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O cantor e compositor Gilberto Gil será homenageado com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de São Paulo (USP). A decisão foi aprovada pelo Conselho Universitário da universidade em reunião realizada na última terça-feira (25) e celebra o artista baiano com uma das principais honrarias concedidas pela instituição.
A proposta foi apresentada pela Escola de Comunicações e Artes (ECA), por meio do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão. Na justificativa do projeto, a ECA destacou Gil como “uma das maiores personalidades da cultura nacional dos séculos 20 e 21.”.
Além de Gil, a USP irá homenagear Cláudia Andujar com o mesmo título. Para o reitor da universidade, Aluisio Segurado, as homenagens reconhecem trajetórias que ultrapassam suas áreas de atuação e se relacionam com a história cultural e social do Brasil.
“São artistas que fizeram de suas obras uma forma de compreender o País, ampliar horizontes e afirmar a importância da liberdade, da diversidade e da dignidade humana por meio da música e da fotografia”, afirmou.
Gilberto Gil já foi homenageado com a mesma honraria pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Em 2005, o cantor foi homenageado com o título pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde se formou em Administração. Na época, o artista atuava como Ministro da Cultura.
Em 2024, o artista foi reconhecido pela UFBA com uma nova honraria. A universidade lançou em maio de 2024 a Cátedra Gilberto Gil de Estudos da Cultura.
A iniciativa, ligada ao Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (Cult) e ao Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade, ambos do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos (IHAC), tem como proposta estimular estudos sobre políticas culturais, gestão, curadoria e diversidade, além de fortalecer trocas acadêmicas nacionais e internacionais.
A Universidade Federal da Bahia (Ufba) ficou fora da edição de 2026 do Academic Ranking of World Universities (ARWU), popularmente conhecido como Ranking de Xangai. A pesquisa, divulgada anualmente pela consultoria Shanghai Ranking Consultancy, avalia mais de 2.500 instituições de ensino superior no mundo e publica a lista das 1.000 melhores.
Ao todo, o Brasil conta com 14 universidades selecionadas no levantamento entre as melhores do mundo, contudo a melhor do estado nas últimas edições não configurou entre as melhores do país. Vale contextualizar que a Federal baiana é uma das 74 universidades brasileiras que constam historicamente nas avaliações.
Confira queda em gráfico ilustrativo:
Novamente a Universidade de São Paulo (USP) obteve o melhor desempenho nacional, figurando no bloco entre a 101ª e a 150ª posição global. Abaixo da USP, a lista de instituições brasileiras contempladas no ranking segue organizada por blocos de classificação global e pontuação:
Veja em forma de lista, de melhor para pior:
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Universidade de São Paulo (USP): Posição 101-150
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Universidade Estadual Paulista (Unesp): Posição 301-400
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Universidade de Campinas (Unicamp): Posição 401-500
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Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG): Posição 501-600
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Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ): Posição 501-600
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Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS): Posição 501-600
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Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC): Posição 701-800
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Universidade Federal de São Paulo (Unifesp): Posição 701-800
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Universidade Federal do Paraná (UFPR): Posição 801-900
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Universidade Federal de São Carlos (UFSCar): Posição 801-900
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Universidade Federal de Viçosa (UFV): Posição 801-900
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Universidade de Brasília (UnB): Posição 801-900
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Universidade Federal do Ceará (UFC): Posição 901-1000
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Universidade Federal de Pernambuco (UFPE): Posição 901-1000
Publicado desde 2009, o ARWU utiliza seis indicadores objetivos para pontuar e classificar as instituições:
- Desempenho de ex-alunos premiados com Nobel ou Medalha Fields;
- Pesquisadores da instituição vencedores desses prêmios;
- Pesquisadores altamente citados;
- Artigos publicados nas revistas científicas Nature e Science;
- Artigos indexados nas bases internacionais de produção científica;
- Desempenho acadêmico per capita por pesquisador.
No cenário global, a liderança permanece com a Universidade de Harvard, seguida pela Universidade Stanford, Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Universidade de Cambridge e Universidade da Califórnia em Berkeley.
A Justiça determinou novas restrições à atuação do deputado estadual Diego Castro (PL) em escolas, hospitais e equipamentos públicos estaduais da Bahia. A decisão, obtida pelo Bahia Notícias, foi tomada nesta sexta-feira (21) pela 5ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, em ação civil pública movida pelo Estado. Pela determinação, o parlamentar não poderá entrar em unidades de ensino da rede estadual ou em obras e equipamentos administrativos sem autorização prévia e agendamento formal.
Também ficam proibidas filmagens, transmissões ao vivo e abordagens de caráter político-partidário contra servidores, professores, gestores e alunos nesses espaços. Em hospitais, Diego e outros deputados deverão seguir os protocolos da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) para acesso a áreas restritas. A decisão também impede registros não autorizados de pacientes, acompanhantes e profissionais.
O descumprimento das medidas poderá gerar multa de R$ 50 mil por ocorrência, com os valores destinados ao Fundo de Direitos Difusos.
A decisão ocorre um dia após a confusão envolvendo Diego Castro e estudantes da Universidade Federal da Bahia (Ufba). O parlamentar esteve na Faculdade de Comunicação (Facom), em Ondina, para verificar uma denúncia sobre materiais de apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jerônimo Rodrigues (PT). O episódio terminou em confronto entre integrantes da comitiva e estudantes. Tobias Muniz, presidente do Centro Acadêmico Vladimir Herzog, ficou ferido após ser empurrado por um segurança que acompanhava o deputado. A Ufba registrou ocorrência e acionou a Polícia Federal.
Após o tumulto, Hilton Coelho (PSOL) e Olívia Santana (PCdoB) apresentaram iniciativas na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) contra Castro. A Casa confirmou o recebimento da representação no Conselho de Ética pedindo a cassação do mandato por possível quebra de decoro e informou que o caso será submetido à Mesa Diretora. Depois das etapas regimentais, a análise deverá seguir para o conselho, com garantia de ampla defesa ao deputado.
Em reação, Castro apresentou nesta sexta-feira uma representação contra Hilton e Olívia. Ele acusa os parlamentares de divulgarem informações que considera falsas ou distorcidas sobre o episódio e pede que o Conselho de Ética apure a conduta dos dois. O deputado contesta principalmente a afirmação de que teria invadido um banheiro feminino na universidade. Segundo ele, a acusação é falsa e os registros em vídeo poderão comprovar sua versão. Castro também afirma que foi agredido durante o tumulto e registrou um Boletim de Ocorrência.
A institução, por sua vez, sustenta que a presença do parlamentar e de sua equipe provocou intimidação e confronto dentro da unidade. A universidade informou ainda que adotará medidas institucionais e jurídicas relacionadas ao caso.
Um dia após a confusão envolvendo o deputado estadual Diego Castro (PL), que terminou em agressões na Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Faculdade de Comunicação (Facom) foi palco de outro princípio de discussão nesta sexta-feira (21).
Na parte da tarde, um influenciador que se identifica como Heitor Bolsonaro foi até a unidade, disse que era pesquisador da Universidade Federal da Paraíba e acabou interpelado pelo diretor da Faculdade de Comunicação da UFBA (Facom), Washington de Souza Filho, que afirmou: "O que você está fazendo é a manifestação de um abuso."
O influenciador informou que estaria fazendo uma pesquisa política sobre os resultados da confusão do dia anterior. Em determinado momento, Heitor afirmou ter visto pessoas fumando maconha no local. O diretor respondeu que, nesse caso, ele deveria denunciar o fato à polícia.
Confira momento:
A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) confirmou nesta quinta-feira (20) que recebeu uma representação para apurar a possível quebra de decoro parlamentar do deputado estadual Diego Castro (PL), após o tumulto registrado na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
A iniciativa ocorre após manifestações de parlamentares contra a conduta do deputado durante o episódio. Hilton Coelho (PSol) protocolou uma representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar pedindo a cassação do mandato de Diego. Já Olívia Santana (PCdoB) encaminhou um ofício à presidência da Casa e também apresentou representação solicitando providências do colegiado.
Segundo Hilton, o caso envolve a agressão ao estudante Tobias Muniz, presidente do Centro Acadêmico Vladimir Herzog, além de ameaças e desrespeito ao diretor da Facom, professor Washington Souza Filho. O parlamentar pediu a abertura de processo disciplinar e a análise de imagens de segurança, boletins de ocorrência, laudos e depoimentos. A representação sustenta que, caso as condutas sejam confirmadas, houve quebra de decoro parlamentar que pode gerar a perda do mandato.
Olívia Santana classificou a presença do deputado na universidade como uma invasão e afirmou que a imunidade parlamentar não deve ser utilizada como proteção para atos de provocação ou vandalização de instituições públicas. A deputada pediu que a Comissão de Ética adote medidas diante do episódio.
Em nota, a AL-BA afirmou que a conduta atribuída ao bolsonarista não representa o posicionamento institucional da Assembleia. A Casa confirmou que a representação será submetida à Mesa Diretora e, após o cumprimento das etapas previstas no Regimento Interno, encaminhada ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. O órgão será responsável pela análise do caso, garantindo ao deputado o direito à ampla defesa e ao devido processo.
ENTENDA O CASO
O episódio ocorreu durante a manhã desta quinta-feira, no campus de Ondina. Diego Castro esteve na Faculdade de Comunicação acompanhado de integrantes de sua equipe para, segundo sua defesa, verificar uma denúncia sobre adesivos de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas dependências da instituição.
A presença do grupo provocou uma discussão com estudantes e professores. Em nota, a instituição repudiou os episódios de violência, intimidação e desrespeito e informou ter acionado a Polícia Federal para discutir medidas de segurança, especialmente durante o período eleitoral.
A defesa de Diego Castro, por sua vez, afirma que o parlamentar foi ao local após receber uma denúncia sobre propaganda eleitoral dentro da universidade. Após a confusão, ele também registrou um boletim de ocorrência por agressão.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), repudiou nesta quinta-feira (20) a confusão envolvendo o deputado estadual Diego Castro (PL) e estudantes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. O episódio ocorreu durante uma ação do parlamentar na Faculdade de Comunicação (Facom).
Em publicação nas redes sociais, Jerônimo afirmou que a universidade deve ser preservada como espaço de diálogo e democracia. “Sou professor e sei o que a universidade representa. Minha solidariedade aos estudantes e professores da UFBA agredidos hoje por um parlamentar. Universidade se respeita. Liberdade se defende. O ambiente democrático não tem espaço para invasão e violência”, escreveu.
CONFIRA:
Sou professor e sei o que a universidade representa. Minha solidariedade aos estudantes e professores da UFBA agredidos hoje por um parlamentar. Universidade se respeita. Liberdade se defende. O ambiente democrático não tem espaço para invasão e violência.
— Jerônimo Rodrigues (@Jeronimoba13) August 20, 2026
A confusão começou após Castro ir à unidade para averiguar uma denúncia sobre adesivos de apoio ao governador e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas dependências da instituição. O deputado afirmou que a visita tinha como objetivo verificar uma possível propaganda político-partidária em um espaço público, e registrou um Boletim de Ocorrência (BO) após o ocorrido.
Durante o tumulto, houve confronto entre integrantes da comitiva do parlamentar e estudantes. O aluno Tobias Muniz, presidente do Centro Acadêmico da Facom, foi empurrado por um integrante da segurança que acompanhava Castro e ficou ferido. A UFBA informou que ele realizou exame de corpo de delito e registrou ocorrência.
A universidade também acusou o deputado e sua equipe de interromperem atividades acadêmicas e de promoverem uma ação marcada por intimidação. O secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, recebeu Tobias nesta quinta e encaminhou o caso à Polícia Federal, ao Ministério Público (MP-BA) e à Justiça Eleitoral. Ele também solicitou à AL-BA a apuração de eventual quebra de decoro parlamentar.
“Não é aceitável que agentes políticos questionem as regras do jogo democrático ou recorram à violência como método de enfrentamento das divergências políticas”, afirmou o secretário.
O deputado estadual Diego Castro (PL) registrou um Boletim de Ocorrência (BO) nesta quinta-feira (20) após a confusão envolvendo estudantes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou ter sido agredido durante a visita à Faculdade de Comunicação (Facom).
Após deixar a 7ª Delegacia Territorial, Castro declarou que foi à unidade para verificar denúncias sobre a presença de adesivos de apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas dependências da universidade. Segundo o deputado, a retirada dos materiais provocou reação de estudantes. Ele afirmou ainda que integrantes de sua equipe foram ameaçados e agredidos durante o tumulto. “Acabei de sair aqui da sétima delegacia, onde eu registrei um boletim de ocorrência, porque nós fomos agredidos por militantes da esquerda”, declarou.
Castro também contestou relatos de que teria agredido estudantes e afirmou que imagens divulgadas sobre o episódio estariam fora de contexto. “Estão disseminando mentiras, dizendo que eu agredi, colocando vídeos fora de contexto, mostrando o momento em que a nossa equipe reagiu à agressão. Ninguém vai apanhar calado. Nós também não somos otários, certo? Se houve uma agressão, vai ter uma reação. Claro, a gente precisa defender a nossa integridade física. E, mais do que isso, eles nos chamaram de fascistas, nos ameaçaram, ameaçaram a nossa equipe e chamaram a nossa equipe de ‘capitão do mato’, já que também há pessoas negras na minha equipe”, disse.
CONFIRA:
A UFBA, por outro lado, afirmou que o parlamentar e integrantes de sua equipe perturbaram a rotina acadêmica e promoveram confrontos verbais e físicos. A universidade também registrou ocorrência e informou que o estudante Tobias Muniz, presidente do Centro Acadêmico da Facom, ficou ferido após ser empurrado por um integrante da segurança do deputado.
Castro negou que tenha invadido o banheiro feminino e classificou como falsas as acusações feitas contra ele. Também afirmou que pretende cobrar providências sobre a presença de material político nas dependências da instituição. A universidade informou que acionou a Polícia Federal e solicitou posicionamento da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) sobre o episódio.
Ufba repudia ato de deputado Diego Castro, registra BO por agressão e aciona Polícia Federal e AL-BA
A Universidade Federal da Bahia (Ufba) manifestou repúdio aos atos de "intimidação e desrespeito" ocorridos na manhã desta quinta-feira (20), na Faculdade de Comunicação (Facom), no campus de Ondina, em Salvador. Em nota, a entidade alega que o deputado estadual Diego Castro (PL) e membros "perturbaram, de forma truculenta" estudantes e professores durante ato de campanha. O deputado, por sua vez, alega que foi checar denúncias de propaganda petista no campus.
Conforme a administração central, a instituição informou ter registrado Boletim de Ocorrência (BO) e acionado instâncias federais e legislativas, como a Polícia Federal e Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Segundo o comunicado da universidade, a presença do parlamentar e de sua comitiva interrompeu o ato de recepção aos calouros, pois ocorreu às 10h da manhã no segundo dia letivo do semestre, em horário de aula.
Ao Bahia Notícias (BN), estudantes relataram gritos e confusão nos corredores, pois não conseguiam descer pelas escadas devido à multidão de pessoas que gravava, tentava separar ou se envolvia no confronto verbal. Essa movimentação foi gravada pelos próprios alunos e pelas câmeras de segurança da faculdade.
Reveja em vídeo logo abaixo:
Durante a confusão, o estudante Tobias Muniz, presidente do Centro Acadêmico da Facom (CAFACOM), foi empurrado por um integrante da segurança do deputado e ficou ferido. O momento das agressões foi registrado. A reitoria informou que, com o apoio da Coordenação de Segurança da Ufba (COSEG), o estudante realizou exame de corpo de delito e o caso foi registrado formalmente em delegacia via Boletim de Ocorrência.
A instituição também destacou que o diretor da Facom, Washington Souza Filho, foi desrespeitado e sofreu ameaças verbais ao tentar intervir para garantir a segurança no local. De fato, é possível ver o professor tentando acalmar as partes durante a confusão nos corredores. Em entrevista ao BN, ele repudiou a atitude do parlamentar, classificando o caso como "um absurdo" .
UFBA ACIONA PF
Em razão do caráter federal da universidade e da proximidade do período eleitoral, a reitoria da Ufba comunicou que se dirigiu à Superintendência da Polícia Federal na Bahia para estabelecer um protocolo de cooperação mais intenso, visando à adoção de medidas preventivas e efetivas de segurança.
A administração central repudiou a "naturalização da violência com fins políticos" e o "oportunismo político" voltado à busca de projeção em redes sociais. Diante da gravidade dos fatos, a Ufba solicitou formalmente um posicionamento da AL-BA, conclamando o órgão a adotar providências urgentes em relação à "conduta indecorosa" do deputado.
Fotos: Bernardo Maia (Bahia Notícias) / Ascom da Polícia Federal
A universidade também prestou solidariedade ao estudante agredido, ao diretor da unidade e a toda a comunidade acadêmica afetada.
DEFESA DO PARLAMENTAR
Anteriormente à divulgação da nota da Ufba, a assessoria de imprensa do deputado Diego Castro (PL) informou que a ida do parlamentar à Facom teve como objetivo "averiguar uma denúncia apresentada por um estudante sobre a presença de adesivos de propaganda eleitoral em favor do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas dependências do prédio."
De acordo com o parlamentar, a fiscalização gerou protestos de alunos, que o teriam ofendido com gritos de "fascista" e tentado impedir a retirada dos materiais. O deputado declarou que universidades federais não devem atuar como "diretórios políticos" nem favorecer agremiações partidárias, afirmando que cobrará esclarecimentos oficiais sobre a presença dos adesivos.
Em vídeo nas redes sociais, o deputado responde a algumas acusações. Mostra que também registrou um B.O. No vídeo, o membro da casa legislativa da Bahia evidencia que não entrou no banheiro feminino e que estava removendo adesivos de candidatos em trechos vandalizados da faculdade pública.
"Nós fomos agredidos por militantes da esquerda. Ele me agrediu. Atendemos denúncias de estudantes de direita da Ufba. Se a regra para um, tem que ser para todos. Imaginem se eu colo um adesivo desses?", questiona.
Vale ressaltar que, independentemente de questão ideológica, pichar ou depredar o campus universitário é vandalismo pela Lei n.º 13.531/2017, como salienta o TSE. Inúmeros candidatos colam adesivos de vários partidos. A Ufba não defende essas medidas e o BN já revelou casos de adesivos para vandalismo e poluição do espaço público na cidade de Salvador.
Confira a alegação do deputado:
Leia a nota da Ufba na íntegra logo abaixo:
"A Universidade Federal da Bahia manifesta seu mais veemente repúdio aos atos de violência, intimidação e desrespeito ocorridos nesta quinta-feira, 20 de agosto, nas dependências da Faculdade de Comunicação (FACOM), no campus de Ondina, envolvendo o deputado estadual Diego Castro (PL) e integrantes de sua equipe.
A movimentação do parlamentar e de sua equipe perturbou, de forma truculenta, a rotina acadêmica da universidade, tendo resultado na interrupção do ato de recepção aos calouros do semestre letivo, a partir de uma atitude de confronto, verbal e físico, direcionada a estudantes, técnicos administrativos e professores, bem como aos profissionais terceirizados responsáveis pela segurança.
Tais atos foram registrados por câmeras da instituição e por celulares de membros da nossa comunidade. O estudante Tobias Muniz, presidente do Centro Acadêmico da Facom, foi empurrado por um integrante da segurança do parlamentar e ficou ferido. As ameaças à comunidade também atingiram o dirigente da Faculdade, professor Washington Souza Filho, que foi desrespeitado e ameaçado ao exercer seu dever de zelar pela segurança e funcionamento da unidade acadêmica.
Diante de tal agressão, e com acompanhamento da Coordenação de Segurança da UFBA (COSEG), foi registrado Boletim de Ocorrência e realizado exame de corpo de delito no estudante [atingido]. Além disso, uma vez que nossa universidade é uma instância federal, a reitoria da UFBA está se dirigindo à Superintendência da Polícia Federal, visando a um protocolo de cooperação mais intenso — em particular, neste período eleitoral, de modo que medidas efetivas e preventivas sejam adotadas.
A administração central da UFBA está atuante no caso e saberá adotar as medidas institucionais e jurídicas cabíveis para a proteção de sua comunidade acadêmica e para o respeito de uma universidade pública, cujos valores essenciais rejeitam toda forma de violência, sobretudo de quem, por oportunismo político e à custa da instituição, pretenda buscar projeção em redes sociais.
A naturalização da violência, com fins políticos, não pode ser admitida. Desse modo, em razão da gravidade do caso, a Universidade Federal da Bahia solicita o posicionamento da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, conclamando-a a tomar, com urgência, as devidas providências diante da conduta indecorosa de um dos seus membros.
A UFBA manifesta, enfim, sua solidariedade aos membros da comunidade universitária envolvidos, ao estudante ferido e ao diretor da Faculdade de Comunicação, que, no exercício de suas atribuições, buscou preservar a segurança e o funcionamento da unidade", completa a nota.
O deputado estadual e candidato à reeleição, Diego Castro (PL), realizou um ato de campanha na Universidade Federal da Bahia (UFBA) na manhã desta quinta-feira (20) e entrou em uma discussão com alunos da Faculdade de Comunicação (Facom). Em meio a discussão verbal envolvendo alunos e professores da unidade, imagens mostram o momento em que seguranças do parlamentar agridem um aluno. (A reportagem foi atualizada às 11h30 para adicionar o posicionamento do deputado e a manifestação oficial do diretor da Facom)
??Diego Castro faz ato de campanha na UFBA, promove discussão e gera agressões mútuas
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) August 20, 2026
?????Leitor BN
Confira?? pic.twitter.com/RSAZ0k57kf
Nas imagens registradas por testemunhas, é possível ver o momento em que o deputado, usando um colete a prova de balas, aparece discutindo com alunos e o atual diretor da Faculdade de Comunicação, Washington José de Souza Filho, professor titular da universidade, aparece tentando dialogar com Diego Castro.
O embate verbal se intensifica, um dos alunos chega a dar um tapa no deputado e um grupo de homens que acompanhava o parlamentar chega a empurrá-lo na parede. O discente foi identificado como Tobias Barreto, presidente do Centro Acadêmico Vladimir Herzog (CAFACOM).
Segundo testemunhas no local, o deputado estaria gravando vídeos sobre o uso dos banheiros no prédio da Faculdade de Comunicação. Diego Castro estaria questionando as placas que indicam a presença de banheiros masculinos e femininos, ambos com liberação para pessoas “cis, trans, não binárias e travestis”.
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Foto: Eduarda Moitinho / Bahia Notícias
Ao notarem a movimentação, os alunos questionaram os discursos do parlamentar, dando início a discussão no meio do prédio de aulas. Outras imagens mostram o deputado sendo escoltado para fora do prédio da Faculdade. Após a saída, os estudantes se reuniram no auditório para uma reunião do Centro Acadêmico.
Segundo fontes do Bahia Notícias, o diretor da instituição acionou a reitoria da universidade para comunicar o fato. O caso também será registrado formalmente em uma delegacia. Ao BN, o professor Washington de Souza Filho diz que não acompanhou o início da discussão, mas que presenciou os ataques. "Eu não sei sobre a cronologia, o que eu sei é que quando eu cheguei lá eu percebi que tinha situação de confronto e entendi que o personagem responsável por isso foi o deputado Diego Castro Barbosa", afirma.
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Foto: Eduarda Moitinho / Bahia Notícias
"O absurdo é esse, um deputado, um parlamentar, mantido com recursos da população, da sociedade da Bahia, se sente no direito de invadir um campus universitário de uma universidade como a UFBA, que nem tem só uma tradição histórica, mas um histórico de contribuição para a sociedade da Bahia", destaca o diretor da FACOM.
Ainda em seu relato, Washington diz ter sido ameaçado pelo parlamentar. "Eu não fui agredido, eu fui ameaçado. No instante final, quando a gente começa a fazer que eles desçam [o deputado e seus assessores], um deles, que eu sou capaz de identificar - é um homem negro, de óculos e camisa preta - ele me ameaça várias vezes. Porque eu tentei conversar com eles o tempo inteiro", detalha.
O QUE DIZ O DEPUTADO?
O Bahia Notícias entrou em contato com a assessoria do deputado Diego Castro para obter mais informações sobre o ocorrido. À reportagem, a assessoria de Castro informou que ele foi até o local para confirmar e receber a denúncia de um estudante sobre a presença de adesivos em apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas dependências da instituição.
"A presença do parlamentar provocou reação de estudantes que estavam no local. Durante o episódio, houve protestos e discussões, e o deputado foi chamado de “fascista” por integrantes do grupo contrário à sua presença", diz a nota. Segundo o parlamentar, "instituições federais de ensino não devem ser utilizadas para favorecer candidatos ou grupos partidários".
Sem citar as agressões, a nota da assessoria confirma o protesto contra o deputado. "Durante a discussão, estudantes contestaram a atitude de Diego e protestaram contra a retirada dos adesivos. O parlamentar, por sua vez, criticou a reação e afirmou que houve uma tentativa de impedir a fiscalização e o questionamento sobre o material".
Para o deputado, alunos com posicionamentos políticos diferentes precisam encontrar um ambiente de pluralidade dentro da instituição. “Recebemos a denúncia de quem estuda aqui e não aceita essa apropriação partidária. O estudante não pode entrar em uma universidade federal e ter a sensação de que está entrando em um diretório político”, disse.
O parlamentar afirmou ainda que pretende cobrar esclarecimentos sobre a presença dos adesivos e avaliar eventuais medidas relacionadas ao episódio.
Após a congregação da Faculdade de Odontologia da Ufba (FOUFBA) aprovar uma atualização no código de vestimenta do espaço universitário, estudantes da Ufba se manifestaram sobre as regras. Ao BN, acusam um juízo moral de valor sobre as roupas escolhidas. O diretor da unidade educacional da universidade dizem que o foco é a biossegurança e que não há qualquer julgamento moral sobre o caso.
Segundo o texto que foi comunicado aos alunos, a norma é válida para estudantes, professores, funcionários e pacientes que frequentam a faculdade. Entre as roupas e acessórios que teriam o uso proibido estão:
- minissaias;
- croppeds;
- bonés;
- roupas muito decotadas; e
- shorts curtos.
Captura de tela com a divulgação do comunicado | Foto: Reprodução / Leitor BN
DIRETOR ESCLARECE
Em entrevista ao Bahia Notícias (BN), o diretor Marcel Arriaga foi claro de que não haveria punição de qualquer tipo aos alunos. “Somos uma instituição de ensino, a gente não tem tido problema com alunos em relação a isso. Não haverá qualquer punição", esclarece.
Conforme Arriaga, essa medida passou por muitas mãos, inclusive por uma congregação com cadeiras lideradas por professoras mulheres, em um regimento que não era atualizado há 14 anos.
“É uma atualização de um regimento aqui da faculdade. Algumas pessoas reclamaram que é misoginia, que é determinar o que a mulher pode vestir, mas veja bem, boa parte da congregação é feita por mulheres. Nosso corpo discente é de maioria mulher, inclusive”, salienta a direção.
Veja imagem da composição da congregação em postagem oficial:
Nessa decisão específica, os estudantes não foram consultados para atualizar a regra. Contudo, o doutor Arriaga esclarece que, na anterior, de 2012, os alunos fizeram parte. O BN procurou o Diretório Acadêmico (D.A), parte que representa os alunos de graduação, para se manifestar, todavia não houve resposta.
CRÍTICAS DE ALUNOS
Várias mensagens de alunos que preferiram não se identificar foram recebidas pelo BN. Para as estudantes e futuras odontólogas, a atualização é um retrocesso comportamental em ambientes de sala de aula. “Machismo e classismo em igual universidade pública. Tantos problemas mais importantes, e a congregação se ocupa com as roupas que, na maioria, serão usadas por mulheres”, critica a estudante de Odontologia.
“Para exigirem uma vestimenta ‘composta’, primeiramente deveriam colocar ar-condicionado em todas as salas”, cobra uma aluna que preferiu não se identificar por temer represálias.
Confira algumas das várias mensagens recebidas pela equipe BN:
Reação dos alunos ao serem comunicados da medida | Foto montagem: Reprodução / Leitor BN
O diretor, por sua vez, respondeu aos questionamentos dos estudantes ao BN. Para ele, todas as salas estão com climatização adequada no retorno das aulas nesta quarta-feira (19), começo do semestre, e que, se não houver, a regra pode ser abdicada como medida temporária.
“Todas têm climatização adequada. E outra coisa, a gente sabe lidar com a situação. Se quebrou o ar-condicionado, demora uma semana para arrumar, a gente reexamina as medidas. Se o ar-condicionado quebrar, a gente suspende. E outra coisa: nosso campus é separado aqui no [bairro] do Canela. 'Não é em Ondina", responde.
A direção também reafirmou que o problema não são os alunos da faculdade, muitas vezes. “Não houve problemas com os alunos. Temos problema em relação a alguns pacientes. Às vezes chega da praia de short e falamos que não pode entrar, e ainda questionam o porquê. [Ou seja], é preciso estar escrito em algum lugar”, conta o diretor.
Imagens do espaço dentro da faculdade | Fotos: Reprodução / Ana Carolina Silva
A faculdade, bem como outras dentro da Ufba, cuida de atender pacientes e instruir estudantes por meio das ciências para formação profissional no campo da Medicina e da Odontologia. Logo, há espaços de sala de aula e locais de atendimento onde os estudantes, orientados por profissionais já especializados com mestrados e doutorados, ajudam cidadãos comuns.
“A regra é todo espaço. A faculdade não é um hospital, mas a gente considera um. Veja bem, todos os espaços podem ser contaminados. A pessoa sai da sala para o ambulatório e vice-versa, então, né, a outra norma antiga acabou se perdendo. A pandemia mostrou a necessidade de reforçar os procedimentos”, avisa.
O código aprovado é para todos no espaço. Sejam pacientes, alunos, professores, técnicos. A ideia é evitar problemas de biossegurança, manter um ambiente educacional adequado e evitar problemas de assédio. "Ninguém aqui quer ser guardião de moralidade aqui não. Vamos cobrir o corpo no sentido de proteção", finaliza.
Algo que a direção pede para destacar é sobre o uso dos bonés. Por ser uma faculdade pública, o espaço é aberto a todos. Logo, segundo o diretor, ocorreram vários casos de furtos e assaltos de pessoas que escondem o rosto com boné, justificando a medida.
"A câmera não consegue identificar em ocorrência. Atendemos 600 pacientes por dia; às vezes o falso paciente entra no prédio de boné. Não é paciente, é um indivíduo com má intenção; o boné dificulta identificar a pessoa. Vamos correr atrás para resolver o que for preciso", argumenta.
Vale ressaltar que a FOUFBA é um dos vários prédios dentro da universidade em Salvador. Mesmo assim, a equipe do BN procurou a reitoria, que orientou a procurar diretamente a faculdade, não intervindo em um código de vestimenta específico.
Uma imagem de um Buzufba (um dos veículos que fazem parte do sistema de transporte da Universidade Federal da Bahia) repercutiu nas redes sociais nesta segunda-feira (17).
Na imagem, o veículo aparece amassando o portão da Faculdade de Odontologia, localizada no bairro do Canela, em Salvador. Em nota, a UFBA diz que o acidente aconteceu graças a um mal-estar do motorista e que, apesar dos danos patrimoniais, não ocasionou vítimas. Confira a nota no final da matéria.
Em entrevista para o Bahia Notícias (BN), o motorista Flaviano Bispo dos Santos explica que já estava sentindo o mal-estar um dia antes, quando tomou uma medicação para um problema de coluna. Em relatos, Flaviano relembra que a noite anterior foi maldormida.
"Eu dormi e acordei três vezes, com muita insônia. Na quarta vez, eu fui ao banheiro e desmaiei. Tive ajuda da minha namorada para levantar e dormi novamente".
Hoje, no turno de trabalho, Flaviano alega ter ficado com a visão turva e, próximo à Faculdade de Odontologia, desmaiou no volante.
Ele passa por uma bateria de exames e ficará afastado até sua recuperação.
Confira a nota da UFBA na íntegra:
"A Universidade Federal da Bahia informa que um micro-ônibus da frota do Buzufba sofreu um acidente, na tarde de hoje, dia 17 de agosto, quando se dirigia ao ponto do estacionamento da Faculdade de Odontologia, campus do Canela. O acidente deveu-se a um mal súbito, sofrido pelo motorista do veículo. O acidente não resultou em outras vítimas, mas causou danos a dois veículos estacionados no local e ao gradil da faculdade.
A universidade acionou imediatamente o SAMU e acompanha o estado de saúde do trabalhador. Outras providências estão em andamento para minimizar os prejuízos de terceiros. Houve também a substituição do Buzufba, de modo a dar continuidade ao serviço à comunidade UFBA", termina nota.
A Universidade Federal da Bahia (UFBA) aprovou a criação do curso de Bacharelado em Cinema e Audiovisual, com previsão de início das atividades em 2027. A nova graduação será vinculada à Faculdade de Comunicação (Facom) e terá como proposta estruturar a formação na área em dois ciclos, permitindo que estudantes egressos do Bacharelado Interdisciplinar (BI) concluam a formação específica e obtenham o título de bacharel em Cinema e Audiovisual.
O curso funcionará como um segundo ciclo de formação. Inicialmente, o estudante deverá ingressar no BI em Artes, onde cumprirá o núcleo comum e a área de concentração. Após essa etapa, poderá ingressar no Bacharelado em Cinema e Audiovisual, que terá mais dois semestres de disciplinas avançadas, além da elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Neste primeiro momento, não há previsão de outras formas de ingresso, como por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
De acordo com Adil Lepri, coordenador do Núcleo Docente Estruturante (NDE) de Cinema e Audiovisual, a expansão da produção audiovisual na Bahia nas últimas duas décadas, impulsionada por políticas públicas nacionais, estaduais e municipais, aumentou a necessidade de profissionais qualificados e de uma formação acadêmica alinhada às demandas do setor.
A criação do bacharelado também é resultado de uma demanda construída ao longo dos anos por estudantes e professores. A UFBA já mantém uma Área de Concentração (AC) em Cinema, vinculada ao Instituto de Humanidades, Artes e Ciências (IHAC), que serviu como uma das bases para a criação da nova graduação.
“Criou-se essa área de concentração que funcionou nos últimos 15 anos, só que desde o início já tinha essa vontade de criar um curso de bacharelado”, explica Adil, conforme publicação do site da faculdade.
Para Clara Flores, egressa do BI e profissional do setor audiovisual, a formação oferecida pela universidade já apresenta reflexos no mercado de trabalho. “Conheço várias pessoas que se formaram na área de concentração e hoje estão muito bem no mercado”, afirma.
Apesar dos resultados obtidos pela Área de Concentração em Cinema, professores e estudantes passaram a identificar a necessidade de uma formação mais aprofundada e específica. Segundo Adil, a criação do bacharelado foi sendo construída ao longo dos anos até a elaboração do projeto pedagógico e sua tramitação nas instâncias da universidade.
“Percebia-se entre os professores, os estudantes e toda a comunidade uma demanda para um programa de estudos mais avançado em cinema”, afirma. “Então, sempre foi uma vontade, mas isso foi se construindo aos poucos até o projeto pedagógico do curso ser elaborado e submetido. Foi um longo processo de tramitação entre as instâncias da Universidade até ser aprovado esse ano no Conselho Acadêmico de Ensino”, relata.
A criação do curso também está relacionada à trajetória histórica da UFBA na formação e no desenvolvimento do cinema e do audiovisual na Bahia. Embora a universidade ainda não tivesse uma graduação específica em Cinema e Audiovisual, a instituição acumulou, ao longo das décadas, experiências de ensino, pesquisa e extensão na área.
A universidade também participou da formação de profissionais que atuam em diferentes segmentos do audiovisual baiano, incluindo diretores, pesquisadores, roteiristas e realizadores. Nesse cenário, o novo bacharelado representa a institucionalização de uma formação específica em Cinema e Audiovisual dentro de uma tradição acadêmica já consolidada na UFBA.
Com a aprovação do projeto pedagógico pelo Conselho Acadêmico de Ensino (CAE), a universidade deverá avançar, ao longo do segundo semestre de 2026, no registro das disciplinas e na elaboração do edital de seleção destinado exclusivamente a egressos do BI. A primeira turma está prevista para começar as atividades em 2027.
A transição também contará com o apoio da Liga Acadêmica de Cinema da UFBA (LACINE), que deverá contribuir para a integração de atividades e para o fortalecimento da produção prática entre os estudantes. “Todos os cursos universitários agora são obrigados a terem horas de extensão. A Liga Acadêmica certamente vai ser um lugar privilegiado de cumprir essa carga horária dentro do curso”, afirma Adil.
O coordenador também destaca a expectativa com a implantação da graduação e a possibilidade de ampliar a atuação dos professores da área. “Eu fico satisfeito de poder dizer que no ano que vem, 2027, vamos ter o curso já em funcionamento”, afirma.
Segundo ele, a criação do bacharelado também permitirá que os docentes desenvolvam disciplinas mais aprofundadas e acompanhem a produção acadêmica dos estudantes. “É interessante não só para mim, mas para todos os professores da área de concentração, ter oportunidade de ministrar disciplinas mais aprofundadas, voltadas para estudantes do bacharelado, e também de orientar TCC desses estudantes”, pontua.
O Ministério Público Federal (MPF), por meio do 8º Ofício do Núcleo de Combate à Corrupção (NCC), instaurou um inquérito civil para investigar supostas irregularidades no uso de R$ 35 milhões em verbas federais do programa "Novo PAC Universidades", geridas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) para a construção do prédio anexo da Escola Politécnica.
Segundo a portaria, assinada pelo procurador da República Domenico D'Andrea Neto, a investigação foi originada de denúncias sobre inconsistências e irregularidades na gestão do orçamento para a finalização da obra, que está paralisada desde 2016.
O documento considera que o MPF é responsável por zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados na Constituição, promovendo as medidas necessárias à sua garantia. Entre as primeiras diligências aprovadas, a procuradoria determinou a reiteração do Ofício nº 97/2026, cobrando informações essenciais para o andamento do caso, além da comunicação oficial à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF.
Em março, a procuradoria já havia instaurado um procedimento administrativo para acompanhar a aplicação dos recursos e analisar a destinação do edifício, que até então não tinha uma finalidade definida. A portaria fixa um prazo inicial de um ano para a conclusão das investigações.
NOVO PAC UNIVERSIDADES
O Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Universidades é uma iniciativa do governo federal que visa ao investimento na criação de novos campi e na retomada de obras paralisadas nas instituições públicas de ensino superior.
A discussão sobre o uso de ações afirmativas para alunos já matriculados no ensino superior voltou a entrar na mira da Justiça Federal. O debate voltou à tona após a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) tentar fazer com que seu Recurso Extraordinário fosse julgado diretamente pela Suprema Corte.
Assim como a Universidade Federal da Bahia (Ufba), a UFSB adota o modelo de Bacharelados Interdisciplinares (BI), oferecendo uma formação ampla em áreas do conhecimento. Nesse formato, o estudante ingressa na universidade para cumprir um primeiro ciclo de formação ampla em grandes áreas do conhecimento, tais como:
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Humanidades
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Saúde
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Ciências e Tecnologias
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Artes
Após a conclusão dessa etapa inicial, os alunos podem pleitear uma vaga no segundo ciclo, os chamados "cursos de progressão linear", que correspondem às carreiras profissionalizantes tradicionais, a exemplo de Medicina e Direito.
Em suas resoluções, as universidades estipulam que essa seleção mantenha a mesma política de cotas prevista no processo seletivo inicial. Contudo, surgiram questionamentos judiciais sobre a validade desses critérios de ações afirmativas no ambiente interno.
Uma parcela dos estudantes defende que a aplicação de cotas na segunda etapa representa uma duplicidade no sistema, violando o princípio da isonomia, uma vez que todos os matriculados no BI tiveram acesso às mesmas condições de ensino ao longo do curso.
Em contrapartida, as universidades argumentam que a invalidação do seu sistema de ações afirmativas fere a igualdade material e a autonomia universitária constitucional.
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
Apesar da tentativa da UFSB de obter um julgamento direto no STF, a Suprema Corte reconheceu a Repercussão Geral sobre a matéria no Tema 1459 (Recurso Extraordinário nº 1.576.954). A tese analisa se as universidades possuem autonomia para aplicar cotas em processos seletivos internos de progressão acadêmica.
Diante disso, os autos foram devolvidos ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que deverá aguardar a decisão definitiva do Supremo para aplicar a tese aos casos da Bahia.
SUPREMO E AS FEDERAIS
Em breve, o STF decidirá se as universidades federais têm autonomia para criar regras próprias de cotas em seleções internas e se a Lei das Cotas (Lei 12.711) vale apenas para a entrada no ensino superior ou pode ser estendida para etapas intermediárias da faculdade.
Sede do IHAC - prédio dos alunos do B.I.s - e entrada da Ufba em Ondina, Salvador. | Fotos ilustrativas: Ihacilab / Google Street View.
Em nota enviada à redação do Bahia Notícias (BN), a Universidade Federal da Bahia (Ufba) destacou que o entendimento do Supremo reforça a autonomia da instituição. Embora a Corte ainda vá julgar o mérito da controvérsia, a universidade avalia que o reconhecimento do modelo de formação em dois ciclos reforça sua competência para disciplinar processos acadêmicos internos.
"A Universidade Federal da Bahia entende que a decisão do STF sobre a política adotada por esta universidade para a transição BI/CPL, reconhecendo a formação universitária em dois ciclos, vem ao encontro do nosso posicionamento em favor da autonomia universitária para definir questões acadêmicas e administrativas", explica em nota.
A Ufba também afirmou esperar que a definição da tese pelo Supremo reduza a judicialização sobre o tema. "A expectativa da UFBA é de que, a partir da pacificação desse entendimento, haja uma redução significativa de demandas judiciais sobre esse tema, beneficiando não somente a instituição, mas os discentes envolvidos nesses processos", diz a nota.
O BN também entrou em contato com as assessorias de comunicação da UFSB para solicitar um posicionamento sobre a manutenção das cotas no processo de transição do BI e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestação das instituições.
Atualizada às 09h31
O dramaturgo, diretor teatral e professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba) João Alberto Lima Sanches, conhecido como João Sanches, morreu neste domingo (19), aos 47 anos. A informação foi divulgada pelo diretor da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro. Até o momento, a causa da morte não foi informada.
“João se foi. Gênio precoce, foi meu aluno aos 13 anos e acompanhei sua trajetória excepcional. Meu único diretor, fez comigo o Revele! e teve paciência para me aguentar. Em choque, a vida é um sopro”, escreveu Fernando, em suas redes sociais.
Nascido em Salvador, em 16 de julho de 1979, João Sanches era professor da Escola de Teatro da Ufba e do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas (PPGAC). Ao longo da carreira, acumulou reconhecimento nacional com montagens como “Eu te amo mesmo assim”, “Pelo Telephone”, “Boca a Boca: um solo para Gregório”, “Revele!” e “A Paixão de Cristo”.
João Sanches foi premiado três vezes no Prêmio Braskem de Teatro e teve diversas indicações ao longo de sua trajetória. Além da atuação como dramaturgo e encenador, era reconhecido pelo trabalho de formação de novos artistas e pesquisadores das artes cênicas.
Um estudante da Universidade Federal da Bahia (Ufba) encontrou um curativo adesivo (band-aid) em uma das bandejas de refeição servidas no Restaurante Universitário (RU) do campus de Ondina, em Salvador, na última terça-feira (7). O caso foi registrado pelo estudante de Estatística, gerou indignação e cobranças por esclarecimentos da universidade e da empresa responsável pela operação do restaurante.
O material foi encontrado pelo estudante de Estatística Edezio Vitor Barros durante o almoço com colegas. Segundo ele, estava acompanhado de amigos quando percebeu o objeto na comida. O episódio causou forte reação entre os presentes. "Minha namorada quase vomitou ao ver a situação", relata em mensagens.
Após o caso ganhar repercussão entre os estudantes e nas redes sociais, justamente no momento em que a universidade realiza um congresso de 80 anos, recebendo visitas de todo o país, os representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) cobraram providências da universidade e da empresa terceirizada responsável pelo restaurante.
Para parte da comunidade acadêmica, o episódio reforça preocupações antigas sobre as condições do RU. Em entrevista ao Bahia Notícias (BN), estudante de Letras, Yasmim Rufino, afirma que já havia acionado o DCE e a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil (PROAE) em outras ocasiões para denunciar problemas estruturais no espaço.
"Há muitos conflitos, pouca transparência e pouca comunicação com os estudantes. A estrutura já deveria ter mudado tem tempo", afirma. Segundo ela, ainda falta comunicação com os estudantes. Entre as principais reclamações estão o calor excessivo, o estado de conservação do restaurante e a presença frequente de pombos na área aberta do refeitório.
"Eu sinto que nós, estudantes da Ufba, não temos uma boa comunicação com a universidade. Acho que esse é o principal problema. A gente entende que existem cortes de verbas, que reformas atrasam e que a universidade enfrenta muitas dificuldades. Esse caso é a prova disso. A comunicação com o DCE e com a administração quase não existe", desabafa.
A estudante também critica a redução das porções servidas aos usuários. "Eu gosto muito dos funcionários da empresa, mas eles são instruídos a diminuir a quantidade de comida, como a proteína, que até 2025 era uma quantia e passou a ser outra", disse.
Yasmim relata ainda que, após questionar a redução das porções de proteína e do volume de suco junto à PROAE e ao Núcleo de Restaurante Universitário (NRU), recebeu uma resposta que contestava sua denúncia. "Basicamente me chamaram de mentirosa, alegando que a foto enviada na queixa havia sido adulterada", declara.
Além do caso do curativo adesivo, estudantes ouvidos pelo Bahia Notícias afirmam que já houve outros episódios no passado envolvendo objetos ou materiais encontrados nas refeições, como uma moeda de R$ 1, larvas e até a queda de um morcego em uma bandeja.
Nas redes sociais, o episódio do curativo adesivo gerou uma série de críticas de estudantes, que cobraram maior rigor na fiscalização sanitária do restaurante. Embora a operação do RU seja terceirizada, os alunos defendem que a UFBA fortaleça a supervisão do serviço prestado.
Confira:
Um colega encontrou um band-aid em seu jantar no RU de Ondina e em resposta os estudantes da UFBA estão organizando um protesto. pic.twitter.com/MZ8wVayBWM
— elvie jurídico loustat (@webelvira) July 8, 2026
DCE SE MANIFESTA
Em nota pública, o Diretório Central dos Estudantes (DCE-UFBA) informou que solicitou uma reunião de urgência com a PROAE, a empresa responsável pela operação do Restaurante Universitário, o estudante Edezio Vitor Barros e as testemunhas do caso.
A entidade também informou ter formalizado uma notificação à PROAE para que sejam adotadas providências administrativas, incluindo a apuração dos fatos e o reforço da fiscalização do serviço.
Local da sede do DCE e entrada do campus de Ondina, ambos em Salvador | Fotos: Reprodução / Google Maps / Ronne Oliveira (BN)
Além disso, o DCE convocou uma plenária estudantil virtual para esta quarta-feira (8), às 19h, com o objetivo de discutir as condições do Restaurante Universitário e definir os próximos encaminhamentos do movimento estudantil. Entre as possibilidades está a realização de um ato público em defesa da melhoria da alimentação oferecida e do fortalecimento da fiscalização sanitária no RU.
Em resposta enviada ao BN por e-mail, a UFBA esclareceu que, até o momento, as informações sobre o fato restringiam-se a imagens de um curativo adesivo circulando nas redes sociais. A instituição destacou que o denunciante não efetivou qualquer registro do fato junto à administração do restaurante, não apresentou o suposto objeto nem se dirigiu a nenhum setor da Administração Central da universidade.
Diante disso, a universidade solicitou que a fonte da denúncia compareça ao Núcleo de Restaurantes Universitários da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil (PROAE), localizado no próprio prédio do RU do campus de Ondina, para efetivar o registro da ocorrência e viabilizar os procedimentos legais de apuração.
A UFBA ressaltou que segue rigorosamente as leis que orientam a produção e distribuição de alimentos, cumprindo todas as etapas de controle sanitário e de qualidade das refeições servidas diariamente a milhares de estudantes, seja de forma gratuita ou a preços simbólicos.
O Bahia Notícias procurou a empresa Meio-Dia Refeições para solicitar um posicionamento sobre o caso. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno. O espaço ainda segue aberto.
Leia a nota na íntegra do DCE:
"O Diretório Central dos Estudantes da UFBA (DCE UFBA) informa à comunidade acadêmica que tomou conhecimento do relato sobre a presença de corpos estranhos em uma refeição servida no Restaurante Universitário de Ondina. O fato foi identificado por um estudante, presidente do Diretório Acadêmico de Estatística, que imediatamente comunicou a situação às representações estudantis.
Diante da gravidade da denúncia e da necessidade de garantir absoluta transparência na apuração dos fatos, o DCE adotou, de forma imediata, os seguintes encaminhamentos:
- Solicitamos uma reunião urgente com a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil (PROAE), a empresa responsável pela operação do Restaurante Universitário, o estudante que identificou a ocorrência e as testemunhas presentes, para que os fatos sejam devidamente esclarecidos.
- Iniciamos um processo de levantamento e verificação das informações apresentadas, buscando reunir todos os elementos necessários para uma apuração séria e responsável.
- Notificamos formalmente a PROAE para que adote todas as providências administrativas cabíveis, incluindo a abertura dos procedimentos de investigação e fiscalização necessários.
- Convocamos uma *Plenária Estudantil Virtual, que será realizada hoje, às 19h, aberta à comunidade universitária, para discutir coletivamente a situação do Restaurante Universitário e construir os próximos passos da mobilização estudantil.
Ao final da plenária, será deliberada a realização de um ato em defesa da melhoria das condições do Restaurante Universitário, da qualidade da alimentação ofertada e do fortalecimento da fiscalização sobre os serviços prestados à comunidade estudantil.
O DCE reafirma que a alimentação estudantil é um direito e um dos pilares da permanência universitária. Qualquer situação que coloque em risco a saúde, a segurança ou a dignidade dos estudantes deve ser tratada com máxima seriedade, responsabilidade e transparência.
Seguiremos acompanhando de perto a apuração dos fatos e manteremos a comunidade informada sobre todos os desdobramentos.
Salvador, 8 de julho de 2026"
(Nota atualizada às 18h07 para incluir a resposta da Ufba).
A coordenação do projeto Canteiro Modelo de Conservação de Salvador informou ao Bahia Notícias que o aditivo de R$ 436 mil ao contrato de R$ 6,5 milhões entre a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Fundação Escola Politécnica da Bahia (Fep-BA) será destinado a ações na Gamboa, à manutenção de imóveis históricos no Pelourinho e à divulgação científica.
Em nota enviada, o coordenador da iniciativa, o professor Daniel Marostegan, detalhou o andamento das atividades. Segundo a equipe do projeto, a prorrogação do prazo de execução até novembro de 2027 foi necessária devido ao tempo de tramitação das licitações e da execução das obras previstas.
ENTENDA O CASO
O projeto, iniciado em 2024, faz parte do "Programa Conviver", uma ação implementada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em cooperação com a Faculdade de Arquitetura da UFBA (FAUFBA), viabilizada por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED nº 009/2023).
De acordo com a coordenação, a premissa central do Canteiro Modelo é reconhecer a moradia popular do Centro Histórico como um bem de valor cultural, atuando diretamente para preservar os modos de vida, a memória e as práticas que mantêm o território vivo.
Toda a gestão do projeto é compartilhada e participativa, sob a coordenação dos professores Daniel Marostegan e Juliana Nery (FAUFBA).
DESTINAÇÃO DE RECURSO
Questionada pelo Bahia Notícias sobre o destino específico do aporte extra de R$ 436 mil oficializado recentemente, a coordenação explicou que a verba será dividida em três frentes principais de atuação:
- Forte São Paulo da Gamboa: Realização de projetos complementares para habitação na comunidade local;
- 7ª Etapa do Pelourinho: Complementação de recursos para a manutenção de imóveis históricos utilizados como moradia popular;
- Divulgação Científica: Viabilização de viagens de membros da equipe para a apresentação dos resultados do projeto em eventos acadêmicos e técnicos da área.
O adiamento do encerramento das atividades para 30 de novembro de 2027 foi motivado por questões logísticas e burocráticas. Segundo a nota, o cronograma precisou ser estendido devido ao tempo necessário para a tramitação de licitações voltadas à contratação de empresas especializadas em manutenção de imóveis históricos, somado ao período de execução das obras.
Já o acréscimo de recursos financeiros decorre de custos de projetos complementares na Gamboa que se mostraram mais elevados do que o planejado inicialmente, além da necessidade de reforço orçamentário para as reformas no Pelourinho e para as ações de difusão dos resultados obtidos.
Atualmente, o Canteiro Modelo encontra-se em plena fase de implementação. Entre as entregas já realizadas estão levantamentos cadastrais, relatórios parciais, cadernos técnicos, projetos e boletins comunitários.
Para a próxima fase, os esforços estarão concentrados nas oficinas construtivas e nas intervenções de manutenção de imóveis na Gamboa e na 7ª Etapa do Pelourinho, além do início das aulas da primeira turma da Escola de Ofícios, voltada à formação profissional em restauro e conservação.
A Universidade Federal da Bahia (Ufba) oficializou, em ato assinado na sexta-feira (26), um novo repasse financeiro e a ampliação do prazo para o projeto que visa implantar o "Canteiro Modelo de Conservação de Salvador". A medida foi publicada por meio do Termo Aditivo nº 39/2023 ao Contrato nº 59/2023, firmado com a Fundação Escola Politécnica da Bahia (Fep-BA).
Com a modificação, a universidade destinou mais R$ 436 mil para essa parceria. Com o acréscimo, o valor total atualizado do contrato passou para R$ 6.586.363,64. Além do aporte financeiro, o cronograma de execução foi prorrogado. O contrato passa a ter vigência até 30 de novembro de 2027.
O contrato original foi firmado por meio de dispensa de licitação (nº 77/2023), modalidade prevista em lei para a contratação de fundações de apoio credenciadas. A fundação é uma entidade de direito privado responsável pela gestão de recursos, projetos e convênios da Ufba e de outras instituições parceiras.
O volume de recursos destinados ao projeto, que agora ultrapassa R$ 6,5 milhões, chama a atenção, especialmente em um cenário de restrições orçamentárias enfrentadas pelas universidades federais para custeio e manutenção.
O objeto do contrato é a implantação do "Canteiro Modelo de Conservação de Salvador". A iniciativa tem como foco o desenvolvimento de práticas, capacitações e técnicas voltadas à preservação e ao restauro do patrimônio histórico e arquitetônico da capital baiana.
Contudo, diante do montante expressivo e da utilização da dispensa de licitação, a destinação detalhada dos recursos e o cumprimento das metas previstas demandam transparência ativa por parte das instituições envolvidas.
Diante desse cenário, a reportagem do Bahia Notícias buscou esclarecimentos sobre a aplicação dos recursos e o cronograma de execução das atividades. O portal entrou em contato com a Faculdade de Arquitetura da Ufba (FAUFBA), unidade historicamente ligada a projetos de restauro e preservação do patrimônio no estado.
A direção da Escola Politécnica informou, por sua vez, que não possui qualquer relação ou envolvimento institucional com o projeto do "Canteiro Modelo". Já a Fundação Escola Politécnica da Bahia, entidade privada responsável pela gestão do contrato e pelo recebimento dos recursos repassados pela universidade, não respondeu aos questionamentos encaminhados até o fechamento desta matéria.
O espaço permanece aberto para manifestações e esclarecimentos.
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) está com inscrições abertas para o curso técnico subsequente gratuito em instrumento musical, na capital baiana. Os candidatos interessados têm até o dia 3 de julho para efetuar a inscrição, que deve ser realizada exclusivamente de forma online, por meio do site oficial da instituição.
A seleção dos novos estudantes será feita com base na análise de um vídeo, que os candidatos devem enviar no ato da inscrição. O curso é realizado em parceria com a Escola de Música da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A formação possui regime semestral, com sistema de matrícula por disciplina e uma duração mínima de três semestres.
As atividades pedagógicas serão realizadas no Campus do IFBA (bairro do Barbalho), na Reitoria do IFBA (bairro do Canela) e na Escola de Música da UFBA (também no bairro do Canela). A divisão de vagas é a seguinte:
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Baixo elétrico: 1 vaga
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Bateria: 1 vaga
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Clarinete: 2 vagas
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Contrabaixo acústico: 1 vaga
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Fagote: 3 vagas
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Flauta: 2 vagas
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Percussão: 2 vagas
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Piano/Teclado: 4 vagas
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Trombone: 1 vaga
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Trompa: 2 vagas
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Trompete: 1 vaga
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Viola: 2 vagas
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Violão: 4 vagas
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Violino: 2 vagas
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Violoncelo: 2 vagas
A rota de linhas de ônibus do Bus Rapid Transit (Transporte Rápido por Ônibus), conhecida como BRT, deve ser ampliada com a chegada de novos coletivos, em Salvador. A medida chega em meio à expectativa da instalação de um ponto ou estação do modal de transporte próximo ao campus de Ondina da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Na última semana, uma publicação referente ao equipamento viralizou nas redes sociais e chamou atenção de soteropolitanos que utilizam o transporte público.
Ao Bahia Notícias, o secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, revelou, no entanto, que esse projeto deve ocorrer a longo prazo. Entretanto, o titular da pasta anunciou que o órgão trabalha para a compra de novos veículos que devem contemplar outra região da cidade.
Em conversa com a reportagem, Pablo apontou que a prefeitura vai realizar um empréstimo com o Banco Mundial para a compra de novos ônibus do BRT.
“Estamos negociando um empréstimo com o banco mundial para comprarmos ônibus para os trechos Pituba, Aeroporto e Estação Pirajá, e Orla pela Pinto de Aguiar”, disse Souza ao BN.
BRT ESTAÇÃO PIRAJÁ
Em outubro de 2025, a Prefeitura de Salvador tinha anunciado a implantação do BRT que sairia da Estação Pirajá para chegar à orla, passando pelas avenidas Gal Costa e Pinto de Aguiar. A nova linha visa ligar alguns bairros da região, que fazem parte do circuito de bairros no trajeto entre a estação e a orla da capital baiana.
Além disso, a expectativa é que houvesse integração com as regiões de Sussuarana, Pau da Lima, São Marcos, Pinto de Aguiar e a estação de metrô Pituaçu. A expectativa é que o BRT entre em operação nesta área entre 2027 e o início de 2028.
Em um cenário de queda generalizada para o ensino superior brasileiro, a Universidade Federal da Bahia (Ufba) destacou-se ao assegurar a sua posição no novo levantamento global elaborado pelo Center for World University Rankings (CWUR) 2026, divulgado nesta segunda-feira (1º). Única representante baiana a integrar a lista das duas mil melhores instituições do mundo, a Ufba sustentou a 1.024ª colocação mundial e a 21ª posição em nível nacional, resistindo à forte retração do setor no país. Confira abaixo:
Ao todo, o Brasil conta com 52 instituições no ranking global. No entanto, cerca de 87%, quase 9 em 10 das universidades brasileiras perderam posições em comparação com edições anteriores do levantamento. Em números, isso representa que 45 das 52 listadas apresentaram recuo.
No topo da lista global, a China lidera como o país com o maior número de instituições classificadas, somando 360 representantes e superando os Estados Unidos, que registram 313 universidades no ranking.
Entretanto, o ranking segue sendo liderado entre grandes nomes americanos e seculares, como a Universidade de Harvard, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (M.I.T) e a Universidade de Stanford. O Reino Unido manteve suas fortes posições, como a Universitdade de Cambridge e a Universidade de Oxford.
RESILIÊNCIA BAIANA
Enquanto a Ufba conseguiu manter seu posto histórico, as principais universidades brasileiras sofreram perdas expressivas. Entre as dez primeiras colocadas do país, nove registraram recuo em relação ao compilado de 2025. Tendo como única exceção a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que conseguiu manter a 476ª colocação em ambos os anos.
Entenda as oscilações das dez principais universidades brasileiras e da representante baiana foram as seguintes:
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Universidade de São Paulo (USP): caiu 1 posição (atual 119ª)
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Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ): caiu 15 posições (atual 346ª)
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Universidade Estadual de Campinas (Unicamp): caiu 10 posições (atual 379ª)
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Universidade Estadual Paulista (Unesp): caiu 22 posições (atual 479ª)
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Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG): caiu 11 posições (atual 508ª)
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Universidade Federal de São Paulo (Unifesp): caiu 4 posições (atual 621ª)
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Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz): caiu 14 posições (atual 682ª)
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Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC): caiu 5 posições (atual 732ª)
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Universidade Federal do Paraná (UFPR): caiu 16 posições (atual 799ª)
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Universidade Federal da Bahia (UFBA): manteve a posição (atual 1.024ª)
Segundo a análise do CWUR, o principal fator para o declínio das instituições brasileiras é o desempenho na área de pesquisa científica, que sofre o impacto de uma acirrada concorrência global com universidades estrangeiras que dispõem de maior volume de investimentos.
"As universidades brasileiras estão lutando para oferecer uma educação de alta qualidade, atrair e reter talentos e produzir pesquisa de qualidade em escala", cita Nadim Mahassen, presidente do CWUR.
Classificação completa das instituições brasileiras no ranking mundial dde 2026, a Bahia ficou na quarta posição regional do Nordeste. Confira a lista completa:
(Nota atualizada às 20h02 para correção nos dados do gráfico ilustrativo)
O professor titular de Filosofia, João Carlos Salles, foi eleito como novo reitor na Universidade Federal da Bahia (UFBA) após votação direta, nesta sexta-feira (22). João Salles já ocupou o cargo por duas vezes consecutivas, entre 2014 e 2022. A informação foi confirmada pelo Diretório Central dos Estudantes da UFBA.
Ele disputou a eleição pela Chapa 2 - Somos UFBA, ao lado da professora Jamile Borges, da Faculdade de Educação da UFBA (Faced), que foi eleita a vice-reitora. A chapa recebeu 1187 votos de docentes, 1102 votos entre servidores e 6.642 entre os estudantes da Universidade.
As eleições internas da UFBA ocorreram entre os dias 20 e 21 de maio, em 44 urnas espalhadas pelos campi. Este ano, Salles concorria contra os candidatos Penildon Silva Filho (Chapa 1), atual vice-reitor; o professor da Faculdade de Comunicação, Fernando Conceição (Chapa 3) e a professora Salete Maria (Chapa 4), vinculada à Escola de Comunicação.
Estudantes do Instituto Multidisciplinar em Saúde da Universidade Federal da Bahia (IMS-Ufba) realizaram um protesto com fechamento de portões e suspensão total das atividades acadêmicas na manhã desta terça-feira (19). A mobilização cobra respostas urgentes da direção institucional e da Reitoria, em Salvador, sobre a interrupção no fornecimento de refeições do Restaurante Universitário (RU).
A paralisação do serviço tem gerado vulnerabilidade socioeconômica e insegurança alimentar no campus Anísio Teixeira, impactando principalmente os discentes oriundos de outras cidades que dependem do restaurante para permanecer na instituição pública.
Placas e mensagens dos pedidos dos estudantes | Foto: Reprodução / Blog do Anderson
Para o líder estudantil do Centro Acadêmico de Psicologia (um dos cursos ofertados pela federal), Jheivson Gabriel Santos Pereira, a comunidade acadêmica aguarda um posicionamento das instâncias superiores.
"Temos uma série de estudantes que vêm de fora e que não têm tido o que comer e não temos resposta, não temos um posicionamento da direção, não temos um posicionamento da pró-reitoria da reitoria de Salvador e estamos aqui reivindicando os nossos direitos básicos, porque fome também reprova”, conta em entrevista ao Blog do Anderson.
Confira a manifestação:
O FECHAMENTO DO R.U
A suspensão do fornecimento de alimentos decorre de uma interdição da empresa terceirizada responsável pelo serviço, executada pela Vigilância Sanitária e Ambiental em uma cozinha industrial localizada no bairro Bem Querer. Durante a fiscalização, o órgão municipal identificou a falta de alvará sanitário obrigatório e condições críticas de armazenamento de insumos.
A inspeção foi realizada após denúncias de estudantes que apresentaram mal-estar. Um laudo parcial emitido pela Vigilância Epidemiológica confirmou que 97 pessoas adoeceram com sintomas de Doença Diarreica Aguda (DDA) após consumirem as refeições fornecidas pela empresa no início deste mês.
Instituto Multidisciplinar em Saúde e Reitoria da Universidade | Fotos: Reprodução / Google Street View / Ascom da Ufba
Deste total, oito estudantes necessitaram de atendimento ambulatorial de nível leve ou moderado. Em nota oficial, a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil (Proae) informou que, para mitigar os impactos causados pelo fechamento temporário do RU, passou a conceder um auxílio financeiro emergencial no valor de R$ 480 mensais para os estudantes cadastrados que possuem direito à gratuidade regulamentar.
Adicionalmente, a administração da universidade efetuou o ressarcimento das despesas médicas de quatro estudantes afetados pela contaminação e instaurou um processo administrativo para apurar as responsabilidades contratuais da empresa terceirizada.
A Ufba também ressaltou que aguarda o parecer técnico final do órgão de vigilância municipal para definir as próximas medidas práticas sobre o caso.
Declarações do ex-secretário de Ciência e Tecnologia da Bahia, André Joazeiro, sobre a disputa pela reitoria da Universidade Federal da Bahia provocaram forte repercussão nos bastidores da universidade nesta semana. A polêmica surgiu durante entrevista concedida por Joazeiro ao assumir a presidência do conselho da Fundação DOM, iniciativa voltada à articulação entre universidades, empresas e inovação.
O que seria inicialmente uma entrevista sobre desenvolvimento econômico e tecnologia acabou ganhando contornos políticos após críticas diretas ao candidato à reitoria, professor João Carlos. “O que está em jogo não é apenas a ocupação de espaços administrativos ou políticos dentro da universidade. O que está em jogo é o próprio desenvolvimento do estado da Bahia”, afirmou.
Na entrevista, Joazeiro criticou o que chamou de visão “resistente” à aproximação entre universidade, inovação e setor produtivo. Segundo ele, ainda persiste dentro de parte da universidade uma leitura ideológica equivocada de que aproximar a pesquisa acadêmica das demandas objetivas do setor produtivo significaria privatizar a universidade pública.
Para Joazeiro, essa visão já foi superada pelas principais economias inovadoras do mundo, citando a China como exemplo de país que estruturou seu desenvolvimento econômico a partir da integração entre universidades, pesquisa aplicada e setor produtivo.
Outro problema apontado por Joazeiro foi o SIGAA. Segundo ele, as falhas recorrentes do sistema vêm prejudicando diretamente os estudantes, que frequentemente enfrentam dificuldades para realizar matrículas e organizar sua vida acadêmica. Para o ex-secretário, a situação chama ainda mais atenção por ocorrer dentro de uma universidade que possui uma das áreas de computação mais qualificadas do país.
Apesar do tom crítico, Joazeiro afirmou que não participa de nenhuma chapa nem disputa espaço político dentro da universidade.
A Secretaria de Cultura da Bahia, por meio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural, divulgou a empresa que fará os projetos de restauração da Faculdade de Medicina da Bahia. O prédio histórico, localizado no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador, é reconhecido por ser a primeira escola médica do Brasil.
Como apurado pelo Bahia Notícias, a Domo Arquitetura será responsável por promover os projetos executivos relacionados ao processo de restauração do equipamento. O investimento total para a realização do trabalho técnico foi fixado em R$ 1.000.000,00.
A organização foi selecionada após apresentar o menor preço para realizar o serviço. As obras devem ocorrer com supervisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), já que a edificação foi tombada pela entidade.
Segundo informações acessadas pelo BN, a obra chega após vistorias serem realizadas no prédio localizado no Terreiro de Jesus, nos últimos anos. Durante as vistorias foram levantadas as questões relacionadas à estabilidade da estrutura do espaço, das suas instalações e de outros elementos arquitetônicos que fazem parte do monumento.
Os órgãos responsáveis pela vistoria mostraram que atualmente os espaços da faculdade necessitavam da execução de serviços especializados para manter a integridade dos bens materiais de suas estruturas, e que podem comprometer a conservação do patrimônio edificado do conjunto.
Em fevereiro deste ano, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) já tinha comunicado que mantém tratativas permanentes com os órgãos de preservação do patrimônio histórico, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), para a realização de obras no local. Á época, a instituição de ensino explicou que aportará uma contrapartida de cerca R$ 700 mil no equipamento.
A universidade explicou que por meio da Sumai/UFBA tem realizado intervenções e ações de manutenção, o que inclui também a parceria com a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder).
INTERVENÇÕES E CRONOGRAMA
O BN acessou alguns detalhes das obras na FMB/UFBA. Conforme apuração, entre as intervenções previstas estão anteprojetos e os projetos executivos de arquitetura e restauração na estrutura completa do imóvel. Entre os serviços que devem ser feitos no local estão reformulações nas instalações elétricas, hidráulicas, de cabeamento estruturado, de segurança contra incêndio e pânico.
As ações devem contar ainda com a instalação de um novo circuito de câmeras, Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas e memoriais. De acordo com a apuração do BN, o IPAC também divulgou o cronograma estabelecido para a elaboração dos projetos executivos da restauração. O prazo total para a entrega dos projetos é de 180 dias corridos (6 meses), contados a partir da expedição da Ordem de Serviço.
O contrato terá validade de 9 meses, também a partir da expedição da Ordem de Serviço. Já para o Cronograma Físico, a execução técnica dos projetos está dividida em etapas sucessivas:
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Etapa 01 A: 60 dias (alcançando 33,30% da execução física).
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Etapa 01 B: 5 dias (totalizando 65 dias e 36,10% da execução).
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Etapa 02 A: 55 dias (totalizando 120 dias e 66,60% da execução).
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Etapa 02 B: 5 dias (totalizando 125 dias e 69,40% da execução).
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Etapa 03 A: 50 dias (totalizando 175 dias e 97,20% da execução).
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Etapa 03 B: 5 dias (finalizando os 180 dias e 100% da execução física)
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Os pagamentos à empresa vencedora serão realizados em três parcelas, condicionadas à aprovação das etapas do projeto, sendo:
1ª Parcela (Etapa 01 B): 20% do valor total (R$ 200.000,00).
2ª Parcela (Etapa 02 B): 35% do valor total (R$ 350.000,00).
3ª Parcela (Etapa 03 B): 45% do valor total (R$ 450.000,00).

Foto: Divulgação UFBA
O PRÉDIO
Localizado no Terreiro de Jesus, o casarão atual que abriga a Faculdade de Medicina da Bahia foi construído em 1905 pelo engenheiro Teodoro Sampaio. Berço da medicina do Brasil, o espaço já chegou a receber o Colégio dos Jesuítas. O local se tornou ainda um ponto turístico e cultural importante, ganhando destaque pela sua arquitetura e relevância na trajetória da educação brasileira.
A história do espaço se inicia em 1808, quando D. João VI assinou o decreto que anunciava a inauguração da Escola de Cirurgia da Bahia, no antigo Hospital Real Militar da Cidade do Salvador, que ocupava o prédio do Colégio de Jesuítas, construído em 1553. Já o tombamento ocorreu no ano de 2015 pelo Iphan.
Além disso, o espaço conta atualmente com o Memorial da Medicina Brasileira (MMB), que tem por finalidade guardar, preservar e difundir o patrimônio histórico, científico e cultural da Faculdade de Medicina da Bahia(FMB), colaborando com as atividades de ensino, pesquisa e extensão da UFBA.
O MMB é composto pelo Archivo Histórico Anselmo Pires de Albuquerque, da Bibliotheca Gonçalo Moniz e pelo Memorial de Medicina, reunindo em seu complexo cultural, um valioso acervo arquivístico, bibliográfico e museológico.
A Justiça Federal, através da 13ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária da Bahia, deferiu nesta terça-feira (5) uma liminar em ação popular que obriga a Universidade Federal da Bahia (Ufba) a retirar, no prazo máximo de seis horas, uma nota institucional publicada em seu portal oficial e no perfil do Instagram que atribuía condutas eticamente reprováveis ao então vice-reitor e candidato à Reitoria Penildon Silva Filho.
A decisão, assinada pelo juiz federal Carlos D’Avila Teixeira, também proíbe novas publicações com conteúdo depreciativo ou ataques nominais a candidatos do pleito para o quadriênio 2026-2030, sob pena de multa diária de R$ 5 mil, incidente sobre o patrimônio pessoal do gestor responsável e da autarquia.
A nota intitulada “Nota UFBA: repúdio a práticas que fragilizam a Universidade, sobretudo em seu caráter público” foi veiculada em 22 de abril de 2026, exatamente no dia de abertura das inscrições do processo eleitoral interno. O autor da ação, Penildon Silva Filho, sustentou que a administração central da universidade utilizou canais oficiais de comunicação para interferir na disputa, com linguagem nitidamente depreciativa, menção nominal ao candidato e expressões como “incoerência ética” e “conduta deplorável”.
Na decisão, o magistrado destacou que o artigo 37, §1º, da Constituição Federal exige que a publicidade de órgãos públicos tenha caráter educativo, informativo ou de orientação social, vedada a promoção pessoal de autoridades ou servidores. “A estrutura de comunicação de uma universidade pública federal, mantida com recursos do Erário, não pode ser convertida em arena de disputa política para favorecer ou prejudicar candidaturas”, escreveu o juiz. Para ele, ficou caracterizado o desvio de finalidade, pois o meio utilizado é público, a finalidade real foi interferir no debate político-eleitoral interno, e houve quebra da neutralidade administrativa.
O juiz também rejeitou a tese de que a autonomia universitária (art. 207 da CF) afastaria a incidência dos princípios constitucionais da Administração Pública. “A autonomia universitária não autoriza o uso da máquina administrativa para favorecimento ou prejuízo de candidaturas”, afirmou. Quanto ao perigo na demora, o magistrado entendeu que o processo eleitoral está em curso, com votação prevista para maio de 2026, e a manutenção da nota nos canais oficiais — de amplo alcance e credibilidade — desequilibra a lisura e a isonomia do certame a cada dia de permanência.
A liminar determina a retirada imediata da nota do portal da Ufba, do perfil no Instagram e de qualquer outro canal oficial da autarquia. Os mandados de intimação pessoal devem ser expedidos com urgência para o reitor Paulo César Miguez de Oliveira e para a Procuradoria da Ufba.
Paralelamente, os réus foram citados para apresentar contestação, e o Ministério Público Federal foi intimado a atuar como fiscal da lei.
O vice-reitor e candidato à reitoria, Penildon Silva Filho comentou o caso nas redes sociais. Veja na íntegra:
“Vitória da Universidade! Fica comprovado o uso eleitoreiro da reitoria da Ufba! Conseguimos proteger a UFBA de uma ação indevida e eleitoreira do atual Reitor Paulo Miguez para apoiar seu candidato na disputa eleitoral da Reitoria da Ufba. A decisão da justiça indica o favorecimento do candidato do Reitor contra a nossa candidatura. O apoio do reitor ao seu candidato está divulgado em video nas redes sociais e nunca foi segredo. Esse uso politico ilegal e imoral da estrutura da Reitoria foi desmascarado pela justiça, que manda retirar a nota que me atacava em todos os canais institucionais da UFBA! Precisamos defender nossa Universidade do aparelhamento politico. Interessante que o discurso do candidato apoiado pelo atual Reitor foi pela "autonomia universitária", mas foi o seu grupo que usurpou essa autonomia e maculou a imagem da Ufba, que deveria dar um exemplo de democracia na primeira eleição direta para reitoria da história do Brasil. Essa tentativa de destruição de nossa democracia universitária será combatida por nós, e vai ficar registrada na História do Brasil”, disse Penildon.
Uma jiboia foi vista circulando pelo campus de Ondina da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. O registro de estudantes passou a circular nas redes sociais. Nas imagens, o animal atravessa uma área pavimentada do campus próxima ao restaurante universitário na noite desta quinta-feira (24).
?? Jiboia é flagrada por estudantes em campus da UFBA
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) April 25, 2026
Confira ?? pic.twitter.com/mneNhYdGKP
A UFBA está localizada em área de Mata Atlântica, o que favorece a presença de animais silvestres. Espécies como jiboias, iguanas, preguiças e micos são frequentemente avistadas no local. Segundo informações de integrantes da comunidade acadêmica, exemplares da espécie na região são monitorados por grupos de estudo da universidade.
A espécie não é considerada peçonhenta e geralmente não representa perigo direto para humanos. Não houve registros de incidentes relacionados à sua aparição na universidade. A orientação, nesses casos, é não se aproximar do animal e acionar os órgãos responsáveis.
A Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) comunicou o encerramento de um processo licitatório sem sucesso na entidade. A licitação em si é referente ao telhado do Museu de Arte Sacra e da Igreja de Santa Tereza d’Ávila, localizada no Centro Histórico de Salvador.
Conforme apurado pela reportagem, o certame foi classificado como deserto, indicando que nenhuma organização social teria apresentado propostas para realizar o serviço. A declaração de “deserta” formalmente no processo licitatório aponta que não houve licitante no processo.
Com isso, o projeto de recuperação da estrutura do equipamento cultural deve ser interrompido temporariamente. Ainda não se sabe quais medidas serão tomadas oficialmente para que o projeto seja retomado na capital baiana. A Conder ainda não se pronunciou oficialmente sobre os próximos passos para a reformulação.
No geral, em casos de licitação classificadas como deserta, a administração pode optar por publicar um novo edital, mantendo as mesmas condições ou revisando pontos que possam ter afastado os licitantes (como prazos, exigências técnicas ou o orçamento estimado).
Além disso, a gestão ainda pode realizar uma contratação direta, por meio de dispensa de Licitação, caso a repetição do processo seja considerada prejudicial ao interesse público e desde que mantidas todas as condições estabelecidas no edital original.
O Executivo ainda pode realizar uma revisão do projeto/orçamento, caso a ausência de interessados for atribuída a um orçamento defasado ou condições contratuais pouco atrativas. Com isso, podem ser efetuados ajustes técnicos e financeiros antes de uma nova tentativa.
INÍCIO DA LICITAÇÃO
O processo licitatório para promover obras de recuperação do telhado do Museu de Arte Sacra e da Igreja de Santa Tereza D’Ávila, foi publicado no mês de setembro de 2025. Na época, a Conder informou que a abertura das propostas estava marcada para o dia 17 de novembro de 2025.
Uma apuração do Bahia Notícias mostrou que as obras no telhado integram emenda parlamentar no valor de R$ 3 milhões destinada pela deputada federal Lídice da Mata (PSB) à Conder para execução de obras na capital baiana.
“Sugeri algumas intervenções e a do Museu de Arte Sacra eu considero uma das mais importantes, pois se trata do patrimônio artístico, histórico, cultural e religioso do nosso Estado. A cultura e o turismo são importantes instrumentos de geração de emprego e renda em Salvador e o Museu é um importante equipamento”, afirmou a parlamentar ao BN na ocasião.
Em 2024, o local chegou a ser fechado para o público por problemas estruturais. Em nota, a Universidade Federal da Bahia (Ufba), responsável pela gestão, informou sobre riscos relacionados à estrutura do equipamento cultural, em especial nas instalações elétricas e justamente nos telhados, ameaçando a segurança do local e de seu patrimônio histórico.
O museu abriga um dos maiores acervos de arte sacra da América Latina. Inaugurado em 10 de agosto de 1959, o Museu de Artes Sacras passou a integrar a estrutura da Ufba como órgão suplementar. Parte das peças que compõem o equipamento cultural são de propriedade da Arquidiocese de São Salvador, do Mosteiro de São Bento, da Irmandade do SS. Sacramento do Pilar, do Convento dos Perdões e de diversas igrejas, além da coleção Abelardo Rodrigues.
A edificação tem área total construída de 5.250 m², inserida em uma área livre de 8.000 m². Dentro do Museu, encontra-se a igreja.
Um estudante do programa de Pós-Graduação Engenharia Mecatrônica da Universidade Federal da Bahia (UFBA) desenvolveu um exoesqueleto para ser utilizado na melhororia da ergonomia de trabalhadores braçais. O projeto ainda está em fase de testes, mas promete reduzir o impacto na coluna durante a realização das atividades cotidianas.
O equipamento foi descrito pelo estudo como um exoesqueleto passivo, que, com as características físicas do material, auxilia sem necessariamente o uso de ações motoras. Ele pode ser vestido como um colete e foi criado para proporcionar maior conforto na coluna. Sob orientação do professor Marcus Americano da Costa, o projeto foi pensado para funcionários de indústrias, mas pode ser utilizado por qualquer pessoa.
“Nosso objetivo foi focar na lombar, auxiliando nas atividades laborais, principalmente trabalhadores da indústria. Queríamos melhorar o desempenho e sobrecarregar menos a região”, afirmou o orientador
Durante a fase de testes, os oitos voluntários testados apresentaram redução na frequência cardíaca e melhor saturação do oxigênio. Devido ao número pequeno de voluntários, a pesquisa deve passar por novos testes, mas já tem um indicador positivo: a patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial.
O estudo também foi apresentado no Congresso Brasileiro de Automática 2024, promovido pela Sociedade Brasileira de Automática, o CBA visa congregar pesquisadores, professores, profissionais e estudantes que tenham interesse nas áreas relacionadas a Controle e Automação e suas aplicações.
O exoesqueleto foi desenvolvido por Rafael Figueiredo, aluno aprovado no mestrado. Ele reagiu com felicidade à aprovação e a considera uma validação para sua pesquisa, que deve ser aprofundada durante a nova etapa formativa.
“Sensação de dever cumprido, foi uma pesquisa que considero bem sucedida. Tem um impacto social. Unimos engenharia e saúde. Nós terminamos com resultados importantes como base e futuras pesquisas podem explorar o que fizemos”, afirmou o estudante.
Um professor e o diretor do departamento de Economia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) brigaram na manhã desta sexta-feira (10). Ambos desferiram socos e chutes após uma discussão motivada por uma reforma de sala.
A briga teria sido causada por uma obra realizada na sala da esposa do professor, que também leciona na universidade. O diretor questionou uma reforma na sala da esposa do docente, que estaria sendo feita sem autorização. Depois disso, a discussão evoluiu e ambos foram agredidos.
Em entrevista ao Alô Juca, o diretor alegou que o docente iniciou as agressões e ele agiu em legítima defesa.“Foi uma agressividade mútua”, afirmou Henrique Tomé. O diretor ainda comentou que tinha vantagem física sobre o professor.
O caso foi registrado na Central de Flagrantes
Em atualização.
Um aluno da Universidade Federal da Bahia (UFBA) registrou uma contaminação por larvas em uma sobremesa servida no restaurante universitário do campus de Ondina, em Salvador. O caso ocorre no dia 16 de maço e repercutiu nas redes sociais.
Segundo informações, o estudante em questão seria um calouro de Geografia. Ele relata que a sobremesa em questão era um bombom, que possuía aparencia suspeita. Ele relata que ingeriu parte do doce, mas ao confirmar uma textura ruim, resolveu abrir o bombom, encontrando três larvas vivas na sobremesa.
Em nota, o Núcleo de Gestão de Restaurantes Universitários da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil (PROAE-UFBA) afirmou que foi informada sobre o ocorrido e garamtiu que "a empresa terceirizada responsável pela operação do restaurante foi formalmente notificada para adotar as providências cabíveis".
A Universidade explica, no entanto, que por se tratar de um produto industrializado, as precauções para a aquisição do produto já haviam sido cumpridas. "O material foi recebido na mesma semana em que foi servido, em embalagens lacradas de 1 kg e dentro do prazo de validade". Assim, "a apuração completa exige contato direto com o fabricante", disse a UFBA.
A PROAE informou, por fim, que as ações já estão sendo conduzidas para a avaliação do caso, mas, até o momento, "não há conclusão definitiva sobre o relato, que permanece em análise técnica".
Confira a nota da Universidade na íntegra:
“Em atenção à sua solicitação, informamos que foi registrado o relato de uma estudante que identificou um corpo estranho no bombom servido como sobremesa na refeição em questão.
A discente foi imediatamente atendida pela equipe de fiscalização técnica responsável pelo contrato, que procedeu ao registro oficial do ocorrido. Na mesma ocasião, a empresa terceirizada responsável pela operação do restaurante foi formalmente notificada para adotar as providências cabíveis.
A empresa realizou os procedimentos administrativos necessários, incluindo o preenchimento de fichas de não conformidade, com o objetivo de apurar rigorosamente os fatos e implementar as medidas corretivas adequadas.
Como se trata de produto industrializado (bombom Sonho de Valsa, da Lacta), a apuração completa exige contato direto com o fabricante. O material foi recebido na mesma semana em que foi servido, em embalagens lacradas de 1 kg e dentro do prazo de validade.
Todas as ações estão sendo conduzidas de forma criteriosa e em conformidade com as normas vigentes. Até o momento, não há conclusão definitiva sobre o relato, que permanece em análise técnica.”
A Bahia repete o feito em aparecer no cenário acadêmico internacional através das classificações da Universidade Federal da Bahia (Ufba), sediada em Vitória da Conquista e Salvador. Entre diversas categorias analisadas, nas áreas de 'Artes e Humanidades, Medicina e Arquitetura', a instituição aparece com cursos no QS World University Rankings by Subject 2026 com dados divulgados nesta quarta-feira (25).
Embora com ausências na maioria das áreas de conhecimento, a Ufba é a principal representante baiana na lista, consolidando sua relevância no Nordeste e no Brasil em áreas estratégicas do conhecimento.
Na área de "Artes e Humanidades", a universidade aparece na faixa entre as posições 501–550, sendo a única instituição do Nordeste entre as brasileiras classificadas nesse campo. O resultado reforça o papel da Ufba como referência regional em áreas ligadas à cultura, história e produção acadêmica.
Entrada do Campus de Ondina | Foto: Ronne Oliveira / Bahia Notícias
Em Medicina, a instituição também figura entre as universidades brasileiras presentes no ranking, na faixa de 551–600. Com tradição no ensino médico desde sua faculdade fundada em 1808, a universidade se destaca como a melhor do Norte-Nordeste na classificação, à frente de outras instituições da região, como a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Já no cenário nacional, o maior destaque continua sendo a Universidade de São Paulo (USP), que aparece entre as melhores do mundo em diversas áreas (exceção de Música, Artes Cênicas e Teologia, desbancada pela PUC-RS, UFRJ e Unesp).
A USP figura entre as 50 principais em Medicina e outros dez campos de ensino e pesquisa do ranking.
Outro ponto de destaque para a Bahia é o curso de "Architecture & Built Environment". A Ufba aparece novamente na mesma faixa de classificação, posicionando-se entre os principais cursos do país nessa área. Globalmente, o ranking reúne nessa área somente 250 instituições.
Apesar da presença nas três áreas destacadas, a Bahia não pontuou em campos como Engenharia e Tecnologia, Agricultura, Silvicultura, Contabilidade e Finanças. Os dados indicam desafios para ampliar a presença do estado em outras áreas estratégicas.
Ainda assim, a Ufba mantém protagonismo baiano no cenário nordestino, sendo uma das poucas instituições da região a figurar no ranking internacional em mais de uma área do conhecimento, entre as que foram mencionadas fora do eixo sul-sudeste a UFPA (Universidade Fedral do Pará), a UnB (Universidade de Brasilia), Ufpe e UFC foram prestigiadas.
Portarias das universidades Ufpa, Unb e Ufpe respectivamente | Fotos: Reprodução / Google Maps
O ranking analisou cerca de 1.900 universidades em todo o mundo, com aproximadamente 300 novas instituições incluídas nesta edição de 2026. Mesmo diante da forte concorrência global, o desempenho da Ufba reforça a importância da Bahia no cenário da educação superior.
A Maternidade Climério de Oliveira (MCO-UFBA) e o Hospital Universitário Professor Edgard Santos (Hupes-UFBA), ambos da Universidade Federal da Bahia (UFBA) promovem mais de 4 mil atendimentos neste sábado (21). A iniciativa faz parte do “Dia E” do programa Ebserh em Ação. O mutirão já é considerado o maior do Sistema Único de Saúde (SUS) voltado à saúde da mulher. Em todo o Brasil, de forma simultânea, devem acontecer mais de 42 mil atendimentos nos 45 hospitais universitários administrados pela Ebserh.
Os atendimentos serão realizados por agendamento prévio na unidade ou via regulação. Na MCO-UFBA serão oferecidos exames laboratoriais, mamografias, ultrassonografias, preventivo, eletro e ecocardiograma, dentre outros exames. Já as consultas realizadas serão de cardiologia, ginecologia, mastologia, planejamento reprodutivo, psicologia, fisioterapia pélvica e demais especialidades.
Pela primeira vez, a MCO-UFBA vai ofertar, no “Dia E” do Ebserh em Ação, a inserção do implanon, que agora é oferecido gratuitamente pelo SUS. Trata-se de um dos métodos contraceptivos mais eficazes, com duração de até três anos, garantindo mais segurança e autonomia. O implanon é classificado como contraceptivo reversível de longa duração. Por não depender de uso diário ou contínuo, o método é considerado altamente eficaz no planejamento reprodutivo.
Já no Hupes-UFBA os atendimentos devem contemplar 30 cirurgias nas especialidades de ginecologia, otorrinolaringologia, plástica, cabeça e pescoço, cirurgia geral e coloproctologia; 2 mil exames laboratoriais e mais de 100 exames de imagem como raio-x, tomografia, ultrassonografia e ressonância magnética.
O “Dia E” faz parte do programa Ebserh em Ação, uma iniciativa da Ebserh em parceria com os ministérios da Educação e da Saúde. Trata-se de uma ação estratégica com o objetivo de ampliar o acesso da população brasileira a cirurgias eletivas e procedimentos diagnósticos e terapêuticos em todo o país. Alinhado ao programa Agora Tem Especialistas, lançado pelo presidente Lula com o Ministério da Saúde, o projeto contribui diretamente para a redução das filas e do tempo de espera no Sistema Único de Saúde (SUS).
A Creche da Universidade Federal da Bahia (UFBA) segue sem funcionamento mesmo após o retorno do semestre letivo, iniciado no último dia 9 de março. Em carta enviada à reitoria por mães dependentes do serviço, famílias solicitam o retorno imediato.
Famílias de crianças matriculadas na instituição cobram que o serviço seja reconhecido como essencial durante a greve dos servidores técnico-administrativos.
Um comunicado foi enviado à reitoria solicitando que a creche tenha ao menos funcionamento parcial garantido no caso de paralisação.
Durante a greve dos servidores em 2024, a UFBA fez um acordo e determinou que atividades da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil (Proae), incluindo a creche, fossem consideradas essenciais e garantiu o funcionamento dela por 3 dias da semana.
No entanto, segundo as famílias, não houve um novo posicionamento institucional na retomada deste ano e o equipamento segue parado. A interrupção das atividades impacta no dia-a-dia das 24 famílias que enviaram a denúncia.
“Eu não tenho plano B. Eu não tenho rede de apoio aqui em Salvador. Se não tem creche, minha filha vai comigo para o trabalho ou eu tenho que faltar”, relatou uma das mães ouvidas pela reportagem.
Ela afirma que já precisou levar a filha para ambientes inadequados no trabalho. “Eu sou professora, estou em sala de aula, faço supervisão de estágio em clínica-escola. Não faz sentido ela estar nesses espaços comigo se existe uma creche na UFBA”, completou.
O Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da Universidade Federal da Bahia (Assufba) informou ao Bahia Notícias que apenas 12 funcionários da creche fazem parte do grupo que aderiu à paralisação. Ou seja, terceirizados e professores que trabalham no local não fazem parte do quadro de funcionários afetados.
Procurada pela reportagem, a UFBA afirmou que reconhece o direito de greve e busca o diálogo visando a assegurar a manutenção das atividades essenciais. A instituição de ensino não informou se houve alguma reunião com esta pauta e não prestou explicações sobre os demais funcionários.
Sobre o serviço de creche, a universidade também informou ao Bahia Notícias que está realizando um pagamento emergencial de R$ 360 aos estudantes que possuem os filhos como beneficiários do programa.
Veja a nota na íntegra:
A Universidade Federal da Bahia recebeu comunicação da Assufba Sindicato informando sobre o início da greve dessa categoria, a partir de 05 de março de 2026. A administração central da UFBA reconhece o direito de greve e a legitimidade da luta dos trabalhadores e, neste cenário, busca o diálogo visando a assegurar a manutenção das atividades prioritárias.
Sobre o Serviço de Creche da UFBA, a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil da UFBA informou que, de forma imediata, na busca de minimizar os impactos resultantes da interrupção da prestação do Serviço de Creche, instaurou Processo de pagamento de auxílio financeiro emergencial destinado a estudantes da UFBA que tem filhos assistidos pelo serviço, no valor de R$360,00 (trezentos e sessenta reais) por pessoa. O processo se encontra concluído no Núcleo Financeiro da UFBA e o pagamento, em caráter de prioridade, já está sendo creditado nas contas dos estudantes.
A rede de ex-alunos da Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Conecta EAUFBA, oficializou, nesta sexta-feira (6), o programa de bolsas mensais para a garantia de permanência de alunos em situação de vulnerabilidade na universidade. O Programa de Bolsas Conect+ já está em andamento e acaba de selecionar seus primeiros estudantes.
O programa visa combater um dos principais desafios para a permanencia dos alunos na universidade: a instabilidade financeira e desgaste emocional. “Todos os anos, estudantes entram na Universidade Federal da Bahia cheios de sonhos, masas muitos não conseguem concluir essa jornada. Na Escola de Administração, a realidade é desafiadora: grande parte dos alunos vem das classes C, D e E, e muitos precisam trabalhar desde os primeiros semestres para garantir o próprio sustento. A consequência é dura: evasão, desgaste emocional e talentos que ficam pelo caminho”, diz a mensagem do projeto.
Foi diante desse cenário que a rede de ex-alunos do Conecta EAUFBA decidiu agir. Os primeiros selecionados devem receber, nos próximos dias, a primeira parcela da bolsa, no valor médio de R$ 900,00, podendo variar de acordo com a necessidade de cada um. Além do valor financeiro, o programa oferece: acompanhamento psicológico, mentoria de carreira com ex-alunos e conexão com uma rede profissional ativa.
Amanda (nome fictício) é uma dessas estudantes. Vive sozinha, paga aluguel e enfrenta uma rotina marcada por forte vulnerabilidade financeira. As dificuldades econômicas constantes, somadas a experiências de assédio no ambiente de trabalho, geraram uma sobrecarga emocional que já afetava diretamente seu desempenho acadêmico. Sem acesso a auxílios institucionais, sua permanência no curso estava ameaçada.
“A história de Amanda não é isolada. Ela representa a realidade silenciosa de muitos estudantes que lutam todos os dias para continuar onde deveriam apenas estar aprendendo”, completa a nota do Conecta.
Os impactos serão acompanhados ao longo dos próximos meses. Ex-estudantes e a sociedade civil também podem contribuir: o programa é financiado por doações voluntárias. A partir de R$ 20 por mês, você já ajuda a manter um estudante na universidade. Para doar, acesse o site oficial. (clique aqui.)
“Quando muitas pessoas contribuem com pouco, o impacto se torna grande. Cada doação ajuda a construir permanência, dignidade e oportunidade”, destaca o projeto.
A Guarda Civil Municipal de Salvador (GCM) realizou, neste sábado (28), o resgate de um bicho-preguiça-de-coleira, encontrado em frente ao prédio da Escola de Medicina Veterinária (EMVZ), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Ondina.
Os agentes ambientais do Grupo Especial de Proteção Ambiental (GEPA) recolheram o animal, que é nativo do bioma da Mata Atlântica. Segundo Robson Pires, coordenador do GEPA, a presença dessa espécie na região de Ondina se deve à área de Mata Atlântica que abriga o Parque Zoobotânico de Salvador.
A preguiça de coleira, um mamífero de hábitos noturnos, vive nas copas das árvores e se alimenta de folhas, frutos e seiva. Seu metabolismo lento pode levar até uma semana para digerir a alimentação. Embora não possua dentes pontiagudos, suas garras longas podem causar acidentes se pessoas não treinadas tentarem manuseá-la.
A GCM alerta aos cidadãos soteropolitanos: ao encontrarem qualquer animal silvestre, não tentem interagir e liguem imediatamente para o GEPA pelo telefone 71 3202-5323.
Em discurso na Tribuna da Câmara nesta terça-feira (24), o deputado federal José Rocha (União-AP) fez um alerta para o que chamou de “grave deterioração” do prédio da Faculdade de Medicina na Universidade Federal da Bahia. O deputado baiano lembrou que no último dia 18 de fevereiro, a Faculdade - que é uma das instituições de ensino superior mais antigas do país - completou 218 anos desde a sua fundação.
José Rocha, que é médico de formação, relatou que junto com outros ex-alunos da Faculdade, esteve presente em um evento comemorativo do aniversário de fundação da instituição. Na ocasião, segundo o deputado, foi lançado o movimento SOS - Salve a Primeira Faculdade de Medicina do Brasil.
‘Ali se formaram gerações de médicos, pesquisadores e líderes que ajudaram a construir o sistema de saúde e o conhecimento científico do Brasil. Não estamos falando apenas de um prédio, mas também de um patrimônio histórico, cultural e educacional da Nação brasileira. A situação atual exige ação imediata, urgente, do governo federal”, disse o parlamentar.
Segundo relatou José Rocha, o Pavilhão Barão de Itapoan já desabou, só restando quatro paredes, e em relação ao Anfiteatro Alfredo Brito, interditado há anos, os problemas são diversos, como infiltrações, rachaduras, portas e janelas apodrecidas, além de vidros quebrados em outras áreas do prédio.
“O Ministério da Educação deve garantir os recursos necessários para a recuperação da estrutura, assegurando condições dignas para o funcionamento e preservação da história universitária brasileira. O Ministério da Cultura pode apoiar, por meio dos seus programas, a restauração desse patrimônio cultural que pertence a todo o povo brasileiro. E o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional tem o papel fundamental de coordenar e assegurar que essa recuperação preserve a integridade histórica e arquitetônica desse monumento nacional”, afirmou o deputado do União Brasil da Bahia.
Além de fazer um apelo por providências urgentes por parte do governo federal, do MEC e do Iphan, José Rocha disse que acompanhará o reitor da UFBA, Paulo Cesar Miguez de Oliveira, e o diretor da Faculdade de Medicina, Antonio Alberto da Silva Lopes, em uma reunião nesta quarta (25) com a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Na ocasião, o deputado e os representantes da UFBA vão pedir o engajamento da ministra na busca por soluções para obras necessárias na Faculdade de Medicina.
“O Brasil não pode permitir que o berço da sua educação superior se perca com o tempo. Vamos fazer agora, que ainda há tempo, senão será só lamento”, concluiu o deputado José Rocha em seu discurso.
Em 2025, a Universidade Federal da Bahia recebeu R$ 112,7 milhões para investimentos em infraestrutura. No entanto, a Faculdade de Medicina não foi incluída entre as obras contempladas com os recursos oriundos do Novo PAC, programa do governo federal.
O juiz federal e professor titular da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Dirley da Cunha Júnior, lançou a 14º edição (2026) do livro “O Controle de Constitucionalidade no Brasil e no Direito Comparado”. Na obra, o autor analisa a origem e os antecedentes históricos do controle de constitucionalidade, bem como sua legitimidade democrática e os diversos modelos adotados no Brasil e no direito comparado.
O juiz analisa a origem e os antecedentes históricos do controle de constitucionalidade, bem como sua legitimidade democrática e os diversos modelos adotados no Brasil e no direito comparado. O livro apresenta, ainda, comentários sobre os sistemas de controle de constitucionalidade da França, Portugal, Chile, Colômbia, Peru, Equador, Bolívia, Alemanha, Itália, Espanha e Bélgica.
A obra vem sendo amplamente adotada no Supremo Tribunal Federal e em diversos Tribunais do Brasil e do exterior, consolidando-se como referência indispensável no estudo do controle de constitucionalidade.
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O Ministério Público Federal (MPF) em Salvador instaurou um procedimento administrativo para acompanhar os desdobramentos de uma ação de reintegração de posse movida pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) contra ocupantes de um terreno com famílias em situação de vulnerabilidade social.
Conforme a portaria, o MPF atua com base na Ação de Reintegração de Posse, que tramita na 16ª Vara Federal da Bahia. A ação foi ajuizada pela Ufba com o objetivo de reaver uma área localizada no campus de Ondina, no bairro de São Lázaro, em Salvador, supostamente ocupada de forma irregular.
O documento relata que os ocupantes, que são os representados no procedimento do MPF, foram citados e identificados em outubro de 2025. No entanto, diante da iminência de cumprimento de decisão liminar favorável à universidade, a Ufba informou ao juízo que verificou tratar-se de famílias em situação de vulnerabilidade. Em razão disso, a universidade constituiu uma "Comissão Especial para Planejamento e Acompanhamento da Reintegração de Posse".
Por esse motivo, o processo judicial foi suspenso por 180 dias, para que fosse possível avaliar a situação dos ocupantes e buscar soluções articuladas com órgãos de assistência social. Segundo a portaria, este prazo ainda está em curso. A Defensoria Pública da União (DPU) representa as famílias na ação judicial.
O MPF decidiu instaurar o procedimento administrativo com o objetivo específico de "acompanhar o andamento" da ação de reintegração de posse, "monitorando possível desocupação dos terrenos".
O procedimento foi determinado a sobrestar-se, isto é, ficar em pausa, por 60 dias. Após esse período, os autos devem ser concluídos para que o MPF monitore o prazo de suspensão do processo judicial e avalie a necessidade de requerer da Ufba informações regulares sobre o andamento dos trabalhos da comissão especial por ela criada.
RELEMBRE O CASO
A Universidade Federal da Bahia (UFBA) moveu uma ação judicial para retomar a posse de um terreno próximo ao Santuário de São Lázaro, onde ocorre o "Samba de São Lázaro". A decisão judicial, em trâmite desde maio de 2023, determinou a desocupação do local até outubro de 2025.
Thiago da Silva, um dos idealizadores do samba, afirma que famílias vivem no local há mais de 70 anos, antes mesmo da existência da Ufba. Cerca de 52 pessoas seriam afetadas, com risco de demolição de 6 barracas e 10 casas. Ele critica a falta de diálogo e negociação, destacando que a comunidade é formada por trabalhadores e que o evento cultural local é pacífico.
O Ministério da Educação (MEC) divulgou os resultados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes de Medicina (Enamed 2025) nesta segunda-feira (19), revelando um cenário curioso na educação médica baiana. Enquanto quatro instituições do estado alcançaram a nota máxima (conceito 5), todas no interior baiano.
As instituições que atingiram a excelência com nota 5 foram a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), em Ilhéus; a Universidade Federal da Bahia (Ufba) e a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), ambas em Vitória da Conquista, no sudoeste do estado. E por fim a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Paulo Afonso.
Ao todo, 26 instituições de ensino Superior foram avaliadas no estado: 4 obtiveram a nota máxima (5), 6 ficaram com nota 4, 3 receberam nota 3 (satisfatória) e quase metade, ou seja, 12 das avaliadas ficaram abaixo da média (nota 2 - 1), indicando que a maior concentração está nas faixas intermediária e baixa de avaliação.
Confira o resultado das baianas:
Por outro lado, o estado registrou um volume significativo de cursos com conceito 2, incluindo unidades de grandes grupos educacionais e centros universitários em cidades como Barreiras, Eunápolis, Salvador, Lauro de Freitas, Vitória da Conquista, Teixeira de Freitas, Alagoinhas, Itabuna, Jacobina, Irecê e Juazeiro.
Em declaração, o atual ministro da Educação, Camilo Santana, confirmou que o MEC aplicará penalidades aos cursos com notas 1 ou 2. Instituições que persistirem abaixo da média por mais de uma avaliação podem enfrentar o fechamento dos cursos.
Os dados são divulgados como um grande alerta para diversas instituições de ensino, inclusive federativas, como na Universidade federal do Sul da Bahia (Ufsb) que obteve um desempenho baixo, justamente no mesmo dia em que milhões de baianos escolhem seus cursos de graduação no Sisu 2026.
Estudantes baianos que realizaram o Enem já podem se preparar, o Sisu 2026 vai oferecer 24,7 mil vagas em instituições públicas de ensino superior na Bahia. Esta edição é considerada a maior da história do programa em todo o Brasil, com mais de 274 mil vagas no total.
Diferente de diversas edições anteriores, o Sisu agora acontece em etapa única. Isso significa que as vagas para o primeiro e o segundo semestre serão decididas agora, em janeiro. As oportunidades estão divididas entre diferentes tipos de instituições:
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Universidades Federais (Ufba, Ufrb, Ufob, Ufsb etc.): 13.099 vagas.
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Institutos Federais (IFBA e IF Baiano): 3.739 vagas.
A Ufba é a campeã de ofertas no estado, com quase 6 mil vagas, entre eles com cursos interdisciplinares em Humanidades, Artes, Saúde e Ciência e Tecnologia, Quatro cursos mais fáceis de adesão para entrar na universidade pública. No Ifba, os cursos de Jogos Digitais e Engenharia de Energia estão entre os que mais oferecem vagas.
Candidatos que escolherem cursos de Licenciatura (para serem professores) podem ter direito a um incentivo financeiro de R$ 1.050.
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Como funciona: R$ 700 são para saque imediato e R$ 350 ficam em uma poupança, liberada quando o aluno começar a dar aulas na rede pública.
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Regra: É preciso ter média de pelo menos 650 pontos no Enem e se matricular no curso. Na Bahia, são 7.469 vagas voltadas para este programa.
ATENÇÃO ESTUDANTE
O candidato pode escolher até duas opções de curso. É fundamental acompanhar as notas de corte durante o período de inscrição para avaliar as chances de aprovação em cada curso escolhido. Caso não passe na primeira chamada, o estudante deve manifestar interesse na Lista de Espera para continuar concorrendo.
Fique atento às datas para não perder o prazo:
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Inscrições: De 19 a 23 de janeiro de 2026.
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Onde se inscrever: Apenas pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.
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Resultado (Chamada Regular): 29 de janeiro de 2026.
A Fundação Escola de Administração (FEA) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), entidade de direito privado e sem fins lucrativos, foi notificada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a devolver R$ 739 mil (setecentos e trinta e nove mil reais) ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), após denúncias de irregularidades na prestação de contas e gestão financeira. No processo, iniciado em 2023, a Fundação teve seus recursos negados e ainda deve pagar uma multa de R$ 35 mil aos cofres públicos.
Segundo a publicação do TCU, divulgada em 30 de dezembro de 2025, o valor deve ser pago pela Fundação em conjunto com o responsável notificado, o economista Luiz Marques de Andrade Filho, superintendente da Fundação, que responde ao processo de forma solitária, ou seja, pode ter a dívida cobrada em suas contas próprias. Os pagamentos da devolução e da multa devem ser formalizados em até 15 dias após o fim do recesso do Tribunal, no dia 16 de janeiro.
A decisão, do ministro relator Jhonatan de Jesus, decorre do processo TC 008.314/2023-3, que, após recursos solicitados em junho de 2025, reconheceu as irregularidades na gestão financeira da Fundação, que atua no apoio aos projetos de pesquisa, ensino, extensão e de desenvolvimento institucional da Escola de Administração da UFBA.
Apesar do nome, a Fundação não faz parte da estrutura administrativa direta da UFBA. Ela atua como uma entidade independente que colabora com a Escola de Administração da universidade por meio da transferência de recursos obtidos por meio de convênios. Neste caso, foram identificadas irregularidade em um convênio entre a FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) e a FEA, para realizar a "implantação de um laboratório de ensaios de produtos médicos" no CEFET/BA.
No processo, o Tribunal avaliou as acusações de três irregularidades, sendo elas: a) saldo remanescente do convênio não devolvido à Finep; b) despesas superiores às aprovadas no ajuste; e c) falhas na conciliação bancária, referentes a lançamentos não identificados na relação de pagamentos apresentada na prestação de contas.
No processo original, a FEA respondeu à acusação alegando que suas ações não causaram prejuízo ao erário público e foram firmadas mediante decisão junto ao Conselho de Administração da entidade, além disso, a Fundação afirmou que “a descontinuidade inesperada de projeto junto ao município de Salvador/BA agravou, de forma irreversível, a situação econômica e patrimonial da fundação”.
A relação da FEA com a Prefeitura de Salvador teve início em 2009, na gestão do então prefeito João Henrique. Na época, a FEA firmou convênios milionários com a Secretaria Municipal de Educação de Salvador, que culminaram em uma ação de improbidade administrativa aberta pelo Ministério Público estadual (MP-BA). Segundo apuração do MP-BA, foram desviados R$ 39.424.355,84 entre 2009 e 2012. A entidade alega que a situação em questão foi o gatilho para o colapso financeiro do grupo.
A defesa foi negada no processo inicial e, posteriormente, nos recursos. Atualmente, o CPNJ da Fundação se encontra inapto, o que indica que empresa está em situação irregular perante a Receita Federal do Brasil por descumprimento de obrigações legais e fiscais obrigatórias. O motivo que consta no registro é a omissão de declarações fiscais.
A não resposta à notificação “poderá ensejar a inclusão do nome do responsável no cadastro informativo de créditos não quitados do setor público federal - Cadin e a execução judicial”, diz a decisão do TCU. Assim, o registro do Cadin impede a instituição de receber verbas federais ou fazer convênios públicos e a execução judicial permite penhora de bens e contas bancárias de maneira a quitar a dívida.
O cenário sucessório da Universidade Federal da Bahia (Ufba) começa a ganhar novos contornos para 2026. Com a aproximação do processo de escolha do próximo reitor ou reitora, professores da instituição já iniciam movimentações políticas e institucionais em torno da disputa. Entre os nomes que se colocam novamente como pré-candidatos está o da professora Célia Sacramento, ex-vice-prefeita de Salvador.
A disputa pela Reitoria da Ufba envolve o envio de uma lista tríplice à Presidência da República, conforme prevê a legislação vigente. A entrada formal dos interessados no processo se dá por meio de ofícios encaminhados à administração superior da universidade, marcando oficialmente a intenção de concorrer.
A sucessão de 2026 também reacende tensões políticas internas entre antigos aliados. De um lado está o ex-reitor João Carlos Salles, filósofo de reconhecimento nacional; do outro, o atual vice-reitor Penildon Silva Filho, professor da área de Educação, que desponta como possível nome da continuidade administrativa.
Recentemente, Célia Sacramento protocolou um ofício junto à Reitoria acompanhada pelo professor Fernando Conceição, da Faculdade de Comunicação (Facom), também pré-candidato. No documento, a comitiva solicita providências para a realização de eleições diretas, apresentando críticas contundentes ao atual modelo de escolha.
Os candidatos já saíram em campanha dentro dos campi pedindo apoio dos estudantes:
Na prática, a consulta ocorre por meio de um colégio eleitoral interno, com composição prevista em lei: 70% do peso dos votos cabe ao corpo docente, enquanto os outros 30% são divididos entre estudantes e técnicos-administrativos.
“Sou também pré-candidata a Reitora da Ufba. Juntos estamos na luta por democracia, para que estudantes, professores e funcionários votem em urna eletrônica. Estamos fazendo a nossa parte para que haja mais conscientização política para pensar qual é a Ufba que queremos", defende a professora Sacramento.
REITORA NA DISPUTA
Além de Fernando Conceição, João Carlos Salles e Penildon Filho, outro nome cotado na disputa é o da professora e pesquisadora Maria Salete Souza Amorim, docente da Ufba, que também deve concorrer ao cargo e já defendeu publicamente um modo mais direto na escolha.
Reconhecida no meio acadêmico, Maria Salete possui produção intelectual voltada à análise do cenário político brasileiro, com estudos e publicações que abordam processos eleitorais, comportamento político e instituições democráticas.
Sua trajetória a coloca no radar das discussões sobre a sucessão da Reitoria, especialmente em um momento em que parte da comunidade universitária reivindica maior politização crítica e transparência no processo de escolha da gestão superior, em suas redes sociais a professora Salete é fortemente critica as questões de assédio no meio acadêmico.
Imagem do palacete da reitoria, sede do reitor da universidade. | Foto: Reprodução / ASSUFBA
Com a entrega do novo ofício, o debate sobre as regras da sucessão de 2026 ganha fôlego e recoloca em pauta a modernização dos ritos administrativos da maior universidade federal da Bahia. Outros nomes ainda podem surgir ao longo do processo, ampliando o quadro de pré-candidaturas.
QUEM É CÉLIA?
Célia Sacramento apresenta um currículo que combina trajetória acadêmica e experiência no Executivo. Graduada em Ciências Contábeis e Direito, é mestre pela Universidade de São Paulo (USP) e doutora pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Atua como professora adjunta da Ufba e da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), sendo também é sócia-fundadora da AUDPEC, com atuação consolidada nas áreas de auditoria, controle interno e perícia.
No campo político, sua trajetória é marcada por feitos simbólicos. Eleita vice-prefeita de Salvador na chapa liderada por ACM Neto (2013–2016), destacou-se pela implementação de políticas de promoção da igualdade racial. Em outubro de 2014, ao assumir interinamente a Prefeitura, tornou-se oficialmente a primeira mulher negra a chefiar o Executivo da capital baiana.
Foi candidata ao governo do estado da Bahia pela Rede ainda em 2018, também teve um aumento de patrimônio na carreira política. A professora atravessou diferentes campanhas por cargos, mas foi juntamente atuante internacional como vice-presidente do Congresso Global de Líderes Africanos e Afrodescendentes. Bem como em participação em manifestações antirracistas na academia e fora do Brasil.
A mesma tem defendido propostas de eleições mais diretas, bem como maior uso de ferramentas digitais para os estudantes, uma auditoria pública para as últimas gestões e participação comunitária do corpo estudantil tanto de Vitória da Conquista, quanto em Salvador.
O Ministério Público Federal (MPF) na Bahia promoveu o arquivamento do Inquérito Civil que apurava a oferta de vagas em um processo seletivo extraordinário pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). O procedimento, instaurado a partir da representação de alunos ingressantes no Bacharelado Interdisciplinar (BI) em 2022.2, tratava do BI-CPL extraordinário a ser realizado em 2026 para alunos que concluírem o BI em 2025.1.
A controvérsia teve início com a edição da Resolução CAE nº 11/2022 pela UFBA, que estabeleceu novos critérios para a seleção dos Cursos de Progressão Linear (CPL), válidos a partir de 2026. Os alunos representantes, que sofreram um atraso no início de seu curso devido a uma divulgação tardia do SISU pelo MEC em 2022, alegaram que a norma gerava ambiguidade sobre a quantidade de vagas a que teriam direito no processo de transição.
Eles entendiam que cada turma teria direito a concorrer a pelo menos 20% do total de vagas de cada curso, percentual mínimo estabelecido pela Resolução Consepe 02/2008.
Diante da representação, a Ufba esclareceu que a resolução de 2022 já previa a realização de um processo seletivo extraordinário em 2026, baseado nas regras antigas (Resolução CAE 06/2011), justamente para atender a estudantes que, como os representantes, tivessem seu cronograma acadêmico atrasado. A universidade também emendou o texto normativo para eliminar a ambiguidade, deixando claro que as novas regras valeriam para egressos a partir de 2025.2, e que um processo extra seria realizado para concluintes até 2025.1.
Posteriormente, o foco da discussão migrou para o quantitativo de vagas deste processo extraordinário. Os alunos passaram a contestar a postergação do certame (que saiu de 2025.2 para 2026, devido à implantação do novo sistema acadêmico SIGAA) e, principalmente, o número de vagas reservadas, consideradas insuficientes. Eles argumentavam que cerca de 23% dos estudantes ficariam sem vaga e que alguns cursos ofertariam apenas uma vaga, exigindo a aplicação do percentual de 20% também ao processo extra.
Em defesa, a Ufba sustentou que a garantia de 20% das vagas anuais, prevista na normativa interna, é destinada ao conjunto de concluintes do BI em cada ano, não se duplicando para cada semestre. A instituição explicou que adotou uma metodologia de cálculo para o processo extra de 2026 que buscou replicar a concorrência média histórica dos processos seletivos de 2022 a 2025, garantindo isonomia com as turmas anteriores. Para isso, foram retiradas vagas do SISU de 2026.
A universidade também destacou que ofereceu ao menos uma vaga em todos os cursos, inclusive naqueles sem demanda há anos, para que os alunos pudessem exercer sua opção de escolha, assumindo o risco de essas vagas não serem preenchidas.
O MPF concluiu que a Ufba agiu dentro de sua autonomia universitária, com base em critérios razoáveis e proporcionais. O relatório do procurador da República Fábio Conrado Loula destacou que a quantidade de concluintes em 2025.1 é significativamente menor do que a média histórica, e que destinar 20% das vagas totais a esse grupo reduzido criaria uma concorrência artificialmente baixa, ferindo o princípio da isonomia com as demais turmas.
Além disso, ele frisou o risco concreto de vagas ociosas, que, uma vez reservadas para o BI-CPL e não preenchidas, se perdem, não retornando ao SISU e subtraindo oportunidades de ingresso para a sociedade em geral.
O estudante de zootecnia na Universidade Federal da Bahia (UFBA) Carlos Eduardo Reis Souza, de 19 anos, morreu na noite da última sexta-feira (21) após se envolver em um grave acidente de trânsito na rodovia BA-120, no município de Serra Preta, na região metropolitana de Feira de Santana.
Segundo informações da Polícia Civil, o jovem pilotava uma motocicleta quando colidiu frontalmente com um ciclista. O acidente ocorreu quando um ciclista de 46 anos, que seguia no sentido contrário da rodovia, teria invadido a pista do estudante ao realizar movimentos em "zigue-zague".
A vítima não conseguiu desviar e houve a colisão. Agentes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados, mas Carlos Eduardo, que cursava faculdade em Salvador e havia retornado a Serra Preta para o feriado, não resistiu aos ferimentos e faleceu no local.
Faculdade onde ele estudava em Salvador | Foto ilustrativa: Reprodução / Emily Wanzeller
Em nota nas redes sociais, a Escola De Medicina Veterinária e Zootecnia da UFBA prestou sua solidariedade coma vítima: "A comunidade consternada, manifesta sentimentos de pesar aos familiares, amigos e docentes", lamenta.
O ciclista, que não teve sua identidade revelada, foi detido em flagrante pela 1ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), em Feira de Santana. A prisão ocorreu após a confirmação de que ele estava sob efeito de álcool no momento do acidente.
O suspeito está à disposição da Justiça e foi autuado por homicídio. A Polícia Civil segue com as investigações para detalhar todas as circunstâncias do ocorrido.
A Universidade Federal da Bahia (Ufba) recebe, entre os dias 4 e 6 de dezembro, a segunda edição da feira “Vendo Meu Peixe”, voltada a jovens universitários, artistas e artesãos interessados em divulgar seus trabalhos e ampliar sua renda. O evento acontecerá na Escola de Belas Artes da Ufba, no bairro do Canela, em Salvador.

A feira reunirá cerca de 75 expositores de diferentes áreas, com comercialização de produtos autorais, intervenções artísticas, participação de tatuadores e um ambiente voltado à circulação criativa.
Com o objetivo de incentivar a produção, ampliar a visibilidade de novos artistas e aproximar o público da arte desenvolvida na universidade, a “Vendo Meu Peixe” tem se estabelecido como um espaço colaborativo e acessível, destinado a promover trocas, fortalecer redes e dar destaque ao trabalho de jovens criadores.
Mais informações sobre o evento estão disponíveis no Instagram oficial: @feiravendomeupeixe.
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Embora médicos tenham papel central no diagnóstico, não são eles que realizam o cuidado direto e contínuo dos pacientes. Tarefas importantes como essa troca são dos profissionais com um diploma de enfermagem, dados da 11ª edição do Ranking Universitário da Folha (RUF) 2025 mostram quais são as 10 melhores instituições de ensino superior da Bahia.
Segundo os mesmo dados, as três instituições baianas como as melhores opções para quem deseja cursar Enfermagem na Bahia: a Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e a Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (Bahiana).
Confira a classificação completa das instituições mais bem avaliadas:
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UFBA – Universidade Federal da Bahia
1° lugar da Bahia - 22º lugar nacional e líder estadual, com campus em Salvador.
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Uneb – Universidade do Estado da Bahia
2° lugar na Bahia - 23º lugar nacional, com maior amplitude de campus em Senhor do Bonfim, Salvador e Guanambi.
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Bahiana – Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
3° lugar na Bahia - 35º lugar nacional, melhor instituição privada na Bahia, sediada na capital baiana.
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UEFS – Universidade Estadual de Feira de Santana
4° lugar da Bahia - 52º lugar nacional, referência de Feira de Santana.
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UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz
5° lugar da Bahia - 70º lugar nacional, destaque em Ilhéus.
Em seguida completando a lista com as 10 mais bem avaliadas:
- 6. UESB (Universidade do Sudoeste da Bahia) – 75º com sede na cidade de Jequié (Top 100);
- 7. Unijorge (Centro Universitário Jorge Amado) – 107º em Salvador;
- 8. Unifacs (Universidade Salvador) – 127º;
- 9. FAINOR (Faculdade Independente do Nordeste) – 177º e
- 10. Faculdade de Anhanguera em Feira – 180º.
O ranking reforça bom condicionamento das instituições públicas estaduais (UEFS, UESC, UESB) e demonstra presença das faculdades privadas no interior do estado, como a FAINOR em Vitória da Conquista, e a Anhanguera em Feira de Santana.
Confira gráfico das universidades mais competitivas na área de enfermagem:
A análise do RUF 2025 mostra que a UFBA mantém uma liderança ininterrupta em Enfermagem em todas as edições do ranking, não sendo superada por nenhuma outra instituição baiana até 2025, onde ocupa a 22ª posição nacional.
Contudo, apesar de parecer no gráfico um salto impressionante, a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), estava em uma faixa de classificação indefinida, empatada matematicamente com diversas outras instituições.
Por ausência de critérios nas notas, a Uefs merece não merece o destaque pelo salto mostrado no gráfico. Afinal, na última edição a instituição ficou sem pontuação definida. Portanto, o Bahia Notícias (BN) optou por manter na faixa de classificação "301 - 351".
A Uneb (23ª nacional) e a Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (Bahiana) (35ª nacional) demonstram estabilidade notável, mantendo-se consistentemente na faixa do Top 5 estadual em todas as últimas edições, com apenas pequenas variações.
É importante ressaltar que a liderança consolidada da UFBA na Enfermagem não se repete em outras áreas, como o curso de Medicina, que historicamente apresenta maior concorrência e variações no desempenho do ranking.
Imagem dos campus da Uefs e Uesc vistas de cima | Foto: Reprodução / Uefs / Uesc
OPÇÕES SEGURAS?
Para os estudantes que encararam o último dia do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) neste domingo (16) e planejam seguir a carreira de Enfermagem, o RUF 2025 oferece um guia claro.
Segundo a avaliação do ranking em qualidade de ensino e inserção no mercado, as instituições UFBA, Uneb e Bahiana se mostram as opções mais seguras e consolidadas para garantir uma formação no estado.
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Vale lembrar que é preciso considerar outros fatores, a localidade, nota de corte e o histórico destas universidades públicas para a escolha do futuro profissional. A alta qualidade do ensino se encontra um cenário de forte demanda profissional no país.
Dados da primeira Demografia da Enfermagem do Brasil, divulgada pelo Ministério da Saúde (MS), o setor registrou um crescimento de quase 44% nos postos de trabalho em apenas cinco anos (2017 a 2022).
Um dos cursos mais buscados pelos baianos é justamente aquele focado na mente, a graduação em Psicologia. E os dados da 11ª edição do Ranking Universitário da Folha (RUF) 2025 evidenciam três melhores opções de instituições baianas. A Universidade Federal da Bahia (UFBA) lidera pelo terceiro ano consecutivo como melhor classificação com campus na capital baiana.
Logo atrás da UFBA, aparece o ‘Centro Universitário de Excelência’ (Unex) de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. A Unex-Conquista aparece superando a Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e fechando o top 3 do RUF 2025.
Vale explicar que a Unex - Conquista (antiga Uniftc) em específico foi bem classificada, outras unidades da mesma universidade não conseguiram ficar no top 100 do país no curso de Psicologia. Isso como base na metodologia do RUF, que avalia critérios para quem busca um diploma no setor da saúde, como 'Ensino' e o 'Mercado de trabalho'.
Confira a classificação completa das instituições mais bem avaliadas:
- Universidade Federal da Bahia (UFBA) — Federal
Classificação: 1º lugar na Bahia — Top 20 no Brasil (17°).
- Centro Universitário de Excelência de Vitória da Conquista (Unex) – Privada
Classificação: 2º lugar na Bahia — Top 100 no Brasil (56°).
- Universidade do Estado da Bahia (Uneb) — Estadual
Classificação: 3º lugar na Bahia — Top 100 no Brasil (63°).
- Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) — Federal
Classificação: 4º lugar na Bahia — Top 100 no Brasil (73°).
- Faculdade Adventista da Bahia (FADBA) — Privada
Classificação: 5º lugar na Bahia — Top 100 no Brasil (79°).
Em seguida completando a lista com as 10 mais bem avaliadas:
- Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) — Estadual
- Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) — Estadual
- Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP) — Privada
- Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge) — Privada
- Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) — Federal
No campo da psicologia, o ranking revela um equilíbrio interessante entre as instituições públicas e privadas, nesta edição de 2025, 4 das 10 melhores são privadas. Entre as cinco primeiras colocadas, três são públicas — UFBA, UFRB e Uneb. E duas são privadas estão no interior, a Unex — na cidade Conquista e FADBA sediada em Cachoeira, no Recôncavo Baiano.
O melhor desempenho foi da UFRB que saltou 83 posições em um ano. A Unex-Conquista, embora privada, conquistou o 2º lugar, marcando uma evolução significativa em relação a edições anteriores, mesmo que tenha apresentado uma queda de 15 posições desde o ano passado.
Confira o gráfico do desempenho das universidades mais competitivas no curso de Psicologia:
ASCENSÃO E QUEDA
O resultado em Psicologia do 'Centro Universitário de Excelência' de Vitória da Conquista (Unex) indica ser um caso isolado. Mesmo estando na segunda posição de psicologia em 2025, a mesma universidade não havia conseguido nenhuma classificação entre as Top 100 nacional em outros cursos oferecidos no mesmo campi de Vitória da Conquista.
Segundo os mesmos dados, os cursos da Unex-Conquista no mesmo campus tiveram desempenho abaixo da média de Psicologia. Por exemplo, 'Nutrição' e 'Propaganda e Marketing' ficaram nas posições 161º e 173º, respectivamente.
O restante das 11 carreiras ofertadas na unidade sequer pontuaram o suficiente para não aparecer em faixas de classificação do ensino superior, por exemplo: Administração ficou na faixa “601–701”.
Já a pública UFRB a apresentou uma melhora impressionante nos últimos anos. O Centro de Ciências da Saúde (CCS) na cidade de Santo Antônio de Jesus oferta mais quatro cursos, são eles: Bacharelado Interdisciplinar em Saúde (BI's), Enfermagem, Nutrição e Medicina. Entre este, tanto Nutrição quanto Psicologia conseguiram atingir o Top 100 nacional.
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Para os candidatos que realizam o Enem no próximo domingo (16), essa classificação é um importante indicativo na tomada de decisão, oferecendo um panorama claro sobre as instituições que mais se destacam nos parâmetros acadêmicos e de mercado na Bahia.
A 11ª edição do Ranking Universitário da Folha (RUF) 2025 mostra um desafio para o futuro da formação na Justiça baiana. Mesmo com avanços das universidades particulares, como mostra os dados divulgados no último domingo (9), a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Universidade do Estado da Bahia (Uneb) se mantiveram como as mais bem classificadas no curso de Direito nos últimos anos.
Para alcançar a excelência em avaliar o curso de Direito nas universidades da Bahia, é preciso passar por critérios rigorosos. O próprio RUF admite que é o único curso que exige pensar no desempenho dos alunos no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Os dados do novo RUF chegam, em um momento estratégico, para os candidatos que sonham em cursar Direito, afinal o ranking foi divulgado no mesmo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O levantamento pode servir como um guia importante para quem busca instituições com melhor desempenho e reconhecimento no mercado jurídico.
Na Bahia, essas são as 10 melhores opções para cursar Direito, em ordem:
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Universidade Federal da Bahia (Federal)
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Universidade do Estado da Bahia (Estadual)
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Universidade Salvador (Privada)
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Faculdade Baiana de Direito e Gestão (Privada)
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Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Estadual)
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Universidade Estadual de Feira de Santana (Estadual)
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Centro Universitário Jorge Amado (Privada)
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Centro Universitário Nobre de Feira de Santana (Privada)
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Universidade Católica do Salvador (Privada)
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Universidade Estadual de Santa Cruz (Estadual)
Vale destacar que, diferentemente da avaliação de qual seria a melhor universidade, ou de muitos dos outros 39 meios de seguir na carreira, em Direito as universidades privadas ocupam uma forte presença no Top 10. Nesta edição, 5 opções são instituições privadas, ou seja, entre as melhores, metade é particular.
Quando o foco é a comparação estadual, desde a versão do ranking de 2017, o curso de Direito vem mostrando uma forte presença de instituições particulares. Entre as mais bem classificadas dessa categoria, temos a Faculdade Baiana de Direito e Gestão (FBDG), que saltou 88 posições, e a Unifacs (Universidade Salvador), que subiu 6 posições em um ano.
Ambas sediadas na cidade de Salvador, aparecem de modo constante no Top 5 da Bahia. Confira o gráfico das universidades baianas mais competitivas de 2017 até 2025 avaliadas no ranking:
Vale explicar que outras universidades aparecem entre as avaliadas, como a Universidade do Centro Universitário e Faculdade de Ciências (Uniftc), a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e o Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge).
Contudo, essas universidades não se mantiveram no Top 5 da Bahia. Ou faltaram critérios decisivos nas avaliações. Portanto, não aparecem em posições definidas, ficando na faixa como "201–251"; por conta disso, o BN (Bahia Notícias) optou por não colocar gráfico ilustrativo, focando exclusivamente nas mais competitivas.
Embora o ranking combine diversas carreiras, o bom posicionamento geral das instituições reflete sua força, sendo um indicativo da qualidade também no curso de Direito, mas não necessariamente as melhores opções no país.
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Universidade Federal da Bahia (UFBA): Com a 24ª posição nacional, é a referência da Bahia em ensino público no estado com campus em Salvador;
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Faculdade Baiana de Direito e Gestão (FBDG): Alcançando a 108ª posição no geral, esta instituição privada tem seu foco na área jurídica;
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Universidade do Estado da Bahia (UNEB): 60ª colocação, mantendo a relevância do ensino estadual, bem como um salto após a pandemia em qualidade de ensino. Possui campus definidos em diferentes parte como em Salvador, Camaçari, Valença e Jacobina;
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Universidade Salvador (Unifacs): 90ª posição, liderando a representação das universidades privadas de grande porte;
- Universidade Católica do Salvador (Ucsal): 145ª colocação, com tradição em Salvador na formação jurídica.
COMO É FEITO?
O curso de Direito possui uma metodologia de pontuação única, que difere das demais 39 carreiras avaliadas, ao integrar o desempenho dos egressos no exame da OAB. O mesmo é dividido em três grandes pilares, sendo o "Ensino" (Opinião de Docentes, Titulação e Enade) e o "Mercado" (Opinião de Empregadores) mantidos, mas com pesos ajustados para acomodar o fator "OAB".
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Confira em gráfico a pontuação em nota por área:
O principal diferencial na avaliação do Direito é o peso do exame da Ordem, que responde por 35% da pontuação total da instituição.
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Critério: Percentual de aprovados no Exame da OAB (considerando os anos de 2021, 2022 e 2023) em relação ao total de alunos presentes na prova;
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Impacto: Este alto peso garante que o ranking não avalie apenas a infraestrutura ou o corpo docente, mas principalmente a eficácia do ensino na preparação prática do futuro advogado.
Já para o indicador de Ensino é avaliado em todos os cursos, para compor 50% da nota final. Ele é composto por critérios que medem a excelência acadêmica e a qualificação dos professores:
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Opinião de Docentes: Pesquisa Datafolha com professores de ensino superior sobre a reputação da instituição.
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Corpo Docente: Percentual de professores com Doutorado e Mestrado.
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Regime de Trabalho: Percentual de professores em regime de dedicação integral ou parcial.
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Enade: A nota média da universidade no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes.
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Permanência dos Alunos: Taxa de retenção dos alunos no primeiro ano de curso (6% do total).
E, evidentemente, o indicador de Mercado, com 15% da pontuação, reflete a reputação dos formandos na visão de quem contrata:
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Critério: Pesquisa Datafolha (2023, 2024 e 2025) que leva em conta a opinião de empregadores sobre a preferência de contratação dos bacharéis formados pela instituição.
A combinação desses fatores garante que as melhores instituições de Direito da Bahia sejam aquelas que aliam alto nível acadêmico com a comprovação prática de seus alunos no Exame da OAB, fundamental para o exercício da profissão.
Os dados e as avaliações da 11ª edição do Ranking Universitário da Folha (RUF) 2025 confirmam uma disputa histórica entre as melhores universidades de Medicina da Bahia. A Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (Bahiana) continuam sendo as instituições com as melhores pontuações do estado, figurando no Top 30 do Brasil.
Na edição de 2025, a UFBA, com campi em Vitória da Conquista e Salvador, foi a mais bem classificada, na 1° posição estadual e 17° nacional. A Escola Bahiana de Medicina, embora com uma nota um pouco abaixo, segue logo atrás, na 24ª posição do país.
Após essas duas instituições, o Top 3 da Bahia é completado pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), sediada no município de Ilhéus que também se destaca como uma boa opção para cursar medicina. Veja no gráfico a disputa no ranking nos últimos anos:
A Bahia é referência histórica do curso, sendo o local da primeira faculdade de Medicina do país. E, nesse mesmo estado, duas instituições se mantêm como as melhores nos últimos anos e em diversas edições do Ranking Universitário da Folha (RUF).
Confira em lista as cinco melhores opções no estado da Bahia:
- Universidade Federal da Bahia — UFBA
Média Ponderada: 30,93 — 1° lugar.
- Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública - EBMSP
Média Ponderada: 30,44 — 2° lugar.
- Universidade Estadual de Santa Cruz — Uesc
Média Ponderada: 23,58 — 3 ° lugar.
- Universidade Estadual de Feira de Santana — Uefs
Média Ponderada: 19,60 — 4° lugar
- Universidade do Estado da Bahia — Uneb
Média Ponderada: 18,95 — 5° lugar
A lista que complementa o top 10 segue pelas seguintes universidades:
- Universidade Federal do Sul da Bahia - Ufsb
- Universidade do Vale São Franciscano - Univasf
- Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - Uesb
- Centro Universitário Zarns - Faculdade Zarns
- Universidade Salvador - Unifacs
Estudantes de diferentes partes da Bahia farão o segundo dia de provas do Enem neste domingo (16). Com 90 questões de Matemática e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias, essas são as categorias mais decisivas na maior parte das exigências do SISU (Sistema de Seleção Unificada) para quem sonha em cursar Medicina.
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Os dados do ranking universitário da Folha são indicativos da qualidade dos cursos de graduação e mostram como a instituições de ensino continuam a desempenhar o papel no ensino superior brasileiro.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Otto Alencar
"Agora que o relatório está pronto, vamos pautar na reunião da próxima quarta".
Disse o senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ao confirmar que o relatório sobre a PEC 18/2025, que reorganiza o sistema de segurança pública no país, será lido e votado na reunião do dia 2 de setembro.