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Artigos

Walter Viterbo da Silva Neto
Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência
Foto: Acervo pessoal

Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência

O desafio pode fazer bem. O risco está na pressão sem recuperação — e isso vale para qualquer pessoa que trabalhe sob grande exigência depois dos 80.

Multimídia

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

eleicoes 2026

Áudio revela articulação de sindicalistas para adesivagem de ônibus em Salvador
Foto: Reprodução / Instagram @brunoreisba

Áudios atribuídos a Fábio Primo, presidente interino do Sindicato dos Rodoviários de Salvador, mostram uma articulação de integrantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) para adesivar ônibus da capital baiana. As gravações foram divulgadas pelo portal Informe Baiano.

 

Nas mensagens, o sindicalista orienta a distribuição de materiais e divide a atuação dos grupos por garagens de empresas que operam o transporte público. Ele cita equipes responsáveis por unidades da G2, G5 e G6 e cobra o envolvimento dos integrantes da central na mobilização.

 

Em um dos trechos, Primo afirma que o material disponível não seria suficiente para toda a frota e orienta os participantes a identificar, junto aos operadores, quais veículos seriam colocados em circulação. A recomendação era adesivar apenas os ônibus que sairiam das garagens.

 

“Não tem material suficiente para todos os carros. Então a gente tem que chegar, quando chegar, pegar na mão do operador o número dos carros que vão sair, para gente colar apenas nos carros que vão sair”, diz na gravação.

 

O áudio também traz orientações sobre o local de aplicação dos adesivos. Segundo Primo, deveria ser colocado apenas um por veículo, na parte dianteira, próximo ao lado do passageiro, sem atrapalhar a visão do motorista.

 

A divulgação das gravações ocorre após problemas envolvendo propaganda eleitoral irregular em ônibus de Salvador no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). Na ocasião, veículos precisaram ter adesivos retirados, o que, segundo a Prefeitura, gerou atrasos na operação do transporte público.

 

O Bahia Notícias tentou contato com Fábio Primo para obter um posicionamento sobre as gravações, mas não recebeu retorno até o momento.

João Santana recusa convite para comandar a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução / TV Cultura

O marqueteiro baiano João Santana foi convidado para assumir a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições, mas recusou o convite. A informação foi publicada pelo jornalista Gustavo Maia, no blog de Lauro Jardim, do jornal O Globo, nesta quinta-feira (29).

 

Segundo a publicação, o contato ocorreu antes do início oficial do período eleitoral, depois que Paulo Vasconcelos, nome preferido de Flávio para comandar a campanha, informou que não poderia aceitar o trabalho por já ter se comprometido com o então governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

 

Um representante do senador procurou Mônica Moura, mulher e sócia de João Santana, para apresentar o convite. Após alguns dias, ela informou que o marqueteiro havia decidido trabalhar em apenas uma campanha nas eleições de 2026: a de ACM Neto (União), candidato ao Governo da Bahia.

 

Posteriormente, Santana também aceitou comandar a campanha de Ciro Gomes ao Governo do Ceará. De acordo com o jornal, integrantes do entorno de Flávio interpretaram a recusa como uma possível resistência ideológica do marqueteiro ao senador. Santana, no entanto, não teve essa motivação atribuída diretamente a ele na publicação.

Votos após as 17h caem 16% no segundo turno de 2026 em relação a 2022
Foto: Antonio Augusto/TSE

O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 registrou 34.393 votos depositados após as 17h, número 16,2% inferior ao contabilizado no mesmo período da disputa de 2022, quando 41.025 eleitores votaram depois do horário oficial de encerramento. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foram divulgados nesta quinta-feira (29), em despacho da Coordenadoria de Arquitetura, Identificação e Inovação do órgão.

 

A comparação considera que, em 2026, o horário de votação foi prorrogado por duas horas, até as 19h, por determinação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2022, não houve extensão do prazo, e os votos registrados após as 17h foram de eleitores que já estavam nas filas das seções eleitorais.

 

Segundo o TSE, apenas 4.773 votos foram depositados em seções efetivamente impactadas pela decisão de prolongar a votação. O número representa uma parcela do total registrado depois das 17h neste ano. 

 

A prorrogação foi determinada após um pedido da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que relatou dificuldades de eleitores com o transporte público em diferentes estados. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também solicitou a extensão do horário.

 

Após a decisão de Zanin, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, definiu que a medida seria aplicada apenas às seções em que a votação ainda não havia terminado e cujas urnas permaneciam abertas. Lula venceu Flávio por uma diferença de 4,43 milhões de votos. Apesar do resultado, o senador contestou inicialmente a eleição e afirmou que pediria sua anulação, mas recuou no dia seguinte.

ACM Neto quebra silêncio após eleições e projeta atuação da oposição: "Pensando no futuro"
Foto: Reprodução / Instagram @acmneto

Quatro dias após o segundo turno das eleições, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) se pronunciou nesta quinta-feira (29) e reuniu integrantes de sua equipe na sede do partido, na capital baiana, para discutir os próximos passos políticos do grupo.

 

Após o encontro, Neto afirmou que a oposição pretende fiscalizar os governos e cobrar soluções para os problemas da Bahia e do Brasil, respeitando o resultado das urnas. “Quem ganhou deve governar; quem não ganhou deve fazer oposição”, declarou.

 

"Nós estamos preparados para fazer um trabalho respeitando a democracia, mas um trabalho com sinceridade, com verdade, mostrando os problemas da Bahia e do Brasil. [...] Vamos à luta. Estamos aqui, já pensando no futuro”, concluiu.

 

O ex-prefeito também disse que o grupo está motivado para representar os baianos que, segundo ele, desejam mudanças no estado.

 

ASSISTA:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Um post compartilhado por ACM Neto (@acmneto)

Secretário de Mobilidade denuncia mensagem que desejou morte da mãe dele após atraso de ônibus no dia da eleição em Salvador
Foto: Reprodução

O secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, divulgou nas redes sociais uma mensagem em que um internauta deseja a morte da mãe dele, uma idosa de 82 anos que tem Alzheimer.

 

O ataque foi enviado por mensagem privada no Instagram e dizia: “Desgraçado! Que sua mãe morra” Pablo afirmou que vai tomar medidas judiciais contra o autor e que denunciou a mensagem à plataforma.

 

Na publicação, o secretário mostrou o texto recebido e a foto do perfil de quem o enviou, que se apresenta como diretor e ator de teatro e apoiador do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

“Recebi uma mensagem desejando a morte da minha mãe, uma senhora de 82 anos que enfrenta o Alzheimer. Como filho, é profundamente doloroso ver minha família ser atingida dessa forma”, escreveu Pablo.

 

O secretário também comentou as críticas que vem recebendo pelo cargo. 

 

“Como secretário, compreendo meu dever de prestar contas, ouvir críticas e esclarecer os fatos. Tenho cumprido as determinações da Justiça e confio em uma apuração justa. Mas nenhuma divergência política justifica ameaças ou tamanha crueldade”, afirmou. “O debate público exige responsabilidade. Acima de qualquer diferença, precisamos preservar o respeito à vida e à nossa humanidade”, completou.

 

A mensagem teria sido enviada na noite do último domingo (25), dia do segundo turno das eleições, depois de atrasos na saída dos ônibus em Salvador. Na ocasião, houve pedido de prisão do secretário, que estava na França e só voltou à capital baiana na segunda-feira (26).

Deputado eleito, Lucas Reis avalia campanha de 2026 e fala em “clima de euforia” após resultado do 2º turno 
Foto: Divulgação

O deputado federal eleito pelo Partido dos Trabalhadores, Lucas Reis, avaliou a evolução da campanha eleitoral em primeiro e segundo turno para o partido na Bahia. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador (100.1), o petista afirmou que o ritmo mudou de forma abrupta entre os dois turnos eleitorais e que hoje o grupo ainda segue em “clima de euforia” após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

“Olha, a gente saiu da eleição do 1° turno, que é quando eu me elegi deputado federal, e entramos de cabeça no 2º turno porque sabíamos da importância para o Brasil, mas principalmente no nosso caso aqui, para a Bahia, da reeleição do presidente Lula. Para que a gente pudesse continuar os investimentos, continuar a parceria que se estabeleceu, para que a gente pudesse avançar ainda mais”, narra. 

 

Ele conta que, em meio a celebração da vitória, os preparativos para a posse do mandato, em fevereiro de 2027, já estão ocorrendo em Brasília. “Acabou o segundo turno, estamos em um clima de euforia, mas eu já fui a Brasília. Essa semana já teve reunião da bancada eleita do PT, já teve reunião também o presidente Hugo Motta, para declarar apoio à sua reeleição, junto com a Federação com o PV e o PCdoB”, conta. 

 

Lucas relembra ainda que a agenda de campanha foi ainda mais corrida. ““Eu acho que não vai dar tempo até dezembro parar, mas óbvio que o ritmo diminuiu muito. Foi uma campanha muito intensa, eu rodei mais de 50 municípios considerando só o período oficial de campanha”, destaca. 

 

Eleito com mais de 192 mil votos, a quinta votação mais expressiva para a Câmara dos Deputados na Bahia, Reis recapitula sua trajetória política, especialmente vinculada ao senador reeleito Jaques Wagner. 

 

“Mas eu to muito feliz, muito satisfeito, acho que o resultado é fruto desse trabalho que a gente vem fazendo ao longo desses anos, eu na chefia de gabinete do senador Jaques Wagner desde 2019. Eu em 2022 não fui candidato, e em 2023 já começa com as pessoas dizendo: ‘Olha, acho que era bom a gente ter um nome na linha do senador Jaques Wagner, para a renovação do partido’, e eu estou feliz de poder representar o meu estado, o meu povo no Congresso Nacional a partir de fevereiro”, completa. 

Tarcísio defende respeito às urnas após Flávio se declarar líder do Brasil: "Entendo indignação, mas caminho é seguir em frente"
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (28) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) deve respeitar o resultado das eleições presidenciais e seguir em frente. A declaração foi feita após o parlamentar divulgar uma carta em que contesta o resultado do segundo turno e se apresenta como “presidente eleito” e depois corrige para “líder do Brasil”.

 

“Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, aconselhou Tarcísio. O governador também defendeu a construção de uma oposição forte, com atuação dentro das instituições democráticas.

 

“O momento exige responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição forte, capaz de exercer seu papel”, afirmou. Segundo Tarcísio, em entrevista à imprensa, o respeito ao processo democrático é necessário para fortalecer os mecanismos de equilíbrio entre os Poderes e preservar a democracia. As aspas foram confirmadas pelo G1.

Flávio Bolsonaro corrige carta e troca “presidente eleito” por “líder”; brasão também foi alterado
Foto ilustrativa: Reprodução / Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) alterou trechos da primeira versão da carta divulgada pelo seu aliado nesta quarta-feira (28), na qual questiona o resultado das eleições presidenciais e alega ser o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, após uma derrota nas urnas. Em uma nova versão do documento, a expressão “presidente eleito” foi retirada de um parágrafo e substituída pela referência a “líder”.

 

No trecho modificado, Flávio afirma que pretende continuar atuando politicamente em defesa dos eleitores que o apoiaram. Na primeira versão, o senador dizia: “Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito”.

 

Na nova redação, a referência a “presidente eleito” foi substituída por “líder”. O restante do parágrafo mantém o tom de mobilização política, com a promessa de que o senador será “a voz e a liderança livre da nossa nação”.

 

Capturas dos trechos alterados / Reprodução / X (antigo Twitter)

 

A alteração ocorre após a repercussão da primeira versão da carta, na qual Flávio se apresenta como presidente eleito, apesar de ter sido derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (25).

 

BRASÃO ERRADO
Além da mudança no texto, a carta foi distribuída inicialmente com um brasão desatualizado do Brasil. A imagem trazia a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, com a letra “z”, denominação histórica que deixou de ser utilizada oficialmente após mudanças na nomenclatura do país.

 

A primeira versão foi divulgada pelo comentarista político Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro. Após a repercussão do erro, uma nova versão do documento foi compartilhada por WhatsApp, desta vez com o brasão correto e a inscrição “República Federativa do Brasil”.

 

Figueiredo afirmou, em publicação na rede social X, que a versão recebida por ele continha o brasão antigo, mas que o conteúdo do texto estava correto. O influenciador também apagou a publicação inicial. O episódio foi marcado por duas correções distintas: a substituição do brasão utilizado no documento e a mudança na forma como Flávio se refere a si próprio em um dos parágrafos da carta.

 

No texto, o senador também questiona a legitimidade do resultado eleitoral e alega fraude na votação, sem apresentar provas que sustentem as acusações nos trechos divulgados. Ele ainda afirma que pretende liderar a oposição brasileira a partir do exterior.

Aliado de Flávio Bolsonaro divulga primeira versão de carta com brasão errado e inscrição 'Estados Unidos do Brazil'
Fotos: Reprodução / X via @FlavioBolsonaro e @realpfigueiredo

O aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL), Paulo Figueiredo, divulgou nesta quarta-feira (28) uma primeira versão de uma carta com um brasão desatualizado e a inscrição “Estados Unidos do Brazil”. A denominação deixou de ser utilizada em 1967, quando o país passou a adotar oficialmente o nome República Federativa do Brasil.

 

A carta foi divulgada inicialmente por Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro. Após a repercussão do erro, uma nova versão do documento foi distribuída por WhatsApp, desta vez com o brasão correto, que contém a inscrição “República Federativa do Brasil”. O influenciador admitiu o erro e apagou a postagem nas suas redes:

 

Confira postagem:

 

Em publicação na rede social X, Figueiredo afirmou que a versão recebida por ele continha o brasão antigo, mas que o conteúdo do texto estava correto. Ele também ressaltou que a versão publicada pelo próprio Flávio Bolsonaro deveria ser a considerada. Após a publicação errada, Flávio publicou de modo correto:

 

Captura de tela em um dos perfis de Paulo Figueredo | Foto: Reprodução / X (antigo Twitter). 

 

No documento, o senador agradece ao presidente da Argentina, Javier Milei, e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo acolhimento no exterior. Flávio também questiona o resultado das eleições em que foi derrotado, alegando fraude, sem apresentar, no trecho divulgado, provas que sustentem a acusação.

 

A primeira versão foi reproduzida na imprensa; internautas reagiram com brincadeiras pelo erro no contexto:

 

Governo contabiliza 10 homicídios e 45 casos de violência política desde sábado
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, informou que o governo federal contabiliza 10 homicídios (sendo três de indígenas) e acompanha 45 casos de violência motivados pela política, desde sábado (24).

 

Durante uma coletiva no Ministério da Justiça nesta quarta-feira (28) Boulos afirmou que os episódios se intensificaram no domingo (25) após o resultado das eleições presidenciais,que elegeram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra Flávio Bolsonaro (PL).

 

O ministro acrescentou ainda que Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina foram os estados com mais registros no levantamento apresentado pelo governo, nessa ordem.

 

Entre as ocorrências registradas, estão atropelamentos intencionais, agressões físicas, espancamentos e esfaqueamentos, disparos e atentados com armas de fogo, casos de violência e coação contra povos indígenas e abuso de autoridade e violência policial.

 

A grande parte das ocorrências foi registrada entre a noite de domingo e segunda-feira (26). A maioria dos casos, segundo Boulos, foi provocada pela reação perante o resultado das eleições.

 

O governo anunciou que vai acompanhar a apuração dos episódios e cobrar a responsabilização dos envolvidos e para isso irá se organizar nas seguintes frentes:

 

A Polícia Federal ficará responsável pelos crimes que forem de competência federal. Enquanto que os crimes comuns continuarão sob responsabilidade das autoridades estaduais.

 

Nos episódios que envolvam suspeitas de violência policial, o Ministério da Justiça informou que acionará as corregedorias das polícias estaduais e acompanhará as investigações administrativas. O governo também afirmou que pedirá o afastamento dos policiais envolvidos.

Flávio Bolsonaro divulga carta em que se declara “presidente eleito” e chama eleição de “golpe de Estado”
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou, nesta quarta-feira (28), uma publicação em que se declara “presidente eleito” e classifica o resultado das eleições como um “golpe de Estado”. O conteúdo foi compartilhado nas redes sociais do influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo, aliado do parlamentar.

 

Captura de tela em um dos perfis de Paulo Figueredo | Foto: Reprodução / X (antigo Twitter). 

 

 

Após internautas apontarem um erro no brasão do Brasil na carta publicada pelo aliado Paulo Figueiredo, Flávio Bolsonaro corrigiu a versão divulgada em seu perfil oficial. O documento inicial trazia a inscrição “Estados Unidos do Brasil”, denominação que deixou de ser utilizada em 1967, quando a Constituição passou a adotar o nome “República Federativa do Brasil”.

 

Capturas de tela das cartas | Foto: Reprodução / X via @FlavioBolsonaro e @@realpfigueiredo

 

A versão corrigida da carta foi publicada por Flávio às 17h19. O senador autodeclarado presidente eleito, que ocupa cargos públicos desde a juventude, em 2003, quando assumiu como deputado estadual  fez a correção em sua postagem.

 

Confira abaixo o documento divulgado pelo senador.

 

Essa manifestação ocorre após Flávio ser derrotado por Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, com votação histórica, perdendo por 4,4 milhões de votos, realizado no último domingo (25). Com a declaração, o senador questiona o resultado oficial das urnas e não reconhece a vitória do petista.

 

O posicionamento representa uma mudança em relação às declarações feitas pelo senador na véspera. Na terça-feira (27), ele havia afirmado que desistiria de tentar anular a eleição e que não fugiria do país. Integrantes da cúpula da campanha do Partido Liberal (PL) também relataram tentativas de convencê-lo, na segunda-feira (26), a recuar da declaração de que não aceitaria a derrota.

 

Flávio desembarcou em Miami, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (28), após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina e embarcar em um avião particular que fez escala no Equador. A fuga ocorreu após avisos da Polícia Federal e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega dos passaportes do senador no âmbito de uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro.

 

Flávio nega irregularidades e também diz não ter realizado uma fuga. "Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está", alega.

 

A ida para os Estados Unidos surpreendeu integrantes da campanha, segundo relatos de aliados. Inicialmente, o senador teria seguido a orientação de interlocutores mais moderados, que defendiam uma postura de reconhecimento do resultado eleitoral e o encerramento das tentativas de contestação da votação.

 

Com o novo discurso, Flávio conta com o asilo do governo Trump e retoma os questionamentos à legitimidade do resultado eleitoral, apesar da vitória oficialmente atribuída a Lula pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Confira a carta na íntegra: 

"Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil.


Antes de mais nada, queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher. Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O Presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão.


Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno. Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas. Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes. Até agora, o TSE se limitou a defender a prorrogação do horário e não há sequer uma única resposta crível. E as nulidades não são o único problema. Ao longo de toda a campanha, houve abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição. São fatos graves, expressamente vedados por lei, que justificam a cassação da chapa Lula-Alckmin.


A resposta do regime ao meu questionamento veio rápida. Como num plano previamente elaborado, sete minutos após essa repugnante fraude eleitoral, o juiz, implicado em um imenso escândalo de corrupção, diretamente citado no inquérito que usou para tentar sequestrar meus passaportes, e que muito provavelmente estaria preso, se eles não tivessem impedido a minha posse, pôs em andamento a máquina de perseguição política do regime. Sendo impedido de origem e completamente suspeito para iniciar qualquer procedimento judicial contra mim, a sua mera participação em atos processuais mostra o tamanho da arbitrariedade e ilegalidade em andamento.


Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado. A perseguição política que começou com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se espalhou para milhares de outros brasileiros patriotas comuns e até mesmo cidadãos americanos, tem um único objetivo: silenciar qualquer pessoa que não concorde com o regime de exceção instaurado no Brasil, através de uma Suprema Corte aparelhada pela organização criminosa petista.


Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada, que visava me colocar como refém e objeto de chantagem para proteger os juízes corruptos da Suprema Corte do impeachment. Eis o roteiro da perseguição: apreensão de passaporte, tornozeleira eletrônica, censura, prisão domiciliar, julgamento de fachada e, finalmente, condenação política.


Não vou submeter minha família a isso e meu país não merece passar novamente por este vexame internacional. Diante da instrumentalização política da Justiça no Brasil, trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança. Agradeço, mais uma vez, ao Presidente Trump e ao governo americano por nos acolherem e nos darem a segurança jurídica que não temos mais no Brasil.


Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime.


Não sou o primeiro a ter que lutar pelo próprio país longe dele. Rui Barbosa foi para o exílio por enfrentar o arbítrio de Floriano Peixoto e de lá seguiu defendendo a lei e a liberdade. Charles de Gaulle liderou a França Livre a partir de Londres, condenado à morte pelo regime de Vichy, e voltou para libertar o seu país. José Martí organizou a luta pela independência de Cuba a partir de Nova York.
 

Na Venezuela, Juan Guaidó e Edmundo González tiveram que deixar o país por enfrentar a ditadura chavista, e María Corina Machado, mesmo perseguida, se recusou a legitimar a fraude e se tornou um símbolo mundial da resistência democrática. Todos eles foram tratados como criminosos pelos regimes que enfrentavam. A história os chamou de outra coisa.
 

Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania. Vocês que almejavam a mudança, e eu não vou abandoná-los, eu serei a voz e a liderança livre da nossa nação.

 

Às instituições brasileiras, faço um apelo: essa sandice precisa acabar. O Brasil vive hoje um caos jurídico, de corrupção e de perseguição política, em que a oposição tem medo de falar e a família de um ex-presidente é tratada como inimiga do Estado. Nenhuma nação consegue viver em paz ou prosperar assim. Ainda há tempo de restabelecer o equilíbrio entre os Poderes e devolver aos brasileiros a confiança que perderam.
 

À comunidade internacional, peço: não normalizem o que está acontecendo no Brasil. O que acontece hoje no meu país não é normal e não pode ser tratado como normal.
 

Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr.
 

E a você, que votou em mim e sonha com a mudança: não estamos derrotados e não estamos sozinhos. Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos, para impedir que Lula consolide um regime ditatorial no Brasil. Peço a cada um que permaneça firme e jamais desista.
 

Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre. E esse dia vai chegar.

Que Deus abençoe o Brasil", diz Flávio Bolsonaro.

VÍDEO:‘A gente falhou’: Carlos Bolsonaro relata conversa com o pai após derrota do irmão
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

Carlos Bolsonaro (PL), segundo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou um vídeo nas redes sociais após visitar a casa do pai, em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar. A gravação foi divulgada nesta quarta-feira (28) três dias após a derrota do filho mais velho de Jair, Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais de 2026. 

 

Na gravação, publicada nas redes sociais, ele conta que passou cerca de duas horas conversando com o pai, e confessa que se emocionou durante o encontro.

 

"Em determinado momento, eu me emocionei na frente dele e falei: 'desculpa, pai, a gente falhou'", diz em referência à derrota do irmão.

 

Diante da emoção, o senador declara que ouviu uma resposta de incentivo do pai: 

 

"Negativo, levanta a cabeça, vamos embora. Muita coisa para fazer pelo Brasil ainda".

 

Na gravação, Carlos não mencionou a fuga de Flávio para os Estados Unidos, que aconteceu nesta terça-feira (27). 

 

O vídeo já acumula 1 milhão de curtidas em seu Instagram e milhares de comentários dos apoiadores e políticos.

 

CONFIRA:

Oposição na Câmara de Salvador deve se reunir com Aleluia e levar termo de compromisso antes de decidir apoio
Foto: Divulgação

A bancada de oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS) deve se reunir até o fim desta semana com o vereador Alexandre Aleluia (Novo) para decidir se apoia a candidatura dele à presidência da Casa. O grupo, formado por 9 vereadores e liderado por Randerson Leal (Podemos), vai levar ao encontro um termo de compromisso com reivindicações que espera ver atendidas na próxima gestão. Aleluia já conta com o apoio de 33 dos 43 vereadores.

 

A reunião foi definida depois de um encontro de alinhamento da oposição na segunda-feira (26). Segundo apurou o Bahia Notícias, os vereadores querem ouvir de Aleluia como será a gestão dele antes de fechar qualquer apoio. “Vamos dialogar e ouvir dele, em caso de apoio, como será a sua gestão, e também elaborarmos um termo de compromisso de algumas pautas que defendemos”, afirmou o líder da oposição.

 

Entre os pontos do documento estão a autonomia da Câmara em relação à Prefeitura, mais protagonismo dos vereadores nas decisões da Casa, o compromisso de colocar em votação projetos apresentados pelos parlamentares e o cumprimento rigoroso do regimento interno, conjunto de regras que organiza o funcionamento da Câmara.

 

Até agora, o único vereador da oposição a declarar apoio a Aleluia foi Carlos Kleber (PSD). O anúncio foi feito na segunda-feira, depois de uma reunião com o presidente do PSD em Salvador, Edvaldo Brito.

 

Se toda a bancada de oposição fechar com Aleluia, praticamente toda a Câmara estará do lado dele. O único nome que ficaria de fora é o do atual presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB). O próprio PSDB, por meio do líder da bancada, Daniel Alves, já declarou apoio a Aleluia.

Lula faz aliança com Alcolumbre e Motta para atrair centrão e neutralizar força da oposição no Congresso
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Menos de 24 horas depois de ter sido proclamado vencedor do segundo turno das eleições de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já deu início às articulações políticas para garantir sua governabilidade no Congresso Nacional. Lula se reuniu no final da tarde desta segunda-feira (26) com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e pode vir a anunciar, nos próximos dias, seu apoio à reeleição de ambos. 

 

Diante do cenário de maior presença de parlamentares de direita no Congresso, principalmente no Senado, o presidente Lula já estaria apressando as articulações para frear o avanço bolsonarista e atrair rapidamente os partidos do chamado centrão. A preocupação no Palácio do Planalto é que o presidente Lula enfrente uma oposição fortalecida em seu novo mandato.

 

O PL elegeu 121 deputados e 19 senadores. Contando os senadores que ainda possuem quatro anos de mandato, o principal partido de oposição teria, a partir de fevereiro do ano que vem, uma bancada de 29 senadores, o que poderia inclusive garantir ao PL a presidência do Senado.

 

Lula, entretanto, em sua aproximação com Alcolumbre e Hugo Motta, já busca isolar o PL para eliminar a possibilidade de o partido assumir a presidência de alguma das Casas. O PL já tenta inclusive convencer a senadora Tereza Cristina (PP-MS) a abrir mão de sua candidatura para unir forças com Rogério Marinho (PL-RN), que foi coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). 

 

Entretanto, antes mesmo da discussão de uma aliança com o PL, a senadora Tereza Cristina já viu o seu partido lhe fechar as portas, ao anunciar, na tarde desta terça, o apoio à reeleição de Alcolumbre. O anúncio do PP foi feito em parceria com o União Brasil. 

 

Em meio ao desafio de reagrupar ao seu lado partidos que anunciaram apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno, o encontro desta segunda, que gerou uma fotografia com Lula, Alcolumbre e Motta de mãos dadas, sinaliza uma união que pode garantir ao governo petista uma maioria de mais de 350 votos na Câmara e cerca de 50 no Senado. 

 

SITUAÇÃO NA CÂMARA
Em 14 de outubro, antes mesmo do segundo turno, União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, Podemos e a federação PSDB-Cidadania anunciaram a manutenção de um bloco parlamentar com 245 deputados na próxima legislatura. O grupo também declarou apoio à tentativa de reeleição de Hugo Motta à presidência da Câmara.

 

Ainda ao lado do presidente Lula estão os deputados do PT e de outros partidos de esquerda e centro-esquerda. O PT, por exemplo, terá uma bancada de 70 deputados, a segunda maior da Câmara. Esses partidos governistas também já disseram que vão apoiar a reeleição de Hugo Motta em 2027.

 

Nesse agrupamento, há ainda o PSB com 15 deputados, o Psol com 14, o PCdoB com 11, o PV com 7, PDT com 6, Avante com 5 e Rede com 1. O total da bancada de esquerda e centro-esquerda chega a 129 parlamentares. 

 

O grupo de oposição na Câmara conta com os 121 deputados do PL, os dez do Novo, os cinco do PRD e um do Missão. O Solidariedade, com dois deputados, também pode ser somado a essa conta, que chega a um total de 139 deputados. 

 

Em resumo, a nova legislatura que toma posse na Câmara dos Deputados em fevereiro de 2027 teria a formação de três blocos claros, divididos da seguinte forma:
 

Bloco governista

  • PT - 70
  • PSB - 15
  • Psol - 14
  • PCdoB - 11
  • PV - 7
  • PDT - 6
  • Avante - 5
  • Rede - 1
  • Total: 129 deputados
     

Bloco do centrão

  • União Brasil - 46
  • PSD - 43
  • PP - 41
  • Republicanos - 41
  • MDB - 36
  • Podemos - 27
  • PSDB - 11
  • Total: 245 deputados
     

Bloco da oposição

  • PL - 121
  • Novo - 10
  • PRD - 5
  • Solidariedade - 2
  • Missão - 1
  • Total: 139 deputados

 

Veja mapa de projeção de composição da casa baixa: 

 

SITUAÇÃO DO SENADO
Aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), relatam à imprensa que ele teria garantido, na reunião com Lula e Hugo Motta no Palácio da Alvorada, que já teria mais do que os 41 votos necessários para se reeleger a um novo mandato em fevereiro de 2027. Na conversa com Lula, Alcolumbre teria afirmado ter condições de derrotar “qualquer nome” lançado pela oposição para concorrer com ele.

 

Desde o final do primeiro turno, em 4 de outubro, Davi Alcolumbre já teria começado a entrar em contato com senadores eleitos, tanto para cumprimentar pela vitória como para negociar gabinetes em boa localização. 

 

Apesar do otimismo, Davi Alcolumbre deve enfrentar um terreno hostil no próximo ano. Derrotado na disputa presidencial, o PL terá a maior bancada, e passou a tratar como inegociável o lançamento de uma candidatura própria, com o senador Rogério Marinho (PL-RN) colocado como favorito para concorrer contra Alcolumbre.

 

No Senado, assim como na Câmara, há três blocos que podem ser separados: partidos de oposição, governistas e do centrão. Pelos números de cada bloco, o próximo presidente do Senado será aquele que conseguir atrair maior quantidade de apoios em meio ao centrão. 

 

Confira abaixo o tamanho de cada bloco para a próxima legislatura do Senado:


Bloco governista

  • PT - 10 
  • PSB - 4
  • Rede - 1
  • PDT - 1
  • Total: 16 senadores


Bloco do centrão

  • MDB - 8
  • PP - 6
  • União Brasil - 5
  • Republicanos - 5
  • PSD - 4
  • Podemos - 2
  • Total: 30 senadores
     

Bloco de oposição

  • PL - 29
  • Novo - 3
  • PSDB - 2
  • Total: 34 senadores
  • Sem partido - 1

 

Romário, que era do PL, não tem posição definida sobre o lado que defenderá na próxima legislatura.

 

Confira a composição da casa:

Ex-coordenador diz não saber paradeiro de Flávio Bolsonaro após derrota nas urnas: "queria dar um tempo”
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O senador Rogério Marinho (PL), ex-coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça-feira (27) que não sabe onde o candidato derrotado nas eleições está. Segundo ele, a última comunicação com o parlamentar ocorreu pela manhã, quando Flávio disse que queria “dar um tempo” e que conversaria com a equipe posteriormente.

 

“Nós não temos ainda informações sobre o seu paradeiro, apenas algumas notícias que já saíram da imprensa, inclusive de outros países, que demonstram que pode ter havido um deslocamento do senador Flávio para um outro país”, alega Marinho.

 

O ex-coordenador relatou que recebeu uma mensagem de texto de Flávio por volta das 8 horas, após ser procurado por veículos de imprensa que buscavam informações sobre o senador. Segundo Marinho, o parlamentar afirmou que precisava de um tempo naquele dia e que voltaria a conversar com a equipe.

 

Marinho disse ainda que esteve com Flávio na segunda-feira (26), até pouco depois das 16h. Na ocasião, integrantes da campanha conversaram sobre a necessidade de agradecer aos eleitores que votaram no senador. 

 

As informações foram confirmadas pelo portal g1, . O ex-coordenador afirmou que a equipe ficou surpresa com o resultado da eleição.

Olívia Santana evita comentar possível candidatura de Bellintani e defende mulheres para Prefeitura de Salvador
Fotos: PMS / Lucas Vieira / Bahia Notícias

A deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) evitou avaliar uma possível candidatura de Guilherme Bellintani à Prefeitura de Salvador e defendeu que a oposição discuta nomes para disputar o comando da capital baiana. Entre as possibilidades citadas pela parlamentar estão o próprio nome, o da vereadora Maria Marighella e o de Vilma Reis.

 

“Eu não estou aqui para avaliar nome de Guilherme Bellintani, né? Eu estou aqui para avaliar e mostrar que Salvador precisa mudar. Não é possível, ainda mais com o que aconteceu nessa eleição, que sinaliza a necessidade de mudança na capital baiana”, disse.

 

Olívia também criticou o prefeito Bruno Reis (União), a quem acusou de tentar impedir que eleitores de Salvador exercessem o direito ao voto. A deputada classificou a conduta como crime eleitoral e afirmou que o gestor deverá responder pelas supostas irregularidades.

 

“O atual prefeito, Bruno Reis, tentou impedir que o eleitorado de Salvador exercesse a sua cidadania. Isso é muito grave, é crime eleitoral, e a gente tem que dar resposta. Ele vai ter que responder pelo crime eleitoral cometido”, declarou.

Ao defender a presença de mulheres na disputa municipal, a deputada destacou sua votação em Salvador e mencionou outras lideranças políticas que, segundo ela, têm condições de concorrer ao Executivo municipal.

 

“E se é para fazer avaliação de nomes, Salvador me deu cerca de 70 mil votos, tá certo? Então, eu prefiro avaliar meu nome, avaliar o nome de Maria Marighella, avaliar o nome de Vilma Reis. Tem muita mulher retada, muito bem votada em Salvador, com capacidade de governar essa cidade”, conclui.

 

Temer defende "grande conversação nacional" e pede que Lula trabalhe pela pacificação do país
Foto ilustrativa: Reprodução / Agência Brasil

Dois dias após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de 2026, o ex-presidente Michel Temer (MDB) pediu que o chefe do Executivo promova a pacificação do país. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (27), Temer sugeriu a realização de uma “grande conversação nacional”, com a participação de representantes dos Três Poderes e da sociedade civil.

 

Sem citar Lula nominalmente, o emedebista defendeu que o presidente reeleito atue para reduzir a polarização política e a tensão entre os brasileiros. “O presidente reeleito faça o possível para impedir a agressividade que tem resultado em divisão dos brasileiros e até das instituições”, disse.

 

Temer também ressaltou que o diálogo deve incluir representantes da oposição. Segundo ele, a iniciativa é necessária para promover a “tranquilização do país e um ambiente de confiança”, condições que, em sua avaliação, favorecem o crescimento da economia nacional.

 

No início do mês, após a definição do segundo turno, o ex-presidente havia declarado apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial. As informações foram confirmadas pela CNN Brasil. 

 

Ao encerrar o pronunciamento, Temer reforçou a importância da harmonia entre os diferentes setores da sociedade e associou o princípio ao texto constitucional. “A harmonia entre todos os setores do país é fundamental e determinação da Constituição Federal”, afirma.

PF havia apontado o risco de fuga e suspeita sobre dinheiro de Vorcaro ao pedir apreensão de passaporte de Flávio Bolsonaro
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) havia identificado indícios considerados “concretos e atuais” de uma possível fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na eleição presidencial, ao solicitar ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a apreensão de seu passaporte e a proibição de deixar o território brasileiro.

 

De acordo com os investigadores, três fatores fundamentaram a preocupação: as declarações públicas de Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, incentivando-o a deixar o país em caso de derrota eleitoral; a capacidade financeira de Flávio; e a existência de uma estrutura no exterior que poderia permitir sua permanência por um período prolongado.

 

O prazo estabelecido para que Flávio apresentasse o passaporte terminou às 11h desta terça-feira (27), mas o documento não foi entregue. Conforme informações publicadas no blog da jornalista Andreia Sadi, no g1, a Polícia Federal apura se o senador deixou o Brasil após o resultado das eleições realizadas no domingo (25), mesmo diante da determinação judicial que o impede de sair do país.

 

No pedido, a PF citou declarações de Eduardo Bolsonaro defendendo que o irmão deixasse o Brasil em caso de derrota eleitoral. Os investigadores também mencionaram a condenação de Eduardo por coação no curso do processo.

 

A corporação destacou ainda que Willer Tomaz, investigado com Flávio em um inquérito sobre suspeita de lavagem de dinheiro, está em Miami desde agosto de 2026, após ser alvo da Operação Sem Desconto.

 

Segundo os investigadores, Tomaz dispõe de recursos para permanecer no exterior por tempo indeterminado. A PF também investiga se recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, enviados aos Estados Unidos por intermédio do doleiro Antonio Freixo, podem ter financiado a permanência de Eduardo Bolsonaro no país. O deputado cassado vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.

 

No pedido, os investigadores afirmaram que “não está descartada a hipótese de que parte desses valores tenha sido destinada ao custeio da permanência de EDUARDO BOLSONARO em território estadunidense”.

 

A investigação sobre Flávio também envolve sua relação com Willer Tomaz e suspeitas relacionadas a empresas e apostas esportivas. O caso tramita sob sigilo. O senador ainda é investigado por possíveis irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Robinson Almeida critica ACM Neto por associação ao bolsonarismo na Bahia
Foto: Lucas Vieira / Bahia Notícias / Redes Sociais

 

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) criticou, nesta terça-feira (27), o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) pela associação ao bolsonarismo e afirmou que o grupo político está em “declínio”. As declarações foram feitas durante entrevista coletiva à imprensa baiana.

 

Este ano, ACM Neto disputou o governo do estado contra Jerônimo Rodrigues (PT). O petista foi eleito em primeiro turno, no primeiro domingo do mês (4). Robinson compara a derrota de ACM a de Flávio Bolsonaro (PL) que disputava a presidência da república e foi derrotado nas urnas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último domingo (25). 

 

Para o deputado,é comum da oposição “não aceitar as derrotas”.

 

“Essa é a forma daqueles que têm uma presunção de superioridade, não aceitar as derrotas, né, e reverenciar os vencedores. Ele também [ACM Neto], quando se associou ao bolsonarismo, virou um negacionista. Ele nega que perdeu para Jerônimo, por exemplo, né? E agora ele está com o mesmo método do líder maior do grupo dele, que é Flávio Bolsonaro, ele não reconhece a realidade”, comenta. 

 

O parlamentar também avaliou que o bolsonarismo atravessa um período de enfraquecimento político na Bahia e demonstrou expectativa de que o cenário represente uma mudança no quadro político local.

 

“Então, eu acredito que é o declínio desse grupo político. Eles estão no pior momento da vida deles, da existência aqui no Estado depois da conquista da prefeitura, e tomara que isso seja o prenúncio de novos ventos, de novos tempos para a nossa cidade” conclui.

Após fuga, aliado de Trump confirma chegada de Flávio Bolsonaro aos EUA
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) chegou aos Estados Unidos em segurança nesta terça-feira (27), segundo informou o advogado mexicano Simón Levy, ligado ao movimento Make America Great Again (MAGA), do presidente norte-americano Donald Trump.

 

Em uma publicação na rede social X, por volta das 15h20, Levy afirmou que o senador havia chegado ao país sem problemas. “Como relatei há algumas horas, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos”, escreve o advogado.

 

Confira postagens do aliado trumpista: 

 

A viagem ocorre três dias após a derrota de Flávio para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). Até o momento, as informações divulgadas não detalham o motivo da viagem, o tempo de permanência do senador nos Estados Unidos nem a agenda prevista para a visita.

Presidente da China parabeniza Lula pela vitória e diz que quer “relação mais proeminente” com Brasil
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente da China, Xi Jinping, parabenizou nesta terça-feira (27) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição para o Palácio do Planalto. A declaração do líder chinês ocorre após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil, país que tem na China o seu principal parceiro comercial global.

 

Segundo informações da Xinhua, divulgadas pela imprensa internacional, Xi Jinping destacou na mensagem enviada ao mandatário brasileiro as contribuições do chefe do Executivo para o fortalecimento do diálogo bilateral. "Nos últimos anos, o presidente Lula e eu mantivemos estreita comunicação por diversos meios, liderando conjuntamente a construção de uma comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado para um mundo mais justo e um planeta mais sustentável, rumo a novos progressos", afirmou o presidente chinês.

 

Xi Jinping ressaltou ainda o papel estratégico da parceria entre as duas nações no cenário internacional: "A natureza global, estratégica e de longo prazo da relação bilateral tornou-se mais proeminente, servindo como modelo de unidade e cooperação entre os países do Sul Global".

 

O líder do governo chinês manifestou disposição para "trabalhar com o presidente Lula para conduzir a construção da comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado a novos patamares". De acordo com a agência estatal, o vice-presidente chinês, Han Zheng, também enviou mensagem de felicitações ao vice-presidente Geraldo Alckmin.

Pablo Souza revela que PL ingressou com ação contra sindicalistas envolvidos em “adesivaço” de ônibus no 2º turno 
Foto: Divulgação

O secretário municipal de Mobilidade Urbana (Semob), Pablo Souza, informou que uma ação movida pelo PL ainda no último domingo (25) pede a prisão dos sindicalistas envolvidos no “adesivaço” de ônibus na madrugada do dia do segundo turno das eleições 2026. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador nesta terça-feira (27), o gestor da Semob disse que a manifestação será enviada ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que ainda investiga as falhas na operação do transporte público durante o segundo turno das eleições. 

 

Por telefone, o secretário, que retornou de uma missão em Paris nesta segunda-feira (26), diz que “nós vamos pedir sim que o TRE adote um atendimento igualitário com relação aos ônibus estaduais”, afirma. 

 

Ainda no domingo, a Prefeitura de Salvador revelou que o motivo por trás dos atrasos e diminuições na frota de ônibus nas ruas, denunciadas por eleitores e partidos políticos, foi motivado pela ação de sindicalistas que teriam adesivados os ônibus municipais com material de boca de urna, configurando crime eleitoral. 

 

O secretário defende que não apenas os sindicalistas envolvidos sejam identificados e responsabilizados, como também sejam analisadas outras denúncias de obstrução da operação do transporte público na Região Metropolitana de Salvador, que segundo ele, não foram tratadas com a mesma ênfase direcionada à gestão da capital baiana. Pablo Souza fala abertamente sobre a suposta “criação de um fato político”. 

 

“É um absurdo, no estado democrático, que todos nós defendemos, a gente ter uma postura dessa natureza, em que se há uma ação desproporcional. Há imagens circulando em toda a imprensa das garagens dos ônibus metropolitanos lotados e não houve qualquer tipo de posição por parte do governador ou do Governo do Estado, muito pelo contrário, houve a criação de um fato político em relação a este tema. Mas a gente tem muita tranquilidade porque independente de política, a gente está aqui para trabalhar pelas pessoas”, diz o secretário. 

Em seu quarto mandato, Lula poderá indicar duas dezenas de ministros para os tribunais superiores
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Reeleito no último domingo (25) para seu quarto mandato como presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva terá pela frente a oportunidade de indicar, até o final de 2030, quase duas dezenas de novos integrantes para todos os tribunais superiores do país. Lula deverá também preencher cerca de 37 cargos nas diretorias colegiadas dos 12 principais órgãos reguladores da economia. 

 

Em relação aos tribunais superiores, o presidente Lula poderá indicar até 21 ministros, ou decidir reconduzir alguns nomes. O presidente terá cadeiras para decidir, até o final do seu mandato, no Supremo Tribunal Federal (STF), no Superior Tribunal de Justiça (STJ), no Tribunal Superior do Trabalho (TST), no Superior Tribunal Militar (STM) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

 

No STF, por exemplo, Lula tem a cadeira que segue em aberto desde a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, em 2025. Como o Senado rejeitou o indicado por Lula, o advogado-geral da União, Jorge Messias, essa já é a primeira indicação a ser feita pelo presidente.

 

Em seguida, o presidente Lula terá no mínimo mais duas vagas a preencher no STF, com as aposentadorias de Luiz Fux (2028) e de Cármen Lúcia (2029). Já o ministro Gilmar só completa 75 anos em 30 de dezembro de 2030, e a renovação desta vaga pode ficar para o futuro presidente que será eleito após Lula. 

 

No Superior Tribunal de Justiça (STJ), que conta com 33 ministros, seis aposentadorias compulsórias estão previstas entre 2026 e 2029. As saídas programadas são dos ministros Antonio Saldanha Palheiro, Og Fernandes, Francisco Falcão, Nancy Andrighi, Moura Ribeiro e Benedito Gonçalves.

 

O total de indicações para o STJ poderá chegar a sete caso seja confirmada uma vaga adicional relacionada ao processo disciplinar envolvendo o ministro Marco Buzzi, afastado durante as apurações. A abertura definitiva do posto depende da conclusão do procedimento.

 

A escolha dos integrantes do STJ segue um rito diferente do adotado para o Supremo Tribunal Federal (STF). Os candidatos são selecionados a partir de listas tríplices, votadas pelo plenário do tribunal e encaminhadas ao presidente da República. 

 

As vagas são distribuídas entre a Justiça Federal, a Justiça Estadual, a advocacia e o Ministério Público. Depois da indicação presidencial, os escolhidos precisam passar por sabatina e obter aprovação da maioria do Senado Federal.

 

No Tribunal Superior do Trabalho (TST), a previsão é de seis indicações no total, incluindo os nomes de Antônio Fabrício e Margareth Costa, já escolhidos, além de quatro substituições esperadas entre 2027 e 2028, em razão da idade-limite para permanência no cargo.

 

Já no Superior Tribunal Militar (STM), a expectativa é de seis nomeações acumuladas. Quatro indicações já foram concluídas, enquanto as saídas previstas dos ministros Francisco Joseli e Péricles Queiroz até 2030 devem abrir espaço para outras duas escolhas presidenciais.

 

Em relação aos órgãos reguladores, o presidente Lula terá indicações a fazer para as diretorias de dez agências reguladoras, além do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O número de indicados sobe se forem considerados os conselheiros do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). 

 

Atualmente, as dez agências reguladoras estão com 15 vagas em aberto em suas diretorias colegiadas. Somando Banco Central e CVM, o número sobe a 18. No Cade, são três cargos de conselheiro vagos. 

 

Até o final do ano, mais sete posições ficarão abertas em todos esses órgãos, por término de mandato dos dirigentes. Em 2027, serão mais 12 postos disponíveis, incluido o Cade. Já no Banco Central, mandatos de quatro diretores acabarão em 2027. 

 

Até o fim do próximo mandato do presidente Lula, que começa em 5 de janeiro, praticamente todos os cargos de diretorias colegiadas poderão ser trocados. Uma legislação sancionada em 2019 definiu regras gerais para as agências reguladoras e harmonizou os mandatos de dirigentes para cinco anos. 

 

Portanto, mesmo quem foi nomeado há pouco tempo terá a gestão encerrada até o fim de 2030.

Voto em Lula cresce 22,6% em cidade da Bahia onde Nikolas gravou vídeo sobre Nordeste
Foto: Reprodução / Poder 360

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a votação em 22,6% no segundo turno das eleições presidenciais em Luís Eduardo Magalhães, no Extremo Oeste.

 

Conhecido como reduto do bolsonarismo no estado, o município foi um dos quatro da Bahia em que o petista perdeu para Flávio Bolsonaro (PL) e ganhou destaque durante a campanha após o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) gravar um vídeo com eleitores que criticavam o governo federal.

 

 

Lula recebeu 20.173 votos no primeiro turno e chegou a 24.739 no segundo, um aumento de 4.566 votos. Flávio Bolsonaro, por sua vez, passou de 38.496 para 39.688 votos, crescimento de 3,1%. Com a diferença, a vantagem de Flávio sobre Lula caiu de 18.323 votos no primeiro turno para 14.949 no segundo, uma redução de 3.374 votos.
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Lula foi reeleito presidente do Brasil no domingo (25), com 51,7% dos votos válidos, contra 48,2% de Flávio Bolsonaro. Na Bahia, o petista venceu em 413 dos 417 municípios. Além de Luís Eduardo Magalhães, Flávio obteve a maioria dos votos em Buerarema, Itamaraju e Teixeira de Freitas.

 

No resultado nacional, Lula reverteu a desvantagem de aproximadamente 2,2 milhões de votos registrada no primeiro turno e terminou a disputa com 64,2 milhões de votos, contra 59,8 milhões de Flávio.

 

Luís Eduardo Magalhães tem forte presença do agronegócio e registra disputas fundiárias. Em 2022, o município também deu a maioria dos votos ao então presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

ABSTENÇÃO EM LEM

Conforme o g1, além do crescimento da votação de Lula, Luís Eduardo Magalhães registrou redução no número de eleitores que não compareceram às urnas.

 

A abstenção caiu de 17.190 no primeiro turno para 15.255 no segundo, uma diminuição de 11,3%. Os votos brancos passaram de 744 para 596, enquanto os nulos recuaram de 1.128 para 861.

 

Segundo informações de fontes ouvidas pelo colunista Valdo Cruz, da Globonews, a intenção de Nikolas Ferreira ao produzir o vídeo, divulgado nas últimas semanas da campanha bolsonarista, era tentar reduzir a vantagem de Lula no Nordeste.

 

A gravação, no entanto, provocou críticas também entre aliados de Flávio Bolsonaro. Adversários passaram a questionar a escolha dos entrevistados, destacando que alguns dos personagens que reclamavam do governo eram proprietários de caminhonetes Hilux, veículos de alto valor.

 

A campanha de Lula explorou o episódio, argumentando que o deputado havia depreciado os eleitores nordestinos.

PDT decidirá futuro em convenção e Félix Mendonça aponta federação com PSB como possibilidade
Foto: Divulgação

O PDT realizará nesta terça-feira (27), no Rio de Janeiro, uma convenção nacional que poderá definir os rumos do partido após as eleições deste ano. Entre os principais assuntos estão a possibilidade de formação de uma federação partidária, fusão ou incorporação com outras legendas. Presidente do PDT na Bahia e reeleito para o quinto mandato na Câmara, o deputado federal Félix Mendonça Júnior afirmou que o encontro será decisivo para discutir o futuro da sigla e sua atuação no cenário político brasileiro.

 

Em conversa com o Bahia Notícias, Félix destacou que a convenção também discutirá outros temas, entre eles a conjuntura nacional após o segundo turno da eleição presidencial. O encontro acontecerá a partir das 14h, na sede da Fundação Leonel Brizola–Alberto Pasqualini, no Rio de Janeiro, em formato híbrido, permitindo a participação presencial e virtual dos convencionais. A convocação do evento foi assinada pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.

 

Uma das possibilidades em discussão é a formação de uma federação com o PSB, partido que integra a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na Bahia, a legenda socialista não conseguiu eleger deputados estaduais neste ano e conquistou apenas uma cadeira na Câmara Federal, com a reeleição de Mário Negromonte Júnior.

 

O PDT, por sua vez, reelegeu Félix Mendonça Júnior para a Câmara e conquistou cinco cadeiras na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) (AL-BA). Uma eventual federação entre as duas legendas abriria uma nova discussão sobre a divisão de espaços políticos e o comando da estrutura partidária no estado.

 

Questionado sobre quem poderia presidir a federação na Bahia, Félix afirmou que ainda é cedo para tratar do assunto. "A prioridade, neste momento, é definir nacionalmente o caminho que será seguido pelo PDT. Temos conversado com diversos partidos", declarou o deputado. 

 

Outra alternativa que circula nas articulações é uma aproximação com o Avante, comandado na Bahia por Ronaldo Carletto. A legenda saiu das urnas fortalecida no estado, com três deputados federais e cinco estaduais eleitos. A urgência das negociações está relacionada à cláusula de desempenho eleitoral. O PDT não alcançou, sozinho, os requisitos estabelecidos para as eleições deste ano, o que compromete seu acesso ao Fundo Partidário e à propaganda partidária gratuita no rádio e na televisão.

 

Para superar a cláusula em 2026, os partidos precisavam eleger pelo menos 13 deputados federais distribuídos por nove unidades da federação ou alcançar 2,5% dos votos válidos nacionais para a Câmara, com votação mínima de 1,5% em nove unidades da Federação.

 

O PSB, diferentemente do PDT e do Avante, conseguiu superar a cláusula de desempenho. Por isso, uma união com os socialistas surge como alternativa para fortalecer a estrutura nacional pedetista.

 

Além de discutir as alternativas partidárias, a convenção poderá autorizar a Executiva Nacional a concluir negociações e aprovar manifesto, estatuto, programas regionalizados e até o nome de uma eventual federação. O encontro ocorrerá dois dias depois do segundo turno presidencial, quando o PDT terá um cenário político mais definido para avaliar suas alianças e estratégias para os próximos anos.

Geraldo Alckmin rebate afirmação de Donald Trump de que eleição no Brasil "pareceu fraudada"
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a eleição brasileira “pareceu fraudada”, foi criticada nesta segunda-feira (26) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. Em entrevista a uma emissora de TV, Alckmin defendeu o diálogo como forma de reaproximar o governo Lula da administração do presidente republicano.

 

“Olha, totalmente equivocada, né? Primeiro não se interfere na política de outro país. Essa é uma regra basilar. Segundo não tem nenhum referencial para dizer isso. Aliás, o Brasil é um exemplo pro mundo. De urna eletrônica, de segurança jurídica. Democracia é assim. Você ganha eleição, você perde a eleição, é o povo que decide. Mas o caminho é o da negociação”, reforçou Alckmin.

 

Nesta segunda, Donald Trump, ao falar com a imprensa, criticou o processo democrático brasileiro, mas, ao mesmo tempo, evitou dizer se irá tomar alguma atitude em apoio ao candidato Flávio Bolsonaro.

 

“Achei que foi uma situação muito ruim. Não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada”, disse Trump.

 

“Francamente, não tomei partido, mas foi uma imagem péssima para o mundo. É mais uma eleição. Sabe, as eleições precisam ser incontestáveis, e aquilo me pareceu muito ruim. Acompanhei a eleição. Pareceu tão, tão corrupta, tão terrível”, afirmou o presidente norte-americano.

 

Ainda sobre os Estados Unidos, Geraldo Alckmin disse que avançar nas negociações comerciais com o governo Trump será uma das prioridades do quarto mandato do presidente Lula.

 

“Nós, encerrada a eleição, vamos continuar a negociação com os Estados Unidos para ter um bom acordo, estamos abrindo mercado, fizemos acordo Mercosul-Singapura, Mercosul-Nafta, Mercosul-União Europeia, 27 países da Europa, cresceu mais de 30% em 5 meses as nossas exportações para Europa. Estamos bem encaminhados Mercosul-Canadá, tanto é que mesmo com tarifação americano nós estamos batendo recorde de exportação. eleição, é o povo que decide. Mas o caminho é o caminho da negociação”, afirmou o vice-presidente. 
 

Flávio Bolsonaro supera Lula e vence votação entre presos provisórios da Papuda no 2º turno
Foto: Vittor Sales / Divulgação

O senador Flávio Bolsonaro (PL) venceu a disputa no segundo turno da eleição presidencial entre os eleitores que votaram no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, no último domingo (25). O candidato registrou 81 votos na seção destinada a presos provisórios, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 74 votos.

 

Segundo informações do Estado de Minas, o resultado marcou uma inversão em relação ao primeiro turno, realizado em 4 de outubro, quando o candidato do PT liderou a votação na unidade com 74 votos contra 70 de Flávio Bolsonaro. Na segunda etapa do pleito, Lula manteve a mesma votação, enquanto o postulante do PL teve um acréscimo de 11 votos.

 

A seção eleitoral funcionou na unidade conhecida como Papudinha, instalada no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, em São Sebastião. O direito ao voto no local é restrito aos detentos provisórios, que ainda não possuem condenação criminal definitiva transitada em julgado, incluindo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Show de Igor Kannario em celebração à vitória de Lula ganha nova data e local em Camaçari
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O show do cantor Igor Kannário, que celebrará a vitória nas urnas do presidente Lula (PT) no pleito deste domingo (25), terá nova hora e local no município de Camaçari, situado na Região Metropolitana de Salvador. A apresentação deverá acontecer por volta das 15h desta sexta-feira (30), em frente aos Correios, no centro da cidade.

 

A festa, que contará com a presença do cantor, ex-vereador e ex-deputado federal, estava anteriormente agendada para ocorrer na tarde desta segunda-feira (26), em frente à Prefeitura Municipal de Camaçari. O cantor se apresentou em Salvador já na noite deste domingo (25) e arrastou uma multidão da Ondina até o bairro do Rio Vermelho em celebração à reeleição do candidato petista.

 

De acordo com o Camaçari Notícias, parceiro do Bahia Notícias, a troca visou permitir que o público pudesse acompanhar o trio na sexta-feira sem precisar se preocupar com a questão do trabalho, mantendo a proposta de celebrar a vitória de Lula nas urnas.

 

 

Operação Vai e Vota emite 120 mil passagens gratuitas durante as eleições na Bahia
Fotos: Joá Souza / GOV-BA

A Operação Vai e Vota registrou cerca de 120 mil passagens gratuitas emitidas no transporte intermunicipal rodoviário durante o segundo turno das Eleições 2026, superando a meta inicial de 42 mil bilhetes.

 

O balanço foi divulgado pelo Governo da Bahia nesta segunda-feira (26). O número ainda pode aumentar, com o processamento de passagens emitidas. 

 

Para atender à demanda, as empresas disponibilizaram mais de 1.500 horários extras e utilizaram mais de 50 ônibus de terceiros.

 

A operação foi coordenada pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba), vinculada à Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), em conjunto com o Procon-BA, ligado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH).

 

O Procon-BA registrou 117 casos resolvidos com a intermediação da fiscalização e identificou seis ocorrências sem solução, nas quais foram constatadas infrações. No domingo (25), o órgão também apurou as denúncias de retenção de ônibus urbanos em Salvador.

Rueda defende respeito ao resultado das urnas e sinaliza abertura para diálogo do União Brasil com Lula
Foto: Divulgação União Brasil

Em uma nota divulgada nesta segunda-feira (26), o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, reconheceu a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições 2026. Rueda também defendeu que fosse respeitado o resultado da urna, assim como a vontade popular.  

 

“A soberania popular se manifestou de forma livre nas urnas, e o resultado proclamado pela Justiça Eleitoral deve ser respeitado por todos. Essa é a base da democracia brasileira e o compromisso do nosso partido”, afirmou Rueda.

 

Assim como defendeu o resultado das urnas, o presidente do União Brasil demonstrou a disposição de sua legenda em estabelecer uma relação de cooperação com o governo Lula durante o próximo mandato presidencial. O dirigente afirmou que, encerrada a disputa, o momento exige esforços para “unir o País em torno de uma agenda comum”.

 

“Desejo ao presidente pleno êxito no novo mandato, que começa em janeiro de 2027. Reafirmo também nossa disposição de apoiar medidas e ações por um Brasil que cresça, gere empregos e reduza as desigualdades, em benefício de todos os brasileiros”, declarou Antonio Rueda. 

 

Quem também externou posição a favor do reconhecimento do resultado das urnas foi o deputado Pedro Lucas Fernandes (MA), líder do União Brasil na Câmara. O deputado disse que a eleição passou, além de defender união e diálogo para vencer os desafios que atrasam o desenvolvimento do país. 

 

“É hora de deixar as diferenças de lado, respeitar quem pensa diferente e lembrar que, acima de qualquer partido ou candidato, está o nosso país. O Brasil precisa se unir. Não para pensar igual, mas para trabalhar junto por um futuro melhor para todos os brasileiros”, afirmou o líder do União Brasil.
 

Flávio Dino exalta "persistência democrática" e critica "chicotes, pessoas acorrentadas, símbolos nazistas" na campanha
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, utilizou suas redes sociais nesta segunda-feira (26) para saudar os candidatos vitoriosos nas eleições de 2026 nos âmbitos federal e estadual, ocasião em que exaltou a "persistência democrática" do país e criticou o uso de "pedradas, tiros, chicotes, pessoas acorrentadas, símbolos nazistas" e coações na campanha eleitoral.

 

Em pronunciamento oficial, o magistrado defendeu o pluralismo político e fez um apelo pelo fim do extremismo e da violência no debate público brasileiro. Confira a postagem: 

 

Ex-governador, ex-senador e ex-deputado federal, Dino ressaltou a honra do mandato concedido pelo voto e classificou a confiança popular como um dos pilares do Estado Democrático de Direito. Ao avaliar a conclusão do processo eleitoral, o ministro fez uma correlação com sua trajetória pessoal e política, lembrando a participação na campanha pelas "Diretas Já", em 1984.

 

"Constato que, mais uma vez, tal campanha se revelou vitoriosa, pois chegamos ao final de uma eleição presidencial com a certeza de que outras virão. Em um país marcado por tantas rupturas institucionais desastrosas, essa persistência democrática deve sempre ser enaltecida", alega o ministro.

 

Dino citou expressamente o artigo 1º, inciso V, da Carta Magna — que estabelece o pluralismo político como um dos fundamentos da República — para cobrar respeito mútuo entre as correntes políticas. Ele fez um apelo rigoroso pelo banimento de atos de coerção e extremismo do cenário eleitoral brasileiro.

 

"Pedradas, tiros, chicotes e pessoas acorrentadas, símbolos nazistas e coações nunca mais devem fazer parte de um processo eleitoral no nosso país", enfatiza.

 

Na condição de integrante do Poder Judiciário, o ministro defendeu que os representantes eleitos priorizem a governança e a implementação de políticas públicas voltadas às populações de menor renda, descritas por ele como "destinatários prioritários do manto protetor da Constituição".

 

Por fim, Flávio Dino dirigiu uma mensagem de pacificação a diversos setores do país, pedindo que atuem como vetores de paz e ponderação frente a um cenário global conflagrado. "O Constitucionalismo Social e Liberal, consagrado pela Carta de 1988, deve seguir como o nosso mapa do caminho para um futuro melhor", conclui o magistrado.

 

Confira nota na íntegra de Flávio Dino:
"
Findo o processo eleitoral de 2026, as minhas homenagens a todos os eleitos, tanto em nível federal quanto dos estados. Por ter tido a oportunidade de ser eleito governador, senador e deputado federal, sei o quanto é honroso receber a confiança popular, esteio fundamental do Estado Democrático de Direito. Espero que todos consigam bem exercer os seus mandatos, nos termos e limites da Constituição Federal.
 

Em 1984, ainda bem jovem, participei da gloriosa campanha Diretas Já. Constato que, mais uma vez, que tal campanha se revelou vitoriosa, pois chegamos ao final de uma eleição presidencial com a certeza de que outras virão. Em um país marcado por tantas rupturas institucionais desastrosas, essa persistência democrática deve sempre ser enaltecida.
 

A Constituição Federal protege o pluralismo político (artigo 1º, V), o que exige respeito entre os compatriotas. Pedradas, tiros, chicotes e pessoas acorrentadas, símbolos nazistas e coações nunca mais devem fazer parte de um processo eleitoral no nosso país.
 

Como integrante do Poder Judiciário, espero que os agentes políticos consigam definir bons caminhos de governança para que a nossa Pátria propicie mais políticas públicas especialmente aos mais pobres - destinatários prioritários do manto protetor da Constituição.
 

Desejo que a sociedade civil, os agentes de mercado, os profissionais das várias áreas, a classe trabalhadora, as empresas de mídia, os líderes religiosos, cada um no seu espectro de atuação, sejam portadores de mensagens de paz e ponderação, em um mundo tão conflagrado por extremismos e egoísmos, que nada constroem.
 

O Constitucionalismo Social e Liberal, consagrado pela Carta de 1988, deve seguir como o nosso mapa do caminho para um futuro melhor", diz em postagem. 

Vitória de Lula provoca queda histórica da Bolsa e disparada do dólar
Fotos: Reprodução / Magnific / TSE

O Ibovespa fechou esta segunda-feira (26) em queda de 13,88%, aos 176.608 pontos, no menor patamar desde 17 de julho. A Bolsa brasileira acionou o mecanismo de circuit breaker pela primeira vez desde março de 2020, após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno frustrar as expectativas de parte do mercado.

 

Na mínima do dia, o principal índice da Bolsa recuou 17,34%. O dólar subiu 8,41%, a R$ 5,409, após atingir alta de 12,37% e cotação de R$ 5,604. Os juros futuros e o risco-Brasil também avançaram, refletindo o aumento da aversão ao risco.

 

Às 17h06, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subia 22 pontos-base, para 13,696%. Para janeiro de 2031, a alta era de 254 pontos-base, para 15,190%. O risco-Brasil encerrou em alta de 19,15%, após disparar 27% no início do pregão.

 

A reação reverte parte dos ganhos acumulados antes da eleição. Entre a confirmação das candidaturas e a última sexta-feira (23), o Ibovespa havia subido 15,3%, enquanto o dólar recuara cerca de 2%. Após o primeiro turno, a Bolsa avançou 7,70%, aos 206.911 pontos, superando pela primeira vez a marca dos 200 mil pontos. Na mesma sessão, o dólar caiu 4,11%, para R$ 5,001, sua maior queda diária desde 2018.

 

REAÇÃO DO MERCADO

A vitória de Lula ampliou a preocupação de investidores com a condução da política fiscal e a capacidade do governo de equilibrar as contas públicas. A expectativa de continuidade de gastos elevados pode aumentar o prêmio de risco, pressionar os juros e encarecer o crédito para empresas e consumidores.

 

O J.P. Morgan rebaixou sua recomendação para o real e os títulos públicos brasileiros de overweight (exposição acima da referência) para marketweight (exposição em linha com a referência). Segundo o banco, o resultado eleitoral, considerado inesperado, deve provocar uma “reavaliação significativa” dos ativos brasileiros. A instituição também citou incertezas sobre a composição do governo, os rumos da política econômica e a postura da oposição após Flávio Bolsonaro não reconhecer a derrota.

 

O BTG Pactual, por sua vez, projetou uma venda expressiva de ações brasileiras nas próximas semanas e uma desvalorização de 10% a 15% do real. Para os analistas, juros de longo prazo elevados, moeda mais fraca e expectativas desancoradas podem levar o Banco Central a evitar cortes mais agressivos na taxa básica.

 

Segundo Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, a queda reflete o descompasso entre as expectativas do mercado e o resultado das urnas. O acionamento do circuit breaker busca conter a pressão vendedora e evitar uma sequência de desvalorizações.

 

Daniel Teles, sócio da Valor Investimentos, também atribuiu a reação às preocupações fiscais, citando o risco de manutenção de gastos elevados, crédito subsidiado e aumento da relação entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB). Nesse cenário, empresas com receitas em dólar tendem a ser favorecidas, enquanto setores sensíveis aos juros, como o varejo, podem ser prejudicados.

 

EXPORTADORAS REGISTRAM GANHOS

Na contramão da queda generalizada, algumas empresas exportadoras encerraram o pregão em alta, beneficiadas pela valorização do dólar. A Suzano liderou os ganhos, com avanço de 10,07%, seguida pela Vale, que subiu 4%. Embraer, WEG, Bradespar e Klabin também registraram valorização.

 

A reação dos ativos era esperada por parte dos investidores. Levantamento do Citibank com 73 gestores de fundos de ações e multimercado mostrou que 80% projetavam queda superior a 5% do Ibovespa caso Lula vencesse. Outros 7% esperavam recuo entre 1% e 5%, enquanto 3% previam alta de 1% a 5%.

 

No câmbio, 63% dos gestores esperavam desvalorização superior a 5% do real, e 28% projetavam queda entre 2% e 5%. Já 6% estimavam valorização superior a 5% da moeda brasileira.

 

Apesar da reação inicial, analistas apontam que o comportamento da Bolsa e do dólar no médio prazo dependerá das sinalizações sobre a política fiscal. Para João Daronco, analista da Suno Research, a intensidade e a duração do movimento dependerão das medidas adotadas pelo presidente eleito e da possibilidade de reversão das expectativas do mercado.

Flávio Bolsonaro desiste de pedir anulação da eleição e prepara ação contra Lula
Foto Pedro Kirilos / Estadão

O senador Flávio Bolsonaro (PL) desistiu de pedir na Justiça anulação da eleição que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT), menos de 24 horas após anunciar a iniciativa. No lugar, sua campanha deve apresentar uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) por suposto abuso de poder econômico contra o presidente.

 

A mudança de estratégia ocorreu após conversas e reuniões com aliados e advogados, que apontaram fragilidades jurídicas no pedido de anulação, como a falta de argumentos concretos e o cenário desfavorável no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Além dos obstáculos jurídicos, aliados avaliaram que tentar anular o resultado poderia gerar instabilidade institucional e prejudicar a trajetória política de Flávio, que recebeu quase 60 milhões de votos. Senadores e governadores, entre eles Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, defenderam o recuo e argumentaram que a eleição é “página virada”.

 

A ação que deve substituir o pedido de anulação pretende questionar medidas anunciadas por Lula durante a campanha, apontadas pela oposição como eleitoreiras. A iniciativa pode pedir a cassação da chapa do presidente por abuso de poder econômico.

 

A avaliação entre aliados é que ações desse tipo são comuns em disputas eleitorais e não teriam o mesmo potencial de provocar uma crise institucional que uma tentativa de anular o resultado do pleito.

Vereador Cezar Leite questiona votação e aponta irregularidades na eleição
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

 

O vereador de Salvador, Cezar Leite (PL), em entrevista ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias (BN) desta segunda-feira (26), diz acreditar que a eleição presidencial que elegeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou “várias irregularidades”.

 

No domingo de eleição (25) o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação das eleições no Brasil inteiro até 19h (horário de Brasília).  A decisão do ministro aconteceu após denúncias sobre problemas de deslocamento de eleitores em grandes colégios eleitorais do país, inclusive Salvador.

 

Desde a implementação da urna eletrônica em 1994, o horário de votação nunca havia sido prorrogado em todo o país. 

 

“Eu acho que a eleição teve várias irregularidades e precisam ser questionadas. A gente não pode aceitar que nunca antes na história do Brasil você tenha tido uma prorrogação dessa forma de duas horas, em cidades totalmente diferentes, com comportamentos totalmente diferentes, né?”, questionou.

 

O vereador ainda criticou a concentração de poder nas mãos de ministros do STF e comparou o modelo adotado no Brasil ao estadunidense. 

 

“Você não pode ter hoje qualquer ministro ou qualquer juiz que defina situações importantíssimas para o país como uma eleição por causa de uma caneta e um minuto (...) Nos Estados Unidos, a corte americana decide em torno de 100 a 120 processos por ano na Corte. No Brasil são mais de 100 mil processos decididos por ano. E isso, na maioria das vezes, de forma monocrática”, comentou. 

VÍDEO: Sem apresentar provas, Trump diz que eleição no Brasil "pareceu fraudada" e afirma que "gosta do Lula"
Fotos: Reprodução / Agência Brasil / The White House [A Casa Branca]

O presidente Donald Trump afirmou, nesta segunda-feira (26), que a eleição presidencial no Brasil "pareceu mais uma eleição fraudada", sem apresentar qualquer indício ou prova que sustentasse a alegação. Logo na sequência, o líder norte-americano declarou que "gosta do Lula" e que se dá bem com o presidente brasileiro.


Confira o momento: 

 

"Eu não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada", disse Trump, sem exibir evidências. "Para mim, pareceu muito ruim", completa. O resultado do segundo turno foi confirmado oficialmente pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, na noite do domingo (25).

 

Na votação de domingo, Lula derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL), marcando um fato inédito na história do país ao se tornar o primeiro candidato eleito após ter ficado em segundo lugar no primeiro turno. O candidato vitorioso obteve 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro alcançou 48,21%.

 

Questionado pela imprensa americana sobre possível ação contra o Brasil, Trump respondeu: "Não governo o Brasil, governo os Estados Unidos." Prestes a completar 81 anos nesta terça-feira (27), Lula tornou-se o primeiro presidente brasileiro eleito quatro vezes pelo voto popular.

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

 

“Eu acho que foi muito em virtude do momento atual eleitoral. Porque em outros momentos você teve figuras nacionais que receberam título aqui em Salvador, até o próprio Lula em 2006, e não teve essa repercussão toda de ataques, nem tentativas de revogação”, afirmou.

 

A homenagem a Flávio Bolsonaro foi entregue por Cezar Leite no dia 17 de outubro, durante um ato político no Farol da Barra. A cerimônia ocorreu após o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) derrubar uma liminar que havia determinado o adiamento da solenidade para depois do segundo turno das eleições.

 

O vereador afirmou que sua principal preocupação durante a disputa judicial foi preservar as prerrogativas dos parlamentares e a autonomia da Câmara Municipal de Salvador (CMS). Para ele, a aprovação do título pelo Legislativo legitimava a concessão da homenagem.

 

“Quando você coloca em votação e é aprovado, isso tem legitimidade. Se você não fere qualquer tipo de regimento ou ato processual da Câmara, é legítimo”, declarou.

 

Cezar Leite também elogiou o presidente da Câmara, Carlos Muniz (PSDB), por ter compreendido seus argumentos, apesar das diferenças políticas entre os dois. Segundo o vereador, a discussão não se limitava à homenagem ao senador, mas envolvia a defesa das competências do Legislativo municipal.

 

A concessão do título foi aprovada pela Câmara por meio da Resolução nº 3.592/2026, após proposição apresentada a pedido de Cezar Leite. A primeira decisão judicial também havia suspendido a transferência temporária da sede do Legislativo para o Farol da Barra e estabelecido multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento. 

 

ASSISTA O PROGRAMA COMPLETO:

Republicanos governará maior parcela da população brasileira a partir de 2027; PL lidera em número de governadores
Foto: Divulgação

Ao final do segundo turno das eleições, o mapa político dos governadores que assumirão os cargos nos 26 estados e no Distrito Federal a partir de janeiro de 2027 foi oficialmente definido. Na conjuntura prevista, o partido Republicanos passa a comandar os executivos estaduais que concentram a maior parcela do eleitorado e da população do país.

 

Segundo informações do g1, com base nas projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a legenda administrará mais de 75,7 milhões de habitantes, o equivalente a 35,5% da população brasileira, nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso. 

 

Em seguida aparecem o Partido Liberal (PL), que governará 24% dos brasileiros em seis estados – com Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rondônia e Roraima, – e o Partido dos Trabalhadores (PT) –  na Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte –, com 14,5% da população distribuída em quatro estados.

 

Apesar de ocupar a liderança em contingente populacional gerido, o Republicanos empata com o Partido Progressistas (PP) na quarta posição em número absoluto de governadores eleitos, com quatro chefes estaduais cada. O ranking de legendas com maior número de vitórias no executivo estadual é liderado pelo PL, que conquistou seis governos, seguido pelo PSD, com cinco eleitos, e por PT, Republicanos e PP, com quatro mandatos cada.

Abaixo-assinado por impeachment de Bruno Reis alcança 250 mil assinaturas após falha no transporte durante a eleição 
Foto: Betto Jr. / Secom PMS

Uma petição popular contra o governo do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), alcançou mais de 250 mil assinaturas nesta segunda-feira (26), em cerca de 24 horas. O abaixo-assinado, criado na plataforma Change.org, foi criado por eleitores que denunciaram a falta de ônibus em circulação na capital baiana durante o 2º turno das eleições presidenciais neste domingo (25). 

 


Foto: Reprodução / Change.org

 

Conforme um relatório do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-BA), um total de 544 ônibus de transporte público estavam parados em cinco garagens de Salvador durante o horário de votação. 

 

No abaixo-assinado, de autoria do deputado estadual, Hilton Coelho (PSOL) e o vereador Hamilton Assis (PSOL), foi pedido a Câmara Municipal de Salvador (CMS) a abertura de processo de impeachment do prefeito Bruno Reis, “com apuração de sua responsabilidade pelo comprometimento do transporte público no segundo turno das eleições presidenciais de 25 de outubro de 2026”. 

 

Segundo dos denunciantes, “o comprometimento do transporte ultrapassou seis horas desde a abertura das garagens e alcançou mais de quatro horas após a abertura das seções eleitorais”. 

 

Vale destacar que, ainda no domingo, a Justiça Eleitoral decretou um mandado de prisão em flagrante do secretário de Mobilidade Urbana de Salvador (Semob), Pablo Souza, que estava em missão na França. Já nesta segunda, o flagrante foi revogado por decisão assinada pelo presidente do TRE-BA, Maurício Kertzman.

 

“Não podemos aceitar que um episódio dessa gravidade termine sem esclarecimento público e responsabilização”, diz a descrição da petição. Além do impeachment, os eleitores pedem transparência sobre o ocorrido, julgamento das responsabilidades e a cassação do mandato de Bruno Reis.

 

ALÉM DA PETIÇÃO
Mas a mobilização popular não parou nas redes sociais. Ainda no domingo, a União dos Estudantes da Bahia, coletivo estudantil com representantes de diversas universidades baianas, convocou uma manifestação pelo impeachment do prefeito de Salvador para esta segunda-feira, às 14h, em frente à sede do Executivo Municipal. O ato terá participação do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal da Bahia (UFBA). 

 

Em publicação nas redes sociais as entidades escreveram: “No dia da eleição, a Prefeitura tem a obrigação de garantir o transporte público para que todo mundo possa exercer seu direito ao voto. A falta de ônibus é um ataque à democracia e, principalmente, à população trabalhadora e periférica de Salvador”, diz.

 

Atualizado às 18h38

 

Semana tem Lula em comemoração de aniversário, ação de Flávio para anular eleição e retorno do Congresso
Foto: Ricardo Stuckert

Finalizado o segundo turno das eleições presidenciais, as atenções se voltam, em Brasília, à atuação dos três poderes e as negociações para pautas que não foram concluídas antes do período eleitoral. Uma dessas pautas é a PEC da Segurança Pública, que teve sua votação adiada no plenário do Senado devido à falta de entendimento entre governo e oposição sobre a questão da redução da maioridade penal. 

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito com mais de 64 milhões de votos, retorna a Brasília e terá nesta terça-feira (27) a comemoração do seu aniversário de 81 anos. Ainda não se sabe se Lula já retomará suas atividades nesta semana ou se descansará da disputa eleitoral.

 

No Judiciário, o destaque é o eventual pedido de anulação do segundo turno das eleições, prometido pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL). Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entretanto, disseram reservadamente a jornalistas que essa iniciativa não tem chance de prosperar. 

 

Confira abaixo a agenda da semana em Brasília. 

 

PODER EXECUTIVO

 

O presidente Lula não tem compromissos marcados em sua agenda oficial nesta segunda-feira (26). Lula deve voltar de São Paulo para Brasília ainda hoje. 

 

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República ainda não divulgou a agenda de Lula para esta semana. Também não relatou se haverá alguma comemoração pelo aniversário do presidente Lula, que completa 81 anos nesta terça (27). 

 

Na agenda da divulgação de indicadores da economia, o destaque da semana é a apresentação dos números da Pnad Contínua do IBGE sobre a situação do emprego no Brasil. O IBGE apresentará seu estudo na próxima sexta (30), com os números da ocupação e do desemprego no trimestre encerrado em setembro deste ano. 

 

PODER LEGISLATIVO

 

Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ainda não definiram o calendário de sessões plenárias nesta semana. Os dois presidentes devem se reunir com os líderes partidários para acertar os projetos a serem votados nos próximos dias. 

 

Alcolumbre e Motta deram uma declaração conjunta na noite deste domingo (25), para reconhecer a vitória do presidente Lula no segundo turno das eleições e defender a pacificação do país após a disputa. Em declaração na residência oficial do Senado, Davi destacou o respeito à decisão dos eleitores e afirmou que o Congresso Nacional estará à disposição para atender às demandas da sociedade brasileira.

 

“Hoje nós estamos aqui, o Poder Legislativo brasileiro, o presidente da Câmara e o presidente do Senado, reconhecendo a decisão livre e soberana do povo brasileiro, sufragada nas urnas eletrônicas, que completam 30 anos e que são um patrimônio do Brasil que nós precisamos exaltar”, afirmou o senador. 

 

O presidente do Senado revelou que, logo após a confirmação do resultado, ele e Hugo Motta telefonaram para Lula e para o vice-presidente Geraldo Alckmin para cumprimentá-los pela vitória e desejar sucesso no novo mandato. Na fala à imprensa, os presidentes das duas Casas reafirmaram o compromisso do parlamento com as demandas apresentadas pela sociedade durante o processo eleitoral. 

 

Hugo Motta ainda disse que a reeleição de Lula abre uma nova oportunidade para conciliar o país, marcado pela divisão política e pela radicalização. Ele também defendeu o diálogo entre os Poderes e disse que o Congresso estará pronto para apoiar pautas consideradas necessárias para a população brasileira.

 

“Temos um Brasil dividido e radicalizado e, com a vitória de hoje, o presidente Lula tem uma nova oportunidade de conciliar o país, de olhar para frente e governar para todos”, afirmou o presidente da Câmara.

 

PODER JUDICIÁRIO

 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, agendou uma semana de poucos temas a serem debatidos no plenário, nas sessões de quarta (28) e quinta (29). Uma das ações que serão debatidos pelos ministros será a RE 1384562, que trata da possibilidade de instituição de alíquotas progressivas para as contribuições previdenciárias dos servidores públicos federais, nos parâmetros da Reforma da Previdência de 2019 (Emenda Constitucional EC 103/2019).

 

O recurso diz respeito a decisão da 5ª Turma Recursal Federal da Seção Judiciária do Rio Grande do Sul que condenou a União a restituir a uma servidora federal os valores descontados em decorrência da aplicação das alíquotas progressivas, previstas nos incisos V a VIII do parágrafo 1º do artigo 11 da EC 103/2019. 

 

De forma incidental, o colegiado declarou inconstitucionais os dispositivos, por considerar que a sistemática de tributação progressiva viola o princípio da isonomia e é confiscatória. De acordo com a decisão, a tributação deve se limitar à alíquota de 14%. No STF, a União argumenta que não há impedimento constitucional à progressividade e ao aumento da alíquota, desde que se observem os princípios da legalidade, da anterioridade, da isonomia, da capacidade contributiva e do não confisco.

 

Outro tema previdenciário na pauta é a ADI 6336, que questiona a regra da Reforma da Previdência de 2019 que revogou a isenção parcial da contribuição previdenciária sobre proventos de aposentadoria de servidores acometidos por doenças graves e incapacitantes. 

 

De acordo com a regra revogada pela Emenda Constitucional 103/2019, a contribuição para o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do servidor nessa condição incidia apenas sobre as parcelas de aposentadoria e de pensão que superassem o dobro do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). A nova regra limita a isenção ao teto do RGPS.

 

A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), autora da ação, argumenta que o tratamento idêntico a aposentados saudáveis e aos que têm doenças incapacitantes viola os princípios constitucionais da isonomia e da dignidade da pessoa humana na efetivação do direito fundamental à aposentadoria. A Anamatra também alega que a regra original não poderia ser revogada porque efetivava direitos fundamentais dos servidores na Constituição Federal.

 

A Advocacia-Geral da União (AGU), por sua vez, defende que a reforma visou dar sustentabilidade aos regimes próprios de servidores e que não houve a supressão total da imunidade para aposentados e pensionistas nessa condição, mas a redução da imunidade estendida.
 

Após vitória de Lula, declaração de Caiado sobre Flávio ser “peru de Natal” do PT viraliza
Foto: Gabriel Pinheiro / CNI

Após a reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma declaração de Ronaldo Caiado (PSD), que chamou Flávio Bolsonaro (PL) de “peru de Natal” no 1° turno das eleições, voltou a viralizar nas redes sociais.  A declaração foi dada em julho deste ano, durante entrevista ao jornalista Ricardo Bruno, do programa Jogo do Poder da Rede CNT. (Atualizada às 10h22)

 

 

Na ocasião, Caiado avaliou que o Partido dos Trabalhadores (PT) teria interesse em manter Flávio competitivo para enfrentá-lo no segundo turno. “O Lula, ele está cuidado do Flávio como se ele fosse um peru de Natal. Naquele momento ali, ele [Lula] cuida dele [Flávio] no primeiro turno e depois serve no segundo turno. Então esta é a figura clara”, resume o ex-governador do Goiás. 

 

Durante a eleição presidencial, o senador terminou o primeiro turno à frente, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. No segundo turno, porém, o petista virou a disputa e venceu com 51,76%, contra 48,24% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

35 mil votos foram registrados após as 17h; vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro no Brasil foi de 4,4 milhões
Foto: Ricardo Struckert / Lula Oficial

Um levantamento do portal g1 com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que 35.521 votos foram registrados após as 17 horas de domingo (25), no horário de Brasília, no segundo turno da eleição presidencial. Lula (PT) foi reeleito com uma virada inédita ao obter 51,79% dos votos e derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL), que ficou com 48,21%.

 

A vantagem de Lula foi de 4,4 milhões de votos: teve 64,2 milhões, contra 59,8 milhões de Flávio Bolsonaro.

 

Houve votação até mais tarde porque o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou o prazo até as 19h. A decisão foi proferida pouco depois das 17 horas. Como a maioria das urnas já tinha sido fechada, o ministro esclareceu que a medida valeria apenas para locais em que as seções eleitorais ainda estavam abertas.

 

As duas campanhas haviam solicitado ao TSE mais tempo para os eleitores votarem. A de Lula relatou problemas no transporte público, como falta de ônibus, redução de frotas e cobrança indevida de passagens. A de Flávio Bolsonaro pediu a extensão em cinco estados atingidos por fortes chuvas: Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina. A campanha de Lula recorreu também ao STF, de onde partiu a decisão mandando estender o horário de votação em todo o país.

 

Após a confirmação do resultado da eleição, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, confirmou a vitória de Lula e afirmou ter "toda a segurança no processo eleitoral".

 

O candidato Flávio Bolsonaro não reconheceu a derrota, questionou a decisão de Zanin e disse que vai pedir a anulação da eleição.

 

Para dimensionar a votação após as 17 horas, o levantamento do g1 analisou os logs de urna, que registram os eventos que cada equipamento grava automaticamente durante a votação. É como um "diário de bordo" da urna, no qual é possível saber o momento em que ela foi ligada, os horários dos votos e quando a votação terminou. Nesses arquivos não é possível saber para quem os votos foram dados.

 

Das 35.521 confirmações de votos registradas após as 17h no país, 30.866 estão em seções cujos dados foram conferidos com os boletins de urna e cuja transmissão aparece como “Totalizado”.

Daniela Mercury e Igor Kannário celebram vitória de Lula com shows em Salvador: "Maior líder da humanidade"
Foto: Instagram

A capital baiana celebrou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva com festa em dois pontos da cidade. Os cantores Daniela Mercury e Igor Kannário foram os responsáveis por agitar os eleitores na noite do último domingo (25), com shows na Barra e no Rio Vermelho.

 

A apresentação de Igor Kannário teve início no final da Avenida Milton Santos, em Ondina, e seguiu em um trio elétrico em direção ao Rio Vermelho, bairro conhecido pelos eleitores de Lula como ponto de encontro e que sediou no primeiro turno a festa da vitória de Jerônimo Rodrigues, reeleito governador da Bahia.

 

O artista, que chegou a provocar Gusttavo Lima nas redes sociais, recebeu o governador Jerônimo, além da deputada eleita Olívia Santana. "VITÓRIA DO POVO E DA DEMOCRACIA", escreveu o artista ao compartilhar o registro da festa feita no Rio Vermelho.

 

Já Daniela Mercury agitou o Farol da Barra, ponto onde seria a festa da vitória de Flávio Bolsonaro (PL). O ponto turístico, que já contava com um trio em caso de vitória do senador, foi pintado de vermelho por apoiadores de Lula. 

 

A artista, que se apresentou no Ato Pela Democracia dias antes do segundo turno, voltou a cantar para os eleitores. Vestida de vermelho, Daniela recebeu a cantora Alinne no trio elétrico.

 

"Nós elegemos o maior líder da humanidade atualmente, @lulaoficial. O povo brasileiro escolheu a democracia", escreveu a artista.

Líderes latino-americanos celebram vitória de Lula; Milei e Trump mantêm silêncio
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

 

Com 100% das urnas apuradas no Brasil, líderes de países vizinhos foram às redes sociais cumprimentar o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no 2º turno das eleições presidenciais. Os presidentes de países como Uruguai, México, Bolívia, Panamá e Paraguai se pronunciaram enquanto Javier Milei e Donald Trump, da Argentina e Estados Unidos, ainda não reconheceram a vitória. 

 

Um deles foi o presidente do Uruguai, Yamandu Orsi, que disse ter se comunicado com Lula para felicitá-lo. "Eu o cumprimentei pelo triunfo e pela festa democrática que representa o processo eleitoral", afirmou.

 

"Viva a democracia, ganhou o povo do Brasil. Felicidades, presidente Lula", escreveu a presidente do México, Claudia Sheinbaum.

 

Outro líder que se manifestou foi o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. "Bolívia e Brasil somos países vizinhos e irmãos, unidos por uma história e desafios comuns. Seguiremos trabalhando juntos para fortalecer nossa relação e gerar mais oportunidades para nossas nações", escreveu o mandatário.

 

O presidente do Panamá, José Raul Mulino, também foi às redes sociais saudar Lula. "Felicito o povo brasileiro por esta jornada democrática e especialmente ao presidente Lula por sua vitória. Seguiremos trabalhando juntos por nossos países", postou.

 

Na mesma linha, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi outro que saudou Lula e o povo brasileiro pela jornada democrática.

TSE diz ser falsa declaração de Flávio Bolsonaro de que fiscais do PL teriam sido expulsos de sala-cofre
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Em nota divulgada na área de checagem de notícias falsas do site do Tribunal Superior Eleitoral, já na madrugada desta segunda-feira (26), foi desmentida a denúncia feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) de que fiscais do seu partido teriam sido retirados da sala-cofre do TSE. O tribunal afirma ser falsa a informação dada pelo candidato.

 

Flávio Bolsonaro deu essa declaração na noite deste domingo (25), em discurso após a confirmação do resultado da eleição em segundo turno. “Outra coisa, detalhe que poucos sabem aqui: os nossos fiscais do PL foram retirados de dentro da sala-cofre a partir do momento que essa eleição foi tomada”, disse o candidato derrotado.

 

Na nota para desmentir a informação, o TSE informou que a sala-cofre que mantém os computadores responsáveis por processar os votos funcionando não é um espaço aberto para visitação de fiscais de qualquer partido eleitoral.

 

“A sala-cofre do TSE não é um espaço aberto à visitação. Todas as demais unidades e áreas do Tribunal, como a Sala de Totalização, podem ser visitadas por fiscais de partidos, observadores internacionais, advogados e membros do Ministério Público, entre outros, que acompanham, de lá, desde o início, a totalização e a divulgação dos resultados do pleito”, diz um trecho do comunicado da Justiça Eleitoral.

 

Segundo o TSE, neste domingo, dois fiscais do PL estiveram presentes para acompanhar o teste de integridade das urnas eletrônicas, além da totalização e divulgação dos resultados do segundo turno.

 

“Há registro de presença nos locais visitados, além de filmagem na Sala de Totalização, que comprovam o acesso livre dos fiscais às unidades do TSE”, diz a nota da autoridade eleitoral.

 

O comunicado destaca ainda que o resultado das eleições 2026 foi anunciado na noite deste domingo pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Ao final da totalização dos votos, o ministro proclamou a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, elogiou a participação da população no pleito e destacou as medidas adotadas pela Justiça Eleitoral para facilitar o exercício do voto. 

 

“Esta noite não pertence apenas às chapas eleitas. Ela pertence, sobretudo, à eleitora e ao eleitor brasileiros, principais protagonistas das eleições e os destinatários de todo o trabalho realizado pela Justiça Eleitoral”, ressaltou o presidente do TSE. 
 

Lula provoca Bolsonaro ao avaliar má fase do Corinthians: “Só perde”
Foto: YouTube / Lula

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou sobre a fase do Corinthians durante o discurso de vitória nas eleições presidenciais, neste domingo (25), e comparou a sequência negativa do clube às derrotas eleitorais da família Bolsonaro. Torcedor declarado do Timão, o petista brincou com o momento da equipe após a derrota por 3 a 2 para o Vasco, pelo Campeonato Brasileiro.

 

"Vou me reunir com o Corinthians também, porque o Corinthians perdeu outra, cara. Para onde a gente vai? Está parecendo o Bolsonaro, só perde", afirmou Lula, provocando risos entre os apoiadores presentes.

 

 

A declaração ocorreu em São Paulo, durante a comemoração da vitória sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da disputa presidencial. A comparação também fez referência à derrota de Jair Bolsonaro para Lula nas eleições de 2022.

 

A brincadeira do presidente aconteceu após mais um resultado negativo do clube paulista. No sábado (24), o Corinthians perdeu por 3 a 2 para o Vasco, em São Januário, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.

 

O Timão chegou a ficar em vantagem por 2 a 1, mas sofreu a virada nos minutos finais. O resultado deixou a equipe na 17ª colocação, com 33 pontos, dentro da zona de rebaixamento para a Série B.

 

O Corinthians também ampliou a sequência sem vitórias na competição - agora são onze. 

 

Antes da provocação, Lula falava sobre os encontros que pretende realizar para discutir a preparação do próximo mandato. O presidente citou reuniões com empresários, educadores, cientistas e mulheres. Ao mencionar o Corinthians, ouviu manifestações de torcedores na plateia e aproveitou a oportunidade para comentar a situação do clube do coração.

Avenida reúne multidão em festa pela vitória de Lula em Conquista
Foto: Reprodução / Blog do Anderson

A Avenida Olívia Flores, em Vitória da Conquista, no Sudoeste, reuniu na noite deste domingo (25) uma multidão durante as comemorações pela vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. A festa teve animação de Danillo Kiribamba, que comandou o público ao som de ritmos do Carnaval baiano.

 

Foto: Reprodução / Blog do Anderson

 

Segundo o Blog do Anderson, parceiro do Bahia Notícias, o público era formado, em grande parte, por jovens. Os participantes ocuparam a avenida com bandeiras, camisas e bonés alusivos a Lula, além de bandeiras do Brasil, em um ato que também destacou a defesa da democracia.

 

Foto: Reprodução / Blog do Anderson

 

A apuração dos votos foi acompanhada até a consolidação do resultado. Com 97,69% das seções totalizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula registrava 51,74% dos votos válidos, contra 48,26% de Flávio Bolsonaro (PL).

 

Na Bahia, Lula obteve 71,31% dos votos válidos no segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro alcançou 28,69%. No primeiro turno, o petista havia registrado 66,17%, contra 28,53% do adversário.

 

Em Vitória da Conquista, Lula recebeu 58,78% dos votos válidos no segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro teve 41,22%. Na primeira etapa da disputa, os percentuais foram de 52,85% para Lula e 40,58% para o candidato do PL. 

Com 73% dos votos, Salvador dá maior margem de votos a Lula entre as capitais brasileiras 
Foto: Divulgação / Ricardo Stuckert

Os eleitores da capital baiana contribuíram com a ampla margem de votos obtida pelo presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste domingo (25). Com 100% das urnas apuradas, os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) demonstraram que só em Salvador, o petista acumulou 73,24% dos votos contra 26,76% de Flávio Bolsonaro (PL). (Reportagem atualizada às 08h50)

 

Já no país, o cenário foi acirrado, com 51,79% de Lula contra 48,21% do filho primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Considerando o cenário das capitais brasileiras, Salvador foi a mais “lulista”, superando São Luís (MA), que registrou 62,1% dos votos a Lula, e Teresina (PT), com 68%.  

 

Por outro lado, as capitais mais “bolsonaristas” foram Boa Vista (RR), com 75% dos votos para o senador Flávio Bolsonaro, e Rio Branco (AC), com 66%. 

 

TRANSPORTE NA CAPITAL
O dia de votação na capital baiana foi marcado por denúncias de atrasos na saída e redução nas frotas dos ônibus. Segundo informações da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor da Bahia (Procon), foram identificados 944 ônibus parados nas garagens. 

 

Neste cenário, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) determinou que toda a frota fosse colocada nas ruas e ordenou ainda a prisão do secretário Municipal de Mobilidade, Pablo Souza. Segundo a Prefeitura de Salvador, o gestor da Semob está em Paris, em missão oficial a convite do governo da França, e deve se apresentar às autoridades baianas nesta segunda-feira (26).

 

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), criticou a ordem de prisão e ressaltou que Souza é um "quadro técnico, sem qualquer vinculação político-partidária". O gestor atribuiu o atraso na saída dos coletivos a adesivagens dos ônibus com adesivos que remetiam à campanha de Lula.

Após apoio público a Lula, nome de Bellintani ganha força como opção para eleição de Salvador
Foto: Reprodução / Felipe Oliveira - EC Bahia

O apoio do empresário Guilherme Bellintani à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou um movimento antigo que projeta o nome do ex-presidente do Esporte Clube Bahia como possível candidato à Prefeitura de Salvador em 2028, desta vez pelo grupo de oposição à atual gestão municipal. Bellintani foi fotografado durante a prática de exercícios físicos com um adesivo do PT e chegou a declarar publicamente que nunca votou em Jair Bolsonaro (PL).

 

As sondagens sobre uma possível participação de Bellintani nas eleições municipais não são recentes. Após comandar secretarias durante a gestão de ACM Neto (União), o empresário chegou a ter seu nome cogitado como possível sucessor do então prefeito, mas negou, à época, a intenção de disputar o cargo. O mesmo ocorreu quando ainda ocupava a presidência do Bahia.

 

Em 2019, o publicitário Sidônio Palmeira, atualmente ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, chegou a incentivar a apresentação do nome de Bellintani como uma opção do grupo de oposição para a disputa pela Prefeitura de Salvador. Após participar da campanha do empresário à presidência do Esporte Clube Bahia, Sidônio teria estimulado reuniões entre Bellintani e o então governador Rui Costa (PT), com o objetivo de articular uma possível candidatura ao Executivo municipal naquele ano.

 

Os rumores voltaram a ganhar força em fevereiro deste ano, após Bellintani aparecer como um dos convidados de um almoço organizado pelo secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, na casa do cantor Gilberto Gil. O encontro também contou com a presença do presidente Lula, da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e de outros artistas.

 

As especulações sobre uma possível mudança de alinhamento político de Bellintani também são reforçadas por críticas feitas pelo empresário à gestão do prefeito Bruno Reis (União), principalmente em relação às dificuldades enfrentadas pela capital baiana para impulsionar seu desenvolvimento econômico.

 

Vale lembrar que, em entrevista à ESPN Brasil, em outubro de 2024, Bellintani chegou a manifestar o desejo de voltar a contribuir com a gestão pública da capital baiana. “Um dia, eu tenho uma vontade grande. Eu adoro minha cidade, sou apaixonado por Salvador. Gosto da gestão pública, luto contra aquela história de que político não presta”, afirmou à época.

 

Passado o segundo turno das eleições de 2026, as atenções do grupo governista estadual se voltam para a construção de uma chapa competitiva para a disputa pela Prefeitura de Salvador em 2028, movimento já sinalizado pelo presidente Lula durante um evento na capital baiana.

 

A avaliação é de que o momento político pode favorecer a oposição municipal, diante de disputas internas por espaço no grupo liderado pelo prefeito Bruno Reis, do fortalecimento do Partido dos Trabalhadores e dos possíveis reflexos do alinhamento de Bruno Reis e ACM Neto à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Esses fatores entram no cálculo político do grupo liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), que busca ampliar sua presença eleitoral na capital baiana e conquistar o comando da prefeitura.

 

Nos bastidores, já é aventada, inclusive, a possibilidade de uma composição com Guilherme Bellintani como cabeça de chapa e a deputada federal eleita Olívia Santana (PCdoB) como candidata a vice-prefeita.

Vídeo: Pablo Marçal registra comemoração de Flávio Bolsonaro durante virada temporária
Foto: Reprodução/Instagram

O influenciador e empresário Pablo Marçal foi um dos líderes da campanha do Partido Liberal que acompanhou a apuração dos votos ao lado de Flávio Bolsonaro neste domingo (25), em Brasília. Durante a contagem dos votos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o coach gravou um vídeo mostrando Flávio e seus apoiadores comemorando a virada temporária.

 

 

A comemoração momentânea ocorreu por volta das 20h, quando Flávio ultrapassou o oponente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na contagem dos votos. Naquele momento, as imagens mostram a celebração de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, Nikolas Ferreira e outros apoiadores do herdeiro de Jair Bolsonaro. 

 

No entanto, apesar da comemoração da liderança momentânea do candidato do PL, Lula teve sua vitória confirmada pelo sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 21h08, quando 97% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela altura, Lula tinha 51,74% e Flávio, 48,26%.

 

Com o resultado, Lula se elegeu como o único presidente democraticamente eleito pelo 4º mandato no Brasil.

Flávio Bolsonaro chama resultado de ‘sacanagem’ e promete pedir anulação da eleição
Fotos: Reprodução / TV Globo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, afirmou neste domingo (25) que considera “impossível” reconhecer o resultado das urnas e anunciou que pretende pedir a anulação do pleito. Durante pronunciamento à imprensa, o candidato classificou o resultado como uma “sacanagem” e questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar o horário de votação em 2 horas.

 

“É inexplicável ter acontecido o que aconteceu. [...] É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições”, disse Flávio.

 

O senador alegou que a decisão de Zanin, tomada em meio a relatos de dificuldades de deslocamento de eleitores, teria comprometido a igualdade de condições entre os votantes de diferentes estados. Segundo ele, a extensão do horário poderia ter influenciado o resultado da disputa.

 

“Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades, de diferentes estados. Eu nunca vou saber se no estado aonde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter”, afirmou.

 

A crítica, no entanto, contrasta com uma solicitação feita pela própria campanha de Flávio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mais cedo, o grupo pediu a extensão do horário de votação até as 19h em municípios de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, sob a justificativa de que fortes chuvas prejudicaram o deslocamento de eleitores.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Pensando aqui em quanta energia #sabetudo e Aninha do Camaro gastaram pensando em 2028, pra verem o Soberano tomar de volta a candidatura. Mas ninguém precisa correr pra ficar com pena do Soberano. Pelo menos ele tem seu lado empresário pra ocupar o tempo até lá. O motivo, dizem às más línguas: o Carlismo morreu. Ao menos sob a batuta do herdeiro original. Dito isso, ele vai aproveitar também pra ajudar o Ferragamo com essa crise de imagem dos ônibus da eleição. O cenário agora é de reflexão real. Apoiaram o ZeroUm, para manter vivo e soltar o Capitão, agora, quem vai ter que ficar ligado é a galera da Bahia. Ao menos quem não é seguidor da família. Por falar em eleição futura, os disparos em massa de #sabetudo devem ficar mais restritos. Na boca miúda, o que se fala é que essa eleição foi um block atrás do outro. Sobrou para Elde, Bonitinho, Renatinha Ex-Fala Bela e mais uma renca. Alguns desbloqueados, mas outros ainda vão ficar no cantinho do pensamento. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Carlos Bolsonaro

Carlos Bolsonaro
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

"Em determinado momento, eu me emocionei na frente dele e falei: 'desculpa, pai, a gente falhou". 

 

Disse Carlos Bolsonaro (PL), segundo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao publicar um vídeo nas redes sociais após visitar a casa do pai, em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar. A gravação foi divulgada nesta quarta-feira (28) três dias após a derrota do filho mais velho de Jair, Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais de 2026. 
 

Podcast

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
O vereador de Salvador, Cezar Leite (PL), é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (26). O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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