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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou a abertura de um inquérito para investigar a atuação do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), no financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada ainda em julho, mas foi divulgada nesta sexta-feira (11), após a queda do sigilo sobre o caso Master. (Reportagem atualizada às 09h14)
A investigação sobre Flávio foi pedida pela Polícia Federal (PF) e teve o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo informações do O Globo, o despacho foi incluído ao inquérito principal do caso Master, mas a investigação focada em Flávio segue sob sigilo, indicando que PF segue realizando diligências. A corporação apura os supostos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.
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"A Polícia Federal requer a instauração de PET sigilosa em apartado, vinculada ao INQ 5026, para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese, pelo Senador da República Flávio Nantes Bolsonaro, no contexto de financiamento para a produção de obra cinematográfica denominada Dark Horse junto ao Banco Master do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro", diz o documento judicial.
Em seu despacho, Mendonça destaca: "Autorizo, nos termos do artigo 21, inciso XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a instauração de procedimento investigatório vinculado ao INQ 5026 para apuração da hipótese criminal delineada pela autoridade policial”.
Em suas declarações, o presidenciável nega irregularidades e diz que todos os recursos do filme foram privados. Em maio, mensagens reveladas pelo portal Intercept Brasil mostram que Flávio pediu ao banqueiro Daniel Vorcaro R$ 131 milhões para a produção da obra, dos quais R$ 60 milhões foram pagos, de acordo com planilhas apreendidas pela PF.
Desde então, Flávio reforça que não houve irregularidades envolvendo o filme. “Não há um centavo de dinheiro público. Pode revirar do avesso”, disse Flávio ainda nesta quinta-feira (10), em ato de campanha em Roraima.
A fala ocorreu logo após a Polícia Federal deflagrar, nesta quinta, a Operação Make Up relacionada ao financiamento do filme "Dark Horse", que teve como alvos as ONGs de Karina Gama, produtora do filme, e o deputado federal Mário Frias (PL-SP). Ao todo, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. A ação foi determinada pelo ministro Flávio Dino.
O ministro André Mendonça, conforme determinado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, levantou no final da noite desta quinta-feira (10) o sigilo de diversas investigações relacionadas ao escândalo do Banco Master. Mendonça, entretanto, manteve em segredo de justiça algumas delas, como a petição que investiga o repasse de recursos por Daniel Vorcaro para um fundo de investimento nos Estados Unidos com o objetivo de financiar a produção do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O presidente do STF, na decisão em que solicitou a retirada do sigilo das investigações do caso Master que tramitam na Corte, autorizou André Mendonça a manter em sigilo o que poderia prejudicar investigações futuras operações e diligências sobre o caso.
Nesse sentido, Mendonça manteve fechadas as informações sobre o repasse para o filme “Dark Horse” e também a petição que investiga a relação entre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima. Outra investigação mantida em sigilo por Mendonça foi aquela revelada pela Polícia Federal no relatório de inteligência enviado para o ministro Alexandre de Moraes, sobre Antônio Rueda e ACM Neto.
Os documentos relacionados à relação entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro estão na lista de processos que se tornaram públicos após determinação de André Mendonça. Os documentos desse processo, entretanto, já tinham sido liberados na última semana por decisão do próprio Mendonça.
Na noite desta quinta, o ministro André Mendonça tornou público 14 procedimentos sob sua relatoria no STF. Entre eles estão dois dos principais inquéritos que detalham a engenharia financeira que levou ao rombo bilionário do Banco Master.
O principal deles é o inquérito 5026, da Operação Compliance Zero. Ele foi criado quando o processo ainda estava sob relatoria do ministro Dias Toffoli, momento em que o magistrado determinou a remessa do inquérito que tramitava na Justiça Federal contra Daniel Vorcaro e outros suspeitos.
É a partir deste inquérito que outras investigações foram ramificadas. Entre as que tiveram o sigilo levantado por André Mendonça, cinco tratam direta ou indiretamente das operações de prisão e busca e apreensão contra os envolvidos no grupo chamado “A Turma”, utilizado por Vorcaro para intimidação e perseguição de adversários e desafetos.
Outro inquérito, que investiga a cooptação de influenciadores, o chamado “Projeto DV”, para influenciar a percepção pública sobre Vorcaro e o Banco Master, também teve seu sigilo levantado pelo ministro André Mendonça.
Também consta no material liberado por André Mendonça as informações sobre o pagamento de viagens e jantares internacionais por Daniel Vorcaro para os dois servidores do Banco Central acusados de atuar para favorecer o Banco Master. É o que afirma a Polícia Federal nos relatórios enviados ao STF.
De acordo com a investigação, Vorcaro teria custeado parte de uma viagem do ex-chefe de Supervisão Bancária do BC, Belline Santana, junto com a esposa para Paris, assim como do ex-diretor de Fiscalização Paulo Sérgio Neves de Souza para a Disney, nos Estados Unidos.
Segundo a investigação, Vorcaro teria organizado uma viagem de Belline e da esposa para Paris. O ex-banqueiro “tratou diretamente com prestadores de serviços no exterior sobre reservas de restaurantes, recepção e logística, chegando inclusive a encaminhar o contato pessoal do servidor para que a programação fosse finalizada”, diz a PF.
A decisão tomada por Edson Fachin sobre as investigações do Banco Master ocorre às vésperas da sessão extraordinária do Supremo marcada para 15 de setembro. O plenário deverá analisar a controvérsia envolvendo o relatório da Polícia Federal que revelou diálogos entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. A Procuradoria-Geral da República (PGR) questiona a validade dessa parte da investigação e pediu a nulidade do relatório.
O levantamento do sigilo, na visão de Fachin, teve como objetivo permitir que os demais integrantes do STF tenham acesso ao conjunto de informações relacionadas ao caso antes da sessão.
Renan Santos, candidato do partido Missão à presidência, disse acreditar que novas revelações sobre o filme “Dark Horse” não farão o eleitor do senador Flávio Bolsonaro mudar seu voto. Renan postou um vídeo em suas redes sociais nesta quinta-feira (10) para comentar a operação autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o deputado Mário Frias (PL-SP) e outras pessoas envolvidas com possível uso de dinheiro público para financiar o filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“É óbvio que houve roubalheira no caso Dark Horse, é óbvio que havendo justiça no país, e eu não estou dizendo que haverá, alguns serão presos, e isso vai incluir membros da família do próprio Flávio, e é óbvio que o eleitor do Flávio não liga. Isso não vai mudar nada. O eleitor que vota no Flávio vai olhar isso e falar, dane-se”, afirmou o candidato.
Para Renan Santos, o eleitor do Flávio Bolsonaro já superou denúncias como a das rachadinhas na época em que ele era deputado estadual, já aturou informações sobre a relação do senador com o advogado Willer Tomaz, envolvido no escândalo do INSS, além de outros casos, como compra de mansão com financiamento abaixo dos juros de mercado pelo BRB.
“Eles já aturaram de tudo. Agora vem o escândalo Dark Horse, mas esse pessoal não tem salvação. A desculpa que se usa agora é ´melhor ele do que a turma do Lula´, mas eles estão nos mesmos escândalos, e no primeiro turno o eleitor pode votar em outra pessoa”, afirmou o candidato do Missão.
Ainda no seu vídeo, Renan Santos disse acreditar que a população brasileira “gosta de bandido”, citando, além das denúncias sobre Flávio Bolsonaro, o alto número de seguidores de pessoas como as influenciadoras Virgínia e Deolane Bezerra.
“É muito difícil pegar um eleitor que ama bandido e fala para ele não amar o seu bandido porque ele é bandido. E nem que as pessoas amam o Flávio, elas amam o Jair, e vão se juntando ao Flávio por conveniência”, explicou o candidato do Missão.
Relatório do Coaf citado na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), indica que a deputada Bia Kicis, do PL do Distrito Federal, teria movimentado, de maneira atípica, um total de R$ 3,4 milhões no período de um ano. A informação foi divulgada pela coluna Tácio Lorran, do site Metrópoles, nesta quinta-feira (10).
O nome da deputada bolsonarista apareceu na investigação comandada por Flávio Dino sobre envio de emendas parlamentares e dinheiro público para o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, devido ao registro de um repasse pontual de R$ 500,00 realizado a ela pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP), um dos alvos da investigação. Segundo o relatório do Coaf, Bia Kicis teria movimentado, entre maio de 2025 e maio de 2026, R$ 1,7 milhão em créditos e R$ 1,7 milhão em débitos.
Bia Kicis também aparece na investigação por ter destinado emenda parlamentar à ANC (Academia Nacional de Cultura), entidade presidida por Karina Gama, alvo da operação Make Up, que investiga suspeitas de irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse”. Os recursos foram destinados, por meio do Governo de São Paulo, ao projeto “Heróis Nacionais”.
O documento da investigação afirma que a emenda não teve execução financeira e que, até a data da análise, nenhum valor havia sido transferido para a ANC. Os registros do Portal da Transparência, porém, mostram que os recursos foram empenhados e pagos ao Estado de São Paulo.
Como deputada federal, Bia Kicis tem salário de R$ 46.366,19. Nas eleições deste ano, em que concorre a uma das duas vagas de senadora pelo Distrito Federal, Kicis declarou possuir um imóvel no Lago Sul avaliado em R$ 1,2 milhão e R$ 100 mil em depósitos bancários.
O candidato a presidente pelo Avante, o escritor Augusto Cury, condicionou o seu apoio a Flávio Bolsonaro (PL), em um eventual segundo turno, se ele explicar de que forma foi gasto o dinheiro repassado por Daniel Vorcaro, do Banco Master, para o filme “Dark Horse”. Em entrevista nesta quinta-feira (10), Cury recusou ficar neutro caso não avance para o segundo turno, mas apresentou condições para apoiar Flávio.
"Não ficaria neutro. Mas em relação ao Flávio, ele tem que provar que não tem corrupção. Ele tem que provar para onde foi o dinheiro do ´Dark Horse´. Tem um longa-metragem meu sendo rodado agora com quase um décimo do valor do filme do pai dele, para se ter uma ideia”, afirmou o candidato.
Augusto Cury deu um salto nas últimas semanas nas pesquisas de intenção de voto, passando de 2% em média para 10%, como mostram levantamentos recentes. O escritor disse que se Flávio Bolsonaro quiser seu apoio, precisa garantir que vai utilizar o plano de governo feito por ele e o Avante.
“Ele tem que pegar o meu plano de governo, ir no cartório e assinar, que vai executá-lo. Se ele fizer isso, as pessoas que me seguem estão liberadas a votar nele”, disse o psiquiatra.
Já sobre um eventual apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cury afirmou que “em hipótese nenhuma” estará ao lado do líder petista. O escritor argumentou ainda que sua candidatura é o “pesadelo” de Lula, já que, ao contrário do presidente, ele não tem histórico de corrupção.
“Eu não vou apoiar o Lula, claramente, no segundo turno, e eu creio que eu vou estar no segundo turno fortemente com o meu time. O pesadelo do Lula, com muito respeito, é a minha candidatura, porque eu não tenho história de corrupção”, declarou Augusto Cury.
Questionado sobre sua estratégia para chegar ao segundo turno, Augusto Cury disse que iria partir para um confronto sério com Lula, mas sem ataques pessoais.
“Se o pai não conseguiu tirar o Lula, o filho, muito menos. E o sonho do Lula é ter Flávio Bolsonaro no segundo turno”, explicou.
Em outra entrevista, ao portal Money Times, o candidato do Avante explicou porque, na opinião dele, sua candidatura teria parado de crescer após um repentino salto nas pesquisas. Para o escritor, houve um “mutirão” de robôs e “haters” com ataques para estancar o crescimento dele entre os eleitores.
“A indústria dos haters entrou pesadamente. É inacreditável. Minha esposa falou: ‘querido, que mundo é esse, um show de agressão, onde as pessoas querem construir e desconstruir a imagem um do outro?'”, lamentou Cury sem detalhar de onde teriam partido os ataques verificados contra ele nas redes sociais.
A Polícia Federal apreendeu sete armas de fogo do deputado federal Mario Frias (PL-SP) durante buscas realizadas em endereços do parlamentar em meio a operação relacionada ao financiamento do filme "Dark Horse". Também foram levados computador e celular que serão analisados pelos investigadores.
Segundo informações de Bruna Megale, no O Globo, as armas, que estavam registradas em nome de Frias, foram encontradas em outro endereço, diferente do declarado, e em situação irregular. A PF vai apurar o crime de posse ilegal de arma de fogo.
O deputado é um dos principais alvos da investigação, que apura um suposto desvio de emendas parlamentares para a realização da obra. Os agentes cumprem 49 mandados de busca e apreensão, determinados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O deputado destinou R$ 2 milhões em emendas em 2024 ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Gama, dona da produtora Go Up, responsável pelo filme.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) fechou um acordo de colaboração premiada com o empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, dono da Entre Investimentos e Participações, que teria sido utilizada para realizar repasses de dinheiro entre o banqueiro Daniel Vorcaro e a produção do filme “Dark Horse”. A informação foi divulgada pela jornalista Malu Gaspar nesta quinta-feira (3), no jornal O Globo.
Freixo Júnior é operador do mercado financeiro e a sua delação seria a segunda acordada no caso Master. A primeira foi a de João Carlos Mansur, dono da gestora Reag, que administrava os fundos usados por Vorcaro para esconder dinheiro, que já foi encaminhada para análise do ministro André Mendonça, relator do caso.
O grupo Entre é controlador da revista IstoÉ e da Entrepay, que sofreu liquidação extrajudicial pelo Banco Central em março deste ano. Em janeiro deste ano, a empresa foi alvo de busca e apreensão em meio às investigações do caso Master.
Segundo Malu Gaspar, o acordo de Antonio Freixo Júnior conta com detalhes sobre os pagamentos que fez a pedido de Vorcaro para a cinebiografia de Jair Bolsonaro, “Dark Horse”. O filme se tornou amplamente conhecido após virem à tona mensagens do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), em que ele cobra dinheiro de Vorcaro supostamente para a produção do longa-metragem.
Nos anexos entregues aos investigadores, o empresário detalhou remessas que fez ao exterior para o fundo Havengate, sediado no Texas, nos Estados Unidos, e administrado pelo advogado de imigração Paulo Calixto, próximo do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL).
O acordo de Freixo Júnior já foi encaminhado para o gabinete de Mendonça, a quem caberá decidir se o homologa ou não. Não há prazo para Mendonça analisar o material e as cláusulas do acordo.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, ingressou com representação no Conselho de Ética contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), alegando quebra de decoro parlamentar. Segundo o partido, o senador e candidato a presidente teria mentido em uma entrevista à Globonews, no mês de maio, sobre pagamentos para o filme “Dark Horse” feitos pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
A representação do PT destaca que o senador pelo Rio de Janeiro afirmou, em entrevista à GloboNews, no mês maio, que o último pagamento de Vorcaro para o filme “Dark Horse” havia sido feito em maio de 2025. No entanto, reportagem da revista Piauí, publicada nesta semana, revelou que o dono do Master realizou um novo pagamento em setembro de 2025.
Na ocasião, foi feita uma nova transferência de US$ 1,6 milhão, mais de R$ 8 milhões na cotação atual, para o fundo Havengate, nos Estados Unidos, responsável pela gestão financeira do filme.
“A utilização da autoridade política do cargo em tratativas privadas de grande vulto, seguida de negativas ou explicações conscientemente desconformes com documentos, constitui irregularidade grave no desempenho do mandato e violação do dever de dignidade e respeito à coisa pública e à vontade popular”, afirma a representação do PT.
Outro ponto questionado pelo partido foram as versões conflitantes que Flávio Bolsonaro apresentou sobre os recursos de Vorcaro para o filme a respeito da vida de seu pai, Jair Bolsonaro. Na mesma entrevista à Globonews, Flávio Bolsonaro nega ter proximidade com o banqueiro preso, mas as evidências, segundo o PT, apontam o contrário.
“A relação íntima e financeira prosseguiu até as vésperas de o banqueiro ser preso pela Polícia Federal, quando as suspeitas de fraudes e gestão temerária do Banco Master e ações de intervenção do Banco Central já eram de conhecimento público”, salienta a representação enviada ao Conselho de Ética.
No final do documento, protocolado no Conselho de Ética do Senado, o Partido dos Trabalhadores pede “a devida condenação” do senador Flávio Bolsonaro por violação do decoro parlamentar. O pedido não tem data para ser analisado pelo Conselho de Ética do Senado, que não se reúne desde julho de 2024.
Os gastos de R$ 75 milhões com o filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, voltaram à ordem do dia em Brasília, depois de um longo tempo sem novas informações a respeito do tema. Nesta segunda-feira (24), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu ao pedido da Polícia Federal e autorizou que a corporação tenha acesso aos dados da operação contra a produtora do filme.
Pela decisão de Dino, a Polícia Federal poderá acessar informações obtidas após uma operação, realizada em junho pela Polícia Civil de São Paulo, contra Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”. A ação da Polícia Civil mirou suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos.
Também nesta segunda (24), o senador Flávio Bolsonaro sinalizou à imprensa, por meio de interlocutores, que não vai apresentar a prestação de contas do que foi gasto para a realização do filme. Em maio, quando vieram à tona vazamentos da sua conversa com o banqueiro Daniel Vorcaro e o pedido de R$ 61 milhões para fazer o filme, o senador do PL disse publicamente que apresentaria “em no máximo 30 dias” a prestação de contas sobre os recursos repassados a “Dark Horse”.
De acordo com a CNN, a justificativa dada por Flávio Bolsonaro é de que ele não tem acesso a todos os dados necessários para fazer a prestação de contas, já que o filme é feito pela produtora Go Up Entertainment.
Nos bastidores, a campanha de Flávio Bolsonaro admite que o candidato errou ao se precipitar em anunciar uma prestação de contas pública sem que fosse possível ter acesso aos dados. E que o candidato a presidente não tem ligação direta com a administração dos recursos e que uma eventual publicidade dos dados depende apenas da produtora.
Integrantes da campanha dizem ainda que a responsabilidade pela prestação de contas é e sempre foi da produtora, já que o contrato para a execução do filme foi feito por ela. Entretanto, foi Flávio Bolsonaro quem apareceu em áudios pedindo dinheiro para o filme, e falando com Vorcaro da necessidade de efetuar pagamentos aos atores, à equipe etc.
A Polícia Federal suspeita que os recursos possam ter sido destinados para custear a vida de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, já que o dinheiro dado por Vorcaro passou pela conta do advogado do ex-deputado. Um inquérito sob relatoria do ministro André Mendonça foi aberto em 21 de julho para apurar essas suspeitas.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (23) a abertura de um inquérito para investigar repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme "Dark Horse", uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão de Mendonça atende a um pedido da Polícia Federal, que teve manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República para abertura do inquérito. O próprio ministro do STF pediu à PGR uma manifestação sobre o caso.
O filme "Dark Horse" ganhou notoriedade após a divulgação, pelo site Intercept Brasil, de conversas entre o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master, em que o filho de Jair solicita recursos para financiar a produção cinematográfica.
os repasses de R$ 61 milhões feitos por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ);
a eventual destinação de parte desse recurso para bancar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos;
e a indicação de emendas parlamentares para entidades ligadas à produtora do filme.
O g1 apurou que, no inquérito aberto a partir da decisão de Mendonça nesta quinta, a PF vai investigar tanto os repasses de Vorcaro para a cinebiografia de Jair Bolsonaro como a suposta destinação de recursos para Eduardo Bolsonaro.
A questão da indicação de emendas parlamentares já é apurada em um inquérito aberto pelo ministro Flávio Dino, relator do tema no STF.
REPASSSES MILIONÁRIOS
O valor de R$ 61 milhões foi divulgado em maio pelo site The Intercept Brasil, que obteve trocas de mensagens entre o senador e o ex-banqueiro. A PF quer confirmar a quantia.
O dinheiro chegou a um fundo responsável pelo financiamento do filme "Dark Horse", nos EUA, por meio de uma empresa que já era suspeita de integrar o ecossistema de fraudes do Master, a Entre Investimentos e Participações.
Um dos objetivos da PF será saber se o dinheiro foi repassado em troca de algum favor prestado pelo senador ou por seu grupo político.
Flávio, que é pré-candidato à Presidência, nega qualquer irregularidade no episódio e afirma que apenas pediu um financiamento privado para o filme de seu pai.
Atendendo às manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (23) a abertura de inquérito e o início de uma investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
No início do mês de julho, o ministro havia enviado à PGR um pedido feito pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) para a investigação sobre eventuais irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse” por parte do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Em resposta a Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, disse que há elementos suficientes para pedir a abertura formal de um inquérito que apure os repasses.
O pedido do deputado Lindbergh Farias ao STF foi feito após o site The Intercept Brasil revelar, no mês de maio, que Daniel Vorcaro repassou ao menos R$ 61 milhões para financiar o filme. A reportagem mostrou que Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, pediu dinheiro para o ex-banqueiro.
A negociação inicialmente envolvia um valor maior, de R$ 134 milhões para financiar “Dark Horse”. Segundo Lindbergh, apesar de mensagens revelarem que Flávio pediu dinheiro para o filme, é preciso investigar para onde foram os recursos, quem os recebeu, quem os intermediou e se houve desvio de finalidade.
Na mesma linha, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pediu a abertura de investigação para apurar o envio de recursos de Daniel Vorcaro aos EUA sob a justificativa de financiar o filme.
O caso era inicialmente relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, mas o presidente do STF, Edson Fachin, no final do mês de junho, redistribuiu o pedido para que ele fosse conduzido por André Mendonça. O motivo é que Mendonça já relata outros inquéritos com relação ao “Dark Horse”.
A Controladoria-Geral da União (CGU) iniciou uma auditoria para apurar se recursos de emendas parlamentares destinados a entidades ligadas à produtora do filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, foram desviados para financiar a produção. O resultado será encaminhado ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso.
O foco da auditoria é rastrear o caminho do dinheiro público repassado a entidades comandadas pela empresária Karina da Gama, produtora do longa. Os auditores vão verificar se os recursos foram aplicados nos projetos previstos nas emendas ou se houve desvio de finalidade para custear o filme.
Entre os casos analisados está uma emenda de R$ 2 milhões destinada pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP) ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à produtora.
A defesa de Frias negou qualquer irregularidade ao STF e afirmou que os recursos foram aplicados em projetos de inclusão digital, letramento, empreendedorismo e atividades esportivas voltadas a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Os advogados também sustentaram que não há provas de que o dinheiro tenha sido usado para financiar "Dark Horse".
A CGU deverá analisar documentos, prestações de contas e a execução dos projetos apresentados pelas entidades beneficiadas. As conclusões poderão subsidiar a investigação em curso no STF, onde já são apurados os repasses públicos às entidades ligadas à produtora e a suspeita de financiamento indireto do filme.
Em meio a um debate interno na campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o melhor momento para a estreia do filme “Dark Horse”, se antes ou depois das eleições, a Paris Filmes, considerada uma das maiores distribuidoras cinematográficas do Brasil e da América Latina, recusou uma proposta para estar à frente da exibição mundial da biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com informações obtidas pelo SBT News, a Go Up, produtora responsável pelo longa-metragem, afirmou que as negociações de distribuição “fazem parte da estratégia comercial do projeto e seguem em andamento”. Outras empresas do setor estão sendo procuradas, mas, segundo pessoas próximas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nenhum contrato foi fechado até o momento.
Após a publicação da matéria, a Paris Filmes confirmou ao SBT News que decidiu não avançar com a distribuição do filme.
“A Paris Filmes informa que, como distribuidora atuante no mercado cinematográfico brasileiro, é frequentemente procurada por produtoras nacionais e estrangeiras para avaliar oportunidades de distribuição de diversos projetos. Nesse contexto, a empresa foi contatada há um tempo para avaliar eventual interesse comercial na distribuição do filme Dark Horse”, diz o comunicado da empresa.
“Após análise interna, a Paris Filmes decidiu não avançar com a distribuição do longa. A distribuidora esclarece que não há negociação em curso, compromisso firmado ou contrato de distribuição relacionado ao filme”, finaliza a distribuidora internacional.
A princípio, o lançamento do filme “Dark Horse” estava previsto para acontecer antes das eleições presidenciais, marcadas para o início de outubro. Problemas financeiros na reta final da produção somados ao temor do impacto político na candidatura de Flávio Bolsonaro adiaram a data de estreia.
Segundo informações do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o temor de aliados do senador Flávio Bolsonaro é que a chegada da produção aos cinemas reabra as especulações sobre as relações entre o presidenciável e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. Já o ex-deputado Eduardo Bolsonaro defende que o filme, exibido ao público pela primeira vez na semana passada, em Las Vegas, vai ajudar a eleger seu irmão.
O site The Intercept revelou, nesta terça-feira (9), que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro possuía uma tabela com o cronograma de pagamentos a serem realizados ao fundo Havengate Development Fund, que seria responsável pelo financiamento do filme biográfico de Jair Bolsonaro, "Dark Horse".
O documento divulgado pelo site é uma planilha intitulada “Funding Schedule”, enviada em 7 de agosto de 2025 pelo empresário Thiago Miranda a Daniel Vorcaro. O cronograma previa 14 desembolsos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. As duas primeiras parcelas foram de 2 milhões de dólares cada, inicialmente previstas para 20 e 25 de janeiro de 2025, mas efetivamente pagas em 13 de fevereiro e em 24 de março, segundo a planilha.
As outras 12 foram fixadas em 1,66 milhão de dólares cada. A primeira delas também foi paga em 24 de março, outras duas em 25 de abril e mais uma em 29 de maio. Ao final do cronograma, o total recebido indica uma soma de 10,6 milhões de dólares.

Foto: Reprodução / The Intercept
Na mensagem, o empresário teria escrito, segundo o intercept, “Duas em atraso e está para vencer a terceira agora em agosto”. Miranda recebeu uma resposta curta de Vorcaro: “Segunda fazemos duas”.
Ainda de acordo com a reportagem, Vorcaro volta a discutir o tema com o pastor Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro do banqueiro. Mensagens divulgadas apontam que Vorcaro encaminhou o documento a Zettel e deu orientações: "precisa me ajudar controlae isso” e “tem que pagar a segunda e a terceira”.

Foto: Reprodução / The Intercept
COMPROVANTE DE PAGAMENTO
O Intercept divulgou ainda um comprovante de uma operação financeira que teve como remetente a Entre Investimentos e Participações Ltda. O pagamento . O pagamento teria sido processado por meio do Banco BS2 e destinado a uma conta do Havengate vinculada ao JPMorgan Chase Bank.
Segundo a reportagem, o extrato seria referente a primeira transferência internacional para financiar “Dark Horse”.

Foto: Reprodução / The Intercept
Mais de 65% dos brasileiros afirmam que Flávio Bolsonaro errou ao pedir dinheiro para Daniel Vorcaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) errou ao pedir dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa foi a visão da grande maioria dos entrevistados da nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10).
De acordo com a pesquisa, 65% disseram que o candidato a presidente do PL errou ao pedir cerca de R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro para financiar o filme. Já para 17% dos entrevistados pela Genial/Quaest, Flávio Bolsonaro acertou em pedir o financiamento e não viram nada demais na situação.
Em outro questionamento da pesquisa, 60% disseram que, pelo que foi ouvido até aqui, consideraram suspeitas as conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Outros 19% acreditaram que as relações entre o senador e o banqueiro foram “normais”, e 21% não sabem ou não responderam.
A Genial/Quaest também perguntou aos brasileiros se o presidenciável Flávio Bolsonaro poderia estar escondendo algum tipo de envolvimento ilegal no caso do Banco Master. Para 58%, Flávio poderia sim estar escondendo informações e ilegalidades, enquanto 27% negaram que ele estivesse envolvido em algo ilegal.
A percepção de que o senador Flávio Bolsonaro “errou” na sua relação com Vorcaro foi majoritária entre lulistas (76%), esquerdistas não lulistas (87%), independentes (67%) e direitistas não bolsonaristas (53%). Entre os bolsonaristas, houve empate entre quem considerou que o pré-candidato devia ter evitado pedir financiamento e quem não viu nada de mais na negociação: 42%.
Outro recorte da pesquisa mostrou que 62% dos entrevistados acreditam que o senador do PL sabia que Vorcaro estava envolvido em corrupção, e mesmo assim pediu dinheiro a ele para o filme. Para outros 26%, Flávio Bolsonaro não sabia que Vorcaro seria corrupto.
O instituto Genial/Quaest ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. O nível de confiança da pesquisa é de 95%, a pesquisa foi registrada junto à Justiça Federal sob o número BR-07661/2026.
Parlamentares de esquerda acionaram o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, para solicitar que o financiamento do documentário "Dark Horse", que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, seja investigado no âmbito do inquérito do Banco Master, sob relatoria do ministro. A informação foi originalmente revelada pelo Lauro Jardim, do jornal O Globo.
De acordo com a petição apresentada à Corte, há indícios de conexões entre o núcleo econômico-financeiro ligado ao banco e a produção do longa-metragem, que foi financiado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Os parlamentares também apontam suspeitas envolvendo a produtora e a Organização Não Governamental (ONG) associadas ao filme, além de contratos firmados com a Prefeitura de São Paulo.
RECURSOS PÚBLICOS
O documento enviado ao STF cita, como exemplo, uma recente operação realizada pela Polícia Civil de São Paulo que investiga suspeitas de irregularidades no programa municipal "Wi-Fi Livre SP", voltado à instalação de pontos públicos de internet. Entre os alvos dessa apuração em território paulista figuram entidades relacionadas ao documentário "Dark Horse" e a produtora Karina Gama.
Outro ponto destacado pelos parlamentares refere-se ao patrocínio de R$ 3,5 milhões concedido pelo município de São Paulo a uma feira gospel. A organização desse evento evangélico também esteve sob a responsabilidade de Karina Gama.
Para os autores da petição, as transações financeiras revelam um "eixo comum" e uma possível circulação de verbas públicas e privadas envolvendo o mesmo grupo de pessoas, entidades e estruturas empresariais, o que justificaria a unificação dos casos sob a relatoria do ministro André Mendonça.
"A apuração fragmentada pode impedir a compreensão global dos fatos, especialmente quanto à origem, circulação, destino e eventual triangulação de recursos", sustenta trecho da petição à qual o jornal O Globo teve acesso.
Os deputados Luciene Cavalcante (Psol) e Carlos Giannazi (Psol), em conjunto com o vereador paulistano Celso Giannazi, solicitaram que o magistrado determine a preservação de todos os documentos, mensagens e registros de comunicação dos envolvidos. Eles também pedem que o STF requisite o envio de inquéritos policiais e processos administrativos em andamento em outros órgãos que versem sobre o tema.
Em outra frente de investigação na Suprema Corte, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste a respeito de um pedido para ampliar o escopo do inquérito que apura a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A manifestação solicitada visa avaliar a inclusão do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro no rol de investigados desse caso.
A Polícia Civil de São Paulo realiza, nesta segunda-feira (1°), uma operação contra a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), suspeita de fraude em um contrato com a Prefeitura de São Paulo no valor de R$108 milhões para instalação de wi-fi na cidade. Segundo a investigação, o contrato de R$108 milhões subiu para R$157,1 milhões, com aditivos assinados pela gestão do Prefeito Ricardo Nunes (MDB) e repassados à ONG.
O instituto é de propriedade da empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora Go UP Entertainment Ltd, que também produz o filme sobre a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), intitulado Dark Horse.
A operação da Políca Civil nesta segunda cumpre mandados de busca e apreensão nos endereços ligados à Karina Ferreira da Gama e também na sede da Secretaria Municipal de Tecnologia e Inovação, responsável pelo contrato entre a gestão municipal e a ONG.
Informações do G1 apontam que tanto a ONG quanto a empresa do filme funcionam constam juridicamente no mesmo endereço da Avenida Paulista, onde a entidade não está mais instalada oficialmente. As duas sedes mudaram para endereços na rua Hadock Lobo, nos Jardins, sem atualização oficial nos registros estaduais e federais.
O inquérito da Polícia Civil apura que pelo menos R$26 milhões total repassados pela Prefeitura foram usados pela ONG sem a devida prestação do serviço à cidade de São Paulo, o que configura possível desvio de recursos públicos. As informações da ocorrência dizem que “as investigações desenvolvidas apontaram possível cenário de grave comprometimento da lisura administrativa e financeira desde a origem da contratação da organização parceira”.
A polícia também afirma que os valores de mercado cobrados pela ONG para a prestação do serviço estão acima do valor do mercado e das próprias empresas da Prefeitura de São Paulo. O contrato com a Prefeitura de São Paulo previa a instalação de 5 mil pontos de wi-fi gratuito na periferia até junho de 2025, mas, até a presente data, apenas 3.200 foram instalados. Ao menos três aditivos foram assinados mudando a data de entrega total do serviço.
“Evidenciou-se flagrante discrepância de valores em comparação com os parâmetros de mercado e contratações pretéritas. Enquanto a PRODAM, empresa pública municipal de tecnologia de São Paulo, prestava serviços idênticos pelos custos de R$ 230,00 para implantação por ponto e R$ 306,00 para manutenção mensal por ponto, o acordo firmado com o Instituto Conhecer Brasil estipulou o pagamento fixo mensal de R$ 1.800,00 por ponto de internet instalado, gerando um custo injustificadamente superior para a municipalidade”, declarou o delegado da Polícia Civil, responsável pelo caso.
Por meio de nota, a empresa Complexsys Soluções Integradas Ltda., do empresário André Feldman, relatou que “acompanha com serenidade a investigação atualmente conduzida pelas autoridades competentes e que é mera prestadora de serviços da OSC Instituto Conhecer Brasil”.
“Importa registrar que inexistem, até o presente momento, conclusões definitivas aptas a justificar qualquer juízo de responsabilidade em desfavor da empresa a que prestamos serviços técnicos, razão pela qual se impõe a observância dos postulados constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência. A empresa permanece à disposição das autoridades para os esclarecimentos necessários."
O trailer do filme “Dark Horse”, cinebiografia que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), teve bastidores divulgados pelo portal Metrópoles e pelo então pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) ainda na terça-feira (19). A publicação do parlamentar ocorreu após o vídeo vazar nas redes sociais.
Confira o trailer abaixo:
Antes da divulgação na internet, Flávio Bolsonaro já havia exibido a prévia do longa-metragem durante uma reunião fechada com lideranças do Partido Liberal (PL).
Em declaração à imprensa, o senador comentou sobre a recepção do material pelos colegas de partido: "Inclusive eu tive a oportunidade de passar um trailer aqui, na sala, para os parlamentares. Acho que gostaram bastante do trailer de dois minutos", revela.
A cinebiografia conta com a direção do cineasta norte-americano Cyrus Nowrasteh, conhecido em Hollywood por conduzir dramas de teor político e religioso, a exemplo de "O Apedrejamento de Soraya M." (2008) e "O Jovem Messias" (2016).
A estrutura narrativa do filme se inicia a partir do atentado sofrido por Jair Bolsonaro. A prévia editada destaca momentos marcantes da biografia do ex-presidente, incluindo o período de recuperação hospitalar, debates eleitorais e o casamento com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
O filme 'Dark Horse', que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, está sendo alvo de uma representação enviada à Procuradoria-Geral da República, que pede a abertura de investigação sobre os recursos usados na produção do longa, financiado por parte da fortuna desviada por Daniel Vorcaro.
As informações são da coluna de Lauro Jardim, do jornal 'O Globo'.
A PGR confirmou o recebimento da representação, que pede para que o órgão adote medidas cautelares para bloquear eventuais receitas de bilheteria do longa no Brasil, e informou que o caso foi encaminhado à Assessoria de Controle Extrajudicial para análise preliminar.
A justificativa para o pedido é que o investimento feito no longa pode ter sido de recursos hoje investigados pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal, já que o Banco Master está sendo acusado de cometer uma fraude bilionária.
De acordo com a publicação, o argumento central da representação é o de que o aporte feito por Vorcaro no projeto, de R$ 61 milhões, poderia configurar tentativa de ocultação ou circulação de patrimônio em meio às investigações sobre o rombo do banco.
No documento, são mencionados ainda as apurações que miram a recuperação de cerca de R$ 50 bilhões atribuídos ao colapso do negócio de Vorcaro, incluindo recursos ligados ao Fundo Garantidor de Créditos e a fundos previdenciários estaduais.
Na última terça-feira (19), o longa foi alvo de denúncias de más condições de trabalho durante as gravações realizadas em São Paulo. Ao menos 15 profissionais procuraram o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado de São Paulo (Sated-SP) relatando agressões físicas, assédio moral, atrasos salariais e revistas pessoais consideradas constrangedoras nos bastidores da produção.
Já no início da semana, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a abertura de uma investigação sobre o financiamento do longa 'Dark Horse', que conta a história de Jair Bolsonaro, para impedir o lançamento da produção antes das Eleições 2026.
A produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi alvo de denúncias de más condições de trabalho durante as gravações realizadas em São Paulo. Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, ao menos 15 profissionais procuraram o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado de São Paulo (Sated-SP) relatando agressões físicas, assédio moral, atrasos salariais e revistas pessoais consideradas constrangedoras nos bastidores da produção.
Ainda de acordo com os relatos, trabalhadores atuavam sem os contratos obrigatórios previstos para o setor audiovisual. O relatório sobre as condições de trabalho foi elaborado pelo sindicato em dezembro do ano passado, mas, segundo a vice-presidente do Sated-SP, Ângela Couto, as pendências seguem sem solução.
Ela afirmou que a produtora GOUP Entertainment chegou a firmar um acordo inicial para regularizar a situação e apresentar os contratos dos profissionais envolvidos, mas posteriormente teria recuado.
“A Go Up se recusou posteriormente a cumprir o trato inicial”, declarou a dirigente sindical.
O caso também passou a ser investigado pelo Ministério Público do Trabalho. A Procuradoria Regional do Trabalho de São Paulo instaurou, em 16 de abril, um inquérito para apurar denúncias de assédio moral e agressões físicas durante as filmagens.
Segundo o MPT, a investigação segue em andamento.
A vice-presidente do sindicato ainda afirmou que a produtora alegou que parte das contratações havia sido feita por meio de empresas, e não diretamente com pessoas físicas, o que, na avaliação do Sated, pode configurar “pejotização” irregular das relações de trabalho.
Uma fonte ouvida reservadamente pela reportagem relatou que havia problemas recorrentes de organização no setor de figuração, com parte dos contratados sem experiência prévia em produções audiovisuais. Em algumas gravações, segundo o relato, mais de 150 figurantes participavam das cenas, em meio a reclamações sobre alimentação, cronograma e logística no set.
O filme Dark Horse também esteve no centro de outra polêmica nos últimos dias após reportagens apontarem suposta participação do banqueiro Daniel Vorcaro no financiamento da obra. A produtora e aliados do ex-presidente negaram irregularidades.
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a abertura de uma investigação sobre o financiamento do longa 'Dark Horse', que conta a história de Jair Bolsonaro, para impedir o lançamento da produção antes das Eleições 2026. As informações são da colunista Malu Gaspar, do jornal 'O Globo'.
A movimentação, junto ao grupo Prerrogativas, tem como propósito evitar que o filme funcione como uma "peça de comunicação política" para a campanha de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência do Brasil.
O grupo ainda aponta que o filme, que recebeu R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro, pode ser configurado como propaganda eleitoral “dissimulada”, financiada por "recursos milionários de origem suspeita, com indícios de abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação, caixa 2, doação empresarial indireta e lavagem de dinheiro".
“O conjunto de fatos revela possível engrenagem de financiamento político paralelo: agentes políticos, banqueiro investigado, estrutura empresarial estrangeira, fundo no exterior, contratos privados, valores milionários, obra de exaltação política e lançamento estratégico no período eleitoral.”
Na representação que foi obtida pela coluna de Gaspar, os aliados de Lula traçam um paralelo entre “Dark horse” e um precedente do próprio TSE de 2022, quando a Corte Eleitoral suspendeu a divulgação durante as eleições do documentário “Quem mandou matar Jair Bolsonaro?”, da produtora de vídeos de direita Brasil Paralelo.
“A aplicação do precedente ao caso ‘DarkHorse’ é direta. A obra também envolve Jair Bolsonaro, também possui conteúdo de alta relevância política, também se projeta sobre eleição presidencial e também pode ser lançada em momento sensível do calendário eleitoral”, afirma a ação.
"Dark Horse", cinebiografia que retrata a história política do ex-presidente Jair Bolsonaro, estreia em setembro deste ano, cercada de polêmicas e contando com retratações de personalidades como o presidente Lula e a ex-ministra Damares Alves. O Globo teve acesso a uma versão atualizada do roteiro do longa. Algumas passagens da história chamam a atenção, como a menção de uma enfermeira que seria "adoradora de Lula", além de citar "marxistas drogados".
O presidente Lula é mencionado em muitos momentos do roteiro, porém sempre em imagens de arquivo e citado por outros personagens; Lula não aparece como um personagem fixo da obra. Durante a cirurgia que foi realizada em Bolsonaro após o atentado à faca sofrido por ele, o ex-presidente desconfia que uma das enfermeiras que estava atuando no procedimento seja uma "adoradora de Lula" e se desespera.
Ainda sobre o atentado, o autor da facada aparece sob o nome ficcional de Aurélio Barba e é associado à militância e grupos de extrema esquerda, dando a entender que a motivação do crime teria sido política, o que foi negado por Adélio Bispo, nome real do agressor. Adélio foi filiado ao PSOL por 7 anos, mas admitiu que suas ações foram "a mando de Deus". No roteiro, Aurélio é associado a grupos marxistas e é membro do grupo "Progressistas da Extrema Esquerda".
Outro ponto do longa é a ex-ministra e atual senadora Damares Alves, retratada como uma personagem mística, chamada Dolores, que dá "pílulas mágicas" a Bolsonaro para auxiliar na recuperação e desaparece "como um fantasma".
A cinebiografia "Dark Horse" é dirigida por Cyrus Nowrasteh e conta com o ator Jim Caviezel no papel de Jair Bolsonaro. O filme estreia mundialmente no dia 11 de setembro deste ano.
O terremoto que abalou a política brasileira nesta semana, a partir da revelação de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, provocou forte debate nas redes sociais e causou intenso desgaste ao pré-candidato e principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Esse cenário foi revelado em análises da movimentação nas redes feitas por plataformas de monitoramento da atividade dos internautas. Um desses estudos, da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, por exemplo, mostra que desde a última quarta-feira (13), quando veio a público o pedido de dinheiro feito por Flávio Bolsonaro a Vorcaro, esse assunto dominou as redes sociais, somando mais de 14 milhões de interações, entre curtidas, compartilhamentos e comentários nas principais plataformas.
Na rede X, segundo o estudo da Nexus, o pico de menções ao assunto foi registrado no começo da noite da última quarta. Entre as expressões em destaque na nuvem de termos da rede figuram “Lei Rouanet”, “filme sobre Jair Bolsonaro”, “CPI do Banco Master”, “estarei contigo” e “dinheiro público”.
Nas redes sociais da Meta, Facebook e Instagram, foram feitas 29 mil menções em português ao tema, com mais de 10,7 milhões de interações. Na nuvem de termos destas plataformas, a expressão “134 milhões” ganha destaque.
Em todas as plataformas, o debate se dividiu entre a ironia dos críticos a respeito da origem dos recursos para o filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e a apreensão de apoiadores com o desgaste da imagem do pré-candidato e da própria família Bolsonaro, já que o irmão, Eduardo, também apareceu na história.
Outro estudo, realizado pelo sistema Hórus, plataforma de monitoramento em tempo real da AP Exata, revela que o caso do pedido de R$ 134 milhões para o filme “Dark Horse” causou forte desgaste para o senador Flávio Bolsonaro nas redes sociais. Os números da empresa mostram que 64,3% das menções ao senador foram negativas nas redes, o pior índice entre os nomes monitorados e o mais alto desde o início de sua pré-campanha a presidente.
O levantamento da AP Exata também aponta queda no índice de confiança associado ao presidenciável do PL, que recuou para 13,7%, uma baixa de 2,8 pontos percentuais em relação ao período anterior ao escândalo. Trata-se do menor patamar entre os pré-candidatos monitorados.
Apesar do desgaste, Flávio Bolsonaro liderou novamente o volume de menções nas redes nesta quinta-feira, com 24,7% do total monitorado pela AP Exata.
Em seguida aparecem o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 24,3%, e o presidente Lula, com 18%. Renan Santos (Missão) teve 12,6%, enquanto o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), chegou a 9,8%.
O crescimento de Zema ocorreu principalmente após críticas públicas feitas por ele ao senador. Antes da crise, o ex-governador mineiro respondia por cerca de 10% das menções. Agora, ampliou sua participação em aproximadamente 14 pontos percentuais ao longo do dia.
A maior visibilidade de Zema, entretanto, também trouxe custo reputacional. As menções negativas ao ex-governador subiram 4,1 pontos percentuais após suas declarações sobre Flávio, impulsionadas principalmente por críticas de perfis bolsonaristas.
Os dados da AP Exata indicam ainda estabilidade para o presidente Lula. O líder petista manteve os principais indicadores praticamente inalterados, com leve alta de 0,4 ponto percentual em menções positivas e variação semelhante no índice de confiança, sem impacto direto relevante da crise.
A análise mostra que o caso envolvendo Flávio Bolsonaro e o dono do Banco Master ainda não se converteu em ganho expressivo para Lula, embora possa abrir espaço futuro para o presidente entre eleitores moderados e indecisos.
Em entrevista na GloboNews nesta quinta-feira (14), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou que haja qualquer irregularidade em sua relação com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Durante a entrevista, o pré-candidato a presidente comparou a repercussão das conversas dele com o dono do Banco Master a investimentos feitos por Vorcaro em outros projetos, além de questionar o tratamento dado ao episódio.
"Quando o Daniel Vorcaro, o banco dele, colocou R$ 160 milhões na Globo entre 2025 e 2026, era dinheiro sujo? É dinheiro sujo?”, questionou o senador aos jornalistas da GloboNews que o entrevistavam.
Flávio Bolsonaro disse que o dinheiro investido pelo Master na Globo teria sido destinado ao programa do Luciano Huck. O senador perguntou se os jornalistas sabiam da origem do dinheiro do Banco Master.
“Vocês sabiam da origem desse dinheiro? Eu acho que não, que vocês agiram de boa-fé, como eu agi de boa-fé”, argumentou o candidato do PL.
Segundo o senador, o empresário teria investido esperando retorno financeiro e não em razão de qualquer benefício político.
“Ele não estava fazendo favor. Eu era senador de oposição. Eu não tinha absolutamente nada para oferecer em troca”, disse.
A entrevista ocorreu um dia após o site The Intercept Brasil divulgar mensagens e áudios em que Flávio Bolsonaro aparece cobrando Daniel Vorcaro por pagamentos em atraso relacionados ao financiamento do filme.
Uma cláusula de confidencialidade em um contrato com financiadores do filme “Dark Horse”, que fala sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, teria sido o motivo para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) escondesse sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. O pré-candidato a presidente, em entrevista à Globonews nesta quinta-feira (14), admitiu que mentiu sobre suas conversas com Vorcaro para não quebrar o contrato.
“Eu não falei que era mentira. Tenho contrato de confidencialidade. Estou falando disso agora porque veio à tona, não tem mais como negar”, disse Flávio aos jornalistas da GloboNews. “Eu menti. Eu podia descumprir uma cláusula contratual? Isso gera multa, isso gera exposição dos investidores”, completou o pré-candidato.
Segundo o senador, o contato com o banqueiro Daniel Vorcaro era “exclusivamente” para tratar do projeto audiovisual e negou irregularidade na relação.
“Se eu falo assim, ‘eu conheço o Vorcaro’, a pergunta seguinte qual ia ser? ‘Qual a sua relação com ele?’ Eu ia ter que falar do filme. Foi só por isso que eu me eximi”, alegou o filho do ex-presidente Bolsonaro.
Na entrevista, o pré-candidato não explicou os termos do contrato de confidencialidade e nem com quem foi firmado o acordo. Flávio afirmou que a decisão de mostrar o documento depende dos investidores e do gestor do fundo envolvido.
“Tem que falar com o investidor, com o gestor do fundo, para saber se é possível que isso aconteça, até porque é uma relação jurídica nos Estados Unidos”, declarou Flávio Bolsonaro, que disse ainda que os contratos envolviam outros investidores, que também exigiram sigilo.
Informação divulgada pelo site Intercept Brasil nesta quinta-feira (14) revela que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, aceitou receber o ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília, em março de 2025, para juntos assistirem a um documentário. Uma troca de conversas extraída do celular do dono do Master mostra o convite.
Segundo o site, o encontro foi organizado um dia após o ex-presidente Jair Bolsonaro ter virado réu por seu envolvimento na tentativa de golpe de estado em 2022. Mensagens indicam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) sabiam do encontro.
Em entrevista à GloboNews, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro confirmou o convite feito para que seu pai fosse assistir a um documentário na casa de Daniel Vorcaro. Flávio, entretanto, disse que o encontro não aconteceu.
A reunião era parte do plano para contar com o apoio de Vorcaro para financiar a produção de “Dark Horse”, filme que conta a história de Jair Bolsonaro. Mensagens obtidas pelo Intercept Brasil indicam que Mario Frias pediu para Thiago Miranda, fundador e sócio do Portal Leo Dias, fazer a ponte com Vorcaro.
Segundo os registros, Miranda sugeriu o encontro a Vorcaro por WhatsApp no dia 27 de março do ano passado. Os diálogos não informam o nome do filme, mas, na época, Frias já atuava como produtor de “A Colisão dos Destinos”, um documentário de cerca de 70 minutos sobre a trajetória do ex-presidente, que estreia nos cinemas nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026.
A troca de mensagens entre Miranda e Vorcaro ocorreu um dia depois de a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, o STF, ter decidido por unanimidade tornar réus o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados por tentativa de golpe de estado em 2022. Jair foi condenado seis meses depois, em 11 de setembro de 2025, a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado.
No registro obtido pelo Intercept, Miranda compartilhou com Vorcaro uma captura de tela de uma conversa com Frias. Nesse print, o deputado federal, que foi secretário de Cultura na gestão de Bolsonaro, afirma que o encontro “vai fazer mta diferença pro PR” – PR é uma sigla que bolsonaristas costumam usar para se referir ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em entrevista à GloboNews nesta quinta-feira (14), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou que valores captados junto ao banqueiro Daniel Vorcaro tivessem sido utilizados para custear despesas do seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos.
O pré-candidato repetiu explicação dada nas redes sociais no dia anterior sobre suas conversas com o dono do Banco Master, reveladas pelo site The Intercept. Flávio colocou que ele apenas estava buscando recursos para financiar a produção do filme “Dark Horse”, baseado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Minha participação foi buscar investidores para colocar de pé um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, meu pai, uma pessoa que está passando por uma grande perseguição e foi vítima de uma farsa por meio de uma corte, e é meu sonho fazer com que a história de vida dele, que é emocionante, seja uma homenagem em forma de filme”, disse o senador, reforçando que todos os recursos foram destinados exclusivamente ao filme.
A Polícia Federal iniciou uma nova linha de investigação para apurar se o dinheiro solicitado pelo senador Flávio Bolsonaro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro serviu para bancar despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA. A PF quer identificar se o montante negociado com Vorcaro de fato foi destinado para o filme ou se a produção serviu para camuflar o repasse das verbas.
Isso porque cerca de US$ 2 milhões teriam sido transferidos para um fundo sediado no Texas denominado Havengate Development Fund LP, que tem como um dos responsáveis legais Paulo Calixto, advogado de Eduardo.
Na entrevista, Flávio Bolsonaro explicou que o fundo criado para financiar o filme teve utilização específica. Segundo ele, todos os recursos captados e enviados ao fundo foram utilizados “integralmente” para fazer o filme.
O pré-candidato ainda justificou a aproximação com investidores privados para o projeto cinematográfico. “Fui buscar investimento privado para um filme em homenagem ao meu próprio pai”, declarou.
Questionado sobre sua relação com Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro negou ter relação próxima com o banqueiro, além das tratativas relacionadas ao filme. “Eu não tenho nenhum contato com Daniel Vorcaro, a não ser para tratar de filme. As conversas mostram isso”, afirmou.
Outro questionamento foi feito pela emissora sobre o tom informal das mensagens trocadas com Vorcaro, o senador do PL do Rio de Janeiro disse que expressões como “irmão” e “mermão” fazem parte do vocabulário popular carioca e não indicam proximidade pessoal.
“Irmão, mermão, é uma expressão que a gente usa para cumprimentar, até para pedir um coco na praia. É igual guri no Rio Grande do Sul, piá no Paraná, mano em São Paulo. Não tem por que querer empurrar goela abaixo uma intimidade que não tenho”, concluiu o senador.
Uma empresa responsável por intermediar recursos para o filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, recebeu R$ 159,2 milhões de fundos sob investigação da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (14). Apontam que a Entre Investimentos mobilizou o montante A PF investiga o caso por suspeitas de fraudes bilionárias e lavagem de dinheiro no Banco Master.
De acordo com relatórios de inteligência financeira do Coaf, obtidos pela TV Globo e reproduzidos pelo portal G1, a parte expressiva desses recursos tem ligação direta com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que se encontra preso em Brasília. Ele é acusado de chefiar um esquema de fraudes financeiras que pode atingir a cifra de R$ 12 bilhões.
O FLUXO FINANCEIRO
A investigação aponta que a Entre Investimentos teria servido como ponte entre Vorcaro e a produção do filme. Embora o acordo total previsse R$ 124 milhões para a obra, dos quais R$ 61 milhões teriam sido efetivamente pagos pelo dono do Master, a PF ainda apura quanto dos R$ 159,2 milhões recebidos pela intermediária foi destinado à produtora.
Os repasses à Entre Investimentos vieram de fontes já monitoradas pela Operação Compliance Zero:
- Sefer Investimentos: Repassou R$ 139,2 milhões. A empresa é alvo da PF por relações com Vorcaro.
- Fundo Gold Style: Destinou R$ 20 milhões. O fundo é suspeito de movimentar quase R$ 1 bilhão para empresas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
- Fundo Dublin: Operou outros R$ 154,2 milhões para a investidora.
As novas revelações reforçam o impacto das mensagens e áudios divulgados pelo Intercept Brasil, nos quais o senador Flávio Bolsonaro (PL) cobrava pagamentos de Vorcaro para a conclusão do filme, mesmo ainda recebendo apoio do Jair em sua versão. Em sua defesa pública, o senador sustenta que buscava apenas patrocínio privado.
Contudo, a investigação ganha contornos mais graves com o envolvimento da Entrepay (grupo da Entre Investimentos), que teve sua liquidação decretada pelo Banco Central em março de 2023 por irregularidades e comprometimento econômico-financeiro.
O filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, “Dark Horse”, foi alvo de denúncias e relatos de agressões, atraso e outras situações ao Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo (Sated-SP).
Segundo o jornal O Globo, delegados sindicais forma enviados ao set de gravações pela organização. As denúncias incluem uma agressão com tapas e socos contra um figurante de 21 anos após ser identificado um celular com ele durante a revista para entrar no set, o que não era permitido.
Ainda conforme o jornal, a presidente do Sated-SP, Rita Teles, informou que foram oficializadas cerca de 15 denúncias vindas de pessoas de diferentes cargos. Entre as denúncias também havia atrasos no pagamento, fornecimento de comida estragada, cachês abaixo do padrão do setor e, em alguns casos, atores e figurantes forma impedidos de ir ao banheiro.
SOBRE O FILME
Com roteiro de Mario Frias e direção de Cyrus Nowrasteh, o filme “Dark House” (“O Azarão”) sobre a campanha eleitoral de Jair Bolsonaro em 2018, ganhou mais uma atualização. A responsabilidade de dar vida a Bolsonaro nas telonas será do ator norte-americano Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus Cristo no clássico “A Paixão de Cristo” (2004).
O uso indevido da música 'Survivor', do grupo Destiny's Child, do qual Beyoncé fez parte no início da carreira, em um teaser do filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro, dará dor de cabeça ao ex-militar.
Katy Perry foi declarada culpada de plágio em um tribunal de Los Angeles nesta segunda-feira (29). A cantora, seus co-compositores e produtores terão que pagar uma quantia, ainda não determinada, pela música "Dark Horse". A música foi acusada de plágio da faixa "Joyful Noise" do rapper cristão Flame.
O processo foi iniciado, em 2014, pelo rapper e por seus dois colaborados Emanuel Lambert e Chike Ojukwuhis, alegando que "Dark Horse" utiliza a mesma batida. No julgamento, a cantora disse que nunca tinha escutado a música antes.
A gravadora da cantora, Capitol Records, também foi considerada culpada no julgamento, junto à compositora Sarah Hudson, o rapper Juicy J, e os produtores Dr. Luke, Max Martin e Cirkut."Dark Horse" faz parte do repertório do álbum "Prism" e foi indicada ao Grammy por melhor performance de duo.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
ACM Neto
"Não se sabe quando isso foi dito, se realmente foi dito, em que contexto isso aconteceu".
Disse o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) ao rebater as informações divulgadas a partir da proposta de delação do banqueiro Daniel Vorcaro e afirmou ser alvo de um “vazamento seletivo”.