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E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?
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ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”
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Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
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O governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) cobrou nesta quarta-feira (23) que o também candidato ao governo ACM Neto (União) peça à Justiça a abertura dos sigilos relacionados a investigações que citam o ex-prefeito de Salvador. O petista mencionou as operações Overclean e Compliance Zero ao defender que candidatos devem atuar com transparência durante a disputa eleitoral.
“Eu tenho o desejo que o meu opositor, ACM Neto, possa pedir à Justiça a abertura dos sigilos que dizem respeito a ele. [...] Se ele está dizendo que quer ser governador, se é candidato, tem que ser transparente. Eu espero que ACM Neto possa pedir à Justiça e dizer: abra as informações”, afirmou durante uma sabatina em uma emissora de televisão da capital baiana.
No caso do Banco Master, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de ACM Neto no âmbito da investigação. O ex-prefeito também é citado em uma proposta de delação apresentada por Daniel Vorcaro.
Jerônimo também citou a Operação Overclean durante a cobrança. De acordo com a Polícia Federal (PF), foram identificadas 232 chamadas entre ACM Neto e José Marcos de Moura, conhecido como Rei do Lixo, entre agosto e dezembro de 2024. A investigação apura suspeitas de fraudes em contratos públicos e desvios de recursos em municípios brasileiros.
A Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou o cancelamento de 16 precatórios do setor sucroalcooleiro que totalizam R$ 4,7 bilhões. A decisão do ministro Benedito Gonçalves também estabelece a devolução dos valores, com rendimentos, aos cofres públicos. A medida atende a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e envolve precatórios de usinas açucareiras que haviam vendido parte dos créditos ao Banco Master.
Os recursos estavam depositados em contas judiciais desde dezembro de 2023. Segundo a decisão, o tribunal responsável terá cinco dias para cancelar os precatórios e devolver os valores ao Tesouro Nacional. Até que a restituição seja concluída, ficam proibidos levantamentos, transferências, expedição de alvarás e pagamentos de honorários relacionados aos casos.
A AGU questionou a expedição dos precatórios antes da conclusão definitiva da ação em que as usinas buscavam executar os valores. No dia 10, a Justiça Federal já havia determinado o cancelamento, seguindo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). A presidência do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), porém, manteve os recursos bloqueados.
Diante disso, a AGU recorreu ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que o cancelamento fosse efetivado e os valores retornassem ao Tesouro. A decisão não alcança precatórios que o Banco Master transferiu à Entre Investimentos um mês antes de sua liquidação. A empresa integra a estrutura empresarial ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro e é controlada pelo delator Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”.
O Banco Master havia contratado escritórios de advocacia para atuar em disputas judiciais envolvendo precatórios. Um deles é o escritório de Camilla Ramos, citado em mensagens analisadas pela Polícia Federal como integrante da chamada “turma do KN”. Ao portal O Globo, o ministro do STF, Kassio Nunes Marques, negou ter qualquer relação com o Banco Master ou com Vorcaro. Ele afirmou que nunca trocou mensagens com o banqueiro, pediu algo a ele ou autorizou terceiros a falar em seu nome.
O escritório de Camilla Ramos também afirmou que mantém contrato com o Master há quase três anos, limitado às ações previstas no acordo, e que não recebeu honorários do banco. A banca negou ainda que os processos sob sua responsabilidade tramitem no STF ou tenham vínculo com ministros da Corte. A defesa de Daniel Vorcaro não se manifestou sobre o caso.
Voltando a se reunir depois do cancelamento da sessão plenária na última quinta-feira (17), o Supremo Tribunal Federal (STF) realiza julgamento nesta quarta (23), e no primeiro tema da pauta, decidiu, por unanimidade, igualar os direitos de mães adotivas e biológicas em relação à licença maternidade.
O julgamento havia começado na semana passada, mas devido ao cancelamento da sessão pelo presidente do STF, Edson Fachin, só foi retomado nesta quarta. As tensões verificadas entre os ministros na semana passada não foram vistas na sessão de hoje.
A única tensão verificada durante a primeira parte da sessão plenária do STF se deu quando um alarme soou em meio a uma fala do ministro Edson Fachin. Após alguns segundos, o alarme parou de tocar e os ministros riram e retomaram a apresentação de seus votos.
A ADI 7495, julgada pelos ministros, teve sua análise iniciada em outubro de 2024, com relatoria do ministro Alexandre de Moraes. A ação foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para fixar que todas as mães, sejam biológicas ou adotantes, terão direito a licença maternidade com afastamento remunerado de 120 dias, prorrogável por mais 60 dias.
Pelo voto do ministro Alexandre de Moraes, o prazo será contado a partir do 9º mês de gestação, do parto, da adoção, da obtenção da guarda para fins de adoção ou da alta hospitalar do recém-nascido ou da mãe, o que ocorrer por último.
A regra valerá tanto para trabalhadoras contratadas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que rege as relações de trabalho na iniciativa privada, quanto para servidoras públicas submetidas a regime estatutário. A decisão vale para novas licenças e para aquelas que já estão em andamento, não alcançando as que já terminaram.
Outra decisão dentro do julgamento foi a de proibir descriminação na concessão da licença com base no vínculo de trabalho da mãe.
O ministro Alexandre de Moraes negou apenas um pedido da PGR, que previa o compartilhamento de licença parental entre os integrantes do núcleo familiar. Atualmente, mães biológicas que têm vínculo de trabalho estatutário na esfera federal têm 120 dias de licença remunerada.
Já as mães adotantes têm 90 dias de licença se a criança tiver até um ano e 30 dias se a criança tiver mais de 1 ano.
“Não há constitucionalidade nem em desfavor da maternidade adotiva nem tampouco uma segunda discriminação em relação à maternidade adotiva, o período de afastamento vai sendo graduado de acordo com a idade da criança adotada”, afirmou Moraes.
A CLT já equipara mães biológicas e adotantes para fins de licença maternidade, enquanto algumas leis estatutárias ainda mantêm diferenças formais para adotantes. O STF vem entendendo que essa distinção viola a Constituição e a PGR pede a uniformização definitiva das regras para todas as categorias.
A ministra Cármen Lúcia é a única integrante do Supremo Tribunal Federal (STF) cuja avaliação positiva supera a negativa, com uma diferença de nove pontos percentuais, aponta a pesquisa Atlas/Estadão divulgada nesta terça-feira (22). Segundo o levantamento, 47% dos entrevistados veem a ministra de forma positiva, enquanto 38% possuem uma imagem negativa. Outros 15% não souberam opinar.
A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 21 de setembro, período posterior à conturbada sessão plenária em que os magistrados debateram a possibilidade de abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes — análise que acabou adiada após pedido de vista de Flávio Dino.
Durante a sessão, marcada por discussões e troca de acusações, Cármen Lúcia declarou estar "envergonhada", pediu desculpas à população e afirmou que o STF provocou um "mal-estar cívico" no país. A ministra, até o momento, segue sendo a única da corte sem nenhuma ligação empresarial de julgamento. Após uma sessão tumultuada, chegou a receber flores de magistradas de todo o país.
Relembre:
???????? “Me sinto envergonhada”, diz Carmen Lúcia, única ministra do Supremo, sobre crise na Corte. pic.twitter.com/0QKXiIbEBy
— Eixo Político (@eixopolitico) September 15, 2026
O estudo indica ainda um cenário de forte desconfiança em relação ao Tribunal, com cerca de seis em cada dez brasileiros declarando não confiar na Corte. Confira como cada membro da corte foi avaliado:
Entre os demais magistrados, André Mendonça, protagonista de um embate público com Alexandre de Moraes, aparece tecnicamente empatado com Cármen Lúcia no percentual de avaliações positivas (47%), mas registra 48% de avaliações negativas.
Na sequência surgem:
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Flávio Dino: 50% de menções negativas e 44% de positivas;
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Alexandre de Moraes: 59% de avaliação negativa e 36% de positiva;
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Luiz Fux: 49% de menções negativas e 36% de positivas;
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Cristiano Zanin: 48% de reprovação e 34% de aprovação.
O decano Gilmar Mendes e o presidente da Corte, Edson Fachin, também figuram entre os nomes com avaliações desfavoráveis elevadas. Gilmar Mendes acumula 59% de imagem negativa frente a 26% positiva, enquanto Fachin registra 54% de avaliações negativas contra 22% positivas.
Os desempenhos mais desfavoráveis na pesquisa foram atribuídos aos ministros Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques. Toffoli lidera a taxa de rejeição com 79% de avaliações negativas. Nunes Marques aparece em seguida com 63% de imagem negativa — registrando o maior crescimento no índice de reprovação, visto que na pesquisa anterior somava 43%.
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado nesta terça-feira (22) para relatar a ação que pede acesso a eventuais registros de entrada e saída no Senado da advogada Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, e do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
De acordo com a Agência Brasil, o sorteio da relatoria foi determinado pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, após Moraes se declarar impedido de analisar o caso.
Na decisão, que foi proferida na segunda-feira (21), Moraes citou a regra do Código de Processo Civil (CPC) que proíbe um magistrado de analisar um caso quando há um parente como parte.
"Com fundamento no art. 144, IV, do CPC, declaro-me impedido de atuar no presente feito", decidiu.
O caso chegou ao Supremo por meio de uma ação protocolada pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo).
O parlamentar quer obrigar o Senado a fornecer eventuais registros de entrada e saída de Viviane Barci, de Vorcaro, do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nas dependências da Casa.
Segundo o vereador, os pedidos de acesso aos dados foram negados pelo Senado por envolverem "informações de caráter pessoal".
Entre 10 candidatos ao Senado que mais se destacaram em redes sociais, 7 são de direita. É o que mostra o levantamento do Instituto Democracia em Xeque (DX), realizado entre 31 de agosto e 15 de setembro. A análise foi feita nas candidaturas de 13 estados: Pará, Ceará, Pernambuco, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Desse levantamento, foram somados 49,9 mi de interações, mais que o dobro das 21,9 mi registradas pelas candidaturas aos governos estaduais no período analisado pelo instituto.
No topo do ranking de engajamento nas redes sociais está Carlos Viana (PSD-MG), com 10.325.756 interações contabilizadas, volume considerado atípico pelo DX. Entre as principais publicações do candidato estão conteúdos com críticas a Alexandre de Moraes, ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Davi Alcolumbre, a Lula e ao PT, além de manifestações de apoio ao ministro André Mendonça.
Além dele, os perfis dos candidatos Deltan Dallagnol (Novo-PR), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Carlos Jordy (PL-RJ), somados ao de Sérgio Moro (PL-PR), que concorre ao governo do Paraná, concentraram mais de 80% das interações relacionadas a críticas ou ataques a instituições. A oposição associa esse eixo de atuação à defesa de um Senado com maior capacidade de enfrentamento a ministros do STF.
No campo da esquerda, 3 nomes aparecem entre os dez perfis com maior número de interações no período: Gleisi Hoffmann (PT-PR), Paulo Pimenta (PT-RS) e Manuela D'Ávila (PSOL-RS).
A desconfiança dos brasileiros no Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu seu maior nível. Segundo nova pesquisa Atlas/Estadão, divulgada nesta terça-feira (22), cerca de 6 em cada 10 brasileiros (61%) não confiam no tribunal e na atuação de seus magistrados, enquanto apenas 34% declaram confiar no STF.
Segundo apuração do jornal Estado de S. Paulo, o levantamento reflete os impactos de uma sessão plenária conturbada que debateu a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, processo atualmente suspenso por pedido de vista do ministro Flávio Dino.
MENOR DA HISTÓRIA
O índice de 34% de confiança no STF é o menor registrado desde o início da série histórica do Instituto Atlas, em janeiro de 2023, quando o indicador marcava 42%. A queda mais expressiva ocorreu entre agosto de 2025 (49%) e março de 2026 (35%), período que coincide com o surgimento das denúncias que vinculam magistrados ao Banco Master.
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Avaliação individual dos ministros: 61% desconfiam do trabalho dos magistrados (queda de 6,2 pontos desde março); 27,8% confiam e 11,1% não souberam responder.
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Outras instituições: O Congresso Nacional lidera a rejeição com 81% de desconfiança. As polícias Civil, Federal e Militar obtiveram os melhores índices de aprovação.
O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza, nesta terça-feira (22), uma audiência pública para discutir aspectos relacionados ao controle, à transparência e à responsabilidade na destinação de recursos públicos por meio de emendas parlamentares impositivas. O debate ocorre no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7995, sob relatoria do ministro Flávio Dino, e reúne representantes de diferentes instituições, órgãos de controle, especialistas e entidades da sociedade civil.
O ministro explicou que a audiência busca aprofundar questões apresentadas ao longo da tramitação da ação antes de sua submissão a julgamento. Segundo Dino, fatos novos apontados pela Rede Sustentabilidade, autora da ação, demandam discussão mais ampla, entre eles a possibilidade de equiparação dos parlamentares a “ordenadores de despesas”, com a consequente incidência de regras de controle, prestação de contas, transparência e responsabilização na destinação dos recursos públicos.
Dino observou que a distribuição e a fiscalização das emendas constituem uma questão complexa e “muito enraizada”, que não deve ser tratada na lógica do “tudo ou nada”. Entre as possibilidades em discussão estão diferentes modelos para a disciplina das emendas impositivas. Segundo o relator, a análise deve considerar os impactos sociais, políticos, institucionais e eleitorais envolvidos.
O ministro informou ainda que esta deve ser a última audiência pública sobre o tema. Após a conclusão dessa etapa, pretende finalizar a instrução do processo e, oportunamente, liberar a ação para julgamento. Ele mencionou a possibilidade de que isso ocorra ainda este ano, após o período eleitoral, levando em conta o envolvimento do Congresso Nacional com as eleições.
O ministro Alexandre de Moraes também participou da audiência e destacou a importância da iniciativa de ouvir diferentes pontos de vista sobre um tema que envolve questões técnicas, políticas e jurídicas.
Moraes ressaltou a relevância do debate por tratar da aplicação de recursos do orçamento público em políticas públicas. “Numa questão estrutural como essa, a transparência, a eficiência, a publicidade e a possibilidade de fiscalização são pressupostos importantíssimos”, afirmou.
Um recorte da pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21) revela que aumentou a quantidade de eleitores que passou a associar o escândalo do Banco Master à família Bolsonaro. O levantamento mostra que passou de 15% da pesquisa anterior para 21% nesta mais recente o percentual de pessoas que dizem que o escândalo afeta mais os políticos do grupo do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL).
A parcela dos entrevistados que acredita que o escândalo do Master prejudica a “todos”, por outro lado, caiu nove pontos percentuais em uma semana. Na rodada anterior, 46% dos entrevistados respondiam que o caso Master afetava “todos”, percentual que caiu para 37%.
Outros 16% dos entrevistados pela Quaest dizem que as descobertas do Banco Master afetam o Supremo Tribunal Federal (STF). Já o governo Lula é visto como o mais afetado pelo escândalo por 11% dos eleitores.
A mudança ganha peso eleitoral porque Flávio Bolsonaro é o candidato da família Bolsonaro à Presidência da República e disputa diretamente com Lula a liderança da corrida eleitoral.
A leitura sobre quem é mais afetado pelo escândalo varia de acordo com a preferência política dos entrevistados. Entre os eleitores de Lula, 46% apontam a família Bolsonaro como a mais atingida. Entre os bolsonaristas, por outro lado, 37% citam o governo Lula, enquanto 22% apontam o STF.
A Quaest também mediu a influência da crise institucional e das tensões no STF sobre a decisão dos eleitores na disputa presidencial. Para 62% dos entrevistados, a turbulência na Corte não influencia o voto para presidente.
Outros 26% afirmam que os acontecimentos reforçam a escolha que já haviam feito, enquanto 7% dizem que podem mudar de candidato por causa da crise. Segundo a Quaest, 74% dos entrevistados afirmaram ter tomado conhecimento do episódio da crise no STF.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-06004/2026.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, pode ser alvo de sanções da União Europeia. A possibilidade foi levantada por três eurodeputados em uma carta enviada nesta segunda-feira (21) à alta representante do bloco para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas.
Os parlamentares Adam Bielan (Polônia), Carlo Fidanza (Itália) e Mariusz Kaminski (Polônia) pediram que o Serviço Europeu para a Ação Externa (EEAS) avalie alegações relacionadas à atuação de Moraes e a decisões do STF em processos considerados por eles politicamente sensíveis.
Entre os pontos citados estão possíveis violações à liberdade de expressão, ao devido processo legal, ao pluralismo político e a outros direitos fundamentais. Os eurodeputados também solicitaram que a UE analise se as alegações poderiam justificar medidas restritivas previstas no regime europeu de sanções por violações de direitos humanos.
A eventual adoção de medidas, segundo a carta, dependeria da existência de evidências consideradas críveis sobre responsabilidade por violações ou abusos graves. Os políticos também fazem referência às sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra Moraes com base na Lei Global Magnitsky.
Além do pedido envolvendo Moraes, eles defenderam um acompanhamento independente das eleições brasileiras. A proposta inclui a observação da votação, apuração e totalização dos resultados. O monitoramento também abrangeria o ambiente eleitoral, o tratamento dado aos candidatos, o acesso à mídia, eventuais restrições ao discurso político, remoção de conteúdos e decisões judiciais com impacto sobre campanhas.
Documentos encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela Polícia Federal indicam a celebração de um contrato para ganhos de R$ 427 milhões firmado pela chamada “Turma do KN” com o Banco Master, com objetivo de destravar R$ 8,5 bilhões em precatórios de interesse do banqueiro Daniel Vorcaro. A “Turma do KN”, de acordo com a PF, seria uma alusão ao ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A informação sobre os documentos que foram produzidos pela Polícia Federal a partir de dados extraídos do celular do dono do Banco Master foi divulgada nesta segunda-feira (21) pelo site Metrópoles. Segundo a PF, o contrato foi firmado entre o Banco Master e o escritório Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos Advocacia, representado pela advogada Camilla Ramos.
O acordo entre o banco e o escritório previa o pagamento de honorários equivalentes a 5% do valor obtido caso as ações judiciais tivessem êxito nos tribunais superiores, percentual que resultaria nos R$ 427 milhões. A advogada Camilla Ramos é casada com o desembargador Newton Ramos, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região).
De acordo com a reportagem do site Metrópoles, os diálogos extraídos do celular de Vorcaro mencionam pedidos relacionados a hospedagens, camarotes de Carnaval, eventos e viagens envolvendo pessoas ligadas a Kassio Nunes Marques e ao desembargador Newton Ramos. Em uma das mensagens, Camilla Ramos comemora o voto de Kassio nunes em um julgamento.
“É um excelente voto do Min. Nunes Marques fazendo a distinção dos casos em que o título judicial trouxe os critérios da indenização”, escreveu.
Em outra ocasião, a advogada marca uma reunião do marido (Newton) com Vorcaro para falar sobre o assunto. Newton usa mensagens de visualização única para tratar do tema dos precatórios com o ex-banqueiro.
Além do contrato milionário, o ex-banqueiro também pagava eventos e hospedagens em hotéis de luxo a Kassio Nunes. Hospedagens no Fasano, acesso a eventos no Rosewood, entradas para a Fórmula 1, viagens de avião e camarote na Sapucaí estão entre os eventos custeados por Vorcaro ao ministro, segundo indicam conversas de Vorcaro com seus assessores.
Em uma dessas mensagens, Leo Serrano Giunchetti, auxiliar de Vorcaro, informa que o desembargador Newton havia solicitado reserva para o ministro do STF: “Fasano Itaim essa sexta a sábado para KN”.
Também há outra conversa em que uma assessora encaminha a Vorcaro um pedido do desembargador Newton.
“Ministro Kassio me pediu para ver se vocês conseguem para ele uma tarifa promocional no Fasano. Só uma diária. Entrando sexta e saindo sábado. Recebi essa mensagem do Newton. OK para você?”. “Pode botar na minha conta”, respondeu Vorcaro.
A “Turma do KN” aparece nas mensagens em que assessores de Vorcaro buscam seu aval para demandas de Newton e de sua esposa. “Dani, turma do KN (Newton) me mandou aqui 6 nomes para colocar na lista do Camarote… posso encaminhar isso lá pra lista do Camarote, né?”.
Em resposta ao Metrópoles, o ministro Kassio Nunes Marques afirmou que se declarou impedido de participar de uma das ações por ter atuado anteriormente no TRF-1. Posteriormente, reconsiderou a decisão ao entender que o julgamento tratava de uma tese jurídica ampla e não de um caso específico.
O ministro também negou ter favorecido o Banco Master em decisões judiciais e afirmou não existir relação financeira entre seu filho e Daniel Vorcaro.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi designado como relator de um processo que envolve sua esposa, Viviane Barci de Moraes, além de Daniel Vorcaro e Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A ação judicial busca a obtenção de registros de entrada e saída de diversas pessoas nas dependências do Senado Federal.
De acordo com informações da Veja, o mandado de segurança foi impetrado pelo vereador e empresário de Curitiba, Guilherme Kilter, do partido Novo. O pedido inicial foi encaminhado à 1ª Vara Federal de Curitiba, que se declarou incompetente para processar e julgar o caso, uma vez que envolve o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União.
A ação é direcionada contra Alcolumbre, que negou os pedidos de acesso à informação feitos pelo vereador, alegando proteção de dados pessoais. Kilter argumenta que os registros de entrada e saída de indivíduos específicos no Senado são de natureza pública e de interesse coletivo.
A lista de nomes que Kilter busca investigar inclui:
- Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes
- Daniel Vorcaro, do Banco Master
- Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como careca do INSS
- Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha
- Felipe Macedo Gomes
- Anderson Cordeiro de Vasconcelos
- Américo Monte Junior
- José Ferreira da Silva, o Frei Chico
O mandado de segurança foi protocolado no Supremo no dia 17 de setembro e, no dia seguinte, foi distribuído a Alexandre de Moraes por sorteio. Até o momento, o ministro não tomou nenhuma decisão sobre o caso e ainda pode se declarar suspeito.
Faltando apenas 13 dias para o primeiro turno das eleições 2026, em 4 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se ausenta da campanha eleitoral para uma série de compromissos na cidade de Nova York. O ponto alto da viagem será o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
No seu pronunciamento, Lula deve defender o multilateralismo e a soberania dos países, além de abordar o combate ao crime organizado e as eleições brasileiras. Após seu discurso, é possível que Lula se encontre rapidamente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que será o segundo a falar na assembleia.
E com o Congresso Nacional ainda com suas atividades paralisadas, as atenções da semana em Brasília se voltam novamente para o Supremo Tribunal Federal (STF). Termina nesta segunda-feira (21) o prazo dado para que a Procuradoria-Geral da República e o ministro André Mendonça se manifestem sobre o relatório de inteligência da Polícia Federal que levanta suspeitas de direcionamento das investigações dos casos INSS e Master.
E com o cancelamento, pelo presidente do STF, Edson Fachin, da sessão que estava prevista para analisar suspeitas na atuação de André Mendonça, o plenário da Corte terá uma sessão na próxima quarta (23) de julgamentos previamente agendados sobre temas diversos. Entretanto, com o clima ainda tenso entre os ministros, é possível que Fachin adie mais uma vez a sessão plenária, como já aconteceu em outras oportunidades nas últimas duas semanas.
Confira abaixo a agenda da semana em Brasília.
PODER EXECUTIVO
O presidente Lula iniciou a semana, nesta segunda-feira (21), na cidade de Nova York, onde vai participar da abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A sessão da ONU será nesta terça (22), e o presidente Lula fará o discurso inaugural do encontro anual.
Esta será a décima vez que o presidente Lula fará o tradicional discurso de abertura pelo Brasil, repetindo uma participação que começou em 2003. Nos seus três mandatos, Lula só não falou na assembleia nos anos de 2005 e 2010.
O tema deste ano da assembleia é “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”. Líderes dos 193 Estados-membros da ONU estarão presentes no fórum.
No seu pronunciamento, Lula deve falar sobre a defesa da soberania nacional e do princípio da não interferência externa de um país no estado democrático. O presidente também deve abordar questões relacionadas aos processos eleitorais e às relações do Brasil com outros países.
O combate ao crime organizado transnacional é outro ponto que deverá ser mencionado por Lula na sua fala, que tem duração prevista de 20 minutos. A expectativa é que o presidente destaque medidas de cooperação adotadas pelo Brasil com países vizinhos e com os Estados Unidos para enfrentar organizações criminosas que atuam além das fronteiras nacionais.
Conflitos internacionais, mudanças climáticas e inteligência artificial ainda estão entre os assuntos que podem fazer parte do pronunciamento. Após a fala de Lula, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fará o seu pronunciamento.
Antes da participação na assembleia, o presidente Lula cumprirá uma série de agendas em Nova York nesta segunda (21). Lula tem encontros marcados com o senador democrata Bernie Sanders, com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi.
Lula permanecerá na residência do representante do Brasil na ONU no transcorrer desta segunda, segundo seus aliados. Após discursar na assembleia geral, Lula já retornará ao Brasil na própria terça. A agenda do presidente para o restante da semana ainda não foi divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República.
No calendário da divulgação de indicadores econômicos, o destaque da semana é a apresentação dos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), que traz a prévia da inflação oficial. O indicador a ser divulgado pelo IBGE na próxima sexta (25) antecipará os números da inflação do mês de setembro.
PODER LEGISLATIVO
O Congresso Nacional sem atividades ou sessões marcadas nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado. Depois da realização de dois períodos de esforço concentrado, as duas casas legislativas só retomarão as atividades na primeira semana de outubro, após as eleições.
Na semana passada, um grupo de senadores esteve em Brasília para acompanhar a sessão do Supremo Tribunal Federal que iria julgar a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Os parlamentares criticaram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por ele ter ordenado que o plenário tivesse a porta trancada, o que impediu a realização de uma sessão extraordinária.
PODER JUDICIÁRIO
No Supremo Tribunal Federal, o ministro Flávio Dino presidirá, nesta terça (22), uma audiência pública para discutir a responsabilidade de parlamentares na destinação de emendas impositivas. O debate envolve regras de controle, fiscalização, prestação de contas e responsabilização pelo uso dos recursos públicos.
E com o cancelamento da sessão que seria realizada na próxima quarta (23) para análise do pedido de investigação contra o ministro André Mendonça, o presidente do STF, Edson Fachin, deve seguir com a pauta de julgamentos previamente anunciada para o plenário. Entretanto, diante do cenário de tensões entre os ministros, a sessão da próxima quarta pode vir também a ser cancelada, como já aconteceu outras três vezes nas últimas duas semanas.
Caso a sessão plenária seja mantida, os ministros vão julgar ações como a ADI 7935, que questiona regras sobre custas, taxas e despesas processuais no Judiciário do Espírito Santo. Entre os pontos levantados na ação estão o acesso à Justiça, a proporcionalidade dos valores e a capacidade de pagamento dos contribuintes.
Também está previsto o julgamento de recurso na ADPF 557, que trata do uso do subsídio do procurador-geral da República como referência para a remuneração dos membros do Ministério Público e da aplicação automática dos reajustes. A pauta do plenário inclui recurso no ARE 1490466, sobre a remuneração dos procuradores municipais.
Há a previsão da continuidade do julgamento da ADPF 1218, que discute a extensão de vantagens concedidas pelo Conselho de Reitores das Universidades do Estado de São Paulo (Cruesp) a empregados de instituições de ensino vinculadas às universidades estaduais paulistas.
Além disso, estão pautadas as ADIs 7822, 7830, 7844 e 7848, que questionam regra do Decreto 65.255/2020 do Estado de São Paulo sobre benefícios fiscais de ICMS. As ações discutem a concessão de isenções, benefícios e incentivos fiscais sem aprovação prévia dos demais entes da Federação e apontam possíveis impactos sobre o pacto federativo, a integração nacional e as desigualdades regionais.
Também está marcada para esta semana a análise, pelo Conselho Superior do MPF (Ministério Público Federal), das menções ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, em mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A reunião do Conselho está marcada para as 10h da próxima sexta (25).
O objetivo da sessão extraordinária é avaliar se os registros levantados pela Polícia Federal comprometem a imparcialidade de Gonet na condução dos casos relacionados à instituição financeira.
O procedimento foi aberto na primeira semana de setembro após uma representação de parlamentares do Partido Novo, que questionaram a atuação de Gonet nas investigações envolvendo o Master. A sigla apresentou pedido para que Gonet se afaste do caso e para que a subprocuradoria da PGR atue no lugar dele.
Uma possível investigação sobre as mensagens, no entanto, só deve ser aberta se o relator no Conselho Superior, o subprocurador-geral da República Francisco de Assis Sanseverino, identificar irregularidades na conduta de Gonet.
A Ouvidoria do Supremo Tribunal Federal (STF) visitou o Terreiro Olufanjá, no bairro Beiru/Tancredo Neves, em Salvador, para dialogar com lideranças de povos de terreiro sobre suas experiências, suas demandas e suas dificuldades de acesso a direitos. A atividade integrou a agenda do Programa de Escuta Territorializada na Bahia.
Os participantes relataram diferentes desafios enfrentados pelos povos de terreiro, entre eles ataques e depredação de símbolos religiosos, ofensas relacionadas ao uso de vestimentas e elementos das religiões de matriz africana e outras situações de discriminação.
Também abordaram os efeitos da expansão urbana e da especulação imobiliária sobre os terreiros, as dificuldades de regularização fundiária e a importância da preservação desses espaços para a ancestralidade, as tradições e os modos de vida das comunidades. Na área da educação, chamaram a atenção para situações de racismo religioso nas escolas e para a necessidade de ampliar o conhecimento sobre a história, a cultura e as tradições afro-brasileiras, tanto entre profissionais da educação quanto entre pessoas responsáveis pelo atendimento ao público.
Uma pesquisa realizada pela Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde (Renafro Saúde) ajuda a dimensionar esse cenário: 78,4% dos entrevistados relataram que pessoas de suas comunidades já sofreram algum tipo de violência motivada por racismo religioso.
Mameto Lúcia Kamurici, do Terreiro São Jorge Filha da Gomela, ressaltou o valor de espaços em que as próprias comunidades possam se manifestar. “É importantíssimo a gente poder, nesses momentos, falar das nossas demandas, das nossas queixas, daquilo que a gente precisa para continuar existindo. Porque a gente precisa que a nossa voz chegue o mais alto possível”, afirmou.
Por sua vez, a advogada Camila Chagas, pesquisadora de temas relacionados ao direito à liberdade religiosa, deu ênfase a aproximação com o Tribunal. “Esse encontro permitiu que as comunidades pudessem colocar aos ouvidos do STF as suas demandas”, destacou
No encerramento, a juíza-ouvidora do STF, Flavia da Costa Viana, destacou que estar presente no território permite às instituições compreender não apenas as demandas apresentadas, mas também os contextos em que elas surgem. Segundo ela, conhecer a relação entre território, pertencimento, ancestralidade e modos de vida contribui para a construção de um diálogo mais próximo e adequado às diferentes realidades.
Cerca de cinco mil itens extraídos dos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro foram classificados pela Polícia Federal como “Score nudez”. Os arquivos armazenados por Vorcaro possuem muitas imagens de nudes, fotos íntimas e cenas de sexo explícito.
A informação foi divulgada neste domingo (20) pelo jornalista Lauro Jardim, no site de “O Globo”. Segundo o colunista, o material faz parte dos dados extraídos pela PF dos aparelhos do dono do Banco Master apreendidos durante a Operação Compliance Zero.
No último dia 11 deste mês, a defesa de Daniel Vorcaro havia pedido que o Supremo Tribunal Federal (STF) fizesse uma filtragem no material extraído dos aparelhos, antes da retirada do sigilo das investigações do caso Master. Segundo os advogados, seria preciso garantir a preservação de material pessoal do banqueiro, como imagens de familiares e outras protegidas por sigilo legal. A defesa de Vorcaro não chegou a citar o conteúdo sexual presente na memória dos aparelhos do dono do Master.
Os dados obtidos nos celulares foram encaminhados a ministros do STF, que solicitaram acesso ao conteúdo. Entre os ministros que já receberam cópias estão André Mendonça, Luiz Fux, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.
O material extraído tem cerca de 500 gigabytes (GB). De acordo com a coluna de Lauro Jardim, a PF informou que mantém sob custódia o material original extraído dos aparelhos e que as cópias encaminhadas aos gabinetes dos ministros são idênticas à extração original.
Até o momento, não foram divulgadas informações de quem aparece nos arquivos classificados como “Score nudez”, nem a origem desse conteúdo. Também não foi indicada relação entre os registros de nudez e sexo explícito e as investigações que envolvem Vorcaro e o Caso Banco Master.
O escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, declarou neste domingo (20) que contrata serviços de táxi aéreo de diferentes empresas, entre elas a Prime Aviation, e confirmou que, em algumas dessas viagens, ela foi acompanhada pelo marido.
A manifestação foi divulgada depois da repercussão de um vídeo em que Moraes e Viviane aparecem desembarcando de um jato operado pela Prime Aviation. Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, foi sócio da empresa de aviação até setembro de 2025. O vídeo foi registrado em agosto daquele ano, quando o banqueiro ainda integrava o quadro societário da operadora.
O escritório ressaltou que a contratação era feita junto à empresa de táxi aéreo e que cabia à própria Prime Aviation escolher as aeronaves utilizadas nos deslocamentos.
"Em nenhum dos voos realizados em aeronaves da Prime Aviation com integrantes do escritório esteve presente Daniel Vorcaro ou qualquer outra pessoa alheia ao escritório. Em determinados voos, Viviane Barci de Moraes foi acompanhada por seu marido, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)", afirmou.
Um levantamento realizado pela consultoria AP Exata revela que desde o início do mês de setembro até o final desta semana, em meio à escalada da crise institucional que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF), houve um crescimento significativo das menções negativas nas redes sociais sobre a atuação do ministro André Mendonça.
No dia 4 de setembro, o levantamento da AP Exata, que tem como base as mensagens postadas no Instagram e na da rede X, mostrava o ministro André Mendonça com 32% de comentários negativos. Por outro lado, as menções positivas sobre o ministro tinham percentual de 26%, enquanto as neutras ficavam em 42%.
Duas semanas depois e após diversos desdobramentos da crise, inclusive com a realização de uma tensa sessão no plenário do STF na última terça-feira (15), com direito a bate-boca e troca de acusações, as menções negativas a Mendonça alcançaram um patamar de 59%, um crescimento de 27%. As menções positivas subiram pouco, ficando em 29%, e as neutras caíram para o patamar de 12%.
Do outro lado, a rejeição ao ministro Alexandre de Moraes, principal opositor de André Mendonça, permaneceu acima dos 70%, apresentando ligeira queda. No levantamento de 4 de setembro, Moraes tinha 77,5% de menções negativas, e apenas 3% de comentários positivos (menções neutras foram de 19,5%).
Nesta pesquisa mais recente, as menções negativas a Alexandre de Moraes nas redes caíram para 74%. Houve também uma alta de oito pontos percentuais nas menções positivas ao ministro: passaram de 3% para 11%. Os comentários neutros caíram de 19% para 15%.
Um vídeo divulgado pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, que mostra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), saindo de um jatinho de propriedade do banqueiro Daniel Vorcaro, viralizou nas redes sociais na manhã deste domingo (20).
O vídeo revela que o ministro não falou a verdade quando, no mês de abril, emitiu um comunicado oficial para explicar suas relações com Vorcaro, e disse que “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro”. Segundo Lauro Jardim, foram vários voos de Moraes em aviões de propriedade do dono do Banco Master, e um deles estaria registrado nesse vídeo ao qual o colunista teve acesso.
Vídeo mostra Alexandre de Moraes e esposa desembarcando de jatinho de Vorcaro
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) September 20, 2026
Imagem: Coluna Lauro Jardim, O Globo pic.twitter.com/GrEGPqSze1
O vídeo mostra o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci, desembarcando de um jatinho no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, em 22 de agosto do ano passado. O casal foi recebido e cumprimentado ao descer do avião.
A coluna afirma que o jatinho usado por Moraes é o Legacy 650, prefixo PP-NLR, que pertencia oficialmente a uma empresa de Vorcaro. Três meses antes desse voo, em 12 de maio, o escritório comandado por Viviane Barci fechou um contrato de R$ 50 milhões para “prestação de serviços e honorários advocatícios” com uma empresa do banqueiro (isso tudo além do contrato mais polpudo, de R$ 131 milhões, com o Master).
Parte desse total seria pago com cotas de um jato e de um helicóptero, de acordo com as investigações feitas pela Polícia Federal. O jato incluído no negócio era justamente o Legacy 650, em que o casal viajou para o Rio de Janeiro.
Numa troca de mensagens de WhatsApp capturadas do celular de Daniel Vorcaro pela PF, o então banqueiro perguntou a Marcos Matta em 16 de julho de 2025: "Eles não estão usando?". Referia-se a Moraes e Viviane.
Matta, dono da PrimeYou, empresa que geria o uso do jatinho e do helicóptero, respondeu: "Liberado desde quando você me pediu, já a usar sim. Já usaram aviões e helicópteros. O variável não cobrei ainda, devido mudança de contrato de Barci para a outra empresa deles Lux".
Vorcaro então respondeu: “Fica em contato com eles pra eles poderem usar”.
Procurado na última sexta (18) pela equipe do colunista de O Globo, o ministro Moraes repetiu o que dissera no comunicado oficial de abril, ou seja, que nunca viajou em aeronaves de Daniel Vorcaro.
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e Luiz Fux enviaram ofícios à Polícia Federal, neste sábado (19), informando a impossibilidade de acessar o conteúdo extraído do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Os magistrados afirmam ter encontrado dificuldades técnicas encontradas para abrir os arquivos e solicitaram apoio especializado da corporação para conseguir examinar o material.
Segundo o g1, a cópia do aparelho apreendido na Operação Compliance Zero, que apura esquemas de fraude envolvendo a instituição financeira, reúne cerca de 500 gigabytes (GB) de dados, distribuídos em pastas com registros de chamadas, áudios e trocas de mensagens.
O volume de arquivos disponibilizado aos gabinetes de diversos ministros da Corte foi processado por meio do software de perícia IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais), utilizado pelos peritos federais para estruturar as buscas e recuperar conteúdos apagados do dispositivo.
Até o envio dos documentos, os magistrados relataram que falhas no acesso ou possíveis defeitos nas mídias físicas entregues impediram a análise do acervo. A Polícia Federal colocou equipes técnicas à disposição para solucionar os problemas de leitura das mídias e garantir o andamento do exame das provas pelos gabinetes do Supremo.
O pastor Oséas de Campos acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido de habeas corpus preventivo em favor de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, apontados como lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV).
Datado de 2 de junho de 2026, o documento manuscrito solicita que ambos sejam mantidos em locais restritos à Justiça, ao Ministério Público e aos familiares para impedir qualquer intervenção externa.
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Foto: Reprodução / Metrópoles
Segundo o jornal Metrópoles, o recurso argumenta que um eventual sequestro dos detentos promovido pela CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, poderia desencadear um "salve geral" de violência com ataques coordenados em diversas cidades e estados brasileiros.
A petição foi apresentada logo após as autoridades americanas anunciarem a classificação das duas facções nacionais como organizações terroristas estrangeiras.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, negou o prosseguimento da ação no dia 22 de junho por entender que o pedido não indicava um ato concreto praticado por autoridade sujeita à jurisdição direta da Corte. Além disso, Fachin remeteu a solicitação para avaliação da Defensoria Pública do Estado de São Paulo.
O autor do pedido, Oséas de Campos, é conhecido por atuações jurídicas anteriores no STF, incluindo a petição de 2006 que levou o tribunal a derrubar a proibição de progressão de regime para crimes hediondos.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou por unanimidade, nesta sexta-feira (18), o recurso apresentado pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro contra a condenação a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. O julgamento virtual foi concluído com quatro votos a zero.
Além do relator, Alexandre de Moraes, votaram pela rejeição do recurso os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Eduardo foi condenado em junho deste ano. Segundo o entendimento do colegiado, há provas de que ele articulou medidas junto aos Estados Unidos, incluindo o tarifaço sobre produtos brasileiros, com o objetivo de interferir no processo envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A Corte também considerou que iniciativas como a revogação de vistos de ministros do STF e integrantes do governo federal, além da aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky, teriam a mesma finalidade.
Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos. Ele também perdeu o mandato de deputado federal após faltar às sessões da Câmara.
STF rejeita recurso por unanimidade e mantém condenação de Eduardo Bolsonaro a quatro anos de prisão
Em julgamento iniciado na semana passada e finalizado nesta sexta-feira (18), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o recurso apresentado pela Defensoria Pública da União (DPU) contra a decisão de condenar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação.
O recurso da DPU foi rejeitado por unanimidade na Primeira Turma. Os votos contrários foram proferidos pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, além do relator, Alexandre de Moraes.
Em junho deste ano, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos desde março do ano passado, foi condenado pelo crime de coação no curso do processo. Os ministros da Primeira Turma concordaram com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo o relator, Alexandre de Moraes, havia provas de que o ex-deputado articulou a imposição do tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras. A ação de Eduardo Bolsonaro tinha como objetivo pressionar o STF para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.
Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento dos ministros da Primeira Turma do STF.
Pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (18), indica a percepção do eleitorado sobre os reflexos da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) nas campanhas políticas. Segundo o levantamento, 38% dos entrevistados avaliam que o atual momento da Suprema Corte prejudica o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 31% apontam prejuízo ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
A opção de que a crise não prejudica nenhum dos candidatos foi citada por 25% dos eleitores, e 5% consideram que todos são afetados. Não souberam responder 14% dos ouvintes. Da mesma pesquisa, a esquerda é mais citada do que a direita em questão de espectro ideológico. O presidente Lula tem se descolar do caso, mesmo elogiando Moraes.
Entre os demais pré-candidatos citados na pesquisa, Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) registraram 2% cada. O escritor Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) pontuaram 1% cada. Os pré-candidatos Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO), Edmilson Costa (PCB), Clariana Barão (DC) e Hertz Dias (PSTU) não atingiram 1% das citações.
A crise no STF intensificou-se nas últimas semanas em decorrência dos desdobramentos do Caso Master e do levantamento de sigilo, ordenado pelo ministro André Mendonça, de um relatório da Polícia Federal que inclui mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes.
Ainda na última terça-feira (15), a sessão da Suprema Corte sobre o tema foi encerrada sem decisão, após pedido de vista do ministro Flávio Dino, que dispõe de prazo de até 90 dias para devolver o processo. O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.
O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 15 e 16 de setembro. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04029/2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta sexta-feira (18) que a crise em torno do Banco Master, instituição financeira que destacou ter sido criada durante o governo de Jair Bolsonaro, envolve diretamente ou indiretamente 5 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
As declarações foram dadas em entrevista à Rádio Tupi, concedida antes de compromissos no Rio de Janeiro ao lado do governador interino do Estado, o desembargador Ricardo Couto. Para o chefe do Executivo, a situação "contamina tudo" nas eleições e exige uma solução antes de qualquer debate sobre a reforma do Judiciário.
Durante a entrevista, o petista citou expressamente os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ressaltando que "ninguém está defendendo" os contratos celebrados por eles com a instituição bancária. Sem mencionar nominalmente o ministro Kassio Nunes Marques, Lula também fez referência a mensagens que indicariam o pagamento de um encontro do magistrado com uma acompanhante por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Ao abordar a relação de opositores políticos com a Suprema Corte, Lula sugeriu a existência de ligações do senador Flávio Bolsonaro (PL) com milícias no Rio de Janeiro e argumentou que a insatisfação do parlamentar com o ministro Alexandre de Moraes se deve às decisões judiciais contra seu pai, Jair Bolsonaro, e não ao escândalo do banco.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (18) que o decreto presidencial que reajusta os valores do programa Bolsa Família não viola as regras eleitorais. A decisão atende a uma solicitação encaminhada pela Advocacia-Geral da União (AGU) para reconhecer a constitucionalidade da medida.
Na decisão, o magistrado pontuou que o reajuste de 15,04% reflete a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. Segundo o relator, a medida representa recomposição monetária e não configura aumento real, criação de novo benefício, expansão de público-alvo ou alteração de critérios de elegibilidade.
Com a atualização, o piso do benefício passa de R$ 600 para R$ 691. Os novos valores passam a vigorar em outubro, com início dos pagamentos previsto para o dia 19 do mesmo mês. De acordo com estimativas do Ministério do Planejamento, o impacto orçamentário do reajuste é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de quase R$ 23 bilhões em 2027.
O pedido da AGU ocorreu no âmbito de uma ação sob relatoria de Gilmar Mendes que determinou, em 2022, a implementação progressiva da renda básica de cidadania. Em junho de 2024, o relator já havia reconhecido o Bolsa Família como etapa dessa política pública, submetendo o programa a atualizações periódicas de no máximo 24 meses, conforme prevê a Lei nº 14.601/2023.
Um dia antes da edição do decreto, a Defensoria Pública da União também havia acionado o STF cobrando manifestação do governo sobre a atualização dos valores. O documento foi relevado pelo portal G1.
Um recorte da pesquisa PoderData/Aya divulgado nesta sexta-feira (18) revela como a orientação política dos eleitores determina a opinião a respeito da atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mais propriamente de Alexandre de Moraes e André Mendonça, que desde o começo de setembro se acusam mutuamente e tentam abrir investigações um contra o outro.
A pesquisa questionou seus entrevistados sobre a aprovação ao trabalho de Alexandre de Moraes e de André Mendonça. Moraes teve aprovação de 33% e desaprovação de 57%, enquanto Mendonça teve sua atuação aprovada por 50% e desaprovada por 36% dos eleitores brasileiros.
O PoderData/Aya cruzou as respostas dos eleitores sobre a avaliação dos ministros e a declaração de voto em um eventual segundo turno da eleição presidencial entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os que declaram voto em Flávio, 75% aprovam a atuação de André Mendonça no Supremo, enquanto outros 16% o desaprovam e 9% não sabem responder.
O cenário se inverte quando a avaliação de Mendonça é feita entre os eleitores de Lula. Nesse caso, apenas 21% aprovam Mendonça, enquanto 60% desaprovam sua atuação e outros 19% não sabem.
Já na avaliação do ministro Alexandre de Moraes, 91% dos eleitores do candidato do PL desaprovam o trabalho dele, enquanto apenas 4% aprovam e 5% não sabem responder. Os percentuais se invertem quando a avaliação de Moraes é feita por quem declara voto em Lula: 67% aprova atuação do ministro, contra 18% que desaprovam e 15% que não souberam responder.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, com recursos próprios. O levantamento teve parceria de divulgação com o Aya Bancah. Os dados foram coletados de 13 a 16 de setembro de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos.
Foram 3.000 entrevistas em 623 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. O intervalo de confiança é de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-00360/2026.
Além de ter apresentado, por meio de seus advogados, um pedido ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, de revogação de sua prisão preventiva, o banqueiro Daniel Vorcaro estaria enviando recados à Corte de que pode fazer revelações ainda mais comprometedoras caso seu pai, Henrique Vorcaro, não seja colocado em liberdade.
Segundo a coluna “Radar” da revista Veja que chega às bancas nesta sexta-feira (18), Daniel Vorcaro alega que seu pai precisa tratar graves problemas de saúde. Caso não seja atendido no pedido de liberdade, o banqueiro estaria disposto a revelar fatos desabonadores sobre diferentes autoridades.
A coluna “Radar” diz ainda que Vorcaro estaria convencido de que foi abandonado para “morrer na cadeia”, justamente por ser conhecedor de muitos segredos sobre autoridades dos três poderes. Como há indícios de envolvimento do dono do Banco Master com boa parte do STF, de autoridades da PGR e até da Polícia Federal, Vorcaro acreditaria que o sistema judicial não tem a devida independência para aprovar a sua proposta de delação.
O banqueiro, de acordo com a revista Veja, teria em seu poder fotos, recibos de pagamentos e outros papéis que desmentiriam, por exemplo, seu suposto distanciamento de figuras do STF, da PGR e da PF. “Daniel não tem nada a perder”, disse um interlocutor do banqueiro à coluna liderada pelo jornalista Robson Bonin.
Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, foi preso em 14 de maio, durante nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras ligadas aos Master. Na última quarta (16), a defesa de Henrique Vorcaro pediu a revogação da prisão, com a alegação de que ele está detido há mais de 90 dias e que o STF não julgou até o momento nenhum recurso ou os pedidos de que ele vá para uma domiciliar humanitária.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (17) que o ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), estaria utilizando o cargo para “fazer política”. A declaração ocorreu durante entrevista à rádio Itatiaia. Segundo Lula, Mendonça teria feito uma “denúncia seletiva” ao divulgar informações do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O presidente defendeu que os dados sejam disponibilizados aos demais ministros para que os fatos sejam esclarecidos. “E agora que o telefone [de Daniel Vorcaro], que estava com o André Mendonça, que estava utilizando o cargo dele para fazer política, está provado que estava fazendo política, fazendo denúncia seletiva, divulgando o que interessava para ele”, afirmou.
Lula também defendeu que as apurações envolvendo Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes sejam analisadas conjuntamente pelo STF. “Se quiser fazer justiça na votação, tem que colocar todo mundo no mesmo dia. Vamos saber se telefonema é verdade, se [Luiz] Fux está envolvido, se [André] Mendonça está envolvido, se o presidente do TSE está envolvido. O que não pode é julgar uma pessoa antes das eleições e o restante depois”, declarou.
Na segunda-feira (14), a Polícia Federal informou ter entregue aos gabinetes de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes cópias dos dados extraídos do celular de Vorcaro. O aparelho foi apreendido durante a Operação Compliance Zero e reúne mensagens citadas pela PF em relatório utilizado por Mendonça para pedir investigação contra Moraes.
Mendonça se manifestou nesta quinta e afirmou que não tem “nada a temer”. O ministro negou irregularidades e disse não ter atuado por motivação política. Lula, por outro lado, afirmou que o STF deve manter o respeito e a transparência na condução das investigações.
ASSISTA:
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou nesta quinta-feira (17) que a Polícia Federal (PF) investigue indícios de crimes nas relações do Banco Master com concessionárias de cemitérios de São Paulo.
Além da concessionária Cortel, Dino determinou a inclusão do Grupo Maya (Cemitérios e Crematórios SP) nas apurações. Documentos indicam que o Banco Master concedeu R$ 78 milhões em empréstimos a empresas do grupo, obtendo como garantia ações e poder de ingerência nas decisões da concessionária, em operações que teriam transitado pelas Ilhas Cayman.
Dino também destacou denúncias de cobranças abusivas de serviços funerários prestados pelo grupo e deu prazo de 15 dias para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) prestar informações sobre as empresas e fundos envolvidos.
Apesar de citar um encontro em 2025 entre o dono do banco, Daniel Vorcaro, e o ministro André Mendonça, além do fato de o irmão de Mendonça trabalhar na agência reguladora SP Regula, Flávio Dino vedou expressamente qualquer investigação em relação ao colega do STF.
A Federação União Progressista apresentou nesta quinta-feira (17) uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que seja avaliada a possibilidade de afastamento do secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Sodré, durante as investigações da Operação Compliance Zero. O pedido é direcionado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O documento solicita que a PGR avalie requerer ao ministro André Mendonça, relator da investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), a suspensão temporária do exercício do cargo ocupado por Sodré. A representação é assinada por Arthur Maia, presidente da federação na Bahia, além de Paulo Azi e Cacá Leão, dirigentes estaduais do União Brasil e do PP.
A federação afirma que não pretende antecipar um julgamento sobre a responsabilidade penal do secretário. O argumento é de que a permanência dele no primeiro escalão do governo deve ser analisada diante das medidas cautelares já determinadas pelo STF e do estágio das investigações.
Segundo a representação, a Polícia Federal apontou Sodré como participante de articulações financeiras investigadas, especialmente em cobranças feitas ao empresário Augusto Ferreira Lima relacionadas a pagamentos destinados à BN Financeira.
O documento cita decisão de André Mendonça de 17 de junho, segundo a qual planilhas encontradas no aparelho de Daniel Lopes Monteiro registravam pagamentos superiores a R$ 2,34 milhões a uma pessoa identificada como “Dudu”. Conforme a investigação mencionada na representação, o apelido corresponderia a Eduardo Sodré.
A representação também afirma que Sodré teria participado de cobranças envolvendo boletos, notas fiscais e documentos necessários à formalização de pagamentos. Segundo o documento, essas tratativas antecederam uma transferência de R$ 3,5 milhões para a BN Financeira.
O secretário já está submetido a medidas cautelares determinadas pelo STF, incluindo restrições de contato com outros investigados, suspensão do passaporte, impedimento de deixar o país e proibição de atuação econômica com empresas relacionadas aos fatos apurados.
Pela terceira vez em duas semanas, Fachin cancela sessão do Plenário do STF expondo a crise da corte
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, cancelou a sessão presencial de julgamento do Plenário agendada para esta quinta-feira (17). Este é o terceiro cancelamento de reuniões do colegiado em 2 semanas, refletindo o agravamento da crise interna entre ministros do tribunal e a cúpula da Polícia Federal.
Fachin já havia cancelado as sessões dos dias 9 e 10 de setembro. Na última quarta-feira (16), a corte trabalhou normalmente, com ausência do ministro Gilmar Mendes e a chegada com atraso de Alexandre de Moraes. Com a suspensão da sessão, a corte deixou de retomar a análise conjunta da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 90 e do Recurso Extraordinário (RE) 630.852 (Tema 381 da repercussão geral).
Os processos discutem a cobrança de valores diferenciados em planos de saúde em razão da idade e a aplicação do Estatuto da Pessoa Idosa a contratos firmados antes de sua entrada em vigor, em 2004. A intenção da Presidência do STF era harmonizar os entendimentos das duas ações e apresentar uma conclusão unificada.
Em despacho proferido nesta quinta-feira (17), Fachin justificou que a retirada do processo de Mendonça da pauta do dia 23 ocorre porque ainda há discussões pendentes que provocam impacto direto sobre o julgamento. Tudo isso após um longo bate-boca entre os magistrados Gilmar Mendes, Flávio Dino, Luiz Fux, Zanin e os próprios Mendonça e Moraes.
De fato, na sessão que deveria julgar a relação de Moraes com Vorcaro, por meio de edição de contratos com o escritório de sua esposa, a única que se manteve em silêncio na corte foi a mineira Carmem Lúcia, que resumiu a votação em uma vergonha e consternação, e que ela sofria de uma "tristeza cívica".
Entre as questões não resolvidas estão a definição sobre se os procedimentos relacionados ao caso Banco Master devem tramitar de forma conjunta e a análise de questionamentos sobre a relatoria dos processos. Diante desse impasse, a apreciação da matéria foi desmarcada e será remarcada para uma data futura.
A desaprovação do trabalho do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a 57%, entre eleitores que dizem ter alguma informação sobre ele. Já a aprovação do ministro André Mendonça está na faixa de 50%, também entre os que afirmam conhecê-lo.
Os números foram divulgados nesta quinta-feira (17) por meio da pesquisa PoderData/Aya. O levantamento fez alguns questionamentos sobre a atuação do STF como um todo e dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça em particular.
Confira as impressões dos brasileiros sobre a atuação dos dois ministros do STF:
Alexandre de Moraes
Aprova - 33%
Desaprova - 57%
Não sabe - 11%
Conhece bem - 63%
Conhece de ouvir falar - 29%
Não conhece - 8%
André Mendonça
Aprova - 50%
Desaprova - 36%
Não sabe - 14%
Conhece bem - 47%
Conhece de ouvir falar - 35%
Não conhece - 19%
A PoderData/Aya também questionou os seus entrevistados sobre a aprovação do trabalho do Supremo Tribunal Federal como um todo. Veja o resultado abaixo:
Desaprova o STF - 53%
Aprova o STF - 30%
Não sabe - 17%
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, com recursos próprios. O levantamento teve parceria de divulgação com o Aya Bancah. Os dados foram coletados de 13 a 16 de setembro de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos.
Foram 3.000 entrevistas em 623 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. O intervalo de confiança é de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-00360/2026.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, retirou de pauta nesta quinta-feira (17) o julgamento que analisaria a atuação do ministro André Mendonça em apurações relacionadas ao Banco Master.
A sessão estava prevista para ocorrer em 23 de setembro.
A decisão foi tomada dois dias depois de uma sessão marcada por embates entre ministros do Supremo.
Na terça (15), o tribunal discutiu questões sobre a condução de investigações que envolvem os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, mas não chegou a uma conclusão após um pedido de vista do ministro Flávio Dino.
No despacho desta quinta, Fachin afirmou que ainda há discussões pendentes que têm impacto direto sobre o julgamento de Mendonça.
Entre elas está a definição sobre se processos relacionados ao caso devem tramitar em conjunto e questionamentos sobre a relatoria dos procedimentos.
Por causa dessas questões, o presidente do STF decidiu retirar o caso da pauta e remarcá-lo para uma data futura.
"Considerando a direta relação dos pontos contidos na Questão de Ordem referida acima com a apreciação destes autos, abrangendo questionamento sobre a regularidade da própria relatoria, a inclusão em pauta será oportunamente redesignada", escreveu o presidente do STF.
O despacho não informa quando o julgamento será retomado.
A retirada do julgamento da pauta amplia os efeitos da crise que atinge o STF. Nesta quinta, Fachin também cancelou uma sessão extraordinária do plenário da Corte, após novos atritos públicos entre Gilmar Mendes e André Mendonça.
A sessão que avaliaria a atuação de Mendonça no caso Banco Master era uma das principais discussões pendentes no tribunal e já havia sido colocada em dúvida após os embates da última terça-feira.
Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira (16), o senador Carlos Viana (PSD-MG), fez duras críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por ter determinado que não fosse permitido o ingresso de parlamentares no plenário. No vídeo, Viana, que é candidato à reeleição, mostrou que a porta do plenário estava fechada e que os funcionários foram orientados a não deixar nenhum senador entrar.
“Olha o que está acontecendo no Senado, trancaram todas as portas do plenário, para que os senadores não entrem e possam falar sobre o que está acontecendo e fazer seu trabalho em Brasília. É o presidente dessa Casa quem decide tudo isso. E ele tem explicações a dar, sabe que tem senadores aqui que não concordam com essa omissão, com essa covardia do Senado, então ele mantém as portas fechadas”, acusou o senador mineiro.
Carlos Viana disse que foi informado pelos servidores que a presidência do Senado determinou que as portas fossem trancadas, pelo fato de não ter nenhuma sessão marcada até a primeira semana de outubro. Na semana passada, Viana esteve no plenário e gravou vídeo sentado na cadeira de Alcolumbre, fazendo duras críticas ao presidente do Senado por não colocar em votação pedidos de abertura de impeachment de ministros do STF.
“Há 20 dias tento o diálogo com o presidente Alcolumbre. Levei à presidência as questões mais graves que esta Casa enfrenta. Dei prazo. Protocolei. Esperei. A resposta veio hoje, na forma de uma porta trancada. O presidente do Senado não dialoga, ele tranca. Porta fechada é medo de ser exposto”, afirmou o senador.
Em outro vídeo, Carlos Viana lançou sua candidatura a presidente do Senado em 2027, e prometeu criar nova CPMI para investigar o INSS e também sobre o Banco Master, além de colocar em votação diversos pedidos de impeachment de ministros do STF.
O gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nota nesta quinta-feira (17) para rebater críticas feitas por Gilmar Mendes à condução da investigação sobre o Banco Master e suposta atuação para favorecer o candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Gilmar fez as críticas em postagem logo cedo em sua conta na rede X.
Na nota, André Mendonça explicou que a retirada de sigilo de documentos que envolveram o banqueiro Daniel Vorcaro foi feita por meio de decisão fundamentada e dentro das atribuições do relator da investigação no STF.
“O que o relator fez foi levantar o sigilo de procedimento específico, em decisão fundamentada e nos estritos limites do que lhe competia decidir. A divergência é legítima e própria de um tribunal colegiado. Ilegítima é a tentativa de constranger o julgador”, disse André Mendonça.
Em sua postagem na rede X, Gilmar Mendes saiu em defesa do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que, segundo, ele, teve sua “reputação manchada” após Mendonça divulgar conversas que não apresentavam conteúdo ilícito. Gilmar também criticou a publicação de um vídeo em que André Mendonça agradecia o apoio recebido e “orações” em seu favor nas redes sociais.
“A intenção de lucrar politicamente com o episódio ficou escancarada quando o relator fez publicar vídeo nas redes sociais agradecendo o apoio popular. Apoio a quê, exatamente? A um ato que ele mesmo admitiu não ter fundamento contra a pessoa exposta? Quem age assim não é magistrado imparcial: é boneco de campanha, um pixuleco eleitoral”, disse Gilmar.
Sem citar Gilmar Mendes nominalmente, a nota emitida pelo gabinete de André Mendonça buscar responder ponto a ponto as acusações. O documento de Mendonça cita, por exemplo, a Lei Orgânica da Magistratura Nacional, que proíbe magistrados de manifestarem opinião, por qualquer meio de comunicação, sobre processos pendentes de julgamento.
“A mesma regra também impede juízos depreciativos sobre decisões, votos ou sentenças de órgãos judiciais, com exceção de críticas feitas nos autos ou em obras técnicas”, diz o relator do caso sobre o Banco Master.
Mendonça relata também que o pedido para tornar públicos todos os procedimentos da investigação não partiu dele. Segundo a nota, a solicitação veio justamente de quem agora critica a publicidade dos autos.
"A pretensão de levantamento do sigilo de todo e qualquer procedimento, sem exceção, não partiu do relator. Veio de quem hoje se diz indignado com a publicidade dos autos”, colocou o ministro.
“O que o relator fez foi levantar o sigilo de procedimento específico, em decisão fundamentada e nos estritos limites do que lhe competia decidir. É no mínimo curioso que a crítica venha de quem sempre pleiteou publicidade irrestrita, da integralidade de toda a investigação”, completou Mendonça.
A nota também nega que tenha havido complacência com vazamentos. Segundo Mendonça, foram determinadas investigações sobre divulgações indevidas.
“Tampouco houve, em qualquer momento, complacência com vazamentos. Ao contrário, determinou-se a apuração de toda divulgação indevida ocorrida no curso da investigação, inclusive com a deflagração de fase específica diante da suspeita de participação de servidor da Polícia Federal”, finalizou o ministro André Mendonça em sua nota.
A lobista Roberta Luchsinger, investigada por suspeitas de tráfico de influência, apresentava o filho mais velho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, como seu sócio em diversas trocas de mensagens com outras pessoas. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (17) pelo jornal Metrópoles.
Em depoimento à Polícia Federal (PF), em maio deste ano, Roberta Luchsinger afirmou que a relação com Lulinha é uma “amizade” e negou ter feito repasses financeiros a ele, mas em mensagens de texto e áudio ela deixa clara a existência de sociedade entre os dois.
Segundo a reportagem, a mensagem mais recente é de junho de 2024. Luchsinger conversa com um contato salvo como “Adelaida Borg – Gerente Le Bristol” e diz: “Que pena! Estava com meu sócio e a família. Filho do presidente Lula. Fizemos mta compra e adoraria ter lhe encontrado”.
Em conversa do dia 13 de maio de 2024, Roberta diz a um contato salvo como “Alexandre Rodrigues” que tem ficado entre terça e quinta em Brasília, “com o meu sócio q é filho do pr”.
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Foto: Reprodução / Metrópoles
Para o contato “Ana Carolina Alencar”, em março do mesmo ano, ela encaminha mensagem de Lulinha e pede: “Mostra (a) Marcelo a mensagem do meu sócio, Fábio”. Em fevereiro, ela envia a mensagem: “E o Fábio, meu sócio, já viajou para Barcelona. E aí eu tenho que correr com as coisas, né?”, para um contato salvo como “Ana Carolina Melchert”.
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Foto: Reprodução / Metrópoles
Em conversa com uma amiga, Luchsinger diz, em 28 de janeiro de 2024: “Querida, estou indo dia 5 de fevereiro para Genebra com as filhas. Conosco irão Fábio (meu sócio) filho do presidente Lula com a esposa e filhos”. O parêntese está na mensagem original de Roberta.
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Foto: Reprodução / Metrópoles
Em áudio para um contato salvo como “Rose Amorim”, Roberta Luchsinger se refere a Fábio Luís como “sócio” ao contar uma história sobre Fernando Bittar. “Lembra do Fernando, meu sócio na empresa que eu tenho com ele, com o Fábio, filho do presidente?”, pergunta. O áudio foi enviado no dia 10 de janeiro de 2024.
Em conversa com um advogado de São Paulo, em outubro de 2023, Roberta Luchsinger diz apenas que “O fábio eh meu sócio”. “Eu ele e o Fernando Bittar.”
Conversando com uma vendedora de roupas no dia 25 de junho de 2023, Roberta diz: “Ela eh amiga da Renata minha melhor amiga q eh esposa do meu sócio Fábio q eh filho do presidente”.
A relação entre Lulinha e Roberta Luchsinger são investigados em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Em um deles, com as apurações mais avançadas, a PF investiga suspeitas de que Lulinha, Roberta Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, teriam praticado tráfico de influência no Ministério da Saúde para vender fármacos derivados de maconha.
Outro inquérito diz respeito a pagamentos que teriam sido feitos por Roberta Luchsinger a pessoas do entorno do presidente Lula, como o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Uma terceira apuração gira em torno de possível tráfico de influência na Dataprev, empresa pública de processamento de dados.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou um ofício ao presidente da Segunda Turma, Luiz Fux, questionando a condução do julgamento que resultou no afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça. Mendes expressou preocupação com a rapidez com que Fux e o ministro Kassio Nunes Marques votaram a favor da decisão do relator, formando uma maioria sem a consulta dos outros integrantes da turma, Dias Toffoli e Gilmar.
O ofício, enviado na última sexta-feira (11), surge em meio a uma crise no STF, acentuada por um julgamento que envolveu uma suposta aliança entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, na terça-feira (15). Mendes mencionou a questão durante a sessão, que terminou sem conclusão após um pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Gilmar Mendes destacou que a sequência de horários registrada no sistema oficial da Corte indica que a sessão virtual extraordinária foi marcada sem a devida comunicação a todos os membros do colegiado. Ele enfatizou que a falta de transparência pode comprometer a participação dos integrantes da turma em decisões importantes.
O magistrado ressaltou a necessidade de tratar todos os membros de forma igualitária e alertou que a exclusão de alguns integrantes do processo decisório pode inviabilizar a participação efetiva nas sessões, que devem ser conduzidas de maneira aberta e colaborativa.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, utilizou o X para sair em defesa de Paulo Gonet, procurador-geral da República, na manhã desta quinta-feira (17). Em publicação feita nas redes sociais, o magistrado afirmou que Gonet tem "reputação ilibada e vida pública de lisura insuspeita".
Segundo ele, o colega teve a honra injustamente manchada pelo levantamento do sigilo de conversas que não retratavam nada de ilícito. "Em plenário, o próprio relator [André Mendonça] reconheceu, em alto e bom som, a lisura da conduta de Gonet e admitiu que nada havia contra ele. Nada. Então por que expor? Quem atesta a honra de alguém só depois de tê-la arrastado pela praça pública não está corrigindo um erro: está confessando que ele era evitável", afirmou Mendes.
"Naquele exato momento, o estrago à reputação já estava feito. Ninguém desfaz manchete com reparo tardio em plenário", completou.
O ministro destacou que Mendonça tinha intenção de "lucrar politicamente" com o episódio, e isso ficou evidenciado quando o publicou vídeo nas redes sociais agradecendo o apoio popular. "Apoio a quê, exatamente? A um ato que ele mesmo admitiu não ter fundamento contra a pessoa exposta?", questionou Mendes. "Quem age assim não é magistrado imparcial: é boneco de campanha, um pixuleco eleitoral".
De acordo com o magistrado, o episódio remete à investigação da Lava Jato, quando Deltan Dallagnol e Sergio Moro "transformaram vazamento seletivo em método". Segundo ele, a ideia era criar o fato consumado antes da ação penal, colher os dividendos políticos e deixar a defesa correndo atrás de um julgamento que a opinião pública já havia feito.
"Linchamento coletivo serve para esvaziar o direito de defesa e enterrar a presunção de inocência", declarou. "E, como na Lava Jato, a hora nunca é ao acaso. Lá, sigilos caíam a poucas semanas das eleições. Aqui, o levantamento apareceu às vésperas do 7 de Setembro, para inflar as ruas, arrancar dividendos políticos, sujar reputações e intimidar quem se opõe a esse método", ressaltou o ministro.
Mendes terminou a postagem declarando 'integral solidariedade' a Paulo Gonet. "O Brasil e as instituições são devedores da coragem, da seriedade e da correção de homens como ele", finalizou.
A defesa de Henrique Vorcaro, pai do empresário Daniel Vorcaro, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (16) para solicitar a revogação de sua prisão preventiva. Os advogados argumentam que o investigado está detido há mais de 90 dias sem que a Corte tenha julgado os recursos apresentados contra a medida cautelar.
Segundo informações do g1, o pedido também cobra que o presidente do tribunal, ministro Edson Fachin, destrave o andamento do processo. Henrique Vorcaro foi preso em maio deste ano sob suspeita de integrar o chamado "núcleo violento" de uma organização criminosa ligada ao seu filho.
A custódia preventiva chegou a ser confirmada pelo STF em junho, no âmbito de operações que miraram grupos conhecidos como "A Turma" e "Os Meninos", apontados como responsáveis por práticas de coerção, intimidação, invasão de dispositivos e obtenção ilícita de dados sigilosos sob comando do dono do Master.
A tramitação das ações referentes ao caso foi paralisada por determinação de Fachin ao assumir a relatoria do processo que discute se o ministro Alexandre de Moraes deve ser investigado por suposto envolvimento com o banco Master.
Com a suspensão temporária e o pedido de vista do ministro Flávio Dino na sessão de terça-feira, a definição sobre quem relatará o caso permanece incerta. Diante desse impasse, a defesa sustentou que a Segunda Turma do STF é a instância adequada para analisar a situação de Henrique, destacando que as apurações contra ele não envolvem nenhuma autoridade com foro privilegiado.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e o empresário Paulo Figueiredo se reuniram nesta quarta-feira (16) com integrantes da equipe do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, no Departamento de Estado, em Washington. No encontro, os dois defenderam sanções contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes.
Segundo Figueiredo, eles argumentaram ao governo norte-americano que Moraes permanece formalmente designado pela Lei Global Magnitsky e que não haveria motivo para seu retorno à lista de pessoas sancionadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC). O órgão havia retirado o ministro da lista em dezembro de 2025. “Nossa posição é a de que Moraes continua sob a designação da Lei Global Magnitsky e que não há razão para que ele não seja reincluído na lista SDN [lista de pessoas designadas e bloqueadas] do OFAC”, afirmou Figueiredo à CNN Brasil.
Figueiredo também disse que foram solicitadas medidas contra Flávio Dino e Gilmar Mendes. Segundo ele, os dois ministros estariam prestando “apoio material a um indivíduo designado” e, por isso, deveriam ser incluídos nas sanções. A reunião ocorreu um dia após o julgamento do STF relacionado ao relatório da Polícia Federal (PF) no âmbito do Caso Master.
De acordo com Figueiredo, a crise institucional brasileira e o combate ao crime organizado estiveram entre os principais temas discutidos. O empresário também citou críticas atribuídas a Trump sobre o combate ao tráfico de drogas no Brasil. Em documento enviado pelo Congresso dos EUA na terça-feira (15), o presidente norte-americano afirmou que o governo brasileiro teria falhado no enfrentamento ao PCC e ao Comando Vermelho e defendeu medidas mais agressivas contra os grupos.
Em meio aos desdobramentos da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira (16), que não teve participação na indicação do ministro Alexandre de Moraes para a Corte. A declaração foi dada durante entrevista ao podcast DL Show.
As falas ocorreram um dia após uma sessão marcada por discussões entre ministros do STF e em meio à repercussão da campanha eleitoral do senador Flávio Bolsonaro (PL), que tem associado Lula a Moraes ao criticar a atuação do magistrado. O candidato Bolsonaro é investigado na corte e a crise pode favorecer sua campanha durante a disputa eleitoral.
"Ontem meu adversário gravou vídeo falando de Alexandre de Moraes. Essa apuração da Suprema Corte vai descobrir o que aconteceu no banco Master. Eles montaram a quadrilha do INSS e nós tivemos que desmontar. Eu não era presidente quando Moraes foi indicado [...]. Ele era senador, deve ter votado, portanto ele é culpado", rebate o presidente.
Vale contextualizar que Flávio Bolsonaro foi eleito senador pelo PSL apenas em 2018. Quando Alexandre de Moraes foi sabatinado e teve sua indicação aprovada pelo Senado Federal, em fevereiro de 2017, o atual candidato da oposição exercia mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), sem ocupar uma vaga no Legislativo federal.
Dessa forma, Flávio não participou da sabatina nem da votação que confirmou Moraes para o STF. Durante a entrevista, Lula rebateu as críticas feitas ao ministro e atribuiu a insatisfação de Flávio Bolsonaro a decisões tomadas por Moraes em processos relacionados aos atos de 8 de janeiro e ao caso Marielle Franco.
"A raiva dele [Flávio] com o Alexandre Moraes é que o Alexandre de Moraes mandou prender quem matou Marielle [Franco]. A bronca dele é que Moraes prendeu o pai dele e os golpistas que tentaram fazer o 8 de Janeiro", criticou o presidente.
Registro dos candidatos | Fotos: Podcast DL Show / Instagram via @flaviobolsonaro
Ao comentar o cenário eleitoral de 2026, Lula destacou que Moraes foi indicado ao STF em 2017 pelo então presidente Michel Temer (MDB). O ministro assumiu a vaga aberta com a morte de Teori Zavascki, ou seja, saía da pasta de segurança pública do presidente da época para assumir uma cadeira na mais alta corte.
"Na presente hipótese, de maneira absolutamente inconstitucional e ilegal, o ministro relator determinou, de ofício, a realização de atos de investigação em relação a um ministro da Corte", alega Moraes sobre o julgamento marcado na corte.
RESPOSTA PARA FLÁVIO
Na entrevista, Lula afirmou que as críticas feitas por Flávio Bolsonaro a Moraes não estariam relacionadas ao caso envolvendo o Banco Master, mas sim a decisões judiciais proferidas pelo ministro. Ao comentar o tema, o presidente questionou os recursos destinados ao filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
"Ele tem que explicar cadê os R$ 130 milhões que pegou do Vorcaro. Foi R$ 130 milhões para fazer o filme. Como ele explica? Cadê esse dinheiro? Flávio tem que explicar os R$ 130 milhões que pegou do Vorcaro para fazer um filme mequetrefe sobre o seu pai", questiona Lula.
Lula elogiou a atuação de Moraes em processos relacionados à tentativa de golpe de Estado e sua condução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições de 2022. Na ocasião, Moraes atuou em decisões envolvendo a disseminação de informações falsas sobre o sistema eleitoral e determinou medidas contra aliados do então presidente Jair Bolsonaro.
O presidente ainda comentou uma peça da propaganda eleitoral que faz referência ao que o senador classifica como "escândalo do Alexandre de Moraes" Em resposta, Lula mencionou investigações que apuram repasses de recursos ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento do filme Dark Horse.
As investigações apuram a negociação de recursos para a produção cinematográfica. Segundo informações já divulgadas pela imprensa após o áudio revelado pelo The Intercept Brasil, o valor previsto para o projeto era de R$ 134 milhões, dos quais US$ 12,3 milhões teriam sido repassados por Vorcaro.
"Ninguém aguenta mais o Lula, ninguém aguenta mais 4 anos do atual governo, ninguém aguenta mais os ministros do Lula no Supremo, melando o Brasil, atrapalhando a nossa democracia", dispara o opositor em agenda de campanha.
Flávio Bolsonaro admite ter se reunido com Vorcaro no fim de 2025, quando o empresário cumpria prisão domiciliar. O senador afirma que o encontro tratou da conclusão da captação de recursos para o filme e sustenta que os valores obtidos tiveram origem em "financiamento privado", isso sem considerar as emendas parlamentares de aliados que são investigadas pela Polícia Federal.
ASSISTA:
Um dia depois da tensa sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) para julgar uma possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, foi iniciada às 14h45 desta quarta-feira (16) uma nova reunião, mas desta vez, para analisar uma pauta de ações agendadas anteriormente pelo presidente da Corte, Edson Fachin. Na pauta desta quarta estão julgamentos de ações sobre licença-maternidade, planos de saúde, proteção ambiental e imunidade tributária.
Na abertura da sessão, não estavam presentes os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino. Os demais ministros compareceram ao plenário: Edson Fachin, Dias Toffoli, Carmen Lúcia, Luiz Fux, Kassio Nunes, André Mendonça e Cristiano Zanin. Também está presente no plenário o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
(Atualização 16h30 - um tempo depois de iniciada a sessão, o ministro Alexandre de Moraes se sentou em sua cadeira para participar do julgamento)
Após abrir a sessão, o ministro Edson Fachin chamou para julgamento o primeiro item da pauta, o Recurso Especial 1495108, que trata do alcance da imunidade do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) para empresas do setor imobiliário. Na discussão do tema, o ministro Flávio Dino apareceu de forma remota, por vídeo.
Também está na pauta desta quarta a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7495, que discute se as regras de licença-maternidade e paternidade podem estabelecer diferenças com base no caráter biológico ou adotivo da filiação e no regime jurídico da pessoa beneficiária.
O Plenário ainda analisará, em conjunto, a Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 90 e o Recurso Extraordinário (RE) 630852, com repercussão geral (Tema 381). A controvérsia é se o Estatuto da Pessoa Idosa (Lei 10.741/2003) se aplica aos reajustes de planos de saúde por faixa etária em contratos firmados antes de 2004.
Um último tema, se der tempo, é a continuidade do julgamento da ADI 5385, que questiona parte da Lei de Santa Catarina 14.661/2009 que redefiniu os limites do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro e criou o Mosaico de Unidades de Conservação da Serra do Tabuleiro e Terras de Massiambu.
Há a expectativa de que o presidente do STF, Edson Fachin, dê mais detalhes sobre o rito processual para a análise do pedido de investigação contra o ministro André Mendonça. O julgamento, que a princípio está marcado para o próximo dia 23, tende a ser adiado, já que o pedido de vista de Flávio Dino, na sessão desta terça (15), deixou pendente uma decisão que pode afetar diretamente a análise do caso sobre Mendonça.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, teria bloqueado o ministro Gilmar Mendes no WhatsApp depois de uma série de mensagens em que o decano pede que ele "assuma que está ferrado". Segundo informações do jornal Metrópoles, a conversa ocorreu na semana passada, antes da sessão extraordinária da Corte nesta terça-feira (15).
Gilmar também teve uma discussão pelo aplicativo com o ministro Luiz Fux, de quem cobrou "postura institucional". O decano escreveu na mensagem: "Assumam q (sic) estão ferrados e saiam dos processos. Abram as contas". A fala de Gilmar ocorreu em meio a divulgação das informações do caso Master que incluem o filho de Nunes Marques, Kevin, e Rodrigo Fux, filho de Fux.
O decano defendia que ambos se declarassem suspeitos para a sessão desta terça-feira (15). Kassio respondeu: "Me respeite Gilmar. Isso não é postura". Gilmar rebateu: "Não julguem porra. Não respeito a quem nao (sic) se daH (sic) respeito". O decano teria sugerido ainda que o colega deixasse a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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"Então não me tecle pois não falo com quem não me respeita", disse Kassio. Gilmar pediu novamente que ele "abrisse suas contas" antes de julgar qualquer processo sobre o Master na Segunda Turma. Nunes Marques respondeu: "Abro com o maior prazer. Há 15 anos que presto contas de tudo."
Gilmar seguiu dizendo que a família de Kassio estava envolvida em tramoias. Depois disso, o decano foi bloqueado. Na sessão desta terça, o presidente do TSE se declarou impedido de julgar os elos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes.
DIÁLOGO COM FUX
Quanto à Fux, as mensagens de Gilmar tinham como contexto o julgamento em que a Segunda Turma formou maioria para manter a ordem de André Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
O decano, que pediu vista logo que a sessão virtual abriu, acusa Fux de ter combinado com Kassio a antecipação dos votos, cerca de sete minutos depois. "Isto revela qq (sic) coisa menos postura institucional. Espero que nao (sic) se repita", teria escrito Gilmar.
Fux respondeu que o decano poderia dizer "espero que não se repita" para quem quisesse, mas não para ele. "Ninguém nesse mundo diz pra mim como agir", disse ele, desejando em seguida que o colega tivesse uma boa noite.
"Fux, soh (sic) cuide de atuar como Presidente da turma", recomendou Gilmar. A resposta foi: "Bom Dia. Cuide de não encher meu saco!".
O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou nesta terça-feira (15) a decisão registrada durante o julgamento que analisou processos relacionados aos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, no contexto do caso Banco Master e das mensagens trocadas entre Moraes e o empresário Daniel Vorcaro. O plenário formou placar de 4 a 3 pela análise separada dos casos, mas o julgamento foi suspenso após pedido de vista de Flávio Dino.
A discussão começou a partir de uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, que defendia a reunião dos processos e a redistribuição dos autos. No documento publicado pelo STF, consta a determinação para reunir a Petição 16.662/DF e a Petição 16.704/DF e, depois, redistribuí-las conforme as regras regimentais.
Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram pela unificação. Do outro lado, Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia defenderam a análise separada, formando o placar de 4 a 3. Flávio Dino chegou a se posicionar pela reunião dos casos, mas pediu vista e seu voto não foi computado no placar.
A decisão publicada também determina a certificação dos magistrados citados no processo do Banco Master sobre os quais existam indícios de recebimento de valores indevidos. Após essa etapa, a Procuradoria-Geral da República e os juízes mencionados deverão ser chamados a se manifestar.
Com o pedido de vista de Dino, a análise não foi concluída nesta terça-feira.
Cerca de dois terços dos brasileiros são a favor de um processo de impeachment de ministros envolvidos no escândalo do Banco Master, e Alexandre de Moraes é o principal responsável pela crise enfrentada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Essas são algumas conclusões retiradas da pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta terça-feira (15).
De acordo com o levantamento, que teve entrevistas realizadas entre os dias 10 e 13 de setembro, um total de 68% dos brasileiros afirmam que são “totalmente a favor’ de um processo de impeachment contra os ministros do STF. Por outro lado, segundo a pesquisa, 9% dizem ser mais a favor do que contra, ante 4% que dizem ser mais contra do que a favor.
Apenas 15% dos entrevistados da Indexa/Broadcast dizem ser totalmente contra o afastamento dos magistrados. Os que afirmam que não conhecem o assunto o suficiente para avaliar totalizam 3%, e os que não sabem ou não responderam marcam 1% no levantamento.
Em outro recorte da pesquisa, 46% dos eleitores atribuem a responsabilidade da crise ao ministro Alexandre de Moraes. Já 16% dos entrevistados afirmam que André Mendonça seria o principal responsável pelos problemas da Corte.
Há também um grupo de 6% de eleitores que acreditam que a responsabilidade seja do ministro Dias Toffoli, que foi o primeiro relator do caso Master antes de os trabalhos serem assumidos por Mendonça. A pesquisa também aponta que 4% atribuem a responsabilidade a Flávio Dino; e 3% a Fachin.
Uma parcela de 2% dos entrevistados acredita que a crise pode ser atribuída a outro ministro, sem especificar qual. Eleitores que não conhecem o assunto o suficiente para responderem a a aparecem em 10%, ante 5% que não acham que há uma crise na Corte, e 5% que afirmam que nenhum deles são responsáveis.
A sondagem mediu ainda a percepção do eleitorado sobre os critérios usados pelos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça para basearem suas decisões no Supremo. Para 45% dos entrevistados, Moraes age baseado em critérios políticos, 16% acreditam que o ministro age por critérios técnicos e jurídicos e outros 24% apontam que as duas alternativas são usadas pelo magistrado.
Sobre a atuação de Mendonça, 33% acreditam que o ministro utiliza critérios técnicos e políticos, ante 28% que apontam o uso de critérios políticos. Já os que acreditam ser os dois tipos de critério somam 17% dos entrevistados.
O Indexa/Broadcast ouviu 2.000 entrevistados entre os dias 10 a 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com o nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03482/2026.
A ministra Cármen Lúcia afirmou, nesta terça-feira (15), estar “envergonhada” com a situação vivida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) durante o julgamento da Petição 16.662. Segundo ela, os recentes episódios envolvendo a Corte provocaram um “mal-estar cívico” entre os brasileiros. A declaração ocorreu durante a sessão que analisa a abertura de uma investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes, marcada por discussões entre integrantes do tribunal.
“Eu me sinto um pouco até envergonhada, presidente, de, no momento em que o Brasil está a menos de 20 dias da eleição, estarem todos voltados a questões do Supremo”, declarou.
Cármen Lúcia afirmou que o Judiciário deveria contribuir para tranquilizar a população, mas avaliou que o STF acabou produzindo o efeito contrário nos últimos dias. Ela também pediu desculpas ao presidente da Corte, aos demais ministros e aos brasileiros por considerar que poderia ter adotado uma postura diferente para ajudar a reduzir a tensão.
“Eu peço desculpa ao povo brasileiro por talvez ter esperado de mim uma postura diferente, mas acho que todos nós aqui queríamos a mesma coisa, que era tentar resolver e as questões não foram resolvidas e foram crescendo demais”, disse.
A ministra também mencionou a repercussão dos acontecimentos fora do tribunal. Segundo Cármen, passou a encontrar referências à crise do STF em locais do cotidiano e nos telejornais, enquanto a população deveria estar concentrada nas eleições. Para ela, houve uma “espetacularização” dos casos em análise pelo Supremo. “Faz mal não apenas ao Supremo nem ao Poder Judiciário, faz mal ao país”, afirmou.
Cármen Lúcia também negou ter sofrido pressões para votar em determinado sentido. Ela disse ter conversado com Alexandre de Moraes, André Mendonça e o presidente do STF, mas afirmou que ninguém lhe pediu voto. A ministra votou com o presidente por ser "excessivamente institucional".
ASSISTA:
???????? “Me sinto envergonhada”, diz Carmen Lúcia, única ministra do Supremo, sobre crise na Corte. pic.twitter.com/0QKXiIbEBy
— Eixo Político (@eixopolitico) September 15, 2026
O portal de notícias do Supremo Tribunal Federal (STF) registrou instabilidade nesta terça-feira (15), durante a realização de uma sessão extraordinária destinada a julgar a possível abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O procedimento apura um suposto envolvimento do magistrado com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
Segundo a assessoria de imprensa da Suprema Corte, a oscilação no sistema foi causada por um "excesso de acessos" no site.
Em razão da falha técnica, o acompanhamento em tempo real das publicações oficiais sobre o andamento do julgamento ficou indisponível para os usuários. Até o momento, a equipe do tribunal não divulgou previsão para a normalização do acesso ao portal.
O Supremo Tribunal Federal (STF) registrou uma votação de 4 a 3 a favor da análise separada dos processos que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. A deliberação ocorre em sessão no plenário desta terça-feira (15), após questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, que defendeu a unificação das matérias e a redistribuição da relatoria por sorteio.
Acompanharam o entendimento de Gilmar Mendes os ministros Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Já o presidente da Corte, Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia, votaram pela tramitação separada dos casos e pela manutenção da condução do processo sob a responsabilidade de Fachin.
A favor do entendimento de Gilmar Mendes (tramitação conjunta dos casos):
-
Gilmar Mendes
-
Alexandre de Moraes
-
Cristiano Zanin
-
Flávio Dino (antecipou voto nesse sentido, mas pediu vista e seu voto não foi contabilizado no placar oficial).
Pela tramitação separada dos casos e manutenção da relatoria com Fachin:
-
Edson Fachin
-
André Mendonça
-
Cármen Lúcia
-
Luiz Fux
Não votaram [impedidos]:
-
Dias Toffoli (declarou-se suspeito)
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Kassio Nunes Marques (declarou-se impedido).
Ao proferir seu voto, Cármen Lúcia afirmou estar "profundamente envergonhada" com a situação do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu desculpas ao povo brasileiro pelos fatos em discussão e disse não ter sido tão eficiente quanto deveria, atuando com uma "tristeza cívica". Em seguida, acompanhou o entendimento do presidente da Corte por considerar sua posição "excessivamente institucional".
Confira o momento da consternação da única ministra da casa:
Nos casos de empate, o Regimento Interno do STF prevê que o presidente da Corte exerce o chamado voto de qualidade, também conhecido como voto de minerva. Assim, caso o placar permaneça empatado, caberá ao presidente, ministro Edson Fachin, proferir o voto decisivo sobre a questão em julgamento.
Com o pedido de vista apresentado por Flávio Dino, entretanto, a análise foi suspensa por até 90 dias, adiando uma definição sobre o impasse e, consequentemente, prolongando a crise institucional que envolve a Corte. Com isso, a PET 16.662 teve sua tramitação suspensa e o placar ficou em 4 a 3. Dino era um dos outros quatro votos em juntar os casos; o ministro havia votado com Moraes, Zanin e Gilmar Mendes.
A situação ocorre em um contexto incomum: o STF está atualmente com 10 integrantes, após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias para a vaga aberta. Como a composição do tribunal é par, aumenta a possibilidade de empates em julgamentos. Nesses casos, a palavra final cabe ao presidente da Corte, que exerce a função de desempate prevista no regimento.
RELEMBRE:
- Moraes e Mendonça discutem sobre atuação da PF na investigação do Caso Master;
- VÍDEO: "Pode chorar, pode chorar", Gilmar Mendes interrompe André Mendonça e ministros discutem no STF após fala do PGR;
- Site do STF apresenta instabilidade durante julgamento sobre investigação contra Moraes.
O julgamento contabiliza dois impedimentos declarados: o ministro Dias Toffoli alegou envolvimento prévio no caso do Banco Master, enquanto o ministro Kassio Nunes Marques citou questões relativas a mudanças eleitorais e à sua atuação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com a publicação dos autos, o Supremo passa por um novo teste de disputa na próxima quarta-feira (23). (Nota atualizada às 18h32 após o ministro Flavio Dino pedir vista, deixando o placar em 4 a 3).
Tendas montadas na área externa do Supremo Tribunal Federal (STF) para as equipes de segurança e imprensa, foram derrubadas com a forte ventania e a chuva que atingiram a área central do Distrito Federal nesta terça-feira (15).
A estrutura caiu em cima da TV que transmitia a sessão para os jornalistas. Houve gritos de surpresa, mas apesar do susto, não houve registro de feridos ou de dano a equipamentos até a última atualização desta nota.
Os profissionais estavam posicionados para a cobertura da abertura (ou não) de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.
O STF analisa o relatório da PF (Polícia Federal) com mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A sessão extraordinária começou por volta das 10h, sob relatoria do presidente da Corte, Edson Fachin, que assumiu o processo no sábado (12), no lugar de André Mendonça.
CONFIRA REGISTRO:
Após o pronunciamento do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, o ministro André Mendonça fazia acréscimos à sessão quando foi interrompido pelo ministro Gilmar Mendes, dando início a uma discussão no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF).
Confira o momento:
O procurador abordou suas relações com Daniel Vorcaro e reconheceu que esteve com ele uma única vez. Em seguida, Mendonça, que relatava a investigação, justificou-se afirmando: "Nós estamos aqui por questão de ofício". Segundos depois do início de sua fala, o ministro Gilmar Mendes o interrompeu com críticas.
"É impressionante, presidente, que uma pessoa dessa estatura como Paulo Gonet sofra esse tipo de ilação. Isso sim é leviandade, é leviandade. Tem de ser um sentimento polianesco. É impressionante a desfaçatez desse sujeito", criticou Gilmar Mendes.
Mesmo pedindo a palavra diversas vezes, Mendonça rebate. "Pode chorar, pode chorar", esbraveja Gilmar Mendes. "Não estou chorando, não. Aqui não tem choro, não. Respeite!", responde Mendonça. Durante a reação no julgamento, Gilmar Mendes subiu o tom com o magistrado e declarou: "Me respeite. É impressionante". O bate-boca entre os ministros ocorreu em meio aos debates no plenário da Corte.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas, a de livrar o mundo, a humanidade, do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa. Sua capacidade de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exército, nem arsenais, nunca foi tão pequena".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao discursar na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Lula falou de sua indignação diante de um cenário internacional conturbado, e disse que a ONU está falhando em evitar as guerras, mortes e destruição.
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