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Artigos

Vitor Evangelista
O Efeito Borboleta das urnas: cinco eleições para observamos em 2026
Foto: Roberto Luís/ Divulgação

O Efeito Borboleta das urnas: cinco eleições para observamos em 2026

Em 2025, eleitores em cerca de 70 países foram às urnas, com alguns resultados previsíveis, como a reeleição de Daniel Noboa no Equador e a vitória do CDU de Friedrich Merz na Alemanha. Outros resultados, no entanto, surpreenderam, como a vitória esmagadora de Anthony Albanese na Austrália e a derrota inesperada dos conservadores no Canadá, em meio a Trump dizendo que transformaria o vizinho de cima no 51o estado americano.

Multimídia

André Fraga destaca importância da COP30 e explica papel do Brasil no debate climático global

André Fraga destaca importância da COP30 e explica papel do Brasil no debate climático global
O vereador André Fraga (PV), representante da pauta ambiental na Câmara Municipal de Salvador, afirmou que a COP30 representa uma oportunidade estratégica para o Brasil assumir um papel mais ativo no enfrentamento da crise climática global. A declaração foi feita durante entrevista ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias.

Entrevistas

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
Foto: Fernando Vivas/GOVBA
Florence foi eleito a Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2010, tendo assumido quatro legislaturas em Brasília, desde então.

lula

Primeiro projeto do ano na Câmara é um afago de Lula a Hugo Motta com criação do Instituto Federal do Sertão
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O primeiro e único projeto registrado nos primeiros dias de 2026 no sistema da Câmara dos Deputados é a proposta, apresentada pelo governo Lula, de criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano. Pelo projeto, o novo instituto surgiria a partir de um desmembramento do Instituto Federal da Paraíba (IFPB).

 

De acordo com o texto apresentado pelo governo, o novo instituto será incorporado ao rol dos institutos federais previstos na legislação, passando a integrar formalmente a Rede Federal. A sede da reitoria ficará localizada no município de Patos (PB), que tem como prefeito Nabor Wanderley, pai do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). 

 

O envio do projeto representa um afago do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao deputado Hugo Motta, além de uma tentativa de reconstruir pontes, após um ano de muita turbulência em votações na Câmara. Nas suas redes sociais, Motta destacou a relevância da proposta para o desenvolvimento regional da Paraíba.

 

“A descentralização do ensino superior no interior consiste em uma bandeira que abraço desde o meu primeiro mandato. Essa é uma iniciativa que aponta para o futuro, ao fortalecer a formação de mão de obra ainda mais qualificada, atrair empresas e gerar desenvolvimento. Patos já se consolidou como um polo regional de educação e conhecimento, recebendo estudantes de toda a Paraíba e de estados vizinhos. A criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano fortalece esse papel e amplia as oportunidades para milhares de jovens”, afirmou o presidente da Câmara.

 

Na justificativa encaminhada ao Congresso, o governo Lula destaca que a criação do novo instituto busca fortalecer a interiorização da educação profissional e tecnológica, ampliar a capilaridade da Rede Federal e otimizar a governança no estado da Paraíba. A medida se alinha à política de expansão dos institutos federais impulsionada pelo Novo PAC.

 

Segundo o Executivo, a criação do Instituto Federal da Paraíba será viabilizada com redimensionamento de unidades já existentes do IFPB, com previsão de investimento de R$ 10 milhões e despesas de custeio estimadas em R$ 2,9 milhões em 2026, além de valores projetados para 2027 e 2028.

 

O prefeito de Patos, Nabor Wanderley, que tenta viabilizar uma candidatura ao Senado com apoio ao Palácio do Planalto, também comentou nas suas redes sociais sobre o projeto de criação do instituto.  

 

“A implantação e o fortalecimento do IFPB em Patos são fruto de muito diálogo, persistência e articulação do presidente Hugo, em Brasília. Lutamos para que o IFPB viesse para Patos, fizemos a doação do terreno à época, demos apoio institucional e mostramos que a cidade tinha estrutura, demanda e capacidade de se tornar referência educacional no Sertão”, destacou o prefeito.
 

Após reconhecimento diplomático, Lula mantém diálogo com Delcy Rodríguez sobre operação americana na Venezuela
Foto: Reprodução / Redes sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria entrado em contato com a líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, durante o final de semana. Segundo informações divulgadas pela Folha de S. Paulo, nesta segunda-feira (5), o presidente brasileiro abriu diálogo informal com Rodriguez entre sábado (3) e domingo (4).

 

O contato ocorreu após o Itamaraty, ou Ministério das Relações Exteriores, reconhecer formalmente a liderança da vice-presidente de Nicolás Maduro, após a captura do então líder venezuelano durante uma ação militar norte-americana.  

 

Há a possibilidade de que os dois voltem a se falar ainda nesta segunda (5), ainda conforme a reportagem. Ainda no sábado, Lula manifestou, nos bastidores, preocupação com as consequências da operação militar ordenada por Donald Trump à estabilidade na América do Sul.

 

Durante uma reunião virtual realizada com auxiliares no sábado, Lula pediu que ministros acompanhem com atenção os desdobramentos da intervenção americana na Venezuela, especialmente possíveis impactos na fronteira com o Brasil.

 

Lula também determinou posicionamento crítico à operação americana, apontada por integrantes do governo como um precedente perigoso para o continente.

Semana em Brasília tem governo de olho na situação de Maduro, atos sobre 8 de janeiro e divulgação da inflação
Foto: Reprodução Redes Sociais

A primeira semana do ano de 2026 começa em Brasília sob o impacto da operação militar do governo dos Estados Unidos que capturou e prendeu o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O governo brasileiro, que emitiu nota no fim de semana considerando a ação norte-americana uma “afronta gravíssima à soberania de outro país”, deve seguir nos próximos dias na mesma linha, de alertar para a violação de tratados internacionais, mas sem maior veemência em criticar diretamente o presidente Donald Trump.

 

Nesta segunda-feira (5), o Brasil deve participar da reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), e provavelmente deve apresentar a mesma linha de argumentação, de que a ação militar na Venezuela “ultrapassou uma linha inaceitável”. 

 

Em meio à crise política que ameaça também a Colômbia, outro aliado do governo brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende realizar nesta semana um ato no Palácio do Planalto para marcar os três anos dos acontecimentos no dia 8 de janeiro de 2023, com o vandalismo nas sedes dos três poderes. Além desse evento, o restante da agenda de Lula para essa semana ainda não foi divulgado.

 

Para o ato, na próxima quinta (8), Lula convidou os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, além de parlamentares, ministros, autoridades públicas e membros dos tribunais superiores. As presenças de Motta e Alcolumbre ainda não foram confirmadas.

 

No mesmo dia 8 de janeiro, o STF realiza o evento “Democracia Inabalada: 8 de janeiro - Um dia para não esquecer”. A programação inclui a abertura de uma exposição, a exibição de um documentário, uma roda de conversa com jornalistas e uma mesa de debate. 

 

O STF segue de recesso, embora alguns ministros estejam trabalhando normalmente, como Alexandre de Moraes e André Mendonça. O Congresso também segue em recesso parlamentar até o início de fevereiro. 

 

No calendário da divulgação de indicadores econômicos, o IBGE divulgará na próxima quinta (8) a Pesquisa Industrial Mensal. O estudo apresentará os resultados do setor industrial brasileiro no mês de novembro de 2025. 

 

O destaque da semana, entretanto, será a divulgação, na sexta (9), do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O indicador representa a inflação oficial brasileira, e os números apresentados se referem à alta de preços no mês de dezembro. 

Governo Lula firma nove acordos de leniência e arrecada R$ 1,54 bilhão, valor seis vezes menor que no governo Bolsonaro
Foto:Rovena Rosa/EBC e Divulgacao

Ao final do terceiro ano do atual mandato, a gestão do presidente Lula contabiliza a assinatura de nove acordos de leniência, que somam R$ 1,54 bilhão em valores previstos para ressarcimento aos cofres públicos. O montante é significativamente inferior ao registrado no mesmo intervalo do governo Jair Bolsonaro, quando os acordos alcançaram cifras cerca de seis vezes maiores.

 

Entre 2019 e 2021, foram firmados 11 acordos de leniência que totalizaram R$ 9,3 bilhões. Apenas três empresas, Braskem, OAS e Camargo Corrêa, responderam por aproximadamente R$ 6,2 bilhões desse total. Na atual gestão, o maior acordo individual chegou a R$ 728 milhões e envolveu companhias de Singapura em parceria com o Estaleiro Jurong Aracruz, no Espírito Santo, em um caso relacionado ao pagamento de propinas entre 2007 e 2014 em contratos com a Petrobras.

 

Já em relação aos valores efetivamente recolhidos, empresas que firmaram compromissos com a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia-Geral da União (AGU) repassaram R$ 3,39 bilhões durante o governo Lula 3. O número representa uma queda de 25% na comparação com os R$ 4,54 bilhões devolvidos ao erário no mesmo período da gestão anterior. As informações são do Globo.

Milei comemora captura de Maduro e diz "viva la libertad carajo", mas outros líderes latinos condenam ação dos EUA
Foto: Reprodução Redes Sociais, provavelmente IA

“La Libertad Avanza. Viva la libertad carajo”. Com essa frase curta, postada na rede X, o presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou a captura do venezuelano Nicolás Maduro pelas forças especiais do governo dos Estados Unidos, neste sábado (3). 

 

Milei foi um dos poucos líderes das américas a apoiar a investida militar do governo Donald Trump para prender Maduro e retirá-lo do seu país. Assim como Milei, o presidente do Equador, Daniel Noboa, sinalizou ser a favor dos ataques dos Estados Unidos à Venezuela. 

 

Em uma postagem no seu perfil nas rede social X, Noboa disse ver a estrutura criminosa do que chamou de “narco chavistas” desmoronar em todo o continente.

 

“A todos os criminosos narco chavistas, sua hora hora chegou. Sua estrutura vai terminar de cair em todo o continente”, escreveu o presidente do Equador.

 

Do lado contrário, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, por exemplo, criticou a ofensiva norte-americana e disse que o seu governo convocou o Conselho de Segurança Nacional para dar assistência aos colombianos na Venezuela.

 

“O governo da Colômbia repudia a agressão à soberania da Venezuela e da América Latina. Os conflitos internos entre os povos devem ser resolvidos pelos próprios povos em paz. Esse é o princípio da autodeterminação dos povos, que é a base do sistema das Nações Unidas”, declarou Petro na rede X. 

 

“Convido o povo venezuelano a encontrar os caminhos do diálogo civil e da sua unidade. Sem soberania não há nação. A paz é o caminho, e o diálogo entre os povos é fundamental para a união nacional. Diálogo e mais diálogo é a nossa proposta”, acrescentou o líder colombiano.

 

Uma condenação mais veemente à ação dos Estados Unidos foi postada na rede X pelo líder cubano, Miguel Díaz-Canel, que repudiou a ofensiva das forças especiais norte-americanas. 

 

“Cuba denuncia e exige urgente reação da comunidade internacional contra o criminoso ataque dos EUA à Venezuela. Nossa zona de paz está sendo brutalmente atacada. Terrorismo de Estado contra o corajoso povo venezuelano e contra a nossa América. Pátria ou morte! Venceremos!”, declarou Miguel Díaz-Canel.

 

A declaração do líder cubano encontra paralelo no comunicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que a ação militar dos Estados Unidos ultrapassa a linha do que é aceitável na relação entre países. 

 

“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, disse Lula. 

 

Para Lula, a ação da madrugada é uma flagrante violação do direito internacional e abre espaço para um mundo de “violência, caos e instabilidade”.

 

Com mais comedimento, o presidente do Chile, Gabriel Boric, disse estar preocupado com a situação e pediu uma solução pacífica para a manutenção do poder na Venezuela. “Apelamos por uma solução pacífica para a grave crise que afeta o país”, declarou. 

 

Boric disse ainda que a crise venezuelana deve ser resolvida por meio do diálogo e do apoio do multilateralismo, não por meio da violência ou da interferência estrangeira.

 

Na mesma linha, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, relembrou um trecho da Carta das Nações Unidas: “Os integrantes da Organização deverão abster-se, nas suas relações internacionais, da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, ou de qualquer outra forma incompatível com os objetivos das Nações Unidas”. 
 

Lula condena ataque dos EUA na Venezuela: "Precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional"
Foto: Ricardo Stuckert/ PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se pronunciou na manhã deste sábado sobre o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela e condenou a ação militar do país norte-americano.

 

Em comunicado, o presidente brasileiro afirmou que a ação militar ultrapassa a linha do que é aceitável na relação entre países.

 

"Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional."

 

Para Lula, a ação da madrugada é uma flagrante violação do direito internacional e abre espaço para um mundo de "violência, caos e instabilidade".

 

"Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo. A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões", acrescentou.

 

O presidente, que interrompeu a folga de final de ano para se reunir com ministros e assessores do governo, ainda defendeu que "a ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz".

"A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação."

Pré-candidatura de Lula será lançada com mega evento em Salvador, afirma colunista
Foto: Ricardo Stuckert/ PR

A pré-candidatura de Lula à reeleição será lançada com um grande evento em Salvador. De acordo com a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, a capital baiana foi escolhida para marcar o momento e celebrar ainda os 46 anos do PT.

 

Segundo a publicação, a festa está prevista para acontecer de 5 a 7 de fevereiro, período em que a cidade já recebe os eventos de pré-Carnaval, no Trapiche Barnabé, no Comércio.

 

A previsão é de que o presidente Lula participe do evento apenas no último dia. Nos demais dias, a programação do megaevento inclui palestras de ministros e shows que ainda estão sendo definidos pela direção do partido.

Governo Lula convoca reunião de emergência após Trump capturar Maduro
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Ministros e assessores do governo Lula farão uma reunião de emergência na manhã deste sábado (3) para discutir a invasão da Venezuela e a captura do ditador Nicolás Maduro, que aconteceram durante a madrugada e foram anunciadas mais cedo por Donald Trump.

 

De acordo com a coluna de Igor Gadelha, do site Metrópoles, encontro está previsto para as 10h, no Itamaraty e há a expectativa de que o presidente Lula participe de forma remota, já que o petista está de férias na base da Marinha em Marambaia, no Rio de Janeiro.

 

A publicação ainda indicou que o presidente já foi informado sobre o anúncio feito por Trump, e ainda avalia se retornará antes para Brasília. 

 

SOBRE A INVASÃO A VENEZUELA
Na madrugada deste sábado (3), os Estados Unidos realizaram uma operação militar em larga escala na Venezuela. 

 

O presidente Donald Trump anunciou a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, afirmando que ambos foram retirados do país por via aérea.

 

Explosões foram registradas na capital venezuelana por volta das 2h da manhã, no horário local. Instalações militares importantes, como o complexo de Fuerte Tiuna e a base aérea de La Carlota, foram atingidas.

 

Antes de ser capturado por Trump, Maduro chegou a declarar estado de emergência e convocar as forças armadas para a resistência.

Gleisi rebate editorial da Economist que disse que Lula não deveria disputar eleição por "ser tão idoso"
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Em postagem na rede X, no último dia do ano, nesta quarta-feira (31), a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, rebateu editorial publicado pela revista britânica The Economist, no qual afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deveria disputar a reeleição por conta da idade avançada.  

 

A publicação fez comparações entre Lula e o ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que chegou a se colocar como candidato contra Trump em 2024, mas abriu mão de disputar a reeleição ao demonstrar sinais da idade avançada. Em resposta, Gleisi Hoffmann disse que a revista quer que o Brasil volte a ser submetido aos “mandamentos do mercado”.

 

“A revista do sistema financeiro global, dos que fazem fortunas sem produzir nada, prefere que o Brasil volte a ser submetido aos mandamentos do mercado, abandonando as políticas públicas voltadas para o povo, o crescimento do emprego, dos salários e da renda das famílias”, rebateu Gleisi. 

 

A ministra se referiu a Lula como “um líder cheio de vitalidade e saúde”, e disse que o que a The Economist teme seria “a continuação de um governo que retomou o crescimento do Brasil e não tem medo de enfrentar a injustiça tributária e social”. Gleisi Hoffmann também falou sobre uma eventual preferência do mercado brasileiro e internacional pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-PB). 

 

“Não é para o ´bem do Brasil´ que preferem Tarcísio; é por seus interesses, que não são os do país nem do povo brasileiro”, concluiu a ministra.

 

No editorial, a revista inglesa mencionou problemas de saúde recentes de Lula, incluindo uma cirurgia no cérebro realizada em dezembro de 2024 após uma queda doméstica.

 

“Apesar de todo o seu talento político, é simplesmente arriscado demais para o Brasil ter alguém tão idoso no poder por mais quatro anos. Carisma não é escudo contra o declínio cognitivo”, diz a publicação feita pela The Economist.

 

De acordo com a publicação, apesar de a economia brasileira ter apresentado bons resultados, as políticas econômicas do governo Lula são "medíocres".

 

"Elas se concentram sobretudo em transferências aos pobres, acompanhadas de medidas de aumento de arrecadação que se tornam cada vez menos amigáveis aos negócios, embora ele tenha agradado aos empregadores com uma reforma para simplificar os impostos".

 

Na avaliação da Economist, Lula "poliria seu legado" ao abandonar o certame pelo Planalto no próximo ano, permitindo assim uma "disputa adequada em busca de um novo campeão da centro-esquerda".

Lula deve passar virada do ano em Copacabana, no Rio
Foto: Divulgação / Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve passar a virada do ano em Copacabana, no Rio de Janeiro. A previsão é que ele acompanhe a queima de fogos a partir do Forte de Copacabana.

 

Segundo a expectativa, Lula estará no local acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva. O show pirotécnico previsto para a orla tem duração estimada de 12 minutos. O forte conta com esquema de segurança reforçado.

 

Nos últimos dias de 2025, o presidente esteve na Restinga de Marambaia, também no Rio de Janeiro. A área é militar, tem praias fechadas ao público e fica entre a Baía de Sepetiba e o Oceano Atlântico.

 

A previsão é que Lula retome a agenda oficial em Brasília na próxima terça-feira, dia 6 de janeiro, no Palácio do Planalto.

Lula fecha o ano sem sancionar projeto aprovado pelo Congresso para proibir descontos em benefícios do INSS
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve fechar o ano de 2025 sem sancionar o PL 1546/2024, que proíbe o desconto de mensalidades associativas em benefícios pagos a aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O projeto, originário da Câmara, foi aprovado em definitivo pelo Senado em 12 de novembro, mas só foi enviado para sanção presidencial em 12 de dezembro.

 

A proposta, de autoria do deputado federal Murilo Galdino (Republicanos-PB), ficou por um mês parada na mesa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O senador não deu explicações sobre o motivo da demora para o envio da proposta ao Palácio do Planalto.

 

Pela data de chegada para avaliação da Casa Civil, a Presidência da República tem até 6 de janeiro para sancionar a medida.

 

Atualmente, a legislação permite o desconto de mensalidade pagas a associações, sindicatos e outras instituições de aposentados, desde que autorizado pelo beneficiário. Com a mudança, aprovada nas duas casas do Congresso, o desconto fica proibido. 

 

A proposta também determina a devolução de descontos associativos e parcelas de empréstimos consignados debitados indevidamente em benefícios previdenciários. De acordo com o texto, caso a entidade responsável não devolver o dinheiro ao beneficiário em 30 dias após notificação, caberá ao INSS o ressarcimento.

 

Pelo projeto, caso a entidade responsável não devolver o dinheiro ao beneficiário em 30 dias após notificação, caberá ao INSS ressarcir o beneficiário e, posteriormente, cobrar da instituição financeira. O prejuízo à Previdência seria coberto pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos), caso o INSS não consiga reaver os valores junto à entidade responsável em caso de intervenção ou de liquidação da instituição.

 

Esse trecho foi alvo de críticas do governo, mas foi aprovado para que o projeto não precisasse de nova avaliação pela Câmara. O indicativo é que essa parte da proposta será vetada pelo presidente Lula, em acordo com o Congresso.

 

O tema dos descontos nos benefícios dos aposentados tem apelo político desde abril, quando a Polícia Federal e a CGU (Controladoria-Geral da União) deflagraram uma operação contra descontos irregulares que se tornou um escândalo de proporções nacionais. O episódio motivou a criação da CPMI do INSS, que reúne deputados e senadores.

 

A operação da PF e da CGU mostrou que entidades conseguiam efetuar descontos diretamente nos rendimentos de beneficiários do INSS sem a devida autorização. Em tese, essas organizações deveriam oferecer serviços em troca dos descontos (quando autorizados), mas há indícios de que nem isso era feito.

 

O projeto que está na mesa do presidente Lula estipula medidas de segurança para os casos em que os descontos diretos em aposentadorias seguirão permitidos, como em empréstimos consignados. Passa a ser necessária identificação biométrica do beneficiário que aceitar o desconto, entre outras providências.

 

Além disso, a proposta estabelece regras para sequestro de bens de investigados ou acusados por descontos indevidos em benefícios do INSS. Poderão ser sequestrados todos os bens do titular acusado e de empresas dos quais seja sócio, além de outras hipóteses.
 

Prisões, briga na TV e na internet: relembre as polêmicas dos famosos em 2025
Foto: Divulgação

Um ano sem polêmicas, especialmente no mundo dos famosos, é um ano que não merece ser vivido. E em 2025, todas as áreas do entretenimento conseguiram servir, algumas até demais.

 

Entre as polêmicas que agitaram as redes sociais envolvendo os famosos, tiveram as mais leves, como a última com o sertanejo Zezé di Camargo e o SBT, e mais pesadas, como a prisão de Hytalo Santos após a denúncia feita pelo youtuber Felca e a CPI das Bets com Virgínia Fonseca.

 

O remake da novela 'Vale Tudo', por exemplo, conseguiu entregar entretenimento na telinha e nos bastidores, com a confusão entre Bella Campos e Cauã Reymond. Na parte mais delicada, chegou a ter até denúncia ao compliance da Globo.

 

O ano ainda trouxe as prisões de Oruam e MC Poze do Rodo, uma declaração polêmica de um padre sobre a religião de Preta Gil e o retorno do debate de intolerância religiosa envolvendo Claudia Leitte. 

 

Confira as principais polêmicas do ano envolvendo os famosos:

 

Bastidores da novela Vale Tudo: o remake da trama de Gilberto Braga feito pela baiana Manuela Dias rendeu nos bastidores. A primeira confusão foi causada pela briga entre Cauã Reymond e Bella Campos, o que colocou os artistas entre os assuntos mais comentados da web. Na ocasião, Bella teria descoberto que Cauã, que interpretava seu parceiro de cena, teria reclamado de sua atuação como Maria de Fátima à direção da novela. A situação rendeu acusações de que o ator estaria sendo "machista, agressivo e debochado". O artista também foi acusado de ter mau cheiro e ser grosseiro com os colegas de elenco

 

Outra grande polêmica envolvendo a trama foi o apagamento da personagem principal, interpretada por Taís Araújo. A artista registrou uma queixa no compliance da emissora contra Manuela Dias, pelos rumos da personagem com a preocupação de que Raquel estava se tornando "mais uma mulher negra escrita para sofrer em demasia", sem a ascensão social prometida. A denúncia promoveu um debate interno na emissora sobre representatividade e racismo estrutural na teledramaturgia. Manuela também teria registrado uma queixa contra Taís Araújo, alegando quebra do código de ética da empresa após a atriz dar entrevistas criticando abertamente o roteiro.

 

CPI das Bets: a Comissão Parlamentar de Inquérito investigou o impacto das apostas online no orçamento das famílias brasileiras e a conduta de influenciadores na promoção de jogos de azar. O relatório final da senadora Soraya Thronicke identificou crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e propaganda enganosa, sugerindo o indiciamento de 16 pessoas, incluindo figuras como Virgínia Fonseca e Deolane Bezerra. O relatório, no entanto, foi rejeitado por 4 votos a 3, fazendo com que a comissão terminasse sem indiciamentos oficiais ou propostas legislativas aprovadas pelo colegiado

 

Prisão de MC Poze: a prisão de MC Poze do Rodo aconteceu na madrugada do dia 29 de maio de 2025, na casa onde o artista mora, no Rio de Janeiro. Poze foi preso sob acusações de apologia ao crime e envolvimento com o tráfico de drogas por apresentações feitas pelo funkeiro em áreas dominadas pela facção Comando Vermelho. Poze chegou a ser transferido para o presídio de Bangu 3, mas foi solto em 3 de junho de 2025, após o Tribunal de Justiça do Rio conceder um habeas corpus por falta de fundamentação suficiente para manter a prisão temporária.

 

Prisão de Oruam: o rapper foi preso preventivamente no dia 22 de julho de 2025, após se entregar na Cidade da Polícia, no Rio de Janeiro. Um dia antes de se entregar, Oruam e alguns amigos chegaram a atacar policiais civis com pedras para impedir a apreensão de um menor foragido. Oruam foi indiciado por sete crimes, incluindo tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência qualificada e lesão corporal, tornando-se posteriormente réu por tentativa de homicídio qualificada contra os agentes. Após ter pedidos de habeas corpus negados pela Justiça para preservar a ordem pública, ele foi transferido para uma cela coletiva no presídio de Bangu 3 em agosto. O artista foi solto no dia 29 de setembro, após 2 meses detido e responde o processo em liberdade, porém tem que cumprir medidas cautelares, entre elas, o uso de tornozeleira eletrônica.

 

Claudia Leitte x Intolerância religiosa: a polêmica, que teve início no final de 2024 com a mudança em um trecho da música 'Caranguejo', quando Claudia Leitte trocou a saudação a orixá Iemanjá por louvores a Yeshua, voltou a ganhar espaço no final do ano após o Ministério Público da Bahia (MP-BA) ajuizar uma ação civil pública contra a cantora, pedindo uma indenização de R$ 2 milhões por danos morais coletivos. Representantes de religiões de matriz africana e órgãos como o Idafro argumentam que a conduta promove um "esvaziamento simbólico" e desrespeito ao patrimônio cultural afro-brasileiro.

 

Zezé x SBT: a confusão entre o sertanejo e a emissora de Silvio Santos teve como motivação a presença do presidente Lula e do ministro Alexandre de Moraes na inauguração do canal SBT News. O sertanejo acusou as filhas de Silvio Santos de "estarem se prostituindo" ao se aproximarem do atual governo e exigiu que o seu especial de Natal, já gravado, fosse retirado do ar. Em resposta, a presidente do SBT, Daniela Beyruti, engavetou o especial, substituindo-o por um episódio de Chaves. A confusão também rendeu baixas para o artista, como o cancelamento de um show em Pernambuco e o veto ao sertanejo em outras emissoras.

 

Prisão de Hytalo Santos e Felca: o influenciador paraibano foi preso preventivamente no dia 15 de agosto de 2025, em Carapicuíba (SP), junto com seu marido, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, em uma investigação que apura crimes de tráfico humano e exploração sexual infantil. O caso ganhou repercussão nacional após o youtuber Felca publicar um vídeo denunciando a "adultização" e a exposição inadequada de menores em conteúdos produzidos pelo influenciador, o que motivou ações do Ministério Público da Paraíba.

 

Os blogueiros foram transferidos no dia 28 de agosto para a Penitenciária Desembargador Flóscolo da Nóbrega, em João Pessoa, após a polícia alegar que eles haviam iniciado um plano de fuga. Em audiência realizada em novembro de 2025, a Justiça negou um novo pedido de liberdade, mantendo a prisão preventiva por considerar que a medida é necessária para garantir a ordem pública e a integridade das investigações.
 


Pós morte de Preta Gil: um padre da Paraíba polemizou dias após o falecimento de Preta Gil com uma declaração durante uma homília, que foi transmitida ao vivo nas redes sociais. Na ocasião, o sacerdote Danilo César, da Paróquia de Areial, na Paraíba, ironizou a fé da cantora e de sua família nas religiões de matriz africana, questionando: "Cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil?". A declaração gerou revolta e levou Gilberto Gil a mover um processo judicial por racismo religioso e danos morais, pedindo uma indenização de R$ 370 mil e a proibição do padre de presidir missas.

 

Nicolly Martins x Bahia: a influenciadora digital foi acusada de xenofobia após associar a “lentidão” no atendimento em Salvador ao fato dos trabalhadores serem um “da praia”. Nicolly também reclamou sobre a cidade exalar uma “tensão sexual” pelo costume em beijar em lugares públicos. A fala gerou polêmica e ataques a blogueira, que ao responder sobre o caso fez piada com as facções soteropolitanas. Depois da repercussão negativa, a blogueira se desculpou publicamente nas redes sociais.

Paraná Pesquisas: Lula lidera cenários de 1º turno, mas empata com Flávio Bolsonaro no 2º
Fotos: Divulgação

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lidera todos os cenários de primeiro e segundo turno apresentados em levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta sexta-feira (26). Em uma das simulações de segundo turno, no entanto, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em empate técnico com Lula.

 

Flávio Bolsonaro é o nome apontado com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a disputa das eleições de 2026. O respaldo foi reforçado na quinta-feira (25), por meio de uma carta escrita e assinada pelo ex-mandatário.

 

A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 22 de dezembro, com 2.038 entrevistas em 163 municípios de 26 estados e do Distrito Federal. O nível de confiança informado é de 95%, com margem de erro estimada em 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

 

PRIMEIRO TURNO
Um dos cenários estimulados apresentados pela pesquisa considera o ex-presidente Jari Bolsonaro como possível candidato. Atualmente inelegível e cumprindo pena de mais de 27 anos por tentativa de golpe de estado, ele soma 31,3% frente a 36,9% de Lula.

 

 

Ainda testando o primeiro turno, o segundo cenário aponta Lula na liderança com 37,6% contra 27,8% de Flávio Bolsonaro. Nesta simulação, Ratinho Junior tem 9%, Ciro 7,9%, Zema 3,1%, Tereza Cristina 1,9% e Renan Santos 0,8%.

Até então nome mais forte para disputar o pleito como candidato da direita, Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, aparece na terceira simulação de primeiro turno. Aqui Lula chega a 37,8% das intenções de voto e Tarcísio 26,2%.

 

 

Também foi testado pela Paraná Pesquisas o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) para um eventual primeiro turno. Michelle soma 24,4% contra 37,2% de Lula.

SEGUNDO TURNO
Na simulação de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 44,1% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro registra 41%, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Paraná Pesquisas. A diferença entre os dois é de 3,1 pontos percentuais.

 

O resultado configura empate técnico, considerando a margem de erro estimada em 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Os eleitores que afirmaram não saber ou preferiram não opinar somam 5,7%. Já aqueles que declararam voto nulo, branco ou que não votariam em nenhum dos dois candidatos totalizam 9,2%.

Lula reconhece música gospel como manifestação cultural
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu, nesta terça-feira (23), a música gospel como manifestação cultural através da assinatura de um decreto. Durante a cerimônia, Lula afirmou que o gesto é um importante “acolhimento” aos evangélicos. 

 

“A assinatura desse decreto representa mais um passo importante de acolhimento e respeito a comunidade e ao povo evangélico do Brasil. É um ato simples, mas com força simbólica muito profunda”, declarou Lula. 

 

O presidente afirmou ainda que o decreto confirma que a “fé também se expressa com cultura, como identidade e história viva do nosso povo”. O decreto foi sugestão da senadora Eliziane Gama (PSD). 

 

Lula ainda aproveitou para brincar com o advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). “Vamos transformar a música gospel, Messias, em patrimônio. Na semana que vem, você pode estar preparado porque, além de ser ministro da Suprema Corte, você vai poder cantar música gospel no Palácio do Planalto”, afirmou. 
 

Líder do governo diz que Lula e Alcolumbre devem se reaproximar após diálogo em 2025
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

O líder do governo Lula no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou acreditar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), devem encerrar 2025 em processo de reaproximação. Segundo ele, o impasse entre os dois será superado após uma conversa “aberta, franca, sincera e direta”. A declaração foi dada ao Valor Econômico e publicada nesta segunda-feira (22).

 

A relação entre Lula e Alcolumbre se desgastou após o presidente indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF), contrariando a preferência do senador, que defendia o nome de Rodrigo Pacheco (PSD). O episódio também ampliou o distanciamento entre Alcolumbre e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

 

Para Randolfe, o rompimento influenciou outras turbulências na base aliada, como o acordo articulado por Wagner com a oposição que abriu caminho para a aprovação do Projeto de Lei da Dosimetria, que reduz penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro.

 

“Com o Jaques Wagner, ele [Alcolumbre] criou de fato uma aversão. Eu já tentei até mediar”, afirmou Randolfe. O senador ressaltou ainda que Alcolumbre nunca condicionou a relação com o governo à ocupação de cargos e que insinuações nesse sentido acabaram agravando o desgaste.

 

“Com o governo, com o presidente, eu acho que tudo vai se resolver quando eles conversarem. Não há distanciamento entre o Davi Alcolumbre e o governo. Há uma divergência sobre uma circunstância chamada Jorge Messias”, declarou.

 

Randolfe também criticou a condução da votação do PL da Dosimetria, afirmando que alertou Jaques Wagner sobre os riscos de um acordo naquele momento e que Lula foi surpreendido pelo desfecho. “O presidente Lula me ligou durante a votação, no plenário do Senado, para perguntar o que estava acontecendo”, relatou.

 

Apesar das derrotas recentes, o líder do governo avaliou que o balanço do ano é positivo para o Planalto. “Conseguimos aprovar as matérias centrais”, disse, citando o projeto que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil. Sobre as investigações envolvendo fraudes no INSS, Randolfe afirmou que o esquema será enfrentado. “Nenhum governo é imune à corrupção. O que muda é como o governo se comporta em relação à corrupção”, concluiu.

Wagner rechaça negociação com oposição em PL da Dosimetria no Senado: "O jogo estava jogado"
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Jaques Wagner (PT) esclareceu durante entrevista, nesta segunda-feira (22), sobre o caso da condução da votação do Projeto de Lei da Dosimetria no Senado. Segundo o petista baiano, a bancada do governo já estaria derrotada nesta votação. 

 

Wagner apontou um diálogo com o senador Otto Alencar (PSD-BA) e afirmou que o grupo governista não teria mais como reverter este cenário 

 

“O jogo estava jogado. Remanescia uma hipótese que era Otto dar uma vista de 5 dias e iria cair para o ano que vem. E, na minha opinião, a gente não ia ganhar nada. Aí fizemos essa combinação, porque o jogo já estava jogado. O que eu queria também era votar pra poder a gente terminar o ano com o orçamento votado. Então fui lá e fizemos essa combinação”, disse Wagner durante entrevista à rádio Metrópole. 

 

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O senador ainda reforçou que é contra a mudança na dosimetria e explicou sobre a derrota sofrida no Congresso Nacional. “Queria esclarecer, eu nunca defendi e nem votei a favor do PL da dosimetria. O PT fechou contra a dosimetria, o governo do presidente Lula orientou votar contra esse processo, mas cada partido orientou [os senadores] como queria, e infelizmente a votação foi 48 a 25. A votação foi semelhante ao que teve na Câmara”, revelou. 

 

O ex-governador da Bahia disse que fez a condução somente para conseguir um objetivo. "Não vendi democracia nenhuma, o presidente Lula já disse que vai vetar e nós votamos contra. Mas democracia é isso: quem tem maioria ganha. Não tinha maioria nem na Câmara nem no Senado. [...] Só fiz condução para atingir um objetivo que nós tínhamos. Não negociei dosimetria, não negociei nenhuma dessas pautas fundamentais para o governo brasileiro e para minha consciência também que sou contra a dosimetria”, completou.

“Vou vetar, e se quiserem, derrubem meu veto”, diz Lula sobre PL da Dosimetria
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que irá vetar o Projeto de Lei da Dosimetria, que reduz as penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A declaração foi feita nesta sexta-feira (19), durante uma cerimônia em São Paulo. Segundo o petista, caso o Congresso discorde da decisão, poderá derrubar o veto presidencial.

 

“Com todo o respeito aos congressistas que votaram a lei da redução da pena, vou vetar e, se quiserem, que derrubem o meu veto”, afirmou Lula.

 

Sem citar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Lula declarou que, em uma democracia, “vence quem tem mais voto” e ressaltou que, apesar de ter perdido três eleições, nunca tentou “tomar o poder de assalto”.

 

“Eles têm que aprender que, na democracia, vence quem tem mais voto. Eu perdi três eleições e nunca tentei tomar o poder de assalto”, disse o presidente.

 

O projeto aprovado pelo Congresso beneficia diretamente Bolsonaro, que é réu em ações relacionadas aos ataques às sedes dos Três Poderes. O texto encaminhado para sanção presidencial propõe a aplicação do chamado concurso formal, mecanismo pelo qual apenas a pena do crime mais grave é considerada, com acréscimo de uma fração que pode variar de um sexto até metade do tempo total da condenação.

Emissoras se unem contra Zezé Di Camargo após polêmica com SBT, diz colunista
Foto: SBT

A tentativa de boicote do cantor Zezé Di Camargo ao SBT após o evento com a presença do presidente Lula, acabou se virando contra ele, e o sertanejo pode amargar na geladeira das emissoras brasileiras.

 

De acordo com o site especializado 'Na Telinha', executivos de outros canais demonstraram perplexidade com as declarações do irmão de Luciano, e pensam em deixá-lo de fora da TV por um tempo.

 

Na ocasião, Zezé chegou a afirmar que as filhas de Silvio Santos estariam se prostituindo por política.

 

Segundo a publicação, o maior temor das emissoras é que, ao convidá-lo para participar de algum programa, neste momento, o canal acabe transmitindo ao público a impressão de que apoia ou endossa as críticas feitas por ele ao SBT, nem ser associada a um ataque direto a emissora de Silvio.

 

Depois da declaração, o artista chegou a ter o show gravado para o SBT engavetado e um show em Pernambuco cancelado.

 

A situação ainda fez a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão se pronunciar sobre o caso, repudiando as declarações de Zezé.

 

"A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) repudia com veemência as declarações do cantor Zezé di Camargo com ataques ao SBT e à sua direção.  Inconformado com a presença de autoridades públicas durante o lançamento do novo canal de notícias da emissora, Zezé Di Camargo usou expressões pejorativas dirigidas às filhas de Silvio Santos, que estão na direção do canal, e pediu que os fãs do artista “cancelassem” o SBT. As declarações ofensivas e desrespeitosas são incompatíveis com o debate público responsável e a liberdade de expressão.  A ABERT se solidariza com o SBT e lamenta que tais comportamentos cheguem ao extremo de ofender publicamente pessoas que prezam pelo entretenimento e informação levados diariamente aos lares de milhões de brasileiros."

VÍDEO: Lula se manifesta após polêmica entre Zezé Di Camargo e filhas de Silvio Santos
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou solidariedade às filhas do apresentador Silvio Santos após o cantor Zezé Di Camargo publicar um vídeo nas redes sociais atacando as executivas.

 

Em entrevista coletiva, o presidente definiu as críticas contra as filhas de Silvio como “cretinice”. “Que você transmita as filhas do Silvio Santos a minha solidariedade pela cretinice do ataque do Zezé di Camargo fez a elas. Ele não teria coragem de fazer aquele ataque a homens, mas ele fez as mulheres”, declarou. 

 

 

 

A primeira-dama Rosângela Silva, Janja, já havia se pronunciado sobre o tema e condenado a atitude do cantor. Sem citar o nome do artista, a primeira-dama apontou que “falar que as filhas de Silvio estão ‘prostituindo’ ao convidar e dar voz ao Presidente e demais autoridades no evento do SBT News, reflete todo o machismo e a misoginia presentes no pensamento e nas ações de homens que seguem desrespeitando a presença de mulheres em espaços de poder”. 

 

ENTENDA O CASO
Na segunda-feira (15), o sertanejo Zezé Di Camargo publicou um vídeo pedindo para que seu especial de Natal não fosse exibido pela emissora após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participar do lançamento do SBT News, junto a outras autoridades. 

 

No vídeo, Zezé chegou a acusar as filhas de Silvio Santos de se prostituírem e que o apoio ao governo atual não era algo que o antigo presidente da emissora aprovaria em vida. Como resposta, a presidente do SBT, Daniela Beiruty, filha do falecido apresentador, defendeu a imparcialidade e credibilidade do jornalismo do SBT. 

 

Após a repercussão, o cantor se manifestou nas redes sociais e afirmou ter sido “mal-interpretado”. Na última segunda-feira (16), a emissora cancelou a exibição do especial de natal do cantor “Natal é Amor com Zezé Di Camargo” e substituiu por um episódio inédito de Chaves. 

VÍDEO: “Se tiver filho meu envolvido nisso, será investigado”, diz Lula sobre suposta participação de Lulinha em fraude do INSS
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou nesta quinta-feira (18) sobre as investigações que apuram um esquema de fraudes em aposentadorias do INSS. Durante discurso, o presidente afirmou que todos os envolvidos devem ser investigados e eventualmente punidos. 

 

A declaração aconteceu durante um café da manhã entre o presidente e jornalistas no Palácio do Planalto. Na ocasião, ele foi questionado sobre as investigações da Polícia Federal e a suposta parceria comercial entre Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", e o seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

 

"Muitas das coisas estão em segredo de Estado. Já li notícias e tenho dito para ministros e à CPI que é importante ter seriedade, que se possa investigar todas as pessoas envolvidas. Ninguém ficará livre. Se tiver filho meu envolvido nisso, ele será investigado", disse o petista.

 

O posicionamento do petista chega durante a realização da nova fase da Operação Sem Desconto, ocorrida nesta quinta. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que retirou o sigilo da decisão nesta quinta.

 

Mendonça afirmou que foi identificado pela Polícia Federal cinco pagamentos de R$ 300 mil, totalizando R$ 1,5 milhão, de uma empresa do Careca do INSS — a Brasília Consultoria Empresarial S/A — para a empresa RL Consultoria e Intermediações Ltda., que pertence a outra pessoa envolvida e identificada como Roberta Moreira Luchsinger.

 
 
 
 
Lula anuncia saída de Sabino do Ministério do Turismo e encaminha filho de deputado do União Brasil como substituto
Foto: MyKe Sena / Câmara dos Deputados

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que o ministro do Turismo, Celso Sabino, deve deixar o cargo em breve. O comunicado nesta quarta-feira (17) vem em meio a expulsão do titular da pasta do União Brasil após ele decidir permanecer no governo mesmo após o partido ter rompido com gestão petista.

 

Conforme informações da Folha de São Paulo, Gustavo Damião, filho do deputado federal Damião Feliciano (União Brasil-PB), deve assumir o cargo. Gustavo foi secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba.

 

A indicação partiu do grupo mais governista da bancada do partido, que reúne cerca de 20 a 22 entre 59 deputados, e é composto pelo ex-ministro Juscelino Filho (MA), pelo líder da bancada, Pedro Lucas Fernandes (MA), e pelo próprio Damião. Também houve aval do presidente da legenda, Antonio Rueda.

 

EXPULSÃO
No final de novembro, o Conselho de Ética do União Brasil decidiu recomendar a expulsão de Sabino e dissolver o diretório do Pará, do qual o minsitro era presidente, além de nomear uma comissão provisória no lugar. A expulsão foi definida em reunião da executiva nacional no último dia 8.

 

Após a decisão do partido, Sabino foi às redes sociais comentar a saída e disse que sua expulsão foi decidida pelo fato de ele se manter no governo e por "ajudar o Pará". Ele agradeceu a amigos feitos na sigla e usou o vídeo para reforçar sua pré-candidatura ao Senado em 2026.

Após polêmica, SBT anuncia episódio inédito de Chaves como substituto de show de Zezé Di Camargo
Foto: SBT

O pedido de Zezé di Camargo para que o especial de Natal gravado para o SBT não fosse ao ar foi atendido, mas para não deixar a programação vaga, a emissora de Silvio Santos decidiu colocar um dos maiores sucessos da casa no ar.

 

Nesta quarta-feira (17), no lugar do show 'É O Amor', o SBT anunciou que irá exibir o especial "Fim de Ano do Chaves" com um episódio que nunca foi ao ar.

 

A atração será exibida logo após o Programa do Ratinho. "Você pediu e o SBT atendeu. Um episódio nunca exibido na TV aberta para te presentear neste Natal", informou a emissora.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Um post compartilhado por SBT (@sbt)

 

Na web, a campanha do público é para fazer a emissora ser líder de audiência com a exibição do especial.

 

"Agora é com a gente, vamos dar a maior audiência pro SBT", comentou um internauta. "Temos uma missão colocar o SBT na maior audiência na quarta", disse outro. "Gente se combinar certinho nós colocamos o SBT líder de audiência nesse dia, pensa só", sugeriu mais uma.

 

SOBRE POLÊMICA COM O SBT
O cantor sertanejo Zezé di Camargo rompeu de forma polêmica com o SBT após a aparição do presidente Lula na inauguração de um novo projeto da emissora, o SBT News.

 

Em vídeo, o artista pediu para que a emissora não leve ao ar o especial de Natal gravado por ele, além de ofender as filhas de Silvio Santos, afirmando que elas não estavam preservando os desejos do pai e estariam se prostituindo. 

 

Após a repercussão negativa do vídeo gravado pelo sertanejo, Zezé divulgou uma nota nas redes sociais pedindo desculpas e afirmando ter sido mal interpretado ao afirmar que as filhas de Silvio estavam se prostituindo por ter recebido o presidente no evento.

 

"Sobre o vídeo que publiquei na madrugada de ontem, esclareço que utilizei a expressão ‘prostituindo’ em sentido figurado, sem qualquer intenção ofensiva ou de cunho de gênero. Em nenhum momento houve a intenção de desrespeitar as mulheres da família Abravanel ou qualquer mulher. Ainda assim, minhas palavras causaram desconforto, e por isso peço desculpas sinceras."

54% dizem que Bolsonaro errou ao indicar Flávio como sucessor em 2026, aponta Quaest
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

54% dos eleitores avaliam que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) errou ao indicar o senador Flávio Bolsonaro (PL) como seu sucessor. O anúncio foi formalizado há duas semanas e contou com o aval de integrantes do Partido Liberal (PL), mas enfrenta resistência entre aliados do Centrão. As informações são da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (16).

 

Segundo o levantamento, apenas 36% consideram que a escolha foi correta, enquanto 10% não souberam ou preferiram não responder. Entre os 54% que avaliaram a indicação como equivocada, 19% demonstraram preferência pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e 16% pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

 

Outros nomes citados por essa parcela dos entrevistados foram os governadores Romeu Zema (Novo-MG), Ratinho Junior (PSD-PR) e Ronaldo Caiado (União-GO), além do ex-coach Pablo Marçal (PRTB), todos com menos de 10% das menções. Já 21% afirmaram que o sucessor de Bolsonaro nas urnas não deveria ser “nenhum desses”.

 

A pesquisa também mostra que 62% dos eleitores afirmaram que “não votariam de jeito nenhum” em Flávio Bolsonaro. Outros 23% disseram que poderiam considerar votar no senador, 13% afirmaram que votariam com certeza e 2% não souberam ou não quiseram responder.

 

A Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 11 e 14 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Prefeito de SP se reúne com governador e ministro para discutir concessão da Enel
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), reuniu-se nesta terça-feira (16) com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, para discutir a atuação da Enel no estado de São Paulo. O encontro ocorreu no Palácio dos Bandeirantes, edifício-sede do Governo do Estado.

 

Autoridades paulistas têm intensificado a pressão sobre o governo federal pelo encerramento da concessão da distribuidora de energia elétrica. Segundo Nunes, estudos da prefeitura indicam que os prejuízos acumulados em razão de falhas recorrentes no serviço já chegam a cerca de R$ 5 bilhões.

 

Na última quarta-feira (10), rajadas de vento superiores a 90 km/h deixaram aproximadamente 2,2 milhões de pessoas sem energia elétrica em todo o estado, ampliando as críticas à concessionária.

 

O prefeito havia antecipado, na segunda-feira (15), durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, que o encontro com o ministro ocorreria.

“Acabei de receber uma mensagem informando que está marcada para amanhã, às 14h30, uma reunião com o ministro, que é quem detém o poder sobre a concessão do contrato da Enel. Estarei com o governador Tarcísio e vamos apresentar todas as questões relacionadas ao sofrimento da população”, afirmou.

 

Nunes também fez duras críticas à empresa. “Não podemos ficar reféns de uma companhia que não presta um serviço de qualidade, não respeita a população e causa tantos transtornos. Chega uma hora em que é preciso dar um basta”, declarou.

 

Além disso, o prefeito criticou a defesa feita pelo ministro Alexandre Silveira em favor da antecipação da renovação do contrato da Enel, cujo vencimento está previsto para 2028.

 

“O que vou dizer ao ministro é que uma empresa que não cumpre normas, não atende à população e provoca tantos prejuízos não pode ser tratada como as demais. Quando um comerciante perde produtos no freezer ou uma cabeleireira perde meses de renda, isso precisa ser levado em consideração”, concluiu.

56% dizem que Lula não merece reeleição em 2026, afirma Quaest
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

56% dos brasileiros acreditam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não merece permanecer por mais quatro anos no cargo, enquanto 41% defendem sua reeleição em 2026. Os dados são de uma pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta terça-feira (16).

 

Apesar da maioria dos entrevistados se posicionar contra a continuidade do petista no Palácio do Planalto, o levantamento trouxe um sinal positivo para o presidente. A diferença entre os que rejeitam e os que apoiam uma nova candidatura de Lula diminuiu oito pontos percentuais em apenas um mês.

 

Em novembro, 60% dos entrevistados afirmavam que Lula não merecia continuar na Presidência, enquanto 37% eram favoráveis à sua permanência. Agora, esse percentual caiu para 56%, ao mesmo tempo em que o apoio subiu para 41%.

 

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 11 e 14 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Sem Jair Bolsonaro, Lula venceria qualquer cenário de 2º turno, aponta Quaest
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente em todos os cenários de segundo turno para as eleições de 2026, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta semana. Sem o nome de Jair Bolsonaro na disputa, Lula registra 46% das intenções de voto contra 36% do senador Flávio Bolsonaro (PL).

 

O levantamento indica que o petista venceria o segundo turno em todas as simulações testadas, incluindo confrontos com Flávio Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ratinho Júnior (PSD), Ronaldo Caiado (União) e Romeu Zema (Novo).

 

Esta é a primeira pesquisa divulgada sem a inclusão de Jair Bolsonaro entre os possíveis candidatos, após o ex-presidente sinalizar apoio ao filho, Flávio Bolsonaro, como nome da família para a corrida presidencial de 2026.

 

No cenário contra Tarcísio de Freitas, Lula aparece com 45% das intenções de voto, uma alta de quatro pontos percentuais, enquanto o governador paulista recua um ponto e chega a 35%, ampliando a vantagem do presidente.

 

Contra Ratinho Júnior, o petista também soma 45%, ante 35% do adversário. Em um eventual confronto com Ronaldo Caiado, Lula registra 44%, contra 33% do governador de Goiás. Já diante de Romeu Zema, o presidente alcança 45%, enquanto o mineiro marca 33%.


Foto: Divulgação

 

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 11 e 14 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Zezé di Camargo tem show cancelado após polêmica com SBT e Lula
Foto: SBT

O cantor Zezé di Camargo teve a apresentação que aconteceria na cidade de São José do Egito (PE), no dia 4 de janeiro, como parte da programação da Festa de Reis, cancelada pelo prefeito Fredson Brito, após a polêmica do sertanejo com o SBT.

 

Em comunicado compartilhado nas redes sociais, o gestor municipal informou que não aceita que o evento, uma tradição na cidade, seja palco de polêmicas.

 

"Aqui não é espaço para plantar discórdias nem para alimentar falsas especulações. São José do Egito merece respeito. Merece ser lembrada pela força do seu povo, pela sua cultura e pela sua história — e assim continuará sendo", afirmou.

 

O artista receberia R$ 500 mil de recursos federias pelo show. A banda de forró Seu Desejo foi escolhida para substituir o sertanejo na programação da 159ª Festa de Reis. 

 

ENTENDA A POLÊMICA
O cantor sertanejo Zezé di Camargo rompeu de forma polêmica com o SBT após a aparição do presidente Lula na inauguração de um novo projeto da emissora, o SBT News.

 

Em vídeo, o artista pediu para que a emissora não leve ao ar o especial de Natal gravado por ele, além de ofender as filhas de Silvio Santos, afirmando que elas não estavam preservando os desejos do pai e estariam se prostituindo.

 

A diretoria do SBT anunciou, por meio de comunicado, o cancelamento da apresentação e revelou que o substituto será anunciado em breve.

VÍDEO: Zezé di Camargo rompe com SBT por causa de Lula e diz que filhas de Silvio Santos estão se 'prostituindo'
Foto: Instagram

O cantor sertanejo Zezé di Camargo polemizou nas redes sociais ao romper com o SBT após a aparição do presidente Lula na inauguração de um novo projeto da emissora, o SBT News.

 

Em vídeo, o artista pediu para que a emissora não leve ao ar o especial de Natal gravado por ele que está programado para ser exibido na quarta-feira (17).

 

O pedido foi motivado pelo encontro entre o presidente Lula e as filhas de Silvio Santos durante a inauguração do canal. Para Zezé, as herdeiras do dono do Baú não estão preservando os desejos do pai.

 

"Diante da situação que eu vi no SBT, das pessoas mudando totalmente a maneira de pensar, principalmente das filhas do Silvio Santos pensando totalmente diferente do que o pai pensava... Uma coisa eu sempre disse na minha vida: filho que não honra pai e mãe, para mim, não existe. Só queria dizer uma coisa para vocês, SBT: vamos tocar o caminho, tenho serviço, tudo. Mas, se puderem, não precisam por no ar o meu especial."

 

O artista afirmou que não vê sentido em ter um show transmitido pela emissora, por não compactuar com os mesmos pensamentos dela, mesmo que o SBT não tenha feito nenhum posicionamento político. Zezé ainda afirmou que o SBT estaria se prostituindo com a relação com o presidente.

 

"Para mim, não faz sentido colocar esse especial no ar. Beijo. Amo vocês, amo o SBT, tenho o maior carinho, mas acho que vocês estão... Desculpem, prostituindo. Não faço parte disso."

 

Além de Lula, o evento contou com outras figuras políticas como o vice-presidente Geraldo Alckmin, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.

Ana Coelho participa do lançamento do SBT News e registra encontro com o presidente Lula
Foto: Acervo Pessoal

A CEO do Grupo Aratu, Ana Coelho, participou nesta sexta-feira (12), em São Paulo, do lançamento do SBT News, novo canal de notícias do SBT, que estreia oficialmente na próxima segunda-feira (15). A executiva esteve entre os convidados da cerimônia realizada nos estúdios do Centro de Televisão Anhanguera, em Osasco, onde teve também um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Durante o evento, Ana Coelho também esteve com o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira. Na ocasião, ela destacou a participação das emissoras regionais no novo canal. “As afiliadas devem ter um papel estratégico no projeto e seguem contribuindo para o crescimento do jornalismo do SBT”, afirmou após o encontro com o governante do país.

 

O lançamento reuniu autoridades, empresários e representantes do setor de comunicação. A cerimônia foi conduzida por Daniela Abravanel Beyruti, presidente do SBT, ao lado de Renata Abravanel, presidente do Conselho do Grupo Silvio Santos, e de Fábio Faria, responsável pela implementação do projeto. Nos pronunciamentos, os dirigentes trataram da ampliação da oferta de jornalismo profissional em diferentes plataformas.

 

Além do presidente Lula, estiveram presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes, e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. O evento também contou com a presença do ex-jogador Ronaldo, o que gerou comentários sobre a participação do SBT na cobertura da próxima Copa do Mundo, que voltará a ser transmitida pela emissora após 28 anos.

 

O SBT News terá atuação integrada na TV aberta, no streaming e nas plataformas digitais. Com o novo canal, o grupo amplia sua presença no jornalismo nacional. Para afiliadas como a TV Aratu, o projeto prevê maior integração entre conteúdos nacionais e regionais.

 

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VÍDEO: Lula brinca com Tarcísio e diz que falta de energia em SP é culpa do governador
Foto: Reprodução/SBT News

Em tom de brincadeira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que a culpa pela falta de energia generalizada em São Paulo era do governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A brincadeira aconteceu ao ele ser abordado pelo prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), para falar sobre o assunto, após os três participarem da cerimônia de lançamento do canal de notícias “SBT News”.

 

O evento aconteceu nos estúdios da emissora, em São Paulo, nesta sexta-feira (12).  A culpa é do Tarcísio”, afirmou Lula, rindo. O prefeito, então, respondeu que a culpa não era nem do presidente, nem do governador. Após a brincadeira, o petista disse que discutiria o assunto com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. 

 

Outro momento aconteceu quando Nunes mostrou a Lula a tela do celular com uma tabela apontando que naquele momento havia 498 mil domicílios estavam sem energia por três dias na capital paulista e cidades da região.

Lula promete criar Ministério da Segurança Pública se PEC for aprovada pelo Congresso
Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (11), que pretende criar o Ministério da Segurança Pública caso a PEC enviada pelo governo sobre o tema seja aprovada pelo Congresso. Segundo ele, a mudança faria parte de uma reestruturação do setor e da redefinição do papel da Guarda Nacional.

 

"Queremos redefinir o papel da Guarda Nacional. Se aprovada a PEC, nós vamos criar o Ministério da Segurança Pública neste país", declarou o presidente.

 

Atualmente, a área de segurança pública no governo federal está sob responsabilidade do Ministério da Justiça e Segurança Pública, comandado por Ricardo Lewandowski. Foi justamente a equipe do ministro que elaborou a proposta de emenda constitucional, defendida pelo governo como uma forma de ampliar a capacidade de atuação da União em situações críticas nos estados.

 

Em entrevista exibida pela TV Alterosa, em Minas Gerais, Lula voltou a afirmar que a PEC é necessária para dar ao governo federal instrumentos mais claros de intervenção e apoio. "Hoje, o poder da segurança pública no estado é do governador, porque ele tem a Polícia Militar e a Polícia Civil. O que queremos aprovar na PEC é como o governo federal pode entrar, qual é o papel da Polícia Federal. Se a gente vai poder interferir", disse.

 

O presidente citou como exemplo o caso Marielle Franco, lembrando que, apesar de cinco anos de buscas sem resultado no Rio de Janeiro, “quem encontrou o assassino foi a Polícia Federal”, defendendo que a União tenha mais capacidade de ação em investigações de grande complexidade.

Lula não descarta veto a projeto que altera dosimetria de penas caso Senado mantenha texto aprovado na Câmara
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (11), que pode vetar o projeto de lei que reduz as penas de condenados pela trama golpista e pelos atos de 8 de janeiro, medida que alcançaria também o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A proposta foi aprovada pela Câmara nesta semana e agora aguarda análise do Senado.

 

“O Congresso Nacional está na discussão, agora vai para o Senado. Vamos ver o que vai acontecer. Quando chegar à minha mesa, eu tomarei a decisão. Tomarei eu e Deus, sentado na minha mesa, eu tomarei a decisão. Eu farei aquilo que entender que deve ser feito, porque ele [Bolsonaro] tem que pagar pela tentativa de golpe, pela tentativa de destruir a democracia que ele fez neste país. Ele sabe disso. Não adianta ficar choramingando agora”, disse Lula à TV Alterosa, de Minas Gerais.

 

O texto aprovado pelos deputados altera as regras de progressão de regime, mecanismo que permite ao condenado com bom comportamento avançar para os regimes semiaberto ou aberto.

 

A nova legislação prevê que essa progressão ocorra após o cumprimento de um sexto da pena, e não mais de um quarto. A mudança não se aplica a crimes hediondos nem a réus reincidentes.

 

O substitutivo também acaba com a soma de penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito, como tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, o que beneficiaria Bolsonaro diretamente.

Pacheco rejeita convite de Lula para evento em MG e prioriza votação de projetos no Senado
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O senador Rodrigo Pacheco recusou um convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para participar de um evento em Belo Horizonte nesta quinta-feira (11). Ele preferiu permanecer em Brasília para acompanhar a possível votação de projetos de sua autoria. Ele foi preterido pelo presidente na indicação para a vaga no STF no lugar de Luís Roberto Barroso.

 

Entre eles está o projeto de lei que pune o devedor contumaz, aprovado pela Câmara na noite da última terça-feira (9) e que agora segue para sanção presidencial.

 

Pacheco também é autor da proposta que atualiza a lei do impeachment. A discussão do texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado foi adiada para o ano que vem. Segundo o relator, senador Weverton Rocha (PDT-MA), o próprio Pacheco sugeriu mais tempo para aprofundar o debate antes da votação na comissão.

Confira as mudanças nas regras para tirar a CNH no Brasil; medida entra em vigor nesta terça
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Entram em vigor nesta quarta-feira (10) as novas regras da CNH do Brasil, modelo criado pela medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A proposta moderniza o processo de habilitação, reduz custos e flexibiliza etapas que, hoje, são apontadas como entraves para quem tenta tirar a Carteira Nacional de Habilitação.

 

O Ministério dos Transportes estima que o novo formato poderá reduzir em até 80% o custo para obter a carteira. Hoje, tirar o documento pode chegar a R$ 5 mil em alguns municípios. O governo calcula ainda que cerca de 20 milhões de brasileiros dirigem sem habilitação, principalmente por causa dos valores elevados e da burocracia.

 

Durante o lançamento, o ministro Renan Filho destacou que os exames médicos e psicológicos terão redução de até 40% no valor, caindo de uma média de R$ 300 para um teto de R$ 180. Ele também reforçou que o motorista poderá optar apenas pela versão digital da CNH, gratuita para todos os aprovados.

 

O candidato não será mais obrigado a contratar uma autoescola para iniciar o processo de habilitação. Agora, ele poderá usar o próprio veículo, ter aulas com um instrutor autônomo credenciado pelo Detran ou optar pela autoescola apenas se desejar.

 

O curso teórico também passa por mudanças. O conteúdo será oferecido gratuitamente no aplicativo oficial do governo, eliminando a necessidade de carga horária mínima obrigatória.

 

As aulas práticas terão redução significativa: a carga mínima cai de 20 para apenas 2 horas, podendo ser realizadas tanto com instrutor autônomo quanto em autoescola.

 

Apesar das flexibilizações, algumas etapas continuam obrigatoriamente presenciais. O candidato ainda precisará realizar a prova prática de direção, os exames médico e psicológico e a coleta biométrica de forma presencial.

 

Outra novidade é a regra para reprovação. Quem não passar na primeira prova prática terá direito a uma segunda tentativa gratuita. A CNH digital também se torna mais acessível. Todos os motoristas aprovados receberão a versão digital sem custo, enquanto a versão física passa a ser opcional e paga.

 

Por fim, deixa de existir o prazo máximo de um ano para concluir o processo de habilitação. Com a nova regra, o candidato poderá finalizar as etapas no tempo que considerar necessário, sem risco de reiniciar tudo do zero.

Bolsonaristas lideram engajamento nas redes sociais entre deputados da AL-BA, diz levantamento
Foto: Divulgação

Os deputados estaduais Diego Castro (PL) e Leandro de Jesus (PL) lideraram as estatísticas de engajamento nas redes sociais entre os parlamentares da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) no intervalo entre os dias 1º de janeiro e 30 novembro de 2025. A estatística foi divulgada pelo LabCaos, hub especializado em ciência de dados e marketing político.

 

Conforme a pesquisa, Diego Castro foi o deputado com a melhor taxa de aproveitamento de 11,76% durante o período analisado, seguido por Leandro de Jesus, que atingiu 11,48%. Fechando os cinco maiores parlamentares neste quesito, aparecem a presidente da AL-BA, Ivana Bastos (PSD), com 4,04%; José de Arimateia (Republicanos), com 3,55%; e Hilton Coelho (PSOL), com 3,33%.

 

“Dos 63 deputados estaduais baianos, apenas cinco conseguem uma taxa de engajamento superior a 3%. Apenas dois deputados, ambos bolsonaristas, conseguiram superar 1 milhão de interações, o que implica dizer que o uso das redes pelos deputados estaduais baianos está aquém das potencialidades da ambiência digital”, explicou o fundador do LabCaos, Yuri Almeida.

 

Em contrapartida, os deputados com o pior engajamento foram:
Tiago Correia (PSDB) - 0,06%
Vitor Azevedo (PL) - 0,07%
Marcelinho Veiga (União) - 0,19%
Cafu Barreto (PSD) - 0,19%
Kátia Oliveira (União) - 0,19%

 

SEGUIDORES
O estudo também apontou os deputados que mais ganharam seguidores durante o período analisado. Neste quesito, o estudo também é liderado pelos bolsonaristas Leandro de Jesus (61 mil novos seguidores) e Diego Castro (48 mil). Em seguida aparecem Binho Galinha (PRD [20 mil]), José de Arimateia (19 mil) e Samuel Júnior (Republicanos [19 mil]).

 

Yuri Almeida avaliou que os deputados da oposição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) atingiram números mais expressivos nas redes sociais. Temas como críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a TV Globo e ao cenário econômico foram os mais citados.

 

“As temáticas sobre a política nacional, o debate sobre a Bahia e posicionamentos religiosos pautaram as redes dos parlamentares e geraram mais engajamento”, destaca o estrategista político.

 

Confira: 

Flávio Bolsonaro cresce em ranking de presença digital dos presidenciáveis, mas Michelle mantém liderança
Foto: Reprodução Redes Sociais

A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro segue na liderança disparada entre os presidenciáveis de 2026, quando se trata de medir a participação de cada um no ambiente digital, mas outros nomes tiveram evolução no monitoramento do mês de novembro, como o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), escolhido por seu pai, Jair Bolsonaro, como o candidato do PL às eleições. 

 

Flávio, entretanto, cresceu antes da decisão tomada na última sexta-feira (5) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro de apoiá-lo para concorrer a presidente nas eleições do próximo ano.

 

Esses são alguns resultados do Índice Datrix dos Presidenciáveis (IDP), realizado pela Consultoria Datrix e divulgado nesta semana. O índice mede a avaliação do desempenho dos presidenciáveis em uma combinação de três critérios: 

 

  • “colchão reputacional”, que mede a capacidade de mobilização nas próprias redes; 
  • “mar aberto”, que avalia a repercussão externa em menções feitas por jornais, influenciadores e outros políticos; 
  • análise de buscas em plataformas como Google e TikTok. 

 

Os dados coletados no levantamento Datrix geram uma nota que varia de -100 a +100, refletindo a força digital de cada político. De acordo com o levantamento realizado durante o mês de novembro, o ranking dos presidenciáveis teria fechado o mês da seguinte forma:

 

1 - Michelle Bolsonaro - 37,34 pontos
2 - Lula - 24,19 pontos
3 - Ratinho Júnior - 19,96 pontos
4 - Flávio Bolsonaro - 19,16 pontos
5 - Ronaldo Caiado - 16,64 pontos
6 - Tarcísio de Freitas - 16,44 pontos
7 - Eduardo Bolsonaro - 16,06 pontos
8 - Eduardo Leite - 9,78 pontos
9 - Ciro Gomes - 8,31 pontos
10 - Romeu Zema - 6,68 pontos

 

O cenário da presença digital dos presidenciáveis se reorganizou a partir da prisão de Jair Bolsonaro, em novembro. O núcleo familiar do ex-presidente foi o grande beneficiado, segundo a pesquisa Datrix. 

 

Com a prisão do líder da direita, Michelle Bolsonaro passou a liderar isoladamente o ranking. Segundo o levantamento, o último mês da ex-primeira-dama foi marcado por publicações pessoais, religiosas e de reforço ao papel de “pilar” da família. 

 

Os dados também destacam a entrada do senador Flávio Bolsonaro, estreando em quarto lugar com 19,16 pontos. Mesmo antes da decisão de Jair Bolsonaro de apoiar o filho para a Presidência, o ranking já mostrava o crescimento do senador nas redes, contribuindo para a ampliação do domínio da família no debate digital.

 

Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), viu sua base digital oscilar negativamente após a prisão de Bolsonaro, apesar de gestos públicos de lealdade ao ex-presidente. Segundo o relatório da pesquisa, Tarcísio ainda sofre muito fogo amigo, sobretudo
da base bolsonarista. 

 

Entre os outros nomes, o presidente Lula manteve estabilidade na sua presença digital, e o governador do Paraná, Ratinho Jr., teve um crescimento significativo no mês de novembro. Outro concorrente que aproveitou o rearranjo do campo bolsonarista foi Ronaldo Caiado. O goiano cresceu 10,6% e assumiu o quinto lugar geral, com 16,64 pontos, impulsionado por declarações duras na área de segurança pública. 
 

Datafolha avalia possibilidades de 2° turno em 2026; Lula está 15 pontos à frente de Flávio Bolsonaro e 5 de Tarcísio
Fotos: Agência Brasil

 

O instituto Datafolha avaliou as possibilidades de uma disputa de 2° turno das eleições de 2026. Na mesma pesquisa em que questionou a popularidade do governo Lula, o levantamento apontou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), que anunciou sua pré-candidatura nesta sexta (5), estaria 15 pontos percentuais atrás de Lula (PT) se o segundo turno das eleições 2026 fosse hoje. 

 

A pesquisa, divulgada neste sábado (6), ouviu 2.002 eleitores de 16 anos ou mais entre terça-feira (2) e quinta-feira (4), com moradores de 113 municípios. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos. Na pesquisa, o presidente também aparece 5 pontos percentuais a frente do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) e 6 pontos percentuais a frente do governador paranaense Ratinho Jr. (PSD-PR).

 

O levantamento atual considera ainda os possíveis cenários de segundo turno com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos EUA desde fevereiro deste ano. 

 

Veja os números:

 

1. Lula x Flávio Bolsonaro
Lula (PT): 51% (ante 48% em julho)
Flávio Bolsonaro(PL): 36% (ante 37% em julho)

 

2. Lula x Tarcísio de Freitas
Lula (PT): 47% (ante 45% em julho)
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 42% (ante 41% em julho)

 

3. Lula x Ratinho Jr.
Lula (PT): 47% (ante 45% em julho)
Ratinho Jr. (PSD): 41% (ante 40% em julho)

 

4. Lula x Eduardo Bolsonaro
Lula (PT): 52% (ante 49% em julho)
Eduardo Bolsonaro (PL): 35% (ante 37% em julho)

 

5. Lula x Michelle Bolsonaro
Lula (PT): 50% (ante 48% em julho)
Michelle Bolsonaro (PL): 39% (ante 40% em julho)

Governo Lula é aprovado por 32% dos brasileiros, afirma Datafolha; rejeição chega a 37%
Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi avaliado como ótimo ou bom por 32% dos brasileiros entrevistados pela pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira (5). Segundo o estudo, a rejeição segue maior que a aprovação: 37% dos cidadãos avaliaram a gestão petista como ruim ou péssima e 30% como regular.

 

O instituto ouviu 2.002 eleitores de 16 anos ou mais entre a terça-feira (2) e quinta-feira (4) em 113 municípios. Na pesquisa anterior, realizada em setembro, a aprovação era de 33% e a reprovação, 38% e os que consideravam regular, 28%. A partir da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o instituto considerou haver uma estagnação na quantidade de entrevistados que consideram o governo Lula bom ou ótimo.

 

Veja os números:

 

Ótimo ou bom: 32% (eram 33% na pesquisa de setembro);
Regular: 30% (eram 28% em setembro);
Ruim ou péssimo: 37% (eram 38% em setembro);
Não sabe/não respondeu: 1% (era 2% em setembro)

Datafolha: Recuperação provocada por tarifaço perde força e Lula fecha o ano com aprovação estagnada
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Depois de ter visto a sua aprovação se recuperar na esteira do tarifaço aplicado aos produtos brasileiros pelo governo dos EUA e da posterior campanha de defesa da soberania nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega ao final do ano com seus índices positivos e negativos estagnados.

 

Foi o que revelou pesquisa Datafolha divulgada na noite esta sexta-feira (5). Segundo o instituto, 32% dos entrevistados consideraram a gestão do líder petista como “boa” ou “ótima”, número praticamente igual ao que foi verificado na última pesquisa realizada em setembro, quando a análise positiva estava em 33%.

 

Já os que analisam o governo Lula como “ruim” ou “péssima” foram 37% agora, contra 38% em setembro. A avaliação regular sobre a gestão do governo atual está em 30% (era de 28% em setembro). Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos, há estabilidade no cenário.

 

Consideram o governo Lula como ótimo e bom acima da média nacional quem tem 60 anos ou mais (40%), os menos instruídos (44%), os nordestinos (43%) e os católicos (40%).

 

Já os grupos com maior incidência de eleitores bolsonaristas ou antipetistas reprovam mais o presidente: 46% de quem tem ensino superior, 53% daqueles que ganham de 5 a 10 mínimos, sulistas (45%) e evangélicos (49%).

 

Quando se pede aos entrevistados a avaliação do trabalho pessoal do presidente Lula, a estabilidade segue a mesma, ainda que melhor do que quando o tema é a análise do seu governo. Dentre a amostra total, 49% aprovam Lula, ante 48% do levantamento anterior.

 

Já a desaprovação do presidente englobou 48% dos entrevistados. Este foi o mesmo percentual verificado na pesquisa Datafolha realizada em setembro. 

 

O Instituto Datafolha ouviu 2.002 eleitores em 113 cidades do país. O levantamento foi realizado entre a última terça (2) e esta quinta (4).
 

Lula critica emendas impositivas e diz que modelo é “grave erro histórico”
Foto: Agencia Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o mecanismo das emendas impositivas, um dos tipos de transferências de verbas federais feitas por parlamentares aos estados e municípios. Em declaração dada nesta quinta-feira (4), o petista definiu o modelo como uma "grave erro histórico", mas negou que o governo tenha um "problema" com o Congresso Nacional".

 

"Vocês acham que nós do governo temos problema com o Congresso Nacional? A gente não tem. Eu, sinceramente, com não concordo as emendas impositivas. Eu acho que o fato do Congresso Nacional sequestrar 50% orçamento da União é um grave erro histórico, eu acho. Mas, você só vai acabar com isso quando você mudar as pessoas que governam e as pessoas que aprovaram isso", afirmou.

 

A declaração do presidente ocorreu durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, entidade que assessora o presidente da República na formulação de políticas e diretrizes destinadas ao desenvolvimento econômico.

 

As emendas impositivas são de pagamento obrigatório pelo governo federal depois de indicadas pelos deputados e senadores ao Orçamento da União. Elas são divididas em três categorias principais: emendas de bancada, emendas PIX e emendas individuais com finalidade definida. 

Maioria na CPMI impede convocação do filho de Lula, acusado por testemunha de ter recebido dinheiro do Careca do INSS
Foto: Reprodução Redes Sociais

A maioria dos membros da CPMI do INSS votou, nesta quinta-feira (4), para rejeitar a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foram 19 votos pela rejeição, enquanto outros 12 parlamentares votaram pela convocação.

 

O requerimento de convocação do filho mais velho do presidente Lula foi apresentado em virtude de indícios apurados pela Polícia Federal de que ele teria mantido relação de proximidade e até uma sociedade empresarial com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.  

 

Segundo reportagem divulgada pelo site Poder360, depoimentos dados à PF revelaram que Lulinha teria recebido uma cifra de 25 milhões das mãos do Careca do INSS. Além disso, o filho do presidente Lula também é acusado de ter recebido pagamentos mensais de cerca de R$ 300 mil. 

 

O site Poder360 menciona ainda viagens que teriam sido realizadas por Fábio Luís da Silva junto com o Careca do INSS para Portugal. Essa acusação também teria sido feita em depoimento coletado nas investigações. 

 

“Essas informações eram até agora desconhecidas com esse nível de detalhe e foram fornecidas por Edson Claro, ex-funcionário do Careca do INSS e que se diz ameaçado pelo ex-patrão”, diz a reportagem do Poder360, que teve acesso aos dados por meio de integrantes da CPMI do INSS.

 

Edson Claro é um dos alvos da investigação que está em curso na Polícia Federal. Ele prestou depoimento em 29 de outubro de 2025. O conteúdo chegou para alguns integrantes da CPMI e o site Poder360 também teve acesso na condição de não divulgar a íntegra. 

 

No depoimento, Edson Claro teria feito revelações graves contra Lulinha – embora não tenha havido até agora coleta de provas para comprovar o que afirma o ex-funcionário do Careca do INSS.

 

O site procurou o ax-advogado e amigo de Fábio Luís da Silva, Marco Aurélio Carvalho, para tentar um contato com o filho de Lula. O advogado refutou as acusações.

 

“Não consegui falar com Fábio, talvez por causa do fuso horário. Mas acho que essa acusação é absolutamente pirotécnica e improvável. É mais uma tentativa de desgastar a imagem de Fábio Luís”, disse Marco Aurélio. 
 

No Ceará, Lula diz não entender polêmica em torno da escolha de Messias para cargo de ministro do STF
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Em entrevista à TV Verdes Mares, em Fortaleza, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse não ter entendido o porquê da polêmica em torno da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para assumir a cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Lula está nesta quarta-feira (3) na capital cearense para participar de diversos eventos.

 

Além de dizer não entender a polêmica, Lula afirmou que espera ver o problema resolvido em breve.

 

“Não é o primeiro ministro que eu indico. Eu já indiquei oito ministros. Eu simplesmente escolho uma pessoa, mando para o Senado, e o Senado, então, faz um julgamento para saber se a pessoa está qualificada ou não”, disse Lula.

 

Apesar de ter dito que indicou oito ministros, na verdade, em seus três mandatos, o presidente Lula alcança a sua 11ª indicação ao Supremo agora com Messias. No seu primeiro mandato, entre 2003 e 2006, Lula indicou Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski. 

 

No segundo mandato, entre 2007 e 2010, o líder petista indicou Menezes Direito e Dias Toffoli. Agora no terceiro mandato, Lula já indicou Cristiano Zanin, Flávio Dino e Jorge Messias.

 

‘Eu estou muito tranquilo com relação a isso, eu cumpri com o meu papel, mandei um nome que entendo que tem qualificação profissional para ser ministro da Suprema Corte. Qualificação comprovada”, afirmou Lula na entrevista.

 

O presidente Lula fez a indicação de Jorge Messias para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. A escolha de Messias desagradou profundamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que sempre defendeu o seu colega Rodrigo Pacheco (PSD-MG). 

 

A indicação de Messias levou o presidente do Senado a romper relações com o líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA). Alguns dias depois da decisão de Lula, Alcolumbre marcou a sabatina do indicado para o dia 10 de dezembro, e escolheu o senador Weverton (PDT-MA) como relator. 

 

Diante da insistência de Alcolumbre em não atender aos apelos de lideranças governistas por mais tempo para a realização da sabatina, o Palácio do Planalto passou a atrasar o envio ao Senado da mensagem presidencial contendo a indicação do governo. Sem a mensagem, havia o entendimento que não poderia ser realizada a sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

 

Com a demora do governo no envio da mensagem, o presidente do Senado decidiu nesta terça-feira (2) cancelar a realização da sabatina. Ao fazer o anúncio, Alcolumbre fez críticas à posição do governo de demorar no envio da mensagem.

 

“Após a definição das datas pelo Poder Legislativo, o Senado Federal foi surpreendido com a ausência do envio da mensagem escrita, referente à indicação já publicada no Diário Oficial da União e amplamente noticiada. Esta omissão, de responsabilidade exclusiva do Poder Executivo, é grave e sem precedentes. É uma interferência no cronograma da sabatina, prerrogativa do Poder Legislativo”, afirmou Davi Alcolumbre.

 

O presidente do Senado não marcou uma nova data para a realização da sabatina, que ficou para 2026. Lideranças governistas tentam articular um encontro entre o presidente Lula e Alcolumbre para que eles possam conversar sobre o tema e chegar a um entendimento a respeito da indicação ao STF.
 

Ministro diz regulamentação das redes sociais é “prioridade” do governo Lula
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que o governo federal está trabalhando em uma proposta de regulamentação das redes sociais. Em entrevista a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nesta terça-feira (2), Siqueira Filho definiu que essa é uma prioridade do governo Lula.

 

"A gente defende essa regulamentação, sim, principalmente nessa linha do combate à desinformação, como também outras ações. Isso está em discussão dentro do governo", afirmou.

 

Segundo o gestor, um grupo que reúne diversos ministérios está envolvido nas discussões "para que a gente consiga formatar e concluir um texto para que seja enviado para o Congresso". "Então isso é um tema que está na pauta, sim, é uma prioridade do nosso governo para que a gente também consiga cuidar das pessoas no mundo digital. E essa regulamentação é muito importante", completa.

 

Atualmente, a atuação das redes no Brasil é regida pelo Marco Civil da Internet (2014), cujo artigo 19 só permite responsabilização judicial das empresas em caso de descumprimento de ordem judicial para remoção de conteúdo.

 

A discussão dos últimos meses nos Três Poderes se complexificou com um impasse: a responsabilização das plataformas digitais por conteúdos ilícitos publicados por usuários. Em 2024, o Congresso Nacional descartou a proposta do PL das Fake News, que tratava desta regulação, e o então presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), anunciando a criação de um grupo de trabalho para elaborar uma nova proposta. O grupo, entretanto, nunca foi oficialmente instalado.

Davi Alcolumbre cancela sabatina de Jorge Messias e acusa o governo Lula de "grave omissão"
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou no plenário, nesta terça-feira (2), que está cancelado o calendário para a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A sabatina estava programada para acontecer no próximo dia 10.

 

Alcolumbre justificou sua decisão afirmando que teve que tomar esta atitude devido à falta do envio, pelo governo federal, da mensagem em que é oficializada a indicação de Messias pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o presidente do Senado, a falta da mensagem poderia criar problemas jurídicos. O senador criticou o governo pela omissão.

 

“Após a definição das datas pelo Poder Legislativo, o Senado foi surpreendido com a ausência do envio da mensagem escrita, referente à indicação, já publicada no Diário Oficial da União e amplamente noticiada. Esta omissão, de responsabilidade do Poder Executivo, é grave e sem precedentes”, disse o senador.

 

Davi Alcolumbre reiterou que decidiu cancelar o cronograma da sabatina por conta da “omissão grave” do governo Lula. O presidente do Senado não marcou nova data para a análise da indicação pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

 

Diante da resistência e da irritação do presidente do Senado com a decisão do presidente Lula de indicar Jorge Messias para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, o Palácio do Planalto vinha adiando o envio da mensagem presidencial. O envio faz parte do protocolo para que seja realizada a sabatina de um indicado ao STF.

 

Geralmente a mensagem é enviada poucos dias depois da publicação da indicação no Diário Oficial da União. O nome de Jorge Messias foi oficializado como candidato em publicação no Diário Oficial em 20 de novembro, e de lá para cá, por conta da insatisfação demonstrada com Alcolumbre pela não escolha do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o Palácio do Planalto segurou o envio.

 

Agora, com a decisão de Alcolumbre de cancelar tanto a leitura da mensagem, que seria feita nesta quarta (2) na CCJ quanto a sabatina do dia 10, todo o processo ficará para o retorno aos trabalhos em fevereiro de 2026. Jorge Messias, com isso, ganha um tempo considerável para tentar convencer senadores a votar em seu favor. 

Em ligação com Trump, Lula defende diminuição de tarifas e combate ao crime organizado
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula telefonou para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na tarde desta terça-feira (2). A conversa, classificada pelo Palácio do Planalto como “muito produtiva”, pautou temas como comércio bilateral, econômica e combate ao crime organizado. O telefonema durou cerca de 40 minutos. 

 

Durante a conversa, o presidente brasileiro elogiou a decisão dos Estados Unidos de retirar a tarifa adicional de 40% imposta a alguns produtos brasileiros, como carne, café e frutas. Lula, no entanto, destacou que ainda há outros produtos tarifados que precisam ser discutidos entre os dois países. No âmbito econômico, o petista indicou que o Brasil deseja avançar rápido nessas negociações.

 

Com relação à segurança, o presidente Lula ressaltou urgência em reforçar a cooperação com os EUA para combater o crime organizado internacional. Destacou as recentes operações realizadas no Brasil pelo governo federal e identificou ramificações que operam a partir do exterior. 

 

O Planalto informou que Trump, por sua vez, demonstrou disposição em trabalhar junto com o Brasil e que dará todo o apoio a iniciativas conjuntas entre os dois países para enfrentar essas organizações criminosas. Os dois presidentes concordaram em voltar a conversar em breve sobre o andamento dessas iniciativas.

VÍDEO: Lula projeta injeção de R$ 28 bi com isenção do IR e diz que “privilégios da elite deram lugar a uma conquista”
Foto: Reprodução / Youtube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em pronunciamento em cadeia nacional, que a nova política de isenção do Imposto de Renda deve injetar R$ 28 bilhões na economia em 2026 e corrigir “distorções históricas” na distribuição da carga tributária. A medida isenta do IR quem recebe até R$ 5 mil mensais e reduz a cobrança para salários entre R$ 5 mil e R$ 7.350. O pronunciamento foi realizado neste domingo (30), sendo exibido Às 20h30.

 

A fala marcou a formalização da lei aprovada pelo Congresso nesta semana, que passa a valer em janeiro de 2026 e deve beneficiar mais de 15 milhões de contribuintes. Lula afirmou que, com a nova tabela, “o Brasil mudou nessa última semana”, destacando que “privilégios de uma pequena elite financeira deram lugar a uma conquista para a maioria do povo brasileiro”.

 

O presidente afirmou que o impacto econômico é direto: “Esse alívio no imposto de renda significa mais dinheiro no bolso, que significa maior poder de compra, que significa aumento no consumo, que faz a roda da economia girar”. 

 

Segundo ele, cálculos da equipe econômica indicam que a medida “deve injetar 28 bilhões de reais na economia” já em 2026, classificando o efeito como “um estímulo extraordinário para o comércio, para a indústria, para o setor de serviços e para o empreendedorismo”.

 

“Esse alívio no Imposto de Renda significa mais dinheiro no bolso, que significa maior poder de compra, que significa aumento no consumo, que faz a roda da economia girar. A Receita Federal fez os cálculos. Em 2026, esse dinheiro extra nas mãos do povo brasileiro deve injetar R$ 28 bilhões na economia. Um estímulo extraordinário para o comércio, para a indústria, o setor de serviços e o empreendedorismo, que vai gerar mais empregos, mais oportunidades e mais renda. O país inteiro vai ser beneficiado”, disse Lula.

 

Lula reforçou que a mudança só foi possível após a aprovação da taxação das altas rendas. “A compensação não virá de corte na educação ou na saúde, mas da taxação dos super-ricos, que ganham mais de um milhão por ano e hoje não pagam nada ou quase nada de imposto”, declarou.

 

Para o presidente, a medida corrige um desequilíbrio histórico e “ataca a principal causa de desigualdade” que, segundo ele, é a “injustiça tributária”. Ao criticar o modelo atual, Lula classificou o cenário como “inaceitável” e criticou o acúmulo de riqueza dos “super-ricos”.

 

“Quem vive do suor do seu trabalho e constrói de fato a riqueza deste país, paga até 27,5% de Imposto de Renda. Já quem vive de renda paga apenas 2,5% em média. Quem mora em mansão, tem dinheiro no exterior, coleciona carros importados, jatinhos particulares e jet skis, paga 10 vezes menos do que uma professora, um policial ou uma enfermeira. Imagina uma pessoa lutar para ter uma moradia digna, andar de ônibus, se esforçar para comprar um carro, e pagar 10 vezes mais Imposto de Renda do que os bilionários do nosso país. Isso é inaceitável. Era preciso mudar. E nós estamos mudando”, ressaltou o presidente.

 

O presidente também utilizou exemplos para reforçar o impacto no orçamento doméstico. “Com zero de imposto de renda, uma pessoa com salário de R$ 4.800 pode fazer uma economia de R$ 4.000 em um ano”, declarou. Lula disse ainda que dezembro será o último mês com desconto para quem ganha até R$ 5 mil: “Essa lei agora passa a valer já em janeiro de 2026”.

 

Em sua avaliação do cenário econômico, o presidente afirmou que o país vive um período de avanços. “Em menos de três anos de governo, colocamos novamente o Brasil entre as dez maiores economias do mundo”, disse. Ele também citou queda na desigualdade e no desemprego, além de ganhos em políticas sociais.

 

Mesmo assim, Lula afirmou que o país ainda convive com forte concentração de renda: “O 1% mais rico acumula 63% da riqueza do país, enquanto a metade mais pobre detém apenas 2%. Seguiremos firmes, combatendo os privilégios de poucos para defender os direitos e as oportunidades de muitos”, finalizou.

 

Confira:

 

 

Veja o discurso na íntegra:
Minhas amigas e meus amigos, ao longo de 500 anos de história, a elite brasileira acumulou mais e mais privilégios, que foram passados de geração em geração, até chegar aos dias de hoje. Entre os muitos privilégios, talvez o mais vergonhoso seja o de pagar menos Imposto de Renda do que a classe média e os trabalhadores.

Quem vive do suor do seu trabalho e constrói de fato a riqueza deste país, paga até 27,5% de Imposto de Renda. Já quem vive de renda paga apenas 2,5% em média. Quem mora em mansão, tem dinheiro no exterior, coleciona carros importados, jatinhos particulares e jet skis, paga 10 vezes menos do que uma professora, um policial ou uma enfermeira.

Imagina uma pessoa lutar para ter uma moradia digna, andar de ônibus, se esforçar para comprar um carro, e pagar 10 vezes mais Imposto de Renda do que os bilionários do nosso país. Isso é inaceitável. Era preciso mudar. E nós estamos mudando.

Minhas amigas e meus amigos, a partir de janeiro do ano que vem, o que hoje é desconto no contracheque vira dinheiro extra no bolso. Para viajar com a família. Comer o que mais gosta. Comprar presentes de Natal para os filhos. Quitar uma dívida. Adiantar uma prestação. Comprar uma televisão com tela maior para ver a Copa do Mundo ano que vem.

Esse alívio no Imposto de Renda significa mais dinheiro no bolso, que significa maior poder de compra, que significa aumento no consumo, que faz a roda da economia girar.

A Receita Federal fez os cálculos. Em 2026, esse dinheiro extra nas mãos do povo brasileiro deve injetar R$ 28 bilhões na economia. Um estímulo extraordinário para o comércio, para a indústria, o setor de serviços e o empreendedorismo, que vai gerar mais empregos, mais oportunidades e mais renda. O país inteiro vai ser beneficiado.

Minhas amigas e meus amigos, em menos de três anos de governo, colocamos novamente o Brasil entre as 10 maiores economias do mundo. Tiramos pela segunda vez o país do Mapa da Fome. Teremos, em quatro anos, a menor inflação acumulada da história e a menor taxa de desemprego. O salário mínimo voltou a subir acima da inflação.

Fortalecemos o Bolsa Família. Criamos o Pé-de-Meia. Reajustamos o valor da alimentação escolar. Abrimos as portas das universidades para a juventude negra, indígena e das periferias. Aumentamos o Plano Safra e os recursos para a agricultura familiar. Criamos o programa Luz do Povo, que zera ou reduz a conta de luz das famílias mais necessitadas. E lançamos o Gás do Povo, porque não é justo que as famílias que mais precisam paguem até 10% do salário mínimo por um botijão de gás.

Graças a essas e outras políticas, a desigualdade no Brasil é hoje a menor da história. Mesmo assim, o Brasil continua a ser um dos países mais desiguais do mundo. O 1% mais rico acumula 63% da riqueza do país. Enquanto a metade mais pobre da população detém apenas 2% da riqueza. É riqueza demais concentrada nas mãos de uma pequena parcela de super-ricos.

A mudança no Imposto de Renda é um passo decisivo para transformar essa realidade, mas é apenas o primeiro. Podem ter certeza de que não vamos parar por aí. O que nós queremos é que a população brasileira tenha direito à riqueza que produz com o suor do seu trabalho.

Seguiremos firmes combatendo os privilégios de poucos para defender os direitos e as oportunidades de muitos. O nosso governo está do lado do povo brasileiro construindo um país mais próspero, mais forte e, principalmente, um país mais justo.

Muito obrigado.

Lula fará pronunciamento em rede nacional sobre ampliação da isenção do IR em meio a crise com o Congresso
Foto: Marcelo Camargo / EBC

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará um pronunciamento em rede nacional de rádio e TV para divulgar a sanção da lei que isentou do pagamento de Imposto de Renda (IR) as pessoas que ganham até R$ 5 mil. A gravação já foi realizada e será divulgada às 20h30 do próximo domingo (30).

 

Em meio à crise com o Congresso, o petista afirmou que a medida, proposta por ele e aprovada no parlamento, é a maior conquista de seu terceiro mandato.

 

O presidente gravou o pronunciamento em sua mesa de trabalho, no Palácio do Planalto, com o mapa-mundo ao fundo, como forma de ressaltar também sua liderança mundial.

 

A isenção do IR é tida pelo governo como a bandeira mais popular para alavancar a candidatura de Lula à reeleição em 2026.

Governo segura envio de mensagem ao Senado com indicação de Messias e tenta convencer Otto Alencar a adiar a sabatina
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Em meio à ofensiva do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para acelerar a sabatina de Jorge Messias, indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao STF, o governo federal vem buscando o apoio do senador Otto Alencar (PSD-BA) com a intenção de evitar a realização da apreciação do nome do advogado-geral da União.

 

Otto Alencar é o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que vai realizar a sabatina e votação da indicação de Jorge Messias para a vaga aberta no STF desde a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. A estratégia do governo para evitar a data de 10 de dezembro marcada por Alcolumbre é contar com Otto para adiar a sabatina.

 

Como forma de municiar uma ação de Otto Alencar para adiar a sabatina, o governo Lula ainda não enviou ao Senado a mensagem oficial com a indicação de Jorge Messias ao STF. Essa mensagem contém também o currículo do indicado por Lula, e que será apreciado pelos senadores da CCJ. 

 

Diante da demora no envio da mensagem, Otto Alencar disse nesta quarta-feira (26) que o calendário da sabatina pode vir a ser alterado. 

 

“O governo não mandou nem a mensagem [presidencial] ainda. Eu pensava que tinha mandado, fiz um calendário e o calendário foi para o telhado”, disse Otto a jornalistas.

 

Como a indicação de Messias pelo presidente Lula foi publicada no Diário Oficial em 20 de novembro, já se passaram seis dias sem que o governo tenha enviado a mensagem ao Senado. Essa demora é incomum. 

 

No caso das indicações mais recentes feitas neste terceiro mandato de Lula, o envio da mensagem teve trâmite bem mais rápido do que o atual. 

 

O ministro Cristiano Zanin, por exemplo, foi indicado em 1º de junho de 2023 no Diário Oficial e a mensagem ao Senado foi encaminhada no dia 2 de junho. Já Flávio Dino foi indicado em 27 de novembro de 2023 no Diário Oficial e a mensagem ao Senado foi encaminhada na mesma data.

 

Apesar da demora do governo no envio da mensagem e de declarações do líder Jaques Wagner (PT-BA) de que o ideal seria que a sabatina ocorresse apenas no ano que vem, circulou a informação no final da tarde, no Senado, de que Davi Alcolumbre quer manter a sabatina para 10 de dezembro, mesmo sem o recebimento do comunicado formal que anuncia a indicação de Messias. 

 

Há quem defenda que o envio da mensagem é apenas uma praxe, e que não há uma norma legal que exija esse tipo de procedimento para a realização da sabatina. O que valeria seria a publicação da indicação no Diário Oficial da União, que saiu em uma edição extra em 20 de novembro de 2025, feriado da Consciência Negra. 

 

Nesta queda-de-braço com Alcolumbre, o Palácio do Planalto tenta convencer Otto Alencar a adiar a sabatina, como forma de ganhar tempo e para que Jorge Messias tenha condições de procurar os senadores e conquistar votos. Já aliados do presidente do Senado afirmam que ele não vai acolher a argumentação do Planalto e vai pressionar Otto Alencar para que a sabatina seja mesmo realizada em 10 de dezembro, reduzindo assim as chances de Messias de fazer campanha por sua indicação. 
 

Ausência de Alcolumbre e Motta indica estremecimento entre Lula e comando do Congresso Nacional
Fotos: Edu Mota / Bahia Notícias

O que foi programado para ser uma grande festa de celebração da união entre poderes para aprovação de uma nova lei que vai beneficiar milhões de brasileiros, acabou se tornando o retrato fiel do momento de ruptura entre o governo Lula e o comando das duas Casas do Congresso.

 

 

A solenidade realizada nesta quarta-feira (26) no Palácio do Planalto, para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto que aumentou a faixa de isenção do Imposto de Renda, não contou com a presença dos dois principais convidados. Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiram não comparecer ao evento, que foi organizado pelo Palácio do Planalto para ser uma grande celebração que uniria governo e Congresso Nacional. 

 

O projeto da isenção do Imposto de Renda foi aprovado por unanimidade no Senado no último dia 6 de novembro, e o presidente Lula decidiu aguardar viagens e a semana de feriado para poder reunir a maior quantidade possível de parlamentares. Do dia da aprovação do projeto até esta quarta, entretanto, a relação do governo com os presidentes da Câmara e do Senado passou por rápida deterioração. 

 

No Senado, o presidente Davi Alcolumbre se irritou com a indicação feita por Lula do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de ministro no STF. Alcolumbre trabalhou pelo nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e cortou relações com o líder Jaques Wagner (PT-BA) após a escolha de Messias. 

 

Já o presidente da Câmara cortou relações com o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ). Hugo Motta considera que o PT está por trás de campanhas em redes sociais com fortes críticas à atuação dele. 

 

No início do evento, às 11h, era baixa a presença de parlamentares. O cercadinho destinado a parlamentares não chegou a ter a metade das cadeiras ocupadas, e havia cerca de 60 parlamentares, entre deputados e senadores. 

 

Uma ala lateral do salão de eventos do Palácio do Planalto foi preparada com um telão para convidados que não conseguiram assento no espaço principal. Essa ala, entretanto, com quase 400 cadeiras, ficou quase que completamente vazia.

 

 

Anteriormente, a crise do presidente do Senado era considerada somente com o líder do governo, o senador baiano Jaques Wagner (PT), não se transferindo para Lula. Em entrevista à GloboNews na última segunda-feira, Wagner afirmou que soube que o senador estaria “chateado” com ele, mas disse desconhecer as razões.

 

“Recebi notícias de que Alcolumbre estava chateado comigo ou rompido comigo. Confesso que não sei o motivo. Sempre tentei colaborar com ele. Nesse episódio agora do Messias, houve uma chateação, mas foi uma escolha do presidente [Lula]. Eu nunca faltei com a verdade nem com o Rodrigo Pacheco, nem com Davi”, declarou.O mal-estar teria relação com a indicação de Jorge Messias para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente Lula (PT) optou pelo advogado-geral da União, contrariando setores do Congresso que defendiam o nome do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

 

Wagner disse acreditar que Lula deve conversar diretamente com Alcolumbre para dissipar o desconforto.

Pesquisa CNT/MDA: Lula vence em todos os cenários de primeiro e segundo turno, mas rejeição permanece alta
Foto: Montagem com imagens Ricardo Stuckert/Facebook/Reprodução Instagram

Apesar de ter verificado uma queda na sua aprovação em pesquisas recentes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda se mantém como o favorito para se reeleger em outubro de 2026. Foi o que revelou o levantamento da CNT/MDA divulgado nesta terça-feira (25).

 

A pesquisa traçou diversos cenários de primeiro e segundo turnos, e em todos eles o líder petista derrota os adversários colocados pela CNT. Lula também vence na pesquisa espontânea, quando o entrevistado revela o nome do seu preferido sem que seja apresentada qualquer lista.

 

Apesar de estar na frente em todas as simulações, inclusive obtendo seus melhores percentuais em disputas contra familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro, o presidente Lula apresentou uma alta rejeição. Também há um crescimento na quantidade de pessoas que dizem não votar em candidato indicado por Lula ou Bolsonaro.

 

Confira abaixo os cenários da pesquisa CNT/MDA:

 

Pesquisa espontânea

 

Lula - 32,3%
Jair Bolsonaro - 17,5%
Tarcísio de Freitas - 2,1%
Ciro Gomes - 1%
Outros - 4,4%
Branco/nulo - 9,4%
Indeciso - 33,3%

 

Rejeição espontânea

 

Jair Bolsonaro - 43%
Lula - 40,8%
Tarcísio de Freitas - 2,2%
Eduardo Bolsonaro - 1,8%
Michelle Bolsonaro - 1,8%
Ciro Gomes - 1,8%
Outros - 6,6%
Rejeita todos - 0,7%
Rejeita nenhum - 3,8%
Não sabe - 12%

 

Cenário 1 

 

Lula - 38,8%
Jair Bolsonaro - 27%
Ciro Gomes - 9,6%
Ratinho Jr. - 6,4%
Ronaldo Caiado - 4%
Romeu Zema - 2,7%
Branco/nulo - 8,5%
Indeciso - 3%

 

Cenário 2 

 

Lula - 42%
Tarcísio de Freitas - 21,7%
Ratinho Jr. - 11,8%
Romeu Zema - 5,7%
Branco/nulo - 14,7%
Indeciso - 4,1%

 

Cenário 3

 

Lula - 42,7%
Eduardo Bolsonaro - 17,4%
Ratinho Jr. - 14%
Romeu Zema - 9,6%
Branco/nulo - 13,1%
Indeciso - 3,2%

 

Cenário 4 

 

Lula - 42,7%
Michelle Bolsonaro - 23%
Ratinho Jr. - 11,4%
Romeu Zema - 8,3%
Branco/nulo - 11,7%
Indeciso - 2,9%

 

Preferência de voto

 

Lula ou apoiado por ele - 35,3%
Alguém não ligado a Lula ou Bolsonaro - 33,3%
Bolsonaro ou apoiado por ele - 27,3%
Não sabe/não respondeu - 4,1%

 

Cenários de segundo turno

 

Lula 49,2% x 36,9% Jair Bolsonaro

Lula 45,7% x 39,1% Tarcísio de Freitas

Lula 45,8% x 38,7% Ratinho Jr. 

Lula 47,9% x 33,5% Romeu Zema

Lula 46,9% x 33,7% Ronaldo Caiado

Lula 44,1% x 35,1% Ciro Gomes

Lula 49,9% x 33,3% Eduardo Bolsonaro

Lula 49,1% X 35,6% Michelle Bolsonaro

 

 

Potencial de voto

 

Lula

 

Votaria com certeza - 36,9%
Poderia votar - 14,4%
Não votaria - 47,8%

 

Jair Bolsonaro 

 

Votaria com certeza - 28,6%
Poderia votar - 9,2%
Não votaria - 60,1%

 

Tarcísio de Freitas

 

Votaria com certeza - 15,9%
Poderia votar - 23,8%
Não votaria - 35,7%
Não conhece - 24%

 

Ratinho Jr.

 

Votaria com certeza - 12,8%
Poderia votar - 25,5%
Não votaria - 34,5%
Não conhece - 26,7%

 

Eduardo Bolsonaro

 

Votaria com certeza - 15,1%
Poderia votar - 15,3%
Não votaria - 62,6%
Não conhece - 6,4%

 

No total, foram feitas 2.002 entrevistas em todas as regiões do país pela pesquisa CNT/MDA, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O ano pode até ser novo, mas a dor de cabeça do grupo do Cacique é a mesma. Enquanto isso, Card segue atirando indiretas pra ver se alguma acha o alvo certo. Mas nem só o lado do governo enfrenta um clima azedo. Mas o que me preocupa mesmo é o uso da IA. Podiam usar menos nas fotos e mais nos textos. Não custa nada... Saiba mais!

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Nicolas Maduro

Nicolas Maduro
Foto: Reprodução / Fox

"Sou inocente". 

 

Disse o líder chavista Nicolás Maduro, capturado por autoridades dos Estados Unidos em Caracas ao comparecer a um tribunal federal em Manhattan, em Nova York, dando início formal ao processo judicial em território norte-americano, que deve se estender por meses.

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O vereador André Fraga (PV) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (15). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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