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Multimídia

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes
Durante entrevista ao podcast Projeto Prisma, do projeto Vota BN, nesta segunda-feira (24), o senador Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que o Senado Federal não pode atuar como um "puxadinho" do Poder Executivo e declarou que não pretende exercer um mandato "chapa-branca" para o governo de plantão.

Artigos

Nilson Araújo
O novo perfil do corretor de imóveis e os caminhos para um mercado cada vez mais profissional
Foto: Divulgação

O novo perfil do corretor de imóveis e os caminhos para um mercado cada vez mais profissional

Em agosto, quando celebramos o Dia Nacional do Corretor de Imóveis (dia 27), é importante olhar para além da data comemorativa e refletir sobre as transformações que vêm moldando a profissão e o próprio mercado imobiliário. O corretor de hoje já não é apenas o profissional responsável por aproximar comprador e vendedor. Ele precisa estar preparado para interpretar dados, compreender tendências, utilizar novas tecnologias, produzir conteúdo, construir relacionamentos e, sobretudo, oferecer uma experiência cada vez mais qualificada ao cliente.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

Últimas notícias

Empresário é acusado de usar falso documento do Governo Federal para cobrar R$ 1,4 mi de prefeituras baianas; entenda
Fotos: Reprodução Redes Sociais

O empresário identificado como Uryel Victor Lima de Santana é acusado de tentar aplicar golpes ao apresentar um suposto documento falso do Governo Federal à Prefeitura de Cipó, no Nordeste da Bahia, e solicitar pagamentos para que o município recebesse recursos provenientes da União.

 

A situação teria ocorrido quando o homem procurou a gestão municipal apresentando um suposto ofício que informava a destinação de recursos federais para a realização de obras de pavimentação asfáltica na cidade.

 

Durante a negociação, segundo a prefeitura, ele teria solicitado o pagamento antecipado de 20% do valor, sob a justificativa de que a quantia seria necessária para “agilizar” a liberação dos recursos. O episódio, no entanto, levantou suspeitas e levou o município a procurar diretamente o Ministério das Cidades para verificar a autenticidade da documentação.

 

Conforme relato do prefeito de Cipó, Marquinhos (PSD), o órgão confirmou que o documento não era verdadeiro e que a suposta destinação de mais de R$ 7 milhões não existia. O caso motivou um alerta aos prefeitos e gestores públicos de toda a Bahia. O Bahia Notícias procurou a Polícia Civil da Bahia (PC-BA) para saber se existe boletim de ocorrência registrado contra Uryel Victor Lima de Santana e se há investigação relacionada ao episódio. Até o momento, não houve retorno.

 

MODUS OPERANDI 
A suposta atuação do homem utilizava diferentes formas. Ele teria utilizado de uma abordagem convincente para cooptar prefeitos, em municípios para os quais viajava presencialmente. Em uma cidade do interior baiano, ele teria desembarcado inclusive, utilizando um avião para entregar em mãos documentos com timbragens, que seriam adulteradas do Governo Federal. 

 

Para dar credibilidade na ação, o administrador alegava ter "conchavos" e trânsito livre nos bastidores de Brasília, em uma tentativa de pressionar os gestores a efetuarem pagamentos adiantados antes que a falsidade dos papéis fosse checada nos órgãos oficiais. 

 

A estratégia se baseava em criar uma falsa ilusão de burocracia concluída para cobrar valores ou vantagens antecipadas dos municípios sob o pretexto de viabilizar o repasse final dos recursos. 

 

A estrutura da ação seria efetuada em três formas:

  • Uso de Documentação Adulterada: Criação de ofícios falsos atribuídos ao Ministério das Cidades para simular aportes financeiros;
  • Abordagem Direta: Contato com prefeitos (presencialmente ou por meio de intermediários) apresentando a falsa oportunidade de verbas;
  • Mediação com Ministério: Alegação de articulação política interna para passar ar de legitimidade às negociações;
  • Objetivo Financeiro: Tentativa de obter valores antecipadamente para suposta "liberação burocrática" do recurso.

 

Ao Bahia Notícias, o prefeito de Cipó confirmou o mecanismo utilizado por Uryel e deu detalhes a respeito do modus operandi que o homem utilizava no estado. Segundo ele, o suspeito utilizava documentos falsos, alegando serem do Ministério das Cidades, com a promessa de liberar recursos e verbas federais para os municípios. 

 

Ele procurava os gestores municipais utilizando contatos ou intermediários ("conchavo"). No entanto, em algumas cidades, a exemplo de Cipó, não conseguia liberar os valores. Segundo o administrador municipal, os órgãos federais confirmaram que os documentos eram falsificados, montados pelo próprio suspeito e não possuíam qualquer registro oficial.

 

“Ele começou desde o ano passado e ele vem insistindo. Depois que fiz as denúncias, ele não me ligou mais. No entanto, isso está sendo frequente. Ele forjou um documento dizendo que era do Ministério das Cidades disponibilizando recursos. Só que fui a Brasília e verifiquei com a equipe da pasta. Eles disseram que esse documento não tinha nada a ver com o ministério não, que seria dele [Uryel], ele que fez, não tinha nada a ver”, afirmou ao BN. 

 

O caso foi encaminhado para registro de Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia Civil local. 

 

“Eu liguei para o delegado pra registrar o Boletim, mas ainda falta ir na delegacia para preencher lá os dados”, explicou. 

 

O mesmo caso teria ocorrido também na cidade de Nova Soure, no Nordeste baiano. Ao site, o prefeito Alan de Cassinho (PSD) revelou que o contato inicial ocorreu entre três e quatro meses antes atrás. 

 

O gestor reforçou a versão e apontou que o empresário teria oferecido a intermediação para verbas do Ministério das Cidades, prometendo recursos para pavimentação asfáltica. Além disso, ele ainda teria ofertado outras demandas municipais em nome da pasta. 

 

Para viabilizar a suposta liberação dos recursos, o indivíduo exigiu o adiantamento de valores financeiros. O suspeito também encaminhou um ofício com teor semelhante ao enviado para Cipó para formalizar a proposta. Uma segunda pessoa, que alegava ser do Ministério das Cidades, também entrou em contato com o prefeito. 

 

Porém, o gestor desconfiou das propostas e não efetuou nenhum pagamento ou avanço nas negociações. Ele disse que aguardava o desfecho das tratativas de Cipó antes de tomar qualquer medida.

 

“Foi essa mesma pessoa. Ele chegou a enviar um ofício também na mesma situação da cidade de Cipó. Mas eu não avancei porque aguardava ver se a situação lá iria se desenvolver. Mas ele chegou a fazer outras propostas também, não só asfalto, mas outras demandas”, contou. 

 

“Foi algo para o Ministério das Cidades também. Até uma outra pessoa entrou em contato dizendo ser do Ministério das Cidade. Mas aí eu sou um pouco desconfiado, não avancei não". 

 

OUTROS EPISÓDIOS
A apuração da reportagem também teve acesso a uma decisão judicial proferida pela Vara Criminal de Retirolândia, na região do Sisal, referente a um inquérito policial envolvendo Uryel Victor Lima de Santana. Ele foi investigado por suspeita de cometer o crime de estelionato contra uma mulher.

 

O suposto crime teria ocorrido em fevereiro de 2024. Além disso, Uryel também foi investigado em outro processo relacionado a uma denúncia de fraude financeira envolvendo empréstimos de alto valor contra o companheiro de sua avó.

 

Segundo os autos, ele teria se aproveitado do fato de ser neto da esposa da vítima e de ela ser analfabeta e possuir sequelas neurológicas decorrentes de um acidente. Ainda conforme o processo, Uryel teria induzido a mulher a assinar uma procuração e entregar documentos pessoais.

 

Com esses documentos, segundo a acusação apresentada no processo, teriam sido realizados empréstimos e gastos em cartões de crédito que totalizaram uma dívida de aproximadamente R$ 819 mil. Em setembro de 2025, ocorreu uma audiência de conciliação entre as partes envolvidas no processo. Na ocasião, Uryel não compareceu à audiência. A divergência entre os advogados da vítima também permaneceu.

 

Na época, um segundo advogado protocolou um pedido para o arquivamento do processo por perda de objeto, enquanto o advogado que havia iniciado a ação defendia a continuidade do caso. O magistrado determinou o desbloqueio de bens de Uryel, mas também ordenou que a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) apurasse possíveis irregularidades e eventual falsidade documental na conduta de um dos advogados envolvidos.

 

Nos dois casos envolvendo Uryel, os inquéritos acabaram arquivados após as vítimas desistirem de dar continuidade às acusações. Apesar do arquivamento, os episódios fazem parte do histórico de processos e investigações envolvendo o administrador, conforme documentos judiciais consultados pela reportagem. As acusações e investigações mencionadas nesta reportagem não representam, por si só, uma condenação criminal. Uryel Victor Lima de Santana tem direito à ampla defesa e à presunção de inocência. Ele foi procurado, porém não se manifestou sobre o conteúdo da matéria até a publicação.

Drones, resolução de crimes e capacitação: veja as proposta dos candidatos para segurança da Bahia 
Foto: PM da Bahia/Divulgação

Ao menos 57% dos brasileiros alteraram a sua rotina devido aos impactos da violência nos últimos 12 meses. Isso é o que diz o estudo “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança”, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em maio deste ano. O estudo faz uma análise geral de todo o país, mas também indica o tamanho de uma problemática que também é enfrentada pelos baianos e se reflete nas propostas dos candidatos ao governo da Bahia. 

 

Para convencer 11 milhões de baianos a irem às urnas e votarem neste ou naquele candidato, o tema da segurança pública é acionado em quase todas as campanhas eleitorais na Bahia, principalmente na dos postulantes ao cargo de governador do estado. 

 

Pensando nisso, o Bahia Notícias avaliou os programas de governo dos três principais candidatos ao Palácio de Ondina nas eleições de 2026. Nesta reportagem, serão destacadas as três principais propostas de cada chapa majoritária para a segurança pública. 

 

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Mas, para isso, é importante compreender o cenário de violência crescente em que os baianos estão inseridos. Segundo dados do Anuário de Segurança Pública de 2026 e divulgados em julho, referentes ao ano de 2025, a Bahia é o estado que mais mata no Brasil

 

O estado registrou 5.473 casos de mortes violentas intencionais (MVI) em 2025 e ficou na 1ª posição do ranking nacional deste tipo de registro, com liderança isolada, já que nenhum outro estado superou a marca de 4 mil mortes.

 

Ainda assim, de 2024 para 2025, o estado da Bahia apresentou uma taxa de redução superior à média nacional e ocupa a 9ª posição nas taxas de redução de crimes violentos, com uma queda de -9,6% no total de vítimas.

 

Em Salvador e na Região Metropolitana, foram registrados 656 tiroteios nos primeiros seis meses de 2026, conforme um balanço do Instituto Fogo Cruzado, divulgado em julho. Ainda com relação aos conflitos armados, 366 deles ocorreram durante ações e operações policiais. O número representa um índice de participação policial em 56% dos tiroteios, sendo o maior percentual da série histórica do instituto na Bahia e superior ao observado nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro (47%), Belém (45%) e Recife (9%).

 

Ainda no Anuário de Segurança Pública deste ano foi revelado que a polícia baiana é a que mais mata no país. Mas a violência não se limita à capital. O levantamento destacou as cidades brasileiras com população acima de 100 mil habitantes que registraram os maiores índices em 2025. Entre as 10 cidades mais violentas, a Bahia tem seis municípios.

 

Confira as propostas de Jerônimo Rodrigues (PT), Ronaldo Mansur (PSOL) e ACM Neto (União) acerca do tema:  

 

ACM NETO (UNIÃO)
A violência é o primeiro tema a aparecer no plano de governo do candidato da oposição ao governo petista, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União). O tema consta como um dos pilares da categoria “Vida Digna” de seu plano de governo, que inclui segurança, saúde e educação.

 

No capítulo “Segurança Pública e Defesa do Cidadão: A Bahia Vai Voltar a Ter Comando”, o candidato começa destacando os dados negativos da segurança pública na Bahia e critica o atual governo dizendo que os números são “o resultado acumulado de vinte anos de abandono, efetivo policial encolhendo, inteligência criminal desmontada e crime organizado crescendo sem resposta do estado”. 

 

Já nas promessas do plano de governo, as iniciativas de segurança foram divididas em sete grandes blocos e cerca de 30 propostas. A maioria delas foi direcionada ao monitoramento das cidades baianas por meio de câmeras de vídeo e reconhecimento facial, integração e valorização das forças de segurança e políticas de gestão prisional. Um bloco foi dedicado a ações contra a violência de gênero. 

 

Entre as principais propostas estão:

 

  • Isolamento de Lideranças Criminosas

O candidato do União Brasil propõe a criação de unidades estaduais de segurança máxima com regime disciplinar diferenciado para o encarceramento e isolamento de lideranças de facções como forma de dificultar a comunicação entre faccionados presos e suspeitos nas ruas.

 

  • Drones: Olhos no Ar Contra o Crime

O plano de governo sugere a adoção efetiva de drones para fiscalizações em o todo estado, para complementar os postos fixos de monitoramento. “A frota será integrada ao CICC e ao sistema de câmeras municipais, operando junto ao Cercamento Eletrônico e ao LPR nas rodovias estaduais como parte da mesma malha de vigilância territorial”, diz o documento.

 

  • Policiamento Comunitário e Territorialização

Segundo a descrição do plano de governo, o programa seria inspirado na lógica dos 27 Territórios de Identidade da Bahia e estabeleceria metas de policiamento, indicadores de confiança pública e canais formais de participação social para o policiamento de cada um. A proposta defende que “bairros e distritos rurais de maior vulnerabilidade terão bases fixas e policiais de referência conhecidos pela população não rotação constante de efetivo, que impede o vínculo de confiança”.

 

O candidato não detalhou as metas e etapas de realização das propostas. 

 

JERÔNIMO RODRIGUES (PT)
No plano do candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), a segurança foi colocada como o sétimo tema do terceiro capítulo do plano de governo da coligação “Mais Bahia, Mais Brasil”, intitulado “Desenvolvimento Social e Garantias de Direitos”, que ainda inclui tópicos como saúde, assistência social e educação.

 

No início do capítulo, o atual governador do estado aponta que, apesar dos altos índices de violência, seu mandato registrou uma “redução da violência letal: as mortes violentas caíram 13% em 2025 e mais de 20% no primeiro semestre de 2026, chegando a quase 30% de redução em Salvador”. Ele cita ainda o crescimento de 30% no efetivo policial e a inauguração de delegacias e batalhões. 

 

As propostas foram divididas em quatro grandes blocos e 14 propostas específicas. A maior parte delas envolve a continuação e ampliação de programas existentes, como o Bahia Pela Paz, integração de ações estaduais e nacionais e ampliação do uso de tecnologia. Confira as três principais propostas: 

 

  • Fortalecer as atividades de Polícia Judiciária e Criminalista, ampliando a resolutividade dos inquéritos policiais e o Policiamento Ostensivo, com foco nas áreas críticas, visando à redução das Mortes Violentas Intencionais (MVI);

  • Consolidar o Policiamento Orientado pela Inteligência como estratégia de planejamento, execução e avaliação das ações de segurança pública, implantando uma Plataforma Estadual Integrada de Dados e Inteligência que qualifique a presença policial, amplie a coordenação entre as instituições, acelere decisões e aumente a efetividade das ações;

  • Apoiar os municípios nas ações de segurança pública, com foco na iluminação pública, na prevenção social da violência, no ordenamento urbano e na atuação das Guardas Municipais.

 

O candidato não detalhou a aplicação das propostas ou cronograma de entregas.

 

RONALDO MANSUR (PSOL) 
O candidato que representa a federação PSOL-Rede, Ronaldo Mansur (PSOL), cita a segurança pública no segundo capítulo do seu plano de governo. Na introdução do tópico, o candidato destaca que “não será a repressão, o encarceramento, a privatização da segurança ou a atuação das Forças Armadas que trarão a paz como por encanto na nossa sociedade cada vez mais precarizada e despossuída”. 

 

Ao defender a desmilitarização das políticas de segurança pública, o plano de governo do candidato Ronaldo Mansur ressalta que “o modelo baiano de segurança pública fracassou. É um modelo que não dá resultado. Ao contrário, tem sido alvo de críticas dos mais diversos setores sociais. Então, a insistência nesse modelo mostra também um governo quase refém de uma política alinhada com os conservadores”. 

 

Mansur define então 21 propostas de caráter majoritariamente transversal, incluindo políticas de justiça e direitos humanos, saúde e lazer, como parte da prevenção aos crimes ou combate a delitos contra a pessoa humana e grupos vulneráveis. Entre as principais propostas apresentadas pelo grupo psolista estão:

 

  • Capacitação e treinamento contínuo das polícias, especialmente em direitos humanos;

  • Adoção de protocolos transparentes para operações e câmeras para todos os policiais em operação de rua;

  • Investigação autônoma do Ministério Público (MP-BA) sobre mortes perpetradas por agentes do Estado, com priorização de casos envolvendo crianças e adolescentes.

 

O candidato não deu mais detalhes sobre o funcionamento das ações.  

Foto de anúncio de Mario Jr. no PSB
Foto: Divulgação

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) da Bahia mira eleger duas cadeiras para a Câmara dos Deputados, com a expectativa de brigar por uma terceira, enquanto para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) a legenda tenta garantir ao menos uma vaga. É o que mostra um levantamento feito pelo Bahia Notícias junto a interlocutores do partido.

 

Segundo essas fontes, para a Câmara o partido dá como certa a reeleição do deputado federal e ex-presidente estadual do PP Mário Negromonte Jr., recém-chegado à sigla. Essa é a única cadeira considerada garantida pelo grupo.

 

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A segunda vaga, e uma eventual terceira, ainda não são dadas como certas, mas a segunda é vista como provável na sobra de votos. Três nomes disputam essa cadeira: a ex-deputada federal do PT Elisângela Araújo, o deputado estadual Vitor Bonfim e a deputada federal e ex-senadora Lídice da Mata. Entre eles, Lídice é apontada pela maioria dos interlocutores como favorita, tanto pelo mandato que já exerce quanto pela maior experiência política.

 

Já para a AL-BA, interlocutores do partido classificam a nominata como "pouco trabalhada", com apenas dois nomes de destaque: o vereador da Câmara Municipal de Salvador Silvio Humberto e o influenciador e professor Marinho Jr. Segundo essas fontes, os demais nomes da chapa são vistos como "rabada", expressão usada no meio político para os candidatos com menos votos ou no fim da fila da nominata, distantes do quociente eleitoral necessário para se eleger.

Com a aproximação das eleições de 2026, Bahia soma 38 candidaturas inaptas

Por Mauricio Leiro / Ronne Oliveira

Com a aproximação das eleições de 2026, Bahia soma 38 candidaturas inaptas
Fotos: Reprodução / Google Street View / Alejandro Zambrana (Secom do TSE)

Com a aproximação das eleições de 2026, o estado da Bahia contabiliza 38 candidaturas inaptas neste início de setembro. No total, a lista é composta por 17 candidatos a deputado estadual, 19 a deputado federal e dois concorrentes à suplência.

 

A grande maioria dos indeferimentos e invalidações decorre de falhas processuais, nas quais os postulantes não apresentaram os registros dentro dos prazos adequados estipulados pela Justiça Eleitoral. Além disso, há registros de candidatos que optaram por renunciar formalmente à disputa.

 

Na disputa para a 1ª e a 2ª suplência, os candidatos considerados inaptos pertencem ao PCO e ao DC. Já em relação às candidaturas para deputado federal, que somam 19 inaptos, o quadro partidário divide-se da seguinte forma:

  • Federação União Progressista (União/ PP): 3

  • MDB: 3

  • AGIR: 2

  • Republicanos: 2

  • Federação PSOL Rede (PSOL/ Rede): 2

  • Federação Renovação Solidária (PRD/ Solidariedade): 2

  • Novo: 1

  • PSB: 1

 

Entre os pré-candidatos a deputado estadual, o total de 17 inaptos distribui-se entre as seguintes siglas:

  • Mobiliza: 4
  • Federação PSDB Cidadania (PSDB/ Cidadania): 3
  • Federação Renovação Solidária (PRD/ Solidariedade): 2
  • Agir: 1
  • Republicanos: 1
  • PL: 1
  • PDT: 1
  • Federação União Progressista (União/ PP): 1
  • MDB: 1
  • DC: 1
  • Federação PSOL Rede (PSOL/ Rede): 1
  • Federação PSDB Cidadania (PSDB/ Cidadania): 1
  • Pode: 1
  • PL: 1

 

OS CRITÉRIOS MÍNIMOS 
No âmbito do Direito Eleitoral brasileiro, regulado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma candidatura é classificada como inapta quando o pedido de registro é rejeitado ou invalidado. A condição indica que o cidadão não atendeu aos requisitos legais exigidos para a disputa. Para detalhar o panorama, o TSE divide as causas determinantes dessa inaptidão em grandes grupos explicativos.

 

 

Sede do TRE-BA na Cab, em Salvador. | Foto: Ronne Oliveira / Bahia Notícias

 

A inelegibilidade é um deles, que corresponde aos impedimentos legais que retiram do cidadão o direito de ser votado devido a infrações graves ou situações jurídicas específicas. Estão enquadradas nessa categoria as condenações pela "Lei da Ficha Limpa" proferidas por órgãos colegiados em crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e contra a fé pública, além da rejeição de contas públicas por irregularidades insanáveis ou atos de improbidade que resultem em dano ao erário e enriquecimento ilícito.

 

Nesses casos, tem o conjunto das cassações de mandato por infrações no exercício do cargo anterior, as condenações por abuso de poder econômico, político ou uso indevido dos meios de comunicação nas campanhas, e a chamada inelegibilidade reflexa, que proíbe cônjuges e parentes de até segundo grau de chefes do Executivo de disputarem pleitos na mesma jurisdição do titular, salvo se já exercerem mandato e buscarem a reeleição.

 

O segundo grupo diz respeito à ausência das condições constitutivas de elegibilidade, ou seja, dos requisitos básicos exigidos pela Constituição Federal para que uma candidatura seja considerada válida.

 

Nesses casos, o pedido de registro pode ser indeferido quando o candidato não estiver com seus direitos políticos, como, por exemplo, pendências relacionadas ao pagamento de multas eleitorais. Ou até mesmo não possuir alistamento eleitoral regular, não comprovar domicílio eleitoral, perder o prazo estabelecido pela legislação ou não estar regularmente filiado a um partido político.

 

AS IDADES EXIGIDAS
A inaptidão também é declarada se o candidato não tiver atingido a idade mínima constitucional exigida para a posse do cargo pretendido, fixada em 35 anos para presidente e senador e 21 anos para deputado.

 

Por fim, o terceiro grupo envolve falhas administrativas e processuais cometidas durante o preenchimento e o envio do Requerimento de Registro de Candidatura (RRC). O registro é inviabilizado caso o postulante deixe de se desincompatibilizar dentro do prazo exigido por lei de cargos públicos, funções em empresas estatais ou certas atividades privadas.

 

A inaptidão também decorre do envio de documentação incompleta, como a falta de certidões criminais fornecidas pelas Justiças Federal e Estadual ou a ausência de comprovante de escolaridade e de declaração de próprio punho demonstrando alfabetização.

 

Além disso, problemas na formação da chapa partidária, como o descumprimento da cota de gênero que exige o mínimo de 30% de candidaturas para cada sexo, podem comprometer a legalidade da nominata e levar ao indeferimento da totalidade dos registros da legenda.

Alfaiate Vasco Vasconcellos
Foto: Reprodução Instagram

A equipe do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou na noite desta quinta-feira (3) duas notas fiscais que teriam sido emitidas em nome de sua esposa, Janey Nagliatti Mendonça, pela alfaiataria Alegrete, loja do alfaiate de luxo Vasco Vasconcellos. As notas, segundo a assessoria do ministro, comprovariam que foi ele, e não o banqueiro Daniel Vorcaro, quem teria efetuado a compra de ternos. 

 

Com o valor total de R$ 26.430, as notas emitidas pela alfaiataria foram apresentadas por Mendonça para rebater a suspeita de que ele teria recebido os ternos como um presente de Vorcaro. Essa suspeita surgiu após a revelação de áudios de conversa do banqueiro com o advogado baiano Ciro Rocha Soares.

 

Reportagem do site ICL Notícias revelou, a partir do vazamento de conversas retiradas do celular de Vorcaro, uma tentativa de aproximação do banqueiro com o ministro do STF. A aproximação foi articulada pelo advogado Ciro Rocha e pelo deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP). 

 

Mensagens retiradas do celular de Daniel Vorcaro mostram que Ciro Rocha Soares enviou uma fotografia ao lado de Mendonça, na loja do alfaiate de luxo Vasco Vasconcellos, conhecido por vestir empresários, executivos e figuras públicas.

 

“Fala, Vorcarinho, trabalhando por você! Levei o André lá no Vasco agora, pra fazer um terno", disse o advogado em áudio enviado em 8 de fevereiro de 2025.

 

No mesmo dia, porém, conforme mostra a nota fiscal, Mendonça teria pago o terno com nota emitida em nome de sua esposa, em um total de R$ 16,5 mil, à loja de Vasco. O valor foi gasto em camisas, ternos e conjuntos feitos sob medida. 

 

Já em 28 de fevereiro, Mendonça pagou mais R$ 9.900 ao alfaiate, com a aquisição de blazers sob medida e acessórios. Novamente a nota do alfaiate foi emitida em nome da esposa do ministro. 

 

Em nota à imprensa depois da divulgação da informação sobre o encontro, André Mendonça disse que recebeu Daniel Vorcaro apenas uma vez, por pedido do próprio banqueiro, e que se limitou a ouvi-lo. No mesmo mês, ele afirmou que atendeu também o advogado do empresário e que mantém nos registros do gabinete os memoriais escritos sobre o encontro.
 

Preso há oito meses, Maduro pede à Justiça dos EUA que retire acusações de narcotráfico e narcoterrorismo
Foto: Reprodução

Preso há oito meses em Nova York, o líder venezuelano Nicolás Maduro pediu, nesta quinta-feira (3), à Justiça americana que rejeite as acusações de tráfico de drogas contra ele, alegando ter direito a imunidade como chefe de Estado de uma nação soberana, o que Washington nega desde 2019.

 

Segundo um documento apresentado por seu advogado, Barry Pollack, ao tribunal responsável pelo caso, Maduro argumenta que a Justiça americana "carece de jurisdição" para julgá-lo, assim como sua esposa, Cilia Flores, também presa nos Estados Unidos.

 

Maduro é acusado de quatro crimes, incluindo "narcoterrorismo". Caso sua tentativa de arquivar o processo falhe, ele terá de comparecer ao tribunal para seu julgamento em 1º de junho de 2027.

 

As acusações, apresentadas em um tribunal federal em Manhattan, serviram de justificativa para a incursão militar dos Estados Unidos em Caracas e para a captura de Maduro e da esposa dele em janeiro. O líder venezuelano, que está detido em uma prisão federal no Brooklyn desde então, se declarou inocente.

PF aponta critérios distintos de André Mendonça para casos de ACM Neto e Lulinha

Por Fernando Duarte / Lucas Vieira

PF aponta critérios distintos de André Mendonça para casos de ACM Neto e Lulinha
Foto: Divulgação e Redes sociais

Relatórios de inteligência da Polícia Federal apontam uma suposta diferença de tratamento do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na condução de investigações envolvendo o ex-prefeito de Salvador ACM Neto e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações aparecem em relatório citado na decisão do ministro Alexandre de Moraes contra o colega André, documento obtido pelo Bahia Notícias nesta quinta-feira (3).

 

Segundo o material, a PF identificou semelhanças entre as situações investigadas dos dois políticos, mas avaliou que Mendonça teria utilizado critérios diferentes para analisar as condutas. Em uma reunião realizada em 13 de agosto de 2026, o ministro teria manifestado a percepção de que ACM Neto, então candidato ao Governo da Bahia, “aparentaria estar exercendo atividade de representação de interesses dentro dos limites do permitido”.

 

Os investigadores, contudo, fizeram uma avaliação diferente. O relatório afirma que “a situação fática apurada quanto a ele [ACM Neto] guarda similaridade relevante com a de Fábio Luís Lula da Silva”. A partir dessa comparação, a PF registrou que a postura do relator “sugere a adoção de standards probatórios distintos conforme o espectro político da pessoa envolvida nos fatos”.

 

Outro ponto destacado pela corporação envolve ACM Neto e Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil. Conforme o documento, Mendonça teria sugerido que as apurações sobre os dois fossem apresentadas em petições separadas, apesar de uma possível conexão entre as condutas. Para os investigadores, a orientação representaria uma “assimetria de tratamento”.

 

 

ENTENDA OS CASOS

A investigação envolvendo Lulinha surgiu a partir da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que apura fraudes em descontos associativos não autorizados sobre benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Mensagens e dados apreendidos durante as apurações levaram a PF a investigar uma possível atuação dele em negociações envolvendo a Dataprev e o Ministério da Saúde, sob suspeita de tráfico de influência.

 

Já o nome de ACM Neto aparece em apurações relacionadas à Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades envolvendo o Banco Master. Relatórios analisaram possíveis fluxos de recursos e menções a empresas ligadas ao político baiano. No STF, a condução dessas investigações passou a envolver discussões sobre a separação de apurações relativas a ACM Neto e Antonio Rueda e sobre os critérios utilizados na análise de diferentes investigados.

Cury defende unificação das polícias e maior uso do "botão de alerta" para combater feminicídio
Foto: Reprodução / TV Band

O candidato à Presidência da República, Augusto Cury (Avante), defendeu a unificação das forças policiais e a criação de um botão de alerta em aplicativo como medidas para combater os altos índices de feminicídio no Brasil. A declaração foi feita nesta quinta-feira (3), durante compromisso de campanha realizado na Assembleia de Deus no estado de São Paulo.

 

Ainda durante o evento, o candidato afirmou que a Polícia Federal (PF), a Polícia Militar (PM), a Polícia Civil, as Polícias Rodoviárias (Federal e Estadual) e a Polícia Municipal precisam atuar de forma integrada. As declarações foram registradas pelo portal Metrópoles. 

 

A proposta prevê a utilização de inteligência artificial em um "ecossistema de informações" capaz de atuar preventivamente, antes da ocorrência dos crimes. Além do ecossistema integrado, Cury destacou como uma de suas propostas mais relevantes a implementação de um aplicativo equipado com botão de alerta.

 

 O recurso permitirá que mulheres em situação de risco acionem imediatamente a delegacia mais próxima. "Se demorar uma, duas, três horas, pode ser muito tarde", argumentou o psiquiatra e escritor.

 

Na mesma agenda, o postulante ao Planalto também abordou dados sobre o número total de detentos no sistema carcerário brasileiro e ressaltou o baixo percentual de mulheres na população prisional do país.

Mendonça teria planejado benefícios não previstos em lei a Camisotti para driblar a PGR, aponta decisão
Foto: Antonio Augusto/STF

Outro trecho da decisão do ministro Alexandre de Moraes contra o colega André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), revela que Mendonça, como relator do caso, teria oferecido a Maurício Camisotti benefícios não previstos em lei dentro do acordo de colaboração premiada firmado por ele, modalidade em que o colaborador presta informações à Justiça em troca de benefícios penais, mesmo fora das hipóteses autorizadas pela legislação.

 

Segundo o documento, a colaboração de Camisotti estava em impasse porque a Procuradoria-Geral da República (PGR) considerou desproporcional a redução de dois terços da pena, proposta anteriormente pela Polícia Federal, antes de o caso ser transferido para a atual equipe de coordenação do processo. Mesmo depois de essa equipe ter se alinhado à posição da PGR, Mendonça teria afirmado que, por não confiar no órgão, poderia conceder os benefícios a partir de uma proposta formal apresentada pela própria Polícia Federal.

 

O documento aponta que essa estratégia teria um custo institucional para a corporação. Ao figurar como a instituição que propôs o benefício fora da lei, a Polícia Federal seria responsabilizada caso o acordo, e as provas obtidas a partir dele, fossem invalidados no futuro, e não o próprio Mendonça, responsável por homologar o acordo.

 

A informação faz parte da mesma decisão em que Moraes acusou Mendonça de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade, documento enviado ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, para as providências cabíveis. Segundo Moraes, Mendonça também teria favorecido determinados grupos políticos e usurpado a direção de investigações conduzidas pelas autoridades policiais, com suspeitas ligadas às operações Sem Desconto, sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e Compliance Zero, referente ao Banco Master.

 

Um outro trecho do mesmo relatório da Polícia Federal, também citado na decisão, classifica o senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal, como um possível "alvo estratégico" de Mendonça, que teria buscado se aproximar dele por meio de Antonio Rueda, na tentativa de neutralizar o controle do senador sobre o processamento de pedidos de impeachment contra ministros do STF.

VLT tem horário ampliado em Salvador; entenda

Por Redação

VLT tem horário ampliado em Salvador; entenda
Foto: Amanda Ercília / GOVBA

Em funcionamento desde o final de junho deste ano, o VLT que liga Salvador e Região Metropolitana alcançou a marca de 100 mil passageiros desde o seu lançamento. O serviço que antes ligava a Estação Calçada até a Parada Lobato foi ampliado e opera atualmente em um percurso de 6 km.

 

O novo trajeto liga a Estação Calçada até a Parada Marisqueiras, em São João do Cabrito, e irá funcionar a partir desta quinta-feira, (3), com funcionamento das 6:30 às 16h. Aos sábados, o serviço funciona quinzenalmente, das 9h às 12h.

 

O período de embarque e desembarque dos passageiros é gratuito, permitindo acompanhar a utilização do serviço, a demanda dos passageiros e o funcionamento do sistema durante a implantação do VLT.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Fico me perguntando onde o povo tá ganhando voto no shopping, ou em corrida de rua. Porque ir pro interior atravessando os buracos da BR ou pegando fila no ferry ninguém quer. Aí depois é culpa do mundo. Mas pior mesmo é Tente Outra Vez, que gasta sola de sapato e ainda leva bola nas costas da própria equipe. Enquanto isso, AlôPrates busca convites pra caruru. Alguém se habilita? Saiba mais!

Pérolas do Dia

Otto Alencar

Otto Alencar
Foto: Agência Senado

"Às vezes viajo com ele, de Salvador para Brasília, pessoa que tenho uma boa relação". 

 

Disse o senador Otto Alencar, citado em um áudio do advogado baiano Ciro Soares ao confirmar a relação com o jurista e negar que tenha sido abordado sobre a possibilidade de se encontrar com o banqueiro Daniel Vorcaro. 
 

AjorProjor

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