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A Operação Eirene II, deflagrada na manhã desta quarta-feira (16), visa desarticular uma organização criminosa com atuação na região Sudoeste da Bahia, em especial na cidade de Jequié e municípios vizinhos. A ação conjunta, que conta com a participação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia e as polícias Militar, Civil e Federal, cumpre mandados na Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Goiás.
Segundo as investigações, o grupo é envolvido com tráfico de drogas, posse e porte ilegal de armas de fogo, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro, entre outros crimes. Na Bahia, as ações ocorrem em Jequié, Mutuípe, Laje, Vitória da Conquista, Ilhéus, Itapetinga, Serrinha, Salvador e Brumado.
Além dos mandados, a Justiça autorizou a constrição patrimonial de mais de R$ 12 milhões em ativos financeiros e bens vinculados aos investigados.
Participam da Operação a FICCO-BA, Polícia Federal, a 9ª e 4ª Coordenadorias Regionais de Polícia do Interior (Coorpin-BA), os Comandos de Policiamento da Região do Médio Rio de Contas, Recôncavo, Sudoeste e Sul, FICCO Ilhéus e as Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap-BA).
Uma série de vazamentos de conversas extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro atingiram em cheio o ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro inclusive indica que vai se declarar impedido de votar no julgamento que ocorre na manhã desta terça-feira (15), depois de revelações sobre pagamentos mensais de R$ 500 mil de Vorcaro a seu filho, o advogado Kevin Marques, além de supostos encontros com mulheres.
De acordo com os vazamentos, conversas do celular de Vorcaro mostram que uma mulher identificada como Rayanna tratou com o ministro Kássio Nunes de um encontro com mulheres e, dias depois, afirmou que uma delas “ficou com o kassio”. Esa mulher teria depois cobrado R$ 10 mil após o suposto encontro com o ministro, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Informações divulgadas pela jornalista Andreza Matais, do site Metrópoles, em 28 de fevereiro de 2025, Rayanna pergunta a Daniel Vorcaro: “Qual o endereço, Dani?”. Na sequência, avisa: “As meninas estão prontas”.
Vorcaro responde indicando um endereço na Rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior, no Itaim Bibi, em São Paulo. Uma semana depois, em 7 de março, Rayanna volta a falar com o banqueiro sobre o que havia ocorrido naquele dia.
“A minha amiga lá aquele dia! Deu certo né?”, pergunta. Em seguida, afirma: “Ela disse que ficou com o kassio” e “Ela tá me cobrando aqui”.
Vorcaro responde pedindo as informações para o pagamento: “Me manda aqui” e “Dados e valor”.
“10 né!”, responde Rayanna. Depois, acrescenta: “Ela ficou com ele” e envia um endereço de e-mail.
Segundo Andreza Matais, em outro trecho do material extraído do celular de Vorcaro, sem relação estabelecida com a conversa de Rayanna, aparece o número de telefone do ministro Kassio Nunes Marques. Em mensagem enviada em dezembro de 2024, o ministro pede ajuda para organizar uma viagem de cerca de dez dias para cinco pessoas.
“Bom dia Leo. Ministro Kassio. Preciso da sua ajuda para formatar uma viagem de uns 10 dias, entre 8 e 18 de janeiro, para 5 pessoas”, diz.
A reportagem do site Metrópoles revela ainda uma outra mensagem, em que o operador de viagens de Daniel Vorcaro, Leonardo Serrano Giunchetti, aparece perguntando ao banqueiro se ele deve cobrar do banqueiro pela viagem de um cliente. “Dani…Veio de vc esse?”, pergunta.
Caso o ministro Kássio Nunes Marques se declare impedido de votar na sessão desta terça, já são pelo menos três magistrados que ficariam de fora. Além de Kássio, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli não participarão da votação.
O grupo ligado a Alexandre de Moraes também via pedir a suspeição do ministro André Mendonça para votar, e ainda há a possibilidade de Luiz Fux também não participar, por conta de vazamentos que mostram ligação de seu filho com o banqueiro Daniel Vorcaro.
A Polícia Federal (PF) prendeu em flagrante nesta segunda-feira (14) um homem investigado por crimes relacionados à aquisição, posse, armazenamento e compartilhamento de material contendo violência sexual contra crianças e adolescentes. A prisão ocorreu durante a Operação Salvaguarda, em Luís Eduardo Magalhães, no Extremo Oeste.
A ação contou com o apoio do 27º Batalhão de Polícia Militar da Bahia e cumpriu um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal de Barreiras, na mesma região. Durante a operação, os agentes apreenderam um celular e um computador portátil.
Segundo a PF, uma análise preliminar dos equipamentos já havia identificado arquivos de imagens e vídeos com cenas de violência sexual contra crianças. Diante da constatação, o investigado foi preso pelo crime de armazenamento desse tipo de material.
Ainda segundo a PF, a investigação começou a partir de relatórios encaminhados pelo National Center for Missing & Exploited Children (NCMEC). Os documentos apontaram o envio e armazenamento, entre 2019 e 2025, de 851 arquivos com imagens e vídeos de abuso sexual infantojuvenil em um serviço de armazenamento em nuvem associado a um usuário residente no oeste da Bahia.
Ao final, o homem foi levado para a Delegacia de Polícia Federal (PF) em Barreiras, onde o flagrante foi formalizado, e depois encaminhado ao sistema prisional. Ele permanece à disposição da Justiça Federal. Os equipamentos apreendidos passarão por extração e análise pericial para aprofundar a investigação.
A PF também orientou pais e responsáveis a acompanhar e orientar crianças e adolescentes sobre os riscos nos ambientes virtual e físico, como forma de prevenção contra situações de abuso e exploração sexual.
Por conta da decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, de pedir ao ministro André Mendonça que retirasse o sigilo do processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos do banqueiro Daniel Vorcaro, veio à tona a informação sobre um pedido da Polícia Federal que há seis meses está parado na mesa do relator da investigação sobre o Banco Master.
Em 10 de março deste ano, a Polícia Federal pediu ao ministro André Mendonça que ele revelasse integralmente dados de um relatório do Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), que apontaria pagamentos do ecossistema de Daniel Vorcaro a uma autoridade com foro privilegiado. O relatório de inteligência financeira elaborado pelo Coaf ocultava, com tarjas, o nome da autoridade mencionada.
No pedido feito a Mendonça, a PF pediu autorização para ter acesso ao documento completo do Coaf, sem as tarjas, para que se soubesse o nome da autoridade implicada no esquema de pagamentos. Passados seis meses do pedido, o ministro não permitiu à PF saber o nome da autoridade envolvida.
Em seu ofício encaminhado em março a Mendonça, a Polícia Federal registrou de forma expressa as razões técnicas que tornavam indispensável a intervenção do relator:
“A cautela do Coaf em não compartilhar automaticamente dados que envolvam autoridades com foro por prerrogativa de função alinha-se ao respeito às regras de competência jurisdicional. Todavia, considerando que a presente investigação criminal já tramita regularmente perante este Supremo Tribunal Federal, o juízo competente para supervisionar a higidez das provas e autorizar o acesso a dados sigilosos é, indubitavelmente, Vossa Excelência”, afirma o pedido.
Mesmo com a justificativa, o ministro André Mendonça manteve o requerimento paralisado. No volume de 13 páginas elaborado pelo Coaf, as tarjas pretas encobrem os beneficiários diretos que possuem foro privilegiado, beneficiados com repasses sistemáticos efetuados por empresas e operadores ligados a Fabiano Zettel, cunhado e apontado como braço financeiro de Vorcaro. Entre as entidades que figuram na malha de transações está a Igreja da Lagoinha Belvedere, instituição fundada por Zettel.
Fontes ligadas à investigação ouvidas pela reportagem do jornal O Globo afirmam que a autoridade mencionada no relatório seria um ministro do Supremo Tribunal Federal. Entre o grupo do ministro Alexandre de Moraes, há a aposta de que se trate do ministro Dias Toffoli.
Toffoli já havia sido citado em outro relatório da PF, de cerca de 200 páginas, que listava supostas ligações com Daniel Vorcaro. Entre os pontos mencionados estava a compra de uma participação avaliada em R$ 35 milhões na empresa que controlava o resort Tayaya, ligado à família do ministro.
Esse relatório, no entanto, foi arquivado pelo presidente do STF em uma sessão secreta realizada em fevereiro deste ano.
Uma pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14) aponta que 37% das pessoas consideram que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça tem agido de forma correta no embate com Alexandre de Moraes. Outros 16% veem Moraes como quem age corretamente.
O levantamento também apontou que 20% dos entrevistados consideram que "nenhum dos dois" tem agido de forma correta, e 25% não souberam responder. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.
Os dados foram coletados em meio ao acirramento de uma disputa entre Moraes e Mendonça, que também transbordou para a corrida presidencial. Nesta terça-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) marcou sessão para decidir se abre investigação contra Moraes, depois que um relatório da Polícia Federal (PF) apontou diálogos entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro às vésperas da prisão dele, em 2025.
O ex-ministro das Comunicações, Fábio Faria, vai acionar a Justiça contra sites e personalidades que teriam usado as as mensagens trocadas com Daniel Vorcaro para, segundo a defesa, atribuir a ele condutas que não seriam verdadeiras. A informação foi divulgada neste domingo (13) pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.
As mensagens entre Faria e Vorcaro foram encontradas pela Polícia Federal no celular do banqueiro e parte delas foi revelada pela revista Piauí, na última sexta-feira (11). No histórico da conversa, ambos narram que Faria ajudou o ex-banqueiro a chamar autoridades para uma festa privada de Halloween em outubro de 2023, onde Daniel Vorcaro teria reunido 120 mulheres e 20 homens em uma boate em São Paulo.
Segundo a reportagem, advogados de Faria sustentam que ele apenas teria transmitido, a pedido do anfitrião, convites às autoridades citadas. Segundo o diálogo, estavam entre os convidados os senadores Davi Alcomumbre e Rodrigo Pacheco e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.
A defesa do ex-ministro do governo Bolsonaro afirma que Faria conhecia Vorcaro há apenas 15 dias quando as mensagens foram trocadas. Dizem ainda que agendas publicadas em sites oficiais, registros de voos da FAB e informações sobre voos oficiais podem comprovar que nenhuma das autoridades citadas compareceu ao evento.
Interlocutores apontam que a decisão de processar os sites se deve a repercussão do que foi publicado sobre as mensagens, teria gerado "consequências graves para a família" do ex-ministro. O empresário é casado há 19 anos com a apresentadora Patrícia Abravanel, filha de Silvio Santos e uma das donas do SBT.
Faria determinou ainda aos advogados que façam o mapeamaneto de perfis que criaram memes ou ampliaram, por meio de impulsionamento pago, a circulação de postagens que, segundo ele, seriam falsas.
A defesa de Augusto Lima rechaça de forma veemente as informações e insinuações mencionadas, que reproduzem alegações formuladas no início da investigação e que, passados 10 meses de apuração, não se sustentam diante dos próprios elementos já reunidos.
"Augusto Lima jamais tratou com qualquer representante do BRB sobre supostas carteiras falsas e não participou das negociações, nem nunca participou de reunião sobre o assunto. Não assinou documentos de cessão de carteiras ao BRB nem prestou informações falsas ao Banco Central. Tampouco manteve tratativas com órgãos de fiscalização sobre esses fatos ou foi responsável pela contabilidade do Banco Master", aponta a defesa.
Os defensores indicam que a própria investigação da Polícia Federal (PF) já afastou, em relatório, a alegação envolvendo as associações. "Quanto às transferências mencionadas pela reportagem, havia contrato regular de prestação de serviços, e os serviços contratados foram efetivamente prestados. Insinuar, apenas em razão dos valores envolvidos, que esses pagamentos representariam desvio de recursos em favor de Augusto Lima é uma ilação grave e sem respaldo nos fatos", completa.
"Há ainda uma questão cronológica objetiva: Augusto Lima deixou a sociedade e a direção do Banco Master em 28 de maio de 2024, conforme documentação do próprio Banco Central. A operação policial ocorreu somente em 18 de novembro de 2025, um ano e seis meses depois de seu desligamento", concluem os defensores.
Desde o início das apurações, Augusto Lima permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários. Após 10 meses de investigação, a defesa considera inadmissível que acusações antigas sejam novamente apresentadas como novidade, ignorando elementos já reconhecidos pela própria apuração da PF.
A defesa reafirma que não há fundamento para atribuir a Augusto Lima os ilícitos mencionados e confia que a investigação será conduzida de forma técnica, isenta e com absoluto respeito aos fatos e ao devido processo legal, tendo a certeza de que a inocência ficará comprovada.
A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira (14), a terceira fase da Operação Transparência e um dos alvos é o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP). Apontado como amigo e aliado do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o parlamentar teria articulado um encontro reservado entre o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo informações da Folha de S. Paulo, a operação responde a uma decisão do ministro Flávio Dino, "para apurar possíveis práticas dos crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro". Ao todo, devem ser cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e em São Paulo.
A Polícia Federal a ação é desdobramento de investigação iniciada em dezembro de 2025 para apurar irregularidades na destinação de emendas parlamentares. As investigações apontam que integrantes do grupo teriam negociado com terceiros o pagamento de valores expressivos, condicionados ao resultado de processos em curso, a pretexto de influir em decisões judiciais.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) entregue, até as 23h deste domingo (13), uma cópia integral do celular apreendido de Daniel Vorcaro. O aparelho é um iPhone 17 Pro recolhido durante a primeira prisão do banqueiro, em novembro de 2025.
A ordem foi encaminhada ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e comunicada ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin. Zanin afirmou que precisa ter acesso ao conteúdo completo para formar sua convicção antes do julgamento marcado para terça-feira (15). A decisão ocorre em meio à divergência entre ministros sobre o compartilhamento do espelhamento do aparelho.
André Mendonça havia defendido, em ofício, que a abertura de todo o conteúdo poderia “tumultuar” o julgamento e prejudicar o andamento das investigações. Segundo ele, os ministros já teriam recebido o material necessário para a análise. Zanin rebateu o argumento e afirmou que não existe hierarquia entre os ministros do STF.
A disputa ocorre às vésperas da análise, pelo plenário do STF, de mensagens extraídas do celular de Vorcaro relacionadas ao ministro Alexandre de Moraes. O caso envolve a apuração de informações ligadas ao Banco Master e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou, em ofício neste domingo (13), que incluir novos elementos e abrir a íntegra das informações extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro "somente contribuiria para tumultuar o julgamento" e "colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações".
A manifestação ocorre a dois dias do julgamento no plenário do STF, marcado para a próxima terça-feira (15), no qual os ministros devem analisar o relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
"A inserção de elementos adicionais, que não constam dos autos até o presente momento, o que inclui a abertura de todas as informações contidas no celular do senhor Daniel Vorcaro, somente contribuiria para tumultuar o julgamento, bem como colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações, dando ensejo à suscitação de questionamentos de toda ordem, para desviar o feito especificamente apregoado para julgamento de seu caminho natural", disse Mendonça.
Nos últimos dias, os ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e o próprio Alexandre de Moraes acionaram a presidência da Corte para cobrar o acesso integral ao espelhamento do aparelho — um iPhone apreendido pela PF nas apurações ligadas ao Banco Master.
Zanin e Gilmar argumentaram que os magistrados precisam de todo o contexto para decidir, enquanto Moraes pontuou que "não cabe ao relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento".
No documento deste domingo, Mendonça rebateu as cobranças e assegurou que todos os integrantes do tribunal têm acesso ao mesmo material que ele próprio utilizará.
"Reitero que todo o material utilizado para o julgamento da próxima terça-feira encontra-se disponível, na íntegra, a todos os ministros deste tribunal. Para tal fim, este ministro dispõe exatamente do mesmo conjunto de elementos de informação franqueado aos demais pares que irão participar da referida sessão", escreveu.
Ao citar o presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, Mendonça concluiu afirmando que "como bem enfatizou o eminente Presidente, 'a gravidade dos fatos não autoriza atalhos', mas também não tolera subterfúgios ou desvios de rotas, rumo a outros interesses que não os da Justiça".
PEDIDO DE EXPLICAÇÕES A DELEGADOS DA PF
No mesmo despacho, Mendonça solicitou a Fachin que determine a quatro delegados da PF a prestação de informações, no prazo de 24 horas, sobre como se deu o envio de relatórios e mídias ao seu gabinete em março de 2026.
Mendonça solicitou que os policiais esclareçam as circunstâncias da entrega do material e informem se sofreram eventuais "constrangimentos sofridos ao longo das investigações".
IMPASSE PRÉ-JULGAMENTO
A manifestação de Mendonça é mais um capítulo da crise e da troca de ofícios que se intensificou no STF às vésperas da sessão de terça-feira (15).
No sábado (12), Fachin havia concedido prazo de 24 horas para que a Polícia Federal esclarecesse a situação do celular de Vorcaro e a integridade da cadeia de armazenamento das provas.
Na manhã deste domingo (13), a PF respondeu que o aparelho e a extração originais permanecem guardados com segurança na corporação e que tem plenas condições técnicas de remeter cópias idênticas a todos os gabinetes que requisitarem.
A PF pontuou ainda que o arquivo repassado ao gabinete de Mendonça em março era uma cópia, atendendo a uma solicitação formal do relator.
Mendonça, por sua vez, já havia argumentado anteriormente que mantinha os arquivos lacrados e criptografados em seu gabinete como contraprova de segurança, sem tê-los manuseado.
Enquanto isso, a ala de Moraes no Supremo articula levantar questões preliminares e nulidades processuais na sessão de terça-feira, apontando supostas irregularidades na confecção e no direcionamento do relatório de Mendonça e a falta de acesso prévio a todo o celular de Vorcaro.
Seria uma tentativa de barrar a abertura de uma apuração contra o ministro. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também já opinou pelo arquivamento do relatório com base em vícios de tramitação.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, levantou neste domingo (13) o sigilo de documentos enviados pela Justiça de São Paulo e unificou sob sua relatoria investigações que apuram um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo emendas parlamentares federais, contratos ligados à Prefeitura de São Paulo e pessoas vinculadas ao deputado federal Mário Frias (PL-SP).
Na última quinta-feira (10), Mario Frias classificou como “cortina de fumaça” a operação da PF que realizou buscas em sua residência. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar negou irregularidades, afirmando que vai colaborar com as investigações e entregar todos os documentos necessários e disse acreditar no arquivamento do caso. Foi a primeira manifestação de Frias sobre a operação.
Na decisão divulgada neste domingo, Dino afirma haver indícios de conexão entre os inquéritos e menciona a hipótese investigativa de uma organização criminosa voltada à captação, circulação e ocultação de recursos públicos. O ministro também registra uma linha de investigação que apura possíveis vínculos do grupo investigado com a facção PCC (Primeiro Comando da Capital).
Segundo o despacho, a Complexsys Soluções Integradas Ltda., empresa de tecnologia contratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade presidida pela empresária Karina Ferreira da Gama e beneficiária de recursos oriundos de emendas parlamentares, recebeu transferências do deputado federal Mário Frias (PL-SP), que, segundo a Polícia Federal, teria papel central na suposta engrenagem investigada, e também repassou recursos de volta ao próprio instituto.
De acordo com o documento, a empresa ainda transferiu valores para a Academia Nacional de Cultura (ANC), organização sem fins lucrativos também presidida por Karina Gama. Para a Polícia Federal, a circulação de recursos entre Frias, a Complexsys, o ICB e a ANC sugere a existência de um "circuito financeiro fechado", compatível com a atuação coordenada de um mesmo núcleo.
"Essa circulação de recursos entre o parlamentar, a entidade executora, a empresa contratada e outra organização beneficiária não se compatibiliza com relações negociais independentes e economicamente justificadas. Ao contrário, evidencia um circuito financeiro fechado, característico de estruturas destinadas à circulação, fragmentação e reintrodução de valores entre integrantes de um mesmo núcleo de atuação", diz o despacho do ministro.
Segundo a Polícia Federal, outro conjunto de evidências aponta para uma possível "confusão patrimonial" entre o Instituto Conhecer Brasil (ICB), empresas contratadas pela entidade e pessoas ligadas ao grupo investigado.
De acordo com a representação reproduzida no despacho de Flávio Dino, os investigadores identificaram vínculos societários cruzados, proximidade entre sócios e administradores, empresas com faturamento declarado incompatível com os valores movimentados e sucessivas devoluções de recursos sem justificativa econômica aparente. Para a PF, esses elementos indicam a possível atuação coordenada de pessoas físicas e jurídicas formalmente distintas.
"Tais circunstâncias afastam a hipótese de relações comerciais ordinárias e indicam, em tese, a utilização de pessoas jurídicas como instrumentos de circulação patrimonial e ocultação de valores. Em vez de agentes econômicos independentes contratando entre si em condições de mercado, o que se observa é a atuação coordenada de entes formalmente distintos, mas materialmente integrados por interesses comuns e por um fluxo financeiro sem justificativa negocial consistente", diz o documento.
O ministro Luiz Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), deu vinte e quatro horas para a Polícia Federal prestar informações sobre o celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e as condições em que se encontra o material periciado. A determinação da liderança do Judiciário veio em resposta às manifestações dos ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes, que cobram acesso a todo conteúdo do aparelho do ex-banqueiro antes do julgamento na Corte, marcado para a próxima terça (15).
No documento, Fachin cita a resposta dada pelo ministro André Mendonça após o ministro Cristiano Zanin solicitar ao presidente do STF acesso a todo o aparelho de Vorcaro na sexta-feira (11).
Na ocasião, Mendonça afirmou que o celular "permanece lacrado no Gabinete e, portanto, encontra-se inacessível" e que "nunca o manuseou. Trata-se de contraprova a ser utilizada apenas em caso de necessidade em decorrência da perda ou do extravio do material original, o qual se encontra em poder da Polícia Federal, dentro de sua cadeia de custódia."
O magistrado já havia sido cobrado em ofício publicado nesta sexta-feira (11), quando Zanin contestou sua justificativa, sustentando que o lacre de uma cópia de segurança não impede o compartilhamento com os demais julgadores, lembrando ainda que a própria defesa de Vorcaro já obteve acesso à integralidade do material. Moraes reforçou o pedido e afirmou que "não cabe ao relator escolher quais são os documentos acessíveis ao colegiado."
Em outro ofício, o próprio Moraes reforçou o pedido de Zanin. "Não cabe ao ministro relator escolher quais são os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento", declarou. Com o novo documento enviado a Fachin, Gilmar Mendes consolidou a pressão sobre o relator para que o conteúdo seja destravado antes da sessão que ocorrerá na próxima terça-feira (15).
Uma influenciadora de música eletrônica foi às redes sociais para anunciar que teve seu perfil suspenso após o ex-banqueiro Daniel Vorcaro pedir que o Instagram retirasse uma publicação sobre festa privada na Madame Satã, em São Paulo. Ana Raquel dos Santos Ribeiro produzia conteúdo sobre música eletrônica, reunindo notícias, datas de eventos, escalações de DJs e venda de ingressos. Seu perfil desapareceu do Instagram em 10 de novembro de 2023, comprometendo sua produção de conteúdo e fonte de renda.
Segundo Ana, no dia 1º de novembro de 2023, antes da suspensão, ela havia publicado um vídeo de uma festa na boate Madame Club, conhecida como Madame Satã em São Paulo, acompanhado da legenda "Quando eu for rico, haverá sinais." A festa em questão foi a festa articulada por Vorcaro e revelada pela reportagem da revista Piauí.
Ana não esteve na festa mostrada no vídeo. Ela disse à BBC News Brasil que apenas noticiou o ocorrido depois de acessar o material por meio de um técnico de som que teria trabalhado e publicado sobre o evento. "Na época ninguém entendia do que se tratava", afirmou a influenciadora.
Em setembro daquele ano, antes da suspensão da conta, Ana havia deixado o emprego de contadora para se dedicar unicamente ao perfil. Sua renda vinha de comissões sobre a venda de ingressos, divulgação de festas e criação de conteúdo. À época, o perfil já contava com cerca de 13 mil seguidores e alcançava mais de 425 mil contas.
As informações sobre a suspensão da conta de Ana constam de uma ação judicial apresentada em 2023 contra Facebook Serviços Online do Brasil Ltda., empresa do grupo Meta que figurou como ré no processo. A BBC News Brasil teve acesso à íntegra dos autos. Depois que a conta caiu, o Instagram informou que ela deveria recorrer e provar que não era um robô. Após judicializar o processo, a contadora conseguiu reaver a conta no final de novembro.
EVIDÊNCIAS DE INTERVENÇÃO
Durante a investigação e perícia ao celular do ex-banqueiro do Banco Master, durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, investigadores analisavam conversas mantidas por Vorcaro com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, identificado no celular como "Felipe Mourão", também conhecido como Sicário. Segundo a Polícia Federal (PF), Mourão atuava como executor de determinações de Vorcaro, acessando informações sigilosas, intimidando pessoas e tentando controlar conteúdos publicados na internet.
A postagem de Ana aparece em uma seção intitulada "Monitoramento e manipulação de perfis em redes sociais." Nesse trecho, a PF apresenta diferentes situações em que Vorcaro pede a Mourão que acompanhe, retire ou tente derrubar conteúdos considerados inconvenientes.
Em 3 de novembro de 2023, Vorcaro encaminhou a Mourão o link do vídeo publicado dois dias antes por Ana. "Derrubar esse", escreveu o banqueiro. Mourão respondeu "Bom dia" e "Sim." Vorcaro esclareceu que não queria a remoção de todo o perfil de Ana: "Só o post." Mourão afirmou que já havia feito um pedido relacionado ao Instagram, mas Vorcaro voltou a corrigi-lo: "Insta não. Só o post." Sete dias depois daquela conversa, a conta inteira da influenciadora foi suspensa pelo Instagram.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a interceptação telefônica do senador Jaques Wagner (PT-BA) no âmbito das investigações relativas ao caso Master. Os dados constam em relatório da Polícia Federal tornado público após o presidente do STF, o ministro Edson Fachin, determinar a retirada do sigilo dos autos do caso Master, nesta sexta-feira (11).
Segundo informações da CNN, a decisão sobre o monitoramento foi proferida em 17 de junho de 2026. A Polícia Federal aponta uma proximidade entre o parlamentar e Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, indicando a existência de uma relação de confiança que favoreceria tratativas de interesse da instituição financeira.
As investigações citam a suspeita de recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo senador, de forma direta ou indireta. Entre os pontos apurados pela Polícia Federal estão a aquisição de um apartamento em Salvador em favor do parlamentar, repasses financeiros e indícios de atuação legislativa em pautas correlatas aos interesses do banco.
A determinação judicial alcançou também Augusto Ferreira Lima e outros investigados no processo. A medida ficou restrita ao acesso a metadados e registros técnicos — como estações rádio base (ERBs), números de identificação de aparelhos (IMEI), histórico de chamadas e dados de conexão —, sem incluir a interceptação do conteúdo das conversas ou mensagens.
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro desembolsou US$ 55,3 milhões com serviços de turismo e eventos de luxo na empresa Signature Luxury Services LLC em um período inferior a um ano. As informações constam nos relatórios do inquérito do caso Master, que tiveram o sigilo suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (11).
Segundo informações do g1, a empresa de turismo enviou esclarecimentos ao ministro André Mendonça, relator do processo, descrevendo Vorcaro como um de seus clientes mais assíduos e exigentes. As contratações abrangiam locação de jatinhos, iates, vilas de alto padrão para temporada, serviços de concierge e contratação de artistas renomados.
Os valores foram revelados por um relatório de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Banco Central, com informações fornecidas por instituições financeiras. Os repasses ocorreram entre novembro de 2024 e dezembro de 2025 por meio de uma corretora sediada nas Bahamas, chamada Mosaic Financial Ltd.
Entre as viagens analisadas pela Polícia Federal (PF) estão um deslocamento para Nova York, em maio de 2024, durante a semana do evento "Person of the Year", e uma estadia na estação de esqui de Courchevel, nos Alpes Franceses, em janeiro de 2025. Ambas as viagens tiveram despesas pagas por Vorcaro para convidados, incluindo o senador Ciro Nogueira (PP-PI).
Conforme a apuração da PF, os benefícios econômicos obtidos pelo parlamentar com hospedagens em hotéis de alto padrão, jantares, vestuário de inverno e traslados internacionais alcançaram ao menos R$ 468 mil.
Na representação enviada ao STF, os investigadores afirmam que a relação entre o ex-banqueiro e o senador possuía caráter "funcional e instrumental", na qual o parlamentar atuaria em defesa de interesses do empresário em troca de vantagens e despesas custeadas.
O ministro e decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, enviou, nesta sexta-feira (11), um ofício ao presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, afirmando que não é possível julgar nenhuma das duas petições que envolvem o ministro Alexandre de Moraes e o ministro André Mendonça em diferentes casos.
No primeiro caso, Gilmar Mendes se refere ao de número 16.662, o relatório da Polícia Federal (PF-DF) feito a pedido de André Mendonça e utilizado pelo magistrado para afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, decisão que foi revertida posteriormente pelo presidente do STF.
O outro caso, o de número 16.704, suspendeu as decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino relacionadas à cúpula da Polícia Federal e determinou que procedimentos envolvendo investigação de integrantes da Corte sejam previamente encaminhados à Presidência.
Gilmar argumenta que há "sérias dúvidas" de que o caso de Moraes, no atual "estágio processual", esteja em condições de ser julgado. Para o decano, não há definição "adequada" sobre o caso, seja em relação a quem ocupa a posição de investigado, ao objeto da apuração, ao rito a ser adotado ou à própria maturidade da questão que será debatida pelo plenário.
A Controladoria-Geral da União (CGU) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o acesso a provas reunidas no âmbito do caso Master. O objetivo é analisar o cabimento de uma eventual cassação da aposentadoria de Marilson Roseno da Silva, ex-escrivão da Polícia Federal acusado pelas investigações de integrar uma estrutura de monitoramento e coação associada ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo informações do g1, o pedido formal foi enviado em dia dia 7 de maio de 2026 ao ministro André Mendonça, relator da matéria. O ofício passou a integrar os autos cujo sigilo foi suspenso pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin.
No documento, a CGU requer o compartilhamento de extratos bancários e registros de comunicação, inclusive trocas de mensagens via WhatsApp, que possam evidenciar a captação de vantagens indevidas ou conduta irregular por parte do ex-servidor.
Marilson passou para a inatividade em dia dia 15 de agosto de 2022. O órgão correcional fundamenta a requisição na necessidade de instruir processo administrativo disciplinar, já que o regime jurídico dos servidores federais prevê a cassação da aposentadoria para faltas praticadas na ativa que justificariam a pena de demissão. A apuração administrativa transcorre de maneira independente em relação aos desdobramentos criminais a cargo da Polícia Federal.
Em trechos das investigações citados por Mendonça, o ex-escrivão é apontado como participante de um grupo denominado informalmente de “A Turma”. Conforme os registros, o grupo utilizava a expertise e os contatos policiais do investigado para a busca clandestina de dados sigilosos e a vigilância de opositores, entre os quais constavam jornalistas e ex-colaboradores.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou nesta sexta-feira (11) que a cópia de segurança dos dados retirados do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro continua em HD lacrado e intocado em seu gabinete na Corte. Isso ocorreu depois que o ministro Cristiano Zanin pediu acesso ao acervo de informações do caso.
De acordo com a GloboNews, foi decidido em fevereiro que a Polícia Federal (PF) seria a responsável pela custódia oficial dos dados originais. Na ocasião, a corporação entregou ao gabinete do magistrado uma cópia de segurança do material arrecadado no aparelho celular de Vorcaro.
O ministro enfatizou que o conteúdo que está sob sua responsabilidade não sofreu qualquer tipo de violação e se encontra intacto nas dependências do STF.
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, negou a existência de qualquer monitoramento ilegal direcionado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. A declaração foi formalizada em manifestação enviada nesta sexta-feira (11) ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin.
No documento, obtido pela CNN, o chefe da corporação explicou que os relatórios questionados correspondem a análises regulares de inteligência promovidas pela PF. Rodrigues ressaltou ainda que a remessa do material ao Supremo atendeu a uma ordem expedida pelo ministro Alexandre de Moraes.
Um documento da Procuradoria-Geral da República (PGR), elaborado com base em investigações da Polícia Federal (PF), aponta que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro orientou a gestão responsável pela remessa de recursos aos Estados Unidos para o financiamento do filme "Dark Horse", biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O parecer, assinado por Paulo Gonet, procurador-geral da República, deu aval à abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar o financiamento da produção do filme.
Investigadores da Polícia Federal obtiveram, durante as investigações, conversas com orientações sobre como operacionalizar o envio dos valores obtidos para fora do país. O documento do inquérito não afirma quem era o destinatário direto da mensagem.
No texto, o ex-parlamentar sugere enviar o máximo possível pelo sistema já utilizado, sem especificar qual seria, e coloca um operador à disposição para reuniões.
"O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para os EUA é tranquilo. Se a empresa brasileira a enviar aos EUA não tiver aquele grande orçamento que mencionamos como exemplo, será problemático, vai ser necessário fazer as remessas aos poucos e isto tardaria cerca de seis meses, calculamos", diz o trecho atribuído a Eduardo Bolsonaro.
"Meu receio é que você seja solícito, bom coração, mas tenha essa dificuldade. Solução: enviar o máximo possível ainda neste sistema atual, como o remetente atual e etc. Será que conseguimos? Nos dá amanhã um feedback desta sua reunião de hoje à noite, por favor? O Altieris Santana está à disposição, inclusive voa para fazer reunião pessoal com quem quer que seja", conclui a mensagem.
Altieris Santana, citado no diálogo, é identificado na apuração como diretor do Havengate Development Fund, fundo de investimento sediado no Texas (EUA) responsável por administrar os valores e repassá-los à produtora Go Up Entertainment.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou a abertura de um inquérito para investigar a atuação do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), no financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada ainda em julho, mas foi divulgada nesta sexta-feira (11), após a queda do sigilo sobre o caso Master. (Reportagem atualizada às 09h14)
A investigação sobre Flávio foi pedida pela Polícia Federal (PF) e teve o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo informações do O Globo, o despacho foi incluído ao inquérito principal do caso Master, mas a investigação focada em Flávio segue sob sigilo, indicando que PF segue realizando diligências. A corporação apura os supostos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.
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"A Polícia Federal requer a instauração de PET sigilosa em apartado, vinculada ao INQ 5026, para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese, pelo Senador da República Flávio Nantes Bolsonaro, no contexto de financiamento para a produção de obra cinematográfica denominada Dark Horse junto ao Banco Master do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro", diz o documento judicial.
Em seu despacho, Mendonça destaca: "Autorizo, nos termos do artigo 21, inciso XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a instauração de procedimento investigatório vinculado ao INQ 5026 para apuração da hipótese criminal delineada pela autoridade policial”.
Em suas declarações, o presidenciável nega irregularidades e diz que todos os recursos do filme foram privados. Em maio, mensagens reveladas pelo portal Intercept Brasil mostram que Flávio pediu ao banqueiro Daniel Vorcaro R$ 131 milhões para a produção da obra, dos quais R$ 60 milhões foram pagos, de acordo com planilhas apreendidas pela PF.
Desde então, Flávio reforça que não houve irregularidades envolvendo o filme. “Não há um centavo de dinheiro público. Pode revirar do avesso”, disse Flávio ainda nesta quinta-feira (10), em ato de campanha em Roraima.
A fala ocorreu logo após a Polícia Federal deflagrar, nesta quinta, a Operação Make Up relacionada ao financiamento do filme "Dark Horse", que teve como alvos as ONGs de Karina Gama, produtora do filme, e o deputado federal Mário Frias (PL-SP). Ao todo, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. A ação foi determinada pelo ministro Flávio Dino.
O banqueiro Daniel Vorcaro organizou uma festa com 120 mulheres na boate Madame Underground Club, conhecida como Madame Satã, em São Paulo, em 2023. Segundo as informações obtidas e divulgadas pela revista Piauí nesta sexta-feira (14), a exigência, que foi registrada em mensagens do dono do Banco Master, era que a confraternização tivesse “só menina nova”.
Conforme a reportagem, o banqueiro escalou o ex-ministro de Jair Bolsonaro, Fábio Faria, e o promotor de eventos, Tiago Polo, para a organização da festa, que ocorreu no dia 31 de outubro, com o tema de Halloween. Segundo as conversas de Vorcaro com a dupla, Faria teria sido responsável por convidar os poucos homens da lista de convidados e Polo convocou as presenças femininas. No fim, a festa contou com a presença de 20 homens e 120 mulheres.
As conversas, que constam em um relatório da Polícia Federal (PF), ocorreram no WhatsApp e começaram no dia 24 de outubro, terça-feira, exatamente uma semana antes da festa. Em uma delas, Faria relata a Daniel Vorcaro que convidou os senadores Davi Alcolumbre e Rodrigo Pacheco, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) (STF), Dias Toffoli.
“Davi e Pacheco fechado para terça. Chamei Toffoli tb”, diz ele. Em seguida, Faria escreveu a Vorcaro: “Davi tá louco perguntando se as suíças vão vir. Se der vms trazer. E na segunda quero ir lá no banco com os meus sócios do escritório.” Em resposta à presença das “suíças”, Vorcaro respondeu: “Virão, sim.”.
No dia seguinte, Vorcaro trocou mensagens com Tiago Polo. “Irmão, costurei várias agências pra gente conversar. Mega, Ford, Joy, enfim quando quiser retomar esse assunto, me fala”, escreveu Polo a Vorcaro. A mensagem faz referência ao recrutamento de mulheres para a noite de Halloween. O banqueiro mencionou uma quarta agência: “Irmão, a ideia da Allure é boa, mas não queria ninguém de fora nessa festa. De homem. Vai ter uma turma relevante pra mim, não quero ninguém desconfortável.”
No mesmo dia 25, o dono do Master questionou Fábio Faria: “Fala, irmão. Tudo bem? Me passa depois quem tá confirmado. Só pra eu ter uma ideia de número.” Faria então repisou que “Davi e Pacheco” estavam confirmados e disse que: “Toffoli também vai tentar pq preside uma sessão na terça.”
Nas mensagens, Vorcaro pergunta sobre a presença de outra pessoa: “Ciro não?”, perguntou, numa provável referência ao senador Ciro Nogueira. Faria respondeu que o senador tinha uma viagem agendada.
Fábio Faria escreveu que uma pessoa de iniciais “MV” iria ligar para Vorcaro para perguntar se poderia “chamar o Wesley”. Vorcaro respondeu: “Óbvio, né.” A reportagem do Piauí detalha que MV pode ser uma referência às iniciais do advogado Marcus Vinícius Furtado Coêlho, que trabalha para os irmãos Wesley e Joesley Batista e já atuou para o banqueiro.
Posteriormente, Vorcaro pediu para Faria confirmar se Wesley iria à festa, e depois deu mais garantia quanto à privacidade do evento: “Se vazar, eu tô morto. Peguei equipe só de controle disso. Não vai vazar nada. Não será primeira nem última.” Depois, Vorcaro explicou: “E outra: festa vai ser bacana, não é festa de putaria. Se alguém falar algo, era evento do banco para parceiros de Halloween.”
No dia seguinte à festa, as mensagens de Daniel Vorcaro revelam que a festa foi parcialmente vazada. Uma das convidadas teria postado em sua conta no TikTok um vídeo com o título “MELHOR FESTA DE HALOWEEN”.
A cópia, que consta no relatório da PF, mostra uma mulher loira. Vorcaro escreveu para Tiago Polo: ‘Cara, quem é essa puta?” Polo respondeu se tratar de uma “amiga do Lukas”, para depois escrever “pqp”. A mulher, que seria amiga do Lukas, teria violado a proibição de comentar sobre a festa em público. Vorcaro determinou: “Vai tomar no cu. Manda tirar agora. Isso. Agora.” Polo diz ter o contato dela e que iria ligar. O post foi apagado.
Os seguranças contratados por Vorcaro impediam que convidados fizessem fotos mesmo do ambiente externo, da fachada da boate.
DECLARAÇÕES
À revista Piauí, um grupo de sócios donos das agências citadas por Faria e Vorcaro negou a disponibilização de modelos para essa festa. Eli Hadid, da agência Mega; Liliana Gomes, sócia da Joy; Décio Restelli Ribeiro, presidente da Ford Models no Brasil, e Felipe Nisti, dono da agência Allure, disseram não trabalhar com esse formato de agenciamento.
Já Fábio Faria disse, em nota enviada à Piauí, que sua participação na festa se restringiu ao envio de convites, e nada mais. “[Faria] conheceu Daniel Vorcaro em um fórum empresarial, em outubro de 2023. Dias depois, a pedido do anfitrião, transmitiu convites a amigos em comum para um evento privado. Sua participação se limitou a isso.” O advogado Marcos Vinícius, por sua vez, falou que MV não é ele. Contou que, na data da festa de Halloween, estava fora de São Paulo. Tiago Polo não se manifestou.
A assessoria de Wesley Batista afirmou: “Não há qualquer elemento que permita identificar Wesley Batista como o ‘Wesley’ mencionado nas mensagens. O que se pode afirmar categoricamente é que Wesley Batista nunca participou de qualquer festa promovida por Daniel Vorcaro.”
Gé Rodrigues, sócio do Madame Satã, falou que nunca houve locação da sua boate para o nome de Vorcaro. “Não compactuo com nada disso que estou vendo no noticiário, somos uma casa underground. Foi uma produtora quem alugou”, disse.
Por meio de sua assessoria, o ministro Dias Toffoli negou ter ido à festa de Vorcaro. Em nota, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que na data de 31 de outubro de 2023 estava em Brasília, cumprindo agenda do senado. E Pacheco relatou o mesmo, com destaque ao fato de que ele presidiu a sessão do Senado no dia em questão. As assessorias tanto de Alcolumbre quanto de Pacheco dizem que, naquela noite, os dois jantaram juntos em Brasília.
O deputado federal Mário Frias (PL-SP) afirmou que a operação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca em sua residência nesta quinta-feira (10) seria uma “cortina de fumaça”. Em vídeo publicado após a ação, o parlamentar negou irregularidades, disse que pretende colaborar com as investigações e declarou acreditar que o caso será arquivado.
Segundo Frias, os agentes apreenderam um celular, documentos e um computador durante as buscas. A investigação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), apura possíveis irregularidades relacionadas a recursos de emendas parlamentares.
O deputado afirmou que o caso envolve R$ 2 milhões destinados por ele a dois projetos do Instituto Conhecer Brasil (ICB), sendo um voltado ao esporte e outro ao letramento digital de crianças e adolescentes. “Emenda parlamentar não é dinheiro que passa pela mão do deputado. Ela vai do Tesouro para o órgão executor, que aprova um plano de trabalho previamente e fiscaliza prestação de contas”, declarou Frias.
A apuração também identificou transferências feitas pelo parlamentar à Go Up Entertainment, produtora do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com o relatório da PF, Frias repassou R$ 645,4 mil à empresa em menos de dois meses.
Os investigadores questionaram a origem dos recursos utilizados nas transferências, considerando que os rendimentos mensais declarados pelo deputado são de R$ 44.008,52. No pronunciamento após a operação, Frias não respondeu especificamente ao apontamento sobre o lastro financeiro dos valores enviados à produtora.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, cancelou, nesta quinta-feira (10), a segunda sessão seguida do plenário, em meio à maior crise da história recente da corte. Com isso, o tribunal não realizou nenhuma sessão ordinária nesta semana, já que a Segunda Turma também teve sua sessão cancelada na terça-feira (8).
Segundo auxiliares, Fachin foi aconselhado por pessoas próximas a evitar uma reunião presencial e pública dos ministros nesta quinta, data em que o colegiado debateria o relatório da Polícia Federal que aponta o ministro Alexandre de Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Fachin convocou uma sessão extraordinária para a próxima terça-feira (15), quando o plenário deve decidir sobre o documento da PF. O julgamento pode resultar na abertura de uma investigação contra Moraes ou na anulação do relatório, que mostra diálogos entre o ministro e Vorcaro.
De acordo com auxiliares do presidente da corte, ele avaliou que havia um risco real de a sessão desta quinta ser usada para antecipar debates já previstos para a próxima terça.
Um grupo de deputados, entre eles Capitão Alden, do PL da Bahia, protocolou requerimento na Câmara para pedir a convocação de uma sessão especial no plenário com o objetivo de ouvir esclarecimentos do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada.
O requerimento foi encaminhado ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que tem o poder de decidir se realizará a sessão no plenário, chamada de Comissão Geral. No requerimento, os deputados afirmam que a intenção é a de apurar circunstâncias de elaboração, autoria, supervisão e eventual utilização institucional ou processual de documentos de inteligência atribuídos à Polícia Federal, juntados em inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na justificativa da convocação, o deputado Capitão Alden e os demais que assinam o documento alegam a necessidade de esclarecimento público e institucional acerca dos relatórios atribuídos a unidades da Polícia Federal que teriam analisado atos, condutas e circunstâncias envolvendo altas autoridades da República.
Os deputados afirmam que os documentos, que se tornaram públicos por conta da guerra aberta entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, apresentam avaliações de cenário sem valor probatório, e teriam ingressado em procedimento judicial e sido utilizados como elementos para a adoção de providências de significativa repercussão institucional.
O texto do requerimento afirma também que a questão assumiria especial gravidade diante de decisão judicial segundo a qual o documento da PF seria apócrifo, sem timbre ou qualquer outro símbolo gráfico capaz de lhe empregar o mínimo grau de legitimidade e confiabilidade.
“A ausência, conforme apontada, de assinatura, numeração, data, identificação inequívoca da unidade produtora e de outros mecanismos ordinários de autenticação suscita questões objetivas e incontornáveis acerca da origem, integridade, rastreabilidade, autenticidade e responsabilidade funcional relacionada ao material”, dizem os parlamentares sobre os relatórios da Polícia Federal utilizados por Moraes para pedir abertura de investigação contra André Mendonça.
“Não se trata, portanto, de discutir apenas aspectos formais de documentos administrativos ou de inteligência. É necessário esclarecer se foram observados os limites jurídicos e técnicos que distinguem atividade de inteligência, produção de conhecimento e investigação criminal, bem como quais critérios foram empregados para coleta, tratamento, validação, classificação e difusão das informações”, diz o requerimento.
A Polícia Federal apreendeu sete armas de fogo do deputado federal Mario Frias (PL-SP) durante buscas realizadas em endereços do parlamentar em meio a operação relacionada ao financiamento do filme "Dark Horse". Também foram levados computador e celular que serão analisados pelos investigadores.
Segundo informações de Bruna Megale, no O Globo, as armas, que estavam registradas em nome de Frias, foram encontradas em outro endereço, diferente do declarado, e em situação irregular. A PF vai apurar o crime de posse ilegal de arma de fogo.
O deputado é um dos principais alvos da investigação, que apura um suposto desvio de emendas parlamentares para a realização da obra. Os agentes cumprem 49 mandados de busca e apreensão, determinados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O deputado destinou R$ 2 milhões em emendas em 2024 ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Gama, dona da produtora Go Up, responsável pelo filme.
A Operação Pelicot, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (10), cumpre um mandado de busca e apreensão contra um homem acusado de estupro de vulnerável e compartilhamento das imagens de abuso sexual. Segudo as investigações, o suspeito teria dopado a vítima para posterior registro, gravação e difusão de atos sexuais com ela praticados.
O caso foi descoberto em um município do Litoral Norte da Bahia. A localidade exata não foi divulgada. A investigação foi iniciada no primeiro semestre deste ano, após cooperação policial, decorrente de informação cedida pela (BKA) Federal Criminal Pollice Office da Alemanha, que teve acesso a imagens em rede de disseminação global das referidas ações.
A imagem que mostra a sedação de mulheres para vitimá-las sexualmente, foi transmitida em redes de abusadores. A equipe de investigação da PF identificou o homem que praticou, em tese, as condutas ilícitas, e apresentou o pedido para execução da busca e apreensão.
A ação tem como objetivando buscar elementos que possam corroborar à prática criminosa que se enquadra em prática de conjunção carnal ou ato libidinoso com pessoa que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (10), a Operação Tântalo para investigar supostas fraudes contra a Caixa Econômica Federal. A ação cumpriu um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão em Nova Viçosa, no Extremo Sul da Bahia.
Segundo a PF, o investigado é suspeito de usar a posição funcional que ocupa para realizar operações bancárias fraudulentas. A apuração envolve possíveis crimes contra a administração pública e a fé pública.
Entre as suspeitas estão a abertura irregular de contas, inserção de informações falsas em sistemas informatizados, contratação fraudulenta de operações de crédito e transferência indevida de recursos para benefício próprio. Os prejuízos investigados ultrapassam R$ 7,6 milhões.
Durante a operação, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais que serão submetidos a perícia. O objetivo é aprofundar a investigação e verificar a eventual participação de outras pessoas nos fatos.
A PF informou ainda que as diligências continuam para esclarecer a destinação dos valores supostamente desviados, identificar possíveis outros crimes relacionados e adotar medidas para recuperar os recursos e buscar o ressarcimento dos prejuízos.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (10), uma operação relacionada ao financiamento do filme "Dark Horse", que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo informações do blog da Andréia Sadi, no g1, estão sendo cumpridos mandados de busca contra Karina Gama, produtora do filme, e o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e outras 20 pessoas.
O caso está sob relatoria do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação sobre o financiamento do filme teve início na Polícia Civil de São Paulo (PC-SP).
As primeiras informações sobre o tema foram divulgadas em maio deste ano pelo site Intercept Brasil. Reportagens revelaram uma troca de mensagens e um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho de Jair Bolsonaro e candidato à Presidência, cobrava dinheiro do ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para um suposto financiamento do filme sobre o ex-presidente.
De acordo com a reportagem, Vorcaro pagou ao menos R$ 61 milhões em 2025 a um fundo financeiro dos Estados Unidos, que seria administrado por um advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), irmão de Flávio.
A ação desta quinta ocorre após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologar o acordo de delação premiada de Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como "Mineiro." Mineiro é dono da Entre Investimentos, a empresa que fez repasses para o filme "Dark Horse" sob ordens de Daniel Vorcaro.
A oposição no Congresso Nacional quer convocar o ministro da Justiça e Segurança Pública, o baiano Wellington César Lima e Silva, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que retornou ao cargo após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, para prestarem esclarecimentos sobre o relatório apócrifo que, segundo o ministro André Mendonça, teria monitorado as atividades dele próprio e do advogado-geral da União, Jorge Messias. Os requerimentos serão apresentados tanto na Câmara quanto no Senado.
Segundo o jornal O Globo, o deputado Rodrigo Valadares (PL-SE) propõe a criação de uma comissão geral no plenário da Câmara para ouvir os envolvidos, incluindo o diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada, que também foi alvo de afastamento cautelar determinado por Mendonça.
De acordo com o documento, o objetivo é discutir a origem do relatório, quem participou de sua elaboração, quais informações foram coletadas, com que finalidade, e se houve uso de agentes, sistemas, bancos de dados ou qualquer outra estrutura da PF.
Jorge Messias faz elogios e diz que decisão de Edson Fachin contribui para harmonia entre os poderes
O Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, divulgou nota nesta quarta-feira (9) em que elogia a decisão tomada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que reconduziu Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Fachin, entre outras medidas, cancelou decisão do ministro André Mendonça que afastou Rodrigues do posto.
Para Jorge Messias, o conjunto de decisões do ministro Edson Fachin contribuem para que a institucionalidade possa ser restaurada, após a escalada de uma crise que ganhou contornos graves desde que Mendonça levantou o sigilo de investigações contra o ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito sobre o Banco Master.
“A decisão restaura a ordem pública e administrativa e, sobretudo, reafirma a prerrogativa constitucional privativa do presidente da República para prover e desprover os cargos de direção da Polícia Federal”, diz a nota da AGU.
Jorge Messias também faz elogios diretos ao presidente do STF, a quem classifica como “reconhecidamente sóbrio e prudente”. Para o advogado-geral, a decisão desta tarde de quarta ajuda a fortalecer a confiança da sociedade no Poder Judiciário.
“A medida também milita em favor da harmonia entre os Poderes da República, ao reafirmar e respeitar as competências que a Constituição Federal atribui a cada um deles. Em última análise, contribui para a preservação da paz social e da estabilidade institucional”, colocou o advogado.
Messias ainda aproveita para rebater críticas e diz que, “ao contrário de narrativas plantadas na imprensa”, desde o primeiro momento, optou pelo diálogo institucional, pela prudência e pelo respeito às prerrogativas constitucionais dos Poderes da República, “atuando, como sempre o fez, nos limites das balizas de suas atribuições e em defesa dos interesses da União”.
Após o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), suspender nesta quarta-feira (9) a decisão do ministro André Mendonça, que havia determinado o afastamento cautelar do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para a próxima terça-feira uma sessão no plenário do tribunal para tratar do caso.
A análise no plenário permitirá que o conjunto dos ministros da Corte se debruce sobre as deliberações e os desdobramentos mais recentes relacionados ao procedimento.
Essa medida liminar encerra, de forma provisória, um dos capítulos de uma crise institucional no STF iniciada a partir de investigações relacionadas ao Banco Master e que passou a envolver os ministros André Mendonça, Alexandre de Moraes e Flávio Dino, além do presidente da Corte, Edson Fachin, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do advogado-geral da União, Jorge Messias.
Os superintendentes regionais da Polícia Federal divulgaram uma nota pública nesta quarta-feira (9), manifestando "integral apoio e solidariedade" ao diretor-geral da corporação, Andre Rodrigues, e ao diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. O documento é assinado pelos chefes das unidades da instituição nos 26 estados, incluindo a Bahia, e no Distrito Federal, que saíram em defesa da cúpula diante dos acontecimentos recentes e de seus reflexos para o órgão.
No texto, os delegados que comandam as regionais atestam a seriedade, o equilíbrio e o compromisso da atual gestão. Eles destacam que a trajetória do diretor-geral Andrei Rodrigues é pautada pelo respeito à Constituição e às leis, enquanto a atuação do diretor Leandro Almada é reconhecida pela dedicação e firmeza técnica na área de inteligência policial.
"Não é admissível que acusações desprovidas de fundamento sejam utilizadas para atingir a honra de seus dirigentes e, por consequência, a própria credibilidade da Polícia Federal. Divergências institucionais devem ser enfrentadas nos limites da Constituição, das leis e do respeito às atribuições de cada órgão, jamais mediante iniciativas que possam comprometer a independência e o regular funcionamento de uma instituição essencial ao Estado Democrático de Direito", argumenta.
A manifestação enfatiza que a Polícia Federal é uma instituição permanente de Estado. Nesse sentido, os superintendentes afirmam que a atuação do órgão não pode ser subordinada a interesses circunstanciais nem constrangida por disputas ou narrativas de natureza político-eleitoral.
Por fim, os superintendentes regionais reafirmam sua unidade em defesa da Polícia Federal e manifestam confiança na condução do órgão pelo diretor-geral, destacando o restabelecimento das condições necessárias para o pleno exercício das atribuições da instituição.
Confira o texto da manifestação na íntegra:
"Os(as) Superintendentes Regionais da Polícia Federal vêm a público manifestar integral apoio e solidariedade ao Diretor-Geral da Polícia Federal, Delegado de Polícia Federal Andrei Augusto Passos Rodrigues, e ao Diretor de Inteligência Policial, Delegado de Polícia Federal Leandro Almada da Costa, diante dos acontecimentos recentes e de seus graves reflexos para a Instituição.
À frente das unidades da Polícia Federal nos 26 Estados e no Distrito Federal, acompanhamos diariamente o trabalho desenvolvido pela Instituição e somos testemunhas da seriedade, do equilíbrio e do compromisso com que a atual gestão tem conduzido a Polícia Federal.
O Diretor-Geral Andrei Rodrigues construiu sua trajetória profissional pautado pela defesa da Instituição, pela atuação técnica e pelo respeito à Constituição e às leis. Da mesma forma, o Diretor Leandro Almada possui reconhecida história de dedicação à Polícia Federal e de atuação firme e profissional na área de inteligência policial. Ambos contam com nosso respeito, confiança e irrestrita solidariedade.
A Polícia Federal é uma instituição permanente de Estado. Sua atuação não pode estar subordinada a interesses circunstanciais, tampouco ser constrangida por disputas ou narrativas de natureza político-eleitoral. Qualquer tentativa de interferência externa que comprometa sua autonomia, deslegitime a atuação de seus dirigentes ou prejudique o regular desenvolvimento de suas atribuições institucionais deve ser firmemente repelida.
Não é admissível que acusações desprovidas de fundamento sejam utilizadas para atingir a honra de seus dirigentes e, por consequência, a própria credibilidade da Polícia Federal. Divergências institucionais devem ser enfrentadas nos limites da Constituição, das leis e do respeito às atribuições de cada órgão, jamais mediante iniciativas que possam comprometer a independência e o regular funcionamento de uma instituição essencial ao Estado Democrático de Direito.
Neste momento, os(as) Superintendentes Regionais subscritores reafirmam sua unidade em defesa da Polícia Federal, de sua autonomia e de seus dirigentes, reconhecendo em Andrei Rodrigues e Leandro Almada profissionais que honram a história e os valores da Instituição.
Nosso apoio é inequívoco. Nossa defesa da Polícia Federal, inegociável.
Portanto, os(as) Superintendentes Regionais da Polícia Federal reafirmam sua confiança na condução institucional pelo Diretor-Geral Andrei Rodrigues e reconhecem o restabelecimento das condições necessárias ao pleno exercício das atribuições da instituição, contribuindo para a serenidade e a estabilidade do órgão", termina em nota.
Veja nota logo abaixo, obtida pelo BN:
O candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino que determinou a reintegração de Andrei Rodrigues à direção-geral da Polícia Federal (PF). A declaração foi feita nesta quarta-feira (9), após Dino derrubar a decisão proferida no dia anterior pelo ministro André Mendonça, em mais um capítulo da crise institucional na Corte.
Em manifestação sobre o caso, Zema protestou contra a recondução do delegado ao cargo. “Este é o Brasil dos intocáveis”, afirma o candidato. “Andrei volta ao cargo um dia depois de ser afastado por indícios mais que suficientes de envolvimento com Vorcaro”, acrescenta.
A determinação de Flávio Dino garantiu o retorno dos delegados Andrei Rodrigues e Leandro Almada aos cargos de diretor-geral e diretor de Inteligência Policial da PF, respectivamente. A decisão também foi mal vista pela AGU e pelo executivo, quando André Mendonça havia sido embasada em um pedido formulado pelo Partido Novo, que solicitava o afastamento e a prisão de Andrei.
O senador Carlos Viana (PSD-MG) anunciou em suas redes sociais que irá protocolar, nesta quarta-feira (9), um pedido de impeachment do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Viana, que foi presidente da CPMI do INSS, considera que o ministro incorreu em crime de responsabilidade, após decidir, monocraticamente, reintegrar Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal.
Viana questionou o fato de Dino ter determinado individualmente a reintegração da cúpula da Polícia Federal após a decisão do ministro André Mendonça pelo afastamento dos dois integrantes.
“Estou entrando com pedido de impeachment do ministro Flávio Dino. Uma decisão individual, proferida em outro processo, determinou a reintegração da cúpula da Polícia Federal depois de três ministros da Segunda Turma terem acompanhado o afastamento”, afirmou.
A decisão de Mendonça havia sido acompanhada por três ministros da Segunda Turma do STF. O julgamento, porém, foi interrompido após pedido de vista de Gilmar Mendes.
Nas redes sociais, o senador Carlos Viana afirmou que o Senado precisa reagir à decisão e convocou outros parlamentares a pressionarem pela análise do caso.
“Não podemos continuar assistindo, em silêncio, a uma crise institucional dessa dimensão. Estou fazendo a minha parte. Agora preciso de vocês. O Senado precisa agir. Hoje”, declarou.
O parlamentar também cobrou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), reabra o plenário e coloque em votação pedidos de impeachment que se encontram paralisados. Carlos Viana fez um apelo para que os senadores se dirijam a Brasília para cobrar de Alcolumbre a realização da sessão e a abertura de um processo de impeachment.
“Isso precisa ser enfrentado pelo Senado. E eu preciso do apoio do Brasil e dos meus colegas senadores. Cobre o senador do seu estado. Venham para Brasília”, disse.
Além de exigir a abertura do processo de impeachment, Carlos Viana vem cobrando a retomada das reuniões do Conselho de Ética do Senado. O colegiado não se reúne desde julho de 2024. O senador representou contra o presidente do Senado, e quer aprovar no Conselho o afastamento de Alcolumbre.
O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que o deputado estadual Leandro de Jesus (PL) preste depoimento à Polícia Federal após o arquivamento da notícia-crime apresentada pelo parlamentar, por falta de indícios mínimos de crime.
O relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, entendeu que a conduta de Leandro de Jesus corresponde, em tese, ao delito de comunicação falsa de crime ou de contravenção. Segundo documento acessado pelo Bahia Notícias, a representação apresentada pelo deputado estadual não trouxe elementos, provas ou indícios mínimos da prática de ilícito penal pelas autoridades acusadas.
Diante da ausência de fundamento para a acusação, o ministro relator entendeu que a conduta de Leandro de Jesus se enquadra, em tese, no crime de comunicação falsa de crime ou de contravenção. Por conta disso, o magistrado determinou o encaminhamento dos autos à Polícia Federal para a oitiva do deputado, no prazo de 15 dias. Após a realização do depoimento e o retorno dos autos pela PF, o processo será encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR).
Leandro de Jesus acusou o ministro Flávio Dino e o ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Marco Edson Gonçalves Dias, da suposta prática do crime de omissão imprópria. Contra Flávio Dino, o deputado argumentou que o ministro teve conhecimento prévio dos riscos das manifestações de 8 de janeiro de 2023 e que sua obrigação legal era tomar as medidas cabíveis para impedir lesões à democracia e ao patrimônio público, por ser o responsável direto pela segurança nacional.
Contra Marco Edson Gonçalves Dias, o parlamentar alegou que, com base em imagens divulgadas pela imprensa, o ex-ministro do GSI estava presente durante as manifestações, mas não adotou medidas para conter os ataques, apresentando um comportamento que aparentava orientar amistosamente os ocupantes.
Após decisão do ministro Flávio Dino, que determinou, na manhã desta quarta-feira (9), a reintegração do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa, os candidatos a presidência da República, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, utilizaram as redes sociais para se manifestar sobre o ocorrido.
Nesta terça-feira (8), o ministro André Mendonça havia afastado preventivamente Rodrigues e o diretor de Inteligência da Corporação, Leandro Almada por xxx. Contudo, a decisão de Dino atendeu a um pedido do diretor-geral da PF e apontou a ilegitimidade do Partido Novo em pedir o afastamento dos servidores.
Confira o que disseram os presidenciáveis:
O Brasil está sem presidente, virou várzea.
Ministro Fachin tem que resolver isso, IMEDIATAMENTE, em sessão pública.
Não é sobre esquerda ou direita, é sobre resgatar o Brasil do cativeiro. pic.twitter.com/TLXdZdad5e— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) September 9, 2026
Ministros do Supremo passaram de todos os limites, mas a postura de Flávio Dino supera qualquer patamar. Virou imperador do Brasil e implodiu a segurança jurídica.
— Ronaldo Caiado (@ronaldocaiado) September 9, 2026
Ditadura da Toga, não!
Esse é o Brasil dos intocáveis.
— Romeu Zema (@RomeuZema) September 9, 2026
Andrei volta ao cargo um dia depois de ser afastado por indícios mais que suficientes de envolvimento com Vorcaro.
Nós do Partido Novo que pedimos a PRISÃO desse sujeito, e não iremos recuar.
Reitero também meu apoio ao ministro André Mendonça.… pic.twitter.com/t6Z80iLbL3
A Advocacia-Geral da União (AGU) pretende insistir com recurso no Supremo Tribunal Federal mesmo após o ministro Flávio Dino reintegrar o delegado Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira (9). O recurso da AGU enviado ao gabinete do presidente do STF, Edson Fachin, solicitava explicações do ministro André Mendonça sobre a decisão de afastar o servidor.
Segundo informações do colunista Igor Gadelha, do jornal Metrópoles, o órgão vai insistir com seu recurso, ainda que a decisão de Dino atenda ao mesmo fim. O argumento é de que os argumentos do recurso são “sólidos” e que cabe a Fachin tomar uma decisão.
Ainda nesta terça-feira (8), Edson Fachin deu prazo de 72 horas para André Mendonça se manifestar sobre o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para suspender o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.
O pedido, assinado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e por outros membros da direção da AGU, sustenta que a medida gera "grave lesão à ordem pública e administrativa."
Fontes ligadas à AGU destacam que a aposta é de que o presidente do Supremo deve suspender todas as decisões, tanto a de Mendonça quanto a de Dino, até que o próprio Fachin tome uma decisão.
Em decisão que determinou a reintegração do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino cita que o Partido Novo, que protocolou o pedido de afastamento do servidor, não possui legitimidade legal para solicitar medidas cautelares de natureza pessoal no âmbito do processo penal. O pedido do Novo foi acatado pelo ministro André Mendonça nesta treça-feira (8).
Na decisão desta quarta-feira (9), o ministro atende a um requerimento incidental formulado por Andrei Rodrigues e diz que, de acordo com o Código de Processo Penal (CPP), a prerrogativa de solicitação de medidas cautelares cabe à autoridade policial e ao Ministério Público.
Segundo informações do g1, na peça jurídica dirigida ao Presidente da República, Flávio Dino garantiu o restabelecimento integral das funções dos delegados, Andrei Passos Rodrigues e Leandro Almada da Costa, e determinou ainda que os dois oficiais fiquem protegidos contra novas medidas cautelares motivadas pelo regular cumprimento de ordens judiciais.
O ministro fundamentou ainda que a decisão de Mendonça, que previa a paralisação das ações da Diretoria de Inteligência da PF, comprometeria centenas de investigações urgentes. Além disso, Dino observou que a conduta do Diretor-Geral restringiu-se ao cumprimento de ordens judiciais emanadas pelo ministro Alexandre de Moraes.
Em seu entendimento, para além das normas do CPP, o pedido do Partido Novo seria “inapropriado” considerando se tratar de uma agremiação partidária que possui candidatura própria à Presidência da República durante o período eleitoral em vigor.
"Os partidos políticos não são partes no processo penal, submetido aos trilhos da legalidade estrita [...]. É inequívoca a ilegitimidade ativa do Partido Novo para requerer a medida cautelar", afirmou o ministro na decisão.
Ainda na decisão desta quarta, Dino relembrou que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, já havia instaurado a PET 16.704 para submeter ao Plenário da Corte a análise sobre os relatórios de inteligência da corporação.
O ministro cita que, por figurar como interessado no procedimento do presidente do STF, o ministro André Mendonça não poderia decidir monocraticamente sobre a matéria.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, deu prazo de 72 horas para André Mendonça se manifestar sobre o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para suspender o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. A solicitação foi apresentada nesta terça-feira (8) pelo advogado-geral da União, Jorge Messias.
A AGU sustenta que a decisão individual de Mendonça provoca “grave lesão à ordem pública e administrativa”. O órgão também argumenta que o afastamento interfere em uma atribuição exclusiva do presidente da República: a escolha, nomeação e exoneração do diretor-geral da PF. Segundo o orgão, a interrupção repentina da gestão pode comprometer as atividades de polícia judiciária e provocar “risco de desorganização institucional”.
O órgão pediu uma liminar para suspender imediatamente o afastamento dos dirigentes da corporação e, posteriormente, confirmar a medida até que o caso seja analisado de forma definitiva pelo órgão competente. O afastamento de Rodrigues e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada da Costa, foi determinado por Mendonça em meio à investigação sobre a produção de relatórios de inteligência que teriam monitorado o próprio ministro e Jorge Messias.
A decisão também determinou a abertura de procedimentos criminais e administrativos na Corregedoria da PF para apurar a produção desses documentos, além da suspensão de relatórios de inteligência destinados a analisar a atuação funcional de magistrados, integrantes da advocacia pública ou da polícia judiciária.
O caso está sob análise da Segunda Turma do STF. O colegiado havia iniciado o julgamento da decisão de Mendonça, mas a análise foi interrompida após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Enquanto o julgamento não é concluído, a decisão individual de Mendonça permanece em vigor e mantém Rodrigues afastado.
A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) defendeu que o tema seja levado ao Plenário do Supremo. Diretores da PF também manifestaram “total apoio” a Rodrigues e colocaram os cargos à disposição de William Marcel Murad, que assumiu interinamente a direção da corporação.
A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou nesta terça-feira (8), em caráter de urgência, que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, suspenda liminarmente a decisão do ministro André Mendonça que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.
O pedido, assinado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e por outros membros da direção da AGU, sustenta que a medida gera "grave lesão à ordem pública e administrativa". Segundo informações da Folha de S. Paulo, o advogado-geral esteve reunido com Fachin antes de apresentar formalmente o requerimento à Corte.
No documento, a AGU argumenta que o afastamento cautelar "viola frontalmente a prerrogativa constitucional privativa do Presidente da República para prover e desprover cargos de direção da Polícia Federal".
O órgão destaca ainda que a "descontinuidade abrupta" no comando da instituição compromete o fluxo regular das atividades de polícia judiciária e acarreta riscos de desorganização institucional. E o presidente Lula da Silva deverá recorrer sobre a decisão.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista nesta terça-feira (8) e suspendeu o julgamento sobre o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, determinado pelo ministro André Mendonça. A manifestação consta em documento obtido pelo Bahia Notícias.
Gilmar apresentou três motivos para interromper a análise. O primeiro foi o tempo reduzido entre a inclusão do processo na pauta e o início da sessão virtual. Segundo o ministro, o caso entrou na pauta menos de uma hora antes do julgamento, impedindo o exame integral dos autos. “Essa circunstância impediu o exame da integralidade dos autos e da decisão submetida a referendo”, afirmou Gilmar, ao destacar a gravidade de uma medida cautelar que afasta das funções o chefe da Polícia Federal.
O segundo questionamento envolve a origem do pedido de afastamento. O ministro apontou que a medida foi determinada a partir de uma solicitação de partido político e afirmou haver “aparente contrariedade” ao Código de Processo Penal e ao Regimento Interno do STF. Gilmar também colocou em dúvida a competência da Segunda Turma para analisar o caso.
Na avaliação dele, há elementos que indicam que a questão deveria ser examinada pelo Plenário, especialmente diante da possibilidade de atos atribuídos a integrante do STF estarem relacionados à apuração. O ministro destacou ainda que o próprio André Mendonça havia registrado, em decisão de 1º de setembro, que a matéria deveria ser analisada pelo Plenário, em sessão presencial e pública.
Gilmar também citou um procedimento aberto na Presidência do STF para examinar os pontos relacionados ao caso. Outro argumento apresentado diz respeito aos possíveis efeitos da decisão sobre o cenário político-eleitoral. Gilmar citou precedente do Supremo que considera inconstitucionais decisões judiciais capazes de provocar desequilíbrio na disputa entre partidos e candidatos.
“Diante de elementos que apontam para a incompetência da Segunda Turma e do risco de decisões conflitantes sobre uma mesma matéria, pedi vista do processo para melhor exame dos autos”, concluiu o ministro.
Com o pedido de vista, o julgamento do afastamento pela Segunda Turma fica interrompido. Gilmar afirmou que a medida permitirá uma análise mais aprofundada dos autos diante dos questionamentos sobre competência e do risco de decisões conflitantes.
A jornalista Renata Varandas, namorada do diretor-geral afastado da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, representou o grupo Ambipar em quatro agendas com autoridades do governo federal ao longo de 2026. A empresa é alvo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da própria PF no âmbito da Operação Compliance Zero.
Segundo o portal Poder360, registros oficiais da Controladoria-Geral da União (CGU) mostram que Varandas foi identificada como diretora de relações governamentais da companhia em três das quatro ocasiões. No quarto encontro registrado, ela apareceu apenas como representante da organização.
Os fatos vieram à tona depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou, nesta terça-feira (8), o afastamento do chefe da PF. A medida judicial busca garantir o trabalho da Advocacia-Geral da União (AGU), da PF e do próprio STF "sem constrangimentos legais." O documento não faz qualquer menção à companheira de Andrei Rodrigues.
De acordo com a apuração, o primeiro compromisso de Varandas ocorreu em 25 de fevereiro deste ano, com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, para tratar de planos de prevenção a derramamentos de óleo. Em 17 de março, a jornalista discutiu o mesmo tema com o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho.
Já em 8 de maio, ela se reuniu com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e com executivos estrangeiros da PowerChina para uma apresentação. Participaram do encontro o CEO da empresa, Tharcizio Calderaro, e o vice-presidente da companhia, Zhang Hao.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, avalia retirar do ministro André Mendonça a relatoria das investigações que envolvem o Banco Master e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida em estudo prevê a transferência temporária dos casos para a presidência da Corte, com o objetivo de desacelerar o conflito institucional entre integrantes do tribunal.
Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, Fachin reuniu seus auxiliares mais próximos no domingo (6) para alinhar a condução desse cenário inédito. A avaliação de interlocutores é de que a centralização dos processos na presidência é necessária para conter os ânimos e reduzir o poder de ataque entre as alas do tribunal que apoiam Mendonça e Alexandre de Moraes.
A articulação da presidência teve início antes de Mendonça determinar, nesta terça-feira (8), o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A ordem do relator foi submetida a julgamento na Segunda Turma do STF e chegou a formar maioria para ser mantida, mas a análise foi suspensa após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
Em reação à decisão de Mendonça, diretores da Polícia Federal puseram seus cargos à disposição. O desgaste entre os ministros tornou-se público após Mendonça derrubar o sigilo de mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, endereçadas a Moraes dias antes de sua prisão, em novembro de 2025.
Em resposta, Moraes abriu apuração contra Mendonça com base em relatório interno da PF. A investigação de Moraes contra o colega, contudo, foi retirada do inquérito das fake news por determinação do próprio Fachin.
O presidente do STF demonstrou insatisfação com os métodos adotados por ambos os colegas e cobrou informações formais em até cinco dias de Mendonça, Moraes, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de Andrei Rodrigues sobre as circunstâncias dos relatórios produzidos.
Em declaração recente, Fachin afirmou que a resposta da instituição será "firme, proporcional e rigorosa", destacando como metas prioritárias de sua gestão a aprovação de um código de ética no tribunal, o encerramento do inquérito das fake news .
O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), elogiou a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada.
Caiado classificou a decisão como "firme e corajosa" e defendeu que as instituições atuem sem "politização." Em publicação nas redes sociais, o presidenciável escreveu: "Mais uma decisão firme e corajosa do ministro André Mendonça. Quem me conhece sabe que sempre defendi lei e ordem caminhando juntas, sem espaço para politização."
A decisão de Mendonça colocou o ministro no centro de uma das mais recentes crises envolvendo o STF e a Polícia Federal. Ele determinou o afastamento de Andrei Rodrigues e de Leandro Almada depois de apontar indícios de que a estrutura de inteligência da PF teria produzido relatórios para monitorar o próprio ministro e também o advogado-geral da União, Jorge Messias.
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) defendeu, nesta terça-feira (8), o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, alvo da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que apontou o monitoramento ilegal de suas atividades. Flávio afirmou que um "grupo especial de Lula" dentro da corporação foi "desmascarado oficialmente."
A manifestação foi acompanhada por uma ofensiva de integrantes da campanha e de aliados do presidenciável em defesa do ministro André Mendonça e contra a cúpula da PF, o ministro Alexandre de Moraes e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Chefe da PF, companheiro, camarada, amigo, irmão, brother, cupincha, parça, aliado, preposto, indicado, pau-mandado de Lula, acusado de liderar investigações clandestinas contra um ministro do STF. Grupo especial de Lula na Polícia Federal desmascarado oficialmente. Que a honrosa e gloriosa Polícia Federal volte a ter autonomia para ir atrás de bandidos, e não de adversários políticos de Lula", declarou Flávio.
No entorno do candidato do PL, a decisão é tratada como um reforço ao discurso adotado nos últimos dias, de que a cúpula da PF teria atuado politicamente em meio à crise que colocou Mendonça e Moraes em lados opostos. Aliados também passaram a usar o episódio para intensificar as cobranças contra Moraes e atribuir a Lula a responsabilidade pela permanência de Andrei Rodrigues no comando da corporação.
Os 11 diretores da Polícia Federal (PF) colocaram seus cargos à disposição nesta terça-feira (8), após o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, ser afastado da função por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.
Em nota conjunta, os integrantes da cúpula da PF manifestaram "total apoio" a Andrei e ao diretor de Inteligência, Leandro Almada, que também foi alvo da determinação de afastamento. Os diretores repudiaram o que classificaram como "injustificados ataques" contra a instituição.
No documento, eles defendem a trajetória de Andrei e afirmam que ele tem atuação "técnica, isenta e responsável."
"Narrativas marcadamente influenciadas por interesses político-eleitorais não têm o poder de apagar a história, a reputação e a trajetória profissional de quem quer que seja", diz a nota.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, comparou os supostos relatórios sigilosos do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, à distopia “1984”, que faz alegoria a vigilância de governos totalitários. Na peça jurídica, obtida pelo Bahia Notícias nesta terça-feira (8), o ministro fala ainda de “constrangimento ilegal” provocado pelos relatórios e vazamentos de informações.
A referência de Mendonça é introduzida no 5º capítulo da peça, onde ele destaca a “necessidade urgente de adoção de providências voltadas à imediata proteção das garantias constitucionais da Magistratura, da Advocacia-Pública e da atividade policial”.
Segundo ele, o quadro apresentado “mais se assemelha ao cenário concebido por George Orwell em sua célebre distopia, intitulada ‘1984’” e deve ser considerado como “de extrema gravidade”.
Mendonça determinou, nesta terça-feira (8), o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa, e convocou uma sessão virtual extraordinária da Segunda Turma do STF para referendar a decisão ainda nesta terça.
O julgamento do afastamento se baseia nos seguintes pontos: “[a] a produção dos ‘relatórios de inteligência’ em questão, [b] o fato de sobre eles ter sido dada ciência prévia ao Ministro Alexandre de Moraes e [c] a posterior divulgação desses ‘documentos’”, que segundo o magistrado “revelam fatos de extrema gravidade, com repercussões não apenas no plano institucional, mas também quanto à segurança e integridade pessoal de integrante deste Supremo Tribunal Federal, além de outras autoridades públicas”.
No documento, o ministro diz que ele próprio vinha sendo submetido a um monitoramento ilícito e sistemático por parte da inteligência policial há mais de 30 dias. Além disso, o Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, também é citado como um dos alvos de monitoramento e de "coleta dirigida" de informações.
Sobre isso, ele diz que o afastamento busca “garantir que (i) os membros da magistratura em geral e os Ministros deste Supremo Tribunal Federal emparticular, bem como (ii) os membros da Advocacia Pública e (iii) os integrantes das carreiras policiais que compõem a Polícia Federal tenham preservadas as condições institucionais para exercer suas atribuições sem constrangimentos ilegais, bem como a fim de preservar se a sua segurança e integridade pessoal”.
André Mendonça determina ainda a abertura imediata de procedimentos investigatórios criminais e administrativo-disciplinares na Corregedoria da PF.
No julgamento virtual aberto às 10h, os ministros Luiz Fux e Nunes Marques já declararam voto a favor do relator, formando maioria no colegiado. O presidente do STF, Gilmar Mendes, por sua vez, pediu vistas e suspendeu o resultado do julgamento. As vistas prolongam a análise do tema por até 90 dias. O ministro Dias Toffoli não se manifestou.
O QUE DISSE ORWEEL?
Na sociedade distópica retratada por Geoge Orwell em “1984”, livro publicado originalmente em 1949, o governo exerce controle sobre os aspectos da vida da população por meio de uma vigilância constante e os cidadãos são submetidos à propaganda oficial, à manipulação de informações e à repressão de pensamentos ou ideologias considerados contrários ao regime.
A história acompanha a vida de Winston Smith, funcionário do Ministério da Verdade, órgão responsável por alterar registros históricos e informações de acordo com os interesses do governo da Oceania, que representa um Estado totalitário regido pelo “Partido”.
A história é famosa por popularizar o “Grande Irmão”, que é símbolo dessa vigilância constante e inspirou a criação do reality show “Big Brother”.
Gilmar Mendes pede vista, Fux e Marques foram maioria na 2ª turma para suspensão de Andrei Rodrigues
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, pediu vista do julgamento virtual que iria avaliar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, após pedido do ministro André Mendonça, nesta terça-feira (8). O julgamento virtual foi aberto às 10h na Segunda Turma da Suprema Corte, composta por André Mendonça, Luiz Fux, Nunes Marques, Gilmar Mendes e Dias Toffoli.
No registro virtual, os ministros Luiz Fux e Nunes Marques já declararam voto a favor do relator, formando maioria no colegiado. O presidente do STF, Gilmar Mendes, por sua vez, pediu vista e suspendeu o resultado do julgamento. A vista prolonga a análise do tema por até 90 dias. O ministro Dias Toffoli não se manifestou.
A decisão de Mendonça pede o afastamento de Rodrigues sob acusação de que o diretor da PF teria encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, ao menos seis "relatórios de inteligência" produzidos de forma sigilosa entre 3 e 31 de agosto de 2026, no âmbito do Inquérito das Fake News.
Mendonça diz que ele próprio vinha sendo submetido a um monitoramento ilícito e sistemático por parte da inteligência policial há mais de 30 dias. Além disso, o Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, também é citado como um dos alvos de monitoramento e de "coleta dirigida" de informações.
O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça determinou, nesta terça-feira (8), o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. No documento oficial, o relator do caso do INSS e Banco Master detalha que Rodrigues teria encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, ao menos seis "relatórios de inteligência" produzidos de forma sigilosa entre 3 e 31 de agosto de 2026, no âmbito do Inquérito das Fake News.
A decisão de André Mendonça também afastou o diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa e determina ainda a abertura imediata de procedimentos investigatórios criminais e administrativo-disciplinares na Corregedoria da PF.
Segundo o g1, no documento da decisão, Mendonça diz que ele próprio vinha sendo submetido a um monitoramento ilícito e sistemático por parte da inteligência policial há mais de 30 dias. Além disso, o Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, também é citado como um dos alvos de monitoramento e de "coleta dirigida" de informações.
Os relatórios que citam Messias elucubravam que a atuação da AGU em não recorrer de decisões judiciais nas operações "Sem Desconto" e "Compliance Zero" visava preservar “relação política com o relator”. O documento da PF classificava a confiança daquela análise de cenário como "baixa", mas justificava que o caso "autoriza monitoramento e coleta dirigida."
O relatório indica ainda que a conduta do Advogado-Geral da União e do relator de não acatar solicitações da PF poderia ser explicada pelo fato de possuírem "matriz religiosa comum" e terem tido apoio de igrejas evangélicas em suas candidaturas ao STF. Sobre essa acusação, Mendonça a descreveu como "surreal" e "abjeta."
André Mendonça registrou que os documentos eram apócrifos, não tinham timbre, brasão, assinatura ou numeração, o que os tornava um "nada jurídico" que descumpria a Doutrina Nacional de Inteligência de Segurança Pública (DNISP).
O ministro solicitou a convocação de uma sessão virtual extraordinária da Segunda Turma do STF para referendar a decisão ainda nesta terça. As informações são do g1.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Eduardo Girão
“O Senado está totalmente prostrado. A gente vê uma comissão de ética que não foi instalada na legislatura do Davi Alcolumbre. A condução dele como presidente é uma tragédia anunciada, tanto é que eu votei contra ele. Não apenas isso, eu fui candidato contra ele até o final. Eu fico extremamente preocupado quando vejo o PL, por exemplo, que é um partido grande da oposição, apoiar o Alcolumbre e votar nele. Com a exceção do senador Marcos Pontes que se rebelou contra o próprio partido e foi até o final também. Eu tive quatro votos, o astronauta Marcos Pontes teve quatro votos, e o Davi nadou de braçada".
Disse o senador Eduardo Girão (Novo) ao fazer uma série de críticas à gestão do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União). Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (14), o candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema disse que a Comissão de Ética do Senado não tem funcionado e acusou Alcolumbre de engavetar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).