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Em sabatina do Vota BN, o podcast Projeto Prisma, nesta segunda-feira (24), o senador Angelo Coronel (Republicanos) comentou a possibilidade de disputar espaço com o ex-ministro João Roma (PL) na composição da chapa da oposição para o Senado Federal nas eleições de 2026.
Ao abordar o tema, o parlamentar adotou um tom conciliador e afirmou esperar que a relação entre os dois permaneça harmoniosa ao longo do processo político. "Espero que a gente esteja na paz até o final", conta Coronel ao ser questionado sobre uma eventual disputa interna pela vaga ao Senado.
Confira o episódio logo abaixo:
O senador e candidato à reeleição, Angelo Coronel (Republicanos), em sabatina do Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias (BN) nesta segunda-feira (24) , relembra sua relação com o senador Otto Alencar (PSD) e esclarece que ambos “não se veem mais como antigamente”.
A relação entre os senadores ia além do profissional, visto que Diego Coronel, filho mais novo de Angelo, é afilhado do dirigente. Os desgastes aconteceram após Otto Alencar garantir o apoio do PSD à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) neste ano, dando a entender que a vaga na chapa majoritária não era garantida a Coronel.
Em declarações públicas, Otto afirmou que Coronel nunca escondeu o desejo de caminhar com a oposição e apoiar ACM Neto (União Brasil).
Ao ser questionado sobre o paradeiro do vínculo, Coronel reforça os desgastes.
“Eu sempre, na política, fui seu liderado. Evidentemente, na vida, a gente é liderado, mas tem limites para essa liderança”, afirma.
Ele não nega que sente falta da convivência. Por vezes, recebia e acatava conselhos do senador, com o qual partilhava uma amizade há quase 40 anos. Por isso, classifica o rompimento como brusco.
“Porque você que convive com uma pessoa por 39 anos e você rompe, assim bruscamente, não é um rompimento comum. Eu seria mentiroso em achar que seria um rompimento saudável. Então não foi. Desejo tudo de bom para ele, desejo sorte e saúde para ele”, conclui.
CONFIRA NO PRISMA:
Em sabatina ao podcast Projeto Prisma, do projeto Vota BN (Bahia Notícias), nesta segunda-feira (24), o senador Angelo Coronel (Republicanos) defendeu a possibilidade de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que descumpram a Constituição e criticou o que classificou como excessos do Judiciário. Durante a entrevista, o parlamentar afirmou que o Senado possui prerrogativas para afastar magistrados da Corte e resumiu seu entendimento com a expressão: "Pau que dá em Chico, dá em Francisco."
Ao abordar a possibilidade de afastamento de magistrados da Suprema Corte, Coronel destacou que o Senado possui competência legal para agir caso a Constituição brasileira seja descumprida, enfatizando que a medida não pode ser tratada como revanche.
"Evidentemente que o senador tem a mesma prerrogativa de votar em um ministro e também de afastá-lo caso ele não cumpra a Constituição brasileira. Pau que dá em Chico, dá em Francisco. É uma pauta que não pode ser tratada como vingança; é o caso de o magistrado não estar atuando dentro das quatro linhas", argumenta.
Ao criticar a atuação do Judiciário no processo legislativo, o senador sustentou que os magistrados devem se ater à interpretação das leis e que, para legislar, deveriam deixar o cargo. "Não dá mais para o Judiciário fazer leis. Ele deve pegar a toga, pendurar e vir fazer leis. Ele está lá para ser o guardião das leis. Nós temos que dar uma enquadrada", acrescenta.
Em sua fala, o candidato relembra o modelo republicano do país: "Os poderes precisam ser harmônicos e independentes; não pode nenhum se sobrepor aos outros", completa que, se for necessário diante de atuações fora das regras constitucionais, o impeachment deve ser realizado.
Ao citar o artigo 2º da Constituição Federal de 1988, que preconiza a independência e a harmonia entre os Poderes, o senador apontou que "o problema todo" da crise institucional é a tentativa de um Poder se sobrepor e "pisotear" os demais. Questionado sobre os fundamentos da Câmara Alta, o Coronel reforçou a representatividade do Parlamento.
"O problema é quando os poderes se sobrepõem aos outros. Não podemos concordar com isso. O poder que representa o povo é o Legislativo; a Câmara representa o povo e o Senado representa os estados. Tem presidente da República que quer que o Senado seja um puxadinho. Eu, quando estiver lá, não vou aceitar isso nunca. Não sou senador chapa-branca. Não estou lá para obedecer ao presidente de plantão", afirma.
Mesmo admitindo ter contado com o apoio de membros que ocuparam o Poder Executivo para sua eleição, Angelo Coronel ressaltou sua autonomia política na condução do mandato . "Muitos me ajudaram a chegar aonde eu cheguei, mas não é por isso que eu tenho que ser subalterno", conclui.
Confira a entrevista completa logo abaixo:
O senador e candidato à reeleição Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que a possibilidade de mudança de partido ficou para trás e classificou o assunto como “página virada”. O parlamentar também avaliou que as articulações em torno da chapa majoritária mostram preocupação de integrantes da base governista com a disputa pelo Senado. As declarações foram dadas nesta segunda-feira (24), durante entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, na série especial “Vota BN”.
Segundo Coronel, reuniões realizadas por lideranças para discutir sua participação na chapa acabaram sendo interpretadas por ele como um sinal de que sua candidatura passou a incomodar setores do grupo governista. “Para mim, é uma pauta, página virada. Ao mesmo tempo, eu fico lisonjeado de marcarem uma reunião com, sei lá, cento e tantos prefeitos, onde a pauta principal foi o ‘episódio Coronel’. Então, significa que Coronel deve estar gerando algum incômodo”, afirmou.
O senador também criticou as articulações que, segundo ele, discutiam uma eventual posição de suplente na chapa, enquanto Jaques Wagner (PT) permaneceria como titular. “Eu dormi muito vaidoso quando eu vi os vídeos. O Rui Costa principalmente, contando a história que Lula ia ligar para Diego [Coronel], que ia me ligar, que ia dar quatro anos a Wagner. Depois mais quatro anos. Gente, tudo isso estava se falando de suplência, ninguém estava falando de titularidade”, disse.
Para o parlamentar, as movimentações demonstram que a vaga para o Senado é um dos principais pontos de disputa dentro da composição governista. “Eu só tenho a dizer isso: eles estão preocupados com a vaga de Senado, porque, se não estivessem preocupados, não estariam se reunindo e, a todo momento, me depreciando no interior perante os prefeitos”, declarou.
O republicano também falou sobre a relação com prefeitos baianos que, neste momento, sinalizam apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e aos nomes ligados ao grupo governista para o Senado. Na avaliação de Coronel, os gestores municipais possuem autonomia para rever seus posicionamentos conforme a campanha avance.
“O prefeito vai fingir que está recebendo a pressão do governo, vai fingir até que está obedecendo, mas prefeito (a), são pessoas independentes, são pessoas que estão no cargo porque o povo os elegeu. Não estão no cargo por imposição de governador ou de ministro”, afirmou.
Coronel acredita que o cenário eleitoral ainda pode sofrer mudanças significativas nas próximas semanas. Ele citou o início de setembro como um momento de maior movimentação das lideranças baianas. O parlamentar afirmou ainda que espera continuar entre as opções consideradas pelos prefeitos na corrida pelo Senado.
ASSISTA O PROGRAMA COMPLETO:
A única mulher concorrendo ao Senado pela Bahia, candidata Professora Delliana (PSOL), em mais uma rodada da sabatina do podcast do Bahia Notícias (BN), o Projeto Prisma, nesta segunda-feira (17), afirma que a possibilidade de impeachment de determinados juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) é motivada por minorias que percebem a necessidade de revisar pautas.
A candidata reforça a necessidade de mudar “a fotografia” do STF, mas não acredita que o impeachment seja necessário. Segundo ela, a maior problemática gira em torno da atuação da extrema-direita diante de pautas esquerdistas.
“A extrema-direita tenta roubar de assalto o que é nosso. Eles tentam e fazem isso. Fizeram isso na saúde. A situação que a gente vive na saúde hoje, a parcela de culpa muito grande é da extrema-direita, porque a gente tem vacinas sendo distribuídas nos postos de saúde de graça e pessoas da extrema-direita sendo antivacina”, afirma.
Delliana conclui afirmando que a extrema-direita deve se colocar no “lugar que lhe compete”, entendido por ela como lugar de “inimiga do povo”; “inimiga dos nossos direitos”; “inimiga da ciência”; “inimiga da saúde” e, por fim, “inimiga de uma política saudável”.
Confira no PRISMA:
A candidata ao Senado Federal pela Bahia, Professora Delliana Ricelli (PSOL), fez duras críticas à política de aprovação automática praticada na rede estadual de ensino durante entrevista ao Projeto Prisma nesta segunda-feira (17). A postulante de esquerda criticou a gestão da educação do governo Jerônimo Rodrigues (PT) e classificou a medida como uma das práticas mais “odiosas” no ambiente escolar. A educadora defendeu uma reformulação no ensino da Bahia.
“Os governos ainda não entenderam que não é criminalizar os professores. O Ideb mede a escola e mede o governo. Essa aprovação automática que tem sido promovida pelo governo tem sido uma das coisas mais odiosas que tenho enfrentado nas escolas. O aluno avança de série e não tem o conhecimento necessário para entrar no mercado de trabalho ou entrar na universidade”, dispara a candidata.
Delliana Ricelli relembrou que os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025 — nos quais a rede pública não atingiu nenhuma das metas nacionais nas três etapas de ensino — evidenciam, segundo ela, a disfunção do estado na garantia do aprendizado.
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Para a candidata, a ampliação do tempo de permanência na escola é uma etapa fundamental, mas exige, prioritariamente, a valorização e a adequação das condições de trabalho dos professores da rede pública.
“Eu penso que a gente precisa de fato garantir o tempo na escola após um debate da valorização do professor. Na Bahia, tivemos aumento de um pouco mais de 5% no salário, mas o Planserv aumentou mais de 30%. Foi diluído o aumento dos professores”, pontua.
Durante a entrevista, a representante do PSOL ressaltou a dimensão transformadora da educação pública e defendeu que o espaço escolar deve ser um ponto de convergência para diferentes classes e ideias sociais.
“A importância da educação é absoluta. Ela é uma forma de [mobilidade] social; foi através dela que saí da miserabilidade para ter uma vida decente. Ter acesso a coisas muito básicas, como comprar televisão ou reformar sua casa, é a educação que garante”, argumenta.
Delliana concluiu defendendo a implantação de parâmetros claros de avaliação do ensino e maior atenção aos profissionais sobrecarregados e aos estudantes atípicos no estado. “Como vamos resolver os problemas da Bahia sem projetos na educação? Queremos um projeto que crie uma régua — não que seja igual, porque as realidades são diferentes —, mas precisamos de uma coisa clara que meça a educação. Perceber que nós, professores e profissionais da educação, estamos sobrecarregados e que a pauta dos alunos atípicos é importante”, finaliza.
Confira a sabatina completa:
Em mais uma rodada da sabatina do podcast do Bahia Notícias (BN), o Projeto Prisma, nesta segunda-feira (17), a única mulher concorrendo ao Senado, Delliana Ricelli (PSOL), destaca a importância de uma candidatura feminina e dispara uma crítica pontual à eleição do senador Angelo Coronel (Republicanos).
Ao ser questionada sobre a motivação de sua candidatura, Delliana levanta a necessidade de “reformular a fotografia” política, majoritariamente ocupada por um perfil específico de pessoas, segundo a candidata.
“A gente precisa reformular essa fotografia do poder que a gente vê. Normalmente, a gente só vê homens brancos, de cabelos brancos, inclusive pessoas que são abastadas, que tiveram acesso ao melhor que o solo brasileiro garantiu a eles”, afirma.
Após fazer uma rápida menção à deputada federal Lídice da Mata (PSB), primeira e única mulher eleita senadora pela Bahia, Delliana reforça a necessidade de uma “revisão histórica”, para que casos assim não sejam raros e para que as mulheres não percam espaço na política, o que, na opinião dela, aconteceu na eleição de Angelo Coronel.
“A gente acredita, inclusive, que a vaga que foi ocupada por Ângelo Coronel é a vaga de uma mulher. Então, é por isso que eu falei da revisão histórica, que é a gente tomar de volta uma vaga que é nossa”, conclui.
CONFIRA NO PRISMA:
Começa nesta segunda-feira (3) a sabatina dos candidatos ao Senado e ao governo da Bahia em 2026, como programação especial do podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias. O primeiro convidado e candidato ao Senado pelo PL, ex-ministro João Roma, externou seu otimismo no atual momento da campanha e concluiu que os cidadãos baianos estão decepcionados com a oposição.
Ao ser questionado sobre o rompimento das barreiras provocadas na perpetuação de nomes vinculados ao PL no interior do estado, Roma não demonstra preocupação e argumenta que está “muito animado”. Segundo ele, isso se dá graças à “decepção das pessoas” em relação ao atual governo.
“Você vê pessoas com muita esperança no coração de ter realmente uma Bahia restaurada. Os números estão falando por si, não só confirmando aí uma larga vantagem de ACM Neto para o governo do estado da Bahia, como também mostrando o crescimento muito grande, tanto do meu nome como do de Ângelo Coronel”, pontua.
Roma acredita que, embora seus oponentes tenham maior reconhecimento de nome por cargos ocupados anteriormente, esse "recall" não é suficiente para superar a insatisfação da população. O candidato ainda citou Jaques Wagner (PT), que disputa a reeleição ao Senado.
“No caso de Jacques Wagner, que nunca teve nenhum protagonismo, você o vê literalmente perdido, só aparecendo no noticiário com notícias que desapontam a nossa população (...) Nesse período em que ele estava no Senado da República, não trouxe alegria para o povo baiano. Pelo contrário, só notícias negativas, notícias que envergonham a Bahia”, conclui.
VEJA NO PRISMA:
Em entrevista concedida ao Projeto Prisma, sabatina promovida pelo portal Bahia Notícias (BN) com candidatos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente do Partido Liberal (PL) e candidato ao Senado Federal pela Bahia, João Roma, comentou nesta segunda-feira (3) sobre a reestruturação de sua aliança política com ACM Neto (União) para o pleito de 2026.
Veja momento:
"Nossa relação foi reconstruída com pilares muito positivos, dentro de uma conversa séria e amadurecida. Cada eleição carrega uma história. Naquela eleição, achavam que era um jogo combinado, mas muitos sabiam que não era", argumenta Roma.
Durante a sabatina, o ex-ministro analisou o rompimento entre ambos nas eleições de 2022 e destacou que a divisão na direita abriu espaço para o crescimento do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado.
"O que precisa é justamente a gente conseguir enxergar o futuro, fazer o papel de duas pessoas que se respeitam e carregam uma visão pelo futuro da Bahia. Não precisamos de guerra de egos ou algo que dificulte a mudança de cenário para o povo baiano. Quem mais sofreu fomos ACM e eu, mas sobretudo o povo baiano", avalia.
Momento de união na convenção | Foto: Ronne Oliveira / Bahia Notícias
Questionado pelo editor Maurício Leiro sobre até que ponto as duras críticas trocadas no pleito passado foram superadas e como se tornou possível a construção da atual aliança oposicionista, João Roma sustentou que "cada eleição tem sua história" e defendeu o diálogo maduro como base para o reencontro político.
O candidato admitiu que a disputa de 2022 representou um momento de forte tensão política e ideológica entre os dois grupos. "A verdade é que foi, sim, um momento de uma séria ruptura. Como ele mesmo disse, temos uma história de anos e estivemos distantes em 2022. Eu levantava uma bandeira e ACM se levantava contra. Foi uma eleição muito tensa", desabafa.
Para o ex-ministro, o acirramento do pleito anterior faz parte do processo eleitoral e não deve impedir o alinhamento de projetos para o futuro do estado. "Era muito calor e paixões naquela campanha. O que aconteceu ali não se apaga, fica na história política da Bahia. Sabemos o que é isso, sabemos a história política eleitoral. Faz parte da história”, acrescenta.
Momentos da entrevista | Foto: Reprodução / Max Haack
Durante a entrevista, o apresentador e editor-chefe do Bahia Notícias, Fernando Duarte, salientou que o veículo de imprensa acompanhou a disputa com rigor na época. O candidato brincou com a observação do jornalista: "Talvez porque você tinha uma boa fonte", responde Roma de forma descontraída.
Confira a entrevista por completo logo abaixo:
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Angelo Coronel
"Não tenho presidente de estimação".
Disse o senador Angelo Coronel ao negar ser um senador bolsonarista, durante participação no Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias. Segundo ele, seu compromisso não é com nenhuma liderança específica.