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Um homem acusado de envolvimento em uma chacina que vitimou quatro pessoas da mesma família foi preso na tarde desta segunda-feira (27) em Pojuca, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O caso ocorreu em 2007, em Dias d’Ávila.
Segundo o Mais Região, parceiro do Bahia Notícias, o suspeito estava com mandado de prisão em aberto e era considerado foragido desde o ano do crime. A prisão foi realizada por equipes do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR), vinculado ao Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRV). Após a captura, o homem foi encaminhado à Polinter, onde permanece custodiado e à disposição da Justiça.
Ainda segundo informações, o suspeito foi identificado como Pedro Augusto Bastos de Souza. Ele é apontado como responsável pelas mortes de quatro familiares: a companheira, Maria da Conceição da Cruz Rangel, de 34 anos; a sogra, Maria José da Cruz Rangel, de 60; a avó da companheira, Maria Celeste da Cruz, de 92; e a filha do casal, Ana Bárbara, de 11 meses.
Uma criança de 4 anos, também da família, sobreviveu ao ataque após ser agredida. O crime ocorreu em 25 de janeiro de 2007 e ganhou ampla repercussão na Bahia. O caso começou a ser investigado após a criança sobrevivente ser encontrada sozinha e ferida em via pública, o que levou à descoberta das demais vítimas.
Conforme as apurações realizadas à época, os assassinatos teriam ocorrido após uma discussão entre o acusado e a companheira. As vítimas foram mortas com uso de objetos como faca. Parte dos corpos foi encontrada carbonizada em um lixão.
Ainda segundo a investigação, o suspeito apresentou versões contraditórias após o crime, o que levantou suspeitas. Ele permaneceu foragido por quase duas décadas, até ser localizado nesta semana. Com o cumprimento do mandado de prisão, o acusado seguirá à disposição da Justiça.
A Fifa avalia uma mudança na regra de cartões amarelos para a Copa do Mundo de 2026. Informações da emissora BBC deram conta nesta semana de que o tema será discutido nesta terça-feira (28) em reunião do Conselho da entidade, em Vancouver, no Canadá.
Atualmente, um jogador é suspenso após receber dois cartões amarelos durante a competição. Os cartões são zerados apenas antes das semifinais, evitando que atletas fiquem fora da final por acúmulo.
A proposta em análise prevê que os cartões também sejam reiniciados ao fim da fase de grupos. A alteração considera o novo formato do torneio, que contará com 48 seleções e incluirá uma fase eliminatória adicional — os 32-avos de final.
Com mais partidas no calendário, a mudança busca reduzir o risco de suspensões em fases decisivas por acúmulo de cartões.
A Copa do Mundo de 2026 será disputada em Estados Unidos, México e Canadá, com início previsto para o dia 11 de junho.
Pelo Grupo C, o Brasil fará estreia na Copa no dia 13 de junho, contra o Marrocos às 19h (horário de Brasília). Na sequência, encara o Haiti no dia 19 e encerra a fase de grupos no dia 24, contra a Escócia.
Governo da Bahia modifica composição do comitê gestor da Ponte Salvador-Itaparica; saiba o que muda
Por Gabriel Lopes
O governador da BahiaJerônimo Rodrigues (PT) publicou, nesta terça-feira (28), um decreto que modifica a estrutura de governança do Sistema Rodoviário Ponte Salvador-Ilha de Itaparica. A medida altera o regulamento anterior, de fevereiro de 2023, que instituiu originalmente os comitês gestor e executivo do projeto.
Pela nova redação, o Comitê Gestor do sistema passa a contar com a participação direta do secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação. O titular da pasta, Marcius Gomes, figura entre os signatários do ato administrativo.
A alteração também se estende ao Comitê Executivo do Sistema Rodoviário, que foi ampliado com a inclusão de dois novos membros: um representante da própria Secti, e um representante da Bahiainveste (Empresa Baiana de Ativos S.A). No caso da segunda, desde o decreto original havia a previsão de um membro no comitê.
Além do governador, o documento é referendado por secretários de diversas áreas, incluindo Saulo Filinto Pontes (Infraestrutura), Cláudio Peixoto (Planejamento) e Manoel Vitório (Fazenda), além de Mateus Dias, Secretário Extraordinário do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador-Itaparica.
A Receita Federal dispara nesta terça-feira (28) as primeiras notificações para as empresas que poderão entrar na lista pública de devedores contumazes. No lote inicial das intimações, estão 13 fabricantes de cigarros das quais são cobrados mais de R$ 25 bilhões.
Desse grupo, sete empresas devedoras respondem por aproximadamente 12% do mercado produtor de cigarros no país. Mais da metade desses devedores já está com o CNPJ inapto por omissão no envio de obrigações.
Os fiscais da Receita identificaram situações de ocultação dos reais proprietários por meio de uso de laranjas e lavagem de dinheiro na atuação de algumas dessas empresas.
O envio das notificações faz parte dos desdobramentos da Lei do Devedor Contumaz, aprovada no final do ano passado pelo Congresso Nacional para identificar e punir empresas que adotam a inadimplência fiscal como estratégia de negócios.
Entre os artifícios usados estão a troca constante de CNPJs, uso de laranjas e fechamento irregular de empresas para escapar da cobrança dos tributos.
O devedor contumaz não é considerado um contribuinte inadimplente eventual. É uma companhia que usa a sonegação como meio de obter vantagem competitiva desleal com as demais empresas do mesmo setor, além de acumular altos valores de dívidas e fraudar o Fisco.
Para ser enquadrada na esfera federal, a empresa precisa ter débito acima de R$ 15 milhões, e o valor da dívida precisa superar o patrimônio declarado. Para não entrar na lista, as empresas terão que pagar a dívida ou aumentar o patrimônio.
O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, disse que há indícios da existência de verdadeiros "empresários do crime" no setor de cigarros, numa referência à intersecção da inadimplência fiscal com outros delitos.
"Detectamos indícios de que algumas das pessoas envolvidas com as empresas devedoras contumazes estão envolvidas também em outros ilícitos graves, como contrabando e produção clandestina", diz Barreirinhas à Folha.
"Não é empresário só de um setor, ele é um multiempresário, porque ele trabalha com uma empresa formal, mas devedora. E, ao mesmo tempo, trabalha também com contrabando e fabricação clandestina", afirma.
Além do prejuízo fiscal e concorrencial, a inadimplência no setor de cigarros vem causando prejuízo à saúde pública, diz Barreirinhas, porque o imposto sobre o cigarro tem o intuito de elevar os preços, reduzindo o consumo.
"A tributação no Brasil é cara para desincentivar o fumo. Uma empresa dessas [que é devedora contumaz], ou está embolsando o valor para ela, o que já é absolutamente imoral, ou está tendo uma vantagem competitiva, vendendo um pouco mais barato o seu cigarro e frustrando essa função inibitória [de consumo] do tributo", alerta o chefe do Fisco.
O governo federal aumentou neste mês o IPI (imposto sobre produtos industrializados) sobre cigarros para compensar a renúncia de receitas com a redução de impostos federais sobre o querosene de aviação e o biodiesel em meio à Guerra no Irã.
No mesmo pacote, também elevou o preço mínimo cobrado no maço, que foi de R$ 6,50 para R$ 7,50.
Segundo Barreirinhas, o próximo setor a ser notificado é o de combustíveis. Os dois segmentos são tidos como dos mais problemáticos pela Receita. A partir daí, o fluxo da intimação dos setores será em bloco.
Após a notificação, as empresas terão 30 dias para regularizar os débitos ou se defender, argumentando que não se enquadram na classificação de devedores contumazes.
Se forem, ao final, caracterizadas dessa forma, podem ter o CNPJ suspenso, ficar impedidas de propor recuperação judicial e também de receber isenções fiscais, entre outras punições.
Os processos administrativos não têm prazo para serem concluídos, mas o governo espera já ter empresas na lista de devedoras contumazes ainda neste semestre, afirma o procurador-geral adjunto de gestão da Dívida Ativa da União da PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional), Theo Lucas Dias.
"Esses contribuintes terão prazo para se regularizar e para apresentar defesa e, se for o caso, a gente vai fazer bons acordos com eles," afirma o procurador. "[A Receita] vai fazer a transação tributária, e se eles se regularizarem, não serão caracterizados como devedores contumazes".
INDÍCIOS DE OUTROS CRIMES
Barreirinhas informou que a Receita tem um sistema que permite o levantamento de partes relacionadas dos donos das empresas, parentes, e de movimentação de todos os tipos. "Vamos montando o quebra-cabeça", ressalta.
No caso dos fabricantes de cigarros, um relatório desse mapeamento foi enviado para a PGFN, Ministério Público e Polícia Federal. "São gráficos enormes, assim, com a ligação de uma pessoa para outra."
A PGFN vai atuar para fazer bloqueio e arrecadação do patrimônio em nome de laranjas e patrimônio oculto para cobrar os tributos dos devedores contumazes.
Apontado como uma das principais lideranças do crime organizado na Região Metropolitana de Salvador (RMS), Edson Santos Cruz, conhecido como “Gana”, foi flagrado recentemente na cidade do Rio de Janeiro, onde conseguiu escapar de uma operação policial.
Procurado por homicídio e outros crimes relacionados ao tráfico de drogas, ele é apontado como responsável pelo comércio ilegal de entorpecentes no bairro de Portão, em Lauro de Freitas, além de exercer influência na região de Arembepe, em Camaçari, conforme o Alô Juca.
O suspeito integra o “Baralho do Crime” da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), ocupando a carta “Quatro de Copas”, que reúne os foragidos mais procurados do estado.
Gana é irmão de Jackson Santana da Silva, conhecido como “Babidi”, também apontado como liderança do tráfico em Portão. Babidi morreu em 13 de junho de 2025, durante confronto com a polícia.
Gana foi visto no Rio de Janeiro. Imagens de câmeras de segurança registraram a presença dele em uma residência localizada no alto do Morro do Vidigal, nos dias 18 e 19 de abril.
De acordo com informações, o imóvel reunia dezenas de traficantes durante a festa de aniversário de uma criança de três anos, filha de Ednaldo Pereira Souza, conhecido como “Dada”. Ele também é foragido da Justiça, após escapar do Conjunto Penal de Eunápolis em dezembro de 2024.
A Polícia do Rio de Janeiro realizou uma operação para capturar os suspeitos, mas, ao chegar ao local, os agentes não encontraram os envolvidos, que já haviam deixado a área.
A Câmara Municipal do Recife rejeitou, nesta segunda-feira (27), o projeto de decreto legislativo que previa a concessão do título de Cidadão do Recife ao ator Wagner Moura. A proposta não alcançou o número mínimo de votos necessários para aprovação e foi arquivada.
Para ser aprovado, o texto precisava do apoio de três quintos dos vereadores, o equivalente a 23 votos. No entanto, obteve 16 votos favoráveis e 7 contrários durante a sessão.
O título de Cidadão do Recife é concedido a pessoas físicas, brasileiras ou estrangeiras radicadas no Brasil, que tenham prestado relevantes serviços ao município ou à sua população.
Durante a discussão em plenário, parlamentares debateram os critérios adotados pela Casa para a concessão de homenagens. O vereador Eduardo Moura criticou a proposta e questionou a utilidade prática da iniciativa.
“Deveria ter uma mudança nesse Regimento [Interno] para que certos tipos de ação totalmente políticas não acontecessem. Temos demandas importantíssimas nesta Casa, mas se a gente mesmo não valoriza, quem é que vai valorizar?”, afirmou.
Autor do projeto, o vereador Carlos Muniz defendeu a homenagem com base na atuação de Wagner Moura no filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho e ambientado no Recife. Segundo o parlamentar, a produção contribuiu para projetar a cultura e a história da cidade no cenário internacional.
“Aclamado no mundo inteiro, o filme acumulou premiações em festivais de cinema e alçou o Recife ao topo da indústria cinematográfica mundial. Por sua vez, Wagner Moura imprimiu o DNA recifense em seu personagem”, justificou.
Raio-X do TCE-BA: Com mudança de regra pelo STF, próximo governador da Bahia não deve indicar conselheiro
Por Gabriel Lopes
A composição atual do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), formada por sete conselheiros, projeta a abertura gradual de vagas nos próximos anos em razão da aposentadoria compulsória aos 75 anos. O cenário ganha relevância institucional após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que a próxima vacância na Corte deverá ser preenchida por auditor concursado, alterando a dinâmica recente de indicações.
Atualmente, o colegiado é composto por João Bonfim (72 anos), Josias Gomes (69), Inaldo Paixão (61), Marcus Presidio (58), Gildásio Penedo Filho (50), Carolina Matos (49) e Otto Alencar Filho (48). A distribuição etária indica que as primeiras vagas tendem a surgir no curto e médio prazo, a partir dos conselheiros mais próximos do limite constitucional.
Consultando as idadades, nota-se que João Bonfim é o integrante mais próximo da aposentadoria compulsória, seguido por Josias Gomes. Os demais conselheiros apresentam um intervalo maior até o limite de 75 anos, o que aponta para uma renovação escalonada da Corte ao longo do tempo.
Esse calendário potencial de vacâncias tem impacto direto sobre o próximo ciclo político estadual. Considerando o mandato do próximo governador da Bahia, previsto para o período entre janeiro de 2027 e dezembro de 2030, a tendência, a partir das idades atuais, é de que apenas uma vaga seja aberta durante esse intervalo.
A dinâmica de renovação do colegiado passa agora a incorporar um novo elemento após decisão unânime do STF, que fixou que a próxima vaga aberta no TCE-BA deverá ser destinada a um auditor aprovado em concurso público, salvo se a cadeira for legalmente reservada a um membro do Ministério Público de Contas.
O entendimento foi firmado no julgamento de ação ajuizada pela Associação Nacional dos Ministros e Conselheiros Substitutos dos Tribunais de Contas (Audicon), que apontava a ausência histórica da criação do cargo de auditor na Bahia.
Durante a tramitação do processo, a Assembleia Legislativa aprovou, em novembro de 2025, a Lei nº 15.029, que instituiu o cargo de auditor no âmbito do tribunal. Apesar disso, o STF considerou que a criação formal não era suficiente para corrigir a composição da Corte, já que não havia, na prática, auditores ocupando cadeiras.
No voto reajustado, o ministro Dias Toffoli destacou que a omissão perdurou por mais de três décadas e que a decisão busca adequar o modelo à Constituição.
O julgamento também considerou a vacância aberta com a morte do conselheiro Pedro Lino. Em caráter excepcional, o STF autorizou a nomeação por livre escolha do governador para aquela cadeira específica, evitando vácuo na composição do tribunal. Nesse contexto, o ex-deputado federal Josias Gomes (PT) tomou posse como conselheiro após decisão que restabeleceu a validade de sua indicação, em meio a disputa judicial envolvendo a vaga.
Outra alteração recente na composição da Corte ocorreu com a posse do ex-deputado federal Otto Alencar Filho como conselheiro do TCE-BA. Ele foi nomeado pelo governador da Bahia e teve seu nome aprovado pela Assembleia Legislativa antes da posse, em cerimônia realizada no gabinete da Presidência da Corte.
Com a definição do STF, a próxima vacância deverá obedecer à nova regra e ser preenchida por auditor concursado, o que reduz, nesse primeiro momento, a margem de indicação política direta pelo chefe do Executivo.
O TCE
O TCE-BA é órgão autônomo e independente que auxilia a Assembleia Legislativa da Bahia no exercício do controle externo dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além do Ministério Público. Entre suas atribuições estão a fiscalização da arrecadação e aplicação de recursos públicos, o julgamento das contas de gestores estaduais e a emissão de parecer prévio sobre as contas do chefe do Executivo.
O funcionamento se dá por meio do Tribunal Pleno, composto pelos sete conselheiros, e de duas Câmaras, cada uma integrada por três membros.
Os indicados para o cargo são sabatinados pelos deputados da Assembleia Legislativa correspondente e, em seguida, a nomeação é colocada em votação para os parlamentares estaduais, sendo preciso maioria absoluta de votos, no caso da Bahia, 32 votos dos 63.
Um dos requisitos para compor o TCE-BA é a idade: apenas pessoas com mais de 35 e menos de 70 anos de idade podem participar. Lembrando que o cargo é vitalício, com a aposentadoria compulsória ocorrendo aos 75 anos.
Conforme a Constituição Estadual, o escolhido deve ter notórios conhecimentos jurídicos, econômicos, financeiros contábeis ou de administração pública. Para a ocupação do cargo, é exigido também que o candidato deverá possuir mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija conhecimentos mencionados nas diferentes áreas: jurídica, econômica, financeira e administração pública.
Prefeitura aponta "tradição e diálogo" com comunidades para explicar falta de proporção em campos de Salvador; entenda
Por Thiago Tolentino
A presença de campos de futebol com dimensões e formatos irregulares é uma característica recorrente em diferentes bairros de Salvador. Alguns desses espaços, utilizados em sua maioria para práticas esportivas e atividades comunitárias, não seguem um padrão único de tamanho. Diante desse cenário, a população tem levantado questionamentos sobre os critérios técnicos e as iniciativas de padronização para os equipamentos.
A ausência de uniformidade levanta dúvidas sobre o planejamento na implantação e requalificação desses bens públicos. Para entender se há diretrizes voltadas à padronização, o Bahia Notícias procurou a Prefeitura de Salvador.
Em resposta, a gestão municipal afirmou que os campos de bairro têm origem, em grande parte, na iniciativa das próprias comunidades, o que justifica as características distintas entre eles. De acordo com a Prefeitura, esses espaços foram estabelecidos de forma informal ao longo dos anos e mantêm os formatos definidos pela realidade geográfica local.
"A Prefeitura informa que campos de bairro são tradicionais e fazem parte da história das comunidades nas quais estão implantados. Em sua grande maioria, foram estabelecidos de maneira informal pela população e são usados há décadas com suas particularidades. São parte fundamental do cotidiano, seja para a formação das crianças, para o incentivo à atividade física ou para a convivência", diz a nota.

A Arena do Bole Bole, localizada em Pernambués, é um exemplo de nítido de campos desproporcionais | Foto: Google Maps
De acordo com o município, as intervenções realizadas nesses espaços não têm como objetivo alterar suas dimensões, mas sim melhorar a estrutura disponível. A prefeitura destaca que os projetos de requalificação são elaborados após diálogo com moradores, o que influencia diretamente na preservação dos formatos originais.
"As obras só acontecem após um diálogo com a comunidade. As equipes procuram replicar no projeto os desejos dos moradores, não só em relação aos equipamentos instalados, mas também outras demandas. Em diversos casos, as comunidades pedem que não se perca um centímetro sequer do terreno e que o formato peculiar seja mantido", acrescenta a gestão.
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Arena Paulo Cristóvão, localizada em Saramandaia, na Travessa Santo Antônio de Padua | Foto: Google Maps
BALANÇO DAS INTERVENÇÕES
O processo de requalificação desses equipamentos teve início em 2013. A partir de 2021, a Prefeitura passou a incluir a instalação de gramado sintético nas intervenções, mantendo as características originais dos campos.
Dados apresentados pela gestão a esta reportagem indicam que 96 campos públicos já receberam gramado sintético em Salvador. Outros 32 equipamentos foram requalificados e estão em uso, embora ainda não tenham sido oficialmente inaugurados.
A administração também informou que seguirá investindo nesses espaços com a meta de ampliar a quantidade de campos na capital, mantendo o modelo baseado nas demandas locais.
SRAG causada por Influenza A estabiliza na Bahia; cobertura vacinal de grupos prioritários é de 11%
Por Liz Barretto
Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave associados à Influenza A pararam de crescer na Bahia, é o que revela o último boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado em abril. A estabilização acontece durante o início da campanha de vacinação contra esse vírus, que no momento atende os grupos de risco. Apesar deste cenário, a influenza ainda apresenta níveis elevados de incidência nessas regiões.
Segundo o relatório, os casos de SRAG associados à Influenza A mostram sinal de interrupção do crescimento ou queda na Bahia e mais cinco estados do Nordeste (MA, CE, PI, RN, e PE). Ainda assim, das mortes relacionadas à síndrome que tiveram relação com algum vírus no país, a presença do Influenza foi observada em 43,7% dos casos.
Diante do cenário, a recomendação é de que a imunização avance para garantir a proteção da população. A vacinação é a principal forma de prevenção contra a influenza e contribui para reduzir casos graves, internações e mortes. Segundo Nanci Silva, professora da Escola Bahiana de Medicina, o imunizante deve conter o avanço da síndrome.
“A vacina é extremamente importante para reduzir tanto o número de casos como a gravidade, consequentemente diminui a internação. A principal ferramenta que nós temos para diminuição da gravidade das doenças e da prevenção do processo infeccioso é a vacina. Ela pode não ser 100% efetiva, mas ela reduz mortalidade e internação”, afirmou a médica.
A cobertura vacinal dos grupos prioritários baianos ainda é de 11% de acordo com dados do Ministério da Saúde, mas a meta é que até o dia 30 de maio mais de 3 milhões de pessoas tenham acesso ao imunizante no estado. Até o momento, 288 mil doses foram distribuídas.
Este ano, o Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses da vacina contra a influenza. A orientação é que estados e municípios intensifiquem as estratégias já no primeiro mês da campanha. A vacina influenza trivalente integra o Calendário Nacional de Vacinação e é recomendada para crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais e gestantes.
Apesar da estabilidade/queda nos casos relacionados ao vírus, a Bahia continua com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (6 semanas). Na análise das capitais, Salvador vai no sentido contrário e mostra interrupção do crescimento ou queda dos casos.
Bahia registra alta nas hospitalizações de crianças menores de 2 anos por VSR, causador da bronquiolite
Por Liz Barretto
A Bahia registrou um aumento nas hospitalizações de crianças menores de 2 anos por infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causa de bronquiolite. O avanço dos casos preocupa especialistas e acompanha uma tendência nacional de crescimento das infecções respiratórias graves entre o público infantil.
De acordo com o boletim InfoGripe da Fiocruz, houve aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças pequenas em quatro das cinco regiões do país, incluindo o Nordeste. A análise aponta que o VSR é o principal responsável pela elevação das hospitalizações nessa faixa etária, especialmente entre bebês e crianças de até dois anos.
Segundo o Ministério da Saúde, o vírus responde por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e um dos principais motivos de internação infantil no país. A doença é caracterizada pela inflamação nos bronquíolos, ramificações de pequeno calibre dos brônquios. As terminações têm menos de 1 milímetro e são essenciais na condução de ar nos pulmões.
O pneumologista e diretor de Assuntos de Saúde Pública da Associação Bahiana de Medicina (ABM), Guilhardo Fontes, alerta que crianças com menos de dois anos e idosos são os principais grupos afetados. “A doença acomete mais crianças porque o sistema imunológico está em formação, mas recentemente já percebemos que pessoas de mais idade também podem ter bronquiolite, pelo mesmo agente etiológico que é o VSR”, explicou o diretor.
Em dezembro do ano passado, o Ministério da Saúde ampliou as estratégias de prevenção no Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as principais medidas está a vacinação de gestantes a partir da 28ª semana de gestação. O que permite a transferência de anticorpos ao bebê ainda durante a gravidez, garantindo proteção nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade.
A vacina contra o VSR foi viabilizada por meio de parceria com o Instituto Butantan, com transferência de tecnologia para produção nacional. Desde dezembro de 2025, mais de 1,6 milhão de doses já foram distribuídas em todo o país.
Como estratégia complementar, o Ministério também incorporou ao SUS, em fevereiro deste ano, o nirsevimabe — um anticorpo monoclonal que oferece proteção imediata contra o vírus. A medida é voltada principalmente a recém-nascidos prematuros e crianças de até 23 meses com comorbidades, grupo considerado de maior risco. Até o momento, cerca de 300 mil doses foram distribuídas.
No campo regulatório, a Anvisa aprovou este mês a ampliação do uso da vacina Arexvy, permitindo sua aplicação em adultos a partir dos 18 anos. O imunizante, que utiliza tecnologia de proteína recombinante, é indicado para prevenir doenças do trato respiratório causadas pelo VSR, que também pode impactar adultos, especialmente aqueles com comorbidades.
Especialistas alertam que, apesar de ser mais associado à infância, o Vírus Sincicial Respiratório circula em todas as faixas etárias e pode provocar complicações importantes. Em crianças pequenas, os sinais de alerta incluem dificuldade para respirar, chiado no peito, cansaço, recusa alimentar e febre.
Diante desse cenário, a recomendação é que pais e responsáveis mantenham a vacinação em dia e procurem atendimento médico ao surgimento dos primeiros sintomas, especialmente em bebês. A prevenção, para Guilhardo Fontes, ainda é a principal estratégia para reduzir hospitalizações e evitar agravamentos.
“A amamentação é fundamental, mas essa vacina passa por via transplacentária, então aumenta a resistência imunológica das crianças. O imunizante pode seguramente ser dado a criança ou a gestante e a vacina é a melhor forma de prevenção”, assegurou o pneumologista.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Silvio Humberto
"Importa destacar que registros da própria Câmara Municipal de Salvador confirmam que a denunciante jamais integrou o quadro funcional do gabinete do vereador Silvio Humberto, nem de qualquer outro gabinete da Casa".
Disse o vereador de Salvador Silvio Humberto (PSB) após rebater as acusações da prática de “rachadinha” e negar todas as acusações. Em publicação nesta segunda-feira (27), a equipe do vereador apresentou um atestado da Câmara Municipal que comprova a ausência de vínculo com Ingrid da Silva de Jesus, a denunciante.