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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), compartilhou nesta segunda-feira (1º), nas redes sociais, a chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao estado. Na imagem, também aparecem os senadores Otto Alencar (PSD) e Jaques Wagner (PT), além do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT).
Lula cumpre agenda na Bahia para assinar a ordem de serviço da obra de ampliação do metrô de Salvador até o bairro do Campo Grande, no Centro da capital.
Esta é a primeira visita do presidente ao estado desde fevereiro, quando participou de eventos como o aniversário do PT, a entrega de ambulâncias do Samu e o Carnaval de Salvador.
A agenda ocorre em meio às articulações políticas no estado. A base governista ainda não definiu o candidato a vice na chapa de Jerônimo Rodrigues. Segundo o governador, a escolha deve ficar para após o fim da janela partidária.
“O foco vai ser a composição nos partidos até o dia 4 de abril. Parece que há um acordo de que, neste momento, ninguém está tratando de vice, mas sim da montagem das chapas estaduais e federais”, afirmou.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera a disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tanto nos cenários de primeiro quanto nos de segundo turno entre os eleitores de São Paulo, mas em Minas Gerais, a situação se inverte e é o líder petista que está à frente nas simulações. Esses foram alguns resultados de duas pesquisas realizadas pela AtlasIntel/Estadão nos estados que representam os dois maiores colégios eleitorais do país.
As duas pesquisas foram divulgadas nesta quarta-feira (1º), com simulações das intenções de voto a presidente em São Paulo e em Minas Gerais. De um eleitorado de 156 milhões em todo o país, São Paulo e Minas possuem cerca de 33% do total (SP tem 33,7 milhões e MG 16,2 milhões de eleitores).
A pesquisa Atlas/Estadão constatou que no estado de São Paulo, Flávio Bolsonaro e o presidente Lula aparecem tecnicamente empatados, com vantagem numérica para o primeiro. Em um eventual segundo turno entre os dois, o senador abre vantagem de cinco pontos sobre o líder petista, acima da margem de erro do levantamento, que é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
Nas simulações de disputa no segundo turno entre Lula e outros adversários, o petista perde para todos os nomes colocados contra ele.
Confira abaixo os cenários de primeiro e segundo turno em São Paulo:
Primeiro turno
Cenário 1
Flávio Bolsonaro (PL) - 43,4%
Lula (PT) - 42,5%
Renan Santos (Missão) - 5%
Romeu Zema (Novo) - 3,2%
Ronaldo Caiado (PSD) - 2,4%
Aldo Rebelo (DC) - 0,8%
Brancos/nulos - 2,2%
Não sei - 0,4%
Segundo turno
Flávio Bolsonaro 49% x 44% Lula
Romeu Zema 49,3% x 43,8% Lula
Ronaldo Caiado 45,9% x 42,4% Lula
O levantamento Atlas/Estadão foi realizado entre os dias 24 e 27 de março, ouvindo 2.254 eleitores de São Paulo por recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o protocolo BR-01079/2026.
Em Minas Gerais, a pesquisa AtlasIntel realizada com eleitores do estado aponta o presidente Lula na frente de Flávio Bolsonaro. A distância de Lula para Flávio, na opinião dos mineiros, é de 3,3%, acima da margem de erro.
Ao contrário do que foi apurado entre os eleitores de São Paulo, a pesquisa AtlasIntel mostra uma vantagem do presidente Lula sobre todos os outros adversários no estado de Minas Gerais. Lula ganha no segundo turno até mesmo de Romeu Zema, que renunciou no dia 22 de março do cargo de governador de Minas Gerais para concorrer à presidência.
Confira abaixo os cenários com os eleitores de Minas Gerais:
Primeiro turno
Cenário 1
Lula (PT) - 43,7%
Flávio Bolsonaro (PL) - 40,4%
Romeu Zema (Novo) - 4,7%
Renan Santos (Missão) - 3,3%
Ronaldo Caiado (PSD) - 2,4%
Aldo Rebelo (DC) - 0,2%
Voto branco/nulo - 0,9%
Não sei - 4,4%
Segundo turno
Lula 47,3% x 46,9% Flávio Bolsonaro
Lula 47,3% x 46,5% Romeu Zema
Lula 44,2% x 40,8% Ronaldo Caiado
A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A AtlasIntel entrevistou 2.195 eleitores de Minas Gerais, pela internet, entre 25 e 30 de março. O levantamento, pago com recursos próprios do instituto, apresenta índice de confiança de 95%, e o número de registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-05686/2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve um encontro recente com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes fora da agenda oficial. A conversa, segundo fontes do Palácio do Planalto, ocorreu no início de março.
A reunião aconteceu após a divulgação de materiais extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, entre eles mensagens atribuídas ao ministro do STF.
De acordo com auxiliares presidenciais, Lula sinalizou a Moraes que não pretende abandonar o magistrado, que deve assumir a presidência do STF em setembro de 2027.
Interlocutores do presidente afirmam que Lula é grato a Moraes pela atuação nas eleições de 2022, que garantiu a posse do petista, e pela condução de investigações relacionadas à trama golpista. As informações são do Metrópoles.
Depois de quatro meses desde que foi anunciada a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Palácio do Planalto deve enviar nesta terça-feira (31) ao Senado Federal a mensagem com a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, à vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O nome indicado por Lula ocupará a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou no ano passado.
Apesar de membros do governo darem declarações de que o ambiente para a eleição do nome de Messias estar mais favorável, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD-BA), declarou à imprensa que não há ainda qualquer previsão para a sabatina ocorrer. Otto disse que é preciso aguardar o envio da mensagem à CCJ pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
“A mensagem vai para o Davi, não vem direto para mim. No tempo dele, manda para a CCJ. Ainda não falei com ele, mas assim que chegar (à CCJ) leio em oito a quinze dias e marco a sabatina. Não sei se precisa ser célere. O tempo de Davi é o tempo de Davi, assim como o tempo do presidente Lula foi o tempo do presidente Lula’, declarou Otto.
Lula indicou Jorge Messias para a vaga aberta por Barroso em novembro, o que desagradou o presidente do Senado. Alcolumbre articulava para que a escolha recaísse sobre o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e a partir da decisão sobre Messias, a relação de amizade e parceria entre Lula e o presidente do Senado nunca mais foi a mesma.
Após participar da reunião ministerial desta terça, o advogado-geral da União, Jorge Messias, disse que, com “humildade”, vai novamente buscar o diálogo com senadores para conseguir apoio à sua indicação para o cargo de ministro do STF.
"Darei continuidade à minha jornada no Senado com humildade e fé. Buscarei novamente o diálogo com todos os senadores e senadoras, pois este é um momento que exige entendimento’, afirmou.
“Continuarei meu empenho pela pacificação e estabilidade. Como profissional do direito, sempre valorizei o diálogo e a conciliação como as melhores maneiras de resolver conflitos. Reafirmarei meu compromisso com essas credenciais”, acrescentou o advogado-geral da União em conversa com jornalistas.
No final da semana passada, o colunista de O Globo, Lauro Jardim, divulgou informação de que Jorge Messias teria desabafado recentemente com um importante aliado no Senado, e disse que teria o direito de pelo menos ter seu nome avaliado pela Casa até mesmo para ser rejeitado, ou para ser aprovado.
Segundo Lauro Jardim, o ministro da AGU estaria cansado de esperar por uma definição sobre a sabatina, e preferia até mesmo ser rejeitado do que ficar na agonia do “e se”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira (31), em reunião no Palácio do Planalto, que 14 ministros estão deixando seu cargo no governo, e outros ainda podem definir até o final da semana se ficam ou continuam no posto. A desincompatibilização até 4 de abril é uma exigência da lei eleitoral.
De acordo com Lula, parte das trocas de ministros estão sendo concretizadas já nesta reunião, e outras poderão ocorrer nos próximos dias. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, por exemplo, vai deixar o cargo somente após participar de uma inauguração de nova linha do metrô de Salvador ao lado de Lula, na próxima quinta (2).
“Essa reunião hoje em que pelo menos 14 companheiros deixarão o governo a partir de hoje, mais quatro companheiros que vão anunciar daqui a pouco. E depois quem sabe mais alguns. Eles nos deixarão porque terão missões mais importantes nos próximos meses. É um direito legítimo disputar uma eleição, seja qual cargo for”, disse Lula na abertura da reunião.
Perto do fim da janela partidária, ao menos quatro ministros do governo ainda não decidiram se saem ou se permanecem na Esplanada até o fim da gestão petista. A indefinição envolve nomes como Wolney Queiroz, da Previdência, Luciana Santos, da Ciência e Tecnologia, Alexandre Silveira, das Minas e Energia, e Márcio França, do Empreendedorismo.
Há também o caso de ministros que podem sair depois do prazo da desincompatibilização. É o caso do ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Sidônio Palmeira, que deixará o cargo para participar da campanha eleitoral.
As substituições na Esplanada dos Ministérios em sua maioria serão feitas com substitutos que já estão nas pastas, com o secretário-executivo assumindo o posto. O objetivo do presidente Lula objetivo é que as políticas colocadas em prática pelo ministro que sai continuam em vigor.
“Na saída dos ministérios tomei como decisão não ficar colocando ministros novos. Temos máquina funcionando há três anos e quatro meses. Não quero que nenhum ministério comece tudo outra vez. A máquina está em andamento e tem que continuar andando. Temos muita coisa para concluir até 31 de dezembro e a obrigação de quem vai ficar é concluir. Não dá para começar a fazer um novo ministério faltando nove meses”, afirmou Lula.
Na sua fala inicial, Lula confirmou que Geraldo Alckmin (PSB) será candidato a vice-presidente na chapa dele para a disputa da reeleição. Alckmin chefia o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), e está se despedindo do cargo para poder concorrer.

Foto: Cadu Gomes/ VPR
"O companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele será candidato a vice-presidente da República outra vez", afirmou Lula.
Outro ponto tocado por Lula no pronunciamento inicial foi um apelo por maior seridade na política. O presidente citou Ulysses Guimarães em sua fala: "Eu não canso de dizer que a política piorou muito. Hoje ainda tem muita gente séria, tem muita gente que faz política"!, afirmou, acrescentando que "em muitos casos a política virou negócio".
"Vocês estejam dispostos a entrar na vida parlamentar para ajudar a mudar a promiscuidade que está estabelecida na política mundial e na brasileira. Perdeu muito de seriedade a política", declarou Lula.
Veja a lista de ministros que estão deixando as suas pastas:
- Renan Filho (MDB), dos Transportes: deve disputar o governo de Alagoas;
- Rui Costa (PT), da Casa Civil: deve disputar o Senado pela Bahia;
- Gleisi Hoffmann (PT), da Secretaria de Relações Institucionais: deve disputar o Senado pelo Paraná;
- Simone Tebet (PSB), do Planejamento: deve disputar o Senado por São Paulo;
- Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente: deve disputar o Senado por São Paulo;
- André Fufuca (PP), do Esporte: deve disputar o Senado pelo Maranhão;
- Carlos Fávaro (PSD), da Agricultura: deve disputar o Senado por Mato Grosso;
- Waldez Góes (PDT), da Integração Nacional: deve disputar o Senado por Amapá;
- Sílvio Costa Filho (Republicanos), de Portos e Aeroportos: deve disputar a Câmara por Pernambuco;
- Paulo Teixeira (PT), do Desenvolvimento Agrário: deve disputar a Câmara por São Paulo;
- Anielle Franco (PT), da Igualdade Racial: deve disputar a Câmara pelo Rio de Janeiro;
- Sônia Guajajara (Psol), dos Povos Indígenas: deve disputar a Câmara por São Paulo;
- Macaé Evaristo (PT), dos Direitos Humanos: deve disputar a Câmara legislativa de Minas Gerais
- Camilo Santana (PT), da Educação: deve ajudar na campanha de 2026;
- Sidônio Palmeira, da Comunicação Social: deve ser exonerado não agora, mas no meio do ano, para ser o marqueteiro de Lula na Campanha.
- Geraldo Alckmin, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, será candidato a vice-presidente na chapa de Lula.
Duas ministras do governo Lula que estão deixando seus cargos na Esplanada - Simone Tebet, do Planejamento, e Marina Silva, do Meio Ambiente - estão bem posicionadas na disputa às duas cadeiras no Senado Federal pelo estado de São Paulo. Foi o que mostrou pesquisa Atlas/Estadão divulgada nesta terça-feira (31).
A pesquisa revelou que Simone Tebet, que recentemente se filiou no PSB, lidera a disputa para o Senado, com 22,6%. Na segunda posição aparece o deputado federal Guilherme Derrite (PP), com 22%.
Derrite, que foi secretário de Segurança Pública de São Paulo, é a principal aposta do governador Tarcísio de Freitas para a eleição ao Senado. Como ainda há uma disputa pela segunda vaga de candidato na sua chapa, Tarcísio atualmente vem atuando apenas para fortalecer o nome de Derrite, que na Câmara foi o relator do projeto antifacção, sancionado recentemente pelo presidente Lula.
A terceira colocação na pesquisa da Atlas/Estadão é ocupada pela ministra Marina Silva (Rede), que vem sendo incentivada por Lula a concorrer em São Paulo. Marina aparece com 19,6%, uma situação de empate técnico com Guilherme Derrite.
Na quarta colocação está o atual vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo, do PL, com 14,8%. O PL, entretanto, ainda não definiu o nome dos seus candidatos ao Senado em São Paulo, já que há uma pressão do ex-deputado Eduardo Bolsonaro para que o apoio seja dado ao deputado estadual Gil Diniz, além de outros nomes do partido que correm por fora, como os deputados federais Mário Frias e Marco Feliciano.
Na pesquisa Atlas/Estadão pontuam ainda o deputado Ricardo Salles (Novo), com 11,1%, e o deputado Paulinho da Força (Solidariedade), com 0,5%. Brancos e nulos somam 6,7% e não sabem, 2,8%.
O Atlas também fez uma simulação de um segundo cenário com o deputado Mário Frias como candidato à direita e com o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) concorrendo ao Senado em vez de disputar o governo. Neste caso, o empate é entre Derrite, Haddad e Marina, com o bolsonarista numericamente à frente, com 22,1%. Haddad teria 21,8% e Marina somaria 19,7%.
Completando a lista, aparecem Ricardo Salles, com 12,8%, Mário Frias, com 12,3%, e Paulinho da Força, com 0,6%. Os brancos e nulos são 8% e os que não souberam responder são 2,7%.
O levantamento Atlas/Estadão foi realizado entre os dias 24 e 27 de março, ouvindo 2.254 eleitores de São Paulo por recrutamento digital aleatório, A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o protocolo BR-01079/2026.
Em entrevista à CNN na noite desta segunda-feira (30), o senador Otto Alencar criticou a fala do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), sobre assinar uma anistia ampla, geral e irrestrita caso seja eleito presidente nas eleições de outubro. Otto, que é o presidente do diretório estadual do PSD na Bahia, disse que, junto com outros senadores do partido, atua contra a anistia no Congresso.
“A declaração do Caiado vem totalmente contra o que eu e grande parte do partido pensamos. Sou contra a anistia, atuei aqui no Congresso contra a anistia e ele já vem contrariando a minha posição”, disse Otto à CNN.
A declaração de Ronaldo Caiado se deu durante o lançamento de sua pré-candidatura a presidente pelo PSD, nesta segunda. O candidato prometeu “desativar” a polarização no país com a concessão, logo no início de seu eventual governo, de uma anistia “ampla, geral e irrestrita” que incluiria o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de estado.
À CNN, Otto Alencar citou outros integrantes do partido que seriam contrários à anistia, como o senador Omar Aziz (AM). O senador baiano também reforçou que na Bahia, o PSD estará no palanque do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues.
“Aqui na Bahia temos aliança com Lula. O PSD vai votar inteiramente com Lula. São 115 prefeitos, 18 candidatos a deputado federal, 7 estaduais. O PSD completo com Lula. O palanque do Caiado na Bahia não é o PSD, é o União Brasil de ACM Neto, que é meu adversário”, afirmou Otto.
O senador Otto Alencar disse, ainda, que o mesmo cenário deve se repetir em outros estados.
“No Amazonas: o Omar vota com Lula. No Rio Grande do Sul com Eduardo Leite, no Rio de Janeiro com Eduardo Paes, em Pernambuco com Raquel Lyra, no Sergipe. E muitos, como eu, não fomos consultados sobre a candidatura de Caiado”, afirmou.
No lançamento de sua candidatura, Ronaldo Caiado afirmou que apoiará o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, na disputa pelo governo da Bahia. “Na Bahia, o PSD tem uma posição, e eu estarei no palanque de ACM Neto”, salientou Caiado.
Apesar da posição do presidenciável do PSD, o senador Otto Alencar afirmou na CNN que o partido deve confirmar a candidatura na convenção.
“Eu não vou apoiar, mas também não vou atrapalhar. Agora, aqui na Bahia, não haverá apoio do PSD”, concluiu Otto Alencar.
Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitem, nos bastidores, dificuldades para sintetizar em uma única mensagem a principal marca do atual governo.
Segundo integrantes da equipe econômica, o desafio não estaria na ausência de iniciativas, mas na incapacidade de unificá-las em uma narrativa clara. Para esses auxiliares, a questão central é como traduzir, em uma única frase, o conjunto de ações implementadas no terceiro mandato.
De acordo com as avaliações internas, embora o governo tenha lançado diversos programas e realizado entregas, a área de comunicação da Presidência enfrenta dificuldades para fazer com que essas ações sejam reconhecidas e lembradas pela população.
Entre as medidas que poderiam servir como eixo central da comunicação, auxiliares presidenciais citam a proposta de isenção do Imposto de Renda para contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil.
As informações são do Metrópoles.
A pesquisa Nexus/BTG Pactual divulgada nesta segunda-feira (30), além de confirmar o cenário de disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro e no segundo turno, buscou entender junto aos eleitores brasileiros como a polarização política afeta a sua escolha entre os dois principais candidatos. O resultado do levantamento revela que o antipetismo é, no momento, um sentimento mais forte do que o antibolsonarismo.
De acordo com o resultado dos questionamentos feitos aos entrevistados, a pesquisa Nexus/BTG avaliou que o percentual dos que dizem ser “anti-Lula” chegou a 39% dos eleitores. Já o percentual dos que afirmam ser “anti-Bolsonaro e sua família” está em 30%.
Os entrevistados da Nexus responderam à questão “Sou Anti-Lula” ou “Sou Anti-Bolsonaro” marcado o nível de sua concordância com a afirmação em uma tabela de 1 a 10, sendo que o 10 representava uma concordância integral com a afirmação e o 0 uma discordância completa. No caso do presidente Lula, contando as respostas entre os números 7 a 10, o percentual de antilulistas chega a 44%.
Já em relação à família Bolsonaro, o perfil dos que rejeitam não apenas o pai, Jair Bolsonaro, mas também o filho, Flávio Bolsonaro, chega-se a um índice total de 35% nas respostas de 7 a 10. A diferença da rejeição total a Lula sobre a família Bolsonaro é de 9%.
Na outra ponta, da discordância em relação ao sentimento de rejeição, os índices são menos favoráveis a Lula do que à família Bolsonaro. Nas respostas de 0 a 3, que marcariam em tese os que seriam favoráveis ao presidente, o percentual chega a 33%.
No caso da família Bolsonaro, as respostas de 0 a 3, dos que não se colocam como “Anti-Bolsonaro”, chega-se a um percentual de 39%. Com isso, o presidente Lula possui um déficit de 11%, enquanto a família Bolsonaro tem um superávit de 4%.
A partir do cruzamento das respostas dos entrevistados em todo o Brasil, a pesquisa Nexus/BTG agrupou os eleitores brasileiros em seis grupos, que seriam os seguintes:
Bolsonaristas convictos - 27%
Não-polarizados - 23%
Lulistas convictos - 21%
Anti-Lula e Anti-Bolsonaro - 8%
Bolsonaro como alternativa - 8%
Lula como alternativa - 5%
A pesquisa Nexus/BTG ouviu 2006 eleitores de 27 a 29 de março de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-078/75/2026.
O feriado da Semana Santa e as movimentações de bastidores para mudanças de legenda dentro do período da janela partidária, que se encerra em 4 de abril, devem esvaziar os próximos dias em Brasília. Câmara e Senado agendaram uma semana de pouco trabalho como forma de liberar os deputados às últimas costuras com vistas a decidir o partido pelo qual irão concorrer nas eleições de outubro.
No Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também lida com o final do prazo para desincompatibilização dos ministros que pretendem concorrer nas eleições deste ano. Na terça-feira (31), Lula pretende comandar uma reunião ministerial em que os ministros que saem farão uma defesa das ações realizadas e devem ser apresentados os novos ocupantes das pastas.
Enquanto, por um lado, Lula rearruma a Esplanada com a saída de quase 20 ministros, por outro terá uma agenda cheia de compromissos e entregas à população nos estados. Nessa semana o presidente vai a solenidades em São Paulo, no Ceará e na Bahia.
Confira abaixo a agenda da semana nos três poderes.
PODER EXECUTIVO
O presidente Lula inicia a semana participando do anúncio da inauguração de 107 obras de educação executadas em todo o país. O evento, que acontece no Ministério da Educação, também celebra o marco de mais de 99 mil escolas públicas que já contam com internet para uso pedagógico.
As entregas, que serão feitas por Lula e pelo ministro da Educação, Camilo Santana, incluem 18 creches, 23 escolas de tempo integral, 43 obras de 12 institutos federais, dez obras em nove universidades e 13?obras em 11 hospitais universitários.
Na manhã de terça (31), o presidente Lula comandará uma reunião ministerial que marcará a despedida de diversos ministros, que sairão de seus cargos com objetivo de concorrer nas eleições de outubro. A reunião acontecerá no Palácio do Planalto.
O encontro reunirá ministros que deixam seus cargos e os futuros substitutos, com o objetivo de formalizar a “passagem de bastão”. Os ministros que deixarão suas pastas aproveitarão a reunião para apresentar um balanço das ações realizadas e alinhar as prioridades do governo para a reta final do mandato presidencial.
Ainda na terça, Lula vai a São Paulo junto com o ministro da Educação, Camilo Santana, para participar do evento Universidade com a Cara do Povo Brasileiro. Na ocasião, serão divulgadas ações relacionadas a programas e políticas do governo federal de acesso à educação superior.
O encontro contará com outros ministros e autoridades, estudantes cotistas, alunos de cursinhos populares e jovens de movimentos sociais. Na solenidade serão feitas homenagens a iniciativas que promoveram a inclusão no acesso à educação superior.
Devem ser assinados ainda no evento atos normativos relacionados ao Prouni e ao Programa Nacional Escola Nacional Hip Hop H2E, política educacional voltada para as redes de ensino públicas. Além disso, o ministro da Educação deve divulgar o resultado de propostas submetidas ao edital da chamada pública da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP).
Já na quarta (1º), o presidente Lula vai ao Ceará para inaugurar o novo campus do ITA Fortaleza. Junto com o ministro da Educação, Camilo Santana, e com o governador cearense Elmano de Freitas (PT), será inaugurada a primeira unidade do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) construída fora de São Paulo, que deve oferecer cursos de Engenharia de Sistemas e Engenharia de Energias Renováveis.
O campus do ITA Fortaleza deve contar com dois blocos de três pavimentos cada, sendo um para alojamentos e outro para o bloco das engenharias. Estima-se que terão 50 vagas por curso de graduação. O início das aulas está previsto para março de 2027.
O presidente também deverá visitar, no mesmo dia, a partir das 15 horas, as obras do novo data center que será operado pela chinesa ByteDance, controladora do TikTok. O centro de processamento de dados está sendo construído em Caucaia (região metropolitana de Fortaleza).
A agenda de Lula para a quinta (2) prevê uma viagem a Salvador, onde o presidente pretende assinar a ordem de serviço da obra que vai expandir o metrô da Lapa até o bairro do Campo Grande, região do Centro Histórico da capital baiana. O ato em Salvador vai marcar também a despedida do ministro da Casa Civil, Rui Costa, que deixará o cargo para disputar as eleições como senador.
PODER LEGISLATIVO
A semana promete ser de plenários vazios na Câmara e no Senado. Por conta do feriado da Semana Santa e devido aos últimos dias de prazo da janela partidária, haverá intensa negociação nos bastidores, mas com poucas atividades legislativas em Brasília.
Na Câmara, o esvaziamento é total. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), não agendou sequer a realização de sessões deliberativas. Em acordo com os líderes, Motta liberou os deputados para se dedicarem às costuras partidárias na reta final do prazo da janela.
No Senado, haverá atividade, mas com pauta curta. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), agendou sessões com poucos temas e regime semi-presencial, em que os parlamentares não precisam registrar presença.
A sessão deliberativa no plenário na terça (31) prevê poucos itens: a medida provisória 1.326/2025, o projeto de lei 4.278/2025, do Superior Tribunal de Justiça, e o projeto de decreto legislativo 380/2021, sobre acordo de cooperação entre Brasil e Tunísia em ciência, tecnologia e inovação.
O projeto do STJ amplia a estrutura do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5). que tem sede no Recife e atende os Estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Alagoas e Sergipe. A proposta amplia a composição do tribunal de 24 para 27 desembargadores.
A principal urgência do Senado é a MP 1.326/2025, que reajusta a remuneração das forças de segurança pública do Distrito Federal, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros dos ex-territórios e do antigo Distrito Federal, além de elevar o auxílio-moradia desses militares e extinguir cargos vagos no Executivo federal. Os reajustes foram divididos em duas parcelas, com implantação em dezembro de 2025 e janeiro de 2026.
O Senado precisa votar a medida nesta semana porque o texto está na fase final de tramitação. A MP foi publicada em 1º de dezembro de 2025, entrou em regime de urgência no Congresso e tem prazo constitucional limitado: se não for aprovada até a próxima quarta (1º), perde a validade.
PODER JUDICIÁRIO
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, ainda não divulgou a pauta de julgamentos no plenário da Corte para a próxima quarta, 1º de abril.
Em relação ao julgamento sobre as eleições para governador do Rio de Janeiro, cargo que está vago desde a renúncia de Cláudio Castro, Fachin decidiu que será realizado no dia 8 de abril. No último sábado (28) o ministro Cristiano Zanin suspendeu as eleições indiretas para governador em decisão liminar.
Zanin também pediu destaque no julgamento sobre as regras da eleição-tampão que definirá o novo governador fluminense até o fim de 2026. Por isso, a votação que ocorria no plenário virtual passará para o plenário presencial, com a data definida nesta segunda (30) pelo presidente do STF.
Nesse julgamento, os ministros decidirão se as eleições para o governo do Rio serão indiretas, com votação aberta ou secreta dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa, ou se serão diretas, com a população escolhendo o novo governador para um mandato-tampão. Até o julgamento, o presidente do Tribunal de Justiça do estado, desembargador Ricardo Couto de Castro, segue no exercício do cargo de chefe do Executivo.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), negou qualquer desavença com o pré-candidato a vice da chapa de ACM Neto, Zé Cocá (PP). O petista evitou comentar sobre a relação com o gestor de Jequié, que foi seu aliado até 2022, quando decidiu apoiar Neto na disputa pelo governo.
“Não tenho imbróglio com ninguém, apenas esclareci um histórico e contei os fatos. Não vou tocar no assunto não. Pra mim isso não é relevante e não pretendo ficar comentando”, afirmou Rui.
A fala acontece após declarações recentes do ministro sobre Cocá, que decidiu compor a chapa do principal adversário de Jerônimo Rodrigues no pleito de outubro. Ele chegou a chamá-lo de traidor.
O petista ainda revelou seus planos de saída do comando da pasta para concorrer a uma vaga ao Senado. “Eu deixo o Ministério na quinta-feira quando o presidente Lula estará na Bahia. O presidente vai inaugurar um conjunto habitacional”, disse.
Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta segunda-feira (30) revela que subiu de 52,2% em fevereiro para 53,3% agora em março a quantidade de eleitores que afirmam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não merece ser reeleito para um novo mandato. A pesquisa foi feita entre os dias 25 e 28 deste mês.
Desde o início de 2026, essa rejeição ao nome do presidente Lula como candidato já cresceu mais de dois pontos percentuais. No levantamento do Paraná Pesquisas de janeiro, o índice dos que afirmavam que Lula não merece ser reeleito era de 51%.
Na outra ponta, vem caindo a quantidade de eleitores que diz que o líder petista merece ser reeleito. Em janeiro, esse índice era de 45,3%, e houve redução para 43,9% em fevereiro e 43,7% agora em março. Apenas 3% afirmam não saber responder.
O Paraná Pesquisas revela que o Nordeste é a região que mais considera que Lula merece a reeleição: 54,8%. O Sul é a região do país que mais considera que Lula não merece vencer a eleição presidencial, com 66,1% dos entrevistados respondendo nesse sentido.
Nas outras regiões, também predomina a posição dos eleitores de que Lula não merece ser reeleito para o seu seu quarto mandato: Norte + Centro Oeste tem 59,5% de rejeição ao presidente e Sudeste 53,6%. No Nordeste, 42,6% disseram que o petista não merece ser reeleito.
A Paraná Pesquisas entrevistou 2.080 eleitores do Brasil de 25 a 28 de março de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-00873/2026.
A disputa pela Presidência da República em 2026 aparece polarizada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo pesquisa nacional do Instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta segunda-feira (30). No principal cenário estimulado apresentado pelo levantamento, Lula tem 41,3% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 37,8%.
No mesmo cenário, Ronaldo Caiado aparece com 3,6%, Romeu Zema com 3%, Renan Santos com 1,2% e Aldo Rebelo com 1,1%. Os que declararam voto em branco, nulo ou em nenhum dos nomes somam 7%, enquanto 5% disseram não saber ou preferiram não opinar.

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula também lidera, com 26,3%. Flávio Bolsonaro registra 16,9%, enquanto Jair Bolsonaro é citado por 4,3%. Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem com 0,6% cada, Ratinho Junior com 0,5%, Renan Santos com 0,3% e Aldo Rebelo com 0,1%. Nesse recorte, o percentual de indecisos é de 42,9%.

O levantamento também testou um segundo cenário, em confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro. Nessa simulação, Flávio Bolsonaro aparece com 45,2%, enquanto Lula marca 44,1%. Os que afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos dois são 6,2%, e 4,5% não souberam ou não responderam.

Os recortes regionais indicam desempenho distinto dos dois principais nomes. No Nordeste, Lula registra 51% no cenário 1, contra 30,5% de Flávio Bolsonaro. No Sul, o quadro se inverte: Flávio tem 49,5%, enquanto Lula soma 30,2%. No Sudeste, Lula aparece com 41,2%, ante 37,9% de Flávio. Já no Norte e Centro-Oeste, Flávio marca 39,6%, contra 35,1% de Lula.
Outro dado do levantamento mostra que 53,3% dos entrevistados disseram que Lula não merece ser reeleito, enquanto 43,7% afirmaram que o presidente merece um novo mandato. Outros 3% não souberam ou não opinaram.
Segundo a metodologia informada pelo instituto, foram entrevistados 2.080 eleitores em 158 municípios de 26 estados e do Distrito Federal, entre 25 e 28 de março de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para os resultados gerais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob número BR-00873/2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma piada envolvendo o aumento dos gastos dos brasileiros com cuidados de cachorros durante a reinauguração do parque fabril da montadora de veículos chinesa Caoa, em Anápolis (GO), nesta quinta-feira (26). Na ocasião, de frente a um representante da China, o petista afirmou que os “chineses não devem ter esse problema” com os gastos com pets.
Ao se dirigir a Zhu Huarong, representante de uma fábrica chinesa de automóveis presente ao evento, Lula afirmou que, no Brasil, as pessoas gostam muito de cachorros e disse que os chineses não devem ter "esse problema" com as despesas com cães.
"Meu caro Zhu, na China não deve ter esse problema, mas aqui no Brasil nós gostamos muito de cachorro. [...] Eu tive cachorro a vida inteira, só para vocês terem ideia, quando eu casei com a Marisa, eu fui morar numa casa de 33 metros quadrados. Eu, a mãe da Marisa, a Marisa, três filhos e duas cachorras. Eu tive uma dálmata que teve 11 filhotes, e tinha que dar mamadeira para os filhotes porque as tetinhas dela não davam para amamentar tudo. Eu levantava de noite para dar", disse o presidente.
De acordo com publicação do G1, em algumas regiões da China, há uma tradição de consumo de carne de cachorro, sobretudo, em um determinado período do ano. Todavia, a prática tem recebido a oposição da própria população chinesa e, em algumas localidades, tem sido coibida ou desestimulada.
Prosseguindo, Lula classificou o aumento dos gastos como um “sequestro do salário” e comentou sobre as mudanças de costume no cuidado dos cachorros.
"Mas, agora, quem tem um cachorrinho tem que levar no dentista para cuidar da boca dele, ninguém aceita que se dê mais resto de comida para o cachorro. Agora não. Agora, os cachorrinhos têm que dormir com a gente. Tem que tá limpinho, dar banho uma vez por semana, levar no veterinário. E tudo isso é um sequestro do nosso salário. E a gente só se dá conta no final do mês", completou o petista.
Veja o momento:
A pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira (25) elevou as preocupações do Palácio do Planalto não apenas por revelar um aumento da desaprovação ao trabalho do presidente, mas principalmente por um aumento maior à rejeição em segmentos do eleitorado antes considerados mais favoráveis a Lula, como entre os mais jovens, cidadãos com menor renda e escolaridade média e superior.
No geral, a pesquisa mostrou que a desaprovação do trabalho do presidente Lula aumentou dos 52% verificados em fevereiro para 54% agora no mês de março. Já a aprovação de 47% para 46% no mesmo período.
O resultado apurado no mês de março iguala o pior índice de desaprovação que Lula havia alcançado em seu terceiro mandato em outros dois momentos, em março e maio do ano passado. Já os piores patamares de aprovação chegaram a 45%, também nos meses de março e maio de 2025.
Na avaliação da aprovação do presidente Lula por cruzamentos demográficos, a AtlasIntel mostra piora significativa em alguns dos segmentos pesquisados. É o caso da faixa etária de eleitores entre 16 e 24 anos. Neste grupo, a desaprovação ao trabalho do presidente Lula estava em 58,6% na pesquisa de fevereiro, número que subiu agora para 72,7% no levantamento mais recente.
Também houve forte crescimento da desaprovação de Lula na faixa etária de pessoas entre 60 e 100 anos, com o índice passando de 39,2% em fevereiro para 50,8% em março. Nas demais faixas etárias as mudanças não foram tão significativas.
Há uma variação maior de rejeição ao trabalho do presidente também entre as mulheres. Se em meio aos homens a desaprovação cresceu de 62,3% para 63,1%, entre as eleitoras esse número passou dos 41,8% verificados em fevereiro para 45,4% em março.
Em meio à segmentação dos eleitores por religião, a desaprovação ao presidente Lula teve forte crescimento junto aos que se declaram evangélicos. Neste grupo, a desaprovação a Lula passou de 74,2% em fevereiro para 85,5% em março. Já entre os católicos, a rejeição permaneceu os mesmos 45%.
Outro grupo onde foi verificado forte aumento da desaprovação se deu entre aqueles que afirmam ter como nível educacional o ensino médio. Neste grupo, a rejeição ao trabalho do presidente cresceu de 53,6% para 63,5%.
Já entre os que declaram ter como nível educacional o ensino fundamental, a rejeição a Lula caiu de 56,6% para 46,8%. Também houve crescimento da desaprovação nos que declararam ter ensino superior, de 40,7% para 48,2%.
Já na segmentação dos eleitores por região do país, onde aconteceu o maior aumento da desaprovação do presidente Lula se deu na região Norte, onde subiu de 37,7% para 63,9%. Na região Sul também houve aumento exponencial da rejeição, que saltou de 49,3% em fevereiro para 60,2% em março.
A pesquisa foi realizada pela AtlasIntel Bloomberg de 18 a 23 de março de 2026. Foram entrevistadas 5.028 pessoas com 16 anos ou mais. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o nº BR-04227/2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitará mais uma vez a Bahia em 2026. Ele retorna após participar de três eventos no estado no mês de fevereiro, entre eles: aniversário do Partido dos Trabalhadores, entrega de equipamentos e ambulâncias do Samu, ambos em Salvador, e o Carnaval da capital baiana, quando prestigiou a folia no sábado carnavalesco. Pouco mais de um mês de sua última passagem em território baiano, o petista volta ao estado na próxima quinta-feira (2).
Segundo a Folha de S.Paulo, o chefe do Executivo nacional vai assinar a ordem de serviço da obra que vai expandir o metrô de Salvador até o bairro do Campo Grande, região do Centro Histórico da capital baiana. No entanto, o Planalto ainda não oficializou a viagem do presidente na agenda de compromissos.
De acordo com a publicação, o ato vai marcar também a despedida do ministro da Casa Civil, Rui Costa, do cargo no Governo Federal, para disputar as eleições de 2026 como senador. Diferente de outros ministros que devem sair da função na próxima terça-feira (31) para a disputa eleitoral, Rui permanece no cargo por mais dois dias, para anunciar a ampliação do sistema metroviário da capital baiana.
A vinda de Lula ao estado chega em um momento crucial para seus apoiadores baianos. A chapa petista ainda não oficializou o nome do candidato a vice-governador de Jerônimo Rodrigues. Nesta quarta-feira (25), o gestor baiano indicou que a definição de quem ocupará a vaga de vice-governador só deve ocorrer após o fim da janela partidária.
“O foco vai ser a composição nos partidos até o dia 4 de abril. Parece que há um acordo de que, neste momento, ninguém está tratando de vice, mas sim da montagem das chapas estaduais e federais. Até o dia 4, o olhar é esse”, declarou à imprensa.
O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou, em auditoria, que a baixa execução do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF), do governo federal, tem contribuído para o fortalecimento de organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), além de impulsionar a violência no país.
De acordo com o documento, apenas 54% dos planos de ação previstos para o funcionamento do programa foram efetivamente executados desde a definição do planejamento estratégico. Dos 42 projetos desenhados para integrar órgãos de segurança e inteligência, 19 sequer saíram do papel ou foram interrompidos.
“No curso da auditoria, constatou-se que apenas 23 dos 42 (54%) planos de ação previstos no PPIF foram executados. Essa ineficácia favorece o tráfico de drogas e de armas, o contrabando e o fortalecimento de organizações criminosas, comprometendo a segurança pública e a soberania nacional”, diz trecho do relatório.
O documento usa dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) para evidenciar a expansão das principais facções criminosas que atuam no país. Um dos problemas centrais, segundo o TCU, é a vulnerabilidade das fronteiras, apontadas como porta de entrada para drogas e armas comercializadas por essas organizações.
Duas pesquisas divulgadas nesta quarta-feira (26) apresentaram uma série de más notícias para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As novas rodadas de levantamentos da AtlasIntel e do PoderData revelaram quadros preocupantes para o Palácio do Planalto, como queda da aprovação ao trabalho do presidente, aumento da rejeição ao nome e Lula e até piora na comparação com o governo anterior, de Jair Bolsonaro.
Sobre desaprovação, a pesquisa AtlasIntel revelou que o presidente Lula alcançou um índice de 53,5%, contra 45,9% de aprovação. O resultado da desaprovação chegou próximo ao pior índice já alcançado neste terceiro mandato do líder petista, de 53,7%, verificado na pesquisa de maio deste ano.
Já a pesquisa do Instituto PoderData mostrou um resultado ainda pior para o presidente. Pela sondagem, a desaprovação do trabalho de Lula subiu de 57% em janeiro para 61% agora em março. A aprovação caiu de 34% para 31% no mesmo período, estabelecendo uma diferença de 30 pontos percentuais negativos.
Outra má notícia para o presidente Lula verificada pela pesquisa PoderData apareceu na comparação entre o governo atual e o anterior, de Jair Bolsonaro. Segundo o instituto, 42% acham que o governo de Lula é pior do que o de Bolsonaro, enquanto 32% dizem que é melhor.
Na pesquisa realizada em janeiro, 40% diziam que o governo atual era pior e 39% que era melhor do que o anterior. Houve uma queda, portanto, de sete pontos percentuais entre os que consideram que Lula governa melhor do que Bolsonaro.
Outro dado que causa preocupação para o governo está na avaliação, feita pela pesquisa AtlasIntel, sobre o índice de rejeição dos dois principais candidatos, o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Enquanto 46,1% dizem que não votariam de jeito nenhum no filho do ex-presidente Bolsonaro, esse número chegou a 52% de rejeição à candidatura de Lula.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) compartilhou, nesta segunda-feira (25), em suas redes sociais, o voo em que foi escoltado, pela primeira vez, por um caça Gripen produzido no Brasil. Ele classificou o episódio como um “momento histórico”.
Segundo o presidente, o fato é “muito simbólico” e representa a soberania nacional e o investimento do país em tecnologia.
“Voei escoltado pelo primeiro Gripen produzido no Brasil. Um momento muito simbólico, que mostra um país que acredita em si mesmo, investe em tecnologia e reafirma sua soberania”, escreveu o petista.
O deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) comemorou, durante discurso no plenário da Câmara nesta quarta-feira (25), a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de autorizar a criação da Universidade Federal África-Brasil, para integração entre estudantes dos dois continentes. Segundo o deputado, a sede do campus da futura universidade será na cidade baiana de São Francisco do Conde.
Valmir Assunção disse em seu discurso que a criação foi anunciada pelo ministro da Educação, Camilo Santana. Para instalar a nova universidade, o governo fará a emancipação do Campus dos Malês, que funciona na sede da Unilab, em São Francisco do Conde.
Para o deputado baiano, a criação da Universidade Federal África-Brasil vai fortalecer a integração e os laços históricos entre os continentes.
“Essa é uma decisão fundamental para que o continente africano, composto por 56 países, tenha a oportunidade de estudar aqui no Brasil e, ao mesmo tempo, estabelecer essa relação Brasil e África, para fortalecer os nossos laços. Para mim, enquanto um homem negro, descendente de africanos, isso me dá muito orgulho desse governo”, destacou Valmir.
O deputado também destacou a atuação da diretora do Campus dos Malês da Unilab, Mirian Reis, para que fosse possível concretizar junto ao governo federal a criação da nova universidade.
“A diretora do Campus dos Malês, da Unilab, que fica lá em São Francisco do Conde, vem trabalhando justamente para construir essa universidade. Então, parabenizo Mirian Reis, o nosso governador Jerônimo e o nosso presidente Lula por tomarem essa decisão. Isso significa uma reparação com os povos africanos. Acho que é fundamental a gente criar essa relação, essa oportunidade”, afirmou Valmir Assunção que comemorou ainda o fato de a Bahia ser agraciada com a instalação de mais essa universidade federal.
Em postagem nas suas redes sociais, a diretora da Unilab, Mirian Reis, também celebrou o anúncio feito por Camilo Santana, e disse se tratar do reconhecimento da importância de um projeto construído com compromisso por muitas pessoas e que percorreu um extenso caminho até chegar à efetivação da sua criação.
“Há também a certeza de que, de mãos dadas, construiremos uma universidade ímpar, confluência de saberes e tecnologias ancestrais e contemporâneas. E nós aguardamos o momento próximo de celebrar o nascimento dessa nova história pra educação superior brasileira e para a cooperação internacional Sul-Sul”, disse Mirian.
O campus dos Malês da Unilab, localizado em São Francisco do Conde, e que servirá de base para a criação da Universidade Federal África-Brasil, atua no momento na formação de estudantes brasileiros e internacionais. Esses estudantes são oriundos de nações que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): Guiné-Bissau, Cabo Verde, Angola, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Timor Leste.
Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira (25) apresenta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma simulação de segundo turno. Flávio teria 47,6% das intenções de voto contra 46,6% de Lula.
Como a pesquisa tem margem de erro de um ponto percentual, a diferença entre Flávio e Lula representa empate técnico. Entretanto, o cenário consolida resultados de pesquisas de outros institutos que já haviam mostrado o candidato do PL à frente do líder petista.
O próprio AtlasIntel já havia registrado essa ultrapassagem de Flávio sobre Lula na pesquisa realizada em fevereiro. Naquela ocasião, entranto, a diferença era bem menor, com Flávio ganhando por 46,3% a 46,2%, uma distância de apenas 0,1%. Nesta sondagem atual, Flávio passou a ter 1% a mais que o líder petista.
Apesar da vantagem numérica de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, o presidente Lula lidera todos os cenários possíveis de simulações de primeiro turno. Confira abaixo os cinco cenários apresentados pela AtlasIntel.
Cenário 1
Lula (PT): 45,9%
Flávio Bolsonaro (PL): 40,1%
Renan Santos (Missão): 4,4%
Ronaldo Caiado (PSD): 3,7%
Romeu Zema (Novo): 3,1%
Aldo Rebelo: 0,6%
Branco/Nulo: 1,9%
Não sei: 0,3%
Cenário 2
Lula (PT): 45,5%
Flávio Bolsonaro (PL): 42,4%
Renan Santos (Missão): 4,6%
Romeu Zema (Novo): 3,7%
Eduardo Leite (PSD): 1,2%
Aldo Rebelo: 0,8%
Branco/Nulo: 1,6%
Não sei: 0,3%
Cenário 3
Neste cenário o instituto apresentou o nome do governador do Paraná, Ratinho Jr. O governador, entretanto, anunciou nesta semana que desistiu da disputa e que seguirá no cargo até o final do mandato.
Lula (PT): 45,7%
Flávio Bolsonaro (PL): 40,6%
Renan Santos (Missão): 4,5%
Ratinho Jr. (PSD): 3,4%
Romeu Zema (Novo): 3,3%
Aldo Rebelo: 0,7%
Branco/Nulo: 1,6%
Não sei: 0,3%
Cenário 4
Lula (PT): 45,6%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 33,3%
Romeu Zema (Novo): 6,2%
Renan Santos (Missão): 4,6%
Ronaldo Caiado (PSD): 4,2%
Aldo Rebelo: 0,6%
Branco/Nulo: 3,9%
Não sei: 1,7%
Cenário 5
Lula (PT): 45,7%
Flávio Bolsonaro (PL): 35,8%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 7,9%
Renan Santos (Missão): 4,3%
Ronaldo Caiado (PSD): 2,8%
Romeu Zema (Novo): 1,6%
Aldo Rebelo: 0,5%
Branco/Nulo: 1,3%
Não sei: 0,1%
Nas simulações de segundo turno, o presidente Lula, além de perder para Flávio Bolsonaro, também tem menos intenções de voto do que outros nomes apresentados pela pesquisa, como os de Michelle Bolsonaro, Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Confira abaixo o quadro de disputas de segundo turno:
Lula 46,6% x 47,6% Flávio Bolsonaro
Lula 46,8% x 47% Michelle Bolsonaro
Lula 46,6% x 47,4% Jair Bolsonaro
Lula 46,3% x 47,2% Tarcísio de Freitas
Lula 46,3% x 43,7% Romeu Zema
Lula 46,2% x 36,7% Ronaldo Caiado
Lula 46,1% x 38,7% Ratinho Jr.
Lula 45,5% x 22,7% Eduardo Leite
Os pesquisadores da AtlasIntel ouviram 5.028 eleitores entre os dias 18 e 23 de março. O nível de confiança é de 95%, e a margem de erro é de um ponto percentual.
Em solenidade fechada à imprensa na tarde desta terça-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o projeto de lei 5.582/2025, conhecido como PL Antifacção, que teve sua votação concluída pelo Congresso Nacional no final de fevereiro. A sanção foi anunciada por Lula ao lado do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não compareceu ao evento, e no mesmo horário, estava presidindo a sessão plenária.
Em seu discurso, o presidente Lula afirmou que a lei dá ao país a chance de prender os “magnatas do crime” e não apenas “matar os bagrinhos da periferia”.
Lula abriu sua fala destacando a questão das delações premiadas, e disse que é preciso que as autoridades tenham “capacidade e coerência” porque “é preciso que a pessoa tenha provas concretas do que está delatando para a gente não tentar fazer justiça cometendo uma injustiça”.
Logo em seguida, o presidente Lula criticou a frequência com que pessoas presas são soltas poucos dias depois nas audiências de custódia.
"Tem uma coisa muito grave que os governadores se queixam que é que muitas vezes a polícia prende, faz uma festa e três dias depois a pessoa está solta outra vez. É preciso que quando a polícia prenda com provas concretas, o cidadão não possa ser dono da sua própria pena e punição”, declarou Lula.
O presidente Lula disse que a nova lei representa a chance de “pegar os responsáveis que moram em apartamentos de luxo”. O líder petista também falou que “no Brasil tem lei que pega e lei que não pega”.
O único trecho vetado pelo presidente Lula foi a previsão de equiparação de penas entre integrantes e não-integrantes de facções criminosas para crimes violentos contra agentes públicos. A equiparação também era prevista no projeto na promoção de ataques contra agentes prisionais, bem como em atividades análogas às milícias privadas.
O veto do presidente Lula será agora submetido à análise do Congresso Nacional. A decisão sobre o veto fica condicionada à marcação de uma sessão conjunta de deputados e senadores pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre.
Entre os ministros presentes à solenidade estava Dario Durigan, recentemente efetivado na pasta da Fazenda. Este foi o primeiro evento público de Durigan como ministro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta terça-feira (24), o Projeto de Lei Antifacção, com vetos ao trecho que equiparava penas entre integrantes e não integrantes de facções criminosas.
A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados, eleva as penas para crimes ligados a facções, podendo chegar a até 40 anos, e cria novos mecanismos de combate, como um banco nacional para identificação desses grupos.
O texto retoma o conceito de domínio social estruturado, que define facções como organizações que exercem controle territorial e social por meio de violência ou grave ameaça. Passam a ser enquadradas práticas como bloqueio de ruas, instalação de barricadas, imposição de regras a moradores, ataques a serviços públicos e sabotagem de infraestrutura.
A nova lei também estabelece que integrar, financiar ou comandar facções, além de exercer controle territorial violento, pode justificar prisão preventiva, ao indicar risco à ordem pública.
Além disso, a proposta amplia medidas como bloqueio e sequestro de bens, restrições financeiras e apreensão de ativos, mantendo o chamado perdimento extraordinário, que permite a perda de patrimônio antes do fim definitivo do processo.
O texto ainda autoriza intervenção judicial em empresas ligadas a facções e restabelece a divisão automática de valores apreendidos entre União e estados.
No Congresso, o projeto foi relatado inicialmente pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP) e sofreu alterações no Senado sob relatoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o que levou à retomada da tramitação na Câmara.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que permite a instalação de farmácias e drogarias dentro de supermercados em todo o país. A norma foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (23).
Pela legislação, as unidades devem funcionar de forma independente dos demais setores, com estrutura própria para recebimento, armazenamento e controle de temperatura e umidade dos medicamentos.
A lei também proíbe a exposição de remédios em gôndolas externas ou áreas de livre acesso fora do espaço da farmácia e torna obrigatória a presença de um farmacêutico habilitado durante todo o horário de funcionamento.
No caso de medicamentos de controle especial, a entrega ao consumidor só poderá ocorrer após o pagamento ou com o produto devidamente lacrado e identificado até o caixa.
Além disso, a legislação autoriza o uso de canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para logística e entrega, desde que respeitadas as normas sanitárias.
Relator da proposta, o senador Humberto Costa afirmou que o objetivo é ampliar a concorrência e facilitar o acesso da população a medicamentos com preços mais acessíveis.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que os países da América Latina e do Caribe tenham acesso a todas as etapas das cadeias de valor dos minerais críticos existentes na região. Segundo ele, esses recursos podem ajudar os países a “reescreverem a história”, utilizando suas próprias riquezas para promover desenvolvimento interno, em vez de enriquecer outras nações.
Segundo a Agência Brasil, a declaração foi feita por meio de discurso lido pelo chanceler brasileiro Mauro Vieira no sábado (21), durante a 10ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino?Americanos e Caribenhos (Celac), em Bogotá.
“Temos a oportunidade de reescrever a história da região, sem repetir o erro de permitir que outras partes do mundo enriqueçam às nossas custas. A adoção de um marco regional, com parâmetros comuns mínimos, aumentaria nosso poder de barganha junto a investidores”, declarou o presidente.
Lula lembrou que a América Latina detém a segunda maior reserva de minerais críticos e terras raras do mundo e que esses insumos são essenciais para a fabricação de chips, baterias e painéis solares, componentes centrais da revolução digital e da transição energética.
Nesse sentido, defendeu que os países da região participem de todas as etapas relacionadas a esses minérios, desde a extração até o produto final, incluindo processos de beneficiamento e reciclagem.
Integração regional
Lula também destacou a importância do fortalecimento da integração regional, o que, segundo ele, é fundamental no atual cenário de instabilidade política e geopolítica. Para o presidente, o enfraquecimento da articulação entre os países da região aumenta a vulnerabilidade a pressões externas e limita a capacidade de resposta a desafios comuns.
“A América Latina e o Caribe não cabem no quintal de ninguém”, afirmou Lula, por meio do discurso lido pelo chanceler.
“Quando caminhamos juntos, somos capazes de sobreviver às turbulências da economia e da geopolítica mundial. A Celac representa o maior esforço já feito para afirmar a identidade própria da América Latina e do Caribe no cenário internacional”, acrescentou.
O presidente também defendeu a ampliação do comércio intrarregional, a integração das cadeias produtivas e o fortalecimento de blocos como o Mercosul, afirmando que a integração regional é um instrumento para ampliar a soberania e o desenvolvimento dos países da região.
Diálogo com outros países
Ao tratar da presidência da Celac exercida pela Colômbia, Lula destacou a manutenção do diálogo com a China, a União Europeia e a África. “Esses países e blocos veem na América Latina e no Caribe um potencial que nós mesmos não sabemos reconhecer e aproveitar. É um paradoxo que uma região com tantos recursos ainda padeça de tantos males”, disse.
“Somos potências em energia, biodiversidade e agricultura. Mas o que predomina neste quadrante do planeta são sociedades profundamente desiguais e tecnologicamente dependentes. O que nos falta para romper esse ciclo de subdesenvolvimento é liderança política”, acrescentou.
Infraestrutura
Lula também defendeu a integração da infraestrutura regional. “Precisamos de rotas por terra, água e ar, do Atlântico ao Pacífico, por onde produtos possam circular e cidadãos possam transitar”, afirmou.
Ele ressaltou a necessidade de interligação das redes elétricas dos países da região, o que, segundo o presidente, garantirá e reduzirá o custo da oferta de energia.
“Em um mundo com bloqueios marítimos e cortes no abastecimento de insumos, essa integração é ainda mais importante”, disse.
Crime organizado
No discurso lido por Mauro Vieira, Lula enfatizou que uma região desarticulada favorece o crime organizado, e que isso reforça ainda mais a necessidade de colaboração entre os países da América Latina e do Caribe para atingir toda a cadeia de comando das organizações criminosas, sobretudo as esferas mais elevadas.
“Esse problema não é só latino?americano, é global. É fundamental conter a fraude, o fluxo de armas que vem de países ricos, combater a lavagem de dinheiro realizada em paraísos fiscais e regular o uso de criptomoedas. Ações pontuais geram resultados momentâneos. Apenas o fortalecimento das nossas instituições garante soluções duradouras”, afirmou.
Segundo Lula, o Projeto de Lei Antifacção, iniciativa do governo brasileiro para enfrentar as organizações criminosas, busca dar mais agilidade e eficiência às investigações, asfixiar o financiamento das facções e aprimorar os mecanismos de responsabilização de grupos ultraviolentos.
“Nosso objetivo é melhorar a articulação entre as polícias e reforçar o papel da Polícia Federal no combate a organizações criminosas e milícias privadas com atuação interestadual e internacional”, concluiu o presidente.
Em um evento empresarial no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (19), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), fez duras críticas à atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área da segurança pública. Flávio, pré-candidato do PL a presidente nas eleições de outubro, citou o projeto de lei antifacção, aprovado pelo Congresso Nacional em fevereiro e que ainda não foi sancionado por Lula.
Flávio Bolsonaro disse que há grandes chances de Lula vetar trechos da proposta. De autoria do próprio governo, o projeto antifacção é um arcabouço que cria novos instrumentos legais para que o Estado possa investigar de forma mais célere as facções criminosas, além de asfixiar o braço financeiro desses grupos e endurecer a responsabilização de seus líderes e membros.
“A depender do que vimos após a promulgação dos resultados das últimas eleições de 2022 para presidente, tem grandes chances de ele escolher o lado dos criminosos, e não do cidadão de bem”, afirmou.
O presidente Lula tem até o dia 24 para decidir sancionar ou vetar o projeto. Segundo Flávio, as medidas propostas no texto são capazes de “estancar a chamada porta giratória do sistema penal, que dificulta o trabalho das nossas polícias e farão marginais violentos ficar muito mais tempo presos”.
O pré-candidato do PL senador também chamou Lula de “ignorante” e classificou o governo petista como “atrasado” e “incompetente”.
“Não dá para continuar no caminho que o Brasil está seguindo, com gente atrasada, com gente que não tem ideia nova, com gente que acha que inteligência artificial só serve para manipular vídeo e foto na internet. Olha o tamanho da ignorância deste ser”, disse Flávio.
Ainda sobre segurança pública, o senador Flávio Bolsonaro defendeu a redução da maioridade penal para menores até 14 anos em casos de crimes hediondos.
“Hoje, um moleque dessa idade sabe exatamente o que está fazendo e quais são as consequências”, disse Flávio. “Tem de ter castração química para estuprador. Isso já se mostrou eficaz, por exemplo, em países da Europa, onde mais de 90% dos criminosos, depois de passarem pelo procedimento, não reincidem”, completou.
Depois de participar do lançamento da pré-candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará em Minas Gerais nesta sexta-feira (20) com esperança de conseguir anunciar outro candidato ligado ao governo federal. Lula participará de eventos com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e pode anunciar o nome do ex-presidente do Senado para a disputa ao governo mineiro.
Em São Paulo, nesta quinta (19), Lula aproveitou a realização da Caravana Federativa para anunciar Haddad como candidato. Nesta sexta, o presidente quer seguir o mesmo script, aproveitando uma agenda de diversos eventos e entregas à população para fazer o anúncio da pré-candidatura de Rodrigo Pacheco.
Pela manhã, o presidente Lula, junto com o senador e outros ministros, vai anunciar na cidade de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, investimentos de R$ 9 bilhões da Petrobras, com previsão de geração de 36 mil empregos nos próximos 10 anos. Nesse evento, Lula vai descerrar, ao lado de Pacheco, a placa de inauguração da primeira usina fotovoltaica da estatal, que iniciou funcionamento no final de dezembro passado.
São 20 mil painéis fotovoltaicos espelhados em 20 hectares, por meio de um investimento de R$ 63 milhões. O objetivo com a usina é substituir a queima de gás natural pelo uso de energia limpa, modelo que está sendo replicado para outras refinarias de petróleo da Petrobras.
À tarde, também acompanhado de Pacheco, Lula participa em Sete Lagoas de visita à fábrica da Iveco, quando anunciará a entrega de 158 novos ônibus escolares do Programa Caminho da Escola. O ministro da Educação, Camilo Santana, participa da agenda.
A ação marca o início da distribuição de mil ônibus da segunda etapa do Novo PAC Seleções, com investimento de cerca de R$ 500 milhões. Os veículos vão beneficiar estudantes da educação básica, especialmente de áreas rurais, ribeirinhas e de difícil acesso. A cerimônia contará ainda com a participação de prefeitos de diferentes regiões do estado.
A sinalização de que Rodrigo Pacheco cedeu e pode ser anunciado como pré-candidato é o fato dele estar negociando uma mudança de partido antes do prazo final de filiação para quem quer concorrer às eleições. Pacheco está de saída do PSD pelo fato de o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab (SP), ter filiado o vice-governador Mateus Simões, que vai assumir o governo com a desincompatibilização de Romeu Zema (Novo) e, no cargo, se candidatará a mais um mandato.
O senador Rodrigo Pacheco vinha negociando com o União Brasil, mas as negociações emperraram depois que o noticiário expôs ligações entre o presidente da legenda, Antônio Rueda, com Daniel Vorcaro e o banco Master. Nesse contexto, o senador retomou as negociações com o MDB e com o PSB.
No MDB, entretanto, o presidente estadual do partido, o deputado Newton Cardoso Júnior, vem resistindo à filiação. O deputado tem a intenção de lançar o nome do ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo, como candidato do partido ao governo.
Depois dos eventos junto com Rodrigo Pacheco, o presidente Lula viajará no final do dia para Bogotá, na Colômbia. No fim de semana será realizado o 10º Fórum de Alto Nível Celac-África, com representantes de países da América do Sul, do Caribe e da África.
Durante discurso na solenidade de abertura, nesta quinta-feira (19), da Caravana Federativa, em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que não vai permitir que haja aumento de preços de alimentos no país por conta da guerra no Oriente Médio envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã.
“A gente não vai permitir que a guerra do Irã traga prejuízo para o povo brasileiro. A gente não vai permitir que o alface, que o feijão, que a carne suba por conta da guerra do Irã”, afirmou o presidente.
Lula também fez críticas a reajustes considerados abusivos no preço dos combustíveis. O presidente afirmou no evento que o governo chegou a estudar medidas para conter os preços, incluindo propostas de subsídio às importações, mas que, ainda assim, houve aumento nas bombas nos últimos dias, segundo ele, por práticas abusivas do mercado.
“Nesse País tem bandido que quer ganhar dinheiro até com o enterro da mãe, até com o sofrimento dos pobres”, afirmou. Ele acrescentou que o governo mobilizou órgãos como Polícia Federal, Receita Federal e Procons para investigar aumentos considerados indevidos.
O presidente explicou que mesmo que existam agentes econômicos que tentem lucrar com a guerra ao elevar valores sem necessidade, o governo não aceitará repasse automático desses custos ao consumidor, sobretudo aos caminhoneiros. Lula disse ainda que pediu aos governadores que zerem ou reduzam o ICMS sobre o diesel.
Em troca desse corte de impostos, o governo federal se dispõe a compensar metade da perda de arrecadação. A medida, segundo o presidente Lula, busca evitar impacto direto no transporte e, por consequência, nos alimentos.
A Caravana Federativa, realizada nesta quinta em São Paulo, é um evento que reúne representantes de mais de 30 ministérios e busca aproximar o governo federal de estados e municípios. A Caravana oferece serviços, orientação técnica e anúncios de investimentos em áreas como saúde, habitação e infraestrutura.
Durante o evento, o presidente Lula sancionou dois projetos que destinam R$ 500 milhões à agricultura familiar e estabelecem R$ 3,1 bilhões em incentivos fiscais à indústria química de Cubatão. Um dos projetos sancionados é o PL 2213/2025, de autoria do senador Jaques Wagner (PT-BA).
O projeto do senador baiano autoriza o uso de recursos do Fundo Garantidor de Operações para operações do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). O montante autorizado será de R$ 500 milhões.
O outro projeto sancionado é o PLP 14/2026, apresentado pelo deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), que institui um regime provisório de tributação para a indústria química até 2027. O projeto propõe novas regras que reduzem impostos sobre a nafta petroquímica – usada na produção de plásticos e resinas - além de gás natural, amônia e outros insumos do setor.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva possui uma maior quantidade de seguidores nas redes sociais do que o seu principal oponente para as eleições de outubro, mas o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é quem lidera nas últimas semanas no crescimento da base de apoiadores digitais, além de receber atualmente quase o dobro das interações nas suas postagens a mais do que o líder petista.
Essas são algumas conclusões de dois levantamentos divulgados nos últimos dias com análise da movimentação nos perfis em redes sociais do presidente Lula e do senador Flávio Bolsonaro. Os levantamentos feitos pelas empresas Ativaweb e Bites levaram em consideração as interações nas redes Instagram, Facebook, X (antigo Twitter), Tik Tok e Youtube.
No mês de janeiro, outro levantamento, feito pelo Bahia Notícias, revelava que um ano depois do baiano Sidônio Palmeira ter assumido a Secretaria de Comunicação da Presidência da República, houve um expressivo aumento na quantidade de seguidores do presidente Lula. Em janeiro de 2025, Lula tinha 36,6 milhões nas redes citadas acima e mais Threads e BlueSky.
De acordo com o levantamento do BN em janeiro deste ano, a quantidade de seguidores de Lula havia saltado para 40,3 milhões. No total, o presidente ganhou em um ano cerca de 3,7 milhões de novos inscritos no Instagram, X, Facebook, Threads, Blue Sky, TikTok e Youtube.
De janeiro até esta terça (17), o presidente Lula somou mais 600 mil seguidores no acumulado de todas as redes, com um total de 40,975 milhões. Confira abaixo como ficou a distribuição de seguidores nas redes de Lula:
- Instagram - 14,5 milhões
- X (antigo Twitter) - 10,1 milhões
- Facebook - 6,1 milhões
- Threads - 3,1 milhões
- Blue Sky - 295,3 mil
- TikTok - 5,3 milhões
- Youtube - 1,58 milhão
Já o senador Flávio Bolsonaro possui praticamente a metade da quantidade total de seguidores do líder petista, com 19,575 milhões. Flávio não tem conta oficial na rede BlueSky, e nas demais plataformas, o número de seus seguidores é o seguinte:
- Instagram - 8,2 milhões
- X (antigo Twitter) - 3,6 milhões
- Facebook - 3,2 milhões
- Threads - 2 milhões
- TikTok - 1,8 milhão
- Youtube - 775 mil
Apesar de ter a metade do número de seguidores, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem quase o dobro de comentários, curtidas e compartilhamentos nas suas postagens a mais do que o verificado nas redes do presidente Lula. De acordo com o levantamento da consultoria Bites, no cômputo total dos meses de janeiro e fevereiro, Flávio teve um total de 49,7 milhões de interações, contra 28,2 milhões de Lula.
Na quantidade de interações, Flávio também supera os outros membros da família Bolsonaro. No mesmo período de janeiro e fevereiro, a Bites apurou que Carlos Bolsonaro teve 20,2 milhões de interações, Eduardo Bolsonaro teve 17,5 milhões e Michelle Bolsonaro, 5,7 milhões. O vereador Jair Renan alcançou apenas 0,5 milhão.
A análise da consultoria Ativaweb confirma o bom desempenho de Flávio nas redes sociais neste começo de ano. A empresa verificou que o presidente Lula, mesmo com o dobro de seguidores, perde para o seu adversário na média de curtidas por publicação.
Enquanto Lula teve 65,1 mil likes por post, Flávio Bolsonaro chegou a 117,8 mil. O levantamento da Ativaweb também mostra que, proporcionalmente, o engajamento das publicações do senador (1,33%) é maior que o obtido pelos posts feitos na conta oficial do líder petista.
O relatório indica também que, ao longo do mês de março, o aumento do número de seguidores de Flávio (11,29%) foi superior ao obtido por Lula (0,45%). O parlamentar registrou maior crescimento no número de curtidas (57,60%) em comparação ao presidente (57,60%).
Os dados da Ativaweb indicam ainda que os grupos que os acompanham ambos os candidatos também variam. Enquanto o presidente Lula é seguido por um público majoritariamente feminino (61,36% de mulheres e 38,64% homens), no perfil de Flávio há uma leve predominância masculina (51,08% de homens e 48,92% de mulheres).
O levantamento, por fim, lista as principais cidades onde eles concentram o melhor desempenho online. Lula tem melhor desempenho de interações em São Paulo (10,39%), Rio de Janeiro (7,89%), Belo Horizonte (3,60%), Salvador (3,47%) e Fortaleza (3,03%).
Já Flávio Bolsonaro tem seus melhores índices no Rio de Janeiro (10,99%), São Paulo (7,13%), Belo Horizonte (2,89%), Campinas (2,18%) e Goiânia (1,87%).
Depois de a defesa do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmar que ele não tinha nenhuma relação comercial ou envolvimento com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse não ser possível dizer que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebia uma espécie de mesada.
A declaração do presidente da CPMI do INSS foi dada na noite desta segunda-feira (16), no programa Roda Viva. Viana confirmou que uma testemunha teria dito à Polícia Federal que o filho do presidente Lula recebia uma mesada de R$ 300 mil do Careca do INSS, mas os membros da comissão não conseguiram checar essa informação.
Viana ressaltou no programa que, devido à suspensão da quebra de sigilo bancário e fiscal pelo Supremo Tribunal Federal (STF), não foi possível confirmar se Lulinha recebia valores do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes.
“O que temos de evidência é uma testemunha que diz que ele recebia mesadas de 300 mil. Não há como dizer que é verdade, mas ele viajou com o Careca do INSS”, afirmou o senador.
Nesta segunda, a defesa de Lulinha disse que foi relatado ao ministro André Mendonça, do STF, que o filho do presidente Lula teve uma viagem custeada pelo Careca do INSS, e voou ao lado dele para Portugal. A viagem, entretanto, segundo a defesa de Lulinha, não teria qualquer relação com as fraudes de descontos não autorizados nos benefícios de aposentados do INSS, que beneficiaram diretamente o lobista.
No dia 26 de fevereiro, a CPMI do INSS aprovou uma série de requerimentos, e entre eles estava a quebra de sigilo de Lulinha. Porém, uma semana depois, o ministro Flávio Dino suspendeu a deliberação, atendendo a um pedido da defesa.
Na semana passada, foi iniciado um julgamento virtual no STF para ratificar ou não a decisão de Dino sobre a quebra de sigilo do filho do presidente Lula. O ministro Gilmar Mendes, entretanto, pediu destaque no julgamento, e com isso o caso passará a ser julgado no plenário físico da Corte, em sessão com a participação dos dez ministros.
A data do julgamento ainda será definida pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin. Enquanto o caso não é pautado, continua valendo a decisão liminar de Dino que suspendeu as medidas aprovadas pela comissão parlamentar mista de inquérito.
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teve uma viagem custeada pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, e voou ao lado dele para Portugal. A viagem, entretanto, não teria qualquer relação com as fraudes de descontos não autorizados nos benefícios de aposentados do INSS, que beneficiaram diretamente o lobista.
Essas e outras explicações foram dadas pela defesa do filho do presidente Lula ao ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal (STF) do processo sobre as fraudes no INSS. À Globonews, o advogado que integra a defesa de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, explicou os motivos da viagem.
“Já levamos ao conhecimento do ministro André Mendonça essa única e exclusiva viagem na companhia de quem, na época, era considerado um empresário de sucesso. Essa viagem, para Portugal, se deu para que ele fosse visitar uma fazenda de canabidiol”, disse o advogado.
Marco Aurélio Carvalho disse também que o filho do presidente Lula não teria nenhuma ligação direta ou indireta com qualquer assunto que tenha a ver com INSS. Segundo ele, a quebra de sigilo determinada no último mês comprovaria que não existiu nenhuma relação comercial entre ele e o Careca do INSS.
“Não acharam nada e não vão achar, porque simplesmente não tem”, disse o advogado.
Na entrevista à Globo, Marco Aurélio afirmou que Fábio Luís da Silva não é o “filho do rapaz” citado nas investigações da Polícia Federal. Segundo Carvalho, as investigações vão comprovar sua afirmação no futuro.
Carvalho sinalizou a possibilidade de a expressão em questão ter sido usada para se referir ao filho de outra pessoa que prestava serviços a membros do esquema.
Ainda sobre a viagem de Lulinha junto com o lobista, ela teria ocorrido em novembro de 2024 com a intenção de que o empresário conhecesse uma fábrica de produtos com base em canabidiol, mas não gerou vínculos comerciais ou negociações. Carvalho reforçou que Antunes era um empresário “conhecido no ramo farmacêutico”.
De acordo com o advogado, o encontro entre os dois ocorreu em meio a conversas sobre o mercado de cannabis medicinal. Em uma dessas ocasiões, Antônio Camilo teria apresentado o projeto comercial “World Cannabis”, o que despertou interesse de Lulinha, especialmente, segundo os advogados, por razões pessoais.
Teria sido nesse contexto que surgiu o convite para a viagem. Na versão apresentada pelo advogado, o lobista Antônio Camilo Antunes informou Lulinha que iria a Portugal para conhecer a produção de medicamentos à base de canabidiol e o convidado a acompanhá-lo, “sem qualquer compromisso”.
Em reunião nesta quinta-feira (12), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga as fraudes do INSS votou uma série de requerimentos, e entre os que foram rejeitados, está o de convocação da empresária e lobista Roberta Luchsinger. A lobista é apontada como o elo entre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
A Polícia Federal investiga se Roberta Luchsinger recebeu dinheiro oriundo dos descontos ilegais de aposentadorias e se atuou como caixa de despesas de outras pessoas, como o filho do presidente Lula, que vive na Espanha. A defesa de Roberta nega que ela tenha relações comerciais com o Careca.
No dia 26 de fevereiro, a CPMI quebrou o sigilo bancário e fiscal da lobista. Alguns dias depois, entretanto, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou a votação da comissão.
Ao fundamentar sua decisão, Flávio Dino destacou que a aprovação de 87 requerimentos de forma conjunta pela comissão — a chamada votação "em globo" — teria violado o devido processo constitucional. Dino determinou que, caso as informações sigilosas já tivessem sido enviadas à CPMI, elas deveriam ser preservadas sob sigilo pela presidência do Senado Federal até o julgamento do mérito da ação.
Na semana passada, nota publicada pela coluna Radar da revista Veja afirmava que um emissário de Roberta Luchsinger teria levado a um auxiliar do presidente Lula uma mensagem direta. A nota afirma que a lobista estaria “desesperada”, exigia proteção e avisava que não iria cair sozinha.
“Roberta, segundo esse emissário teria informado a assessores de Lula, teria dito ainda que “não aceita ser abandonada”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva almoçou com dois senadores do PT que atuam como líderes do governo no Poder Legislativo na terça-feira (10), no Palácio da Alvorada.
O encontro, que não constou na agenda oficial do presidente, reuniu o líder do governo no Senado Federal, Jaques Wagner (PT-BA), e o líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AP).
Segundo auxiliares presidenciais, Lula quis conversar com os parlamentares para se preparar para uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Lula e Alcolumbre conversaram por telefone na semana passada e combinaram um encontro, que pode ocorrer nesta quarta-feira (11). As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles.
O presidente Lula (PT) é um líder mais forte, mais sensível, que se preocupa com as pessoas, além de ser competente e sincero. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é visto como menos radical que Lula e mais honesto que o presidente.
Em resumo, essas foram algumas opiniões dadas pelos entrevistados da pesquisa Quaest, em uma rodada de questionamentos sobre características pessoas e atributos dos dois candidatos. A Quaest apresentou diversas características e perguntou se os entrevistados concordavam ou discordavam se o atributo cabia a cada um dos candidatos.
Um desses atributos apresentados foi a honestidade. Neste quesito, 23% concordam que Lula possui esse atributo e 69% discordam. Sobre Flávio Bolsonaro, 26% acham que o senador é honesto e 62% discordam.
O quesito em que o presidente Lula teve o maior índice de concordância a seu favor foi sobre a força como líder. Um total de 51% concordaram que Lula é um líder forte, contra 42% que enxergaram essa característica em Flávio Bolsonaro.
Confira abaixo como os entrevistados da Quaest enxergaram os dois principais candidatos da corrida presidencial deste ano:
É um líder forte?
Lula
Concorda: 51%
Discorda: 46%
Não concorda nem discorda: 1%
Não sabem/não responderam: 2%
Flávio Bolsonaro
Concorda: 42%
Não concorda nem discorda: 2%
Discorda: 49%
Não sabem/não responderam: 7%
É radical?
Lula
Concorda: 46%
Discorda: 46%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 6%
Flávio Bolsonaro
Concorda: 45%
Discorda: 44%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 9%
É sensível?
Lula
Concorda: 45%
Discorda: 50%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 3%
Flávio Bolsonaro
Concorda: 32%
Discorda: 59%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 7%
Tem princípios?
Lula
Concorda: 42%
Discorda: 53%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 3%
Flávio Bolsonaro
Concorda: 41%
Discorda: 50%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 7%
Se preocupa com as pessoas?
Lula
Concorda: 42%
Discorda: 53%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 3%
Flávio Bolsonaro
Concorda: 31%
Discorda: 60%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 7%
É competente?
Lula
Concorda: 41%
Discorda: 53%
Não concorda nem discorda: 3%
Não sabem/não responderam: 3%
Flávio Bolsonaro
Concorda: 37%
Discorda: 52%
Não concorda nem discorda: 3%
Não sabem/não responderam: 8%
É sincero?
Lula
Concorda: 27%
Discorda: 67%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 4%
Flávio Bolsonaro
Concorda: 25%
Discorda: 64%
Não concorda nem discorda: 3%
Não sabem/não responderam: 8%
É honesto?
Lula
Concorda: 23%
Discorda: 69%
Não concorda nem discorda: 3%
Não sabem/não responderam: 5%
Flávio Bolsonaro
Concorda: 26%
Discorda: 62%
Não concorda nem discorda: 3%
Não sabem/não responderam: 9%
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vence todos os cenários de segundo turno testados, com exceção da disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nesse caso, há empate técnico entre os dois. Os dados são da pesquisa da Genial Investimentos em parceria com a Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11).
Nesse cenário, Lula aparece com 41% das intenções de voto, mesmo percentual de Flávio Bolsonaro. A pesquisa registra ainda 16% de votos brancos ou nulos e 2% de eleitores indecisos.

Em um segundo cenário testado, Lula vence o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), com 42% das intenções de voto, contra 33% do adversário. Nesse caso, 22% disseram que votariam em branco ou nulo e 3% se declararam indecisos.

No terceiro cenário, o presidente derrota o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por 44% a 34%. Outros 19% afirmaram que votariam em branco ou nulo, enquanto 3% disseram estar indecisos.

A pesquisa também testou disputas de segundo turno entre Lula e dois outros governadores: Ronaldo Caiado, de Goiás, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. Em ambos os cenários, o petista aparece à frente com vantagem de pelo menos 12 pontos percentuais.
Contra Caiado, Lula teria 44% das intenções de voto, contra 32% do governador. Nesse cenário, 21% votariam em branco ou nulo e 3% estão indecisos. Já contra Eduardo Leite, o presidente venceria por 44% a 26%.


O levantamento também incluiu cenários contra outros nomes. O fundador do Missão, Renan Santos, aparece com 24% das intenções de voto, contra 43% de Lula. Nesse caso, 30% votariam em branco ou nulo e 3% estão indecisos.

Já o ex-ministro Aldo Rebelo, pré-candidato do Democracia Cristã, registra o pior desempenho entre os testados: 23% das intenções de voto, contra 44% de Lula. Nesse cenário, 30% votariam em branco ou nulo e 3% estão indecisos.

A pesquisa ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Pesquisa Ipsos/Ipec divulgada nesta terça-feira (10/3) pelo Bahia Notícias revela que, no plano nacional, 51% dos brasileiros desaprovam a forma como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) governa o país. Já a aprovação ao trabalho do presidente ficou em 43%.
Levantamento realizado pelo Bahia Notícias nas pesquisas mais recentes nos seis estados brasileiros com maior quantidade de eleitores revela que apenas na Bahia a desaprovação do presidente Lula iguala o 51% da média nacional. Nos outros cinco estados a desaprovação é maior, chegando a aumentar ainda mais na região Sul.
Os seis estados pesquisados pelo BN possuem cerca de 91 milhões de eleitores, ou quase 60% do total nacional apto a participar do pleito de outubro deste ano. A verificação da aprovação do presidente Lula se deu em São Paulo (33,6 milhões de eleitores), Minas Gerais (16,1 milhões), Rio de Janeiro (12,6 milhões), Bahia (11,1 milhões), Paraná (8,4 milhões) e Rio Grande do Sul (8,4 milhões).
Em São Paulo, o estado com maior quantidade de eleitores no país, a desaprovação do presidente Lula chegou a 56%, contra 40% de aprovação. A pesquisa Big Time Real Data mostrou ainda que 47% consideram o governo ruim ou péssimo, enquanto apenas 28% classificaram a gestão petista como ótima ou boa.
Confira abaixo os índices de desaprovação e aprovação do governo do presidente Lula nos demais cinco estados com mais eleitores, de acordo com números do levantamento mais recente em cada unidade federativa.
Minas Gerais
Desaprovação 52,4%
Aprovação 43,4%
(Paraná Pesquisas)
Rio de Janeiro
Desaprovação 56%
Aprovação 38%
(Big Time Real Data)
Bahia
Desaprovação 51%
Aprovação 47%
(Quaest)
Paraná
Desaprovação 68%
Aprovação 30%
(Quaest)
Rio Grande do Sul
Desaprovação 66%
Aprovação 33%
(Quaest)
Depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu cancelar a viagem que faria ao Chile, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, representará o governo brasileiro na posse do presidente eleito José Antonio Kast.
Lula embarcaria para o Chile nesta terça-feira (10), mas desistiu da viagem de última hora. A posse de Kast está marcada para quarta-feira (11).
De direita, Kast é frequentemente comparado ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro e foi eleito após quatro anos de governo do esquerdista Gabriel Boric. No passado, o político chileno chegou a chamar Lula de "corrupto" e "bandido".
Apesar das diferenças políticas, Lula e Kast se reuniram em janeiro durante um encontro no Panamá. Na ocasião, discutiram temas como combate ao crime organizado, relações comerciais, energia renovável e turismo. Segundo auxiliares do presidente brasileiro, a relação entre os dois ficou pacificada após a reunião.
O Palácio do Planalto não informou o motivo do cancelamento da viagem. Entretanto, a decisão do presidente ocorre após o senador e pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL), confirmar a sua ida à posse.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ligou para o filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e pediu que ele prestasse os esclarecimentos necessários em relação a qualquer envolvimento com nomes investigados nas fraudes do INSS. Segundo informações da Folha de S. Paulo, a ligação ocorreu na última terça-feira (3), dias após Lulinha ter tido os sigilos quebrados pela CPMI do INSS.
Fontes da reportagem indicaram que esta seria a segunda conversa de ambos em meio às investigações. Nesta conversa, dias após a quebra de sigilo de Lulinha na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS, Lula teria pedido que o filho "puxe pra si" toda a responsabilidade do caso, para evitar que o assunto respingue no Palácio do Planalto.
Apesar de não ser investigado no caso do INSS, Fábio Luís Lula da Silva apareceu nas investigações por suspeita de uma suposta ligação dele com o lobista Antonio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS".
A avaliação dos aliados de Lula é que o tema será usado pela oposição durante a campanha eleitoral, e por isso, quanto mais rápido o filho do presidente esclarecer a relação com o suspeito, melhor.
Depois que os dois tiveram a primeira conversa, Lula foi a público dizer que o filho vai pagar o preço se tiver feito alguma coisa. No ano passado, já tinha dito que o filho dele não seria poupado, caso tivesse qualquer envolvimento.
Uma liderança apertada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cenários de primeiro turno e nas respostas espontâneas, e um empate técnico nas simulações de segundo turno, com alguns institutos apresentando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à frente por alguns décimos. Esse pode ser lido como o resumo das mais recentes pesquisas que traçaram cenários para as eleições presidenciais de outubro deste ano.
A análise dos quatro mais recentes levantamentos, divulgados nos últimos 11 dias, revela um cenário em que o presidente Lula segue na liderança da disputa, mas já assistindo não apenas a consolidação de Flávio Bolsonaro como seu principal oponente, mas já podendo até mesmo liderar a corrida nas próximas sondagens.
Nesse levantamento, separamos alguns dos resultados das pesquisas AtlasIntel Bloomberg, divulgada em 25/2; da Paraná Pesquisas do dia 27/2; da Real Time Big Data que teve seus números apresentados em 3/3; e da mais recente sondagem do Instituto Datafolha, que saiu neste sábado, 7/3.
Para as disputas de primeiro turno, separamos aquele que cada instituto considerou como seu cenário principal. Os cenários de primeiro turno possuem diversos outros nomes colocados aos entrevistados, mas concentramos o foco na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, já consolidamos como os dois principais adversários nestas eleições.
A comparação entre os números das quatro pesquisas revela uma diferença pequena entre cada instituto, e distâncias entre os candidatos que pouco oscilam de uma sondagem a outra. Confira abaixo a comparação entre os números dos quatro institutos para três tipos de simulação (apenas a AtlasIntel não divulgou resultados espontâneos).
Cenário principal de primeiro turno
Datafolha Atlas Paraná RealTime
Lula 39% 45% 39,6% 39%
Flávio 34% 38% 35,3% 32%
Cenário principal de segundo turno
Datafolha Atlas Paraná RealTime
Lula 46% 46,2% 43,8% 42%
Flávio 43% 46,3% 44,4% 41%
Pesquisa espontânea
Datafolha Atlas Paraná RealTime
Lula 25% - 26% 29%
Flávio 12% - 14,8% 19%
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que o governo pretende avançar no debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1 no país e reforçou ações de combate à violência contra a mulher. As declarações foram feitas em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão na noite deste sábado (7), em referência ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março.
Durante o discurso, Lula destacou o crescimento dos casos de feminicídio no Brasil e afirmou que o crime ocorre, em muitos casos, dentro do ambiente familiar.
“A cada seis horas, um homem mata uma mulher no Brasil. Cada feminicídio é o resultado de uma soma de violências diárias, silenciosas, naturalizadas. A maioria esmagadora dessas agressões acontece dentro de casa, no ambiente que deveria ser de proteção”, disse.
O presidente também mencionou o endurecimento da legislação para punir esse tipo de crime.
“Mesmo com o agravamento da pena para o feminicídio, com até 40 anos de prisão para os assassinos, homens continuam agredindo e matando mulheres. Não podemos nos conformar”, afirmou.
Lula citou ainda ações anunciadas pelo governo no âmbito do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, que envolve os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Entre as medidas, ele destacou uma operação do Ministério da Justiça em parceria com governos estaduais para cumprir mandados de prisão contra agressores de mulheres.
“Para começar, um mutirão do Ministério da Justiça, em parceria com os governos dos estados, para prender mais de 2 mil agressores de mulheres que não podem e não vão continuar em liberdade. E estou avisando: outras operações virão”, declarou.
ESCALA 6X1
No pronunciamento, o presidente também defendeu o avanço do debate sobre o fim da escala 6x1, modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos com apenas um dia de descanso. Segundo Lula, a mudança teria impacto direto na qualidade de vida, especialmente das mulheres que acumulam jornadas de trabalho e responsabilidades domésticas.
“É preciso avançar no fim da escala 6x1, que obriga a pessoa a trabalhar seis dias por semana e ter um só dia de folga. Está na hora de acabar com isso, pois significará mais tempo com a família, mais tempo para estudar, descansar e viver. Essa é uma pauta da mulher brasileira”, disse.
Segundo Lula, a proposta tem sido defendida pelo governo nas discussões com o Congresso Nacional.
ECA
O presidente também mencionou a implementação do chamado Estatuto Digital das Crianças e Adolescentes, o ECA Digital, cuja entrada em vigor está prevista para 17 de março. Segundo Lula, o governo deve anunciar ainda neste mês novas medidas para combater o assédio e a violência no ambiente online.
A norma prevê que plataformas digitais adotem mecanismos para impedir o acesso de crianças e adolescentes a conteúdos ilegais ou inadequados, incluindo exploração e abuso sexual, violência, assédio, promoção de jogos de azar e publicidade considerada predatória.
O decreto que regulamentará o ECA Digital está sendo elaborado por diferentes áreas do governo federal, entre elas o Ministério da Justiça, a Casa Civil e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
Veja o discurso na íntegra:
Nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (7) aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL) consolidou sua posição na disputa presidencial de 2026. Nas simulações de segundo turno, o parlamentar aparece em empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), registrando 43% das intenções de voto contra 46% do atual mandatário.
O levantamento é o primeiro realizado pelo instituto desde o lançamento oficial de Flávio como pré-candidato pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios, entre os dias 3 e 5 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o registro na Justiça Eleitoral é o BR-03715/2026.
Nas intenções de voto espontâneas — quando não são apresentados nomes aos entrevistados — Lula oscilou de 24% para 25%, enquanto Flávio Bolsonaro surgiu com 12%. Jair Bolsonaro, atualmente inelegível, foi citado por 3% dos eleitores.
No cenário estimulado mais provável para o primeiro turno, os números são:
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Lula (PT): 38%
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Flávio Bolsonaro (PL): 32%
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Ratinho Jr. (PSD): 7%
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Romeu Zema (Novo): 4%
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Renan Santos (Missão): 3%
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Aldo Rebelo (DC): 2%
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Brancos/Nulos/Nenhum: 11%
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Não sabem: 3%
REJEITADOS NA POLARIZAÇÃO
A polarização é refletida nos índices de rejeição. Lula possui 46% de eleitores que afirmam que não votariam nele de forma alguma. Flávio Bolsonaro registra 45% de rejeição. Entre os nomes menos conhecidos, o governador do Paraná, Ratinho Jr., apresenta 19% de rejeição, enquanto 38% dos entrevistados afirmam não conhecê-lo.
O perfil dos eleitores de Lula permanece concentrado entre católicos, nordestinos e pessoas com renda de até dois salários mínimos. Flávio Bolsonaro mantém a base do pai, com destaque entre evangélicos (onde atinge 48%), moradores das regiões Sul, Norte e Centro-Oeste.
O instituto aponta que a queda na vantagem de Lula — que era de 15 pontos em dezembro e agora é de 3 pontos no segundo turno — ocorre em meio a incertezas econômicas e repercussões de investigações. O cenário é influenciado pela percepção sobre o crescimento do PIB em 2025 e desdobramentos de casos como o do Banco Master e do INSS, além de fatores externos como o conflito no Oriente Médio.
Informações da quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, revelam que uma conta bancária pertencente a ele movimentou cerca de R$ 19,3 milhões entre os anos de 2022 e 2025. A revelação foi feita por exclusividade pela coluna da jornalista Andreza Matais, do site Metrópóles.
Segundo os investigadores que revelaram o conteúdo da quebra de sigilo do filho do presidente Lula, mais informações deverão surgir a partir da análise de outras contas bancárias, tanto em nome da pessoa física quanto das empresas de Lulinha. A conta bancária que teve movimentação de R$ 19,3 milhões está aberta em uma agência do segmento Estilo do Banco do Brasil, em São Paulo (SP).
A jornalista Andreza Matais informa que dos R$ 19,3 milhões transacionados por Lulinha nessa conta bancária de 2022 a 2025, a metade (R$ 9,66 milhões) corresponde a créditos. O restante foram pagamentos para outras contas.
O auge das transações, diz a coluna, teria se dado no segundo ano do governo do pai, em 2024, com R$ 7,2 milhões movimentados. Em 2025, o montante caiu para R$ 3,3 milhões. Em 2026, até o dia 30 de janeiro, foram R$ 205.455,96.
A maioria dos pagamentos é proveniente das empresas de Lulinha, de rendimentos de aplicações e de transferências de outras pessoas. As características da movimentação indicam tratar-se de uma conta de investimentos.
A coluna informa ainda que as maiores fontes de pagamentos para Lulinha no período da quebra de sigilo são as próprias empresas dele: a LLF Tech Participações (R$ 2,37 milhões) e a G4 Entretenimento e Tecnologia (R$ 772 mil). Do restante, a maior parte veio de rendimentos de aplicações do próprio Lulinha.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta terça-feira (3), que a guerra entre Rússia e Ucrânia se prolonga por falta de “coragem” do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para reconhecer que poderá ter de ceder territórios ocupados pelas forças russas.
Lula, que há anos defende uma solução diplomática para o conflito, declarou que o cenário atual já estaria consolidado no campo militar. Segundo ele, o presidente russo, Vladimir Putin, “sabe que vai ficar com o que já ocupou”, enquanto Zelensky “sabe que não vai recuperar o que já perdeu”.
“Por que vocês acham que a guerra entre a Rússia e a Ucrânia ainda não acabou? A situação está dada. O Putin sabe que ele vai ficar com o que ele já ocupou e o Zelensky sabe que ele não vai ficar com o que ele já perdeu. Acontece que é preciso ter coragem para assumir esse fato”, afirmou o presidente brasileiro.
De acordo com Lula, em conversa reservada, Zelensky teria descartado qualquer acordo que envolva a cessão de regiões de fronteira atualmente sob controle russo.
A declaração foi feita durante participação na 2ª Conferência Nacional do Trabalho, realizada no Anhembi, em São Paulo. O evento reúne representantes de sindicatos, empresários e integrantes do governo federal ao longo desta semana.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira (4), que a crise alimentar em Cuba não é resultado de incapacidade produtiva, mas consequência de decisões políticas que, segundo ele, impedem a ilha de ter acesso ao que deveria ser um direito básico.
A declaração foi feita na abertura da 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), realizada no Palácio do Itamaraty, em Brasília.
“Cuba não está passando fome porque não sabe produzir, porque não sabe construir sua energia. Cuba está passando fome porque não querem que Cuba tenha o que todo mundo deveria ter direito”, declarou o presidente.
Durante o discurso, Lula também criticou o que classificou como postura ideológica no tratamento dado à ilha caribenha e questionou a lógica de negar apoio internacional por razões políticas.
“Vamos supor que não se cuida de Cuba por perseguição ideológica – não vamos ajudar Cuba porque é um país comunista. Então ajuda o Haiti, que passa tanta ou mais fome do que Cuba e que está dominado por gangues”, afirmou.
As declarações foram dadas em meio aos debates da conferência regional da FAO, que reúne representantes de países da América Latina e do Caribe para discutir políticas de combate à fome e fortalecimento da segurança alimentar.
Um levantamento da Séculus Análise e Pesquisa, contratado pelo Bahia Notícias, aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente das intenções de voto para a Presidência da República em cenário estimulado na Bahia.
De acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira (4), Lula aparece com 48,35% das intenções de voto entre os entrevistados. Em segundo lugar está o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 21,87%. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado, com 2,14%; Ratinho Júnior, com 1,36%; Zema, com 1,04%; Eduardo Leite, com 0,58%; Renan Santos, com 0,32%; e Aldo Rebelo, com 0,13%.

Ainda segundo o levantamento, 15,18% dos entrevistados declararam voto em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados. Outros 9,02% afirmaram não saber ou preferiram não opinar.
O instituto também simulou um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Nesse cenário, Lula aparece com 49,12% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 23,04%. Entre os entrevistados, 16,55% indicaram voto em branco, nulo ou em nenhum dos dois nomes, e 11,29% disseram não saber ou não opinar.

A pesquisa ouviu 1.535 pessoas em 72 municípios baianos entre os dias 25 e 27 de fevereiro, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob nº BR-04320/2026. O levantamento possui intervalo de confiança de 95% e margem de erro máxima estimada de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
Durante uma visita à fábrica de medicamentos Bionovis, na cidade de Valinhos, no interior de São Paulo, nesta terça-feira (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou sobre a guerra no Oriente Médio que envolve Estados Unidos, Israel e Irã. O presidente disse ter ficado feliz de visitar uma empresa dedicada à criação de medicamentos que salvam vidas, enquanto países se atacam com mísseis e causam mortes e destruição.
“A gente salva vida, sobretudo nesse instante em que se ligar na televisão agora está falando de morte, se ligar na televisão à noite está falando de guerra, se ligar na televisão de manhã está falando de morte, de drone, de mísseis, de invasão”, afirmou Lula.
“Aqui, nós estamos falando de salvar vidas. Isso aqui é um drone de remédio para o povo brasileiro. Isso aqui é nosso míssil. Não míssil pra matar, mas míssil pra salvar”, completou o presidente.
Lula estava acompanhado na visita do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e da ministra do Planejamento, Simone Tebet. A empresa de biotecnologia visitada por Lula e sua comitiva atua no desenvolvimento e produção de medicamentos biológicos de alta complexidade.
O governo federal já havia emitido um comunicado oficial sobre a guerra no Oriente Médio, mas essa foi a primeira vez que o presidente Lula falou sobre o conflito. Na nota divulgada no último sábado (28), o governo condenou os ataques militares realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos no Irã e manifestou “grave preocupação” com a escalada militar no Oriente Médio.
Na visita de Lula à fábrica da Bionovis, o ministro Fernando Haddad falou rapidamente com a imprensa, e negou que tenha decidido se irá se candidatar ao governo de São Paulo. Longe dos microfones, ele afirmou que ainda não teve uma conversa definitiva com o presidente Lula sobre o assunto.
O ministro da Fazenda, disse que pode se reunir nesta semana com Lula para definir sobre uma possível candidatura. Segundo ele, esta reunião pode acontecer nesta semana, a depender da agenda do presidente.
Em resposta a um recurso apresentado por parlamentares governistas, o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu nesta terça-feira (3) manter a decisão tomada na CPMI do INSS de aprovar requerimento para quebra dos sigilos bancários de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A aprovação do requerimento se deu em tumultuada sessão da CPMI na última quinta (26), e os deputados e senadores governistas alegavam que o presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), teria “fraudado” a votação. Esses parlamentares defendiam que havia número favorável à rejeição do requerimento, e que Viana teria manobrado a votação, transformando-a em simbólica.
Com a decisão, fica mantida a quebra de sigilo de Lulinha, que passou a ser alvo da CPMI após pessoas investigadas terem afirmado que ele seria um “sócio oculto” do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Há relatos dessas mesmas pessoas de que Lulinha recebia uma mesada de R$ 300 mil do Careca do INSS.
Na semana passada, após a aprovação do requerimento, o presidente da CPMI disse que já tinha enviado ao Banco Central um ofício requerendo as informações bancárias de Fábio Luís da Silva.
Para tomar a sua decisão a respeito da legalidade da quebra de sigilo, o senador Davi Alcolumbre conversou com parlamentares tanto do governo quanto da oposição, além de ter pedido à sua assessoria para analisar a filmagem do momento da votação. Alcolumbre também consultou a Advocacia do Senado para respaldar juridicamente a sua decisão.
"No caso concreto, sustenta-se que 14 parlamentares teriam se manifestado contrariamente aos requerimentos submetidos à apreciação. Ainda assim, esse número de votos contrários não seria suficiente para a configuração da maioria. Esta presidência conclui que a suposta violação das normas regimentais e constitucionais pelo presidente da CPMI não se mostra evidente e inequívoca. Não se faz necessária a intervenção do presidente da Mesa do Congresso Nacional", afirmou Davi Alcolumbre em nota.
Liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em todos os cenários apresentados tanto em escolha espontânea do eleitor quanto nas simulações de primeiro e segundo turnos. Esse foi o resultado apurado pelo instituto Real Time Big Data, em nova pesquisa sobre as eleições presidenciais divulgada nesta terça-feira (3).
O instituto apresentou três cenários estimulados, e também projetou diversas disputas em segundo turno. Somente em um eventual confronto com o senador Flávio Bolsonaro há um quadro de empate técnico.
O mesmo quadro de empate entre Lula e Flávio já havia sido apurado em pesquisas divulgadas na semana passada pelo AtlasIntel e Paraná Pesquisas. A diferença é que na pesquisa Real Time desta terça, Lula aparece um ponto percentual à frente do senador do PL, enquanto nas sondagens anteriores Flávio liderava com alguns poucos décimos de diferença.
Confira abaixo os cenários da pesquisa Real Time Big Data.
Pesquisa espontânea
Lula (PT): 29%
Flávio Bolsonaro (PL): 19%
Jair Bolsonaro (PL): 4%
Ratinho Junior (PSD): 2%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 2%
Cenário 1
Lula (PT): 39%
Flávio Bolsonaro (PL): 32%
Ratinho Junior (PSD): 9%
Romeu Zema (Novo): 2%
Aldo Rebelo (DC): 2%
Renan Santos (Missão): 2%
Nulo/Branco: 7%
Não sabe/Não respondeu: 7%
Cenário 2
Lula (PT): 40%
Flávio Bolsonaro (PL): 34%
Eduardo Leite (PSD): 4%
Romeu Zema (Novo): 3%
Aldo Rebelo (DC): 2%
Renan Santos (Missão): 2%
Nulo/Branco: 7%
Não sabe/Não respondeu: 8%
Cenário 3
Lula (PT): 40%
Flávio Bolsonaro (PL): 33%
Ronaldo Caiado (PSD): 5%
Romeu Zema (Novo): 3%
Aldo Rebelo (DC): 2%
Renan Santos (Missão): 2%
Nulo/Branco: 7%
Não sabe/Não respondeu: 8%
Simulações com disputas de segundo turno:
Lula (PT) 42% x 41% Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT) 45% x 36% Ronaldo Caiado (PSD)
Lula (PT) 44% x 35% Romeu Zema (Novo)
Lula (PT) 46% x 35% Eduardo Leite (PSD)
Lula (PT) 51% x 19% Aldo Rebelo (DC)
Lula (PT) 51% x 18% Renan Santos (Missão)
Em relação à apuração do instituto sobre a rejeição dos candidatos, o presidente Lula e o seu principal opositor, o senador Flávio Bolsonaro, apareceram com o mesmo índice de rejeição de 47%. A quantidade de eleitores que se dizem certos de que votarão em Lula, entretanto, foi maior do que o percentual dos que afirmam estarem convictos de sua escolha por Flávio: 35% a 22%.
A pesquisa ouviu 2.000 pessoas entre os dias 28 de fevereiro e 2 de março de 2026. O levantamento foi contratado pela Record. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Registro no TSE nº BR-09353/2026.
Alvo de um requerimento de quebra de sigilo aprovado na semana passada pela CPMI do INSS, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teria feito uma viagem a Portugal com passagem aérea e hospedagem pagas pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Essa viagem teria sido relatada por Lulinha a pessoas próximas.
Foi o que revelou nesta segunda-feira (2) uma reportagem do jornal Estado de S.Paulo, que foi informado de que Lulinha teria dito que viajou com o Careca do INSS para visitar uma fábrica de produção de cannabis com fins medicinais. O filho do presidente Lula, entretanto, nega fechado negócios ou ter recebido qualquer outro pagamento do lobista.
Os nomes de Fábio Luís Lula da Silva e do Careca do INSS foram conectados quando um ex-funcionário do lobista afirmou à Polícia Federal que os dois eram sócios e que o advogado pagava R$ 300 mil mensais ao filho do presidente. A Polícia Federal abriu investigação para apurar as conexões entre Lulinha e o Careca do INSS.
Em sua reportagem, o Estadão apurou com pessoas próximas que Fábio Luís Lula da Silva disse ter se aproximado do lobista porque ele era um amigo em comum com a empresária Roberta Luchsinger, também investigada pela Polícia Federal por ter recebido pagamentos de Antunes. Os interlocutores de Lulinha relataram ao Estadão que ele teria sido convidado a visitar uma fábrica de cannabis medicinal com Antunes em Portugal.
De acordo com relatos obtidos pelo Estadão, Lulinha teria voado com o lobista no fim de 2024, em primeira classe, e ficou em hotel com tudo pago por Antunes. Esses interlocutores afirmam ainda que o filho do presidente diz ter sido apresentado ao Careca do INSS por Roberta Luchsinger, ex-mulher do ex-delegado e ex-deputado Protógenes Queiroz.
A relação entre Lulinha e o Careca do INSS é um dos principais alvos da oposição na CPMI do INSS. A votação de um requerimento para quebra de sigilo do filho do presidente, na última quinta (26), foi seguida de bate-boca e agressões e virou alvo de disputa regimental.
O caso foi levado pelos parlamentares governistas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que foi instado a decidir sobre a validade da decisão. Integrantes governistas da CPI apresentaram a Alcolumbre um recurso por escrito pedindo a anulação da votação por fraude.
Além da CPMI, o filho do presidente Lula também sofre um avançado certo da Polícia Federal. No final do mês de janeiro, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), quebrou os sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, atendendo a um pedido da PF.
O pedido da PF foi feito há cerca de um mês, e a decisão de Mendonça foi tomada antes de a CPMI que apura descontos indevidos em benefícios do INSS aprovar a mesma quebra de sigilo.
Sobre as suspeitas envolvendo o seu filho, o presidente Lula disse, em entrevista no início do mês de fevereiro, que conversou com Fábio, após o nome dele ter sido citado na CPMI do INSS. Lula contou que chamou Lulinha no Palácio do Planalto para uma conversa e que alertou o filho de que se ele tivesse algum envolvimento com os descontos indevidos, ele deveria “pagar o preço”.
“Quando saiu o nome do meu filho, chamei ele e disse: só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, vai pagar o preço, mas se não tiver, se defenda”, afirmou o presidente.
A defesa de Lulinha afirma que ele não teve nenhuma participação nas fraudes do INSS e não cometeu nenhum crime. Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, diz que Fábio já havia se colocado à disposição do STF através do advogado que constituiu, que é Guilherme Suguimori, para prestar esclarecimentos à Justiça.
"Não é a primeira vez que envolvem o meu nome com o objetivo de desgastar o meu pai, o governo dele, o PT, a mim mesmo, então isso não é novidade. O que eu quero saber é: cadê a chave da minha Ferrari de ouro, número um? Número dois: cadê a chave da porteira da fazenda onde eu crio milhares de cabeças de gado? E número três: cadê os dividendos da Friboi, porque eu era sócio da Friboi até ontem”, teria dito Lulinha, segundo relatos do seu advogado.
Ao participar da 6ª Conferência Nacional das Cidades, em Brasília, nesta sexta-feira (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez críticas ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por ter deixado de usar recursos federais destinados a obras de prevenção contra chuvas. As críticas de Lula acontecem na esteira das fortes chuvas que atingem a região da Zona da Mata de Minas Gerais.
Até esta sexta, o Corpo de Bombeiros já havia confirmado 69 mortes causadas pelas chuvas que atingiram Juiz de Fora e Ubá. Juiz de Fora registrou 56 vítimas, enquanto Ubá teve seis mortos. O presidente Lula vinculou os deslizamentos provocados pelas fortes chuvas recentes no Sudeste do país a um descaso histórico.
“Isso é o resultado do descaso histórico que se tem com o povo pobre deste país. É um descaso porque um prefeito pode saber de antemão que uma determinada área não pode ser ocupada porque não garante condições das pessoas morarem por conta disso. Porque pode haver deslizamento, porque pode haver enchente”, disse o presidente.
Segundo o ministro das Cidades, Jader Filho, o governo federal reservou R$ 3,5 bilhões do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para o Estado de Minas Gerais. Apesar da disponibilidade, o governo de Minas Gerais, liderado por Romeu Zema, não apresentou projetos para ter acesso à verba.
“Então quando a gente determinou R$ 3,5 bilhões, o que é que o governador tinha que fazer para que esse dinheiro fosse para Minas Gerais?”, questionou o presidente.
Em resposta, o ministro Jader informou que o governador deveria apresentar o projeto e a documentação para que as obras pudessem ser contratadas, fazer a licitação e iniciar a obra. Questionado por Lula, na sequência, quantos projetos Zema teria apresentado, o ministro afirmou que nenhum foi entregue até o momento.
A gestão Zema usou menos de 5% dos recursos previstos no ano para contenção de encostas em Minas Gerais. Recursos do PAC, principal programa de infraestrutura do governo federal, estão com verbas travadas para contenção de encostas em Juiz de Fora.
O presidente Lula embarca, neste sábado (28), rumo a cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, uma das regiões mais afetadas pelas fortes chuvas dos últimos dias. Antes de chegar ao município, Lula fará um sobrevoo pelas áreas atingidas pelos temporais.
Em seguida, o presidente se reunirá com os prefeitos das cidades mais impactadas: Ubá, Matias Barbosa e Juiz de Fora. Desde o início das chuvas nesta semana, o governo federal já disponibilizou R$ 5,4 milhões para Minas Gerais, com o objetivo de financiar ações emergenciais de resposta aos desastres.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Fabíola Mansur
"Levo comigo o respeito pelas lutas que travamos, pelos companheiros e companheiras de caminhada e pelas amizades construídas. Trata-se, no entanto, de uma decisão política, tomada com maturidade e responsabilidade, a partir de reflexões sobre o cenário atual".
Disse a deputada estadual Fabíola Mansur ao anunciar sua desfiliação do Partido Socialista Brasileiro (PSB), legenda em que esteve filiada desde 2008. Em carta direcionada à direção estadual e nacional da sigla, a parlamentar destacou a trajetória de 18 anos construída dentro do partido.