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Na esteira da polêmica gerada pelo relatório da CPI do Crime Organizado com pedido de indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal e do procurador-geral da República, que levou o ministro Gilmar Mendes a querer processar o relator, Alessandro Vieira (MDB-SE), o presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), agilizou a tramitação de uma PEC que contrapõe frontalmente decisões do STF.
Na última quarta-feira (15), Otto Alencar nomeou o senador Esperidião Amin (PP-SC) como relator de uma proposta de emenda à Constituição que torna obrigatória a presença de investigados em comissões parlamentares de inquérito. Decisões recentes de ministros do STF desobrigaram pessoas convocadas a depor tanto na CPMI do INSS quanto na CPI do Crime Organizado.
Em seu relatório final na CPI, que acabou sendo rejeitado port seis votos a quatro, o senador Alessandro Vieira afirmou que as investigações da comissão foram “sabotadas”. “Não conseguíamos ouvir depoimentos porque os habeas corpus eram constantes”, disse Vieira.
O relator disse no seu parecer que os habeas corpus concedidos e que permitiram que testemunhas e investigados deixassem de comparecer à comissão teriam interferido no trabalho da CPI. Para Alessandro Vieira, essas decisões de ministros do STF, na prática, retiraram da CPI um de seus principais instrumentos: a capacidade de compelir testemunhas e investigados a prestar esclarecimentos.
Como reação a essa situação, um grupo de senadores pretende agilizar a votação da PEC 5/2026, delegada por Otto Alencar ao senador Esperidião Amin. O projeto é de autoria do senador Sérgio Moro (PL-PR).
O texto do projeto modifica o artigo 58 da Constituição para que seja obrigatório o comparecimento de um investigado ou da testemunha perante as CPIs, sob pena de condução coercitiva e multa. O projeto afirma que apesar do comparecimento, continuará sendo resguardado o silêncio em relação a perguntas cujas respostas possam levar à autoincriminação da testemunha.
“O direito ao silêncio não autoriza o intimado a não comparecer à comissão parlamentar de inquérito”, reafirma o texto que pode vir a ser inserido na Constituição.
O senador Esperidião Amin disse que a proposta vem em bora hora, já que, para ele, estaria sendo formada uma teia para proteger e abafar investigações e para limitar as consequências do trabalho das CPIs.
“Esta PEC, que é de autoria do senador Sergio Moro, foi distribuída para eu relatar e eu vou fazer o relatório a favor. As CPIs estão sendo desmontadas pelo fato de que quem é convocado não é obrigado nem a comparecer e nem a falar. A conspiração contra a CPI é esta, nós vamos enfrentar”, disse Amin, que deve apresentar o parecer na semana que vem.
“Isso é uma coisa real e combate uma falseta que está sendo praticada. Por que não se colher informação nessa CPI? As pessoas são dispensadas de comparecer e de falar”, completou o senador.
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA), anunciou nesta quarta-feira (15), durante reunião do colegiado, que a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), foi adiantada do dia 29 para o dia 28 deste mês.
A mudança de data foi feita por Otto Alencar em atendimento a um pedido do senador Weverton (PDT-MA), relator da indicação de Messias. Weverton alegou que o feriado dia 1º de maio poderia esvaziar o quórum na comissão e no plenário.
“Nós estamos falando de uma semana do feriado, do dia 1º, logo em seguida. Então, seria só para avaliar se isso não prejudicaria o calendário do dia 29 por conta da questão do quórum, já que a sessão do Congresso é remota”, disse o senador, quando apresentou a Otto Alencar o pedido para mudança de data.
O líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA), disse logo em seguida que também tinha sido procurado por colegas com a mesma preocupação de um eventual esvaziamento do Senado por conta do feriado do Dia do Trabalhador. “Como sexta-feira é um feriado e a sessão do Congresso é híbrida, é virtual, a gente poderia puxar para terça, porque o pessoal vai querer se liberar para trabalhar”, disse Wagner.
Diante das ponderações, Otto Alencar então fixou a data da sabatina no dia 28 na CCJ, uma terça-feira, com possibilidade de a indicação ser votada também no plenário do Senado no mesmo dia.
Ainda na reunião desta quarta, o senador Weverton leu o seu relatório favorável à indicação de Jorge Messias para o STF, na vaga aberta após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Após a leitura do relatório, o senador Otto Alencar concedeu vista coletiva.
O senador Weverton destacou que o papel do relatório se limitava à tarefa de fornecer ampla informação sobre a indicação e, especialmente, sobre o indicado, Jorge Messias.
“Como Advogado-Geral da União, a atuação de Jorge Messias se destaca pelo perfil conciliador e de diálogo com os diferentes setores. Sob sua liderança, a AGU posicionou a conciliação como uma política de Estado, priorizando a segurança jurídica por meio da realização de acordos judiciais e extrajudiciais”, disse o senador.
Um levantamento obtido pelo O Globo junto à Receita Federal aprofunda as conexões entre o Banco Master, instituição financeira de Daniel Vorcaro, e figuras influentes da política baiana. Entre os nomes que surgem nos registros de pagamento está o de Otto Alencar Filho, filho do senador Otto Alencar (PSD-BA), um dos principais aliados do PT no estado.
Segundo os documentos, a empresa Mollitiam Financeira, da qual Otto Filho é sócio por meio da M&A Participação, recebeu R$ 12 milhões do Banco Master entre 2022 e 2025.
Ex-deputado federal e atualmente conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), Otto Alencar Filho afirmou, em nota, que a M&A Participação detém ações em diversas empresas de diferentes setores e que todos os serviços foram devidamente faturados, contabilizados e tiveram os impostos pagos, respeitando a legislação e as boas práticas de mercado. Ele ressaltou ainda que sua empresa não exerce função de administradora de nenhuma das companhias nas quais possui participação acionária.
Os documentos da Receita Federal também revelam pagamentos a outros políticos e assessores ligados a diferentes espectros partidários na Bahia, evidenciando uma capilaridade do banco que atravessa governo, Centrão e oposição. Entre os beneficiários está o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), pré-candidato ao governo do estado, cuja empresa de consultoria recebeu R$ 5,4 milhões entre 2023 e 2025.
Em nota, ACM Neto disse não poder validar os valores por não ter tido acesso direto aos dados, mas afirmou que a relação com o Master foi firmada em momento em que nenhum dos sócios de sua empresa ocupava cargo público. Ele disse que prestava análise da agenda político-econômica nacional e se colocou à disposição do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria-Geral da República para esclarecimentos, ao mesmo tempo em que pediu apuração sobre o vazamento de dados fiscais sigilosos.
Outro vínculo expressivo identificado na documentação envolve a BN Financeira, empresa cuja sócia Bonnie Toaldo Bonilha é casada com um enteado do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. A empresa recebeu R$ 14 milhões do Banco Master entre 2022 e 2025, sendo R$ 7 milhões apenas no último ano. O contrato foi firmado em 2021.
Procurada, a BN Financeira negou qualquer ligação com o senador, afirmou que foi fundada em 2021 e que prestou serviços de prospecção e indicação de operações e convênios de crédito público e privado ao Master entre 2022 e 2025. A empresa destacou que todos os recursos foram recebidos de forma oficial, contabilizados, com emissão de notas fiscais e declaração à Receita Federal, e que não há qualquer investigação ou apuração policial sobre o tema.
Os registros incluem ainda pagamentos à Meta Consultoria, empresa do ex-ministro da Cidadania Ronaldo Bento, que atuou no governo Jair Bolsonaro como principal auxiliar do então ministro João Roma — este último pré-candidato ao Senado. Segundo os documentos, a empresa recebeu R$ 6,2 milhões do Banco Master somente em 2025. Bento chegou a ter convocação aprovada pela CPI do Crime Organizado por sua atuação como diretor no Banco Pleno, instituição ligada a Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro no Master.
A origem da relação do Banco Master com a Bahia remonta à entrada de Augusto Ferreira Lima no quadro societário da instituição. Empresário preso durante a Operação Compliance Zero, em novembro do ano passado, Lima viu seus negócios dispararem após a privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), durante o governo de Rui Costa, atual ministro da Casa Civil de Lula.
Na ocasião, Lima adquiriu o Credcesta, um cartão de benefícios inicialmente voltado para servidores públicos da Bahia, cuja operação se expandiu nacionalmente em parceria com o Banco Master. Lima também circula com desenvoltura em Brasília: em janeiro do ano passado, casou-se com Flávia Peres, ex-ministra do governo Bolsonaro, ex-deputada federal e ex-esposa do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda.
Diante da exposição, interlocutores políticos de ambos os campos na Bahia avaliaram que explorar o caso Master na campanha eleitoral poderia render desgastes tanto a ACM Neto quanto ao grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT), apoiado por Jaques Wagner. A avaliação levou os dois grupos adversários a costurar um acordo nos bastidores para que o assunto não seja utilizado como arma política nas eleições.
Procurado para comentar o negócio envolvendo a Ebal, o ministro Rui Costa defendeu, em fevereiro, a decisão tomada à época em que era governador, argumentando que a operação de cartão de crédito consignado foi o que viabilizou o negócio.
O senador Otto Alencar (PSB-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça, afirmou que o senador Angelo Coronel (Republicanos) é "bolsonarista desde 2019" após Coronel declarar apoio a Flavio Bolsonaro (PL) à presidência.
Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1, o parlamentar declarou seu apoio ao "amigo pessoal", candidato do PL, e afirmou que o apoio ao candidato do PL não impacta o cenario nacional e que “ninguém consegue mudar a cabeça de ninguém na hora do voto para presidente”.
À coluna Milena Teixeira, do jornal Metrópoles, Otto afirmou não se surpreender com a posiçao de Coronel. “Ele [Coronel] é bolsonarista desde 2019. Ele é isso aí”, afirmou.
Ex-aliado da base petista no estado, Coronel se afastou do partido no fim de 2025 após ficar de fora da chapa “puro-sangue”, formada por Rui Costa, Jacques Wagner e Jerônimo Rodrigues. A relação com Otto também foi rompida neste período, após Coronel ser acusado de tentar trair Alencar.
À rádio Antena 1 Bahia, Coronel ainda afirmou possuir uma relação pessoal com Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República nas eleições de outubro. “Eu, por ser meu amigo pessoal, meu colega de Senado, não vou deixar de votar num amigo para votar em outro que não tenho nenhuma relação”, declarou.
VÍDEO: Otto e Amin batem boca durante análise da PEC da aposentadoria compulsória: "Troque o óculos"
Os senadores Esperidião Amin (PP-SC) e Otto Alencar (PSD-BA) protagonizaram uma discussão durante a análise do texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2024, que extingue o uso da aposentadoria compulsória como punição disciplinar no sistema de justiça brasileiro, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado.
O senador catarinense afirmou que o tema foi levado à pauta após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferir uma decisão monocrática sobre o tema. Flávio Dino é o autor da PEC que tramita no Senado, protocolada em 2024, quando ainda atuava como senador.
O progressista alega que, neste sentido, a votação do tema representaria uma submissão ao Supremo. "O Supremo vai deliberar sobre a decisão monocrática, certamente em desacordo com o que vamos decidir aqui. E a nossa decisão vai ser, mais uma vez, contestada pelo Supremo com o nosso silêncio, de forma que eu não vou votar esse assunto", diz o senador.
Ele continua: "Esta deliberação é um equívoco e ela se constituirá em um grave risco de submissão pública, porque o Supremo vai retificar ou modificar a decisão do ministro, que era nossa. O que nós vamos escrever aqui vai ser desmoralizado pela decisão do Supremo que fará reverter aquilo que aqui for votado", afirma o gestor.
O presidente da CCJ, o senador baiano Otto Alencar, responde, porém, que a votação já constava na agenda do colegiado antes da decisão do ministro Dino e só não ocorreu antes devido a um problema de saúde dele.
"Pautei muito antes. Muito antes. E a palavra submissão, enquanto for presidente, a nenhum ministro eu aceito", responde Otto.
O líder do PSD ainda reafirma as datas citadas por Amin. "Eu quero reiterar a verdade. Foi pautada no dia 13 de março e a decisão do ministro Flávio Dino foi no dia 16 de março. O senador Amin não está com a verdade e, se vossa excelência passou a ser o oráculo de Delfos que vai saber o que vai ser votado no Supremo e vai contestar aqui, é outra história", afirma.
Após Amin continuar reiterando a inconsistência das datas, o Otto ainda questiona: "Vossa excelência não quer nem ler a verdade? Leia a verdade. O senhor não quer nem ler a verdade? Então muda o óculos, troca o óculos".
Por fim, o senador catarinense sucinta: "Mas a submissão, como o senhor disse, é uma profecia, mas se eu errar, pedirei desculpa".
Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD) afirmou que não conversa com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), há cerca de 30 dias. A comissão é responsável por iniciar a tramitação de propostas relevantes no Legislativo.
Entre os temas que dependem de encaminhamento à CCJ estão a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, aprovada em março na Câmara dos Deputados, e a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Ao Metrópoles, o senador baiano confirmou o distanciamento e disse não saber quando os assuntos serão enviados para análise do colegiado. “Tem mais ou menos 30 dias que eu não falo com ele. E também não ligo. Como ele não liga para mim, eu também não ligo, para não ser invasivo”, declarou.
Para que a indicação de Messias avance, Alcolumbre precisa realizar a leitura da mensagem no plenário do Senado, etapa necessária para o envio formal à CCJ. Após isso, caberá a Otto agendar a sabatina e a votação no colegiado. Caso aprovado, o nome segue para análise do plenário.
O senador afirmou que a tramitação depende do encaminhamento formal por parte da presidência do Senado. “Assim que Davi enviar essa mensagem para a CCJ, vou pautar a sabatina, e Messias vai ter tempo de fazer sua peregrinação de novo. Não depende de mim, e sim de quando vou ter a mensagem em mãos”, disse.
Somente na tarde desta quarta-feira (1º) o governo Lula enviou ao Senado a mensagem oficializando a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de ministro aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). O envio da mensagem havia sido anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reunião ministerial realizada nesta terça (31).
Com o envio da mensagem, cabe agora ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), despachar a indicação de Messias para a Comissão de Constituição e Justiça. Após esse despacho, o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA) poderá agendar uma reunião em que o indicado de Lula ao STF será sabatinado e terá seu nome votado pelos senadores.
No mesmo dia em que a mensagem foi enviada ao Senado, uma fala do presidente Lula em entrevista a uma TV no Ceará acabou provocando polêmica entre os parlamentares. Lula respondeu a um questionamento sobre a eleição de uma base governista no Senado, e fez críticas à postura de senadores.
“As eleições para o Senado são muito importantes. O senador com mandato de oito anos pensa que é Deus. E ele pode criar muito problema se você não tiver uma base de sustentação dentro do Senado”, disse Lula em entrevista.
A declaração do presidente Lula recebeu críticas de senadores de oposição. A avaliação nos bastidores, entretanto, é de que a colocação do presidente pode acabar influenciando parlamentares também de partidos de centro, principalmente durante a votação da indicação de Jorge Messias para o STF.
O líder da oposição e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL-RN), disse ao jornal O Globo que declarações como essa de Lula acabam favorecendo o campo adversário.
“A melhor propaganda que a campanha nos proporciona é Lula falando”, afirmou.
Já o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi mais incisivo e afirmou que a fala do presidente Lula pode ampliar resistências à indicação de Messias.
“Foi uma fala típica de alguém que julga que o Legislativo só serve se lhe for subserviente. Não é um democrata. Pode ser que crie mais aversão à indicação do Messias. Estamos trabalhando para que ele não seja aprovado”, colocou Mourão.
Em outra linha de reação, o senador Angelo Coronel (PSD-BA), questionado por O Globo, relativizou o impacto direto da fala de Lula sobre a indicação de Jorge Messias.
“Senador pode até pensar que é Deus. Lula não pensa. Ele quer ser. Messias, pelo seu estilo, independe de Lula”, disse o senador baiano.
Depois de quatro meses desde que foi anunciada a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Palácio do Planalto deve enviar nesta terça-feira (31) ao Senado Federal a mensagem com a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, à vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O nome indicado por Lula ocupará a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou no ano passado.
Apesar de membros do governo darem declarações de que o ambiente para a eleição do nome de Messias estar mais favorável, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD-BA), declarou à imprensa que não há ainda qualquer previsão para a sabatina ocorrer. Otto disse que é preciso aguardar o envio da mensagem à CCJ pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
“A mensagem vai para o Davi, não vem direto para mim. No tempo dele, manda para a CCJ. Ainda não falei com ele, mas assim que chegar (à CCJ) leio em oito a quinze dias e marco a sabatina. Não sei se precisa ser célere. O tempo de Davi é o tempo de Davi, assim como o tempo do presidente Lula foi o tempo do presidente Lula’, declarou Otto.
Lula indicou Jorge Messias para a vaga aberta por Barroso em novembro, o que desagradou o presidente do Senado. Alcolumbre articulava para que a escolha recaísse sobre o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e a partir da decisão sobre Messias, a relação de amizade e parceria entre Lula e o presidente do Senado nunca mais foi a mesma.
Após participar da reunião ministerial desta terça, o advogado-geral da União, Jorge Messias, disse que, com “humildade”, vai novamente buscar o diálogo com senadores para conseguir apoio à sua indicação para o cargo de ministro do STF.
"Darei continuidade à minha jornada no Senado com humildade e fé. Buscarei novamente o diálogo com todos os senadores e senadoras, pois este é um momento que exige entendimento’, afirmou.
“Continuarei meu empenho pela pacificação e estabilidade. Como profissional do direito, sempre valorizei o diálogo e a conciliação como as melhores maneiras de resolver conflitos. Reafirmarei meu compromisso com essas credenciais”, acrescentou o advogado-geral da União em conversa com jornalistas.
No final da semana passada, o colunista de O Globo, Lauro Jardim, divulgou informação de que Jorge Messias teria desabafado recentemente com um importante aliado no Senado, e disse que teria o direito de pelo menos ter seu nome avaliado pela Casa até mesmo para ser rejeitado, ou para ser aprovado.
Segundo Lauro Jardim, o ministro da AGU estaria cansado de esperar por uma definição sobre a sabatina, e preferia até mesmo ser rejeitado do que ficar na agonia do “e se”.
Em entrevista à CNN na noite desta segunda-feira (30), o senador Otto Alencar criticou a fala do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), sobre assinar uma anistia ampla, geral e irrestrita caso seja eleito presidente nas eleições de outubro. Otto, que é o presidente do diretório estadual do PSD na Bahia, disse que, junto com outros senadores do partido, atua contra a anistia no Congresso.
“A declaração do Caiado vem totalmente contra o que eu e grande parte do partido pensamos. Sou contra a anistia, atuei aqui no Congresso contra a anistia e ele já vem contrariando a minha posição”, disse Otto à CNN.
A declaração de Ronaldo Caiado se deu durante o lançamento de sua pré-candidatura a presidente pelo PSD, nesta segunda. O candidato prometeu “desativar” a polarização no país com a concessão, logo no início de seu eventual governo, de uma anistia “ampla, geral e irrestrita” que incluiria o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de estado.
À CNN, Otto Alencar citou outros integrantes do partido que seriam contrários à anistia, como o senador Omar Aziz (AM). O senador baiano também reforçou que na Bahia, o PSD estará no palanque do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues.
“Aqui na Bahia temos aliança com Lula. O PSD vai votar inteiramente com Lula. São 115 prefeitos, 18 candidatos a deputado federal, 7 estaduais. O PSD completo com Lula. O palanque do Caiado na Bahia não é o PSD, é o União Brasil de ACM Neto, que é meu adversário”, afirmou Otto.
O senador Otto Alencar disse, ainda, que o mesmo cenário deve se repetir em outros estados.
“No Amazonas: o Omar vota com Lula. No Rio Grande do Sul com Eduardo Leite, no Rio de Janeiro com Eduardo Paes, em Pernambuco com Raquel Lyra, no Sergipe. E muitos, como eu, não fomos consultados sobre a candidatura de Caiado”, afirmou.
No lançamento de sua candidatura, Ronaldo Caiado afirmou que apoiará o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, na disputa pelo governo da Bahia. “Na Bahia, o PSD tem uma posição, e eu estarei no palanque de ACM Neto”, salientou Caiado.
Apesar da posição do presidenciável do PSD, o senador Otto Alencar afirmou na CNN que o partido deve confirmar a candidatura na convenção.
“Eu não vou apoiar, mas também não vou atrapalhar. Agora, aqui na Bahia, não haverá apoio do PSD”, concluiu Otto Alencar.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) se reuniu com o ex-ministro Geddel Vieira Lima, um dos principais caciques do MDB na Bahia, e com o presidente estadual do PSD, senador Otto Alencar, durante a noite desta segunda-feira (30). Os encontros ocorrem em meio a uma possível substituição do vice-governador Geraldo Jr. (MDB) na chapa governista.
Ao Bahia Notícias, Otto Alencar afirmou que se reuniu apenas com Jerônimo Rodrigues e negou a presença da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), apontada como possível indicação à vice, no encontro. O senador também afirmou que não tratou sobre a chapa majoritária, limitando a reunião a uma conversa sobre questões partidárias do PSD.
“Não fui convocado para reunião de urgência. Fui tratar de questões do PSD, de prefeitos do interior. Hoje eu recebi mais de 10 prefeitos em meu gabinete. Também conversamos sobre pessoas que querem chegar e que querem sair do PSD. A vice não foi conversada, não sou eu que estou tratando disso. Eu estou falando a verdade”, disse Otto ao Bahia Notícias.
Rumores apontavam que a reunião de Jerônimo com Geddel, e posteriormente com Otto, seria um alinhamento para o anúncio de Ivana como vice na chapa do governo. O secretário de Relações Institucionais (Serin), Adolpho Loyola, também participou das conversas com o emedebista.
Procurado pela reportagem sobre o teor do encontro, Geddel se limitou a dizer que "foi uma boa reunião".
No início deste mês de março, os senadores Jaques Wagner (PT) e Otto, juntamente com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, se reuniram para discutir o nome que poderia substituir Geraldo Jr. Conforme informações obtidas pelo Bahia Notícias, a indicação de Ivana Bastos teria sido unânime entre os caciques. Todavia, ela já teria recusado por preferir permanecer na presidência da AL-BA.
(Atualizada às 21h55 para adicionar a fala de Geddel)
O senador Otto Alencar (PSD) recebeu alta na manhã desta segunda-feira (9) após realizar um procedimento para colocação de marca-passo no fim de semana. O senador foi levado às pressas para o Hospital Aliança, em Salvador.
A assessoria informou que ele segue bem, clinicamente estável, e continuará o período de recuperação em casa, conforme orientação médica.
A situação começou após um mal-estar na cidade de Lapão, interior da Bahia. Após buscar atendimento, o parlamentar foi diagnosticado com um quadro de bradicardia, condição caracterizada pela baixa frequência dos batimentos cardíacos.
Em nota, sua equipe informou que "o senador agradece as manifestações de carinho, apoio e votos de pronta recuperação recebidos".
Em evento com Lula, Otto Alencar confirma apoio a Wagner e Rui Costa ao Senado e cita “conspirações”
O senador Otto Alencar (PSD) confirmou, nesta sexta-feira (6), que vai apoiar as candidaturas do senador Jaques Wagner à reeleição e do ministro da Casa Civil, Rui Costa, à segunda vaga da chapa majoritária ao Senado nas eleições deste ano. A declaração foi feita durante um evento de entrega de equipamentos e ambulâncias do SAMU, em Salvador, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Nessa cooperação que avança há muitos anos e que vai estar ainda mais sólida agora, nas eleições de 2026, com a reeleição de Jerônimo e com a eleição dos meus candidatos ao Senado Federal, Rui Costa e Jaques Wagner. Nós vamos trabalhar intensamente para que possamos ter uma representação ainda mais forte do que temos tido neste período”, afirmou Otto.
O senador também comentou estar acostumado a enfrentar conspirações e relembrou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). A declaração ocorre após a circulação de informações de que o senador Angelo Coronel, ex-PSD, teria tentado retirar o comando estadual do partido das mãos de Otto Alencar.
“Chegamos lá em 2015 com a presidente Dilma Rousseff, que, de maneira incorreta, sofreu um impeachment fruto de uma conspiração que eu não acompanhei. Eu já sou acostumado a enfrentar conspiração e vou enfrentar qualquer conspiração que se promova contra o nosso grupo e o nosso projeto”, completou.
Em evento com Lula, Otto Alencar confirma apoio a Wagner e Rui Costa ao Senado e cita “conspirações”
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) February 6, 2026
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O governador Jerônimo Rodrigues endossou a relação e a presença do senador Otto Alencar (PSD), na base do Governo do Estado nos últimos anos. A declaração ocorreu durante a reabertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), nesta terça-feira (03).
No discurso, o gestor citou Otto como um exemplo de compromisso do grupo político, ao falar sobre unidade.
“Um governo que tem um núcleo sólido e articulado em torno de vários partidos e lideranças que prezam pela unidade. Aproveito aqui para pedir licença a todos os partidos para citar como exemplo desse compromisso de grupo o nosso senador, Otto Alencar”, comentou Rodrigues.
O governador ainda reafirmou a intenção de seu governo seguir e integrar o projeto do governo Lula.
“Ao mesmo tempo, estamos também em perfeita sintonia com o projeto nacional produzido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está devolvendo ao Brasil a capacidade de sonhar coletivamente. De crescer com justiça social e de reassumir seu lugar de respeito na comunidade internacional”, indicou.
As manifestações de Jerônimo chegam em meio a especulações de uma possível saída do PSD da base da gestão estadual. A possível saída chega depois da filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado na sigla e após Otto revelar que foi pedido a retirada de seu comando no grupo.
Além do governador, a presidente da AL-BA, Ivana Bastos, declarou que é absoluta e incontestável a liderança do senador Otto Alencar dentro do partido e que as bancadas estadual e federal do PSD seguem, de forma coesa, a orientação política construída sob sua condução.
Segundo a deputada, o alinhamento do PSD às reeleições do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues foi fruto de um processo político amadurecido, conduzido com diálogo e responsabilidade pelo senador Otto Alencar.
Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA), Otto Alencar Filho desconversou sobre os recentes episódios envolvendo o Partido Social Democrático (PSD) e o seu pai, o senador Otto Alencar. Ao atender à imprensa nesta terça-feira (3), Otto Filho evitou falar sobre as discussões envolvendo uma possível saída do PSD na base estadual.
O ex-deputado comentou sobre a relação com o seu pai e o cotidiano dele, em meio às especulações envolvendo o partido da família.
“Não tenho conversado com ele [senador Otto Alencar] sobre política, sinceramente. Tenho evitado falar, até por conta das minhas questões e restrições no TCE. Mas conheço meu pai e é uma característica também da família. Nós somos resilientes. Encaramos os problemas de frente e vamos seguir em frente, fazendo o que é melhor para o estado e pelo grupo”, disse.
Na ocasião, o conselheiro abordou ainda sobre sua indicação ao TCE. Segundo ele, sua indicação não ocorreu por questões políticas, mas sim por “capacidade técnica”.
“Quando estive com o governador, em nenhum momento ele conversou sobre a questão política. E sim sobre a minha capacidade técnica e por isso ele me colocou na cota pessoal dele. Estou satisfeito, com certeza. Acho que é necessário reconhecer o histórico. Tenho certeza, por exemplo, que vocês estão trabalhando para subir no cargo pela meritocracia. Trabalhei muito para chegar aqui, me sacrifiquei muito com a minha família para a gente chegar até aqui e poder fazer um bom trabalho. Continuar trabalhando pela Bahia, mas de outra forma, não pela política, mas fazendo com que os recursos públicos sejam bem utilizados para atingir a finalidade que eles devem, que é fazer a vida das pessoas mudar para melhor", completou.
Uma inédita movimentação pode mudar os rumos e surpreender o tabuleiro político baiano nos próximos dias. Trata-se do debate e possível articulação para a chegada do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, ao Partido Social Democrático (PSD) da Bahia para as eleições de 2026.
Informações reveladas ao Bahia Notícias por interlocutores do ex-prefeito apontaram que a ideia e a eventual movimentação deve ser um dos temas discutidos e comentados, durante a viagem do atual vice-presidente do União para Brasília, nesta terça-feira (3).
Durante agenda na capital federal, um dos encontros previstos de Neto é com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. O encontro teria sido mediado pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Ele seria uma das figuras protagonistas nesta ação. A estratégia chega depois que ele anunciou filiação ao Partido Social Democrático (PSD), no último dia 27.
Segundo publicação do Políticos do Sul da Bahia, parceiro do BN, Caiado iria sugerir a nova configuração a Kassab durante a reunião. De acordo com a publicação, o deputado federal Elmar Nascimento (União) e o senador Angelo Coronel, que anunciou sua saída do PSD no último sábado para migrar a uma sigla do grupo da oposição baiana, vão embarcar com o ex-prefeito para participar das conversas desta terça.
A transferência do pré-candidato ao governo da Bahia poderia servir também para que ele conseguisse o tão requisitado “palanque nacional”, tendo um candidato à presidência do seu próprio partido. Desta forma, o ex-gestor da capital baiana, não precisaria anunciar apoio a figuras ligadas ao PL e ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como o filho dele, Flávio Bolsonaro.
Vale lembrar que Caiado e Neto mantiveram suas relações, mesmo após a saída do gestor goiano do União, após a sigla não oficializar sua candidatura ao Palácio do Planalto, com o veto do presidente do Progressistas, Ciro Nogueira, um dos dirigentes da federação União Progressista.
MOVIMENTAÇÃO NEGADA
O presidente do PSD da Bahia, senador Otto Alencar, negou a cartada que seria feita por seu adversário político, ACM Neto. Em contato com a reportagem, Otto negou a possível filiação e afirmou que a possibilidade foi descartada inicialmente pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
Otto afastou a possibilidade de perder o comando da sigla baiana com essa possível chegada do ex-prefeito de Salvador. Ele denominou a movimentação como “boato” e disse que o partido vai continuar apoiando a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues.
Toda ação gera uma reação. Com a movimentação política recente de migração do senador Angelo Coronel (PSD) em aderir o bloco de oposição na Bahia, não seria diferente. Ou não. De acordo com deputados federais ligados ao governo e lideranças da gestão, o ato de Coronel já seria um “contra-golpe” promovido pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União).
Além disso, segundo interlocutores oposicionistas, não existirá um novo "contragolpe no horizonte". Na avaliação, o governo tem conseguido apaziguar alguns grupos internos, incluindo o Avante, liderado pelo ex-deputado federal Ronaldo Carletto, além de nomes que ainda estão ligados ao PP. "Outro movimento foi trazer o PDT. A rigor, levar Coronel já foi um contra-ataque de ACM Neto", avaliou uma das fontes procuradas.
Nos bastidores se comenta sobre a adesão de alguma liderança ligada ao grupo de ACM Neto, porém, isso não estaria no radar do grupo governista. Entre os nomes mais mencionados estão o do prefeito de Feira de Santana Zé Ronaldo (União). Apesar disso, informações de bastidores indicam que o gestor não deve selar o apoio a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), mesmo sem também negar o movimento diretamente.
O estopim ocorreu no final de semana, quando o senador Angelo Coronel confirmou a saída do PSD em entrevista ao programa 'Frequência Política', da transmitido em rede pelas rádios Interativa FM, Difusora AM e Itapuy FM. De acordo com o político, a movimentação dele e de outros nomes, como seus filhos Diego e Angelo Filho, João de Furão, Thiago Gileno, Luizinho Sobral, acontece após ele ter sido limado da chapa.
A resposta veio quase que de imediato. O senador Otto Alencar se manifestou, destacando que nunca “tomou iniciativa de tirar do partido ou defenestrar ele [Coronel]”. Alencar destacou que só deve se pronunciar sobre a saída de Angelo Coronel “quando for concretizado”. No entanto, garantiu que deu oportunidade para que o senador buscasse uma reeleição de maneira avulsa, ainda que o partido estivesse vinculado ao PT baiano. “É talvez o momento mais difícil da minha vida”, completou Otto.
Também na avaliação de lideranças petistas, a forma de saída de Coronel também pode deixar marca. “A história de procurar Kassab pelas costas de Otto acabou mexendo muito com o presidente [Otto Alencar]. E agora ele vai tratar o caso como uma disputa pessoal, direta, o que nos ajuda muito”, indicou um dos procurados pela reportagem.
O movimento, inclusive, foi respondido de forma direta por Otto Alencar, ao reunir as bancadas de federais e estaduais após o anúncio do rompimento de Coronel com o grupo. Ivana Bastos, presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), iniciou o vídeo afirmando que toda a bancada estadual segue com Otto, Jerônimo e Lula na disputa de outubro. Já Sérgio Brito, deputado federal da sigla, também reafirma o apoio a Otto e descreve a legenda como “partido unido, forte e coeso”. (Atualizado às 07h45 para corrigir o nome das emissoras de rádio)
A possibilidade de o senador Angelo Coronel disputar a reeleição de forma “avulsa” pelo PSD, mesmo após a legenda manter aliança com o PT na Bahia, encontra obstáculos jurídicos relevantes à luz da Constituição Federal e da legislação eleitoral. A hipótese foi levantada pelo senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD, ao comentar a crise interna que culminou no anúncio de saída de Coronel do partido. Contudo, a promessa esbarra em regras constitucionais sobre fidelidade partidária, coligações e escolha formal de candidaturas.
A Constituição Federal assegura ampla autonomia aos partidos políticos para definir sua estrutura interna, funcionamento e critérios de escolha de candidaturas, conforme estabelece o artigo 17. Essa autonomia inclui a decisão sobre coligações eleitorais nas eleições majoritárias, sem obrigatoriedade de vinculação entre as esferas nacional, estadual ou municipal, regra consolidada após o fim da chamada “verticalização” das coligações, extinta pela Emenda Constitucional nº 52, de 2006.
Apesar disso, o mesmo dispositivo constitucional reforça a necessidade de disciplina e fidelidade partidária, que devem estar previstas nos estatutos das legendas. Na prática, isso significa que apenas os candidatos escolhidos formalmente em convenção partidária podem disputar eleições sob a legenda, respeitando as deliberações internas do partido.
É nesse ponto que surge o principal entrave para a chamada “candidatura avulsa”. No Brasil, o ordenamento jurídico não permite candidaturas independentes, ou seja, sem partido político. Além disso, mesmo o filiado não pode lançar candidatura por conta própria se não for o nome oficialmente escolhido pela legenda. A Justiça Eleitoral exige, como condição de elegibilidade, a filiação partidária e a indicação formal em convenção, o que inviabiliza juridicamente uma candidatura paralela ou dissociada da decisão partidária.
No caso específico de Angelo Coronel, o problema se agrava pelo contexto da coligação. O PSD integra a base aliada do PT na Bahia e compôs, em 2022, a coligação que elegeu o governador Jerônimo Rodrigues (PT), ao lado da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), PSB, Avante e MDB. Essa aliança garante, entre outros pontos, tempo de televisão e estrutura de campanha, elementos que dependem de atuação coordenada entre os partidos coligados.
Caso o PSD mantenha a coligação com o PT para a disputa majoritária, a legenda não pode, ao mesmo tempo, lançar oficialmente outro candidato ao Senado fora desse arranjo sem romper formalmente a aliança. Uma eventual candidatura de Coronel “à revelia” da coligação não teria respaldo jurídico, pois o partido estaria vinculado às decisões tomadas em convenção e aos compromissos firmados na aliança eleitoral.
“Se o PT coligar com Jerônimo e com a chapa puro-sangue, o PSD não pode lançar Coronel senador. A candidatura avulsa só seria possível se fosse formalizado uma aliança sem a coligação entre o PT e PSD. Aliança sem coligação para o Senado, porque o PSD pode coligar pelo apoio ao PT para o governo, mas não para o Senado”, explicou o advogado especialista em Direito Eleitoral, Ademir Ismerim, em entrevista ao Bahia Notícias.
No último sábado (31), Coronel comunicou sua decisão de deixar o PSD. O senador alegou ter sido excluído da chapa majoritária e afirmou que sua saída ocorreu após ser “defenestrado” internamente. Vale lembrar que o PT articula o lançamento de uma chapa “puro-sangue”, com o senador sendo “rifado” da chapa e o lançamento de Rui Costa e Jaques Wagner para a Casa Maior.
“Eu saí do grupo porque não me deram a vaga que eu tenho direito. Se você não me quer, por que eu vou ficar do lado?”, declarou.
Otto Alencar, por sua vez, negou ter articulado a exclusão do senador e afirmou que Coronel teve a oportunidade de buscar uma reeleição de forma avulsa, mesmo com o PSD alinhado ao PT. A declaração, no entanto, entra em choque com os limites legais impostos pela Constituição e pela legislação eleitoral, que não reconhecem candidaturas avulsas nem permitem que um partido mantenha coligação e, simultaneamente, apoie candidatura dissidente dentro da mesma disputa.
Assim, ainda que não exista mais a verticalização das coligações e que os partidos tenham autonomia para definir alianças em cada esfera, essa liberdade não se mistura com a possibilidade de candidaturas independentes ou paralelas dentro de uma mesma legenda. Na prática, uma candidatura ao Senado fora da coligação exigiria que o PSD não integrasse a coligação, rompendo formalmente o acordo com o PT, ou que Coronel se filiasse a outra sigla disposta a lançá-lo oficialmente.
CORONEL NA CHAPA
Nesta terça, Neto reforçou o desejo de integrar o senador Angelo Coronel na chapa da oposição. Em entrevista, o pré-candidato também afirmou que aguardou os desdobramentos da relação de Coronel com a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e acusou o Partido dos Trabalhadores de “fome de poder” em razão da provável chapa puro-sangue.
“Vocês sabem que eu esperei os desdobramentos da desavença entre o PT e o senador Coronel e os fatos mostraram que o PT é insaciável, tem fome de poder e não quer dar espaço para ninguém. Imaginem que eles [PT] simplesmente desprezaram um político do tamanho, peso e liderança de Coronel, que já foi deputado estadual, presidente da Assembleia e é o senador com o maior respaldo entre prefeitos da Bahia. Depois de tudo o que aconteceu, eu me sinto à vontade para dar início às conversas com o senador”, disse Neto em entrevista à Band News, na festa de Iemanjá, no Rio Vermelho.
Neto afirmou também que o União Brasil “estará deportas abertas” para receber o senador Coronel, que deverá se desfiliar do PSD. “Mas quem vai tomar esta decisão é o senador, ele pode vir para o nosso partido ou mesmo para outra legenda que compõe a nossa base. Não temos nenhum motivo para apressar nada (a formação da chapa). Estamos trabalhando para tudo ser definido em março. Até lá, vamos conversar com os partidos”.
Atualmente, Coronel possui propostas para se filiar ao União Brasil, Progressistas, PSDB, Democracia Cristã, Republicanos e Agir. Conforme informações de bastidores, o senador possui um encaminhamento para migrar à mesma sigla do pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União). Todavia, ainda não há um posicionalmente oficial sobre uma preferência partidária.
Após a saída do senador Angelo Coronel do PSD, confirmada no último sábado (31), deputados federais e estaduais da sigla se reuniram para reafirmar o apoio ao Senador Otto Alencar, líder do partido na Bahia.
VÍDEO: Após saída de Coronel, bancada do PSD se reúne e declara apoio à Otto
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Depois de semanas de indefinição, o senador decidiu deixar a base de Jerônimo para disputar sua reeleição no Senado, já que o ministro da Casa Civil Rui Costa e o senador Jaques Wagner devem compor a chapa majoritária.
Ivana Bastos, presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, inicia o vídeo afirmando que toda a bancada estadual segue com Otto, Jerônimo e Lula na disputa de outubro. Sérgio Brito, deputado federal da sigla, também reafirma o apoio a Otto e descreve a legenda como “partido unido, forte e coeso”.
O deputado Antonio Brito e Charles Fernandes não participaram do vídeo, mas segundo seus correligionários, também estão de acordo.
O senador Otto Alencar revelou que terá uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta segunda-feira (2), em Brasília. O encontro ocorre em meio a conflitos com o seu ex-correligionário, Angelo Coronel, que anunciou o rompimento com o PSD e com o grupo da base governista baiano.
A declaração ocorreu durante entrevista à rádio Metrópole. No entanto, ele não confirmou se vai tratar sobre Coronel com o chefe do Executivo nacional.
“Agora a tarde vou pegar um voo para Brasília, conversar às 17h com o presidente Lula. Vou conversar com ele sobre o que está na CCJ deste ano, que não é coisa fácil. Inclusive vamos falar sobre a indicação de Jorge Messias, PEC da Segurança, quem será o relator, aprovação do Programa Gás do Povo, tem outras matérias lá que são sensíveis”, revelou.
Em seguida, Alencar reafirmou que vai continuar no grupo político e reforçou acerca do apoio de Lula com os outros caciques petistas.
“A suplência é um cargo importante, está na mão deles, nós vamos caminhar com eles, esse projeto começou em 2010, eu acredito no projeto do Lula, do Jerônimo [Rodrigues], de [Jaques] Wagner, como ele tem de Rui [Costa] e vou até o final”, disse.
Otto afirmou ainda que lamenta o rompimento com Coronel e que deseja manter a amizade com o senador.
“Lamento muito, você não pode imaginar como eu senti e sofro com isso. Perder um grande amigo que não vai caminhar comigo na política. Mas eu quero ser amigo dele como sempre foi, não vai ser difícil não, eu conheço ele [Angelo Coronel], ele é um cara aberto, vamos ser amigos. No mesmo jeito talvez não, mas seremos amigos, vamos nos cumprimentar, conversar, trocar ideias”, completou.
O senador Otto Alencar, presidente estadual do Partido Social Democrático (PSD), disse estar vivendo um momento “doloroso” de sua carreira política, após a confirmação da saída do senador Angelo Coronel do partido sob acusações de “marginalização” no processo eleitoral. Em declaração dada ao Programa Frequência News, da rádio Boa Fm (96.1), de Itabuna, no sul baiano, neste domingo (1°), Alencar destacou que, apesar das falas, “respeita muito o senador Coronel.”
“Eu respeito muito o senador Coronel, é muito doloroso para mim estar vivendo uma situação dessa com um amigo meu”, afirmou o parlamentar. Os senadores são compadres, já que Diego Coronel é afilhado do dirigente. Relembrando sua trajetória recente no Congresso Nacional, Otto contextualiza que, apesar da frustração com o cenário atual, ele e o correligionário já traçavam caminhos distintos em Brasília.
“Lamentavelmente, lá no Senado, eu segui o nosso projeto: a aliança com o Lula, desde que me elegi. Fui oposição a Michel Temer, oposição a Bolsonaro, e o senador de Coronel é mais de direita e tomou decisões de apoiar, de se aliar, na época, à proposta do governo Bolsonaro e também sempre foi um crítico e opositor do governo Lula. Então isso tem uma situação que de alguma forma dificulta”, explica.
Na mesma declaração, o senador que lidera a legenda democrata na Bahia destacou que nunca “tomou iniciativa de tirar do partido ou defenestrar ele [Coronel]”. Otto ressalta que Coronel teria tentado, por meio de uma interlocução direta com Gilberto Kassab, presidente nacional do partido, estabelecer uma neutralidade total do PSD na Bahia, promovendo um rompimento com o PT. Otto, por sua vez, defendeu a aliança, destacando a importância da aliança para a maioria dos candidatos da sigla em 2026.
“É talvez o momento mais difícil da minha vida, porque eu não estou decidindo daquilo que eu vou fazer. Estou decidindo daquilo que a maioria quer que eu faça. E, lamentavelmente, aconteceram esses ajustes”, explica o líder partidário.
Ao final, Otto volta a destacar que “respeito muito o senador, o senador é um senador valoroso, tem muito caráter, muita personalidade, muito capaz”. “Mas, às vezes, é assim que acontece. A vida política junta e às vezes, também por algum motivo, separa”, conclui o senador.
O senador Otto Alencar se manifestou, neste domingo (1°), sobre as mudanças na política interna do Partido Social Democrático (PSD) conforme a oficialização da saída do senador Angelo Coronel. Em declaração dada ao Programa Frequência News, da rádio Boa Fm (96.1), de Itabuna, no sul baiano, o senador que lidera a legenda democrata na Bahia destacou que nunca “tomou iniciativa de tirar do partido ou defenestrar ele [Coronel]”.
Alencar destacou que só deve se pronunciar sobre a saída de Angelo Coronel “quando for concretizado”. No entanto, garantiu que deu oportunidade para que o senador buscasse uma reeleição de maneira avulsa, ainda que o partido estivesse vinculado ao PT baiano.
“O que eu quero dizer é que eu nunca tomei nenhuma iniciativa de tirar do partido ou defenestrar ele, como ele falou. O partido garantiu a ele que ele teria a candidatura a senador ‘avulso’, mas avulso com o partido coligado na eleição do governador Jerônimo. Não haveria menor condição de que o partido saísse, como se fala, na proposta de sair camarão”, afirma Otto Alencar.
O senador se refere a suposta visita de Angelo Coronel a São Paulo para discutir uma mudança de posicionamento do PSD baiano junto a Gilberto Kassab, presidente nacional do partido. A ação, que não foi confirmada pelo senador Coronel, teria sido vista como uma “tentativa de golpe” para tomar o comando do partido no estado e romper a parceria entre o PSD e o PT.
Otto diz que o senador Coronel teria tentado emplacar uma “neutralidade” do PSD na Bahia. “Ou seja, saía candidato a senador, deputado federal, estadual e não coligava com nenhum candidato a governador. Nem com o governador Jerônimo, nem coligava na oposição com ACM Neto. O que seria uma atitude de praticamente tirar todos os candidatos a deputado federal e estadual.”
Alencar avalia que uma mudança desse tipo “seria afundar o partido de vez”. “Neutralidade seria afundar o partido de uma vez. Nenhum partido neutro vai para absolutamente lugar nenhum”, afirma. O líder partidário afirma ainda que a maioria dos filiados que disputarão a eleição se mantém na base estadual, por isso, a decisão de manter a legenda na base petista foi uma decisão coletiva.
“Todos os candidatos, a maioria, me procuraram para apoiar a reeleição do governador Jerônimo. Dos 115 prefeitos consultados, mais de 90% querem estar na aliança com o governador Jerônimo. Todos eles têm aliança com o governador Jerônimo”, contextualiza. “Portanto, eu não posso decidir o destino de tantos candidatos por uma neutralidade ou até para levar para uma aliança com o candidato da oposição a ACM Neto. Eu não tenho absolutamente nada pessoal contra o candidato a ACM Neto, absolutamente, respeito a todos, mas a decisão de um presidente partido da grandeza do PSD deve ser sempre pela maioria dos seus filiados”, completa.
O senador Angelo Coronel anunciou sua saída do PSD neste sábado (31) e deixou em aberto as possibilidades quanto à nova legenda. No mesmo dia, diversos líderes baianos vinculados ao PSD, como a atual líder da Assembléia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos, afirmou que a liderança do senador Alencar seria “incontestável”.
Após a confirmação da saída do senador Angelo Coronel do seu então partido, o Partido Social Democrático (PSD), neste sábado (31), internautas relembraram uma declaração dada pelo senador no último ano, durante o aniversário do líder estadual da legenda, o também senador, Otto Alencar. No registro, Coronel afirma que "sou liderado por ele [Otto]”.
“Ele que é líder do PSD na Bahia. Ele é líder da Bahia. O meu mesmo, eu sou liderado dele. O dia que ele vai, sai da política, eu sou ligeiro. Meu medo é ele quer sair amanhã e eu tenho vontade de ficar mais uns dias”, brincou Coronel na ocasião. O vídeo foi publicado no dia 24 de agosto de 2025, no aniversário de 78 anos de Alencar.
No mesmo registro, Otto também afirma: “Vamos continuar juntos, como sempre tivemos juntos há mais de 30 e tantos anos, quando você era líder da oposição, eu era o presidente da Assembleia, pedi seu voto para a minha eleição, você concedeu o voto. Desde aí a aliança continua firme”, relembrou.
O vídeo voltou a chamar a atenção após informações nos bastidores indicarem que Angelo Coronel teria viajado a São Paulo para discutir uma mudança de posicionamento do PSD com o PT baiano junto a Gilberto Kassab, presidente nacional do partido. A ação, que não foi confirmada pelo senador, teria sido vista como uma “tentativa de golpe” para tomar o comando do partido no estado.
Ainda na sexta-feira (30), antes da confirmação de sua mudança partidária, Coronel afirmou ao BN que tudo não passava de uma “orquestração” contra ele e o senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar, que além de correligionário são compadres e amigos pessoais.
Otto não se pronunciou oficialmente sobre o caso, mas diversos líderes baianos vinculados ao PSD, como a atual líder da Assembléia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos, afirmou que a liderança do senador Alencar seria “incontestável”.
A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputada Ivana Bastos (PSD), declarou que é absoluta e incontestável a liderança do senador Otto Alencar dentro do partido e que as bancadas estadual e federal do PSD seguem, de forma coesa, a orientação política construída sob sua condução.
Segundo a deputada, o alinhamento do PSD às reeleições do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues foi fruto de um processo político amadurecido, conduzido com diálogo e responsabilidade pelo senador Otto Alencar.
“Não existe questionamento sobre a liderança de Otto Alencar. Ele é o grande condutor político do nosso partido na Bahia. As bancadas estadual e federal seguem essa orientação por confiança, coerência e respeito à palavra construída coletivamente”, declarou a presidente da ALBA.
Ivana Bastos destacou que a política se sustenta em lealdade, compromisso e prudência. “Projetos sólidos não se constroem com impulsos, mas com equilíbrio e fidelidade aos entendimentos firmados. A política exige responsabilidade com o presente e visão sobre as consequências do amanhã”, afirmou.
A deputada também ressaltou o respeito e o carinho pela família Coronel. “Tenho grande apreço pelo senador Angelo Coronel, por Eleusa e por toda a família. São relações construídas ao longo do tempo, com amizade, consideração e respeito mútuo. Essas relações permanecem acima de qualquer circunstância política”, pontuou.
A presidente da Assembleia reforçou que trabalha para que todas as questões internas sejam superadas de forma harmoniosa. “Tenho convicção de que o diálogo e a maturidade vão permitir que tudo seja contornado da melhor maneira. O PSD sempre foi um partido de unidade. A unidade é um valor político e também um compromisso com a Bahia, e é esse espírito que precisa prevalecer”, destacou.
O deputado estadual Adolfo Menezes (PSD), ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), afirmou que as bancadas estadual e federal do partido seguem alinhadas à liderança do senador Otto Alencar no processo de articulação política para a sucessão estadual.
Segundo Menezes, apesar das divergências internas, ainda há esforços para preservar a unidade do PSD no estado. De acordo com Menezes, o partido já havia definido posição, sob a condução de Otto Alencar, antes do agravamento das recentes tensões internas.
“Não tem discussão sobre a liderança de Otto. Antes mesmo de toda esta celeuma, sob a liderança do senador, as bancadas estaduais e federais já haviam fechado posição no apoio às reeleições do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues”, declarou o deputado.
O legislador disse também que, embora a política seja dinâmica, os acordos firmados devem ser respeitados. “A política é nuvem, mas é também lealdade e cumprimento do que é acordado”, acrescentou.
Ao comentar a posição do senador Angelo Coronel , que anunciou a saída do PSD, Adolfo Menezes classificou a decisão como de caráter estritamente pessoal. Segundo ele, a relação com Coronel antecede a vida política e se estende à família do senador.
“Sou amigo dele, de Diego e de Angelo Filho, e continuarei sendo em qualquer circunstância. É um momento muito delicado para todos nós”, declarou o deputado, que tem como principal base eleitoral o município de Campo Formoso.
Adolfo Menezes afirmou ainda manter a expectativa de que o impasse seja resolvido sem uma ruptura interna no PSD baiano. “A única coisa que não tem jeito é a morte. Vamos continuar tentando a conciliação, para que possamos dar uma vitória ainda maior ao presidente Lula e ao governador Jerônimo Rodrigues na Bahia”, disse.
Para o parlamentar, o momento exige cautela dos agentes políticos. “Todos nós temos que manter a serenidade, porque um erro pode ser fatal para uma carreira política. Muitos políticos caíram no ostracismo pelos erros cometidos”, concluiu.
O senador Angelo Coronel confirmou a saída do PSD em entrevista ao programa 'Frequência News', da Boa FM 96,1, transmitido neste sábado (31).
De acordo com o político, a movimentação dele e de outros nomes, como seus filhos Diego e Angelo Filho, João de Furão, Thiago Gileno, Luizinho Sobral, acontece após ele ter sido limado da chapa.
Na última sexta-feira (30), em entrevista ao BN, o senador chegou a comentar sobre as trativas para tentar dar um golpe e tomar o comando do partido, e afirmou que tudo não passava de uma “orquestração” contra ele e o senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar.
"Eu quero que fique bem claro isso para os baianos, eu saí do grupo porque não me deram a vaga que eu tenho direito. Eu fui defenestrado e eu não tenho sangue de barata. Se você não me quer, por que eu vou ficar do lado? Se você não me quer, praticamente não é uma expulsão. Automaticamente eu já fui destituído só faltando oficializar no Tribunal Regional Eleitoral."
A saída de Coronel do partido era tratada como algo muito difícil de acontecer até a noite da última sexta (30).
Toda situação envolvendo o senador acontece após a chegada de Caiado no PSD. Desde então, Coronel vem sendo acusado de estar agido nos bastidores contra Otto ao procurar Kassab para tentar mudar o posicionamento do PSD na Bahia, migrando o partido para a base de ACM Neto (União).
O senador Angelo Coronel (PSD) negou trativas para tentar dar um “golpe” e tomar o comando do PSD na Bahia após a chegada do governador Ronaldo Caiado na legenda. Em conversas com o Bahia Notícias na noite desta sexta-feira (30), o congressista afirmou que a situação se trata de uma “orquestração” contra ele e o senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar.
À reportagem, Coronel também negou conversas com outros partidos para deixar a sigla e declarou que só iniciaria as tratativas se “fosse expulso do PSD”, cenário que ele próprio enxerga como muito difícil.
“Estou sentindo com toda essa orquestração que estão fazendo contra mim e Otto. Eu não tentei tomar o partido. Não tenho conversa com nenhum partido, isso só vai acontecer se o PSD decidir me expulsar, mas eu tenho uma amizade de 40 anos com Otto, não acredito que serei expulso do PSD. Não acredito que o meu partido vai me expulsar. Um partido que ajudei a fundar. Confio que ele [Otto] vai votar em Coronel e ainda vai pedir voto”, comentou o senador.
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Em contrapartida, em contato com o Metrópoles, Otto Alencar disse que o aliado foi procurar Kassab com a tentativa de intervir no partido. Segundo ele, houve uma “quebra de confiança”.
“Com a saída de Caiado, ele foi a Kassab pessoalmente para pedir para mudar o rumo do partido. Kassab me ligou e disse que não havia como fazer a mudança sem falar com o partido. Ele tinha me dito que ia para São Paulo para ir ao médico. Foi uma quebra de confiança”, disse Otto.
Após a chegada de Caiado no PSD, Coronel vem sendo acusado de ter agido nos bastidores contra Otto ao procurar Kassab para tentar mudar o posicionamento do PSD na Bahia, migrando o partido para a base de ACM Neto (União). A movimentação ocorre em meio a insatisfações em uma possível retirada do senador na chapa majoritária do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que arquiteta uma chapa “puro-sangue”, com Jaques Wagner e Rui Costa ocupando as vagas para o Senado.
Após uma série de impasses em relação à participação de Angelo Coronel (PSD) na chapa majoritária, o senador falou sobre sua relação com Otto Alencar, senador e presidente do PSD na Bahia. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar nesta sexta-feira (30), na Antena 1, Coronel garantiu que a relação segue firme apesar dos embates.
“Tem mais ou menos uma semana que nós conversamos, não tem nenhuma rusga. Evidentemente Otto prega um apoio diretamente ao PT e eu discordo. Defendo que o PSD, por ser o maior partido da Bahia, tenha espaço na chapa majoritária”, afirmou.
Otto já definiu o apoio à Jerônimo e afirmou que marchará com o atual governador Jerônimo Rodrigues e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026. Já Angelo Coronel, mesmo sem definição da participação na chapa, garante que a amizade continue.
“Quanto a Otto Alencar estou tranquilo, a nossa amizade é inabalável. Agora, Otto torce pelo Vitória, eu torço pelo Bahia. Quem está plantando notas para nos afastar, está plantando errado. Da minha parte, continuo na amizade.”
O senador Angelo Coronel negou que realizou articulações com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, para que o dirigente do partido fizesse intervenções em seu favor na composição da chapa majoritária nas eleições de 2026. A declaração ocorreu durante entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (30).
De acordo com Coronel, foram espalhadas notícias falsas sobre a chegada do ex-governador Ronaldo Caiado à sigla, pavimentar o seu caminho para ir à oposição e alterar “comando” da legenda na Bahia.
“Espalharam fake news a respeito deste encontro, que ele não ocorreu. Estava em São Paulo com Diego Coronel e na madrugada veio a notícia que o PSD através do presidente Gilberto Kassab tinha colocado Caiado como candidato a presidente da república junto com Eduardo Leite, Ratinho Jr. Tomei um susto ao acordar, ligamos para Kassab para ele nos atualizar sobre o ocorrido", disse ao programa Bahia Notícias no Ar.
O senador reforçou ainda que não viajou para São Paulo com o intuito de que Kassab realizasse uma intervenção no grupo político e retirasse o comando da sigla do presidente estadual, Otto Alencar.
“Começaram a plantar mentiras. Nós não fomos para São Paulo para querer que Kassab interviesse no PSDB da Bahia. Achei isso um absurdo, na tarde de ontem que essas notas saíram sem nenhum fundamento. Liguei para ele para saber das novidades já que eu estava em São Paulo, toda semana eu estou lá porque tenho um filho na cidade”, revelou aos apresentadores Maurício Leiro e Rebeca Menezes.
A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ivana Bastos reforçou a manutenção do PSD e lideranças do partido na base do Governo do Estado para as eleições de 2026. A declaração ocorreu durante entrevista para o programa Bahia Notícias do Ar, na rádio Antena 1 Salvador, nesta quarta-feira (28). O posicionamento chega após especulações sobre a possibilidade do partido ter um novo destino com a chegada do governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
Ivana revelou que ela e outros deputados devem seguir a definição do presidente estadual do PSD, Otto Alencar, acerca do apoio a chapa petista.
“A gente tem tranquilidade aqui na Bahia em relação ao PSD. Nosso presidente Gilberto Kassab e na Bahia quem define é o senador Otto Alencar. A definição nossa, do senador Otto Alencar é marchar com o governador Jerônimo Rodrigue”, comentou.
“O psd tem marchado nessa linha. A movimentação é grande dos deputados e dos candidatos pelo interior. Esse mês de recesso é quando nós, deputados, visitamos mais a nossa base. A eleição acho que começou muito cedo, desde o ano passado, desde o São João, já está em pleno valor e pleno trabalho”, completou.
A parlamentar expressou tranquilidade e não revelou que a chegada do pré-candidato à presidência da República vai impactar entre os deputados do grupo
“Tenho muita tranquilidade com o PSD, com a direção do senador Otto, que é a direção que vamos seguir”, disse.
O senador Otto Alencar (PSD) rechaçou a possibilidade de mudança de partido do seu correligionário, Ângelo Coronel para as eleições de 2026. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1 Salvador, nesta quarta-feira (28), o presidente estadual da sigla afirmou que a chegada do pré-candidato ao Planalto, Ronaldo Caiado ao grupo, não vai influenciar na filiação de Coronel para um partido da oposição baiana.
Segundo Otto, a manutenção da candidatura de Coronel ao Senado Federal ainda será avaliada. De acordo com ele, está sendo analisada a possibilidade da manutenção da aliança PSD e PT nas vagas que vão encabeçar a chapa majoritária.
“Não vai optar nada, zero [possibilidade]. Não vai ter nenhuma mudança não. Quanto ao senador Ângelo coronel ainda está em discussão. Estamos tentando ver se tem a possibilidade da manutenção da aliança, isso se discute desde o ano passado. A convenção de 2026 é em julho, nós vamos ter que esperar e aguardar um pouco ainda, é só isso”, disse.
O senador comentou ainda que a chegada de Caiado não vai impactar e influenciar na orientação e apoios políticos de prefeitos do interior e de deputados da sigla.
“Não altera absolutamente nada. Converso com prefeitos e ex-prefeitos todos os dias, com deputados estaduais e federais e não vai alterar nada. Os prefeitos têm um alinhamento conosco e com o governo de muito tempo. Pode haver uma outra dissidência. Porém, é muito difícil. Todos estão alinhados, tenho conversado com todos eles, são aliados de mais de 30 anos, que estão comigo e que trabalham conosco e tem essa linha de seguir nossa orientação. Não vejo possibilidade de mudança não”, observou.
O senador Otto Alencar (PSD) negou que a chegada do governador de Goiás e pré-candidato à presidência, Ronaldo Caiado ao partido, terá interferência na aliança entre o seu partido e o PT na Bahia em 2026. Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta quarta-feira (28), o presidente estadual da sigla revelou que já sabia da chegada do gestor estadual ao seu partido.
“Sim, o Gilberto Kassab, que é o nosso presidente, me falou semana passada dessa possibilidade. Ontem ele me ligou falando que haveria essa filiação do caiado. Lá em Goiás,o PSD já tem o senador Vanderlan Cardoso, que já é filiado ao partido há muitos anos. De tal sorte já sabia, não influenciou em nada para que houvesse essa filiação”, disse ao programa Bahia Notícias no Ar.
O senador reforçou ainda que a chegada do governador não vai alterar a relação e a aliança histórica entre PSD e PT no estado.
“Aqui na Bahia, a filiação não altera a posição e o rumo do PSD na aliança com o presidente Lula no estado e também a aliança com o governador Jerônimo Rodrigues. Nós já tomamos posição muito antes disso e vamos manter. Essas coisas acontecem assim sem um trajeto mais longo, que é surpreendente, embora o Kassab tenha me falado. Ele tem essa consciência, que no estado da Bahia, como foi em 2022, nós vamos manter nossa aliança, nossa posição”, disse aos apresentadores Maurício Leiro e Rebeca Menezes.
A chegada de Ronaldo Caiado ao PSD pode embaralhar as cartas e mudar as estratégias da disputa eleitoral na Bahia, em 2026. Isso porque, a filiação do governador de Goiás, pode servir como o "abre alas" para que o senador Ângelo Coronel (PSD) se aproxime do grupo da oposição na Bahia, seguindo um possível alinhamento da sigla nacionalmente.
Segundo informações apuradas pelo Bahia Notícias com interlocutores, o traçado poderia retirar o poder e comando do presidente estadual do PSD, Otto Alencar, fazendo com que o senador não conseguisse determinar o destino do partido e como seria a caminhada dos filiados, em decorrência da chegada de Caiado.
Na nova conta, de acordo com informações obtidas pelo BN com fontes próximas ao grupo, a filiação do gestor de Goiás ampliaria o espaço para a candidatura de Coronel ou mudança para um partido do grupo opositor, já que Caiado é classificado com um candidato de maior alcance nacional.
Em meio a indefinação de Alencar e do PSD em bancar uma candidatura de Coronel na disputa, o grupo da oposição na disputa pelo governo baiano, liderado por ACM Neto (União), antigo partido de Caiado, indicou o desejado de ter Ângelo Coronel na chapa.
Mesmo com a aliança histórica com o PT, o senador não estaria satisfeito com o espaço na chapa governista. Com a chegada de Caiado e um possível fortalecimento de uma candidatura do PSD ao Governo Federal, a “via” estaria livre para Coronel marchar junto no grupo que pode ser formado por nomes da oposição.
O "flerte" entre o senador com a oposição foi fomentado após um evento no último final de semana, onde o Coronel e o filho deputado federal Diego Coronel (PSD) estiveram com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) e o prefeito Bruno Reis (União), onde teriam dialogado sobre uma eventual aproximação nas eleições futuras.
O Bahia Notícias apurou com interlocutores ligados aos dois grupos que o encontro não foi marcado com o propósito de debater sobre a relação política. O evento teria sido promovido por uma pessoa em comum com os políticos, mais precisamente no extremo-sul da Bahia. No entanto, o tema eleitoral esteve em debate, mesmo que em tom de brincadeira. Apesar do clima amistoso, a articulação da aproximação teria partido do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
Isso aconteceria, em decorrência também de Kassab, descartar a possibilidade de união da direita em favor da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a eleição presidencial de 2026.
“O PSD tem uma posição muito clara. Todos sabem que se o governador Tarcísio for candidato, o partido irá apoiar. [...] Caso o governador Tarcísio não seja candidato, nós temos dois pré-candidatos no partido, dois excelentes governadores, o governador do Paraná, que é o Ratinho, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite”, disse Kassab em entrevista à CNN, nesta segunda-feira (26).
Com a declaração, Kassab reforçou a possibilidade da formação de um grupo para disputar em conjunto as eleições da oposição, abrindo o leque de possibilidades para Coronel na Bahia indiretamente.
Caso o desejo de Kassab se mantenha firme, o senador Otto Alencar correria o risco de não liderar as estratégias do partido, tendo que seguir os rumos nacionais, conforme apurado pelo BN, con fontes próximas ao grupo.
Se o cenário se consolidar, o tempo de Televisão dos candidatos na Bahia também podem ser alterados, em decorrência de um possível apoio ao pré-candidato ACM Neto.
G5 DE GOVERNADORES
Em meio a esses debates, nomes de cinco governadores correm em blocos individuais para a disputa. Entre eles, o governador de Goiás, Romeu Zema (Novo), o governador de Goiás, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o governador do Paraná, Ratinho Jr (PSD) e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD).
Na equação do PSD, Ratinho Jr é considerado o favorito dentro do para se candidatar à Presidência. Kassab, porém, não crava o nome e também tem elogiado posicionamentos públicos de Eduardo Leite. Depois de divulgar a filiação de Caiado em suas redes sociais, nesta terça, Kassab comentou que o trio de governadores passa a "trabalhar juntos no PSD na busca de uma candidatura a presidente da República que traga um projeto para o futuro do nosso País".
CHAPA DA OPOSIÇÃO
A definição sobre a composição da chapa majoritária ligada a oposição ainda segue com pontos indefinidos. Mesmo com ACM Neto já reforçando sua pré-candidatura e uma das vagas com o indicativo de ocupação do ex-ministro da Cidadania João Roma (PL). A cadeira de vice e o outro posto ao Senado seguem sem confirmações.
A segunda vaga para o Senado teria como preferido por ACM Neto o atual senador Angelo Coronel, porém o movimento ainda não foi definido. O Republicanos, partido da base aliada do ex-prefeito, tem afirmado através do presidente da legenda, deputado federal Márcio Marinho, que não “renunciará a indicar um nome para uma das vagas”. Entre os postulantes estão o próprio Márcio Marinho e o ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Marcelo Nilo.
Já para compor a vice, a ideia seria disponibilizar o espaço para um nome “do interior”. O arranjo passa pela ideia de ampliar a atuação da chapa por territórios com menor adesão do grupo político. Alguns nomes foram cotados, incluindo o do deputado federal Ricardo Maia (MDB), o prefeito de Jequié Zé Cocá (PP), além do prefeito de Feira de Santana Zé Ronaldo (União). Os dois primeiros, inclusive, deram demonstrações públicas de estarem ao lado do projeto de reeleição de Jerônimo Rodrigues, enquanto Zé Ronaldo segue com sinais mais dúbios.
O senador Otto Alencar (PSD) divertiu e chamou atenção nas redes sociais ao publicar um vídeo com um ditado inusitado e não tão conhecido entre populares. Na gravação, publicada nesta segunda-feira (26), o presidente do PSD Bahia proclamou, em tom de brincadeira, o ditado “três coisas que podem arruinar sua vida: passar à frente de um touro brabo, passar por trás de um burro coicero ou andar ao lado de um idiota. Prejudica bastante”.
?? Em meio a rumores sobre aliança com o PT, Otto publica vídeo com ditado inusitado e gera dúvidas
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) January 26, 2026
Confira ?? pic.twitter.com/wW43qnUPII
A frase popular na cultura rural brasileira que alerta sobre perigos, gerou dúvidas entre seguidores e apoiadores do senador. Isso porque, o dito popular publicado por ele, chega em um momento de especulações sobre Otto e seu partido não permanecerem marchando com o grupo petista na Bahia, nas eleições de 2026.
No último dia 16, Alencar criticou a possibilidade de formação de uma “chapa puro-sangue” do PT na Bahia e fez referência ao histórico eleitoral desse tipo de composição, citando as eleições de 2006, quando uma chapa majoritária ligada ao carlismo acabou derrotada.
As declarações foram publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, que também informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve atuar como mediador da crise entre os partidos no estado.
Segundo a reportagem, Otto avaliou que chapas formadas por um único grupo político tendem a enfrentar dificuldades eleitorais. O senador teria lembrado a disputa em que Paulo Souto e Eraldo Tinoco, então apoiados pelo grupo carlista, foram derrotados por Jaques Wagner, eleito governador da Bahia
Ainda durante a entrevista ao Estadão, o presidente do PSD na Bahia comentou as articulações em torno da chapa majoritária para 2026. Otto revelou que rejeitou uma proposta para que o deputado federal Diego Coronel (PSD), filho do senador Angelo Coronel, ocupasse a vaga de vice-governador como forma de amenizar tensões internas diante da possibilidade de Angelo ficar fora da chapa.
O senador afirmou também que a hipótese de Angelo Coronel assumir a suplência seria inaceitável. “Isso fere o amor-próprio dele. É uma proposta que não deveria ter sido feita”, declarou
O senador Otto Alencar (PSD) criticou a possibilidade de formação de uma “chapa puro-sangue” do PT na Bahia e fez referência ao histórico eleitoral desse tipo de composição, citando as eleições de 2006, quando uma chapa majoritária ligada ao carlismo acabou derrotada. As declarações foram publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, que também informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve atuar como mediador da crise entre os partidos no estado.
Segundo a reportagem, Otto avaliou que chapas formadas por um único grupo político tendem a enfrentar dificuldades eleitorais. O senador teria lembrado a disputa em que Paulo Souto e Eraldo Tinoco, então apoiados pelo grupo carlista, foram derrotados por Jaques Wagner, eleito governador da Bahia.
Ainda durante a entrevista ao Estadão, o presidente do PSD na Bahia comentou as articulações em torno da chapa majoritária para 2026. Otto revelou que rejeitou uma proposta para que o deputado federal Diego Coronel (PSD), filho do senador Angelo Coronel, ocupasse a vaga de vice-governador como forma de amenizar tensões internas diante da possibilidade de Angelo ficar fora da chapa.
O senador afirmou também que a hipótese de Angelo Coronel assumir a suplência seria inaceitável. “Isso fere o amor-próprio dele. É uma proposta que não deveria ter sido feita”, declarou.
Após a repercussão da reportagem, Otto Alencar negou ter usado a palavra “carniça” para se referir a adversários políticos ou à eventual chapa puro-sangue do PT. Em nota enviada à imprensa nesta sexta-feira (16), a assessoria do senador classificou a informação como falsa e afirmou que ele foi mal interpretado.
“A única observação feita pelo senador foi que, historicamente, as chamadas chapas ‘puro-sangue’ não obtiveram êxito eleitoral”, diz o comunicado. A assessoria reforçou ainda que Otto “em nenhum momento utilizou termos ofensivos ou depreciativos para se referir a adversários políticos”.
Confira o comunicado enviado:
"O senador Otto Alencar repudia veementemente a matéria publicada nesta sexta-feira (16) pelo jornal O Estado de S. Paulo, assinada pelo jornalista Daniel Weterman. Em nenhum momento o senador utilizou qualquer termo pejorativo para se referir a adversários políticos, tampouco a expressão que lhe foi atribuída. Presidente do PSD na Bahia e da CCJ no Senado, Otto Alencar apenas relembrou, em entrevistas, que chapas chamadas de “puro-sangue”, historicamente, não obtiveram êxito eleitoral, citando como exemplo a eleição de 2006 na Bahia, quando uma chapa da oposição, encabeçada pelo mesmo partido (Paulo Souto / Eraldo Tinoco) foi derrotada por Jaques Wagner, que se elegeu governador do Estado. O senador Otto reafirma seu compromisso com o debate político respeitoso e responsável e rechaça a distorção de suas declarações."
O senador Otto Alencar (PSD) declarou que o PSD vai apoiar a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) em 2026, mesmo que o senador Angelo Coronel (PSD) fique fora da chapa majoritária. A declaração foi feita nesta quinta-feira (8), em entrevista ao site Política Ao Vivo.
Otto também negou qualquer tipo de negociação alternativa caso Coronel não seja escolhido pelo grupo petista.
“O PSD só indicará um nome para a chapa, que é o de Angelo Coronel. Se, por acaso, ele não for escolhido, o partido permanece na aliança, mas não indica ninguém, para não parecer que houve troca ou compensação política”, afirmou.
Além disso, o principal líder do partido na Bahia comentou a declaração de Coronel, que disse não ter nascido para ser vice-governador, e afirmou respeitar a posição do correligionário.
“Eu até disse que nasci para ser vice-governador, mas respeito a opinião dele. É meu compadre, meu amigo”, declarou, minimizando qualquer atrito no grupo.
Durante a entrevista, Otto também afastou qualquer possibilidade de aproximação com a oposição.
“Eu não tenho discurso para subir em palanque de quem defenda a causa do ex-presidente”, afirmou.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou o projeto de lei (PL) da Dosimetria, que propõe redução das penas dos condenados por tentativa de golpe de Estado. O texto pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi condenado a 27 anos por liderar uma trama golpista contra o Estado. A proposta foi aprovada no colegiado nesta quarta-feira (27) com 17 votos favoráveis e sete contrários.
Com o avanço da proposta, Bolsonaro poderá ter sua pena reduzida para 20 anos.
A discussão encerrou um impasse que levava dias, uma vez que parte do Senado queria enterrar o projeto e parte queria aprová-lo com mudanças. Isso porque brechas na proposta vinda da Câmara possibilitavam beneficiar criminosos diversos, e ajudaram a azedar o ânimo dos senadores para a sua aprovação.
O relatório aprovado cita Gênesis, um dos livros da Bíblia, e acolhe uma emenda do senador Sergio Moro (União-PR) para defender a redução das penas.
Segundo o Estadão, Moro protocolou uma emenda cuja intenção estava no cerne das incertezas em relação ao destino do PL. Ele propôs alterar a redação do texto vindo da Câmara para tentar restringir aos condenados pelo 8 de Janeiro a redução de penas.
A emenda de redação, segundo o regimento interno da Câmara, é aquela que visa sanar vício de linguagem, incorreção de técnica legislativa ou lapso manifesto, sem alterar o mérito da proposição. Sendo assim, no caso de o Senado fazer emendas de redação a um projeto aprovado pela Câmara, não haveria devolução à Câmara.
A tese de Moro e de Amin é a de que o PL da Dosimetria visava originalmente beneficiar apenas os envolvidos na trama golpista, dos manifestantes que atacaram as sedes dos Três Poderes aos organizadores condenados pelo STF, entre eles Bolsonaro. E que é possível modificar o texto atual para trazer de volta o seu espírito original sem que ele tenha uma mudança de conteúdo.
“Trata-se de correção sem qualquer conteúdo mérito, que tão somente clarifica o escopo do artigo. É um esclarecimento, não uma alteração de sentido. Segue a linha teleológica do escopo estabelecido desde a versão original”, escreveu Amin em seu relatório.
A tática, cujo objetivo era impedir o retorno do PL à Câmara e atrasar sua aprovação, deu certo.
Senadores independentes acusaram governo e oposição de fazerem um acordo para permitir a votação do relatório. O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD), contrário ao PL da Dosimetria, chegou a cobrar as lideranças do governo por deixarem-no sozinho defendendo a rejeição do texto.
“Uma hora eu olhei ao redor e pensei ‘nossa, só tem a gente (da oposição) aqui”, disse o senador Carlos Portinho (RJ), líder do PL, após o pedido de vista que atrasou a votação em quatro horas pela manhã.
O senador Otto Alencar (PSD-BA) afirmou, nesta segunda-feira (14), que o projeto sobre dosimetria das penas só terá chance de avançar no Senado se for expressamente limitado aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Em entrevista à GloboNews, o parlamentar disse que o texto aprovado pela Câmara dos Deputados não passa da forma como chegou à Casa Alta.
Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto avaliou que a proposta, na redação atual, abre margem para beneficiar outros condenados e, por isso, classificou como uma “temeridade” a sua aprovação sem ajustes. Ele também disse concordar com a posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que defende o veto ao projeto caso o texto não seja corrigido.
Segundo o senador, qualquer mudança precisará deixar claro que o benefício se aplica exclusivamente aos réus do 8 de janeiro, sem possibilidade de interpretação que permita redução de penas para outros crimes ou condenados. Otto afirmou ainda que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), está alinhado a esse entendimento ao encaminhar a proposta para análise da CCJ.
“Tenho certeza absoluta de que, do jeito que está, esse texto não passa. Seria uma temeridade aprová-lo, e eu concordo com o presidente Lula em vetar o projeto da forma como veio para o Senado”, declarou o parlamentar.
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o baiano Otto Alencar (PSD), afirmou que o projeto de dosimetria penal aprovado pela Câmara dos Deputados não deve avançar no Senado. Ao UOL, o senador disse que o texto vai além dos atos ligados ao Oito de Janeiro de 2023 e pode reduzir penas de crimes graves, como corrupção e crimes sexuais.
Otto informou que solicitou um estudo jurídico sobre a proposta e disse ter ficado alarmado com o resultado. “Alivia pena de crimes sexuais, de corrupção. Esse projeto anula o Antifacção. Assim não passa”, declarou.
Conforme o parecer da assessoria jurídica, o texto aprovado pela Câmara altera regras gerais do Código Penal, sem limitar seus efeitos apenas aos envolvidos na tentativa de golpe. Na prática, as mudanças impactariam todos os crimes submetidos à dosimetria penal.
“O projeto não cria novos tipos penais nem restringe sua aplicação aos crimes do Oito de Janeiro”, avaliou Otto. O estudo aponta que, mesmo com contexto político ligado aos atos golpistas, o texto modifica critérios gerais de cálculo de pena.
Segundo o documento, crimes de corrupção, como peculato, concussão e corrupção ativa e passiva, seriam automaticamente afetados. O mesmo ocorreria com crimes contra a dignidade sexual, cuja pena-base depende de fatores como culpabilidade, circunstâncias e personalidade do agente.
Para o senador, qualquer padronização ou limitação nesses critérios pode resultar em redução de penas também para crimes sexuais. “E piora”, resumiu Otto ao comentar o impacto do projeto.
Em tom duro, o parlamentar criticou a atual composição da Câmara. “Virou um ajuntamento de pessoas sem noção do impacto do que faz. Do jeito que está, não dá”, afirmou.
Otto Alencar disse ainda que já acionou o relator do projeto no Senado, Espiridião Amin (PP-SC), e garantiu que a proposta só avançará se for profundamente modificada. “Da CCJ esse texto só sai redondo. Eu não entrego de outro jeito”, concluiu.
O senador Otto Alencar confirmou que seu filho Daniel Alencar buscará uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. O posicionamento chega nesta quarta-feira (10), após o deputado federal Otto Filho (PSD) indicar que a decisão sobre o novo ocupante do PSD no Congresso Nacional seria feita pelo senador.
Ao Bahia Notícias, Otto declarou que Daniel vai participar da corrida eleitoral buscando uma votação expressiva para conseguir se eleger. O senador afirmou que seu filho não herdará o cargo, mas precisará conquistar os votos para se eleger.
“O Daniel vai buscar os votos para se eleger. Não é uma cadeia de herança, não é um patrimônio. Ele, Daniel, vai se submeter ao crivo do eleitor, para ver se ele vai ser eleito ou não. Ele vai ter que correr a Bahia toda, como o outro correu, o Otto Filho, que andou na campanha de 2022, passou por mais de 100 municípios. Não cai no colo isso. Não deixei minha casa para um filho. Você dará a ele a oportunidade de tentar se eleger, que é um vestibular dificílimo. Tanto é que na Bahia só se elege 39. Para o Senado é um, às vezes dois, como vai ser o ano que vem”, revelou ao BN.
Otto disse ainda que Daniel procurou o pai para demonstrar interesse após saber da lacuna que ficaria com a saída de seu irmão para o Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA).
“Ele se dispôs a disputar as eleições. Ficou um vazio e ele conversou comigo e eu conversei bastante com ele. Mostrei as dificuldades que são, o que tem que fazer, como tem que andar a Bahia toda, correr risco, viajar sempre, que são coisas muito duras. Então, ele, que é médico, já formado há muito tempo, é uma pessoa independente e vai se submeter ao voto popular, como o Otto em 2022. Foi o mais votado, teve 200 e tantos mil votos. Então o Daniel vai correr atrás disso”, comentou.
RELEMBRE
A declaração do patriarca da família Alencar chega depois que o deputado federal Otto Filho teve o nome aprovado ao cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA) na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Com a possível saída dele, uma vaga no Congresso Nacional ficaria com uma lacuna a ser preenchida - caso Otto Filho seja indicado por Jerônimo Rodrigues, a cadeira ficaria oficialmente com o suplente, Charles Fernandes.
Nesta quarta, ele indicou que Daniel Alencar, seu irmão, poderia suceder sua vaga no Congresso Nacional e substituir Isadora Alencar, também filha do senador, que teve o nome especulado.
Mais cedo, o parlamentar tinha apontado que a decisão de quem iria lhe substituir na Câmara seria tomada pelo seu pai. “Essa é uma decisão que vai passar pela cabeça e pela avaliação do nosso senador, Otto Alencar. Acredito que não está certo, mas eu acredito que meu irmão Daniel Alencar possa vir no meu lugar. Se isso acontecer, tenho certeza que será muito bem-vindo. Ele é um médico, um cara trabalhador, muito honesto. Mas isso aí realmente vai passar primeiro pela decisão do senador Otto e da decisão do próprio Daniel, que sabe, como todos aqui, como é a vida política, como a gente tem que trabalhar muito, se sacrificar por um bem maior. Desejo, se for o caso da decisão do meu pai e dele, que ele tenha muito sucesso e também uma vida de resultados, de bons resultados, de boas realizações”, contou o parlamentar na ocasião.
A presidenta da Assembleia Legislativa da Bahia, deputada Ivana Bastos (PSD), destacou o apoio ao nome do deputado federal Otto Filho (PSD). Segundo ela, a sabatina foi tranquila e o indicado do governador Jerônimo Rodrigues contou com o apoio tanto da base quanto da oposição.
“O PSD tinha essa vaga para indicação do TCE. O PSD, os deputados federais e estaduais se reuniram e escolheram o nome de Otto Filho. A partir do momento em que o governador fez o convite e enviou a indicação para cá, tudo ocorreu de forma muito tranquila. A gente viu isso hoje na sabatina, com a oposição e todos os deputados, foi muito tranquilo", iniciou ele.
No segundo momento de sua fala, Ivana Bastos comentou sobre a relação política e o trânsito do senador Otto Alencar, pai do indicado, mas negou qualquer articulação direta dele para influenciar a votação. Segundo a presidenta da AL-BA, a boa receptividade ao nome de Otto Filho se deve ao seu próprio diálogo com os parlamentares e ao respeito construído pela família no Legislativo.
“O Otto, não sei se em retribuição à postura e ao caráter do senador Otto Alencar. Mas tenho certeza de que não houve nenhuma articulação do senador para nenhum partido. Acredito, sim, que o deputado Otto Deve ter ligado para todos os parlamentares da Casa pedindo apoio, conversando com todos os líderes. Então, o trânsito que o senador Otto tem pode ter sido retribuído, mas também pela pessoa do Otto Filho", completou ela.
Após ter o nome aprovado ao cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA), o deputado federal Otto Alencar Filho (PSD), comentou quem pode herdar sua vaga no Congresso Nacional. Em entrevista à imprensa depois da sabatina que aprovou o seu nome para o cargo, nesta quarta-feira (10), o parlamentar comentou da possibilidade de seu irmão, Daniel Alencar, sucedê-lo como deputado federal, no lugar de sua irmã, Isadora Alencar que estava sendo cotada para a vaga.
Segundo o deputado, a decisão de quem vai ficar com os votos da família na Câmara será tomada pelo o senador Otto Alencar.
“Essa é uma decisão que vai passar pela cabeça e pela avaliação do nosso senador, Otto Alencar. Acredito que não está certo, mas eu acho que meu irmão Daniel Alencar, possa chegar no meu lugar. Se isso acontecer, tenho certeza que será muito bem-vindo. Ele é um médico, um cara trabalhador, muito honesto. Mas isso aí realmente vai passar primeiro pela decisão do senador Otto e da decisão do próprio Daniel, que sabe, como todos aqui, como é a vida política, como a gente tem que trabalhar muito, se sacrificar por um bem maior. Desejo, se for o caso da decisão do meu pai e dele, que ele tenha muito sucesso e também uma vida de bons resultados, de boas realizações”, contou o parlamentar.
Na sequência, o deputado tratou ainda sobre sua indicação ocorrer para apaziguar a relação do Partido dos Trabalhadores com o PSD, em decorrência da disputa pela chapa majoritária nas eleições de 2026. Ângelo Coronel da sigla disputa encabeçar o grupo nas eleições para o senado concorrendo ao posto com o senador Jaques Wagner e o ministro Rui Costa (PT).
“Em nenhum momento, nem ele [Coronel], nem o senador Otto Alencar e nem ninguém do partido discutiu a questão da chapa majoritária. O que o PSD acha, é o que a gente já falou. Fomos importantes para a vitória do nosso governador e do presidente Lula. O partido tem a grande vontade de continuar ao lado do governador Jerônimo e do nosso presidente Lula. Espero que isso aconteça, espero que o governador, que é o responsável por essa condução desse processo e ainda não falou sobre o assunto e não chamou para conversar os partidos. Além do nosso senador Ângelo Coronel, também tem o senador Jaques Wagner, o ex-governador Rui Costa. Espero que eles cheguem a um denominador comum, a uma solução”, observou.
Otto escolhe Espiridião para relatar PL da Dosimetria na CCJ, e Senado desacelera urgência da Câmara
O senador Otto Alencar (PSD-BA) anunciou que o senador Espiridião Amim (PP-SC) será o relator do Projeto de Lei da Dosimetria, que reduz a pena para os condenados pelo 8 de janeiro. O PL foi aprovado pela Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (9), tendo 291 votos a favor e 148 contrários.
Em entrevista nesta quarta-feira (10), o senador baiano revelou que a proposta será “freada” e discutida na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), não sendo votada de forma emergencial no plenário do Senado.
“O presidente Davi Alcolumbre já encaminhou para a CCJ o projeto da dosimetria que foi aprovado na Câmara essa madrugada. Portanto, já vou designar o relator para apreciar essa matéria. Nós vamos debater e deliberar ainda na próxima semana. O relator será o senador de Santa Catarina, o senador Esperidião Amin, eu já estou anunciando”, disse Alencar.
O senador do PSD informou ainda que um relatório sobre a proposição será apresentado na próxima semana para que a votação seja deliberada.
“Na próxima quarta-feira, certamente, ele [Esperidião] apresentará o relatório e nós vamos fazer a deliberação, votação, provavelmente. Saindo da CCJ, o presidente Davi deverá levar a Dosimetria para o plenário. Foi feito um acordo, uma negociação com os líderes da Câmara, do Senado, com a participação do senador Davi Alcolumbre e comigo também”, comunicou.
Otto afirmou ainda que não concordava com o regime de aceleração da proposta da Câmara. “Nós tivemos que ser ouvidos, não aceitei que fosse direto ao plenário, até porque a Comissão de Constituição e Justiça no Senado tem trabalhado, tem dado a sua contribuição na apreciação, no aperfeiçoamento, na melhoria das matérias que estão vindo lá da Câmara”, completou.
Com 52 votos favoráveis, 14 contrários e uma abstenção, em primeiro turno, e com 52 votos favoráveis, 15 contrários e uma abstenção, em segundo turno, o Senado aprovou, na noite desta terça-feira (9), a proposta de emenda à Constituição que estabelece o marco temporal para a demarcação de terras indígenas. A PEC segue agora para análise da Câmara dos Deputados.
A tramitação da proposta, de autoria do senador Dr. Hiran (PP-RR), foi encurtada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O texto não passou por análise da Comissão de Constituição e Justiça e teve debates reduzidos no plenário.
Os senadores aprovaram um substitutivo apresentado por Esperidião Amin (PP-SC). O texto aprovado insere na Constituição a tese do marco temporal, determinando que somente poderão ser demarcadas as terras ocupadas ou disputadas até a data da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988.
Ao apresentar seu relatório, Amin lembrou que, desde 1934, todas as Constituições reconheceram implicitamente o princípio do marco temporal, estabelecendo que os povos indígenas têm direito à posse da terra “em que eles se encontram”. Ele elogiou a conduta do ministro Gilmar Mendes na busca de “uma luz de harmonia, de bom senso e de acordo”.
“O marco temporal, por mais vezes que o Supremo decida que ele não existe ou não vale, ele vale, sim, porque tudo que nós fazemos na nossa vida respeita o marco temporal”, disse Amin.
A PEC ratifica os termos de uma lei sobre o marco temporal aprovada pelo Congresso em 2023, visando conferir segurança jurídica ao processo de demarcação de terras indígenas.
Durante a votação, os senadores ainda incluíram um ponto para prever indenização a fazendeiros e a garantia de que proprietários rurais podem participar do processo de demarcação, além de veto para aumento de territórios.
A decisão final representa uma derrota a comunidades indígenas e para o governo, que se colocava contra a votação da PEC. O senador líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse considerar que a proposta precisava ser mais discutida entre os senadores e retira direitos de comunidades.
“Essa matéria é de uma importância extremamente alta. Foi texto da Constituição de 1988″, afirmou Wagner. “A culpa não é dos indígenas. A responsabilidade é de sucessivos governos que não cumpriram a Constituição”, disse Wagner.
O senador Jaques Wagner votou contra a proposta. O voto “não” foi acompanhado pelo senador Otto Alencar (PSD-BA). Já o senador Angelo Coronel (PSD-BA) votou pela aprovação da PEC.
O senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar, comentou sobre a migração do deputado estadual Cafu Barreto (PSD) para a base do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), e afirmou ter se surpreendido com a movimentação. Em entrevista ao Bahia Notícias, o congressista descartou expulsar Cafu do PSD, mas informou que o deputado precisará procurar uma nova legenda na abertura da janela partidária em março do próximo ano.
Em conversa com a reportagem, Otto afirmou que “não tem o costume” de convocar reuniões do diretório estadual para expulsar filiados e desejou “boa sorte” a Cafu em seu futuro partido. O senador também relembrou que foi um dos principais apoiadores da campanha do parlamentar quando venceu a disputa para a prefeitura de Ibititá em 2012 e 2016.
“Esse caso de Cafu me surpreendeu. Ele não falou comigo. Ele foi prefeito lá em Ibititá, por minhas mãos. Eu ajudei ele duas vezes na época. Ele nasceu no PSD e agora, certamente, ele deve buscar outro partido, né? Eu não tenho o perfil de reunir o diretório do estado para expulsar ninguém, mas, certamente, diante disso, eu vou aceitar que ele possa tomar o caminho que ele quiser, desejo boa sorte a ele. Não tem nenhum problema comigo, Cafu tomou a decisão dele e vai cumprir a decisão dele", disse Otto Alencar.
Ao BN, no entanto, o senador revelou uma “mágoa” com Cafu Barreto e afirmou ter se sentido desrespeitado pelo parlamentar. O presidente do PSD-BA relembrou uma fala do deputado durante coletiva de imprensa realizada em novembro, quando, ao ser questionado sobre uma possível visão negativa de Otto Alencar em relação à migração para a base de ACM Neto, ele respondeu: “Com todo respeito ao meu líder, mas não sabia que ele era Mãe Dináh não”.
“Até deu entrevista usando uma frase jocosa contra mim, eu não esperava dele dizer que eu não era uma ‘Mãe Dináh’, um adivinho. Eu fui desrespeitado por ele, tá certo? Até porque eu sempre respeitei muito ele (...). Eu só achei que, pelas relações de respeito, pela família dele, inclusive, eu tinha uma relação familiar com a mãe dele, eu não merecia que ele formulasse uma frase jocosa a meu respeito, até porque eu não tenho um perfil de ser ‘adivinho’”, contou Otto.
DEBANDADA?
A reportagem também questionou o senador se ele teria preocupações com uma possível “debandada” de filiados do PSD rumo à base oposicionista. Contudo, Otto informou que, em conversas com lideranças do interior, ele não teria sido informado de uma procura do grupo do ex-prefeito ACM Neto.
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“Não tem nenhum líder meu de base que tenha me consultado a respeito de conversa com ACM Neto. Assim, esses meus amigos que me seguem há muitos anos, que eu chamo PSD de raiz, esses nunca me falaram que o Neto assediou, que conversou com o Neto. Eu converso com os prefeitos e ex-prefeitos quase que semanalmente, todos eles. Semana passada estiveram aqui vários prefeitos e não disseram absolutamente nada”, comentou o presidente do PSD.
“Nesse momento, que precede uma formação da chapa, exige de cada um de nós um bom senso, um equilíbrio, compostura e linguagem ética e correta para respeitar todo mundo, até aqueles que saem do nosso grupo, que nos deixam, entendeu?”, completou.
O deputado federal e líder do PSD na Câmara, Antonio Brito manifestou apoio, em noma da bancada do partido, à indicação do deputado federal Otto Filho para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA).
Segundo o parlamentar, a escolha representa orgulho para o partido, que reconhece em Otto Filho um "homem preparado, competente e com grande espírito público, atributos confirmados pela sua expressiva votação, sendo o deputado federal mais votado do Estado". "Filho do senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar, ele soma experiência e compromisso com o Estado", acrescenta.
O posicionamento ocorre após o senador Otto Alencar revelar que Otto Alencar Filho terá indicação pelo PSD para ocupar a vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA). Segundo o senador, a decisão chegou após os deputados do partido apoiarem a indicação de seu filho para o cargo.
“Bem, o PSD se reuniu na semana passada, em Brasília, os deputados federais todos, e também os deputados estaduais, e eles respaldam a indicação do deputado Otto Filho para o TCE. Falta o governador decidir. Mas tem o apoio de todos os deputados federais, de todos os deputados estaduais, da presidente Ivana Bastos, de vários setores aí. Não há uma decisão única minha, absolutamente, que eu não iria de encontro”, confirmou Otto Alencar durante entrevista ao OFF News, na manhã desta segunda, na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
O senador Otto Alencar revelou, nesta segunda-feira (1º), que Otto Alencar Filho terá indicação pelo PSD para ocupar a vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA). Segundo o senador, a decisão chegou após os deputados do partido apoiarem a indicação de seu filho para o cargo.
“Bem, o PSD se reuniu na semana passada, em Brasília, os deputados federais todos, e também os deputados estaduais, e eles respaldam a indicação do deputado Otto Filho para o TCE. Falta o governador decidir. Mas tem o apoio de todos os deputados federais, de todos os deputados estaduais, da presidente Ivana Bastos, de vários setores aí. Não há uma decisão única minha, absolutamente, que eu não iria de encontro”, confirmou Otto Alencar durante entrevista ao OFF News, na manhã desta segunda, na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
Otto negou que colocou o cargo como um objeto de troca para manter o apoio da sigla na base do Governo do Estado.
“No início seria a indicação do deputado federal Sérgio Brito, depois o Sérgio Brito não quis ir para o tribunal, e todos se reuniram e indicaram o nome do alto filho. Mas quem decide é o governador, ele vai decidir, se ele decidir, tudo bem. Se não decidir, continuou com ele do mesmo jeito, não tem nenhum problema. Não é uma condição minha exigir cargo para estar na aliança com o governo, nunca exigi nada para apoiar nossa causa, nosso projeto” reafirmou o senador e presidente do PSD Bahia”, apontou Alencar.
O desenho feito pelo senador já tinha sido revelado pelo BN, em maio deste ano. Na ocasião, a reportagem mostrou que ele planejava indicar Otto Filho para uma das vagas de conselheiro abertas no Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) e que sua filha, Isadora Alencar representaria a "continuidade" do projeto político de Otto, tendo a possibilidade dela disputar "direto" uma vaga para deputada federal, no lugar do irmão.
Otto Alencar lamenta rompimento entre Alcolumbre e Jaques Wagner e revela encontro com Jorge Messias
O senado Otto Alencar (PSD) lamentou o rompimento político entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT), em razão da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao Bahia Notícias, Otto afirmou que conversou com o presidente do Senado para que as tensões não sejam transferidas para o âmbito pessoal e, também, revelou que teve um encontro com Messias durante esta semana.
Otto relembrou o “sonho” de Alcolumbre para a indicação do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para a vaga deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso, mas reforçou que a prerrogativa é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além disso, o senador baiano, que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, responsável por realizar a sabatina de indicados ao STF, também reforçou que os trâmites para a indicação de Messias ao Supremo seguirão o Regimento Interno “de forma ética”.
“E esse rompimento político não pode ser o deixar de se cumprimentar, deixar de se falar, porque não cabe isso no Parlamento. Você pode até discordar do ponto de vista político, ideológico, doutrinário, mas tem que conversar, tem que estabelecer essa relação cordial e respeitosa. Eu conversei com o Davi ontem sobre isso, ele me ouve bastante, eu tenho aconselhado a ele a ouvir e procurar o caminho. É claro que ele sonhava, como muitos senadores sonhavam, com a indicação do Rodrigo Pacheco, mas a indicação do ministro do Supremo é a atribuição exclusiva do presidente da República”, comentou Otto.
“Messias está conversando com os senadores, conversou comigo, inclusive. Eu já o conhecia, e da minha parte, não terá procedimento que não seja dentro do regimento, em termos do Senado Federal, sendo da forma ética e correta”, completou.
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À reportagem, Otto também citou a ausência de Alcolumbre e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) durante a cerimônia de sanção do Projeto de Lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para R$ 5 mil. Segundo Otto, há uma “fissura” o Lula e o Congresso Nacional em razão da indicação de Jorge Messias.
“Ontem, quando o presidente Lula foi sancionar o projeto que isenta o Imposto de Renda, não estavam presentes nem o Davi, nem o Hugo Motta na solenidade. Então, é uma situação que eu acho que tanto o presidente Davi como o Hugo, como o presidente Lula, precisam conversar pelo bem do Brasil, encontrar um entendimento que, pelo menos, as principais matérias de interesse do povo brasileiro sejam aprovadas. Agora, no final do ano, tem uma delas que é vital, que é a aprovação do Orçamento Geral da União, que nós chamamos de LOA”, comentou o senador.
Na terça (25), Davi Alcolumbre, em coletiva junto de Otto Alencar, anunciou que será no próximo dia 10 de dezembro a sabatina de Jorge Messias. Na ocasião, o presidente do Senado também confirmou que o senador Weverton (PDT-MA) será o relator da indicação.
A CCJ é a comissão onde o indicado ao STF será sabatinado pelos senadores. Após a sabatina e posterior, a indicação terá que ser analisada pelo plenário, e Messias precisará de 41 votos para ser confirmado como ministro.
O senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar, reforçou que não será candidato a governador em 2026 em meio a rumores de um possível arranjo para encaixar Angelo Coronel (PSD) na chapa majoritária governista. Em entrevista ao Bahia Notícias nesta quinta-feira (27), o congressista rechaçou a possibilidade e declarou que disputará o Palácio de Ondina “em hipótese nenhuma”.
Em conversa com a reportagem, Otto informou que se reuniu com a bancada baiana do PSD durante a tarde desta quarta (26) para discutir a formação da chapa proporcional e negou que tenha indicado uma candidatura ao governo do estado. Ao BN, o senador relembrou que foi convidado para ser candidato em 2022, mas recusou por entender que o Executivo “não o apetece mais”.
“Eu já fui três vezes secretário, um ano governador, já passei pelo Executivo. Não quis em 2022 com uma campanha que seria vitoriosa. Rui [Costa] me ligou algumas vezes dizendo que me apoiaria até o final, mas eu falei ‘não quero ser candidato’. Até usei uma frase: ‘Não em apetece mais o Executivo (...). Às vezes as pessoas ouvem informações desencontradas e colocam sem nos ouvir. A verdade é: Hipótese nenhuma vou adotar uma candidatura ao governo em 2026, inclusive por nenhuma dessas informações que foram citadas para o senador de Coronel”, disse Otto Alencar.
O senador também reforçou seu apoio à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e afirmou que “mudanças radicais não fazem seu estilo”. Sobre a montagem da chapa ao Senado, visto que o PT tem articulado uma chapa puro-sangue, com a reeleição de Jaques Wagner e a candidatura do ministro da Casa Civil, Rui Costa, Otto informou que as conversas devem se aprofundar no próximo ano e demonstrou otimismo.
“Eu estou esperando, como o Wagner falou, o próximo ano para a gente sentar e ver como é que vai ser. Eu torço muito para que nós continuemos juntos. Eu já disse algumas vezes que o meu candidato a presidente da república é o presidente Lula e o governador Jerônimo, eu já disse algumas vezes isso (...). O presidente Lula me trata muito bem, o Jerônimo me trata muito bem. Confio nele, acredito no governo dele. Como é que eu vou entrar numa mudança, num avesso radical desse… não é meu perfil, né?”, declaro Otto.
Em meio à ofensiva do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para acelerar a sabatina de Jorge Messias, indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao STF, o governo federal vem buscando o apoio do senador Otto Alencar (PSD-BA) com a intenção de evitar a realização da apreciação do nome do advogado-geral da União.
Otto Alencar é o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que vai realizar a sabatina e votação da indicação de Jorge Messias para a vaga aberta no STF desde a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. A estratégia do governo para evitar a data de 10 de dezembro marcada por Alcolumbre é contar com Otto para adiar a sabatina.
Como forma de municiar uma ação de Otto Alencar para adiar a sabatina, o governo Lula ainda não enviou ao Senado a mensagem oficial com a indicação de Jorge Messias ao STF. Essa mensagem contém também o currículo do indicado por Lula, e que será apreciado pelos senadores da CCJ.
Diante da demora no envio da mensagem, Otto Alencar disse nesta quarta-feira (26) que o calendário da sabatina pode vir a ser alterado.
“O governo não mandou nem a mensagem [presidencial] ainda. Eu pensava que tinha mandado, fiz um calendário e o calendário foi para o telhado”, disse Otto a jornalistas.
Como a indicação de Messias pelo presidente Lula foi publicada no Diário Oficial em 20 de novembro, já se passaram seis dias sem que o governo tenha enviado a mensagem ao Senado. Essa demora é incomum.
No caso das indicações mais recentes feitas neste terceiro mandato de Lula, o envio da mensagem teve trâmite bem mais rápido do que o atual.
O ministro Cristiano Zanin, por exemplo, foi indicado em 1º de junho de 2023 no Diário Oficial e a mensagem ao Senado foi encaminhada no dia 2 de junho. Já Flávio Dino foi indicado em 27 de novembro de 2023 no Diário Oficial e a mensagem ao Senado foi encaminhada na mesma data.
Apesar da demora do governo no envio da mensagem e de declarações do líder Jaques Wagner (PT-BA) de que o ideal seria que a sabatina ocorresse apenas no ano que vem, circulou a informação no final da tarde, no Senado, de que Davi Alcolumbre quer manter a sabatina para 10 de dezembro, mesmo sem o recebimento do comunicado formal que anuncia a indicação de Messias.
Há quem defenda que o envio da mensagem é apenas uma praxe, e que não há uma norma legal que exija esse tipo de procedimento para a realização da sabatina. O que valeria seria a publicação da indicação no Diário Oficial da União, que saiu em uma edição extra em 20 de novembro de 2025, feriado da Consciência Negra.
Nesta queda-de-braço com Alcolumbre, o Palácio do Planalto tenta convencer Otto Alencar a adiar a sabatina, como forma de ganhar tempo e para que Jorge Messias tenha condições de procurar os senadores e conquistar votos. Já aliados do presidente do Senado afirmam que ele não vai acolher a argumentação do Planalto e vai pressionar Otto Alencar para que a sabatina seja mesmo realizada em 10 de dezembro, reduzindo assim as chances de Messias de fazer campanha por sua indicação.
O senador Otto Alencar (PSD-BA), em vídeo postado nas suas redes sociais, disse que o projeto de lei antifacção, aprovado nesta terça-feira (18) no plenário da Câmara dos Deputados, vai passar primeiro pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, antes de ser apreciado no plenário.
Otto disse que já designou o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para ser o relator da matéria na CCJ. O senador baiano também confirmou que pretende realizar uma audiência pública para discutir o projeto antes da apresentação do relatório final.
Segundo o presidente da CCJ, devem ser convidados para a audiência representantes do Ministério Público, da Polícia Civil, da Polícia Federal e de outras entidades que enfrentam o crime organizado diariamente.
“A partir dessas contribuições, iremos construir o texto final da lei, ou seja, as regras e medidas que realmente vão fortalecer o combate ao crime e proteger as comunidades que mais sofrem”, disse o senador.
A tramitação do projeto de lei antifacção no Senado deve ser rápida, como garante o senador Otto Alencar. Para ele, é preciso agir com urgência para inibir a ação do crime organizado, que é mais danosa principalmente para quem mora na periferia das grandes cidades.
“Vamos aprovar na CCJ, levar para o plenário do Senado, e oferecer ao país uma lei que seja dura contra o crime, que puna, que acabe com a impunidade de uma vez por todas. O povo brasileiro pode contar com o meu apoio para fazer o melhor texto e apresentar aquilo que é importante para ser levado à sanção do presidente Lula, e com isso inibir essa ação tão nefasta para o país”, disse o senador Otto Alencar em sua postagem nas redes sociais.
O senador Alessandro Vieira, designado por Otto Alencar e Davi Alcolumbre para ser o relator do projeto, disse nesta quarta-feira (19) que fará alterações no texto aprovado pela Câmara. Um dos pontos que devem ser alterados diz respeito ao financiamento da Polícia Federal.
“Não se pode tirar um centavo da Polícia Federal”, afirmou Alessandro Vieira em entrevista à Globonews.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
ACM Neto
"Colocou o peso de sua caneta para eleger Odair Cunha".
Disse o pré-candidato a governador ACM Neto ao lamentar a derrota de Elmar Nascimento na disputa para se tornar ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Escolhido para representar o União Brasil na eleição, o deputado foi sabatinado na Comissão de Finanças da Câmara dos Deputados, mas perdeu o posto para Odair Cunha, candidato do PT escolhido pela Casa.