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Artigos

Iône Ramos
O simples privilégio de saber ler e escrever
Foto: Divulgação

O simples privilégio de saber ler e escrever

No Brasil da década de 1950, mais da metade da população com 15 anos ou mais eram analfabetos. O acesso às letras era um privilégio restrito a poucos, limitando a cidadania de milhões de brasileiros.

Multimídia

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes
Durante entrevista ao podcast Projeto Prisma, do projeto Vota BN, nesta segunda-feira (24), o senador Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que o Senado Federal não pode atuar como um "puxadinho" do Poder Executivo e declarou que não pretende exercer um mandato "chapa-branca" para o governo de plantão.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

professora delliana ricelli

Delliana Ricelli chama aprovação automática nas escolas da Bahia de “uma das coisas mais odiosas”
Fotos: Eduarda Pinto / Bahia Notícias / Ascom da GovBA

A candidata ao Senado Federal pela Bahia, Professora Delliana Ricelli (PSOL), fez duras críticas à política de aprovação automática praticada na rede estadual de ensino durante entrevista ao Projeto Prisma nesta segunda-feira (17). A postulante de esquerda criticou a gestão da educação do governo Jerônimo Rodrigues (PT) e classificou a medida como uma das práticas mais “odiosas” no ambiente escolar. A educadora defendeu uma reformulação no ensino da Bahia.

 

“Os governos ainda não entenderam que não é criminalizar os professores. O Ideb mede a escola e mede o governo. Essa aprovação automática que tem sido promovida pelo governo tem sido uma das coisas mais odiosas que tenho enfrentado nas escolas. O aluno avança de série e não tem o conhecimento necessário para entrar no mercado de trabalho ou entrar na universidade”, dispara a candidata.

 

Delliana Ricelli relembrou que os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025 — nos quais a rede pública não atingiu nenhuma das metas nacionais nas três etapas de ensino — evidenciam, segundo ela, a disfunção do estado na garantia do aprendizado.

 

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Para a candidata, a ampliação do tempo de permanência na escola é uma etapa fundamental, mas exige, prioritariamente, a valorização e a adequação das condições de trabalho dos professores da rede pública.

 

“Eu penso que a gente precisa de fato garantir o tempo na escola após um debate da valorização do professor. Na Bahia, tivemos aumento de um pouco mais de 5% no salário, mas o Planserv aumentou mais de 30%. Foi diluído o aumento dos professores”, pontua.

 

Durante a entrevista, a representante do PSOL ressaltou a dimensão transformadora da educação pública e defendeu que o espaço escolar deve ser um ponto de convergência para diferentes classes e ideias sociais.

 

“A importância da educação é absoluta. Ela é uma forma de [mobilidade] social; foi através dela que saí da miserabilidade para ter uma vida decente. Ter acesso a coisas muito básicas, como comprar televisão ou reformar sua casa, é a educação que garante”, argumenta.

 

Delliana concluiu defendendo a implantação de parâmetros claros de avaliação do ensino e maior atenção aos profissionais sobrecarregados e aos estudantes atípicos no estado. “Como vamos resolver os problemas da Bahia sem projetos na educação? Queremos um projeto que crie uma régua — não que seja igual, porque as realidades são diferentes —, mas precisamos de uma coisa clara que meça a educação. Perceber que nós, professores e profissionais da educação, estamos sobrecarregados e que a pauta dos alunos atípicos é importante”, finaliza.


Confira a sabatina completa:

Professora Delliana Ricelli critica desinformação e “criminalização” da esquerda na política
Fotos: Eduarda Pinto / Ronne Oliveira / Bahia Notícias

A candidata ao Senado pela Bahia Professora Delliana Ricelli (PSol) afirmou que setores políticos podem atuar para dificultar sua eleição e criticou o que classificou como desinformação e “criminalização” da esquerda durante o processo eleitoral. Segundo Delliana, discursos contrários ao PSol muitas vezes são baseados em informações que, na avaliação dela, não correspondem às propostas defendidas pela legenda. A declaração foi cedida ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias (BN), nesta segunda-feira (17), 

 

Ela citou como exemplo a afirmação de que a esquerda teria intenção de fechar igrejas. A candidata também defendeu que o partido mantenha suas posições durante o período eleitoral, sem alterar o discurso para conquistar votos. “A gente continua falando a verdade, aquilo que a gente defende durante todos os períodos”, afirmou.

 

Entre as pautas mencionadas estão políticas voltadas à população do campo, pessoas sem-terra, quilombolas e indígenas. Delliana também defendeu uma revisão da política de distribuição de terras no país, com críticas ao modelo que, segundo ela, teria favorecido a concentração fundiária e o monocultivo.

 

Durante a fala, a candidata afirmou ainda que seu eventual mandato seria voltado principalmente à parcela da população que considera estar à margem das decisões políticas. “O Brasil é um país de todos nós, e ele deve servir a maior parte da população, a toda a população”, declarou.

 

ASSISTA O PROGRAMA COMPLETO:

Professora Delliana explica mudança do PSOL para 2026 e diz que “inimigo maior é a extrema-direita”
Fotos: Eduarda Pinto / Francis Juliano / Bahia Notícias

A candidata ao Senado Federal pela Bahia, Professora Delliana Ricelli (PSOL), falou sobre as mudanças de posicionamento do PSOL para as eleições de 2026 no cenário baiano e nacional. Durante a sabatina em entrevista ao Projeto Prisma nesta segunda-feira (17), a candidata deixou claro que o "inimigo é a extrema-direita", mas pontuou que não é possível deixar de enxergar as diferenças entre seus adversários na Bahia.

 

"Ao contrário da esquerda tradicional, que vive refém do processo eleitoral, então num cenário que a gente tivesse uma extrema-direita que não representasse 30% do eleitorado do Brasil, a gente não teria essa adesão a Lula. Mas a gente precisa, nosso inimigo maior é a extrema-direita, que vem o tempo inteiro tentando cassar os nossos direitos", afirmou Delliana.

 

Além disso, a postura marca uma mudança em relação ao pleito anterior na esfera estadual. Em 2022, o partido apoiou a candidatura de Jerônimo Rodrigues (PT) ao Palácio de Ondina. Contudo, para as eleições de 2026, o PSOL foca em seu próprio nome, lançando Ronaldo Mansur na disputa pelo governo do estado da Bahia.

 

"Nossos esforços estão voltados para Mansur [candidato do partido]." Alguns sinais e conselhos não foram seguidos, não teria por que agora a gente ter uma adesão à de Jerônimo Rodrigues (PT). Temos a compreensão clara de que ACM e Jerônimo não são farinha do mesmo saco, existem diferenças. Temos um muito ruim e outro que não é bom", explica a candidata.

 

Sobre o eixo federal, a postulante deixou clara a postura da legenda em relação ao Palácio do Planalto: o apoio ao quarto mandato presidencial de Lula da Silva (PT) se dá somente pelo fato de que a extrema-direita, representada pelo Partido Liberal (PL), segue firme nas pesquisas, tornando o candidato Lula o mais aceitável em um segundo turno.

 

"Nosso compromisso é apoiar a reeleição do presidente Lula, mas o fato de a gente apoiar não quer dizer que isso é um cheque em branco e que isso não será acompanhado e cobrado", complementa a candidata. 

 

Confira a entrevista completa logo abaixo: 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Tenho pra mim que os nepo babies parecem meio perdidos. Alguém precisa dar uma orientação pra eles. Tem até filho feio confundindo o próprio pai. Enquanto isso, o Cacique vai ter que lutar pra afastar a imagem de pé frio, e Zoião tenta convencer que é desenrolado. Mas quem tá passando uma mensagem meio confusa é o Rambo. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Tânia Scofield

Tânia Scofield
Foto: Thiago Tolentino / Antena 1 Salvador

"Na verdade, o que a gente encontra hoje na rua de Salvador é uma faixa de veículo assim, bem acima do necessário. Esse acima do necessário permite inclusive que um carro ultrapasse, porque às vezes tem 3 metros e meio, 3 metros, às vezes 4 metros".


Disse a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, durante entrevista nesta terça-feira (8) ao programa Bahia Notícias no Ar, ao comentar a preocupação de parte dos motoristas com a redução do espaço para os carros nas obras de requalificação da Avenida Lafayette Coutinho, popularmente como Avenida Contorno é uma "percepção um pouco equivocada".
 

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal Angelo Coronel (Republicanos) nesta segunda

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Senado e ao Governo do Estado.

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