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Quando se fala em Bahia, muita gente pensa imediatamente no sincretismo religioso, nos terreiros de candomblé, nas igrejas históricas e nas tradições afro-brasileiras. Mas, no meio de Salvador, existe uma comunidade que carrega uma fé presente há mais de mil anos no mundo e há séculos também ligada à história baiana.
Após visitar a Sociedade Israelita da Bahia, na Pituba, em reportagem anterior, o Bahia Notícias foi até o bairro de Nazaré para conhecer o Centro Cultural Islâmico da Bahia e entender como funciona a comunidade muçulmana na capital baiana, além da relação histórica entre o islamismo e a Revolta dos Malês, um dos episódios mais marcantes da resistência negra no estado.
“A palavra ‘malê’ vem do iorubá imalê, que significa ‘muçulmano’. Os malês, dentro das coisas que fizeram, não esconderam a religião”, explicou o Sheikh Ameesh, líder religioso do centro cultural.
Segundo ele, a ligação entre Bahia e islamismo ultrapassa o episódio histórico da revolta de 1835. O sheikh afirma que até hoje existem mesquitas na Nigéria batizadas em homenagem ao Brasil, criadas por descendentes de africanos que retornaram ao continente após o período escravagista.
“Até hoje existem algumas mesquitas na Nigéria em nome do Brasil. Um povo que foi levado de volta para a África colocou esse nome para lembrar da história”, contou.
ISLAMISMO EM SALVADOR
A retomada organizada da religião islâmica em Salvador começou no fim dos anos 1980 e início dos anos 1990, principalmente através de estudantes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que passaram a pesquisar a história dos Malês e decidiram praticar o islamismo.
Sem condições financeiras para abrir um espaço próprio, os encontros e orações aconteciam inicialmente nas casas dos próprios estudantes.
A história mudou quando o então presidente do Centro de Divulgação do Islã para a América Latina e Caribe, Ahmad Ali Saifi, soube do movimento e decidiu apoiar a comunidade local.
Em 1991, Salvador recebeu o primeiro congresso sobre islamismo e a Revolta dos Malês. O evento reuniu estudantes, professores e pesquisadores da história africana e islâmica na Bahia.
“Quando o presidente chegou aqui, ele viu que a história dos Malês tinha que surgir novamente. Ele falou para os estudantes: ‘vocês têm que me prometer que vão começar a praticar’”, relembrou o sheikh.
A primeira sede da comunidade funcionou em uma casa alugada nos Barris, próximo à Biblioteca Central. Pouco tempo depois, o grupo mudou para um espaço maior na região do Dique, passou pela Independência, até chegar ao imóvel atual, em Nazaré.
CINCO ANOS
Natural da Nigéria, o Sheikh Ameesh chegou ao Brasil em 1992 após passar oito anos na Arábia Saudita, onde recebeu o título religioso de sheikh, função equivalente à de uma autoridade espiritual dentro da comunidade islâmica.
Segundo ele, a escolha por um líder africano para atuar na Bahia não foi por acaso.
“O presidente dizia que um sheikh árabe talvez não conseguisse trabalhar aqui, porque os costumes da Bahia são muito parecidos com os da Nigéria. A maneira do povo, a cultura, o jeito de fazer as coisas”, afirmou.
Inicialmente, a ideia era permanecer em Salvador por apenas cinco anos. Mas a relação histórica da Bahia com os Malês fez o religioso mudar de planos.
“Cheguei para ficar cinco anos. Depois percebi que cinco anos não resolveriam nada. Os nossos irmãos malês fizeram tudo isso para plantar essa história aqui. Eu precisava fazer minha parte também”, contou.
A atual sede do centro cultural foi adquirida em 1994. Segundo o sheikh, o imóvel praticamente não precisou de reformas.
“O dono estava indo embora para Recife. Ele era fotógrafo e tinha um estúdio na parte de cima. Não gastamos praticamente nada para adaptar”, disse.
ALÉM DA ORAÇÃO
Quem visita o centro cultural encontra um espaço simples, com salas de oração, biblioteca e áreas separadas para homens e mulheres durante os momentos religiosos.
O sheikh explica que a divisão acontece por questões litúrgicas ligadas à forma da oração islâmica.
“Na oração, sete partes do corpo tocam o chão. Então existe essa separação durante o momento religioso”, explicou.
Apesar da imagem frequentemente associada apenas aos rituais, ele afirma que o islamismo também funciona como orientação social e comunitária.
“Islam não é só oração. A gente ensina socialmente o que pode e o que não pode fazer. O Alcorão fala sobre convivência, família, respeito e fazer o bem”, afirmou.
Durante a conversa, o sheikh também relatou situações curiosas envolvendo pessoas interessadas em conhecer a religião. Segundo ele, alguns homens chegam ao centro motivados pela ideia de que o islamismo permitiria casar com várias mulheres.
Ele, no entanto, diz que costuma responder imediatamente que esse não é um motivo válido para se converter.
“Tem gente que aparece aqui achando que virar muçulmano é só para ter duas mulheres. Eu digo logo que religião não é brincadeira e nem motivo para isso”, contou, em tom bem-humorado.
SERES HUMANOS
Ao longo da entrevista, o sheikh reforçou diversas vezes a ideia de convivência entre diferentes culturas e religiões, citando trechos do Alcorão para defender respeito e diálogo.
“Deus diz no nosso livro que criou homens e mulheres e fez povos e tribos para que uns conheçam os outros e façam o bem. Não diz que criou apenas muçulmanos. Criou seres humanos”, afirmou.
Hoje, o Centro Cultural Islâmico da Bahia segue funcionando em Nazaré, recebendo fiéis, visitantes e curiosos interessados em conhecer mais sobre uma religião que, apesar de muitas vezes pouco lembrada, possui ligação direta com a formação histórica e cultural da Bahia.
MALÊS
A Revolta dos Malês foi um levante de africanos escravizados ocorrido em 1835, em Salvador. Na época, a capital baiana concentrava uma grande população africana escravizada e registrava constantes movimentos de resistência nas primeiras décadas do século XIX.
No caso da Revolta dos Malês, cerca de 600 africanos escravizados participaram do movimento. A maioria era de origem nagô e haussá, e muitos deles eram muçulmanos.
Entre os principais objetivos do grupo estavam a luta contra a escravidão e a garantia da liberdade religiosa. A revolta acabou reprimida pelas autoridades, e diversos líderes foram presos, punidos e até deportados de volta para o continente africano.
O longa 'Malês', dirigido pelo baiano Antonio Pitanga, terá uma exibição especial na Universidade de Cambridge, uma das mais tradicionais do Reino Unido.
A produção será exibida para estudantes do Centro de Estudos Latino-Americanos. As informações são da coluna de Ancelmo Gois, do jornal 'O Globo'.
Antes de Cambridge, o filme já foi exibido em universidades de prestígio nos Estados Unidos, como Harvard, Princeton e Pensilvânia.
'Malês' teve pré-estreia em Salvador durante o Open Air Brasil, cinema ao ar livre apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Nubank.
Em entrevista ao Bahia Notícias, Antonio destacou a importância do filme, que conta a história da Revolta dos Malês, para levar o protagonismo baiano para o Brasil.
“Eu sempre quis contar essa história, sempre tive desejo de contar essa história, paixão de contar essa história, necessidade de contar essa história, para que a gente pudesse levar para o Brasil, não só para a Bahia, que a Bahia é conhecedora de histórias importantes”, afirmou.
Com cenas gravadas em Salvador e Cachoeira, na Bahia, além de Maricá, no Rio de Janeiro, o longa apresenta as condições de vida de homens e mulheres negros no século XIX e a luta contra o racismo, pobreza e intolerância religiosa.
A produção, que conta com Camila Pitanga, Rocco Pitanga, Edvana Carvalho e Heraldo de Deus no elenco, teve roteiro de Manuela Dias.
Há 190 anos, Salvador foi palco de um dos maiores levantes de escravizados da história brasileira: a Revolta dos Malês. Nesta quarta-feira (1º) de 2025, a cidade teve a oportunidade de relembrar o levante com a pré-estreia do filme "Malês", do baiano Antonio Pitanga.
A pré-estreia ocorreu durante o evento Open Air Brasil, cinema ao ar livre apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Nubank. Durante coletiva de imprensa antes da exibição, Antonio Pitanga, destacou a importância do filme para levar o protagonismo baiano para o Brasil. “Eu sempre quis contar essa história, sempre tive desejo de contar essa história, paixão de contar essa história, necessidade de contar essa história, para que a gente pudesse levar para o Brasil, não só para a Bahia, que a Bahia é conhecedora de histórias importantes”, ressalta.
Com cenas gravadas em Salvador e Cachoeira, na Bahia, além de Maricá, no Rio de Janeiro, o longa apresenta as condições de vida de homens e mulheres negros no século XIX e a luta contra o racismo, pobreza e intolerância religiosa. O filme, que estreará nos cinemas nesta quinta-feira (2), é estrelado pelos filhos do artista baiano: Rocco e Camila Pitanga e é o primeiro trabalho de Antonio no cinema desde 1979.
? Filme “Malês” de Antonio Pitanga tem pré-estreia durante Open Air Brasil: “Processo de conhecer a história do Brasil”
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O Bahia Notícias conversou com parte do elenco para falar sobre os “louros” e desafios da produção. A roteirista, também baiana, Manuela Dias, conta que o processo de imersão na história dos Malês foi profunda e embasada em livros históricos. “Mas estudar os malês foi demais. Eu, como todo mundo, tinha um conhecimento muito superficial e fui descobrindo, quando eu aceitei o convite. Eu não sabia do tanto que eu ia ter que estudar, e estudei uns três anos antes de conseguir escrever o primeiro tratamento. A gente tem a grande bíblia sobre o assunto, que o livro do João José Reis [autor do livro “Rebelião escrava no Brasil”] mas tem alguns outros livros também, maravilhosos”, revela.
Ainda com relação à produção, ela conta que a pesquisa foi reveladora: “A gente foi buscando todo tipo de informação e também sobre a jihad africana [as guerras santas ou lutas histórias da reforma islâmica] no século XVIII e toda a questão da diáspora, muitos assuntos que se encontram nessa revolta. Então, foi um processo muito intenso. Eu sou baiana, graças a Deus, então, foi um processo de conhecer a história do Brasil, a história da Bahia e também a minha história, de alguma forma”, afirma.
Entre os atores, a profundidade do texto de Antônio Pitanga e Manuela Dias levou a uma imersão do elenco na realidade de seus personagens. O ator Marcus Dioli relatou os desafios de se conectar com um personagem abertamente racista e violento, como o “Tenente André Antônio Marques”, antagonista do filme.
“O comportamento dele é uma coisa que eu totalmente abomino e ele traz um racismo, um preconceito muito forte, enraizado, e eu precisava me aproximar disso, vestir essa camisa para poder aceitar esse personagem, fazer as pazes com ele, para poder viver ele da melhor forma e ter uma entrega profunda. Então, tinham cenas que eu ficava muito sensibilizado, cheguei a chorar em intervalos de cenas e conversava com eles [os colegas], sobre essa dificuldade de olhar para eles, que são os meus amigos, e estar ali dizendo aquelas palavras”, revela.
Em sua fala, o artista reforça a potência da produção: “O texto da Manuela Dias que traz essa comunicação forte, que deixa a gente muito emocionado, e abala nossas estruturas a ponto de mexer com o nosso emocional, que mesmo a gente tendo a consciência, uma construção [antirracista], a gente está contando uma história que a gente não tem como não se envolver, não se sensibilizar e não sofrer com os personagens e com a história”, diz.
A atriz Edvana Carvalho, que viveu a personagem “Iyá Nassô”, conta as complexidades de representar uma pessoa real. A ialorixá Francisca da Silva, Iyá Nassô, é uma das três fundadoras do Candomblé da Barroquinha, no Terreiro da Casa Branca, em Salvador.
“Eu morri de medo porque é uma personagem que existiu e é muito mais difícil você fazer um personagem que foi verídico e que tem história mesmo. É uma mulher que nos orgulha e que manteve nossa cultura e nossa tradição viva até hoje, para que a gente pudesse explorar, através da fundação da Casa Branca, que é o primeiro terreiro de candomblé do Brasil tombado”, ressalta a artista soteropolitana.
Também baiano, o ator Heraldo Deus conta que dar vida a “Vitório Sule” requereu um treinamento físico, verbal e histórico. “Foi bem bacana essa imersão, essa criação desses personagens, que veio por um treinamento físico que a gente passou, de aulas para a luta. Veio também de um treinamento verbal de entender como esses personagens falavam, eu digo que é um filme falado em ‘pretoguês’ [termo cunhado pela teórica Lélia Gonzalez] que é um ‘português preto’ e os sotaques de diversas regiões da África. E o processo foi muito intenso, a primeira etapa lá no Rio, depois a etapa aqui de Cachoeira, e acho que isso tudo reverbera na tela”, sucinta o artista.
O ator Duda Conceição, que faz sua estreia no audiovisual, conta ainda como foi recebido no set: “Eu chego lá de manhã cedo achando que era uma outra pessoa que ia me atender, um produtor ou uma produtora, e simplesmente essa pessoa [Antônio Pitanga] estava lá cedo, sentado para me receber, receber outros artistas. Então, para mim, foi uma experiência maravilhosa, meu primeiro filme, onde eu aprendi muito, foi um processo muito gostoso”, completa.
“Malês” estreará nos cinemas nesta quinta-feira (2), e é estrelado pelos filhos do artista baiano: Rocco e Camila Pitanga. O longa é o primeiro trabalho de Antonio no cinema desde 1979 e possui cenas gravadas em Salvador e Cachoeira, na Bahia, além de Maricá, no Rio de Janeiro.
“A Bahia é conhecedora de histórias importantes”, é o que diz o ator e diretor baiano Antônio Pitanga, na pré-estreia do longa-metragem “Malês”, dirigido e idealizado por ele. Ao Bahia Notícias, nesta quarta-feira (1º), Pitanga conta que “Malês” surgiu de um processo conexão do artista com a sua própria baianidade.
Ele relembra que em sua primeira direção, com “Na Boca do Mundo” de 1978, sua inspiração era o nascimento da primeira filha, Camila Pitanga, em 1977. Para “Malês” que o fez retornar ao cinema depois de anos, a Bahia foi a própria inspiração.
? Antônio Pitanga destaca baianidade de “Malês” e promete novos projetos no cinema: “A Bahia é conhecedora de histórias importantes”
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“Malês é uma história que já vem história que já vem há décadas, não só no momento que eu começo a pensar [na trama], mas na minha formação mesmo, baiana, de tantas histórias. E eu sempre quis contar essa história, sempre tive desejo de contar essa história, paixão de contar essa história, necessidade de contar essa história, para que a gente pudesse levar para o Brasil, não só para a Bahia, que a Bahia é conhecedora de histórias importantes, como essa do século XIX, que é os Malês, que é a rebelião escrava no Brasil de 1835”, destaca.
“Claro, no meu radar tem outras histórias para contar, não vou dar o spoiler aqui, mas eu tenho outros projetos”, afirmou. O artista, que já participou de mais de 54 filmes, mais de 32 produções de televisão, e peças de teatro, conta que a experiência o incentivou a se interessar pelo trabalho atrás das câmeras.
“Eu acho que tem uma hora que agora eu quero ficar também atrás das câmeras, trazer algumas histórias especiais para que a gente possa dialogar com o nosso povo, com a nossa juventude. A juventude está ávida de conhecer histórias, a história brasileira que ela não conhece na sua formação”, reflete.
“Malês” estreará nos cinemas nesta quinta-feira (2), e é estrelado pelos filhos do artista baiano: Rocco e Camila Pitanga. O longa é o primeiro trabalho de Antonio no cinema desde 1979 e possui cenas gravadas em Salvador e Cachoeira, na Bahia, além de Maricá, no Rio de Janeiro.
A atriz baiana Edvana Carvalho revelou os detalhes do convite de Antônio Pitanga para a sua participação no longa-metragem “Malês”, filme de ficção histórica, que retrata a Revolta dos Malês, ocorrida em Salvador no século 19. Dirigido pelo próprio Antônio Pitanga, também soteropolitano, a pré-estreia do filme ocorre nesta quarta-feira (1°) durante o Open Air, evento de cinema ao ar livre que fica na capital baiana até 12 de outubro.
Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (1°), Edvana conta que o convite para interpretar a personagem “Iyá Nassô”, uma iyalorixá de um terreiro de candomblé, ocorreu durante uma consulta de Ifá, análise de búzios tradicional das religiões africanas ligadas ao iorubá.
? Edvana Carvalho detalha convite para participar de “Malês” e destaca: “Presente maravilhoso”
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“[Antônio] Pitanga me ligou, eu estava num lugar onde ia ser aberto o jogo do Ifá para mim. Eu estava fazendo uma consulta do jogo do Ifá e na hora que ia acontecer, meu telefone tocou. E eu falei para o pai de santo, “Pai, me desculpa, vou desligar o telefone’, mas na hora que eu fui desligar, estava escrito Antônio Pitanga, e eu disse ‘Não posso desligar, que é o seu Antônio Pitanga. Vou ter que atender’”, detalha.
A atriz revela que o convite veio no dia do seu aniversário e ela descobriu uma relação inesperada entre Antônio Pitanga e o seu Pai de Santo. “Aí o senhor Antônio Pitanga falou, ‘Edivana, você está convidada para fazer Iyá Nassô nos ‘Malês’”. Aí, eu disse, ‘Pitanga, hoje é meu aniversário. Que presente maravilhoso!’, e foi lindo, porque quando eu desliguei o telefone e fui para o jogo, eu descobri que o pai de santo foi amigo da escola de teatro de Antônio Pitanga e foi amigo de bairro do meu pai”, conta.
“Malês” estreará nos cinemas nesta quinta-feira (2), e é estrelado pelos filhos do artista baiano: Rocco e Camila Pitanga. O longa é o primeiro trabalho de Antonio no cinema desde 1979 e possui cenas gravadas em Salvador e Cachoeira, na Bahia, além de Maricá, no Rio de Janeiro.
A roteirista Manuela Dias, responsável pela adaptação da novela Vale Tudo, comentou sobre as críticas que circulam nas redes sociais a respeito de supostos erros de continuidade na trama. Em entrevista ao Bahia Notícias nesta quarta-feira (1º), ela destacou que essa percepção está ligada à complexidade do processo de produção.
“Olha, eu acho que, por exemplo, erros de continuidade... eu não sou ‘continuista’, eu sou roteirista. Mas eu entendo que a complexidade do processo, para quem está de fora, às vezes, gera uma certa confusão”, afirmou.
Ela também comentou sobre o tom agressivo presente em algumas manifestações na internet. “Eu confesso que eu não tenho trafegado tanto na web, sinto que existe uma liberdade de agressividade que eu não dialogo muito, não faz muito o meu estilo. E é isso que importa para mim: é o meu trabalho, trabalhar”, disse.
? Manuela Dias comenta críticas sobre supostos erros de continuidade em Vale Tudo
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Manuela Dias participa nesta quarta da pré-estreia do filme "Malês", que foi roteirizado por ela. A pré-estreia ocorre em Salvador, durante o evento Open Air Brasil, cinema ao ar livre apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Nubank.
O presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) receberá neste sábado (6) o ator Antônio Pitanga e sua filha, Camila Pitanga, para uma sessão especial do filme “Malês”. O filme será exibido em pré-estreia no domingo (7), em Brasília.
Segundo o jornal O Globo, a sessão contará ainda com a presença das ministras Anielle Franco, da Igualdade Racial, e Margareth Menezes, da Cultura. O filme é dirigido e protagonizado pelo ator baiano e possui em seu elenco os filhos Rocco e Camila Pitanga.
Com roteiro de Manuela Dias e cenas gravadas em Salvador, Cachoeira e Maricá (RJ), “Malês” conta a história de dois jovens muçulmanos vendidos como escravo no Brasil. Separados, os dois lutam para sobreviver e se reencontrar, enquanto se envolvem na Revolta dos Malês, ocorrida em Salvador, no ano de 1935.
O longa-metragem participou em 2024 da 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e estreará nos cinemas no dia 2 de outubro. O filme ganha ainda uma pré-estreia em Salvador durante a programação do “Open Air Brasil”, que vai de 30 de setembro a 12 de outubro.
O Open Air Brasil exibirá produções nacionais e internacionais entre os dias 30 de setembro e 12 de outubro, no Centro de Convenções de Salvador. Entre os destaques estão “Malês”, dirigido por Antonio Pitanga e estrelado por Rocco e Camila Pitanga, e uma sessão especial de “Ó Paí, Ó”, que celebra 18 anos desde sua estreia.
“Malês” terá sessão com a presença de Antonio e Rocco Pitanga e mostra a vida de homens e mulheres negros no século XIX, com cenas gravadas em Salvador, Cachoeira e Maricá (RJ). Já “Ó Paí, Ó”, dirigido por Monique Gardenberg, retorna ao público com uma exibição comemorativa do longa rodado na capital baiana.
Além dessas produções, a programação contará com clássicos do cinema, animações, filmes de terror e outras sessões temáticas.
Os ingressos estarão disponíveis a partir de 9 de setembro na plataforma Sympla, com pré-venda exclusiva para clientes Nubank. O evento será realizado em uma estrutura com tela de 325 m², projeção 4K e som Dolby Digital Surround com 28 caixas.
O Open Air Brasil também inclui apresentações musicais, espaço gourmet, recreação infantil, distribuição gratuita de pipoca e recursos de acessibilidade, como receptivo bilíngue, protetores auriculares, rotas adaptadas, Espaço Calma para pessoas neurodivergentes e legendas em todas as sessões.
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O filme "Malês", dirigido pelo baiano Antonio Pitanga e inspirado na Revoltados Malês, ganhou, nesta terça-feira (12), data de estreia nos cinemas brasileiros. O filme participou, em 2024, da 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.
O longa-metragem estreará nos cinemas no dia 2 de outubro. Sua equipe é composta ainda por Manuela Dias, no roteiro, e Camila Pitanga, Rocco Pitanga, Antonio Pitanga, Samira Carvalho e Patricia Pillar, no elenco.
Trailer de ‘Malês’ é divulgado.
— LISTA PRETA (@listapreta) August 12, 2025
Dirigido por Antonio Pitanga, o longa retrata as difíceis condições de vida de pessoas negras na Bahia, que foram responsáveis por liderar a Revolta dos Malês em 1835.
Estreia dia 02 de outubro nos cinemas brasileiros. pic.twitter.com/1JgEclAIPO
O filme acompanha a jornada de dois jovens muçulmanos vendidos como escravos no Brasil. Separados, os dois lutam para sobreviver e se reencontrar, enquanto se envolvem na Revolta dos Malês, ocorrida em Salvador, em 1935.
Depois de passar alguns dias na cidade de Cachoeira, para gravação de algumas cenas do filme "Malês", a atriz Camila Pitanga aproveitou para curtir um pouco a capital baiana.
Em Salvador, a atriz visitou o escritório do artista plástico Alberto Pitta, no Centro Histórico, e aproveitou para visitar alguns pontos considerados obrigatórios da cidade.
A artista visitou a sede da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), e assistiu à abertura da temporada de apresentações dos Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia (Neojiba). Ela também passou pelo Solar do Unhão, e navegou pela Baía de Todos os Santos, na praia da Gamboa.
O filme "Malês" tem direção do baiano Antônio Pitanga, pai de Camila Pitanga. A produção também conta com a presença do irmão da atriz, Rocco.
A obra retrata a revolta dos Malês que aconteceu em 1835, em Salvador. O evento ficou conhecido como a maior rebelião pela liberdade causada por escravos no Brasil.
O roteiro de "Malês" é de Manuela Dias e a produção de Flávio Tambellini. A obra começou a ser gravada em 2021, após Antônio Pitanga, o idealizador, buscar recursos para a execução do projeto por mais mais de uma década. A previsão de lançamento é novembro deste ano.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.