Artigos
Sem punição, o crime continua: o Senado precisa aprovar o PL 4.560/2025 agora
Multimídia
Jerônimo garante que chapa não está definida apesar de fala de Wagner
Entrevistas
Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
olodum
O Pelourinho recebe, neste domingo (22), a tradicional “Ressaca do Olodum”. O evento pós-Carnaval ocorre a partir das 15h, com saída em frente à Escola Olodum, em Salvador.
Gratuito, o evento pretende reunir baianos e turistas na Varanda Cultural para mais um grande encontro marcado pela força dos tambores e reforça a conexão direta com o público.
A realização conta com patrocínio de Atacadão, 99Food, Magalu e Bahiagás, além de apoio institucional do Governo do Estado da Bahia, Secretaria de Cultura da Bahia (Secult-BA), Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) e Centro Universitário Universo Salvador, entre outros parceiros.
Serviço:
- Ressaca do Olodum
- 22 de fevereiro (domingo)
- 15h
- Saída em frente à Escola Olodum – Pelourinho
- Evento gratuito
O clima não foi o mais tranquilo no quarto dia de Carnaval em Salvador. Com direito a reclamação do cantor Bell Marques, que comandava o bloco Camaleão neste domingo (15), o trio do Olodum sofreu com problemas durante o percurso, chegando a ser alvo de vaias de foliões que acompanhavam a banda. No entanto, um fator também chamou a atenção foram as diferentes versões sobre o caso, com negações de atraso, problemas diferentes nos trios e alegação de superlotação no circuito.
No domingo, após atraso na saída, enquanto estava nas proximidades no Morro do Cristo, o bloco atravessou o trecho em silêncio, o que gerou reação negativa de parte do público que aguardava a apresentação. Na hora, a banda afirmou que precisou passar sem se apresentar por conta da superlotação no local, seguindo orientação da Polícia Militar para garantir a segurança dos foliões.
Em entrevista ao Bahia Notícias nesta segunda (16) o vocalista do Olodum, Lucas de Fiori, disse que a culpa do entrave foi a superlotação da avenida. Ele também negou que houve atraso na saída e rechaçou os rumores de problemas no trio elétrico.
“A gente não teve atraso nem problema no trio. Estava tudo ok, a gente atendeu um pedido da Polícia Militar, porque a rua estava muito cheia, e a gente não tava conseguindo subir o Cristo ali com facilidade", afirmou Fiori.
A informação, no entanto, difere da versão apresentada pelo presidente da Saltur, Isaac Edington, que detalhou momentos após a entrevista do vocalista os motivos que levaram ao atraso significativo no desfile do bloco Olodum. Segundo o gestor, o problema, na verdade, teria começado ainda na concentração do bloco.
Além disso, Edington alegou que houve uma série de contratempos técnicos comprometeu a fluidez do desfile.
"Eles tiveram problema lá com a segurança das cordas. Teve um problema na embreagem do equipamento. Tudo isso se somando, e acontecendo no meio do circuito, acaba gerando atraso", afirmou Edington.
Uma terceira versão veio da diretoria do Olodum em nota oficial. A direção afirmou que os problemas técnicos, seria dois pneus do carro de apoio identificados como esvaziados no momento da saída, situação que exigiu atenção imediata das equipes responsáveis. Segundo o comunicado, o fato teria impactado a dinâmica do desfile no início do percurso.
A diretoria do Bloco Afro Olodum afirmou que o trio elétrico apresentou problemas nos pneus durante o desfile realizado no último domingo (15), no circuito Barra/Ondina, em Salvador. A declaração foi divulgada após o vocalista do grupo, Lucas de Fiori, alegar que não houve atraso e nenhum problema técnico na saída do bloco.
Em nota oficial, a direção informou que, mesmo após os veículos passarem por vistoria prévia, dois pneus do carro de apoio foram identificados como esvaziados no momento da saída, situação que exigiu atenção imediata das equipes responsáveis. Segundo o comunicado, o fato teria impactado a dinâmica do desfile no início do percurso.
Ainda de acordo com a diretoria, o bloco também permaneceu alguns minutos sem tocar por orientação da Polícia Militar, devido à grande concentração de pessoas no circuito. A medida, segundo a organização, teve caráter preventivo para garantir a segurança dos foliões e evitar acidentes.
Segundo foliões, o tempo de atraso das atrações ultrapassou as 3 horas.
A Banda Olodum negou que tenha registrado qualquer problema com o trio na noite deste domingo (15). O grupo, que abriu o quarto dia de desfiles no Circuito Dodô (Barra-Ondina), precisou passar sem tocar pela região do Cristo, quando já havia um atraso de algumas horas na programação.
Em entrevista ao Bahia Notícias nesta segunda (16), antes do desfile no Circuito Osmar (Campo Grande), o vocalista Lucas de Fiori disse que a culpa do entrave foi a superlotação da avenida. "A gente não teve atraso nem problema no trio. Estava tudo ok, a gente atendeu um pedido da Polícia Militar, porque a rua estava muito cheia, e a gente não tava conseguindo subir o Cristo ali com facilidade", justificou.
"Então a própria Polícia Militar pediu para que a gente subisse sem tocar. Tentamos tocar 3 músicas e paramos, até que não sei de um comandante, ou alguém superior, subiu no trio e pediu que parássemos de tocar. Paramos de tocar no meio da canção. O som estava funcionando, estava tudo funcionando, mas o público era muito. Então precisava de um momento mais tranquilo, e com ajuda da Polícia Militar, para a gente poder avançar e tocar num local mais seguro", completou o artista, dizendo que o desfile desta segunda "vai ser maravilhoso".
Em balanço realizado nesta manhã, o prefeito Bruno Reis disse que o circuito Barra-Ondina recebeu neste domingo quase 2 milhões de pessoas, e admitiu problemas operacionais.
O cantor Bell Marques se mostrou frustrado ao longo do último domingo (15), após um problema no trio de Olodum levar a um longo engarrafamento de trios no circuito Dodô (Barra-Ondina), que prejudicou o Bloco Camaleão. Ao chegar ao praticável da TVE, ainda próximo do Farol da Barra, após três horas de bloco, Bell desabafou com o apresentador Raoni Oliveira. O cantor disse que teria repertório para tocar "até amanhã de manhã", e que ninguém precisava se preocupar com ele, mas sim com quem "vinha atrás": "Quem vem atrás vai pegar um perrengue terrível".
"Nós temos simplesmente o maior bloco do Carnaval, e eu tenho que andar. Não dá pra andar e parar. Esse bloco é uma locomotiva, ele anda e tem que se impulsionar. Todos anos acontecem muitas coisas, mas esse ano aconteceu muito mais coisa", lamentou.
Bell disse ainda que estava acostumado há muitos anos com o Carnaval e se diverte em cima do trio, mas que quem pagava a conta do atraso eram os foliões. Ele ainda disse que não sabia o que tinha acontecido de fato com o Bloco do Olodum - que chegou a passar pelo Cristo sem tocar, a pedido da Polícia Militar. "Lá na frente eles devem estar com muitos problemas, não sei quais são os problemas. Mas com certeza absoluta estão tentando resolver. Mas quando acontece coisas desse tipo, foge do nosso controle e a gente fica sem saber como resolver. [...] Eles não estão fazendo isso propositalmente, de jeito nenhum".
O Olodum recebeu vaias neste domingo (15) de Carnaval ao passar pelo Morro do Cristo, no circuito Barra-Ondina, com o trio elétrico sem tocar. O bloco atravessou o trecho em silêncio, o que gerou reação negativa de parte do público que aguardava a apresentação.
Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, a banda afirmou que precisou passar sem se apresentar por conta da superlotação no local, seguindo orientação da Polícia Militar para garantir a segurança dos foliões.
Mais cedo, um dos carros de apoio que acompanha o Olodum também teria provocado atraso na saída do Bell Marques com o Bloco Camaleão, situação informada pelo próprio artista.
Uma foliona ouvido pelo BN afirmou que um dos vocalistas do Olodum afirmou que o grupo vai fazer um show gratuito no Pelourinho para quem adquiriu o bloco.
Confira o momento:
O bloco Camaleão teve a saída adiada por alguns minutos na tarde deste domingo (15), durante o primeiro dia de desfile no circuito Dodô (Barra-Ondina), em Salvador.
O atraso ocorreu em razão de um problema em um dos carros de apoio que acompanha o bloco Olodum. A situação foi informada pelo próprio Bell Marques, que comanda o Camaleão, já posicionado em cima do trio elétrico.
"Estamos parados porque estão resolvendo alguma coisa num carro de apoio que deu um problema. Já deveríamos ter começado, mas pediram que a gente fizesse essa pausa aqui para não atrapalhar a decisão que eles estão", disse.
Apesar do contratempo inicial, a expectativa é de que o desfile siga normalmente ao longo do percurso na Barra-Ondina.
Além da apresentação deste domingo (15), Bell Marques também puxa o Camaleão na segunda-feira (16) e na terça-feira (17), mantendo a programação prevista para o circuito Barra-Ondina.
O Bloco Olodum abriu a programação de desfiles no circuito Barra-Ondina (Dodô) na tarde deste domingo (15). Com o som característico de percussão baiana, o grupo junta uma multidão logo nas primeiras horas de operação do circuito com 47 anos de história, reafirmando sua tradição como um dos principais expoentes da cultura negra no Carnaval baiano.
A saída do Olodum na Barra é marcada por um evento único dia de bloco, sob o comando de seus vocalistas, a banda apresentou clássicos que atravessam gerações, além de reforçar as mensagens de combate ao preconceito e valorização da identidade afro-brasileira.
Confira em vídeo:
O desfile deste domingo integra a agenda intensiva do grupo, que mantém apresentações nos principais circuitos da capital. A passagem pela orla é considerada um dos momentos de maior visibilidade internacional para o bloco, devido à grande concentração de turistas.
Com a abertura do Olodum, o fluxo de trios no circuito Dodô segue o cronograma oficial, que reserva para hoje grandes nomes do axé e do pagode baiano. Confira em imagens a saída do bloco:


Fotos: Josemar Pereira / Bahia Notícias
A tradicional Saída do Olodum, um dos maiores blocos afro do mundo, marcou o inicio da folia momesca no circuito Batatinha, no Centro Histórico de Salvador, nesta sexta-feira (13). A festa, que ocorre tradicionalmente na sexta-feira de Carnaval, reuniu lideranças políticas e culturais da capital baiana.

A surpresa da tarde foi a presença do cantor pernambucano João Gomes e do artista baiano, Caetano Veloso, em uma ativação do 99Food. No local, a banda do Olodum ocupou a frente da sede do Olodum na rua Maciel de Baixo, no Pelourinho, acompanhados por fãs que, tamanha a multidão, bloquearam todos os acessos ao local.
O show foi marcado pelo lançamento da música temática do Carnaval da Banda, “Máscaras Africanas - Magia e Beleza”. João Gomes foi convidado à tradicional sacada do casarão e cantou parte do seu repertório ao som da percussão do Olodum, como “Coração de Vaqueiro” e “Beija Flor”, que ele interpreta no projeto Dominguinhos, com Mestrinho e Jota.pê.
Com a chegada de Caetano na sacada ao lado, o criador da tropicália baiana foi homenageado com a canção Lua de São Jorge, com direito a uma “palinha”. O irmão de Maria Bethânia estava acompanhado da esposa Paula Lavigne e outros familiares.

O ponto alto da noite, no entanto, foi o retorno de Lazinho, vocalista e membro fundador do Olodum, ao microfone. O cantor, que se afastou dos palcos após um episódio de Acidente Vascular Cerebral (AVC), em dezembro de 2025. Homenageado por Lucas de Fiori e Narcizinho, outros dois vocais da banda, o “Sudão do Pelô”, como é conhecido, fez uma participação solo no show ao som do “Protesto do Olodum”, “Revolta Olodum” e “Rosa”, clássicos da banda soteropolitana.
Após o show em frente a sede, a banda realiza um percurso de desfile dentro do próprio Pelourinho. O Olodum se apresenta ainda hoje no Campo Grande, no circuito Osmar.

A diversidade do Olodum é uma tradição. Desde Paul Simon, passando por Michael Jackson, a banda baiana sempre celebrou parceiras com nomes cuja percussão não fazem tão parte do processo criativo musical. Nesta sexta-feira (13), chegou a vez do piseiro, com João Gomes, que chegou de chinelo de dedo à sede do Olodum para acompanhar a saída do bloco no Pelourinho.
Não há muitos detalhes sobre a participação do cantor no trio elétrico do bloco ou em outras ações do grupo, mas isso não impediu que João Gomes fosse tietado por fãs enquanto chegava à Casa do Olodum. Ao Bahia Notícias, ele revelou que veio para "cantar e se divertir". "É aquela união de Pernambuco e Bahia", celebrou João Gomes.
Da varanda, João Gomes saudou a banda que chegava para o cortejo e celebrou a força cultural do Olodum, antes de descer para prestigiar e desfilar com o bloco. A ação integra o calendário de Carnaval da 99Food, que vem promovendo grandes encontros musicais pelo país.
O penúltimo encontro do Olodum com seus “oludúnicos” antes do Carnaval matou uma saudade implícita do público, a de ver alguns dos grandes nomes da banda de volta aos palcos ao lado da maior percussão do mundo, declaração dada por Jau e reforçada por quem aproveitou a noite ao som dos tambores. Mas ex-vocalistas não, eternos integrantes do Olodum.
Narcizinho, Lucas Di Fiori e Diggo De Deus receberam nesta terça-feira (27) no palco montado na Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba, em frente a Casa do Olodum, Tonho Matéria, Pierre Onássis e Jau para um show que arrancou lágrimas e muita dança do público presente, mesmo com a chuva que insistiu em cair. Talvez fosse um sinal da força que o Olodum teve ao reunir os Vingadores do Samba-Reggae.
Foto: Bianca Andrade
O primeiro convidado a subir no palco para contar sua história com o Olodum, ou melhor, cantar a sua história, foi Tonho Matéria. Voz de ‘Olodum pra Balançar’, ‘Povo de Benguela’ e ‘Marroquino’, o cantor, compositor e capoeirista se declarou para a banda que o formou como cidadão.
“Estou muito emocionado em ser um dos convidados para exaltar a voz, para fazer o cântico cantar, aquilo que Gilberto Gil sempre fala na sua canção. O Olodum é isso, é a energia, a sinergia, o equilíbrio, a força, o amor, o caminho. Olodum é a direção, é tudo isso que me transformou. Todos esses valores que eu consegui obter durante minha trajetória de vida, eu agradeço muito a este lugar, a este movimento, a este que não é só um grupo, é um conjunto de ideias de equilíbrio é um conjunto de fatores que nos transformam, que nos faz se elevar cada vez mais e que nos transforma em vida”, disse o artista ao BN.
Foto: Bianca Andrade
A diversidade na voz não ficou apenas no palco. Durante a apresentação, Tonho brincou com um ponto que se tornou uma tradição da festa, o fato da Benção conseguir juntar o mundo inteiro em um só lugar, provando que o Olodum é mundial.
Na plateia, era possível ver turistas com a tradicional camisa do Olodum, com pinturas da Timbalada no corpo, um bronze questionável pelo tom de vermelho no rosto, um claro indicativo de quem duvidou da força do sol na capital baiana, mas todos em sintonia com a percussão e a força da voz da banda, seja através de Narcizinho, Lucas, Diggo ou dos convidados, ou, como Fiori fez questão de frisar, dos artistas da casa.
Pierre, que deu voz a grandes clássicos da banda como ‘Rosa’ e ‘Requebra’, primeira música a receber o título de Música do Carnaval no troféu Bahia Folia, foi o segundo artista a se apresentar com o grupo. Da plateia, antes de subir no palco, Pierre seguia a letra da música ‘É Lindo de Se Ver’, admirando o grupo que, como o próprio disse, o tornou artista.
Foto: Bianca Andrade
“O Olodum é um compasso de verdade na minha vida. Não tem nada mais que represente essa junção de palavras que me conduziram e que me fizeram ser o Pierre Ronassis com notoriedade enquanto compositor enquanto cantor. Então, a palavra de ordem é gratidão.”
Visivelmente emocionado, Pierre mesclou o repertório com músicas feitas por ele para o Olodum, músicas compostas ao lado de Jau e a aposta dele para o verão, a canção ‘Ela É Problema’. Após a apresentação, assim como Tonho, o artista fez questão de continuar no espaço e curtir a festa.
Último convidado da noite, Jau levou a elegância, brincadeira feita por Lucas e Narcizinho ao chamar o artista, para o palco. Ao Olodum, Jau deu canções como ‘Canto Ao Pescador’, ‘Jeito Faceiro’, ‘Envolvente Olodum’ e ‘Avisa Lá’. No palco, o artista se mostrou estar em casa. “Nascido” artista no Pelô, com influência dos blocos afro, Jau afirmou ao Bahia Notícias que o Olodum foi o seu útero. Na banda percussiva, o artista se criou para o mundo, e para ele, toda sua carreira tem o dedo do grupo.
Foto: Bianca Andrade
"O significado do Olodum para mim é o útero. Eu nasci no Olodum, eu nasci na música, então, é amor de filho, amor de pai, amor de mãe, o Olodum é o útero. É a maior banda de percussão do planeta. Por exemplo, eu passei no Olodum vários anos, compus várias canções para o Olodum, saí para fazer carreira solo, mas o Olodum nunca saiu de mim. Então, essa é a força que a maior banda de percussão do planeta tem. Ele nunca sai das pessoas. O Olodum quando bate, ele bate para ficar. Mas bate com a música, para não sentir dor. O Olodum é eterno, maravilhoso", disse.
Ter a vida mudada pela música parece uma frase clichê, daquelas ditas pelos mais sonhadores, que imaginam um futuro através da arte e acreditam na transformação através da cultura.
Mas é exatamente dessa forma que Narcizinho descreve a sua relação com o Olodum. O músico, que voltou a fazer parte da banda em 2024, após três anos fora do grupo percussivo, se emocionou ao falar sobre o significado do Olodum para a própria vida.
Em entrevista ao Bahia Notícias nos bastidores da Benção do Olodum, Narcizinho relembrou a trajetória dele na banda.
Natural do subúrbio de Salvador, o artista contou que sempre admirou o grupo percussivo e acreditava que um dia faria parte da banda, indo contra a opinião de muitas pessoas que o cercavam.
"Quando eu não era cantor do Olodum, eu sempre via nas rádios. E eu saía de onde eu morava, que eu morava no Uruguai, e saia andando direto para o Pelourinho, e eu sempre dizia: 'Um dia ainda você ainda vai cantar nesse bloco, um dia você vai ser cantor dessa banda'. Muitas pessoas não acreditaram nisso, mas eu acreditei", relembrou.

O artista entrou para o Olodum em 2009 e foi o responsável por dar voz a um dos maiores sucessos da banda na era 2010, 'Várias Queixas', uma composição dele ao lado de Afro Jhow e Germano Meneghel, que em 2018 foi regravada pelo trio Gilsons.
Para Narcizinho, a história dele com o Olodum é a prova de como a arte transforma vidas. "O Olodum transformou a minha vida. O Olodum me deu uma oportunidade, e tá me dando oportunidade não só naquela época, mas como agora. Transformou a minha vida, a vida da minha família. Hoje eu sou uma pessoa melhor porque o Olodum me ensinou isso", pontuou.
Através da banda, o artista deixou o lado compositor aflorar ainda mais. E da fonte que o trio Gilsons bebeu em 2018, por exemplo, os filhos e netos de Gilberto Gil voltaram a beber, anunciando uma parceria com Narcizinho: a canção 'Bem me Quer', que integra o novo álbum do trio.
Foto: André Carvalho/ BN Hall
A potência do de Narcizinho foi reconhecida e exaltada por Fran Gil, parceiro do cantor no novo álbum dos Gilsons.
"'Bem Me Quer' abraça a nossa história, abraça a nossa sonoridade, a construção, ao mesmo tempo que tem o lugar de ser um agradecimento. Essa coisa de trazer o Narcizinho, a referência do Olodum, da canção deles, tudo isso é um abraço à nossa história", afirmou o filho de Preta Gil ao comentar a nova parceria.
Em 2021, Narcizinho surpreendeu o público ao anunciar a saída da banda para se dedicar à carreira como artista gospel. Apesar de ter deixado o grupo naquele período, o cantor sempre fez questão de mostrar o impacto que o Olodum teve na vida e na carreira, levando o estilo inconfundível do grupo percussivo para a temporada solo.
Para o artista, o Olodum segue cumprindo o propósito de sua fundação em 1979: ser um movimento cultural de valorização da cultura afro-brasileira e uma resistência.
"O Olodum é uma escola. Não é só cantar, não é só tocar, mas ensina a pessoa a ser cidadão, respeitar as pessoas, respeitar as mulheres. É esse o Olodum que nós gostamos, esse é o Olodum que traz para o cidadão, para nós, a verdade, para o mundo."
Foto: Bianca Andrade/ Bahia Notícias
O sentimento de ser uma escola da música e da cultura de forma geral, da Bahia para o mundo não é apenas de quem está dentro da banda, como Narcizinho. O Bahia Notícias acompanhou a Benção do Olodum na terça-feira, 22 de janeiro, e teve a oportunidade de conversar com artistas que prestigiaram o grupo percussivo naquela data.
Ao Bahia Notícias, José Gil, integrante dos Gilsons, frisou que, para ele, o significado do Olodum era "fundamento". Já a cantora Liniker pontuou que o grupo conseguia traduzir a Bahia com a riqueza dos ritmos, enquanto o baiano Felipe Velozo trouxe novamente o conceito de escola, afirmando que a banda o ensinou sobre música e cultura.
OLODUM NO VERÃO
Para acompanhar não só Narcizinho, como o grupo Olodum inteiro no verão de Salvador, o Bahia Notícias montou um mini guia para você não se perder na festa.
Antes do Carnaval chegar, o grupo ainda tem outros encontros com o público, sendo dois deles na Benção do Olodum, que acontece sempre às terças, sendo as próximas no dia 27 de janeiro e no dia 3 de fevereiro.
Já com o conceito bloco, a banda faz o Ensaio do Bloco Olodum no domingo. O próximo encontro acontece no dia 1º de fevereiro, no Pelourinho, na Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba, que leva o nome em homenagem a um dos mentores do grupo, responsável pela criação do samba-reggae.
E o Olodum não sai do Pelô? Se depender da banda, o Centro Histórico de Salvador será a casa do grupo para sempre.
"Todos os anos a gente insiste na nossa comunidade, que é o Maciel, no Pelourinho. Recebemos propostas pra ir pra outros lugares, pra sair, mas ali é nosso gueto, é o nosso local. Ali é onde nosso povo se sente bem, acolhido", contou Lucas Di Fiori ao BN.
Foto: Instagram
A banda, que no início do ano fez o retorno para as festas populares com a participação na Lavagem do Bonfim, ainda não anunciou apresentação para o dia 2 de fevereiro, data em que se é celebrado o Dia de Iemanjá.
No Carnaval, a banda, que leva para a avenida o tema 'Máscaras Africanas - Magia e Beleza', já está com o Bloco Olodum confirmado para desfilar no domingo de Carnaval no circuito Dodô (Barra-Ondina), e a Pipoca do Olodum, tradicional no circuito Osmar (Campo Grande).
O grupo também tem apresentações confirmadas em camarotes, como o show no Camarote Salvador na quinta-feira (12), no Camarote Ondina no domingo (15), e no Planeta Band na segunda (16).
Hippie, pop, reggae ou rock. A certeza que se tem ao pisar na Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba em uma terça-feira de verão é encontrar todos os estilos em um só lugar para ver a Banda dos Tambores.
O Olodum faz parte da história da música baiana para além de todo conhecimento popular, de ser a banda responsável pela criação do samba reggae, por ter exportado a cultura local para o mundo.
O grupo percussivo, fundado em 1979, também foi um dos responsáveis por um conceito disseminado em todo o país, os ensaios de verão. A Benção do Olodum, festa realizada pela banda às vésperas do Carnaval, acontece há mais de três décadas no Pelourinho. Então, quem lançou sua label depois dessa festa, com certeza bebeu da fonte da banda, e essa não seria a primeira vez que o Olodum serve como inspiração para a criação de novos projetos ao redor do mundo.
O evento, que não pode ser confundido com o Ensaio do Bloco Olodum, acontece quase que de forma religiosa, como a certeza da chuva fraca na quinta-feira da Lavagem do Bonfim, sempre as terças, e atrai um público com vontade de viver Salvador sem se importar com o fato da festa acontecer em um dia útil.
O Bahia Notícias acompanhou a terceira edição da festa, que contou com participações especiais da Timbalada, de Alinne Rosa e a surpresa com a banda Gilsons, e traz uma visão do evento, que consegue dar a quem vem de fora um gostinho do que é viver o verão na Bahia.
Uma volta rápida pela Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba para entender que quem escolhe curtir o Olodum em plena terça-feira, tem folego para aguentar a quarta-feira de trabalho no dia seguinte, mas, mais do que isso, tem uma história com a banda.
Foto: Mariana Ribeiro/ Bahia Notícias
Carioca, apaixonado pelo Carnaval, Lício Máximo, de 60 anos, contou ao Bahia Notícias o significado da banda na vida dele.
“O Olodum é a razão da gente ser. O Brasil foi descoberto aqui na Bahia, a gente sabe disso. Ter o Olodum como representatividade da nossa ancestralidade é um prazer. É um orgulho de ter o Olodum como uma banda do Brasil para o mundo, um privilégio. Onde o Olodum vai, a gente vai atrás.”
Folião nas duas regiões do Brasil, o carioca ainda revelou como faz para curtir a temporada em Salvador e no Rio.
“Eu venho para Salvador desde 2005. E o que eu faço para conseguir curtir tudo, eu venho antes do Carnaval para Salvador, curto até pertinho do início da festa, às vezes fico aqui na quinta, e na sexta eu volto para o Rio para curtir a escola de samba lá até acabar o carnaval. E às vezes volto para pegar aqui o encontro dos trios lá na quarta-feira de cinzas. Eu sou quase um baiano”, brinca.
Foto: Mariana Ribeiro/ Bahia Notícias
A história se repete para a paulista Érika Quirino, de 40 anos. A dançarina conta que descobriu o Olodum na infância e dançava não só músicas do grupo baiano, como outras canções, escondida da família, que não conseguia se concentrar com essa paixão dela.
“Eu sou dançarina desde pequena e meus pais, muito retirantes do Nordeste, me proibiram de dançar. Então eu dançava escondido. Então veio o balé, o jazz e veio o axé, e lá para a gente era a lamberóbica, o que para vocês é o Axé. Então, meu sonho de infância realmente era conhecer essa parte musical da Bahia. E eu só pude me permitir a conhecer o Olodum, de vias de fato, e a musicalidade da Bahia depois de adulta. Então, quando eu comecei a frequentar a Bahia, desde então eu não parei mais. E agora eu acho que eu sou uma investidora da cidade, que gira a economia. Eu acho que eu carreguei a minha infância e a minha adolescência para a minha fase adulta. E transcendo essa questão musical que existiu na Érica pequena para a Érica adulta”, resumiu.
Foto: Mariana Ribeiro/ Bahia Notícias
O brasiliense Nelson Dias, de 59 anos, não abre mão de estar em Salvador durante o verão. “Essa paixão me acompanha desde os anos 90, no meu primeiro Carnaval aqui em Salvador. Se você vem a Bahia, você tem que viver o Olodum, o Olodum é diferente”.
Para Narcizinho, vocalista do Olodum, ver a forma como a banda consegue se conectar com um público diverso, além de manter a tradição do ensaio há mais de 30 anos é motivo de celebração.
"A Terça da Benção é maravilhosa, porque a gente vê não só pessoas daqui de Salvador curtindo a festa, mas o Brasil inteiro está aqui. O Olodum traz essa alegria para o nosso povo, é o amor no coração de cada um de nós. Não é só tocar. Para mim, é especial demais. Eu, como cantor do Olodum agradeço muito por fazer parte dessa história", afirmou ao site.
Convidado da noite ao lado do parceiro de banda, Buja Ferreira, Denny Denan fez questão de falar sobre a história dele com o Olodum e reforçar a conexão entre a Timbalada e o grupo percussivo que levou a Bahia para o mundo.
"Eu sou suspeito em falar porque eu estou na casa desde meus 10 anos de idade. Com 10 anos de idade eu vim pra aqui pra cantar com o Olodum Mirim, já sou dessa casa já há um bom tempo, e também é a minha banda prefeirda. É uma honra muito grande estar aqui e viver isso ao lado dos meus parceiros."
Músico do Olodum, Sidnei Souza, de 60 anos, é uma das figuras emblemáticas do ensaio. Com tambores do Olodum que são dados ao público presente, o artista faz questão de colar no palco durante as apresentações em que não está tocando para prestigiar o grupo que mudou a sua vida.
Foto: Mariana Ribeiro/ Bahia Notícias
“São mais de 30 anos do Olodum. É lindo ver tanta gente nova se encantando por essa história. O Olodum foi quem começou o samba-reggae e tem uma participação considerável na história da música baiana. Eu só saio do Olodum quando morrer”, afirmou.
A festa com o Olodum segue acontecendo até a semana que antecede o Carnaval. Depois do ensaio do dia 3 de fevereiro, o encontro da banda com o público acontecerá nas ruas, com o Bloco Olodum e a Pipoca do Olodum.
Para o Carnaval de 2026, a banda leva para as ruas o tema 'Máscaras Africanas - Magia e Beleza', uma celebração aos símbolos de identidade, resistência e conexão com as raízes. “As máscaras, elas comunicam morte, alegria, casamento, nascimento, festa na Odê… Então a máscara comunica de diversas formas”, afirma Lucas Di Fiori.
O grupo, que retomou os encontros em festas populares com a presença na Lavagem do Bonfim, por exemplo, não esconde a ansiedade de estar na folia para arrastar a multidão que há anos se move ao som do tambor.
O abadá para o desfile com o Bloco Olodum, que acontece no dia 15 de fevereiro, no circuito Dodô (Barra-Ondina), está sendo vendido no site Central do Carnaval a R$ 550.
O quarto Ensaio da Timbalada, que ocorreu neste domingo (18) no Candyall Guetto Square ficou marcado pela participação de Carlinhos Brown, músico idealizador da banda, e Francisco Gil, filho de Preta Gil e representante da banda Gilsons. Também compareceram ao evento os cantores, Narcizinho e Lucas Di Fiori, da banda Olodum
Com a presença dos artistas, a festa comandada por Buja Ferreira e Denny Denan, que celebra o verão de Salvador em contagem regressiva para o Carnaval, ganhou um tom especialmente emocionado na plateia.
VÍDEO: Ensaio da Timbalada conta com participação de Carlinhos Brown e Francisco Gil
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) January 19, 2026
??Confira:https://t.co/mJlKkZAnyL pic.twitter.com/z6496wFw8D
Um vídeo enviado ao Bahia Notícias mostra o momento em que Francisco canta “Várias Queixas”, ao lado de Narcizinho e Lucas. A música do Gilsons, trio musical brasileiro de MPB formado por José, João e Francisco Gil, celebra “o swing do Olodum”.
Na plateia, o ator Otávio Muller, pai de Francisco Gil e ex-marido de Preta, e a ex-BBB, Alane Dias, namorada do cantor, acompanhavam o show.
A banda Olodum volta a fazer parte da Lavagem do Bonfim após 25 anos longe dos festejos. O grupo anunciou nesta terça-feira (13) a participação no desfile que acontece na quinta (15).
Para o retorno à festa, o grupo promete um cortejo composto por 120 percussionistas, 80 dançarinos e mais de 20 alegorias, em desfile aberto ao público.
A concentração está marcada para 9h em frente ao Mercado Modelo, seguida de caminhada até o Largo da Calçada, em Salvador.
Nas redes sociais, o retorno do Olodum ao evento foi celebrado pelo público. "Evento que não se via há anos. Notícia ótima, estamos retomando nossas tradições", comentou um internauta.
A participação do bloco na Lavagem do Bonfim é apoiada pelo Programa Ouro Negro, iniciativa do Governo do Estado que, por meio da SecultBA e da Sepromi, oferece apoio financeiro a manifestações culturais afro-brasileiras.
O trio Gilsons, comandado por José, João e Fran, anunciou, nesta segunda-feira (12), duas faixas inéditas que farão parte do novo álbum. As canções serão lançadas nas redes sociais na próxima segunda-feira (19).
O álbum “Eu Vejo Luz Em Maior Proporção do que Eu Vejo a Escuridão” abre novos caminhos para a carreira do trio. As primeiras músicas do projeto serão “Minha Flor”, escrita em parceria com Arnaldo Antunes e com participações de Caetano Veloso, Moreno Veloso e Tom Veloso, e “Bem Me Quer”, escrita com Narcizinho Santos, compositor parceiro do sucesso Várias Queixas.
As faixas chegam dia 19, segunda-feira, em todas as plataformas digitais. Nas redes sociais, o grupo contou que as duas canções “carregam história, afeto e continuidade”. “O novo também nasce do que sempre esteve aqui”, declara.
O penúltimo dia do Festival Virada Salvador, nesta terça-feira (30), trouxe uma programação intensa e atrações de peso que fizeram a Arena O Canto da Cidade, na Boca do Rio, vibrar do início ao fim. A abertura ficou por conta do Olodum, que agitou o público ao som de clássicos como “Alegria Geral” e apresentou faixas como “Ginga Olodum”, lançamento recente em parceria com o BaianaSystem, além de “Avisa Lá”, “Prefixo de Verão” e “Baianidade Nagô”.
Em seguida, o DJ Alok eletrizou a plateia com remixes animados, incluindo “I Gotta Feeling”, do Black Eyed Peas. Com show pirotécnico e efeitos de luz, o artista levantou a galera e iluminou os céus de Salvador.
O clima carnavalesco continuou com Bell Marques, que fez um simbólico “Coração Grandão” na plateia e transformou a arena em uma “Selva Branca” de energia e alegria. O cantor apresentou clássicos como “Cabelo Raspadinho” e “Cometa Mambembe”.
Sucesso nas redes sociais, Felipe Amorim foi a penúltima atração da noite e subiu ao palco com um repertório que mistura pop, piseiro, funk e trap. Entre as músicas tocadas estiveram “Na Pegada do Vaqueiro”, “Potoque” e “Eu Vou na Sua Casa”.
Encerrando a festa, Belo trouxe seu romantismo característico com canções como “Reinventar”, “Perfume” e “Pura Adrenalina”.
CONFIRA QUEM ESTEVE PRESENTE:
Siga o @bnhall_ no Instagram e fique de olho nas principais notícias.
Às vésperas do Carnaval, o Olodum trouxe um pouco do samba-reggae e do swing carnavalesco pra a Arena Canto da Cidade, nesta terça-feira (30). Após abrirem os trabalhos do penúltimo dia de Festival Virada Salvador, a banda deu detalhes sobre o tema escolhido para o verão.
“Todos os anos tem uma temática, então todo ano o Olodum leva um tema para avenida e esse tema é abordado através de apostilas, através de canções, através de seminário… Então, aquilo que vai pra rua é só uma parte do que é a instituição grandiosa que é o Olodum”, comenta Lucas de Fiori.

Para o Carnaval de 2026, a banda escolheu como tema “Máscaras Africanas - Magia e Beleza”, que possui uma representatividade dos tambores. “As máscaras, elas comunicam morte, alegria, casamento, nascimento, festa na Odê… Então a máscara comunica de diversas formas”, declarou.
O cantor explicou ainda que a banda mantém os ensaios representam essas ações. “Por isso todos os anos a gente insiste, a gente insiste na nossa comunidade, que é o Maciel, no Pelourinho, recebemos propostas pra ir pra outros lugares, pra sair, mas ali é nosso gueto, é o nosso local. Ali é onde nosso povo se sente bem, acolhido”, acrescenta.


O Olodum confirmou, após a apresentação no Festival Virada Salvador nesta terça-feira (30), que o cantor Lazinho sofreu um AVC e, por orientação médica, está temporariamente afastado da programação do grupo durante o verão.
Segundo os vocalistas do Olodum, Narcizinho Santos e Lucas di Fiori, a decisão de afastar o artista foi tomada como medida de cuidado com a saúde, permitindo que ele se dedique integralmente à recuperação, acompanhado por uma equipe médica.
“A saúde da gente é prioridade. Lazinho teve um AVC, mas está bem. Fisicamente, está forte e já começamos as fisioterapias”, explicou Lucas.
Segundo os integrantes do grupo, Lazinho sofreu um comprometimento de cerca de 5%, considerado pelos médicos como muito pouco. “Os médicos disseram que isso não é nada. O fisioterapeuta afirmou que, clinicamente e fisicamente, ele está bem. Mas o cuidado é com a questão das artérias, e ele já está tomando os remédios”, completaram.
Em comunicado divulgado no início da semana, o grupo já havia informado que o afastamento não altera os planos e compromissos do Olodum neste período. A expectativa é que Lazinho retorne às atividades assim que receber liberação médica, respeitando o tempo necessário para a completa recuperação.
Atualizado às 21h46
O Olodum foi a primeira atração a se apresentar no quarto e penúltimo dia do Festival Virada Salvador 2026, nesta terça-feira (30). Durante entrevista à Dinho Junior, a banda fez um pedido a Prefeitura de Salvador.
Referência no samba-reggae, o vocalista Lucas de Fiori pediu um reconhecimento maior ao gênero musical e sua contribuição para a música tanto baiana, quanto mundial, relembrando a colaboração feita com o rei do pop Michael Jackson.
“O samba reggae é nosso, é soteropolitano, criado no Pelourinho por esse cara aqui: Neguinho do Samba e ele já deixou de ser nosso, a partir do momento que Paul Simon foi quem deu o pontapé inicial [na] década de 90 e depois vem o Michael Jackson”, comenta.
“E a gente fala que a cidade é afro, a nossa cidade é afro, é negra, a gente tem a cidade da música, e a gente exige, prefeito, uma estátua, um busto de Neguinho do Samba lá no Largo do Pelourinho para que se transforme esse local, que um dia foi de dor, em amor, em alegria”, pediu Lucas.
Primeira atração a subir ao palco do Festival Virada Salvador no penúltimo dia de festa, nesta terça-feira (30), o Olodum reafirmou sua conexão histórica com o público. Durante a apresentação, integrantes da banda desceram do palco e levaram a percussão para os braços da multidão.
Ao som de “Alegria Geral”, a banda deu início ao show embalada por um compilado de imagens que revisitam momentos marcantes de sua trajetória. O samba-reggae, marca registrada do Olodum, conduziu a entrada do grupo e deu o tom da apresentação desde os primeiros minutos.
A plateia demonstrou animação e respondeu com entusiasmo à abertura do festival. O repertório da noite incluiu sucessos como “Ginga Olodum”, lançamento recente em parceria com o BaianaSystem, além de “Avisa Lá”, “Prefixo de Verão” e “Baianidade Nagô”, antecipando o clima do Carnaval de Salvador.


Sem Lazinho, o grupo Olodum é o responsável por inaugurar os trabalhos nesta terça-feira (30), na Arena Canto da Cidade, na Boca do Rio. O local recebe o penúltimo dia de festa do Festival Virada Salvador.
Ao som de “Alegria Geral” e acompanhado de um compilado de momentos históricos da banda, Olodum entrou no palco carregando consigo o samba-reggae já conhecido pelos fãs.
O público do começo desta noite está agitado e aguardou, ansioso, pelo começo da apresentação. Com um salve para Lazinho, o repertório contou com sucessos como "Avisa Lá", "Prefixo de Verão" e "Baianidade Nagô" dando um gostinho do Carnaval de Salvador.
O grupo se apresenta nesta terça sem a presença de Lazinho, afastado dos trabalhos do verão 2026 por recomendação médica. Os portões da Arena Canto da Cidade foram abertos ao público por volta das 16h, ainda se apresentam nesta noite Alok, Bell Marques, Felipe Amorim e Belo.



Foto: Alana Dias / Bahia Notícias
Avisa lá, que os fãs do Olodum não vão chegar mais tarde! Na verdade, vários já se encontram presentes e ansiosos no aguardo da primeira atração do Festival Virada Salvador, nesta terça-feira (30).
De Salvador e fora da capital, os fãs de longa data da banda soteropolitana de samba-reggae esperam pela chance de assistir a banda nessa despedida de 2025. Entre o público, fãs mais velhos até os mais novos, entre amigos e familiares.
Zete, moradora de Feira de Santana, acompanha o Olodum desde que nasceu e chegou à Arena Canto da Cidade, na Boca do Rio, ansiosa para cantar “Rosa” com o grupo. Para além do repertório, o Olodum carrega outros graus de importância para seus fãs.
Para Jair Silva Costa, morador da Boca do Rio, que acompanha o grupo há 23 anos, o Olodum é importante por “tudo, é o reggae, é a mensagem que passa, de paz, o que faz pra essas crianças e para comunidade do Pelourinho e o mundo”, conta.

Foto: Alana Dias / Bahia Notícias
Já para Vera Lúcia, moradora de Feira de Santana e fã do Olodum desde 1990. A banda é importante “porque tem tudo a ver com a raça negra, tá no sangue da gente”. “Mexe com a gente demais”, conta.



Foto: Alana Dias / Bahia Notícias
O penúltimo dia de 2025 terá gosto de Carnaval na Arena O Canto da Cidade no 4 dia de Festival Virada Salvador.
O evento contará com cinco apresentações no palco principal nesta terça-feira (30), entre os nomes estão Olodum, Bell e Alok. Até o momento, a ordem dos shows divulgada pela Prefeitura de Salvador está da seguinte forma:
- Olodum
- Alok
- Bell Marques
- Felipe Amorim
- Belo
Quem quiser garantir o lugar na grade pode chegar a partir das 15h, que é o horário de abertura dos portões do espaço. O início dos shows está previsto para 19h30.
Além do palco principal, a festa conta com alguns espaços como o Gamer, a Roda Gigante e uma área de massagem.
O público também pode curtir as atrações do Palco Brisa, espaço alternativo do Festival Virada Salvador, que reúne artistas e DJs que representam diferentes gerações e linguagens da música produzida na Bahia. A festa no local começa a partir das 18h. Confira quem agita a festa por lá:
- Playlist
- Titi
- DJ Belle
- Sarajane
- DJ Belle
- Malê Debalê
O cantor Lazinho, do Olodum, foi afastado das funções como vocalista da banda durante o Verão de 2026 por uma recomendação médica.
A banda, que está escalada para se apresentar no penúltimo dia do Festival Virada Salvador, e já anunciou datas da tradicional Terça da Benção, ensaio do grupo percussivo, divulgou um comunicado nesta segunda (29), informando a situação do artista.
"O cantor Lazinho está afastado temporariamente das atividades do Olodum durante o Verão 2026, por orientação médica. A decisão foi tomada como medida de cuidado com a saúde do artista."
Sem detalhar o quadro que o afastou, a banda garantiu que os shows do Olodum serão mantidos, e que Lazinho retornará às funções assim que houver a liberação médica.
"O afastamento tem caráter temporário e não altera os planos do grupo. O Olodum lamenta a ausência do cantor neste período e reafirma o apoio ao artista", pontuaram.
Nos comentários das postagens, artistas como Lucas Di Fiori e Russo Passapusso desejaram melhoras ao veterano. "Melhoras meu mestre! Temos muito pela frente! Força!", escreveu o líder do BaianaSystem.
A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) aprovou por maioria a atribuição do nome de Neguinho do Samba a uma praça no Pelourinho, em Salvador, durante sessão nesta segunda-feira (15). A homenagem foi proposta pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), que justificou a iniciativa como um reconhecimento do Estado ao papel histórico desempenhado pelo criador do samba-reggae. Em votação simbólica, a oposição pediu o registro do voto contrário.
O projeto tramitava em regime de urgência, desde a semana passada. A praça chamava-se até então de Praça das Artes, Cultura e Memória. A matéria ainda não dispunha de parecer das comissões técnicas e, por essa razão, a presidente Ivana Bastos (PSD) designou o deputado Rosemberg Pinto (PT) para proceder o relatório oral em plenário.
“A medida busca reconhecer e perpetuar a trajetória artística e sociocultural do mestre Neguinho do Samba, cuja obra marcou de forma decisiva a identidade cultural de Salvador e da Bahia”, disse Rosemberg ao votar pela aprovação da proposição na sua forma original, uma vez que não foram apresentadas emendas. O petista disse ainda que o músico foi morador do Pelourinho e protagonista do movimento criativo que revitalizou o bairro.
“O artista deixou um legado de inovação, representatividade e valorização da cultura afro baiana”, acrescentou o relator, que destacou o “mérito da iniciativa, que, em conformidade com ordenamento jurídico vigente, promove relevante ação de valorização cultural e preservação da memória coletiva, reafirmando o compromisso do governo com a promoção da cultura popular e o fortalecimento das expressões artísticas que refletem a identidade do povo baiano”.
Em visita à Salvador neste domingo (8), o cantor MC Cabelinho, relatou que sofreu uma tentativa de assalto no Pelourinho, Centro Histórico da capital baiana. Em um vídeo publicado no instagram, o artista revelou que o momento ocorreu quando ele saía do show da banda Olodum, no largo do Pelourinho.
O rapper disse que tentaram levar uma corrente que ele utilizava e mostrou como ficou seu pescoço com marcas de um arranhão.
"Tentaram até levar meu cordão. Olha para o meu pescoço como é que está", contou o músico.
Após o episódio, Cabelinho contou sobre sua experiência na apresentação da banda baiana. Ele indicou ainda o desejo de alugar uma casa na capital baiana e cantou a música “Várias Queixas”, um dos sucessos da banda de samba reggae.
“Muito bom o Pelourinho. Olodum muito brabo no Pelourinho. Tenho que curtir um carnaval em Salvador”, comentou.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) encaminhou um Projeto de Lei para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) visando alterar o nome da Praça das Artes, Cultura e Memória, que fica localizada no Pelourinho, em Salvador. Conforme o texto protocolado nesta segunda-feira (24), o novo nome passaria a ser Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba, em homenagem ao criador do samba-reggae, mestre Neguinho do Samba (1955-2009).
Na justificativa para a alteração da nomenclatura do local, Jerônimo argumentou que o músico busca reconhecer a trajetória de Neguinho do Samba, afirmando que sua herança artística “marcou a identidade cultura de Salvador e da Bahia”. Vale destacar que o instrumentalista foi um dos responsáveis pela fundação do Olodum, um dos grupos percussivos mais famosos do mundo, da Banda Didá, a primeira percussiva de mulheres no Brasil, e do Ilê Aiyê, o primeiro bloco afro do país.
LEIA TAMBÉM:
“A medida busca reconhecer e perpetuar a trajetória artística e sociocultural do Mestre Neguinho do Samba, cuja obra marcou de forma decisiva a identidade cultural de Salvador e da Bahia. Morador do Pelourinho e protagonista do movimento criativo que revitalizou o bairro, o artista deixou um legado de inovação, representatividade e valorização da cultura afro-baiana. A homenagem, portanto, simboliza o reconhecimento do Estado ao papel histórico desempenhado pelo Mestre Neguinho do Samba na formação do patrimônio imaterial da Bahia”, disse o governador em mensagem enviada à AL-BA.
A proposta foi protocolada sob solicitação de tramitação em regime de urgência. O pedido será analisado em plenário na AL-BA em, caso aprovado, o PL será apreciado com prioridade nas comissões temáticas da Casa.
TRAJETÓRIA
Antônio Luís Alves de Souza, o Neguinho do Samba, nasceu no dia 21 de junho de 1955, em Salvador. Reconhecido como um dos maiores artistas da história do Brasil, ele morreu aos 54 anos em 31 de outubro de 2009.
Por 11 anos, na década de 70, ele foi diretor de bateria e compositor do primeiro bloco afro do carnaval baiano, o Ilê Aiyê, o qual foi um dos fundadores.
O reconhecimento nacional veio em 1986, com a explosão da música “Faraó”, pelo Olodum. Até hoje, a canção é uma das mais tocadas no carnaval de Salvador e que é considerada a “célula máter” do samba- reggae.
O artista era tratado por seus admiradores com muito respeito e reverência, pois, como mesmo dizia Neguinho: "Eu tenho uma coisa que só os deuses podem responder pra mim. Esses ritmos eu não sei como acontecem, acho que tinha chegado o momento, e só o universo pode dizer por quê".
Em 1996, Neguinho liderou o Olodum no videoclipe de Michael Jackson, com a canção They Don't Care About Us ("Eles não se importam conosco", em livre tradução) filmado por Spike Lee no Pelourinho. Neguinho também gravou com Paul Simon, importante cantor e compositor norte-americano.
A segunda edição da Feira Artesanato da Bahia (FENABA), contará com uma programação extensa na Arena Fonte Nova a partir do dia 9 de outubro.
Com quatro dias de duração, a festa irá promover um encontro que valoriza o fazer manual como expressão cultural, além de valorizar a cultura nordestina, com a apresentação de grandes nomes da música brasileira.
Entre as atrações confirmadas para o evento estão o cantor e sanfoneiro Mestrinho, a banda Olodum, o cantor Geraldo Azevedo, a estrela do Recôncavo Baiano indicada ao Grammy Latino, Sued Nunes, e a cantora Laiô.
Para participar, basta levar 1kg de alimento não perecível, que funcionará como ingresso simbólico. O acesso será realizado por meio de cadastro simples e antecipado, garantindo mais agilidade na entrada e menos filas.
Confira as datas dos shows:
9 de outubro - Mestrinho
10 de outubro - Laiô
11 de outubro - Sued Nunes e Geraldo Azevedo
12 de outubro - Olodum
Salvador será palco da gravação do novo audiovisual da banda Benzadeus, e a escolha da capital baiana para esse momento especial para o grupo não foi em vão. A cidade recebe nesta quarta-feira (17), a partir das 16h, o grupo brasiliense para uma nova etapa da carreira.
A ligação entre a banda e Salvador é ancestral. Nascida em Brasília, a quase 1.500 km de Salvador, a banda formada por Magrão (vocal), Vinícius de Oliveira (reco e voz), Neném (pandeiro), Pedro das Sortes (surdo e voz) e Diego Pedigree (banjo e voz), acredita que a música fez com que a relação dos cinco integrantes com a cidade fosse ainda mais forte.
"Além da história incrível que existe dentro da Bahia, desde o primeiro momento em que pisamos aqui sentimos uma conexão muito forte com essa terra: o carinho do povo, a receptividade de todos. Sem falar na culinária, que é maravilhosa. Mas a música é o que mais nos envolve: o samba, o pagode, o axé. Então, quem não é fã de Salvador, bom sujeito não é", contou Magrão ao Bahia Notícias.
Em Salvador, a banda irá misturar o pagode brasiliense com os tons que fazem sentido por aqui, para além do samba. Entre os convidados especiais do projeto audiovisual que será gravado na capital estão Mari Fernandez, Suel, Pixote e os baianos Filipe Escandurras, J. Eskine e a banda Olodum.
Para o grupo, a mistura dos ritmos combina com a proposta da banda atualmente: alcançar pessoas. Com mais de 2 milhões de ouvintes mensais no Spotify, a banda quer atingir novos públicos em outros lugares.
Foto: Divulgação
"Acreditamos que a música é infinita, como um número. E quando conseguimos juntar artistas de gêneros diferentes para criar um único estilo, conseguimos agregar públicos distintos e gerar coisas novas. Essa soma sempre resulta em algo único", pontua Neném.
Nascido na pandemia, o grupo Benzadeus precisou andar com as próprias pernas rápido demais e entender como sair da tela do celular do público, em uma era de lives, para receber o calor no presencial, com shows em todo o Brasil.
Questionados sobre essa transição, Pedro das Sortes contou que a experiência foi enriquecedora e pouco amedrontadora.
"O calor do público é o que comanda os shows. Assim como existem as redes sociais e as plataformas digitais, no presencial a gente sente a energia de verdade. Ter as pessoas nos nossos shows, curtindo de perto, é uma das maiores realizações para nós. A transição da internet para os palcos foi muito importante, até porque hoje estamos viajando para outros lugares, conhecendo pessoas que também tinham essa vontade de ver o Benza a Deus de perto."
Comparado aos grandes nomes do pagode, a banda Benzadeus se torna um "neném", mas que vem caminhando a passos largos.
Apadrinhados pelos conterrâneos, o grupo Menos É Mais, a banda Benzadeus reforça a importância do apoio dentro da própria cena do pagode para o ritmo continuar em alta após tantos anos de história.
"O apadrinhamento sempre existiu no samba. Assim como o Exaltasamba tinha suas referências, e o Fundo de Quintal, que é pai da matéria para muita gente, sempre houve essa troca de carinho e reverência. É muito importante ter alguém que já chegou a um certo patamar e olha para trás para apoiar quem está começando, seja com palavras, com um convite ou simplesmente citando o nome. Isso ajuda muito. Como diz o ditado: “quem não é visto, não é lembrado”. Esse movimento de trazer para perto e fortalecer laços musicais faz toda a diferença", afirma Magrão.
O DVD que será gravado nesta quarta contará com oito faixas inéditas e a regravação de quatro clássicos. "Gravar no Pelourinho é a realização de um sonho antigo do grupo. Poder registrar nosso DVD nesse espaço é histórico para nós e para nossos fãs", pontua o vocalista.
Iza se prepara para iniciar uma nova era, após o período de hiato para o nascimento da pequena Nala. A artista, que surgiu para o público como uma aposta do pop e do R&B, decidiu investir no reggae, e apresentou no último domingo (14), no The Town, o que o público poderá conferir neste novo momento da carreira.
Com a "bênção" de Célia Sampaio, considerada a “dama do reggae” maranhense, e de Toni Garrido, do Cidade Negra, a intérprete de 'Ginga' deu o pontapé na era do reggae.
A grandona IZA trouxe o Olodum pros palcos do The Town! Quem pode, pode! #TheTownNaGlô #TheTown2025 pic.twitter.com/ykSfsV1g8v
— TV Globo ???? (@tvglobo) September 15, 2025
Mas o que chamou a atenção do público foi a participação da banda baiana Olodum. Iza, que no início do mês surgiu vestindo uma peça vintage do grupo percussivo, e elegeu a banda como uma das favoritas dela, convidou a banda de samba-reggae para interpretar a canção 'Pesadão', um dos maiores hits da carreira.
No repertório, a cantora incluiu músicas como 'Mama África', 'A Novidade', 'Redemption Song' e 'Is This Love', 'O Que Se Cala', e surpreendeu ao apresentar a 1ª música da nova era, 'Caos e Sal'.
Ao g1, a artista afirmou que a "era reggae" foi algo que demorou para chegar.
"É uma coisa que me acompanha desde sempre. Estou abraçando esse meu lado mais lúdico e profetiza da coisa. Às vezes eu subo no palco e começo a falar um monte de coisa, o que sinto vontade de falar. E acho que essa vulnerabilidade e essa busca por falar coisas que estão dentro do meu coração tem tudo a ver com coisas que o reggae defende", afirmou.
Iza ainda fez questão de exaltar a potência do Olodum. "Está todo mundo se voltando para essa história maravilhosa que é o reggae no nosso país, que se veste de outras formas, como o Olodum, como o xote e várias outras vertentes. Fico muito feliz que está todo mundo muito ligado no reggae."
O cantor Jau e o Olodum comandaram a edição de 2025 da Lavagem de Madeleine, em Paris. O evento, que aconteceu até este domingo (14), reuniu milhares de pessoas e se consolidou como um dos maiores encontros culturais da diáspora brasileira no mundo.
A programação do último dia contou com o cortejo que partiu da Praça da República em direção à Igreja de Madeleine. No local, as escadarias foram lavadas em uma cerimônia conduzida pelo babalorixá Pai Pote, do terreiro Ilê Axé Ojú Onirê, de Santo Amaro da Purificação. Depois da celebração religiosa, o público acompanhou shows, DJs e apresentações de dança.
Além de Jau, se apresentaram nomes como Armandinho Macêdo, Ana Mametto e a Banda Querô, formada por jovens do Instituto Arte no Dique, de Santos. A homenagem deste ano foi dedicada à cantora Preta Gil e à jornalista Wanda Chase, personalidades brasileiras ligadas à festa desde sua criação.
A Lavagem de Madeleine foi idealizada em 2002 pelo multiartista Roberto Chaves, conhecido como Robertinho, e é inspirada na Lavagem do Bonfim de Salvador. Nomes como Caetano Veloso, Margareth Menezes e Daniela Mercury já integraram a programação em anos anteriores.
Segundo a Agência Brasil, a expectativa é que o público ultrapasse os mais de 60 mil participantes registrados em 2024. O evento integra a programação oficial da prefeitura de Paris, a Rota dos Escravizados da Unesco e também as comemorações do Ano Cultural Brasil-França 2025, instituído pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Emmanuel Macron.
Siga o @bnhall_ no Instagram e fique de olho nas principais notícias.
A banda Olodum irá celebrar a chegada da primavera com uma edição especial do ensaio do bloco para o Carnaval de 2026.
No dia 21 de setembro, a partir das 14h, o grupo percussivo realizará o show 'Primavera dos Povos Africanos', na Praça das Artes, no Pelourinho.
O evento terá como destaque os tambores, apresentações musicais e performances que enaltecem a estética das máscaras africanas, símbolos de identidade e resistência.
Os ingressos estão sendo vendidos no site Meu Bilhete a partir de R$ 70.
Salvador foi o cenário escolhido pela banda brasiliense Benzadeus, formado por Magrão (vocal), Vinícius de Oliveira (reco e voz), Neném (pandeiro), Pedro das Sortes (surdo e voz) e Diego Pedigree (banjo e voz), para gravar um projeto audiovisual que promete ser histórico para o grupo.
O show 'Na Rota do Benza no Pelô' acontecerá no dia 17 de setembro, a partir das 16h, no Largo do Pelourinho, com entrada gratuita.
“Estamos preparando um show muito especial, com músicas inéditas, releituras e convidados que admiramos demais. Queremos que o público viva uma experiência inesquecível com a gente, em um momento de energia e conexão única”, afirma Neném.
Para o show, o grupo convidou atrações de peso que farão participações especiais, entre eles estão Mari Fernandez, Olodum e Filipe Escandurras. De acordo com a produção, o público ainda será surpreendido com uma participação que só será revelada no dia da festa.
A escolha do Pelourinho como cenário não foi por acaso. Para os integrantes, o espaço carrega uma simbologia que dialoga diretamente com a história e a essência do pagode.
“Gravar no Pelourinho é a realização de um sonho antigo do grupo. Esse lugar respira arte, resistência e celebração, tudo aquilo que o pagode também representa. Poder registrar nosso DVD nesse espaço é histórico para nós e para os nossos fãs”, pontua Magrão, vocalista.
Símbolo de moda mundial, a Bahia voltou aos holofotes internacionais graças à cantora Iza. Durante a estadia nos Estados Unidos, a artista foi abordada em Nova York pela The People Gallery, perfil de moda criado por Maurice Kamara, e exibiu um colete do Olodum.
Na entrevista para o projeto, que se tornou referência no registro de estilo urbano, Iza mostrou as peças usadas para compor o look. O visual escolhido contou com salto da grife Fendi, calça jeans da Levi’s, bolsas da Dior e uma boina comprada no mesmo dia.
Mas o que chamou mais a atenção foi a peça vintage do grupo baiano de percussão, o Olodum. O item de vestuário é vintage e, no passado, foi usada pelo pai da cantora. “É uma peça especial”, revelou durante a conversa.
Com 1,7 milhão de seguidores apenas no TikTok, a The People Gallery ganhou notoriedade ao captar a moda de rua em vídeos curtos que se tornaram virais. A proposta levou a conta a ser apontada pela revista GQ norte-americana como uma das mais influentes do segmento. O espaço já reuniu nomes famosos do entretenimento, como Madonna, Kim Kardashian, A$AP Rocky, Jennie, do Blackpink, entre outros.
Siga o @bnhall_ no Instagram e fique de olho nas principais notícias.
O grupo Olodum vai comandar, este ano, a maior festa afro-brasileira da Europa, a 24ª edição da Lavagem de Madeleine, que ocorre de 9 a 14 de setembro, em Paris. O evento faz parte da programação do Ano do Brasil na França.
A Lavagem de Madeleine reúne brasileiros e franceses, que saem, em cortejo, da Praça da República e seguem até a Igreja de Madeleine, onde são lavadas as escadarias da igreja. A cerimônia é inspirada na Lavagem do Bonfim de Salvador. A festa foi idealizada pelo multiartista Roberto Chaves, o Robertinho, e a primeira edição ocorreu em 2002. Já participaram de edições anteriores artistas como Caetano Veloso, Margareth Menezes e Daniela Mercury.
O ponto alto será no dia 14 de setembro, a partir das 10h, quando será realizado o tradicional cortejo. Quem conduzirá a cerimônia, de acordo com a organização do evento, será o babalorixá Pai Pote, do terreiro Ilê Axé Ojú Onirê de Santo Amaro da Purificação. Após a lavagem da escadaria, a festa continua com shows, DJs e apresentações de dança.
Segundo a Agência Brasil, a expectativa da organização é que, neste ano, o número de participantes supere os mais de 60 mil de 2024. A programação completa, que começa no dia 9, pode ser conferida na página do evento.
A Lavagem de Madeleine integra a programação oficial da prefeitura de Paris e a Rota dos Escravizados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A rota é um roteiro cultural em locais em todo o mundo onde a história da escravidão teve um impacto, destacando e preservando a memória relacionada a esse período.
O evento também faz parte do Ano Cultural Brasil-França 2025, que foi acordado em 2023, pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Emmanuel Macron.
A história de Antônio Luís Alves de Souza, mais conhecido como Neguinho do Samba, criador do samba-reggae e fundador de um dos grupos percussivos mais famosos do mundo, o Olodum, e da Didá, pode ser marcada para além da música e da mudança social promovida na capital baiana.
Um projeto de indicação foi apresentado na Câmara de Vereadores de Salvador e sugere a instalação de uma estátua de Neguinho do Samba no Pelourinho.
De acordo com a proposta, o ato "representa um importante ato de justiça histórica e cultural, pois ao eternizar a imagem de Antônio Luís Alves de Souza no coração do centro histórico da cidade, reconhece-se não apenas o legado de um músico extraordinário, mas também a força de um movimento que deu nova vida à cultura afro-baiana".
Foto: @zumviarquivofotografico
"A presença da sua estátua no Pelourinho não é apenas uma homenagem; é um gesto de reconhecimento da contribuição de Neguinho do Samba para a construção da identidade baiana e brasileira."
No texto de justificativa para a estátua, é ressaltado ainda a transformação musical promovida por Neguinho na Bahia, além do fortalecimento das comunidades negras da capital.

"Sua estátua no Pelourinho não é apenas uma homenagem; é um gesto de reconhecimento da contribuição de Neguinho do Samba para a construção da identidade baiana e brasileira, pois é também um convite à reflexão sobre a importância da preservação da memória cultural e da valorização dos artistas que transformam a realidade com arte, coragem e criatividade."
Entre as criações do músico estão, além do Olodum e do samba-reggae, está a Didá Escola de Música, espaço de formação musical e cidadã para meninas e mulheres negras.
"Considerando que a instalação da estátua em ponto estratégico do Pelourinho, território de referência da cultura afro-baiana e espaço de atuação contínua da Didá, do Olodum e de outros blocos afro, poderá ainda integrar projetos culturais, como o projeto 'Encontro de Tambores', criando uma ligação entre a homenagem física e o calendário cultural da cidade; Considerando que este projeto pretende estimular o turismo cultural, a educação patrimonial, o orgulho da negritude baiana, e criar um legado simbólico de luta, criatividade e transformação social deixado por Neguinho do Samba."
SAMBA-REGGAE COMO PATRIMÔNIO IMATERIAL DE SALVADOR
O gênero musical criado por Neguinho é considerado uma das células-mãe do Axé, o samba-reggae, e tem outro grande projeto de indicação correndo na Câmara de Salvador para o reconhecimento do ritmo.
Proposto por Silvio Humberto (PSOL), a ideia é transformar o estilo, uma fusão entre o reggae da Jamaica e o samba, patrimônio cultural do Brasil, um Patrimônio Imaterial da Cidade de Salvador.
Entende-se por patrimônio cultural imaterial as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas, instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural, e são transmitidos de geração em geração.
Foto: YouTube
Ao Bahia Notícias, o cantor, compositor, músico e capoeirista Tonho Matéria, ex-Olodum e ex-Ara Ketu, falou sobre a importância de marcar o estilo como algo feito em Salvador e algo a ser preservado. Para o artista, o reconhecimento como patrimônio imaterial e a possibilidade do título mostra como o ritmo modificou o fazer musical e também teve impacto social.
"Isso é um brinde para a cultura percussiva da Bahia. Porque isso não só perpassa pelo Olodum, teve origem com o Neguinho do Samba, Mestre Jackson. Mas são os blocos que dão continuidade, os artistas que dão continuidade, os compositores. O samba-reggae hoje é um instrumento que sustenta uma cadeia produtiva muito gigante. E a gente precisa fortalecer mesmo."
O estilo único criado por Neguinho ultrapassou as fronteiras geográficas e se tornou apreciado em outros cantos do mundo, sendo associado a nomes como Paul Simon, o primeiro grande nome internacional a levar o Olodum para o mundo; Michael Jackson, Jimmy Clif e mais.
O samba-reggae também rendeu ao Olodum um exclusivo Grammy na categoria World Music em 1991, e consagrou a criação de mestre Neguinho do Samba no cenário musical internacional.
Caso a proposta apresentada pelo vereador Silvio Humberto (PSOL), seja aceita, o samba-reggae terá através do título de Patrimônio Imaterial de Salvador:
- A salvaguarda do patrimônio;
- O respeito ao patrimônio cultural imaterial das comunidades, grupos e indivíduos envolvidos;
- A conscientização no plano local, nacional e internacional da importância do patrimônio cultural imaterial e de seu reconhecimento recíproco;
- E a cooperação e a assistência internacionais.
O ensaio do Olodum no próximo domingo (17), fará uma homenagem aos 227 anos da Revolta dos Búzios. A apresentação acontecerá na Praça das Artes, em frente à Casa do Olodum, às 14h.
A festa, que marca o ensaio para o Carnaval 2026, celebrará a importância dos mártires Lucas Dantas, Manuel Faustino, Luís Gonzaga e João de Deus, líderes do movimento revolucionário ocorrido em 1798, que transformou a história da Bahia.
Para a folia do ano que vem, o Olodum terá como tema “Máscaras Africanas – Magia e Beleza”.
Os ingressos para o show estão à venda pela plataforma MeuBilhete e podem ser adquiridos presencialmente na Casa do Olodum, com valores a partir de R$ 70 (meia solidária).
Grupo lendário da música baiana, o Olodum se apresenta na noite deste domingo (22) no São João da Bahia, no Pelourinho, prometendo um encontro especial entre o samba reggae, ritmo que consagrou o grupo, e o forró tradicional, carro-chefe das festas juninas.
Mesmo com uma sonoridade distinta do que tradicionalmente domina os festejos de junho, a banda promete surpreender o público ao misturar as batidas criadas por Neguinho do Samba, fundador do samba reggae, com o som marcante do Rei do Baião, Luiz Gonzaga.

“Essa batida inconfundível do Olodum com o forró, tradicional na Bahia, e a gente fica feliz por ter recebido o convite do Governo do Estado para participar dessa festa. Ontem foi aniversário do Neguinho do Samba, criador do samba reggae, e a gente quer misturar o Neguinho com Luiz Gonzaga e fazer umas coisas legais para a galera”, disse Di Fiori, integrante do grupo.
O convite para participar do São João é, segundo os músicos, um reconhecimento por décadas de contribuição também ao forró, ainda que o Olodum seja um ícone da cultura afro-baiana.
“Acho que a gente veio mais pela história que o Olodum tem com o forró. Apesar de ser uma banda e bloco afro, há mais de 30 anos que a gente vem gravando forró nos nossos CDs. Por ser uma banda que sempre fomentou o forró, acho que por isso veio o convite”, afirmou Lazinho, vocalista da banda.
“Para nós é uma alegria imensa ter o reconhecimento do governo do estado. Se lembrar que uma época o forró estava em baixa, e lá atrás, há 30 e poucos anos, em 88 ou 89, começamos a falar de forró. E o reconhecimento, acho que seja por causa disso. O governo nos convidou para fazer a festa dentro de casa”, completou.


O cantor Robyssão foi condenado a pagar R$ 60 mil aos compositores de uma canção lançada pela banda Olodum, em 1996, devido a plágio. O pagodeiro foi acusado de lançar uma versão não autorizada e pornográfica da canção "Mar Lagoa". A versão plagiada se chama "Só Vive à Toa" e, foi lançada em 2022.
Eles ainda disseram que o réu alterou a letra da canção original, violando o direito moral à integridade da obra, transformando a poesia original em uma letra de teor considerado obsceno e depreciativo, e argumentaram que a situação causou danos morais, atingindo a reputação dos compositores e também da banda Olodum.
O cantor sustentou a tese de que a melodia utilizada é comum e genérica, presente em diversas outras composições, especialmente no gênero musical Pagodão. Ele ainda declarou que a intenção não era plagiar e que uma simples comparação das letras e a audição das músicas descartariam a acusação de plágio.
A decisão judicial concluiu que, tendo em vista a gravidade do plágio, a alteração depreciativa da obra, a reincidência do réu em práticas semelhantes e a repercussão negativa do evento, o cantor deverá arcar com o pagamento de R$ 20 mil para cada um dos três autores, totalizando R$ 60 mil.
A cidade de Castro Alves, no Recôncavo Baiano, recebe a partir desta quarta-feira (12) a 5ª edição da Feira Literária do Poeta (Flipo). O evento, que se estende até sábado (15), oferece uma programação diversificada e gratuita, incluindo palestras, oficinas, lançamentos de livros e apresentações culturais.
Entre os destaques da programação estão escritores como Itamar Vieira Junior, Maviael Melo, Cida Pedrosa e Bule Bule, que levarão ao público debates sobre literatura e cultura popular. Além disso, grandes nomes da música também marcam presença, como Elba Ramalho, Carlinhos Brown, Targino Gondim, Larissa Luz, Mariene de Castro, Olodum, Robson Morais e Tatau.
Para o público infantil, a Flipoquinha promete envolver as crianças com atividades lúdicas, incluindo contação de histórias, apresentações teatrais e oficinas, que acontecerão na praça Dionísio Cerqueira.
Nesta edição, a Flipo presta homenagem a Ariano Suassuna, dramaturgo, romancista e poeta paraibano. Outro momento especial será a celebração do aniversário do poeta Castro Alves, no dia 14 de março, com a tradicional lavagem do casarão onde ele viveu e uma mesa literária dedicada à sua obra e legado.
Localizada a cerca de 102 km de Salvador, Castro Alves já foi chamada de “Curralinho”, nome que remetia à passagem de tropeiros rumo a Feira de Santana. A cidade abriga parte da história do poeta, que, segundo o historiador José Amorim, escreveu pelo menos 13 obras no município.
Siga o @bnhall_ no Instagram e fique de olho nas principais notícias.
O secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, saiu em defesa bloco Olodum nesta segunda-feira (3), após críticas sobre supostos atrasos no desfile de domingo (2). Nesta manhã, o presidente da Saltur, Isaac Edington, apontou o grupo como o responsável pelos atrasos no circuito Dodô (Barra-Ondina), que fizeram Bell Marques ficar quase uma hora parado em frente ao Farol da Barra.
Em nota, o Olodum informou que cumpriu rigorosamente o horário estabelecido pela prefeitura para o desfile e que não houve, ao longo do trajeto, nenhuma intercorrência que justificasse a responsabilização do bloco por uma suposta desorganização do desfile.
Segundo o secretário Bruno Monteiro, a declaração "demonstra desrespeito ao Olodum e aos blocos afro". Ele disse acreditar nos relatos das pessoas que desfilaram e no compromisso da diretoria do bloco para o andamento da festa.
"Acho curioso que quando algum bloco privado apresenta problema no transcorrer do desfile, quase nunca seu nome ou do respectivo artista é citado. O Olodum precisa ser respeitado", acusou.
O secretário sugeriu ainda que a declaração pode representar "uma tentativa de retirar blocos afro do circuito Barra-Ondina". "É preciso respeitar a história dos blocos afro. Eles são fundamentais para a nossa cultura e têm o direito de se apresentar em todos os circuitos. Eles são a identidade do nosso Carnaval", completou.
O início dos desfiles no circuito Barra-Ondina, neste domingo (2), foi marcado por um atraso de mais de uma hora. O bloco mais impactado foi o Camaleão, comandado por Bell Marques, que ficou parado na frente do Farol da Barra sem conseguir se deslocar.
Ao Bahia Notícias, o presidente da Saltur Isaac Edington indicou que o problema para o começo das apresentações foi causado pelo bloco Olodum, que estava desfilando na frente do Camaleão.
De acordo com o gestor, a organização do Carnaval de Salvador teve um problema “seríssimo” com a banda, que também estava com a corda do bloco “desestruturada”.
“A gente teve um problema muito sério com o Olodum, seríssimo. O Olodum ficou o tempo inteiro... estava com a corda desestruturada. Ele estava parando muito nas emissoras de TV, fora do prazo, fora do acertado com todos os blocos. Porque a gente tem um grupo que todos os donos dos blocos se comunicam. Mas infelizmente eles não atenderam aos apelos. A gente teve que botar a fiscalização em cima para pressionar para eles andarem, então de fato a culpa não é de Bell, não é de nenhum dos blocos, pelo contrário, os blocos seguiram religiosamente a programação”, disse Isaac na manhã desta segunda-feira (3).
“A culpa do atraso que tivemos no circuito ontem, no início do circuito, foi infelizmente do grupo Olodum que é um grupo que nós temos o maior respeito, mas ontem eles de fato prejudicaram muito o início do circuito. Se não fosse por conta da cooperação que a gente tem com os blocos, se não fosse pelos nossos fiscais, se não fosse pela própria PM que nos ajudou, ia ser muito pior. Então, o início do percurso, de fato, foi prejudicado pela, infelizmente, desorganização do grupo Olodum, o que a gente sente muito”, emendou.
Apesar da saída atrasada, o presidente da Saltur afirmou que a programação foi cumprida. No entanto, o reflexo disso foi a passagem “acelerada” dos blocos que desfilaram após o Olodum, sem paradas maiores nas emissoras de TV, por exemplo.
Durante a apresentação, o cantor Bell Marques chegou a alfinetar o atraso: “Que negócio incrível, a gente está tocando aqui há mais de uma hora. Eu acho que eu vou deixar de andar no Carnaval e vou ficar parado tocando na Barra. Camaleão Farol da Barra”, disse.
O cantor, compositor e percussionista Gilson Menezes dos Santos, mais conhecido como Tatau, esteve presente no circuito Osmar, no Campo Grande, no Carnaval de Salvador, neste domingo (02). Em conversa com o Bahia Notícias, o ex-vocalista da banda AraKetu revelou que a música mais representativa de sua carreira é “Protesto do Olodum”, de 1988. Ainda na conversa, o artista revelou que os projetos de sua carreira para 2025 estão ‘a todo vapor’.
“O Protesto Olodum é a mais representativa, até por tudo que ela conta. Ela é uma música do passado, do presente e do futuro. Ela é uma música que eu considero um beliscão. Ela, na verdade, te acorda para vários momentos, para falar da prostituição, ela te acorda para falar da AIDS, ela fala também de tantas coisas que o Brasil antigamente era, o Cubatão era a cidade mais poluída do mundo e deixou de ser, então isso mostra o quanto nós evoluímos e o quanto também a gente conseguiu ficar estagnado. É uma música muito presente até por tudo que ela relata”, contou Tatau.
O compositor também confirmou ainda dois novos projetos que serão desenvolvidos em 2025, além de ter revelado estados que vão recebê-los durante o ano, como Piauí e Rio Grande do Norte.
“Esse ano venho com muitas novidades. Tem dois projetos bacanas que estão vindo aí. Tatau cantando e contando a história dele com músicas românticas. Foram músicas que também fizeram parte da minha história. Tem também um resgate das músicas dos blocos afros que não tiveram notoriedade e eu tô trazendo também esse projeto de música dos blocos afros. São dois projetos que eu tô apaixonado e acho que vem legal para esse carnaval a gente faz hoje aqui em Salvador. Vamos percorrer o país, vamos para o Piauí e vamos também para o Rio Grande do Norte então daqui é dar continuidade, levar o carnaval para outros pontos do país”, finalizou.
Com músicas de protesto e exaltação ao povo preto, o Olodum deu vida ao circuito Dodô (Barra-Ondina), na tarde deste domingo (02). Ao som de Alegria Geral, Salvador cantou o Olodum do Pelô e fez a festa.
VÍDEO ? Alegria Geral: Olodum comanda apaixonados por samba reggae no circuito Dodô pic.twitter.com/jCZwm3vKL7
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) March 2, 2025
"Várias queixas", "Madagascar Olodum", "Protesto do Olodum" e "Madiba" são alguns dos sucessos cantados pela banda que embalaram a multidão.
Confira abaixo, imagens do desfile:


..jpg)
Fotos: Josemar Pereira / Bahia Noticias
Com a campanha “Com racismo não tem folia”, a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi) tem atuado no Carnaval antes mesmo da festa começar. Segundo a secretária Ângela Guimarães, o trabalho tem surtido efeito, especialmente porque a “cidadania das pessoas está despertada”.
“Fizemos formação com forças de segurança que vão atuar no Carnaval, com agentes e guias de turismo, com um conjunto de servidores para que a equipe toda esteja preparada para, em caso de ocorrência de racismo, conseguir encaminhar para que essas denúncias sejam de fato registradas e não fiquem impunes”, detalha Ângela, presente na saída do Olodum na tarde desta sexta-feira (28).
Apesar do esforço, ainda houve uma denúncia de racismo registrada nesta quinta (27), porém fora do circuito do Carnaval. “Nesse caso, o ato de racismo aconteceu numa loja, grande varejista, em um grande centro comercial. Mas a pessoa, ao saber que tinha um posto disponível no Procon, se deslocou para fazer esse registro”, indica a secretária.
As ações da Sepromi, inclusive, não estão restritas aos circuitos tradicionais. Equipes volantes estão nos bairros da capital baiana e também em mais de 20 cidades do interior. Ângela destaca a formação de uma articulação em rede envolvendo parcerias com prefeituras e secretarias municipais de Igualdade Racial.
PAPEL DO OLODUM
Presente em um dos momentos mais aguardados do Carnaval de Salvador, a saída do Olodum pelas ruas do Pelourinho, Ângela exalta o papel dos blocos afro no enfrentamento ao racismo. “Antes do Estado reconhecer que o Brasil era um país racista, os movimentos negros, os blocos afro e as escolas de samba já faziam essa denúncia”, lembra a secretária, citando que a Lei Caó, que criminalizou o racismo, é sancionada somente em 1989, enquanto os blocos remontam a década de 1970.
“[Os blocos] fizeram o papel de educar a sociedade para ter uma atenção especial a esse fenômeno [racismo] e a se organizar para contrapô-lo e também para exigir política pública. Então o que a gente faz de política pública foi iniciado por blocos afros como o Olodum, que é uma imensa referência, que ressignificou esse território aqui do Pelourinho, que depois de ser abandonado pela elite local, era muito marginalizado”, completa.
O Carnaval de Salvador 2025 começou em grande estilo nesta quinta-feira (27), com Carlinhos Brown, Olodum e Margareth Menezes comandando a abertura oficial do festejo. Em celebração especial pelos 40 anos do axé, os artistas fazem o circuito Osmar (Campo Grande) pulsar ao som de Faraó – Divindade do Egito, canção que marcou a música baiana.
A abertura aconteceu no Campo Grande (Circuito Osmar), onde os tambores do Olodum deram início ao espetáculo. Ao longo da apresentação, Brown e Olodum seguiram com um repertório que exaltou a trajetória do axé.
? Ao som de Faraó (Divindade do Egito) Olodum e Carlinhos Brown abrem o Carnaval de Salvador 2025
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) February 27, 2025
Confira ? pic.twitter.com/e2Dm1M4ZJR
A gravação do Caldeirão com Mion em Salvador, em celebração aos 40 anos da Axé Music irá promover um verdadeiro encontro de gigantes no Candyall Guetho Square.
O espaço, idealizado pelo cantor Carlinhos Brown, receberá dois dias de um verdadeiro espetáculo com nomes do movimento para a gravação da atração global, e teve a grade anunciada pelo Cacique nas redes sociais.
As gravações acontecem nos dias 29 e 30 de janeiro. No primeiro dia, a festa será comandada por Durval Lelys, Timbalada, Tatau, Carlinhos Brown, Carla Visi, Olodum, Márcia Freire e Reinaldinho.
O segundo dia contará com apresentações de Daniela Mercury e ballet, Claudia Leitte, É O Tchan e Sheila Mello, Emanuelle Araújo, Carlinhos Brown, Tony Salles com Scheila Carvalho e ballet, Ricardo Chaves, Márcio Victor, Cortejo Afro e Sarajane.
Os ingressos começam a ser vendidos nesta sexta-feira (17), a partir das 12h no site Ingresse. De acordo com a produção, abertura dos portões será às 14h, e um time de DJs locais agitará o público até às 16h, quando começam as gravações. Só é permitida a entrada de maiores de 18 anos.
Em recente entrevista ao Bahia Notícias, Marcos Mion, que esteve em Salvador para o lançamento do filme 'MMA - Meu Melhor Amigo', se declarou para a capital baiana. "A Bahia é maravilhosa! A gente vem bastante. Toda vez que a gente vai embora, é sempre uma dor. Eu estou com saudade de ficar em Salvador mais tempo".
O verão de Salvador em 2025 promete animar a cidade até a chegada do Carnaval. Com mais de 60 eventos confirmados para o primeiro mês do ano, alguns ensaios de verão continuam sendo anunciados pela capital.
O Bahia Notícias atualizou a lista dos principais eventos da cidade, incluindo os ensaios do bloco afro Olodum e da banda Cortejo Afro, além do ensaio de verão do cantor O Kannalha. Confira:
14 de janeiro
Benção do Olodum - 14 de janeiro, Praça das Artes (Ticket Maker)
15 de janeiro
Festival de Música do Malê Debalê, Sede do Bloco em Itapuã (Ingressos no local)
16 de janeiro
Lavagem do Bonfim - 16 de janeiro (GRATUITO)
Viva Bonfim com Xand Avião, Banda Eva e Henry Freitas - 16 de janeiro, na Bahia Marina (Ticket Maker)
Banjo Novo no Bonfim - 16 de janeiro, no Jardim da Casa Pia (Ingresso Simples)
Axézin Bonfim com Alexandre Peixe - 16 de janeiro, na Chácara Baluarte (Ticket Maker)
Pra Sambar no Bonfim com É o Tchan, Companhia do Pagode, Água Fresca, Nei D’Resenha e Samba Trator - 16 de janeiro, no Clube dos Oficiais (Ticket Maker)
Varanda do Bonfim - 16 de janeiro, no Allê Varanda Bar com serviço All Inclusive - (Ticket Maker)
Feijoada do Bonfim com Faustão, Kioma e P8, e buffet de feijoada - 16 de janeiro, no Hidden Salvador (Instagram do Hidden)
Bom fim de festa com Jau, Filhos de Jorge e Sambaiana - 16 de janeiro, no Trapiche Barnabé (Bilheteria Digital)
Te Vejo no Bonfim com Tiee, Renanzinho CBX, Xande de Pilares e Escandurras - 16 de janeiro, no Porto Salvador (Bilheteria Digital)
17 de janeiro
Rolling Stone Brasil 18 anos: Seu Jorge - 17 de janeiro, na Concha Acústica (Sympla)
Ensaio de Verão de Alinne Rosa - 17 de janeiro, no Largo da Tieta (Ticket San Folia)
18 de janeiro
Festival do Parque com Eric Assmar - 18 de janeiro, no Parque da Cidade (GRATUITO)
Ensaio do Psirico - 18 de janeiro, no Convento do Desterro (Ticket Maker)
PaGogin de Verão - 18 de janeiro, no Trapiche Barnabé (Sympla)
Ensaio da Anitta - 18 de janeiro, no Centro de Convenções (Ingresse)
Baile do Rasta de Jeremias Gomes com Edson Gomes, Serginho do Adão Negro, Nengo Vieira, Edy Vox, o DJ Ras Seles - 18 de janeiro, na Concha (Sympla)
Lavagem da Mali com Grupo Representa, Tuca Fernandes e Atitude 67 - Mali, no Caminho das Árvores (Ticket Maker)
Blessed Carnaval Tour com Baez, Anne Louise, Van Muller e Nina Sabbah - 18 de janeiro, na San (Ticket San Folia)
19 de janeiro
Festival do Parque com Ruan Santana, Filhos de Jorge e Tomate - 19 de janeiro, no Parque da Cidade (GRATUITO)
Sambazin Salvador com Jorge Aragão - 19 de janeiro, no Centro de Convenções (Partik)
Gravação do DVD da Timbalada - 19 de janeiro, no Candyall Guetho Square (ESGOTADO)
Bloquinho do Jau com Jau, Filhos de Jorge e Bailinho de Quinta - 19 de janeiro, na Chácara Baluarte (Ticket Maker)
Luiz Caldas Magia 2025 - 19 de janeiro, no Museu de Arte Moderna (Bilheteria Digital)
Ensaio do Olodum, 19 de janeiro, no Largo do Pelourinho (GRATUITO)
20 de janeiro
Segunda-feira gorda da Ribeira - 20 de janeiro
21 de janeiro
Benção do Olodum - 21 de janeiro, na Praça das Artes (Ticket Maker)
22 de janeiro
O Molho - Ensaio do Maridão com O Kannalha, 22 de janeiro, na Praça das Artes (Sympla)
23 de janeiro
45 anos do Cheiro de Amor - 23 de janeiro, na Concha Acústica (Ticket Maker)
25 de janeiro
Festival do Parque com Marcia Freire - 25 de janeiro, no Parque da Cidade (GRATUITO)
Baile Charme Salvador especial Chris Brown - 25 de janeiro, local a definir (Sympla)
Festival de Verão com Ana Castela e Xamã, Alok, SPC e Alcione, Pitty e Melly, Bell Marques, Natiruts e Daniela Mercury e Timbalada - 25 de janeiro, no Parque de Exposições (Sympla)
Festa de Arrecadação do Bloco De Hoje A8 com Libre Ana e Mambembe - 25 de janeiro, no Pátio da Paróquia do Carmo (Sympla)
26 de janeiro
Festival de Verão com Ivete, Saulo e Luiz Caldas, BaianaSystem convida BNegão e D2, Pedro Sampaio, Jão e Gustavo Mioto, Ludmilla e Léo Santana - 26 de janeiro, no Parque de Exposições (Sympla)
Festival do Parque com Thiago Aquino, Ruan Santana e Bailinho de Quinta - 26 de janeiro, no Parque da Cidade (GRATUITO)
São Lázaro - 26 de janeiro, na Federação (GRATUITO)
Pôr do Samba com Renanzinho CBX e Luís - 26 de janeiro, no Clube Espanhol (Ticket Maker)
Ensaio do Olodum - 26 de janeiro, no Largo do Pelourinho (GRATUITO)
50º Festival de Música Negra do Ilê Aiyê, na Senzala do Barro Preto (Ticket Maker)
28 de janeiro
Bênção do Olodum - 28 de janeiro, na Praça das Artes (Ticket Maker)
31 de janeiro
Pagodão na Concha - 31 de janeiro, na Concha Acústica (Bilheteria Digital)
Odoyá da San com Pabllo Vittar - 31 de janeiro, no Centro de Convenções (Tickets San Folia)
O Largo do Pelourinho será, mais uma vez, palco do Olodum para a população. A banda percussiva fará o Ensaio do Bloco Olodum de forma gratuita para o público no dia 12 de janeiro, a partir das 14h.
Com o tema "Olodumaré - O Senhor do Universo, raízes e origens do Deus Supremo", o Olodum irá exaltar as origens e celebrar os 45 anos de história de um dos maiores grupos culturais da Bahia.
"Vamos falar a partir da origem e das suas raizes mais profundas e também como um bloco afro criado no Brasil, ajudou a divulgar e promover o nome deste Ser supremo no mundo inteiro, através do carnaval, da nossa música, da nossa cultura e da nossa gente", diz o comunicado oficial emitido pelo Olodum.
O bloco Olodum desfila no domingo de Carnaval no circuito Dodô (Barra-Ondina). O abadá, à venda no site Central do Carnaval, custa R$ 450. Além do desfile com o bloco, a banda puxa trios sem cordas na sexta, e na terça-feira, com a pipoca do Olodum no Campo Grande.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Claudio Castro
"Operação higienizou mais de 115 vagabundos".
Disse o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), ao definir a megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão em 2025. A declaração foi feita nesta segunda-feira (2), durante cerimônia do programa Segurança Presente, em meio a um discurso de balanço de gestão na área de segurança pública.