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thelma assis
Em uma entrevista concedida ao portal TV Fama, Thelma Assis comentou sobre os famosos que mantiveram contato próximo com Rodrigo Branco, após o pedido de desculpas do empresário em relação à sua condenação por racismo.
Segundo a vencedora do BBB20, ela preferiu se preservar em detrimento de sua saúde mental, permanecendo próxima de sua família. A médica afirmou também que as pessoas possuem o direito de evoluir, porém, ressaltou que a luta antirracista precisa ser mais prática do que midiática.
Além disso, questionada sobre as celebridades que apoiaram a retratação e pedido de desculpas de Rodrigo Branco, Thelma disse que acredita que as pessoas têm seu livre-arbítrio para fazerem suas próprias escolhas, porém, ressaltou que não se trata de um erro isolado, mas sim de um crime. "Quem quis ser conivente, apoiar e passar a mão... livre-arbítrio, e arque com as consequências", finalizou a ex-BBB20.
O caso aconteceu em 2020, quando Thelma ainda estava confinada no Big Brother Brasil. Na ocasião, em uma live promovida pela DJ Jude Paulla, que era amiga de Rodrigo Branco, o empresário afirmou que as pessoas estavam apoiando Thelma no BBB por ela ser uma "negra coitada". O ex-jornalista da Band ainda chegou a comparar Thelma com Maju Coutinho e ofendeu a apresentadora do 'Fantástico'.
O empresário foi processado por Thelma Assis em 2020. No início de junho deste ano, a justiça decidiu que Rodrigo Branco deve indenizar a médica em R$ 40 mil.
O empresário Rodrigo Branco esteve no jogo do Brasil contra a Escócia nesta quarta-feira (24) no Hard Rock Stadium, em Miami, nos Estados Unidos, ao lado de nomes conhecidos como Livia Andrade e Rodrigo Faro. O empresário tem repercutido nas redes sociais nos últimos dias após a ex-BBB Thelma Assis vencer um processo contra ele por racismo. O caso aconteceu enquanto a médica ainda estava confinada no Big Brother Brasil.
O empresário compartilhou diversos stories em seu perfil, porém um que chamou a atenção foi um vídeo ao lado de Rodrigo Faro durante a partida da seleção. Na ocasião, Branco compara Rodrigo Faro com David Beckham, que estava logo atrás da dupla. Internautas apontaram um suposto constrangimento por parte de Faro, a motivação seria a recente condenação do empresário.
O episódio aconteceu em março de 2020, em uma live promovida pela DJ Jude Paulla, amiga de Rodrigo Branco. O empresário afirmou que as pessoas estavam apoiando Thelma no BBB por ela ser uma "negra coitada". O ex-jornalista da Band ainda chegou a comparar Thelma com Maju Coutinho e ofendeu a apresentadora do 'Fantástico'. "Não, a Thelma nem pensar. Posso falar uma coisa? Você gostar da Thelma é racismo. É o seguinte, todo mundo tá votando nela, porque ela é negra coitada. […] Quer ver, por exemplo, a Maju Coutinho é péssima, horrível, fala tudo errado e só tá lá pela cor. A carreira dela foi ela ser xingada", afirmou o empresário.
Após o resultado do processo, Rodrigo Branco postou um vídeo em suas redes sociais afirmando que "estava aprendendo". Ele recebeu apoio massivo nas redes sociais por parte de figuras públicas como Xuxa Meneghel e Deborah Secco.
A recente publicação do empresário e jornalista Rodrigo Branco, na qual ele pede desculpas e comunica o pagamento de uma indenização à médica e ex-BBB Thelma Assis, gerou uma onda de reações nas redes sociais. Enquanto diversas celebridades manifestaram apoio ao empresário, a comunicadora baiana Val Benvindo publicou um comentário na publicação criticando o que chamou de "acolhimento imediato a uma pessoa condenada por crime racial".
Rodrigo Branco foi condenado a pagar R$ 76.061,07 por danos morais após afirmar, em 2020, que a torcida por Thelma de Assis existia apenas por ela ser negra. Em seu vídeo de pedido de desculpas, Branco afirmou que o pagamento encerra um ciclo de aprendizado e que decidiu não recorrer da decisão judicial.

Após a postagem, celebridades como Xuxa Meneghel, Astrid Fontenelle e Gominho deixaram mensagens de incentivo. Xuxa afirmou que "estamos aqui para aprender", enquanto Astrid deu as "boas-vindas" ao empresário na luta antirracista.
Incomodada com a repercussão “positiva” entre os famosos, Val Benvindo utilizou o espaço dos comentários para expor sua indignação. A comunicadora descreveu a rede de apoio como uma demonstração prática do "pacto narcísico da branquitude".
"Me causa uma dor — de verdade — ver tanta gente famosa, em sua maioria branca, vindo aqui te acarinhar", escreveu Val, destacando que os comentários são uma “aula viva” do pacto da branquitude. Val Benvindo questionou, também, a ideia de que o reconhecimento do erro e o pagamento de uma quantia em dinheiro sejam suficientes para apagar o crime cometido. Contrastando com o tratamento recebido por pessoas negras, que, segundo ela, é bem diferente.
Além disso, a comunicadora destacou o impacto emocional sobre a vítima, no caso Thelma Assis, lamentando que a médica, além de ter passado pelo estresse de um processo judicial, tenha que ver pessoas "acolhendo" seu agressor.
A médica e ex-BBB Thelma Assis celebrou a vitória na Justiça em um caso de racismo envolvendo o empresário e jornalista Rodrigo Branco após seis anos. Nas redes sociais, a apresentadora da Globo revelou a condenação de Branco ao pagamento de R$ 40 mil por danos morais, além de juros e correção monetária.
"Eu precisava que a justiça reconhecesse o fato, e ela foi feita. Foram seis anos lutando praticamente sozinha, somente com o apoio da minha família e meus advogados, contra uma injúria racial covarde, já que eu estava confinada na época do ocorrido e não pude me defender", diz trecho da nota.
Em sua decisão, a juíza Flávia Snaider Ribeiro, da 6ª Vara Cível de São Paulo, destacou que os comentários de Rodrigo não podem ser admitidos. O processo correu à revelia, sem defesa do réu.
"Nesse contexto, verifica-se que, ao proferir as palavras anteriormente descritas, o réu, na tentativa de diminuir os evidentes atributos pessoais da autora (carisma, talento, competência, entre outros) os quais a levaram, inclusive, a vencer a referida disputa em programa televisivo com sucesso reconhecido nacionalmente, buscou atrelar o seu favoritismo ou a sua torcida relevante ao fato de a demandante ser pessoa negra e que, assim, na concepção do réu, seria digna de 'pena' pela sociedade, revelando, de forma cristalina, comportamento discriminatório que não se pode admitir", diz trecho da decisão.
Thelma ainda revelou que doará parte do valor da causa para uma instituição de combate ao racismo. “Se o condenado honrar com o pagamento, além de arcar com os custos do processo, a verba será destinada a uma instituição de combate ao racismo”, afirmou Thelminha.
SOBRE O CASO
O episódio aconteceu em março de 2020. Na época, em uma live promovida pela DJ Jude Paulla, que era amiga de Rodrigo Branco, o empresário afirmou que as pessoas estavam apoiando Thelma no BBB por ela ser uma "negra coitada". O ex-jornalista da Band ainda chegou a comparar Thelma com Maju Coutinho e ofendeu a apresentadora do 'Fantástico'.
"Não, a Thelma nem pensar. Posso falar uma coisa? Você gostar da Thelma é racismo. É o seguinte, todo mundo tá votando nela, porque ela é negra coitada. […] Quer ver, por exemplo, a Maju Coutinho é péssima, horrível, fala tudo errado e só tá lá pela cor. A carreira dela foi ela ser xingada".
Após a repercussão negativa, Rodrigo pediu desculpas publicamente e excluiu o perfil nas redes sociais, só voltando após alguns meses.
"Sempre falo o que eu penso e várias vezes eu falei besteira. Eu falei um monte de merda, não falei nada como eu penso. Eu queria falar uma coisa e falei outra, fui totalmente racista. Eu recebi ligações de amigos meus. Queria pedir desculpas, comecei a falar um monte de abobrinha", disse.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luciano Sandes
"De início, informa que recebeu com surpresa a operação realizada na data de ontem, que o incluiu como um dos alvos. Apesar disso, mantém serenidade e a confiança de que, ao final das apurações, todos os fatos serão esclarecidos e que sua inocência restará demonstrada".
Disse o ex-secretário municipal de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro, Luciano Sandes, se pronunciou pela primeira vez após ser alvo da operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MP-BA).