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Multimídia

ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”

ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”
Em sabatina realizada nesta segunda-feira (21) com os editores do portal Bahia Notícias (BN), dentro do projeto Vota BN no Projeto Prisma, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto comentou o fenômeno conhecido como “Lula-Neto”, que se refere ao voto dividido de eleitores entre a disputa pelo governo estadual e a Presidência da República. Durante a transmissão do podcast, o político foi enfático e respondeu que “ninguém é dono do voto de ninguém”.

Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

Últimas notícias

Big techs descumprem regras eleitorais no dia da votação, aponta estudo da UFRJ
Sede do NetLab | Foto: Reprodução / Google Street View

Redes sociais continuaram a veicular anúncios político-eleitorais e a recomendar conteúdos de candidatos no domingo (4), dia em que foi realizado o primeiro turno das eleições de 2026. O descumprimento das normas vigentes foi identificado em um levantamento do Observatório das Big Techs, ligado ao NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

 

A pesquisa encontrou anúncios irregulares em plataformas da Meta, no Kwai e no Google, além de recomendações não permitidas de vídeos de candidatos no TikTok e no YouTube.

 

Pelas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a propaganda eleitoral paga ou impulsionada na internet é proibida a partir de 48 horas antes da votação até 24 horas após o pleito. A legislação também estabelece que as plataformas que utilizam sistemas de recomendação devem excluir desses mecanismos os canais e perfis oficiais informados pelas candidaturas à Justiça Eleitoral.

 

O monitoramento do NetLab utilizou buscas manuais e computacionais a partir de termos ligados às eleições e às candidaturas, acessando as bibliotecas de anúncios e as APIs (interfaces de programação) das redes sociais.

 

Irregularidades registradas por plataforma:

  • Meta (Facebook, Instagram, WhatsApp, Messenger e Audience Network): Foram identificados 568 anúncios veiculados de forma irregular no período proibido. Outros seis anúncios simulavam comunicações oficiais do TSE com o uso não autorizado de elementos visuais da Justiça Eleitoral, divulgando um sistema falso de "votação remota" pelo celular. Algumas dessas peças direcionavam o usuário para páginas que solicitavam o cadastro de CPF.

  • Kwai: O estudo localizou 18 anúncios eleitorais ativos no dia da votação e 4 listados como "em pausa", dos quais 3 haviam circulado no período de resguardo (entre 1º e 3 de outubro). Também foram mapeados 45 anúncios cujas datas finais haviam sido estendidas para o dia 4, embora o NetLab ressalte a existência de divergências nos dados fornecidos pela empresa.

  • Google: O monitoramento identificou um anúncio detectado originalmente em 3 de outubro que continuava ativo de forma irregular no dia da eleição.

  • Sistemas de Recomendação (TikTok e YouTube): Entre os dias 3 e 4 de outubro, foram recomendados 18 vídeos de sete candidatos no TikTok e 17 vídeos de seis candidatos no YouTube. No Instagram, não foram identificadas recomendações ativas de vídeos de candidatos.

 

O relatório do NetLab aponta que limitações na transparência de dados das plataformas dificultam a fiscalização e a responsabilização por infrações. Na Meta e no Kwai, os pesquisadores observaram divergências entre as informações exibidas ao público nas Bibliotecas de Anúncios e as listas exportadas via programação. Além disso, Google, LinkedIn e TikTok oferecem volumes limitados de dados para acompanhamento sistemático.

 

Procuradas pela reportagem, as plataformas enviaram os seguintes posicionamentos:

  • Meta: Afirmou estar comprometida com a proteção do processo eleitoral e com o cumprimento da legislação brasileira, destacando que a amostragem utilizada pelo NetLab não reflete a dimensão total de seu trabalho de integridade.

  • Kwai: Declarou aguardar acesso aos conteúdos para avaliação. Reiterou compromisso com as resoluções do TSE e informou que manteve operação especial de moderação no período, além de ter bloqueado a inclusão de novas peças publicitárias eleitorais a partir de 1º de outubro.

  • TikTok: Informou que atua em parceria com o TSE para garantir a integridade do pleito. A empresa destacou que, entre junho e setembro de 2026, removeu 348.963 vídeos no Brasil por violação de diretrizes sobre integridade cívica, desinformação e conteúdos enganosos gerados por inteligência artificial.

  • Google: Ressaltou que proíbe anúncios políticos no Brasil em suas políticas do Google Ads desde 2024. A empresa afirmou que atua de forma imediata contra violações e que a presença de apenas uma ocorrência no relatório demonstra a eficácia do trabalho de prevenção de suas equipes.

Indígenas perdem uma cadeira na Câmara e são 0,6% dos deputados

Por Luana Lisboa e Natália Santos | Folhapress

Indígenas perdem uma cadeira na Câmara e são 0,6% dos deputados
Fotos: Reprodução / Câmara dos Deputados

Nas eleições deste domingo (4), três candidatos autodeclarados indígenas foram eleitos para as 513 cadeiras da Câmara dos Deputados, ante quatro em 2022. Com isso, eles serão 0,6% dos deputados federais. No pleito anterior, eram 0,8%.
 

Nas Assembleias Legislativas, os deputados estaduais autodeclarados indígenas passaram de dois para quatro em um total de 1.059 cadeiras pelo país. No Senado, nenhum dos 54 eleitos neste ano se declarou indígena.
 

O levantamento considera a raça que os candidatos declararam no registro de candidatura ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Não são contabilizados, portanto, candidatos que se autodeclararam pardos, por exemplo.
 

De acordo com o Censo 2022, a população indígena residente no Brasil é de mais de 1,6 milhão de pessoas, correspondendo a 0,83% da população total levantada pela pesquisa.
 

Os três deputados indígenas eleitos na Câmara são de partidos de esquerda, PT e PSOL, numa Casa em que 59,1% dos parlamentares estão em siglas de direita. Nas Assembleias, são dois deputados do PT e dois do PL.
 

Entre os sete indígenas eleitos, há três mulheres.
 

Na Câmara, a redução aconteceu após Célia Xakriabá (PSOL-MG) não conseguir se reeleger. Os outros três eleitos em 2022 renovaram o mandato, o que inclui Sonia Guajajara (PSOL-SP), primeira mulher indígena eleita deputada federal por São Paulo naquele ano. A ex-ministra dos Povos Indígenas pelo governo Lula se elegeu com 54.207 votos.
 

Nas redes sociais, Célia Xakriabá celebrou a reeleição de Guajajara. "A bancada do cocar segue firme", publicou.
 

Além de Sonia, Paulo Guedes (PT-MG) foi o 11º deputado mais votado em Minas Gerais, com 126.974 votos, e, em São Paulo, Juliana Cardoso (PT-SP) ficou em 45º lugar, com 111.904 votos.
 

No Senado, os 54 eleitos em 2026 se declararam brancos (38) ou pardos (16). Entre os candidatos à Casa, 1,3% se autodeclararam indígenas.
 

A Casa tem hoje um autodeclarado indígena. Trata-se do ex-vice-presidente de Jair Bolsonaro, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que não disputou a eleição neste ano.
 

Dos quatro deputados estaduais indígenas eleitos, Índia Armelau, no Rio de Janeiro, e Capitão Assumção, no Espírito Santo, são do PL e foram reeleitos.
 

Índia Armelau foi a deputada estadual mais votada do Rio de Janeiro, com 248.504 votos. Capitão Assumção (PL) ficou em segundo lugar no Espírito Santo, com 60.097 votos.
 

O partido elegeu a maior bancada, com 121 deputados federais. Trata-se da sigla do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, que terminou o primeiro turno da eleição à frente do presidente Lula (PT), com 47,03% dos votos ante 45,16% do petista.
 

Limma, 8º mais votado do Piauí, e Clóvis Curubão, no Amazonas, são do PT. Nenhum dos dois Estados havia eleito deputado estadual indígena em 2022. Limma teve 54.246 votos e Clóvis Curubão, 34.869.
 

O PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, é a segunda sigla com mais deputados federais eleitos: 70. Em seguida, aparece o União Brasil, com 46. O PSD é o seguinte, com 43 eleitos, seguido por PP e Republicanos, com 41 cada.
 


 

 

Mais de 2,7 kg de drogas e 75 frascos de lança-perfume são apreendidos pela PM no bairro de Brotas, em Salvador
Foto: PM/BA

Militares do Batalhão Rondesp Central apreenderam drogas e materiais relacionados ao tráfico, em Brotas, na manhã desta terça-feira (6), em Salvador. Os policiais realizavam patrulhamento quando foram surpreendidos por um grupo de indivíduos armados.

 

Ao perceberem a aproximação das guarnições, os suspeitos fugiram em diferentes direções. Durante o acompanhamento, um dos indivíduos foi alcançado. Com o suspeito, os policiais localizaram 1,1 kg de maconha, 1,6 kg de cocaína, 75 frascos de lança-perfume, três balanças de precisão e um aparelho celular.

 

O suspeito e todo o material apreendido foram apresentados à autoridade policial competente para adoção das medidas cabíveis.

Flávio Bolsonaro critica PEC da escala 6x1 e volta a defender regime de trabalho por hora
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), voltou a criticar nesta terça-feira (6) a proposta de emenda à Constituição (PEC) apoiada pelo governo de Lula da Silva (PT) que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho no Brasil. Em contrapartida, o parlamentar defendeu um regime alternativo pautado na contratação por hora trabalhada, sob a justificativa de garantir maior "liberdade ao trabalhador".

 

Questionado sobre o projeto do governo, que tem previsão de ser pautado para análise no plenário do Senado ainda nesta terça-feira, Flávio Bolsonaro afirmou que a oposição possui uma proposta "infinitamente melhor" do que a apresentada pela gestão federal, centrada na possibilidade de o próprio funcionário escolher sua carga horária.

 

"Eu tenho uma proposta infinitamente melhor do que essa proposta que tá na mesa, que é da liberdade do trabalhador, [que o trabalhador] escolha sua própria carga horária. Tem muitas mães, por exemplo, que não conseguem trabalhar 8 horas por dia porque não têm com quem deixar seus filhos", declarou o senador.

 

A proposta alternativa articulada pela oposição prevê a redução da jornada por meio de acordo individual entre empregado e empregador, estipulando remuneração e direitos proporcionais às horas trabalhadas. O texto, no entanto, não extingue a escala 6x1 nem impõe uma redução geral e compulsória da jornada.

 

Para complementar a medida e atender à demanda mencionada, Flávio Bolsonaro declarou que pretende garantir acesso a creches para mães que não têm com quem deixar os filhos. As informações foram confirmadas pelo portal Metrópoles. 

 

Segundo o candidato, o plano inclui a concessão de um voucher para vagas em creches privadas, caso a rede pública não consiga suprir a demanda, permitindo que as trabalhadoras organizem suas jornadas diárias de trabalho.

Modelo baiana de 32 anos morre após sofrer infarto durante consulta do filho em São Paulo
Foto: Reprodução

A modelo Giane Alves, de 32 anos, morreu após sofrer um infarto agudo do miocárdio em São Paulo. Natural do município de Condeúba, situado no Sudoeste Baiano, a jovem construiu uma trajetória de destaque nas passarelas internacionais, desfilando por gigantes da moda, como Vogue Itália e L’Officiel. A morte foi registrada na última sexta-feira (2) e confirmada pelo agente da modelo.

 

De acordo com o agente, Miguel Crispim, o episódio ocorreu enquanto a modelo acompanhava o filho recém-nascido, de pouco mais de um mês, em uma consulta médica de rotina. Na ocasião, Giane passou mal repentinamente e desmaiou no local. Apesar de ter recebido socorro imediato da equipe médica, ela não resistiu. O corpo foi sepultado no sábado (3).

 

A notícia foi recebida com surpresa pelo agente e familiares, já que Giane não apresentava histórico ou sinais clínicos prévios de problemas cardíacos e teve uma gestação tranquila, sem qualquer tipo de intercorrência.

 

Antes de alcançar projeção no universo da moda, a baiana trabalhava como frentista em um posto de gasolina, local onde foi descoberta por um caça-talentos. A jovem, então, participou de desfiles na São Paulo Fashion Week e posou para marcas nacionais. Levada à Europa, Giane chegou a fotografar por gigantes de Milão, Paris e Londres.

 

PT critica aliança de Flávio, Ciro Nogueira, Rueda e ACM Neto: "só falta Vorcaro"
Foto: Divulgação

O secretário Nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, criticou a aliança formada nesta terça-feira (6) entre o senador Flávio Bolsonaro (PL), o senador Ciro Nogueira (PP) e o União Brasil, representado pelo presidente do partido, Antônio Rueda, e pelo vice-presidente nacional, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto.

 

"Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira, Antônio Rueda, ACM Neto, para completar a escalação do time Master só falta Daniel Vorcaro", afirmou Valadares em suas redes sociais, classificando os quatro como suspeitos e envolvidos no caso do Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro.

 

O dirigente petista afirmou ainda que o segundo turno das eleições presidenciais deve deixar mais clara, para o eleitorado, a diferença de posicionamento entre os partidos progressistas e o grupo de direita e extrema direita.

 

"As coisas vão ficar mais claras para o eleitorado sobre quem quer investigar tudo e todos, doa a quem doer, que é a posição do presidente Lula. E quem quer enganar a população para sair impune, se blindar e salvar os amigos envolvidos em corrupção", declarou o secretário Nacional de Comunicação do PT.

Eduardo Paes pede ao TSE que segundo turno no Rio seja mantido mesmo após desistência de Garotinho
Foto: Divulgação

O candidato ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) entrou com um pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que o segundo turno das eleições estaduais seja mantido mesmo após a desistência de Anthony Garotinho (Republicanos) do recurso que discutia sua candidatura.

 

"O que não se pode admitir, data venia, é que o efeito do indeferimento seja produzido pelo próprio candidato, em prejuízo da coletividade fluminense, em particular daquela parcela que nele votou confiando que estava apto para participar do processo eleitoral", afirma o pedido.

 

Na segunda-feira (5), a defesa de Garotinho protocolou no TSE um termo de desistência do recurso ordinário eleitoral que discutia o registro da candidatura. O processo está sob relatoria do ministro Floriano de Azevedo Marques.

 

O termo, na prática, invalida os votos recebidos pelo candidato. Com isso, Douglas Ruas (PL) poderia ser declarado vencedor da eleição já no primeiro turno, sem a necessidade de disputa no segundo turno contra Paes.

Bahia deve intensificar transferência de chefes de facções para presídios federais após 28 mil prisões no ano
Foto: Reprodução / Ascom da SSP-BA

As forças de segurança estaduais e federais atuantes na Bahia decidiram intensificar o envio de chefes de organizações criminosas para o sistema penitenciário federal. A medida foi definida nesta terça-feira (6) como prioridade no planejamento estratégico de combate ao crime organizado no estado, ao lado do fortalecimento de operações guiadas por setores de inteligência.

 

O alinhamento ocorreu no Centro de Operações e Inteligência (COI), em Salvador, reunindo a cúpula da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), Polícia Militar (PM-BA) e Polícia Civil (PC-BA), Departamento de Polícia Técnica (DPT-BA) e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO-BA)).

 

Durante o encontro, a SSP-BA apresentou um balanço das ações conjuntas realizadas entre janeiro e setembro de 2026. No período, cerca de 600 operações integradas resultaram na prisão ou localização de 28.200 suspeitos, na apreensão de 15 toneladas de entorpecentes e na retirada de circulação de mais de 5.000 armas de fogo.

 

De acordo com o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, a estratégia busca sufocar a atuação das facções e manter a segurança no estado, processo que será reforçado com a ampliação de efetivo por meio de novos concursos públicos para as polícias Civil e Militar.

CFA Bahia: Obras avançam e terraplanagem entra em fase de pico; veja detalhes
Foto: Divulgação / EC Bahia

As obras do CFA Bahia, novo centro de treinamento do Esquadrão, avançaram para uma nova etapa às margens da Via Metropolitana (BA-535). Com a supressão vegetal já concluída, os trabalhos estão atualmente concentrados na terraplanagem da área.

 

 

A etapa foi iniciada em julho, ganhou intensidade a partir de agosto e deve atingir o pico de atividades até janeiro de 2027. Atualmente, cerca de 100 trabalhadores e mais de 80 equipamentos atuam diariamente no empreendimento.

 

Ao todo, a terraplanagem prevê a movimentação de mais de 1,5 milhão de metros cúbicos de terra. A previsão é que esta fase seja concluída em fevereiro de 2027.

 

Segundo as informações divulgadas sobre o empreendimento, o projeto possui as licenças e autorizações necessárias para execução, entre elas a licença ambiental concedida pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).

 

Algumas autorizações foram obtidas com até um ano de antecedência. O projeto também possui mais de 40 condicionantes ambientais, distribuídas entre medidas a serem cumpridas antes, durante e depois da execução das obras.

 

PRESERVAÇÃO AMBIENTAL
O CFA Bahia também conta com um viveiro com capacidade para abrigar até 100 mil mudas. Antes da etapa de supressão vegetal, especialistas realizaram a coleta de espécies nativas existentes na área como forma de preservar o patrimônio genético da vegetação local.

 

Atualmente, o viveiro possui aproximadamente 40 mil mudas de cerca de 80 espécies da Mata Atlântica. O material será utilizado futuramente no paisagismo e no enriquecimento das Áreas de Preservação Permanente que circundam o centro de treinamento e o empreendimento residencial previsto para ser integrado ao projeto.

 

A construção do viveiro também contou com a participação de crianças da comunidade de Areias, responsáveis pelo plantio das primeiras mudas no local.

 

Além da vegetação, equipes formadas por biólogos e veterinários acompanham as frentes de trabalho para realizar o resgate e o monitoramento da fauna. Animais encontrados durante a execução das obras são retirados da área e posteriormente soltos em regiões preservadas pelo empreendimento.

 

DIÁLOGO COM A COMUNIDADE
O projeto também mantém uma agenda mensal de encontros com moradores da região. A iniciativa busca manter o diálogo com as comunidades do entorno durante o andamento das obras, com apresentação das etapas do projeto e espaço para acompanhamento das intervenções realizadas no local.

 

O CFA Bahia será construído em Camaçari, às margens da Via Metropolitana, e integra o projeto do City Football Group para a implantação da nova estrutura de treinamento do Esquadrão.

Daniella Marques é cotada para comandar área social em eventual governo Flávio Bolsonaro

Por Adriana Fernandes, Luany Galdeano e Idiana Tomazelli | Folhapress

Daniella Marques é cotada para comandar área social em eventual governo Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução / Canal do Youtube do Flávio Bolsonaro

Porta-voz econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques é cotada para comandar a área social do governo em caso de vitória do candidato à Presidência da República no segundo turno das eleições deste ano.
 

A tendência é que ela ocupe um ministério social ampliado, que abarcaria também a pasta de mulheres, segundo pessoas que trabalham na campanha ouvidas pela reportagem. São áreas das quais a colaboradora de Flávio se aproximou quando presidiu a Caixa Econômica Federal, no último ano do governo Jair Bolsonaro (PL).
 

Com esse arranjo, Marques ficaria de fora da disputa pelo comando do Ministério da Fazenda num eventual governo Flávio Bolsonaro, alimentando as apostas em torno de outros nomes para o cargo mais cobiçado da Esplanada.
 

Segundo integrantes da equipe de Flávio, Marques já não toca pautas econômicas no dia a dia da campanha, responsabilidade que ficou a cargo de Adolfo Sachsida, que foi secretário de Política Econômica no Ministério da Economia e também ministro de Minas e Energia no governo Jair Bolsonaro.
 

A interlocutores, ela já relatou que ficar responsável pela área social seria um bom caminho e um desafio. Ela aparece sempre ao lado de Flávio e ganhou espaço na campanha após as críticas feitas por Michelle Bolsonaro ao enteado, em junho deste ano.
 

Há a possibilidade de que esse ministério ampliado também fique responsável por algumas obras federais. Os detalhes continuam em discussão, mas Marques já tem se movimentado nos bastidores, buscando nomes inclusive na academia para dialogar.
 

Em recente edição do C-Level Entrevista, videocast da Folha de S.Paulo, Marques antecipou que a equipe estuda a criação de um fundo a ser formado com imóveis da União para fortalecer programas sociais, tratar o problema do endividamento e promover a inclusão de pessoas de baixa renda.
 

Além de imóveis, o fundo teria créditos de dívida ativa da União, empresas estatais, contratos de petróleo da União que podem ser antecipados e outros recebíveis do governo.
 

A ideia é que 1/3 da realização desses ativos seja usado para servir de motor de ascensão das famílias. "São mais de R$ 5 trilhões em ativos", citou.
 

A proposta não é nova. O ex-ministro Paulo Guedes (Economia) chegou a propor o Fundo Brasil, cujo objetivo era utilizar recursos de privatizações e dividendos de estatais para pagar uma espécie de dividendo social aos beneficiários de programas de transferência de renda, bem como abater a dívida pública. A proposta não avançou.
 

ESPECULAÇÕES
 

O favoritismo de Flávio no primeiro turno tem alimentado as especulações em torno de indicações de nomes para os ministros da área econômica no caso de vitória. Mas Flávio está sendo aconselhado a não anunciar a equipe antecipadamente.
 

A avaliação na campanha é que a divulgação de nomes, em meio à campanha, acabaria provocando um bombardeio em cima do indicado, como ocorreu após o anúncio do médico oftalmologista Claudio Lottenberg como futuro ministro da Saúde em caso de vitória.
 

Integrantes da equipe do senador avaliam que anunciar nomes de ministros antes do segundo turno também poderia gerar ruídos internos, já que há um amplo número de aliados do candidato querendo se lançar à Fazenda.
 

Há ainda o temor de que a discussão em torno de possíveis nomes poderia desviar esforços da campanha em si. Um dos interlocutores da equipe de Flávio disse à reportagem que é preciso "ganhar primeiro as eleições" antes de falar em indicações.
 

Na campanha eleitoral de 2018, o ex-presidente Jair Bolsonaro antecipou o nome de Paulo Guedes, apelidado de "Posto Ipiranga", para comandar o Ministério da Economia. O anúncio era uma tentativa de angariar apoio, minimizar as desconfianças do mercado financeiro e sinalizar compromisso com uma agenda de viés liberal —que acabou perdendo espaço na reta final da gestão, à medida que as eleições se aproximaram e o risco de revés aumentou.
 

Procurada, a campanha de Flávio Bolsonaro não respondeu ao pedido de informações da reportagem sobre possíveis nomes para a área econômica, nem comentou se Daniella Marques pode assumir a área social de um eventual governo.
 

POSSÍVEIS NOMES
 

Para a Fazenda, estão entre os cotados o financista Marcelo Kayath, ex-diretor do Credit Suisse; Mansueto Almeida, ex-secretário do Tesouro Nacional e hoje economista-chefe do BTG Pactual; e Alexandre Bettamio, do Bank of America. O ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto também aparece entre as apostas.
 

No mercado financeiro, o nome de Sachsida é citado para o Ministério do Planejamento, mas pessoas próximas ao economista, que é também advogado de Jair Bolsonaro, afirmam que ele teria o sonho de chefiar a Fazenda.
 

Segundo interlocutores, a equipe de Flávio também tem buscado a ajuda de técnicos que integraram o governo de seu pai para compor a equipe em caso de vitória no segundo turno.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Renan Santos

Renan Santos
Foto: Reprodução Redes Sociais

"O Flávio Bolsonaro já é o próximo presidente da república. O Bolsonaro já ganhou. Façam o que vocês quiserem aí. Não vou pedir para vocês votarem nem nulo, nem no fulano, nem no ciclano simplesmente porque não faz diferença". 

 

Disse Renan Santos, candidato pelo partido Missão, em uma live na noite deste domingo (4), criticou a postura dos eleitores brasileiros, disse acreditar que o senador Flávio Bolsonaro (PL) será eleito presidente, afirmou que não vai apoiar ninguém no segundo turno e previu que o ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser solto em um acordo do novo governo com o Supremo Tribunal Federal (STF).

AjorProjor

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda
O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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