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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, indicou que pode encerrar o regime de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão fundamenta-se na possibilidade de Bolsonaro ter cometido uma “falta grave” ao manter uma arma em sua residência enquanto cumpre pena.
A controvérsia teve início na última segunda-feira (15), quando uma pistola Glock 9mm, registrada em nome do ex-presidente, foi apreendida pela Polícia Militar durante uma blitz no Distrito Federal. O armamento estava em um veículo conduzido por um militar do Exército que atua na segurança de Bolsonaro.
Em despacho proferido nesta quarta-feira (24), Moraes ressaltou que, de acordo com a Lei de Execução Penal, comete falta grave o preso que possui "instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem" de forma indevida. O ministro destacou que a consequência direta dessa infração pode ser a cessação da prisão domiciliar.
Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária devido ao seu estado de saúde. Em depoimento à Polícia Civil, Bolsonaro admitiu que a arma estava em sua casa durante o cumprimento da prisão. O ex-presidente justificou a posse afirmando que "tinha três mulheres em casa" e que "não podia ficar desarmado". Segundo sua defesa, o militar parado na blitz estava apenas levando a pistola para conserto a pedido de Bolsonaro e não havia uma decisão judicial específica que obrigasse a entrega de seus armamentos.
A conduta de Bolsonaro e do militar envolvido está sendo analisada por investigadores, que avaliam se o caso se enquadra em uma infração administrativa ou em violação do Estatuto do Desarmamento. Antes de tomar uma decisão definitiva sobre o regime prisional, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa de Bolsonaro se manifestem sobre o episódio.
A Budweiser vai transformar bares de todo o Brasil em verdadeiros estádios para receber a torcida durante os 39 dias do maior mundial da história. Em Salvador, o escolhido para ser o ponto de encontro oficial dos torcedores é o Eco Square, localizado no Rio Vermelho.
Como um dos Bares Embaixadas, o espaço contará com uma atmosfera inspirada nos grandes palcos do futebol e uma programação especial e gratuita para quem quiser acompanhar os jogos.
Para garantir que o público viva a intensidade do mundial, o Eco Square preparou uma estrutura com telão de alta definição e uma arquibancada montada especialmente para as transmissões. Além de iniciativas como uma dinâmica interativa para os torcedores em que na compra de um copão de Budweiser, o cliente ganha uma cartela de adesivos para registrar seu palpite do placar final. Quem acertar o resultado do jogo leva um brinde exclusivo da marca para casa.
"Em 2026, na maior edição do torneio já realizada, queremos traduzir toda essa grandiosidade em experiências que ampliem a conexão dos torcedores com a energia única da competição", destaca Mariana Santos, diretora de marketing da Budweiser no Brasil.
O projeto busca unir a paixão pelo futebol à celebração global, transformando a experiência de assistir aos jogos longe dos estádios norte-americanos em algo memorável para os soteropolitanos.
Governo cria comitê para reduzir mortalidade materna, fetal e infantil entre povos indígenas
Por Redação
O Governo Federal criou o Comitê de Redução da Mortalidade Materna, Fetal e Infantil Indígena (CRMMFII), com o objetivo de fortalecer ações de cuidado à saúde de mulheres e crianças indígenas em todo o país.
A medida foi publicada nesta quarta-feira (24) no Diário Oficial da União. O colegiado será vinculado à Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), do Ministério da Saúde, e terá caráter consultivo, deliberativo e permanente.
Entre as atribuições do comitê estão o acompanhamento de indicadores de saúde, análise de fatores de risco, investigação das causas de mortes e avaliação das ações voltadas à atenção materna, fetal e infantil nos territórios indígenas.
O grupo também deverá atuar na articulação entre órgãos públicos, organizações da sociedade civil, comunidades indígenas, especialistas das medicinas indígenas e representantes do controle social da saúde indígena.
Uma das medidas previstas é a elaboração do Plano de Redução da Mortalidade Materna, Fetal e Infantil Indígena, além do monitoramento da implementação das ações pelos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) espalhados pelo país.
O comitê também terá atuação específica junto aos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato (PIIRC). Nesses casos, deverá propor protocolos diferenciados de atenção à saúde e recomendar medidas de prevenção a riscos epidemiológicos, respeitando a autonomia, a cultura e os territórios desses povos.
Irã terá inspeções nucleares, mas faltam detalhes, diz ONU
Por Igor Gielow | Folhapress
A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) afirmou nesta quarta-feira (24) que as inspeções sobre o programa nuclear do Irã vão ser retomadas, mas que seu escopo ainda precisa ser definido nas negociações entre a teocracia e os Estados Unidos, que pausaram a guerra no Oriente Médio por 60 dias.
"As inspeções vão de fato ocorrer", disse o argentino Rafael Grossi, o diretor-geral da agência ligada à ONU, em uma entrevista no Japão. "Nós estaremos trabalhando nas modalidades — datas, procedimentos, lugares — em breve", completou.
"O parágrafo oitavo do memorando diz explicitamente que as atividades nucleares serão supervisionadas pela AIEA. Obviamente, para isso precisamos inspecionar. Então vai acontecer. Claro, se o Irã não cumprir o acordo, aí é outra história", afirmou Grossi.
O vice-chanceler iraniano Kazem Gharibabadi, ao comentar a fala, disse que só haverá debate sobre inspeções após a conclusão de negociações de paz e o fim de sanções ocidentais contra seu país. Na prática, não é muito diferente do que Grossi afirmou, mas os cronogramas são díspares.
A AIEA não tem poder de impor seu trabalho a nenhum dos seus 181 membros, grupo que inclui o Irã. Ela assina acordos de salvaguardas individualmente, inclusive com Estados que não a integram: há hoje 190 acordos cobrindo 1.406 instalações com material nuclear.
O programa nuclear do Irã voltou a ser notícia na confusa busca pela paz com Donald Trump. Ele é o ponto de fundo mais contencioso do conflito desde a década passada, quando o americano retirou seu país do acordo de 2015, que visava impedir o acesso da teocracia à bomba atômica.
Por aquele arranjo, Teerã reduziria e limitaria o potencial de seu estoque de urânio enriquecido, matéria-prima das armas, e coibiria suas capacidades de torná-lo pronto para uso militar por 15 anos. Em troca, foram relaxadas as sanções que asfixiavam sua economia.
Os termos do memorando de 14 pontos assinado na semana passada por EUA e Irã são bem menos claros e, se concretizados, muito mais favoráveis a Teerã — fortalecendo o regime que teve sua liderança decapitada pela guerra empreendida por Trump e Israel por cinco semanas a partir de 28 de fevereiro.
Uma das justificativas para o conflito era justamente a questão nuclear. Depois que o republicano deixou o acordo de 2015, em 2018, o Irã enriqueceu ao menos 440,9 kg de urânio a 60%, nível suficiente para talvez 15 armamentos de baixo rendimento ou, com trabalho extra chegar a 90%, cerca de 10 bombas.
A AIEA se queixa de ter perdido gradualmente o acesso ao trabalho de inspeção combinado com os iranianos. Grossi disse à Folha de S.Paulo, há duas semanas em Viena, que a única forma de ter certeza de que os aiatolás não avançavam rumo à bomba era retomar a checagem.
A agência, naquela mesma semana, emitiu uma resolução dura contra o Irã, exigindo a volta dos inspetores e uma checagem in loco do tamanho do estoque de urânio. O texto foi denunciado por Teerã como parcial e favorável aos EUA em meio a uma guerra.
Nesta semana, o vice-presidente J. D. Vance anunciou que os iranianos haviam topado a volta das inspeções, o que o Irã negou. A teocracia disse que o tema não foi nem discutido, o que parece improvável, e tais vaivéns retóricos têm marcado as difíceis negociações.
Seja como for, Trump voltou a subir o tom, dizendo que nem estaria à mesa se os rivais não tivessem debatido o assunto.
O foco na questão das inspeções é o que será verificado. A AIEA quer acesso total, inclusive aos lugares danificados pelos americanos e israelenses em seus bombardeios. O Irã veta isso desde o ataque pontual dos EUA a instalações nucleares de junho de 2025.
A negociação continua, com o secretário de Estado, Marco Rubio, visitando o Oriente Médio, onde discute pontos do acordo com os aliados árabes, que o Irã atacou duramente em retaliação pela ação israelo-americana durante o conflito.
A questão nuclear pode ser a de fundo, mas a guerra produziu uma nova carta de barganha para os iranianos, que fundamentalmente pode mudar as relações de poder no Oriente Médio, o controle sobre o estreito de Hormuz.
Passagem de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo antes do conflito, a via é na prática controlada pelo Irã, que quer a instalação de um pedágio para embarcações. Apesar de Trump negar isso, o memorando assinado com a teocracia é omisso sobre o tema.
Nesta terça, o presidente voltou ao tema e escreveu em rede social que o Irã havia dito aos EUA que nenhum pedágio estava sendo cobrado, insinuando que isso seria permanente. Pelo acordo assinado, a suspensão da pretensão duraria apenas os 60 dias da trégua.
Há por fim o complicado fator Israel, aliado americano deixado para trás na negociação do acordo. O governo de Binyamin Netanyahu, buscando sobreviver até as eleições de outubro, tem ignorado a exigência iraniana de deixar o Líbano, onde combate o grupo pró-Teerã Hezbollah com uma ocupação militar.
*
VEJA UMA SÍNTESE DO ACORDO ENTRE EUA E IRÃ
EUA e Irã, junto a aliados, declaram fim imediato de todas as operações militares —inclusive no Líbano— e se comprometem a não iniciar novos conflitos nem ameaçar a soberania um do outro.
As partes se comprometem a respeitar a soberania e não interferir nos assuntos internos um do outro.
As partes têm até 60 dias (prorrogáveis) para chegar a um acordo final.
EUA iniciam a remoção do bloqueio naval ao Irã, com encerramento total em 30 dias. Forças americanas se retirarão das proximidades do Irã em até 30 dias após o acordo final.
Irã garantirá passagem segura e gratuita de embarcações comerciais em Hormuz por apenas 60 dias, com remoção de minas em até 30 dias. O futuro do estreito será negociado com Omã e outros países costeiros.
EUA se comprometem a desenvolver, com parceiros, um plano de pelo menos US$ 300 bilhões para reconstrução e desenvolvimento do Irã.
EUA revogarão sanções contra o Irã conforme cronograma a ser definido no acordo final.
Irã reafirma que não desenvolverá armas nucleares. O material enriquecido armazenado será diluído sob supervisão da AIEA. Questões sobre enriquecimento serão discutidas no texto final.
Até o acordo final, mantém-se o status quo: Irã não avança no programa nuclear e EUA não impõem novas sanções nem enviam forças.
EUA concedem isenções para exportação de petróleo iraniano e serviços associados até o fim das sanções.
EUA liberam integralmente fundos e ativos iranianos congelados.
Será criado um mecanismo executivo para monitorar o cumprimento do memorando e do acordo final.
Negociações do acordo final só terão início após o cumprimento dos itens 1, 4, 5, 10 e 11.
Acordo final será endossado por uma resolução vinculativa do Conselho de Segurança da ONU.
O Banco Digimais, do bispo Edir Macedo, e suas assessorias de cobrança estão no centro de uma nova polêmica. Segundo relatos de clientes no portal Reclame Aqui, a instituição financeira está sendo acusada de se passar pelo Detran para pressionar o pagamento de dívidas e financiamentos em atraso. A denúncia vem à tona no mesmo momento em que o banco se tornou o principal alvo da Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal (PF).
A PF investiga um esquema de fraudes financeiras em que o Digimais é suspeito de inflar artificialmente o próprio patrimônio. Na ação judicial foram cumpridos 9 mandados de busca e apreensão e mais de R$ 670 milhões de 10 alvos da operação foram bloqueados, além de a justiça ter determinado a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos.
Edir Macedo, líder da Igreja Universal e dono do banco, não foi alvo direto dos mandados de busca por residir no exterior. No entanto, ele teve seus bens bloqueados e o sigilo quebrado pela Justiça.
Enquanto a PF investiga os bastidores financeiros, os consumidores reclamam de intimidações. Relatos apontam que assessorias ligadas ao banco enviam mensagens se passando pelo órgão de trânsito. Alguns clientes relatam, também, ter recebido SMS em nome do Detran com ameaças de suspensão da CNH, bloqueio de RENAVAM e busca e apreensão do veículo. Um dos reclamantes destacou o absurdo da estratégia, lembrando que o Detran cobra apenas impostos e multas, e que bloqueios de veículos só ocorrem por vias judiciais.
Em resposta às reclamações no Reclame Aqui, a ouvidoria do Banco Digimais admitiu a falha e reconheceu que as mensagens enviadas via SMS "ficaram fora do padrão de comunicação adotado pela instituição". O banco informou que o caso está sendo tratado internamente e que reforçou as orientações sobre a conduta e a comunicação com os clientes.
A Polícia Militar da Bahia apreendeu 78 espadas e conduziu quatro pessoas durante uma ação de fiscalização nos festejos juninos de Santo Estêvão, na noite desta terça-feira (23).
A ocorrência foi registrada na Avenida Rio Branco, no Centro do município, após equipes da 57ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) serem acionadas pelo Centro Integrado de Comunicação (Cicom) sobre uma suposta “guerra de espadas”. Segundo a PM, diversos indivíduos estariam utilizando os artefatos em via pública, colocando em risco a segurança de moradores e participantes da festa.
Com apoio do serviço de inteligência, os policiais confirmaram a situação e realizaram abordagens. Durante a ação, uma pessoa teria dispensado duas bolsas nas proximidades. O material foi localizado e, dentro delas, foram encontradas 78 espadas e um maçarico.
Os quatro conduzidos e os materiais apreendidos foram apresentados na Delegacia Territorial de Santo Estêvão para adoção das medidas cabíveis.
VÍDEO: Michele Andrade relata confusão nos bastidores e show é cancelado no São João de Serrinha
Por Redação
A cantora Michele Andrade denunciou que integrantes da sua equipe teriam sido agredidos por um produtor do São João de Serrinha, na manhã desta quarta-feira (24). Segundo a artista, o episódio aconteceu após a equipe chegar ao evento com cerca de 30 minutos de atraso. A apresentação, que seria a última da noite, acabou cancelada.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Michele explicou que o atraso ocorreu por causa das condições da estrada, que apresentava trechos com baixa visibilidade devido à neblina. Segundo ela, ao chegar ao local, membros da equipe relataram terem sido vítimas de agressões físicas e verbais por parte de um produtor.
A cantora afirmou ainda que, após a confusão, foi informada sobre o cancelamento do show e alegou que a decisão partiu da organização do evento.
“Os atrasos acontecem por vários motivos. Eu cheguei com 30 minutos de atraso no evento. Minha equipe levou tapa, agressão verbal, fomos muito mal recebidos. Acho que ninguém merece ser tratado assim, deve existir uma parceria nos bastidores. Eu já era a última atração, as pessoas estavam esperando”, declarou.
Segundo a Prefeitura de Serrinha, Michele Andrade chegou ao evento às 5h22, enquanto o show estava previsto para começar às 4h30. A prefeitura informou ainda que a banda não estava completamente montada, o que impediria o início imediato da apresentação. A organização também afirmou que o efetivo da Polícia Militar atuaria no evento até as 6h, horário definido para o encerramento da festa por questões de segurança pública.
“Diante desse cenário, a organização não poderia aceitar uma apresentação reduzida, improvisada e incompatível com o respeito que o nosso povo e o dinheiro público merecem”, diz o comunicado.
A cantora, por sua vez, publicou uma nova mensagem afirmando que o cancelamento aconteceu mesmo após o atraso e agradeceu ao público que aguardava a apresentação.
“Por 30 minutos de atraso, mesmo sendo a última atração, a produção cancelou a minha apresentação. Eram 05h02 da manhã quando cheguei. Cancelaram minha apresentação, mas não a minha aparição e vontade de estar com vocês!”, escreveu.
Aposentados do INSS vão receber R$ 2,1 bilhões em atrasados da Justiça; veja quem tem direito
Por Cristiane Gercina | Folhapress
Aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que ganharam processo contra o órgão na Justiça vão receber R$ 2,1 bilhões em atrasados neste mês. Os valores foram liberados pelo CJF (Conselho da Justiça Federal) no início desta semana.
Serão pagas RPVs (Requisições de Pequeno Valor) de até 60 salários mínimos para 141,4 mil beneficiários que ganharam 100.893 processos de concessão ou revisão de aposentadoria, pensão, auxílio ou BPC (Benefício de Prestação Continuada). Para estar neste lote, é preciso que o atrasado tenha uma data de ordem de pagamento do juiz referente ao mês de maio.
O valor total liberado pelo CJF aos TRFs (Tribunais Regionais Federais) é maior, de R$ 2,6 bilhões, para quitar dívidas com 226,2 mil beneficiários em 174,2 mil processos. As ações envolvem verbas alimentares como salários e benefícios de servidores, por exemplo.
Em nota, o conselho informa que cabe aos TRFs definir o dia exato do depósito segundo cronogramas próprios. Para saber quando irá receber, o segurado deve conferir a informação no site do TRF responsável por seu caso ou checar essa data com seu advogado.
O valor a ser depositado pode ser encontrado no campo "Valor inscrito na proposta", no site do TRF responsável pelo processo. Quando o dinheiro é pago, o status da consulta mostrará "Pago total ao juízo".
O QUE SÃO OS ATRASADOS DO INSS?
Os atrasados do INSS são valores retroativos pagos a quem vai ao Judiciário e vence uma ação contra o órgão previdenciário. O processo pode estar relacionado à revisão, quando o segurado prova que ganhava valor menor e tem direito a mais, ou à concessão, quando busca o reconhecimento de um direito inicial.
Podem ser discutidos na Justiça benefícios como auxílio-doença, aposentadoria (por tempo de contribuição, por idade, por invalidez e da pessoa com deficiência) ou até mesmo o BPC (Benefício de Prestação Continuada), que é uma renda assistencial.
Esses valores são pagos em lotes mensais, conforme o mês em que a RPV foi autorizada pelo juiz, etapa também chamada de autuação ou emissão. É possível verificar a data da emissão no acompanhamento processual, após a ação virar um atrasado.
QUEM TEM DIREITO AOS ATRASADOS DO INSS?
Os atrasados são pagos apenas a quem ganhou a ação judicial contra o instituto, sem que haja nenhuma possibilidade de recurso. Apenas processos que já transitaram em julgado, ou seja, não têm mais como discutir se há ou não direito àquela verba, viram atrasados.
Receberá neste lote mensal quem venceu a ação contra o INSS, conquistou atrasados de até 60 salários mínimos e teve a ordem de pagamento emitida pela Justiça no mês de maio.
COMO SABER SE O ATRASADO É UMA RPV OU UM PRECATÓRIO?
RPVs são dívidas de até 60 salários mínimos pagas com mais agilidade. O prazo legal é de até 60 dias para a quitação do atrasado. Já os precatórios federais são débitos acima deste valor, pagos apenas uma vez por ano.
Os precatórios deste ano já foram liberados. Ao fazer a consulta no site do TRF responsável, aparecerá a sigla RPV, para requisição de pequeno valor, ou PRC, para precatório. Em geral, o segurado já sabe se irá receber por RPV ou precatório antes mesmo do fim do processo, porque os cálculos são apresentados antes.
COMO SEI EM QUAL DATA VOU RECEBER?
A data de pagamento dos atrasados depende de quando o juiz mandou o INSS quitar a dívida e de quando a ação chegou totalmente ao final. Os atrasados de até 60 salários mínimos, chamados de RPVs, são quitados em até dois meses após a ordem de pagamento do juiz.
Valores maiores viram precatórios, que são pagos apenas uma vez por ano. Se o montante é liberado em maio, por exemplo, a Justiça tem até dois meses para fazer o pagamento, o que significa que o segurado deve receber até o final de julho.
QUANTO FOI LIBERADO EM CADA TRIBUNAL?
TRF da 1ª Região (Sede no DF, com jurisdição: DF, GO, TO, MT, BA, PI, MA, PA, AM, AC, RR, RO e AP)
- Geral: R$ 671.902.805,89
- Previdenciárias/assistenciais: R$ 562.242.004,98 (27.460 processos, com 33.891 beneficiárias(os))
TRF da 2ª Região (sede no RJ, com jurisdição no RJ e ES)
- Geral: R$ 192.464.861,23
- Previdenciárias/Assistenciais: R$ 131.512.019,09 (5.763 processos, com 8.311 beneficiárias(os))
TRF da 3ª Região (sede em SP, com jurisdição em SP e no MS)
- Geral: R$ 397.391.769,28
- Previdenciárias/Assistenciais: R$ 315.657.361,75 (10.255 processos, com 13.649 beneficiárias(os))
TRF da 4ª Região (sede no RS, com jurisdição no RS, no PR e em SC)
- Geral: R$ 548.828.566,87
- Previdenciárias/Assistenciais: R$ 471.508.991,69 (24.559 processos, com 35.247 beneficiárias(os))
TRF da 5ª Região (sede em PE, com jurisdição: PE, CE, AL, SE, RN e PB)
- Geral: R$ 528.042.642,66
- Previdenciárias/Assistenciais: R$ 454.216.672,00 (21.364 processos, com 36.054 beneficiárias(os))
TRF da 6ª Região (sede em MG, com jurisdição em MG)
- Geral: R$ 240.456.800,16
- Previdenciárias/Assistenciais: R$ 212.060.626,98 (11.492 processos, com 14.217 beneficiárias(os))
Um homem procurado pelo estupro da própria sobrinha, uma criança de 10 anos, acabou preso na madrugada desta quarta-feira (24), durante as festas juninas na cidade de Amargosa. A Plataforma de Observação Elevada (POE) da Secretaria da Segurança Pública encontrou o criminoso. O indivíduo foi o 38° preso com o auxílio do Reconhecimento Facial implementado e ampliado pela SSP na Operação São João 2026.
As câmeras da Plataforma de Observação Elevada, veículos equipados estacionados em pontos estratégicos para o acesso à festa, flagraram a passagem do criminoso. As equipes da Superintendência de Telecomunicações da SSP acionaram os policiais militares mais próximos. O estuprador foi detido e apresentado na Delegacia Especial de Área da Polícia Civil.
Além do criminoso, a ferramenta também localizou um procurado por furto, foragidos por prática de roubo, porte ilegal de arma de fogo, lesão corporal e homicídio, além de devedores de pensão alimentícia.
Os criminosos foram encaminhados para unidades da Polícia Civil da Bahia distribuídas nos locais dos eventos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou o Decreto nº 13.034, de 23 de junho de 2026, que cria o Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR). A nova plataforma vai reunir informações sobre aparelhos móveis roubados, furtados ou recuperados em todo o país. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (24) e tem como objetivo fortalecer o combate a crimes envolvendo celulares, como roubo, furto, receptação e comércio ilegal dos dispositivos.
O BNCR fará parte do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) e será administrado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Com a criação do novo banco, o atual Cadastro Nacional de Celulares com Restrição será substituído. Estados e o Distrito Federal deverão compartilhar informações sobre registros de ocorrências, recuperação de aparelhos e demais dados necessários para o funcionamento do sistema.
Segundo o governo federal, a ferramenta deve ampliar a integração entre as forças de segurança, facilitar investigações e ajudar na devolução de celulares aos proprietários.
O decreto também prevê a disponibilização de uma consulta pública para que cidadãos possam verificar se determinado aparelho possui algum tipo de restrição. A medida busca evitar a compra de celulares com origem irregular.
A norma estabelece ainda regras de proteção de dados, determinando que as informações sejam utilizadas apenas para as finalidades previstas, como prevenção e investigação de crimes. O uso dos dados para monitoramento de pessoas ou criação de perfis comportamentais fica proibido.
O Ministério da Justiça ficará responsável pela migração dos registros existentes, pela segurança da plataforma e pela criação de mecanismos de auditoria e controle de acesso ao banco.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.