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Artigos

Nelson Cadena
 A mãe da gula
Foto: Acervo pessoal

A mãe da gula

Andei revisitando os sete pecados capitais, os que o Papa Gregório I publicitou, dizem que inspirado nos oito pensamentos malignos que o monge Evágrio Póntico listou no século IV do cristianismo. Não com a intenção de corrigir meus erros, levar uma vida virtuosa. Já passei dessa fase. Alguns me parecem pecados, apenas no dia seguinte. Sei que o arrependimento é um ato de generosidade do tipo não vou pecar mais, juro! Pelo menos nesta semana. Na próxima, talvez, a depender da oportunidade. 

Multimídia

Deputado Adolfo Menezes critica gastos com cachês de artistas em festas no interior da Bahia

Deputado Adolfo Menezes critica gastos com cachês de artistas em festas no interior da Bahia
O deputado estadual Adolfo Menezes opinou sobre o uso de emendas parlamentares e a contratação de grandes atrações em cidades do interior da Bahia. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (4), o deputado afirmou ser contra o pagamento de altos valores em dinheiro em cidades pequenas. Na ocasião, ele citou como exemplo shows de cantores como Gustavo Lima e Wesley Safadão, que cobram valores superiores a R$ 1 milhão.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

lula

Pesquisa Vox Brasil com entrevistas antes do caso Vorcaro mostra Flávio à frente de Lula no 1º e no 2º turno
Foto: montagem com fotos Agências Brasil, Senado e reprodução de redes sociais

Com entrevistas realizadas antes da revelação das conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, pesquisa realizada pela Vox Brasil e divulgada nesta sexta-feira (15) mostra o pré-candidato da direita na frente de seu adversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tanto nas simulações de primeiro turno quanto em um cenário de disputa no segundo turno.

 

As entrevistas da Vox Brasil foram fechadas na última terça (12), um dia antes da matéria divulgada pelo site Intercept Brasil que caiu como uma bomba no meio político brasileiro, com a exposição de áudios e prints que mostram Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Vorcaro para custear o filme “Dark Horse”, que fala da trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

 

De acordo com a Vox, na simulação de segundo turno, o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, tem 43,8% das intenções de voto. Já o presidente Lula teria 40,2%, o que não configuraria empate técnico, já que a margem de erro da pesquisa é de 2,15 pontos percentuais.

 

Confira abaixo os resultados dos quatro cenários de segundo turno auferidos pela Vox em sua pesquisa:

 

Flávio Bolsonaro 43,8 x 40,2% Lula

Lula 44,4% x 26,2% Renan Santos

Lula 43,1% x 34,3% Romeu Zema

Lula 42,9% x 32,5% Ronaldo Caiado

 

Em relação ao primeiro turno, a Vox Brasil questionou seus entrevistados apresentando duas listas, e em um delas aparecia o nome do ex-governador Ciro Gomes, do PSDB. Ciro, entretanto, anunciou na última segunda (11) que não será candidato a presidente, preferindo concorrer ao governo do Ceará. 

 

Na simulação do instituto em primeiro turno, o senador Flávio Bolsonaro aparece pela primeira vez na liderança da corrida presidencial. Confira abaixo o cenário da Vox Brasil sem a inclusão do nome de Ciro Gomes. 

 

Flávio Bolsonaro (PL) - 37,8%
Lula (PT) - 35,1%
Romeu Zema (Novo) - 4,5%
Ronaldo Caiado (PSD) - 4,3%
Renan Santos (Missão) - 1,8%
Augusto Cury (Avante) - 0,8%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 0,5%
Aldo Rebelo (DC) - 0,2%
Nenhum/branco/nulo - 0,5%
Não sabe - 6,5%

 

No campo da rejeição aos candidatos a presidente, o quadro apurado pela pesquisa Vox é o seguinte:

 

Lula - 54,1%
Flávio Bolsonaro - 39,3%
Romeu Zema - 22,4%
Ronaldo Caiado - 18,5%
Ciro Gomes - 15,5%
Aldo Rebelo - 14,5%
Cabo Daciolo - 13,3%
Renan Santos - 11,1%
Augusto Cury - 10,3%
Não rejeita nenhum - 2,1%
Não sabe - 6,3%

 

A pesquisa entrevistou 2.100 pessoas de 9 a 12 de maio de 2026. A margem de erro é 2,15% pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-02423/2026 . O estudo custou R$ 50.000 e foi pago com recursos próprios.
 

Flávio ganhou cinco vezes mais seguidores que Lula nos últimos dois meses, mas caso Vorcaro pode mudar cenário
Foto: montagem com imagens de Edu Mota e Agência Senado

A crise que se instalou na pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a revelação de seus diálogos com o banqueiro Daniel Vorcaro pode vir a estancar o bom desempenho que ele vinha obtendo em seus perfis oficiais nas diversas plataformas de redes sociais. Levantamento realizado pelo Bahia Notícias mostra que o candidato da direita brasileira cresceu pelo menos cinco vezes mais nas redes do que seu adversário direto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nos últimos dois meses. 

 

Neste levantamento atual, o BN comparou os números de agora com pesquisa feita em 17 de março que mostra a quantidade de seguidores de Lula e de Flávio Bolsonaro nas principais plataformas de redes sociais. Foram considerados, para essa totalização, os perfis oficiais dos dois candidatos no Instagram, no Facebook, no X, no Youtube, no Threads, no TikTok e na rede BlueSky (Flávio não tem conta nesta plataforma). 

 

Em março, o presidente Lula tinha um total de 40,975 milhões de seguidores distribuídos pelas plataformas listadas acima. Já o senador Flávio Bolsonaro totalizava 19,575 milhões nas mesmas plataformas de redes. 

 

A contabilização feita pelo BN nesta sexta-feira (15) revela que Fávio Bolsonaro ganhou perto de três milhões de novos seguidores nos últimos dois meses. Já Lula viu sua quantidade de seguidores aumentar em algo próximo a 500 mil no mesmo período.

 

Confira abaixo a quantidade de seguidores de dois principais candidatos a presidente, e entre parênteses, o número que eles tinham em cada rede no levantamento do BN de março deste ano.

 

Lula

 

Instagram - 14,5 milhões (14,5)

Facebook - 6,2 milhões (6,1)

X - 10,2 milhões (10,1)

Threads - 3,1 milhões (3,1)

Blue Sky - 295,6 mil (295,3)

TikTok - 5,5 milhões (5,3)

Youtube - 1,6 milhão (1,58)

Total: 41,395 milhões (40,975)

 

Flávio Bolsonaro

 

Instagram - 10,3 milhões (8,2)

Facebook - 3,4 milhões (3,2)

X - 3,7 milhões (3,6)

Threads - 2,3 milhões (2)

TikTok - 2 milhões (1,8)

Youtube - 804 mil (0,3)

Total: 22,504 milhões (19,575)

 

Os números demonstram que o presidente Lula ainda mantém uma larga distância do seu adversário na quantidade total de seguidores, com 41,3 milhões contra 22,5 milhões de Flávio Bolsonaro. Essa distância, entretanto, diminuiu do mês de março para cá, mas as revelações desta semana sobre o pedido de dinheiro do senador do PL ao dono do Banco Master podem acabar refreando o crescimento que vinha sendo obtido pelo senador do PL, principalmente no Instagram. 
 

Lula critica compra de navios chineses pela Vale e defende indústria nacional
SEAUD/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta quinta-feira (14) a decisão da Vale de adquirir navios produzidos na China em vez de embarcações fabricadas no Brasil. Segundo o petista, a medida prejudica a geração de empregos e o desenvolvimento industrial no país.

 

“Não tem sentido a gente fazer esforço em estaleiro brasileiro e que a Vale esteja gerando emprego na China. Produzir navios seria mais caro, mas estaríamos trazendo conhecimento tecnológico e mão de obra qualificada”, afirmou Lula durante visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia, em Camaçari.

 

O presidente disse que pretende conversar com o presidente da companhia, Gustavo Pimenta, sobre o assunto. Para Lula, mesmo que a produção nacional tenha custo maior, o investimento ajudaria a ampliar o conhecimento tecnológico e a qualificação da mão de obra brasileira.

 

Durante o evento, o petista também defendeu o fortalecimento da indústria nacional e criticou privatizações realizadas em governos anteriores. Lula ainda afirmou que a Petrobras deveria recomprar ativos vendidos nos últimos anos, desde que os valores sejam considerados adequados pela estatal.

Lula defende restrição de IA nas eleições e diz que campanhas precisam ser feitas por candidatos “de carne e osso”
SEAUD/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (14) a criação de medidas para restringir o uso de inteligência artificial nas eleições brasileiras. A declaração foi dada durante evento do programa Minha Casa, Minha Vida, em Camaçari, na Bahia.

 

Ao lado dos senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PT), Lula sugeriu que o Congresso discuta uma proposta legislativa sobre o tema e afirmou que campanhas eleitorais devem priorizar o contato direto entre candidatos e eleitores. “Na eleição, as pessoas têm que votar numa coisa verdadeira, de carne e osso. As pessoas não podem votar numa mentira”, disse.

 

O presidente também afirmou que o uso da inteligência artificial na política pode favorecer a disseminação de desinformação e ataques durante o período eleitoral. “Fiquei pensando o que a gente pode fazer para proibir em época de eleição usar inteligência artificial na política. Isso vai servir aos mentirosos”, declarou.

 

Durante o discurso, Lula elogiou as regras aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral para as eleições deste ano. A resolução da Corte proíbe a divulgação de conteúdos produzidos por inteligência artificial nas 72 horas antes e 24 horas após a votação, além de exigir identificação em materiais manipulados digitalmente.

Oliver Stone nega ligação de filme sobre Lula com ex-dono do Banco Master
Reprodução/Instagram @officialoliverstone

O diretor norte-americano Oliver Stone negou que o documentário “Lula”, lançado em 2024, tenha recebido qualquer tipo de financiamento do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A manifestação ocorreu após a divulgação de mensagens e áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e Vorcaro sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Em nota à Folha de São Paulo, os produtores do documentário afirmaram que não houve “quaisquer recebimentos de recursos, investimentos, patrocínios ou contribuições” ligados a Vorcaro, ao Banco Master ou empresas associadas ao empresário. A equipe também informou que poderá adotar medidas judiciais contra informações consideradas falsas.

 

O filme dirigido por Stone e Rob Wilson retrata a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com foco no período entre a prisão do petista, em 2018, e a volta ao Palácio do Planalto em 2022.
 

VÍDEO: Lula evita comentar mensagens entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro: "Eu não vou comentar um caso de polícia"
Foto: Wallison Breno/PR

O presidente Lula (PT) esteve no Polo Petroquímico de Camaçari, onde visitou a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), nesta quinta-feira (14). Durante o discurso, Lula foi questionado sobre o vazamento de mensagens entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso no caso do Banco Master. O presidente se negou a falar sobre o tema.

 

 

“Eu não vou comentar um caso de polícia. Não sou policial, não sou procurador-geral. O caso dele é de polícia. Tem algum delegado aqui? Não tem. Vá na 1ª Delegacia da Polícia Federal e pergunte como vai ser tratado o caso dele. O meu caso é tratar do povo brasileiro, é tratar da Petrobras e tratar do emprego”, disse.

 

Relembre o caso

 

A fala se refere a uma reportagem publicada pelo site The Intercept Brasil, que revelou a existência de negociações entre Vorcaro e Flávio. Segundo a apuração, o banqueiro se comprometeu a repassar um total de 24 milhões de dólares (cerca de R$ 134 milhões na cotação da época) para financiar a cinebiografia “Dark Horse”, que retrata de modo narrativo a trajetória de Jair Bolsonaro.

 

O banqueiro teria repassado R$ 61 milhões a Flávio, em seis operações realizadas entre os meses de fevereiro e maio de 2025. Em um dos áudios revelados, Flávio cobra parte do pagamento ao banqueiro, alegando temer não conseguir arcar com os custos da produção.

 

“Se você puder me dar um toque, uma posição, porque a gente precisa saber o que faz, porque eu já tenho muita conta pra pagar esse mês e no mês seguinte. Agora que é a reta final, a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos, porque senão a gente perde tudo em contrato, perde ator, perde diretor, perde equipe, perde tudo. Podendo nos dar um toque aí irmão”, completou Flávio.

 

Os registros obtidos incluem um cronograma de desembolso, um comprovante bancário e cobranças relacionadas às parcelas previstas para a produção. A negociação teve como intermediários o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e o deputado federal Mário Frias (PL).

 

Flávio Bolsonaro confirmou o contato e disse que a conversa mostra “um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai”. O senador ainda afirmou que conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, antes das acusações sobre o caso do Banco Master.

 

“O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, disse.

VÍDEO: Lula chega na Bahia para cumprir agenda e realizar entrega em Camaçari
Foto: Márcia Espíndola / GOVBA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou na Bahia, na manhã desta quinta-feira (14), para cumprir agenda na cidade de Camaçari, Região Metropolitana de Salvador (RMS). Na cidade, Lula entrega 384 unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), do Residencial Verdes Horizontes I e II. O investimento total foi de R$ 65 milhões, recursos do Novo PAC. 

 

Além disso, o petista visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), na Rua Eteno, 2198, Polo Petroquímico, na tarde desta quinta. A unidade teve a produção reiniciada em janeiro de 2026, após investimento de R$ 100 milhões, e tem capacidade para produzir 1,3 mil toneladas diárias de ureia, o equivalente a cerca de 5% da demanda nacional. 

 

O chefe do planalto foi recebido na cidade pelo governador da Bahia Jerônimo Rodrigues, pelos senadores Otto Alencar e Jaques Wagner e ex-ministros da Casa Civil, Rui Costa. 

 

“Bem-vindo à Bahia, presidente Lula. Recebendo o presidente Lula para mais uma agenda importante, ao lado do time que trabalha pela Bahia e segue cuidando da nossa gente com parceria, diálogo e compromisso”, disse Rodrigues nas redes sociais. 

Messias, que saiu de férias antes de decidir se fica no governo, não foi aplaudido por Alcolumbre durante homenagem
Foto: Reprodução Youtube

Após participar, na noite desta terça-feira (12), da posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, o advogado-geral da União, Jorge Messias, decidiu tirar férias. O período de recesso será de 12 dias, a contar desta quarta (13), e só depois, no seu retorno, ele deve decidir se continua ou não no governo. 

 

Jorge Messias vinha avaliando sua continuidade na Esplanada dos Ministérios após ter tido sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitada pelo Senado. O desgaste com a rejeição, a primeira de um indicado ao STF em 132 anos, levou o advogado da União até mesmo a esboçar um pedido de demissão ao presidente Lula, no dia da votação no Senado.

 

Naquela noite, Jorge Messias foi aconselhado a “esfriar a cabeça” por Lula, que pediu ainda para que ele reconsiderasse a decisão. Depois das férias em família, a tendência é que Messias continue à frente da AGU. 

 

Dentro do governo, houve quem sugerisse que Lula indicasse Jorge Messias para o Ministério da Justiça. Depois do lançamento do novo plano para a área de segurança pública do governo, nesta terça, em que o atual ministro da Justiça, o baiano Wellington César Lima e Silva, obteve protagonismo, essa opção parece estar por enquanto descartada. 

 

Durante a posse do ministro Kássio Nunes, Jorge Messias recebeu uma homenagem durante a fala do presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, que o chamou de “querido amigo” e puxou uma salva de palmas da plateia. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), acusado de ter atuado para barrar a indicação de Messias, não aplaudiu o advogado-geral da União.
 

Depois da revogação da taxa das blusinhas, internautas exigem que governadores zerem o ICMS estadual
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Um dia depois da decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de revogar, por medida provisória, o imposto de importação de 20% cobrado sobre compras de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”, internautas agora exigem que os governos estaduais cortam também o ICMS cobrado sobre produtos adquiridos em plataformas internacionais. 

 

Com o volume de comentários em toda a manhã desta quarta-feira (13), o tema “ICMS” chegou ao topo dos trending topics da rede X. A grande maioria dos internautas que estão se manifestando vem criticando governadores por não cortarem ou mesmo zerarem o imposto estadual. 

 

“Estamos vendo a direita - que se diz contra impostos - indignada com Lula zerando a taxa das blusinhas, mas caladinha sobre os governadores (maioria de direita) que mantém o ICMS (imposto estadual) sobre essas importações”, afirma um usuário da rede X, em comentário na mesma linha de muitos outros feitos nesta manhã.

 

A provocação aos governadores para redução do ICMS estadual também vem sendo feita por parlamentares. Foi o caso do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que em postagem nas redes sociais, questionou especificamente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). 

 

“Eu desafio o governador Tarcísio de Freitas, tem que zerar o ICMS. Tarcísio, você vai zerar o ICMS estadual?”, questionou o deputado petista. 

 

Além dos pedidos de revogação do ICMS estadual, há na rede X quem critique o presidente Lula por não retirar a cobrança do imposto estadual. Internautas da Bahia também fazem apelos ao governador Jerônimo Rodrigues para zerar o imposto no estado.
 

Presidente da CNI diz que fim da "taxa das blusinhas" é um retrocesso que resultará na perda de empregos
Foto: Iano Andrade / CNI

A revogação, pelo governo Lula, do imposto de importação de 20% cobrado sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”, resultará na perda de empregos e impactará principalmente as micro e pequenas empresas brasileiras. A afirmação foi feita nesta quarta-feira (13) pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban. 

 

Em nota à imprensa, o presidente da CNI avalia que o fim da cobrança do imposto será prejudicial à indústria brasileira e ao desenvolvimento econômico do país. Alban disse também que mais do que uma simples mudança tributária, a decisão do governo federal de extinguir a “taxa das blusinhas” representa uma vantagem concedida a indústrias estrangeiras em detrimento do setor produtivo nacional.

 

“Permitir a entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro”, afirma o presidente da CNI.

 

A revogação da taxa foi formalizada com a assinatura, pelo presidente Lula, de uma medida provisória, além de ter sido editada uma portaria do Ministério da Fazenda. Segundo o governo, a isenção entrou em vigor já nesta terça (12), e com isso a tarifa já não pode mais ser cobrada.

 

Na avaliação feita por Ricardo Alban, a retomada da isenção de produtos estrangeiros, enquanto os nacionais permanecem tributados, fere um princípio básico da isonomia e da coerência econômica. 

 

“Um sistema que penaliza a produção interna desestimula investimentos, reduz a competitividade e enfraquece a indústria. Em um cenário global marcado por disputas comerciais e por políticas de proteção econômica, é contraditório que o Brasil abra mão de instrumentos mínimos de equilíbrio concorrencial”, disse o dirigente. a Alban.

 

A CNI argumenta ainda que a decisão do governo Lula representaria um retrocesso, já que, segundo a entidade, a instituição da “taxa das blusinhas” havia sido uma conquista para a indústria e o comércio nacional. Estudo recente da entidade revela que a cobrança do imposto impediu a entrada de R$ 4,5 bilhões em produtos importados no Brasil, redução que teria ajudado a preservar mais de 135 mil empregos e quase R$ 20 bilhões na economia brasileira.

 

“Fica claro que o objetivo dessa taxação quando criada não foi tributar o consumidor, mas proteger a economia. A medida anunciada hoje vai na contramão do bom senso, pois tornar a indústria brasileira competitiva é primordial para que possamos manter empregos e gerar renda. Não somos contra as importações. Elas são bem-vindas e aumentam a competitividade, mas é preciso que entrem no Brasil em condições de igualdade”, completou o presidente da CNI, Ricardo Alban. 
 

Maioria da população avalia que encontro de Lula com Trump foi positivo e que ele saiu fortalecido, mostra Quaest
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula saiu mais forte após encontro com o líder norte-americano Donald Trump, que ocorreu na semana passada na Casa Branca. Para 43% dos entrevistados pela Genial/Quaest, essa foi a impressão ao final da reunião entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, conforme revelou a pesquisa divulgada nesta quarta-feira (13).

 

Ainda sobre o encontro, outros 26% dos entrevistados disseram que Lula saiu mais fraco após a conversa com Donald Trump. Para 13%, o presidente brasileiro ficou igual, e 18% não souberam ou não quiseram responder.

 

Veja abaixo outros questionamentos da Genial/Quaest a respeito do encontro entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos.

 

  • A reunião com Trump foi mais positiva ou mais negativa para Lula?

 

Mais positiva - 37%
Nem positiva, nem negativa - 6%
Mais negativa - 20%
Não sabe/não respondeu - 37%

 

  • Lula teve postura mais dura ou mais amigável na reunião com Trump?

 

Dura - 13%
Amigável - 56%
Nem dura, nem amigável - 3%
Não sabe/Não respondeu - 28%

 

  • Reunião de Lula com Trump na Casa Branca é bom ou ruim para o Brasil?

 

Bom para o Brasil - 60%
Nem bom, nem ruim - 10%
Ruim para o Brasil - 18%
Não sabe/não respondeu - 12%

 

  • Para você, qual a relação que o presidente do Brasil deve ter com os Estados Unidos?

 

Aliado - 56%
Independente - 29%
Opositor - 6%
Não sabe/Não respondeu - 9%

 

A Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 8 e 11 de maio, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

 

A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03598/2026.
 

Genial/Quaest: Lula se recupera e ultrapassa Flávio Bolsonaro na simulação de segundo turno; Confira a pesquisa
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

A mais nova pesquisa da Genial/Quaest sobre as eleições nacionais de outubro deste ano, divulgada nesta quarta-feira (13), revelou mudanças tanto na simulação de primeiro turno quanto na disputa do segundo turno: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve a dianteira no primeiro turno e voltou a aparecer na frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na avaliação sobre o segundo turno, embora a situação seja de empate técnico.

 

Desde que o nome de Flávio Bolsonaro começou a ser testado na pesquisa Genial/Quaest, Lula manteve a liderança nas simulações de segundo turno até que ambos chegaram empatados no levantamento de março. Na pesquisa seguinte, em abril, Flávio Bolsonaro já liderava, com 42% a 40%.

 

Agora na pesquisa deste mês de maio, o presidente Lula teve uma pequena recuperação e retornou a 42%, ficando à frente do senador do PL, que marcou 41%. Os números configuram empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. 

 

Confira abaixo as simulações de disputa no segundo turno:

 

Lula 42% x 41% Flávio Bolsonaro

Lula 44% x 37% Romeu Zema

Lula 44% x 35% Ronaldo Caiado

Lula 45% x 28% Renan Santos

 

Já no cenário de primeiro turno colocado pela Genial/Quaest aos entrevistados, o presidente Lula segue na liderança acima da margem de erro. A diferença dessa pesquisa para a que foi divulgada em abril é a melhora de Lula, que ganhou dois pontos percentuais, e a piora de Flávio Bolsonaro, que caiu um ponto.

 

Veja abaixo o cenário único de primeiro turno:

 

Lula (PT) - 39%
Flávio Bolsonaro (PL) - 33%
Ronaldo Caiado (PSD) - 4%
Romeu Zema (Novo) - 4%
Renan Santos (Missão) - 2%
Augusto Cury (Avante) - 1%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 1%
Samara Martins (UP) - 1%
Aldo Rebelo (DC) - 0%
Hertzs Dias (PSTU) - 0%
Indecisos - 5%
Branco/Nulo/Não vai votar - 10%

 

Assim como foi verificado nas simulações de primeiro e segundo turno, o presidente Lula também teve melhora em seus números na pesquisa espontânea, na qual os entrevistados respondem sem verem qualquer lista com nomes. Veja abaixo como ficou o cenário de respostas espontâneas.

 

Lula - 22%
Flávio Bolsonaro - 14%
Outros - 5%
Jair Bolsonaro - 2%
Indecisos - 57%

 

Outro dado que mostrou o presidente Lula se saindo melhor do que o senador Flávio Bolsonaro foi na rejeição. Lula, que em abril era rejeitado por 55% em abril, viu esse índice cair para 53% agora em maio. Já o candidato do PL, que tinha 52% de rejeição no mês passado, agora viu esse indicador subir para 54%, ficando acima do que foi registrado pelo seu principal adversário.

 

A Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 8 e 11 de maio, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

 

A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03598/2026.
 

Lula registra 49% de rejeição e sobe em popularidade desde março, afirma Quaest
Foto: Wallison Breno/PR

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, é aprovado por cerca de 49% dos eleitores e aprovado por outros 46%. Pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (13), mostra que, com estes índices, o presidente aumentou sua popularidade e diminuiu a rejeição desde março. 

 

Na pesquisa de abril, 52% desaprovavam o governo e 43% aprovavam; em março, a rejeição chegava a 51% e a aprovação era apenas de 44%. O levantamento de maio foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-03598/2026.

 

Veja os números:

  • Desaprova o governo: 49% (eram 52% em abril e 51% em março);
  • Aprova: 46% (eram 43 em abril e 44% em março);
  • Não sabe/não respondeu: 5% (eram 5% em abril e em março).

 

A pesquisa ocorre em um cenário em que restam cinco meses para a eleição, onde o presidente Lula tenta melhorar seus índices. No começo do mês, o governo lançou o programa "Desenrola 2.0", para renegociação de dívidas com uso do FGTS, um novo programa de combate ao crime organizado e retirou a “taxa da blusinhas” em compras importadas de até U$50.

 

DADOS DO ELEITORADO
Entre as mulheres, 44% desaprovam e 48% aprovam o governo. Nesse público, em abril, o índice de desaprovação era de 49%, e o de aprovação era de 45%. O eleitorado feminino é considerado fundamental na disputa presidencial.

 

Já entre os brasileiros de 16 a 34 anos, 55% desaprovam e 41% aprovam. Em abril, o percentual era de 56% de desaprovação e 40% de aprovação.

 

O Nordeste ainda é a região em que Lula tem a maior aprovação, de 63% (eram 63% em abril e 65% em março). Nas demais regiões, a desaprovação é mais alta: Sudeste (54%), Sul (61%) e Centro-Oeste/Norte (52%).

 

Entre os católicos, a desaprovação era de 46% em abril e marca 42% agora. A aprovação, que estava em 49% no mês passado, neste mês é de 55%. A desaprovação entre os evangélicos saiu de 61% em março para 65% neste mês, uma variação de 3 pontos percentuais. As informações são do g1. 

Lula assina MP que zera imposto sobre compras internacionais de até US$ 50
Wallison Breno/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira (12) uma Medida Provisória (MP) que elimina a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50, medida que ficou conhecida como “taxa das blusinhas”. A MP deve ser publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União ainda nesta terça.

 

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, a decisão foi possível após ações de combate ao contrabando e maior regularização do comércio eletrônico internacional nos últimos anos. “O contrabando, que era uma marca presente nesse setor, foi eliminado. Agora, o setor regularizado vai poder usufruir dessa isenção sobre esses produtos”, afirmou.

 

A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, destacou que as compras de baixo valor não envolvem apenas roupas. “Não é só roupa. Há um conjunto de outros bens que são comprados, todos de valor pequeno”, disse.

 

A cobrança do imposto entrou em vigor em agosto de 2024 dentro do programa Remessa Conforme, criado para ampliar a fiscalização das compras internacionais e reduzir fraudes no setor.

Após derrota de Messias no STF e distanciamento de Lula, Alcolumbre falta a evento do governo
Foto: Seaud/PR

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não participou do lançamento do programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, realizado nesta terça-feira (12), no Palácio do Planalto, apesar de ter sido convidado pelo governo federal.

 

A ausência ocorre em meio ao agravamento da crise entre Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após a rejeição da indicação do ministro Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.

 

Já o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), participou da cerimônia, discursou e circulou ao lado de Lula. O gesto foi interpretado por aliados do Planalto como uma tentativa de preservar a relação institucional entre o governo e a Câmara.

 

Apesar da ausência no evento, Alcolumbre deve se encontrar com Lula ainda nesta terça, durante a posse do ministro Kássio Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral.

 

A assessoria de Alcolumbre informou apenas que o senador cumpriu “agenda institucional da Presidência do Senado” pela manhã e, em seguida, participaria da sessão plenária da Casa. A equipe, no entanto, não detalhou quais compromissos motivaram a ausência no evento no Planalto.

 

Segundo informações do Globo, nos bastidores, a ausência foi interpretada por integrantes do governo como mais um sinal do distanciamento entre Lula e o presidente do Senado.

 

Segundo relatos de senadores, Alcolumbre atuou diretamente contra a indicação de Jorge Messias ao STF e defendia, de forma reservada, o nome do senador Rodrigo Pacheco para a vaga na Corte. A derrota do Planalto foi vista no Congresso como uma demonstração de força política de Alcolumbre diante do governo federal.

Lula lança plano de combate ao crime e diz aguardar aprovação de PEC para criar Ministério da Segurança Pública
Foto : Cadu Gomes/VPR

Um programa que busca construir pontes com os estados para combater as facções criminosas e as milícias não apenas nas comunidades e na periferia, mas também o crime organizado que atua a partir de endereços chiques por “engravatados que estão tomando uísque e zombando da nossa cara”. Em resumo, essa foi a definição dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao programa “Brasil contra o Crime Organizado”, apresentado nesta terça-feira (12) em solenidade no Palácio do Planalto.

 

O novo plano contará com um orçamento de cerca de R$ 11 bilhões e se fundamenta em quatro pilares de combate ao crime: asfixia financeira das organizações; promoção do padrão de segurança máxima no sistema prisional; ampliação das taxas de esclarecimento de homicídios; enfrentamento ao tráfico de armas, munições e explosivos.

 

“Esse ato de hoje não é apenas a criação de um programa. É mais do que isso. O que estamos fazendo aqui hoje é um sinal para a gente dizer ao crime organizado que eles, em pouco tempo, não serão mais donos de nenhum território. Esse território será devolvido ao povo brasileiro de cada cidade e de cada estado”, disse Lula na sua fala na solenidade. 

 

“Esse progama está permitindo que a gente possa combater o crime desde a esquina até o andar de cima do prédio mais alto, para que a gente possa dizer ao mundo que muitas vezes o criminoso não é o pobre, não é o negro, não é o desempregado. Muitas vezes o responsável está no andar de cima de um prédio, é o engravatado que está no andar de cima, tomando uísque e zombando da nossa cara”, explicou o presidente.

 

No início da sua fala, o presidente Lula da Silva disse que o seu governo criará Ministério da Segurança após aprovação da PEC da Segurança Pública pelo Senado. O projeto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e no momento se encontra paralisado no Senado.

 

“O dia que o Senado aprovar a PEC da Segurança, nos próximos dias, nós criaremos Ministérios da Segurança Pública nesse país”, afirmou Lula.

 

“Sempre recusei aprovar o ministério enquanto não tiver decidido o papel do governo federal. Na Constituição de 1988, passamos muita responsabilidade para os estados e, agora, sentimos a necessidade que o governo federal participe ativamente, com critério, sem ocupar espaço de governadores, mas, se não trabalhar junto, a gente não consegue vencer”, completou o presidente.

 

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não compareceu à solenidade. Já o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), elogiou o programa do governo e afirmou que, sob sua gestão, a Casa aprovou cerca de 50 projetos de lei relativos à segurança pública. Motta também lembrou da PEC da Segurança Pública e do PL Antifacção, este já promulgado, outras iniciativas do Planalto.

 

Quem também se pronunciou durante a solenidade foi o vice-presidente Geraldo Alckmin, que afirmou que quem deve portar armas é a polícia, que é profissional. Alckmin também aproveitou para criticar o governo anterior, de Jair Bolsonaro.

 

Segundo o vice-presidente, na administração anterior, a única política de segurança pública era distribuir armas para a população.

 

“Cerca de 73% das mortes violentas, intencionais, é por arma de fogo. O feminicídio é arma de fogo. Quanto mais a gente deixar na rua a polícia, melhor será a solução. Parabéns pelo trabalho”, disse Alckmin, sobre o lançamento do novo programa do governo.

 

Geraldo Alckmin disse ainda que o governo Lula já apreendeu R$ 22 bilhões em ativos ligados ao crime em três anos. Alckmin, que já foi governador de São Paulo em quatro ocasiões, lembrou que quatro dos cinco presídios federais de segurança máxima foram construídos nos governos do presidente Lula.

 

O novo programa de segurança pública do governo federal foi detalhado na cerimônia pelo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. O ministro explicou como vai funcionar na prática o combate ao crime a partir dos quatro pilares nos quais se sustenta o plano.

 

O ministro explicou, por exemplo, que a área de asfixia financeira é a que mais vai receber recursos federais neste ano: R$ 388,9 milhões. O programa prevê ações mensais coordenadas das FICCOs estaduais e a compra de softwares para a extração de dados de celulares. 

 

Também está prevista, segundo Wellington, a ampliação da prática de alienação antecipada (antes de decisão definitiva da Justiça) de bens apreendidos que estejam ligados ao crime organizado.

 

No caso dos presídios, a ação do governo federal consiste em equipar 138 cadeias nos estados com a compra de drones, kits para varreduras equipamentos de raio X e scanners corporais, detectores de metal, sistemas de câmeras, bloqueadores de sinal de celular e veículos.

 

De acordo com o ministro da Justiça, a intenção é “aproximar o padrão de vigilância e segurança dos presídios estaduais do sistema penitenciário nacional”. Do valor total destinado ao programa neste ano pelo governo federal, os presídios vão receber R$ 330,6 milhões.

 

Para o eixo de esclarecimentos de homicídios, a verba federal é de R$ 201 milhões. Estão contempladas medidas de qualificação de investigadores e peritos, além da compra de equipamentos para os Institutos Médico-Legais (IMLs), como viaturas refrigeradas para o transporte de corpos, mesas de necropsia, mesas ginecológicas, comparadores balísticos, equipamentos de DNA, kits de coleta e amplificação de material biológico, armários deslizantes, etc.
 

Ministro da Justiça detalha ações contra o crime organizado e pede união dos estados para combater facções e milícias
Foto : Cadu Gomes/VPR

Durante a solenidade desta terça-feira (12) no Palácio do Planalto, para apresentação do programa “Brasil contra o Crime Organizado”, o ministro da Justiça, o baiano Wellington César Lima e Silva, apresentou os conceitos básicos do plano que está sendo implementado pelo governo federal. Na cerimônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz a assinatura de um decreto e de quatro portarias para regulamentar a atuação governamental.

 

O ministro da Justiça detalhou como vai funcionar o novo programa do governo, que terá que é estruturado em quatro pilares básicos de ação: asfixia financeira do crime organizado; reforço na segurança no sistema prisional; aumento das taxas de esclarecimentos de homicídios; e enfrentamento ao tráfico de armas.

 

“Todos serão testemunhas do quão inteligente, racional e adequado é esse plano”, disse o baiano Wellington César Lima e Silva. 

 

O plano foi elaborado, segundo o ministro da Justiça, a partir de um diagnóstico de que o crime organizado sustentam o seu poder sobre esses quatro pilares fundamentais. Para o ministro, é a articulação entre esses eixos que produz o impacto real na sociedade, e não a atuação isolada de cada um, e, portanto, a ideia é oferecer uma resposta estruturada do Estado para combater as facções e milícias a partir desses quatro pilares.

 

Wellington César Lima e Silva detalhou na cerimônia os quatro pilares de combate ao crime e os quatro eixos de resposta:

 

  • Lucro - Combater os fluxos financeiros e lavagem de dinheiro;
  • Poder armado - impedir o mercado ilegal de armas;
  • Violência letal - Solucionar homicídios sem resposta;
  • Comando das prisões - Impedir que líderes comandem ações de dentro dos presídios.

 

O ministro Wellington destacou ainda que o pacote de medidas prevê um investimento direto de R$ 1,06 bilhão do Orçamento de 2026 e mais R$ 10 bilhões através de empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aos estados que aderirem. 

 

Do total de investimentos previstos, R$ 1,06 bilhão será de recursos da União, distribuídos entre: R$ 388,9 milhões para ações de asfixia financeira; R$ 330,6 milhões para o eixo do sistema prisional; R$ 201 milhões para esclarecimento de homicídios; R$ 145,2 milhões para ações de enfrentamento ao tráfico de armas.

 

“Isso aqui é fruto de um trabalho de equipe, muito sério, de muita articulação, de muito diálogo com todos os atores que estão aqui, e sem dúvida nenhuma, teremos resultados muito importantes contando com a participação de cada um, porque o risco na esquina, a vulnerabilidade de um ente querido, a vulnerabilidade do patrimônio diz respeito a todos, então o governo federal está cumprindo um papel como nunca antes foi possível viabilizar, induzindo essa medida estruturante”, argumentou o ministro da Justiça.

 

No final de sua fala, o ministro da Justiça fez um apelo aos agentes públicos para que participem do programa e contribuam com as iniciativas, principalmente nos estados. Wellington afirmou que o plano não é do governo federal, e sim do Brasil.

 

“É fundamental que cada um dos agentes de segurança pública tome o plano como seu. O programa é do Brasil, o programa não é só do governo federal. O programa é de cada um dos cidadãos, para que possamos viver sem medo, com muita paz e dominando o território brasileiro e devolvendo ele ao cidadão”, concluiu o ministro da Justiça. 

 

A cerimônia de lançamento conta com a participação do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), assim como do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não compareceu. 
 

Pouco mais de um mês após última visita, Lula retorna à Bahia para entregar moradias em Camaçari
Foto: Ednei Cunha / Bahia Notícias

Cerca de 40 dias depois de sua última passagem na Bahia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), estará em terras baianas por mais uma vez. Depois de cumprir agenda na capital baiana para assinar a ordem de serviço da obra de ampliação do metrô de Salvador até o bairro do Campo Grande, no Centro Histórico, o petista visitará a Região Metropolitana em uma nova missão. 

 

Desta vez, Lula deve visitar Camaçari para entregar 384 apartamentos do Minha Casa, Minha Vida, no Residenciais Verdes Horizontes I e II. Conforme informações obtidas pelo Bahia Notícias, nesta terça-feira (12), o chefe do Planalto estará no município na próxima quinta-feira (14), em evento marcado para às 8h, inicialmente. 

 

A ida do presidente para o município é a segunda em menos de um ano. Em outubro de 2025, o presidente já tinha visitado a cidade para a inauguração oficial da fábrica BYD, fabricante chinesa de veículos.

 

A unidade estava ativa desde julho deste ano, quando os primeiros veículos montados em solo baiano foram apresentados, na modalidade SDK. Além de pousar em solo baiano no mês de abril, Lula participou em fevereiro de eventos como o aniversário do PT, a entrega de ambulâncias do Samu e o Carnaval de Salvador.

Pesquisa Futura/Apex: 57% dos brasileiros dizem ser a favor do impeachment de um ministro do STF
Fotos: Gustavo Moreno/STF

Em um dos recortes da pesquisa Futura/Apex divulgada nesta segunda-feira (11), os entrevistados responderam a um questionamento sobre um eventual processo de impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Um total de 57% disse ser a favor do impeachment, sem citação de nenhum ministro particularmente.

 

O recorte mostrou ainda que 27,2% se posicionaram contra o processo de impeachment de algum ministro do STF. Outros 15,9% disseram não saber ou não ter opinião.

 

Na avaliação dos poderes, todos os três possuem mais desaprovação do que aprovação às suas atividades. O Congresso Nacional foi o poder com desaprovação mais alta, de 60,1% (com aprovação de 26,1%. Na sequência vem o STF, com desaprovação de 54,3% (contra aprovação de 33,9%) e depois a presidência da República, com 51,8% de percentual de desaprovação e 44,9% de aprovação.

 

Em relação à anistia aos presos e condenados pelos atos de 8 de janeiro e por tentativa de golpe, 37% afirmaram ser contra a concessão desse tipo de benefício. Outros 31,5% se colocaram a favor da anistia aos presos do 8 de janeiro, e 20,3% disseram não saber.

 

O levantamento foi realizado pela Futura/Apex de 4 a 8 de maio de 2026. Foram entrevistadas 2.000 pessoas com 16 anos ou mais no Brasil. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o código: BR-03678/2026.
 

Flávio encosta em Lula no 1º turno e lidera com distância maior no 2º turno, revela pesquisa Futura/Apex
Foto: montagem (Marcelo Camargo/Agência Brasil/Waldemir Barreto/Agência Senado)

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (11) pela Futura/Apex mostrou o pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reduzindo a distância para o líder nas simulações de primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas abrindo uma distância maior no cenário de segundo turno.

 

Na simulação de primeiro turno, o presidente Lula lidera, mas a diferença para Flávio, que já foi bem maior, caiu para apenas 2,2%. A pesquisa ainda havia incluído o ex-governador Ciro Gomes, que, entretanto, anunciou nesta segunda (11) que não será candidato a presidente.

 

Confira abaixo o resultado do cenário de primeiro turno:

 

Lula (PT) - 38,3%
Flávio Bolsonaro (PL) - 36,1%
Ciro Gomes (PSDB) - 4,4%
Ronaldo Caiado (PSD) - 4,4%
Romeu Zema (Novo) - 3,6%
Renan Santos (Missão) - 1,5%
Augusto Cury (Avante) - 1,4%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 0,6%
Aldo Rebelo (DC) - 0,1%
Ninguém/branco/nulo - 5,5%
Não sabe/indeciso - 4,1%

 

Nos cenários de segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro segue na liderança, mas neste levantamento, ele abre distância de 2,5% sobre o presidente Lula. A pesquisa Futura/Apex fez diversas simulações de disputas de segundo turno, inclusive com outros candidatos no lugar do líder petista. Veja abaixo as simulações: 

 

Flávio 46,9% x 44,4% Lula

Lula 45,1% x 36,9% Ronaldo Caiado

Lula 46% x 37,8% Romeu Zema

Lula 41,4% x 37,8% Ciro Gomes

Flávio 47,8% x 36,2% Fernando Haddad

Flávio 45,5% x 37% Ciro Gomes

Flávio 43,9% x 27,1% Romeu Zema

Fernando Haddad 38,9% x 32,8% Ronaldo Caiado

Fernando Haddad 39% x 35,6% Romeu Zema

 

O levantamento foi realizado pela Futura/Apex de 4 a 8 de maio de 2026. Foram entrevistadas 2.000 pessoas com 16 anos ou mais no Brasil. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o código: BR-03678/2026.
 

Lula sanciona Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid e critica gestão Bolsonaro
SEAUD/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta segunda-feira (11) a lei que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A data escolhida foi 12 de março, quando ocorreu a primeira morte causada pela doença no Brasil, em 2020. A cerimônia de sanção ocorreu no Palácio do Planalto e foi marcada por críticas de Lula à condução da pandemia durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Durante o discurso, o petista afirmou que é necessário preservar a memória das vítimas da Covid-19 e criticou falas e posicionamentos adotados pelo antigo governo em relação às vacinas e às medidas sanitárias.

 

"Bolsonaro dizia: a pressa da vacina não se justifica. Essa fala foi em entrevista publicada em canal de YouTube do seu filho, aquele fujão que está nos Estados Unidos tentando pregar golpe contra o Brasil. [...] A quantidade de médico que receitava cloroquina, que dizia que vacina fazia as pessoas virarem gay, jacaré, que fazia tudo de mal para as crianças", declarou.

 

O projeto que originou a nova lei foi apresentado pelo deputado Pedro Uczai e relatado no Senado por Humberto Costa. A proposta havia sido aprovada pelos senadores no mês passado antes de seguir para sanção presidencial.

Lula veta projeto que considera tempo de estágio como experiência profissional
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou o projeto que altera a Lei do Estágio e prevê reconhecimento do estágio como experiência profissional. Na justificativa para o veto, o petista considerou que o PL é inconstitucional e contraria o interesse público.


O projeto de lei 2.762, de 2019, aprovado em abril no Senado, defende  que a experiência dos estudantes seja considerada em seleções de empregos e concursos públicos que solicitassem “experiência prévia” e permitia candidatos a utilizar o tempo de estágio para cumprir a experiência.


A decisão, baseada em pareceres de ministérios e da Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo o veto, “a previsão de regulamentação genericamente atribuída ao Poder Público promove a centralização de competência exclusivamente no Presidente da República, em violação à autonomia dos entes federativos e à independência dos Poderes, previstas nos art. 2º e art. 18 da Constituição”.

 

O autor da proposta, deputado Flávio Nogueira (PT), defendia que a medida ajudaria a reduzir o desemprego entre jovens de 18 a 24 anos. Agora, a lei retorna para o Congresso Nacional, que pode manter ou derrubar o veto do presidente.

Lula e Janja recebem aves de Baixa Grande na residência presidencial: “Raça genuinamente brasileira”
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A primeira-dama brasileira, Janja da Silva, divulgou, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a aquisição de duas aves baianas para a Granja do Torto, residência presidencial de campo, localizada em Brasília. Em um vídeo públicado neste sábado (9), o presidente aparece aparece ao lado das aves, que ele explica serem “tipicamente brasileiras”. 

 

“Alô, Bahia! Olha o tipo de frango que vocês estão produzindo para o Brasil. É a única raça genuinamente brasileira, o frango nordestino, gordo, forte, que só tem seis meses de idade ao tamanho do bicho”, destaca o presidente. 

 

As aves, da raça Galinha Sertaneja Balão (GSB), originalmente brasileira, são de Baixa Grande, no interior baiano. Os animais foram entregues pelo criador de aves Mario Irineu Salviato, do Instituto Avis.

 

“Na cidade de Baixa Grande, esse frango aqui, que é um frango genuinamente brasileiro, é nordestino e é muito, muito grande. Ele vai pedar uns seis quilos com o time agudo e aquela galinha ali, que é a parceira dele, vai pedar pelo menos quatro quilos. Isso aqui ainda não está sendo criado em escala. Vai ter que ter uma pequena propriedade para você dar um até galinha, um galo, e vai ser muito bom”, afirma Lula. 

Jerônimo questiona apoio “dividido” de integrantes da oposição com candidatos a presidente: “Não gostam de Lula”
Foto: Divulgação

Durante evento realizado neste sábado (9), em Feira de Santana, o governador Jerônimo Rodrigues comentou as articulações políticas para as eleições de 2026. O gestor estadual, que buscará a reeleição, abordou a formação de sua base de apoio e fez críticas à composição da oposição liderada por ACM Neto.

 

Questionado sobre possíveis preferências por nomes nas disputas para as câmaras estadual e federal, Jerônimo sinalizou que não irá priorizar nenhum nome. 

 

O objetivo central, segundo o governador, é ampliar a governabilidade por meio de todos os partidos da coalizão, e evitar desavenças.

 

“Está na fase de definição das pré-candidaturas. Muitos já se apresentaram. Quero que todos e todas pré-candidatos, de todos os partidos, não só do PT, que nos acompanham possam ser fortalecidos. Quero aumentar minha base na Assembléia, quero ajudar aumentar a base na Câmara Federal. Quero entregar a Lula dois senadores do time nosso. Temos um conselho político, pelo menos isso não chegou na minha mesa. Ficarei atento para que a gente não possa criar desavença. No dia eu terei o meu candidato. Mas, vocês não verão proteção. Quero fazer por todos”, apontou.

 

O governador também aproveitou para fazer críticas a chapa opositora, e apontou uma falta de unidade ideológica e política em relação ao cenário nacional.

 

Para Jerônimo, os integrantes da chapa adversária possuem apoios distintos para a Presidência da República, apresentando uma postura "anti-lulista", o que, para ele, mostra a falta de afinidade com o projeto do governo federal.

 

"Nós temos, pelo que tenho acompanhado, temos o líder da chapa [ACM Neto] com um candidato à presidência e os outros três com outro candidato. O vice não acompanha a indicação do 01 da chapa. Os dois senadores não acompanham sua liderança. Não quero saber quem está certo ou errado, mas é um Deus nos acuda. Uma situação do tanto faz. De uma coisa eu tenho certeza, a chapa de lá é anti lulista. A oposição é anti lulista e não gosta de Lula. A câmara de vereadores representa a vontade do povo. Não sei qual os serviços que este homenageado fez por Salvador”.

 

O evento deste sábado contou ainda com a participação do senador Jaques Wagner, e do pré-candidato ao Senado, Rui Costa, além do deputado federal Jorge Solla.

Flávio Bolsonaro diz que Lula foi aos EUA “defender PCC e CV”
Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL) criticou, nesta sexta-feira (8), a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aos Estados Unidos e afirmou que o petista foi ao encontro com Donald Trump para “defender seus eleitores do PCC e CV”. Segundo o pré-candidato à Presidência da República em 2026, Lula deixou de aproveitar a reunião na Casa Branca para avançar em acordos voltados ao combate das facções criminosas.

 

“Perdeu a oportunidade de trazer algo concreto para o Brasil, como fazer uma parceria de fato para combater o crime organizado”, afirmou em entrevista à CNN Brasil.

 

Lula e Trump se reuniram na última quinta-feira (7), em Washington, nos Estados Unidos. Entre os temas discutidos pelos dois governos estiveram segurança pública, comércio e cooperação internacional.

Alcolumbre, que pediu ajuda a Lula para se livrar da PF, deve ser o próximo grande alvo da investigação, diz revista
Foto: Reprodução CNN

Depois da operação de busca e apreensão da Polícia Federal que envolveu o senador Ciro Nogueira (PP-PI), por suspeita de envolvimento em ações de corrupção relacionadas ao Banco Master, o próximo grande alvo que estaria na mira dos investigadores seria o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Foi o que afirmou a coluna Radar da revista Veja, que chegou às bancas nesta sexta-feira (8). 

 

Segundo a coluna, as apurações da Polícia Federal estariam desvendando as relações de Alcolumbre com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A revista Veja afirma que, cientes dessa investigação, dois ministros do governo Lula já teriam procurado o presidente do Senado para dizer que o líder petista não tem responsabilidade sobre o que virá pela frente nos desdobramentos da investigação. 

 

O próprio Alcolumbre, segundo apuração da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, teria falado recentemente com o presidente Lula sobre a investigação da PF a respeito dele. A jornalista afirma que duas semanas antes da votação no Senado que rejeitou Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), Alcolumbre teria se queixado a Lula de estar sendo perseguido pela Polícia Federal, e pediu ao presidente que o ajudasse a se blindar do que chamou de “injustiças”. 

 

Malu Gaspar afirma que, na conversa, que ocorreu nos bastidores da posse do novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, Alcolumbre disse a Lula que a delação de Vorcaro viria com “muitas mentiras e injustiças” sobre ele e apelou ao presidente para que o ajudasse a ficar de fora. De acordo com o relato que fez a aliados, Lula respondeu que não tem como segurar delegado da PF, o Ministério Público Federal (MPF) e muito menos o Supremo. 

 

Alcolumbre, de sua parte, teria certeza de que será alvo de retaliação do PT, após manobrar pela derrota na indicação de Jorge Messias, tanto que, como diz a coluna Radar da Veja, até teria desabafado com um ministro do STF. “Todo dia vem alguém me avisar de alguma delação”, teria dito o senador amapaense. 
 

Líder do governo Lula apresenta projeto para proibir “Jogo do Tigrinho” e cassinos on-line
Foto: Reprodução / Câmara dos Deputados

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva na Câmara dos Deputados, apresentou um projeto de lei para proibir jogos de azar baseados em resultados gerados por sistemas eletrônicos ou algoritmos, como o chamado “Jogo do Tigrinho”.

 

A proposta, registrada nesta quinta-feira (7) sob o PL 2258/2026, mira plataformas conhecidas como cassinos on-line, incluindo caça-níqueis digitais e jogos do tipo “crash”.

 

“O alvo normativo do presente projeto é a modalidade popularmente conhecida como cassino on-line, que engloba caça-níqueis digitais, jogos de crash e similares, notoriamente exemplificados pelo chamado ‘Jogo do Tigrinho’”, afirma trecho da justificativa do texto.

 

A proposta não atinge apostas esportivas de quota fixa, em que o resultado depende de eventos reais, nem as loterias operadas pela Caixa Econômica Federal. Caso o projeto seja aprovado e sancionado, essas modalidades continuarão autorizadas no país.

VÍDEO: “Espero que não anule o visto dos jogadores”, brinca Lula com Trump sobre a Copa de 2026
Fotos: Reprodução / CanalGov / Rafael Ribeiro - CBF

O futebol e a Copa do Mundo de 2026 também fizeram parte da agenda, ao menos no campo do humor, durante o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump nesta quinta-feira (7). Em uma "visita de trabalho" marcada por tons diplomáticos e econômicos, Lula aproveitou para brincar com o líder americano sobre a política de vistos e a competição que se inicia em junho.

 

“Espero que você não anule o visto dos jogadores da seleção brasileira, pois a gente vai vir para ganhar a Copa do Mundo”, brinca Lula ao colega americano. A Copa de 2026 será sediada conjuntamente pelos Estados Unidos, México e Canadá.

 

A Seleção Brasileira é uma das equipes que aguarda a definição de logística e segurança para o torneio. A fala de Lula, embora em tom de piada, ocorre em um contexto de discussões mais amplas sobre políticas migratórias e de fronteira da administração Trump, que são temas centrais de sua gestão.

 

Confira o momento abaixo:

Lula impõe condição para terras raras: "Não queremos ser meros exportadores"
Foto: Reprodução / CanalGov

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou um tom de firmeza ao falar sobre o futuro da mineração de minerais críticos no Brasil durante coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil, em Washington, nesta quinta-feira (7). Questionado sobre o interesse estrangeiro nas terras raras brasileiras, Lula alega que o país não aceitará um papel de simples fornecedor de matéria-prima.

 

“O que vocês devem saber é que essa questão é muito importante nos armamentos dos países. O Brasil tem a obrigação de conversar com quem quer participar conosco. O que nós não queremos é ser meros exportadores dessas coisas”, declarou o presidente.


Em sua fala, o presidente traçou um paralelo histórico para justificar a nova postura do governo brasileiro em relação aos seus recursos naturais, citando os ciclos extrativistas que marcaram a história do continente. “Não podemos permitir o que aconteceu com a prata ou com o ouro na América Latina. Com as terras raras, vamos mudar de comportamento; as terras raras são geradoras dessa riqueza para o Brasil”, enfatiza o líder brasileiro. 

 

A declaração ocorre no contexto de uma visita oficial de três horas à Casa Branca, em que a pauta econômica e a transição energética foram temas centrais. Mais cedo, o presidente já havia classificado o encontro com Donald Trump como um “passo importante da consolidação histórica entre Brasil e Estados Unidos”, destacando o papel das duas maiores democracias do continente.

 

Vale lembrar que a Bahia não está fora desse jogo de interesses, pesquisadores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) já mapearam esses materiais dentro do interior do estado. Nestes casos, bem como em outros estados, empresas transnacionais atuam diretamente.  

 

Confira a transmissão da coletiva ao vivo abaixo:

Lula elogia reunião com Trump e brinca: “é melhor ele rindo do que de cara feia”
Foto: Reprodução / CanalGov

Após uma reunião bilateral de três horas na Casa Branca, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e cinco de seus ministros concederam uma coletiva de imprensa na embaixada brasileira na tarde desta quinta-feira (7). “Vocês viram na fotografia o presidente Trump rindo? É sempre melhor ele rindo do que de cara feia”, brinca Lula.

 

Em tom elogioso ao encontro com Donald Trump, Lula afirmou que a visita representa um marco diplomático. "Saímos com um passo importante da consolidação histórica entre Brasil e Estados Unidos. As duas maiores democracias deste continente devem servir como exemplo para o mundo", declarou o presidente na abertura da coletiva.

 

Durante seu discurso, Lula reconheceu a sólida parceria comercial construída entre os dois países ao longo do século XX, mas observou que essa relação foi subestimada diante da ascensão da China.

 

O presidente fez uma análise crítica sobre o papel das potências ocidentais na região, afirmando que "tanto os EUA quanto a União Europeia deixaram de olhar para a América Latina e para a África".

 

Em uma defesa enfática do multilateralismo, Lula não poupou uma alfinetada direta. O mandatário brasileiro questionou o foco militarista nas relações internacionais, afirmando que "os Estados Unidos combatem as drogas com bases militares em outros países".

 

O anúncio oficial, realizado logo após a saída da comitiva da sede do governo americano, também detalhou os pontos técnicos da reunião. O ponto central da coletiva ministerial foi a exploração e o processamento de minerais críticos, conhecidos como terras raras. 

 

Confira a coletiva abaixo:

Trump e Lula cancelam entrevista coletiva conjunta na Casa Branca
Foto: Reprodução / Casa Branca

Os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Luiz Inácio Lula da Silva cancelaram a entrevista coletiva conjunta que estava prevista para ocorrer na tarde desta quinta-feira (7), na Casa Branca. A informação foi confirmada pela equipe de reportagem da TV Globo que acompanha a visita oficial em Washington.

 

A reunião bilateral entre os dois líderes teve uma duração aproximada de três horas. Até o momento, a Casa Branca não emitiu um comunicado oficial confirmando o cancelamento da conversa com os jornalistas, mas assessores da Presidência da República informaram que Lula já deixou a sede do governo americano.

 

Veja postagem da chegada do Lula na Casa Branca:

 

O presidente brasileiro seguiu em direção à Embaixada do Brasil em Washington. A expectativa é que o mandatário preste declarações à imprensa e faça um balanço dos temas discutidos no encontro diretamente da representação diplomática brasileira.

Joesley Batista intermediou encontro entre Lula e Trump, afirma agência
Fotos: Reprodução / PR / Agência Brasil

O empresário Joesley Batista, um dos proprietários da JBS, atuou como intermediário na articulação da reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, programada para as 12h desta quinta-feira (07), na Casa Branca. 

 

A informação foi divulgada pela agência Reuters e confirmada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, que reportou o desembarque do empresário na capital americana na última quarta-feira.

 

Embora Joesley Batista não componha a comitiva oficial do governo brasileiro, dados de rastreamento da plataforma FlightAware indicam que um jato da J&F, controladora da JBS, voou do Colorado para Washington na véspera do encontro. 

 

Esta não é a primeira vez que o empresário exerce papel diplomático informal; em outubro do ano passado, ele foi um dos articuladores da primeira reunião entre os dois mandatários após a implementação de tarifas comerciais, ocorrida na Malásia.

 


A atuação de Batista evidencia a influência de grandes líderes empresariais na agenda da administração Trump. Atualmente, o brasileiro é considerado um dos empresários mais próximos do presidente americano. 

 

Prova disso seria a Pilgrim’s Pride, empresa de processamento de aves sediada nos EUA e controlada pela JBS, que realizou uma doação de US$ 5 milhões ao comitê de posse de Trump em 2025, configurando-se como a maior contribuição individual registrada.

 

O histórico recente do empresário também inclui movimentações na América Latina. Segundo a Reuters, a mesma aeronave utilizada para a viagem a Washington esteve na Venezuela no fim do ano passado, em um contexto de tentativas de negociação para a saída de Nicolás Maduro do poder.

Lula e sua comitiva já estão na Casa Branca em reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump
Foto: Reprodução TV Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou na manhã desta quinta-feira (7) à Casa Branca, em Washington, para uma reunião com o líder norte-americano, Donald Trump. Na chegada à sede do governo dos EUA, Lula foi recebido na porta por Trump, e trocaram um rápido cumprimento antes de entrarem na Casa Branca.

 

Lula participa de uma reunião de trabalho, em atendimento ao convite feito pelo presidente dos Estados Unidos. A reunião foi negociada durante os últimos meses entre a área diplomática dos dois países. 

 

Esta é a segunda vez que os dois presidentes se encontram para tratar de temas de interesse entre os dois países. A primeira ocorreu em outubro do ano passado na Malásia, na esteira da imposição de tarifas de 50% sobre a exportação de produtos brasileiros para os EUA e de sanções a autoridades brasileiras.

 

Desde então, Lula e Trump têm conversado por meio de telefonemas e também feito declarações públicas sobre a relação entre os dois países. O telefonema mais recente foi na última sexta (1º), quando o líder petista recebeu uma ligação do presidente dos EUA e a conversa durou cerca de 40 minutos, de acordo com fontes do governo brasileiro.

 

Durante o telefonema, Lula se colocou à disposição para viajar aos Estados Unidos e realizar o encontro presencial. No encontro desta quinta, o presidente Lula está acompanhado de uma comitiva pequena, de apenas cinco pessoas.
 

Há quase sete meses atuando com apenas dez ministros, STF tem ações emperradas por empate no julgamento
Foto: Antonio Augusto/STF

Levantamento feito pelo jornal Estado de S.Paulo e divulgado nesta quinta-feira (7) revela que pelo menos 14 julgamentos que aconteciam no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) se encontram suspensos por terem dado empate de cinco a cinco na votação dos ministros. E com a rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias para a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, essa situação deve perdurar por tempo ainda indefinido.

 

Barroso se aposentou em 16 de outubro do ano passado, e desde então o STF atua com apenas dez ministros. Essa situação vem causando efeitos em julgamentos na Corte, como mostra o levantamento do Estadão, emperrando a análise de temas de impacto, como improbidade administrativa, cadastro nacional de pedófilos, aposentadoria obrigatória no serviço público, manutenção de empregados de conselhos profissionais sem concurso, licenciamento ambiental no Rio Grande do Sul, entre outros. 

 

De acordo com o jornal, além das ações empatadas em plenário, estão paralisados os 684 processos do acervo do antigo gabinete de Barroso, que será herdado por seu substituto. Enquanto isso, os atuais integrantes do Supremo têm recebido mais trabalho, uma vez que o sorteio de novas ações só leva em conta os gabinetes ativos.

 

Um dos casos que acabou paralisado no STF por ter dado empate foi um julgamento sobre a pena de improbidade administrativa imposta a Antonio Carlos da Silva, ex-prefeito de Caraguatatuba (SP). Os magistrados analisavam um pedido de Silva para atestar que havia cumprido toda a punição judicial, mas a ação acabou sendo adiada. 

 

E essa situação, que já dura quase sete meses, pode se arrastar por quase um ano mais. Isso porque o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), já teria sinalizado nos bastidores que não colocará em votação nenhuma nova indicação de ministro do STF antes das eleições de outubro. 

 

Para tentar apaziguar a relação com Alcolumbre e tentar contornar a situação da nova indicação de ministro do Supremo, o Palácio do Planalto escalou o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, para conversar com o presidente do Senado. Guimarães esteve nesta quarta (6) com Alcolumbre e disse que sentiu no presidente do Senado disposição de “olhar para a frente”, além de ter manifestado que quer “continuar colaborando com o governo”. 

 

Sobre uma nova indicação de ministro do Supremo Tribunal Federal, Guimarães disse a jornalistas que ainda não falou sobre esse tema com o presidente Lula e que essa conversa deve ficar para depois da viagem de Lula aos Estados Unidos. O líder petista se reúne nesta quinta com o presidente norte-americano Donald Trump.
 

Câmara aprova marco legal da exploração de minerais críticos na véspera do encontro entre Lula e Donald Trump
Foto: Reprodução Redes Sociais

Na véspera do encontro que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá na Casa Branca, em Washington, com o líder norte-americano Donald Trump, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que cria, no país, o Marco Legal dos Minerais Críticos. O projeto foi aprovado de forma simbólica na sessão desta quarta-feira (6) e agora segue para ser apreciado pelo Senado.

 

O tema dos minerais críticos e as terras raras deve ser um dos pontos fortes da conversa entre Lula e Trump nesta quinta-feira (7). O governo brasileiro tenta aproveitar o interesse global crescente por minerais usados em baterias, chips, carros elétricos e datacenters para ampliar o peso do Brasil na nova geopolítica da energia e da tecnologia.  

 

A proposta analisada na Câmara, o PL 2780/2024, cria um marco legal para minerais como lítio, cobalto, nióbio, grafite e terras raras. Entre os minerais abrangidos estão matérias-primas usadas na fabricação de:

 

  • Smartphones
  • Carros elétricos
  • Baterias
  • Equipamentos eletrônicos
  • Sistemas militares

 

O projeto foi relatado pelo deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), que antes da votação fez novas mudanças no seu parecer, retirando do marco legal a menção à “anuência prévia” de Conselho Ministerial para a eventual mudança de controle societário de empresa titular de direitos minerários neste segmento. 

 

De acordo com o texto, o colegiado terá o condão “homologar” tal operação. Ou seja, validar um ato já realizado. A mudança foi justificada sob o risco de litígio comercial. 

 

O Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) proporá políticas e ações públicas com vistas ao desenvolvimento da cadeia produtiva dos minerais críticos e minerais estratégicos no país. Haverá 15 representantes de órgãos do Poder Executivo. Haverá ainda representante dos Estados e do Distrito Federal, representante dos Municípios e do setor privado.

 

Pelo projeto, o Conselho Nacional, vinculado à Presidência da República, irá gerir os recursos e será responsável por aprovar projetos alinhados a essa política, além de monitorar transferências e mudanças de controle acionário no setor. Caberá ao conselho homologar contratos, acordos ou parcerias internacionais que envolvam o fornecimento desses minerais.

 

Com a criação do Conselho, o deputado Arnaldo Jardim atendeu a um pedido do governo federal, o que gerou discordâncias nos bastidores. Por um lado, o governo quis garantir um papel do Estado de gerenciar a atividade nas reservas brasileiras, sob a justificativa da soberania nacional. Já as empresas criticaram a intervenção estatal e a falta de critérios para embasar a decisão do Conselho de eventualmente barrar decisões empresariais.

 

“O Brasil não pode ser mero exportador de commodities minerais, deve ter estratégia política, determinação de agregar valor,fazer o seu beneficiamento,fazer a transformação e usar isso, que é um atributo nosso, geológico, como um instrumento claro de desenvolvimento”, disse o relator ao defender as mudanças no texto. 

 

Após a aprovação do projeto, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), comemorou a construção de um consenso sobre o texto e o diálogo entre os partidos que permitiu o avanço sobre o tema que, para ele, é de interesse mundial. 

 

“Trata-se de um assunto que está para o futuro assim como o petróleo, há alguns anos, esteve para o desenvolvimento de diversos países importantes, porque não há tecnologia sem a exploração das terras raras e dos minerais críticos”, disse Motta.

 

O texto aprovado pela Câmara prevê R$ 5 bilhões em créditos fiscais entre 2030 e 2034 para estimular a cadeia de minerais críticos no país. O benefício é limitado a até 20% dos investimentos e condicionado a processos concorrenciais para a produção de insumos estratégicos. O projeto também autoriza a criação do Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), voltado a viabilizar o financiamento de projetos no setor.

 

A proposta prevê ainda outros incentivos, como a emissão de debêntures incentivadas e de infraestrutura para financiar projetos de beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana. O relatório aprovado de forma simbólica inclui atividades no escopo do Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi), ampliando os benefícios fiscais para obras em setores como transporte, portos, energia, saneamento e irrigação, além da cadeia de minerais críticos e estratégicos.

 

Para viabilizar os incentivos fiscais, o governo vai propor ao Congresso uma mudança na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que veda neste ano a concessão de novos incentivos fiscais ou a prorrogação de benefícios existentes e a criação de fundos para financiamento de políticas públicas.
 

Lula nomeia desembargadora baiana para o Tribunal Superior do Trabalho
Geraldo Magela/Agência Senado Fonte: Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nomeou, nesta quarta-feira (6), a desembargadora Margareth Rodrigues Costa para o cargo de ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A indicação já havia sido aprovada pelo Senado Federal no último dia 29 de abril. Com a nomeação, a magistrada passa a ocupar a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Aloysio Corrêa da Veiga.


Natural de Salvador, Margareth ingressou na Justiça do Trabalho em 1990. Ao longo da carreira, consolidou atuação na área até ser promovida, em 2014, ao cargo de desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região.


A escolha seguiu o rito tradicional para o cargo. Ao todo, 23 magistrados se candidataram à vaga. O TST elaborou uma lista tríplice composta apenas por mulheres, da qual saiu a indicação final feita pelo presidente da República.
 

Quaest: Baianos não conhecem candidatos a presidência além de Lula e Bolsonaro
Foto: Reprodução/BPMoney

A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (6), analisou o cenário da eleição presidencial e o nível de rejeição dos eleitores aos candidatos em 10 estados brasileiros. Na Bahia, em média, 74% dos eleitores não conhecem outros presidenciáveis além de Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL).

 

O candidato que lidera a lista é Renan Santos (Missão), desconhecido por 82% dos baianos entrevistados. Augusto Cury (Avante) está em segundo lugar com 80%. Cabo Daciolo (Mobiliza), com 74%, Romeu Zema (Novo), com 72% e Ronaldo Caiado (União Brasil), com 64%, completam a lista.

 

O cenário foi visto durante a análise sobre rejeição e potencial de voto nos candidatos. O mesmo desconhecimento não é demonstrado com Lula e Flávio, conhecidos por 95% e 88% dos eleitores, respectivamente.

 

O levantamento também analisou o cenário eleitoral no território baiano no primeiro e segundo turnos. No primeiro, 49% apontaram a intenção de votar no atual presidente. Flávio surge em segundo lugar com 19%, enquanto os outros candidatos somam 8% das intenções.

 

Lula também vence nos cenários de segundo turno, em uma possível disputa com Flávio, Zema ou Caiado.

 

Contra Flávio, o atual presidente obteve 55% das intenções contra 22% do pré-candidato do PL. O cenário se repete nos outros cenários. Contra Caiado, o resultado ficou em 56% x 15% para Lula. Já contra Zema, Lula receberia 56% dos votos, contra 13% do mineiro.

 

Os entrevistados também avaliaram o terceiro mandato do presidente Lula (PT), que obteve aprovação de 60% dos baianos. O índice de reprovação ficou em 33%.

 

Além da Bahia, a pesquisa foi realizada nos estados do Ceará, Pernambuco, Goiás, Pará, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná. O instituto entrevistou 1.200 baianos entre os dias 21 e 28 de abril. A margem de erro é de três pontos percentuais, com confiabilidade é de 95%.

Lula embarca para os EUA e terá reunião com Trump na Casa Branca
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou no início da tarde desta quarta-feira (6) para os Estados Unidos, onde se reunirá com o presidente Donald Trump. Lula deixou Brasília às 13h35 com destino a Washington, onde será recebido por Trump na Casa Branca nesta quinta-feira (7).

 

O presidente brasileiro está acompanhado dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Wellington César Lima e Silva (Justiça e Segurança Pública), Dario Durigan (Fazenda), Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e Alexandre Silveira (Minas e Energia). O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também integra a comitiva.

 

Entre os temas previstos para discussão estão tarifas sobre exportações brasileiras, a política externa dos EUA em relação ao Irã, o combate ao crime organizado na América Latina e a exploração de minerais críticos.

 

Em fevereiro, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou a tarifa de 50% imposta por Trump sobre produtos brasileiros. Dias depois, o presidente norte-americano afirmou que seu governo mantém investigações sobre Brasil e China por supostas práticas comerciais desleais.

 

Outro ponto sensível da agenda é a possibilidade de os EUA classificarem facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Autoridades brasileiras avaliam que a medida pode gerar impactos sobre a soberania nacional.

 

Em março, o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que considera as facções criminosas brasileiras uma ameaça relevante à segurança regional.

Para 52% dos brasileiros, Lula não merece um novo mandato de presidente, revela pesquisa Meio/ideia
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O governo vem anunciando medidas para tentar reverter o quadro de desaprovação em alta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas, até aqui, os números não cedem e não demonstram sinal de virada. Essa análise foi feita pela pesquisa Meio/Ideia, ao apresentar os números sobre a avaliação a respeito do governo Lula.

 

O levantamento revelou um aumento na desaprovação do presidente Lula da última pesquisa, em abril, para esse mais recente de maio, quando a avaliação negativa subiu de 51% para 53%. Já a aprovação ao trabalho do presidente caiu de 45% para 44%. 

 

Confira abaixo a avaliação do terceiro mandato do líder petista:

 

Ótimo - 11%
Bom - 20,5%
Regular - 21%
Ruim - 14%
Péssimo - 32,3%
Não sabe - 1,2%

 

A região onde Lula recebeu o maior percentual de menções “ótimo” foi no Nordeste, com 18,3%. Já a menção “péssimo” teve seu pior índice na região Centro-Oeste, com 43,3%. 

 

Em outro recorte da pesquisa, o Meio/Ideia perguntou aos seus entrevistados se o presidente Lula merecia um novo mandato. Um total de 52% disseram que Lula não merece conquistar o seu quarto mandato, enquanto 44% afirmaram que sim. 

 

A região Nordeste foi a única em que mais pessoas disseram que Lula merece um novo mandato, com 57,8% marcando essa opção. A região que mais rejeitou um novo mandato do líder petista foi a Centro-Oeste, com 65,8% rejeitando o quarto mandato de Lula. 

 

O levantamento Meio/ideia entrevistou 1.500 pessoas entre os dias 1º e 5 de maio. O nível de confiança é de 95% e o protocolo no TSE é BR-05356/2026.
 

Pesquisa Meio/Ideia: Lula tem maior rejeição e lidera no 1º turno enquanto Flávio consolida liderança no 2º turno
Foto: Montagem com imagens da Agência Senado, Agência Brasil e redes sociais

Liderança do presidente Lula nas simulações de primeiro turno, dianteira de Flávio Bolsonaro na disputa de um eventual segundo turno. Esse cenário que vem se repetindo em pesquisas recentes de intenção de voto de diversos institutos também foi apresentado nesta quarta-feira (6) no mais novo levantamento do Meia/Ideia.

 

A pesquisa Meia/Ideia entrevistou 1.500 pessoas em todo o Brasil de 1º a 5 de maio de 2026. Os resultados confirmam o quadro de total estabilidade nos cenários da disputa presidencial que já haviam sido identificados por todos os últimos levantamentos.

 

Confira abaixo o cenário único de primeiro turno apresentado pelo Meia/Ideia aos seus entrevistados:

 

Lula (PT) - 40%
Flávio Bolsonaro (PL) - 36%
Ronaldo Caiado (União) - 5,6%
Romeu Zema (Novo) - 3%
Ciro Gomes (PSDB) - 2,3%
Augusto Cury (Avante) - 1,6%
Renan Santos (Missão) - 1,4%
Aldo Rebelo (DC) - 0,8%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 0,3%
Hertz Dias (PSTU) - 0%
Samara Martins (UP) - 0%
Rui Costa Pimenta (PCO) - 0%
Ninguém/branco/nulo - 3,7%
Não sabe - 5,4%

 

Entre os recortes da pesquisa Meio/Ideia, houve o questionamento aos entrevistados de forma espontânea a respeito de suas preferências na disputa presidencial. Nessa modalidade, o entrevistado diz o seu nome de escolha sem a apresentação de qualquer lista. Veja o resultado:

 

Lula - 33,4%
Flávio Bolsonaro - 20%
Jair Bolsonaro - 4%
Ronaldo Caiado - 3,7%
Romeu Zema - 3%
Outros - 2,5%
Renan Santos - 1,4%
Ciro Gomes - 1,3%
Nikolas Ferreira - 0,5%
Michelle Bolsonaro - 0,5%
Eduardo Bolsonaro - 0,4%
Augusto Cury - 0,3%
Cabo Daciolo - 0,3%
Tarcísio de Freitas - 0,3%
Marina Silva - 0,2%
Aldo Rebelo - 0,1%
Ratinho Junior - 0,1%
Ninguém/Branco/Nulo - 5%
Não sabe - 23,1%

 

Já nas simulações de segundo turno, a pesquisa Meio/Ideia aponta que Flávio Bolsonaro, com 45,3%, e o presidente Lula, com 44,7%, estão tecnicamente empatados na corrida pelo Palácio do Planalto. Eles oscilaram dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais na comparação com a rodada anterior, em abril. Há um mês, Flávio tinha 45,8% e Lula 45,5%.

 

A pesquisa também aponta empate técnico de Lula contra o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) - o placar é de 44,7% a 40%, respectivamente. O líder petista, contudo, ganharia do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por 44% a 39%.

 

Abaixo, um resumo das disputas de segundo turno:

 

Flávio 45,3% x 44,7% Lula

Lula 44,7% x 40% Ronaldo Caiado

Lula 44% x 39% Romeu Zema

Lula 44,7% x 27,6% Renan Santos 

Lula 44,7% x 24% Aldo Rebelo

Lula 44% x 34,5% Ciro Gomes

 

No quesito da rejeição, o presidente Lula segue na liderança entre os pré-candidatos. Confira abaixo o panorama dos candidatos mais rejeitados pelos entrevistados:

 

Lula - 44,8%
Flávio Bolsonaro - 38%
Ronaldo Caiado - 18,5%
Romeu Zema - 18%
Renan Santos - 14,5%
Ciro Gomes - 14%
Cabo Daciolo - 11,9%
Samara Martins - 9,6%
Aldo Rebelo - 9,1%
Edmilson Costa - 9%
Rui Costa Pimenta - 8,7%
Augusto Cury - 7,4%
Hertz Dias - 5,3%
Não rejeita ninguém - 2,8%
Não sabe - 8%

 

O levantamento Meio/ideia entrevistou 1.500 pessoas entre os dias 1º e 5 de maio. O nível de confiança é de 95% e o protocolo no TSE é BR-05356/2026.
 

Alckmin defende mandatos temporários para ministros do STF
Marcelo Camargo/Agência Brasil

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) defendeu, nesta terça-feira (5), a adoção de mandatos temporários para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em substituição ao modelo atual de permanência até a aposentadoria compulsória.

 

A declaração foi feita durante entrevista à GloboNews, em meio ao crescimento das discussões sobre uma possível reforma do Judiciário. Segundo Alckmin, a adoção de prazos fixos para os ministros é uma prática comum em outros países. Ele citou modelos com duração entre 10 e 12 anos.

 

“Cumpre o mandato, prestou serviço ao país, substitui, entra outro. Acho que esse é um bom caminho para a reforma do Judiciário”, afirmou.

 

 

O vice-presidente também foi questionado sobre a possibilidade de o assunto entrar na pauta política nacional, mas disse que ainda não discutiu o tema com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Lula critica prisão de ativista brasileiro em Israel e cobra libertação imediata
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta terça-feira (5), que a prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila, detido por forças israelenses, é injustificável e deve ser condenada internacionalmente.

 

Ávila foi preso no último dia 30 de abril enquanto participava da Flotilha Global Sumud, interceptada em águas internacionais durante missão com destino à Faixa de Gaza.

 

Para Lula, a ação representa uma violação grave. “A detenção dos ativistas da flotilha em águas internacionais já havia representado uma séria afronta ao direito internacional”, declarou.

 

O presidente brasileiro também defendeu a soltura imediata dos envolvidos e garantias de segurança. “Por isso, nosso governo, juntamente com o da Espanha, exige que eles recebam plena garantia de segurança e sejam imediatamente soltos”, afirmou.

 

CONFIRA O COMUNICADO:

 

Além do brasileiro, o ativista espanhol Saif Abu Keshek também foi detido. Os ativistas integravam um grupo internacional que tentava romper o bloqueio à Faixa de Gaza por meio da entrega de ajuda humanitária. A flotilha havia partido de Barcelona no dia 12 de abril.

 

A prisão preventiva de Ávila e Abu Keshek, que seria encerrada nesta semana, foi prorrogada novamente e deve seguir até o próximo domingo (10).

Lula prepara anúncio de quase R$ 1 bi para segurança pública em 2026
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja anunciar cerca de R$ 960 milhões em ações voltadas à segurança pública no âmbito do programa Brasil contra o Crime Organizado. A medida ocorre em meio a uma estratégia do governo para fortalecer sua atuação em uma área considerada sensível para a gestão. O anúncio é esperado para a próxima terça-feira (12).

 

O programa prevê a edição de um decreto e ao menos quatro portarias com o detalhamento das iniciativas. A proposta regulamenta pontos do chamado PL Antifacção e reúne medidas operacionais e de financiamento voltadas ao combate ao crime organizado.

 

A iniciativa faz parte de uma estratégia do Palácio do Planalto para consolidar uma agenda na área de segurança pública e responder a críticas sobre a atuação do governo no enfrentamento às facções criminosas.

 

No cenário político, o tema também ganha relevância com a aproximação do próximo ciclo eleitoral, em que o debate sobre segurança pública tende a ocupar espaço central. Entre possíveis adversários estão o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (União Brasil), que costumam adotar um discurso mais rígido no combate ao crime.

Ata do Copom indica ao mercado que guerra no Oriente Médio pode retardar novos cortes na taxa oficial de juros
Foto: Edu Mota / Brasília

Aguardada com ansiedade pelo mercado financeiro, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, na qual foi decidido um corte de apenas 0,25% na taxa básica de juros, reforçou a tendência de que o ciclo de corte de juros tende a ser menor do que o inicialmente esperado pelo governo federal, pelas instituições financeiras e pela própria diretoria do BC. 

 

No documento, os membros do Conselho adotam tom de cautela em relação a previsões futuras, e admitem que diante de um quadro de incertezas externas e internas, a restrição monetária pode vir a durar mais tempo. 

 

“A principal conclusão obtida, e compartilhada por todos os membros do Comitê, foi a de que, em um ambiente de expectativas desancoradas, como é o caso do atual, exige-se uma restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado”, afirmaram os membros do Copom na Ata.

 

O texto da Ata do Copom revela que a equipe do presidente Gabriel Galípolo trabalha com uma expectativa de redução da taxa Selic menor do que o que vinha sendo projetado anteriormente. A Selic iniciou 2026 em um patamar de 15% ao ano, posteriormente sofrendo dois cortes de 0,25%, chegando na semana passada a 14,50%. 

 

Diante da posição de cautela impressa na Ata do Copom, o mercado financeiro especula se na próxima reunião do comitê, em 16 e 17 de junho, se haverá um novo corte de 0,25% ou até mesmo a manutenção da taxa no mesmo patamar. Isso porque, na Ata, o Copom reforça que o ciclo de cortes está diretamente ligado à duração da guerra no Oriente Médio. 

 

“No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, informaram os diretores do Banco Central.
 

Lula lançará plano para combater crime organizado em meio à especulação se nomeará Messias ministro da Justiça
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

Apesar de especulações sobre uma possível nomeação de Jorge Messias para ser ministro da Justiça, como um “prêmio de consolação” após ter sua indicação ao STF rejeitada pelo Senado, o atual titular da pasta, o baiano Wellington César Lima e Silva se reuniu nesta segunda-feira (4) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, e acertou com ele o lançamento de novas medidas na área de segurança pública. 

 

O ministro da Justiça definiu com Lula as medidas que farão parte do Plano de Combate ao Crime Organizado, a ser anunciado na próxima semana. O pacote de medidas faz parte do esforço do governo em tomar a dianteira de ações voltadas à redução da violência e para reforçar o combate ao crime no país. 

 

As medidas que estão sendo preparadas pela equipe do ministro Wellington César Lima e Silva devem incluir um decreto presidencial e quatro portarias. A precisão é que esses documentos sejam assinados pelo presidente Lula durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, na próxima terça (12). 

 

Segundo apuração da CNN feita junto ao Ministério da Justiça, o plano será centrado em quatro eixos principais:

 

  • Asfixia financeira das organizações criminosas;
  • Elevação da segurança em presídios;
  • Aumento da taxa de esclarecimento de homicídios; e
  • Combate ao tráfico de armas, explosivos e munições.

 

Ainda de acordo com a CNN, o Plano de Combate ao Crime Organizado deve ser financiado com R$ 1,1 bilhão do Orçamento Geral da União, além de R$ 10 bilhões em empréstimos aos estados via Fundo de Investimento de Infraestrutura Social (FIIS), operado pelo BNDES. O fundo é destinado ao financiamento de projetos nas áreas de saúde, educação e segurança pública.

 

Esses valores poderão ser aplicados pelo governo federal para reforçar ações como o Território Seguro, que visa à retomada de áreas exploradas pelo crime organizado; o Celular Seguro, aplicativo lançado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para combater roubos, furtos e golpes digitais; além de iniciativas de enfrentamento ao feminicídio.

 

Em relação a uma possível indicação de Jorge Messias ao Ministério da Justiça, essa decisão só deverá ser tomada pelo Lula após retorno da viagem que fará a Washington, para encontro com o presidente norte-americano Donald Trump, programado para a próxima quinta (7). Messias esteve com Lula nesta segunda, e disse à imprensa que, se for convidado para a pasta da Justiça, irá “atender ao chamado”. 
 

Primeira pesquisa após rejeição de Messias mostra quadro estável: Lula lidera 1º turno e Flávio aparece à frente no 2º turno
Foto: Montagem com imagens Agência Senado, Agência Brasil e redes sociais

O instituto Real Time Big Data divulgou nesta terça-feira (5) a primeira pesquisa sobre a disputa presidencial após os acontecimentos da semana passada, com a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada do veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria de penas. Os números revelam que o cenário de momento ainda não foi afetado pelas derrotas sofridas pelo governo Lula no Congresso Nacional. 

 

No cenário de primeiro turno, o presidente Lula segue liderando as intenções de voto à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A diferença entre os dois principais adversários segue no mesmo patamar revelado recentemente por outros institutos de pesquisa. 

 

Lula aparece com 40% das intenções de voto, ante 34% de Flávio. Em seguida, aparece o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 5%.

 

Confira abaixo o principal cenário da pesquisa Big Data:

 

Lula (PT) - 40%
Flávio Bolsonaro (PL) - 34%
Ronaldo Caiado (PSD) - 5%
Romeu Zema (Novo) - 4%
Renan Santos (Missão) - 3%
Augusto Cury (Avante) - 1%
Aldo Rebelo (DC) - 1%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 1%
Branco/nulo - 6%
Não sabe/não opinou - 5%

 

Na pesquisa espontânea, Lula também segue na liderança nesta modalidade de pesquisa em que o entrevistado diz um nome sem que seja apresentada a ele alguma lista de candidatos. Nesta modalidade, Flávio segue na segunda colocação, e o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, é o terceiro nome mais citado pelos eleitores. Veja os números abaixo:

 

Lula (PT) - 31%
Flávio Bolsonaro (PL) - 24%
Jair Bolsonaro (PL) - 3%
Ronaldo Caiado (PSD) - 1%
Romeu Zema (Novo) - 1%
Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 1%
Ciro Gomes (PSDB) - 1%
Nenhum/branco/nulo - 14%
Não sabe - 24%

 

Na rejeição, o presidente Lula lidera entre todos os outros candidatos. Confira os dados da rejeição:

 

Lula - 44%
Flávio Bolsonaro - 41%
Ciro Gomes - 5%
Romeu Zema - 4%
Ronaldo Caiado - 2%
Cabo Daciolo - 2%
Augusto Cury - 2%
Aldo Rebelo - 2%
Rui Costa Pimenta - 2%
Samara Martins - 2%
Hertz Dias - 2%
Não rejeito ninguém - 2%

 

Em relação aos cenários de segundo turno, há um empate técnico entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Conforme aponta o levantamento, Flávio surge com 44% das intenções de voto, contra 43% de Lula.

 

Outros quatro possíveis cenários de segundo turno entre Lula e nomes da direita também foram testados. Veja a seguir os resultados:

 

Flávio 44% x 43% Lula

Lula 43% x 43% Ciro Gomes

Lula 43% x 42% Ronaldo Caiado

Lula 43 x 39% Romeu Zema

Lula 48% x 24% Renan Santos

 

Para fazer a pesquisa, o Real Time Big Data ouviu 2.000 pessoas em todo o país entre os dias 2 e 4 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%. O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03627/2026.
 

Petistas da Bahia defendem criação de "Comitê Nordeste" para focar em eleições da Bahia, Pernambuco e Ceará; entenda
Foto: Reprodução / Flickr Ricardo Sturckert

O Partido dos Trabalhadores irá olhar para o Nordeste como foco nas eleições de 2026. Com forte protagonismo no último pleito presidencial, a região deve passar por uma estratégia específica para as demandas e peculiaridades eleitorais deste ano. Com eleições "acirradas", os estados da Bahia, Pernambuco e Ceará podem capitanear um "Comitê Nordeste", de acordo com lideranças petistas baianas. 

 

Ao Bahia Notícias, alguns interlocutores do partido e lideranças do grupo que gere o governo do estado, a formação desse comitê, preferencialmente localizado em Recife, capital de Pernambuco, tem sido analisada. O projeto também tem como ideal "uniformizar" o discurso de campanha para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na região e resgatar pontos de contato direto das campanhas ao governo nos três estados. Lula possui três nomes que irá apoiar, com a reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia, a reeleição de Elmano de Freitas (PT) no Ceará e, além deles, João Campos (PSB) na disputa pelo governo de Pernambuco.  

 

Tradicional reduto petista, o Nordeste foi decisivo para a vitória de Lula. Ele recebeu 69,34% dos votos válidos da região – única em que ele superou Jair Bolsonaro (PL). A larga vantagem de petista na região foi capaz de conduzi-lo à Presidência em 2022, ainda que atual mandatário tenha sido mais votado em outras localidades. No último pleito, o ex-presidente Bolsonaro venceu em todas as outras regiões do país, tendo a maior vantagem no Sul, onde conquistou 61,84% dos votos válidos. No Sudeste, que concentra o maior número de eleitores, Lula recebeu 45,73% dos votos válidos. Bolsonaro, 54,27%.

 

Petistas baianos revelaram ao BN que a estratégia é adequar alguns pontos de campanha e facilitar a interlocução de três estados "chaves" para a reeleição de Lula. O movimento também busca contrapor um "avanço" de aliados do ex-presidente Bolsonaro, que possui uma estratégia nacionalizada, também focada em "encorpar" as cadeiras do grupo no Congresso. "É buscar traduzir para o nordestino o que o presidente Lula tem feito para a região, da melhor forma. Unificar as estratégias estaduais e focar na regão", revelou um interlocutor do grupo que defende a medida. 

Governo libera R$ 305 milhões para socorro a estados atingidos por chuvas
Ricardo Stuckert / PR

O governo federal autorizou o repasse de R$ 305 milhões para atender famílias afetadas por fortes chuvas em Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Sul. A medida foi oficializada nesta segunda-feira (4) por meio de uma Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

De acordo com o Executivo, os recursos serão utilizados em ações de defesa civil, incluindo socorro imediato, assistência humanitária e recuperação de serviços essenciais nas áreas atingidas. A prioridade é apoiar municípios que decretaram situação de emergência ou estado de calamidade pública.

 

Apesar da liberação, o repasse efetivo depende de um procedimento técnico. As prefeituras precisam enviar relatórios detalhados sobre os danos causados pelas chuvas por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), ferramenta utilizada pelo governo federal para validar as demandas.

 

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que o objetivo é garantir resposta rápida às regiões afetadas. “Nenhuma família ficará desassistida”, declarou.

 

CONFIRA:

Lula estará na Casa Branca na próxima quinta para encontro oficial com o presidente dos EUA, Donald Trump
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Na próxima quinta-feira (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará na Casa Branca, em Washington, onde se encontrará com o líder norte-americano, Donald Trump, um encontro que já vem sendo preparado desde o começo do ano. A possível reunião ocorre após a crise aberta entre os dois países por conta da prisão e posterior liberação do ex-deputado Alexandre Ramagem, nos Estados Unidos.

 

O episódio foi mais um capítulo nas tensas relações entre os governos Trump e Lula. O caso Ramagem levou o governo americano a expulsar um policial federal brasileiro que atuava nos EUA, e em resposta, o Palácio do Planalto também descredenciou um oficial americano que atuava no Brasil.

 

A visita de Lula a Trump vem sendo tratada pelo Itamaraty como um passo crucial para normalizar as relações comerciais e diplomáticas entre os dois países. Além da economia, temas como a situação na Venezuela e parcerias em minerais críticos e terras raras devem compor a mesa de discussões.

 

Durante um compromisso nesta segunda (4) em São Paulo, o vice-presidente Geraldo Alckmin disse que espera que o encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump seja pautado pelo diálogo. 

 

“Eu torço para que essa boa química que ocorreu entre o presidente Lula e o presidente Trump possa fortalecer ainda mais em benefício dos dois grandes países, duas grandes democracias do Ocidente”, disse Alckmin a jornalistas. 

 

Para o vice-presidente, a reunião entre os dois presidentes será muito importante, principalmente porque os Estados Unidos são o principal investidor do País.

 

“Esse encontro é muito importante porque os Estados Unidos são o terceiro parceiro comercial do Brasil, atrás da China e da União Europeia. Mas ele é o primeiro investidor no Brasil. Então é [uma reunião] muito importante”, afirmou.

 

A confirmação da viagem vem depois de um momento negativo para o governo Lula. O Congresso impôs duas derrotas ao presidente na semana passada, rejeitando a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) e derrubando o veto presidencial ao PL da Dosimetria.

 

A previsão inicial era que o petista seria recebido na Casa Branca em março, mas isso não se concretizou. O adiamento foi atribuído ao conflito entre EUA e Irã, que monopolizou a atenção americana, além de desafios domésticos de Trump, como impacto da alta dos combustíveis no bolso dos americanos.

 

A confirmação da visita agora acontece a poucas semanas do que interlocutores do presidente brasileiro consideravam a janela de oportunidade possível para que esse encontro acontecesse.

 

De acordo com a avaliação de alguns de seus assessores, a chance de uma reunião entre os dois presidentes ficaria cada vez menor à medida em que o período eleitoral brasileiro se aproximasse. O cálculo é de que essa espécie de janela de oportunidade só se manteria aberta até o fim do primeiro semestre porque a equipe de Lula não acredita que Trump gostaria de mostrar proximidade com o petista em meio à disputa eleitoral no país.
 

Lula sanciona lei que endurece penas para roubo, furto e fraudes digitais
Foto: Agência Brasil

O presidente Lula (PT) sancionou a Lei 15.397/2026, que altera o Código Penal e endurece as penas para crimes como furto, roubo, latrocínio, receptação e estelionato. O texto foi publicado no Diário Oficial da União, nesta segunda-feira (4).

 

Com a nova lei, o crime de furto simples passa a ter uma pena-base de 1 a 6 anos de prisão. Já os casos qualificados, como o furto de armas de fogo, gado, animais domésticos passam a prever reclusão de 4 a 10 anos, a mesma pena prevista para o furto cometido por meios eletrônicos. Outro tipo escrito na legislação é o furto de fios, cabos ou equipamentos de serviços como energia e internet, com pena de 2 a 8 anos.

 

O crime de roubo teve sua pena-base aumentada para 6 a 10 anos de prisão, com endurecimento das sentenças em caso de roubo de celulares, computadores ou outros dispositivos eletrônicos. O latrocínio, roubo seguido de morte, passa a prever entre 24 e 30 anos de reclusão.

 

A lei também cria modalidades específicas de estelionato. Uma delas é a “fraude eletrônica”, cometida através das redes sociais, contatos telefônicos ou e-mails fraudulentos, com previsão de 4 a 8 anos de prisão.

 

O crime de receptação, que consiste na aquisição ou venda de um produto obtido por meio ilícito, teve sua pena aumentada para 2 a 6 anos de reclusão. A legislação cria o crime de “receptação de animal”, com previsão de 3 a 8 anos de prisão e multa.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
De duas, uma: ou alguém afasta o Soberano de enxada, pás e afins, ou coloca ele num curso de pedreiro. Outro que precisa de um choque de realidade, aparentemente, é Juninho de Elmar. E enquanto Bruno de Wagner confunde a todos com sua estratégia eleitoral, o Galego se mostra o melhor garoto propaganda do governo. Mas ninguém está com uma imagem melhor do que Maistarde. E o Bonitão mostrou que o molejo ainda está em dia. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Bruno Reis

Bruno Reis
Foto: Bianca Andrade / Bahia Notícias

"Deviam pedir aumento para o Presidente da República". 

 

Disse o prefeito Bruno Reis (União) ao comentar sobre os protestos realizados pelos dirigentes das creches parceiras da Prefeitura de Salvador nos últimos dias e sugeriu que as cobranças deverenciam ser feitas ao Governo Federal. O setor denuncia problemas no fornecimento da merenda escolar e um valor baixo de pagamento às escolas.

Podcast

Deputado Adolfo Menezes é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira

Deputado Adolfo Menezes é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Adolfo Menezes (PSD) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (4). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias. 

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