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Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
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O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de um vídeo contra Flávio Bolsonaro das redes dos deputados federais André Janones (REDE) e Lindbergh Farias (PT). A postagem divulga a mensagem “Se Flávio vencer, você perde” e afirma que, se o candidato do PL for eleito presidente, irá cortar 200 bilhões de investimento no Pé de Meia, Farmácia Popular, Minha Casa Minha Vida e outras políticas públicas.
Segundo o ministro, "é necessário distinguir a crítica política legítima, inclusive aquela que formula prognósticos desfavoráveis sobre determinado projeto de governo, da utilização da propaganda eleitoral para atribuir ao adversário propostas".
Mendonça destacou que existe uma inconsistência entre a mensagem da propaganda de Lula e o plano de governo de Flávio, que assegura a continuidade dos programas sociais já existentes”. Contudo, o ministro negou o pedido da campanha de Flávio para que a ordem se aplicasse a conteúdos futuros, como os que seriam exibidos no horário eleitoral gratuito, limitando a decisão ao vídeo em questão.
Ele determinou a remoção do vídeo dentro de 3 horas a partir da notificação e secidiu que a campanha de Lula não pode republicar o mesmo vídeo diretamente ou por meio de perfis sob seu controle, sob pena de multa de R$ 10.000 por cada publicação.
Preso há sete meses e sem ver os filhos, Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, afirmou a interlocutores que o visitam na prisão que já não quer mais ficar calado.
Ele declara que tem sido vítima de notícias e pretende revelar informações importantes sobre autoridades.
Zettel foi preso na Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao banco de Vorcaro. Ele administrava a Igreja da Lagoinha, que entrou na mira dos investigadores por movimentar recursos acima de seu faturamento.
Ele tentou fazer delação premiada em abril, para corroborar o que Vorcaro também delataria, mas a tentativa de ambos foi rechaçada pela PGR (Procuradoria-Geral da República).
Na época, o então advogado dele, Celso Villardi, chegou a se reunir com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, na tentativa de fazer a colaboração deslanchar. Sem sucesso.
O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu 24h para que plataformas de redes sociais removam publicações que veicularam a informação falsa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, teria jogado a bandeira do Brasil no chão após votar no primeiro turno das eleições, no último domingo (4).
Segundo a Agência Braisl, Mendonça atendeu a um pedido da coligação Brasil Pronto Pra Mais, com alvo em posts do influenciador Pablo Marçal, entre outros perfis nas plataformas Facebook, TikTok, Threads, Instagram e X.
As publicações questionadas acusam Lula de ter jogado a bandeira no chão após uma foto tirada ao lado de seu candidato a vice Geraldo Alckmin, antes de deixar o local de votação, em São Bernardo do Campo (SP), em uma demonstração de “desprezo pelo Brasil”.
Na decisão, o ministro diz ter analisado diversos registros do episódio, com destaque para o vídeo da emissora Globonews que mostra a bandeira sendo enrolada, e não amassada como sugerem as postagens questionadas, sendo entregue a uma terceira pessoa, sem nunca tocar o chão.
Com base nesse registro, o ministro determinou a remoção de todas as publicações que digam que Lula “atirou”, “jogou” ou “deixou” a bandeira do Brasil no chão.
O ministro, contudo, avaliou que as publicações que dizem que Lula “amassou” a bandeira, ou que ele demonstrou desrespeito ou falta de consideração ao país, não precisam ser removidas.
Para ele, trata-se de um juízo de valor sobre o impacto simbólico do ato, o que estaria protegido pela liberdade de expressão e opinião.
“Cabe ao eleitor formar sua própria percepção sobre se a maneira pela qual a bandeira foi dobrada, enrolada ou manuseada representou gesto adequado, descuidado ou desrespeitoso”, escreveu o ministro.
Com base em outros registros fotográficos do episódio, Mendonça considerou que os autores das publicações irregulares não necessariamente tinham conhecimento de que estavam disseminando informações falsas.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quarta-feira (30) pela manutenção da retirada das postagens nas redes sociais sobre Nossa Senhora Aparecida no âmbito das eleições. Com isso, o plenário virtual da corte reitera a decisão do ministro André Mendonça, que acatava pedido do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL).
Por unanimidade, os sete ministros votaram para manter derrubadas publicações que alegam que Flávio Bolsonaro, se eleito, pretende retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. No entanto, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano Peixoto Marques Neto e Estela Aranha divergiram do relator sobre o alcance da decisão.
No seu voto, Cueva sugeriu que as medidas estabelecidas pelo ministro André Mendonça fossem limitadas, de modo a proteger críticas, opiniões e manifestações sobre possíveis ações futuras do candidato. Ele argumentou que previsões e avaliações sobre iniciativas futuras não deveriam ser incluídas na ordem de remoção.
Cueva também se opôs à retirada da publicação de Tabet, argumentando que o texto expressa uma crítica política sem atribuir ao candidato uma conduta concreta e verificável.
O ministro Floriano Peixoto Marques Neto votou para que apenas as postagens claramente “notoriamente inverídicas” fossem removidas, restringindo a ação àquelas que contêm conteúdo falso evidente.Segundo o ministro, a proibição deve estar estritamente relacionada a "afirmar ou insinuar" que Flávio Bolsonaro teve participação na proposta, definindo assim o núcleo factual da desinformação.
Por sua vez, a ministra Estela Aranha votou para que os posts relacionados a Flávio fossem mantidos excluídos, com a condição de que "a ordem de remoção se aplique apenas a conteúdos que atribuam falsamente ao candidato a autoria, iniciativa ou proposição de medida que vise retirar Nossa Senhora Aparecida da condição de Padroeira do Brasil".
O ministro André Mendonça, que já havia apresentado seu voto antes do início do julgamento, decidiu manter a suspensão das postagens que associavam Flávio Bolsonaro ao suposto movimento de mudança da padroeira do Brasil, no entanto, liberou a postagem de Tabet, argumentando que "é recomendável aplicar, com rigor especial, a diretriz de preservação da liberdade de expressão em situações limítrofes".
Desde o início do mês de setembro, quando o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou públicas diversas informações que expunham o relacionamento de Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, nada menos que 33 novos pedidos de impeachment foram protocolados no sistema do Senado Federal.
Os novos pedidos se juntaram a outros 100 que de 2021 até os dias atuais aguardam ser apreciados pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Com a crise aberta no STF após confrontos entre ministros e uma sessão, realizada no dia 15, com ataques e trocas de acusações, este setembro se tornou o mês que mais recebeu representações e pedidos de impeachment desde 2021.
Entre os mais recentes estão três representações protocoladas pelo presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), nesta terça-feira (29), com pedido de impeachment dos ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. Os três formam um bloco que se opõe ao outro grupo, composto por Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.
Sobre André Mendonça, o deputado Paulinho da Força aponta que ele teria praticado crime de responsabilidade, a mesma acusação que Moraes fez contra ele em pedido de abertura de investigação do STF. O presidente do Solidariedade descreve a atuação de Mendonça como “parcial” e “com direcionamento político-eleitoral”, citando a “criação de eventos processuais que possam favorecer o grupo político com quem ele tem ligação”.
O deputado cita ainda diálogos de André Mendonça com o banqueiro Daniel Vorcaro, além de um encontro pessoal dele com o ministro e decisões favoráveis do magistrado ao grupo do dono do Banco Master.
Paulinho da Força afirma que outros ministros do STF também tiveram relação exposta com Vorcaro, a exemplo de Luiz Fux e seu filho, Rodrigo Fux, a quem o banqueiro teria solicitado sobre um precatório bilionário.
O deputado também cita as relações expostas entre Daniel Vorcaro com outros ministros, como o próprio Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No pedido contra Fux, por exemplo, Paulinho da Força aponta que o ministro tem suspeição no julgamento do tema e procede “de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro do cargo”.
O texto da ação volta mais à frente a citar os contatos do filho de Luiz Fux, o advogado Rodrigo Fux, com o banqueiro Vorcaro em novembro de 2024. O banqueiro teria apresentado um recurso ao advogado às vésperas do julgamento no STF.
Sobre Kassio Nunes Marques, Paulinho transcreve conversas de Vorcaro sobre custeio de hospedagens de luxo e eventos pelo banqueiro para o ministro. O deputado também menciona o suposto pagamento de R$ 500 mil para Kevin Marques, advogado filho do atual presidente do TSE.
O ministro Kassio Nunes é alvo de um outro pedido de impeachment, protocolado nesta quarta (30), e que foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB). O texto da representação cita mensagens extraídas do celular de Vorcaro, e que expõe a chamada “Turma do KN”, formada por amigos do ministro e que atuariam junto ao dono do Master para obter vitórias em julgamentos no STF.
Entre os 133 pedidos de impeachment, existem diversos que incluem dois ou três ministros, ou mesmo todos eles em ações coletivas. As ações foram protocoladas por senadores, deputados, partidos políticos, associações da sociedade civil e cidadãos de forma isolada.
Alexandre de Moraes é disparado o alvo principal das representações que se encontram paradas na Mesa Diretora do Senado. São 73 ações contra ele, ou em que ele aparece em meio a outros ministros a quem são imputados crimes passíveis de impeachment.
Em meio a todos os pedidos existem 14 que foram apresentados contra o então ministro Luís Roberto Barroso. Como Barroso deixou o cargo de ministro, essas representações devem ser enviadas ao arquivo. Há uma também contra Ricardo Lewandowski, que já se aposentou.
Confira abaixo o ranking dos ministros que mais foram alvos de pedidos de impeachment no Senado, contando as ações individuais e as coletivas:
Alexandre de Moraes - 73
Gilmar Mendes - 17
Dias Toffoli - 16
Flávio Dino - 9
Carmen Lúcia - 8
Edson Fachin - 6
Kassio Nunes - 5
André Mendonça - 4
Luiz Fux - 4
Cristiano Zanin - 3
O ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou a favor da manutenção da proibição dos posts que traziam informações falsas sobre a retirada de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil em caso de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro. A votação acontece nessa quarta-feira (30) por meio do plenário virtual. Os ministros têm até 23h59 para inserir seus votos.
Em seu voto, Mendonça afirmou que a suspensão dos posts não caracteriza censura prévia. "As decisões não instituíram controle estatal antecedente sobre o que pode ou não ser publicado, nem submeteram manifestações futuras a prévia autorização judicial", declarou.
O ministro alega que não houve suspensão de perfis, contas ou canais de usuários, que nenhum perfil foi impedido de continuar publicando conteúdos, críticas, opiniões, sátiras, manifestações religiosas ou manifestações políticas.
"As determinações recaíram exclusivamente sobre publicações que reproduzissem o núcleo factual especificamente delimitado nas decisões, preservando-se integralmente a possibilidade de continuidade da atuação dos usuários nas plataformas", completa.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, marcou para esta quarta-feira (30) o julgamento virtual da decisão da Corte que derrubou postagens nas redes sociais relacionadas à retirada de Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira do Brasil.
A sessão virtual está prevista para começar às 10h.
Na semana passada, o ministro André Mendonça, do TSE, acolheu pedido do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) e mandou retirar uma postagem do humorista Antonio Tabet e de conteúdos semelhantes. Flávio Bolsonaro alegou que o texto foi inserido no contexto de mensagens falsas que atribuem a ele a apresentação de um projeto de lei para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, fato que ele nega. As informações são da Agência Brasil.
ENTENDA O CASO
O caso envolvendo as postagens sobre Nossa Senhora começou no último final de semana.
Na quinta-feira (24), o humorista Antonio Tabet publicou na rede social X: “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”
A pedido de Flávio Bolsonaro, André Mendonça ordenou a retirada da postagem e de conteúdos semelhantes, sob a justificativa de que a publicação teria disseminado notícia falsa a respeito do candidato.
Apesar de não ter sido citado na postagem, o candidato alegou que o texto foi inserido no contexto de mensagens falsas que atribuem a ele a apresentação de um projeto de lei para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, fato que ele nega.
No domingo (27), o ministro Flávio Dino atendeu ao recurso do humorista e derrubou a decisão do ministro André Mendonça, que havia determinado a retirada da postagem. Em seguida, o candidato recorreu ao ministro Luiz Fux, que derrubou a decisão de Dino.
Mais cedo, o presidente do STF decidiu não pautar para a sessão desta quarta-feira (30) o julgamento sobre as duas decisões.
A decisão permitiu ao TSE marcar a sessão que será realizada nesta quarta-feira.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, suspendeu, nesta segunda-feira (28), a liminar concedida pelo ministro Flávio Dino que havia tornado sem efeito as ordens do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relativas à remoção de publicações nas redes sociais sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e Nossa Senhora Aparecida.
Segundo informações do jornal O Globo, Fux restabeleceu a eficácia das determinações do ministro André Mendonça, no âmbito da Justiça Eleitoral, que ordenavam a retirada de conteúdos com narrativas que associavam o parlamentar ou sua família a uma suposta intenção de retirar Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do país.
Na decisão, Fux fixou o prazo de 24 horas para que as plataformas digitais X, Meta, ByteDance e Google voltem a cumprir rigorosamente as deliberações impostas pelo TSE. O mérito da liminar deferida por Fux ainda será levado para validação dos demais integrantes no plenário do STF.
O magistrado destacou que a Constituição Federal assegura ao Tribunal Eleitoral a última palavra em matérias de sua competência e ressaltou que a deliberação de Dino apresentou inadequação processual, ao acolher um pedido incidental de quem não era parte na ação original de origem. "A Constituição reserva ao Tribunal Superior Eleitoral a última palavra em matéria eleitoral", frisou Fux no despacho.
Para o magistrado, a decisão de Dino "colide com ambos os itens". O caso provocou reação institucional na cúpula do Judiciário antes mesmo da manifestação de Fux.
O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, enviou um ofício ao presidente do STF, Edson Fachin, pedindo a criação de um filtro interno para petições urgentes protocoladas na Corte Suprema contra decisões eleitorais.
No documento, Nunes Marques apontou o risco de uma "captura institucional" que poderia esvaziar a autonomia e a especialização da Justiça Eleitoral diante de liminares individuais.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou uma sessão do plenário para que seus colegas decidam se confirmam ou não sua decisão que permitiu publicações sobre a lei que designou Nossa Senhora Aparecida como "padroeira do Brasil".
A solicitação acontece após a disseminação da notícia falsa de que Flávio Bolsonaro (PL), se eleito presidente, removeria da santa o título de padroeira do Brasil. Ainda na sexta-feira (25), o ministro André Mendonça ordenou a remoção de publicações sobre o assunto, mas a decisão foi revertida por Dino no domingo (28).
Na decisão, Mendonça determinou que as plataformas sociais "atuem de forma preventiva contra a propagação dos conteúdos" relacionados ao assunto, que ele classificou como "evidentemente falso". Ele também afirmou que os provedores devem remover imediatamente as postagens que reproduzam essa informação enganosa, mesmo sem uma nova ordem judicial específica.
Por sua vez, Dino atendeu ao pedido do humorista Antonio Tabet, cuja publicação foi excluída. O post dizia que "a família miliciana tem tanto ódio de mulheres negras que decidiu atacar Nossa Senhora Aparecida", sem fazer menção direta ao nome de Flávio.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a decisão do seu colega, o ministro André Mendonça, que havia determinado a remoção de publicações nas redes sociais relacionadas a Nossa Senhora Aparecida. A determinação alcança diretamente um post publicado pelo humorista Antonio Tabet.
O caso teve origem em uma postagem na qual Tabet ironizava boatos sobre uma suposta articulação atribuída ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, voltada a retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Na publicação, o humorista escreveu: “A família miliciana odeia tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”.
Após a divulgação do texto, o senador Flávio Bolsonaro acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e obteve uma medida liminar para retirar o conteúdo do ar. A remoção foi acatada por André Mendonça, integrante da Corte eleitoral, sob o entendimento de que a declaração de que o candidato ou sua família teriam atacado a padroeira do Brasil afetava o parlamentar.
Diante do bloqueio, Antonio Tabet recorreu ao STF, sustentando que a ordem de exclusão configurava censura prévia. Ao analisar o recurso, Flávio Dino acolheu a argumentação e ordenou que as plataformas digitais restabeleçam a postagem do humorista, bem como outros conteúdos removidos sob a mesma fundamentação.
Em sua decisão, Dino fundamentou que a retirada do conteúdo exigiria presumir que a expressão “família miliciana” se referia expressamente a um candidato específico. O ministro salientou que a liberdade de expressão de candidatos e apoiadores deve ser preservada durante o processo eleitoral, pontuando que o debate acerca da legislação sobre a Padroeira do Brasil está sujeito a críticas e não deve ser impedido por decisões judiciais sem fundamentação suficiente e proporcionalidade. Além disso, o magistrado observou não haver elementos que comprovem qualquer ilicitude na publicação do humorista.
O humorista Antonio Tabet ironizou, nesta sexta-feira (25), decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar que ele apagasse postagem sobre Nossa Senhora Aparecida e a polêmica a respeito de projeto para retirar dela o título de Padroeira do Brasil. Tabet postou um pedido de desculpas irônico em sua conta na rede X.
“Venho a público pedir desculpas à família miliciana. Em nenhum momento, afirmei que a família miliciana era a família miliciana. Quando citei a família miliciana, referia-me à família miliciana e não à família miliciana. Portanto, mais uma vez, perdão, família miliciana”, disse o humorista.
Antonio Tabet, na postagem irônica, fez referência ao post que foi proibido por André Mendonça. Na postagem, o humorista escreveu: ‘A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”.
Apesar de não citar diretamente o nome do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL), o ministro André Mendonça, como vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que a postagem fosse apagada, após representação movida pela campanha do senador do PL. O ministro disse que a narrativa é “notoriamente inverídica” e determinou a cientificação da X Brasil, Facebook Serviços Online do Brasil (Facebook e Instagram), ByteDance Brasil (TikTok) e Google Brasil (YouTube) para que inclusive atuem preventivamente contra a disseminação do conteúdo.
Segundo dados apresentados pela defesa de Flávio Bolsonaro, um levantamento técnico identificou 2.086 publicações que o associam a um projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira. Essas publicações foram provenientes de 1.674 contas distintas, com mais de 21 milhões de visualizações, aproximadamente 1,49 milhão de curtidas e 312 mil compartilhamentos.
Além da postagem que ironiza Mendonça, a defesa do humorista Antonio Tabet divulgou nota contestando a decisão do ministro. A defesa classifica a decisão de André Mendonça como “censura” e critica a multa de R$ 30 mil fixada em caso de descumprimento.
A equipe jurídica do humorista informou que apresentará todos os recursos cabíveis para reverter a liminar. Para a equipe, a ordem judicial apresenta ‘fragilidade jurídica” ao atribuir um destinatário específico a uma postagem que não cita nominalmente Flávio Bolsonaro nem qualquer integrante de sua família.
A equipe jurídica do candidato Flávio Bolsonaro (PL) ingressou com uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (23), com a acusação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria cometido “corrupção passiva e advocacia administrativa”, após a divulgação de mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o advogado Walfrido Warde. A petição foi encaminhada ao ministro André Mendonça.
O documento da campanha de Flávio Bolsonaro menciona mensagens extraídas pela Polícia Feeral do celular do dono do Banco Master, em que o advogado cita supostos presentes de Vorcaro ao presidente Lula. Para os advogados do senador, os diálogos, divulgados pelo jornal O Globo, mostram que o governo teria atuado no sentido de atender a interesses particulares do banqueiro.
“Querido, estive com o PR [Presidente da República] hoje. Ele me perguntou se você estava bem e mais tranquilo. Eu lhe disse que sim. Ele agradeceu mais uma vez o whisky e mandou um abraço. Outros detalhes eu conto pessoalmente”, escreveu o advogado Warde a Vorcaro em 22 de janeiro do ano passado. O ex-banqueiro respondeu com um emoji de coração.
No documento, a defesa do presidenciável do PL solicita que o caso seja encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e que seja instaurado um inquérito para apurar condutas que, segundo a peça, podem configurar, em tese, os crimes de corrupção passiva e advocacia administrativa.
“Vieram a público, em 22.09.26, por intermédio de reportagens veiculadas pelo jornal O Globo, diálogos extraídos pela Polícia Federal do aparelho celular de Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, nos quais o advogado Dr. Walfrido Warde, à época defensor de Vorcaro, relata ao seu cliente sucessivas ações destinadas a aproximá-lo do Presidente Lula e de autoridades do Governo Federal, bem como destinadas a obter tratamento favorável aos interesses do Banco Master junto ao Governo Federal”, diz a notícia-crime, endereçada ao ministro André Mendonça.
Em nota enviada divulgada ainda nesta quarta, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República afirmou que o presidente Lula não recebeu presente de Vorcaro, desconhece a suposta articulação de Walfrido Warde e não teve outros contatos com o ex-banqueiro além de um encontro em dezembro de 2024.
Segundo o governo, na ocasião, o presidente orientou que eventuais denúncias fossem analisadas tecnicamente pelo Banco Central.
“O presidente não tem conhecimento da suposta articulação, não recebeu presente e tampouco enviou recado ou comentou festas promovidas pelo banqueiro. Cabe lembrar ainda que foi durante o atual governo que o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master e Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no âmbito das investigações sobre a instituição”, diz a nota da Secom.
Na petição, os advogados de Flávio Bolsonaro sustentam que o suposto recebimento do presente pode configurar vantagem indevida e pedem que se apure se houve contrapartida por parte de Lula. Também apontam suspeita de que o presidente tenha usado o cargo para favorecer interesses privados de Vorcaro e do Banco Master junto ao governo federal.
Apesar de ter sofrido algumas derrotas na Justiça Eleitoral que podem futuramente até mesmo inviabilizar sua eleição, o candidato Deltan Dellagnol, do Novo, segue liderando as pesquisas para o Senado no Paraná. Foi o que mostrou um novo levantamento divulgado nesta terça-feira (22), pelo instituto IRG Pesquisas.
Nesta segunda (21), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por 5 votos a 2, manter suspensos os atos de campanha de Deltan Dallagnol. Além do relator, ministro Floriano de Azevedo Marques, votaram pela manutenção da liminar Dias Toffoli, Estela Aranha, Ricardo Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis. André Mendonça e o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, divergiram.
A decisão do TSE não indefere, neste momento, o registro de candidatura de Dallagnol. O registro foi deferido pelo TRE-PR e é alvo de um recurso que ainda será julgado pela Corte.
Enquanto esse julgamento não ocorre, permanece em vigor a suspensão dos atos de campanha determinada pelo TSE. Na prática, Dallagnol continua formalmente com o registro deferido e seu nome permanece na urna, mas fica impedido de fazer campanha enquanto a decisão estiver em vigor.
Apesar de estar proibido de fazer campanha, Deltan lidera tanto no cenário espontâneo quanto nas simulações com apresentação da lista de candidatos. Na segunda posição aparece a deputada federal Gleisi Hoffmann, do PT, em empate técnico com o candidato do Republicanos, Alexandre Curi, apoiado pelo governador do Paraná, Ratinho Junior.
Confira abaixo o resultado do cenário espontâneo:
Deltan Dallagnol (Novo): 14%
Gleisi (PT): 12,3%
Alexandre Curi (Republicanos): 9,3%
Filipe Barros (PL): 4,8%
Cristina Graeml (PSD): 2,3%
Dr. Rosinha (PT): 1,4%
Karen Guerreiro (Missão): 0,8%
Alvaro Dias (MDB): 0,3%
Nenhum/Branco/Nulo: 4,3%
Não sabe/Não respondeu: 50,5%
O Instituto IRG também apresentou aos eleitores paranaenses cenários de primeiro e de segundo voto para o Senado. Veja abaixo os resultados.
Cenário estimulado – primeiro voto
Deltan Dallagnol (Novo): 24%
Gleisi (PT): 21,1%
Alexandre Curi (Republicanos): 20,4%
Filipe Barros (PL): 12,8%
Cristina Graeml (PSD): 6%
Dr. Rosinha (PT): 2,2%
Karen Guerreiro (Missão): 1,2%
Marcelo Marcelino (PCO): 0,4%
Joaquim do MLB (UP): 0,3%
Nenhum/Branco/Nulo: 4,2%
Não sabe/Não respondeu: 7,4%
Cenário estimulado – segundo voto
Filipe Barros (PL): 13,9%
Alexandre Curi (Republicanos): 13,1%
Deltan Dallagnol (Novo): 11,6%
Cristina Graeml (PSD): 11,6%
Dr. Rosinha (PT): 10,6%
Gleisi (PT): 7,1%
Karen Guerreiro (Missão): 1,5%
Marcelo Marcelino (PCO): 0,8%
Joaquim do MLB (UP): 0,4%
Nenhum/Branco/Nulo: 11,3%
Não sabe/Não respondeu: 18,1%
A pesquisa para o Senado no Paraná foi feita com 1.200 entrevistados pela IRG Pesquisas de 17 a 20 de setembro de 2026. A pesquisa foi contratada pela TV Independência Ltda. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,83 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº PR-01172/2026.
O ministro do Supremo Tribunal Federa (STF) André Mendonça solicitou o arquivamento do procedimento instaurado contra ele na Corte e acusou o ministro Alexandre de Moraes de distorcer o teor de relatórios de inteligência da Polícia Federal para apontar indícios de irregularidades em sua atuação em casos relacionados ao Banco Master e ao INSS.
Segundo informações do g1, a manifestação foi enviada em resposta ao presidente do STF, ministro Edson Fachin na noite desta segunda-feira (21). O ofício é uma resposta após Moraes acionar a Presidência do tribunal com base em documentos produzidos nas operações Sem Desconto e Compliance Zero para sugerir possíveis infrações de responsabilidade, abuso de autoridade e improbidade por parte de Mendonça.
Na peça enviada a Fachin, Mendonça argumenta que os relatórios em questão possuem natureza estritamente informativa, sem valor probatório, reunindo apenas interpretações e opiniões unilaterais de policiais encarregados das diligências.
O ministro também questiona o procedimento que permitiu a Moraes acessar o material, oriundo de determinação para que a diretoria da Polícia Federal remetesse ao Inquérito das Fake News peças que fizessem menção a membros do tribunal.
Faltando apenas 13 dias para o primeiro turno das eleições 2026, em 4 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se ausenta da campanha eleitoral para uma série de compromissos na cidade de Nova York. O ponto alto da viagem será o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
No seu pronunciamento, Lula deve defender o multilateralismo e a soberania dos países, além de abordar o combate ao crime organizado e as eleições brasileiras. Após seu discurso, é possível que Lula se encontre rapidamente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que será o segundo a falar na assembleia.
E com o Congresso Nacional ainda com suas atividades paralisadas, as atenções da semana em Brasília se voltam novamente para o Supremo Tribunal Federal (STF). Termina nesta segunda-feira (21) o prazo dado para que a Procuradoria-Geral da República e o ministro André Mendonça se manifestem sobre o relatório de inteligência da Polícia Federal que levanta suspeitas de direcionamento das investigações dos casos INSS e Master.
E com o cancelamento, pelo presidente do STF, Edson Fachin, da sessão que estava prevista para analisar suspeitas na atuação de André Mendonça, o plenário da Corte terá uma sessão na próxima quarta (23) de julgamentos previamente agendados sobre temas diversos. Entretanto, com o clima ainda tenso entre os ministros, é possível que Fachin adie mais uma vez a sessão plenária, como já aconteceu em outras oportunidades nas últimas duas semanas.
Confira abaixo a agenda da semana em Brasília.
PODER EXECUTIVO
O presidente Lula iniciou a semana, nesta segunda-feira (21), na cidade de Nova York, onde vai participar da abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A sessão da ONU será nesta terça (22), e o presidente Lula fará o discurso inaugural do encontro anual.
Esta será a décima vez que o presidente Lula fará o tradicional discurso de abertura pelo Brasil, repetindo uma participação que começou em 2003. Nos seus três mandatos, Lula só não falou na assembleia nos anos de 2005 e 2010.
O tema deste ano da assembleia é “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”. Líderes dos 193 Estados-membros da ONU estarão presentes no fórum.
No seu pronunciamento, Lula deve falar sobre a defesa da soberania nacional e do princípio da não interferência externa de um país no estado democrático. O presidente também deve abordar questões relacionadas aos processos eleitorais e às relações do Brasil com outros países.
O combate ao crime organizado transnacional é outro ponto que deverá ser mencionado por Lula na sua fala, que tem duração prevista de 20 minutos. A expectativa é que o presidente destaque medidas de cooperação adotadas pelo Brasil com países vizinhos e com os Estados Unidos para enfrentar organizações criminosas que atuam além das fronteiras nacionais.
Conflitos internacionais, mudanças climáticas e inteligência artificial ainda estão entre os assuntos que podem fazer parte do pronunciamento. Após a fala de Lula, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fará o seu pronunciamento.
Antes da participação na assembleia, o presidente Lula cumprirá uma série de agendas em Nova York nesta segunda (21). Lula tem encontros marcados com o senador democrata Bernie Sanders, com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi.
Lula permanecerá na residência do representante do Brasil na ONU no transcorrer desta segunda, segundo seus aliados. Após discursar na assembleia geral, Lula já retornará ao Brasil na própria terça. A agenda do presidente para o restante da semana ainda não foi divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República.
No calendário da divulgação de indicadores econômicos, o destaque da semana é a apresentação dos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), que traz a prévia da inflação oficial. O indicador a ser divulgado pelo IBGE na próxima sexta (25) antecipará os números da inflação do mês de setembro.
PODER LEGISLATIVO
O Congresso Nacional sem atividades ou sessões marcadas nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado. Depois da realização de dois períodos de esforço concentrado, as duas casas legislativas só retomarão as atividades na primeira semana de outubro, após as eleições.
Na semana passada, um grupo de senadores esteve em Brasília para acompanhar a sessão do Supremo Tribunal Federal que iria julgar a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Os parlamentares criticaram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por ele ter ordenado que o plenário tivesse a porta trancada, o que impediu a realização de uma sessão extraordinária.
PODER JUDICIÁRIO
No Supremo Tribunal Federal, o ministro Flávio Dino presidirá, nesta terça (22), uma audiência pública para discutir a responsabilidade de parlamentares na destinação de emendas impositivas. O debate envolve regras de controle, fiscalização, prestação de contas e responsabilização pelo uso dos recursos públicos.
E com o cancelamento da sessão que seria realizada na próxima quarta (23) para análise do pedido de investigação contra o ministro André Mendonça, o presidente do STF, Edson Fachin, deve seguir com a pauta de julgamentos previamente anunciada para o plenário. Entretanto, diante do cenário de tensões entre os ministros, a sessão da próxima quarta pode vir também a ser cancelada, como já aconteceu outras três vezes nas últimas duas semanas.
Caso a sessão plenária seja mantida, os ministros vão julgar ações como a ADI 7935, que questiona regras sobre custas, taxas e despesas processuais no Judiciário do Espírito Santo. Entre os pontos levantados na ação estão o acesso à Justiça, a proporcionalidade dos valores e a capacidade de pagamento dos contribuintes.
Também está previsto o julgamento de recurso na ADPF 557, que trata do uso do subsídio do procurador-geral da República como referência para a remuneração dos membros do Ministério Público e da aplicação automática dos reajustes. A pauta do plenário inclui recurso no ARE 1490466, sobre a remuneração dos procuradores municipais.
Há a previsão da continuidade do julgamento da ADPF 1218, que discute a extensão de vantagens concedidas pelo Conselho de Reitores das Universidades do Estado de São Paulo (Cruesp) a empregados de instituições de ensino vinculadas às universidades estaduais paulistas.
Além disso, estão pautadas as ADIs 7822, 7830, 7844 e 7848, que questionam regra do Decreto 65.255/2020 do Estado de São Paulo sobre benefícios fiscais de ICMS. As ações discutem a concessão de isenções, benefícios e incentivos fiscais sem aprovação prévia dos demais entes da Federação e apontam possíveis impactos sobre o pacto federativo, a integração nacional e as desigualdades regionais.
Também está marcada para esta semana a análise, pelo Conselho Superior do MPF (Ministério Público Federal), das menções ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, em mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A reunião do Conselho está marcada para as 10h da próxima sexta (25).
O objetivo da sessão extraordinária é avaliar se os registros levantados pela Polícia Federal comprometem a imparcialidade de Gonet na condução dos casos relacionados à instituição financeira.
O procedimento foi aberto na primeira semana de setembro após uma representação de parlamentares do Partido Novo, que questionaram a atuação de Gonet nas investigações envolvendo o Master. A sigla apresentou pedido para que Gonet se afaste do caso e para que a subprocuradoria da PGR atue no lugar dele.
Uma possível investigação sobre as mensagens, no entanto, só deve ser aberta se o relator no Conselho Superior, o subprocurador-geral da República Francisco de Assis Sanseverino, identificar irregularidades na conduta de Gonet.
Cerca de cinco mil itens extraídos dos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro foram classificados pela Polícia Federal como “Score nudez”. Os arquivos armazenados por Vorcaro possuem muitas imagens de nudes, fotos íntimas e cenas de sexo explícito.
A informação foi divulgada neste domingo (20) pelo jornalista Lauro Jardim, no site de “O Globo”. Segundo o colunista, o material faz parte dos dados extraídos pela PF dos aparelhos do dono do Banco Master apreendidos durante a Operação Compliance Zero.
No último dia 11 deste mês, a defesa de Daniel Vorcaro havia pedido que o Supremo Tribunal Federal (STF) fizesse uma filtragem no material extraído dos aparelhos, antes da retirada do sigilo das investigações do caso Master. Segundo os advogados, seria preciso garantir a preservação de material pessoal do banqueiro, como imagens de familiares e outras protegidas por sigilo legal. A defesa de Vorcaro não chegou a citar o conteúdo sexual presente na memória dos aparelhos do dono do Master.
Os dados obtidos nos celulares foram encaminhados a ministros do STF, que solicitaram acesso ao conteúdo. Entre os ministros que já receberam cópias estão André Mendonça, Luiz Fux, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.
O material extraído tem cerca de 500 gigabytes (GB). De acordo com a coluna de Lauro Jardim, a PF informou que mantém sob custódia o material original extraído dos aparelhos e que as cópias encaminhadas aos gabinetes dos ministros são idênticas à extração original.
Até o momento, não foram divulgadas informações de quem aparece nos arquivos classificados como “Score nudez”, nem a origem desse conteúdo. Também não foi indicada relação entre os registros de nudez e sexo explícito e as investigações que envolvem Vorcaro e o Caso Banco Master.
Um levantamento realizado pela consultoria AP Exata revela que desde o início do mês de setembro até o final desta semana, em meio à escalada da crise institucional que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF), houve um crescimento significativo das menções negativas nas redes sociais sobre a atuação do ministro André Mendonça.
No dia 4 de setembro, o levantamento da AP Exata, que tem como base as mensagens postadas no Instagram e na da rede X, mostrava o ministro André Mendonça com 32% de comentários negativos. Por outro lado, as menções positivas sobre o ministro tinham percentual de 26%, enquanto as neutras ficavam em 42%.
Duas semanas depois e após diversos desdobramentos da crise, inclusive com a realização de uma tensa sessão no plenário do STF na última terça-feira (15), com direito a bate-boca e troca de acusações, as menções negativas a Mendonça alcançaram um patamar de 59%, um crescimento de 27%. As menções positivas subiram pouco, ficando em 29%, e as neutras caíram para o patamar de 12%.
Do outro lado, a rejeição ao ministro Alexandre de Moraes, principal opositor de André Mendonça, permaneceu acima dos 70%, apresentando ligeira queda. No levantamento de 4 de setembro, Moraes tinha 77,5% de menções negativas, e apenas 3% de comentários positivos (menções neutras foram de 19,5%).
Nesta pesquisa mais recente, as menções negativas a Alexandre de Moraes nas redes caíram para 74%. Houve também uma alta de oito pontos percentuais nas menções positivas ao ministro: passaram de 3% para 11%. Os comentários neutros caíram de 19% para 15%.
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e Luiz Fux enviaram ofícios à Polícia Federal, neste sábado (19), informando a impossibilidade de acessar o conteúdo extraído do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Os magistrados afirmam ter encontrado dificuldades técnicas encontradas para abrir os arquivos e solicitaram apoio especializado da corporação para conseguir examinar o material.
Segundo o g1, a cópia do aparelho apreendido na Operação Compliance Zero, que apura esquemas de fraude envolvendo a instituição financeira, reúne cerca de 500 gigabytes (GB) de dados, distribuídos em pastas com registros de chamadas, áudios e trocas de mensagens.
O volume de arquivos disponibilizado aos gabinetes de diversos ministros da Corte foi processado por meio do software de perícia IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais), utilizado pelos peritos federais para estruturar as buscas e recuperar conteúdos apagados do dispositivo.
Até o envio dos documentos, os magistrados relataram que falhas no acesso ou possíveis defeitos nas mídias físicas entregues impediram a análise do acervo. A Polícia Federal colocou equipes técnicas à disposição para solucionar os problemas de leitura das mídias e garantir o andamento do exame das provas pelos gabinetes do Supremo.
O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi sorteado relator da representação movida pelo candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) contra o reajuste do programa Bolsa Família, promovido pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na quinta-feira (17), o magistrado havia rejeitado uma ação semelhante do deputado federal Zé Trovão (PL), alegando falta de legitimidade do parlamentar para questionar condutas de candidatos a presidente perante a Corte Eleitoral.
Com a atualização linear concedida pelo governo federal, o valor mínimo do benefício passou de R$ 600 para R$ 691, enquanto a média paga às famílias subiu de R$ 691 para R$ 777. Na petição encaminhada ao TSE, a defesa de Renan Santos sustenta que o Executivo tinha conhecimento da defasagem inflacionária desde o início de 2025, mas optou por aplicar a correção na reta final da campanha eleitoral de 2026.
A representação obtida pelo jornal Estadão alega que, para cumprir as regras eleitorais sem configurar uso eleitoreiro, a recomposição deveria ter sido implementada ainda no ano anterior. Também aponta descumprimento da vedação ao uso promocional de bens e serviços custeados pelo poder público, citando publicações sobre o aumento do benefício realizadas pelo presidente em suas redes sociais após a assinatura do decreto.
Um recorte da pesquisa PoderData/Aya divulgado nesta sexta-feira (18) revela como a orientação política dos eleitores determina a opinião a respeito da atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mais propriamente de Alexandre de Moraes e André Mendonça, que desde o começo de setembro se acusam mutuamente e tentam abrir investigações um contra o outro.
A pesquisa questionou seus entrevistados sobre a aprovação ao trabalho de Alexandre de Moraes e de André Mendonça. Moraes teve aprovação de 33% e desaprovação de 57%, enquanto Mendonça teve sua atuação aprovada por 50% e desaprovada por 36% dos eleitores brasileiros.
O PoderData/Aya cruzou as respostas dos eleitores sobre a avaliação dos ministros e a declaração de voto em um eventual segundo turno da eleição presidencial entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os que declaram voto em Flávio, 75% aprovam a atuação de André Mendonça no Supremo, enquanto outros 16% o desaprovam e 9% não sabem responder.
O cenário se inverte quando a avaliação de Mendonça é feita entre os eleitores de Lula. Nesse caso, apenas 21% aprovam Mendonça, enquanto 60% desaprovam sua atuação e outros 19% não sabem.
Já na avaliação do ministro Alexandre de Moraes, 91% dos eleitores do candidato do PL desaprovam o trabalho dele, enquanto apenas 4% aprovam e 5% não sabem responder. Os percentuais se invertem quando a avaliação de Moraes é feita por quem declara voto em Lula: 67% aprova atuação do ministro, contra 18% que desaprovam e 15% que não souberam responder.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, com recursos próprios. O levantamento teve parceria de divulgação com o Aya Bancah. Os dados foram coletados de 13 a 16 de setembro de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos.
Foram 3.000 entrevistas em 623 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. O intervalo de confiança é de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-00360/2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (17) que o ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), estaria utilizando o cargo para “fazer política”. A declaração ocorreu durante entrevista à rádio Itatiaia. Segundo Lula, Mendonça teria feito uma “denúncia seletiva” ao divulgar informações do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O presidente defendeu que os dados sejam disponibilizados aos demais ministros para que os fatos sejam esclarecidos. “E agora que o telefone [de Daniel Vorcaro], que estava com o André Mendonça, que estava utilizando o cargo dele para fazer política, está provado que estava fazendo política, fazendo denúncia seletiva, divulgando o que interessava para ele”, afirmou.
Lula também defendeu que as apurações envolvendo Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes sejam analisadas conjuntamente pelo STF. “Se quiser fazer justiça na votação, tem que colocar todo mundo no mesmo dia. Vamos saber se telefonema é verdade, se [Luiz] Fux está envolvido, se [André] Mendonça está envolvido, se o presidente do TSE está envolvido. O que não pode é julgar uma pessoa antes das eleições e o restante depois”, declarou.
Na segunda-feira (14), a Polícia Federal informou ter entregue aos gabinetes de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes cópias dos dados extraídos do celular de Vorcaro. O aparelho foi apreendido durante a Operação Compliance Zero e reúne mensagens citadas pela PF em relatório utilizado por Mendonça para pedir investigação contra Moraes.
Mendonça se manifestou nesta quinta e afirmou que não tem “nada a temer”. O ministro negou irregularidades e disse não ter atuado por motivação política. Lula, por outro lado, afirmou que o STF deve manter o respeito e a transparência na condução das investigações.
ASSISTA:
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, cancelou a sessão plenária agendada para a tarde desta quinta-feira (17) devido ao receio de que ocorressem novos confrontos verbais entre os integrantes da Corte. A decisão ocorreu após o decano da instituição, ministro Gilmar Mendes, proferir novas críticas públicas ao ministro André Mendonça, relator dos processos do Banco Master, e ao ministro Luiz Fux, presidente da Segunda Turma.
A sessão cancelada estava prevista para as 14h e tinha como primeiro item da pauta um recurso sobre o reajuste de planos de saúde por faixa etária. O cancelamento foi anunciado pelo STF duas horas antes do início da reunião. Em razão das tensões ligadas ao caso Master, Fachin já havia suspenso outras duas sessões na semana anterior.
Os bastidores foram revelados pelo jornal Folha de S. Paulo. A participação de Mendonça no julgamento desta quinta-feira ocorreria por videoconferência, a partir de São Paulo. Gilmar Mendes utilizou a rede social X (antigo Twitter) para acusar Mendonça de atuar politicamente na relatoria do caso para favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto, chamando o magistrado como "boneco de campanha" e "pixuleco eleitoral".
Veja postagem logo abaixo:
Paulo Gonet, Procurador-Geral da República, tem reputação ilibada e vida pública de lisura insuspeita. Isso nunca foi objeto de disputa: é reconhecido em todos os espectros, por quem concorda e por quem discorda dele. Mesmo assim, teve a honra injustamente manchada pelo…
— Gilmar Mendes (@gilmarmendes) September 17, 2026
Em nota oficial divulgada uma hora depois, Mendonça respondeu afirmando que o decano transformou a sessão da última terça-feira (15) em um "picadeiro", acrescentando que "jamais se valeu de linguajar impróprio" nem "vociferou aos berros para tentar mascarar com truculência ilações vazias".
MENSAGENS EMBLEMÁTICAS
A crise, porém, vai além dos embates públicos. Mensagens de WhatsApp obtidas por veículos de imprensa mostram discussões entre Gilmar Mendes, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques antes das sessões que analisaram temas ligados ao Banco Master e ao afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, que foi reintegrado pelo ministro Flávio Dino.
Nas conversas, divulgadas por O Globo e pelo Estadão, Gilmar acusou Fux e Nunes Marques de atuarem de forma alinhada a Mendonça. Em uma das mensagens, afirmou que ambos pareciam "servis" e "submissos" e cobrou que deixassem de julgar processos relacionados ao caso.
Isso associando a Nunes Marques, escreveu: "Assumam que estão ferrados e saiam dos processos. Abram as contas". O ministro respondeu: "Me respeite, Gilmar. Isso não é postura".
Em outra troca de mensagens, Gilmar criticou a atuação de Luiz Fux na condução dos trabalhos da Segunda Turma e afirmou que determinados movimentos revelavam "qualquer coisa menos postura institucional". Fux reagiu dizendo que ninguém lhe diria como agir e encerrou a conversa com a frase: "Cuide de não encher meu saco!".
Além disso, Gilmar encaminhou um ofício a Fux acusando o presidente da Segunda Turma de ter combinado previamente com André Mendonça a data do julgamento sobre o afastamento de Andrei Rodrigues sem consultar os demais integrantes do colegiado.
Segundo os relatos divulgados pela imprensa, o nível de tensão foi tão elevado que Kassio Nunes Marques bloqueou Gilmar Mendes no WhatsApp após a discussão. Os episódios antecederam a sessão de terça-feira, marcada por novos confrontos no plenário e por um bate-boca entre Gilmar e André Mendonça, expondo publicamente divisões que já vinham se aprofundando nos bastidores do STF.
O acúmulo de atritos internos e a escalada dos conflitos entre ministros contribuíram para a decisão de Fachin de cancelar mais uma sessão plenária da Corte, em uma tentativa de evitar novos confrontos públicos e conter o agravamento da crise institucional no Supremo.
A desaprovação do trabalho do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a 57%, entre eleitores que dizem ter alguma informação sobre ele. Já a aprovação do ministro André Mendonça está na faixa de 50%, também entre os que afirmam conhecê-lo.
Os números foram divulgados nesta quinta-feira (17) por meio da pesquisa PoderData/Aya. O levantamento fez alguns questionamentos sobre a atuação do STF como um todo e dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça em particular.
Confira as impressões dos brasileiros sobre a atuação dos dois ministros do STF:
Alexandre de Moraes
Aprova - 33%
Desaprova - 57%
Não sabe - 11%
Conhece bem - 63%
Conhece de ouvir falar - 29%
Não conhece - 8%
André Mendonça
Aprova - 50%
Desaprova - 36%
Não sabe - 14%
Conhece bem - 47%
Conhece de ouvir falar - 35%
Não conhece - 19%
A PoderData/Aya também questionou os seus entrevistados sobre a aprovação do trabalho do Supremo Tribunal Federal como um todo. Veja o resultado abaixo:
Desaprova o STF - 53%
Aprova o STF - 30%
Não sabe - 17%
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, com recursos próprios. O levantamento teve parceria de divulgação com o Aya Bancah. Os dados foram coletados de 13 a 16 de setembro de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos.
Foram 3.000 entrevistas em 623 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. O intervalo de confiança é de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-00360/2026.
O gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nota nesta quinta-feira (17) para rebater críticas feitas por Gilmar Mendes à condução da investigação sobre o Banco Master e suposta atuação para favorecer o candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Gilmar fez as críticas em postagem logo cedo em sua conta na rede X.
Na nota, André Mendonça explicou que a retirada de sigilo de documentos que envolveram o banqueiro Daniel Vorcaro foi feita por meio de decisão fundamentada e dentro das atribuições do relator da investigação no STF.
“O que o relator fez foi levantar o sigilo de procedimento específico, em decisão fundamentada e nos estritos limites do que lhe competia decidir. A divergência é legítima e própria de um tribunal colegiado. Ilegítima é a tentativa de constranger o julgador”, disse André Mendonça.
Em sua postagem na rede X, Gilmar Mendes saiu em defesa do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que, segundo, ele, teve sua “reputação manchada” após Mendonça divulgar conversas que não apresentavam conteúdo ilícito. Gilmar também criticou a publicação de um vídeo em que André Mendonça agradecia o apoio recebido e “orações” em seu favor nas redes sociais.
“A intenção de lucrar politicamente com o episódio ficou escancarada quando o relator fez publicar vídeo nas redes sociais agradecendo o apoio popular. Apoio a quê, exatamente? A um ato que ele mesmo admitiu não ter fundamento contra a pessoa exposta? Quem age assim não é magistrado imparcial: é boneco de campanha, um pixuleco eleitoral”, disse Gilmar.
Sem citar Gilmar Mendes nominalmente, a nota emitida pelo gabinete de André Mendonça buscar responder ponto a ponto as acusações. O documento de Mendonça cita, por exemplo, a Lei Orgânica da Magistratura Nacional, que proíbe magistrados de manifestarem opinião, por qualquer meio de comunicação, sobre processos pendentes de julgamento.
“A mesma regra também impede juízos depreciativos sobre decisões, votos ou sentenças de órgãos judiciais, com exceção de críticas feitas nos autos ou em obras técnicas”, diz o relator do caso sobre o Banco Master.
Mendonça relata também que o pedido para tornar públicos todos os procedimentos da investigação não partiu dele. Segundo a nota, a solicitação veio justamente de quem agora critica a publicidade dos autos.
"A pretensão de levantamento do sigilo de todo e qualquer procedimento, sem exceção, não partiu do relator. Veio de quem hoje se diz indignado com a publicidade dos autos”, colocou o ministro.
“O que o relator fez foi levantar o sigilo de procedimento específico, em decisão fundamentada e nos estritos limites do que lhe competia decidir. É no mínimo curioso que a crítica venha de quem sempre pleiteou publicidade irrestrita, da integralidade de toda a investigação”, completou Mendonça.
A nota também nega que tenha havido complacência com vazamentos. Segundo Mendonça, foram determinadas investigações sobre divulgações indevidas.
“Tampouco houve, em qualquer momento, complacência com vazamentos. Ao contrário, determinou-se a apuração de toda divulgação indevida ocorrida no curso da investigação, inclusive com a deflagração de fase específica diante da suspeita de participação de servidor da Polícia Federal”, finalizou o ministro André Mendonça em sua nota.
Um dia depois da tensa sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) para julgar uma possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, foi iniciada às 14h45 desta quarta-feira (16) uma nova reunião, mas desta vez, para analisar uma pauta de ações agendadas anteriormente pelo presidente da Corte, Edson Fachin. Na pauta desta quarta estão julgamentos de ações sobre licença-maternidade, planos de saúde, proteção ambiental e imunidade tributária.
Na abertura da sessão, não estavam presentes os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino. Os demais ministros compareceram ao plenário: Edson Fachin, Dias Toffoli, Carmen Lúcia, Luiz Fux, Kassio Nunes, André Mendonça e Cristiano Zanin. Também está presente no plenário o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
(Atualização 16h30 - um tempo depois de iniciada a sessão, o ministro Alexandre de Moraes se sentou em sua cadeira para participar do julgamento)
Após abrir a sessão, o ministro Edson Fachin chamou para julgamento o primeiro item da pauta, o Recurso Especial 1495108, que trata do alcance da imunidade do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) para empresas do setor imobiliário. Na discussão do tema, o ministro Flávio Dino apareceu de forma remota, por vídeo.
Também está na pauta desta quarta a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7495, que discute se as regras de licença-maternidade e paternidade podem estabelecer diferenças com base no caráter biológico ou adotivo da filiação e no regime jurídico da pessoa beneficiária.
O Plenário ainda analisará, em conjunto, a Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 90 e o Recurso Extraordinário (RE) 630852, com repercussão geral (Tema 381). A controvérsia é se o Estatuto da Pessoa Idosa (Lei 10.741/2003) se aplica aos reajustes de planos de saúde por faixa etária em contratos firmados antes de 2004.
Um último tema, se der tempo, é a continuidade do julgamento da ADI 5385, que questiona parte da Lei de Santa Catarina 14.661/2009 que redefiniu os limites do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro e criou o Mosaico de Unidades de Conservação da Serra do Tabuleiro e Terras de Massiambu.
Há a expectativa de que o presidente do STF, Edson Fachin, dê mais detalhes sobre o rito processual para a análise do pedido de investigação contra o ministro André Mendonça. O julgamento, que a princípio está marcado para o próximo dia 23, tende a ser adiado, já que o pedido de vista de Flávio Dino, na sessão desta terça (15), deixou pendente uma decisão que pode afetar diretamente a análise do caso sobre Mendonça.
Cerca de dois terços dos brasileiros são a favor de um processo de impeachment de ministros envolvidos no escândalo do Banco Master, e Alexandre de Moraes é o principal responsável pela crise enfrentada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Essas são algumas conclusões retiradas da pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta terça-feira (15).
De acordo com o levantamento, que teve entrevistas realizadas entre os dias 10 e 13 de setembro, um total de 68% dos brasileiros afirmam que são “totalmente a favor’ de um processo de impeachment contra os ministros do STF. Por outro lado, segundo a pesquisa, 9% dizem ser mais a favor do que contra, ante 4% que dizem ser mais contra do que a favor.
Apenas 15% dos entrevistados da Indexa/Broadcast dizem ser totalmente contra o afastamento dos magistrados. Os que afirmam que não conhecem o assunto o suficiente para avaliar totalizam 3%, e os que não sabem ou não responderam marcam 1% no levantamento.
Em outro recorte da pesquisa, 46% dos eleitores atribuem a responsabilidade da crise ao ministro Alexandre de Moraes. Já 16% dos entrevistados afirmam que André Mendonça seria o principal responsável pelos problemas da Corte.
Há também um grupo de 6% de eleitores que acreditam que a responsabilidade seja do ministro Dias Toffoli, que foi o primeiro relator do caso Master antes de os trabalhos serem assumidos por Mendonça. A pesquisa também aponta que 4% atribuem a responsabilidade a Flávio Dino; e 3% a Fachin.
Uma parcela de 2% dos entrevistados acredita que a crise pode ser atribuída a outro ministro, sem especificar qual. Eleitores que não conhecem o assunto o suficiente para responderem a a aparecem em 10%, ante 5% que não acham que há uma crise na Corte, e 5% que afirmam que nenhum deles são responsáveis.
A sondagem mediu ainda a percepção do eleitorado sobre os critérios usados pelos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça para basearem suas decisões no Supremo. Para 45% dos entrevistados, Moraes age baseado em critérios políticos, 16% acreditam que o ministro age por critérios técnicos e jurídicos e outros 24% apontam que as duas alternativas são usadas pelo magistrado.
Sobre a atuação de Mendonça, 33% acreditam que o ministro utiliza critérios técnicos e políticos, ante 28% que apontam o uso de critérios políticos. Já os que acreditam ser os dois tipos de critério somam 17% dos entrevistados.
O Indexa/Broadcast ouviu 2.000 entrevistados entre os dias 10 a 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com o nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03482/2026.
O portal de notícias do Supremo Tribunal Federal (STF) registrou instabilidade nesta terça-feira (15), durante a realização de uma sessão extraordinária destinada a julgar a possível abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O procedimento apura um suposto envolvimento do magistrado com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
Segundo a assessoria de imprensa da Suprema Corte, a oscilação no sistema foi causada por um "excesso de acessos" no site.
Em razão da falha técnica, o acompanhamento em tempo real das publicações oficiais sobre o andamento do julgamento ficou indisponível para os usuários. Até o momento, a equipe do tribunal não divulgou previsão para a normalização do acesso ao portal.
Após o pronunciamento do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, o ministro André Mendonça fazia acréscimos à sessão quando foi interrompido pelo ministro Gilmar Mendes, dando início a uma discussão no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF).
Confira o momento:
O procurador abordou suas relações com Daniel Vorcaro e reconheceu que esteve com ele uma única vez. Em seguida, Mendonça, que relatava a investigação, justificou-se afirmando: "Nós estamos aqui por questão de ofício". Segundos depois do início de sua fala, o ministro Gilmar Mendes o interrompeu com críticas.
"É impressionante, presidente, que uma pessoa dessa estatura como Paulo Gonet sofra esse tipo de ilação. Isso sim é leviandade, é leviandade. Tem de ser um sentimento polianesco. É impressionante a desfaçatez desse sujeito", criticou Gilmar Mendes.
Mesmo pedindo a palavra diversas vezes, Mendonça rebate. "Pode chorar, pode chorar", esbraveja Gilmar Mendes. "Não estou chorando, não. Aqui não tem choro, não. Respeite!", responde Mendonça. Durante a reação no julgamento, Gilmar Mendes subiu o tom com o magistrado e declarou: "Me respeite. É impressionante". O bate-boca entre os ministros ocorreu em meio aos debates no plenário da Corte.
Os ministros Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin votaram para manter a análise conjunta dos processos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF) em sessão no plenário nesta terça-feira (15). O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, ficou isolado ao votar pela tramitação e análise dos casos em separado. Acompanhe os desdobramentos do julgamento.
A manifestação do presidente do STF ocorre no âmbito de uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, que pediu que os casos envolvendo Moraes e Mendonça sejam analisados de forma conjunta, além de solicitar que a relatoria dos processos seja definida por sorteio.
LEIA MAIS:
- Moraes e Mendonça discutem sobre atuação da PF na investigação do Caso Master;
- Toffoli se declara suspeito e não participa de julgamento sobre possível investigação de Moraes;
- Nunes Marques defende "equilíbrio nas eleições", nega relação com Vorcaro, mas se declara impedido em processo contra Moraes no STF.
A questão de ordem apresentada por Gilmar está sendo analisada pelo plenário e ainda faltam os votos dos demais ministros. O julgamento registra dois impedimentos: os ministros Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques se declararam impedidos — Toffoli devido ao seu envolvimento no caso do Banco Master já revelado, e Nunes Marques em razão de questões sobre mudança eleitoral e sua atuação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O placar contabiliza três votos a favor da análise conjunta (dos ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Flávio Dino) e o voto contrário do presidente Edson Fachin. Moraes e Mendonça deverão se manifestar após os votos.
(Nota em atualização).
O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, discursou durante a sessão plenária da Corte nesta terça-feira (15) e apontou falhas processuais na condução do inquérito e quebras de sigilo do caso Master, sob a relatoria de André Mendonça. Em sua fala, o ministro acusou o colega de atuar de forma eleitoreira.
A acusação ocorreu quando o decano apontou que novas informações foram divulgadas aos ministros por meio do acesso ao celular de Daniel Vorcaro. André Mendonça pede a palavra e diz que não teve acesso a todo o material comentado e Gilmar responde: “Interessante, embora houvesse vazamentos que eram atribuídos ao gabinete de Vossa Excelência.”
Em seu posicionamento sobre o processo em julgamento, que é relacionado a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por contatos com Daniel Vorcaro, Gilmar diz que “a pergunta não é saber se esse ou aquele ministro deve ser investigado”. “A pergunta é se continuarmos a permitir que o rigor da persecução penal seja distribuído conforme a identidade do investigado”, disse.
LEIA MAIS:
- Moraes e Mendonça discutem sobre atuação da PF na investigação do Caso Master
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- Nunes Marques defende "equilíbrio nas eleições", nega relação com Vorcaro, mas se declara impedido em processo contra Moraes no STF
A partir deste argumento, o decano do STF passa a acusar Mendonça de atuação enviesada no processo. “Com toda a sinceridade, Presidente, e até as terras sabem que há um inequívoco viés político-eleitoral na forma como o tema foi conduzido nos autos desta PET”. Como exemplo, o ministro cita a escolha da data para a quebra de sigilo de Mendonça sobre parte do processo, no dia 7 de setembro, dia da Independência do Brasil.
Gilmar ressalta que Mendonça estaria “envolvendo essa Corte em campanha eleitoral”. André Mendonça interrompe o colega e diz que “Vossa Excelência [Gilmar Mendes] está sendo leviano”. Mendes então rebate: “Vossa Excelência [Mendonça] não tem a palavra”.
A discussão entre os ministros se intensifica quando Gilmar diz: “Evidente condução político-eleitoral e escolha do 7 de Setembro. Isto não se faz, pessoas decentes não fazem isso.”
Em resposta, Mendonça ressalta: “Não aponte o dedo para mim, ministro Gilmar. Não aponte o dedo, não está falando com qualquer um. Respeite esse Tribunal”. E o decano rebate: “Quem não se dá respeito não merece respeito.”
Ao seguir com sua fala, Gilmar volta a apontar inconsistências na ação de Mendonça: “Fica parecendo mesmo que o intuito aqui é jogar com o caos. E eu já tive a oportunidade de dizer a vocês e dizer ao presidente da República, que separem o Supremo das eleições e não tentem envolver o Supremo nas eleições. O contrário do que se faz aqui e se deram muito mal porque são aprendizes de feiticeiro.”
“Tentaram arrastar o Tribunal para este tipo de prática e pensaram que iriam ficar impunes”, sustentou o decano. Em sua fala, Gilmar menciona ainda que “em nome de Deus já se fez muita patifaria”.
"Não se julgam pessoas, julgam-se fatos e questões jurídicas, não se antecipa o mérito antes de resolvida a validade processual. A divergência é legítima, mas o confronto pessoal não, a decisão pertence ao plenário, não a um ministro individualmente", afirmou o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) na abertura da sessão plenária desta terça-feira (15).
Na ocasião, os ministros da Suprema Corte se reúnem para debater a troca de mensagens entre Vorcaro e Alexandre de Moraes e decidir se os elementos reunidos justificam a abertura de uma investigação contra o ministro.
Fachin iniciou a sessão relembrando a trajetória de cada um dos ministros e agradecendo aos antigos magistrados que ocupavam as cadeiras da corte. "Não podemos entregar às gerações futuras um STF menor do que o que recebemos. Essa instituição não nos pertence, nós a recebemos do passado, temos o dever de preservá-la no presente e haveremos de entregá-la ao futuro", completou o ministro.
Segundo o presidente da corte, os magistrados precisam ter a consciência de que não é a posição pessoal dos ministros que deve falar pelo Supremo, e sim a decisão do plenário. "O país olha para esta corte, a história também olhará para esse momento. Há respeito institucional quando há discordância, há consideração pelo colega mesmo quando não há convergência, há limites que não decorrem da amizade ou da afinidade pessoal, mas da própria função que exercemos", acrescentou.
Na sequência, Fachin fez um resumo das investigações sobre Daniel Vorcaro e do andamento das apurações na Polícia Federal e no STF, e leu o relatório da investigação do ministro André Mendonça sobre Alexandre de Moraes.
Pela primeira vez, o STF discute o julgamento de um ministro da própria corte. A sessão começou às 10h e está sendo transmitida ao vivo na Rádio e TV Justiça e pelo canal oficial da Corte no YouTube.
Uma série de vazamentos de conversas extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro atingiram em cheio o ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro inclusive indica que vai se declarar impedido de votar no julgamento que ocorre na manhã desta terça-feira (15), depois de revelações sobre pagamentos mensais de R$ 500 mil de Vorcaro a seu filho, o advogado Kevin Marques, além de supostos encontros com mulheres.
De acordo com os vazamentos, conversas do celular de Vorcaro mostram que uma mulher identificada como Rayanna tratou com o ministro Kássio Nunes de um encontro com mulheres e, dias depois, afirmou que uma delas “ficou com o kassio”. Esa mulher teria depois cobrado R$ 10 mil após o suposto encontro com o ministro, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Informações divulgadas pela jornalista Andreza Matais, do site Metrópoles, em 28 de fevereiro de 2025, Rayanna pergunta a Daniel Vorcaro: “Qual o endereço, Dani?”. Na sequência, avisa: “As meninas estão prontas”.
Vorcaro responde indicando um endereço na Rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior, no Itaim Bibi, em São Paulo. Uma semana depois, em 7 de março, Rayanna volta a falar com o banqueiro sobre o que havia ocorrido naquele dia.
“A minha amiga lá aquele dia! Deu certo né?”, pergunta. Em seguida, afirma: “Ela disse que ficou com o kassio” e “Ela tá me cobrando aqui”.
Vorcaro responde pedindo as informações para o pagamento: “Me manda aqui” e “Dados e valor”.
“10 né!”, responde Rayanna. Depois, acrescenta: “Ela ficou com ele” e envia um endereço de e-mail.
Segundo Andreza Matais, em outro trecho do material extraído do celular de Vorcaro, sem relação estabelecida com a conversa de Rayanna, aparece o número de telefone do ministro Kassio Nunes Marques. Em mensagem enviada em dezembro de 2024, o ministro pede ajuda para organizar uma viagem de cerca de dez dias para cinco pessoas.
“Bom dia Leo. Ministro Kassio. Preciso da sua ajuda para formatar uma viagem de uns 10 dias, entre 8 e 18 de janeiro, para 5 pessoas”, diz.
A reportagem do site Metrópoles revela ainda uma outra mensagem, em que o operador de viagens de Daniel Vorcaro, Leonardo Serrano Giunchetti, aparece perguntando ao banqueiro se ele deve cobrar do banqueiro pela viagem de um cliente. “Dani…Veio de vc esse?”, pergunta.
Caso o ministro Kássio Nunes Marques se declare impedido de votar na sessão desta terça, já são pelo menos três magistrados que ficariam de fora. Além de Kássio, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli não participarão da votação.
O grupo ligado a Alexandre de Moraes também via pedir a suspeição do ministro André Mendonça para votar, e ainda há a possibilidade de Luiz Fux também não participar, por conta de vazamentos que mostram ligação de seu filho com o banqueiro Daniel Vorcaro.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou um ofício à Corte, na noite desta segunda-feira (14), negando irregularidades na condução da investigação que envolve Alexandre de Moraes. Na manifestação enviada ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, Mendonça esclareceu que a determinação para a identificação das pessoas mencionadas no documento foi feita no âmbito da supervisão judicial da investigação, visando preservar o sigilo e a eficiência das apurações.
O ofício foi enviado às vésperas da sessão plenária desta terça-feira (15), que analisará o relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre Vorcaro e Alexandre de Moraes e decidirá se os elementos reunidos justificam a abertura de uma investigação contra o ministro.
A manifestação de Mendonça foi feita em resposta a um despacho de Fachin, emitido em 3 de setembro, quando o presidente da Corte determinou a coleta de informações sobre as condições em que o relatório foi elaborado e sobre a atuação da Polícia Federal.
Anteriormente, a Procuradoria-Geral da República havia se posicionado a favor da anulação do relatório, argumentando que Mendonça teria ultrapassado suas atribuições, contudo, Mendonça afirma que não realizou uma investigação contra Moraes, mas determinou aos policiais responsáveis pelo caso que apresentassem informações atualizadas sobre a identificação dos integrantes de uma suposta rede de influência e monitoramento mantida por Vorcaro.
Conforme Mendonça, ele determinou que os delegados encarregados apresentassem informações atualizadas sobre as investigações, porque as conversas continham dados que indicavam que Vorcaro buscava intervenção de autoridades públicas envolvidas nos "processos decisórios pertinentes".
Por conta da decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, de pedir ao ministro André Mendonça que retirasse o sigilo do processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos do banqueiro Daniel Vorcaro, veio à tona a informação sobre um pedido da Polícia Federal que há seis meses está parado na mesa do relator da investigação sobre o Banco Master.
Em 10 de março deste ano, a Polícia Federal pediu ao ministro André Mendonça que ele revelasse integralmente dados de um relatório do Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), que apontaria pagamentos do ecossistema de Daniel Vorcaro a uma autoridade com foro privilegiado. O relatório de inteligência financeira elaborado pelo Coaf ocultava, com tarjas, o nome da autoridade mencionada.
No pedido feito a Mendonça, a PF pediu autorização para ter acesso ao documento completo do Coaf, sem as tarjas, para que se soubesse o nome da autoridade implicada no esquema de pagamentos. Passados seis meses do pedido, o ministro não permitiu à PF saber o nome da autoridade envolvida.
Em seu ofício encaminhado em março a Mendonça, a Polícia Federal registrou de forma expressa as razões técnicas que tornavam indispensável a intervenção do relator:
“A cautela do Coaf em não compartilhar automaticamente dados que envolvam autoridades com foro por prerrogativa de função alinha-se ao respeito às regras de competência jurisdicional. Todavia, considerando que a presente investigação criminal já tramita regularmente perante este Supremo Tribunal Federal, o juízo competente para supervisionar a higidez das provas e autorizar o acesso a dados sigilosos é, indubitavelmente, Vossa Excelência”, afirma o pedido.
Mesmo com a justificativa, o ministro André Mendonça manteve o requerimento paralisado. No volume de 13 páginas elaborado pelo Coaf, as tarjas pretas encobrem os beneficiários diretos que possuem foro privilegiado, beneficiados com repasses sistemáticos efetuados por empresas e operadores ligados a Fabiano Zettel, cunhado e apontado como braço financeiro de Vorcaro. Entre as entidades que figuram na malha de transações está a Igreja da Lagoinha Belvedere, instituição fundada por Zettel.
Fontes ligadas à investigação ouvidas pela reportagem do jornal O Globo afirmam que a autoridade mencionada no relatório seria um ministro do Supremo Tribunal Federal. Entre o grupo do ministro Alexandre de Moraes, há a aposta de que se trate do ministro Dias Toffoli.
Toffoli já havia sido citado em outro relatório da PF, de cerca de 200 páginas, que listava supostas ligações com Daniel Vorcaro. Entre os pontos mencionados estava a compra de uma participação avaliada em R$ 35 milhões na empresa que controlava o resort Tayaya, ligado à família do ministro.
Esse relatório, no entanto, foi arquivado pelo presidente do STF em uma sessão secreta realizada em fevereiro deste ano.
Uma pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14) aponta que 37% das pessoas consideram que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça tem agido de forma correta no embate com Alexandre de Moraes. Outros 16% veem Moraes como quem age corretamente.
O levantamento também apontou que 20% dos entrevistados consideram que "nenhum dos dois" tem agido de forma correta, e 25% não souberam responder. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.
Os dados foram coletados em meio ao acirramento de uma disputa entre Moraes e Mendonça, que também transbordou para a corrida presidencial. Nesta terça-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) marcou sessão para decidir se abre investigação contra Moraes, depois que um relatório da Polícia Federal (PF) apontou diálogos entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro às vésperas da prisão dele, em 2025.
Após determinação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin, o ministro André Mendonça derrubou o sigilo de mais um procedimento relativo às investigações sobre fraudes no Banco Master. A decisão ocorre às vésperas do julgamento marcado para esta terça-feira, que analisará as mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes.
Este desdobramento da investigação concentra-se em transações financeiras ligadas à rede do caso Master e reúne Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) elaborados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A liberação do procedimento atendeu a um pedido formal encaminhado pelo ministro Alexandre de Moraes e chancelado pelo Ministério Público Federal (MPF).
"Tendo em vista a manifestação da Procuradoria-Geral da República, acolho o pedido formulado pelo e. Ministro Alexandre de Moraes, por meio do Ofício nº 11/2026, para solicitar que o e. Ministro André Mendonça promova o levantamento do sigilo da Pet 15.645", registra Fachin em despacho.
PGR SE POSICIONA
A retirada do sigilo contou com parecer favorável do vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho. A medida havia sido defendida por Alexandre de Moraes no domingo, em ofício direcionado a Fachin, argumentando que a petição reúne "elementos essenciais" para os debates previstos no plenário.
Inicialmente, Fachin determinou a manifestação da PGR porque o órgão havia listado previamente os procedimentos que considerava públicos, lista na qual a Petição 15.645 não constava. O vice-PGR explicou que o documento não foi citado anteriormente por falta de visibilidade no sistema do tribunal: "A PGR não relacionou a mencionada PET por não ter tido acesso à sua existência. Ela não aparece visível à PGR no sistema do STF".
Hindemburgo reiterou a importância da publicidade do material: "Como se trata de documento tido como relevante para que ministro desse tribunal possa compreender a totalidade dos fatores que o tema a ser debatido envolve, em coerência com as premissas do parecer anterior, a Procuradoria-Geral da República entende que deve também ser retirado o sigilo da Pet 15.645 para o conhecimento dos integrantes da Corte".
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter em sigilo as quebras de sigilo bancário e fiscal de mais de 30 pessoas físicas e jurídicas investigadas no caso Master, incluindo empresas do próprio Daniel Vorcaro.
Em março, a Polícia Federal (PF) pediu a Mendonça a retirada de dados do relatório do Coaf e, oito dias depois, enviou uma nova solicitação para as quebras de sigilo dos mesmos alvos. A segunda medida foi autorizada, e o ministro considerou que a primeira havia perdido a validade, já que os relatórios do Coaf são mais superficiais que as quebras de sigilo.
As quebras autorizadas afetam empresas como a Super Empreendimentos, investigada por supostamente facilitar pagamentos de Vorcaro a uma milícia e a agentes públicos, e a Moriah Asset, fundo ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado como seu operador financeiro.
Os dados também revelaram que a Igreja da Lagoinha, sob a gestão de Zettel, teve movimentação atípica de R$ 57 milhões entre 2014 e 2015, enquanto seu faturamento anual é de R$ 950 mil.
Em ofício ao presidente do STF, Edson Fachin, Moraes destacou que Mendonça não havia tornado público o material do Coaf, que é essencial para o julgamento desta terça-feira (15). Na ocasião, o plenário se reunirá para discutir a crise na corte, após Mendonça expor mensagens que Vorcaro teria enviado a Moraes, indicando disposição para investigar o colega.
Fachin solicitou manifestação à Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu a divulgação do documento por sua relevância. A decisão agora está com Fachin, que assumiu a relatoria do caso Moraes-Vorcaro e determinou o levantamento do sigilo do caso Master, exceto em diligências ainda em andamento.
Ele também ordenou que Mendonça enviasse os autos dos casos Master e INSS ao seu gabinete, o que paralisa as investigações e impede novas decisões do relator original. A PF ainda não apresentou o relatório de análise de movimentação bancária e financeira, levando o gabinete de Mendonça a considerar que o caso deve permanecer sigiloso.
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) alinhados ao ministro André Mendonça articulam nos bastidores uma estratégia para reagir a um eventual pedido de vista durante o julgamento que definirá a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, nesta terça-feira (14).
Segundo informações da colunista Andréia Sadi, do g1, obtidas em apuração com interlocutores no Supremo, a articulação prevê que magistrados antecipem seus votos pela abertura do procedimento mesmo se a sessão for interrompida por solicitação de mais tempo de análise. A orientação desse grupo é para que o relator do caso, ministro Edson Fachin, registre seu voto logo no início da sessão.
A avaliação mantida por integrantes dessa ala é de que atualmente há maioria formada no plenário favorável à autorização da apuração. O objetivo da antecipação dos votos seria deixar registrada a posição da Corte e evitar o sobrestamento do tema até o período posterior às eleições.
Do outro lado, ministros próximos a Alexandre de Moraes analisam a possibilidade de recorrer ao pedido de vista para suspender o julgamento, em movimento intensificado após a decisão de Fachin de manter a tramitação do procedimento de forma separada das demais apurações em curso no tribunal.
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou a manutenção da medida que proíbe a saída e viagens internacionais do secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Sodré, para o exterior. A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, também atinge Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como Guiga Sodré, empresário baiano e pai de Eduardo.
Ambos foram alvos da Operação Compliance Zero, que apura desvios e fraudes no Banco Master. O secretário estadual é apontado pela Polícia Federal como enteado do senador Jaques Wagner e investigado pelo suposto recebimento de vantagens indevidas em contrapartida por articulação legislativa favorável ao Grupo Master (que era gerido por Daniel Vorcaro e Augusto Ferreira Lima), além de exercer papel ativo na articulação financeira do esquema. Os crimes apurados incluem corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos financeiros conexos.
Segundo documento obtido pelo Bahia Notícias, na manhã desta segunda-feira (14), Eduardo tentou revogar a apreensão de seu passaporte para participar de eventos internacionais na França e na COP17. Ele tentou participar do "Programme d'Invitation des Personnalités d'Avenir", evento para o qual alegou ter sido selecionado pelo Ministério de Assuntos Internacionais da República da França. A viagem ocorreria de 14 a 31 de agosto de 2026.
Uma segunda viagem seria para a COP17/UNCCD (10 a 17 de outubro de 2026) para participar da 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação. Ambos os pedidos foram indeferidos pelo ministro relator André Mendonça, que manteve integralmente as restrições de saída do território nacional. Na ocasião, Mendonça rejeitou os pedidos de liberação temporária do passaporte e de autorização de viagem baseado em:
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Estágio embrionário da investigação: Por estar a investigação em fase inicial, a livre circulação internacional dos investigados representaria um risco acrescido à colheita de provas e à efetividade da persecução penal, sendo a restrição indispensável para assegurar a aplicação da lei penal;
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Indícios de crimes graves: O ministro salientou a permanência de sólidos indícios da prática de infrações graves, como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos financeiros conexos;
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Elevada capacidade financeira: Foi destacado que a capacidade financeira dos requerentes constitui elemento concreto que facilita eventual deslocamento e permanência prolongada no exterior;
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Prevalência do interesse público sobre o privado: A necessidade de resguardo do processo penal sobrepõe-se a eventuais compromissos profissionais ou conveniências de ordem particular alegadas;
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Inexistência de fatos novos: Ficou consignado que permanecem válidos todos os motivos que fundamentaram a decretação inicial das medidas cautelares, sem que tenham sido apresentados elementos novos capazes de alterar o quadro fático-probatório.
Já Guilherme Henrique Sodré Martins, também investigado na Compliance Zero, foi classificado pela Polícia Federal como operador e articulador entre o núcleo empresarial do Banco Master e pessoa de confiança do parlamentar investigado (senador Jaques Wagner). Contra ele apura-se a suposta prática dos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos financeiros conexos.
Guilherme solicitou autorização para viajar à Itália (Veneza, Florença e Roma) entre 3 e 13 de setembro de 2026. A justificativa era participar como expositor na 61ª Bienal de Veneza, integrando uma instalação artística com uma obra de sua coleção pessoal. Ele sustentou que as passagens e hospedagens foram adquiridas antes da operação policial, que possui residência e patrimônio lícito no País, além de mencionar que sua esposa exerce o cargo de desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).
O ministro André Mendonça indeferiu o pedido, mantendo a suspensão do passaporte no SINPA, o registro de impedimento de saída no STI, a proibição de emissão de novo passaporte e a proibição de contato com os demais investigados.
O fundamento para negar a viagem seguiu os mesmos critérios aplicados a Eduardo: o estágio embrionário da investigação, o risco à colheita de provas, a elevada capacidade financeira do investigado e a prevalência da persecução penal sobre conveniências de ordem particular.
Em uma semana com expectativa sobre a decisão do Banco Central a respeito da taxa básica de juros, as atenções em Brasília estarão voltadas principalmente para a sessão marcada para esta terça-feira (15) no Supremo Tribunal Federal (STF). Marcada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, inclusive com determinação para que seja transmitida ao vivo pela TV Justiça, a sessão pode representar o ápice da crise que começou no início de setembro, desde que o ministro André Mendonça tornou públicas as mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Com a escalada da crise no STF e em meio às incessantes revelações sobre casos como o do financiamento do filme “Dark Horse”, que envolve o candidato Flávio Bolsonaro (PL), as eleições perderam protagonismo no debate político em Brasília. Ainda assim, a campanha segue a todo vapor e entra em uma fase decisiva, já que faltam apenas três semanas para o primeiro turno, em 4 de outubro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem realizado viagens de campanha mais em dias como sextas, sábados e domingos, inicia sua semana com compromissos internos no Palácio do Planalto e a sanção da medida provisória que destina recursos para o financiamento de veículos a motoristas de transporte privado de passageiros. A medida inclui benefícios a motoristas de aplicativo (motos ou carros), taxistas, cooperativas de taxistas e profissionais de transporte escolar.
Confira abaixo a agenda da semana em Brasília.
PODER EXECUTIVO
O presidente Lula inicia sua semana em Brasília nesta segunda-feira (14) com compromissos internos no Palácio do Planalto. A agenda de Lula para a manhã inclui apenas uma reunião com a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior.
Na parte da tarde, o presidente Lula terá uma reunião às 14h40 com o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick, e logo depois, às 15h, haverá uma solenidade para a sanção da medida provisória 1359/2026, que institui linhas de financiamento do MOVE para veículos novos.
A medida, aprovada pelo Senado no dia 1º de setembro, destina até R$ 30 bilhões para o financiamento da compra de veículos novos que respeitem critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica. O texto da medida também abre permissão para o financiamento de infraestrutura, equipamentos e renovação da frota do transporte urbano de passageiros ou cargas, com foco principal na concessão de empréstimos para a compra de motos e motocicletas por entregadores de aplicativo.
Nesta segunda, o presidente Lula ainda terá uma reunião, no Palácio do Planalto, com os ministros da Fazenda, Dario Durigan, da Casa Civil, Miriam Belchior, e do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, às 16h30.
A agenda de Lula para o restante da semana ainda não foi divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República.
No calendário da economia, a semana tem como destaque a decisão do Comitê de Política Econômica do Banco Central na chamada “superquarta” (16). O Banco Central anunciará a nova taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, e a expectativa dos analistas de mercado é de mais um corte de 0,25 ponto percentual, principalmente depois de o IPCA de agosto registrar deflação de 0,32%.
Antes do Copom, será divulgado nesta semana, nesta terça (15), o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, um estudo completo do IBGE sobre a situação da agropecuária no país. O estudo mostrará os resultados da produção brasileira no mês de agosto deste ano.
Também na terça o IBGE apresenta os resultados da sua Pesquisa Mensal do Comércio. A pesquisa mostrará um raio-x da situação do comércio brasileiro no mês de julho.
PODER LEGISLATIVO
O Congresso Nacional segue paralisado, em um momento de recesso branco por conta da campanha eleitoral. Depois de realizar dois período de esforço concentrado, Senado Federal e Câmara dos Deputados só terão sessões em plenário após o primeiro turno das eleições.
Apesar da paralisação, um grupo de parlamentares vêm pressionando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a realizar uma sessão no plenário nesta semana. Senadores como Carlos Viana (PSD-MG) e Eduardo Girão (Novo-CE) reivindicam a abertura de um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Alcolumbre, não dá sinais de que irá ceder às pressões e até o momento, não há indicação de realização de qualquer sessão no plenário do Senado.
PODER JUDICIÁRIO
Nesta semana, o Supremo Tribunal Federal se prepara para viver um dos momentos mais delicados de seus mais de 130 anos de história. Nesta terça (15), às 10h, o plenário se reúne em sessão extraordinária para analisar o procedimento originado a partir de informações da Polícia Federal sobre suposta relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
Os ministros devem definir o destino dos elementos reunidos pela PF e indicar se há espaço para que seja iniciada uma investigação na Corte relacionada ao ministro Alexandre de Moraes. Na votação, os ministros também poderão decidir se prevalecerá a tese da Procuradoria-Geral da República (PGR), que questiona a validade do relatório da PF e pede a sua nulidade.
A crise ganhou maior dimensão quando o relatório da PF foi tornado público, no início do mês de setembro. O documento levou André Mendonça a separar o material para apreciação dos demais ministros do Supremo.
Já Alexandre de Moraes reagiu em outro procedimento, o inquérito das fake news, e apresentou elementos para questionar a relatoria do próprio ministro Mendonça, responsável pelas investigações. O STF então passou a conviver com duas frentes distintas: uma relacionada aos elementos que alcançaram Moraes e outra referente à conduta de Mendonça na condução dos procedimentos.
Apesar da pressão do grupo ligado a Moraes, o presidente do STF, Edson Fachin, colocou na pauta apenas o pedido relacionado às conversas de Daniel Vorcaro com o ministro do STF. A denúncia apresentada por Alexandre de Moraes contra Mendonça foi agendada para a sessão plenária do dia 23 deste mês.
Edson Fachin também tomou para si a relatoria do caso contra Moraes, por identificar possível impedimento de juiz por relação com envolvidos, fato previsto no Código de Processo Civil. A decisão concentra na presidência da Corte as decisões que guiarão desdobramentos da crise no STF.
Na sessão desta terça, há expectativa também sobre um possível pedido de vista, que levaria o caso relacionado a Moraes a um futuro incerto, já que a votação dos demais ministros pode acabar ficando apenas para o ano que vem.
Com os ministros divididos entre as posições de Alexandre de Moraes e André Mendonça, ainda não se sabe se o presidente do STF, Edson Fachin, manterá a sessão plenária da próxima quarta (16), para julgamentos de uma pauta de ações previamente acertadas. Na semana passada, duas sessões no plenário foram canceladas devido à crise no Tribunal.
Os ministros do STF deixaram de julgar, na semana passada, ações com a ADC 91, que tem como tema central o Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014). A ação julga a validade de um trecho que prevê que dados de registro de conexão, como o IP (informação utilizada para identificar usuários), só podem ser disponibilizados mediante ordem judicial.
Também foram adiados os julgamentos das ADIs 5059 e 5073, que envolvem o alcance do poder de requisição de provas, informações, dados e documentos por delegados de polícia em investigações criminais, conforme previsto em trechos da Lei 12.840/2013.
Para esta semana, a pauta previamente agendada tem como primeiro item a análise da ADI 7495, que discute diferenças nas regras de licença parental, incluindo a equiparação entre maternidade biológica e adotiva e a possibilidade de compartilhamento do período de afastamento entre os responsáveis pela criança. A ação foi proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes, que pediu destaque do processo no Plenário Virtual.
Também estão pautados dois processos que discutem a aplicação do Estatuto da Pessoa Idosa a reajustes de planos de saúde por faixa etária. Na ADC 90, o STF analisa se a proibição de cobrança de valores diferenciados em razão da idade alcança contratos firmados antes da entrada em vigor do estatuto, em 2004.
O tema também é tratado no RE 630852, com repercussão geral (Tema 381), cujo julgamento aguarda a proclamação do resultado. A Presidência do STF indicou que os entendimentos dos dois processos serão harmonizados para a proclamação conjunta.
A pauta inclui ainda a retomada do julgamento da ADI 5385, que questiona lei de Santa Catarina que redefiniu os limites do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro e criou o Mosaico de Unidades de Conservação da Serra do Tabuleiro e Terras de Massiambu. O julgamento foi suspenso em agosto, diante da possibilidade de empate em cinco a cinco, em razão da cadeira vaga no Tribunal.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou, em ofício neste domingo (13), que incluir novos elementos e abrir a íntegra das informações extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro "somente contribuiria para tumultuar o julgamento" e "colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações".
A manifestação ocorre a dois dias do julgamento no plenário do STF, marcado para a próxima terça-feira (15), no qual os ministros devem analisar o relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
"A inserção de elementos adicionais, que não constam dos autos até o presente momento, o que inclui a abertura de todas as informações contidas no celular do senhor Daniel Vorcaro, somente contribuiria para tumultuar o julgamento, bem como colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações, dando ensejo à suscitação de questionamentos de toda ordem, para desviar o feito especificamente apregoado para julgamento de seu caminho natural", disse Mendonça.
Nos últimos dias, os ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e o próprio Alexandre de Moraes acionaram a presidência da Corte para cobrar o acesso integral ao espelhamento do aparelho — um iPhone apreendido pela PF nas apurações ligadas ao Banco Master.
Zanin e Gilmar argumentaram que os magistrados precisam de todo o contexto para decidir, enquanto Moraes pontuou que "não cabe ao relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento".
No documento deste domingo, Mendonça rebateu as cobranças e assegurou que todos os integrantes do tribunal têm acesso ao mesmo material que ele próprio utilizará.
"Reitero que todo o material utilizado para o julgamento da próxima terça-feira encontra-se disponível, na íntegra, a todos os ministros deste tribunal. Para tal fim, este ministro dispõe exatamente do mesmo conjunto de elementos de informação franqueado aos demais pares que irão participar da referida sessão", escreveu.
Ao citar o presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, Mendonça concluiu afirmando que "como bem enfatizou o eminente Presidente, 'a gravidade dos fatos não autoriza atalhos', mas também não tolera subterfúgios ou desvios de rotas, rumo a outros interesses que não os da Justiça".
PEDIDO DE EXPLICAÇÕES A DELEGADOS DA PF
No mesmo despacho, Mendonça solicitou a Fachin que determine a quatro delegados da PF a prestação de informações, no prazo de 24 horas, sobre como se deu o envio de relatórios e mídias ao seu gabinete em março de 2026.
Mendonça solicitou que os policiais esclareçam as circunstâncias da entrega do material e informem se sofreram eventuais "constrangimentos sofridos ao longo das investigações".
IMPASSE PRÉ-JULGAMENTO
A manifestação de Mendonça é mais um capítulo da crise e da troca de ofícios que se intensificou no STF às vésperas da sessão de terça-feira (15).
No sábado (12), Fachin havia concedido prazo de 24 horas para que a Polícia Federal esclarecesse a situação do celular de Vorcaro e a integridade da cadeia de armazenamento das provas.
Na manhã deste domingo (13), a PF respondeu que o aparelho e a extração originais permanecem guardados com segurança na corporação e que tem plenas condições técnicas de remeter cópias idênticas a todos os gabinetes que requisitarem.
A PF pontuou ainda que o arquivo repassado ao gabinete de Mendonça em março era uma cópia, atendendo a uma solicitação formal do relator.
Mendonça, por sua vez, já havia argumentado anteriormente que mantinha os arquivos lacrados e criptografados em seu gabinete como contraprova de segurança, sem tê-los manuseado.
Enquanto isso, a ala de Moraes no Supremo articula levantar questões preliminares e nulidades processuais na sessão de terça-feira, apontando supostas irregularidades na confecção e no direcionamento do relatório de Mendonça e a falta de acesso prévio a todo o celular de Vorcaro.
Seria uma tentativa de barrar a abertura de uma apuração contra o ministro. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também já opinou pelo arquivamento do relatório com base em vícios de tramitação.
O ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, assumiu neste sábado (12) a relatoria do caso que avalia a abertura de um inquérito contra o ministro Alexandre de Moraes. Na semana que vem, o plenário do Supremo vai decidir se abre a investigação contra Moraes após documentos liberados por André Mendonça associarem a figura do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao vice-presidente do STF.
Em decisão tomada já na noite deste sábado, Edson Fachin retirou o processo das mãos do ministro André Mendonça e o transferiu para a presidência da Corte. A transferência da relatoria foi fundamentada nas regras internas do tribunal, já que o regimento do STF estabelece que apurações preliminares contra magistrados da própria Corte devem ser conduzidas por seu presidente.
Na mesma decisão, ele pediu o envio das íntegras dos processos das investigações do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e do Banco Master. Com isso, ele paralisa os andamentos dos dois casos.
O plenário do STF decidirá na próxima terça-feira (15) o futuro do caso de Moraes. Os ministros deverão definir, em transmissão ao vivo, se abrem uma investigação formal contra o magistrado ou se determinam o arquivamento do pedido.
Para 28% dos brasileiros, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deveria sofrer um processo de impeachment. Já para 37% das pessoas, o ministro André Mendonça deveria se afastar temporariamente do seu cargo no STF.
Esses foram alguns resultados obtidos em pesquisa divulgada pelo Datafolha neste sábado (12). O instituto entrevistou cerca de duas mil pessoas nos últimos dias.
Ainda em relação a Moraes, cerca de 34% acreditam que ele deveria se afastar de seu cargo, enquanto 12% dizem que André Mendonça é que deveria sofrer um impeachment. A pesquisa também apurou que 7% não viram nada de errado na atuação de Alexandre de Moraes, enquanto 5% acreditam que não há problemas porque o vazamento de conversas das investigações foi ilegal.
Confira abaixo os resultados em relação aos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça:
Sobre Alexandre de Moraes
34% defendem afastamento temporário
28% pedem impeachment
13% querem renúncia do cargo
7% afirmam que não há nada de errado nas mensagens
5% acreditam que o vazamento de conversas foi ilegal
13% se disseram indecisos
Sobre André Mendonça
37% defendem afastamento temporário
25% dizem que não há nada de errado nas ações dele
12% pedem impeachment
11% querem renúncia do cargo
12% se disseram indecisos
Em outro recorte da pesquisa Datafolha, 76% dos brasileiros consideram que os ministros do STF possuem poder demais. Desse total, 18% não acreditam em tal afirmação.
A pesquisa também mostra que 3% não concordam nem discordam do acúmulo de poder dos magistrados, enquanto 4% não souberam responder.
Um outro questionamento foi feito para avaliar a percepção dos eleitores se confiam menos no STF atualmente do que no passado. Do total, 77% acreditam que a Corte era mais acreditada no passado, enquanto 16% discordam. Aqueles que não concordam nem discordam com a colocação somam 3%, e os que não souberam responder são 4%.
O levantamento do Datafolha ouviu 2.002 eleitores entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-01833/2026.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a interceptação telefônica do senador Jaques Wagner (PT-BA) no âmbito das investigações relativas ao caso Master. Os dados constam em relatório da Polícia Federal tornado público após o presidente do STF, o ministro Edson Fachin, determinar a retirada do sigilo dos autos do caso Master, nesta sexta-feira (11).
Segundo informações da CNN, a decisão sobre o monitoramento foi proferida em 17 de junho de 2026. A Polícia Federal aponta uma proximidade entre o parlamentar e Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, indicando a existência de uma relação de confiança que favoreceria tratativas de interesse da instituição financeira.
As investigações citam a suspeita de recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo senador, de forma direta ou indireta. Entre os pontos apurados pela Polícia Federal estão a aquisição de um apartamento em Salvador em favor do parlamentar, repasses financeiros e indícios de atuação legislativa em pautas correlatas aos interesses do banco.
A determinação judicial alcançou também Augusto Ferreira Lima e outros investigados no processo. A medida ficou restrita ao acesso a metadados e registros técnicos — como estações rádio base (ERBs), números de identificação de aparelhos (IMEI), histórico de chamadas e dados de conexão —, sem incluir a interceptação do conteúdo das conversas ou mensagens.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, negou o pedido do ministro Alexandre de Moraes para julgar de forma unificada duas investigações paralelas sobre o caso Banco Master. A decisão foi oficializada neste sábado (12).
Com a decisão, Fachin manteve a realização da sessão Plenária da próxima terça-feira (15) dedicada exclusivamente ao processo relativo a Moraes e agendou para 23 de setembro a análise do caso que envolve a conduta do ministro André Mendonça.
Moraes havia apresentado um requerimento à Presidência alegando o "risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual", caso os processos fossem apreciados separadamente.
O presidente da Corte, no entanto, explicou que os dois casos estão em fases diferentes: o processo sobre as mensagens relativas a Moraes já se encontrava pronto e liberado para julgamento pelos ministros; enquanto o processo sobre a conduta de Mendonça ainda possui prazos abertos para a colheita de informações e manifestações formais.
No caso da apuração sobre as mensagens de Alexandre de Moraes, o STF analisa informações da Polícia Federal (PF) sobre contatos e mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ministro.
Já a investigação sobre a conduta de André Mendonça reúne relatórios da Polícia Federal (PF) sobre a atuação do próprio André Mendonça na condução das operações. O relatório trata de suspeitas levantadas pela PF quanto à imparcialidade e a um suposto direcionamento seletivo das apurações contra alvos políticos, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o próprio Moraes.
Nesse cenário, Fachin concluiu que levar o segundo processo ao Plenário antes do fim dos prazos inviabilizaria a análise, optando por marcá-lo para o fim de setembro.
O candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) tentou, por quatro vezes, retirar do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a investigação sobre destinação de emendas e desvio de finalidade para financiar o filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na última quinta-feira (10/9), Dino autorizou uma operação contra 29 alvos ligados à investigação sobre o repasse de emendas parlamentares à produtora do filme.
Os quatro pedidos feitos pela defesa de Flávio Bolsonaro foram feitos entre os dias 13 e 29 de julho deste ano. Dois dos pedidos foram endereçados ao presidente do STF, Edson Fachin, e dois ao próprio Flávio Dino.
A alegação dos advogados de Flávio Bolsonaro era a de que a investigação sobre o filme “Dark Horse” estava sob o comando do ministro André Mendonça, e que, por isso, ele também deveria assumir a apuração sobre eventual uso de recursos públicos na obra.
“Demonstrou-se que o protocolo das petições no âmbito da ADPF nº 854 não se deu por acaso, mas se tratou de verdadeira manipulação das regras de competência, a fim de criar uma prevenção artificial e inexistente do Exmo. Min. Flávio Dino para os fatos”, disse a defesa do senador.
Na investigação sobre as emendas parlamentares, relatada por Flávio Dino, é apurado o suposto uso irregular de verbas públicas para a produção do filme. A Polícia Federal investiga se verbas destinadas à execução de projetos sociais foram desviadas por meio do Instituto Conhecer Brasil (ICB) para bancar a cinebiografia.
Já a investigação que envolve o Caso Master, e que está sob comando de André Mendonça, apura o repasse de milhares de reais feitos por Daniel Vorcaro para financiar o filme. Os investigadores querem saber se houve lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
O ministro e decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, enviou, nesta sexta-feira (11), um ofício ao presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, afirmando que não é possível julgar nenhuma das duas petições que envolvem o ministro Alexandre de Moraes e o ministro André Mendonça em diferentes casos.
No primeiro caso, Gilmar Mendes se refere ao de número 16.662, o relatório da Polícia Federal (PF-DF) feito a pedido de André Mendonça e utilizado pelo magistrado para afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, decisão que foi revertida posteriormente pelo presidente do STF.
O outro caso, o de número 16.704, suspendeu as decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino relacionadas à cúpula da Polícia Federal e determinou que procedimentos envolvendo investigação de integrantes da Corte sejam previamente encaminhados à Presidência.
Gilmar argumenta que há "sérias dúvidas" de que o caso de Moraes, no atual "estágio processual", esteja em condições de ser julgado. Para o decano, não há definição "adequada" sobre o caso, seja em relação a quem ocupa a posição de investigado, ao objeto da apuração, ao rito a ser adotado ou à própria maturidade da questão que será debatida pelo plenário.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou ter atuado de forma seletiva ao levantar parcialmente o sigilo das investigações relativas ao caso do Banco Master. A manifestação foi formalizada em despacho proferido na Petição (PET) 16.704, apresentado após o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, acolher um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e fixar o prazo de 24 horas para a liberação dos procedimentos ligados ao processo.
No documento encaminhado à presidência do STF, obtido pelo Bahia Notícias (BN), Mendonça afirmou ter atendido às determinações de Fachin e tornado públicos os procedimentos diretamente relacionados à pauta de julgamento agendada para a próxima terça-feira (15).
O relator sustentou que a manutenção do segredo sobre determinados autos decorreu de uma análise prudente para resguardar investigações em andamento e a privacidade dos envolvidos.
CENTENAS DE DOCUMENTOS
No despacho da PET 16.704, Mendonça respondeu diretamente às declarações do ministro Alexandre de Moraes sobre a suposta ausência de 180 documentos nos procedimentos vinculados à PET 15.556. O relator rebateu a tese de que teria havido ocultação de peças ou liberação parcial seletiva, algo também negado pelo diretor Andrei Rodrigues.
Segundo o magistrado, a diferença entre o número de peças disponibilizadas e a contagem apresentada no sistema e-digital decorre do próprio funcionamento do STF Digital e de decisões processuais, e não de omissão:
- Desentranhamento e traslado de peças: Documentos foram remetidos a outros processos por autonomia temática ou ritos próprios, como ocorreu com a Pet 16.662, autuada a partir de elementos retirados da Pet 15.556.
- Comunicações administrativas: O registro do sistema inclui atos processuais internos, como ofícios expedidos e mandados cumpridos, que não configuram provas ou relatórios investigativos.
- Incongruências do sistema: O ministro anexou capturas de tela do sistema e-digital para demonstrar imprecisões no contador automático, argumentando que a tabela utilizada para apontar omissões não reflete a realidade dos autos.
Mendonça reiterou que todas as peças efetivamente disponíveis na PET 15.556 foram devidamente publicizadas e que a totalidade dos procedimentos com relação direta com o julgamento agendado foi disponibilizada aos gabinetes de todos os ministros.
SIGILO LIMITADO
Quanto à impossibilidade de liberar de forma irrestrita todos os procedimentos correlatos à PET 15.556, o relator destacou que a apuração em questão limita-se à representação policial da terceira fase ostensiva da Operação Compliance Zero.
De acordo com o ministro, a abertura integral de frentes paralelas violaria a proteção constitucional a dados pessoais e o sigilo bancário e fiscal de terceiros e de investigados em inquéritos em andamento.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou nesta sexta-feira (11) que a cópia de segurança dos dados retirados do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro continua em HD lacrado e intocado em seu gabinete na Corte. Isso ocorreu depois que o ministro Cristiano Zanin pediu acesso ao acervo de informações do caso.
De acordo com a GloboNews, foi decidido em fevereiro que a Polícia Federal (PF) seria a responsável pela custódia oficial dos dados originais. Na ocasião, a corporação entregou ao gabinete do magistrado uma cópia de segurança do material arrecadado no aparelho celular de Vorcaro.
O ministro enfatizou que o conteúdo que está sob sua responsabilidade não sofreu qualquer tipo de violação e se encontra intacto nas dependências do STF.
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, negou a existência de qualquer monitoramento ilegal direcionado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. A declaração foi formalizada em manifestação enviada nesta sexta-feira (11) ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin.
No documento, obtido pela CNN, o chefe da corporação explicou que os relatórios questionados correspondem a análises regulares de inteligência promovidas pela PF. Rodrigues ressaltou ainda que a remessa do material ao Supremo atendeu a uma ordem expedida pelo ministro Alexandre de Moraes.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.