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maria carol rebello
A atriz Maria Carol Rebello, irmã do ator João Rebello, assassinado em 2024, na Bahia, desabafou nas redes sociais após a absolvição de Felipe Souza Bruno, acusado de participar do assassinato do artista.
O Ministério Público da Bahia e a defesa pediram a absolvição de Felipe Souza Bruno por falta de provas de sua participação no crime. Os assistentes de acusação defenderam a condenação.
No Instagram, Carol compartilhou um texto afirmando que a família estava bem, apesar da situação, e disse que a esperança deles era de que todo o crime fosse esclarecido.
"Estamos cansadas emocionalmente e a saudade é infinita. Nada vai trazer meu irmão de volta, tudo que a gente sempre quis foi entender o que aconteceu e o que levou esse engano horroroso. A índole do meu irmão nunca foi questionada, desde o início sempre foi claro que ele foi assassinado por engano, mas fica o questionamento do que aconteceu, quem mandou fazer e quem fez essa atrocidade. Era essa a resposta que a gente queria... não existem provas concretas, e a justiça decidiu assim!."
Felipe foi o único a sentar no banco dos réus. Inicialmente, as investigações apontavam o envolvimento de três homens no assassinato. No entanto, um dos suspeitos, Anderson Nascimento Sena (Danda), morreu em confronto com a Polícia Militar e o segundo, Wallace Santos Oliveira (WL) e apontado como o possível mandante do crime, foi impronunciado pela Justiça, livrando-se do Tribunal do Júri por falta de indícios suficientes de autoria.
Felipe estava preso desde janeiro do ano passado e aguardava os procedimentos para deixar o Conjunto Penal de Eunápolis. A família de João Rebello pode recorrer ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), com possibilidade de solicitar um novo julgamento.
SOBRE O CRIME
João Rebello foi morto a tiros no dia 24 de outubro de 2024, dentro de um veículo na Praça da Independência, em Trancoso. Segundo a investigação, ele teria sido confundido com outra pessoa que recebia ameaças por sua proximidade com policiais.
A atriz Maria Carol Rebello compartilhou através de suas redes sociais, na última sexta-feira (24), um vídeo desabafando sobre o luto e os motivos de ter decidido fazer um filme sobre o irmão, o ex-ator mirim João Rebello, assassinado por engano em Trancoso, em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento.
“Hoje faz um ano que eu olho profundamente nos olhos da minha mãe e a gente se pergunta: ‘por quê?’”, começou a atriz na publicação. No vídeo, a atriz conta que apesar de ter sido educada em uma religião que entende os desenlaces como evolução, ainda é difícil entender o que ocorreu com seu irmão.
“Um ano se passou e eu não acredito, eu acho que nunca vou acreditar. Todos os dias eu acordo dos meus sonhos para viver o pesadelo de não ter as pessoas que eu mais amei na vida do meu lado”, desabafou.
Maria conta ainda que decidiu fazer um filme para o irmão para “abraçar o coração” da sua mãe. “Enquanto eu puder falar de você, enquanto eu reverberar a sua arte pelo mundo, você não morre nunca”, completou.
ENTENDA O CASO
João Rebello foi executado a tiros no dia 24 de outubro do ano passado, enquanto estacionava o carro no centro de Trancoso. As investigações apontaram que o ex-ator foi morto por engano. O verdadeiro alvo, ameaçado por traficantes da região, era outro homem com veículo semelhante.
O documentário “Fôlego- Até Depois do Fim” presta homenagem a João, ao diretor Jorge Fernando e a avó Hilda Rebello, matriarca da família. O filme foi escrito e estrelado por Maria Carol, dirigido por Candé Salles e produzido pela mãe de João, Maria Rebello.
A atriz Maria Carol Rebello, irmã do ator João Rebello, que foi assassinado por engano em Trancoso, na Bahia, em 2024, irá retomar a carreira na TV com um projeto especial, a trama 'Êta Mundo Melhor', continuação de 'Êta Mundo Bom'.
Todo recomeço, no entanto, fez com que ela lembrasse do gêmeo e em uma entrevista, a atriz falou sobre o processo de luto e o desejo que o irmão estivesse aqui para acompanhar a nova etapa da carreira.
"O luto é um processo muito pessoal e leva tempo. Ainda é algo recente para mim. Meu irmão não era apenas um irmão; ele era meu melhor amigo e a pessoa por quem eu tinha — e tenho — a maior admiração. Passar por esse processo tem sido muito difícil, um tempo marcado por muita saudade. Há dias particularmente desafiadores, mas não tenho problemas em falar sobre o assunto. Pelo contrário, quero falar quantas vezes for necessário sobre o equívoco terrível que levou a vida dele", disse.

A atriz, que também perdeu o tio, Jorge Fernando, cinco anos antes do falecimento do irmão, explicou que segue em um processo de cura, mesmo sabendo que não vai conseguir dar adeus a dor de forma definitiva.
"A revolta é grande e a saudade, imensa. Além disso, algumas coincidências me fazem refletir, como o fato de ter recebido essa oportunidade profissional no mesmo dia da tragédia. Tento encarar tudo isso, assim como os momentos bons que ainda posso viver – uma risada com amigos, um lugar agradável, a companhia de alguém especial – como presentes. A vida é um mistério, e devemos vivê-la e aproveitá-la da melhor forma possível".
No início deste ano, o último envolvido na morte do ex-ator mirim foi preso no Espírito Santo. O homem, de 22 anos, estava foragido e foi capturado no bairro Jabaeté, em Vila Velha (ES), após uma denúncia anônima.
Relembre o caso
João Rebello estava vivendo em Trancoso, onde trabalhava como DJ. O ex-ator foi assassinado dentro do próprio carro mo dia 24 de outubro. João foi surpreendido por homens armados em uma moto e baleado.

A Polícia Civil constatou que o DJ não tinha nenhum envolvimento com a criminalidade e foi morto em uma confusão com o alvo dos criminosos, que tiveram como descrição um homem que tem o mesmo carro e características físicas parecidas.
As investigações apontaram que o alvo dos disparos era uma pessoa que recentemente havia recebido ameaças de traficantes locais.
O corpo de João Rebello foi velado e enterrado em 27 de outubro, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Erika Hilton
"Fica cada dia mais evidente que Flávio Bolsonaro não concorreu à presidência para liderar esse país. Flávio Bolsonaro zerou o Código Penal, estava na máfia do Vorcaro, protegia milicianos e defendia um assassino de criança".
Disse a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) ao anunciar em suas redes sociais, nesta terça-feira (27), que deve ingressar na Procuradoria-Geral da República (PGR) e no Supremo Tribunal Federal (STF) com pedidos de bloqueio de bens do senador Flávio Bolsonaro (PL). A deputada vai requer o bloqueio das contas bancárias do ex-candidato a presidente e também da esposa dele.
