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Mensagens extraídas pela Polícia Federal (PF) do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, apontam negociações para contratar Felipe Nunes, CEO da Quaest, para prestar serviços de consultoria estratégica à instituição financeira. O acordo discutido previa pagamentos mensais de R$ 150 mil durante um ano, totalizando R$ 1,8 milhão.
Os diálogos, divulgados pelo Metrópoles, ocorreram em setembro de 2024 e envolvem Vorcaro e Ana Matos, integrante da equipe de marketing do banco. Em uma mensagem enviada no dia 9 daquele mês, ela perguntou se estava alinhada a contratação de Nunes, por meio da empresa Quaest, pelo valor previsto.
Vorcaro respondeu que acreditava que Augusto havia fechado o acordo e orientou Ana a alinhar os detalhes com ele. Na sequência, ela confirmou que daria continuidade ao processo.
Até o momento, não há informação sobre quantas parcelas do contrato teriam sido efetivamente pagas. Felipe Nunes negou ter relação pessoal com o ex-banqueiro e afirmou que o contato com o Banco Master ocorreu de forma “estritamente técnica”.
A Polícia Federa (PF) encontrou uma sala oculta em um hangar no Aeroporto de Brasília utilizado por empresas de transporte aéreo do advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O local tinha prateleiras, malas e uma máquina de contar dinheiro, mas os agentes não encontraram cédulas durante a inspeção.
A existência do espaço foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela TV Globo. Segundo as informações divulgadas, a PF chegou à sala em agosto, após receber uma denúncia anônima sobre a estrutura escondida atrás de um painel de madeira, com uma porta aparentemente blindada.
Em nota, a defesa de Tomaz confirmou a existência da chamada “sala-cofre” e afirmou que o ambiente é utilizado para atender empresas de transporte de valores que são clientes das companhias de aviação do advogado. Os representantes negaram qualquer irregularidade e classificaram como “fantasiosa” a suspeita de que o espaço serviria para guardar ou contar dinheiro ilícito.
A busca ocorreu no âmbito da operação Sem Desconto, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado a fraudes contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Tomaz foi um dos alvos da investigação. Na residência dele, os agentes também encontraram uma máquina de contar dinheiro e apreenderam quatro aeronaves vinculadas às suas empresas.
Além desse caso, o advogado e Flávio Bolsonaro são investigados em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Durante a investigação, a Polícia Federal identificou e-mails que indicariam o cadastro de Flávio como “usuário master” de uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa de propriedade de Tomaz.
O caso foi encaminhado ao STF em razão do foro especial do senador e está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz são amigos e já afirmaram não manter negócios em conjunto.
O escritório de advocacia do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) faturou ao menos R$ 13,7 milhões por meio da emissão de notas fiscais entre janeiro de 2023 e julho de 2026. A maior parte dos pagamentos foi efetuada por outros escritórios de advocacia e empresas privadas, com descrições genéricas de "assessoria jurídica".
Um levantamento realizado em sistemas dos tribunais estaduais, federais e superiores localizou apenas um processo com atuação formal do parlamentar referente às notas emitidas. A legislação permite a parlamentares o exercício da advocacia privada, desde que não integrem a Mesa Diretora do Senado nem atuem contra órgãos e empresas públicas.
A análise dos comprovantes realizada pelo portal Uol revela que metade dos valores foi quitada por bancas parceiras de advocacia e figuras associadas ao setor empresarial:
- Nilo & Almeida Advogados Associados: Maior cliente do escritório, o estabelecimento emitiu duas notas fiscais no total de R$ 4 milhões em 2025 (29% do faturamento documentado). O sócio Edvaldo Nilo de Almeida, ex-membro da Comissão de Ética Pública e atual conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), declarou que os valores referem-se a serviços prestados em conjunto a clientes privados sem recursos públicos envolvidos.
- Simas Industrial de Alimentos: A fabricante de doces do Rio Grande do Norte repassou R$ 3,3 milhões entre 2023 e 2024. Este foi o único caso com processo localizado no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) reportou ao Supremo Tribunal Federal (STF) atipicidades nas transferências.
- Escritórios de Otto Medeiros: Sociedades vinculadas ao advogado repassaram R$ 2,1 milhões a título de consultoria jurídica privada.
- Defesa de Jair Bolsonaro: O escritório de Daniel Bettamio Tesser, integrante da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, transferiu R$ 970 mil sob a justificativa de assessoria.
A lista inclui ainda pagamentos efetuados por empresas de contabilidade vinculadas ao setor financeiro e pelo empresário do setor de energia Marcos Antonio Grecco.
A empresa Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia foi fundada em 16 de abril de 2021, tendo o parlamentar como único sócio e com endereço registrado em sua residência, em Brasília. A firma não possui funcionários registrados e é administrada por Letícia Caetano dos Reis, irmã de um contador preso por suspeita de fraude contra o INSS.
As movimentações bancárias do escritório entraram na mira da Polícia Federal (PF) no âmbito de um inquérito no STF sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. A investigação apura indícios de compartilhamento e conexão financeira de contas bancárias entre o senador e o advogado Willer Tomaz.
A campanha do senador e os escritórios citados foram procurados. Os clientes que responderam alegaram que a prestação de serviços seguiu critérios técnicos sob sigilo profissional, enquanto a campanha de Flávio Bolsonaro não havia retornado aos contatos até o fechamento do texto original.
Uma nota técnica da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda revelou que o advogado Willer Tomaz, amigo do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), foi o maior apostador em plataformas de apostas eletrônicas (bets) de todo o Brasil no ano de 2025. O documento também aponta falhas da empresa Blaze no cumprimento de obrigações de fiscalização e controle exigidas para o seu funcionamento no país.
De acordo com o levantamento federal, Tomaz movimentou R$ 5 bilhões em apostas no período de um ano. A maior parte desse valor corresponde a operações internas na própria plataforma, soma de valores ganhos, reapostados ou perdidos, das quais o advogado realizou saques de mais de R$ 200 milhões.
"Ele é, por larga margem, a pessoa com maior volume somado de depósitos e saques em plataformas autorizadas no Brasil em 2025, totalizando cerca de R$ 350 milhões nessas operações, mais de 60% a mais que a pessoa que figura na segunda posição dessa lista", lembra a nota técnica emitida em outubro deste ano.
Segundo informações confirmadas pelo jornal Folha de S. Paulo, as movimentações atípicas estão sob investigação da Polícia Federal (PF), que apura a suspeita de utilização de plataformas de apostas para ocultação de origem de recursos ilícitos.
Mensagens de WhatsApp extraídas pela Polícia Federal do celular do banqueiro Daniel Vorcaro e obtidas pela BBC News Brasil registram uma conversa na qual o investidor e um contato identificado como o empresário Flávio Carneiro fazem comparações com o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein.
O diálogo ocorreu em 19 de dezembro de 2023, durante comentários sobre publicações do investidor Vladimir Timerman, gestor da Esh Capital e autor de denúncias contra operações do Banco Master. Um relatório da Polícia Federal reproduz uma captura de tela de uma postagem de Timerman em rede social, datada do dia anterior, que afirmava: "No meio das minhas investigações tenho convicção de que encontrei o Jeffrey Epstein brasileiro...". A publicação original não mencionava nomes.
Na troca de mensagens, Vorcaro escreveu "Jeff epstein" e "Carapuça caiu kkkk". Sequencialmente, o banqueiro afirmou ter percebido que a publicação se referia a outra pessoa. Carneiro respondeu: "Essa aí não tem sua cara pq o jeff tá amador demais", ao passo que Vorcaro rebateu com risos.
Procurado pela BBC News Brasil, Flávio Carneiro afirmou ser amigo de Vorcaro, ressaltando que nunca trabalhou para o banqueiro e que não tinha conhecimento de todas as suas atividades. Ele declarou não se recordar com exatidão do assunto da conversa, mas lembrou que o contexto envolvia a disputa entre Vorcaro e Timerman. "Acredito se tratar de um comentário sobre algum trecho de matéria publicada a respeito do tema entre eles", afirmou.
Vorcaro encontra-se preso preventivamente desde 4 de março de 2026, no âmbito de investigações sobre supostas fraudes no Banco Master.puração sobre suspeitas de exploração sexual. Além da apuração relativa a crimes financeiros, a Polícia Federal abriu uma investigação preliminar sobre suspeitas de exploração sexual de mulheres envolvendo o banqueiro.
Em diálogo datado de 18 de agosto de 2025, Vorcaro associou a realização de eventos sociais aos seus negócios ao responder à então namorada, Martha Graeff, que o questionava sobre a razão de seguir determinadas mulheres em redes sociais. "Fazia parte do meu business. Nunca te escondi o que fiz e pq fiz", escreveu. "Fiz festa com 300 desse tipo. Não quer dizer que fiquei."
Outros registros obtidos pelas autoridades indicam supostos pagamentos pela presença de mulheres em eventos e repasses adicionais caso houvesse envolvimento com convidados, além de propostas de investimento em agências de modelos e conversas sobre contratações e vistos.
Práticas semelhantes constam no histórico de Jeffrey Epstein, que financiou modelos no Brasil e avaliou propostas de investimento em agências brasileiras citadas no material examinado — negociações que não avançaram. Os documentos analisados não estabelecem qualquer ligação direta entre Epstein e Vorcaro.
Epstein foi condenado em 2008 nos Estados Unidos por crimes de prostituição envolvendo menor de idade. Preso novamente em 2019 sob acusação de tráfico sexual de menores, morreu na prisão antes do julgamento. Vorcaro não responde por esses crimes e não há qualquer suspeita de envolvimento de menores de idade no caso do brasileiro.
Em nota divulgada no dia 13 de outubro, a defesa de Vorcaro negou integralmente as acusações: "Nego veementemente que tenha, em algum momento, explorado ou desrespeitado mulheres. Isso não é da minha índole. Na verdade, a falsa narrativa criada é exatamente o oposto do que sou, o que pode ser confirmado por qualquer mulher que me conheceu ou com quem me relacionei."
As mensagens detalham discussões sobre valores cobrados por presença em eventos. Em outubro de 2024, Vorcaro encaminhou a mensagem: "Presença 2 mil Se ficar com alguem 10 mil". Em fevereiro de 2025, uma interlocutora confirmou o recebimento de valores após alinhamento sobre um encontro.
Em setembro, o portal Metrópoles divulgou conversa de 7 de março de 2025 na qual uma mulher cobrava Vorcaro em nome de uma amiga, mencionando: "Ela disse que ficou com o kassio!". Vorcaro solicitou dados e valores para pagamento. O portal associou o nome ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou ao veículo ter encontrado a pessoa citada.
A assessoria de imprensa do ministro informou à BBC News Brasil que Nunes Marques jamais trocou mensagens com Vorcaro, não solicitou favores ao banqueiro e votou pela manutenção de sua prisão, acrescentando que o magistrado nunca autorizou terceiros a falarem em seu nome.
Diálogos entre Vorcaro e o empresário Tiago Polo indicam tratativas para investimentos no setor de modelos. Polo afirmou à reportagem que manteve relação estritamente profissional com o banqueiro, atuando em relações públicas e produção de eventos. "Nunca recrutei mulheres para encontros de natureza sexual, nem para Daniel Vorcaro nem para qualquer outra pessoa", declarou.
Polo explicou ter sido procurado em 2023 para sondar investimentos na área, com a recomendação de que o nome de Vorcaro permanecesse em sigilo nas tratativas iniciais. Em 19 de outubro de 2023, Polo sugeriu reunião com um diretor da Ford Models. Ao ser questionado por Vorcaro se a empresa estava à venda, Polo mencionou também a agência Allure e retransmitiu uma mensagem de outro interlocutor sobre a finalidade do negócio: "A ideia da agência seria uma forma de ajustar as meninas indiretamente". Vorcaro optou por avançar nas tratativas com a Ford Models.
A respeito da expressão "ajustar as meninas", Polo declarou que apenas repassou a declaração de terceiros e que suas conversas tratavam exclusivamente do mercado de moda. A Ford Models Brasil informou à BBC News Brasil que jamais manteve contato com Vorcaro ou Polo, não recebeu propostas comerciais, não está à venda e atua no segmento da moda sem prestar serviços de acompanhantes para eventos.
Em 30 de novembro de 2023, as conversas voltaram-se para a Allure. Polo sugeriu a aquisição integral ou parcial da agência. Vorcaro consentiu, afirmando que realizaria a operação por meio de um fundo de investimento. Em dezembro, Polo enviou arquivos relativas a minutas de contratos de compra e venda de quotas, mas os registros não confirmam a conclusão da compra.
A Allure Management informou que seu responsável, Felipe Nisti, conversou com Polo em 2023 sobre proposta de investimento voltada exclusivamente ao mercado publicitário e de moda. A empresa negou qualquer vínculo, contrato ou contato direto entre Nisti e Vorcaro. Polo confirmou que as tratativas não foram concluídas e não geraram remuneração.
As mensagens trazem ainda registros sobre vistos e contratações. Em 16 de fevereiro de 2024, Vorcaro escreveu a um interlocutor: "Vamos tirar visto famiglia", "Contratar todas allure" e "E marca entrevista", obtendo como resposta "Deixa comigo". As mensagens não identificam as mulheres citadas, o destino dos vistos nem comprovam a efetivação das solicitações.
A caracterização da exploração sexual exige análise sobre o formato do recrutamento, promessas feitas e o nível de autonomia das mulheres para recusar encontros e gerir seus ganhos, segundo Carlos H. Borlido Haddad, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e coordenador da Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas.
Lívia Miraglia, também professora da UFMG e coordenadora da mesma estrutura jurídica na Faculdade de Direito, destaca a necessidade de investigar o controle sobre finanças, deslocamentos, retenção de documentos e imposição de dívidas. "A avaliação é sempre concreta: a vulnerabilidade por si só não configura o crime, é preciso demonstrar que o agente se aproveitou dela", explica.
Quanto ao custeio de deslocamentos, Haddad esclarece que a transferência de recursos para viagens não constitui crime por si só, sendo indispensável comprovar o conhecimento da finalidade de exploração por meio de documentos, mensagens e depoimentos.
O auditor fiscal do trabalho Maurício Krepsky pontua que o recrutamento de mulheres em situação migratória instável pode configurar tráfico de pessoas para exploração sexual ou trabalho análogo à escravidão. Ele enfatiza, contudo, que a prestação voluntária de serviços sexuais por adultos é atividade lícita e resguardada pelas normas trabalhistas e de segurança do trabalho.
O rapper Oruam desabafou nas redes sociais sobre a prisão de sua mãe e seu irmão, que aconteceu nesta segunda-feira (19). O cantor, que recentemente deixou de ser considerado foragido da Justiça, publicou as últimas mensagens que recebeu de sua mãe, Márcia Gama Nepomuceno, antes da prisão pela Polícia Federal (PF) por meio da Operação Backbone, contra o monopólio de internet imposto pelo Comando Vermelho (CV). Os mandados de prisão foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo da operação é desarticular a estrutura de provedores do tráfico que operam nos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão. Segundo as autoridades, essas firmas são responsáveis por lavar dinheiro para o CV.
Oruam publicou trechos de sua última conversa com sua mãe pelo aplicativo de mensagens WhatsApp, em que Márcia Gama envia trechos da Bíblia e tranquiliza o filho, pedindo para que ele mantenha a calma. “A ansiedade nos faz querer resolver hoje aquilo que Deus está nos ensinando a confiar. Queremos respostas imediatas, caminhos definidos e resultados rápidos. Mas Deus não trabalha segundo a nossa pressa, e sim segundo a Sua vontade e o Seu propósito. Deus é pai e um pai nunca abandona o filho”, disse.
“Eu te amo, sempre vou estar aqui. Quando a ansiedade assume o controle, a fé perde espaço. Isso não significa que Deus não está agindo. Significa que, mesmo quando não vemos nada acontecer, precisamos aprender a descansar nEle. Deus não nos chamou para viver dominados pela ansiedade, mas para confiar que Ele continua sendo Deus, mesmo quando não temos as respostas. Fica calmo”, completou Márcia.
“Eu não queria mais falar de tristeza, mas levaram meu maior amor, que é você, mãe, e eu não sei o que fazer”, escreveu Oruam em outra publicação sobre Márcia com a música “Photograph” do cantor britânico Ed Sheeran. O rapper compartilhou, também, vídeos em que aparece abalado, chorando, com a música “Jesus Chorou” de um dos maiores nomes do rap nacional, o grupo Racionais MC’s.

A Polícia Federal (PF) realizou, nesta segunda-feira (19), uma operação para apurar uma possível violação de sigilo funcional cometida por Humberto Fontoura Pradera, ex-servidor do Superior Tribunal de Justiça (TJ-DF). Ele é apontado pela PF por ter facilitado o acesso indevido do advogado Willer Tomaz a informações de processos em tramitação na Corte.
O advogado Willer Tomaz é amigo do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). Ambos são investigados em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre suposta lavagem de dinheiro, âmbito no qual a operação da PF foi determinada. Willer nega ter tido acesso irregular a dados processuais.
Alvo da ação, Humberto Pradera ocupava o cargo em comissão de secretário de Tecnologia da Informação do tribunal, do qual foi exonerado na última sexta-feira (16) pelo presidente do STJ, ministro Luís Felipe Salomão. O portal g1 não localizou o ex-servidor ou sua defesa.
Os agentes da PF cumpriram um mandado de busca e apreensão contra Pradera, em Brasília, expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator do inquérito. Batizada de Operação Linceu, a ação desta segunda-feira apura a suposta prática dos seguintes crimes:
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Violação de sigilo funcional
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Peculato eletrônico
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Corrupção ativa e passiva
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Lavagem de dinheiro
De acordo com as apurações da Polícia Federal que constam em relatório elaborado pela corporação, Humberto Fontoura Pradera, enquanto servidor da área de tecnologia do STJ, repassou ao advogado Willer Tomaz informações relativas a demandas internas do tribunal.
Em mensagens trocadas, obtidas pelo portal G1, Pradera contou a Willer que duas pessoas haviam sido designadas para tratar de determinado assunto e afirmou que manteria o advogado informado. Em outro episódio, Pradera encaminhou a fotografia de um documento exibido na tela de um computador, com um carimbo sobre a mesa.
Pradera ocupava uma posição de destaque no STJ exercendo o cargo de secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação (STI). Antes disso, havia atuado como assessor-chefe da Assessoria de Inteligência Artificial do órgão, participando de projetos ligados à transformação digital, inteligência artificial e sistemas internos da Corte.
Em outra troca de mensagens registrada no documento, ao ser questionado por Willer sobre “qual o número deles?”, Pradera respondeu que “essa tá no REsp 2122969” e afirmou que a tutela teria perdido efeito em razão do julgamento. Segundo os investigadores, a conversa demonstra o compartilhamento de informações sobre o processo, acompanhado de explicações sobre seus possíveis efeitos.
MODUS OPERANDI
No inquérito que apura suposta lavagem de dinheiro, os investigadores da PF afirmam que a atuação do advogado Willer Tomaz se concentrava em dois eixos: financeiro e jurídico.
No plano financeiro, a Polícia Federal identificou movimentações de cerca de R$ 130 milhões no Magnum Bank entre março e maio de 2025. As operações eram caracterizadas por grandes entradas seguidas de fracionamento, triangulações e repasses entre diversas empresas e plataformas de apostas, além de conexões com agentes políticos e servidores públicos.
No eixo jurídico, a investigação apontou uma suposta interferência em processos de alto interesse econômico no STJ e na Procuradoria-Geral da República (PGR). As apurações indicam que Willer recebia votos, ementas e decisões judiciais de forma antecipada, influenciando decisões como a desistência de recursos, além de enviar orientações e conteúdos para a elaboração de pareceres do Ministério Público Federal (MPF).
Confira a nota na íntegra logo abaixo:
"O advogado Willer Tomaz nega categoricamente ter tido acesso irregular ou não autorizado a decisões judiciais ou a pareceres do Ministério Público Federal, bem como ter interferido em qualquer manifestação. As insinuações são falsas, configuram desinformação e revelam desconhecimento elementar, ou deliberada distorção, do funcionamento dos tribunais.
A ciência antecipada de julgados no Superior Tribunal de Justiça não é crime: é funcionalidade prevista no próprio sistema da Corte. Tampouco há ilícito quando um procurador, convencido pelos memoriais apresentados, incorpora seus argumentos ao parecer. Isso é contraditório, e converter rotina processual em suspeita é criminalizar a advocacia.
A defesa desconhece o relatório citado e repudia sua divulgação seletiva, em plena campanha eleitoral, com menções a terceiros alheios aos fatos investigados. Ilegal, este sim, é o vazamento de material sigiloso, cujos autores serão identificados e responsabilizados."
A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou, em parecer encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que não vislumbrou a prática de abuso de autoridade por parte do ministro André Mendonça na condução de ações no âmbito do caso Master, do qual é relator.
Para o órgão, os relatórios de inteligência da Polícia Federal que apontaram direcionamento das investigações não são provas e, portanto, não justificam a abertura de uma apuração contra o ministro. Esses relatórios embasaram um pedido de investigação contra Mendonça apresentado pelo ministro Alexandre de Moraes, que mencionou "fortes indícios" de abuso de autoridade e possível crime de responsabilidade do colega."
No entanto, a PGR ressaltou que a abertura de uma investigação contra Mendonça depende do entendimento do plenário do Supremo, órgão responsável por autorizar ou recusar pedidos para que integrantes da Corte sejam investigados.
O parecer da PGR foi enviado ao presidente do STF, ministro Luiz Edson Fachin, e está sob sigilo. A TV Globo teve acesso à manifestação. As informações foram confirmadas pelo portal G1.
A mãe e o irmão do rapper Oruam, Márcia Gama Nepomuceno e Lucas Santos Nepomuceno, conhecido como Lucca, foram presos na manhã desta segunda-feira (19) pela Polícia Federal na Operação Backbone, contra o monopólio de internet imposto pelo Comando Vermelho (CV).
De acordo com o g1, agentes saíram para cumprir 23 ados de prisão preventiva e 24 mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Teresópolis, Maricá e Magé.
Os mandados de prisão foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O objetivo da operação é desarticular a estrutura de provedores do tráfico que operam nos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão. Segundo as autoridades, essas firmas são responsáveis por lavar dinheiro para o CV.
A PF afirma que Marcinho VP, pai de Oruam, “continua a controlar as atividades empresariais exploradas nesses territórios, em conjunto com seus familiares e outras lideranças da facção”.
De acordo com as investigações, traficantes armados cortam cabos e incendeiam caixas de distribuição de operadoras regulares e concorrentes, impedem reparos e obrigam moradores e comerciantes a contratar a chamada “internet do tráfico”.
Não se sabia se Oruam é investigado nesse inquérito.
A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de abertura de inquérito contra o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A informação divulgada pelos jornais Estadão de S.Paulo e Folha de S. Paulo, neste domingo (18), aponta que PF deve investigar suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz.
O ministro Alexandre de Moraes foi sorteado como relator do caso na Corte. A investigação teve início a partir do monitoramento de movimentações financeiras ligadas ao setor de apostas. As apurações apontam que uma empresa do segmento pertencente ao advogado, que é alvo de apurações policiais por suposta participação em fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), intermediou e custeou passagens aéreas e voos de caráter pessoal para a Europa em 2025 para o parlamentar e seus familiares.
Relatórios da PF também indicam que Flávio Bolsonaro mantinha acesso operacional como usuário master em uma conta bancária de uma empresa offshore da qual o advogado é sócio, perfil que teve a exclusão solicitada em maio de 2025.
Além deste caso, Tomaz é investigado sob a acusação de realizar repasses financeiros com recursos originados de fraudes previdenciárias e é proprietário da Rede Loto, empresa licenciada no setor de apostas no Rio de Janeiro.
Ao ser questionado sobre as viagens em ocasião anterior, o senador declarou que sua relação com o advogado é estritamente de amizade. Esta é a segunda apuração que envolve o nome do parlamentar no STF, juntamente com o inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e corrupção no financiamento do filme "Dark Horse" junto ao Banco Master.
A assessoria do senador Flávio Bolsonaro não se pronunciou sobre o caso.
Uma semana após ter sido recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, em reunião que aconteceu no dia 4 de dezembro de 2024, o banqueiro Daniel Vorcaro fez um comentário em que pareceu ter desejado a morte do líder petista.
Segundo o colunista Lauro Jardim, em nota neste domingo (18) no seu blog no site jornal O Globo, mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular do dono do Banco Master indicam que Vorcaro pode não ter saído satisfeito do encontro com Lula. Relatos sobre a reunião no Palácio do Planalto indicam que Lula teria dito ao banqueiro que os problemas dele seriam resolvidos pelo Banco Central e pela Justiça, barrando qualquer tentativa de ajuda.
Lauro Jardim, na sua coluna, afirma que Daniel Vorcaro enviou uma mensagem ao seu sócio, Augusto Lima, com o link de uma notícia sobre cirurgia de emergência que o presidente Lula se submeteu. A cirurgia aconteceu no Hospital Sírio e Libanês, em 10 de dezembro, após o presidente sofrer uma queda no banheiro.
Ao comentar a notícia sobre a cirurgia que estancou uma hemorragia intracraniana em Lula, Vorcaro mandou a seguinte mensagem a Augusto Lima: “Na traaaveeeee”.
Em entrevista exclusiva concedida à CNN Brasil neste sábado (17), a empresária e lobista Roberta Luchsinger rebateu as declarações do presidente da República, Lula da Silva (PT), que se referiu a ela como "pilantra". Roberta, que é investigada pela Polícia Federal (PF) por suposto tráfico de influência, afirmou que o chefe do Executivo tinha conhecimento de reuniões que o filho dele, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), realizava com ministros do governo em sua residência.
"Ele mente o tempo inteiro. [...] Se eu sou pilantra e toda essa turma andava e frequentava a minha casa, eles são pilantras como eu", rebate a empresária durante a entrevista à emissora. Roberta afirmou ter sido uma das apoiadoras do presidente, destacando que o defendeu publicamente durante o período em que ele esteve preso, em 2018, mas disse não acreditar mais na inocência do mandatário.
"E isso me dói falar, porque eu já acreditei muito nele, defendi muito ele o tempo inteiro, lutei muito por ele quando ele estava, inclusive, preso. E o que eu recebi em troca? Nem um muito obrigada. Eu recebi em troca 'pilantra', 'mau caráter', 'falastrona', 'Vorcaro feminino'. Eu recebi em troca uma comparação com o maior criminoso financeiro do Brasil", desabafa.
A empresária relatou ainda que vem recebendo mais de 50 ameaças de morte diárias e que suas duas filhas vêm sofrendo constrangimentos públicos e ameaças desde o início das exposições. "Como é possível que o presidente tenha usado a máquina pública, um horário nobre de espectadores, para me agredir, para me chamar de pilantra e para me colocar como um 'boi de piranha' ali, fazendo um X na minha testa", questiona.
A empresária e lobista Roberta Luchsinger disse desejar firmar um acordo de colaboração premiada com a Justiça. Em entrevista exclusiva concedida à CNN Brasil neste sábado (17), a diretora da RL Consultoria e Intermediações afirmou que a eventual delação não poupará o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Roberta e Lulinha são investigados pela Polícia Federal por suposto tráfico de influência no governo federal no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Nos últimos meses, a empresária foi alvo de mandados de busca e apreensão, bloqueio de bens e determinação para uso de tornozeleira eletrônica.
"[A Polícia Federal] vai poder fazer o trabalho dela investigativo e contar com minha absoluta colaboração. Eu não vou poupar ninguém. Pode ser o presidente da República, que a meu ver é um grande mau caráter, é um grande mentiroso, e eu repito, um grande covarde. Não vou poupar filho de presidente, ninguém, porque o que está em questão é a verdade", disse a empresária à emissora.
Questionada sobre o teor de suas contribuições para as investigações, Roberta mencionou que tem a acrescentar informações presenciais que extrapolam o conteúdo de aplicativo de mensagens. "Talvez detalhes que não estão ali dentro do WhatsApp, porque a vida da gente não é só no WhatsApp, é no mundo normal. Você conversa com as pessoas, fala sobre projetos. Você sabe das coisas, assiste a coisas, vê coisas, tem como colaborar, muitas das vezes, com coisas que você não participou, mas assistiu", justifica.
A empresária reiterou a intenção do acordo e declarou que a máquina pública estaria sendo acionada contra ela. "No momento que a Justiça julgar que é o momento adequado, porque existe uma trâmite legal para isso, eu estarei lá, pronta para colaborar. Eu quero fazer uma delação premiada, sabe por quê? Porque eu não tenho pai presidente, não tenho mãe presidente. Eu sou uma mulher com duas filhas e estou tendo uma máquina pública sendo movimentada em cima de mim", afirma.
Em entrevista exclusiva concedida à CNN Brasil neste sábado (17), a empresária e lobista Roberta Luchsinger afirmou que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, reuniu-se "inúmeras vezes" com ministros que compõem o governo de seu pai, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A reportagem da CNN Brasil é assinada pelos jornalistas Débora Bergamasco, Iuri Pitta e Lucas Schroeder. Durante a declaração à emissora, a empresária contestou afirmações do presidente de que o filho jamais teria se encontrado com integrantes do alto escalão do governo federal. "É público, é notório que o Lulinha, inúmeras vezes, esteve com ministros. Inclusive, viajou para a casa do ministro Camilo [Santana] no Ceará", alega Roberta.
Segundo a empresária, Lula faltaria com a verdade ao abordar o assunto publicamente. "O Lula é um grande mentiroso quando fala: ‘Ela é uma pilantra, mas meu filho, não. Meu filho jamais sentou com algum ministro’. O filho dele sentava semanalmente com ministros, seja para trocar figurinha, seja para trocar outro tipo de diálogo. Eu sentava com ministros para discutir pautas relativas a políticas públicas", disse para a CNN.
Ao ser questionada, Roberta informou ter participado de discussões sobre políticas públicas ao lado de Lulinha e de ministros do governo, citando especificamente debates relacionados à comercialização de medicamentos à base de canabidiol no país. "Com certeza ele já participou. Ele ficava junto comigo o tempo inteiro, é de ‘sabença’ geral, com certeza em algum momento ele já ouviu alguma discussão, ouviu alguma troca de ideia, principalmente do tema que eu mais batalhei, que foi a questão do canabidiol no Brasil", explica.
Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva são investigados em um inquérito da Polícia Federal (PF) que apura suspeitas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e prática de tráfico de influência no governo federal.
A Polícia Federal (PF) pediu nesta sexta-feira (16) ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação, por 90 dias, do inquérito que investiga os pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com o delegado responsável pela apuração, Anderson Rodrigo Andrade de Lima, a prorrogação é necessária para conclusão de perícias contábeis e para aguardar a tramitação do pedido de cooperação internacional com os Estados Unidos para obter registros financeiros de entidades estrangeiras que teriam recebido repasses.
Os investigadores da PF também avaliam documentos repassados pelo empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, delator do caso Master. Segundo a Agência Brasil, os documentos comprovariam repasses para o fundo de investimentos Havengate Development, criado nos Estados Unidos para receber os pagamentos para o filme.
O caso chegou ao Supremo após o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) solicitar a investigação sobre o pedido de dinheiro feito pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, a Vorcaro para o custeio das gravações.
O filme que retrata a vida política de Bolsonaro veio à tona após o site The Intercept revelar que o senador pediu dinheiro a Vorcaro para financiar as gravações.
Após a divulgação da conversa entre Flávio e Vorcaro, ocorrida em novembro do ano passado, o senador negou ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro e disse que os recursos eram privados.
Em julho deste ano, Flávio Bolsonaro foi incluído no inquérito e também passou a ser investigado.
A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma petição em que solicita a abertura de uma investigação para apurar o vazamento de conversas privadas que integram os autos do caso Master. O documento foi endereçado diretamente ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin.
Na petição, os advogados sustentam que o investigado vem sofrendo um “processo de linchamento público” provocado pela exposição de detalhes de sua vida íntima e de conversas mantidas com seus advogados. De acordo com a defesa, os diálogos tornaram-se públicos sem qualquer validação sobre sua veracidade, idoneidade ou a forma como foram obtidos, o que classificam como um episódio sem precedentes na história do país.
Os defensores alegam ainda que os trechos vazados não podem ser utilizados para embasar novas apurações ou investigações contra o ex-banqueiro. Segundo a equipe jurídica, a única medida legal cabível diante do vazamento é a instauração de um inquérito policial para identificar e responsabilizar criminalmente os envolvidos.
Daniel Vorcaro foi preso em março e permanece custodiado no presídio da Papuda, no Distrito Federal. Ele é um dos alvos da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF). A investigação apura supostas fraudes financeiras no Banco Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público vinculado ao Governo do Distrito Federal.
A Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP) determinou a suspensão preventiva do registro profissional do advogado Nelson Wilians pelo prazo de 90 dias. A sanção disciplinar ocorre no meio de múltiplas investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público (MP), que apontam o criminalista como suposto operador financeiro em esquemas ilícitos. Com a decisão, Wilians fica impedido de praticar qualquer ato relativo à advocacia, como assinar petições ou participar de audiências.
“Recebi com indignação a decisão da OAB que determinou a suspensão do meu exercício profissional”, disse o advogado à revista Piauí. O principal estopim para a medida foi a Operação Arena, deflagrada pela Polícia Federal da Paraíba em agosto de 2026. A apuração mira uma organização suspeita de operar empresas de fachada no exterior para ocultar e lavar dinheiro gerado por apostas esportivas online, as bets. Segundo os investigadores, o escritório Nelson Wilians Advogados (NWADV) teria recebido mais de R$ 200 mi da casa de apostas Pixbet. Durante o cumprimento de mandados na residência do advogado em São Paulo, agentes apreenderam bens de alto padrão, incluindo uma Ferrari SF90 Stradale, obras de arte, esculturas de bronze, relógios de luxo e bebidas raras. A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 1,1 bi dos investigados, fase em que sua esposa e sócia, Anne Wilians, também passou a ser um dos alvos.
Nelson Wilians já havia anunciado, em agosto de 2026, o seu afastamento por tempo indeterminado da gestão do NWADV, transferindo a administração integral do escritório a um Comitê Executivo. Com a suspensão decretada pela OAB, a banca advocatícia prossegue suas atividades normais sob a condução desse comitê.
Até o momento, a Justiça determinou apenas retenções e bloqueios patrimoniais, sem a expedição de mandados de prisão contra o investigado.
Sabrina Sato se manifestou publicamente, demonstrando indignação pela forma como Daniel Vorcaro e o então executivo do Grupo Globo, Frederic Kachar, falaram sobre ela e outras famosas em recentes conversas obtidas pela Polícia Federal. A artista classificou as falas em relação a ela e outras colegas como “irresponsáveis”.
Frederic Kachar, conhecido como Fred Kachar, era responsável por liderar operações dos jornais O Globo, Extra e Valor, além das revistas da editora do grupo, como Vogue e Marie Claire, assim como o Sistema Globo de Rádio, incluindo a rádio CBN. O Grupo Globo demitiu o ex-executivo nesta quinta-feira (15).
Em nota enviada à coluna Outro Canal, Sabrina Sato afirmou, por meio da sua assessoria, que nunca conheceu o ex-controlador do Banco Master e disse ainda que não possui qualquer relação com ele. “É inadmissível expor a imagem e a reputação de uma mulher com base em uma narrativa alheia à sua realidade. Manifestações desse tipo ferem a dignidade feminina e não devem ser naturalizadas nem servir de combustível para especulações”, diz o comunicado.
“Qualquer tentativa de envolver Sabrina nesses acontecimentos é repudiada. Sua trajetória, construída ao longo de anos de trabalho, merece ser tratada com responsabilidade e respeito”, concluiu a nota.
Nas mensagens apreendidas pela Polícia Federal, estão comentários feitos por Kachar em relação a atrizes da emissora e de convidados da edição de 2024 do Baile da Vogue, evento anual promovido pelo grupo.
O executivo, nas mensagens obtidas, mencionava Sabrina Sato, Deborah Secco e Monique Alfradique. Tanto Kachar quanto Vorcaro mantiveram relações com Alfradique no passado. “Elas estavam para jogo”, disse Kachar, enquanto Vorcaro afirmou que Deborah Secco “estava feia”.
A Polícia Federal (PF) solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação por mais 90 dias do inquérito que apura as fontes de financiamento do filme Dark Horse, obra cinematográfica baseada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Aberto em julho de 2026 a pedido da PF e com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), o inquérito investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros possíveis crimes relacionados aos recursos empregados no longa-metragem.
Segundo informações do portal G1, o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), figura formalmente como um dos investigados na apuração.
A controvérsia sobre a cinebiografia ganhou repercussão pública em maio de 2026, após a divulgação de diálogos entre Flávio Bolsonaro e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Após a veiculação de um áudio, o parlamentar confirmou ter procurado o ex-banqueiro para viabilizar a produção, mas declarou que o procedimento seguiu normas de financiamento privado e negou irregularidades.
Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora Go Up Entertainment, declarou que Vorcaro respondeu por mais de 90% da verba do filme, cujo orçamento girava em torno de US$ 13 mi (aproximadamente R$ 65,7 mi na época). Flávio Bolsonaro admitiu a destinação de pouco mais de US$ 12 mi por parte de empresas associadas ao ex-banqueiro por meio de remessas ao exterior.
Atualmente, os investigadores da Polícia Federal analisam três eixos principais no caso:
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Os repasses de Vorcaro: a origem e o trâmite dos recursos obtidos a pedido de Flávio Bolsonaro;
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Transferências internacionais: a hipótese de que parte das verbas tenha financiado a permanência do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Eduardo negou irregularidades, afirmando que aportou US$ 50 mil e recebeu reembolso sem transitar pelos fundos de Vorcaro;
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Uso de emendas parlamentares: o suposto direcionamento de verbas públicas à produtora do filme.
A Blue Pay Solutions contestou categoricamente as alegações que associam a empresa a supostos contratos com sobrepreço e repasses de valores em espécie no âmbito das negociações envolvendo o Banco Master. Em nota oficial encaminhada ao Bahia Notícias (BN) nesta sexta-feira (16), a companhia prestou esclarecimentos sobre sua relação comercial com a instituição financeira e negou ter participado de operações destinadas à obtenção de dinheiro vivo.
Essa empresa foi citada em anexos de uma proposta de delação premiada apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. No relato atribuído a Vorcaro, a Blue Pay aparece entre as empresas que supostamente teriam sido utilizadas para gerar recursos em espécie.
Segundo a proposta de colaboração, que foi recusada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), a empresa manteria contratos com sobrepreço firmados com correspondentes bancários ligados a Augusto Lima, conhecido como "Guga" no caso Master. Parte dos valores pagos, conforme a alegação, seria devolvida para abastecer supostos repasses a agentes políticos.
A Blue Pay, por sua vez, afirma que sua relação com o Banco Master era "estritamente comercial" e formalizada por contrato escrito de prestação de serviços. O acordo, segundo a companhia, previa a operacionalização de campanhas de incentivo e a distribuição de premiações.
Ao BN, a empresa explicou que cabia ao banco identificar os beneficiários e disponibilizar previamente os recursos necessários, enquanto a Blue Pay era responsável pela operacionalização da distribuição dos prêmios.
Em sua manifestação, a companhia negou ter celebrado contratos com sobrepreço para gerar dinheiro em espécie, recebido valores superiores aos serviços efetivamente prestados ou devolvido recursos a pessoas ligadas ou interpostas de Augusto Lima.
A Blue Pay também declarou que jamais realizou pagamentos em dinheiro vivo ou repasses a Daniel Vorcaro ou Augusto Lima. A empresa sustenta que a associação de seu nome às supostas irregularidades não corresponde à realidade e pediu a retificação da reportagem para que as acusações sejam identificadas como alegações atribuídas a terceiros, e não como fatos comprovados.
Confira nota na íntegra:
"BLUE PAY SOLUTIONS LTDA. (“Blue Pay”), qualificada no mandato anexo, em razão da matéria acima indicada, vem apresentar esclarecimentos e requerer a retificação das informações que lhe dizem respeito, bem como a publicação desta manifestação.
A relação comercial mantida entre a Blue Pay e o Banco Master encontrava-se formalmente disciplinada por contrato escrito de prestação de serviços, que previa a operacionalização de campanhas de incentivo e distribuição de premiações. Nos termos do instrumento, cabia ao Banco identificar os beneficiários e disponibilizar previamente os recursos necessários às premiações, enquanto à Blue Pay incumbia operacionalizar sua distribuição.
A matéria afirma, ao reproduzir relato atribuído ao Sr. Daniel Vorcaro, que, para obtenção de valores em espécie, teriam existido contratos com sobrepreço firmados com correspondentes bancários ligados ao Sr. Augusto Lima, citando a Blue Pay como empresa que devolveria parte dos valores pagos.
A Blue Pay esclarece, de forma categórica, que jamais celebrou contratos com sobrepreço para geração de recursos em espécie, jamais recebeu valores superiores aos serviços efetivamente prestados e jamais devolveu ou repassou qualquer diferença a pessoas ligadas ou interpostas do Sr. Augusto Lima. Também jamais efetuou pagamentos em espécie ou pagamentos ao Sr. Daniel Vorcaro ou ao Sr. Augusto Lima.
Assim, não corresponde à realidade a associação da Blue Pay a contratos com sobrepreço destinados à obtenção de dinheiro em espécie ou à suposta devolução de parcela dos valores recebidos.
A Blue Pay respeita integralmente a liberdade de imprensa e o interesse público na divulgação de informações. Entretanto, a associação de seu nome, ainda que mediante reprodução de relato de terceiro, a contratos com sobrepreço, geração de numerário em espécie e devolução de valores, possui evidente potencial de causar prejuízo à sua reputação e credibilidade empresarial.
Diante disso, requer-se que a matéria seja retificada para esclarecer, de forma clara, que a Blue Pay refuta essas alegações e que qualquer referência a tais condutas seja identificada como alegação atribuída a terceiro, e não como fato comprovado", diz comunicado.
Mensagens de WhatsApp extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e obtidas pela Polícia Federal (PF) apontam que o empresário organizou e custeou uma festa com garotas de programa e chef de cozinha para o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF) e atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
As 125 mensagens que tratam do caso foram originalmente reveladas pela revista Piauí e confirmadas pela reportagem do jornal O Globo. As conversas indicam que o evento ocorreu no dia 28 de fevereiro de 2025, uma sexta-feira de Carnaval, na cobertura triplex de Vorcaro, localizada no bairro Itaim Bibi, em São Paulo.
Em nota oficial, o ministro Nunes Marques afirmou que jamais proferiu decisões para beneficiar Vorcaro e negou qualquer tipo de conduta irregular. As investigações mostram que os preparativos para o encontro começaram dias antes. Em 25 de fevereiro de 2025, Vorcaro contactou uma agenciadora de acompanhantes identificada como Rayanna, solicitando o comparecimento de profissionais ao local na tarde do dia 28.
No dia seguinte, 26 de fevereiro, o banqueiro acionou um chef de cozinha e informou a um amigo e arquiteto que receberia um ministro em seu apartamento, pedindo reparos no imóvel. Ainda no dia 26, o desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), contatou o agente de viagens de Vorcaro para solicitar uma reserva de quarto de hotel para Nunes Marques, referindo-se a ele como "KN".
Ramos já havia sido citado em desdobramentos do caso Banco Master e sua esposa mantinha contrato milionário de honorários com o banco sobre precatórios no TRF-1. Na data da festa, a lista de compras para a gastronomia do evento somou R$ 21.121,90, incluindo cortes de carnes, trufas e latas de caviar.
DIÁLOGOS E ENCONTRO
Conforme os registros das conversas, a agenciadora avisou que não compareceria pessoalmente, mas enviaria duas acompanhantes. Vorcaro concordou com a alteração, mas exigiu que as convidadas estivessem "sem celular". Durante a tarde, o motorista do banqueiro informou por mensagem a chegada das mulheres e dos convidados, enquanto Vorcaro instruía o mordomo e o restante da equipe a recolher os aparelhos telefônicos e orientar a entrada. Às 14h49, o mordomo confirmou a chegada do convidado principal.
Às 20h56, o funcionário pediu autorização a Vorcaro para disponibilizar um dos quartos do imóvel para o ministro e acompanhantes, o que foi prontamente autorizado pelo empresário. Por volta das 22h, o mordomo relatou que os presentes estavam na área da piscina e afirmou que o magistrado "estava sem pressa de ir embora". O convidado deixou o local às 23h17.
Uma semana após a festa, a agenciadora procurou Vorcaro para solicitar o pagamento do serviço prestado por uma das acompanhantes ao convidado, no valor de R$ 10 mil, fornecendo uma chave PIX para a transferência.
Em mensagens anteriores registradas em outubro de 2024, o ex-diretor jurídico do Banco Master, Luiz Rennó, informou a Vorcaro sobre uma vitória judicial relativa a precatórios do setor sucroalcooleiro no STF. Na ocasião, Rennó citou que o voto favorável havia sido proferido pelos ministros Edson Fachin, Dias Toffoli e Nunes Marques, e repassou o contato do advogado Kevin Marques, filho do ministro.
Em nota enviada à imprensa, a assessoria do ministro Kassio Nunes Marques rebateu as acusações: "O ministro Kassio Nunes Marques nunca votou a favor de Daniel Vorcaro (inclusive deu voto pela manutenção da prisão), nunca trocou mensagens com ele e nem pediu nada ao banqueiro. O ministro também nunca autorizou ninguém a falar em nome dele e não pode se responsabilizar por conversas ou ações de terceiros. Seu filho nunca recebeu nada do Banco Master. A matéria referenciada faz ilações e tenta relacionar tais diálogos com a atuação na Presidência do TSE, numa tentativa de fragilizar a condução da Justiça Eleitoral."
Mensagens encontradas no celular do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, revelaram os bastidores das relações do presidente e vice-presidente da União Brasil, Antônio Rueda, e ACM Neto, com o banqueiro. Segundo informações reportadas pelo jornalista Fabio Serapião no UOL, o material integrava uma proposta de delação premiada de Vorcaro, rejeitada pela PF e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). (Reportagem atualizada às 08h01 para adicionar o posicionamento de ACM Neto.)
Conforme o material apresentado na delação em posse da Polícia Federal, os políticos estariam supostamente envolvidos na captação de recursos de institutos de previdência estaduais para a instituição financeira. Na negociação, o ex-banqueiro afirmava que os dois políticos atuavam para direcionar aplicações de fundos de aposentadoria de servidores públicos em troca de uma comissão de 10% sobre os valores captados.
Os registros das conversas mostram que as tratativas com Antônio Rueda se intensificaram em novembro de 2023, envolvendo viagens em jatinhos particulares do ex-banqueiro para articular captações junto a regimes próprios de previdência nos estados de Rondônia, Amazonas e Amapá. No dia 12, Fernando Mascarenhas, diretor comercial do Master, avisou o banqueiro de um contato do político: "Rueda me ligou aqui, vai tá no banco amanhã? Good news"
Vorcaro marcou um encontro com Rueda para o dia seguinte. Em uma das trocas de mensagens durante as negociações com o instituto do Amapá, Mascarenhas, comemorou o avanço da operação: "Amapá, confirmado 400". Vorcaro respondeu: "Quero ver nosso amigo apertar o enter".
Na data de aprovação da operação, em 12 de julho de 2024, a divulgação de uma reportagem sobre a Caixa Asset gerou apreensão nos executivos. O tesoureiro do banco, Alberto Felix, informou que Rueda pretendia “segurar as operações”.
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Foto: Reprodução / Uol
Pouco depois, Rueda enviou um recado para Vorcaro: "Apaga essas mensagens". Uma hora mais tarde, Mascarenhas confirmou a liberação dos recursos: "Aprovado 200 M agora no Amapá. Nesse minuto".
Foto: Reprodução / Uol
O fluxo de mensagens aponta que a comissão pela operação no Amapá envolveu repasses milionários e pagamentos de vantagens indevidas, como a disponibilização de aeronaves executivas para uso pessoal da família de Rueda, hospedagens em hotéis de luxo e a abertura de portas com a presidência do Banco de Brasília (BRB).
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Foto: Reprodução / Uol
Questionado pela reportagem do Uol, Antônio Rueda afirmou em nota que sua relação com o Banco Master era "eminentemente profissional" e lamentou "o uso político de trechos isolados de informações que deveriam estar sob sigilo, mas que foram retirados de contexto com o propósito de criar suspeitas infundadas e atingir sua reputação".
ACM Neto aparece nos diálogos mantendo encontros presenciais ao lado de Rueda e do deputado Elmar Nascimento com o ex-banqueiro, inclusive na residência de Vorcaro em Trancoso (BA) e em uma charutaria em São Paulo. Em outubro de 2024, após uma reunião mantida no DF, ACM Neto escreveu a Vorcaro: "As coisas em Brasília estão consolidadas e, felizmente, saiu tudo como desejávamos na política".
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Foto: Reprodução / Uol
Dias depois, o operador financeiro do banco, Fabiano Zettel, consultou o banqueiro sobre contatos do empresário Marcos Moura: "Marcos Moura (ACM) me chamando. O que eu faço?". Vorcaro instruiu: "Pega com Gustavo / E Minas". Conforme os dados revelados pelo portal, Vorcaro sustentava na proposta de delação que o vice-presidente do partido recebia valores em espécie viabilizados por repasses intermédios.
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Foto: Reprodução / Uol
Em nota oficial sobre o caso, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto afirmou ser alvo de um “vazamento seletivo”. O vice-presidente do União Brasil argumentou "jamais atuou para que institutos de previdência aplicassem recursos no Banco Master, entre os quais o Amapá Previdência" e que todos os valores recebidos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro foram pagamentos por serviços de consultoria devidamente registrados em contrato.
Confira a nota na íntegra:
"Nota à imprensa
Em nota, ACM Neto classificou os constantes vazamentos como seletivos, manipulados e fora de contexto, fruto da tentativa do governo federal de trazer desgaste político em consequência das suas claras posições de enfrentamento e combate ao PT. Neto destacou que este é mais um ataque contra ele que acontece na véspera do evento com o candidato a presidente Flávio Bolsonaro, movimento já registrado também na reta final do primeiro turno na Bahia e que se intensificou após o apoio do ex-prefeito de Salvador ao senador do PL.
O ex-prefeito de Salvador afirmou que nunca teve qualquer tipo de participação no governo federal, o que afasta a possibilidade de interferência em decisões administrativas do Ministério da Previdência e da inclusão do Banco Master na lista exaustiva de instituições elegíveis para receber recursos de RPPS.
Ele afirmou também que jamais atuou para que institutos de previdência aplicassem recursos no Banco Master, entre os quais o Amapá Previdência.
O ex-prefeito de Salvador disse ainda que não conhece Fabiano Zettel e que, portanto, é absurda e criminosa qualquer tentativa de ilação envolvendo seu nome em supostos diálogos dos quais não participou.
ACM Neto voltou a afirmar que todos os valores recebidos do Banco Master decorreram de serviços de consultoria efetivamente prestados, por meio de contrato mensal iniciado em janeiro de 2023, com a devida emissão de notas fiscais e recolhimento de impostos. Por fim, Neto ressaltou que desde março de 2026 se colocou à disposição das autoridades para prestar todas as informações necessárias sobre o caso Master."
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) encaminhou à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) dois projetos de lei que tratam de imóveis do Estado localizados no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. As propostas, publicadas no Diário Oficial Eletrônico da AL-BA nesta quinta-feira (15), autorizam a doação de uma área à União para a construção da sede regional da Polícia Federal (PF) e a venda de outro imóvel à Companhia de Processamento de Dados do Estado da Bahia (Prodeb).
O Projeto de Lei nº 26.397/2026 prevê a doação de um terreno de 26.281 metros quadrados à União. A área será destinada à construção e ao funcionamento da sede da Superintendência Regional da Polícia Federal (PF), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Na justificativa, Jerônimo afirma que a medida busca ampliar a cooperação entre os governos e viabilizar uma estrutura voltada à segurança pública.
Já o PL nº 26.398/2026 autoriza a venda direta de um imóvel estadual à Prodeb, também situado no CAB. Segundo o governo, a operação pretende garantir segurança jurídica à infraestrutura tecnológica central e ao Data Center do Estado, responsáveis pelo suporte a serviços públicos digitais. O texto prevê que os recursos obtidos com a venda sejam destinados à capitalização do Fundo Financeiro da Previdência Social dos Servidores Públicos da Bahia (Funprev) e a outros investimentos.
O Executivo pediu que as matérias sejam apreciadas em regime de urgência.
O deputado estadual do Rio de Janeiro, Márcio Canella (União Brasil), foi preso no âmbito da Operação Unha e Carne 8, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (15). Segundo informações do g1, o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil também foi preso na ação.
Canella foi o 2º deputado estadual mais votado nas eleições e ex-prefeito de Belford Roxo. No âmbito da Operação Unha e Carne, o deputado e o ex-secretário da PC-RJ são investigados por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e formação de cartel, entre outros crimes.
Segundo a PF, o objetivo é “desarticular uma organização criminosa armada suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro como plataforma de lavagem de dinheiro”. “O grupo investigado conta com a participação de agentes públicos e articulação político-institucional”, afirmou.
A dupla, Márcio Canella e Marcus Amim, já havia sido alvo de buscas na 6ª etapa da Unha e Carne, realizada em julho. Na época, Canella também foi preso pois a polícia encontrou um fuzil em seu carro. Esse episódio levou à Unha e Carne 7, no mês passado, quando o vereador do Rio de Janeiro Jorge Canella (União) foi preso por posse irregular de armas de fogo de uso restrito. Jorge não é parente de Márcio, mas adotou o sobrenome do padrinho.
A operação da PF investiga 96 postos de combustíveis no Grande Rio, que registrou uma movimentação de R$ 7,6 bilhões em um suposto esquema de lavagem e dinheiro, com anuência de políticos, em 6 anos.
As prisões desta quinta foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foram oficializados 6 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios.
Canella foi preso em casa, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. Além dele, foram presos Christiano Gaspar Fernandes; Giovanni Gaspar Fernandes; José Carlos Alves de Souza Júnior; Marcus Vinicius Amim Fernandes; e Pablo Jukia Felix Ferreira, o Pablo Russo, inspetor da Polícia Civil.
Moraes também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão da atividade econômica de 112 empresas investigadas no esquema. A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados contra os policiais civis investigados.
Mensagens interceptadas pela Polícia Federal na investigação sobre o celular do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, revelaram diálogos com Frederic Kachar, CEO da Editora Globo, Infoglobo e Globo Condé Nast. O material apreendido contém conversas entre o executivo e o ex-banqueiro sobre a linha editorial e o trabalho de jornalistas do conglomerado.
Segundo informações da TV Pop e O Antagonista, as trocas de mensagens mostram reclamações de Vorcaro em relação a uma reportagem publicada pela colunista Malu Gaspar em abril de 2025. Diante do descontentamento do ex-banqueiro, Kachar respondeu: “Oi Tava tentando falar com a Malu, mas antes saíram duas colunas Ela entrou na CBN”. O executivo complementou: “Eu te entendo, mas é uma questão subjetiva. Esse eh o estilo dela com todo mundo, não somente com vc.” e “Eu acho cansativo e desnecessário”.
Na sequência da conversa, Vorcaro desabafou: “Ficamos impotentes com essa chuva de ataques assim”, ao que o diretor-geral respondeu: “Vou falar com ela”. O ex-dono do Banco Master prosseguiu: “Entendo que bater gera mais cliques mas podia intercalar. Até hoje ela so me atacou. Fica ate feio pra ela” e acrescentou: “Me pinta como se eu fosse um membro do pcc ou de alguma organização criminosa e esquece toda e qualquer coisa que fizemos de bom”.
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Foto: Reprodução / Redes sociais
Além de discussões editoriais, as mensagens mostram proximidade entre o executivo e Vorcaro, envolvendo convites para festas privadas, organização do Baile da Vogue e comentários sobre celebridades e funcionárias da empresa.
O material também registra interações no início de 2024 sobre eventos particulares organizados pelo ex-banqueiro. Procurados pelos veículos de imprensa, nem o conglomerado Globo nem o executivo Frederic Kachar se manifestaram até a publicação dos dados.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (14), a Operação Bifronte, para desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. A ação cumpriu 46 mandados judiciais e bloqueio patrimonial de até R$ 187 milhões em bens e valores nos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Goiás, Santa Catarina e São Paulo.
Ao todo, foram 23 ofícios de prisão, 20 de busca e apreensão e três de recolhimento domiciliar com monitoramento eletrônico. Também foram determinadas duas difusões vermelhas pela Interpol e a transferência de dois investigados para o sistema penitenciário federal.
As medidas incluem sequestro patrimonial até o limite de R$ 187 milhões, abrangendo 69 pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro imediato de 11 imóveis, incluindo patrimônios na Bahia, e de uma aeronave.
Segundo as investigações, o grupo atuava na aquisição de drogas provenientes da Bolívia e do Peru, no transporte e na distribuição em território nacional, além da movimentação de recursos e ocultação patrimonial.
Os investigados poderão responder, conforme suas respectivas participações, pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
A FICCO/MG é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Civil de Minas Gerais, pela Polícia Militar de Minas Gerais e pela Polícia Penal de Minas Gerais.
O baiano Wagner Moura e outros membros brasileiros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas veicularam uma carta aberta pedindo por “atenção internacional rigorosa” para o segundo turno da eleição presidencial no Brasil, segundo a revista americana Variety. Nomes como Fernando Meirelles, Alice Braga e Petra Costa também assinaram o manifesto.
Na carta, os profissionais do cinema nacional dizem que há “sinais preocupantes de desrespeito às normas democráticas, incluindo alegações de possível interferência estrangeira no Brasil que exigem investigação transparente e escrutínio internacional”.
No texto, são citados temas como a diferença de alcance dos candidatos nas redes sociais e a suposta interferência do governo norte-americano no processo eleitoral brasileiro.
Confira a nota na íntegra:
Nós, profissionais brasileiros do cinema e membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, desejamos expressar nossa preocupação com o atual clima político no Brasil e pedir atenção internacional rigorosa para o segundo turno da eleição presidencial, em 25 de outubro.
A diferença entre os dois candidatos no primeiro turno foi de apenas 1,87 ponto percentual. O Brasil é, portanto, um país profundamente dividido. No entanto, testemunhamos sinais preocupantes de desrespeito às normas democráticas, incluindo alegações de possível interferência estrangeira no Brasil que exigem investigação transparente e escrutínio internacional.
O jornal The Guardian noticiou que o governo dos Estados Unidos destinou cerca de US$ 1 milhão, provenientes de um fundo de direitos humanos do Departamento de Estado, a um programa chamado "Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil".
Paralelamente, observadores da mídia levantaram preocupações sobre possíveis distorções no alcance de conteúdo político nas plataformas da Meta e pediram uma investigação. Entre os casos citados estão as contas no Instagram do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teriam sofrido quedas de alcance, dificuldades de acesso e visibilidade nos resultados de busca, além da impossibilidade de promover postagens por meio de publicidade paga.
Outro caso envolve um site sediado nos EUA que promovia a compra de anúncios em apoio ao candidato Flávio Bolsonaro em troca de tokens de criptomoedas, sob a promessa de ajudar crianças carentes em Uganda. A Polícia Federal brasileira também investiga suspeitas de pagamentos em dinheiro a eleitores em áreas rurais.
Várias propostas de Flávio Bolsonaro também exigem escrutínio rigoroso, incluindo sua promessa de reescrever a Constituição brasileira de 1988, que marcou o fim da ditadura militar e a restauração da democracia no país. Segundo o candidato, uma nova constituição seria redigida por um Congresso dominado por uma maioria de extrema-direita. Essa declaração é particularmente preocupante à luz da tentativa de golpe atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do candidato. A trama incluía planos para assassinar o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e seu vice-presidente, Geraldo Alckmin. Jair Bolsonaro está preso em conexão com esse caso, enquanto seu filho prometeu conceder-lhe anistia como seu primeiro ato no cargo.
Nossa preocupação é agravada pela forma como grande parte da mídia tradicional brasileira normalizou esses acontecimentos, deixando de tratar com a seriedade devida as acusações contra Flávio Bolsonaro e os crimes atribuídos a seu pai. Além da tentativa de golpe, Jair Bolsonaro foi alvo de uma denúncia apresentada ao Tribunal Penal Internacional, em Haia, em razão das mais de 600 mil mortes por COVID-19 registradas no Brasil durante a pandemia, decorrentes de ações e omissões de sua gestão. A denúncia sustenta que mais da metade dessas mortes poderia ter sido evitada.
Seu governo também esteve associado ao retorno do Brasil ao Mapa da Fome das Nações Unidas. Agora, seu filho promete cortes nos gastos com seguridade social, inspirados nas políticas de austeridade do governo de Javier Milei, na Argentina. A omissão ou a minimização desses fatos contribui para a desinformação pública e enfraquece a defesa da democracia.
Como profissionais da cultura, compreendemos o custo que essas políticas de austeridade podem impor ao nosso setor. Durante a gestão anterior, a indústria audiovisual brasileira sofreu com o fechamento do Ministério da Cultura, a suspensão do Fundo Setorial do Audiovisual, o enfraquecimento de instituições culturais e denúncias de censura. Tememos um retorno a esse cenário.e cenário.e cenário. Proteger a liberdade de expressão e garantir a sustentabilidade a longo prazo da indústria audiovisual brasileira são ações indissociáveis ??da defesa da democracia.
Encaramos os acontecimentos no Brasil como parte de um padrão mais amplo de suposta interferência eleitoral em toda a América Latina. Portanto, a defesa da democracia brasileira deve contar não apenas com o povo brasileiro, por meio de eleições livres, justas e transparentes, mas também com a vigilância e o engajamento da comunidade internacional.
Convocamos a imprensa internacional a cobrir esse processo eleitoral com rigor, a comunidade audiovisual internacional a ampliar o debate e as instituições competentes a investigar essas denúncias de forma independente.
Adrian Teijido
Alê Abreu
Alice Braga
Andrea Barata Ribeiro
Anita Rocha da Silveira
Anna Muylaert
Anna Van Steen
Bernardo Uzeda
Carlos Segundo
Carolina Markowicz
Claudia Kopke
Daniel Filho
Daniel Rezende
Daniela Thomas
Eduardo Serrano
Eliza Capai
Emilie Lesclaux
Emilio Domingos
Fernando Meirelles
Flávia Amon
Flávia de Souza
Gabriel Domingues
Gabriel Mascaro
Helena Solberg
Heloisa Passos
Ilda Santiago
Jefferson De
Jorge Bodanzky
José Joffily
Juliana Rojas
Karen Akerman
Karen Harley
Karim Ainouz
Kleber Mendonça Filho
Lais Bodanzky
Lucy Barreto
Maeve Jinkings
Marcelo Caetano
Maria Augusta Ramos
Mariana Oliva
Matheus Farias
Maurício Zacharias
Miriam Biderman
Otto Guerra
Paula Barreto
Pedro Kos
Petra Costa
Plínio Profeta
Renata Almeida Magalhães
Rodrigo Teixeira
Sara Silveira
Sônia Braga
Tatiana Leite
Thales Junqueira
Vânia Catani
Vera Hamburger
Wagner Moura
Waldir Xavier
Wilssa Esser
O mais recente vazamento das mensagens apreendidas no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, revela que um funcionário relatou ter cedido um quarto para um ministro e cinco meninas durante uma festa no triplex do banqueiro em fevereiro de 2025. Alguns dias depois, uma mulher, identificada como a responsável por levar as convidadas ao evento, cobrou R$ 10 mil e afirmou que uma delas havia ficado com "Kassio".
Segundo informações de Daniela Lima, colunista do UOL, os investigadores da Polícia Federal (PF) e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) interpretaram o diálogo como uma referência a Kassio Nunes Marques, apesar de não ter menção direta ao magistrado na festa.
As mensagens também falam sobre a organização do evento, que incluiu a contratação de um chef de cozinha, a convocação de mulheres e instruções para recolher os celulares das convidadas. De acordo com a coluna, Vorcaro não estava presente e acompanhou a festa à distância por meio da troca de mensagens com os funcionários.
"Emprestei quarto do lado para ministro com 5 meninas. Liguei para pedir autorização, mas o senhor não viu", afirmou o funcionário, identificado como Michael, às 20h56.
Cerca de duas horas depois, o magistrado voltou a ser citado na conversa: "Ministro tá sem pressa nenhuma de ir embora, acabou de fala que está renovando para começar tudo novamente", finalizou
A adolescente Sophia, de 14 anos, filha do prefeito do município potiguar de Coronel Ezequiel, Thales Farias (PL), foi localizada em Lisboa, Portugal, na noite desta segunda-feira (12), após ter sido dada como desaparecida no Rio Grande do Norte. A jovem havia sumido da residência da família na madrugada do mesmo dia e viajado para o continente europeu.
Segundo informações da Tribuna do Norte, o desaparecimento foi percebido por volta de 1h30 da manhã, quando o gestor municipal se preparava para viajar a Brasília e notou a ausência da filha em seu quarto. As buscas iniciais apontaram que a jovem utilizou um carro por aplicativo para sair do local e, posteriormente, informações compartilhadas entre as autoridades estaduais e federais confirmaram que ela havia embarcado em um voo com destino a Portugal.
A localização na Europa ocorreu após o pai divulgar apelos nas redes sociais, revelando que a adolescente teria sido convencida a viajar após manter contato com uma pessoa desconhecida por meio de um perfil no Instagram. “Hoje, quando eu estava partindo para Brasília, ao sair de casa, às 1h30 da manhã, deparei com a situação da minha filha não estar no quarto, onde a gente ficou preocupado e acionou a polícia”, relatou.
A família suspeitava de rapto e aliciamento virtual, o que levou ao acionamento urgente das Polícia Civil e Polícia Federal, além de contatos com a Embaixada do Brasil para auxiliar na busca.
Com o apoio de uma prima da família que reside em Portugal, a polícia do aeroporto de Lisboa identificou o endereço onde Sophia se encontrava. A jovem foi recolhida em segurança e encaminhada a uma delegacia em Portugal, onde permaneceu sob custódia das autoridades locais até a organização do processo de repatriamento ao Brasil.
“Graças a Deus deu tudo certo já. Minha filha já se encontra na delegacia em Lisboa, meu irmão está indo para a Espanha para mandar ela de volta para o Brasil”, afirmou Thales em uma das gravações.
O caso segue sob investigação sigilosa da Divisão Especializada em Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP-RN) de Natal, que busca apurar as circunstâncias da viagem, a conduta dos envolvidos e eventuais crimes de aliciamento de vulnerável pela internet.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, pediu à Polícia Federal (PF), nesta sexta-feira (9), que investigue ameaças de morte direcionadas ao ministro Flávio Dino e a outros integrantes da Corte. O caso veio à tona após Dino divulgar mensagens ameaçadoras recebidas nas redes sociais.
Após tornar as ameaças públicas, Dino declarou que não pretende mudar sua atuação no Judiciário por causa das intimidações. Para o ministro, o receio de perseguições pessoais não pode interferir nas decisões judiciais.
“Se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”, afirmou.
Em nota, o STF afirmou que está atento à segurança dos ministros e que manterá a articulação com os órgãos competentes para garantir a proteção dos integrantes do tribunal
Após ser acionada, na manhã desta sexta-feira (9), pelos advogados da campanha do presidente Lula, a Polícia Federal avalia abrir um inquérito para investigar a autenticidade do áudio em que o banqueiro Daniel Vorcaro faz acusações ao líder petista. O áudio foi divulgado pela revista Veja na noite desta quinta (8).
Os advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida, que defendem o presidente Lula, pediram que a PF realizasse uma perícia urgente nos áudios. Os advogados também pediram fosse investigada uma possível articulação entre Vorcaro e pessoas ligadas à campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo reportagem da revista Veja que foi às bancas nesta sexta, Daniel Vorcaro afirma em um áudio, a uma pessoa não identificada, que teria liberado dinheiro para um documentário sobre o presidente Lula. O valor teria sido de R$ 30 milhões, e o banqueiro compara a forma como deu esse valor ao documentário sobre Lula com o que chamou de “patrocínio” ao filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Caso atenda à campanha do PT, a Polícia Federal, com a instauração do inquérito, poderá realizar uma perícia para verificar a autenticidade das gravações e identificar possíveis cortes, montagens ou manipulações por inteligência artificial. A origem e a integridade do material ainda não foram esclarecidas.
Em nota oficial divulgada nesta sexta, a Polícia Federal confirmou o recebimento de uma notícia-crime com pedido de providências urgentes relacionada à reportagem da Veja. Segundo a corporação, o expediente foi encaminhado à área técnica para adoção das providências de polícia judiciária.
Além do pedido da campanha de Lula, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu direito de resposta contra reportagem da revista Veja que cita a fala de Daniel Vorcaro. Em nota, o órgão afirmou que solicita espaço para rebater informações divulgadas.
A medida da AGU surgiu em resposta a uma requisição de providências feita pela Secretaria de Assuntos Jurídicos da Presidência da República e pelo Ministério da Saúde. Em ofício, a Secretaria Especial de Assuntos Jurídicos fala em possível crime de calúnia em períodos de campanha eleitoral.
Segundo o secretário especial da Presidência, Marcelo Weick Pogliese, a Procuradoria-Geral da República já havia se manifestado para arquivar delações do fundador do Banco Master por falta de provas. O documento afirma que a reportagem da Veja, mesmo sabendo do arquivamento, decidiu veicular as informações atribuídas a Vorcaro.
“Há fortes indícios de manipulação, falseamento e desinformação, com dano à imagem institucional da Presidência da República, à credibilidade de políticas públicas da União e à integridade do processo eleitoral”, declarou o secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência da República.
Mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro pela Polícia Federal (PF), obtidas pela coluna “Radar” da revista Veja, revelam que o dono do Master teve contratos, negócios e amizade com diversas celebridades, entre elas a cantora Anitta. A edição da revista que chega às bancas nesta sexta-feira (9) traz informações de que o banqueiro teria tido uma relação “bastante afetiva” com a cantora.
A coluna “Radar” expõe o conteúdo de uma conversa de Daniel Vorcaro com uma amiga, em julho de 2024, na qual o dono do Master relata um encontro com Anitta: “Ontem fui parar na festa da Anitta. Ela quase me estuprou. Saí correndo”.
Além da amizade, Vorcaro, segundo dados obtidos pela PF, tinha contratos de publicidade para o Master e outros negócios do grupo em tratativas não só com a cantora Anitta, mas também com o sertanejo Gusttavo Lima, com Vini Jr, Luciano Huck e até a influenciadora Virgínia. O contato com Anitta, por exemplo, teria envolvido shows e uma possível publicidade em algumas das marcas de Vorcaro, em uma negociação de cerca de R$ 20 milhões.
Já com Gusttavo Lima, de acordo com o que relata a revista Veja, as negociações começaram com uma pedida do cantor de R$ 100 milhões ao banqueiro para a realização de uma série de festivais de música patrocinados pelo banco. O cantor chegou a ir ao Master para tratar do tema, e a coluna “Radar” afirma que posteriormente, o contrato foi assinado com valor bem menor.
A Polícia também identificou mensagens de Vorcaro em que são feitos comentários sobre o jogador de futebol Vini Jr, que virou embaixador do Will Bank, que foi adquirido pelo Master. As mensagens mostram que o jogador teria faturado entre R$ 9 milhões e R$ 11 milhões pelo serviço.
A coluna “Radar” diz ainda que Daniel Vorcaro teve relação próxima com Vini Jr, chegando a curtirem festas em parceria com Anitta fora do país. O jogador teria inclusive dado uma camisa autografada a Vorcaro, que acabou sendo presenteada a um familiar do bilionário.
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, financiou uma startup pertencente a Isadora Alencar, filha do senador Otto Alencar (PSD). Além das operações financeiras, informações apuradas indicam que o empresário também negociou obras de arte com um aliado do senador baiano Jaques Wagner (PT).
Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, as interações financeiras e comerciais constam em apurações recentes sobre a rede de contatos e negócios mantida pelo ex-controlador do Banco Master no meio político e empresarial.
A apuração indica que a B3 (Bolsa de Valores do Brasil) alertou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) em três oportunidades sobre incompatibilidades nos valores custodiados pela empresa de Isadora junto ao Banco Master.
Entre outubro e novembro de 2024, os relatórios apontaram mais de R$ 9 milhões em ativos custodiados no Master sob titularidade da startup, montante considerado incompatível com o porte e o patrimônio estimado da pessoa jurídica. Em setembro de 2025, período posterior ao veto do Banco Central à compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB), um novo alerta registrou R$ 2,8 milhões sob custódia da instituição.
Registros de mensagens mostram que o primeiro contato de Isadora ocorreu em setembro de 2024, intermediado por um advogado próximo à família. Nas conversas, a empresária celebra a abertura de conta, a assinatura de contratos e os repasses do banco, enquanto Vorcaro sugere a aplicação do recurso em títulos CDB com liquidez para facilitar movimentações futuras.
Em outra frente de mensagens, a Polícia Federal identificou diálogos entre Vorcaro e Guilherme Sodré, conhecido como "Guiga". Apontado pela PF como homem de confiança e articulador de Jaques Wagner, Guiga é pai do secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Sodré, enteado do parlamentar petista.
As conversas mostram Guiga negociando com o ex-banqueiro a aquisição de quadros de pintores renomados, como "Ouro Preto", de Alberto da Veiga Guignard, e "Casamento na Roça", de Cândido Portinari. Além das ofertas de obras de arte e convites para visitação de galerias, Guiga repassou a Vorcaro o número de telefone de Jaques Wagner em agosto de 2024.
O senador Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado em junho de 2024 após desdobramentos da operação e foi reeleito ao cargo parlamentar no início de outubro de 2026.
OUTRO LADO
Em nota, Isadora Alencar declarou que as movimentações financeiras citadas referem-se a um empréstimo regular obtido dentro das normas legais e operacionais do mercado. Afirmou ainda que as conversas tinham teor estritamente profissional e que a Ecoari atua com transparência, integridade e governança.
A defesa de Jaques Wagner, representada pelo advogado Pablo Domingues, reiterou que o senador não tem relação com Daniel Vorcaro e jamais atuou em benefício do Banco Master. A defesa destacou que não houve conversa direta na ocasião do envio do contato e que o parlamentar não pode responder por diálogos mantidos entre terceiros.
O senador Otto Alencar declarou anteriormente não ter mantido encontros com Vorcaro. Procurados novamente pela reportagem, nem Otto nem Guiga Sodré enviaram novos posicionamentos.
Um homem foi alvo nesta quinta-feira (8) de mandados de busca e apreensão em Jiquiriçá, no Vale do Jiquiriçá, acusado de falsificar anilhas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), usadas para monitorar aves silvestres. O fato ocorreu durante a Operação Canto Falso, da Polícia Federal (PF).
Segundo a investigação, as anillhas pertencem ao Sistema de Controle e Monitoramento da Atividade de Criação Amadora de Pássaros (SisPass), utilizado para identificar aves silvestres mantidas legalmente em cativeiro. As anilhas são consideradas uma espécie de CPF dos animais em monitoramento.
Ainda conforme a PF, dados de terceiros teriam sido utilizados para dar aparência de regularidade a aves capturadas na natureza.
Durante o cumprimento do mandado, foram apreendidos dois celulares, documentos e um trinca-ferro (Saltator similis) mantido de forma irregular em cativeiro.
Após a apreensão, a ave foi encaminhada ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas).
Daniel Vorcaro, preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal desde março deste ano, tem tentado um espaço na televisão para falar sobre o caso do Banco Master. O empresário, junto com sua defesa, estaria negociando com duas emissoras para uma entrevista exclusiva. As informações são da Folha de S. Paulo.
Contatos próximos ao ex-banqueiro procuraram a Rede Globo para discutir a proposta e, antes mesmo de a emissora da família Marinho ser contatada, a Record já teria demonstrado interesse. Vorcaro, no entanto, teria preferência pela emissora de Edir Macedo, com a possível entrevista sendo feita pelo apresentador do Domingo Espetacular, Roberto Cabrini. Segundo informações, o tempo de tela poderia ser maior, já que a emissora costuma ser mais flexível em relação à sua grade televisiva.
A negociação foi confirmada por Cabrini, ao afirmar que aguarda um desfecho positivo. Já a defesa de Vorcaro não se manifestou. Já que o empresário está preso, a entrevista teria que ser realizada dentro do presídio e, para que isso aconteça, seria necessária uma autorização da Justiça. Além disso, o ex-banqueiro também negocia uma delação premiada com a Polícia Federal e com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
O caso do Banco Master, que resultou na liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central em novembro de 2025, abarca fraudes financeiras e emissões de títulos de investimentos sem as garantias exigidas. As investigações conduzidas pela Polícia Federal apontam que o conglomerado acumulou rombos bilionários, gerando impactos no sistema financeiro nacional, mobilizando o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O caso tornou-se uma das maiores crises de insolvência do país.
A partir da prisão de Daniel Vorcaro, controlador da empresa, e da apreensão dos seus dispositivos eletrônicos por meio da Operação Compliance Zero, a PF descobriu uma rede de influência política, além de conexões com autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Alexandre Moraes determina prisão e cancelamento de passaportes de Eduardo Bolsonaro. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a expedição do mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e o cancelamento de todos os seus passaportes brasileiros, tornando os documentos sem efeito.
A decisão foi proferida após a Secretaria Judiciária do STF certificar, no dia 5 de outubro, o trânsito em julgado da condenação criminal do político, o que significa que não cabem mais recursos e a pena tornou-se definitiva. As informações foram confirmadas pelo portal G1.
O mandado de prisão foi direcionado à Polícia Federal (PF) e incluído no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP), acompanhado da expedição da guia de recolhimento. Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos desde 2025.
Com a conclusão do processo, Moraes ordenou o início do procedimento de execução penal e o envio da documentação à Procuradoria-Geral da República (PGR) para a cobrança da multa fixada em 50 dias-multa, cada um equivalente a 2 salários mínimos.
O ministro também determinou a notificação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a suspensão dos direitos políticos de Eduardo Bolsonaro enquanto durarem os efeitos da condenação, além de comunicar a direção-geral da Polícia Federal para a adoção de providências relativas à perda do cargo de escrivão da PF, medida prevista na sentença.
Uma operação conjunta das Polícias Federal e Militar localizou uma grande quantidade de droga escondida em um navio de carga na Baía de Todos-os-Santos, em Salvador, na tarde desta quarta-feira (7). A ação contou com a atuação especializada de mergulhadores da PM-BA.
?? Operação localiza carga de droga em navio na Baía de Todos-os-Santos ?????Polícia Federal Confira?? https://t.co/pPFdA30Wik
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) October 8, 2026
A embarcação, de bandeira panamenha, tinha a Europa como provável destino. Durante as buscas, os mergulhadores realizaram inspeções em áreas submersas e de difícil acesso da estrutura do navio, onde o entorpecente foi localizado.
A operação, que também contou com o apoio da Receita Federal do Brasil, insere-se no contexto do enfrentamento ao uso de embarcações, contêineres e estruturas portuárias para o transporte de grandes carregamentos de drogas destinados a outros países.
Segundo as forças de segurança, as investigações agora buscam esclarecer as circunstâncias da ocultação e do transporte do entorpecente, identificar os responsáveis e apurar a eventual participação de outras pessoas na prática criminosa.
“Mais uma ação que reforça a integração entre as Forças Federais e Estaduais, no combate sistemático ao crime organizado. Este ano, também no Porto de Salvador, apreendemos 1 tonelada de cocaína, desmontando um esquema internacional de tráfico de drogas. Seguiremos atuando norteados pela inteligência”, destacou o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner.
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) apresentou, nesta quarta-feira (7), uma notícia-crime à Polícia Federal contra o economista e influenciador Rodrigo Constantino por declarações publicadas nas redes sociais contra a Bahia e os baianos.
Em vídeo publicado no domingo (4), Constantino afirmou que “a Bahia é o câncer do Brasil” e que “Salvador é um lixo”. Ele também generalizou críticas aos moradores do estado e declarou que “ninguém quer trabalhar”. A entidade pede que as declarações sejam investigadas por possível prática do crime previsto na Lei nº 7.716/1989, que trata de discriminação e preconceito.
CONFIRA O VÍDEO:
?? Escritor e comentarista Rodrigo Constantino chama Bahia de “câncer do Brasil” e Salvador de lixo após eleição ???? Instagram @/rodrigoconstantino1976 Confira ?? https://t.co/wozkee7YNF
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) October 5, 2026
Segundo a OAB-BA, a representação não busca limitar críticas políticas, mas apurar se as manifestações ultrapassaram esse limite ao atribuir características depreciativas à população baiana em razão de sua origem regional. A Ordem solicitou à PF a preservação do vídeo, das publicações relacionadas e dos dados digitais, além da identificação da autoria, alcance e circunstâncias da divulgação do conteúdo.
A entidade também citou uma manifestação posterior de Constantino, na qual ele teria afirmado que a expressão “câncer do Brasil” se referia a um reduto eleitoral do PT e apresentado retratação às pessoas que se sentiram ofendidas.
Mais de R$ 30 milhões foram apreendidos ao longo de 2026, pela Polícia Federal, em ocorrências relacionadas a crimes eleitorais. O balanço foi informado, neste domingo (4), pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. Outros bens apreendidos somam R$ 45 milhões.
Segundo balanço apresentado em entrevista coletiva à imprensa, a Polícia Federal instaurou 1.292 inquéritos policiais sobre crimes eleitorais em 2026, com mais de 2.200 investigações ativas e 62 operações realizadas.
Andrei Rodrigues afirmou que as ocorrências registradas nesta manhã não atrapalharam o processo eleitoral ou a votação. Apenas neste domingo, 28 pessoas foram detidas em sete estados e no Distrito Federal por crimes desse tipo. Em Roraima, a operação apreendeu mais de R$ 300 mil em dinheiro vivo.
VIOLÊNCIA DE GÊNERO
O diretor também destacou a abertura de 97 inquéritos policiais relacionados à violência política de gênero, área em que a Polícia Federal tem atuado de forma coordenada. “Reafirmo nosso compromisso com a democracia, com o processo eleitoral e com o papel que a Polícia Judiciária da União e a Polícia Judiciária Eleitoral estão cumprindo junto com os parceiros. Ninguém faz nada sozinho”, disse ele.
Andrei Rodrigues ressaltou a coordenação do Ministério da Justiça e Segurança Pública e a parceria com a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Penal Federal e as polícias estaduais.
Policiais de Angola também estão acompanhando as eleições brasileiras, como parte de um acordo de cooperação estabelecido com a Polícia Federal. De acordo com Rodrigues, eles vieram como observadores para levar a experiência brasileira ao país e contribuir para o aprimoramento de seu processo eleitoral.
Mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) revelam uma relação de “amizade discreta” entre Yasmin Brunet e Daniel Vorcaro. As conversas mostram um histórico de quase dois anos, contendo favores, encontros e preocupações de Vorcaro sobre a participação da modelo na edição 24 do reality show Big Brother Brasil, exibido pela TV Globo em 2024. As conversas foram reveladas por Robson Bonin, colunista do Radar, da revista Veja.
Os primeiros registros datam de dezembro de 2023, quando a modelo pediu o avião do banqueiro emprestado para ir de São Paulo até o Rio de Janeiro. “Nossa, desculpa tá falando isso hoje com você e imagino que nem dê para fazer, mas teria alguma chance de ir para o Rio de Janeiro no seu avião? É meio urgente e não posso ser vista no aeroporto”, disse. Vorcaro pergunta quantas pessoas são, e a modelo responde que ela não poderia ser vista no aeroporto e apenas ela viajaria. O banqueiro, então, sugere que ela vá de helicóptero.
“Pera aí. Deixa eu ver aqui como fazer. São quantas pessoas?”, responde Vorcaro.
“Só eu. Só que teria que parar no Internacional (Galeão), porque no Santos Dumont tem fotógrafo e não posso ser vista lá”, diz Yasmin.
“Quer ir de helicóptero e parar em Jacarepaguá?”, oferece Vorcaro.
“Eu tenho um pouco de medo de helicóptero”, diz a modelo.
“Então vai avião mesmo”, diz Vorcaro.
A modelo terminou utilizando o helicóptero, porque o avião não estava disponível. Os pedidos não pararam por aí. Os dois conversavam constantemente sobre favores e encontros entre eles.
Apenas dois dias depois, Yasmin solicitou auxílio novamente a Vorcaro. Dessa vez, a ex-BBB pediu ajuda em relação a um ataque hacker que estava sofrendo. “Daniel, tudo bem? Eu sei que você tem uma equipe muito f… de hacker de segurança, né? Tô indo fazer uma viagem nesse segundo e estão tentando me hackear. Há dias, já. Se acontecer algo? Eu não sei com quem falar”, diz a modelo. “Sério? O que houve. Me explica”, responde Vorcaro.
Yasmin responde, indicando que o banqueiro entre em contato com uma amiga para solucionar a situação, já que ela estava prestes a embarcar para uma viagem de avião.
Os dois ficaram um tempo sem se contatar, porém, a modelo quebra o silêncio ao procurar o banqueiro após participar do BBB. “Desculpa não ter falado do BBB, mas não podia falar pra ninguém”, diz Yasmin. “Eu entendo! Você tá bem? Como tá o pós? Aquilo ali é uma guerra psicológica, nao sei como você aguentou“, responde Vorcaro.
“Eu praticamente não aguentei. Eu surtei. kkkk… É claro que graças a Deus você não deve ter visto. Porque, meu Deus. Não me orgulho da minha imaturidade e falta de argumentos ahahahahaha”, escreve a modelo, que fala um pouco sobre seus sentimentos e suas atitudes no programa.
“Pior que vi um pouco. Pra ver você”, escreve Vorcaro, perguntando como estava sendo o pós. Yasmin diz que as coisas melhoraram depois do programa e que ela percebeu uma evolução pessoal em como lidar com relacionamentos no geral. “Vamos marcar depois. Você me conta os causos”, diz Vorcaro. “Vamoooos. Volto para São Paulo quinta de noite. Aí combinamos!!!”, responde a modelo.
O que Yasmin não sabia era que o banqueiro possuía contatos que estavam monitorando o noticiário sobre ela desde os primeiros dias de BBB. Segundo as mensagens obtidas pela PF, Vorcaro estava com medo de que Yasmin falasse sobre ele, revelando a relação entre os dois, no programa. Um dos contatos fala sobre o caso de Yasmin com MC Daniel, por causa de uma fala que a modelo teve no programa sobre estar em um relacionamento com um “Daniel”. “Não tinha nome melhor para MC”, diz um dos contatos de Vorcaro.
O banqueiro se mostrou preocupado com o fato de precisar passar três meses monitorando o que a modelo estava fazendo e falando no programa. “O cara (MC Daniel) já declarou tudo que rolou com ela. Já tá público”, diz o contato. “Mas não tem como ficar nessa, nesse risco, três meses”, diz Vorcaro.
“Eu pedi um lance para ver se a gente acelera a votação nela no próximo paredão. Ela precisa sair esse mês enquanto tá fresco”, diz o funcionário de Vorcaro, sugerindo uma eliminação mais rápida de Yasmin, para que o banqueiro ficasse mais tranquilo.
“Tenho medo. Depois de dois meses, as pessoas perdem o medo das câmeras. Aí vira loteria”, diz o funcionário encarregado de monitorar o BBB. “Acho maior risco agora. Dois meses as pessoas param de falar da vida fora e focam lá dentro. Agora que estão se conhecendo”, diz Vorcaro.
“Com aquele trombadinha tatuado, sem classe”, diz o banqueiro em relação ao funkeiro com quem a modelo se relacionou.
Um assunto frequente entre as comunicações da dupla era um apartamento em São Paulo que Vorcaro disponibilizou para Yasmin. No final de 2023, quando os rumores da relação entre Yasmin e o cantor de funk MC Daniel se tornaram públicos, Vorcaro se mostrou incomodado com a situação. “Vai se f… Com aquele trombadinha tatuado, sem classe. Nojo dessa Yasmin. Não respondo nem mensagem nunca mais. Muito baixa”, disse o banqueiro a um de seus contatos, que ressaltou que o casal estaria utilizando o apartamento disponibilizado por Vorcaro para seus encontros. “Exato. Mas já vai acabar. Expulsa”, responde Vorcaro.
Já em 2024, após a saída de Yasmin do BBB, ela procura Vorcaro novamente para resolver um problema no apartamento de São Paulo. “Oiiii, tudo bem? Tá por aí? Cheguei no apê agora e vi que deu uma pequena m… no quarto e talvez tenha que trocar o chão. Aí queria ver se posso fazer com o cara que a Thaís me indicou ou se você quer quer eu faça com alguém que sempre faz pra você”, diz.
Vorcaro, que estava fora do país, fala apenas que a modelo pode resolver a questão da maneira que achar melhor. Logo depois, um arquiteto ligado ao banqueiro lhe manda mensagem falando dos pedidos da ex-BBB. “Yasmin pedindo coisas. Ignora ou faz?”. “Tô fugindo dela igual diabo da cruz”, responde Vorcaro.
O arquiteto, então, diz que a beleza da modelo valeria o “problema”, ao que Vorcaro concorda, afirmando que “dá problema, mas noix gozta (sic). Problema e cavalo só é bão grande”.
O material obtido revela que o banqueiro seguiu fornecendo jatinhos particulares para a modelo no Brasil por um bom tempo, além de bancar uma festa de aniversário para Yasmin em um local de luxo em São Paulo, com DJs conhecidos. As mensagens mostram ainda que Vorcaro cumpriu a promessa de mandar a modelo embora do apartamento. “Eu queria demais encontrar você pessoalmente. Já estou tentando há meses. Você sabe disso, né. Entendo que deve estar ocupado. Agora meu assunto é mais urgente. Fui avisada que vou ter que sair do apartamento. Gostaria de ver se existe a possibilidade de alugar ele para mim ou talvez se você teria como me dar um prazo maior para sair, ao invés de 60 dias”, diz Yasmin.
“Claro. Eu consigo negociar lá. Me fala o que precisa”, diz Vorcaro. “Eu amo esse apartamento muito, muito, muito. Queria muito ficar aqui”, afirma Yasmin. Vorcaro não responde, porém a modelo manda novas mensagens alguns dias depois. “Oi, tudo bem? Você acha que seria possível?”, diz a modelo. “Preciso saber qual seria o prazo para poder negociar”, responde Vorcaro.
Yasmin responde com um emoji de choro, afirmando: “O máximo possível que você puder. Continuar morando aqui não tem como?”, porém, o banqueiro não a responde mais depois dessa mensagem.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (2) que o governo federal e a Polícia Federal (PF) vão investigar 48 contas de bets que tinham mais de R$ 500 mil em saldo. Segundo ele, os valores destoam do padrão observado nas demais contas e podem indicar possível lavagem de dinheiro.
Durigan afirmou que as contas serão analisadas pelo governo e pela Polícia Federal (PF). “Não estou dizendo que todas são [lavagem de dinheiro], mas há uma movimentação que discrepa do grosso das contas que tinham recurso em apostas, e podem sim estar sujeitas a alguma investigação”, declarou.
Desde a proibição das casas de apostas e cassinos online, o governo determinou a retirada de aproximadamente 10 mil sites clandestinos do ar, segundo o ministro. O saldo mantido em casas de apostas legalizadas caiu de R$ 2,1 bilhões na semana passada para R$ 1,4 bilhão nesta sexta-feira.
Já as movimentações diárias, que chegavam a R$ 600 milhões, foram zeradas. Os apostadores têm até segunda-feira (5) para retirar os valores depositados. Após esse prazo, a devolução será realizada pelos bancos e, em último caso, pela Caixa Econômica Federal.
A proibição das casas de apostas esportivas e dos cassinos online foi determinada pelo governo federal na última sexta-feira (25), por meio de medida provisória. Empresas do setor recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a medida e retomar as autorizações e regras anteriores, alegando risco de migração dos usuários para plataformas clandestinas.
A Polícia Federal tem em seu poder mensagens extraidas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro que mostram que ele planejava se tornar dono da “maior de todas as bets” no país. Segundo a coluna “Radar” da revista Veja, que chega às bancas nesta sexta-feira (2), Vorcaro listou nas mensagens quem seriam seus supostos parceiros para essa superbet: “Fechei já Anitta, Gusttavo Lima, Luciano Huck e Globo”, diz a revista.
As conversas mostram também que Daniel Vorcaro falava com interlocutores sobre um projeto para montar um cassino em São Paulo, em parceria com o Hard Rock Café, na área do Jockey Club. A ideia era lucrar 1 bilhão de dólares ao ano: “Compramos os terrenos ali todos. Meio da cidade. Casa de shows e cassino físico. Turma do Hard Rock louca já “, disse o banqueiro a um amigo.
Outra conversa de Vorcaro que foi revelada pela revista Veja tem como interlocutor o próprio Luciano Huck, que teria oferecido ao banqueiro a possibilidade de fazer negócios no Familhão, um clube de benefícios por assinatura mensal associado ao apresentador. O sócio de Huck procurou Vorcaro, mas não há sinal de desfecho do negócio.
Além do apresentador da Globo, nas conversas do celular de Vorcaro analisadas pela Polícia Federal há mensagens trocadas entre o banqueiro e o cunhado Fabiano Zettel, discutindo um pagamento de R$ 3,3 milhões a João Silva, chamado por eles de “faustinho” no chat. João é filho de Fausto Silva e apresenta um programa no SBT.
A coluna Radar ainda expõe mensagens obtidas pela PF que mostram que a atriz e modelo Yasmin Brunet teve uma “discreta amizade” com Daniel Vorcaro. A revista Veja afirma que Vorcaro bancava apartamentos, voos privados, festas e toda sorte de pedidos da modelo.
“Em um determinado momento, a beldade começa a reclamar da falta de retorno às mensagens dela”, diz a nota de Radar, sobre o fim da relação entre os dois. A revista diz ainda que Vorcaro explicou o assunto a um amigo: “Tô fugindo dela igual diabo foge da cruz”.
Mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, revelam conversas com o ex-jogador Ronaldo Fenômeno, envolvendo um pedido de ajuda financeira para o Cruzeiro em 2024, período em que o penta ainda controlava a SAF do clube mineiro. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (2) pela revista Veja.
De acordo com as mensagens, Ronaldo procurou Vorcaro em março daquele ano após a eliminação do Cruzeiro na Copa do Brasil. O ex-jogador explicou que o resultado havia retirado do planejamento uma receita esperada pelo clube e provocado uma necessidade de caixa.
"Irmão, tudo bem? [...] Preciso de uma ajuda tua. Como fomos eliminados da Copa do Brasil, deixamos de ter um dinheiro que contávamos e estamos apertados para fluxo de caixa. Gabriel Lima, CEO do Cruzeiro, está indo para Londres. Ele pode te encontrar e explicar melhor essa operação", escreveu Ronaldo.
Vorcaro respondeu que trataria do assunto com o dirigente. Dias depois, Ronaldo voltou a procurar o banqueiro para agradecer pela operação.
"Amigo, o empréstimo saiu lá para o Cruzeiro! Muito obrigado, irmão!”, escreveu o ex-jogador.
RELAÇÃO ENTRE RONALDO E VORCARO
As mensagens também indicam uma relação pessoal entre os dois. Ronaldo e Vorcaro se tratavam como “irmão” e “amigo” e mantinham conversas sobre viagens, festas e eventos sociais dentro e fora do Brasil.
Em outro momento, Vorcaro convidou Ronaldo para uma viagem a Londres. O ex-jogador afirmou que não poderia participar porque estaria em Miami a trabalho, mas demonstrou interesse em outros encontros futuros.
Segundo a Veja, Ronaldo também teria ajudado Vorcaro em situações pessoais, como na obtenção de acessos VIP para uma partida do Inter Miami, através de contatos com David Beckham, além de facilitar conexões em Ibiza.
A embaixada da Austrália no Brasil anunciou que estará fechada nesta sexta-feira (2) motivada por preocupações com a segurança. A decisão foi comunicada pela representação diplomática após os Estados Unidos emitirem um alerta e suspenderem, na quinta-feira (1º), o atendimento presencial em sua embaixada na capital federal e nos consulados pelo país.
Em nota oficial publicada no portal do governo australiano, a representação aconselhou que seus cidadãos evitem a embaixada, os consulados e outras instalações diplomáticas norte-americanas no Brasil, bem como suas áreas adjacentes. O comunicado prévio dos EUA não havia detalhado os motivos específicos da suspensão dos serviços.
Confira em postagem:
Diante desse cenário, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal informou que a Polícia Federal (PF) solicitou o reforço no policiamento da região do Setor de Embaixadas em Brasília. No comunicado dirigido a cidadãos australianos, a embaixada destacou a proximidade do pleito eleitoral no Brasil.
O texto relembra que o primeiro turno das eleições gerais ocorre no dia 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro e a cerimônia de posse presidencial agendada para 5 de janeiro de 2027 em Brasília. A nota pondera que podem ocorrer comícios políticos, manifestações e aumento das medidas de segurança antes, durante e depois das eleições.
Além das questões locais, a publicação menciona preocupações gerais relativas ao terrorismo global, alertando que ataques podem ocorrer em qualquer lugar e a qualquer momento, especialmente em locais públicos, áreas turísticas e pontos com grande aglomeração de pessoas.
A embaixada reiterou a recomendação de extrema cautela no território brasileiro em virtude da ameaça de crimes violentos. Para casos de assistência consular urgente, foram disponibilizados os contatos do Centro de Emergência Consular em Camberra: +61 2 6261 3305 (para ligações do exterior) e 1300 555 135 (para chamadas na Austrália).
O governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) cobrou que o adversário ACM Neto (União Brasil) autorize a abertura de seu sigilo após a divulgação de informações atribuídas a um relatório da Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Overclean.
Segundo reportagens da CNN Brasil e do ICL Notícias, o documento da PF aponta ACM Neto como liderança de uma organização criminosa que teria atuado para obter recursos públicos por meio de contratos superfaturados.
Ainda conforme os veículos, o relatório cita supostas fraudes em licitações da Prefeitura de Belo Horizonte e uma relação com o empresário Marcos Moura, conhecido como Rei do Lixo. O documento também mencionaria transporte de dinheiro em espécie em malas levadas em jatinhos fretados.
Ao comentar o conteúdo, Jerônimo afirmou que não cabe a ele fazer o julgamento sobre as acusações, mas defendeu que o adversário permita o acesso às informações.
“Eu estou assistindo aqui a um vídeo do jornalista Juca Kfouri e eu fico muito indignado com isso. Eu não sou juiz, não estou julgando. Na condição de candidato, eu gostaria de que você pudesse autorizar a Justiça a abrir seu sigilo. A Bahia precisa saber, Neto”, afirmou.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (1), a Operação Tarântulas II, com mandados de busca e apreensão cumpridos em Salvador e em outras três cidades do país. A ação apura um esquema de aquisição, criação, comercialização e remessa ilegal de espécimes da fauna silvestre, com foco no tráfico de tarântulas nativas do Brasil.
A operação é uma continuação da Operação Tarântulas, deflagrada em setembro de 2025. Segundo a PF, as investigações começaram a partir da identificação de um esquema de criação e comercialização clandestina de aracnídeos, incluindo espécies brasileiras de alto valor no mercado internacional.
Na primeira fase, foram apreendidos mais de 200 espécimes de aranhas, escorpiões e lacraias, além de dispositivos eletrônicos, documentos e registros financeiros que evidenciaram uma rede de circulação nacional e internacional de animais silvestres.
A análise do material apreendido permitiu identificar novos investigados e revelar indícios de uma rede estruturada, envolvendo criadores, intermediários e compradores em diferentes estados brasileiros, além de contatos com comerciantes e compradores no exterior. Os elementos colhidos até o momento apontam a possível prática dos crimes de aquisição e guarda ilegal de espécimes da fauna silvestre, receptação e contrabando.
Nesta fase, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Salvador (BA), São Paulo (SP), Santa Rosa de Viterbo (SP) e Jaguariaíva (PR), com o objetivo de coletar provas relacionadas aos fatos investigados, incluindo animais mantidos irregularmente, documentos e dispositivos eletrônicos. Durante as diligências, tarântulas foram apreendidas em três dos endereços alvo das medidas judiciais; os animais foram encaminhados aos respectivos Centros de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), responsáveis pela avaliação técnica, pelos cuidados especializados e pela destinação adequada de animais resgatados.
Conforme sua participação, os investigados podem responder pelos crimes de matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar, guardar ou manter espécimes da fauna silvestre sem autorização da autoridade competente, além de introdução ilegal de espécime animal no país, receptação e contrabando, sem prejuízo de outros crimes que venham a ser identificados ao longo da investigação.
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Luciano Huck negou ter sido sócio de Daniel Vorcaro em um jatinho entre 2024 e 2025, conforme sugerem mensagens obtidas pela Polícia Federal no inquérito que investiga crimes atribuídos ao ex-banqueiro.
As mensagens, reveladas pela revista Veja, indicam que Huck e Vorcaro teriam mantido uma sociedade em uma aeronave Gulfstream G550, além de trocarem favores envolvendo o empréstimo de jatos particulares para viagens pessoais e profissionais.
Em uma das ocasiões, Huck teria utilizado uma aeronave do ex-banqueiro para viajar à Polônia e entrevistar o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski. A gravação resultou em um documentário produzido para o Globoplay, serviço de streaming da Globo.
Os registros também apontam que o apresentador auxiliou a família de Vorcaro com atendimento VIP e reservas durante viagens à Disney. Huck ainda teria tentado aproxima-lo do alto escalão da emissora para viabilizar novas possibilidades comerciais para a empresa.
A relação, segundo as mensagens, também incluía jantares e encontros no Brasil e no exterior. Em algumas ocasiões, o ex-jogador Ronaldo Fenômeno foi citado em discussões sobre projetos e candidaturas para o comando da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
Huck, por sua vez, afirmou que manteve conversas com Vorcaro apenas para tratar de relações comerciais relacionadas ao patrocínio de seu programa. Ao todo, o ex-banqueiro pagou R$ 86 milhões para expor o Will Bank durante seis meses no Domingão, em 2024.
“Toda a interação se deu em torno da captação e da gestão do patrocínio do Will Bank. Não houve sociedade”, disse o apresentador em nota enviada por WhatsApp à coluna “Outro Canal”, da Folha de S.Paulo, nesta quarta-feira (30).
“O acordo comercial teve contrato assinado, notas emitidas, impostos recolhidos e serviços devidamente prestados. Os contratos de imagem e publicidade foram rescindidos antes da intervenção no Will Bank pelo Banco Central”, concluiu Huck.
Em interrogatório prestado à Polícia Federal no âmbito da apuração sobre o grupo conhecido como "A Turma", o empresário e dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, refutou qualquer ordem para a prática de atos agressivos. Durante a oitiva, o executivo afirmou que as conversas gravadas contendo termos como "ir para cima" de opositores representavam apenas "desabafos", assegurando que nenhuma pessoa sofreu violência por suas determinações.
Por meio de nota oficial, os advogados Sergio Leonardo, Daniel Bialski e Engels Muniz, responsáveis pela defesa do banqueiro, reiteraram a posição de seu cliente. "O investigado jamais praticou, determinou ou se envolveu em qualquer ato de violência, intimidação, perseguição ou ameaça contra quem quer que seja, fato que é reconhecido nos autos pelos próprios investigadores e pelas testemunhas já ouvidas", assinala o comunicado.
A equipe jurídica complementou que "após 8 meses de investigações, não há nenhuma vítima dos supostos fatos citados na portaria inaugural do Inquérito Policial". A sessão de depoimentos desta quarta-feira também contou com a oitiva do pai do banqueiro, o empresário Henrique Vorcaro.
Ambos se encontram sob prisão preventiva e prestaram esclarecimentos à corporação por meio de transmissão remota: Daniel falou a partir do 19º Batalhão da Polícia Militar (PM-SP) (conhecido como "Papudinha"), no Distrito Federal, enquanto Henrique depôs do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, localizado em Contagem (MG).
ENTENDA ‘A TURMA’
De acordo com as investigações policiais, obtidas pelo jornal O Globo, "A Turma" operava mediante pagamento mensal aproximado de R$ 400 mil para executar vigilância, levantamento de informações privadas e abordagens intimidadoras contra indivíduos contrários aos negócios do Banco Master.
Os relatórios da Polícia Federal detalham a atuação do grupo com base no material colhido dos aparelhos celulares do executivo.
Entre os episódios citados, um diálogo de agosto de 2024 mostra um interlocutor identificado como Mourão prevendo reunião com "A Turma" para definir "medidas mais drásticas" em relação a Vladimir Joelsas Timerman, fundador do fundo Esh Capital e crítico público do banqueiro. Na ocasião, Vorcaro orientou: "E contra o advogado tb".
Em mensagem posterior, ao ser indagado sobre os ajustes para a operação, o banqueiro indicou que seria necessário enviar "A Turma" até a capital paulista para "matar esses negócios". Os documentos policiais não chegam a confirmar se tais ações saíram do papel.
Em outro momento, Vorcaro reagiu ao tomar conhecimento de um mandado judicial de busca e apreensão que atingia sua instituição financeira. "Esse depravado do Vladimir pede busca e apreensão e a Justiça deu ouvidos", reclamou. Mourão respondeu informando que o grupo já estava a postos, aguardando apenas a validação do banqueiro.
A apuração indica ainda reações a postagens sobre um pedido de falência do banco. Mourão identificou a titularidade da linha telefônica como pertencente a Daniel Marinelli Meira e questionou se a orientação era para que o grupo "fosse pra cima" do indivíduo, obtendo a concordância de Vorcaro. Em seguida, Mourão perguntou se deviam aplicar "apenas um susto ou outra ação".
As conversas registram também ordens ligadas à publicação de matérias jornalísticas. Em outubro de 2024, ao encaminhar uma reportagem, Vorcaro ordenou: "Esse tem que derrubar". Logo depois, completou: "E mandar turma PF atrás". Como resposta, Mourão relatou ter acionado hackers vinculados ao grupo "Os Meninos" e informado que se deslocava para encontrar "A Turma".
Outro caso envolve a abordagem a ex-colaboradores na cidade de Angra dos Reis (RJ), em que o executivo e Mourão avaliaram se o envio de policiais ou de "bicheiros" surtiria maior efeito. "Polícia às vezes não vai intimidar tanto", ponderou Vorcaro. Diante da oferta de mobilizar agentes do Rio de Janeiro, o banqueiro sugeriu dar um "sacode" prévio em Leandro Garcia como forma de amedrontar Luis Felipe Woyceichoski. Um dos policiais do grupo respondeu: "Sabe que com a gente não tem moleza".
Ademais da atuação contra opositores, os relatórios da Polícia Federal apontam que "A Turma" era acionada para obter dados sigilosos sobre investigações em andamento na própria PF, no Ministério Público Federal e na Polícia Civil do Estado de São Paulo que envolvessem o banqueiro, seus parentes ou suas empresas.
O deputado federal Duarte Jr. (Avante-MA) sofreu um ataque a tiros na terça-feira (29) enquanto se deslocava para o município de Morros, no interior do Maranhão. O parlamentar não se feriu e recebeu suporte de equipes policiais logo após o ocorrido.
Segundo informações da CNN Brasil, disparos foram efetuados contra o veículo em que o deputado viajava durante agendas da campanha eleitoral. "A gravidade do episódio exige uma apuração rigorosa, com o esclarecimento dos fatos e a responsabilização dos envolvidos. Neste momento, não há confirmação sobre a autoria ou a motivação dos disparos", afirmou Duarte Jr. em nota oficial.
A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do fato, e o parlamentar informou que solicitará também a atuação da Polícia Federal no caso. Duarte Jr. possui trajetória de atuação na área de direitos do consumidor e participou recentemente como vice-presidente da CPMI do INSS no Congresso Nacional.
O advogado Willer Tomaz movimentou cifras bilionárias em apostas na plataforma Blaze ao longo de 2025. Segundo documentos apresentados em uma ação judicial, ele registrou R$ 4,8 bilhões em ganhos e R$ 4,963 bilhões em perdas em jogos de cassino, resultando em prejuízo líquido de R$ 163,2 milhões.
Segundo informações do Metrópoles, os números fazem parte de uma nova frente de investigação da Polícia Federal (PF), que apura a possibilidade de lavagem de dinheiro por meio de apostas. Tomaz foi alvo de buscas na operação que investiga suspeitas de fraudes em descontos de aposentadorias e pensões do INSS.
Apesar de os valores de ganhos e perdas somarem cerca de R$ 10 bilhões em movimentações, os dados não significam que o advogado tenha depositado essa quantia na plataforma. O volume inclui valores recebidos em apostas e posteriormente utilizados em novas rodadas.
Na Justiça de São Paulo, Tomaz cobra R$ 20 milhões da Blaze. Ele afirma ter desenvolvido vício em jogos e acusa a plataforma de não adotar medidas para impedir que sua compulsão continuasse. O advogado negou a suspeita de lavagem de dinheiro e afirmou que todas as movimentações ocorreram em sua própria conta bancária, de maneira transparente e rastreável.
Segundo ele, não houve ocultação ou dissimulação da origem ou do destino dos recursos. Tomaz também declarou que os valores divulgados não correspondem à realidade e que, por se tratar de uma questão pessoal, não fará outros comentários sobre o caso.
O advogado ainda tem relação de amizade com o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo reportagem da revista piauí, Tomaz era um dos proprietários do jato usado pelo parlamentar e sua família no retorno de uma viagem aos Estados Unidos em 2025.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Júlio Pinheiro
“Eu acho que na democracia cabe a representação de qualquer forma, desde que ela seja validada pelas urnas. Eu entendo que a rede social é um instrumento, ela não pode ser a base política, porque a base política ela precisa expressar anseios da sociedade que sejam calcados em coisas concretas, certo?".
Disse o deputado estadual eleito Júlio Pinheiro (PT), ao comentar em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador (100.1) nesta segunda-feira (21), sobre a popularização da modalidade de “políticos influencers”, aqueles parlamentares que se elegem com forte apelo das redes sociais e conteúdos virais. Segundo o ex-prefeito de Amargosa, “na democracia cabe a representação de qualquer forma”, mas é necessário avaliar o conteúdo produzido e incentivado pelos candidatos nas redes sociais.

