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Artigos

Nelson Cadena
O Ruidoso Silêncio no Centenário de Ariovaldo Matos
Foto: Acervo pessoal

O Ruidoso Silêncio no Centenário de Ariovaldo Matos

Transcorre, segunda feira (24/08) em silêncio — um ruidoso silêncio, um barulhento silêncio, um estrepitoso silêncio — o centenário de nascimento do jornalista, escritor, dramaturgo, publicitário__ foi redator da Publivendas__ e militante político Ariovaldo Matos.

Multimídia

Delliana Ricelli chama aprovação automática nas escolas da Bahia de “uma das coisas mais odiosas”

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A candidata ao Senado Federal pela Bahia, Professora Delliana Ricelli (PSOL), classificou a medida como uma das práticas mais “odiosas” no ambiente escolar. A educadora defendeu uma reformulação no ensino da Bahia.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

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Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

atlas da violencia 2026

Bahia concentra seis das 10 cidades com maiores taxas de homicídios estimados do país, aponta Atlas da Violência 2026
Praças locais das cidades baianas | Fotos: Reprodução / Google Street View

Os novos dados foram divulgados nesta terça-feira (26) pelo Atlas da Violência 2026, revelam que a Bahia possui seis entre as 10 cidades — por 100 mil habitantes — com as maiores taxas de homicídios estimados. A cidade de Jequié, no Médio Rio de Contas, aparece na pior colocação do estado, ocupando o 2º lugar no ranking nacional.

 

O município já havia ocupado a vice-liderança no levantamento referente a 2022, quando registrou um índice ainda maior, ficando atrás apenas de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, que apresentou taxa estimada de 94,1 homicídios por 100 mil habitantes. Na ocasião, Jequié chegou a registrar quase 92 homicídios por 100 mil habitantes.

 

O indicador de homicídios estimados considera a soma dos casos oficialmente registrados com os chamados “homicídios ocultos”. Essas são as mortes violentas intencionais que inicialmente não foram classificadas como homicídio nas bases oficiais.


Confira a lista das 10 cidades com as maiores taxas:

 

Vale relembrar que os dados apresentados pelo Atlas da Violência 2026 não correspondem a uma atualização anual isolada. O estudo reúne informações consolidadas entre os anos de 2014 e 2024, isso com base em índices já apresentados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Nesse cenário, a Bahia permanece na 3ª posição entre os estados com maior número de homicídios estimados do país.
 

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OS PORTOS E ENTROCAMENTOS
Há um padrão geográfico observado no interior baiano, justamente na logística da dinâmica da violência e tráfico de drogas. Municípios como Jequié, Juazeiro e Feira de Santana aparecem entre os mais violentos do estado não apenas por fatores sociais, mas também por sua posição estratégica nas rotas rodoviárias.

 

Como aponta a pesquisa de João Marques Neto, no Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia (Ufba), a violência letal na Bahia não pode ser compreendida apenas por métricas convencionais, pois a criminalidade se reorganiza espacialmente por meio de uma interiorização estruturada que transforma cidades sub-regionais em novos epicentros de letalidade.

 

Jequié, por exemplo, é um importante entroncamento rodoviário no sudoeste baiano, conectando regiões do interior ao litoral por meio de corredores como a BR-116. A cidade registrou taxa estimada de 79,4 homicídios por 100 mil habitantes, o cenário mais crítico entre os municípios analisados.

 

Juazeiro, por sua vez, localizada às margens do Rio São Francisco e integrada economicamente ao sertão nordestino, apresenta forte circulação de mercadorias e pessoas, condição frequentemente explorada por redes criminosas ligadas ao tráfico.

 

No caso de Feira de Santana, sua relevância logística é ainda mais evidente. O município funciona como principal eixo de distribuição do interior baiano, ligando Salvador ao Norte, Nordeste e Sudeste do país por meio de rodovias federais como BR-116, BR-101 e BR-324.

 

Toneladas de drogas apreendidas em porto de Lauro de Freitas e posto em Feira de Santana | Fotos: Reprodução PF / PRF

Esse intenso fluxo transforma a cidade em ponto estratégico tanto para atividades econômicas quanto para disputas entre facções criminosas. Embora Salvador concentre o maior número absoluto de mortes violentas, com 1.354 homicídios estimados, sua taxa proporcional (52,7 por 100 mil habitantes) fica abaixo de diversos municípios do interior. 

 

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Cidades próximas a grandes rodovias, áreas portuárias ou rotas interestaduais tornam-se pontos estratégicos para o tráfico de drogas, circulação de armas e expansão de facções.

 

A NORDESTINAÇÃO DA VIOLÊNCIA
Ou seja, a Bahia ocupa uma posição geográfica estratégica no Nordeste e possui ampla conexão terrestre e marítima, fatores que ampliam sua relevância nas rotas do crime organizado. Esse cenário ajuda a explicar a dinâmica da violência em municípios localizados próximos a grandes rodovias, entroncamentos e corredores logísticos.

 

Como apontam os pesquisadores Tainá Porto Cotrim e Cláudio Roberto de Jesus, em artigo publicado na Revista Brasileira de Segurança Pública, a disputa territorial entre facções vai além do controle do mercado consumidor local.

 

“Não se trata apenas de garantir hegemonia no mercado consumidor local, mas de ter acesso direto aos mercados produtores que buscam novas rotas para escoar seus produtos para o mercado altamente lucrativo”, afirmam os estudiosos.

 

(Nota atualizada às 17h55 para incluir mais contexto dos dados e imagens).

 

Atlas da Violência: Bahia registra queda de 9,8% em homicídios em 10 anos, mas segue sendo a 3ª maior do país
Foto: Divulgação / PM Bahia

A Bahia registrou uma queda de 9,8% no número de homicídios estimados entre 2014 e 2024. Isso é o que apontam os dados divulgados nesta terça-feira (26) pelo Atlas da Violência 2026, estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Em 2014, foram registrados 7.006 homicídios no estado, frente a 6.316 casos notificados em 2024.

 

O estado registrava, em 2024, uma taxa de homicídios estimada de 42,6 a cada 100 mil habitantes, a terceira maior do país, ficando atrás apenas do Amapá (47,1) e do Ceará (43,7). Essa taxa é formada pelos dados oficialmente registrados pelos órgãos, com a correção dos pesquisadores, incluindo dados sobre os chamados homicídios ocultos. Ainda assim, a Bahia já apresentava redução em todas as faixas de análise. Entre 2023 e 2024, a queda foi de 6,5%, enquanto em cinco anos (de 2019 a 2024) chegou a 8,8% e, por fim, a 9,8% no confronto da década.

 

O estudo, elaborado a partir dos dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde (MS), analisa uma década de monitoramento da letalidade no país.

 

Na taxa de homicídios, a redução comparativa da década aponta que o estado registrou uma queda de 12,5% nas mortes a cada 100 mil habitantes entre 2014 e 2024. A maior redução ocorreu, no entanto, entre os homicídios ocultos e as mortes violentas de causa indeterminada (MVCI).

 

Por definição, as MVCIs são uma categoria de registro oficial do SIM, do Ministério da Saúde, que configura os casos em que não é possível determinar a causa básica da morte — ou seja, se foi homicídio, suicídio ou acidente. Já os homicídios ocultos são uma estimativa estatística e metodológica que aponta o percentual de MVCIs que foram assassinatos não determinados devido à má qualidade de preenchimento dos dados.

 

Entre as MVCIs, a Bahia registrou uma queda de 46% entre 2014 e 2024. No início da década, foram registrados 1.662 homicídios sem identificação classificatória e, dez anos depois, o número foi de 898 casos do tipo. Por outro lado, os homicídios ocultos tiveram uma redução ainda maior: o número passou de 954 em 2014 para 255 em 2024, registrando uma queda de 73,3%. (A reportagem foi atualizada às 14h05)

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Começou a festa da democracia! Mas parece que tem gente que tá economizando até no cento de salgados. Mas entre quem chora pitanga e quem ostenta nas redes, podemos esperar de tudo até outubro. Só confesso que não esperava Cunha procurando sarna pra se coçar. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Jerônimo Rodrigues

Jerônimo Rodrigues
Foto: Leitor BN

"Dizer que somos povo de Deus". 


Disse o governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues ao rebater críticas de cunho religioso de opositores e pediu ajuda de aliados para atrair lideranças políticas e o eleitorado evangélico para a campanha petista. A fala, registrada em uma reunião com os caciques e os prefeitos da base aliada, na última quarta-feira (19) em Salvador, cita a prefeita reeleita de Cachoeira, no Recôncavo baiano, Eliana Gonzaga.

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista a pré-candidata ao Senado Federal Professora Delliana Ricelli (PSOL) nesta segunda

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