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julia zanatta
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC), uma das parlamentares mais engajadas na campanha para tentar impedir a eleição de Erika Hilton (Psol-SP) como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, disse, em postagem nesta semana, que as mulheres estariam sendo “esquecidas” e “silenciadas”. A parlamentar do PL, entretanto, tem uma atuação limitada nas redes sociais quando se trata de pedir, por exemplo, o endurecimento de penas para quem comete violência contra a mulher ou feminicídio.
Júlia Zanatta, que nos últimos dias fez diversas postagens repudiando a eleição da deputada Erika Hilton, praticamente não falou neste ano de 2026 sobre temas de defesa dos direitos da mulher em sua conta no Instagram. A deputada costuma fazer postagens críticas à atuação do presidente Lula, sobre CPMI do INSS, Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, Lulinha, além de defender a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a presidente e pedir a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Sobre temas relacionados à defesa da mulher, a única postagem da deputada catarinense fez referência ao caso do juiz de Minas Gerais que deu decisão favorável a um homem de 35 anos que se relacionava com uma menina de 12 anos. A deputada Zanatta repudiou a postura do magistrado mineiro.
A respeito do tema do crescente número de casos de feminicídio no país, um dos assuntos mais abordados no universo político desde o início do ano, não houve comentários da deputada mencionando a questão. Há, entretanto, uma postagem da parlamentar que menciona caso de violência de uma mulher contra um homem.
Em vídeo postado na sua conta no Instagram, Júlia Zanatta diz qe “violência não tem sexo”, e destaca o fato de ter apresentado o projeto de lei 5128/2025, que pune denúncias falsas de violência doméstica no âmbito da Lei Maria da Penha. Segundo a parlamentar catarinense, a falsa acusação não apenas destruiria reputações e famílias, mas também coloca em dúvida quem seriam “as verdadeiras vítimas” da violência.
“A Justiça não pode ser usada como bengala para agir de má-fé. Esse projeto se soma ao PL 4954/2025, que fortalece a Lei Maria da Penha ao garantir medidas protetivas urgentes também para homens em situações de violência doméstica. A dignidade da pessoa humana vale para todos”, afirma Júlia Zanatta.
Em seu primeiro ano de mandato, em 2023, a deputada catarinense causou polêmica ao postar em suas redes sociais uma foto na qual aparecia armada com uma metralhadora e vestindo uma camiseta com o desenho de uma mão com quatro dedos alvejada por três tiros. A camiseta tinha os dizeres “come and take it” (“venha pegar”), em alusão ao presidente Lula.
Na postagem, Zanatta afirmava não poder “baixar a guarda” e diz que é preciso “lutar pra garantir o que já está na lei”, criticando políticas desarmamentistas. Enquanto alguns internautas apoiaram a manifestação e chegaram a elogiar a camiseta, outros a acusaram de ameaçar o presidente da República e de realizar discurso de ódio.
Na ocasião, a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse que a postagem revelaria um “comportamento nazista” da deputada de Santa CatarINA, de apologia à violência contra Lula.
Gleisi disse ainda que a sociedade brasileira e suas instituições não podem baixar a guarda “com quem insiste incitar a violência e semear o ódio”.
O cantor carioca Oruam comentou, na última quinta-feira (14), uma publicação da deputada federal Júlia Zanatta (PL) feita no X, antigo Twitter, no início da semana. Na imagem, a parlamentar aparece sentada em um trono com fuzis e faz referência a série “Game of Thrones”.
“Game of Santa Catarina”, dizia a legenda da publicação da parlamentar. Em resposta ao post, o rapper, que responde em liberdade após ser detido por dois meses em Bangu, no Rio de Janeiro, reagiu à publicação: “Se eu postar umas foto dessa é apologia ao crime”.
Se eu postar umas foto dessa é apologia ao crime. https://t.co/5Hled6IOj4
— ???????????????????? 22 ???? (@mauro_davi6) November 13, 2025
A resposta do rapper repercutiu nas redes e alguns internautas concordaram com o artista. “Me choca ao ter que concordar com você, pq dessa vez você tá certo”, escreveu um usuário. “Mds que mundo louco to tendo que concordar com o oruam”, comentou outro.
No entanto, alguns internautas saíram em defesa da parlamentar. “Ela não pinta cabelo de vermelho, não chorou quando bandido morreu, não defendeu vagabundo que trocou tiro com a polícia e não é filha de um indivíduo aí preso”, pontuou um internauta.
A própria parlamentar catarinense se pronunciou e reagiu ao comentário do artista fazendo referência ao Projeto de Lei Antifacção. “O desarmamento do povo brasileiro éo motivo do sucesso de criminosos”, declarou a deputada.
“Em breve votaremos o PL que equipara facção a grupos terroristas. Não permitiremos que narcoterroristas dominem o Brasil”, completou Zanatta.
O desarmamento do povo brasileiro é o motivo do sucesso de criminosos.
— Júlia Zanatta (@apropriajulia) November 14, 2025
Em breve votaremos o PL que equipara facções a grupos terroristas. Não permitiremos que narcoterroristas dominem o Brasil ???? https://t.co/H7Xrmi8yfk
A deputada federal eleita por Santa Catarina, Júlia Zanatta (PL), veio às redes sociais para acusar o seu colega de parlamento, o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA), de praticar assédio contra ela durante sessão na Câmara. Em publicação realizada nesta quarta-feira (12), a parlamentar bolsonarista denunciou o caso e publicou uma foto em que Jerry parece cheirar o pescoço de Zanatta.
No momento flagrado pelo vídeo, também é possível ver que Zanatta discutia com a deputada federal baiana, e presidente estadual do PSB, Lídice da Mata.
Veja a publicação:
Nunca dei liberdade para esse deputado e nem sabia qual era o nome dele, mas ele se sentiu LIVRE para chegar por trás de mim.
— Júlia Zanatta (@apropriajulia) April 12, 2023
A sorte que alguém pegou a cena ABSURDA!
Deputado do Partido Comunista do Brasil do estado do Maranhão, Marcio Jerry.
Se fosse uma deputada de… pic.twitter.com/jyD16hSwM1
Em resposta, Jerry afirmou que a situação na verdade se trata de uma “armação” e acusou Zanatta de disseminar fake news. O deputado também realizou a publicação de um vídeo em suas redes sociais que, segundo ele, mostra a distorção do discurso da parlamentar de Santa Catarina:
A cena real que a deputada bolsonarista @apropriajulia deturpou, distorceu. Fake news absurda. Apelei a ela para respeitar a deputada @lidicedamata . pic.twitter.com/RBphMkwajm
— Márcio Jerry (@marciojerry) April 12, 2023
Desde a fake news absurda da deputada bolsonarista @apropriajulia sobre assédio tenho sido alvo de ataques e ameaças a mim e aos meus familiares. Assim eles agem: mentiras para estimular intolerância e violência.
— Márcio Jerry (@marciojerry) April 12, 2023
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Edson Fachin
"Não há democracia sem instituições sólidas e atuantes na linha do que preceitua a Carta Democrática Interamericana. E, no desenho de qualquer democracia constitucional digna desse nome, um Judiciário independente é instituição central".
Disse o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin ao afirmar que a democracia “não é uma dádiva perene” e exige “vigilância ativa e constante”. A declaração foi feita durante a sessão de abertura do 187º Período de Sessões da Corte Interamericana de Direitos Humanos. A sessão realizada no STF reuniu todos os ministros da Corte.