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Helicópteros que faziam testes de pouso para uma agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destelharam casas em Camaçari, município na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O caso ocorreu nesta quarta-feira (13) e, segundo o g1, a atuação dos veículos aéreos atingiu especialmente imóveis no bairro Nova Vitória.
A comunidade está localizada ao lado do Espaço Camaçari 2000, onde costumam ser realizados eventos. O local será usado para o desembarque do presidente na quinta-feira (14), durante visita à cidade. Não foram registrados feridos.
Na viagem, Lula fará a entrega de unidades habitacionais do programa "Minha Casa, Minha Vida" e também visitará a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA). Estarão com ele o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o ministro das Cidades, Vladimir Lima.
Em nota, a Secretaria de Comunicação destacou que os imóveis afetados nos testes de pouso foram avaliados ainda nesta quarta e terão as telhas consertadas na quinta-feira. O serviço será realizado pela Prefeitura de Camaçari.
A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (14), Henrique Vorcaro, o pai do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo informações da CNN Brasil, a prisão foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal.
A operação faz parte da investigação sobre as irregularidades no Banco Master, como nova fase da Compliance Zero. A ação foi realizada pela Diretoria de Combate ao Crime Organizado (Dicor) da PF.
Henrique era apontado pela investigação como um dos beneficiários do filho, que chegou a depositar recursos na conta bancária do pai.
As eliminações precoces na Libertadores e na Copa do Brasil reduziram de forma significativa o calendário do Bahia em 2026. Com apenas o Campeonato Brasileiro pela frente, o Tricolor já sabe que encerrará a temporada com 53 jogos disputados.
O número representa a segunda temporada com menos partidas do clube nas últimas sete décadas. Desde 1957, o Bahia só disputou menos jogos em 2005, quando entrou em campo 42 vezes. Os dados são do perfil EC Bahia Números.
A queda diante do Remo, pela quinta fase da Copa do Brasil, na última quarta-feira (13), no Mangueirão, também marcou outro dado negativo. O Bahia não era eliminado no seu primeiro confronto na competição nacional desde 2020, quando foi superado pelo River-PI ainda na primeira fase.
Além disso, a eliminação para o clube paraense foi a quinta vez em que o Esquadrão caiu em um mata-mata da Copa do Brasil perdendo tanto o jogo de ida quanto o de volta. As outras ocasiões foram contra Grêmio, em duas oportunidades, Athletico-PR e Flamengo.
Com o calendário encurtado, o Bahia passa a concentrar todas as atenções no Campeonato Brasileiro, única competição restante na temporada, com mais 24 partidas a disputar. Como próximo desafio, os comandados de Rogério Ceni terão pela frente o Grêmio, no próximo domingo (17), às 16h, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova
A Polícia Federal prendeu, na tarde desta quarta-feira (13), o contraventor Carlinhos Cachoeira no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. Cachoeira é investigado por crimes de calúnia, difamação e injúria.
Segundo informações do g1, o mandado de prisão preventiva foi expedido pela 8ª Vara Criminal de Goiânia. O mandado em questão diz respeito a um processo de difamação contra o delegado de Goiás, Francisco Lipari, da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), em Goiânia. O trâmite judicial ocorre em segredo de Justiça.
Segundo reportagem da TV Anhanguera, Carlinhos Cachoeira fez publicações em 2024 contra o delegado. O contraventor divulgou informações sigilosas sobre Francisco.
Carlinhos Cachoeira é o apelido de Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido nacionalmente por comandar esquemas de jogos ilegais e por ter sido alvo da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 2012. Na época, a investigação revelou uma rede de exploração de caça-níqueis, corrupção e influência sobre políticos, empresários e agentes públicos.
A Transalvador iniciou, nesta quarta-feira (13), a implantação de placas de sinalização nos acessos à passarela do Bairro da Paz, na Av. Paralela, reforçando a proibição da circulação de motocicletas no local. Segundo a autarquia, a sinalização também será ampliada para outros pontos da cidade, como na Av. Bonocô.
A medida integra as ações da Prefeitura de Salvador voltadas à promoção da segurança viária e à preservação de vidas. Além da instalação das placas, agentes de trânsito seguem intensificando a fiscalização presencial e por meio do sistema de videomonitoramento para coibir a infração.
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), transitar com veículo em passarelas é infração gravíssima, sujeita à multa de R$ 880,41 e sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Somente nos quatro primeiros meses deste ano, 45 condutores precisaram ser notificados por estarem realizando a conduta irregular. Durante todo o ano de 2025, esse número foi de 89.
O superintendente de Trânsito de Salvador, Diego Brito, destacou que a ação busca reforçar a conscientização e evitar acidentes. “A passarela é um espaço destinado ao pedestre. Quando uma motocicleta circula nesses locais, coloca em risco a vida de quem utiliza a estrutura de forma correta. Estamos reforçando a sinalização e ampliando a fiscalização para coibir essa prática e garantir mais segurança para todos”, afirmou.
A circulação de motocicletas em passarelas representa risco à integridade física de pedestres e dos próprios condutores, comprometendo a segurança nesses espaços destinados exclusivamente à travessia de pessoas.
A Operação Catena, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia nesta quinta-feira (14), cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão contra uma organização criminosa envolvida em roubos de turistas e visitantes na região da Barra, especialmente na Avenida Oceânica e no entorno do Porto da Barra, em Salvador. Segundo a polícia, o foco principal dos suspeitos era o roubo de correntes de ouro e relógios esportivos de alto padrão.
As prisões e buscas ocorreram nos bairros de Nazaré, Barris, Liberdade, Periperi e no entorno do Centro Histórico. Segundo as investigações, o grupo possui uma associação criminosa estruturada, com divisão de tarefas entre executores dos roubos, receptadores e responsáveis pela comercialização clandestina das jóias subtraídas.
De acordo com as apurações, os investigados monitoravam vítimas, principalmente turistas e praticantes de atividades físicas, utilizando observação em pontos estratégicos, aplicativos de mensagens e rotas de fuga previamente definidas para executar os crimes.
A operação é resultado do aprofundamento das investigações por meio de relatórios de inteligência, análise de dados, extração de dispositivos móveis e monitoramento de campo. A ofensiva policial tem como objetivo desarticular toda a cadeia criminosa vinculada aos crimes, atingindo executores, intermediários e receptadores.
Durante a ação, estão sendo cumpridas ordens judiciais expedidas pelo Poder Judiciário no curso da investigação conduzida pela 14ª Delegacia Territorial da Barra (14ª DT/Barra), com apoio do Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM) e do Departamento de Inteligência Policial (DIP).
Polícia Civil abre processo contra Douglas Pithon após críticas a investigação e exposição de bastidores em podcast
Por Paulo Dourado
A Polícia Civil da Bahia (PCBA) abriu um processo administrativo contra o policial civil e influenciador Douglas Pithon para apurar a conduta dele após declarações em um podcast, feitas em 2025, nas quais ele levantou questionamentos sobre a condução de investigações oficiais e procedimentos internos da instituição.
O processo administrativo foi publicado nesta quarta-feira (13) no Diário Oficial do Estado da Bahia.
Nas declarações, o agente questiona a integridade de investigações conduzidas por setores da própria PCBA e cita o caso envolvendo o delegado Adailton Adam, exonerado em março de 2025 do cargo de coordenador técnico do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), após suspeitas relacionadas a um suposto esquema investigado internamente.
Entre os pontos levantados por Pithon está a chamada “carta sumida”, que, segundo ele, teria sido peça central da investigação, mas nunca teria sido apresentada de forma clara dentro do inquérito.
“O mais impressionante é que a carta sumiu no departamento dele... de Adam. Ele não tem essa carta na mão não. Sumiu. E não foi feito nenhuma apuração para verificar o sumiço dessa carta”, afirmou.
Ele também questiona a ausência de verificação sobre a origem do documento e diz que o suposto autor nega tê-lo escrito, além de classificar o inquérito como “extremamente hostil”.
Outro ponto citado nas falas é a investigação sobre o suposto desaparecimento de armamentos, que ele nega, chamando a narrativa de “fantasia” e questionando a consistência das apurações.
Em determinado momento, o policial ainda faz críticas a um perito envolvido no caso, com ataques diretos à atuação técnica do profissional.
Além disso, ele comenta divergências internas entre delegados e menciona episódios que envolveriam alinhamento de depoimentos e conflitos de atuação entre superiores, o que pode ter sido interpretado como exposição de procedimentos internos sob sigilo.
COMO FUNCIONA
O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) é o instrumento utilizado pela administração pública para apurar a responsabilidade de servidores por eventuais infrações cometidas no exercício da função. No caso de policiais civis na Bahia, o procedimento segue as regras da Lei Estadual nº 6.677/1994 e é dividido em três etapas: instauração, instrução e julgamento.
A instauração ocorre com a publicação de uma portaria no Diário Oficial do Estado, que constitui uma comissão processante formada por três servidores estáveis. É nessa fase inicial que são definidos os fatos que serão apurados. No caso do policial civil e influenciador Douglas Pithon, o processo foi justamente aberto neste estágio, com a publicação, nesta quarta-feira (13), da portaria que dá início à apuração das declarações feitas por ele, agora sob análise da Corregedoria.
Em seguida, o processo segue para a instrução e defesa, etapa em que são reunidas provas, ouvidas testemunhas e realizadas eventuais perícias. O servidor investigado tem direito ao contraditório e à ampla defesa, podendo apresentar defesa escrita, ser acompanhado por advogado e prestar depoimento.
Após a análise do material reunido, a comissão elabora um relatório final, com base nas provas produzidas, indicando se há ou não responsabilidade do servidor. O documento é encaminhado à Procuradoria Geral do Estado (PGE), que emite parecer jurídico, e posteriormente à autoridade competente, responsável pela decisão final.
O PAD deve ser concluído em até 60 dias, prazo que pode ser prorrogado em casos excepcionais. Se houver indícios de interferência na apuração, o servidor pode ser afastado preventivamente por até 60 dias, sem prejuízo da remuneração. As penalidades variam conforme a gravidade da infração, podendo incluir advertência, suspensão, demissão ou cassação de aposentadoria.
Governo divulga empresa responsável por projeto de R$ 1 milhão para restaurar Faculdade de Medicina da Bahia
Por Victor Hernandes
A Secretaria de Cultura da Bahia, por meio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural, divulgou a empresa que fará os projetos de restauração da Faculdade de Medicina da Bahia. O prédio histórico, localizado no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador, é reconhecido por ser a primeira escola médica do Brasil.
Como apurado pelo Bahia Notícias, a Domo Arquitetura será responsável por promover os projetos executivos relacionados ao processo de restauração do equipamento. O investimento total para a realização do trabalho técnico foi fixado em R$ 1.000.000,00.
A organização foi selecionada após apresentar o menor preço para realizar o serviço. As obras devem ocorrer com supervisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), já que a edificação foi tombada pela entidade.
Segundo informações acessadas pelo BN, a obra chega após vistorias serem realizadas no prédio localizado no Terreiro de Jesus, nos últimos anos. Durante as vistorias foram levantadas as questões relacionadas à estabilidade da estrutura do espaço, das suas instalações e de outros elementos arquitetônicos que fazem parte do monumento.
Os órgãos responsáveis pela vistoria mostraram que atualmente os espaços da faculdade necessitavam da execução de serviços especializados para manter a integridade dos bens materiais de suas estruturas, e que podem comprometer a conservação do patrimônio edificado do conjunto.
Em fevereiro deste ano, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) já tinha comunicado que mantém tratativas permanentes com os órgãos de preservação do patrimônio histórico, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), para a realização de obras no local. Á época, a instituição de ensino explicou que aportará uma contrapartida de cerca R$ 700 mil no equipamento.
A universidade explicou que por meio da Sumai/UFBA tem realizado intervenções e ações de manutenção, o que inclui também a parceria com a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder).
INTERVENÇÕES E CRONOGRAMA
O BN acessou alguns detalhes das obras na FMB/UFBA. Conforme apuração, entre as intervenções previstas estão anteprojetos e os projetos executivos de arquitetura e restauração na estrutura completa do imóvel. Entre os serviços que devem ser feitos no local estão reformulações nas instalações elétricas, hidráulicas, de cabeamento estruturado, de segurança contra incêndio e pânico.
As ações devem contar ainda com a instalação de um novo circuito de câmeras, Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas e memoriais. De acordo com a apuração do BN, o IPAC também divulgou o cronograma estabelecido para a elaboração dos projetos executivos da restauração. O prazo total para a entrega dos projetos é de 180 dias corridos (6 meses), contados a partir da expedição da Ordem de Serviço.
O contrato terá validade de 9 meses, também a partir da expedição da Ordem de Serviço. Já para o Cronograma Físico, a execução técnica dos projetos está dividida em etapas sucessivas:
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Etapa 01 A: 60 dias (alcançando 33,30% da execução física).
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Etapa 01 B: 5 dias (totalizando 65 dias e 36,10% da execução).
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Etapa 02 A: 55 dias (totalizando 120 dias e 66,60% da execução).
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Etapa 02 B: 5 dias (totalizando 125 dias e 69,40% da execução).
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Etapa 03 A: 50 dias (totalizando 175 dias e 97,20% da execução).
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Etapa 03 B: 5 dias (finalizando os 180 dias e 100% da execução física)
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Os pagamentos à empresa vencedora serão realizados em três parcelas, condicionadas à aprovação das etapas do projeto, sendo:
1ª Parcela (Etapa 01 B): 20% do valor total (R$ 200.000,00).
2ª Parcela (Etapa 02 B): 35% do valor total (R$ 350.000,00).
3ª Parcela (Etapa 03 B): 45% do valor total (R$ 450.000,00).

Foto: Divulgação UFBA
O PRÉDIO
Localizado no Terreiro de Jesus, o casarão atual que abriga a Faculdade de Medicina da Bahia foi construído em 1905 pelo engenheiro Teodoro Sampaio. Berço da medicina do Brasil, o espaço já chegou a receber o Colégio dos Jesuítas. O local se tornou ainda um ponto turístico e cultural importante, ganhando destaque pela sua arquitetura e relevância na trajetória da educação brasileira.
A história do espaço se inicia em 1808, quando D. João VI assinou o decreto que anunciava a inauguração da Escola de Cirurgia da Bahia, no antigo Hospital Real Militar da Cidade do Salvador, que ocupava o prédio do Colégio de Jesuítas, construído em 1553. Já o tombamento ocorreu no ano de 2015 pelo Iphan.
Além disso, o espaço conta atualmente com o Memorial da Medicina Brasileira (MMB), que tem por finalidade guardar, preservar e difundir o patrimônio histórico, científico e cultural da Faculdade de Medicina da Bahia(FMB), colaborando com as atividades de ensino, pesquisa e extensão da UFBA.
O MMB é composto pelo Archivo Histórico Anselmo Pires de Albuquerque, da Bibliotheca Gonçalo Moniz e pelo Memorial de Medicina, reunindo em seu complexo cultural, um valioso acervo arquivístico, bibliográfico e museológico.
MP-BA recomenda que o Comando da PM de Feira de Santana preserve cenas de crime: "falta de isolamento adequado"
Por Aline Gama
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) expediu, nesta quarta-feira (13), uma recomendação administrativa ao Comando de Policiamento da Região Leste (CPRL), sediado em Feira de Santana, Portal do Sertão, determinando que a Polícia Militar adote medidas imediatas para garantir a preservação de locais de crime e a salvaguarda da cadeia de custódia de vestígios.
O documento, assinado pela promotora de Justiça Samira Jorge, titular da 18ª Promotoria de Justiça de Feira de Santana, aponta que inspeções semestrais de controle externo realizadas na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do município revelaram falhas recorrentes no isolamento de cenas de crimes violentos, especialmente homicídios.
De acordo com a recomendação, as visitas técnicas constataram que as guarnições da Polícia Militar, por serem, na maioria das vezes, os primeiros agentes públicos a chegarem ao local dos fatos, nem sempre adotam os protocolos necessários de preservação da área.
A falta de isolamento adequado, segundo o MP-BA, tem gerado contaminação indesejada de vestígios, movimentação de objetos e cadáveres, além da perda de elementos materiais essenciais para a elucidação da autoria e materialidade dos crimes.
O órgão ministerial ressaltou que tais práticas violam artigos do Código de Processo Penal e da Lei nº 13.964/2019 (pacote anticrime), que tornam obrigatória a preservação inalterada do local e instituem a cadeia de custódia da prova. O documento adverte que a inobservância dessas obrigações pode levar à decretação de nulidade processual insanável na esfera judicial, comprometendo investigações e eventuais condenações.
O Ministério Público recomendou ao comandante do CPRL a publicação de instrução normativa vinculante a todos os batalhões, companhias e guarnições da região, com diretrizes claras sobre o isolamento imediato de áreas onde houver morte violenta ou vestígios criminais.
A orientação é que os policiais se abstenham rigorosamente de alterar o estado das coisas, movimentar cadáveres ou recolher qualquer material, como projéteis, estojos e armas, permitindo apenas o ingresso de terceiros em caso de socorro urgente à vida.
Além disso, o MP recomenda a inclusão da temática “cadeia de custódia da prova” nos treinamentos continuados, cursos de formação e reciclagem da tropa, bem como a criação de um protocolo formal de transferência de custódia: as guarnições que realizarem o isolamento devem permanecer no local até a chegada da DHPP e dos peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT), efetuando a entrega da cena apenas às autoridades especializadas.
O documento também determina que o comando exerça rigorosa fiscalização sobre o cumprimento dessas ordens, com instauração de procedimento correcional ou apuração disciplinar sempre que houver indício de desídia, omissão ou alteração indevida da cena de crime por parte de policiais militares. Além disso, o MP-BA informou que o descumprimento injustificado das recomendações poderá ensejar medidas judiciais e extrajudiciais, incluindo a apuração de responsabilidade civil, administrativa e criminal dos envolvidos.
Foi fixado o prazo de 30 dias, a contar do recebimento da recomendação, para que o Comando de Policiamento da Região Leste apresente à 18ª Promotoria de Justiça de Feira de Santana um relatório escrito e fundamentado sobre as providências administrativas adotadas.
FUNÇÃO DO MP
A recomendação tem como fundamento legal o controle externo da atividade policial atribuído ao Ministério Público pela Constituição Federal e pela Lei Orgânica Nacional do MP, além da Resolução nº 279/2023 do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que impõe a fiscalização contínua da regularidade e integridade do fluxo da cadeia de custódia.
Construção de postos de saúde em aldeias indígenas da Bahia é adiada por falta de empresas interessadas; entenda
Por Mauricio Leiro / Ronne Oliveira
A construção de cinco novas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) no interior da Bahia sofreu um revés. A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) declarou ainda na última quarta-feira (06) como "deserta" a Licitação Pública Nacional (LPN) nº 004/2026, após nenhuma empresa manifestar interesse em assumir as obras.
O projeto, gerido pelo Programa de Fortalecimento do SUS (PROSUS II), previa a execução de obras de infraestrutura de saúde nas aldeias de Mirandela, Pau-Ferro, Marcação, Várzea e Tuxá. Estas comunidades estão distribuídas pelos municípios de Euclides da Cunha e Banzaê.
Veja ilustração de uma UBSI abaixo:
Foto ilustrativa: Thuane Maria / GOVBA
A decisão foi oficializada pelo Presidente da Comissão de Licitação, Emmanuel Santos de Oliveira. Mesmo realizado originalmente na segunda-feira (04), terminou sem licitantes, o que impede, no momento, a contratação da empresa especializada necessária para o início das edificações.
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- Bahia tem 3,8 Unidades Básicas de Saúde para cada 100 mil habitantes, revela Censo;
- MPF instaura inquérito civil sobre acesso à saúde de indígenas Tumbalalá na Bahia.
As unidades de saúde são consideradas fundamentais para o atendimento primário nas aldeias locais. Com a declaração de licitação deserta, o Estado deverá reavaliar as condições do edital ou realizar uma nova chamada pública para garantir que os recursos do Fundo Estadual de Saúde cheguem às populações indígenas previstas no cronograma do PROSUS II.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ricardo Alban
"Permitir a entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro".
Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar sobre a revogação, pelo governo Lula, do imposto de importação de 20% cobrado sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”, resultará na perda de empregos e impactará principalmente as micro e pequenas empresas brasileiras.