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A Juventude do União Brasil de Salvador realizou, na sede do partido na Bahia, a posse da nova executiva municipal da União Jovem do Brasil. O evento contou com a presença do ex-prefeito de Salvador e líder político ACM Neto.
Durante a cerimônia foi realizada a posse de Sosthenes Macêdo Bisneto como presidente da União Jovem. A nova diretoria assume o desafio de ampliar o diálogo com a juventude soteropolitana, promovendo iniciativas que incentivem a participação cidadã e o protagonismo jovem na construção de políticas públicas.
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A solenidade também reuniu importantes lideranças políticas, entre elas os vereadores Alberto Braga, Cláudio Tinoco e Marcelinho Guimarães, além de secretários, dirigentes partidários e representantes municipais.
- Presidente - Sosthenes Macêdo Bisneto
- Secretário Geral - Gabriel Lins
- Primeiro vice - Damares Pinheiro
- Segundo vice - Matheus Brás
- Terceiro vice - Helio Guimarães
- Secretário adjunto - Diego Amorim
- Coordenador financeiro- Carlos Cézar Oliveira
- Coordenador de comunicação- Thalmus Castro
- Coordenador de Mobilização- Átila da Mata
Após as declarações do prefeito Bruno Reis (União), sobre o cancelamento da inauguração do Residencial Zulmira Barros, aliados do presidente Lula criticaram o posicionamento do prefeito em declaração dada em evento de oficialização da parceria entre o União Brasil e o Novo, nesta terça-feira (7). Nas palavras de Éden Valadares, secretário Nacional de Comunicação do PT, Bruno Reis agiu com “descontrole e insensatez”.
Na ocasião, Bruno Reis alegou que Lula não inaugurou residencial por ter ficado "tomando uísque até tarde" no Palácio de Ondina. Em resposta Éden destaca: “Lamentável a declaração e ainda mais a postura. Infelizmente Bruno Reis mostra não estar à altura do cargo que ocupa. Destemperado e desequilibrado, Bruno age com descontrole e insensatez toda vez que se vê pressionado na gestão ou na política. Absolutamente lamentável”, escreveu Éden, em nota.
Outra liderança govenista, Lídice da Mata, líder estadual do PSB, também se posicionou contra a postura do prefeito da capital baiana. “Prefeito adota postura bolsonarista que nao combina com o cargo que exerce. É natural a divergência política, mas a falta de respeito não pode ser regra”, descreveu a deputada federal.

Foto: Reprodução / Instagram
O secretário estadual de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, também se posicionou publicamente sobre o ocorrido. Em seu posicionamento, Monteiro afirma que Bruno Reis faz "pouco caso dos investimentos federais em Salvador".
“Eu achava que o máximo de grosseria do prefeito de Salvador estava na atitude de não comparecer aos eventos institucionais do Presidente da República na cidade. Além de fazer pouco caso dos investimentos federais em Salvador. Mas hoje ele nos surpreendeu. Decidiu escancarar seu bolsonarismo da pior forma: com mentiras e ataques pessoais. Atitude mal educada e deplorável", escreveu o gestor de Cultura.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), alegou que a base partidária de apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) deve diminuir até as convenções partidárias, marcadas para agosto. Em evento de oficialização da parceria entre o União Brasil e o Novo, no âmbito da campanha eleitoral no estado, o gestor municipal destacou que o PT deve perder 2 ou mais partidos aliados até o período oficial de campanha.
? Bruno Reis diz que base governista deve sofrer baixas devido a “incapacidade” de Jerônimo
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) April 7, 2026
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“Vai perder o PRD, Solidariedade, e até as convenções, onde ainda tem mais baixas. Pela incapacidade, falta de habilidade. E aí eu pergunto, um governador que não é bom em gestão, que não é bom em política, é bom em quê?”, diz o prefeito.
Segundo Bruno, as especulações em torno da chapa majoritária do governo petista, especialmente no que diz respeito à vice-governadoria, são um retrato dessa “incapacidade”.
“Porque a gente vê agora, na política, o desastre que foi. A vice foi oferecida a mais de 20 pessoas diferentes e todos foram rejeitados. Ficou claro para a sociedade que, por falta de opção, quando não tem burro, vai tu mesmo”. Bruno Reis faz referência à confirmação do nome de Geraldo Júnior, do MDB, para a reeleição ao cargo de vice-governador.
O vereador Duda Sanches deixou o União Brasil, partido no qual atuava como liderança municipal em Salvador, e oficializou sua filiação ao PSDB. A mudança aconteceu no limte da janela partidária, que chegou ao fim nesta sexta-feira (3), e a informação foi confirmada ao Bahia Notícias neste domingo (5).
Com a mudança, o vereador se mantém em um dos partidos da base de ACM Neto (União), principal nome da oposição governista e pré-candidato ao governo estadual e deve atuar sob a liderança estadual do deputado, Adolfo Viana.
Para as eleições de outubro, Duda Sanches, que atualmente cumpre seu quarto mandato como legislador da capital baiana, anunciou a sua pré-candidatura ao Congresso Nacional para o cargo de deputado federal, seguindo os passos do pai, Alan Sanches, falecido em 17 de janeiro.
O deputado federal e ex-ministro do Turismo Celso Sabino anunciou, neste sábado (4), sua filiação ao PDT, no último dia da janela partidária para as eleições deste ano. Em publicação nas redes sociais, ele também confirmou a intenção de disputar uma vaga no Senado Federal.
Sabino estava sem partido desde que foi expulso do União Brasil, após descumprir orientação da sigla para deixar o cargo de ministro. À época, o partido rompeu com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a formação de federação com o PP.
Durante sua passagem pelo Ministério do Turismo, Sabino foi responsável pela organização da conferência climática da ONU realizada em Belém.
“Depois de um período de muita reflexão e diálogo, buscando um partido que nos desse liberdade para trabalhar e que estivesse alinhado com o nosso compromisso de defender o Pará, tomamos essa decisão com muita convicção e esperança no futuro do estado”, afirmou.
“Escolhemos um caminho que fortalece ainda mais a nossa missão de seguir trabalhando pelas pessoas, levando desenvolvimento, oportunidades e qualidade de vida para o nosso estado. Seguimos juntos com o PDT na defesa do Pará”, completou o parlamentar.
O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou, nesta segunda-feira (30), que apoiará o ex-prefeito de Salvador ACM Neto na disputa pelo governo da Bahia.
A declaração foi feita durante o evento de lançamento de sua pré-candidatura à Presidência.
“Na Bahia, o PSD tem uma posição, e eu estarei no palanque de ACM Neto”, disse.
No estado, o PSD é comandado pelo senador Otto Alencar, que já declarou apoio à chapa governista liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues.
? Em lançamento de pré-candidatura, Caiado diz que estará no palanque de ACM Neto na Bahia
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) March 30, 2026
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O deputado estadual Marcelinho Veiga deixou o União Brasil e se filiou ao Partido Progressistas (PP). A informação foi confirmada nesta segunda-feira (30).
Segundo o parlamentar, a mudança tem como objetivo fortalecer a federação União Progressista nas eleições deste ano. Ele deve disputar o terceiro mandato consecutivo.
“Vamos seguir firmes. Essa mudança foi conversada com Bruno Reis e ACM Neto, com quem tenho relação de amizade e compromisso. A intenção é fortalecer a federação e atrair mais aliados”, afirmou.
Em segundo mandato na Assembleia Legislativa da Bahia, Veiga também destacou a necessidade de ampliar a atuação no interior do estado.
“É preciso fortalecer os municípios. Em oito anos conquistamos avanços, mas queremos fazer mais, com um trabalho contínuo”, disse.
A articulação foi conduzida pelo prefeito de Salvador, Bruno Reis, e pelo ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo do Estado, ACM Neto, liderança do União Brasil.
O período da janela partidária, que autoriza que parlamentares possam trocar de siglas sem sofrerem processos de perda de mandato, começou no dia 5 de março e está programado para terminar em 4 de abril. Até o início deste sábado (28), 23 dias após o início do prazo, apenas 20 trocas de legenda foram oficializadas na Secretaria-Geral da Câmara.
Nas redes sociais, partidos anunciam crescimento de bancada e novas filiações, mas elas ainda não foram consignadas na Mesa Diretora. O PL, por exemplo, afirma que já estaria com um número entre 105 e 110 deputados, mas até o momento apenas sete parlamentares tiveram seus nomes oficializados no sistema da Câmara.
Nas trocas efetivadas até o momento, o PL é o partido que mais teve novas adesões de deputados federais. O partido não chegou a perder nenhum dos seus atuais membros.
Já o que mais perdeu parlamentares nestas três semanas de janela partidária foi o União Brasil. O partido perdeu seis deputados e não ganhou nenhum, e de acordo com movimentações anunciadas nas redes sociais, a legenda pode ser afetadas por mais sete ou oito saídas.
Na bancada da Bahia, até esta sexta apenas dois deputados mudaram oficialmente de partido: Diego Coronel foi do PSD para o Republicanos e Raimundo Costa saiu do Podemos e ingressou no PSD.
Confira abaixo quem mais teve deputados ingressando em suas fileiras, quem mais perdeu parlamentares para outros partidos e o saldo total.
Entraram Saíram Saldo
PL 7 x +7
PSD 3 3 0
Podemos 2 1 +1
Republicanos 2 4 -2
PSDB 2 1 +1
PP 1 1 0
Missão 1 x +1
MDB 1 3 -2
Solidariedade 1 x +1
União Brasil x 6 -6
PRD x 1 -1
Com as mudanças atuais, as bancadas partidárias possuem até o momento o seguinte tamanho:
PL - 94 deputados
PT - 68 deputados
União Brasil - 51 deputados
PP - 49 deputados
PSD - 47 deputados
Republicanos - 42 deputados
MDB - 40 deputados
Podemos - 17 deputados
PDT - 17 deputados
PSB - 16 deputados
PSDB - 16 deputados
Psol - 11 deputados
PCdoB - 9 deputados
Avante - 8 deputados
Solidariedade - 6 deputados
Novo - 5 deputados
Cidadania - 4 deputados
PRD - 4 deputados
PV - 4 deputados
Rede - 4 deputados
Missão - 1 deputado
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, nesta quinta-feira (26), o registro da federação formada pelos partidos União Brasil e Progressistas (PP), consolidando a criação da chamada União Progressista, que poderá atuar de forma conjunta já nas eleições de 2026.
A decisão foi tomada por unanimidade pelos ministros da Corte, após parecer favorável do Ministério Público Eleitoral e a superação de questionamentos apresentados durante a tramitação do pedido. A relatora do caso é a ministra Estela Aranha.
A federação funciona como uma aliança formal entre partidos, que passam a atuar como uma única sigla por, no mínimo, quatro anos, compartilhando candidaturas, tempo de TV e recursos do fundo eleitoral. Juntas, as duas legendas formam a maior bancada da Câmara dos Deputados.
De acordo com o TSE, já há quatro federações registradas: Federação Renovação Solidária, Federação Brasil da Esperança, Federação PSDB Cidadania e Federação PSOL Rede. Com a decisão, a União Progressista se torna a quinta federação registrada na Justiça Eleitoral.
O aval ocorre após uma série de ajustes feitos pelas legendas para viabilizar o registro, como mudanças na identidade visual e o abandono de siglas que poderiam gerar confusão com outros partidos.
A aprovação foi concedida dentro do prazo exigido pela legislação, até seis meses antes do pleito, o que permite que a federação dispute as eleições de 2026.
Faltando apenas 12 dias para o encerramento do período da janela partidária, em que deputados federais podem trocar de partido para concorrer às eleições sem risco de perder o mandato, as movimentações ainda são pequenas, bem diferente do cenário observado em 2022, quando houve um recorde de mudanças de parlamentares, com 84 trocas de sigla.
Neste ano de 2026, a janela partidária foi iniciada em 05 de março, e deve seguir até o dia 4 de abril. Até o momento, apenas sete mudanças foram oficializadas na Secretaria-Geral da Mesa Diretora da Câmara. Foram as seguintes as mudanças de partido:
Kim Kataguiri (SP), do União para o Missão
Magda Mofatto (GO), do PRD para o PL
Nicoletti (RR), do União para o PL
Sargento Fahur (PR), do PSD para o PL
Saullo Vianna (AM), do União para o MDB
Vicentinho Júnior (TO), do PP para o PSDB
Vitor Lippi (SP), do PSDB para o PSB
As mudanças atuais mostram o PL como o principal beneficiário das trocas partidárias. O partido, que já era a maior bancada na Câmara, recebeu três novos deputados.
Na janela de 2022, o PL também foi o maior beneficiado com as mudanças de partido. Na ocasião, o partido do então presidente Jair Bolsonaro ganhou 38 novos deputados, saindo de uma bancada de 43 para 81 parlamentares.
Os outros partidos que mais ganharam deputados naquele ano de 2022 foram o Republicanos, com 16 novas adesões, e o PP, com dez parlamentares filiados. Apenas dois baianos mudaram de partido naquela janela: Alex Santana saiu do PDT para o Republicanos, e Marcelo Nilo saiu do PSB também para o Republicanos.
Do lado das perdas, o União Brasil até esta segunda-feira (23) é o partido que mais perdeu cadeiras, com três desfiliações. Em 2022, o União também foi o partido que mais perdeu parlamentares durante o período da janela.
Entre os dias 3 de março e 1º de abril de 2022, o União Brasil perdeu 35 deputados. O partido, que até o início da janela tinha a maior bancada da Câmara, com 81 deputados, iniciou o mês de abril com apenas 46 parlamentares.
Nos próximos dias, novas mudanças devem ser registradas no sistema da Câmara. Uma delas deve ser a saída do deputado baiano Leo Prates do PDT e entrada no Republicanos. O ato de filiação está marcado para a próxima quinta (26), no Centro de Cultura da Câmara de Vereadores, em Salvador.
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o deputado estadual Luciano Ribeiro (União), vice-líder da oposição na Casa, comentou o cenário político nacional com vistas às eleições de 2026 e possíveis reflexos na disputa estadual, que deve ser, mais uma vez, entre o ex-prefeito de Salvador ACM Neto e o governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Questionado pelo Bahia Notícias, em entrevista concedida nesta semana, sobre a estratégia do grupo na próxima eleição presidencial — especialmente diante da possibilidade de alinhamento com nomes já colocados no cenário nacional — o parlamentar afirmou que mantém a defesa de uma candidatura própria do União Brasil, em conjunto com a federação formada com o PP. O parlamentar evitou comentar uma possível aliança com o senador Flávio Bolsonaro (PL), que já se colocou como pré-candidato.
“Eu sempre defendi que o nosso partido, e agora a nossa federação, União Brasil e PP, pelo tamanho que tem, pela importância que tem, pelo significado que tem, tenha candidato próprio. Eu acredito ainda que nós teremos um candidato próprio do nosso meio partidário. Então é isso que eu defendo, que tenhamos um candidato à presidência da República do nosso partido. Acho sim que é importante ter isso dentro do nosso partido. É uma eleição de dois turnos, então nesse primeiro turno, todos os partidos e principalmente o partido da envergadura, do tamanho da nossa federação, eu acho que é extremamente necessário que tenha um partido", afirmou.
Durante o bate-papo, o parlamentar também indicou que o foco deve estar voltado para os desdobramentos no âmbito estadual.
"Mas eu acho que nós aqui na Bahia não podemos, não devemos perder o foco da eleição, que é estadual”, afirmou. "Então é o governador Jerônimo com todas as suas deficiências, com tudo que mostrou nesses três anos de ineficiência, e que o próprio líder diz que é um governo mediano, confrontado com as qualidades, com o que já demonstrou ser o deputado, o líder, ACM Neto. É nesse confronto que eu acho que a gente deve focar para que a Bahia mude de mãos, para que a Bahia tenha um novo norte e possa viver novos tempos”, declarou.
A entrevista completa com o deputado será publicada na próxima segunda-feira.
União Brasil lidera perdas e PL registra maior ganho de deputados na janela partidária até o momento
A janela partidária de 2026 começou há uma semana e, desde a última segunda-feira (9), seis deputados federais já oficializaram trocas de legenda junto à Câmara dos Deputados. O período em que os parlamentares podem mudar de sigla para concorrer às eleições sem perder o mandato atual termina no próximo dia 3 de abril.
Até o momento, o Partido Liberal (PL) foi o partido que mais recebeu novos parlamentares na Casa, enquanto o União Brasil registrou o maior número de baixas, com três cada.
Chegaram ao partido do ex-presidente Jair Bolsonaro os deputados Magda Mofatto (GO), que deixou o Partido da Renovação Democrática, Nicoletti (RR), que saiu do União Brasil, e Sargento Fahur (PR), que deixou o Partido Social Democrático (PSD).
Já Kim Kataguiri (SP) deixou o União Brasil para se filiar ao Missão, tornando-se o primeiro e único parlamentar da sigla, que teve o registro aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em novembro do ano passado. Quem também deixou a legenda presidida por Antonio Rueda foi Saullo Vianna (AM), que migrou para o Movimento Democrático Brasileiro.
Outro deputado que trocou de sigla foi Vicentinho Júnior (TO), que deixou o Progressistas (PP) para se filiar ao Partido da Social Democracia Brasileira. As informações são de Lauro Jardim, do Globo.
No dia 4 de dezembro, o União Brasil, presidido por Antonio Rueda, e o Progressistas (PP), liderado pelo senador Ciro Nogueira, protocolaram no Tribunal Superior Eleitoral o pedido de registro da federação entre os dois partidos, batizada de União Progressista.
Para poder disputar as eleições deste ano, a associação entre as siglas precisa ser aprovada pelo tribunal até seis meses antes do pleito, prazo que expira em 23 dias.
O processo foi distribuído para a ministra Estela Aranha. Há duas semanas, a relatora determinou que a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestasse sobre o registro para que a ação pudesse ser concluída, mas o Ministério Público ainda não apresentou parecer.
Até o momento, o TSE já aprovou quatro federações partidárias: Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), PSDB-Cidadania, PSOL-Rede e Renovação Solidária (Solidariedade e PRD).
O União Brasil registrou gastos de R$ 5,9 milhões de recursos públicos com a rubrica “serviços prestados por terceiros”, segundo o balanço de 2025 da Fundação Índigo, braço de formação política da legenda. A instituição é presidida pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto.
De acordo com informações da coluna Andreza Matais, do Metrópoles, integrantes do conselho fiscal do partido afirmam que solicitaram acesso às notas fiscais para detalhamento das despesas, mas os documentos não foram apresentados. Sem a documentação, conselheiros dizem que não é possível verificar como os recursos públicos foram utilizados.
Entre as despesas registradas, R$ 1 milhão aparece na rubrica “missões internacionais”, também classificadas como serviços prestados por terceiros. No total, os gastos com viagens ao exterior chegaram a R$ 1,5 milhão. Além disso, foram pagos R$ 453.250 em diárias.
O balanço indica ainda que, em 2025, a fundação possuía R$ 54,6 milhões em caixa provenientes de recursos públicos. Apesar de o estatuto da entidade estabelecer como missão a formação de novos líderes políticos e gestores públicos, o relatório aponta que apenas R$ 26.400 foram destinados à formação política ao longo de todo o ano passado. Em 2024, o valor havia sido de R$ 758.648.
A falta de detalhamento nas despesas provocou divergência dentro do conselho fiscal da fundação. Dos quatro conselheiros, dois se recusaram a aprovar as contas sob o argumento de que não tiveram acesso às notas fiscais que comprovariam os serviços pagos.
O deputado Elmar Nascimento e o ex-deputado Pauderney Avelino votaram pela aprovação do balanço. Já os conselheiros Ricardo Motta e Rodrigo Furtado rejeitaram as contas e encaminharam denúncia ao Ministério Público apontando suspeita de desvio de recursos partidários.
Em nota, a assessoria do presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, afirmou que “as atas e decisões relacionadas ao tema passam pela aprovação do Ministério Público”.
O COMANDO
Terceiro maior partido do país em número de deputados federais, atrás de Partido Liberal (PL) e Partido dos Trabalhadores (PT), o União Brasil é comandado nacionalmente por Rueda. A tesouraria da sigla é ocupada por sua irmã, Emília Rueda.
Segundo interlocutores do partido, diretórios estaduais e cargos políticos ligados à legenda são majoritariamente ocupados por nomes indicados pela direção nacional.
A sigla dispõe de cerca de R$ 1 bilhão em recursos dos fundos eleitoral e partidário para as eleições deste ano. Rueda pretende disputar uma vaga de deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro, com base eleitoral no município de Belford Roxo.
No ano passado, o dirigente celebrou seu aniversário de 50 anos em uma festa de quatro dias na ilha de Mykonos, na Grécia. No mesmo período, o partido realizou um evento nas proximidades da ilha. Desde que assumiu o comando da legenda, Rueda também ampliou seu patrimônio com aquisição de carros de luxo e imóveis, além de patrocinar festas com a presença de políticos e autoridades do Judiciário.
Em nota, a Fundação Índigo reafirmou seu compromisso com a "transparência na gestão dos recursos públicos na promoção de palestras, encontros, cursos, debates e pesquisas e ressalta que todas as suas contas dos exercícios 2024 e 2025 foram aprovadas pelo Conselho Curador".
Confira abaixo o restante da nota:
"A Polícia Federal também constatou que não existe nenhuma irregularidade pelos órgãos de controle responsáveis pela fiscalização das contas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Somente no ano passado, por exemplo, a Fundação Índigo investiu, entre outros, na Formação de Líderes e Gestores Públicos, Conexões Globais, além de seminários e pesquisas. “Todas as atividades das fundações partidárias são fiscalizadas pela Justiça Eleitoral e pelo Ministério Público, que não encontraram nenhuma irregularidade na nossa prestação de contas”, informou a Fundação Índigo".
Após meses de intensas especulações e movimentações nos bastidores do partido União Brasil, o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho, quebrou o silêncio neste domingo (8). Em entrevista ao programa Boca de Forno, da Rádio Sociedade da Bahia, o gestor confirmou que não deixará o cargo para disputar as eleições estaduais de 2026.
A decisão de José Ronaldo encerra a teoria de que ele comporia uma "chapa de peso" como vice-governador ao lado do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. A movimentação já havia sido antecipada pelo radialista Dilton Coutinho, do programa Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, que no mês passado avaliou que o prefeito "não iria para lugar nenhum" fora do comando de Feira de Santana.
Questionado sobre os convites recebidos, José Ronaldo foi transparente ao admitir que as sondagens foram reais, mas reiterou seu compromisso com o eleitorado feirense.
“Se eu dissesse que conversas sobre a vice-governadoria não existiram, eu estaria mentindo. Elas existiram e existem. Mas minha posição é clara: sempre prometi ao povo de Feira de Santana que, se eleito, cumpriria todo o meu mandato. Eu vou cumprir. Não vou me afastar e não serei candidato a vice-governador”, explica o gestor.
O prefeito também aproveitou para descartar os boatos de que indicaria o seu vice-prefeito, Pablo Roberto, para a vaga na chapa majoritária estadual, afirmando que tal diálogo sequer ocorreu.
Apesar da definição sobre sua permanência na prefeitura, o cenário político em Feira de Santana permanece sob observação. Nos últimos meses, chamou a atenção a relação institucional harmônica e tranquila que José Ronaldo vem mantendo com o governador Jerônimo Rodrigues (PT). Por ora, a única certeza é que o comando da segunda maior cidade da Bahia permanece inalterado até o final de 2028.
Considerando que são “jovens” as pessoas entre 15 e 29 anos, isso significa que a juventude contemporânea é fruto das gerações Z (1997-2010) e Alpha (2010-2024), mantendo uma relação direta e intrínseca com a internet e as redes sociais. Enquanto as demais gerações anteriores conheceram o mundo pré-conectado virtualmente, os jovens atuais - e os que virão - nasceram em meio à ascensão das plataformas com atualizações que já promoveram mudanças significativas em diversas áreas, incluindo a política. Do chão de fábrica e dos palanques em praças públicas até vídeos em redes sociais e contagem de engajamento por hashtags, ainda é possível mobilizar a juventude?
Tentando responder a essa pergunta, o Bahia Notícias elaborou uma série de reportagens mesclando dados e relatos de lideranças juvenis para compreender o cenário de renovação política e participação jovem na política eleitoral na Bahia. A terceira reportagem desta série explora justamente os desafios dos líderes políticos para garantir a aproximação dos jovens com a vida política e promover o engajamento social dentro e fora das redes.
Para compreender esse cenário, a reportagem conversou com os seguintes líderes partidários de juventude: Ítalo Menezes, do Partido dos Trabalhadores (PT); Felipe Santana, do Partido Social Democrático (PSD); Matheus Pinheiro, do União Brasil; e Yuri Andrade, do Progressistas (PP).
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ADAPTAR PARA CONQUISTAR
Divididos entre siglas, posicionamentos políticos e ideologias distintas, o consenso entre as lideranças juvenis é que os desafios que a juventude enfrenta na política são múltiplos e os artifícios para se conectar com esse grupo têm se atualizado cada vez mais rápido.
Para o social-democrata Felipe Santana (PSD), a dificuldade é que, para manter jovens na disputa e atrair novos nomes, é necessário romper com parte da “tradição”. “Em um cenário macro, um cenário externo, a dificuldade é romper as estruturas que as grandes famílias, que os grandes mandatos e que os veteranos vêm fazendo”, explica o líder, que também é vereador de Salvador.
O posicionamento é o mesmo que o do prefeito de Pedro Alexandre, no interior da Bahia, Yuri Andrade (PP). O representante da Juventude Progressista diz que o maior desafio são “as velhas práticas políticas”. “Isso você pode ter certeza que é do início da política, que a gente faz aqui no interior, até a nacional”, completa.
Segundo ele, essas velhas práticas funcionam como uma espécie de excessiva burocracia, que limita a renovação. “Cada uma no seu nível, municipal, estadual, e nacional, vai aumentando as dificuldades, mas é o mais comum, e não só com a classe política, realmente, mas também com aquela classe dos bastidores, das pessoas que estão na política”, aponta. Yuri completa dizendo que “essa dificuldade, para mim, era uma coisa que eu achava que evoluiria mais rápido, mas vejo um pouco devagar na política ainda”.
Por outro lado, Felipe acredita, no entanto, que apesar da barreira, a própria juventude também pode apresentar uma solução para o problema. “Nós viemos com um gosto de gás diferenciado que representa a nossa juventude. A gente vem com a vontade, a gente vem aguerrido, a gente vem com novas ideias, novas proposições, com um jeito de fazer política e de fazer o trabalho do homem público de uma maneira diferenciada”, garante.
Já na visão do petista Ítalo Menezes, “o maior desafio hoje do jovem é ser ouvido”. “É ter o seu lugar de fala nos lugares e posteriormente conseguir dar seguimento para aquilo”, afirma. Para ele, a questão mais sensível na política partidária, no entanto, é o orçamento.
“Então, tem essa dificuldade, mas, para além disso, tem uma questão de dificuldade de orçamento também. Às vezes não chega muito, porque são muitos candidatos em uma legenda para se dividir valores, mas a gente está correndo atrás para que a juventude tenha sim, um lugar de fala, mas também um lugar de pautar e um lugar de construção, por óbvio”, destacou o líder petista.
O mesmo ocorre do outro lado do espectro político. Matheus Pinheiro, líder do União Jovem, também cita o orçamento e participação como as principais barreiras. “A gente sabe hoje que os principais desafios de muitos dentro de qualquer partido político são, às vezes, os recursos financeiros. O acesso ao recurso financeiro é uma grande dificuldade. Também tem dificuldade na construção de redes de apoio, é a dificuldade de invenção nos espaços de decisão. Além disso, às vezes existe um preconceito em alguns partidos que também gera dificuldade para conquistar uma visibilidade em meio a grandes lideranças tradicionais”, ressalta.
O secretário da Juventude do PT afirmou ao BN que, para se conectar com uma juventude cada vez mais “cronicamente online”, adaptações foram necessárias na comunicação do Partido dos Trabalhadores.
“Hoje a gente tem uma comunicação pujante para que a gente consiga atingir esses públicos. Não é à toa que o governo federal, por exemplo, está no TikTok, coloca meme todos os dias, então consegue chegar nesse público, para poder conseguir externalizar aquilo que a gente pensa, porque às vezes uma notícia não chega na sociedade, simplesmente porque o algoritmo ou porque determinado público não costuma ver”, explica.
A mesma mudança foi promovida na oposição. Para o representante do União Brasil, “a gente está organizando e vamos incorporar temas como inovação, sustentabilidade, diversidade, inclusão digital para esses jovens, para essa geração que quer estar ali debatendo, formando essa militância digital que hoje é muito grande. Então a gente já está se adaptando a esse novo método.”
Todas essas mudanças ocorrem porque, segundo os próprios líderes, é necessário encontrar um ponto de equilíbrio entre a realidade “presencial” e a virtual.
MOBILIZAÇÃO REAL?
“Eu acredito que não é uma questão de adaptação, é uma questão do que a gente oferece”. É o que defende o vereador Felipe Santana. Segundo ele, a mobilização política dos jovens está relacionada ao nível de interesse em cada tema.
“Quando você oferece um serviço e um diálogo em que a geração alfa, a geração Z, independentemente da geração, queira fazer parte daquele projeto político, daquele momento, as pessoas buscam e a gente faz esse diálogo afetivo”, destaca o representante do PSD.
Segundo o democrata, o “jeito de falar com o jovem” é o mesmo jeito de falar com as demais gerações. “Eu acredito que, muito mais do que uma estratégia, é uma maneira de se comunicar para que a geração é, ao fazer, ou qualquer geração, a geração mais madura, ela tenha interesse no tema e aí vêm as nossas propostas de renovação política, de renovação de ideias e de trabalho”, garante Felipe.
Com um grupo de jovens participativo e engajado nas ruas e nas redes, o petista Ítalo Menezes também concorda ser necessário “pautar” os jovens. “Então, é pautar que as pessoas saibam discutir política e saibam implementar o processo político nas redes sociais, isso é óbvio, mas também nas ruas, não é à toa que a juventude do PT estava na rua há uns dias pedindo a tarifa zero da passagem de Salvador ou fazendo atividades de panfletagem”, diz.
O representante da Juventude do PT defende que a mudança geracional provocou mudanças por si só, mas que elas não são necessariamente negativas. “A juventude anterior não é a mesma de hoje e o pensamento, por óbvio, também muda. Eu acho que a gente tem que ter uma presença qualificada, não apenas na rua, mas também nas redes sociais”, afirma.
Para Menezes, o equilíbrio é saber como se posicionar em ambos os espaços. “Estamos aí na rua, estamos lutando, mas também nas redes sociais, que é muito importante para evitar que a extrema direita avance como avançou na pandemia”, conclui.
Esse não é o ponto de vista do progressista, Yuri Andrade (PP). Ele, que é chefe do Executivo, destaca que, em sua visão, falta um engajamento espontâneo dos jovens. “Nós temos muitos jovens que, quando estão engajados, que estão na política, eles estão de coração, então eles se doam mais, mas muitos se desviam no meio do caminho, ou porque não é o que querem, ou porque desfocam mesmo”, contextualiza.
Ele explica que “acredito muito que o jovem está precisando se engajar mais na política, se preocupar mais com política”. O representante do Progressistas defendeu ainda que isso não diz respeito à qualidade técnica da geração. “Nós temos muitos jovens bons no Brasil, eu acho que a gente melhorou até a qualidade de jovens, na parte técnica de estudos, jovens que se dedicam mais, porém que estão se afastando cada vez mais da política”, destaca.
E ele segue dizendo que esse afastamento é mais visível ao observar que o engajamento político é mais forte quanto “à distância”. “Nas redes sociais, o engajamento é incrível. Infelizmente, às vezes, eles chegam ao ponto de misturar notícias com política. Agora, nós temos a dificuldade de trazer para o campo. É isso que acontece”, afirma.
O líder jovem do União Brasil, Matheus Pinheiro, por sua vez, destacou que cada geração tem uma marca própria e esta é, inevitavelmente, tecnológica. “A gente sabe que a juventude de hoje, ela está muito tecnológica. A juventude de hoje tem um pensamento diferente de muitos que estão na política atualmente”, aponta. Para ele, isso é bom para oxigenar as ideias nos partidos. “Então eu acho que o que acontece hoje é que, quando junta um pouco da experiência com um pouco da juventude, a gente consegue movimentar novos e bons frutos dentro do partido. É preciso essa oxigenação”, garante.
No entanto, mesmo sendo um jovem, Matheus afirma compreender as críticas à geração: “É, os jovens, é, mobilizam muito facilmente na internet, eles entendem como é que funcionam os trending topics, é, sabem viralizar os temas importantes, mas dificilmente eles conseguem transformar isso em uma mobilização real, no sentido de ter impacto na política real”.
A solução encontrada pelo partido foi garantir que as plataformas sejam mais bem exploradas. “A gente tem feito alguns encontros, algumas pesquisas para entender um pouco da demanda dessa geração que debate em casa, que gosta de entrar no debate em casa, porque se a gente não consegue levar algumas pessoas para o debate na rua, a gente tem que começar a arrumar um formato que, mesmo de casa, essas pessoas possam debater”, contextualiza.
Pelo PSD, Felipe Santana se posiciona dizendo que “a rede social serviu para blindar e dar conforto às pessoas, não só aos jovens”. Ele acredita que a reputação precede a própria geração, desestimulando os jovens. “A gente tem que começar a separar essa ideia de que o jovem não vai para a rua, o jovem não vai para a rua porque, quando a gente trata o jovem dessa maneira, a gente exclui o jovem da sociedade e do diálogo. Então, o nosso papel aqui é trazer o jovem para o centro, é trazer o jovem para o espaço de poder, um espaço de decisão”, explica.
O vereador soteropolitano completa dizendo que “acredito que a gente viva uma ótica em que a gente tenha que quebrar esses paradigmas enquanto a gente jovem interromper o tipo do discurso”.
Andrade, junto ao PP, vai de encontro a essa posição. “Assim, ficou muito fácil você ficar atrás de um computador, do celular, defendendo suas ideias, mas quando vai para o campo mesmo, a gente não vê essa vontade e a gente acaba perdendo força. Força nas decisões, força até no respeito, na credibilidade de poder ter uma opinião no partido”, diz.
Para o prefeito de Pedro Alexandre, a solução deve ser conjunta para garantir que a presença seja valorizada. “Os partidos, todos os partidos, também precisam fazer com que o jovem tenha interesse em buscar, se aproximar da política, porque a política, queira ou não queira, para os que gostam e os que não gostam, ela move o país”, destaca.
Garantindo que a participação nas ruas não é o problema central do debate, Ítalo Menezes (PT) finaliza ressaltando que é necessário usar os conhecimentos da geração como ferramenta: “Nós almejamos que tenham ainda mais jovens engajados dentro do processo, que tenha um processo espontâneo dessa nova galera que a gente já vai acabar furando a bolha. [Almejamos] Um legado que tenha mais pessoas e pessoas com qualidade e pensamento a partir de uma formação política adequada e correta, por óbvio”, conclui.
O deputado federal da Bahia Paulo Azi (União Brasil) afirmou que há “espaço para avanço” na discussão sobre o fim da escala de trabalho 6x1, projeto do qual é relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Em entrevista à GloboNews realizada nesta quinta-feira (26), Azi defendeu, no entanto, cautela para evitar impactos negativos sobre empresas e trabalhadores.
Considerando que a CCJ acolheu duas propostas de emenda à Constituição (PECs) sobre o tema, o parlamentar destacou ser contrário a qualquer mudança que implique diminuição de salários aos trabalhadores. “Não se pode considerar avanço uma proposta que reduza a jornada e, ao mesmo tempo, reduza salários. Sou absolutamente contra isso”, declarou.
Uma delas PECs, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), reduz a jornada semanal de 44 para 36 horas, sem alterar a escala de trabalho. A outra, da deputada Érica Hilton (PSOL-SP), além de diminuir a carga horária para 36 horas, propõe substituir a escala 6 por 1 pelo regime 4 por 3 — quatro dias de trabalho e três de descanso.
REGRA DA TRANSIÇÃO
Azi afirmou que mudanças dessa dimensão não podem ser implementadas “do dia para a noite” e defendeu a construção de uma regra de transição para permitir adaptação gradual de empresas e trabalhadores. Segundo ele, setores intensivos em mão de obra, como comércio e serviços, especialmente micro e pequenas empresas, tendem a sofrer maior impacto com a eventual redução da jornada.
O deputado informou que apresentou requerimento para convidar os ministros Luiz Marinho (Trabalho) e Fernando Haddad (Fazenda) a participarem do debate na CCJ. O objetivo é esclarecer qual proposta o governo defende e se há disposição para discutir medidas de mitigação de impacto econômico. “É muito bom que o governo se coloque favorável à matéria, mas ele deve ser chamado a ser construtor de uma solução de consenso”, afirmou.
Para o relator, eventual benefício à classe trabalhadora, como ganhos à saúde e à convivência familiar, não pode vir acompanhado de efeitos colaterais que comprometam a sustentabilidade da cadeia produtiva. Ele defendeu que o Executivo discuta alternativas que ajudem setores mais afetados a absorver os custos da mudança.
Ainda não há data para apresentação do parecer na CCJ, mas o relator informou que pretende iniciar os debates nos próximos dias.
Em visita oficial a Feira de Santana nesta segunda-feira (23), o ministro da Casa Civil, Rui Costa, destacou positivamente a postura do prefeito José Ronaldo (União) no campo das relações institucionais. O ministro esteve no município para a assinatura da ordem de serviço do Centro Comunitário pela Vida (Convive), que será construído no bairro Alto do Papagaio.
Durante seu pronunciamento, Rui Costa enfatizou que o diálogo entre os diferentes entes federativos, é fundamental para a viabilização de políticas públicas eficazes. Segundo o ministro, José Ronaldo tem demonstrado uma abertura para o diálogo que transcende as barreiras político-partidárias.
Rui Costa afirmou que o prefeito "merece reconhecimento" por priorizar os interesses da população feirense ao manter uma relação de cooperação com o Governo Federal e o Governo do Estado. O ministro pontuou que esse reconhecimento é compartilhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O posicionamento político nas eleições é outra história, mas isso não anula essa postura, que precisa ser reconhecida", diz o ministro da Casa Civil.
A construção do Convive em Feira de Santana faz parte de uma estratégia integrada de segurança pública. De acordo com o ministro, o equipamento foca no acolhimento social e no cuidado comunitário, servindo como um braço preventivo que complementa as ações repressivas de combate à violência.
A presença da comitiva federal reforça a agenda de investimentos da União na Bahia, utilizando o diálogo institucional como ferramenta para acelerar entregas estruturantes em grandes centros urbanos como Feira de Santana.
A prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União), voltou a reafirmar seu nome como possibilidade para integrar a chapa majoritária da oposição ao governo da Bahia ainda em entrevista neste sábado (21), encabeçada pelo pré-candidato ACM Neto (União), como candidata a vice-governadora.
Segundo ela, cumpre os pré-requisitos apontados por Neto, como ser uma liderança do interior e estar em exercício de mandato. Por isso, colocou o nome à disposição do partido e afirmou que, caso seja a vontade do grupo, não poderia “se furtar dessa missão”.
“Eu acho que Neto está certo. Ele tem que procurar um vice que seja do interior da Bahia, porque nós que vivemos no interior sabemos como é a nossa luta diária. Ele colocou os requisitos, eu preencho esses requisitos, assim como Zé Ronaldo e Cocá também preenchem. Estou falando de prefeitos de mandato. Eu vinha dizendo que não queria colocar meu nome, mas chega no ano da eleição e você percebe que, se for para contribuir com a Bahia, eu não posso me furtar dessa missão. Então, coloquei meu nome à disposição do partido. Se o partido entender, se o povo da Bahia entender que é o melhor nome, estou disposta, sim”, afirmou ao programa Frequência Política, transmitido pelas rádios Interativa FM, Difusora AM e Itapuy FM.
Apesar disso, Sheila negou que tenha conversado com ACM Neto após declarações dadas ao jornalista Daniel Silva, de Vitória da Conquista, na última quarta-feira (18), quando admitiu a possibilidade de deixar a prefeitura para disputar o cargo de vice. A fala repercutiu em todo o estado.
“Não, eu não conversei com Neto. Foi um repórter de Vitória da Conquista que me fez a pergunta e eu respondi de pronto, com uma frase. Ele publicou e isso ganhou toda essa repercussão. Mas eu não tive contato com Neto depois dessa fala. Ele já vinha colocando meu nome como opção”, declarou.
O presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, acompanhou, neste domingo (15) de Carnaval, o prefeito de Salvador, Bruno Reis, e o ex-prefeito ACM Neto ao camarote da Prefeitura, no Circuito Osmar, no Campo Grande.
Segundo informações apuradas pelo Bahia Notícias, Rueda teve um mal-estar enquanto estava no espaço e precisou deixar o local para atendimento de emergência. Ainda conforme apuração, a situação aparentava estar sob controle após o atendimento inicial.
Em entrevista concedida no Campo Grande, o ex-prefeito de Salvador e principal liderança da oposição pela cadeira do governo da Bahia, ACM Neto (União), esclareceu os rumores sobre uma possível aproximação com o PSD. Questionado pela equipe do BN (Bahia Notícias) sobre as recentes movimentações políticas no estado, Neto foi enfático ao afirmar que não vê o partido de Gilberto Kassab deixando a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
O político reforçou que sempre enxergou o PSD (Partido Social Democracia) como pilar de sustentação do atual governo: “Eu jamais avaliei a hipótese de o PSD sair do palanque de Jerônimo Rodrigues”.
ACM Neto negou qualquer contato recente com a cúpula nacional ou estadual do PSD para tratar de alianças locais. Segundo ele, a recente adesão de figuras como o deputado federal Diego Coronel ao seu grupo político é um movimento isolado e não deve ser interpretado como uma migração do partido como um todo.
“Nunca tive nenhum contato recente com o Kassab. Nunca cogitei o PSD na Bahia. Ninguém quer mexer nisso. A vinda de Coronel não tem nada a ver com a sigla; o grupo dele e o seu peso político, mas o PSD continua lá”, afirmou Neto.
Apesar da barreira estadual, ACM Neto deixou uma porta aberta no cenário federal. Ao ser questionado sobre as eleições presidenciais, ele sinalizou que a configuração de alianças em Brasília pode seguir um caminho diferente do local.
"Eu até acho que posso apoiar um candidato à Presidência que venha do PSD", admitiu, sinalizando que as divergências regionais com a legenda na Bahia não impedem uma convergência nacional futura, dependendo do nome apresentado pelo partido de Kassab.
Foto: Divulgação / Partido Progressistas (PP)
FEDERAÇÃO UNIÃO E PP
ACM Neto confirmou que a união entre os dois gigantes da política nacional está consolidada. Ele utilizou uma analogia matrimonial para explicar como funcionará a dinâmica de decisões daqui para frente, sinalizando o fim da autonomia isolada de cada legenda.
“A Federação é igual a um casamento. Quando você tem a vida de solteiro, faz sua vida de acordo com a sua vontade e sua cabeça. Quando você é casado, tem que compartilhar as decisões com o seu cônjuge. É a mesma coisa na Federação: hoje não podemos decidir sozinhos”, explica o político.
O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), afirmou que a construção da aliança com o PL e o ex-ministro João Roma está em fase “madura” e equilibrada. Por outro lado, Neto disse que neste momento, o foco é consolidar a união política na Bahia, e não discutir apoio à presidência da República.
A declaração ocorre em meio a especulações sobre um possível alinhamento automático ao nome de Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual palanque nacional.
Em entrevista ao Bahia Notícias neste domingo (15) de carnaval, ACM Neto declarou que a aproximação entre os grupos políticos parte de uma leitura comum sobre as eleições de 2022. Ele afirmou que a divisão da oposição naquele ano favoreceu o PT no estado. “Há uma consciência de que, divididos, quem perdeu foi a Bahia”, sinalizou o ex-prefeito ao BN.
Questionado sobre a possibilidade de João Roma condicionar a aliança estadual ao apoio a uma candidatura presidencial específica, ACM Neto se mostrou direto.
De acordo com ele, nem o PL, nem o União Brasil, nem a federação partidária trataram oficialmente da questão nacional. A definição sobre palanque presidencial, segundo ACM Neto, será debatida “no momento certo”, com diálogo e bom senso.
O ex-prefeito ressaltou que, neste estágio, o esforço está concentrado em “amalgamar” e consolidar a aliança política na Bahia. Só após essa etapa, a discussão sobre o cenário nacional deverá avançar.
Nos bastidores, a movimentação é vista como parte da estratégia para reorganizar a oposição baiana e fortalecer o campo político liderado por ACM Neto, mantendo em aberto as definições sobre apoio à corrida presidencial.
A Federação União Progressista divulgou, nesta sexta-feira (13), uma nota em defesa do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, no contexto das investigações envolvendo o Banco Master. Segundo o grupo político, estaria sendo criada “uma versão caluniosa” com o objetivo de colocar a opinião pública contra o magistrado. A manifestação ocorre após o ministro deixar a relatoria do inquérito que apura supostas fraudes na instituição financeira.
A publicação foi assinada por Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil, e pelo senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas.
“Neste momento é essencial nos atentarmos às narrativas que querem colocar a população contra o ministro Dias Toffoli e tudo o que ele fez e faz pelo país enquanto ministro no STF”, afirma trecho da nota.
A federação ressalta ainda que “atentar contra o ministro Toffoli é enfraquecer não só um servidor da Nação ou um Poder da República, mas atacar os pilares do nosso próprio sistema democrático”.
“A Federação União Progressista reitera sua confiança na integridade do ministro Dias Toffoli e acredita que a verdade vai, mais uma vez, prevalecer”, completa o texto.
Além da federação, o presidente nacional do Solidariedade, deputado Paulinho da Força, também defendeu a atuação do ministro e criticou o que chamou de “linchamento moral de autoridades públicas”.
Leia a íntegra da nota:
A Federação União Progressista manifesta sua preocupação com as narrativas que querem colocar a opinião pública contra o ministro Dias Toffoli. É preciso ponderar que injustiças acontecem quando se tem apenas um lado de uma versão repetida inúmeras vezes sem base sólida. Uma versão caluniosa que passa a ser tratada como verdadeira justamente pela repetição.
Por essa razão, neste momento é essencial nos atentarmos às narrativas que querem colocar a população contra o ministro Dias Toffoli e tudo o que ele fez e faz pelo país enquanto ministro no STF.
A Justiça se fortalece quando há equilíbrio e respeito às instituições.
Atentar contra o ministro Toffoli é enfraquecer não só um servidor da Nação ou um Poder da República, mas atacar os pilares do nosso próprio sistema democrático.
A Federação União Progressista reitera sua confiança na integridade do ministro Dias Toffoli e acredita que a verdade vai, mais uma vez, prevalecer.
Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas
Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil
O ex-ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmou que a maioria do União Brasil deve apoiar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição nas eleições deste ano. Sabino foi expulso da legenda no final do ano passado, após a sigla dar “ultimato” para ele deixar a gestão petista.
"Está tudo acontecendo como eu falei. O União Brasil vai apoiar Lula, pelo menos em grande parte. [Ronaldo] Caiado saiu do partido. Agora vêm a reeleição do presidente em primeiro turno e a minha como senador no Pará", disse para a Folha de São Paulo.
A expulsão ocorreu porque Sabino recusou-se a sair do cargo de ministro, contrariando diretriz da legenda de rompimento com o governo. Ele depois deixou o ministério por decisão de Lula, justamente para acomodar o filho de um deputado federal do União Brasil, num esforço de aproximação.
Também tem havido conversas entre os presidentes do União Brasil, Antonio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira, com o governo Lula. Os dois partidos formam uma federação. Outro sinal de aproximação é a negociação para que o senador Rodrigo Pacheco (MG) se filie ao União Brasil para disputar o governo de Minas Gerais com apoio de Lula.
Para Sabino, que atualmente exerce mandato de deputado federal e pretende se candidatar a senador, muitos filiados do União Brasil simpatizam com Lula. "O presidente Lula tem muitos braços no centrão. A maioria vai caminhar com ele", afirma.
O ex-ministro está atualmente sem partido e deve definir sua nova legenda até o começo de abril para disputar a eleição.
O deputado federal Leur Lomanto Jr. (União-BA) foi eleito nesta terça-feira (10) como o novo presidente da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante da Câmara. Leur substitui no comando da CCJ o também deputado baiano Paulo Azi (União), que presidiu o colegiado no ano de 2025.
A sessão de eleição na CCJ foi presidida pelo deputado José Rocha, do União da Bahia. No total, Leur Lomanto foi eleito com 36 votos a favor e nenhum contra.
Leur Lomanto, baiano de Salvador, de 49 anos, está no seu segundo mandato como deputado federal pelo estado da Bahia. Antes de ingressar na Câmara, Leur foi deputado estadual por três mandatos. Ele é neto do ex-governador baiano Lomanto Júnior e filho do ex-deputado federal Leur Lomanto.
Nessa atual legislatura, o deputado baiano foi presidente do Conselho de Ética da Câmara por dois mandatos, entre os anos de 2023 e 2025. Leur Lomanto também foi vice-presidente da Comissão de Turismo.
Ao assumir a presidência, Leur agradeceu a indicação do seu nome feita pelo líder do União Brasil, Pedro Lucas Fernandes (MA), referendada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, e também pelo vice-presidente do partido, ACM Neto. O deputado baiano falou do desafio de comandar a comissão e de seu compromisso com a defesa da Constituição.
“Assumo essa comissão com profundo senso de responsabilidade, transparência, humildade e compromisso com a Constituição da República e com o Regimento Interno da Casa. Presidir essa comissão significa zelar pelo devido processo legislativo, pela legalidade, pela técnica jurídica e acima de tudo, pelo respeito às instituições e pela democracia”, afirmou.
Leur Lomanto também reforçou sua intenção de dar voz a todos os parlamentares, sejam eles de que partido pertencerem ou de que posição ideológica tiverem.
“Registro meu compromisso de conduzir os trabalhos com imparcialidade, com respeito a todos os parlamentares, independente de posições ideológicas ou partidárias, e essa presidência estará aberta ao debate qualificado, ao contraditório e à pluralidade de ideias, pilares essenciais de uma democracia madura”, concluiu o deputado.
O baiano Leur Lomanto assume a CCJ um dia depois que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou o envio para a comissão da proposta que modifica a escala de trabalho 6x1. O projeto é considerado uma das maiores prioridades da agenda do governo Lula no Congresso, e agora também foi abraçado por Motta como pauta urgente.
O projeto da mudança na jornada deve provocar forte embate entre governistas, oposição e representantes do setor produtivo durante as discussões na CCJ. Nesse contexto, a atuação do novo presidente da comissão será determinante para o ritmo e o desfecho da discussão, inclusive com a escolha do relator da matéria.
Após ser votada na CCJ, a PEC terá que ser analisada em uma comissão especial. Caso seja aprovada na comissão, a proposta seguirá para o plenário da Câmara.
O deputado federal baiano Leur Lomanto Jr. (União Brasil-BA) será o novo presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados. Ele substitui o também baiano Paulo Azi (União Brasil-BA) no comando do colegiado, considerado o mais importante da Casa.
A CCJ é responsável por analisar a constitucionalidade e a legalidade das propostas que tramitam no Legislativo e tem papel decisivo no avanço ou no arquivamento das matérias.
O nome de Lomanto Jr. já circulava nos bastidores e foi confirmado publicamente pelo deputado Pedro Lucas Fernandes (União Brasil-MA), em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (9).
Ao comentar o encaminhamento da proposta que trata do fim da escala de trabalho 6x1, Pedro Lucas afirmou que o debate ocorrerá sob a presidência do parlamentar indicado pelo União Brasil.
“O presidente Hugo Motta vai encaminhar à CCJ a proposta sobre a escala 6×1, que será debatida sob a presidência do deputado Leur Lomanto Jr., indicação do União Brasil”, escreveu o deputado em postagem no X.
Na mesma publicação, ele destacou a expectativa de uma condução equilibrada dos trabalhos. “Nosso compromisso é garantir uma discussão séria, responsável e sem preconceitos. Falar sobre jornada de trabalho é falar de produtividade, saúde do trabalhador e modernização das relações de trabalho. O Parlamento não pode fugir de temas que impactam milhões de brasileiros”, afirmou.
O anúncio ocorre no mesmo dia em que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), destravou a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição que trata do fim da escala 6x1. A decisão, vista como um gesto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), permite que a matéria seja oficialmente encaminhada à CCJ após meses de paralisação.
O ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto, avaliou o cenário da saúde e segurança pública na Bahia, nesta quinta-feira (5), durante evento em Irecê, município no centro-norte baiano. Ao liderar o Fórum S.O.S Bahia, iniciativa da Fundação Índigo em parceria com o União Brasil, em reunião com lideranças políticas e especialistas, o atual vice-presidente do partido afirmou que os dados sobre ambos os setores indicam que o atual governo estadual, liderado por Jerônimo Rodrigues (PT), “virou as costas para as pessoas mais pobres”.
“Eu acho que os dois problemas acabam mostrando como está sendo tratada a vida dos baianos. Os baianos mais pobres, os baianos que dependem do sistema de saúde, que esperam dentro de casa a fila da regulação, que esperam dentro de uma ambulância na porta do hospital, que esperam numa maca no corredor do hospital. Do outro lado, os baianos que morrem vítimas do crime organizado, das balas perdidas, do tráfico de drogas, do banditismo que tomou conta do nosso território”, frisou Neto.
Ele que é pré-candidato ao governo estadual nas eleições estaduais de outubro, pleiteando o cargo de Governador da Bahia, disse ainda que esse cenário “mostra que o PT da Bahia, que depois de 20 anos, virou as costas das pessoas mais pobres, deixou de lado o cuidado com a vida das pessoas, não está nem aí para quem precisa, não protege o cidadão não cuida do seu filho”, sucinta.
Na mesma ocasião, Neto comentou sobre acusações de que o governo estadual estaria “segregando” propositalmente as cidades as quais os prefeitos não demonstrassem apoio à sua reeleição. “Eu também espero que ele se faça presente, porque nada justifica a ausência do governador. Não é porque o prefeito integra um partido adversário ao governo do estado que isso justifica a ausência ou a omissão por parte do governador. O que está presente tem que garantir os investimentos, é isso que a gente espera que aconteça. Caso, infelizmente, prevalência de sedição política, descaso político, não tem nada não, porque isso já tem data para acabar”, conclui.
A presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Isabela Suarez, compareceu a 3ª edição do Fórum S.O.S Bahia, iniciativa da Fundação Índigo em parceria com o União Brasil, que ocorre nesta quinta-feira (5), em Irecê, no centro-norte baiano. Ao lado de Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto, líder da Associação empresarial comentou sobre os reflexos do cenário político no setor privado.
“Acho que o empresário, de certa forma, está desanimado e a gente precisa de um estímulo para que o Brasil trabalhe no máximo da sua potência, valorizando seus recursos naturais, encontrando um ambiente de negócios cada vez mais favorável”, diz a empresária baiana. Em sua fala, Suarez atribui parte dessa “desanimação” ao cenário que chamou de “insegurança jurídica”.
“A crise de segurança jurídica no qual a gente vive é fundamental, é determinante para o não sucesso da atividade empresarial, mas ao mesmo tempo eu convoco e peço aos empresários, que a gente se reúna e que o espírito de associativismo tome conta dos empresários, que eles voltem a fazer parte das instituições. Afinal de contas, se a gente não tiver um trabalho e uma atuação uníssona, coesa, ninguém vai nos ouvir”, explica a gestora.
Ao ser questionada sobre sua aproximação com figuras políticas, como o caso de ACM Neto, que lídera as reuniões do Fórum em Irecê, a presidente da ACB diz que “atende o convite de quem convocar”.
“Eu vou atender o convite de quem me convocar de quem me convidar, exatamente por isso que eu estou aqui. Então, atendendo gentilmente o convite do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, o convite do ex-ministro da Fazenda, Ciro Gomes, um dos idealizadores do Plano Real, e curiosa para saber o que ele pensa sobre a reforma fiscal, sobre a reforma tributária. Eu acho que os representantes das instituições devem fazer exatamente isso, conversar, abrir um canal de diálogo”, explica Isabela.
Respondendo as especulações de que ela pudesse iintegrar alguma legenda partidária, em especial a da oposição ao atual governo estadual, ela responde que sua aproximação com a política não é “um sinal”: “Eu nunca atuei politicamente de forma partidária, mas eu sempre atuei politicamente. Eu acho que o empresário precisa cada vez mais estreitar as relações com os políticos e com a atividade política partidária. Afinal de contas, nós somos executores das políticas públicas”, conclui.
Durante a 3ª edição do Fórum S.O.S Bahia, em Irecê, no interior do estado, o pré-candidato ao governo do estado e presidente da Fundação Índigo, ACM Neto (União), fez críticas aos governos do PT pela condução das políticas públicas voltadas ao semiárido baiano. Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (5), Neto afirmou que, mesmo após duas décadas de gestão petista no estado, não houve a execução de obras estruturantes capazes de garantir segurança hídrica à população mais vulnerável.
O Fórum S.O.S Bahia é uma iniciativa da Fundação Índigo em parceria com o União Brasil e tem como tema “Caminhos para Transformar a Realidade do Semiárido Baiano”. A programação inclui debates com lideranças políticas, como o pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gome (PSDB), e especialistas sobre os impactos da seca no estado.
O dirigente do União Brasil destacou que o semiárido ocupa cerca de 85% do território baiano e abriga metade da população do estado, mas, ainda assim, segue sem investimentos consistentes.
“Mais uma vez, a gente mostra que o PT, que se diz defensor dos mais pobres, que se diz protetor das pessoas que mais precisam, vira as costas para algo que toca no coração das pessoas mais pobres da Bahia. Quando a gente olha, em 20 anos de governo do PT, não houve o início e a conclusão de uma grande obra para reforçar a segurança hídrica em todo o semiárido da Bahia. Não há, por exemplo, uma barragem que tenha sido começada e concluída pelo governo do PT no semiárido que eles possam mostrar”, disse.
ACM Neto apontou que a escassez de água afeta diretamente o abastecimento humano, a produção agrícola e a criação de animais, com reflexos em toda a economia local. Segundo ele, os impactos da seca ultrapassam a zona rural e atingem também os centros urbanos.
“A gente olha a situação de diversos municípios: falta água para o abastecimento humano, falta água para garantir a produção animal, falta água para a produção de alimentos. O pequeno produtor foi esquecido. Não existe apoio técnico, não existe linha de crédito, não existe acesso à água. Isso acaba vitimando não só quem vive na zona rural, mas tem um efeito em cascata. Em algumas cidades, compromete a economia, o comércio gira menos, tem menos emprego e isso impacta diretamente na arrecadação das prefeituras”, afirmou.
Presente na 3ª edição do Fórum S.O.S Bahia, iniciativa da Fundação Índigo em parceria com o União Brasil, o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, reforçou seu apoio ao pré-candidato ao governo estadual da Bahia, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União). Em entrevista coletiva, o político afirmou que a Bahia “têm uma alternativa de mudança que não é um salto no escuro”.
“É preciso mudar. A sorte da Bahia é que vocês têm uma alternativa de mudança que não é um salto no escuro. Ao contrário, é uma experiência que tem longa tradição nas construções da Bahia Moderna, mas é uma renovação impressionante, recém praticada em Salvador”, afirma Ciro.
Em sua fala, Ciro completou que “o Neto é um sopro de modernidade um sopro de competência, um sopro de seriedade numa esclerose múltipla que tomou conta do poder político da Bahia, que é o abuso de poder”. Ao citar indiretamente o governoe estadual, liderado pelo PT há cerca de 20 anos, o ex-ministro da integração nacional diz que “[Eles, políticos vinculados ao PT] Brigam violentamente entre si, mas se juntam para poder conservar o poder sem projeto, sem estratégia, sem compromisso, renovando promessas”.
Entre as promessas, o ex-líder do PDT cita a Ponte Salvador-Itaparica. “A ponte de Itaparica talvez seja a caricatura maior, desde que eu me entendo por gente que essa gente do PT promete a Ponte de Itaparica que vai ser, mas tem muitas outras promessas”, destaca.
Especialmente sobre a disputa eleitoral à presidência, que vem se estruturando entre a tentativa de reeleição de Lula e a articulação de pré-candidatos no campo da oposição, Ciro avalia que, a posiçção de Gilberto Kassab, líder nacional do PSD, é inteligênte. Atualmente o PSD nacional reúne um grupo de sete governadores estaduais, entre eles Ronaldo Caiado (Goiás), Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), todos se apresentando como potenciais candidatos ao Palácio do Planalto.
“Acho que o Kassab é uma pessoa muito inteligente e muito visionária”, destaca Ciro. “Eu acho que ele está sentindo que tem uma parte grande de brasileiros que está votando no A porque odeia o B e está votando no B porque odeia o A. E que se tivesse um C, provavelmente poderiam votar. E ele está, acho que, explorando essa possibilidade de lançar um C. Acho que isso é muito bom para o país”, conclui.
O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), se reuniu com lideranças do Uniao Brasil nesta quinta-feira (5), em Irecê, no centro-norte da Bahia. A reunião ocorre em meio ao Fórum S.O.S Bahia, iniciativa da Fundação Índigo em parceria com o União Brasil, com a temática de “Caminhos para Transformar a Realidade do Semiárido Baiano”, que prevê a mobilização de lideranças políticas e especialistas para discutir os impactos da seca no estado.
Sobre a temática do evento, o político cearense relembra sua trajetória em cargos de gestão, em especial no cargo de ex-ministro da Integração Nacional, no governo Lula 1, entre 2003 e 2006.
“Quando eu cheguei lá, eu fechei o ministério por 30 dias, porque o ministério encarregado disso simplesmente era um anto de roubalheira, de clientelismo, de fisiologia. Não havia projeto para absolutamente nada. E veja que ali estão as responsabilidades por infraestrutura hídrica, ali está a responsabilidade por defesa civil, ali está a responsabilidade por irrigação”, relembrou Ciro.
Tendo como base a experiência do ministério há mais de uma década, Ciro Gomes, que atualmente se apresenta como um potencial candidato ao governo cearense, destaca que “falta ao Brasil um projeto estratégico que enfrente o problema do semiárido, que é o endereço da miséria e da pobreza mais sofrida do país”.
“Você tem muita pobreza nas periferias das grandes cidades, o fundão da Amazônia também é o endereço de muita pobreza, mas a miséria mais sofrida, o polo mais hostil de expulsão de pessoas pela migração, é o semiárido do Nordeste”, contextualiza o cearense. E ele complementa: “E o nosso semiárido nordestino brasileiro é de todos os semiáridos do mundo, o que tem a melhor condição de resolver o seu problema”.
Ele cita ainda que existem possibilidades para a resolução da questão, ainda que estejam no papel oou em estágio embrionário. “A Bahia tem dois projetos fundamentais do ponto de vista macroestruturante que estão a passo de caga do manco. Um deles nem sai do papel, que é o canal de sertões baianos, e o projeto [de irrigação] BaixIo de Irecê, que na verdade se chama de Irecê, mas é de Xique-Xique. Uma banda está andando, a iniciativa privada entrou, os dois primeiros lotes estão prontos, mas lembre-se, são nove lotes. Você precisa garantir o abastecimento humano, nem isso está garantido”, afirmou.
Ele destaca que as estratégias para solucionar o problema “é sobre o que nós vamos conversar hoje”. “Uma cidade importante como Irecê sofre de falta d'água para o abastecimento das pessoas. Quanto mais cidades menores. Eu me preparei para essa conversa aqui. A Bahia tem, nesse momento, 65 municípios em condição crítica, de seca, de falta d'água, e 2 milhões de pessoas passando essa dificuldade”, conclui Ciro.
O deputado estadual Sandro Régis foi escolhido para liderar a bancada do União Brasil na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) em 2026. Ele assume o posto no lugar do deputado Júnior Nascimento, que deixa a liderança do partido para ocupar a Corregedoria da Casa, função que vinha sendo exercida por Sandro até então.
Um dos deputados com maior tempo de filiação na legenda e o mais longevo no grupo da oposição, com duas décadas de atuação sem nunca ter mudado de lado, Sandro Régis foi líder da bancada da oposição por duas ocasiões, no biênio 2015-2016 e durante a pandemia entre 2020 e 2021.
Em 2022, o União Brasil foi o partido que elegeu a maior quantidade de deputados estaduais na Bahia, formando uma bancada de dez parlamentares.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), compareceu à reabertura dos trabalhos legislativos da Câmara de Salvador nesta segunda-feira (2), onde enviou uma mensagem do Executivo destacando as principais obras e programas previstos para 2026. A temática da mensagem, no entanto, foi a presença municipal nos bairros, e a busca pela promoção da visando justiça social e o combate à desigualdade na capital.
Em sua fala, o gestor municipal denota que definiu a frase “A vida acontece no bairro — e é no bairro que a Prefeitura tem que aparecer”, como a linha direta de sua segunda gestão. Ele explica que “eu aprendi governando Salvador: é no bairro que a gente mede se a cidade está funcionando e no bairro não tem filtro”.
“No ano passado, fui a 239 inaugurações, ordens de serviço e lançamentos de programas em 112 bairros diferentes. Só em Plataforma, estive 11 vezes. E, contrariando a lógica do político que só aparece para pedir voto, fui ao Subúrbio na véspera da eleição para fazer entregas”, destacou Bruno.
Ao falar sobre as ações da Prefeitura, Bruno Reis saudou os secretários e gestores municipais e, considerando a reabertura das atividades legislativas, reiterou a colaboração com a Câmara de Salvador. “Eu sou grato a Deus todos os dias pela equipe que tenho à minha volta: secretários, gestores, técnicos, auxiliares, gente que se desdobra para solucionar problemas e cumprir nossas promessas. E agradeço poder contar com esta Câmara Municipal, que assume seu protagonismo com responsabilidade, tratando do destino de Salvador com seriedade”, afirmou.
O prefeito relembrou ainda que, em 2025, todos os seus projetos foram aprovados pelo quórum legislativo. “Temos uma Prefeitura e uma Câmara Municipal que decidem por si mesmas, com responsabilidade e compromisso com a população. Isso nos traz de volta ao que guia a nossa gestão: a certeza de que a vida acontece no bairro, é no bairro que a Prefeitura tem de chegar junto. Todo morador dessa cidade sabe que sonho não se realiza sozinho. É preciso trabalhar, e trabalhar muito”, finalizou.

Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias
ENTREGAS À VISTA
Em seu discurso, que durou cerca de 35 minutos, o gestor municipal destacou as principais metas e obras previstas para Salvador em 2026, com base no Plano Plurianual e Orçamento anual, que chega a 16 bilhões de reais.
No âmbito da saúde e educação, o destaque foi a inauguração da Maternidade e Hospital da Criança, no bairro da Federação, ainda neste semestre. O equipamento receberá o nome do deputado estadual e médico Alan Sanches, falecido no mês passado. Com o crescimento da rede, o prefeito previu a contratação de 582 novos médicos e outros profissionais de saúde.
No âmbito da educação, Bruno destacou o andamento das obras de 12 escolas de alto padrão e a meta de atingir 100% das salas de aula com ar-condicionado.
Em habitação e assistência social, o chefe do Executivo estabeleceu a meta de entregar 2.136 novas moradias em localidades como Nova Constituinte, Alto do Capelão 1 e 2, Cassange, Pé Preto e Mané Dendê. Bruno Reis citou o Projeto Mané Dendê, na região do Subúrbio Ferroviário, como um de seus cases. A finalização desse projeto deve conter a entrega de um terminal de ônibus, cerca 220 moradias, CRAS, CAPS, centro comunitário, centro cultural, teatro e a Arena Aquática com piscina semiolímpica.
Na mobilidade, considerada por muitos um gargalo na gestão do município, o prefeito destacou a renovação da frota com 700 novos ônibus equipados com ar-condicionado e a expansão do sistema BRS para o aeroporto e para a Estação Pirajá, além do início das obras do Teleférico do Subúrbio, que terá 4,3 km de extensão, conectando Praia Grande ao metrô em Campinas de Pirajá.
Segundo Bruno Reis, a área da cultura também deve receber entregas, como a Casa de Espetáculos e Escola de Música Letieres Leite, reforma do Teatro Vila Velha e da sede do Ilê Aiyê. No âmbito esportivo e de lazer, ele reiterou a construção da Arena Multiuso e do novo Centro de Convenções no Centro Histórico.
A gestão espera uma capacidade de entrega ampliada devido a receitas extraordinárias de aproximadamente 4,9 bilhões de reais provenientes de financiamentos e ações judiciais.
Seis dos 27 governadores eleitos no Brasil em 2022 já trocaram de partido desde o início do mandato. Duas dessas mudanças ocorrem nesta semana. O governador do Amapá, Clécio Luís, deixará o Solidariedade para se filiar ao União Brasil na próxima sexta-feira. Já Ronaldo Caiado, governador de Goiás, anunciou a saída do União Brasil e a entrada no PSD.
O PSD, inclusive, tornou-se destino de outros chefes de Executivo estadual. No ano passado, Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Raquel Lyra, de Pernambuco, deixaram o PSDB e ingressaram na sigla. Com isso, o número de governadores tucanos foi reduzido ainda mais. Eduardo Riedel, do Mato Grosso do Sul, último eleito pelo PSDB que permanecia no partido, também deixou a legenda e se filiou ao PP.
Outro caso é o do governador do Maranhão, Carlos Brandão. Ele se desfiliou do PSB em setembro de 2025, após romper politicamente com aliados do ministro Flávio Dino, e desde então está sem partido. De acordo com informações do jornal O Globo, Brandão pretende articular a candidatura do sobrinho, Orleans Brandão (MDB), como sucessor no governo estadual. A expectativa é que ele aguarde a janela partidária, entre março e abril, para definir sua nova legenda, acompanhado por pelo menos dez deputados estaduais.
Ao contrário de deputados e vereadores, que podem perder o mandato em casos de infidelidade partidária, governadores, prefeitos, senadores e o presidente da República são eleitos pelo sistema majoritário. Por isso, eles têm liberdade para trocar de partido a qualquer momento, sem risco de perda do cargo.
O governador de Goiás e pré-candidato à presidência da república, Ronaldo Caiado, anunciou filiação ao Partido Social Democrático (PSD). A novidade foi confirmada na noite desta terça-feira (27), por meio das redes sociais.
Em vídeo publicado ao lado do governador do Paraná, Ratinho Jr, e do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, Caiado indicou que fez um "gesto de total desprendimento", e disse que o PSD ainda decidirá, entre os três, quem será o candidato à Presidência neste ano.
“Aqui não tem interesse pessoal de cada um. Aquele que for escolhido levará esta bandeira de um projeto de esperança e de resgate daquilo que o povo tanto espera. É dessa maneira que sou recebido aqui. E tenho a graça de ter a minha filiação partidária ao PSD. O que sair daqui candidato terá o apoio dos demais”, afirmou Ronaldo.
Leite comentou na ocasião, que "antes da aspiração individual, como agentes políticos, vem nossa aspiração como brasileiros". O gaúcho também disse a Caiado que "será um prazer trilhar" ao lado dele e do colega do Paraná. Já Ratinho Jr contou que a filiação de Caiado ao PSD representa um "projeto de união pelo Brasil".
O anúncio de filiação chega após Caiado deixar o União Brasil em decorrência do partido confirmar sua candidatura à Presidência. O goiano observou que buscava "uma oportunidade para contribuir com a discussão nacional", e que as portas para isso haviam se fechado no União Brasil.
O governador do Amapá, Clécio Luís, deve deixar o Solidariedade para se filiar ao União Brasil a pedido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que comanda o diretório do partido no estado.
A cerimônia de filiação está prevista para a próxima sexta-feira (30), em uma quadra de escola, em Macapá. Clécio é pré-candidato à reeleição em 2026.
Ele foi eleito governador em 2022, no primeiro turno, sucedendo Waldez Góes. Antes disso, comandou a Prefeitura de Macapá por dois mandatos consecutivos, entre 2013 e 2020.
Atualmente, o União Brasil controla 9 dos 16 municípios amapaenses. Com a filiação de Clécio Luís, a sigla passará a ter cinco governadores, o maior número entre os partidos no país. Até então, a legenda estava empatada com PT e PSD, que possuem quatro governadores cada.
Já o Solidariedade perde seu único chefe de Executivo estadual. As informações são do Globo.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou nesta terça-feira que já comunicou a provável saída do União Brasil e que está em negociação com outras siglas para viabilizar sua candidatura à Presidência da República nas eleições de outubro.
Segundo Caiado, a decisão de deixar o partido está ligada à falta de apoio interno ao seu projeto eleitoral. Ele reforçou que não abre mão da candidatura e que mudará de legenda caso não tenha respaldo político. O presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e o secretário-geral da sigla, ACM Neto, já teriam sido informados sobre a decisão. A declaração foi dada em entrevista à rádio Novabrasil.
“É algo a ser resolvido nos próximos dias”, afirmou o governador, acrescentando que as conversas com outros partidos estão em andamento. Apesar disso, Caiado preferiu não revelar quais legendas estão sendo procuradas para uma possível filiação.
Nos bastidores, pesa o possível apoio do União Brasil à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). No início do mês, o parlamentar, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, declarou que Antônio Rueda é entusiasta de sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, completa 47 anos nesta segunda-feira (26). A data tem sido marcada por homenagens de familiareres, amigos, aliados e lideranças políticas, que utilizaram as redes sociais para celebrar o aniversário.
“Pai, falar de você é, antes de tudo, falar de orgulho. Orgulho pela pessoa íntegra, leal aos seus princípios e que nunca se escondeu diante dos desafios. Orgulho do pai amoroso, atencioso e presente que você sempre foi. E orgulho, também, pelo homem público que você se tornou”, escreveu Livia Magalhães, filha mais velha do político.
Entre as mensagens, o prefeito de Salvador, Bruno Reis, destacou a relação pessoal e política construída ao longo dos anos. “Aniversário do meu grande irmão, parceiro de uma vida, de quem não abro mão de estar ao lado em todas as batalhas. Que Deus siga abençoando o seu caminho e que nunca falte saúde, força, resistência, garra e fé. Parabéns, meu irmão”, desejou.
A vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, também homenageou o ex-prefeito e ressaltou a trajetória compartilhada e a amizade construída ao longo do tempo. “Hoje é dia de celebrar a vida de ACM Neto, amigo de caminhada, de sonhos e de muitos desafios. Nossa amizade vem de muitos anos, construída com diálogo, lealdade e respeito”, afirmou. “Nossa amizade vem de muitos anos, construída com diálogo, lealdade, respeito e a certeza de que a política também se faz com afeto e propósito”, completou Ana.
O BN Hall deseja um feliz aniversário e um novo ciclo repleto de boas realizações!
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O União Brasil ingressou com uma representação eleitoral contra o senador Jaques Wagner (PT) no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), nesta quinta-feira (22), por atos relacionados à divulgação de pesquisas eleitorais.
O partido questiona a citação, feita pelo parlamentar em entrevista à TV Baiana, de uma pesquisa do instituto AtlasIntel que apontaria vitória do governador Jerônimo Rodrigues (PT) no primeiro turno. A ação, classificada pelo próprio tribunal, aborda como temas centrais a “Divulgação de Pesquisa Eleitoral Fraudulenta” e a “Divulgação de Pesquisa Eleitoral Sem Prévio Registro”.
O falecimento do deputado estadual Alan Sanches (União), aos 58 anos, causou profunda comoção na política baiana e entre parlamentares, servidores e lideranças de todo o estado. O deputado morreu na manhã deste sábado (17), em sua residência, vítima de infarto.
O velório será realizado a partir das 17h deste sábado no Salão Nobre da Assembleia, disponibilizado restritamente à família e amigos próximos pela deputada Ivana Bastos (PSD). O sepultamento ocorrerá no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, neste domingo, em horário ainda a ser confirmado.
No dia seguinte, domingo (18), a missa em memória do deputado será aberta ao público, permitindo que admiradores e cidadãos prestem suas homenagens. Em decorrência da morte, a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos decretou luto oficial de três dias, afirmando que a Bahia está de luto diante da perda de um parlamentar atuante e respeitado.
Alan Sanches exercia seu quarto mandato como deputado estadual, iniciado em 2011, e havia começado a trajetória política como vereador de Salvador em 2005. Formado em Medicina pela Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública, tinha como parceiro político o filho, Duda Sanches, vereador da capital.
(Nota atualizada às 16h03 para incluir mais informações sobre o sepultamento do deputado).
A morte de Alan Sanches, médico e homem público, comoveu familiares, amigos, políticos importantes e a sociedade baiana. O filho dele, o vereador Duda Sanches (União) compartilhou nas redes sociais uma homenagem emocionante, destacando os ensinamentos e valores que recebeu do pai ao longo da vida.
Em sua mensagem, Duda ressaltou a influência de Alan em sua formação pessoal e na sua visão de mundo: “Meu pai foi o homem que me ensinou a viver. Com ele aprendi a amar o próximo, a fazer o bem sem olhar a quem, a agir com verdade, simplicidade e honestidade. Seus valores moldaram minha vida e a forma como enxergo o mundo”.
Confira a postagem do vereador:
Ela também lembrou da dedicação de Alan Sanches como médico e homem público, ressaltando o impacto positivo que deixou na Bahia: “Como médico e homem público, dedicou sua existência a cuidar de pessoas e a servir com dignidade. Seu legado permanece na história da Bahia e no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo. Para mim, ele sempre será meu maior exemplo de caráter, fé e amor.”
Confira a mensagem na íntegra:
“Meu pai foi o homem que me ensinou a viver. Com ele aprendi a amar o próximo, a fazer o bem sem olhar a quem, a agir com verdade, simplicidade e honestidade. Seus valores moldaram minha vida e a forma como enxergo o mundo.
Como médico e homem público, dedicou sua existência a cuidar de pessoas e a servir com dignidade. Seu legado permanece na história da Bahia e no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo. Para mim, ele sempre será meu maior exemplo de caráter, fé e amor.
Hoje me despeço da sua presença física com uma dor imensa e uma saudade que já é eterna. Meu pai, descanse nos braços de Deus. Cuide da nossa família aí de cima. Seu amor e seus ensinamentos vivem em mim. Para sempre", manifesta o vereador.
O partido União Brasil lamentou, neste sábado (17), a morte do deputado estadual Alan Sanches. O parlamentar, que integrava os quadros da legenda na Bahia, exercia mandato na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e era uma das principais lideranças da oposição no estado.
O médico e político Alan Sanches teve trajetória política com passagens pelo Legislativo municipal e estadual. Ele foi vereador por Salvador, presidiu a Câmara Municipal da capital e exerceu quatro mandatos como deputado estadual.
O presidente estadual do União Brasil, deputado federal Paulo Azi, destacou a atuação de Alan Sanches e lamentou sua morte, ressaltando sua postura no exercício da vida pública e sua contribuição para a política baiana. Em nota oficial, o partido manifestou solidariedade aos familiares, amigos e correligionários do parlamentar.
Leia a nota na íntegra:
"O União Brasil manifesta profundo pesar pelo falecimento do deputado estadual Alan Sanches.
Formado em Medicina pela Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública, Alan Sanches construiu uma trajetória pública marcada pela dedicação, seriedade e compromisso com a Bahia. Vereador de Salvador, presidente da Câmara Municipal, deputado estadual por quatro mandatos e líder da oposição na Assembleia Legislativa, exerceu cada função com firmeza, diálogo e espírito público.
O deputado federal Paulo Azi, presidente estadual do União Brasil, exaltou o legado de Alan Sanches e lamentou o falecimento do deputado. “Alan levou para a vida política a mesma vocação de cuidado com as pessoas, sempre pautado pela ética, pela sensibilidade social e pelo respeito às instituições democráticas”, disse.
No momento em que se preparava para novos desafios, como pré-candidato a deputado federal, Alan seguia contribuindo ativamente para o debate público e para a construção de soluções para os problemas do estado, deixando um legado de trabalho, coerência e amor pela Bahia.
O União Brasil se solidariza com os familiares e amigos, desejando conforto e força neste momento de dor. A memória de Alan Sanches permanecerá viva como exemplo de homem público comprometido com o bem comum e com a democracia", lamenta o partido.
O deputado estadual Alan Sanches (União) morreu ainda na tarde deste sábado (17). A informação foi confirmada por pessoas próximas ao deputado. Alan Sanches foi vítima de um infarto, de acordo com informações divulgadas pelo Se Ligue Bahia e confirmadas pelo Bahia Notícias. Médico de formação, Alan Sanches teve atuação política com passagens pelo Legislativo municipal e estadual.
O político exerceu vários mandatos como vereador em Salvador e presidiu a Câmara Municipal da capital baiana. A morte causou surpresa no mundo político, afinal o deputado estava participando da Lavagem do Bonfim ainda nesta quinta-feira (15).
Na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), ocupava o cargo de deputado estadual e atuava como líder da oposição. Alan Sanches também se articulava para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas próximas eleições.
Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre velório e sepultamento.
TRAJETÓRIA POLÍTICA
Alan Eduardo Sanches dos Santos iniciou a carreira política como vereador de Salvador, eleito pelo PMDB para o mandato de 2005 a 2008, sendo reeleito para o período de 2009 a 2012, mandato ao qual renunciou.
Ainda durante sua passagem pela Câmara Municipal, presidiu a Casa entre 2009 e 2010, além de ter presidido a Comissão de Educação e integrado a Comissão Especial de Saúde. Em 2011, foi eleito deputado estadual pelo PMDB para o período de 2011 a 2015. Foi reeleito deputado estadual pelo PSD (2015–2019), pelo DEM (2019–2023) e pelo União Brasil para o mandato vigente.
Na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Alan Sanches exerceu funções como 2º secretário da Mesa Diretora (2021–2023), procurador parlamentar (2019–2020) e vice-presidente da Comissão de Saúde e Saneamento.
Também integrou e presidiu diversas comissões permanentes e especiais, incluindo Constituição e Justiça, Finanças e Orçamento, Meio Ambiente, Saúde e Saneamento e Conselho de Ética.
No âmbito partidário, foi vice-líder e líder de bancadas ao longo dos mandatos, tendo atuado como líder do PSD, do DEM/PRB e, mais recentemente, líder da Minoria na AL-BA. Foi filiado ao PSD entre 2011 e 2016, ao DEM entre 2016 e 2022 e ao União Brasil a partir de 2022
De acordo com informação da coluna Radar da revista Veja, que chegou às bancas nesta sexta-feira (16), o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) teria sido convencido a entrar na disputa pelo cargo de governador por Minas Gerais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o maior incentivador dessa candidatura de Pacheco.
Por diversas vezes o presidente Lula falou publicamente sobre a sua preferência por ter Pacheco em um palanque junto com ele no estado de Minas Gerais. Em junho de 2025, em um evento na cidade de Mariana, Lula se voltou para Pacheco e o chamou de “futuro governador dos mineiros”, além de dizer que o estado não merece ter como seu gestor políticos como Nikolas Ferreira (PL) ou Cleitinho (Republicanos).
O mesmo aconteceu durante uma cerimônia em setembro, em Belo Horizonte, durante o lançamento do programa "Gás do Povo". No palanque do evento, Lula voltou a chamar Pacheco de governador de Minas Gerais.
A aliança entre Lula e Pacheco, entretanto, ficou estremecida no final de 2025, após o presidente anunciar que o advogado-geral da União, Jorge Messias, teria sido o seu escolhido para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal. O nome de Rodrigo Pacheco para o Supremo sempre foi fortemente defendido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
A partir da escolha de Lula por Messias, Alcolumbre chegou a cortar relações com o governo, e parou até de atender mensagens do líder no Senado, Jaques Wagner. Por conta do aborrecimento do presidente do Senado, o governo decidiu não enviar a mensagem com a indicação de Messias, e a sabatina acabou ficando para 2026.
No final do ano passado, entretanto, o presidente Lula e Alcolumbre tiveram uma longa conversa, e uma espécie de armistício foi acertado. Lula já declarou inclusive que deve enviar a mensagem com a indicação de Jorge Messias ao STF no começo de fevereiro.
Essa retomada das relações entre Lula e Alcolumbre pode ter influenciado em uma mudança de posição de Rodrigo Pacheco. Um outro desdobramento da aliança entre Lula e o presidente do Senado pode vir a ser a ajuda de Alcolumbre para a aprovação do nome de Jorge Messias como novo ministro do STF.
Segundo a coluna Radar da revista Veja, a composição para a candidatura de Rodrigo Pacheco inclui uma mudança de partido. Pacheco, que foi eleito pelo PSD, sairia do partido comandado por Gilberto Kassab, e se filiaria ao União Brasil, mesmo partido de Davi Alcolumbre.
A coluna diz ainda que nessa composição, a prefeita da cidade de Contagem, a petista Marília Campos, seria a candidata ao Senado no palanque de Lula e Pacheco. O senador mineiro ainda teria a precedência para escolher o nome do seu a vice e o outro candidato ao Senado.
Pablo Roberto nega tensão na relação entre ACM Neto e Zé Ronaldo e afirma que 2025 foi “ano difícil”
O vice-prefeito de Feira de Santana, Pablo Roberto (PSDB), negou haver um tensionamento entre o pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União), e o prefeito do município, Zé Ronaldo (União). Questionado pelo Bahia Notícias nesta quinta-feira (15), o tucano afirmou que Zé Ronaldo enfrentou um ano “difícil” em 2025, mas garantiu que a relação com Neto estaria “tranquila”.
“A relação está tranquila. Eles dois têm conversado, Neto tem ido à feira. Zé Ronaldo tem um jeito dele, tem um perfil dele, que é muito na dele, muito focado na gestão de Feira. O ano 2025, eu tenho certeza que foi o ano mais difícil que o Zé Ronaldo enfrentou na prefeitura de Feira de Santana, então ele se dedicou muito lá. Mas os dois têm conversado, tá no clima, o Zé Ronaldo tá tocando a gestão, mas com o olho também nas eleições, eu tenho certeza que tá tudo tranquilo”, comentou Pablo Roberto durante a Lavagem do Bonfim.
O vice-prefeito, que era deputado estadual, também falou sobre suas articulações para a disputa à Câmara dos Deputados neste ano. Segundo Pablo, as conversas devem se intensificar este ano, após 2025 ter sido focado na gestão de Feira de Santana.
“Desde quando assumi o mandato de deputado estadual, que eu não me escondi, o desejo que já tinha em disputar a eleição esse ano para a Câmara. Então, a movimentação está acontecendo. Eu confesso que 2025 realmente foi um ano de muito trabalho, seguindo a orientação, inclusive, do prefeito Zé Ronaldo, que nós pudéssemos focar na gestão por conta dos desafios. Começando agora, em 2026, o movimento começa a se organizar e a expectativa é que nós possamos ficar à frente da secretaria até o prazo legal e a partir daí se afastar para se dedicar única exclusivamente para a campanha”, afirmou Pablo Roberto.
Durante a Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15), o deputado estadual Eduardo Sales comentou sobre a saída do PP após aliança do partido com União Brasil. O parlamentar, que tem até março para migrar de sigla, ainda não definiu a nova legenda.
A pretensão dos correligionários é saírem todos para o mesmo partido. Deputados estaduais do Progressistas, Niltinho, Hassan Iossef, e Antonio Henrique Júnior devem acompanhar o movimento para continuar na base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
“Nosso objetivo é estar todo mundo em bloco. A decisão dos deputados é que iremos para um partido que contemple a vontade que nós temos de ser um grupo forte e que possa avançar junto ao governo. Apesar de termos o prazo de março, até fevereiro teremos o martelo batido”, garantiu.
Questionado sobre a migração para o PSB, o parlamentar admitiu a possibilidade de passar a fazer parte do quadro de deputados do partido.
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“Temos uma conversa bem andada com o PSB. O João Campos tem trazido uma força muito importante a nível nacional e estamos estudando. Essa possibilidade sem dúvida é uma das cogitadas”, afirmou Sales.
O ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União), revelou que fará uma agenda focada no interior do estado para iniciar sua pré-campanha. Em entrevista coletiva durante a Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15) em Salvador, o vice-presidente do União Brasil apontou que está confiante na garantia de apoios regionais.
“A gente agora tem agenda toda semana no interior, estamos fechando, inclusive, alguns compromissos para o mês de abril, porque janeiro e fevereiro já estão fechados. Março já tem uma parte fechada, então já estamos entrando na agenda de abril na programação”, afirmou.
Ele revela que tem “conversado com os deputados de mandato, pedindo paciência e compreensão, porque sempre alguém pede alguma coisa, então a gente tem que ir ali administrando”. O líder da oposição revela, no entanto, que “ter candidaturas regionais é muito importante para a gente, porque fortalece o palanque, aumenta a representatividade, incrementa a campanha”.
ACM Neto detalha que vai mudar a estratégia com relação ao último pleito estadual. “Então, a gente vai vir com poucos partidos, mas partidos muito fortes. Essa é a estratégia”, sucinta. No âmbito federal, ele diz que “quando a gente decidiu fazer a Federação, a gente abriu mão de decidir sozinho”.
“A gente compartilhou essa decisão, então ela vai ter que ser dividida com progressistas. O senador Ciro [Nogueira] é um homem muito inteligente, um dos políticos mais experientes do país e vai saber, conosco, construir o melhor caminho para a federação, sem atrito, sem divergência, sem nada a ver”, completa.
O deputado federal da Bahia pelo União Brasil, Elmar Nascimento, diz esperar um ano ainda mais produtivo em 2026. Em entrevista durante a Lavagem do Bonfim, em Salvador, nesta quinta-feira (15), o parlamentar aponta que vai pedir bênçãos para o povo baiano e garante que sentimento de mudança já pauta as relações no interior.
“Vou pedir ao senhor do Bonfim que traga muita paz para o baiano, muita saúde”, afirmou. Ele comentou ainda sobre a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na noite desta quarta-feira (14), ao Orçamento de 2026, aprovado pelo Congresso. Com vetos, o presidente da República reduziu o valor previsto para os gastos parlamentares.
Sobre o tema, Elmar diz que “já era esperado”. “O orçamento sempre está um pouco acima e o governo tem que bloquear e ao longo do tempo se a receita suprir vai liberando aos poucos. Já era esperado”, explica.
No que diz respeito às eleições estaduais e nacionais, o deputado do União garante que o sentimento no estado é de mudança. “Esse é o sentimento que tem que mudar para melhor sempre, seja com quem for. A gente tem que ajudar o Estado. Passamos aí três anos cumprindo com a nossa obrigação, se aliando do governo quando tem que aliar, criticando quando tem que criticar e vamos rezar para o Senhor do Bonfim, orar para que esse ano seja o ano melhor”, afirmou.
Como uma das principais lideranças do partido, ele garante que deve começar a realizar interlocuções com os municípios depois do Carnaval. “Te confesso que eu não tenho feito ainda, depois do carnaval. Converso sempre com a liderança, sobre as dificuldades que tem passado e o ano passado foi um ano difícil. A gente espera que esse ano seja um ano muito melhor”.
O ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União), abriu espaço para diálogo com o senador Angelo Coronel na oposição ao grupo petista, como resposta a uma possível chapa “puro-sangue” do Partido dos Trabalhadores (PT) na eleição. Em entrevista coletiva, nesta quinta-feira (15) durante a Lavagem do Bonfim em Salvador, o líder da oposição teceu críticas ao grupo petista e garantiu que, no caso de uma chapa com Jerônimo, Rui Costa e Jaques Wagner, “os três vão perder de uma vez só”.
“Depois de 20 anos, eles não conseguem mais separar o que é o público do que é o partidário. Então, eles se acham numa posição de tal força política que podem impor três do PT. Vão perder os três de uma vez só, é o que eu acredito. Os três vão perder de uma vez só. Nós vamos pegar essa panela, vamos fazer ela entornar e ela vai virar de uma vez só e a gente começa a construir uma nova história em 2026”, afirma.
Sobre o diálogo com o senador Angelo Coronel, que até então não foi confirmado como candidato à reeleição, ACM diz que “se o [Angelo] Coronel quiser fazer parte disso e quiser continuar senador, existe espaço para dialogar conosco. Nós só vamos tratar desse assunto se houver essa possibilidade”.
O vice-presidente nacional do União Brasil comenta ainda sobre a presença do governador do Goiás, Ronaldo Caiado, durante a celebração do Bonfim. Neto afirma que a pré-candidatura do goiano ao Palácio do Planalto segue mantida e tem o apoio do grupo. “A pré-candidatura dele foi lançada aqui em Salvador em abril do ano passado, eu estou com ele [Ronaldo Caiado] e vamos seguir juntos”.
A fala ocorre após o representante do União afirmar, durante evento em Ilhéus, que poderia apoiar “qualquer candidato” contra Lula, incluindo o senador Flávio Bolsonaro. ACM garante, no entanto, que Caiado “é o pré-candidato a presidente do União Brasil, agora até outubro, muitas coisas vão acontecer, muito diálogo pela frente há de se fazer temos que respeitar a possibilidade de conversar com todos os partidos que fazem oposição PT”, afirma.
Ainda sobre as eleições, o ex-prefeito de Salvador afirma que vai deixar a chapa em aberto até abril, no período de oficialização das candidaturas. “Não tem nenhuma razão para ser antes disso. A gente vai acompanhar os fatos, vai ver o desdobramento do que acontece com Jerônimo e companhia. Não que eu dependa dele, mas também não vou resolver o problema deles e eu não tenho pressa”, sucinta.
Ele garante ainda que, o que é possível confirmar é a candidatura do então líder do PL na Bahia, João Roma. “A gente vai ajustando e mudando as coisas, agora, com relação a João Roma, ele é o pré-candidato ao Senado hoje. Claro que isso depende da própria confirmação dele, mas eu acho que é natural hoje a pré-candidatura de João ao Senado, ao nosso lado. Isso seria já uma definição natural e vai se consolidando”, completa.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), nega que haja algum embargo proposital ao licenciamento do novo terminal rodoviário de Salvador, no bairro de Águas Claras. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (12), o gestor municipal garante que “nunca viu a Prefeitura embargar uma obra que o Estado está executando, por falta de alvará” e o discurso apresentado pelo governador do estado, Jerônimo Rodrigues (PT), também nesta segunda, são “desculpas para a incompetência”.
"Diferente deles, todos os pedidos de licenciamento [são analisados], até porque você nunca viu a Prefeitura embargar uma obra que o Estado está executando, por falta de alvará. Vou lhe dar um exemplo específico: o VLT, só tem, até hoje, alvará de terraplanagem. Já tem pilares e vigas lançadas para passar sobre a BR-324 e não tem alvará. Então isso é desculpa para justificar, às vezes, a incompetência", explica o gestor.
Segundo Bruno Reis, “tem que ter responsabilidade porque, se Deus me livre e guarde acontecer alguma fatalidade, vão responsabilizar a Prefeitura". Ele detalha que, no caso da nova rodoviária, “deram entrada no dia 15 de dezembro e o governador quer inaugurar no dia 19 de janeiro”.
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“Iremos fazer de tudo, se eles preencherem as formalidades, e minha equipe sabe, todo mundo sabe que todos os pedidos do governo do estado são prioridade máxima, mas agora, é fácil licenciar uma rodoviária em um mês? Aí a culpa é do prefeito? É [culpa] da Prefeitura? Agora a gente vai dar um jeito de licenciar", garante.
Bruno Reis esclarece que para a realização dos processos, “as formalidades precisam ser preenchidas” dentro ou fora do âmbito municipal. “A Ponte Salvador-Itaparica e qualquer outra obra é prioridade máxima para aprovação, agora, existem formalidades que precisam ser preenchidas. Às vezes eles dão entrada sem aprovação do próprio Inema [Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos], que é um órgão estadual ou do Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional], que é federal, vinculado ao partido deles, e a culpa é da Prefeitura?", finaliza.
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