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Artigos

Adriano Sampaio
A flutuação centrípeta do eleitorado neutro e as assimetrias metodológicas na conversão de tendências
Foto: Acervo pessoal

A flutuação centrípeta do eleitorado neutro e as assimetrias metodológicas na conversão de tendências

Há, na leitura das pesquisas de opinião, uma tentação recorrente: a de reduzir a complexidade do eleitorado a uma aritmética rudimentar entre aprova e desaprova. Essa simplificação, embora conveniente para a circulação rápida da informação, empobrece o fenômeno e obscurece o que nele há de mais relevante: a zona intermediária, a região de latência cognitiva que as escalas qualitativas costumam nomear como regular. É ali, e não apenas nos polos da concordância ou da rejeição, que se estrutura a engenharia silenciosa da reputação política.

Multimídia

Rosemberg prevê vitória de Jerônimo contra ACM Neto no 1º turno

 Rosemberg prevê vitória de Jerônimo contra ACM Neto no 1º turno
Em entrevista ao podcast Projeto Prisma, com Fernando Duarte, o deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) afirmou ter confiança na vitória do atual governador Jerônimo Rodrigues na disputa contra ACM Neto (União) pelo governo do estado.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

jair bolsonaro

Jair Renan Bolsonaro oficializa pré-candidatura a deputado federal por Santa Catarina
Reprodução / Instagram @bolsonaro_jr

O vereador de Balneário Camboriú, Jair Renan Bolsonaro (PL), oficializou neste domingo (5) sua pré-candidatura a deputado federal por Santa Catarina nas eleições de 2026. O anúncio foi feito por meio das redes sociais. Na publicação, o filho caçula do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que pretende dar continuidade ao legado político do pai e defender os valores do grupo político ao qual pertence.

 

"Cumprindo a missão que meu pai, Jair Messias Bolsonaro, me deu: continuar lutando pelos brasileiros e defender os valores que sempre nos uniram", escreveu.

 

Após viver entre Brasília e Rio de Janeiro, Jair Renan transferiu seu domicílio eleitoral para Santa Catarina e iniciou sua trajetória política em 2024, quando foi eleito vereador em Balneário Camboriú com a maior votação do município.

 

CONFIRA:

Alexandre de Moraes mantém Bolsonaro em prisão domiciliar e determina entrega de armas em até 48 horas
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter o ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar após o encerramento do prazo inicial de 90 dias da medida. Na mesma decisão, o magistrado determinou que Bolsonaro entregue todas as armas de fogo em até 48 horas.

 

Segundo o g1, o prazo da prisão domiciliar havia terminado na última quinta-feira (25), e a decisão sobre a continuidade da medida era aguardada ao longo desta semana.

 

Na decisão, Moraes afirmou que a manutenção da prisão domiciliar é justificada pelas circunstâncias do caso. "No presente momento, a manutenção de prisão domiciliar humanitária mostra-se razoável, adequada e proporcional, sobretudo porque, afastados os fatores impeditivos anteriores e presentes as excepcionalidades humanitárias, é possível sua concessão mesmo para os condenados em regime fechado", escreveu o ministro.

 

Antes de ser colocado em prisão domiciliar, Bolsonaro permaneceu detido na Superintendência da Polícia Federal. Em 15 de janeiro deste ano, foi transferido para uma sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

 

Entre os fatores considerados por Alexandre de Moraes para a manutenção da medida estão o estado de saúde do ex-presidente e a conduta durante o período em que permaneceu em casa. Um dos episódios analisados foi a apreensão, em 15 de junho, de uma pistola registrada em nome de Bolsonaro durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal. A arma estava com um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e, segundo a ocorrência, não estava acompanhada do certificado de registro no momento da fiscalização. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal.

 

Em depoimento, Bolsonaro afirmou que a arma é de propriedade dele e declarou que havia solicitado apenas um conserto no armamento. O ex-presidente também disse que mantinha a arma na residência dele por motivos de segurança. A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou entendimento de que a análise sobre eventual falta grave deve considerar o resultado final das investigações.

 

Nos últimos dias, a defesa de Bolsonaro sustentou ao Supremo que não houve irregularidade na posse da arma e que o episódio não deveria impedir a continuidade da prisão domiciliar. Segundo os advogados, o armamento estava regularmente registrado e o ex-presidente não foi comunicado sobre eventual suspensão ou cancelamento do registro.

Defesa de Bolsonaro pede ao STF manutenção da prisão domiciliar
Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a manutenção da prisão domiciliar. Em manifestação encaminhada nesta sexta-feira (3) ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados sustentam que não houve falta disciplinar grave relacionada à apreensão de uma arma com um dos seguranças particulares do ex-chefe do Executivo.

 

No documento, a defesa afirma que a Polícia Civil do Distrito Federal concluiu que a arma estava devidamente registrada e decidiu não indiciar Bolsonaro, entendendo que ele não praticou crime. Os advogados também destacam que o ex-presidente não pretende reaver o armamento apreendido.

 

"Os elementos agora produzidos apenas reforçam as razões já deduzidas pela defesa acerca da inexistência de falta grave, da regularidade do registro da arma e da completa excepcionalidade da situação", afirmaram os advogados.

 

A manifestação também reforça que o estado de saúde de Jair deve ser considerado na análise do pedido. Segundo a defesa, o ex-presidente ainda se recupera de uma pneumonia bacteriana após passar por cirurgia.

 

O político foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo que apurou a tentativa de golpe de Estado. Posteriormente, obteve autorização para cumprir prisão domiciliar por 90 dias em razão de seu quadro clínico. Agora, caberá ao ministro Alexandre de Moraes decidir se o benefício será mantido ou se o ex-presidente retornará ao sistema prisional.

Flávio Bolsonaro pede aos EUA adiamento de tarifa sobre produtos brasileiros até após as eleições
Vittor Sales / Divulgação

O senador Flávio Bolsonaro (PL) encaminhou um documento ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) solicitando que a aplicação da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros seja adiada para depois das eleições presidenciais. No texto, o parlamentar argumenta que a medida pode favorecer politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Segundo Flávio, a adoção das tarifas neste momento daria ao governo federal uma "vitória política", além de prejudicar interesses econômicos dos próprios Estados Unidos. O senador também sustenta que a postergação da medida evitaria que a decisão fosse interpretada como uma tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro.

 

No relatório, o parlamentar afirma que pesquisas de opinião indicam crescimento de Lula após o anúncio das sobretaxas e cita esse cenário para defender que a pressão comercial tem fortalecido o presidente. O primogênito de Jair Bolsonaro (PL) também declarou que pretende participar de uma audiência pública do USTR, marcada para 7 de julho, em Washington, para apresentar seus argumentos.

 

Além do pedido de adiamento das tarifas, o senador defendeu no documento a manutenção do Pix, classificado por ele como uma das principais realizações do governo Bolsonaro, e sugeriu que os Estados Unidos adotem outras medidas contra autoridades brasileiras, como sanções individuais e restrições de vistos, em vez de impor novas tarifas comerciais ao Brasil.

Michelle descarta apoio a Flávio sob qualquer hipótese após reunião com Valdemar e pode ir ao Senado pelo DF
Foto: Beto Barata

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro teve uma longa conversa nesta terça-feira com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Do encontro saiu a possibilidade de ela concorrer ao Senado pelo Distrito Federal, mas também a negativa definitiva de apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida ao Palácio do Planalto.

 

Segundo apuração de Lauro Jardim, a crise entre madrasta e enteado, que explodiu há exatamente uma semana, tornou-se um peso que Flávio terá de carregar até o dia da eleição, em um momento em que ele precisa melhorar seu desempenho nas pesquisas justamente entre as mulheres e, especialmente, entre as evangélicas.

 

A chance de reconciliação entre os dois é zero, de acordo com interlocutores de Michelle. Nos últimos dias, além de garantir que não estará ao lado de Flávio nesta campanha, ela tem afirmado que a candidatura do senador será abalada em breve por novos escândalos, que, segundo ela, nocautearão sua candidatura.

Pistola de Bolsonaro foi inutilizada pela equipe de segurança com aval de Michelle por causa dos remédios do ex-presidente
Foto: © Carolina Antunes/PR

A arma registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro e apreendida durante uma abordagem da Polícia Civil do Distrito Federal havia sido inutilizada temporariamente pela própria equipe de segurança, com o aval de Michelle Bolsonaro. 

 

A medida foi tomada em razão da grande quantidade de medicamentos utilizados pelo ex-presidente. As informações são baseadas em relatos de pessoas com acesso à investigação e ao depoimento prestado pelo militar responsável pelo armamento.

 

O carro abordado era dirigido pelo militar Estácio Leite da Silva Filho, vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional e cedido à Casa Civil para atuar na segurança de Bolsonaro. Segundo pessoas próximas à investigação, ele afirmou em depoimento que transportava a arma a pedido do ex-presidente para que fosse consertada. O armamento estava sem o percussor, peça responsável pelo disparo, retirado pela equipe de segurança em decisão tomada em conjunto com familiares e com o conhecimento de Michelle.

 

Ainda segundo o depoimento, o militar afirmou que recolocou o percussor após realizar o conserto, mas que só devolveria a arma mediante autorização de Michelle Bolsonaro. Como ela não estava presente no momento, ele decidiu levar o armamento para casa para fazer a manutenção antes de entregá-lo ao ex-presidente. Após prestar depoimento, o militar foi liberado.

Semana tem Lula no Mercosul e na Bahia, jornada 6x1 e pauta-bomba no Congresso e decisão sobre prisão de Bolsonaro
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Depois de uma semana esvaziada por conta dos festejos de São João, os próximos dias em Brasília prometem muita movimentação, principalmente por conta da proximidade do recesso parlamentar do Congresso Nacional, que se inicia no dia 19 de julho. O governo federal tenta acelerar a votação de projetos de seu interesse, como a mudança na jornada 6x1, ao mesmo tempo em que tenta barrar as chamadas “pautas-bombas”, que criam novas despesas e impactam as contas públicas. 

 

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu realizar um debate temático nesta semana para discutir o projeto que muda a jornada de trabalho no país. Entretanto, ainda não é possível saber se ele enviará o projeto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para dar prosseguimento à tramitação da matéria.

 

Já o presidente Lula terá uma semana com compromissos no Paraguai, onde participa da reunião dos líderes do bloco do Mercosul, e também na Bahia. Lula não acompanhará o cortejo do dia 2 de julho em Salvador, mas no dia anterior anunciará investimentos e programas na Bahia, além de tomar parte na reinauguração do Teatro Castro Alves. 

 

No Judiciário, são aguardadas decisões sobre uma eventual investigação com foco no financiamento do filme “Dark Horse” pelo banqueiro Daniel Vorcaro, e a respeito da permanência ou não do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar. A decisão será tomada pelo ministro Alexandre de Moraes com base em entendimento firmado pela Procuradoria-Geral da República.

 

Confira abaixo a agenda da semana em Brasília.

 

PODER EXECUTIVO

 

O presidente Lula abriu a semana nesta segunda-feira (29) participando de uma solenidade no Palácio do Planalto para o anúncio do programa Desenrola Adimplentes, nova modalidade da política de crédito do governo voltada a consumidores que mantêm as contas em dia. O anúncio contou com a participação do ministro da Fazenda, Dario Durigan.

 

O programa Desenrola Adimplentes busca oferecer condições mais vantajosas de crédito para pessoas que, embora não estejam inadimplentes, seguem comprometendo parte significativa da renda com empréstimos contratados em momentos de juros elevados.

 

A agenda do presidente Lula nesta segunda prevê ainda uma reunião com o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira.  No restante do dia não há previsão de compromissos para o presidente, em virtude do jogo da seleção brasileira contra o Japão. 

 

Já nesta terça (30), o presidente Lula embarca para Assunção, no Paraguai, onde vai participar da abertura da cúpula do Mercosul. O encontro reunirá os líderes dos países membros e associados do bloco para discutir medidas de aprofundamento da integração regional, fortalecimento do comércio, agenda social e desenvolvimento.

 

A sessão de chefes de Estado ocorrerá na manhã de terça, com participação do presidente Lula e dos demais líderes da região. Entre os avanços previstos para a cúpula está a assinatura do acordo que permitirá o reconhecimento da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) como documento válido para ingresso nos países do Mercosul e Estados Associados. 

 

Também será firmado um protocolo de reconhecimento mútuo de meios de identificação e autenticação eletrônica, aproximando sistemas digitais como o GOV.BR dos mecanismos adotados pelos demais países do bloco.

 

Na área de segurança cidadã, o Brasil apresentará uma proposta de pacto regional de combate ao feminicídio e à violência contra as mulheres. A iniciativa se soma aos esforços já em andamento para implementação da Estratégia Mercosul contra o Crime Organizado Transnacional, considerada prioritária para os países da região.

 

Outro destaque da reunião será o anúncio do aumento da contribuição brasileira ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), instrumento criado para reduzir desigualdades entre os países do bloco por meio do financiamento de obras de infraestrutura, saneamento, habitação, energia e projetos sociais.

 

Na quarta (1º), o presidente Lula vai a Salvador, onde participará da cerimônia que marcará o início das obras da Ponte Salvador–Ilha de Itaparica, em Vera Cruz. Incluída no Novo PAC, a obra terá 12,4 quilômetros de extensão e é considerada um dos principais projetos de infraestrutura do governo federal na Bahia.

 

No mesmo dia, Lula vai participar da reabertura do Teatro Castro Alves, e depois vai liderar uma cerimônia de anúncio de investimentos do governo federal para o estado da Bahia. Os anúncios estão no âmbito do Novo PAC e serão nas áreas de energia, habitação, educação, saúde e patrimônio histórico baiano. 

 

No programa Luz Para Todos, os investimentos serão na ordem de R$ 1,5 bilhão, com a meta de levar energia a todos os baianos até 2026. Municípios do estado receberão mais de 5.700 unidades habitacionais, com recursos de R$ 882 milhões. Na saúde, R$ 90 milhões serão aplicados em quatro novas policlínicas, nas cidades de Camaçari, Remanso e Itapetinga.

 

Além disso, mais R$ 50 milhões serão investidos em obras e projetos voltados para a preservação do patrimônio cultural. E no setor de educação, haverá anúncios de expansão e fortalecimento de institutos e universidades federais. 

 

Na quinta (2), o presidente Lula não deve participar do tradicional cortejo em comemoração à independência da Bahia. A equipe médica do presidente considerou que o esforço físico e o risco de insolação durante a caminhada pelas ruas da capital baiana poderiam ser prejudiciais.

 

PODER LEGISLATIVO

 

Na Câmara, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) convocou reunião de líderes para esta terça (30), com objetivo de discutir a pauta de votações no plenário nesta semana. Motta quer costurar um acordo com os líderes para votar propostas que considera prioritárias, como o PLP 108/21, que aumenta o valor de faturamento dos microempreendedores individuais (MEIs), além do projeto que regulamenta a inteligência artificial (PL 2338/23) e o que criminaliza a misoginia (PL 896/23).

 

A correção dos limites de faturamento de pequenas empresas vem sendo negociada com o governo e deve ser tema de debate de sessão solene em homenagem ao Dia das Micro e Pequenas Empresas, marcada para quarta (1º). O governo fala inclusive em enviar nesta semana ao Congresso uma proposta alternativa para reajustar o teto de faturamento anual do MEI do limite atual de R$ 81.000 para uma faixa entre R$ 130 mil e R$ 140 mil, com implementação escalonada até 2028, além de permitir a contratação de até dois funcionários.

 

A pauta do plenário da Câmara já conta com matérias que restaram na semana retrasada, como um requerimento de urgência para o projeto que reduz a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, em Santa Catarina (PL 849/25); e projetos como o que institui o Programa Nacional de Assistência Integral às Pessoas com Epilepsia (PL 5538/19); e o que autoriza a instalação, em todo o território nacional, de câmeras de reconhecimento facial nas estações ferroviárias e rodoviárias (PL 1828/23).

 

Outro projeto que deve ser votado nesta semana amplia o controle sanitário e as punições para fraudes e publicidade enganosa de suplementos alimentares (PL 5229/25). Também pode ser votado projeto que trata do tempo máximo de espera para atendimento de crianças e adolescentes no sistema de saúde (PL 192/26).

 

O plenário ainda pode votar uma proposta de emenda à Constituição (PEC 253/16) que autoriza entidade de representação de municípios de âmbito nacional a propor ação direta de inconstitucionalidade (ADI) e ação declaratória de constitucionalidade (ADC).

 

No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) quer iniciar uma ampla discussão sobre o projeto que modifica a jornada de trabalho 6x1. Apesar de ainda não ter enviado a proposta para a Comissão de Constituição e Justiça, Alcolumbre programou uma sessão de debate, na próxima quarta (1º), no plenário. 

 

Vão participar do debate a deputada Erika Hilton (PSOL) e o deputado Reginaldo Lopes (PT), autores dos projetos que estão sendo analisados no Congresso, além de representantes das centrais sindicais e a nova líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT). A avaliação é que a sessão temática é a primeira sinalização dada por Alcolumbre de que a proposta deve ser encaminhada à CCJ nos próximos dias, para poder seguir sua tramitação e ser apreciada e votada.

 

Para a sessão plenária de terça (30), o presidente do Senado agendou a primeira sessão de discussão da PEC 14/2021, que cria aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. A proposta é chamada pelo governo federal de “pauta-bomba”, por ter um impacto nas contas públicas de cerca de R$ 3 bilhões ao ano.

 

O projeto deve passar por cinco sessões de discussão antes de ser votado em primeiro turno no plenário. Depois a PEC terá que passar por três sessões de discussão e votação em segundo turno. 

 

PODER JUDICIÁRIO

 

O Judiciário inicia na próxima quarta (1º) o seu recesso de maio de ano, que vai até o dia 31 de julho. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, marcou um último julgamento no plenário, na quarta, com uma pauta reduzida de temas a serem apreciados pelos ministros.

 

O STF terá a continuidade do julgamento de duas ações que questionam vários dispositivos das alterações na Lei de Improbidade administrativa. Já foram analisados pontos como a sanção da perda da função pública, a indisponibilidade de bens, a inversão do ônus da prova, a responsabilização de múltiplos réus e a comunicabilidade com a esfera penal. 

 

No plenário virtual, os ministros do STF julgam o processo que consolidou o entendimento de que a aposentadoria compulsória com remuneração proporcional não pode mais ser aplicada como punição disciplinar a magistrados. A decisão pode alterar a forma de responsabilização de juízes acusados de faltas graves, prevendo a perda definitiva do cargo e da remuneração mediante processo judicial específico.

 

Também nesta semana pode sair a decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar desde março. A defesa aguarda a análise do pedido que deve ocorrer nesta quarta (1º), após a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e acredita que a decisão deverá ser tomada nos próximos dias. 

 

Caso o regime domiciliar não seja mantido, Bolsonaro poderá retornar ao cumprimento da pena na unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília.

 

É aguardado ainda para esta semana o envio, pelo ministro André Mendonça, de pedido de manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre a necessidade ou não de investigação de repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A PGR deve se manifestar se é o caso de uma abertura de inquérito, por exemplo, ou se ainda há necessidade de diligências preliminares. Ou, ainda, se o caso deve ser arquivado.

 

O envio à Procuradoria é praxe nesse tipo de caso, já que o pedido de apuração foi enviado ao Supremo Tribunal Federal por um parlamentar, o deputado Lindbergh Farias (PT). 
 

PGR defende aguardar investigação sobre arma apreendida antes de decidir situação de Bolsonaro
Carolina Antunes / PR

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu nesta quinta-feira (25) que o Supremo Tribunal Federal (STF) aguarde a conclusão do inquérito da Polícia Civil do Distrito Federal sobre a arma apreendida em uma blitz antes de avaliar se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cometeu uma falta grave durante o período de prisão domiciliar.

 

A manifestação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. Segundo Gonet, as investigações ainda estão em fase inicial e, por isso, não há elementos suficientes para concluir que Bolsonaro tenha descumprido as condições impostas pela medida cautelar.

 

Com o parecer da PGR, a defesa de Bolsonaro terá 48 horas para apresentar manifestação. Em seguida, caberá a Alexandre de Moraes decidir se prorroga ou revoga a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente. O prazo inicial de 90 dias venceu nesta quinta-feira, mas a medida permanece válida até nova decisão judicial.

Moraes avalia revogar prisão domiciliar de Bolsonaro após apreensão de arma de fogo
Foto: Divulgação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, indicou que pode encerrar o regime de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão fundamenta-se na possibilidade de Bolsonaro ter cometido uma “falta grave” ao manter uma arma em sua residência enquanto cumpre pena. 

 

A controvérsia teve início na última segunda-feira (15), quando uma pistola Glock 9mm, registrada em nome do ex-presidente, foi apreendida pela Polícia Militar durante uma blitz no Distrito Federal. O armamento estava em um veículo conduzido por um militar do Exército que atua na segurança de Bolsonaro.

 

Em despacho proferido nesta quarta-feira (24), Moraes ressaltou que, de acordo com a Lei de Execução Penal, comete falta grave o preso que possui "instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem" de forma indevida. O ministro destacou que a consequência direta dessa infração pode ser a cessação da prisão domiciliar. 

 

Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária devido ao seu estado de saúde. Em depoimento à Polícia Civil, Bolsonaro admitiu que a arma estava em sua casa durante o cumprimento da prisão. O ex-presidente justificou a posse afirmando que "tinha três mulheres em casa" e que "não podia ficar desarmado". Segundo sua defesa, o militar parado na blitz estava apenas levando a pistola para conserto a pedido de Bolsonaro e não havia uma decisão judicial específica que obrigasse a entrega de seus armamentos.

 

A conduta de Bolsonaro e do militar envolvido está sendo analisada por investigadores, que avaliam se o caso se enquadra em uma infração administrativa ou em violação do Estatuto do Desarmamento. Antes de tomar uma decisão definitiva sobre o regime prisional, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa de Bolsonaro se manifestem sobre o episódio. 

Paris Filmes recusa proposta para estar à frente da distribuição de Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro
Foto: Divulgação/Dark Horse

Em meio a um debate interno na campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o melhor momento para a estreia do filme “Dark Horse”, se antes ou depois das eleições, a Paris Filmes, considerada uma das maiores distribuidoras cinematográficas do Brasil e da América Latina, recusou uma proposta para estar à frente da exibição mundial da biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

 

De acordo com informações obtidas pelo SBT News, a Go Up, produtora responsável pelo longa-metragem, afirmou que as negociações de distribuição “fazem parte da estratégia comercial do projeto e seguem em andamento”. Outras empresas do setor estão sendo procuradas, mas, segundo pessoas próximas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nenhum contrato foi fechado até o momento.

 

Após a publicação da matéria, a Paris Filmes confirmou ao SBT News que decidiu não avançar com a distribuição do filme.

 

“A Paris Filmes informa que, como distribuidora atuante no mercado cinematográfico brasileiro, é frequentemente procurada por produtoras nacionais e estrangeiras para avaliar oportunidades de distribuição de diversos projetos. Nesse contexto, a empresa foi contatada há um tempo para avaliar eventual interesse comercial na distribuição do filme Dark Horse”, diz o comunicado da empresa. 

 

“Após análise interna, a Paris Filmes decidiu não avançar com a distribuição do longa. A distribuidora esclarece que não há negociação em curso, compromisso firmado ou contrato de distribuição relacionado ao filme”, finaliza a distribuidora internacional.

 

A princípio, o lançamento do filme “Dark Horse” estava previsto para acontecer antes das eleições presidenciais, marcadas para o início de outubro. Problemas financeiros na reta final da produção somados ao temor do impacto político na candidatura de Flávio Bolsonaro adiaram a data de estreia.

 

Segundo informações do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o temor de aliados do senador Flávio Bolsonaro é que a chegada da produção aos cinemas reabra as especulações sobre as relações entre o presidenciável e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. Já o ex-deputado Eduardo Bolsonaro defende que o filme, exibido ao público pela primeira vez na semana passada, em Las Vegas, vai ajudar a eleger seu irmão.
 

Pesquisas mostram que Lula pode repetir 2022 no Nordeste, quando obteve 12,5 milhões de votos a mais que Bolsonaro
Foto: Montagem com foto do Bahia Notícias e de divulgação do PL

As mais recentes pesquisas realizadas nos nove estados do Nordeste mostram que nas eleições deste ano, pode vir a se repetir o panorama observado em 2022, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva recebeu grande quantidade de votos na região, o que acabou garantindo a sua vitória contra o então presidente Jair Bolsonaro, que tentava se reeleger.

 

No segundo turno da eleição passada, Bolsonaro foi vitorioso sobre Lula nas regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. O líder petista, entretanto, fechou o segundo turno com 69,34% dos votos válidos contra 30,66% do então presidente. 

 

A diferença de votos obtida no segundo maior colégio eleitoral do país levou Lula a ganhar a disputa com apenas 1,8% de diferença para Bolsonaro. O candidato do PT recebeu cerca de 12,5 milhões de votos a mais que Jair Bolsonaro, diferença que anulou a vantagem obtida nas outras regiões pelo candidato à reeleição. 

 

Levantamento do Bahia Notícias com base nas pesquisas mais recentes divulgadas nos nove estados do Nordeste mostram que em relação a Flávio Bolsonaro, o presidente Lula não conta com uma vantagem tão folgada quanto obteve em 2022. Os números, porém, mostram que Lula ganha com folga nas simulações de segundo turno contra o candidato do PL, vantagem que pode ser decisiva no cômputo final de votos.

 

Para esse levantamento, as pesquisas citadas foram realizadas em um período máximo de um mês e meio. Apenas no estado de Alagoas a pesquisa citada foi divulgada no mês de janeiro, por conta de decisões da Justiça Eleitoral que retiraram de circulação sondagens de alguns institutos. 

 

Confira abaixo como está a disputa de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro nos nove estados do Nordeste.

 

Bahia

 

Lula 57% x 33,7% Flávio Bolsonaro

Futura/Apex (05/5)

 

Maranhão

 

Lula 61,6% x 31,8% Flávio Bolsonaro

AtlasIntel (15/5)

 

Piauí 

 

Lula 67,3% x 20,6% Flávio Bolsonaro

AtlasIntel (22/6)

 

Ceará

 

Lula 55,8% x 31,8% Flávio Bolsonaro

AtlasIntel/Focus (17/6)

 

Rio Grande do Norte

 

Lula 61,1% x 31,8% Flávio Bolsonaro

AtlasIntel/94 FM (29/5)

 

Paraíba

 

Lula 58% x 30% Flávio Bolsonaro

Big Time Real Data (27/5)

 

Pernambuco

 

Lula 62% x 30% Flávio Bolsonaro

Datafolha (29/5)

 

Alagoas

 

Lula 45% x 22% Flávio Bolsonaro

TDL Pesquisa (29/1)

 

Sergipe

 

Lula 62% x 26% Flávio Bolsonaro

Real Time Big Data (26/5)

 

Veja a seguir como foi o quadro de vitórias do líder petista contra Jair Bolsonaro nos nove estados do Nordeste no segundo turno das eleições de 2022:

 

Alagoas

 

Lula: 976.8 votos (58.68%)
Bolsonaro: 687.827 votos (41,32%)

 

Bahia

 

Lula: 6.097.815 votos (72,12%)
Bolsonaro: 2.357.028 votos (27,88%)

 

Ceará

 

Lula: 3.807.891 votos (69,97%)
Bolsonaro: 1.634.477 votos (30,03%)

 

Maranhão

 

Lula: 2.668.425 votos (71,14%)
Bolsonaro: 1.082.749 votos (28,86%)

 

Paraíba

 

Lula: 1.601.953 votos (66,62%)
Bolsonaro: 802.502 votos (33,38%)

 

Pernambuco

 

Lula: 3.640.933 votos (66,93%)
Bolsonaro: 1.798.832 votos (33,07%)

 

Piauí

 

Lula: 1.551.383 votos (76,86%)
Bolsonaro: 467.065 votos (23,14%)

 

Rio Grande do Norte

 

Lula: 1.326.785 votos (65,10%)
Bolsonaro: 711.381 votos (34,90%)

 

Sergipe

 

Lula: 862,951 votos (67,21%)
Bolsonaro: 421.086 votos (32,79%)

Em semana esvaziada pelo São João, Lula pode decidir situação de Wagner e Moraes analisa domiciliar de Bolsonaro
Foto: Alessandro Dantas/PT-SF

 

Os festejos de São João prometem esvaziar o Congresso Nacional nos próximos dias e com isso projetos importantes que estão em pauta na Câmara e no Senado ficarão prorrogados para serem discutidos ou votados nas últimas três semanas de trabalho antes do recesso parlamentar. Matérias como a mudança na jornada de trabalho 6x1 estão inclusive ameaçadas de não serem votadas antes das eleições de outubro. 

 

Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de olho no prazo final de 4 de julho para a realização de solenidades de inauguração de obras e lançamento de programas oficiais, vai ao Rio de Janeiro e Santa Catarina nesta semana. Nesses estados, Lula terá uma intensa agenda de entrega de obras e anúncio de investimentos. 

 

Mas além da pauta de inaugurações e anúncios, o presidente Lula deve ter uma reunião nesta semana com o seu líder no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Alvo de operação da Polícia Federal devido às suas relações com Daniel Vorcaro e o Banco Master, Wagner vai definir com Lula a sua permanência ou não na Liderança do Governo. 

 

No Judiciário, a semana também é de definição sobre a manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) tem um importante julgamento sobre a existência ou não de vínculo empregatício entre motoristas e plataformas de aplicativos, e a decisão a ser tomada pelos ministros será aplicada aos milhares de processos que correm na Justiça sobre esse tema. 

 

Confira abaixo um resumo da semana em Brasília.

 

PODER EXECUTIVO

 

O presidente Lula inicia a sua semana no Rio de Janeiro, onde participará de uma série de eventos. O primeiro deles, na manhã desta segunda-feira (22), será o anúncio da adesão do Estado do Rio de Janeiro ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (PROPAG). 

 

Ainda pela manhã, Lula segue para a sede do BNDES no Rio de Janeiro. Lá, o presidente participa da solenidade de abertura do Seminário “Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) 74 Anos – Um Novo Banco para a Construção de um Novo Mundo”. 

 

Na parte da tarde, o presidente Lula vai ao Jardim Maravilha, para a cerimônia de anúncio de investimentos do governo federal para periferias, favelas e comunidades urbanas do Rio de Janeiro. No final do dia, Lula estará na cerimônia nacional de premiação da 20ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). 

 

Já nesta terça (23), a agenda do presidente Lula prevê outros compromissos no Rio de Janeiro. O destaque será a solenidade de entrega do novo trecho da estrada na Serra das Araras (RJ).

 

De volta a Brasília, Lula  deve ter uma reunião com o seu líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). No encontro será definida a situação do senador como líder. 

 

A investigação da Polícia Federal que atingiu o senador na última quinta (18) deixou o cargo de líder do governo no Senado na mira. A possibilidade de uma troca na posição ganhou força, mas o congressista resiste, também de olho em se reeleger nas eleições deste ano.

 

A agenda do presidente Lula prevê ainda para esta semana uma viagem na próxima sexta (26) ao estado de Santa Catarina. Está prevista inicialmente uma visita ao Porto de Itajaí. 

 

No calendário da economia, a semana tem como destaque a divulgação, nesta terça (23), da Ata do Copom, com detalhes sobre a decisão tomada na semana passada a respeito da taca básica de juros. O Copom reduziu a Selic de 14,50% para 14,25%, e o mercado financeiro aguarda a Ata para saber se acontecerão novos cortes ou se o ritmo de redução dos juros vai ser interrompido. 

 

Outro destaque da semana será a divulgação, na próxima quinta (25), pelo IBGE, do IPCA-15. O indicador revelará a prévia da inflação oficial no mês de junho. 

 

PODER LEGISLATIVO

 

A semana no Congresso Nacional deve ser esvaziada por conta dos festejos de São João e pelo jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo. Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não marcaram nenhuma sessão de votação no plenário para os próximos dias.  

 

Com a agenda esvaziada nas duas casas do Congresso, pautas de maior peso político devem ficar para a próxima semana, quando líderes partidários tentarão organizar um esforço concentrado antes do início do recesso parlamentar. 

 

As comissões da Câmara e do Senado também devem ter poucas atividades nos próximos dias. Nesta segunda (22), a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara faz visita técnica a hospitais federais do Rio de Janeiro. Em São Paulo, a Comissão de Legislação Participativa promove seminário sobre Justiça do Trabalho, pejotização e fim da escala 6x1.

 

Na terça (23), em Belo Horizonte, uma comissão especial da Câmara realiza seminário sobre o novo enquadramento do microempreendedor individual (MEI) e a atualização do Simples Nacional. Também estão previstos debates sobre trabalhadores da cultura, servidores do Instituto Nacional da Produção Industrial (Inpi), call centers, Defensorias Públicas, inclusão de estudantes com deficiência e preservação do bioma Pampa.

 

Na próxima quinta (25), no Senado, a Comissão de Direitos Humanos promove audiência pública interativa. Na Câmara, a Comissão Externa sobre Feminicídios no Rio Grande do Sul fará visitas técnicas em Porto Alegre para entrega de relatório à Polícia Civil e à Defensoria Pública.

 

Também na quinta, a Comissão de Finanças e Tributação realiza mesa redonda em Poços de Caldas sobre política de terras raras. A Comissão de Comunicação discute a implementação do ECA Digital, enquanto a Comissão de Meio Ambiente debate a preservação do rio Tietê em Penápolis, no interior paulista.

 

PODER JUDICIÁRIO

 

No Judiciário, um dos destaques da semana é a possível decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre a permanência do ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar. Na quarta (24) vence o prazo de 90 dias definido por Moraes quando permitiu que Bolsonaro cumprisse pena em sua residência e se recuperasse de uma internação hospitalar. 

 

A prorrogação do regime domiciliar, no entanto, pode ter sido prejudicada depois que um sargento do Exército foi pego numa blitz em Brasília portando uma arma pertencente a Bolsonaro. Moraes determinou que o ex-presidente preste esclarecimentos à Polícia Civil do Distrito Federal nesta terça (23), em sua casa, e esse depoimento pode ser determinante para a decisão sobre a prisão. 

 

Já no Supremo Tribunal Federal (STF), o destaque da semana é o julgamento, na próxima quarta (24), do RE 1446336 (Tema 1.292), que discute a natureza da relação de trabalho entre motoristas de aplicativo e as plataformas digitais que oferecem esse tipo de serviço. O recurso foi apresentado ao STF pela Uber, que afirma existirem mais de 10 mil processos sobre o tema em tramitação nas diversas instâncias da Justiça do Trabalho.  

 

A empresa questiona decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que reconheceu a existência de vínculo empregatício entre uma motorista e a empresa. Para a corte trabalhista, a empresa deve ser considerada uma empresa de transporte e não uma plataforma digital.

 

O TST considerou que a subordinação fica caracterizada porque o motorista não possui nenhum tipo de controle em relação ao preço das corridas e ao percentual a ser descontado sobre o valor. A autonomia do trabalhador, destaca a decisão, está restrita apenas à escolha de horários e corridas. 

 

Além disso, a empresa estabelece parâmetros para aceitar determinados motoristas e faz unilateralmente o desligamento do motorista, caso ele descumpra alguma norma interna.

 

No Supremo, a Uber argumenta que a decisão do TST tolhe o direito à livre iniciativa de exercício de atividade econômica e coloca em risco “um marco revolucionário” nos modelos de mobilidade urbana, com potencial de inviabilizar a continuidade de sua atividade.

 

A decisão a ser tomada pelos ministros do STF sobre esse tema passará a ser aplicada a todos os demais processos semelhantes na Justiça.

 

Já para a sessão plenária de quinta (25) está pautada a análise de três ações (ADIs 7493, 7867 e 7869) que contestam normas estaduais de Mato Grosso e da Paraíba sobre emendas parlamentares e reajuste das propostas orçamentárias.

Moraes marca depoimento de Bolsonaro em investigação sobre arma apreendida com agente do GSI
Antonio Augusto / STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (19) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) preste depoimento no inquérito que investiga a apreensão de uma pistola registrada em seu nome e localizada com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma abordagem policial no Distrito Federal.

 

A oitiva foi marcada para o dia 23 de junho, às 15h, e será realizada de forma presencial na residência de Bolsonaro, em Brasília, onde ele cumpre prisão domiciliar humanitária. Segundo Moraes, o procedimento ocorrerá no local devido às restrições impostas ao ex-presidente quanto ao uso de comunicações eletrônicas.

 

O depoimento foi solicitado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), responsável pela investigação conduzida pela 17ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Norte. Na mesma decisão, o ministro também determinou que a defesa informe se há um profissional de saúde contratado para acompanhar Bolsonaro durante o período noturno e esclareça se os agentes responsáveis por sua segurança deixam a residência diariamente à noite.

 

A investigação teve início após a apreensão da arma na última segunda-feira (15), durante uma blitz em Taguatinga. O armamento estava com um sargento do Exército vinculado ao GSI, que afirmou aos policiais trabalhar para Bolsonaro e informou que a pistola pertencia ao ex-presidente.
 

Lindbergh pede ao STF que revogue domiciliar de Bolsonaro por ter mantido arma de fogo em cumprimento de pena
Foto: Divulgação/Sindifisco Nacional de Brasília

Em ofício encaminhado nesta quarta-feira (17) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu a revogação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. O deputado petista cita a revelação de que uma arma Glock calibre 9mm, de propriedade do ex-presidente, foi apreendida durante uma blitz em Brasília, em poder de um militar.

 

Segundo o militar vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e cedido à Casa Civil para atuar na segurança de Bolsonaro, a arma seria levada para o reparo. Apesar de ter documentação regular, a pistola foi recolhida pela Polícia Civil, após sua apreensão na blitz, porque o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf) não estava no veículo. 

 

No ofício encaminhado a Alexandre de Moraes, Lindbergh Farias afirma que a manutenção de uma arma de fogo no local de cumprimento da custódia por parte de Jair Bolsonaro é incompatível com o benefício concedido a ele pelo STF.

 

“A prisão domiciliar continua sendo prisão. A residência, enquanto durar a medida, não é apenas domicílio privado: é o espaço definido judicialmente para o cumprimento da custódia. Por isso, deve ser compatível com as finalidades da execução penal, com a segurança pública e com a autoridade da condenação”, afirmou Lindbergh.

 

O deputado, que é vice-líder do governo na Câmara, reitera que o episódio deveria ser considerado um impeditivo para a manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente. O prazo de 90 dias dado pelo ministro Alexandre de Moraes para a prisão domiciliar vence no próximo dia 25 de junho. 

 

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, em documento enviado ao STF nesta quarta, reconheceu ter havido o pedido de ajuda a um militar do Gabinete de Segurança Institucional para o conserto da arma de fogo. Os advogados afirmam que a própria equipe de segurança de Bolsonaro havia deixado a arma de fogo inoperante para evitar riscos, em face das condições de saúde mental do político.

 

“[...] as medicações psiquiátricas que vinham sendo ministradas ao Peticionário [Jair Bolsonaro], capazes de afetar sua cognição — e que, inclusive, foram determinantes no episódio do rompimento da tornozeleira eletrônica —, levaram sua equipe de segurança, sem seu conhecimento prévio, a retirar o percussor da arma, tornando-a inoperante”, diz o documento da defesa.

 

Ainda segundo os advogados, Jair Bolsonaro manipulou a arma, testou o disparo e constatou que “o mecanismo não estava funcionando regularmente”. Por isso, teria pedido que um dos militares que atuam na sua segurança pessoal levassem a pistola para o conserto.
 

Arma registrada em nome de Jair Bolsonaro é apreendida durante blitz no DF
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uma arma de fogo registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro foi apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal durante uma blitz na noite desta segunda-feira (15), no Pistão Norte, em Taguatinga. A informação foi divulgada pelo jornal Metrópoles. 

 

O armamento estava na posse de um sargento ligado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Ele foi abordado durante a fiscalização de rotina e conduzido à 21ª Delegacia de Polícia (Pistão Sul) para prestar esclarecimentos.

 

Segundo a reportagem, o militar se apresentou como integrante do GSI durante a abordagem policial e apresentou documentação referente ao porte funcional. Ele informou ainda no local que a arma pertenceria a Bolsonaro. Em depoimento, o sargento afirmou que havia retirado o armamento para realizar um reparo mecânico após identificar uma pane que, segundo ele, seria de simples solução. O problema estaria relacionado ao percussor da arma.

 

O relato do militar ainda citou que o armamento foi retirado na segunda-feira (15) e seria devolvido ao proprietário nesta terça-feira (16), após a conclusão do conserto. Apesar de possuir porte de arma, a situação chamou a atenção dos policiais porque o armamento estava registrado em nome de terceiros. 

 

Diante da circunstância, a arma foi apreendida e o caso encaminhado para análise da Polícia Civil. A ocorrência foi registrada na 21ª Delegacia de Polícia, que irá apurar as circunstâncias da posse da arma, a regularidade do transporte do armamento e a documentação apresentada pelo militar.

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro, dono do armamento, está em prisão domiciliar. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado, Bolsonaro começou a cumprir pena em novembro de 2025.

VÍDEO: Flávio visita Bolsonaro e lamenta não poder assistir jogo do Brasil com pai
Foto: Reprodução / Instagram de @flaviobolsonaro

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), realizou uma visita ao pai, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), neste sábado (13), após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Em vídeo publicado no X após o encontro, o parlamentar lamentou não poder assistir ao jogo do Brasil na casa em que o pai cumpre prisão domiciliar.

 

"Estou saindo agora da casa do meu pai, mais um dia de visita, dessa vez com a minha esposa, minhas filhas que estavam com saudade aqui do vovô. Está bem o meu pai, firme e forte aqui como sempre, dando todo apoio", afirmou.

 

"Vamos torcer pelo Brasil hoje. Infelizmente não vou poder assistir o jogo junto com ele, mas ele está aqui na torcida pela seleção e pelo Brasil como todos nós", completou.

 

 

A visita de Flávio, esposa e filhos foi autorizada por Moraes na última quinta-feira (11). De acordo com o magistrado, apesar de Bolsonaro estar em um regime específico de visitas por conta de seu estado de saúde, a visita das netas "revela-se compatível com as finalidades da prisão domiciliar e com as condições anteriormente fixadas, contribuindo para a manutenção do suporte familiar indispensável ao adequado cumprimento da pena".

 

O ex-presidente cumpre a pena de 27 anos e três meses de prisão pelo julgamento da trama golpista desde novembro de 2025.

Bolsonaro intensifica tratamento após agravamento de crises de soluço
Marcos Corrêa / PR

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou agravamento nas crises de soluço registradas nos dias 9 e 10 de junho, segundo relatório médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela defesa. De acordo com o documento, a equipe responsável pelo acompanhamento clínico decidiu aumentar a dosagem dos medicamentos utilizados no tratamento após a intensificação dos sintomas.

 

Além disso, foram solicitados exames para identificar possíveis causas relacionadas à recorrência do problema. Entre os procedimentos indicados estão uma endoscopia digestiva alta, uma manometria esofágica de alta resolução e uma pHmetria gástrica. 

 

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde 27 de março, benefício concedido em razão de seu estado de saúde. O ex-presidente também segue em recuperação de um quadro de broncopneumonia e recebe acompanhamento médico por outras condições crônicas.

 

A medida tem prazo inicial de 90 dias e deverá ser reavaliada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, relator do processo. Caberá ao magistrado decidir se Bolsonaro continuará em prisão domiciliar ou retornará ao sistema prisional após o período estabelecido.

Mais de 65% dos brasileiros afirmam que Flávio Bolsonaro errou ao pedir dinheiro para Daniel Vorcaro
Foto: Reprodução Redes Sociais

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) errou ao pedir dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa foi a visão da grande maioria dos entrevistados da nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10). 

 

De acordo com a pesquisa, 65% disseram que o candidato a presidente do PL errou ao pedir cerca de R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro para financiar o filme. Já para 17% dos entrevistados pela Genial/Quaest, Flávio Bolsonaro acertou em pedir o financiamento e não viram nada demais na situação. 

 

Em outro questionamento da pesquisa, 60% disseram que, pelo que foi ouvido até aqui, consideraram suspeitas as conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Outros 19% acreditaram que as relações entre o senador e o banqueiro foram “normais”, e 21% não sabem ou não responderam. 

 

A Genial/Quaest também perguntou aos brasileiros se o presidenciável Flávio Bolsonaro poderia estar escondendo algum tipo de envolvimento ilegal no caso do Banco Master. Para 58%, Flávio poderia sim estar escondendo informações e ilegalidades, enquanto 27% negaram que ele estivesse envolvido em algo ilegal. 

 

A percepção de que o senador Flávio Bolsonaro “errou” na sua relação com Vorcaro foi majoritária entre lulistas (76%), esquerdistas não lulistas (87%), independentes (67%) e direitistas não bolsonaristas (53%). Entre os bolsonaristas, houve empate entre quem considerou que o pré-candidato devia ter evitado pedir financiamento e quem não viu nada de mais na negociação: 42%.

 

Outro recorte da pesquisa mostrou que 62% dos entrevistados acreditam que o senador do PL sabia que Vorcaro estava envolvido em corrupção, e mesmo assim pediu dinheiro a ele para o filme. Para outros 26%, Flávio Bolsonaro não sabia que Vorcaro seria corrupto.

 

O instituto Genial/Quaest ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. O nível de confiança da pesquisa é de 95%, a pesquisa foi registrada junto à Justiça Federal sob o número BR-07661/2026.
 

Parlamentares pedem que Mendonça inclua financiamento de filme sobre Bolsonaro em inquérito do Banco Master
Fotos: Reprodução / CNJ / Redes Sociais via Instagram @flaviobolsonaro

Parlamentares de esquerda acionaram o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, para solicitar que o financiamento do documentário "Dark Horse", que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, seja investigado no âmbito do inquérito do Banco Master, sob relatoria do ministro. A informação foi originalmente revelada pelo Lauro Jardim, do jornal O Globo.

 

De acordo com a petição apresentada à Corte, há indícios de conexões entre o núcleo econômico-financeiro ligado ao banco e a produção do longa-metragem, que foi financiado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Os parlamentares também apontam suspeitas envolvendo a produtora e a Organização Não Governamental (ONG) associadas ao filme, além de contratos firmados com a Prefeitura de São Paulo.

 

RECURSOS PÚBLICOS 
O documento enviado ao STF cita, como exemplo, uma recente operação realizada pela Polícia Civil de São Paulo que investiga suspeitas de irregularidades no programa municipal "Wi-Fi Livre SP", voltado à instalação de pontos públicos de internet. Entre os alvos dessa apuração em território paulista figuram entidades relacionadas ao documentário "Dark Horse" e a produtora Karina Gama.

 

Outro ponto destacado pelos parlamentares refere-se ao patrocínio de R$ 3,5 milhões concedido pelo município de São Paulo a uma feira gospel. A organização desse evento evangélico também esteve sob a responsabilidade de Karina Gama.

 

Para os autores da petição, as transações financeiras revelam um "eixo comum" e uma possível circulação de verbas públicas e privadas envolvendo o mesmo grupo de pessoas, entidades e estruturas empresariais, o que justificaria a unificação dos casos sob a relatoria do ministro André Mendonça.

 

"A apuração fragmentada pode impedir a compreensão global dos fatos, especialmente quanto à origem, circulação, destino e eventual triangulação de recursos", sustenta trecho da petição à qual o jornal O Globo teve acesso.

 

Os deputados Luciene Cavalcante (Psol) e Carlos Giannazi (Psol), em conjunto com o vereador paulistano Celso Giannazi, solicitaram que o magistrado determine a preservação de todos os documentos, mensagens e registros de comunicação dos envolvidos. Eles também pedem que o STF requisite o envio de inquéritos policiais e processos administrativos em andamento em outros órgãos que versem sobre o tema.


Em outra frente de investigação na Suprema Corte, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste a respeito de um pedido para ampliar o escopo do inquérito que apura a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A manifestação solicitada visa avaliar a inclusão do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro no rol de investigados desse caso.

Flávio Bolsonaro diz ter pedido a Trump que PCC e CV sejam tratados como organizações terroristas
Andressa Anholete / Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (26) que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sejam classificados como organizações terroristas. A declaração foi dada após reunião entre os dois no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. Segundo Flávio, o tema foi tratado diretamente durante o encontro com o presidente norte-americano.

 

“Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, afirmou o parlamentar durante entrevista coletiva.

 

O senador também criticou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas relações com os Estados Unidos e disse que atua em direção oposta ao governo federal no debate sobre segurança pública e combate às facções criminosas.

 

Apesar do pedido, Flávio Bolsonaro afirmou que Trump não deu uma resposta definitiva sobre a possibilidade de enquadrar as facções brasileiras como grupos terroristas. “Ele ficou de avaliar”, declarou.

Deputado baiano integra comitiva bolsonarista em viagem aos EUA para encontro com Trump
Divulgação

O deputado estadual baiano Leandro de Jesus (PL), foi convidado pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro para integrar a comitiva de parlamentares brasileiros que acompanha a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos. O parlamentar já está em solo americano ao lado de Eduardo Bolsonaro.

 

“O Eduardo é diferenciado e consegue ler muito bem a política brasileira. Estamos aqui representando a Bahia para dizer que a esquerda vai perder em outubro”, afirmou o deputado baiano.

 

De acordo com o pré-candidato a deputado federal, o senador Flávio Bolsonaro informou, em ligação neste sábado (23), que deve chegar aos Estados Unidos nos próximos dias para uma reunião com o presidente norte-americano Donald Trump, a convite da Casa Branca.

 

Flávio também afirmou que mantém conversas frequentes com o ex-presidente Jair Bolsonaro e destacou que o grupo deve permanecer mobilizado politicamente. 

VÍDEO: Flávio Bolsonaro publica trailer de "Dark Horse", cinebiografia sobre Jair Bolsonaro
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

O trailer do filme “Dark Horse”, cinebiografia que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), teve bastidores divulgados pelo portal Metrópoles e pelo então pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) ainda na terça-feira (19). A publicação do parlamentar ocorreu após o vídeo vazar nas redes sociais.

 

Confira o trailer abaixo:

 

Antes da divulgação na internet, Flávio Bolsonaro já havia exibido a prévia do longa-metragem durante uma reunião fechada com lideranças do Partido Liberal (PL).

 

Em declaração à imprensa, o senador comentou sobre a recepção do material pelos colegas de partido: "Inclusive eu tive a oportunidade de passar um trailer aqui, na sala, para os parlamentares. Acho que gostaram bastante do trailer de dois minutos", revela.

 


A cinebiografia conta com a direção do cineasta norte-americano Cyrus Nowrasteh, conhecido em Hollywood por conduzir dramas de teor político e religioso, a exemplo de "O Apedrejamento de Soraya M." (2008) e "O Jovem Messias" (2016).

 

A estrutura narrativa do filme se inicia a partir do atentado sofrido por Jair Bolsonaro. A prévia editada destaca momentos marcantes da biografia do ex-presidente, incluindo o período de recuperação hospitalar, debates eleitorais e o casamento com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

 

 

Documentário sobre Jair Bolsonaro reúne lideranças da direita em Salvador
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A estreia do documentário “A Colisão dos Destinos”, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), reuniu apoiadores e lideranças da direita baiana na noite desta quarta-feira (20), em Salvador. A exibição aconteceu no Shopping da Bahia, e teve ingressos esgotados antes do evento.

 

A produção aborda momentos da vida pública de Bolsonaro, desde a juventude até a eleição presidencial de 2018. A sessão na capital baiana contou com a presença dos deputados Diego Castro e Capitão Alden, ambos do PL. Os parlamentares destacaram a mobilização do público conservador em torno da estreia.

 

Segundo Diego, o interesse pela produção demonstra espaço para conteúdos alinhados ao campo da direita também no setor cultural. “Existe um público que quer consumir conteúdos alinhados com os valores da direita e participar desses espaços. O esgotamento dos ingressos mostra que há interesse das pessoas em acompanhar essa trajetória e fortalecer esse debate também no campo cultural”, declarou o parlamentar.

 

Já Alden afirmou que o cinema é um ambiente importante para debate político e formação de opinião. “A direita precisa ocupar todos os espaços, inclusive os culturais. O cinema também é um ambiente de debate de ideias e de formação de opinião. Esse documentário apresenta fatos importantes da trajetória do presidente Bolsonaro e desperta o interesse de muitas pessoas que acompanharam esse período político do Brasil”, afirmou o deputado federal.

 


Divulgação

 

Durante o evento, os dois parlamentares também manifestaram apoio ao nome de Flávio Bolsonaro para a disputa presidencial de 2026, após a repercussão envolvendo o senador e o empresário Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master. 

Caiado critica políticos ligados a Vorcaro e eleva tom em disputa pela direita
Secretaria de Comunicação / Governo de Goiás

O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), endureceu o discurso sobre os desdobramentos do caso envolvendo o empresário Daniel Vorcaro durante participação na Marcha dos Prefeitos, em Brasília, nesta quarta-feira (20). Sem citar diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL), Caiado afirmou que “político contaminado por Vorcaro não pode ser presidente do Brasil”.

 

A declaração acontece após a divulgação de áudios que mostram o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro cobrando recursos do dono do Banco Master para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-chefe do Executivo.

 

Durante a fala, Caiado afirmou que o empresário teria influência sobre diferentes setores do poder público e criticou o cenário político nacional. “Você não sabe em quem acredita”, declarou o governador, ao mencionar instituições como Congresso, Supremo Tribunal Federal e Presidência da República.

 

Apesar da repercussão, o pré-candidato do PSD negou que a declaração tenha sido direcionada especificamente a Flávio Bolsonaro. Segundo ele, não costuma fazer “indiretas” e defendeu que é necessário ter responsabilidade para disputar o comando do país.

 

ASSISTA:

Dark Horse: PGR analisa pedido de bloqueio de bilheteria do filme de Bolsonaro bancado por Vorcaro
Foto: Divulgação

O filme 'Dark Horse', que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, está sendo alvo de uma representação enviada à Procuradoria-Geral da República, que pede a abertura de investigação sobre os recursos usados na produção do longa, financiado por parte da fortuna desviada por Daniel Vorcaro.

 

As informações são da coluna de Lauro Jardim, do jornal 'O Globo'.

 

A PGR confirmou o recebimento da representação, que pede para que o órgão adote medidas cautelares para bloquear eventuais receitas de bilheteria do longa no Brasil, e informou que o caso foi encaminhado à Assessoria de Controle Extrajudicial para análise preliminar.

 

A justificativa para o pedido é que o investimento feito no longa pode ter sido de recursos hoje investigados pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal, já que o Banco Master está sendo acusado de cometer uma fraude bilionária.

 

De acordo com a publicação, o argumento central da representação é o de que o aporte feito por Vorcaro no projeto, de R$ 61 milhões, poderia configurar tentativa de ocultação ou circulação de patrimônio em meio às investigações sobre o rombo do banco.

 

No documento, são mencionados ainda as apurações que miram a recuperação de cerca de R$ 50 bilhões atribuídos ao colapso do negócio de Vorcaro, incluindo recursos ligados ao Fundo Garantidor de Créditos e a fundos previdenciários estaduais.

 

Na última terça-feira (19), o longa foi alvo de denúncias de más condições de trabalho durante as gravações realizadas em São Paulo. Ao menos 15 profissionais procuraram o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado de São Paulo (Sated-SP) relatando agressões físicas, assédio moral, atrasos salariais e revistas pessoais consideradas constrangedoras nos bastidores da produção.

 

Já no início da semana, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a abertura de uma investigação sobre o financiamento do longa 'Dark Horse', que conta a história de Jair Bolsonaro, para impedir o lançamento da produção antes das Eleições 2026.

Deputado baiano confirma ida aos EUA para encontro com Eduardo Bolsonaro após repercussão do caso “Dark Horse”
Divulgação

O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) confirmou que viajará aos Estados Unidos para participar de reuniões com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), em meio à repercussão envolvendo o filme “Dark Horse” e os áudios atribuídos ao senador Flávio Bolsonaro. Em entrevista ao Bahia Notícias, o parlamentar afirmou que o encontro, previsto para ocorrer em Dallas, no Texas, terá foco nas eleições de 2026 e não será bancada pelos cofres públicos.

 

“Alguns temas específicos que dizem respeito, por exemplo, às eleições agora de 2026, os desdobramentos dos próximos meses, as nossas estratégias de expansão, de campanha e de busca do resultado que nós esperamos ter no Brasil como um todo. [...] Só para deixar claro: os recursos que pagam essa minha viagem aos Estados Unidos são recursos próprios”, declarou.

 

Leandro também destacou que Eduardo Bolsonaro acompanha de perto a política baiana e apoia sua pré-candidatura a deputado federal. “No caso da Bahia, especialmente o Eduardo, ele é um apoiador direto em relação à minha caminhada”, disse. O deputado ainda citou o ex-prefeito de Salvador ACM Neto ao comentar o cenário eleitoral no estado. Segundo ele, Eduardo considera Neto “o único nome de oposição capaz de vencer o PT na Bahia”.

 

Durante a entrevista, Leandro de Jesus também saiu em defesa do filme “Dark Horse”, projeto inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o parlamentar, as críticas envolvendo o longa e as recentes revelações sobre negociações financeiras seriam motivadas pelo crescimento político do grupo bolsonarista.

 

“Toda essa 'desinformação' está sendo criada exatamente porque estávamos num cenário em que o Flávio vinha despontando para derrotar o Lula. O filme retrata uma história real do Jair Bolsonaro e reacende essa chama sobre aquilo que nós queremos para o Brasil”, afirmou.

 

As reuniões organizadas por Eduardo Bolsonaro devem reunir deputados federais, estaduais e pré-candidatos ligados ao PL. Os encontros também são vistos como uma demonstração de apoio ao filho do ex-presidente após a divulgação de reportagens sobre o financiamento do filme e movimentações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Deputado aciona TSE para impedir lançamento de filme sobre Jair Bolsonaro antes das eleições; entenda
Foto: Divulgação

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a abertura de uma investigação sobre o financiamento do longa 'Dark Horse', que conta a história de Jair Bolsonaro, para impedir o lançamento da produção antes das Eleições 2026. As informações são da colunista Malu Gaspar, do jornal 'O Globo'.

 

A movimentação, junto ao grupo Prerrogativas, tem como propósito evitar que o filme funcione como uma "peça de comunicação política" para a campanha de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência do Brasil.

 

O grupo ainda aponta que o filme, que recebeu R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro, pode ser configurado como propaganda eleitoral “dissimulada”, financiada por "recursos milionários de origem suspeita, com indícios de abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação, caixa 2, doação empresarial indireta e lavagem de dinheiro".

 

“O conjunto de fatos revela possível engrenagem de financiamento político paralelo: agentes políticos, banqueiro investigado, estrutura empresarial estrangeira, fundo no exterior, contratos privados, valores milionários, obra de exaltação política e lançamento estratégico no período eleitoral.”

 

Na representação que foi obtida pela coluna de Gaspar, os aliados de Lula traçam um paralelo entre “Dark horse” e um precedente do próprio TSE de 2022, quando a Corte Eleitoral suspendeu a divulgação durante as eleições do documentário “Quem mandou matar Jair Bolsonaro?”, da produtora de vídeos de direita Brasil Paralelo.

 

“A aplicação do precedente ao caso ‘DarkHorse’ é direta. A obra também envolve Jair Bolsonaro, também possui conteúdo de alta relevância política, também se projeta sobre eleição presidencial e também pode ser lançada em momento sensível do calendário eleitoral”, afirma a ação.

Ingressos para estreia de documentário sobre trajetória de Bolsonaro esgotam em Salvador após mobilização de apoiadores
Foto: Divulgação

Os ingressos para a estreia do documentário “A Colisão dos Destinos”, em Salvador, foram esgotados após mobilização de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. A exibição está marcada para a próxima quarta-feira (20), às 19h30, no UCI do Shopping da Bahia.

 

O filme acompanha a trajetória de Bolsonaro desde a infância até a chegada à Presidência da República, em 2018. Segundo a sinopse oficial, a produção busca apresentar episódios pessoais e fatos que marcaram sua vida política.

 

O documentário reúne depoimentos dos filhos Carlos, Flávio e Eduardo Bolsonaro, além de relatos de familiares e aliados políticos, como o deputado federal Nikolas Ferreira. Entre os temas abordados está o atentado sofrido por Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018, narrado a partir de relatos dos próprios filhos.

 

“Existe um público que quer consumir conteúdos alinhados com os valores da direita e participar desses espaços. [...] A direita precisa ocupar todos os espaços, inclusive os culturais. O cinema também é um ambiente de debate de ideias e de formação de opinião. Esse documentário apresenta fatos importantes da trajetória do presidente Bolsonaro e desperta o interesse de muitas pessoas que acompanharam esse período político do Brasil”, afirmou o deputado estadual Diego Castro (PL), aliado do ex-presidente na Bahia.
 

Eduardo Bolsonaro nega que é financiado por Vorcaro e diz que investiu dinheiro próprio em filme
Reprodução/EDUARDO BOLSONARO via Youtube

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) negou ter recebido recursos do banqueiro Daniel Vorcaro para custear sua estadia nos Estados Unidos ou atuar como produtor do filme “Dark Horse”, baseado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em vídeo publicado em seu canal no YouTube, Eduardo afirmou que investiu cerca de US$ 50 mil do próprio bolso para garantir a contratação de um diretor de Hollywood responsável pelo roteiro da produção.

 

"Recebi de volta o dinheiro investido, referente ao contrato com a produtora, mas essa transação não passou pelo fundo de investimento. A afirmação de que Eduardo Bolsonaro é financiado por Daniel Vorcaro é falsa. Investi US$ 50 mil nos Estados Unidos. O objetivo era garantir um contrato com um diretor de Hollywood, para que ele pudesse elaborar o roteiro e dar início ao projeto. Esse contrato permitiu manter o diretor por dois anos, assumindo eu, pessoalmente, todos os riscos," declarou.

 

Segundo o ex-parlamentar, o valor foi enviado aos Estados Unidos para manter o diretor ligado ao projeto por dois anos, até a chegada de investidores interessados em financiar o longa. Ele também afirmou que chegou a constar como diretor-executivo do filme em um contrato antigo, mas disse que deixou a função após a criação de uma estrutura de investimento fora do Brasil.

 

A declaração ocorre após reportagens apontarem que o banqueiro Daniel Vorcaro teria destinado recursos para a produção do filme, alvo de apurações sobre a origem e destinação do dinheiro.

 

CONFIRA:

Relatório enviado ao STF aponta melhora de Bolsonaro após cirurgia no ombro
Alan Santos/PR

Os médicos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enviaram nesta sexta-feira (15) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um novo relatório sobre o estado de saúde do ex-mandatário após cirurgia realizada no ombro direito no início do mês.

 

Segundo o documento encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, Bolsonaro apresentou melhora nos episódios recorrentes de soluços após ajustes no tratamento médico. A equipe informou ainda que o ex-presidente mantém sessões diárias de fisioterapia motora leve e utiliza tipoia para imobilização parcial do braço direito. O relatório aponta que ele está sem dores e faz uso de analgesia transdérmica.

 

Os médicos também relataram alteração residual na base do pulmão esquerdo e quadro persistente de instabilidade no equilíbrio corporal. Bolsonaro passou por uma cirurgia no dia 1º de maio para tratar lesões no manguito rotador do ombro direito. O ex-presidente segue cumprindo prisão domiciliar, dentro do prazo inicial de 90 dias determinado pelo STF.

Flávio Bolsonaro admite novos vazamentos e nega irregularidades em filme sobre Jair
Geraldo Magela/Agência Senado

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (15) que podem surgir novos vazamentos envolvendo conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mas garantiu que toda a relação entre os dois foi ligada apenas ao filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro (PL).

 

“É legitimo que pensem dessa forma [sobre novos vazamentos], mas não tem nada diferente do filme. Pode vazar um 'videozinho' mostrando o estúdio que eu possa ter enviado pra ele, algum encontro que eu possa ter tido com ele, foi tudo para tratar sobre o filme, não vai ter surpresinha”, disse à CNN Brasil.

 

Flávio também afirmou estar disposto a divulgar os contratos ligados ao financiamento do longa, mas alegou que os documentos pertencem a um fundo privado nos Estados Unidos e seguem regras de compliance. O senador ainda pediu desculpas por ter negado inicialmente contato com Vorcaro após a divulgação de mensagens pelo The Intercept Brasil.

 

“Se alguém não entende a razão da minha obrigação de me comportar daquele jeito, eu peço desculpas. Eu sabia que isso ia acontecer, essa perseguição, sabia que iam jogar sujo”, declarou.

 

Ao comentar a participação do irmão, Eduardo Bolsonaro (PL), Flávio afirmou confiar “100%” nele e no deputado federal Mário Frias (PL). De acordo com o senador, Eduardo chegou a investir recursos próprios no projeto para manter o roteirista ligado à produção.

Conversa entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro movimenta as redes e causa forte desgaste ao presidenciável do PL
Foto: Reprodução Redes Sociais

O terremoto que abalou a política brasileira nesta semana, a partir da revelação de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, provocou forte debate nas redes sociais e causou intenso desgaste ao pré-candidato e principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

 

Esse cenário foi revelado em análises da movimentação nas redes feitas por plataformas de monitoramento da atividade dos internautas. Um desses estudos, da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, por exemplo, mostra que desde a última quarta-feira (13), quando veio a público o pedido de dinheiro feito por Flávio Bolsonaro a Vorcaro, esse assunto dominou as redes sociais, somando mais de 14 milhões de interações, entre curtidas, compartilhamentos e comentários nas principais plataformas. 

 

Na rede X, segundo o estudo da Nexus, o pico de menções ao assunto foi registrado no começo da noite da última quarta. Entre as expressões em destaque na nuvem de termos da rede figuram “Lei Rouanet”, “filme sobre Jair Bolsonaro”, “CPI do Banco Master”, “estarei contigo” e “dinheiro público”.

 

Nas redes sociais da Meta, Facebook e Instagram, foram feitas 29 mil menções em português ao tema, com mais de 10,7 milhões de interações. Na nuvem de termos destas plataformas, a expressão “134 milhões” ganha destaque.

 

Em todas as plataformas, o debate se dividiu entre a ironia dos críticos a respeito da origem dos recursos para o filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e a apreensão de apoiadores com o desgaste da imagem do pré-candidato e da própria família Bolsonaro, já que o irmão, Eduardo, também apareceu na história.

 

Outro estudo, realizado pelo sistema Hórus, plataforma de monitoramento em tempo real da AP Exata, revela que o caso do pedido de R$ 134 milhões para o filme “Dark Horse” causou forte desgaste para o senador Flávio Bolsonaro nas redes sociais. Os números da empresa mostram que 64,3% das menções ao senador foram negativas nas redes, o pior índice entre os nomes monitorados e o mais alto desde o início de sua pré-campanha a presidente.

 

O levantamento da AP Exata também aponta queda no índice de confiança associado ao presidenciável do PL, que recuou para 13,7%, uma baixa de 2,8 pontos percentuais em relação ao período anterior ao escândalo. Trata-se do menor patamar entre os pré-candidatos monitorados.

 

Apesar do desgaste, Flávio Bolsonaro liderou novamente o volume de menções nas redes nesta quinta-feira, com 24,7% do total monitorado pela AP Exata.

 

Em seguida aparecem o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 24,3%, e o presidente Lula, com 18%. Renan Santos (Missão) teve 12,6%, enquanto o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), chegou a 9,8%.

 

O crescimento de Zema ocorreu principalmente após críticas públicas feitas por ele ao senador. Antes da crise, o ex-governador mineiro respondia por cerca de 10% das menções. Agora, ampliou sua participação em aproximadamente 14 pontos percentuais ao longo do dia.

 

A maior visibilidade de Zema, entretanto, também trouxe custo reputacional. As menções negativas ao ex-governador subiram 4,1 pontos percentuais após suas declarações sobre Flávio, impulsionadas principalmente por críticas de perfis bolsonaristas.

 

Os dados da AP Exata indicam ainda estabilidade para o presidente Lula. O líder petista manteve os principais indicadores praticamente inalterados, com leve alta de 0,4 ponto percentual em menções positivas e variação semelhante no índice de confiança, sem impacto direto relevante da crise.

 

A análise mostra que o caso envolvendo Flávio Bolsonaro e o dono do Banco Master ainda não se converteu em ganho expressivo para Lula, embora possa abrir espaço futuro para o presidente entre eleitores moderados e indecisos.
 

Na GloboNews, Flávio diz que Vorcaro deu R$ 160 milhões para Luciano Huck e pergunta: "era dinheiro sujo?"
Foto: Reprodução GloboNews

Em entrevista na GloboNews nesta quinta-feira (14), o senador  Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou que haja qualquer irregularidade em sua relação com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Durante a entrevista, o pré-candidato a presidente comparou a repercussão das conversas dele com o dono do Banco Master a investimentos feitos por Vorcaro em outros projetos, além de questionar o tratamento dado ao episódio.

 

"Quando o Daniel Vorcaro, o banco dele, colocou R$ 160 milhões na Globo entre 2025 e 2026, era dinheiro sujo? É dinheiro sujo?”, questionou o senador aos jornalistas da GloboNews que o entrevistavam.

 

Flávio Bolsonaro disse que o dinheiro investido pelo Master na Globo teria sido destinado ao programa do Luciano Huck. O senador perguntou se os jornalistas sabiam da origem do dinheiro do Banco Master.

 

“Vocês sabiam da origem desse dinheiro? Eu acho que não, que vocês agiram de boa-fé, como eu agi de boa-fé”, argumentou o candidato do PL.

 

Segundo o senador, o empresário teria investido esperando retorno financeiro e não em razão de qualquer benefício político.

 

“Ele não estava fazendo favor. Eu era senador de oposição. Eu não tinha absolutamente nada para oferecer em troca”, disse.

 

A entrevista ocorreu um dia após o site The Intercept Brasil divulgar mensagens e áudios em que Flávio Bolsonaro aparece cobrando Daniel Vorcaro por pagamentos em atraso relacionados ao financiamento do filme.
 

"Eu menti", diz Flávio Bolsonaro sobre conversas com Vorcaro; Senador alega que tinha contrato de confidencialidade
Foto: Reprodução GloboNews

Uma cláusula de confidencialidade em um contrato com financiadores do filme “Dark Horse”, que fala sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, teria sido o motivo para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) escondesse sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. O pré-candidato a presidente, em entrevista à Globonews nesta quinta-feira (14), admitiu que mentiu sobre suas conversas com Vorcaro para não quebrar o contrato. 

 

“Eu não falei que era mentira. Tenho contrato de confidencialidade. Estou falando disso agora porque veio à tona, não tem mais como negar”, disse Flávio aos jornalistas da GloboNews. “Eu menti. Eu podia descumprir uma cláusula contratual? Isso gera multa, isso gera exposição dos investidores”, completou o pré-candidato.

 

Segundo o senador, o contato com o banqueiro Daniel Vorcaro era “exclusivamente” para tratar do projeto audiovisual e negou irregularidade na relação.

 

“Se eu falo assim, ‘eu conheço o Vorcaro’, a pergunta seguinte qual ia ser? ‘Qual a sua relação com ele?’ Eu ia ter que falar do filme. Foi só por isso que eu me eximi”, alegou o filho do ex-presidente Bolsonaro.

 

Na entrevista, o pré-candidato não explicou os termos do contrato de confidencialidade e nem com quem foi firmado o acordo. Flávio afirmou que a decisão de mostrar o documento depende dos investidores e do gestor do fundo envolvido.

 

“Tem que falar com o investidor, com o gestor do fundo, para saber se é possível que isso aconteça, até porque é uma relação jurídica nos Estados Unidos”, declarou Flávio Bolsonaro, que disse ainda que os contratos envolviam outros investidores, que também exigiram sigilo.
 

Site diz que Vorcaro topou receber Jair Bolsonaro em sua mansão em Brasília; Flávio afirma que encontro não aconteceu
Foto: Reprodução X

Informação divulgada pelo site Intercept Brasil nesta quinta-feira (14) revela que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, aceitou receber o ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília, em março de 2025, para juntos assistirem a um documentário. Uma troca de conversas extraída do celular do dono do Master mostra o convite. 

 

Segundo o site, o encontro foi organizado um dia após o ex-presidente Jair Bolsonaro ter virado réu por seu envolvimento na tentativa de golpe de estado em 2022. Mensagens indicam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) sabiam do encontro.

 

Em entrevista à GloboNews, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro confirmou o convite feito para que seu pai fosse assistir a um documentário na casa de Daniel Vorcaro. Flávio, entretanto, disse que o encontro não aconteceu.

 

A reunião era parte do plano para contar com o apoio de Vorcaro para financiar a produção de “Dark Horse”, filme que conta a história de Jair Bolsonaro. Mensagens obtidas pelo Intercept Brasil indicam que Mario Frias pediu para Thiago Miranda, fundador e sócio do Portal Leo Dias, fazer a ponte com Vorcaro. 

 

Segundo os registros, Miranda sugeriu o encontro a Vorcaro por WhatsApp no dia 27 de março do ano passado. Os diálogos não informam o nome do filme, mas, na época, Frias já atuava como produtor de “A Colisão dos Destinos”, um documentário de cerca de 70 minutos sobre a trajetória do ex-presidente, que estreia nos cinemas nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026.

 

A troca de mensagens entre Miranda e Vorcaro ocorreu um dia depois de a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, o STF, ter decidido por unanimidade tornar réus o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados por tentativa de golpe de estado em 2022. Jair foi condenado seis meses depois, em 11 de setembro de 2025, a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado.

 

No registro obtido pelo Intercept, Miranda compartilhou com Vorcaro uma captura de tela de uma conversa com Frias. Nesse print, o deputado federal, que foi secretário de Cultura na gestão de Bolsonaro, afirma que o encontro “vai fazer mta diferença pro PR” – PR é uma sigla que bolsonaristas costumam usar para se referir ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
 

Caso “Dark Horse”: Flávio nega desvio de recursos para Eduardo Bolsonaro
Ton Molina/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (14) que os recursos obtidos junto ao banqueiro Daniel Vorcaro foram utilizados exclusivamente na produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O parlamentar negou que o dinheiro tenha sido usado para custear despesas do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos.

 

“Todos os recursos que foram aportados nesse fundo, que é específico para esse filme, são integralmente utilizados para fazer o filme”, declarou em entrevista à GloboNews.

 

As declarações ocorreram após reportagens do The Intercept Brasil divulgarem mensagens e áudios em que Flávio aparece cobrando recursos de Vorcaro para financiar o longa. Segundo as publicações, cerca de R$ 61 milhões teriam sido destinados ao projeto.

 

O senador afirmou que sua participação se limitou à busca de investidores para viabilizar a produção audiovisual. Ele também disse que eventuais pagamentos a advogados estariam ligados à administração do fundo responsável pelo financiamento do filme. “Não tem por que querer empurrar uma intimidade que não tenho”, afirmou.

 

O caso também é alvo de apuração da Polícia Federal, que investiga se parte dos recursos pode ter sido utilizada para bancar despesas e articulações políticas de Eduardo nos Estados Unidos. A polêmica envolvendo o financiamento do filme ocorre em meio às investigações relacionadas ao Banco Master e à atuação de Daniel Vorcaro no mercado financeiro.

 

ASSISTA:

Flávio nega que tenha enviado dinheiro para seu irmão e diz que chamar Vorcaro de "mermão" não significa intimidade
Foto: Reprodução Youtube

Em entrevista à GloboNews nesta quinta-feira (14), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou que valores captados junto ao banqueiro Daniel Vorcaro tivessem sido utilizados para custear despesas do seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos. 

 

O pré-candidato repetiu explicação dada nas redes sociais no dia anterior sobre suas conversas com o dono do Banco Master, reveladas pelo site The Intercept. Flávio colocou que ele apenas estava buscando recursos para financiar a produção do filme “Dark Horse”, baseado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

“Minha participação foi buscar investidores para colocar de pé um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, meu pai, uma pessoa que está passando por uma grande perseguição e foi vítima de uma farsa por meio de uma corte, e é meu sonho fazer com que a história de vida dele, que é emocionante, seja uma homenagem em forma de filme”, disse o senador, reforçando que todos os recursos foram destinados exclusivamente ao filme.

 

A Polícia Federal iniciou uma nova linha de investigação para apurar se o dinheiro solicitado pelo senador Flávio Bolsonaro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro serviu para bancar despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA. A PF quer identificar se o montante negociado com Vorcaro de fato foi destinado para o filme ou se a produção serviu para camuflar o repasse das verbas.

 

Isso porque cerca de US$ 2 milhões teriam sido transferidos para um fundo sediado no Texas denominado Havengate Development Fund LP, que tem como um dos responsáveis legais Paulo Calixto, advogado de Eduardo.

 

Na entrevista, Flávio Bolsonaro explicou que o fundo criado para financiar o filme teve utilização específica. Segundo ele, todos os recursos captados e enviados ao fundo foram utilizados “integralmente” para fazer o filme. 

 

O pré-candidato ainda justificou a aproximação com investidores privados para o projeto cinematográfico. “Fui buscar investimento privado para um filme em homenagem ao meu próprio pai”, declarou.

 

Questionado sobre sua relação com Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro negou ter relação próxima com o banqueiro, além das tratativas relacionadas ao filme. “Eu não tenho nenhum contato com Daniel Vorcaro, a não ser para tratar de filme. As conversas mostram isso”, afirmou.

 

Outro questionamento foi feito pela emissora sobre o tom informal das mensagens trocadas com Vorcaro, o senador do PL do Rio de Janeiro disse que expressões como “irmão” e “mermão” fazem parte do vocabulário popular carioca e não indicam proximidade pessoal.

 

“Irmão, mermão, é uma expressão que a gente usa para cumprimentar, até para pedir um coco na praia. É igual guri no Rio Grande do Sul, piá no Paraná, mano em São Paulo. Não tem por que querer empurrar goela abaixo uma intimidade que não tenho”, concluiu o senador.
 

Pesquisa mostra que 66% dos torcedores de direita querem Neymar na Copa; Entre os de esquerda, 40% são contra
Foto: Reprodução Instagram

A polarização da política brasileira invadiu o futebol, e há poucos dias da convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de Futebol, a expectativa em torno da inclusão ou não do atacante Neymar entre os que disputarão a competição mobiliza opiniões e posicionamentos que mudam quando o torcedor é de direita ou de esquerda. 

 

Para medir a pulsação do tema Neymar entre torcedores de diferentes posturas políticas e ideológicas, o Centro de Estudos Aplicados de Marketing da ESPM-SP entrevistou centenas de torcedores de todo o Brasil, e pediu que cada um dos entrevistados indicasse até três jogadores que considerava indispensáveis para uma convocação e até três que não convocaria de forma alguma.

 

Nesse recorte inicial da pesquisa, o atacante Neymar liderou os dois rankings com folga. Um total de 56% da amostra afirmam que querem Neymar de volta à Seleção, e 30% disseram que não o convocariam de jeito nenhum. 

 

Nenhum outro jogador chegou perto dos dois lados ao mesmo tempo. Vinícius Jr., o segundo mais querido com 38,5%, tem apenas 8,5% de rejeição. Paquetá e Danilo aparecem com mais opiniões de rejeição do que de aprovação.

 

Se a divisão em torno de Neymar parecia apenas esportiva, os dados indicam que ela vai além das quatro linhas. Como afirma o relatório da pesquisa, a percepção do torcedor sobre o camisa 10 acompanha, de forma consistente, o espectro político brasileiro.

 

Os dados do levantamento mostram que entre os que se identificam com o campo ideológico da direita, 66% defendem a presença de Neymar na Seleção, enquanto 24% são contrários, um saldo amplamente favorável. Entre os torcedores de esquerda, o cenário se inverte: a rejeição chega a 40%, superando a aprovação, de 37%.

 

“Os índices de aprovação e rejeição de Neymar se aproximam da dinâmica observada em pesquisas eleitorais. Segundo o levantamento, a relação entre posicionamento político e opinião sobre o jogador é estatisticamente significativa, mais do que coincidência, trata-se de padrão”, afirma a ESPM-SP.

 

No campo da centro-esquerda, o cenário é de equilíbrio absoluto: 45,5% defendem a presença do jogador, enquanto outros 45,5% são contrários. É o único grupo em que a divisão é total, um retrato que lembra disputas eleitorais em segundo turno.

 

Para os pesquisadores do CEAM, a explicação sobre a divisão em torno do atacantes do Santos passa por fatores que vão além do futebol. 

 

“Neymar declarou apoio político em 2022 e se envolveu em episódios que alimentaram narrativas em diferentes espectros ideológicos. Nesse contexto, o futebol, tradicionalmente visto como espaço de trégua, passa a refletir também as tensões do debate público”, afirma o relatório da pesquisa.
 

Antes de dizer que conversa com Vorcaro era mentira, Flávio afirmou que Mendonça não iria "sacanear" Ciro Nogueira
Foto: Reprodução Youtube

Na manhã desta quarta-feira (13), em conversa com jornalistas na porta do prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu em defesa do presidente do PP, Ciro Nogueira (PP-PI), e disse ter certeza de que o ministro André Mendonça não iria “sacanear” o seu colega de Senado. A fala de Flávio se deu antes dele ser questionado pelo repórter do site Intercept sobre os pagamentos que ele negociou com Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

“O Ciro é presidente de um partido importante, sofreu acusações que são graves e ele inclusive já começou a explicar. O que eu falo é o seguinte: pelo menos ele tem um relator no Supremo, que é o ministro André Mendonça, que não vai sacaneá-lo, que vai dar a oportunidade da defesa trabalhar, vai dar a oportunidade do Ciro se explicar, provar que é inocente”, afirmou Flávio.

 

A conversa com a imprensa aconteceu logo depois de o senador ter um encontro com o presidente do STF, Edson Fachin. Flávio Bolsonaro fez ainda uma comparação da condução do processo por Mendonça com a do ministro Alexandre de Moraes durante a relatoria do caso da trama golpista de 8 de Janeiro.

 

“O que não aconteceu com o presidente Bolsonaro, por exemplo, que provou que era inocente e, mesmo assim, foi condenado pelo seu perseguidor, que é o ministro Alexandre de Moraes, um relator muito ruim, uma pessoa que acaba trazendo um descrédito para a própria instituição Supremo Tribunal Federal por conta de uma atuação completamente parcial”, completou o filho do ex-chefe do Executivo.

 

Já ao final dessa entrevista, Flávio Bolsonaro foi questionado pelo repórter Thalys Alcântara, do Intercept, sobre conversas mantidas com Vorcaro para a produção do filme a respeito da vida de Jair Bolsonaro. O acordo envolveu o repasse de US$ 24 milhões de dólares – cerca de R$ 134 milhões.

 

Ao ouvir a pergunta do repórter, Flávio Bolsonaro gargalhou e foi categórico em sua negativa. “De onde você tirou essa informação? É mentira”, afirmou o senador, antes de dar as costas à imprensa e dizer que a entrevista estava finalizada. Em tom de deboche, o senador ainda tentou desqualificar o trabalho do repórter, chamando-o de “militante”.

 

Poucas horas depois, o site Intercept divulgou a reportagem que caiu como uma bomba em Brasília, com áudios e prints de conversas que mostram que o pré-candidato a presidente negociou diretamente com o banqueiro Daniel Vorcaro o financiamento do filme “Dark Horse”. Documentos, mensagens e comprovantes analisados pelo Intercept indicam que ao menos US$ 10,6 milhões já haviam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações ligadas ao projeto.
 

Nikolas Ferreira faz defesa apenas protocolar de Flávio Bolsonaro sobre o caso do pedido de dinheiro a Vorcaro
Foto: Beto Barata/PL

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), um dos principais expoentes do campo ideológico e político da direita, só foi comentar as conversas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro no final da noite desta quarta-feira (13). Nikolas, que há meses vem sendo criticado pela família Bolsonaro e seus seguidores de pouco se engajar na campanha presidencial do senador do PL, em postagem nas redes, fez uma defesa apenas protocolar do presidenciável do seu partido. 

 

“Não acredito em condenações precipitadas, assim como também acredito que transparência é sempre o melhor caminho. Flávio deu sua versão dos fatos e afirmou não haver qualquer ilegalidade em sua conduta”, disse Nikolas.

 

Após citar que Flávio Bolsonaro havia apresentado sua defesa a respeito do pedido de dinheiro ao dono do Banco Master para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, Nikolas Ferreira passou a relembrar outros escândalos, inclusive envolvendo o governo Lula.

 

“São muitos os escândalos que nosso país vem sofrendo. São notícias diárias de proporções gigantescas, como o escândalo do INSS ou dos contratos milionários envolvendo o Banco Master e ministros, além de pessoas ligadas ao Governo Lula”, afirmou o deputado.

 

Na parte final de sua postagem, o deputado do PL de Minas Gerais segue a mesma linha de defesa feita por diversos outros parlamentares e influenciadores de direita, comparando o dinheiro pedido por Flávio a outros filmes que teriam sido financiados pelo banco, sobre as vidas do presidente Lula e do ex-presidente Michel Temer. Nikolas Ferreira também segue na mesma linha adotada por Flávio Bolsonaro, de exigir a instalação da CPI do Banco Master.

 

“A pergunta que fica é: por que nenhuma tem a repercussão e indignação do que aconteceu hoje? Ou melhor: porque não há a mesma intenção de criminalizar o financiamento dos filmes de Lula e Temer feitos por Vorcaro? São essas e outras milhares de perguntas que precisam ser esclarecidas. Só há uma forma de elucidar todos os fatos envolvendo o Banco Master e as ações do Vorcaro: a instalação da CPMI. Quem agora silenciar, estará acusando o seu medo e, consequentemente, sua culpa”, concluiu o deputado. 

 

Nesse trecho da sua postagem, o deputado Nikolas Ferreira faz referência a uma informação divulgada nesta quarta pelo jornalista Lauro Jardim, do site de O Globo, de que Daniel Vorcaro teria injetado recursos nos filmes “963 dias — A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos”, sobre a gestão de Michel Temer, e “Lula”, um documentário dirigido em 2024 por Oliver Stone.

 

Após a divulgação da nota, o jornalista Lauro Jardim informou que recebeu resposta do produtor do documentário sobre Temer, negando ter pedido dinheiro a Vorcaro. Jardim também reproduziu nota da Secretaria de Comunicação da Presidência da República afirmando que não houve qualquer pedido, nem do presidente Lula e nem do governo federal, para o financiamento do documentário do cineasta Oliver Stone.

Flávio Bolsonaro alega que segue recebendo apoio de Jair: “Ele me disse para ficar firme”
Foto: Beto Barata/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ter recebido apoio do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, logo após a divulgação de mensagens trocadas entre o filho “01” e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em declaração enviada à CCN Brasil, ele afirma que Bolsonaro o mandou “ficar firme”. 

 

O pré-candidato esteve na casa do pai, na tarde desta quarta-feira (13), para antecipar as repercussões envolvendo as mensagens sobre o financiamento do filme. “Estive com meu pai à tarde nesta quarta. Antecipei à ele que iriam explorar, de forma pejorativa e mentirosa, a questão do filme sobre a vida dele. Ele me disse pra ficar firme, pois não havia absolutamente nada de errado com o filme e que nada melhor do que a verdade para esclarecer os fatos”, disse em declaração a reportagem. 

 

O senador ainda completou dizendo que, nas palavras do pai, “não existe possibilidade” da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ser cotada para a disputa presidencial. “Errado seria usar dinheiro público para isso, como faz o PT em prol de seu projeto de poder. Disse ainda que não existe nenhuma possibilidade de Michellle ser candidata à Presidência, como alguns veículos de comunicação começaram a ventilar”, relatou.

 

O ex-presidente está em prisão domiciliar, cumprindo pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

FLÁVIO E VORCARO? 
Nesta quarta-feira (13), o The Intercept Brasil revelou que o banqueiro Daniel Vorcaro repassou cerca de R$ 61 milhões ao senador Flávio Bolsonaro para a produção do filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. A apuração revela que Vorcaro se comprometeu a repassar um total de 24 milhões de dólares (cerca de R$ 134 milhões na cotação da época) para financiar a cinebiografia.

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou o contato e disse que a conversa mostra “um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai”. O senador ainda afirmou que conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, antes das acusações sobre o caso do Banco Master.

 

“O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, disse.

Paulinho da Força afirma que Alexandre de Mores lhe garantiu que lei da dosimetria será julgada até o fim de maio
Foto: Reprodução Instagram

Em postagem nas suas redes sociais, o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) relatou encontro que teve nesta terça-feira (12) com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para falar sobre o projeto de lei da dosimetria de penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Segundo o deputado, o ministro garantiu que as ações que contestam a constitucionalidade da nova lei serão julgadas até o fim do mês de maio.

 

“O ministro Alexandre de Moraes me garantiu que, assim que as instituições responderem, ele pedirá pauta no Supremo. A expectativa é que o julgamento aconteça na última semana de maio”, disse Paulinho.

 

Após a promulgação da nova lei da dosimetria pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), o ministro suspendeu provisoriamente a norma, por conta de ações que foram apresentadas pelo Psol, pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pelo PT. Moraes pediu pareceres do Congresso Nacional e da Procuradoria-Geral da República (PGR). 

 

Na sua postagem, o deputado Paulinho da Força, que foi o relator do projeto da dosimetria, esclarece que a lei não foi derrubada. O que houve, segundo ele, foi uma suspensão temporária dos efeitos até a decisão definitiva do plenário do STF.

 

“O caminho para a pacificação do Brasil passa pelo diálogo, pelo equilíbrio e pelo respeito às instituições. Foi com esse espírito que tive uma reunião positiva com o ministro Alexandre de Moraes sobre a Lei da Dosimetria”, explicou o deputado.

 

“Como relator da matéria, sigo trabalhando com responsabilidade para construir uma solução justa, proporcional e dentro da Constituição, sempre ouvindo todos os lados e buscando ajudar o país a superar este momento de divisão”, completou Paulinho da Força.
 

Nunes Marques será relator de recurso de Bolsonaro contra condenação no STF
Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi definido nesta segunda-feira (11) como relator do pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra a condenação por tentativa de golpe de Estado. O recurso foi protocolado na última sexta-feira (8) e tenta reverter a pena de 27 anos e três meses de prisão aplicada pela Primeira Turma do STF. 

 

Entre os argumentos apresentados pela defesa estão questionamentos sobre a competência da Primeira Turma para julgar o caso, críticas à produção de provas e alegações de cerceamento de defesa. Os advogados também contestam a validade da delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid.

 

A defesa ainda sustenta que a revisão criminal deveria ser analisada por ministros da Segunda Turma do STF que não participaram do julgamento original. Além de Nunes Marques, o colegiado é formado pelos ministros André Mendonça, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux.

 

Bolsonaro foi condenado por participação na tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022. Atualmente, ele cumpre prisão domiciliar temporária.

Alexandre de Moraes relata ações de partidos de esquerda contra lei da dosimetria e pede explicações ao Congresso
Foto: Luiz Silveira/STF

Após sorteio realizado nesta sexta-feira (8), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), assumiu a relatoria de ações que questionam a Lei da Dosimetria, que estabelece a redução de pena dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro de 2023 e por tentativa de golpe. 

 

As ações foram encaminhadas a Moraes no mesmo dia em que o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), promulgou a nova lei, fruto da derrubada do veto presidencial ao projeto aprovado por Câmara dos Deputados e Senado. 

 

Já como relator das ações, o ministro Alexandre de Moraes pediu que o Congresso Nacional e a Presidência da República enviem informações sobre o tema em até cinco dias. Os autores das ações, a Federação PSOL-Rede e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), pedem que o STF emita uma medida cautelar para suspender momentaneamente a eficácia da norma até que seja julgado o mérito.  

 

Alexandre de Moraes determinou ainda que a Advocacia-Geral da União (AGU) e à Procuradoria-Geral da União (PGR) se manifestem a respeito das ações. “Diante do pedido de medida cautelar, mostra-se adequada a adoção do rito”, justificou o ministro.

 

Entre outros pontos, PSOL-Rede e ABI sustentam que a nova lei cria tratamento executório mais favorável para crimes voltados à ruptura institucional. Na prática, afirmam, condenados por atentados à ordem democrática passariam a receber regime mais brando do que o aplicado a autores de crimes violentos comuns.

 

Outro argumento é a alegada violação ao princípio constitucional da individualização da pena. As autoras alegam que a Constituição exige que a sanção penal considere a gravidade concreta da conduta e as circunstâncias pessoais do réu, vedando que o legislador estabeleça mecanismos automáticos de execução penal.

 

As ações também apontam violação ao princípio do bicameralismo. De acordo com as requerentes, o Senado promoveu alteração substancial no texto originalmente aprovado pela Câmara dos Deputados, sem devolver o projeto para nova deliberação dos deputados.

 

Quem também ingressou no STF contra a lei da dosimetria foi o Partido dos Trabalhadores (PT), em ação conjunta com o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido Verde (PV). Por meio de nota, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que a norma “representa um retrocesso no enfrentamento aos crimes contra a democracia”. 

 

“Em um momento em que a sociedade cobra punições mais duras para crimes graves, perdoar quem planejou assassinatos é uma contradição que não pode passar em branco”, declarou o presidente do PT.

 

Em 30 de abril, o Congresso Nacional derrubou o veto presidencial ao projeto de lei nº 2.162/2023, o chamado PL da Dosimetria. Após a decisão do Legislativo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha até a última quarta (6) para promulgar a norma. 

 

No mesmo dia, Lula viajou aos Estados Unidos para reunião com o presidente norte-americano, Donald Trump. Assim, a tarefa de oficializar o dispositivo ficou a cargo do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre. A nova lei da dosimetria pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro com a redução de sua pena de 27 anos e três meses. 
 

Dirigido por baiano, longa sobre ex-presidente Jair Bolsonaro estreia em maio
Foto: Reprodução / Instagram @acolisaodosdestinos

 

 

O documentário sobre a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, "A Colisão dos Destinos", já tem data de estreia. Após uma pré-estreia apenas para convidados em Brasília no dia 15 de abril, o longa está previsto para chegar aos cinemas brasileiros em 14 de maio. Através das redes sociais, o diretor convocou seus seguidores para vestir verde e amarelo para assistir à estreia.

 

O diretor do documentário, Doriel Francisco, é baiano, nascido na cidade de Campo Alegre de Lourdes, na região norte do estado, e formado em artes cênicas pela Faculdade de Artes Dulcina de Moraes em Brasília. "Eu não trato o filme como um filme político. Eu trato como um filme cultural", afirmou Francisco em entrevista à revista Piauí. O diretor também destacou o apoio da família Bolsonaro, declarando que possuem uma boa aproximação. 

 

Descrito como o "melhor filme da história do Brasil" pelo diretor, o filme conta com 70 minutos de duração e mostra momentos-chave na vida de Bolsonaro, desde sua infância até sua vida política, incluindo o atentado à faca sofrido por ele em 2018 que terá um momento de destaque no documentário. 

 

 

 

 

Michelle Bolsonaro nega que cozinheira de Jair Bolsonaro seja paga pelo PL
Reprodução/Instagram @michellebolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro negou nesta sexta-feira (8) que a cozinheira responsável pela alimentação do ex-presidente Jair Bolsonaro seja custeada pelo Partido Liberal (PL). Em publicação nas redes sociais, Michelle afirmou que a profissional, identificada como Rainê dos Santos, trabalha para a legenda, mas presta auxílio particular ao casal fora do expediente.

 

“Ela vem me ajudar depois do seu horário de expediente e, assim como sempre fiz toda vez que faço a contratação, pago a diária de serviço e o transporte dela com o meu dinheiro”, declarou.

 

A presidente do PL Mulher também afirmou que decidiu recorrer à ajuda da cozinheira porque está com a mão direita imobilizada. Segundo ela, a profissional é uma pessoa de confiança da família desde o período em que moravam no Rio de Janeiro. “A segurança alimentar de um ex-presidente que é perseguido e que já sofreu uma tentativa de assassinato deve ser observada”, disse.

 

A manifestação ocorreu após a divulgação de informações sobre pagamentos feitos pelo PL à cozinheira. De acordo com a prestação de contas do partido, Rainê dos Santos recebeu R$ 7,3 mil da sigla em 2026. Em 2025, os valores pagos somaram cerca de R$ 69,4 mil.

STF arquiva ação de Bolsonaro contra Lula e Gleisi por falas na eleição de 2022
Jose Cruz/Agência Brasil

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (7) o arquivamento da ação apresentada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) por supostos crimes contra a honra durante a campanha eleitoral de 2022.

 

Na ação, Bolsonaro alegava ter sido alvo de ofensas e acusações feitas pelos petistas durante o período eleitoral. Entre as declarações citadas estavam referências ao ex-presidente como “genocida”, além de associações ao “canibalismo” e a crimes como o assassinato da vereadora Marielle Franco.

 

O caso também incluía uma publicação de Gleisi nas redes sociais em que a parlamentar sugeria que Bolsonaro teria ligação com a morte de Benedito Cardoso dos Santos, eleitor do PT assassinado por um apoiador bolsonarista durante a campanha.

 

A Procuradoria-Geral da República argumentou que Lula possui imunidade temporária prevista na Constituição em relação a fatos anteriores ao atual mandato presidencial. Já no caso de Gleisi, o órgão apontou que as declarações estão protegidas pela imunidade parlamentar, por terem sido feitas no exercício da atividade política.

Michelle relata rotina de cuidados com Bolsonaro e faz desabafo nas redes sociais
Reprodução/Instagram @michellebolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro usou as redes sociais, nesta quarta-feira (6), para compartilhar detalhes da rotina de cuidados com o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar.

 

No relato, Michelle descreveu momentos do dia a dia após ajudar o ex-presidente no banho. O desabafo ocorre após Bolsonaro passar por uma cirurgia no ombro direito, realizada no início de maio. Segundo Michelle, ela tem acompanhado de perto a recuperação, incluindo cuidados com a pele, administração de medicamentos e organização da rotina doméstica.

 

“Mesmo com o corpo cansado, com o tendão da mão inflamado, meu coração se sente em paz. Eu me sinto útil. Eu me sinto grata. Porque ele pode contar comigo”, afirmou.

 

VEJA O DESABAFO COMPLETO:

 

Bolsonaro está em prisão domiciliar por decisão do Supremo Tribunal Federal, após condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes por razões humanitárias, durante tratamento de saúde.

 

De acordo com o quadro clínico, o ex-presidente deve permanecer com o braço imobilizado por algumas semanas e iniciar fisioterapia na sequência. A recuperação completa pode levar meses.

 

 

Michelle critica Ciro Gomes após resgate de vídeo com ataques a Jair Bolsonaro
Marcelo Camargo/Agência Brasil e Alan Santos/PR

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro usou as redes sociais nesta segunda-feira (4) para criticar o pré-candidato Ciro Gomes, após a circulação de um vídeo antigo em que ele faz ataques ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na publicação, ela questionou o apoio de eleitores que se identificam como de direita ao político cearense. “E ainda há pessoas da ‘direita’ apoiando esse indivíduo”, escreveu.

 

No material que voltou a circular, o ex faz críticas à capacidade intelectual de Jair Bolsonaro e relembra episódios da trajetória do ex-presidente no Exército. Em alguns trechos, o pré-candidato utiliza termos considerados ofensivos ao se referir ao ex-mandatário. 

 

“Por que o Bolsonaro tem esse ódio anti-intelectual? É porque ele é curto, a capacidade de raciocínio dele é abstrata. Ele é quase um burro, quase um jumento. Um cara imbecil mesmo”, criticou Ciro.

 

ASSISTA:

 

Essa não foi a primeira vez que Michelle entra em um embate com o ex-candidato à presidência. Em dezembro do ano passado, a ex-primeira-dama já havia publicado outros vídeos com críticas do ex-governador do Ceará ao ex-presidente e à família Bolsonaro.

Mais uma derrota para Lula: Congresso derruba veto presidencial ao projeto da dosimetria que beneficia Bolsonaro
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

“Depois da queda, o coice”. A expressão popular se encaixa na votação que derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto da dosimetria de penas, nesta quinta-feira (30), durante sessão do Congresso Nacional. Com 318 votos na Câmara dos Deputados e 49 votos no Senado, foi derrubado o veto apenas um dia depois da derrota de Lula com a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). 

 

Na tumultuada sessão desta quinta, com muitas discussões, ataques e críticas entre parlamentares governistas e de oposição, o Congresso Nacional analisou o veto integral do presidente Lula ao Projeto de Lei 2162/2023, também chamado de PL da Dosimetria. O texto altera regras de cálculo de penas e de progressão de regime para condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

 

Para a rejeição do veto era necessária a maioria absoluta dos votos de deputados e senadores, ou seja, 257 votos de deputados e 41 votos de senadores. A votação final acabou registrando 318 votos contrários e 144 a favor na Câmara, e 49 contra e 24 a favor no Senado, maior do que o mínimo necessário.

 

Com a derrubada do veto, o projeto segue agora para promulgação. O próprio PL prevê vigência a partir da data de publicação. O Poder Executivo tem até 48 horas para promulgar o texto, e se não o fizer, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), assume a função.

 

Entretanto, a redução de pena ou a progressão de regime não é automática. A análise de eventuais reduções de pena ou progressão de regime de pessoas beneficiadas com o projeto da dosimetria depende de pedido específico ao juiz do caso, que analisará se a alteração legislativa se aplica ao caso concreto.

 

O direito penal brasileiro permite que a lei mais benéfica retroaja para condenações já transitadas em julgado. Ou seja, os réus dos processos relativos ao 8 de janeiro e à tentativa de golpe poderão pedir revisão de suas penas com base na nova lei.

 

O projeto da dosimetria atua em duas frentes: o cálculo da pena para réus condenados por mais de um crime no mesmo contexto e as regras de progressão de regime prisional. Na primeira, o projeto muda como crimes cometidos em conjunto são computados. 

 

Hoje, os réus condenados tanto por abolição violenta do Estado Democrático de Direito quanto por golpe de Estado - artigos 359-L e 359-M do Código Penal - têm as penas somadas. Pelo projeto, passaria a valer o concurso formal: apenas a pena mais grave seria aplicada, com um acréscimo percentual, sem soma das duas condenações.

 

Na segunda frente, o texto do projeto da dosimetria reduz o tempo mínimo para progressão do regime fechado ao semiaberto. Para crimes contra o Estado Democrático de Direito, esse prazo cairia de 25% para um sexto da pena cumprida.

 

A proposta pode beneficiar pelo menos 179 presos pelos atos, sendo 114 em regime fechado, 50 em prisão domiciliar e 15 em prisão preventiva. Um dos beneficiados pode ser o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses pelo STF.

 

Com a dosimetria, a pena de Bolsonaro teria mudanças: na situação atual, ele passaria ao regime semiaberto em setembro de 2033. Com o PL, esse prazo seria reduzido pela metade.

 

O projeto cria ainda um redutor de um terço a dois para quem cometeu crime em contexto de multidão sem exercer papel de liderança ou financiamento - benefício aplicável a parte dos condenados pelo 8 de janeiro.
 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O que está acontecendo quando uma construtora está mais preocupada com retrofits do que o próprio governo? Ainda assim, parece que o lado do Cacique está afinando mais o tom da campanha, pelo menos. Quem também apostou na inovação foi Vovô Smurf. Do outro lado, tem gente tentando resgatar o passado. Mas confesso que ainda sinto falta da política raiz - o que tem inclusive dificultado muito meu trabalho. Saiba mais!

Pérolas do Dia

José Múcio Monteiro

José Múcio Monteiro
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

"Precisamos ver onde podemos ajudar mais. A simpatia que o meu presidente tem pela Venezuela é absoluta. A partir de agora, Brasil e Venezuela são um só país".


Disse o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro após reunião nesta terça-feira com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em Caracas. O encontro está marcado para as 14h, horário de Brasília. Pela manhã, Múcio já havia se reunido com o ministro da Defesa venezuelano, Gustavo González López, com quem conversou sobre a ajuda que o Brasil vem enviando ao país após os terremotos da semana passada.
 

Podcast

Deputado Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda

Deputado Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (15). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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