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Marca Bahia Notícias

Notícia

Artistas lançam manifesto internacional contra censura e intimidação do governo Bolsonaro

Por Jamile Amine

Foto: Reprodução

Com a adesão de cerca de 200 artistas e trabalhadores da cultura, a Associação dos Produtores de Teatro (APTR) lançou a campanha internacional “SOS Brasil - Ecoe o nosso grito” (clique aqui), com o objetivo de denunciar uma série de irregularidades promovidas pelo governo Bolsonaro. Além do português, o manifesto está disponível em inglês, espanhol e francês.

 

“Há um desastre em curso no Brasil. O governo federal faz uma gestão criminosa da pandemia, desastrosa da economia e catastrófica do meio ambiente, estimulando o desmatamento e a ocupação ilegal da Amazônia. Estamos sob o comando de um governo que quer controlar a cultura e a arte, intimidar quem pensa diferente, censurar e sufocar a nossa produção. Mesmo sob ameaça, nós, artistas e produtores culturais brasileiros, não vamos nos calar. Ecoe o nosso grito!”, diz texto de apresentação da campanha.

 

A campanha inclui um vídeo de performático de protesto de cerca de três minutos, com a participação de nomes como Chico Buarque, Gilberto Gil, Elza Soares, Sônia Braga, Marieta Severo, Paula Lavigne, Tony Belotto, Débora Lann, Carla Camurati, Caetano Veloso, Pedro Luís, Maitê Proença, Margareth Menezes, Marília Gabriela, Chico César, Denise Fraga, Fafá de Belém, Ney Latorraca, Paulinho Moska, Paulo Betti, Renata Sorrah, Vanessa Gerbelli, Wagner Moura, Zé Renato, Dona Onete, Cissa Guimarães, Françoise Forton, Drica Moraes e Malu Mader.

 

Com som de tiros ao fundo, o vídeo exibe os artistas com mãos nos olhos, boca, ouvidos e pescoço. O material exibe ainda o texto: "Querem nos censurar. Você pode me ouvir? Você pode me ver? Esse som não é batucada. Não é música. É tiro. Somos alvos. Estão nos asfixiando. Oxigênio. Cultura. Educação. Amazônia. Ciência. Respeito. Saúde. Democracia. Arte. Brasil. Socorro”. Ao final, Elza Soares narra uma frase de autoria de Ailton Krenak: "Nós temos que ter coragem de ser radicalmente vivos. E não negociar a sobrevivência". 

 

Veja o vídeo:

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