lima em Campina Grande, a Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur) anunciou o forrozeiro no São João da Bahia.
Em uma publicação feita neste domingo (4) na página oficial da Sufotur, a Superintendência informou que o forrozeiro vai se apresentar no dia 25 de junho, no Pelourinho.
“Se avexe não que vai ter Flávio José no São João da Bahia! Já anota aí: o forrozeiro se apresenta dia 25/06 no Pelourinho”, diz a legenda.
Na última sexta-feira (2), Flávio José desabafou durante seu show no Maior São João do Mundo, em Campina Grande, na Paraíba, de que precisou diminuir o seu repertório no evento.
“Se ficar alguma música do repertório que vocês estão pensando em ouvir e não vão ouvir, não é culpa minha. Eu não tenho um show pra sair daqui correndo pra fazer (...) Infelizmente, são essas coisas que os artistas da música nordestina sofrem. Precisa cantar uma hora e meia não, uma hora tá bom…”, completou.
Em nota, a Arte Produções, empresa responsável pelo evento, afirmou que o show de Gusttavo Lima, que começaria por volta de 1h, foi antecipado para 0h30 e teria fim às 2h30.
“A Arte Produções informa que o cantor Gusttavo Lima irá antecipar a apresentação no Parque do Povo, começando as 0h30. A antecipação aconteceu a pedido do próprio cantor, o show do artista n’O Maior São João do Mundo será estendido e vai durar cerca de 2h30.”
O cantor Flávio José usou parte do seu show no Maior São João do Mundo, em Campina Grande, na Paraíba, para desabafar. O artista reclamou da desvalorização dos artistas nordestinos e disse que a culpa não era sua por diminuir seu repertório.
"Se ficar alguma música do repertório que vocês estão pensando em ouvir e não vão ouvir, não é culpa minha. Eu não tenho um show pra sair daqui correndo pra fazer", desabafou o forrozeiro.
"Infelizmente, são essas coisas que os artistas da música nordestina sofrem. Precisa cantar uma hora e meia não, uma hora tá bom", finalizou o cantor, que começou uma música logo em seguida.
Por meio de nota, a Arte Produções, responsável pela organização do eventos, disse que o show de Gustavo Lima iria começar uma hora mais cedo.
"A Arte Produções informa que o cantor Gusttavo Lima irá antecipar a apresentação no Parque do Povo, começando as 0h30. A antecipação aconteceu a pedido do próprio cantor, o show do artista n’O Maior São João do Mundo será estendido e vai durar cerca de 2h30", diz a nota.
A 18ª edição do Forró da Amizade será realizada no dia 25 de maio (sábado) no Armazém Hall, em Vilas do Atlântico, a partir das 22h. O evento contará com os shows do forrozeiro Flávio José e das bandas Estakazero, Seu Maxixe e Forró do Tico.
Além disso, o público tanto da pista quanto do camarote terão acesso a um serviço all inclusive com buffet de churrasco e comidas típicas juninas como bolos, amendoim, milho e canjica. Na bebida, cerveja, licor, refrigerante, água, roska e vodka.
Os ingressos custam R$ 140 pista e R$ 190 camarote. Eles estão à venda nos Balcões de Ingressos dos shoppings de Salvador.
SERVIÇO
O QUÊ: 18ª edição do Forró da Amizade
QUANDO: Sábado, 25 de maio, às 22h
ONDE: Armazém Hall – Vilas do Atlântico
VALOR: R$ 140 (pista) e R$ 190 (camarote)
A premiação “Melhores do São João”, promovido pelo portal São João na Bahia, ocorreu nesta quarta-feira (8), no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura, em Salvador. Participaram do evento nomes como Alcymar Monteiro, Flávio José, Fulô de Mandacaru, Estakazero, Zelito Miranda, Del Feliz, Jó Miranda, Trio Nordestino, Cristina Amaral, Lara Amélia, Forró do Tico e Zefa di Zeca. Flávio José foi o homenageado da noite e eleito o Melhor Artista pelo público. "Esse é um prêmio muito importante, pois é o meu primeiro depois de muitos anos tocando na Bahia. Estou muito feliz e torcendo pela renovação no forró", disse José.
A filha do cantor, Lara Amelia, ganhou o prêmio de Cantora Revelação e agradeceu o reconhecimento dos baianos. Durante o evento, Alcymar Monteiro chamou a atenção para as ameaças que o forró vem sofrendo e pediu para que os agentes públicos não deixem que a tradição junina desapareça. Os prefeitos de Amargosa, Cruz das Almas, Senhor do Bonfim, Euclides da Cunha e Itaberaba também participaram da festa, além das secretárias de Cultura de Santo Antônio de Jesus, Dene Cortes. Confira a lista completa de vencedores:
Artistas
Alcymar Monteiro – Melhor cantor eleito pelo júri e Melhor Show
Flávio José – Melhor cantor eleito pelo público e Artista Homenageado
Fulô de Mandacaru – Melhor Banda e Melhor Repertório
Estakazero – Melhor banda eleita pelo público
Del Feliz – Melhor Artista Regional
Zefa di Zeca – Melhor Banda Regional
Zelito Miranda - Melhor Disco
Forró do Tico – Banda Revelação
Lara Amélia – Cantora Revelação
Trio Nordestino – Banda Homenageada
Jó Miranda – Amigo do Forró
Eventos
Arraiá do Galinho – Melhor Evento pré São João
Forró do Piu Piu – Melhor grade de festa privada
Forró do Sfrega – Melhor festa privada eleita pelo público
Prefeituras
Cruz das Almas – Melhor Grade, Melhor Programação Cultural, Prefeito Homenageado Amargosa – Melhor decoração, Destaque Visibilidade, Prefeito Homenageado
Senhor do Bonfim – Melhor destino eleito pelo público, Destaque Visibilidade, Prefeito Homenageado
Santo Antonio de Jesus – Melhor Infraestrutura, Destaque Visibilidade
Itaberaba – Destino Revelação, Destaque Visibilidade
Euclides da Cunha – Destaque visibilidade
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Mantém absoluta confiança em mim".
Disse o senador Jaques Wagner (PT) ao afirmar nesta quinta-feira (18) que recebeu um telefonema do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. Segundo o parlamentar, o chefe do Executivo manifestou solidariedade e reafirmou confiança em sua conduta.