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Kleber Rosa oficializa pré-candidatura a deputado estadual, defende apoio a Lula e projeta até três cadeiras do PSOL na ALBA
Por Maurício Leiro / Daniel Araújo
Durante a convenção estadual da Federação Rede-PSOL, Kleber Rosa formalizou sua pré-candidatura a deputado estadual e anunciou a aceleração das agendas de campanha pelo estado. Ex-candidato ao Governo e à Prefeitura de Salvador, Rosa destacou que o evento consolida um "time pronto e formalizado" para apresentar um programa de esquerda consistente e incidir de forma marcante no pleito deste ano.
ALINHAMENTO NACIONAL E AUTONOMIA ESTADUAL
Questionado sobre a tática eleitoral da sigla — que apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no âmbito nacional, mas mantém candidatura própria ao Governo da Bahia —, Kleber Rosa explicou que o PSOL não abre mão de sua identidade programática, mas reconhece a gravidade do momento político do país.
Para o pré-candidato, o apoio ao governo federal é uma medida necessária de proteção às instituições democráticas. "Sabemos que a gente vive um momento histórico extremamente sensível, passamos recentemente por uma tentativa de golpe no Brasil [...] e nós não podemos correr o risco de que esse grupo, que são os Bolsonaros e sua família, retorne ao poder. Apoiamos Lula [...] porque Lula é o que nós temos, de fato, como muro de contenção para o retorno desse grupo autoritário, da extrema direita, e é o que nós temos para a garantia do espaço democrático de direito", pontuou Rosa.
PROJEÇÃO DE BANCADA
Apesar dos desafios financeiros e da estrutura de grandes coligações adversárias, Kleber Rosa demonstrou otimismo quanto ao desempenho da federação nas urnas. Ele apontou o crescimento recente do PSOL nas eleições municipais — como o aumento do número de vereadores no interior do estado e o dobramento da bancada na Câmara Municipal de Salvador — como indicativo de um novo patamar eleitoral.
Expectativas da Federação Rede-PSOL para a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA):
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Intensificação de agenda: Rota de viagens e mobilização em ritmo acelerado em todas as regiões do estado.
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Meta de bancada: Eleger até três deputados estaduais, consolidando a expansão da representação de esquerda na ALBA.
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Capilaridade: Capitalizar o desempenho recente das urnas municipais para converter votos na disputa proporcional estadual.
"A gente não tem dúvida de que o nosso crescimento numérico se refletirá nesta eleição, na Assembleia Legislativa, com a ampliação do nosso tamanho", finalizou o pré-candidato.
Hilton Coelho diz que Boulos está "deslocado" no PSOL após derrota sobre federação com o PT
Por Mauricio Leiro / Lucas Vieira
O deputado estadual Hilton Coelho (PSol) afirmou nesta quinta-feira (24), durante a convenção da federação PSol-Rede, em Salvador, que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), está "deslocado" dentro do partido após a maioria dos filiados rejeitar a proposta de federação com o Partido dos Trabalhadores (PT).
Segundo Hilton, Boulos defendia que o PSol integrasse uma federação com o PT e outros partidos da base governista, mas a ideia foi derrotada internamente. "O Guilherme Boulos está precisando de apoio dentro do PSOL. Ele defendeu que o PSOL participasse da federação com o PT e simplesmente 76% do PSOL disse não. Então, se tem alguém que está deslocado dentro do PSOL, não é o companheiro Ronaldo Mansur, é o companheiro Guilherme Boulos", declarou.
Na entrevista, o parlamentar também rebateu críticas de que o Partido Socialismo e Liberdade atuaria como um acessório ao partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Hilton destacou que, embora a legenda apoie Lula no cenário nacional, na Bahia optou por lançar candidatura própria ao Palácio de Ondina com Ronaldo Mansur (PSol).
Ao comentar a segurança pública, Hilton criticou os índices de letalidade policial na Bahia e defendeu mudanças na estratégia de combate ao crime organizado. Segundo ele, o Estado precisa ampliar investimentos em inteligência e políticas sociais voltadas à juventude, além de direcionar o enfrentamento às organizações criminosas.
"Nós não podemos continuar sendo o estado com o pior índice de letalidade policial do Brasil. A Bahia, em 2025, matou simplesmente 1.600 pessoas em ações policiais seguidas de morte. Quando o segundo lugar, que foi São Paulo, ficou com 900 mortes. Isso é um número macabro", disse.
Na área ambiental, o parlamentar também cobrou medidas para proteger o Cerrado baiano e defendeu a criação da Unidade de Conservação da Serra da Chapadinha, argumentando que a região é estratégica para o abastecimento hídrico da Bahia e deve ser preservada diante do avanço de atividades minerárias.
A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral firmou nesta sexta-feira (24) um novo contrato para a produção de barita, mineral essencial para a indústria de petróleo e gás.
Trata-se de um Contrato de Arrendamento de Direitos Minerários firmado com a empresa Santo Antônio Beneficiamento de Produtos Minerais, para viabilizar a exploração de uma jazida localizada no município de Contendas do Sincorá, no centro-sul do estado.
O acordo prevê a implantação de uma mina e de uma unidade de beneficiamento mineral, com potencial para ampliar a oferta de um insumo estratégico para o setor de petróleo e gás. A barita é utilizada como componente da lama de perfuração e é fundamental para o controle de pressão e a estabilidade dos poços, tanto em operações terrestres quanto em águas profundas.
Hamilton Assis rechaça polarização entre "carlismo e petismo" e faz duras críticas à gestão de Bruno Reis em Salvador
Por Maurício Leiro / Daniel Araújo
Durante a convenção da Federação Rede-PSOL, o vereador de Salvador e pré-candidato a deputado federal, Hamilton Assis (PSOL), reforçou o tom de oposição da sigla na Bahia. Em seu discurso, Assis defendeu a autonomia da federação para apresentar um projeto focado no desenvolvimento econômico e no combate às desigualdades, posicionando a chapa como uma alternativa à histórica polarização política no estado.
Para o vereador, a aliança que lança Ronaldo Mansur e a professora Meire Reis ao Governo do Estado demarca um campo político distinto das forças tradicionais. "Nós temos diferença, tanto com o carlismo quanto com o petismo. Então, nós queremos preservar essa autonomia porque nós temos um programa que está muito bem representado", afirmou Assis.
METAS ELEITORAIS
Hamilton Assis destacou o capital político acumulado pelo PSOL nas eleições municipais de 2024, citando o bom desempenho da sigla com a candidatura de Kleber Rosa em Salvador. Para o pleito estadual e nacional, a federação traçou metas ambiciosas para o Legislativo, apostando na boa avaliação de seus quadros atuais.
Os principais objetivos legislativos da federação incluem:
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Reeleição e ampliação: Garantir a reeleição do deputado estadual Hilton Coelho — classificado por Assis como muito bem avaliado — e ampliar a bancada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) para até três parlamentares.
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Câmara dos Deputados: Eleger representação federal para fortalecer o projeto nacional do partido.
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Construção de alternativa: Consolidar a federação como uma terceira força política capaz de romper com a dicotomia baiana.]
OPOSIÇÃO
Atuando no Legislativo soteropolitano, Assis não poupou críticas à atual gestão da capital. Questionado sobre a margem política do grupo liderado pelo ex-prefeito ACM Neto, o vereador foi taxativo ao afirmar que esse capital "evaporou" devido aos desgastes da administração do atual prefeito, Bruno Reis (União Brasil).
Segundo o parlamentar, a base governista na Câmara Municipal tem blindado a prefeitura de investigações, barrando pedidos de apuração sobre recentes escândalos e denúncias na cidade. Assis cobrou maior celeridade do Ministério Público nas apurações e criticou as prioridades da gestão municipal. "O grande problema [...] é o próprio Bruno Reis, porque está desidratando e não tem conseguido responder às principais contradições, e tem privilegiado a relação com seus aliados, principalmente empresários da cidade", pontuou.
Para concluir sua fala, o vereador traçou um panorama negativo dos serviços públicos em Salvador, afirmando que os soteropolitanos convivem diariamente com "lixo pela rua" e um "transporte coletivo que não funciona", acusando a prefeitura de entregar a cidade aos interesses do grande empresariado urbano.
Lula sanciona lei que autoriza venda de spray de pimenta para defesa pessoal da mulher
Por Paulo Dourado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, com vetos, a Lei nº 15.474/2026, que autoriza em todo o território nacional a comercialização, aquisição e posse de aerossol de extratos vegetais, como o spray de pimenta, para fins de defesa pessoal da mulher. A norma foi publicada nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da União e já está em vigor.
De acordo com a lei, mulheres com 18 anos ou mais poderão adquirir e possuir o dispositivo, desde que observadas as exigências previstas na legislação e as autorizações dos órgãos competentes. Os recipientes devem ter capacidade inferior a 50 ml. O texto original previa que adolescentes entre 16 e 18 anos também pudessem adquirir e possuir o produto, mediante autorização dos responsáveis legais, mas esse trecho foi vetado por Lula. Segundo a mensagem de veto, a medida busca preservar o princípio da proteção integral previsto na Constituição e no Estatuto da Criança e do Adolescente. O produto deve ser de uso individual e intransferível, e não pode conter substâncias de efeito letal ou de toxicidade permanente.
Segundo o texto sancionado, o uso do aerossol será considerado lícito quando empregado para repelir agressão injusta, atual ou iminente, de forma proporcional e moderada, cessando imediatamente após a neutralização da ameaça.
A compra do produto vai depender da comprovação de idade mínima de 18 anos, apresentação de documento oficial de identificação com foto, comprovante de residência fixa e inexistência de condenação criminal por crime doloso cometido com violência ou grave ameaça, essa última comprovada por autodeclaração. As especificações técnicas, os limites de capacidade e os padrões de segurança do produto ainda serão definidos em regulamento, observadas as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
O Poder Executivo federal será responsável por autorizar e fiscalizar a comercialização do aerossol, e o comerciante autorizado deverá manter registro das vendas por cinco anos, emitir nota fiscal e registrar os dados do comprador.
A Justiça do Rio de Janeiro determinou o bloqueio das contas do Banco Master e de outras quatro entidades e pessoas físicas, até o limite de R$ 135 milhões. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (23) pelo juiz Wladimir Hungria, da Vara de Fazenda Pública.
O pedido partiu do próprio governo do estado e do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro, o Rioprevidência. Além do Banco Master, o bloqueio atinge a Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários LTDA., a Axor Asset LTDA., Alexandre Marchesani Canata e Felipe Mota Separovic Rodrigues.
Entre 4 de julho e 8 de agosto de 2025, o Rioprevidência aportou R$ 150 milhões no Fundo de Investimento "Texas i Fia". A carteira desse fundo estava exposta, quase integralmente, às ações da Ambipar Participações e Empreendimentos S.A. Cerca de um ano após o aporte, os papéis sofreram forte desvalorização, gerando uma perda de aproximadamente R$ 15 milhões no saldo de investimentos do fundo de previdência, segundo o texto da decisão judicial.
INDÍCIOS
O magistrado identificou na operação indícios tanto de fraude quanto de gestão temerária. Na decisão, Hungria afirmou que "a sofisticação dos atos fraudatórios revela que a sua execução não seria possível sem o domínio do fato pelos evolvidos durante a operação que culminou com a pulverização do dinheiro público alocado".
Sobre a gestão dos responsáveis pelo Rioprevidência, o juiz destacou que "a escolha por um aporte massivo em um único ativo revela, segundo a peça inicial, um forte indício da gestão temerária alegada pela autarquia estadual, seja porque ela pode ter sido utilizada como mecanismo de fabricação de demanda com vistas a elevar artificialmente o valor das ações, seja porque expôs o ente à fragilidade manifesta, abrangendo a captura fraudulenta do fundo de pensão como instrumento para viabilizar a manobra artificialmente produzida".
Everton Ribeiro mira briga por espaço no Bahia e aprova impedimento semiautomático: “Mais transparente”
Por Bia Jesus
O meia Everton Ribeiro, camisa 10 do Bahia, concedeu entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (24), no CT Evaristo de Macedo, como prévia da partida contra o Corinthians, pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2026. Durante a coletiva, o jogador falou sobre o momento que vive no clube, comentou a busca por espaço na equipe comandada por Rogério Ceni e também avaliou a chegada do impedimento semiautomático ao Brasileirão.
Ao ser questionado sobre o futuro e a sequência da temporada, Everton afirmou que o foco neste momento é estar bem fisicamente para ajudar o Bahia dentro de campo.
“Meu foco agora é estar bem para ajudar em campo, terminar bem esse campeonato e depois a gente conversa”, disse o meia.
O camisa 10 também comentou a disputa por espaço no elenco tricolor. Everton destacou que pretende seguir brigando por mais minutos, mas ressaltou a importância de estar completamente recuperado das dores nas costas.
"É uma questão de momento, vou lutar pelo meu espaço. Tenho que estar 100% [das dores] nas minhas costas, que já vêm doendo há algum tempo, para poder ajudar mais tempo possível dentro de campo", afirmou.
Everton Ribeiro também falou sobre a estreia da tecnologia de impedimento semiautomático no Campeonato Brasileiro, que passa a ser utilizada a partir da 20ª rodada. Para o meia, a novidade pode contribuir para decisões mais rápidas e transparentes durante as partidas.
"Eu gosto, acho que tudo que vier para ajudar a ser um jogo mais transparente e mais rápido dentro de campo, que chegue. Quanto mais rápidas as decisões, melhor para o espetáculo", finalizou o jogador.
O Bahia enfrenta o Corinthians neste domingo (26), às 16h, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova.
Ronaldo Mansur critica atual governo e descarta qualquer possibilidade de apoio a Jerônimo Rodrigues
Por Maurício Leiro / Eduarda Moitinho
Nesta sexta-feira (24), o presidente estadual do PSOL e da Federação PSOL-Rede, Ronaldo Mansur, oficializa sua candidatura ao Governo da Bahia durante convenção partidária realizada no Fiesta Bahia Hotel, em Salvador. Durante coletiva de imprensa, Mansur concentrou críticas ao atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) que tenta a reeleição.
O candidato destacou que o governo não cumpriu promessas cruciais de 2022, como a instalação de câmeras no fardamento de policiais militares e o fim da fila da regulação na saúde. Ronaldo também fez comentários sobre o crescimento do crime organizado no estado.
“A Bahia hoje está entregue ao crime organizado e o governo não teve coragem nem política de segurança para combater a criminalidade", afirma.
Ao ser questionado sobre o apoio do PSOL a Jerônimo no segundo turno das eleições de 2022, Mansur esclareceu que aquela foi uma decisão pontual por considerá-lo o "menos pior", mas que isso nunca significou adesão ao projeto petista.
“O menos pior não significa que a gente acha que ele seria mil maravilhas, tanto que nós continuamos com a nossa independência na Assembleia Legislativa, com o nosso deputado estadual Hilton Coelho, fazendo o enfrentamento.”, explica.
Única pré-candidata ao Senado pela Bahia, Deliana Ricelli destaca PSOL em convenção
Por Mauricio Leiro / Paulo Dourado
A professora Deliana Ricelli (PSOL) é a única pré-candidata mulher ao Senado pela Bahia neste processo eleitoral. O tema foi destacado por ela nesta sexta-feira (24), durante a convenção partidária do PSOL-Rede.
Segundo Ricelli, sua candidatura reforça o compromisso do partido em democratizar o acesso à política e garantir que mulheres ocupem espaços de poder. "Até agora nós somos a única mulher candidata ao Senado, então a gente vem reforçando o compromisso que o PSOL tem em democratizar o acesso e dizer que, de fato, as mulheres ocupam espaço de poder, e a gente vem com essa tarefa", afirmou.
A pré-candidata destacou ainda que a chapa reúne outros nomes ligados à educação, com destaque para a presença de três professores.
"Na chapa, a gente tem mais uma mulher, que é a professora Maruzzi. O professor Nilo também está com a gente, então são três professores na chapa, eu, o professor Nilo e a professora Maruzzi. A gente vem num processo de desenvolver e pensar políticas públicas para as mulheres, autonomia para o povo negro e também a educação, que é o nosso ponto central, aquilo que a gente acredita que é capaz de transformar a sociedade", disse.
Questionada sobre a estratégia do PSOL para fortalecer sua bancada no Legislativo, ampliando a representação na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, Ricelli afirmou que o partido tem buscado um processo pedagógico, e não apenas discursivo, na formação de suas candidaturas femininas.
"Não é apenas o discurso. A gente não quer utilizar a figura da mulher só para garantir um percentual mínimo. O nosso partido tem um histórico de trazer mulheres com capacidade técnica para desenvolver, de fato, projetos que venham a alterar a vida do povo baiano e do povo do Brasil também", declarou.
Meire Reis destaca crescimento do PSOL na Bahia e avalia candidaturas femininas no país
Por Mauricio Leiro / Paulo Dourado
A pré-candidata a vice-governadora pelo PSOL, Meire Reis, destacou nesta sexta-feira (24), durante convenção partidária do PSOL-Solidariedade, a força do partido no cenário político baiano e nacional, além de comentar o avanço das candidaturas femininas neste processo eleitoral.
Segundo Meire Reis, o fato de o PSOL já ser um partido conhecido facilita a comunicação das propostas defendidas pela legenda. "Essa expectativa ajuda, primeiro porque coloca o PSOL como elemento importante, como já conhecido. Nós temos proposta que é conhecida em todo o Brasil, então não fazemos nada de novo", afirmou.
A pré-candidata destacou que temas como educação, saúde, segurança, moradia, dignidade do povo, questão racial e combate ao aumento da violência contra a mulher fazem parte das pautas centrais do partido. "Para a gente, só ajuda a saber que o PSOL é lembrado pelo povo baiano, assim como é lembrado pelo povo brasileiro. Nós temos uma bancada federal que é vista como muito importante, por tratar de temas que a gente considera fundamentais para a sociedade brasileira, por denunciar e por bancar algumas denúncias, e a gente consegue fazer isso", disse.
Questionada sobre como avalia as candidaturas femininas neste processo eleitoral e as movimentações do PSOL para promover mais mulheres na política, Meire Reis afirmou que o partido tem historicamente buscado ampliar a presença feminina em seus espaços. "O PSOL tradicionalmente tem sempre uma preocupação de ter a presença das mulheres no seu espaço. Essa é uma conquista que as mulheres têm produzido ao longo desses últimos 20 anos, então nós estamos no lugar em que nós construímos para estar", declarou.
Apesar do avanço, a pré-candidata reconheceu que o momento atual ainda é desafiador para as mulheres na política, marcado por episódios de violência política e discursos misóginos.
Mesmo diante desses obstáculos, Meire Reis afirmou que segue confiante na força da trajetória das mulheres na política, citando sua própria experiência como mulher negra em espaços historicamente difíceis. "Não adianta você colocar uma barreira em mim, porque eu vou quebrar isso", concluiu.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"Hoje o Metrópoles fez uma matéria criminosa querendo marginalizar a advocacia. Eu fiz um trabalho para uma empresa, fui contratado para isso, prestei serviços advocatícios. Tudo certo. Relação completamente legal e privada".
Disse o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou, em vídeo publicado nesta quarta-feira (22), ter prestado serviços à Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A., empresa apontada como de fachada no esquema de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.