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Contador do Careca do INSS prestava serviços também para escritório de Flávio Bolsonaro, afirma site
Após a revelação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) emitiu notas fiscais de seu escritório de advocacia a uma empresa que recebeu repasses do Banco Master, veio a público nesta sexta-feira (24) a informação de que o pré-candidato a presidente utiliza os serviços da mesma firma de contabilidade contratada pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.
De acordo com a coluna da jornalista Andreza Matais, do site Metrópoles, no cabeçalho da nota fiscal emitida pelo escritório Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, é possível visualizar a citação ao endereço de e-mail “[email protected]”. O domínio pertence à Voga Serviços Contábeis, empresa de Alexandre Caetano dos Reis contratada pelo Careca.
A colunista Andreza Matais afirma ainda que nos dados da Receita Federal, consta o nome de Letícia Caetano dos Reis como administradora do escritório de Flávio Bolsonaro. Letícia é irmã de Alexandre Caetano.
Segundo o relatório final da CPMI do INSS, Alexandre Caetano dos Reis era o responsável técnico pela Brasília Consultoria Empresarial S.A., a principal empresa do Careca.
“O contador Alexandre Caetano dos Reis exerce funções contábeis em empresas diretamente relacionadas ao núcleo empresarial de Antônio Carlos Camilo Antunes (o Careca do INSS)”, diz o relatório final da CPMI do INSS.
Durante o funcionamento da CPMI, parlamentares apresentaram requerimentos de convocação e de quebra de sigilo de Alexandre Caetano dos Reis. Foi o caso da deputada Bia Kicis (PL-DF), cotada para ser candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro.
No seu requerimento, a deputada Bia Kicis pediu a quebra dos sigilos bancário e fiscal tanto de Alexandre Caetano dos Reis quanto da Voga Serviços Contábeis. A deputada do PL afirma no pedido que a Voga era responsável pela contabilidade terceirizada das empresas vinculadas ao “Careca do INSS”, principal investigado por comandar uma rede de desvio de recursos e lavagem de dinheiro envolvendo associações e entidades representativas de aposentados.
Bia Kicis cita depoimentos à Polícia Federal sobre as movimentações que atingiam cerca de R$ 10 milhões mensais, cabendo à Voga a emissão e controle de notas fiscais e lançamentos financeiros das empresas ligadas ao “Careca”.
“Investigações conduzidas pela Polícia Federal, corroboradas por matérias publicadas em veículos de imprensa, indicam ainda que a Voga Serviços Contábeis manteve relações financeiras diretas com a empresa Prospect Consultoria Empresarial, identificada como uma das principais engrenagens utilizadas para movimentar recursos provenientes de descontos indevidos e repassar valores ilícitos a servidores do INSS”, diz o texto do requerimento de Bia Kicis.
“Esses elementos, em conjunto, configuram fortes indícios de interconexão entre a Voga Serviços Contábeis Sociedade Simples LTDA, operadores financeiros do esquema criminoso e pessoas politicamente expostas, justificando a adoção de medidas excepcionais de investigação patrimonial”, conclui a deputada do PL. O requerimento de Bia Kicis não chegou a ser votado pela CPMI.
Em dezembro passado, Alexandre Caetano dos Reis foi preso pela Polícia Federal (PF), por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além do “Careca do INSS”, Alexandre Caetano é contador de empresas do senador Weverton Rocha (PDT-MA).
A relação de Flávio Bolsonaro com o escritório Voga foi citada ainda pelos parlamentares de oposição que apresentaram um relatório alternativo na CPMI. O relatório não colocado em votação pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (PSD-MG).
O documento da oposição pediu o indiciamento do senador do PL alegando o envolvimento dele com Letícia Caetano dos Reis, irmã de Alexandre Caetano e apresentada no texto como "administradora do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro".
De acordo com o deputado Rogério Correia (PT-MG), um dos autores do relatório alternativo, a base governista tentou aprofundar a investigação contra Flávio, mas não conseguiu vencer o bloqueio dos parlamentares de oposição.
Escrivão da Polícia Federal concursado desde 2010, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro deve ser demitido por abandono de cargo. Foi o que decidiu a Polícia Federal após concluir um Processo Administrativo Disciplinar aberto em fevereiro contra o ex-parlamentar por abandono de cargo.
Com a conclusão do processo, caberá agora ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, assinar o ato de expulsão de Eduardo Bolsonaro da Polícia Federal. O posto de escrivão da corporação, que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ocupava, tem remuneração inicial de cerca de R$ 14 mil mensais.
Eduardo Bolsonaro se auto-exilou nos Estados Unidos desde o mês de fevereiro do ano passado. Como ainda era deputado federal, estava licenciado de suas funções na PF.
No final de 2025, entretanto, Eduardo teve decretada a perda de seu mandato pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por excesso de faltas. Desde então, Eduardo Bolsonaro recebeu diversas advertências da Polícia Federal para que se apresentasse à unidade onde é lotado, no Rio de Janeiro. A PF alertou que a ausência injustificada poderia resultar em providências administrativas e disciplinares.
Como o ex-parlamentar não se reapresentou ao serviço, um PAD foi aberto para analisar o caso. Na instrução do processo, a Corregedoria da PF no Rio de Janeiro determinou que ele entregasse a sua carteira funcional e arma de fogo.
A perda do cargo na Polícia Federal representa mais um revés para Eduardo Bolsonaro. Além da perda de mandato como deputado federal, o irmão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão por coação, acusado de atuar nos Estados Unidos para impedir a análise de ações por tentativa de golpe de Estado.
Quando o seu julgamento transitar em julgado no STF, Eduardo Bolsonaro ficará inelegível por 12 anos, de acordo com a Lei da Ficha Limpa.
Apesar da condenação pelo STF, o ex-deputado não tem intenção de retornar ao Brasil. Inclusive porque nesta terça (21) o governo dos Estados Unidos concedeu a ele o visto de residência permanente (green card).
O documento assegura ao cidadão estrangeiro o direito de viver, trabalhar e estudar nos Estados Unidos por tempo indeterminado, sem a necessidade de autorizações adicionais.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou, nesta segunda-feira (20), as explicações recebidas de presidentes de partidos sobre a influência dos políticos na indicação de emendas parlamentares para a Polícia Federal (PF). A PF será responsável por analisar as manifestações do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do presidente do PSD, Gilberto Kassab, e adotar as providências cabíveis.
“Considero relevante que tais informações sejam levadas ao conhecimento da Polícia Federal, visando aos atos de investigação cabíveis no âmbito de sua competência, inclusive para que seja possível a melhor análise das práticas existentes”, decidiu o ministro.
A ação é um desdobramento do posicionamento do ministro Flávio Dino que, na semana passada, determinou que 21 partidos enviem ao Supremo explicações sobre a gestão das emendas.
A medida foi determinada após o ministro bloquear R$119 milhões em bens que estão em nome do presidente do PL, no âmbito da Operação Transparência, na qual a PF investiga desvios de emendas.
Na decisão, Dino apontou a suspeita de que Valdemar pode ter feito indicações irregulares de emendas mesmo sem mandato. Valdemar é ex-deputado federal. Após cobrar explicações, Valdemar e Kassab foram os primeiros a enviarem suas manifestações.
Kassab disse que não tem influência sobre a indicação de emendas parlamentares: "Em nenhum momento em todo o período de existência do Partido Social Democrático houve sequer menção sobre a possibilidade de o peticionante exercer influência na destinação de emendas parlamentares", declarou.
Por sua vez, Valdemar disse que não tem cotas em emendas e não faz indicações formais de emendas ou ordena a execução de despesas. "O presidente nacional do Partido Liberal não dispõe de cota, reserva, titularidade, propriedade, cessão ou mecanismo jurídico de alocação de emendas parlamentares. Não apresenta emenda, não pratica a indicação formal, não delibera pela bancada ou pela comissão e não ordena a execução da despesa", afirmou.
Na decisão em que determinou o bloqueio dos bens de Valdemar Costa Neto, Dino ressaltou que o ex-deputado não tem direito à indicação de emendas.
Nesta segunda-feira (20), data que marca o primeiro dia do período determinado pela Justiça Eleitoral para a realização das convenções partidárias, a disputa presidencial de 2026 já tem o seu primeiro candidato oficial. O partido Missão realizou uma convenção em formato online e oficializou o nome de Renan Santos como seu candidato a presidente.
O partido havia programado a oficialização do nome de seu candidato para o dia 1º de agosto, em uma convenção nacional que seria realizada na cidade de São Paulo. Alegando motivos de segurança e ameaças recebidas de facções criminosas, a legenda decidiu antecipar a convenção, optando por um formato online e sem transmissão aberta.
Embora tenha adiantado a convenção, o Missão mantém programado para o dia 1º de agosto o seu evento nacional em São Paulo para apresentar a candidatura de Renan Santos e suas propostas, reunidas em um documento chamado Livro Amarelo. Em um post na rede social X, Renan comentou a sua candidatura e a escolha do vice.
“É oficial: partido Missão me indicou como CANDIDATO à presidência da República. Junto comigo vem meu vice, Aroldo. Bora vencer e honrar essa missão!”, disse.
Na mesma convenção online, o Missão oficializou a candidatura do vice, Aroldo Medina, e do deputado federal Kim Kataguiri como vice-presidente do partido e titular do Conselho de Ética da sigla. Com a definição da candidatura de Renan Santos, ele poderá a partir de agora contar com a participação de agentes da Polícia Federal em sua segurança pessoal.
“Estar com a Polícia Federal não é mais uma questão de conveniência ou até de redução de gastos, dado que equipes privadas são mais caras. É uma questão de sobrevivência”, afirmou o candidato em um vídeo divulgado por sua equipe de campanha.
A Polícia Federal inicia, nesta segunda-feira (20), o serviço de segurança aos candidatos à Presidência da República. Os candidatos homologados em convenção partidária devem fazer a solicitação formal do serviço junto a entidade para usufruírem de uma equipe específica de segurança, disponibilizada pela PF.
No caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve concorrer à reeleição, a proteção durante o período eleitoral será feita pela Polícia Federal em conjunto pelo GSI (Gabinete de Segurança Institucional).
Segundo informações da CNN, os candidatos Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) afirmaram que irão solicitar o serviço de segurança.
Já o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informou à CNN que, por preferência pessoal e pela prerrogativa de exercer o cargo de senador, deve dispensar o suporte da PF e optou por manter a mesma equipe da Polícia Legislativa do Senado que já o acompanha.
AÇÕES DE SEGURANÇA
Os grupos que irão garantir a segurança dos candidatos são compostos por delegados, agentes e escrivães especializados na segurança de autoridades. Além disso, uma avaliação de risco foi realizada pela PF para classificar os pré-candidatos em quatro níveis de ameaça: muito alto, alto, moderado e baixo.
A Diretoria de Proteção à Pessoa da PF informou que de 600 profissionais foram capacitados entre 2025 e 2026 para atuar na segurança dos candidatos. Destes, até 458 servidores serão recrutados. A estimativa do órgão é que R$95 milhões sejam empenhados para garantir a segurança de até dez candidaturas à Presidência da República nas eleições de 2026.
O orçamento previsto será utilizado para custear a mobilização dos agentes, serviços e aquisição de equipamentos como:
- veículos blindados;
- coletes de segurança balísticos de alto desempenho;
- sistemas antidrones;
- kits antibombas.
Entretanto, o órgão ressalta que o tratamento será igualitário para todos, aplicando os mesmos critérios técnicos. As ações serão integradas com as forças de segurança estaduais e municipais, buscando a menor interferência possível na dinâmica das campanhas.
Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (16/7), a Operação Meridian, destinada a desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas por via marítima, com atuação no Porto de Salvador. A ação conta com o apoio da Polícia Militar da Bahia, por meio do Comando de Policiamento Regional da Capital Baía de Todos os Santos (CPRC/BTS), da Companhia Independente de Policiamento Especializado Polo Industrial (CIPE Polo Industrial) e do Esquadrão Fênix.
A investigação teve início após intercâmbio de informações com a Receita Federal. As apurações revelaram um esquema que utilizava contêineres destinados à exportação de carga lícita com cocaína. A atuação do grupo contava com a cooptação de funcionários portuários e motoristas de caminhão.
O inquérito policial foi instaurado em 2026, após comunicação da Alfândega da Receita Federal acerca da apreensão de 742 kg de cocaína no Porto de Londres, no Reino Unido.
Nesta fase da operação, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão, em Salvador e Região Metropolitana. Das prisões, quatro foram cumpridas em desfavor de funcionários do Porto de Salvador.
A operação tem como objetivo reprimir o tráfico internacional de drogas por via marítima, mediante identificação de toda a cadeia logística empregada pelo grupo, promover a descapitalização da organização criminosa e responsabilizar os envolvidos pelo envio de grandes quantidades de cocaína ao exterior a partir do Porto de Salvador.
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros integrantes do grupo, bem como desvendar eventuais ramificações nacionais e internacionais do esquema de tráfico internacional de drogas.
Em nota enviada ao Bahia Notícias, a Autoridade Portuária Federal – CODEBA informa que atua em parceria e de forma coordenada com as forças de segurança nacional e estadual e com a Receita Federal.
Nota da Codeba na integra:
"
Em relação à operação de combate ao narcotráfico no Porto de Salvador, a Autoridade Portuária Federal – CODEBA informa que atua em parceria e de forma coordenada com as forças de segurança nacional e estadual e com a Receita Federal.
Para reforçar a vigilância, a Companhia vem investindo no reequipamento da Guarda Portuária, com a aquisição de veículos operacionais, drones , lancha de patrulha, armamentos, coletes balísticos, implantação de sistemas de inteligência dedicados e cursos e capacitações.
Destaca-se, ainda, a inauguração do Centro Integrado de Segurança Pública Portuária, no Porto de Aratu-Candeias. A estrutura, operada pela Polícia Federal, é a primeira do país voltada para o aprimoramento do desempenho das atividades operacionais e de inteligência da Guarda Portuária, forças de segurança, Corpo de Bombeiros Militar da Bahia e IBAMA que atuam nos centros urbanos costeiros"
A Polícia Federal (PF) concluiu a primeira fase da investigação da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de cobranças indevidas em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O relatório final, com 265 páginas, foi encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e resultou no indiciamento de 48 pessoas.
De acondor com as informações do G1, com a conclusão do inquérito, o caso será enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá se apresenta denúncia à Justiça, solicita novas diligências ou pede o arquivamento da investigação.
Entre os indiciados estão o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral do órgão, Virgílio de Oliveira Filho, o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca", e o presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes.
Segundo a PF, Stefanutto e Virgílio de Oliveira Filho responderão por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Já Antônio Carlos Camilo Antunes foi indiciado por lavagem de dinheiro e participação em corrupção passiva. Carlos Roberto Ferreira Lopes deverá responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro qualificado e corrupção ativa majorada.
As defesas de Alessandro Stefanutto e de Antônio Carlos Camilo Antunes informaram que ainda não irão se manifestar, pois não tiveram acesso aos autos da investigação. A Conafer também foi procurada, mas não respondeu até a publicação da reportagem.
De acordo com as investigações, aposentados e pensionistas tinham valores descontados mensalmente de seus benefícios como se fossem filiados a associações. No entanto, as vítimas não haviam autorizado a adesão nem os débitos. Conforme os investigadores, o prejuízo provocado pelos descontos irregulares pode chegar a R$ 6,3 bilhões.
Mais de um ano após serem indiciados pela Polícia Federal no inquérito da chamada "Abin paralela", dezenas de servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) continuam ocupando cargos de chefia e mantendo acesso a informações sensíveis. As informações foram divulgadas pela Folha de S.Paulo.
Em junho de 2025, a PF concluiu o inquérito e indiciou mais de 30 pessoas. Entre os investigados estão o diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa, o chefe de gabinete, Luiz Carlos Nóbrega, e o corregedor-geral, José Fernando Chuy, que permanecem em suas respectivas funções.
Segundo as investigações, a atual direção da agência, já durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teria praticado atos que interferiram no andamento das apurações conduzidas pela Polícia Federal. Após a operação, o governo federal exonerou o então diretor-adjunto da Abin, Alessandro Moretti.
O caso ficou cerca de um ano sob análise do procurador-geral da República, Paulo Gonet. No mês passado, ele solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o envio do processo para a primeira instância.
A investigação teve início após a descoberta de que servidores da Abin utilizaram o software First Mile para realizar o rastreamento irregular da localização de adversários políticos durante o governo Jair Bolsonaro (PL). A primeira operação da PF ocorreu há dois anos e oito meses, quando seis agentes foram afastados. Um deles se aposentou e outro pediu exoneração.
Passados 32 meses desde o início da ofensiva policial, ao menos três servidores afastados continuam recebendo salários, embora estejam sem exercer atividades. Procurada pela Folha, a Abin informou apenas que cumpre decisões judiciais e que não comenta processos em andamento.
Dos R$ 119 milhões em emendas que, segundo a Polícia Federal (PF), foram indicadas pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, quase R$25 milhões foram enviados a Porto Seguro, município no Extremo Sul do estado, na semana anterior ao limite para envio de recursos federais antes das eleições municipais de 2024.
A legislação veda, com algumas exceções, a transferência de recursos da União a estados e municípios nos três meses que antecedem o pleito. Em 2024, o primeiro turno foi realizado no dia 6 de outubro. Com isso, a janela se fechou no dia 6 de julho.
Segundo uma reportagem do jornal O Globo, a Bahia registrou o segundo maior repasse entre os listados na investigação. O município baiano recebeu R$24,9 milhões no mesmo mês é gerida pelo prefeito Jânio Natal, do PL, disputou a reeleição em Porto Seguro três meses depois e venceu.
Segundo a investigação, as emendas eram indicadas por Valdemar, que não tem mandato como deputado federal, e registradas em nome de deputados "solicitantes" para ganhar aparência de legalidade. Dino determinou o bloqueio de R$119,2 milhões em bens do dirigente e a suspensão da execução de todas as despesas ligadas às emendas.
Em 2025, Valdemar Costa Neto voltou a demonstrar a proximidade com as lideranças do PL no Sul da Bahia ao comparecer a um evento do pré-candidato ao governo, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto e o prfeito Jânio Natal.
O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) divulgou uma nota de esclarecimento neste sábado (11) após ser citado em reportagens sobre a investigação da Polícia Federal (PF) que apura um suposto esquema de direcionamento irregular de emendas parlamentares envolvendo o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Conforme as investigações, Alden aparece entre os parlamentares apontados como solicitantes formais de recursos que, segundo a PF, teriam sido apadrinhados por Valdemar. O caso ganhou repercussão após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinar o bloqueio de R$ 119 milhões em bens do dirigente partidário por indícios de irregularidades na destinação de verbas do Orçamento da União.
Na manifestação, o parlamentar afirmou que a emenda mencionada é do tipo comissão, modalidade prevista na legislação orçamentária e distribuída entre os partidos com representação no Congresso Nacional. Segundo ele, no PL as indicações são feitas pela liderança da legenda e formalizadas pelos deputados, seguindo os critérios legais, de transparência e fiscalização.
Alden também negou ter tratado do assunto com Valdemar Costa Neto ou qualquer pessoa ligada ao presidente do partido. De acordo com o deputado, a indicação ocorreu dentro das normas previstas e faz parte do exercício regular da atividade parlamentar. O congressista ressaltou ainda que sua atuação se limita à indicação do recurso e do ente beneficiário.
"O parlamentar não executa recursos públicos, não realiza licitações, não contrata empresas, não efetua pagamentos e não participa da gestão administrativa ou financeira da emenda", afirmou em trecho da nota.
Por fim, Capitão Alden declarou que os recursos citados foram executados e submetidos aos procedimentos legais de prestação de contas pelos gestores responsáveis. O deputado reafirmou que sempre exerceu o mandato em conformidade com a Constituição e as leis e disse permanecer à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos, caso seja formalmente solicitado.
Agentes da Polícia Federal atuantes em Feira de Santana, no Portal do Sertão, deflagraram um abuso contra a exploração sexual infantil na internet. A ação deflagrada nesta quinta-feira (9), que investigava imagens de violência sexual contra uma menor de idade, e resultou no resgate de uma vítima no município de Irecê, situado na região Centro-Norte da Bahia.
Em entrevista ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, o delegado da Polícia Federal atuante em Feira de Santana, André Gonçalves, explicou que a operação mirava a origem de imagens de abuso sexual em crianças que circulavam em páginas de rede oculta em países como Filipinas e Austrália.
"Essas mídias acabaram transbordando pelas nossas fronteiras e captadas em outros países e operações da Polícia Civil em outros estados." O suspeito deve estar envolvido com uma organização criminosa ou negociado a mídia com uma", avaliou o delegado. Até o momento, há indícios da participação de dois suspeitos.
Os aparelhos eletrônicos apreendidos durante a operação serão analisados, e novas apurações devem ajudar a identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar as investigações. A PF ainda orienta que responsáveis acompanhem o uso da internet por crianças e adolescentes, observando mudanças de comportamento e interações na internet, sempre se atentando a possíveis casos de assédio virtual.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), a 10ª fase da Operação Compliance Zero para investigar uma suposta atuação coordenada em redes sociais destinada a comprometer a credibilidade do Banco Central do Brasil.
O publicitário Thiago Miranda, dono da agência Mithi, ganhou notoriedade na investigação por intermediar o investimento de R$ 62 milhões realizado pelo empresário Daniel Vorcaro no documentário Dark Horse, que aborda a trajetória de Jair Bolsonaro. Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), os policiais cumprem dois mandados de busca e apreensão em Brasília.
Segundo a PF, além dos ataques à instituição financeira, as investigações buscam desarticular uma possível organização criminosa que utilizaria táticas de intimidação contra jornalistas e o monitoramento ilegal de pessoas ligadas a autoridades públicas. O grupo também é suspeito de obter informações sigilosas de forma indevida e de tentar interferir em investigações criminais em curso.
De acordo com a corporação, os envolvidos podem responder por crimes contra o sistema financeiro nacional, organização criminosa e embaraço à investigação de organização criminosa, além de infrações ligadas à violação de dados e dispositivos informáticos.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam para esclarecer a atuação do grupo e identificar todos os envolvidos.
A Polícia Federal apreendeu, nesta quarta-feira (8), uma espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O armamento foi localizado na casa de um homem em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul. O homem teria procurado voluntariamente à Polícia Federal para informar que estava com a arma e demonstrar interesse em entregá-la.
Segundo informações do g1, o armamento era o último da relação de armas vinculadas ao ex-presidente que ainda não havia sido recolhido e agentes da PF se deslocaram até o endereço para recolher o armamento e adotar as medidas cabíveis.
A ação faz parte de uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O ministro entendeu que a permanência de armas na posse de Bolsonaro é uma situação incompatível com a medida de prisão domiciliar. Após solicitar a entrega das armas, Moraes também autorizou buscas na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nesta quarta, o mandado previa a busca e apreensão de armamentos, munição, acessórios e documentos de registro. Nada foi encontrado. O representante da Suprema Corte destacou que a ação foi motivada por informações desencontradas quanto ao número de armas em nome do ex-presidente.
"Sobrevieram aos autos informações indicando divergência entre o quantitativo de armas de fogo regularmente registradas em nome do apenado e aquelas efetivamente entregues aos órgãos competentes, circunstância que evidencia, em tese, o descumprimento da determinação judicial e recomenda a adoção de providências destinadas à localização e apreensão dos armamentos eventualmente mantidos sob o poder do condenado", afirmou Moraes.
Bolsonaro cumpre atualmente uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde o dia 24 de março deste ano, ele está sob prisão domiciliar humanitária, autorizada por Moraes inicialmente por 90 dias, e, posteriormente, prorrogada.
Detido após a Polícia Federal encontrar um fuzil em seu carro durante nova fase da Operação Unha e Carne, o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro, Márcio Canella (União) foi um dos destaques do lançamento de um MBA em Segurança Pública realizado em maio.
Canella é atual presidente do União Brasil e, nessa posição, participou como palestrante da aula inaugural do curso organizado pela Fundação Índigo, braço de formação política da legenda, presidida pelo ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto.
A Fundação Índigo lançou o MBA em Segurança Pública em maio, em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). O evento de lançamento foi realizado no Centro Cultural da FGV, no Rio de Janeiro.
O curso é gratuito, tem carga horária superior a 430 horas e exige a apresentação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) para a obtenção do certificado.
A estrutura acadêmica foi elaborada pela FGV e reúne 18 disciplinas, entre elas Crimes no Agronegócio, Crimes Cibernéticos, Insurgência Criminal, Controle Territorial e Dinâmicas Criminais na Amazônia Legal.
Segundo informações do Metrópoles, o ex-prefeito foi apresentado no evento como exemplo de gestão no combate ao crime organizado. Em sua participação, Márcio compartilhou experiências de sua administração e deu dicas a outros gestores sobre medidas que, segundo ele, contribuíram para a redução dos índices de violência em Belford Roxo.
UNHA E CARNE
Segundo a Polícia Federal, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta que o grupo investigado do qual Canella faz parte movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.
A corporação indica que a estrutura criminosa utilizava empresas do setor de combustíveis como plataforma para lavagem de dinheiro e contava, ainda, com a participação de agentes públicos.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, contratação direta ilegal, lavagem de dinheiro e outros delitos que venham a ser identificados durante o avanço das investigações.
As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) realizam, nesta quarta-feira (8), uma série de operações em 14 estados contra acusados de integrar organizações criminosas e de crimes como tráfico de drogas e de armas, lavagem de dinheiro e outros delitos.
Ao todo, agentes cumprem 179 mandados de busca e apreensão, 93 mandados de prisão e outras medidas cautelares determinadas pelo Poder Judiciário. A ação é realizada simultaneamente em 14 estados.
ILHÉUS (BA)
Operação Rebojo – Estão sendo cumpridos um mandado de prisão preventiva, dois mandados de busca e apreensão e medida de busca e apreensão de adolescente no município de Ubaitaba, em investigação relacionada à atuação de organização criminosa.
MACAPÁ (AP)
Operação Zip Lock – Estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos estados do Amapá e do Pará, além de outras medidas cautelares autorizadas pela Justiça, em investigação relacionada ao tráfico de drogas e à atuação de organização criminosa.
RIO BRANCO (AC)
Operação Ruptura: 2ª fase – Está sendo cumprido um mandado de busca e apreensão em Rio Branco/AC, em investigação relacionada à atuação de organização criminosa e ao tráfico de drogas.
MANAUS (AM)
Operação Torre 8 – Estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Manaus/AM, em investigação sobre tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
FORTALEZA (CE)
Operação Conexão Amazônia – Estão sendo cumpridos 16 mandados de busca e apreensão nos estados do Ceará, Pernambuco, Pará e Amazonas, além de medidas de sequestro de bens e bloqueio patrimonial, em investigação relacionada ao tráfico interestadual de drogas e à lavagem de dinheiro.
GOIÂNIA (GO)
Operação Blend – Estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos estados de Goiás, Mato Grosso e São Paulo, em investigação sobre fornecimento e distribuição de insumos químicos utilizados na adulteração de entorpecentes.
SÃO LUÍS (MA)
Operação Thálassa – Estão sendo cumpridos dois mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão, em investigação relacionada à atuação de organização criminosa.
CAMPO GRANDE (MS)
Operação Mandamus – Estão sendo cumpridos três mandados de prisão preventiva em Campo Grande, em investigação relacionada ao tráfico de drogas e à atuação de organização criminosa.
BELO HORIZONTE (MG)
Operação Borak – Estão sendo cumpridos dez mandados de prisão e 17 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte, em investigação sobre organização criminosa relacionada ao tráfico de drogas, homicídios e posse ou porte ilegal de arma de fogo.
UBERABA (MG)
Operação Conexão – Estão sendo cumpridos dois mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão nas cidades de Uberaba e Uberlândia, em investigação sobre organização criminosa relacionada ao tráfico de drogas.
BELÉM (PA)
Operação Coalizão: COP VIII – Estão sendo cumpridos 32 mandados de prisão preventiva e 32 mandados de busca e apreensão em investigação relacionada à atuação de organização criminosa.
JOÃO PESSOA (PB)
Operação Consigliere – Estão sendo cumpridos 46 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão preventiva na Paraíba, em Mato Grosso do Sul e em São Paulo, em investigação sobre organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de capitais.
TERESINA (PI)
Operação Contenção – Estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão temporária nos municípios de Luís Correia e Parnaíba, em investigação relacionada à atuação de organização criminosa, tráfico de drogas e homicídios.
NATAL (RN)
Operação Matriarca – Estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão em Natal, além de medidas de bloqueio e sequestro de bens, em investigação sobre organização criminosa relacionada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro.
MOSSORÓ (RN)
Operação Busting – Estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Mossoró, Upanema, Areia Branca e Serra do Mel, em investigação relacionada à atuação de organização criminosa.
SANTOS (SP)
Operação Desatrela – Estão sendo cumpridos sete mandados de prisão temporária e 10 mandados de busca e apreensão no estado de São Paulo, além de medidas de sequestro de bens e valores, em investigação sobre associação criminosa voltada ao roubo de cargas e caminhões.
CAMPINAS (SP)
Operação Argenti Lardum – Estão sendo cumpridos dez mandados de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Paraná, além de medidas de bloqueio e sequestro de bens, em investigação sobre organização criminosa relacionada a furtos, roubos e receptação de cargas.
O Comando do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que entregou à Polícia Federal as armas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que estavam sob sua guarda. O comando também informou que duas das oito armas que, segundo a defesa do ex-presidente, estariam no Batalhão de Polícia do Exército não se encontram sob a posse do Exército.
Após a divulgação da nota do Exército, na noite desta segunda-feira (6), a defesa de Bolsonaro disse que fez uma nova verificação no armamento do ex-presidente e afirmou que a outra arma, uma espingarda, está em uma importadora no Rio Grande do Sul. A arma teria sido um presente ao ex-presidente e que não chegou a ser retirada por Bolsonaro.
Segundo o G1, a outra arma não entregue possui o mesmo da arma do ex-presidente que foi apreendida em uma blitz em Brasília com um militar do Exército que atuava na segurança do ex-presidente.
ENTREGA DAS ARMAS
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a entrega, para a Polícia Federal, de 8 armas de propriedade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que estão, segundo advogados, com o Exército.
O ministro do STF deu a ordem após a defesa de Bolsonaro informar na sexta-feira (3) que essas armas estavam no Batalhão de Polícia do Exército.
Diante da decisão de Moraes, a defesa de Bolsonaro informou que, dessas 10 armas, duas já haviam sido entregues para a Polícia Federal em abril de 2023, após ordem do Tribunal de Contas da União (TCU). Outras oito, disseram os advogados ao STF, estavam com o Batalhão de Polícia do Exército.
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (7), a sexta fase da Operação Unha e Carne, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro. Segundo a investigação, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta que o esquema teria movimentado mais de R$7,6 bilhões nos últimos seis anos, com a participação de agentes públicos.
Agentes cumprem 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, na Região Metropolitana; em Resende, no Sul Fluminense; e na capital carioca. Entre os alvos da ação estão o ex-secretário de Polícia Civil do Rio, Marcus Amim, e Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado.
A PF ainda realizou o sequestro de bens e valores e a suspensão de atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado foram determinadas. Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a Polícia Federal (PF) colha o depoimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no inquérito que investiga uma suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na manifestação enviada ao STF, Gonet classificou a oitiva como uma medida de "especial relevância" e indicou que uma eventual retratação do parlamentar poderá ser considerada no andamento do caso, antes de um posicionamento definitivo da Procuradoria-Geral da República.
O pedido foi apresentado após a polícia concluir a investigação e apontar que orimogênito de Jair Bolsonaro (PL) teria cometido o crime de calúnia ao publicar, nas redes sociais, uma mensagem atribuindo a Lula supostos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro.
A defesa do senador havia solicitado que ele fosse ouvido somente após a realização de outras diligências, como depoimentos de autoridades e compartilhamento de documentos de órgãos do governo federal e de um tribunal dos Estados Unidos. Os pedidos, no entanto, foram rejeitados pela PF, sob o entendimento de que apenas retardariam a conclusão do inquérito, posição que também foi acompanhada por Paulo Gonet.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), a Operação Exchange. O objetivo da ação é desarticular uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. Entre os alvos da ofensiva está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, brasileira que foi alvo de sanções econômicas do governo dos Estados Unidos por ligação com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
A Justiça Federal determinou o bloqueio de até R$ 10,4 bilhões em bens, valores e criptoativos dos investigados. Ao todo, foram expedidos 11 mandados de prisão temporária, dos quais sete foram cumpridos até o momento, e 13 mandados de busca e apreensão em diferentes endereços.
O empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado como parceiro de Stella e também sancionado por Washington, é considerado foragido pela polícia.
De acordo com as investigações da Polícia Federal, obtidas pelo jornal O Globo, os suspeitos utilizavam uma complexa rede financeira para ocultar a origem dos recursos. O fluxo incluía transferências ilícitas de criptoativos, transporte de dinheiro em espécie, transações bancárias de alto valor e repasses sucessivos entre diversas contas.
Para tentar despistar as autoridades de controle, os investigados utilizavam codinomes. Shimada era identificado nas comunicações como "o Japa", enquanto Stella utilizava o apelido de "Lara Croft". Segundo o inquérito, Stella atuava como secretária e intermediária de Shimada, sendo responsável por organizar a coleta de grandes quantias de dinheiro vivo e fornecer suporte logístico.
Shimada, por sua vez, operava como o elo financeiro direto com traficantes de drogas. De acordo com o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, Victor Shimada é sócio da empresa Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda, no Brasil, e da Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, sediada em Portugal.
O governo americano o acusa de lavar mais de US$ 30 milhões (cerca de R$ 156 milhões) de recursos ilícitos utilizando criptomoedas para transferir os valores de volta ao Brasil em benefício de uma rede de lavagem de dinheiro associada ao PCC na Flórida.
No Brasil, Shimada é investigado pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público por suspeita de participação em fraudes financeiras relacionadas ao caso VaideBet, que apura o desvio de recursos do contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas.
A denúncia aponta que a empresa de Shimada movimentou valores com a Wave Intermediações, firma que estaria ligada a operadores financeiros mencionados em delações sobre o crime organizado. A investigação brasileira, no entanto, não afirma de forma categórica que Shimada seja integrante do PCC, mas o descreve como parte de um fluxo financeiro que se conecta a pessoas investigadas.
Além dos crimes financeiros, Shimada responde a quatro processos na esfera comum por ameaça, violência doméstica, injúria e lesão corporal dolosa. Ele chegou a cumprir um breve período de prisão domiciliar em janeiro de 2025 devido a uma ação judicial envolvendo o Banco Votorantim (BV).
Em nota enviada pela defesa de Victor Shimada, o advogado Yuri Cruz declarou que ainda não teve acesso aos documentos oficiais que embasaram as sanções americanas ou a nova operação. No entanto, o defensor ressaltou que Shimada nega veementemente qualquer envolvimento com facções criminosas ou com a prática de lavagem de dinheiro, manifestando confiança de que os fatos serão devidamente esclarecidos pela Justiça.
Stella Stefanie, que atuava como secretária nas empresas e não possuía antecedentes criminais registrados no Brasil antes da operação desta sexta-feira, ainda não teve manifestação de defesa divulgada.
Em relação à prisão domiciliar anterior de Shimada, o banco BV informou que identificou movimentações irregulares em seus serviços de tecnologia de pagamento em agosto de 2024. A instituição comunicou imediatamente as autoridades e colaborou de forma ativa como assistente de acusação no processo penal que apurou as irregularidades.
Um delegado da Polícia Federal (PF) foi baleado na manhã desta quinta-feira (2), em Passo Fundo, na Região Norte do Rio Grande do Sul, por um policial militar que está em licença para tratar de interesses particulares. E
O crime aconteceu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em um prédio residencial localizado na Rua José Bonifácio, na Vila Rodrigues. O alvo da ordem judicial era o apartamento da companheira do PM.
De acordo com informações preliminares, o delegado da PF foi atingido por três disparos de arma de fogo. O delegado foi socorrido às pressas e encaminhado ao Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), onde permanece internado em estado grave.
O segundo agente federal baleado na ação recebeu atendimento médico na mesma unidade de saúde e foi liberado em seguida.
O policial militar suspeito de efetuar os disparos não ficou ferido. O agente foi detido no local e conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Passo Fundo.
Por volta das 10h30, equipes de agentes federais deixaram o edifício, onde peritos criminais trabalhavam. Um funcionário do condomínio relatou ter visto marcas de sangue em um dos andares do prédio.
A ação que resultou no confronto faz parte da Operação EZQ 25:17, deflagrada pela Delegacia da Polícia Federal em Santana do Livramento. O objetivo da ofensiva é desarticular um sistema financeiro paralelo que sustentava um esquema de contrabando de mercadorias vindas de Miami, nos Estados Unidos.
A operação cumpriu 9 mandados de busca e apreensão, 56 ordens de sequestro de imóveis, bloqueio de contas bancárias de 38 pessoas físicas e jurídicas.
De acordo com a PF, os valores bloqueados pela 11ª Vara Federal de Porto Alegre podem alcançar R$ 28 milhões. A investigação aponta que a organização criminosa, originada na fronteira com o Uruguai, coordenava a entrada irregular de produtos no Brasil com o apoio de membros do grupo que atuavam diretamente em solo americano.
Por meio de nota, a Brigada Militar confirmou que o servidor envolvido está afastado das funções para tratar de assuntos particulares e que ele atirou contra os federais durante o cumprimento do mandado contra a sua esposa.
A corporação informou que o militar foi preso em flagrante e que a Corregedoria-Geral da Brigada Militar acompanha o caso, reforçando seu "compromisso com a preservação da vida, a manutenção da ordem pública e a atuação dentro da legalidade".
Em votação simbólica, a Câmara dos Deputados aprovou, em sessão realizada nesta quarta-feira (1º), medida provisória 1348/2026, que destina até 3% da arrecadação sobre apostas de quota fixa, as chamadas bets, ao Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-Fim da Polícia Federal (Funapol). A medida segue agora para o Senado.
A MP 1.348/2026 amplia as fontes de receita do Funapol ao redirecionar ao fundo uma fatia de recursos antes destinada à saúde, à assistência social e à Previdência Social. A proposta também permite que o fundo seja usado para ressarcir gastos de saúde de servidores, quando comprovados.
O texto aprovado no plenário da Câmara prevê um período de transição para a destinação do novo percentual ao fundo: 1% do montante em 2026, 2% em 2027 e 3% a partir de 2028. Os percentuais são aplicados após o pagamento dos prêmios e o desconto do Imposto de Renda.
O percentual destinado às casas de apostas fica mantido em 85% do montante arrecadado. Esses recursos devem ser destinados à cobertura de despesas de custeio e manutenção do agente operador da loteria de apostas de quota fixa e demais jogos de apostas.
A medida também autoriza o governo federal a aportar até R$ 200 milhões ao Funapol em 2026, além de prever outras fontes de receita, como repasses relacionados ao combate ao crime organizado feitos por entes federativos ou organismos internacionais, e doações de pessoas físicas e jurídicas, nacionais ou estrangeiras.
Para financiar seus gastos globais, o Funapol contará ainda com:
- transferências voluntárias de entes federativos ou de organismos internacionais vinculadas a programas de enfrentamento ao crime organizado;
- doações de pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras; e
- outras receitas legalmente previstas.
Quanto à receita vinda das bets, antes da MP o fundo recebia 0,5% da parcela dividida com vários órgãos (12% da arrecadação bruta menos impostos e prêmios). Quando da tramitação do projeto que originou a Lei Complementar 224/25, o governo pediu para aumentar a tributação das bets de 12% para 15% a partir de 2028, mas com aumento gradativo em 2026 (13%) e em 2027 (14%).
Metade desse valor adicional seria destinado à saúde para programas de apoio a pessoas viciadas em jogos. Agora, com a MP, todo esse adicional irá para o Funapol, principalmente para cobrir gastos com saúde dos servidores das polícias federais.
Um servidor da Receita Federal foi afastado das funções após ser alvo da Operação Aqueus, deflagrada nesta quarta-feira (1º) pela Polícia Federal (PF) em conjunto com a Corregedoria da Receita Federal. A investigação apura um suposto esquema de irregularidades em procedimentos de fiscalização tributária. A ação foi realizada em Aracaju (SE), onde também foram cumpridos três mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal.
De acordo com as investigações, os suspeitos teriam acessado e compartilhado dados protegidos para negociar vantagens financeiras com contribuintes. Em troca dos pagamentos, era prometido o cancelamento de procedimentos de fiscalização conduzidos pela Receita. A investigação apura a possível prática dos crimes de concussão, violação de sigilo funcional e associação criminosa.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes recolheram documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que poderão auxiliar na apuração dos fatos e na identificação de eventuais outros envolvidos. Em nota, a PF informou que as investigações continuam e não descartou a realização de novas diligências no decorrer da apuração.
A PF (Polícia Federal) deflagrou na manhã desta quarta-feira (1º) a terceira fase da operação Rent a Car, denominada operação Galho Fraco II. Entre os alvos suspeitos de desvio de recursos da cota parlamentar, estão pessoas ligadas ao deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara.
Com mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Brasília e Goiás, a corporação apreendeu dinheiro escondido em livro falso na casa de um advogado. Durante o cumprimento das medidas, também foram apreendidos itens como relógios de luxo.
Os investigadores apuram se houve prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.
À CNN, Sóstenes Cavalcante afirmou que se manifestará quando "tomar conhecimento do teor da decisão e ações".
Sóstenes não está entre os alvos nesta fase da operação. O congressista foi alvo da primeira Operação Galho Fraco em dezembro do ano passado. Na ocasião, agentes da PF apreenderam cerca de R$ 400 mil em dinheiro vivo na casa do parlamentar. Ele afirmou que se tratava de "recurso lícito" de venda de imóvel.
A operação Rent a Car, deflagrada em 2024, apurou a suspeita de desvio de verbas para a empresa de locação de veículos. Tanto a ação desta quarta-feira quanto a do ano passado são desdobramentos da operação.
Apesar de ter ficado em segundo plano nesta semana por conta da briga pública entre Michelle e Flávio Bolsonaro, a saída do senador Jaques Wagner (PT-BA) da Liderança do Governo deve seguir sendo explorada pela oposição e por seus adversários. Segundo a coluna Radar da revista Veja que chegou às bancas nesta sexta-feira (26), interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teriam afirmado que a demora na demissão do senador baiano seguirá sendo um “prato cheio” que pode vir a impactar o desempenho do líder petista nas pesquisas.
Uma das principais críticas dos adversários do senador baiano foi direcionada para a entrevista dada por ele à Band News no mesmo dia em que foi deflagrada a operação da Polícia Federal em suas residências. Ouvido pela coluna Radar, o presidente do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado, João Roma, disse à Veja que a performance de Jaques Wagner na entrevista foi pior do que a própria operação.
“É um escárnio. Uma coisa é ter relação com Vorcaro, outra é ver as coisas materializadas. É uma vergonha ele achar normal um banqueiro comprar um apartamento para a filha dele como se fosse um picolé na praia, uma cervejinha”, disse Roma.
Apesar da crítica, integrantes do PT da Bahia ouvidos pela coluna minimizaram o impacto da operação contra Jaques Wagner em relação ao desempenho do senador nas eleições, assim como do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A aposta desses interlocutores é que bastaria o presidente Lula dedicar algumas agendas no estado da Bahia para consagrar junto aos eleitores quem estiver ao seu lado.
A coluna Radar da Veja afirma ainda que na comemoração da independência da Bahia, no próximo dia 2 de julho, o presidente Lula deve evitar fotos ao lado de Jaques Wagner. Fontes ouvidas pela coluna dizem que a orientação a Lula seria a de manter uma “distância protocolar” do senador petista e candidato à reeleição.
Um homem acusado de estupro de vulnerável em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), foi extraditado de Portugal, onde estava foragido. De acordo com a Polícia Federal (PF), o investigado teve a prisão preventiva decretada pela Justiça baiana.
As investigações apontam que os abusos teriam ocorrido entre os anos de 2017 e 2020, em Lauro de Freitas.
Após a conclusão do processo de extradição pelas autoridades portuguesas, o foragido foi entregue à PF no aeroporto de Lisboa e escoltado por policiais federais durante o traslado até Salvador na última terça-feira (23).
O homem era alvo do alerta de Difusão Vermelha da Interpol e foi localizado e preso em Lisboa, Portugal. Ainda segundo informações, ao desembarcar em Salvador, ele foi encaminhado ao sistema prisional da Bahia, onde permanecerá à disposição da 1ª Vara Criminal de Lauro de Freitas.
Conforme a PF, esta é a segunda extradição realizada pela instituição na Bahia neste ano. Em abril passado, um cidadão francês, também considerado foragido da Justiça baiana e incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol, foi localizado em Lisboa, preso e depois extraditado para o Brasil.
Na ocasião, o condenado foi encaminhado ao sistema prisional baiano para cumprir pena de 19 anos e 3 meses de reclusão pelo crime de estupro de vulnerável, conforme sentença da 1ª Vara da Criança e do Adolescente de Salvador.
Em entrevista nesta segunda-feira (22) ao site Metrópoles, a ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB-SP), disse que o senador Jaques Wagner (PT) deveria deixar o cargo de líder do governo. Candidata ao Senado pelo estado de São Paulo, Tebet classificou o escândalo do Banco Master como uma situação “escabrosa” e “vergonhosa”.
“Jaques Wagner tem que entregar a liderança do governo. Já tinha que ter feito isso. E, obviamente, deve estar esperando porque é assim que se faz, a primeira sessão legislativa do Senado, que deve ser amanhã”, afirmou Tebet em entrevista ao Metrópoles.
Na semana passada, o senador petista foi alvo de operação da Polícia Federal (PF) relacionada ao caso do Banco Master. Para Simone Tebet, o escândalo do banco de Daniel Vorcaro trata-se do “maior esquema de corrupção do sistema financeiro do Brasil, quiçá do mundo”, e Jaques Wagner tem que sair do cargo para se defender.
“Como advogada, eu defendo que ele tenha ampla defesa, contraditório, que possa se defender, apresentar todas as suas alegações, como todos os envolvidos nesta denúncia”, defendeu a ex-ministra do governo Lula.
O senador Jaques Wagner aguarda uma reunião com o presidente Lula para decidir sua situação na Liderança do Governo. A reunião entre ambos deve acontecer nesta quarta (24).
Antes da reunião com Lula, entretanto, Jaques Wagner deve se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo reportagem da CNN, o objetivo do senador petista é o de agradecer a Alcolumbre pelo apoio após operação deflagrada pela Polícia Federal na semana passada.
Davi Alcolumbre foi um dos únicos dirigentes do centrão que declarou publicamente apoio explícito ao líder do governo no Senado, quando concedeu uma entrevista coletiva e defendeu a presunção de inocência do senador baiano.
A Polícia Federal vai abrir um inquérito para investigar as circunstâncias da invasão à plataforma Defesa Civil Alerta, após o disparo de mensagens falsas em celulares de diferentes regiões do país na noite de sexta-feira (19) e na madrugada deste sábado (20). A informação foi divulgada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).
Em nota, a pasta informou que a plataforma foi retirada do ar às 1h30 e confirmou a invasão. Segundo o ministério, os alertas foram disparados remotamente por uma pessoa alheia ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil e, provavelmente, o episódio se trata de um ataque hacker.
“A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional acionará a Polícia Federal e tomará as providências para religar o sistema o mais rapidamente possível, quando todas as condições de segurança forem restabelecidas”, informou o órgão.
Os primeiros registros ocorreram por volta das 23h45 de sexta-feira (19), em Curitiba. Houveram relatos também de alertas em Salvador, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. Na capital baiana e nas demais localidades, os celulares tocaram por volta das 1h23 da madrugada.
A mensagem era classificada como “Alerta Extremo” e continha a palavra “misantropia” ou, em alguns casos, “Misantropi4”. O termo significa aversão, desconfiança ou repulsa generalizada ao ser humano e à natureza humana.
O Defesa Civil Alerta é utilizado para comunicar a população sobre riscos relacionados a desastres naturais, como chuvas intensas, alagamentos e deslizamentos de terra. As notificações são enviadas diretamente aos celulares por meio da tecnologia Cell Broadcast, administrada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
O presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.
O caso foi parte da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional e possíveis crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Em publicação oficial, Roma afirmou:
"Minha posição é a mesma de sempre: toda irregularidade deve ser apurada com seriedade, respeito ao devido processo legal e punição aos responsáveis. A lei não pode ter lado político. A Bahia merece verdade, transparência e respeito", diz o pré-candidato.
O ex-ministro do governo Bolsonaro também relacionou o episódio ao cenário político estadual e fez críticas à gestão petista na Bahia: "Em 2026, os baianos terão a oportunidade de decidir os rumos do nosso estado. Escolham com consciência. O futuro da Bahia está nas mãos de vocês. São 20 anos de PT na Bahia desse mesmo jeito", diz.
Roma reforçou o discurso de mudança política: "A Bahia cansou. O eleitor tem chance real de escolher representantes dignos, tanto para o Senado quanto para o governo. O futuro está na mão de vocês".
Foto: Moreira Mariz / Agência Senado
SENADOR NO MASTER
A operação contra Jaques Wagner (PT) ocorre em meio ao avanço das investigações relacionadas ao chamado Caso Banco Master. Para a Polícia Federal, há apurações sobre uma possível relação entre agentes públicos e integrantes do grupo empresarial ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, Wagner teria feito lobby em favor do banco Master.
Wagner nega irregularidades e afirma que não recebeu vantagens indevidas. Segundo as decisões judiciais divulgadas pela imprensa nacional, os investigadores apuram supostos benefícios que teriam sido destinados ao senador e pessoas próximas a ele.
O STF autorizou as buscas com base em elementos considerados suficientes para aprofundar as investigações, ressaltando que a medida não representa condenação nem oferecimento de denúncia.
A repercussão do caso alcança diferentes setores da política nacional. Reportagens publicadas nos últimos meses apontaram que o senador Flávio Bolsonaro (PL) também teve seu nome mencionado em desdobramentos das investigações envolvendo Daniel Vorcaro, assim como o senador Ciro Nogueira (PP), que nega qualquer irregularidade.
A operação contra um dos principais líderes do PT no Congresso adiciona novos elementos ao debate político nacional e estadual, especialmente diante das articulações para as eleições de 2026. Aliado histórico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Jaques Wagner é uma das figuras centrais do grupo político que governa a Bahia.
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O vice-líder petista no Senado Federal também pede afastamento de Wagner: "Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar à sua defesa, resguardada a presunção de inocência. A Polícia Federal está fazendo seu trabalho, e quem cometeu irregularidades deve responder por elas", escreve o mineiro Rogério Correia.
Confira abaixo:
O presidente Lula sempre disse: doa a quem doer, a investigação precisa ser feita até o fim! Com as novas informações reveladas pela Operação Compliance não seria diferente.
— Rogério Correia (@RogerioCorreia_) June 18, 2026
Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar a sua…
Depois de ter apresentado explicações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre suas relações com o Banco Master e os sócios Daniel Vorcaro, que o levaram a ser alvo, nesta quinta-feira (18), de operação da Polícia Federal, o senador Jaques Wagner (PT-BA) seguiu atuando normalmente como líder do governo. Em entrevista à Band News, Wagner disse que Lula se solidarizou com ele e que vai continuar na liderança do governo no Senado até segunda ordem.
“A liderança do governo fica a cargo do presidente Lula, com quem eu falei hoje, e eu acho muito difícil que ele mexa na minha posição pela relação que a gente tem e pela confiança que ele tem em mim”, disse Jaques Wagner na entrevista.
Como líder, o senador Jaques Wagner protocolou, na noite desta quinta, um recurso ao projeto que eleva o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas de R$ 3.636 para R$ 13.662 para jornada de 20 horas semanais. No documento, o líder do governo pede que o projeto seja apreciado e votado no plenário do Senado.
O projeto, aprovado em 10 de maio na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, foi analisado em caráter terminativo, e caso não recebesse recurso de algum senador, seguiria diretamente para a Câmara dos Deputados. A proposta que aumenta a remuneração mínima de médicos e cirurgiões-dentistas, é considerada pelo governo federal uma das “pautas-bombas” em análise pelo Congresso.
A equipe econômica do governo apresentou uma estimativa de impacto de R$ 47 bilhões ao ano para as contas públicas caso o projeto seja aprovado também pela Câmara. Além de elevar o piso salarial, a proposta também prevê um aumento de 20% para 50% no adicional por trabalho noturno e as horas extras e estabelece um intervalo obrigatório de dez minutos de descanso a cada 90 minutos de trabalho.
O prazo para recurso ao projeto vencia nesta quinta (18), e o senador Jaques Wagner apresentou seu recurso às 21h04 da noite. A partir do recurso apresentado por Jaques Wagner, a Mesa Diretora decidiu abrir prazo para recebimento de emendas, que serão analisadas posteriormente por um relator de plenário a ser escolhido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
A ação de Jaques Wagner como líder, na prática, retardou a tramitação do projeto tachado pelo governo como uma “pauta-bomba”. O projeto agora só deverá ter sua discussão retomada no início de julho, a depender de decisão do presidente do Senado.
Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (18), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manifestou solidariedade ao líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), alvo de operação da Polícia Federal devido às relações dele com o banco Master. Alcolumbre condenou a polarização política que leva políticos a serem condenados antes mesmo de serem julgados.
“Meu apoio, minha solidariedade integral a um colega senador da República. [...] Tenho a convicção de que, no decorrer do processo, as verdades do senador Jaques Wagner virão à tona e elas serão comprovadas. Um dia elas serão julgadas, é lá nesse dia que a pessoa pode ser condenada ou inocentada”, disse o presidente do Senado.
“Ninguém nesse país pode ser condenado antes do trânsito em julgado. E todos nesse país podem ser investigados. Isso é normal no Estado democrático de Direito, mas todos também têm que ter a presunção da inocência”, completou Alcolumbre.
As investigações da PF indicam que Jaques Wagner teria atuado no Congresso Nacional em favor de pautas relacionadas aos interesses do Banco Master. O Bahia Notícias teve acesso à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que oficializou a expedição dos mandados de busca e apreensão na residência do parlamentar nesta quinta (18).
No documento oficial, a Polícia Federal aponta que os indícios da relação entre Wagner e o banco de Vorcaro foram divididos em três eixos, que vão desde o favorecimento financeiro por meio de propinas e presentes até a atuação parlamentar como líder do governo no Senado.
Davi Alcolumbre, na entrevista, disse respeitar o papel das instituições, mencionando a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça, “mas a gente precisa ter a compreensão de que esse mantra de que todo mundo é culpado até que se prove que é inocente está errado”.
O presidente do Senado disse ainda que o senador Jaques Wagner “é um colega, respeitado por todos, cuja trajetória política é admirada e que teve a legitimidade do voto popular”.
Na última terça (16), no plenário do Senado, após Alcolumbre se defender de acusações sobre envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro e negar que recebeu US$ 30 milhões em uma conta no exterior, Jaques Wagner manifestou sua solidariedade ao senador. Wagner disse que a revista Veja mentia e que se tratava de uma 'guerra de narrativas'.
“Eu já desafiei vários a me mostrarem qual foi a investigação da Federal que encontrou algo sobre V. Exa., na medida em que foi citado agora, ou sobre o meu comportamento e o comportamento do ex-governador Rui Costa”, afirmou o senador Jaques Wagner no plenário.
Antes de divulgar a nota de solidariedade, Davi Alcolumbre havia cancelado a realização de uma sessão do Congresso Nacional, marcada para a manhã desta quinta (18). Segundo Alcolumbre, a sessão foi cancelada por falta de acordo entre as lideranças e uma nova sessão deve ser agendada em no máximo 15 dias, antes do início do recesso parlamentar.
A sessão desta quinta havia sido agendada para analisar dezenas de vetos presidenciais pendentes de apreciação, além de projetos de lei nos quais o Executivo pede ao Congresso autorização para destinar créditos adicionais a órgãos públicos no Orçamento de 2026.
Na sessão plenária do Senado na última terça-feira (16), o líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), disse que processaria a revista Veja por fazer ilações a respeito de ligações dele e do PT da Bahia com o dono do Master, Daniel Vorcaro. O senador disse também que procuraria o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para saber se havia alguma acusação contra ele ou declaração de alguém que o envolvesse em atividades suspeitas.
A fala do líder do governo se deu em uma manifestação de solidariedade ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Naquela mesma sessão, Alcolumbre negou informações divulgadas pela Veja de que teria recebido cerca de US$ 30 milhões de Vorcaro em uma conta no exterior. Jaques Wagner disse que a revista mentia e que se tratava de uma 'guerra de narrativas'.
“Do meu ponto de vista, meu advogado já está preparando a peça para processar, e eu quero saber a mesma verdade. Eu vou perguntar ao chefe da Polícia Federal, Dr. Andrei, se essa coisa pode chegar a alguém para me acusar, eu quero saber também para poder me defender”, afirmou o senador baiano.
No seu discurso na última terça, Jaques Wagner reiterou que não possuía qualquer vínculo com Daniel Vorcaro ou o Banco Master, e classificou as informações da revista como infundadas.
“Eu estou muito à vontade porque não tenho, como V. Exa. afirmou, nenhuma relação com ... Conheci esse senhor duas vezes, uma vez em Salvador e uma vez em São Paulo. Não tenho nenhuma relação com ele, não tenho nenhum negócio. Aliás, eu não tenho nem CNPJ, eu só tenho CPF - eu não tenho CNPJ. Então, eu quero me solidarizar com V. Exa. e antecipar que meu advogado já está preparando a peça para processar a revista”, reforçou o senador.
Jaques Wagner aproveitou ainda para criticar a forma como a delação premiada vem sendo utilizada dentro de um contexto de guerra política e voltada à difamação da classe política. Para o senador, há uma distorção no uso da delação, que, para ele, tem servido de instrumento para coerção e obtenção de elementos de acusação que posteriormente não se sustentam.
“Nós, acho, cometemos um erro, o Congresso Nacional. A lei de delação premiada, que foi aprovada ainda no tempo da presidenta Dilma, admitiu a delação premiada com as pessoas sob coação, com as pessoas presas. Na verdade, foi com essa delação, sob coação psicológica, ou real, que se arrancou um número infindável de acusações que levaram [...] Lula à cadeia. Talvez, naquele momento, a gente não tenha se dado conta da violência”, explicou o senador Jaques Wagner.
Além do discurso, o líder do governo publicou um vídeo em suas redes sociais afirmando que a informação da revista Veja sobre ele seria mentirosa e que foi proveniente de uma delação que não se concretizou.
“A capa da Veja trata de uma delação inexistente, já negada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. A verdade sempre vencerá”, afirmou o senador do PT da Bahia, alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta (18) por relações suspeitas com o dono do Banco Master.
As investigações da Polícia Federal (PF) que embasaram a deflagração da 9ª fase da Operação Compliance Zero indicam que o senador baiano Jaques Wagner teria atuado no Congresso Nacional em favor de pautas relacionadas aos interesses do Banco Master.
O Bahia Notícias teve acesso à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que oficializou a liberação dos mandados de busca e apreensão na residência do parlamentar nesta quinta-feira (18). No documento oficial, a Polícia Federal aponta que os indícios da relação entre Wagner e o banco de Vorcaro foram divididos em três eixos, que vão desde o favorecimento financeiro por meio de propinas e presentes até a atuação parlamentar como líder do governo no Senado.
No Legislativo, o petista teria atuado especificamente a favor do Master e de Augusto Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro, em três momentos. O primeiro seria na apresentação da Emenda nº 30 à Medida Provisória 1.106/2022. A MP previa a ampliação da margem de crédito consignado para beneficiários da Previdência Social e autorizava a realização de empréstimos e financiamentos mediante crédito consignado para beneficiários do Benefício de Prestação Continuada e de programas federais de transferência de renda.
O segundo episódio seria a pressão pela aprovação da "emenda Master", apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP) à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n° 65/2023, com repercussões sobre o aumento do limite do Fundo Garantidor de Crédito, favorecendo as ações dos fundos do Banco Master. Por fim, a PF aponta que, em sua atuação parlamentar, Jaques Wagner teria exercido influência na fiscalização e controle da aquisição do Master pelo Banco de Brasília (BRB).
No documento do STF, a Polícia Federal destaca que o senador baiano possuía um canal de interlocução direto com Augusto Lima para atualização sobre as notícias, as investigações, liquidação e estrutura do Banco Master. No texto, os investigadores narram que "a constância desse fluxo informacional sugere, em juízo preliminar, relação funcionalmente direcionada e não meramente social".
A Polícia Federal diz ainda que os diálogos entre ambos contavam com a "utilização de chamadas de voz, mensagens temporárias e comunicações de baixa rastreabilidade, circunstância que reforça, em juízo preliminar, o risco de perecimento ou ocultação de provas".
Esses indícios sustentaram o pedido formal para a realização de busca e apreensão nos endereços residenciais de Jaques Wagner e Augusto Lima, além dos endereços empresariais deste último. No caso do ex-governador da Bahia, o Supremo negou a atuação da polícia no seu gabinete no Congresso Nacional.
A Polícia Federal iniciou nesta quinta-feira (18/6), a Operação Lixiviação II, com o objetivo de combater a continuidade da exploração ilegal de ouro e a prática de lavagem de dinheiro na Bahia.
São cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, em endereços ligados aos investigados nos municípios baianos de Nordestina, Quijingue e em área rural de Cansanção, incluindo locais usados para extração, beneficiamento de ouro, residências e empresas vinculadas ao grupo investigado.
A investigação teve início após a abertura de um novo inquérito policial, que constatou que o principal investigado continuou realizando extração ilegal de ouro mesmo após operações anteriores, incluindo a Operação Lixiviação.
As apurações indicam que ele expandiu a atividade para novas áreas e passou a usar o processo químico de lixiviação com cianeto para o beneficiamento do minério. O cianeto é uma substância altamente tóxica e seu uso é controlado por órgãos governamentais.
Além disso, foram identificados indícios de lavagem de dinheiro.
A PF ressalta que o principal investigado estava foragido da Justiça em razão de mandado de prisão preventiva expedido em investigação anterior. O mandado foi cumprido em 9 de junho de 2026, reforçando os indícios de continuidade das atividades criminosas.
Os investigados poderão responder pelos crimes de usurpação de bens da União, extração ilegal de recursos minerais, organização criminosa, posse de artefatos explosivos e lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (18), a 9ª fase da Operação Compliance Zero, para apurar a eventual participação de um agente público no esquema de irregularidades do Banco Master no sistema financeiro nacional.
Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Também estão sendo cumpridas medidas cautelares diversas da prisão, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaporte.
Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (18), a Operação Putridium Malum 7, em conjunto com a Receita Federal, visando o combate ao crime de descaminho e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, nas cidades de Salvador e Lauro de Freitas, na região metropolitana (RMS).
As medidas judiciais foram expedidas pela 17ª Vara da Justiça Federal nesta capital. A ação decorre de investigações sobre o comércio ilegal de diversos produtos eletrônicos. A investigação aponta que empresas do mesmo grupo funcionavam em espaços físicos com a venda de produtos eletrônicos introduzidos de forma clandestina no País, sem o pagamento dos tributos devidos.
Ficou constatado uma movimentação ilícita de cerca de R$ 6 milhões, entre os anos de 2022 e 2025. Participaram da operação 14 Policiais Federais e 4 Auditores da Receita Federal do Brasil.
Uma ameaça de bomba manteve um avião da Azul Linhas Aéreas em solo, no Aeroporto Internacional de Brasília, na noite desta terça-feira (16). Segundo informações do jornal Metrópoles, a Polícia Federal (PF) foi acionada e iniciou uma varredura no interior da aeronave, em busca do suposto artefato. Nenhum objeto foi encontrado na ocasião.
Não há informações sobre o que teria provocado a suspeita. Em nota, a Inframérica, concessionária responsável pela administração do terminal, confirmou a operação. “A Polícia Federal realizou, na noite desta terça-feira, um procedimento de verificação e inspeção em uma aeronave no Aeroporto de Brasília, seguindo protocolos operacionais de segurança aeroportuária. O Plano de Contingência da concessionária foi acionado, conforme prevê a regulação”, disse.
A concessionária completou dizendo que “a ação foi coordenada com os órgãos competentes e com a administração aeroportuária, sem registro de intercorrências ou impactos à operação e às atividades do aeroporto. A aeronave foi liberada para seguir viagem”, detalhou a Inframérica.
A Polícia Federal, com o apoio da Polícia Militar da Bahia e da Polícia Militar de Pernambuco, deflagrou nesta terça-feira (16/6), a Operação Farol da Caatinga, visando o tráfico ilícito de drogas, na cidade de Senhor do Bonfim/BA e região. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão (sendo quatro em Senhor do Bonfim/BA, um em Juazeiro/BA e um em Belém do São Francisco/PE), além do cumprimento de cinco mandados de prisão, dos quais quatro foram efetivamente cumpridos.
A operação teve início com a erradicação de plantio de maconha, em 2025, às margens da BR 407, localizada entre os municípios de Ponto Novo/BA e Filadélfia/BA, quando 90 mil pés de maconha foram erradicados e apreendidos aparelhos celulares, anotações e drogas, sendo um traficante preso em flagrante.
Com a análise do material, foram identificados outros coautores e partícipes, inclusive financiadores e gerentes de plantios ilícitos na região, cujas prisões preventivas foram deferidas pela Justiça Estadual da Bahia. Durante as buscas, foram apreendidos armas, drogas, valores e veículos, além da lavratura de dois autos de prisão em flagrante delito por posse ilegal de arma de fogo.
O nome da operação, “Farol da Caatinga”, faz referência ao local da erradicação do cultivo ilícito de maconha, às margens da BR 407, e a grande quantidade de comprimidos de “arrebites” apreendidos (mais de 8 mil comprimidos), usados por caminhoneiros, principalmente, e aos faróis dos caminhões, que iluminam a rodovia e a caatinga, trazendo a luz da Justiça para a região.
Em audiência na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, na tarde desta terça-feira (9), o ministro da Justiça, Wellington Cesar Lima, assegurou que Luiz Philip Mourão, cúmplice de Daniel Vorcaro conhecido como Sicário, atentou contra a própria vida na cela onde estava custodiado.
Apesar de confirmar a ação de Luiz Philip, o ministro disse aos deputados que os detalhes sobre a morte dele têm “muitas facetas sigilosas” que devem ser destituídas de sigilo em breve.
“Não houve menor dúvida da natureza do evento (suicídio) com base em perícias. Não assisti ao vídeo, mas oficiais disseram que era inequívoco. A PF (Polícia Federal) apurou com todo rigor”, disse o ministro.
Conhecido pelo apelido “Sicário”, termo usado para designar um matador de aluguel, Luiz Phillipi Mourão era apontado pela polícia como um operador de perfil violento e ligado a fraudes financeiras. Preso na operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades bilionárias relacionadas ao Banco Master, Mourão morreu após tentar suicídio dentro da cela da Polícia Federal em Belo Horizonte, em 4 de março deste ano.
As investigações também o relacionam ao banqueiro Daniel Vorcaro e a um grupo que monitorava e intimidava adversários. Embora não tenha respondido formalmente por homicídios, Mourão já era conhecido das autoridades, pois tinha passagens por crimes como estelionato, receptação, uso de documento falso e ameaça.
Em outro momento da audiência pública, o ministro Wellington Cesar Lima e Silva revelou que o governo federal estuda a conversão de 138 presídios em unidades de segurança máxima. O ministro não deu detalhes sobre o trabalho de coordenação com as secretarias penitenciárias estaduais, e também não deu um prazo para conclusão dessa conversão.
“Vamos converter em presídios de segurança máxima dotando de equipamentos e tecnologia para tirar esses 138 presídios de estado precário. Nossa ideia original era fazer um novo por estado, seriam 27, até que tivemos o estímulo e o apoio para elevarmos”, afirmou Wellington.
O ministro da Justiça recebeu ainda diversos questionamentos de deputados de oposição sobre o papel da Polícia Federal na prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), em abril deste ano, no estado da Flórida (EUA), pelo serviço de imigração americano. Ele foi condenado por tentativa de golpe e é foragido da Justiça brasileira.
Na sua fala, Wellington Lima e Silva negou que autoridades brasileiras teriam intercedido junto aos Estados Unidos pela prisão de Ramagem e citou um relatório da PF.
“Teria ocorrido uma comunicação ao nível da cooperação policial, uma comunicação informal entre diálogos entre os agentes da ICE [serviço de imigração] e o oficial de ligação, que teriam trocado informações sobre o cidadão brasileiro que acabou sendo alcançado pela providência”, afirmou.
O senador Ciro Nogueira utilizou um apartamento de alto padrão pertencente ao banqueiro Daniel Vorcaro em São Paulo após o fim do relacionamento com Flávia Rosalen. A informação foi divulgada pelo repórter Breno Pires, pela Revista Piauí, com base em mensagens obtidas pela Polícia Federal.
Segundo a publicação, em conversa de 2 de novembro de 2025, Ciro pediu para permanecer no imóvel por mais três ou quatro meses. No áudio enviado a Vorcaro, o senador afirmou que havia comprado um apartamento para a ex-companheira e aguardava a conclusão de obras no local para que ela pudesse se mudar e desocupar seu imóvel no Hotel Fasano.
“Não quero abusar da tua boa vontade, não”, disse o parlamentar ao banqueiro, segundo a reportagem.
Na resposta, Vorcaro questionou se Ciro se referia ao apartamento onde já estava hospedado ou se precisava de outro imóvel. Após o esclarecimento, o banqueiro afirmou que o senador não precisava se preocupar com a situação. “Relaxa com isso”, respondeu.
As mensagens integram o material analisado pela Polícia Federal na investigação sobre a relação entre o senador e o empresário. Em decisão que autorizou uma nova fase das apurações, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou haver indícios de um “arranjo funcional e instrumental orientado por benefício mútuo”, extrapolando uma relação de amizade.
A reportagem da Piauí também cita outras suspeitas investigadas pela PF, incluindo uma sociedade empresarial entre empresas ligadas aos dois, pagamentos que os investigadores classificam como possíveis mesadas e viagens custeadas pelo banqueiro. A revista afirma que o custo total chegou a R$ 1.849.201, valor apurado pela PF no âmbito das investigações que analisam a proximidade entre o senador e o banqueiro.
Confira conversas:
A grande reportagem feita pela revista Piauí sobre o império de Virginia Fonseca apontou uma suposta ligação da influenciadora em um de seus negócios com o a facção PCC (Primeiro Comando da Capital).
De acordo com a publicação, a WePink surgiu de um negócio antigo de sócios da blogueira, a Pink Lash, rede de estética fundada pelo casal Samara Martins e Thiago Stabile.
Esse empreendimento teria tido o investimento de Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como "Japa do PCC". Em entrevista à revista, ela confirmou ter investido R$ 800 mil na abertura da primeira unidade.
Questionada sobre a origem do dinheiro, Karen afirmou que o valor teria vindo da venda de um carro pertencente ao marido à época, apontado pelas autoridades como liderança do PCC na Baixada Santista.
Segundo a publicação, a Japa do PCC teve uma participação ativa na operação da Pink Lash nos primeiros anos da empresa, no entanto, deixou o negócio após Samara e Thiago se juntarem para criar a WePink ao lado de Virginia Fonseca e do empresário chinês Chaopeng Tan. A marca de cosméticos atingiu faturamento de cerca de R$ 1,3 bilhão em 2025.
Em entrevista à Piauí, Virgínia disse ter conhecido Karen Mori em eventos ligados à Pink Lash. "Não associo pessoas a possíveis envolvimentos de terceiros apenas por relações comerciais ou convivência".
SOBRE A INVESTIGAÇÃO
De acordo com a revista Piauí, a blogueira de 27 anos se tornou alvo de uma investigação que apura transações atípicas em suas empresas após um relatório emitido pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
A investigação busca checar a legalidade das operações e se houve crimes financeiros, fiscais ou de lavagem de dinheiro em três empresas ligadas a Virgínia.
A influenciadora Virginia Fonseca, de 27 anos, está na mira da Polícia Federal (PF). De acordo com a revista Piauí, a blogueira se tornou alvo de uma investigação que apura transações atípicas em suas empresas após um relatório emitido pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
A investigação busca checar a legalidade das operações e se houve crimes financeiros, fiscais ou de lavagem de dinheiro em três empresas ligadas a Virgínia.
De acordo com a publicação, a primeira movimentação suspeita aconteceu entre março e setembro de 2024, quando a empresa Talismã Digital recebeu R$ 22,4 milhões (via PIX e TED). O que teria chamado a atenção das autoridades foi o fato de o principal depositante ser uma empresa cadastrada no Simples Nacional (regime voltado para negócios de menor porte).
A segunda movimentação que chamou a atenção da PF foi envolvendo a Wepink Suplementos Nutricionais, que entre janeiro e março de 2025 registrou a entrada de R$ 43,6 milhões e a saída de R$ 43,5 milhões. Segundo o relatório, esse volume movimentado parece incompatível com o faturamento mensal declarado pela empresa.
A Wepink Cosméticos (Savi Cosméticos S.A.) também está entre as empresas investigadas. Entre novembro de 2023 e maio de 2024, foram identificados R$ 502 mil divididos em 190 depósitos fracionados feitos em caixas eletrônicos de agências diferentes. O sistema financeiro alertou que esse tipo de divisão pode ser uma tentativa de dificultar o rastreamento da origem do dinheiro.
À revista Piauí, a defesa de Virginia negou qualquer irregularidade à revista Piauí. Eles afirmaram que todas as notas fiscais foram emitidas, os valores foram declarados aos órgãos competentes e que há justificativas legais para todas as movimentações.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, autorizou nesta quinta-feira (28) a prorrogação por mais 60 dias das investigações da Polícia Federal (PF) sobre um suposto esquema de venda de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça.
A decisão atende a um pedido da PF, que alegou necessidade de aprofundar diligências ainda em andamento. O caso já resultou na denúncia de nove investigados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo a denúncia apresentada ao STF, os envolvidos podem responder por crimes como corrupção, organização criminosa, lavagem de dinheiro, exploração de prestígio e violação de sigilo funcional. No mesmo despacho, Zanin também abriu prazo de 15 dias para que os acusados apresentem defesa prévia às acusações formuladas pela PGR.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (28), a Operação Nébula, com o objetivo de desarticular organização criminosa voltada à produção clandestina, distribuição de cigarros ilegais e lavagem de dinheiro. Ação ocorre em quatro estados, incluindo a Bahia, e busca desarticular grupo estruturado que movimentou milhões por meio de empresas de fachada e contas de passagem.
Segundo a PF, o esquema ocorria em galpões localizados nas cidades baianas de Feira de Santana, São Gonçalo dos Campos e Cruz das Almas. A apuração teve início após apreensões realizadas em novembro de 2024, quando foram encontrados cigarros de origem ilícita, insumos e maquinário industrial utilizados na fabricação clandestina.
Também foi constatada a existência de uma estrutura organizada para fabricação, armazenamento e distribuição interestadual de cigarros clandestinos, com integração ao mercado formal para dissimulação financeira.
Estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, nos estados do Paraná, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, além do bloqueio de, aproximadamente, R$10 milhões em contas bancárias dos investigados.
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Apreensões contra os investigados. Fotos: Polícia Federal
As medidas visam interromper as atividades da organização criminosa, reunir novas provas e descapitalizar o grupo, evitando a continuidade das práticas ilícitas. Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, contrabando e lavagem de dinheiro.
A Delegacia da Polícia Federal em Ilhéus anunciou, nesta quarta-feira (27), a construção de sua nova sede no município. O complexo será edificado em um terreno de 12,5 mil metros quadrados na Avenida Soares Lopes, no bairro Cidade Nova, na orla da cidade. Em nota, a instituição se posicionou frente a “interpretações equivocadas e narrativas que não refletem adequadamente a realidade” dos processos envolvendo a mudança.
A Polícia Federal inicia o posicionamento destacando que “a atual sede da Delegacia em Ilhéus não mais atende às necessidades institucionais, operacionais e de atendimento ao público exigidas pela realidade contemporânea da Instituição”. Na mesma nota, a entidade relembra que foram deflagradas cerca de 15 operações da PF no Sul e Extremo Sul da Bahia, sob a competência da Delegacia de Ilhéus.
Segundo o órgão, a estrutura atual é "antiga e incompatível com os padrões tecnológicos, de segurança e de funcionamento atualmente adotados pela Polícia Federal, que passou nos últimos anos por um significativo processo de modernização e ampliação de suas atribuições".
A PF também compartilhou as imagens do projeto para a nova sede:


Foto: Divulgação / Polícia Federal
Há cerca de uma semana, a Secretaria do Patrimônio da União na Bahia (SPU-BA) havia confirmado a transferência do terreno, que pertence à União, para o uso da PF. Em abril, logo após o primeiro anúncio do projeto, um coletivo de organizações ilheenses criticou a destinação do espaço e a concessão da área federal.
Em resposta a essas críticas, a instituição esclarece que o espaço destinado à futura sede corresponde ao local onde funcionava a antiga Concha Acústica de Ilhéus, “que se encontra abandonada e utilizada por usuários de drogas, localizada entre o Centro de Convenções e o Porto”.
A escolha do local permitiu que uma outra área sondada anteriormente, ao lado direito do Centro de Convenções, fosse liberada para que “possa futuramente ser utilizada em benefício direto da população e de projetos de interesse público”.
A PF destaca ainda que o endereço possui relevância estratégica para as atribuições institucionais, especialmente por estar próximo ao Porto de Ilhéus, local onde a corporação exerce atividades permanentes de polícia judiciária da União, fiscalização migratória e controle de embarcações vindas do exterior.
Para a instituição, a implantação da nova delegacia também deve contribuir para o aumento da segurança pública local. “A presença permanente de uma instituição policial federal no local tende a promover maior sensação de segurança, valorização do espaço público e incremento da utilização ordenada da região pela população”, garante a PF.
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Foto: Divulgação / Polícia Federal
O Atlético Mineiro aprovou nesta segunda-feira (24) um aporte de R$ 530 milhões na SAF alvinegra, movimento que reduz significativamente a participação acionária de Daniel Vorcaro, empresário ligado ao Banco Master e atualmente preso pela Polícia Federal.
A decisão foi tomada pelo Conselho Deliberativo do clube em reunião realizada presencialmente na Arena MRV, na última segunda-feira (25). Apenas um conselheiro votou contra a operação. Além do aporte, também foram aprovadas as contas da associação referentes ao último exercício.
Com a nova injeção financeira, a composição societária da SAF atleticana sofreu alterações importantes. O grupo liderado por Rubens Menin e Rafael Menin ampliou sua participação de 41,8% para 83,5%, enquanto a fatia vinculada ao Galo Forte FIP — fundo ligado a Daniel Vorcaro — caiu de 20,2% para 6,5%.
A associação do clube também teve redução percentual, passando de 25% para 10%.
Segundo o CEO do Atlético, Pedro Daniel, cerca de 90% do valor aprovado será destinado ao pagamento de dívidas bancárias do clube.
"Um dia bem importante. A aprovação do aporte de R$ 530 milhões é basicamente para pagar dívidas bancárias. Quase 90% do valor. Uma pequena parte para os investimentos que já fizemos, seja nas últimas janelas, mas principalmente para o ecossistema do futebol", afirmou o dirigente.
Parte do investimento — aproximadamente R$ 94 milhões — foi realizada por meio do FIGA (Fundo de Investimentos do Galo), mecanismo criado para participação de investidores minoritários ligados ao clube.
O cenário ocorre em meio à repercussão envolvendo Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, investigado pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero. O empresário teve prisão preventiva decretada novamente pelo STF após investigações apontarem supostas fraudes bilionárias, manipulação de balanços, lavagem de dinheiro e criação de um grupo de intimidação conhecido como “A Turma”.
Vorcaro já estava afastado do conselho de administração da SAF atleticana antes da votação desta segunda-feira.
O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro é alvo, nesta terça-feira (26), de uma nova operação da Polícia Federal (PF). A ação que investiga aportes de recursos do estado em fundos ligados ao Banco Master, cumpriou 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF.
Os ofícios judiciais foram expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo informações do g1, a ação ocorre após o deputado estadual fluminense Flávio Serafini, do PSOL, anunciar a tentativa de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) a fim de investigar os investimentos do RJ no Master.
A CPI ainda não foi instalada mas já obteve o mínimo de assinaturas.
Relatórios da Polícia Federal (PF) revelam que Gabriel Dias de Oliveira, apontado como "Índio do Lixão", uma das lideranças da facção criminosa Comando Vermelho (CV), manteve interlocução frequente para tratar de encontros, troca de favores e cobrança de nomeações com o círculo de aliados do empresário Gutemberg Fonseca.
Ex-secretário de Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro, Fonseca foi indicado ao cargo em 2023 pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) e permaneceu no posto até abril de 2026, de onde saiu para se lançar pré-candidato à Câmara dos Deputados pelo PL. Esse caso foi revelado pelo portal Metrópoles.
Gutemberg Fonseca e Flávio Bolsonaro lado a lado | Foto: Reprodução / Redes Sociais
Segundo as investigações da Polícia Federal, as trocas de mensagens ocorreram entre maio e agosto de 2025. O intermediário das conversas com Índio do Lixão era Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o "Dudu", então assessor do ex-deputado TH Joias.
O primeiro registro de aproximação data de 13 de maio de 2025. Na ocasião, o suposto membro do CV, que ainda não possuía mandado de prisão ativo contra si, enviou uma mensagem a Dudu demonstrando insatisfação com sua ausência.
"Cadê você? Assim eu vou ficar fraco. Tá geral aqui, Guto e todos. Cadê vocês?". De acordo com a PF, "Guto" é a forma como o grupo se referia a Gutemberg Fonseca, aliado do pré-candidato Flávio Bolsonaro.
No dia seguinte, Índio e Dudu conversaram por chamada telefônica durante 39 minutos. Logo após o término da ligação, o suspeito do CV orientou o assessor a perguntar a Gutemberg o que ele havia achado de sua "atitude" para resolver um problema de forma célere.
Em junho de 2025, o traficante enviou a Dudu um vídeo institucional da Secretaria de Defesa do Consumidor detalhando uma reunião oficial com o Procon e a concessionária de energia Enel. Junto ao vídeo, Índio escreveu: "Mérito que ganha quando eu resolvo algo. Aí, reunião Enel, Procon e Sedcon". O assessor Dudu respondeu em seguida afirmando ter enviado o registro para "Menezes", sugerindo que teria sido positivo levar o traficante à reunião.
NOMEAÇÕES NO RIO
As investigações da PF também detalham tentativas de nomeação de indicados pelo Comando Vermelho na estrutura do Procon estadual, autarquia subordinada à secretaria chefiada por Gutemberg Fonseca. O elo para essas movimentações seria Marcos José Menezes, ex-servidor municipal e do Procon, apontado pela PF como interlocutor frequente de Dudu.
Em julho de 2025, Índio do Lixão cobrou o andamento de um cargo: "Pergunta da nomeação. Se ele não for, eu vou em outro caminho já certo". Pouco depois, Dudu solicitou os dados de identificação civil do criminoso para agilizar o processo de nomeação.
Diante de supostas dificuldades de Menezes para concretizar o ato, Índio do Lixão sugeriu, em agosto de 2025, que o próprio secretário Gutemberg Fonseca intercedesse diretamente. Dias depois, o assessor Dudu chegou a enviar ao traficante o endereço da sede do Procon para uma reunião agendada por Menezes, que contaria com a presença do secretário.
A PF ressalta que, devido à falta de retorno telefônico de Menezes nos registros daquele dia, não foi possível confirmar se a reunião presencial de fato ocorreu.
SUBSECRETÁRIO ENVOLVIDO?
As investigações apontam ainda que o chefe do Comando Vermelho possuía linha direta com o advogado Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário de Esportes do Rio e ex-subsecretário de Defesa do Consumidor na gestão de Gutemberg Fonseca. Carracena foi preso em setembro de 2025 sob a acusação de receber vantagens financeiras para atender demandas de lideranças da facção criminosa.[
Mesmo exonerado do cargo público desde janeiro de 2025, Carracena continuava recebendo valores e mantendo contato com Índio do Lixão. Em maio de 2025, após a primeira reunião relatada pela PF, Índio enviou uma mensagem ao advogado afirmando que havia se reunido com Fonseca e oferecido apoio político. Segundo o relato do traficante, o secretário teria elogiado Carracena na conversa.
Posteriormente, em junho, o traficante enviou o mesmo vídeo da reunião institucional com a Enel para Carracena, afirmando que a posição de Fonseca estava forte. O advogado respondeu: "Muito é por causa de você". Índio do Lixão, contudo, desabafou.
Ainda sobre a falta de contrapartida do secretário: "Não vou mais incomodar ele não, doutor. Não posso ficar forçando ele a me ajudar se o coração dele não quer me ajudar [...]. Se ele quisesse, já teria feito. Ainda mais depois do que eu fiz". Conforme a Polícia Federal, Gutemberg Fonseca aparentemente não atendeu às expectativas do traficante após as tratativas.
Gutemberg Fonseca e Flávio Bolsonaro dialogando em mesa | Foto: Reprodução / Redes Sociais
FONSECA RESPONDE
Procurado pela imprensa, Gutemberg Fonseca rebateu categoricamente qualquer ligação ou reunião com Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão. O ex-secretário argumentou que, na qualidade de homem público, conversa com diversas pessoas cotidianamente e destacou que, na época mencionada, o investigado não tinha mandados de prisão pendentes.
Ele declarou também não compreender por que seu nome foi citado nas conversas interceptadas. Sobre o relacionamento com Marcos José Menezes, Fonseca confirmou que mantém contato pessoal e profissional com o ex-servidor, que atuou como coordenador de sua campanha eleitoral em 2022 e desempenha a mesma função nas eleições deste ano.
O pré-candidato do PL reafirmou que sua trajetória pública sempre foi pautada pelo combate sistemático ao crime organizado e pela defesa das instituições de segurança pública.
A Polícia Federal rejeitou, nesta quarta-feira (20), a proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão foi comunicada aos advogados do banqueiro e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master.
Segundo o g1, o acordo estava sendo negociado pela defesa de Vorcaro junto a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) conjuntamente. Após a rejeição na Polícia Federal, a proposta ainda pode ser analisada individualmente pela Procuradoria.
Segundo investigadores, o material apresentado pela defesa acrescentava pouco em relação ao que já foi levantado pela PF e que a impressão é que Vorcaro agia para proteger pessoas próximas.
A Polícia Federal apreendeu, no âmbito da Operação Compliance Zero, mais de oito celulares de Daniel Vorcaro e, até o momento, a perícia de parte deles já revelou desdobramentos importantes de um esquema de fraudes financeiras, envolvendo corrupção, organização criminosa e uso de uma milícia privada para atacar adversários e acessar dados sigilosos.
VORCARO NA PF
Após pedido da Polícia Federal, Daniel Vorcaro foi transferido, nesta terça-feira (19), para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Até então, ele estava em uma sala com estilo de "sala de Estado-maior", mesmo espaço usado para prender o ex-presidente Jair Bolsonaro, entre novembro de 2025 e janeiro deste ano.
Em uma cela comum, o acusado ficará submetido às regras internas da PF para, por exemplo, receber visitas dos advogados.
A Secretaria do Patrimônio da União na Bahia (SPU-BA), autarquia vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), confirmou a transferência de uma área da União para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, para a construção de uma nova sede da Polícia Federal na Bahia. O Termo de Entrega foi assinado pela SPU na última segunda-feira (18).
O terreno em questão está localizado na Avenida Soares Lopes, no bairro Cidade Nova, em Ilhéus, no Sul da Bahia. A área que deve receber a nova sede da PF possui 12.560,80 m², tamanho equivalente a quase um campo de futebol oficial e meio. O terreno está avaliado em R$ 5,035 milhões.
O Termo de Entrega é um formato de acordo que firma a transferência de posse de um bem federal de um órgão para outro. O termo é divulgado cerca de um mês após o espaço ser concedido pela Secretaria de forma provisória ao Ministério da Justiça, conforme reportagem do Bahia Notícias divulgada em abril.
O ato também determina que a utilização do terreno deve ser exclusivamente para a construção da Delegacia da PF em Ilhéus, não sendo permitida nenhuma outra destinação.
INTERESSE PÚBLICO
Acontece que a área cedida à Polícia Federal é parte de um terreno ainda maior, de 61 hectares, que está no centro de um debate na região de Ilhéus. Ainda no mês de abril, o Instituto Nossa Ilhéus divulgou uma nota pública assinada por 33 associações municipais solicitando a revisão da concessão e a realização de uma consulta pública para garantir a participação dos munícipes na deliberação para o uso do terreno.
A nota do Instituto relembra que, em 2022, foi realizado o Minipúblico Orla Viva, um projeto ilheense com articulação entre a sociedade civil organizada, a Câmara de Vereadores e iniciativas de inovação democrática, para a criação de “um conjunto consistente de recomendações, construídas a partir do diálogo qualificado entre cidadãos, especialistas e poder público”.
Segundo a entidade, “entre os consensos estabelecidos, destaca-se a clara oposição à implantação de grandes edificações institucionais na área, como fóruns, centros administrativos e outros equipamentos incompatíveis com a vocação ambiental, paisagística e turística da orla”. A intenção do movimento é que seja criado no local um projeto urbanístico integrado, “orientado por princípios de sustentabilidade, uso público, valorização cultural, incentivo ao esporte e lazer, e respeito à dinâmica costeira e às mudanças climáticas”.
Na mesma nota, a organização afirma que a área ainda é sensível a ações antrópicas, necessitando de procedimentos específicos para compreender impactos ambientais e riscos associados à recomposição da vegetação de restinga; o planejamento ambiental integrado; e a proteção contra o avanço do mar.
À época, o Instituto Nossa Ilhéus solicitou, por sua vez: “a necessidade de suspensão de quaisquer iniciativas de destinação isolada da área até que seja elaborado um projeto urbanístico integrado; o respeito às diretrizes estabelecidas no processo do Minipúblico Orla Viva; a importância de garantir transparência, participação social e planejamento técnico nas decisões sobre o território; e o compromisso com um modelo de desenvolvimento que concilie preservação ambiental, justiça social e dinamismo econômico”.
A Polícia Federal e a Secretaria do Patrimônio da União na Bahia (SPU-BA) não se manifestaram formalmente sobre o caso, na ocasião. O Bahia Notícias entrou em contato antes da publicação desta reportagem, mas não obteve resposta.
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira (19) a Operação Colina. Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Salvador, Vera Cruz e Nazaré, no Recôncavo baiano.
A ação tem como objetivo desarticular um esquema de fraudes previdenciárias relacionadas à manutenção e prorrogação irregular de benefícios por incapacidade no âmbito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
De acordo com a PF, as investigações tiveram início após análises realizadas pela Coordenação de Inteligência Previdenciária (COINP/MPS). Os levantamentos apontam que um servidor do INSS, lotado em Salvador, estaria promovendo remarcações indevidas e sucessivos adiamentos injustificados de perícias médicas.
Segundo a apuração, a prática impedia que segurados fossem submetidos à avaliação de peritos médicos oficiais, o que possibilitava a renovação automática e contínua de auxílios-doença por incapacidade temporária de forma considerada irregular.
Ainda conforme as investigações, foram identificados casos em que perícias foram adiadas sob justificativas falsas, como suposta ausência de atendimento médico, mesmo em dias de funcionamento normal das agências do INSS.
Ainda segundo apuração, a suspeita é que intermediários recolhiam valores de beneficiários [alguns já investigados em operações anteriores da PF] e repassavam vantagens financeiras indevidas ao servidor responsável pelas inserções fraudulentas nos sistemas corporativos da Previdência Social.
As medidas cautelares foram expedidas pela 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Hilton Coelho
"O Guilherme Boulos está precisando de apoio dentro do PSOL. Ele defendeu que o PSOL participasse da federação com o PT e simplesmente 76% do PSOL disse não. Então, se tem alguém que está deslocado dentro do PSOL, não é o companheiro Ronaldo Mansur, é o companheiro Guilherme Boulos".
Disse o deputado estadual Hilton Coelho (PSol) afirmou nesta quinta-feira (24), durante a convenção da federação PSol-Rede, em Salvador, que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), está "deslocado" dentro do partido após a maioria dos filiados rejeitar a proposta de federação com o Partido dos Trabalhadores (PT).