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Artigos

Wenceslau Júnior
Grande orgulho de ser cidadão da primeira capital do Brasil
Foto: Eduardo Mafra

Grande orgulho de ser cidadão da primeira capital do Brasil

Conheci Salvador aos 18 anos, em 1988, quando fui morar na residência estudantil de Iaçu (BA), minha cidade natal. Ali, passei dois anos fazendo cursinho, quando, em 1990, fui para Ilhéus, fazer o curso de Direito na Fespi.

Multimídia

João Roma diz que todos, exceto Lula, devem apoiar ACM Neto no governo da Bahia

João Roma diz que todos, exceto Lula, devem apoiar ACM Neto no governo da Bahia
O ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) afirmou que, à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

policia federal

Condenado por homicídio revela à PF encontros com governador do Maranhão no Palácio dos Leões
Foto: Reprodução / Google Street View

Gilbson Júnior, condenado pelo assassinato de um homem em São Luís, afirmou em depoimento à Polícia Federal que frequentava o Palácio dos Leões, sede do governo do Maranhão, para reuniões com o governador Carlos Brandão (MDB) e Daniel Brandão, sobrinho do chefe do Executivo. Segundo o relato, ele chegou a receber uma vaga de garagem no local para facilitar seu acesso. "Eu tinha uma vaga [de garagem] no Palácio dos Leões. Eu chegava, entrava, a vaga número seis", disse.

 

Segundo informações do G1, Gilbson disse ainda que os encontros começaram em 2021, quando Brandão ainda era vice-governador, inicialmente para tratar de negócios envolvendo terras. O depoimento também relaciona o homicídio de João Bosco Sobrinho, ocorrido em 2022, a uma suposta disputa por repasses de dinheiro. Gilbson afirmou que foi pressionado a entregar valores e que recebeu ameaças antes de atirar contra a vítima.

 

Após o crime, ele declarou ter sido orientado a se apresentar à polícia e permanecer em silêncio. Segundo o condenado, familiares passaram a receber pagamentos mensais em dinheiro vivo, que teriam começado em R$ 40 mil e posteriormente caído para R$ 15 mil. As declarações integram uma investigação atualmente acompanhada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Flávio Dino. Daniel Brandão foi afastado do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) por 180 dias por decisão do ministro. Carlos Brandão e Daniel negam irregularidades.

PF indicia 25 empresários por corrupção e fraude em licitações no âmbito da Operação Overclean 
Foto: Divulgação / Polícia Federal

A Polícia Federal indiciou 25 empresários e agentes públicos investigados por corrupção, fraude a licitações e desvio de dinheiro no âmbito da Operação Overclean, deflagrada inicialmente em dezembro de 2024. Segundo informações do Uol, entre os indiciados estão os empresários José Marcos Moura, Fábio e Alex Parente. (A reportagem foi atualizada às 07h20)

 

Com ações na Bahia, a Operação Overclean investiga a suspeita de desvio de dinheiro e fraudes em licitações em municípios envolvendo verbas de entidades federais como o Dnocs e Codevasf.  A suspeita é que as empresas atuassem pagando propina a autoridades para conseguirem contratos com prefeituras nas áreas de pavimentação e limpeza urbana, dos quais depois houve suposto desvio de dinheiro. 

 

A PF estima que a organização criminosa tenha movimentado R$ 1,4 bilhão em contratos fraudulentos e obras superfaturadas. Além de Marcos Moura, foram indiciados Lucas Maciel Lobão Vieira e Rafael Guimarães de Carvalho, ex-coordenadores do Dnocs na Bahia, e outros 22 investigados, entre agentes públicos e empresários.

 

Os crimes atribuídos aos investigados são fraude à licitação, peculato, organização criminosa, embaraço à investigação, corrupção e lavagem de dinheiro.

 

A operação teve nove fases, mas está parada desde o início do ano, quando houve uma busca e apreensão contra o deputado federal da Bahia, Félix Mendonça (PDT). Ele, e outros três parlamentares são investigados pela PF na operação, são eles: Elmar Nascimento (União), Vicentinho Júnior (PP-TO) e Dal Barreto (União). No caso destes, a PF ainda não propôs o indiciamento.
 

Após operação da PF, Nelson Wilians deixa comando de escritório
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Após se tornar alvo de uma operação da Polícia Federal (PF), o advogado Nelson Wilians, dono de um dos maiores escritórios de advocacia do país, resolveu deixar o comando da própria bancada. De acordo com informações divulgadas pela CNN Brasil, Wilians decidiu se afastar para se dedicar exclusivamente à sua defesa.

 

As investigações ocorrem no âmbito da Operação Arena, que tem como objetivo reunir informações acerca de um grupo empresarial do Nordeste suspeito de utilizar estrutura societária e financeira no exterior para ocultar a origem e a destinação de recursos provenientes da exploração de jogos de azar e de apostas esportivas.

 

O principal alvo da operação é a empresa PixBet, defendida judicialmente por Nelson Wilians. No total, estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Paraíba, além de medidas de quebra de sigilo telemático e bancário e sequestro de até R$ 1,1 bilhão, nos estados da Paraíba, de São Paulo, de Sergipe, do Rio de Janeiro e do Paraná.

 

Os agentes federais cumprem mandado de busca e apreensão na mansão de Wilians em São Paulo, por decisão da Justiça Federal da Paraíba. Segundo as investigações, Nelson Wilians é suspeito de atuar como operador financeiro do grupo investigado, promovendo a ocultação de bens obtidos pela organização criminosa.

Endereço de Cláudio Castro é alvo de buscas da PF na Operação Sem Refino 2, sobre fraude em licenças ambientais da Refit
Foto:Tânia Rêgo / Agência Brasil

Um dos endereços do ex-governador Cláudio Castro (PL) é alvo de buscas, nesta sexta-feira (14), da 2ª fase da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal (PF), que investiga possíveis fraudes fiscais pela Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos. Desta vez, o foco é apurar possíveis irregularidades na concessão de licenças ambientais para o complexo.

 

Castro já tinha sofrido buscas na 1ª etapa da Sem Refino, em maio — quando o STF mandou prender o empresário Ricardo Magro, dono da Refit. Magro está foragido desde então.

 

Outro alvo de buscas nesta sexta é Bernardo Rossi, ex-secretário estadual de Ambiente do RJ. Agentes saíram para cumprir, no total, 16 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

 

“A ação tem por objetivo apurar fraude na concessão de licenças ambientais para a refinaria, à revelia das diretrizes dos órgãos técnicos competentes, além de lavagem de capitais ligada ao esquema criminoso”, explicou a PF.

 

Os alvos podem responder por gestão fraudulenta e temerária, lavagem de capitais, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado, além de crimes contra a ordem econômica envolvendo a comercialização de combustíveis.

 

A operação se insere no contexto da decisão proferida pelo STF no âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas) que, dentre outras providências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre a atuação de grupos criminosos organizados em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos.

 

RELEMBRE 1ª FASE

A 1ª etapa da Operação Sem Refino foi deflagrada em 15 de maio. O empresário Ricardo Magro teve a prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Como ele mora em Miami, nos Estados Unidos, é considerado foragido.

 

Alvo de buscas, o ex-governador do RJ Cláudio Castro foi acusado pelos investigadores de usar a estrutura do estado para beneficiar o grupo empresarial comandado por Magro.

 

A PF suspeita que servidores públicos tenham recebido benefícios para deixar a Refit operar. O esquema envolveria integrantes da Secretaria Estadual de Fazenda, Procuradoria-Geral do Estado, Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e até membros do Tribunal de Justiça do Rio.

Flávio Bolsonaro diz que o "sistema" tentou impedir sua candidatura; Missão relata que buscou avisar PL da fraude
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Em rápido vídeo postado nas suas redes sociais nesta quinta-feira (13), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se pronunciou sobre a descoberta de que ele tinha sido filiado ao partido Missão, e por isso não conseguiu registrar sua candidatura a presidente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Flávio, a filiação teria sido uma tentativa de o “sistema” derrubar a sua candidatura.

 

“O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir não, porque Deus está no comando e a gente vai resgatar o Brasil”, disse o senador, destacando que a desfiliação do PL “não funcionou e nem vai funcionar”.

 

Flávio Bolsonaro aproveitou para convocar militantes a participarem do seu ato de início de campanha, que será realizado no próximo domingo (16), na praia de Copacabana. O candidato a presidente também anunciou que fará uma live em seu canal no Youtube na noite desta quinta (13), onde falará mais sobre a fraude de sua filiação ao partido Missão. 

 

A pessoa que filiou Flávio Bolsonaro ao partido Missão cadastrou como endereço do senador a “Rua dos Bandidos”, no “Bairro Miliciano”. O endereço foi registrado na ficha de filiação preenchida por meio de senha atribuída ao Missão.

 

Além da rua e do bairro, o responsável informou que o número da residência de Flávio Bolsonaro seria o “666”, algarismo associado a entidades demoníacas. Também foi informado um CEP inexistente na ficha de filiação.

 

O partido Missão divulgou nota nesta quinta (13) negando qualquer participação na filiação que travou o registro da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Segundo o comunicado, o partido teria sido alvo de uma tentativa fraudulenta de filiação.

 

A nota encaminhada para a imprensa diz ainda que, ao identificar a filiação do senador, já teria tentado reverter o cadastro no mesmo dia em que a fraude foi identificada, mas o pedido teria sido negado pelo tribunal eleitoral. 

 

“O gabinete de Flávio foi informado dessa tentativa de filiação desde o dia 2 deste mês. Consta em nosso sistema que os e-mails enviados foram abertos, mas não foram respondidos. O Missão já está adotando todas as providências cabíveis junto à Polícia Federal e ao TSE, a fim de que os responsáveis pelo crime e pela fraude sejam identificados e exemplarmente punidos. Um relatório com todos os logs, e-mails e IPs será disponibilizado para a imprensa e autoridades”, diz a legenda.

 

Na nota, o Missão também faz questão de esclarecer que não teria interesse em receber o senador em seus quadros, citando divergências ideológicas e as suspeitas de corrupção envolvendo o filho de Jair Bolsonaro.
 

Prefeito está entre alvos de operação da PF contra fraudes em licitações em Gongogi
Foto: Reprodução / Redes sociais / Giro em Ipiaú

O prefeito de Gongogi, Adriano Mendonça, está entre os alvos de uma operação da Polícia Federal (PF), que investiga um possível esquema criminoso envolvendo fraudes em contratações públicas no município, localizado no Médio Rio de Contas. A operação desta quinta-feira (13), nomeada de “Severus”, foi deflagrada pela PF junto a Controladoria-Geral da União (CGU), como parte da segunda fase da Operação Pacto Infame. 
 

 

A investigação apura a possível atuação de uma organização criminosa dentro da administração municipal, com participação de agentes públicos e particulares. Segundo a PF, o grupo teria envolvimento em fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. 

 

A principal suspeita é de irregularidades como o direcionamento de licitações, uso de documentos falsos, simulação de procedimentos administrativos e pagamentos por serviços que não foram realizados ou foram executados parcialmente.

 

Os investigadores também apuram a movimentação dos valores supostamente desviados por meio de pessoas interpostas e empresas. Ao todo, estão sendo cumpridos 33 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Também foram determinadas medidas cautelares patrimoniais, com bloqueio e indisponibilidade de valores, veículos, imóveis e outros bens até o limite de R$ 2 milhões.

 

Além de Gongogi, as ações ocorrem em Itabuna, Ilhéus, Dário Meira, Ipiaú, Ibicaraí, Valença e Eunápolis.

PF cumpre mandado contra advogado Nelson Wilians em São Paulo
Foto: Reprodução / Redes sociais

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (13), uma nova ação no âmbito da Operação Arena, que tem como alvo o advogado Nelson Wilians. O jurista já havia sido investigado, no mês passado, de uma operação do Fisco paulista contra fraude no ICMS em São Paulo e no Paraná.

 

Informações do G1 apontam que a Operação Arena investiga um grupo empresarial do nordeste suspeito de utilizar estrutura societária e financeira no exterior para ocultar a origem e a destinação de recursos provenientes da exploração de jogos de azar e de apostas esportivas.

 

Os agentes federais cumprem mandado de busca e apreensão na mansão de Williams em São Paulo, em decisão tomada pela Justiça Federal da Paraíba. Segundo as investigações, Nelson Willians é suspeito de ser o operador financeiro do grupo investigado por meio da ocultação de bens obtidos pelos criminosos. 

 

No total, estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Paraíba, além de medidas de quebra de sigilo telemático e bancário e sequestro de até R$ 1,1 bilhão, nos estados da Paraíba, de São Paulo, de Sergipe, do Rio de Janeiro e do Paraná.

 

A Polícia Federal informou que os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de evasão de dívidas, lavagem de dinheiro, além de outros crimes contra o sistema financeiro nacional.

Oswaldo Malatesta substitui Marcola no gabinete pessoal de Lula
Fotos: Reprodução

Foi oficializada a mudança na chefia do gabinete pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): entra Oswaldo Malatesta Neto, que assume o cargo antes ocupado por Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, que integrou o círculo mais próximo do petista durante a maior parte do mandato. A nomeação de Malatesta foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (11/8).

 

Marcola foi exonerado do cargo no dia 21 de julho para cuidar da agenda de Lula na campanha pela reeleição. Mas teve de se afastar, no último dia 5, após o desgaste provocado por revelações envolvendo empréstimo com a empresária e lobista Roberta Luchsinger.

 

Amiga próxima de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, Roberta passou a figurar em investigações da Polícia Federal sobre suspeitas de tráfico de influência e intermediação de interesses junto a órgãos do governo federal.

 

O ex-assessor afirmou ainda que colocou seus sigilos bancário e fiscal à disposição das autoridades e reiterou que jamais cometeu irregularidades no exercício de suas funções públicas.

 

TRAJETÓRIA

Novo chefe de gabinete, Malatesta já atuava no Palácio do Planalto como chefe de gabinete adjunto de agenda e possui longa trajetória de colaboração com a gestão petista, tendo trabalhado anteriormente no Instituto Lula.

 

Malatesta assume o comando do fluxo de compromissos e audiências do chefe do Executivo em um momento estratégico para a articulação governamental antes das eleições presidenciais.

 

Rui Pimenta, presidente do PCO, é alvo de buscas pela PF
Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (11/8), operação contra Rui Costa Pimenta, presidente do Partido da Causa Operária (PCO). A coluna Mirelle Pinheiro do portal Metrópoles apurou, com exclusividade, que ele é alvo de mandado de busca e apreensão.

 

Rui é candidato a presidente da República nas eleições 2026.

 

Batizada de Operação Causa Própria, a ação policial teve origem em elementos obtidos a partir da fiscalização das prestações de contas partidárias.

 

A investigação destaca pagamentos realizados pelo PCO às empresas Digiartegraphics Gráfica Ltda. e JCO Gráfica e Editora. Segundo os autos, Rui Pimenta exerceria posição central na administração dos recursos públicos do partido e na definição das contratações submetidas à apuração.

 

A representação menciona repasses de cerca de R$ 900 mil à Digiartegraphics, de R$ 555.092 à JCO Gráfica e Editora, em 2022, e de mais de R$ 365.954 à Dauzaker Edições e Impressões, entre 2017 e 2020.

 

Segundo a representação, há indícios de incompatibilidade entre a estrutura operacional das empresas, os valores recebidos e os vínculos mantidos com integrantes do grupo investigado. As circunstâncias levantadas pela autoridade policial colocariam em dúvida a efetiva prestação dos serviços e a destinação dos recursos públicos.

 

A investigação identificou indícios de uma possível estrutura voltada ao uso irregular de recursos públicos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Os valores teriam sido destinados à contratação de pessoas físicas e jurídicas ligadas direta ou indiretamente à estrutura partidária, incluindo familiares de dirigentes, militantes, ex-candidatos e empresas cuja capacidade operacional seria, em tese, incompatível com as quantias recebidas.

 

Ainda de acordo com a autoridade policial, análises realizadas pela Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias (Asepa) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) identificaram sucessivas inconsistências nas prestações de contas partidárias e eleitorais. Entre os problemas apontados estão contas julgadas não prestadas, contas desaprovadas e pareceres técnicos pela desaprovação em diferentes exercícios financeiros.

 

Foi solicitado o afastamento cautelar de Rui Costa Pimenta das funções de gestão. A medida busca impedir que ele continue exercendo atividades de administração enquanto as investigações estiverem em andamento.

 

QUEM É RUI COSTA PIMENTA

Presidente do Partido da Causa Operária (PCO) desde 1995, Rui Costa Pimenta, 68 anos, foi candidato nas eleições municipais à Prefeitura de São Paulo em 2000 e candidato à Presidência da República nas eleições de 2002, 2006, 2010 e 2014. Contudo, não foi eleito nenhuma das vezes. Agora, é novamente candidato a presidente da República nas eleições 2026.

“Coronéis”, Elmar, Azi e Marcinho: Parlamentares baianos participam de “festa da piscina” com investigado nas fraudes do INSS
Foto: Reprodução / Revista Piauí / Arquivo Polícia Federal

Investigações da Polícia Federal (PF) revelaram registros de políticos baianos em uma festa ao lado do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e do empresário Willer Tomaz, ambos investigados em um esquema de fraudes e desvios de aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A foto foi obtida pela Polícia Federal no celular do senador Weverton Rocha e divulgada pela Revista Piauí, neste sábado (8).

 

Conforme a reportagem publicada, o encontro ocorreu durante o feriado de Tiradentes de 2023 e foi articulado em um aplicativo de mensagens apelidado de “Grupo Seleto”. A foto foi tirada na piscina do “Rancho Tomaz”, uma propriedade de luxo em Planaltina (DF) pertencente à Willer. 

 

No registro, aparecem os deputados federais baianos Elmar Nascimento (União), Paulo Azi (União), Angelo Coronel Filho (Republicanos), o senador Ângelo Coronel (Republicanos), e o deputado estadual Marcinho Oliveira (PDT).

 

Um trecho da reportagem diz que “os investigadores suspeitam que Willer lavava dinheiro para o senador Weverton Rocha (PDT-MA), e que parte dos valores provinham de desvios de aposentadorias e pensões” do INSS.

 

Outros políticos como Arthur Lira (PP), ex-presidente da Câmara dos Deputados, Alexandre Ramagem (PL), que dirigiu a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Bolsonaro, e Juscelino Filho (PSDB) também aparecem na foto. 

 

“A viagem, de acordo com as informações da polícia, foi combinada em um grupo de WhatsApp intitulado ‘Grupo Seleto’, do qual participavam boa parte dos parlamentares que aparecem na foto. A piauí obteve um print da conversa, em que os participantes parecem formar uma lista de presença para o ‘FERIADO TIRADENTES’’, escreveu o jornalista Pedro Tavares.

 

No inquérito, a PF destaca que a ligação entre o senador maranhense Weverton Rocha e o advogado Willer Tomaz levanta suspeitas de “ocultar ou dissimular a origem” de dinheiro obtido ilegalmente. A investigação cita que empresas de Willer transferiram cerca de 11 milhões de reais para Samya Rocha, a mulher de Weverton, além de indícios de que a casa onde o senador mora, no Lago Sul, foi comprada por Willer.

 

A fotografia não foi mencionada, mas está sob análise dos investigadores, podendo constar como registros das relações de ambos com diversas figuras públicas. Em resposta à Revista Piauí, “Elmar Nascimento admitiu ser próximo de Willer, mas disse que estava em Tiradentes (MG) naquele fim de semana para receber do governador Romeu Zema uma Medalha da Inconfidência Mineira, uma das maiores honrarias do estado”

 

A cerimônia aconteceu em 21 de abril, dois dias antes da data registrada no rolo da câmera do senador Weverton Rocha. “Já Paulo Azi confirmou a presença no rancho: ‘Não é meu advogado, mas o conheço e fui convidado para essa comemoração’ e o senador Ângelo Coronel (Republicanos-BA), que estava no grupo de mensagens, disse não lembrar da viagem, mas afirmou: ‘Já estive no rancho, sim’.” (Reportagem atualizada às 14h21)

Campanha de Flávio Bolsonaro quer saber se Lula obteve informação sigilosa da PF sobre dinheiro recebido por assessor
Foto: Reprodução Redes Sociais

Quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete da Presidência da República, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, além de busca e apreensão e obtenção de informações sobre suposto vazamento de informações sigilosas da Polícia Federal para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essas foram algumas das providências requeridas pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, em petição enviada nesta quinta-feira (6) ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

 

O que motivou o pedido foi a revelação de que o ex-chefe do Gabinete Pessoal do presidente Lula recebeu pagamentos da empresária Roberta Luchsinger, a amiga do filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Marcola, um dos assessores mais próximos de Lula, ficou no cargo de chefe de gabinete pessoal durante todo o atual governo e deixou o posto no dia 21 de julho deste ano. 

 

Oficialmente, foi informado que o motivo da saída de Marcola foi o de reforçar a campanha à reeleição de Lula. Entretanto, circulou a informação em Brasília de que o real motivo da saída do assessor foi a descoberta desses pagamentos pelo Palácio do Planalto. Nesta semana, Marcola pediu para deixar também a campanha presidencial.

 

A petição apresentada pelo senador Rogério Marinho, obtida pela CNN, foi assinada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro. A petição lista cinco requerimentos ao ministro André Mendonça, relator, no STF, do caso que envolve as fraudes e descontos não autorizados sobre benefícios de aposentados do INSS. 

 

O primeiro pedido feito pela campanha de Flávio Bolsonaro é a apuração dos fatos noticiados envolvendo Marcola, com prioridade para o suposto vazamento de informações sigilosas de uma investigação sob relatoria de Mendonça. O segundo é a requisição, à Presidência da República, da lista integral de entradas e saídas do Palácio do Planalto, do Palácio da Alvorada e do Gabinete Pessoal do presidente nos últimos 30 dias, com identificação de visitantes, datas, horários e servidores responsáveis pelo atendimento.

 

O documento também pede que a Polícia Federal informe datas e horários de todos os despachos pessoais entre Lula e o diretor-geral da PF de janeiro a julho de 2026. Há ainda requisição da quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-assessor Marco Aurélio, incluindo contas, aplicações e declarações de ajuste anual de 1º de janeiro de 2023 até a data atual, além do pedido de expedição de um mandado de busca e apreensão contra ele, incluindo celulares pessoais e funcionais, computadores, mídias de armazenamento, documentos bancários e outros registros relacionados ao caso.

 

Na petição, a advogada Maria Claudia Bucchianeri afirma que o objetivo é apurar a origem do suposto vazamento, a cadeia de custódia do material divulgado, os agentes que tiveram acesso às informações sigilosas e eventual uso indevido dos dados para proteção política do presidente durante a pré-campanha eleitoral.
 

Polícia Federal pede ao STF permissão para investigar acusação de estupro contra Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro
Foto: Divulgação PL

Segundo informações da Coluna do Estadão, a Polícia Federal solicitou autorização à Procuradoria-Geral da República (PGR) para abrir um inquérito com o objetivo de investigar o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL). O pedido se baseia numa denúncia de que o deputado, anunciado nesta quarta-feira (5) como vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), teria cometido estupro de vulnerável, além de suposta tentativa de suborno.

 

Após a solicitação da PF, a PGR teria requisitado ao Supremo Tribunal Federal (STF), de acordo com a coluna, permissão para a realização de diligências preliminares. As medidas iniciais foram autorizadas pelo ministro Gilmar Mendes, relator do caso no STF contra Alfredo Gaspar.

 

A representação original contra Alfredo Gaspar foi protocolada na Polícia Federal pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). Os parlamentares afirmam que Gaspar teria cometido estupro de vulnerável contra uma menor de idade e que uma filha teria nascido em decorrência do episódio. A denúncia foi tornada pública durante a sessão de encerramento da CPI do INSS.

 

Logo após ter sido feita a denúncia, Alfredo Gaspar rebateu as acusações e apresentou o vídeo de uma jovem – que seria a pessoa citada como sua suposta filha – negando o caso. O deputado afirmou que o episódio relatado envolveu, na verdade, um primo seu. Diante das declarações de Soraya Thronicke e Lindbergh Farias, Gaspar os denunciou por calúnia.

 

Naquela ocasião, Alfredo Gaspar representou contra a senadora Soraya Thronicle no Conselho de Ética. O deputado também colheu material genético na Polícia Científica de Alagoas para exames de DNA, explicou que a acusação era totalmente infundada, tratando-se de um ataque “covarde” dos governistas, acuados com a leitura do relatório final da CPMI que pedia o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

 

Ainda nesta quarta, logo após ter sido anunciado na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar disse a jornalistas que prepara representação ao Ministério Público Federal e ao Supremo Tribunal Federal para cobrar celeridade na investigação sobre a acusação de que teria estuprado uma menor de idade décadas atrás.

 

Segundo o candidato a vice-presidente, a história real envolveria o seu primo Maurício Breda, que, na adolescência, teve uma relação consensual com uma namorada. Dessa relação, nasceu uma menina, que Breda só foi conhecer muitos anos depois. Essa menina, chamada Lourilene Pereira Marcelo da Silva, gravou um vídeo contando toda a história e desmentindo a versão de Lindbergh e Soraya Thronicke contra Gaspar.

 

Como envolve autoridade com foro privilegiado, o caso foi parar no STF, e sorteado para o gabinete do ministro Gilmar Mendes. Na nova representação, Alfredo Gaspar disse que cobrará medidas em 72 horas, a fim de que as denúncias que pesam sobre ele sejam prontamente esclarecidas.

PF deflagra operação contra fraudes em autorizações de táxi no interior da Bahia
Foto: Divulgação / Polícia Federal

Nove mandados de busca e apreensão são cumpridos nesta quinta-feira (6) pela Polícia Federal (PF) em Ipecaetá e Feira de Santana, no Portal do Sertão.

 

Denominada de Bandeira Livre 2, a operação investiga suspeitas de fraudes tributárias relacionadas à concessão de autorizações para táxis no município. Dois agentes públicos também foram afastados das funções por 60 dias.

 

Foto: Divulgação / Polícia Federal

 

Segundo a PF, a investigação busca apurar a possível obtenção indevida de isenções de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A suspeita é de que os benefícios tributários tenham sido obtidos por meio de permissões de táxi concedidas a pessoas que, em tese, não exerciam a atividade.

 

A investigação também apura a possível ocorrência de falsidade documental. De acordo com a Polícia Federal, entre 2023 e 2025, o município de Ipecaetá emitiu 70 autorizações de táxi, com concentração de concessões entre 2021 e 2023.

 

Durante as apurações, foram identificados cinco permissionários atuais com ocupações ou vínculos considerados aparentemente incompatíveis com o exercício habitual da profissão de taxista. A investigação também apura a atuação de agentes públicos responsáveis pelos procedimentos de emissão, renovação e cancelamento das permissões, além da manutenção de cadastros e documentos fiscais do município.

 

Dos nove mandados de busca e apreensão, oito são cumpridos em Ipecaetá e um em Feira de Santana. As ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Feira de Santana.

 

Além disso, foi determinado o sequestro dos veículos vinculados a cinco permissões investigadas e o bloqueio de ativos financeiros até o limite de R$ 33 mil por investigado.

 

Conforme a PF, os investigados poderão responder, de acordo com a participação de cada um nos fatos apurados, pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso e crimes contra a ordem tributária.

Ex-chefe de gabinete de Lula pede para deixar campanha após indícios revelação de empréstimo com lobista
Foto: Divulgação

O ex-chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola, decidiu deixar a campanha de Lula após a divulgação do empréstimo dele com a empresária Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal (PF). As informações são do g1.

 

Ao PT, ele informou que é decisão política e não jurídica, na tentativa de blindar o presidente na campanha e evitar disputas internas. Segundo o blog da jornalista Andréia Sadi, Marcola conversou com o presidente do PT, Edinho Silva, nesta quarta-feira (5) e já comunicou a decisão ao presidente Lula, que teria exigido pessoalmente explicações sobre o caso. 

 

O ex-assessor ainda divulgou a seguinte nota: “Sempre pautei minha atuação pública pela ética, compromisso e transparência. A quem apresenta especulações e ilações, respondo com fatos, documentos e a minha inteira disposição e tranquilidade de colaborar com a Justiça”. 

 

Nesta terça-feira (4), o jornalista Valdo Cruz noticiou que a Polícia Federal identificou o repasse da empresária Roberta Luchsinger a Marcola. O valor não foi divulgado.

 

A PF identificou a operação ao analisar dados do celular de Roberta, que está sob investigação no âmbito da Operação Sem Desconto. Apontada como lobista, Roberta Luchsinger é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República. 

 

Marcola reconheceu ter contraído o empréstimo com Roberta e disse ter pago a dívida, no valor de R$ 249 mil.

Lula exige explicações de ex-chefe de gabinete sobre empréstimo de investigada pela PF
Foto: Reprodução / Redes sociais

 

O presidente Lula (PT) exigiu explicações do seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, a respeito do empréstimo obtido por ele com a empresária Roberta Luchsinger, amiga de seu filho Lulinha e investigada pela Polícia Federal.

 

Marco Aurélio, conhecido como Marcola, é um dos assessores mais próximos do presidente e deixou a chefia de gabinete há duas semanas para atuar na equipe de campanha do petista. Ele diz que se tratou de um empréstimo pessoal, já quitado, e que não há ilegalidade na operação.

 

Ainda segundo relatos, Lula teria sabido do empréstimo dias antes de ele vir à tona, mas não antes de escalar Marcola para a equipe das eleições. Outros aliados do presidente se dizem surpreendidos com a notícia, duvidando que o presidente soubesse.

 

O pronunciamento de Marcola veio após o site Poder360 afirmar, em reportagem, que ele recebeu os pagamentos.

 

A notícia, divulgada na segunda-feira (3), irritou aliados de Lula. Por conta do período de eleições e da candidatura do presidente à reeleição, Lula precisa evitar desgastes políticos que possam afetar sua popularidade. Apesar disso, a avaliação predominante no Palácio do Planalto é que Marcola cometeu um erro, não um crime.

 

Marcola teria dito a Lula dispor de registros de pagamento para provar que a operação foi um empréstimo. Como justificativa, o assessor alegou que o dinheiro serviu para pagar um tratamento de saúde de seu filho. Ainda não há uma confirmação sobre a data da transação, mas integrantes do Planalto dizem acreditar que tenha sido em 2023.

 

O presidente da República ordenou que o assessor explicasse a operação. Marcola busca constituir um advogado antes de voltar a falar publicamente sobre o tema.

 

Lula também tem dito a aliados que tudo precisa ser apurado e que quer ser julgado pelo próprio governo na eleição deste ano. Ou seja, que o eleitor possa decidir o voto com base nos atos do presidente, não de pessoas próximas.

 

RELAÇÃO ENTRE LULA E MARCOLA 

Quando o presidente ganhou as eleições de 2022, Marcola já o assessorava havia quase sete anos. Uma vez no governo, o petista escalou seu assessor como chefe de gabinete. Ele era o principal responsável pela agenda presidencial.

 

Além disso, servia como um dos principais contatos de políticos que buscavam falar com o chefe do governo. Lula não tem telefone celular. Quem precisa falar com ele liga para Marcola ou para outra pessoa de um grupo reduzido que está sempre próximo do petista.

 

QUEM É ROBERTA LUCHSINGER?

A empresária Roberta Luchsinger é amiga de Fábio Luis, um dos filhos do presidente da República. Ele ficou conhecido no mundo político como Lulinha, apesar de esse apelido não ser usado nos círculos petistas.

 

Em nota, a defesa do filho de Lula afirmou ter recebido a instauração pela PF de três inquéritos diferentes por suspeitas de tráfico de influência com "absoluta tranquilidade" e que ele irá comprovar sua inocência.

 

A equipe disse ainda ter pedido que os órgãos competentes tomem providências contra os vazamentos que consideram criminosos e que atendem a "interesses políticos".

 

"Recebemos com absoluta tranquilidade a notícia de instauração de ainda mais um inquérito. Utilizaremos todas as oportunidades para esclarecer qualquer dúvida que porventura surja sobre as atividades pessoais e profissionais de Fábio Luís. Ele comprovará, ao final, que não tem relação direta ou indireta com qualquer tipo de irregularidade, assim como fez no inquérito das fraudes do INSS, em relação ao qual esperamos um já tardio arquivamento", dizem os advogados.

 

"Temos confiança plena na condução serena e equilibrada do ministro Flávio Dino, jurista que admiramos e respeitamos" diz outro trecho, em relação ao terceiro inquérito, que caiu com Dino (os dois primeiros foram autorizados por André Mendonça).

 

"Temos denunciado a instrumentalização de setores da Polícia Federal a serviço de interesses políticos e eleitorais, em prejuízo da imparcialidade e legalidade que deveriam reger procedimentos criminais."

 

A operação investiga um esquema que teria descontado mais de R$ 6 bilhões dos beneficiários do INSS de 2019 a 2024. O Careca do INSS é apontado pela PF como um dos operadores centrais do esquema de fraudes nos descontos de aposentadorias.

 

Em dezembro passado, Roberta foi alvo de buscas. Na apuração sobre o esquema, a PF afirmou ter encontrado pagamentos de uma empresa ligada a Careca para uma companhia de Roberta, totalizando R$ 1,5 milhão.

Familiares de senador Weverton Rocha são alvos de operação da PF contra fraudes do INSS
Foto: Agência Senado

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (4), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que mira um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Entre os alvos estão a esposa e a irmã do senador Weverton Rocha (PDT-MA).

 

A fase desta terça foca em suspeitos de lavar dinheiro obtido de forma criminosa a partir da fraude. Segundo o g1, o senador Weverton não foi alvo de mandados nesta fase da operação, mas está entre os investigados no caso.

 

Segundo o primeiro boletim da ação, os policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no Distrito Federal e Maranhão.

 

As investigações tiveram início após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam sido realizadas por meio da utilização de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações com valores em espécie, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos recursos.

 

Desde a primeira fase até agora, a PF estima que desvios entre 2019 e 2024 possam chegar a R$6,3 bilhões.

Mendonça autorizou PF a monitorar localização e chamadas de Jaques Wagner por risco de vazamento
Foto: SCO / STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a Polícia Federal a monitorar a localização em tempo real e os registros de chamadas do senador Jaques Wagner (PT). A medida foi tomada após os investigadores apontarem "risco agudo de vazamento" de uma operação que apura fraudes ligadas ao Banco Master.

 

A decisão de Mendonça, assinada em 23 de junho e desprovida de sigilo nesta quinta-feira (30), veda expressamente o acesso ao conteúdo das conversas telefônicas ou mensagens do parlamentar. A autorização se restringiu a dados técnicos e metadados por um período de dez dias.

 

A suspeita de vazamento ganhou força quando alvos da investigação procuraram o gabinete do relator no próprio Supremo. Segundo interlocutores das apurações, o próprio Jaques Wagner esteve no STF para se reunir com o ministro no dia 17 de junho, um dia antes de a PF ir às ruas. Além disso, no dia 09 do mesmo mês, quando as representações da PF chegaram ao STF, um investigado já havia solicitado audiência com o relator.

 

INVESTIGAÇÃO
Além de Jaques Wagner, a decisão alcançou o empresário Augusto Lima (ex-sócio de Daniel Vorcaro), o enteado do senador, Eduardo Mendonça Sodré Martins, o pai deste, Guilherme Henrique Sodré Martins ("Tio Guiga"), David Lopes Monteiro e a diretora Andréa Lima Novaes.

 

A PF investiga se o senador baiano recebeu vantagens indevidas do Banco Master por meio da empresa de sua nora, além de transações envolvendo um apartamento avaliado em R$2,5 milhões em Salvador.

 

A reportagem buscou contato com o senador Jaques Wagner na noite desta quinta-feira, mas não obteve retorno. Em declarações anteriores, o parlamentar negou veementemente qualquer irregularidade ou envolvimento com as fraudes investigadas no banco.

Relatório da PF cita Wagner, Jerônimo, Rui Costa e ACM Neto em "lista de vinhos" de empresário
Foto: Vaner Casaes / AL-BA

Mensagens interceptadas pela Polícia Federal mostram que Augusto Lima, ex-sócio do empresário Daniel Vorcaro, organizou no final de 2024 uma lista de presentes de luxo voltada à cúpula política da Bahia. O material faz parte do inquérito que investiga o senador Jaques Wagner (PT).

 

A informação foi revelada pelo jornal Metrópoles. Em diálogo com sua secretária registrado em 23 de dezembro, Lima aprova a compra de vinhos com preços variando entre R$ 2,5 mil e R$ 5,3 mil. A lista, batizada de "Lembranças de Final do Ano", reunia nomes de diferentes espectros políticos:

 

  • Governo e PT: Jerônimo Rodrigues (governador), Rui Costa (ministro da Casa Civil) e Jaques Wagner (senador);
  • Oposição e União Brasil: Bruno Reis (prefeito de Salvador), ACM Neto e Antonio Rueda (presidente do partido).

 

Para os investigadores, a dinâmica reflete uma busca por influência junto a agentes públicos. Em trecho do relatório, a PF pondera que, mesmo com valores individuais inferiores aos das fraudes apuradas na operação, o ato "pode caracterizar a concessão de vantagens em razão da função pública".

 

Até o momento, a perícia não confirma a entrega das garrafas à maioria dos citados. A única evidência de envio anexada ao relatório traz fotos de embalagens direcionadas a "Jaques" e a Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como "Tio Guiga", amigo do parlamentar.

PF aponta viagens em aeronaves ligadas ao Master como vantagens a Jaques Wagner
Foto: Carlos Moura / Agência Senado

A Polícia Federal identificou viagens de Jaques Wagner (PT-BA) e de pessoas próximas ao senador em aeronaves ligadas a empresários do Banco Master. Os episódios, registrados em 2023 e 2024, foram incluídos pelos investigadores como parte de uma relação de proximidade entre o parlamentar e os empresários Augusto Ferreira Lima e Daniel Vorcaro.

 

Segundo informações do Globo, um dos casos ocorreu em outubro de 2023, quando Maria de Fátima Carneiro de Mendonça, mulher de Wagner, foi levada de helicóptero à chamada Ilha da Paixão, propriedade de Augusto Ferreira Lima no litoral de Candeias, na Bahia. O passeio foi combinado após o próprio senador confirmar a participação da esposa.

 

Em mensagem enviada a Lima, Wagner afirmou que Fátima provavelmente participaria da viagem. O empresário, então, disponibilizou um helicóptero e encaminhou o prefixo da aeronave. Após chegar ao destino, Fátima enviou mensagens de agradecimento ao empresário. Entre os registros encontrados no celular de Lima estão as frases “Chegamos”, “Tudo lindo !!!” e “A gente ama vcs”, conforme o relatório.

 

O Metrópoles também revelou que a PF encontrou mensagens de setembro de 2024 que indicam preocupação de Daniel Vorcaro com a discrição de outro voo envolvendo Wagner. Nas conversas, o banqueiro questionou o atraso da aeronave e recebeu a informação de que o senador já havia decolado com destino à Bahia.

 

Depois de saber que os passageiros haviam desembarcado, Vorcaro orientou que o avião fosse levado para um hangar reservado e retirado rapidamente do estado. Segundo as mensagens, o empresário recomendou que a aeronave fosse colocada em um espaço “que ninguém conheça”. A propriedade formal da aeronave não foi identificada pela PF, mas os investigadores apontam que Vorcaro exercia controle sobre o equipamento. As mensagens também indicam que quatro pessoas estavam a bordo durante o deslocamento, entre elas Wagner.

 

Para a Polícia Federal, os episódios fazem parte de um padrão em que o senador teria utilizado aeronaves privadas controladas por empresários ligados ao Banco Master sem registro de pagamento pelos deslocamentos. O relatório sustenta ainda que os benefícios estariam relacionados a uma suposta atuação política de Wagner em pautas legislativas e regulatórias de interesse da instituição financeira.

 

A investigação apura se os voos e outras vantagens integrariam um esquema de “contrapartidas recíprocas”. Os documentos vieram a público após o ministro André Mendonça, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo da investigação.

Lula sanciona lei que destina parte da arrecadação das bets para a Polícia Federal
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta quinta-feira (30), a lei que amplia as fontes de financiamento do Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-fim da Polícia Federal (Funapol). A medida determina que parte da arrecadação das apostas esportivas de quota fixa, conhecidas como bets, seja destinada ao custeio das atividades da corporação.

 

Pela nova legislação, os recursos serão repassados de forma escalonada: 1% da arrecadação das bets em 2026, 2% em 2027 e 3% a partir de 2028. Além disso, a União poderá destinar até R$ 200 milhões do Tesouro Nacional ao fundo ainda neste ano.

 

Durante a cerimônia de sanção, no Palácio do Planalto, o presidente afirmou que encaminhará ao líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), a discussão sobre a PEC nº 24/2024, que busca alterar as regras previdenciárias dos policiais federais. De acordo com Lula, a categoria alega que foi a única que não teve diferenciação entre homens e mulheres após a reforma da Previdência de 2019.

Contador do Careca do INSS prestava serviços também para escritório de Flávio Bolsonaro, afirma site
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Após a revelação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) emitiu notas fiscais de seu escritório de advocacia a uma empresa que recebeu repasses do Banco Master, veio a público nesta sexta-feira (24) a informação de que o pré-candidato a presidente utiliza os serviços da mesma firma de contabilidade contratada pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. 

 

De acordo com a coluna da jornalista Andreza Matais, do site Metrópoles, no cabeçalho da nota fiscal emitida pelo escritório Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, é possível visualizar a citação ao endereço de e-mail “[email protected]”. O domínio pertence à Voga Serviços Contábeis, empresa de Alexandre Caetano dos Reis contratada pelo Careca.

 

A colunista Andreza Matais afirma ainda que nos dados da Receita Federal, consta o nome de Letícia Caetano dos Reis como administradora do escritório de Flávio Bolsonaro. Letícia é irmã de Alexandre Caetano.

 

Segundo o relatório final da CPMI do INSS, Alexandre Caetano dos Reis era o responsável técnico pela Brasília Consultoria Empresarial S.A., a principal empresa do Careca.

 

“O contador Alexandre Caetano dos Reis exerce funções contábeis em empresas diretamente relacionadas ao núcleo empresarial de Antônio Carlos Camilo Antunes (o Careca do INSS)”, diz o relatório final da CPMI do INSS.

 

Durante o funcionamento da CPMI, parlamentares apresentaram requerimentos de convocação e de quebra de sigilo de Alexandre Caetano dos Reis. Foi o caso da deputada Bia Kicis (PL-DF), cotada para ser candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. 

 

No seu requerimento, a deputada Bia Kicis pediu a quebra dos sigilos bancário e fiscal tanto de Alexandre Caetano dos Reis quanto da Voga Serviços Contábeis. A deputada do PL afirma no pedido que a Voga era responsável pela contabilidade terceirizada das empresas vinculadas ao “Careca do INSS”, principal investigado por comandar uma rede de desvio de recursos e lavagem de dinheiro envolvendo associações e entidades representativas de aposentados. 

 

Bia Kicis cita depoimentos à Polícia Federal sobre as movimentações que atingiam cerca de R$ 10 milhões mensais, cabendo à Voga a emissão e controle de notas fiscais e lançamentos financeiros das empresas ligadas ao “Careca”.

 

“Investigações conduzidas pela Polícia Federal, corroboradas por matérias publicadas em veículos de imprensa, indicam ainda que a Voga Serviços Contábeis manteve relações financeiras diretas com a empresa Prospect Consultoria Empresarial, identificada como uma das principais engrenagens utilizadas para movimentar recursos provenientes de descontos indevidos e repassar valores ilícitos a servidores do INSS”, diz o texto do requerimento de Bia Kicis.

 

“Esses elementos, em conjunto, configuram fortes indícios de interconexão entre a Voga Serviços Contábeis Sociedade Simples LTDA, operadores financeiros do esquema criminoso e pessoas politicamente expostas, justificando a adoção de medidas excepcionais de investigação patrimonial”, conclui a deputada do PL. O requerimento de Bia Kicis não chegou a ser votado pela CPMI.

 

Em dezembro passado, Alexandre Caetano dos Reis foi preso pela Polícia Federal (PF), por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além do “Careca do INSS”, Alexandre Caetano é contador de empresas do senador Weverton Rocha (PDT-MA).

 

A relação de Flávio Bolsonaro com o escritório Voga foi citada ainda pelos parlamentares de oposição que apresentaram um relatório alternativo na CPMI. O relatório não colocado em votação pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (PSD-MG).

 

O documento da oposição pediu o indiciamento do senador do PL alegando o envolvimento dele com Letícia Caetano dos Reis, irmã de Alexandre Caetano e apresentada no texto como "administradora do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro".

 

De acordo com o deputado Rogério Correia (PT-MG), um dos autores do relatório alternativo, a base governista tentou aprofundar a investigação contra Flávio, mas não conseguiu vencer o bloqueio dos parlamentares de oposição.

Polícia Federal conclui inquérito e decide demitir Eduardo Bolsonaro por abandono do cargo de escrivão
Foto: Reprodução Redes Sociais

Escrivão da Polícia Federal concursado desde 2010, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro deve ser demitido por abandono de cargo. Foi o que decidiu a Polícia Federal após concluir um Processo Administrativo Disciplinar aberto em fevereiro contra o ex-parlamentar por abandono de cargo.

 

Com a conclusão do processo, caberá agora ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, assinar o ato de expulsão de Eduardo Bolsonaro da Polícia Federal. O posto de escrivão da corporação, que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ocupava, tem remuneração inicial de cerca de R$ 14 mil mensais.

 

Eduardo Bolsonaro se auto-exilou nos Estados Unidos desde o mês de fevereiro do ano passado. Como ainda era deputado federal, estava licenciado de suas funções na PF. 

 

No final de 2025, entretanto, Eduardo teve decretada a perda de seu mandato pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por excesso de faltas. Desde então, Eduardo Bolsonaro recebeu diversas advertências da Polícia Federal para que se apresentasse à unidade onde é lotado, no Rio de Janeiro. A PF alertou que a ausência injustificada poderia resultar em providências administrativas e disciplinares.

 

Como o ex-parlamentar não se reapresentou ao serviço, um PAD foi aberto para analisar o caso. Na instrução do processo, a Corregedoria da PF no Rio de Janeiro determinou que ele entregasse a sua carteira funcional e arma de fogo.

 

A perda do cargo na Polícia Federal representa mais um revés para Eduardo Bolsonaro. Além da perda de mandato como deputado federal, o irmão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda foi  condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão por coação, acusado de atuar nos Estados Unidos para impedir a análise de ações por tentativa de golpe de Estado.

 

Quando o seu julgamento transitar em julgado no STF, Eduardo Bolsonaro ficará inelegível por 12 anos, de acordo com a Lei da Ficha Limpa. 

 

Apesar da condenação pelo STF, o ex-deputado não tem intenção de retornar ao Brasil. Inclusive porque nesta terça (21) o governo dos Estados Unidos concedeu a ele o visto de residência permanente (green card). 

 

O documento assegura ao cidadão estrangeiro o direito de viver, trabalhar e estudar nos Estados Unidos por tempo indeterminado, sem a necessidade de autorizações adicionais.
 

Dino envia à PF explicações de partidos sobre gestão de emendas
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

 

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou, nesta segunda-feira (20), as explicações recebidas de presidentes de partidos sobre a influência dos políticos na indicação de emendas parlamentares para a Polícia Federal (PF). A PF será responsável por analisar as manifestações do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do presidente do PSD, Gilberto Kassab, e adotar as providências cabíveis.

 

“Considero relevante que tais informações sejam levadas ao conhecimento da Polícia Federal, visando aos atos de investigação cabíveis no âmbito de sua competência, inclusive para que seja possível a melhor análise das práticas existentes”, decidiu o ministro.

 

A ação é um desdobramento do posicionamento do ministro Flávio Dino que, na semana passada, determinou que 21 partidos enviem ao Supremo explicações sobre a gestão das emendas. 

 

A medida foi determinada após o ministro bloquear R$119 milhões em bens que estão em nome do presidente do PL, no âmbito da Operação Transparência, na qual a PF investiga desvios de emendas.

 

Na decisão, Dino apontou a suspeita de que Valdemar pode ter feito indicações irregulares de emendas mesmo sem mandato. Valdemar é ex-deputado federal. Após cobrar explicações, Valdemar e Kassab foram os primeiros a enviarem suas manifestações.

 

Kassab disse que não tem influência sobre a indicação de emendas parlamentares: "Em nenhum momento em todo o período de existência do Partido Social Democrático houve sequer menção sobre a possibilidade de o peticionante exercer influência na destinação de emendas parlamentares", declarou.

 

Por sua vez, Valdemar disse que não tem cotas em emendas e não faz indicações formais de emendas ou ordena a execução de despesas. "O presidente nacional do Partido Liberal não dispõe de cota, reserva, titularidade, propriedade, cessão ou mecanismo jurídico de alocação de emendas parlamentares. Não apresenta emenda, não pratica a indicação formal, não delibera pela bancada ou pela comissão e não ordena a execução da despesa", afirmou.

 

Na decisão em que determinou o bloqueio dos bens de Valdemar Costa Neto, Dino ressaltou que o ex-deputado não tem direito à indicação de emendas.

Alegando ameaças de facções, Missão antecipa convenção e Renan Santos é o primeiro candidato oficial a presidente
Foto: Divulgação Missão

Nesta segunda-feira (20), data que marca o primeiro dia do período determinado pela Justiça Eleitoral para a realização das convenções partidárias, a disputa presidencial de 2026 já tem o seu primeiro candidato oficial. O partido Missão realizou uma convenção em formato online e oficializou o nome de Renan Santos como seu candidato a presidente. 

 

O partido havia programado a oficialização do nome de seu candidato para o dia 1º de agosto, em uma convenção nacional que seria realizada na cidade de São Paulo. Alegando motivos de segurança e ameaças recebidas de facções criminosas, a legenda decidiu antecipar a convenção, optando por um formato online e sem transmissão aberta. 

 

Embora tenha adiantado a convenção, o Missão mantém programado para o dia 1º de agosto o seu evento nacional em São Paulo para apresentar a candidatura de Renan Santos e suas propostas, reunidas em um documento chamado Livro Amarelo. Em um post na rede social X, Renan comentou a sua candidatura e a escolha do vice.

 

“É oficial: partido Missão me indicou como CANDIDATO à presidência da República. Junto comigo vem meu vice, Aroldo. Bora vencer e honrar essa missão!”, disse.

 

Na mesma convenção online, o Missão oficializou a candidatura do vice, Aroldo Medina, e do deputado federal Kim Kataguiri como vice-presidente do partido e titular do Conselho de Ética da sigla. Com a definição da candidatura de Renan Santos, ele poderá a partir de agora contar com a participação de agentes da Polícia Federal em sua segurança pessoal.  

 

“Estar com a Polícia Federal não é mais uma questão de conveniência ou até de redução de gastos, dado que equipes privadas são mais caras. É uma questão de sobrevivência”, afirmou o candidato em um vídeo divulgado por sua equipe de campanha.
 

PF inicia esquema de segurança para presidenciáveis incluindo kit antibombas e carros blindados
Foto: Montagem / Bahia Notícias

A Polícia Federal inicia, nesta segunda-feira (20), o serviço de segurança aos candidatos à Presidência da República. Os candidatos homologados em convenção partidária devem fazer a solicitação formal do serviço junto a entidade para usufruírem de uma equipe específica de segurança, disponibilizada pela PF. 

 

No caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve concorrer à reeleição, a proteção durante o período eleitoral será feita pela Polícia Federal em conjunto pelo GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

 

Segundo informações da CNN, os candidatos Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) afirmaram que irão solicitar o serviço de segurança.

 

Já o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informou à CNN que, por preferência pessoal e pela prerrogativa de exercer o cargo de senador, deve dispensar o suporte da PF e optou por manter a mesma equipe da Polícia Legislativa do Senado que já o acompanha.

 

AÇÕES DE SEGURANÇA
Os grupos que irão garantir a segurança dos candidatos são compostos por delegados, agentes e escrivães especializados na segurança de autoridades. Além disso, uma avaliação de risco foi realizada pela PF para classificar os pré-candidatos em quatro níveis de ameaça: muito alto, alto, moderado e baixo.

 

A Diretoria de Proteção à Pessoa da PF informou que de 600 profissionais foram capacitados entre 2025 e 2026 para atuar na segurança dos candidatos. Destes, até 458 servidores serão recrutados. A estimativa do órgão é que R$95 milhões sejam empenhados para garantir a segurança de até dez candidaturas à Presidência da República nas eleições de 2026.

 

O orçamento previsto será utilizado para custear a mobilização dos agentes, serviços e aquisição de equipamentos como:

 

  • veículos blindados;
  • coletes de segurança balísticos de alto desempenho;
  • sistemas antidrones;
  • kits antibombas.

 

Entretanto, o órgão ressalta que o tratamento será igualitário para todos, aplicando os mesmos critérios técnicos. As ações serão integradas com as forças de segurança estaduais e municipais, buscando a menor interferência possível na dinâmica das campanhas.

PF combate tráfico internacional de drogas no Porto de Salvador
Foto: Divulgação / Ascom-PF

Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (16/7), a Operação Meridian, destinada a desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas por via marítima, com atuação no Porto de Salvador. A ação conta com o apoio da Polícia Militar da Bahia, por meio do Comando de Policiamento Regional da Capital Baía de Todos os Santos (CPRC/BTS), da Companhia Independente de Policiamento Especializado Polo Industrial (CIPE Polo Industrial) e do Esquadrão Fênix.

 

A investigação teve início após intercâmbio de informações com a Receita Federal. As apurações revelaram um esquema que utilizava contêineres destinados à exportação de carga lícita com cocaína. A atuação do grupo contava com a cooptação de funcionários portuários e motoristas de caminhão.

 

O inquérito policial foi instaurado em 2026, após comunicação da Alfândega da Receita Federal acerca da apreensão de 742 kg de cocaína no Porto de Londres, no Reino Unido.

 

Nesta fase da operação, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão, em Salvador e Região Metropolitana. Das prisões, quatro foram cumpridas em desfavor de funcionários do Porto de Salvador.

 

A operação tem como objetivo reprimir o tráfico internacional de drogas por via marítima, mediante identificação de toda a cadeia logística empregada pelo grupo, promover a descapitalização da organização criminosa e responsabilizar os envolvidos pelo envio de grandes quantidades de cocaína ao exterior a partir do Porto de Salvador.

 

As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros integrantes do grupo, bem como desvendar eventuais ramificações nacionais e internacionais do esquema de tráfico internacional de drogas.
 

Em nota enviada ao Bahia Notícias, a Autoridade Portuária Federal – CODEBA informa que atua em parceria e de forma coordenada com as forças de segurança nacional e estadual e com a Receita Federal.

 

Nota da Codeba na integra:

"

Em relação à operação de combate ao narcotráfico no Porto de Salvador, a Autoridade Portuária Federal – CODEBA informa que atua em parceria e de forma coordenada com as forças de segurança nacional e estadual e com a Receita Federal.

Para reforçar a vigilância, a Companhia vem investindo no reequipamento da Guarda Portuária, com a aquisição de veículos operacionais, drones , lancha de patrulha, armamentos, coletes balísticos, implantação de sistemas de inteligência dedicados e cursos e capacitações.

Destaca-se, ainda, a inauguração do Centro Integrado de Segurança Pública Portuária, no Porto de Aratu-Candeias. A estrutura, operada pela Polícia Federal, é a primeira do país voltada para o aprimoramento do desempenho das atividades operacionais e de inteligência da Guarda Portuária, forças de segurança, Corpo de Bombeiros Militar da Bahia e IBAMA que atuam nos centros urbanos costeiros"

PF conclui investigação sobre fraudes no INSS e indicia 48 pessoas por esquema bilionário
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) concluiu a primeira fase da investigação da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de cobranças indevidas em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O relatório final, com 265 páginas, foi encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e resultou no indiciamento de 48 pessoas.

 

De acondor com as informações do G1, com a conclusão do inquérito, o caso será enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá se apresenta denúncia à Justiça, solicita novas diligências ou pede o arquivamento da investigação.

 

Entre os indiciados estão o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral do órgão, Virgílio de Oliveira Filho, o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca", e o presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes.

 

Segundo a PF, Stefanutto e Virgílio de Oliveira Filho responderão por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Já Antônio Carlos Camilo Antunes foi indiciado por lavagem de dinheiro e participação em corrupção passiva. Carlos Roberto Ferreira Lopes deverá responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro qualificado e corrupção ativa majorada.

 

As defesas de Alessandro Stefanutto e de Antônio Carlos Camilo Antunes informaram que ainda não irão se manifestar, pois não tiveram acesso aos autos da investigação. A Conafer também foi procurada, mas não respondeu até a publicação da reportagem.

 

De acordo com as investigações, aposentados e pensionistas tinham valores descontados mensalmente de seus benefícios como se fossem filiados a associações. No entanto, as vítimas não haviam autorizado a adesão nem os débitos. Conforme os investigadores, o prejuízo provocado pelos descontos irregulares pode chegar a R$ 6,3 bilhões.

Mais de um ano após indiciamento da PF, servidores da Abin seguem em cargos estratégicos
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

Mais de um ano após serem indiciados pela Polícia Federal no inquérito da chamada "Abin paralela", dezenas de servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) continuam ocupando cargos de chefia e mantendo acesso a informações sensíveis. As informações foram divulgadas pela Folha de S.Paulo.

 

Em junho de 2025, a PF concluiu o inquérito e indiciou mais de 30 pessoas. Entre os investigados estão o diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa, o chefe de gabinete, Luiz Carlos Nóbrega, e o corregedor-geral, José Fernando Chuy, que permanecem em suas respectivas funções.

 

Segundo as investigações, a atual direção da agência, já durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teria praticado atos que interferiram no andamento das apurações conduzidas pela Polícia Federal. Após a operação, o governo federal exonerou o então diretor-adjunto da Abin, Alessandro Moretti.

 

 

O caso ficou cerca de um ano sob análise do procurador-geral da República, Paulo Gonet. No mês passado, ele solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o envio do processo para a primeira instância.

 

A investigação teve início após a descoberta de que servidores da Abin utilizaram o software First Mile para realizar o rastreamento irregular da localização de adversários políticos durante o governo Jair Bolsonaro (PL). A primeira operação da PF ocorreu há dois anos e oito meses, quando seis agentes foram afastados. Um deles se aposentou e outro pediu exoneração.

 

Passados 32 meses desde o início da ofensiva policial, ao menos três servidores afastados continuam recebendo salários, embora estejam sem exercer atividades. Procurada pela Folha, a Abin informou apenas que cumpre decisões judiciais e que não comenta processos em andamento.

Emendas de quase R$25 milhões de Valdemar Costa Neto estão em lista de investigação da PF
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Dos R$ 119 milhões em emendas que, segundo a Polícia Federal (PF), foram indicadas pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, quase R$25 milhões foram enviados a Porto Seguro, município no Extremo Sul do estado, na semana anterior ao limite para envio de recursos federais antes das eleições municipais de 2024.

 

A legislação veda, com algumas exceções, a transferência de recursos da União a estados e municípios nos três meses que antecedem o pleito. Em 2024, o primeiro turno foi realizado no dia 6 de outubro. Com isso, a janela se fechou no dia 6 de julho.

 

Segundo uma reportagem do jornal O Globo, a Bahia registrou o segundo maior repasse entre os listados na investigação. O município baiano recebeu R$24,9 milhões no mesmo mês é gerida pelo prefeito Jânio Natal, do PL, disputou a reeleição em Porto Seguro três meses depois e venceu.

 

Segundo a investigação, as emendas eram indicadas por Valdemar, que não tem mandato como deputado federal, e registradas em nome de deputados "solicitantes" para ganhar aparência de legalidade. Dino determinou o bloqueio de R$119,2 milhões em bens do dirigente e a suspensão da execução de todas as despesas ligadas às emendas.

 

Em 2025, Valdemar Costa Neto voltou a demonstrar a proximidade com as lideranças do PL no Sul da Bahia ao comparecer a um evento do pré-candidato ao governo, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto e o prfeito Jânio Natal. 

 

Capitão Alden diz que emenda citada pela PF seguiu critérios legais e nega articulação com Valdemar Costa Neto
Foto: Divulgação

O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) divulgou uma nota de esclarecimento neste sábado (11) após ser citado em reportagens sobre a investigação da Polícia Federal (PF) que apura um suposto esquema de direcionamento irregular de emendas parlamentares envolvendo o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

 

Conforme as investigações, Alden aparece entre os parlamentares apontados como solicitantes formais de recursos que, segundo a PF, teriam sido apadrinhados por Valdemar. O caso ganhou repercussão após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinar o bloqueio de R$ 119 milhões em bens do dirigente partidário por indícios de irregularidades na destinação de verbas do Orçamento da União.

 

Na manifestação, o parlamentar afirmou que a emenda mencionada é do tipo comissão, modalidade prevista na legislação orçamentária e distribuída entre os partidos com representação no Congresso Nacional. Segundo ele, no PL as indicações são feitas pela liderança da legenda e formalizadas pelos deputados, seguindo os critérios legais, de transparência e fiscalização.

 

Alden também negou ter tratado do assunto com Valdemar Costa Neto ou qualquer pessoa ligada ao presidente do partido. De acordo com o deputado, a indicação ocorreu dentro das normas previstas e faz parte do exercício regular da atividade parlamentar. O congressista ressaltou ainda que sua atuação se limita à indicação do recurso e do ente beneficiário.

 

"O parlamentar não executa recursos públicos, não realiza licitações, não contrata empresas, não efetua pagamentos e não participa da gestão administrativa ou financeira da emenda", afirmou em trecho da nota.

 

Por fim, Capitão Alden declarou que os recursos citados foram executados e submetidos aos procedimentos legais de prestação de contas pelos gestores responsáveis. O deputado reafirmou que sempre exerceu o mandato em conformidade com a Constituição e as leis e disse permanecer à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos, caso seja formalmente solicitado.

Investigação da PF aponta que imagens de abuso infantil que circulavam internacionalmente têm origem em Irecê
Foto: Reprodução / Acorda Cidade

Agentes da Polícia Federal atuantes em Feira de Santana, no Portal do Sertão, deflagraram um abuso contra a exploração sexual infantil na internet. A ação deflagrada nesta quinta-feira (9), que investigava imagens de violência sexual contra uma menor de idade, e resultou no resgate de uma vítima no município de Irecê, situado na região Centro-Norte da Bahia.

 

 

Em entrevista ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, o delegado da Polícia Federal atuante em Feira de Santana, André Gonçalves, explicou que a operação mirava a origem de imagens de abuso sexual em crianças que circulavam em páginas de rede oculta em países como Filipinas e Austrália.

 

 

"Essas mídias acabaram transbordando pelas nossas fronteiras e captadas em outros países e operações da Polícia Civil em outros estados." O suspeito deve estar envolvido com uma organização criminosa ou negociado a mídia com uma", avaliou o delegado. Até o momento, há indícios da participação de dois suspeitos.

 

 

Os aparelhos eletrônicos apreendidos durante a operação serão analisados, e novas apurações devem ajudar a identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar as investigações. A PF ainda orienta que responsáveis acompanhem o uso da internet por crianças e adolescentes, observando mudanças de comportamento e interações na internet, sempre se atentando a possíveis casos de assédio virtual.

 

 

 

 

PF faz operação sobre ataques ao Banco Central em nova fase da operação Compliance Zero
Foto: Reprodução / Rafa Neddermeyer - Agência Brasil

 

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), a 10ª fase da Operação Compliance Zero para investigar uma suposta atuação coordenada em redes sociais destinada a comprometer a credibilidade do Banco Central do Brasil.

 

O publicitário Thiago Miranda, dono da agência Mithi, ganhou notoriedade na investigação por intermediar o investimento de R$ 62 milhões realizado pelo empresário Daniel Vorcaro no documentário Dark Horse, que aborda a trajetória de Jair Bolsonaro. Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), os policiais cumprem dois mandados de busca e apreensão em Brasília.

 

Segundo a PF, além dos ataques à instituição financeira, as investigações buscam desarticular uma possível organização criminosa que utilizaria táticas de intimidação contra jornalistas e o monitoramento ilegal de pessoas ligadas a autoridades públicas. O grupo também é suspeito de obter informações sigilosas de forma indevida e de tentar interferir em investigações criminais em curso. 

 

De acordo com a corporação, os envolvidos podem responder por crimes contra o sistema financeiro nacional, organização criminosa e embaraço à investigação de organização criminosa, além de infrações ligadas à violação de dados e dispositivos informáticos.

 

A Polícia Federal informou que as investigações continuam para esclarecer a atuação do grupo e identificar todos os envolvidos.

PF apreende espingarda registrada em nome de Bolsonaro no RS
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A Polícia Federal apreendeu, nesta quarta-feira (8), uma espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O armamento foi localizado na casa de um homem em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul. O homem teria procurado voluntariamente à Polícia Federal para informar que estava com a arma e demonstrar interesse em entregá-la.

 

Segundo informações do g1, o armamento era o último da relação de armas vinculadas ao ex-presidente que ainda não havia sido recolhido e agentes da PF se deslocaram até o endereço para recolher o armamento e adotar as medidas cabíveis.

 

A ação faz parte de uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O ministro entendeu que a permanência de armas na posse de Bolsonaro é uma situação incompatível com a medida de prisão domiciliar. Após solicitar a entrega das armas, Moraes também autorizou buscas na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

 

Nesta quarta, o mandado previa a busca e apreensão de armamentos, munição, acessórios e documentos de registro. Nada foi encontrado. O representante da Suprema Corte destacou que a ação foi motivada por informações desencontradas quanto ao número de armas em nome do ex-presidente.

 

"Sobrevieram aos autos informações indicando divergência entre o quantitativo de armas de fogo regularmente registradas em nome do apenado e aquelas efetivamente entregues aos órgãos competentes, circunstância que evidencia, em tese, o descumprimento da determinação judicial e recomenda a adoção de providências destinadas à localização e apreensão dos armamentos eventualmente mantidos sob o poder do condenado", afirmou Moraes.

 

Bolsonaro cumpre atualmente uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde o dia 24 de março deste ano, ele está sob prisão domiciliar humanitária, autorizada por Moraes inicialmente por 90 dias, e, posteriormente, prorrogada.

Detido após ser encontrado com fuzil, ex-prefeito de Belford Roxo deu palestra sobre segurança em maio 
Foto: Reprodução

Detido após a Polícia Federal encontrar um fuzil em seu carro durante nova fase da Operação Unha e Carne, o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro, Márcio Canella (União) foi um dos destaques do lançamento de um MBA em Segurança Pública realizado em maio.

 

Canella é atual presidente do União Brasil e, nessa posição, participou como palestrante da aula inaugural do curso organizado pela Fundação Índigo, braço de formação política da legenda, presidida pelo ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto.

 

A Fundação Índigo lançou o MBA em Segurança Pública em maio, em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). O evento de lançamento foi realizado no Centro Cultural da FGV, no Rio de Janeiro.

 

O curso é gratuito, tem carga horária superior a 430 horas e exige a apresentação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) para a obtenção do certificado.

 

A estrutura acadêmica foi elaborada pela FGV e reúne 18 disciplinas, entre elas Crimes no Agronegócio, Crimes Cibernéticos, Insurgência Criminal, Controle Territorial e Dinâmicas Criminais na Amazônia Legal.

 

Segundo informações do Metrópoles, o ex-prefeito foi apresentado no evento como exemplo de gestão no combate ao crime organizado. Em sua participação, Márcio compartilhou experiências de sua administração e deu dicas a outros gestores sobre medidas que, segundo ele, contribuíram para a redução dos índices de violência em Belford Roxo.

 

UNHA E CARNE
Segundo a Polícia Federal, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta que o grupo investigado do qual Canella faz parte movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

 

A corporação indica que a estrutura criminosa utilizava empresas do setor de combustíveis como plataforma para lavagem de dinheiro e contava, ainda, com a participação de agentes públicos.

 

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, contratação direta ilegal, lavagem de dinheiro e outros delitos que venham a ser identificados durante o avanço das investigações.

PF faz operação integrada de combate ao tráfico e lavagem de dinheiro em 14 estados
Foto: Divulgação / Ascom-PCBA

As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) realizam, nesta quarta-feira (8), uma série de operações em 14 estados contra acusados de integrar organizações criminosas e de crimes como tráfico de drogas e de armas, lavagem de dinheiro e outros delitos.

 

Ao todo, agentes cumprem 179 mandados de busca e apreensão, 93 mandados de prisão e outras medidas cautelares determinadas pelo Poder Judiciário. A ação é realizada simultaneamente em 14 estados.

 

ILHÉUS (BA)
Operação Rebojo – Estão sendo cumpridos um mandado de prisão preventiva, dois mandados de busca e apreensão e medida de busca e apreensão de adolescente no município de Ubaitaba, em investigação relacionada à atuação de organização criminosa.

 

MACAPÁ (AP)

Operação Zip Lock – Estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos estados do Amapá e do Pará, além de outras medidas cautelares autorizadas pela Justiça, em investigação relacionada ao tráfico de drogas e à atuação de organização criminosa.

 

RIO BRANCO (AC)

Operação Ruptura: 2ª fase – Está sendo cumprido um mandado de busca e apreensão em Rio Branco/AC, em investigação relacionada à atuação de organização criminosa e ao tráfico de drogas.

 

MANAUS (AM)

Operação Torre 8 – Estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Manaus/AM, em investigação sobre tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

 

FORTALEZA (CE)

Operação Conexão Amazônia – Estão sendo cumpridos 16 mandados de busca e apreensão nos estados do Ceará, Pernambuco, Pará e Amazonas, além de medidas de sequestro de bens e bloqueio patrimonial, em investigação relacionada ao tráfico interestadual de drogas e à lavagem de dinheiro.

 

GOIÂNIA (GO)

Operação Blend – Estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos estados de Goiás, Mato Grosso e São Paulo, em investigação sobre fornecimento e distribuição de insumos químicos utilizados na adulteração de entorpecentes.

 

SÃO LUÍS (MA)
Operação Thálassa – Estão sendo cumpridos dois mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão, em investigação relacionada à atuação de organização criminosa.

 

CAMPO GRANDE (MS)

Operação Mandamus – Estão sendo cumpridos três mandados de prisão preventiva em Campo Grande, em investigação relacionada ao tráfico de drogas e à atuação de organização criminosa.

 

BELO HORIZONTE (MG)

Operação Borak – Estão sendo cumpridos dez mandados de prisão e 17 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte, em investigação sobre organização criminosa relacionada ao tráfico de drogas, homicídios e posse ou porte ilegal de arma de fogo.

 

UBERABA (MG)

Operação Conexão – Estão sendo cumpridos dois mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão nas cidades de Uberaba e Uberlândia, em investigação sobre organização criminosa relacionada ao tráfico de drogas.

 

BELÉM (PA)

Operação Coalizão: COP VIII – Estão sendo cumpridos 32 mandados de prisão preventiva e 32 mandados de busca e apreensão em investigação relacionada à atuação de organização criminosa.

 

JOÃO PESSOA (PB)

Operação Consigliere – Estão sendo cumpridos 46 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão preventiva na Paraíba, em Mato Grosso do Sul e em São Paulo, em investigação sobre organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de capitais.

 

TERESINA (PI)
Operação Contenção – Estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão temporária nos municípios de Luís Correia e Parnaíba, em investigação relacionada à atuação de organização criminosa, tráfico de drogas e homicídios.

 

NATAL (RN)

Operação Matriarca – Estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão em Natal, além de medidas de bloqueio e sequestro de bens, em investigação sobre organização criminosa relacionada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro.    

 

MOSSORÓ (RN) 

Operação Busting – Estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Mossoró, Upanema, Areia Branca e Serra do Mel, em investigação relacionada à atuação de organização criminosa.   

 

SANTOS (SP)

Operação Desatrela – Estão sendo cumpridos sete mandados de prisão temporária e 10 mandados de busca e apreensão no estado de São Paulo, além de medidas de sequestro de bens e valores, em investigação sobre associação criminosa voltada ao roubo de cargas e caminhões.

 

CAMPINAS (SP)

Operação Argenti Lardum – Estão sendo cumpridos dez mandados de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Paraná, além de medidas de bloqueio e sequestro de bens, em investigação sobre organização criminosa relacionada a furtos, roubos e receptação de cargas. 

Exército nega estar com duas de oito armas de Bolsonaro; restante do arsenal foi entregue à PF
Foto: Ton Molina / STF

O Comando do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que entregou à Polícia Federal as armas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que estavam sob sua guarda. O comando também informou que duas das oito armas que, segundo a defesa do ex-presidente, estariam no Batalhão de Polícia do Exército não se encontram sob a posse do Exército.

 

Após a divulgação da nota do Exército, na noite desta segunda-feira (6), a defesa de Bolsonaro disse que fez uma nova verificação no armamento do ex-presidente e afirmou que a outra arma, uma espingarda, está em uma importadora no Rio Grande do Sul. A arma teria sido um presente ao ex-presidente e que não chegou a ser retirada por Bolsonaro.

 

Segundo o G1, a outra arma não entregue possui o mesmo da arma do ex-presidente que foi apreendida em uma blitz em Brasília com um militar do Exército que atuava na segurança do ex-presidente.

 

ENTREGA DAS ARMAS 
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a entrega, para a Polícia Federal, de 8 armas de propriedade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que estão, segundo advogados, com o Exército.

 

O ministro do STF deu a ordem após a defesa de Bolsonaro informar na sexta-feira (3) que essas armas estavam no Batalhão de Polícia do Exército.

 

Diante da decisão de Moraes, a defesa de Bolsonaro informou que, dessas 10 armas, duas já haviam sido entregues para a Polícia Federal em abril de 2023, após ordem do Tribunal de Contas da União (TCU). Outras oito, disseram os advogados ao STF, estavam com o Batalhão de Polícia do Exército.

Operação da PF mira esquema de R$7,6 mi no RJ; ex-prefeito de Belford Roxo e ex-secretários de polícia estão entre alvos
Foto: ALERJ

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (7), a sexta fase da Operação Unha e Carne, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro. Segundo a investigação, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta que o esquema teria movimentado mais de R$7,6 bilhões nos últimos seis anos, com a participação de agentes públicos. 

 

Agentes cumprem 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, na Região Metropolitana; em Resende, no Sul Fluminense; e na capital carioca. Entre os alvos da ação estão o ex-secretário de Polícia Civil do Rio, Marcus Amim, e Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado.

 

A PF ainda realizou o sequestro de bens e valores e a suspensão de atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado foram determinadas. Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações.

PGR pede depoimento de Flávio Bolsonaro em investigação sobre suposta calúnia contra Lula
Carlos Moura / Agência Senado

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a Polícia Federal (PF) colha o depoimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no inquérito que investiga uma suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Na manifestação enviada ao STF, Gonet classificou a oitiva como uma medida de "especial relevância" e indicou que uma eventual retratação do parlamentar poderá ser considerada no andamento do caso, antes de um posicionamento definitivo da Procuradoria-Geral da República.

 

O pedido foi apresentado após a polícia concluir a investigação e apontar que orimogênito de Jair Bolsonaro (PL) teria cometido o crime de calúnia ao publicar, nas redes sociais, uma mensagem atribuindo a Lula supostos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro.

 

A defesa do senador havia solicitado que ele fosse ouvido somente após a realização de outras diligências, como depoimentos de autoridades e compartilhamento de documentos de órgãos do governo federal e de um tribunal dos Estados Unidos. Os pedidos, no entanto, foram rejeitados pela PF, sob o entendimento de que apenas retardariam a conclusão do inquérito, posição que também foi acompanhada por Paulo Gonet.
 

Polícia Federal deflagra operação contra lavagem de dinheiro e prende secretária sancionada pelos EUA
Foto: Reprodução / Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), a Operação Exchange. O objetivo da ação é desarticular uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. Entre os alvos da ofensiva está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, brasileira que foi alvo de sanções econômicas do governo dos Estados Unidos por ligação com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

 

A Justiça Federal determinou o bloqueio de até R$ 10,4 bilhões em bens, valores e criptoativos dos investigados. Ao todo, foram expedidos 11 mandados de prisão temporária, dos quais sete foram cumpridos até o momento, e 13 mandados de busca e apreensão em diferentes endereços.

 

O empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado como parceiro de Stella e também sancionado por Washington, é considerado foragido pela polícia. 

 

De acordo com as investigações da Polícia Federal, obtidas pelo jornal O Globo, os suspeitos utilizavam uma complexa rede financeira para ocultar a origem dos recursos. O fluxo incluía transferências ilícitas de criptoativos, transporte de dinheiro em espécie, transações bancárias de alto valor e repasses sucessivos entre diversas contas. 

 

Para tentar despistar as autoridades de controle, os investigados utilizavam codinomes. Shimada era identificado nas comunicações como "o Japa", enquanto Stella utilizava o apelido de "Lara Croft". Segundo o inquérito, Stella atuava como secretária e intermediária de Shimada, sendo responsável por organizar a coleta de grandes quantias de dinheiro vivo e fornecer suporte logístico.

 

Shimada, por sua vez, operava como o elo financeiro direto com traficantes de drogas. De acordo com o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, Victor Shimada é sócio da empresa Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda, no Brasil, e da Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, sediada em Portugal.

 

O governo americano o acusa de lavar mais de US$ 30 milhões (cerca de R$ 156 milhões) de recursos ilícitos utilizando criptomoedas para transferir os valores de volta ao Brasil em benefício de uma rede de lavagem de dinheiro associada ao PCC na Flórida.

 

No Brasil, Shimada é investigado pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público por suspeita de participação em fraudes financeiras relacionadas ao caso VaideBet, que apura o desvio de recursos do contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas.

 

A denúncia aponta que a empresa de Shimada movimentou valores com a Wave Intermediações, firma que estaria ligada a operadores financeiros mencionados em delações sobre o crime organizado. A investigação brasileira, no entanto, não afirma de forma categórica que Shimada seja integrante do PCC, mas o descreve como parte de um fluxo financeiro que se conecta a pessoas investigadas.

 

Além dos crimes financeiros, Shimada responde a quatro processos na esfera comum por ameaça, violência doméstica, injúria e lesão corporal dolosa. Ele chegou a cumprir um breve período de prisão domiciliar em janeiro de 2025 devido a uma ação judicial envolvendo o Banco Votorantim (BV).

 

Em nota enviada pela defesa de Victor Shimada, o advogado Yuri Cruz declarou que ainda não teve acesso aos documentos oficiais que embasaram as sanções americanas ou a nova operação. No entanto, o defensor ressaltou que Shimada nega veementemente qualquer envolvimento com facções criminosas ou com a prática de lavagem de dinheiro, manifestando confiança de que os fatos serão devidamente esclarecidos pela Justiça.

 

Stella Stefanie, que atuava como secretária nas empresas e não possuía antecedentes criminais registrados no Brasil antes da operação desta sexta-feira, ainda não teve manifestação de defesa divulgada.

 

Em relação à prisão domiciliar anterior de Shimada, o banco BV informou que identificou movimentações irregulares em seus serviços de tecnologia de pagamento em agosto de 2024. A instituição comunicou imediatamente as autoridades e colaborou de forma ativa como assistente de acusação no processo penal que apurou as irregularidades.

Delegado da PF é baleado por policial militar em operação no RS e dá entrada em hospital em estado grave
Foto: RBS TV

Um delegado da Polícia Federal (PF) foi baleado na manhã desta quinta-feira (2), em Passo Fundo, na Região Norte do Rio Grande do Sul, por um policial militar que está em licença para tratar de interesses particulares. E

 

O crime aconteceu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em um prédio residencial localizado na Rua José Bonifácio, na Vila Rodrigues. O alvo da ordem judicial era o apartamento da companheira do PM.

 

De acordo com informações preliminares, o delegado da PF foi atingido por três disparos de arma de fogo. O delegado foi socorrido às pressas e encaminhado ao Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), onde permanece internado em estado grave.

 

O segundo agente federal baleado na ação recebeu atendimento médico na mesma unidade de saúde e foi liberado em seguida.

 

O policial militar suspeito de efetuar os disparos não ficou ferido. O agente foi detido no local e conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Passo Fundo. 

 

Por volta das 10h30, equipes de agentes federais deixaram o edifício, onde peritos criminais trabalhavam. Um funcionário do condomínio relatou ter visto marcas de sangue em um dos andares do prédio.

 

A ação que resultou no confronto faz parte da Operação EZQ 25:17, deflagrada pela Delegacia da Polícia Federal em Santana do Livramento. O objetivo da ofensiva é desarticular um sistema financeiro paralelo que sustentava um esquema de contrabando de mercadorias vindas de Miami, nos Estados Unidos.

 

A operação cumpriu 9 mandados de busca e apreensão, 56 ordens de sequestro de imóveis, bloqueio de contas bancárias de 38 pessoas físicas e jurídicas.

 

De acordo com a PF, os valores bloqueados pela 11ª Vara Federal de Porto Alegre podem alcançar R$ 28 milhões. A investigação aponta que a organização criminosa, originada na fronteira com o Uruguai, coordenava a entrada irregular de produtos no Brasil com o apoio de membros do grupo que atuavam diretamente em solo americano.

 

Por meio de nota, a Brigada Militar confirmou que o servidor envolvido está afastado das funções para tratar de assuntos particulares e que ele atirou contra os federais durante o cumprimento do mandado contra a sua esposa. 

 

A corporação informou que o militar foi preso em flagrante e que a Corregedoria-Geral da Brigada Militar acompanha o caso, reforçando seu "compromisso com a preservação da vida, a manutenção da ordem pública e a atuação dentro da legalidade".

Aprovada MP que destina parte da arrecadação com as bets para financiar atividades da Polícia Federal
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Em votação simbólica, a Câmara dos Deputados aprovou, em sessão realizada nesta quarta-feira (1º), medida provisória 1348/2026, que destina até 3% da arrecadação sobre apostas de quota fixa, as chamadas bets, ao Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-Fim da Polícia Federal (Funapol). A medida segue agora para o Senado. 

 

A MP 1.348/2026 amplia as fontes de receita do Funapol ao redirecionar ao fundo uma fatia de recursos antes destinada à saúde, à assistência social e à Previdência Social. A proposta também permite que o fundo seja usado para ressarcir gastos de saúde de servidores, quando comprovados.

 

O texto aprovado no plenário da Câmara prevê um período de transição para a destinação do novo percentual ao fundo: 1% do montante em 2026, 2% em 2027 e 3% a partir de 2028. Os percentuais são aplicados após o pagamento dos prêmios e o desconto do Imposto de Renda.

 

O percentual destinado às casas de apostas fica mantido em 85% do montante arrecadado. Esses recursos devem ser destinados à cobertura de despesas de custeio e manutenção do agente operador da loteria de apostas de quota fixa e demais jogos de apostas.

 

A medida também autoriza o governo federal a aportar até R$ 200 milhões ao Funapol em 2026, além de prever outras fontes de receita, como repasses relacionados ao combate ao crime organizado feitos por entes federativos ou organismos internacionais, e doações de pessoas físicas e jurídicas, nacionais ou estrangeiras.

 

Para financiar seus gastos globais, o Funapol contará ainda com:

 

  • transferências voluntárias de entes federativos ou de organismos internacionais vinculadas a programas de enfrentamento ao crime organizado;
  • doações de pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras; e
  • outras receitas legalmente previstas.

 

Quanto à receita vinda das bets, antes da MP o fundo recebia 0,5% da parcela dividida com vários órgãos (12% da arrecadação bruta menos impostos e prêmios). Quando da tramitação do projeto que originou a Lei Complementar 224/25, o governo pediu para aumentar a tributação das bets de 12% para 15% a partir de 2028, mas com aumento gradativo em 2026 (13%) e em 2027 (14%).

 

Metade desse valor adicional seria destinado à saúde para programas de apoio a pessoas viciadas em jogos. Agora, com a MP, todo esse adicional irá para o Funapol, principalmente para cobrir gastos com saúde dos servidores das polícias federais.
 

Operação Aqueus: PF investiga suposto esquema de venda de informações sigilosas da Receita Federal
Divulgação / PF

Um servidor da Receita Federal foi afastado das funções após ser alvo da Operação Aqueus, deflagrada nesta quarta-feira (1º) pela Polícia Federal (PF) em conjunto com a Corregedoria da Receita Federal. A investigação apura um suposto esquema de irregularidades em procedimentos de fiscalização tributária. A ação foi realizada em Aracaju (SE), onde também foram cumpridos três mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal.

 

De acordo com as investigações, os suspeitos teriam acessado e compartilhado dados protegidos para negociar vantagens financeiras com contribuintes. Em troca dos pagamentos, era prometido o cancelamento de procedimentos de fiscalização conduzidos pela Receita. A investigação apura a possível prática dos crimes de concussão, violação de sigilo funcional e associação criminosa.

 

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes recolheram documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que poderão auxiliar na apuração dos fatos e na identificação de eventuais outros envolvidos. Em nota, a PF informou que as investigações continuam e não descartou a realização de novas diligências no decorrer da apuração.

PF encontra dinheiro em livro falso em ação contra nomes ligados a Sóstenes
Foto: Reprodução

A PF (Polícia Federal) deflagrou na manhã desta quarta-feira (1º) a terceira fase da operação Rent a Car, denominada operação Galho Fraco II. Entre os alvos suspeitos de desvio de recursos da cota parlamentar, estão pessoas ligadas ao deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara.

 

Com mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Brasília e Goiás, a corporação apreendeu dinheiro escondido em livro falso na casa de um advogado. Durante o cumprimento das medidas, também foram apreendidos itens como relógios de luxo.

 

Os investigadores apuram se houve prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.

 

À CNN, Sóstenes Cavalcante afirmou que se manifestará quando "tomar conhecimento do teor da decisão e ações".
 

Sóstenes não está entre os alvos nesta fase da operação. O congressista foi alvo da primeira Operação Galho Fraco em dezembro do ano passado. Na ocasião, agentes da PF apreenderam cerca de R$ 400 mil em dinheiro vivo na casa do parlamentar. Ele afirmou que se tratava de "recurso lícito" de venda de imóvel.

 

A operação Rent a Car, deflagrada em 2024, apurou a suspeita de desvio de verbas para a empresa de locação de veículos. Tanto a ação desta quarta-feira quanto a do ano passado são desdobramentos da operação.

João Roma critica Wagner e disse que ele "pediu apartamento para a filha como se fosse um picolé na praia"
Foto: Maurício Leiro/Bahia Noticias / Agência Senado

Apesar de ter ficado em segundo plano nesta semana por conta da briga pública entre Michelle e Flávio Bolsonaro, a saída do senador Jaques Wagner (PT-BA) da Liderança do Governo deve seguir sendo explorada pela oposição e por seus adversários. Segundo a coluna Radar da revista Veja que chegou às bancas nesta sexta-feira (26), interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teriam afirmado que a demora na demissão do senador baiano seguirá sendo um “prato cheio” que pode vir a impactar o desempenho do líder petista nas pesquisas.

 

Uma das principais críticas dos adversários do senador baiano foi direcionada para a entrevista dada por ele à Band News no mesmo dia em que foi deflagrada a operação da Polícia Federal em suas residências. Ouvido pela coluna Radar, o presidente do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado, João Roma, disse à Veja que a performance de Jaques Wagner na entrevista foi pior do que a própria operação.

 

“É um escárnio. Uma coisa é ter relação com Vorcaro, outra é ver as coisas materializadas. É uma vergonha ele achar normal um banqueiro comprar um apartamento para a filha dele como se fosse um picolé na praia, uma cervejinha”, disse Roma.

 

Apesar da crítica, integrantes do PT da Bahia ouvidos pela coluna minimizaram o impacto da operação contra Jaques Wagner em relação ao desempenho do senador nas eleições, assim como do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A aposta desses interlocutores é que bastaria o presidente Lula dedicar algumas agendas no estado da Bahia para consagrar junto aos eleitores quem estiver ao seu lado.

 

A coluna Radar da Veja afirma ainda que na comemoração da independência da Bahia, no próximo dia 2 de julho, o presidente Lula deve evitar fotos ao lado de Jaques Wagner. Fontes ouvidas pela coluna dizem que a orientação a Lula seria a de manter uma “distância protocolar” do senador petista e candidato à reeleição.

PF extradita de Portugal acusado por estupro de vulnerável em Lauro de Freitas
Foto: Divulgação / Polícia Federal

Um homem acusado de estupro de vulnerável em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), foi extraditado de Portugal, onde estava foragido. De acordo com a Polícia Federal (PF), o investigado teve a prisão preventiva decretada pela Justiça baiana.

 

As investigações apontam que os abusos teriam ocorrido entre os anos de 2017 e 2020, em Lauro de Freitas.

 

Após a conclusão do processo de extradição pelas autoridades portuguesas, o foragido foi entregue à PF no aeroporto de Lisboa e escoltado por policiais federais durante o traslado até Salvador na última terça-feira (23).

 

O homem era alvo do alerta de Difusão Vermelha da Interpol e foi localizado e preso em Lisboa, Portugal.  Ainda segundo informações, ao desembarcar em Salvador, ele foi encaminhado ao sistema prisional da Bahia, onde permanecerá à disposição da 1ª Vara Criminal de Lauro de Freitas.
 
 
Conforme a PF, esta é a segunda extradição realizada pela instituição na Bahia neste ano. Em abril passado, um cidadão francês, também considerado foragido da Justiça baiana e incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol, foi localizado em Lisboa, preso e depois extraditado para o Brasil. 


Na ocasião, o condenado foi encaminhado ao sistema prisional baiano para cumprir pena de 19 anos e 3 meses de reclusão pelo crime de estupro de vulnerável, conforme sentença da 1ª Vara da Criança e do Adolescente de Salvador.

Simone Tebet diz que Jaques Wagner tem direito de se defender, mas precisa sair da Liderança do Governo no Senado
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Em entrevista nesta segunda-feira (22) ao site Metrópoles, a ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB-SP), disse que o senador Jaques Wagner (PT) deveria deixar o cargo de líder do governo. Candidata ao Senado pelo estado de São Paulo, Tebet classificou o escândalo do Banco Master como uma situação “escabrosa” e “vergonhosa”. 

 

“Jaques Wagner tem que entregar a liderança do governo. Já tinha que ter feito isso. E, obviamente, deve estar esperando porque é assim que se faz, a primeira sessão legislativa do Senado, que deve ser amanhã”, afirmou Tebet em entrevista ao Metrópoles.

 

Na semana passada, o senador petista foi alvo de operação da Polícia Federal (PF) relacionada ao caso do Banco Master. Para Simone Tebet, o escândalo do banco de Daniel Vorcaro trata-se do “maior esquema de corrupção do sistema financeiro do Brasil, quiçá do mundo”, e Jaques Wagner tem que sair do cargo para se defender.

 

“Como advogada, eu defendo que ele tenha ampla defesa, contraditório, que possa se defender, apresentar todas as suas alegações, como todos os envolvidos nesta denúncia”, defendeu a ex-ministra do governo Lula. 

 

O senador Jaques Wagner aguarda uma reunião com o presidente Lula para decidir sua situação na Liderança do Governo. A reunião entre ambos deve acontecer nesta quarta (24). 

 

Antes da reunião com Lula, entretanto, Jaques Wagner deve se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo reportagem da CNN, o objetivo do senador petista é o de agradecer a Alcolumbre pelo apoio após operação deflagrada pela Polícia Federal na semana passada.

 

Davi Alcolumbre foi um dos únicos dirigentes do centrão que declarou publicamente apoio explícito ao líder do governo no Senado, quando concedeu uma entrevista coletiva e defendeu a presunção de inocência do senador baiano.
 

Polícia Federal abrirá inquérito para investigar invasão ao sistema de alertas da Defesa Civil 
Foto: Reprodução / X

A Polícia Federal vai abrir um inquérito para investigar as circunstâncias da invasão à plataforma Defesa Civil Alerta, após o disparo de mensagens falsas em celulares de diferentes regiões do país na noite de sexta-feira (19) e na madrugada deste sábado (20). A informação foi divulgada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

 

Em nota, a pasta informou que a plataforma foi retirada do ar às 1h30 e confirmou a invasão. Segundo o ministério, os alertas foram disparados remotamente por uma pessoa alheia ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil e, provavelmente, o episódio se trata de um ataque hacker.

 

“A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional acionará a Polícia Federal e tomará as providências para religar o sistema o mais rapidamente possível, quando todas as condições de segurança forem restabelecidas”, informou o órgão.

 

Os primeiros registros ocorreram por volta das 23h45 de sexta-feira (19), em Curitiba. Houveram relatos também de alertas em Salvador, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. Na capital baiana e nas demais localidades, os celulares tocaram por volta das 1h23 da madrugada.

 

A mensagem era classificada como “Alerta Extremo” e continha a palavra “misantropia” ou, em alguns casos, “Misantropi4”. O termo significa aversão, desconfiança ou repulsa generalizada ao ser humano e à natureza humana.

 

O Defesa Civil Alerta é utilizado para comunicar a população sobre riscos relacionados a desastres naturais, como chuvas intensas, alagamentos e deslizamentos de terra. As notificações são enviadas diretamente aos celulares por meio da tecnologia Cell Broadcast, administrada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Após ação da PF contra Jaques Wagner, João Roma diz que ‘a lei não pode ter lado político’
Fotos: Mauricio Leiro / Bahia Notícias / Lula Marques / Agência Brasil

O presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.

 

O caso foi parte da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional e possíveis crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Em publicação oficial, Roma afirmou:

 

"Minha posição é a mesma de sempre: toda irregularidade deve ser apurada com seriedade, respeito ao devido processo legal e punição aos responsáveis. A lei não pode ter lado político. A Bahia merece verdade, transparência e respeito", diz o pré-candidato.

 

O ex-ministro do governo Bolsonaro também relacionou o episódio ao cenário político estadual e fez críticas à gestão petista na Bahia: "Em 2026, os baianos terão a oportunidade de decidir os rumos do nosso estado. Escolham com consciência. O futuro da Bahia está nas mãos de vocês. São 20 anos de PT na Bahia desse mesmo jeito", diz.

 

Roma reforçou o discurso de mudança política: "A Bahia cansou. O eleitor tem chance real de escolher representantes dignos, tanto para o Senado quanto para o governo. O futuro está na mão de vocês".

 

Foto: Moreira Mariz / Agência Senado
 

SENADOR NO MASTER
A operação contra Jaques Wagner (PT) ocorre em meio ao avanço das investigações relacionadas ao chamado Caso Banco Master. Para a Polícia Federal, há apurações sobre uma possível relação entre agentes públicos e integrantes do grupo empresarial ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, Wagner teria feito lobby em favor do banco Master.

 

Wagner nega irregularidades e afirma que não recebeu vantagens indevidas. Segundo as decisões judiciais divulgadas pela imprensa nacional, os investigadores apuram supostos benefícios que teriam sido destinados ao senador e pessoas próximas a ele.

 

O STF autorizou as buscas com base em elementos considerados suficientes para aprofundar as investigações, ressaltando que a medida não representa condenação nem oferecimento de denúncia.

 

A repercussão do caso alcança diferentes setores da política nacional. Reportagens publicadas nos últimos meses apontaram que o senador Flávio Bolsonaro (PL) também teve seu nome mencionado em desdobramentos das investigações envolvendo Daniel Vorcaro, assim como o senador Ciro Nogueira (PP), que nega qualquer irregularidade.


A operação contra um dos principais líderes do PT no Congresso adiciona novos elementos ao debate político nacional e estadual, especialmente diante das articulações para as eleições de 2026. Aliado histórico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Jaques Wagner é uma das figuras centrais do grupo político que governa a Bahia.

 

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O vice-líder petista no Senado Federal também pede afastamento de Wagner: "Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar à sua defesa, resguardada a presunção de inocência. A Polícia Federal está fazendo seu trabalho, e quem cometeu irregularidades deve responder por elas", escreve o mineiro Rogério Correia.

 

Confira abaixo:

Mantido por Lula como líder, Jaques Wagner atuou para retardar a "pauta-bomba" que eleva piso salarial de médicos
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Depois de ter apresentado explicações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre suas relações com o Banco Master e os sócios Daniel Vorcaro, que o levaram a ser alvo, nesta quinta-feira (18), de operação da Polícia Federal, o senador Jaques Wagner (PT-BA) seguiu atuando normalmente como líder do governo. Em entrevista à Band News, Wagner disse que Lula se solidarizou com ele e que vai continuar na liderança do governo no Senado até segunda ordem. 

 

“A liderança do governo fica a cargo do presidente Lula, com quem eu falei hoje, e eu acho muito difícil que ele mexa na minha posição pela relação que a gente tem e pela confiança que ele tem em mim”, disse Jaques Wagner na entrevista.

 

Como líder, o senador Jaques Wagner protocolou, na noite desta quinta, um recurso ao projeto que eleva o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas de R$ 3.636 para R$ 13.662 para jornada de 20 horas semanais. No documento, o líder do governo pede que o projeto seja apreciado e votado no plenário do Senado. 

 

O projeto, aprovado em 10 de maio na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, foi analisado em caráter terminativo, e caso não recebesse recurso de algum senador, seguiria diretamente para a Câmara dos Deputados. A proposta que aumenta a remuneração mínima de médicos e cirurgiões-dentistas, é considerada pelo governo federal uma das “pautas-bombas” em análise pelo Congresso.

 

A equipe econômica do governo apresentou uma estimativa de impacto de R$ 47 bilhões ao ano para as contas públicas caso o projeto seja aprovado também pela Câmara. Além de elevar o piso salarial, a proposta também prevê um aumento de 20% para 50% no adicional por trabalho noturno e as horas extras e estabelece um intervalo obrigatório de dez minutos de descanso a cada 90 minutos de trabalho.

 

O prazo para recurso ao projeto vencia nesta quinta (18), e o senador Jaques Wagner apresentou seu recurso às 21h04 da noite. A partir do recurso apresentado por Jaques Wagner, a Mesa Diretora decidiu abrir prazo para recebimento de emendas, que serão analisadas posteriormente por um relator de plenário a ser escolhido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). 

 

A ação de Jaques Wagner como líder, na prática, retardou a tramitação do projeto tachado pelo governo como uma “pauta-bomba”. O projeto agora só deverá ter sua discussão retomada no início de julho, a depender de decisão do presidente do Senado.  
 

Alcolumbre cancela sessão do Congresso e sai em defesa de Wagner, chamando-o de "colega respeitado por todos"
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (18), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manifestou solidariedade ao líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), alvo de operação da Polícia Federal devido às relações dele com o banco Master. Alcolumbre condenou a polarização política que leva políticos a serem condenados antes mesmo de serem julgados.

 

“Meu apoio, minha solidariedade integral a um colega senador da República. [...] Tenho a convicção de que, no decorrer do processo, as verdades do senador Jaques Wagner virão à tona e elas serão comprovadas. Um dia elas serão julgadas, é lá nesse dia que a pessoa pode ser condenada ou inocentada”, disse o presidente do Senado.

 

“Ninguém nesse país pode ser condenado antes do trânsito em julgado. E todos nesse país podem ser investigados. Isso é normal no Estado democrático de Direito, mas todos também têm que ter a presunção da inocência”, completou Alcolumbre.

 

As investigações da PF indicam que Jaques Wagner teria atuado no Congresso Nacional em favor de pautas relacionadas aos interesses do Banco Master. O Bahia Notícias teve acesso à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que oficializou a expedição dos mandados de busca e apreensão na residência do parlamentar nesta quinta (18). 

 

No documento oficial, a Polícia Federal aponta que os indícios da relação entre Wagner e o banco de Vorcaro foram divididos em três eixos, que vão desde o favorecimento financeiro por meio de propinas e presentes até a atuação parlamentar como líder do governo no Senado.

 

Davi Alcolumbre, na entrevista, disse respeitar o papel das instituições, mencionando a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça, “mas a gente precisa ter a compreensão de que esse mantra de que todo mundo é culpado até que se prove que é inocente está errado”.

 

O presidente do Senado disse ainda que o senador Jaques Wagner “é um colega, respeitado por todos, cuja trajetória política é admirada e que teve a legitimidade do voto popular”.

 

Na última terça (16), no plenário do Senado, após Alcolumbre se defender de acusações sobre envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro e negar que recebeu US$ 30 milhões em uma conta no exterior, Jaques Wagner manifestou sua solidariedade ao senador. Wagner disse que a revista Veja mentia e que se tratava de uma 'guerra de narrativas'.

 

“Eu já desafiei vários a me mostrarem qual foi a investigação da Federal que encontrou algo sobre V. Exa., na medida em que foi citado agora, ou sobre o meu comportamento e o comportamento do ex-governador Rui Costa”, afirmou o senador Jaques Wagner no plenário.

 

Antes de divulgar a nota de solidariedade, Davi Alcolumbre havia cancelado a realização de uma sessão do Congresso Nacional, marcada para a manhã desta quinta (18). Segundo Alcolumbre, a sessão foi cancelada por falta de acordo entre as lideranças e uma nova sessão deve ser agendada em no máximo 15 dias, antes do início do recesso parlamentar.

 

A sessão desta quinta havia sido agendada para analisar dezenas de vetos presidenciais pendentes de apreciação, além de projetos de lei nos quais o Executivo pede ao Congresso autorização para destinar créditos adicionais a órgãos públicos no Orçamento de 2026.
 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Começou a festa da democracia! Mas parece que tem gente que tá economizando até no cento de salgados. Mas entre quem chora pitanga e quem ostenta nas redes, podemos esperar de tudo até outubro. Só confesso que não esperava Cunha procurando sarna pra se coçar. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Romeu Zema

Romeu Zema
Fotos: Reprodução / Redes Sociais via @romeuzemaoficial

"O problema do Brasil é que bandido fica solto". 


Disse o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema em seu primeiro discurso de campanha à Presidência da República pelo partido Novo, realizado neste domingo (16) na cidade de Montes Claros (MG). 

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