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A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Mobilidade (Semob), prorrogou até 19 de novembro o prazo para a vistoria anual dos táxis da capital baiana. O procedimento, que terminaria nesta quarta-feira (30), é obrigatório para a regularização dos veículos que prestam o serviço na cidade.
Segundo a Semob, cerca de metade dos 6 mil autorizatários já realizou a inspeção neste ano. A ampliação do prazo permite que os permissionários que ainda não fizeram o procedimento regularizem os veículos. A solicitação deve ser feita pela plataforma Salvador Digital.
Após o pedido, o permissionário recebe autorização para levar o táxi a uma das Instituições Técnicas Licenciadas (ITLs) credenciadas pela Semob. A vistoria custa R$ 123 para o período regular e R$ 184 para veículos que realizarem o procedimento em atraso. Após a aprovação, a renovação anual do alvará ocorre automaticamente.
Para a inspeção, é necessário apresentar o alvará de circulação, o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) e o cartão de identificação. Durante o procedimento, são avaliadas as condições do automóvel e o cumprimento das exigências para a prestação do serviço.
As instituições credenciadas são FIT - Avenida Luís Eduardo Magalhães; Inspeserv, em Pernambués; Avaliar Inspeções, em Pirajá; Normative Inspeção, em Cosme de Farias; Bahia Inspeção, em São Cristóvão; e FIT – Porto Seco Pirajá, em Campinas.
Eduardo Bolsonaro ameaça retaliar diplomatas que 'sabotaram' governo de seu pai caso Flávio seja eleito
Por Patrícia Campos Mello | Folhapress
Em vídeo publicado na tarde desta quarta-feira (30) em suas redes sociais, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro prometeu fazer "uma faxina" no Itamaraty caso seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vença a eleição.
Aumentando temores de que haveria uma "caça às bruxas" no Ministério das Relações Exteriores em um governo de Flávio, Eduardo afirmou que "mapeou" todos os embaixadores que saíram e entraram em postos no governo Lula e que estará "na cola" dos servidores que "sabotaram" o governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
"Então, meu caro servidor do Itamaraty, se você ajudou a sabotar o governo Bolsonaro, preocupe-se de verdade, porque eu vou estar na sua cola", diz Eduardo no vídeo. "Se você não fez isso, parabéns, você fará parte do time que vai resgatar a credibilidade do Itamaraty, que vai virar a página, de serem servidores de corruptos e filhos de corruptos para passar a servir o povo brasileiro."
O ex-deputado inicia o vídeo mostrando um áudio de uma suposta mensagem de um diplomata brasileiro oferecendo ajuda da embaixada do Brasil na Espanha para encontrar uma escola para os filhos de Lulinha, que se mudou para Madri, em 2025.
"Eu não tive recepção de embaixador, de diplomata, nem nada [quando mudei para os EUA]", diz Eduardo. "O dinheiro do brasileiro não é para proteger filho do presidente."
Ele prometeu retaliação contra o embaixador do Brasil na Espanha, o ex-chanceler Luiz Alberto Figueiredo. "Flávio Bolsonaro sendo eleito, certamente um dos primeiros a sair do posto será o embaixador do Brasil na Espanha para dar o exemplo de que isso não acontecerá."
Eduardo vive nos EUA desde março de 2025, quando deixou o Brasil afirmando que o Supremo Tribunal Federal (STF) recolheria seu passaporte para impedir sua articulação internacional contra o julgamento do pai no caso da trama golpista.
Naquele momento, licenciou-se por quatro meses do mandato de deputado e, encerrado o afastamento, permaneceu no exterior e passou a acumular faltas na Câmara. Em dezembro, perdeu seu mandato por excesso de ausências.
Já em junho deste ano, o STF o condenou a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, por articular nos EUA medidas de pressão contra autoridades brasileiras para interferir no processo contra o pai. Em setembro, ainda perdeu seu cargo de escrivão da PF por abandono de cargo.
Como mostrou reportagem da Folha de S. Paulo, em caso de vitória de Flávio, há uma avaliação de que Eduardo sairia muito fortalecido, após o lobby por medidas de Trump contra o governo Lula, e seria difícil negar o comando do Itamaraty se ele quiser. Mas uma alternativa em discussão seria Eduardo assumir a Embaixada do Brasil em Washington.
No vídeo, Eduardo afirma que houve uma "sabotagem" ao governo Bolsonaro por parte dos diplomatas e que "eles ficaram tão à vontade que colocaram isso na matéria do Jamil Chade de maneira heroica".
A reportagem do então colunista do UOL relata a existência de uma rede clandestina de diplomatas do Itamaraty que, durante o governo Jair Bolsonaro, teria atuado para conter ou contornar diretrizes da política externa do governo.
"[A faxina] é para evitar esse tipo de coisa e relembrar que diplomatas, embaixadores e qualquer cargo dentro do Itamaraty são de servidores públicos, que servem ao público, não a seus próprios gostos, inclusive isso configura o crime de prevaricação."
Em conversas fechadas, Marcos Degaut, braço direito de Eduardo em política externa, afirmou que há o plano de implementar o "Marco Rubio overhaul" (reforma do Marco Rubio), uma ampla reestruturação das carreiras no Itamaraty.
Os diplomatas passariam a estar focados em regiões geográficas e temas específicos e teriam de cumprir metas de exportação, investimentos e inserção comercial, entre outras. Haveria também uma reforma total do sistema de promoções, fonte de insatisfação disseminada no Itamaraty hoje.
No Departamento de Estado, o "overhaul" de Rubio levou à eliminação de 1.300 vagas, fechamento de departamentos e postos, estabelecimento de metas quantitativas e qualitativas (com critérios como fidelidade à agenda de Donald Trump).
Rubio decretou que mérito seria o principal critério para promoções, não tempo de carreira. Sob seu comando, o Departamento de Estado atingiu número recorde de indicados políticos em substituição a funcionários de carreira -apenas 9% dos embaixadores vêm do serviço diplomático. Durante os 50 anos anteriores, esse percentual variou de 57% a 74%.
Degaut afirmou a interlocutores ouvidos pela reportagem que haveria necessidade de atribuir funções a algumas pessoas de fora do Itamaraty. Mas disse que não haverá uma caça às bruxas com perseguição por motivos políticos.
PROPOSTAS DE POLÍTICA EXTERNA DE LULA E FLÁVIO BOLSONARO
_Resumo dos programas de governo entregues pelas campanhas à Justiça Eleitoral_
LULA (PT) - FLÁVIO BOLSONARO (PL)
Tratar como prioridade a implementação da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e o combate à crise climática, inclusive o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), ambas iniciativas criadas pelo governo Lula - Abertura comercial: quer evitar a dependência de áreas críticas, como cadeias de suprimentos e de tecnologia
Fortalecer setor de inteligência para proteção de soberania e ameaças geopolíticas, cibernéticas e do crime organizado transnacional - Retomar cronograma de adesão à OCDE
Fortalecer vigilância territorial, proteção de recursos naturais e combate ao crime organizado transnacional - Encerrar gradualmente o IOF sobre o câmbio
Fortalecer Mercosul e aprofundar redes multimodais, em especial conexões com o Pacífico e o Caribe - Buscar soluções diplomáticas eficazes contra sanções dos Estados Unidos, da China e da União Europeia aos produtos nacionais
Fortalecer a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) - Implementar plano nacional de integração às cadeias globais de valor, tendo como prioridade agroindústria avançada, minerais críticos, saúde e economia digital
Aprofundar relações com a África e a cooperação na área do Atlântico Sul e com os países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), assim como a União Africana e a Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático) - Colocar Brasil entre os principais destinos mundiais de investimento em transição energética até 2030
Defender reforma da ONU e maior representatividade do Conselho de Segurança, assim como da OMC e de instituições financeiras globais, como FMI, Banco Mundial e o chamado Banco do Brics; aprofundar aproximação ao Brics, ao chamado Sul Global e ao G20 - Combate ao crime organizado é tratado como questão de segurança e defesa nacional
Quer liderar governança internacional para tecnologias digitais e inteligência artificial - Incentivar tecnologias como drones e inteligência artificial.
_Fonte: Tribunal Superior Eleitoral_
O governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) reuniu Jaques Wagner (PT), Rui Costa (PT), Otto Alencar (PSD), o prefeito Thiago do Vale (PSD), deputados e lideranças em uma caminhada de campanha em Ipirá, nesta quarta-feira (30).
A mobilização ocorreu poucos dias após uma passagem de ACM Neto (União) pelo município. Durante a visita, o ex-prefeito de Salvador afirmou que uma de suas prioridades seria “reabrir” um campus da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) que, segundo ele, teria sido implementado quando era deputado.
Jerônimo e a própria universidade contestaram a declaração e afirmaram que não existe prédio da Uneb em Ipirá. Durante a caminhada desta quarta, Thiago do Vale criticou o adversário e associou a gestão de Jerônimo a obras realizadas no município. Segundo o prefeito, são R$ 160 milhões em intervenções durante a atual gestão estadual.
“O povo de Ipirá vai dizer que o trabalho vai continuar. São R$ 160 milhões de obras somente na gestão de Jerônimo. As pessoas estão vendo as obras acontecendo no município, enquanto o nosso candidato adversário esteve aqui para falar de obras que não existem porque não tem o que apresentar”, afirmou.
Na semana passada, Jerônimo já havia respondido às declarações durante uma sabatina.
O Brasil tem 1,6 milhão de eleitores de 16 e 17 anos cadastrados para as eleições de 2026, cerca de 500 mil a menos do que em 2022, quando o número chegou a 2,1 milhões. A redução é de 22,8%, enquanto o eleitorado brasileiro, no total, continuou crescendo.
A queda entre os adolescentes supera a redução da população nessa faixa etária. Segundo projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de brasileiros de 16 e 17 anos diminuiu 5,6% desde 2022.
Considerando apenas os eleitores registrados no Brasil, a proporção também caiu. Em 2022, havia aproximadamente 34 jovens com título para cada 100 habitantes de 16 e 17 anos. Em 2026, são cerca de 28.
NÚMERO HAVIA CRESCIDO EM 2022
Em 2018, o eleitorado de 16 e 17 anos era de aproximadamente 1,4 milhão. Quatro anos depois, o número ultrapassou 2,1 milhões, crescimento de 51,1%.
A eleição de 2022 foi acompanhada por campanhas de incentivo ao alistamento eleitoral, ações nas redes sociais e pela Semana do Jovem Eleitor. Na época, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atribuiu parte do aumento às iniciativas de mobilização.
Para 2026, o TSE voltou a promover ações voltadas ao público jovem, inclusive em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O número de eleitores de 16 e 17 anos, no entanto, voltou a cair.
VOTO É FACULTATIVO
O voto é facultativo para adolescentes de 16 e 17 anos. Por isso, o alistamento eleitoral depende da decisão do próprio jovem e de fatores como mobilização, ambiente familiar e escolar e percepção sobre a importância da participação eleitoral.
Uma pesquisa Datafolha realizada em agosto apontou que 48% dos eleitores de 16 a 24 anos afirmaram que votariam caso o voto não fosse obrigatório. Entre os eleitores com 60 anos ou mais, o índice foi de 61%. No conjunto do eleitorado, 56% disseram que iriam às urnas mesmo sem obrigatoriedade.
Apesar da redução no número de adolescentes com título, a participação desse grupo nas eleições de 2022 foi superior à dos eleitores com 70 anos ou mais. No primeiro turno daquele ano, 82,9% dos eleitores de 16 e 17 anos compareceram às urnas, contra 41,1% dos eleitores com 70 anos ou mais.
ELEITORADO MAIS VELHO CRESCE
Desde 2022, o número de eleitores com 70 anos ou mais aumentou em aproximadamente 2,4 milhões, chegando a 17,3 milhões em 2026.
A participação desse grupo no eleitorado também cresceu. Em 2010, os eleitores com 70 anos ou mais representavam 6,9% do cadastro eleitoral. Atualmente, correspondem a 10,9%.
Apesar da maior taxa de comparecimento entre os adolescentes em 2022, o tamanho do eleitorado mais velho fez com que o número absoluto de votantes fosse maior. Naquele primeiro turno, 6,13 milhões de eleitores com 70 anos ou mais compareceram às urnas, ante 1,75 milhão de jovens de 16 e 17 anos.
Em 2º turno, Flávio marca 49% contra 43,5% de Lula, que perde também para Caiado e Cury, mostra pesquisa
Por Edu Mota, de Brasília
Pesquisa Futura/100% Cidades, divulgada nesta quarta-feira (30), revela um cenário em que os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) aparecem à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos cenários de disputa em segundo turno.
A melhor posição foi registrada pelo candidato Flávio Bolsonaro. O senador do PL aparece nos cenários de segundo turno com 49% das intenções de voto, contra 43,5% do presidente Lula.
Já o candidato Ronaldo Caiado (PSD) tem 45,6% de intenções de voto em um eventual segundo turno contra Lula. Na disputa contra Caiado, Lula registrou 42,4% neste cenário, o que significa um empate técnico dentro da margem de erro.
Contra o escritor Augusto Cury, o presidente Lula também sofre derrota no segundo turno, apesar de haver empate técnico. De acordo com a pesquisa, Cury acumula 45,1% das intenções de voto, enquanto o líder petista tem 42%.
No embate contra o candidato Romeu Zema (Novo) em um possível segundo turno, Lula está na frente, mas também em situação de empate técnico. Neste confronto, o petista soma 45,1% das intenções de voto, ante 42,2% do ex-governador de Minas Gerais.
Lula também lidera o cenário contra Renan Santos: o presidente tem 44,6% das intenções de voto, contra 40,7% do candidato do partido Missão.
A Futura/100% Cidades entrevistou 2.000 eleitores entre os dias 25 e 29 de setembro, por meio de entrevista telefônica. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pela Futura e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-01122/2026.
O Brasil atingiu nesta terça-feira (29) o teto da cota de exportação de carne bovina estabelecido pela China, o que fará com que os novos carregamentos desembarcados em portos chineses passem a ser tributados com uma sobretaxa de 55% a partir de 1º de outubro.
Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, a alíquota extra será cobrada durante o restante do ano e se somará à tarifa regular de importação de 12% aplicada pelo país asiático.
A medida decorre de uma cláusula de salvaguarda imposta por Pequim para proteger a indústria pecuária local e reduzir a dependência de fornecedores externos. O limite anual de 1,1 milhão de toneladas fixado para 2026 representa cerca de 65% do volume total que o Brasil comercializou para o mercado chinês em 2025.
Diante do teto atingido antes do fim do ano, frigoríficos brasileiros já vinham desacelerando o ritmo de produção, recorrendo a férias coletivas e paralisações temporárias em plantas industriais.
Em resposta ao cenário, o governo brasileiro busca negociar o uso de saldos remanescentes das cotas de outros países, a exemplo do Uruguai, cuja chancelaria concordou em apresentar a solicitação formal às autoridades chinesas.
As negociações diretas entre Brasília e Pequim para flexibilizar a medida, no entanto, ainda não resultaram em acordo, e a decisão final sobre o aproveitamento das cotas de terceiros permanece sob avaliação do governo chinês.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, relator do processo que analisa a Medida Provisória (MP) que proibiu o funcionamento das bets no Brasil, acatou, nesta quarta-feira (30), o pedido do Flamengo para participar da ação como interessado.
Dessa forma, o Flamengo ingressa na ação na condição de amicus curiae, expressão jurídica para “amigo da corte”. Nesse formato, o clube não passa a integrar diretamente um dos polos do processo, mas pode apresentar informações e argumentos ao Supremo por possuir interesse ou conhecimento relacionado ao tema.
O pedido foi feito pelo Flamengo nesta quarta-feira. Em nota, o Flamengo afirma que a solicitação foi formulada para que possa "contribuir tecnicamente com o debate, a partir da perspectiva concreta de uma das instituições esportivas diretamente impactadas pela medida".
A MP foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última sexta-feira (25). Pelo texto, as autorizações para exploração das apostas de quota fixa serão extintas após um período de transição, enquanto os sites e aplicativos deverão ser retirados do ar dez dias após a publicação da medida.
Na manifestação apresentada ao STF, o Flamengo argumenta que a medida tem impacto direto sobre as receitas do clube e cita o contrato de patrocínio máster com a Betano. O acordo, válido até o fim de 2028, prevê pagamento de R$ 268,5 milhões por temporada, além de valores variáveis. Ao longo dos 40 meses previstos no contrato, o vínculo pode chegar a aproximadamente R$ 895 milhões.
A ação teve início no STF a partir de pedidos de associações representantes de empresas de apostas no Brasil, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro do Jogo Responsável (IBJR), que sustentam que a norma pode provocar efeitos irreversíveis antes mesmo de ser analisada pelo Congresso Nacional e pedem que Fux examine a questão de forma imediata.
O Flamengo também solicitou que sua participação seja considerada com urgência e que o clube possa apresentar manifestações, documentos e memoriais, além de participar de eventual audiência pública ou de conciliação.
Além do Rubro-Negro, o Palmeiras prepara para esta semana um pedido ao STF para participar das discussões judiciais contra a MP. A admissão depende de autorização do relator. Até o momento, Fux não se manifestou sobre a possível participação do clube alviverde.
Pivete de Aço, Kauê Furquim fez o gol que garantiu o triunfo do Brasil sobre a Costa do Marfim por 2 a 1, pela terceira e última rodada do Torneio da Amizade Uefa. A partida encerrou a sequência de jogos da Seleção Masculina Sub-17 em Nyon, na Suíça.
Em uma partida equilibrada, onde as duas equipes buscavam o caminho do gol, o Brasil conseguiu abrir o placar aos 39 minutos, com Arthur Gomide. O empate veio aos três minutos do segundo tempo, com Hubert Yao, para a Costa do Marfim.
Não se acomodando com o resultado, a Canarinho aproveitou uma chance aos 40 minutos, quando Kauê Furquim converteu uma cobrança de pênalti e confirmou a vitória da equipe comandada pelo técnico Carlos Eduardo Patetuci.
O Brasil fecha a participação no torneio com duas vitórias e uma derrota. Em sua estreia, goleou o Canadá por 6 a 0. Na sequência, sofreu uma derrota para a Espanha por 3 a 1. Em sua última partida, triunfou sobre a Costa do Marfim por 2 a 1.
Uruguai é considerado o melhor país para se aposentar no exterior
Por Gabriela Cecchin | Folhapress
O Uruguai lidera o ranking de países para ir morar depois de se aposentar, segundo o Global Retirement Report and Index 2026, da consultoria Global Citizen Solutions. O levantamento compara 46 programas de residência voltados a aposentados e pessoas com renda passiva que queiram morar no exterior nessa etapa.
A classificação considera cinco aspectos: qualidade de vida; mobilidade e possibilidade de obter cidadania; tributação; custos e investimentos; e facilidade do processo de residência. O Brasil aparece em quinto lugar entre os 17 programas analisados nas Américas.
A proposta é comparar as condições oferecidas por diferentes países a estrangeiros que têm renda para se manter e pretendem estabelecer residência no país depois de se aposentar. O ranking geral é liderado por Uruguai, Ilhas Maurício, Espanha, Costa Rica e Portugal. Os dez primeiros colocados estão separados por menos de quatro pontos.
VEJA O RANKING DE MELHORES PAÍSES PARA SE APOSENTAR NO EXTERIOR
1. Uruguai
2. Ilhas Maurício
3. Espanha
4. Costa Rica
5. Portugal
6. Paraguai
7. Letônia
8. Andorra
9. Itália
10. Grécia
O Uruguai não aparece na primeira posição em nenhum dos cinco pilares individualmente, mas teve desempenho consistente no conjunto. O país não ficou abaixo da 20ª posição em nenhum dos critérios avaliados, o que ajudou a colocá-lo no topo da classificação geral.
O programa uruguaio prevê residência permanente diretamente, sem uma etapa temporária. O relatório também destaca a possibilidade de inclusão de familiares, a exigência de comprovação de renda de US$ 1.700 mensais (aproximadamente R$ 10,4 mil) e a possibilidade de obter a cidadania após três anos para pessoas casadas e cinco anos para solteiros.
O Brasil é destacado pelo relatório principalmente pela rapidez do processo de residência. A estimativa apresentada é de três a cinco meses, período que coloca o país entre os programas mais rápidos analisados.
Segundo o relatório, para um aposentado de outro país vir morar no Brasil, é necessário ter renda de, no mínimo, US$ 2.000 mensais. O programa também permite a inclusão de pais dependentes, uma característica que pesa na avaliação do critério de inclusão familiar.
O país aparece ainda entre os cinco primeiros em duas classificações feitas pelo relatório: possibilidade de obtenção de uma segunda cidadania e facilidade para uma mudança internacional com a família. Nesse segundo grupo estão Espanha, Albânia, Brasil, Argentina e Uruguai.
A tributação, porém, reduz a pontuação brasileira nesse aspecto. Segundo o relatório, Brasil e Chile tributam residentes sobre a renda mundial, enquanto países como Costa Rica e Paraguai têm vantagens relacionadas à tributação territorial.
A Global Citizen Solutions separa os programas de acordo com objetivos específicos. Para otimização tributária, lideram Ilhas Maurício, Emirados Árabes Unidos, Paraguai, Guatemala e Costa Rica. Para obtenção de uma segunda cidadania, Espanha, Uruguai, Brasil, Itália e Portugal.
Para eficiência de orçamento e capital, Paraguai, Uruguai, Ilhas Maurício, Letônia e Panamá. Para qualidade de vida, Espanha, Portugal, Nova Zelândia, Andorra e Áustria. Para mudança com a família, Espanha, Albânia, Brasil, Argentina e Uruguai.
O tempo necessário para conseguir a residência também varia bastante entre os programas. De acordo com o relatório, 30 dos 46 países analisados concluem o processo em até seis meses.
Em alguns casos, o prazo estimado é de cerca de um mês, como nos Emirados Árabes Unidos, Camboja e Sri Lanka. No outro extremo, Chipre pode levar cerca de 27 meses, enquanto Portugal aparece com prazo de 18 a 24 meses.
Quinze dos programas permitem levar pais dependentes ou outros familiares além de cônjuge e filhos. Outros 27 restringem a inclusão a cônjuge e filhos, enquanto quatro requerem pedidos separados para familiares.
O relatório ainda aponta que 24 dos 46 programas oferecem algum caminho para a cidadania em até cinco anos. Argentina, Uruguai, Paraguai e Equador estão entre os países com prazos mais curtos, enquanto o Brasil aparece com uma estimativa de cerca de quatro anos.
A dupla cidadania varia entre os destinos. Segundo o levantamento, 33 dos 46 países permitem a manutenção de outra cidadania sem condições adicionais. Espanha, Letônia e Paraguai impõem algumas condições, e 11 países não permitem a dupla cidadania.
O relatório é produzido pela Global Citizen Solutions, consultoria especializada em migração e residência internacional. As posições são resultado da metodologia própria da empresa e servem como comparação entre os programas analisados, não como uma avaliação universal sobre qual país é mais adequado para todos os aposentados.
Lula diz que Flávio "nunca trabalhou na vida" e que foi eleito no Rio de Janeiro com a ajuda do crime organizado
Por Edu Mota, de Brasília
Flávio Bolsonaro “não tem nada a oferecer”, “nunca trabalhou na vida” e foi eleito vereador com a ajuda do crime organizado do Rio de Janeiro. Essas e outras declarações foram dadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em entrevista nesta quarta-feira (30) aos influenciadores Ricardo Mello, Bárbara Carine, Lauany Schultz e Kenji Normose.
Lula também criticou eleitores com formação universitária que apoiam o bolsonarismo e disse se sentir “constrangido” ao observar o comportamento político de parte da população.
“Eu quando vejo um cara, sabe, com diploma universitário, economista, cientista, votar no Bolsonaro, eu fico pensando o que esse cara espera da vida? O que esse cara aprendeu de política na vida?”, questionou.
Em seguida, o presidente Lula citou diretamente o seu adversário, Flávio Bolsonaro, e fez diversas críticas a ele.
“Ele não tem biografia, nunca trabalhou na vida, ele foi eleito vereador com 21 anos de idade, já apoiado pelo crime organizado do Rio de Janeiro, pelo miliciano, e nunca mais parou”.
O presidente Lula também direcionou críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. “O pai nunca trabalhou, o pai foi pro Exército, tentou estourar um quartel, foi expulso e foi fazer o quê? Foi ser deputado”, afirmou.
Ao comentar o comportamento dos apoiadores de Jair Bolsonaro, Lula afirmou que enxerga uma relação entre a falta de propostas e o aumento do fanatismo político. Segundo o presidente, “quanto menos ele oferece, mais os bolsonaristas são fanáticos”.
Na entrevista desta quarta aos influenciadores, o presidente Lula também voltou a associar a família Bolsonaro ao fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
“[Bolsonaro] Tem um filho conspirando contra o Brasil, um deputado que recebe dinheiro do Vorcaro, aquele famoso dinheiro do filme, para mandar para a sobrevivência do Eduardo”.
A fala de Lula se referiu ao áudio divulgado pelo site Intercept Brasil que relaciona Flávio a Vorcaro. O senador negociou com o banqueiro o envio de cerca de R$ 65 milhões para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Ele não gosta de toque, sabe? As mulheres aprendem a tomar toque desde quando é pequena. O homem não, ele é cheio de trejeitos, ele não sabe que quando tiver câncer de próstata, vão dar muito toque nele".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao afirmar que “homem não gosta de toque”, ao falar sobre a evolução do sistema de saúde brasileiro e a resistência de homens ao exame de próstata.