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O instituto Palver divulgou neste sábado (24) sua nova pesquisa para presidente da República na véspera do segundo turno das eleições de 2026, e o resultado mostra que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) registra 50% das intenções de voto, enquanto o presidente Lula (PT) marca 49%.
A Palver foi a única pesquisa que, no primeiro turno, acertou o placar do candidato Flávio Bolsonaro. Das 11 pesquisas que saíram na véspera do pleito, somente a Palver registrou Flávio Bolsonaro com 47%, índice confirmado pelas urnas.
Cenário estimulado - votos totais
Flávio Bolsonaro (PL): 50%
Lula (PT): 49%
Branco/Nulo/Não vai votar: 1%
Indecisos: 0%
Na comparação com o levantamento anterior, divulgado no dia 20 de outubro, o líder petista oscilou um ponto para cima, enquanto o candidato do PL permaneceu com o mesmo percentual.
Metodologia: 5.000 entrevistados pela Palver de 22 a 24 de outubro de 2026. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,2 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº BR-01794/2026.
As últimas pesquisas da Quaest e do Datafolha antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 apontam a menor diferença numérica entre os candidatos desde 2006.
Nos dois levantamentos, Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 51% dos votos válidos, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma distância de dois pontos percentuais. Consideradas as margens de erro, os institutos indicam empate técnico.
A diferença é inferior à registrada nas pesquisas de véspera de eleições presidenciais anteriores. Em 2014, por exemplo, o último levantamento do Datafolha apontou Dilma Rousseff (PT) com 52% dos votos válidos, contra 48% de Aécio Neves (PSDB), uma vantagem de quatro pontos percentuais.
Em 2022, Quaest e Datafolha também registraram a mesma diferença nas pesquisas de véspera do segundo turno. Na ocasião, Lula tinha 52% dos votos válidos, enquanto Jair Bolsonaro (PL) aparecia com 48%. Já o levantamento Ibope/Ipec indicava 54% para Lula e 46% para Bolsonaro, uma distância de oito pontos percentuais.
A nova rodada da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL) pontua 50,8% dos votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) soma 49,2%, configurando empate técnico.
Com a margem de erro do levantamento sendo de 1 ponto percentual, as intenções de voto de Flávio Bolsonaro variam entre 51,8% e 49,8%. Por outro lado, a pontuação de Lula oscila entre 50,2% e 48,2%. O nível de confiança da pesquisa é de 95%.
No levantamento dos votos totais, que contabiliza indecisos, votos brancos e nulos, Flávio Bolsonaro registra 49,9% das intenções de voto, contra 48,4% de Lula. Os eleitores que declararam voto em branco, nulo ou que não souberam responder somam 1,7%.
O levantamento foi realizado com 4.990 respondentes em todo o território nacional entre os dias 18 e 23 de outubro, através de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR — Random Digital Recruitment), sob o registro no TSE: BR-06380/2026.
Na pesquisa anterior, do dia 18 de outubro, Flávio tinha 49,8% das intenções de voto, contra 47,6% de Lula.
A última pesquisa Quaest antes das eleições presidenciais,divulgada neste sábado (24), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) na liderança da disputa pelo segundo turno da eleição presidencial, contando apenas os votos válidos, somando 51% das intenções de voto. O candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contabiliza 49%.
Os votos brancos e nulos somam 3%, enquanto 2% dos entrevistados estão indecisos ou não quiseram responder.
Com margem de erro fixada em dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%, o levantamento ouviu 3.702 pessoas entre os dias 23 e 24 e reflete o cenário político às vésperas da votação decisiva, marcada para este domingo (25).
A pesquisa foi encomendada pelo GLOBO e pela TV Globo com registro junto à Justiça Eleitoral sob o código BR-09158/2026.
Segundo o Datafolha, 46% dos eleitores dizem que não votariam em Lula (PT), ante 45% que afirmam o mesmo sobre Flávio Bolsonaro (PL).
Foi o que aferiram os pesquisadores ao ouvir 4.050 pessoas com 16 anos ou mais na sexta-feira (23) e neste sábado (24). O levantamento foi contratado pela Folha e pela TV Globo, e está registrado na Justiça Eleitoral com o código BR-09540/2026.
Nesta quinta-feira (22), quando o instituto havia divulgado a rodada anterior de pesquisa sobre o pleito, diziam rejeitar o filho de Jair Bolsonaro 46%, ante 45% que afirmavam não votar no presidente. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.
São 2% os que afirmam não votar nem no petista nem no congressista, e 6% não rejeitam nenhum dos dois.
A última pesquisa Datafolha antes das eleições presidenciais, divulgada neste sábado (24), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) contando apenas os votos válidos, somando 51% das intenções de voto. O candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contabiliza 49%, sinalizando um empate técnico.
Com margem de erro fixada em dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%, o levantamento reflete o cenário político às vésperas da votação decisiva, marcada para este domingo (25).
Os votos brancos e nulos somam 3%, enquanto 2% dos entrevistados estão indecisos ou não quiseram responder. Segundo os dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o levantamento ouviu 4.050 pessoas entre os dias 23 e 24 de outubro. A pesquisa está registrada sob o número BR-09540/2026.
Na pesquisa anterior, divulgada na quinta-feira (22) , o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) registraram um empate numérico. Em votos válidos, ou seja, excluindo brancos e nulos, os dois tiveram 50% das intenções de voto.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PP) aparecem em situação de empate técnico na mais recente pesquisa CNT/MDA, divulgada neste sábado. Flávio tem 50,7% dos votos válidos, enquanto Lula registra 49,3%.
A pesquisa coloca o senador do PL liderando a disputa em segundo turno com uma diferença de apenas 1,4 ponto percentual nos votos válidos. Como a margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, configura-se o empate técnico.
A CNT/MDA fez também um cenário espontâneo, quando não são falados os nomes dos candidatos antes da resposta do eleitor. Neste cenário, Flávio tem 45,4% e Lula, 43,5%. Brancos e nulos são 5,8% e indecisos, 5,3%.
O levantamento entrevistou 2.032 eleitores em todo o país entre os dias 21 e 23 de outubro, por meio de entrevistas presenciais. A coleta abrangeu todas as regiões do Brasil e incluiu eleitores de 16 anos ou mais.
A pesquisa está registrada no TSE sob o protocolo BR-02136/2026. O nível de confiança do levantamento é de 95%, o que significa que, em 95 de cada 100 simulações com a mesma metodologia, os resultados estariam dentro da margem de erro declarada de 2,2 pontos percentuais.
Estrelas de Hollywood se uniram em um vídeo compartilhado pelo cineasta brasileiro Kleber Mendonça Filho em apoio a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O registro, que viralizou na última sexta-feira (23) nas redes sociais, traz o apoio de estrelas como Mark Ruffalo, Tilda Swinton, Julie Delpy, Javier Bardem, Juliette Binoche, Guilhermo del Toro, Gael Garcia Bernal e Pedro Almodóvar.
A gravação traz declarações dos atores em defesa da democracia. “Lula vencer as eleições é essencial para o Brasil e para o meio ambiente”, afirmou Almodóvar.
Já Del Toro faz um apelo aos eleitores e traz referências do governo de Donald Trump nos Estados Unidos. “Votem para a liberdade e para o progresso do Brasil. Vejam tudo o que está acontecendo na parte de cima do hemisfério”, disse o cineasta.
O vídeo ainda conta com a participação de artistas brasileiros, a exemplo de Sonia Braga, Wagner Moura, Caetano Veloso, Alice Braga, Petra Costa, Leandra Leal, Maeve Jinkings, Alice Carvalho, Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido e Sophie Charlotte e Bruna Marquezine. “Pelo direito das mulheres, pela democracia, bora Lula”, declarou a atriz.
Engajado em causas sociais e na política, Mark Ruffalo também compartilhou um vídeo no próprio perfil no Instagram, convocando os seguidores brasileiros a exercerem o direito de cidadão. "Neste domingo, podemos ser heróis... pela floresta, pelo Brasil e pelo mundo. Vote Lula 13 para reeleger @lulaoficial como Presidente do Brasil".
O vídeo se junta a outras manifestações de artistas internacionais, a exemplo de Roger Waters, fundador do Pink Floyd, Madonna, a banda The Strokes, o guitarrista Tom Morello, do Rage Against the Machine e o cantor Oliver Sykes, vocalista da banda Bring Me The Horizon.
A primeira de uma série de pesquisas que serão divulgadas neste sábado (24) foi apresentada pelo Instituto França, e mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) mantém vantagem no segundo turno sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com o Instituto França, o senador Flávio Bolsonaro tem 51,4% das intenções de voto contra 48,6% do presidente Lula neste segundo turno das eleições. O resultado considera os votos válidos.
Como a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, os dois candidatos estão tecnicamente empatados. Nesse cenário, a pesquisa desconsidera os votos brancos e nulos.
No cenário de votos totais, Flávio marca 45,6% das intenções de voto, contra 43,1% de Lula. Em relação à pesquisa anterior do instituto, Flávio oscilou 0,6 ponto percentual para cima, e Lula, 0,6 ponto para baixo.
A pesquisa ouviu 1.537 eleitores brasileiros de 21 a 23 de outubro de 2026. O grau de confiança é de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04863/2026. O estudo custou R$ 50.000, pagos com recursos próprios.
Durante o dia, são esperadas pesquisas BTG/Nexus, PoderData/Aya, AtlasIntel, Veritá, Datafolha, Quaest, Palver, Paraná Pesquisas e CNT/MDA.
Um dos momentos mais comentados nas redes sociais sobre o debate presidencial promovido pela TV Globo na noite desta sexta-feira (23) foi a resposta dada pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL) sobre a defesa que faz do policial militar que matou a tiros uma menina de cinco anos. Flávio respondeu a um questionamento do presidente Lula, e no início da resposta, chamou a mãe pelo nome da filha.
Presente na plateia do debate, a mãe da menina Ana Clara, Cristiane Gomes da Silva, rebateu o senador, gritando “ela está morta”. Flávio disse que se solidarizava com a mãe da menina, mas sem olhar diretamente para ela, que estava sentada na primeira fila da plateia, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin e da primeira-dama Janja.
“Ana Clara [sic], eu quero falar com a senhora e prestar de verdade a minha solidariedade. Foi uma tragédia o que aconteceu. Não consigo imaginar o que é perder uma filhinha de 5 anos de idade”, declarou Flávio, errando o nome da mãe.
Na sequência, o candidato do PL disse acreditar que o policial militar era inocente, e que teria tido um tiroteio na favela onde a criança recebeu os tiros. Flávio Bolsonaro disse também que o policial “nem sequer foi julgado ainda”, e que quer ajudar a mãe a encontrar o culpado.
O candidato do PL apontou ainda que o assassinato de Ana Clara ocorreu porque Lula “quer combater esses narcoterroristas, esses fuzis que estão aí nessa comunidade”.
No intervalo do debate, a mãe da menina Ana Clara chamou Flávio de “monstro”. “Eu estava lá, eu vi minha filha morrer e não tinha traficante lá”.
Reportagem do UOL mostrou que Flávio Bolsonaro atuou como advogado do policial Bruno Dias Delaroli de graça. Em notas fiscais do escritório do senador, não há nenhuma em nome de Delaroli ou de outras bancas de advogados.
Ao final do debate, em conversa com a imprensa, Cristiane Gomes da Silva disse que o candidato Flávio Bolsonaro não respondeu por que escolheu defender o policial militar acusado de matar sua filha em 2021.
“Não teve resposta. Não tive a resposta que eu quero. Ele não respondeu por que defendeu o assassino da minha filha. Ele inventou um confronto, como o policial inventou”, disse Cristiane.
A mãe da menina Ana Clara afirmou que Flávio, como advogado de Bruno Dias Delaroli, conseguiu anular duas vezes o julgamento do caso. O PM foi acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como responsável por efetuar os disparos de fuzil contra a menina em fevereiro de 2021.
O caso ocorreu em Niterói, no Rio de Janeiro, enquanto a criança brincava na porta de casa com o irmão. Flávio integrou a defesa do policial e assinou, em 2024, um recurso ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra a decisão de levá-lo a júri popular.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o policial disparou com um fuzil calibre 7,62 em direção a uma área de grande circulação de moradores, inclusive crianças. A acusação é de homicídio qualificado com dolo eventual, quando alguém assume o risco de matar. A juíza Nearis dos Santos afirmou que não havia sinais de disparos de traficantes antes dos tiros do policial.
Na rede X, algumas hashtags chegaram ao topo dos assuntos mais comentados, entre a noite de sexta e a manhã deste sábado (24), como #FlavioDefensordeAssassino e #JustiçaporAnaClara.
Tradicionais terreiros de candomblé de Salvador declararam apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e convocaram suas comunidades e a sociedade a participar da disputa eleitoral. Em manifestações publicadas nas redes sociais, as instituições religiosas associaram o voto no petista à defesa da democracia, da liberdade religiosa, da justiça social e dos direitos dos povos de matriz africana.
Entre os espaços que se posicionaram estão os terreiros Casa Branca, do Cobre, Gantois, Ilê Asé Kalé Bokún, Bogum, Casa do Mensageiro e Casa de Oxumarê. As manifestações destacam a trajetória de resistência dessas comunidades diante do racismo, da intolerância religiosa e da repressão às práticas tradicionais de matriz africana.
CASA BRANCA E TERREIRO DO COBRE
No caso do Terreiro Casa Branca e do Terreiro do Cobre, a manifestação foi conjunta. Mãe Valnízia de Ayrá, ialorixá do Terreiro do Cobre e egbomi do Casa Branca, convocou integrantes das religiões de matriz africana, simpatizantes e pessoas de outras crenças a defender a democracia e votar em favor do futuro do Brasil.
O Ilê Axé Iyá Nassô Oká (Terreiro Casa Branca), foi tombado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 31 de maio de 1984 (com processo oficializado em 1986) Foi o primeiro terreiro e o primeiro monumento ligado à cultura negra a ser tombado como patrimônio histórico no Brasil.
TERREIRO DO GANTOIS
No Terreiro do Gantois, o posicionamento foi apresentado por Ângela Ferreira, Iyá Kekerê da casa, neta de Mãe Menininha do Gantois e filha de Mãe Carmen. Em publicação nas redes sociais, ela reafirmou o compromisso da comunidade com a democracia, a liberdade de crença e a preservação das tradições ancestrais. A manifestação também defendeu um Estado laico e a proteção dos direitos da população negra.
Ângela afirmou que, diante do cenário eleitoral, a comunidade enxerga no governo Lula a possibilidade de continuidade de um projeto comprometido com a justiça social, a igualdade, o respeito à diversidade e a liberdade religiosa. O posicionamento foi divulgado em um momento de luto e recolhimento da comunidade, com referência à responsabilidade de preservar os ritos e a ancestralidade para as próximas gerações.
Oficialmente denominado Ilê Iyá Omi Axé Iyamassê, o Gantois está situado no bairro da Federação e é uma das principais referências do candomblé da nação Ketu. Sua história ficou especialmente ligada a Mãe Menininha do Gantois, uma das mais conhecidas lideranças religiosas do Brasil, que contribuiu para ampliar o reconhecimento público do candomblé. O terreiro foi tombado pelo Iphan em 2002.
ILÊ ASÉ KALÉ BOKUN
O Ilê Asé Kalé Bokún também declarou apoio explícito ao presidente. Em publicação de vídeo no Instagram, a Ialorixá Vânia de Oyá e membros da comunidade do terreiro, afirmaram que a instituição vota no petista, e associou a decisão à resistência histórica dos povos de matriz africana, à defesa da liberdade religiosa e à valorização de suas tradições. A casa ressaltou a importância de garantir que as comunidades de terreiro tenham voz na sociedade e que seus direitos sejam preservados.
Localizado no bairro de Plataforma, no Subúrbio Ferroviário, é uma referência da tradição Ijexá e tem sua origem associada ao final do século XIX, com registros oficiais a partir de 1933. Fundado pelo babalorixá Severiano Santana Porto, preserva práticas rituais e tradições ancestrais, incluindo o culto às gueledés. O terreiro possui tombamento estadual e municipal pela Fundação Gregório de Mattos (FGM) e recebeu, em julho de 2026, novo reconhecimento de proteção patrimonial pelo Governo da Bahia.
TERREIRO DO BOGUM
Já o Terreiro do Bogum divulgou uma manifestação com a afirmação de que a casa está com Lula. O texto recordou a perseguição enfrentada por homens e mulheres negros que mantiveram viva a tradição jeje e relacionou o apoio ao petista à defesa da democracia, dos direitos da população negra e da liberdade religiosa. A publicação também alertou para os riscos de retrocessos e para a permanência do racismo religioso.
Conhecido como Terreiro Zoogodô Bogum Malê Hundó, fica no Engenho Velho da Federação e é uma referência da tradição Jeje-Mahi, ligada ao culto dos voduns. Sua história remonta ao século XVIII. Em 2026, o terreiro passou a integrar o conjunto de bens tombados pelo Governo da Bahia, por meio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC).
CASA DE OXUMARÊ
A Casa de Oxumarê também anunciou voto em Lula, em nome de seu Babalorixá, Babá Pecê. A publicação recordou episódios históricos de perseguição, criminalização dos cultos e invasão de terreiros, além de destacar que o racismo religioso continua ameaçando comunidades e territórios. O texto defendeu a democracia e o direito de os praticantes do candomblé viverem sua fé e preservarem suas tradições.
Também conhecida como Ilê Oxumarê Araká Ogodô, está situada na região da Federação e é uma das tradicionais casas de candomblé de Salvador, ligada à tradição Nagô-Vodum. O terreiro foi tombado pelo Iphan em 2014.
CASA DO MENSAGEIRO
A Casa do Mensageiro, por sua vez, reafirmou o compromisso com a democracia, a justiça social, a liberdade religiosa e o respeito às comunidades tradicionais de matriz africana. Ao apresentar seu apoio a Lula, o terreiro destacou a importância de assegurar dignidade, oportunidades e respeito às comunidades, em referência à memória de seus ancestrais.
"Na live diária "Contagem Regressiva", comandada pela jornalista Vera Magalhães, os colunistas do GLOBO Fabio Graner e Bela Magale comentaram o risco do canal "Exército do Lula", administrado pelo deputado André Janones (Rede), ser derrubado perto da hora do debate da Globo, por uma decisão do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE.
Segundo a jornalista Bela Megale do jornal O Globo, que conversou com integrantes da campanha de Lula e com ministros do TSE, essa possibilidade é concreta e tem "fundamento". O canal "Exército do Lula" tem, no momento, 8,8 milhões de integrantes e vem sendo considerado um dos principais motores de engajamento da campanha do presidente no segundo turno.
— Kassio Nunes Marques pode usar o pedido de esclarecimentos enviado à Meta para dar um novo entendimento, equiparando o canal ao impulsionamento de postagens. O ministro está tentando equiparar as duas frentes, em uma tentativa de esvaziar o canal — afirmou Bela Megale.
A expectativa é de que a Meta envie suas respostas por volta da hora do almoço desta sexta (23). Em seguida, especula-se que a decisão pela derrubada do canal "Exército do Lula" aconteça perto do início do debate da Globo, marcado para as 21h30.
Esse timing é considerado especialmente ruim pela campanha do Lula, pois o canal é uma fonte importante de engajamento durante o debate. Questionada por Vera Magalhães se a decisão de Nunes Marques valeria para qualquer canal semelhante no Whatsapp, como a "Tropa do Flávio", Bela Megale explicou que sim, mas os efeitos são desproporcionais.
— Como a Tropa do Flávio não tem o efeito que o Exército do Lula tem tido, seriam danos muito distintos. Sob o discurso falso da isonomia, na verdade ele faria um ato que prejudicaria diretamente o candidato Lula. — afirmou Bela. — Entãoa preocupação (da campanha do Lula) é muito grande do canal ser tirado do ar nesse momento tão decisivo.
Nesta sexta-feira, os convidados da live Contagem Regressiva, apresenteada por Vera Magalhães. são Bela Megale e Fabio Graner. A partir das 11h, eles vão analisar a segunda pesquisa Datafolha do segundo turno e a preparação dos candidatos para o embate final em rede nacional.
Na quinta-feira, Lauro Jardim e Fabio Graner trouxeram bastidores da reta final das campanhas à Presidência da República e de uma virtual transição de governo.
Na quarta-feira, Míriam Leitão, Renato Meirelles, Maurício Moura e Thays Oyama analisaram a segunda pesquisa Quaest do segundo turno e as chances de Lula virar o jogo nas urnas.
O primeiro convidado da live foi o comentarista político Thomas Traumann, que analisou o desempenho dos candidatos no debate da Band, realizado no domingo. Na terça-feira, os jornalistas Míriam Leitão e Bernardo Mello Franco avaliaram as propostas populistas de última hora dos dois candidatos.
O deputado federal André Janones (Rede-MG) fez um alerta aos eleitores e seguidores do presidente Lula, de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estaria articulando o bloqueio do canal “Exército do Lula” na hora do debate da TV Globo, na noite desta sexta-feira (23). O canal já ultrapassou nove milhões de inscritos.
Janones pediu aos seguidores para espalharem a informação de que o canal poderia ser prejudicado pelo TSE, e passou a “missão” a seus comandados de conquistar novas adesões com objetivo de atingir a marca de dez milhões de inscritos até a hora do debate.
"Se a gente meter dez milhões de pessoas no canal, eles passam a não ter condições morais de praticar isso que eles querem praticar, que é censura", afirmou Janones, pedindo mobilização para aumentar a quantidade de pessoas no "Exército".
No vídeo gravado nas suas redes sociais, André Janones comenta notícia divulgada pela repórter Bela Megale, do jornal O Globo, que afirma que a derrubada do canal aconteceria por uma decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes. A repórter afirma ter conversado com fontes do TSE, e, segundo ela, a possibilidade de bloqueio ao canal é concreta.
O ministro Nunes Marques, de acordo com a colunista, tem dito a interlocutores que não há nenhuma decisão sobre o tema e que qualquer medida dependerá da resposta a ser enviada pela Meta ao TSE. O TSE aceitou um pedido do candidato Flávio Bolsonaro (PL) e deu 24 horas, a partir desta quinta (22), para a Meta prestar esclarecimentos sobre o funcionamento do canal, com objetivo de saber se o alcance das mensagens estaria sendo ampliado artificialmente.
Uma decisão de bloqueio de canais incluiria outros, como o Canal do Lula, que tem 2,8 milhões de seguidores, e o Canal do Flávio, que tem pouco mais de dois milhões de inscritos. O maior prejuízo, entretanto, seria ao “Exército do Lula”, com seus nove milhões de inscritos no WhatsApp.
O presidente Lula também divulgou vídeo em suas redes sociais, pedindo a adesão de mais pessoas ao “Exército”, como forma de pressionar o TSE a não tomar decisão de proibir o canal.
“Depois do debate, vamos ficar 24 horas mobilizando o Exército. Mas é importante que você comece a entrar no Exército já, porque eu quero ver se a gente chega depois do debate a mais de dez milhões de soldados. Vai ser o maior exército do mundo, e eu preciso de vocês”, disse Lula no vídeo.
O ex-zagueiro Ronaldo Angelim, ídolo do Flamengo e do Fortaleza, afirmou ter sido alvo de ofensas pessoais após declarar voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Segundo o ex-jogador, os insultos partiram do presidente de um consulado rubro-negro, que também teria dito que ele não voltaria a frequentar o local.
Em relato publicado nas redes sociais, Angelim disse ter sido chamado de “vagabundo”, “ladrão”, “cara sem vergonha” e “corno”. O ex-atleta afirmou que entenderia uma eventual decisão de não ser mais convidado por causa de sua posição política, mas questionou a escolha do dirigente de partir para ataques pessoais.
O segundo turno da eleição presidencial será disputado neste domingo (25), entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).
O ex-zagueiro relatou que aceitaria não ser mais recebido no consulado caso a decisão estivesse relacionada à divergência política. Para ele, no entanto, a situação ultrapassou o limite ao incluir ofensas pessoais.
O episódio foi divulgado em meio à polarização política que marca a disputa presidencial e às manifestações de torcedores do Flamengo sobre temas políticos e trabalhistas.
Nas últimas semanas, torcedores rubro-negros levaram faixas com mensagens políticas às arquibancadas. Entre os assuntos abordados estão as apostas esportivas e o fim da escala de trabalho 6x1.
As manifestações mostram como temas que ultrapassam o futebol também têm ocupado espaços ligados aos clubes e provocado debates entre torcedores.
Natural do Ceará, Ronaldo Angelim construiu uma trajetória marcante nos dois clubes. Pelo Fortaleza, destacou-se entre 2001 e 2005, período em que participou de campanhas importantes da equipe no futebol nacional.
No Flamengo, entrou para a história ao marcar o gol do título do Campeonato Brasileiro de 2009, na vitória sobre o Grêmio, no Maracanã. O ex-zagueiro se tornou um dos nomes lembrados pela torcida rubro-negra pela conquista que encerrou um jejum de 17 anos do clube no Brasileirão.
A cantora norte-americana Madonna compartilhou uma mensagem em apoio ao atual presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca reeleição na disputa contra Flávio Bolsonaro (PL).
Por meio das redes sociais, a artista repostou uma mensagem originalmente feita pelo fotógrafo de moda Rafael Pavarotti. Escrita em inglês, a postagem faz uma referência a causas sociais e pede voto para o petista. A postagem ainda conta com a trilha sonora de Gal Costa cantando Aquarela do Brasil.
"Pela democracia. Pelos povos indígenas. Pela Amazônia. Pela educação e ciência. Pela cultura. Pela liberdade de ser quem somos. Por um Brasil sem fome, com dignidade para todos. Pela vida e pelo nosso futuro. Vote Lula. Vote 13."
O mesmo post foi compartilhado pela modelo norte-americana, de ascendência palestina e holandesa, Bella Hadid.
Nas redes sociais, outras estrelas internacionais compartilharam suas opiniões sobre as eleições brasileiras. A banda norte-americana The Strokes publicou em sua conta oficial do Instagram uma arte com a estética indie em apoio à reeleição do presidente, enquanto o guitarrista Tom Morello, do Rage Against the Machine divulgou um vídeo onde define a eleição brasileira como uma batalha de linha de frente contra o fascismo e a oligarquia.

Outros nomes do rock também se manifestaram a favor de Lula, como o baterista brasileiro Eloy Casagrande, da banda norte-americana de nu metal Slipknot, e o vocalista Oliver Sykes, da banda de rock britânica Bring Me the Horizon, que é casado com a cantora e modelo brasileira Alissic, tem uma propriedade no litoral paulista e até CPF.
O cantor e compositor britânico Roger Waters, fundador do Pink Floyd fez um vídeo criticando Flávio Bolsonaro e convocando os eleitores brasileiros a irem as urnas, lembrando da alta abstenção no primeiro turno.
“No domingo, o importante é sair. Houve apenas 70% de votantes no primeiro turno. Precisamos de 90%, 95%, 100% de votantes. Se você tem uma avó que está sentada, carregue-a. Coloque-a em um jegue, coloque-a em um carro. Leve-a para a zona de votação e vote, vote, vote. Só vocês podem salvar o Brasil desses gângsteres que fingem ser governantes nos Estados Unidos da América e seus aliados no Brasil”, disparou Waters.
Fora do rock, os cantores Jorge Drexler e Manu Chao também se posicionaram a favor de Lula. Além do cantor irlandês Hozier, que tem usado as redes sociais para divulgar vídeos sobre o cenário eleitoral brasileiro como um alerta para os fãs.
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou nesta sexta-feira (23) que as empresas Meta e X apresentem, no prazo de 24 horas, relatórios detalhados sobre suas diretrizes para o uso de inteligência artificial, distribuição de conteúdos políticos, impulsionamento de anúncios eleitorais e critérios para a remoção de publicações.
Segundo informações do g1, a decisão ocorre no âmbito de uma ação movida pela campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra a chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL). A coligação do candidato petista aponta suposto abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação, alegando favorecimento a perfis adversários, restrição de alcance em publicações pro-Lula e inconsistências no impulsionamento pago.
Entre as divergências apontadas pela representação jurídica estão a derrubada de um vídeo no Instagram por alegação de uso de IA e possíveis assimetrias nas respostas geradas pela ferramenta Grok, da rede social X, ao responder consultas sobre os postulantes ao pleito.
Em paralelo à determinação da corregedoria, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, agendou reunião com representantes de grandes plataformas digitais para alinhamento de procedimentos de segurança na reta final de preparação para o segundo turno das eleições.
Pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta sexta-feira (23), mostra um cenário de segundo turno em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 52% dos votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 48%. O resultado mostra um empate técnico no limite da margem de erro, que é de dois pontos percentuais.
Em números totais, Flávio Bolsonaro registra 49% das intenções de voto, enquanto Lula alcança 45%. Outros 5% dos entrevistados declaram voto branco ou nulo, e 1% não sabe ou não respondeu.
Na comparação com a pesquisa anterior do Real Time Big Data, divulgada na última terça (20), o senador do PL apresentou uma oscilação positiva de um ponto percentual entre os votos totais, passando de 48% para 49%. Lula, por sua vez, manteve os mesmos 45% registrados no levantamento anterior.
O levantamento também apurou a rejeição aos dois candidatos. Segundo os resultados, 36% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula, enquanto 33% rejeitam Flávio Bolsonaro. Outros 28% dizem que não votariam em nenhum dos dois candidatos, enquanto 3% não rejeitam nenhum deles.
Outro dado do levantamento é o elevado percentual de entrevistados que afirmam já ter definido sua escolha para o segundo turno. Segundo o Real Time Big Data, 95% dos eleitores dizem ter o voto decidido.
Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, 94% afirmam que não mudariam de candidato de maneira alguma. No eleitorado do presidente, o percentual é semelhante: 93% dizem que não mudariam de voto em nenhuma hipótese.
A pesquisa Real Time Big Data entrevistou 2 mil pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 19 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09670/2026.
A mais nova pesquisa da Vox Brasil sobre o segundo turno das eleições 2026, divulgada nesta sexta-feira (23), revela que o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria assumido a liderança na corrida presidencial, mas com vantagem dentro da margem de erro. A pesquisa apresenta Lula com 50,6% contra 49,4% do senador Flávio Bolsonaro (PL), resultado considerado empate técnico.
O instituto Vox Brasil foi um dos quatro que acertaram, no primeiro turno, a liderança de Flávio Bolsonaro sobre Lula. A pesquisa Vox Brasil na véspera do primeiro turno deu Flávio com 45,8% e Lula com 44,9% (o resultado final teve o senador do PL com 47% contra 45% do líder petista).
Na pesquisa estimulada, em que os entrevistados olham uma lista com os nomes dos candidatos, Lula soma 45,4% das intenções de voto no conjunto da amostra. Flávio aparece com 44,3%, uma distância de 1,1 ponto percentual (respostas nenhum, branco ou nulo representam 6%, enquanto 4,3% não sabem ou não opinaram).
O levantamento da Vox Brasil também perguntou em qual candidato os eleitores não votariam “de jeito nenhum” para presidente da República. Nesse recorte, Flávio tem 47,1% de rejeição, enquanto Lula registra 44,8%.
Outros 3,9% disseram que rejeitam ambos os candidatos. Já 2,2% afirmaram que não rejeitam nenhum. Os que não souberam responder ou não opinaram somam 2%.
A pesquisa ouviu 2.100 eleitores brasileiros, de 20 a 22 de outubro de 2026. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03259/2026.
Uma nova pesquisa do instituto Datafolha, encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, aponta estabilidade na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com os dados, 49% da população aprova a gestão federal, enquanto 48% desaprova.
Segundo os dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o levantamento, de nível de confiança é de 95%, ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 20 e 22 de outubro. A pesquisa está registrada sob o número BR-09709/2026.
O senador Flávio Bolsonaro tem 50,6% de intenções de votos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegaria a 49,4%. Foi o que mostrou uma simulação de segundo turno feita pela pesquisa Indexa/Broadcast, divulgada nesta quinta-feira (22).
Em votos totais, Flávio Bolsonaro tem 45,2% das intenções de voto, ante 44,1% do presidente Lula. Dos entrevistados, 4,8% afirmam que não iriam votar, 4,3% dizem que votarão nulo ou em branco e outros 1,6% não sabem.
Na pesquisa espontânea, Flávio Bolsonaro tem 41,9% das intenções de votos ante 41,1% de Lula. Outros 4,5% afirmam que não iriam votar, 4,8% declararam voto nulo ou branco e 7,8% não sabem.
O duelo entre Flávio e Lula mostra uma posição invertida entre ambos no recorte e votos por sexo. Entre as mulheres, o presidente Lula tem 47,3%, ante 42,3% do senador, e entre os homens, Flávio registra 48,4%, e o líder petista, 40,7%.
Já no recorte por regiões, o presidente Lula alcança 51,8% no Nordeste, contra 38,9% de Flávio Bolsonaro. No Sul, o senador tem 55,9%, ante 31,0% do presidente. No Centro-Oeste, os índices são de 45,7% para Flávio Bolsonaro e 42,8% para Lula.
No Sudeste, o candidato do PL aparece com 45,8%, e o petista, com 44,2%. No Norte, ambos estão empatados numericamente em 43,5%.
Entre os católicos, Lula tem 51,3%, e Flávio Bolsonaro, 36,7%. Entre os evangélicos, o senador marca 69,7%, ante 23,2% do presidente. No grupo com renda domiciliar de até dois salários mínimos, o petista registra 47,6%, contra 38,9% de Flávio Bolsonaro.
Outro recorte está no estrato dos que recebem mais de cinco salários mínimos, grupo em que o senador tem 52,6%, e Lula, 40,6%. Já entre os que recebem entre dois e cinco salários mínimos, Flávio Bolsonaro tem 44,6% contra 44,2% de Lula.
Em meio a jovens de 16 a 24 anos, Lula registra 47,8% contra 44,6% de Flávio Bolsonaro. Entre pessoas com 60 anos ou mais, Flávio Bolsonaro tem 46,4% contra 43,5% de Lula.
O levantamento revela que entre pessoas com 45 a 59 anos, o senador tem 47,5% das intenções de voto e Lula 41,7%. Entre eleitores com 25 a 34 anos, Lula registra 47,5% ante 39,1% de Flávio Bolsonaro. Em meio a pessoas com 35 a 44 anos, Flávio Bolsonaro tem 47,6% e Lula, 42,4%.
Por grau de escolaridade, Lula lidera entre os entrevistados com ensino até fundamental com 46,1% ante 42,6% de Flávio Bolsonaro. Já entre os que possuem ensino superior ou mais, o senador do PL registra 47,9% ante 41,4% do petista.
A pesquisa Indexa/Broadcast ouviu 2.000 eleitores por meio de entrevistas individuais por telefone, entre 20 e 21 de outubro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02348/2026.
As equipes das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) firmaram um acordo nesta quinta-feira (22) para que haja a quebra conjunta de sigilos bancários, fiscais e telefônicos dos dois candidatos. O acordo foi celebrado na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O pedido de quebra do sigilo foi formulado pelo presidente Lula no debate do último domingo (18) na Band. Lula fez um desafio a Flávio de que os dois, juntos, apresentassem os seus sigilos para a população antes do debate desta sexta (23) na TV Globo.
“Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Nantes Bolsonaro candidatos à Presidência da República, já qualificados nos autos, vêm, conjuntamente, informar que aceitaram integralmente os termos recíprocos do desafio objeto destes autos e autorizam a abertura total dos respectivos sigilos”, diz trecho do documento.
O acordo foi assinado pelo presidente Lula e, da parte de Flávio Bolsonaro, por sua advogada de campanha, Maria Claudia Bucchianeri. No acordo, eles indicam que as devidas liberações devem ser enviadas ao TSE até 23h59 desta quinta (22).
“A abertura será imediata, total, nas condições integrais aceitas por ambos, e simultânea para os dois candidatos. Os dados relativos às autorizações já apresentadas, próprias, de familiares, e de empresas, serão abertos e divulgados hoje, 22.10.2026”, detalha o texto.
O documento assinado prevê o levantamento dos sigilos das pessoas listadas na petição inicial, da qual constam, do lado petista:
Luiz Inácio Lula da Silva – presidente da República e candidato à reeleição;
Janja Lula da Silva – primeira-dama;
Lurian Cordeiro Lula da Silva – filha de Lula;
Marcos Cláudio Lula da Silva – filho de Lula;
Fábio Luís Lula da Silva – filho de Lula conhecido nacionalmente como Lulinha;
Sandro Luís Lula da Silva – filho de Lula;
Luís Cláudio Lula da Silva – filho de Lula.
Além disso, está na lista a empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações, da qual Lula é sócio.
Do lado bolsonarista, as pessoas listadas na petição inicial são:
Flávio Bolsonaro – senador e candidato a presidente;
Jair Bolsonaro – ex-presidente e pai de Flávio;
Rogéria Bolsonaro – mãe de Flávio;
Carlos Bolsonaro – irmão de Flávio;
Eduardo Bolsonaro – irmão de Flávio;
Jair Renan Bolsonaro – irmão de Flávio;
Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro – mulher de Flávio.
Também estão incluídas na petição quatro empresas que seriam ligadas a Flávio e a Alcazar Holdins, registrada fora do Brasil pelo advogado Willer Tomaz, com a qual o candidato do PL também teria ligação.
Nesta quarta (21), o candidato Flávio Bolsonaro havia apresentado uma lista de 19 exigências para aceitar o desafio proposto pelo presidente Lula. A campanha de Lula se comprometeu a apresentar as informações cobradas pelo senador do PL.
A campanha do senador Flávio Bolsonaro escalou o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo) para analisar os documentos da quebra de sigilo do presidente Lula. Deltan esteve no TSE e acusou a campanha do PT de não querer esclarecer informações sobre o Instituto Lula.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou um vídeo-selfie no final da manhã desta quinta-feira (22) convocando seus seguidores a participarem de uma live que acontecerá às 19h. O vídeo circulou primeiro no canal Exército do Lula, no WhatsApp, que alcançou a marca de oito milhões de pessoas inscritas.
Segundo áudio distribuído pelo deputado André Janones (Rede-MG), Lula gravou o vídeo já em seu novo aparelho de celular. Janones presenteou o presidente com o telefone e disse que ele vai dar “ordens” ao seus seguidores diretamente no canal do WhatsApp.
No vídeo, Lula pediu que os seguidores “explodam” o chamado para a live das 19h, no Youtube. Segundo ele, a batalha será dura e por isso seria preciso uma atuação de todos os que acreditam em seu projeto para virar o jogo no segundo turno.
“Vamos derrotar os adversário. Vocês viram que o meu general está bravo. Está convocando todo mundo e eu vou chegar exatamente às 19h, e eu quero todo o exército do Lula pronto, porque a batalha vai ser dura, mas vamos derrotar nossos adversários”, afirmando Lula no vídeo aos seguidores, se referindo a Janones como “General” do grupo e a ele mesmo como “Marechal”.
O canal Exército do Lula se tornou uma das principais armas da campanha do presidente Lula neste segundo turno das eleições, a ponto de os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terem aventado a hipótese de bloquear canais no WhatsApp acima de 200 mil inscritos 48 horas antes do pleito do próximo domingo (25). A proposta, que estava sendo debatida internamente, acabaria por prejudicar principalmente o canal ligado a Lula, que possui oito milhões de inscritos, enquanto o grupo de apoio a Flávio tem o registro de pouco mais de dois milhões de pessoas.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes, deu declarações à imprensa afirmando que não colocará em discussão um eventual bloqueio dos canais no WhatsApp. Já o vice-presidente, André Mendonça, ainda pensa em levar o assunto a uma votação no plenário.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu um volume recorde de processos e decisões inéditas sobre a disputa presidencial. Segundo um levantamento do g1, até a noite desta quarta-feira (21), o TSE registrava ao menos 804 ações recebidas, mais do que o dobro das 325 no mesmo período em 2022 e das 388 de 2018.
Entre os impasses enfrentados pelo tribunal estão a definição de quando um canal de WhatsApp deve estar oficialmente vinculado a uma campanha e os limites para o uso de deepfakes, conteúdos gerados por inteligência artificial com alto grau de realismo.
Inicialmente, os processos tratavam principalmente de propaganda eleitoral antecipada. Agora, abordam assuntos como a divulgação de fatos inverídicos, episódios de impulsionamento de conteúdo negativo contra candidatos, realização de showmícios e conteúdo das propagandas eleitorais no rádio e na televisão.
TSE reuniu as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro no dia 13 de outubro, após o primeiro turno, para discutir como frear a judicialização da disputa. Na ocasião, as campanhas concordaram em abrir mão de representações da pré-campanha e de pedidos de direitos de resposta relacionados ao primeiro turno.
Ainda assim, a disputa jurídica entre as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) se intensificou no segundo turno, com discussões sobre estratégias nas redes sociais e distribuição de conteúdo no WhatsApp.
No caso desta última, a discussão começou com o crescimento do canal Exército do Lula, criado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) e que atingiu 7,5 milhões de participantes nos últimos dias. O canal, que chegou a ser derrubado por decisão do ministro Nunes Marques, foi oficialmente vinculado às redes de campanha de Lula após a disputa judicial.
Lula protocola no TSE documento aceitando exigências; Flávio escala Deltan para analisar informações
O coordenador da campanha do presidente Lula (PT), senador Camilo Santana (PT), protocolou nesta quinta-feira (22), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um documento em que o candidato diz aceitar integralmente as exigências apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para a quebra de sigilo de dados bancários, fiscais e telefônicos.
Camilo Santana esteve no TSE acompanhado do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, além do presidente nacional do PT, Edinho Silva. Os representantes da campanha de Lula cobraram que Flávio Bolsonaro faça o mesmo e disponibilize suas informações ainda nesta quinta.
Ao chegar no TSE, Boulos postou uma foto junto com Camilo Santana mostrando o documento protocolado. Boulos desafiou Flávio Bolsonaro a fazer o mesmo.
“Chegando no TSE com o documento assinado pelo Presidente Lula para liberação total do sigilo HOJE! Vamos ver se Flávio Bolsonaro fará o mesmo. Aí o Brasil saberá quem é o ladrão!”, disse o ministro.
A campanha de Flávio Bolsonaro, por sua vez, escalou o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo) para analisar os sigilos que o presidente Lula prometeu entregar. Segundo informações da coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, Dallagnol irá pessoalmente à sede do TSE para analisar o material.
O ex-procurador estará acompanhado, no TSE, da advogada Maria Cláudia Bucchianeri, que comanda o jurídico da campanha de Flávio, e de Fábio Portela, assessor de imprensa. O discurso na campanha do candidato do PL é de que ele só entregará seus sigilos bancário e telefônico se Lula apresentar os seus primeiro.
No TSE, a petição protocolada pela campanha do presidente Lula tem como relator o ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal. Lula propõe tornar públicos os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de familiares, desde que o senador Flávio Bolsonaro adote a mesma medida.
O presidente Lula argumenta que a iniciativa da quebra de sigilo é necessária para que os eleitores tenham acesso a informações e possam decidir livremente em quem votar. Já o senador Flávio Bolsonaro fez uma lista com 19 exigências, e diz esperar que Lula as cumpra para poder apresentar informações de suas contas.
Em resposta ao desafio colocado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para quebra de sigilo de informações bancárias e telefônicas antes do debate da TV Globo, nesta sexta-feira (23), o candidato Flávio Bolsonaro fez 19 exigências ao líder petista antes de dar transparência aos seus próprios dados.
Além dos 19 pedidos, Flávio solicita ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que intime o presidente Lula a se manifestar sobre as condições e apresente os termos individuais de autorização para a quebra de sigilo. A campanha de Flávio Bolsonaro, na solicitação ao TSE, afirma que caso o presidente não concorde, que a recusa seja formalmente registrada nos autos.
Após participar de uma agenda de campanha em São Paulo, nesta quarta (21), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) criticou as 19 exigências feitas por Flávio Bolsonaro para aceitar o desafio imposto por Lula. Na avaliação do vice, o senador do PL não quer de fato tornar públicas as suas informações, e defendeu que presidente e vice-presidente não deveriam ter sigilos fiscal, bancário nem telefônico.
“Eu acho até que quem é eleito presidente e vice-presidente não devia ter sigilo, nem fiscal nem bancário nem telefônico. Vida pública é pública, tem que ser transparente. Quem quer ter vida privada vai cuidar do setor privado. Agora não é possível ter vida pública e não prestar contas para a sociedade”, disse Alckmin.
Representantes da campanha do presidente Lula irão ao TSE), nesta quinta (22), para protocolar documentos relacionados à proposta de abertura de sigilos bancários e telefônicos. A equipe do petista também cobrou que a campanha de Flávio Bolsonaro compareça ao tribunal para formalizar a autorização de acesso às informações solicitadas.
Confira abaixo quais foram as 19 exigências feitas pelo senador Flávio Bolsonaro para poder concordar com a quebra de sigilo de suas informações bancárias e telefônicas.
1 - Autorização para a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático (desde 2003) de Lulinha, de sua mulher Renata e das empresas do antigo grupo Gamecorp/Gol;
2 - Liberação dos sigilos de empresas offshore de Lulinha no exterior, como a Synapta em Madri;
3 - Quebra dos sigilos da empresa FlexBR Tecnologia, dos filhos Sandro Luís e Marcos Cláudio;
4 - Abertura dos sigilos das empresas de Fernando Bittar, indicado como titular formal do sítio de Atibaia;
5 - Quebra dos sigilos das empresas dos demais filhos (Lurian, Marcos Cláudio, Sandro Luís e Luís Cláudio), incluindo a LFT Marketing Esportivo;
6 - Liberação dos sigilos do Instituto Lula e do seu ex-presidente Paulo Okamotto;
7 - Divulgação da lista de visitantes de Daniel Vorcaro na prisão da PF em Brasília;
8 - Apresentação dos registros de passageiros e planos de voo do jato particular atribuído a Daniel Vorcaro em novembro de 2025;
9 - Liberação da lista de participantes, pauta e registros da reunião mantida entre Lula e Vorcaro em dezembro de 2024;
10 - Histórico completo de entradas de Vorcaro e de seus intermediários no Planalto e da Alvorada desde 2023;
11 - Registros de entrada no Palácio do Planalto do ex-ministro Guido Mantega e do diretor do Banco Master, Augusto Lima;
12 - Quebra dos sigilos dos últimos 8 anos de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT;
13 - Liberação dos sigilos dos últimos 8 anos de Roberta Luchsinger, de sua empresa RL Consultoria e de Edson Claro;
14 - Liberação dos sigilos dos últimos 8 anos de Roberta Luchsinger, de sua empresa RL Consultoria e de Edson Claro;
15 - Acesso aos registros de entrada e saída de Roberta Luchsinger nos Palácios do Planalto e da Alvorada entre 2023 e 2026;
16 - Divulgação da lista de voos da FAB em que Roberta Luchsinger viajou como passageira;
17 - Relação completa das reuniões de Luchsinger em órgãos do governo;
18 - Quebra dos sigilos bancários e fiscais dos últimos 8 anos de Marcola; Abertura dos sigilos dos últimos 8 anos de Frei Chico e do sindicato Sindnapi;
19 - Divulgação completa dos gastos com o cartão corporativo da Presidência da República (desde janeiro de 2023) e da agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, incluindo visitas dos filhos, uso de helicópteros e gastos do Palácio da Alvorada.
A mais nova pesquisa PoderData/Aya sobre as intenções de voto dos brasileiros para o segundo turno revela uma aproximação do presidente Lula, mas com vantagem ainda para o candidato Flávio Bolsonaro (PL). De acordo com o levantamento, divulgado nesta quinta-feira (22), Flávio estaria com 51% dos votos válidos, com 49% do líder petista.
Na primeira pesquisa PoderData/Aya divulgada após o primeiro turno, em 8 de outubro, Flávio Bolsonaro havia saído na frente, com 53% contra 47% de Lula. Na pesquisa seguinte, em 18 de outubro, o senador do PL marcava 52% contra 48% de Lula. De 8 de outubro para essa quinta, Flávio caiu dois pontos percentuais e Lula cresceu os mesmos dois pontos.
Quando se consideram os votos totais, o presidente Lula preserva a preferência em segmentos estratégicos do eleitorado. Entre as mulheres, o presidente registra 55% das intenções de voto, contra 41% do senador do PL.
O senador Flávio Bolsonaro obtém mais apoio no Centro-Oeste (62%) e no Sul (60%). Já Lula mantém grande vantagem no seu reduto histórico, o Nordeste (64%). E, no Sudeste, onde está o maior eleitorado do país, o candidato do PL tem 52% contra 43% do petista.
Em relação à rejeição, nesta nova rodada do PoderData/Aya, 47% dos entrevistados dizem que não votariam “de jeito nenhum” no atual presidente. O líder petista é o “único em que votariam” para 46% – um aumento de quatro pontos percentuais em relação ao levantamento anterior.
Entre os que rejeitam o candidato Flávio Bolsonaro, a taxa oscilou um ponto percentual para cima, de 44% para 45% em 3 dias. Outros 47% afirmam que Flávio é o “único em quem votariam”.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, em parceria com o Aya Bancah. Os dados foram coletados por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram quatro mil entrevistas em 865 municípios das 27 unidades da Federação.
A margem de erro da pesquisa PoderData/Aya é de 1,6 ponto percentual. O intervalo de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-07926/2026.
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores, protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma ação de investigação eleitoral para cassar o registro da candidatura da chapa formada pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL) e o candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL).
Na ação, movida nesta quarta-feira (21), os advogados da campanha petista acusam a chapa adversária de cometer abuso de poder econômico e uso indevidos dos meios de comunicação. As informações são da Agência Brasil.
A campanha alega que a candidatura de Flávio foi beneficiada por direcionamento de postagens nas redes sociais, enquanto os conteúdos referentes a Lula foram restringidos pelas plataformas da Meta.
Entre as provas utilizadas estão os registros de que a geração de imagens de inteligência artificial da Meta não permitiu a criação de conteúdos sobre Lula. Contudo, a criação de imagens relacionadas ao candidato Flávio Bolsonaro foi liberada. A Meta nega qualquer tipo de benefício a candidaturas.
O processo foi distribuído para o ministro Ricardo Villas Bôas Curva. Não há prazo para decisão do relator.
O senador reeleito Jaques Wagner (PT) avaliou os desafios da governabilidade caso o ex-presidente Lula da Silva (PT) seja eleito. Questionado sobre a relação com um Congresso Nacional de maioria oposicionista, o parlamentar reconheceu que a articulação exigirá mais empenho, mas demonstrou confiança na capacidade de articulação política do grupo.
"Isso só vai demandar de nós, que estamos lá, de apoio ao presidente Lula, um exercício de diálogo muito mais intenso, muito mais difícil, porque evidentemente o grupo de lá vai tentar fazer o quanto pior, melhor", diz o senador.
Jaques Wagner relembra que a ausência de maioria absoluta no Legislativo não é uma situação inédita para a base governista. Segundo ele, no período atual, o governo conseguiu aprovar matérias cruciais mesmo sem possuir maioria consolidada na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
"Nós vamos trabalhar. Já trabalhamos assim, não tínhamos maioria. No atual momento que está concluindo em dezembro, nós já não tínhamos relata nem no Senado, nem na Câmara, e conseguimos aprovar praticamente tudo que o presidente Lula precisou", alega.
Por fim, o parlamentar elogiou a habilidade política de Lula no diálogo institucional: "Ele sentando na cadeira, ele é um ás na arte da negociação. Eu tenho certeza que a gente passa. Vai dar trabalho? Vai. Mas a gente vai conseguir levar adiante o projeto."
Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (21), o senador Camilo Santana (PT), coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou que não há oposição às condições colocadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para que sejam abertos os sigilos de ambos os candidatos. Santana disse que a campanha de Lula não se opõe a “absolutamente nada” que foi imposto pelo senador do PL.
Camilo Santana disse à imprensa que irá nesta quinta (22) à sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para protocolar a resposta do presidente sobre a disputa de sigilos. O senador disse esperar que a campanha do candidato do PL faça o mesmo, e que também inclua a conta bancária do advogado Willer Tomaz na quebra de sigilo.
Anteriormente nesta quarta, a campanha de Flávio Bolsonaro encaminhou uma réplica ao desafio que impõe a quebra de sigilos bancários e telefônicos. O senador disse que abriria seu sigilo se Lula também apresentasse as contas do ex-chefe de Gabinete, Marcola, além dos cartões corporativos e outras informações sobre empresas de familiares, entre outras demandas.
No entanto, segundo o coordenador da campanha do PT, a resposta de Flávio omite o levantamento dos dados da conta bancária da empresa Alcazar Holding, de Tomaz, na qual Flávio tem “acesso operacional relevante”, segundo a Polícia Federal. “Vemos com muita estranheza ele tirar essa empresa”, disse Santana na coletiva de imprensa.
Flávio e Willer Tomaz mantiveram uma relação de amizade, mas ambos negam ter feito negócios em conjunto. O advogado é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, operações irregulares em casas de apostas e relação com as fraudes no INSS.
Nesta terça (20), a autorização para a abertura dos dados do líder petista foi protocolada junto ao TSE por seus advogados, conforme ele havia prometido no debate da Band, no último domingo (18). No documento, foram autorizadas as quebras de sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos oito anos do presidente, da primeira-dama Rosângela da Silva (Janja) e dos filhos Lurian, Marcos Cláudio, Fábio Luís, como Lulinha e que é investigado pela Polícia Federal, Sandro Luís e Luís Claudio.
A guerra de quebras de sigilo antecede o debate da TV Globo, que acontecerá na noite da próxima sexta (23). O presidente Lula chegou a dizer que não iria ao debate se Flávio Bolsonaro não abrisse o seu sigilo.
Durante agenda política em Salvador, o senador reeleito Jaques Wagner (PT) analisou as perspectivas e estratégias para a disputa do segundo turno das eleições. O parlamentar ressaltou nesta quarta-feira (21) a relevância histórica e eleitoral da Bahia no cenário nacional, projetando uma votação expressiva para Lula da Silva (PT) no estado e enfatizando o trabalho de mobilização para reduzir os índices de abstenção.
Confira em vídeo:
? Jaques Wagner projeta mais de 70% dos votos para Lula na Bahia e cita Ivete Sangalo: " não precisa se apaixonar pelo Lula" ???? Eduarda Moitinho/ Bahia Notícias Confira ? https://t.co/kxgmVePySV
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) October 21, 2026
Para dialogar com o eleitorado indeciso ou desencantado, Wagner recorreu a uma declaração da cantora Ivete Sangalo para reforçar o pragmatismo do voto. "Eu digo sempre que estou me aproveitando da frase de Ivete, quando ela disse que 'a nossa insatisfação não deve ou não pode ser maior do que a nossa lucidez'. Então, não precisa se apaixonar pelo Lula, só precisa escolher o melhor caminho para a Bahia", argumenta.
Wagner destacou que o estado, por ser o quarto mais populoso do país e o berço da formação cultural e social brasileira, carrega um peso decisivo no pleito. "A Bahia sempre foi muito importante. Já foi o estado que deu a maior diferença de votos em 2022, e nós estamos trabalhando para que isso volte a acontecer agora no segundo turno da eleição", relembra.
Ao ser questionado sobre a meta percentual de votos para Lula em solo baiano, o senador preferiu evitar estimativas exatas, mas estabeleceu um patamar de expectativa: "Essa conta eu não gosto de fazer, não. Eu quero crescer, quanto vai chegar, eu não sei. Espero que chegue acima de 70%".
Para alcançar as metas estabelecidas, Wagner apontou que a militância tem focado na conscientização dos eleitores e na simplificação do processo de votação no segundo turno. "Estamos trabalhando muito para diminuir as abstenções. É óbvio que essa é uma eleição mais simples, porque é um voto só, é 13 confirma. Na outra eram seis", pondera.
O parlamentar demonstrou otimismo em relação à virada de votos na reta final: "Tenho certeza que agora nós vamos crescer a votação dele, seja pela diminuição da abstenção, seja pelo 'vira-voto' que a gente está fazendo e eu acho que está pegando em muita gente".
Na pesquisa espontânea, modalidade em que os nomes dos candidatos não são apresentados ao entrevistado, o percentual de eleitores indecisos dobrou e atingiu 14%. O recorte aponta o presidente Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatados com 40% das intenções de voto. Há uma semana, na rodada anterior divulgada pelo instituto, o bolsonarista registrava 43% e o petista, 42%. A parcela de eleitores que declaram intenção de votar em branco ou nulo recuou de 8% para 6%.
A alta da indecisão foi observada em diferentes segmentos do eleitorado. No grupo das mulheres, a taxa de indecisos subiu de 8% para 17%. Entre os eleitores que se identificam como independentes, o indicador de indefinição apresentou um avanço expressivo, passando de 13% para 31%.
O crescimento dos indecisos também ocorreu entre os beneficiários do Bolsa Família, segmento em que a taxa saltou de 7% para 19%. A movimentação dá-se em meio às ações e acenos do governo Lula a essa parcela da população, coincidindo com o início do pagamento do valor reajustado do programa social, iniciado nesta segunda-feira (19).
Os pesquisadores da Quaest realizaram 2.154 entrevistas presenciais entre os dias 17 e 20 de outubro. O levantamento conta com nível de confiança de 95% e está registrado junto à Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-08535/2026.
O instituto Palver, que no primeiro turno foi o único que acertou o percentual de 47% dos votos válidos para o candidato Flávio Bolsonaro, divulgou sua nova pesquisa nesta quarta-feira (21), e o resultado mostra o senador do PL com dois pontos à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste segundo turno.
Segundo a pesquisa do Palver, Flávio Bolsonaro registra 50% das intenções de voto, enquanto Lula marca 48%. Eles estão empatados tecnicamente dentro da margem de erro do levantamento, que é de 2,4 pontos percentuais.
Na rodada anterior da Palver, divulgada na última quinta (15), Flávio tinha 50%, e Lula, 49%. Seis dias depois, o senador do PL ficou estável e o líder petista oscilou um ponto para baixo.
Na véspera da votação em primeiro turno, a Palver mostrava Flávio com 47% e Lula com 43%. Nas urnas, no dia 4 de outubro, o senador teve 47,03% e o presidente, 45,16%.
A pesquisa Palver também mediu a rejeição de ambos. Questionados em quem não votariam “de jeito nenhum”, 49% dos eleitores apontam Lula, e 47% citam Flávio Bolsonaro.
Por outro lado, 49% afirmam que votariam “com certeza” no candidato do PL, ante 47% que garantem o voto no atual presidente. Os que dizem que “poderiam votar” somam 2% para Flávio Bolsonaro e 1% para Lula.
Outro ponto abordado pela pesquisa Palver foi a certeza do voto no segundo turno. Questionados sobre o que poderia fazê-los mudar de candidato, a grande maioria respondeu que nada alteraria a escolha.
Entre os eleitores de Lula, 79% dizem que nada os faria mudar de voto. Entre os de Flávio Bolsonaro, o percentual é de 80%.
O levantamento foi realizado com cinco mil entrevistados pela Palver de 18 a 20 de outubro de 2026. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,4 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº BR-04612/2026.
Uma acusação de agressão no Yacht Clube da Bahia, em Salvador, teria como alvo um tapa no rosto de uma funcionária do clube depois que ela disse que votaria em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, marcado para o próximo domingo (25). Em comunicado interno, o clube afirmou não ter encontrado nenhum registro nem evidência de que o episódio tenha acontecido.
O relato aparece em mensagens de grupos internos de associados e em um áudio enviado por outro sócio, obtidos pelo Bahia Notícias. Segundo essas informações, o suposto agressor perguntou à funcionária em quem ela votaria. Quando ela respondeu que votaria em Lula, ele teria dado o tapa.
De acordo com o áudio, a cena foi presenciada pela mãe do sócio que fez a denúncia. Na gravação, ele se diz revoltado e cobra punição ao associado. “Um sócio do Yacht agrediu uma funcionária. Ele chegou para ela e perguntou: ‘Você vai votar em quem?’. Ela afirmou que ia votar em Lula, e ele deu um tapa na cara dela. Minha mãe presenciou”, relatou. “Eu quero a suspensão desse cara e quero que ele seja expulso do clube”, completou.
A versão do clube, divulgada nos canais internos, contradiz o relato. Segundo a mensagem, não há registro da ocorrência nem qualquer prova de que a agressão tenha acontecido.
"Realizamos uma verificação pelos canais internos do Clube. Não encontramos qualquer registro da suposta ocorrência, seja na Segurança ou no setor de Alimentos e Bebidas. Os colaboradores também foram ouvidos, e nenhum relatou ter presenciado ou tomado conhecimento de algo semelhante", diz trecho do comunicado.
Apesar disso, o clube, também no comunicado, afirmou que precisa "tratar esse assunto com a seriedade e a responsabilidade que ele exige, tanto para proteger as pessoas envolvidas quanto para evitar a propagação de informações sem comprovação."
Após a publicação da matéria, outro áudio, atribuído a funcionária que teria sido violentada, foi obtido pelo Bahia Notícias. Nele, ela afirma que a acusação teria acontecido no restaurante Veleiro e teria desmentido a acusação.
(Atualizado às 17h52 com o parágrafo sobre o restaurante Veleiro)
Veja comunicado completo:
Esse assunto já foi encaminhado à administração, que está verificando se a ocorrência realmente aconteceu. Caso seja confirmada, será encaminhada ao setor jurídico para as providências cabíveis.
O RH atua de forma rigorosa no acompanhamento dos colaboradores, e não toleramos qualquer tipo de destrato. Todas as ocorrências são registradas, inclusive as de menor gravidade.
O setor jurídico também atua de forma firme nesse sentido, adotando as medidas necessárias, inclusive a instauração de processos disciplinares, quando cabível, conforme previsto no Regimento e no Regulamento do Processo Disciplinar do Clube.
Em relação ao receio de denunciar, a Ouvidoria permite manifestações anônimas, e o RH também adota procedimentos para preservar o sigilo das informações.
É importante esclarecer que, por questões de sigilo, proteção dos envolvidos e controle das informações, a administração não pode divulgar detalhes sobre denúncias, apurações ou eventuais medidas adotadas.
Estamos vivendo um momento político muito sensível, marcado por excessos e, em algumas situações, pela perda de controle nas manifestações. Isso exige cautela e responsabilidade nos posicionamentos públicos, mas não reduz o rigor da administração na apuração dos fatos e na adoção das medidas cabíveis. Nossa atuação deve ser firme, criteriosa e pautada pelas normas do Clube.
O ministro baiano da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai adotar estratégias durante o debate da TV Globo para evitar que Flávio Bolsonaro (PL) fique atrás do petista enquanto ele estiver falando, olhando para as câmeras, como ocorreu no debate da Band no último domingo. O debate ocorre na sexta-feira e é o último confronto entre Lula e Flávio antes do segundo turno.
"Lula vai ficar no púlpito se necessário. Essa estratégia da extrema-direita (de ficar atrás do candidato) é usada no mundo inteiro e não vai acontecer neste debate (TV Globo)", afirmou Sidônio no Palácio do Planalto nesta quarta-feira.
O ministro, que tirou férias do cargo para se dedicar exclusivamente à campanha no segundo turno, afirmou que Flávio "não vai ficar atrás de Lula" e que o candidato do PL é "papagaio de pirata". Se precisar, Lula ficará mais no púlpito, mas não deve deixar de caminhar pelo estúdio. O ministro também afirmou que a campanha pediu à TV Globo que haja checagem das falas durante o programa.
Flávio treinou como estratégia circular atrás de Lula enquanto o presidente respondia a perguntas e se dirigia aos telespectadores. As informações foram confirmadas pelo jornal O Globo. O senador fazia gestos negativos com a cabeça, mantinha a expressão fechada e reagia com o rosto às declarações do petista.
Essa movimentação foi proposital e fazia parte da preparação para gerar imagens que pudessem ser recortadas e compartilhadas nas redes. Sidônio é o principal responsável pela preparação de Lula para o debate e se irritou com a postura de Flávio durante o programa. Durante os intervalos do debate da Band, o chefe da Secom ia até o púlpito conversar com Lula.
Na primeira pausa do programa, o ministro chegou a questionar Flávio por ficar atrás do presidente durante suas respostas. Ele também discutiu com integrantes da equipe do presidenciável do PL e apareceu visivelmente nervoso em vídeos de bastidores do debate. Lula se dedicará à preparação do debate na quinta e na sexta-feira. Aliados têm defendido que Lula chegue à Globo com uma postura mais enfática de cobrança às relações de Flávio com milicianos e com seu amigo Willer Tomaz, investigado no escândalo do INSS.
A expectativa é que Lula, se for atacado sobre investigações que envolvem seu filho, diga que Flávio foi protegido pelo pai, Jair Bolsonaro (PL), diferente de Lulinha no mandato do petista, que é investigado em três inquéritos do STF. O presidente já havia sido aconselhado a dizer que, se a PF de Bolsonaro fosse como a PF de Lula, Flávio já estaria preso. A ideia é que Lula busque desqualificar mais o adversário, inclusive dizendo que ele é pior que o pai.
A apresentadora Angélica, esposa do também apresentador Luciano Huck, surpreendeu os seguidores nesta quarta-feira (21) ao declarar voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca reeleição em disputa contra Flávio Bolsonaro (PL).
Em vídeo publicado no Instagram, Angélica falou sobre a emoção de ver os jovens se movimentando em prol da democracia. A apresentadora afirmou que teve medo de falar sobre seu posicionamento político pelo julgamento e ataque do público, porém, entendeu ser necessário.
"Me emociona muito ver tantos jovens ocupando as ruas, as redes sociais levantando suas vozes, defendendo suas causas e participando ativamente das discussões sobre o nosso país. Como mãe, eu acho bonito ver essa geração se mobilizando, mostrando que existe força, esperança, vontade de transformar as coisas e é também olhando para esse movimento que eu encontro coragem pra não deixar essa angustia me paralisar e me impedir de falar sobre aquilo que eu acredito", disse.
Angélica frisa em seu depoimento não ser petista e nem ter um lado político, mas que apoia Lula por acreditar que ele irá manter a democracia no país.
"Sempre fui a favor da alternância de poder, não sou petista, não me vejo como de direita nem de esquerda, mas eu quero viver num país onde as pessoas se escutem, se respeitem e cuidem uma das outras. Onde quem governa olhe pras pessoas com carinho, sem preconceito, sem debochar da dor e da luta de ninguém [...] e é por tudo isso que eu decidi votar no Lula", afirma.
A declaração de Angélica vem pouco menos de um dia após o posicionamento da mãe de Luciano Huck, a professora e arquiteta Marta Dora Grostein, que em vídeo expôs a luta do filho, Fernando Grostein, após ataques homofóbicos e o voto em Lula.
"Ter medo de morrer por simplesmente ser quem você é foi uma das razões que fez meu filho Fernando sair do Brasil há sete anos. Ele recebeu ameaças à sua vida, inclusive dizendo que o corpo dele seria entregue em um caixão fechado [...] Diante do momento atual, eu voto Lula. A gestão do filho do Bolsonaro significa um retrocesso nas políticas que avançaram tanto, principalmente, as políticas sociais e culturais."
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quarta-feira (21), em cerimônia no Palácio do Planalto, lei que perdoa dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) e aumenta o teto de faturamento para a categoria.
O pacote voltado aos MEIs é uma das apostas da campanha de Lula à reeleição para a reta final do pleito. O petista tenta acenar ao público de classe média que empreende – que resiste ao seu governo, segundo sondagens de avaliação da gestão federal.
A lei aumenta o teto de faturamento anual do MEI de R$ 81 mil para R$ 110 mil já em 2027. Em 2028, o patamar máximo passa para R$ 140 mil por ano. Na prática, empresários que estão em outras modalidades poderão se enquadrar na categoria e pagar menos imposto.
O texto também perdoa R$ 15,5 bilhões em dívidas da categoria com a União, o que beneficiaria 3,6 milhões de microempreendedores. Ainda será estabelecido um programa de renegociação de débitos bancários que promete descontos mínimos de 90%.
Estiveram presentes na cerimônia parlamentares aliados a Lula e ministros de Estado. O chefe da pasta do Empreendedorismo, Paulo Pereira, um dos responsáveis pela formulação do pacote, afirmou que a aprovação da lei pelo Congresso em uma tramitação de dois dias foi “histórica”.
O projeto de lei com o pacote foi apresentado a 12 dias das eleições e tramitado “a toque de caixa” pelo Congresso Nacional na última semana. O tema, no entanto, já era discutido pelos parlamentares em uma comissão especial desde abril.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, e o ministro André Mendonça estão circulando uma minuta de resolução para bloquear todos os canais de WhatsApp com mais de 200 mil usuários nas 48 horas anteriores à eleição.
Segundo informações da Folha de S. Paulo, a proposta teria sido apresentada por Mendonça e, no texto, equipara os canais de WhatsApp ao uso de inteligência artificial em qualquer publicação, proibido dentro do mesmo período.
A ideia inicial era proibir apenas a criação de novos canais para impedir o surgimento de focos de desinformação. Mas, no texto de Mendonça, ficaram proibidos todos os canais.
“No período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição, aplica-se o disposto no § 11 deste artigo aos canais de transmissão de conteúdo de natureza político-eleitoral com mais de 200.000 (duzentos mil) seguidores”, diz o texto.
Caso aprovada, a minuta atingiria principalmente o “Exército do Lula”, canal de WhatsApp criado pelo deputado André Janones, que já tem mais de 7 milhões de inscritos e tem conseguido mobilizar a esquerda nas redes. O canal já foi alvo de uma censura do ministro Nunes Marques, mas voltou ao ar.
À jornalista Mônica Bergamo, Nunes Marques respodeu que "não haverá alteração alguma" nas regras eleitorais às vésperas do pleito. "Não marquei reunião para discutir o assunto nem vou marcar. Sou contra alterações de última hora nas regras, às vésperas da eleição", afirma.
O presidente diz ainda que haverá apenas uma sessão do TSE antes da eleição, e que o assunto não será discutido. "Ele não está na pauta, não tem pedido para que ele entre em pauta e não haverá reunião excepcional para que isso seja deliberado", afirma.
Segundo Kassio, a ideia chegou a ser discutida na semana passada, quando o TSE criou regras para o funcionamento de canais ligados às campanhas. Mendonça teria recolhido as sugestões e elaborado a minuta.
Pesquisa Quaest desta quarta (21) mostra que uma eventual volta dos Bolsonaro ao poder é o que mais amedronta a população. Essa foi a resposta de 44% dos entrevistados, enquanto 42% temem a reeleição de Lula. As duas opções estão empatadas na margem de erro, de dois pontos percentuais. O levantamento foi contratado pelo GLOBO e a TV Globo.
Essa disputa sempre esteve acirrada desde o início da série histórica da Quaest presidencial, em janeiro. Mas a última vez que o medo dos Bolsonaros aparecia numericamente à frente foi na pesquisa de 14 de agosto: 45% x 41%.
Na última pesquisa, há uma semana, houve um empate: 43% temiam mais o retorno dos Bolsonaro e 43% a reeleição de Lula.
A Quaest ouviu 2154 pessoas entre os dias 17 e 20 de outubro. Registrado na Justiça Eleitoral com o protocolo BR-08535/2026, o levantamento tem margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, e o nivel de confiança é de 95%.
Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta terça-feira (20), o músico britânico Roger Waters, fundador da banda Pink Floyd, manifestando seu apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e fez duras críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
O músico disse no vídeo que adora o Brasil, que conheceu Lula e que ele “é um homem que trabalhou por você a vida toda e deveria continuar trabalhando”. Waters incentivou os brasileiros a votarem no líder petista e pediu que haja um forte comparecimento nas urnas no próximo domingo (25).
“Se você tem uma avó que não consegue levantar de uma cadeira para ir votar, a carregue, a coloque num burro, num carro, e leve ela pra uma seção eleitoral e vote, vote, vote! Só você pode salvar o Brasil dos gangsters que querem ser presidente”, afirmou.
Em relação ao senador Flávio Bolsonaro, Roger Waters falou dos vínculos do candidato do PL com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O músico também criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro, chamando-o de “asshole”, ou “babaca”.
“[Flávio] Bolsonaro, filho de um babaca, ele mesmo é um babaca. Ele vem de uma longa linhagem de babacas, está em conluio com os EUA e querem roubar tudo o que vocês têm no Brasil. Não apenas a Floresta Amazônica, mas também os minerais e outras coisas”, disse.
Waters ainda citou a vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 2018 pelos milicianos Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz. O músico fez uma vinculação entre o assassinato com o candidato Flávio Bolsonaro.
“Eles mataram minha amiga Marielle Franco. Eles assassinaram ela. Vocês se lembram disso? Eu me lembro, eu nunca vou me esquecer. Por Marielle Franco, vá e vote no domingo. Vote em Lula”, declarou Roger Waters.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) estaria com 51% das intenções de votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) marcaria um percentual de 48,9% no segundo turno. É o que mostra a mais nova pesquisa do instituto Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (21).
Como a margem de erro da pesquisa é de 2,5 pontos percentuais, a situação dos dois candidatos seria de empate técnico.
Em votos totais, o senador do PL registra 48% e o líder petista 46%. Entre os entrevistados, 3,4% dizem que votarão branco ou nulo e 2,6% não sabem quem indicar como seu candidato.
O estudo também perguntou em qual dos candidatos os eleitores não votariam “de jeito nenhum” para presidente. Segundo a pesquisa, 47,7% dos entrevistados disseram isso em relação a Lula, enquanto 46,5% responderam o mesmo em relação a Flávio Bolsonaro.
A pesquisa entrevistou 1.500 pessoas de 15 a 19 de outubro de 2026. A margem de erro é 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08251/2026.
A vida do senador Flávio Bolsonaro é “podre”, e ele não aceita abrir o sigilo bancário dele para não expor suas “desonestidades”. A afirmação foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no início da noite desta terça-feira (20), durante evento de campanha na cidade baiana de Juazeiro.
Lula, acompanhado do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), do senador Jaques Wagner, do ex-ministro Rui Costa (PT), entre outros, atravessou com sua comitiva a ponte que liga Juazeiro à cidade pernambucana de Petrolina. A comitiva foi acompanhada por milhares de pessoas.
No carro de som, Lula exibiu um cartaz que dizia “Quebra o sigilo, Flávio”. Ao falar para a multidão que o acompanhava, o presidente falou que o seu desafio para a abertura dos sigilos bancários e telefônicos dele e do senador do PL deveria abranger dados de pessoas físicas e jurídicas.
“Ele sabe que a vida dele é podre e se trata de uma desonestidade”, afirmou.
A declaração do líder petista veio depois de seus advogados protocolarem no Tribunal Superior Eleitoral um pedido de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Lula e de familiares. A medida abrange os últimos oito anos e está condicionada à reciprocidade de Flávio.
“Ele certamente não vai ter coragem de abrir o sigilo dele. Não vai ter coragem, nem o telefônico, nem a conta bancária”, declarou o presidente.
Ainda em sua fala na cidade de Juazeiro, o presidente Lula pediu que a campanha e seus apoiadores convençam quem não votou no primeiro turno a comparecer às urnas no segundo turno. O presidente citou especialmente os eleitores com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo.
“Vamos ter que convencer as pessoas que não foram votar, a ir votar. A pessoa que tem mais de 70 anos, transformar o voto numa questão de honra”, declarou.
Lula disse que a disputa não se limita à escolha de um candidato. “Não é a eleição de um homem, o que está em jogo é a definição de país que a gente quer”, completou o presidente.
Lideranças do PT assinaram o pedido de abertura de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para investigar a lobista Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, conhecido como Lulinha. Entre os signatários do documento estão o ex-ministro da Educação e líder do PT no Senado, Camilo Santana, a líder do governo no Senado, Tereza Leitão, e o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai.
A apuração é da jornalista Bela Megale, colunista do jornal O GLOBO.
Em contrapartida, parlamentares do PT e ministros do governo lançaram o desafio a Flávio Bolsonaro e a aliados do senador para assinarem o pedido de CPMI que apura a ligação do presidenciável com os desvios do INSS e o escândalo do Banco Master, envolvendo Daniel Vorcaro.
A comissão tem como foco apurar o pagamento de US$ 24 milhões por Vorcaro a pedido de Flávio Bolsonaro para o filme “Dark Horse”, além das relações do senador com o advogado Willer Tomaz, alvo de investigação da Polícia Federal.
Nem Flávio, nem seus aliados assinaram o pedido de abertura da CPMI que mira o senador.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem conversado com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante a campanha do segundo turno e, nessas conversas, reclamou do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques. Segundo relatos, Lula avalia que o ministro estaria favorecendo o adversário dele, o senador Flávio Bolsonaro (PL). O presidente, no entanto, foi aconselhado a evitar encontros pessoais com magistrados até o fim da eleição, marcada para o próximo domingo (25).
As informações foram divulgadas pela colunista Bela Megale. O TSE é o tribunal responsável por organizar as eleições e julgar disputas ligadas às campanhas, e parte de seus integrantes vem do próprio STF, como é o caso de Kassio Nunes Marques.
Ainda de acordo com ministros que falaram com o presidente, Lula se mostrou muito confiante na vitória. Ele também demonstrou surpresa com o fato de Flávio Bolsonaro ter terminado o primeiro turno na liderança.
Nas conversas, os ministros do Supremo também fizeram queixas ao presidente. A principal delas é a desorganização do governo, especialmente no Ministério da Justiça.
Outra crítica é a falta de apoio do governo ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Ele tem sido alvo de ataques do ministro do STF André Mendonça e da campanha de Flávio Bolsonaro.
A Meta, conglomerado de tecnologia responsável pelas plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp, alegou, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deu tratamento igualitário às campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Ainda ontem, a Corte havia dado um prazo de 24 horas para que a empresa se manifestasse e comprovasse que não havia favorecimento do candidato Flávio.
A manifestação da Meta elenca as determinações impostas pelo TSE, as respectivas medidas que adotou para corrigir os problemas e uma declaração técnica que supostamente atesta o mecanismo de isonomia entre os perfis dos candidatos e os conteúdos de ambas as campanhas. Segundo a empresa, é recomendação do TSE a não indicação dos perfis dos presidenciáveis pelo algoritmo, e alegaram que suspenderam a restrição aos candidatos eleitos ou que não passaram para o segundo turno.
Na semana passada, a Corte Eleitoral ratificou a decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze, que ordenou à empresa que não favorecesse nenhum dos candidatos à Presidência da República. Essa decisão foi proferida na quinta-feira, em resposta a uma ação da campanha de Lula, que acusa a Meta de limitar o alcance de postagens favoráveis ao presidente e de permitir a disseminação de conteúdos gerados por inteligência artificial contra sua candidatura.
Após a deliberação, a empresa argumentou, entre outros pontos, que a exigência de revisão humana prévia dos conteúdos imposta pelo tribunal "poderia alterar drasticamente a operação e atrasar a aprovação de anúncios de todas as campanhas". A Meta também destacou que o cumprimento da decisão do TSE "implicaria a suspensão de todos os anúncios relacionados a temas sociais, eleições ou política".
O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) apresentou, nesta segunda-feira (19), o Projeto de Lei (PL) nº 5.594/2026, que propõe alterações na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) para ampliar a transparência patrimonial, fiscal e financeira dos candidatos a presidente e vice-presidente da República.
Segundo o parlamentar, a proposta busca aprimorar os mecanismos de fiscalização eleitoral, permitindo que os órgãos competentes verifiquem informações financeiras e patrimoniais dos candidatos, identifiquem possíveis inconsistências e adotem medidas em caso de indícios de irregularidades.
A iniciativa foi apresentada após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciar que entregaria à Justiça, nesta terça-feira (20), autorizações para acesso aos sigilos fiscal e telefônico dele, da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e dos cinco filhos. O anúncio ocorreu após o debate presidencial promovido pela Band no domingo (18), quando Lula desafiou o senador Flávio Bolsonaro (PL) a abrir seus sigilos para que a população pudesse comparar as informações dos dois candidatos.
Solla também fez críticas ao senador e citou suspeitas relacionadas à sua trajetória política e ao patrimônio declarado. Entre os exemplos, mencionou a compra de uma mansão avaliada em R$ 6 milhões, cuja aquisição, segundo o deputado, não seria compatível com a renda de Flávio Bolsonaro.
O parlamentar também mencionou suspeitas envolvendo funcionários fantasmas, o suposto esquema de rachadinhas em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, operações financeiras relacionadas a uma loja de chocolates e possíveis vínculos com pessoas investigadas por crimes. As declarações foram feitas por Solla ao justificar a necessidade de ampliar a transparência dos candidatos.
O deputado ainda criticou a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do senador, em relação à Polícia Federal, e afirmou que Flávio não deveria disputar a Presidência diante das suspeitas que, segundo ele, envolvem o parlamentar.
O QUE PREVÊ O PL
Pelo texto apresentado, os pedidos de registro de candidatura aos cargos de presidente e vice-presidente da República deverão ser acompanhados de uma autorização individual e específica para acesso a informações bancárias, fiscais, telefônicas e relacionadas ao uso de serviços de internet.
No âmbito financeiro, a autorização abrangeria dados sobre contas bancárias, aplicações, investimentos, operações de crédito, empréstimos, financiamentos, participações societárias e outros ativos e passivos financeiros dos candidatos, respeitados os limites legais.
A proposta também prevê o acesso a declarações de Imposto de Renda e a informações sobre rendimentos, patrimônio declarado, ganhos de capital e obrigações tributárias referentes aos cinco exercícios fiscais anteriores ao pedido de registro.
De acordo com o projeto, os dados divulgados publicamente deverão permitir acompanhar a evolução patrimonial dos candidatos e comparar o patrimônio declarado com os rendimentos informados. A Justiça Eleitoral ficaria responsável por disponibilizar os documentos e demonstrativos cuja divulgação seja autorizada pela legislação, preservando os dados pessoais de terceiros.
O PL nº 5.594/2026 propõe, portanto, ampliar as informações disponíveis para a fiscalização eleitoral e para consulta pública durante as eleições presidenciais.
O cantor e compositor Gabriel Mercury, filho da cantora Daniela Mercury, viralizou nas redes sociais com um desafio para virar votos em Salvador. O artista escolheu um dos lugares mais movimentados da capital baiana para propor aos eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) que mostrassem um projeto do candidato à favor do trabalhador.
Com uma placa em uma das escadarias da Estação da Lapa, o artista oferecia um pix de R$ 150 para quem conseguisse apresentar um projeto do filho de Jair Bolsonaro, que disputa com Lula (PT) o cargo de presidente do Brasil no segundo turno das eleições.
Nos comentários da postagem feita no Instagram, os seguidores de Gabriel pontuaram a falta de participação dos eleitores. "É mais fácil o Saci-Pererê cruzar as pernas!", escreveu uma internauta. "Mais fácil tirar na mega-sena", comentou outro.
Gabriel integra o grupo 'Estação Vira-Voto', que tenta conseguir mais votos para Lula. "Faço parte de um grupo que vai as ruas conversar com as pessoas com o intuito de trazer a verdade para o eleitor. Estamos precisando de mais pessoas com urgência para atuarmos a semana inteira", convocou o artista em uma outra postagem.
Assim como a mãe, Gabriel se engajou em causas políticas. O artista participou do Ato Pela Democracia, que foi realizado no último domingo (18), em Salvador, e também participou da campanha em vídeo com artistas de todo o Brasil a favor da reeleição de Lula.
Big Data: Flávio mantém liderança no segundo turno, marcando 52% contra 48% de Lula em votos válidos
Faltando apenas seis dias para o segundo turno das eleições 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL) segue liderando a disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), embora com margem no limite da margem de erro. É o que mostra a nova pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta terça-feira (20), que apresenta o candidato do PL com 52% das intenções de voto contra 48% do líder petista.
Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, a diferença de quatro pontos percentuais entre Flávio e Lula representa um empate técnico no limite da margem de erro do levantamento Big Data.
Na modalidade estimulada, em que os entrevistados recebem uma lista com os nomes dos candidatos, Flávio Bolsonaro alcança 48% das intenções de voto, contra 45% de Lula. Os votos brancos e nulos representam 5% das respostas, enquanto 2% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.
Já na pesquisa espontânea, quando os eleitores indicam seus candidatos sem receber uma lista de nomes, o senador também aparece numericamente à frente. Flávio Bolsonaro registra 47% nas menções espontâneas, enquanto Lula alcança 44%.
Nessa modalidade da pesquisa Big Data, 5% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco ou anular o voto. Outros 4% não souberam responder.
O levantamento revela que, entre os homens, o candidato Flávio Bolsonaro registra 52% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 41%. A vantagem numérica do senador nesse segmento é de 11 pontos percentuais.
No eleitorado feminino, entretanto, este cenário se inverte. O presidente Lula alcança 49% das intenções de voto, contra 45% do candidato do PL, uma diferença de quatro pontos percentuais favorável ao petista.
A renda dos entrevistados também apresenta relação com as preferências eleitorais. Lula obtém seu melhor desempenho entre os eleitores que recebem até dois salários mínimos, segmento no qual registra 54% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece com 39% nesse grupo.
Entre os entrevistados com renda superior a cinco salários mínimos, o senador do PL apresenta uma vantagem numérica mais expressiva. Flávio alcança 61% das intenções de voto, enquanto Lula registra 33%, uma diferença de 28 pontos percentuais.
A pesquisa também avaliou a rejeição aos dois candidatos que disputam a Presidência da República. Nesse indicador, Lula registra 35%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 33%. A diferença é de dois pontos percentuais.
Outros 28% dos entrevistados afirmaram rejeitar tanto o presidente quanto o senador. Já 4% declararam não rejeitar nenhum dos dois candidatos.
A pesquisa ouviu 2 mil eleitores em todo o território nacional entre os dias 15 e 19 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-02952/2026.
O deputado estadual eleito Júlio Pinheiro (PT) reforçou nesta segunda-feira (19) a cobrança do presidente Lula (PT) para que o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário no segundo turno da eleição presidencial, abra os sigilos bancário e telefônico. Segundo o parlamentar baiano, Flávio precisa explicar suas movimentações financeiras e “correu” do desafio feito por Lula no debate de domingo (18).
As declarações foram dadas em entrevista a uma rádio e TV do interior baiano. Júlio criticou a postura de Flávio no debate da TV Band, realizado na noite de domingo, e defendeu que o candidato do PL aceite a proposta do presidente.
De acordo com o deputado eleito, Lula já colocou à disposição os próprios sigilos e os de sua família. “O presidente já colocou o sigilo bancário dele e todo o sigilo bancário e telefônico de sua família à disposição e desafiou Flávio a abrir também, mas ele correu porque sabe que não tem como provar o volume de dinheiro que circula nas suas contas”, afirmou.
Júlio citou a compra de uma casa com financiamento de R$ 10 milhões e outras aquisições do senador ao longo da vida. “Quem não deve, não teme”, disse. Na entrevista, ele também associou Flávio ao crime organizado no Rio de Janeiro e mencionou questionamentos ligados à milícia, ao Banco Master e às fraudes contra aposentados investigadas no INSS.
Ao comparar os dois candidatos, Júlio destacou a experiência de Lula, que já governou o país, e criticou o que considera falta de propostas e despreparo de Flávio Bolsonaro.
Faltando uma semana para o segundo turno da eleição presidencial, as manifestações políticas a favor da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e contra a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) marcaram a oitava edição do Festival Sangue Novo. Todos os artistas principais dos dois dias de evento declararam apoio ao presidente e repudiaram o senador.
No sábado (17), artistas como Céu, Juliana Linhares, Zaynara e Zé Ibarra “fizeram o L”, além de realizarem diversos discursos a favor da democracia e da liberdade, com o público entoando gritos em apoio a Lula. Já Getúlio Abelha vestiu uma camisa vermelha com o número 13 e com o rosto da deputada federal Erika Hilton estampado no centro.
A paranaense Bia Soull protagonizou um dos momentos mais polêmicos do festival. A cantora, durante uma parte de sua apresentação, simulou um “ritual” com círculo de velas e um boneco de pano com o rosto de Flávio Bolsonaro. A artista, então, exibiu o boneco para o público e logo depois simulou punhaladas com adagas cenográficas.
Outra artista que chamou a atenção foi a baiana Rachel Reis. Durante vários momentos, a cantora deixou a cor vermelha no seu telão, além de exibir uma estrela vermelha com o número 13 no meio, símbolo do Partido dos Trabalhadores, que Lula integra. A sereiona, inclusive, chegou ao Sangue Novo logo depois de se apresentar no ato político organizado pela cantora Daniela Mercury na região da Barra, em Salvador.
O Festival Sangue Novo é um dos principais palcos da cena alternativa, com uma grade composta por 80% de mulheres, pessoas LGBTQIAPN+ e artistas pretos e pardos.
Em agenda de campanha no Rio Grande do Sul, na tarde desta segunda-feira (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que enviará à Justiça Eleitoral uma autorização para a quebra de seu sigilo bancário e o de sua família, e disse esperar que seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), faça o mesmo. O desafio sobre a abertura do sigilo foi feito no debate da Band, neste domingo (18).
Lula mostrou, no ato em Porto Alegre, um documento no qual afirma estar disposto a abrir todas as informações bancárias e telefônicas dele e de seus cinco filhos, incluindo do mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
“Vou entregar isso aqui amanhã [o documento] no Tribunal Eleitoral, na expectativa de que o adversário apresente a proposta de abrir o sigilo da sua empresa e de seus negócios, porque é preciso acabar de uma vez por todas com essa história de chamar gente honesta de ladrão”, afirmou Lula.
Durante esta tarde, o coordenador da campanha de Lula, o senador Camilo Santana (PT), confirmou que o presidente irá oficializar junto aos órgãos do Judiciário o seu desafio contra Flávio Bolsonaro. Segundo o senador, Lula assinará um documento oficial com este teor e que entrará em vigor somente com a condição de que Flávio faça o mesmo.
De acordo com Lula, o desafio feito a Flávio Bolsonaro tem como objetivo revelar à sociedade brasileira “quem é ladrão e quem não é”.
“A única coisa que eu estou pedindo é que ele tenha coragem de provar que é honesto, que faça como estou fazendo. E eu quero que a Justiça investigue e divulgue para o povo brasileiro saber quem é ladrão e quem não é ladrão”, colocou.
Ainda no ato de campanha, o presidente Lula criticou a postura do senador Flávio Bolsonaro durante o debate da Band. Lula mostrou seu incômodo com a atitude do candidato de se postar atrás dele e fazer gestos e expressões junto às suas falas.
“Todo mundo sabe a vida pregressa dele, todo mundo conhecia minha biografia, sabe a história de cada um. Não posso permitir que um miliciano fique atrás de mim no debate, com um escrito na mão: ‘corrupto’, porque corrupta é a família dele, é ele”, colocou o presidente.
No palanque em Porto Alegre, Lula relembrou da primeira vez em que esteve em terras gaúchas, quando recém havia sido promovido a presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e se encontrou com os ex-governadores Olívio Dutra e Tarso Genro. Na época, ambos eram presidente e advogado do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, respectivamente.
"Tenho muita relação com o povo gaúcho, que tem muita relação com o PT e com o movimento sindical", afirmou o presidente.
"Vir ao Rio Grande do Sul é visitar um pedaço da minha história", completou Lula.
O líder petista discursou ao lado do senador Paulo Paim (PT), do ex-governador Olívio Dutra (PT), da ex-deputada Manuela d'Ávila (PSOL), dos deputados federais Paulo Pimenta, Elvino Bohn Gass e Maria do Rosário e do ex-presidente da Conab e coordenador da campanha de Lula no RS, Edegar Pretto, do PT.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Gilberto Gil
"É preciso batalhar".
Disse o cantor e compositor Gilberto Gil ao compartilhar registro nas redes sociais onde faz uma reflexão sobre a liberdade de expressão e a democracia às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais.
