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Multimídia

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

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Walter Viterbo da Silva Neto
Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência
Foto: Acervo pessoal

Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência

O desafio pode fazer bem. O risco está na pressão sem recuperação — e isso vale para qualquer pessoa que trabalhe sob grande exigência depois dos 80.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

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Grupo de Carletto negocia migrar para Podemos, mas federação Avante, PRD e Solidariedade pode mudar planos; entenda cenário
Foto: Divulgação

O grupo político do presidente estadual do Avante na Bahia, Ronaldo Carletto, negocia a mudança para o Podemos. A ida, no entanto, depende do resultado da federação que o Avante tenta formar com o PRD e o Solidariedade. Caso a Justiça Eleitoral reconheça que a nova federação, se concretizada, superou a cláusula de barreira, o grupo deve permanecer no Avante. Do contrário, a ida para o Podemos já está acertada.

 

Segundo apuração do Bahia Notícias, Carletto mantém conversas com a presidente nacional do Podemos, a deputada federal Renata Abreu (SP). A eventual mudança de partido seria acompanhada pelos parlamentares de seu grupo político, entre eles 2 dos 3 deputados federais eleitos pelo Avante na Bahia em outubro: Elmo Vaz, ex-prefeito de Irecê, e Neto Carletto, sobrinho de Ronaldo.

 

Nem o Avante nem a Federação Renovação Solidária, formada pelo PRD e pelo Solidariedade, alcançaram individualmente o desempenho mínimo exigido pela cláusula de barreira nas eleições de outubro. A regra estabelece um patamar mínimo de votos para que os partidos tenham acesso ao Fundo Partidário e ao tempo gratuito de propaganda no rádio e na televisão. Para contornar o problema, o Avante decidiu ingressar na federação, movimento já aprovado pela direção nacional do partido e pela assembleia da aliança. A estratégia é somar os votos das três legendas para alcançar o desempenho exigido.

 

Na quinta-feira (29), a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) emitiu parecer favorável à soma dos votos para o cálculo da cláusula de barreira, mesmo que o Avante tenha disputado as eleições fora da federação. O vice-procurador-geral Eleitoral Alexandre Espinosa Bravo Barbosa ressalvou que os votos não podem ser somados para a distribuição de cadeiras, mas afirmou que “não há veto” à utilização dos resultados conjuntos para o cálculo do desempenho eleitoral.

 

Assim, há dois cenários. Se o TSE aceitar a federação e considerar que o grupo superou a cláusula de barreira, o Avante mantém acesso aos recursos e ao tempo de TV, e o grupo de Carletto tende a ficar. Se a federação não sair ou se a Justiça Eleitoral entender que a união feita depois da eleição não vale para a cláusula, a mudança para o Podemos deve acontecer.

 

O Podemos, ao contrário do Avante, conseguiu eleger 27 deputados federais, garantindo acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão.

'Fora' da presidência da Câmara, Muniz deve atuar nos bastidores do mandato do filho e mira comando de partido; entenda
Foto: Divulgação

O presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB), não pretende disputar a reeleição para vereador em 2028 e deve passar a atuar nos bastidores em Brasília, onde o filho, Carlos Muniz Filho (PSDB), vai exercer mandato de deputado federal. 

 

Segundo interlocutores, o tucano também quer assumir o comando de algum partido na Bahia, e o Podemos aparece como a opção mais provável.

 

De acordo com apuração do Bahia Notícias, Muniz já começou a traçar os planos para depois de deixar a presidência da Câmara. Pessoas próximas afirmam que ele não demonstrou interesse em concorrer a um novo mandato de vereador. A ideia é ficar mais presente em Brasília para ajudar o filho nos bastidores e, ao mesmo tempo, buscar a presidência estadual de uma legenda.

 

Sobre uma eventual candidatura à Prefeitura de Salvador, os interlocutores dizem que Muniz não pretende articular o próprio nome, mas também não descartam a possibilidade. A decisão, segundo eles, vai depender do cenário político de 2027.

 

Os planos acontecem após Muniz perder espaço na disputa pelo comando da Câmara. O vereador Alexandre Aleluia (Novo) já reúne o apoio de 37 dos 43 vereadores, número mais do que suficiente para se eleger presidente da Casa, incluindo o apoio público do atual gestor do Legislativo soteropolitano.

 

O filho dele, Muniz Filho foi eleito deputado federal pela primeira vez em 2026, sendo o mais votado da sigla na Bahia, com 141.762 votos, a frente de Adolfo Viana (PSDB), que recebeu 119.865 votos. 

PDT e MDB negociam formação de bloco com sete deputados na Assembleia Legislativa
Foto: Ascom / Agência AL-BA

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) avançaram nas conversas para formar um bloco parlamentar de sete deputados na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), a partir de fevereiro de 2027. A articulação busca ampliar a participação das duas legendas na divisão de espaços da Casa, incluindo cargos na Mesa Diretora e nas comissões permanentes.

 

A negociação foi confirmada ao Bahia Notícias pelo deputado estadual eleito Luciano Pinheiro (PDT) e pelo presidente de honra do MDB na Bahia, Lúcio Vieira Lima. A composição reuniria os cinco parlamentares eleitos pelo PDT aos dois representantes do MDB na próxima legislatura.

 

“Na AL-BA, é sempre importante formar bloco porque aumenta os espaços. Então, com certeza, o MDB está tendo conversas para formar um bloco, sim”, afirmou Lúcio. Segundo ele, a soma das bancadas permitiria alcançar o que chamou de “número mágico” de sete integrantes, patamar que amplia as possibilidades de participação na estrutura do Legislativo.

 

O dirigente avaliou que a composição seria vantajosa para os dois partidos, que integram a base do governo estadual. “Como são dois partidos da base do governo, não terá nenhuma diferença do tipo ideológica, do tipo de apoio ao governo ou de votações de causas polêmicas que vá provocar divisão do bloco”, disse.

 

Luciano também confirmou que as tratativas estão concentradas no MDB. “A nossa intenção é formar um bloco, com sete parlamentares, já que elegemos cinco. E essa conversa hoje é só com o MDB, que elegeu dois, com quem faríamos uma bancada de sete deputados”, declarou.

 

O PDT elegeu Luciano Pinheiro, Marcinho Oliveira, Neto Coelho, Cacau da Mata e Josafá Marinho. Pelo MDB, foram eleitos Rogério Andrade, que conquistou a reeleição, e Carlinhos Sobral.

 

A formação de um bloco permite às legendas reunir forças para disputar espaços que, individualmente, seriam mais limitados. Além de liderança própria, a bancada passa a ter melhores condições de participar da distribuição de cargos na Mesa Diretora e nas comissões, além de contar com estrutura específica de funcionamento.

 

NEGOCIAÇÃO DEPENDE DO JUDICIÁRIO

A apuração do BN aponta, porém, que a articulação ainda precisa considerar a situação jurídica do PDT em relação à cláusula de desempenho, também conhecida como cláusula de barreira. A legenda não atingiu o desempenho exigido nas eleições de 2026, e há discussões judiciais pendentes sobre a possibilidade de formação de federações partidárias após o pleito.

 

O cenário pode ter impacto sobre a organização das bancadas e a permanência dos parlamentares nas atuais legendas. Caso o partido não consiga superar os efeitos da cláusula, os deputados poderão ter a possibilidade de mudar de sigla sem perder os mandatos, o que também interfere nas alternativas em discussão.

 

Nos bastidores, a formação do bloco com o MDB aparece como uma saída para preservar a articulação política dos dois partidos e ampliar sua força na Assembleia. A possibilidade de uma federação após o resultado das eleições, por outro lado, ainda depende de definições na Justiça.

Roberto Carlos denuncia discriminação do PV e revela reeleição sem verba partidária
Foto: Ascom / Agência AL-BA

O deputado estadual reeleito Roberto Carlos (PV) afirmou que não recebeu recursos do Fundo Partidário para disputar as eleições de 2026 e denunciou o que classificou como discriminação da legenda. A situação também foi relatada pelo deputado Marquinho Viana (PV), que confirmou ao Bahia Notícias não ter recebido recursos do partido para financiar sua campanha.

 

Em conversa com o Bahia Notícias nesta terça-feira (3), Roberto Carlos disse que, além de não receber verba partidária, ficou de fora da propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Segundo ele, a decisão de não destinar recursos à sua campanha partiu da direção nacional do PV.

 

“Não tive um centavo de fundo eleitoral. Perguntei ao presidente estadual, e ele me disse que foi uma decisão da nacional. O partido estava cobrando uma taxa de R$ 60 mil para as gravações. Eu não tive, ainda, um centavo do fundo partidário. Mas, graças a Deus, conseguimos a vitória nas urnas”, declarou.

 

Apesar de não ter recebido recursos do Fundo Partidário, Roberto Carlos contou com doações de aliados e utilizou dinheiro próprio na campanha. O maior aporte foi feito pelo deputado federal reeleito Bacelar (PV), que destinou R$ 200 mil. O parlamentar investiu outros R$ 125 mil na própria candidatura. As demais contribuições ficaram abaixo de R$ 25 mil, incluindo uma doação do filho, o vereador de Salvador Randerson Leal (Podemos).

 

Procurado pela reportagem, o também deputado estadual pelo PV Marquinho Viana afirmou que não recebeu recursos do Fundo Partidário nem do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Segundo ele, a direção partidária alegou falta de recursos para realizar os repasses.

 

O deputado relatou ainda que recebeu uma mensagem do presidente estadual do partido, Ivanilson Gomes, informando que havia tentado viabilizar o envio de verba junto à direção nacional, mas não conseguiu. Assim como Roberto Carlos, Marquinho Viana também relatou uma cobrança para participar da propaganda eleitoral gratuita.

 

De acordo com o parlamentar, foi informado de que os candidatos a deputado estadual precisariam pagar R$ 60 mil para ter espaço nas gravações, enquanto o valor para os candidatos a deputado federal seria de R$ 120 mil. Marquinho também disse que a ausência de recursos para candidatos estaduais não foi uma situação isolada nesta eleição. Segundo ele, nas cinco disputas para deputado que enfrentou, nunca recebeu dinheiro do partido para financiar sua campanha.

 

Ao BN, Ivanilson Gomes atribuiu a distribuição dos recursos a uma decisão da direção nacional. Segundo ele, a cúpula priorizou candidaturas à Câmara dos Deputados, por causa do impacto da votação federal no cálculo do tempo de rádio e televisão e do fundo partidário. “Para a nacional, estadual não é prioridade, mas sim federal. Pois é a eleição de deputado federal que conta na hora de calcular tempo de rádio e TV e fundo partidário. Mas eu atuei muito para que ele pudesse receber”, afirmou Ivanilson.

 

O dirigente também declarou que Fabíola Mansur foi a única candidata a deputada estadual do PV a receber recursos do Fundo Partidário, por estar incluída na cota destinada às mulheres. No entanto, os dados do DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consultados pela reportagem até esta terça-feira (3), não apontavam repasses dessa fonte para nenhum dos candidatos estaduais da legenda, incluindo Fabíola.

 

A divergência ocorre enquanto os candidatos ainda estão no prazo para apresentar a prestação de contas final. Segundo o calendário do TSE, o limite para os concorrentes que disputaram apenas o primeiro turno termina nesta terça-feira (3). A ausência de registros na consulta, portanto, precisa ser considerada dentro desse prazo.

 

A ausência de repasses do Fundo Partidário não significa, por si só, que os candidatos não tenham recebido recursos de outras fontes, como o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), destinado especificamente ao financiamento eleitoral. No caso dos deputados estaduais do PV, Roberto Carlos e Marquinho Viana afirmaram não ter recebido recursos partidários para suas campanhas.

Advogada baiana luta por justiça após morte de bebê chihuahua em pet shop na área nobre de SP
Foto:

Em 4 de novembro de 2025, o que deveria ser um dia de comemoração para uma jovem recém-formada e sua família transformou-se em um pesadelo. Enquanto a advogada baiana se preparava para comemorar a conquista de sua carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), sua chihuahua Miyeon, de apenas dez meses e 1,3 quilo, morreu durante um procedimento de banho em um pet shop de alto padrão, no bairro dos Jardins, em São Paulo.

 

Um ano depois, a morte da pequena cadela continua sendo objeto de investigação criminal e de uma ação judicial cível. Imagens do circuito interno de segurança, depoimentos e documentos médico-veterinários reunidos nos autos levantam questionamentos sobre os procedimentos adotados durante o banho, a assistência prestada ao animal e a conduta dos responsáveis pelo estabelecimento.

 

Entre os episódios mais graves relatados no processo está o momento em que, segundo a descrição das gravações, o banhista aparece dando supostos tapas na cabeça do filhote e permanece inerte por cerca de 20 segundos com o corpo da cadela na água, mesmo após ela perder os sentidos. O hospital veterinário para o qual Miyeon foi encaminhada registrou que a chihuahua chegou sem sinais vitais e que a morte havia ocorrido pelo menos 10 minutos antes de sua entrada na unidade. Posteriormente, quando da realização da necrópsia, foram encontradas lesões no crânio da cadela. 

 

O episódio deu origem a investigações conduzidas pelo 78º Distrito Policial, que apura a ocorrência de crimes de maus-tratos a animais, omissão de socorro e tentativa de adulteração ou supressão de provas. 

 

Paralelamente, a família busca obter a responsabilização dos envolvidos: para a tutora, a busca por justiça ultrapassa a reparação individual. A família anunciou que destinará integralmente a instituições de proteção animal qualquer valor indenizatório eventualmente recebido.

 

ENTENDA O CASO 
No início da manhã, a tutora do animal havia levado a cadela para a creche canina para agilizar os últimos preparativos para a solenidade de entrega de sua carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que aconteceria nos próximos dias. Quando solicitado, ela autorizou o transporte para o pet shop, parceiro comercial da creche canina, onde seria realizado o banho. 

 


Myeon celebra aniversário | Foto: Reprodução

 

Conforme documentado nos autos policiais, no final da manhã do mesmo dia, a administração da creche entrou em contato com a tutora para informar que o animal havia sofrido um desmaio durante o banho e que fora conduzido a uma clínica veterinária próxima para atendimento de urgência. Ao dar entrada na unidade hospitalar, contudo, a equipe médica constatou o óbito.

 

O prontuário médico-veterinário elaborado pelo hospital relata expressamente que Miyeon deu entrada sem pulso, sem movimentos respiratórios e sem sinais vitais. Com base nos parâmetros fisiológicos e na rigidez do corpo, o profissional responsável registrou no documento médico que o óbito havia ocorrido pelo menos 10 minutos antes da chegada do animal à clínica, tornando ineficazes todas as manobras de reanimação cardiorrespiratória efetuadas pela equipe.

 

A TRAGÉDIA
O inquérito cível explica que, nas imagens do circuito interno de televisão do pet shop, cuja apreensão exigiu a intervenção de autoridades policiais após recusas iniciais da administração do local, revelam-se irregularidades nos protocolos de manejo do animal e contradições nas versões apresentadas pela proprietária e funcionários encarregados do atendimento.

 

De acordo com o vídeo, o profissional realizava o banho de dois animais ao mesmo tempo. Miyeon foi retirada de uma banheira menor e colocada no mesmo espaço onde estava um cachorro de grande porte. As imagens também mostram o profissional fazendo gestos bruscos e supostamente agredindo a cadela. O banhista admitiu em depoimento que o animal se agitou e tentou mordê-lo, momento em que exerceu contenção física sobre a cadela antes de ela ficar inerte.

 

Diferente das declarações prestadas pela veterinária do pet shop no prontuário hospitalar, as imagens do circuito interno demonstram que o profissional apenas recolheu o corpo inconsciente da bancada e caminhou para fora do recinto, sem realizar qualquer manobra de ressuscitação cardiorrespiratória ou primeiros socorros antes do transporte. Em mais de uma hora de gravação contínua analisada pelas autoridades, nenhum gerente, supervisor ou proprietário do estabelecimento compareceu à sala de banho para fiscalizar os procedimentos operacionais.

 

SUPRESSÃO DE PROVAS
O histórico do inquérito do 78º DP também detalha as dificuldades enfrentadas pela família e pelas autoridades para a obtenção da integralidade das mídias digitais do circuito de segurança. Após a confirmação da morte do animal, os proprietários do pet shop alegaram sucessivos entraves técnicos, incluindo falhas no sistema de gravação e problemas nos discos rígidos (HDs), recusando-se a entregar os arquivos no mesmo dia.

 


Myeon repousa | Foto: Reprodução 

 

Mesmo com a tentativa de contato, as donas do estabelecimento não apareceram no hospital durante o dia, escolhendo comparecer à residência da tutora somente às 23h da noite, portando um computador portátil com 53 minutos de gravações previamente selecionadas. O material disponibilizado na ocasião, contudo, omitia os arquivos da câmera frontal posicionada diretamente sobre a bancada de banho.

 

Diante da negativa de entrega dos arquivos integrais no dia seguinte, a Polícia Militar foi acionada para o registro de ocorrência no local comercial. A disponibilização da totalidade das imagens e do ângulo frontal só ocorreu após requisição e determinação direta da autoridade policial responsável pelo inquérito.

 

ALEGAÇÕES DA DEFESA
No âmbito das ações judiciais, a defesa dos sócios e do estabelecimento comercial articulou uma tese defensiva baseada em suposta condição pré-existente do animal, argumentando que a chihuahua apresentava uma anormalidade congênita em razão da fontanela (moleira) aberta. Com base nessa premissa, a defesa solicitou a realização de perícias médico-veterinárias nos processos cível e criminal.

 

Especialistas em anatomia veterinária anexados ao processo esclarecem que a manutenção da fontanela aberta é característica comum e esperada no desenvolvimento de filhotes de raças toy e miniatura até o término do primeiro ano de vida. Essa condição exige dos profissionais de banho e tosa a adoção de técnicas de manuseio suave e a proibição absoluta de aplicação de força física ou pressão de jatos d'água na região cefálica, o que afasta a tese de imprevisibilidade do dano.

 

Em depoimento prestado à autoridade policial, o banhista responsável pelo procedimento declarou ter conhecimento prévio da fragilidade da região anatômica da fontanela em cães da raça chihuahua. Apesar desse conhecimento técnico, o funcionário prosseguiu com o manejo sob forte agitação do animal. 

 

PERDA DE FRANQUIA
Paralelamente às investigações judiciais, o estabelecimento passou por alterações em sua apresentação comercial. O local, que operava sob o nome Bicho de Pet, supostamente teria perdido os direitos da franquia e se transformado no Vilati Clínica e Pet Shop, além de passar por uma reestruturação em seus perfis em redes sociais. O banhista envolvido no incidente foi desligado da empresa, mas a clínica veterinária e o pet shop continuam operando normalmente no endereço localizado no bairro dos Jardins.

 

Embora o inquérito policial e a ação de reparação de danos tenham sido instaurados logo após o falecimento do animal, ambos os procedimentos enfrentam lentidão em razão da fase de produção de provas periciais. No processo criminal, os autos aguardam a conclusão da gravação quadro a quadro das imagens pelo Instituto de Criminalística de São Paulo, enquanto a ação cível, pendente de laudo pericial judicial, desacelerou o andamento das decisões de primeira instância.

 

A lentidão do aparato estatal em concluir as fases periciais tem permitido a manutenção das atividades comerciais do estabelecimento sob nova denominação social, sem a imposição de restrições administrativas preventivas pelos órgãos municipais e de fiscalização profissional.

 

DANOS PSICOLÓGICOS
Segundo o relato da tutora, ela se conectou de imediato com a pequena Miyeon, com quem compartilhava os dias e as noites. A jovem morava sozinha em São Paulo e trabalhava de modo remoto, aproveitando o tempo que passava em casa para desfrutar da companhia da cachorrinha. O óbito do animal teria acontecido na semana em que retornou ao trabalho presencial e, para evitar deixá-la sozinha em casa em sua ausência, levou-a para uma creche canina de sua confiança.

 

Diante do forte vínculo afetivo, os danos psicológicos relatados pela tutora foram devastadores. Ela afirma que, até hoje, não conseguiu assistir às gravações e faz acompanhamento com profissionais especializados em luto de pets.

 

Em manifestação formal registrada nos autos, a família do animal recusou propostas de acordo financeiro privado apresentadas pela defesa dos réus. A família estabeleceu que 100% de qualquer valor indenizatório eventualmente fixado pela Justiça será revertido integralmente para instituições sem fins lucrativos voltadas ao resgate e à proteção animal.

 

O objetivo central das ações judiciais é buscar justiça pela morte de Miyeon, responsabilizar criminal e civilmente os envolvidos e mobilizar a Prefeitura de São Paulo e o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) para a avaliação da cassação do alvará de funcionamento da empresa.

Bahia desperdiça chances, tem duas expulsões e empata com o Flamengo na semifinal da Copa do Brasil Feminina
Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia

O Bahia criou as melhores oportunidades, mas não conseguiu sair do empate por 0 a 0 com o Flamengo nesta terça-feira (3), na Arena Acelen Fonte Nova, pelo jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil Feminina. A partida também teve as expulsões do técnico Felipe Freitas e da zagueira Tchula.

 

Com o resultado, a disputa pela vaga na final permanece aberta. As equipes voltam a se enfrentar neste sábado (7), às 21h30, no estádio Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro, com mando do Flamengo.

 

As Mulheres de Aço perderam Felipe Freitas logo no início do confronto. O treinador recebeu o cartão vermelho por reclamação e precisou deixar a área técnica.

 

Mesmo com as oportunidades criadas, o Tricolor não conseguiu converter a vantagem nas chances em gols. Na reta final da segunda etapa, aos 45 minutos, Tchula também foi expulsa, deixando o Bahia com uma jogadora a menos.

 

O time tricolor começou a partida com Yanne; Isa Fernandes, Tchula, Mila Santos e Angela; Ju Oliveira, Raquel e Taty Sena; Cássia, Roque e Wendy.

SEC intensifica revisão para o Enem com circuito em escolas estaduais
Foto: Reprodução / Mateus Pereira / SEC

A cinco dias para aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a Secretaria da Educação da Bahia (SEC) realiza, até sexta-feira (6), a etapa final do III Circuito Enem, com atividades de revisão para seis mil estudantes do Ensino Médio da rede estadual.

 

A programação, iniciada em 26 de outubro, ocorre em escolas de diferentes municípios e busca preparar os candidatos para a primeira prova, que acontece neste domingo (8), quando os candidatos realizam a Redação e as questões de Linguagens e Ciências Humanas.

 

As atividades são promovidas pelo Programa Universidade para Todos (UPT), em parceria com universidades públicas. A agenda inclui aulões e revisões de conteúdos, com duração de quatro horas, em unidades escolares de Feira de Santana, Juazeiro, Jacobina, Cristópolis e Seabra.

 

O UPT também promove, de 3 a 6 de novembro, a Semana da Revisão, em parceria com a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). As aulas ocorrem das 13h30 às 17h30 e das 19h às 22h, com opções presenciais e on-line.

Bolsa recua até mais de 2% em meio a cautela com governo Lula e eleições nos EUA; dólar e juros futuros sobem
Foto: Reprodução / Agência Brasil

 A Bolsa registra queda de mais de 1% nesta terça-feira (3º), em reação à proposta do economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, de reduzir a taxa Selic por meio de um novo arranjo entre as políticas fiscal e monetária.
 

O pregão também repercute as eleições de meio de mandato nos EUA, realizadas nesta terça-feira. A expectativa é de avanço do Partido Democrata, de oposição ao presidente Donald Trump.
 

Por volta das 12h50, o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário, recuava 1,48%, aos 165.427 pontos. Na mínima do dia, a Bolsa havia caído a 164.446 pontos, em baixa de 2,07%.
 

O movimento era acompanhado pela alta dos juros futuros. As taxas dos contratos de DI para janeiro de 2031 e janeiro de 2035 avançavam 30 pontos-base cada. A alta dos juros futuros reduz a atratividade da renda variável e aumenta a busca por ativos de renda fixa.
 

No mesmo horário, a moeda americana avançava 0,91%, a R$ 5,500. A alta era mais intensa do que a observada no exterior, onde o dólar rondava a estabilidade, com avanço de 0,15%.
 

O pregão repercute a maior cautela entre investidores em meio às discussões sobre novas políticas econômicas do governo Lula. Nos últimos dias, especulou-se que André Lara Resende planeja apresentar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) um novo arranjo entre as políticas fiscal e monetária para equilibrar a trajetória da dívida pública.
 

O Executivo nega. Três integrantes da equipe econômica afirmaram que existe uma tentativa de agendar uma reunião de Lula com economistas que possam apresentar visões diferentes sobre como solucionar o problema fiscal. Ainda não há, porém, previsão formal para esse encontro, muito menos uma agenda privada entre Lula e Lara Resende.
 

Lara Resende defende há anos que o problema fiscal do Brasil está nos juros, e não no gasto primário do governo (que exclui os juros). Ele retomou a tese em artigo publicado no fim de setembro (leia a íntegra do texto aqui). A Selic elevada faz os encargos da dívida crescerem a um ritmo que a produção de riqueza do país não consegue acompanhar. Para ele, é isso que explica a trajetória explosiva da dívida pública brasileira.
 

A dívida bruta está hoje em 82,9% do PIB, o maior nível desde 2021. Como mostrou a Folha de S.Paulo, equilibrar essa conta exigiria um ajuste de ao menos R$ 250 bilhões nos próximos quatro anos. Para Lara Resende, a saída está na outra ponta e passa por uma espécie de "tabelamento" da taxa Selic, hoje em 13,75% ao ano e em dois dígitos desde 2022.
 

A proposta do economista envolveria criar um Conselho Fiscal e Monetário Nacional, que definiria metas em conjunto para um horizonte de quatro a cinco anos. O Banco Central se comprometeria a manter a Selic entre a meta de inflação (3%) e o crescimento nominal potencial do PIB (cerca de 5,5%) —para começar, reduziria a Selic gradualmente ao longo de 12 meses para 7,5%, com uma margem de segurança de 2 pontos em relação ao PIB potencial.
 

A ideia de "tabelar" a taxa Selic e combinar as políticas fiscal e monetária sob um mesmo conselho gerou mal-estar entre analistas do mercado financeiro. A expectativa é que, caso seja implementada, a proposta eleve a cotação do dólar, em meio a uma forte saída de investidores estrangeiros, pressione os preços de produtos brasileiros e provoque alta dos juros futuros.
 

A possibilidade de alta da inflação é admitida pelo próprio Lara Resende em sua proposta. Isso ocorreria principalmente pelo canal cambial, já que a saída de capitais desvaloriza o real. Para conter essa depreciação, ele prevê o uso das reservas internacionais do Banco Central, estimadas em US$ 350 bilhões, para "neutralizar" a pressão inflacionária.
 

"Se começarmos a reduzir a Selic de maneira muito agressiva, sem que os riscos fiscais e institucionais do país tenham diminuído na mesma proporção, o investidor pode questionar se ainda vale a pena manter seu capital por aqui [...] Isso pode reduzir a entrada de capital estrangeiro ou até estimular a saída de recursos do Brasil. Como consequência, teríamos uma pressão adicional sobre o dólar, encarecendo as importações e, consequentemente, podendo alimentar a inflação", diz Fernando Saad Benatti, estrategista global da Avenue.
 

Diante desse risco, investidores passam a exigir uma remuneração maior para comprar títulos públicos brasileiros, o que pressiona as taxas negociadas no mercado. Nesta terça, os contratos de juros futuros (DIs) com vencimento em janeiro de 2031 e janeiro de 2035 avançavam para 15,57% e 15,63% ao ano, respectivamente, com altas superiores a 30 pontos-base.
 

No mercado de títulos públicos, o Tesouro IPCA+ com vencimento em agosto de 2032 oferecia rentabilidade de 8,12% ao ano acima da inflação. Já o título prefixado com vencimento em janeiro de 2028 pagava 14,69% ao ano. Ambos registravam as maiores taxas desde o pregão seguinte à vitória de Lula.
 

No exterior, o foco está sobre as eleições de meio de mandato. Nesta terça, os americanos elegerão os 435 deputados e cerca de um terço do Senado (35 de 100). Hoje, os republicanos controlam as duas Casas e dão a Trump uma base favorável.
 

Uma eventual vitória dos democratas na Câmara abriria caminho para investigações sobre decisões da Casa Branca, incluindo a concessão de vistos a Flávio Bolsonaro (PL) e a possível participação de autoridades americanas em sua saída do Brasil após a derrota para Lula (PT).
 

A política tarifária de Trump, que gerou atritos com o Brasil no segundo mandato, poderia entrar na mira parlamentar também. As investigações não seriam necessariamente direcionadas ao Brasil, mas poderiam envolver negociações comerciais com o países estrangeiros.
 

Para Seth Meyer, chefe global de gestão de portfólio de clientes da Janus Henderson, as ações costumam apresentar retornos semelhantes sob controle unificado ou dividido em Washington. "Uma volatilidade maior pode ocorrer em razão da incerteza política, mas um contraponto é que o governo dividido potencialmente protegeu os eleitores de algumas das intenções mais ambiciosas de um único partido".
 

Felipe Cima, analista de renda variável da Manchester Investimentos, diz que o cenário externo pode afetar os ativos domésticos. "Está se criando um consenso de que um governo democrata seria menos propício aos investimentos em inteligência artificial, dado o que aconteceu com a questão dos data centers. Isso pode acabar beneficiando um pouco o Brasil, com alguns ativos daqui parecendo baratos".
 

Na sexta-feira (30), os ativos domésticos encerraram a semana após a reeleição de Lula (PT) para um quarto mandato com fortes perdas. A Bolsa recuou 17,5% na semana e 9,21% em outubro, apesar de ter atingido o patamar histórico de 200 mil pontos neste mês.
 

Segundo levantamento da Elos Ayta, com dados da B3, a queda semanal foi a quinta maior desde o início do Plano Real, em julho de 1994, e a mais intensa desde março de 2020, quando o Ibovespa recuou 18,88% em uma semana. As empresas brasileiras perderam R$ 996,5 bilhões em valor de mercado no período, segundo a Economatica.
 

O dólar subiu 9,18% na semana, maior valorização em 18 anos, e acumulou alta de 5,31% em outubro, a maior de 2026. O movimento contrastou com o exterior: o índice DXY avançou apenas 0,15% no período, enquanto as Bolsas americanas tiveram perdas inferiores às do mercado brasileiro.
 

A reação negativa começou na segunda-feira (26), primeiro pregão após a vitória de Lula, quando o Ibovespa caiu 13,88%, aos 176.608 pontos, e a B3 acionou o circuit breaker pela primeira vez desde 2020. O dólar teve a maior alta diária desde 1999, e os juros futuros dispararam mais de 2 pontos percentuais.
 

A queda reverteu parte da valorização registrada antes da eleição, quando investidores apostavam na vitória de Flávio Bolsonaro (PL) e em medidas mais rigorosas de ajuste fiscal. No pregão seguinte ao primeiro turno, estrangeiros haviam aportado R$ 10,6 bilhões na Bolsa.
 

A vitória de Lula aumentou o receio de que o governo não adote medidas suficientes para equilibrar as contas públicas. A perspectiva de continuidade de uma política fiscal expansionista eleva o prêmio de risco exigido pelos investidores para financiar o governo e pressiona os juros futuros.

Aliados de Rogério Marinho buscam votos em sete partidos para derrotar Alcolumbre como presidente do Senado
Foto: Reprodução / Agência Senado

Nomes aliados do senador Rogério Marinho (PL), líder da oposição no Senado Federal, articulam apoio de parlamentares de pelo menos sete partidos para viabilizar sua candidatura à presidência da Casa em 2027. A movimentação busca impedir que o atual presidente, Davi Alcolumbre (União), permaneça no comando do Legislativo por mais um mandato.

 

A candidatura de Marinho será lançada oficialmente nesta quarta-feira (4) pelo Partido Liberal, que contará com o apoio formal do Novo. Apesar de não terem o respaldo oficial de outras legendas, os aliados do senador apostam em dissidências nas bancadas para alcançar o número mínimo de 41 votos necessários para vencer a disputa.

 

Para chegar ao resultado, a estratégia prevê o comprometimento integral dos parlamentares do PL, que terá 29 representantes na próxima legislatura, e dos três senadores do Novo. A partir dessa base, o grupo pretende conquistar votos de outras siglas. Nas projeções dos aliados de Marinho, a articulação pode atrair quatro votos do Republicanos, dois do Progressistas (PP), além de um parlamentar de cada uma das seguintes legendas: Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Podemos e Partido Social Democrático (PSD).

 

Segundo bastidores revelados pela CNN, a estratégia, no entanto, enfrenta um obstáculo: a votação para a presidência do Senado é secreta, o que permite que parlamentares mudem de posição sem revelar publicamente seus votos. A federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo PP, já declarou apoio à reeleição de Alcolumbre.

 

Integrantes do PL têm pressionado senadores a declararem publicamente apoio a Rogério Marinho. A exposição dos posicionamentos é vista como uma forma de aumentar a pressão sobre Alcolumbre e reduzir a margem de articulação do atual presidente. Nas projeções do grupo ligado ao senador do União Brasil, porém, ele também pode receber votos de integrantes do próprio PL.

Thiago Correia coloca nome à disposição do PSDB para chapa majoritária em Salvador

Por Lucas Vieira / Ronne Oliveira

Thiago Correia coloca nome à disposição do PSDB para chapa majoritária em Salvador
Fotos: Lucas Vieira / Bahia Notícias / PSDB

Em entrevista concedida ao Bahia Notícias (BN) ainda nos corredores da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o deputado estadual Thiago Correia (PSDB) comentou a participação do partido na gestão municipal de Salvador, as articulações para a composição da chapa majoritária e a situação do presidente da Câmara Municipal, vereador Carlos Muniz (PSDB), na base política do grupo.

 

Ao abordar a possibilidade de disputar um cargo na chapa majoritária, Correia afirmou que colocou seu nome à disposição do PSDB e das demais siglas que integram o grupo político. O parlamentar também destacou a presença da legenda em cargos da administração municipal ao longo das últimas gestões. "O PSDB sempre participou das gestões municipais em Salvador, desde a gestão ACM Neto, quando nós tivemos a Secretaria de Educação [...] tivemos o secretário Bruno Barral, tivemos o secretário Marcelo Oliveira, e na gestão Bruno Reis nós temos a Secretaria de Saúde, além da Transalvador, e temos também a presidência da Câmara com o presidente Carlos Muniz", detalha.

 

O deputado defendeu a manutenção da participação do partido nos espaços políticos e administrativos do município, mas ressaltou que a escolha do candidato será definida coletivamente, após diálogo entre os integrantes do grupo. "Acreditamos que deveríamos continuar ocupando esses espaços com um grande número de vereadores e, como falei, com a presidência da Câmara. Em relação à pré-candidatura, na verdade eu coloquei o meu nome à disposição do partido, coloquei o meu nome à disposição do grupo. Como bem disse, eu acho que essa é uma decisão que vai ser tomada depois de muito diálogo do grupo", disse.

 

Correia acrescentou que apoiará a decisão coletiva, independentemente de o escolhido ser ele ou outro integrante da coalizão. "Caso haja o entendimento que o nome deva ser do PSDB, meu nome está à disposição. Como disse, sou um integrante de um grupo. Caso o grupo entenda que o nome deva ser outro, nós estamos ali também para, com certeza, marchar ao lado desse nome que será escolhido. Mas, de antemão, meu nome está à disposição, como falei, coloco à disposição não só do nosso partido, mas de todo o grupo. Essa decisão vai ser tomada aí nos próximos meses, talvez ano".

 

Questionado sobre os nomes da vice-prefeita Ana Paula Matos (PDT) e do deputado federal Leo Prates (PDT), apontados como possibilidades para compor a chapa majoritária, o deputado avaliou positivamente as trajetórias de ambos na administração municipal. Correia lembrou que Ana Paula já ocupou diferentes funções na gestão de Salvador, enquanto Leo Prates esteve à frente das secretarias municipais da Saúde e da Assistência Social. Apesar dos elogios, reforçou que a definição dependerá de um entendimento entre os integrantes do grupo político.

 

"Difícil falar em nome do partido todo sem ouvir todos os membros, mas com certeza são dois nomes que já contribuíram bastante para o município. A vice-prefeita Ana Paula ocupou diversas pastas dentro da gestão municipal, contribuindo bastante, como também o deputado federal Leo Prates foi secretário de Saúde, foi secretário de Assistência Social, também passou por pastas importantes, deu a sua contribuição. São dois nomes que agregam, mas como eu disse, essa decisão vai ser tomada em grupo, ela não vai ser individual, e vamos aguardar aí que as conversas comecem em torno desse assunto", afirma.

 

Ao comentar a permanência de Carlos Muniz na base política do grupo, diante de especulações sobre possíveis movimentações em direção ao governo estadual, Thiago Correia afirmou que o vereador continua vinculado ao PSDB e ressaltou que ele tem autonomia para definir seus posicionamentos políticos. O deputado também fez uma distinção entre Carlos Muniz e seu filho, Carlos Muniz Filho, que deverá assumir um mandato em Brasília. Em relação ao presidente da Câmara de Salvador, Correia afirmou que as decisões políticas cabem ao próprio vereador.

 

"De maneira nenhuma. O vereador, o deputado Carlos Reis é o filho, que tá lá em Brasília, né, que vai assumir agora nessa nova legislatura, mas o vereador Carlos Muniz é ainda o presidente da Câmara Municipal, é membro do nosso partido. Ele tem toda a sua liberdade para tomar os seus posicionamentos e acho que só quem pode dizer pelo vereador Carlos Muniz é ele próprio", relata.

 

Por fim, Correia afirmou que o presidente da Câmara tem espaço na legenda e destacou sua participação na organização do partido. Segundo o deputado, eventuais posicionamentos de Muniz serão respeitados internamente. "Agora, é claro que ele tem um abrigo dentro do PSDB, é um cara de grupo, ajudou inclusive na construção de um partido mais forte e, com certeza, os seus posicionamentos serão respeitados".

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Depois das eleições, o fogo amigo começou mais rápido do que eu imaginava. Enquanto isso, cada um se desobriga a ter coerência e vai tentar garantir o seu quinhão. Difícil tá a vida do Ferragamo, com o clima nos bastidores da prefeitura. Mas o lado do Cacique também não está tão tranquilo assim. E lógico que o primeiro alvo já foi definido. E nem o Correria escapa em Brasília. Já na Câmara, sobrou pra Mumu dizer amém pra Missa Filho. Só falta descobrir quanto tempo o clima de paz vai reinar. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Valdemar Costa Neto

Valdemar Costa Neto
Foto: Reprodução / CNN Brasil

"Não gostei".


Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior. 
 

AjorProjor

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Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
O vereador de Salvador, Cezar Leite (PL), é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (26). O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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