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Artigos

Nelson Cadena
O Ruidoso Silêncio no Centenário de Ariovaldo Matos
Foto: Acervo pessoal

O Ruidoso Silêncio no Centenário de Ariovaldo Matos

Transcorre, segunda feira (24/08) em silêncio — um ruidoso silêncio, um barulhento silêncio, um estrepitoso silêncio — o centenário de nascimento do jornalista, escritor, dramaturgo, publicitário__ foi redator da Publivendas__ e militante político Ariovaldo Matos.

Multimídia

Delliana Ricelli chama aprovação automática nas escolas da Bahia de “uma das coisas mais odiosas”

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A candidata ao Senado Federal pela Bahia, Professora Delliana Ricelli (PSOL), classificou a medida como uma das práticas mais “odiosas” no ambiente escolar. A educadora defendeu uma reformulação no ensino da Bahia.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

lula

BTG/Nexus: Lula e Flávio Bolsonaro têm empate técnico em 1º e 2º turnos da corrida presidencial
Foto: Reprodução / Agência Brasil / Agência Senado

No principal cenário estimulado, Lula registra 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 37% em cenário estimulado do primeiro turno das eleições presidenciais. Isso é o que aponta a nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (24). Apesar da vantagem, os candidatos seguem empatados numericamente, devido a margem de erro do levantamento. 

 

Em relação à rodada anterior, os dois candidatos oscilaram positivamente: Lula passou de 40% para 41%, enquanto Flávio Bolsonaro avançou de 36% para 37%, mantendo a diferença entre os dois em quatro pontos percentuais. Os demais candidatos seguem em patamares de um dígito, com Ronaldo Caiado em 5%, Renan Santos em 3% e Romeu Zema em 3%.

 

Foram ouvidos 2.006 eleitores, por telefone, entre os dias 21 e 23 de agosto de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. O levantamento ouviu eleitores nas 27 unidades da Federação, com distribuição proporcional por região. A pesquisa BTG/Nexus está registrada no TSE sob o número BR-09028/2026.

 

A pesquisa também testou, nesta rodada, um segundo cenário de primeiro turno com a inclusão de Pablo Marçal. Nesse cenário, Lula aparece com 40%, Flávio Bolsonaro com 34%, Ronaldo Caiado com 5% e Pablo Marçal com 4%. Renan Santos registra 3% e Zema, 2%.

 

No segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a disputa aparece ainda mais equilibrada. No cenário estimulado, Lula registra 46% das intenções de voto, contra 45% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de apenas um ponto percentual. Na rodada anterior, Lula tinha 47% e Flávio Bolsonaro, 45%, o que representa uma redução de dois para um ponto percentual na vantagem de Lula.

 

O levantamento mostra também um novo avanço na consolidação das preferências eleitorais. Entre os entrevistados que escolheram algum candidato no primeiro turno, 80% afirmam que sua decisão de voto já está tomada e não deve mudar até a eleição. Outros 19% dizem que ainda podem alterar sua escolha, enquanto 1% não soube responder. O percentual de decisão consolidada é o maior registrado na série histórica até aqui, superando os 78% da rodada anterior.

 

A fidelidade do eleitorado permanece mais elevada entre os dois principais polos da disputa. Entre os eleitores de Lula no primeiro turno, 88% afirmam que seu voto já está definido, enquanto 86% dos eleitores de Flávio Bolsonaro dizem o mesmo. 

 

Entre os grupos ideologicamente mais identificados, a decisão é ainda mais consolidada: 92% dos lulistas convictos e 86% dos bolsonaristas convictos afirmam que seu voto já está decidido e não deve mudar até a eleição.

 Flávio Bolsonaro tem 46% de rejeição e Lula, 45%, em empate técnico na pesquisa Datafolha
Fotos: Instagram via @flaviobolsonaro / Valter Campanato / Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecem quase empatados na liderança dos índices de rejeição entre os nomes avaliados para a disputa da Presidência da República. É o que aponta a pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21).

 

No levantamento contratado pela TV Globo, que utilizou uma questão de múltipla escolha para identificar em quais nomes o eleitor não votaria "de jeito nenhum", Flávio Bolsonaro registra 46% de rejeição, enquanto Lula soma 45%.

 

Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois pré-candidatos estão tecnicamente empatados. Na sequência dos mais rejeitados pelos eleitores aparecem:

  • Pablo Marçal (PRTB): 22%
  • Romeu Zema (Novo): 16%
  • Renan Santos (Missão): 14%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 14%
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 13%
  • Samara Martins (UP): 10%
  • Edmilson Costa (PCB): 10%
  • Clariana Barão (DC): 9%
  • Wilson Grassi (Democrata): 8%
  • Hertz Dias (PSTU): 8%
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 8%

 

Entre os entrevistados, 2% afirmaram que rejeitam todos os candidatos listados; outros 2% disseram que votariam em qualquer um dos nomes apresentados; e 2% não souberam responder.

 

A pesquisa Datafolha foi realizada entre os dias 18 e 20 de agosto, ouvindo 2.058 pessoas em todo o território nacional. O índice de confiança do levantamento é de 95%, com margem de erro máxima de dois pontos percentuais. O estudo está formalmente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04496/2026.

Lula tem 47% e Flávio Bolsonaro registra 43% em simulação de segundo turno, aponta Datafolha
Fotos: Reprodução / Agência Brasil / Agência Senado

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em situação de empate técnico, no limite da margem de erro, em uma eventual disputa de segundo turno na eleição presidencial. De acordo com o levantamento, Lula soma 47% das intenções de voto, enquanto Flávio alcança 43%.

 

No embate direto entre os dois, votos brancos e nulos representam 9%, e 2% dos entrevistados não souberam ou não responderam. A pesquisa é a primeira realizada pelo instituto desde o início da campanha eleitoral. Na rodada anterior do Datafolha, divulgada no final de julho, Lula registrava 48% contra 43% de Flávio na hipótese de segundo turno.

 

O desempenho de Lula contra o senador é semelhante ao registrado em projeções contra Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema. Na simulação de primeiro turno, o presidente Lula lidera com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%.

 

Na sequência do levantamento surgem:

  • Ronaldo Caiado (PSD): 5%
  • Renan Santos (Missão): 4%
  • Romeu Zema (Novo): 3%

Dentro da margem de erro da pesquisa, o grupo formado por Caiado, Renan Santos e Zema encontra-se em empate técnico.

 

Contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04496/2026.

  • Amostra: 2.058 entrevistados com 16 anos ou mais em todo o país
  • Período de realização: 18 a 20 de agosto de 2026
  • Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
  • Nível de confiança: 95%
Em ligação com Trump, Lula afirma que ambos se gostam e não precisam de intermediários
Fotos: Getty Imagens / Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz da Silva (PT) atuou para descontrair o clima durante uma conversa telefônica realizada na manhã desta sexta-feira (21) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A ligação foi efetuada diretamente do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.

 

Durante o diálogo, Lula afirmou ao chefe da Casa Branca que a relação direta entre ambos é o melhor caminho para as tratativas. “Trump, a gente se gosta e não precisa de intermediário para nos atrasar a vida”, disse o mandatário brasileiro, segundo relatos. Em resposta, Trump riu e concordou com a declaração do petista, afirmando: “Isso é verdade”.

 

No Palácio da Alvorada, Lula esteve acompanhado por ao menos três auxiliares diretos:

  • O chanceler Mauro Vieira;
  • O ex-chanceler Celso Amorim, atual chefe da Assessoria Internacional;
  • O embaixador Audo Faleiro, assessor especial do presidente.

 

Segundo nota oficial divulgada pelo Palácio do Planalto, confirmado pelo portal Metrópoles, a conferência telefônica durou uma hora e 20 minutos. Durante o encontro remoto, os dois chefes de Estado trataram de temas centrais da pauta bilateral e internacional, como a aplicação de tarifamento a produtos brasileiros, estratégias de combate ao crime organizado e os atuais conflitos globais.

André Mendonça determina investigação de vazamentos sobre caso Lulinha e diz que jornalistas não são o foco
Foto: Assessoria de Imprensa / STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Polícia Federal investigue vazamentos relacionados aos inquéritos que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na decisão, tomada nesta quinta-feira (20), Mendonça apontou também a necessidade de se apurar eventuais quebras do dever de custódia de provas relacionadas às investigações.

 

André Mendonça, que é relator, no STF, do inquérito que apura as fraudes no INSS, reforçou em sua decisão que o foco da investigação sobre vazamentos de informações sigilosas não são os jornalistas responsáveis por reportagens publicadas recentemente.

 

“A investigação que já se encontra em curso não deve ter como foco, em hipótese alguma, os autores ou quaisquer responsáveis pela veiculação das notícias jornalísticas. Isso porque referidas matérias tão somente evidenciaram o desvelamento do sigilo de dados que, por óbvio, foram disponibilizados aos profissionais”, disse Mendonça.

 

A decisão surge na sequência de um pedido feito pela defesa do filho do presidente Lula sobre os vazamentos de informações sigilosas dos três inquéritos que têm Lulinha como alvo. O advogado de Fábio Luís Lula da Silva, Marco Aurélio de Carvalho, esteve com o presidente Lula na noite da última quarta (19), e recebeu dele a missão de apurar os vazamentos da Polícia Federal.

 

O texto da decisão do ministro André Mendonça cita reportagens que expuseram conversas de aplicativos, trechos de representações policiais e detalhes de inquéritos que estão sob sigilo. Mendonça elenca matérias de dez sites e da revista Veja sobre o tema Lulinha.

 

Segundo o ministro, o objetivo é “identificar esses eventuais sujeitos, que não são profissionais jornalistas (com ou sem diploma), e, bem por isso, tinham o dever funcional de preservar o sigilo das informações acessadas, ou careceriam de permissão legal para tê-las acessado”. 
 

VÍDEO: Em encontro com prefeitos, Rui Costa mira candidatura de Coronel, revela proposta de pacificação e bastidores de diálogo com Lula
Foto: Bahia Notícias

O ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) colocou o senador Angelo Coronel (Republicanos) como alvo de menções, críticas e acusações durante o encontro com prefeitos realizado na última quarta-feira (19), em Salvador. Um vídeo obtido pelo Bahia Notícias na manhã desta sexta-feira (21) mostra o discurso do petista e os bastidores do encontro, que reuniu gestores de diferentes cidades do estado. 

No evento, Rui revelou detalhes das negociações mediadas pelo seu correligionário, o senador Jaques Wagner (PT), para tentar pacificar a situação de Coronel dentro da base governista. Na época, havia uma indefinição sobre quem seriam os dois candidatos ao Senado Federal pelo grupo, já que Coronel, então filiado ao PSD, exercia mandato e tinha a possibilidade de concorrer à reeleição.

 

Porém, o ex-aliado disputava as duas vagas com o próprio Rui e com o também senador Jaques Wagner. No vídeo, o ex-governador da Bahia detalha como a negociação foi conduzida. Segundo ele, houve uma proposta discutida com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para abrir espaço para Wagner em um ministério do Governo Federal, permitindo que Coronel ou seu filho, o deputado federal Diego Coronel, assumisse o mandato de senador.

 

“Um belo dia, estava almoçando com o Lula e ele perguntou: ‘Como é que está essa vaga na Bahia do Senado? Já pacificou lá?’. Eu disse: ‘Não, presidente. Hoje à noite eu marquei com o filho dele [Coronel] para conversar, para ver se a gente resolve as coisas’. Aí Lula, com a intuição dele, disse: ‘Rui, você falou que Wagner ofereceu mais quatro anos? Ofereça mais quatro. Eu boto Wagner no ministério e ele exerce o mandato para pacificar lá. A Bahia é importante, vamos pacificar’”, revelou Costa durante o encontro com os prefeitos.

 

O ex-governador contou que, mesmo com a proposta, não recebeu retorno da família Coronel.

 

“Eu fui jantar com o filho dele e disse a ele: ‘Ô, Diego, essa proposta vale para seu pai e vale para você. Exercer o mandato durante oito anos. Você é um menino jovem, você pode pular, sair de um dos 39 deputados e ir para a fila da frente, ir para a janela. Ou seja, estar como senador da República nessa idade que você tem, ou seu pai, se for o caso’”, relatou o ex-gestor.

 

“Ele disse: ‘Rui, é isso mesmo?’. Eu disse: ‘É isso mesmo. E o Lula deu a garantia. Eu digo: ele te atende hoje, amanhã, no dia que você quiser’. Aí ele: ‘Vou falar com meu pai e te retorno’. Até hoje eu espero o retorno”, completou o ex-chefe da Casa Civil.

 

Ainda em suas declarações, Rui apontou seu descontentamento com o antigo aliado. Ele afirmou que Coronel teria sido eleito senador com o apoio decisivo dele e de Otto Alencar, mas que, posteriormente, afastou-se do grupo, aproximou-se da oposição e “agiu de forma individualista”.

 

“Ele, logo que tomou posse, antes de chegar ao Senado, já deu uma quina de canhão para Otto, um canto de carroceria. E já está escapando de Otto desde a largada. Depois de tomar posse, afastou-se completamente de mim, que era governador e que fui decisivo na eleição dele. Afastou-se completamente, fez vida própria, abraçou Bolsonaro e ficou lá com as coisas de Bolsonaro.”

 

“E, mesmo assim, a gente fazendo de conta que não está vendo nada, eu fazendo de conta que não estava vendo nada para não criar confusão. Chega na campanha de Otto, de 2022, o cara que elegeu ele; o outro é presidente do partido. Otto botaria quem quisesse para ser senador em 2018, porque a indicação era de Otto. A vaga não era dele, a vaga era do PSD. Quem Otto escolhesse seria o candidato a senador.”

 

Ele disse ainda que o antigo aliado deixou de fazer campanha para Otto Alencar nas eleições de 2022, pedindo votos apenas para os próprios filhos no interior.

 

“Então, alguém devia ser grato. Eu, na minha vida, minha mãe me disse uma coisa: nunca perca a humildade e a gratidão às pessoas. Porque quem nasce nesse lugar que a gente nasceu, nasce na favela, viveu na favela, você nunca vai subir os degraus da vida sem a ajuda dos outros. E a coisa mais feia num ser humano é a ingratidão. Eu acho. A coisa mais feia do ser humano é a ingratidão”, observou.

 

“O cidadão, em vez de ser grato a esse aqui, ele nunca seria senador da República pelos próprios votos ou pelas próprias pernas”, afirmou. 

 

VOTO EM TRÂNSITO
Também durante o encontro, Rui tratou com os aliados sobre o funcionamento do cadastro para o voto em trânsito de eleitores que estão fora de seus municípios de origem. Ele destacou que, na Bahia, há 13 municípios com mais de 100 mil eleitores onde essa modalidade é permitida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), possibilitando que pessoas que estejam em cidades como Salvador ou São Paulo votem sem precisar viajar para seus municípios de origem. Ele pediu que os prefeitos fiquem atentos a essas questões.

 

“Em uma cidade com mais de 100 mil eleitores, [os eleitores] não precisam viajar para o município de vocês para votar. Então, um eleitor de Valença que esteja morando em Salvador, que esteja morando em São Paulo, se ele se cadastrar até amanhã no site do TSE, ele pode votar aqui em Salvador ou em São Paulo, como se estivesse em Valença.”

 

“Então, na Bahia, tem 13 municípios acima de 100 mil eleitores. Em qualquer um desses municípios, a pessoa pode se cadastrar e votar, mesmo que esteja fora do estado. Só que ele só pode votar em um município acima de 100 mil eleitores; municípios abaixo de 100 mil eleitores, o TSE não abre a possibilidade de a pessoa ir lá e votar.”

 

Ele ressaltou que a medida evita que prefeitos e lideranças precisem custear passagens ou transporte, como ônibus, para que eleitores votem em seus municípios de origem.

 

“Mas o eleitor do seu município, de 10 mil habitantes, que mora em São Paulo, ele pode votar lá. Votar na chapa completa. Aquele eleitor para quem, na eleição municipal, você teve que mandar o ônibus para buscar ou pagar a passagem, ele não precisa gastar o dinheiro com a passagem nem mandar o ônibus. Basta se cadastrar até amanhã no site do TSE que ele vota lá de São Paulo.”

TSE define a propaganda eleitoral no rádio e TV e Lula tem o maior tempo; Saiba quais candidatos terão direito
Foto: Divulgação TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu nesta quinta-feira (20) como será a divisão do tempo diário da propaganda eleitoral gratuita em rede nacional de rádio e televisão, que começa em 28 de agosto e vai até o dia 1º de outubro. A Coligação Brasil Pronto para Mais, que tem como candidato o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ficou com o maior tempo de propaganda, com cinco minutos e 31 segundos. 

 

A coligação da candidatura do presidente Lula é formada por PT, PSB, PDT, PCdoB, PV, Psol e Rede. Lula é o único dos 13 presidenciáveis registrados no TSE que tem uma coligação de partidos ligados à sua candidatura. 

 

O segundo maior tempo para veiculação diária de propaganda no rádio e na TV ficou com o Partido Liberal. O PL, que tem como candidato o senador Flávio Bolsonaro, terá quatro minutos e 20 segundos diários. 

 

Na sequência, o Partido Social Democrático (PSD), que tem Ronaldo Caiado como candidato, terá dois minutos e dois segundos, e o Avante, que apresentou a candidatura do escritor Augusto Cury, contará com 35 segundos de propaganda. Todos os outros candidatos a presidente não terão direito a apresentar propaganda no rádio e na TV, por seus partidos não terem superado a cláusula de barreira nas últimas eleições. 

 

Outra decisão tomada pelo TSE nesta quinta (20) diz respeito ao quantitativo de inserções destinadas a cada partido e coligação no primeiro turno. Foi ainda realizado um sorteio da ordem de veiculação da propaganda no primeiro dia do horário eleitoral gratuito.   

 

Na propaganda por inserções para os 35 dias finais de campanha, a Coligação Brasil Pronto para Mais (PT) terá direito a 433 inserções; o PL, a 339; o PSD, a 159; e o Avante, a 47.  

 

O sorteio que definiu a ordem de veiculação da propaganda em rede no primeiro dia do horário eleitoral gratuito colocou o Avante na primeira posição, seguido pelo PSD, pelo PL e pela Coligação Brasil Pronto para Mais. Nos dias seguintes, a ordem será alterada, conforme as regras previstas para a distribuição do horário eleitoral.   

 

Também foram sorteadas as duas agremiações que ficarão com as sobras de inserções de 30 segundos cada uma. Foram contemplados o PSD e a Coligação Brasil Pronto para Mais. 
 

Lula recebe advogado de Lulinha, defende que ele se explique e não seja tratado "nem acima e nem abaixo da lei"
Foto: Montagem com imagem Agência Brasil e de divulgação PT

Em um compromisso fora de sua agenda oficial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta quarta-feira (19), no Palácio da Alvorada, o advogado Marco Aurélio Carvalho, que atua para o seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Carvalho também é coordenador da campanha do PT em São Paulo. 

 

A jornalistas que cobrem o Palácio, Carvalho disse que o assunto principal foi a campanha do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad ao governo de São Paulo. O tema Lulinha, entretanto, também foi debatido e o presidente Lula teria externado sua preocupação com as novidades do caso que envolvem seu filho. 

 

Na reunião, Lula reforçou que seu filho precisa dar explicações e que não pode ser tratado com privilégio, posição que o presidente já havia revelado antes em entrevistas.

 

“Meu filho não pode ser tratado nem acima da lei e nem abaixo da lei. Ele precisa se explicar e dar todas as informações que têm”, teria falado Lula a Marco Aurélio Carvalho. 

 

O presidente Lula destacou também, durante a conversa, a necessidade de reforçar o discurso sobre a autonomia da Polícia Federal em investigar o caso que envolve o seu filho. Para Marco Aurélio Carvalho, Lulinha vai provar a sua inocência.

 

Atualmente, Fabio Luís Lula da Silva é investigado em três inquéritos por suspeita de tráfico de influência e envolvimento com a lobista Roberta Luchsinger para a obtenção de contratos com o governo federal. Os inquéritos foram abertos como desdobramentos da investigação sobre as fraudes no INSS e os descontos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas, e também tratam de suposto envolvimento do filho do presidente com o "Careca do INSS." 

 

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva disse ainda, após a reunião com Lula, que avalia pedir o levantamento total do sigilo dos inquéritos que tramitam no gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

“É algo que avaliamos, sim. Não tenho receio e é até mais honesto. Hoje, trabalhamos juntando fragmentos de notícias feitas em cima de vazamentos de um material legalmente sob sigilo e que nem podemos avaliar se verdadeiro ou falso, por insegurança na cadeia de custódia”, disse o advogado Marco Aurélio Carvalho ao site Uol.
 

Coordenador da campanha de Lula doa R$ 150 mil a três candidatos do PT a deputado por São Paulo
Foto: Reprodução

O coordenador da campanha de Lula, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, doou R$ 150 mil a três candidatos do PT a deputado por São Paulo, com R$ 50 mil para cada um, segundo prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral.

 

Os beneficiários são Paulo Teixeira, ex-ministro do Desenvolvimento Agrário; Rui Falcão, ex-presidente do partido; e o deputado estadual Antonio Donato.

 

Não é a primeira vez que o advogado destina recursos a campanhas do PT. Em 2022, ele repassou R$ 286,5 mil a 12 candidaturas, entre elas as de Teixeira e Donato. Naquele ano, também foram contemplados nomes como Gleisi Hoffmann, Emídio de Souza, Guilherme Boulos e Marivaldo Pereira.

“A gente não tem soberania nacional porque faz discurso”, diz Lula ao defender submarino nuclear
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quarta-feira (19), que o Brasil tenha mais investimentos e continuidade orçamentária para o projeto do submarino de propulsão nuclear da Marinha. A declaração ocorreu durante agenda em Iperó, no interior de São Paulo, onde Lula acompanhou o início da montagem da seção nuclear do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (Labgene).

 

“A gente não tem soberania nacional porque a gente faz discurso. O discurso é só palavra, que o adversário às vezes nem escuta. A gente tem que estar preparado para eles saberem que a gente vai ter força para poder dizer não. Que a gente vai ter força para poder dizer que vamos competir”, afirmou.

 

Para Lula, o país não pode manter uma postura de “cabeça baixa” e precisa desenvolver capacidade própria em áreas estratégicas. O presidente destacou que o submarino tem importância para a soberania brasileira, além de representar avanço tecnológico e geração de empregos qualificados.

 

Durante o evento, Lula lembrou que, em 2007, havia liberado R$ 1,4 bilhão para o projeto. Segundo ele, a expectativa era de que o orçamento tivesse continuidade para permitir o avanço da iniciativa. “Eu imaginava que depois daquela liberação, a gente não teria mais problema que ali o orçamento ia fluir de acordo com as necessidades para que tivesse continuidade na construção do nosso navio de propulsão nuclear, mas não aconteceu”, afirmou.

 

O presidente voltou a criticar a oscilação dos recursos destinados ao programa. Para ele, projetos dessa dimensão precisam ser tratados de forma diferente na elaboração do orçamento federal. “Isso tem que ser tratado como uma coisa especial”, declarou.

 

Lula também afirmou que o governo deverá buscar o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Petrobras para ampliar os investimentos no projeto. O presidente também defendeu o enriquecimento de urânio para fins pacíficos, como previsto na Constituição, e citou a possibilidade de desenvolvimento tecnológico voltado à produção de energia. 

 

ASSISTA:

Lula defende urânio para fins pacíficos e promete acelerar submarino nuclear
Foto: Reprodução Instagram Lula

Durante visita, nesta quarta-feira (19), ao Laboratório de Enriquecimento Isotópico da Marinha, na cidade de Iperó (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou favoravelmente a que o Brasil enriqueça urânio “para fins pacíficos”. Lula também fez um discurso em defesa da soberania nacional. 

 

Acompanhado na visita pelos ministros da Defesa, José Múcio, das Minas e Energia, Alexandre Silveira, da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, e da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, o presidente Lula também defendeu a possibilidade de o Brasil exportar urânio enriquecido para outros países interessados em utilizar a energia nuclear para fins pacíficos.

 

“É importante que a gente tenha tecnologia pra dar e pra vender, para que a gente possa enriquecer urânio para fins pacíficos como está na nossa constituição e pra vender para o mundo”, afirmou Lula.

 

A Constituição brasileira determina que todas as atividades nucleares devem ter fins pacíficos e estabelece que a União deve ter o monopólio sobre atividades como por exemplo, o enriquecimento e o reprocessamento de materiais nucleares. Já a comercialização com outros países está sujeita a autorizações e controles dos órgãos responsáveis pelo setor nuclear.

 

Na visita ao Centro Nuclear de Aramar, Lula também conheceu o Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica. No local, o presidente obteve informações sobre o desenvolvimento do primeiro submarino de propulsão nuclear do país, e disse que o Brasil, com o tamanho de seu território, não pode ficar com a “cabeça curvada” para sempre.

 

“O que a gente não pode é ter um país deste tamanho de cabeça baixa o tempo todo. A gente não tem soberania nacional porque faz discurso”, disse o presidente.

 

Nesse sentido, Lula se comprometeu a obter os recursos para “terminar de uma vez por todas” o submarino, cuja data de conclusão foi adiada por falta de orçamento e agora está prevista para 2038.

 

“Uma coisa dessa não pode ficar à mercê da volatilidade do nosso orçamento. Se a gente quer submarino de verdade, se é importante pra soberania nacional, para o Brasil ser respeitado no mundo, a gente tem que dar continuidade, estamos falando do futuro, do emprego qualificado, enriquecimento de urânio, saúde, energia", declarou Lula.
 

Justiça Eleitoral determina que políticos do PT expliquem vídeo em que Lula aparece com dez dedos
Fotos: Reprodução / Redes Sociais via @elmanofreitas

A Justiça Eleitoral do Ceará determinou que o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), e o senador Camilo Santana (PT) prestem esclarecimentos sobre o eventual uso de inteligência artificial em um vídeo publicado por ambos, no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com dez dedos. 

 

Essa notificação também alcança o ex-secretário da Casa Civil Chagas Vieira (PDT), primeiro suplente na chapa de Luizianne Lins (Rede) ao Senado, que igualmente compartilhou o conteúdo.

 

De acordo com informações veiculadas pela revista Veja, a publicação foi realizada em julho como material de apoio à reeleição do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT). A peça publicitária exibe Elmano em diversas cenas com transições visuais, incluindo um instante em que o governador se "transforma" na figura de Lula.

 

 É nessa transição que o presidente surge com a mão completa, "recuperando" o dedo mínimo perdido em um acidente de trabalho ocorrido na década de 1960. A ação que pedia a retirada imediata do vídeo do ar foi movida pelo PL, mas teve o pedido liminar negado pelo desembargador Francisco Luís Rios Alves. 

 

Em sua decisão inicial, o magistrado considerou que o material utilizava apenas "técnicas convencionais de edição audiovisual" e ressaltou que a acusação não apresentou "qualquer elemento técnico mínimo que ampare a alegação de manipulação sintética".

 

O PL recorreu da decisão, destacando o detalhe da mão com dez dedos e outro trecho em que a imagem do governador Elmano surge duplicada. Diante dos argumentos do recurso, o desembargador optou por solicitar esclarecimentos formais antes de emitir um novo parecer. 

 

Os políticos citados deverão informar à Justiça se utilizaram inteligência artificial "na elaboração ou edição do conteúdo" ou, caso contrário, detalhar qual foi o método técnico adotado na montagem do vídeo.

Brasil concorda em devolver ao Paraguai o canhão 'El Cristiano', símbolo da Guerra do Paraguai
Foto: Reprodução / Redes sociais

O Brasil concordou em devolver ao Paraguai o canhão "El Cristiano", um símbolo histórico da resistência paraguaia na Guerra do Paraguai (1864-1870). A decisão foi acertada em uma reunião no fim de julho entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os comandantes militares e o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.

 

O novo pedido de devolução foi motivado por uma fala de Lula sobre aquele conflito. Em julho, ao comentar a guerra, o presidente afirmou que "nós gostamos de paz, mas um belo dia o Paraguai decidiu invadir o Brasil". A declaração gerou reação do governo paraguaio, que pediu formalmente a restituição da peça, hoje preservada no Museu Histórico Nacional, no Centro do Rio de Janeiro.

 

Apesar do aval de Lula, a devolução ainda depende de trâmites e negociações conduzidos pelo Ministério das Relações Exteriores, que deverá definir as condições oficiais da entrega. O Paraguai tenta recuperar o artefato por meio da diplomacia há mais de 15 anos.

 

O "El Cristiano" pesa 12 toneladas e foi fundido com o metal de sinos de igrejas durante a guerra que o Paraguai travou contra Brasil, Argentina e Uruguai, no fim do século 19. A peça se tornou um dos maiores símbolos do esforço de guerra paraguaio.

Lula se divide entre presidência e eleição, lamenta mortes de Laura Cardoso e Glória Menezes e grava para campanha
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Se dividindo entre agendas oficiais e de candidato à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta terça-feira (18), de encontros com ministros e auxiliares, ao mesmo tempo em que se dedica à gravação de vídeos para sua campanha eleitoral. 

 

Pela manhã, o presidente Lula promoveu uma reunião com diversos ministros no Palácio da Alvorada, um compromisso que não constava em sua agenda oficial. A reunião foi convocada de última hora, com objetivo de discutir os impactos sociais das apostas esportivas e a medida provisória que zerou o imposto de importação sobre compras de até US$ 50, a famosa “taxa das blusinhas”.

 

Ainda como presidente, Lula externou seu pesar pela morte da atriz Laura Cardoso, de 98 anos. Em comunicado nas redes sociais, Lula disse que Laura, com seu talento, ajudou a construir o teatro e a televisão no país.

 

“Sua imagem estará sempre na memória de gerações que se acostumaram com sua presença nas dezenas de novelas que embalaram as noites das famílias brasileiras”, afirmou o presidente. 

 

A nota relembra que, em seu mandato anterior, em 2007, Lula agraciou a atriz Laura Cardoso com a Ordem do Mérito Cultural. Depois, em 2025, o governo Lula promoveu a atriz ao grau de Grã-Cruz do Mérito Cultural.

 

Lula também divulgou nota oficial lamentando o falecimento da atriz Glória Menezes, de 91 anos. No texto, o presidente afirma que a carreira da atriz se confunde com a história da dramaturgia brasileira. Lula lembrou na mesma nota a morte também da atriz Laura Cardoso.

 

“Por cerca de sete décadas, Glória Menezes e Laura Cardoso estiveram presentes em palcos e telas, sempre cativando o público com seu talento e carisma. Pioneiras da televisão, deixaram seu legado em dezenas de novelas, além do teatro e do cinema. E as trajetórias que percorreram ao longo da vida artística seguem servindo de exemplo para atrizes e atores que hoje fazem nossa produção cultural ser tão respeitada ao redor do mundo”, destacou o presidente.

 

Já em sua agenda como candidato, Lula faz gravações, nesta terça, de vídeos para a sua campanha eleitoral nas redes sociais e na futura propaganda no rádio e na televisão, que começa no dia 28 de agosto. O candidato Lula gravará os vídeos no QG de sua campanha, no Lago Sul, em Brasília. 

 

Depois de ter gravado diversos vídeos com candidatos a governos estaduais e Senado, Lula grava desta vez sozinho. Serão os primeiros registros do candidato à reeleição produzindo material depois do início oficial da campanha.
 

STF torna deputado Gilvan da Federal réu por injúria e ameaças a Lula
Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, tornar réu o deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES) por injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O julgamento ocorreu nesta terça-feira (18), após o colegiado acolher denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Votaram pela abertura da ação penal a relatora, ministra Cármen Lúcia, e os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Cristiano Zanin se declarou impedido.

 

O caso envolve declarações feitas por Gilvan em 8 de abril de 2025, durante uma sessão da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados. Na ocasião, o parlamentar associou Lula ao crime organizado e fez declarações desejando a morte do presidente. O discurso também foi publicado nas redes sociais do deputado.

 

Durante a defesa, Gilvan alegou que as declarações estavam protegidas pela imunidade parlamentar, já que foram feitas dentro da Câmara, durante uma discussão considerada acalorada. O deputado também citou o arquivamento de uma representação sobre o episódio no Conselho de Ética da Câmara e afirmou que o caso já havia sido analisado pelo próprio Congresso. Com a decisão, Gilvan da Federal passa a responder a uma ação penal no Supremo.

Lula convoca ministros às pressas para discutir regulação das bets e a 'taxa das blusinhas'
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou nesta terça-feira (18) uma reunião com ministros para discutir a regulação das bets, as casas de apostas, e a chamada "taxa das blusinhas", a cobrança de 20% sobre compras internacionais de baixo valor. Segundo um relato de bastidor, o encontro foi convocado às pressas.

 

A agenda oficial da Presidência previa apenas uma reunião com a ministra Miriam Belchior, da Casa Civil, mas o encontro reúne também os ministros José Guimarães (Relações Institucionais), Dario Durigan (Fazenda), Bruno Moretti (Planejamento) e Sidônio Palmeira (Comunicação Social).

 

O governo federal vem intensificando nos últimos meses uma ofensiva contra os efeitos das apostas no país, tema que preocupa o próprio Lula. Em julho, publicou uma portaria com novas regras para restringir a publicidade das bets.

 

A taxa das blusinhas é o outro ponto da pauta. O governo tem pressa para aprovar uma medida provisória, em tramitação no Congresso, que acaba com a cobrança. O tema desgastou a imagem da gestão e dividiu alas internas quando a taxa foi criada, em 2024.

Mendonça manda Lula tirar do ar trechos de discurso com pedido de voto em convenção na Bahia
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) André Mendonça determinou que a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de candidatos do PT retirem do ar trechos de um discurso do presidente em que ele pediu votos à sua candidatura durante a convenção do partido na Bahia, no dia 1º de agosto.

 

No evento que reuniu candidatos e aliados no Parque de Exposições de Salvador, Lula pediu que os eleitores votem nele e em aliados, antes do período permitido pela Justiça Eleitoral. 

 

Conforme a legislação, esse tipo de manifestação de candidatos só é permitida após o início da campanha, que começou no último domingo (16).

 

A ação foi movida pelo Partido Novo contra o presidente Lula; o Partido dos Trabalhadores (PT); o governador da Bahia candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT); o senador Jaques Wagner; e o ex-ministro Rui Costa, candidato ao Senado pelo estado.

 

Na decisão, Mendonça atendeu parcialmente ao pedido do Novo, que pediu a retirada de todo o conteúdo da convenção das plataformas digitais dos candidatos citados. Segundo o ministro, há "elementos suficientes para determinar aos representados que detêm controle sobre os respectivos canais que façam cessar a divulgação de passagens manifestamente irregulares."

 

O ministro entendeu, no entanto, que apenas alguns trechos do conteúdo podem configurar irregularidades. Assim, ele definiu, em caráter liminar (provisório), a edição dos vídeos e exclusão dos trechos em que há pedidos explícitos de voto.

Na largada da campanha eleitoral, Lula lidera atenção nas redes sociais
Foto: Ricardo Stuckert

O período oficial de campanha eleitoral começou no domingo com os dois candidatos que lideram as pesquisas voltando às origens. Lula abriu a campanha no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, palco das greves do ABC, sob o mote do retorno ao lugar onde tudo começou. Flávio Bolsonaro, candidato do PL, fez seu ato em Copacabana com um colete verde-amarelo estampado com a frase "meu partido é o Brasil". O monitoramento da Palver acompanhou a repercussão dos dois atos em grupos públicos de WhatsApp, no X e no Instagram entre sábado e a noite de domingo.

 

Quando se fala em volume de menções, Lula dominou as três arenas com folga. O petista concentrou 63% das menções a presidenciáveis nos grupos de WhatsApp, 57% no Instagram e 41% no X, sempre à frente de Flávio, que oscilou pouco, em torno de 28% a 30%, nas três redes. Quando os usuários buscam discutir quem fez o "melhor primeiro dia", sem julgamento de valor sobre o candidato em específico, o presidente também ganhou nas três redes: 67% no WhatsApp, 64% no Instagram e 47% no X apontaram Lula, contra fatias entre 31% e 40% para o senador. A imagem da Vila Euclides cheia e os vídeos e peças publicitárias deram ao petista a narrativa da largada bem-sucedida.

 

Porém, quando olhamos o sentimento direcionado ao candidato em específico, é possível ver que o consenso entre redes se perde. Entre as mensagens que tomam partido, ou seja, que apoiam ou atacam um candidato, o Instagram funciona como vitrine, onde todos os presidenciáveis aparecem com 70% a 78% de menções positivas, o que diz menos sobre os candidatos e mais sobre a rede. No X, o entusiasmo maior apareceu em Renan Santos, com 62% das mensagens de apoio, seguido de Flávio Bolsonaro, com 61%, enquanto Lula ficou dividido ao meio, com 47% positivas e 53% negativas. Foi também no X que se deram diversos ataques a Ronaldo Caiado, atacado em 83% das menções. A declaração de Gilberto Kassab, seu vice, de que o centrão está com Lula virou munição das duas pontas, sintetizada em mensagens como "Kassab é Lula, Caiado é Lula, Zema é Lula, Renan é Lula".

 

Nos grupos públicos de WhatsApp, as conversas têm um papel menos performático e mais dialógico. Nesse ambiente, nenhum candidato terminou a largada com mais apoio do que ataque. Flávio foi o menos rejeitado, com 51% de menções negativas contra 49% de positivas. Lula acumulou 60% de menções negativas, fruto de uma reação das convocações para a Vila Euclides que eram respondidas com variações de "fora Lula" e "Lula pior que a pandemia".

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Da mesma maneira como foi feito em colunas anteriores, é possível separar usuários com comportamento orgânico de debate de usuários com comportamento de difusão de conteúdo em massa. À luz dessa análise, cerca de 79% das mensagens sobre presidenciáveis nos grupos exibiram padrão de difusão, com comportamento automatizado e unilateral, sem traço de conversa espontânea. Entre os remetentes de comportamento orgânico, 64% das mensagens sobre Lula eram de ataque, e 57% das que citavam Flávio também. Já nas mensagens de difusão coordenada, a proporção de ataques a Lula cai para 58%, e a conversa sobre Flávio se equilibra em praticamente metade apoio, metade ataque.

 

Ao longo do dia de domingo, a manhã pertenceu a Lula, que chegou a concentrar 82% da conversa, no embalo da mobilização para o ABC. A tarde foi de reação de Flávio, que subiu a mais de 40% conforme as imagens de Copacabana ganhavam os encaminhamentos. Renan Santos, terceiro nome da largada, quase não existe no WhatsApp; sua candidatura vive no X, onde alcançou 9% do volume e a maior proporção de apoio do campo.

Em evento com Alcolumbre no Amapá, Lula diz que petróleo na Foz do Amazonas pode ser "passaporte para o futuro"
Foto: Divulgação Secom/PR

A descoberta de petróleo na margem equatorial brasileira, na Foz do Amazonas, pode representar um “passaporte para o futuro” do país, além de gerar “chances extraordinárias” para o estado do Amapá. A declaração foi dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (17), ao participar de uma visita ao navio-sonda da Petrobrás, na cidade amapaense de Oiapoque.  

 

“Isso aqui pode se chamar passaporte para o futuro desse país. E quando eu falo passaporte para o futuro desse país , eu não estou negando minha luta para que um dia a gente não precise utilizar combustível fóssil, porque o país vai continuar sendo o país rei da inovação não biocombustíveis”, disse Lula.

 

Nesta segunda, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou que a estatal está “extremamente otimista” com os resultados da descoberta de petróleo no poço pioneiro Morpho, na bacia da foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira. Magda participou da visita ao navio-sonda junto com o presidente Lula.

 

Segundo Magda, a perfuração deve ser concluída em cerca de 15 dias. Após essa etapa, o próximo passo será delimitar a descoberta de petróleo na região, com a avaliação da extensão e do volume recuperável do reservatório.

 

Lula classificou a exploração de petróleo na costa do Amapá como oportunidade para o desenvolvimento do país. O óleo encontrado na região foi elogiado por Lula devido à sua alta qualidade e leveza. “Esse parecia que já estava refinado, de tão leve”, declarou o presidente ao celebrar o potencial da nova fronteira exploratória.

 

O presidente defendeu o uso de tecnologia de ponta para evitar desastres ambientais na região. Ele citou um equipamento com o tamanho de um prédio de seis andares que fecha o poço imediatamente em caso de vazamentos, como o ocorrido no Golfo do México, explicou o presidente. 

 

“O Brasil está preparado para fazer muito mais e fazer as coisas que o mundo inteiro tem que aprender. É por isso que a Petrobras é uma empresa que tem maior competência e capacidade de fazer prospecção de petróleo em águas profundas”, afirmou o presidente.

 

Na visita desta segunda, Lula esteve acompanhado também do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O senador afirmou durante o evento que, na condição de amapaense, sonhou por “longos anos” com o navio-sonda da Petrobras. Segundo ele, Lula defendeu o projeto por três anos e meio.

 

“E dizer ao senhor presidente Lula, na minha condição de amapaense, de presidente do Congresso Nacional, muito obrigado pela defesa que o senhor fez ao longo dos últimos três anos e meio, enfrentando tudo e todos para defender que este projeto chegasse no dia de hoje com essa descoberta feita pela Petrobras, que tem que ser o orgulho de todos os brasileiros”, disse Alcolumbre.

 

Depois do discurso do presidente do Senado, Lula devolveu os elogios a Alcolumbre e enfatizou que o senador enviou para as comissões três projetos importantes para o governo, como o fim da escala 6x1. 

 

“Nesta semana, ele teve uma atitude muito importante para o Brasil. Essa semana, tive uma conversa com o senador Alcolumbre e ele mandou para as comissões três projetos de importância vital para o Brasil”, afirmou o presidente Lula.
 

Campanha de Flávio Bolsonaro obtêm vitórias e derrotas no TSE em ações para retirada de vídeos das redes sociais
Foto: Roberto Jayme/TSE

O candidato a presidente Flávio Bolsonaro, do PL, obteve boas e más notícias em ações movidas por seu partido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para retirar postagens das redes sociais consideradas por ele ofensivas ou mentirosas. Em uma das más notícias, o TSE manteve, por unanimidade, a decisão que negou pedido para retirar das redes sociais uma publicação que afirma que Flávio Bolsonaro pretende transformar o Brasil em uma “colônia dos EUA”.

 

A ação foi apresentada pelo Diretório Nacional do PL contra Thiago dos Reis Pereira dos Santos, responsável pelos perfis “Thiago Plantão Brasil” e “Plantão Brasil” no Instagram e no Facebook. Segundo o partido, o vídeo publicado nas plataformas buscou degradar a imagem de Flávio Bolsonaro por meio de informações falsas e descontextualizadas.

 

Na legenda, a postagem afirma que “Flávio Bolsonaro quer transformar o Brasil em uma colônia dos EUA” e menciona “supremacistas invadindo terras, cuspindo em cristãos” e um “governo genocida”. Os ministros do TSE consideraram que o conteúdo está inserido no campo da crítica política e não apresenta elementos suficientes para justificar sua remoção imediata.

 

Em outra derrota para a campanha do senador Flávio Bolsonaro, o TSE decidiu, por unanimidade, manter parcialmente uma liminar que determinou ao PL a interrupção do impulsionamento pago de um vídeo com críticas ao presidente Lula, ao governo federal e ao PT. Entre os nomes mencionados no conteúdo estavam Deolane Bezerra, MC Poze do Rodo, MC Ryan e o filho de um chefe do Comando Vermelho, Oruam.

 

A decisão colegiada confirma a medida concedida pelo ministro André Mendonça em uma representação apresentada pela Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV) e impede que o PL volte a pagar para ampliar o alcance do mesmo conteúdo ou de material substancialmente equivalente. A controvérsia envolve o vídeo intitulado “Estrelas da Investigação”, que, segundo os autos, foi impulsionado pelo Diretório Nacional do PL em perfis oficiais da legenda no Instagram e no Facebook.

 

A campanha do senador Flávio Bolsonaro também sofreu derrota no TSE com a determinação da Corte para que ele retirasse de suas redes sociais uma publicação que associa o presidente Lula ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV). Por maioria de cinco votos a dois, o TSE também proibiu a republicação de conteúdo que estabeleça vínculo pessoal entre Lula e as facções sem “substrato fático mínimo”.

 

A decisão foi tomada no plenário virtual e atende parcialmente a uma representação apresentada pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. Flávio Bolsonaro e a plataforma X têm prazo de 24 horas para remover a publicação. 

 

Na postagem questionada, Flávio afirmou que Lula teria ido aos Estados Unidos como “defensor do PCC e do Comando Vermelho”. A representação acusou o senador de propaganda eleitoral antecipada negativa e sustentou que a declaração vinculava falsamente o presidente a organizações criminosas.

 

Em 26 de julho, o ministro Nunes Marques havia rejeitado o pedido liminar para que o vídeo fosse retirado das redes sociais. No referendo da medida, prevaleceu a divergência aberta pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. 

 

A divergência aberta por Cueva foi acompanhada pelos ministros Antonio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha e Dias Toffoli. Nunes Marques e André Mendonça ficaram vencidos.

 

A maioria determinou que Flávio torne indisponível ou remova a publicação e se abstenha de divulgar novamente a mesma mídia ou conteúdo substancialmente idêntico que atribua a Lula a condição de “defensor do PCC e do Comando Vermelho”.

 

No campo das vitórias, a campanha de Flávio Bolsonaro comemorou a decisão do TSE de manter, por maioria de votos, a decisão do ministro André Mendonça que determinou a remoção de um vídeo publicado por Otoni de Paula (PSD-RJ) no Instagram contra o senador Flávio Bolsonaro. O deputado associa o senador ao rombo de R$ 3,7 bilhões investigado pela Polícia Federal no Rioprevidência.

 

No vídeo, Otoni criticou a aliança política entre o senador e o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, alvo do inquérito da RioPrevidência. Na gravação, o deputado afirmou que “Flávio é que deu sustentação ao governo Cláudio Castro durante todos esses anos”, e que estaria atuando de forma conivente diante de escândalos de corrupção no governo fluminense.

 

O deputado Otoni de Paula, no fim do vídeo, endureceu ainda mais o tom, alegando que “Se Flávio Bolsonaro um dia virar presidente da República, você saberá o que é ter uma quadrilha no poder”. O PL ingressou com ação pedindo a retirada do vídeo, afirmando que a peça buscava transmitir aos eleitores a percepção falsa de que Flávio chefiaria uma organização criminosa responsável por desvios de recursos públicos no Rio de Janeiro.

 

O ministro André Mendonça proferiu decisão liminar em junho pela exclusão do vídeo. No final da semana passada, a maioria dos ministros do TSE ratificou a posição de Mendonça e firmaram o entendimento de que a publicação ultrapassou os limites da crítica política ao atribuir ao então pré-candidato ao Planalto envolvimento em crimes sem apresentar elementos mínimos que sustentassem as acusações.

 

Ainda no campo das vitórias, o TSE confirmou, por unanimidade, decisão que determinou a remoção de uma publicação na rede X que acusa Flávio Bolsonaro de ser o mandante do assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo. A Corte considerou que a postagem atribui ao parlamentar a prática de um crime grave sem apresentar elementos mínimos de prova.

 

A representação foi apresentada pelo Diretório Nacional do Partido Liberal contra o responsável pelo perfil que fez a publicação. Segundo o partido, a publicação configura propaganda eleitoral antecipada negativa, disseminação de informação falsa e ataque à honra e à imagem do pré-candidato.

 

A postagem, publicada em 6 de julho, afirmava que Flávio Bolsonaro teria mandado matar Crespo com 11 tiros e relacionava o crime à disputa por uma mansão em Angra dos Reis envolvendo o jogador Richarlison.
 

BTG/Nexus: Lula mantém 3 pontos de vantagem contra Flávio Bolsonaro em 2º turno 
Foto: Agência Brasil

A nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (17), aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém uma margem de 3% das intenções de voto frente ao senador Flávio Bolsonaro em um possível segundo turno nas eleições presidenciais de outubro. No primeiro turno, a margem aumenta para 5%. 

 

No cenário estimulado, quando são apresentados os nomes dos candidatos, em primeiro turno, Lula registra 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 36%. Os demais candidatos seguem em patamares de um dígito, com Ronaldo Caiado e Renan Santos registrando 5% e 4%, respectivamente, e Romeu Zema com 4%.

 

Em relação à rodada anterior, Lula oscilou de 40% para 41%, enquanto Flávio Bolsonaro passou de 35% para 36%, mantendo a diferença entre os dois em cinco pontos percentuais.

 

No segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o cenário permanece equilibrado. No cenário estimulado, Lula aparece com 47% das intenções de voto, contra 44% de Flávio Bolsonaro. Os resultados são os mesmos registrados na rodada anterior, mantendo a vantagem de três pontos percentuais de Lula.

 

Foram ouvidos 2.003 eleitores, por telefone, entre os dias 14 e 16 de agosto de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. O levantamento ouviu eleitores nas 27 unidades da Federação, com distribuição proporcional por região, está registrado no TSE sob o número BR-03317/2026.

 

PREFERÊNCIAS ELEITORAIS
O levantamento também mostra um aumento na consolidação das preferências eleitorais. Entre os entrevistados que escolheram algum candidato no primeiro turno, 78% afirmam que sua decisão de voto já está tomada e não deve mudar até a eleição. 

 

Outros 20% dizem que ainda podem alterar sua escolha, enquanto 2% não souberam responder. O percentual de decisão consolidada é o maior registrado na série histórica até aqui, superando os 74% da rodada anterior.

 

A fidelidade do eleitorado segue mais elevada entre os principais polos da disputa. Entre os eleitores de Lula no primeiro turno, 86% afirmam que seu voto já está definido, enquanto 82% dos eleitores de Flávio Bolsonaro dizem o mesmo. 

 

Entre os grupos ideologicamente mais identificados, a decisão também permanece fortemente consolidada: 87% dos lulistas convictos e 88% dos bolsonaristas convictos afirmam que seu voto já está decidido e não deve mudar até a eleição.

Lula desiste de debate da Band alegando 'falta de igualdade de condições'
Foto: Reprodução / Band

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu não ir ao debate da TV Bandeirantes, programado para o próximo domingo (23). A informação foi divulgada pela Folha de S. Paulo, neste domingo (16), e a justificativa apresentada pela campanha é a “falta de igualdade de condições” para o atual presidente se defender de ataques dos adversários. 

 

Um argumento que reforça a decisão de Lula é o fato de os organizadores terem convidado candidatos que não precisariam ser chamados com base na legislação, como Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo).

 

Segundo a Folha, haverá uma nova reunião para tratar do convite, mas aliados afirmam que se houvesse um "desconvite" a Renan e Zema, a chance de Lula mudar de ideia seria maior.

 

Neste cenário, a tendência neste momento é Lula comparecer apenas ao último debate antes do primeiro turno, na TV Globo. O que está assegurado é que o presidente seguirá dando entrevistas a veículos de imprensa e podcasts, além de participar de sabatinas.

 

Acontece que sem a presença de Lula, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) também não deve comparecer ao debate na Bandeirantes. Os responsáveis pela campanha do atual senador apontam que, sem o atual presidente, Flávio se tornará o principal alvo dos demais, comprando desgastes com adversários que estarão com ele no segundo turno.

 

O entorno do candidato do PL diz ainda que Lula não demonstra querer participar de nenhum debate no primeiro turno e que o embate só deve ocorrer no segundo.

PDT reúne candidatos com Rui Costa e Jaques Wagner para alinhar campanha na Bahia nesta segunda
Foto: Reprodução

O PDT da Bahia promove nesta segunda-feira (17) um encontro para alinhar sua campanha com os candidatos ao Senado da chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A reunião vai juntar os postulantes do partido a deputado estadual e federal com os senadores da chapa majoritária, Jaques Wagner (PT) e o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT), às 18h, no Classic Bahia Hotel, na orla da Pituba, em Salvador.

 

O encontro foi definido na reunião do conselho político da base governista, na última sexta-feira (14), que reuniu o governador, os candidatos ao Senado e presidentes dos partidos aliados. Na ocasião, o PDT foi representado pelo presidente da legenda em Salvador e candidato a deputado estadual, Luciano Pinheiro.

 

Segundo o presidente estadual do PDT, deputado federal Félix Mendonça Júnior, a ideia é aproximar os candidatos ao Senado dos cerca de 90 postulantes do partido à Câmara e à Assembleia. "O objetivo é alinhar estratégias, fortalecer a campanha conjunta e afinar os ponteiros neste início oficial da disputa eleitoral", afirmou.

 

Luciano Pinheiro destacou que a reunião será uma chance de aproximar os candidatos do PDT das principais lideranças da chapa majoritária. "Muitos dos nossos candidatos ainda não tiveram a oportunidade de conversar pessoalmente com Rui Costa e Jaques Wagner. Quanto mais integrada estiver a nossa chapa, mais forte será o trabalho em todas as regiões da Bahia", disse.

VÍDEO: Lula cota Haddad como sucessor, mas diz que ainda falta “um pouco mais” para ser líder
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) tem um “potencial imenso” mas que precisa de “um pouco mais” para ser líder.

 

As declarações aconteceram em um episódio conjunto dos podcasts “Não Inviabilize” e “As Cunhãs”, que reuniu a comunicadora Déia Freitas e as jornalistas Inês Aparecida e Hébely Rebouças. Ao ser questionado sobre possíveis sucessores, o petista fez menção ao seu ex-ministro da Fazenda. 

 

“O Haddad é um companheiro com potencial de crescimento extraordinário. Agora, para ser líder, tem que ter um pouco mais disso. Para ser líder, você tem que ser o primeiro a chegar no lugar e tem que ser o último a sair”, afirmou.

 

Haddad ocupou o cargo de ministro até o começo deste ano, quando saiu para se dedicar à candidatura ao governo paulista. Originalmente, sua intenção era atuar nos bastidores da campanha de Lula e, por isso, já havia sinalizado publicamente que não tinha a intenção de ser candidato ao governo; no entanto, a pedido do presidente, vai concorrer às eleições. 

 

CONFIRA O MOMENTO:

Quaest: Lula e Flávio Bolsonaro mantêm mais de 50% de rejeição em nova pesquisa
Foto: Ricardo Stuckert e Mateus Vitor Fernandes

A nova pesquisa Quaest mostra uma disputa acirrada entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no índice de rejeição. O senador aparece com 54%, enquanto o atual presidente registra 52%. 

 

O levantamento, divulgado nesta sexta-feira (14), aponta que Flávio mantém o mesmo percentual registrado no início de agosto. Em julho, o índice era de 57%, enquanto em abril havia chegado a 52%. Já Lula interrompeu uma sequência de queda na rejeição. O petista tinha 50% em julho, depois de registrar 53% em junho e 55% em abril.

 

A pesquisa também mostra que, fora os dois primeiros colocados nesse quesito, uma parcela significativa do eleitorado ainda não conhece os demais pré-candidatos. Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 35% de rejeição e 22% de potencial de voto. Outros 43% afirmam não conhecê-lo. Romeu Zema (Novo) tem 34% de rejeição e 19% de potencial de voto, enquanto 47% dos entrevistados dizem não conhecer o ex-governador de Minas Gerais.

 

Renan Santos (Missão) registra 21% de rejeição e 14% de potencial de voto. O desconhecimento sobre o candidato chega a 65%. Segundo a Quaest, os demais nomes testados são desconhecidos por mais de 70% dos eleitores.

 

Contratada pela Globo em parceria com o jornal O Globo, o levantamento ouviu 2.004 eleitores entre segunda e quinta-feira. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-06773/2026.

Lula lidera 1º turno com 38% e vence quatro cenários de 2º turno, aponta pesquisa Quaest
Foto: Reprodução / Ricardo Stuckert (PR) / Agência Senado

A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta sexta-feira (14) testou quatro cenários de segundo turno para a eleição à Presidência da República. Na simulação entre o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), o petista registra 43% das intenções de voto contra 40% do adversário, enquanto brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 13%, e 4% estão indecisos.

 

Nas demais disputas diretas de segundo turno, Lula obtém 44% contra Ronaldo Caiado (PSD), que figura com 37% (14% brancos/nulos/não votam e 5% indecisos); 44% frente a Renan Santos (Missão), que alcança 36% (16% brancos/nulos/não votam e 4% indecisos); e 45% diante de Romeu Zema (Novo), que marca 34% (16% brancos/nulos/não votam e 5% indecisos).

 

No levantamento estimulado de primeiro turno, Lula aparece na liderança com 38% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 31%. Na sequência, pontuam Renan Santos e Ronaldo Caiado, empatados com 4% cada, e Romeu Zema, que registra 2%.

 

Contratada pela Globo em parceria com o jornal O Globo, a pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de agosto. O levantamento apresenta margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e registro sob o número BR-06773/2026.

 

Até 3 de outubro, véspera do primeiro turno, o g1, a Globo, a GloboNews, o jornal O Globo e emissoras afiliadas vão publicar 130 pesquisas contratadas junto à Quaest e ao Datafolha abrangendo as disputas para a Presidência, o Senado e os governos estaduais e do Distrito Federal.

Alcolumbre encaminha PEC do fim da 6x1 no Senado após reaproximação com Lula
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O presidente do Senado Federal do Brasil, Davi Alcolumbre, e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), passam por uma reaproximação após desgastes recentes. Em nota à imprensa, o presidente do Senado diz que se encontrou com Lula na quarta-feira (12) e teve um diálogo "maduro, franco e republicano."

 

Lula e Alcolumbre se encontraram, pela segunda vez nesta semana, nesta sexta-feira (14), no Palácio da Alvorada, o que demonstra maior proximidade entre os líderes. A expectativa de aliados é que o movimento também se reflita em troca de apoio nas eleições.

 

Segundo Alcolumbre, como presidente do Congresso, ele tem a função de analisar as propostas submetidas ao Parlamento. "Com absoluto respeito às prerrogativas do Poder Legislativo e ao papel de cada senadora e senador", disse em nota.

 

Nesse sentido, determinei o encaminhamento às comissões competentes de três propostas prioritárias: a PEC 221/2019, que prevê o fim da escala 6x1, a PEC 18/2025, a PEC da Segurança Pública, e o PL 2780/2024, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. São matérias de alta complexidade que seguirão o rito ordinário e regimental no Senado, com a análise e o aprofundamento necessários. 

 

Pautas como a PEC da Segurança e do fim da escala 6x1 são prioridades do governo Lula. Na Câmara, a tramitação da 6x1 avançou rapidamente, sob Hugo Motta (Republicanos-PB), que já declarou apoio ao presidente Lula.

 

ENTENDA O DESENTENDIMENTO
Desde a reprovação no Senado do então ministro Jorge Messias, Alcolumbre e o petista estavam com a relação rompida. Lula tinha indicado o chefe da AGU (Advocacia-Geral da União) para a vaga de Luís Roberto Barroso no STF (Supremo Tribunal Federal). Ao mesmo tempo, as matérias de interesse do governo ficaram travadas no Senado.

Brasil aciona Lei da Reciprocidade e inicia retaliação contra tarifas dos EUA
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O governo brasileiro anunciou nesta quinta-feira (13) que deu início aos procedimentos oficiais para aplicar medidas de reciprocidade contra os Estados Unidos, em resposta às tarifas impostas pelos norte-americanos a produtos nacionais. A reação é respaldada pela Lei da Reciprocidade, sancionada em abril do ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após aprovação unânime no Congresso.

 

A legislação permite ao Brasil aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela, como barreiras e sanções unilaterais consideradas injustas. Antes da norma, criada para proteger a economia e reequilibrar as relações comerciais, a única alternativa do país era recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC).

 

Entre as contramedidas previstas pela lei estão:

 

  • Imposição de tarifas e encargos sobre a importação de bens e serviços vindos dos EUA;
  • Suspensão de obrigações e concessões relativas a direitos de propriedade intelectual em acordos comerciais.


Para que as sanções definitivas entrem em vigor, o processo exige a realização de consultas públicas para ouvir os setores impactados, além de prazos de análise regulamentados pelo Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais. Contudo, o texto prevê uma exceção: o Poder Executivo tem autorização para decretar contramedidas provisórias de aplicação imediata em situações excepcionais.

Com Flávio no PL e não no Missão, já são oito os candidatos registrados no TSE; confira quem tem o maior patrimônio
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil, Senado, redes sociais e divulgação

Até as 10h50 da manhã desta sexta-feira (14), já eram oito os candidatos a presidente da República que registraram formalmente sua inscrição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo para registro de candidaturas na Justiça Eleitoral se encerra oficialmente às 23h59 deste sábado, 15 de agosto. 

 

A lista dos candidatos registrados para a disputa presidencial já conta com a inscrição do senador Flávio Bolsonaro (PL), que teve seu nome indevidamente filiado ao partido Missão. Após intervenção do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes, que determinou nesta quinta (13) o restabelecimento da filiação dele ao PL e a exclusão do vínculo com o partido Missão, a equipe de campanha do senador registrou a candidatura.

 

Além de Flávio Bolsonaro, já foram registradas as candidaturas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo PT; do escritor Augusto Cury, pelo Avante; de Hertz Dias, pelo PSTU; de Renan Santos, pelo Missão; de Samara Martins, pela UP; do Veterinário Wilson Grassi, pelo Democrata; e de Romeu Zema, pelo Novo.

 

O ex-governador Ronaldo Caiado, do PSD, até o momento não registrou sua candidatura presidencial. Outros nomes que vinham apresentando sua disposição em se candidatar, como Clariana Barão, da Democracia Cristã (DC), também não fizeram ainda seu registro oficial.

 

Ao registrar oficialmente sua candidatura, o candidato precisa declarar uma lista de bens e o valor total de suas posses. Entre os oito nomes que se registraram como candidatos a presidente, o mais rico de todos é o escritor e psiquiatra Augusto Cury, com uma fortuna declarada de R$ 242 milhões. 

 

Confira abaixo a lista do total de bens dos candidatos a presidente, por ordem alfabética:

 

Augusto Cury - R$ 242,2 milhões

Flávio Bolsonaro - R$ 8,1 milhões

Hertz Dias - sem bens a declarar

Lula - 4,7 milhões

Renan Santos - R$ 795 mil

Samara Martins - R$ 33 mil

Veterinário Wilson Grassi - R$ 50 milhões

Romeu Zema - R$ 178,7 milhões
 

Pesquisa PoderData/Aya: Flávio Bolsonaro sobe, encosta em Lula e disputa no segundo turno tem empate técnico
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) subiu dois pontos percentuais desde o final de julho e chegou a 45% nas simulações de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Já o líder petista manteve os mesmos 46% do levantamento anterior, e com isso a distância dele para o candidato do PL caiu de três para apenas um ponto percentual, o que configura cenário de empate técnico.

 

Os números foram apurados na mais nova rodada da pesquisa PoderData/Aya, divulgada nesta quinta-feira (13). O levantamento, que havia obtido um resultado de 46%x43% a favor de Lula em 29 de julho, chegou agora a um placar de 46%x45% na nova pesquisa. 

 

O PoderDataq/Aya também fez simulações de disputas do presidente Lula com outros candidatos. Os cenários de segundo turno foram os seguintes:

 

Lula (PT) 46% x 37% Renan Santos (Missão)
Lula (PT) 45% x 43% Romeu Zema (Novo)
Lula (PT) 45% x 44% Ronaldo Caiado (PSD)

 

Na simulação de 1º turno da pesquisa PoderData/Aya, Lula lidera com 41% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em seguida, com 35%. Ronaldo Caiado e Renan Santos registram 4% cada um. 

 

O ex-governador Romeu Zema e o escritor Augusto Cury (Avante) somam 3% cada. Também pontuam Clariana Barão (Democracia Cristã), Leonardo Avalanche (PRTB) e Rui Costa Pimenta (PCO), cada um com 1% das intenções de voto. Outros 4% afirmaram que pretendem votar em branco ou anular, e 2% não souberam responder.

 

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 9 a 12 de agosto de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.400 entrevistas em 658 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o nº BR-06868/2026.
 

Lula faz reunião e retoma relações com Alcolumbre, que acelera comissão sobre MP que revogou "taxa das blusinhas"
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu instalar nesta quarta-feira (12) diversas comissões mistas de análise de medidas provisórias que estão próximas do fim de seu prazo de validade, como a MP que revogou a chamada “taxa das blusinhas”. A ação de Alcolumbre se deu após participar de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada.

 

O encontro serviu para que o presidente Lula pudesse destravar a pauta de interesse do governo no Senado e no Congresso Nacional. Participaram também do encontro a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), e o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. 

 

Uma das principais preocupações do Palácio do Planalto é com a MP 1357/2026, que zerou o Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50. A medida precisa ser votada até o dia 8 de setembro, sob risco de perder a validade e com isso a cobrança seja retomada em meio à campanha eleitoral. 

 

Após sair do Palácio do Alvorada, Alcolumbre agendou para a tarde desta quarta (12) a sessão de instalação da comissão mista que analisará a medida sobre a “taxa das blusinhas”. Na reunião, será eleito o presidente e o vice, assim como será nomeado um relator para a medida provisória. 

 

O presidente do Congresso Nacional também marcou para esta tarde a instalação de comissões mistas de outras cinco medidas provisórias, que são as seguintes:

 

MP 1360/2026 - diminui as exigências para as atividades de mototaxista e motofretista. Precisa ser votada até 15 de setembro;

 

MP 1369/2026 - amplia as atribuições do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB), voltado à redução das filas de análise de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e da Perícia Médica Federal. Precisa ser votada até 16 de outubro;

 

MP 1370/2026 - cria o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica e condiciona o registro profissional de novos médicos à realização desta avaliação. Precisa ser votada até 16 de outubro;

 

MP 1375/2026 - dá direito a adicional de fronteira a servidores de carreira da Controladoria-Geral da União (CGU) e analistas técnicos do Poder Executivo Federal (ATE) que atuam em localidades estratégicas. Precisa ser votada até 11 de dezembro;

 

MP 1376/2026 - permite que produtores rurais que perderam safras entre 2019 e 2025 possam renegociar dívidas rurais com taxas de juros que variam de 5% a 12% ao ano. Precisa ser votada até 12 de dezembro. 

 

À saída da reunião entre Lula e Alcolumbre, o ministro José Guimarães disse que outros projetos de interesse do governo, como a PEC da jornada 6x1, a PEC da Segurança Pública e o projeto de terras raras, não devem ser votados nos períodos de esforço concentrado do Congresso. Apesar da indefinição sobre esses temas, Guimarães afirmou que o encontro entre Lula e o presidente do Senado teve o mérito de “destravar” assuntos de interesse do governo.

 

“Fizemos uma reunião muito importante, o presidente do Congresso (Alcolumbre) e Lula. O diálogo foi retomado. Nós tratamos de tudo, colocamos todos os temas de interesse do Brasil. Alcolumbre vai ouvir os senadores. As relações foram retomadas, daqui para o final de semana terão novos encontros. Foi uma reunião produtiva. A institucionalidade está reconstruída. Está tudo destravado e agora é pé na estrada”, afirmou o ministro. 
 

Oswaldo Malatesta substitui Marcola no gabinete pessoal de Lula
Fotos: Reprodução

Foi oficializada a mudança na chefia do gabinete pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): entra Oswaldo Malatesta Neto, que assume o cargo antes ocupado por Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, que integrou o círculo mais próximo do petista durante a maior parte do mandato. A nomeação de Malatesta foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (11/8).

 

Marcola foi exonerado do cargo no dia 21 de julho para cuidar da agenda de Lula na campanha pela reeleição. Mas teve de se afastar, no último dia 5, após o desgaste provocado por revelações envolvendo empréstimo com a empresária e lobista Roberta Luchsinger.

 

Amiga próxima de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, Roberta passou a figurar em investigações da Polícia Federal sobre suspeitas de tráfico de influência e intermediação de interesses junto a órgãos do governo federal.

 

O ex-assessor afirmou ainda que colocou seus sigilos bancário e fiscal à disposição das autoridades e reiterou que jamais cometeu irregularidades no exercício de suas funções públicas.

 

TRAJETÓRIA

Novo chefe de gabinete, Malatesta já atuava no Palácio do Planalto como chefe de gabinete adjunto de agenda e possui longa trajetória de colaboração com a gestão petista, tendo trabalhado anteriormente no Instituto Lula.

 

Malatesta assume o comando do fluxo de compromissos e audiências do chefe do Executivo em um momento estratégico para a articulação governamental antes das eleições presidenciais.

 

Pesquisa CNT/MDA mostra estabilidade na disputa de 1º turno e Flávio reduzindo distância para Lula no 2º turno
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil, Agência Senado e reprodução de redes

A mais nova rodada da pesquisa presidencial da Confederação Nacional do Transporte (CNT), em parceria com o Instituto MDA, divulgada nesta terça-feira (11), revelou um cenário de total estabilidade na simulação de primeiro turno em relação ao levantamento feito em junho, e algumas pequenas mudanças na disputa de segundo turno entre os principais adversários, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). 

 

Em relação ao primeiro turno, a CNT/MDA apurou números praticamente iguais dos candidatos Lula e Flávio, com o líder petista vendo sua diferença reduzir de 14 pontos percentuais para 13. Já no segundo turno, na simulação de disputa contra o senador, a diferença entre os dois, que era de 12 pontos em junho, caiu para nove neste novo levantamento.

 

Para o segundo turno, foram apresentadas pela CNT/MDA cinco simulações de disputas, todas elas com Lula contra outros adversários. Lula segue vencendo todos os outros candidatos, com margens mais ou menos parecidas.

 

Resultado da pesquisa espontânea:

 

Lula (PT) - 35,3%
Flávio Bolsonaro (PL) - 22,4%
Jair Bolsonaro (PL) - 2,0%
Ronaldo Caiado (PSD) - 1,3%
Renan Santos (Missão) - 0,7%
Outros - 1%
Branco/nulo - 6,5%
Indeciso - 30,7%

 

Rejeição espontânea

 

Lula - 42,1%
Flávio Bolsonaro - 39,8%
Ronaldo Caiado - 2,3%
Romeu Zema - 2,2%
Renan Santos - 1,5%
Rejeita todos - 0,8%
Não rejeita nenhum - 8,7%
Não sabe/não respondeu - 11,5%

 

Simulação de cenário de primeiro turno:

 

Lula (PT) - 42,4%
Flávio Bolsonaro (PL) - 28,7%
Ronaldo Caiado (PSD) - 4,0%
Romeu Zema (Novo) - 3,3%
Renan Santos (Missão) - 2,8%
Samara Martins (UP) - 1,6%
Augusto Cury (Avante) - 1,2%
Rui Costa Pimenta (PCO) - 0,9%
Outros - 0,9%
Branco/nulo - 6,8%
Indeciso - 7,2%

 

Cenários de segundo turno:

 

Lula (PT) 48,0% x 39,1% Flávio Bolsonaro (PL) 

Lula (PT) 49,1% x 34,9% Romeu Zema (Novo)

Lula (PT) 47,9% x 35,9% Ronaldo Caiado (PSD)

Lula (PT) 48,5% x 33,0% Renan Santos (Missão)

Lula (PT) 48,6% x 32,4% Augusto Cury (Avante)

 

Medição do potencial de voto dos dois principais candidatos.

 

Lula:

 

Votaria nele com certeza - 40,5%
Poderia votar - 12,1%
Não votaria - 46,2%
Não conhece - 0,3%

 

Flávio Bolsonaro:

 

Votaria nele com certeza - 26,0%
Poderia votar - 16,1%
Não votaria - 54,5%
Não conhece - 2,5%

 

Realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) com o Instituto MDA, a pesquisa teve 2002 entrevistas entre 5 e 9 de agosto de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-06935/2026.
 

Foto de Lula feita por IA gera montagens de Trump por parte de brasileiros
Foto: Reprodução / Redes Sociais X

Uma imagem gerada por inteligência artificial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como se fosse o ditador deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, foi publicada na conta do X do deputado dos Estados Unidos Carlos Gimenez, do Partido Republicano.

 

Com a legenda “o que o espera”, a foto ainda conta com um elemento adicionado após edição por IA: Lula aparece segurando uma garrafa de 51, uma das marcas de cachaça mais famosas e vendidas do Brasil e do mundo.

 

Gimenez é um parlamentar da Flórida e conhecido apoiador de Trump nos EUA. A publicação foi repostada nas redes pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e pelo influenciador Paulo Figueiredo. 

 

Brasileiros apoiadores de Lula, em resposta, alteraram a mesma imagem de Nicolás Maduro, mas substituindo-o por Donald Trump e adicionando outros elementos. Em uma das montagens, o presidente dos EUA aparece segurando a foto do criminoso sexual Jeffrey Epstein, em alusão à relação de ambos. Em outra, Trump segura um pacote de Cheetos, um salgadinho de milho famoso.

 

Veja a publicação original:

Lula manifesta solidariedade à Colômbia após terremoto que deixou dezenas de mortos
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou solidariedade à Colômbia após o forte terremoto que atingiu o país nesta segunda-feira (10). Segundo as informações fornecidas, o tremor deixou ao menos 80 mortos. Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que recebeu com preocupação a notícia e destacou que o Brasil está à disposição para prestar apoio às áreas afetadas.

 

“Recebi com preocupação a notícia do forte terremoto que atingiu hoje a Colômbia, com epicentro no departamento de Chocó. Em nome do povo brasileiro, manifesto minha solidariedade ao povo colombiano, especialmente às famílias das vítimas e a todos os afetados pelos tremores. O Brasil permanece à disposição da Colômbia para prestar o apoio necessário”, escreveu.

 

Segundo o Serviço Sismológico colombiano, o terremoto teve magnitude 7,4 e ocorreu a 96 quilômetros de profundidade. O diretor da Unidade Nacional de Gestão de Riscos (UNGRD), Javier Pava, informou que o abalo foi sentido em nove regiões colombianas. O texto também aponta 18 mortes em Pereira e outras duas em Zarzal, no departamento de Valle del Cauca. 

Hugo Motta declara apoio à candidatura de Lula a presidente e tenta eleger o pai como senador pela Paraíba
Foto: Reprodução Redes Sociais

Apesar de seu partido, o Republicanos, ter declarado neutralidade nas eleições deste ano, o presidente da Câmara, Hugo Motta (PB), afirmou que apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em sua tentativa de obter um quarto mandato. Motta conversou com a imprensa antes da cerimônia de posse da advogada Giovanna Mayer como desembargadora no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), nesta segunda-feira (10).

 

“Eu estava aguardando a posição do partido para que pudesse trazer de público a nossa posição, revelada aqui em primeira mão de apoio ao presidente Lula em seu projeto de reeleição”, afirmou o parlamentar.

 

Motta ressaltou que o Republicanos, quando decidiu a posição de neutralidade, liberou os diretórios estaduais do partido a apoiarem os candidatos a presidente que entendessem ser o melhor para o país. 

 

“Acredito que o presidente Lula é quem converge com aquilo que pensamos ser o melhor para o país, por isso estamos revelando em primeira mão esse apoio ao seu projeto de reeleição”, explicou o presidente da Câmara. 

 

O Republicanos optou pela neutralidade na corrida presidencial após ter sido pressionado pelo senador Flávio Bolsonaro a formar uma coligação para a disputa de 2026. Flávio queria que a sua candidata a vice-presidente fosse a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, filiada ao Republicanos, mas o partido, após uma consulta aos seus diretórios, preferiu ficar neutro e liberar apoios.

 

Assim como Hugo Motta apoia o presidente Lula na Paraíba, da mesma forma que o ex-ministro Silvio Costa Filho em Pernambuco, em São Paulo, um dos principais expoentes do Republicanos, o governador Tarcísio de Freitas, declara apoio em Flávio Bolsonaro, do PL.

 

Apesar de Motta ter declarado seu apoio ao presidente Lula, o PT, na Paraíba, não colocou o pai do presidente da Câmara entre os candidatos apoiados pelo partido no estado.  O pai de Motta, o ex-prefeito Nabor Wanderley, da cidade de Patos, concorre a uma vaga ao Senado, e até o momento, não conta com apoio declarado de Lula e do PT.
 

BTG/Nexus: Lula abre margem de 5 pontos no 1° turno contra Flávio e empata em cenário de 2° turno
Foto: Reprodução / Agência Brasil / Agência Senado

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu uma maior margem de distância frente ao senador Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de votos do primeiro turno na nova rodada de pesquisa da BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (10). No principal cenário estimulado, considerando o primeiro turno, Lula registra 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 35%.

 

Em relação à rodada anterior, Lula oscilou de 41% para 40%, enquanto Flávio Bolsonaro recuou de 37% para 35%, mantendo a diferença entre os dois em cinco pontos percentuais. Os demais candidatos seguem em patamares de um dígito, com Ronaldo Caiado aparecendo com 5%, Renan Santos com 4% e Romeu Zema com 3%.

 

Foram ouvidos 2.001 eleitores nas 27 unidades da Federação, por telefone, entre os dias 7 e 9 de agosto de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. A pesquisa BTG/Nexus está registrada no TSE sob o número BR-08428/2026.

 

No segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o cenário é de empate técnico entre os candidatos. No cenário estimulado, Lula aparece com 47% das intenções de voto, contra 44% de Flávio Bolsonaro. Em comparação com a rodada anterior, Lula oscilou de 46% para 47%, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou de 45% para 44%.

 

O levantamento também mostra que a consolidação das preferências eleitorais permanece elevada. Entre os entrevistados que escolheram algum candidato no primeiro turno, 74% afirmam que sua decisão de voto já está tomada e não deve mudar até a eleição. Outros 25% dizem que ainda podem alterar sua escolha, enquanto 2% não souberam responder. 

 

Entre os eleitores de Lula no primeiro turno, 83% afirmam que seu voto já está definido, enquanto 80% dos eleitores de Flávio Bolsonaro dizem o mesmo. Considerando os grupos ideologicamente mais identificados, 89% dos lulistas convictos e 84% dos bolsonaristas convictos afirmam que sua decisão de voto não deve mudar até a eleição, reforçando o elevado grau de fidelidade eleitoral entre os dois principais campos da disputa.

Jerônimo diz que ACM Neto se aproveita do nome de Lula e critica conduta de humilhação em debate
Foto: Reprodução / YouTube

O candidato Jerônimo Rodrigues (PT) criticou a conduta do adversário ACM Neto (União) após o político se recusar a responder à pergunta do também candidato Ronaldo Mansur (Psol) para criticar o evento da ponte com o presidente Lula (PT) e cobrar a resolução do problema da cratera na BR-324. Segundo o petista, Neto seria um oponente do atual presidente e só estaria se aproveitando do nome dele. Jerônimo também criticou a 'postura de humilhação' do candidato, que, segundo ele, teria ignorado a pergunta do concorrente. Mansur teria perguntado sobre a ssociação da chapa da oposição com a família Bolsonaro.

 

Jerônimo ainda justificou que Neto teria assumido tal comportamento em razão de suas origens negras e indígenas, comparando a interação entre os dois à de um patrão e a de um empregado. O petista ainda mencionou as notícias que relatam a utilização de inteligência artificial na produção do plano de governo do candidato do União Brasil e ressaltou divergências passadas de ACM com o prefeito Zé Ronaldo, de Feira de Santana.

 

Em resposta, Neto afirmou que não era preciso nascer em Aiquara para saber das dificuldades que o interior baiano sofre. O candidato também retomou tópicos como saúde, segurança pública e infraestrutura.

 

Confira o trecho na íntegra:
 

VÍDEO:Jerônimo diz que ACM Neto se aproveita do nome de Lula e critica conduta de humilhação em debate
Foto: Reprodução / YouTube

O candidato Jerônimo Rodrigues (PT) criticou a conduta do adversário ACM Neto (União) após o político se recusar a responder à pergunta do também candidato Ronaldo Mansur (Psol) para criticar o evento da ponte com o presidente Lula (PT) e cobrar a resolução do problema da cratera na BR-324. Segundo o petista, Neto seria um oponente do atual presidente e só estaria se aproveitando do nome dele. Jerônimo também criticou a 'postura de humilhação' do candidato, que, segundo ele, teria ignorado a pergunta do concorrente. Mansur teria perguntado sobre a ssociação da chapa da oposição com a família Bolsonaro.

 

Jerônimo ainda justificou que Neto teria assumido tal comportamento em razão de suas origens negras e indígenas, comparando a interação entre os dois à de um patrão e a de um empregado. O petista ainda mencionou as notícias que relatam a utilização de inteligência artificial na produção do plano de governo do candidato do União Brasil e ressaltou divergências passadas de ACM com o prefeito Zé Ronaldo, de Feira de Santana.

 

Em resposta, Neto afirmou que não era preciso nascer em Aiquara para saber das dificuldades que o interior baiano sofre. O candidato também retomou tópicos como saúde, segurança pública e infraestrutura.

 

Confira o vídeo na íntegra:
 

Lula declara patrimônio no TSE com queda de R$ 2,6 milhões em relação a 2022; veja dados 
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

 

O Presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), formalizou a submissão dos dados de sua candidatura ao sistema da Justiça Eleitoral. No painel, o petista, que está em seu 3° mandato no Palácio do Planalto, registrou R$4,7 milhões em bens, cerca de R$2,6 milhões a menos que o valor registrado em sua última eleição, em 2022.

 

 O perfil dos candidatos no Tribunal Superior Eleitoral concentra as principais informações dos candidatos aos cargos eletivos, como dados de perfil, limite de gastos e filiações, além da declaração de bens dos candidatos. 

 

Em sua ficha de candidatura, Lula registrou R$4,7 milhões em patrimônios. O valor representa uma queda em comparação ao registrado na eleição anterior, em 2022, quando o seu patrimônio foi declarado em R$7,4 milhões. 

 

Na descrição do patrimônio, constam os seguintes itens: a construção de uma casa, orçada em R$ 246 mil, em São Bernardo do Campo; parte de um um terreno de R$ 265 mil também em São Bernardo do Campo; além de outras aplicações e investimentos. 

 

Entre eles, há dois planos de previdência privada no Bradesco, que representaram queda de 2022 a 2026. Há quatro anos, Lula registrava a um único VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) no valor de R$5,5 milhões.

 

Já nos dados de perfil, as informações foram as mesmas descritas em 2022: o candidato se autodeclarou um homem branco, casado, com ensino médio completo. 

 

A ficha do TSE ainda adiciona informações sobre o limite legal de gastos na campanha. Neste caso, o valor despendido na campanha do candidato à reeleição está limitado ao teto de R$88,9 milhões no primeiro turno e R$44,4 milhões no segundo. Na declaração de 2026 são dois planos, mas em valor menor: somados, dão R$3,3 milhões.

Lula chama Trump de 'meu amigo' e diz que enviará dados sobre queda no desmatamento para contestar 'tarifaço'
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, neste sábado (8), que vai entrar em contato com o presidente americano, Donald Trump, para enviar dados oficiais sobre o desmatamento da Amazônia. Ao chamar o americano de “meu amigo”, ele diz que vai contestar as razões da aplicação da tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. 

 

A prática de crimes ambientais foi uma das justificativas apresentadas por Washington para aplicar a sanção comercial. Para Lula, contudo, Trump tomou a decisão com base em relatórios incorretos.

 

“Um dos motivos era que a gente não cuidava do desmatamento. Eu quero preparar os números e mandar para o meu amigo Trump, para ele saber que quem informou ele não informou sobre a verdade”, declarou o presidente.

 

A fala ocorreu durante evento comemorativo dos 30 anos do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Durante o discurso, Lula dirigiu-se à ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, também presente ao encontro, para destacar os índices recentes de preservação.

 

“Marina, você pode ficar orgulhosa, porque nós anunciamos o menor desmatamento da história desde 2016. Foi uma coisa fantástica. E eu fiz questão de tirar uma fotografia dos números”, afirmou.

 

Os dados citados pelo presidente pertencem ao Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Entre agosto de 2025 e julho de 2026, os alertas de desmatamento na Amazônia somaram 2.874,38 km², representando uma uma redução de 36% em relação ao período anterior e o menor patamar da série histórica iniciada em 2016.

 

Apesar dos indicadores, o governo dos Estados Unidos aplicou em julho uma sobretaxa de 25% sobre parcela das exportações brasileiras após o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), alegar falhas históricas do Brasil na fiscalização ambiental, além de divergências em comércio digital, propriedade intelectual e acesso ao mercado de etanol.

 

Desde então, o governo brasileiro rejeitou as alegações e classificou as tarifas como injustificadas.

Caiado promete pautar anistia ao 8/1 para 'pacificar' o país
Foto: Reprodução

O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) defendeu a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e afirmou que pautará a medida logo no primeiro dia de mandato, caso eleito. Para ele, a anistia serviria para "pacificar" o país e removeria o assunto da agenda política nacional.

 

A declaração foi dada em sabatina da GloboNews. Questionado se considera que os atos configuraram uma tentativa de golpe de Estado, Caiado evitou responder e comparou o caso à anulação das condenações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Segundo o candidato, a anistia não viria isolada, mas dentro de um pacote de medidas a ser enviado no início do governo. "Essa medida não estará sozinha, estará junto a dezenas de medidas que tomarei, como várias reformas que trarei no meu primeiro dia. Essa medida tem o sentido de pacificar o país, nós não podemos mais conviver com o que estamos vivendo, é impossível hoje. É uma briga inútil, que só traz desgastes. Eu tenho a consciência de que, no momento em que eu promover a anistia, esse assunto sai da pauta e vamos viver um outro momento, de pautas que sejam relevantes para as pessoas", disse.

 

Caiado afirmou que pretende encaminhar várias reformas como primeiros atos de governo, entre elas a administrativa e uma revisão da reforma da Previdência aprovada no atual mandato. "Eu tenho anistia, lei antiterrorismo, reforma administrativa, reforma política, revisão de pontos da reforma tributária. Eu vou trabalhar do dia 25 de outubro até o dia 1º de janeiro com toda a equipe que estou montando para ter tudo isso para encaminhar no primeiro dia. Não é aquilo de matéria fatiada, não, eu vou mandar tudo", detalhou.

Apesar de atrito com Lula, Milei libera entrada de militares brasileiros
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Dois dias após o Brasil decidir pelo rebaixamento do nível da relação diplomática com a Argentina, o presidente Javier Milei assinou um decreto autorizando a entrada de militares, fragatas e submarinos brasileiros em águas territoriais do país vizinho para um exercício conjunto entre 13 e 24 de agosto.

 

O decreto, publicado no Boletim Oficial de quinta-feira (6), autoriza a entrada de uma fragata Tamandaré com 135 militares, uma fragata Niterói com 200 efetivos, um navio de socorro submarino Guillobel com 80 tripulantes e um submarino Riachuelo com 35 brasileiros a partir do dia 10 de agosto.

 

Também está prevista a participação de militares do Estado Maior, aviadores navais e especialistas da Marinha brasileira.

 

A autorização foi concedida após a realização do exercício bilateral denominado “Fraterno”, na Base Naval Puerto Belgrano, na cidade de Mar del Plata. Esse exercício é promovido entre o Brasil e a Argentina desde 1978.

 

De acordo com o texto assinado por Milei, “a não participação no mencionado exercício afetaria significativamente o adestramento naval em operações combinadas” com a Marinha brasileira, em relação a atividades de “elevada complexidade operacional tática”.

 

Na última terça-feira (4), o governo brasileiro decidiu rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina para o nível de encarregados de negócios.

 

Com a medida, o embaixador Julio Bitelli não retornará para Buenos Aires e o embaixador de Milei em Brasília, Daniel Raimondi, voltará para o seu país.

 

A decisão foi tomada em resposta à continuidade dos insultos de Milei em entrevistas, mesmo após a convocação de Bitelli para consultas e Raimondi ter sido chamado no Itamaraty.

 

O governo brasileiro cobrou esclarecimentos sobre as ofensas do chefe da Casa Rosada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro Alexandre de Moraes na Convenção Nacional do Partido Liberal no final de julho.

Campanha de Flávio Bolsonaro quer saber se Lula obteve informação sigilosa da PF sobre dinheiro recebido por assessor
Foto: Reprodução Redes Sociais

Quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete da Presidência da República, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, além de busca e apreensão e obtenção de informações sobre suposto vazamento de informações sigilosas da Polícia Federal para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essas foram algumas das providências requeridas pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, em petição enviada nesta quinta-feira (6) ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

 

O que motivou o pedido foi a revelação de que o ex-chefe do Gabinete Pessoal do presidente Lula recebeu pagamentos da empresária Roberta Luchsinger, a amiga do filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Marcola, um dos assessores mais próximos de Lula, ficou no cargo de chefe de gabinete pessoal durante todo o atual governo e deixou o posto no dia 21 de julho deste ano. 

 

Oficialmente, foi informado que o motivo da saída de Marcola foi o de reforçar a campanha à reeleição de Lula. Entretanto, circulou a informação em Brasília de que o real motivo da saída do assessor foi a descoberta desses pagamentos pelo Palácio do Planalto. Nesta semana, Marcola pediu para deixar também a campanha presidencial.

 

A petição apresentada pelo senador Rogério Marinho, obtida pela CNN, foi assinada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro. A petição lista cinco requerimentos ao ministro André Mendonça, relator, no STF, do caso que envolve as fraudes e descontos não autorizados sobre benefícios de aposentados do INSS. 

 

O primeiro pedido feito pela campanha de Flávio Bolsonaro é a apuração dos fatos noticiados envolvendo Marcola, com prioridade para o suposto vazamento de informações sigilosas de uma investigação sob relatoria de Mendonça. O segundo é a requisição, à Presidência da República, da lista integral de entradas e saídas do Palácio do Planalto, do Palácio da Alvorada e do Gabinete Pessoal do presidente nos últimos 30 dias, com identificação de visitantes, datas, horários e servidores responsáveis pelo atendimento.

 

O documento também pede que a Polícia Federal informe datas e horários de todos os despachos pessoais entre Lula e o diretor-geral da PF de janeiro a julho de 2026. Há ainda requisição da quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-assessor Marco Aurélio, incluindo contas, aplicações e declarações de ajuste anual de 1º de janeiro de 2023 até a data atual, além do pedido de expedição de um mandado de busca e apreensão contra ele, incluindo celulares pessoais e funcionais, computadores, mídias de armazenamento, documentos bancários e outros registros relacionados ao caso.

 

Na petição, a advogada Maria Claudia Bucchianeri afirma que o objetivo é apurar a origem do suposto vazamento, a cadeia de custódia do material divulgado, os agentes que tiveram acesso às informações sigilosas e eventual uso indevido dos dados para proteção política do presidente durante a pré-campanha eleitoral.
 

Lula terá mais tempo que Flávio na TV: veja a distribuição entre os candidatos
Fotos: Reprodução

A divisão baseia-se em uma tabela de representatividade partidária divulgada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). As propagandas vão ao ar entre 28 de agosto e 1º de outubro.

 

De acordo com o tribunal, o partido do presidente Lula terá mais tempo de televisão por compor a federação Brasil da Esperança, que integra PT, PCdoB e PV. Além deles, a candidatura de Lula terá o apoio de PSB, PDT e da federação Psol-Rede, o que dá a vantagem ao petista. Serão aproximadamente 5min32s de tempo de televisão para Lula nas propagandas eleitorais.

 

 

 

 

 

Ainda que o PL seja o segundo partido com mais deputados federais eleitos (98), o partido não conseguiu costurar alianças que deem ao candidato um aumento no tempo de televisão. Na última semana, a cúpula da federação formada por PP e União Brasil decidiu não estar em nenhum palanque nacional. O Republicanos e o Podemos também adotarão posição de neutralidade.

 

 

 

 

 

O cenário é diferente de 2022. Naquela ocasião, Jair Bolsonaro (PL) recebeu o apoio formal de PP e Republicanos antes das convenções. Sem esse apoio, Flávio deverá ter em torno de 4min20s nas propagandas eleitorais.

 

 

 

 

 

O candidato do PSD, Ronaldo Caiado, será o terceiro na lista de candidatos com tempo de televisão. O ex-governador de Goiás também não tem apoio de outros partidos. A sua sigla, no entanto, tem 42 deputados na Câmara e fica atrás somente da federação União-Progressista (que não tem candidato), do PT e do PL.

 

 

 

 

 

Com isso, Caiado deverá ter cerca de 2 minutos e 2 segundos na televisão.

 

 

 

 

 

O último candidato com tempo de propaganda gratuita é Augusto Cury, do Avante. O partido tem 7 deputados eleitos e deve ter 36 segundos nas propagandas.

 

 

 

 

 

Outros dois candidatos não atingiram o mínimo esperado pela cláusula de desempenho e, por isso, não terão tempo de televisão. O partido Novo tem apenas 5 deputados e 1 senador eleitos. Sem novas alianças, Romeu Zema não terá acesso à propaganda eleitoral gratuita.

 

 

 

 

 

Renan Santos também é outro que aparece bem posicionado nas pesquisas eleitorais e que não terá tempo de televisão. Seu partido, o Missão, tem apenas um deputado eleito e não poderá entrar na divisão do tempo.

 

 

 

 

 

COMO FUNCIONA A DIVISÃO

 

 

A chamada cláusula de desempenho é uma regra que estabelece que os partidos precisam atingir um percentual mínimo de votos válidos para a Câmara dos Deputados ou um número mínimo de deputados eleitos para ter acesso a recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda na televisão e no rádio. Na prática, essa norma força os partidos a terem um desempenho nacional e não apenas regional.

 

 

 

 

 

O cálculo de tempo de propaganda eleitoral gratuita considera os 510 deputados federais eleitos. Do tempo total, 90% é distribuído proporcionalmente ao número de deputados federais eleitos em 2022. Os 10% restantes são divididos igualmente entre os partidos que superaram a cláusula de desempenho.

 

 

 

 

 

Na última eleição geral, em 2022, 15 partidos não atingiram a cláusula. Naquele ano, para superar a “barreira”, as agremiações precisavam eleger ao menos 11 deputados federais, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da federação, nove estados ou oito estados e no Distrito Federal; ou conseguir ao menos 2% dos votos válidos, com um mínimo de 1% em nove estados.

 

 

 

 

 

Para este ano, será preciso eleger 13 deputados federais em pelo menos um terço das unidades da federação, nove estados ou oito estados e no Distrito Federal; ou obter pelo menos 2,5% dos votos válidos, com um mínimo de 1,5% em nove estados.

 

 

 

 

 

As eleições seguintes terão um critério ainda mais ampliado. Em 2030, as siglas precisarão ter 3% dos votos válidos nacionais para a Câmara dos Deputados, com 2% dos votos válidos em pelo menos um terço das unidades da Federação. Eles também poderão ter acesso ao fundo e ao tempo de televisão se elegerem 15 deputados seguindo o mesmo critério.

 

 

 

 

 

Em 2026, dois blocos de 12 minutos e 30 segundos serão exibidos às terças, quintas e sábados no rádio e televisão. Ainda serão divulgadas inserções de 30 e 60 segundos, distribuídas ao longo da programação. Para isso, as emissoras devem reservar 70 minutos diários.

 

 

 

 

 

FLÁVIO COM MAIS TEMPO QUE JAIR

 

 

Mesmo atrás de Lula, esse será o maior tempo de propaganda eleitoral gratuita que a família Bolsonaro terá desde que começou a disputar as eleições. Em 2018, o ex-presidente Jair Bolsonaro teve apenas 8 segundos de tempo de televisão. Na ocasião, Geraldo Alckmin era o candidato do PSDB e liderou o tempo com 5min32s. Fernando Haddad era o candidato do PT e apareceu com 2min23s.

 

 

 

 

 

Lula havia sido registrado como candidato do PT, mas o TSE rejeitou a candidatura com base na Lei da Ficha Limpa e aceitou o registro de Haddad somente em setembro, depois do início da campanha.

 

 

 

 

 

Já em 2022, Bolsonaro ampliou o tempo de televisão, mas mesmo como presidente, ficou atrás de Lula. O petista tinha 3min23s enquanto o então mandatário teve 2min45s.

Lula lidera entre mulheres, nordestinos, negros e que recebem menos; Flávio ganha entre homens, brancos e com maior renda
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva supera com larga margem seu principal adversário nas eleições deste ano entre os eleitores do Nordeste, as pessoas que se autodeclaram pretas, os que recebem Bolsa Família, completaram até o ensino fundamental, ganham até dois salários mínimos e estão localizados na faixa etária acima de 60 anos.

 

Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), até o momento o principal opositor de Lula, consegue abrir maior margem sobre o líder petista entre os eleitores da região Sul, os que se dizem evangélicos, que se autodeclaram brancos, que possuem curso superior e ganham acima de cinco salários mínimos.

 

As conclusões podem ser retiradas da segmentação das intenções de voto verificadas na mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (5). De acordo com a pesquisa, na simulação de segundo turno, o presidente Lula ganharia de Flávio Bolsonaro por 44% a 39%. 

 

Na divisão do voto por segmentos regionais, de raça, gênero, religião, faixa etária, nível salarial e educacional, Lula demonstra ter maior vantagem sobre Flávio em pelo menos 11 categorias dentre essa estratificação de eleitores. Já Flávio Bolsonaro lidera com expressiva vantagem em cinco categorias. 

 

Confira abaixo os segmentos em que o presidente Lula apresenta ter maior força sobre Flávio:

 

Nordeste - Lula 64% x 25% Flávio
Pessoas pretas - Lula 61% x 22% Flávio
Bolsa Família - Lula 62% x 26% Flávio
Ensino fundamental - Lula 55% x 30% Flávio
Até dois salários mínimos - Lula 54% x 30% Flávio
Sem religião - Lula 47% x 32% Flávio
60 anos ou mais - Lula 48% x 34% Flávio
Outras raças - Lula 49% x 35% Flávio
Mulheres - Lula 47% x 35% Flávio
Católicos - 49% x 37% Flávio
Pessoas pardas - Lula 48% x 37% Flávio

 

Na sequência, veja os segmentos em que Flávio Bolsonaro abre maior vantagem sobre Lula:

 

Região Sul - Flávio 56% x 29% Lula
Evangélicos - Flávio 48% x 33% Lula
Curso superior - Flávio 45% x 34% Lula
Pessoas brancas - Flávio 46% x 36% Lula
Mais de cinco salários mínimos - Flávio 44% x 36% Lula

 

Em outros segmentos do eleitorado, a vantagem tanto de Lula quanto de Flávio Bolsonaro não são tão expressivas, ou mesmo há empate entre os dois. Veja abaixo quais são esses segmentos:

 

Pessoas entre 16 a 34 anos - Lula 44% x 38% Flávio
Pessoas de 35 a 59 anos - Lula 42% x 42% Flávio
Ensino médio - Lula 42% x 42% Flávio
De dois a cinco salários mínimos - Flávio 43% x 41% Lula
Região Sudeste - Flávio 40% x 38% Lula
Sem Bolsa Família - Flávio 42% x 39% Lula
Homens - Flávio 44% x 40% Lula
Regiões Centro-Oeste/Norte - Flávio 44% x 40% Lula

 

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. As entrevistas foram realizadas presencialmente. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026.
 

Piso do Frete: Nova lei garante valor mínimo para transporte de cargas no Brasil
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quarta-feira (5) a lei que garante o pagamento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas. A medida também amplia a fiscalização sobre as operações e cria mecanismos para impedir contratações irregulares.

 

A partir da nova regra, o caminhão só poderá iniciar a viagem após a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). O código será liberado somente quando o contrato estiver de acordo com o valor mínimo do frete. Caso o pagamento previsto fique abaixo do piso, a operação será bloqueada ainda na fase de contratação.

 

Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a fiscalização ocorrerá de forma automática e em larga escala. O CIOT também estará vinculado ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais, permitindo ampliar o controle sobre cargas transportadas sem documentação regular e ajudar no combate ao comércio ilegal de mercadorias.

 

A legislação torna permanente a medida provisória editada em março e estabelece as novas regras como parte definitiva da regulamentação do transporte rodoviário de cargas.

Chanceler da Argentina diz que não reagirá ao rebaixamento das relações com o Brasil
Foto: Ricardo Stuckert / PR

A Argentina não tomará nenhuma medida em resposta à redução das relações diplomáticas com o Brasil. Isso é o que diz a declaração dada pelo chanceler, Pablo Quirno, nesta quarta-feira (5), durante uma coletiva de imprensa. A fala do ministro argentino ocorre um dia depois que ele criticou a decisão do governo brasileiro de reduzir o nível da representação diplomática entre os dois países.

 

Ainda nesta terça-feira (4), o Itamaraty informou que manterá o embaixador brasileiro em Buenos Aires em solo brasileiro enquanto o presidente argentino, Javier Milei, mantiver ataques ao Brasil.

 

Em nota, o governo argentino informou que o Itamaraty pediu o retorno do embaixador argentino em Brasília, Daniel Raimondi, à Argentina e afirmou que o Brasil age por "questões puramente ideológicas". 

 

A chancelaria também afirmou que recebeu a decisão "adotada unilateralmente" pelo governo brasileiro e disse que o país está "se isolando do restante da região por questões puramente ideológicas".

 

Por outro lado, diplomatas brasileiros disseram que, com o rebaixamento das relações, Raimondi não deve permanecer no Brasil, mas destacaram que a decisão não configura uma expulsão formal do diplomata.

 

A crise entre Brasil e Argentina começou após a presença de Javier Milei na convenção nacional do PL, em São Paulo, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, em 25 de julho. Durante o evento, o presidente argentino chamou Lula de "presidiário".

 

No dia seguinte, em entrevista a uma rádio argentina, Milei acusou o Brasil de liderar uma "campanha anti-Argentina" durante a Copa do Mundo.

 

O presidente argentino também afirmou que Lula enviou marqueteiros ao país para interferir nas eleições presidenciais de 2023 e apoiar o então candidato Sergio Massa, derrotado por Milei. No domingo (2), em entrevista à emissora argentina LN+, Milei voltou a subir o tom. O presidente argentino afirmou que Lula é "ladrão", "corrupto" e "não é inocente".

 

Após os primeiros ataques, o Itamaraty convocou o embaixador argentino em Brasília para manifestar o descontentamento do governo brasileiro. Ao mesmo tempo, chamou para consultas o embaixador brasileiro em Buenos Aires.

 

Em nota, o governo classificou o episódio como "sem precedentes". O chanceler Mauro Vieira disse considerar o caso grave, mas descartou, naquele momento, medidas mais duras, como a retirada definitiva de representantes diplomáticos.

Lula sanciona lei que endurece regras do frete e reforça o piso mínimo cobrado no transporte de cargas
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quarta-feira (5) a lei que altera as regras do transporte rodoviário de cargas e reforça a política de piso mínimo do frete. A norma endurece a fiscalização sobre o cumprimento da tabela da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), mantém o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e concede anistias relacionadas a infrações administrativas e aos bloqueios rodoviários de 2022.

 

A lei tem origem em uma medida provisória editada pelo governo e preserva alterações feitas pelo Senado durante a tramitação. Entre elas está a retirada da proposta que previa um piso salarial nacional de R$ 5 mil mensais para motoristas profissionais de longa distância, que acabou de fora do texto final.

 

Na prática, a nova legislação fortalece a política de piso mínimo do frete, criada após a greve dos caminhoneiros de 2018. A tabela da ANTT segue como referência para a contratação dos fretes e continuará considerando custos operacionais como combustível, manutenção, pneus, seguros, tributos, salários e o tempo de carga e descarga.

 

A atualização dos valores permanece semestral, mas passa a ocorrer também sempre que o preço do diesel variar 5% ou mais. Nesses casos, a ANTT terá até três dias úteis para publicar uma nova tabela. A lei ainda autoriza a agência a firmar parceria com a Infra S.A. para realizar os cálculos dos pisos mínimos.

Lula diz que decisão de Trump de retirar visto de embaixadora brasileira nos EUA foi "impensada e irresponsável"
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uma atitude “irresponsável e impensada”. Foi dessa forma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a decisão tomada nesta terça-feira (4) pelo governo dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. 

 

A afirmação de Lula foi feita na entrevista que concedeu nesta quarta (5) aos podcasts Meteoro Brasil e Os 3 Elementos.

 

“Ele [Donald Trump] tirou o visto da nossa embaixadora. Eu achei uma atitude irresponsável, impensada para os dois países, que têm uma relação diplomática há 200 anos”, disse Lula na entrevista ao canal do YouTube.

 

A decisão tomada pelo governo Trump teria sido justificada, segundo o Departamento de Estado, por uma suposta demora do Brasil em autorizar o nome do congressista Daniel Perez, indicado pela Casa Branca para chefiar a embaixada dos EUA em Brasília, Daniel Perez. No rito diplomático, essa autorização passa pela concessão de um agrément.

 

Lula rebateu esse argumento de reciprocidade dos americanos, ao dizer que eles não se importaram com a embaixada em Brasília desde que o presidente americano, Donald Trump, assumiu o poder.

 

“Os Estados Unidos não deram importância para a embaixada no Brasil, porque faz um ano e meio que ele está no poder e não mandou para cá. Agora, tentam mandar e acham que a gente tem a obrigação de fazer na data que eles querem? Não é correto e não é possível, nós queremos ser tratados com respeito”, disse Lula.

 

Ainda durante a entrevista, o presidente Lula afirmou que o Brasil está “preparado” para enfrentar tentativas de interferência estrangeira na eleição presidencial. 

 

“O Brasil não só está preparado como vai enfrentar qualquer pessoa, de fora, que queira interferir no nosso processo eleitoral”, afirmou Lula.
 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Começou a festa da democracia! Mas parece que tem gente que tá economizando até no cento de salgados. Mas entre quem chora pitanga e quem ostenta nas redes, podemos esperar de tudo até outubro. Só confesso que não esperava Cunha procurando sarna pra se coçar. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Angelo Coronel

Angelo Coronel
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

"Não tenho presidente de estimação". 

 

Disse o senador Angelo Coronel ao negar ser um senador bolsonarista, durante participação no Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias. Segundo ele, seu compromisso não é com nenhuma liderança específica.

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal Angelo Coronel (Republicanos) nesta segunda

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Senado e ao Governo do Estado.

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