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Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Colunistas

Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

Últimas notícias

Incêndio de grandes proporções atinge área de mata no Imbuí e assusta moradores em Salvador
Foto: Reprodução Redes Sociais

Um incêndio de grandes proporções atingiu uma área de mata em uma região de dunas no bairro do Imbuí, em Salvador, no início da tarde desta segunda-feira (12). O foco do fogo teve início nas imediações da Rua das Patativas, próximo a um lava-jato.

 

A rápida expansão das chamas gerou preocupação entre os moradores da região devido à proximidade do incêndio com zonas residenciais. Moradores registraram imagens em vídeo que mostram o fogo consumindo a vegetação e a fumaça se aproximando dos edifícios vizinhos.

 

O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado para conter o avanço das chamas e enviou uma guarnição ao local. Até o momento, as causas da origem do fogo permanecem desconhecidas, e não há registro oficial de feridos.

Polícia prende dois suspeitos de homicídio por furto de celular em Vitória da Conquista
Foto: Reprodução / Ascom da PC-BA

A Polícia Civil prendeu em flagrante dois homens, de 21 e 26 anos, investigados pelo homicídio de Gilmar Oliveira Santos Filho, de 25 anos. O crime e as prisões ocorreram no domingo (11), no bairro Ibirapuera, em Vitória da Conquista. O corpo da vítima foi localizado nas proximidades do bairro Bruno Bacelar.

 

De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios (DH) do município, o homicídio ocorreu após a vítima furtar o celular de um dos suspeitos em um estabelecimento comercial no bairro Ibirapuera. Horas após o fato, os dois homens encontraram a vítima e a agrediram fisicamente.

 

Segundo a corporação, a vítima foi colocada no porta-malas de um automóvel pertencente a um dos investigados e transportada até uma área isolada perto do bairro Bruno Bacelar, local onde o corpo foi deixado. Após buscas, os policiais civis identificaram e efetuaram a prisão dos dois suspeitos. Na operação, foram apreendidos o veículo utilizado no deslocamento e uma enxada.

 

Os investigados foram conduzidos à unidade policial e seguem custodiados à disposição do Poder Judiciário. A Polícia Civil informou que as apurações prosseguem para determinar a possível participação de outros envolvidos e detalhar a dinâmica exata do crime.

Procissão e missas marcam a Festa de Nossa Senhora Aparecida no Imbuí
Foto: Redes Sociais / Santuário Nossa Senhora Aparecida Imbuí

 

Anualmente, no dia 12 de outubro, acontecem no bairro do Imbuí, em Salvador, os festejos em homenagem a Nossa Senhora Aparecida. Sediadas no Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora da Conceição Aparecida, as homenagens mobilizam multidões de devotos desde as primeiras horas do dia, iniciando-se às 5h com a alvorada e o Ofício da Imaculada Conceição. A programação ao longo da data conta com celebrações direcionadas a públicos específicos, como a missa dedicada às crianças e a bênção aos peregrinos.

 

Durante o período da tarde, a comunidade se reúne para a tradicional procissão pelas ruas do Imbuí. A partir das 16h, os fiéis acompanham o cortejo em clima de oração e cantos, expressando o afeto e a gratidão pelas graças alcançadas por intercessão da Padroeira do Brasil. O encerramento do dia é marcado pela Santa Missa solene das 18h, presidida pelo Arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil, o Cardeal Dom Sergio da Rocha.

 

A tradição católica no bairro teve origem no início da década de 1980, quando os primeiros moradores passaram a se reunir em residências e vias públicas para a oração do terço. A escolha de Nossa Senhora Aparecida como padroeira deu-se pelo fato de não haver, até aquele momento, nenhum templo dedicado a ela na capital baiana, culminando com a elevação da igreja a Santuário em 2017. Atualmente, a festividade e o desfile dos fiéis consolidaram-se no calendário religioso de Salvador, atraindo grande cobertura da imprensa e reafirmando a devoção popular.

'Evangelho não nos autoriza a odiar quem pensa diferente nem a matar inimigos', diz arcebispo de Aparecida
Foto: Divulgação / CNBB

O arcebispo da Arquidiocese de Aparecida (SP), dom Mário Antônio da Silva, disse nesta segunda-feira (12), dia da padroeira do Brasil, que "o evangelho não nos autoriza a odiar quem pensa diferente nem a matar os inimigos".
 

Após figurar no centro de uma disputa eleitoral alimentada por notícias falsas, Nossa Senhora Aparecida é homenageada com missas e procissão no Santuário Nacional, no interior de São Paulo.
 

A fala do arcebispo ocorreu durante a homilia. Ele não realizou comentários com teor político explícito, mas ressaltou que o evangelho "nos autoriza a construir pontes onde se abrem precipícios, e túneis onde se erguem muros".
 

Citando o papa Leão 14, defendeu "uma paz desarmada e desarmante" e criticou as divisões alimentadas por armamentos, guerras e confrontos. Também afirmou que a Igreja se fortalece quando seus integrantes caminham juntos.
 

Dom Mário associou a escuta da palavra de Deus ao cuidado com os outros e condenou a indiferença diante da fome, da pobreza, da violência, das guerras e da destruição da natureza.
 

A missa solene começou pontualmente às 9h, com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), acompanhado da mulher, Lu Alckmin, e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT). Centenas de fiéis participaram da celebração e acenaram com lenços azuis e brancos.
 

Também foram saudados a deputada federal Tabata Amaral (PSB), João Campos (PSB), derrotado na disputa pelo governo de Pernambuco, Gilberto Kassab (PSD) e o prefeito de Aparecida, José Luiz Rodrigues.
 

Na homilia de 17 minutos, dom Mário cobrou coerência entre os ensinamentos de Jesus e as atitudes dos fiéis.
 

A crítica à distância entre conhecer a palavra e colocá-la em prática também incluiu o perdão, o serviço aos outros e o acolhimento dos pobres. "Às vezes conhecemos muito a palavra, mas praticamos pouco."
 

"Sabemos que Jesus manda servir, mas queremos ser servidos", acrescentou.
 

Dom Mário afirmou que o ensinamento de amar os pobres nem sempre se traduz em disposição para se aproximar deles. Criticou o desprezo, os preconceitos e as frases feitas usados para julgá-los. "Sabemos que Jesus manda amar os pobres, mas nem sempre queremos nos aproximar deles."
 

O religioso disse que ouvir a palavra de Deus exige se deixar tocar pela vida dos outros. Mencionou famílias e crianças feridas, jovens sem esperança e idosos abandonados.
 

A homilia foi organizada em torno de três personagens das leituras bíblicas: Ester, a mulher do Apocalipse e a mãe de Jesus nas bodas de Caná. A reflexão retomou o tema da novena e da festa deste ano: "Com Maria, em comunidade, conhecer e praticar a Palavra".
 

Ao falar de Ester, dom Mário associou o amor à disposição de agir diante das necessidades dos outros. A mulher do Apocalipse foi apresentada como uma figura que permanece de pé diante das ameaças, protegida por Deus.
 

O arcebispo relacionou essa figura a Maria e à Igreja, que atravessa dificuldades sem perder a esperança. Pediu aos fiéis que olhassem para a imagem de Nossa Senhora Aparecida e destacou sua dimensão na vida dos devotos.
 

"Justamente esta pequena imagem se tornou um grande sinal de esperança e ternura para milhões de brasileiros e brasileiras."
 

No encerramento da homilia, dom Mário defendeu o compromisso de cuidar do Brasil e destacou que Nossa Senhora Aparecida é mãe de todos. "Dos que têm muito, dos que têm pouco, dos que vivem no centro, dos que vivem nas periferias, dos que sofrem, dos que têm esperança."
 

FESTA E ROMARIA
 

A festa da padroeira do Brasil atraiu romeiros de diferentes estados a Aparecida, no Vale do Paraíba, a 180 km da capital paulista. Pedidos de cura, cumprimento de promessas e agradecimentos motivaram viagens até o santuário.
 

Parte dos peregrinos faz o percurso a pé pelo acostamento da rodovia Presidente Dutra. Neste ano, a concessionária RioSP projetava superar os 40 mil romeiros registrados em 2025.
 

A dimensão da caminhada levou a concessionária a preparar um estudo para construir uma via exclusiva para pedestres até Aparecida. O projeto depende de aprovação da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e não tem data para o início das obras.
 

Na operação de 2026, a concessionária previa a distribuição de 30 mil coletes e 120 mil faixas reflexivas em 28 tendas ao longo da rodovia. Em trechos sem acostamento, cones reservam espaço para os pedestres.
 

Neste ano, dom Mário, 59, conduz pela primeira vez a missa do Dia da Padroeira como arcebispo de Aparecida.
 

Silva assumiu a arquidiocese em maio, em substituição a dom Orlando Brandes, cujo pedido de renúncia o papa Leão 14 aceitou.
 

A programação na cidade começou à meia-noite, com a Vigília Mariana. O toque dos sinos, às 4h45, antecede as missas das 5h e das 7h.
 

Ao meio-dia ocorre a Missa das Crianças. Outras celebrações estão previstas para as 14h e as 16h. Às 15h, a Basílica Histórica recebe a Consagração Solene. A missa de encerramento será realizada às 18h, seguida de procissão e show pirotécnico às 19h30.
 

TRÊS SÉCULOS DE DEVOÇÃO
 

A devoção a Nossa Senhora Aparecida começou em outubro de 1717, quando três pescadores encontraram uma pequena imagem de terracota no rio Paraíba do Sul. Primeiro, retiraram da água o corpo da estátua. Depois, a cabeça.
 

A representação de Nossa Senhora da Conceição passou a ser chamada de Aparecida em referência ao achado no rio. A prática se difundiu nas décadas seguintes e transformou o município em destino de peregrinação.
 

O Vaticano reconheceu Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil em 1930, após pedido dos bispos do país. Uma cerimônia no Rio de Janeiro, então capital nacional, celebrou a decisão em maio de 1931, com a presença do presidente Getúlio Vargas.
 

O dia dedicado à padroeira é feriado nacional desde 1980.
 

DISPUTA ELEITORAL
 

Neste ano, as homenagens ocorrem após a circulação da alegação falsa de que Flávio Bolsonaro (PL) apoiaria uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O assunto ganhou espaço na reta final do primeiro turno da disputa presidencial contra Lula (PT).
 

Não há registro de declaração do candidato ou de sua assessoria em defesa dessa mudança. Em agosto, o senador afirmou que um de seus primeiros atos, se eleito, seria "decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo", sem citar a retirada do título.
 

O boato retomou uma proposta apresentada em 2007 pelo então deputado Victorio Galli, hoje no PP e pastor evangélico. O projeto pretendia reconhecer Nossa Senhora Aparecida como padroeira apenas dos brasileiros católicos apostólicos romanos, mas acabou arquivado no ano seguinte.
 

Flávio negou a intenção de alterar o título da santa. Publicações sobre o assunto provocaram disputas judiciais, com decisões dos ministros André Mendonça, Flávio Dino e Luiz Fux determinando a remoção e o restabelecimento de conteúdos em redes sociais.

Tenente-coronel nega feminicídio de soldado Gisele Alves em depoimento de 8 horas à Justiça
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / TV Globo

O suspeito do feminicídio da soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, o tenente-coronel da Polícia Militar (PM-SP) (PM-SP) Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, voltou a negar à Justiça as acusações de ter assassinado a ex-companheira. O interrogatório durou mais de oito horas e representou a última oportunidade para que o policial apresentasse sua versão antes de a Justiça decidir se o enviará a júri popular.

 

O crime ocorreu na manhã de 18 de fevereiro deste ano, no apartamento onde o casal residia, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. Os dois estavam sozinhos no imóvel no momento do disparo. Segundo apuração pericial, a morte foi causada por um tiro na cabeça disparado à queima-roupa pela arma do próprio tenente-coronel.

 

Imagens do depoimento, exibidas pelo programa Fantástico, da TV Globo, mostram o oficial reiterando sua inocência e afirmando que provará que a ex-companheira tirou a própria vida. A tese de suicídio, contudo, é contestada por três laudos periciais, além de um documento complementar recente que conclui ser impossível que a vítima tenha atirado contra a própria cabeça.

 

As investigações apontam divergências entre a versão de Geraldo Neto e as evidências colhidas no local:

  • Posição dos objetos e cena do crime: Neto alegou que, após ouvir um barulho, saiu do banheiro e encontrou a companheira caída na sala, afirmando que uma árvore de Natal não estava ao lado do sofá naquele momento. Ele acusou os investigadores de alterarem a posição do objeto para incriminá-lo. No entanto, gravações das câmeras corporais dos policiais militares e o depoimento de um bombeiro confirmaram que a árvore estava intacta no local.
  • Vestígios de água: O socorrista ressaltou não haver sinais de água nas proximidades do banheiro, contradizendo a afirmação de Neto de que havia acabado de tomar banho.
  •  Posição da arma e lesões: Uma fotografia feita pelo bombeiro registrou a arma posicionada junto à mão da vítima, apoiada sobre a coxa, postura considerada estranha pelo socorrista. A perícia indica que Gisele foi abordada por trás e imobilizada antes do disparo, destacando também marcas registradas em seu queixo.
  • Sangue no imóvel: Marcas de sangue foram encontradas no banheiro, em uma toalha e na bermuda do acusado, que alega que a cena foi adulterada por agentes que acessaram o apartamento.

 

Mensagens e áudios recuperados pela investigação indicam um histórico de atritos entre o casal. Gisele erados pela investigação indicam um histórico de atritos entre o casal. Gisele relatava a familiares e amigos o desejo de se separar, descrevendo o companheiro como possessivo e ciumento. Em mensagem de áudio enviada 12 dias antes do crime, a soldado afirmou que Neto havia colocado a mão em seu rosto durante uma discussão.

 

Interrogado sobre os registros, o tenente-coronel negou as acusações e sustentou que a ex-companheira utilizava o aparelho dele para enviar mensagens a si mesma, simulando um ambiente tóxico para forjar provas. 

 

Outras mensagens mostram discussões sobre o término. Em um dos textos, Neto afirmava tratar a mulher com autoridade de "macho alfa" e esperar obediência. Em depoimento, ele negou ter enviado parte das mensagens, mas confirmou ter escrito que o "sexo era caro", justificando que arcava com as despesas da companheira. Ele alegou ainda que Gisele não queria o divórcio e que a iniciativa da separação partira dele.

 

A defesa de Geraldo Neto solicitou que ele responda ao processo em liberdade e informou confiar na impronúncia do acusado, medida que impediria o julgamento pelo Tribunal do Júri (TJ-SP).  O Ministério Público (MP-SP) manifestou-se contrariamente à soltura, argumentando que o oficial poderia exercer influência para interferir no depoimento de testemunhas e comprometer o andamento do processo.

 

O tenente-coronel permanece preso preventivamente enquanto a Justiça analisa se há elementos para levá-lo a júri popular. As informações foram confirmadas pelo jornal Estado de S. Paulo. 

Estudo da OCDE revela alta evasão e baixa satisfação de professores na rede pública do Brasil
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou os resultados do estudo Education at a Glance 2026, com um diagnóstico sobre a situação do magistério. Conforme os dados apresentados, 10,3% dos docentes qualificados atuantes na rede pública brasileira abandonaram a carreira, seja por desligamento voluntário ou por aposentadoria.

 

O índice registrado no país supera de forma expressiva o patamar de referência global fixado pela instituição, que é de 6,4%. A investigação também revelou índices reduzidos de contentamento profissional no cenário nacional. No quesito financeiro, apenas 22,3% dos educadores brasileiros declararam satisfação com seus proventos, taxa substancialmente inferior à média de 38,7% apurada nos demais países analisados pela OCDE.

 

As informações foram confirmadas pelo jornal O Estado de S. Paulo. A percepção sobre o ambiente laboral segue tendência similar: somente 44,3% dos profissionais brasileiros consideram adequadas as suas condições de trabalho, frente a uma aprovação de 68,4% constatada internacionalmente.

Vini Jr.
Foto: Reprodução/Instagram/@vinijr

A participação de Vinícius Júnior na vitória do Real Madrid sobre o Villarreal segue repercutindo. O atacante chegou a marcar um gol na partida, mas o lance foi anulado após revisão do VAR, por uma falta em que puxou o cabelo de Saliba. Em vídeo divulgado nesta segunda-feira (12), o camisa 7 foi flagrado empurrando uma funcionária da La Liga durante a saída de campo.

 

As imagens mostram o brasileiro descendo em direção ao túnel que leva aos vestiários e empurrando uma pessoa. Após o início de uma confusão, Vini Jr. precisou ser contido por Endrick, outro brasileiro que atua pelo clube merengue. Confira o momento abaixo:

 

 

A expulsão do atacante preocupa o Real Madrid pela possibilidade de uma suspensão de dois ou mais jogos, conforme o Código Disciplinar da Federação Espanhola de Futebol. Na súmula da partida, o árbitro relatou que o brasileiro manteve uma postura agressiva e continuou protestando de forma acalorada após receber o cartão vermelho.

 

Caso seja punido com dois ou mais jogos de suspensão, Vini Jr. poderá desfalcar o Real Madrid contra o Sevilla e no clássico diante do Barcelona, marcado para o dia 25 de outubro. O clube merengue aguarda o julgamento oficial e estuda a possibilidade de recorrer da decisão.

Mais votado entre deputados eleitos de Feira afirma que não disputará prefeitura: 'chance zero'
Foto: Beto Moreno/Acorda Cidade

Deputado estadual eleito mais votado em Feira de Santana, com quase 13,3 mil votos, Thiago Gilleno (Republicanos) descartou disputar a prefeitura do município.

 

Ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, ele afirmou nesta segunda-feira (12) que pretende se dedicar ao mandato na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) e, futuramente, buscar uma vaga no Congresso Nacional. “Chance zero”, declarou ao ser questionado sobre uma possível candidatura ao Executivo municipal.

 

Ex-prefeito de Ponto Novo, no Norte da Bahia, Gilleno afirmou que não pretende voltar a disputar cargos de prefeito. Segundo ele, o planejamento é seguir na carreira legislativa e, dependendo dos resultados do mandato, avaliar uma candidatura federal.

 

Natural de Feira de Santana, Gilleno também comentou as críticas sobre a trajetória política em Ponto Novo. Ele afirmou que compreende a disputa por espaço entre grupos políticos locais, mas ressaltou que nasceu na cidade e pretende construir sua atuação parlamentar com foco nas demandas do município.

 

O deputado eleito informou que recebeu votos em 403 dos 417 municípios baianos e contou com o apoio de lideranças em mais de 160 cidades. Apesar da votação distribuída pelo estado, Feira de Santana foi o município onde obteve seu melhor resultado.

 

“Meu compromisso é integral com Feira de Santana”, afirmou, acrescentando que pretende priorizar a cidade a partir do início do mandato, em 1º de fevereiro de 2027.

 

APOIO POLÍTICO E TRAJETÓRIA

Ainda na entrevista, Gilleno relatou que procurou o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União), para apresentar seu projeto político quando retomou a articulação na cidade. Segundo ele, parte dos grupos que apoiaram sua candidatura tem ligação com a base política do gestor municipal.

 

Aos 42 anos, Gilleno entrou na política eleitoral em 2020, quando foi eleito prefeito de Ponto Novo. Antes disso, formou-se em enfermagem, trabalhou por dez anos na Petrobras e cursou medicina em Salvador com bolsa do Prouni.

 

Em março de 2024, deixou a prefeitura de Ponto Novo para viabilizar a candidatura da esposa, Fabiana Azevedo, eleita prefeita naquele ano com 81% dos votos, conforme os dados citados na entrevista.

Indígenas denunciam ameaças de invasão a territórios caso Flávio Bolsonaro vença eleições
Fotos: Reprodução / Agência Brasil / SGPR

Fazendeiros dizem que vão invadir territórios indígenas na Amazônia caso Flávio Bolsonaro (PL) vença as eleições de 2026, segundo áudios e relatos reunidos pela reportagem. Os indícios de invasões a territórios chegaram às autoridades do governo federal, que também apuram se a onda crescente de incêndios florestais dentro de um território foi causada propositalmente por fazendeiros.
 

O caso mais emblemático, até agora, aconteceu no Pará, na terra indígena Apyterewa, próxima ao rio Xingu, que tem longo histórico de violência e viveu um pico de desmatamento durante o governo Jair Bolsonaro (PL). Pecuaristas chegaram a construir uma pequena cidade dentro da área protegida, conhecida como Vila Renascer.
 

Oito áudios obtidos pela reportagem revelam ameaças de invasão ao território onde vivem os parakanãs —povo de recente contato com não indígenas e, por isso, mais vulneráveis— previstas para o próximo dia 25, data do segundo turno das eleições, e citam Flávio.
 

Por razões de segurança, a transcrição dos áudios não será publicada, nem a identidade dos envolvidos. Os recados foram enviados por WhatsApp por moradores da região a indígenas nos últimos dias. O material é de conhecimento dos órgãos de inteligência do governo federal.
 

As mensagens dizem que os fazendeiros aguardam o dia da eleição para entrar na terra indígena e construir suas fazendas lá dentro, diante da expectativa deles de que Flávio, caso vitorioso, e o já eleito governador, Dr. Daniel (Podemos), retirem o território dos Parakanã e passem para os pecuaristas da região.
 

A reportagem cruzou os metadados de origem dos áudios com banco de dados e conversou com investigadores que atuam nesse caso para confirmar que eles são ligados a endereços nos arredores do território Apyterewa.
 

A campanha de Flávio é procurada pela reportagem, por meio de seu canal oficial de imprensa, desde a noite de quinta-feira (8), mas não respondeu até a publicação desta reportagem.
 

O mesmo foi feito com a gestão estadual do Pará, que não se posicionou. Dr. Daniel, governador eleito no Pará, disse por meio de sua assessoria que não vai comentar.
 

Os áudios e as ameaças foram pauta da reunião do Comitê de Desintrusão do governo Lula (PT) da última quinta.
 

Polícia Federal (PF), Ibama, Funai e Ministério dos Povos Indígenas disseram que monitoram a situação.
 

O Ministério dos Povos Indígenas disse que monitora o "aumento da pressão para a ocupação ilegal do território". "Durante a reunião, o Comitê deliberou pelo reforço das ações de segurança, incluindo o aumento do efetivo mobilizado, a fim de intensificar a manutenção da desintrusão e prevenir novas ocupações ilegais", afirmou em nota.
 

"Em relação aos áudios que associam as eleições de 2026 à invasão do território indígena, o Ministério esclarece que a apuração dos fatos compete às autoridades policiais responsáveis pela investigação", completou.
 

O Ibama disse que acompanha a situação. "Também há evidências de mobilização em outras regiões da Amazônia, tanto em terras indígenas, quanto em outras áreas protegidas, com vistas à retomada das atividades de garimpo ilegal", completou o órgão.
 

Um agente da Polícia Federal disse à reportagem, sob anonimato, que as informações de inteligência quanto às ameaças aos parakanãs são sólidas e preocupantes.
 

HISTÓRICO DA TERRA INDÍGENA
 

Dados de desmatamento do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisa Espacial) mostram que a área desmatada na Apyterewa foi de 18,9 km² em 2018 para 85,3 km² em 2019, primeiro ano da gestão bolsonarista, e bateu o recorde em 2022, com 102, 2 km² destruídos. Em 2023, primeiro ano do governo Lula, despencou para 20,6 km².
 

A Apyterewa também é um dos territórios que foi objeto da ADPF (Ação por Descumprimento de Preceito Fundamental) 709. Em 2020, o então ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso ordenou que o governo federal deveria expulsar invasores das áreas indígenas —determinação não cumprida por Bolsonaro.
 

A desintrusão começou em 2023, com reação violenta dos fazendeiros, que realizam periodicamente emboscadas contra operações de retirada do gado ilegal.
 

Em diversos casos, pontes dentro da área foram derrubadas para inviabilizar a passagem dos agentes. Um servidor da Funai foi baleado no final de 2023 e um contratado do Ibama foi morto em 2025.
 

Nos últimos meses, o clima eleitoral voltou a acirrar os ânimos na região, segundo autoridades ouvidas pela reportagem. Os focos de incêndio explodiram nas últimas semanas, e investigadores suspeitam de queimadas propositais. Segundo dados do Inpe compilados pelo Programa Xingu, passaram de 41 em julho para 626 em agosto e 1.007 no mês passado.
 

Homologada em 2007, a terra indígena Apyterewa fica em São Félix do Xingu (PA), ocupa 773 mil hectares e abriga mais de mil parakanãs de recente contato.
 

A classificação indica que o povo preserva sua cultura e organização social, com autonomia e certo distanciamento da sociedade não indígena. Por isso, a interação não controlada com invasores representa uma ameaça maior do que para grupos mais integrados à sociedade ocidental.
 

Em áudios recebidos pelas lideranças e obtidos pela Folha, moradores relatam maior circulação de motos e caminhonetes e dizem que fazendeiros compram lonas e materiais de roça para iniciar uma invasão após o segundo turno.
 

As mensagens orientam os indígenas a evitar áreas onde pecuaristas já preparam o solo para pastagens e plantações e sugerem que os parakanãs deixem a região.

Estudante baiano de 10 anos conquista 3º lugar em Engenharia Mecânica na Unifor
Fotos: Reprodução / Arquivo Pessoal / Google Street View

Com apenas 10 anos de idade, o estudante baiano Marcelo Gomes obteve a terceira colocação no processo seletivo para o curso de Engenharia Mecânica da Universidade de Fortaleza (Unifor). A divulgação do resultado ocorreu no último sábado (2) e foi comemorada pelos familiares, que atualmente residem na capital do Ceará.

 

Natural do município de Camaçari, localizado na Região Metropolitana de Salvador, o jovem cursa o 7º ano do ensino fundamental. A decisão de realizar o exame vestibular partiu do próprio garoto, que buscou avaliar seus conhecimentos na mesma área profissional de seu pai, o perito criminal Marcelo Gomes, graduado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal da Bahia (Ufba).

 

Além da aprovação universitária, o estudante também alcançou nota suficiente no exame da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar), voltado a concorrentes de 13 a 21 anos, embora esteja impedido de assumir a vaga em razão das restrições de faixa etária.

 

Almejando a carreira de astronauta, o jovem acumula diversas atividades científicas. Seu histórico abrange a colaboração em iniciativas de identificação de asteroides com a Nasa, bolsa de iniciação científica vinculada à Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (Oba), participação em oficinas de foguetes coordenadas pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e atuações como embaixador de competições acadêmicas.

 

Marcelinho também administra canais no YouTube e redes sociais, produzindo material educativo sobre física e matemática para encorajar outros jovens. Todas as informações foram reveladas pelo portal G1.

 

A mãe de Marcelo, a advogada Tatiana Gomes, e seus familiares garantem que o ritmo acadêmico não compromete sua rotina infantil. O menino divide o tempo reservado aos estudos com a prática de esportes como jiu-jitsu e natação, partidas de videogame e jogos de RPG, momentos de lazer com amigos e os cuidados com o animal de estimação da casa.

Além das Manchetes: A Corte, os cortes, o Brasil partido e a imprensa com isso
Foto: Reprodução / TV Globo

No Brasil, todo mundo é técnico de futebol na Copa do Mundo, médico em epidemia e analista internacional diante de conflitos globais. Com as redes, nos tornamos também milhões de cientistas políticos, cada um com um diagnóstico para os números que saíram das urnas domingo. Entre os progressistas, a culpa, máxima culpa, é do lado oposto. Nunca ninguém no próprio campo cometeu erro algum, seja de avaliação, condução e, muito menos, de leitura de cenário. E se cometeu, ah, mas isso é hora de falar disso? 

 

Chegamos ao final do primeiro turno das eleições de 2026 com o país radicalmente dividido. Metade do eleitorado com ódio da outra e invocando de modo quase explícito a extinção de quem pensa e vota diferente de si. O real é que uma metade do Brasil não vai se livrar da outra, não é verdade que tenhamos no país mais de 50 milhões de nazistas, nem 50 milhões de burros. 

 

Imprensa e Cleitinho - Aqui, o ponto de partida de onde se observa o cenário, um Brasil cortado ao meio com uma fenda ideológica aberta por uma guerra mais cultural que política, é a imprensa. Do jornalismo profissional praticado pelas empresas de comunicação ditas tradicionais aos veículos ditos independentes, marcados cada um do seu lado por seu viés ideológico, como de um lado a revista Oeste e a Gazeta do Povo, e do outro, o ICL, a revista Fórum e o Intercept, como exemplos. Não se ignora aqui o protagonismo e a capacidade das redes de viralizar na mesma medida tanto fatos reais quanto versões avessadas destes. Só não confundimos redes com imprensa. 

 

O que a imprensa noticiou nas últimas semanas atingiu, sim, as campanhas eleitorais, à direita e à esquerda. Entretanto, o que parte da opinião pública não consegue é separar o que são os fatos reais que constituem as notícias, seu impacto no eleitorado e a distância entre a responsabilidade da imprensa em informar e a “culpa” do jornalismo pelas performances eleitorais de A ou B. 

 

Estamos hoje em um ecossistema informativo em que o jornalismo talvez seja a fonte pela qual só um percentual ínfimo do eleitorado leve em consideração o que lê na imprensa quando se trata de decidir em quem votar. E não diga que alguém acredita que a população de Minas Gerais levou em consideração a imprensa ao eleger com uma votação estrondosa o ex-verdureiro Cleitinho. O autoengano dos cientistas políticos do zap impressiona. 

 

Geni e a desaplaudida - Antes, durante e depois da já histórica reunião do STF, o que se via era uma Corte metendo os pés pelas mãos e comprometendo o futuro institucional do país, desmentindo a máxima de que “as instituições estão funcionando”. A Suprema Corte ofereceu voluntariamente os  melhores cortes, o mais valioso produto eleitoral da vez, para que a nova e extrema direita construísse castelos de voto. No entanto, tanto para a extrema direita como para os progressistas, a culpa de todos os prejuízos de reputação de seus totens é da imprensa. A Globo, por exemplo, é a grande Geni nacional, atacada pelos dois lados. 

 

O que os caçadores dos votos perdidos precisam é decidir se a imprensa tem ou não poder. Na hora dos debates, por exemplo, o argumento é o de que a imprensa perdeu o protagonismo de agendar a esfera pública. Quem é o neandertal que precisa de debate na TV para decidir voto? Vamos então às redes, às mensagerias privadas, aos youtubers. Entretanto, quando faltam votos nas urnas, quem provocou o sumiço destes? A imprensa e os jornalistas malintencionados. Que paradoxo é esse? Como pode a imprensa, essa desaplaudida, ser tão poderosa para promover ou fazer debandar milhões e milhões de votos, se ninguém a consome? Vejo professores se orgulhando de não assinar jornais, não terem (mais) TV em casa e se recusarem a ver um telejornal. Mas o veredicto destes para a ressaca eleitoral é a condenação do jornalismo. No máximo dividem a sentença com os pastores. O futuro já chegou. 

 

Malu Fontes é jornalista, doutora em Comunicação e Cultura e professora do Curso de Jornalismo da UFBA - @maluzes / [email protected]

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

AjorProjor

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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