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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

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Saiba quem são os suplentes dos deputados federais eleitos na Bahia em 2026
Fotos: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

As 39 cadeiras da bancada baiana na Câmara dos Deputados foram definidas no último domingo (4), consolidando a representação de partidos e federações para a próxima legislatura. Pelo sistema proporcional, utilizado na eleição para deputado federal, os votos recebidos pelos candidatos e os votos de legenda são considerados na distribuição das cadeiras entre partidos e federações.

 

O voto de legenda ocorre quando o eleitor digita apenas o número do partido na urna, sem indicar um candidato. Nesse caso, o voto é contabilizado para a legenda e contribui para o cálculo das vagas. Nas federações, os partidos que integram a aliança são tratados conjuntamente na distribuição das cadeiras.

 

Depois da definição das vagas, os candidatos mais votados dentro de cada partido ou federação ocupam as cadeiras conquistadas. Os demais candidatos que não foram eleitos formam a lista de suplência, também em ordem decrescente de votação. Não há, para a definição dos suplentes, exigência de votação nominal mínima.

 

Por isso, nas federações, a suplência deve ser analisada de forma conjunta. Um candidato de um partido que integra a federação pode ser suplente de um deputado eleito por outro partido da mesma federação. Assim, a lista abaixo apresenta os primeiros suplentes de cada partido ou federação, conforme a ordem de votação, e não necessariamente um suplente específico para cada deputado eleito.

 

Confira os nomes pelas legendas: 

Republicanos

  • Soldado Correa

  • Rogéria Santos

  • Vanuza do Cacau

PSD

  • Adriano Lima

  • Paulo Magalhães

  • Adriano Lima

  • Bebeto

  • Oziel Oliveira

  • Marcola do Grau

PSB

  • Lídice da Mata

PL

  • Leandro de Jesus

  • Abraão Reis

  • Giu Argolo

  • Constança Docelar

PDT

  • Paulo Cezar

MDB

  • Jayminho Vieira Lima

Federação União Progressista (União Brasil/PP)

  • Arthur Maia

  • Cacá Leão

  • Robinho

  • Cibele de Teobaldo

  • Zito Barbosa

  • Zé Chico

  • Sandro Bahiense

  • Jorge Araújo

Federação PSDB-Cidadania (PSDB/Cidadania)

  • Duda Sanches

  • Maurício Trindade

Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV)

  • Waldenor

  • Adélia Pinheiro

  • Luiz Carlos Suíca

  • Elen

  • Delegada Gabriela

  • Professor Uberdan

  • Valéria Santana

  • Valdemir Medeiros

  • Dr. Zé Raimundo

  • Ana Campos

Avante

  • Dr. Marcelo

  • Luiza de Deus

  • Davi dos Anjos

 

SOBRE A CONVOCAÇÃO 
A lista de suplentes ganha importância quando um deputado deixa temporariamente ou definitivamente o exercício do mandato. Pela Constituição, o suplente é convocado em caso de vaga, quando o titular assume determinadas funções previstas na Constituição ou em caso de licença superior a 120 dias.

 

A ordem de convocação segue a classificação dos suplentes dentro da respectiva legenda ou federação. Portanto, em uma federação, o próximo suplente não é necessariamente do mesmo partido do deputado que deixou a Câmara.

 

Relembre como ficou a bancada da Bahia:

"O PT é muito mais fraco do que aparenta", explica Eduardo Grizenti sobre dependência de Lula e cenário na Bahia
Fotos: Ricardo Stuckert / Eduarda Pinto / Bahia Notícias

Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), logo após a realização do primeiro turno das Eleições 2026, o cientista político e pesquisador vinculado ao INCT.DD, Eduardo Grizenti, avaliou o cenário político nacional e estadual. Segundo o especialista, a atuação da esquerda nas mídias sociais segue fraca, reagindo a estratégias em que a extrema-direita e a direita populista continuam sendo pioneiras, tanto no Brasil quanto no mundo.

 

"Hoje na Bahia, é difícil fazer a distinção entre lulismo e petismo. As coisas se confundem. Eu diria que hoje o PT é muito mais fraco do que aparenta, justamente porque Lula é Lula. Se não houvesse essa figura, ele mesmo admitiu em entrevista ao Flow que 'só tô indo porque tenho que ir' , o PT é muito dependente do Lula", aponta.

 

O pesquisador citou também o exemplo do Ceará, em que Ciro Gomes tentou confrontar a estrutura do PT e saiu derrotado, reforçando que, na região Nordeste, o "Lulopetismo" se mantém como uma força expressiva. Ao abordar as disputas regionais na Bahia, Grizenti analisou a ascensão de Jerônimo Rodrigues (PT) nas pesquisas finais e a desvantagem enfrentada por ACM Neto (União) devido ao desdobramento de denúncias recentes.

 

"Com relação a ACM aqui, ele foi um dos azarados com o nome ligado à Master, e nas últimas semanas isso acabou pesando. Nas últimas pesquisas o Jerônimo começou a se afastar. Ele foi um dos azarados", argumenta. O cientista político pontua isso no fato de que outros nomes citados no caso, a exemplo de Jaques Wagner (PT) e Nikolas Ferreira (PL), conseguiram se eleger no Congresso Nacional, o que reforçou o impacto desfavorável sobre ACM Neto.

 

'ECONOMIA DA ATENÇÃO'
Apesar das fragilidades do PT no ambiente virtual, Grizenti ressaltou que frentes da esquerda radical e nomes do PSOL, a exemplo de parlamentares e figuras públicas como Erika Hilton, Sâmia Bomfim, Glauber Braga e Jones Manoel, conseguem obter relevância e expressiva votação com atuação digital.

 

"Eu acho que teve uma contenda no PSOL sobre isso, criou a frente da esquerda radical para que o PSOL se juntasse à federação com a Brasil da Esperança (PV, PT e PCdoB), e foi essa frente que se destacou com influenciadores. Os próprios parlamentares têm influência no digital, como Sâmia e Glauber. Ganham mais relevância de certa forma. Na economia da atenção, quem ganha são essas pessoas. Aqui na Bahia teve o Hilton [Coelho], que perdeu junto com os votos do Kleber Rosa; se o Kleber fosse lançado a federal, o PSOL alcançaria", elucida.

 

Por fim, o pesquisador explicou que o enxugamento do quadro partidário tem relação direta com a implementação das federações partidárias. "Você tem isso e gerou que os partidos começassem a agir de forma mais coesa", concluiu Grizenti.

 

Confira a entrevista completa: 

"É necessária a criação de uma ameaça e de um inimigo", explica cientista político sobre estratégias dos políticos nas redes sociais
Fotos: Uso ilustrativo com I.A [Gemini] / Eduarda Pinto / Bahia Notícias

Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), um dia após a realização do primeiro turno das Eleições 2026, o cientista político e pesquisador vinculado ao INCT.DD, Eduardo Grizenti, analisou as profundas transformações nas estratégias de campanha eleitoral e o impacto da migração do debate para as redes sociais.

 

Sobre o aumento de conteúdos curtos e viralizáveis (cortes), Eduardo Grizenti lembra a centralidade do uso de ameaças e inimigos imaginários para engajar o eleitorado no ambiente virtual.

 

"Hoje é necessária a criação de uma ameaça e um inimigo nessas narrativas criadas, um perigo que ameaça a sua existência. Sejam os comunistas, seja o pedófilo da esquerda ou o bandido que invade sua casa. Essa narrativa do medo é muito característica", cita o pesquisador.

 

Questionado sobre a mudança nas campanhas, que deixaram de priorizar o corpo a corpo e a presença territorial para focar em melhores resultados nas urnas via plataformas digitais, o pesquisador ressaltou que a política tradicional não desapareceu, mas ganhou uma nova camada. Algo que abre brecha para onda de novos influenciadores. 

 

"Não que o corpo a corpo ou o prefeito mediador, líder local, tenha perdido o efeito, mas a questão é que entra um outro ambiente que tem ganhos com menos riscos, que é o ambiente digital. O melhor exemplo para ilustrar isso foi o que se tornou ou o que deixou de ser os debates televisivos", argumenta Grizenti.

 

O "EFEITO MARÇAL"

Segundo o cientista político, o candidato Pablo Marçal representou um divisor de águas no processo eleitoral durante o pleito de 2024 ao utilizar a linguagem das mídias sociais de forma assertiva e levada a extremos, com provocações e episódios como o da cadeirada. Para Grizenti, esse modelo alterou o comportamento dos candidatos na eleição geral de 2026.

 

"Antes, as centralidades eram apresentadas de modo mais focado para os candidatos serem conhecidos pela população. O exemplo disso foi o Marçal na eleição de 2024, que usou a linguagem da mídia social de modo assertivo e levou a extremos, cadeiras, provocações absurdas. Isso levou, na eleição geral, ao temor de se expor [...] buscando a tendência de criar um corte para as redes. Parecia um roteiro", explica.

 

Confira a entrevista completa:

 

VÍDEO: “A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Eduardo Grizenti sobre recorde de abstenção e votos nulos
Fotos: TRE-MT / Eduarda Pinto / Bahia Notícias

Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Para o pesquisador, o cenário reflete a necessidade urgente de a classe política reencontrar meios de encantar e atrair o eleitorado.

 

O comentário surge no contexto em que as abstenções, somadas aos votos brancos e nulos, atingiram 39,4 mi de eleitores, o equivalente a 24,8% de todo o eleitorado apto a votar no país. A taxa de abstenção isolada alcançou 21,08% (mais de 33,4 mi de pessoas), consolidando-se como o maior percentual registrado em um primeiro turno presidencial desde a eleição de 1998 (21,49%).

 

Confira em vídeo:

 

Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

 

"Esses números de abstenção mostram que as pessoas não se importam muito com a obrigatoriedade do voto. O voto é um dever e um direito, mas se a pessoa não quiser exercer, paga seu dever com uma multa e está tudo bem. Eu acho que a questão do voto facultativo ou tornar obrigatório dos 16 aos 18 anos não é o ponto central. A política tem que voltar a conquistar as pessoas, é isso que tem que acontecer", defende.

 

O especialista ressaltou que há uma distinção fundamental entre o perfil de quem escolhe votar em branco ou anular e o perfil daqueles que simplesmente se abstêm de comparecer às urnas.

 

"Os votos brancos e nulos se mantêm porque, de alguma forma, é aquela pessoa que tem a disposição de ir lá, está disposta a participar do processo, mas as opções não a agradam. Ela está tentando. Mas há uma porcentagem de pessoas cada vez maior que 'não está nem aí'. É esse público que precisa ser buscado", pede o cientista político.

 

Como exemplo de iniciativa para reaproximar a população do debate público, Grizenti mencionou uma declaração recente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) direcionada aos jovens.

 

"A fala do Lula foi interessante quando disse: 'Se você é jovem e acha que ninguém presta na política, seja você então a pessoa que entra na política'. De alguma forma, é chamar a pessoa para o processo. Não sei se foi totalmente eficaz, mas o caminho passa por aí: encantar as pessoas e chamá-las para a democracia. É uma abordagem interessante e melhor do que outras opções que já se teve", concluiu.

 

Os dados oficiais com 100% das seções apuradas confirmam que a disputa pela Presidência da República será decidida em segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL), que obteve 47,18% dos votos válidos (55.825.882 votos), e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que registrou 44,98% (53.223.914 votos).

 

Na mesma apuração, os votos em branco representaram 1,84% do total de votos registrados (2,3 mi), enquanto os votos nulos responderam por 2,93% (3,67 mi).

 

Confira o momento:

 

“Blogueirização” leva política em busca do corte viral, diz Eduardo Grizenti
Foto: Repordução / TV Cultura e Eduarda Pinto / Bahia Notícias

Eduardo Grizenti, cientista político, comparece ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias (BN) desta segunda-feira (5). No contexto das eleições de 2026, ele analisa o impacto do processo de “blogueirização dos políticos” e cita Pablo Marçal (PRTB) como um dos pioneiros.

 

Grizenti compreende que as mídias sociais não substituem o tradicional “corpo a corpo” na política, mas simbolizam um ambiente que “garante mais ganhos com menos riscos”. Além disso, descentralizam os debates políticos. 

 

O melhor exemplo para ilustrar essa questão, segundo o cientista, é a atuação de Pablo Marçal nas eleições municipais de 2024, em São Paulo. O comportamento de Marçal durante debates respingou na forma que os candidatos de 2026 se portaram nas mesmas ocasiões. 

 

“Um dos principais responsáveis, foi o Pablo Marçal, nas eleições de 2024, em São Paulo. Ele usou da gramática e da linguagem da mídia social de forma tão eficaz no debate, que levou a extremos: cadeirada, provocações absurdas…e isso levou, dois anos depois, aos candidatos ficarem com um certo temor da exposição”, afirma. 

 

Com isso, o cientista entende que a presença massiva das mídias digitais e sociais dentro da política acarretou em uma espécie de roteirização no comportamento, em busca do corte viral direcionado para as redes. Em 2026, ele cita a atuação de Renan Santos (Missão) como a mais próxima de Marçal. 

 

“É só observar a reação que tiveram a Renan Santos, que era, entre todos os candidatos, quem mais buscava essa tendência de produzir o corte de impacto", conclui.

 

CONFIRA NO PRISMA:

Brasil elege bancada mais conservadora da história com avanço do PL na Câmara dos Deputados; veja composição
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Mesmo com um alto índice de renovação no Congresso e a presença de nomes da esquerda eleitos neste domingo (4), o Brasil elegeu a Câmara dos Deputados com a bancada mais forte da história do Partido Liberal (PL), alcançando 121 cadeiras. Além disso, a Federação União/Progressistas soma 81 nomes e o partido Novo 10 nomes, confirmando que os grupos mais conservadores/liberais ganham força no Parlamento.

 

O cenário deve ser um desafio para Lula em um eventual segundo turno, já que, se vencer, enfrentará um Congresso e um Senado com o maior número de opositores declarados. Afinal, sua bancada é a terceira no parlamento e perdeu espaço no Senado Federal.

 

Apesar desse avanço, os partidos que integram o Centrão (grupo fisiológico que integrou todos os governos desde a Constituinte e que renasceu no governo Dilma sob a liderança de Eduardo Cunha) mantiveram sua força no cenário político.


Confira a nova composição da Câmara dos Deputados:

 


As maiores quedas históricas foram registradas pelo União/Progressistas, que perdeu 19 cadeiras, e pelo PDT, que perdeu 11. O PSC e o MDB também reduziram suas bancadas, perdendo 6 cadeiras cada. Em contrapartida, os partidos que mais ganharam força foram o Novo, com um acréscimo de 7 cadeiras, o Partido Liberal (PL), que cresceu 22 cadeiras, o Podemos, com mais 15 cadeiras, e a Federação Brasil da Esperança, que aumentou sua representação em 8 assentos.

 

A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Câmara única que representa o Poder Legislativo baiano, e a bancada baiana na Câmara dos Deputados também não fugiram dessa lógica. Diego Castro (PL) e Raissa Soares (PL) estão entre os nomes mais votados do partido nas urnas baianas, tanto na disputa pelas 39 cadeiras da bancada federal quanto na nova composição da AL-BA. O resultado reforça a força política conservadora na Bahia, em uma onda que pode marcar uma mudança na história política nacional.

 

Como o Podemos e o Novo são aliados do PL, os dados indicam que a extrema-direita e o Centro ganharam força ou mantiveram seus espaços. O número de deputados reeleitos neste domingo foi de 301 — o equivalente a 58,6 % do total de parlamentares que foram eleitos titulares nas eleições de 2022 ou de suplentes que foram efetivados como titulares ao longo da atual legislatura.

 

A tendência conservadora também se reflete na juventude, com nomes como Diego Castro (PP) simbolizando essa vertente pela Bahia. Além disso, Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) figuraram como os deputados federais mais bem votados em 2026 nacionalmente, ultrapassando a marca de 3 milhões de votos cada um.

 

Segundo a avaliação do cabeça de análise política da Atlas/Intel, Yuri Sanches, a votação expressiva obtida por ambos os candidatos confirma a consolidação de um perfil mais conservador entre o eleitorado jovem. 

Nova composição da AL-BA terá 41 deputados na base e 21 na oposição
Foto: VannerCasaes / AgênciaAL-BA

A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) terá uma nova composição a partir da próxima legislatura. Após as eleições deste domingo (4º), a base de apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) passa de 43 para 4um deputados, enquanto a oposição aumenta de 19 para 21 cadeiras. A bancada independente permanece com uma vaga.

 

A base governista será formada por:

- Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV): 20 deputados
- PSD: 9 deputados
- Avante: 5 deputados
- PDT: 5 deputados
- MDB: 2 deputados

 

Já a oposição contará com:

- Federação União Progressista (União Brasil e PP): 8 deputados
- PL: 7 deputados
- Republicanos: 4 deputados
- Federação PSDB e Cidadania: 2 deputados

 

Na ala independente, a Federação PSOL e Rede (PSOL e Rede Sustentabilidade) terá um deputado. Na legislatura anterior, a cadeira independente era ocupada por Hilton Coelho (PSOL). A partir de 2027, o espaço será ocupado por Kleber Rosa, também do PSOL.
 

Confira como será o cenário no legislativo que Jerônimo deve governar:

VÍDEO: Jerônimo diz que "naufrágio" de ACM Neto "é Salvador sem creches, sem saúde e lixo espalhado pelas ruas"
Fotos: Luiza Barbosa / Bahia Notícias

Em pronunciamento realizado no Palácio de Ondina, sede do governo estadual, neste domingo (4º), o governador Jerônimo Rodrigues negou que intervenções e obras do Estado tenham sido feitas com intenções eleitoreiras. Na ocasião, o gestor também direcionou duras críticas ao seu opositor político, ACM Neto.

 

Confira momentos do discurso:

 

 "Meu opositor acabou naufragando. O náufrago das eleições municipais de Salvador contra meu opositor é prova que o povo olha como governam Salvador: sem creches, sem saúde, sem atenção básica e lixo espalhado pelas ruas. Se pudesse ouvir os conselhos da gente de saúde, CAPS, de creche, possivelmente Salvador estaria muito melhor", dispara.

 

O governador também defendeu os investimentos em mobilidade e infraestrutura, rebatendo questionamentos sobre o timing das entregas.

 

"Reitero aqui: o projeto do VLT não foi projeto eleitoral. Vamos trabalhar para entregar um VLT com todas as ações que não são paralelas, ele é uma coisa que leva para o Subúrbio [de Salvador] parcerias. Vamos continuar entregando", diz, citando ainda a infraestrutura de integração: "Assim como o projeto da ponte que eles tentaram negar".

Eleição na AL-BA: Conheça os 63 deputados estaduais eleitos na Bahia   
Foto: Leonardo Almeida / Bahia Notícias

Com 100% das urnas apuradas, foi definida a configuração final dos 63 parlamentares que ocuparão as cadeiras da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) a partir de 2027. Nesta, que é a 20ª Legislatura da Casa, a nova composição contará com 10 parlamentares femininas e 53 deputados no exercício do primeiro mandato.  

 

A nova configuração demonstra uma reorganização das principais bancadas e lideranças da Casa. Em 2022, a deputada mais votada da Bahia foi a atual presidente, Ivana Bastos (PSD), este ano, ela manteve o posto e alcançou a marca de 203.202 votos.

 

A maior bancada da casa será liderada pela Federação Brasil da Esperança, formada pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Verde (PV), que conquistou 20 assentos, seguido pelo Partido Social Democrático (PSD), com nove representantes. 

 

Vale destacar que, este ano, o último parlamentar a garantir uma vaga pelo quociente partidário/sobras foi Jordavio Ramos (PSDB), com 48.002 votos.

 

A cerimônia oficial de diplomação dos eleitos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) será realizada em dezembro, e a posse dos deputados estaduais ocorrerá no início do mandato em fevereiro de 2027. 

 

Fotos: Vaner Casaes / AL-BA

 

Abaixo, confira a lista completa dos deputados estaduais eleitos na Bahia, organizados por ordem de votação:

 

1. Ivana Bastos (PSD)
2. Diego Castro (PL)
3. Rowenna (PT) 
4. Dr. Thiago Gilleno (Republicanos)
5. Rosemberg (PT) 
6. Elinaldo (União)
7. Denise Menezes (PSD)
8. Alex da Piatã (PSD)
9. Pedro Tavares (União) 
10. Sandro Regis (União)
11. Rogério Andrade (MDB)
12. Cinthya Marabá (PL) 

13. Andrea Castro (PSD) 
14. Osni (PT)
15. Samuel Júnior (PL) 
16. Angelo Almeida (PT) 
17. Luciano Pinheiro (PDT) 
18. Vilma Reis (PT)
19. Tancredo Isidório (Avante) 
20. Igor (PL)
21. Jânio Natal Júnior (PL)
22. Niltinho (PSD)
23. Marcinho Oliveira (PDT)
24. Júlio Pinheiro (PT) 
25. Léo de Neco (Avante) 
26. Hassan de Zé Cocá (PP) 
27. Juvenilson Passos (PT)
28. Zé Raimundo (PT)
29. Ricardo Rodrigues (PSD) 
30. Junior Muniz (PT)
31. Cláudia Oliveira (PSD)
32. Eduardo Alencar (PSD) 
33. Carlinhos Sobral (MDB)
34. Junior Nascimento (União)
35. Kleber Rosa (PSOL) 
36. Bobô (PCdoB) 
37. Vitor Azevedo (Avante) 
38. Angelo Coronel Filho (Republicanos) 
39. Silva Neto (Avante) 
40. Paulo Câmara (PL) 
41. Ludmilla Fiscina (PSD) 
42. Dr. Pitágoras (PP) 
43. Penalva (PP)
44. Tagner (PT) 
45. Fabrício (PCdoB) 
46. Tiago Correia (PSDB) 
47. Roberto Carlos (PV) 
48. Eduardo Salles (PV)
49. Jurailton Santos (Republicanos) 
50. Robinson (PT)
51. Fátima Nunes (PT) 
52. Luciano Simões Filho (União) 
53. Marquinho Viana (PV) 
54. João de Furão (Avante)
55. Zó do Sertão (PCdoB) 
56. Neusa Cadore (PT) 
57. Euclides Fernandes (PT)
58. Neto Coelho (PDT)
59. Soldado Prisco (PL)

60. José de Arimateia (Republicanos) 
61. Cacau da Mata (PDT) 
62. Josafá Marinho (PDT)
63. Jordavio Ramos (PSDB)

 

A lista pode pode sofrer alterações.

 

"Jaques Wagner foi o São Pedro que abriu as portas", homenageia Jerônimo em discurso da vitória
Foto: Daniel Araújo / Bahia Notícias

Em discurso da vitória realizado em frente ao Palácio de Ondina, o governador reeleito, Jerônimo Rodrigues (PT), fez seu pronunciamento oficial com quase 13 minutos de duração. O grande destaque de sua fala foi a homenagem ao senador Jaques Wagner (PT), a quem comparou figurativamente a "São Pedro" pelo papel na intermediação e articulação política, além das menções ao presidente Lula da Silva (PT), a movimentos sociais, deputados da base aliada, integrantes da chapa majoritária e à imprensa.



Confira em vídeo: 

 

"Além da história de Otto, todo mundo conhece o perfil e a história dos dois novos senadores da República, Rui Costa e Wagner. Faço uma homenagem especial a Jaques Wagner, que é o nosso interlocutor; foi na história São Pedro que abriu as portas e intermediou todo o processo", afirmou o governador reeleito.

 

Ao comentar o resultado estadual positivo obtido pela Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) na Assembleia Legislativa, Jerônimo ressaltou a relevância do feito. "O resultado não nos surpreendeu. É a gratidão do povo da Bahia. Reconheço o esforço desse time político, time de Lula e Jerônimo. Fazemos valer cada coisa nossa", acrescentou.

 

Além disso, o governador relembrou o poder histórico da Bahia na política nacional, reconheceu a atual divisão do Brasil e criticou a intervenção dos Estados Unidos no país. 

João Roma critica adversários e fala em manipulação dos pobres na Bahia
Fotos: Victor Hernandes / Bahia Notícias / Assessoria do PT

Em coletiva de imprensa conjunta com ACM Neto (União) após a derrota ao Senado, João Roma (PL) criticou indiretamente seus adversários vencedores e a dobradinha petista. "Como nós fizemos no passado ajudamos os necessitados. Diferente destes que manipulam os mais pobres aqui na Bahia", pontua.

 

Em tom mais moderado, João Roma deixa claro que reforçará a equipe no segundo turno com Flávio Bolsonaro (PL) para a nova etapa da disputa. "Espero que cada pessoa consiga enxergar a capacidade do nosso Brasil e a gente possa ter dias melhores", argumenta.

 

Ainda em coletiva, ele salienta a vitória e a força no Congresso Nacional, com pelo menos 100 deputados eleitos na Câmara e 28 no Senado Federal. "Obviamente as decisões do União Brasil competem ao União Brasil, mas é inevitável que nós vamos estar juntos. Torço muito para que todos possam abraçar um novo Brasil. Às vezes, muitas pessoas podem ter restrição a um novo ponto. Eu acredito que sim, que dada a realidade a gente consiga criar um momento de concórdia", pede João.

Nova composição da bancada baiana na Câmara altera força dos partidos em 2027; confira os números
Foto ilustrativa: Antonio Cruz / Agência Brasil

A eleição deste domingo (4) vai definir a nova composição da bancada da Bahia na Câmara dos Deputados. Ao todo, o estado elege 39 parlamentares para representar a população baiana em Brasília a partir de 2027. O resultado das urnas também deve alterar a distribuição das forças partidárias na bancada baiana.

 

Até o momento, a nova composição da bancada da Bahia na Câmara dos Deputados:

  • Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV): 10 deputados;
  • Federação União Progressista (União Brasil-PP): 8 deputados;
  • PSD: 6 deputados;
  • PL: 4 deputados;
  • Republicanos: 3 deputados;
  • Avante: 3 deputados;
  • Federação PSDB-Cidadania: 2 deputados;
  • PDT: 1 deputado;
  • MDB: 1 deputado;
  • PSB: 1 deputado.

Total: 39 deputados.

 

A comparação considera a composição partidária da bancada antes da eleição e o resultado das urnas de 2026. A análise também leva em conta as mudanças de legenda ocorridas durante a atual legislatura, já que deputados eleitos em 2022 podem ter mudado de partido antes da disputa deste ano.

 

Como deve ficar a bancada baiana, em gráfico do BN logo abaixo: 

 

[Nota em atualização]

Rui Costa e Jaques Wagner estão eleitos senadores pela Bahia com 94% das urnas apuradas
Foto: Ulisses Dumas / Campanha Jaques Wagner

Os candidatos Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT), conquistaram as duas vagas da Bahia no Senado Federal. Com 94,28% das seções eleitorais apuradas no estado, de acordo com o boletim oficial divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) às 21h02 deste domingo (4º), os ex-governadores baianos receberam 4.041.989 votos (29,79% dos válidos) e 3.710.694 votos (27,35% dos válidos), respectivamente.

 

Ambos assumirão os mandatos em fevereiro de 2027 e permanecerão no Senado até 2035. Em todo o país, 54 das 81 cadeiras da Casa estão sendo renovadas neste pleito. Wagner vai para o segundo mandato na Câmara Alta.

 

SOBRE OS CANDIDATOS
Com o resultado, Jaques Wagner chega ao seu segundo mandato na Casa Alta do Congresso, após a primeira eleição em 2018; enquanto Rui Costa, que atuou como ministro da Casa Civil no terceiro mandato do presidente Lula, entre 2022 e 2026, conquista uma vaga no Senado pela primeira vez.

 

Vinculados à chapa majoritária de Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia, os candidatos “puro-sangue” do PT são parte importante do legado de 20 anos da sigla no comando do Palácio de Ondina. Tudo começou com a eleição de Jaques Wagner, então deputado federal pela Bahia, em 2005, derrotando Paulo Souto (PFL), apoiado pelo então senador Antonio Carlos Magalhães, a maior força política do estado, até então. 

 

Rui Costa atuou como secretário de Relações Institucionais (Serin) do governo até 2010, quando foi eleito deputado federal pela Bahia. Jaques Wagner foi reeleito no mesmo ano. Em 2014, Rui foi escolhido como sucessor político do grupo, sendo eleito e posteriormente reeleito em 2018. 

 

Wagner assumiu cargos nos ministérios de Defesa e Casa Civil no governo de Dilma Rousseff e, após o impeachment da então presidente, foi nomeado gestor da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia. 

 

Esse histórico colocou os baianos na lista de prioridades do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no cenário nacional. Antecessor de Jerônimo, após eleição, Rui Costa retorna ao cenário político com cargo eletivo e “estabilidade” em Brasília por oito anos. 

 

No caso de Jaques Wagner, ex-líder do governo petista no Senado, a vitória na urna chega após uma campanha eleitoral marcada por momentos de tensão. 

 

Ainda em junho deste ano, o senador foi alvo de busca e apreensão no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de irregularidades do Banco Master no sistema financeiro nacional. O vínculo entre o PT da Bahia, em especial Jaques Wagner, com o empresário Augusto Lima se tornou alvo de escrutínio na pré-campanha e durante as mobilizações eleitorais. 

 

Juntos, Jaques e Rui superaram outros 8 candidatos ao Senado Federal pela Bahia, incluindo nomes como Angelo Coronel (Republicanos), atual senador e candidato à reeleição, e João Roma (PL), ex-ministro da Cidadania no governo de Jair Bolsonaro. 

 

Confira como ficará o Senado Federal em 2027:

 

[Atualização em tempo real]

Rui Costa está eleito senador pela Bahia; Jaques Wagner mantém vantagem pela segunda vaga com 87% das urnas
Fotos: Reprodução / Assessoria do PT / Agência Senado

Com 87,12% das seções eleitorais apuradas no estado, o candidato Rui Costa (PT) assegurou a vitória matemática para o Senado Federal na Bahia. De acordo com o boletim oficial divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) às 20h54 deste domingo (4), o ex-governador contabiliza 3.699.173 votos (29,67% dos votos válidos) e já está eleito. A segunda vaga segue liderada por Jaques Wagner (PT), que soma 3.393.979 votos (27,22%).

 

Na disputa pelo terceiro lugar, Angelo Coronel (REPUBLICANOS) contabiliza 2.545.912 votos (20,42%), seguido de perto por João Roma (PL), com 2.536.003 votos (20,34%).

 

CADEIRAS FICARAM COM:

  • Rui Costa (PT) - ELEITO: 29,65% (3.552.989 votos)

  • Jaques Wagner (PT): 27,20% (3.259.677 votos)

 

NÃO OBTÉM VAGA:

  • Angelo Coronel (REPUBLICANOS): 20,42% (2.447.346 votos)

  • João Roma (PL): 20,36% (2.439.636 votos)

  • Professora Delliana (PSOL): 1,62% (194.206 votos)

  • Marcelo Carvalho (REDE): 0,38% (45.636 votos)

  • Carlos Sodré (MOBILIZA): 0,15% (18.249 votos)

  • Marcelo Santtana (DC): 0,10% (11.405 votos)

  • Gregorio Gould (UP): 0,09% (11.291 votos)

  • Marcelo Millet (PCO): 0,04% (4.429 votos)

 Com mais de metade das urnas apuradas na Bahia, Rui Costa e Jaques Wagner seguem na liderança para o Senado
Foto: Reprodução / Assessoria do PT

Com 51,63% das urnas totalizadas no estado, os candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT) mantêm a liderança na disputa pelas duas vagas da Bahia no Senado Federal. Segundo o boletim das 19h14 do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), divulgado neste domingo de eleições ordinárias de 2026, a apuração ultrapassou a metade das seções nos 417 municípios baianos. Rui Costa contabiliza mais de 2,07 milhões de votos, enquanto Jaques Wagner soma mais de 1,90 milhão.

 

CADEIRAS FICARAM COM:

  • Rui Costa (PT): 29,12% (2.077.134 votos)

  • Jaques Wagner (PT): 26,67% (1.902.424 votos)

NÃO OBTÉM VAGA:

  • João Roma (PL): 20,78% (1.481.989 votos)

  • Angelo Coronel (REPUBLICANOS): 20,73% (1.478.516 votos)

  • Professora Delliana (PSOL): 1,86% (132.500 votos)

  • Marcelo Carvalho (REDE): 0,43% (30.937 votos)

  • Carlos Sodré (MOBILIZA): 0,16% (11.214 votos)

  • Gregorio Gould (UP): 0,10% (7.402 votos)

  • Marcelo Santtana (DC): 0,10% (7.281 votos)

  • Marcelo Millet (PCO): 0,04% (2.986 votos)

 

DADOS GERAIS:

  • Eleitorado Apto Total: 11.304.314

  • Eleitorado Apto das Seções Totalizadas: 5.576.191

  • Comparecimento: 4.473.694 (80,23%)

  • Abstenção: 1.102.497 (19,77%)

Presidente do TRE-BA cita propaganda irregular, boca de urna e compra de votos entre prisões nas eleições de 2026 na Bahia
Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Maurício Kertzman Szporer, afirmou ao Bahia Notícias (BN), neste domingo (4), que as 43 prisões registradas durante as eleições no estado da Bahia em 2026 estão relacionadas, principalmente, a crimes como propaganda eleitoral irregular, boca de urna e suspeitas de compra de votos.

 

Confira em vídeo:

 

Segundo Kertzman, cada ocorrência é analisada individualmente pela Justiça Eleitoral. A declaração foi dada ao comentar as ocorrências registradas ao longo do dia de votação e as apreensões de materiais de campanha no estado.

 

“A maior parte das prisões é por propaganda irregular, boca de urna ou caso de compra de votos. São as mais comuns, mas todas estão sendo processadas uma a uma. "Não sei se tem algo específico dessa prisão em específico, mas todas vão seguir os trâmites na justiça", salienta o presidente do TRE-BA.

 

Entre as ocorrências registradas neste domingo está um caso na cidade de Morpará, no oeste da Bahia. Um homem identificado como Gilmar da Silva Araújo, de 44 anos, foi conduzido à delegacia por uma suposta prática de crime eleitoral.

 

De acordo com informações da Polícia Civil, a ocorrência teria envolvido desordem que prejudicaria os trabalhos eleitorais, desacato à presidente de uma mesa receptora de votos e aglomeração com vestuário padronizado durante o dia do pleito.

 

O homem foi encaminhado para uma unidade policial, onde prestou depoimento. Um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) foi confeccionado para registrar o caso. Segundo informações repassadas pela Polícia Civil ao BN, Gilmar da Silva Araújo foi candidato nas últimas eleições em Morpará e acabou derrotado no pleito.

 

As circunstâncias da ocorrência ainda deverão ser analisadas pelas autoridades responsáveis. A Justiça Eleitoral deverá avaliar individualmente os casos registrados durante o pleito para definir eventuais responsabilizações e sanções.

Com 10,3% das urnas baianas apuradas, Rui Costa e Jaques Wagner lideram a disputa para o Senado Federal
Foto Montagem: Reprodução / Bahia Notícias

As urnas das 417 cidades baianas estão sendo contadas pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) neste domingo (4º) de eleições ordinárias de 2026. A Bahia conta com um eleitorado de 11,3 milhões de pessoas. Com a apuração de 10% das seções totalizadas até o momento, os candidatos Rui Costa (PT) e XXXX (X) estão à frente da disputa, com 28,65% e 26,11% dos votos, respectivamente.

 

Embora ainda falte contabilizar a maior parte dos votos, os primeiros resultados mostram a consolidação das posições iniciais. Os votos registrados para os candidatos que disputam as vagas no Senado apresentam a seguinte configuração parcial:

 

CADEIRAS FICARAM COM:

  • Rui Costa (PT – 133): 28,65% (391.501 votos)

  • Jaques Wagner (PT – 130): 26,11% (356.898 votos)
     

NÃO OBTÉM VAGA: 

  • Angelo Coronel (REPUBLICANOS – 100): 20,95% (286.346 votos)

  • João Roma (PL – 222): 20,95% (286.281 votos)

  • Professora Delliana (PSOL – 500): 2,35% (32.085 votos)

  • Marcelo Carvalho (REDE – 180): 0,53% (7.244 votos)

  • Carlos Sodré (MOBILIZA – 333): 0,17% (2.317 votos)

  • Gregorio Gould (UP – 800): 0,13% (1.733 votos)

  • Marcelo Santtana (DC – 277): 0,11% (1.540 votos)

  • Marcelo Millet (PCO – 290): 0,05% (716 votos)

 

DADOS GERAIS

  • Eleitorado Apto Total: 11.304.314

  • Eleitorado Apto das Seções Totalizadas: 96.782

  • Comparecimento: 77.252 (79,82%)

  • Abstenção: 19.530 (20,18%)

  • Votos em Branco: 19.630 (12,71%)

  • Anulados Sub Judice: 10.539 (6,82%)

  • Nulos: 0

 

É possível acompanhar a evolução dos votos e os comentários ao vivo com os editores do Bahia Notícias (BN) logo abaixo. Confira logo abaixo:

Vota BN: acompanhe a apuração das Eleições 2026 AO VIVO com o Bahia Notícias
Foto: Bahia Notícias

O Bahia Notícias acompanha, ao vivo, a apuração das Eleições 2026 neste domingo (4). A transmissão do Vota BN será comandada pelo editor-chefe do BN, Fernando Duarte, e pelo editor de Política, Maurício Leiro, com informações em tempo real sobre a disputa eleitoral.

 

A live vai apresentar os resultados parciais para presidente da República, governadores, duas vagas ao Senado por estado e pelo Distrito Federal, além de deputados federais, estaduais e distritais.

 

Os números serão atualizados com base nos dados oficiais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acompanhados de análises e comentários da equipe do Bahia Notícias sobre o desempenho dos candidatos e os principais acontecimentos da noite de votação na Bahia, no Brasil e no Mundo.

 

ACOMPANHE AO VIVO

ACM Neto confirma voto em Caiado para presidente e aposta no interior para vencer disputa na Bahia
Foto: Reprodução/Bahia Notícias

O candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), confirmou ter votado no ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), para a Presidência da República. O ex-prefeito de Salvador votou, na manhã deste domingo (4), na Faculdade de Administração da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador.

 

"Vamos ver qual vai ser, esse é o cenário de disputa, quem é que passa na frente, quantos votos ficam na frente, tudo isso tem que ser esperado. Eu, no primeiro turno, cumpri com o que havia dito, votei em Caiado, conforme já havia anunciado. Agora nós vamos aguardar", declarou.

 

A informação já havia sido adiantada pelo postulante ao Palácio de Ondina meses atrás, quando Caiado ainda integrava o União Brasil.


Além de anunciar o voto para presidente, Neto avaliou a campanha realizada nos últimos meses. Segundo ele, a movimentação começou mais tarde e acabou com os adversários recorrendo à "baixaria".


"Em termos de amplitude da campanha para os dois lados, é, acho que a campanha começou mais tarde. Agora acabou com os meus adversários recorrendo à baixaria e a mentiras, acusações caluniosas, tanto que nós vamos ter que responder, é, com processos judiciais para buscar o estabelecimento da verdade", declarou Neto.


"Agora, tudo isso é fruto do desespero de um grupo que está há 20 anos no poder, que hoje se acha dono do governo da Bahia e que está desesperado ao ver que esse poder vai, é, mudar do ponto de vista de uma renovação, de um desejo do nosso povo de mudança e de um horizonte e da perspectiva, é, de um trabalho novo a partir do próximo ano", completou.


Sobre o clima da votação no interior da Bahia, Neto diz que isso vai ser decisivo para assegurar a diferença de votos que faltou na eleição passada para garantir a vitória.


"Estou em conversa com os prefeitos, com deputados, com candidatos, com lideranças. Está todo mundo muito animado. As notícias do interior são muito boas para a gente. É, é claro que isso tudo é sentimento, né, porque resultado só depois que a urna abrir. Mas eu acho que nós vamos surpreender, é, com o resultado do interior este ano. É, e isso vai ser decisivo para assegurar aquela diferença de votos que faltou na eleição passada para a gente sair vitorioso", finalizou.

Entre projeções e disputas, partidos desenham futuro das 39 cadeiras da Bahia na Câmara com pouca renovação
Foto: Reprodução / Câmara dos Deputados

As eleições de 2026 devem redesenhar a composição da bancada da Bahia na Câmara dos Deputados. Com 39 cadeiras em disputa, partidos e federações fazem as contas nos bastidores, avaliam o desempenho de suas nominatas e projetam quantos nomes poderão levar para Brasília a partir de 2027.

 

Entre os nomes, há deputados federais que buscam a reeleição, ex-parlamentares, nomes com atuação em Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais, além de empresários, lideranças regionais e candidatos que estreiam na corrida por uma vaga no Congresso Nacional.

 

A atual bancada dos baianos na Câmara dos Deputados é composta pelos seguintes nomes e partidos:

 

 

Desses, pelo menos 26 disputam a reeleição. Muitos aparecem nas contas internas das próprias legendas como nomes importantes para a manutenção das bancadas, enquanto outros candidatos tentam ocupar os espaços deixados por parlamentares que não disputarão novamente o cargo.

 

A eleição proporcional, porém, não depende apenas do desempenho individual de cada candidato. A distribuição das cadeiras considera a votação das legendas e federações, o que torna a composição das chapas um dos principais elementos da disputa.

 

Na Bahia, são 535 candidaturas registradas para 39 vagas de deputado federal, segundo dados atualizados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número representa uma concorrência de aproximadamente 13,7 candidatos por cadeira.

 

O cenário também é marcado pela atuação das federações partidárias. Em 2026, cinco estão registradas no TSE e disputam o estado: Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV; Federação PSOL-Rede; Federação PSDB-Cidadania; Federação Renovação Solidária, composta por PRD e Solidariedade; e Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas.

 

Com as novas alianças, a disputa pelas vagas federais passa também pelo equilíbrio interno entre os partidos que integram cada federação. Na prática, os candidatos precisam dividir o eleitorado e, ao mesmo tempo, contribuir para que o grupo alcance votos suficientes para conquistar cadeiras.

 

Nas palavras de Ulysses Guimarães, um dos principais nomes da Assembleia Nacional Constituinte, o papel do parlamentar está diretamente relacionado à representação dos interesses nacionais. Durante a Constituinte, ele afirmou: “A história nos desafia para grandes serviços, nos consagrará se os fizermos, nos repudiará se desertarmos”.

 

Em 2026, o cenário baiano reúne centenas de candidaturas, mas nem todos os nomes partem das mesmas condições políticas e eleitorais. O Bahia Notícias (BN) ouviu interlocutores de diferentes partidos e, a partir dessas conversas, organizou os nomes que aparecem com maior frequência nas contas internas das legendas.

 

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Vale ressaltar que a divisão apresentada pelo BN não representa exclusão de candidaturas nem antecipa o resultado das urnas. O objetivo é retratar o cenário de bastidores e testar as projeções apresentadas pelas próprias legendas diante da composição das chapas e da força política de cada candidato.

 

OS FAVORITOS:

  1. Adolfo Viana (PSDB);

  2. Muniz Filho (PSDB);

  3. Daniel Alencar (PSD);

  4. Antonio Brito (PSD);

  5. Roberta Roma (PL);

  6. Lucas Reis (PT);

  7. Jorge Solla (PT);

  8. Zé Neto (PT)

  9. Ivoneide Caetano (PT);

  10. Bacelar (PV);

  11. Elmar Nascimento (União); 

  12. Dal Barreto (União);

  13. Claudio Cajado (Progressistas); 

  14. Paulo Azi (União);

  15. Arthur Maia (União);

  16. Léo Prates (Republicanos);

  17. Diego Coronel (Republicanos);

  18. Márcio Marinho (Republicanos);

  19. Rogéria dos Santos (Republicanos);

  20. Neto Carletto (Avante);

  21. Ricardo Maia (MDB);

  22. Jayme Viera Lima / Jayminho (MDB);

 

OS DESAFIANTES:

  1. Gabriel Nunes (PSD);

  2. Raimundo da Costa (PSD);

  3. Sérgio Brito (PSD);

  4. Paulo Magalhães (PSD);

  5. Charles Fernandes (PSD);

  6. Mauricio Trindade (PSDB);

  7. Duda de Alan Sanches / Duda Sanches (PSDB);

  8. Waldir Catarino (NOVO);

  9. Carlos Medeiros  (NOVO);

  10. Capitão Tadeu (PDT);

  11. Capitão Alden (PL);

  12. Leandro de Jesus (PL);

  13. Jonga Bacelar (PL);

  14. Abraão Reis (PL);

  15. Valmir Assunção (PT);

  16. Afonso Florence (PT);

  17. Joseildon Ramos (PT);

  18. Daniel Almeida (PCdoB);

  19. Alice Portugal (PCdoB);

  20. Olívia Santana (PCdoB);

  21. Sandro Filho (União Progressista);

  22. Manuel Rocha (União Progressista); 

  23. Leur Lomanto Junior (União Progressista); 

  24. Carlos Silva / ‘Robinho’ (União Progressista); 

  25. Cacá Leão (União Progressista); 

  26. José Pinto / Zé Chico (União Progressista);

  27. Benedito Filho / Ditinho Avivip (União Progressista);

  28. Jorge Araújo / Jorge Araújo Repórter (União Progressista);

  29. Professor Hamilton Assis (PSOL);

  30. Eliete Paraguassu (PSOL);

  31. Professor Reginaldo Alves (PSOL);

  32. Ulderico Pinto (Rede);

  33. Luiz Argôlo (Republicanos);

  34. Marcelo Nilo (Republicanos);

  35. Soldado Correa (Republicanos);

  36. Talita Oliveira (Republicanos);

  37. Renato Piaba (Republicanos);

  38. Doutor Alan Castro (Republicanos);

  39. Quécia Reis (Missão);

  40. Pastor Sargento Isidório (Avante);

  41. Danilo Henrique (MDB);

  42. Moema Gramacho (MDB);

  43. Ubaldino Junior (MDB);

  44. Isaac Nery (MDB);

  45. Félix Mendonça Júnior (PDT);

  46. Paulo Cezar (PDT);

 

OS INCERTOS: 

  1. Bebeto Galvão (PSD);

  2. Uziel Bueno (PSD);

  3. Ana Rita Tavares (PSD);

  4. Kátia da Saúde (PSD);

  5. Leonardo Bandeira (PSD);

  6. Dr. Alfred Assis / ‘Alfredinho’ (PSD);

  7. Doutora Raissa Soares (PL);

  8. Cinthia Machado (Republicanos);

  9. Dr. Marcelo (Avante);

  10. Elmo Vaz (Avante);

  11. Giovana Ferreira (UP);

  12. Luiz Guilherme de Oliveira / Guizin (UP);

  13. Vânia Souza / Van de Ninga (PRD);

  14. Júlio de Jesus / Irmão Júlio (PRD);

 

Os partidos Agir, PCO, PCB, PSTU, PRTB, Podemos e PTB não registraram nenhuma candidatura na Justiça Eleitoral. O DC não tem grandes expectativas, mas possui seis candidatos concorrendo (cinco inaptos) na disputa nesta sexta-feira (2), dois dias antes do primeiro turno. O Solidariedade tem seis candidaturas, mas nenhuma foi apontada pelas lideranças ouvidas pelo BN.

 

Confira projeções em lista otimista, isto é, que os partidos almejam alcançar:

  • Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV): 11 parlamentares;

  • Federação União Progressista: 9 parlamentares;

  • Federação Renovação Solidária (Solidariedade + PRD): 2 parlamentares;

  • Federação PSOL-Rede: 1 parlamentar;

  • PSD: 7 parlamentares;

  • Avante: 3 parlamentares;

  • PDT: 2 parlamentares;

  • PL: 4 parlamentares;

  • Republicanos: 5 parlamentares;

  • PSDB - Cidadania: 3 parlamentares;

  • MDB: 4 parlamentares;

  • PSB: 2 parlamentares;

  • Missão: 1 parlamentar;

  • UP: 1 parlamentar;

 

Total: 82 nomes aparecem nas projeções para as 39 cadeiras da Câmara dos Deputados em 2027.
 

Em um cenário otimista, considerando todas as apostas levantadas, 24 candidatos são apontados como favoritos, enquanto outros 58 permanecem entre desafiantes e nomes ainda incertos. O número de candidatos projetados supera em 43 o total de vagas disponíveis. Confira a distribuição no gráfico:

 

(Nota em atualização)

Vota BN: Faça teste às cegas e veja com qual candidato ao governo da Bahia você tem mais afinidade
Foto: Bahia Notícias

Na semana em que milhões de baianos vão as urnas, o Bahia Notícias criou uma ferramenta com base nos programas de governo dos candidatos ao governo para identificar com qual deles o eleitor mais tem afinidade. A plataforma não armazena informações dos eleitores e permite fazer um teste às cegas, comparando as plataformas dos candidatos cujos partidos possuem representação no Congresso Nacional: ACM Neto (União), Jerônimo Rodrigues (PT) e Ronaldo Mansur (PSOL).

 

Para participar, o eleitor responde sobre 10 temas essenciais sobre políticas públicas, como saúde, educação e segurança pública, sem saber de qual candidato as proposições são. A partir daí, a plataforma identifica quais são as maiores afinidades e apresenta um resultado com percentuais aproximados. A iniciativa não é uma enquete ou uma pesquisa eleitoral, mas apenas mais uma maneira de contribuir com o processo democrático na Bahia.

 

A cada pergunta, o eleitor escolhe se concorda ou não com as propostas. Há também a alternativa de colocar “peso duplo” nas respostas, o que pode ampliar ou reduzir a afinidade com os candidatos. Ao final, inclusive, o eleitor pode auditar as próprias respostas, mostrando os trechos dos programas de governo onde foram retiradas as proposições.

 

Faça o teste e veja qual candidato ao governo da Bahia mais parece com as ideias que você defende:

ACM Neto diferencia seu caso do de Wagner ao comentar investigação sobre o Banco Master
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou que não cabe a ele julgar o senador Jaques Wagner (PT) ao comentar as investigações relacionadas ao Banco Master. Durante entrevista à série especial "Vota BN", do Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (21), o ex-prefeito de Salvador também destacou diferenças entre a situação do petista e as relações comerciais mantidas por ele com empresas ligadas ao banco.

 

Segundo Neto, Wagner ocupava um cargo público quando teria mantido relações com o Banco Master, enquanto ele não exercia função pública quando realizou negócios privados. “Eu não ocupava nenhuma função pública, eu era um cidadão privado, tinha liberdade para fazer meus negócios privados, desde que eles fossem legais”, afirmou.

 

A Polícia Federal investiga Wagner no âmbito da Operação Compliance Zero por suspeitas relacionadas a vantagens indevidas e possível atuação parlamentar em pautas de interesse do Banco Master. O senador nega as acusações e afirma que provará sua inocência.

 

No caso de Neto, dados do COAF apontaram repasses de R$ 3,6 milhões, em 2023 e 2024, para uma empresa de consultoria ligada a ele e à esposa. O candidato confirmou os valores e afirmou que os pagamentos foram feitos por serviços legais de consultoria e gestão empresarial, com contratos, emissão de notas fiscais e pagamento de impostos.

 

Ao falar sobre os possíveis efeitos do caso Master na disputa eleitoral, Neto afirmou que espera que a estrutura do poder público não seja utilizada para influenciar a escolha dos eleitores. “O que eu espero é que a máquina pública, principalmente policial, não tente interferir na vontade do eleitor”, declarou.

 

O candidato também defendeu que as instituições respeitem a Constituição e os limites de atuação de cada Poder.

 

ASSISTA O PROGRAMA COMPLETO:

VÍDEO: ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Ninguém é dono do voto de ninguém”
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

Em sabatina realizada nesta segunda-feira (21) com os editores do portal Bahia Notícias (BN), dentro do projeto Vota BN no Projeto Prisma, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto comentou o fenômeno conhecido como “Lula-Neto”, que se refere ao voto dividido de eleitores entre a disputa pelo governo estadual e a Presidência da República. Durante a transmissão do podcast, o político foi enfático e respondeu que “ninguém é dono do voto de ninguém”.

 

Confira o momento:

 

O tema teve relevância no cenário político baiano quando a Justiça Eleitoral da Bahia negou um pedido da coligação de Jerônimo Rodrigues (PT), “Mais Bahia, Mais Brasil”, para retirar do Instagram um vídeo em que influenciadores baianos declaravam apoio simultâneo ao presidente Lula da Silva (PT) e a ACM Neto (União).

 

Essa decisão foi assinada pelo juiz auxiliar do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Isaías Vinícius de Castro Simões, e revelada pelo BN. Na sabatina, ACM Neto acusou o PT de “quase ameaçar” o eleitorado ao defender que a população deve votar em candidatos da mesma legenda para os governos estadual e federal sob a justificativa de alinhamento político.

 

“Cada baiano, cada cidadão, cada eleitor é dono do seu voto. Eu não aceito e acho uma temeridade quando nossos adversários chegam a chantagear o eleitor. Chegam até a se aproximar de uma ameaça ao eleitor. Aí vem aquela mesma conversa: tem que ser do mesmo partido. Eu mostrei que o mais importante era ser um bom prefeito. Trabalhei com três presidentes diferentes [...] então foi o partido que atrapalhou? Não”, critica o político.

 

A defesa do voto independente ocorre em um contexto em que o presidente Lula mantém ampla vantagem entre o eleitorado baiano. Segundo pesquisa da Real Time Big Data, Lula aparece com 55% dos votos válidos no estado, contra 24% de Flávio Bolsonaro. O cenário reforça a importância estratégica do eleitorado lulista para ACM Neto, que mantém aliança com o Partido Liberal (PL) na disputa pelo governo da Bahia.

 

Para o ex-prefeito, a divergência partidária entre diferentes esferas de governo não compromete a gestão e pode trazer benefícios para a administração pública. “Às vezes, não ser do mesmo partido tira da zona de conforto”, acrescenta.

 

O político também reforçou que, concluído o processo eleitoral, as lideranças devem focar na administração e na entrega de resultados para os cidadãos. Segundo ele, é fundamental “desmontar o palanque” depois da eleição.

 

“Eu sou homem forjado na democracia, que sempre respeitei os resultados das urnas, que nunca contestei, porque é o melhor que nós temos. Agora, eu também tenho espírito público para fazer o que fiz como prefeito. O eleito vai governar com os eleitos. Se for um bom governador, vai ser respeitado por qualquer presidente. Às vezes, até não ser do mesmo partido ajuda, porque tira da zona de conforto”, relata.

 

É possível assistir à entrevista completa logo abaixo:

ACM Neto classifica Ponte Salvador-Itaparica como 'caixa preta' e promete revisar projeto
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

O candidato ao Governo da Bahia pelo União Brasil, ACM Neto, afirmou nesta segunda-feira (21) que pretende reavaliar o projeto da Ponte Salvador-Itaparica caso seja eleito. Durante sabatina da série “Vota BN”, do projeto Prima, do Bahia Notícias, ele classificou o empreendimento como uma “caixa preta” e defendeu a abertura dos dados sobre a obra. 

 

Apesar das críticas, ACM Neto disse ser favorável à construção da ponte e afirmou que considera o projeto importante para o desenvolvimento de Salvador, das ilhas, do Recôncavo e do Baixo Sul. Segundo o candidato, a análise deverá considerar as questões técnicas e jurídicas ainda pendentes, além da viabilidade econômica da obra. 

 

Ele também questionou as sucessivas mudanças no projeto e os valores envolvidos no empreendimento. “Eu sou a favor da Ponte Salvador-Itaparica. É um projeto importante para a Bahia, é importante para desenvolver Salvador, as ilhas, o Recôncavo, o Baixo Sul. Agora, eu não vou conduzir da forma como eles estão conduzindo”, afirmou.

 

ACM Neto também citou a necessidade de avaliar os custos do projeto. Segundo ele, o empreendimento, inicialmente estimado em cerca de R$ 6 bilhões, já estaria próximo de R$ 12 bilhões ou R$ 13 bilhões e poderia demandar novos recursos. O candidato ainda criticou a ausência, até o momento, de uma estaca da estrutura e mencionou a possibilidade de novos pedidos de reequilíbrio por parte do consórcio responsável pela obra.

 

“Ganhando o governo, eu vou abrir a caixa preta. Quais são de fato as questões técnicas que ainda estão sem solução, quais são as questões jurídicas que precisam ser observadas e, finalmente, a viabilidade econômica”, declarou.

 

Durante a sabatina, ACM Neto também criticou a situação de obras de infraestrutura federais na Bahia, como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e as BRs-324, 101, 116 e 242. Para ele, o governador deve atuar politicamente junto à bancada baiana, ministros e Presidência da República para cobrar soluções para projetos de responsabilidade federal.

 

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ACM Neto detalha "Pix Saúde" e critica atual gestão: “A realidade é diferente da propaganda”
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

ACM Neto (União), candidato ao governo da Bahia, é o convidado nesta segunda-feira (21) da sabatina do Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias (BN). Ao comentar uma de suas principais propostas para a saúde, o Pix Saúde, ele também direciona críticas ao atual governador e adversário nas urnas, Jerônimo Rodrigues. 

 

O Pix Saúde prevê a contratação de hospitais particulares e filantrópicos para ampliar o atendimento a pacientes do SUS em situações de urgência. Como ponto central para sua execução, ACM pontua a escolha da tabela (ferramenta que organiza os dados sobre os leitos de um hospital) e afirma se inspirar na paulista.

 

“O ponto central para viabilizar o projeto é a tabela que você vai definir. Portanto, quanto é que você vai pagar por aquele leito e por aquele atendimento médico? A nossa inspiração é a tabela de São Paulo, a tabela paulista. Eles não ficam apenas com o valor da tabela SUS, eles pagam um valor superior ao da tabela SUS”, afirma. 

 

O candidato justifica a escolha argumentando que o governo do estado paga a tabela do SUS ao passo que, segundo ele, muitos hospitais não a aceitam. Ao direcionar a fala para a gestão de Jerônimo Rodrigues, ACM argumenta que o governador tende a omitir problemas voltados à saúde do povo baiano, como problemas na fila de regulação e casos de urgência e emergência. 

 

“A realidade é diferente da propaganda de Jerônimo”, comenta. 

 

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Ronaldo Mansur cobra ações do Detran-BA para reduzir acidentes com trabalhadores de aplicativo
Foto: Matheus Lopes

O candidato ao Governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) defendeu uma atuação mais efetiva do Detran na prevenção de acidentes de trânsito, com atenção especial a motoristas e entregadores que trabalham por aplicativos. Durante entrevista ao podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias, na segunda-feira (14), Mansur questionou a destinação dos recursos arrecadados pelo órgão e afirmou que faltam ações de educação no trânsito voltadas para essa categoria.

 

“A gente tem que colocar o Detran, que arrecada milhões e milhões todos os anos para ter políticas educativas de trânsito. O que é que o Detran está fazendo com os recursos que arrecada todo mês? Raras são as ações que o Detran faz em relação à educação no trânsito. Você tem aí trabalhadores de aplicativos que passam a executar as suas tarefas trabalhistas em busca do seu pão, mas você não tem nenhum curso para essas pessoas no trânsito”, questionou.

 

Segundo o candidato, trabalhadores que utilizam veículos para exercer suas atividades não contam com cursos específicos de formação para enfrentar os riscos do trânsito durante a jornada. Em 2025, mais de 3 mil pessoas morreram em acidentes nas rodovias e vias da Bahia, uma média de oito mortes por dia. Motociclistas representaram 45,9% dos óbitos, enquanto ocupantes de veículos corresponderam a 31,6% e pedestres, a 12,3%.

 

Mansur também criticou as condições de trabalho oferecidas pelas plataformas digitais. Para ele, além do aumento dos acidentes, a categoria enfrenta exploração da mão de obra e falta de proteção social. O candidato defendeu ainda uma atuação da bancada do PSOL no Congresso Nacional para discutir a relação entre trabalhadores e empresas de aplicativos e tentar limitar o que considera práticas de exploração no setor.

 

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VÍDEO: Ronaldo Mansur sobre Ponte Salvador-Itaparica: “O governo tem que sentar na cadeira da humildade”
Fotos: Eduarda Pinto / Bahia Notícias / Concessionária Ponte Salvador-Itaparica

A poucas semanas das eleições de 2026 no Brasil, o candidato Ronaldo Mansur (PSOL) foi o sabatinado do Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias (BN). Durante a entrevista, o prefeiturável/candidato abordou os gargalos da infraestrutura estadual e os desafios da logística para o transporte de mercadorias e serviços na Bahia.

 

Veja em forma de vídeo:

 

Um dos pontos centrais da sabatina Vota BN foi o projeto da Ponte Salvador-Itaparica. Mansur defendeu categoricamente a revisão do contrato vigente antes de dar prosseguimento às intervenções. “O governo tem que sentar na cadeira da humildade e dialogar com as comunidades”, dispara.

 

Ao comentar o histórico e a execução do empreendimento, o candidato apontou a falta de clareza nos valores envolvidos e a ausência de debate com as populações atingidas. "Em relação à ponte, que não começa a obra em 5 e 6 anos, agora temos uma caixa preta nesse contrato. A ponte que ia custar 5 bi, agora dizem que é 14 bilhões de reais. Quais serão os impactos nas áreas de saúde, segurança e educação lá nas cidades onde a ponte vai desembocar?", questiona.

 

O candidato também cobrou do governo estadual uma reavaliação da viabilidade econômica e social da região, apontando a existência de conflitos de interesse no contrato. "Não custa nada abrir esse contrato, é preciso dialogar e esclarecer a ponte", reforçou.

 

"As comunidades tradicionais e terreiros dizem que o governo não dialogou, e isso é preciso. Temos que colocar o Ministério Público da Bahia (MP-BA) para intermediar esse conflito, não custa nada abrir um caderno da democracia", alega Mansur.

 

Apesar das críticas severas à condução do contrato da ponte, Mansur reconheceu o porte e a relevância do projeto para a logística baiana. No entanto, retratou um cenário de abandono na malha rodoviária do estado, criticando a manutenção das rodovias estaduais (BA's) durante a gestão petista.

 

Segundo o postulante, enquanto grandes projetos avançam com entraves, as estradas estaduais seguem sem os investimentos necessários para garantir o escoamento seguro e eficiente de cargas e passageiros. Mansur abordou ainda os planos para o desenvolvimento da malha ferroviária no estado, projetada em parceria com o Governo Federal.


Confira o momento logo abaixo:

Vota BN: Em crítica a Jerônimo, Mansur chama aprovação automática de “desserviço” e promete fim
Foto: Divulgação / @ronaldomansur.psol

Ronaldo Mansur,  candidato ao governo da Bahia e presidente do PSOL no estado, é o convidado da sabatina do Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias (BN), nesta segunda-feira (14). Ele comenta, sob sua ótica, erros e acertos do atual Governo no que tange à educação, em especial às escolas de tempo integral, criadas na gestão de Jerônimo Rodrigues (PT), adversário nas urnas.

 

Um dos pontos reforçados durante a campanha de Mansur é a importância de aproximar a cultura dos estudantes da rede pública de ensino. Ao ser questionado sobre a possibilidade de, caso eleito, investir no modelo das escolas em tempo integral, o candidato declara “aquilo que é bom, a gente vai tentar aperfeiçoar”. 

 

Em contrapartida, levanta o tópico da “aprovação automática”, pauta polêmica dentro do atual governo, que abre palco para debates sobre a desvalorização dos professores baianos. 

 

“Aquilo que é bom a gente aplaude, aquilo que é bom a gente vai tentar aperfeiçoar. E o que não for bom, a gente vai excluir. Uma das coisas é a aprovação automática. Jerônimo, enquanto professor, eu não sei porque ele insiste nessa tese de que não há aprovação automática. Se você tem cerca de 17 matérias e o aluno só perde de ano se passar em pelo menos 5, o que é isso se não aprovação automática?” questiona. 

 

Ronaldo Mansur acredita que a questão seja um “desserviço aos professores” que devem ser figuras preservadas e respeitadas. Ele promete acabar com a aprovação automática, caso eleito. 

 

“Isso é um desserviço aos professores, a autoridade do professor deve ser preservada e respeitada. E o Jerônimo, enquanto professor, tomou nota 0 com essa declaração (...) Nós vamos terminar com a aprovação automática, temos que ter professores valorizados”. 

 

As escolas de tempo integral, por sua vez, foram citadas como reivindicações conjuntas que, segundo o candidato, não se reduzem ao trabalho do gestor atual. 

 

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Angelo Coronel comenta sobre possível disputa com João Roma: "espero que a gente esteja na paz até o final”
Fotos: Ronne Oliveira / Eduarda Pinto / Bahia Notícias

Em sabatina do Vota BN, o podcast Projeto Prisma, nesta segunda-feira (24), o senador Angelo Coronel (Republicanos) comentou a possibilidade de disputar espaço com o ex-ministro João Roma (PL) na composição da chapa da oposição para o Senado Federal nas eleições de 2026.

 

Ao abordar o tema, o parlamentar adotou um tom conciliador e afirmou esperar que a relação entre os dois permaneça harmoniosa ao longo do processo político. "Espero que a gente esteja na paz até o final", conta Coronel ao ser questionado sobre uma eventual disputa interna pela vaga ao Senado.

 

Confira o episódio logo abaixo:

Angelo Coronel relembra desgaste com Otto Alencar e confessa que rompimento “não foi saudável”
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

O senador e candidato à reeleição, Angelo Coronel (Republicanos), em sabatina do Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias (BN) nesta segunda-feira (24) , relembra sua relação com o senador Otto Alencar (PSD) e esclarece que ambos “não se veem mais como antigamente”. 

 

A relação entre os senadores ia além do profissional, visto que Diego Coronel, filho mais novo de Angelo, é afilhado do dirigente. Os desgastes aconteceram após Otto Alencar garantir o apoio do PSD à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) neste ano, dando a entender que a vaga na chapa majoritária não era garantida a Coronel.

 

Em declarações públicas, Otto afirmou que Coronel nunca escondeu o desejo de caminhar com a oposição e apoiar ACM Neto (União Brasil). 

 

Ao ser questionado sobre o paradeiro do vínculo, Coronel reforça os desgastes.

 

“Eu sempre, na política, fui seu liderado. Evidentemente, na vida, a gente é liderado, mas tem limites para essa liderança”, afirma. 

 

Ele não nega que sente falta da convivência. Por vezes, recebia e acatava conselhos do senador, com o qual partilhava uma amizade há quase 40 anos. Por isso, classifica o rompimento como brusco.

 

“Porque você que convive com uma pessoa por 39 anos e você rompe, assim bruscamente, não é um rompimento comum. Eu seria mentiroso em achar que seria um rompimento saudável. Então não foi.  Desejo tudo de bom para ele, desejo sorte e saúde para ele”, conclui.

 

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VÍDEO: Angelo Coronel defende impeachment de ministros do STF e afirma: “Pau que dá em Chico, dá em Francisco”
Fotos: Eduarda Pinto / Bahia Notícias / Cadu Pinotti / Agência Brasil

Em sabatina ao podcast Projeto Prisma, do projeto Vota BN (Bahia Notícias), nesta segunda-feira (24), o senador Angelo Coronel (Republicanos) defendeu a possibilidade de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que descumpram a Constituição e criticou o que classificou como excessos do Judiciário. Durante a entrevista, o parlamentar afirmou que o Senado possui prerrogativas para afastar magistrados da Corte e resumiu seu entendimento com a expressão: "Pau que dá em Chico, dá em Francisco."

 

Ao abordar a possibilidade de afastamento de magistrados da Suprema Corte, Coronel destacou que o Senado possui competência legal para agir caso a Constituição brasileira seja descumprida, enfatizando que a medida não pode ser tratada como revanche.

 

"Evidentemente que o senador tem a mesma prerrogativa de votar em um ministro e também de afastá-lo caso ele não cumpra a Constituição brasileira. Pau que dá em Chico, dá em Francisco. É uma pauta que não pode ser tratada como vingança; é o caso de o magistrado não estar atuando dentro das quatro linhas", argumenta.

 

Ao criticar a atuação do Judiciário no processo legislativo, o senador sustentou que os magistrados devem se ater à interpretação das leis e que, para legislar, deveriam deixar o cargo. "Não dá mais para o Judiciário fazer leis. Ele deve pegar a toga, pendurar e vir fazer leis. Ele está lá para ser o guardião das leis. Nós temos que dar uma enquadrada", acrescenta.

 

Em sua fala, o candidato relembra o modelo republicano do país: "Os poderes precisam ser harmônicos e independentes; não pode nenhum se sobrepor aos outros", completa que, se for necessário diante de atuações fora das regras constitucionais, o impeachment deve ser realizado.

 

Ao citar o artigo 2º da Constituição Federal de 1988, que preconiza a independência e a harmonia entre os Poderes, o senador apontou que "o problema todo" da crise institucional é a tentativa de um Poder se sobrepor e "pisotear" os demais. Questionado sobre os fundamentos da Câmara Alta, o Coronel reforçou a representatividade do Parlamento.

 

"O problema é quando os poderes se sobrepõem aos outros. Não podemos concordar com isso. O poder que representa o povo é o Legislativo; a Câmara representa o povo e o Senado representa os estados. Tem presidente da República que quer que o Senado seja um puxadinho. Eu, quando estiver lá, não vou aceitar isso nunca. Não sou senador chapa-branca. Não estou lá para obedecer ao presidente de plantão", afirma.

 

Mesmo admitindo ter contado com o apoio de membros que ocuparam o Poder Executivo para sua eleição, Angelo Coronel ressaltou sua autonomia política na condução do mandato . "Muitos me ajudaram a chegar aonde eu cheguei, mas não é por isso que eu tenho que ser subalterno", conclui.

 

Confira a entrevista completa logo abaixo:

Angelo Coronel declara 'página virada' em partido e prevê virada no cenário da Bahia
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

O senador e candidato à reeleição Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que a possibilidade de mudança de partido ficou para trás e classificou o assunto como “página virada”. O parlamentar também avaliou que as articulações em torno da chapa majoritária mostram preocupação de integrantes da base governista com a disputa pelo Senado. As declarações foram dadas nesta segunda-feira (24), durante entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, na série especial “Vota BN”.

 

Segundo Coronel, reuniões realizadas por lideranças para discutir sua participação na chapa acabaram sendo interpretadas por ele como um sinal de que sua candidatura passou a incomodar setores do grupo governista. “Para mim, é uma pauta, página virada. Ao mesmo tempo, eu fico lisonjeado de marcarem uma reunião com, sei lá, cento e tantos prefeitos, onde a pauta principal foi o ‘episódio Coronel’. Então, significa que Coronel deve estar gerando algum incômodo”, afirmou.

 

O senador também criticou as articulações que, segundo ele, discutiam uma eventual posição de suplente na chapa, enquanto Jaques Wagner (PT) permaneceria como titular. “Eu dormi muito vaidoso quando eu vi os vídeos. O Rui Costa principalmente, contando a história que Lula ia ligar para Diego [Coronel], que ia me ligar, que ia dar quatro anos a Wagner. Depois mais quatro anos. Gente, tudo isso estava se falando de suplência, ninguém estava falando de titularidade”, disse.

 

Para o parlamentar, as movimentações demonstram que a vaga para o Senado é um dos principais pontos de disputa dentro da composição governista. “Eu só tenho a dizer isso: eles estão preocupados com a vaga de Senado, porque, se não estivessem preocupados, não estariam se reunindo e, a todo momento, me depreciando no interior perante os prefeitos”, declarou.

 

O republicano também falou sobre a relação com prefeitos baianos que, neste momento, sinalizam apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e aos nomes ligados ao grupo governista para o Senado. Na avaliação de Coronel, os gestores municipais possuem autonomia para rever seus posicionamentos conforme a campanha avance.

 

“O prefeito vai fingir que está recebendo a pressão do governo, vai fingir até que está obedecendo, mas prefeito (a), são pessoas independentes, são pessoas que estão no cargo porque o povo os elegeu. Não estão no cargo por imposição de governador ou de ministro”, afirmou.

 

Coronel acredita que o cenário eleitoral ainda pode sofrer mudanças significativas nas próximas semanas. Ele citou o início de setembro como um momento de maior movimentação das lideranças baianas. O parlamentar afirmou ainda que espera continuar entre as opções consideradas pelos prefeitos na corrida pelo Senado.

 

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“A extrema-direita tenta roubar de assalto o que é nosso”, afirma Professora Delliana, sobre as pautas no STF
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

A única mulher concorrendo ao Senado pela Bahia, candidata Professora Delliana (PSOL), em mais uma rodada da sabatina do podcast do Bahia Notícias (BN), o Projeto Prisma, nesta segunda-feira (17), afirma que a possibilidade de impeachment de determinados juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) é motivada por minorias que percebem a necessidade de revisar pautas. 

 

A candidata reforça a necessidade de mudar “a fotografia” do STF, mas não acredita que o impeachment seja necessário. Segundo ela, a maior problemática gira em torno da atuação da extrema-direita diante de pautas esquerdistas.

 

“A extrema-direita tenta roubar de assalto o que é nosso. Eles tentam e fazem isso. Fizeram isso na saúde. A situação que a gente vive na saúde hoje, a parcela de culpa muito grande é da extrema-direita, porque a gente tem vacinas sendo distribuídas nos postos de saúde de graça e pessoas da extrema-direita sendo antivacina”, afirma. 

 

Delliana conclui afirmando que a extrema-direita deve se colocar no “lugar que lhe compete”, entendido por ela como lugar de “inimiga do povo”; “inimiga dos nossos direitos”; “inimiga da ciência”; “inimiga da saúde” e, por fim, “inimiga de uma política saudável”.

 

Confira no PRISMA:

 

Delliana Ricelli chama aprovação automática nas escolas da Bahia de “uma das coisas mais odiosas”
Fotos: Eduarda Pinto / Bahia Notícias / Ascom da GovBA

A candidata ao Senado Federal pela Bahia, Professora Delliana Ricelli (PSOL), fez duras críticas à política de aprovação automática praticada na rede estadual de ensino durante entrevista ao Projeto Prisma nesta segunda-feira (17). A postulante de esquerda criticou a gestão da educação do governo Jerônimo Rodrigues (PT) e classificou a medida como uma das práticas mais “odiosas” no ambiente escolar. A educadora defendeu uma reformulação no ensino da Bahia.

 

“Os governos ainda não entenderam que não é criminalizar os professores. O Ideb mede a escola e mede o governo. Essa aprovação automática que tem sido promovida pelo governo tem sido uma das coisas mais odiosas que tenho enfrentado nas escolas. O aluno avança de série e não tem o conhecimento necessário para entrar no mercado de trabalho ou entrar na universidade”, dispara a candidata.

 

Delliana Ricelli relembrou que os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025 — nos quais a rede pública não atingiu nenhuma das metas nacionais nas três etapas de ensino — evidenciam, segundo ela, a disfunção do estado na garantia do aprendizado.

 

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Para a candidata, a ampliação do tempo de permanência na escola é uma etapa fundamental, mas exige, prioritariamente, a valorização e a adequação das condições de trabalho dos professores da rede pública.

 

“Eu penso que a gente precisa de fato garantir o tempo na escola após um debate da valorização do professor. Na Bahia, tivemos aumento de um pouco mais de 5% no salário, mas o Planserv aumentou mais de 30%. Foi diluído o aumento dos professores”, pontua.

 

Durante a entrevista, a representante do PSOL ressaltou a dimensão transformadora da educação pública e defendeu que o espaço escolar deve ser um ponto de convergência para diferentes classes e ideias sociais.

 

“A importância da educação é absoluta. Ela é uma forma de [mobilidade] social; foi através dela que saí da miserabilidade para ter uma vida decente. Ter acesso a coisas muito básicas, como comprar televisão ou reformar sua casa, é a educação que garante”, argumenta.

 

Delliana concluiu defendendo a implantação de parâmetros claros de avaliação do ensino e maior atenção aos profissionais sobrecarregados e aos estudantes atípicos no estado. “Como vamos resolver os problemas da Bahia sem projetos na educação? Queremos um projeto que crie uma régua — não que seja igual, porque as realidades são diferentes —, mas precisamos de uma coisa clara que meça a educação. Perceber que nós, professores e profissionais da educação, estamos sobrecarregados e que a pauta dos alunos atípicos é importante”, finaliza.


Confira a sabatina completa:

"O lugar que Angelo Coronel ocupou era o de uma mulher”, diz Professora Delliana sobre candidatura feminina ao Senado
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

Em mais uma rodada da sabatina do podcast do Bahia Notícias (BN), o Projeto Prisma, nesta segunda-feira (17), a única mulher concorrendo ao Senado, Delliana Ricelli (PSOL), destaca a importância de uma candidatura feminina e dispara uma crítica pontual à eleição do senador Angelo Coronel (Republicanos).

 

Ao ser questionada sobre a motivação de sua candidatura, Delliana levanta a necessidade de “reformular a fotografia” política, majoritariamente ocupada por um perfil específico de pessoas, segundo a candidata. 

 

“A gente precisa reformular essa fotografia do poder que a gente vê. Normalmente, a gente só vê homens brancos, de cabelos brancos, inclusive pessoas que são abastadas, que tiveram acesso ao melhor que o solo brasileiro garantiu a eles”, afirma. 

 

Após fazer uma rápida menção à deputada federal Lídice da Mata (PSB), primeira e única mulher eleita senadora pela Bahia, Delliana reforça a necessidade de uma “revisão histórica”, para que casos assim não sejam raros e para que as mulheres não percam espaço na política, o que, na opinião dela, aconteceu na eleição de Angelo Coronel. 

 

“A gente acredita, inclusive, que a vaga que foi ocupada por Ângelo Coronel é a vaga de uma mulher. Então, é por isso que eu falei da revisão histórica, que é a gente tomar de volta uma vaga que é nossa”, conclui. 

 

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"Os números falam por si": João Roma destaca avanço de sua candidatura no interior e critica oposição
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

Começa nesta segunda-feira (3) a sabatina dos candidatos ao Senado e ao governo da Bahia em 2026, como programação especial do podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias. O primeiro convidado e candidato ao Senado pelo PL, ex-ministro João Roma, externou seu otimismo no atual momento da campanha e concluiu que os cidadãos baianos estão decepcionados com a oposição. 

 

Ao ser questionado sobre o rompimento das barreiras provocadas na perpetuação de nomes vinculados ao PL no interior do estado, Roma não demonstra preocupação e argumenta que está “muito animado”. Segundo ele, isso se dá graças à “decepção das pessoas” em relação ao atual governo.

 

“Você vê pessoas com muita esperança no coração de ter realmente uma Bahia restaurada. Os números estão falando por si, não só confirmando aí uma larga vantagem de ACM Neto para o governo do estado da Bahia, como também mostrando o crescimento muito grande, tanto do meu nome como do de Ângelo Coronel”, pontua. 

 

Roma acredita que, embora seus oponentes tenham maior reconhecimento de nome por cargos ocupados anteriormente, esse "recall" não é suficiente para superar a insatisfação da população. O candidato ainda citou Jaques Wagner (PT), que disputa a reeleição ao Senado.

 

“No caso de Jacques Wagner, que nunca teve nenhum protagonismo, você o vê literalmente perdido, só aparecendo no noticiário com notícias que desapontam a nossa população (...) Nesse período em que ele estava no Senado da República, não trouxe alegria para o povo baiano. Pelo contrário, só notícias negativas, notícias que envergonham a Bahia”, conclui.

 

VEJA NO PRISMA:

VÍDEO: No Prisma, João Roma justifica aliança com ACM Neto após rompimento em 2022 e afirma que “cada eleição tem sua história”
Fotos: Eduarda Pinto / Ronne Oliveira / Bahia Notícias

Em entrevista concedida ao Projeto Prisma, sabatina promovida pelo portal Bahia Notícias (BN) com candidatos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente do Partido Liberal (PL) e candidato ao Senado Federal pela Bahia, João Roma, comentou nesta segunda-feira (3) sobre a reestruturação de sua aliança política com ACM Neto (União) para o pleito de 2026.

 

Veja momento:

 

"Nossa relação foi reconstruída com pilares muito positivos, dentro de uma conversa séria e amadurecida. Cada eleição carrega uma história. Naquela eleição, achavam que era um jogo combinado, mas muitos sabiam que não era", argumenta Roma.

 

Durante a sabatina, o ex-ministro analisou o rompimento entre ambos nas eleições de 2022 e destacou que a divisão na direita abriu espaço para o crescimento do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado.

 

"O que precisa é justamente a gente conseguir enxergar o futuro, fazer o papel de duas pessoas que se respeitam e carregam uma visão pelo futuro da Bahia. Não precisamos de guerra de egos ou algo que dificulte a mudança de cenário para o povo baiano. Quem mais sofreu fomos ACM e eu, mas sobretudo o povo baiano", avalia.

 

Momento de união na convenção | Foto: Ronne Oliveira / Bahia Notícias

 

Questionado pelo editor Maurício Leiro sobre até que ponto as duras críticas trocadas no pleito passado foram superadas e como se tornou possível a construção da atual aliança oposicionista, João Roma sustentou que "cada eleição tem sua história" e defendeu o diálogo maduro como base para o reencontro político.

 

O candidato admitiu que a disputa de 2022 representou um momento de forte tensão política e ideológica entre os dois grupos. "A verdade é que foi, sim, um momento de uma séria ruptura. Como ele mesmo disse, temos uma história de anos e estivemos distantes em 2022. Eu levantava uma bandeira e ACM se levantava contra. Foi uma eleição muito tensa", desabafa.

 

Para o ex-ministro, o acirramento do pleito anterior faz parte do processo eleitoral e não deve impedir o alinhamento de projetos para o futuro do estado. "Era muito calor e paixões naquela campanha. O que aconteceu ali não se apaga, fica na história política da Bahia. Sabemos o que é isso, sabemos a história política eleitoral. Faz parte da história”, acrescenta.

 

Momentos da entrevista | Foto: Reprodução /  Max Haack

 

Durante a entrevista, o apresentador e editor-chefe do Bahia Notícias, Fernando Duarte, salientou que o veículo de imprensa acompanhou a disputa com rigor na época. O candidato brincou com a observação do jornalista: "Talvez porque você tinha uma boa fonte", responde Roma de forma descontraída.

 

Confira a entrevista por completo logo abaixo:

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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