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Artigos

Leonardo Góes
Mérito técnico: o critério que falta nas indicações da ANA
Foto: Acervo pessoal

Mérito técnico: o critério que falta nas indicações da ANA

Em 16 de setembro de 2026 encerrou-se o sistema de rodízio adotado, de forma inusual, pela Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) desde janeiro daquele ano, diante da vacância do cargo de Diretor-Presidente. Ao longo desses meses, quatro diretores se revezaram na Presidência interina da Agência. Encerrado esse modelo, volta a valer a regra ordinária: exerce a interinidade o Diretor com o menor tempo de mandato restante. É por essa regra que, a partir de 16 de outubro, assumo pela segunda vez a Presidência interina da ANA — agora na condição de Diretor nomeado e de servidor público federal de carreira, com mais de duas décadas dedicadas ao serviço público efetivo.

Multimídia

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes
Durante entrevista ao podcast Projeto Prisma, do projeto Vota BN, nesta segunda-feira (24), o senador Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que o Senado Federal não pode atuar como um "puxadinho" do Poder Executivo e declarou que não pretende exercer um mandato "chapa-branca" para o governo de plantão.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

eleicoes 2026

VÍDEO: Ronaldo Mansur sobre Ponte Salvador-Itaparica: “O governo tem que sentar na cadeira da humildade”
Fotos: Eduarda Pinto / Bahia Notícias / Concessionária Ponte Salvador-Itaparica

A poucas semanas das eleições de 2026 no Brasil, o candidato Ronaldo Mansur (PSOL) foi o sabatinado do Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias (BN). Durante a entrevista, o prefeiturável/candidato abordou os gargalos da infraestrutura estadual e os desafios da logística para o transporte de mercadorias e serviços na Bahia.

 

Veja em forma de vídeo:

 

Um dos pontos centrais da sabatina Vota BN foi o projeto da Ponte Salvador-Itaparica. Mansur defendeu categoricamente a revisão do contrato vigente antes de dar prosseguimento às intervenções. “O governo tem que sentar na cadeira da humildade e dialogar com as comunidades”, dispara.

 

Ao comentar o histórico e a execução do empreendimento, o candidato apontou a falta de clareza nos valores envolvidos e a ausência de debate com as populações atingidas. "Em relação à ponte, que não começa a obra em 5 e 6 anos, agora temos uma caixa preta nesse contrato. A ponte que ia custar 5 bi, agora dizem que é 14 bilhões de reais. Quais serão os impactos nas áreas de saúde, segurança e educação lá nas cidades onde a ponte vai desembocar?", questiona.

 

O candidato também cobrou do governo estadual uma reavaliação da viabilidade econômica e social da região, apontando a existência de conflitos de interesse no contrato. "Não custa nada abrir esse contrato, é preciso dialogar e esclarecer a ponte", reforçou.

 

"As comunidades tradicionais e terreiros dizem que o governo não dialogou, e isso é preciso. Temos que colocar o Ministério Público da Bahia (MP-BA) para intermediar esse conflito, não custa nada abrir um caderno da democracia", alega Mansur.

 

Apesar das críticas severas à condução do contrato da ponte, Mansur reconheceu o porte e a relevância do projeto para a logística baiana. No entanto, retratou um cenário de abandono na malha rodoviária do estado, criticando a manutenção das rodovias estaduais (BA's) durante a gestão petista.

 

Segundo o postulante, enquanto grandes projetos avançam com entraves, as estradas estaduais seguem sem os investimentos necessários para garantir o escoamento seguro e eficiente de cargas e passageiros. Mansur abordou ainda os planos para o desenvolvimento da malha ferroviária no estado, projetada em parceria com o Governo Federal.


Confira o momento logo abaixo:

Cerca de 15 mulheres podem ser eleitas ao Senado; Bancada feminina pode iniciar 2027 com 25% das cadeiras
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Levantamento feito pelo Bahia Notícias sobre as mais recentes pesquisas eleitorais para o Senado nos 27 estados revela que em 2026, pode ser batido o recorde histórico de eleição de mulheres senadoras. Para as 54 vagas que se renovam no Senado neste ano, 15 podem vir a ser ocupadas por mulheres, praticamente 30% do total, percentual que jamais foi alcançado. 

 

O recorde atual de eleição de mulheres para compor o Senado foi alcançado em 2022. Naquele ano, foram eleitas oito senadoras, ou 14,8% do total de eleitos: Marina Silva (PT-AC), Serys Marly Slhessaenko (PT-MS), Ana Júlia (PT-PA), Fátima Cleide (PT-RO), Ideli Salvatti (PT-SC), Patrícia Gomes (PPS-CE), Lúcia Vânia (PSDB-GO) e Roseana Sarney (PFL-MA).

 

Marina Silva e Roseana Sarney, eleitas em 2002, figuram agora em 2026 entre as mulheres mais bem colocadas nas pesquisas mais atuais para o Senado. No Maranhão, Roseana lidera a disputa com 18%, segundo pesquisa Real Time Big Data, e em São Paulo, é Marina Silva quem aparece na liderança, com 34,9%, de acordo com sondagem da Futura/100% Cidades. 

 

Além de ter sido eleita em 2022, Marina Silva já havia sido vitoriosa também nas eleições de 1994. Na ocasião, com apenas 36 anos de idade, Marina foi uma das quatro eleitas e havia se tornado a mais jovem senadora na história. 

 

Nas eleições de 1994, outra das quatro senadoras eleitas, além de Marina Silva, foi a atual deputada federal Benedita da Silva, que saiu vitoriosa pelo estado do Rio de Janeiro. Atualmente, Benedita é uma das 15 mulheres que podem ser eleitas para o Senado, já que lidera as pesquisas no estado. 

 

Confira abaixo quem são as 15 mulheres que podem vir a ser eleitas para o Senado em 2026, por estarem na primeira ou na segunda colocação nas pesquisas mais recentes em seus estados:

 

MARANHÃO

 

Roseana Sarney (MDB) 

 

PERNAMBUCO

 

Marília Arraes (PDT)

 

RIO GRANDE DO NORTE

 

Samanda de Lula (PT)

 

AMAPÁ

 

Rayssa Furlan (Podemos) 

 

RONDÔNIA

 

Silvia Cristina (PP)

 

RORAIMA

 

Teresa Surita (MDB) 

 

DISTRITO FEDERAL

 

Michelle Bolsonaro (PL) 
Leila Barros (PDT) 

 

GOIÁS

 

Gracinha Caiado (União Brasil) 

 

MATO GROSSO

 

Janaina Riva (MDB) 

 

MINAS GERAIS

 

Marília Campos (PT) 

 

RIO DE JANEIRO

 

Benedita da Silva (PT) 

 

SÃO PAULO

 

Marina Silva (Rede) 
Simone Tebet (PSB) 

 

RIO GRANDE DO SUL

 

Manuela D´Ávila (Psol) 

 

Caso essas 15 candidatas confirmem as pesquisas e saiam vitoriosas das urnas de 4 de outubro, elas se juntarão a outras seis senadoras, que ainda possuem mandato até 2031. São eles: Damares Alves (Republicanos) - DF; Lourdinha Pereira (PSB) - MA; Tereza Cristina (PP) - MS; Teresa Leitão (PT) - PE; Jussara Lima (PSD) - PI; Professora Dorinha Seabra (União) - TO. 

 

Se esse cenário se confirmar, o Senado Federal iniciaria a legislatura de 2027, em fevereiro, com 21 mulheres entre os 81 senadores. Esse percentual de mulheres no Senado, de 25%, caso se confirme, vai se configurar como um recorde histórico. 
 

Vota BN: Em crítica a Jerônimo, Mansur chama aprovação automática de “desserviço” e promete fim
Foto: Divulgação / @ronaldomansur.psol

Ronaldo Mansur,  candidato ao governo da Bahia e presidente do PSOL no estado, é o convidado da sabatina do Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias (BN), nesta segunda-feira (14). Ele comenta, sob sua ótica, erros e acertos do atual Governo no que tange à educação, em especial às escolas de tempo integral, criadas na gestão de Jerônimo Rodrigues (PT), adversário nas urnas.

 

Um dos pontos reforçados durante a campanha de Mansur é a importância de aproximar a cultura dos estudantes da rede pública de ensino. Ao ser questionado sobre a possibilidade de, caso eleito, investir no modelo das escolas em tempo integral, o candidato declara “aquilo que é bom, a gente vai tentar aperfeiçoar”. 

 

Em contrapartida, levanta o tópico da “aprovação automática”, pauta polêmica dentro do atual governo, que abre palco para debates sobre a desvalorização dos professores baianos

 

“Aquilo que é bom a gente aplaude, aquilo que é bom a gente vai tentar aperfeiçoar. E o que não for bom, a gente vai excluir. Uma das coisas é a aprovação automática. Jerônimo, enquanto professor, eu não sei porque ele insiste nessa tese de que não há aprovação automática. Se você tem cerca de 17 matérias e o aluno só perde de ano se passar em pelo menos 5, o que é isso se não aprovação automática?” questiona. 

 

Ronaldo Mansur acredita que a questão seja um “desserviço aos professores” que devem ser figuras preservadas e respeitadas. Ele promete acabar com a aprovação automática, caso eleito. 

 

“Isso é um desserviço aos professores, a autoridade do professor deve ser preservada e respeitada. E o Jerônimo, enquanto professor, tomou nota 0 com essa declaração (...) Nós vamos terminar com a aprovação automática, temos que ter professores valorizados”. 

 

As escolas de tempo integral, por sua vez, foram citadas como reivindicações conjuntas que, segundo o candidato, não se reduzem ao trabalho do gestor atual. 

 

CONFIRA NO PRISMA:

Vota BN: Ronaldo Mansur promete novos hospitais regionais e concurso para a saúde na Bahia
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

O candidato ao governo da Bahia e presidente do PSOL estadual, Ronaldo Mansur, fez, em sabatina ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, duas promessas para a área da saúde.

 

Segundo ele, para melhorar a área da saúde, é necessário construir mais hospitais regionais e realizar mais concursos públicos para a saúde, já que o último foi feito em 2008, há 18 anos.

 

"A construção de hospitais regionais, como foram construídos cerca de 15, se construirmos 30 ainda é pouco. Então temos que construir hospitais com planejamento financeiro e fazendo concurso público para a área de saúde", disse ele, nesta segunda-feira (14).

 

Além disso, ele também criticou a pejotização dos trabalhadores do estado, defendendo a volta mais forte da CLT, afirmando que é melhor para a continuidade do tratamento de pacientes com os mesmos profissionais de saúde.

 

"A política de pejotização é ruim para o profissional, porque não tem nenhuma política de continuidade no tratamento daqueles pacientes", disse ele.

 

Confira entrevista:

 

VÍDEO: TRE-BA indefere candidatura do deputado estadual Binho Galinha por unanimidade
Fotos: Reprodução / Google Street View / Redes Sociais via @binho.galinha

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) decidiu por unanimidade em sessão plenária, nesta segunda-feira (14), indeferir o registro de candidatura do deputado estadual Binho Galinha (AVANTE) para as Eleições de 2026. Os desembargadores acompanharam o entendimento do Ministério Público Eleitoral, que apontou suposta ligação do parlamentar com uma organização de natureza paramilitar.

 

Por meio de sua defesa, o advogado alegou que não há indícios suficientes nem critérios objetivos para caracterizar a existência de uma organização criminosa paramilitar. "Não foi isso que o Tribunal Superior Eleitoral determinou; vossas excelências não podem fazer que critérios sejam expandidos, até porque a regra de inelegibilidade deve ser interpretada de modo restrito. Um paradigma é uma exceção à regra", argumentou.

 

A defesa também sustentou que o deputado era CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) e que a juíza teria proferido uma sentença para cada arma encontrada, o que configuraria um erro de dosimetria. "Embora o conjunto probatório mostre excessivo armamento bélico, não se torna necessário que teria organização criminosa", afirmou o advogado.

 

O relator do caso, o desembargador Moacyr Piita Lima, destacou que, em parte, é difícil associar a realidade baiana à do Rio de Janeiro, como fez o Ministério Público. "Lá no Rio de Janeiro há controle territorial, mas há, nesse caso concreto aqui, um domínio geográfico e econômico, que é o jogo do bicho de Feira de Santana e municípios vizinhos", conclui.

 

Contudo, ao final de seu voto, o relator manifestou-se pelo indeferimento da candidatura. O desembargador destacou a grande quantidade de contatos de Binho Galinha com policiais de Feira de Santana e região encontrados no celular apreendido pela polícia, além de apontar a prática de agiotagem atribuída ao parlamentar.

 

Segundo o magistrado, embora Rio de Janeiro e Bahia tenham realidades distintas, é inegável a existência de um domínio geográfico e econômico no caso analisado. Diante desses elementos, Moacyr Piita Lima votou pelo indeferimento do registro de candidatura.

 

Sem nenhuma divergência no plenário, os demais desembargadores acompanharam o relator, e Binho Galinha teve a candidatura barrada nessas eleições. Confira o momento da votação:

 

ENTENDA O CONTEXTO
Esse julgamento da candidatura ganhou caráter prioritário para o Ministério Público Eleitoral por envolver uma discussão inédita sobre a aplicação da vedação constitucional a candidatos supostamente ligados a organizações com características milicianas. Como pontua o magistrado Cláudio Gusmão.

 

Nas alegações finais apresentadas ao TRE-BA, o procurador regional eleitoral Cláudio Gusmão afirmou que o deputado estadual está entre os vários alvos investigados pelo Ministério Público Federal em um conjunto de apurações que, segundo o órgão, revelariam a atuação de uma estrutura criminosa armada com influência política.

 

"A Polícia Federal já aponta [Binho Galinha] como líder de organização criminosa estruturada e permanente na região de Feira de Santana e municípios vizinhos. Com quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático, além das realizações patrimoniais, o órgão do Ministério Público da Bahia (MP-BA) narra a prática de graves delitos", alerta Cláudio Gusmão. 

 

Para a Procuradoria, o caso ultrapassa a análise tradicional da Lei da Ficha Limpa e representa um teste da eficácia do artigo 17, § 4º, da Constituição Federal, dispositivo que proíbe a utilização de organizações paramilitares ou de natureza semelhante por partidos políticos.

 

O Ministério Público sustenta que as investigações apontam a existência de uma organização com "características milicianas e perfil parlamentar", motivo pelo qual defende o indeferimento do registro independentemente da existência de condenação criminal definitiva.

 

Binho Galinha é apontado como alvo central das Operações El Patrón, Hybris e Estado Anômico, que investigam supostos crimes de organização criminosa, exploração do jogo do bicho, agiotagem, extorsão, lavagem de dinheiro e a utilização de agentes de segurança como braço armado do grupo.

 

Durante as apurações, foram apreendidas armas de uso permitido e restrito, algumas com numerações adulteradas ou suprimidas, além do bloqueio de contas bancárias de familiares e operadores financeiros ligados ao esquema investigado.

 

Em julho deste ano, o parlamentar foi condenado em primeira instância a mais de 36 anos de prisão por crimes previstos no Estatuto do Desarmamento e teve a prisão preventiva decretada. A defesa, porém, argumenta que a sentença não vinculou o arsenal apreendido ao fortalecimento de organização criminosa e sustenta que não há condenação colegiada capaz de gerar inelegibilidade nos termos da Lei da Ficha Limpa.

 

Também nega a existência de milícia ou de qualquer interferência da suposta estrutura criminosa no processo eleitoral. Com bens bloqueados, o candidato chegou a levantar uma vaquinha para disputar o cargo novamente. Mesmo preso, muitos  apoiadores chegaram a fazer um boneco em campanha. 

 

Confira em vídeo:

 

A decisão do TRE-BA poderá definir não apenas o futuro eleitoral de Binho Galinha, mas também estabelecer um importante precedente sobre os limites da aplicação da vedação constitucional a candidatos investigados por suposta participação em grupos armados com atuação política.

Semana em Brasília tem decisão sobre juros e possível abertura de investigação contra Alexandre de Moraes no STF
Foto: Gustavo Moreno/STF

Em uma semana com expectativa sobre a decisão do Banco Central a respeito da taxa básica de juros, as atenções em Brasília estarão voltadas principalmente para a sessão marcada para esta terça-feira (15) no Supremo Tribunal Federal (STF). Marcada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, inclusive com determinação para que seja transmitida ao vivo pela TV Justiça, a sessão pode representar o ápice da crise que começou no início de setembro, desde que o ministro André Mendonça tornou públicas as mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. 

 

Com a escalada da crise no STF e em meio às incessantes revelações sobre casos como o do financiamento do filme “Dark Horse”, que envolve o candidato Flávio Bolsonaro (PL), as eleições perderam protagonismo no debate político em Brasília. Ainda assim, a campanha segue a todo vapor e entra em uma fase decisiva, já que faltam apenas três semanas para o primeiro turno, em 4 de outubro.

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem realizado viagens de campanha mais em dias como sextas, sábados e domingos, inicia sua semana com compromissos internos no Palácio do Planalto e a sanção da medida provisória que destina recursos para o financiamento de veículos a motoristas de transporte privado de passageiros. A medida inclui benefícios a motoristas de aplicativo (motos ou carros), taxistas, cooperativas de taxistas e profissionais de transporte escolar.

 

Confira abaixo a agenda da semana em Brasília.

 

PODER EXECUTIVO

 

O presidente Lula inicia sua semana em Brasília nesta segunda-feira (14) com compromissos internos no Palácio do Planalto. A agenda de Lula para a manhã inclui apenas uma reunião com a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior. 

 

Na parte da tarde, o presidente Lula terá uma reunião às 14h40 com o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick, e logo depois, às 15h, haverá uma solenidade para a sanção da medida provisória 1359/2026, que institui linhas de financiamento do MOVE para veículos novos. 

 

A medida, aprovada pelo Senado no dia 1º de setembro, destina até R$ 30 bilhões para o financiamento da compra de veículos novos que respeitem critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica. O texto da medida também abre permissão para o financiamento de infraestrutura, equipamentos e renovação da frota do transporte urbano de passageiros ou cargas, com foco principal na concessão de empréstimos para a compra de motos e motocicletas por entregadores de aplicativo.

 

Nesta segunda, o presidente Lula ainda terá uma reunião, no Palácio do Planalto, com os ministros da Fazenda, Dario Durigan, da Casa Civil, Miriam Belchior, e do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, às 16h30. 

 

A agenda de Lula para o restante da semana ainda não foi divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República. 

 

No calendário da economia, a semana tem como destaque a decisão do Comitê de Política Econômica do Banco Central na chamada “superquarta” (16). O Banco Central anunciará a nova taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, e a expectativa dos analistas de mercado é de mais um corte de 0,25 ponto percentual, principalmente depois de o IPCA de agosto registrar deflação de 0,32%.

 

Antes do Copom, será divulgado nesta semana, nesta terça (15), o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, um estudo completo do IBGE sobre a situação da agropecuária no país. O estudo mostrará os resultados da produção brasileira no mês de agosto deste ano. 

 

Também na terça o IBGE apresenta os resultados da sua Pesquisa Mensal do Comércio. A pesquisa mostrará um raio-x da situação do comércio brasileiro no mês de julho. 

 

PODER LEGISLATIVO

 

O Congresso Nacional segue paralisado, em um momento de recesso branco por conta da campanha eleitoral. Depois de realizar dois período de esforço concentrado, Senado Federal e Câmara dos Deputados só terão sessões em plenário após o primeiro turno das eleições. 

 

Apesar da paralisação, um grupo de parlamentares vêm pressionando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a realizar uma sessão no plenário nesta semana. Senadores como Carlos Viana (PSD-MG) e Eduardo Girão (Novo-CE) reivindicam a abertura de um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. 

 

Alcolumbre, não dá sinais de que irá ceder às pressões e até o momento, não há indicação de realização de qualquer sessão no plenário do Senado. 

 

PODER JUDICIÁRIO

 

Nesta semana, o Supremo Tribunal Federal se prepara para viver um dos momentos mais delicados de seus mais de 130 anos de história. Nesta terça (15), às 10h, o plenário se reúne em sessão extraordinária para analisar o procedimento originado a partir de informações da Polícia Federal sobre suposta relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

 

Os ministros devem definir o destino dos elementos reunidos pela PF e indicar se há espaço para que seja iniciada uma investigação na Corte relacionada ao ministro Alexandre de Moraes. Na votação, os ministros também poderão decidir se prevalecerá a tese da Procuradoria-Geral da República (PGR), que questiona a validade do relatório da PF e pede a sua nulidade.

 

A crise ganhou maior dimensão quando o relatório da PF foi tornado público, no início do mês de setembro. O documento levou André Mendonça a separar o material para apreciação dos demais ministros do Supremo. 

 

Já Alexandre de Moraes reagiu em outro procedimento, o inquérito das fake news, e apresentou elementos para questionar a relatoria do próprio ministro Mendonça, responsável pelas investigações. O STF então passou a conviver com duas frentes distintas: uma relacionada aos elementos que alcançaram Moraes e outra referente à conduta de Mendonça na condução dos procedimentos. 

 

Apesar da pressão do grupo ligado a Moraes, o presidente do STF, Edson Fachin, colocou na pauta apenas o pedido relacionado às conversas de Daniel Vorcaro com o ministro do STF. A denúncia apresentada por Alexandre de Moraes contra Mendonça foi agendada para a sessão plenária do dia 23 deste mês.

 

Edson Fachin também tomou para si a relatoria do caso contra Moraes, por identificar possível impedimento de juiz por relação com envolvidos, fato previsto no Código de Processo Civil. A decisão concentra na presidência da Corte as decisões que guiarão desdobramentos da crise no STF. 

 

Na sessão desta terça, há expectativa também sobre um possível pedido de vista, que levaria o caso relacionado a Moraes a um futuro incerto, já que a votação dos demais ministros pode acabar ficando apenas para o ano que vem.

 

Com os ministros divididos entre as posições de Alexandre de Moraes e André Mendonça, ainda não se sabe se o presidente do STF, Edson Fachin, manterá a sessão plenária da próxima quarta (16), para julgamentos de uma pauta de ações previamente acertadas. Na semana passada, duas sessões no plenário foram canceladas devido à crise no Tribunal. 

 

Os ministros do STF deixaram de julgar, na semana passada, ações com a ADC 91, que tem como tema central o Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014). A ação julga a validade de um trecho que prevê que dados de registro de conexão, como o IP (informação utilizada para identificar usuários), só podem ser disponibilizados mediante ordem judicial. 

 

Também foram adiados os julgamentos das ADIs 5059 e 5073, que envolvem o alcance do poder de requisição de provas, informações, dados e documentos por delegados de polícia em investigações criminais, conforme previsto em trechos da Lei 12.840/2013.  

 

Para esta semana, a pauta previamente agendada tem como primeiro item a análise da ADI 7495, que discute diferenças nas regras de licença parental, incluindo a equiparação entre maternidade biológica e adotiva e a possibilidade de compartilhamento do período de afastamento entre os responsáveis pela criança. A ação foi proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes, que pediu destaque do processo no Plenário Virtual. 

 

Também estão pautados dois processos que discutem a aplicação do Estatuto da Pessoa Idosa a reajustes de planos de saúde por faixa etária. Na ADC 90, o STF analisa se a proibição de cobrança de valores diferenciados em razão da idade alcança contratos firmados antes da entrada em vigor do estatuto, em 2004. 

 

O tema também é tratado no RE 630852, com repercussão geral (Tema 381), cujo julgamento aguarda a proclamação do resultado. A Presidência do STF indicou que os entendimentos dos dois processos serão harmonizados para a proclamação conjunta.  

 

A pauta inclui ainda a retomada do julgamento da ADI 5385, que questiona lei de Santa Catarina que redefiniu os limites do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro e criou o Mosaico de Unidades de Conservação da Serra do Tabuleiro e Terras de Massiambu. O julgamento foi suspenso em agosto, diante da possibilidade de empate em cinco a cinco, em razão da cadeira vaga no Tribunal. 

Eleições 2026: Mercado financeiro já doou R$ 11,8 mi para campanhas eleitorais
Foto: Gerada por IA

Dezoito nomes ligados a bancos, gestoras, corretoras e empresas de investimentos já destinaram R$ 11,84 milhões a campanhas eleitorais em 2026. O valor corresponde a 13,9% dos R$ 85,36 milhões doados pelos 100 maiores doadores pessoas físicas registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo levantamento do BP Money.

 

Entre os financiadores estão executivos, empresários, herdeiros de instituições financeiras e ex-dirigentes de bancos. A lista inclui o ex-presidente do Banco Central (BC) Armínio Fraga, que doou R$ 750 mil, e Ricardo Lacerda, fundador e CEO do BR Partners, responsável por R$ 1 milhão. O maior valor entre os integrantes do mercado financeiro foi destinado por Hélio Seibel. Fundador da HS Investimentos e dono do Grupo Ligna, ele repassou R$ 1,12 milhão às campanhas.

 

Também aparecem Ricardo Annes Guimarães, controlador e vice-presidente do conselho do Banco BMG, com R$ 950 mil; Beatriz Sawaya Botelho Bracher, filha de Fernão Bracher, fundador do BBA, com R$ 905 mil; e Carlos Geo Quick, ex-controlador do Banco Neon, que doou R$ 900 mil.

 

Quick está entre os nomes de maior destaque do levantamento por responder a uma ação penal na Justiça Federal relacionada a supostos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O Banco Neon foi liquidado pelo Banco Central (BC) em 2018. A lista também reúne integrantes de famílias tradicionais do setor bancário.

 

Três nomes ligados ao Itaú somam R$ 2,01 milhões: Beatriz Bracher, Teresa Cristina Botelho Bracher, casada com o ex-CEO do Itaú Unibanco Candido Bracher, e Walter Moreira Salles Junior, herdeiro do bloco de controle do banco. Gestores e empresários ligados a casas independentes de investimento também aparecem entre os maiores financiadores. Hélio Seibel, Haakon Lorentzen, Manuela Kayath, Richard Ionescu e Juliano Custódio, juntos, destinaram R$ 3,22 milhões.

 

No total, o ranking dos 100 maiores doadores reúne R$ 85,36 milhões, de um montante de R$ 313,09 milhões registrado em doações de pessoas físicas no momento do levantamento. Pela legislação eleitoral, empresas não podem financiar diretamente campanhas. As contribuições privadas são feitas por pessoas físicas e estão sujeitas ao limite de 10% dos rendimentos brutos obtidos pelo doador no ano anterior à eleição.

Em Feira de Santana, Ronaldo Mansur defende ampliação de políticas para a cultura baiana
Reprodução / Instagram @ronaldomansur.psol

O candidato ao Governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) cumpriu agenda em Feira de Santana nesta sexta-feira (11), onde visitou o Mercado de Arte Popular (MAP) e defendeu a criação de políticas públicas voltadas à valorização da cultura regional.

 

Durante a visita, Mansur afirmou que pretende ampliar a atenção ao setor nos 27 territórios de identidade da Bahia. Segundo ele, espaços tradicionais como o MAP precisam receber mais investimentos do poder público.

 

“O MAP é um espaço tradicional que precisa de mais atenção e investimento do poder público. Saio de Feira com o compromisso de levar esse debate para toda a Bahia e construir políticas que valorizem a nossa cultura, a nossa gente e os nossos territórios”, afirmou.

 

Mansur esteve acompanhado de lideranças locais durante a passagem pelo município.

 

Eleições 2026: confira a ordem dos votos e cargos na urna
Foto: Reprodução / Agência Brasil

Restam 23 dias para o primeiro turno das eleições de 2026, previsto para 4 de outubro, data em que o eleitor fará seis escolhas na urna eletrônica, começando por deputado federal e terminando com presidente da República. A sequência inclui dois votos para senador, um após o outro.

 

Para não esquecer os números, vale preparar uma colinha de papel com os candidatos na ordem de votação. Antes da eleição, também é possível praticar no simulador da Justiça Eleitoral, que reproduz as etapas da urna com candidaturas fictícias.

 

ORDEM DE VOTAÇÃO

No primeiro turno, a sequência será:

  • Deputado federal: quatro dígitos;
  • Deputado estadual ou distrital, no Distrito Federal: cinco dígitos;
  • Senador, primeira vaga: três dígitos;
  • Senador, segunda vaga: três dígitos;
  • Governador: dois dígitos;
  • Presidente da República: dois dígitos.

 

A cada etapa, confira os dados que aparecem na tela antes de apertar “Confirma” e passar para a próxima escolha. No segundo turno, a sequência será:

  • Governador: dois dígitos;
  • Presidente da República: dois dígitos;

 

O segundo turno está marcado para 25 de outubro e só ocorrerá para os cargos cuja disputa não for definida no primeiro. Se houver apenas uma disputa pendente, o eleitor votará somente para aquele cargo.

 

DOIS VOTOS PARA SENADOR

Em 2026, estarão em disputa duas das três cadeiras do Senado de cada estado e do Distrito Federal, totalizando 54 vagas. Por isso, a urna apresentará duas etapas consecutivas para o cargo.

 

Para que os dois votos sejam válidos para candidatos, é necessário escolher nomes diferentes. Se o eleitor repetir e confirmar o mesmo candidato nas duas opções, o segundo voto será considerado nulo.

Lula defende conduta ética no STF e afirma: "Ninguém pode ser ministro para ficar rico"
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Durante um evento em Curitiba neste sábado (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a apuração e punição de eventuais condutas ilícitas, independentemente de quem sejam os envolvidos, citando desde seus familiares até integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

O chefe do Executivo afirmou que ocupantes da Suprema Corte devem manter um padrão de comportamento ético rigoroso, ressaltando que o cargo exige dedicação e não deve ser utilizado para enriquecimento pessoal.

 

"Ninguém pode ser ministro da suprema corte para ficar rico, aquilo é um sacerdócio. As pessoas têm que se dedicar. Porque é a Corte Suprema, quando ela toma uma decisão, ninguém pode mudar. As pessoas têm de ter um padrão de comportamento acima da média da sociedade. É por isso que nós vamos investigar", disse no ato "Brasil Pronto Pra Mais."

 

 

Segundo informações da CNN, a declaração ocorreu após a decisão que determinou a retirada do sigilo das investigações relativas ao caso Master, medida cumprida pelo ministro relator André Mendonça após determinação do presidente do STF, ministro Edson Fachin. A reportagem apurou que o presidente Lula manteve contatos telefônicos prévios com a presidência da Corte para tratar da publicidade dos autos.

 

Durante o discurso no ato político, ao lado de correligionários e aliados, Lula declarou que os desdobramentos das apurações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro devem expor condutas irregulares e relações mantidas no meio político, reiterando que eventuais responsabilidades devem ser apuradas no âmbito do processo.

Justiça Eleitoral determina suspensão de perfil de Diego Castro no Instagram após denúncia
Foto: Divulgação

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a suspensão temporária do perfil do deputado estadual e candidato à reeleição Diego Castro (PL) no Instagram. A decisão foi assinada nesta sexta-feira (11) pelo juiz Antonio Marcelo Oliveira Libonati, responsável pelo poder de polícia sobre a propaganda eleitoral na internet.

 

A medida foi tomada após uma denúncia apresentada por meio do sistema Pardal, que apontou uma suposta irregularidade no uso do perfil @diegocastroba durante a campanha eleitoral. Segundo a denúncia, a página utilizada pelo parlamentar não teria sido comunicada corretamente à Justiça Eleitoral.

 

 

Ao analisar o caso, o magistrado afirmou que o registro da candidatura apresenta a anotação “@DIEGOCASTROBA”, acompanhada do endereço “https://@DIEGOCASTROBA”. Para a Justiça Eleitoral, a informação não corresponde a um endereço eletrônico válido e completo, já que não identifica a plataforma nem permite o acesso direto ao perfil.

 

Na decisão, o juiz determinou que a Meta, responsável pelo Instagram, suspenda o acesso público à conta no prazo de 24 horas. Os dados e conteúdos publicados deverão ser preservados.

 

A suspensão deverá permanecer até que o endereço completo e correto do perfil seja informado à Justiça Eleitoral e seja cumprido o prazo de 48 horas após o protocolo da regularização. Caso a situação não seja corrigida, a restrição poderá seguir até o fim do período eleitoral.

 

O deputado contestou o entendimento da decisão e afirmou que o perfil foi informado no registro da candidatura. “Mesmo tendo informado o perfil no registro de candidatura, a decisão afirma que essa informação não foi apresentada. Ou seja, o próprio registro mostra que o dado foi informado, mas a decisão diz o contrário”, afirmou o deputado Diego Castro.

 

A decisão também determina que o parlamentar seja intimado para tomar conhecimento da medida e regularizar o endereço eletrônico. Após a comprovação e o cumprimento do prazo estabelecido, a Justiça Eleitoral deverá comunicar à plataforma para que o acesso público ao perfil seja restabelecido.

Jerônimo reúne multidão em caminhada com Rui Costa e Jaques Wagner em Jequié
Foto: Thassio Ramos

Mais de 20 mil pessoas participaram, nesta sexta-feira (11), de uma caminhada política liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), em Jequié. O ato também contou com a presença do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do senador Jaques Wagner.

 

A mobilização ocupou as ruas do município, no Médio Rio de Contas, com bandeiras e camisas vermelhas. O evento foi utilizado pela campanha para demonstrar apoio à candidatura de Jerônimo à reeleição e à aliança política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Durante o percurso, os participantes defenderam a continuidade do grupo político que governou a Bahia com Jaques Wagner e Rui Costa e que atualmente tem Jerônimo à frente do Executivo estadual.

Flávio Bolsonaro e Lula empatam com 46% de rejeição, aponta Datafolha
Foto: Ricardo Stuckert e Vittor Sales

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam o mesmo índice de resistência entre os eleitores: 46% afirmam que não votariam em nenhum dos dois de jeito nenhum. O percentual coloca os dois empatados no topo da rejeição medida pela pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (11).

 

 

Renan Santos (Missão) aparece com 17%, enquanto Romeu Zema (Novo) soma 16% e Ronaldo Caiado (PSD), 14%. Augusto Cury (Avante) registra 10%, após marcar 9% na pesquisa anterior.

 

 

O levantamento foi realizado entre 8 e 10 de setembro com 2.002 eleitores em 125 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e está registrada no TSE sob o número BR-01833/2026.

TV Aratu fará sabatinas ao vivo com candidatos ao Senado pela Bahia na próxima semana
Foto: Divulgação / Tv Aratu

O Grupo Aratu dá início, na próxima segunda-feira (14), a uma série de sabatinas ao vivo com os candidatos que disputam a vaga ao Senado Federal pela Bahia nas Eleições 2026. As entrevistas serão transmitidas diariamente das 18h40 às 19h15 pela TV Aratu (afiliada do SBT na Bahia), pelo Portal Aratu On, pela Rádio Antena 1 Bahia (100.1 FM) e pelos canais digitais do grupo, sob a mediação do jornalista Pablo Reis.

 

A programação contempla 6 postulantes ao cargo ao longo de duas semanas. O cronograma do primeiro bloco traz Rui Costa na segunda-feira (14), a professora Deliana Ricelli na terça-feira (15) e Angelo Coronel na quarta-feira (16). Na semana seguinte, a sequência de entrevistas prossegue com Jaques Wagner (21), Marcelo Carvalho (22) e João Roma (23).

 

De acordo com o mediador Pablo Reis, a iniciativa busca oferecer um espaço de utilidade pública para a apresentação e contestação de propostas sobre temas relevantes ao estado e ao país. "As eleições são um dos momentos mais importantes da democracia, e o papel do jornalismo é garantir que o eleitor tenha acesso a informações confiáveis para formar sua opinião", destacou o jornalista.

 

As sabatinas integram um conjunto de projetos editoriais do Grupo Aratu voltados para a cobertura do pleito de 2026. A emissora realizou, em 9 de agosto, o primeiro debate televisivo com os candidatos ao Governo da Bahia. A cobertura multiplataforma inclui ainda o programa diário Linha de Frente, transmitido na Rádio Antena 1 Bahia das 18h às 19h com a participação de jornalistas convidados para análise política, e o formato documental Na Pista, focado no acompanhamento dos bastidores da rotina de campanha dos concorrentes ao governo estadual.

Datafolha: Lula lidera com 39% e Flávio Bolsonaro aparece com 35% no primeiro turno
Foto: Ricardo Stuckert e Charles Vieira

A pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (11), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da disputa pela Presidência da República, com 39% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo, com 35%. O levantamento foi encomendado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo.

 

Na comparação com a pesquisa anterior, divulgada em 3 de setembro, Lula oscilou de 38% para 39%, enquanto Flávio passou de 33% para 35%. Augusto Cury (Avante) aparece na terceira colocação, com 6%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 2%.

 

Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB), Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO) registram 1% cada. Brancos, nulos ou nenhum somam 6%, enquanto 4% dos entrevistados se declararam indecisos.

 

Segundo turno
Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista aparece com 46%, contra 44% do candidato do PL. O resultado configura empate técnico, considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais. Brancos, nulos ou nenhum somam 8%, e 1% dos entrevistados estão indecisos. Na pesquisa anterior, os dois tinham os mesmos percentuais, de 46% e 44%, respectivamente.

 

Contra Ronaldo Caiado, Lula também tem 46%, enquanto o governador de Goiás aparece com 41%. Brancos, nulos ou nenhum são 10%, e 2% estão indecisos. Os percentuais dos candidatos eram os mesmos no levantamento anterior. No cenário com Romeu Zema, Lula registra 48% e o candidato do Novo, 39%. Brancos, nulos ou nenhum somam 11%, enquanto 2% não sabem em quem votar. Os números dos candidatos se mantiveram iguais à pesquisa anterior.

 

Lula aparece com 48% contra 37% de Renan Santos. Nesse cenário, o petista oscilou um ponto para cima, enquanto o candidato do Missão caiu de 38% para 37%. Brancos, nulos ou nenhum são 12%, e 2% estão indecisos. Na simulação contra Augusto Cury, Lula tem 45%, enquanto o candidato do Avante registra 43%. Brancos, nulos ou nenhum somam 10%, e os indecisos representam 2%.

 

O levantamento ouviu 2.002 eleitores com 16 anos ou mais entre 8 e 10 de setembro, em 125 municípios. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01833/2026.

TRE-RJ barra candidatura de Anthony Garotinho ao governo do Rio por condenação de 8 anos
Foto: Divulgação / Band

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) indeferiu, nesta sexta-feira (11), a candidatura do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) ao comando do Palácio Guanabara nas eleições de 2026. A decisão foi tomada em razão de uma condenação que suspendeu os direitos políticos de Garotinho por 8 anos. Os desembargadores entenderam, por unanimidade, que a pena passou a vigorar no ano passado, impedindo que o ex-governador se candidate até 2033.

 

O ex-governador ainda não se manifestou sobre a decisão. A defesa de Garotinho alegava que a pena está válida desde 2018 e teria seus efeitos encerrados em agosto de 2026. Ele ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

A condenação do ex-governador se refere a um esquema apontado pela Promotoria que teria desviado R$ 234,4 milhões da Secretaria de Saúde a ONGs que financiaram sua pré-candidatura à Presidência da República em 2006, quando ele estava no antigo PMDB, atual MDB. As irregularidades ocorreram durante a gestão de sua mulher, Rosinha Garotinho, que governou o Rio de Janeiro de 2003 a 2006.

Samanda de Lula, candidata no Rio Grande do Norte, pode ser a primeira senadora que se autodeclara lésbica
Foto: Reprodução Redes Sociais

Nesta que é a primeira eleição geral em que a Justiça Eleitoral permite que os candidatos informem, facultativamente, a sua orientação sexual, o Senado pode ter em 2026 a sua primeira parlamentar que se autodeclara lésbica. Essa foi a orientação sexual declarada pela candidata Samanda de Lula, que disputa uma vaga ao Senado pelo PT do Rio Grande do Norte. 

 

Em todo o estado do Rio Grande do Norte, apenas 15 candidatos se autodeclararam LGBTQIA+, com predominância para os partidos de esquerda. As informações foram apuradas  com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Como o estado possui um total de 324 registros de candidatura, entre postulantes a governador, senador, suplente, deputado federal e estadual, as candidaturas autodeclaradas LGBTQIA+ representam 4,6% do total. Outros 135 candidatos optaram por não divulgar sua orientação sexual.

 

Já no país, 91 das 7.253 mulheres candidatas informaram ser lésbicas e autorizaram a divulgação da orientação sexual. Entre as mulheres, 3.403 (46,9%) optaram por não divulgar a orientação sexual. Ao todo, esta eleição registrou 20.769 pessoas candidatas.

 

Na mais recente pesquisa divulgada no Rio Grande do Norte, da Real Time Big Data, nesta quinta-feira (10), Samanda de Lula aparece na segunda colocação, com 16% das intenções de voto. A candidata do PT perde apenas para o atual senador Styvenson Valentim (Podemos), que aparece com 18%.

 

(A pesquisa Real Time Big Data teve 1.600 entrevistados de 5 a 9 de setembro de 2026. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº RN-08492/2026).

 

Natural de Mossoró, Samanda Alves por mais de 20 foi assessora pessoal de Fátima Bezerra, acumulando cargos como secretária-adjunta do Gabinete Civil do Governo do Rio Grande do Norte, subsecretária do Trabalho, Emprego e Renda, coordenando o SINE/RN, e também ocupou função no Ministério de Direitos Humanos da Presidência da República, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

 

Em 2022, a pedido da governadora, ela disputou um mandato de deputado federal pela federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PCdoB e PV. Samanda obteve 31.240, mas não se elegeu porque não alcançou os 20% do quociente eleitoral. Em 2024, Samanda conquistou o primeiro mandato eletivo. Com 13.456 votos, se elegeu vereadora em Natal.

 

Para 2026, Samanda Alves foi escolhida para ser candidata ao Senado por conta da desistência da governadora Fátima Bezerra em se candidatar. 
 

Levantamento detalha disputa ao Senado e oposição ainda não tem número para impeachment de ministro do STF
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Em meio à maior crise já vivida em seus 135 anos de história, o Supremo Tribunal Federal (STF) está no centro dos debates em meio à campanha eleitoral de 2026. Decisões judiciais, investigações policiais e conflitos entre ministros passaram a produzir consequências políticas praticamente diárias, enquanto candidatos e partidos incorporam cada novo episódio às suas estratégias eleitorais. 

 

A crise, fomentada principalmente pelo escândalo do Banco Master e a revelação de relações entre Daniel Vorcaro e diferentes personagens e autoridades do país, elevou o STF ao posto de principal protagonista desta eleição. E em meio às acusações que envolvem alguns dos ministros da Corte, o debate sobre a abertura de processos de impeachment se tornou o combustível que alimenta muitas das candidaturas para as 54 cadeiras em disputa para o Senado nestas eleições. 

 

Eleger uma numerosa bancada no Senado e, com isso, obter a presidência da Casa e dar prosseguimento a pedidos de impeachment de ministros do STF é, por exemplo, uma das principais estratégias do maior partido de oposição, o PL. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, diz que o PL deve entrar em 2027 com uma bancada de 28 senadores, entre os eleitos neste ano e os que ainda possuem quatro anos de mandato. 

 

A estratégia do PL e de outros oposicionistas espalhados por partidos como Republicanos, PP e União Brasil, foi traçada desde o ano passado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O candidato do partido à presidência, Flávio Bolsonaro, também vem defendendo o esforço para aumentar a representatividade da direita no Senado, com objetivo de facilitar ações como a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF.

 

Entretanto, para ter uma margem segura que permita a aceitação de pedidos de impeachment, a oposição e os partidos de direita precisam controlar um mínimo de 54 cadeiras no Senado. Isso porque encontra-se válida uma decisão tomada em dezembro do ano passado pelo ministro Gilmar Mendes que impacta diretamente as estratégias dos partidos referentes ao Senado.

 

Em uma decisão monocrática tomada na apreciação das ADPFs 1259 e 1260 apresentadas pelo partido Solidariedade e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Gilmar Mendes que suspendeu trechos da Lei do Impeachment de 1950. A suspensão, que se deu em decisão com caráter liminar, estabeleceu que o quórum para iniciar processos de impeachment é o de dois terços dos senadores (54). 

 

A mudança de entendimento elevou a maioria simples exigida anteriormente, de 41 votos pela admissão do processo de impeachment. Com isso, a estratégia do PL e de demais partidos se tornou ainda mais desafiadora.

 

Para alcançar os 54 apoios necessários, portanto, a oposição e os partidos de direita terão que alcançar uma expressiva votação nas urnas de outubro de 2026. Levantamento realizado pelo Bahia Notícias revela como pode ficar o Senado Federal após as eleições de 2026. 

 

O levantamento levou em consideração as pesquisas mais recentes realizadas nos estados, com os nomes que estão no momento mais bem colocados para a disputa. Esses nomes ainda podem mudar até outubro de 2026, portanto a simulação é apenas com base no cenário existente no momento, a partir de pesquisas de institutos nacionais.

 

Confira abaixo como está a disputa e os dois primeiros colocados, com os estados divididos por região:

 

REGIÃO NORDESTE

 

BAHIA

 

Rui Costa (PT) - 26%
Jaques Wagner (PT) - 19%
(Real Time Big Data - 09/9)

 

ALAGOAS

 

Arthur Lira (PP) - 20%
Renan Calheiros (MDB) - 18%
(Quaest - 24/8)

 

CEARÁ 

 

Cid Gomes (PSB) - 24%
Capitão Wagner (União Brasil) - 20%
(Datafolha - 04/9)

 

MARANHÃO

 

Roseana Sarney (MDB) - 18%
Fufuca (PP) - 15%
(Real Time Big Data - 10/9)

 

PARAÍBA

 

João Azevêdo (PSB) - 53,1%
Veneziano Vital do Rego (MDB) - 33,9%
(Instituto Data Ranking - 10/9)

 

PERNAMBUCO

 

Marília Arraes (PDT) - 17%
Humberto Costa (PT) - 14%
(Quaest - 08/9)

 

PIAUÍ

 

Marcelo Castro (MDB) - 22,4%
Júlio César (PSD) - 17,2%
(AtlasIntel - 03/9)

 

RIO GRANDE DO NORTE

 

Styvenson Valentim (Podemos) - 18%
Samanda de Lula (PT) - 16%
(Real Time Big Data - 10/9)

 

SERGIPE

 

Delegado André David (Republicanos) - 18%
André Moura (União Brasil) - 12%
(Real Time Big Data - 04/9)

 

REGIÃO NORTE

 

ACRE

 

Gladson Camelli (PP) - 38%
Jorge Viana (PT) - 34%
(Instituto Travessia - 06/9)

 

AMAPÁ

 

Rayssa Furlan (Podemos) - 33%
Randolfe Rodrigues (PT) - 20%
(Real Time Big Data - 09/9)

 

AMAZONAS

 

Eduardo Braga (MDB) - 50%
Capitão Alberto Neto (PL) - 39,3%
(Paraná Pesquisas - 04/9)

 

PARÁ

 

Helder Barbalho (MDB) - 36%
Delegado Éder Mauro (PL) - 17%
(Real Time Big Data - 08/9)

 

RONDÔNIA

 

Dr. Fernando Máximo (PL) - 17%
Silvia Cristina (PP) - 11%
(Quaest - 25/8)

 

RORAIMA

 

Teresa Surita (MDB) - 25%
Nicoletti (PL) - 17%
(Real Time Big Data - 10/9)

 

TOCANTINS

 

Eduardo Gomes (PL) - 39,2%
Alexandre Guimarães (MDB) - 27,8%
(Instituto Veritá - 09/9)

 

REGIÃO CENTRO-OESTE

 

DISTRITO FEDERAL

 

Michelle Bolsonaro (PL) - 26%
Leila Barros (PDT) - 17%
(Quaest - 08/9)

 

GOIÁS

 

Gracinha Caiado (União Brasil) - 46%
Gustavo Gayer (PL) - 36,4%
(Instituto Goiás Pesquisas - 08/9)

 

MATO GROSSO

 

Mauro Mendes (União Brasil) - 55%
Janaina Riva (MDB) - 31,5%%
(Paraná Pesquisas - 09/9)

 

MATO GROSSO DO SUL

 

Reinaldo Azambuja (PL) - 32%
Capitão Contar (PL) - 23%
(Real Time Big Data - 10/9)

 

REGIÃO SUDESTE

 

ESPÍRITO SANTO

 

Renato Casagrande (PSB) - 28%
Sergio Meneguelli (PSD) - 12%
(Real Time Big Data - 09/9)

 

MINAS GERAIS

 

Marília Campos (PT) - 13%
Aécio Neves (PSDB) - 10%
(Quaest - 08/9)

 

RIO DE JANEIRO

 

Benedita da Silva (PT) - 15%
Marcelo Crivella (Republicanos) - 8%
(Quaest - 08/9)

 

SÃO PAULO

 

Marina Silva (Rede) - 34,9%
Simone Tebet (PSB) - 32,7%
(Futura/100% Cidades - 08/9)

 

REGIÃO SUL

 

PARANÁ 

 

Deltan Dallagnol (Novo) - 30,8%
Alexandre Curi (Republicanos) - 28,4%
(Paraná Pesquisas - 03/9)


RIO GRANDE DO SUL

 

Marcel van Hattem (Novo) - 22%
Manuela D´Ávila (Psol) - 18%
(Real Time Big Data - 10/9)

 

SANTA CATARINA

 

Esperidião Amin (PP) - 19%
Carlos Bolsonaro (PL) - 16%
(Quaest - 24/8)

 

Se a eleição confirmar esses resultados de momento, a distribuição das 54 cadeiras entre os partidos ficaria da seguinte forma:

 

PL - 10
MDB - 9
PT - 8
PP - 5
PSB - 4
UNIÃO BRASIL - 4
REPUBLICANOS - 3
PDT - 2
PSD - 2
PODEMOS - 2
NOVO - 2
PSDB - 1
REDE - 1
PSOL - 1

 

Dos 27 senadores que seguem no mandato até 2031, e aos quais se somarão os 54 eleitos em outubro, dez são do PL, quatro do Republicanos, três do PSD, três do PT, três do PP, dois do União Brasil, um do MDB e um do PSB. Essa situação pode sofrer alterações, já que nove dos parlamentares que estão em meio de mandato concorrem aos governos de seus estados. 

 

Contando os candidatos que, no momento, estariam conquistando as duas vagas ao Senado em seus estados, e mais os 27 que ainda cumprirão quatro anos de mandato (sem separar os que podem sair caso se elejam governadores), a divisão das cadeiras mostra que o PL chegaria a 2027 como a principal força do Senado, com 20 cadeiras. 

 

Veja abaixo como ficaria a divisão do Senado entre os partidos, caso as urnas confirmem as pesquisas atuais:

 

PL - 20
PT - 11
MDB - 10
PP - 8
REPUBLICANOS - 7
UNIÃO BRASIL - 6
PSD - 5
PSB - 5
PDT - 2
PODEMOS - 2
NOVO - 2
PSDB - 1
REDE - 1
PSOL - 1

 

Os partidos que declaradamente pedem o impeachment de ministros do STF são o PL e o Novo. Há diversos senadores em outros partidos que também abraçam essa causa, mas não é possível contabilizar a bancada inteira de siglas como União Brasil, PP e PSD a favor da abertura de processos. 

 

Se a integralidade das bancadas dos partidos de oposição e de direita se colocassem a favor da abertura do processo de impeachment de um ministro, e nessa conta entrassem PL, PP, Republicanos, União Brasil e Novo, a quantidade de votos chegaria a 43 senadores. Um número, portanto, bem abaixo dos 54 necessários para que seja aprovada a abertura de um processo. 
 

Mendonça determina investigação contra Flávio Bolsonaro em inquérito do filme “Dark Horse”
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou a abertura de um inquérito para investigar a atuação do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), no financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada ainda em julho, mas foi divulgada nesta sexta-feira (11), após a queda do sigilo sobre o caso Master. (Reportagem atualizada às 09h14)

 

A investigação sobre Flávio foi pedida pela Polícia Federal (PF) e teve o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo informações do O Globo, o despacho foi incluído ao inquérito principal do caso Master, mas a investigação focada em Flávio segue sob sigilo, indicando que PF segue realizando diligências. A corporação apura os supostos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. 

 

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"A Polícia Federal requer a instauração de PET sigilosa em apartado, vinculada ao INQ 5026, para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese, pelo Senador da República Flávio Nantes Bolsonaro, no contexto de financiamento para a produção de obra cinematográfica denominada Dark Horse junto ao Banco Master do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro", diz o documento judicial. 

 

 Em seu despacho, Mendonça destaca: "Autorizo, nos termos do artigo 21, inciso XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a instauração de procedimento investigatório vinculado ao INQ 5026 para apuração da hipótese criminal delineada pela autoridade policial”.

 

Em suas declarações, o presidenciável nega irregularidades e diz que todos os recursos do filme foram privados. Em maio, mensagens reveladas pelo portal Intercept Brasil mostram que Flávio pediu ao banqueiro Daniel Vorcaro R$ 131 milhões para a produção da obra, dos quais R$ 60 milhões foram pagos, de acordo com planilhas apreendidas pela PF.

 

Desde então, Flávio reforça que não houve irregularidades envolvendo o filme. “Não há um centavo de dinheiro público. Pode revirar do avesso”, disse Flávio ainda nesta quinta-feira (10), em ato de campanha em Roraima.

 

A fala ocorreu logo após a Polícia Federal deflagrar, nesta quinta, a Operação Make Up relacionada ao financiamento do filme "Dark Horse", que teve como alvos as ONGs de Karina Gama, produtora do filme, e o deputado federal Mário Frias (PL-SP). Ao todo, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. A ação foi determinada pelo ministro Flávio Dino.

Paraná Pesquisas: Daniel Vilela mantém 45% das intenções de voto para governo do Goiás e Gracinha Caiado lidera disputa ao Senado
Foto: Divulgação

 

O novo levantamento divulgado pelo Instituto Paraná Pesquisas, nesta sexta-feira (11), mostra que Daniel Vilela (MDB), atual governador do estado, tem 45,1% das intenções de voto para o governo de Goiás, no primeiro turno. Com o índice, o ex-deputado e ex-vice-governador na gestão de Caiado, segue com uma margem de mais de 20 pontos frente ao segundo colocado na disputa, Marconi Perillo (PSDB). 

 

Perillo (PSDB) aparece com 23,2% das intenções de voto, enquanto Wilder Morais surge em terceiro, com 15% no 1º turno. Luis Cesar Bueno (PT) aparece com3,4%, Luciana Amorim (UP) registra 1,6% das intenções de voto e Danilo Pinheiro (PCO) surge com 1,5%. Outros 6,9% afirmaram que não votariam em ninguém ou nulo e 4,8% não souberam ou não opinaram.

 

O instituto ouviu 1.248 eleitores com 16 anos ou mais em 61 municípios de Goiás, entre os dias 08 e 10 de setembro. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código 03096/2026.

 

O levantamento não simulou cenários de segundo turno. Na pesquisa anterior, realizada em julho, Vilela tinha 44,4% e Perillo, 25,4%.

 

Na disputa ao Legislativo Federal, considerando as duas vagas ao Senado, a pesquisa estimulada da Paraná, em que os nomes dos candidatos são apresentados e os eleitores podem dizer dois nomes, coloca Gracinha Caiado na liderança. Gracinha, que é esposa do ex-governador e candidato à Presidência da República pelo PSD, aparece com 42,7% das intenções de voto. O deputado Gustavo Gayer (PL) aparece em segundo lugar com 27,6%.

Jerônimo leva campanha a cidades da oposição na RMS e destaca investimentos de R$ 13,2 bi
Foto: Adriel Francisco

O governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) realizou atos de campanha nesta quinta-feira (10) em Dias d’Ávila e Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. A agenda reuniu integrantes da base governista e levou o chamado “Time de Lula” a municípios administrados por prefeitos ligados à oposição.

 

Em Dias d’Ávila, Jerônimo participou de uma caminhada ao lado do vice-governador Geraldo Júnior (MDB), dos candidatos ao Senado Rui Costa e Jaques Wagner e do senador Otto Alencar (PSD). Em Simões Filho, o grupo realizou uma carreata pelas ruas do município. Durante os eventos, a campanha destacou a presença de apoiadores e moradores nas ruas.

 

A mobilização faz parte da estratégia de ampliar a atuação do grupo político na RMS durante a disputa eleitoral de 2026. Para a região, Jerônimo apresenta propostas voltadas principalmente à mobilidade, saneamento, abastecimento e saúde. Entre as medidas previstas estão a expansão do VLT até Camaçari e Alagoinhas e o fortalecimento da rede de esgotamento sanitário.

 

Na área da saúde, o programa prevê a construção de 30 Unidades Básicas de Saúde (UBS), novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e a ampliação do programa SUS na Palma das Mãos. A campanha também afirma que a gestão estadual investiu mais de R$ 13,2 bilhões em obras na Região Metropolitana durante o mandato de Jerônimo.

Renan Santos diz que caso "Dark Horse" não mudará voto em Flávio Bolsonaro porque "brasileiro gosta de bandido"
Foto: Reprodução TV Globo

Renan Santos, candidato do partido Missão à presidência, disse acreditar que novas revelações sobre o filme “Dark Horse” não farão o eleitor do senador Flávio Bolsonaro mudar seu voto. Renan postou um vídeo em suas redes sociais nesta quinta-feira (10) para comentar a operação autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o deputado Mário Frias (PL-SP) e outras pessoas envolvidas com possível uso de dinheiro público para financiar o filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

 

“É óbvio que houve roubalheira no caso Dark Horse, é óbvio que havendo justiça no país, e eu não estou dizendo que haverá, alguns serão presos, e isso vai incluir membros da família do próprio Flávio, e é óbvio que o eleitor do Flávio não liga. Isso não vai mudar nada. O eleitor que vota no Flávio vai olhar isso e falar, dane-se”, afirmou o candidato. 

 

Para Renan Santos, o eleitor do Flávio Bolsonaro já superou denúncias como a das rachadinhas na época em que ele era deputado estadual, já aturou informações sobre a relação do senador com o advogado Willer Tomaz, envolvido no escândalo do INSS, além de outros casos, como compra de mansão com financiamento abaixo dos juros de mercado pelo BRB. 

 

“Eles já aturaram de tudo. Agora vem o escândalo Dark Horse, mas esse pessoal não tem salvação. A desculpa que se usa agora é ´melhor ele do que a turma do Lula´, mas eles estão nos mesmos escândalos, e no primeiro turno o eleitor pode votar em outra pessoa”, afirmou o candidato do Missão. 

 

Ainda no seu vídeo, Renan Santos disse acreditar que a população brasileira “gosta de bandido”, citando, além das denúncias sobre Flávio Bolsonaro, o alto número de seguidores de pessoas como as influenciadoras Virgínia e Deolane Bezerra. 

 

“É muito difícil pegar um eleitor que ama bandido e fala para ele não amar o seu bandido porque ele é bandido. E nem que as pessoas amam o Flávio, elas amam o Jair, e vão se juntando ao Flávio por conveniência”, explicou o candidato do Missão. 
 

Deputada bolsonarista movimentou R$ 3,4 milhões em um ano e destinou emenda para produtora do "Dark Horse"
Fotos: Bruno Spada / Câmara dos Deputado / Divulgação

Relatório do Coaf citado na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), indica que a deputada Bia Kicis, do PL do Distrito Federal, teria movimentado, de maneira atípica, um total de R$ 3,4 milhões no período de um ano. A informação foi divulgada pela coluna Tácio Lorran, do site Metrópoles, nesta quinta-feira (10). 

 

O nome da deputada bolsonarista apareceu na investigação comandada por Flávio Dino sobre envio de emendas parlamentares e dinheiro público para o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, devido ao registro de um repasse pontual de R$ 500,00 realizado a ela pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP), um dos alvos da investigação. Segundo o relatório do Coaf, Bia Kicis teria movimentado, entre maio de 2025 e maio de 2026, R$ 1,7 milhão em créditos e R$ 1,7 milhão em débitos.

 

Bia Kicis também aparece na investigação por ter destinado emenda parlamentar à ANC (Academia Nacional de Cultura), entidade presidida por Karina Gama, alvo da operação Make Up, que investiga suspeitas de irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse”. Os recursos foram destinados, por meio do Governo de São Paulo, ao projeto “Heróis Nacionais”. 

 

O documento da investigação afirma que a emenda não teve execução financeira e que, até a data da análise, nenhum valor havia sido transferido para a ANC. Os registros do Portal da Transparência, porém, mostram que os recursos foram empenhados e pagos ao Estado de São Paulo.

 

Como deputada federal, Bia Kicis tem salário de R$ 46.366,19. Nas eleições deste ano, em que concorre a uma das duas vagas de senadora pelo Distrito Federal, Kicis declarou possuir um imóvel no Lago Sul avaliado em R$ 1,2 milhão e R$ 100 mil em depósitos bancários.
 

Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula em empate técnico no segundo turno, aponta Pesquisa Atlas/Bloomberg
Fotos: Ronne Oliveira / Mauricio Leiro / Bahia Notícias

Pesquisa realizada pelo instituto AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgada nesta quinta-feira (10), mostra um cenário de empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa de segundo turno das eleições presidenciais.

 

De modo surpreendente, Flávio aparece com 46,4% das intenções de voto, enquanto Lula registra 46,2%, diferença de 0,2 ponto percentual, abaixo da margem de erro de 1 ponto percentual para mais ou para menos. As informações foram divulgadas pela CNN.

 

Os votos brancos, nulos e os entrevistados indecisos somam 7,4%. No levantamento anterior, Lula aparecia com 47,1%, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 42,6%. Na ocasião, brancos, nulos e indecisos representavam 10,3% do eleitorado.

 

OUTROS CENÁRIOS 
A pesquisa também simulou outros quatro confrontos diretos envolvendo o presidente Lula:

  • Lula x Romeu Zema (Novo): Zema registra 46,2%, enquanto Lula aparece com 46%, configurando empate técnico.
  • Lula x Ronaldo Caiado (PSD): ambos somam 45,7%, em empate numérico.
  • Lula x Augusto Cury (Avante): Lula tem 43,8% contra 41,1% do adversário.
  • Lula x Renan Santos (Missão): o presidente registra 46%, enquanto o empresário soma 33,8%.

Na simulação de primeiro turno, Lula lidera com 43% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 37,4%. Na sequência, Augusto Cury (Avante) registra 6,6%, enquanto Renan Santos (Missão) soma 6,5%, em situação de empate técnico. O levantamento também avaliou a rejeição aos nomes testados.

 

Lula apresenta o maior índice, com 52,5%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 49,6%. Os demais percentuais são:

  • Luiz Inácio Lula da Silva: 52,5%
  • Flávio Bolsonaro: 49,6%
  • Jair Bolsonaro (PL): 37,7%
  • Renan Santos: 35,7%
  • Pablo Marçal: 35,1%
  • Romeu Zema: 31,6%
  • Ronaldo Caiado: 28,1%
  • Augusto Cury: 28,1%

O percentual de entrevistados que afirmaram não rejeitar nenhum dos nomes avaliados é de 0,7%.

 

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg entrevistou 5.000 pessoas por meio de recrutamento digital aleatório pela internet. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01452/2026.

Augusto Cury diz que só apoia Flavio se ele explicar como foi gasto dinheiro de Vorcaro para o "Dark Horse"
Foto: Reprodução Redes Sociais

O candidato a presidente pelo Avante, o escritor Augusto Cury, condicionou o seu apoio a Flávio Bolsonaro (PL), em um eventual segundo turno, se ele explicar de que forma foi gasto o dinheiro repassado por Daniel Vorcaro, do Banco Master, para o filme “Dark Horse”. Em entrevista nesta quinta-feira (10), Cury recusou ficar neutro caso não avance para o segundo turno, mas apresentou condições para apoiar Flávio.

 

"Não ficaria neutro. Mas em relação ao Flávio, ele tem que provar que não tem corrupção. Ele tem que provar para onde foi o dinheiro do ´Dark Horse´. Tem um longa-metragem meu sendo rodado agora com quase um décimo do valor do filme do pai dele, para se ter uma ideia”, afirmou o candidato.

 

Augusto Cury deu um salto nas últimas semanas nas pesquisas de intenção de voto, passando de 2% em média para 10%, como mostram levantamentos recentes. O escritor disse que se Flávio Bolsonaro quiser seu apoio, precisa garantir que vai utilizar o plano de governo feito por ele e o Avante.

 

“Ele tem que pegar o meu plano de governo, ir no cartório e assinar, que vai executá-lo. Se ele fizer isso, as pessoas que me seguem estão liberadas a votar nele”, disse o psiquiatra.

 

Já sobre um eventual apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cury afirmou que “em hipótese nenhuma” estará ao lado do líder petista. O escritor argumentou ainda que sua candidatura é o “pesadelo” de Lula, já que, ao contrário do presidente, ele não tem histórico de corrupção. 

 

“Eu não vou apoiar o Lula, claramente, no segundo turno, e eu creio que eu vou estar no segundo turno fortemente com o meu time. O pesadelo do Lula, com muito respeito, é a minha candidatura, porque eu não tenho história de corrupção”, declarou Augusto Cury.

 

Questionado sobre sua estratégia para chegar ao segundo turno, Augusto Cury disse que iria partir para um confronto sério com Lula, mas sem ataques pessoais.

 

“Se o pai não conseguiu tirar o Lula, o filho, muito menos. E o sonho do Lula é ter Flávio Bolsonaro no segundo turno”, explicou.

 

Em outra entrevista, ao portal Money Times, o candidato do Avante explicou porque, na opinião dele, sua candidatura teria parado de crescer após um repentino salto nas pesquisas. Para o escritor, houve um “mutirão” de robôs e “haters” com ataques para estancar o crescimento dele entre os eleitores.

 

“A indústria dos haters entrou pesadamente. É inacreditável. Minha esposa falou: ‘querido, que mundo é esse, um show de agressão, onde as pessoas querem construir e desconstruir a imagem um do outro?'”, lamentou Cury sem detalhar de onde teriam partido os ataques verificados contra ele nas redes sociais. 

Flávio chega a 47% no 2º turno e abre dois pontos de vantagem para Lula, que perde também de Augusto Cury
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil, Agência Senado e redes sociais

O candidato Flávio Bolsonaro (PL) subiu dois pontos desde o começo de setembro e chegou a 47% em uma simulação de disputa de segundo turno, à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está com 45%. Esse cenário foi revelado nesta quinta-feira (10) pela pesquisa PoderData/Aya, do site Poder360. 

 

A pesquisa fez outras duas simulações de disputas em segundo turno, e o presidente Lula também perde no confronto com o escritor Augusto Cury (Avante). Confira abaixo as simulações:

 

Flávio Bolsonaro (PL) 47% 45% Lula (PT)

Augusto Cury (Avante) 44% x 43% Lula (PT)

Flávio Bolsonaro (PL) 43% x 36% Augusto Cury (Avante)

 

Na simulação de primeiro turno da pesquisa PoderData/Aya, o presidente Lula tem 38% das intenções de voto, contra 36% de Flávio. Como a margem de erro é de 1,8 ponto porcentual, eles estão tecnicamente empatados.

 

Veja o resultado completo do primeiro turno:

 

Lula (PT) - 38%
Flávio Bolsonaro (PL) - 36%
Augusto Cury (Avante) - 10%
Renan Santos (Missão) - 3%
Ronaldo Caiado (PSD) - 2%
Pablo Marçal (PRTB) - 2%
Romeu Zema (Novo) - 1%
Rui Costa Pimenta (PCO) - 1%
Hertz Dias (PSTU) - 1%
Edmilson Costa (PCB) - 1%
Clariana Barão (DC) - 0%
Samara Martins (UP) - 0%
Wilson Grassi (Democrata) - 0%
Branco/nulo - 3%
Não sabe - 1%

 

Em outro recorte, a pesquisa apurou que a rejeição ao presidente Lula chegou a 50% de pessoas que dizem que não votariam nele “de jeito nenhum”. Já Flávio Bolsonaro tem 45% de eleitores que o rejeitam. 

 

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, em parceria de divulgação com o Aya Bancah. Os dados foram coletados de 6 a 9 de setembro de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. 

 

Foram três mil entrevistas em 623 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. O intervalo de confiança é de 95%. Está registrada no TSE sob o nº BR-04914/2026.
 

Mapeamento revela estratégias de rota e quilometragem dos candidatos ao Governo da Bahia; confira mapas
Fotos: Redes Sociais via @acmneto / @ronaldomansur.psol / @jeronimorodriguesba

Um levantamento realizado pelo Bahia Notícias (BN) acompanhou as agendas e os deslocamentos dos três candidatos mais bem posicionados na disputa pelo Governo da Bahia durante os primeiros 23 dias da campanha eleitoral de 2026. O período analisado compreende o intervalo entre o início oficial da propaganda eleitoral, em 16 de agosto, e a última segunda-feira (7), feriado da Independência do Brasil.

 

A apuração reuniu informações fornecidas pelas equipes de campanha de Jerônimo Rodrigues (PT), ACM Neto (União) e Ronaldo Mansur (PSOL), além de registros publicados nas redes sociais e da cobertura de campo realizada pelos repórteres do portal. A partir desses dados, foram mapeados os trajetos percorridos e os municípios visitados por cada candidato.

 

Os números revelam estratégias distintas de campanha:

  • Jerônimo Rodrigues (PT): o governador e candidato à reeleição lidera em número de municípios visitados. Até o dia 7 de setembro, passou por 47 cidades baianas e percorreu ao menos 8.741,1 quilômetros;
  • ACM Neto (União Brasil): o ex-prefeito de Salvador registrou a maior quilometragem acumulada. O candidato percorreu uma distância estimada em 11.125,1 quilômetros e esteve em 25 municípios do estado;
  • Ronaldo Mansur (PSOL): visitou 11 municípios e somou pelo menos 4.092,6 quilômetros em deslocamentos pela Bahia. 

 

Quando o critério analisado é a quantidade de municípios visitados, Jerônimo apresenta a agenda mais capilarizada, com presença predominante em cidades de pequeno e médio porte do interior. Apesar das diferenças de roteiro, alguns destinos aparecem como pontos de convergência entre os três candidatos, além de Salvador. É o caso de Feira de Santana, principal entroncamento rodoviário do estado, e de Juazeiro, município estratégico localizado na divisa entre Bahia e Pernambuco.

 

Confira no mapa:

 

(Mapa por municípios - Flourish)

 

Já sob a perspectiva dos deslocamentos entre as cidades — considerando apenas os trajetos realizados dentro do território baiano e excluindo viagens para outros estados —, ACM Neto lidera em distância percorrida. O levantamento aponta uma campanha marcada por deslocamentos mais longos e pela presença em cidades maiores de maior influência econômica no Oeste baiano. 

 

 

ESTRATÉGIA DAS CAMPANHAS?
A distribuição geográfica das agendas sugere abordagens distintas entre os principais concorrentes. Enquanto ACM Neto concentrou esforços em viagens de longa distância e em centros regionais considerados estratégicos para a disputa eleitoral, Jerônimo Rodrigues priorizou uma agenda mais pulverizada, com visitas a um número maior de municípios.

 

Essa presença do petista no interior reforça uma estratégia histórica do partido de consolidar apoio em cidades de pequeno porte. Até o dia 7 de setembro, contudo, o governador ainda não havia cumprido agendas de campanha em parte do extremo sul e do oeste baiano.

 

Algo que, segundo as novas agendas enviadas ao BN, deve mudar nessa semana, ou seja, entre terça-feira (8) e sexta-feira (11) Em certa medida, o roteiro repete a lógica observada na eleição de 2022, quando o PT construiu vantagem eleitoral nos municípios do interior, como observado no resultado da eleição de 2022.

 

Paralelamente ao levantamento, a pesquisa Paraná Pesquisas, em parceria com o Bahia Notícias, divulgada após o início oficial da campanha, mostra ACM Neto em vantagem numérica sobre os adversários. Outros levantamentos publicados nas últimas semanas, entretanto, apontam cenário de empate técnico entre os dois principais candidatos, seja dentro da margem de erro ou em eventuais projeções de segundo turno.

Jerônimo reúne aliados e planeja ações de campanha em 27 territórios da Bahia
Foto: Erickson Araujo

A campanha do governador Jerônimo Rodrigues (PT) entrou em uma nova etapa de organização política nesta quarta-feira (9), com uma reunião que reuniu mais de 50 parlamentares e dirigentes partidários em Salvador. O encontro ocorreu no comitê central, na Avenida Paralela.

 

A articulação teve como foco a definição da agenda das próximas semanas e o planejamento de ações nos 27 territórios de identidade da Bahia. Participaram representantes das bancadas estadual e federal que integram a base governista. Entre os presentes estavam o vice-governador Geraldo Júnior (MDB), o senador Otto Alencar (PSD) e presidentes dos partidos aliados. 

 

Também participaram o coordenador de Comunicação, Bruno Monteiro, e o coordenador-geral da campanha, Adolpho Loyola. A reunião ocorre em meio à preparação da base governista para a disputa eleitoral de 2026, com o objetivo de alinhar a atuação dos diferentes grupos que integram a campanha de Jerônimo.

Bruno Reis minimiza pesquisas eleitorais e aposta na 'pesquisa das ruas'
Foto: Lucas Vieira / Bahia Notícias

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), comentou os recentes levantamentos de intenção de voto divulgados para o governo da Bahia e apontou contradições nos números apresentados em comparação com outras pesquisas. Em declaração para o Bahia Notícias (BN), o gestor afirmou que o grupo político se orienta por pesquisas internas e ressaltou que o verdadeiro termômetro da eleição é o engajamento popular nas ruas.

 

"Essa é a maior contradição dessa pesquisa, diferente de todas as outras, então acho que só a sua própria pergunta já serve de resposta para os dados. Gente, vai ter pesquisa aí para todos os gostos, tipos e gêneros até o dia da eleição. Volto a dizer a vocês: a gente se baseia pelas pesquisas sérias que a gente contrata e que servem de norte para a nossa estratégia de campanha", diz Bruno Reis.

 

Para exemplificar a recepção da candidatura de ACM Neto (União) no interior do estado, o prefeito destacou a mobilização registrada em um evento político realizado na noite de terça-feira no município de Jussara, na região de Irecê.

 

"Ontem, o nosso candidato ACM Neto esteve em Jussara, que não é uma cidade grande — é uma cidade onde tive a honra de ser deputado estadual, na região de Irecê —, e foi um megamovimento, que marcou a história da cidade. Vocês viram a multidão em uma terça-feira à noite, quando a campanha ainda está começando a esquentar", pontua.

 

Ao finalizar, Bruno Reis reiterou que a receptividade do público reflete uma busca por renovação na gestão do estado."Essa é a melhor pesquisa, é com essa que a gente fica, que é o que a gente escuta nas ruas: as pessoas com o desejo de mudar. Chega, já deu 20 anos, não sei quem aguenta mais", conclui.

Liderança de Lula sobre Flávio Bolsonaro cai de 40% para 6,7% nas previsões de vitória da plataforma Polymarket
Foto: Reprodução Redes Sociais

 

O site norte-americano Polymarket, uma das maiores plataformas mundiais do chamado mercado de previsões, registrou nesta quarta-feira (9) a menor diferença dos últimos quatro meses na expectativa de vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro. 

 

Às 19h desta quarta, o site Polymarket, na aba “Eleição presidencial no Brasil”, registrava uma expectativa de 53% para a vitória de Lula nas eleições de outubro. Já Flávio Bolsonaro alcançou a marca de 47% de expectativas na sua vitória eleitoral. 

 

O quadro atual revela um forte derretimento do candidato Lula e um crescimento expressivo do senador do PL. Em meados de julho, o presidente Lula havia disparado no mercado de previsões e chegou a registrar 67% nas expectativas por sua vitória, enquanto Flávio Bolsonaro havia caído para um patamar de apenas 22% de previsões. 

 

A maior diferença entre os dois candidatos foi verificada em 8 de julho, quando Lula tinha 40% a mais de expectativas de vitória do que o candidato do PL. Em dois meses, essa diferença foi reduzida de 40% para os atuais 6%. 

 

A Polymarket não é uma pesquisa eleitoral. A plataforma funciona como um mercado de previsão, no qual usuários compram e vendem posições sobre eventos futuros, como as eleições no Brasil.  

 

Em decisão tomada no mês de abril, o governo Lula bloqueou ao menos 27 sites do chamado mercado de previsão, como a Polymarket, por exemplo. O mercado preditivo vinha crescendo no Brasil sem regras específicas e à margem da regulação.

Bruno Reis afirma que eleição 2026 “é de um turno só” e aposta na vitória de ACM
Foto: Lucas Vieira / Bahia Notícias

O prefeito de Salvador Bruno Reis (União), um dos presentes na inauguração da Escola de Ofícios Tradicionais de Salvador nesta quarta (9), compartilhou com a imprensa sua opinião sobre a disputa estadual de 2026: “é de um turno só”. 

 

Em Salvador, o prefeito é o principal cabo eleitoral do candidato ao governo do estado, ACM Neto (União). Ele concorre com Jerônimo Rodrigues (PT), seu principal adversário nas urnas, Ronaldo Mansur (PSOL), Aroldo Félix (UP), Maria Bona (PCO) e Ariel Capistrano (DC). Bruno Reis, no entanto, afirma que a eleição “só tem dois candidatos”.

 

“A eleição, na minha opinião, é de um turno só. Os outros candidatos não estão conseguindo ter um bom desempenho, são candidatos que não são conhecidos, são candidatos que nunca disputaram a eleição (...) Então, na minha análise, a eleição de outubro só tem dois candidatos”, afirma.

VÍDEO: Bruno Reis critica 'mesma ladainha' do PT e diz que eleitor não cairá em 'golpe'
Fotos: Lucas Vieira / Ronne Oliveira / Bahia Notícias

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), aliado do ex-prefeito ACM Neto, criticou publicamente a estratégia política do governador Jerônimo Rodrigues e do seu grupo aliado na Bahia. Em declaração à imprensa, o gestor municipal afirmou que a oposição insiste na "mesma ladainha" de edições eleitorais anteriores.

 

Confira as declarações: 

 

"Jerônimo é o candidato de Lula. Só neste mês, Lula esteve aqui duas vezes. Disputa pelo '13', já foi na passada essa mesma estratégia. São seis eleições em que o time de Lula não tem o que dizer. Você acha que o povo vai cair nesse golpe mais uma vez? Pelo amor de Deus, é a mesma eleição, a mesma ladainha, o mesmo mimimi, a mesma coisa. Só tem isso para dizer", alfineta Bruno Reis.

 

O prefeito ressaltou que a escolha do eleitor para o governo estadual deve se pautar na avaliação dos nomes locais para a gestão da Bahia, e não apenas na disputa pela Presidência da República. "Cada um tem seu candidato a presidente e escolhe o melhor. Quem disputa contra Jerônimo para governar a Bahia é ACM Neto ou Jerônimo, não é o presidente da República. Então, se você perguntar se essa estratégia vai colar mais uma vez, não creia. Cada vez mais perde força", pontua.

 

Segundo o prefeito, as pesquisas recentes refletem uma mudança na percepção do eleitorado baiano, indicando receio por parte dos adversários políticos." O desespero deles vem do fato de que, por um lado, o candidato a presidente não está mostrando nas pesquisas o desempenho que teve no primeiro turno da eleição passada. Por outro lado, essas mesmas pesquisas mostram que o nosso candidato recebe votos de pessoas que pretendem votar no presidente Lula, porque as pessoas querem escolher o presidente que acham melhor e o candidato ao governo que acham melhor", diz.

 

Questionado sobre a possibilidade de repetição do cenário eleitoral passado, Bruno Reis rechaçou a hipótese e citou o índice de avaliação da atual gestão estadual. "De jeito nenhum, é o contrário. A rejeição a Jerônimo, a desaprovação do governo dele e esse sentimento de mudança tornam o cenário atual totalmente diferente daquele de quatro anos atrás, quando ele era um candidato desconhecido. Hoje as pessoas conhecem, e quem conhece avalia mal", concluiu.

Flávio abre três pontos de vantagem sobre Lula em Minas Gerais e PT local diz que agora é "final de Libertadores"
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (9) revela que o senador Flávio Bolsonaro (PL) ultrapassou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas simulações de segundo turno no estado de Minas Gerais. O levantamento mostra Flávio com 40% das intenções de voto, enquanto Lula marca 37%. 

 

O resultado auferido pela Quaest revela uma mudança de rumos em Minas Gerais, estado que é considerado um fator-chave para quem quer vencer uma disputa presidencial. Desde a primeira eleição direta para presidente após o fim do regime militar, em 1989, o candidato que venceu a disputa nacional também saiu vitorioso no estado. 

 

Na pesquisa anterior, Flávio Bolsonaro estava na segunda colocação, com 35%, enquanto Lula liderava o cenário de segundo turno com 38%. Desde a pesquisa de agosto até esta mais recente, Flávio Bolsonaro cresceu cinco pontos percentuais, enquanto o líder petista caiu um ponto. 

 

Para reverter essa queda em Minas, o PT local quer que o presidente Lula participe de mais eventos no estado. A presidente do PT mineiro, deputada estadual Leninha, disse ao site Metrópoles que a disputa é como uma “final de Libertadores” e que o líder petista deve retornar mais duas vezes ao estado para tentar reverter a situação.

 

“Não tem jogo fácil, não tem ‘já ganhou’. Tem que jogar sério, tem que ter estratégia, pois cada minuto conta. Na política, isso não é diferente. Nosso time do Lula está mobilizado e vamos fazer com que nossos materiais de campanha cheguem a todas as regiões de Minas. Vamos marcar presenças em todos os municípios mineiros!”, afirmou a dirigente petista.

 

A pesquisa Quaest foi contratada pela Globo e ouviu 1.506 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 4 e 7 de setembro. O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-04716/2026.
 

Big Data: Jerônimo Rodrigues e ACM Neto estão empatados tecnicamente na disputa ao governo da Bahia 
Foto: Divulgação

Com 45% e 44% das intenções de votos, os candidatos Jerônimo Rodrigues (PT) e Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União) estão tecnicamente empatados na disputa pelo governo da Bahia. Isso é o que apontam os dados da pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta quarta-feira (9). 

 

A Real Time Big Data entrevistou 1.600 eleitores na Bahia, de 4 a 8 de setembro, por telefone e pela internet. A pesquisa tem nível de confiança de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BA-01568/2026.

 

Em cenário espontâneo, quando não são apresentados os nomes dos candidatos, 20% dos eleitores questionados respondeu que votaria no atual governador, Jerônimo Rodrigues, e outros 19% citaram o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. 1% dos entrevistados citaram o ex-governador Rui Costa, que é candidato ao Senador. 49% não souberam ou não responderam e 9% disseram que votariam nulo. Outros candidatos somados correspondem a 2% das respostas. 

 

Já na pesquisa estimulada, quando são apresentados os nomes dos candidatos oficializados na disputa, o petista apareceu com 45% das intenções de voto frente a 44% do candidato do União Brasil. Ambos estariam empatados dentro da margem de erro. O candidato do PSOL, Ronaldo Mansur, e o postulante do Democracia Cristã (DC), Estevão, apareceram com 1% dos votos cada um. 3% dos candidatos não souberam ou não responderam e outros 5% disseram que vão votar nulo ou branco. 

 

Os candidatos Ariel Cipriano (DC), Aroldo Félix (UP) e Maria Bona (PC) somados chegaram a 1%.

Pesquisa Meio/Ideia mostra Lula e Flávio Bolsonaro empatados em 46% no cenário de segundo turno
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (9) mostra um cenário de empate entre os dois principais postulantes à presidência da República. O levantamento mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46% cada um na simulação de segundo turno.

 

Segundo o levantamento, Lula também aparece empatado tecnicamente com o candidato Ronaldo Caiado (PSD), considerando a margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. Nesta simulação, Lula tem 46%, enquanto o ex-governador de Goiás aparece com 42%.

 

Confira abaixo as simulações de segundo turno da pesquisa Meio/Ideia:

 

Lula (PT) 46% x 46% Flávio Bolsonaro (PL)

Lula (PT) 46% x 42% Ronaldo Caiado (PSD)

Lula (PT) 46% x 40,9% Augusto Cury (Avante) 

Lula (PT) 46% x 38% Zema (Novo)

Lula (PT) 46% x 40,3% Renan Santos (Missão)

 

O instituto Meio/Ideia também apresentou um cenário de intenções de voto em primeiro turno. Neste recorte, o presidente Lula aparece na frente, mas em situação de empate técnico com Flávio Bolsonaro, liderando por 38,4% contra 37,3%.

 

Veja abaixo como ficou a simulação de primeiro turno:

 

Lula (PT) - 38,4%
Flávio Bolsonaro (PL) - 37,3%
Augusto Cury (Avante) - 6,6%
Renan Santos (Missão) - 4%
Ronaldo Caiado (PSD) - 4%
Romeu Zema (Novo) - 1,5%
Pablo Marçal (PRTB) - 1,5%
Samara Martins (UP) - 0,7%
Rui Costa Pimenta (PCO) - 0,4%
Veterinário Wilson Grassi (Democrata) - 0,2%
Hertz Dias (PSTU) - 0,1%
Clariana Barão (DC) - 0,1%
Edmilson Costa (PCB) - 0,1%.
Ninguém/branco/nulo - 2,5%
Não sabe - 2,8%.

 

Foram ouvidos 1.500 eleitores, por telefone, entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento, feito com recursos próprios, foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07935/26.
 

Quaest: Michelle dispara na liderança em disputa pelo Senado no DF; Celina Leão se mantém à frente para o governo
Foto: Gabriela Matias/Republicanos

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, do PL, se distanciou de suas principais concorrentes a uma vaga de senadora pelo Distrito Federal. Foi o que revelou levantamento da Quaest divulgado nesta terça-feira (8). 

 

A pesquisa mostra Michelle Bolsonaro na liderança da disputa pelas duas cadeiras ao Senado, com 26% das intenções de voto. Na segunda colocação aparece a atual senadora Leila Barros (PDT), com 17%. 

 

Confira abaixo como está o cenário da disputa para o Senado no Distrito Federal:

 

Michelle Bolsonaro (PL) – 26%
Leila Barros (PDT) – 17%
Erika Kokay (PT) – 13%
Bia Kicis (PL) – 11%
Sebastião Coelho (Novo) – 2%
Professor Guilherme Amorim (UP) – 1%
Ronaldo Fonseca (PSD) – 1%
Zanata (PSTU) – 0%
Tiago (Agir) – 0%
Guto Felício dos Santos (PSDB) – 0%
Marley (Avante) – 0%
Avenir Rosa (Democrata) – 0%
David Horn (PCO) – 0%
Branco/nulo/não vai votar – 13%
indecisos – 16%

 

A Quaest também questionou seus entrevistados sobre a disputa para o governo do Distrito Federal. A atual governadora, Celina Leão (PP), que disputa a reeleição, se mantém à frente, com 35% das intenções de voto.

 

Confira abaixo o cenário de primeiro turno da Quaest no DF:

 

Celina Leão (PP) – 35%
Arruda (PSD) – 18%
Leandro Grass (PT) – 17%
Paula Belmonte (PSDB) – 4%
Cappelli (PSB) – 2%
Kiko Caputo (Novo) – 1%
Professora Samara Mineiro (UP) – 1%
Elisson (Agir) – 0%
Professor Robson (PSTU) – 0%
Expedito Mendonça (PCO) – 0%
Rico Pinheiro (PRTB) – 0%
Brancos/nulos – 7%
Indecisos – 15%

 

Os eleitores entrevistados pela Quaest ainda responderam sobre três cenários de disputas em segundo turno. Veja abaixo o resultado:

 

Celina Leão (PP) 47% x 30% Arruda (PSD)

Arruda (PSD) 41% x 28% Leandro Grass (PT) 

Celina Leão (PP) 52% x 29% Leandro Grass (PT)

 

A pesquisa Quaest ouviu 1.104 eleitores no Distrito Federal, de 4 a 7 de setembro de 2026. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números BR-04442/2026 e DF-01987/2026. 
 

Nikolas Ferreira diz que Anitta "não é artista" e critica cantora por ser cabo eleitoral da esquerda
Foto: Montagem com reprodução de redes sociais

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) gerou polêmica nas redes sociais nesta terça-feira (8) ao fazer diversas críticas à cantora Anitta, além de sugerir que ela seria remunerada para defender candidatos de esquerda. O deputado mineiro fez suas críticas em entrevista a Luiz Bacci, no programa Show do Bacci. 

 

Durante a conversa, Nikolas chegou a dizer que a cantora não poderia ser considerada uma “artista”, e explicou que não considerar alguma de suas produções como música ou expressões culturais.

 

“Nossa, aí você tá pegando pesado demais. Nós estamos falando de artista. Anitta não é considerada artista. Pelo amor de Deus. Vamos lá, ela tem a arte dela, mas eu, Nikolas, eu sou músico, beleza, eu admiro músicas boas. Anitta é afinada? É afinada, mas eu não posso considerar uns 'trem' que ela faz de música ou de alta cultura”, apontou.

 

Bacci também questionou o deputado se Anitta conseguiria manter a afinação sem o auxílio de equipamentos. Nikolas respondeu que possui conhecimento sobre o assunto e mencionou as cantoras Alcione e Ana Castela ao estabelecer diferenças entre apresentações musicais. 

 

O deputado também citou a participação de Anitta na abertura do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, realizada em Interlagos, São Paulo, em 2017, quando a artista interpretou o hino nacional.

 

Nikolas Ferreira questionou o que teria levado a cantora a se aproximar da esquerda e sugeriu que amigos e pessoas ao redor dela poderiam ter influenciado seu posicionamento.

 

"Pra mim ela se tornou um cabo eleitoral da esquerda porque ganha com isso. Ficou falando contra bet, mas os eventos dela são tudo patrocinado por bet", disparou.

 

“Não sei, mas quando a pessoa entra lá, vem a pressão de amigos, a esquerda chama para poder bater palma para o sol, é legal, propagandas e tal, mas vale a pena? Será que essa galera tem paz quando coloca a cabeça no travesseiro?”, completou o parlamentar.

 

Até a publicação desta matéria, a cantora Anitta ainda não havia se manifestado publicamente sobre as críticas feitas por Nikolas Ferreira.
 

Aécio Neves embola disputa para o Senado em Minas Gerais ao alcançar a segunda posição em pesquisa
Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Após ter voltado atrás em sua decisão de concorrer à reeleição para a Câmara e retornado à disputa para o Senado, o deputado Aécio Neves (PSDB) embolou a disputa às duas cadeiras pelo estado de Minas Gerais. Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (9) revela que o ex-senador e ex-governador mineiro já assumiu a segunda colocação na simulação para o Senado. 

 

Na primeira posição, segue liderando a disputa a ex-prefeita de Contagem, a petista Marília Campos. Já Aécio Neves aparece na segunda posição, em situação de empate técnico com outros candidatos. 

 

Confira abaixo os números do cenário principal da disputa ao Senado por Minas Gerais:

 

Marília Campos (PT): 21%
Aécio Neves (PSDB): 14%
Domingos Sávio (PL): 14%
Carlos Viana (PSD): 13%
Marcelo Aro (PP): 9%
Áurea Carolina (PSOL): 6%
Marco Antônio Superman (Novo): 6%
Arcanjo Pimenta (MDB): 1%
Carlin Moura (Avante): 1%
Outros: 1%
Nulo/Branco: 6%
NS/NR: 8% 

 

Os candidatos Ana Luiza do MLB (UP) / Fidélis Alcântara (UP) / Manoel Carvalho (MDB) / Jordano Metalúrgico (PSTU) / Juíz Ramon Moreira (DC) / Tião Pessoa (PCO) / Victoria Mello Vic (PSTU) somados atingiram 1% e estão categorizados como “outros”.

 

As porcentagens apresentadas pelo Instituto Big Data são uma média das opções de primeiro e segundo voto. Veja abaixo como as intenções de voto se dividem entre as duas opções: 

 

Primeiro voto

 

Marília Campos (PT): 28%
Aécio Neves (PSDB): 15%
Carlos Viana (PSD): 14%
Domingos Sávio (PL): 13%
Marcelo Aro (PP): 9%
Áurea Carolina (PSOL): 6% 
Marco Antônio Superman (Novo): 4%
Arcanjo Pimenta (MDB): 1%
Carlin Moura (Avante): 1%
Outros: [não informado]
Nulo/Branco: 4%
NS/NR: 5%

 

Segundo voto

 

Marília Campos (PT): 15%
Domingos Sávio (PL): 15%
Aécio Neves (PSDB): 13%
Carlos Viana (PSD): 12%
Marcelo Aro (PP): 9%
Áurea Carolina (PSOL): 7%
Marco Antônio Superman (Novo): 7% 
Outros: 3%
Nulo/Branco: 8%
NS/NR: 11% 

 

Na corrida à cadeira de governador de Minas Gerais, a pesquisa Real Time Big Data aponta o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) na liderança do primeiro turno, com 31% das intenções de voto. Em seguida, aparece o deputado federal Patrus Ananias (PT), com 17% da preferência do eleitorado mineiro.

 

Na terceira colocação, o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT) soma 12% das menções, em situação de empate técnico com o atual governador, Mateus Simões (PSD), que vai a 11%. O ex-vereador Gabriel (MDB) aparece com 8% dos votos, seguido por Flávio Roscoe (PL), com 7%. Ben Mendes (Missão) marca 2%, enquanto Indira Xavier (UP) anota 1%.

 

O Real Time Big Data entrevistou 2.000 pessoas dos dias 3 a 7 de setembro de 2026. O levantamento foi contratado pelo próprio instituto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo nº MG-00998/2026. 

Líder do MST distribui 500 cestas citando nome dos candidatos em Itaberaba; entenda
Fotos: Reprodução / Redes Sociais via @abraaobritoda

Um vídeo divulgado nas redes sociais neste domingo (6) mostra a distribuição de 500 cestas básicas em Itaberaba, no Piemonte do Paraguaçu, acompanhada da citação dos nomes de candidatos e lideranças políticas. O episódio foi apontado como possível irregularidade eleitoral pelo líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Abraão Brito.

 

Segundo o relato, o vídeo teria sido gravado no sábado (5), um dia antes da divulgação nas redes sociais. Confira o vídeo:

 

Os nomes mencionados durante a ação são os do deputado Valmir Assunção, do governador Jerônimo Rodrigues e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, todos do Partido dos Trabalhadores (PT). A distribuição de alimentos, por si só, não caracteriza automaticamente crime eleitoral.

 

No entanto, a situação pode ganhar outra dimensão caso fique comprovado que a entrega das cestas foi utilizada com a finalidade de obter votos. Em vídeo, a liderança do MST afirma que a ação seria resultado de políticas públicas e cita diretamente o deputado Valmir Assunção:

 

“Isso é fruto de políticas públicas [...] e do nosso deputado Valmir Assunção, junto com a Secretaria de Assistência Social da Bahia. [...] Valeu, Valmir Assunção”, berra a liderança.  A declaração associa a entrega das cestas a políticas públicas e à atuação do deputado, o que deverá ser considerado na apuração do caso, especialmente para esclarecer se houve finalidade eleitoral na distribuição dos mantimentos.

 

QUESTÃO LEGAL
A principal legislação que pode ser analisada no caso é a Lei nº 9.504/1997, a Lei das Eleições. No artigo 41-A trata da chamada captação ilícita de sufrágio, que ocorre quando um candidato doa, oferece, promete ou entrega ao eleitor algum bem ou vantagem pessoal com o objetivo de obter seu voto.

 

Em termos simples: se uma cesta básica for entregue a um eleitor como forma de conseguir seu voto para determinado candidato, pode haver captação ilícita de sufrágio.

 

A lei também prevê, no artigo 39, § 6º, a proibição, durante a campanha eleitoral, da distribuição, por comitê, candidato ou com sua autorização, de cestas básicas ou outros bens que possam proporcionar vantagem ao eleitor. Há ainda o artigo 299 do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965), que trata da corrupção eleitoral.


Esse dispositivo prevê punição para quem dá, oferece ou promete vantagem com a finalidade de obter ou dar voto. Para afirmar que houve crime ou ilícito eleitoral, é preciso investigar as circunstâncias da distribuição. Entre os pontos que devem ser esclarecidos no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) estão:

  • quem organizou a entrega das 500 cestas;
  • quem forneceu ou financiou os alimentos;
  • se algum candidato participou ou autorizou a distribuição;
  • em que contexto os nomes dos candidatos foram citados;
  • se houve pedido de voto;
  • e se a entrega dos mantimentos tinha como objetivo beneficiar determinada candidatura.

 

Caso as investigações encontrem provas de que as cestas foram utilizadas para obter votos, a conduta poderá ser enquadrada como captação ilícita de sufrágio, nos termos do artigo 41-A da Lei das Eleições. A investigação deverá esclarecer a origem das cestas, os responsáveis pela distribuição, eventual participação ou autorização de candidatos e, principalmente, se houve intenção de obter votos em troca da vantagem oferecida.

Confira onde Lula mais caiu e junto a quais eleitores Flávio subiu e passou a vencer por 46% a 45% no 2º turno
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

A mais recente pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta terça-feira (8), mostrou que, no espaço de três semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu de uma posição em que ganhava do candidato Flávio Bolsonaro por três pontos percentuais no segundo turno para uma situação em que ficou atrás do senador do PL por 1%. 

 

Na pesquisa BTG/Nexus divulgada no dia 17 de agosto, o presidente Lula vencia Flávio Bolsonaro por 47% a 44% no cenário de segundo turno. O levantamento divulgado hoje mostra uma inversão na disputa, com Flávio liderando por 46% a 45% de Lula, uma situação de empate técnico.

 

A queda do presidente Lula pode ser explicada por perdas mais acentuadas entre as mulheres, os eleitores até 40 anos, pessoas que estudaram até o ensino fundamental e recebem menores salários, além de uma redução significativa nas regiões Norte e Centro-Oeste.

 

Já Flávio Bolsonaro fez o caminho inverso, melhorando sua votação entre as mulheres, junto aos mais jovens, aos que dizem professar outras religiões que não a católica e a evangélica, em meio a quem ganha de um a dois salários mínimos e com disparada nas regiões Sul, Norte e Centro-Oeste. 

 

Confira abaixo uma comparação da estratificação das intenções de voto tanto em Lula quanto em Flávio Bolsonaro, primeiro com números da pesquisa BTG/Nexus de 17 de agosto e depois nesta mais recente, divulgada hoje, no cenário de disputa em segundo turno:

 

Lula 

 

Mulheres - 53% > 48%
Homens - 41% > 41%

 

16 a 24 anos - 46% > 40%
25 a 40 anos - 43% > 36%
41 a 59 anos - 46% > 49%
60 anos ou mais - 54% > 51%

 

Ensino fundamental - 60% > 54%
Ensino médio - 39% > 38%
Ensino superior - 41% > 43%

 

Católicos - 52% > 50%
Evangélicos - 34% > 31%
Outras religiões - 38% > 52%
Sem religião - 59% > 51%

 

Até 1 SM - 58% > 53%
De 1 SM a 2 SM - 59% > 49%
De 2 SM a 5 SM - 40% > 42%
Mais de 5 SM - 41% > 38%

 

Norte/Centro-Oeste - 47% > 38%
Nordeste - 63% > 59%
Sudeste - 41% > 45%
Sul - 36% > 26%

 

Flávio Bolsonaro

 

Mulheres - 38% > 41%
Homens - 51% > 51%

 

16 a 24 anos - 41% > 53%
25 a 40 anos - 47% > 53%
41 a 59 anos - 46% > 41%
60 anos ou mais - 40% > 39%

 

Ensino fundamental - 34% > 37%
Ensino médio - 50% > 51%
Ensino superior - 49% > 49%

 

Católicos - 41% > 43%
Evangélicos - 59% > 58%
Outras religiões - 45% > 37%
Sem religião - 26% > 32%

 

Até 1 SM - 33% > 33%
De 1 SM a 2 SM - 31% > 40%
De 2 SM a 5 SM - 51% > 50%
Mais de 5 SM - 52% > 53%

 

Norte/Centro-Oeste - 46% > 53%
Nordeste - 29% > 32%
Sudeste - 49% > 44%
Sul - 57% > 65%

 

A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.000 eleitores, por telefone, entre 4 e 7 de setembro. O levantamento, contratado pelo banco BTG Pactual, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-0690/2026.
 

Fenômeno Augusto Cury cresce no Nordeste, entre jovens e mulheres e até derrota Lula no segundo turno
Foto: Reprodução Redes Sociais

O escritor Augusto Cury (Avante), que nos últimos 21 dias saltou de apenas 1% nas simulações de primeiro turno para 9%, conforme revela a pesquisa divulgada nesta terça-feira (8) pela BTG/Nexus, teve seu crescimento sustentado principalmente por variações maiores entre as mulheres, eleitores de 25 a 40 anos, estudantes de ensino médio, pessoas que ganham mais de cinco salários mínimos e que moram na região Nordeste. 

 

Além de subir e consolidar sua posição como terceiro colocado no primeiro turno, Augusto Cury também passou a derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cenário de segundo turno. A pesquisa BTG/Nexus revelou que Cury chegou a 45% na disputa de segundo turno, enquanto Lula marcou 43%, a primeira vez que um outro candidato que não Flávio Bolsonaro vence o líder petista.

 

A 13ª rodada da pesquisa BTG/Nexus mostrou também que o escritor Augusto Cury desponta em primeiro lugar como segunda opção de candidato a presidente nas respostas dos eleitores. Cury marcou 20%, à frente de Flávio (17%), Caiado (12%), Lula (10%), Renan Santos (7%), Zema (6%), Samara Martins (2%), Edmilson Costa (2%) e demais candidatos com 1%.

 

Augusto Cury viu ainda sua candidatura crescer na menção espontânea dos eleitores, quando nenhuma lista é apresentada aos entrevistados. Na pesquisa BTG/Nexus divulgada em 17 de agosto, o escritor não marcava sequer 1% de menções, enquanto no levantamento divulgado nesta terça, ele alcançou um total de 6% no cenário espontâneo. 

 

Confira abaixo uma comparação da estratificação do voto no escritor Augusto Cury, primeiro com números da pesquisa BTG/Nexus de 17 de agosto e depois nesta mais recente, divulgada hoje, no cenário de disputa em primeiro turno:

 

Feminino - 3% > 10% 
Masculino - 1% > 7%

 

16 a 24 anos - 1% > 10%
25 a 40 anos - 3% > 14%
41 a 59 anos - 2% > 7%
60 anos ou mais - 2% > 4%

 

Ensino fundamental - 2% > 5%
Ensino médio - 2% > 11%
Ensino superior - 4% > 11%

 

Católicos - 2% > 8%
Evangélicos - 2% > 10%
Outras religiões - 4% > 12%
Sem religião - 2% > 12%

 

Até 1 SM - 2% > 8%
De 1 SM a 2 SM - 5% > 6%
De 2 SM a 5 SM - 2% > 9%
Mais de 5 SM - 1% > 12%

 

Norte/Centro-Oeste - 2% > 7%
Nordeste - 1% > 11%
Sudeste - 3% > 9%
Sul - 3% > 8%

 

A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.000 eleitores, por telefone, entre 4 e 7 de setembro. O levantamento, contratado pelo banco BTG Pactual, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-0690/2026.
 

BTG/Nexus: Lula cai, Flávio Bolsonaro sobe e passa a liderar nos cenários de segundo turno
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

A mais nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta terça-feira (8), mostra que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) subiu um ponto desde o último levantamento na simulação de segundo turno, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caiu um ponto no mesmo período. Com essa movimentação, Flávio passou a liderar a disputa no segundo turno, vencendo Lula por 46% a 45%.

 

O resultado mostra uma inversão na liderança nos cenários de primeiro turno, já que, na pesquisa anterior, era Lula quem vencia Flávio Bolsonaro por 46% a 45%. Mas como o levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, a situação segue considerada como empate técnico. 

 

Também no cenário de primeiro turno o presidente Lula caiu um ponto, embora siga liderando com boa distância do senador Flávio Bolsonaro. A pesquisa BTG/Nexus consolida ainda o crescimento do candidato Augusto Cury, como outras sondagens de diferentes institutos já constataram.

 

Confira abaixo a simulação de primeiro turno do BTG/Nexus, com e sem o candidato Pablo Marçal, que tem sua candidatura sub judice. 

 

Cenário 1

 

Lula (PT): 38% (eram 39% em 31 de agosto)
Flávio Bolsonaro (PL): 35% (eram 33%)
Augusto Cury (Avante): 9% (eram 11%)
Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 5%)
Renan Santos (Missão): 4% (eram 3%)
Romeu Zema (Novo): 1% (era 1%)
Samara Martins (UP): 1% (era 1%)
Rui Costa Pimenta (PCO): 1% (era 0%)
Nenhum/Branco/Nulo: 3%
Não sabe/Não respondeu: 2%

 

Cenário 2 (com Pablo Marçal, que está inelegível)

 

Lula (PT): 39% (eram 37%)
Flávio Bolsonaro (PL): 34% (eram 31%)
Augusto Cury (Avante): 9% (eram 11%)
Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 6%)
Renan Santos (Missão): 4% (eram 3%)
Pablo Marçal (PRTB): 3% (eram 3%) (inelegível)
Romeu Zema (Novo): 2% (eram 2%)
Samara Martins (UP): 1% (era 1%)
Nenhum/Branco/Nulo: 3% (eram 3%)
Não sabe/Não respondeu: 1% (eram 2%)

 

Veja abaixo o resultado da pesquisa espontânea, sem a apresentação de uma lista de nomes ao entrevistado:

 

Lula (PT): 39%
Flávio Bolsonaro (PL): 31%
Augusto Cury (Avante): 6%
Renan Santos (Missão): 4%
Ronaldo Caiado (PSD): 2%
Romeu Zema (Novo): 1%
Outros: 1%
Nenhum/Branco/Nulo: 6%
Não sabe/Não respondeu: 11%

 

Nas simulações de segundo turno, a pesquisa BTG/Nexus traçou cinco cenários, todos eles com Lula contra outros candidatos. Confira abaixo os resultados:

 

Flávio 46% x 45% Lula

Augusto Cury 45% x 43% Lula

Lula 46% x 43% Ronaldo Caiado

Lula 47% x 40% Romeu Zema

Lula 47% x 39% Renan Santos

 

A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.000 eleitores, por telefone, entre 4 e 7 de setembro. O levantamento, contratado pelo banco BTG Pactual, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-0690/2026.
 

Paraná Pesquisas: Eduardo Paes lidera disputa pelo governo do RJ com 43% das intenções de voto
Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), lidera todos os cenários da disputa ao governo do estado do Rio de Janeiro. É o que aponta o levantamento do instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta terça-feira (8). Em cenário estimulado, onde são apresentados os nomes dos candidatos,  Paes recebe 43,5% das intenções de voto. 

 

Na sequência, o atual presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), aparece com 20,3% e o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) com 9,8%. Neste quadro, 9,4% dos fluminenses responderam que pretendem votar em branco, nulo ou que não votariam em nenhum dos candidatos apresentados. Aqueles que não sabem ou não opinaram somam 6,7%.

 

Completam o panorama, André Marinho (Novo), com 3,4% das intenções de voto; Cyro Garcia (PSTU), com 2,3%; Coronel Busnello (Missão), com 1,6%; Juliete (UP) e William Siri (PSOL), com 1,4 e 1,1%, cada um, e Luan Monteiro (PCO), com 0,3%.

 

A Paraná Pesquisas entrevistou 1.600 eleitores em 57 municípios fluminenses, entre os dias 5 a 7 de setembro, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro do levantamento é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo RJ01671/2026.

 

A pesquisa também fez um cenário sem a candidatura do ex-governador Anthony Garotinho, que foi considerado inelegível pela 4ª Vara de Fazenda Pública da Capital. Neste panorama Eduardo Paes vai a 47,4% das intenções de voto, enquanto Douglas Ruas chega em 22,7%. Após os líderes, André Marinho pontua 3,6%; Cyro Garcia, 2,6%; Coronel Busnello, 1,9%; William Siri, 1,3%; Juliete, 1,7% e Luan Monteiro, 0,4%.

 

Votos em branco, nulos e aqueles que não votariam em nenhum dos candidatos apresentados somam 11,1%. Outros 7,2% não souberam ou não opinaram.

Não ter envolvimento com corrupção é o principal atributo esperado de um candidato na escolha do voto
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil, Agência Senado e redes sociais

A corrupção é o tema que mais influencia o eleitor brasileiro na hora de escolher o seu candidato a presidente da República. Essa constatação foi retirada de um recorde feito pela última pesquisa presidencial divulgada pela Quaest, nesta semana. 

 

O levantamento constatou que, para a maioria dos eleitores, o atributo considerado decisivo para o voto é o candidato não ter envolvimento com desvios, junto com a defesa da democracia. 

 

Já quanto ao fator que leva o eleitor a rejeitar um presidenciável, a ligação com casos de corrupção se apresenta como o aspecto mais mencionado. 

 

Segundo o levantamento, que contou com entrevistas em todo o país, 31% apontaram “não estar envolvido em corrupção” como o principal atributo para votar em um postulante ao Palácio do Planalto, enquanto 28% indicaram “ter compromisso com a democracia” como característica preferencial. 

 

Ao serem perguntados sobre o principal fator que os levaria a “não votar de jeito nenhum” em alguém, 40% dos entrevistados pela Quaest citaram o envolvimento em corrupção. É o dobro dos 21% que responderam rejeitar um candidato sem compromisso com a democracia. 

 

A pesquisa Quaest contou com 2.004 entrevistados de 30 de agosto a 1º de setembro de 2026. A pesquisa foi contratada pela Editora Globo e pela Globo Comunicação e Participações S.A. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: dois pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº BR-07065/2026.
 

Nova pesquisa Datafolha avalia impactos da crise do STF nas decisões dos eleitores
Foto: Reprodução / Magnific

Uma nova pesquisa Datafolha prevista para ser divulgada na sexta-feira, 11, vai mostrar como está a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro a menos de um mês para o eleitor ir às urnas. Este será o primeiro levantamento realizado depois da crise no Supremo Tribunal Federal envolvendo Alexandre de Moraes, André Mendonça e mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. 

 

Neste cenário, além de atualizar os cenários de primeiro e segundo turnos, a pesquisa vai medir se os episódios envolvendo os ministros do STF deixaram eleitores em dúvida ou chegaram a fazê-los mudar de voto para presidente. 

 

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01833/2026. O instituto ouvirá 2.002 eleitores de todo o país entre os dias 8 e 11 de setembro em entrevistas pessoais realizadas em pontos de fluxo populacional. A margem de erro máxima prevista é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A divulgação está prevista para sexta-feira, 11 de setembro. 

 

O Datafolha fará inicialmente uma pergunta espontânea e, depois, apresentará dois cenários estimulados para a Presidência:

 

No primeiro, estarão Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Pablo Marçal, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Clariana Barão, Edmilson Costa, Hertz Dias, Rui Costa Pimenta, Samara e Veterinário Wilson Grassi. O segundo repetirá a lista sem Pablo Marçal. 

 

Depois da escolha, o instituto perguntará se o voto está totalmente decidido ou se ainda pode mudar. O questionário também investigará se o eleitor escolhe determinado candidato por considerá-lo mais  preparado e com as melhores propostas ou principalmente para impedir a vitória de outro concorrente. 

 

O 2° TURNO

O principal confronto de segundo turno colocará Lula diretamente contra Flávio Bolsonaro. 

 

O Datafolha também testará o presidente contra Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury. Em todos os cenários, o entrevistado poderá escolher um dos dois nomes, declarar voto branco ou dizer que ainda não sabe. 

 

A inclusão de Cury permitirá medir seu desempenho em um confronto direto depois do avanço registrado pelo escritor nas pesquisas presidenciais das últimas semanas. 

 

MAIOR REJEIÇÃO

O Datafolha voltará a perguntar em quais candidatos o eleitor não votaria de jeito nenhum no primeiro turno.

 

A lista inclui Lula, Flávio, Cury, Caiado, Zema, Renan e os demais nomes apresentados no cenário estimulado. Como a pergunta admite múltiplas respostas, cada entrevistado poderá rejeitar mais de um presidenciável.

 

CRISE DO STF

Um bloco específico do questionário será dedicado à crise no Supremo Tribunal Federal. 

 

O instituto perguntará se os eleitores consideram que os ministros do STF têm poder demais, se veem a Corte como essencial para proteger a democracia e se acreditam que a confiança no tribunal diminui em relação ao ano passado.

 

Também medirá o grau de conhecimento dos brasileiros sobre o vazamento de mensagens de 2025 enviadas por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes e os entrevistados poderão  dizer se estão bem, mais ou menos ou mal informados sobre o episódio. 

 

MORAES

A pesquisa perguntará diretamente qual deveria ser a consequência para Alexandre de Moraes depois da divulgação das mensagens.

 

Na sequência, o Datafolha vai medir se a revelação das conversas não alterou nem deverá alterar o voto para presidente, se deixou o eleitor em dúvida ou se chegou a fazê-lo mudar de escolha. 

 

MENDONÇA

O instituto também perguntará se os entrevistados tomaram conhecimento da suspeita levantada por Moraes contra André Mendonça, relacionada à condução de tratativas de delações premiadas e ao direcionamento de alvos de investigação por supostos motivos pessoais e políticos. 

 

Assim como no caso de Moraes, os entrevistados poderão opinar sobre o que deveria acontecer com Mendonça: nada, afastamento temporário, renúncia ou impeachment.

 

O Datafolha também perguntará se o episódio não alterou o voto presidencial, se provocou dúvidas ou se levou o eleitor a mudar sua escolha.

Candidatos ao governo cumprem compromissos da agenda de campanha neste domingo 
Foto: Reprodução / Redes Sociais / Edição Bahia Notícias

ACM Neto (União Brasil), Jerônimo Rodrigues (PT) e Ronaldo Mansur (PSOL), principais candidatos ao Governo da Bahia, cumprem mais compromissos de suas agendas de campanha, neste domingo (6), como parte da divulgação das campanhas na corrida eleitoral de 2026.

 

Desde o início da campanha oficial, no dia 16 de agosto, os candidatos divulgam diariamente suas agendas e, em setembro, partem para o segundo mês de compromissos oficiais. Agora, eles têm até o primeiro turno, previsto para 4 de outubro, para realizarem atos de rua, reuniões, encontros com diferentes segmentos da sociedade e participação em entrevistas e debates. 

 

Até lá, o portal Bahia Notícias (BN) realiza uma coletânea das agendas que acompanha os compromissos diários dos três candidatos.

 

ACM NETO - União 
Pela manhã, o candidato de oposição participa de carreata em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. Ainda na Suíça Baiana, ACM comparece a um encontro com lideranças políticas. 

À noite, o representante do União Brasil participa de comício em Tremedal, a cerca de 83 km de Conquista.
 
JERÔNIMO RODRIGUES - PT
O candidato à reeleição participa, a partir das 8h, de uma carreata em São Domingos. Logo em seguida, segue para carreatas em Valente, às 9h, e em Santa Luz, às 10h30. 

No turno da tarde, o petista comparece a outras duas carreatas: em Queimadas, às 12h, e em Cansanção, às 14h30. O dia termina com um comício em Monte Santo, marcado para às 17h.

 
RONALDO MANSUR - PSOL
O candidato do PSOL participa, neste domingo (6), da 23° Parada do Orgulho LGBT+ em Salvador. O evento acontece no bairro da Barra, a partir das 12h. 

 

Cerca de 57% dos eleitores estão mais decididos a votar do que em 2022, diz Datafolha
Foto: Luiz Roberto / TSE

Maioria dos eleitores demonstra maior firmeza no voto em 2026 na comparação com a última disputa presidencial. É o que indica a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (5), segundo a qual 57% dos entrevistados se dizem mais decididos a votar no pleito deste ano do que na eleição de 2022.

 

Contratado pela TV Globo e registrado no TSE sob o número BR-03669/2026, o levantamento ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais nos dias 1º e 2 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

 

Os números divulgados apontam que 57% dos entrevisados está mais decidido a votar; 32% está igual a 2022; 11% está menos decidido a votar e 1% não soube.

 

A pesquisa Datafolha apontou ainda que, para a Presidência, os eleitores de Flávio Bolsonaro (68%) e de Luiz Inácio Lula da Silva (61%) lideram o índice de maior certeza no voto em relação a quatro anos atrás. Por outro lado, os apoiadores de Romeu Zema (22%) e Ronaldo Caiado (17%) figuram como os menos decididos do grupo.

 

Já na fatia do eleitorado considerada nem petista nem bolsonarista, 40% afirmam estar mais certos sobre a escolha do que em 2022, índice próximo ao dos que se declaram na mesma situação (41%). Outros 18% deste segmento dizem estar menos decididos.

Tratamento à endometriose, titularidade de imóveis e educação sexual: veja as proposta dos candidatos para as mulheres da Bahia
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

Resta menos de um mês para o primeiro turno das eleições estaduais, previsto para 4 de outubro. Os principais candidatos ao Governo da Bahia, ACM Neto (União), Jerônimo Rodrigues (PT) e Ronaldo Mansur (PSOL) têm cumprido agendas de campanha a fim de se promoverem na corrida eleitoral e apresentarem suas propostas para cerca de 11 milhões de eleitores baianos. 

 

Pensando nisso o Bahia Notícias (BN) avalia os programas de governo dos três principais candidatos ao governo da Bahia nas eleições de 2026. Nesta reportagem, serão destacadas as principais propostas das chapas majoritárias para políticas voltadas às mulheres. 

 

ACM Neto - União 

As medidas direcionadas às vítimas reúnem auxílios financeiros, profissionais e habitacionais. O projeto propõe que as mulheres sejam obrigatoriamente registradas como co-titular ou titular principal de imóveis.

 

O programa também prevê a criação de um protocolo para a análise do grau de perigo de cada ocorrência registrada (homicídios e feminicídios) a fim de acionar medidas proporcionais. Ele será vinculado ao banco de dados da Polícia Civil, do Judiciário e do Ministério Público (MP-BA).

 

Além disso, o candidato projeta o pagamento de uma renda mensal por até 24 meses para mulheres com medida protetiva ativa, fora do Bolsa Família e em vulnerabilidade econômica. Além da criação do “Auxílio Recomeçar”, apoio financeiro temporário e acesso a cursos técnicos para mulheres vítimas de violência doméstica.

 

Aos agressores, ACM propõe o uso de tornozeleira eletrônicas que geram alertas automáticos para a vítima e para a viatura policial mais próxima em caso de descumprimento do perímetro de segurança, além da criação de grupos reflexivos como condição para cumprimento de medidas protetivas.

 

JERÔNIMO RODRIGUES - PT

Entre as principais propostas voltadas à saúde feminina, o candidato planeja alcançar o diagnóstico e tratamento clínico e cirúrgico da endometriose em regiões estratégicas em uma parceria com municípios, governo federal e filantrópicos. Além disso, sugere a criação de um programa de enfrentamento à violência obstétrica.

 

Também visa priorizar mulheres empreendedoras nas compras públicas do Estado e ofertar, de forma territorializada, cursos técnicos e de qualificação profissional, ampliando a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) para mulheres agricultoras.

 

Sugere ampliar a infraestrutura e vagas em creches e escolas de educação infantil de tempo integral, priorizando territórios vulneráveis e horários compatíveis com a rotina de trabalho. As mães atípicas também são citadas e devem receber orientação jurídica e ações de proteção social.

 

A reinserção na sociedade de mulheres que passam ou já passaram pelo sistema prisional também está no plano. O candidato visa promover ações intersetoriais de acolhimento, qualificação profissional, inserção econômica e social para essa parcela. 

 

RONALDO MANSUR - PSOL

O plano defende a educação sexual nas escolas como forma de prevenir a violência sexual, doméstica e gravidezes precoces ou indesejadas. Além disso, aposta no acesso a contraceptivos e ao aborto legal e seguro pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

A criação do Programa de Reconhecimento de Tempo de Serviço por Trabalhos de Cuidado é outra proposta que visa reconhecer os períodos dedicados ao cuidado doméstico de crianças, pessoas com deficiência ou idosos sejam contabilizados para a aposentadoria.

 

Pensando na função de cuidado que essas mulheres ocupam, o candidato também propõe a universalização do acesso a creches públicas, incluindo o período noturno em zonas urbanas e rurais.

 

Quanto à equidade salarial, o plano defende a criação de políticas para garantir a equidade de direitos, salários iguais aos dos homens e estímulo à promoção feminina na ciência, educação, cultura, representação política e gestão pública. Nessa última, Mansur planeja realizar uma reforma para implementar a paridade na representação parlamentar, propondo a cota de 30% de mulheres nas mesas diretoras e comissões legislativas.

 

Os três candidatos citam a ampliação e fortalecimento de programas e serviços já existentes na Bahia. São exemplos as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e os Núcleos Especiais de Atendimento às Mulheres (NEAMs), além do Pelotão Maria da Penha, da Polícia Militar da Bahia (PM-BA).

Candidato à Presidência, Hertz Dias visita Alagoinhas e apresenta propostas do partido
Foto: Reprodução / Alagonews

O candidato à presidência, Hertz Dias (PSTU), cumpriu agenda no município de Alagoinhas, no Litoral Norte e Agreste Baiano, e participou de um programa de rádio local. Em entrevista à Rádio Ouro Negro FM, ele apresentou algumas das principais propostas de sua candidatura e discutiu questões de economia, relações de trabalho, segurança pública e saúde.

 

Durante a entrevista, o maranhense explicou que a passagem pelo município faz parte da estratégia da campanha de percorrer também cidades do interior e estabelecer contato direto com a classe trabalhadora. "O nosso programa é voltado para a classe trabalhadora. então, onde tem trabalhador e for possível a gente chegar, a gente vai", afirmou o presidenciável.

 

Além da participação no programa, Hertz anunciou uma atividade para as 19h desta sexta-feira (4), no Espaço Cultural, onde pretende apresentar seu programa de governo.

 

PROJETOS APRESENTADOS
Entre as propostas apresentadas pelo candidato, está a afirmação de que uma eventual adequação não deveria recair sobre o empresariado. A proposta apresentada pelo candidato envolve o fim de benefícios fiscais destinados a grandes grupos econômicos e a maior tributação sobre bilionários. Ele também defendeu maior intervenção estatal para impulsionar áreas consideradas estratégicas, citando petróleo, indústria de alta tecnologia, semicondutores e inteligência artificial.

 

Questionado pelo Alagonews, parceiro do Bahia Notícias na região, sobre segurança pública, Hertz defendeu a legalização das drogas sob controle estatal e a desmilitarização das polícias. O objetivo seria colocar a produção e comercialização sob controle do Estado e tratar a dependência química prioritariamente como questão de saúde pública. Ele também defendeu a criação de conselhos populares de segurança pública como forma de aproximar as forças policiais das comunidades.

 

O candidato ainda defendeu a criação de um sistema de fila única no SUS e afirmou que, em um eventual governo do PSTU, não haveria planos privados nem hospitais privados." No governo nosso, O SUS vai ser fila única e não vai ter plano de saúde nem hospital privado", afirmou o professor. Segundo Hertz, recursos públicos atualmente destinados à contratação de serviços privados deveriam ser direcionados à expansão da própria rede pública.

AtlasIntel: Hugo Motta é o político mais rejeitado da Paraíba e vê a sua eleição e a de seu pai ameaçadas
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), está no topo da lista dos políticos mais rejeitados do seu estado, a Paraíba. Foi o que revelou pesquisa AtlasIntel realizada na Paraíba e divulgada nesta quinta-feira (3). 

 

Os números da rejeição de Motta apurados pela AtlasIntel colocam em risco não apenas a reeleição do presidente da Câmara, mas também a eleição do seu pai para uma das duas vagas para o Senado Federal. Nabor Wanderley, prefeito da cidade de Patos e pai de Motta, também foi mal avaliado pela população paraibana. 

 

De acordo com a AtlasIntel, Hugo Motta lidera a lista dos políticos mais rejeitados pelos paraibanos, com 63,%% das menções negativas. Motta está à frente de Jair Bolsonaro (56,2%), Flávio Bolsonaro (51,5%), Renan Santos (51,3%) e Romeu Zema (46%). 

 

O pai de Motta, Nabor Wanderley, aparece na sexta posição no ranking da rejeição, com índice de 45,2%. Os dois principais adversários de Wanderley ao Senado possuem rejeição mais baixa: Lucas Ribeiro (PP) tem 32,7% e o atual senador Veneziano Vital do Rego (MDB) tem 29,2% de taxa. 

 

A situação de Hugo Motta é ainda pior na avaliação que a AtlasIntel fez dos políticos que têm imagem mais positiva ou negativa entre os moradores da Paraíba. O presidente da Câmara apareceu na última posição do ranking, com 78% de impressão negativa e apenas 11% positiva.

 

O líder desse ranking é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 54% de menções positivas e 41% negativas. Na segunda colocação está o senador Veneziano, com 53% de impressões positivas e 34% de posições negativas. 

 

O estado da Paraíba possui 12 cadeiras na Câmara. Na última eleição, Hugo Motta foi o mais votado, recebendo 158.171 votos para cumprir o seu quarto mandato consecutivo. 

 

A pesquisa AtlasIntel ouviu 1.207 eleitores na Paraíba entre os dias 28 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04083/2026.
 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Tenho pra mim que os nepo babies parecem meio perdidos. Alguém precisa dar uma orientação pra eles. Tem até filho feio confundindo o próprio pai. Enquanto isso, o Cacique vai ter que lutar pra afastar a imagem de pé frio, e Zoião tenta convencer que é desenrolado. Mas quem tá passando uma mensagem meio confusa é o Rambo. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Alexandre de Moraes

Alexandre de Moraes
Foto: Luiz Silveira / STF

"Somado à escolha seletiva do levantamento somente de parte dos procedimentos e o direcionamento subjetivo de um dos interessados de quais documentos". 

 

Disse o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao encaminhar um ofício ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, no qual cita uma "escolha seletiva" na retirada do sigilo, por André Mendonça, dos inquéritos e procedimentos ligados ao Banco Master.

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) nesta segunda

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a sabatinar as principais lideranças políticas na disputa pelo Executivo estadual e pelo Senado nas eleições de 2026. O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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