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Artigos

Nelson Cadena
O Ruidoso Silêncio no Centenário de Ariovaldo Matos
Foto: Acervo pessoal

O Ruidoso Silêncio no Centenário de Ariovaldo Matos

Transcorre, segunda feira (24/08) em silêncio — um ruidoso silêncio, um barulhento silêncio, um estrepitoso silêncio — o centenário de nascimento do jornalista, escritor, dramaturgo, publicitário__ foi redator da Publivendas__ e militante político Ariovaldo Matos.

Multimídia

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operacao khalas

Sefaz-BA abre processo de demissão de coordenador preso com R$ 250 mil em operação contra sonegação
Fotos (com uso de I.A -Gemini): Google Maps / Redes Sociais

A Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz-BA) deu um passo decisivo para demitir e responsabilizar o auditor fiscal Olavo José Gouveia Oliva, que ocupava o cargo de coordenador de fiscalização de petróleo e combustíveis do Estado. O processo foi anunciado em portaria publicada no Diário Oficial ainda nesta quinta-feira (15), com a instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar formalmente a conduta do servidor, que já havia sido preso na Operação Khalas, deflagrada em maio deste ano pela Força-Tarefa de Combate à Sonegação Fiscal da Bahia.

 

Durante essa ação policial, os investigadores encontraram cerca de R$ 250 mil em dinheiro vivo (incluindo notas de moedas estrangeiras) em posse do servidor. O caso é considerado um grande escândalo fiscal recente no estado da Bahia.

 

Momentos da busca e apreensão na casa de Olavo | Foto: Reprodução / MP-BA

 

RELEMBRE O ESQUEMA
Com a abertura do processo interno de demissão, novos detalhes sobre como o ex-coordenador agia por debaixo dos panos vieram à tona. O Bahia Notícias (BN) teve acesso ao procedimento do caso por meio de documento da Secretaria e despachos judiciais sobre o investigado.

 

Nos documentos, as investigações apontam três graves irregularidades cometidas por ele entre 2021 e 2025. Foram elas:

  • Vazamento de dados sigilosos: O auditor usava o próprio e-mail de trabalho para enviar informações fiscais secretas para empresários e pessoas de fora do governo ligadas ao setor de combustíveis;
  • Cobrança de propina: Ele é suspeito de cobrar e receber vantagens financeiras indevidas (a famosa propina) calculadas diretamente sobre o valor dos impostos que as empresas de combustíveis deviam ao Estado. Em troca do dinheiro, o coordenador atrasava ou simplesmente não realizava as fiscalizações tributárias;
  • Dono de empresa "por baixo dos panos": Desde 2021, Olavo atuava como sócio-administrador de uma empresa privada, atividade que é expressamente proibida pela lei baiana para qualquer funcionário público.

 

INFLUÊNCIA NO PODER
Além dessas acusações graves que o auditor deve responder, há uma clara relação entre as ações policiais. Afinal, Operação Khalas não surgiu do nada: ela é um desdobramento direto da Operação Primus, realizada em outubro de 2025 para combater a sonegação fiscal no mesmo setor de combustíveis na Bahia.

 

As investigações da Primus revelaram indícios de que empresários e operadores continuavam atuando mesmo após as primeiras prisões. A partir desse material, os investigadores aprofundaram as apurações e identificaram a suspeita de participação de um servidor da Sefaz-BA, o então coordenador de fiscalização de petróleo e combustíveis, Olavo Oliva.

 

Foi nesse contexto que nasceu a Operação Khalas, voltada a apurar a suposta atuação de Olavo dentro do esquema. Segundo as investigações, ele teria usado o cargo para favorecer empresas do setor, mediante pagamento de propina, além de vazar informações fiscais sigilosas e retardar ou deixar de realizar fiscalizações tributárias.

 

A conexão entre as duas operações também aparece entre os investigados. Uma das rés da Operação Khalas foi presa e é apontada como esposa do empresário conhecido como "Jaú", preso durante a Operação Primus. Para os investigadores, isso indica que a organização criminosa permaneceu em atividade mesmo após a primeira fase da investigação, mantendo a atuação de empresários e, posteriormente, contando com a participação de um agente público.

 

Além dos crimes de colarinho branco, a polícia encontrou outra irregularidade durante as buscas na casa de Olavo Oliva. Os policiais apreenderam um revólver calibre .38 e 52 munições na residência de Olavo, localizada no nobre bairro do Itaigara, em Salvador. Na ocasião, ele alegou que mantinha a arma há dez anos apenas para proteção pessoal. Embora a Justiça tenha concedido liberdade para a acusação da arma, ele permaneceu na prisão devido ao mandado preventivo da Operação Khalas.

 

Os bastidores jurídicos da prisão de Olavo também chamam atenção. Inicialmente, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) não havia pedido a prisão preventiva do auditor fiscal, solicitando apenas medidas mais brandas, como o afastamento do cargo público e a proibição de que ele entrasse nos prédios da Sefaz-BA.

 

Sede do Sefaz-BA e Fórum da magistrada em Feira de Santana | Fotos: Reprodução / Google Maps 

 

Contudo, a juíza da 2ª Vara de Feitos Criminais da Comarca de Feira de Santana decidiu agir por conta própria, o que no meio jurídico se chama de decisão "de ofício". A magistrada determinou a prisão preventiva de Olavo, alegando que o simples afastamento do cargo não seria suficiente para neutralizar a forte influência e o poder que ele exercia.

 

"Mesmo afastado, [Olavo] poderia influenciar subordinados, acessar pessoas ainda no exercício de funções e utilizar sua rede de relações construída ao longo dos anos no órgão fazendário. Ele [tem] capacidade concreta de interferência na produção probatória" e que o "afastamento funcional isolado não neutralizaria a rede de influência do investigado", estabeleceu a juíza. 

 

DEFESA E FUTURO 
A principal estratégia da defesa do auditor nos tribunais tem sido focar em sua saúde debilitada. Aos 69 anos, Olavo Oliva possui uma extensa lista de doenças graves e crônicas. Ele sofre de diabetes tipo 2 (com dependência diária de insulina), hipertensão, cirrose, doença arterial coronariana e hiperplasia prostática, fazendo uso contínuo de mais de dez medicamentos por dia.

 

A defesa vem tentando, de modo repetitivo, reverter a prisão em regime fechado para prisão domiciliar. Até o momento, no entanto, todos os pedidos foram negados pela Justiça baiana, que entendeu que o sistema prisional tem condições de oferecer a assistência médica e os remédios necessários para o tratamento do acusado.

 

No âmbito do governo, a Sefaz escalou uma comissão de peso para tocar o Processo Administrativo Disciplinar (PAD). O grupo é formado por três auditores fiscais de carreira: Eduardo Dutra Freitas (que preside a comissão), Eduardo Veloso dos Reis e Shimpei Yoshida. Eles têm o prazo de 60 dias (que podem ser prorrogados por mais 60) para concluir o relatório final.

 

Caso as acusações de corrupção, vazamento de dados e gerência de empresa privada sejam confirmadas ao final desse processo interno, Olavo José Gouveia Oliva perderá definitivamente o cargo público, ou seja, será demitido. Paralelamente, ele segue preso e respondendo ao processo criminal na Justiça de Feira de Santana por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

Investigado de esquema de R$ 400 milhões volta a ser procurado após decisão do TJ-BA
Imagem Ilustrativa: Divulgação / Ascom-PCBA

A revogação de uma liminar de habeas corpus pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) recolocou a Operação Khalas em andamento efetivo nas ruas e levou um investigado de 68 anos à condição de foragido novamente. O homem é apontado como integrante de um esquema que teria movimentado cerca de R$ 400 milhões em sonegação fiscal.

 

Com a decisão judicial desta quarta-feira (1º), a Polícia Civil da Bahia, por meio do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), retomou diligências para cumprir o mandado de prisão preventiva. Apesar das buscas, o investigado não foi localizado até o momento.

 

O movimento ocorreu no mesmo dia em que outras duas investigadas, de 45 e 39 anos, tiveram as ordens de prisão restabelecidas e foram capturadas. Segundo a apuração, ambas fariam parte do núcleo financeiro da organização criminosa.

 

A Operação Khalas, deflagrada em maio de 2026, surgiu como desdobramento da Operação Primus, de 2025, e mira um grupo suspeito de crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro, corrupção e adulteração de combustíveis.
 

Coordenador de fiscalização da Sefaz seria um dos presos de operação de sonegação fiscal na Bahia
Foto: Divulgação / Redes sociais

O coordenador de fiscalização da Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz-BA), Olavo José Gouveia Oliva, teria sido um dos alvos da Operação Khalas, deflagrada nesta quinta-feira (21) pela Força-Tarefa de Combate à Sonegação Fiscal da Bahia. A ação investiga uma macroestrutura criminosa responsável por um esquema de corrupção e crimes tributários no setor de combustíveis.

 

Segundo informações do Alô Juca, Olavo Gouveia Oliva é auditor fiscal concursado e coordenador do segmento de petróleo e combustíveis da Sefaz. As investigações apontam que ele integra o núcleo investigado por suposto favorecimento a um esquema que atuava na ocultação da importação de insumos químicos utilizados na produção clandestina de combustíveis.

 

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos aproximadamente R$250 mil em espécie, entre moeda nacional e moedas estrangeiras, em poder do investigado. Ainda segundo o Alô Juca, também foi presa um mulher de prenome Carolane, apontada como esposa de Jailton, empresário conhecido como “Jaú”, que já havia sido preso durante a Operação Primus, também de combate a sonegação no setor de combustíveis, realizada em outubro de 2025.

 

Em informação oficial, o Ministério Público afirmou que a Operação Khalas cumpriu três mandados de prisão preventiva, 13 mandados de busca e apreensão e determinou o afastamento cautelar de dois servidores públicos municipais de Candeias. 

“Operação Khalas”: Servidor estadual é preso em investigação de esquema de sonegação fiscal na Bahia 
Foto: Reprodução / MP-BA

Um servidor público estadual e outras duas pessoas foram presas preventivamente, na manhã desta quinta-feira (21), durante a deflagração da ‘Operação Khalas’, de combate a um esquema de sonegação fiscal na Bahia. Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), foram cumpridos treze mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Candeias.

 

A ação resulta de investigações de uma macroestrutura criminosa responsável por um esquema sistêmico de corrupção e crimes tributários no setor de combustíveis. Dois servidores públicos municipais de Candeias foram afastados das funções. 

 

As investigações do MP-BA, da Polícia Civil e da Secretaria da Fazenda (Sefaz) identificaram que o grupo criminoso utilizava o pagamento de vantagens indevidas a servidores públicos estaduais e municipais para obter proteção e facilidades ilegais. O esquema visava ocultar a importação de insumos, como nafta e solventes químicos, que eram desviados para unidades de mistura clandestinas, conhecidas como "batedeiras". 

 


Foto: Reprodução / MP-BA 

 

FORÇA TAREFA
A ‘Operação Khalas’ é  um desdobramento das apurações decorrentes da ‘Operação Primus’, deflagrada em 16 de outubro de 2025, e visa desarticular o núcleo operacional e financeiro da organização. 

 

As ações são coordenadas pelo Ministério Público da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), em conjunto com a Inspetoria Fazendária (Infip/Sefaz) e Polícia Civil, por meio do Núcleo Especializado no combate aos Crimes Econômicos e contra a Ordem Tributária (Neccot/Draco). 
 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Começou a festa da democracia! Mas parece que tem gente que tá economizando até no cento de salgados. Mas entre quem chora pitanga e quem ostenta nas redes, podemos esperar de tudo até outubro. Só confesso que não esperava Cunha procurando sarna pra se coçar. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Jerônimo Rodrigues

Jerônimo Rodrigues
Foto: Leitor BN

"Dizer que somos povo de Deus". 


Disse o governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues ao rebater críticas de cunho religioso de opositores e pediu ajuda de aliados para atrair lideranças políticas e o eleitorado evangélico para a campanha petista. A fala, registrada em uma reunião com os caciques e os prefeitos da base aliada, na última quarta-feira (19) em Salvador, cita a prefeita reeleita de Cachoeira, no Recôncavo baiano, Eliana Gonzaga.

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